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27/02/2024, 18:41 Viva as Línguas Originárias – REPAM
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Viva as Línguas Originárias
Início Artigos Viva as Línguas Originárias
Antes de mim a minha nação, antes de qualquer paixão a minha bandeira. Porque o
povo que não preserva a sua identidade e não guarda a memória dos seus mortos não
sabe de onde veio e nem para onde vai. (Acampamento Terra Livre, 2019)
Por Jama Peres Pereira, Joice Alberto de Souza e Lislyn Peres de Almeida. L
Hoje no Brasil temos em torno de 305 povos indígenas e cerca de 200 línguas
indígenas ainda vivas. Segundo o dados IBGE de 2022, o número de indígenas
residentes no Brasil era de 1.693.535 pessoas, o que representava 0,83% da
população total do país. Em 2010, o IBGE contou 896.917 mil indígenas, ou 0,47% do
total de residentes no território nacional. Isso significa que esse contingente teve uma
ampliação de 88,82% desde o Censo Demográfico anterior. 
O primeiro ataque violento à nossa existência foi a chegada dos não indígenas dentro
dos nossos territórios, não respeitando esse espaço enquanto corpo de conhecimento,Privacidade - Termos
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FEV
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de múltiplas práticas e vivências. O contato e invasão dos nossos territórios é
considerado por nós como um dos maiores ataques violentos sofridos pelos nossos
corpos-territórios. Portanto, desde 1500 sofremos ataques sistemáticos. O contato com
essa violência aconteceu sob diferentes formatos e pretextos, seja com a mentira de
salvação da alma que nos discriminou de forma silenciosa, até deixar de falar as
línguas indígenas nesse processo. 
O apagamento das identidades e línguas indígenas, desde o início sempre bem
planejada. Segundo Garcia, 2017,p. 24. Em meados do século XVIII, o ministro
Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal, elaborou uma série de
medidas visando integrar as populações indígenas da América à sociedade colonial
portuguesa. O Diretório tinha como objetivo principal a completa integração dos índios
à sociedade portuguesa, buscando não apenas o fim das discriminações sobre estes,
mas a extinção das diferenças entre índios e brancos. Dessa forma, projetava um
futuro no qual não seria possível distinguir uns dos outros, seja em termos físicos, por
meio da miscigenação biológica, seja em termos comportamentais, por intermédio de
uma série de dispositivos de homogeneização cultural.
No século XVIII, no entanto, além das populações indígenas, vários outros segmentos
sociais não utilizavam o português para se comunicar, mas sim a língua geral tupi.
Segundo Ângela Domingues, o uso da língua portuguesa seria empregado como um
critério nas disputas de fronteira entre Portugal e Espanha, baseadas no princípio do
uti possidetis.7 A língua portuguesa teria, então, dois papéis principais: interferiria na
identidade dos índios, tentando transformá-los em portugueses, o que, por sua vez,
comprovaria a efetiva ocupação lusitana daquelas terras.
A perspectiva de impor aos indígenas o uso da língua portuguesa, no entanto, tinha
um objetivo bem claro neste período: buscava transformá-los em vassalos iguais aos
demais colonos. Isto se fazia necessário num momento no qual foram intensificados os
conflitos territoriais entre Portugal e Espanha, acarretando a necessidade de o Rei de
Portugal possuir um contingente populacional suficiente para habitar as suas
fronteiras, garantindo assim a permanência dos seus domínios.
Segundo Ângela Domingues, o uso da língua portuguesa seria empregado como um
critério nas disputas de fronteira entre Portugal e Espanha. A língua portuguesa teria,
então, dois papéis principais: interferiria na identidade dos índios, tentando transformá-
los em portugueses, o que, por sua vez, comprovaria a efetiva ocupação lusitana
daquelas terras.
