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Atividades Compreender Doc. 1 1. Segundo o texto, o que caracteriza o fim ou a morte da utopia moderna? 2. O que teria causado a morte das utopias modernas? Doc. 2 3. Para Walter Benjamin, qual é a diferença entre uma obra de arte e sua reprodução? Explique. 4. O que a perda da aura tem a ver com a tradição e a massificação da obra de arte? 5. O que a perda de aura tem a ver com a arte moderna? Analisar Doc. 1 e Doc. 2 6. Como você analisa a arte contemporânea? Retomar 7. Responda às questões-chave do início do capítulo. • O que é arte? Por que ela é importante? Qual é a sua relação com a utopia e a transformação do ser humano e da sociedade? (BNCC) Competências específicas: 1, 2 e 3 Habilidades: EM13CHS101 EM13CHS103 EM13CHS303 Registre em seu caderno Doc. 1 O fracasso histórico das vanguardas “A utopia moderna das vanguardas artísticas mor- reu porque seus valores não cumprem, nas metrópoles industriais ou no terceiro mundo, mais que uma função legitimadora, regressiva e conservadora. Sua tarefa já não é mais a criação, nem a crítica, nem a renovação, mas a reprodução indefinida de um princípio de or- dem. Desapareceram das vanguardas históricas seus momentos escatológicos, revolucionários e subversivos; só conhecemos agora a positividade objetivada de um mundo administrado segundo suas leis, submetido a um princípio de racionalização constritiva cuja legitimi- dade estética elas garantem. Não há motivos de escân- dalo na aceitação do fracasso histórico do projeto das vanguardas [...]. Nem sequer se justifica, à luz de uma análise mais precisa, aquele álibi que assinala a absorção dos objetivos da vanguarda ou de seus pioneiros pelos imperativos de uma economia de mercado, de uma organização social tecnocrática ou de formas de poder burocrático. É verdade que as burocracias e as bolsas de valores puseram fim às ilusões utópicas que os artistas da ruptura abrigaram, mas isso não quer dizer que suas concepções programáticas transcendessem realmente a ordem cultural em que se dissolveram seus elementos críticos. Certamente, a utopia artística da modernidade foi integrada às exigências da produção industrial ou à economia capitalista. Mas semelhante integração foi precisamente o objetivo prático de todas as tendências construtivistas das vanguardas históricas.” SUBIRATS, Eduardo. Da vanguarda ao pós-moderno. 4. ed. São Paulo: Nobel, 1991. p. 11-12. Doc. 2 Da existência única para a existência em massa “Por mais perfeita que seja a reprodução, uma coisa lhe falta: o aqui e agora da obra de arte – a sua existên- cia única no lugar onde se encontra. Sobre essa exis - tência única, e sobre ela apenas, se fez a história a que a obra esteve sujeita no decurso de sua existência. [...] A autenticidade de uma coisa é a essência de tudo o que ela comporta de transmissível desde sua origem, da duração material à sua qualidade de teste- munho histórico. [...] Tudo o que aqui se disse se pode resumir no conceito de aura, e pode dizer-se então que o que é enfraquecido na época da possibilidade de repro- dução técnica da obra de arte é a sua aura. O caso é sintomático: o seu significado aponta para além do próprio domínio da arte. Pode dizer-se, de um modo geral, que a técnica da reprodução liberta o objeto reproduzido do domínio da tradição. Na medida em que multiplica a reprodução, substitui a sua existência única pela sua existência em massa. E, na medida em que permite à reprodução vir em qualquer situação ao encontro do receptor, atualiza o objeto reprodu- zido. Estes dois processos vão abalar violentamente os conteúdos da tradição – e esse abalo da tradição é o reverso da atual crise e renovação da humanidade. Relacionam-se intimamente com os movimentos de massa dos nossos dias.” BENJAMIN, Walter. A obra de arte na época da possibilidade de sua reprodução técnica. In: Estética e sociologia da arte. Belo