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Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Teorias Contemporâneas das Relações Internacionais, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a principal crítica da chamada “virada reflexiva”, da qual o pós-estruturalismo é parte fundamental, aos pressupostos positivistas até então hegemônicos na área:

A A “virada reflexiva” em Relações Internacionais foi responsável por questionar a ênfase positivista no caráter interpretativo do conhecimento científico, defendendo, em vez disso, a natureza objetiva desse conhecimento.
B A “virada reflexiva” em Relações Internacionais foi responsável por questionar a busca positivista pela “objetividade” do conhecimento, salientando, em vez disso, que o ato de conhecimento é um processo ativo, do qual a interpretação é parte inescapavelmente constituinte.
C A “virada reflexiva” em Relações Internacionais foi a propulsora de uma série de críticas aos pressupostos positivistas da área, como o da centralidade da linguagem como mediadora da relação entre os Estados no sistema internacional.
D A “virada reflexiva” em Relações Internacionais defendeu a análise objetiva do sistema internacional a fim de identificar padrões e leis nas relações entre os Estados, como é o caso do padrão anárquico descoberto pela tradição realista.
E A “virada reflexiva” em Relações Internacionais questionou a epistemologia positivista, a qual se baseava na análise interpretativa e linguística dos significados das ações dos Estados no sistema internacional.

Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Teorias Contemporâneas das Relações Internacionais, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, as principais contribuições às Relações Internacionais de Andrew Linklater e Robert Cox:

A Linklater trouxe para as Relações Internacionais a preocupação com os efeitos do discursos políticos para a conformação das estruturas sociais. Cox, por sua vez, acrescentou ao campo um análise centrada na agência individual.
B Linklater permitiu uma análise mais apurada sobre a influência do modo de produção capitalista na formação das características da anarquia internacional. Cox abriu espaço para a consideração acerca das diversas formas de opressão cultural e como estas moldam as identidades dos atores.
C Linklater expandiu as preocupações de pesquisa, abrindo espaço para a análise acerca das diversas formas de exclusão no cenário internacional. Cox possibilitou a investigação a respeito das interações existentes entre economia, classes sociais, política doméstica, ideias e política internacional.
D Linklater foi responsável por introduzir nas Relações Internacionais uma metodologia historiográfica crítica, permitindo a análise das estruturas históricas. Cox inseriu nas discussões da área o questionamento acerca do papel das identidades na formação e ordenamento da política internacional.
E Linklater aproximou a área de Relações Internacionais com a teoria social, em especial com a obra de Anthony Giddens, possibilitando uma análise mais sólida sobre os atores sociais. Cox foi responsável por questionar a predominância epistêmica do paradigma neorrealista estruturalista nos estudos internacionais.

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Questões resolvidas

Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Teorias Contemporâneas das Relações Internacionais, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a principal crítica da chamada “virada reflexiva”, da qual o pós-estruturalismo é parte fundamental, aos pressupostos positivistas até então hegemônicos na área:

A A “virada reflexiva” em Relações Internacionais foi responsável por questionar a ênfase positivista no caráter interpretativo do conhecimento científico, defendendo, em vez disso, a natureza objetiva desse conhecimento.
B A “virada reflexiva” em Relações Internacionais foi responsável por questionar a busca positivista pela “objetividade” do conhecimento, salientando, em vez disso, que o ato de conhecimento é um processo ativo, do qual a interpretação é parte inescapavelmente constituinte.
C A “virada reflexiva” em Relações Internacionais foi a propulsora de uma série de críticas aos pressupostos positivistas da área, como o da centralidade da linguagem como mediadora da relação entre os Estados no sistema internacional.
D A “virada reflexiva” em Relações Internacionais defendeu a análise objetiva do sistema internacional a fim de identificar padrões e leis nas relações entre os Estados, como é o caso do padrão anárquico descoberto pela tradição realista.
E A “virada reflexiva” em Relações Internacionais questionou a epistemologia positivista, a qual se baseava na análise interpretativa e linguística dos significados das ações dos Estados no sistema internacional.

Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Teorias Contemporâneas das Relações Internacionais, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, as principais contribuições às Relações Internacionais de Andrew Linklater e Robert Cox:

A Linklater trouxe para as Relações Internacionais a preocupação com os efeitos do discursos políticos para a conformação das estruturas sociais. Cox, por sua vez, acrescentou ao campo um análise centrada na agência individual.
B Linklater permitiu uma análise mais apurada sobre a influência do modo de produção capitalista na formação das características da anarquia internacional. Cox abriu espaço para a consideração acerca das diversas formas de opressão cultural e como estas moldam as identidades dos atores.
C Linklater expandiu as preocupações de pesquisa, abrindo espaço para a análise acerca das diversas formas de exclusão no cenário internacional. Cox possibilitou a investigação a respeito das interações existentes entre economia, classes sociais, política doméstica, ideias e política internacional.
D Linklater foi responsável por introduzir nas Relações Internacionais uma metodologia historiográfica crítica, permitindo a análise das estruturas históricas. Cox inseriu nas discussões da área o questionamento acerca do papel das identidades na formação e ordenamento da política internacional.
E Linklater aproximou a área de Relações Internacionais com a teoria social, em especial com a obra de Anthony Giddens, possibilitando uma análise mais sólida sobre os atores sociais. Cox foi responsável por questionar a predominância epistêmica do paradigma neorrealista estruturalista nos estudos internacionais.

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Questão 1/10 - Teorias Contemporâneas das Relações Internacionais 
- Leia o trecho a seguir: 
 
“Andrew Linklater preocupa-se com a possibilidade de formação de uma comunidade 
global regida por uma ética cosmopolita. O “cosmopolitismo” designa a defesa 
filosófica de uma cidadania ligada ao pertencimento à espécie humana, e não mais 
baseada no pertencimento a um Estado nacional”. 
 
Fonte: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da 
aula 3 – Material para a Impressão. Tema 4: “Andrew Linklater”. 
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Teorias 
Contemporâneas das Relações Internacionais e a importância da obra de 
Andrew Linklater para a Teoria Crítica, assinale a alternativa que apresenta, 
corretamente, como a ideia de cosmopolitismo é incorporada por este autor para 
analisar as relações internacionais: 
Nota: 0.0Você não pontuou essa questão 
 
A Linklater aprofunda a defesa da construção de comunidades políticas nacionais fortes e coesas, de modo que seja possível lida
mais efetiva com os problemas compartilhados pelos indivíduos que compõem estas comunidades.
Você assinalou essa alternativa (A) 
 
B Linklater questiona a tradicional separação entre as esferas da política doméstica e internacional, enfatizando que esta divi
dificultar a gestão de problemas globais urgentes, como a atual crise ambiental/climática. 
A partir da teoria do cosmopolitismo, Linklater problematiza a tradicional separação, no seio da disciplina de Relações Internacionais, entre duas 
esferas de análise: a política doméstica e a política internacional. Tal separação teórica acarreta, segundo o autor, consequ
sobretudo em relação à garantia dos direitos humanos e à gestão de problemas globais urgentes, como as crises ambiental e mig
totalidade da espécie humana, esses problemas não podem ser satisfatoriamente enfrentados por uma institucionalidade internacional baseada em 
Estados e organizações intergovernamentais, demandando, ao contrário, a constituição de uma autêntica comunidade mundial capa
governança humana dos riscos globais. A premissa, aqui, é de que a crescente interconexão política, econômica e ambiental entre os Estados produz 
efeitos que podem afetar potencialmente a toda a humanidade, sendo, portanto, imprescindível que se pense em uma nova institu
internacional em que os cidadãos de todos os países tenham o direito de influenciar os processos decisórios que afetam suas vidas. A fim de investigar 
a possibilidade de constituição de uma tal comunidade global de cidadãos, Linklater salienta a importância de que as Relações
outras disciplinas, como a História e a Sociologia Política, com o objetivo de analisar como diferentes sistemas de Estados p
“convenções cosmopolitas de dano”, capazes de proteger pessoas de maneira universalista, não importa
língua ou etnia. 
 
Referência: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da aula 3 – Material para a Impressão. Tema 4: “Andrew 
Linklater”. 
 
C Linklater concede destaque, com a sua teoria, à visão jurídica/normativa de que os Estados Nacionais precisam ser fortalecido
processo de globalização, podendo assim proteger os seus cidadãos de ameaças externas. 
 
D Linklater defende a construção de uma identidade cultural global cuja base seriam os valores civilizacionais europeus, possib
erradicação das diferenças socioculturais existentes na política internacional. 
 
E Linklater traz uma reflexão sobre a importância da formação de comunidades imaginadas regionais, de modo que as relações de 
vizinhança sirvam de base para a construção de um mundo mais pacífico e justo. 
 
