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Aulas do Módulo 1 - Cientista de Dados com Ênfase em Mercado Financeiro

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Fundamentos de Economia e de 
Mercado de Capitais
Profª. Maria Flávia Tavares
Capítulo 1. Conceitos Fundamentais em Economia
Aula 1.1. Definição e natureza da economia
❑ Neste capítulo você aprenderá sobre os principais conceitos relacionados à 
Economia e como eles interferem no seu dia a dia.
❑ Aprenderá sobre um dos principais conceitos que é a Lei da Escassez.
Nesta aula
• O termo Economia origina-se das palavras gregas oikos (casa) e nomos 
(normas).
• Na Grécia Antiga, Economia significava a arte de administrar o lar, levando-
se em conta a renda familiar e os gastos efetuados durante um período de 
tempo.
• Economia: ciência que estuda o emprego de recursos escassos entre 
diferentes usos possíveis, com o fim de obter os melhores resultados, seja 
na produção de bens ou na prestação de serviços.
Definição e Natureza da Economia
• A economia estuda a alocação de recursos escassos às necessidades 
ilimitadas. 
Definição de Economia
 Definição e Natureza da Economia.
Conclusão
• Princípios da Economia.
Próxima aula
Fundamentos de Economia e de 
Mercado de Capitais
Profª. Maria Flávia Tavares
Capítulo 1. Conceitos Fundamentais em Economia
Aula 1.2. Princípios da economia
❑ Princípios da Economia.
Nesta aula
• As pessoas enfrentam trade-offs: “nada é de graça”. Para obter alguma 
coisa que desejamos devemos abrir mão de outra da qual gostamos. 
(cinema ou estudar, meio ambiente ou crescimento do PIB).
• O custo de alguma coisa é o que você desiste para obtê-la: custo de 
oportunidade de estar sentado assistindo aula online na XP quando poderia 
estar fazendo outra coisa. 
• Pessoas respondem a incentivos: as pessoas vão alterar seu 
comportamento em resposta aos incentivos oferecidos.
Princípios da Economia
• Escassez no sentido de que a sociedade tem recursos limitados e 
portanto não pode produzir todos os bens e serviços que as pessoas 
desejam ter. 
• A lei da escassez diz respeito à insuficiência dos recursos existentes para 
produzir os bens necessários para satisfazer às ilimitadas necessidades 
humanas.
O que é a economia? 
• Os princípios da Economia:
– https://www.youtube.com/watch?v=mJsncXWcc-E
Saiba mais
https://www.youtube.com/watch?v=mJsncXWcc-E
• A procura (demanda) existe pois os bens são desejados para satisfazer 
as necessidades humanas.
• Bem (material ou imaterial): tudo aquilo que for capaz de atender a uma 
necessidade humana.
• Sendo as pessoas diferentes, as necessidades também o serão.
Objeto da economia 
• O problema da escassez se renova.
• As necessidades se renovam a cada dia e, portanto, exigem contínuo 
suprimento dos bens para atendê-las.
• A constante criação de novos desejos e necessidades motivadas pelo 
aumento da renda criam novas necessidades.
Lei da Escassez
• Ao longo do último século o mundo teve um rápido crescimento populacional, e a 
estimativa da ONU é que a população mundial alcance 9,7 bilhões de pessoas em 2050.
• A figura a seguir mostra a população mundial em 2019, destacando alguns países: 
• China (1,44 bilhão)
• Índia (1,39 bilhão) 
• Estados Unidos (333 milhões)
• Indonésia (276 milhões) 
• Brasil (214 milhões) 
(ONU, 2022)
População Mundial em 2019
Fonte: OurWordInData,2022
População Mundial em 2019
• A ONU estimou que 15 de novembro de 2022 
foi a data em que a população mundial 
atingiu oficialmente 8 bilhões. 
• Em apenas 48 anos, a população mundial 
dobrou de tamanho, saltando de 4 para 8 
bilhões, e estima-se que em 2030 o mundo 
atingirá 9 bilhões de pessoas.
• Há 50 anos o Brasil era um importador de 
alimentos e hoje se tornou um dos maiores 
exportadores de soja, milho, carne bovina, 
suco de laranja concentrado e congelado, 
entre outros.
Esse crescimento segundo a ONU, está ocorrendo devido ao aumento gradativo 
da expectativa de vida como resultado de melhorias na saúde, nutrição, higiene 
pessoal e medicamentos.
É também o resultado de taxas de natalidade altas e consistentes em alguns 
países.
Os países com as maiores populações em 2022 são a China (1,41 bilhão), a Índia 
(1,41 bilhão) e os EUA (333 milhões).
Em termos de população por 
continente, cerca de 59,3% das 
pessoas viviam na Ásia em 
meados de 2021.
Atualmente, a população mundial 
está crescendo em cerca de 82,4 
milhões de pessoas por ano 
(Statista, 2022).
Edifício na China 
• 20.000 moradores.
• Cidade: Hangzhou (12 milhões de habitantes).
“Recursos escassos e 
necessidades ilimitadas”
Como alimentar 
todas estas 
pessoas no 
mundo?
 Princípios da Economia.
Conclusão
• Divisão da Teoria Econômica.
Próxima aula
Fundamentos de Economia e de 
Mercado de Capitais
Profª. Maria Flávia Tavares
Capítulo 1. Conceitos Fundamentais em Economia
Aula 1.3. Divisão da Teoria Econômica
❑ Divisão da Teoria Econômica.
Nesta aula
Divisão da Teoria Econômica 
• A Teoria Econômica analisa, de forma simplificada, o funcionamento de um 
sistema econômico, utilizando um conjunto de suposições e hipóteses sobre 
o mundo real, procurando obter as leis que o regulam.
• Dividida em dois grandes grupos: macroeconomia e microeconomia.
• Microeconomia:
– Trata do comportamento das firmas e dos indivíduos ou famílias, 
preocupando-se com a formação dos preços e o funcionamento do 
mercado de cada produto individual.
Teoria Econômica
• Macroeconomia: é o estudo do desempenho da economia nacional e 
mundial.
• Trata das quantidades econômicas agregadas, como taxa de crescimento, 
taxas de juros, desemprego e inflação. 
– Ex.: por que a inflação dos EUA aumentou em 2022?
• O Banco Central Brasileiro tem como influenciar o crescimento da renda, 
por meio da redução das taxas de juros? 
Teoria Econômica
• Pelo comportamento dessas variáveis, as autoridades econômicas 
estabelecem políticas monetárias, fiscais, a taxa básica de juro etc., visando 
influenciar a atividade econômica, para que se mantenha em equilíbrio, ou 
em direção às metas estabelecidas.
• As decisões macroeconômicas têm suas repercussões no equilíbrio 
microeconômico do mercado.
• Da mesma forma, o comportamento dos consumidores e das firmas reflete-
se no nível agregado, influenciando variáveis macroeconômicas.
Macroeconomia
• Diversas interpretações dentro de cada linha.
• Hoje a economia atua na fronteira com outras ciências como a 
psicologia, biologia, física, geografia, sociologia etc.
• Nova Economia Institucional.
Divisão da ciência econômica 
 Princípios da Economia.
Conclusão
• Desenvolvimento dos conceitos introdutórios de macroeconomia.
Próxima aula
Fundamentos de Economia e de 
Mercado de Capitais
Profª. Maria Flávia Tavares
Capítulo 1. Conceitos Fundamentais em Economia
Aula 1.4. Desenvolvimento dos conceitos introdutórios 
de macroeconomia
❑ Desenvolvimento dos conceitos introdutórios de macroeconomia.
Nesta aula
• A origem da macroeconomia ocorreu em 1750.
• Economistas começaram a estudar o crescimento econômico, a inflação e as 
finanças internacionais.
Macroeconomia
• Antes desse período, economistas clássicos, como Adam Smith, acreditavam 
no liberalismo econômico, onde o mercado sozinho, sem intervenção do 
Estado, levaria ao pleno emprego (PARKIN, 2005). 
• Os macroeconomistas modernos só surgiram na Grande Depressão, uma 
década (1929-1939) de altos níveis de desemprego e produção estagnada 
em toda a economia mundial.
Macroeconomia moderna
• 1933 foi o pior ano da Depressão, em que a produção de fazendas, fábricas, 
lojas e escritórios dos EUA era apenas de 70% do nível de 1929 – 25% da 
força de trabalho estava desempregada.
• Foram anos de miséria humana e anos de extremo pessimismo em relação à 
capacidade dos mercados funcionarem adequadamente (PARKIN, 2005).
Crise de 1929
• O vídeo a seguir mostra como foi a crise de 29: 
– https://www.youtube.com/watch?v=Hnw8qSCrBm
Saiba mais
https://www.youtube.com/watch?v=Hnw8qSCrBm
• A Ciência Econômicanão tinha soluções para a Grande Depressão, o 
principal sistema alternativo, que consistia no socialismo e no seu 
planejamento central, parecia atrativo para muitas pessoas.
• Foi neste clima de depressão econômica e de agitação política e intelectual 
que a macroeconomia moderna surgiu.
• Publicação, em 1936, de “A teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda”, 
de John Maynard Keynes (PARKIN, 2005). 
Macroeconomia moderna
• A base da Teoria de Keynes era que a Depressão e o alto nível de 
desemprego resultam de gastos privados insuficientes, e para solucionar 
estes problemas o governo deveria aumentar os seus gastos.
• Keynes se concentrou no curto prazo, pois queria solucionar um problema 
imediato independente das consequências de longo prazo da solução.
A teoria Geral do Emprego, do Juro e da 
Moeda (John M. Keynes)
• Keynes acreditava que, depois que a sua solução para a depressão 
restaurasse o pleno emprego, 
• os problemas de longo prazo da inflação e do lento crescimento econômico 
retornariam
Solução de Curto Prazo
• No final da década de 1960 e ao longo da década de 1970 as projeções de 
Keynes se concretizaram:
– A inflação aumentou.
– O crescimento econômico desacelerou.
– Em alguns países o desemprego se tornou alto.
Solução de Curto Prazo
• Problemas de longo prazo: inflação, lento crescimento e desemprego 
persistente.
• Problemas de curto prazo: depressão e oscilações econômicas se 
sobrepõem.
Panorama do período
 Neste capítulo você aprendeu sobre o conceito de Economia.
 Ciência que estuda as escolhas que precisamos fazer no nosso dia a dia, 
como alocar os recursos escassos da melhor maneira, considerando que as 
necessidades são ilimitadas. 
 É importante sempre pensar que existe o trade-off, ou seja, renunciar a 
uma coisa para ter outra, e esse conceito é usado não só na Economia, mas 
no nosso cotidiano.
Conclusão
 Atualmente a macroeconomia é uma área que estuda o crescimento 
econômico e a inflação no longo prazo, bem como as flutuações dos 
negócios e o desemprego no curto prazo. 
 Ela é importante para todos os indivíduos, pois as questões 
macroeconômicas visam influenciar o bem-estar da sociedade em que 
vivemos. 
Conclusão
❑ Na próxima aula estudaremos com mais detalhes a macroeconomia, que 
ocupa-se do estudo do funcionamento da economia em seu conjunto
Próxima aula
Fundamentos de Economia e de 
Mercado de Capitais
Profª. Maria Flávia Tavares
Capítulo 2. Princípios de Macroeconomia
Aula 2.1. Compreensão da economia em termo agregado
❑ Vocês aprenderão um pouco mais sobre macroeconomia e os agregados 
econômicos como o Produto Interno Bruto (PIB) e o PIB per capita. 
❑ Vamos começar?
Nesta aula
• Macroeconomia:
– Apresenta uma visão simplificada da realidade, mas que também 
permita conhecer e atuar sobre o nível da atividade econômica de 
determinado país ou de um conjunto de países.
Compreensão da economia em termo agregado
• Todos os países desejam contar com uma quantidade abundante de bens e 
serviços, sendo o PIB (Produto Interno Bruto) o indicador mais amplo da 
produção total de uma economia. 
• O PIB mede o valor de mercado de todos os bens e serviços finais 
produzidos pelo país, durante um dado período (PARKIN, 2005).
Crescimento da produção
• O emprego é a variável econômica que as pessoas sentem de maneira mais 
direta.
– Ex.: quando terminam os estudos todos querem encontrar 
rapidamente um bom emprego, com salário alto, boas condições de 
trabalho, segurança no posto de trabalho e benefícios salariais muito 
atraentes. 
• Se estas condições se cumprirem para a maioria das pessoas em condições 
de trabalhar, a economia terá um alto nível de emprego (PARKIN, 2005).
Nível de emprego elevado
• Por outro lado, o desemprego é medido geralmente pela taxa de 
desemprego, que é o percentual da população economicamente ativa que 
está desempregada.
• A população economicamente ativa: formada por todas as pessoas 
empregadas e pelas desempregadas que estão procurando trabalho. 
Desemprego
Taxa de desemprego = nº de desempregados x 100
população economicamente ativa 
• A taxa do desemprego tende a refletir a situação do ciclo econômico:
– Quando a produção está crescendo a demanda de trabalho aumenta 
e a taxa de desemprego diminui. 
Desemprego
• Conseguir uma inflação baixa ou um nível geral de preços estável é um objetivo 
macroeconômico chave.
• As disparadas nos preços distorcem as decisões econômicas das empresas e 
dos indivíduos, impedindo uma alocação eficiente dos recursos (PARKIN, 2005).
Estabilidade do nível de preços
• A economia brasileira cresceu bastante entre o final dos anos 1960 e a 
maior parte da década de 1970, mas ocorreu um aumento da diferença 
entre as classes de renda. 
• No período de 1968-73 o país viveu o Milagre Econômico que piorou a 
concentração de renda no país, devido a uma política do Governo Médici 
aplicada pelo ministro da Fazenda Delfim Neto. 
Distribuição equitativa de renda
• Esta política foi denominada Teoria do Bolo: foram feitos investimentos para 
primeiro crescer e depois pensar em repartição de renda (PARKIN, 2005). 
• Taxas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) então verificadas, de 
11,1% ao ano (a.a.) no Governo Médici.
• Rápido crescimento veio acompanhado de inflação declinante e 
relativamente baixa para os padrões brasileiros, além de superávits no 
balanço de pagamentos.
Milagre Econômico
Milagre Econômico
Milagre Econômico
 Compreensão da economia em termo agregado.
Conclusão
❑ PIB
Próxima aula
Fundamentos de Economia e de 
Mercado de Capitais
Profª. Maria Flávia Tavares
Capítulo 2. Princípios de Macroeconomia
Aula 2.2. PIB
❑ PIB.
Nesta aula
• Dentro da Macroeconomia existe a Contabilidade Nacional onde são 
registradas as transações entre os diferentes agentes econômicos, ela 
define e relaciona os agregados econômicos.
