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Entendendo os Resíduos e sua 
Problemática
Tratamento de 
Resíduos Sólidos
Diretor Executivo 
DAVID LIRA STEPHEN BARROS
Gerente Editorial 
CRISTIANE SILVEIRA CESAR DE OLIVEIRA
Projeto Gráfico 
TIAGO DA ROCHA
Autoria 
MARYELLA JÚNNIA FERREIRA E SILVA
AUTORIA
Maryella Júnnia Ferreira e Silva
Sou formada em Engenharia Florestal, com uma experiência 
técnico-profissional na área de Gestão Ambiental e Tecnologia da madeira 
de mais de 5 anos. Sou Mestre em Ciência e Tecnologia da Madeira pela 
UFLA. Juntamente com a empresa Klabin passei por estudos voltados 
ao desenvolvimento de materiais resistentes e biodegradáveis, que 
diminuem a poluição ambiental e aumentam a efetividade na degradação, 
diminuindo o acúmulo de resíduos sólidos. Sou apaixonada pelo que faço 
e adoro transmitir minha experiência de vida àqueles que estão iniciando 
em suas profissões. Por isso fui convidada pela Editora Telesapiens a 
integrar seu elenco de autores independentes. Estou muito feliz em poder 
ajudar você nesta fase de muito estudo e trabalho. 
Conte comigo!
ICONOGRÁFICOS
Olá. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez 
que:
OBJETIVO:
para o início do 
desenvolvimento de 
uma nova compe-
tência;
DEFINIÇÃO:
houver necessidade 
de se apresentar um 
novo conceito;
NOTA:
quando forem 
necessários obser-
vações ou comple-
mentações para o 
seu conhecimento;
IMPORTANTE:
as observações 
escritas tiveram que 
ser priorizadas para 
você;
EXPLICANDO 
MELHOR: 
algo precisa ser 
melhor explicado ou 
detalhado;
VOCÊ SABIA?
curiosidades e 
indagações lúdicas 
sobre o tema em 
estudo, se forem 
necessárias;
SAIBA MAIS: 
textos, referências 
bibliográficas e links 
para aprofundamen-
to do seu conheci-
mento;
REFLITA:
se houver a neces-
sidade de chamar a 
atenção sobre algo 
a ser refletido ou dis-
cutido sobre;
ACESSE: 
se for preciso aces-
sar um ou mais sites 
para fazer download, 
assistir vídeos, ler 
textos, ouvir podcast;
RESUMINDO:
quando for preciso 
se fazer um resumo 
acumulativo das últi-
mas abordagens;
ATIVIDADES: 
quando alguma 
atividade de au-
toaprendizagem for 
aplicada;
TESTANDO:
quando o desen-
volvimento de uma 
competência for 
concluído e questões 
forem explicadas;
SUMÁRIO
Caracterização dos Resíduos ................................................................. 12
O que são Resíduos Sólidos? ................................................................................................. 12
Classificação de Resíduos ........................................................................................................ 14
Resíduos Classe I – Perigosos ............................................................................ 15
Resíduos Classe II – Não Perigosos ............................................................... 16
Origem dos Resíduos Sólidos ................................................................................................ 16
Resíduos Domésticos ............................................................................................... 16
Resíduos de Estabelecimentos Comerciais ............................................. 18
Resíduos Industriais.................................................................................................... 18
Resíduos de Limpeza Pública ............................................................................ 18
Resíduos de Construção Civil ............................................................................. 18
Resíduos de Serviços de Saúde ....................................................................... 19
Resíduos Rurais ............................................................................................................ 20
Características dos Resíduos................................................................................................. 20
Resíduos Orgânicos ................................................................................................... 20
Resíduos Inorgânicos ................................................................................................ 21
Resíduos Recicláveis ................................................................................................. 21
Resíduos não Recicláveis .......................................................................................22
Outras Características ...............................................................................................22
Definição de Lixo e Resíduos Sólidos .................................................24
Diferença entre Lixo e Resíduo Sólido? ..........................................................................24
Princípio dos 3 R’s ...........................................................................................................................25
Reduzir .................................................................................................................................27
Reutilizar/Reaproveitar ............................................................................................29
Reciclar ................................................................................................................................ 31
Problemática da Geração de Resíduos .............................................36
Fontes de Dados da Geração de Resíduos................................................................. 36
ISWA...................................................................................................................................... 36
ABRELPE ........................................................................................................................... 38
Geração de Resíduos Sólidos no Mundo ..................................................................... 40
Geração de Resíduos Sólidos no Brasil ..........................................................................43
A Problemática dos Resíduos de Serviço de Saúde .....................46
Resíduos de Serviços de Saúde ..........................................................................................47
Resíduos da Construção Civil ................................................................................................. 51
Resíduos Diversos ..........................................................................................................................53
Embalagens de Agrotóxicos ................................................................................53
Pneus ................................................................................................................................... 56
Pilhas e Baterias ........................................................................................................... 59
Óleos Lubrificantes .................................................................................................... 59
Óleo Vegetal ...................................................................................................................60
Lâmpadas Fluorescentes e de Descarga Gasosa ...............................62
9
UNIDADE
01
Tratamento de Resíduos Sólidos
10
INTRODUÇÃO
Com a Revolução Industrial e o desenvolvimento humano, veio 
o crescimento desordenado da população das grandes cidades e com 
isso o consumo desenfreado, como consequência diversos problemas 
ambientais vêm sendo causados. No Brasil, a cultura do desperdício de 
materiais diversos é apontada como um entrave à Gestão de Resíduos 
(SILVA e ANDREOLI, 2010) que é um dos temas mais importantes quando 
se trata do cuidado com o meio ambiente e com a sociedade. A gestão 
de resíduos sólidos abrange um vasto número de tópicos, como o 
cumprimento da legislação vigente, a busca pela aplicação das melhorias 
práticas, a classificação e destinação correta dos resíduos, entre tantos 
outros.
Tratamento de Resíduos Sólidos
11
OBJETIVOS
Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 1. Até o término desta etapa de 
estudos, nossoobjetivo é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes 
competências profissionais:
1. Classificar os tipos de resíduos com base em suas características 
físicas e funcionais.
2. Diferenciar lixo de resíduos sólidos.
3. Discernir sobre a problemática da geração de resíduos.
4. Identificar e avaliar os impactos dos resíduos de serviço de saúde, 
embalagens de agrotóxicos, pneus, pilhas e baterias, resíduos da 
construção civil, óleos lubrificantes, óleo vegetal e lâmpadas.
Tratamento de Resíduos Sólidos
12
Caracterização dos Resíduos
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo você será capaz de classificar os 
tipos de resíduos com base em suas características físicas 
e funcionais. Isto será fundamental para o exercício de sua 
profissão. As pessoas que tentaram classificar os tipos de 
resíduos para descarte sem a devida instrução tiveram 
problemas na correta classificação, o que pode acarretar 
problemas legais. E então? Motivado para desenvolver esta 
competência? Então vamos lá!
O que são Resíduos Sólidos?
Diversos problemas ambientais estão surgindo com o consumo 
desenfreado, desencadeado pelo crescimento desordenado da 
população, e desse consumo tem sido gerado grandes quantidades 
de resíduos sólidos. O que vemos é que os resíduos domiciliares são 
dispostos sem controle algum, e esses resíduos são de difícil gestão, 
visto que são compostos por vários tipos de materiais. A prática do mal 
descarte traz graves consequências, como a contaminação do ar, do 
solo, das águas de modo geral, lugar propício para a proliferação de 
organismos patogênicos, e também são vetores de doenças, trazendo 
sérios impactos à saúde pública. 
A presença de resíduos sólidos oriundos das indústrias e dos 
serviços de saúde em geral nos depósitos destinados aos resíduos 
domésticos, agrava ainda mais o quadro de contaminação ambiental. 
Diante disso, é necessário buscar formas de descartes que favoreçam o 
desenvolvimento sustentável, diminuindo assim a degradação ambiental 
que esses resíduos trazem ao meio ambiente. Mas antes de tudo, devemos 
saber o que são esses resíduos sólidos, que são gerados a todo momento 
em nosso cotidiano?
Tratamento de Resíduos Sólidos
13
Segundo a PNRS – Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 
nº 12.305/2010), são considerados resíduos sólidos todo material, 
substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas 
em sociedade, cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou 
se está obrigado a proceder, nos estados sólido ou semissólido, bem 
como gases contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades 
tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em 
corpos d’água, ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente 
inviáveis em face da melhor tecnologia disponível.
De acordo com a NBR 10004/2004 a definição para resíduos sólidos 
é resíduos nos estados sólido e semissólido, que resultam de atividades de 
origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços 
e de varrição. Ficam incluídos nesta definição os lodos provenientes de 
sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em equipamentos e 
instalações de controle de poluição, bem como determinados líquidos 
cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública 
de esgotos ou corpos de água, ou exijam para isso soluções técnica e 
economicamente inviáveis em face à melhor tecnologia disponível.
A NBR 10004 ainda classifica os resíduos quanto aos riscos 
potenciais ao meio ambiente e à saúde pública. Outras normas utilizadas 
para completar essa classificação são as seguintes:
EXEMPLO:
 • Resolução ANTT 420/2004 – Regulamento do transporte terrestre 
de produtos perigosos.
 • ABNT NBR 10005/2004 – Procedimento para obtenção de extrato 
lixiviado de resíduos sólidos.
 • ABNT NBR 10007/2004 – Amostragem de resíduos sólidos.
 • ABNT NBR 12808/1993 - Resíduos de serviço de saúde – 
Classificação.
 • ABNT NBR 14725 – Ficha de informação de Segurança de Produtos 
Químicos (FISPQ).
Tratamento de Resíduos Sólidos
14
 • ABNT NBR 10157 – Aterros de resíduos perigosos - Critérios para 
projeto, construção e operação.
 • ABNT NBR 10006/2004 – Procedimentos para obtenção de 
extrato solubilizado de resíduos sólidos.
 • ABNT NBR 14598/2000 – Produtos de petróleo – Determinação 
do ponto de fulgor.
 • ABNT NBR 11174 – Armazenamento de resíduos inertes (II b) e não 
inertes (II a).
 • ABNT NBR 12235 – Armazenamento de resíduos sólidos perigosos.
Classificação de Resíduos
De acordo com a NBR 10004/2004, para uma correta classificação 
de resíduos, envolve-se a identificação do processo ou atividade que 
deu origem a seus constituintes e características, e a comparação destes 
constituintes com listagens de resíduos e substâncias cujo impacto à 
saúde e ao meio ambiente é conhecido. A identificação dos constituintes 
a serem avaliados na caracterização do resíduo deve ser criteriosa e 
estabelecida de acordo com as matérias-primas, os insumos e o processo 
que lhe deu origem.
VOCÊ SABIA?
Os resíduos são classificados pela NBR 10004/2004 em:
a. Resíduos classe I – Perigosos.
b. Resíduos classe II - Não perigosos.
 • Resíduos classe II A – Não inertes.
 • Resíduos classe II B – Inertes.
Tratamento de Resíduos Sólidos
15
Resíduos Classe I – Perigosos
Esses resíduos apresentam como características inflamabilidade, 
corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade, eles apresentam 
riscos à saúde pública e ao meio ambiente. 
Figura 1 – Aviso de atenção ácido/corrosivo 
Fonte: Pixabay (2013).
Esse tipo de resíduo provoca, direta ou indiretamente, o aumento 
da mortalidade e também gera o aumento de doenças, pode além disso 
tudo, causar efeitos adversos ao meio ambiente quando manuseados de 
forma errada. 
Tratamento de Resíduos Sólidos
16
Resíduos Classe II – Não Perigosos
Resíduos classe II A – Não inertes
Aqueles que não se enquadram nas classificações de resíduos 
classe I - Perigosos ou de resíduos classe II B - Inertes, nos termos desta 
Norma. Os resíduos classe II A – Não inertes podem ter propriedades, tais 
como: biodegradabilidade, combustibilidade ou solubilidade em água.
