Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

1 
 
ESTUDO COMPARATIVO ENTRE MÉTODOS CONSTRUTIVOS 
COM O USO DO BIM 
GUILHERME PACHECO MATHIAS – pachecomathias.guilherme@gmail.com 
RODRIGO ANICET LEITE - rodrigoanicetleite@hotmail.com 
PROF. Me. ANTONIO IVO DE BARROS MAINARDI NETO (Orientador) – 
ivo.mainardi@mackenzie.br 
RESUMO 
O programa Autodesk Revit, utilizado para o desenvolvimento de modelos BIM, permite a extração 
de quantitativos dos insumos de um projeto. Com estes dados é gerado um comparativo orçamentário 
na etapa de estrutura entre dois métodos construtivos, um em estrutura de concreto armado e outro 
em estrutura pré-moldada. Ambos métodos foram adaptados ao mesmo projeto de arquitetura, um 
edifício de 5 pavimentos, com 6 apartamentos por andar, térreo/área comum e cobertura técnica. O 
artigo apresenta as vantagens e práticas de utilização do BIM para orçamentos de obra objetivando 
a definição de qual o melhor método construtivo em quesito de orçamento de estrutura. 
Palavras-chave: BIM. Comparativo método construtivo. Orçamento. 
COMPARATIVE STUDY BETWEEN CONSTRUCTIVE METHODS WITH THE 
USE OF BIM 
ABSTRACT 
 The Autodesk Revit program, used for the development of BIM models, allows the extraction 
of quantitative inputs for a project. With this data, a budget comparison is generated in the structure 
stage between two construction methods, one in a reinforced concrete structure and the other in a 
precast structure. Both methods were adapted to the same architectural project, a 5-storey building, 
with 6 apartments per floor, ground floor/common area and technical coverage. The article presents 
the advantages and practices of using BIM for construction budgets, aiming to define the best 
construction method in terms of structure budgeting. 
 
Keywords: BIM. Comparative constructive method. Budget. 
 
 
 
2 
 
1 INTRODUÇÃO 
 Atualmente existem várias possibilidades de projetos estruturais, para atender o mesmo tipo 
de edificação. Estes diferentes tipos apresentam características que podem possuir diferentes 
vantagens como no setor econômico, tempo de execução ou geração de resíduos. Ao fazer a 
concepção estrutural, o responsável deve considerar aspectos, como: manter a estética e a 
funcionalidade do projeto arquitetônico, ter uma ideia aproximada dos esforços atuantes na estrutura, 
métodos construtivos e custos (ALBUQUERQUE, 1999). Nesta pesquisa, foram selecionados 2 tipos: 
 O concreto armado é um tipo de estrutura que utiliza armações feitas com barras de aço. Essas 
ferragens são inseridas no concreto, sendo o primeiro resistindo aos esforços de tração e o segundo 
aos de compressão (CARVALHO, 2014). Esse sistema construtivo é bastante comum e pouco 
oneroso economicamente, não exigindo uma mão de obra específica, tendo fácil disponibilidade no 
mercado. 
“As estruturas de concreto são comuns em todos os países do mundo, caracterizando-se pela 
estrutura preponderante no Brasil. Comparada a estruturas com outros materiais, a disponibilidade 
dos materiais constituintes (concreto e aço) e a facilidade de aplicação, explicam a larga utilização 
das estruturas de concreto, nos mais variados tipos de construção, como edifícios de pavimentos, 
pontes e viadutos, reservatórios, barragens, pisos industriais, pavimentos rodoviários e de aeroportos, 
paredes de contenção, obras portuárias, canais, etc.” (BASTOS, 2019, p.1). 
 Os pré-fabricados são estruturas de concreto produzidos em uma fábrica, fora do canteiro de 
obras, com intuito de serem utilizadas posteriormente (ORDONEZ, 1974). Para a sua produção são 
seguidas normas rígidas e controle tecnológico para atendimento a todas as normas de desempenho e 
cargas que serão recebidas, utilizando mão de obra especializada e máquinas específicas. O uso de 
estruturas pré-fabricadas de concreto na construção civil tem contribuído para a industrialização do 
setor, proporcionando maior velocidade de execução e maior qualidade de produção. Neste método 
mais industrializado, as peças podem ser produzidas e entregues na metade do tempo, se 
compararmos ao convencional moldado in loco. (ACKER, 2002). 
 Nos últimos anos, as peças pré-fabricadas vem ganhando cada vez mais espaço, sendo muitas 
vezes combinadas com outros métodos construtivos e isso se deve principalmente a esta 
industrialização. “A industrialização da construção civil, através da utilização de peças de concreto 
pré-fabricados, promoveu um salto de qualidade nos canteiros de obras, pois através de componentes 
industrializados com alto controle ao longo de sua produção, com materiais de boa qualidade, 
fornecedores selecionados e mão-de-obra treinada e qualificada, as obras tornaram-se mais 
organizadas e seguras” (SERRA, 2004). 
3 
 
