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29 Saiba mais! As tentativas de industrialização do cinema brasileiro ganham força com o cinema falado. A Cinédia, fundada em 1930, por Adhemar Gonzaga, após o trabalho em Cinearte, é uma das primeiras companhias cinematográficas a construírem o próprio estúdio. Gonzaga investiu em construção de estúdios, laboratórios e todo maquinário necessário para a produção em série de filmes, assim como o modelo a seguir, os estúdios hollywoodianos. Desta cópia nacional do produto estrangeiro, tão comum a nosso cinema, nasceu um gênero único: as chanchadas. Na busca de copiar o musical norte-americano, que era o símbolo do novo cinema falado, os musicais brasileiros inventaram um estilo próprio. Hoje, remetemos as chanchadas à Atlântida e às comédias de Oscarito e Grande Otelo, mas foi a Cinédia a primeira companhia a construir esta relação entre a música popular difundida pela Rádio Nacional e o cinema. Sobre esta relação entre rádio e cinema, veremos na próxima na unidade, quando tratarmos dos filmes da Atlântida. Veremos trechos de dois filmes que apresentam grandes cantoras e cantores da época, extremamente populares e que, personagens destes filmes, contribuíram para que fossem grandes sucessos de público. Começamos a unidade com o cinema mudo e vamos terminar com música! O cinema falado chegou! O samba e o carnaval se solidificam na Era Vargas como os símbolos da identidade nacional. O cinema se conecta a este contexto, buscando, assim, uma maior relação com o público. Cartaz do filme "Alô, Alô, Carnaval" (1935) Disponível em http://bit.ly/2HCx8rP Acesso: 14 de mar.2018 30 No primeiro filme, “Alô, Alô, Carnaval” (1935), direção do próprio Gonzaga, temos uma apresentação musical de Carmem Miranda e sua irmã, Aurora Miranda, cantando a clássica “Cantoras do Rádio”: https://youtu.be/b7kKbUzJmQs. Carmen Miranda se tornaria, mais tarde, atriz de Hollywood e um grande símbolo da nacionalidade brasileira no mundo. Agora, com outro estilo musical, “O Ébrio” (1946), da diretora Gilda Abreu, uma importante cineasta brasileira, dirige um dos maiores sucessos de público da história do cinema brasileiro. Vicente Celestino, um dos maiores sucessos da música popular, é o protagonista deste filme, um drama que levou às lágrimas milhares de pessoas com a história do médico Gilberto que desce ao fundo do poço por um amor e canta, no filme, este clássico de outrora: https://youtu. be/wA2tZWYNs4A. As grandes tentativas de industrialização do cinema brasileiro serão o grande tema da nossa próxima unidade. A Cinédia e Adhemar Gonzaga foram os pioneiros neste projeto de industrialização que passa tanto pelo diálogo com o Estado quanto pelo empreendimento da burguesia nacional. Na próxima unidade veremos os filmes da Vera Cruz e da Atlântida. Carmem Miranda Disponível em http://bit.ly/2FXiEWs Acesso em: 14 de mar.2018 Cartaz do filme "O Ébrio"