Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Brazilian Journal of Health Review 
ISSN: 2595-6825 
20898 
 
 
Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 6, n. 5, p.20898-20911, sep./oct., 2023 
 
A relação entre o Câncer de Colo de Útero e o HPV: uma análise 
bibliográfica 
 
The relationship between Cervical Cancer and HPV: a bibliographic 
analysis 
 
DOI:10.34119/bjhrv6n5-120 
 
Recebimento dos originais: 04/08/2023 
Aceitação para publicação: 08/09/2023 
 
Vívian Marina Regis Pedreira 
Graduada em Medicina pelo Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos (ITPAC) 
Instituição: Hospital de Pequeno Porto de Monte do Carmo 
Endereço: Avenida Silvino Amaral, s/n, Vila Nova, Monte do Carmo - TO, CEP: 77585-000 
E-mail: pedreira.vivianmarina@gmail.com 
 
Rebeca Leite de Oliveira Santos 
Graduada em Medicina pelo Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos (ITPAC) 
Instituição: Unidade de Pronto Atendimento Dr. Jamil Sebba 
Endereço: Av. Dr. Lamartine Pinto de Avelar, 1800, Santa Rita, Catalão - GO, 
CEP: 75705-331 
E-mail: rebecaoliveiraleite@gmail.com 
 
Ana Caroline Silva Rocha 
Graduada em Medicina pela Universidade de Gurupi (UNIRG) 
Instituição: Unidade de Pronto Atendimento Dr. Jamil Sebba 
Endereço: Av. Dr. Lamartine Pinto de Avelar, 1800, Santa Rita, Catalão - GO, 
CEP: 75705-331 
E-mail: silvarochacaroline@gmail.com 
 
Sabriny Noleto Kasburg 
Graduada em Medicina pelo Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos (ITPAC) 
Instituição: Hospital Geral de Palmas Dr Francisco Ayres 
Endereço: 201 Sul, Av. Ns1, Conj. 02, Lote 02, Plano Diretor Sul, Palmas - TO, 
CEP: 77015-202 
E-mail: sabrinynkasburg@gmail.com 
 
Júlia Resende Gonçalves 
Graduada em Medicina pela Universidade de Gurupi (UNIRG) 
Instituição: Instituto de Cardiologia e Transplante do Distrito Federal 
Endereço: Estrada Parque Contorno do Bosque, s/n, Brasília - DF, CEP: 70658-700 
E-mail: juresendeg@gmail.com 
 
Thais Neves Vieira Venancio 
Graduada em Medicina pela Universidade Evangélica de Goiás (UNIEVANGÉLICA) 
Instituição: Hospital Estadual de Trindade Walda Ferreira dos Santos (HETRIN) 
Endereço: R. 03, 200, Jardim Primavera, Trindade - GO, CEP: 75380-000 
E-mail: tnevesvieira@gmail.com 
 
Brazilian Journal of Health Review 
ISSN: 2595-6825 
20899 
 
 
Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 6, n. 5, p.20898-20911, sep./oct., 2023 
 
Laís Ruth Matos da Conceição Rufino 
Graduanda em Medicina 
Instituição: Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos (ITPAC) 
Endereço: Rua 02, Quadra 07 s/n, Jardim dos Ipês, Porto Nacional - TO, CEP: 77500-000 
E-mail: laismatos42@gmail.com 
 
Wladimir Pereira Courte Junior 
Graduando em Medicina 
Instituição: Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos (ITPAC) 
Endereço: Rua 02, Quadra 07, s/n, Jardim dos Ipês, Porto Nacional - TO, CEP: 77500-000 
E-mail: wladimir.courte@hotmail.com 
 
RESUMO 
O câncer de colo uterino é uma neoplasia maligna que afeta predominantemente as células 
escamosas do colo do útero e é causado principalmente pela infecção persistente pelo vírus do 
papiloma humano (HPV). Esse tipo de câncer representa um desafio significativo para a saúde 
pública no Brasil. O HPV é transmitido principalmente por contato sexual, mas a infecção 
também pode ocorrer em indivíduos não sexualmente ativos. O HPV de alto risco está associado 
ao desenvolvimento de displasia cervical e câncer cervical, enquanto o HPV de baixo risco 
causa verrugas genitais. Embora o rastreamento por meio do exame de Papanicolaou tenha 
reduzido a mortalidade relacionada ao câncer cervical, ainda é uma das principais causas de 
óbito relacionadas ao câncer em mulheres globalmente. Além do HPV, fatores como 
multiparidade, uso de contraceptivos orais, tabagismo e comorbidades como HIV aumentam o 
risco de lesões precursoras do câncer cervical. O diagnóstico precoce e a detecção de lesões 
precursoras por meio do exame de Papanicolaou têm sido fundamentais na redução da 
incidência e mortalidade relacionadas ao câncer cervical. Medidas preventivas, como o uso de 
preservativos e a vacinação contra o HPV, também desempenham um papel importante na 
redução da incidência dessa doença. Embora essas estratégias estejam cada vez mais acessíveis 
e alcancem um número crescente de mulheres, é essencial continuar promovendo a 
conscientização, o acesso aos serviços de saúde e a implementação de programas de prevenção 
para combater efetivamente o câncer de colo uterino no Brasil. 
 
