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Capítulo 5 Europa: regionalização e aspectos físicos Capítulo 6 Europa: população e espaço de produção Capítulo 7 Leste Europeu Capítulo 8 Rússia e CEI Capítulo 9 Europa: integração e conflitos EUROPA – CONTINENTE DE CONTRASTES U NIDADE 2 ey et ro ni c/ Ad ob eS to ck .c om sa m ae l3 34 /A do be St oc k. co m ME_GC_2022_9A_05.indd 105 20/07/2021 11:51:44 106 9o ano | Ensino Fundamental 106 9o ano | Ensino Fundamental Capítulo Europa: um continente? O relevo europeu A hidrografia europeia O clima e as paisagens Os problemas ambientais do continente europeu 5eyetronic/AdobeStock.com GC_2022_9A_05.indd 106 20/07/2021 10:25:29 (EF09GE07) Analisar os componen- tes físico-naturais da Eurásia e os de- terminantes histórico-geográficos de sua divisão em Europa e Ásia. (EF09GE14) Elaborar e interpre- tar gráficos de barras e de setores, mapas temáticos e esquemáticos (croquis) e anamorfoses geográficas para analisar, sintetizar e apresentar dados e informações sobre diversi- dade, diferenças e desigualdades so- ciopolíticas e geopolíticas mundiais. (EF09GE17) Explicar as característi- cas físico-naturais e a forma de ocu- pação e usos da terra em diferen- tes regiões da Europa, da Ásia e da Oceania. BNCC Habilidades trabalhadas no capítulo CONSIDERAÇÕES SOBRE O CAPÍTULO Estudaremos, neste capítulo, os inú- meros contrastes que caracterizam, de forma marcante, a Europa. Esses contras- tes físicos, histórico-sociais e econômicos vão desde a sua definição como continen- te e sua diversidade natural (presente no relevo, no clima, na hidrografia e na vege- tação) até as contradições no crescimen- to, na distribuição e no desenvolvimento populacional. A questão populacional é, inclusive, fortemente relacionada aos fluxos migra- tórios, tanto positiva quanto negativamen- te, já que tais fluxos são responsáveis pelo crescimento da população, mas também são o objeto de desavenças entre os euro- peus que consideram a entrada dos imi- grantes uma ameaça às suas oportunida- des de emprego e à sua própria cultura, ge- rando uma grande onda de xenofobismo na Europa. Veremos também os principais proble- mas ambientais que assolam o continente europeu, apesar das iniciativas de preser- vação desenvolvidas atualmente, e como a pobreza atinge também os países ricos, in- fluenciando consideravelmente seu desen- volvimento socioeconômico. OBJETIVOS DIDÁTICOS • Estudar o continente europeu, enfati- zando seus contrastes físicos, histórico- -sociais e econômicos. • Conhecer e compreender os fatores que fazem da Europa um continente, e não ape- nas uma península. • Conhecer as características do relevo, do clima, da hidrografia e da vegetação do continente europeu. • Apontar e explicar os principais proble- mas ambientais (chuva ácida, desertifica- ção, exploração de recursos pesqueiros, re- síduos nucleares e destruição da vegetação nativa) que assolam o continente europeu e sua influência sobre o desenvolvimento socioeconômico. ANOTAÇÕES ME_GC_2022_9A_05.indd 106 20/07/2021 11:51:45 1079o ano | Ensino Fundamental 1079o ano | Ensino Fundamental EUROPA: REGIONALIZAÇÃO E ASPECTOS FÍSICOS Neste capítulo, trataremos de um dos mais fascinantes continentes do mundo: a Europa. Ocupando uma área de pouco mais de 10.500.000 quilômetros quadrados, o que se conven- cionou chamar de continente europeu pode ser considerado, do ponto de vista da geografia física, uma península do continente asiático. Aliás, os dois juntos são chamados de Eurásia. Seus inúmeros contrastes se manifestam tanto no aspecto físico quanto no aspecto populacional e se refletem, paralelamente, em seu progresso e em suas principais dificuldades em continuar se de- senvolvendo. Estudaremos aqui o relevo, a hidrografia, o clima e as paisagens bastante peculiares do continente, além dos problemas ambientais que o atingem. Europa: um continente? A Europa, também conhecida como Velho Mundo, apresenta diversas peculiaridades, a co- meçar por sua própria definição. Se, por uma pers- pectiva física ou geológica, ela é apenas uma pe- nínsula da Ásia, por uma perspectiva histórico-so- cial, a Europa é, na verdade, um continente. Isso se justifica por conta da imensa influência que sua cultura exerceu e ainda exerce no mundo. Nos séculos XV e XVI, partiram do continente europeu várias embarca- ções com o objetivo de ampliar o comércio para outras regiões do Pla- neta, começando o processo de globalização comercial. Pa bk ov /A do be St oc k. co m GC_2022_9A_05.indd 107 20/07/2021 10:25:30 CONCEITOS PRINCIPAIS Europa: contrastes físicos, histórico- -sociais e econômicos; diversidade natu- ral; população europeia; fluxos migrató- rios; xenofobismo; problemas ambien- tais; pobreza; países ricos; desenvolvi- mento socioeconômico; posição geográ- fica do continente europeu; diversidade cultural; desemprego. CONCEITOS COMPLEMENTARES Relevo; Corrente do Golfo; clima (tem- perado, semiárido, mediterrâneo, polar); hidrografia; vegetação/ paisagens; cresci- mento demográfico, distribuição e desen- volvimento populacional; chuva ácida; de- sertificação; exploração de recursos pes- queiros; resíduos nucleares; destruição da vegetação nativa. CONSIDERAÇÕES SOBRE O CAPÍTULO • Professor, estudar os contrastes do con- tinente europeu é um assunto muito in- teressante e rico, especialmente porque tais contrastes se manifestam em vários aspectos. Procure explorar bastante essa diversidade, que é natural e também cul- tural, por meio de ilustrações, exemplos e comparações. • Lembre a eles que os termos norte, ou setentrional; sul, ou meridional; leste, ou oriental; e oeste, ou ocidental, são sinôni- mos. Explique-lhes, também, que o conti- nente europeu está inteiramente localiza- do no Hemisfério Norte e que apenas Por- tugal (no continente), Irlanda e Islândia (ilhas oceânicas) se localizam no Hemisfé- rio Ocidental. Parte desses países se situa em alta latitude, pois são “cortados” pelo Círculo Polar Ártico, mas a maior parte da Europa se localiza em média latitude. ANOTAÇÕES ME_GC_2022_9A_05.indd 107 20/07/2021 11:51:47 108 9o ano | Ensino Fundamental 108 9o ano | Ensino Fundamental Além disso, essa cultura europeia, que faz parte da civilização ocidental, distingue-se consideravelmente das demais culturas mundiais, especialmen- te da própria cultura asiática. Berço das antigas civilizações greco-romanas, a Europa difundiu e impôs seus valores socioculturais pelo mundo a partir de um intenso processo de colonização, no qual as tradições milenares pas- saram a conviver com as constantes inovações tecnológicas da humanidade. Após as mudanças ocorridas depois da Segunda Guerra Mundial, quando o mundo ficou dividido em países capitalistas (aliados dos Estados Unidos da América) e países socialistas (aliados da ex-União Soviética), a divisão da Europa se tornou também política, econômica e ideológica. Assim, os países capitalistas europeus passaram a compor a Europa Ocidental (ou do oeste) e os países socialistas europeus, a Europa Oriental (ou do leste). Mesmo com o fim da Guerra Fria, período que se convencionou chamar de disputa ideológi- ca entre os dois sistemas