Horizonte: Autêntica, 2017. p. 13-15. R ep ro d uç ão p ro ib id a. A rt .1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 86 Laboratório de ciências humanas e sociais aplicadas Analisar (BNCC) Competências específicas: 1, 2, 4, 5 e 6 Habilidades: EM13CHS101 EM13CHS102 EM13CHS103 EM13CHS203 EM13CHS204 EM13CHS205 EM13CHS401 EM13CHS504 EM13CHS603 EM13CHS605 1. A Revolução Francesa aproximou diferentes seto- res do terceiro estado na luta contra um inimigo comum: o absolutismo monárquico e os privilé- gios aristocráticos. Mas os choques de interesses e de projetos políticos entre esses setores logo se tornaram evidentes, e a correlação de forças entre eles definiu o desfecho da revolução. Explique essas diferenças tomando como base dois grupos sociais importantes no processo revolucionário. 2. Mao Tsé-tung entendia que o processo revolucionário chinês deveria considerar as condições específicas da China. Em função dessa posição, investiu seus esforços em uma estratégia de luta que o distan- ciou da orientação de Moscou. Leia o texto que se segue e responda às questões que o acompanham. “É apoiando-se no campesinato miserável, mas também apostando fortemente no veio nacionalista, que o comunista Mao Tsé-Tung [e as forças revolu- cionárias conseguem] tomar o poder em 1949, ao fim de vários anos de combate. [...] É bem mais em virtude desse nacionalismo do que devido a motivos ideológicos que Mao rompe com a União Soviética em 1961: Pequim não aceita mais ficar sob o domí- nio – mesmo indireto – de Moscou, líder do bloco comunista.” BONIFACE, P.; VÉDRINE, H. Atlas do mundo global. São Paulo: Estação Liberdade, 2009. p. 97. a) Explique os fatores históricos que, na China, impulsionaram o nacionalismo. b) De acordo com o texto, identifique o ponto de discordância entre Mao e a orientação soviética quanto à condução do processo revolucionário na China. 3. Leia o texto a seguir, de Husserl, e associe seu con- teúdo às vanguardas artísticas modernas. “A exclusividade com que, na segunda metade do século XIX, toda a visão de mundo do homem mo- derno se deixou determinar pelas ciências positivas, e cegar pela ‘prosperity’ a elas devida, significou um virar as costas indiferente às questões que são deci- sivas para uma humanidade genuína. Meras ciências de fatos fazem meros homens de fatos. A inversão da apreciação pública era inevitável, em particular depois da guerra, e, na geração mais jovem, como sabemos, tornou-se pouco a pouco uma disposição hostil. Na urgência da nossa vida – ouvimos – esta ciência nada nos tem a dizer. Ela exclui de um modo inicial justamente as questões que, para os homens nos nossos desafortunados tempos, abandonados às mais fatídicas revoluções, são questões prementes: as questões acerca do sentido ou ausência de sentido de toda esta existência humana.” HUSSERL, Edmund. A crise das ciências europeias e a fenomenologia transcendental: uma introdução à filosofia fenomenológica. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2012. p. 3. Pesquisar (BNCC) Competência específica: 1; Habilidades: EM13CHS101 EM13CHS103 EM13CHS104 EM13CHS106 Em cada época, a arte propiciou diferentes reflexões sobre a sociedade na qual se desenvolveu, uma vez que ela é um importante elemento no processo de produção de sentidos e símbolos, bem como na difusão de ideias e comportamentos. Assim, ao longo da história, a arte foi utilizada de maneiras diversas e assumiu muitos sig- nificados, servindo em alguns momentos como forma de luta e resistência, em outros como porta-voz de mu- danças e ainda como forma de legitimação de sistemas ideológicos e regimes políticos. Para entendermos o papel e a importância da arte para a vida social e para a história, analisaremos como ela foi representada e utilizada pelos processos revolucionários estudados ao longo desta unidade. Passos do trabalho: 1. Escolha uma obra de arte (pintura, escultura, foto- grafia, música etc.) referente a umadas três revolu- ções estudadas ao longo desta unidade (Revolução Francesa, Revolução Russa e Revolução Chinesa). 