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Aspectos Éticos e Legais da Prática Médica

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MATERIAL DE ESTUDO 
Módulo de Acolhimento e Avaliação Projeto 
Mais Médicos para o Brasil 31° Ciclo do 
PMMB 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lucas Gabriel Silva Lopes 
 
ASPECTOS ÉTICOS E LEGAIS DA PRÁTICA MÉDICA 
CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA 
Capítulo III - Responsabilidade Profissional 
É VEDADO AO MÉDICO: 
Art. 11. Receitar, atestar ou emitir laudos de forma secreta ou ilegível, sem a devida identificação de seu número de 
registro no Conselho Regional de Medicina da sua jurisdição, bem como assinar em branco folhas de receituários, 
atestados, laudos ou quaisquer outros documentos médicos. 
Art. 14. Praticar ou indicar atos médicos desnecessários ou proibidos pela legislação vigente no País. 
Capítulo IV - Direitos Humanos 
É VEDADO AO MÉDICO: 
Art. 23. Tratar o ser humano sem civilidade ou consideração, desrespeitar sua dignidade ou discriminá-lo de 
qualquer forma ou sob qualquer pretexto. 
Art. 24. Deixar de garantir ao paciente o exercício do direito de decidir livremente sobre sua pessoa ou seu bem-
estar, bem como exercer sua autoridade para limitá-lo. 
Capítulo V - Relação com Pacientes e Familiares. 
É VEDADO AO MÉDICO: 
Art. 37. Prescrever tratamento ou outros procedimentos sem exame direto do paciente, salvo em casos de urgência 
ou emergência e impossibilidade comprovada de realizá-lo, devendo, nesse caso, fazê-lo imediatamente após cessar 
o impedimento. 
§ 1º O atendimento médico a distância, nos moldes da telemedicina ou de outro método, dar-se-á sob 
regulamentação do Conselho Federal de Medicina. 
RESOLUÇÃO CFM Nº 2.314, DE 20 DE ABRIL DE 2022 
● Art. 4º Ao médico é assegurada a autonomia de decidir se utiliza ou recusa a telemedicina, indicando o 
atendimento presencial sempre que entender necessário. 
● Art. 16 A prestação de serviço de telemedicina, como um método assistencial médico, em qualquer modalidade, 
deverá seguir os padrões normativos e éticos usuais do atendimento presencial… 
● Importância do Registro (prontuário) e da proteção dos dados. 
Art. 42. Desrespeitar o direito do paciente de decidir livremente sobre método contracepRvo, devendo sempre 
esclarecê-lo sobre indicação, segurança, reversibilidade e risco de cada método. 
Capítulo VII - Relação entre Médicos 
É VEDADO AO MÉDICO: 
Art. 52. Desrespeitar a prescrição ou o tratamento de paciente, determinados por outro médico, mesmo quando em 
função de chefia ou de auditoria, salvo em situação de indiscutivel beneficio para o paciente, devendo comunicar 
imediatamente o fato ao médico responsável. 
Art. 65. Cobrar honorários de paciente assistido em instituição que se destina à prestação de serviços públicos, ou 
receber remuneração de paciente como complemento de salário ou de honorários. 
Capítulo IX - Sigilo Profissional 
É VEDADO AO MÉDICO: 
Art. 73. Revelar fato de que tenha conhecimento em virtude do exercício de sua profissão, salvo por motivo justo, 
dever legal ou consentimento, por escrito, do paciente. 
Parágrafo único. Permanece essa proibição: 
a)Mesmo que o fato seja de conhecimento público ou o paciente tenha falecido; 
b)Quando de seu depoimento como testemunha. Nessa hipótese, o médico comparecerá perante a autoridade e 
declarará seu impedimento; 
c)Na investigação de suspeita de crime, o médico estará impedido de revelar segredo que possa expor o paciente a 
processo penal. 
Art. 74. Revelar sigilo profissional relacionado a paciente menor de idade, inclusive a seus pais ou representantes 
legais, desde que o menor tenha capacidade de discernimento, salvo quando a não revelação possa acarretar dano 
ao paciente. 
Art. 75. Fazer referência a casos clínicos identificáveis, exibir pacientes ou seus retratos em anúncios profissionais ou 
na divulgação de assuntos médicos, em meios de comunicação em geral, mesmo com autorização do paciente. 
Art. 76. Revelar informações confidenciais obtidas quando do exame médico de trabalhadores, inclusive por 
exigência dos dirigentes de empresas ou de instituições, salvo se o silêncio puser em risco a saúde dos empregados 
ou da comunidade. 
 
