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Implantação da Metodologia BIM em Projetos de Drenagem Francisco Junior APRESENTAÇÃO DA TURMA • Nome • Cidade/Estado • Formação acadêmica • Atuação Profissional • Conhecimento sobre BIM SOBRE O PROFESSOR Francisco Junior Técnico em Edificações Graduação em Engenharia Civil Master internacional em BIM Management para Infraestruturas, Engenharia Civil e GIS BIM Coordinator Projetos, consultoria e implementação BIM 10 anos de experiência em projetos de infraestrutura Infradata.eng.br Professor de BIM instituições de Pós- Graduação https://www.infradata.eng.br/ ESTRUTURA DA DISCIPLINA o Sexta das 18:00 às 22:00 – Intervalo 20h (20 min) o Sábado das 09:00 às 17:00 – Intervalos: 10h (20 min), 12h (90 min), 15h30 (20 min) o Sexta das 18:00 às 22:00 – Intervalo 20h (20 min) o Sábado das 09:00 às 17:00 – Intervalos: 10h (20 min), 12h (90 min), 15h30 (20 min) *As aulas ficarão gravadas para assistir novamente Método de avaliação o Atividade final objetiva (12 questões) CICLO HIDROLÓGICO o Deve-se dar tanta importância às características fisiográficas das bacias que independem das condições climáticas, quanto às características pedológicas que indicam o comportamento dos cursos da água em função dos solos e de cobertura vegetal destas bacias; o Despreza-se as perdas por absorção pela vegetação e pela evapotranspiração; o Considera-se danos que podem ser causados tanto pela erosão quanto pela influência direta na segurança do tráfego; o Os métodos usuais visam estabelecimento da descarga máxima suportável; o Em resumo, o ciclo hidrológico define para cada caso a parcela de precipitação que se transforma em deflúvio. ALVES (2006). COLETA DE DADOS o Vegetação, recursos hídricos e relevo; o Plantas topográficas; o Levantamentos aerofotogramétricos; o Cartas geográficas; o Outras cartas ou mapas disponíveis; o Dados climatológicos; o Postos pluviométricos e fluviométricos; o Obras hidráulicas a montante ou a jusante da área do projeto. Baylina, Ramon. ESTUDOS HIDROLÓGICOS E CLIMATOLÓGICOS o Classificação do clima; o Distribuição do número médio de dias chuvosos por mês com precipitações superiores a 5 mm diários; o Comparativo entre postos pluviométricos; o Caracterização do regime fluvial; o Estudo de chuvas intensas; o Equações de Chuvas Intensas. HIDROWEB, 2022. TEMPO DE RECORRÊNCIA o Espaço de tempo em anos onde provavelmente ocorrerá um fenômeno de grande magnitude pelo menos uma vez; o Para dispositivos de drenagem este tempo diz respeito a enchentes de projeto objetivando projetar estruturas que as resistam; o Quanto maior o tempo de recorrência maior será a vazão de pico, portanto mais onerosa a construção ou reparação das obras hidráulicas. DNIT, 2005. TEMPO DE RECORRÊNCIA DER-SP, 2001a. TEMPO DE CONCENTRAÇÃO Fórmula de KIRPICH, publicada no “California Curverts Practice” LIMA, 2012. CHUVA DE PROJETO Equações de curvas i-d-f i= intensidade (mm/h) Tr = Tempo de retorno (ano) T = duração da chuva (min) a, b, c e d são parâmetros locais São Paulo Belo Horizonte Rio de Janeiro CHUVA DE PROJETO Máximas alturas de chuvas em mm Máximas intensidades de chuvas em mm/h COEFICIENTE DE ESCOAMENTO SUPERFICIAL Os estudos de escoamento superficial das bacias de drenagem devem abranger a análise das características fisiográficas da bacia, o tipo de solo e sua cobertura, inclusive a estimativa da evolução futura quanto ao uso e ocupação do solo. DER-SP, 2001a. BACIA HIDROGRÁFICA o (Collischonn& Tassi, 2008) definem bacia hidrográfica como sendo a área de captação natural dos fluxos de água originados a partir da precipitação, que faz convergir os escoamentos para um único ponto de saída, seu