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Pintura
Profa Camila M. Medeiros
PINTURA
Ato ou efeito de pintar.
Camada de recobrimento de uma superfície, com funções protetora e decorativa, obtida pela aplicação de tintas e vernizes, através de técnicas específicas 
3
A pintura na construção civil é uma camada de acabamento na forma de uma película aderente, estratificada e de espessura total = 1,0 mm;
Os múltiplos estratos resultam da aplicação de sucessivas demãos de tintas de fundo (primers), massas de nivelamento e tintas de acabamento.
SISTEMA DE PINTURA
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O Sistema de Pintura é a combinação de produtos utilizados nas etapas de preparação e aplicação sobre uma superfície que será pintada. 
A definição dos produtos que formarão o sistema de pintura depende de necessidades intrínsecas da superfície que receberá uma pintura/repintura, do acabamento final desejado e das condições de exposição do local pintado. 
Os materiais necessários para um esquema básico de pintura são fundos, massas e acabamentos
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A Figura ilustra um exemplo de sistema de pintura composto por substrato, primer e 2 (duas) demãos de pintura;
NORMAS
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A execução dos sistemas de pintura aplicáveis às edificações não industriais deve ser realizada de acordo com a norma ABNT NBR 13245. 
A referida norma também estabelece as condições da superfície de acordo com os tipos de superfície. 
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Essa Figura apresenta um desenho ilustrativo de uma edificação residencial e a interface das tintas imobiliárias com exemplos nas suas formas de nos diferentes substratos:
• Alvenaria de tijolos com reboco;
• Esquadrias de madeira;
• Esquadrias metálicas;
• Pergolado de madeira 
PREPARAÇÃO DA SUPERFÍCIE 
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A execução dos sistemas de pintura aplicáveis às edificações não industriais deve ser realizada de acordo com a norma ABNT NBR 13245. 
A referida norma também estabelece as condições da superfície de acordo com os tipos de superfície, 
Alvenaria (nova)
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ALVENARIA (NOVA)
Esse tipo de superfície deve estar livre de contaminantes:
Deve estar coeso de forma que não apresente quaisquer partes soltas ou mal aderidas, como:
No caso de imperfeições: 
Em superfícies muito absorventes é recomendado aplicar o fundo preparador de paredes
 como desmoldantes para concreto e/ou gesso
óleos e graxas de qualquer natureza
removedores pastosos de pinturas e vernizes, 
mofos/fungos e algas. 
 grãos soltos de areia,
pó, fuligem, cinzas de queimada
desagregamentos, 
 ou quaisquer outras condições de revestimento mal aderido.
Para correção de eventuais imperfeições profundas no reboco, deve-se utilizar argamassa com 3 partes de areia média e 1 parte de cimento. 
Em caso de imperfeições rasas, utilizar massa niveladora.
 Em superfícies com baixa aderência, recomenda-se usar um fundo promotor de aderência 
para superfícies de baixa absorção recomenda-se abertura de porosidade por lixamento mecânico.
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Obervações:
Em casos de ocorrência de calcinação ou presença de mofo, bolor, fungo ou algas, deve-se realizar a limpeza do local com lavadora de baixa pressão e, em seguida, aplicar produtos específicos para eliminação de mofo, bolor e algas conforme recomendação do fabricante.
 No caso de colônias de mofo e algas, remover com espátula e lixa.
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Observação: Além disso, antes de realizar a pintura, deve-se respeitar o tempo de secagem de superfícies úmidas e o período de cura dos componentes antes do processo de pintura, como aguardar a secagem e cura de rebocos e concretos novos por no mínimo 28 dias. É essencial que a superfície esteja seca, ou seja, sem a presença de umidade proveniente do processo construtivo ou de fontes externas.
Alvenaria (pintada)
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Em paredes com pintura anterior em bom estado:
Em caso de pintura anterior em mau estado (reboco fraco ou com partes soltas e mal aderidas):
é necessário remover as partes mal aderidas e limpar totalmente a superfície raspando e lixando para, em seguida, aplicar fundo preparador de parede conforme indicação do fabricante. Caso seja necessário corrigir imperfeições profundas, isto deve ser feito com reboco. Se houver umidade na superfície, o problema deve ser sanado antes da pintura.
deve- se lixar a superfície para eliminação total do brilho, limpar com escova macia e pano levemente umedecido em água, para eliminação de pó, servindo como base para a próxima pintura.
Madeira (nova)
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Para um tratamento geral, deve-se eliminar tudo o que estiver solto ou mal aderido, lixando a madeira sempre na direção do veio com lixas de granas apropriadas. 
O aparecimento de manchas em madeiras ocorre com maior frequência em madeiras muito resinosas, durante e após a pintura ou envernizamento. Essas manchas devem ser eliminadas com a aplicação de solvente orgânico na superfície. Este processo é denominado “lavagem” e deve ser repetido, até que não haja mais resquícios de resina no interior da madeira, o que pode ser notado pelo não surgimento de manchas na superfície.