Palavras-chave: neoplasia maligna, vírus do papiloma humano, contato sexual, exame de 
papanicolau, prevenção. 
 
ABSTRACT 
Cervical cancer is a malignant neoplasm predominantly affecting the squamous cells of the 
cervix and is primarily caused by persistent infection with the human papillomavirus (HPV). 
This type of cancer poses a significant challenge to public health in Brazil. HPV is mainly 
transmitted through sexual contact, but infection can also occur in non-sexually active 
individuals. High-risk HPV is associated with the development of cervical dysplasia and 
cervical cancer, while low-risk HPV causes genital warts. Although screening through the 
Papanicolaou (Pap) test has reduced mortality related to cervical cancer, it remains one of the 
leading causes of cancer-related deaths in women worldwide. In addition to HPV, factors such 
as multiparity, oral contraceptive use, smoking, and comorbidities like HIV increase the risk of 
precursor lesions of cervical cancer. Early diagnosis and detection of precursor lesions through 
the Pap test have been crucial in reducing the incidence and mortality rates associated with 
cervical cancer. Preventive measures such as condom use and HPV vaccination also play a 
significant role in reducing the incidence of this disease. While these strategies are becoming 
increasingly accessible and reaching a growing number of women, it is essential to continue 
Brazilian Journal of Health Review 
ISSN: 2595-6825 
20900 
 
 
Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 6, n. 5, p.20898-20911, sep./oct., 2023 
 
promoting awareness, access to healthcare services, and the implementation of prevention 
programs to effectively combat cervical cancer in Brazil. 
 
Keywords: malignant neoplasm, human papillomavirus, sexual contact, pap test, prevention. 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
O câncer de colo uterino, ou câncer cervical, é uma neoplasia maligna que afeta o colo 
do útero, uma estrutura tubular localizada na porção inferior do útero. Este tipo de câncer é 
predominantemente originado nas células escamosas que revestem o colo do útero. A principal 
causa do câncer de colo uterino é a infecção persistente pelo vírus do papiloma humano (HPV), 
uma infecção sexualmente transmissível. O câncer de colo uterino é uma das principais causas 
de morbidade e mortalidade em mulheres globalmente (HULL et al., 2020). 
O câncer de colo do útero representa um importante desafio para a saúde pública no 
Brasil, sendo o terceiro tipo de câncer mais incidente entre as mulheres, excluindo os tumores 
de pele não melanoma. De acordo com estimativas para o ano de 2022, foram previstos 16.710 
novos casos da doença, resultando em uma taxa de incidência de 15,38 casos a cada 100 mil 
mulheres. Ao analisar a distribuição regional, observa-se uma variação significativa, com o 
câncer de colo do útero apresentando a maior incidência na região Norte (26,24 casos por 100 
mil mulheres) e ocupando a segunda posição nas regiões Nordeste (16,10 casos por 100 mil 
mulheres) e Centro-Oeste (12,35 casos por 100 mil mulheres) (INCA, 2022). 
O papilomavírus humano (HPV) é um vírus de DNA associado ao desenvolvimento de 
diversos tipos de câncer. Existem mais de 100 tipos de HPV, dos quais aproximadamente 30 a 
40 infectam o trato genital humano. Entre esses tipos, alguns são considerados de alto risco 
oncogênico E estão associados a cânceres cervicais, vulvares, vaginais e anais. Por outro lado,existem tipos de baixo risco, os quais são predominantemente responsáveis pelo 
desenvolvimento de verrugas genitais (BRAATEN; LAUFER, 2008). 
O HPV de alto risco tem um papel bem estabelecido no desenvolvimento de displasia 
cervical e câncer cervical. Embora o câncer cervical tenha diminuído significativamente como 
causa de morte nas últimas décadas devido aos programas de rastreamento, ele ainda é uma das 
principais causas de óbito relacionadas ao câncer em mulheres globalmente. Por outro lado, as 
cepas de HPV de baixo risco estão principalmente associadas ao desenvolvimento de verrugas 
genitais. Embora as verrugas genitais não sejam uma condição com risco de vida, podem causar 
desconforto físico, além de impacto psicossocial significativo para os indivíduos afetados 
(BOSCH et al., 2002). 
Brazilian Journal of Health Review 
ISSN: 2595-6825 
20901 
 
 
Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 6, n. 5, p.20898-20911, sep./oct., 2023 
 
