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Capítulo 5
Europa: regionalização e aspectos físicos
Capítulo 6
Europa: população e espaço de produção
Capítulo 7
Leste Europeu
Capítulo 8
Rússia e CEI
Capítulo 9
Europa: integração e conflitos
EUROPA – CONTINENTE DE CONTRASTES
 
 
 
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106 9o ano | Ensino Fundamental
106 9o ano | Ensino Fundamental
Capítulo
 Europa: um continente? 
 O relevo europeu 
 A hidrografia europeia
 O clima e as paisagens
 Os problemas ambientais do continente 
europeu
5eyetronic/AdobeStock.com
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(EF09GE07) Analisar os componen-
tes físico-naturais da Eurásia e os de-
terminantes histórico-geográficos de 
sua divisão em Europa e Ásia.
(EF09GE14) Elaborar e interpre-
tar gráficos de barras e de setores, 
mapas temáticos e esquemáticos 
(croquis) e anamorfoses geográficas 
para analisar, sintetizar e apresentar 
dados e informações sobre diversi-
dade, diferenças e desigualdades so-
ciopolíticas e geopolíticas mundiais.
(EF09GE17) Explicar as característi-
cas físico-naturais e a forma de ocu-
pação e usos da terra em diferen-
tes regiões da Europa, da Ásia e da 
Oceania.
BNCC Habilidades 
trabalhadas no 
capítulo
CONSIDERAÇÕES
SOBRE O CAPÍTULO
Estudaremos, neste capítulo, os inú-
meros contrastes que caracterizam, de 
forma marcante, a Europa. Esses contras-
tes físicos, histórico-sociais e econômicos 
vão desde a sua definição como continen-
te e sua diversidade natural (presente no 
relevo, no clima, na hidrografia e na vege-
tação) até as contradições no crescimen-
to, na distribuição e no desenvolvimento 
populacional. 
A questão populacional é, inclusive, 
fortemente relacionada aos fluxos migra-
tórios, tanto positiva quanto negativamen-
te, já que tais fluxos são responsáveis pelo 
crescimento da população, mas também 
são o objeto de desavenças entre os euro-
peus que consideram a entrada dos imi-
grantes uma ameaça às suas oportunida-
des de emprego e à sua própria cultura, ge-
rando uma grande onda de xenofobismo 
na Europa. 
Veremos também os principais proble-
mas ambientais que assolam o continente 
europeu, apesar das iniciativas de preser-
vação desenvolvidas atualmente, e como a 
pobreza atinge também os países ricos, in-
fluenciando consideravelmente seu desen-
volvimento socioeconômico.
OBJETIVOS
DIDÁTICOS
•	Estudar o continente europeu, enfati-
zando seus contrastes físicos, histórico-
-sociais e econômicos. 
•	Conhecer e compreender os fatores que 
fazem da Europa um continente, e não ape-
nas uma península. 
•	Conhecer as características do relevo, 
do clima, da hidrografia e da vegetação do 
continente europeu. 
•	Apontar e explicar os principais proble-
mas ambientais (chuva ácida, desertifica-
ção, exploração de recursos pesqueiros, re-
síduos nucleares e destruição da vegetação 
nativa) que assolam o continente europeu 
e sua influência sobre o desenvolvimento 
socioeconômico.
ANOTAÇÕES
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1079o ano | Ensino Fundamental
1079o ano | Ensino Fundamental
EUROPA: 
REGIONALIZAÇÃO E 
ASPECTOS FÍSICOS
Neste capítulo, trataremos de um dos mais fascinantes continentes do mundo: a Europa. 
Ocupando uma área de pouco mais de 10.500.000 quilômetros quadrados, o que se conven-
cionou chamar de continente europeu pode ser considerado, do ponto de vista da geografia 
física, uma península do continente asiático. Aliás, os dois juntos são chamados de Eurásia. Seus 
inúmeros contrastes se manifestam tanto no aspecto físico quanto no aspecto populacional e se 
refletem, paralelamente, em seu progresso e em suas principais dificuldades em continuar se de-
senvolvendo. Estudaremos aqui o relevo, a hidrografia, o clima e as paisagens bastante peculiares 
do continente, além dos problemas ambientais que o atingem. 
Europa: um 
continente? 
A Europa, também conhecida como Velho 
Mundo, apresenta diversas peculiaridades, a co-
meçar por sua própria definição. Se, por uma pers-
pectiva física ou geológica, ela é apenas uma pe-
nínsula da Ásia, por uma perspectiva histórico-so-
cial, a Europa é, na verdade, um continente. Isso 
se justifica por conta da imensa influência que sua 
cultura exerceu e ainda exerce no mundo.
Nos séculos XV e XVI, partiram do continente europeu várias embarca-
ções com o objetivo de ampliar o comércio para outras regiões do Pla-
neta, começando o processo de globalização comercial.
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CONCEITOS 
PRINCIPAIS
Europa: contrastes físicos, histórico-
-sociais e econômicos; diversidade natu-
ral; população europeia; fluxos migrató-
rios; xenofobismo; problemas ambien-
tais; pobreza; países ricos; desenvolvi-
mento socioeconômico; posição geográ-
fica do continente europeu; diversidade 
cultural; desemprego.
CONCEITOS
COMPLEMENTARES
Relevo; Corrente do Golfo; clima (tem-
perado, semiárido, mediterrâneo, polar); 
hidrografia; vegetação/ paisagens; cresci-
mento demográfico, distribuição e desen-
volvimento populacional; chuva ácida; de-
sertificação; exploração de recursos pes-
queiros; resíduos nucleares; destruição da 
vegetação nativa.
CONSIDERAÇÕES
SOBRE O CAPÍTULO
•	Professor, estudar os contrastes do con-
tinente europeu é um assunto muito in-
teressante e rico, especialmente porque 
tais contrastes se manifestam em vários 
aspectos. Procure explorar bastante essa 
diversidade, que é natural e também cul-
tural, por meio de ilustrações, exemplos 
e comparações. 
•	Lembre a eles que os termos norte, ou 
setentrional; sul, ou meridional; leste, ou 
oriental; e oeste, ou ocidental, são sinôni-
mos. Explique-lhes, também, que o conti-
nente europeu está inteiramente localiza-
do no Hemisfério Norte e que apenas Por-
tugal (no continente), Irlanda e Islândia 
(ilhas oceânicas) se localizam no Hemisfé-
rio Ocidental. Parte desses países se situa 
em alta latitude, pois são “cortados” pelo 
Círculo Polar Ártico, mas a maior parte da 
Europa se localiza em média latitude. 
ANOTAÇÕES
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108 9o ano | Ensino Fundamental
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 Além disso, essa cultura europeia, que faz parte da civilização ocidental, 
distingue-se consideravelmente das demais culturas mundiais, especialmen-
te da própria cultura asiática. Berço das antigas civilizações greco-romanas, 
a Europa difundiu e impôs seus valores socioculturais pelo mundo a partir 
de um intenso processo de colonização, no qual as tradições milenares pas-
saram a conviver com as constantes inovações tecnológicas da humanidade.