econômicos, essa divisão das Europas permanece. Ainda que, do ponto de vista geo- gráfico, uma pequena parte da Turquia esteja localizada no su- doeste da Europa (na península Balcânica), ela não é um país eu- ropeu, porque sua tradição é re- sultado de inúmeros valores cul- turais asiáticos, especialmente os ligados à religião islâmica. Mar Mediterrâneo Turquia Síria Chipre Líbano Iraque Grécia Creta Bulgária Romênia África Ancara Istambul Izmir Gaziantep Mar Negro Os Montes Urais são o fator geográfico que divide as porções europeia e asiática do território russo. H on za K re j/S hu tt er st oc k. co m 0 89 km 178 km N S LO GC_2022_9A_05.indd 108 20/07/2021 10:25:32 ME_GC_2022_9A_05.indd 108 20/07/2021 11:51:481099o ano | Ensino Fundamental 1099o ano | Ensino Fundamental 40º W 30º W 20º W 10º W 0º W 10º E 20º E 30º E 40º E 50º E 60º E 80º E 5 0 º N 4 0 º N 70º E Círculo Polar Ártico Reikjavic Oslo Estocolmo Helsinque Tallin Riga VilnaCopenhagueBelfast Dublin Londres BerlimAmsterdã Bruxelas Paris Praga Varsóvia Minsk Moscou Rússia Kiev Kichinev Tbilisi Baku Yerevan Bucareste Tirana Skopje Budapeste Bratislava Viena Liubliana Roma MadriLisboa Berna Sófia Atenas Pristina Belgrado Sarajevo Podgorica Zagreb Oceano Glacial Ártico Oceano Atlântico Mar de Barents M ar B ál ti co Mar do Norte Mar de Azov Mar Mediterrâneo Mar Negro M ar Cáspio Islândia Groenlândia (Din.) Noruega Suécia Finlândia Dinamarca Estônia Letônia Lituânia Reino Unido Irlanda Países Baixos Bélgica França Portugal Espanha Mônaco San Marino Andorra Marrocos Argélia Tunísia Vaticano Croácia Montenegro Bósnia- -Herzegovina Sérvia Macedônia do Norte Itália Eslovênia Hungria Romênia Bulgária Moldávia Albânia Kosovo Grécia Alemanha Suíça Luxemburgo Liechtenstein Áustria Rep. Checa Polônia Eslováquia Ucrânia Belarus Rússia Europeia Geórgia Azerbaijão Armênia Casaquistão Irã Turquia Europeia Turquia Asiática Chipre Israel Jordânia IraqueSíria Rússia Asiática Entre os países mais ricos do mundo, quatro estão localizados na porção ocidental da Europa: Alemanha, França, Itália e Reino Unido, que, ao lado dos Estados Unidos, do Canadá e do Japão, formam o G7 (grupo dos países mais ricos e industrializados do Planeta). Europa: político Totalmente localizada no Hemisfério Norte, a Europa é cortada pelo Círculo Polar Ártico no extremo norte e apresenta parte de seu território na zona polar. Sua maior área continental, no entanto, encon- tra-se na zona temperada do norte, onde há grande diversidade vegetal e predominância do clima tem- perado. O continente europeu atravessa vários meridianos de oeste a leste, o que justifica os diversos fusos horários que possui. As terras europeias não estão distribuídas de forma compacta, mas apresentam algumas fronteiras que as delimitam e separam do continente asiático: • Ao norte, pelo Oceano Glacial Ártico. • Ao sul, pelo Mar Mediterrâneo e pelo Mar Negro. • A oeste, pelo Oceano Atlântico. • A leste, pelo Rio Ural, pelos Montes Urais e pelo Mar Cáspio, sendo os dois últimos utilizados para definir a principal fronteira entre a Europa e a Ásia. • A sudeste, pelas montanhas do Cáucaso, pelo Mar Negro e pelo Mar de Mármara (que se comunica 0 224 km 448 km N S LO GC_2022_9A_05.indd 109 20/07/2021 10:25:32 ME_GC_2022_9A_05.indd 109 20/07/2021 11:51:48 110 9o ano | Ensino Fundamental 110 9o ano | Ensino Fundamental com o Mar Negro pelo Estreito de Bósforo e com o Mar Egeu por meio do Estreito de Dardanelos, na Turquia), outro limite com a Ásia. O litoral extenso e recortado é constituído por um grande número de golfos, penínsulas, mares, fior- des e outros acidentes geográficos, o que facilita a construção de portos e favorece o transporte maríti- mo, inclusive entre regiões do próprio continente. Além disso, apresenta cinco grandes penínsulas: Ibé- rica, Itálica, Balcânica, Escandinava e Jutlândia. 40º W 30º W 20º W 10º W 0º W 10º E 20º E 30º E 40º E 50º E 60º E 80º E 5 0 º N 4 0 º N 70º E Círculo Polar Ártico Oceano Glacial Ártico Oceano Atlântico Mar de Barents M ar B ál ti coMar do Norte Mar de Azov Mar Mediterrâneo Mar Negro M ar Cáspio Islândia Groenlândia (Din.) Noruega Suécia Finlândia Dinamarca Estônia Letônia Lituânia Reino Unido Irla nda Países Baixos Bélgica França P o rt u g al Espanha Mônaco San Marino Andorra Marrocos Argélia Tunísia Croácia Montenegro Bósnia- -Herzegovina Sérvia Macedônia do Norte Itália Eslovênia Hungria Romênia Bulgária Moldávia Albânia Kosovo Grécia Alemanha Suíça Luxemburgo Liechtenstein Áustria Rep. Checa Polônia Eslováquia Ucrânia Belarus Rússia Europeia Geórgia Azerbaijão Armênia Casaquistão Irã Turquia Europeia Turquia Asiática Chipre Israel Jordânia IraqueSíria Rússia Asiática Países Nórdicos Europa Central Península Ibérica Países dos Bálcãs Leste Europeu Países Bálticos Europa: regionalização O relevo europeu Cerca de dois terços do território europeu são formados por planícies com menos de 200 metros de alti- tude. Seu relevo se divide em três tipos específicos: • Planaltos, ou maciços antigos (montanhas muito antigas, situadas ao norte e ao leste da Europa), são as formações mais antigas da Terra. De modo geral, apresentam relevo extremamente desgastado pela ação das intempéries, portanto possuem altitudes bem modestas. Os maciços antigos correspon- 0 299 km 598 km N S LO GC_2022_9A_05.indd 110 20/07/2021 10:25:33 ME_GC_2022_9A_05.indd 110 20/07/2021 11:51:49 1119o ano | Ensino Fundamental 1119o ano | Ensino Fundamental dem ao conjunto de montanhas que dominam o arquipélago britânico, os Montes Urais, Montes Apeninos, Meseta Espanhola e Alpes Escandinavos. • Planícies centrais ocupam áreas muito férteis, situadas ao centro do con- tinente europeu, constituídas de planícies e planaltos sedimentares erodi- dos que dominam a região central; indo do norte da França (Grande Pla- nície Europeia) até as planícies da Rússia (Planície Russa, Germano-Po- lonesa e Planície Húngara). • Cordilheiras recentes, ou dobramentos modernos, são formados por montanhas muito jovens e com elevadas altitudes, resultantes da con- vergência de placas tectônicas, situadas ao sul das terras europeias. São exemplos de dobramentos modernos os Pirineus, os Cárpatos, os Apeni- nos, os Bálcãs e a Cadeia do Cáucaso. Algumas dessas montanhas servem de importantes atrações turísticas no continente. A construção de túneis e o exce- lente sistema rodoviário e fer- roviário do continente europeu permitem um fácil deslocamen- to através das montanhas. Em razão dessa recente formação geológica, os dobramentos modernos estão localizados na porção meridional (sul) e, por isso, estão sujeitos à ins- tabilidade tectônica, que possibilita a ocorrência de terremotos e erupção de vulcões ainda em atividade, como o Etna, na Sicília. Semelhante atividade vul- cânica ocorre intensamente na Islândia, onde existem cerca de 800 fontes de água quente, que jorram de norte a sul da ilha periodicamente, atingindo uma temperatura que varia de 75 °C a 100 °C. Essas águas termais, denominadas gêiseres, são bastante utilizadas na geração de energia para o aquecimento das casas e das estufas. O calor que elas retêm possibilita a produção agríco- la que seria inviável