O HPV é transmitido principalmente por meio do contato direto de pele a pele, 
principalmente durante a atividade sexual. Embora a transmissão seja mais comum por meio de 
relações sexuais vaginais ou anais, outros tipos de contato sexual também podem transmitir o 
vírus. É importante ressaltar que a infecção por HPV pode ocorrer mesmo em indivíduos que 
não tenham tido relações sexuais penetrativas. A maioria das infecções por HPV ocorre nos 
primeiros anos de atividade sexual, sendo o número de parceiros sexuais um fator de risco 
importante. Embora o uso de preservativos possa reduzir o risco de transmissão do HPV, sua 
eficácia completa na prevenção da infecção não está totalmente estabelecida (WINER et al., 
2003). 
A associação entre o vírus do papiloma humano (HPV) e o câncer de colo uterino tem 
sido extensivamente investigada ao longo dos anos. A descoberta inicial dessa relação remonta 
a 1949, quando George Papanicolaou difundiu o exame de Papanicolaou como um método para 
a detecção de alterações celulares pré-malignas associadas à atividade sexual e ao 
desenvolvimento do câncer cervical. Na década de 1970, Harold zur Hausen estabeleceu o HPV 
como um agente etiológico transmitido sexualmente, inicialmente relacionado a verrugas e 
condilomas, e posteriormente vinculado ao desenvolvimento do carcinoma de colo uterino 
(NAKAGAWA; SCHIRMER; BARBIERI, 2010). 
Os avanços na clonagem molecular na década de 1990 permitiram a identificação do 
DNA do HPV em amostras de tecidos de carcinomas cervicais, confirmando a presença do vírus 
em quase todos os casos de carcinomas invasivos. Essas descobertas levaram à aceitação 
mundial de que a infecção pelo HPV é uma "causa necessária" para o desenvolvimento do 
carcinoma cervical (NAKAGAWA; SCHIRMER; BARBIERI, 2010). 
Embora a alta prevalência de infecções por HPV em mulheres jovens sexualmente ativas 
seja amplamente observada, a baixa incidência de lesões cervicais em proporção a essa 
prevalência levanta a questão da insuficiência da infecção isoladamente no desenvolvimento da 
doença. A infecção pelo HPV é uma condição necessária, mas apenas uma fração das mulheres 
portadoras do vírus desenvolverá o câncer cervical (BOSCH; MUÑOZ, 2002). 
A infecção pelo papilomavírus humano (HPV) é reconhecida como o principal fator de 
risco associado ao desenvolvimento de lesões precursoras de malignidade no colo do útero. 
Além do HPV, outros fatores como multiparidade, uso de contraceptivos orais, tabagismo e 
presença de comorbidades como HIV e clamídia também contribuem para o aumento do risco 
dessas lesões (BRITO; GALVÃO, 2010). 
Brazilian Journal of Health Review 
ISSN: 2595-6825 
20902 
 
 
Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 6, n. 5, p.20898-20911, sep./oct., 2023 
 
As lesões precursoras do câncer de colo do útero são classificadas em neoplasia 
intraepitelial cervical (NIC) e são divididas em três graus, sendo o grau I correspondente a 
lesões de baixo grau e os graus II e III a lesões de alto grau (ANDRADE; BRUM, 2020). 
O rastreamento precoce por meio do exame de Papanicolau tem sido a principal 
estratégia para identificação e acompanhamento dessas lesões, o que tem impactado 
positivamente nas taxas de incidência e mortalidade relacionadas ao câncer cervical 
(PANCERA; SANTOS, 2018) (MELO et al., 2009). 
No caso do câncer de colo de útero, causado pela infecção do vírus HPV, várias 
alternativas de prevenção estão disponíveis, incluindo o uso de preservativos durante as 
relações sexuais e a vacinação contra o HPV. Além disso, o Ministério da Saúde recomenda a 
realização periódica de exames de Papanicolaou, juntamente com outros procedimentos, para 
o diagnóstico precoce de possíveis manifestações do HPV e lesões pré-cancerosas. Embora 
essas medidas de prevenção e detecção precoce estejam cada vez mais acessíveis e alcancem 
um número crescente de mulheres no Brasil, ainda há uma alta incidência desse tipo de câncer 
no país (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2022). 
 
2 METODOLOGIA 
O presente artigo é um estudo exploratório e retrospectivo que envolve revisão 
bibliográfica e análise de dados coletados a partir de referências bibliográficas na área e também 
em banco de dados disponíveis na Internet, tais como: Google Acadêmico, United States 
National Library of Medicine (PubMed), Biblioteca Virtual da Saúde (BVS) e Scielo, 
disponíveis nos idiomas Português e Inglês. O período considerado para a elaboração do 
trabalho foi entre 2018 e 2022, utilizando as palavras-chave: Papiloma Vírus Humano; 
Prevenção HPV; Câncer de Colo de Útero; Câncer Cervical; Neoplasias Uterinas. 
De modo a categorizar a escolha dos artigos, considerou-se os seguintes critérios de 
inclusão: trabalhos e literaturas relacionadas com o tema de pesquisa e seu objetivo. Nas buscas 
realizadas nas bases de dados anteriormente citadas, 113 estudos foram selecionadas. 
Entretanto, devido a fuga da temática em seus presentes resumos, 89 foram excluídos e 24, 
escolhidos para o desenvolvimento deste artigo, de modo que os resultados finais foram 
baseados em 10 estudos. 
Para a exclusão dos estudos para a pesquisa bibliográfica, considerou-se trabalhos que 
não abordaram totalmente a temática voltada para a prevalência de HPV no sexo feminino. 
Após a leitura, estabeleceu-se a relação do tema proposto estabelecendo os fatores que 
correlacionam o câncer cervical e o HPV. 
Brazilian Journal of Health Review 
ISSN: 2595-6825 
20903 
 
