Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

OAB 1º FASE
DIREITOS HUMANOS
FLAVIA BAHIA
DIREITOS HUMANOS: CONCEITOS 
DIREITOS HUMANOS X DIREITOS 
FUNDAMENTAIS
Os “direitos humanos” ou os “direitos 
fundamentais” formam o centro mais valioso 
dos direitos e se relacionam à vida, à 
liberdade, à propriedade, à segurança e à 
igualdade, com todos os seus 
desdobramentos.
A expressão “direitos humanos” é utilizada 
pela Filosofia do Direito e ainda pelo Direito 
Internacional Público e Privado. Já os “direitos 
fundamentais” seriam os direitos humanos 
positivados em um sistema constitucional, 
analisados sob o enfoque do direito interno.
DIREITOS X GARANTIAS FUNDAMENTAIS
“Direito”, em sua acepção clássica, seria a 
disposição meramente declaratória que 
imprime existência legal ao direito 
reconhecido. É a proteção ao bem, ao 
interesse tutelado pela norma jurídica.
As “garantias”, por sua vez, traduzem-se no 
direito dos cidadãos de exigir dos poderes 
públicos a proteção de seus direitos. Servem 
para assegurar os direitos através da limitação 
do poder, possuindo caráter instrumental, 
atuando como mecanismos prestacionais na 
tutela dos direitos. 
DIREITOS HUMANOS: CARACTERÍSTICAS
 
a) Relatividade 
Os direitos fundamentais não são absolutos, 
pois podem ser relativizados diante de 
situações em conflito. Importante destacar 
que de acordo com a Declaração Universal dos 
Direitos Humanos de 1948 existiriam alguns 
direitos fundamentais que não poderiam em 
hipótese alguma ser desrespeitados, como por 
exemplo, a vedação à escravidão e à tortura: 
“Artigo IV Ninguém será mantido em 
escravidão ou servidão, a escravidão e o 
tráfico de escravos serão proibidos em todas 
as suas formas.” 
 “Artigo V Ninguém será submetido à 
tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, 
desumano ou degradante.”
b) Complementariedade
Os direitos fundamentais não são analisados 
sob o prisma isolado, pois estão numa relação 
de complementariedade, ou seja, os direitos 
sociais reforçam os direitos individuais, os 
direitos difusos ampliam as garantias para a 
tutela coletiva e é nessa simbiose que eles 
devem ser compreendidos e respeitados. 
c) Indisponibilidade
Como não possuem natureza 
econômico-financeira, o núcleo dos direitos 
fundamentais não poderá ser transacionado 
por inteiro, ainda que alguns aspectos 
concretos dos direitos fundamentais possam 
ser eventualmente passíveis de negociação, 
como nos contratos de reality show, por 
exemplo.
d) Imprescritibilidade 
 
Os direitos fundamentais não estão sujeitos ao 
decurso do tempo, por isso se diz que são 
imprescritíveis.
e) Universalidade
Esta característica está em harmonia com o 
envolvimento dos países com a comunidade 
jurídica internacional depois da 2ª Guerra 
Mundial de uma maneira muito contundente 
e pode ser analisada sob dois enfoques. 
Inicialmente, a titularidade deverá proteger o 
maior número de destinatários, sem 
preconceitos de raça, cor, sexo, idade, 
nacionalidade ou condição social. Em segundo 
lugar, podemos falar na relativização do 
próprio conceito de soberania estatal, em prol 
da soberania do indivíduo. 
“Todos os seres humanos merecem igual 
respeito e proteção, a todo tempo e em todas 
as partes do mundo em que se encontrem”
(Fábio Konder Comparato)
f) Irrenunciabilidade
 
Não há possibilidade de alguém renunciar ao 
núcleo do seu direito fundamental, 
esvaziando-o por completo. Com isso o 
Estado estaria protegendo o indivíduo contra 
si mesmo, por exemplo, o Brasil garante a 
todos o direito fundamental à vida, mas não 
o direito à morte, proibindo a eutanásia.
g) Historicidade
Os direitos fundamentais não têm natureza 
definitiva, pois continuam sendo construídos 
ao longo da história e estão em constante 
processo de modificação. Enfrentaram 
guerras, morte, lutas e as gerações dos 
direitos fundamentais explicam justamente 
isso, o ganho pontual que os direitos foram 
recebendo ao longo da história. 
