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Questão 1/10 - Teorias Contemporâneas das Relações Internacionais - Leia o trecho a seguir: “Andrew Linklater preocupa-se com a possibilidade de formação de uma comunidade global regida por uma ética cosmopolita. O “cosmopolitismo” designa a defesa filosófica de uma cidadania ligada ao pertencimento à espécie humana, e não mais baseada no pertencimento a um Estado nacional”. Fonte: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da aula 3 – Material para a Impressão. Tema 4: “Andrew Linklater”. Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Teorias Contemporâneas das Relações Internacionais e a importância da obra de Andrew Linklater para a Teoria Crítica, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, como a ideia de cosmopolitismo é incorporada por este autor para analisar as relações internacionais: Nota: 0.0Você não pontuou essa questão A Linklater aprofunda a defesa da construção de comunidades políticas nacionais fortes e coesas, de modo que seja possível lida mais efetiva com os problemas compartilhados pelos indivíduos que compõem estas comunidades. Você assinalou essa alternativa (A) B Linklater questiona a tradicional separação entre as esferas da política doméstica e internacional, enfatizando que esta divi dificultar a gestão de problemas globais urgentes, como a atual crise ambiental/climática. A partir da teoria do cosmopolitismo, Linklater problematiza a tradicional separação, no seio da disciplina de Relações Internacionais, entre duas esferas de análise: a política doméstica e a política internacional. Tal separação teórica acarreta, segundo o autor, consequ sobretudo em relação à garantia dos direitos humanos e à gestão de problemas globais urgentes, como as crises ambiental e mig totalidade da espécie humana, esses problemas não podem ser satisfatoriamente enfrentados por uma institucionalidade internacional baseada em Estados e organizações intergovernamentais, demandando, ao contrário, a constituição de uma autêntica comunidade mundial capa governança humana dos riscos globais. A premissa, aqui, é de que a crescente interconexão política, econômica e ambiental entre os Estados produz efeitos que podem afetar potencialmente a toda a humanidade, sendo, portanto, imprescindível que se pense em uma nova institu internacional em que os cidadãos de todos os países tenham o direito de influenciar os processos decisórios que afetam suas vidas. A fim de investigar a possibilidade de constituição de uma tal comunidade global de cidadãos, Linklater salienta a importância de que as Relações outras disciplinas, como a História e a Sociologia Política, com o objetivo de analisar como diferentes sistemas de Estados p “convenções cosmopolitas de dano”, capazes de proteger pessoas de maneira universalista, não importa língua ou etnia. Referência: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da aula 3 – Material para a Impressão. Tema 4: “Andrew Linklater”. C Linklater concede destaque, com a sua teoria, à visão jurídica/normativa de que os Estados Nacionais precisam ser fortalecido processo de globalização, podendo assim proteger os seus cidadãos de ameaças externas. D Linklater defende a construção de uma identidade cultural global cuja base seriam os valores civilizacionais europeus, possib erradicação das diferenças socioculturais existentes na política internacional. E Linklater traz uma reflexão sobre a importância da formação de comunidades imaginadas regionais, de modo que as relações de vizinhança sirvam de base para a construção de um mundo mais pacífico e justo. Questão 2/10 - Teorias Contemporâneas das Relações Internacionais -Leio o texto a seguir: “As abordagens pós-estruturalistas – oriundas, como já dito, sobretudo da filosofia francesa contemporânea – passaram a se fazer presentes nas Relações Internacionais a partir do final da década de 1980, momento em que a disciplina assistia a uma problematização de seus pressupostos fundacionais e a uma pluralização de perspectivas, conceitos, metodologias e objetos de estudo. Esse momento é denominado por alguns como uma ‘virada reflexiva’ na disciplina (HAMATI- ATAYA, 2012)”. Fonte: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da aula 1 – Material para a Impressão. Tema 2: “O Pós-Estruturalismo em Relações Internacionais”. Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Teorias Contemporâneas das Relações Internacionais, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a principal crítica da chamada “virada reflexiva”, da qual o pós-estruturalismo é parte fundamental, aos pressupostos positivistas até então hegemônicos na área: Nota: 10.0 A A “virada reflexiva” em Relações Internacionais foi responsável por questionar a ênfase positivista no caráter interpretativo conhecimento científico, defendendo, em vez disso, a natureza objetiva desse conhecimento. B A “virada reflexiva” em Relações Internacionais foi responsável por questionar a busca positivista pela “objetividade” do con salientando, em vez disso, que o ato de conhecimento é um processo ativo, do qual a interpretação é parte inescapavelmente constituinte. Você assinalou essa alternativa (B) Você acertou! A virada reflexiva – também chamada de “sociológica”, “discursiva” ou “pós-positivista” – recusa o objetivismo inerente à epistemologia positivista, argumentando que o ato de conhecimento é um processo ativo, do qual a interpretação – e, portanto, a linguagem e a política inescapavelmente constituinte. Não há, sob essa perspectiva filosófica, um mundo a ser “descoberto” ou “desvendado” pelo olhar científico, mas sim uma realidade a ser interpretada de acordo com os constrangimentos de um dado contexto linguístico e político. Se, para o pos inteligível e possuidora de padrões, ciclos e leis que podem ser “descobertas” por meio do escrutínio do teste empírico, para os partidários da “virad reflexiva”, como os pós-estruturalistas, a realidade apresenta-se dotada de uma complexidade inesgotável de significados que esc tentativa de redução analítica. Referência: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da aula 1 Estruturalismo em Relações Internacionais”. C A “virada reflexiva” em Relações Internacionais foi a propulsora de uma série de críticas aos pressupostos positivistas da ár exemplo, o da centralidade da linguagem como mediadora da relação entre os Estados no sistema internacional. D A “virada reflexiva” em Relações Internacionais defendeu a análise objetiva do sistema internacional a fim leis nas relações entre os Estados, como é o caso do padrão anárquico descoberto pela tradição realista. E A “virada reflexiva” em Relações Internacionais questionou a epistemologia positivista, a qual se baseava na análise interpre linguística dos significados das ações dos Estados no sistema internacional. Questão 3/10 - Teorias Contemporâneas das Relações Internacionais - Leia o texto abaixo: “Além das contribuições do pós-estruturalismo à problematização de alguns dos pressupostos subjacentes às teorias tradicionais das Relações Internacionais, autores como Derrida e Foucault também oferecem valiosas sugestões às estratégias metodológicas que pesquisadoras e pesquisadores da área podem empregar em suas pesquisas”. Fonte: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da aula 1 – Material para a Impressão. Tema 5: “Metodologias Pós-Estruturalistas para as Relações Internacionais”. Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Teorias Contemporâneas das Relações Internacionais e a importância da metodologia para a pesquisa científica, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, quatro estratégias metodológicas introduzidas nas Relações Internacionais pela abordagem pós-estruturalista: Nota: 0.0Você não pontuou essa questão A Leitura Dupla, Desconstrução, AnáliseEstética e Genealogia. As estratégias de análise pós-estruturalistas afastam-se dos parâmetros positivistas de pesquisa e de ciência, guiando crítica e de desestabilização da presumida objetividade dos discursos acerca da realidade internacional, tendentes a naturalizar e universalizar características contingentes produzidas por processos históricos particulares. Entre tais estratégias metodológicas pós estratégias textuais propostas por Derrida, notadamente a “desconstrução” e a “leitura dupla”; a análise genealógica, presente nas obras finais de Michel Foucault; e a análise estética, elaborada sobretudo a partir dos trabalhos do também francês Jacques Rancière (2004). Referência: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da aula 1 – Material para a Impressão. Tema 5: “Metodologias Pós-Estruturalistas para as Relações Internacionais”. B Historiografia, Método Dialético, Método