 
Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 6, n. 5, p.20898-20911, sep./oct., 2023 
 
3 REVISÃO DE LITERATURA 
A relação entre o câncer de colo de útero e o Papilomavírus Humano (HPV) é uma área 
de estudo crucial na saúde feminina. O câncer de colo de útero é uma doença devastadora que 
afeta milhares de mulheres em todo o mundo, sendo considerado uma das principais causas de 
morbidade e mortalidade feminina. Por outro lado, o HPV é um vírus altamente prevalente e a 
infecção por HPV é um fator de risco importante para o desenvolvimento do câncer de colo de 
útero (SILVA, 2020). 
Neste texto, vamos explorar em detalhes a relação entre essas duas condições, 
abordando aspectos como epidemiologia, carcinogênese, métodos de detecção e prevenção. O 
HPV é um vírus com mais de 100 tipos diferentes, dos quais aproximadamente 40 podem 
infectar a região anogenital, incluindo o colo do útero. 
Dentre esses tipos, os HPV de alto risco, como o HPV-16 e o HPV-18, são os mais 
frequentemente associados ao câncer de colo de útero. Estima-se que esses dois tipos virais 
estejam presentes em cerca de 70% dos casos de câncer cervical. Além disso, outros tipos de 
HPV, como o HPV-31, o HPV-33 e o HPV-45, também estão associados a um risco aumentado 
de desenvolvimento desse tipo de câncer. A transmissão do HPV ocorre principalmente por 
meio do contato sexual, seja por contato genital-genital, oral-genital ou manual-genital. O risco 
de contrair o vírus aumenta com o número de parceirossexuais e a idade jovem na primeira 
relação sexual. Mulheres que têm um sistema imunológico enfraquecido, como as que são 
portadoras do vírus da imunodeficiência humana (HIV), também têm maior probabilidade de 
desenvolver infecções persistentes por HPV (DE SANJOSE, 2010). 
A infecção por HPV é geralmente assintomática e a maioria das infecções é eliminada 
espontaneamente pelo sistema imunológico dentro de um período de dois anos. No entanto, em 
alguns casos, a infecção persiste e pode levar ao desenvolvimento de lesões precursoras, como 
as neoplasias intraepiteliais cervicais (NIC), que são alterações celulares anormais no colo do 
útero. Se não forem tratadas, essas lesões podem progredir para o câncer de colo de útero 
invasivo. A carcinogênese induzida pelo HPV envolve uma interação complexa entre o vírus e 
as células cervicais (SILVA & SIEBERT, 2021). 
Os HPV de alto risco possuem genes chamados E6 e E7, que são capazes de interferir 
nos mecanismos de controle do ciclo celular e suprimir a resposta imunológica do organismo. 
O gene E6 promove a degradação da proteína supressora de tumor p53, que é responsável por 
controlar a divisão celular e reparar danos ao DNA. Já o gene E7 se liga e inativa a proteína 
supressora de tumor pRb, que também desempenha um papel importante na regulação do ciclo 
Brazilian Journal of Health Review 
ISSN: 2595-6825 
20904 
 
 
Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 6, n. 5, p.20898-20911, sep./oct., 2023 
 
celular. A detecção precoce do câncer de colo de útero e das lesões precursoras é fundamental 
para um tratamento eficaz e melhores resultados (LIMA et al., 2023). 
O exame de Papanicolau, também conhecido como citologia oncótica, é um método 
amplamente utilizado para rastrear alterações celulares no colo do útero. Consiste na coleta de 
células cervicais por meio de uma escova ou espátula, seguida da análise laboratorial para 
identificar células anormais ou lesões precursoras. Além do exame de Papanicolau, o teste de 
HPV é uma opção de triagem adicional. Esse teste detecta a presença de material genético do 
HPV nas células cervicais. É particularmente útil em mulheres com mais de 30 anos, pois pode 
identificar a presença do vírus de alto risco que está associado ao risco aumentado de 
desenvolvimento de câncer cervical (DIAS et al. 2015). 
A prevenção do câncer de colo de útero está fortemente relacionada à prevenção da 
infecção por HPV. A vacinação contra o HPV é uma estratégia importante para reduzir a 
incidência dessa infecção e, consequentemente, a ocorrência de câncer cervical. Existem várias 
vacinas disponíveis que visam proteger contra os tipos de HPV de alto risco mais comuns. É 
recomendado que a vacinação seja administrada antes do início da atividade sexual, para 
garantir a proteção máxima (Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva, 2016). 
Além da vacinação, a educação em saúde desempenha um papel fundamental na 
prevenção do câncer de colo de útero. É essencial promover a conscientização sobre os fatores 
de risco, a importância do uso de preservativos durante as relações sexuais, a necessidade de 
exames de rotina e a disponibilidade da vacinação. Programas de rastreamento organizados e 
acessíveis também são essenciais para garantir que as mulheres tenham acesso aos exames de 
Papanicolau e aos testes de HPV (World Health Organization, 2022). 
Em conclusão, a relação entre o câncer de colo de útero e o HPV é evidente e bem 
estabelecida. A infecção persistente por HPV, especialmente pelos tipos virais de alto risco, é 
um fator de risco significativo para o desenvolvimento dessa doença. A detecção precoce por 
meio de exames de rastreamento, como o Papanicolau e o teste de HPV, e a vacinação contra o 
HPV são estratégias fundamentais para prevenir o câncer de colo de útero. É essencial que os 
sistemas de saúde promovam a conscientização e o acesso a essas medidas preventivas, visando 
reduzir a carga dessa doença e melhorar a saúde das mulheres em todo o mundo. 
 