 No mercado atual, encontramos a construção civil como uma indústria atrasada, com baixa 
produtividade, grande desperdício de material, morosidade e baixo controle de qualidade (EL DEBS, 
2000). 
 “O termo “industrialização” é entendido como processo evolutivo que, através de ações 
organizacionais e da implementação de inovações tecnológicas, métodos de trabalho, técnicas de 
planejamento e controle objetiva incrementar a produtividade e o nível de produção e aprimorar o 
desempenho da atividade construtiva” (FRANCO, 1992). 
 As indústrias hoje se encontram em constante evolução, e para isso, precisam estar sempre se 
reinventando e se atualizando com o surgimento de novas tecnologias. A indústria da construção civil 
é hoje, a indústria que menos inova quando em comparação com as outras, é um dos motivos para a 
produtividade deste setor ter evoluído tão pouco nos últimos anos (figuras 1 e 2). Quantidades 
necessárias para a construção, os gastos com mão de obra 
Figura I: Produtividade na construção civil 
 
Fonte: Site Mckinsey 5 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura II: Produtividade na construção civil comparada a outros setores 
4 
 
 
Fonte: Site Mckinsey 6 
 A construção civil teve durante décadas a produção estrutural in loco como método 
construtivo amplamente utilizado, se tornando praticamente um padrão, porém, dado o contexto atual 
de inovação, métodos construtivos como os pré-moldados e estruturas metálicas vem ganhando 
espaço, prometendo maior velocidade, maior precisão de execução e canteiros de obra com mais 
espaço e mais limpos. 
Figura III: Produtividade na construção civil em comparação à outros países 
 
Fonte: Site Mckinsey 7 
5 
 
Analisando a figura III, podemos verificar que os investimentos do Brasil com construção é 
maior que o de outros países subdesenvolvidos, porém, é um dos países com menor produtividade e 
baixo crescimento de produtividade entre os anos de 1995 e 2015, o que mostra que, com o alto 
investimento feito no setor de construção civil, poderíamos ter tido um retorno muito maior sobre o 
investimento se tivéssemos melhor produtividade. 
 Utilizando a opção de um software BIM para fazer um estudo comparativo entre métodos 
construtivos, esperamos ter uma análise fundamentada de como seria a estrutura, quais os materiais 
e as suas quantidades necessárias para a construção. 
 
2 REVISÃO DA LITERATURA 
2.1 COMPARAÇÃO ENTRE MÉTODOS CONSTRUTIVOS: 
 
Silva et al (2018) fizeram um estudo comparativo de viabilidade econômica de uma rampa 
de concreto armado e pré-moldado. A constatação foi de que a estrutura moldada in loco custou 
apenas 1,7% a mais que a estrutura pré-moldada, apesar de ter tido o custo de mão de obra 50,5% 
mais caro. Apesar disso, os pré-moldados se mostraram mais viáveis por terem um prazo de execução 
50% menor que a estrutura convencional. 
 
Tabela XV: Comparativo de custos Concreto Armado x Pré-Moldado 
 
Fonte: TCC Amaury Sousa Silva 
 
2.2 UTILIZAÇÃO DO BIM PARA COMPARATIVO ORÇAMENTÁRIO 
 
 De acordo com Khemlani (2006), a estimativa de custos é muito mais complexa que simples 
obtenção de uma lista de materiais e suas dimensões, para ele, se trata de análise de edificações,agrupamento de itens que se conectem em um grupo construtivo, pensamento e possíveis variáveis. 
Para Wu et al (2014) ainda existem poucos estudos que colocam BIM como associação para 
orçamentos. É chamada a atenção para os profissionais que realizam orçamentos e quantitativos 
para o BIM e as suas vantagens. 
Vitásek & Matějka (2017) estudou como uma das vantagens para o profissional orçamentista a não 
realização de levantamentos, mas sim, apenas a verificação dos dados extraídos através de 
Software. Isso pouparia o tempo de conferências em desenhos e aplicaria melhor nas estimativas de 
custos com preços dos insumos. 
 Segundo Kymmel (2008), “outra dificuldade na elaboração de um orçamento é a 
visualização incorreta de informações contidas no projeto”, visto que na modelagem 3D e 4D isso 
6 
 