Dedutivo e Análise Genealógica. C Desconstrução, Estudo de Caso, Comparação Analítica e Bibliometria. D Análise do Discurso, Desconstrução, Técnica Estatística, Problematização. E Análise de Conteúdo, Análise Estética, Análise Documental e Análise Bibliográfica. Questão 4/10 - Teorias Contemporâneas das Relações Internacionais -Leia o texto abaixo: “O construtivismo tem, desde o seu aparecimento na área [de Relações Internacionais], contribuído para uma série de inovações em matéria de argumentos metateóricos, conceitos, modelos analíticos, hipóteses de trabalho e métodos (ADLER, 1999). Várias agendas de pesquisa foram ou criadas por essa abordagem ou fortemente transformadas por ela. De maneira geral, o construtivismo tem se mostrado extremamente útil para a análise de processos de mudança nas relações internacionais”. Fonte: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da aula 2 – Material para a Impressão. Tema 5: “Estudos empíricos de orientação construtivista”. Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Teorias Contemporâneas das Relações Internacionais, assinale a alternativa que indica, corretamente, exemplos de agendas de pesquisa ou abordagens que foram criadas ou fortemente influenciadas pela teoria construtivista: Nota: 0.0Você não pontuou essa questão A Teoria da securitização e abordagem das comunidades epistêmicas. Agendas de pesquisa inteiras, como a das “comunidades epistêmicas” – redes de especialistas dotados de autoridade sobre um domínio particular de políticas (energéticas, ambientais etc.) e imbuídos de crenças normativas comuns – dificilmente poderiam ser executadas fora das perspectivas construtivistas. Tais pesquisas têm colaborado no entendimento de como os conhecimentos produzidos por comunidades de processos de construção política de leis e instituições. A “teoria da securitização”, desenvolvida pela chamada Escola de Cop exemplo de aplicação da abordagem construtivista, desta vez à área de segurança internacional. A Escola, em particular por meio de autores como Barry Buzan e Ole Waever, foi responsável por redefinir o conceito de “segurança”, passando a incorporar ameaças de cunho soc ambiental aos Estados (PEREIRA; BLANCO, 2021). Essa redefinição ocorreu com base nos autores construtivistas ligados à “virada linguística”, Kratochwill e Onuf, mostrando como a noção de “ameaça” (à segurança dos atores) é socialmente construída. Referência: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da aula 2 – empíricos de orientação construtivista”. B Teoria da securitização e neorrealismo estruturalista. C Abordagem das comunidades epistêmicas e neorrealismo estruturalista. D Teoria da securitização e teoria neoliberal. E Teoria da interdependência complexa e neorrealismo estruturalista. Questão 5/10 - Teorias Contemporâneas das Relações Internacionais - Leia o texto abaixo: “O construtivismo tem, desde o seu aparecimento na área, contribuído para uma série de inovações em matéria de argumentos metateóricos, conceitos, modelos analíticos, hipóteses de trabalho e métodos (ADLER, 1999). Várias agendas de pesquisa foram ou criadas por essa abordagem ou fortemente transformadas por ela”. Fonte: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da aula 2 – Material para a Impressão. Tema 5: “Estudos Empíricos de Orientação Construtivista”. Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Teorias Contemporâneas das Relações Internacionais, assinale a alternativa que indica, corretamente, uma das agendas de pesquisa nas RI que foi amplamente influenciada pelo construtivismo: Nota: 0.0Você não pontuou essa questão A A teoria dos efeitos da globalização neoliberal desenvolvida pela Escola de Chicago B A teoria da paz liberal elaborada pelos Estudos Crítica de Segurança Internacional. C A teoria da dependência latino-americana desenvolvida pelos cepalisnos. D A teoria da colonialidade elaborada pela Escola de Estudos Subalternos. E A teoria da securitização desenvolvida pela Escola de Copenhague. A “teoria da securitização”, desenvolvida pela chamada Escola de Copenhague, é um exemplo de aplicação da abordagem construti segurança internacional. A Escola foi responsável por redefinir o conceito de “segurança”, passando a incorpora e ambiental aos Estados (PEREIRA; BLANCO, 2021). Essa redefinição ocorreu com base nos autores construtivistas ligados