4 RESULTADOS E DISCUSSÕES 
Inicialmente, foram identificados 113 estudos, entretanto, após a remoção de três artigos 
duplicados, 89 artigos foram excluídos por não se enquadrarem no critério de seleção entre os 
anos de 2018 e 2022 ou por fugirem ao tema em seu resumo. Em seguida, os resumos de 24 
Brazilian Journal of Health Review 
ISSN: 2595-6825 
20905 
 
 
Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 6, n. 5, p.20898-20911, sep./oct., 2023 
 
artigos foram avaliados, sendo excluídos 14 por não abordarem diretamente a temática em 
questão. Como resultado, a amostra final foi composta por 10 estudos, apresentados no Quadro 
1, fornecendo informações sobre autores, ano de publicação, metodologia utilizada e principais 
descobertas relacionadas à abordagem inicial do paciente politraumatizado. 
 
Quadro 1. Artigos selecionados para a revisão sistemática que abordam o câncer cervical 
Título Autor/Ano Metodologia Resultados 
Human Papillomavirus 
and Cervical Cancer 
Saliha Sağnıç (2021) Estudo qualitativo O HPV desempenha um 
papel importante no 
desenvolvimento do 
câncer de colo de útero, 
mas os tipos histológicos 
têm diferentes relações 
com os genótipos do 
HPV. 
HPV Vaccination and the 
Risk of Invasive Cervical 
Cancer 
LEI, J. et al. (2020) Estudo observacional de 
coorte retrospectiva 
A vacinação 
quadrivalente contra o 
HPV mostrou uma 
associação significativa 
com uma diminuição 
substancial do risco de 
câncer cervical invasivo 
em uma população de 
meninas e mulheres 
suecas com idades entre 
10 e 30 anos. 
Cervical Cancer 
(Nursing) 
FOWLER, J. R. et al. 
(2022) 
Revisão de Literatura A prevenção primária e 
secundária é fundamental 
com o câncer do colo do 
útero, incluindo a 
vacinação contra o HPV e 
o rastreamento regular do 
câncer do colo do útero e 
do HPV. 
Cervical cancer: a meta-
analysis, therapy and 
future of nanomedicine 
VENKATAS, J.; SINGH, 
M. (2020) 
Artigo de revisão Apesar da rápida 
elucidação do 
entendimento biológico e 
etiológico do HPV e do 
câncer cervical, os 
tratamentos tradicionais, 
como cirurgia, 
radioterapia e 
quimioterapia, carecem 
de resultados satisfatórios 
devido a inúmeras 
limitações. 
Cervical cancer in low 
and middle-income 
countries 
HULL, R. et al. (2020) Artigo de revisão Embora as vacinas contra 
o HPV tenham sido 
introduzidas em vários 
países de baixa e média 
Brazilian Journal of Health Review 
ISSN: 2595-6825 
20906 
 
 
Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 6, n. 5, p.20898-20911, sep./oct., 2023 
 