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O apagamento gerou grandes consequências as mortes de
línguas e identidades dos povos indígenas. aqui retrato o atual
momento sobre o reavivamento das línguas indígenas que
estamos vendo acontecer no nordeste, o avivamento da
Língua espírito, Kariri Xokó, Potiguara, Pankararu, e outras
línguas indígenas de todo país. no círculo vivo do Toré,
evocamos e fazemos avivar as línguas adormecidas e
silenciadas, consequência da posição de igrejas cristãs, que
muitas vezes se dizem “salvadoras de almas”, que nos
discriminou de forma silenciosa, até deixar de falar as línguas
indígenas nesse processo, acabaram ferindo nosso corpo-
território a nossa sagrada ancestralidade.
Os indígenas, que carregam os saberes ancestrais, somos responsáveis pelo cuidado
com nossos corpos, preparando o corpo-território com chás, banhos de ervas,
emplastos, benzimentos. Também na educação sobre modos sociais de ser indígena,
contando as histórias que trazem narrativas de aprender com o hábito da escuta, do
desenvolvimento da criança na interação do aprender fazendo as práticas cotidianas
da casa/comunidade indígena. Entendemos que o cuidado é um processo educativo
na vida indígena. 
É importante dizer que o corpo indígena é político e ele não está separado do
território. Então, quando quando nós lutamos pela demarcação de terras, estamos
também lutando pela continuidade da nossa existência enquanto o corpo indígena
daquele território. Quando o movimento das mulheres indígenas articula de forma mais
sistemática os diálogos, fica evidente que o nosso corpo também é um território de
conhecimento, carregado de ancestralidade, carregado de uma educação indígena
que traz essa diversidade e especificidade das ciências indígenas. Isso é pensado
sempre de forma coletiva, pois uma indígena falar em sua língua, por exemplo, é dar
continuidade ao conhecimento milenar das ancestrais. Trazer o protagonismo de voz
das mulheres indígenas não é só algo individual daquela que está falando, é também
diálogo com vários corpos políticos e vários territórios de vários biomas.
Em 2023 o Projeto de Língua que foi autorizado pela câmara, a Mesa Diretora da
Câmara dos Deputados o primeiro Projeto de Lei (PL) com texto traduzido para duas
línguas indígenas, Guarani-Kaiowá e Akwen. A iniciativa veio da deputada federalAo navegar em nosso site, você concorda com uso de cookies. 
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mineira, Célia Xakriabá (PSOL-MG). O PL 4381/23 versa sobre procedimentos a
serem adotados para combater a violência contra as mulheres indígenas em
delegacias e/ou órgãos de acolhimento. Além disso, foi sugerida a criação de uma
rede de apoio multidisciplinar voltada ao segmento, neste caso vemos a atuação direta
das Mulheres indígenas.
Historicamente, mulheres indígenas construíram trajetórias muito importantes para o
reconhecimento e valorização deste papel que desenvolvemos. Por isso, a
necessidade de trazer a memória narrativa e colaboração direta das indígenas, com
nossas formas de tecer a história dos povos indígenas no Brasil no mobilizar e
articular. A partir da ocupação de outros espaços, destacamos as indígenas mãesno
espaço da universidade, Esta presença resistência fez e faz a diferença. A professora
de Wapichana Joice Alberto é um exemplo, “fiquei muito feliz por ser a primeira da
família a entrar em uma universidade e provar que, independentemente de nossa
origem, podemos estar onde quisermos. E assim surgiu essa oportunidade para me
formar na área que eu estava atuando.
São muitas situações violentas que atravessam as existências dos corpos-territórios
das mulheres indígenas, muitas delas vinculadas ao racismo e ao machismo. O
simples fato de não dominar a língua portuguesa já é motivo para processos de
exclusão e discriminação, a simples presença de nossos corpos em espaços diversos
já nos torna vítimas de olhares preconceituosos, especialmente quando estamos com
nos- sas pinturas de jenipapo e urucum. Joice continua minha língua materna foi a
língua wapichana: “aprendi a língua portuguesa aos 8 anos de idade quando comecei
a frequentar uma escola, sendo que aos 7 anos fiquei reprovada no 1º ano porque na
época era a 1ª série, por não entender nada sobre a língua portuguesa. Eu não
entendia o professor e nem o professor entendia o que eu falava”. 
