Prévia do material em texto
“Os ombros suportam o mundo”: A angústia de Drummond através de seus versos livres “Os ombros suportam o mundo”: Drummond's anguish through his free verses “Os ombros suportam o mundo: La angustia de Drummond mediante tus versos libres Andréia Maria P. C. SILVA1, Luana Freire de MEDEIROS2 Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Mossoró-RN, Brasil Resumo O presente artigo visa à reflexão do poema para um âmbito social, instigando a percepção da dureza e das inquietações pessoais vividas durante a Segunda Guerra Mundial, uma provocação acerca dos problemas enfrentados naquele momento. Analisaremos de forma mais simples e madura as fragilidades e angústias presentes no seu contexto, viabilizando o reflexo de um tempo difícil sobre a temática social ao estudarmos suas características, estruturas e formas poéticas, usaremos o livro “Versos, Sons e Ritmos” (2005) de Norma Goldstein para análise do poema, buscando interagir com os leitores sobre a importância de dias melhores inclusa no poema, evidenciando sobre sua vida angustiante, relatada através de um acontecimento cruel no seu poema, em forma de poema. Debruçamos no “Os ombros suportam o mundo” (1940) sobre a forma de pensar daqueles indivíduos, tendo como sua maior preocupação, apenas a sobrevivência desse mundo cheio de descrenças e desesperanças. Conhecer de modo geral, o poema de Drummond, torna sua reflexão como uma faceta de posturas e fases para o mundo moderno, apresentando-se como exemplo para o contexto social atual, como forma de conflitos internos e individuas, onde são frequentes nas vidas e nas sociedades. Por fim, também buscamos trazer em nosso objetivo uma análise sobre o poema “Os Ombros Suportam o Mundo” (1940) de Carlos Drummond de Andrade. Palavras-chave: Desesperança, crise social, angústia, modernismo. Abstract This present article aims at reflecting the poem in a social context, instigating the perception of the hardness and personal concerns experienced during World War II, a provocation about the problems faced at that time. We will analyze in a simpler and more mature way the weaknesses and anguish present in its context, enabling the reflection of a difficult time on the social theme when we study its characteristics, 1 Discente do Curso de Letras Língua Portuguesa da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). E mail: andreiamaria@alu.uern.br. 2 Discente do Curso de Letras Língua Portuguesa da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). E mail: luanafreire@alu.uern.br. mailto:andreiamaria@alu.uern.br mailto:luanafreire@alu.uern.br structures and poetic forms, we will use the book “Versos, Sons and Ritmos” (2005) by Norma Goldstein to analyze the poem, seeking to interact with readers on the importance of better days included in the work, highlighting his distressing life, reported through a cruel event in his work, in the form of a poem. We look at “Os ombros que suportam o mundo” (1940) on the way of thinking of those individuals, having as their biggest concern, only the survival of this world full of disbelief and hopelessness. Knowing in general, Drummond's work, makes his reflection as a facet of postures and phases for the modern world, presenting himself as an example for the current social context, as a form of internal and individual conflicts, where they are frequent in lives in companies. Finally, we also seek to bring in our objective an analysis of the poem “Os ombros que suportam o mundo” (1940) by Carlos Drummond de Andrade. Keywords: Hopelessness, social crisis, anguish, modernism. Resumen El presente artículo pretende centrar la reflexión del poema para el ámbito social, instigando la percepción de la dureza y de las inquietudes vivido durante la Segunda Guerra Mundial, una provocación sobre los problemas que se enfrentan en ese momento. Examinaremos de manera más sencilla y madura la debilidades y angustia presentes en su contexto, posibilitando un reflejo de un tiempo difícil sobre temas sociales al estudiar tus características, estructuras y formas poéticas, utilizaremos el libro “Versos, sons y ritmos” (2005) de Norma Goldstein para analizar el poema, buscando contribuir con los lectores sobre la importancia días mejores dentro de la poema, evidenciando acerca de su vida angustiante, se informa a través de un suceso cruel en su poema, en forma de poesía. Examinamos en el “Os ombros que suportam o mundo” (1940) sobre el modo de pensar de aquellos individuos, teniendo en cuenta su mayor preocupación, sólo la supervivencia de este mundo lleno de incredulidad y desesperanza. Conocer en general, el poema del Drummond, hace su reflexión como una faceta de posturas y fases al mundo moderno, testificando como ejemplo para el contexto social actual, como forma y conflictos internos e individuales, donde son frecuentes en la vida, en las sociedades. Al final, también buscamos traer en nuestro propósito un análisis sobre el poema “Os ombros que suportam o mundo” (1940) del Carlos Drummond de Andrade. Palabras-clave: Desesperanza, crisis social, angustia, modernismo. 