no clima frio do país. De po si tp ho to s GC_2022_9A_05.indd 111 20/07/2021 10:25:33 ME_GC_2022_9A_05.indd 111 20/07/2021 11:51:50 112 9o ano | Ensino Fundamental 112 9o ano | Ensino Fundamental O relevo europeu é caracterizado por baixas altitudes, possuindo diversas planícies situadas principalm ente na porção central. O continente pode ser dividido em três grandes zonas: m aciços antigos na porção norte; planícies e planaltos sedim entares ao centro; e dobram entos m odernos — m ontanhas — na porção sul. Meridiano de Greenwich I . I s l â n d i a I . F a r o é I s . N o v a Z e m b i a I . S h e t l a n d I . d a I r l a n d a Alpes Escandinavos Ilh as B ritân icas P l a n í c i e G e r m â n i c a I . d a G r ã - B r e t a n h a I s . C a n á r i a s I . M a l t a I . S i c í l i a I . d e R o d e s I . d e C r e t a P en ín su la Ib érica C a b o F i n i s t e r r a I . B a l e a r e s I . C ó r s e g a I . S a r d e n h a Pireneu s A l p e s M a c i ç o C e n t r a l F r a n c ê s A l p e s D i n á r i c o s A p e n i n o s P i n d o B á l c ã s P l a n a l t o C e n t r a l R u s s o C á u c as o P l a n a l t o d e V a l d a P l a n a l t o d o V o l g a C á r p a to s P l a n í c i e d a H u n g r i a P e n í n s u l a d e K o l a P l a n í c i e S a r m á t i c a Mon t e s U rais D e p r e s s ã o C a s p i a n a M ar d a Irlan d a C an al d a M an ch a G o lfo d e B iscaia Estr.de G ibraltar M ar T irren o MarAdriático M ar Jô n ico M ar E g eu M ar M ed iterrâneo M ar d o N o rte M ar Báltico Golfo de Bótnia G o lfo d e R ig a L ag o L ád o g a L . O n eg a M ar B ran co M ar N eg ro Mar Cáspio M ar d e A zo v Á frica Á sia Á sia O cean o A tlân tico O cean o G lacial Á rtico C írculo P olarA ntártico ( 2 8 m e t r o s a b a i x o d o n í v e l d o m a r ) M ar d e B aren ts L eg en d a A l t i t u d e s 1 . 0 0 0 m e t r o s 4 0 0 2 0 0 0 A n eto 3.404 m M te. B ran co 4.810 m B lo ckn er 3.798 G erlach o vsky 2.655 m M te. P arn aso 2.457 m M te. E lb ru s 5.642 m E tn a 3.340 m G littertin d 2.465 m V esú vio 1.281 m Europa: físico 0 269 km 538 km NS L O GC_2022_9A_05.indd 112 20/07/2021 10:25:34 ME_GC_2022_9A_05.indd 112 20/07/2021 11:51:50 1139o ano | Ensino Fundamental 1139o ano | Ensino Fundamental No continente europeu, encontramos ainda depressões absolutas, ou seja, terras mais baixas que o nível do mar. Essas depressões são encontra- das próximo ao Mar Cáspio (entre Europa e Ásia) e na Holanda (Países Baixos), onde metade do território apresenta essa forma de relevo. Por conta disso, foi criado um projeto para evitar inundações e tornar essas terras baixas aprovei- táveis para a atividade agropecuária, por meio de sistemas de drenagem por diques denominados pôlderes. A hidrografia europeia Uma interessante característica da hidrografia da Europa é que seus rios não se destacam por sua extensão, mas por seu grande volume de água e por sua importância social, política, econômica e cultural. A maioria são rios de pequena extensão. Dentre os cerca de 75 mil quilômetros de redes fluviais, 43.500 são formados por canais, cujo percurso é feito nas extensas planícies que ocupam dois terços do território europeu. Essa densa rede hidrográfica apresenta inúmeros cursos de água, que se agrupam em cinco vertentes: • A do Ártico, com rios caudalosos, que congelam no inverno. • A do Atlântico, onde se encontram os rios mais caudalosos do continen- te, dentre os quais o rio navegável mais importante da Europa, muito uti- lizado para navegação: o Rio Reno. • A do Mediterrâneo, formada de rios de caudais pequenos e irregulares, excetuando-se o Ebro. • A do Mar Negro, importante eixo de comunicação entre as porções central e leste do continente, com destaque para os rios Danúbio e Don. • E a do Mar Cáspio, em que se destacam o Rio Volga e o Rio Ural. Além de importantes eixos de integração, os rios e os mares europeus também favorecem a atividade pesqueira e a comercial. Fiordes: o caminho das geleiras Os fiordes são grandes entradas do mar ao redor de altas montanhas rochosas que se situam principalmente na costa oeste da península escan- dinava e têm origem na erosão montanhosa oca- sionada pelo gelo. Considerados um dos elemen- tos geológicos mais fascinantes e representativos da paisagem nórdica, os fiordes se formaram nas eras glaciais há mais de 500 milhões de anos. Fiordes na Noruega. Sm it/ Sh ut te rs to ck .c om GC_2022_9A_05.indd 113 20/07/2021 10:25:34 LEITURA COMPLEMENTAR O mar mais sujo do mundo Berço da civilização ocidental, o Mar Mediterrâneo banha 21 países e abriga praias e enseadas paradisíacas que atraem nada menos que 200 milhões de turistas por ano. Uma pesquisa recente conduzida pela Universidade de Exeter, na Inglaterra, e pela entidade ambientalista Greenpeace mostra que o Mediterrâneo ostenta tam- bém uma credencial nada louvável — ele é o mais poluído dos mares do Planeta. O estudo calcula que, todo ano, 15 milhões de toneladas de detritos — principalmente garrafas e outras embalagens plásticas — são lançados nas areias e nas águas azuis das praias da Itália, da França e da Espa- nha. Cerca de 30% desses detritos perma- necem visíveis na superfície, e os demais 70% são responsáveis por um enorme es- trago na fauna. Focas e tartarugas confun- dem os objetos plásticos com alimentos e os transformam em refeições. Calcula-se que 50 mil focas morram por ano dessa forma, número dez vezes superior ao das que são capturadas por caçadores. Com 46 mil quilômetros de costa den- samente ocupados, o Mediterrâneo sofre também com 9 milhões de toneladas de resíduos industriais e domésticos não tra- tados que chegam a suas águas todo ano. Nas cidades litorâneas da Itália, apenas 63% da população está conectada a redes de tratamento de esgoto. Já a Grécia con- tribui com 70% da poluição por produtos químicos utilizados na agricultura, lança- dos em rios que deságuam no Mediterrâ- neo. Os 220 mil navios que fazem rota em suas águas despejam nelas anualmente 630 mil toneladas de petróleo, provenien- tes tanto de acidentes como de operações de carga e descarga. Qualquer solução para tornar o Me- diterrâneo menos poluído esbarra nas enormes diferenças econômicas e cultu- rais dos países que ele banha. Uma legis- lação para evitar a poluição dos rios que nele deságuam, por exemplo, teria de ser aprovada por nações tão díspares quanto Líbia e França, Espanha e Argélia. A Unep, agência da ONU para questões ambien- tais, mantém um plano de ação para com- bater a sujeira no Mediterrâneo, mas en- contra dificuldade em conseguir dados ofi- ciais de diversos países sobre as ativida- des que geram poluição. Enquanto o plano não avança, torce-se para que os turistas façam sua parte. Disponível em: https://goo.gl/srGFa5. Acesso em: 13/09/2018. ANOTAÇÕES ME_GC_2022_9A_05.indd 113 20/07/2021 11:51:50 114 9o ano | Ensino Fundamental 114 9o ano | Ensino Fundamental Como vimos, as bacias hidrográficas europeias são interligadas por uma rede de canais, principalmente no centro e no oeste, que facilitam bastante a navegação. A seguir, veremos alguns rios de destaque na Europa: • Volga: corta a Rússia e é o mais extenso rio europeu, com 