Questão 2/10 - Teorias Contemporâneas das Relações Internacionais 
-Leio o texto a seguir: 
“As abordagens pós-estruturalistas – oriundas, como já dito, sobretudo da filosofia 
francesa contemporânea – passaram a se fazer presentes nas Relações 
Internacionais a partir do final da década de 1980, momento em que a disciplina 
assistia a uma problematização de seus pressupostos fundacionais e a uma 
pluralização de perspectivas, conceitos, metodologias e objetos de estudo. Esse 
momento é denominado por alguns como uma ‘virada reflexiva’ na disciplina (HAMATI-
ATAYA, 2012)”. 
Fonte: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da 
aula 1 – Material para a Impressão. Tema 2: “O Pós-Estruturalismo em Relações 
Internacionais”. 
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Teorias 
Contemporâneas das Relações Internacionais, assinale a alternativa que 
apresenta, corretamente, a principal crítica da chamada “virada reflexiva”, da 
qual o pós-estruturalismo é parte fundamental, aos pressupostos positivistas 
até então hegemônicos na área: 
Nota: 10.0 
 
A A “virada reflexiva” em Relações Internacionais foi responsável por questionar a ênfase positivista no caráter interpretativo
conhecimento científico, defendendo, em vez disso, a natureza objetiva desse conhecimento. 
 
B A “virada reflexiva” em Relações Internacionais foi responsável por questionar a busca positivista pela “objetividade” do con
salientando, em vez disso, que o ato de conhecimento é um processo ativo, do qual a interpretação 
é parte inescapavelmente constituinte. 
Você assinalou essa alternativa (B) 
Você acertou! 
A virada reflexiva – também chamada de “sociológica”, “discursiva” ou “pós-positivista” – recusa o objetivismo inerente à epistemologia positivista, 
argumentando que o ato de conhecimento é um processo ativo, do qual a interpretação – e, portanto, a linguagem e a política 
inescapavelmente constituinte. Não há, sob essa perspectiva filosófica, um mundo a ser “descoberto” ou “desvendado” pelo olhar científico, mas sim 
uma realidade a ser interpretada de acordo com os constrangimentos de um dado contexto linguístico e político. Se, para o pos
inteligível e possuidora de padrões, ciclos e leis que podem ser “descobertas” por meio do escrutínio do teste empírico, para os partidários da “virad
reflexiva”, como os pós-estruturalistas, a realidade apresenta-se dotada de uma complexidade inesgotável de significados que esc
tentativa de redução analítica. 
Referência: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da aula 1 
Estruturalismo em Relações Internacionais”. 
 
C A “virada reflexiva” em Relações Internacionais foi a propulsora de uma série de críticas aos pressupostos positivistas da ár
exemplo, o da centralidade da linguagem como mediadora da relação entre os Estados no sistema internacional.
 
D A “virada reflexiva” em Relações Internacionais defendeu a análise objetiva do sistema internacional a fim
leis nas relações entre os Estados, como é o caso do padrão anárquico descoberto pela tradição realista.
 
E A “virada reflexiva” em Relações Internacionais questionou a epistemologia positivista, a qual se baseava na análise interpre
linguística dos significados das ações dos Estados no sistema internacional. 
 
Questão 3/10 - Teorias Contemporâneas das Relações Internacionais 
- Leia o texto abaixo: 
 
“Além das contribuições do pós-estruturalismo à problematização de alguns dos 
pressupostos subjacentes às teorias tradicionais das Relações Internacionais, autores 
como Derrida e Foucault também oferecem valiosas sugestões às estratégias 
metodológicas que pesquisadoras e pesquisadores da área podem empregar em suas 
pesquisas”. 
 
Fonte: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da 
aula 1 – Material para a Impressão. Tema 5: “Metodologias Pós-Estruturalistas para as 
Relações Internacionais”. 
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Teorias 
Contemporâneas das Relações Internacionais e a importância da metodologia 
para a pesquisa científica, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, 
quatro estratégias metodológicas introduzidas nas Relações Internacionais pela 
abordagem pós-estruturalista: 
Nota: 0.0Você não pontuou essa questão 
 
A Leitura Dupla, Desconstrução, AnáliseEstética e Genealogia. 
As estratégias de análise pós-estruturalistas afastam-se dos parâmetros positivistas de pesquisa e de ciência, guiando
crítica e de desestabilização da presumida objetividade dos discursos acerca da realidade internacional, tendentes a naturalizar e universalizar 
características contingentes produzidas por processos históricos particulares. Entre tais estratégias metodológicas pós
estratégias textuais propostas por Derrida, notadamente a “desconstrução” e a “leitura dupla”; a análise genealógica, presente nas obras finais de 
Michel Foucault; e a análise estética, elaborada sobretudo a partir dos trabalhos do também francês Jacques Rancière (2004).
 