Após as mudanças ocorridas depois da Segunda Guerra Mundial, quando 
o mundo ficou dividido em países capitalistas (aliados dos Estados Unidos 
da América) e países socialistas (aliados da ex-União Soviética), a divisão da 
Europa se tornou também política, econômica e ideológica. Assim, os países 
capitalistas europeus passaram a compor a Europa Ocidental (ou do oeste) e 
os países socialistas europeus, a Europa Oriental (ou do leste). Mesmo com o 
fim da Guerra Fria, período que se convencionou chamar de disputa ideológi-
ca entre os dois sistemas econômicos, essa divisão das Europas permanece.
Ainda que, do ponto de vista geo-
gráfico, uma pequena parte da 
Turquia esteja localizada no su-
doeste da Europa (na península 
Balcânica), ela não é um país eu-
ropeu, porque sua tradição é re-
sultado de inúmeros valores cul-
turais asiáticos, especialmente os 
ligados à religião islâmica.
Mar Mediterrâneo
Turquia
Síria
Chipre
Líbano
Iraque
Grécia
Creta
Bulgária
Romênia
África
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Istambul
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Os Montes Urais são o fator geográfico que divide as porções europeia e asiática do território russo.
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Rússia
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Kichinev
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Baku
Yerevan
Bucareste
Tirana
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Budapeste
Bratislava
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Liubliana
Roma
MadriLisboa
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Sófia
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Bulgária
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Rússia
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Geórgia Azerbaijão
Armênia
Casaquistão
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Turquia
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Chipre
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IraqueSíria
Rússia Asiática
Entre os países mais ricos do mundo, quatro estão localizados na porção ocidental da Europa: Alemanha, França, Itália e Reino Unido, que, ao 
lado dos Estados Unidos, do Canadá e do Japão, formam o G7 (grupo dos países mais ricos e industrializados do Planeta).
Europa: político
Totalmente localizada no Hemisfério Norte, a Europa é cortada pelo Círculo Polar Ártico no extremo 
norte e apresenta parte de seu território na zona polar. Sua maior área continental, no entanto, encon-
tra-se na zona temperada do norte, onde há grande diversidade vegetal e predominância do clima tem-
perado. O continente europeu atravessa vários meridianos de oeste a leste, o que justifica os diversos 
fusos horários que possui.
As terras europeias não estão distribuídas de forma compacta, mas apresentam algumas fronteiras 
que as delimitam e separam do continente asiático: 
•	 Ao norte, pelo Oceano Glacial Ártico. 
•	 Ao sul, pelo Mar Mediterrâneo e pelo Mar Negro. 
•	 A oeste, pelo Oceano Atlântico. 
•	 A leste, pelo Rio Ural, pelos Montes Urais e pelo Mar Cáspio, sendo os dois últimos utilizados para definir 
a principal fronteira entre a Europa e a Ásia.
•	 A sudeste, pelas montanhas do Cáucaso, pelo Mar Negro e pelo Mar de Mármara (que se comunica 
0 224 km 448 km
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110 9o ano | Ensino Fundamental
110 9o ano | Ensino Fundamental
com o Mar Negro pelo Estreito de Bósforo e com o Mar Egeu por meio do Estreito de Dardanelos, na 
Turquia), outro limite com a Ásia.
O litoral extenso e recortado é constituído por um grande número de golfos, penínsulas, mares, fior-
des e outros acidentes geográficos, o que facilita a construção de portos e favorece o transporte maríti-
mo, inclusive entre regiões do próprio continente. Além disso, apresenta cinco grandes penínsulas: Ibé-
rica, Itálica, Balcânica, Escandinava e Jutlândia.
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Turquia Asiática
Chipre
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Rússia Asiática
Países Nórdicos
Europa Central
Península Ibérica
Países dos Bálcãs
Leste Europeu
Países Bálticos
Europa: regionalização
O relevo europeu
Cerca de dois terços do território europeu são formados por planícies com menos de 200 metros de alti-
tude. Seu relevo se divide em três tipos específicos:
•	 Planaltos, ou maciços antigos (montanhas muito antigas, situadas ao norte e ao leste da Europa), 
são as formações mais antigas da Terra. De modo geral, apresentam relevo extremamente desgastado 
pela ação das intempéries, portanto possuem altitudes bem modestas. Os maciços antigos correspon-
0 299 km 598 km
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1119o ano | Ensino Fundamental
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dem ao conjunto de montanhas que dominam o arquipélago britânico, os 
Montes Urais, Montes Apeninos, Meseta Espanhola e Alpes Escandinavos.
•	 Planícies centrais ocupam áreas muito férteis, situadas ao centro do con-
tinente europeu, constituídas de planícies e planaltos sedimentares erodi-
dos que dominam a região central; indo do norte da França (Grande Pla-
nície Europeia) até as planícies da Rússia (Planície Russa, Germano-Po-
lonesa e Planície Húngara).
•	 Cordilheiras recentes, ou dobramentos modernos, são formados por 
montanhas muito jovens e com elevadas altitudes, resultantes da con-
vergência de placas tectônicas, situadas ao sul das terras europeias. São 
exemplos de dobramentos modernos os Pirineus, os Cárpatos, os Apeni-
nos, os Bálcãs e a Cadeia do Cáucaso. Algumas dessas montanhas servem 
de importantes atrações turísticas no continente.
A construção de túneis e o exce-
lente sistema rodoviário e fer-
roviário do continente europeu 
permitem um fácil deslocamen-
to através das montanhas.
Em razão dessa recente formação geológica, os dobramentos modernos 
estão localizados na porção meridional (sul) e, por isso, estão sujeitos à ins-
tabilidade tectônica, que possibilita a ocorrência de terremotos e erupção de 
vulcões ainda em atividade, como o Etna, na Sicília. Semelhante atividade vul-
cânica ocorre intensamente na Islândia, onde existem cerca de 800 fontes de 
água quente, que jorram de norte a sul da ilha periodicamente, atingindo uma 
temperatura que varia de 75 °C a 100 °C. Essas águas termais, denominadas 
gêiseres, são bastante utilizadas na geração de energia para o aquecimento 
das casas e das estufas. O calor que elas retêm possibilita a produção agríco-
la que seria inviável no clima frio do país.
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112 9o ano | Ensino Fundamental
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O
 relevo europeu é caracterizado por baixas altitudes, possuindo diversas planícies situadas principalm
ente na porção central. O
 continente pode ser dividido em
 três grandes zonas: m
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na porção norte; planícies e planaltos sedim
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1139o ano | Ensino Fundamental
1139o ano | Ensino Fundamental
No continente europeu, encontramos ainda depressões absolutas, ou 
seja, terras mais baixas que o nível do mar. Essas depressões são encontra-
das próximo ao Mar Cáspio (entre Europa e Ásia) e na Holanda (Países Baixos), 
onde metade do território apresenta essa forma de relevo. Por conta disso, foi 
criado um projeto para evitar inundações e tornar essas terras baixas aprovei-
táveis para a atividade agropecuária, por meio de sistemas de drenagem por 
diques denominados pôlderes.
