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Que o olhar não se perca nas tulipas Pois formas tão perfeitas de beleza Vêm do fulgor das trevas. E o meu Senhor habita o rutilante escuro. De um suposto de heras em alto muro. Que este amor só me faça descontente E farta de fadigas. E de fragilidades tantas Eu me faça pequena. E diminuta e tenra Como só soem ser aranhas e formigas. Que este amor só me veja de partida. HILST, Hilda. Cantares. Texto 6 Por hoje é só. OBRA parida com a mesma incessante INCOMPLETUDE. Sempre tendente a ser outra coisa. Carente de ser mais. Sob o signo do ou. O U. Transbordar, pintar e bordar, romper as amarras, soltar-se das margens, desbordar, ultrapassar as bordas, transmudar-se, não restar só sendo si-mesmo, virar ou-tros seres. Móbil. OBRAS DA INCOMPLETUDE. De qualquer modo intenso deixar algumas BROCAS no muro do mundo: esta é uma arquetípica ficção-consolo dum intempestivo. O U Pois que ou-tra alternativa há senão convocar as tropas do exército de virtualidades do duo vocálico O U? Cobra que muda de pele. E se embrulha em duas vogais para fazer a travessia do rio a vau. Vadear. O U Sob o signo de PROTEU vencerás. Quem é esse Proteu intrometido texto a dentro pra vadiar? BANCO DE DADOS: Proteu: mitologia grega: deus marinho recebera de seu pai, Posêidon, o dom da profecia e a capacidade de se metamorfosear, o poder de variar de forma, a seu bel prazer. Sob o signo de PROTEU vencerás. Por cima do cotidiano estéril de horrível fixidez careta demais Que máximo prazer, ser ou 71