Referência: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da aula 1 – Material para a Impressão. Tema 5: “Metodologias 
Pós-Estruturalistas para as Relações Internacionais”. 
 
B Historiografia, Método Dialético, Método Dedutivo e Análise Genealógica. 
 
C Desconstrução, Estudo de Caso, Comparação Analítica e Bibliometria. 
 
D Análise do Discurso, Desconstrução, Técnica Estatística, Problematização. 
 
E Análise de Conteúdo, Análise Estética, Análise Documental e Análise Bibliográfica. 
 
Questão 4/10 - Teorias Contemporâneas das Relações Internacionais 
-Leia o texto abaixo: 
“O construtivismo tem, desde o seu aparecimento na área [de Relações 
Internacionais], contribuído para uma série de inovações em matéria de argumentos 
metateóricos, conceitos, modelos analíticos, hipóteses de trabalho e métodos (ADLER, 
1999). Várias agendas de pesquisa foram ou criadas por essa abordagem ou 
fortemente transformadas por ela. De maneira geral, o construtivismo tem se mostrado 
extremamente útil para a análise de processos de mudança nas relações 
internacionais”. 
Fonte: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da 
aula 2 – Material para a Impressão. Tema 5: “Estudos empíricos de orientação 
construtivista”. 
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Teorias 
Contemporâneas das Relações Internacionais, assinale a alternativa que indica, 
corretamente, exemplos de agendas de pesquisa ou abordagens que foram 
criadas ou fortemente influenciadas pela teoria construtivista: 
Nota: 0.0Você não pontuou essa questão 
 
A Teoria da securitização e abordagem das comunidades epistêmicas. 
Agendas de pesquisa inteiras, como a das “comunidades epistêmicas” – redes de especialistas dotados de autoridade sobre um domínio particular de 
políticas (energéticas, ambientais etc.) e imbuídos de crenças normativas comuns – dificilmente poderiam ser executadas fora das perspectivas 
construtivistas. Tais pesquisas têm colaborado no entendimento de como os conhecimentos produzidos por comunidades de 
processos de construção política de leis e instituições. A “teoria da securitização”, desenvolvida pela chamada Escola de Cop
exemplo de aplicação da abordagem construtivista, desta vez à área de segurança internacional. A Escola, em particular por meio de autores como 
Barry Buzan e Ole Waever, foi responsável por redefinir o conceito de “segurança”, passando a incorporar ameaças de cunho soc
ambiental aos Estados (PEREIRA; BLANCO, 2021). Essa redefinição ocorreu com base nos autores construtivistas ligados à “virada linguística”, 
Kratochwill e Onuf, mostrando como a noção de “ameaça” (à segurança dos atores) é socialmente construída.
Referência: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da aula 2 –
empíricos de orientação construtivista”. 
 
B Teoria da securitização e neorrealismo estruturalista. 
 
C Abordagem das comunidades epistêmicas e neorrealismo estruturalista. 
 
D Teoria da securitização e teoria neoliberal. 
 
E Teoria da interdependência complexa e neorrealismo estruturalista. 
 
Questão 5/10 - Teorias Contemporâneas das Relações Internacionais 
- Leia o texto abaixo: 
 
“O construtivismo tem, desde o seu aparecimento na área, contribuído para uma série 
de inovações em matéria de argumentos metateóricos, conceitos, modelos analíticos, 
hipóteses de trabalho e métodos (ADLER, 1999). Várias agendas de pesquisa foram 
ou criadas por essa abordagem ou fortemente transformadas por ela”. 
 
Fonte: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da 
aula 2 – Material para a Impressão. Tema 5: “Estudos Empíricos de Orientação 
Construtivista”. 
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Teorias 
Contemporâneas das Relações Internacionais, assinale a alternativa que indica, 
corretamente, uma das agendas de pesquisa nas RI que foi amplamente 
influenciada pelo construtivismo: 
Nota: 0.0Você não pontuou essa questão 
 
A A teoria dos efeitos da globalização neoliberal desenvolvida pela Escola de Chicago 
 
B A teoria da paz liberal elaborada pelos Estudos Crítica de Segurança Internacional. 
 