• Mede a atividade de uma economia ao longo de um período, geralmente 1 
ano, registrando as transações realizadas entre os diferentes agentes que 
fazem parte dessa economia.
PIB 
• Entre os diversos agregados refletidos na contabilidade nacional, o mais 
significativo é o PIB.
• Ele mede o valor monetário total dos bens e serviços finais produzidos para 
o mercado durante determinado período, dentro das fronteiras de um país.
• Quando se mede o PIB não se levam em conta todos os bens e serviços 
produzidos no país, mas apenas os vendidos ao usuário final. 
• O PIB brasileiro mede a produção dentro das fronteiras do país, 
independentemente de ele ter sido produzido por brasileiro ou não. 
PIB
• Divide-se a produção em quatro categorias, segundo o grupo da economia 
que a adquire:
PIB = C + G + I + (X-M)
• Consumo das famílias (C), ou seja, bens e serviços comprados por elas;
• Investimentos privados (I), comprados pelas empresas;
• Gasto Público (G), ou seja, bens e serviços comprados pelas administrações 
públicas;
• Exportações líquidas (X-M), bens e serviços comprados por estrangeiros, 
menos as exportações. 
PIB pelo método do dispêndio
• Mostra tudo que foi produzido em bens finais no período. 
• Este valor coincide contabilmente com tudo o que foi gerado em renda 
(decorrente da venda do uso dos fatores de produção (trabalho, capital 
físico, capital monetário e capacidade gerencial) no mesmo período. 
• Pode-se pensar pela ótica da renda ou do rendimento (somando os salários, 
aluguéis, juros e lucros).
PIB pela ótica da produção 
PIB = C + G + I + (X-M)
• C- Tudo que foi produzido em bens de consumo final para as 
famílias;
• G- Tudo que foi produzido em bens de consumo final para o 
governo;
• I- Tudo que foi produzido em bens de capital;
• Tudo que foi produzido em bens para ser exportado menos os 
bens que foram importados.
PIB pela ótica da produção 
Comparativo PIB 2022 e 2023
Taxas (%) 2022.II 2022.III 2022.IV 2023.I 2023.I
Acumuladoao 
longo do ano / 
mesmo período 
do ano anterior
3,1 3,2 2,9 4,0 3,7
Últimos quatro 
trimestres / 
quatro trimestres 
imediatamente 
anteriores
3,2 3,0 2,9 3,3 3,2
Trimestre / 
mesmo trimestre 
do ano anterior
3,7 3,6 1,9 4,0 3,4
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Contas Nacionais.
PIB Brasil
• 2023:
– Consumo das famílias teve um papel importante, crescendo 0,9%, e o 
consumo do governo avançou 0,7%.
– O que explica o crescimento do 2º trimestre são, em especial, os 
seguintes pontos:
Ao analisar o PIB pela ótica da demanda
• A taxa de desemprego do Brasil está baixa, em nível bem inferior à média 
histórica.
• Este fato junto com o recorde da massa salarial, tem reforçado a renda das 
famílias disponível para o consumo. 
• O resultado é um setor de serviços (de restaurantes a salões de beleza) em 
crescimento.
o Fonte: IBGE, C6.
Mercado de trabalho aquecido 
• As despesas do governo federal com pagamento de salários de servidores a 
benefícios previdenciários aumentaram, e programas de transferência de 
renda foram ampliados, incentivando o consumo das famílias.
– Fonte: IBGE, C6.
Gastos do governo em alta 
• Impulsionadas pelo setor agropecuário, as exportações cresceram 2,9% em 
relação ao 1º trimestre de 2023 e saltaram 12,1% ante o 2º trimestre de 
2022.
Exportações fortes 
Evolução do PIB do Agronegócio Brasileiro
Fonte: Elaborado por MFT Consultoria em Agronegócio, baseado em CEPEA (2022)
Fonte: Ferreira (2023)
• A indústria, por exemplo, deve passar a contribuir de forma negativa para o 
PIB, devido à taxa de juros elevada, que encarece os custos ao produtor. 
• Outro problema para a expansão do PIB brasileiro é a redução de 
crescimento da economia global, que tende a prejudicar as exportações.
2023: o 2º semestre pode ser pior que o 1º
• A China está passando por um processo de desaceleração.
• A taxa de crescimento anual do PIB da China tem sido em média de 9% 
desde 1978, quando o país se abriu ao mercado global sob o comando de 
Deng Xiaoping.
• O crescimento parece ter reduzido para 0,8% (em termos trimestrais) no 2º 
trimestre de 2023:
– Impulsionado pela fraqueza no setor terciário, que inclui gastos de 
varejo e o problemático setor imobiliário.
Redução do PIB da CHINA
• 1º trimestre teve um valor maior de 2,2%, impulsionado pela procura 
reprimida devido ao fim dos confinamentos da era COVID.
• Numa base anual, o PIB da China expandiu 6,3% ano após ano, abaixo da 
taxa prevista de 7,3% .
PIB China: Sinal de Alerta
• PIB:
– https://yotu.be/lVjPv33T0hk
Saiba mais
https://youtu.be/lVjPv33T0hk
 PIB.
Conclusão
❑ PIB per capita.
Próxima aula
Fundamentos de Economia e de 
Mercado de Capitais
Profª. Maria Flávia Tavares
Capítulo 2. Princípios de Macroeconomia
Aula 2.3. PIB per capita
❑ PIB per capita.
Nesta aula
• Dividindo-se o valor do PIB pela população de um país, obtém-se um valor 
médio per capita:
PIB per capita
PIBpc = PIB 
N 
• O valor per capita foi o primeiro indicador utilizado para analisar a 
qualidade de vida em um país. 
• Países podem ter um PIB elevado por serem grandes e terem muitos 
habitantes, mas seu PIB per capita pode resultar baixo. 
– Ex: Índia ou China.
PIB per capita
• Métrica que compara as moedas de vários países por meio de um índice 
para o poder de compra. 
• Atualmente esta teoria é usada para calcular o Índice Big Mac.
A Paridade do Poder de Compra (PPC) 
• Criado pelo The Economist em 1986 e tem como base a teoria da paridade 
do poder de compra (PPC).
• Nessa cesta contém apenas um item: o hambúrguer Big Mac. 
• O indicador consiste em comparar o preço do sanduíche em diversos países. 
• Ele funciona por meio do cálculo da taxa de câmbio que deixaria um Big 
Mac custar o mesmo em cada país.
Índice Big Mac
• Por ex.:
– Com as taxas de câmbio atuais um Big Mac, custa 22,90 reais no 
Brasil e US$ 5,58 nos Estados Unidos. 
– A taxa de câmbio implícita é 4,10. 
– A diferença entre esta e a taxa de câmbio real, 4,76, sugere que o real 
brasileiro está 13,7% subvalorizado.
Índice Big Mac
Starbucks
• Além do PIB, usam-se outros índices – que revelam o perfil da distribuição 
de renda de um país: 
– Coeficiente de Gini 
• Índices desenvolvidos pela sociologia, como o Índice de Desenvolvimento 
Humano – para se obter uma avaliação mais precisa do bem-estar 
econômico desfrutado por uma população.
• Mede o grau de desigualdade existente na distribuição de indivíduos 
segundo a renda domiciliar per capita. 
• Seu valor varia de 0, quando não há desigualdade (a renda de todos os 
indivíduos tem o mesmo valor), 
• a 1, quando a desigualdade é máxima (apenas um indivíduo detém toda a 
renda da sociedade e a renda de todos os outros indivíduos é nula).
– Fonte: PNUD.
Coeficiente de Gini
Coeficiente de Gini, 
segundo as Grandes Regiões
 2012-2019
Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2012-2019.
 Neste capítulo você estudou os principais objetivos da Economia, que são o 
rápido crescimento da produção, um nível de emprego elevado, 
estabilidade do nível de preços e distribuição de renda socialmente justa.
Conclusão
 Também foram apresentados os métodos utilizados para medir o PIB e o 
PIB per capita, sendo que para este último é muito usado o índice Big Mac, 
onde são comparados o preço do sanduíche em vários países.
Conclusão
❑ No próximo capítulo você estudará sobre as políticas econômicas 
implementadas pelo setor público, como a política monetária, por exemplo.
❑ O papel do COPOM também será apresentado, que toma decisões que 
impactam toda a economia brasileira
Próxima aula
Fundamentos de Economia e de 
Mercado de Capitais
Profª. Maria Flávia Tavares
Capítulo 3. Políticas Econômicas
Aula 3.1. Principais funções do setor público
❑ Você estudará sobre as políticas econômicas, em especial a política 
monetária que atua diretamente no controle da oferta e demanda de 
moedas em uma economia. 
❑ Também estudará as principais funções do setor público e o papel do Banco 
Central na economia de um país.
Nesta aula
• São ações tomadas pelo governo, utilizando instrumentos econômicos para 
atingir determinados objetivos macroeconômicos. 
– Ex: notícias sobre a elevação ou redução da taxa de juros.
Políticas Econômicas
Principais funções do setor público
• Estado deve regular a atividade econômica mediante leis e disposições 
administrativas. 
• Com isso torna-se possível o controle de alguns preços, monopólios e ações 
danosas ao direito do consumidor.
Reguladora
• O governo, também, deve prover ou facilitar o acesso a bens e serviços 
essenciais, principalmente àqueles que não são de interesse do setor 
privado, tais como:
• Educação, saúde, defesa, segurança, transporte e justiça.
Provedora de Serviços Públicos
• As políticas econômicas devem atingir e vir a beneficiar os mais 
necessitados da sociedade. 
• Distribuição desigual de renda e riqueza entre pessoas e/ou regiões. 
• A igualdade social deve ser uma prioridade a ser buscada pelos órgãos 
públicos.
Redistributiva
• Os formuladores de políticas econômicas devem estar preocupados em 
estabilizar/controlar os grandes agregados macroeconômicos, como: 
– A taxa de inflação, de desemprego e nível de produção.
Estabilizadora
Políticas Econômicas
• Tem como objetivo controlar a oferta de moeda (liquidez) na economia, 
para determinar a taxa de juros de referência do mercado.
• Nesse sentido, o Banco Central, seja qual for o país, eleva a taxa de juros 
enxugando (diminuindo) a oferta monetária e a reduz atuando de forma 
inversa (PARKIN, 2005). 
Política Monetária 
• A política monetária tem como objetivo controlar a oferta de moeda na 
economia. 
• Determinar a quantidade de moeda (dinheiro) na economia é função do 
Conselho Monetário Nacional (CMN), com participação do Banco Central do 
Brasil (BACEN).
•A lógica da política monetária consiste em controlar a oferta de moeda 
(liquidez) para determinar a taxa de juros de referência do mercado. 
Política Monetária
• Em um sistema econômico, moeda representa os meios de pagamento. 
• Estes, na sua forma mais líquida, podem ser representados pelo papel-
moeda e pelos depósitos à vista nos bancos comerciais. 
• Tanto as cédulas/moedas metálicas quanto os valores existentes nas contas 
bancárias representam os meios de pagamento.
Política Monetária
• A política monetária, ao controlar os meios de pagamento, está visando 
estabilizar o nível geral de preços da economia. 
• Os governos que necessitam diminuir a taxa de inflação reduzem a oferta 
monetária e aumentam a taxa de juros.
• Esse mecanismo controla o nível de preços. 
• Mas, se as taxas de juros permanecerem elevadas por um período longo, a 
economia pode deixar de elevar o crescimento econômico.
Política Monetária
• O BACEN pode alterar os meios de pagamento (oferta de moeda) utilizando 
quatro instrumentos:
1. Operações de mercado aberto (Open Market)
– As operações de mercado aberto são caracterizadas pela compra e 
venda de títulos públicos do BACEN no mercado.
– Esses títulos podem ser de emissão própria ou em geral do Tesouro. 
Política Monetária
• Seu impacto sobre a liquidez na economia pode ser resumido em dois exemplos:
• Exemplo 1: 
– Bacen compra títulos públicos do mercado, fazendo o pagamento em 
reais. 
– Nesse caso, a oferta de moeda aumenta, pois o BACEN está retirando um 
ativo (título) que não é meio de pagamento e fornecendo ao mercado um 
ativo líquido (moeda), no caso, o Real.
• Essa operação, realizada em grande quantidade, tem como objetivo aumentar a 
oferta de moeda e consequentemente diminuir a taxa de juros do mercado.
Política Monetária
• Exemplo 2: 
– Bacen vende títulos públicos ao mercado, recebendo o pagamento 
em reais. 
– O Bacen está ofertando um ativo menos líquido (títulos) e retirando 
do mercado (economia) um ativo mais líquido (moeda).
• Essa operação, realizada em grande escala, tem como finalidade diminuir a 
oferta monetária e consequentemente aumentar a taxa de juros e com isso 
controlar o nível de preços.
Política Monetária
• No relatório da Dívida Pública Federal (DPF) divulgado dia 
28/06/2023 pela Secretaria do Tesouro Nacional, a dívida pública 
brasileira encolheu R$ 18,86 bilhões e terminou em R$ 6,013 
trilhões no fim de maio.
• De acordo com o DPF, o resgate líquido de R$ 75,04 bilhões e a 
apropriação de juros de R$ 56,19 bilhões, explicam a redução.
Política Monetária
• Do total da dívida, 95,90% referem-se à Dívida Pública Mobiliária Federal 
Interna (DPFI), que em abril representava 95,98%. 
• Já a participação da dívida externa foi ampliada de 4,02% para 4,10%.
– (Tesouro Nacional, 2023).
Política Monetária
2. Depósito compulsório:
– São depósitos sob a forma de reservas bancárias, que cada 
banco comercial é obrigado legalmente a manter junto ao 
Banco Central.
– É calculado como um percentual sobre os depósitos à vista 
nos bancos comerciais.
Instrumentos utilizados pelo Bacen 
para alterar os meios de pagamento
• Quanto maiores os depósitos compulsórios, maior o nível de reservas 
obrigatórias dos bancos junto ao Banco Central.
• Os recursos destinados aos empréstimos sofrerão uma diminuição, 
provocando com isso a criação de moeda bancária (valores depositados nos 
bancos).
• A taxa de juros sofreria um aumento.
• Para diminuir a liquidez do sistema financeiro, o Banco Central eleva a taxa 
de compulsório. 
• Ocorrerá uma diminuição dos recursos que os bancos comerciais poderão 
emprestar, afetando o crescimento da economia.
Instrumentos de Política Monetária 
 Principais funções do setor público.
Conclusão
❑ COPOM
Próxima aula
Fundamentos de Economia e de 
Mercado de Capitais
Profª. Maria Flávia Tavares
Capítulo 3. Políticas Econômicas
Aula 3.2. COPOM
❑ COPOM.