GERAÇÕES OU DIMENSÕES DE DIREITOS 
A) Direitos de primeira geração
Os direitos defendidos nessa geração cuidam 
da proteção das liberdades públicas, civis e 
direitos políticos. Nesta fase, o Estado teria 
um dever de prestação negativa, isto é, um 
dever de nada fazer, a não ser respeitar as 
liberdades do homem. 
Seriam exemplos desses direitos: a vida, a 
liberdade de locomoção, a liberdade de 
opinião, a liberdade de expressão, à 
propriedade, ao voto, ao devido processo 
legal.
b) Direitos de segunda dimensão
Sob a inspiração principal do Tratado de 
Versalhes, de 1919, pelo qual se definiram as 
condições de paz entre os Aliados e a 
Alemanha e a criação da Organização 
Internacional do Trabalho – a OIT- nasce a 
denominada segunda dimensão de direitos 
fundamentais, que traz proteção aos direitos 
sociais, econômicos e culturais, onde do
Estado não mais se exige uma abstenção, mas, 
ao contrário, impõe-se a sua intervenção. 
Nesse diapasão, seriam exemplos clássicos 
desses direitos: o direito à saúde, ao trabalho, 
à assistência social, à educação e o direito dos 
trabalhadores. 
MÍNIMO EXISTENCIAL X RESERVA DO 
POSSÍVEL 
c) Direitos de terceira dimensão
Marcada pelo espírito de fraternidade ou 
solidariedade entre os povos com o fim da 
Segunda Guerra Mundial, a terceira geração 
representa a evolução dos direitos 
fundamentais para alcançar e proteger aqueles 
direitos decorrentes de uma sociedade já 
modernamente organizada, que se encontra
envolvida em relações de diversas naturezas, 
especialmente aquelas relativas à 
industrialização e densa urbanização. 
Nesta perspectiva, são exemplos desses 
direitos: direito ao desenvolvimento, o direito à 
paz, o direito à comunicação, o direito à 
autodeterminação entre os povos e o direito ao 
meio ambiente ecologicamente equilibrado.
POSIÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS NO 
SISTEMA NORMATIVO
 (Fábio Konder Comparato)
I - A Magna Carta, Inglaterra – 1215
Principais disposições: 
Lança as bases do Tribunal do Júri, bem como 
o do paralelismo necessário entre delitos e 
penas;
Respeito à propriedade privada contra os 
confiscos ou requisições decretados 
abusivamente pelo soberano ou seus oficiais;
Nasce o princípio do devido processo legal, ao 
estabelecer que os homens livres devem ser 
julgados pelos seus pares e de acordo com a 
lei da terra;
Estabelece a liberdade de ingresso e saída do 
país, bem como a livre locomoção dentro de 
suas fronteiras.
II- Lei de Habeas Corpus (Habeas Corpus Act) – 
Inglaterra – 1679
Principais destaques:
 
A lei surgiu para efetivar regras processuais 
para a defesa em juízo do direito de ir e vir
Tornou-se a matriz de todas as outras ações 
que vieram a ser criadas posteriormente, para 
a proteção de outras liberdades fundamentais, 
como o mandado de segurança, por exemplo.
III - Declaração de Direitos (Bill of Rights) – 
Inglaterra – 1689
O essencial do documento consistiu na 
instituição da separação de poderes, com a 
declaração de que o Parlamento é um órgão 
precipuamente encarregado de defender os 
súditos perante o Rei e cujo funcionamento 
não pode, pois, ficar sujeito ao arbítrio deste.
Também fortaleceu a instituição do Júri, o 
direito de petição e a proibição de penas 
inusitadas ou cruéis.
IV- A Declaração de Direitos Americana
Principais destaques:
A Declaração de Direitos de Virgínia (1776) 
Foi o primeiro documento político que 
reconheceu, a par da legitimidade da soberania 
popular, a existência de direitos inerentes a 
todo ser humano independentemente das 
diferenças de sexo, raça, religião, cultura ou 
posição social.