C A teoria da dependência latino-americana desenvolvida pelos cepalisnos. 
 
D A teoria da colonialidade elaborada pela Escola de Estudos Subalternos. 
 
E A teoria da securitização desenvolvida pela Escola de Copenhague. 
A “teoria da securitização”, desenvolvida pela chamada Escola de Copenhague, é um exemplo de aplicação da abordagem construti
segurança internacional. A Escola foi responsável por redefinir o conceito de “segurança”, passando a incorpora
e ambiental aos Estados (PEREIRA; BLANCO, 2021). Essa redefinição ocorreu com base nos autores construtivistas ligados à “vir
Kratochwill e Onuf, mostrando como a noção de “ameaça” (à segurança dos atores) é socialmente construída. O processo de construção social das 
“ameaças” pressupõe a participação de agentes securitizadores, responsáveis por ações discursivas produtoras de novas normati
(intersubjetividade) e entendimentos coletivos, fazendo com que determinado tema seja elevado a um status
políticas públicas. Esse processo só é possível graças à aceitação desses discursos por parte de uma audiência, em geral os q
burocracias ligadas diretamente ao tema em vias de ser “securitizado”. 
 
Referência: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da aula 2 – Material para a Impressão. Tema 5: “
Empíricos de Orientação Construtivista”. 
 
Questão 6/10 - Teorias Contemporâneas das Relações Internacionais 
- Leia o texto abaixo: 
 
“[...] os teóricos críticos possuem em comum a negação da epistemologia e da 
concepção de ciência oriundas do positivismo: negam, sobretudo, a suposta 
neutralidade normativa defendida pelas teorias dominantes na disciplina de Relações 
Internacionais, como o realismo e o liberalismo. Como consequência dessa 
abordagem, a teoria crítica acaba trazendo contribuições importantes para a 
compreensão dos fenômenos, processos e atores internacionais”. 
 
Fonte: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da 
aula 3 – Material para a Impressão. Tema 5: “Principais contribuições da teoria crítica 
às Relações Internacionais”. 
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Teorias 
Contemporâneas das Relações Internacionais, assinale a alternativa que 
apresenta, corretamente, as principais contribuições às Relações Internacionais 
de Andrew Linklater e Robert Cox: 
Nota: 0.0Você não pontuou essa questão 
 
A Linklater trouxe para as Relações Internacionais a preocupação com os efeitos do discursos políticos para a conformação das e
sociais. Cox, por sua vez, acrescentou ao campo um análise centrada na agência individual. 
 
B Linklater permitiu uma análise mais apurada sobre a influência do modo de produção capitalista na formação das característica
anarquia internacional. Cox abriu espaço para a consideração acerca das diversas formas de opressão cultural e como estas moldam as 
identidades dos atores. 
 
C Linklater expandiu as preocupações de pesquisa, abrindo espaço para a análise acerca das diversas formas de exclusão no cenár
internacional. Cox possibilitou a investigação a respeito das interações existentes entre economia,classes sociais, política doméstica, 
ideias e política internacional. 
A obra de Linklater, informada pela perspectiva habermasiana, expande a agenda de pesquisa a respeito de diversas formas de e
internacional: (i) exclusões de base étnica ou racial; (ii) de gênero; e também (iii) as oriundas de conflitos e de guerras, como no caso de refugiados. 
Ela abre também a possibilidade de se pensar a democracia e o direito em uma perspectiva cosmopolita ou pós
por outro lado, permitem a análise das interações existentes entre economia, classes sociais, política doméstica, ideias e po
de conceitos inspirados na teoria gramsciana, como “hegemonia” ou “bloco histórico”. Tais trabalhos ajudaram a oxigenar as agendas de pesquisa 
concernentes às transformações do capitalismo global e ao papel das instituições e das ideias nessas transformações. Tal pesp
alguns de “neogramsciana”, tem sido seguida por outros importantes autores da área (ver GILL, 2007), como Stephen Gill e A. Claire Cutler.
 
Referência: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da aula 3 – Material para a Impressão. Tema 5: “Principais 
contribuições da teoria crítica às Relações Internacionais”. 
 
 
D Linklater foi responsável por introduzir nas Relações Internacionais uma metodologia historiográfica crítica, permitindo a de
das estruturas históricas. Cox inseriu nas discussões da área o questionamento acerca do papel das identidades na forma
ordenamento da política internacional. 
 
