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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE UERN
FACULDADE DE LETRAS E ARTES FALA
DEPARTAMENTO DE LETRAS ESTRANGEIRAS DLE
CURSO DE ESPANHOL
ANA LÉTICIA MOURA GOMES
CLÉCIA XAVIER
MARA ESTHER 
JOCICLEIDE ARRUDA DE FREITAS
RACISMO NO FUTEBOL: UMA ANALISE DISCURSIVA DO CASO DO VINICIUS JUNIOR
MOSSORÓRN
2023
ANA LÉTICIA
CLÉCIA XAVIER
MARA ESTHER 
JOCICLEIDE ARRUDA DE FREITAS
RACISMO NO FUTEBOL: UMA ANALISE DISCURSIVA DO CASO DO VINICIUS JUNIOR
Trabalho entregue ao professor Francisco Paulo da Silva da disciplina Analise do discurso do departamento de Letras Estrangeiras como requerido para a obtenção de nota da segunda unidade da referida disciplina.
MOSSORÓRN
2023
RESUMO
Desde a origem do futebol na Inglaterra o Negro nunca foi bem-vindo a este esporte, por se tratar de um esporte nobre praticado exclusivamente por homens brancos. O negro que estava recém liberto da escravatura ainda procurava seu espaço e respeito na sociedade. Esta luta resiste até os dias atuais, onde os homens brancos insistem em manter a raça negra como inferior, sendo perceptível dentro e fora de campo do futebol. O estudo busca analisar casos de racismo vivenciado pelos jogadores negros da modalidade do esporte futebol, com enfoque no caso de racismo vivenciado pelo jogador Brasileiro Vinícius Junior no campo de Mestalla na Espanha, especificamente no jogo do dia 21 de maio de 2023 dos times Real Madri contra Valencia. Retrataremos também as medidas de combate que têm sido utilizadas nos últimos anos contra as práticas criminas. O método usado foi uma pesquisa caracterizada como qualitativa e descritiva, com bases bibliográficas em artigos disponibilizados em redes sociais das contas oficiais do jogador, dos presidentes da Liga, do presidente do clube e do atual presidente do Brasil; bem como de matérias em diversos sites de notícias. A partir disso, foram encontrados resultados que apontaram diversos casos em que o racismo foi evidenciado, e ainda nos mostrou que as normas punitivas presentes ainda não são totalmente eficazes para o combate a esse crime horrendo.
Palavras chaves: Futebol masculino, Racismo, Crime, Medidas Antirracistas.
1. INTRODUÇÃO
O futebol é o esporte mais popular do mundo, fundado na Inglaterra no século XVII. As primeiras regras escritas do futebol apareceram em 1830 e desde então foram revisadas. Talvez, por isso, o esporte tenha sido considerado em sua origem digno apenas para a elite jogar, ou seja, homens brancos. Os negros não eram considerados nobres, portanto, sem espaço para esse esporte. Estamos falando do final do século XIX e início do século XX, após o período da abolição dos escravos. A população negra enfrentava também outro grande desafio: o enfrentamento das mazelas sociais urbanas, nos quais não estavam preparados. 
Tais questões reflete a violência racista no futebol até os dias atuais. Mas o que é racismo? Racismo consiste no preconceito, discriminação ou antagonismo por parte de um indivíduo, comunidade ou instituição contra uma pessoa ou pelo fato de tais pessoas pertençam a um determinado grupo racial ou étnico, tipicamente marginalizado ou uma minoria. Ou seja, revela-se na atitude de hostilidade em relação a determinada categoria de pessoas o que se denomina xenofobismo. Em contrapartida, a injuria racial apesar de ser equiparada ao crime de racismo trata-se da discriminação a qualquer atitude ou tratamento dado a pessoa ou grupo minoritário que cause constrangimento, humilhação, vergonha, medo ou exposição indevida, e que usualmente não se dispensaria a outros grupos em razão da cor, etnia, religião ou procedência.
2. OBJETIVOS
Evidenciar os casos de racismo no futebol com base no recente caso do jogador Vinicius Junior, vítima de um caso de racismo durante uma partida na Espanha. Esse trabalho busca analisar os discursos reproduzidos pela mídia, representantes esportivos e outras figuras públicas que demonstraram seus posicionamentos acerca do caso.
3. METODOLOGIA
Essa pesquisa é caracterizada como qualitativa e descritiva, com bases bibliográficas em artigos, matérias sobre o caso do jogador de futebol de Vinicius Junior vítima de racismo em campo.
4. RACISMO NO FUTEBOL
O racismo sempre foi um tema na sociedade brasileira. Os negros sofrem violência verbal e física desde os tempos da escravidão e, ainda hoje, leis e programas sociais são criados para coibir essa discriminação. No futebol, isso não é exceção. Embora o esporte atinja diferentes povos e culturas, ele ainda é um reflexo da sociedade em que é praticado.
Os primeiros clubes de futebol brasileiro reconheciam amplamente apenas a existência de famílias tradicionais, muitas das quais eram descendentes de europeus. Portanto, os concorrentes não são de classes populares.