Nesta aula
• O Comitê de Política Monetária foi criado em 1996, e se reúne com o 
objetivo de avaliar a situação macroeconômica e estabelecer uma taxa de 
juros para os títulos da dívida pública: 
• Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia):
– Desde 1999, o Bacen adotou o regime de metas de inflação e desde 
então, o Copom estabelece a taxa Selic de acordo com as metas de 
inflação a serem alcançadas.
COPOM
Fonte: Elaborada pela autora, baseada em Bacen (2023)
• Atualmente a Selic está em 13,25% ao ano, mas segundo a figura a seguir o 
Bacen tem planos de reduzi-la no curto prazo.
• O comitê eleva a taxa Selic quando considera que a inflação está em alta no país.
COPOM
Expectativa SELIC
Fonte: Bacen (2022)
• Banco Central do Brasil:
– O projeto de criação é de 1931, porém só foi instituído em 31/12/64, 
para promover o desenvolvimento socioeconômico do país com 
estabilidade monetária.
– Executa política monetária, banco-emissor, banco dos bancos, 
banqueiro do Governo e executor da política cambial.
 
Comparativo de Bancos Centrais
• O banco central dos EUA é o FED, que foi criado em 23/12/1913.
• Ele conduz a política monetária ajustando a quantidade de dinheiro em 
circulação no país.
• Na qualidade de banco dos bancos, o FED presta serviços bancários a 
bancos comerciais como o Citibank.
• Um banco central não é um banco para cidadãos.
• As metas do FED são: manter a inflação sob controle, controlar o ciclo 
econômico e contribuir para o crescimento de longo prazo.
Federal Reserve System (FED)
• Criado em 21/06/1948 nos moldes do FED após a 2º Guerra Mundial, para 
dar estabilidade à moeda e evitar reincidência de erros na política 
monetária com o controle de estoque de dinheiro.
• Apoia a política econômica da Alemanha e aconselha o governo na política 
monetária.
• É considerado o BC de maior autonomia, totalmente independente do 
Governo alemão, estabelece as suas próprias diretrizes como parte do 
executivo.
Bundesbank
• Tem a função de formular e executar as políticas monetárias e creditícias.
• Tem 11 unidade regionais por estado e 200 sucursais integradas às decisões 
do Bundesbank por Conselho Central.
Bundesbank
• BCE é o banco central responsável pela moeda única europeia: o euro. 
• A principal missão do BCE é preservar o poder de compra do euro e, deste 
modo, a estabilidade de preços na área do euro. 
• A área do euro é constituída pelos 17 países da União Europeia que, desde 
1999, adotaram o euro. 
Banco Central Europeu
• Determinar a quantidade de moeda (dinheiro) na economia é função do 
Conselho Monetário Nacional (CMN), com participação do Banco Central do 
Brasil (BACEN). 
CMN e Bacen
 COPOM
Conclusão
❑ Comparativo de Bancos Centrais.
Próxima aula
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Mercado de Capitais
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Capítulo 3. Políticas Econômicas
Aula 3.3. Comparativo de Bancos Centrais
❑ Comparativo de Bancos Centrais.
Nesta aula
Comparativo de Bancos Centrais
Fonte: Elaborada pela autora baseada em (PARKIN, 2005)
 Neste capítulo foram estudadas as políticas econômicas, que são ações que 
o governo implementa, utilizando instrumentos econômicos para atingir 
determinados objetivos macroeconômicos. 
 A política monetária é uma política econômica, que tem como objetivo 
controlar a oferta de moeda (liquidez) na economia, para determinar a taxa 
de juros de referência do mercado.
Conclusão
 Também foi feito um comparativo do Bacen e dos principais 
bancos centrais do mundo, que realizam reuniões periódicas 
anuais onde anunciam se a taxa básica de juros aumentará, 
diminuirá ou permanecerá constante até a decisão da reunião 
seguinte. 
 Este anúncio afeta de maneira significativa a economia do país, 
pode mexer com a taxa de juros dos empréstimos bancários, dos 
cartões de crédito e dos investimentos financeiros.
Conclusão
❑ Estudaremos sobre a importância da moeda e sua relação entre 
com a inflação.– Até lá!
Próxima aula
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Mercado de Capitais
Profª. Maria Flávia Tavares
Capítulo 4. Moeda e Inflação
Aula 4.1. A moeda e sua importância para a economia
❑ Você estudará sobre a importância da moeda para a Economia e também 
sobre a inflação, que reduz o poder aquisitivo da população, diminuindo a 
renda e o consumo no país.
Nesta aula
• Moeda é definida como qualquer mercadoria, cupom ou peça metálica que 
geralmente sejam aceitos como meio de pagamento.
• Meio de pagamento é um método de saldar uma dívida e, quando é feito 
um pagamento, as partes não tem mais nenhuma obrigação de uma 
transação.
A moeda e sua importância para a economia
• Atualmente temos hoje as seguintes espécies ou formas de moeda:
1. Moeda manual – representada pelas moedas metálicas e pelo 
papel-moeda.
2. Moeda escritural ou bancária – representada pelos depósitos à vista 
nos bancos comerciais.
3. Moeda virtual – Criptomoedas e Drex (tokenização de ativos).
O depósito à vista é moeda, e não o cheque.
Tipos de Moeda
• O Drex que está sendo chamado real digital ainda está em fase de testes.
• Será operacionalizado por meio de uma plataforma digital, que ofertará 
serviços financeiros de maneira mais eficiente e acessível.
• A escolha das letras tem como objetivo fazer com que a moeda digital seja 
moderna e transmita confiança com um nome forte e moderno para a 
futura moeda digital do Brasil. 
• As letras “d” e “r” remetem ao real digital, o “e” vem de eletrônico e o “x” 
pretende passar a imagem de conexão e modernidade.
DREX
• De uma forma geral, os economistas reconhecem as seguintes funções 
desempenhadas pela moeda:
1. Meio de pagamento ou intermediário de trocas;
2. Padrão de referência de valor ou unidade de conta;
3. Reserva de valor.
Funções da Moeda
• A moeda é um meio de troca aceito pela coletividade em geral para a 
realização de transações e o cancelamento de dívidas.
• Ela facilita a troca porque elimina o escambo.
Meio de Troca
• A moeda é usada como unidade de conta, entendendo-se por tal a unidade 
na qual os preços são fixados e as contas são calculadas.
• É empregada como unidade porque serve de medida de valor, isto é, para 
calcular quanto valem os diferentes bens e serviços.
Unidade de Conta
• A moeda é um ativo plenamente líquido e é uma reserva de valor.
• É um ativo financeiro que serve de reserva de valor, permitindo transportar 
valor ao longo do tempo.
• A moeda é um modo de manter riqueza e seu risco é menor do que outros 
ativos (como ações e ouro), devido à sua plena liquidez.
Reserva de Valor
• Atualmente o papel-moeda e as moedas metálicas não tem nenhum 
respaldo em termos de metais preciosos.
• O valor do papel moeda atual reside na confiança de que será aceito como 
meio de pagamento pelos demais e pelo fato de ele ter sido estabelecido 
como moeda em lei.
• Sabemos que é legal e que serve para pagar dívidas públicas e privadas.
A moeda no Sistema Financeiro Atual
• A moeda permite realizar transações com facilidade e rapidez e constitui 
uma reserva de valor simples.
• Mas estes serviços não são gratuitos e o custo de oportunidade de manter a 
moeda são os juros que devemos sacrificar para ter a moeda líquida:
– Em vez de um ativo ou investimento menos líquido ou arriscado.
Custo de manter a moeda
• A taxa de juros representa a quantidade de juros paga por unidade de 
tempo, expressa em porcentagem da quantia recebida em empréstimo.
• As pessoas devem pagar pela possibilidade de pegar dinheiro emprestado e 
o custo de obter dinheiro emprestado, expresso em reais anuais por real 
emprestado, constitui a TAXA DE JUROS.
Custo de manter a moeda
• Cartão de crédito é um método de pagamento, pois quando fazemos uma 
compra, o banco que o emite paga à loja a quantia devida.
• Depois teremos que pagar a dívida ao banco e o saldo da conta corrente é 
que faz parte da moeda bancária.
• Nos últimos anos, o comportamento do consumidor evoluiu e novos hábitos 
foram incorporados. 
• Essas mudanças ocorreram em diversos aspectos, tanto em relação à sua 
expectativa quanto ao produto, como também na forma do atendimento. 
• Outro fator que modificou-se ao longo dos anos foi a forma de pagamento 
mais utilizada.
• A evolução da classe C e o maior poder aquisitivo proporcionado pelo uso 
de cartões de crédito, principalmente na modalidade parcelada, desenhou 
um novo perfil de endividamento e consumo, que favoreceu o comércio. 
• Segundo estudo do Banco Central, entre 1999 e 2011 as principais 
mudanças foram:
– Em 1999, os cheques representavam 62% das formas de pagamento e 
os cartões (débito e crédito) apenas 17%.
– Em 2011, os cheques representavam 9% das formas de pagamentos e 
os cartões (débito e crédito) 46%.
– Entre 1999 e 2011, o uso de cartão de débito passou de 2% para 21%. 
Já os cartões de crédito subiram de 14% para 25% dos pagamentos 
no varejo.
• Destacam-se algumas das vantagens da utilização do cartão de crédito em 
relação ao cheque. 
• Para os lojistas, o risco de inadimplência cai para zero, dispensa consulta ao 
cadastro de inadimplentes e alavanca as vendas por incentivar o pagamento 
parcelado. 
• Para os consumidores, representa financiamento pré-aprovado e aumenta o 
poder de compra, sobretudo nos valores parcelados. 
Fonte: Fecomercio SP.
• A quantidade de moeda ou Oferta Monetária em circulação em uma 
economia é o valor total dos meios de pagamento aceitos nessa economia.
• Moeda – compõe-se da moeda legal:
– (moeda em espécie=moedas metálicas + notas) mais a moeda 
bancária ou de depósitos. 
A quantidade de moeda ou Oferta Monetária
• Depósito à vista: são as contas correntes, estando sempre disponíveis para 
o titular.
• Depósito de poupança: admitem praticamente as mesmas operações que 
os depósitos à vista, mas a disponibilidade é menor.
• Depósito à prazo: são os fundos depositados por um prazo fixo e que não 
podem ser resgatados antes do tempo acordado sem uma penalização.
Depósitos
• A liquidez de um ativo está relacionada à facilidade com que ele pode ser 
convertido em moeda sem perdas e à certeza de que isso ocorrerá.
• Depósitos à vista são os que tem um maior grau de liquidez.
Liquidez
 A moeda e sua importância para a economia.
Conclusão
❑ Oferta e demanda de moeda.
Próxima aula
Fundamentos de Economia e de 
Mercado de Capitais
Profª. Maria Flávia Tavares
Capítulo 4. Moeda e Inflação
Aula 4.2. Oferta e demanda de moeda
❑ Oferta e demanda de moeda.
Nesta aula
• A oferta de moeda na economia é feita pelo Banco Central (BACEN) e pelos 
Bancos Comerciais por meio das atividades de depósitos e empréstimos.
• A demanda por moeda é derivada dos motivos: 
– Transação.
– Precaução.
– Especulação.
Oferta e demanda de moeda
• Agregados monetários são as variáveis que quantificam a moeda existente 
em uma economia e que os bancos centrais costumam definir para fins de 
análise e para tomar decisões de política monetária.
• Os agregados monetários são: M1,M2,M3 e M4, e são definidos a partir de 
seus sistemas emissores.
Agregados Monetários
• Além dos agregados monetários, existe ainda outra medida da moeda na 
economia que é a base monetária. 
• O conceito de base monetária (BM) equivale ao passivo monetário do 
Banco Central, que serve de lastro aos meios de pagamento e é definida 
por: 
BM = PME + RB 
• Papel Moeda Emitido (PME): meio circulante.
• Reservas Bancárias (RB):
Base Monetária
• A moeda em espécie em poder do sistema creditício constitui as reservas 
bancárias.
• E a soma desta com a moeda em espécie do poder público forma a base 
monetária do sistema.
A base monetária
• A base monetária somou R$ 403,1 bilhões no mês de junho de 2023, com 
crescimento de 1,7% no mês e queda de 1% em doze meses. 
• No mês, o volume de papel-moeda em circulação aumentou 2,1% e as 
reservas bancárias recuaram 0,3% (Bacen,2023).• Pesquise no Banco Central qual o valor dos agregados monetários em 
agosto de 2023.
Agregados monetários
 Oferta e demanda de moeda.
Conclusão
❑ Inflação.
Próxima aula
Fundamentos de Economia e de 
Mercado de Capitais
Profª. Maria Flávia Tavares
Capítulo 4. Moeda e Inflação
Aula 4.3. Inflação
❑ Inflação.
Nesta aula
• Situações possíveis de variação dos preços:
• 
Inflação
• Inflação de demanda:
– Ocorre quando há um excesso de demanda agregada. Quando a 
economia funciona a pleno emprego, a oferta agregada não tem 
como se expandir de forma a acompanhar o crescimento da 
demanda. 
– O ajuste da oferta não se dá via aumento das quantidades, mas sim 
via aumento dos preços.
Teorias da inflação
• Componentes da demanda agregada: 
– Bens de consumo que os consumidores adquirem como alimentos, 
automóveis;
– Bens de K que as empresas compram, como fábricas, equipamentos e 
maquinários;
– Bens que o Estado compra: trens, computadores, móveis.
– Exportações líquidas: X-M 
Teorias da inflação
• Ocorre quando há variação de preços de itens com alta participação no 
processo produtivo (aumento salarial, desvalorização cambial, quebra de 
safra, reajuste de tarifas públicas etc.).
– O que leva a um aumento dos custos das empresas, que é em alguma 
medida repassado para os preços finais. 
• Saiba mais sobre a inflação no vídeo a seguir:
– http://videos.clicrbs.com.br/rs/zerohora/video/economia/2013/11/entenda-relacao-entre-
juro-
inflacao/53149/?utm_source=Redes%20sociais&utm_medium=Hootsuite&utm_campaign=H
ootsuite
Inflação de Custos (ou inflação de oferta)
http://videos.clicrbs.com.br/rs/zerohora/video/economia/2013/11/entenda-relacao-entre-juro-inflacao/53149/?utm_source=Redes%20sociais&utm_medium=Hootsuite&utm_campaign=Hootsuite
http://videos.clicrbs.com.br/rs/zerohora/video/economia/2013/11/entenda-relacao-entre-juro-inflacao/53149/?utm_source=Redes%20sociais&utm_medium=Hootsuite&utm_campaign=Hootsuite
http://videos.clicrbs.com.br/rs/zerohora/video/economia/2013/11/entenda-relacao-entre-juro-inflacao/53149/?utm_source=Redes%20sociais&utm_medium=Hootsuite&utm_campaign=Hootsuite
http://videos.clicrbs.com.br/rs/zerohora/video/economia/2013/11/entenda-relacao-entre-juro-inflacao/53149/?utm_source=Redes%20sociais&utm_medium=Hootsuite&utm_campaign=Hootsuite
• Efeitos sobre a distribuição de renda: redução do poder aquisitivo das 
classes que dependem de rendimentos fixos, que possuem prazos legais de 
reajuste.
