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1 3 Ecossistemas [aquaticos e costeiros] VESTIBULAR

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Docente: Engº Alexandre Bartolomeu 
 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE 
FACULDADE DE ENGENHARIA 
 
Departamento de Engenharia Química 
Curso: Engenharia do Ambiente 
2 
ECOSSISTEMAS COSTEIROS 
http://images.google.com/imgres?imgurl=http://www.vivercidades.org.br/publique222/media/AdobeAco2_cabora.jpg&imgrefurl=http://www.vivercidades.org.br/publique222/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm%3Finfoid%3D976%26sid%3D21&h=382&w=380&sz=37&hl=en&start=113&tbnid=3Dnp8MgA81MNmM:&tbnh=123&tbnw=122&prev=/images%3Fq%3Drio%2Bzambeze%26start%3D100%26gbv%3D2%26ndsp%3D20%26svnum%3D10%26hl%3Den%26sa%3DN
3 
O que é um Ecossistema? 
Níveis de organização 
 
 
Conjunto de unidades (genes, células, sistemas, espécies) 
agrupadas em uma ordem crescente de complexidade. 
Cerca de 40% da população mundial vive num raio de 
100km da linha da costa. 
Esse interesse se deve ao facto de os sistemas costeiros, 
serem muito mais bem dotados em recursos naturais 
renováveis, em comparação com o ecossistema terrestres. 
4 
Em Ecologia, são estudados os níveis da direita para esquerda seja, de 
Espécies até Biosfera. 
É fundamental, entretanto uma breve explicação sobre Espécies, 
Populações, Comunidades, Ecossistemas… 
A - Espécie - dois ou mais organismos são da mesma espécie, 
quando podem se reproduzir, originando descendentes férteis; 
B- Populações - são formadas por organismos da mesma 
espécie, isto é, um conjunto de organismos que podem se 
inter-cruzarem e produzirem descendentes férteis; 
C- Comunidades - conjunto de todas as populações, sejam elas 
de microorganismos, animais ou vegetais existentes numa 
determinada área; e 
D- Ecossistemas - todas as relações dos organismos entre si, e 
com seu meio ambiente, ou a todas as relações entre os 
factores bióticos e abióticos numa determinada área ou seja, 
conjunto de comunidades interagindo entre si e agindo sobre 
e/ou sofrendo a acção dos factores abióticos; 
Biosfera - A terra é composta por vários ecossistemas (aquáticos, 
terrestres e aéreos), ou seja, a soma de todos estes 
ecossistemas. 
5 
O problema de sempre: 
Para os ecossistemas costeiros é difícil definir os seus 
limites e áreas de influência – estes incluem tanto os 
organismos quanto o ambiente abiótico. 
 
Assim como os sistemas terrestres adjacentes são afectados 
pela acção do mar, o ambiente marinho recebe a influência 
terrestre – sistemas abertos e muito dinâmicos 
6 
Ecossistema aquático (costeiros) - todos os lagos naturais, 
ou artificiais (represas), rios, mares e oceanos. 
Que dimensões de um ecossistema? 
Para efeito de estudo, geralmente são definidos dimensões 
que não existem na natureza (um vaso, um aquário, ou 
mesmo uma cidade inteira) 
 
Um ecossistema pode ter desde alguns cm² até milhares de 
km²! 
7 
Devido a sua riqueza biológica 
 