Expressou os fundamentos do regime 
democrático ao reconhecer os direitos inatos 
de toda pessoa humana que não podiam ser 
alienados ou suprimidos por uma decisão 
política e ainda destacou a importância da 
soberania popular.
Defesa da igualdade perante a lei
A liberdade de imprensa como um dos grandes 
baluartes da liberdade
V- A Declaração dos Direitos do Homem e do 
Cidadão (1789)
Defesa das liberdades individuais
No campo penal,o princípio da legalidade e o 
da anterioridade da pena foram consagrados
Garantia da propriedade privada contra 
expropriações abusivas
VI - A Convenção de Genebra – 1864
Principais destaques:
Inaugura o direito humanitário, que veio a ser 
desenvolvido no século seguinte após as 
guerras mundiais 
Serviu como base para a criação, em 1880, da 
Comissão Internacional da Cruz Vermelha, 
mundialmente conhecida
VII – A Constituição Mexicana – 1917
Garantias para as liberdades individuais e 
políticas
Expansão do Sistema de educação pública
Reforma agrária
Proteção do trabalho assalariado
A primeira Constituição a atribuir aos direitos 
trabalhistas a qualidade de direitos 
fundamentais
VIII- A Constituição Alemã (Weimar) – 1919
Instituiu a primeira república alemã
Igualdade jurídica entre marido e mulher
Equiparou os filhos ilegítimos aos legítimos 
com relação à política social do Estado
Proteção à família e à juventude
Proteção à educação pública e aos direitos 
trabalhistas e previdenciários
A função social da propriedade (“a propriedade 
obriga”)
IX- A Carta das Nações Unidas
 
A Carta das Nações Unidas foi assinada em 
São Francisco, a 26 de junho de 1945, após o 
término da Conferência das Nações Unidas 
sobre Organização Internacional, entrando em 
vigor a 24 de outubro daquele mesmo ano. O 
Estatuto da Corte Internacional de Justiça faz 
parte integrante da Carta.
X- A ONU 
A Organização das Nações Unidas é uma 
instituição internacional formada por 193 
Estados soberanos, fundada após a 2ª Guerra 
Mundial para manter a paz e a segurança no 
mundo, fomentar relações cordiais entre as 
nações, promover progresso social, melhores 
padrões de vida e direitos humanos. 
Os membros são unidos em torno da Carta da 
ONU, um tratado internacional que enuncia os 
direitos e deveres dos membros da 
comunidade internacional.
As Nações Unidas são constituídas por seis 
órgãos principais: a Assembleia Geral, o 
Conselho de Segurança, o Conselho 
Econômico e Social, o Conselho de Tutela, o 
Tribunal Internacional de Justiça e o 
Secretariado. Todos eles estão situados na 
sede da ONU, em Nova York, com exceção do 
Tribunal, que fica em Haia, na Holanda.
Órgãos da ONU
a) A Assembleia Geral
A Assembleia Geral da ONU é o principal órgão 
deliberativo da ONU. É lá que todos os 
Estados-Membros da Organização (193 países) 
se reúnem para discutir os assuntos que 
afetam a vida de todos os habitantes do 
planeta. Na Assembleia Geral, todos os países 
têm direito a um voto, ou seja, existe total 
igualdade entre todos seus membros.
Assuntos em pauta: paz e segurança, 
aprovação de novos membros, questões de 
orçamento, desarmamento, cooperação 
internacional em todas as áreas, direitos 
humanos, etc. As resoluções – votadas e 
aprovadas – da Assembleia Geral funcionam 
como recomendações e não são obrigatórias.