• Efeitos sobre o balanço de pagamentos: taxas de inflação em níveis 
superiores ao aumento dos preços internacionais, encarecem o produto 
nacional relativamente ao produzido no exterior. 
Efeitos da inflação
• Efeitos sobre o mercado de capitais: com inflação, deteriora-se o valor da 
moeda e ocorre desestímulo à aplicação de recursos no mercado de capitais 
financeiros. 
• As aplicações em cadernetas de poupança cedem lugar para a aplicação em 
recursos de bens de raiz, como terras e imóveis.
Efeitos da inflação
• O vídeo a seguir mostra os efeitos da deflação no Japão:
– http://www.youtube.com/watch?v=iZXyIzYuNps
Saiba mais
http://www.youtube.com/watch?v=iZXyIzYuNps
• Final da década 70 – peso da dívida externa brasileira.
• Década de 80 – década perdida:
– Crise da dívida brasileira nos anos 80, o agravamento do quadro 
inflacionário e a busca pela estabilidade da inflação.
Histórico
• No Brasil a preocupação com a inflação é grande, sendo que a partir da 
década de 1960 até o Plano Real (1994) tivemos períodos de hiperinflação.
– 1993: http://www.youtube.com/watch?v=IGXlYNOUtK0
• Plano Real: foi o mais amplo plano econômico já realizado no Brasil e tinha
como objetivo principal o controle da hiperinflação que assolava o país.
– Foram utilizados diversos instrumentos econômicos e políticos para a
redução da inflação que chegou a 46,58% ao mês em junho de 1994,
época do lançamento da nova moeda.
– 1995: http://www.youtube.com/watch?v=x_KgrwUm7vA
Sucessão de programas malsucedidos de 
estabilização
http://www.youtube.com/watch?v=IGXlYNOUtK0
http://www.youtube.com/watch?v=x_KgrwUm7vA
• http://www.youtube.com/watch?v=boE_xlkBcJM&feature=related
• http://www.youtube.com/watch?v=HYJDk2DrYIE
Períodos de inflação alta
http://www.youtube.com/watch?v=boE_xlkBcJM&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=HYJDk2DrYIE
Planos e programas de estabilização
Plano ou programa de 
estabilização
Ano de implementação
Plano Cruzado 1986
Plano Cruzado II 1986
Plano Bresser 1987
Plano Verão 1989
Plano Collor I 1990
Plano Collor II 1991
Plano Real 1993-1994
• https://www.youtube.com/watch?v=De2NpaBMhwc
Plano Collor – Confisco da poupança
http://www.youtube.com/watch?v=7KHza2R-C-E
• O ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso reuniu vários 
economistas para idealizarem o projeto, elaborarem as medidas do governo 
e para executarem as reformas econômica e monetária.
• O sucesso do Plano Real se traduziu em uma rápida queda da inflação para 
o patamar de um dígito, no período de 12 meses.
• Apesar do sucesso no combate à inflação, a estratégia adotada implicava 
alguns problemas que futuramente teriam custos elevados.
Plano Real
1993-1994
• O Plano se utilizou da âncora cambial como forma de conter a evolução dos 
preços dos bens comercializáveis com o exterior, e com isso contribuiu para 
a consolidação da inflação em patamar baixo.
• Mas, nos primeiros meses de sua criação, a nova moeda brasileira ficou 
muito apreciada em relação à outras moedas do mundo .
• Este fenômeno, no contexto da abertura comercial dos anos 90, levou a 
déficits comerciais nos anos seguintes. 
Plano Real
• Estes déficits foram financiados externamente, pois havia liquidez no 
sistema financeiro internacional, que estava disposto a investir nos países 
emergentes.
• Mas, em 1994, ocorreu a crise do México, trazendo grandes problemas para 
a economia mundial, depois vieram a Crise da Ásia em 1997 e a crise da 
Rússia, em 1998.
• A partir dessas crises, o mercado internacional se mostrou cada vez menos 
disposto a investir nos mercados emergentes. 
Plano Real
• É importante acompanhar a variação dos índices de preços para determinar 
políticas macroeconômicas.
• A característica de economia com inflação alta e tendência inflacionária ao 
longo dos anos fez a economia brasileira utilizar vários tipos de índices de 
preço: IGP, IPA, IPCA, INCC entre outros. 
Índices
• O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é produzido pelo 
IBGE desde 1979.
• O IPCA tem por objetivo medir a inflação de um conjunto de produtos e 
serviços comercializados no varejo, referentes ao consumo pessoal das 
famílias, cujo rendimento varia entre 1 e 40 salários mínimos, qualquer que 
seja a fonte de rendimentos.
• Desde junho de 1999 é o índice utilizado pelo Banco Central do Brasil para o 
acompanhamento dos objetivos estabelecidos no sistema de metas de 
inflação, sendo considerado o índice oficial de inflação do país.
IPCA 
IPCA
• Os preços obtidos são os efetivamente cobrados ao consumidor, para 
pagamento à vista. 
• A Pesquisa é realizada em estabelecimentos comerciais, prestadores de 
serviços, domicílios e concessionárias de serviços públicos.
• Abrangência geográfica da pesquisa – As pesquisas são feitas nas Regiões 
Metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São 
Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município 
de Goiânia.
IPCA
 Neste capítulo você estudou sobre o conceito de moeda, que está 
depositada na sua maior parte em bancos e outras instituições. No Brasil, 
quantidade de moeda em circulação é regulada pelo Banco Central que 
adota medidas para aumentar ou diminuir esta quantidade, dependendo da 
estratégia da sua política monetária e do nível de inflação no período em 
análise.
 A inflação ocorre devido a um aumento dos preços de bens e serviços, que 
levará a uma redução dopoder de compra de moeda.
Conclusão
 Você também estudou sobre os períodos em que a inflação esteve alta no 
Brasil e os meios utilizados para reduzi-la, que ocorreu no Plano Real. 
 Atualmente o mundo passa por um período de inflação alta como, por 
exemplo, nos Estados Unidos, que está sendo reflexo da guerra entre Rússia 
e Ucrânia, e da pandemia do coronavírus que trouxe morte e desemprego 
para o mundo inteiro.
Conclusão
❑ Você estudará sobre o mercado de câmbio, o balanço de pagamentos e a 
importância de cada tema para a Economia de um país. 
Próxima aula
Fundamentos de Economia e de 
Mercado de Capitais
Profª. Maria Flávia Tavares
Capítulo 5. Taxa de Câmbio e Balanço de Pagamentos
Aula 5.1. Importância das taxas de câmbio ao comércio internacional 
❑ Neste capítulo você aprenderá sobre o mercado de câmbio internacional, 
que é o mercado em que a moeda de um país é trocada pela moeda do 
outro. 
❑ Também estudará as contas do balanço de pagamentos, que registram as 
transações de um país relacionadas ao comércio internacional, assim como 
os empréstimos internacionais tomados e concedidos. 
Nesta aula
• É aquele em que a moeda de um país é transacionada pela moeda de outro 
país. 
• A moeda estrangeira é o dinheiro de outros países, que serão utilizados na 
forma de notas, moedas metálicas (ou digitais como a Drex, por ex.) ou 
depósitos bancários. 
Mercado de câmbio internacional
• No mercado de câmbio internacional são negociadas milhões de transações 
por milhares de pessoas.
• Como: bancos, importadores, exportadores, viajantes internacionais e 
corretores de câmbio internacional (PARKIN, 2009).
Importância das taxas de câmbio ao 
comércio internacional 
• As taxas de câmbio possuem um importante papel no comércio 
internacional e impactam de maneira significativa as economias de todo o 
mundo. 
• Elas representam o valor relativo de uma moeda em relação a outra e 
influenciam diretamente o custo das transações comerciais entre os países 
(PARKIN, 2009).
• Afetam diretamente o preço das mercadorias e serviços exportados e 
importados entre países, 
• quando a moeda de um país se valoriza em relação a outras moedas, 
as exportações desse país se tornam mais caras para os compradores 
estrangeiros, o que pode diminuir a demanda por esses produtos. 
• Por outro lado, uma moeda mais fraca pode tornar as exportações 
mais competitivas no mercado internacional.
• É importante considerar também que uma taxa de câmbio favorável pode 
levar ao aumento da competitividade das empresas de um país nos 
mercados internacionais,
• tornando seus produtos mais acessíveis em termos de preço para os 
compradores estrangeiros. 
• Isso pode impulsionar as exportações e, por sua vez, estimular o 
crescimento econômico (PARKIN, 2009).
• O impacto da taxa de câmbio nas importações ocorre quando a moeda está 
valorizada em relação às outras, o que faz com que um país importe bens e 
serviços a preços menores, 
• beneficiando consumidores, empresas e setores que dependem de insumos 
importados (PARKIN, 2009).
• A Balança Comercial de um país (diferença entre suas exportações e 
importações) sofre influência da taxa de câmbio, 
• uma moeda desvalorizada pode contribuir para um superávit comercial, 
fazendo com que as exportações fiquem mais atrativas e as importações 
mais caras, incentivando a produção local.
Balança Comercial 
• Os bancos centrais de cada país frequentemente usam a política monetária 
e o controle das taxas de câmbio como ferramentas para alcançar metas 
econômicas, como controle da inflação ou estímulo ao crescimento. 
• Mudanças nas taxas de juros e intervenções no mercado cambial podem 
influenciar a taxa de câmbio e, por sua vez, afetar o comércio internacional 
(PARKIN, 2005). 
Fonte: Elaborada pela autora, baseada em Parkin (2005).
Fonte: Elaborada pela autora, baseada em Visual Capitalist (2022)
 Importância das taxas de câmbio ao comércio internacional.
Conclusão
❑ Contas do Balanço de Pagamentos.
Próxima aula
Fundamentos de Economia e de 
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Capítulo 5. Taxa de Câmbio e Balanço de Pagamentos
Aula 5.2. Contas do Balanço de Pagamentos
❑ Contas do Balanço de Pagamentos.
Nesta aula
• As contas do balanço de pagamentos registram as transações de um país 
relacionadas ao comércio internacional.
• Assim como empréstimos internacionais tomados e concedidos.
Contas do Balanço de Pagamentos
Contas do Balanço de Pagamentos
Fonte: Elaborada pela autora, baseada em Parkin (2009).
• São importantes para os países porque permitem uma visão ampla das 
transações econômicas de um país com outros países,
• permitindo também que o governo avalie a sua situação financeira, se está 
gastando mais do que está arrecadando, por exemplo (PARKIN, 2009).
Contas do Balanço de Pagamentos 
• Por meio do BP é possível que o governo identifique quais setores estão 
mais em alta, ou aqueles que precisam ser estimulados. 
• Essa análise é feita por meio do monitoramento das transações comerciais 
(exportações e importações de bens e serviços), 
• e transações de investimento (fluxos de capital estrangeiro e investimento 
direto estrangeiro) (PARKIN, 2009).
Contas do Balanço de Pagamentos 
• Tem como objetivo impulsionar a promoção comercial de diversos setores 
da economia brasileira, 
• Monitora mercados e desenvolve estudos, análises e levantamentos.
• No link a seguir você encontrará mais informações sobre este tema: 
– http://www.apexbrasil.com.br/estudos-exclusivos-de-oportunidades-
no-exterior
APEX
http://www.apexbrasil.com.br/estudos-exclusivos-de-oportunidades-no-exterior
http://www.apexbrasil.com.br/estudos-exclusivos-de-oportunidades-no-exterior
• Quando um país está passando por um déficit na Balança de Pagamentos 
Corrente (mais despesas do que receitas), 
• ele pode tomar medidas econômicas que levem a um aumento das 
exportações,
• reduzindo as importações ou buscando atrair mais investimento externo 
(PARKIN, 2009).
• É importante observar que o Balanço de Pagamentos está fortemente 
relacionado às taxas de câmbio, e um desequilíbrio no Balanço de 
Pagamentos
• pode provocar grandes oscilações nas taxas de câmbio, e impactando de 
maneira negativa a estabilidade econômica e a confiança dos investidores 
na economia do país (PARKIN, 2009).
 Neste capítulo você aprendeu sobre o mercado de câmbio internacional.
 Em um mercado competitivo, a demanda e a oferta determinam o preço, e 
você aprendeu quais são os fatores que afetam a taxa de câmbio.
 Também estudou as contas do balanço de pagamentos, que registram as 
transações de um país relacionadas ao comércio internacional, assim como 
os empréstimos internacionais tomados e concedidos. 
Conclusão
❑ Sistema Financeiro Nacional.
Próxima aula
Fundamentos de Economia e de 
Mercado de Capitais
Profª. Maria Flávia Tavares
Capítulo 6. Sistema Financeiro Nacional
Aula 6.1. Estrutura do Sistema Financeiro Brasileiro
❑ Estrutura do Sistema Financeiro Brasileiro:
– CVM:
o Mercado de Capitais.
Nesta aula
• O sistema financeiro brasileiro desempenha um importante papel na 
economia do país:
– Fornece serviços financeiros;
– Realiza a intermediação do fluxo de recursos;
– Promove o desenvolvimento econômico (Bacen,2023).
• A estrutura básica do sistema financeiro brasileiro é composta por:
– CMN (Conselho Monetário Nacional).
– Bacen (Banco Central do Brasil).
– CVM (Comissão de Valores Mobiliários) responsável pela regulação 
do mercado de capitais .
– SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) responsável pela 
regulação do setor de seguros.
– Outras instituições que estão sob a jurisdição dessas três últimas 
entidades (SANTOS, 1998).
Estrutura do Sistema Financeiro Brasileiro
• Dentro das instituições financeiras presentes, o SFN inclui órgãos 
reguladores e entidades de autorregulação, como:• A ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e 
de Capitais) responsável pela autorregulação das instituições financeiras 
(BACEN, 2023).
Estrutura do Sistema Financeiro Brasileiro
• É preciso também considerar a participação de outras de instituições, como 
bancos comerciais, bancos de investimento, cooperativas de crédito, 
corretoras de valores, seguradoras, fundos de investimento, securitizadoras 
entre outros. 
• Entre os serviços financeiros oferecidos por estas instituições, estão 
empréstimos, financiamentos, depósitos, investimentos, seguros, 
estruturação de operações de CRA e LCA e operações de câmbio (BACEN, 
2023).