à “vir Kratochwill e Onuf, mostrando como a noção de “ameaça” (à segurança dos atores) é socialmente construída. O processo de construção social das “ameaças” pressupõe a participação de agentes securitizadores, responsáveis por ações discursivas produtoras de novas normati (intersubjetividade) e entendimentos coletivos, fazendo com que determinado tema seja elevado a um status políticas públicas. Esse processo só é possível graças à aceitação desses discursos por parte de uma audiência, em geral os q burocracias ligadas diretamente ao tema em vias de ser “securitizado”. Referência: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da aula 2 – Material para a Impressão. Tema 5: “ Empíricos de Orientação Construtivista”. Questão 6/10 - Teorias Contemporâneas das Relações Internacionais - Leia o texto abaixo: “[...] os teóricos críticos possuem em comum a negação da epistemologia e da concepção de ciência oriundas do positivismo: negam, sobretudo, a suposta neutralidade normativa defendida pelas teorias dominantes na disciplina de Relações Internacionais, como o realismo e o liberalismo. Como consequência dessa abordagem, a teoria crítica acaba trazendo contribuições importantes para a compreensão dos fenômenos, processos e atores internacionais”. Fonte: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da aula 3 – Material para a Impressão. Tema 5: “Principais contribuições da teoria crítica às Relações Internacionais”. Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Teorias Contemporâneas das Relações Internacionais, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, as principais contribuições às Relações Internacionais de Andrew Linklater e Robert Cox: Nota: 0.0Você não pontuou essa questão A Linklater trouxe para as Relações Internacionais a preocupação com os efeitos do discursos políticos para a conformação das e sociais. Cox, por sua vez, acrescentou ao campo um análise centrada na agência individual. B Linklater permitiu uma análise mais apurada sobre a influência do modo de produção capitalista na formação das característica anarquia internacional. Cox abriu espaço para a consideração acerca das diversas formas de opressão cultural e como estas moldam as identidades dos atores. C Linklater expandiu as preocupações de pesquisa, abrindo espaço para a análise acerca das diversas formas de exclusão no cenár internacional. Cox possibilitou a investigação a respeito das interações existentes entre economia,classes sociais, política doméstica, ideias e política internacional. A obra de Linklater, informada pela perspectiva habermasiana, expande a agenda de pesquisa a respeito de diversas formas de e internacional: (i) exclusões de base étnica ou racial; (ii) de gênero; e também (iii) as oriundas de conflitos e de guerras, como no caso de refugiados. Ela abre também a possibilidade de se pensar a democracia e o direito em uma perspectiva cosmopolita ou pós por outro lado, permitem a análise das interações existentes entre economia, classes sociais, política doméstica, ideias e po de conceitos inspirados na teoria gramsciana, como “hegemonia” ou “bloco histórico”. Tais trabalhos ajudaram a oxigenar as agendas de pesquisa concernentes às transformações do capitalismo global e ao papel das instituições e das ideias nessas transformações. Tal pesp alguns de “neogramsciana”, tem sido seguida por outros importantes autores da área (ver GILL, 2007), como Stephen Gill e A. Claire Cutler. Referência: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da aula 3 – Material para a Impressão. Tema 5: “Principais contribuições da teoria crítica às Relações Internacionais”. D Linklater foi responsável por introduzir nas Relações Internacionais uma metodologia historiográfica crítica, permitindo a de das estruturas históricas. Cox inseriu nas discussões da área o questionamento acerca do papel das identidades na forma ordenamento da política internacional. E Linklater aproximou a área de Relações Internacionais com a teoria social, em especial com a obra de Anthony Giddens, possibi uma análise mais sólida sobre os atores sociais. Cox foi responsável por questionar a predominância epistêmica do paradigma p estruturalista nos estudos internacionais. Questão 7/10 - Teorias Contemporâneas das Relações Internacionais -Leia o texto abaixo: “Voltando ao conceito de ‘estrutura histórica’, Cox a