Resíduos classe II B - Inertes
Quaisquer resíduos que, quando amostrados de uma forma 
representativa, segundo a ABNT NBR 10007, e submetidos a um contato 
dinâmico e estático com água destilada ou desionizada, à temperatura 
ambiente, conforme ABNT NBR 10006, não tiverem nenhum de seus 
constituintes solubilizados a concentrações superiores aos padrões de 
potabilidade de água, excetuando-se aspecto, cor, turbidez, dureza e 
sabor, conforme anexo G.
ACESSE:
Para saber mais da NBR 10004/2004 e sobre os anexos 
com os materiais que compõem os resíduos sólidos acesse 
aqui. 
Origem dos Resíduos Sólidos
Os resíduos sólidos urbanos têm diversas origens, iremos falar um 
pouco sobre cada um deles.
Resíduos Domésticos
Esse resíduo é gerado em residências, em sua maior parte 
composto de resíduos orgânicos como restos de alimentos, cascas de 
frutas e verduras, como também embalagens em geral e rejeitos, como 
jornais, revistas, papéis em geral, fraldas descartáveis, embalagens, 
garrafas, latas e plásticos em geral.
Tratamento de Resíduos Sólidos
http://www.abnt.org.br/
17
Figura 2 – Garrafas plásticas
Fonte: Pixabay (2013).
IMPORTANTE:
Resíduos domésticos tais como embalagens de alimentos 
feitas de plástico, vidro e alumínio, podem e devem ser 
higienizados antes de serem descartados, e de preferência 
descartados separadamente. Assim as embalagens 
higienizadas evitam o acúmulo de podridão e degradação 
de resto de alimentos, assim como a proliferação de 
pequenos bichos, além de que essas embalagens 
separadas podem ser reaproveitadas e/ou recicladas, 
diminuindo o acúmulo de resíduos.
Tratamento de Resíduos Sólidos
18
Resíduos de Estabelecimentos Comerciais
Dependendo da atividade do estabelecimento, como hotéis, 
barese restaurantes, a predominância dos resíduos são orgânicos, como 
os domésticos. Já em escritórios, bancos e lojas, a predominância dos 
resíduos são secos, como papéis, caixas de papelão, plástico, vidros, 
entre outros. 
Resíduos Industriais
A composição e características dos resíduos industriais são 
extremamente variadas, pois suas origens são de diversas fontes, como 
indústrias metalúrgicas, alimentícias, químicas, celulose, pneumática 
entre outras. Nos resíduos gerados vêm borrachas, metal, óleos, fibras, 
cinzas entre tantos outros.
Resíduos de Limpeza Pública
Os resíduos de limpeza pública são provenientes dos serviços de 
limpeza urbana, limpeza de ruas, calçadas, praças e parques, presença 
de animais mortos, resíduos de limpeza de jardins, podas de árvores, 
veículos abandonados, máquinas e entulhos em geral. A limpeza de 
praias, galerias, córregos e terrenos também geram bastantes resíduos 
sólidos, principalmente de embalagens em geral. 
Resíduos de Construção Civil
A construção civil é geradora de muitos tipos de resíduos sólidos 
e de várias maneiras, por exemplo, reformas, demolições, reparos, 
preparação de construção e escavação de terrenos. 
Tratamento de Resíduos Sólidos
19
Figura 3 – Resíduos sólidos
Fonte: Pixabay (2021).
Seus resíduos podem ser subdivididos em quatro classes, de acordo 
com o tipo de resíduo gerado. Na Classe A, que são resíduos reutilizáveis 
e recicláveis, englobam os tijolos, telhas, solos entre outros. Na Classe 
B, que são resíduos recicláveis apenas, englobam os papéis, plásticos, 
gesso, metais, papelão entre outros. Na Classe C, que são resíduos não 
recicláveis, englobam materiais como lã de vidro. Já na última classe, 
a Classe D, que são os resíduos perigosos, englobam materiais como 
amianto, tintas, solventes entre outros.
Resíduos de Serviços de Saúde
Os serviços de saúde geradores de resíduos sólidos são diversos, 
e envolvem toda e qualquer atividade de natureza médico-assistencial, 
entre eles estão os serviços de assistência humana ou animal, como 
clínicas veterinárias, odontológicas, farmácias, centro de pesquisa, 
funerárias, necrotérios, medicina geral e agências sanitárias. Os resíduos 
de serviços de saúde são subdivididos em cinco grupos. O Grupo A são 
os resíduos com possível presença de agentes biológicos, como lâminas 
Tratamento de Resíduos Sólidos
20
e placas de laboratório, peças anatômicas, entre outros. O Grupo B são 
os resíduos que contêm substâncias químicas, como medicamentos 
vencidos, reagentes de laboratórios, produtos químicos em geral. O Grupo 
C são os resíduos que contenham radionuclídeos, aqueles materiais que 
tem radioatividade alta, usados em medicina nuclear, como em raio-x. O 
Grupo D são os resíduos que não apresentam risco, equiparados ainda a 
resíduos domiciliares, tais como restos alimentares, papéis e plásticos. O 
Grupo E são os materiais perfuro-cortantes como agulhas, ampolas de 
vidro, lâminas de bisturi entre outros.
Resíduos Rurais
Os resíduos rurais incluem todo e qualquer resíduo gerado pelas 
atividades produtivas nas zonas rurais, sejam elas atividades agrícolas, 
florestais e/ou pecuárias. Os resíduos das atividades agrícolas são 
resultantes de colheitas agrícolas, como cascas, palhas, colmos, ramas, 
raízes, caroços, sabugo. Os resíduos das atividades florestais são 
resultantes de corte e poda de árvores, como casca de árvore, folhas, 
ramos, galhos. Os resíduos das atividades pecuárias são resultantes de 
alimentação do gado, como restos de alimentos espalhados, dejetos 
de animais, entre outros. Esses resíduos são deixados no solo e servem 
de proteção e/ou nutrientes recicláveis para o solo. Dessas atividades 
também originam resíduos não recicláveis, tais como embalagens de 
agrotóxicos, rações e adubos.
Características dos Resíduos
Os resíduos sólidos também podem ser classificados quanto às 
suas características, demonstraremos algumas delas aqui.
Resíduos Orgânicos
Resíduos de origem animal ou vegetal. Em sua grande maioria esse 
tipo de resíduo pode ser usado em compostagem sendo transformados 
em fertilizantes ou corretivos do solo, esse uso contribui para o aumento 
de taxa de nutrientes e melhora a qualidade da produção agrícola. 
Tratamento de Resíduos Sólidos
21
Figura 4 - Compostagem
Fonte: Pixabay (2021).
Um exemplo desse tipo de resíduo, são os resíduos rurais, e também 
resíduos domésticos, e até mesmo de estabelecimentos comerciais. 
Podemos listar entre esses resíduos os restos de alimentos, cascas de 
alimentos, folhagens, pó de café e até madeiras.
Resíduos Inorgânicos
Esses tipos de resíduos são materiais transformados pelo homem 
e não possuem origem biológica, quando lançados ao meio ambiente, 
sua degradação pode demorar gerações de vida para acontecer. Como 
exemplo temos vidros, plásticos, metais, borrachas, cinzas, tecidos 
sintéticos, entre outros. O tempo de degradação desses resíduos pode 
variar, sendo de 20 anos para náilon, mais de 1000 anos para vidro, 
chegando até em tempo indeterminado como para borracha.
Resíduos Recicláveis
Os resíduos recicláveis são aqueles que mesmo após sofrerem 
transformação física ou química, ainda assim podem ser reutilizados, pode 
ser tanto na forma original como na forma de material para fins de outros 
produtos diversos. Após a seleção do lixo, separação de papéis, vidros, 
metais, plásticos, orgânicos e não recicláveis, e higienização, os resíduos 
Tratamento de Resíduos Sólidos
22
são encaminhados para coleta seletiva municipal, que sofre outra triagem 
e são levados à reciclagem. Para isso tudo acontecer o município deve 
estar apto a receber esse material coletado para reciclá-los.
Resíduos não Recicláveis
Os resíduos não recicláveis são aqueles que após sofrerem 
transformação física ou química não podem ser reutilizados. Em alguns 
casos ocorre a recuperação do material por meio de processos tecnológicos 
disponíveis, porém quando não há a possibilidade de recuperação, mesmo 
após todas as tentativas, e quando a presença desses materiais pode 
prejudicar o produto reciclado ou o equipamento de reciclagem, o que 
resta é dispensarem esses resíduos nos aterros sanitários.
Figura 5 - Embalagem
Fonte: Pixabay (2021).
Entre esses resíduos não recicláveis estão itens como cabo de 
panela, isopor, fita crepe, papel carbono, fotografias, e tantos outros. 
Alguns resíduos ainda devem ser separados, pois contém substâncias 
tóxicas que não devem ser dispensadas em aterros. Dentre esses resíduos 
estão pilhas, baterias, latas de tintas e equipamentos eletrônicos.
Outras Características
Características Físicas
Composição gravimétrica: diz respeito a qual percentual representa 
cada componente individualmente em relação a todo o peso do lixo.
Tratamento de Resíduos Sólidos
23
Peso específico: diz respeito ao peso que cada componente tem 
em função o seu volume, é expresso em kg/m³. É importante determinar 
o peso específico para saber o dimensionamento dos equipamentos e 
depósitos.
Teor de umidade: influenciado diretamente pelas estações do ano 
e frequência de chuvas, essa característica é importante para destinar o 
resíduo para o tratamento ou destinação final do lixo.
Grau de compactação: também conhecido como compreensividade, 
indica até quanto o volume da massa de lixo pode reduzir, quando 
submetido à pressão. É utilizado para determinar o dimensionamento de 
equipamentos compactadores.
Chorume: líquido originado da decomposição de material orgânico.
RESUMINDO:
Até agora tivemos a oportunidade de refletir sobre a 
geração exagerada de resíduos sólidos e a problemática 
que isso causa em nosso meio ambiente, e que temos 
que buscar formas de gerenciar de forma sustentável 
esses resíduos. Pudemos ver também que para a gestão 
desses resíduos sólidos devemos primeiro caracterizá-los, 
e também classificá-los, para melhor gerir seus descartes. 
Vimos que existem resíduos recicláveise não recicláveis, orgânicos 
e inorgânicos, e onde os resíduos são gerados, como os domésticos, os 
de estabelecimentos comerciais, os industriais, os de limpeza pública, os 
da construção civil, os de serviços de saúde, também os rurais. Vimos 
também que é de extrema importância classificar os resíduos sólidos, e 
para isso existe até a NBR 10004/2004, que classifica os resíduos como: 
resíduos perigosos (Classe I) e os não perigosos (Classe II). Este último está 
dividido em duas subclasses: Classe II A (não inertes, exemplo: resíduo 
doméstico) e Classe II B (inertes, exemplo: caliças). E ainda características 
físicas que são importantes para optar pelo melhor tratamento e descarte 
final. Vamos agora descobrir qual a diferença entre lixos e resíduos?
Tratamento de Resíduos Sólidos
24
Definição de Lixo e Resíduos Sólidos
OBJETIVO:
Neste capítulo estudaremos sobre a diferença entre lixo 
e resíduos sólidos e sua gestão. Hoje em dia os resíduos 
sólidos são tantos, que existe uma problemática quanto à 
sua destinação final, e não podemos simplesmente destinar 
tudo ao mesmo local como o aterro sanitário. Isso obriga os 
gestores a encontrar soluções para a destinação final de 
cada situação, visando a diminuição de contaminação dos 
aterros sanitários que é destinado aos resíduos domésticos. 