• Dentro da estrutura do SFN, o Banco Central do Brasil (BCB) é a principal 
autoridade, sendo responsável pela regulação e supervisão do sistema 
financeiro. 
• Todas as diretrizes e normas que as instituições financeiras precisam seguir, 
assim como o constante monitoramento, são realizadas pelo Banco Central.
Banco Central do Brasil (BCB) 
• Mercado monetário: fornece à economia papel-moeda e moeda escritural, 
que é depositada em conta corrente.
• Mercado de crédito: fornece recursos para o consumo das pessoas em geral 
e para o funcionamento das empresas.
• Mercado de capitais: permite às empresas em geral captar recursos de 
terceiros e, portanto, compartilhar os ganhos e os riscos.
• Mercado de câmbio: ocorre a compra e venda de moeda estrangeira.
Principal ramo do SFN 
(moeda, crédito, capitais e câmbio )
Principal ramo do SFN 
(moeda, crédito, capitais e câmbio )
Fonte: Elaborada pela autora, baseada em Bacen (2023).
Ramo do SFN (CMN)
• É o ramo do SFN para quem busca seguros privados, contratos de 
capitalização e previdência complementar aberta. É composto por 
(Bacen, 2023):
– Mercado de seguros privados.
– Previdência complementar aberta.
– Contratos de capitalização.
Seguros privados
Composição do ramo do SFN seguros privados
• É o ramo direcionado para funcionários de empresas e organizações:
– Fundos relacionado a planos de aposentadoria, poupança ou pensão 
para funcionários de empresas, servidores públicos e integrantes de 
associações ou entidades de classe (BACEN, 2023).
Previdência fechada 
Ramo do SFN (previdência fechada)
 Estrutura do Sistema Financeiro Brasileiro.
Conclusão
❑ CVM.
Próxima aula
Fundamentos de Economia e de 
Mercado de Capitais
Profª. Maria Flávia Tavares
Capítulo 6. Sistema Financeiro Nacional
Aula 6.2. CVM
❑ CVM.
Nesta aula
• A Comissão de Valores Mobiliários, criada pela lei n˚ 6385 no dia 7 de 
dezembro de 1976, tem uma participação importante no desenvolvimento 
do mercado financeiro brasileiro.
• Ela tem o objetivo fiscalizar, normatizar, disciplinar e desenvolver o mercado 
de valores mobiliários no Brasil (CVM,2023).
CVM
• É uma entidade autárquica em regime especial, vinculada ao Ministério da 
Fazenda e possui personalidade jurídica e patrimônio próprios. 
• O seu objetivo principal é defender os investidores, em especial os 
acionistas minoritários, e para isso ela oferece ao mercado condições de 
segurança e desenvolvimento (CVM, 2023). 
CVM
• A CVM promove o acesso do público às informações sobre valores 
mobiliários negociados e sobre quem os tenha emitido, garantindo a 
transparência do mercado (CVM,2023).
• Saiba mais sobre a CVM no link a seguir:
– https://www.gov.br/cvm/pt-br/acesso-a-informacao-cvm/acoes-e-
programas.
CVM
https://www.gov.br/cvm/pt-br/acesso-a-informacao-cvm/acoes-e-programas
https://www.gov.br/cvm/pt-br/acesso-a-informacao-cvm/acoes-e-programas
 CVM.
Conclusão
❑ Mercado de Capitais.
Próxima aula
Fundamentos de Economia e de 
Mercado de Capitais
Profª. Maria Flávia Tavares
Capítulo 6. Sistema Financeiro Nacional
Aula 6.3. Mercado de Capitais
❑ Mercado de Capitais.
Nesta aula
• O mercado de capitais pode ser definido como um conjunto de instituições 
que possuem como objetivo negociar títulos e valores mobiliários, 
• para poder direcionar os recursos dos agentes compradores para os agentes 
vendedores (PINHEIRO, 2005). 
Mercado de Capitais
Mercado de Capitais 
Fonte: Elaborada pela autora, baseada em Pinheiro (2005).
• Todos os negócios em bolsas de valores e mercadorias são realizados por 
sociedades corretoras, que cobram taxas como as de comissão, abertura e 
fechamento de conta, entre outras. 
• As taxas são estabelecidas de maneira competitiva no mercado, e todos os 
negócios são executados em nome do cliente final (PINHEIRO, 2005).
Sociedades corretoras
Segmentos do Mercado de Capitais
Fonte: Elaborada pela autora, baseada em Pinheiro (2005).
• A CVM monitora o mercado utilizando sistemas online (durante os pregões) 
e offline (horário noturno após o encerramento das operações, desse modo 
ela consegue rastrear algo que possa não ter sido controlado durante o dia. 
• Esse monitoramento e fiscalização deve ser feito por entidades 
administradoras de mercado organizado, autorizadas pela CVM, 
constituídas como sociedade anônima (CVM, 2023).
• Além dos controles feitos pela CVM também existem os que são executados 
pelas próprias bolsas de valores, para garantir e proteger os clientes que estão 
participando do mercado. 
• O Circuit Breaker é um sistema que interrompe o pregão sempre que acontecer 
oscilações bruscas nos preços ações ou commodities (PINHEIRO, 2005). 
Circuit Breaker 
Fonte: Elaborada pela autora, baseada em B3.
Vezes em que o circuit breaker foi acionado na B3
• Os mecanismos de garantias, administrados pelas câmaras de 
compensação, são uma outra forma de controlar e acompanhar o mercado 
(PINHEIRO, 2005). 
Monitoramento do mercado
• Constituídos pelas:
– Margens de garantias que são depositadas pelos clientes.
– Garantias do agente de compensação.
– Fundo de garantia da Clearing.
– Patrimônio da Clearing.
Mecanismos de garantia
 Neste capítulo você estudou sobre a estrutura básica do Sistema Financeiro 
Brasileiro, onde foi feita uma breve revisão dos conceitos relacionados ao 
papel dos intermediários financeiros.
 Também aprendeu sobre o papel do Banco Central do Brasil, que é a 
principal autoridade, sendo responsável pela regulação e supervisão do 
sistema financeiro. 
Conclusão
 O papel da CVM também foi estudado e você aprendeu que o seu objetivo 
principal é defender os investidores, em especial os acionistas minoritários.
 Ela promove o acesso do público às informações sobre valores mobiliários 
negociados e sobre quem os tenha emitido, garantindo a transparência do 
mercado.
Conclusão
❑ Você estudará sobre as principais bolsas de valores do mundo e a 
participação de cada uma delas no mercado mundial. 
Próxima aula
Fundamentos de Economia e de 
Mercado de Capitais
Profª. Maria Flávia Tavares
Capítulo 7. Bolsas de Valores
Aula 7.1. Definição de Bolsas de Valores
❑ Você estudará sobre as principais bolsas de valores do mundo e a 
participação de cada uma delas no mercado mundial. 
Nesta aula
• A bolsa é o local em que se negociam ações, commodities agrícolas e 
minerais, petróleo entre outros.
• Neste espaço público que é regulado e transparente, concorrem os 
investidores (compradores e vendedores) e as instituições financeiras 
(PINHEIRO,2005).
Bolsas de Valores
Fonte: Elaborada pela autora, baseada em Pinheiro (2005).
 Definição de bolsas de valores.
Conclusão
❑ As principais bolsas mundiais.
Próxima aula
Fundamentos de Economia e de 
Mercado de Capitais
Profª. Maria Flávia Tavares
Capítulo 7. Bolsas de Valores
Aula 7.2. As principais bolsas mundiais
❑ As principais bolsas mundiais.
Nesta aula
Principais Bolsas Mundiais
Fonte: Federação Mundial de Bolsas (WFE)
Bolsa de Valores USD trilhões Classificação
NYSE 25.2 1
Nasdaq-EUA 17,9 2
Bolsa de Valores de Xangai 6,5 3
Euronext 6,1 4
Tokyo Stock Exchange 5.4 5
• A New York Stock Exchange (NYSE) é a maior e mais confiável bolsa de açõesdo mundo:
– Principal bolsa de ETFs.
– É uma das bolsas mais antigas, sendo criada em 17 de maio de 1792 
com o Buttonwood Agreement. 
NYSE
• Acordo assinado por 24 corretores da bolsa como resposta ao primeiro 
pânico financeiro no jovem país. 
• Estabeleceu regras sobre como as ações poderiam ser negociadas.
• Também estabeleceu comissões fixas e teve como objetivo fazer com que o 
público confiasse nos mercados (NYSE, 2023). 
Buttonwood Agreement
• Nos anos iniciais da Bolsa, a negociação de ações era feita de maneira 
informal em cafés próximos, onde os comerciantes normalmente se 
reuniam. 
• Em 1817, os corretores viram que o mercado de ações estava se 
fortalecendo.
• Criaram no dia 8 de março a New York Stock & Exchange Board, precursora 
da atual NYSE (NYSE,2023).
NYSE
• Em 1867 a bolsa introduziu o stock ticker, que foi uma grande inovação em 
relação à comunicação de mercado em todo os EUA, reduzindo a distância 
entre Wall Street e Main Street.
• Stock ticker: relatório do preço de determinados títulos, sendo atualizado 
ao longo do pregão pelas diversas bolsas de valores (Investopedia, 2023).
NYSE
• Em 1878, a eficiência do mercado aumentou consideravelmente, com a instalação 
dos telefones na NYSE.
• Em 1886 o volume negociado na bolsa passou de 1 milhão de ações (NYSE, 2023).
NYSE
• Os anos foram passando, a economia foi mudando e sofreu o impacto de 
crises econômicas (crise de 1929 e as Guerras Mundiais, ataque às torres 
gêmeas, Covid-19, entre outros). 
• NYSE continuou promovendo mudanças e implantando tecnologias que 
pudessem dar mais transparência e confiabilidade ao mercado. 
NYSE 
Fonte: Elaborada pela autora, baseada em NYSE (2023).
• Está localizada na famosa Wall Street, em Nova York, onde são negociados 
papéis de mais de 2.700 companhias, como por exemplo: American Express, 
Boeing, Coca-Cola, FedEx, McDonald’s, Alcoa, Disney entre outros. 
• A bolsa possui diversos indicadores de mercado acompanhados 
mundialmente:
– S&P 500 (Standard and Poor’s 500).
– NYSE Composite.
– Dow Jones Industrial Average.
NYSE 
• A partir de 2021, a NYSE passou a estimular que empresas com foco em ESG 
passassem a fazer parte da sua listagem:
– Foco na diversidade: FIGS (NYSE: FIGS), destacou a diversidade 
quando abriu o capital em 2023 sob a liderança das mulheres 
cofundadoras e co-CEOs, Heather Hasson e Trina Spear. 
– Foco no meio ambiente: destaque para as empresas do setor de 
veículos elétricos como ChargePoint (NYSE: CHPT), Volta (NYSE: VLTA) 
e Lightning eMotors (NYSE: ZEV), que fizeram sua estreia pública.
Foco no ESG
• Foco na inovação: Ginkgo Bioworks (NYSE: DNA) que busca programar 
células para produzir desde alimentos até materiais e produtos 
terapêuticos. 
• Foco na alimentação: a Toast (NYSE: TOST) busca enriquecer a experiência 
gastronômica para todos, capacitando mais de 40.000 restaurantes a 
fazerem o que amam. 
• Foco na saúde: On Running (NYSE: ONON) empresa que fabrica tênis, 
começou com três amigos e uma missão: uma ideia revolucionária que os 
fãs chamam de “correr nas nuvens”.
Foco no ESG
• É uma bolsa norte-americana, fundada em 1971.
• É a 2º maior bolsa internacional.
• Os seus fundadores foram um grupo de americanos que criaram o 1º 
mercado eletrônico do mundo.
• Nasdaq foi a primeira bolsa que abriu as negociações para a internet, e 
facilitou o processo de IPO (Initial Public Offering). 
Nasdaq
• Hoje em dia (2023), cerca de 3.790 empresas estão listadas no índice 
Nasdaq Composite.
• Em especial grandes companhias que atuam no setor da tecnologia, como 
Amazon, Apple, Google, Facebook, Microsoft entre outras (NASDAQ, 2023).
Nasdaq
• A Nasdaq está empenhada em catalisar o progresso para um futuro mais 
sustentável, utilizando ferramentas e tecnologias voltadas para o futuro, 
com o objetivo de construir mercados mais sustentáveis e negócios 
resilientes. 
• Ajudam as empresas a utilizarem ferramentas de relatórios de dados ESG e 
índices centrados em ESG e títulos sustentáveis, com o objetivo de 
aumentarem a transparência e a reduzirem atritos (NASDAQ, 2023).
Nasdaq
• A Euronext é a principal bolsa de valores europeia, foi fundada no ano 2000 
pela união das bolsas de Amsterdã, Bruxelas e Paris.
• Possui 1950 listadas e movimentando cerca de 6,7 bilhões de euros.
• Entre as empresas listadas, estão: L’Oréal, Sanofi, Santander, Carrefour 
entre outras (EURONEXT, 2023). 
Euronext
• Ao abrir o capital num mercado Euronext, as empresas devem considerar 
qual o mercado que melhor se adapta às suas necessidades e o país ideal 
para cotar:
• Euronext® Amsterdã, Bruxelas, Dublin, Lisboa, Oslo e Paris: é um mercado 
regulamentado da UE para empresas altamente estruturadas, que possuem 
os recursos para satisfazer as necessidades dos maiores e mais exigentes 
investidores de todo o mundo.
Euronext
• Euronext Growth® Bruxelas, Dublin, Lisboa, Oslo e Paris: é adequado para 
pequenas e médias empresas (PME) que querem angariar fundos para 
financiar o seu crescimento.
• Euronext Access® Bruxelas, Lisboa e Paris: são feitos especialmente para 
startups e PME que desejam aderir a uma bolsa de valores para financiar o 
crescimento e obter as vantagens reputacionais da cotação, mas não 
cumprem os critérios de admissão nos mercados regulamentados da 
Euronext ou no Euronext Growth.
Euronext
• A SSE é a principal bolsa de valores chinesa e o seu valor de mercado gira 
em torno de 6,5 trilhões de dólares. 
– 26/11/1990: data de criação da Bolsa de Valores de Xangai.
– 19/12/1990: iniciou suas operações formais (SSE,2023).
Shanghai Stock Exchange 
• Ela não é completamente aberta para estrangeiros e está sob a forte 
liderança do Comité Central do PCC e do Conselho de Estado. 
• Possui 1,7 mil empresas listadas.
– Entre elas estão: Alibaba,Bank of China,China Petrol,China Life entre 
outras.
• Apesar do controle do governo, mas por ser uma economia em expansão, 
pode ser interessante acompanhar o seu principal índice, o SSE Composite.
Shanghai Stock Exchange 
• A TSE é uma das bolsas de maior destaque no continente asiático.