2. Com base nas questões a seguir, analise critica- mente a obra escolhida. a) A qual revolução a obra escolhida se refere? b) Quem a produziu? c) Em que ano ela foi elaborada? d) O que ela representa? e) Existem pessoas retratadas na obra? Se sim, como elas estão representadas? f) Quais são os principais símbolos da obra? g) Como a obra dialoga com as ideias e os valores difundidos por essas revoluções? h) Qual foi a mensagem que a obra transmitiu para você? 3. Organize uma apresentação com a obra escolhida e compartilhe suas análises com seus colegas de turma. R ep ro d uç ão p ro ib id a. A rt .1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 87 Atividades Registre em seu cadernoCapítulos 5, 6, 7, e 8 “A humanidade incômoda”: arte e resistência em tempos infernais Neste texto, o filósofo Eduardo Pellejero destaca a fun- ção da arte como instrumento de resistência à opressão e ao embrutecimento do indivíduo e como expressão que dá sentido à existência. “[...] o que pode significar a liberdade em condições de opressão, em estado de guerra, na clandestinidade? O que é da soberania da arte quando é obrigada a recolher- -se nos porões e nos sótãos? [...] De Myriam Lévy só restou uma rainha de espadas, torturada, aberta ao meio, esvaindo-se em sangue, mas também, inesperadamente, florescendo. O que era ainda capaz de florescer no coração desgarrado de Myriam Lévy? Desenhada com carvão sobre um pedaço de papel, a sua rainha ainda fala da vida no campo onde haveria de encontrar a morte. Esse testemunho espantoso e como- vedor, que dá conta da fragilidade e da contingência da existência, não quer ser visto como um monumento, mas apenas como uma imagem, como um reflexo do devir da nossa consciência. Logo, se trata menos de um rasto que de um sinal – a nós, resta-nos decifrá-lo. Com os materiais que estavam ao seu alcance, muitos outros homens e mu- lheres tentaram conjurar a escuridão no meio do desastre. E mesmo quando grande parte dessas obras tivessem por objeto a morte – como O triunfo, de Felix Nussbaum, também morto em Auschwitz –, falam de uma vida intensa, que não admitia ser apagada sem resistência. [...] É possível deslocar a luta para o terreno das imagens e das palavras? Pode ser a arte, como afirmara Picasso, “um instrumento de guerra contra o inimigo”? Em 1914, a arte e o pensamento alimentavam a guerra (Bergson, Cendrars, Apollinaire e Faure numa trincheira, Kandinsky, Marc e Mann na outra). Em 1939, lhe oferecem a única resistência que parece possível. Não há lições a extrair do que aconteceu nos campos – do horror se segue qualquer coisa. Mas a paixão daqueles que continuaram a abraçar a vida através da arte quando os assombrava a morte pode inspirar em nós a resistência, a revolta, a rebeldia da imaginação, não importa os tempos que nos calhe viver. Essa paixão fala do que significa não baixar a cabeça nem sequer no cadafalso. E eu não consigo imaginar uma expressão mais engajada da arte, na verdade não consigo. A arte exige de nós um engajamento total (com o real), mas não há engajamento sem paixão – é disso que falam todas essas histórias. Perante o horror, esses artistas continuaram a fazer o seu trabalho, a cultivar a imagem e a palavra, a fazer da vida algo pelo qual vale a pena lutar – enquanto os homens se matavam entre si. Sobrepondo-se ao medo, respondendo ao terror por vias travessas, pintaram, escreveram, pensaram. Contra a violência levantaram testemunho, aos discur- sos opuseram metáforas. Na sua total inutilidade, na sua persistência pueril, na sua heroica desesperança, travaram uma guerra à guerra. [...] Desprovidos de qualquer poder, os artistas nunca deixam de exercer uma certa potência, nem nas situações mais des- favoráveis. Como Juan Gris, como Picasso, como