Os gestores hoje contam com tecnologias melhores desenvolvidas 
de forma que ajudam a reduzir a geração de resíduos, e também a buscar 
melhores formas de reaproveitar e reciclar os resíduos sólidos. Vamos 
descobrir como gerir melhor esses resíduos?
Diferença entre Lixo e Resíduo Sólido?
Para gerir de forma correta os resíduos, o profissional do meio 
ambiente deve compreender a diferença entre lixo e resíduo.
IMPORTANTE:
O que é lixo? Lixo é qualquer material ou objeto que 
perdeu sua utilidade ou valor durante o uso, e precisa 
ser descartado. Considera-se lixo porções de materiais 
sem significado econômico, sobras de processamentos 
industriais ou domésticos a serem descartados, qualquer 
coisa que se precise jogar fora.
Tratamento de Resíduos Sólidos
25
Concluímos que não há separação entre lixo e resíduo. Portanto 
todo material descartado deve ser denominado resíduo, porque sempre 
haverá uma forma de utilizar esse “lixo”. Em uma gestão eficiente esse 
resíduo será sempre reaproveitado, reutilizado ou reciclado. Com isso 
trazemos o princípio dos 3 R’s.
DEFINIÇÃO:
O que é resíduo? Resíduo também é algo que já não serve 
mais, à primeira vista, porém, ele pode ser reaproveitado 
de várias formas, seja reciclando ou reutilizando o material, 
também para gerar energia por meio da queima, pode virar 
composto orgânico e adubar lavouras e hortas, por meio da 
sua degradação biológica.
Princípio dos 3 R’s
A geração de resíduos sólidos no Brasil é um dos grandes problemas 
enfrentados pelo poder público. Atualmente, pensando em combater 
esse acúmulo e diminuir a agressão feita ao meio ambiente, muito tem 
se falado sobre sustentabilidade, e muitas vezes os pensamentos sobre 
a sustentabilidade é que isso é uma coisa quase inalcançável, que requer 
grandes atitudes. Muitos pensam que para ser sustentável, o desembolso 
financeiro é grande, que demora, que requer tempo, mas não é bem assim. 
Simples atitudes no nosso cotidiano tornam nossos atos sustentáveis, 
como reduzir o consumo, separar o lixo corretamente, fechar a torneira 
enquanto escova os dentes... Isso mostra que para ser sustentável não 
precisa de muito, simples atos rotineiros são suficientes.
Tratamento de Resíduos Sólidos
26
Figura 6 – 3 Rs – Reutilizar, reduzir, reciclar
Fonte: Freepik (2021).
A humanidade enxerga como um desafio o ato de ser sustentável 
e colocar em prática ações fundamentais para a preservação do meio 
ambiente. O princípio dos 3 R’s da Sustentabilidade – reduzir, reutilizar/
reaproveitar e reciclar – vem para mudar esse pensamento e ajudar a 
resolver esse problema. Esse princípio é um conjunto de práticas cotidianas 
que visam minimizar o impacto ambiental provocado pelo desperdício de 
materiais e produtos oriundos de recursos naturais, assim evitamos que 
a extração dos recursos naturais seja infindável e mantemos uma relação 
harmoniosa com a natureza. Além de reduzirmos gastos desnecessários 
e contribuir para o desenvolvimento sustentável.
O princípio dos 3 R’s objetiva a reflexão da população sobre o ciclo 
de vida dos produtos, e deve ser aplicado em sua ordem de importância, 
da seguinte forma: reduzir, reutilizar/reaproveitar e reciclar. Reduzir o 
consumo desnecessário, também o desperdício de recursos naturais, 
como água e energia. Reutilizar/reaproveitar produtos e materiais de 
forma que ganhem novas utilidades, assim evita-se que jogue fora coisas 
ainda úteis e o desperdício de água, como o reaproveitamento de água da 
lavagem de roupas para lavar o quintal. Reciclar tudo que não for possível 
reduzir ou reutilizar/reaproveitar, assim o resíduo será utilizado como 
matéria prima para a geração de outro produto, como o uso de cascas de 
frutas e verduras como fertilizante em casa.
Tratamento de Resíduos Sólidos
27
Os 3 R’s serão inevitáveis a longo prazo, apesar de ainda serem 
apenas condutas voluntárias, porque o problema da degradação do meio 
ambiente está aí, a escassez dos recursos naturais, a poluição ambiental 
e o aumento do volume de resíduos só vem aumentando com o tempo. 
Então coloque em prática esse princípio em seu cotidiano, visando 
a redução da produção de lixo, para vivermos em uma sociedade que 
tenha consumo consciente. Para entender melhor vamos detalhar cada R, 
e entender o que podemos fazer e como colocar em prática no nosso dia 
a dia cada um deles.
Reduzir
O que se entende por reduzir? 
DEFINIÇÃO:
REDUZIR: tornar menos numeroso, tornar menor, resumir, 
abreviar, abrandar, minorar, converter, transformar, mudar, 
trocar. 
Existem diversas formas e finalidades de redução, mas que 
todas acabam possuindo o mesmo intuito, reduzir o volume final de 
resíduos sólidos. Sabemos então que o cidadão deve ser estimulado 
a reduzir a quantidade de resíduos que gera. E como podemos fazer 
isso? Reordenando os materiais usados em seu dia a dia, combatendo o 
desperdício, visto que esse gera ônus para o poder público e, indiretamente 
para o contribuinte, ou seja, o próprio cidadão gerador de resíduos. Essa 
redução irá favorecer não apenas o poder público e o cidadão, como 
também favorecer e, principalmente, a preservação dos recursos naturais.
Podemos reduzir o volume produzido de resíduos por meio da 
“economia”, ao comprar produtos mais duráveis e evitar trocá-los assim 
que uma novidade ou atualização surja no mercado. Por exemplo, quando 
você compra um telefone móvel com a última tecnologia, é preciso 
estabelecer uma meta a longo prazo para troca desse telefone móvel e 
não o trocar a cada ano e nova tecnologia lançada.
Tratamento de Resíduos Sólidos
28
Figura 7 – Telefone móvel quebrado
Fonte: Pixabay (2017).
A redução deve ser feita não somente pelo cidadão consumidor, 
mas também pode e deve ocorrer com a minimização do resíduo na 
fonte, concluindo assim que o resíduo não seja produzido. Dessa forma, 
a redução será não somente na geração de resíduos, mas também 
econômica, pois o produto requer grande quantidade de energia, matérias 
primas e recursos naturais para serem produzidos, e também diminuindo 
o gasto despendido com as etapas de coleta, transporte e disposição 
final. Mas como isso pode ser feito? Por meio de instrumentos legais que 
o Governo pode criar e incentivar na redução de resíduos. 
A indústria pode reduzir a quantidade de material que chega até o 
consumidor, diminuindo o excesso de embalagens em seus produtos. Os 
consumidores podem reduzir a geração de resíduos evitando a compra 
de produtos que carreguem muitas embalagens, ou até mesmo utilizando 
sacolas retornáveis, evitando o uso de sacolas plásticas descartáveis.
Dicas práticaspara ajudar a reduzir a geração de resíduos: 
 • Utilizar o modo de impressão em frente e verso. 
Tratamento de Resíduos Sólidos
29
 • Tirar cópias e imprimir o que for realmente necessário. 
 • Preferir produtos que tenham a possibilidade de recarga ou usem 
menos embalagens.
 • Pensar antes de comprar: “eu realmente preciso desse produto?”. 
 • Cancelar correspondência inútil e propaganda que recebe via 
correio. 
 • Ao utilizar o cartão de crédito/débito, se não utilizar a sua via, 
informar que essa impressão não será necessária.
É impossível que se consuma ou leve para casa produtos que não 
irão acabar gerando resíduo, e quanto a isso é possível que se aplique o 
segundo princípio: reutilizar/reaproveitar. 
Reutilizar/Reaproveitar
O que significa reutilizar ou reaproveitar algo?
DEFINIÇÃO:
REUTILIZAR: reciclar; dar um novo uso a; atribuir uma nova 
utilização a alguma coisa. Reusar; utilizar novamente.
REAPROVEITAR: tornar a aproveitar; usufruir ou desfrutar 
novamente; reutilizar algo que seria descartado; reusar, 
reciclar, recuperar.
A reutilização é qualquer prática, ou técnica, que permite o reuso 
do resíduo sem que ele seja submetido a um tratamento que altere suas 
características físico-químicas (CETESB, 2001). Objetos nem sempre são 
descartáveis, e de alguns deles pode-se tirar uma segunda e até terceira 
utilidade, então antes de pensar em jogar fora algo, olhe para ele e pense: 
“será que não posso utilizá-lo para mais nada?” Se a resposta for sim, você 
terá um objeto reutilizado/reaproveitado.
É de extrema importância procurar sempre por objetos que possam 
ser reaproveitados posteriormente ao seu objetivo principal, como 
garrafas retornáveis de vidro, ou qualquer outro tipo de embalagem que 
Tratamento de Resíduos Sólidos
30
seja retornável, ou até mesmo criar novas utilidades para coisas que você 
não precisa mais. 
O correto descarte dos resíduos também pode gerar bons frutos 
em seu reaproveitamento. Existem muitos artesãos hoje em dia que 
confeccionam peças a partir de resíduos descartados, como pet, 
tampinha de garrafa, tecido de roupas velhas, pneu e ferro velhos, entre 
tantos materiais que são reutilizados. Portanto, para a reutilização dos 
resíduos requer criatividade e também consciência. Assim damos novas 
funções aos objetos que se tornariam resíduos sólidos e seriam apenas 
descartados em aterros sanitários, e em consequência diminuímos o uso 
de recursos naturais nos processos de fabricação.
IMPORTANTE:
Dicas práticas para ajudar a reaproveitar os materiais: 
 • Considerar a durabilidade de um produto antes de 
comprá-lo.
 • Preferir produtos reutilizáveis ao invés de 
descartáveis.
 • Adotar sacolas retornáveis para ir às compras. 
 • Usar um mesmo recipiente para consumo de água 
ao longo do dia (squeeze, moringa, caneca etc.).
 • Reaproveitar os vidros de conserva, caixas de 
papel e papelão e potes plásticos.
 • Doar roupas e objetos que não lhe interessem mais 
e que ainda tenham utilidade.
 • Usar o verso em branco do papel para rascunho ou 
bloco de anotações. 
 • Resíduos da construção civil frequentemente 
podem ser reaproveitados na própria obra em 
bases e sub-bases de pavimentação, elementos 
de concreto não estrutural, entre outros. 
Tratamento de Resíduos Sólidos
31
Após analisar as formas de reaproveitamento de resíduos, e ainda 
assim não encontrou uma forma de reutilizar algum objeto, podemos 
pensar: será que é possível transformar esse objeto em outros? Se sim, 
então partimos para a prática do terceiro princípio: reciclar.
Reciclar
O que é reciclar?
DEFINIÇÃO:
RECICLAR: adquirir uma nova formação para reciclagem. 
Recuperação e reaproveitamento da parte utilizável dos 
dejetos, colocando-os novamente no ciclo do qual fazem 
parte, por exemplo a reciclagem do papel.
Quando não for possível reduzir ou reutilizar algum objeto ou 
material reciclável, você pode separá-lo, higienizá-lo quando necessário, 
e entregá-lo nos pontos de coleta seletiva. A reciclagem é de extrema 
importância para evitar o acúmulo de rejeitos e também para diminuir a 
extração de recursos naturais para obtenção de algum novo objeto, pois 
consiste em transformar um produto-resíduo em outro, com a finalidade 
de diminuir a extração de matéria prima da natureza.
Então isso significa que reciclar é o método de retornar o material à 
indústria e assim fazer com que ele torne a entrar no ciclo produtivo. Após 
a separação dos resíduos entre aproveitáveis ou não, e a higienização dos 
aproveitáveis, devemos separar os materiais de acordo com sua categoria, 
para então entregarmos nos pontos de coleta seletiva, ou fazer o descarte 
correto, para o recolhimento ser de acordo com sua categoria. 