 Ressalta-se que existem vernizes ou fundos isolantes específicos que podem ser aplicados sobre madeiras resinosas, excluindo a necessidade de realização da lavagem da superfície. 
Em casos de manchas de gordura ou graxa, usar água com detergente, enxaguar e aguardar a secagem. 
Se a madeira for nova, utilizar uma estopa molhada com aguarrás ou thinner.
Madeira (Pintada)
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Caso a pintura anterior esteja em bom estado:
Deve-se lixar a superfície para eliminação total do brilho, limpar com escova macia e pano, levemente, umedecido em água, para eliminação de pó, servindo como base para a próxima pintura.
Já em pinturas que estejam em mau estado:
É necessário remover utilizando processo físico de lixamento e/ou raspagem, ou processo químico através de removedores de tinta, em seguida, limpar totalmente a superfície e proceder como indicado para pintura nova.
ENVERNIZAMENTO
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Superfícies novas:
As superfícies devem estar limpas e secas (teor de umidade inferior a 12%). Após lixamento e limpeza da superfície, aplicar três ou mais demãos do verniz, conforme indicações do fabricante. Para madeiras resinosas proceder a limpeza conforme descrito neste manual no item Madeira – Superfícies novas.
Superfícies pintadas:
Eliminar partes soltas e lixar a partes aderidas, até remoção total do brilho. Remover todo o pó e proceder envernizamento, conforme indicação do fabricante
Metais Ferrosos (novo)
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Para acabamentos brilhantes de superfícies de ferro ou aço-carbono não pintadas, se deve eliminar os pontos de ferrugem e aplicar uma demão de fundo anticorrosivo. 
Porém, existem esmaltes no mercado que podem ser aplicados diretamente sobre esse tipo de superfície, dispensando o fundo anticorrosivo.
Metais Ferrosos (pintados)
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Se a pintura anterior estiver em bom estado, deverá receber um lixamento para eliminação completa do brilho e limpeza, para remoção de qualquer tipo de material contaminante, servindo de base para a repintura. 
 Em seguida, após limpeza e secagem da superfície, proceder como para nova pintura.
Após lixar a superfície, deve-se aplicar o fundo anticorrosivo nas partes em que o lixamento foi até o metal.
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Metais Não Ferrosos
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Para superfícies novas:
Superfícies pintadas:
 Proceder com a limpeza com thinner para retirada de contaminantes na superfície e após utilizar fundo fosfatizante ou fundo especial promotor de aderência e proceder com a pintura. Ressalta-se que existem esmaltes no mercado que dispensam o uso dos referidos fundos.
Em superfícies que receberão a repintura, é necessário lixar para retirar o brilho antes da aplicação do produto e, se houver descascamentos, será preciso eliminar toda a pintura anterior com a lixa adequada e aplicar o fundo fosfatizante ou fundo especial promotor de aderência. Ressalta-se que existem esmaltesno mercado que dispensam o uso dos referidos fundos.
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Tintas e vernizes 
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COMPOSIÇÃO BÁSICA DAS TINTAS
A composição básica das tintas é formada pela resina, pigmentos, solvente e aditivos, que funcionam da seguinte maneira:
ADITIVOS
 
Os aditivos são substâncias adicionadas em pequenas proporções na tinta entre 0,1% a 2%. São responsáveis pela correção e melhoria das tintas.
Fotoiniciadores: Formação de radicais livres quando submetidos à ação da radiação UV iniciando a cura das tintas de cura por UV.
Secantes: Catalisadores da secagem oxidativa de resinas alquídicas e óleos vegetais polimerizados.
Agentes reológicos: Modificam a reologia das tintas (aquosas e sintéticas) modificação esta necessária para se conseguir nivelamento, diminuição do escorrimento, etc.
Inibidores de correção: Conferem propriedades anti-corrosivas ao revestimento.
Dispersantes: Melhoram a dispersão dos pigmentos na tinta.
Umectantes: Nos sistemas aquosos aumentam a molhabilidade de cargas e pigmentos, facilitando a sua dispersão.
Bactericidas: Evitam a degradação do filme da tinta devida à ação de bactérias, fungos e algas.
Coalescentes: facilitam a pintura a pincel e ajuda o ligante a formar um bom filme quando aplicado.
PRINCIPAIS TINTAS
1.0 PVA - (Acetato de Polivinila)
 
A Tinta Látex possui grande rendimento e durabilidade, proporcionando um acabamento fosco aveludado e garantindo ótimo desempenho nas repinturas. 
Indicada para pinturas externas e internas sobre superfícies de reboco, massa corrida, massa acrílica, texturas, gesso, madeiras, etc. Sendo as cores desenvolvidas com alta tecnologia, ficando assim, firmes e sólidas.     