No enfrentamento à violência racista, temos construído estratégias de visibilidade para
nossas presenças. é caso da nossa iniciativa desde 2021 “LITERATURA INDÍGENA
WAPICHANA E INCLUSÃO” Estamos trabalhando para a difusão da literatura
indígena Wapichana, transformando em materiais inclusivos para os deficientes
Surdos na Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS),para que possam ter acesso às
narrativas dos povos originários .Produzimos materiais Inovador de Literaturas
indígena Wapichana para surdos, uma pequena equipe composta por profissionais
indígenas, escritora, tradutora, contador de histórias (tem um papel muito importante
na cultura Wapichana). Temos ocupado espaços na publicidade e nas redes sociais,
trazendo a diversidade de povos no Brasil e mostrando nossos rostos, corpos e vozes.
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Pautamos o governo para que nossas línguas sejam reconhecidas como cooficiais,
bem como construímos diálogo e acompanhamos a execução de políticas públicas.
A educação indígena parte das nossas sabedorias ancestrais e com pedagogias que
partem do fazer cuidado, do fazer comunitário, Joice reitera que: sua Educação
cultural “Obtive uma educação indígena incrível dos meus avós, para onde eles iam,
me levavam com eles, saiam para pescar, para caçar, para fazer suas atividades
diárias e lá estava eu com eles sempre analisando e aprendendo tudo o que eles
faziam. Na minha época não tínhamos tempo para brincar, pois a vovó não deixava,
deve ser por isso que hoje sei de muitas coisas. Eu ia pra escola com a roupa que eu
tinha, eu não precisava de roupa ou sapato novo para ir à escola, o que importava era
o aprendizado. Aprendi a fazer farinha e caxiri aos 11 anos de idade.
Passei pelo ritual do wiku, na qual o vovô rezava e depois me ferrava para ser
trabalhadora e corajosa. Outro ritual que vivi foi o corte com gilete para ser estudioso e
inteligente. E ele falava que não era para contar a ninguém sobre esse ritual. E assim
fui crescendo e aprendendo os valores da vida. Comíamos um tal de tik que podem
ser encontrados no pé de najá derrubado, uns bichinhos tipo muxiu e depois tínhamos
que morder várias pimentas rezadas. Pois, de acordo com meu avô, se não
mordêssemos o tik ia acabar com os nossos dentes. Eu também gostava muito de
pescar”. 
O que o dar sustentabilidade para a Educação Escolar Indígena, com a nossa
presença das indígenas, exercendo o papel do cuidado com a nossa filha escola.
Ainda há uma longa caminhada para desconstruirmos a valorização e a imposição do
Estado nas escolas indígenas, das ciências e disciplinas não-indígenas frente à
ciência e pedagogia indígena, mas seguimos nos fortalecendo na construção de novos
caminhos possíveis.
É nesse contexto que muitas mulheres indígenas, têm atuado na formação de
professoras e professores indígenas que vão trabalhar na sala de aula, com a
proposta de atuar na educação escolar no contexto do seu próprio povo como é o
caso da professora Joice.
Desafios na atuação na Educação indígena na Região Serra da
Lua
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Escola indígena em Nova Olinda do Norte, no Amazonas. Foto: Divulgação
Segundo a professora Joice: “Logo no início da carreira como professora de língua
indígena, tive vários desafios como falta de material didático, mas isso foi em 2015 e
de lá para cá muitas coisas mudaram, hoje temos bastante materiais produzidos pelos
professores de língua, valorizando assim as línguas indígenas. Hoje temos muitos
professores indígenas formados para atuar nas escolas indígenas, mas ainda falta
muito para colocar em prática uma educação escolar intercultural, específica e
diferenciada. É preciso que todos andem de mãos dadas e que um ajude o outro, para
que se pratique realmente uma educação diferenciada. As escolas indígenas ainda
não têm muita autonomia, em relação ao sistema da educação escolar. Muitas vezes
ainda nos obrigam a fazer as coisas do jeito que eles querem. Mas não é isso que as
comunidades indígenas querem. Hoje lutamos em defesa da valorização cultural, da
valorização das línguas, temos sim professores indígenas formados, mas precisamos
de mais capacitação para melhorar o ensino e aprendizagem dos alunos na escola.