não aconteceria, por conta das riquezas de detalhes contidas nos projetos, diminuindo em muito os 
erros de informações contidas em projetos. 
 Eastman et al (2008) apresenta no The BIM Handbook (2008), 3 métodos onde o 
profissional orçamentista pode utilizar o BIM como ferramenta de orçamento, seriam elas: 
 1. Exportar quantitativos de objetos da edificação para um software de orçamentação 
 O profissional pode enviar os quantitativos para uma outra ferramenta ou banco de 
dados, o mais usual é o próprio MS Excel 
 2. Conectar a ferramenta BIM diretamente ao software de orçamentação 
 A instalação de plug-in, que seriam extensões, seria umas das melhores opções, 
dados que com certas informações, tais como, quais passos e recursos são necessários para a 
construção do mesmo, além de informações de mão de obra, equipamentos, tempos e gastos com 
materiais. 
 3. Usar uma ferramenta BIM de levantamento de quantitativos 
 Segundo o autor, é a opção que mais pouparia tempo do orçamentista, visto que ele não 
precisaria dominar várias ferramentas, apenas a de extração, além de permitir verificações manuais 
e conferências. 
 
 
2.2.1 PROCESSO DE ORÇAMENTAÇÃO ATRAVÉS DO BIM 
 
Forgues (2012, apud MOREIRA, 2018, p.30) realizou um estudo em um escritório de projetos, 
para a implantação do BIM. No artigo, de início foi analisado o processo de orçamento tradicional, 
isto é, retirando o quantitativo através do Autodesk AutoCad, em seguida colocando em Softwares 
específicos de estimativas de custo, para assim, gerar um orçamento. 
 Em seguida, ainda neste mesmo estudo, foi elaborado um modelo no D-Profiler, um software 
que integra modelagem 3D com estimativas de custos, também foi elaborado um modelo em 
Autodesk Revit, onde foram extraídos os dados do projeto. 
 No final, foram apresentadas diversas mudanças no procedimento de orçamentação da 
empresa, porque através do estudo, notaram-se oportunidades de melhorias com a aplicação do BIM. 
 
 
2.2.2 ESTUDO DE CASO COMPARATIVO COM E SEM O BIM 
 
Jesus et al (2020) publicou um estudo onde realizaram o quantitativo de um mesmo projeto 
utilizando o Autodesk AutoCad e o Autodesk Revit. Com o intuito de comparar a produtividade da 
elaboração de quantitativos com as ferramentas. 
 No estudo, foi realizado um levantamento das quantidades nos projetos via Autocad, isto, com 
o apoio da tabela SINAPI (Sistema Nacional de Preços e Índices para a Construção Civil. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura VIII: Levantamento de quantidade com o AutoCad 
 
7 
 
 
Fonte: Jesus et al (2020) 
 
 Já no Autodesk Revit, após a modelagem foi realizada uma revisão com relação aos detalhes, 
medidas e acabamentos, pois estes, interferem diretamente nas tabelas geradas. No Software foram 
extraídos dois tipos de planilhas, uma de quantidade, que apenas contabiliza os itens, e a outra seria 
o levantamento, que apresenta as informações que compõem o item. 
 Assim como o levantamento do Autodesk Autocad, neste as quantidades foram colocadas com 
o seu custo unitário, retirado da tabela SINAPI (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da 
Construção Civil) para geração do custo total, assim como na Figura X. 
 
 
Figura IX: Levantamento de quantidade com o REVIT 
 
Fonte: Jesus et al (2020) 
 Segundo Jesus et al (2020), os resultados obtidos demonstraram uma agilidade significativa 
entre o tempo de levantamento dos dois métodos (figura VIII). 
 
 
 
Figura X: Comparativo entre tempo quanto em levantamento 
 
8 
 
 
Fonte: Jesus et al (2020) 
 Em outro tópico, os autores comparam os valores dados no serviço de alvenaria, tanto com 
relação à metragem, quanto ao valor final orçado. Conforme figura IX. 
 