1. Introdução Sem dúvidas “Os Ombros Suportam o Mundo” é um poema singular, que nos relata os acontecimentos da sociedade durante a guerra. Drummond nos mostra uma hipótese interpretativa e analítica, trazendo pontos reflexivos de fatos sociais percebidos na época vivida. O poema traz consigo fontes cruéis de tempos difíceis, porém mesmo perante esse momento de tristeza, Drummond faz a seguinte contribuição para os leitores ao transmitir na sua arte poética, sentimentos e dramas vividos no período difícil, beneficiando-nos com a emoção, comoção e reciprocidade ao compreendermos o quão difícil foi viver naquele momento. Temos o objetivo geral através desse poema, provocar uma reflexão acerca dos problemas enfrentados naquela época e estudar suas características poéticas, através da perspectiva do autor Drummond, objetivando conhecer a sua biografia, explorar o estilo do poema e estudar as características poéticas dos versos, das estrofes e ritmos com base na autora Norma Goldstein3. Lançando-nos para um mundo subjetivo através do poema, a justificativa da escolha desse poema se dá pela curiosidade, emoção e reflexão que o autor, Drummond, retrata através de sua angústia nos seus versos livres, apresentando por de versos situações enfrentadas durante tempos difíceis. 2. Referencial teórico O referencial teórico da análise foi estruturado em quatro tópicos, a conhecer: o autor do poema, Drummond, desvendar as características do poema “Os ombros suportam o mundo”, o estilo desse poema e analisar as características que ele apresenta. 2.1 Biografia de Drummond Carlos Drummond de Andrade nasceu dia 31 de outubro de 1902 em Itabira do Mato Dentro, no interior de Minas Gerais. Era descendente de uma família de fazendeiros tradicionais da região, foi o nono filho do casal Carlos de Paula Andrade e Julieta Augusta Drummond de Andrade. “Em 1925 casou-se com Dolores Dutra de Morais, com quem teve dois filhos, Carlos Flávio (em 1926, que viveu apenas meia hora) e Maria Julieta Drummond de Andrade, nascida em 1928.” (DIANA, 2019)4 No ano de 1930 publicou seu primeiro poema “Alguma Poesia” fez parte da segunda geração modernista, foi precursor da chamada “poesia de 30” a partir da publicação do seu primeiro livro. Drummond escreveu poesia, prosa, literatura infantil e realizou diversas traduções. De acordo com DIANA (2019) o autor ainda foi um poeta, contista e cronista brasileiro, considerado um dos maiores escritores do Brasil. Drummond faleceu em dia 17 de agosto de 1987 no Rio de Janeiro, com 85 3 Doutora em Letras, professora do Ensino Superior em São Paulo (2005). 4 Daniela Diana, Licenciada em Letras pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) em 2008 e Bacharelada em Produção Cultural pela UniversidadeFederal Fluminense (UFF) em 2014. anos, poucos dias após a morte de sua filha, a cronista Maria Julieta Drummond de Andrade. Segundo DIANA (2019), entre os anos de 1988 e 1990, sua imagem esteve representada nas notas de cinquenta cruzados. 2.2 O poema “Os ombros suportam o mundo” Dentre as décadas de 1930 a 1940, o mundo estava enfrentando imensas crises, tanto econômicas quanto sociais, incluído no contexto da segunda guerra, sem nem se quer ter superado a primeira. Diante do presente momento “alguns autores deste período produziram obras carregadas por suas angústias perante os acontecimentos, [...]” (ARAUJO, SOUZA, RUFINO 2017, p. 01). Foi o caso do poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade que “publica seu livro Sentimento do mundo, uma coleção de poemas que tratam da mesma angústia abordada por outros escritores da época.” (ARAUJO, SOUZA, RUFINO 2017, p. 01). Ao escrever a obra Sentimento do mundo (1940), Carlos Drummond estava vivenciando o período pós-primeira guerra mundial e o início da segunda. Por ser um poeta de grande sensibilidade, conseguiu retratar excelentemente as angústias da época em seu livro, usando muitas vezes do eu-lírico para expressar as suas próprias angústias diante da guerra. (ARAUJO, SOUZA, RUFINO 2017, p. 03). Dos poemas desta obra, falaremos sobre o poema “Os ombros suportam o mundo” Segundo relata os autores (ARAUJO, SOUZA, RUFINO, 2017) Drummond, nos expressa que chegou um tempo em que o sentimento não mais importa, onde o tempo que o amor não mais se mantém, e que o companheirismo não mais pendura. Relata que já se perdeu o “saber” do sofrer, pois já se tornou “comum”, ou cotidiano tal experiência. A vida continua, em meio às guerras e sofrimento, e Drummond diz que não nos libertamos disto ainda, alguns se entregaram a morte, outros, apenas vivem, como se fosse uma ordem, sem prazer, sem ânimo para a vida, apenas sobrevivem. E o mesmo sofrimento que as pessoas carregam em seus ombros, torna o mundo fraco, e as crianças desse tempo são condenadas a terem uma vida sofrida, nesse mundo fraco. (ARAUJO, SOUZA, RUFINO 2017, p. 05). Compreendemos que Drummond nos dirige em seu poema sobre um sentimento que lhe afeta vivido na época na Segunda Guerra Mundial, que já fez parte do seu cotidiano taxado como algo comum, as pessoas amedrontadas já não sabem mais lidar com a situação, resistindo apenas em sobreviver, um sentimento de desesperança que nada mais valeria a pena, um dilema que os coloca entre apenas sobreviver ou esperar a morte, transmitindo assim um sentimento épico daqueles acontecimentos. Seria um sentimento de insegurança e medo refletindo em uma insignificância, onde “nada mais importa, nada parece demonstrar útil para o tempo em que ele vive, nem o amor ou mesmo a própria vida demonstram ter importância.” (ARAUJO, SOUZA, RUFINO 2017, p. 07). Contudo mesmo diante de tantos problemas, o poeta nos aconselha que o momento presente precisa ser encarado, onde não se deve fugir do sofrimento, refletindo-nos uma faceta madura e universal do poema. 