Mas isso também depende de cada professor, o mesmo deve investir no seu
conhecimento, fazendo cursos, trabalhando na prática junto com a comunidade,
produzindo material didático adequado para seus alunos. 
Atualmente tivemos alguns avanços a passos lentos em relação a uma educação
intercultural, específica e diferenciada. Hoje temos a autonomia de construir nossos
próprios PPPs das nossas escolas indígenas, de elaborar o currículo para nossas
escolas, mas nem sempre o sistema aceita aquilo que estamos colocando para a
nossa educação escolar indígena.
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A interculturalidade nas escolas indígenas nos diferencia das escolas não indígenas,
porque temos características próprias, trabalhamos respeitando a cultura, a língua, as
tradições do nosso povo. Ou seja, respeitamos as maneiras tradicionais que os
anciões repassam seus conhecimentos aos mais jovens da comunidade.
O professor tem a autonomia de construir seu próprio material didático baseado nos
conhecimentos indígenas de seu povo, sem ter que ficar reproduzindo os conteúdos
que possuem os livros didáticos. Mas essa prática vai de cada professor, só basta a
questão do interesse em produzir esse material voltado às escolas indígenas. 
Se dependermos das políticas públicas para construir esses materiais, enquanto
aguardamos que façam isso por nós, as nossas línguas vão se perder e os
conhecimentos dos mais velhos vão embora sem ser registrados. Se antes a escola
era colocada como uma instituição que tirava as línguas e a cultura de um povo, hoje
ela é a parte essencial para que essa valorização seja feita. E isso não depende só de
mim, depende do aluno, do professor e das lideranças de uma dada comunidade.
Apesar dos poucos avanços obtidos em relação à educação escolar indígena, ainda
temos muito a remar, ainda há muito a ser feito para que aconteça de fato uma
interculturalidade equilibrada. Enquanto isso, nós povos indígenas temos que fazer
nossa parte, continuando a transmitir osnossos conhecimentos de geração em
geração, sempre respeitando a relação do natural e sobrenatural, através das histórias
de vida, dos contos e da oralidade. Porque a interculturalidade nas escolas nos
garante o direito de pertencer a um povo, ela garante e fortalece os nossos saberes
tradicionais e permite a contextualização dos nossos conhecimentos indígenas com os
conhecimentos escolares.
Somos nós indígenas, os atores principais da nossa educação escolar indígena, nós é
que temos que fazer a diferença. E se falando em nossas línguas indígenas, elas são
as partes principais de nossas valorizações culturais. Nós que somos professores de
língua temos que ser multiplicadores e incentivadores para aquele que não puder
aprender. E não ensinar a língua somente em 50 minutos de aula, assim o aluno
nunca vai aprender. Porque a fala na língua deve ser praticada em todos os lugares.
Porque não é à toa que os falantes aprenderam, foi usando a língua como materna, ou
seja, praticando a língua desde o momento que consegue falar as primeiras palavras,
através das vivências com avós ou pai falantes. Então não basta somente produzir
bastante material didático e não praticar nas vivências diária”
Há o desafio, que nós estamos propondo, de promover este lugar das mulheres
indígenas que fazem educação indígena, nos espaços ditos informais e também emAo navegar em nosso site, você concorda com uso de cookies. 
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espaços formais. Nesse caso, é a mulher indígena que forma outras educadoras e
outros educadores, para que não se rendam a outro modelo de educação “de fora”.
São as indígenas que mantêm a sustentabilidade da educação indígena: os costumes,
a cultura, a identidade, as línguas e o todo que forma o corpo-território das e dos
indígenas.