pensa como a integração de três forças distintas: as capacidades materiais; as ideias; e as instituições. As capacidades materiais designam os potenciais produtivos e destrutivos dos Estados: os recursos naturais disponíveis a eles, o desenvolvimento industrial, bem como as capacidades tecnológicas e militares. O plano das ideias é pensado como o dos significados compartilhados intersubjetivamente pelos atores internacionais. [...] Por último, a terceira força que molda a estrutura histórica da ordem mundial, interagindo com as outras duas, é a das instituições: elas são pensadas como ‘amálgamas particulares de ideias e capacidades materiais, as quais por sua vez influenciam o desenvolvimento de ideias e capacidades materiais’ (COX, 1986, p. 219)”. Fonte: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da aula 3 – Material para a Impressão. Tema 3: “Robert Cox”. Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Teorias Contemporâneas das Relações Internacionais, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, como Robert Cox explica as mudanças na ordem mundial, concebida por ele como uma “estrutura histórica”: Nota: 0.0Você não pontuou essa questão A Para Cox, a mudança na ordem mundial é dependente de transformações na natureza dos Estados que a compõem, bem como de proces socioeconômicos que transcendem as fronteiras nacionais (tal como a internacionalização da produção capitalista). Cox compreende a ordem mundial como uma “estrutura histórica”, quer dizer, como um conjunto de relações, entre atores interna longo do tempo. A mudança na ordem mundial é dependente de transformações na natureza dos Estados que a compõem, bem como de processos socioeconômicos que transcendem as fronteiras nacionais (tal como a internacionalização da produção capitalista). De acordo c formas de Estado – como a passagem de um Estado de bem-estar social a um Estado liberal – deriva dos arranjos dinâmicos por meio dos quais Estado e sociedade civil se articulam: alterações na estrutura de classe e nos processos produtivos funcionam como motores de transf ideias e das instituições políticas, gerando efeitos sobre a forma do Estado. Vê-se, assim, que essa abordagem não considera, ao contrário da tradição realista, os Estados como entidades monolíticas e estáticas: eles possuem uma dinâmica conflituosa interna e mudam ao longo do tempo (PEREIRA, BLACNO, 2021). Referência: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da aula 3 – Material para a Impressão. Tema 3: “Robert Cox”. B Para Cox, a mudança na ordem mundial é dependente de transformações na institucionalidade do sistema internacional, quer dize dinâmica dos organismos internacionais e do direito internacional. C Para Cox, a mudança na ordem mundial é produzida pela dinâmica anárquica do sistema internacional, sem influência de processo natureza socioeconômica. D Para Cox, a mudança na ordem mundial é o produto de alterações na maneira como os Estados são socializados pelas interações u os outros. E Para Cox, a mudança na ordem mundial tem como principal motor as trocas discursivas e linguísticas entre atores estatais, tai ameaças e promessas. Questão 8/10 - Teorias Contemporâneas das Relações Internacionais -Leia o texto abaixo: “Enquanto Cox baseia-se em um conjunto de conceitos gramscianos a fim de construir um modelo analítico que busca descrever e explicar o funcionamento e, sobretudo, as transformações da ordem mundial – salientando as possibilidades de construção de ordens alternativas –, a teoria crítica de Linklater dedica-se, como ponto de partida, a questões de caráter normativo. Sua preocupação fundamental é a de imaginar, por meio do diálogo com a Teoria Política e com as Relações Internacionais, uma outra realidade internacional, em que os princípios de emancipação universal se encontrem realizados em novas institucionalidades”. Fonte: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da aula 3 – Material para a Impressão. Tema 4: “Andrew Linklater”. Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Teorias Contemporâneas das Relações Internacionais, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a importância da noção de “dano” na teoria normativa proposta por Andrew Linklater: Nota: 0.0Você não pontuou essa questão A A noção de “dano”, segundo Linklater, pode servir como um ponto de partida para a constituição de uma ética cosmopolita, ao e deveres negativos e positivos vinculando os cidadãos de diferentes Estados nacionais. A noção de “dano”, segundo Linklater, pode servir como um ponto de partida para a constituição de uma ética cosmopolita, ao estabelecer deveres negativos e positivos vinculando os cidadãos de diferentes Estados nacionais. Na sua versão negativa, essa ética prescreve a dano” ao cidadão estrangeiro, o que historicamente tem embasado as legislações internacionais sobre guerra e sobre o baniment de “sofrimento ou crueldade desnecessária”, como no caso da tortura ou do ataque a alvos civis. Mas ta para a constituição de um cosmopolitismo robusto, já que a evitação do “dano” aos “de fora” demanda também deveres positivos, protesto contra a exploração de mão-de-obra estrangeira por empresas multinacionais ou ainda contra a destruição ambiental por parte de Estados ou empresas (LINKLATER, 2002). Referência: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da aula 3 – Linklater”. B A noção de “dano”, segundo Linklater, pode servir como um ponto de partida para a explicação das alterações na ordem mundial, seu caráter de “gatilho” para conflitos internacionais. C A noção de “dano”, segundo Linklater, pode servir como um ponto de partida para a constituição de uma ética nacionalista, ass tradições de cada Estado nacional. D A noção de “dano”, segundo Linklater, pode servir como um ponto de partida para a constituição de uma ética cosmopolita basea deveres negativos, já que tratar de deveres positivos significariauma diminuição das liberdades individuais dos cidadãos. E A noção de “dano”, segundo Linklater, pode servir como um ponto de partida para a reavaliação do direito internacional, assen bases que deixem intacto o caráter nacional da noção de cidadania. Questão 9/10 - Teorias Contemporâneas das Relações Internacionais -Leio o texto abaixo: “O construtivismo reavalia muitos dos pressupostos básicos das teorias até então dominantes nas Relações Internacionais, como o realismo e o neorrealismo. Tal reavaliação é feita, sobretudo, com base em contribuições oriundas de outras disciplinas, como a Teoria Social (em especial, a teoria da estruturação, associada ao sociólogo Anthony Giddens) e a Filosofia da Linguagem (responsável pela chamada “virada linguística” nas ciências humanas em geral)”. Fonte: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da aula 2 – Material para a Impressão. Tema 1: “O construtivismo nas Relações Internacionais”. Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Teorias Contemporâneas das Relações Internacionais, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, as principais divergências entre os construtivistas e as teorias neorrealistas, de autores como Kenneth Waltz: Nota: 0.0Você não pontuou essa questão A Os pontos de maior divergência entre os construtivistas e os neorrealistas residem na maneira como os Estados e o sistema int são caracterizados, bem como o status teórico concedido ao princípio da “anarquia”. Resumidamente, os pontos de maior divergência entre os construtivistas e as teorias dominantes – principalmente, os neorrealistas, representados por autores como Kenneth Waltz – residem: (i) na maneira como os Estados são caracterizados pela visão tr tem como princípio fundamental a sobrevivência e o autointeresse, sendo a segurança e a defesa os aspectos fundamentais de su caracterização realista e neorrealista da realidade internacional, que privilegia os aspectos materiais dela (o poder e os recursos bélicos dos atores); (iii) na naturalização da “anarquia” como princípio imutável desta realidade internacional e, portanto, como principal variável exp comportamento dos atores estatais – o que significa, na prática, a negação de qualquer “agência” ou autonomia de ação aos Estados, reduzidos por essa via a meros efeitos da estrutura (anárquica e desigual) do sistema internacional (PEREIRA; BLANCO, 2021). Referência: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da aula 2 construtivismo nas Relações Internacionais”. B Construtivistas e neorrealistas concordam quanto à maneira como os Estados são caracterizados e pelo autointeresse –, mas divergem quanto ao status teórico concedido ao princípio da “anarquia”. C Construtivistas e neorrealistas discordam quanto à maneira como os Estados e o sistema internacional são caracterizados, mas