Tratamento de Resíduos Sólidos
32
Figura 8 - Lixeiras
Fonte: Pixabay (2021).
Ao retornar para as indústrias, esse material reciclado será 
recuperado em forma de outros objetos, por isso as indústrias recicladoras 
são também chamadas de indústrias secundárias. Um exemplo desse 
produto reciclado ser diferente do produto que o originou são os copos 
de papéis descartáveis. Esses são feitos de papéis oriundos de várias 
fontes como, papéis de jornais, revistas e caixas de papelão. Esses por sua 
vez, são triturados, preparados e processados, originando copos novos 
por exemplo.
E qual a vantagem nisso? Além de diminuir o volume nos aterros 
sanitários, a produção de objetos reciclados utiliza muito menos energia 
quando em comparação à produção de produtos novos. Quando 
reciclamos uma tonelada de alumínio, é gasto 95% menos energia do que 
produzir a mesma quantidade. A reciclagem de 50 quilos de papel, evita o 
corte de uma árvore. O reaproveitamento do vidro quebrado é 100%, então 
com um quilograma de vidro quebrado, é possível produzir exatamente 
um quilograma de vidro novo, com uma vantagem a mais, o vidro pode 
ser reciclado inúmeras vezes (FERREIRA, 2000).
Tratamento de Resíduos Sólidos
33
VOCÊ SABIA?
Você sabia que a tampinha que você joga fora pode virar 
uma doação de amor? O Hospital do Amor tem pontos 
de coletas espalhados por todo o Brasil, eles arrecadam 
tampinhas de plásticos e anéis de metal, para a troca de 
cadeiras de rodas. E essas cadeiras de rodas são utilizadas 
não somente dentro dos hospitais, como também ajudam 
pessoas necessitadas. Acesse aqui para conhecer mais 
sobre essa iniciativa inovadora. 
E o que pode ser reciclado? 
Papel: jornais e revistas, listas telefônicas, papel sulfite/rascunho, 
papel de fax, folhas de caderno, formulários de computador, caixas em 
geral (ondulado), aparas de papel, fotocópias, envelopes, rascunhos, 
cartazes velhos, caixa de pizza, cartolinas e papel cartão, embalagens 
longa vida, tipo Tetrapak.
Figura 9 – Jornal para reciclagem
Fonte: Pixabay (2021).
Tratamento de Resíduos Sólidos
https://g1.globo.com/to/tocantins/noticia/2019/10/09/casal-junta-milhoes-de-tampinhas-de-lacre-para-ajudar-na-construcao-do-hospital-do-amor.ghtml
34
Plástico e isopor: copos, garrafas, sacos/sacolas, frascos de 
produtos, embalagens pet (refrigerantes, óleo, vinagre), canos e tubos 
de PVC, caneta (sem a tinta), tampas, embalagens tipo Tupperware, 
embalagens de produto de limpeza.
Vidro: potes de conservas, embalagens, frascos de remédios vazios, 
copos, cacos dos produtos citados, vidros, especiais (tampa de forno e 
micro-ondas), garrafas.
Metal: tampinhas de garrafas, latas, enlatados, panelas sem cabo, 
ferragens, arames, chapas, canos, pregos, cobre, embalagem térmica 
para alimentos, papel alumínio limpo, aerossóis.
E existe algum resíduo que não pode ser reciclado? Tem sim e 
vamos listar por material.
Papel: papéis sanitários (papel higiênico), papéis plastificados, 
papéis engordurados, etiquetas adesivas, papéis parafinados, papel 
carbono, papel celofane, guardanapos, bitucas de cigarros, fotografias.
Plástico e isopor: embalagem metalizada (café e salgadinho), isopor, 
cabos depanelas, espuma, bandejas de plástico, acrílico.
Vidro: espelhos, boxes temperados, louças, óculos, cerâmicas, 
porcelanas, pirex, tubos de tv e monitores, para-brisa de carros.
Metal: clipes, grampos, esponja de aço, latas de inseticidas, latas de 
verniz, latas de solventes químicos.
ACESSE:
Neste link você terá mais informações de como descartar 
as tampinhas e ajudar ao próximo. Disponível em aqui. 
Dicas práticas para ajudar a reciclar os materiais: 
 • Criar o hábito da coleta seletiva, colocando cada resíduo em sua 
lixeira correspondente.
Tratamento de Resíduos Sólidos
https://www.opantaneiro.com.br/saude/hospital-de-amor-arrecada-tampinhas-descartaveis-para-trocar-em/153253/.
35
 • Guardar o óleo usado em garrafas PET para encaminhar para 
reciclagem. 
 • Remover o excesso de restos de produtos das embalagens 
e recipientes recicláveis antes de destiná-los, garantindo a 
segurança dos catadores e a viabilidade da reciclagem.
RESUMINDO:
Neste capítulo pudemos ver a diferença e a ligação entre 
lixo e resíduo. Aprendemos sobre a aplicação dos 3Rs: 
primeiro reduzir, a fim de diminuir o volume de resíduos 
gerados, depois reutilizar/reaproveitar, a fim de diminuir o 
volume de resíduos descartados nos aterros sanitários, e 
por fim, reciclar, assim, mesmo que não dê para reutilizar, 
podemos destinar o resíduo para outro fim que não o aterro 
sanitário. 
A reciclagem promove a inclusão social com geração de emprego 
e renda, por isso tem uma grande importância no contexto brasileiro. 
Vimos também quais materiais podem ser reciclados e quais não, entre os 
materiais que não podem ser reciclados vamos destacar os mais utilizados 
como etiquetas adesivas, papel carbono, papéis sanitários, papéis 
metalizados, parafinados ou plastificados, esponjas de aço, espelhos, 
clipes, latas de inseticidas, entre tantos outros. Concluímos que o sucesso 
da Gestão de Resíduos só será possível por meio da coleta seletiva 
aliada aos 3Rs quando a participação dos geradores de resíduos, nós, se 
fizermos presentes, seja separando, coletando, reduzindo, participando 
de forma efetiva na redução dos resíduos, por isso a educação ambiental 
é importante a todos. 
Tratamento de Resíduos Sólidos
36
Problemática da Geração de Resíduos
OBJETIVO:
Neste capítulo conheceremos a problemática da geração 
de resíduos, pois eles constituem hoje um grande obstáculo 
à administração pública. A gestão de resíduos sólidos cada 
vez mais vem chamando a atenção ao redor do mundo, 
visto que está se tornando um assunto gradativamente 
complexo nos últimos tempos, além do acúmulo de 
resíduos sólidos que gera grande risco à saúde pública. 
Veremos então a problemática na geração de resíduos 
sólidos e como podemos gerir essa situação..
Fontes de Dados da Geração de Resíduos
Para conhecermos a problemática da geração de resíduos, temos 
que obter dados e informações fornecidos por alguma fonte de confiança, 
internacionalmente essa é a função da ISWA, aqui no Brasil representada 
pela ABRELPE. Então antes de falarmos sobre a problemática da geração 
de resíduos sólidos, vamos conhecer mais sobre as duas associações 
sem fins lucrativos, destinadas à promoção e desenvolvimento no setor 
de resíduos sólidos.
ISWA
A International Solid Waste Association (ISWA) é uma associação 
internacional, não governamental e sem fins lucrativos, que atua pelo 
interesse público de promover e desenvolver o setor de resíduos sólidos 
ao redor do mundo para uma sociedade sustentável, da qual a ABRELPE 
é Representante no Brasil.
É a única associação mundial que atua exclusivamente para o setor 
de resíduos sólidos. Seu principal objetivo é proporcionar a máxima troca 
de informações e experiências em âmbito global em todos os aspectos 
Tratamento de Resíduos Sólidos
37
da gestão de resíduos sólidos, por meio da pesquisa e implementação 
de ações, tais como, organização de conferências e seminários 
especializados, estabelecimento de grupos de trabalho, edição de 
publicações periódicas de caráter científico, livros, relatórios e conclusões 
de encontros profissionais.
Figura 10 - ISWA
IS
W
A
PNUMA
OMS
Grupos de 
trabalho
Fonte: Elaborado pelo autor (2021). 
O associado da ISWA, entre outros benefícios, tem acesso às 
organizações internacionais, tais como, PNUMA (Programa das Nações 
Unidas para o Meio Ambiente), OMS (Organização Mundial da Saúde) e 
União Europeia, nas quais a ISWA é a entidade acreditada para os assuntos 
ligados aos resíduos sólidos. Através dos seus Grupos de Trabalho, a ISWA 
auxilia esses organismos internacionais com relatórios técnicos e opiniões 
sobre as práticas de resíduos sólidos.
Contando atualmente com mais de 1.200 associados em cerca de 
70 países, é a única associação mundial que permite ao seu associado 
estabelecer um network com técnicos, professores, representantes de 
empresas e órgãos públicos ligados aos resíduos sólidos, do mundo.
A maioria das atividades técnicas da ISWA são desenvolvidas pelos 
Grupos de Trabalho, que estão focados para prover as experiências e 
dados técnicos para os encontros, projetos, relatórios e conferências da 
ISWA, cumprindo sua missão declarada de: “Promover e Desenvolver a 
Gestão Sustentável e Profissional de Resíduos Sólidos em todo o Mundo”.
Tratamento de Resíduos Sólidos
38
VOCÊ SABIA?
A ISWA cumpre com sua missão por meio de:
 • Eficiência em termos de práticas ambientais.
 • Aceitabilidade social e eficiência em termos de 
viabilidade econômica.
 • Avanço na gestão de resíduos por meio de 
educação e treinamento profissional.
 • Apoio para países em desenvolvimento por meio 
do Programa de Desenvolvimento da ISWA.
 • Capacitação Técnica de alto nível por meio de um 
exclusivo programa em qualificação profissional.
A ISWA tem sua própria publicação científica, Waste Management 
& Research, que conta com incomparável respeitabilidade no meio 
acadêmico. Sua revista periódica, Waste Management World, um 
newsletter ISWA e a newsletter da União Europeia. Construiu seu perfil 
técnico em torno das Políticas Técnicas da ISWA, Trabalhos sobre temas 
chave e Documentos com o Posicionamento da ISWA. Também produziu 
um grande número de relatórios, elaborados com extrema competência 
pelos seus Grupos de Trabalho e Forças Tarefa.
ACESSE:
Para mais informações, visite o site da ISWA, clicando aqui. 
ABRELPE
A ABRELPE – Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública 
e Resíduos Especiais - é uma associação não governamental e sem fins 
lucrativos, fundada em 1976, por um grupo de empresários pioneiros 
Tratamento de Resíduos Sólidos
https://www.iswa.org/.
39
nas atividades de coleta e transporte de resíduos sólidos. Ao longo de 
sua atuação, a entidade conquistou a representação da International 
Solid Waste Association (ISWA) no Brasil e foi escolhida para ser sede da 
Secretaria Regional para a América do Sul da IPLA (Parceria Internacional 
para desenvolvimento da gestão de resíduos junto a autoridades locais), 
um programa reconhecido e mantido pela ONU por meio da UNCRD – 
Comissão das Nações Unidas para o Desenvolvimento Regional. Para 
alcançar seus objetivos, a associação organiza conferências e cursos de 
treinamento, estudos e pesquisas com relação ao setor de resíduos e 
troca de informações em bases nacionais e internacionais. 
A associação tem membros com grande expertise técnica e 
científica, todos envolvidos no campo da Gestão de Resíduos Sólidos. A 
missão da ABRELPE é promover o desenvolvimento técnico e operacional 
do setor de gestão de resíduos, sempre com base em orientações 
ambientais e sustentáveis. Em suas ações, a ABRELPE mantém estrita 
cooperação com as entidades Públicas e Privadas, Universidades e 
outras organizações, desenvolvendo pesquisas, publicações eventos de 
qualificação, desenvolvimento regulatório e legislativo.