2.3 Modernismo O Modernismo no Brasil teve início na primeira metade do século XX, através do movimento artístico, cultural e literário, com o seu marco oficial na Semana de Arte Moderna de 1922. De acordo com Dias (2018), o movimento modernista tinha como objetivo romper com o tradicionalismo e se livrar dos paradigmas e das regras sobre como fazer arte que prevaleciam no momento, surgindo no Brasil como um movimento no qual pregava pela independência e valorização da cultura cotidiana brasileira. Seguindo a essência do movimento modernista na Europa, o Modernismo no Brasil preservou características como o rompimento com a estética tradicional, valorização da expressão artística nacional, exploração de temáticas do cotidiano, uso de linguagem simples na literatura, além do desejo de representar a realidade brasileira através da arte. (DIAS, 2018). Além disso, Dias (2018) fala que o Modernismo no Brasil reuniu gerações de artistas, que se assemelhassem pelas características de suas obras, embora alguns aspectos se divergiam entre si, o modernismo também deixou um legado de grande importância para a cultura brasileira. As características do Modernismo são: a libertação estética, a ruptura com o tradicionalismo, as experimentações artísticas, a liberdade formal, na qual seriam (os versos livres, abandono das formas fixas e a ausência de pontuação). Também tem a linguagem com humor, e por último a valorização do cotidiano O Modernismo no Brasil se divide em três fases das quais cada uma delas tem o seu destaque. Sua primeira fase foi nos anos (1922-1930), fase conhecida como a "Fase Heroica", os artistas buscam a renovação estética inspirada nas vanguardas europeias, caracterizada como a fase mais radical. Onde se destaca os autores: Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Manuel Bandeira e Alcântara Machado. A segunda fase foi nos anos (1930-1945), fase chamada de "Fase de Consolidação", caracterizado por temáticas nacionalistas e regionalistas, vista como um momento de amadurecimento. Essa fase se destaca os autores: Murilo Mendes, Jorge de Lima, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles e Vinícius de Moraes (na poesia) e Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz, José Lins do Rego, Jorge Amado, Érico Veríssimo e Dyonélio Machado. (Na prosa). Grupo conhecido como geração de 30. A terceira fase foi nos anos (1945-1980), conhecida como "Pós Modernista", onde não há um consenso a respeito de seu término. Se destacando os autores: Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Mário Quintana, João Cabral de Melo Neto, Lygia Fagundes Telles, Ariano Suassuna. 2.4 Análise do Poema Os ombros suportam o mundo de Carlos Drummond de Andrade O poema “Os ombros suportam o mundo”, escrito por Carlos Drummond de Andrade, manifesta uma estrutura irregular, com características da fase modernista5, ou seja, apresenta grande abrangência de temáticas: social, histórica, cultural, filosófica, religiosa, cotidiana, são considerados poemas brancos (sem rimas) e tem versos livres6. O eu-lírico do poema relata a posição resignada das dificuldades da vida7. Esse poema é composto por três estrofes, vinte e três versos, e dentro de cada estrofe, os versos não tem o número de sílabas poéticas. OS OMBROS SUPORTAM O MUNDO Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus. Tempo de absoluta depuração. Tempo em que não se diz mais: meu amor. Porque o amor resultou inútil. E os olhos não choram. E as mãos tecem apenas o rude trabalho. E o coração está seco. Em vão mulheres batem à porta, não abrirás. Ficaste sozinho, a luz apagou-se, mas na sombra teus olhos resplandecem enormes. És todo certeza, já não sabes sofrer. E nada esperas de teus amigos. Pouco importa venha a velhice, que é a velhice? Teus ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança. As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios provam apenas que a vida prossegue e nem todos se libertaram ainda. Alguns, achando bárbaro o espetáculo prefeririam (os delicados) morrer. 5 Foi um movimento cultural, artístico e literário da primeira metade do século XX. 6 Sem número regular de sílabas poéticas. 