quanto ao caráter universal e imutável do princípio da “anarquia”. D Os pontos de maior divergência entre construtivistas e neorrealistas residem no papel atribuído por cada teoria aos Estados n os construtivistas, estes continuam a ser os principais atores do sistema internacional; para os neorrealistas, entr financeirização da economia mundial tornaram os Estados nacionais pouco relevantes. E Ainda que concordem quanto à centralidade do princípio da “anarquia” como estruturador do sistema internacional, construtivis neorrealistas discordam quanto ao aspecto da realidade internacional a ser privilegiado pela análise: para neorrealistas, as ideias e a linguagem; para construtivistas, o poder econômico e a capacidade bélica. Questão 10/10 - Teorias Contemporâneas das Relações Internacionais - Leia o texto abaixo: “A introdução do pós-estruturalismo nas Relações Internacionais – assim como de outras vertentes ligadas à “virada reflexiva” dos anos 1980 – como o feminismo e o pós-colonialismo – teve como consequência trazer o tema da “linguagem”, e da relação desta com a realidade internacional, para o centro dos debates na área”. Fonte: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da aula 1 – Material para a Impressão. Tema 4: “Contribuições do Pós-Estruturalismo às Relações Internacionais: Linguagem, Discurso e Textualidade”. Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Teorias Contemporâneas das Relações Internacionais, assinale a alternativa que explica, corretamente, a importância da linguagem para a abordagem pós-estruturalista nas Relações Internacionais: Nota: 0.0Você não pontuou essa questão A A linguagem, por se conformar como o instrumento de representação das relações políticas, religiosas e sociais, é considerada aspecto que apenas importa nas situações nas quais os agentes internacionais manifestam, por meio de discursos formais, o seu posicionamento sobre dada temática. B A linguagem, por se constituir como um sistema de signos que molda a interpretação dos indiv sobre ela, não possui uma função meramente representativa do mundo e da política, mas também é capaz de produzir e alterar a internacional. A visão convencional sobre a “linguagem” a define como “qualquer meio sistemático de comunicar ideias ou sentimentos através de signos convencionais, sonoros, gráficos, gestuais etc.” (HOUAISS, 2009). Esses “signos” (as letras e as palavras que compõem este te funcionam como representações que evocam objetos, ações e fenômenos: a palavra “cavalo” evoca, na mente do leitor ou da leitora, a imagem do animal “cavalo”, ainda que este não esteja fisicamente presente. Essa função “representacional” da linguagem ou “evocar” os objetos e as características da realidade - tem sido salientada e analisada pela tradição filosófica ao menos desde os gregos antigos. A novidade trazida pela abordagem pós-estruturalista é a de enxergar a linguagem para além dessa função represen papel dela como produtora de alterações na própria realidade: nomear algo é interferir ativamente na realidade; é, em certo s abordagem pós-estruturalista atribui, assim, um papel central à linguagem, como sistema de signos que molda a interpretação sobre a realidade e, dessa forma, a maneira como se age sobre ela: “o que é dito ou pensado depende do que uma língua específica, e o seu modo de ver o possível dizer ou pensar” (ibidem). Referência: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da aula 1 – Material para a Impressão. Tema 4: “Contribuições do Pós-Estruturalismo às Relações Internacionais: Linguagem, Discurso e Textualidade C A linguagem, por se conformar como um componente essencialmente cultural e diversificado em suas formas e signos, acaba potencializando os desentendimentos e as rivalidades entre os pesquisadores da disciplina de Relações Internacionais e atrapalhando a evolução da disciplina. D A linguagem, por se constituir no principal de mecanismo de mediação dos diferentes interesses dos seres humanos, possui a funcionalidade de organizar as relações entre os Estados no ambiente internacional e reforçar os laços de amizade pré E A linguagem, por se conformar no veículo de transmissão das informações e representações acerca dos países em organismos internacionais, não possui uma função meramente descritiva do mundo, mas também o papel de conduzir interesses conflitantes.