Figura XI: Comparativo entre quantidades levantadas 
 
Fonte: Jesus et al (2020) 
 Como conclusão, Jesus et al (2020) apontam que além de mais rápida, a utilização da 
modelagem BIM se torna ainda mais precisa, além de uma facilidade caso de alteração do projeto. 
 
 
3 METODOLOGIA 
3.1 CONCRETO ARMADO: 
 
O procedimento de orçamento para a estrutura de concreto armado se iniciou com o projeto de 
arquitetura do empreendimento, com 3 pavimentos, um térreo e uma cobertura técnica (Figura IV, 
figura V). 
 
Figura IV: Vista 3D do empreendimento 
9 
 
 
Fonte: Próprios Autores desse projeto 
 
 
Figura V: Vista piso do pavimento tipo 
 
 
Fonte: Próprios Autores desse projeto 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura VI: Vista piso do pavimento tipo 
 
10 
 
 
 
Fonte: Próprios Autores desse projeto 
 
Com isso foi elaborado um projeto base, modelando em estrutura de concreto armado (figura 
VI). Após a modelagem, executamos a quantificação de área e volumes através do Revit e exportação 
para o Excel (Tabela I). 
 
 
 Tabela I, II e III: Levantamentos extraídos do REVIT 
 
 
 
11 
 
 
 
 
 
 Fonte: Próprios Autores desse projeto 
 O passo seguinte foi a elaboração do orçamento com as quantidades extraídas e os custos 
unitários de acordo com a tabela SINAPI (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices), foi 
montada uma tabela com as descrições dos insumos inclusos em cada item do orçamento utilizando 
a tabela SINAPI analítica. 
 
Tabela IV: Descrição dos insumos em cada item do orçamento 
 
 
 
Fonte: Próprios Autores desse projeto 
 
Em seguida, os valores adotados dos mesmos insumos foram conforme a tabela SINAPI 
sintética, desse modo, não foi necessária a consideração de coeficientes dos insumos nos itens, pois 
a tabela já consta o valor final. Gerando o orçamento; 
12 
 
 
 
Tabela V: Orçamento da estrutura em concreto armado 
 
 
 
Fonte: Próprios Autores desse projeto 
 
 Os valores de aço foram obtidos através de uma conta com o volume de concreto da peça, 
pilar, viga ou laje, com a taxa de aço. Essa taxa foi obtida através de uma pesquisa entre construtoras 
presentes atualmente no mercado, onde seguiram os parâmetros da tabela a seguir: 
 
 Tabela VI: Orçamento da estrutura em concreto armado 
 
Fonte: Próprios Autores desse projeto 
 O valor da quantidade de escoramento é a soma de todas as metragens de formas, 
considerando assim, travamento nos pilares, escoramento no fundo de vigas, travamento nas vigas e 
escoramento nas lajes. 
 
 
 
3.2 PRÉ-MOLDADO: 
 
13 
 
 O início foi similar ao projeto de estrutura de concreto armado, tomando como base o projeto 
arquitetônico, foi feita a modelagem da estrutura pré-moldada, através colunas retangulares com 
mísulas, vigas apoiadas e lajes pré-moldadas com núcleo vazado. 
 
 
Figura VII: Vista 3D da estrutura em pré moldado 
 
 
Fonte: Próprios Autores desse projeto 
 
 Com isso foi extraído um quantitativo dos insumos através do Revit (tabela VII). 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tabela VII, VIII e IX: Levantamentos extraídos do REVIT 
 
Tabela de pilar estrutural 
14 
 
Pilar Volume 
1 0,30 m³ 
2 0,30 m³ 
3 0,30 m³ 
4 0,30 m³ 
5 0,30 m³ 
6 0,30 m³ 
7 0,30 m³ 
8 0,30 m³ 
9 0,30 m³ 
10 0,30 m³ 
 
Levantamento Viga 
Vigas Volume 
1 0,07 m³ 
20,07 m³ 
3 0,07 m³ 
4 0,07 m³ 
5 0,07 m³ 
6 0,07 m³ 
7 0,07 m³ 
8 0,07 m³ 
9 0,07 m³ 
10 0,07 m³ 
15 
 
 
Levantamento laje 
Laje Volume 
1 0,34 m³ 
2 0,34 m³ 
3 0,34 m³ 
4 0,34 m³ 
5 0,35 m³ 
6 0,35 m³ 
7 0,35 m³ 
8 0,35 m³ 
9 0,35 m³ 
10 0,35 m³ 
 
Fonte: Próprios Autores desse projeto 
 O passo seguinte foi a elaboração dos custos de grupo. Para isso foi utilizado o caderno técnico 
de composição para pré-moldado da Caixa Econômica Federal, com eles retiramos as composições 
de insumos dos itens de pilar, viga e laje, com os coeficientes desses insumos. 
 
