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Miologia: Estudo dos Músculos

Material sobre miologia: define a disciplina e os músculos, descreve propriedades do tecido muscular (contratilidade, excitabilidade, extensibilidade, elasticidade), funções, tipos (esquelético, liso, cardíaco), organização de fascículos, nomenclatura e traz figuras (tipos e sarcômero).

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Miologia
SuMário
1. Introdução ..................................................................................................................... 3
2. Conceito de Miologia ................................................................................................... 3
3. Características do Tecido Muscular ........................................................................... 3
4. Funções do Tecido Muscular....................................................................................... 5
5. Tipos de Tecido Muscular ............................................................................................ 5
6. Organização dos Fascículos nos Músculos ............................................................... 8
7. Nomenclatura em Miologia ....................................................................................... 10
8. Conclusão ................................................................................................................... 11
Referências ...................................................................................................................... 12
Miologia   3
1. introdução
A miologia, uma subárea da anatomia, é dedicada ao estudo dos músculos, estruturas 
essenciais para o movimento e sustentação do corpo humano. Este texto abordará as 
características, funções, tipos e nomenclatura associados ao tecido muscular.
Figura 1. Tipos de tecido muscular. Músculo esquelético (articulação do cotovelo), liso 
(trato gastrointestinal) e músculo cardíaco (coração).
Fonte: Designua/shutterstock.com
2. ConCeito de Miologia
A miologia é a ciência que estuda a estrutura, função e doenças dos músculos. Os 
músculos são tecidos especializados que possuem a capacidade de se contraírem e 
relaxarem, permitindo movimentos e desempenhando funções vitais no corpo.
3. CaraCteríStiCaS do teCido 
MuSCular
O músculo possui quatro propriedades funcionais: contratilidade, excitabilidade, 
extensibilidade e elasticidade, estas que os diferem dos demais tecidos do corpo 
humano.
Miologia   4
A primeira propriedade é a contratilidade. O tecido muscular é composto por células 
alongadas, conhecidas como fibras musculares. Estas fibras contêm filamentos de 
actina e miosina, que são responsáveis pela contração muscular. Além disso, são ricas 
em mitocôndrias, fornecendo energia para a contração.
Figura 2. Sarcômero muscular mostrando filamentos finos e grossos 
e mecanismo de contração mecânica.
Fonte: Blamb/shutterstock.com
Miologia   5
A excitabilidade é proveniente tanto dos sinais nervosos quanto de outros estímulos 
que excitam as células musculares. Em decorrência disso, há geração de impulsos 
elétricos que irão percorrer a membrana plasmática das células e, portanto, iniciar a 
contração nas células musculares.
A extensibilidade é referente a quanto o músculo pode ser esticado causada por 
ação antagônica a contração, ou seja, quando ocorre a contração de um músculo 
ao mesmo tempo o músculo oposto irá esticar. Dessa forma, a parede muscular 
de um órgão oco, exemplo a bexiga, será esticado pelas substâncias que estão 
contidas dentro dele.
Assim, surge também a elasticidade. Após o tecido muscular ser esticado, ele 
irá recuar passivamente até retornar ao tamanho original, ou seja, quando estava 
em repouso.
4. FunçõeS do teCido MuSCular
•	Movimento: Os músculos permitem movimentos voluntários, como caminhar e 
correr, e involuntários, como o batimento cardíaco, ou ainda atuam nas paredes 
de órgãos ocos no intuito de produzir movimento comprimindo os fluidos através 
desses órgãos.
•	 Abrir e fechar passagens do corpo: um exemplo disso é a presença dos múscu-
los esfincterianos que são, por exemplo, o cárdico, o anal, o pilórico e o urinário, 
responsáveis por funcionar como válvulas, relaxando e contraindo.
•	 Sustentação: Auxiliam na manutenção da postura corporal mantendo-se contraí-
dos continuamente para manter a postura, além de habilitar o corpo a permanecer 
sentado ou em pé. Além disso, também promovem o tônus muscular que auxilia 
na estabilização e fortalecimento de diversas articulações sinoviais.
•	 Proteção: Protegem órgãos internos de lesões.
•	 Produção de Calor: A contração muscular produz calor, ajudando na regulação 
da temperatura corporal.
5. tipoS de teCido MuSCular
No corpo humano existem três tipos de tecido muscular que podem ser classi-
ficados de acordo com a presença ou ausência de duas características: (1) estrias 
claras e escuras nas células musculares e (2) controle da contração é voluntário 
(controle consciente) ou involuntário. Portanto, os três tipos são: esquelético, liso 
e cardíaco.
Miologia   6
•	Muscular Esquelético: Voluntário e estriado, responsável pelos movimentos do 
esqueleto. Por causa da sua função, o músculo esquelético possui estruturas 
e níveis organizacionais, assim sendo na ordem de fora para dentro: (1) epimí-
sio, membrana responsável por envolver o músculo (“em cima do músculo”); 
(2) perimísio, membrana que envolve um feixe de fibras (“em volta do músculo”); 
(3) fascículo, feixe individual de células musculares que são circundadas pelo 
perimísio; (4) endomísio, membrana que envolve uma fibra muscular (“dentro 
do músculo”); (5) fibra muscular, célula multinucleada e alongada.