A hidrografia europeia
Uma interessante característica da hidrografia da Europa é que seus rios 
não se destacam por sua extensão, mas por seu grande volume de água e por 
sua importância social, política, econômica e cultural. A maioria são rios de 
pequena extensão. Dentre os cerca de 75 mil quilômetros de redes fluviais, 
43.500 são formados por canais, cujo percurso é feito nas extensas planícies 
que ocupam dois terços do território europeu. 
Essa densa rede hidrográfica apresenta inúmeros cursos de água, que se 
agrupam em cinco vertentes: 
•	 A do Ártico, com rios caudalosos, que congelam no inverno.
•	 A do Atlântico, onde se encontram os rios mais caudalosos do continen-
te, dentre os quais o rio navegável mais importante da Europa, muito uti-
lizado para navegação: o Rio Reno.
•	 A do Mediterrâneo, formada de rios de caudais pequenos e irregulares, 
excetuando-se o Ebro.
•	 A do Mar Negro, importante eixo de comunicação entre as porções central 
e leste do continente, com destaque para os rios Danúbio e Don.
•	 E a do Mar Cáspio, em que se destacam o Rio Volga e o Rio Ural.
Além de importantes eixos de integração, os rios e os mares europeus 
também favorecem a atividade pesqueira e a comercial.
Fiordes: o caminho das geleiras
Os fiordes são grandes entradas do mar ao 
redor de altas montanhas rochosas que se situam 
principalmente na costa oeste da península escan-
dinava e têm origem na erosão montanhosa oca-
sionada pelo gelo. Considerados um dos elemen-
tos geológicos mais fascinantes e representativos 
da paisagem nórdica, os fiordes se formaram nas 
eras glaciais há mais de 500 milhões de anos. Fiordes na Noruega.
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LEITURA
COMPLEMENTAR
O mar mais sujo do mundo 
Berço da civilização ocidental, o Mar 
Mediterrâneo banha 21 países e abriga 
praias e enseadas paradisíacas que atraem 
nada menos que 200 milhões de turistas 
por ano. Uma pesquisa recente conduzida 
pela Universidade de Exeter, na Inglaterra, 
e pela entidade ambientalista Greenpeace 
mostra que o Mediterrâneo ostenta tam-
bém uma credencial nada louvável — ele 
é o mais poluído dos mares do Planeta. O 
estudo calcula que, todo ano, 15 milhões 
de toneladas de detritos — principalmente 
garrafas e outras embalagens plásticas — 
são lançados nas areias e nas águas azuis 
das praias da Itália, da França e da Espa-
nha. Cerca de 30% desses detritos perma-
necem visíveis na superfície, e os demais 
70% são responsáveis por um enorme es-
trago na fauna. Focas e tartarugas confun-
dem os objetos plásticos com alimentos e 
os transformam em refeições. Calcula-se 
que 50 mil focas morram por ano dessa 
forma, número dez vezes superior ao das 
que são capturadas por caçadores. 
Com 46 mil quilômetros de costa den-
samente ocupados, o Mediterrâneo sofre 
também com 9 milhões de toneladas de 
resíduos industriais e domésticos não tra-
tados que chegam a suas águas todo ano. 
Nas cidades litorâneas da Itália, apenas 
63% da população está conectada a redes 
de tratamento de esgoto. Já a Grécia con-
tribui com 70% da poluição por produtos 
químicos utilizados na agricultura, lança-
dos em rios que deságuam no Mediterrâ-
neo. Os 220 mil navios que fazem rota em 
suas águas despejam nelas anualmente 
630 mil toneladas de petróleo, provenien-
tes tanto de acidentes como de operações 
de carga e descarga. 
Qualquer solução para tornar o Me-
diterrâneo menos poluído esbarra nas 
enormes diferenças econômicas e cultu-
rais dos países que ele banha. Uma legis-
lação para evitar a poluição dos rios que 
nele deságuam, por exemplo, teria de ser 
aprovada por nações tão díspares quanto 
Líbia e França, Espanha e Argélia. A Unep, 
agência da ONU para questões ambien-
tais, mantém um plano de ação para com-
bater a sujeira no Mediterrâneo, mas en-
contra dificuldade em conseguir dados ofi-
ciais de diversos países sobre as ativida-
des que geram poluição. Enquanto o plano 
não avança, torce-se para que os turistas 
façam sua parte.
Disponível em: https://goo.gl/srGFa5. Acesso em: 
13/09/2018.
ANOTAÇÕES
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114 9o ano | Ensino Fundamental
114 9o ano | Ensino Fundamental
Como vimos, as bacias hidrográficas europeias são interligadas por uma 
rede de canais, principalmente no centro e no oeste, que facilitam bastante a 
navegação. A seguir, veremos alguns rios de destaque na Europa:
•	 Volga: corta a Rússia e é o mais extenso rio europeu, com 3.700 km de 
extensão. Corre na planície russa e deságua no Mar Cáspio. Tem grande 
potencial hidrelétrico e é navegável em quase todo seu curso, no entan-
to sofre com congelamento no inverno, o que impossibilita sua utilização 
comercial durante o ano todo. No seu baixo curso, aproveita-se para irri-
gação artificial da agricultura.
•	 Danúbio: com 2.900 km, é o segundo em extensão, superado apenas pelo 
Volga. Nasce no planalto da Floresta Negra e deságua no Mar Negro, na 
divisa da Romênia com a Ucrânia. Possui grande importância geopolíti-
ca na Europa, pois atravessa, servindo muitas vezes como fronteira, nove 
países (Alemanha, Áustria, Hungria, Croácia, República Sérvia, Monte-
negro, Bulgária, Romênia e Ucrânia). É 75% navegável e, por conectar o 
centro e o sudeste da Europa, transportando pessoas e mercadorias, é de-
nominado como rio transeuropeu. Seu potencial hidrelétrico é aprovei-
tado por várias usinas instaladas em seu curso, e, ao longo de suas mar-
gens, existem diversos estaleiros.
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Mar Mediterrâneo
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Lago
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Mar Negro
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Círculo Polar Antártico
Oceano Glacial Ártico
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Volga
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Parte do trajeto do Rio Danúbio 
até o deságue no Mar Negro é 
usada para a navegação, pois corta 
cidades como Ulm, Ingolstadt, 
Ratisbona, Linz, Viena, Bratislava 
e Budapeste.
ognjent/Shutterstock.com
Europa: hidrografia
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0 222 km 444 km
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1159o ano | Ensino Fundamental
1159o ano | Ensino Fundamental
•	 Reno: origina-se nos Alpes e divide a França e a Alemanha, banha a Suíça e deságua no Mar do Norte, 
próximo à cidade de Roterdã, na Holanda, onde está o porto mais movimentado e mais importante 
da Europa, que leva o nome da cidade. Apesar de sua pequena extensão, o Reno possui grande im-
portância política, estratégica e econômica, sendo considerado o rio mais importante da Europa. In-
tegrando-se a outras hidrovias, forma uma rede que possibilita a conexão de várias áreas urbano-
-industriais europeias.