• Fundada em 1878, possui um valor de mercado de cerca de 5,4 trilhões de 
dólares.
• Entre as mais de 2 mil companhias listadas, destacam-se Honda, Mitsubishi, 
Softbank, Sony entre outras.
Tokyo Stock Exchange 
• Nikkei Stock Average (Nikkei225) é o principal índice de ações negociados 
na Bolsa de Tóquio.
• Possui as 225 maiores empresas do Japão.
• Tem a sua composição reavaliada anualmente, tendo como base o valor de 
mercado e o volume de negociação sobre as ações das empresas.
Nikkei225
• No ano 2000, seguindo uma tendência internacional, o mercado de capitais 
brasileiro passou a ser integrado e passou a contar com a participação das 
sociedades corretoras de todo o país. 
Brasil
• Um dos motivos para a união das 9 bolsas regionais foi o ganho de escala e 
volume de transações, permitindo às corretoras oferecerem os seus 
serviços com mais eficiência e com custos menores (PINHEIRO,2005).
Brasil
Bolsas de Valores Regionais 
Fonte: Elaborada pela autora, baseada em Pinheiro (2005).
• A unificação do mercado também buscou resolver um problema existente, 
que era a baixa liquidez do volume diário negociado, pois os valores eram 
distribuídos em várias regiões do país.
• No novo modelo, a Bovespa concentrou todas as negociações no mercado 
de ações e a Bolsa do Rio de Janeiro passou a negociar títulos públicos 
(PINHEIRO, 2005).
Unificação do mercado 
• Em 2017 é criada a B3 (Bolsa, Brasil, Balcão), resultado da combinação entre 
a BM&FBOVESPA e a Cetip (mercado de títulos). 
• É uma das principais empresas de infraestrutura de mercado financeiro no 
mundo, e atua em ambiente de bolsa e de balcão. Sociedade de capital 
aberto. 
• As suas ações (B3SA3) são negociadas no Novo Mercado e a empresa 
integra os índices Ibovespa, IBrX-50, IBrX e Itag,entre outros (B3, 2023). 
B3
• Saiba mais sobre a B3 no link a seguir: 
– https://www.youtube.com/watch?v=32xTwsBOSz8&embeds_referring_euri=http
s%3A%2F%2Fwww.b3.com.br%2F&source_ve_path=OTY3MTQ&feature=emb_im
p_woyt
B3
 Neste capítulo você aprendeu sobre a importância da negociação em bolsas 
de valores para a economia do país e do mundo.
 Destacamos que é importante que as transações ocorram em um mercado 
regulado, transparente e sem interferência e controle do governo ou 
manipulação de mercado. 
 As bolsas possuem sistemas de segurança e controle que garantem o bom 
funcionamento do mercado, dando credibilidade e confiança aos 
investidores. 
Conclusão
❑ O conteúdo abordado será sobre derivativos agrícolas, que são as 
negociações no mercado futuro e de opções agrícolas.
❑ Também serão estudadas as principais bolsas de mercadorias e os fatores 
que afetam os preços das commodities agropecuárias. 
Próxima aula
Fundamentos de Economia e de 
Mercado de Capitais
Profª. Maria Flávia Tavares
Capítulo 8. Derivativos Agropecuários
Aula 8.1. Negociação em Bolsas de Mercadorias
❑ O Agronegócio brasileiro está cada vez mais inserido no mercado mundial, 
pois somos grandes produtores de commodities agropecuárias como soja, 
café, algodão, suco de laranja entre outras, que possuem os seus preços 
formados nas principais bolsas de mercadorias.
❑ É importante conhecer o funcionamento dos mercados futuros, pois os 
preços negociados em Chicago (soja, trigo etc.), na B3 (milho, café, soja 
etc.) e New York (cacau, café, suco de laranja etc.) afetam diretamente o 
mercado físico destas commodities agrícolas.
Nesta aula
• Os preços negociados nas bolsas mundiais são considerados preços de 
referência e são utilizados nos contratos a termo, estabelecidos entre 
produtores e tradings, ou agroindústrias. 
• Estes preços futuros permitem conhecer a expectativa do mercado em 
relação à commodity em questão,
• sendo possível analisar qual será o preço esperado para um vencimento 
futuro, que poderá ser a data da entrega da mercadoria no mercado físico.
Negociação em Bolsas de Mercadorias
• Além de ser um sinalizador de mercado, a negociação de contratos futuros 
permite uma proteção dos preços de venda e o gerenciamento do risco de 
mercado.
• Este é um fator importante para que o produtor consiga fazer um 
planejamento a longo prazo da comercialização do seu produto,
• o que reduz a incerteza e melhora a governança da cadeia produtiva em 
que ele está inserido. 
• A negociação no mercado futuro é comum em países como os Estados 
Unidos, que são grandes produtores de soja e milho e nossos concorrentes 
no mercado mundial.
• O produtor brasileiro, ao gerenciar o seu risco de preço e realizar um 
planejamento da sua comercialização a longo prazo, se torna mais eficiente, 
podendo competir de maneira mais igual com os seus concorrentes. 
http://en.wikipedia.org/wiki/Image:Charging_Bull_at_Bowling_Green_060621.jpg
Bullish
Bearish
Baixista e Altista
1870
Reunião de comerciantes 
de algodão que 
precisavam enviar 
algodão para a Inglaterra
Discutiram de quem 
seria o risco para o 
transporte do algodão 
Criaram a 
New York Cotton 
Exchange (NYCE®) 
• COMMODITIES:
– Arroz, trigo, soja, milho, algodão.
– Café, SLCC.
– Ouro, índice, dólar, euro.
Bolsas de Mercadorias
 Negociação em Bolsas de Mercadorias.
Conclusão
❑ Negociação eletrônica de contratos futuros.
Próxima aula
Fundamentos de Economia e de 
Mercado de Capitais
Profª. Maria Flávia Tavares
Capítulo 8. Derivativos Agropecuários
Aula 8.2. Negociação eletrônica de contratos futuros 
❑ Negociação eletrônica de contratos futuros.
Nesta aula
• A evolução e o crescimento das bolsas que comercializam futuros de 
commodities, acompanharam o desenvolvimento e o aperfeiçoamento de 
novas ferramentas legais e tecnológicas, 
• que possibilitaram uma padronização do processo de negociação, o que 
contribuiu para aumentar a segurança do processo e atrair mais 
participantes. 
Negociação eletrônica de contratos futuros 
• Todos os contratos são padronizados em relação, à: 
– Quantidade.
– Data de entrega.
– Local de entrega (determinado pela bolsa).
– Grau de qualidade da commodity.
Negociação eletrônica de contratos futuros 
• Os mercados de commodities estão cada vez mais tecnológicos, como no 
caso das negociações do contrato futuro de milho e trigo na CME Globex,
• onde quase todas as negociações são feitas por meio de uma plataforma 
eletrônica, que aumenta a velocidade e o volume das transações,
• e diminui os custos de transação e fornece um único ponto de acesso em 
qualquer local do mundo. 
CME Globex
• CME Globex, é a primeira plataforma eletrônica global de negociações de 
futuros e opções, e torna a CME a bolsa líder em negociações eletrônicas de 
derivativos. 
• Mais do que qualquer bolsa, ela está disponível virtualmente 24 horas por 
dia.
– Fonte: https://www.cmegroup.com/pt/globex.html
CME Globex
https://www.cmegroup.com/pt/globex.html
 Negociação eletrônica de contratos futuros.
Conclusão
❑ Mercados futuros e de opções agropecuárias.
Próxima aula
Fundamentos de Economia e de 
Mercado de Capitais
Profª. Maria Flávia Tavares
Capítulo 8. Derivativos Agropecuários
Aula 8.3.1. Mercados Futuros e de Opções Agropecuárias (Parte 1)
❑ Mercados futuros e de opções agropecuárias.
Nesta aula
• Tipos de Mercado.
• Mercado Spot.
• Mercado a Termo.
• Mercado de Opções.
• Mercado Futuro.
Mercados Futuros e de Opções Agropecuárias
• Definido como uma perda potencial, que um negócio pode vir a sofrer, 
devido à ocorrência de eventos desfavoráveis. 
• Risco e retorno são variáveis inter-relacionadas:
– A eliminação total do risco causaria uma limitação do retorno 
esperado de um negócio.
– Em contrapartida, quando se assume riscos maiores espera-se que 
sejam obtidos retornos maiores.
Riscos
• “Enganam-se os que acreditam que uma organização deva lutar para 
extinguir os riscos que a envolve, pois o segredo de um gerenciamento 
eficiente de risco é aprender a administrá-lo.” (JORION, 1997)
Riscos
Riscos do Agronegócio
Risco de Clima: intempéries, pragas...
Risco de Crédito: compromissos 
assumidos com clientes e bancos...
Risco de Preço: oscilação nos preços 
das mercadorias...
Administração dos Riscos
Medir o montante do risco (fluxo de caixa)
Quantificar as alternativas de seguro: vender hoje ou a futuro? 
vender no mercado interno ou externo?
Calcular o custo / retorno das alternativas
Escolher os momentos de contratar e o vencimento do seguro 
(hedge)
Usar os contratos futuros
Elaborada pela autora, baseada em Hull (1995).
Mercado Spot
Entrega efetiva do produto
Liquidação financeira até 10º D.U. (D+10)
Mercado Spot
Mercado Spot
Conhecido por mercado à 
vista ou mercado físico.
Transações esporádicas;.
A transação comercial atual 
não implica na 
obrigatoriedade de compras 
ou vendas futuras.
Sujeito às oscilações dos 
preços e de suprimento.
• Adequado para produtos com baixa especificidade de ativos.
• Utilizado quando o mecanismo de preço de mercado é suficiente para 
coordenar a produção do bem.
Mercado Spot
Mercado Spot
Mercado Spot
Produtor utiliza esta 
alternativa de 
comercialização 
devido:
Falta de capacidade de 
armazenamento;
Vencimento de 
compromissos 
financeiros na época 
da colheita;
Necessidade de 
recursos financeiros 
para gerir a 
propriedade.
• A venda antecipada é uma negociação a termo e algumas modalidades são:
– Contrato a termo.
– Venda antecipada a equivalência produto.
– Cédula do Produto Rural. 
Contrato de venda antecipada da produção
Mercado a Termo
Contratos bilaterais, nos quais as partes acordam sobre 
diversos aspectos, como:
Preço.
Qualidade do produto.
Local da entrega.
Forma e meio de pagamento.
Entre outros.
Mercado a Termo
Contratos com 
flexibilidade:Preço (fixo ou a 
fixar)
Pagamento 
antecipado
Mercado a Termo
Financiamento realizado 
normalmente pelas 
agroindústrias.
Principais tipos de contrato: 
Soja Verde e CPR
• Década de 80, com a redução dos recursos do crédito agrícola oficial, 
surgiram modalidades privadas de financiamento do produtor.
Exemplos de contratos a termo
• Os contratos a termo feito entre duas partes estão sujeitos ao risco de 
rompimento contratual.
• Casos de rompimento com a soja verde:
– Safra de 1997 (Lei Kandir)
– Safra de 2003 (Demanda Chinesa)
• Nestes dois casos o rompimento é por parte do produtor, apesar de ter 
recebido antecipação de recursos.
Soja Verde
• Produtor:
– Garantir um determinado preço, mesmo antes da colheita.
– Garantir orientação técnica e obtenção de insumos.
– Deseja garantir incorporação de tecnologia à sua atividade com baixo 
investimento.
Principais motivos para vender antecipado
• Agroindústrias:
– Garantia de fornecedores fixos para suprimento de matéria-prima.
– Possibilidade de planejamento da produção e de toda logística 
envolvida, na captação e no processamento da matéria-prima. 
Por que utilizar a venda antecipada da produção?
• Entrega efetiva do produto.
• Entrega e pagamento na mesma época ou em épocas diferentes:
– Paga: depois recebe produto.
– Recebe produto: depois paga.
– Paga e recebe produto no futuro.
Mercado a Termo
Derivativos
Mercado à vista: compra-se, vende-se, liquida-se física e 
financeiramente no mesmo instante.
Mercado de derivativos: negociam-se contratos com vencimento e 
liquidação financeira e física numa data futura por um preço 
determinado.
Vendedores e compradores desses contratos desejam minimizar riscos 
de mercado inerentes à atividade econômica.
Maria Flávia Tavares
• Bolsas de Derivativos: contratos padronizados.
– Ex.: contratos futuros e de opções.
• Mercado de Balcão: negociação de derivativos desenvolvidos para atendimento de 
clientes específicos, derivativos “sob medida”.
– Ex.: opções flexíveis, contratos a termo, swaps.
• Boi Gordo · Café Arábica 4/5 · Café Arábica 6/7 · Etanol Hidratado · Milho.Soja.Ouro
– https://www.b3.com.br/pt_br/produtos-e-
servicos/negociacao/commodities/
Onde são negociados os derivativos?
https://www.b3.com.br/pt_br/produtos-e-servicos/negociacao/commodities/
https://www.b3.com.br/pt_br/produtos-e-servicos/negociacao/commodities/
Swaps
Tem todas as características do contrato a termo
São negociados no mercado de balcão 
• Caracterizam-se pelas trocas de fluxos financeiros ou taxa de rentabilidade 
entre diferentes indexadores.
– Ex.: CDI por CDI prefixado, entre moedas, dólar americano por euros, 
nos mercados internacionais.
Swaps
Mercado de Opções
Mercado de Opções
Opção é um direito
unilateral do titular de 
vender ou de comprar
uma quantidade de 
mercadorias.
Em data e a preço certo, 
previamente fixados.
Características: seguro de 
preços.
• É um mecanismo de redução de risco e fonte de retornos.
• Neste mercado o comprador da opção tem o direito (mas não o dever) de 
comprar um volume do ativo subjacente, a um preço pré-especificado 
(preço de exercício) na maturidade do contrato.
• Se ele não exercer terá que pagar uma percentagem do valor do contrato 
(prêmio) para compensar o vendedor das possíveis perdas.
Mercado de Opções
• Dois tipos de opções negociadas:
– Opção de compra (call) – dá ao seu titular o direito de comprar o 
objeto por um preço específico, durante um período de tempo 
estipulado.
– Opção de venda (put) – o detentor tem o direito de vender algo em 
certa data por determinado preço.
Mercado de Opções
• Presença de uma Câmara de Compensação.
• Garantia que o lançador da opção cumprirá suas obrigações sob os termos 
do contrato e manterá registro de todas as posições compradas e vendidas.
• Através das opções os investidores podem administrar os seus riscos de 
preços, que são voláteis.
Mercado de Opções
Mercado de Opções
Quanto mais volátil o preço do ativo-
objeto:
maior a probabilidade de determinada 
opção aumentar o seu valor.
Desse modo, os compradores estarão 
dispostos a pagar mais por ela.