 
 
 
 
 
 
Imagem X: Insumos inclusos no item de Vigas pré-fabricadas 
16 
 
 
Fonte: Caderno técnico de composição para pré-fabricados da Caixa Econômica Federal 
 
 Após isso, foi preenchida os valor unitários conforme a tabela SINAPI 
 
Tabela XI: Insumo de Guindaste conforme a tabela SINAPI 
 
 
 Fonte: Tabela SINAPI 
17 
 
 Com o preenchimento dos valores unitários completos, é preenchida a coluna de coeficientes, 
este item é considerado de acordo com a tabela SINAPI. Em seguida é gerado um valor de cada item, 
somando, tornando o custo total do grupo. 
 
Tabela XII: Insumo de Guindaste conforme a tabela SINAPI 
 
 
 Fonte: Próprios autores 
 
Tabela XIII: Descrição dos insumos em cada item do orçamento 
 
 
Fonte: Caderno técnico de composição para pré-fabricados da Caixa Econômica Federal 
 
Gerando assim, o orçamento final da estrutura do edifício de pré-moldado. 
 
 
 
 
18 
 
 Tabela XIV: Orçamento pré-molado 
 
 
Fonte: Próprios autores 
 
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO 
 Após analisar os resultados, foi constatado que a estrutura pré-moldada é mais viável 
economicamente. O valor da estrutura de concreto foi de R$285.555,96, já o valor de pré-moldado 
R$241.546,21. 
 Foi constatado alguns pontos positivos e negativos em cada método construtivo, mas, vale 
destacar os itens de escoramento e concretagem do orçamento de concreto armado, que fazem com 
que o concreto armado seja mais caro, pois esses itens não são considerados no orçamento de pré-
moldado, visto que as peças são fabricadas e entregues prontas, sem necessidade de concretagem em 
obra e escoramento para o tempo de resistência da peça. 
 Por fim, conclui-se que é mais vantajoso economicamente para o empreendimento estudado, 
o tipo de estrutura de pré-fabricado, sendo R$ 44.009,75 mais barato, quase 15% mais vantajoso.. 
 
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 Essa pesquisa acaba chegando ao seu objetivo principal de destacar, em questão econômica, 
qual a melhor alternativa de tipo estrutura para o empreendimento em questão. 
 Deixa-se como limitações e lacunas para serem preenchidas em futuras pesquisas, outras 
etapas de obras que podem ser comparadas, tais como tipos de fundação, tipos de vedações internas 
do empreendimento e tipos de acabamentos. Uma limitação desta pesquisa é que apenas foi estudado 
o quesito econômico e não o cronograma da obra, tampouco outros quesitos como, geração de 
resíduos e mão de obra. 
 Entende-se que o estudo elaborado pode ter um outro resultado caso o empreendimento 
estudado seja de um porte maior, visto que as peças de pré-moldado teriam que ter uma maior 
resistência de carga, tornando-a mais cara e o içamento dessas peças seriam com guindastes 
específicos, tornando o item de “içamento” mais significativo por exemplo. 
 
REFERÊNCIAS 
ACKER, A. V. Manual de Sistemas Pré-fabricados de Concreto. Tradução: Marcelo Ferreira, 
ABCIC, 2002. 
19 
 