•	 Sena: é o rio mais importante da França. Corta a Região Metropolitana de Paris e deságua no Canal da 
Mancha, Reino Unido. É navegável, e sua importância econômica se encontra no turismo e no escoamen-
to da produção industrial.
•	 Tâmisa: é considerado o rio mais importante do Reino Unido, mais especificamente da Inglaterra. 
Corta a Região Metropolitana de Londres e deságua no Mar do Norte. Já foi extremamente poluído, 
mas, na última década do século XX, passou por importante processo de despoluição e constitui hoje 
um dos principais cartões-postais da cidade de Londres.
Existem áreas densamente povoadas nos vales desses e de outros rios europeus, como o Tejo (que atra-
vessa a Península Ibérica e passa por Lisboa), o Pó (rio mais importante da Itália) e o Ródano (França e Suíça).
Pegada hídrica
A pegada hídrica é um indicador do uso da água que analisa sua utilização de forma direta e 
indireta, tanto do consumidor quanto do produtor. A pegada hídrica de um indivíduo, uma comu-
nidade ou uma empresa é definida como o volume total de água doce que é utilizado para produzir 
os bens e serviços consumidos pelo indivíduo e pela comunidade ou produzidos pelas empresas. 
No mapa abaixo, podemos observar como o continente europeu é um dos maiores consumidores 
de água de nosso planeta, embora corresponda a uma pequena parcela da população mundial.
Pegada hídrica
(mm/yr)
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116 9o ano | Ensino Fundamental
116 9o ano | Ensino Fundamental
Por meio da leitura do mapa, po-
demos ter uma ideia geral dos cli-
mas e de sua relação com a paisa-
gem no continente europeu.
O clima e as paisagens
Na Europa, predominam os climas temperados, parcialmente ocasiona-
dos pela posição geográfica do continente: ao norte do Trópico de Câncer e 
próxima do Círculo Polar Ártico. Os climas europeus são mais quentes na parte 
meridional ou sul do continente (nas terras voltadas para o Mar Mediterrâneo, 
com verões secos e invernos chuvosos) e mais frios ao norte, na parte central 
e nas áreas de elevada altitude.
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Mar Negro
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Polar
Frio
Temperado
Subtropical
Mediterrâneo
Frio de montanha
Semiárido
A inter-relação entre clima e paisagem é bastante visível no continente euro-
peu. A formação das paisagens europeias se relaciona a uma série de aspectos, 
como latitude, extensão do litoral, formas de relevo, influência da Corrente do 
O continente europeu está completamente fora da zona intertropi-
cal, com terras situadas entre a latitude 34º e 80º de latitude norte, entre 
o Trópico de Câncer e o Círculo Polar Ártico.
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1179o ano | Ensino Fundamental
1179o ano | Ensino Fundamental
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Círculo Polar Ártico
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Norte
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ar Cáspio
Tundra
Floresta Boreal (Coníferas/Taiga)
Floresta Temperada e Subtropical
Vegetação mediterrânea
Pradarias
Vegetação de altitude
Regiões cultivadas
Golfo e disposição das montanhas na porção sul, onde os ventos que sopram do 
Deserto do Saara para o interior da Europa penetram com dificuldade. Na porção 
norte, ao contrário, as massas de ar frio (Ártica oceânica e Ártica continental) pe-
netram e atingem facilmente as planícies da porção central, provocando baixas 
temperaturas na região. Desse modo, podemos distinguir diferentes tipos de ve-
getação extremamente relacionados aos climas na Europa.
Floresta Boreal, ou de Coníferas, 
na Lapônia norueguesa.
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Europa: vegetação
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118 9o ano | Ensino Fundamental
118 9o ano | Ensino Fundamental
Nas regiões vizinhas ao mar, a oeste, os climas são mais úmidos (clima 
temperado oceânico) e, na parte central, bem como na continental, ou leste, 
são mais secos (clima temperado continental), ocorrendo maior variação 
anual da temperatura, com verão e inverno pouco rigorosos. De acordo com o 
avanço para o interior, a temperatura média nessas regiões diminui.
Os índices de chuvas são baixos, uma vez que a influência das massas de 
ar oceânicas é reduzida nessa área. As quatro estações têm os climas bem de-
finidos, ocorrendo neve e congelamento dos rios no inverno e calor intenso no 
verão, este último provocado especialmente pela Corrente do Golfo.
Floresta Temperada na Espanha. 
Como se trata de uma região for-
temente industrializada e urbani-
zada, boa parte da vegetação ori-
ginal foi retirada ainda no come-
ço do processo de industrializa-
ção europeu.
Michal Swoboda/Shutterstock.com
Corrente do Golfo
É uma corrente marítima quente originada no Golfo do México que 
aquece o ar nas áreas litorâneas e determina o aquecimento das águas 
do Atlântico Norte, em direção ao Reino Unido, próximo da Escócia, de-
finindo temperaturas mais amenas para os países como a Noruega, lo-
calizada em latitudes mais elevadas.
Essa corrente marítima possui uma camada superior mais aqueci-
da e que se movimenta para o norte, fornecendo calor para a atmosfera e 
contribuindo para amenizar o rigoroso inverno na Europa. Na Inglaterra, 
o aquecimento das águas ajuda a desenvolver uma vegetação subtropi-
cal e com maior diversidade na região sudoeste. O Mar da Noruega pode 
ser navegável durante todo o inverno, com intensa atividade portuária. Só 
para se ter uma ideia, o litoral da Suécia, por exemplo, não recebe o calor 
da Corrente do Golfo, por isso seus portos permanecem fechados duran-
te o inverno.
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DIÁLOGO COM
O PROFESSOR
Ao tratar da Corrente do Golfo, tente 
explicar, de forma mais detalhada, não 
somente como ocorre o fenômeno, mas 
também a sua influência no clima euro-
peu. Utilize o texto a seguir para enrique-
cer sua aula.
Na sua origem, a Corrente do Golfo 
é gerada, sobretudo, pela força dos ven-
tos, mas sua extensão no Atlântico Norte 
é fundamentalmente mantida pela circu-
lação termoalina, ou termosalina, que se 
refere à circulação oceânica global mo-
vida pelas diferenças de densidade das 
águas dos oceanos, resultantes de varia-
ções de temperatura ou salinidade em al-
guma região oceânica superficial. Essa cir-
culação oceânica é tão profunda que se-
quer chega a sofrer influência da atmosfe-
ra e é composta de dois tipos de corrente 
oceânica: as que são bastante profundas 
e as que são menos profundas,ditas “de 
superfície”. 