renda, sua eficácia 
profilática é benéfica 
apenas para mulheres que 
não foram expostas ao 
vírus 
Human Papillomavirus 
and Cervical Cancer 
OKUNADE, K. S. (2020) Artigo de revisão Estudos moleculares e 
epidemiológicos 
solidificaram a 
associação entre cepas de 
alto risco de HPV genital 
e carcinoma de células 
escamosas do colo do 
útero. 
Cervical cancer and HPV 
infection: ongoing 
therapeutic research to 
counteract the action of 
E6 and E7 oncoproteins 
ALMEIDA, A. M. et al. 
(2019) 
Artigo de revisão A inibição final de pRB, 
p107 e p130 pela proteína 
viral E7 contribui para a 
proliferação celular 
descontrolada e 
progressão para 
transformação maligna 
observada no epitélio 
cervical infectado por 
HPV 14, 19. 
Involvement of Human 
Papillomaviruses in 
Cervical Cancer 
WANG, X.; HUANG X.; 
ZHANG Y. (2018) 
Analise dos atributos 
genômicos primários do 
HPV e da participação 
clínica dos sorotipos 
primários do HPV. 
Os cânceres induzidos 
pelo HPV podem ser 
vulneráveis à terapia 
imunológica, oferecendo 
a chance de tratar a 
doença cervical 
avançada. 
HPV e o 
desenvolvimento de 
Neoplasia do colo do 
Útero 
NUNES, P. L. P. et al. 
(2020) 
Revisão integrativa da 
literatura 
É evidente a relação entre 
o diagnóstico positivo do 
HPV, emespecial o HPV-
16 e o HPV 18, e o 
surgimento das lesões 
pré-neoplásicas e 
neoplásicas do colo 
uterino. 
Mathematical Modeling 
of Cervical Cancer with 
HPV Transmission and 
Vaccination 
SADO, A. E. (2019) Estudo matemático de 
câncer cervical com 
transmissão do vírus do 
papiloma humano com e 
sem vacinação 
Quando a vacina é 
administrada a uma 
pessoa suscetível 
população essa população 
desenvolve a imunidade 
de 
ataque pelo vírus do 
papiloma humano, que é 
o caso de 70% dos 
câncer cervical. 
Fonte: Autores (2023). 
 
A relação entre o papilomavírus humano (HPV) e o câncer cervical tem sido 
extensivamente investigada e comprovada. Estudos moleculares e epidemiológicos têm 
Brazilian Journal of Health Review 
ISSN: 2595-6825 
20907 
 
 
Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 6, n. 5, p.20898-20911, sep./oct., 2023 
 
solidificado a associação entre cepas de alto risco do HPV e o desenvolvimento do carcinoma 
de células escamosas do colo do útero. O HPV, um vírus de DNA, possui mais de 100 tipos 
diferentes, sendo que aproximadamente 30 a 40 cepas são capazes de infectar o trato genital 
humano. Dentre essas, os tipos oncogênicos ou de alto risco, como os genótipos 16 e 18, estão 
fortemente associados ao câncer cervical. Essas cepas de HPV oncogênicas têm a capacidade 
de promover alterações celulares e genéticas, levando ao desenvolvimento de lesões 
precursoras que podem progredir para o câncer cervical invasivo. A compreensão dessa 
associação e a identificação precoce do HPV têm sido fundamentais para o diagnóstico, 
tratamento e prevenção do câncer cervical, visando reduzir a incidência e a mortalidade 
associadas a essa doença (BRAATEN; LAUFER, 2008). 
Seguindo a linha de estudos moleculares e epidemiológicos, Okunade (2020) destaca 
que a associação entre cepas de alto risco do papilomavírus humano (HPV) e o carcinoma de 
células escamosas do colo do útero tem sido amplamente comprovada. A compreensão 
aprofundada dos genótipos do HPV e suas diferentes relações com os tipos histológicos do 
câncer cervical é essencial para elucidar os mecanismos biológicos subjacentes e fornecer 
insights valiosos para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas mais eficazes. 
Lei et al. (2020) conduziram um estudo observacional de coorte retrospectiva que trouxe 
resultados promissores em relação à vacinação quadrivalente contra o HPV e sua influência na 
redução do risco de câncer cervical invasivo. Essa descoberta ressalta a importância das 
intervenções preventivas, como a imunização, que podem desempenhar um papel significativo 
na diminuição da carga global de câncer de colo de útero. Além disso, destaca-se a relevância 
de programas de vacinação abrangentes e acessíveis, visando proteger as mulheres desde a 
adolescência até a idade adulta jovem. 
A prevenção e detecção precoce do câncer cervical são componentes essenciais para 
reduzir a morbidade e a mortalidade associadas a essa doença. Fowler et al. (2022) destacam 
que a realização regular de exames Papanicolaou e outras estratégias de rastreamento são 
fundamentais para identificar precocemente lesões pré-cancerosas e manifestações do HPV. 
Essas abordagens de prevenção primária e secundária, aliadas a políticas públicas eficientes e 
à conscientização da população, têm o potencial de reduzir de forma significativa o impacto do 
câncer cervical na saúde das mulheres. 
No contexto do tratamento do câncer cervical, Almeida et al. (2019) exploraram em sua 
revisão a ação das proteínas virais E6 e E7 do HPV e as possibilidades terapêuticas para inibir 
sua atividade oncogênica. Compreender a interação dessas proteínas com as vias de sinalização 
celular abre caminho para o desenvolvimento de terapias direcionadas que visem neutralizar os 
Brazilian Journal of Health Review 
ISSN: 2595-6825 
20908 
 