Figura 11 - ABRELPE
Fonte: Elaborado pelo autor (2022).
Além das atividades institucionaise de relacionamento, a ABRELPE 
também desenvolve outras iniciativas relevantes. Neste contexto, é 
possível destacar algumas ações importantes, tais como, o Panorama dos 
Tratamento de Resíduos Sólidos
40
Resíduos Sólidos no Brasil, Prêmio ABRELPE de Reportagem e a Revista 
Conexão Academia. Nesse universo de atuação, desde 2003 o Panorama 
dos Resíduos Sólidos no Brasil conquistou espaço como a principal fonte 
de dados do setor, constituindo-se como uma referência para todos 
aqueles que buscam conhecer sobre resíduos sólidos no Brasil.
ACESSE:
Para mais informações, visite o site da ABRELPE. Para 
acessar, clique aqui.
Geração de Resíduos Sólidos no Mundo
Anualmente são gerados mais de 1,4 bilhão de toneladas de 
resíduos sólidos urbanos por toda população mundial, que conta com 
sete bilhões de pessoas produzindo diariamente uma média de 1,2 kg 
per capita. Os países mais desenvolvidos do mundo, isso é menos de 30 
países no total, são responsáveis por gerar quase a metade desse total 
de resíduos. Segundo estudos da ONU (Organização das Nações Unidas) 
e do Banco Mundial, daqui a quatro anos a produção pode chegar a 2,2 
bilhões de toneladas anuais, um número que é ainda mais assustador 
do que o apresentado para o cenário atual. Com esse ritmo, podemos 
chegar à 2050 com 9 bilhões de habitantes gerando cerca de 4 bilhões de 
toneladas de lixo urbano por ano.
Há pouco tempo não se gerava mais que dezenas de quilos de 
resíduos por habitante por ano. Hoje, com o avanço de novas tecnologias e 
o desenvolvimento crescente, nos países mais industrializados, o volume 
gerado chega a mais de 600 quilos anuais per capita de lixo. Ao longo 
dos últimos anos o crescimento populacional é superado pelo aumento 
do volume de lixo produzido, este chega a ser três vezes maior que o 
crescimento populacional no mundo. Dados apontados em relatório do 
Banco Mundial, mostram que o índice per capita de geração de resíduos 
sólidos nos países mais ricos aumentou 14% desde 1990. Geralmente, esse 
crescimento fica pouco abaixo do aumento do produto interno bruto (PIB).
Tratamento de Resíduos Sólidos
https://www.abrelpe.org.br/.
41
A maior parte desses resíduos sólidos gerados no mundo, que 
somam cerca de 800 milhões de toneladas/ano, é descartada em 
aterros. A geração de resíduos sólidos tem um elevado custo ambiental e 
financeiro, e não dá nem para mensurar que prejuízos causam e causarão 
ao meio ambiente. Esse custo está sendo cobrado por meio da inutilização 
do solo, da contaminação da água e também da poluição do ar. Mesmo 
que não se possa mensurar esse prejuízo, ele pode ser sentido com a 
redução da qualidade de vida e a destruição do meio ambiente.
Figura 12 – Aterro sanitário
Fonte: Pixabay (2021).
Nos lixões e aterros sanitários, a degradação da matéria orgânica, 
produz gases como metano e dióxido de carbono, contribuindo para 
o aumento nas temperaturas e poluição do ar. O gás metano é mais 
perigoso em comparação ao gás carbono, visto que a mesma quantidade 
de gás metano chega a ter 25 vezes mais impacto sobre o aquecimento 
global que o gás carbono. Em estimativa pelo Conselho de Pesquisa 
em Tecnologia de Geração de Energia a partir de Resíduos dos Estados 
Unidos, um metro quadrado de terreno é perdido para sempre, para cada 
dez toneladas de lixo aterrado. 
Segundo estudo da ONU, há comprometimento de 20% a 30% dos 
orçamentos municipais com a coleta e destinação desses resíduos. Porém 
Tratamento de Resíduos Sólidos
42
só metade da população mundial é atendida por coleta, de acordo com 
a Associação Internacional de Resíduos Sólidos (ISWA). Regiões ainda em 
desenvolvimento, como a África, Sudeste Asiático e a América Latina, são 
as regiões onde essa coleta é mais carente, e segundo estimativa da ISWA 
seria necessário investimento anual de US$40 bilhões (cerca de R$217 
bilhões) apenas para garantir que o lixo nessas regiões seja recolhido. 
Essa situação, além de prejudicar a economia, representa riscos à saúde 
e ao meio ambiente.
Para o presidente da ISWA, David Newman, a explicação é simples: 
a população, além de crescer rapidamente desde o século passado, 
também tem cada vez mais acesso à renda, o que aumenta o consumo e a 
produção de lixo. Países desenvolvidos produzem mais RSU por habitante 
porque têm níveis mais elevados de consumo. À medida que os países 
vão se tornando mais ricos, há uma redução gradual dos componentes 
orgânicos no lixo, ou seja, a proporção de plásticos, metais e papel no lixo 
doméstico fica maior.
SAIBA MAIS:
Para ver a quantidade de resíduos sólidos gerados em cada 
país, acesse aqui.
Tratamento de Resíduos Sólidos
https://www.reciclasampa.com.br/interatividade/globo/
43
Geração de Resíduos Sólidos no Brasil
Nas cidades brasileiras, a crescente geração desse tipo de resíduo 
e as práticas de descarte estabelecidas, aliados ao ainda alto custo de 
armazenagem, resultaram em volumes crescentes de resíduos sólidos 
urbanos acumulados e, historicamente, em sérios problemas ambientais 
e de saúde pública. Ao longo dos anos, a disposição irregular de resíduos 
sólidos tem causado a contaminação de solos, cursos d’água e lençóis 
freáticos, e também doenças como dengue, leishmaniose, leptospirose 
e esquistossomose, entre outras, cujos vetores encontram nos lixões um 
ambiente propício para sua disseminação (ANTENOR & SZIGETHY, 2020).
A ABRELPE – Associação Brasileira de Empresas de Limpeza 
Pública e Resíduos Especiais - faz anualmente edições do Panorama dos 
Resíduos Sólidos no Brasil. Em 2019 foi feita uma retrospectiva dos últimos 
10 anos na geração de resíduos sólidos urbanos, e puderam ver que a 
geração de resíduos sólidos no país apresenta uma curva ascendente e 
tem registrado aumento tanto nas quantidades totais, quanto nos valores 
per capita, reflexo dos padrões de consumo e descarte da população, 
e também do crescimento vegetativo. Além disso, a variação do poder 
aquisitivo da população, vem exercendo influência comprovada na 
geração de resíduos sólidos urbanos, isso é representado pelos índices 
do produto interno bruto (PIB).
ACESSE:
Para conhecer mais sobre a ABRELPE, acesse aqui.
No Panorama 2020 da ABRELPE, foi constatado que entre 2010 
e 2019, a geração de resíduos sólidos no Brasil teve um aumento 
considerável, antes registrado 67 milhões de toneladas por ano em 2010, 
em 2019 apresentou a geração de 79 milhões de toneladas por ano. Já 
a geração per capita aumentou de 348 kg/ano para 379 kg/ano em 10 
anos. Desse total, a região Sudeste tem representatividade de quase 50% 
na geração de resíduos no Brasil, considerando ainda que é a região mais 
populosa do país. Já o estado de Minas Gerais representa quase 9% na 
geração de resíduos em território brasileiro, e do total da região Sudeste, 
Tratamento de Resíduos Sólidos
https://abrelpe.org.br/
44
o estado fica em terceiro lugar, gerando 17% do montante da região. O 
Brasil é campeão em geração de lixo em comparação com os países da 
América Latina, correspondendo a 40% do total gerado na região, que 
teve 541 milhões de toneladas por dia.
Com a situação já fora de controle no Brasil, o governo federal, 
após cerca de 20 anos de conversas e debates, promulgou em 2010 a lei 
12.305, que estabeleceu a PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos), 
prevendo a gestão integrada e o gerenciamento de resíduos sólidos, 
inicialmente contava com o prazo de quatro anos para a disposição 
final ambientalmente adequada dos rejeitos, ficando a responsabilidade 
por seus resíduos gerados para cada município. O prazo inicial para 
a adequação à legislação dos municípios expirou em 2014, mas dados 
coletados pela ABRELPE mostram que mais da metade das cidades do 
país ainda não cumpriram a determinação legal, ficando em torno de 53% 
dos municípios brasileiros fora da adequação exigida.
A ABRELPE destaca que a coleta seletiva está longe de ser 
universalizada, e os índices dereciclagem estão parados há quase dez 
anos. A Associação deixa claro que, enquanto mundialmente é falado 
em economia circular e alternativas mais avançadas de destinação e/ou 
reaproveitamento dos resíduos gerados, no Brasil ainda aponta lixões em 
todas as regiões, e precisa ainda enfrentar um problema de atitudes da 
população, pois o brasileiro ainda está aprendendo a jogar o lixo na lixeira, 
e também a fazer a separação e higienização do resíduo com potencial 
de reciclagem.
“Na questão da reciclagem, para que ela aconteça, a primeira etapa 
começa justamente com o cidadão, que precisa estar conscientizado da 
necessidade de separar o lixo dentro de casa, estar educado de como 
fazer essa separação de maneira correta e a grande maioria da sociedade 
brasileira não tem essa consciência. A partir do momento que não há essa 
preparação dentro de casa, toda a sequência na cadeia da reciclagem 
acaba sendo prejudicada”, avaliou o presidente da ABRELPE.
Para a reversão desse quadro, é fundamental, na ótica da gestão 
integrada e do gerenciamento, a adoção de tecnologias que promovam 
o desenvolvimento sustentável e criem oportunidades para resgatar 
Tratamento de Resíduos Sólidos
45
e elevar o valor incorporado nos resíduos, aproveitando-os antes de 
chegarem aos aterros.
ACESSE:
Leia esta reportagem do site do Ipea em 09 de julho de 
2020 a respeito dos resíduos sólidos urbanos. Para acessar, 
clique aqui.
RESUMINDO:
Neste capítulo vimos que a geração de resíduos sólidos é 
um problema enfrentado mundialmente, e não apenas no 
Brasil. E para que saibamos mais sobre e tenhamos acesso 
a dados importantes, contamos com algumas associações 
responsáveis por adquirir esses dados e divulgar, além de 
promoverem o desenvolvimento técnico no setor de gestão 
de resíduos, sempre com base em orientações ambientais 
e sustentáveis. 
Internacionalmente contamos com a ISWA - International Solid 
Waste Association (Associação Internacional de Resíduos Sólidos), 
associação não governamental e sem fins lucrativos, tendo como principal 
objetivo: “Promover e Desenvolver a Gestão Sustentável e Profissional de 
Resíduos Sólidos em todo o Mundo”. No Brasil podemos contar com a 
ABRELPE – Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e 
Resíduos Especiais, representante da ISWA no Brasil. Foi fundada em 
1976, também não governamental sem fins lucrativos, conta com ações 
importantes como o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil. Vimos 
também que a problemática na geração de resíduos vem crescendo 
a cada dia mais, e a estimativa do volume gerado daqui alguns anos é 
assustadora. Isso degrada o meio ambiente e limita os nossos recursos 
naturais, além de contaminar o solo, poluir as águas e o ar. Por isso se faz 
necessário a educação ambiental, para entender mais da problemática da 
geração de resíduos, e ter consciência nas nossas escolhas.