Os ecossistemas costeiros são “berços naturais”, tanto de 
espécies características desses ambientes, como das 
pelágicas, bem como de outros animais que migram para as 
áreas costeiras durante a época de reprodução. 
Fauna e flora associadas a esses ecossistemas constituem 
fonte de alimentos significativa para as populações humanas; 
Os recursos pesqueiros são uma importante fonte de 
divisas para muitos países. 
8 
Lagos - enquadram-se aqui todos os ecossistemas de 
águas paradas, ou lênticos (de lenis = calmo) + lagoa, 
represas e tanques. 
Ecossistema costeiros (aquático) 
http://images.google.com/imgres?imgurl=http://www.vivercidades.org.br/publique222/media/AdobeAco2_cabora.jpg&imgrefurl=http://www.vivercidades.org.br/publique222/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm%3Finfoid%3D976%26sid%3D21&h=382&w=380&sz=37&hl=en&start=113&tbnid=3Dnp8MgA81MNmM:&tbnh=123&tbnw=122&prev=/images%3Fq%3Drio%2Bzambeze%26start%3D100%26gbv%3D2%26ndsp%3D20%26svnum%3D10%26hl%3Den%26sa%3DN
9 
Marés - as marés são regiões com maior variedade de vida 
do planeta; nem as florestas tropicais igualam-se estas 
regiões 
10 
Rios – cursos principais de rios + riachos lóticos (de lotus 
= lavado). 
11 
Oceanos - cobrem 70% da superfície terrestre, são profundos 
e contínuos, pois todos (Pacífico, Atlântico e Índico) estão 
interligados; 
 
As principais características destes ecossistemas estão 
relacionadas as correntes, provocadas pelos ventos e pela 
rotação da própria Terra, e a salinidade. 
http://images.google.com/imgres?imgurl=http://fotos.sapo.pt/franc/pic/0002yq36&imgrefurl=http://magisterio6971.blogs.sapo.pt/2006/06/&h=345&w=478&sz=11&hl=en&start=9&tbnid=gCUOc9koFgRCeM:&tbnh=93&tbnw=129&prev=/images%3Fq%3Doceanos%26gbv%3D2%26svnum%3D10%26hl%3Den
http://images.google.com/imgres?imgurl=http://opeskador.tripod.com/downloads/golfinhos04.jpg&imgrefurl=http://oceanus.blogs.sapo.pt/305.html&h=300&w=400&sz=63&hl=en&start=19&tbnid=TQzWpWW7w5E-gM:&tbnh=107&tbnw=143&prev=/images%3Fq%3Doceanos%26gbv%3D2%26ndsp%3D20%26svnum%3D10%26hl%3Den%26sa%3DN
12 
Os ambientes da zona costeira (lagunas, estuários, rios e 
baías) estão entre os ecossistemas mais produtivos da 
biosfera, como vimos. 
No entanto, existe uma série de regiões que não ser 
enquadram nos ecossistemas aquáticos, e nem como 
terrestres, mas são ambientes da zona costeira – 
Ecossistemas Costeiros 
13 
Mangal 
Sócio-economia, bens e serviços prestados pelos mangais: 
 Contribuem para uma melhor qualidade da água costeira ; 
 Reduzem a energia das marés e ondas; 
 Existe uma série de espécies que se reproduzem nestes locais; 
 As larvas de camarões reproduzidos no mar, na plataforma continental 
os jovenis migram para zonas de manguais, onde se alimentam e 
crescem; 
 Uma grande variedade de peixes costuma entrar no mangal para se 
reproduzir e se alimentar (como robalos e as tainhas); e 
 Contribuem para a creche e pasto de peixe de valor comercial e outros 
organismos marinhos; 
 Garantem um habitat e área de pasto para organismos bentos e 
pelágicos; 
 Um habitat aonde muitas aves residentes ou migratórias procriam; e 
 Fornecem o recurso lenhoso e para construção. 
14 
Quanto à fauna, destacam-se espécies caranguejos nos 
fundos lodosos. 
 Nos troncos submersos, vários animais filtradores (ostras), 
alimentam-se de partículas suspensas na água. 
 Os caranguejos são activos na maré baixa, enquanto os 
moluscos alimentam durante maré alta. 
Mangal 
Quanto a flora possui vegetação típica, que apresenta uma 
série de adaptações às condições existentes 
15 
http://images.google.com/imgres?imgurl=http://www.cpires.com/docs/parque_mangais.jpg&imgrefurl=http://www.cpires.com/angola_parques.html&h=209&w=310&sz=31&hl=en&start=1&tbnid=uaMSSexKB59DPM:&tbnh=79&tbnw=117&prev=/images%3Fq%3Dmangais%26gbv%3D2%26ndsp%3D20%26svnum%3D10%26hl%3Den%26sa%3DN
16 
Dunas costeiras 
Os principais 
serviços desta 
formação: 
 Protecção contra 
as intempéries do 
lado do oceano; 
 Motores dos 
aquíferos 
subterrâneos e 
lagoas 
adjacentes; e 
 Protecção das 
zonas húmidas. 
17 
Restinga 
18 
Costa Rochosa 
19 
Costa Arenosa 
20 
Os Ecossistemas 
Costeiros 
21 
 