Figura 3. Bainhas de tecido conjuntivo no músculo esquelético: epimísio, perimísio e endomísio. 
(a) Ilustração. (b) Fotomicrografia do músculo esquelético em corte transversal. As bainhas 
de tecido conjuntivo são coradas em azul/púrpura pela coloração tricrômica (40×).
Fonte: Acervo Sanar.
•	Muscular Liso: Involuntário e não estriado, encontrado em órgãos ocos como 
estômago e intestinos.
•	Muscular Cardíaco: Involuntário e estriado, encontrado apenas no coração. 
O músculo cardíaco realiza sua contração sem a necessidade de ocorrer um 
estímulo nervoso.
Miologia   7
 Saiba mais! Os tecidos musculares cardíaco e liso juntos são 
chamados de músculo visceral. Esse termo revela que ambos ocorrem em 
órgãos e são inervados pela divisão involuntária do sistema nervoso.
Característica
Local do
corpo
Conectado aos ossos ou à pele
(alguns músculos da face)
Células multinucleadas únicas,
cilíndricas e muito longas, com
estrias evidentes
Epimísio Perimísio
Endomísio
Células
Epimísio, perimísio e endomísio Endomísio
Endomísio
Endomísio
Endomísio conectado ao
esqueleto fibroso do coração
Células de células
ramificadas; uninucleadas ou
binucleadas; estrias
Uninucleadas, fusiformes,
únicas; sem estrias
Formato e
aparência da
célula
Componentes
do tecido
conjuntivo
Energética Aeróbica e anaeróbica Aeróbica Principalmente aeróbica
Paredes do coração Principalmente nas paredes
dos órgãos ocos, como
o estômago, as vias
respiratórias, a bexiga, os
vasos sanguíneos e o útero
Esquelético Cardíaco Liso
Conectado aos ossos ou à pele
alguns músculos da face)
Células multinucleadas únicas,
cilíndriccas e muito longas, com
estrias eevidentes
Epimísii P i í i
Células de células
ramificadas; uninucleadas ou
binucleadas; estrias
fusiformes,Uninucleadas, 
striasúnicas; sem es
Paredes do coração Principalmente nas paredes
dos órgãos ocos, como
o estômago, as vias
respiratórias, a bexiga, os
vasos sanguíneos e o útero
Células
Endomísio
Endo
siio Perimísio
E d í i
Endomísio
Figura 4. Tabela comparativa entre os músculos esquelético, cardíaco e liso.
Fonte: Acervo Sanar.
Miologia   8
6. organização doS FaSCíCuloS 
noS MúSCuloS
Os músculos esqueléticos são formados por fascículos, ou seja, feixes de fibras, que 
se alinham em diferentes padrões de acordo com a função que o músculo irá exercer. 
Pensando nisso, os músculos podem ser organizados em formas: circular, convergente, 
fusiforme, paralelo, multipeniforme, peniforme, semipeniforme.
•	 Circular: os feixes de fibras são dispostos em anéis concêntricos os quais dão 
origem a esse padrão. Esse tipo de organização fica localizado em aberturas 
externas do corpo, sendo fechados por meio da contração. Os nomesgenéricos 
de músculos que contém esse tipo de organização são “esfíncter” e “orbicular”. 
Exemplos são músculo orbicular da boca, músculo orbicular dos olhos.
•	 Convergente: neste padrão, a origem/inserção proximal do músculo é amplia 
e os feixes de fibra se convergem para a inserção distal/tendão, devido à isso, 
o músculo apresenta formas de triângulo ou leque. Exemplo: músculo peitoral 
maior.
•	 Fusiforme: os músculos com essa organizar possuem um ventre central am-
pliado, exemplo é o músculo bíceps braquial localizado no membro superior.
•	 Paralelo: nesse tipo de organização, os eixos longitudinais dos feixes de fibra 
seguem em paralelo ao eixo longitudinal do músculo, logo, as fibras muscu-
lares se estendem da origem até a inserção. Devido à essa disposição das 
fibras, os músculos são fusiformes, apresentando um ventre central ampliado, 
ou em forma de fita. Exemplos: bíceps braquial (fusiforme), músculo sartório 
(forma de fita).
•	 Peniforme: nesse padrão, os fascículos são curtos e são conectados obliquamen-
te a um tendão que está se estendendo por todo o comprimento do músculo, por 
causa disso, o músculo lembra uma pena. Caso os fascículos se insiram no ten-
dão em apenas uma lado, o músculo é chamado de unipeniforme/semipeniforme 
(uni = um), um exemplo é o músculo extensor longo dos dedos. Ao mesmo 
passo que se os fascículos se inserirem em ambos os lados do tendão, 
a organização se chamará bipeniforme (bi = dois), como no músculo reto 
femoral da coxa.
•	Multipeniforme: esse tipo de organização se assemelha com muitas penas 
dispostas uma ao lado da outra, com todas as suas extremidades inseridas 
em um grande tendão. Um exemplo é o músculo deltóide.