7 Fonte: Cultura Genial. Chegou um tempo em que não adianta morrer. Chegou um tempo em que a vida é uma ordem. A vida apenas, sem mistificação. Carlos Drummond de Andrade. Sentimento do Mundo. São Paulo: Companhia de Letras, 2012. O título “Os ombros suportam o mundo”, dá uma imaginação ao que o poema nos irá abordar de uma angustiosa realidade sofrida por Drummond durante a Segunda Guerra Mundial. O poema traz uma comparação a imagem de Atlas8, que na mitologia grega foi punido por enfrentar Zeus9, a batalha ficou conhecida como Titanomaquia10.Nessa batalha, o triunfo foi de Zeus e dos deuses do Olimpo. Como punição passou a eternidade carregando o planeta terra nas costas, desde então, seu nome passou a significar “sofredor” ou “portador”. Drummond trata esse poema sobre os “ombros” com o ser humano, um sofredor que não se liberta das dificuldades e angústias vividas, durante a Segunda Guerra Mundial, causando comoção e desesperança ao seu próximo, observando o peso do mundo carregado nos ombros, imposto pelos poderosos. Ao abordarmos a primeira estrofe, há uma desesperança, as pessoas perderam a fé. Percebemos essa falta de fé no primeiro verso, “Chega um tempo que não diz mais: Meu Deus!”, ou seja, o tempo enfrentado pelas pessoas é de conformismo e que não esperam dias melhores. Mediante esse desencanto, a falta de amor vem reforçada no sétimo verso, mostrando que “coração está seco”, sendo assim, o ser humano perdeu a empatia ao próximo. No sexto verso, ele mostra um problema social das pessoas, abordando que só existe tempo para o “rude trabalho”, aumentando a sua angústia, uma vez que “nenhum castigo é mais terrível que o trabalho inútil e sem esperança” 8 Atlas, também chamado Atlante, era um dos filhos dos titãs Japeto e Climene, irmão de Prometeu, e pertencia à geração divina dos seres desproporcionais, monstruosos, a encarnação de forças da natureza que atuava preparando a terra para receber a vida e os humanos. 9 Zeus é o pai dos deuses, que exercia a autoridade sobre os deuses olímpicos na antiga religião grega. É o deus dos céus, raios, relâmpago que mantêm a ordem e justiça na mitologia grega. 10 Fonte: Super interessante. (CAMUS, 2012, p.137), estavam no meio da Segunda Guerra Mundial, o trabalho continua, as explorações das pessoas não param. Realidade consequente aos problemas sociais, enfatizando o eu-lírico o “tempo” de absoluta depuração, ou seja, a exclusão de determinadas pessoas de classes sociais inferiores, tornando-as submissas aos de classes sociais superiores que buscam o poder acima das necessidades das outras pessoas. Analisando a primeira estrofe, contabilizamos sete versos (septilha) que segundo Goldstein (2005, p. 19-20), A rima quando presente, acentua essa impressão. No entanto é a cadência do verso lido em voz ala que realmente indica a alternância de sílabas fortes e fracas. São regras de versificação ou de metrificação que estabelecem onde deve cair o acento tônico em cada tipo de verso. Temos um claro exemplo de anáfora, ou seja, uma figura de linguagem que Drummond claramente enfatiza o sentido, que ele expressa, e essa palavra é “tempo”, nos três primeiros versos. Do quarto verso, nascido do verso anterior, que é o terceiro, dá se início a outra anáfora: “amor”, exemplo de sinestesia11 no último verso “coração está seco”. CHE12/ga um/TEM/po e13m/que/NÃO/se/DIZ/mais/MEU/DEUS. TEM/po/de ab/so/LU/ta/de/pu/ra/ÇÃO. TEM/po em/que/NÃO/se/DIZ/mais/MEU/a/MOR. Por/QUE o a/MOR/re/sul/TOU i/NÚ/til. E os/O/lhos/NÃO/cho/RAM. E as/MÃOS/TE/cem/a/PE/nas/o/RU/de/tra/BA/lho. E o /co/ra/ÇÃO/es/TÁ/SE/co. O quarto, sexto e sétimo versos tem as últimas sílabas átonas, ou seja, não têm valor de sílaba poética, pois conta-se as sílabas poéticas até a última sílaba tônica. No primeiro verso observamos os ritmos, que segundo Goldestein (2005, p.7): 11 Recurso que expressa diferentes impressões sensoriais, como “coração” e “seco”. 12 Destaque em caixa alta para as sílabas tônicas, ou seja, sílabas fortes e ritmos. 13 Destaque em itálico para a junção de sílabas poéticas através das vogais e também para casos de ditongos. A poesia tem um caráter de oralidade muito importante: ela é feita para ser falada, recitada. Mesmo que estejamos lendo um poema silenciosamente, perceberemos seu lado musical, sonoro, pois a nossa audição capta a articulação (modo de pronunciar) das palavras do texto. Ao estudar a primeira estrofe e no verso um, com onze sílabas poéticas, e treze sílabas gramaticais, percebemos sílabas fortes e sílabas fracas, em que as sílabas um, três, seis, oito e dez são consideradas sílabas fortes, e as sílabas dois, quatro, cinco, sete e onze são as sílabas fracas, contendo uma alternância entre sílabas fortes e fracas, formando assim um ritmo específico dentro da sua estrutura modernista. O segundo verso nota dez sílabas poéticas e onze gramaticais, onde o ritmo se encontra na primeira, quinta, décima sílaba. No terceiro verso, captamos nove sílabas poéticas e onze sílabas gramaticais, os ritmos são encontrados na sílaba um, quatro, seis, oito e nove, sendo. O quarto verso, verificamos onze sílabas gramaticais e sete sílabas poéticas, com a última sílaba átona, os ritmos aparecem nas sílabas dois, três, seis e sete. O quinto verso possui seis sílabas poéticas e sete sílabas gramaticais, percebe