3.700 km de extensão. Corre na planície russa e deságua no Mar Cáspio. Tem grande potencial hidrelétrico e é navegável em quase todo seu curso, no entan- to sofre com congelamento no inverno, o que impossibilita sua utilização comercial durante o ano todo. No seu baixo curso, aproveita-se para irri- gação artificial da agricultura. • Danúbio: com 2.900 km, é o segundo em extensão, superado apenas pelo Volga. Nasce no planalto da Floresta Negra e deságua no Mar Negro, na divisa da Romênia com a Ucrânia. Possui grande importância geopolíti- ca na Europa, pois atravessa, servindo muitas vezes como fronteira, nove países (Alemanha, Áustria, Hungria, Croácia, República Sérvia, Monte- negro, Bulgária, Romênia e Ucrânia). É 75% navegável e, por conectar o centro e o sudeste da Europa, transportando pessoas e mercadorias, é de- nominado como rio transeuropeu. Seu potencial hidrelétrico é aprovei- tado por várias usinas instaladas em seu curso, e, ao longo de suas mar- gens, existem diversos estaleiros. M er id ia n o d e G re en w ic h Mar Mediterrâneo Lago Ládoga Lago Onega Mar Negro M ar Cáspio África Ásia ÁsiaOceano Atlântico Círculo Polar Antártico Oceano Glacial Ártico Douro Tejo Ebro Loire Sena G aron a Tâmisa T ib re R ó d an o Pó R hein Elba O der Vístula Danúbio Dnepr D on Volga Ural Parte do trajeto do Rio Danúbio até o deságue no Mar Negro é usada para a navegação, pois corta cidades como Ulm, Ingolstadt, Ratisbona, Linz, Viena, Bratislava e Budapeste. ognjent/Shutterstock.com Europa: hidrografia N S LO 0 222 km 444 km GC_2022_9A_05.indd 114 20/07/2021 10:25:35 ME_GC_2022_9A_05.indd 114 20/07/202111:51:51 1159o ano | Ensino Fundamental 1159o ano | Ensino Fundamental • Reno: origina-se nos Alpes e divide a França e a Alemanha, banha a Suíça e deságua no Mar do Norte, próximo à cidade de Roterdã, na Holanda, onde está o porto mais movimentado e mais importante da Europa, que leva o nome da cidade. Apesar de sua pequena extensão, o Reno possui grande im- portância política, estratégica e econômica, sendo considerado o rio mais importante da Europa. In- tegrando-se a outras hidrovias, forma uma rede que possibilita a conexão de várias áreas urbano- -industriais europeias. • Sena: é o rio mais importante da França. Corta a Região Metropolitana de Paris e deságua no Canal da Mancha, Reino Unido. É navegável, e sua importância econômica se encontra no turismo e no escoamen- to da produção industrial. • Tâmisa: é considerado o rio mais importante do Reino Unido, mais especificamente da Inglaterra. Corta a Região Metropolitana de Londres e deságua no Mar do Norte. Já foi extremamente poluído, mas, na última década do século XX, passou por importante processo de despoluição e constitui hoje um dos principais cartões-postais da cidade de Londres. Existem áreas densamente povoadas nos vales desses e de outros rios europeus, como o Tejo (que atra- vessa a Península Ibérica e passa por Lisboa), o Pó (rio mais importante da Itália) e o Ródano (França e Suíça). Pegada hídrica A pegada hídrica é um indicador do uso da água que analisa sua utilização de forma direta e indireta, tanto do consumidor quanto do produtor. A pegada hídrica de um indivíduo, uma comu- nidade ou uma empresa é definida como o volume total de água doce que é utilizado para produzir os bens e serviços consumidos pelo indivíduo e pela comunidade ou produzidos pelas empresas. No mapa abaixo, podemos observar como o continente europeu é um dos maiores consumidores de água de nosso planeta, embora corresponda a uma pequena parcela da população mundial. Pegada hídrica (mm/yr) De 0 a 1 De 1 a 10 De 10 a 50 De 50 a 100 De 100 a 200 De 200 a 500 > 500 N S LO 0 2.604 km 5.208 km GC_2022_9A_05.indd 115 20/07/2021 10:25:35 ME_GC_2022_9A_05.indd 115 20/07/2021 11:51:51 116 9o ano | Ensino Fundamental 116 9o ano | Ensino Fundamental Por meio da leitura do mapa, po- demos ter uma ideia geral dos cli- mas e de sua relação com a paisa- gem no continente europeu. O clima e as paisagens Na Europa, predominam os climas temperados, parcialmente ocasiona- dos pela posição geográfica do continente: ao norte do Trópico de Câncer e próxima do Círculo Polar Ártico. Os climas europeus são mais quentes na parte meridional ou sul do continente (nas terras voltadas para o Mar Mediterrâneo, com verões secos e invernos chuvosos) e mais frios ao norte, na parte central e nas áreas de elevada altitude. 40º W 30º W 20º W 10º W 0º W 10º E 20º E 30º E 40º E 50º E 60º E 80º E 5 0 º N 4 0 º N 70º E Círculo Polar Ártico Corre nte do Golfo Oceano Glacial Ártico Oceano Atlântico Mar de Barents M ar B ál ti co Mar do Norte Mar de Azov Mar Mediterrâneo Mar Negro M ar Cáspio Polar Frio Temperado Subtropical Mediterrâneo Frio de montanha Semiárido A inter-relação entre clima e paisagem é bastante visível no continente euro- peu. A formação das paisagens europeias se relaciona a uma série de aspectos, como latitude, extensão do litoral, formas de relevo, influência da Corrente do O continente europeu está completamente fora da zona intertropi- cal, com terras situadas entre a latitude 34º e 80º de latitude norte, entre o Trópico de Câncer e o Círculo Polar Ártico. Europa: climas 0 245 km 490 km N S LO GC_2022_9A_05.indd 116 20/07/2021 10:25:36 ME_GC_2022_9A_05.indd 116 20/07/2021 11:51:52 1179o ano | Ensino Fundamental 1179o ano | Ensino Fundamental 40º W 30º W 20º W 10º W 0º W 10º E 20º E 30º E 40º E 50º E 60º E 80º E 5 0 º N 4 0 º N 70º E Círculo Polar Ártico Oceano Glacial Ártico Oceano Atlântico Mar de Barents M ar B ál ti co Mar do Norte Mar de Azov Mar Mediterrân oe Mar Ne ogr M ar Cáspio Tundra Floresta Boreal (Coníferas/Taiga) Floresta Temperada e Subtropical Vegetação mediterrânea Pradarias Vegetação de altitude Regiões cultivadas Golfo e disposição das montanhas na porção sul, onde os ventos que sopram do Deserto do Saara para o interior da Europa penetram com dificuldade. Na porção norte, ao contrário, as massas de ar frio (Ártica oceânica e Ártica continental) pe- netram e atingem facilmente as planícies da porção central, provocando baixas temperaturas na região. Desse modo, podemos distinguir diferentes tipos de ve- getação extremamente relacionados aos climas na Europa. Floresta Boreal, ou de Coníferas, na Lapônia norueguesa. M ak si m ili an /S hu tt er st oc k. co m Europa: vegetação 0 192 km 384 km N S LO GC_2022_9A_05.indd 117 20/07/2021 10:25:37 ME_GC_2022_9A_05.indd 117 20/07/2021 11:51:54 118 9o ano | Ensino Fundamental 118 9o ano | Ensino Fundamental Nas regiões vizinhas ao mar, a oeste, os climas são mais úmidos (clima temperado oceânico) e, na parte central, bem como na continental, ou leste, são mais secos (clima temperado continental), ocorrendo maior variação anual da temperatura, com verão e inverno pouco rigorosos. De acordo com o avanço para o interior, a temperatura média nessas regiões diminui. Os índices de chuvas são baixos, uma vez que a influência das massas de ar oceânicas é reduzida nessa área. As quatro estações têm os climas bem de- finidos, ocorrendo neve e congelamento dos rios no inverno e calor intenso no verão, este último provocado especialmente pela Corrente do