Capítulo X - Documentos Médicos 
É VEDADO AO MÉDICO: 
Art. 80. Expedir documento médico sem ter praRcado ato profissional que o justifique, que seja tendencioso ou que 
não corresponda à verdade. 
Art. 83. Atestar óbito quando não o tenha verificado pessoalmente, ou quando não tenha prestado assistência ao 
paciente, salvo, no último caso, se o fizer como plantonista, médico substituto ou em caso de necropsia e verificação 
médico-legal. 
Art. 84. Deixar de atestar óbito de paciente ao qual vinha prestando assistência, exceto quando houver indícios de 
morte violenta. 
Art. 85. Permitir o manuseio e o conhecimento dos prontuários por pessoas não obrigadas ao sigilo profissional 
quando sob sua responsabilidade. 
Art. 86. Deixar de fornecer laudo médico ao paciente ou a seu representante legal quando aquele for encaminhado 
ou transferido para continuação do tratamento ou em caso de solicitação de alta; 
Art. 87. Deixar de elaborar prontuário legível para cada paciente. 
§ 1º O prontuário deve conter os dados clínicos necessários para a boa condução do caso, sendo preenchido, em 
cada avaliação, em ordem cronológica com data, hora, assinatura e número de registro do médico no Conselho 
Regional de Medicina. 
 § 2º O prontuário estará sob a guarda do médico ou da insRtuição que assiste o paciente. 
Art. 88. Negar, ao paciente, acesso a seu prontuário, deixar de lhe fornecer cópia quando solicitada, bem como 
deixar de lhe dar explicações necessárias à sua compreensão, salvo quando ocasionarem riscos ao próprio paciente 
ou a terceiros. 
Art. 89. Liberar cópias do prontuário sob sua guarda, salvo quando autorizado, por escrito, pelo paciente, para 
atender ordem judicial ou para a sua própria defesa. 
TRANSCRIÇÃO DE RECEITA MÉDICA 
O art. 37 do CEM é bastante enfático ao proibir a prescrição de tratamentos ou outros procedimentos sem exame 
direto do paciente (anamnese + exame físico). 
Em casos excepcionais, por exemplo, de medicações de uso prolongado ou anticonvulsivantes, o médico poderá 
prescrever como continuidade, ou seja, outro especialista fez uma prescrição anterior". 
Lei 5.991/73. Capítulo VI. Do Receituário 
• Art. 43. O registro do receituário e dos medicamentos sob regime de controle sanitário especial não poderá conter 
rasuras, emendas ou irregularidades que possam prejudicar a verificação da sua autenticidade. 
• Carimbo, não há exigência legal, mas na prática não é aceita sem carimbo (ou assinatura eletrônica certificada). 
PONTOS IMPORTANTES 
1. Lembrar que não vai ser raro encontrar pacientes com dificuldades em ler e em compreender as receitas. 
2. Algumas unidades montam fluxos específicos em suas farmácias (sempre em duas vias, renovação de prescrição 
contínua, prescrição de enfermagem...). 
3. A renovação de receitas é um fator importante a ser organizado no processo de trabalho, visto que é um motivo 
muito frequente de consulta. 
ATESTADO MÉDICO 
Capítulo III - Responsabilidade Profissional 
É VEDADO AO MÉDICO: Art. 11. 
Receitar, atestar ou emi-r laudos de forma secreta ou ilegível, sem a devida identificação de seu número de registro 
no Conselho Regional de Medicina da sua jurisdição, bem como assinar em branco folhas de receituários, atestados, 
laudos ou quaisquer outros documentos médicos. 
RESOLUÇÃO CFM n. º 1.658/2002: 
Art. 1º O atestado médico é parte integrante do ato médico, sendo seu fornecimento direito inalienável do 
paciente… 
Art. 2º Ao fornecer o atestado, deverá o médico registrar em ficha própria e/ou prontuário médico os dados dos 
exames e tratamentos realizados, de maneira que possa atender às pesquisas de informações dos médicos peritos 
das empresas ou dos órgãos públicos da Previdência Social e da Justiça 
RESOLUÇÃO CFM n.º 1.658/2002: 
Art. 5º Os médicos somente podem fornecer atestados com o diagnóstico codificado ou não quando por justa causa, 
exercício de dever legal, solicitação do própriopaciente ou de seu representante legal. 
Parágrafo único No caso da solicitação de colocação de diagnóstico, codificado ou não, ser feita pelo próprio 
paciente ou seu representante legal, esta concordância deverá estar expressa no atestado. 
 
VEDADO AO MÉDICO: 
Art. 12. Deixar de esclarecer o trabalhador sobre as condições de trabalho que ponham em risco sua saúde, devendo 
comunicar o fato aos empregadores responsáveis Parágrafo único. Se o fato persistir, é dever do médico comunicar 
o ocorrido às autoridades competentes e ao CRM. 
Art. 13. Deixar de esclarecer o paciente sobre as determinantes sociais, ambientais ou profissionais de sua doença. 
 