ritmo na segunda, quarta e sexta sílaba. Para finalizar a primeira estrofe, o sexto verso possui quatorze sílabas gramaticais e doze sílabas poéticas com a penúltima sílaba tônica, seus ritmos se encontram na segunda, terceira, sexta, nona e décima segunda sílaba. O último verso da primeira estrofe possui nove sílabas gramaticais e seis sílabas poéticas, com a última sílaba átona e o ritmo está na quarta, quinta e sexta sílaba. Iniciando a segunda estrofe, Drummond continua trazendo essa falta de amor e empatia ao próximo, no primeiro verso, “Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.”, capaz de não ajudar as mulheres necessitadas, resultado de um coração seco, um desamor iniciado através de um desalento vivido na época da guerra. Esse desamor resultou a solidão, expressada no segundo verso do segundo verso, “ficastes sozinho, a luz apagou-se”. Luz que foi apagada pelas percas, impacto ocasionado da guerra, em que os amigos e familiares foram perdidos, trazendo angústia do autor ao sofrimento humano, apagando a luz, ou seja, aumentando cada vez mais a agonia pela falta de esperança, empurrando as pessoas para a sombra, para a solidão. Logo, “a solidão e a ausência de luz revelam o exílio, a condição de estrangeiro de si mesmo, quando do afastamento proposital dos homens e da realidade” (CÂNDIDO, 2014, p. 82), relatada no quarto verso “já não sabes sofrer”, sendo assim, as pessoas se encontram conformadas com as percas e sem perspectiva para o encerramento da guerra. Conformismo que o eu-lírico relata a sua “solidão” de estar num mundo e sendo excluído desse mundo. A segunda estrofe, é chamada de sextilha, encontra-se no segundo verso, a construção sintática com o terceiro verso através de antítese14 entre “luz” e “sombra”. Em/VÃO/mu/LHE/res/BA/tem/À/POR/ta/NÃO/a/bri/RÁS. Fi/CAS/te/so/ZI/nho/a/LUZ/a/pa/GOU/se, mas/na/sOM/bra/TEUS/O/lhos/res/plan/DE/cem/e/NOR/mes. ÉS/TO/do/cer/TE/za/JÁ/NÃO/SA/bes/so/FRER. E/NA/da/es/PE/ras/de/TEUS/a/MI/gos. O primeiro verso da segunda estrofe observamos que a última sílaba é oxítona15, com quatorze sílabas gramaticais e treze sílabas poéticas, contendo ritmos na segunda, quarta, sexta, oitava, nona, décima primeira e décima terceira sílabas poéticas. O segundo verso, contém doze sílabas gramaticais, onze sílabas poéticas, pois a sílaba tônica é paroxítona16, e seus ritmos podem ser encontrados nas sílabas poéticas dois, cinco, sete e dez. O terceiro verso também percebe que a última sílaba paroxítona, e sua sílaba tônica é “NOR”, então possui treze sílabas poéticas, quatorze sílabas gramaticais, com ritmos nas sílabas poéticas três, cinco, seis, dez e treze. No quarto verso, a última sílaba é oxítona, possui doze sílabas poéticas, doze sílabas gramaticais, os ritmos são notados na primeira, segunda, quinta sétima, oitava, nona e décima segunda sílabas poéticas. Ao final da segunda estrofe, o quinto verso tem sua última sílaba paroxítona, possuindo dez sílabas poéticas, onze sílabas gramaticais e seus ritmos estão nassílabas poéticas dois, quatro, sete e nove. 14 Consiste na aproximação de ideias contrárias. 15 Última sílaba tônica. 16 Penúltima sílaba tônica. A terceira e última estrofe se inicia com o questionamento do eu-lírico, relacionando seus sentimentos a respeito do que ele pensa da velhice, usando o seguinte apontamento: “Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?”. A partir desse posicionamento poderíamos dizer que o verso exprime sua relação psicológica com o contexto social, enfatizando um conformismo do poeta, se interligando ao segundo e o terceiro verso, possuindo um ar provocante, não importando a chegada de sua velhice. Segundo Cândido (2014), o homem nessa perspectiva seria como uma rocha, e o mundo não pesaria mais do que uma mão de uma criança, refletindo que o humano diante dessa sociedade carrega consigo tantos fardos e angústias. Notamos sua indignação no quarto, quinto e sexto versos, sobre a realidade presente, viabilizando o “eu” menor que o mundo, em relação às guerras, violências e as fomes vivenciadas por aqueles que estão suportando o mundo nas costas, tornando algo natural, enquanto há discussões dos protegidos por seus edifícios enfatizando assim, aos seus leitores que a vida lá fora ainda prosseguia. De acordo com Cândido (2014), isso só prova que a rocha ainda rola, e que os homens ainda não transcenderam, apenas existem, pois, a vida continua, e que não poderia parar, gerando assim, uma situação de impotência, trazendo angústia ao autor. No sétimo, oitavo e nono versos, existe uma distinção aos que suportam o mundo, em relação daqueles que apenas assistem “os espetáculos” nomeados de “delicados” e por sua vez, faz preferência por uma morte simples e rápida ao ter que enfrentar a situação de insensibilidade, guerras e violências. Diante desse contexto social o poeta ainda aborda que não adianta morrer, seria nesse caso apenas uma desculpa para não enfrentar sua cruel e triste realidade. Os dois últimos versos abordam uma reflexão da vida diante da sua triste e dura realidade, o mesmo relata a vida, como uma ordem