Tratamento de Resíduos Sólidos
https://www.ipea.gov.br/cts/pt/central-de-conteudo/artigos/artigos/217-residuos-solidos-urbanos-no-brasil-desafios-tecnologicos-politicos-e-economicos#:~:text=Em%20seu%20%C3%BAltimo%20relat%C3%B3rio%20sobre,milh%C3%B5es%20de%20toneladas%2C%20dos%20quais
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A Problemática dos Resíduos de Serviço 
de Saúde
OBJETIVO:
Neste capítulo iremos aprender mais sobre os resíduos 
classe I – perigosos, de acordo com a classificação da 
NBR 10004/2004. Esses resíduos apresentam como 
características inflamabilidade, corrosividade, reatividade, 
toxicidade e patogenicidade, eles apresentam riscos à 
saúde pública e ao meio ambiente. As atividades capazes 
de proporcionar dano, doença ou morte para os seres vivos 
são caracterizadas como atividades de risco. Focaremos 
aqui nos resíduos de serviço de saúde, embalagens de 
agrotóxicos, pneus, pilhas e baterias, resíduos da construção 
civil, óleos lubrificantes, óleo vegetal e lâmpadas. Iremos 
ver as orientações específicas com relação ao manuseio, 
acondicionamento, armazenamento e transporte desses 
resíduos sólidos..
Cada um desses materiais tem destinação própria e deve ser 
observado pelo consumidor nas embalagens e nos manuais de fabricação 
sobre o local de coleta mais apropriado àqueles rejeitos. É importante 
observar tais procedimentos, pois o descarte inapropriado desses e 
outros materiais podem gerar sanções penais de acordo com a Lei de 
Crimes Ambientais, em seu artigo 54.
IMPORTANTE:
Se o crime de poluição ocorrer por lançamento de 
resíduos sólidos, líquidos ou gasosos, ou detritos, óleos 
ou substâncias oleosas, em desacordo com as exigências 
estabelecidas em leis ou regulamentos, a pena é de 
reclusão de um a cinco anos.
Tratamento de Resíduos Sólidos
47
Resíduos de Serviços de Saúde
A Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) ANVISA nº 222/2018 e a 
Resolução CONAMA nº 358/2005 abordam sobre o gerenciamento dos 
Resíduos do Serviço da Saúde (RSS) em todas as suas etapas. Definem 
a conduta dos diferentes agentes da cadeia de responsabilidades pelos 
RSS. Refletem um processo de mudança de paradigma no trato dos RSS, 
fundamentada na análise dos riscos envolvidos, em que a prevenção 
passa a ser eixo principal e o tratamento é visto como uma alternativa para 
dar destinação adequada aos resíduos com potencial de contaminação. 
Com isso, exigem que os resíduos recebam manejo específico, 
desde a sua geração até a disposição final, definindo competências e 
responsabilidades para tal.
A Resolução CONAMA nº 358/2005 trata do gerenciamento sob 
o prisma da preservação dos recursos naturais e do meio ambiente. 
Promove a competência aos órgãos ambientais estaduais e municipais 
para estabelecerem critérios para o licenciamento ambiental dos sistemas 
de tratamento e destinação final dos RSS.
Figura 13 – Resolução Conama
Resolução 
CONAMA nº 
358/2005
Gerenciamento sob o prisma da preservação dos 
recursos naturais e do meio ambiente;
Competência aos órgãos ambientais dos Estados 
e dos Municípios.
Fonte: Elaborado pelo autor (2022).
Por outro lado, a RDC ANVISA nº 222/2018 concentra sua 
regulação no controle dos processos de segregação, acondicionamento, 
armazenamento, transporte, tratamento e disposição final. Estabelece 
procedimentos operacionais em função dos riscos envolvidos e concentra 
seu controle na inspeção dos serviços de saúde.
Tratamento de Resíduos Sólidos
48
DEFINIÇÃO:
De acordo com a RDC ANVISA nº 222/2018 e a Resolução 
CONAMA nº 358/2005, são definidos como geradores de 
RSS todos os serviços relacionados com o atendimento 
à saúde humana ou animal, inclusive os serviços de 
assistência domiciliar e de trabalhos de campo; laboratórios 
analíticos de produtos para a saúde; necrotérios, 
funerárias e serviços nos quais se realizem atividades de 
embalsamamento, serviços de medicina legal, drogarias e 
farmácias inclusive as de manipulação; estabelecimentos 
de ensino e pesquisa na área da saúde, centro de controle 
de zoonoses; distribuidores de produtos farmacêuticos, 
importadores, distribuidores produtores de materiais e 
controles para diagnóstico in vitro, unidades móveis de 
atendimento à saúde; serviços de acupuntura, serviços de 
tatuagem, entre outros similares.
A RDC ANVISA nº 222/2018 dispõe o seguinte sobre coleta, 
armazenamento e transporte:
Coleta e transporte interno
Art. 25 O transporte interno dos RSS deve ser realizado 
atendendo a rota e a horários previamente definidos, 
em coletor identificado de acordo com o Anexo II desta 
Resolução. 
Art. 26 O coletor utilizado para transporte interno deve ser 
constituído de material liso, rígido, lavável, impermeável, 
provido de tampa articulada ao próprio corpo do 
equipamento, cantos e bordas arredondados. 
Parágrafo Único. Os coletores com mais de quatrocentos 
litros de capacidade devem possuir válvula de dreno no 
fundo.
Armazenamento interno, temporário e externo.
Nessa perspectiva, a mencionada RDC ainda dispõe acerca 
do armazenamento temporário e externo de RSS, segundo 
o qual é obrigatórioque os sacos acondicionados sejam 
mantidos dentro dos coletores com a tampa fechada. 
Assim, o artigo 29 dispõe que:
Tratamento de Resíduos Sólidos
49
Art. 29 O abrigo temporário de RSS deve: I - ser provido de 
pisos e paredes revestidos de material resistente, lavável 
e impermeável; II - possuir ponto de iluminação artificial e 
de água, tomada elétrica alta e ralo sifonado com tampa; 
III - quando provido de área de ventilação, esta deve ser 
dotada de tela de proteção contra roedores e vetores; 
IV - ter porta de largura compatível com as dimensões 
dos coletores; e V - estar identificado como “ABRIGO 
TEMPORÁRIO DE RESÍDUOS”. (BRASIL, 2018)
Além disso, a mencionada RDC esclarece que o armazenamento 
temporário pode ser dispensado nas hipóteses em que o fluxo de 
recolhimento e de transporte forneça justificativa suficiente para isso. 
Também é determinado que o abrigo externo precisa ter, pelo menos, um 
ambiente destinado ao armazenamento dos coletores dos RSS do Grupo 
A, sendo facultativo o armazenamento para o grupo E, sendo também 
necessário que seja criado um ambiente exclusivo para o armazenamento 
de coletores de RSS do grupo D.
A RDC ANVISA nº 222/2018 apresenta ainda disposições acerca de 
como deve ser o abrigo externo, conforme disposto no artigo 35, e explica 
ainda como deve ser o abrigo externo do RSS do grupo B, no artigo 36 do 
mencionado RDC. 
Art. 35 O abrigo externo deve: I - permitir fácil acesso às 
operações do transporte interno; II - permitir fácil acesso 
aos veículos de coleta externa; III - ser dimensionado 
com capacidade de armazenagem mínima equivalente à 
ausência de uma coleta regular, obedecendo à frequência 
de coleta de cada grupo de RSS; IV - ser construído 
com piso, paredes e teto de material resistente, lavável 
e de fácil higienização, com aberturas para ventilação e 
com tela de proteção contra acesso de vetores; V - ser 
identificado conforme os Grupos de RSS armazenados; VI 
- ser de acesso restrito às pessoas envolvidas no manejo 
de RSS; VII - possuir porta com abertura para fora, provida 
de proteção inferior contra roedores e vetores, com 
dimensões compatíveis com as dos coletores utilizados; 
VIII - ter ponto de iluminação; IX - possuir canaletas para 
o escoamento dos efluentes de lavagem, direcionadas 
para a rede de esgoto, com ralo sifonado com tampa; X 
- possuir área coberta para pesagem dos RSS, quando 
Tratamento de Resíduos Sólidos
50
couber; XI - possuir área coberta, com ponto de saída de 
água, para higienização e limpeza dos coletores utilizados. 
Art. 36 O abrigo externo dos RSS do Grupo B deve, ainda: 
I - respeitar a segregação das categorias de RSS químicos 
e incompatibilidade química, conforme os Anexos III e IV 
desta Resolução; II - estar identificado com a simbologia 
de risco associado à periculosidade do RSS químico, 
conforme Anexo II desta Resolução; III - possuir caixa de 
retenção a montante das canaletas para o armazenamento 
de RSS líquidos ou outra forma de contenção validada; IV 
- possuir sistema elétrico e de combate a incêndio, que 
atendam aos requisitos de proteção estabelecidos pelos 
órgãos competentes. 
Art. 37 É proibido o armazenamento dos coletores em 
uso fora de abrigos. Parágrafo Único. O armazenamento 
interno de RSS químico ou rejeito radioativo pode ser feito 
no local de trabalho onde foram gerados. (BRASIL, 2018)
A RDC ANVISA nº 222/2018 também apresenta disposições acerca 
da coleta e do transporte externos, sendo esses abordados dos artigos 38 
ao 45 como pode ser visto a seguir:
Art. 38 Os veículos de transporte externo dos RSS não 
podem ser dotados de sistema de compactação ou outro 
sistema que danifique os sacos contendo os RSS, exceto 
para os RSS do Grupo D. 
Art. 39 O transporte externo de rejeitos radioativos, deve 
seguir normas específicas, caso existam e as normas da 
CNEN
Destinação 
Art. 40 Os RSS que não apresentam risco biológico, químico 
ou radiológico podem ser encaminhados para reciclagem, 
recuperação, reutilização, compostagem, aproveitamento 
energético ou logística reversa. 
Art. 41 Os rejeitos que não apresentam risco biológico, 
químico ou radiológico devem ser encaminhados para 
disposição final ambientalmente adequada
Art. 42 As embalagens primárias vazias de medicamentos 
cujas classes farmacêuticas constem no Art. 59 desta 
Resolução devem ser descartadas como rejeitos e não 
precisam de tratamento prévio à sua destinação. 
Tratamento de Resíduos Sólidos
51
Art. 43 Sempre que não houver indicação específica, o 
tratamento do RSS pode ser realizado dentro ou fora da 
unidade geradora. Parágrafo único. Os RSS tratados devem 
ser considerados como rejeitos. Art. 44 O tratamento dos 
RSS que apresentem múltiplos riscos deve obedecer à 
seguinte sequência: I - na presença de risco radiológico 
associado, armazenar para decaimento da atividade do 
radionuclídeo até que o nível de dispensa seja atingido; II - 
na presença de risco biológico associado contendo agente 
biológico classe de risco 4, encaminhar para tratamento; 
e III - na presença de riscos químicos e biológicos, o 
tratamento deve ser compatível com ambos os riscos 
associados. Parágrafo único. Após o tratamento, o símbolo 
de identificação relativo ao risco do resíduo tratado deve 
ser retirado. 
Art. 45 A destinação dos medicamentos recolhidos ou 
apreendidos, objetos de ações de fiscalização sanitária, 
deve seguir a determinação prevista no art. 59 desta 
Resolução. Parágrafo Único. É responsabilidade do 
serviço providenciar o tratamento previsto no Art. 59 desta 
resolução. (BRASIL, 2018)
Resíduos da Construção Civil
A Resolução CONAMA nº 307/2002, última vez alterada pela 
Resolução nº 469/2015 estabelece diretrizes, critérios e procedimentos 
para a gestão dos resíduos da construção civil. 
DEFINIÇÃO:
Segundo a resolução é adotada a seguinte descrição 
para resíduos da construção civil: são os provenientes de 
construções, reformas, reparos e demolições de obras 
de construção civil, e os resultantes da preparação e da 
escavação de terrenos, tais como: tijolos, blocos cerâmicos, 
concreto em geral, solos, rochas, metais, resinas, colas, 
tintas, madeiras e compensados, forros, argamassa, gesso, 
telhas, pavimento asfáltico, vidros, plásticos, tubulações, 
fiação elétrica etc., comumente chamados de entulhos de 
obras, caliça ou metralha.