Atestado, Relatório ou Laudo? 
Relatório médico = Atestado 
Laudo = por demanda judicial ou perícia oficial 
“TIPOS” DE ATESTADO MÉDICO 
1.Declaração de Óbito (D.O.) 
2.Atestado por Doença / Incapacidade laboral 
3.Atestado/Notificação por Acidente de Trabalho 
4.Atestado para Repouso à Gestante 
5.Atestado para licença maternidade (120/180 dias) 
6.Atestado para Fins de Interdição 
7.Atestado de Aptidão Física 
8.Atestado de Sanidade Física e Mental 
9.Atestado para Amamentação 
10.Comprovação de Comparecimento 
11.Atestado para Internações 
 
ATESTADO MÉDICO PARA AFASTAMENTO DO TRABALHO 
Carteira assinada (Trabalhador(a) CLT - celetista) 
- Segurado(a) pelo INSS (autônomo, MEI, contribuinte individual, etc) 
- Servidor(a) público(a) - Trabalhador(a) informal/sem vínculo 
ATESTADO RETROATIVO “A data do atestado médico deverá coincidir com a do ato médico que o 
gerou, sendo, entretanto, lícito, especificar o período de afastamento 
das aIvidades, mesmo que retroaIvo, desde que cienIficamente 
embasada a conclusão e registrada em prontuário” 
(PARECER CREMEB Nº 10/05, de 28 de Setembro de 2004. Aprovado em 
Sessão Plenária de 03/12/2004) 
Relatório Médico para Recebimento de 
Benefício Previdenciário (INSS/RPPS) 
- História clínica e ocupacional → DiagnósIco(s) / CID(s) - 
 Exames complementares - Perda funcional, limitações e grau de 
incapacidade… para quais aIvidades… 
- Conclusão (doença relacionada ao trabalho ou comum) 
- Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT - INSS) - NoIficação de 
doença do trabalho no SINAN 
Assistência Social (SUAS) Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS) Requisitos: 
• Ter Deficiência ou Doença Incapacitante Grave 
• Não ter outro tipo de cobertura previdenciária ou benefício do INSS 
• Baixa renda (menos de ¼ de salário mínimo per capita) 
• Estar inscrito no CAD Único 
DECLARAÇÃO DE ÓBITO 
O médico da estratégia de saúde da família não deve se ausentar da responsabilidade quando ele é o único medico 
disponível e se não houver indícios de morte por causa externa. 
O médico tem responsabilidade ética e jurídica pelo preenchimento e pela assinatura da DO, assim como pelas 
informações registradas em todos os campos deste documento. Deve, portanto, revisar o documento antes de 
assiná –lo 
TIPOS DE ÓBITO • Causa Natural: doença ou condição 
• Causa Externa / Morte não natural: 
Violência ou suspeita de violência; Homicídio; Acidente. 
QUEM DEVE EMITIR DO  Causa natural 
Com assistência médica 
 O médico que vinha prestando assistência ao paciente, 
sempre que possível, em todas as situações. 
 O médico assistente e, na sua falta, o médico substituto ou 
plantonista, para óbitos de pacientes internados sob regime 
hospitalar. 
 O médico designado pela instituição que prestava 
assistência, para óbitos de paciente sob regime 
ambulatorial. 
 O médico do Programa Saúde da Família. Porgrama de 
Internação Domiciliar e outros asemelhados, para óbitos de 
pacientes em tratamento sob regime domiciliar. 
Sem assistência médica 
 O medico so SVO, nas localidades que 
dispõem deste tipo de serviço 
 O médico do serviço publico de saúde 
mais proximo do local onde ocorreu o 
evento; e na sua ausência, por 
qualquer médico, nas localidades sem 
SVO. 
CAUSA EXTERNA 
Em localidade com IML 
 O médico legista, qualquer que tenha sido o 
tempo entre o evento violento e a morte 
propriamente. 
Em localidade sem IML 
 Qualquer médico da localidade, investido pela 
autoridade judicial ou policial, na função de perito 
legista eventual 
Capítulo X - Documentos Médicos 
É VEDADO AO MÉDICO: 
Art. 83. Atestar óbito quando não o tenha verificado pessoalmente, ou quando não tenha prestado assistência ao 
paciente, salvo, no último caso, se o fizer como plantonista, médico substituto ou em caso de necropsia e verificação 
médico-legal. 
Art. 84. Deixar de atestar óbito de paciente ao qual vinha prestando assistência, exceto quando houver indícios de 
morte violenta. 
Responsabilidade É5ca e Jurídica do Médico (O MÉDICO DEVE): 
1.Preencher os dados de identificação com base em um documento da pessoa falecida. Na ausência de documento, 
caberá, à autoridade policial, proceder o reconhecimento do cadáver. 
2.Registrar os dados na DO, sempre, com letra legível e sem abreviações ou rasuras. 
3.Registrar as causas da morte, obedecendo ao disposto nas regras internacionais, anotando, preferencialmente, 
apenas um diagnóstico por linha e o tempo aproximado entre o início da doença e a morte. 
4.Revisar se todos os campos estão preenchidos corretamente, antes de assinar. 
 O QUE NÃO SE DEVE FAZER: 
1.Assinar DO em branco. 
2.Preencher a DO sem, pessoalmente, examinar o corpo e constatar a morte. 
3.Utilizar termos vagos para o registro das causas de morte como parada cardíaca, parada cardio-respiratória ou 
falência de múltiplos órgãos. 
4.Cobrar pela emissão da DO. 
Quando emitir 
• 1. Em todos os óbitos (naturais ou violentos). 
• 2. Quando a criança nascer viva e morrer logo após o nascimento, independentemente da duração da gestação, do 
peso do recém- nascido e do tempo que tenha permanecido vivo. 
• 3. No óbito fetal, se a gestação teve duração igual ou superior a 20 semanas, ou o feto com peso igual ou superior 
a 500 gramas, ou estatura igual ou superior a 25 centímetros. 
Quando não emitir 
Óbito fetal, com gestação de menos de 20 semanas, ou peso menor que 500 gramas (ABORTO), ou estatura menor 
que 25 cenbmetros. 
 