Tinta PVA
Fácil aplicação
Secagem rápida
2ª demão no mesmo dia (intervalo de 4 horas)
Aspecto fosco
Película
Mais porosa que as tintas a óleo
Vida útil até a 1ª repintura em ambientes externos
3 anos
Tinta PVA
Vantagens em relação ao acabamento liso
Maior capacidade de correção das irregularidades
Maior resistência ao intermperismo
Maior resistência à penetração da chuva
Economia – apenas uma demão
Maior durabilidade
2.0 acrílica
 
A Tinta Acrílica é indicada para superfícies de alvenaria interna e externa. Possui acabamentos como semibrilho e fosco.
Com este tipo de tinta pode-se produzir texturas que são obtidas através de instrumentos específicos como rolos, vassouras, espátulas e outros, para cada tipo de acabamento especificado pelo profissional especializado, que são a ranhura, o vassourado, etc.
 
Tinta Acrílica
A base de água
Fácil aplicação
Secagem rápida
Vantagens em relação ao PVA
Resistência de aderência
Durabilidade
Resistência a água
Pelicula brilhosa
Mais porosas que as tintas a base óleo
Menos porosas que as tintas PVA
Tinta Acrílica
Vida útil até a 1ª repintura em ambientes externos
5 anos
Baixa resistência à alcalinidade
Problemas em substratos recém-executados
Aguardar 30 dias de cura
Aplicar selador de base acrílica
3.0 esmaltes / óleos
Os Esmaltes e óleos são indicados para uso externo e interno. Com acabamentos que variam do brilhante acetinado ao fosco.
A tinta a óleo apresenta boa elasticidade quando aplicada em ambientes externos, sujeitos à ação de raios solares, mas, esta sujeita a modificações em sua aparência. 
A tinta esmalte, por apresentar boa resistência à ação de raios solares, pode ser usada tanto em ambientes internos quanto externos, sem alteração da aparência
Tinta a Óleo
Compostas de: veículos, solventes, secantes e pigmentos
 Veículos:
Óleos secativos, isto é, quando expostos ao ar em finas camadas formam uma película sólida, relativamente flexível e resistente, aderente à superfície e aglutinante do pigmento
Principais tipos de óleos naturais: linhaça, tungue, soja, mamona, oiticica.
Atualmente esses óleos naturais foram modificados, permitindo películas mais adesivas, melhor flexibilidade, economia e secagem mais rápida.
Solventes:
Função principal é baixar a viscosidade do veículo para facilitar a aplicação da tinta;
Pode-se ainda estocar as tintas em forma viscosa e adicionar o solvente no momento da aplicação;
Solvente mais comum em tintas a óleo: aguarrás.
 Secantes:
Catalisadores de absorção química de oxigênio e, portanto, do “processo de secagem”.
Tinta a Óleo
Não recomendada para ambientes com umidade excessiva
Aplicada em superfícies secas
Secagem lenta
Intervalo entre demãos de 10 horas
Películas com baixa porosidade
Esmalte
Tinta com um filme muito liso e excepcionalmente brilhante
Secagem rápida
Elevada dureza
Aplicações
Estruturas e Superfícies metálicas e de madeira
Cofres, armário, arquivos, portas, janelas, etc
Azulejos, pisos e paredes de alvenaria e concreto
Esmalte epóxi
 Vernizes
São usados como películas protetoras (não pigmentadas) ou revestimento decorativo em vários substratos.
Forma película translúcida ou transparente
Verniz sintético
Superfícies de madeira (Interiores)
Formação de película – oxidação por exposição ao ar
Elevado teor de VOCs (toxicidade e meio ambiente)
Secagem lenta (10 horas cada demão)
Ferramentas
Equipamentos usuais para a aplicação do sistema de pintura: ferramentas para preparo de superfícies
Os rolos de lã de carneiro são recomendados para aplicação com tinta látex; 
Os de espuma para tinta óleo, esmalte sintético ou vernizes;
Os de espuma rígida para acabamento texturizados. A aplicação é rápida e de grande rendimento sendo adequada para superfícies extensas e irregulares, como paredes, tetos e pisos;
Os rolos para pintar paredes e tetos possuem cabos feitos de plástico ou madeira ocos para aceitar extensões.
Constituintes do sistema de pintura
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Constituintes do sistema de pintura
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Tipos de fundo de preparação
Selador: aplicação em materiais porosos:
argamassa e madeira
Fundo preparador: promover a coesão de partículas soltas
Primer: proteção anticorrosiva de metais e algumas vezes para madeira
argamassa sem coesão, gesso
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Afinal, qual é a diferença entre massa acrílica e massa corrida? 
Embora as funções sejam semelhantes, a massa corrida é indicada apenas para superfícies sem contato com água ou umidade. Já a massa acrílica pode ser aplicada tanto em áreas secas quanto úmidas, como banheiros, lavanderias e cozinhas.
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Indicações de aplicações de Tintas
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Manutenção-Pintura
MANUTENÇÃO DE PINTURA
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PATOLOGIAS
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