E Linklater aproximou a área de Relações Internacionais com a teoria social, em especial com a obra de Anthony Giddens, possibi
uma análise mais sólida sobre os atores sociais. Cox foi responsável por questionar a predominância epistêmica do paradigma p
estruturalista nos estudos internacionais. 
 
Questão 7/10 - Teorias Contemporâneas das Relações Internacionais 
-Leia o texto abaixo: 
“Voltando ao conceito de ‘estrutura histórica’, Cox a pensa como a integração de três 
forças distintas: as capacidades materiais; as ideias; e as instituições. As capacidades 
materiais designam os potenciais produtivos e destrutivos dos Estados: os recursos 
naturais disponíveis a eles, o desenvolvimento industrial, bem como as capacidades 
tecnológicas e militares. O plano das ideias é pensado como o dos significados 
compartilhados intersubjetivamente pelos atores internacionais. [...] Por último, a 
terceira força que molda a estrutura histórica da ordem mundial, interagindo com as 
outras duas, é a das instituições: elas são pensadas como ‘amálgamas particulares de 
ideias e capacidades materiais, as quais por sua vez influenciam o desenvolvimento 
de ideias e capacidades materiais’ (COX, 1986, p. 219)”. 
Fonte: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da 
aula 3 – Material para a Impressão. Tema 3: “Robert Cox”. 
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Teorias 
Contemporâneas das Relações Internacionais, assinale a alternativa que 
apresenta, corretamente, como Robert Cox explica as mudanças na ordem 
mundial, concebida por ele como uma “estrutura histórica”: 
Nota: 0.0Você não pontuou essa questão 
 
A Para Cox, a mudança na ordem mundial é dependente de transformações na natureza dos Estados que a compõem, bem como de proces
socioeconômicos que transcendem as fronteiras nacionais (tal como a internacionalização da produção capitalista).
Cox compreende a ordem mundial como uma “estrutura histórica”, quer dizer, como um conjunto de relações, entre atores interna
longo do tempo. A mudança na ordem mundial é dependente de transformações na natureza dos Estados que a compõem, bem como de processos 
socioeconômicos que transcendem as fronteiras nacionais (tal como a internacionalização da produção capitalista). De acordo c
formas de Estado – como a passagem de um Estado de bem-estar social a um Estado liberal – deriva dos arranjos dinâmicos por meio dos quais Estado 
e sociedade civil se articulam: alterações na estrutura de classe e nos processos produtivos funcionam como motores de transf
ideias e das instituições políticas, gerando efeitos sobre a forma do Estado. Vê-se, assim, que essa abordagem não considera, ao contrário da tradição 
realista, os Estados como entidades monolíticas e estáticas: eles possuem uma dinâmica conflituosa interna e mudam ao longo do tempo (PEREIRA, 
BLACNO, 2021). 
Referência: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da aula 3 – Material para a Impressão. Tema 3: “Robert Cox”.
 
B Para Cox, a mudança na ordem mundial é dependente de transformações na institucionalidade do sistema internacional, quer dize
dinâmica dos organismos internacionais e do direito internacional. 
 
C Para Cox, a mudança na ordem mundial é produzida pela dinâmica anárquica do sistema internacional, sem influência de processo
natureza socioeconômica. 
 
D Para Cox, a mudança na ordem mundial é o produto de alterações na maneira como os Estados são socializados pelas interações u
os outros. 
 
E Para Cox, a mudança na ordem mundial tem como principal motor as trocas discursivas e linguísticas entre atores estatais, tai
ameaças e promessas. 
 
Questão 8/10 - Teorias Contemporâneas das Relações Internacionais 
-Leia o texto abaixo: 
“Enquanto Cox baseia-se em um conjunto de conceitos gramscianos a fim de construir 
um modelo analítico que busca descrever e explicar o funcionamento e, sobretudo, as 
transformações da ordem mundial – salientando as possibilidades de construção de 
ordens alternativas –, a teoria crítica de Linklater dedica-se, como ponto de partida, a 
questões de caráter normativo. Sua preocupação fundamental é a de imaginar, por 
meio do diálogo com a Teoria Política e com as Relações Internacionais, uma outra 
realidade internacional, em que os princípios de emancipação universal se encontrem 
realizados em novas institucionalidades”. 
Fonte: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da 
aula 3 – Material para a Impressão. Tema 4: “Andrew Linklater”. 
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Teorias 
Contemporâneas das Relações Internacionais, assinale a alternativa que 
apresenta, corretamente, a importância da noção de “dano” na teoria normativa 
proposta por Andrew Linklater: 
Nota: 0.0Você não pontuou essa questão 
 
