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BIOINFORMAÇÃO E
TECNOLOGIAS
DIGITAIS PARA A
EDUCAÇÃO FÍSICA
NOÇÕES BÁSICAS DE
BIOESTATÍSTICA
Lúcio Flávio Soares Caldeira
• Unidade de Ensino: 4
• Competência da Unidade: conhecer os conceitos básicos da bioestatística
nos leva a desenvolver as habilidades necessárias para manusear as
ferramentas, objetivando a resolução de problemas na área da EF.
• Resumo: A bioestatística e como podemos utilizá-la na epidemiologia,
compreendendo os princípios básicos e aplicando-os na educação física.
• Palavras-chave: estatística descritiva, probabilidade,
• testes de hipóteses
• Título da Teleaula: Noções básicas de bioestatística
• Teleaula nº: 4
Contextualização
Conhecimento em análise de dados
- Análise de resultados de testes e medidas
aplicadas à EF;
- Análise de desempenho no esporte;
- Análise evolutiva em programas de
atividade física/exercício físico voltados à
saúde.
Conhecendo a
estatística
A estatística inferencial
• Envolve probabilidades quando algo é
incerto.
• Medidas de precisão, como intervalo de
confiança ou teste de hipótese, que nos
ajudam a fazer inferências da população
a partir das estimativas da amostra.
• População, amostra e amostragem.
População e amostra
Teoria da Amostragem
Probabilísticos: cada elemento da população
possui a mesma probabilidade de ser selecionado
para compor a amostra → mecanismos
aleatórios de seleção.
Não probabilísticos: a seleção da amostra
depende do julgamento do pesquisador. Há uma
escolha deliberada dos elementos para compor a
amostra → mecanismos não aleatórios de
seleção.
A escolha de um método não probabilístico, geralmente,
encontrará desvantagem frente ao método
probabilístico.
Amostragem por conveniência: elementos
selecionados por estaremos imediatamente disponíveis,
por exemplo, quando selecionamos uma pessoa na rua.
Amostragem por julgamento: uma pessoa que tenha
experiência em determinado assunto escolhe
intencionalmente os elementos a serem amostrados, por
exemplo, os próprios treinadores, ao escolherem os
atletas para testarem um novo tênis, ou um novo
suplemento.
Classificação das variáveis em:
Qualitativas
As variáveis qualitativas são aquelas que possuem atributos de
qualidade sem qualquer quantificação, podendo ser divididas
em:
Discretas: os números são inteiros, por exemplo: número de
filhos, quantidade de funcionários de uma empresa.
Quantitativas*
Contínuas: os números pode ser qualquer um entre os
números naturais (inteiros e frações), por exemplo: peso
corporal, renda per capita.
Tipos de
variáveis
EXEMPLOSDESCRIÇÃOCLASSIFICAÇÃOTIPO
Sexo (masculino e feminino)
Raça (caucasiano, negro, asiático)
Variáveis em classes
discretas, sem peso
numérico
Nominal
Q
ua
lit
at
iv
as
Estrato socio-econômico (baixo,
médio, alto)
Escalas de DOR, PSE, etc
Variáveis em classes
discretas, classificadas
em ordem
Ordinal
Ex: n° de filhos, alunos numa escola
etc.
Conjunto de
resultados possíveis é
finito ou enumerável.
Discreta
Temperatura em graus celsius ou
fahrenheit.
Assumem valores
quantitativos, mas
que não possuem o
zero absoluto
Intervalar*
Q
ua
nt
ita
tiv
as
Discreta: conjunto de resultados
possíveis é finito ou enumerável. Ex:
n° de filhos, alunos numa escola etc.
Assumem valores
quantitativos onde há
o zero absoluto
Razão
Conceito de variáveis de um estudo
Variável independente: é toda variável, qualitativa
ou quantitativa, que interfere em uma outra variável
considerada.
Variável dependente: é toda variável, qualitativa
ou quantitativa, que sofre efeito de uma variável
independente.
Relação circular: ocorre quando uma variável
(exercício físico) afeta outra variável (ganho de
peso), e vice-versa.
Estatística Descritiva
Conjunto de dados
Elemento: é cada uma das unidades no estudo que são
observadas (ex: pré e pós).
Variável: é a caraterística de interesse
Observação: é a informação que a variável apresenta
para cada um dos elementos especificamente.
Caso: é o conjunto de observações de um elemento
determinado.
A análise exploratória
O primeiro passo para essa construção é a separação de
cada variável de acordo com o perfil. Ex: variáveis
sociodemográficas (idade, sexo, escolaridade), hábitos de
vida (tabagismo, dieta, prática de atividade física) e
doença pré-existente (hipertensão, diabetes, câncer).
A separação da variável por perfil é chamada de análise
univariada.
Contagens de observações - Frequência
• Frequência absoluta e percentual.
• A soma das frequências absolutas é
igual ao número total de observações da
variável (representado pela letra N).