Golfo. Floresta Temperada na Espanha. Como se trata de uma região for- temente industrializada e urbani- zada, boa parte da vegetação ori- ginal foi retirada ainda no come- ço do processo de industrializa- ção europeu. Michal Swoboda/Shutterstock.com Corrente do Golfo É uma corrente marítima quente originada no Golfo do México que aquece o ar nas áreas litorâneas e determina o aquecimento das águas do Atlântico Norte, em direção ao Reino Unido, próximo da Escócia, de- finindo temperaturas mais amenas para os países como a Noruega, lo- calizada em latitudes mais elevadas. Essa corrente marítima possui uma camada superior mais aqueci- da e que se movimenta para o norte, fornecendo calor para a atmosfera e contribuindo para amenizar o rigoroso inverno na Europa. Na Inglaterra, o aquecimento das águas ajuda a desenvolver uma vegetação subtropi- cal e com maior diversidade na região sudoeste. O Mar da Noruega pode ser navegável durante todo o inverno, com intensa atividade portuária. Só para se ter uma ideia, o litoral da Suécia, por exemplo, não recebe o calor da Corrente do Golfo, por isso seus portos permanecem fechados duran- te o inverno. Corrente d o L ab rad or C o rr en te do Golfo Corre nte Nor te -a tlâ nt ic a Hopedale Europa América do Norte Groenlândia (DIN.) Oceano Atlântico Stornoway Corrente fria Corrente quente Área glacial Tundra Área alpina 0 1.465 km 2.930 km N S LO GC_2022_9A_05.indd 118 20/07/2021 10:25:37 DIÁLOGO COM O PROFESSOR Ao tratar da Corrente do Golfo, tente explicar, de forma mais detalhada, não somente como ocorre o fenômeno, mas também a sua influência no clima euro- peu. Utilize o texto a seguir para enrique- cer sua aula. Na sua origem, a Corrente do Golfo é gerada, sobretudo, pela força dos ven- tos, mas sua extensão no Atlântico Norte é fundamentalmente mantida pela circu- lação termoalina, ou termosalina, que se refere à circulação oceânica global mo- vida pelas diferenças de densidade das águas dos oceanos, resultantes de varia- ções de temperatura ou salinidade em al- guma região oceânica superficial. Essa cir- culação oceânica é tão profunda que se- quer chega a sofrer influência da atmosfe- ra e é composta de dois tipos de corrente oceânica: as que são bastante profundas e as que são menos profundas,ditas “de superfície”. A extensão da Corrente do Golfo no Atlântico Norte é uma dessas corren- tes oceânicas, e seu ciclo ocorre mais ou menos assim: a Corrente do Golfo, que vai da Linha do Equador (onde as águas são quentes e mais salgadas) em direção ao Polo Norte, transporta o calor para toda a Europa Ocidental. Ao chegar ao Mar da Noruega, a água da Corrente do Golfo (mais quente e mais salgada) encontra as águas frias e menos salgadas vindas do polo e, por sua maior densidade, desce em direção às profundezas do oceano, for- mando uma corrente bastante profunda. Esta se dirige novamente à Linha do Equa- dor costeando a América do Norte, e, lá chegando, as águas frias, menos salga- das e menos densas, sobem à superfície, onde se aquecem e completam o circuito da Corrente do Golfo. As condições climáticas e meteoro- lógicas na Europa dependem, em gran- de medida, dessa corrente, que transpor- ta calor das costas da Flórida para o norte da Europa, passando pela Islândia, pelas Ilhas Faroé e pelo norte da Noruega. Nes- ses locais do Oceano Atlântico, a atmosfe- ra é aquecida pela Corrente do Golfo, o ar quente sopra por toda a Europa pelos ven- tos do oeste e faz com que a Europa tenha invernos mais temperados. ANOTAÇÕES ME_GC_2022_9A_05.indd 118 20/07/2021 11:51:55 1199o ano | Ensino Fundamental 1199o ano | Ensino Fundamental O clima temperado continental mais afasta- do do litoral é caracterizado por forte ampli- tude térmica anual. Durante o ano, o verão é quente e úmido; e o inverno, rigoroso devido à atuação das massas de ar polares. A vegetação das áreas de clima temperado foi bastante devasta- da pela ação humana e se limita atualmente a pequenas reservas. Nas faixas onde predomina o clima temperado oceânico, encontra-se uma vegetação originalmente composta por florestas temperadas, forma- da por coníferas e árvores caducifólias; e, nas faixas de clima tempe- rado continental, pode-se encontrar vasta extensão de estepes (na parte mais seca) e de pradarias (na parte mais úmida). Na região localizada entre o Mar Cáspio e o Mar Negro, ocorre o clima semiárido, a leste, com médias térmicas de 22 oC no verão e em torno de 1 oC no inverno. As chuvas são bem distribuídas duran- te o ano, mesmo com o baixo índice de ocorrência. A formação vegetal presente nas áreas de clima semiárido são as estepes, em que predominam plantas rasteiras, como as dos campos sulinos brasileiros. Nesse tipo de vegetação, encontra-se um dos solos mais férteis do Planeta, o tchernozion, que é bastante aproveitado na atividade agrícola, especialmente no cultivo de trigo, por causa da neve que o recobre durante certo período do ano, garantindo sua fertilidade. Praia no Mar Cáspio, onde ocorre o clima semiárido. O clima mediterrâneo (seco no verão e chuvoso no inverno) ocorre nas vizinhanças do Mar Mediterrâneo, ao extremo sul, com média tér- mica superior a 20 oC. Essa região abrange a Itália, a Grécia, Portugal, Espanha e o sul da França e sofre a influência dos ventos do Saara, que tornam o clima mais quente e seco no verão e causam precipitações concentradas no outono e no inverno. As temperaturas podem atingir índices bastante elevados. Já os invernos são suaves e muito chuvosos. Clima temperado mediterrâneo. 80 60 0 40 20 -10 200 180 160 140 120 100 100 90 80 70 60 50 40 30 20 0 10 �10 J Meses F M A M J J A S O N D Kiev (Ucrânia)Precipitações Temperaturas 80 60 0 140 40 20 120 100 J Meses F M A M J J A S O N D Múrcia Espanha( )Precipitações Temperaturas 0 10 20 30 Ar to gr ap hy /S hu tt er st oc k. co m GC_2022_9A_05.indd 119 20/07/2021 10:25:39 ME_GC_2022_9A_05.indd 119 20/07/2021 11:51:55 120 9o ano | Ensino Fundamental 120 9o ano | Ensino Fundamental A vegetação característica das áreas de clima mediterrâneo é a arbustiva. Também chamada de vegetação mediterrânea, ela é composta por densas e descontínuas moitas de arbustos, os maquis (comuns em locais de solo arenoso), e moitas de pequenos carvalhos e alecrim, os garrigue (comuns em terrenos calcários). O clima frio de alta montanha é caracterizado pelo frio cons- tante. As temperaturas são baixas, tanto no inverno quanto no verão. À medida que se elevam as altitudes, a vegetação de montanha for- mada por líquens, musgos, gramíneas e arbustos vai se escasseando. Essa vegetação de altitude ocorre nos Alpes, na Cordilheira Escandi- nava e na Cordilheira do Cáucaso. O clima polar só é encontrado no extremo norte da Europa nas vizinhanças do Oceano Glacial Ártico. Apresenta inverno longo e ri- goroso, que alcança uma média de –30 oC no mês de janeiro, e verão curto, que dura cerca de dois meses e registra temperatura média de 5 °C. Por conta dos rigores climáticos, a presença humana é peque- na, atingindo uma densidade demográfica inferior a 10 hab./km2, com exceção de algumas capitais, como Oslo (Noruega), Estocolmo (Suécia) e Helsinque (Finlândia), e de planícies voltadas para o Mar Báltico e o Golfo de Bótnia, onde a densidade demográfica aumen- ta para até 50 hab./km2. Os tipos vegetal presentes no extremo norte, onde predomina o clima polar, são a Tundra (vegetação rasteira que suporta tempe- raturas muito baixas e solos congelados quase todo o ano e ocorre nas terras da Noruega, Suécia e Finlândia) e a Floresta Boreal (que ocorre ao sul da Tundra, em regiões de clima frio, onde predominam as coníferas e os pinheiros). Clima frio de alta montanha. Clima polar. Floresta de Coníferas, que, em sua maioria, possuem as folhas em forma de agulhas lon- gas e finas. Como vemos, as formações vegetais europeias são bastante diver- sificadas, e sua constituição está diretamente influenciada por diversos fatores, especialmente o clima das regiões em que elas se encontram. 