 
Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 6, n. 5, p.20898-20911, sep./oct., 2023 
 
efeitos deletérios do HPV no processo de transformação maligna. Essas estratégias terapêuticas 
inovadoras podem representar uma nova esperança no combate ao câncer cervical avançado e 
melhorar os resultados clínicos para as pacientes. 
Em conclusão, a associação entre o papilomavírus humano (HPV) e o câncer cervical é 
incontestável. A presença de cepas de alto risco do HPV, como os genótipos 16 e 18, tem sido 
consistentemente associada ao desenvolvimento de lesões precursoras e carcinoma de células 
escamosas do colo do útero. A compreensão dessa relação tem permitido avanços significativos 
no diagnóstico precoce, tratamento e prevenção do câncer cervical. A vacinação contra o HPV 
e o rastreamento regular por meio do exame de Papanicolaou são estratégias eficazes na redução 
da incidência e da mortalidade relacionadas a essa doença. É fundamental que esforços 
contínuos sejam direcionados para conscientização, educação e acesso a essas medidas 
preventivas, a fim de combater efetivamente o câncer cervical e melhorar a saúde das mulheres 
em todo o mundo. 
 
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
O presente trabalho fornece uma visão abrangente a respeito do câncer de colo uterino, 
sua relação com o vírus papiloma humano e as medidas de prevenção e detecção precoce. 
Diante do estudo realizado, sabe-se que a neoplasia, responsável pelo câncer cervical, tem o 
vírus HPV como um dos principais fatores contribuintes para seu desenvolvimento. 
Diante disso, é necessário alertar a comunidade sobre a importância da prevenção dessa 
doença, visto que, o câncer de colo uterino é altamente prevenível, principalmente através da 
vacinação contra o HPV e do uso de preservativos durante as relações sexuais. É fundamental 
conscientizar as mulheres sobre a importância dessas medidas preventivas e garantir que sejam 
acessíveis a todos. Impacto do rastreamento precoce: O exame de Papanicolau é uma ferramenta 
essencial para o rastreamento e detecção precoce de lesões pré-cancerosas no colo do útero. A 
realização periódica desse exame, juntamente com outros procedimentos, é fundamental para 
reduzir a incidência e a mortalidade relacionadas ao câncer cervical. 
Apesar dos avanços na prevenção e detecção precoce, o câncer de colo uterino ainda 
representa um desafio significativo para a saúde pública, especialmente no Brasil. É necessário 
intensificar os esforços para aumentar a conscientização, fornecer acesso equitativo aos 
serviços de saúde e fortalecer os programas de prevenção e rastreamento. 
Ademais, o combate ao câncer de colo uterino requer uma abordagem multidisciplinar, 
envolvendo profissionais de saúde, governos, organizações não governamentais e a sociedade 
Brazilian Journal of Health Review 
ISSN: 2595-6825 
20909 
 
 
Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 6, n. 5, p.20898-20911, sep./oct., 2023 
 
como um todo. É fundamental investir em educação, recursos adequados, infraestrutura e 
pesquisa para melhorar a prevenção, o diagnóstico e o tratamento dessa doença. 
Além das implicações físicas, o câncer de colo uterino e suas lesões precursoras podem 
ter um impacto significativo na saúde mental e no bem-estar das mulheres. É importante 
fornecer apoio psicossocial abrangente e cuidados integrados para lidar com os aspectos 
emocionais e sociais associados a essa doença. 
No geral, a prevenção e o diagnóstico precoce continuam sendo os principais pilares no 
combate ao câncer de colo uterino. Com uma abordagem abrangente e a implementação efetiva 
de medidas preventivas, é possível reduzir ainda mais a incidência e a mortalidade relacionadas 
a essa doença, melhorando assim a saúde e o bem-estar das mulheres. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Brazilian Journal of Health Review 
ISSN: 2595-6825 
20910 
 
 
Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 6, n. 5, p.20898-20911, sep./oct., 2023 
 
REFERÊNCIAS 
 
ALMEIDA, A. M. et al. Cervical cancer and HPV infection:ongoing therapeutic research to 
counteract the action of E6 and E7 oncoproteins. Drug discovery today, 24(10), 2044–2057, 
2019. https://doi.org/10.1016/j.drudis.2019.07.011 
 
BOSCH, F. X. et al. The causal relation between human papillomavirus and cervical cancer. 
2002. Journal of clinical pathology, 55(4), 244–265. https://doi.org/10.1136/jcp.55.4.244. 
 
BOSCH, F. X.; MUÑOZ, N. The viral etiology of cervical cancer. 2002. Virus research, 89(2), 
183–190. https://doi.org/10.1016/s0168-1702(02)00187-9. 
 
BRAATEN, K. P.; LAUFER, M. R. Human Papillomavirus (HPV), HPV-Related Disease, and 
the HPV Vaccine. 2008. Reviews in obstetrics & gynecology, 1(1), 2–10. 
 
DE SANJOSE S, et al. Human papillomavirus genotype attribution in invasive cervical 
cancer: a retrospective cross-sectional worldwide study. Lancet Oncol. 2010; 11(11):1048-
1056. 
 