que não se pode tentar adiantar ou atrasar o tempo, para ele, o tempo seria uma forma de viver o simples, na qual não devemos pensar no futuro ou no passado, a vida é um ciclo, o tempo é matéria essencial, então a vida é apenas ela, sem mistificação. Essa terceira estrofe, denominada irregular, pois possui onze versos, pode ver o tema central que a vida continua apesar das adversidades enfrentadas. O eu-lírico sentido na vida, pois apesar das dificuldades, adversidades, peso, desesperança, ela continua. Explorando o primeiro verso, encontra-se exemplo de aliteração na palavra “velhice”, nos versos oito e nove através do termo “morrer”, e no verso dez com o onze repetindo o termo “vida”. No segundo verso, encontramos metonímia17 em que “ombros”, que é a figura da pessoa. Essa figura de linguagem também aparece no terceiro verso com as palavras “guerras”, “fomes” e “discussões”, mostrando o declínio do ser humano. O terceiro verso, tem o exemplo de comparação18 entre o “peso” e “mão de uma criança” através da conjunção comparativa “QUE”. Percebe-se rimas externas19 nos versos oito e nove, a sílaba “RER”, além de serem rimas consoantes20, rimas emparelhadas21, rimas agudas22 e rimas pobres23. POU/co im/POR/ta/VE/nha a/ve/LHI/ce,/que/É/a/ve/LHI/ce? TEUS/OM/bros/su/por/TAM/o/MUN/do e e/le/NÃO/PE/sa/mais/que a/MÃO/de u/ma/cri AN/ça. As/GUER/ras/as/FO/mes/as/dis/cus/SÕES/DEN/tro/dos/e/di/FÍ/cios. pro/VAM/a/PE/nas/que/a/VI/da/pros/SE/gue e/nem/TO/dos/se/li/ber/ta/RAM/AIN/da. Al/GUNS/a/CHAN/do/BÁR/ba/ro o es/pe/TÁ/cu/lo pre/fe/ri/ri/AM/os/de/li/CA/dos/mor/RER. Che/GOU um/TEM/po em/que/NÃO a/di/AN/ta/mor/RER. Che/GOU um/TEM/po em/que a/VI/da/É U/ma OR/dem. A/VI/da a/PE/nas,/sem/mis/ti/fi/ca/ÇÃO. Ao explorar a terceira estrofe, iniciando pelo primeiro verso, percebe-se a penúltima sílaba tônica (paroxítona), devido a isso contabiliza-se quatorze sílabas poéticas, dezessete sílabas gramaticais, possuindo ritmos nas sílabas poéticas um, três, cinco, oito, onze e quatorze. No mesmo modo, o segundo verso apresenta nove sílabas gramaticais, oito sílabas poéticas, a penúltima 17 É o emprego de um termo por outro, numa relação de ordem: causa pelo efeito. 18 Figura que aproxima dois termos, através da locução conjuntiva. 19 Semelhantes nos diferentes finais de versos. 20 Semelhanças de vogais e consoantes (rer). 21 Combinam entre duas seguidas (H-H). 22 Última sílaba tônica (Oxítona). 23 Mesma classe gramatical: verbo intransitivo (morrer). sílaba tônica (paroxítona), dispondo oito sílabas e com ritmos na primeira, segunda, sexta e oitava sílabas poéticas. Dentro do terceiro verso, encontramos a penúltima sílaba tônica (paroxítona), somando doze sílabas poéticas, dezesseis sílabas gramaticais e possuindo ritmos na primeira, terceira, quarta, oitava, nona e décima segunda sílabas poéticas. O quarto verso, a última sílaba é paroxítona, com dezessete sílabas gramaticais, dezesseis sílabas poéticas com ritmos na segunda, quinta, décima, décima primeira e décima sexta sílabas poéticas. No quinto verso, exibe a penúltima sílaba tônica (paroxítona), devido a isso tem dez sílabas poéticas, doze sílabas gramaticais, com ritmo nas sílabas poéticas dois, quatro, sete e dez. O sexto verso também apresenta dez sílabas poéticas, onze sílabas gramaticais com a última sílaba paroxítona, e tem três ritmos nas sílabas poéticas três, nove e dez. Percebe-se um diferencial na silaba tônica no sétimo verso, pois a antepenúltima sílaba é tônica (proparoxítona)24, completando dez sílabas poéticas e quatorze sílabas gramaticais e tendo ritmo na segunda, quarta, sexta e décima sílabas poéticas. A respeito do oitavo verso, nota a última sílaba é oxítona, contendo doze sílabas poéticas e gramaticais, com os ritmos encontrados na quinta, nona e décima segunda sílabas poéticas, da mesma forma que no nono verso, apontando a última sílaba tônica (oxítona), mas dispondo onze sílabas poéticas, quatorze sílabas gramaticais e ritmos na segunda, terceira, sexta, oitava e décima primeira sílabas poéticas. Para finalizar a análise da terceira estrofe, temos o décimo verso possuindo dez sílabas poéticas, com a última sílaba tônica (oxítona), quinze sílabas gramaticais, os ritmos encontrados na segunda, terceira, sexta, oitava, nona e décima sílabas poéticas. E o último verso, que é o décimo primeiro, trazendo onze sílabas poéticas, encontrando a última sílaba oxítona, contando com os ritmos na segunda, quarta e décima primeira sílaba poética. Complementando a análise do poema, constatamos tipos de ditongos decrescentes orais “oi” e “eu”, ditongos decrescentes nasais “ão”, “em”, “ui” e “õe”, ditongos crescentes orais “ia”, “ea”, “io”, “eo”, “oe”, “eu” e ditongos crescentes nasais “ia”, “ua”, “ue”, “oi”. 24 Penúltima sílaba tônica. 