“As dimensões do espaço-tempo ecológico estão ligados ao tamanho 
dos organismos implicados, à sua longevidade individual e às suas 
velocidades de deslocação- todos caracteres que determinam a escala 
de utilização do meio.” Serge Frontier 
22 
Ecossistemas Litorais 
 O litoral é um mundo único e 
fascinante, que ocupa uma 
área minúscula se comparada 
com a imensidão dos oceanos. 
 Nesta zona restrita de 
transição, onde os limites do 
mar e da terra se confundem, 
vivem algumas comunidades 
de animais e plantas muito 
produtivas e bem adaptadas. 
 Em todo o globo e, em 
particular no nosso País, estes 
ecossistemas litorais estão 
particularmente ameaçados. 
23 
Praias de Rochas 
24 
1 
AS INTERACÇÕES 
25 
Aspectos microscópicos 
(A) é a morfologia do talo; e 
(B) é a margem de S. vendoi 
na presença do P. cochlear 
(C) é a morfologiado talo; e 
(D) a margem do S. yendoi na 
ausência do P. cochlear. 
As variações morfológicas em Spongites yendoi 
resultantes da presença / ausência da Patella cochlear. 
26 
Mecanismos de selecção natural 
 Fawcett testou esta hipótese 
transplantando caracóis. Libertou-os na 
água profunda e prestou atenção ao que 
aconteceu. 
 Se os predadores estivessem ao redor, 
todos os caracóis iriam para uma terra 
mais elevada (os caracóis podem 
provavelmente detectar os produtos 
químicos libertados pelos predadores). 
 Mas os caracóis do sul moveram-se 
mais acima do que os caracóis do 
norte da costa. Porque os caracóis do 
norte eram mais lentos e não se moviam 
o suficiente e portanto eram mais 
prováveis ser comidos por predadores. 
27 
1.1-Oportunistas 
 Apesar da zona supralitoral ser de algas vermelhas, a alga 
verde Enteromorpha sp. manifesta-se extremamente 
abundante ; 
 Esta alga, oportunista, coloniza novas superfícies expostas 
devido à erosão e manifesta-se em todos os andares, 
preferencialmente nos mais elevados (médio e supralitoral); e 
 Muito resistentes ao herbivorismo. 
28 
1.2-Colónias 
29 
2 
AS ESTRATÉGIAS 
30 
2.1-Estratégias de Crescimento 
Balanus perfuratus Litophylum lichenoides 
 Nos locais em que o hidrodinamismo é mais acentuado, o 
limite inferior é ocupado por Balanus perfuratus pois a alga 
calcária Litophylum lichenoides desaparece. 
 O Balanus é um ser vivo que conseguem sobreviver longas 
semanas fora do estado líquido. 
31 
2.2-Estratégias Cenóticas 
 
 
Gigartina acicularis Corallina elongata 
No nível mais superficial da zona infralitoral, o povoamento de 
Corallina elongata, dos locais mais batidos, é substituída pelo de 
Gigartina acicularis nos locais menos batidos e/ou calmos. 
 