DIAS, Ernandes Gonçalves et al. Perfil socioeconômico e prática do exame de 
prevenção do câncer do colo do útero de mulheres de uma unidade de saúde. Revista 
Saúde e Desenvolvimento. v. 7, n. 4, p. 135-146, 2015. 
 
FOWLER, J. R. et al. Cervical Cancer (Nursing) [Update 2022 Nov 2]. In: StatPearls [Internet]. 
Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2023 Jan-. Disponível em: 
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK570551/ 
 
HULL, R. et al. Cervical cancer in low and middle-income countries. 2020. Oncology letters, 
20(3), 2058–2074. https://doi.org/10.3892/ol.2020.11754. 
 
INCA. Dados e números sobre câncer do colo do útero. Relatório Anual 2022. Instituto 
Nacional do Câncer. Ministério da Saúde. Rio de Janeiro. Setembro de 2022. 
 
Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Diretrizes brasileiras para o 
rastreamento do câncer do colo do útero. Coordenação de Prevenção e Vigilância. Divisão 
de Detecção Precoce e Apoio à Organização de Rede. – 2. ed. rev. atual. – Rio de Janeiro: 
INCA, 2016. 
 
LEI, J. et al. HPV Vaccination and the Risk of Invasive Cervical Cancer. The New England 
journal of medicine, 383(14), 1340–1348, 2020. https://doi.org/10.1056/NEJMoa1917338 
 
LIMA, Hyale Melo et al. Rastreio de Câncer de Colo de útero pelo DNA do HPV. Brazilian 
Journal of Health Review, Curitiba, v. 6, n.2, p. 5897-5908, mar./apr., 2023. Disponível em: 
https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/58242/42447. Acesso 
em: 13 de jul 2023. 
 
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Dados e números sobre câncer do colo do útero. Instituto Nacional 
do Câncer. Ministério da Saúde. Rio de Janeiro. Setembro de 2022. 
 
Brazilian Journal of Health Review 
ISSN: 2595-6825 
20911 
 
 
Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 6, n. 5, p.20898-20911, sep./oct., 2023 
 
NAKAGAWA, J. T. T.; SCHIRMER, J.; BARBIERI, M.. Vírus HPV e câncer de colo de útero. 
Revista Brasileira de Enfermagem, v. 63, n. 2, p. 307–311, mar. 2010. 
 
NUNES, P. L. P. et al. HPV e o desenvolvimento de Neoplasia do colo do Útero / HPV and the 
development of Cervical Neoplasia. Brazilian Journal of Health Review, 3(5), 14566–14569, 
2020. https://doi.org/10.34119/bjhrv3n5-251 
 
OKUNADE, K. S. Human papillomavirus and cervical cancer. Journal of obstetrics and 
gynaecology: the journal of the Institute of Obstetrics and Gynaecology, 40(5), 602–608, 
2020. https://doi.org/10.1080/01443615.2019.1634030. 
 
SILVA, P.N.da; CARVALHO, A.L.de; SOUZA, T. G.R.de; KATAGIRI, S. Ocorrência e 
diagnóstico do câncer de colo do útero em Barra do Garças–MT. Revista Científica da 
Faculdade de Educação e Meio Ambiente, v. 11, n. 1, 2020. 
 
SILVA, Lidiane Soares da; SIEBERT, Tiago Henrique Rodrigues. Lesão do colo do útero 
associado ao HPV evidenciadas no papanicolau no Município de Santarém – Pará. 
Brazilian Journal of Health ReviewISSN: 2595-682528438. Disponível em: 
https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/41604/pdf. Acesso em: 
13 de jul 2023. 
 
SADO, A. E. Mathematical Modeling of Cervical Cancer with HPV Transmission and 
Vaccination, Science Journal of Applied Mathematics and Statistics. Volume 7, Issue 2, 
April 2019 , pp. 21-25. doi: 10.11648/j.sjams.20190702.13 
 
SAGNIÇ, S. Human Papillomavirus and Cervical Cancer. Cervical Cancer - A Global Public 
Health Treatise. (2021). doi: 10.5772/INTECHOPEN.98490 
 
VENKATAS, J.; SINGH, M. Cervical cancer: a meta-analysis, therapy and future of 
nanomedicine. Ecancermedicalscience, 14, 1111, 2020. 
https://doi.org/10.3332/ecancer.2020.1111 
 
WANG, X.; HUANG, X.; ZHANG, Y. Involvement of Human Papillomaviruses in Cervical 
Cancer. Frontiers in microbiology, 9, 2896, 2018. https://doi.org/10.3389/fmicb.2018.02896 
 
WINER, R. L. et al. Genital human papillomavirus infection: incidence and risk factors in a 
cohort of female university students. 2003. American journal of epidemiology, 157(3), 218–
226. https://doi.org/10.1093/aje/kwf180. 
 
World Health Organization. Human papillomavirus (HPV) and cervical cancer. 2022. 
Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/human-papillomavirus-
(hpv)-and-cervical-cancer. Acesso em: 13 de jul 2023.

Mais conteúdos dessa disciplina