3. Considerações finais Diante das observações e pesquisas analisadas, foi possível compreender a situação angustiante do eu-lírico durante essa etapa difícil na sua vida. Ele expressou através de versos os problemas sociais, característica modernista, que as pessoas estavam enfrentando, relatando a resistência que o ser humano tem por suportar as dores do mundo. Através da análise dos versos livres, pode se perceber um poema rico, com estilo rítmico e recheados de figuras de linguagens, mas a ênfase que ele nos traz através de pontos cruciais, nos trazendo a reflexão situações enfrentadas antes, podem ser vividas hoje, sendo necessária que o conformismo e a desesperança não são as melhores escolhas nos momentos difíceis. Devemos não fugir dos problemas pois a vida continua, mesmo com os dissabores apresentados cotidianamente. Referências ANDRADE, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia. 1. ed.São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 74-75. ARAÚJO, Larissa Silva de; SOUZA, Vinicius Morais de; RUFINO, Emmanoel de Almeida. A POESIA DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE À LUZ DO ABSURDISMO DE ALBERT CAMUS. In: Encontro Nacional de Jovens Investigadores, Edição Brasil. João Pessoa: IFPB, 2017. Disponível em: <https://www.editorarealize.com.br/editora/anais/join/2017/TRABALHO_EV081 _MD1_SA63_ID103_15092017201522.pdf>. Acesso em: 04 dez. 2020. ATLAS (MITOLOGIA). In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2020. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Atlas_(mitologia)&oldid=58757670>. Acesso em: 07 dez. 2020. BRITTO, Flávio. Sentimento do Mundo - Drummond - Os ombros suportam o mundo. [S.I.] Fuvest, 2015. 1 vídeo (9 min 58 seg). Publicado pelo canal Guia de Linguagens. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=NFMv4Wooi-A>. Acesso em: 01 dez. 2020. CÂNDIDO, Sara de Castro. O SENTIMENTO DE SER E ESTAR NO MUNDO. Orientadora: Professora Doutora Maria de Fátima G. Lima, 2014. 93 f. https://www.editorarealize.com.br/editora/anais/join/2017/TRABALHO_EV081_MD1_SA63_ID103_15092017201522.pdf https://www.editorarealize.com.br/editora/anais/join/2017/TRABALHO_EV081_MD1_SA63_ID103_15092017201522.pdf https://www.youtube.com/watch?v=NFMv4Wooi-A Dissertação (Mestrado em Literatura e Crítica Literária) – Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Goiânia, 2014. Disponível em: <http://tede2.pucgoias.edu.br:8080/bitstream/tede/3207/1/SARA%20DE%20CA STRO%20CANDIDO.pdf>. Acesso em 07 dez. 2020. CONSELHO, Ana Carla Pereira Martins. A POESIA DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE EM MANUAIS ESCOLARES DO ENSINO MÉDIO NO BRASIL. Orientadora: Doutora Cristina Mello, 2010. 147 f. Dissertação (Mestrado em Literatura de Língua Portuguesa: Investigação e Ensino) – Faculdade de Letras Universidade de Coimbra, Coimbra, 2010. Disponível em: <https://estudogeral.sib.uc.pt/bitstream/10316/14283/1/A%20poesia%20de%20 Carlos%20Drummond%20de%20Andrade.pdf>. Acesso em: 03 dez. 2020. DIANA, Daniela. Carlos Drummond de Andrade. Toda Matéria, 2019. Disponível em: <https://www.todamateria.com.br/carlos-drummond-de- andrade/>. Acesso em: 03 dez. 2020. DIANA, Daniela. Modernismo no Brasil. Toda Matéria, c. 2011-2020. Disponível em: <https://www.todamateria.com.br/modernismo-no- brasil/#:~:text=O%20modernismo%20no%20Brasil%20teve,primeira%20metad e%20do%20s%C3%A9culo%20XX>. Acesso em: 04 dez. 2020. DIANA, Daniela. Autores da Primeira Fase do Modernismo no Brasil. Toda Matéria, 2020. Disponível em: <https://www.todamateria.com.br/autores-da- primeira-fase-do-modernismo-no-brasil/>. Acesso em: 04 dez. 2020. DIAS, Fabiana. MODERNISMO NO BRASIL. EDUCA+BRASIL, 2018. Disponível em: <https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/artes/modernismo- no-brasil>. Acesso em: 04 dez. 2020. GIORDANI, Janete Alves. A POESIA BRASILEIRA EM CENA: DOS TEMAS SOCIAIS AO PALCO. Orientadora: Doutora Keli Cristina Pacheco 2010. 44 f. In. O PROFESSOR E OS DESAFIOS DA ESCOLA PÚBLICA PARANAENSE: Produção didático-pedagógica, v. II – Pato Branco: IES – UNICENTRO – GUARAPUAVA, 2010. Disponível em: <http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/produco es_pde/2010/2010_unicentro_port_pdp_janete_alves_giordani.pdf>. Acesso em: 03 dez. 2020. GOLDSTEIN, Norma. Versos, sons, ritmos. São Paulo: Editora Ática, 13ª ed. 2005. Livro Sentimento do Mundo de Carlos Drummond de Andrade. CULTURA GENIAL, c. 2017-2020. Disponível em: <https://www.culturagenial.com/livro- sentimento-do-mundo-de-carlos-drummond-de-andrade/>. Acesso em: 04 dez. 2020. http://tede2.pucgoias.edu.br:8080/bitstream/tede/3207/1/SARA%20DE%20CASTRO%20CANDIDO.pdf http://tede2.pucgoias.edu.br:8080/bitstream/tede/3207/1/SARA%20DE%20CASTRO%20CANDIDO.pdf https://estudogeral.sib.uc.pt/bitstream/10316/14283/1/A%20poesia%20de%20Carlos%20Drummond%20de%20Andrade.pdf https://estudogeral.sib.uc.pt/bitstream/10316/14283/1/A%20poesia%20de%20Carlos%20Drummond%20de%20Andrade.pdf https://www.todamateria.com.br/carlos-drummond-de-andrade/ https://www.todamateria.com.br/carlos-drummond-de-andrade/ https://www.todamateria.com.br/modernismo-no-brasil/#:~:text=O%20modernismo%20no%20Brasil%20teve,primeira%20metade%20do%20s%C3%A9culo%20XX https://www.todamateria.com.br/modernismo-no-brasil/#:~:text=O%20modernismo%20no%20Brasil%20teve,primeira%20metade%20do%20s%C3%A9culo%20XX https://www.todamateria.com.br/modernismo-no-brasil/#:~:text=O%20modernismo%20no%20Brasil%20teve,primeira%20metade%20do%20s%C3%A9culo%20XX