 	Essa noção não foi quebrada até 1923 com a criação do Clube Vasco da Gama, um clube popular de trabalhadores, negros e moradores do entorno. Depois que o futebol brasileiro foi autorizado a participar de eventos esportivos em 1925, começou a abrir espaço gradualmente para os negros.
 O primeiro estatuto contra o preconceito racial só foi promulgado em 3 de julho de 1951, data da Lei 1.390/51, conhecida como Lei Alfonso Arinos. O estatuto, criado para punir a discriminação racial no país, tem grande significado histórico. No entanto, considera apenas tais atos como contravenções penais, além de penas menores.
 Somente com a promulgação do artigo XLII, § 5º, da Constituição Federal, em 1988, o racismo passou a ser caracterizado como crime inafiançável e imprescritível, punível com pena privativa de liberdade nos termos de dispositivos legais editados posteriormente. O caso é regido pela Lei 9.459/97. Também foi tipificado no Código Penal o crime de injúria racial, em seu artigo 140, § 3º, quando o agente se utiliza da etnia, cor, religião, origem, ou pessoa portadora de deficiência para ofender a honra subjetiva da vítima.
5. CASO VINICIUS JUNIOR
No dia 21 de maio durante uma partida contra o Valencia pelo campeonato espanhol organizado pela La Liga, o jogador brasileiro Vinicius Junior, do Real Madrid, foi expulso depois de reagir a ofensas racistas por torcedores e se envolver em uma briga com jogadores do time adversário. Sendo possível ouvir durante a partida gritos ofensivos, como “macaco!” vindos da torcida do Valencia direcionados ao atacante brasileiro.
	Durante o segundo tempo do jogo, logo após ter o lance atrapalhado por uma segunda bola vinda da torcida, Vinicius apontou para um torcedor especifico e mostrou ao arbitro como o autor das ofensas. A partida foi parada por alguns minutos depois de anunciarem em auto falantes o episodio de racismo, já durante os acréscimos do segundo após a partida ser retomada um desentendimento envolvendo Vinicius Junior e o goleiro adversário Mamardashvilli, durante o empurra-empurra entre vários atletas, o jogador brasileiro sofre um mata-leão do atacante Hugo Duro, ao tentar reagir atinge o goleiro adversário levando assim um cartão vermelho, ou seja, expulso do jogo.
	
6. ANALISE DOS POSICIONAMENTOS SOBRE O CASO
Logo após a partida o jogador brasileiro se posicionou em suas redes sociais, como pode ser visto abaixo:
Imagem 1. Fonte: https://twitter.com/vinijr/status/1660379570149683200?s=20
O presidente, Javier Tebas Medrano, da La Liga Nacional de fútbol Profesional, associação responsável por administrar as duas ligas de futebol profissional de nível mais alto da Espanha declarou em suas redes sociais o seu posicionamento discordando das falas do jogador Vinicius após o jogo onde ele sofreu ofensas racistas. Segundo o presidente esse fato criminoso não é comum acontecer nos jogos da Liga.
Imagem 2. Fonte: https://twitter.com/Tebasjavier/status/1660393419963809793?s=20
Em contra resposta o jogador rebate as palavras do presidente, em sua rede social, alegando que o mesmo está sendo omisso a realidade dos crimes de racismo ocorridos durante os jogos organizados pela Liga, reforçando que o mesmo não tem o poder de fala para falardo caso por não ser negro, e tais atitudes de omissão só iguala aos demais racistas.
Imagem 3. Fonte: https://twitter.com/vinijr/status/1660414706962636803?s=20
O jogador reforça que atitudes racistas são feitas não somente dentro de campo, mas também fora do campo; o mesmo já recebeu ameaças de morte com bonecos enforcados, gritos criminosos durante a sua rotina diária. Nesta mesma fala, Vinicius expões a sua revolta contra a impunidade dos agressores que não tem a sua imagem exposta em redes públicas e não ver a punição necessária para tais criminosos, bem como para os clubes desportivos que fingem não ver tais movimentos organizados pelas torcidas durante os jogos. Também alega o descaso como as emissoras que transmitem os jogos, os telejornais, bem como os patrocinadores dos eventos; que presenciam todos os fins de semana casos semelhantes de racismo, porém não se incomodam; talvez porque não se sensibilizam com tal barbaridade.
 
Imagem 4. Fonte: https://twitter.com/vinijr/status/1660743682461519872?s=20
O caso de racismo é tão notório e corriqueiro nos campos da La Liga que, dias após ao acontecimento do crime sofrido por Vinícius em campo, outro caso de racismo acontece com o amigo e assessor do jogador Vinicius, Felipe Silva, quando adentra ao clube para um amistoso em Barcelona, o segurança do local o impede e pede para o mesmo colocar as mãos pra cima e profere a seguinte frase: “Mãos para cima, essa aqui é minha pistola para você.” Mostrando-lhe em seguida uma banana para o seu assessor. O caso sensibilizou mais uma vez o jogador pelo fato de se repetir tanta a ofensa racista e a impunidade para esse crime, não se intimidando com o recente caso exposto e discutido mundialmente.