Organização da Profissão 
• Conselhos; • Sindicatos; •Associações: Sociedades de especialistas Associações médicas 
Aspectos ético legais da prática multiprofissional 
O trabalho em equipe é um dos pilares do trabalho na ESF e na APS dia. Não existe um código de ética 
multiprofissional e invariavelmente ocorre conflitos pelas diferentes visões de cada profissão e de cada profissional 
diante de dilemas éticos. 
Características do trabalho em equipe: cooperação, colaboração e divisão de responsabilidades. 
No trabalho em equipe, os resultados obtidos são maiores do que a soma dos resultados individuais, aumentando a 
eficácia e a eficiência do atendimento prestado à população. 
 
 
A ORGANIZAÇÃO DE SERVIÇOS E A REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE (RAS) NO BRASIL 
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE 
O SISTEMA DE SAÚDE DO BRASIL 
PRINCÍPIOS 
DOUTRINÁRIOS ORGANIZATIVOS 
Universalidade 
Equidade 
Integralidade 
Regionalização 
Hierarquização 
Descentralização 
Participação social 
Complementaridade 
ORGANIZAÇÃO HIERÁRQUICA 
X 
ORGANIZAÇÃO EM REDE 
 
REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE (RAS) 
São arranjos organizativos de ações e serviços de saúde, de diferentes densidades tecnológicas que, integradas por 
meio de sistemas de apoio técnico, logístico e de gestão, buscam garantir a integralidade do cuidado. 
POR QUE UMA ORGANIZAÇÃO EM REDES? 
• Necessidade de base territorial 
• Resposta equânime às demandas em saúde 
• Ferramenta para garanCr integralidade da assistência 
• Alinhar governança, gestores e profissionais de saúde 
• Continua melhoria dos serviços prestados de acordo 
com as necessidades de saúde da população. 
QUEM FORMA A RAS? 
 
1 - População e Região de Saúde 
2 - Estrutura Operacional 
3 - Modelo de Atenção à Saúde 
POPULAÇÃO E REGIÃO DE SAÚDE 
As RAS devem ser capazes de identificar claramente a população e a área geográficasob sua responsabilidade. 
A região de saúde deve ser bem definida, baseada em parâmetros espaciais e temporais que permitam assegurar 
que as estruturas estejam bem distribuídas territorialmente, garantindo o tempo/resposta necessário ao 
atendimento, melhor proporção de estrutura/população/território e viabilidade operacional sustentável. 
ESTRUTURA OPERACIONAL 
A estrutura operacional das RAS é constituída pelos diferentes pontos de atenção à saúde, ou seja, lugares 
institucionais onde se ofertam serviços de saúde e pelas ligações que os comunicam. 
 
Os componentes que estruturam as RAS incluem: Atenção Básica à Saúde (centro de comunicação); os pontos de 
atenção secundária e terciária; os sistemas de apoio; os sistemas logísticos e o sistema de governança. 
Atenção Terciária Hospitalização, Internação 
Alta complexidade 
Atenção Secundária Ambulatórios de especialidade focais 
Condição de maior necessidade de tecnologias duras 
Atenção Primária Organização em ESF e outras modalidades com foco no território 
Tecnologias leves e abordagens biopsicossocial 
MODELO DE ATENÇÃO 
 É um sistema lógico que organiza o funcionamento das RAS, articulando: 
• As relações entre a população e suas subpopulações estratificadas por riscos; 
• os focos das intervenções do sistema de atenção à saúde; 
• os diferentes tipos de intervenções sanitárias. 
 