https://www.todamateria.com.br/autores-da-primeira-fase-do-modernismo-no-brasil/ https://www.todamateria.com.br/autores-da-primeira-fase-do-modernismo-no-brasil/ https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/artes/modernismo-no-brasil https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/artes/modernismo-no-brasil http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2010/2010_unicentro_port_pdp_janete_alves_giordani.pdf http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2010/2010_unicentro_port_pdp_janete_alves_giordani.pdf https://www.culturagenial.com/livro-sentimento-do-mundo-de-carlos-drummond-de-andrade/ https://www.culturagenial.com/livro-sentimento-do-mundo-de-carlos-drummond-de-andrade/ MARCELLO, Carolina. 25 poemas de Carlos Drummond de Andrade. Cultura Genial, [2017-2020]. Disponível em: <https://www.culturagenial.com/poemas- de-carlos-drummond-de-andrade/>. Acesso em: 01 dez. 2020. MARCÍLIO, Fernando. Sentimento no mundo. educação.literatura, In. globo.com, [2000-2015]. Disponível em: <http://educacao.globo.com/literatura/assunto/resumos-de-livros/sentimento- do-mundo.html>. Acesso em: 03 dez. 2020. NEVES, Flávia. Estrutura externa de um poema. Norma Culta, [2007-2020]. Disponível em: <https://www.normaculta.com.br/estrutura-externa-de-um- poema/#:~:text=A%20estrutura%20externa%20de%20um,e%20tipo%20de%20 rima%20existente>. Acesso em: 02 dez. 2020. NEVES, Flávia. Modernismo no Brasil: as três fases do movimento modernista. Norma Culta, [2007-2020]. Disponível em: <https://www.normaculta.com.br/modernismo/>. Acesso em: 04 dez. 2020. Poesia Os Ombros Suportam o Mundo de Carlos Drummond de Andrade. Cultura Genial, [2017-2020]. Disponível em: <https://www.culturagenial.com/poema-os-ombros-suportam-o-mundo-de- carlos-drummond-de-andrade/>. Acesso em: 02 dez. 2020. SENTIMENTO DO MUNDO. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2019. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Sentimento_do_Mundo&oldid=55227 167>. Acesso em: 02 dez. 2020. SILVA, Cíntia Cristiana da. Quem são os titãs da mitologia grega? Super interessante, 2018. Disponível em: < https://super.abril.com.br/mundo- estranho/quem-sao-os-titas-da-mitologia-grega/>. Acesso em: 07 dez. 2020. TOMASI, Daniela Bortoli. DIREITO E LITERATURA: ANÁLISE DE “OS OMBROS QUE SUPORTAM O MUNDO”, DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE, E A PROMOÇÃO DA JUSTIÇA SOCIAL E DOS DIREITOS HUMANOS. In. Ricardi, Vol. 03, Ago/Dez 2017, Rio Grande: FURG, 2017. Disponível em: <http://urisaoluiz.com.br/site/wp-content/uploads/2018/08/11- artigo-8-3.pdf>. Acesso em 04 dez. 2020. VASCONCELOS, Clair Lima; CRUZ, Antônio Donizetti da. Carlos Drummond de Andrade-m olhar sobre a poesia social. Paraná: UNINOESTE, 2005. Disponível em: <http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/artigos_teses/Ling uaPortuguesa/artigos/Carlos_Drummon_de_Andrade_Um_olhar_sobre_a_poes ia_social.pdf>. Acesso em: 03 dez. 2020. ZEUS. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2020. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Zeus&oldid=59931294>.Acesso em: 07 dez. 2020. https://www.culturagenial.com/poemas-de-carlos-drummond-de-andrade/ https://www.culturagenial.com/poemas-de-carlos-drummond-de-andrade/ http://educacao.globo.com/literatura/assunto/resumos-de-livros/sentimento-do-mundo.html http://educacao.globo.com/literatura/assunto/resumos-de-livros/sentimento-do-mundo.htmlhttps://www.normaculta.com.br/estrutura-externa-de-um-poema/#:~:text=A%20estrutura%20externa%20de%20um,e%20tipo%20de%20rima%20existente https://www.normaculta.com.br/estrutura-externa-de-um-poema/#:~:text=A%20estrutura%20externa%20de%20um,e%20tipo%20de%20rima%20existente https://www.normaculta.com.br/estrutura-externa-de-um-poema/#:~:text=A%20estrutura%20externa%20de%20um,e%20tipo%20de%20rima%20existente https://www.normaculta.com.br/modernismo/ https://www.culturagenial.com/poema-os-ombros-suportam-o-mundo-de-carlos-drummond-de-andrade/ https://www.culturagenial.com/poema-os-ombros-suportam-o-mundo-de-carlos-drummond-de-andrade/ https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Sentimento_do_Mundo&oldid=55227167 https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Sentimento_do_Mundo&oldid=55227167 https://super.abril.com.br/mundo-estranho/quem-sao-os-titas-da-mitologia-grega/ https://super.abril.com.br/mundo-estranho/quem-sao-os-titas-da-mitologia-grega/ http://urisaoluiz.com.br/site/wp-content/uploads/2018/08/11-artigo-8-3.pdf http://urisaoluiz.com.br/site/wp-content/uploads/2018/08/11-artigo-8-3.pdf http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/artigos_teses/LinguaPortuguesa/artigos/Carlos_Drummon_de_Andrade_Um_olhar_sobre_a_poesia_social.pdf http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/artigos_teses/LinguaPortuguesa/artigos/Carlos_Drummon_de_Andrade_Um_olhar_sobre_a_poesia_social.pdf http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/artigos_teses/LinguaPortuguesa/artigos/Carlos_Drummon_de_Andrade_Um_olhar_sobre_a_poesia_social.pdf