Bonard e Matisse, muitos artistas continuaram a pintar durante a guerra – a pintar as mesmas coisas de sempre. O mundo não fazia sentido para eles sem a pintura. Como poderia o mundo renascer das cinzas se desistissem dessa, a sua paixão? [...] Ao contrário dos seus colegas, Roger Bissière deixou de pintar no começo da guerra e, recolhido no interior do país, se dedicou ao trabalho da terra, no qual encontrou a força para resistir. [...] Numa carta dirigida ao seu filho, quase já no final da guerra, escreveu: ´Nas suas horas de solidão, faça como eu, filho, pense na pintura, pense em quadros que gostaria de pintar, acumule em você o desejo de criar algo. Isso por si só enche a vida e, apesar de todas as misérias, dá um sentido à existência, que sem a pintura seria desesperadamente vazia´.” PELLEJERO, Eduardo. “A humanidade incômoda”: arte e resistência em tempos infernais. Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Pará (IHGP), Belém, v. 4, n. 2, p. 213-224, jul./ dez. 2017. Disponível em <http://ihgp.net.br/revista/index.php/ revista/article/download/113/pdf_96>. Acesso em 22 jun. 2020. (BNCC) Competências específicas: 1, 2, 5 e 6 Habilidades: EM13CHS101 EM13CHS102 EM13CHS103 EM13CHS104 EM13CHS106 EM13CHS205 EM13CHS501 EM13CHS502 EM13CHS503 EM13CHS504 EM13CHS603 EM13CHS605Atividades Analisar 1. Myriam Lévy viveu na França ocupada pelos na- zistas. Em 1941, ela desenhou Uma carta de jogo de tarô em um campo de concentração, onde morreu. Releia a descrição da imagem feita pelo autor e procure recriá-la com base no que você imaginou, considerando as informações que tem sobre a obra e a história pessoal de Myriam Lévy. 2. Uma das questões propostas pela estética é a da função da arte. Que funções da arte o autor destaca em seu texto? 3. Com base no que você estudou nesta unidade, aponte outras funções que a arte pode ter. Criar uma expressão artística 4. Os sentimentos transmitidos pela arte, bem como a mensagem que ela comunica em contextos dramá- ticos como guerras e revoluções, podem variar de acordo com a condição social e a posição política do artista. Forme um grupo com três colegas e escolham uma das revoluções estudadas nesta unidade para criar duas produções artísticas (escolham a técnica e a linguagem que desejarem: desenho, quadrinho, fotografia, vídeo, colagem, escultura em argila etc.). Procurem expressar por meio desses dois trabalhos diferentes pontos de vista e percepções do mesmo acontecimento histórico. Registre em seu caderno R ep ro d uç ão p ro ib id a. A rt .1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 88 Aprofundar o conhecimento http://ihgp.net.br/revista/index.php/revista/article/download/113/pdf_96 http://ihgp.net.br/revista/index.php/revista/article/download/113/pdf_96 “Um galo sozinho não tece uma manhã: / ele precisará sempre de outros galos. / De um que apanhe esse grito […] antes / e o lance a outro; e de outros galos / que com muitos outros galos se cruzem / os fios de sol de seus gritos de galo, / para que a manhã, desde uma teia tênue, / se vá tecendo, entre todos os galos.” MELO NETO, João Cabral de. Antologia poética. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979. p. 17. No poema “Tecendo a manhã”, o poeta João Cabral de Melo Neto nos traz ins- tigantes questões: o que é preciso para se iniciar um novo dia? Quantos galos são necessários para que se inicie um novo alvorecer? O que cada galo precisa fazer para que uma nova manhã se concretize? Essas questões abrem precedentes para que possamos refletir sobre nosso papel e nosso lugar no mundo. Ao longo da história, homens e mulheres de diversas etnias, culturas e classes sociais se organizaram para reivindicar seus direitos de tecer um novo dia. Em cada período, em cada lugar, seus gritos foram se somando a outros, permitindo que essas pessoas se aliassem na luta para que o amanhã pudesse ser mais justo, solidário e igualitário.Nesta