Miologia   9
(b) Convergente
 (m. peitoral maior)
(a)
(b)
(c)
(d)
(c) Fusiforme
 (m. bíceps braquial)
(d) Paralelo
 (m. sartório)
(e) Multipeniforme
 (m. deltoide)
(f) Peniforme
 (m. reto femoral)
(g) Semipeniforme
 (m. extensor longo
 dos dedos)
(e)
(f)
(g)
(a) Circular
 (m. orbicular da boca)
(b) Convergente
 (m. peitoral maior)
(a)
(b)
(c)
(d)
((c) Fusiforme
 (m. bíceps braquial)
((d) Paralelo
 (m. sartório)
(e(
(f(
(g(
(a) Circular
cr da boc (m. orbicula
Figura 5. Padrões de organização dos fascículos nos músculos.
Fonte: Acervo Sanar.
Miologia   10
7. noMenClatura eM Miologia
A nomenclatura em miologia é baseada na localização, função, forma, direção das 
fibras, tamanho, quantidade de origens e ação.
A localização é o que o próprio nome diz, ou seja, o nome do músculo é dado de acor-
do onde ele está situado. Um exemplo é o músculo braquial este localizado no braço, 
ou ainda pode-se citar os músculos intercostais que estão situados entre as costelas.
O formato está relacionado com a forma que o músculo se apresenta no corpo 
humano, por exemplo, o músculo deltóide é triangular no qual a letra grega delta é es-
crita como Δ, logo, daí o seu nome. Outro exemplo são os músculos trapézios direito 
e esquerdo que juntos formam um trapezóide.
Os músculos também são nomeados a depender do seu tamanho, neste caso, são 
utilizados os termos longo, curto, máximo (maior) e mínimo (menor). Assim, podem 
ser citados os músculos glúteos máximo e mínimo.
Outra maneira utilizada para dar nome a alguns músculos é a direção das fibras e 
fascículos dos mesmos. Logo, o músculo reto, como o músculo reto do abdome, indica 
que os fascículos e as fibras estão em paralelo com a linha mediana, ao mesmo passo 
que os músculos transverso e oblíquo indicam que as suas fibras estão em um ângulo 
reto e um ângulo oblíquo, respectivamente, com a linha mediana.
A localização das inserções e dos pontos de origem dos músculos também foram 
utilizadas para poder nomeá-los. Assim, é importante lembrar que a origem é a inser-
ção proximal e menos móvel do músculo, enquanto que a inserção distal é a conexão 
móvel, portanto, a origem sempre receberá o nome primeiro. Sabendo disso, é possível 
citar como exemplo o músculo braquiorradial localizado no antebraço, no qual ele tem 
origem no úmero e inserção no rádio.
Além disso, a quantidade de origens do músculo também foi usada para dar nome 
aos mesmos, por exemplo o bíceps possui duas origens ou cabeças, do mesmo modo 
que tríceps (“três cabeças”) ou quadríceps (“quatro cabeças”).
Por fim, a última maneira de nomear o músculo é por meio de sua ação, logo, são 
incluídos termos como flexor, extensor, abdutor e adutor. Exemplo de um músculo que 
foi nomeado de acordo com sua ação é o músculo adutor longo localizado na face 
medial da coxa, responsável por aduzir a coxa no quadril.
 Saiba mais! Não é raro nomear o músculo utilizando ao mesmo 
tempo vários dos critérios acima. Um exemplo é o extensor radial longo do 
carpo. O termo “extensor” infere a ação do músculo, “radial” refere-se a sua 
localização, “longo” induz que ele é maior em comparação aos outros mús-
culos extensores do carpo e o termo “carpo” é em relação à articulação que 
o músculo atua. Apesar de ser difícil lembrar o nome com precisão devido à 
nomenclatura do músculo ser extensa, ela é bastante informativa.
Miologia   11
8. ConCluSão
A miologia é uma área fascinante da anatomia que nos permite entender a com-
plexidade e importância dos músculos em nosso corpo. Seja para movimentar-se, 
proteger órgãos ou regular a temperatura, os músculos desempenham funções vitais 
para a saúde e bem-estar.
Miologia   12
reFerênCiaS
1. Moore KL, Dalley AF, Agur AMR. Anatomia orientada para a clínica. 7a ed. Rio de 
Janeiro: Guanabara Koogan; 2014.
2. Netter FH. Atlas de anatomia humana. 6a ed. Rio de Janeiro: Elsevier; 2015.
3. Sobotta J et al. Atlas de Anatomia Humana. 23 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 
2012.
4. Marieb E, Wilhelm P, Mallatt J. Anatomia Humana. São Paulo: Pearson Education do 
Brazil, 2014.
Escrito por Erika Araújo dos Santos em parceria com inteligência artificial via chat GPT 4.0.
sanarflix.com.br
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	1. Introdução
	2. Conceito de Miologia
	3. Características do Tecido Muscular
	4. Funções do Tecido Muscular
	5. Tipos de Tecido Muscular
	6. Organização dos Fascículos nos Músculos
	7. Nomenclatura em Miologia
	8. Conclusão
	Referências

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