As principais funções da Assembleia são:
Discutir e fazer recomendações sobre todos os 
assuntos em pauta na ONU;
Discutir questões ligadas a conflitos militares – 
com exceção daqueles na pauta do Conselho 
de Segurança;
Discutir formas e meios para melhorar as 
condições de vida das crianças, dos jovens e 
das mulheres;
Discutir assuntos ligados ao desenvolvimento 
sustentável, meio ambiente e direitos 
humanos;
Decidir as contribuições dos Estados-Membros 
e como estas contribuições devem ser gastas;
Eleger os novos Secretários-Gerais da 
Organização.
b) O Conselho de Segurança
O Conselho de Segurança é o órgão da ONU 
responsável pela paz e segurança 
internacionais. Ele é formado por 15 membros: 
cinco permanentes, que possuem o direito a 
veto – Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, 
França e China – e dez membros 
não-permanentes, eleitos pela Assembleia 
Geral por dois anos.
http://www.brasil-cs-onu.com/
Este é o único órgão da ONU que tem poder 
decisório, isto é, todos os membros das 
Nações Unidas devem aceitar e cumprir as 
decisões do Conselho.
c) O Conselho Econômico e Social
O Conselho Econômico e Social (ECOSOC) é o 
órgão coordenador do trabalho econômico e 
social da ONU, das Agências Especializadas e 
das demais instituições integrantes do Sistema 
das Nações Unidas. O Conselho formula 
recomendações e inicia atividades 
relacionadas com o desenvolvimento, 
comércio internacional, industrialização, 
recursos naturais, direitos humanos, condição 
da mulher, população, ciência e tecnologia, 
prevenção do crime, bem-estar social e muitas 
outras questões econômicas e sociais.
d) O Conselho de Tutela
Segundo a Carta, cabia ao Conselho de Tutela 
a supervisão da administração dos territórios 
sob regime de tutela internacional. As 
principais metas desse regime de tutela 
consistiam em promover o progresso dos 
habitantes dos territórios e desenvolver 
condições para a progressiva independência 
e estabelecimento de um governo próprio.
Os objetivos do Conselho de Tutela foram tão 
amplamente atingidos que os territórios 
inicialmente sob esse regime – em sua maioria 
países da África – alcançaram, ao longo dos 
últimos anos, sua independência. Tanto assim 
que em 19 de novembro de 1994, o Conselho 
de Tutela suspendeu suas atividades, após 
quase meio século de luta em favor da 
autodeterminação dos povos. 
A decisão foi tomada após o encerramento do 
acordo de tutela sobre o território de Palau, no 
Pacífico. Palau, último território do mundo que 
ainda era tutelado pela ONU, tornou-se então 
um Estado soberano, membro das Nações 
Unidas.
e) A Corte Internacional de Justiça
A Corte Internacional de Justiça, com sede em 
Haia (Holanda), é o principal órgão judiciário 
das Nações Unidas. Todos os países que fazem 
parte do Estatuto da Corte – que é parte da 
Carta das Nações Unidas – podem recorrer a 
ela. Somente países, nunca indivíduos, podem 
pedir pareceres à Corte Internacional de 
Justiça.
Além disso, a Assembleia Geral e o Conselho 
de Segurança podem solicitar à Corte 
pareceres sobre quaisquer questões jurídicas, 
assim como os outros órgãos das Nações 
Unidas.
A Corte Internacional de Justiça se compõe de 
quinze juízes chamados “membros” da Corte. 
São eleitos pela Assembleia Geral e pelo 
Conselho de Segurança em escrutínios 
separados.
f) O Secretariado
O Secretariado presta serviço a outros órgãos 
das Nações Unidas e administra os programas 
e políticas que elaboram. Seu chefe é o 
Secretário-Geral, que é nomeado pela 
Assembleia Geral, seguindo recomendação do 
Conselho de Segurança. Cerca de 16 mil 
pessoas trabalham para o Secretariado nos 
mais diversos lugares do mundo.
Ligados à ONU há organismos especializados 
que trabalham em áreas tão diversas como 
saúde, agricultura, aviação civil, meteorologia 
e trabalho – por exemplo: OMS (Organização 
Mundial da Saúde), OIT (Organização 
Internacional do Trabalho), Banco Mundial e 
FMI (Fundo Monetário Internacional). 
Estes organismos especializados, juntamente 
com as Nações Unidas e outros programas e 
fundos (tais como o Fundo das Nações Unidas 
para a Infância, UNICEF), compõem o Sistema 
das Nações Unidas.