• Já frequência percentual simples indica
o percentual de cada variável
N (%)Variável
603 (58,2)60 anos
615 (59,4)Masculino
Escolaridade
135 (13,0)Sem estudo formal
428 (41,3)Fundamental incompleto
256 (24,7)Fundamental completo ou Médio incompleto
160 (15,4)Médio completo ou Superior incompleto
56 (5,4)Superior completo ou Pós-graduação
383 (37,0)Ex-tabagista
398 (38,4)IMC 25-30
612 (59,1)Não-diabético
489 (47,3)Dislipidêmico
827 (79,8)Não-AVC
681 (65,7)Sedentário
Exemplo da utilização das
frequências absoluta e
percentual
Fonte: elaborada pelo
autor.
Medidas de tendência central
• MÉDIA (): A média é um valor hipotético que
pode ser calculado para qualquer conjunto de
dados; ela não precisa ser um valor realmente
observado no conjunto de dados.” Field (2011, p.
33).
• MEDIANA (Me): Define-se o valor de 50% após
ordenação dos dados. Percentil 50.
• MODA (Mo): Representa o valor mais frequente.
Outras duas medidas muito utilizadas são
aquelas que dividem um conjunto de dados em
quatro (quartis) e cinco (quintis):
Quartis: são representados Q1, Q2 e Q3,
dividindo a série de dados em quatro partes
iguais, correspondendo aos 25, 50 e 75
percentis.
Quintis: são representados como uma medida
de posição que possibilita dividir o conjunto de
dados em cinco partes, correspondentes aos 20,
40, 60 e 80 percentis.
https://bit.ly/3slWhhB
Medidas de dispersão
Variância amostral (S2): medida relativa a dispersão
dos valores em torno da média.
Desvio padrão (S): raiz quadrada da variância.
Probabilidade
A probabilidade
Tem como objetivo estudar os fenômenos do nosso
cotidiano.
• Aleatórios (casuais, que são os resultados de
acontecimentos que não podem ser previstos);
• Não aleatórios (determinísticos, que são fenômenos
em que já se sabe o resultado antes mesmo que
ocorra).
Espaço amostral, o qual é um conjunto de todos os
dados de possíveis resultados do experimento. (ex:
moeda S = {cara, coroa}; dados S = {1,2,3,4,5,6}.
Elaborar as perguntas que possuem relação com os
possíveis resultados. Estas perguntas são chamadas de
eventos.
Associar os eventos ocorridos a subconjuntos do espaço
amostral. Para identificarmos os subconjuntos, usamos
três lógicas para manipulação dos eventos, sendo eles
união, intersecção e complementar.
ComplementarInterseção (∩)União ( ):
A probabilidade frequentista, os elementos do espaço
amostral não são igualmente prováveis, e a
probabilidade de ocorrer o evento A pode ser
calculada por meio da frequência relativa.
Distribuições das
Probabilidades
A distribuição de probabilidade
Pode ser expressa em forma de tabela ou de gráfico,
representando todos os valores da variável aleatória
discreta.
Já a variável aleatória contínua é expressa por áreas de
um gráfico, pois essa variável pode assumir qualquer
valor real, não sendo possível listar todos os valores
possíveis.
A distribuição de probabilidade
Exemplo de representação de uma tabela de variável
aleatória
Fonte: http://www.est.ufmg.br/~edna/bionutri/NUT-Aula02.pdf. Acesso em: 22 jan. 2021.
Distribuição de Gauss Normal
Teste de hipótese
• Aplicar o método científico, a fim de buscar evidências
por meio da observação do fenômeno.
• O p-valor é também denominado nível descritivo do
teste e é a probabilidade de que a estatística do testetenha valor extremo em relação ao valor observado
(estatística) quando a hipótese H0 é verdadeira (rejeita
a H0).
• Erro do tipo I (1-α) p < 0,05. Probabilidade de rejeitar
a H0 se a H0 for verdadeira.
https://bit.ly/3tmEF6q
Imagine que você tenha que fazer o julgamento de um lance
de algum esporte. O atleta não é considerado culpado na
medida em que sua culpa não é provada. O árbitro da
partida tenta identificar a culpa. Quando houver imagens
suficientes, ele poderá ser penalizado.
No início do procedimento, há duas hipóteses:
H0 (o atleta não é culpado) e H1 (o atleta é culpado).
H0 é a hipótese nula, aceita no momento (presunção da
inocência), enquanto H1 é a hipótese alternativa, sobre a
qual se espera apoiar.
Como avaliar o lance sem que seja cometida uma injustiça?
Resolução
A hipótese de que o atleta não fez nada somente é
rejeitada quando o erro é muito improvável, porque não
se quer condenar um atleta inocente.
Este erro é chamado de erro do tipo I (isto é, a convicção
de uma pessoa inocente), e a ocorrência dele é
controlada para ser rara.
Como uma consequência desse comportamento
assimétrico, o erro do tipo II (não penalizar uma pessoa
que cometeu uma falta), muitas vezes, é grande.
Encerramento
Recapitulando
• Estatística
• Variáveis
• Estatística descritiva
• Medidas de tendência central e dispersão
• Probabilidade
• Distribuições das probabilidades