A extensão da Corrente do Golfo no 
Atlântico Norte é uma dessas corren-
tes oceânicas, e seu ciclo ocorre mais ou 
menos assim: a Corrente do Golfo, que vai 
da Linha do Equador (onde as águas são 
quentes e mais salgadas) em direção ao 
Polo Norte, transporta o calor para toda 
a Europa Ocidental. Ao chegar ao Mar da 
Noruega, a água da Corrente do Golfo 
(mais quente e mais salgada) encontra as 
águas frias e menos salgadas vindas do 
polo e, por sua maior densidade, desce 
em direção às profundezas do oceano, for-
mando uma corrente bastante profunda. 
Esta se dirige novamente à Linha do Equa-
dor costeando a América do Norte, e, lá 
chegando, as águas frias, menos salga-
das e menos densas, sobem à superfície, 
onde se aquecem e completam o circuito 
da Corrente do Golfo. 
As condições climáticas e meteoro-
lógicas na Europa dependem, em gran-
de medida, dessa corrente, que transpor-
ta calor das costas da Flórida para o norte 
da Europa, passando pela Islândia, pelas 
Ilhas Faroé e pelo norte da Noruega. Nes-
ses locais do Oceano Atlântico, a atmosfe-
ra é aquecida pela Corrente do Golfo, o ar 
quente sopra por toda a Europa pelos ven-
tos do oeste e faz com que a Europa tenha 
invernos mais temperados. 
ANOTAÇÕES
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1199o ano | Ensino Fundamental
1199o ano | Ensino Fundamental
O clima temperado continental mais afasta-
do do litoral é caracterizado por forte ampli-
tude térmica anual. Durante o ano, o verão é 
quente e úmido; e o inverno, rigoroso devido 
à atuação das massas de ar polares.
A vegetação das áreas de clima temperado foi bastante devasta-
da pela ação humana e se limita atualmente a pequenas reservas. Nas 
faixas onde predomina o clima temperado oceânico, encontra-se uma 
vegetação originalmente composta por florestas temperadas, forma-
da por coníferas e árvores caducifólias; e, nas faixas de clima tempe-
rado continental, pode-se encontrar vasta extensão de estepes (na 
parte mais seca) e de pradarias (na parte mais úmida).
Na região localizada entre o Mar Cáspio e o Mar Negro, ocorre o 
clima semiárido, a leste, com médias térmicas de 22 oC no verão e 
em torno de 1 oC no inverno. As chuvas são bem distribuídas duran-
te o ano, mesmo com o baixo índice de ocorrência.
A formação vegetal presente nas áreas de clima semiárido são as 
estepes, em que predominam plantas rasteiras, como as dos campos 
sulinos brasileiros. Nesse tipo de vegetação, encontra-se um dos solos 
mais férteis do Planeta, o tchernozion, que é bastante aproveitado na 
atividade agrícola, especialmente no cultivo de trigo, por causa da neve 
que o recobre durante certo período do ano, garantindo sua fertilidade.
Praia no Mar Cáspio, onde ocorre o clima semiárido.
O clima mediterrâneo (seco no verão e chuvoso no inverno) ocorre 
nas vizinhanças do Mar Mediterrâneo, ao extremo sul, com média tér-
mica superior a 20 oC. Essa região abrange a Itália, a Grécia, Portugal, 
Espanha e o sul da França e sofre a influência dos ventos do Saara, que 
tornam o clima mais quente e seco no verão e causam precipitações 
concentradas no outono e no inverno. As temperaturas podem atingir 
índices bastante elevados. Já os invernos são suaves e muito chuvosos. Clima temperado mediterrâneo.
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Kiev (Ucrânia)Precipitações Temperaturas
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120 9o ano | Ensino Fundamental
120 9o ano | Ensino Fundamental
A vegetação característica das áreas de clima mediterrâneo é 
a arbustiva. Também chamada de vegetação mediterrânea, ela é 
composta por densas e descontínuas moitas de arbustos, os maquis 
(comuns em locais de solo arenoso), e moitas de pequenos carvalhos 
e alecrim, os garrigue (comuns em terrenos calcários).
O clima frio de alta montanha é caracterizado pelo frio cons-
tante. As temperaturas são baixas, tanto no inverno quanto no verão. 
À medida que se elevam as altitudes, a vegetação de montanha for-
mada por líquens, musgos, gramíneas e arbustos vai se escasseando. 
Essa vegetação de altitude ocorre nos Alpes, na Cordilheira Escandi-
nava e na Cordilheira do Cáucaso.
O clima polar só é encontrado no extremo norte da Europa nas 
vizinhanças do Oceano Glacial Ártico. Apresenta inverno longo e ri-
goroso, que alcança uma média de –30 oC no mês de janeiro, e verão 
curto, que dura cerca de dois meses e registra temperatura média de 
5 °C. Por conta dos rigores climáticos, a presença humana é peque-
na, atingindo uma densidade demográfica inferior a 10 hab./km2, 
com exceção de algumas capitais, como Oslo (Noruega), Estocolmo 
(Suécia) e Helsinque (Finlândia), e de planícies voltadas para o Mar 
Báltico e o Golfo de Bótnia, onde a densidade demográfica aumen-
ta para até 50 hab./km2.
Os tipos vegetal presentes no extremo norte, onde predomina 
o clima polar, são a Tundra (vegetação rasteira que suporta tempe-
raturas muito baixas e solos congelados quase todo o ano e ocorre 
nas terras da Noruega, Suécia e Finlândia) e a Floresta Boreal (que 
ocorre ao sul da Tundra, em regiões de clima frio, onde predominam 
as coníferas e os pinheiros).
Clima frio de alta montanha.
Clima polar.
Floresta de Coníferas, que, em sua maioria, 
possuem as folhas em forma de agulhas lon-
gas e finas.
Como vemos, as formações vegetais europeias são bastante diver-
sificadas, e sua constituição está diretamente influenciada por diversos 
fatores, especialmente o clima das regiões em que elas se encontram.
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Sonnblick (Áustria)Precipitações Temperaturas
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Eismitte (Groenlândia)Precipitações Temperaturas
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1219o ano | Ensino Fundamental
1219o ano | Ensino Fundamental
Os problemas ambientais do 
continente europeu
Apesar dos rigorosos esquemas de proteção ao meio ambiente que os go-
vernos e as organizações internacionais têm criado, como reciclagem de resí-
duos sólidos urbanos, proibição da fabricação de CFCs e do uso de gasolina com 
chumbo, o avanço industrial de muitos países europeus continua provocando 
vários problemas ambientais em todo o continente. Dentre os mais graves, des-
tacamos: a chuva ácida, a desertificação, a exploração de recursos pesqueiros, 
os resíduos nucleares e a destruição da vegetação nativa.