180 150 120 90 60 30 0 90 75 60 45 30 15 0 �15 J Meses F M A M J J A S O N D Sonnblick (Áustria)Precipitações Temperaturas 100 80 60 40 200 180 160 140 120 100 90 80 70 60 50 40 �10 30 �20 20 �30 10 �40 0 �50 J Meses F M A M J J A S O N D Eismitte (Groenlândia)Precipitações Temperaturas 20 0 De po si tp ho to s GC_2022_9A_05.indd 120 20/07/2021 10:25:40 ME_GC_2022_9A_05.indd 120 20/07/2021 11:51:56 1219o ano | Ensino Fundamental 1219o ano | Ensino Fundamental Os problemas ambientais do continente europeu Apesar dos rigorosos esquemas de proteção ao meio ambiente que os go- vernos e as organizações internacionais têm criado, como reciclagem de resí- duos sólidos urbanos, proibição da fabricação de CFCs e do uso de gasolina com chumbo, o avanço industrial de muitos países europeus continua provocando vários problemas ambientais em todo o continente. Dentre os mais graves, des- tacamos: a chuva ácida, a desertificação, a exploração de recursos pesqueiros, os resíduos nucleares e a destruição da vegetação nativa. Trópico de Câncer Trópico de Capricórnio Círculo Polar Antártico Linha do Equador 150 o 150 o 180 o 180 o 120 o 120 o 90 o 90 o 60 o 60 o 30 o 30 o 0 o Oceano Atlântico Oceano Pacífico Oceano Pacífico Oceano Índico Oceano Glacial Ártico Oceano Glacial Antártico Menos de 0,5 De 0,5 a 1,5 De 1,5 a 3,5 De 3,5 a 7 De 7 a 17 Mais de 17 Sem dados Círculo Polar Ártico Observe no planisfério a situação dos países europeus com relação à emissão de dióxido de carbono na atmosfera. • Chuva ácida: por conta do grande desenvolvimento industrial da Europa, es- pecialmente na Alemanha, a natureza sofreu inúmeros prejuízos, como a po- luição dos rios, o desmatamento das florestas e a emissão de grande quanti- dade de dióxido de carbono na atmosfera, provocada pela queima de com- bustíveis fósseis, como por exemplo, carvão mineral e petróleo. Quando os gases liberados pelas indústrias e pelo escapamento dos veículos se combi- nam com a umidade existente no ar, ocorre um aumento na acidez da água da chuva, o que acaba prejudicando a vegetação: as plantasqueimam, o solo fica mais ácido, e as águas dos rios e lagos sofrem danos que levam os peixes à morte. Além de afetar a natureza, a chuva ácida também prejudica a preser- vação dos patrimônios culturais da humanidade, uma vez que danifica cons- truções e monumentos históricos. As florestas sofrem bastante com a chuva ácida no continente eu- ropeu, principalmente por causa da intensa industrialização. Ku tt el va se ro va S tu ch el ov a/ Sh ut te rs to ck .c om Planisfério: emissão de dióxido de carbono 0 2.444 km 4.888 km N S LO GC_2022_9A_05.indd 121 20/07/2021 10:25:41 ME_GC_2022_9A_05.indd 121 20/07/2021 11:51:57 122 9o ano | Ensino Fundamental 122 9o ano | Ensino Fundamental • Desertificação: destruição gradativa do solo causada por constantes in- cêndios e pela ação humana. No sul da Europa, grandes áreas florestais têm sido exterminadas. • Exploração de recursos pesqueiros: ocorre principalmente no Atlântico e no Mediterrâneo, e sua ação indiscriminada pode levar à extinção várias espécies de peixes, como o bacalhau. • Resíduos nucleares: provêm de reatores nucleares e são utilizados como geradores de energia. Em países como a França, as usinas nucleares res- pondem por cerca de 80% da energia produzida. Uma usina termonuclear tem vida média de cinquenta anos e, quando desativada, deve ser manti- da isolada por aproximadamente 250 anos. Já os resíduos de urânio, ex- tremamente radioativos, podem ocasionar verdadeiros desastres ambien- tais se não forem corretamente isolados e armazenados. Os franceses cos- tumam depositá-los no fundo do Oceano Pacífico. Apontadas como solução mais imediata para combater o aque- cimento global, as usinas termo- nucleares deixam um legado pe- rigoso para as próximas gera- ções: o lixo radioativo, que pre- cisa ficar isolado por séculos. Depositphotos O desastre de Chernobyl Em 1986, nas primeiras horas do dia 26 de abril, ocorreu na Usina Nuclear de Chernobyl, na Ucrâ- nia (país que pertencia à ex-União Soviética), o pior acidente nuclear da história da humanidade. Um dos reatores da usina explodiu e gerou uma nuvem radioativa que arrasou a região e se espalhou por vários países da Europa Central. Essa liberação radioativa foi quatrocentas vezes mais arrasadora que a bomba que atingiu Hiroshima. A explosão matou inúmeras pessoas, algumas de forma imediata e ou- tras ao longo dos anos, em razão das sequelas deixadas pela radiação. Houve evacuação das regiões si- tuadas em um raio de 30 quilômetros da central de Chernobyl (que se transformou numa “cidade fan- tasma”), e, até hoje, a população local apresenta elevados índices de leucemia e de mortalidade infantil. Um dos grandes desafios para o uso dessa fonte energética está em como estocá-la ou que destino dar ao lixo nuclear, durável por milhões de anos, sem prejudicar a população do Planeta. Moldávia Romênia Rússia Belarus Polônia Mar Negro Ucrânia Odessa Kiev Chernobyl Reator 4 da Usina Nuclear de Chernobyl, em 2009. Depois do acidente, a região se transformou numa “cidade fantasma”. Se rg ey K am sh yl in /S hu tt er st oc k. co m 0 182 km 364 km N S LO GC_2022_9A_05.indd 122 20/07/2021 10:25:42 ME_GC_2022_9A_05.indd 122 20/07/2021 11:51:57 1239o ano | Ensino Fundamental 1239o ano | Ensino Fundamental • Destruição da vegetação nativa: causada principalmente por incêndios florestais que dizimam plan- tas e também espécies animais típicas do continente, como o lince e o bisonte europeu. O maior de- safio ambiental para os países do continente europeu atualmente é reduzir os níveis de emissão de gases como o CO2, que contribuem para o aquecimento global, sem comprometer o desenvolvimen- to industrial e econômico. Floresta destruída na República Tcheca. Ja ro sl av M ac ha ce k/ Sh ut te rs to ck .c om Crateras misteriosas surgem e causam espanto na Rússia A Península de Yamal, na Rússia, tem viven- ciado, desde 2014, um fenômeno misterioso que intriga habitantes locais. Várias crateras têm sido descobertas na região, somando até agora 17 bu- racos imensos. A mais recente foi encontrada por uma equipe de reportagem da emissora russa de TV Vesti Yamal enquanto o grupo retornava de uma viagem de ne- gócios em julho. De acordo com cientistas, ela tem cerca de 50 m de profundidade. Para Vasily Bogoyavlensky, Doutor