exutório. Os limites de uma bacia contribuinte são definidos pelos divisores de água ou espigões que a separam das bacias adjacentes; o Bacias hidrográficas são compostas por sub-bacias hidrográficas. Cada sub-bacia é uma bacia hidrográfica que pode ser subdividida em sub- bacias, etc. IRGEB, 2020. VAZÃO DE PROJETO • Método de Cálculo Para bacias com área de drenagem inferior a 50 km² devem ser utilizados métodos indiretos, baseados nos estudos de intensidade, duração e frequência das chuvas da região. Para estas bacias, caso sejam disponíveis dados fluviométricos em quantidade e qualidade suficientes, deve ser utilizado o método direto estatístico. DER-SP, 2001a. VAZÃO DE PROJETO o O método racional é uma expressão simples para calcular a descarga de projeto, relacionando a área da bacia, com a intensidade da chuva e o coeficiente de deflúvio, que expressa diversos fatores referentes a escoamento superficial o Por sua simplicidade se comparado com outros métodos, é o mais utilizado para descarga de projeto não só no Brasil mas em todo o mundo o Para o valor da descarga pelo método racional admite-se que duração da chuva deve ser igual ao seu tempo de concentração o Q = vazão no conduto livre o C = coeficiente de escoamento superficial (runoff) o I = intensidade de precipitaão (mm/min) o AD = área de drenagem (ha) DIMENSIONAMENTO SANTIAGO et al., 2022. DOCUMENTOS GERADOS PROJETOS TIPO DISPOSITIVOS o Os órgãos publicam documentos em caráter orientador para servir de referência para a uniformização e padronização dos dispositivos de drenagem; o Sua utilização apesar de recomendada não é obrigatória, podendo o projetista adotar outros dispositivos desde que sejam apresentados os Projetos de Engenharia correspondentes e aprovados pela analise de projetos destes órgãos; o Independente de qual dispositivos de drenagem seja adotado, padronizado pelo órgão ou não, é importante que suas especificações garantam sua construtibilidade, e suficiência hidráulica. PROJETOS TIPO DISPOSITIVOS o A drenagem superficial de uma rodovia tem como objetivo interceptar e captar, conduzindo ao deságue seguro, as águas provenientes de suas áreas adjacentes e aquelas que se precipitam sobre o corpo estradal, resguardando sua segurança e estabilidade; o Para um sistema de drenagem superficial eficiente, utiliza-se uma série de dispositivos com objetivos específicos, a saber: • Valetas de proteção de corte; • Valetas de proteção de aterro; • Sarjetas de corte; • Sarjetas de aterro; • Sarjeta de canteiro central; • Bueiros de greide; • Dissipadores de energia; • Escalonamento de taludes; • Corta-rios. PROJETOS TIPO DISPOSITIVOS o Drenagem superficial DNIT, 2018. PROJETOS TIPO DISPOSITIVOS o Descidas d’água As descidas d'água tem como objetivo conduzir as águas captadas por outros dispositivos de drenagem, pelos taludes de corte e aterro. Tratando-se de cortes, as descidas d'água têm como objetivo principal conduzir as águas das valetas quando atingem seu comprimento crítico, ou de pequenos talvegues, desaguando numa caixa coletora ou na sarjeta de corte. No aterro, as descidas d'água conduzem as águas provenientes das sarjetas de aterro quando é atingido seu comprimento crítico, e, nos pontos baixos, através das saídas d'água, desaguando no terreno natural. o Saídas d’água As saídas d'água, nos meios rodoviários também denominados de entradas d'água, são dispositivos destinados a conduzir as águas coletadas pelas sarjetas de aterro lançando as nas descidas d'agua. São, portanto, dispositivos de transição entre as sarjetas de aterro e as descidas d'água. o Drenagem superficial DNIT, 2018. PROJETOS TIPO DISPOSITIVOS PROJETOS TIPO DISPOSITIVOS o Drenagem subsuperfícial