unidade, conheceremos alguns dos principais movimentos sociais do século XX. A partir da luta de diversos segmentos da sociedade, abordaremos como esses movimentos se organizaram, quais foram suas pautas de reivindicações e suas principais conquistas. Verificaremos que, nas sociedades democráticas, a organização popular é imprescindível para garantir direitos e promover a mudança social. Tecelões do amanhã FO TO : M A R TI N M E LA U G H , © C O N FL IC T TE X TI LE S /C O LE Ç Ã O C O N FL IC T TE X TI LE S . P R O V E N IÊ N C IA : K IN D E R H IL FE A R P IL LE R A C O LL E C TI O N , C H IL E /B O N N Liberdade para os presos políticos, arpillera chilena, c. 1985. Durante a ditadura militar chilena (1973-1990), um grupo de mulheres lançou mão de uma técnica tradicional de bordado, a arpillera, para denunciar o desaparecimento de ativistas políticos perseguidos pelo regime militar no Chile. Questões 1. Por que um galo so- zinho não tece uma manhã? 2. Que analogia pode- mos fazer entre o poema e a realidade social? 3. Por que a mobiliza- ção social é capaz de promover a mudança social? Responda oralmente 89 Movimentos sociais e democracia U N I D A D E 3 9. Movimentos sociais, relações de poder e território, 90 10. Democracia, cidadania e direitos, 97 11. Uma história de lutas: o movimento operário, 106 12. Movimentos sociais contemporâneos: igualdade, identidade e reconhecimento, 115 CAPÍTULOS (BNCC) Competências gerais: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 10 Competências específicas: 1, 2, 3, 4, 5 e 6 Habilidades: EM13CHS101 EM13CHS102 EM13CHS103 EM13CHS201 EM13CHS202 EM13CHS203 EM13CHS204 EM13CHS205 EM13CHS206 EM13CHS302 EM13CHS304 EM13CHS305 EM13CHS306 EM13CHS401 EM13CHS501 EM13CHS502 EM13CHS503 EM13CHS504 EM13CHS601 EM13CHS605 EM13CHS606 E VA R IS TO S A /A FP A Marcha das Margaridas é um evento realizado a cada quatro anos por movimentos de mulheres trabalhadoras do campo que reivindicam melhores condições de trabalho, direitos e acesso à terra. Ela nasceu como homenagem à ativista e trabalhadora rural Margarida Maria Alves, assassinada em 1983, na Paraíba. Na imagem, mulheres trazem em suas saias os lemas da marcha realizada em Brasília (DF), em agosto de 2019. Os movimentos sociais Na imagem abaixo, vemos um grupo de mulheres trabalhadoras do campo, dos mais diversos locais do Brasil. Suas reivindicações não são isoladas e encontram eco nas vozes de outras milhares de pessoas que, assim como elas, têm ocupado as ruas de várias cidades no mundo, reivindicando mudanças, formas alternativas de vida e questionando os modelos políticos e econômicos vigentes. Esses grupos representam um dos mais importantes agentes de transformação social de nosso tempo: os movi- mentos sociais. Os movimentos sociais podem ser definidos, segundo a socióloga brasileira Maria da Glória Gohn, como ações coletivas promovidas por grupos que se organizam para expressar diversas demandas e produzir mudanças sociais. A forma de organização dos movimentos sociais pode variar, mas eles apresentam algumas características básicas, como: são formados por uma coletividade, possuem objetivos e identidades em comum, têm um opositor, apresentam continuidade e oferecem um projeto alternativo de vida em sociedade. Os objetivos e as ações dos movimentos sociais são construídos com base nas demandas específicas de grupos e tendem a variar de acordo com fatores históricos, sociais e culturais. Esses grupos, a partir de suas reivindicações, criam ações para dar visibilidade às suas causas e exercer pressão política em favor delas, como organizar marchas, protestos e projetos educativos. Doc. 1 90 R ep ro d uç ão p ro ib id a. A rt .1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 9 C APÍTULO Movimentos sociais, relações de poder e território O que são movimentos sociais? O que eles reivindicam? Qual é a relação entre o território e as lutas sociais?