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Além disso, no primeiro parágrafo fala-se em “as cópias” como se isso estivesse retomando algo que já teria aparecido no texto; e a informação “não mande dinheiro” dá a entender que já se tinha dado algum conselho que pudesse fazer o leitor pensar que deveria enviar dinheiro, só que isso não é verdade. Quebra de progressão Repete-se, desnecessariamente, que a corrente não é superstição. E também se repete que a carta deve rodar o mundo todo. Contradição Fala-se que a felicidade não tem preço, mas quase todos os exemplos de pessoas que enviaram ou não as cópias envolvem dinheiro. Quebra de articulação A organização dos parágrafos não respeita o limite de assunto (ver, por exemplo, o último parágrafo, que trata de vários assuntos ao mesmo tempo). No segundo parágrafo, descrevem-se situações de pessoas que entraram em contato com a carta. Em seguida, esse assunto é suspenso, para só voltar no quarto parágrafo. Todos esses exemplos apontam para quebras localizadas de coerência, que, sem dúvida, prejudicam a eficácia comunicativa do produto final. LEITURA COMPLEMENTAR Se você quiser saber mais sobre a proposta de Charolles e suas aplicações ao ensino de produção textual, leia o artigo "Repensando a textualidade", cuja referência é: COSTA VAL, Maria da Graça. Repensando a textualidade. In: Azevedo, José Carlos (Org.). Língua Portuguesa em Debate: conhecimento e ensino. Petrópolis: Vozes, 2001, p. 34-51. Fontes das Imagens 1 - http://cidadesarandi.blogspot.com.br/2011/01/charge-pulando-o-carnaval.html 2 - https://www.youtube.com/watch?v=1ACVnOEoKtE 3 - http://tomataria.blogspot.com.br/2011/02/manoel-e-caneta.html 21