O objetivo dessa técnica é defender o pavimento das águas que possam danificá-lo. Essas águas, de um modo geral, são de duas procedências: infiltrações diretas das precipitações pluviométricas e provenientes de lençóis d'água subterrâneos. o Drenagem profunda Os drenos profundos têm por objetivo principal interceptar o fluxo da água subterrânea através do rebaixamento do lençol freático, impedindo-o de atingir o subleito. Os drenos profundos são instalados, preferencialmente, em profundidadesda ordem de 1,50 a 2,00m, tendo por finalidade captar e aliviar o lençol freático e, consequentemente, proteger o corpo estradal. Devem ser instalados nos trechos em corte, nos terrenos planos que apresentem lençol freático próximo do subleito, bem como nas áreas eventualmente saturadas próximas ao pé dos taludes. PROJETOS TIPO DISPOSITIVOS o Drenagem subterrânea o Drenagem subsuperficial DNIT, 2018. PROJETOS TIPO DISPOSITIVOS o Drenagem de taludes e encostas Os drenos sub-horizontais são aplicados para a prevenção e correção de escorregamentos nos quais a causa determinante da instabilidade é a elevação do lençol freático ou do nível piezométrico de lençóis confinados. No caso de escorregamentos de grandes proporções, geralmente trata-se da única solução econômica a se recorrer. PROJETOS TIPO DISPOSITIVOS o Drenagem de Taludes e Encostas o Drenagem Pluvial Urbana DNIT, 2018. PROJETOS TIPO DISPOSITIVOS o Drenagem para transposição de talvegues Os bueiros são obras destinadas a permitir a passagem livre das águas que acorrem as estradas. Compõem-se de bocas e corpo. Corpo é a parte situada sob os cortes e aterros. As bocas constituem os dispositivos de admissão e lançamento, a montante e a jusante, e são compostas de soleira, muro de testa e alas. No caso de o nível da entrada d'água na boca de montante estar situado abaixo da superfície do terreno natural, a referida boca deverá ser substituída por uma caixa coletora. PROJETOS TIPO DISPOSITIVOS o Drenagem para transposição de talvegues o Galerias Celulares Pré-Moldadas DNIT, 2018. PROJETOS TIPO DISPOSITIVOS o Bueiros de Concreto Tipo Minitúnel o Dispositivos Lineares DNIT, 2018. MICROBACIAS A microbacia é uma área menor que é delimitada para se identificar a contribuição que escoa no sentido dos dispositivos de drenagem a serem dimensionados. Para sua delimitação, considera-se a condição do terreno alterada após o projeto de terraplenagem. COEFICIENTES DE MANNING O coeficiente de manning se refere a rugosidade do material do dispositivo de drenagem e a resistência que esta rugosidade pode apresentar para o escoamento. Este coeficiente é influenciado por diversos fatores, tais como: o Rugosidade do fundo do canal; o Vegetação (densidade altura); o Irregularidade do canal (depressões, elevações); o Alinhamento do canal (Sinuosidade); o Estado de conservação ; o Obstruções (pontes, pilares, troncos, etc.). GEOMETRIA DOS DISPOSITIVOS Hidrologia e Hidráulica: Conceitos Básicos e Metodologias - DAEE DIMENSIONAMENTO o v = Velocidade média na seção transversal o Q = vazão no conduto livre o Rh = raio hidráulico o I = declividade longitudinal o n = coeficiente de rugosidade manning Blog Open Channel Flow. VERIFICAÇÕES NO CÁLCULO DER-SP, 2001a. LARGURA DE IMPLÚVIO A largura de implúvio( l ) é a projeção horizontal da largura de contribuição. A largura de implúvio, no caso mais geral, é uma soma de 3 parcelas: l1 = contribuição da pista de rolamento + acostamento = 5,50m; l2 = contribuição do talude corte = 4,0m (2/3 da maior altura que é de 6,0m); l3 = contribuição da área compreendida entre a crista do corte e a valeta de 3 proteção = 3,00m. l3 l2 l1 COMPRIMENTO CRÍTICO É definido como o comprimento máximo de utilização da sarjeta, para que não haja transbordamento d’água para a pista que afetaria a segurança da via através da aquaplanagem e/ou transbordamento para o talude de aterro onde poderá iniciar um processo de erosão. DOCUMENTOS GERADOS o Memoria de cálculo – MC o Quadro-Resumo o Desenhos o Planilha de quantidades o Outros documentos solicitados pelo cliente DER-SP, 2001b. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALVES, Maria Helena. Hidrologia. Wikipedia. 2006. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ciclo_hidrol%C3%B3gico#/media/Ficheiro:Ciclo_ da_%C3%A1gua.jpg BAYLINA, Ramon. Pluviômetro. Rumtor. Disponível em: https://www.rumtor.com/pluviografo.html. BRASIL. Manual de Hidrologia Básica para estruturas de Drenagem. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Diretoria de Planejamento e Pesquisa. Instituto de Pesquisas Rodoviárias. 2 ed. 133 p. Rio de Janeiro, 2005. Disponível em: https://www.gov.br/dnit/pt- br/assuntos/planejamento-e-pesquisa/ipr/coletanea-de- manuais/vigentes/715_manual_de_hidrologia_basica.pdf. DAEE. Equações de Chuvas Intensas do Estado de São Paulo. Departamento De Águas e Energia Elétrica. São Paulo, 1999. Disponível em: http://www.leb.esalq.usp.br/disciplinas/Fernando/leb1440/Aula%203/DAEE_E q_Chuvas_SP.pdf. DER-SP. Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo. DE 01/HID-001. Estudos Hidrológicos. São Paulo, 2001a. Disponível em: http://www.der.sp.gov.br/WebSite/Arquivos/normas/IP-DE-H00-001_A.pdf. ___. Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo. DE 01/HID-002 – Projeto de Drenagem. São Paulo, 2001b. Disponível em: http://www.der.sp.gov.br/WebSite/Arquivos/normas/IP-DE-H00-002_A.pdf DNIT. Álbum de projetos tipos de dispositivos de drenagem. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Diretoria de Planejamento e Pesquisa. Instituto de Pesquisas Rodoviárias. 5. ed. Rio de Janeiro, 2018a. Disponível em: https://www.gov.br/dnit/pt-br/assuntos/planejamento-e- pesquisa/ipr/coletanea-de- manuais/vigentes/736_LBUMDEPROJETOSTIPODEDISPOSITIVOSDEDRENAGEM. pdf. IRGEB. A estreita relação da bacia hidrográfica com o manejo e a conservação do solo e da água. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Rio Grane do Sul, 2020. Disponível em: https://www.ufrgs.br/irgeb/2020/08/26/a-estreita- relacao-da-bacia-hidrografica-com-o-manejo-e-a-conservacao-do-solo-e-da- agua/. LIMA, Leno Pinheiro. Drenagem de rodovias e sua importância para a manutenção da qualidade do corpo estradal. Universidade Regional do Cariri – URCA. Juazeiro do Norte – Ceará, 2012. Disponível em: https://docplayer.com.br/65529880-Drenagem-de-rodovias-e-sua- importancia-para-a-manutencao-da-qualidade-do-corpo-estradal.html. MARINHO, Filipe. Fórmula de Manning: condutos retangulares. Guia da Engenharia. 2019. Disponível em: https://www.guiadaengenharia.com/formula-manning-conceitos-retangular/. OPENCHANNELFLOW. Manning Formula for Determining open Channel Flows. Blog Open Channel Flow. Disponível em: https://www.openchannelflow.com/blog/manning-formula-for-determining- open-channel-flows. SANTIAGO, Carolina Lourenço; REIS, Ten.Cel. Marcelo de Miranda; DIOGO, Cel. Francisco José d’Almeida Diogo; CASTRO, Carmen Dias. Análise dos métodos de dimensionamento de bueiros aplicados em ferrovias. IME – Instituto Militar de Engenharia. Rio de Janeiro, 2022. Disponível em: https://transportes.ime.eb.br/etfc/monografias/MON101.pdf SNIRH. Hidroweb. Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos (SNIRH). Disponível em: https://www.snirh.gov.br/hidroweb/mapa Slide 1: Implantação da Metodologia BIM em Projetos de Drenagem Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41