Bolsa-local onde o preço ganha voz.
Mercado forma os preços.
B3: Centro de negociação de commodities agropecuárias 
e financeiras, ações e títulos.
• Contrato futuro: é o compromisso, legalmente exigível de entregar ou de 
receber determinada quantidade de uma mercadoria, de qualidade 
preestabelecida,
• com o preço estabelecido nas rodas de negociações de uma Bolsa de 
Mercadorias, no momento em que o contrato é executado.
Contrato Futuro
• Contratos futuros são compensados por meio de uma clearing interna de 
uma Bolsa de Mercadoria ou uma câmara de compensação – ou clearing 
externa, separada da Bolsa.
• A câmara de compensação assume, perante o vendedor e comprador, 
respectivamente, a responsabilidade que garante a transação.
Contrato Futuro
Hedge
Operação com o objetivo de 
proteger o agente contra 
oscilações de preço não 
desejadas, do ativo relacionado 
ao seu negócio.
Um produtor pode se proteger 
contra o risco de queda do 
preço do algodão, da soja...
Um importador de insumos 
agrícolas pode se proteger do 
risco de aumento do dólar.
• Hedge de venda:
– Produtor agrícola protege-se de eventual queda no preço da 
mercadoria.
• Hedge de compra:
– Indústrias de alimentos, processadoras e exportadoras podem fixar o 
preço da matéria prima antecipadamente, reduzindo incertezas no 
seu fluxo de caixa durante a produção.
Função Econômica dos 
Derivativos Agropecuários
• Funções:
– Proteção do risco de preços.
– Sinalizador do preço futuro.
– Alternativa de investimento.
Hedge
• Geralmente não há entrega do produto.
• Proteção contra o risco de preço.
• Ajuste financeiro diário.
• B3.
Mercado Futuro
• Clientes:
– Hedger.
– Arbitrador.
– Especulador.
• Corretora.
• Membro de Compensação.
• Clearing.
• Bolsa.
Mercado Futuro
• Hedger de venda – procura defender-se de uma provável queda nos preços 
da commodity que precisa vender no futuro, para isso ele vende no 
mercado futuro com um preço de venda determinado.
• Hedger de compra – procura defender-se de uma provável alta nos preços 
das commodities que ele pretende comprar.
Hedger
 Mercados Futuros e de Opções Agropecuárias (Parte 1)
Conclusão
❑ Mercados Futuros e de Opções Agropecuárias (Parte 2).
Próxima aula
Fundamentos de Economia e de 
Mercado de Capitais
Profª. Maria Flávia Tavares
Capítulo 8. Derivativos Agropecuários
Aula 8.3.2. Mercados Futuros e de Opções Agropecuárias (Parte 2)
❑ Mercados futuros e de opções agropecuárias.
Nesta aula
• É uma empresa que funciona como intermediária em negociações com 
commodities, executando ordens e operações por conta própria e 
determinadas por seus clientes.
• As sociedades corretoras tornam-se membros registrados das Bolsas, 
podendo transacionar, manter, administrar contas nos mercados conduzidos 
por elas.
Corretora
Corretora
Função básica – representar os interesses daqueles que 
não possuem título de sócio das Bolsas:
Colocando ordens;
Cobrando e depositando margens de garantia;
Fornecendo registros contábeis básicos;
Dando consultoria a clientes em suas estratégias de 
operações, em troca de taxas de intermediação.
Sistema de Garantias
Muitos compradores e vendedores
Quem paga para quem?
Controle de pagamentos e obrigações
Tratamento de inadimplências?
Atendimento especificações dos contratos
Necessidade de uma entidade organizando o mercado e cuidando do 
funcionamento dos mercados.
• Objetivos:
– Promove eficiência das operações.
– Segurança entre as contrapartes – elimina o risco de crédito entre os 
comitentes.
• Mecanismos:
– Depósitos de Margem.
– Limites Operacionais.
Clearing House
• Clearing house: instituição importante nos mercados futuros, pois executa 2 
funções básicas:
• Assegurar a integridade financeira das transações futuras,garantindo as 
obrigações entre os membros da clearing.
• Garantir um membro da compensação contra a inadimplência de outro 
membro. 
Câmaras de Compensação
Câmaras de Compensação
Os clientes são garantidos pelos próprios 
membros da clearing e, em alguns casos, por 
fundos de compensação criado para esse fim.
Diariamente, a clearing liquida todos as 
posições de acordo com as perdas ou ganhos 
líquidos.
• Os ganhos são levados a crédito dos agentes de compensação e as perdas 
exigem cobertura, em recursos adicionais, antes da abertura de mercado no 
próximo dia útil. 
• Clearing – requer depósitos de margem de todos os membros.
Câmara de Compensação
Os rendimentos da Clearing são originados de:
Taxas cobradas 
para compensação 
e liquidação de 
contratos.
Anuidades 
cobradas dos 
membros.
Taxas pela 
prestação de 
serviços.
• Operando com os mercados futuros, ambas as partes, comprador e 
vendedor, são obrigados a depositar uma margem de garantia.
• Permanecendo com a posição esta margem fica depositada na Bolsa.
• Pode ser: depósito em dinheiro, CDB, carta de fiança, ouro, ações ou títulos 
do governo.
• Encerrada a posição, a margem é devolvida.
Câmara de Compensação
• Principais funções:
– Controlar e supervisionar os pregões diários, orientar e fiscalizar os 
serviços prestados por seus membros.
– Facilitar a divulgação de estatísticas e cotações diárias.
– Desenvolver e supervisionar os procedimentos de liquidação, 
incluindo o credenciamento das instituições, onde as entregas devem 
ser feitas e a inspeção das mercadorias entregues.
Bolsa
• Geralmente são pessoas físicas e/ou instituições que procuram ganhar 
dinheiro no mercado financeiro.
• Eles entram no mercado e saem dele mais rápido que os hedgers, pois não 
possuem um interesse comercial pela commodity que está sendo 
negociada.
• Procuram aproveitar as diferenças entre os preços de compra e de venda.
Especuladores
• O especulador tem uma participação significativa no mercado futuro: 
quando o hedger elimina o risco por meio de uma operação futura, ele 
transferirá este risco para o especulador.
• Torna-se a contraparte de outros especuladores e também dos hedgers de 
compra e de venda. 
• Fazem parte desse grupo: pessoas físicas, corretoras, empresas e bancos. 
Especulador
Especuladores
Fundos – cuja participação no mercado é fator importante no 
processo de definição dos preços internacionais.
Fundos de Hedge e os Fundos de Commodities, geralmente este 
grupo é formado por agentes a procura de uma rápida 
diversificação do portfólio de aplicações financeiras.
Arbitradores
Eles garantem que o preço negociado a futuro seja sempre 
justo, atendendo a determinadas regras mínimas, como:
Ser uniforme e representar um padrão para todo o mercado.
Ser um indicador preciso da commodity.
Estar imune à manipulação pelas partes.
• Variações desse método:
– Incluem a compra e venda simultânea da mesma commodity para 
meses de vencimentos diferentes.
– Compra e venda da mesma commodity para o mesmo mês de 
vencimento em duas bolsas diferentes.
Arbitragem
Arbitragem
Operações entre o café 
arábica negociado na ICE e o 
café arábica negociado na 
BM&F.
Operações entre o etanol e o 
açúcar na BM&F;
Operações de milho x soja 
na CBOT. 
Arbitragem
Objetivo:
Ganho no preço
Lucratividade no momento de 
distorções de mercado
Arbitragem
Conhecimento do mercado
Observar os históricos passados do preço
Observar os pontos de suporte e resistência
Analisar a oferta e a demanda da commodity
Analisar a movimentação dos estoques
• Mecanismo por meio do qual as posições mantidas pelos clientes, nos 
mercados futuros, são acertadas financeiramente todos os dias,
• conforme apresentem ganho ou perda em relação ao preço de ajuste do dia 
anterior. 
Ajuste diário
• Positivo: 
– Creditado ao titular da posição compradora.
– Debitado ao titular da vendedora.
• Negativo:
– Debitado ao comprador.
– Creditado ao vendedor.
Ajuste diário
• Na compra e venda dos contratos, a Bolsa cobra um valor para assegurar o 
cumprimento da operação, que corresponde a aproximadamente 5% do 
valor do contrato.
• Será usada caso o cliente não honre seu compromisso de depósito de ajuste 
diário.
• Neste caso ele se torna inadimplente e é excluído do sistema, mas a 
margem assegura o cumprimento das obrigações.
Margem de Garantia
Padronização – importante para o crescimento do mercado.
Padronização da mercadoria, do ativo, da cotação, da unidade de negociação, 
dos meses de vencimento e do ponto de entrega para a formação do preço.
Padronização das condições de liquidação física e financeira, dos ativos aceitos 
como margem de garantia e dos custos operacionais da Bolsa.
Nomenclatura das Cotações
Código Ativo Código Ativo 
ISU Açúcar Cristal ICF Café Arábica 
BGI Boi Gordo CNL Café Conillon 
BZE Bezerro CCM Milho Financeiro 
SOJ Soja ETN Etanol 
DOL Dólar Comercial COT Algodão 
IND Ibovespa 
F - Janeiro
G - Fevereiro
H - Março
J - Abril
K - Maio
M - Junho
Código do Mês de Vencimento
N - Julho
Q - Agosto
U - Setembro
V - Outubro
X - Novembro
Z - Dezembro
• Vantagens:
– Maior liquidez.
– Baixo risco de crédito (risco da clearing).
– Encerramento da posição com qualquer participante a qualquer 
momento (padronização).
– Transparência (disclosure de informações).
– Fácil negociação.
– Serve como balizador de preço de um ativo em uma data futura, já 
que representa um consenso do preço naquele determinado 
momento.
Contratos Futuros
• Desvantagens:
– Elevada movimentação financeira (fluxo de caixa diário), gerando a 
necessidade de captação e aplicações diárias.
– Devido a necessidade de captação e aplicações diárias de recursos, o 
contrato futuro tende a ter um custo mais alto que o contrato a 
termo.
– Necessidade de depósito de garantias junto a clearing (colaterais).
Contratos Futuros
• Rolagem de vencimento:
– Alguns contratos futuro possuem liquidez apenas no vencimento 
mais curto. Operações longas de Hedge exigem rolagens (passagem 
de posição de um vencimento para outro).
– A rolagem exige o encerramento de posição no vencimento mais 
curto e abertura de posição no vencimento seguinte.
Desvantagens
Custos operacionais – B3
Taxa Operacional Básica – sujeita a valor mínimo estabelecido 
pela Bolsa, será calculada sobre o preço de ajuste do dia 
anterior do 2º vencimento:
Operação normal: 0,3%. Day trade: 0,07%.
Taxa de Liquidação por Entrega: 0,45% sobre o valor de 
liquidação financeira no vencimento.
Fatores que afetam os preços das 
commodities agrícolas
 Neste capítulo você aprendeu sobre as bolsas de mercadorias, que são 
instituições financeiras que concentram as operações de compra e venda de 
commodities.
 Aprendeu também sobre os preços mundiais das mercadorias, que são 
formados nessas bolsas que funcionam como sinalizadores dos preços do 
mercado físico.
Conclusão
 Os benefícios da negociação futura são muitos, e além da proteção (hedge), 
quando uma indústria gerencia o seu risco é possível gerenciar o risco de 
toda a cadeia produtiva. 
 Os derivativos são utilizados por participantes de toda a cadeia produtiva, 
que pretendem se proteger de um risco indesejável, como o produtor rural 
que precisa se proteger em relação à queda do seu preço de venda.
Conclusão
❑ Você aprenderá que vem aumentando a participação do mercado de 
capitais no Agronegócio, e termos como CRA, CPR, LCA, Fiagro e FIDC, 
atualmente está fazendo parte do vocabulário do mercado financeiro 
brasileiro e mundial.
❑ É importante conhecer como está estruturado este mercado, que vem 
crescendo e oferecendo um bom retorno financeiro, mas é preciso ter 
cautela e planejamento de longo prazo.
Próxima aula
Fundamentos de Economia e de 
Mercado de Capitais
Profª. Maria Flávia Tavares
Capítulo 9. Agronegócio e o Mercado de Capitais
Aula 9.1. Financiamento Privado do Agronegócio❑ Desde os anos de 1980, a política agrícola implementada pelo governo 
brasileiro vem reduzindo o volume de crédito rural destinado aos médios e 
grandes produtores e priorizando o pequeno.
❑ No Plano Safra 2022/2023, o governo disponibilizou R$ 340,88 bilhões para 
apoiar a produção agropecuária nacional até junho do próximo ano.
Nesta aula
❑ Deste montante, R$ 246,28 bilhões serão destinados ao custeio e 
comercialização e R$ 94,6 bilhões serão para investimentos (cerca de 29%) 
(MAPA, 2022). 
❑ Mas esse valor é insuficiente para atender à demanda do setor, que vem 
crescendo de maneira significativa, gerando renda e empregos para a 
Economia.
Nesta aula
• A economia mundial tem experimentado nos últimos anos mudanças 
profundas, em que o novo modelo econômico retira o Estado de cena e dá 
lugar ao livre comércio e à concorrência aberta do mercado.
• O governo federal buscou preservar, prioritariamente, elevações menores 
nas taxas de juros para os beneficiários do Pronaf e do Pronamp, garantindo 
financiamento adequado para esses públicos.
Financiamento Privado do Agronegócio
• Esta estratégia está levando a um aumento do financiamento privado por 
meio de títulos do Agronegócio, como LCA e CRA, que permitem que 
recursos de investidores sejam usados para financiar a produção 
agropecuária dos médios e grandes produtores rurais.
• O mercado de CRAs vem crescendo e demonstra que a demanda do 
agronegócio por financiamentos privados originados de fontes alternativas 
ao sistema bancário tradicional e ao governo continuou crescendo e se 
fortalecendo (UQBAR, 2022). 
Financiamento privado
Crédito Rural Brasil 2022
Plano Safra: R$340 bilhões
• Manual de Crédito Rural (MCR) Bacen.
Crédito Livre/ de Mercado: cerca de R$700 bilhões
• Privado, comercial, revendas, tradings, operações de barter, CPR em 
mercado financeiro (CRA, FIDC e FIAGRO).
Fonte: PRINCE, F. (2022).
Fonte de Financiamento de Custeio da Safra
Região Bancos Cooperativas 
de Crédito
Tradings e 
Agroindústrias
Revendas e 
Indústrias de 
Insumos
Capital 
Próprio
Centro-
Oeste
17,3% 6,5% 23,7% 23,5% 29%
Sul 31,0% 13,5% 7,2% 20% 28,3%
Fonte: Elaborada pela autora, baseada em PRINCE, F. (2022).
