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FBUNI DISCIPLINA DE REDES INDUSTRIAIS DE COMUNICAÇÕES Protocolo DeviceNet Profa. Rebeca Catunda Introdução A rede DeviceNet é uma rede industrial que interliga equipamentos desde os mais simples até os mais complexos: • Módulos de I/O • Sensores e atuadores • Encoders • CLPs • Microcomputadores História: • É baseada no protocolo CAN (Controller Area Network), desenvolvido pela Bosch nos anos 80, para aplicação na indústria automobilística. • A rede DeviceNet foi desenvolvida em 1990 pela companhia Allen-Bradley (atualmente pertence a Rockwell Automation). • O protocolo DeviceNet é aberto, sendo grande o número de fornecedores e usuários, de diferentes tipos de marcas e equipamentos. • Hoje, a rede DeviceNet é regulamentada pela organização ODVA (Open DeviceNet Vendor Association) é uma organização independente de fabricantes com objetivo de divulgar, padronizar e difundir a rede. • A rede Devicenet, como segue a CAN, tem baixo custo, resposta rápida, confiabilidade alta para aplicações. Pirâmide de Automação Industrial Cenário de Protocolos Rede Tipo Devicebus: • Alta Velocidade. • Dados em formato de bytes • Podem cobrir distâncias de até 500 m. • Comunicação com equipamentos discretos e analógicos. • Possuem os mesmos requisitos temporais das rede Sensorbus, porém podem manipular mais equipamentos e dados. • Exemplos: Device-Net e Profibus DP. Aplicações: É uma rede digital, multi-drop para conexão entre sensores, atuadores e sistema de automação industrial em geral. • Troca de informações; • Comunicação de Dispositivos de segurança; • Controle de entrada/saída de redes. Sensores digitais e analógicos, IHM, Dispositivos remotos de I/O, dispositivos para acionamentos, proteção e controle de Motores, drives AC. Características: • A Devicenet é uma rede que possui uma linha tronco de onde derivam as drop lines. Essas derivações não podem ficar mais do que 6 metros de distância do tronco. • É possível a conexão de até 64 nós. • O principal mecanismo de comunicação é peer-to-peer (ponto a ponto) com prioridade. • O esquema de arbitragem é herdado do protocolo CAN e se realiza bit a bit. • A transferência de dados se dá segundo o modelo produtor/consumidor, onde não existe o conceito de mestre, ou seja, o dado é identificado pelo seu conteúdo. Qualquer nó pode iniciar o processo de transmissão. • Alto poder de diagnóstico, ou seja, consegue detectar erros na rede. Topologia • Barramentos separados de par trançado para a distribuição de sinal e de alimentação (24V CC), ambos no mesmo cabo e 8 A. • Inserção e remoção de dispositivos, sem necessidade de desconectar a alimentação da rede. • Uso de terminadores de 121 Ohms em cada fim de linha que reduzem o ruído elétrico. • Permite conexão de múltiplas fontes de alimentação Barramento Linha Árvore Algumas regras devem ser obedecidas para que o sistema de cabos seja operacional: A distância máxima entre dispositivos em uma derivação ramificada para a linha tronco não pode ser maior que 6 m A distância entre dois pontos quaisquer na rede não pode exceder a distância máxima dos cabos permitida para a taxa de comunicação e tipo de cabo utilizado conforme a tabela 1 A distância se refere a distância entre dois dispositivos ou resistores de terminação. Tabela 1 Exemplo 1: Cálculo da derivação cumulativa Exemplo 1: Cálculo da derivação cumulativa O comprimento da derivação cumulativa é: (4+1+1+4) + 2 + (3+2+3+3) + 3 + 5 + 4 = 35 m Exemplo 2: Cálculo da distância máxima dos cabos Exemplo 2: Cálculo da distância máxima dos cabos Derivação 1: Não é considerada porque seu comprimento é menor que a distância da linha tronco para o resistor de terminação (1,5 m). Derivação 2: É considerada, já que 5 > 1,5 + 1,5. Derivação 3: Não é considerada. Distância máxima dos cabos = (5 m + 50 m + 12 m) = 67 metros Arbitragem Modelo de rede • Utiliza paradigma Produtor/Consumidor que suporta vários modelos de rede. • O Dado é identificado pelo seu conteúdo. • A mensagem não necessita explicitar endereço da fonte e destino dos dados. • Também não existe o conceito de mestre. • Qualquer nó pode iniciar um processo de transmissão. • Este modelo permite gerar todos os demais modos. Mestre/Escravo • O PLC ou scanner possui a função de mestre e realiza um polling dos dispositivos escravos • Os escravos só respondem quando são perguntados • Neste sistema o mestre é fixo e existe apenas um mestre por rede Ponto a ponto • Redes ponto a ponto não possuem um mestre fixo • Cada nó tem o direito de gerar mensagens para a rede, quando de posse de um token • O mecanismo de passagem de token pode ser definido por um mecanismo de prioridades. Mudança de estado do dado • Ao invés de ter um mestre realizando a leitura cíclica de cada dado, os dispositivos de campo enviam os dados ao mestre quando houver variação de um valor em uma variável. • O dispositivo envia uma mensagem quando um dado variou ou quando o sistema ficar sem se comunicar por um dado período de tempo. • Assim, sabe-se se o dispositivo está ativo. Mudança de estado do dado Produção cíclica de dados • Os dispositivos de campo atualizam o mestre periodicamente em bases de tempo fixas. • O modo de operação: mudança de estado e produção cíclica são configuráveis nó a nó. • Nestes dois últimos tipos de mensagens o consumidor deve enviar uma ACK ao produtor. • Para gerenciar o envio de mensagens de múltiplos consumidores, o ACK handler object deve ser utilizado. Produção cíclica de dados Obrigada!