O Modelo de atenção à saúde é definido em função das situações demográficas e epidemiológicas e dos 
determinantes sociais da saúde. 
QUAL O MODELO DE ATENÇÃO À SAÚDE ADOTADO HOJE EM DIA? 
As unidades e equipes da APS como centro coordenador, que ordenarão os fluxos e contrafluxos, por meio dos 
sistemas logísticos, e contando com o auxílio dos sistemas de apoio. Todo esse conjunto será gerido por um sistema 
de governança Inter federativo e transversal. 
QUAIS AS FUNÇÕES DA APS NAS RAS? 
Ser base: ser a modalidade de atenção e de serviço de saúde com o mais elevado grau de descentralização e 
capilaridade, cuja participação no cuidado se faz sempre necessária. 
• Ser resolutiva: identificar riscos, necessidades e demandas de saúde, utilizando e articulando diferentes 
tecnologias de cuidado individual e coletivo, por meio de uma clínica ampliada capaz de construir vínculos positivos 
e intervenções clínica e sanitariamente efetivas, na perspectiva de ampliação dos graus de autonomia dos 
indivíduos e dos grupos sociais. 
• Coordenar o cuidado: elaborar, acompanhar e gerir projetos terapêuticos singulares, bem como acompanhar e 
organizar o fluxo dos usuários entre os pontos de atenção das RAS. Atuar como o centro de comunicação entre os 
diversos pontos de atenção, responsabilizando-se pelo cuidado dos usuários por meio de uma relação horizontal, 
contínua e integrada, com o objetivo de produzir a gestão compartilhada da atenção integral. 
Ordenar as redes: reconhecer as necessidades de saúde da população sob sua responsabilidade, organizando-as em 
relação aos outros pontos de atenção, contribuindo para que a programação dos serviços de saúde parta das 
necessidades de saúde dos usuários 
REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE NO SUS 
Rede Cegonha 
Rede de atenção às urgências e emergências (RUE) 
Rede de atenção á saúde das pessoas com doenças crônicas 
Rede de cuidado á pessoa com deficiência 
Rede de atenção psicossocial 
COMUNICAÇÃO ENTRE OS PONTOS DE ATENÇÃO DA RAS 
A comunicação entre os pontos de atenção da RAS (APS, Atenção Ambulatorial Especializada e Atenção Hospitalar) 
deve ocorrer através de instrumentos pactuados) 
• Fichas de compartilhamento do cuidado 
• Documento de Referência (Contrarreferência) 
• Outros documentos utilizados pelo serviço de saúde local 
RAS  PRINCIPAIS IMPACTOS NOS SISTEMAS DE SAÚDE 
• Redução da fragmentação da atenção; 
• Melhora da eficiência global do sistema; 
• Impedimento da multiplicação de infraestrutura e serviços de forma desordenada e desorganizada; 
• Melhor atendimento às necessidades e expectativas dos indivíduos; 
• Melhora no custo efetividade dos serviços de saúde; 
• Redução de hospitalizações desnecessárias; 
• Redução da utilização excessiva de serviços e redução do quantitativo de exames realizados; 
• Redução no tempo de permanência hospitalar; 
• Aumento de produtividade; 
• Melhora na qualidade da atenção; 
• Produção de uma oferta balanceada de atenção geral e especializada; 
• Continuidade da atenção, gerando uma maior efetividade clínica; 
• A utilização de diferentes níveis de atenção pelos indivíduos é facilitada; 
• Aumento na satisfação dos usuários; 
• Melhora no autocuidado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA 
É componente estruturante do sistema de saúde brasileiro tem provocado um importante movimento com o intuito 
de reordenar o modelo de atenção no SUS. 
O principal propósito da ESF é reorganizar a prática da atenção à saúde em novas bases e substituir o modelo 
tradicional, levando a saúde para mais perto das famílias e, com isso, melhorar a qualidade de vida da população. 
COMPOSIÇÃO DA ESF: uma equipe multiprofissional, 
composta por no mínimo: 
 
• Médico (preferencialmente da Medicina de Família e 
Comunidade); 
• Enfermeiro (preferencialmente especialista em Saúde 
da Família); 
• Auxiliar e/ou Técnico de Enfermagem; 
• Agentes Comunitários de Saúde (ACS) 
Podem ser acrescentados a essa composição os 
profissionais de: 
Saúde Bucal (cirurgião-dentista, preferencialmente 
especialista em Saúde da Família e Auxiliar ou Técnico 
de Saúde Bucal) e os 
Agentes de Combate às Endemias (ACE). 
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS 
• São a porta de entrada de um sistema hierarquizado e regionalizado de saúde; 
• Trabalha com território adscrito, com uma população delimitada, sob a sua responsabilidade; 
• Intervém sobre os fatores de risco aos quais a comunidade está exposta; 
• Presta assistência integral, permanente e de qualidade; 
• Realiza atividades de educação, promoção, prevenção e recuperação da saúde. 
 
AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE (ACS) 
Quantos por ESF? Suficiente para cubrir 100%, 
máximo de 750 pessoas por ACS 
Os ACS são parte integrante da equipe mínima da ESF; 
•São um elo entre as equipes de saúde e a comunidade, buscam e trazem informações entre a Unidade de saúde e 
a população; 
• Acompanham mensalmente, em domicilio todas as famílias 
• Desenvolvem de forma constante ações de promoção da saúde. 
EQUIPES MULTIPROFISSIONAIS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE (eMulti) 
O que é? 
Equipes compostas por profissionais de saúde de 
diferentes áreas de conhecimento que atuam de 
maneira complementar e integrada às demais equipes 
da Atenção Primária à Saúde (APS), com atuação 
corresponsável pela população e pelo território, em 
articulação intersetorial e com a Rede de Atenção à 
Saúde (RAS). 
eMulti: MODALIDADES 
 
Ampliada Mínimo 10, máximo 12 equipes. 
Mínimo 300hrs semanais, cada ocupação deve ter no 
máximo 120 horas semanais. 
Complementar  Mínimo 5, máximo 9 equipes. 
Mínimo 200hrs semanais, cada ocupação deve ter no 
máximo 80 horas semanais. 
Estrátegica  Mínimo 1, máximo 4 equipes. 
Mínimo 100hrs semanais, cada ocupação deve ter no 
máximo 40 horas semanais. 
 