Recursos para financiar o Agronegócio
Fonte: Prince,F(2022)
Sistema Financeiro 
Nacional
Crédito Comercial Mercado de Capitais
Agentes financiadores Instituições Financeiras
Bancos e Cooperativas 
de Crédito.
Empresas do SAG, 
revendas, indústrias de 
insumos, tradings e 
cooperativas 
agroindustriais.
Fundos de Investimento 
(hedge) e 
securitizadoras. 
Fontes de recursos Mercado Financeiro, 
depósito à vista nos 
bancos, captação dos 
bancos.
Concessões de prazos 
nas vendas, 
adiantamento de 
recursos para 
produtores.
Investidor nacional e 
estrangeiro PF e PJ.
Investimentos Títulos de crédito 
bancário, LCA (Letras de 
Crédito do 
Agronegócio), CRH 
(Cédula Rural 
Hipotecária) etc.
Duplicatas mercantis, 
CPR.
Aquisição de cotas de 
fundos de 
investimentos, 
operações estruturadas 
de securitização de 
recebíveis, como CRA, 
FDIC e FIAGRO.
Perfil dos produtores rurais no Brasil
Perfil Faixa faturamento
Taxas de juros 
crédito rural 
(Plano Safra 
2022/23)
Perfil de Crédito
PRONAF 
R$500 mil (últimos 12 
meses)
5 a 6% a.a
Prevalece os bancos públicos 
(CEF e Banco do Brasil)
PRONAMP R$2,4 milhões 8% a.a
Operações por meio de CPR, 
Barter 
Agricultura Empresarial
Valores maiores de 
R$2,4 milhões
12 a 12,5% a.a
Utiliza mercado de crédito 
privado, bancos de nicho, 
Rabobank, BTG, Santander. 
Compra de insumos 
diretamente da indústria.
Fonte: Prince, F. (2022).
Contratações de Crédito Rural por Porte 
de Produtor
R$ 23,1 R$ 21,0
R$ 129,0
39,6 38,1
161,7
 R$-
 R$20
 R$40
 R$60
 R$80
 R$100
 R$120
 R$140
 R$160
 R$180
PRONAF PRONAMP Demais produtores
B
ilh
õ
es
 
2018/2019 2022/2023
Fonte: Elaborada pela autora, baseada em MAPA (2022).
Participação dos agentes no financiamento do 
custeio de soja em MT
Safras 2021/22 e 2022/23
Fonte: Elaborada pela autora, baseada em IMEA (2022).
Safras 21/22 22/23
Agentes do mercado % do total Bilhões de R$ % do total Bilhões de R$
Multinacionais 30% 9,07 30% 17,64
Revendas 15% 4,72 17% 9,99
Sistema financeiro 23% 7,55 17% 10,05
Bancos com recursos 
federais
7% 2,19 2% 1,42
Recursos próprios 23% 7,18 33% 18,87
Total 100% 30,73 100% 57,99
Evolução do Funding da Soja 
MT: 2008 a 2022
Fonte: IMEA (2023).
 Financiamento Privado do Agronegócio.
Conclusão
• Cédula do Produto Rural (CPR).
Próxima aula
Fundamentos de Economia e de 
Mercado de Capitais
Profª. Maria Flávia Tavares
Capítulo 9. Agronegócio e o Mercado de Capitais
Aula 9.2. Cédula do Produto Rural (CPR)
❑ Cédula do Produto Rural (CPR).
Nesta aula
Cédula do Produto Rural (CPR)
A Lei 8.929/94 introduziu no país a Cédula de Produto Rural 
(CPR).
A CPR possibilita que sua liquidação ocorra de maneira 
física ou financeira.
CPR
• Por conta de sua flexibilidade, esse instrumento se mostrou o mais 
importante na formalização de financiamentos privados da produção, sendo 
utilizado para diversas finalidades:
– Aquisição de produtos e insumos.
– Financiamento de produção.
– Prestação de garantias, entre outros. 
CPR
CPR
CPR
CPR
É um título líquido e certo e significa a promessa da entrega de 
produtos rurais. 
Na modalidade de liquidação física não se apresenta um preço, 
mas a quantidade e a qualidade de um produto rural que deverá 
ser entregue pelo emitente.
Esse emitente pode ser um produtor rural, uma cooperativa, ou 
ainda, associações de produtores. 
BBM – Bolsa Brasileira de Mercadorias
Faz todo o processo de formalização de uma CPR:
Emissão
Assinatura digital 
Registro em cartório 
Registro em entidade credenciada pelo Banco 
Central (B3, CERC, CRDC e CIP)
Baixa da CPR
CPR Digital
• B3 só registra as CPRs, ela não negocia. 
• As negociações são feitas no balcão, ou seja, entre as partes.
• Resolução 4.870/20 do Conselho Monetário Nacional (CMN) define a 
obrigatoriedade do registro na B3, para as CPRs acima de R$ 1.000.000,00.
• Desde 1º janeiro de 2022, o valor mínimo de obrigatoriedade de registro de 
CPRs passou para R$250.000,00.
Processo de emissão da CPR digital pela BBM
Elaborada pela autora, baseada em BBM (2021).
 Cédula do Produto Rural (CPR).
Conclusão
• Novos títulos de financiamento do Agronegócio.
Próxima aula
Fundamentos de Economia e de 
Mercado de Capitais
Profª. Maria Flávia Tavares
Capítulo 9. Agronegócio e o Mercado de Capitais
Aula 9.3. Novos títulos de financiamento do Agronegócio 
❑ Novos títulos de financiamento do Agronegócio.
Nesta aula
• Atualmente existem diversos mecanismos privados de financiamento 
agrícola e participantes do mercado: como armazéns, companhias de 
seguro, fundos de investimentos e instituições financeiras, eles utilizam 
esses títulos para buscar recursos no mercado financeiro. 
• Além dos instrumentos de financiamento existentes há mais tempo no 
mercado como barter e a CPR, também existem os novos títulos financeiros, 
regulamentados em 2004, que são mostrados na figura a seguir. 
Novos títulos de financiamento do Agronegócio 
Elaborada pela autora, baseada em Bacen (2023).
Fonte: Elaborada por TAVARES, M.F. F., baseada em LDC (2021).
• Flexibilizou as operações de crédito do agronegócio para estimular novas
fontes de financiamento. 
• A legislação permitiu que a CPR seja emitida de forma eletrônica, sem uso 
de papel, e a assinatura passa a ser digital.
Nova Lei do Agro
Lei 14.421, de 20 de julho de 2022 
• Outra inovação foi o fim da necessidade de registro em cartório, o que 
diminuiu custos e burocracias na operação. 
• O processo de originação, emissão e registro dos títulos pode ser concluído 
em pouco mais de 30 dias.
Lei do Agro 
Nova Lei do Agro
Lei 14.421, de 20 de julho de 2022 
Balanço das finanças privadas do Agro 
desde a Lei 13.986 ( que mudou aCPR e títulos do Agro)
Elaborado por MFT Consultoria em Agronegócios, baseado em CONAB (2022).
• O CRA é um título de crédito criado pela Lei n. 11.076/2004, que pode ser 
emitido exclusivamente por companhias securitizadoras de direitos 
creditórios do agronegócio.
• A seguir é apresentado o processo de estruturação de uma operação de 
CRA, e na figura a seguir é apresentado um esquema simplificado.
Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA)
CRA
Estruturação de uma operação de CRA
Fonte: Elaborada por TAVARES, M.F.F., baseada em LUZ, T.M.S (2021).
Fonte: Elaborada pela autora. Baseado em: Dados de Uqbar (2020).
Evolução no mercado de CRA
Fonte: Elaborada pela autora
Fonte: Elaborada pela autora, baseada em Uqbar (2022).
Fonte: Elaborada pela autora, baseada em Uqbar (2022).
Histórico de emissões de certificados de recebíveis 
 no mercado de capitais
Fonte: Elaborada pela autora, baseada em Anbima (2022).
• CPR – R$120 bilhões.
• CPR Verde – R$ 11 milhões.
• CPR verde é análoga à CPR e auxiliará na captação de recursos e 
financiamento para a atividade de proteção ao meio ambiente, florestas e 
biomas, já realizada pelo produtor rural (B3, 2022).
• FIAGRO B3 – desde o lançamento em agosto 2021, possui 70 mil 
investidores e 17 fundos listados.
Estoque B3 (Agosto 2022)
FIAGROs Data de início do Fiagro
Retorno desde 
o início*
KINEA CRÉDITO AGRO FIAGRO-IMOBILIÁRIO 
(KNCA11)
17 de Janeiro de 2022 7,07%
VALORA CRA FDO INV NAS CAD PROD AGRO 
FIAGRO - IMOB (VGIA11)
15 de Dezembro de 2021 4,90%
XP CRÉDITO AGRÍCOLA FDO INV FIAGRO 
IMOBILIÁRIO (XPCA11)
19 de Novembro de 2021 4,30%
FDO INV CADEIAS PROD AGRO RIZA AGRO FIAGRO 
IMOB (RZAG11)
14 de Outubro de 2021 3,07%
FG/AGRO FDO DE INVEST - FIAGRO - IMOBILIÁRIO 
(FGAA11)
12 de Janeiro de 2022 2,88%
FDO INV CADEIAS PROD AGROIND JGP CRED 
FIAGRO IMOB (JGPX11)
26 de Novembro de 2021 1,10%
DEVANT FDO INV NAS CAD PROD AGROIND - 
FIAGRO IMOB (DCRA11)
7 de Fevereiro de 2022 −0,30%
ECOAGRO I FDO INV CADEIAS PROD AGROIND 
FIAGRO IMOB (EGAF11)
28 de Janeiro de 2022 −1,00%
GALÁPAGOS RECEBÍVEIS DO AGRONEGÓCIO - 
FIAGRO-IMOB (GCRA11)
19 de Janeiro de 2022 −1,47%
BB FDO DE INV DE CRÉDITO FIAGRO - 
IMOBILIÁRIO (BBGO11)
31 de Janeiro de 2022 −3,86%
NCH EQI RECEBÍVEIS DO AGRONEGÓCIO FIAGRO 
IMOB (NCRA11)
20 de Dezembro de 2021 −7,47%
*Até 17/2
Tabela: Estadão  Fonte: Teva Indices   Obter 
dados   Criado com Datawrapper
Fonte: https://einvestidor.estadao.com.br/investimentos/fiagros-b3-rentabilidade-agronegocio
https://einvestidor.estadao.com.br/investimentos/fiagros-b3-rentabilidade-agronegocio
CRA Tech
Trata-se de uma nova forma de 
emissão dos certificados de dívidas do 
agronegócio, com maior agilidade e 
menor custo.
Pelo fato de toda a emissão do CRA-
Tech ser feita de forma digital,
o emissor economizará em custos 
operacionais e poderá proporcionar 
uma melhor rentabilidade para os seus 
investidores.
CRA Tech
No começo de 2021 a 1º emissão de CRA-Tech foi 
realizada pela cooperativa agrícola Cotribá, com 
sede em Ibirubá (RS).
Nas vésperas de completar seus 110 anos de 
experiência, realizou a emissão do CRA-Tech na B3.
Participantes do Mercado de CRA
Elaborada por TAVARES, M. F.F., baseada em Uqbar (2022).
Participantes do Mercado de CRA
Securitizadoras por montante emitido - 2021
Fonte: Elaborada por TAVARES, M. F. F., baseada em Uqbar (2022).
Participantes do Mercado de CRA
Advogados por montante emitido em 2021
Fonte: Elaborada por TAVARES, M. F. F., baseada em Uqbar (2022).
Participantes do Mercado de CRA
Agentes fiduciários por montante emitido em 2021
Fonte: Elaborado por TAVARES, M. F. F., baseada em Uqbar (2022).
Participantes do Mercado de CRA
Líderes de distribuição por montante emitido
Fonte: Elaborada por TAVARES, M. F .F., baseada em Uqbar (2022).
Participantes do Mercado de CRA
Agências de classificação de risco por montante classificado
Fonte: Elaborada por TAVARES, M. F. F., baseada em dados de Uqbar (2022).
• O Anexo 24 da ICVM 480/09, refere-se ao conteúdo do Formulário de 
Referência (informações a serem divulgadas por empresas emissoras de ações 
ou títulos) demanda, de forma limitada,
• na seção 7 (atividades dos emissores), item 7.5.b) e na seção 10 (comentário 
dos diretores), item 10.5, respectivamente, informações sobre as políticas 
socioambientais e custos de recuperação ambiental (CVM,2022).
Agenda ESG e o mercado de capitais no Brasil
• No dia 9 de outubro de 2014, foi publicada a Instrução CVM n°552, que 
acrescentou e alterou alguns aspectos da ICVM 480 em relação às 
informações socioambientais.
• Essa Instrução reflete a necessidade de se divulgar informações 
socioambientais como fatores de risco no formulário de referência, seção 4 
(fatores de risco) e passa a incluir, também, na seção 7 (atividades dos 
emissores), item 7.8, a divulgação de práticas relacionadas aos aspectos 
socioambientais ao mercado (CVM, 2022).
Instrução CVM n°552
• Em 2016 foi promulgada a Lei 13.303, que estabelece diretrizes e 
requerimentos relacionados a gestão de risco, governança corporativa e 
compliance que precisam ser seguidas por empresas públicas, sociedade de 
economia mista 
• e, em alguns casos, por suas subsidiárias, no âmbito da União, dos Estados, 
do Distrito Federal e dos Municípios.
• A Lei 13.303 trouxe a necessidade das empresas públicas de divulgarem 
anualmente o relatório Integrado ou de sustentabilidade, além da adoção 
de práticas de ESG compatíveis com o seu mercado de atuação (CVM,2022).
• Em dezembro de 2021, foi publicada a Resolução CVM n°59, que altera e 
acrescenta dispositivos à Instrução CVM n°480.
• A Resolução CVM 59 também prevê que as empresas devem passar a 
apresentar informações relacionadas a aspectos ambientais, sociais e de 
governança corporativa, acompanhando o que vem sendo feito em outros 
países.
Linha do tempo Agenda ESG e o Mercado de Capitais no Brasil 
Fonte: Elaborado por TAVARES, M. F. F., baseado em CVM (2022).
Linha do tempo Resoluções ESG para Investidores no Brasil e na União Europeia
Fonte: Elaborado por TAVARES, M. F. F., baseado em CVM, SEC, Comission European.
 O financiamento privado no Agronegócio vem aumentando com o passar 
dos anos e está atraindo investidores que não pertencem ao mundo agro, 
mas que perceberam o potencial e o retorno do seu investimento. 
 O mercado está em construção e ainda oferece alguns riscos que podem ser 
gerenciados, mas para que isso aconteça é importante fazer um 
planejamento de longo prazo e acompanhar atentamente o mercado. 
Conclusão
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