Trópico de Câncer
Trópico de Capricórnio
Círculo Polar Antártico
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Oceano
Atlântico
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Pacífico
Oceano
Pacífico
Oceano
Índico
Oceano Glacial Ártico
Oceano Glacial Antártico
Menos de 0,5
De 0,5 a 1,5
De 1,5 a 3,5
De 3,5 a 7
De 7 a 17
Mais de 17
Sem dados
Círculo Polar Ártico
Observe no planisfério a situação dos países europeus com relação à emissão de dióxido de carbono na atmosfera.
•	 Chuva ácida: por conta do grande desenvolvimento industrial da Europa, es-
pecialmente na Alemanha, a natureza sofreu inúmeros prejuízos, como a po-
luição dos rios, o desmatamento das florestas e a emissão de grande quanti-
dade de dióxido de carbono na atmosfera, provocada pela queima de com-
bustíveis fósseis, como por exemplo, carvão mineral e petróleo. Quando os 
gases liberados pelas indústrias e pelo escapamento dos veículos se combi-
nam com a umidade existente no ar, ocorre um aumento na acidez da água 
da chuva, o que acaba prejudicando a vegetação: as plantasqueimam, o solo 
fica mais ácido, e as águas dos rios e lagos sofrem danos que levam os peixes 
à morte. Além de afetar a natureza, a chuva ácida também prejudica a preser-
vação dos patrimônios culturais da humanidade, uma vez que danifica cons-
truções e monumentos históricos.
As florestas sofrem bastante com 
a chuva ácida no continente eu-
ropeu, principalmente por causa 
da intensa industrialização.
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Planisfério: emissão de dióxido de carbono
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122 9o ano | Ensino Fundamental
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•	 Desertificação: destruição gradativa do solo causada por constantes in-
cêndios e pela ação humana. No sul da Europa, grandes áreas florestais 
têm sido exterminadas.
•	 Exploração de recursos pesqueiros: ocorre principalmente no Atlântico 
e no Mediterrâneo, e sua ação indiscriminada pode levar à extinção várias 
espécies de peixes, como o bacalhau.
•	 Resíduos nucleares: provêm de reatores nucleares e são utilizados como 
geradores de energia. Em países como a França, as usinas nucleares res-
pondem por cerca de 80% da energia produzida. Uma usina termonuclear 
tem vida média de cinquenta anos e, quando desativada, deve ser manti-
da isolada por aproximadamente 250 anos. Já os resíduos de urânio, ex-
tremamente radioativos, podem ocasionar verdadeiros desastres ambien-
tais se não forem corretamente isolados e armazenados. Os franceses cos-
tumam depositá-los no fundo do Oceano Pacífico.
Apontadas como solução mais 
imediata para combater o aque-
cimento global, as usinas termo-
nucleares deixam um legado pe-
rigoso para as próximas gera-
ções: o lixo radioativo, que pre-
cisa ficar isolado por séculos.
Depositphotos
O desastre de Chernobyl
Em 1986, nas primeiras horas do dia 26 de abril, ocorreu na Usina Nuclear de Chernobyl, na Ucrâ-
nia (país que pertencia à ex-União Soviética), o pior acidente nuclear da história da humanidade. Um 
dos reatores da usina explodiu e gerou uma nuvem radioativa que arrasou a região e se espalhou por 
vários países da Europa Central. Essa liberação radioativa foi quatrocentas vezes mais arrasadora que a 
bomba que atingiu Hiroshima. A explosão matou inúmeras pessoas, algumas de forma imediata e ou-
tras ao longo dos anos, em razão das sequelas deixadas pela radiação. Houve evacuação das regiões si-
tuadas em um raio de 30 quilômetros da central de Chernobyl (que se transformou numa “cidade fan-
tasma”), e, até hoje, a população local apresenta elevados índices de leucemia e de mortalidade infantil. 
Um dos grandes desafios para o uso dessa fonte energética está em como estocá-la ou que destino dar 
ao lixo nuclear, durável por milhões de anos, sem prejudicar a população do Planeta.
Moldávia
Romênia
Rússia
Belarus
Polônia
Mar
Negro
Ucrânia
Odessa
Kiev
Chernobyl
Reator 4 da Usina Nuclear de Chernobyl, 
em 2009. Depois do acidente, a região se 
transformou numa “cidade fantasma”.
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1239o ano | Ensino Fundamental
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•	 Destruição da vegetação nativa: causada principalmente por incêndios florestais que dizimam plan-
tas e também espécies animais típicas do continente, como o lince e o bisonte europeu. O maior de-
safio ambiental para os países do continente europeu atualmente é reduzir os níveis de emissão de 
gases como o CO2, que contribuem para o aquecimento global, sem comprometer o desenvolvimen-
to industrial e econômico.
Floresta destruída na República Tcheca.
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Crateras misteriosas surgem e causam espanto na Rússia
A Península de Yamal, na Rússia, tem viven-
ciado, desde 2014, um fenômeno misterioso que 
intriga habitantes locais. Várias crateras têm sido 
descobertas na região, somando até agora 17 bu-
racos imensos.
A mais recente foi encontrada por uma equipe 
de reportagem da emissora russa de TV Vesti Yamal 
enquanto o grupo retornava de uma viagem de ne-
gócios em julho. De acordo com cientistas, ela tem 
cerca de 50 m de profundidade.
Para Vasily Bogoyavlensky, Doutor em Ciên-
cias Técnicas e membro correspondente da Aca-
demia Russa de Ciências, "este objeto é único".
[...]
O que explicaria isso?
A explicação, entretanto, pode não ser tão 
emocionante quanto muitos internautas espe-
ram nas redes sociais. [...]
De acordo com Alvaro Crósta, geólogo e 
professor do Departamento de Geologia e Re-
cursos Naturais do Instituto de Geociências da 
Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), 
essa cratera deve ter surgido de forma natural 
devido a um acúmulo de gases no permafrost, 
solo que passa todo o ano congelado e que 
cobre 25% da superfície terrestre do Hemisfé-
rio Norte.
Um clima mais quente na região faz com 
que esse gelo do permafrost derreta e fique 
mais frágil, gerando uma pressão nesse bolsão 
de gases e, com isso, uma explosão. Mesmo a ex-
plicação sendo mais simples, isso não deixa de 
ser preocupante.
APROFUNDAR PARA CONHECER
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LEITURA
COMPLEMENTAR
Os lobos de Chernobyl estão 
deixando seu lar e isso pode 
representar um grande perigo
O acidente na Usina Nuclear de Cher-
nobyl aconteceu em 1986, mas teve dimen-
sões tão grandes que existem rastros até hoje, 
32 anos depois. Um dos únicos acidentes clas-
sificado como de nível 7, de acordo com a Es-
cala Internacional de Acidentes Nucleares.
A explosão de um dos reatores da in-
dústria, além de espalhar grandes níveis de 
radioatividade, que contaminaram uma ex-
tensa região, causou também a morte de 31 
pessoas. Isso, sem mencionar aquelas que 
morreram em decorrência da grande expo-
sição à radiação.