 
32 
2.3-Estratégias Alimentares 
Paracentrotus lividus Lithophillum incrustans 
O ouriço Paracentrotus lividus pelo facto de se alimentar de algas 
pode destruir toda a vegetação de determinada área e provocar 
assim o aparecimento de uma fácies de Lithophillum incrustans, 
alga calcária que o ouriço geralmente não ataca e que é aderente 
às rochas dos fundos. 
33 
3 
OS FLUXOS DE MATÉRIA E DE 
ENERGIA 
34 
3.1-Organismos Construtores 
recifes de coral algas vermelhas incrustantes 
35 
3.2-Organismos Perfuradores 
Paracentrotus 
Clione 
36 
4 
A OCUPAÇÃO DO 
 ESPAÇO-TEMPO 
 Zona Supralitoral / Alto litoral 
 Zona Mediolitoral / Eulitoral 
 Zona Infralitoral / Sublitoral 
 Zona Circalitoral 
37 
Zonação do litoral 
38 
4.1-Zona Supralitoral 
 Situa-se entre o domínio terrestre 
e o nível máximo da maré alta. 
 Está sujeito a receber as gotas 
de água das ondas 
(humectação); 
 A sua extensão vertical depende 
da exposição e do perfil da costa 
e do alcance das ondas; 
 Nalguns locais existe poças de 
água; e 
 Sujeita por vezes a acumulações 
na linha de maré alta. 
Talitrus saltator 
Littorina neritoides 
 
39 
4.2-Zona Eulitoral ou Mediolitoral 
 É a verdadeira zona das marés, 
o intertidal; 
 Situa-se entre o nível máximo da 
maré alta e o nível médio da 
maré baixa; 
 Nalguns locais as rochas 
encontram-se escavadas, 
estando esses locais 
constantemente submersos em 
água, formando enclaves do 
infralitoral no médiolitoral – as 
poças de maré. 
 Chthamalus montagui 
 Fucus 
40 
4.3-Zona Sublitoral ou Infralitoral 
 – o universo das algas verdes 
 Estende-se até ao limite das 
algas fotófitas, com 
profundidades que podem 
atingir os 100 metros; 
 Os seus habitantes estão 
sempre cobertos por mar; 
 Perto dos estuários, as 
águas dos rios podem 
reduzir a salinidade; e 
 Sujeita por vezes a poluição 
difusa. 
Zoostera marina 
41 
4.4-Zona Circalitoral 
- o universo dos animais 
 Situa-se até ao fim da 
plataforma continental; 
 As algas só toleram uma 
luminosidade atenuada - 
algas ciáfilas; e 
 Abundam grutas submarinas. 
 Axinella polypoides 
 Dendrophyllia ramea 
42 
Rochedos 
Rochedo inteiramente coberto por tubos calcários de 
Sabellaria alveolata . 
43 
Poças de ondas 
 Formam-se por tempo 
indeterminado com água 
transportada pelas ondas. 
 Há variações extremas de 
salinidade e de 
temperatura. 
 Posteriormente secam. 
 Pequenos caracóis e 
crustáceos; algas verdes, 
protozoários; líquenes; 
insectos, acarídeos, e 
aranhas 
 
 
44 
Poças de maré 
 Maiores e nunca secam 
 Apresentam maior 
estabilidade, embora a 
temperatura e a entrada 
de água doce são 
limitantes 
 Muito maior 
biodiversidade e com 
algumas espécies do 
sublitoral 
 
45 
Paredes e tectos de saliências 
 Substrato permanece 
sempre húmido e abrigado 
do Sol e vento; e 
 Revelam uma fauna muito 
rica, particularmente 
organismos incrustantes 
(esponjas, hidrozoários, 
anémonas,anelídeos e 
pequenos gastrópodes). 
Melaraphus sp 
46 
Brechas e fendas 
 Áreas abrigadas, com 
pouca luz, preservam um 
ambiente húmido; 
 Espaço muito limitado; e 
 O transporte de matéria 
orgânica pelo movimento 
das águas do mar será a 
principal fonte de 
alimento. 
 
47 
Enterrados na Areia 
 Dominam anelídeos; 
 Localizadas entre rochas; 
 Alimentam-se de partículas 
orgânicas da areia; e 
 Exteriormente formam uma 
estrutura distintiva - as 
“minhocas” de areia. 
48 
Debaixo das rochas 
 Abrigo para anelídeos, 
caranguejos, pequenos 
caracóis, quítones e 
estrelas-do-mar 
 Com pouca luz à entrada; 
 Refúgio temporário do 
Octopus vulgaris; e 
 Variações de influência 
das ondas e correntes. 
Pequenas grutas 
49

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