em Ciên- cias Técnicas e membro correspondente da Aca- demia Russa de Ciências, "este objeto é único". [...] O que explicaria isso? A explicação, entretanto, pode não ser tão emocionante quanto muitos internautas espe- ram nas redes sociais. [...] De acordo com Alvaro Crósta, geólogo e professor do Departamento de Geologia e Re- cursos Naturais do Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), essa cratera deve ter surgido de forma natural devido a um acúmulo de gases no permafrost, solo que passa todo o ano congelado e que cobre 25% da superfície terrestre do Hemisfé- rio Norte. Um clima mais quente na região faz com que esse gelo do permafrost derreta e fique mais frágil, gerando uma pressão nesse bolsão de gases e, com isso, uma explosão. Mesmo a ex- plicação sendo mais simples, isso não deixa de ser preocupante. APROFUNDAR PARA CONHECER GC_2022_9A_05.indd 123 20/07/2021 10:25:42 LEITURA COMPLEMENTAR Os lobos de Chernobyl estão deixando seu lar e isso pode representar um grande perigo O acidente na Usina Nuclear de Cher- nobyl aconteceu em 1986, mas teve dimen- sões tão grandes que existem rastros até hoje, 32 anos depois. Um dos únicos acidentes clas- sificado como de nível 7, de acordo com a Es- cala Internacional de Acidentes Nucleares. A explosão de um dos reatores da in- dústria, além de espalhar grandes níveis de radioatividade, que contaminaram uma ex- tensa região, causou também a morte de 31 pessoas. Isso, sem mencionar aquelas que morreram em decorrência da grande expo- sição à radiação. Uma área de 30 km ao redor da usina foi evacuada, por questões óbvias de seguran- ça. No entanto, o mesmo não ocorreu com os animais que habitavam naquela região. O que tem ocorrido é que se notou uma considerável expansão da vida selvagem no local. Outro fator notado por pesquisa- dores é que esses animais, que podem ter genes mutantes causados pela radiação, estão viajando para outros locais fora da área evacuada. Lobos de Chernobyl Uma equipe de pesquisadores decidiu rastrear um dos lobos da região e acompanhar seu caminho. Para entender melhor esse pro- cesso de migração e também saber dos efei- tos e das consequências causados por ele. O animal rastreado viajou cerca de 369 quilôme- tros fora da zona em quarentena. O que acontece é que a mistura de animais de dentro da zona evacuada com os que estão de fora tem causado muta- ções genéticas. Essas mutações não criam um tipo de “lobo zumbi mutante” ou ani- mais que brilham. Não é nada muito bizar- ro, mas não se sabe ao certo de que forma isso poderia impactar na natureza ou na evolução daquela espécie. De acordo com os pesquisadores res- ponsáveis pelo estudo, a maioria das mu- tações é imperceptível a olho nu. Já que a maioria das alterações ocorrem nos pa- drões genéticos do animal. É possível que essas mutações sejam na verdade benéfi- cas à espécie. Entretanto, ainda não é pos- sível afirmar isso. É necessário seguir com as pesquisas para entender melhor os efei- tos dessas mudanças. Não são apenas os lobos O estudo em específico foi focado nos lobos da região, mas esse processo de mi- gração e mistura de genes ocorre também com outras espécies que habitam a área evacuada. Os lobos foram escolhidos por- que os cientistas estavam curiosos para en- tender o porquê da densidade da popula- ção crescer tão rápido. A zona em que os lobos cinzentos habitam é 7 vezes mais densa que aquelas fora dessa região. Outro ponto importante de ser escla- recido é que essas mutações ocorrem inde- pendentemente da exposição à radiação. Por inúmeros outros fatores.No entanto, a exposição a esses elementos modificou a forma como isso tem ocorrido e acelerou o processo. Ainda assim, mesmo que os lobos cinzentos saiam da zona de contato com a radiação, os pesquisadores afirmaram que as mutações continuarão a ocorrer. Disponível em: https://www.fatosdesconhecidos.com. br/os-lobos-de-chernobyl-estao-deixando-seu-lar-e- -isso-pode-representar-um-grande-perigo/. Acesso em: 13/09/2018. ME_GC_2022_9A_05.indd 123 20/07/2021 11:51:58 124 9o ano | Ensino Fundamental 124 9o ano | Ensino Fundamental “É um problema bem sério porque essa explosão libera uma grande quantidade de carbono e metano na atmosfera, o que acaba contribuindo com o desequilíbrio do clima do Planeta”, afirma Crósta. Disponível em: https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2020/09/03/crateras-misteriosas-surgem-e-causam-espanto-na-russia-entenda-fenomeno.htm. Acesso em: 08/03/2021. EXERCITANDO O QUE APRENDEMOS 1. Se levássemos em conta apenas os aspectos físicos, a Europa não seria considerada um continente. Explique por quê. 2. Considerando os aspectos políticos, econômicos e ideológicos, como se divide o continente europeu? 3. Qual a localização do continente europeu, considerando os principais paralelos, hemisférios, zonas térmicas e os oceanos? Sugestão de resposta: Levando em conta os aspectos físicos, a Europa tem uma extensão territorial muito pequena. No entanto, por causa da imensa influência que sua cultura exerceu e ainda exerce no mundo, ou seja, pela perspectiva histórico-social, mais relevante que a física, que leva em consideração as fortes di- ferenças, inclusive culturais, existentes entre os europeus e os asiáticos, ela é considerada um continente. Sugestão de resposta: Divide-se em Europa Ocidental (ou do Oeste), onde prevalecem os países capita- listas e, em Europa Oriental (ou do Leste), onde prevaleciam os países socialistas europeus. Sugestão de resposta: O continente é atravessado pelo Meridiano de Greenwich (0°) e, ao lado norte, pelo Círculo Polar Ártico. Localiza-se totalmente no Hemisfério Norte e possui terras nos hemisférios Ociden- tal e Oriental. Encontra-se na zona temperada do norte (maior parte) e na Zona Polar Ártica; e é banha- do pelos oceanos Atlântico e Glacial Ártico. 4. Sobre o relevo do continente europeu, assinale a sequência correta. I Maciços antigos II Planícies centrais III Cordilheiras recentes ( ) Montanhas jovens e de elevada altitude das quais as principais são os Pirineus, os Cárpatos, os Apeninos, os Bálcãs e a Cadeia do Cáucaso. ( ) Montanhas muito antigas, que se situam no norte e no leste do continente, entre as quais se desta- cam os Montes Urais e os Alpes Escandinavos. ( ) Situadas na região central do continente, possuem terras muito férteis. A sequência correta é: a. I, III e II. b. II, I e III. c. III, II e I. d. III, I e II. III I II GC_2022_9A_05.indd 124 20/07/2021 10:25:42 INDICAÇÕES PARA APROFUNDAMENTO MAGNOLI, Demétrio. União Europeia: história e geopolítica. São Paulo: Moder- na, 1994. ROUGERIE, G. Geografia das paisagens. São Paulo: Difel, 1971. SANTOS, Milton. O novo mapa do mundo: fim de século e globalização. 3. ed. São Paulo: Hucitec-Anpur, 1997. TRICART, Jean. A terra, planeta vivo. Lisboa: Presença/Martins Fontes, 1978. TROPPMAIR, Helmut. Biogeografia e meio ambiente. Rio Claro: Graff Set, 1987. ANOTAÇÕES ME_GC_2022_9A_05.indd 124 20/07/2021 11:51:58 1259o ano | Ensino Fundamental 1259o ano | Ensino Fundamental 5. Analise a importância dos rios para o desenvolvimento econômico europeu. 