Uma área de 30 km ao redor da usina foi 
evacuada, por questões óbvias de seguran-
ça. No entanto, o mesmo não ocorreu com 
os animais que habitavam naquela região. 
O que tem ocorrido é que se notou uma 
considerável expansão da vida selvagem 
no local. Outro fator notado por pesquisa-
dores é que esses animais, que podem ter 
genes mutantes causados pela radiação, 
estão viajando para outros locais fora da 
área evacuada.
Lobos de Chernobyl
Uma equipe de pesquisadores decidiu 
rastrear um dos lobos da região e acompanhar 
seu caminho. Para entender melhor esse pro-
cesso de migração e também saber dos efei-
tos e das consequências causados por ele. O 
animal rastreado viajou cerca de 369 quilôme-
tros fora da zona em quarentena.
O que acontece é que a mistura de 
animais de dentro da zona evacuada com 
os que estão de fora tem causado muta-
ções genéticas. Essas mutações não criam 
um tipo de “lobo zumbi mutante” ou ani-
mais que brilham. Não é nada muito bizar-
ro, mas não se sabe ao certo de que forma 
isso poderia impactar na natureza ou na 
evolução daquela espécie.
De acordo com os pesquisadores res-
ponsáveis pelo estudo, a maioria das mu-
tações é imperceptível a olho nu. Já que 
a maioria das alterações ocorrem nos pa-
drões genéticos do animal. É possível que 
essas mutações sejam na verdade benéfi-
cas à espécie. Entretanto, ainda não é pos-
sível afirmar isso. É necessário seguir com 
as pesquisas para entender melhor os efei-
tos dessas mudanças.
Não são apenas os lobos
O estudo em específico foi focado nos 
lobos da região, mas esse processo de mi-
gração e mistura de genes ocorre também 
com outras espécies que habitam a área 
evacuada. Os lobos foram escolhidos por-
que os cientistas estavam curiosos para en-
tender o porquê da densidade da popula-
ção crescer tão rápido. A zona em que os 
lobos cinzentos habitam é 7 vezes mais 
densa que aquelas fora dessa região.
Outro ponto importante de ser escla-
recido é que essas mutações ocorrem inde-
pendentemente da exposição à radiação. 
Por inúmeros outros fatores.No entanto, 
a exposição a esses elementos modificou a 
forma como isso tem ocorrido e acelerou o 
processo. Ainda assim, mesmo que os lobos 
cinzentos saiam da zona de contato com a 
radiação, os pesquisadores afirmaram que 
as mutações continuarão a ocorrer.
Disponível em: https://www.fatosdesconhecidos.com.
br/os-lobos-de-chernobyl-estao-deixando-seu-lar-e-
-isso-pode-representar-um-grande-perigo/. Acesso 
em: 13/09/2018.
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124 9o ano | Ensino Fundamental
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“É um problema bem sério porque essa explosão libera uma grande quantidade de carbono e 
metano na atmosfera, o que acaba contribuindo com o desequilíbrio do clima do Planeta”, afirma Crósta.
Disponível em: https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2020/09/03/crateras-misteriosas-surgem-e-causam-espanto-na-russia-entenda-fenomeno.htm. 
Acesso em: 08/03/2021.
EXERCITANDO O QUE APRENDEMOS
1. Se levássemos em conta apenas os aspectos físicos, a Europa não seria considerada um continente. 
Explique por quê.
2. Considerando os aspectos políticos, econômicos e ideológicos, como se divide o continente europeu?
3. Qual a localização do continente europeu, considerando os principais paralelos, hemisférios, zonas 
térmicas e os oceanos?
Sugestão de resposta: Levando em conta os aspectos físicos, a Europa tem uma extensão territorial muito 
pequena. No entanto, por causa da imensa influência que sua cultura exerceu e ainda exerce no mundo, ou 
seja, pela perspectiva histórico-social, mais relevante que a física, que leva em consideração as fortes di-
ferenças, inclusive culturais, existentes entre os europeus e os asiáticos, ela é considerada um continente.
Sugestão de resposta: Divide-se em Europa Ocidental (ou do Oeste), onde prevalecem os países capita-
listas e, em Europa Oriental (ou do Leste), onde prevaleciam os países socialistas europeus.
Sugestão de resposta: O continente é atravessado pelo Meridiano de Greenwich (0°) e, ao lado norte, pelo 
Círculo Polar Ártico. Localiza-se totalmente no Hemisfério Norte e possui terras nos hemisférios Ociden-
tal e Oriental. Encontra-se na zona temperada do norte (maior parte) e na Zona Polar Ártica; e é banha-
do pelos oceanos Atlântico e Glacial Ártico.
4. Sobre o relevo do continente europeu, assinale a sequência correta.
I Maciços antigos II Planícies centrais III Cordilheiras recentes
( ) Montanhas jovens e de elevada altitude das quais as principais são os Pirineus, os Cárpatos, os 
Apeninos, os Bálcãs e a Cadeia do Cáucaso.
( ) Montanhas muito antigas, que se situam no norte e no leste do continente, entre as quais se desta-
cam os Montes Urais e os Alpes Escandinavos.
( ) Situadas na região central do continente, possuem terras muito férteis.
A sequência correta é:
a. I, III e II. b. II, I e III. c. III, II e I. d. III, I e II.
III
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II
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INDICAÇÕES PARA
APROFUNDAMENTO
MAGNOLI, Demétrio. União Europeia: 
história e geopolítica. São Paulo: Moder-
na, 1994. 
ROUGERIE, G. Geografia das paisagens. 
São Paulo: Difel, 1971. 
SANTOS, Milton. O novo mapa do 
mundo: fim de século e globalização. 3. ed. 
São Paulo: Hucitec-Anpur, 1997. 
TRICART, Jean. A terra, planeta vivo. 
Lisboa: Presença/Martins Fontes, 1978. 
TROPPMAIR, Helmut. Biogeografia e 
meio ambiente. Rio Claro: Graff Set, 1987.
ANOTAÇÕES
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1259o ano | Ensino Fundamental
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5. Analise a importância dos rios para o desenvolvimento econômico europeu.
6. Os rios da Europa tiveram muita importância na ocupação desse continente, bem como para o seu de-
senvolvimento, visto que muitos desses rios são navegáveis. Os maiores rios da Europa são:
a. o Volga, o Danúbio e o Reno.
b. o Amazonas e o Nilo.
c. o Mississipi e o Nilo.
d. o São Francisco, o Sena e o Amazonas.
7. Explique por que o Rio Danúbio pode ser chamado de transeuropeu.
8. Qual o clima predominante no continente europeu e em que áreas ele se apresenta mais quente ou 
mais frio?