 
PROFISSIONAIS DO eMulti 
•Assistente Social 
•Professional/Professor de Educação Física 
•Farmacêutico(a) Clinico(a) 
•Fisioterapeuta 
•Fonoaudiólogo(a) 
•Nutricionista 
•Psicólogo(a) 
•Terapeuta Ocupacional 
•Médico(a) Veterinário(a) 
•Profissional Sanitarista 
•Professor com Formação em Arte e Educação 
•Médico(a) Cardiologista 
•Médico(a) Acupunturista 
•Médico(a) Dermatologista 
•Médico(a) Endocrinologista 
•Médico(a) Geriatra 
•Médico(a) Ginecologista/Obstetra 
•Médico(a) Hansenologista 
•Médico(a) Homeopata 
•Médico(a) Infectologista 
•Médico(a) Pediatra 
•Médico(a) Psiquiatra 
 
A ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA DE SAÚDE E A ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE (APS) NO BRASIL 
DETERMINANTES SOCIAIS DE SAÚDE – DSS 
Um conceito da área de saúde pública que se refere a 
um conjunto de acontecimentos, fatos, situações e 
comportamentosda: 
Que afetam positiva ou negativamente a saúde de: 
• Vida econômica; • social; • ambiental; • política; • 
governamental; • cultural e subjetiva. 
• Indivíduos; • segmentos sociais; • coletividades; 
• populações e territórios. 
DETERMINANTES SOCIAIS DE SAÚDE MARCADORES SOCIAIS DE DIFERENÇA 
Desigualdades: diferenças sistemáticas na situação de 
saúde de grupos populacionais. 
 
Iniquidades: diferenças na situação de saúde que além 
de sistemáticas e relevantes, são evitáveis, injustas e 
desnecessárias (Whitehead). 
▷ Riqueza 
▷ Educação 
 ▷ Ocupação 
▷ Raça 
▷ Etnia 
▷ Gênero 
▷ Orientação Sexual 
▷ Território 
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE 
Constituição 1988 – O SUS foi uma conquista 
democrática e social do povo brasileiro. 
 
“Sistema de Saúde, capaz de garantir o acesso universal 
da população a bens e serviços que garantam sua saúde 
e bem-estar, de forma equitativa e integral” 
O que faz um sistema de saúde ser único? 
Seguir uma mesma doutrina e os mesmos princípios 
organizativos em todo o território nacional, sob a 
responsabilidade das três esferas autônomas de 
governo: federal, estadual e municipal. 
PRINCÍPIOS E DIRETRIZES DO SUS 
DOUTRINÁRIOS DIRETRIZES ORGANIZACIONAIS 
 UNIVERSALIDADE  Saúde como um direito de 
cidadania. 
 EQUIDADE  “Tratar desigualmente os 
desiguais” 
 INTEGRALIDADE  Atender as pessoas como 
um todo em suas necessidades. 
 DESCENTRALIZAÇÃO DA GESTÃO 
 REGIONALIZAÇÃO E HIERARQUIZAÇÃO DA 
REDE DE SERVIÇOS DE SAÚDE 
 PARTICIPAÇÃO E CONTROLE SOCIAL 
 
ORGANIZAÇÃO DO SUS EM NÍVEIS DE ATENÇÃO 
Estabelecidos pela Portaria 4.279 de 30 de dezembro de 2010 
Organização da Rede de Atenção à Saúde no âmbito do 
SUS 
• Atenção Primária 
• Atenção Especializada (níveis secundário e terciário) 
 
APS foi posicionada como um dos elementos da 
estrutura operacional de uma rede de atenção à saúde 
(RAS): centro comunicador e coordenador do cuidado 
ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE 
STARFIELD, 1998 - “atenção essencial à saúde baseada em tecnologia e métodos práticos, cientificamente 
comprovados e socialmente aceitos, tornados universalmente acessíveis a indivíduos e famílias na comunidade. 
ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE  Atenção de primeiro contato, contínua, global e coordenada que se proporciona à 
população sem distinção de gênero, doença, ou sistema orgânico”. (Starfield) 
 Porta preferencial de entrada do usuário no SUS, onde a maioria dos problemas de saúde podem ser 
resolvidos ou encaminhados para tratamento na rede de atenção especializada. 
ATRIBUTOS ESSENCIAIS DA APS ATRIBUDOS DERIADOS DA APS 
 ACESSO – primeiro contato 
 LOGINTUDINALIDADE 
 INTEGRALIDADE 
 COORDENAÇÃO DO CUIDADO 
 
 ORIENTAÇÃO FAMILIAR 
 ORIENTAÇÃO COMUNITÁRIA 
 COMPETÊNCIA CULTURAL 
 
 
 
 
 
 
 
POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO BÁSICA (PNAB) 
(PNAB) – 2017 - conjunto de ações de saúde individuais, familiares e coletivas que envolvem, promoção, prevenção, 
proteção, diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução de danos, cuidados paliativos e vigilância. 
Principais mudanças: 
• Financiamento de outros modelos de organização da AB além da Estratégia Saúde da Família; 
• ampliação das atribuições dos agentes comunitários de saúde; 
• construção da oferta nacional de serviços e ações essenciais e ampliadas da atenção básica; “carteira de serviços” 
• inclusão do gerente de atenção básica nas equipes. 
•Dispõe que as UBS deverão assegurar o acolhimento e escuta ativa e qualificada das pessoas, mesmo que não 
sejam da área de abrangência da unidade, com classificação de risco e encaminhamento responsável; 
• Recursos condicionados à abrangência da oferta de ações e serviços; 
• Inclui as Equipes de Atenção Básica Prisional; 
• Reforça a importância da integração entre a Vigilância em Saúde e Atenção Básica: Agentes de Combate as 
Endemias (ACE) e Agentes Comunitários de Saúde (ACS); 
ATRIBUIÇÕES DO ACS 
poderão realizar as seguintes atividades: 
•Aferir pressão arterial; 
• Realizar a medição da glicemia capilar; 
•Aferição da temperatura axilar; 
•Técnicas limpas de curativo 
INTEGRAÇÃO VIGILÂNCIA E ATENÇÃO BÁSICA 
 Processo contínuo e sistemático 
 Prevenir o aparecimento ou a persistência de 
doenças 
 Evitar intervenções desnecessárias e 
iatrogênicas 
DESAFIOS PARA A INTEGRAÇÃO DA ATENÇÃO BÁSICA COM A VIGILÂNCIA EM SAÚDE 
• Realizar planejamento conjunto das ações de Atenção Básica e da Vigilância em Saúde com base nas necessidades 
do território. 
• Fortalecer o diálogo e ações conjuntas visando a melhoria das condições de saúde da população. 
• Monitorar e realizar a análise conjunta entre as equipes de vigilância e atenção básica, a fim de proporcionar 
mudanças positivas no cuidado e no processo saúde e doença da população. 
• Definir como se dará a supervisão do trabalho do ACE (estratégias locais). 
 
PREVINE BRASIL 
Modalidade financiamento da APS desde 2019. 
Eixos do financiamento do Previne Brasil: 
1. Captação ponderada 
2. Pagamento por desempenho 
3. Incentivo por base populacional 
4. Incentivo à ações estratégicas 
CAPTAÇÃO PONDERADA 
• Repasse financeiro às prefeituras e Distrito Federal com base na população cadastrada. 
• O cadastro deve ser feito pelas equipes de saúde (eSF, eAP, eSFR, eCR ou eAPP). 
• Cadastro feito pelo CPF ou CNS. • Qualquer profissional da equipe pode fazer cadastro 
PAGAMENTO POR DESEMPENHO 
• Definição do valor a ser transferido depende dos resultados alcançados no conjunto de indicadores monitorados e 
avaliados no trabalho das equipes de Saúde da Família e de Atenção Primária. 
• Através do monitoramento desses indicadores, podem ser avaliados os acessos, a qualidade e a resolutividade 
dos serviços prestados pelas eSF/eAP. 
INCENTIVO FINANCEIRO COM BASE EM CRITÉRIO POPULACIONAL 
Faz parte da apuração do valor de referência para o financiamento da APS. O valor do incentivo per capita é 
definido pelo Ministério da Saúde anualmente e publicado em portaria. O aporte estabelecido por município e 
Distrito Federal leva em conta estimativa populacional mais recente divulgada pelo IBGE 
INCENTIVO À AÇÕES ESTRATÉGICAS 
Incentivos contemplam a implementação de programas, estratégias e ações que refletem na melhoria do cuidado 
na APS e na Rede de Atenção à Saúde. 
 
 
 
FERRAMENTAS NA PRÁTICA DA APS: O TERRITÓRIO E SUAS CONDICIONALIDADES 
TERRITÓRIO 
O território é um lugar com limites definidos onde as pessoas vivem, trabalham, circulam e se divertem. Nele, 
encontram-se ambientes construídos e ambientes naturais. O território é, sobretudo, um espaço de relações de 
poder, de informações e de troca. 
TERRITÓRIO VIVO 
• O território apresenta muito mais do que uma extensão geométrica quando aplicado aos sistemas e serviços de 
saúde. 
• O território tem um perfil demográfico, epidemiológico, administrativo, tecnológico, político, social e cultural que o 
caracteriza e se expressa num território em permanente construção; 
• No território há interação constante que dá vida e movimento. 
• A interação social se materializa no território pelos processos de produção e reprodução da vida, estruturando 
diferentes relações de poder entre pessoas, grupos sociais, instituições, Estado e população. 
• Território não se restringe às ruas e edificações. 
• No território, as relações se estabelecem por meio de trocas, de diálogos, de negociações, de pactuações ou de 
conflitos entre diferentes pessoas e grupos. 
• Podemos, portanto, conceituar o território como um espaço limitado políticoadministrativamente ou por ação de 
um grupo social. 
O QUE É TERRITÓRIO EM TERMOS DE SAÚDE? 
Território é o espaço delimitado, produzido pela sociedade, no qual existem múltiplos objetos geográficos (naturais 
e construídos), atores sociais – pessoas (indivíduos e grupos) e instituições –, relações (fluxos) e poderes diversos. 
 O território deve ser relativamente homogêneo, resultado de uma produção histórica, ambiental e social capaz de 
gerar uma identidade própria com problemas e necessidadessociais. 
 