ALBUQUERQUE, A. T. Análise de alternativas estruturais para edifícios em concreto armado. 1999. 
100f. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Estruturas) - Escola de Engenharia de São Carlos, 
Universidade de São Paulo, São Carlos. 
AKAMORI, Marcelo Mino. MODELAGEM 5D (BIM) - PROCESSO DE ORÇAMENTAÇÃO 
COM ESTUDO SOBRE CONTROLE DE CUSTOS E VALOR AGREGADO PARA 
EMPREENDIMENTOS DE CONSTRUÇÃO CIVIL. 2015. 180 f. TCC (Graduação) - Curso de 
Engenharia Civil, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2015 
 BAIA, Denize Valéria Santos. USO DE FERRAMENTAS BIM PARA O PLANEJAMENTO DE 
OBRAS DA CONSTRUÇÃO CIVIL. 2015. 117 f. Tese (Mestrado) - Curso de Engenharia Civil, 
Departamento de Engenharia Civil e Ambiental, Universidade de Brasilia, Brasilia, 2015. 
Baptista. S.M. Racionalização e Industrialização da Construção Civil. Universidade Federal de São 
Carlos 2005. 
BASTOS, Paulo Sérgio dos Santos. FUNDAMENTOS DO CONCRETO ARMADO. Bauru: Unesp, 
2019. 
BONZANINI, Felipe Augusto. ESTUDO COMPARATIVO ENTRE O DIMENSIONAMENTO DE 
ESTRUTURA METÁLICA FEITO PELA NBR 8800:2008 E PELO EUROCODE 3. 2013. 90 f. 
TCC (Graduação) - Curso de Engenharia Civil, Universidade de Santa Cruz do Sul – Unisc, Santa 
Cruz do Sul –, 2013. Cap. 1. 
BUSANELLO, Jordano. ESTUDO DE COMPARATIVO ENTRE ESTRUTURA DE CONCRETO 
ARMADO E ESTRUTURA METÁLICA MISTA NA CONSTRUÇÃO DE EDIFÍCIO 
COMERCIAL. 2019. 27 f. Monografia (Especialização) - Curso de Engenharia Civil, Departamento 
Acadêmico de Construção Civil, Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Curitiba, 2019. 
CABRITA, André F. N. Atrasos na construção: causas, efeitos e medidas de mitigação. Tese de 
Mestrado – Universidade Técnica de Lisboa, 2008. 
CARVALHO, Roberto Chust. Cálculo e Detalhamento de Estruturas Usuais de Concreto Armado 
segundo a NBR 6118:2014. 4a edição – São Carlos: Edufscar, 2014. 
EASTMAN, Chuck; TEICHOLZ, Paul; SACKS, Rafael; LISTON, Kathleen. BIM Handbook, A 
guide to Building information modeling for owners, managers, designers, engineers, and contractors. 
EL DEBS, M.K. Concreto pré-moldado: fundamentos e aplicações. São Carlos. Escola de Engenharia 
de São Carlos/USP – projeto REENGE. 2000. 
FERREIRA, Antônio Claudio et al. SISTEMA LIGHT STEEL FRAMING NA PRODUÇÃO DE 
MORADIA NO BRASIL. 2019. 5 f. Monografia (Especialização) - Curso de Engenharia Civil, 
Unievangélica, Anápolis, 2019. 
FORGUES, D. et al. Rethinking the Cost Estimating Process through 5D BIM: A case Study. 2012. 
Congresso. Construction research Congress. 2012©ASCE 2012. 
FRANCO, L.S. Aplicação de diretrizes de racionalização construtiva para a evolução tecnológica dos 
processos construtivos em alvenaria estrutural não armada. 319p. Tese (Doutorado) – Escola 
Politécnica, Universidade de São Paulo. 1992 
FREITAS, A. M. S.; CRASTO, R. C. M. Steel framing: arquitetura. Rio de Janeiro: IBS/CBCA, 
2006. 
GOMES et al. LIGHT STEEL FRAME NA PRODUÇÃO DE MORADIAS NO BRASIL. In: 
CONGRESSO DE CONSTRUÇÃO METÁLICA E MISTA, 9., 2013, Porto. Porto: 2013. p. 1-8. 
GUERRETA, Luis Felipe et al. Comparação de orçamento de obra de sistema prediais com e sem 
utilização do BIM. 2015. 12 f. VII Encontro de Tecnologia de Informação e Comunicação na 
Construção, São Paulo, 2015. 
SCHWALBERT, Raíssa Caroline; GOMES, Aline Pimentel; BERTICELLI, Ritielli; BRUM, 
Eduardo Madeira; TAGLIARI, Leandro Dóro. Comparação de custos e prazos de galpões industriais 
em concreto pré-moldado e estrutura metálica. 2015. 11 f. Tese (Doutorado) - Curso de Engenharia 
Civil, Desafio das Engenharias no Século XXI, Juiz de Fora, 2015. 
 SILVA, Amaury Sousa et al. ESTUDO COMPARATIVO DE VIABILIDADE ECONÔMICA DE 
UMA RAMPA DE CONCRETO ARMADO E PRÉ-MOLDADO. 2018. 35 f. TCC (Graduação) - 
Curso de Engenharia Civil, Faculdade Evangélica de Goianésia, Goianésia, 2018. 
20 
 
