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Saiba mais!
As tentativas de industrialização do cinema brasileiro ganham força com o cinema falado. A Cinédia, 
fundada em 1930, por Adhemar Gonzaga, após o trabalho em Cinearte, é uma das primeiras companhias cinematográficas 
a construírem o próprio estúdio. Gonzaga investiu em construção de estúdios, laboratórios e todo maquinário necessário 
para a produção em série de filmes, assim como o modelo a seguir, os estúdios hollywoodianos.
Desta cópia nacional do produto estrangeiro, tão comum a nosso cinema, nasceu um gênero único: as chanchadas. Na 
busca de copiar o musical norte-americano, que era o símbolo do novo cinema falado, os musicais brasileiros inventaram 
um estilo próprio. 
Hoje, remetemos as chanchadas à Atlântida e às comédias de Oscarito e Grande Otelo, 
mas foi a Cinédia a primeira companhia a construir esta relação entre a música popular 
difundida pela Rádio Nacional e o cinema. Sobre esta relação entre rádio e cinema, 
veremos na próxima na unidade, quando tratarmos dos filmes da Atlântida.
Veremos trechos de dois filmes que apresentam grandes cantoras e cantores da época, 
extremamente populares e que, personagens destes filmes, contribuíram para que 
fossem grandes sucessos de público.
Começamos a unidade com o cinema mudo e vamos terminar com música! O cinema 
falado chegou! O samba e o carnaval se solidificam na Era Vargas como os símbolos 
da identidade nacional. O cinema se conecta a este contexto, buscando, assim, uma 
maior relação com o público.
Cartaz do filme "Alô, Alô, Carnaval" (1935) 
Disponível em http://bit.ly/2HCx8rP 
Acesso: 14 de mar.2018
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No primeiro filme, “Alô, Alô, Carnaval” (1935), 
direção do próprio Gonzaga, temos uma apresentação 
musical de Carmem Miranda e sua irmã, Aurora 
Miranda, cantando a clássica “Cantoras do Rádio”: 
https://youtu.be/b7kKbUzJmQs.
Carmen Miranda se tornaria, mais tarde, atriz de 
Hollywood e um grande símbolo da nacionalidade brasileira no mundo.
Agora, com outro estilo musical, “O Ébrio” (1946), da diretora Gilda Abreu, uma importante cineasta brasileira, dirige um 
dos maiores sucessos de público da história do cinema brasileiro. Vicente Celestino, um 
dos maiores sucessos da música popular, é o protagonista deste filme, um drama que 
levou às lágrimas milhares de pessoas com a história do médico Gilberto que desce ao 
fundo do poço por um amor e canta, no filme, este clássico de outrora: https://youtu.
be/wA2tZWYNs4A. 
As grandes tentativas de industrialização do cinema brasileiro serão o grande tema da 
nossa próxima unidade. A Cinédia e Adhemar Gonzaga foram os pioneiros neste projeto de 
industrialização que passa tanto pelo diálogo com o Estado quanto pelo empreendimento 
da burguesia nacional. Na próxima unidade veremos os filmes da Vera Cruz e da Atlântida.
Carmem Miranda
Disponível em http://bit.ly/2FXiEWs
Acesso em: 14 de mar.2018
Cartaz do filme "O Ébrio"