Tratamento de Resíduos Sólidos
52
São classificados como resíduos da construção civil da seguinte 
forma:
I - Classe A - são os resíduos reutilizáveis ou recicláveis como 
agregados: a) de construção, demolição, reformas e reparos de 
pavimentação e de outras obras de infraestrutura, inclusive solos 
provenientes de terraplanagem; b) de construção, demolição, reformas 
e reparos de edificações: componentes cerâmicos (tijolos, blocos, telhas, 
placas de revestimento etc.), argamassa e concreto; c) de processo de 
fabricação e/ou demolição de peças pré-moldadas em concreto (blocos, 
tubos, meios-fios etc.) produzidas nos canteiros de obras.
II - Classe B - são os resíduos recicláveis para outras destinações: 
plásticos, papel, papelão, metais, vidros, madeiras, embalagens vazias de 
tintas imobiliárias e gesso.
III - Classe C - são os resíduos para os quais não foram desenvolvidas 
tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam a sua 
reciclagem ou recuperação.
IV - Classe D - são resíduos perigosos oriundos do processo de 
construção, tais como: tintas, solventes, óleos e outros ou aqueles 
contaminados ou prejudiciais à saúde oriundos de demolições, reformas 
e reparos de clínicas radiológicas, instalações industriais e outros, bem 
como telhas e demais objetos e materiais que contenham amianto ou 
outros produtos nocivos à saúde.
Segundo a Resolução CONAMA Nº 307/2002, os resíduos da 
construção civil deverão ser destinados:
I - Classe A: deverão ser reutilizados ou reciclados na forma de 
agregadosou encaminhados a aterro de resíduos classe A de reserva de 
material para usos futuros.
II - Classe B: deverão ser reutilizados, reciclados ou encaminhados a 
áreas de armazenamento temporário, sendo dispostos de modo a permitir 
a sua utilização ou reciclagem futura.
III - Classe C: deverão ser armazenados, transportados e destinados 
em conformidade com as normas técnicas específicas.
Tratamento de Resíduos Sólidos
53
IV - Classe D: deverão ser armazenados, transportados e destinados 
em conformidade com as normas técnicas específicas.
Algumas empresas vêm adotando a reciclagem do entulho, em 
forma de pavimentação, usando como base, sub-base ou revestimento 
primário, na forma de brita corrida ou misturados com o solo. Esses 
entulhos podem ainda ser usados como agregados ao concreto, 
diminuindo assim o uso de areia e brita.
Resíduos Diversos
Embalagens de Agrotóxicos
A destinação final das embalagens vazias de agrotóxicos é um 
procedimento complexo que requer a participação efetiva de todos 
os agentes envolvidos na fabricação, comercialização, utilização, 
licenciamento, fiscalização e monitoramento das atividades relacionadas 
com o manuseio, transporte, armazenamento e processamento dessas 
embalagens (ANDAV, 2000).
Com respeito às embalagens, existem restrições legais relacionadas 
ao meio ambiente e aos fatores econômicos. A Lei Federal n° 7.802 de 
11/07/89, regulamentada pelo Decreto nº 98.816, no seu artigo 2, inciso I, 
define assim o termo “agrotóxicos”:
DEFINIÇÃO:
São os produtos e os agentes de processos físicos, químicos 
ou biológicos destinados ao uso nos setores de produção, 
no armazenamento e beneficiamento de produtos 
agrícolas, nas pastagens, na proteção de florestas nativas 
ou implantadas e de outros ecossistemas e também em 
ambientes urbanos, hídricos e industriais. Cuja finalidade 
seja alterar a composição da flora e da fauna, a fim de 
preservá-la da ação danosa de seres vivos considerados 
nocivos, e, substâncias e produtos empregados como 
desfolhantes, dessecantes, estimuladores e inibidores do 
crescimento.
Tratamento de Resíduos Sólidos
54
Para minimizar o problema em torno das embalagens desses 
produtos químicos, a legislação brasileira, por meio da Lei 12.305/2010 
trata do descarte de embalagens vazias de defensivos.
A Política Nacional de  Resíduos Sólidos  estabeleceu como 
instrumento de desenvolvimento econômico e social a implantação de 
sistemas de logística reversa. O sistema consiste em um conjunto de ações, 
procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos 
resíduos sólidos ao setor empresarial, para aproveitamento em seu ciclo 
produtivo, ou para destinação final ambientalmente adequada, conforme 
a lei.
A aplicação da  logística reversa  requer integração entre União, 
Estados, Municípios e instituições particulares, que irão somar 
investimentos e esforços com a preocupação da conservação do meio 
ambiente. A Logística Reversa do Pós-Consumo (aplicada no caso das 
embalagens de agrotóxicos), abrange os bens que, após serem produzidos 
e utilizados, passam a ser de pós-consumo, e devido a isso podem ser 
enviados a destinos finais tradicionais, por exemplo, incineração e aterros 
sanitários, ou também podem retornar ao ciclo produtivo, por meio da 
reciclagem ou reuso.
Destinação das embalagens vazias conforme o Decreto 4074/2002:
A destinação de embalagens vazias, de sobras de agrotóxicos 
e afins deverá atender às recomendações técnicas apresentadas na 
bula ou folheto complementar, adquirido junto à compra do produto. 
Os usuários de agrotóxicos e afins deverão efetuar a devolução das 
embalagens vazias, e respectivas tampas, aos estabelecimentos 
comerciais em que foram adquiridos, no prazo de até um ano, contado 
da data de sua compra.
Tratamento de Resíduos Sólidos
https://sinir.gov.br/
https://www.vgresiduos.com.br/blog/desafios-da-logistica-reversa/
55
Figura 14 – Pesticidas, herbicidas
Fonte: Freepik (2021)
Após o uso, antes da devolução, cabe ao agricultor realizar a 
lavagem das embalagens no campo, armazenando-as temporariamente 
para entrega posterior na unidade de recebimento indicada.
A NBR 13968/1997 define a chamada “tríplice lavagem” e a lavagem 
sob pressão, no qual os resíduos contidos nas embalagens podem ser 
removidos e reutilizados na lavoura.
Os estabelecimentos comerciais deverão dispor de instalações 
adequadas para recebimento e armazenamento das embalagens vazias 
devolvidas pelos usuários, até que sejam recolhidas pelas respectivas 
empresas titulares do registro, produtoras e comercializadoras, 
responsáveis pela destinação final dessas embalagens.
Tratamento de Resíduos Sólidos
56
Os estabelecimentos comerciais, postos de recebimento e centros 
de recolhimento de embalagens vazias fornecerão comprovante de 
recebimento das embalagens no qual deverão constar, no mínimo:
I- Nome da pessoa física ou jurídica que efetuou a devolução.
II- Data do recebimento.
III- Quantidades e tipos de embalagens recebidas.
Os estabelecimentos destinados ao desenvolvimento de atividades 
que envolvem embalagens vazias de agrotóxicos, componentes ou afins, 
bem como produtos em desuso ou impróprios para utilização, deverão 
obter licenciamento ambiental.
As empresas titulares de registro, produtoras e comercializadoras 
de agrotóxicos, seus componentes e afins, são responsáveis pelo 
recolhimento, transporte e destinação final das embalagens vazias, 
devolvidas pelos usuários aos estabelecimentos comerciais ou aos 
postos de recebimento, bem como dos produtos por elas fabricados e 
comercializados:
I- Apreendidos pela ação fiscalizatória.
II- Impróprios para utilização ou em desuso, com vistas à sua 
reciclagem ou inutilização, de acordo com normas e instruções dos 
órgãos registrantes e sanitário-ambientais competentes.
Pneus
No Brasil, em 1993, 0,5% do lixo urbano brasileiro eram de pneus 
velhos e fora de uso. Hoje são descartados no país cerca de 17 milhões 
de pneus por ano. Os fabricantes nacionais de pneus destinaram de forma 
ambientalmente correta 471 toneladas de pneus inservíveis em 2019. De 
1999 a 2019 foram recolhidos e destinados adequadamente mais de 5,23 
milhões de toneladas de pneus inutilizáveis, o equivalente a 1,04 bilhão 
de pneus de passeio. O número de pneus descartados é mapeado pelo 
número de pneus vendidos para reposição. A meta de logística reversa de 
pneus exigida pelo Ibama em nível nacional.
Tratamento de Resíduos Sólidos
https://www.vgresiduos.com.br/blog/o-que-e-um-acordo-setorial-e-qual-a-relacao-com-os-residuos-das-empresas/
57
ACESSE:
Para saber tudo sobre o ciclo sustentável do pneu acesse 
aqui. 
Os pneus podem ser recuperados e regenerados, e para isso é 
necessário que se separe a borracha vulcanizada de outros componentes, 
como metais e tecidos. Os pneus são cortados em lascas e purificados 
por um sistema de peneiras. As lascas são moídas e depois submetidas 
à digestão em vapor d’água e produtos químicos, como álcalis e óleos 
minerais, para desvulcanizá-las. O produto obtido pode ser então refinado 
em moinhos até a obtenção de uma manta uniforme ou extrudado para 
obtenção de grânulos de borracha.
A borracha resultante desse processo apresenta duas diferenças 
básicas do composto original, ela possui características inferiores à 
original, porque nenhum processo consegue desvulcanizar a borracha 
completamente, e também tem composição indefinida, já que é um mix 
de vários componentes presentes. Apesar disso, esse material tem várias 
utilidades, como cobrir áreas de lazer e quadras de esporte, fabricar 
tapetes para automóveis; passadeiras; saltos e solados de sapatos; colas 
e adesivos; câmaras de ar; rodos domésticos; tiras para indústrias de 
estofados; buchas para eixos de caminhões e ônibus, entre outros.
Figura 15 - Pneus
Fonte: Freepik (2021).
Tratamento de Resíduos Sólidos
https://www.reciclanip.org.br/.
58
Os pneus podemser usados como reaproveitamento energético 
(fornos de cimento e usinas termoelétricas) – cada quilograma de pneu 
libera entre 8,3 a 8,5 kilowatts por hora de energia. Essa energia é até 30% 
maior do que a contida em 1 quilo de madeira ou carvão. As indústrias 
de papel e celulose e as fábricas de cal também são grandes usuárias 
de pneus em caldeiras, usando a carcaça inteira e aproveitando alguns 
óxidos contidos nos metais dos pneus radiais.
IMPORTANTE:
A queima de pneus para aquecer caldeiras é regulamentada 
por lei. Ela determina que a fumaça emanada (contendo 
dióxido de enxofre, por exemplo) se enquadre no padrão 
I da escala de Reingelmann para a totalidade de fumaças.
Dicas para o melhor descarte de pneus:
Manter os pneus em lugar abrigado ou cobri-los para evitar que a 
água entre e se acumule.
Antes de jogar pneus num aterro, furar as carcaças para deixar 
escorrer a água ou cortá-las em muitos pedaços, para diminuir seu 
volume.
RECICLAR, porque: economiza energia – para cada meio quilo 
de borracha feita de materiais reciclados, são economizados cerca de 
75% a 80% da energia necessária para produzir a mesma quantidade de 
borracha virgem (nova); economiza petróleo (uma das fontes de matéria-
prima); reduz o custo final da borracha em mais de 50%.
REDUZIR o consumo dos pneus, mantendo-os adequadamente 
cheios e alinhados, fazendo rodízio e balanceamento a cada dez mil 
quilômetros e procurar usar pneus com tiras de aço, que têm uma 
durabilidade 90% maior do que o normal.