KLEIN, Paulo Henrique. Controle de cronograma de obra utilizando um modelo BIM 4D. 2018. 123 
f. TCC (Graduação) - Curso de Engenharia Civil, Universidade Federal de Santa Catarina, 
Florianópolis, 2018. 
KOO, B.; FISCHER, M. Feasibility Study of 4D CAD in Commercial Construction. Stanford: Center 
for Integrated Facility Engineering. 1998. Technical Report n. 118. 
LIMA, Camila Borges Moreira de. Como elaborar orçamentos utilizando o processo BIM. 2018. 171 
f. TCC (Doutorado) - Curso de Engenharia Civil, Departamento de Engenharia Civil e Ambiental, 
Universidadede Brasilia, Brasilia, 2018. 
MADEIRA, Alisson Ramos. Estrutura em aço para pavilhão industrial: comparação entre soluções 
com elementos treliçados e de alma cheia. 2009. 74 f. TCC (Graduação) - Curso de Engenharia Civil, 
Universidade Federal de Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2009. 
MULLER, Leandro Sander. UTILIZAÇÃO DA TECNOLOGIA BIM (BUILDING 
INFORMATION MODELING) INTEGRADO A PLANEJAMENTO 4D NA CONSTRUÇÃO 
CIVIL. 2015. 101 f. TCC (Graduação) - Curso de Engenharia Civil, Universidade Federal do Rio de 
Janeiro, Rio de Janeiro, 2015. 
ORDONÉZ, J. A. F. (1974) PRE-FRABRICACIO: TEORIA Y PRÁTICA Barcelona: Editores 
Técnicos Associados. v.1. 
JESUS, Meize Oliveira de et al. ESTUDO COMPARATIVO DE QUANTITATIVOS PARA 
ORÇAMENTOS DE OBRAS ATRAVÉS DO MÉTODO CONVENCIONAL E TECNOLOGIA 
BIM. 2020. 14 f. Monografia (Especialização) - Curso de Engenharia Civil, Universidade Católica 
do Salvador, Salvador, 2020. 
KHEMLANI, L. Use of BIM by facility owners: an “Expotitions”. AECbytes, 2006. Disponível em 
, Acesso em: 16/05/2013. 
VITǍSEK, S.; MATÊJKA, P. Utilization of BIM for Atomation of Quantity Takeoffs and Cost 
Estimation in Transporting infraestructure construction porjects in the Czech Republic. Faculty of 
Civil Engineering. Congresso. Prague, Czech Republic. 2017. 
¹Disponível em: < https://www.mapadaobra.com.br/capacitacao/principais-cuidados-ao-executar-
estrutura-de-concreto-armado/> Acesso em: 12 Maio 2021 
²Disponível em: < https://www.escolaengenharia.com.br/estrutura-metalica/> Acesso em: 12 Maio 
2021 
³Disponível em: <https://tecnoframe.com.br/estrutura-de-light-steel-frame-em-curitiba-pr/> Acesso 
em: 12 Maio 2021 
⁴Disponível em: < https://www.ofitexto.com.br/comunitexto/as-caracteristicas-do-concreto-pre-
moldado/> Acesso em: 12 Maio 2021 
5 Disponível em: 
<https://www.mckinsey.com/~/media/McKinsey/Business%20Functions/Operations/Our%20Insigh
ts/Reinventing%20construction%20through%20a%20productivity%20revolution/MGI-
Reinventing-Construction-Executive-summary.pdf> Acesso em 12 de Maio de 2021 
6Disponível em: 
<https://www.mckinsey.com/~/media/McKinsey/Business%20Functions/Operations/Our%20Insigh
ts/Reinventing%20construction%20through%20a%20productivity%20revolution/MGI-
Reinventing-Construction-Executive-summary.pdf> Acesso em: 12 de Maio de 2021

Mais conteúdos dessa disciplina