 
Imagem 5. Fonte: https://twitter.com/geglobo/status/1670153718652887041?s=20
Imagem 6. Fonte: https://twitter.com/vinijr/status/1670205332591616001?s=20
	Durante a repercussão do caso, também houve posicionamentos de outras figuras públicas, sendo uma delas o atual presidente do país Luíz Inacio Lula, que demonstrou apoio a Vinicius e pediu que houvessem mais providencias advindas de outras entidades, como a Fifa, para que não deixe o racismo se transformar em algo “banal” no futebol.
Imagem 7. Fonte: https://twitter.com/LulaOficial/status/1660425977250426880?s=20
	Depois do ocorrido e de receber o apoio de muitos brasileiros, amigos e jogadores de futebol, Vinicius Junior voltou as redes sociais para agradecer a solidariedade e demonstrar seu desejo em continuar sendo um símbolo de força e luta contra o preconceito.
Imagem 8. Fonte: https://twitter.com/vinijr/status/1660771613527224324?s=20
7. DISCURSO ANTIRRACISTA
 A importância do discurso antirracista propagada pelos movimentos sociais, como exemplo o movimento negro, alertam sobre a necessidade de uma educação antirracista. É comum que após a repercussão de um caso de racismo, muitas esferas socias e midiáticas se solidarizarem por um curto período de tempo provando que a real intenção de sua militância era nada mais que ganhar visibilidade através de tais episódios. 
 Efeitos paliativos como esses, não erradicam tal problemática, uma vez que esses discursos sempre tornam a acontecer. Uma alternativa eficaz para essa mudança é a construção de uma educação antirracista. 
 De acordo com Silva (2021), 
Apreende-se que o entendimento dos saberes produzidos pelo movimento negro é capaz de subverter a teoria educacional, contruir a pedagogia das ausências e das emergências, repensando a escola, a universidade e descolonizando os currículos. Nesse sentido, constituem exemplos as Leis nº 10.639/2003 (BRASIL, 2003) e nº 11.645/2008 (BRASIL, 2008), que instituíram a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena, e uma educação das relações étnico-raciais no Brasil (SILVA; RIBEIRO, 2019). 
 A introdução de tais movimentos sociais, dentro da educação básica são de extrema importância sobre o respeito, a diversidade e a luta das minorias presentes na sociedade atual. Segundo (Neto, et al)2013, no campo da educação no Brasil, políticas públicas têm sido implementadas para ampliar o acesso de negros e indígenas às universidades (cotas, ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena). Por um lado, essas políticas educacionais e suas diretrizes curriculares sobre a educação das relações raciais representam um passo importante na luta contra o racismo e sugerem uma lente crítica para mudanças na prática e revisão dos currículos educacionais, enquanto o eurocentrismo persistir. na formação de professores. Por outro lado, com exceção de algumas universidades, os cursos obrigatórios de disciplinas de relações étnicas no ensino superior estão progredindo lentamente. Por exemplo, no Brasil, no campo da educação, são implementadas políticas públicas para ampliar o acesso à universidade para a população negra e indígena.
 De acordo com Silva (2021), A educação na sociedade contemporânea tem sido tradicionalmente considerada uma arena fundamental na luta contra o racismo, e as universidades têm se tornado cada vez mais espaços de resistência, alimentadas e alimentadas pelas tensões e disputas que geram entendimentos de raça e antirracismo de. Portanto, é preciso refletir sobre os referenciais conceituais, discursos e práticas que sustentam a ação do Estado e dos movimentos sociais em relação às políticas públicas educacionais voltadas para a inclusão de negros e indígenas.
8. CONCLUSÃO 
Modelo: Conclui-se que a representação social sobre o racismo no futebol brasileiro sofreu transformações, sobretudo no sistema periférico, desde o início do século; entretanto, elementos do núcleo central anterior ainda estão presentes e se manifestam a partir do momento em que se comparam as críticas que se fazem aos jogadores brancos e as que se fazem aos negros e mestiços. As críticas dirigidas aos brancos focalizam principalmente o atleta, enquanto as que se dirigem aos negros e mestiços focalizam o indivíduo, no sentido de diminuí-lo como pessoa, ou seja, são críticas étnicas.
8. REFERÊNCIAS
MARINI, Eduardo. Entenda o caso de racismo contra Vinicius Junior. São Paulo, 25 de maio de 2023. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2023/05/entenda-o-caso-de-racismo-contra-vinicius-junior.shtml
SILVA, Marcos Antonio Batista da. Educação antirracista no contexto político e acadêmico: tensões e deslocamentos. Educação e Pesquisa, [S.L.]São Paulo, v. 47, n. , p. 1-18, mar. 2021. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/s1678-4634202147226218
LIMA, Elianeide Nascimento; BEZERRA NETO, Luiz. Políticas públicas e educação do campo:: elementos para um debate. Gepec, São Carlos, v. 46, n. , p. 1-24, out. 2013.
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