Experiências de Lizlyn Peres Professora e intérprete de Libras: Como tradutora e
intérprete indígena, mergulhar no universo da tradução de narrativas de línguas
indígenas para LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) é mais do que um trabalho, é
uma missão que transcende fronteiras linguísticas e culturais. Minha jornada nesse
campo começou enquanto eu cursava Letras Libras, quando decidi dedicar meu
Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) à tradução de uma narrativa indígena para
LIBRAS, especificamente a cativante história do Grande Kaimen.Nesse processo, fui
honrada com a colaboração de dois surdos indígenas, um Wapichana e um Macuxi,
cujos sinais nativos foram fundamentais para dar vida à narrativa em LIBRAS. A partir
desse ponto inicial, minha trajetória se expandiu para abraçar a comunidade surda
indígena em sua totalidade. No ano de 2022, tive o privilégio de participar do projeto
“Literatura e Inclusão”, onde trabalhei em estreita colaboração com participantes
surdos, tanto indígenas quanto não indígenas, e outros intérpretes de LIBRAS.
Durante esse período enriquecedor, tive a oportunidade de colaborar com o Sr. James,
que compartilhou conosco narrativas tradicionais do povo Wapichana. Com sua
orientação, traduzimos para LIBRAS 10 dessas narrativas, aplicando técnicas de
adaptação e integrando sinais das línguas indígenas originais.Essa experiência foi um
marco significativo em minha jornada pessoal e profissional. Além de ampliar meu
repertório como tradutora e intérprete, fortaleceu meu compromisso com a valorização
e preservação da diversidade linguística e cultural dos povos indígenas do Brasil.
Através da tradução para LIBRAS, não apenas garantimos o acesso à informação e à
literatura para a comunidade surda, mas também contribuímos para a perpetuação das
tradições e histórias que são o coração pulsante de nossas culturas indígenas.Tenho
plena convicção de que a tradução e interpretação para LIBRAS desempenham um
papel fundamental na construção de pontes entre diferentes culturas e na promoção
de uma sociedade mais inclusiva e justa para todos os cidadãos brasileiros. É uma
honra e um privilégio fazer parte desse movimento de conexão e respeito mútuo,
independentemente das barreiras linguísticas que enfrentamos.
No entanto, nós como mulheres pesquisadora, intérpretes e tradutoras trabalhamos
para valorizar a nossa língua wapichana dentro do nossos projetos sociais e coletivo
com intuito de vivificar as nossas línguas. É animador observar o reavivamento dasAo navegar em nosso site, você concorda com uso de cookies. 
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línguas indígenas no Brasil. O avivamento da língua é um processo importante para a
preservação da cultura e identidade dos povos indígenas. O resgate dessas línguas
contribui para fortalecer a diversidade linguística e promover o reconhecimento e
respeito às comunidades indígenas.
No círculo vivo do Toré, por exemplo, há uma evocação e um avivamento das línguas
indígenas. Essa prática é significativa, pois permite que as línguas sejam transmitidas
e preservadas de geração em geração. Além disso, o reavivamento das línguas
indígenas é uma forma de resistência cultural, pois desafia o processo histórico de
apagamento e assimilação linguística imposto aos povos indígenas.É importante
destacar que o reavivamento das línguas indígenas também está alinhado com
iniciativas internacionais, como a Década das Línguas Indígenas proclamada pela
UNESCO. Essa iniciativa visa chamar a atenção para a perda das línguas indígenas e
promover ações para proteger, revitalizar e promover essas línguas. A participação da
comunidade internacional nesse processo é fundamental para fortalecer os esforços
de preservação e valorização das línguas indígenas.É gratificante ver que a
diversidade linguística e cultural dos povos indígenas está sendo valorizada e
reconhecida. O reavivamento das línguas indígenas é um passo importante na
construção de uma sociedade mais inclusiva e respeitosa com a pluralidade cultural do
Brasil.
 
 
 
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