XI- A Declaração Universal dos Direitos 
Humanos – 1948
A Declaração Universal dos Direitos Humanos 
é um dos documentos básicos das Nações 
Unidas e foi assinadaem 10 de dezembro de 
1948. Nela, são enumerados os direitos que 
todos os seres humanos possuem.
“Todos os seres humanos nascem livres e 
iguais em dignidade e direitos. São dotados 
de razão e consciência e devem agir em 
relação uns aos outros com espírito de 
fraternidade.” 
Art. I
 XII- Os Pactos Internacionais de Direitos 
Humanos – 1966
Em 16 de dezembro de 1966, a Assembléia 
Geral das Nações Unidas adotou dois pactos 
internacionais de direitos humanos que 
desenvolvera, pormenorizadamente o 
conteúdo da Declaração Universal de 1948: 
Pacto Internacional sobre Direitos Civis e 
Políticos
Pacto Internacional sobre Direitos 
Econômicos, Sociais e Culturais
O Pacto Internacional sobre Direitos Civis e 
Políticos
Consagra o direito à autodeterminação dos 
povosAssenta o princípio da igualdade essencial de 
todos os seres humanos
Não se admite regressões com relação aos 
direitos fundamentais
Vedação à tortura, penas cruéis, aos 
tratamentos desumanos ou degradantes
Vedação à escravidão
Princípio do livre acesso ao Poder Judiciário
Reconhece o direito de reunião
Criou o Comitê de Direitos Humanos 
Pacto Internacional sobre Direitos 
Econômicos, Sociais e Culturais
Proteção das classes ou grupos sociais 
desfavorecidos contra a dominação 
socioeconômica exercida pela minoria rica e 
poderosa
Proteção ao trabalho e à previdência social
Direito à moradia
Direito à saúde
Desafios para a sua concretização
Não criou nenhum órgão de fiscalização e 
controle 
XIII - A Convenção Americana de Direitos 
Humanos – 1969
Aprovada na Conferência de São José da 
Costa Rica em 22 de novembro de 1969, a 
Convenção reproduz a maior parte das 
declarações de direitos constantes do Pacto 
Internacional de Direitos Civis e Políticos
Principais destaques:
Proteção do direito à vida desde o momento da 
concepção
Prisão Civil apenas ao devedor de alimentos*
Liberdade de atividade empresarial em matéria 
de imprensa, rádio e televisão
Defesa do direito ao nome
Vedação a todas as formas de exploração do 
homem pelo homem
XIV- O Estatuto do Tribunal Penal Internacional 
(Tratado de Roma) – 1998
 
O Estatuto incluiu na competência do Tribunal 
Penal apenas quatro crimes: “o crime de 
genocídio, os crimes contra a humanidade, os 
crimes de guerra e o crime de agressão”
Sua criação constitui um avanço importante, 
pois esta é a primeira vez na história das 
relações entre Estados que se consegue obter 
o necessário consenso para levar a 
julgamento, por uma corte internacional 
permanente, políticos, chefes militares e 
mesmo pessoas comuns pela prática de 
delitos da mais alta gravidade, que até agora, 
salvo raras exceções, têm ficado impunes, 
especialmente em razão do princípio da 
soberania.
O Tribunal será integrado por 18 juízes, no 
mínimo, que se distribuirão por três Seções: a 
Seção de Questões Preliminares, incumbida de 
examinar a admissibilidade dos processos, a 
Seção de Primeira Instância, que proferirá os 
julgamentos, e a Seção de Apelações, 
responsável pela apreciação dos recursos.
XV - A Humanidade no Século XXI: A Grande 
Opção
“Ainda é tempo de mudar de rota e navegar 
rumo à salvação. Na fímbria do horizonte já 
luzem os primeiros sinais da aurora. É a 
esperança de uma nova vida que renasce.
A chama da liberdade, da igualdade e da 
solidariedade haverá de iluminar e inflamar a 
Terra inteira.”
(Fábio Konder Comparato)
UNIVERSALISMO X RELATIVISMO CULTURAL
O BRASIL E OS TRATADOS INTERNACIONAIS 
SOBRE DIREITOS HUMANOS

Mais conteúdos dessa disciplina