A A noção de “dano”, segundo Linklater, pode servir como um ponto de partida para a constituição de uma ética cosmopolita, ao e
deveres negativos e positivos vinculando os cidadãos de diferentes Estados nacionais. 
A noção de “dano”, segundo Linklater, pode servir como um ponto de partida para a constituição de uma ética cosmopolita, ao estabelecer deveres 
negativos e positivos vinculando os cidadãos de diferentes Estados nacionais. Na sua versão negativa, essa ética prescreve a 
dano” ao cidadão estrangeiro, o que historicamente tem embasado as legislações internacionais sobre guerra e sobre o baniment
de “sofrimento ou crueldade desnecessária”, como no caso da tortura ou do ataque a alvos civis. Mas ta
para a constituição de um cosmopolitismo robusto, já que a evitação do “dano” aos “de fora” demanda também deveres positivos,
protesto contra a exploração de mão-de-obra estrangeira por empresas multinacionais ou ainda contra a destruição ambiental por parte de Estados ou 
empresas (LINKLATER, 2002). 
Referência: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da aula 3 –
Linklater”. 
 
B A noção de “dano”, segundo Linklater, pode servir como um ponto de partida para a explicação das alterações na ordem mundial,
seu caráter de “gatilho” para conflitos internacionais. 
 
C A noção de “dano”, segundo Linklater, pode servir como um ponto de partida para a constituição de uma ética nacionalista, ass
tradições de cada Estado nacional. 
 
D A noção de “dano”, segundo Linklater, pode servir como um ponto de partida para a constituição de uma ética cosmopolita basea
deveres negativos, já que tratar de deveres positivos significariauma diminuição das liberdades individuais dos cidadãos.
 
E A noção de “dano”, segundo Linklater, pode servir como um ponto de partida para a reavaliação do direito internacional, assen
bases que deixem intacto o caráter nacional da noção de cidadania. 
 
Questão 9/10 - Teorias Contemporâneas das Relações Internacionais 
-Leio o texto abaixo: 
“O construtivismo reavalia muitos dos pressupostos básicos das teorias até então 
dominantes nas Relações Internacionais, como o realismo e o neorrealismo. Tal 
reavaliação é feita, sobretudo, com base em contribuições oriundas de outras 
disciplinas, como a Teoria Social (em especial, a teoria da estruturação, associada ao 
sociólogo Anthony Giddens) e a Filosofia da Linguagem (responsável pela chamada 
“virada linguística” nas ciências humanas em geral)”. 
Fonte: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da 
aula 2 – Material para a Impressão. Tema 1: “O construtivismo nas Relações 
Internacionais”. 
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Teorias 
Contemporâneas das Relações Internacionais, assinale a alternativa que 
apresenta, corretamente, as principais divergências entre os construtivistas e as 
teorias neorrealistas, de autores como Kenneth Waltz: 
Nota: 0.0Você não pontuou essa questão 
 
A Os pontos de maior divergência entre os construtivistas e os neorrealistas residem na maneira como os Estados e o sistema int
são caracterizados, bem como o status teórico concedido ao princípio da “anarquia”. 
Resumidamente, os pontos de maior divergência entre os construtivistas e as teorias dominantes – principalmente, os neorrealistas, representados por 
autores como Kenneth Waltz – residem: (i) na maneira como os Estados são caracterizados pela visão tr
tem como princípio fundamental a sobrevivência e o autointeresse, sendo a segurança e a defesa os aspectos fundamentais de su
caracterização realista e neorrealista da realidade internacional, que privilegia os aspectos materiais dela (o poder e os recursos bélicos dos atores); (iii) 
na naturalização da “anarquia” como princípio imutável desta realidade internacional e, portanto, como principal variável exp
comportamento dos atores estatais – o que significa, na prática, a negação de qualquer “agência” ou autonomia de ação aos Estados, reduzidos por essa 
via a meros efeitos da estrutura (anárquica e desigual) do sistema internacional (PEREIRA; BLANCO, 2021).
Referência: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da aula 2 
construtivismo nas Relações Internacionais”. 
 
B Construtivistas e neorrealistas concordam quanto à maneira como os Estados são caracterizados 
e pelo autointeresse –, mas divergem quanto ao status teórico concedido ao princípio da “anarquia”.
 