6. Os rios da Europa tiveram muita importância na ocupação desse continente, bem como para o seu de- senvolvimento, visto que muitos desses rios são navegáveis. Os maiores rios da Europa são: a. o Volga, o Danúbio e o Reno. b. o Amazonas e o Nilo. c. o Mississipi e o Nilo. d. o São Francisco, o Sena e o Amazonas. 7. Explique por que o Rio Danúbio pode ser chamado de transeuropeu. 8. Qual o clima predominante no continente europeu e em que áreas ele se apresenta mais quente ou mais frio? 9. O norte e o noroeste europeu deveriam apresentar climas extremamente rigorosos, especialmente no inverno, por sua proximidade com o Círculo Polar Ártico, o que não ocorre. Isso se deve à Corrente do Golfo que atravessa o Oceano Atlântico. Descreva a atuação dessa corrente e sua influência no clima da Noruega, da Escandinávia e das Ilhas Britânicas. Sugestão de resposta: Os rios ocupam dois terços do continente europeu. A maioria deles é de pequena ex- tensão territorial, percorrendo grandes planícies. Embora sejam pequenos, eles desempenham importan- tes papéis na economia europeia, pelo potencial turístico, por caracterizarem vias de transporte importan- tes ou, ainda, por produzirem energia térmica (com destaque para as nascentes nas montanhas alpinas). Sugestão de resposta: No continente europeu, o Rio Danúbio é o segundo em extensão, superado somen- te pelo Rio Volga. Em seu trajeto, o Danúbio percorre boa parte da Europa, passando por três capitais de países: Viena (Áustria), Budapeste (Hungria) e Belgrado (Sérvia). Além desses países, a bacia do Danúbio ocupa territórios da Alemanha, Eslováquia, Croácia, Moldávia, Bulgária, Romênia e Ucrânia. Sugestão de resposta: Predomina o clima temperado, sendo mais quente na parte meridional ou sul do continente (nas terras voltadas para o Mar Mediterrâneo, com verões secos e invernos chuvosos) e mais frio ao norte, na parte central e nas áreas de elevada altitude. Sugestão de resposta: A corrente marinha que passa pelo litoral atlântico da Europa Ocidental é quen- te devido ao fato de se originar no Golfo do México. Em geral, as regiões litorâneas banhadas por corren- tes quentes tendem a ter maior umidade e menor amplitude térmica, com invernos mais amenos, como ocorre nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia. Nesses locais, se não houvesse a influência dessa corrente litorânea, os climas seriam muito mais rigorosos, levando em conta sua localização geográfica, ou seja, de latitudes elevadas. GC_2022_9A_05.indd 125 20/07/2021 10:25:43 ME_GC_2022_9A_05.indd 125 20/07/2021 11:51:58 126 9o ano | Ensino Fundamental 126 9o ano | Ensino Fundamental 10. Quais os principais aspectos que influenciam a formação das paisagens europeias? Sugestão de resposta: Latitude, extensão do litoral, formas de relevo, influência da Corrente do Golfo e disposição das montanhas na porção sul e massas de ar frio ao norte. 11. Aponte o clima que predomina: a. Nas regiões vizinhas ao mar, a oeste: b. Na parte central, bem como na continental ou leste: c. Na região localizada entre o Mar Cáspio e o Mar Negro, a leste: d. Nas vizinhanças do Mar Mediterrâneo, ao extremo sul: e. Nas vizinhanças do Oceano Glacial Ártico, ao norte da Europa: Clima temperado oceânico. Clima temperado continental. Clima semiárido. Clima mediterrâneo. Clima polar. 12. Descreva o tipo de vegetação europeia existente nas áreas de: a. Clima temperado oceânico: b. Clima temperado continental: c. Clima semiárido: d. Clima mediterrâneo: e. Clima polar: Vegetação originalmente composta por florestas temperadas, formada por coníferas e árvores caducifólias. Vasta extensão de estepes e de pradarias. Estepes em que predominam plantas rasteiras, como as dos campos sulinos brasileiros. Arbustiva, composta por densas e descontínuas moitas de arbustos e moitas de pequenos carvalhos e alecrim. Tundra e a Floresta Boreal. 13. De acordo com o texto, o avanço industrial de muitos países europeus continua provocando vários problemas ambientais em todo o continente. Cite alguns deles. Sugestão de resposta: A chuva ácida, a desertificação, a exploração de recursos pesqueiros, os resíduos nucleares e a destruição da vegetação nativa. PREPARANDO-SE PARA O VESTIBULAR/ENEM 1. (UPE) “Há na superfície oceânica uma corrente que transporta águas quentes e salinas para o nordeste do Atlântico. O calor que ela liberapara a atmosfera aquece a Europa Ocidental, constituindo fundamental im- portância para o andamento do tempo nesse continente. Perdendo calor, a água se esfria, mistura-se com as GC_2022_9A_05.indd 126 20/07/2021 10:25:43 ME_GC_2022_9A_05.indd 126 20/07/2021 11:51:59 1279o ano | Ensino Fundamental 1279o ano | Ensino Fundamental 2. Leia os textos. 3. Atualmente, mais de três quartos da população euro- peia vivem nas cidades, cuja história se reflete em suas estruturas: geralmente o centro abriga casarões antigos e históricos, e a periferia é ocupada por bairros residen- ciais e polígonos industriais. O fato de que na Europa predomina a população urbana se deve: 4. Observe a charge: Pai, o que são chuvas ácidas? A chuva ácida é um problema ambiental que afeta muitos países do mundo. A chuva ácida na Europa, além de problemas de saúde, causa: a. o surgimento de novas florestas, substituindo as devastadas. b. corrosão de peças de arte expostas ao ar livre e a morte de florestas inteiras. c. uma maior produtividade agrícola, satisfazen- do aos anseios de seus proprietários. d. a diminuição de gases poluentes na atmosfera. águas mais frias de origem ártica e se torna tão densa que acaba afundando...” Esse texto está se referindo à: a. Contracorrente Sul-Equatorial. b. Corrente Kuro Sivo. c. Corrente El Niño Atlântico. d. Corrente do Golfo. e. Corrente Quente do Brasil. a. ao aumento da produção agrária em toda a Europa, o que levou a população a trabalhar no campo e morar nas cidades. b. a falta de investimentos em tecnologia em mui- tos países europeus. c. a Revolução Industrial, que fez com que boa parte da população europeia saísse do campo e passasse a morar nas cidades. d. ao crescimento desordenado das principais ci- dades europeias que trazem transtornos à popula- ção, principalmente no que se refere ao transporte coletivo. O tipo climático onde tradicionalmente se verifica essa grande variação de temperatura entre as es- tações do ano é o: II. “A onda de frio na Europa já matou 28 pes- soas. A nevasca que atinge do Reino Unido à Lituânia fez com que houvesse a suspensão de milhares de voos e prejudicou as viagens de trens. Estradas estão bloqueadas. Na Polônia, os termômetros chegaram a registrar –33 °C.” Fonte: www.g1.com.br, dezembro de 2010. I. “Em países como a Bélgica, a França e Por- tugal, a temperatura chegou à casa dos 40 °C, e a população precisou buscar maneiras de se refrescar. Parques, especialmente aqueles com fontes, têm sido o destino de muitos morado- res. A idosos e crianças tem sido recomendado não sair às ruas nos horários de calor mais in- tenso para evitar problemas de saúde.” Fonte: www.terra.com.br, julho de 2010. Adaptado. a. Equatorial. b. Tropical. c. Semiárido. d. Polar. e. Temperado. GC_2022_9A_05.indd 127 20/07/2021 10:25:43 ME_GC_2022_9A_05.indd 127 20/07/2021 11:51:59