9. O norte e o noroeste europeu deveriam apresentar climas extremamente rigorosos, especialmente no 
inverno, por sua proximidade com o Círculo Polar Ártico, o que não ocorre. Isso se deve à Corrente do 
Golfo que atravessa o Oceano Atlântico. Descreva a atuação dessa corrente e sua influência no clima da 
Noruega, da Escandinávia e das Ilhas Britânicas.
Sugestão de resposta: Os rios ocupam dois terços do continente europeu. A maioria deles é de pequena ex-
tensão territorial, percorrendo grandes planícies. Embora sejam pequenos, eles desempenham importan-
tes papéis na economia europeia, pelo potencial turístico, por caracterizarem vias de transporte importan-
tes ou, ainda, por produzirem energia térmica (com destaque para as nascentes nas montanhas alpinas).
Sugestão de resposta: No continente europeu, o Rio Danúbio é o segundo em extensão, superado somen-
te pelo Rio Volga. Em seu trajeto, o Danúbio percorre boa parte da Europa, passando por três capitais de 
países: Viena (Áustria), Budapeste (Hungria) e Belgrado (Sérvia). Além desses países, a bacia do Danúbio 
ocupa territórios da Alemanha, Eslováquia, Croácia, Moldávia, Bulgária, Romênia e Ucrânia.
Sugestão de resposta: Predomina o clima temperado, sendo mais quente na parte meridional ou sul do 
continente (nas terras voltadas para o Mar Mediterrâneo, com verões secos e invernos chuvosos) e mais 
frio ao norte, na parte central e nas áreas de elevada altitude.
Sugestão de resposta: A corrente marinha que passa pelo litoral atlântico da Europa Ocidental é quen-
te devido ao fato de se originar no Golfo do México. Em geral, as regiões litorâneas banhadas por corren-
tes quentes tendem a ter maior umidade e menor amplitude térmica, com invernos mais amenos, como 
ocorre nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia. Nesses locais, se não houvesse a influência dessa corrente 
litorânea, os climas seriam muito mais rigorosos, levando em conta sua localização geográfica, ou seja, 
de latitudes elevadas.
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126 9o ano | Ensino Fundamental
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10. Quais os principais aspectos que influenciam a formação das paisagens europeias?
Sugestão de resposta: Latitude, extensão do litoral, formas de relevo, influência da Corrente do Golfo e 
disposição das montanhas na porção sul e massas de ar frio ao norte. 
11. Aponte o clima que predomina:
a. Nas regiões vizinhas ao mar, a oeste: 
b. Na parte central, bem como na continental ou leste: 
c. Na região localizada entre o Mar Cáspio e o Mar Negro, a leste: 
d. Nas vizinhanças do Mar Mediterrâneo, ao extremo sul: 
e. Nas vizinhanças do Oceano Glacial Ártico, ao norte da Europa: 
Clima temperado oceânico.
Clima temperado continental.
Clima semiárido.
Clima mediterrâneo.
Clima polar.
12. Descreva o tipo de vegetação europeia existente nas áreas de:
a. Clima temperado oceânico: 
b. Clima temperado continental: 
c. Clima semiárido: 
d. Clima mediterrâneo: 
e. Clima polar: 
Vegetação originalmente composta por florestas temperadas, formada por 
coníferas e árvores caducifólias.
Vasta extensão de estepes e de pradarias.
Estepes em que predominam plantas rasteiras, como as dos campos sulinos brasileiros.
Arbustiva, composta por densas e descontínuas moitas de arbustos e moitas de 
pequenos carvalhos e alecrim.
Tundra e a Floresta Boreal.
13. De acordo com o texto, o avanço industrial de muitos países europeus continua provocando vários 
problemas ambientais em todo o continente. Cite alguns deles.
Sugestão de resposta: A chuva ácida, a desertificação, a exploração de recursos pesqueiros, os resíduos 
nucleares e a destruição da vegetação nativa.
PREPARANDO-SE PARA O VESTIBULAR/ENEM
1. (UPE) “Há na superfície oceânica uma corrente que transporta águas quentes e salinas para o nordeste do 
Atlântico. O calor que ela liberapara a atmosfera aquece a Europa Ocidental, constituindo fundamental im-
portância para o andamento do tempo nesse continente. Perdendo calor, a água se esfria, mistura-se com as 
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1279o ano | Ensino Fundamental
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2. Leia os textos.
3. Atualmente, mais de três quartos da população euro-
peia vivem nas cidades, cuja história se reflete em suas 
estruturas: geralmente o centro abriga casarões antigos 
e históricos, e a periferia é ocupada por bairros residen-
ciais e polígonos industriais. O fato de que na Europa 
predomina a população urbana se deve:
4. Observe a charge:
Pai, o que 
são chuvas 
ácidas?
A chuva ácida é um problema ambiental que afeta 
muitos países do mundo. A chuva ácida na Europa, 
além de problemas de saúde, causa:
a. o surgimento de novas florestas, substituindo as 
devastadas.
b. corrosão de peças de arte expostas ao ar livre e 
a morte de florestas inteiras.
c. uma maior produtividade agrícola, satisfazen-
do aos anseios de seus proprietários.
d. a diminuição de gases poluentes na atmosfera.
águas mais frias de origem ártica e se torna tão densa 
que acaba afundando...”
 
Esse texto está se referindo à:
 
a. Contracorrente Sul-Equatorial.
b. Corrente Kuro Sivo.
c. Corrente El Niño Atlântico.
d. Corrente do Golfo.
e. Corrente Quente do Brasil.
a. ao aumento da produção agrária em toda a 
Europa, o que levou a população a trabalhar no 
campo e morar nas cidades.
b. a falta de investimentos em tecnologia em mui-
tos países europeus.
c. a Revolução Industrial, que fez com que boa 
parte da população europeia saísse do campo e 
passasse a morar nas cidades.
d. ao crescimento desordenado das principais ci-
dades europeias que trazem transtornos à popula-
ção, principalmente no que se refere ao transporte 
coletivo.
O tipo climático onde tradicionalmente se verifica 
essa grande variação de temperatura entre as es-
tações do ano é o:
II. “A onda de frio na Europa já matou 28 pes-
soas. A nevasca que atinge do Reino Unido à 
Lituânia fez com que houvesse a suspensão de 
milhares de voos e prejudicou as viagens de 
trens. Estradas estão bloqueadas. Na Polônia, 
os termômetros chegaram a registrar –33 °C.”
Fonte: www.g1.com.br, dezembro de 2010.
I. “Em países como a Bélgica, a França e Por-
tugal, a temperatura chegou à casa dos 40 °C, 
e a população precisou buscar maneiras de se 
refrescar. Parques, especialmente aqueles com 
fontes, têm sido o destino de muitos morado-
res. A idosos e crianças tem sido recomendado 
não sair às ruas nos horários de calor mais in-
tenso para evitar problemas de saúde.”
Fonte: www.terra.com.br, julho de 2010. Adaptado.
a. Equatorial.
b. Tropical.
c. Semiárido.
d. Polar.
e. Temperado.
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