Tratamento de Resíduos Sólidos
59
Pilhas e Baterias
Pilhas e baterias, são um risco para o meio ambiente, e também para 
a saúde pública, quando descartadas de maneira indevida, pois esses 
objetos podem ter metais pesados em seu interior. Além de correrem 
o sério risco de explodir, ao serem esmagadas ou perfuradas durante a 
coleta e o processamento dos resíduos. Pilhas e baterias são também 
causa de centenas de incêndios por ano em depósitos de lixos e locais 
de reciclagem.
Para fazer o descarte das pilhas e baterias inutilizadas, deve ser 
feita a armazenagem sem misturá-las a outros tipos de materiais, em 
recipientes de plásticos resistentes para evitar contato com umidade e 
assim evitar vazamentos. Procure o posto de recolhimento mais próximo 
de sua residência ou local de trabalho para o descarte correto, assim 
as pilhas e baterias serão enviadas de forma segura para as usinas de 
reciclagem.
Óleos Lubrificantes
A Resolução CONAMA nº 362/2005 dispõe sobre o recolhimento, 
coleta e destinação final de óleo lubrificante usado ou contaminado.
Segue alguns artigos que falam sobre a destinação do óleo usado:
Art. 3º Todo o óleo lubrificante usado ou contaminado coletado 
deverá ser destinado à reciclagem por meio do processo de rerrefino.
Art. 4º Os óleos lubrificantes utilizados no Brasil devem observar, 
obrigatoriamente, o princípio da reciclabilidade. 
Art. 5º O produtor, o importador e o revendedor de óleo lubrificante 
acabado, bem como o gerador de óleo lubrificante usado, são responsáveis 
pelo recolhimento daquilo que foi consumido ou contaminado, nos limites 
das atribuições previstas nesta Resolução. 
Art. 6º O produtor e o importador de óleo lubrificante acabado 
deverão coletar ou garantir a coleta e dar a destinação final ao óleo 
lubrificante consumido ou contaminado, em conformidade com esta 
Tratamento de Resíduos Sólidos
60
Resolução, de forma proporcional em relação ao volume total de óleo 
lubrificante acabado que tenham comercializado.
Art. 7º Os produtores e importadores são obrigados a coletar todo 
óleo disponível ou garantir o custeio de toda a coleta de óleo lubrificante 
consumido ou contaminado efetivamente realizado, na proporção do óleo 
que colocarem no mercado conforme metas progressivas intermediárias 
e finais a serem estabelecidas pelos Ministérios de Meio Ambiente e de 
Minas e Energia em ato normativo conjunto, mesmo que superado o 
percentual mínimo fixado.
Art. 12º Ficam proibidos quaisquer descartes de óleos usados ou 
contaminados em solos, subsolos, nas águas interiores, no mar territorial, 
na zona econômica exclusiva e nos sistemas de esgoto ou evacuação de 
águas residuais.
Art. 17. São obrigações do revendedor: I - receber dos geradores o 
óleo lubrificante usado ou contaminado.
Art. 18. São obrigações do gerador: I - recolher os óleos lubrificantes 
usados ou contaminados de forma segura, em lugar acessível à coleta, 
em recipientes adequados e resistentes a vazamentos, de modo a não 
contaminar o meio ambiente.
Assim, fique de olho na hora de trocar o óleo do carro. Procure 
sempre oficinas confiáveis e questione sobre o destino que darão ao 
produto usado no momento da troca.
Óleo Vegetal
Os óleos de cozinha mais utilizados são os óleos virgens e extra 
virgens (azeites), óleos vegetais (soja, milho, girassol, linhaça, canola) 
e gordura animal (manteiga e banha de porco) — que se diferem pelos 
processos de extração e purificação dos óleos vegetais. De acordo com 
dados da Associação Brasileira das Indústrias de Óleo (Abiove), o Brasil 
produz mais de 3 bilhões de litros de óleos vegetais por ano. O descarte 
incorreto de 1 litro de óleo pode contaminar até 25 mil litros de água 
potável. Dos 500 mil litros de óleo descartados ao mês no Brasil, apenas 
10% são reciclados .
Tratamento de Resíduos Sólidos
61
Vamos falar de algumas medidas que podem ser empregadas para 
a destinação adequada do produto.
Figura 16 - medidas que podem ser empregadas para a destinação adequada do produto
Filtragem 
do óleo
Armazenamento 
em garrafas PET
Reciclagem do 
óleo
Logística Reversa
Fonte: Elaborado pelo autor (2022).
1. Filtrar o óleo depois de usá-lo: ao utilizar o óleo para frituras, é 
necessário filtrá-lo assim que ele esfriar para retirada dos restos 
de comida.
2. Armazenar em garrafas PET e realizar o descarte correto: após filtrar 
o óleo, armazene-o em uma garrafa PET. Essa atitude reduz os 
riscos de entupimento de tubulações e conserva o óleo para que 
ele seja encaminhado para reciclagem. Existem muitas empresas 
e ONGs especializadas nesse tipo de coleta seletiva, que utilizam 
o resíduo para produção de biodiesel, tintas a óleo, entre outros 
produtos. Procure um ponto de entrega voluntário próximo à sua 
residência, ou deixe o recipiente junto à lixeira para ser coletado.
3. Recicle o óleo: uma das grandes utilidades do óleo usado é 
a reutilização para fazer biodiesel, lubrificantes, entre outros 
produtos. Sem dúvidas, a reciclagem no Brasil é algo que deve ser 
incentivado constantemente, e esse é o melhor destino dado para 
o óleo após o seu uso.
4. Logística reversa: o CONAMA, mediante diversas resoluções, 
determina que empresas (como oficinas) recolham e destinem 
corretamente óleos e demais produtos químicos que possam 
causar danos ao meio ambiente. Esses agentes recolhem o produto 
utilizado para que ele não passe pelo processo de “rerrefino”. 
Tratamento de Resíduos Sólidos
https://blog.brkambiental.com.br/reciclagem-no-brasil/
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Lâmpadas Fluorescentes e de Descarga Gasosa
Lâmpadas de alta eficiência, lâmpadas fluorescentes e de descarga 
gasosa, possuem em seu interior mercúrio, sódio ou outros vapores 
metálicos. Vem em formatos tubulares, circulares ou compactas.
O manuseio deve ser feito com muito cuidado e atenção para que a 
quebra da lâmpada seja evitada. Quando substituídas, as lâmpadas devem 
ser acondicionadas em embalagem original, ou o mais similar possível, os 
pinos de contato elétrico não devem ser empurrados de forma alguma, 
é recomendável que a lâmpada seja protegida por grades, a fim de evitar 
sua queda e a ocorrência de acidentes.
Para o acondicionamento, as lâmpadas jamais devem ser 
quebradas, mas que já estiverem quebradas, devem ser separadas das 
demais e acondicionadas em tambores ou bombonas com tampa. É de 
extrema importância salientar que jamais acondicione lâmpadas juntoao 
coletor de vidros, a fim de evitar a contaminação do material reciclável.
Para transportar esse material é preciso protege-lo contra choques, 
assim evitando que as lâmpadas quebrem.
RESUMINDO:
Vimos neste capítulo os resíduos considerados perigosos 
pela NBR 10004/2004 e que eles possuem características 
como inflamabilidade, corrosividade, reatividade, 
toxicidade e patogenicidade, além de apresentarem riscos 
à saúde pública e ao meio ambiente. E para que o descarte 
desses resíduos não gere nenhum risco à saúde pública ou 
poluição ambiental, eles devem receber formas específicas 
de manuseio, acondicionamento, armazenamento, 
transporte e descarte. 
Aqui falamos dos materiais descartados na área da saúde humana e 
animal, dos resíduos da construção civil, das embalagens de agrotóxicos, 
Tratamento de Resíduos Sólidos
63
pneus, pilhas e baterias, óleos lubrificantes, óleos vegetais e lâmpadas. 
Vimos que alguns desses resíduos são recicláveis e até reutilizáveis, e 
ganham novos usos tanto nos mesmos setores onde foram gerados, como 
em outras áreas que nada tem a ver com sua origem. Como os resíduos 
da construção civil, que podem ser utilizados na própria construção, 
evitando o uso de novos recursos naturais. Os pneus que são reciclados e 
utilizadas as suas borrachas para novos fins, também evitando a retirada 
de matéria-prima da natureza. Concluímos que com ideias e pesquisas 
podemos tornar a vida mais sustentável com simples atos do nosso dia 
a dia. 
Tratamento de Resíduos Sólidos
64
REFERÊNCIAS
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desafios tecnológicos, políticos e econômicos. Disponível em:https://
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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 
10.007/2004: Amostragem de resíduos sólidos. 2ª ed. Rio de Janeiro, 
2004a.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 
12.235/1992: Armazenamento de resíduos sólidos perigosos. Rio de 
Janeiro, 1992.
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13.968/1997: Embalagem rígida vazia de agrotóxico – procedimentos 
de lavagem. Rio de Janeiro, 1997.
BRASIL. Resolução da diretoria colegiada. RDC NO 222 de 28 de 
Março de 2018. Regulamenta as Boas Práticas de Gerenciamento dos 
Resíduos de Serviços de Saúde e dá outras providências. Ministério da 
Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Diário Oficial da União, 
Brasília, DF, Ed. 61, Seção: 1, pag. 76, 2018. Disponível em: https://bvsms.
saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2018/rdc0222_28_03_2018.pdf. 
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COMPANHIA DE TECNOLOGIA DE SANEAMENTO AMBIENTAL 
– CETESB. Inventário estadual de resíduos sólidos domiciliares – 
Relatório síntese 1999. São Paulo, 2000. 64p.
Tratamento de Resíduos Sólidos
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CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE – CONAMA. 
Resolução 307/2002: Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos 
para a gestão dos resíduos da construção civil. Disponível em: http://
www.mma.gov.br/port/conama/. Acesso em: 10 jan 2021.
CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE – CONAMA. Resolução 
358/2005: Dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos resíduos 
dos serviços de saúde e dá outras providências. Disponível em: http://
www.mma.gov.br/port/conama/. Acesso em: 10 jan 2021.
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CORUMBÁ. Concessões S.A. Cartilha de Gerenciamento de 
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sólidos por ano. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/
noticia/2019-11/brasil-gera-79-milhoes-de-toneladas-de-residuos-
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Tratamento de Resíduos Sólidos
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2019-11/brasil-gera-79-milhoes-de-toneladas-de-residuos-solidos-por-ano
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2019-11/brasil-gera-79-milhoes-de-toneladas-de-residuos-solidos-por-ano
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	Caracterização dos Resíduos
	O que são Resíduos Sólidos?
	Classificação de Resíduos
	Resíduos Classe I – Perigosos
	Resíduos Classe II – Não Perigosos
	Origem dos Resíduos Sólidos
	Resíduos Domésticos
	Resíduos de Estabelecimentos Comerciais
	Resíduos Industriais
	Resíduos de Limpeza Pública
	Resíduos de Construção Civil
	Resíduos de Serviços de Saúde
	Resíduos Rurais
	Características dos Resíduos
	Resíduos Orgânicos
	Resíduos Inorgânicos
	Resíduos Recicláveis
	Resíduos não Recicláveis
	Outras Características
	Definição de Lixo e Resíduos Sólidos
	Diferença entre Lixo e Resíduo Sólido?
	Princípio dos 3 R’s
	Reduzir
	Reutilizar/Reaproveitar
	Reciclar
	Problemática da Geração de Resíduos
	Fontes de Dados da Geração de Resíduos
	ISWA
	ABRELPE
	Geração de Resíduos Sólidos no Mundo
	Geração de Resíduos Sólidos no Brasil
	A Problemática dos Resíduos de Serviço de Saúde
	Resíduos de Serviços de Saúde
	Resíduos da Construção Civil
	Resíduos Diversos
	Embalagens de Agrotóxicos
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	Pilhas e Baterias
	Óleos Lubrificantes
	Óleo Vegetal
	Lâmpadas Fluorescentes e de Descarga Gasosa

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