C Construtivistas e neorrealistas discordam quanto à maneira como os Estados e o sistema internacional são caracterizados, mas 
quanto ao caráter universal e imutável do princípio da “anarquia”. 
 
D Os pontos de maior divergência entre construtivistas e neorrealistas residem no papel atribuído por cada teoria aos Estados n
os construtivistas, estes continuam a ser os principais atores do sistema internacional; para os neorrealistas, entr
financeirização da economia mundial tornaram os Estados nacionais pouco relevantes. 
 
E Ainda que concordem quanto à centralidade do princípio da “anarquia” como estruturador do sistema internacional, construtivis
neorrealistas discordam quanto ao aspecto da realidade internacional a ser privilegiado pela análise: para neorrealistas, as ideias e a 
linguagem; para construtivistas, o poder econômico e a capacidade bélica. 
 
Questão 10/10 - Teorias Contemporâneas das Relações 
Internacionais 
- Leia o texto abaixo: 
 
“A introdução do pós-estruturalismo nas Relações Internacionais – assim como de 
outras vertentes ligadas à “virada reflexiva” dos anos 1980 – como o feminismo e o 
pós-colonialismo – teve como consequência trazer o tema da “linguagem”, e da 
relação desta com a realidade internacional, para o centro dos debates na área”. 
 
Fonte: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da 
aula 1 – Material para a Impressão. Tema 4: “Contribuições do Pós-Estruturalismo às 
Relações Internacionais: Linguagem, Discurso e Textualidade”. 
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Teorias 
Contemporâneas das Relações Internacionais, assinale a alternativa que explica, 
corretamente, a importância da linguagem para a abordagem pós-estruturalista 
nas Relações Internacionais: 
 
Nota: 0.0Você não pontuou essa questão 
 
A A linguagem, por se conformar como o instrumento de representação das relações políticas, religiosas e sociais, é considerada
aspecto que apenas importa nas situações nas quais os agentes internacionais manifestam, por meio de discursos formais, o seu 
posicionamento sobre dada temática. 
 
B A linguagem, por se constituir como um sistema de signos que molda a interpretação dos indiv
sobre ela, não possui uma função meramente representativa do mundo e da política, mas também é capaz de produzir e alterar a 
internacional. 
A visão convencional sobre a “linguagem” a define como “qualquer meio sistemático de comunicar ideias ou sentimentos através de signos 
convencionais, sonoros, gráficos, gestuais etc.” (HOUAISS, 2009). Esses “signos” (as letras e as palavras que compõem este te
funcionam como representações que evocam objetos, ações e fenômenos: a palavra “cavalo” evoca, na mente do leitor ou da leitora, a imagem do 
animal “cavalo”, ainda que este não esteja fisicamente presente. Essa função “representacional” da linguagem 
ou “evocar” os objetos e as características da realidade - tem sido salientada e analisada pela tradição filosófica ao menos desde os gregos antigos. A 
novidade trazida pela abordagem pós-estruturalista é a de enxergar a linguagem para além dessa função represen
papel dela como produtora de alterações na própria realidade: nomear algo é interferir ativamente na realidade; é, em certo s
abordagem pós-estruturalista atribui, assim, um papel central à linguagem, como sistema de signos que molda a interpretação sobre a realidade e, dessa 
forma, a maneira como se age sobre ela: “o que é dito ou pensado depende do que uma língua específica, e o seu modo de ver o 
possível dizer ou pensar” (ibidem). 
 
Referência: Teoria Contemporânea das Relações Internacionais. Rota de Aprendizagem da aula 1 – Material para a Impressão. Tema 4: 
“Contribuições do Pós-Estruturalismo às Relações Internacionais: Linguagem, Discurso e Textualidade
 
C A linguagem, por se conformar como um componente essencialmente cultural e diversificado em suas formas e signos, acaba 
potencializando os desentendimentos e as rivalidades entre os pesquisadores da disciplina de Relações Internacionais e atrapalhando a 
evolução da disciplina. 
 
D A linguagem, por se constituir no principal de mecanismo de mediação dos diferentes interesses dos seres humanos, possui a 
funcionalidade de organizar as relações entre os Estados no ambiente internacional e reforçar os laços de amizade pré
 
E A linguagem, por se conformar no veículo de transmissão das informações e representações acerca dos países em organismos 
internacionais, não possui uma função meramente descritiva do mundo, mas também o papel de conduzir interesses conflitantes.

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