A reestruturação dos serviços de saúde característica da Estratégia Saúde da Família pressupõe relação próxima 
com a comunidade (aumentando o vínculo com o indivíduo e com sua família). 
• A organização territorial dos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) segue uma lógica de reorientar a 
delimitação espacial, as formas de acesso e a aplicação dos recursos nas unidades. 
 
• A descentralização de ações e de serviços para os municípios causou a limitação de cada sistema de saúde com 
base no território e na população definida. 
• As Unidades Básicas de Saúde (UBS) possuem espaço delimitado com determinadas características, naturais ou 
elaboradas pelo homem, que definem o ambiente e influem no processo saúde-doença da população. 
TERRITÓRIOS DA ESF: 
ÁREA 
MICROAREA 
 MORADIA 
Distritos, área, microárea e moradia são os territórios em saúde identificados a nível municipal 
DISTRITO • Distritos sanitários: unidade operacional básica mínima do SUS. 
• Pode se identificar com o território do município ou com parte dele. 
• Capaz de proporcionar assistência à saúde nos níveis primário, secundário e terciário. 
• Possui território conceitualmente bem definido; 
 
Território do Distrito Sanitário 
Área geográfica que comporta uma população com características epidemiológicas e sociais e com 
suas necessidades e os recursos de saúde para atendê-la. 
A área geográfica é definida para cada realidade e pode ser constituída por: • vários bairros de um 
município. • vários municípios de uma região. 
ÁREA • É a área de abrangência de uma UBS. 
 • Espaço de determinação da corresponsabilidade pela saúde entre a população e o serviço, assim 
como o espaço de atuação da UBS. 
• Possui dimensões e população indefinidas, variável para cada UBS 
• A área para uma Unidade de Saúde da Família (USF) é formada por microáreas, nem sempre 
contíguas, onde atua uma equipe de saúde da família e residem em torno de 2.000 a 3.500 pessoas. 
• Área de influência: assistência gerada pela pressão da demanda espontânea de população de áreas 
limítrofes e/ou não assisZdas por uma UBS. 
MICROÁREA • É uma subdivisão do território da área de abrangência. 
• Normalmente é geograficamente assimétrica. 
• A microárea é delimitada conforme as condições socioeconômicas e sanitárias, de modo a 
concentrar grupos mais homogêneos 
 
• A microárea é formada por um conjunto de famílias que congrega, no máximo, 750 habitantes, 
constituindo a unidade operacional do ACS. 
MORADIA • Espaço de vida da família. 
• Objeto das ações de prática em vigilância em saúde. 
• Espaço de menor agregação social, permitindo aprofundar o conhecimento para o 
desenvolvimento de ações de saúde. 
O PROCESSO DE TERRITORIALIZAÇÃO NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA 
TERRITORIALIZAÇÃO 
 É uma ferramenta utilizada pela APS que auxilia na compreensão do processo saúde doença da população 
permitindo a realização do diagnóstico e assinalando possíveis necessidades de intervenção para os 
problemas encontrados naquele território. 
• Trata-se da apropriação do espaço por distintos atores sociais, sendo a representação deste espaço muito mais 
que uma área geográfica, tendo um perfil epidemiológico, administrativo, tecnológico, político e social que o 
caracteriza e se expressa em permanente construção. 
 
A territorialização considera as características: 
• Demográficas 
• Socioeconômicas 
• Geográficas 
• Sanitárias 
• Epidemiológicas 
• Atividades produtivas existentes 
• Disponibilidade de serviços de saúde 
• Articulação entre as regiões administrativas e municípios de fronteiras 
 
AS ORIGENS DA TERRITORIALIZAÇÃO 
Relatório Dawson (1920) 
• Primeira tentativa de organizar serviços de saúde por região e conforme a necessidade da comunidade 
• Construção de redes regionalizadas de assistência 
• Os principais objetivos da territorialização são permitir que as necessidades e os problemas dos grupos sejam 
definidos, possibilitando o estabelecimento de ações mais apropriadas e resolutivas. 
• A territorialização compõe o que se chama de Planejamento Estratégico Situacional. 
ETAPAS DA TERRITORIALIZAÇÃO 
 FASE 1: Planejamento  FASE 2: coleta de dados  FASE 3: análise da dados 
 
Fase 1: Planejamento 
• Compreensão do processo de territorialização a ser discutido em reuniões de equipe 
• Levantamento dos dados previamente existentes 
• Definição de responsabilidades entre os membros da equipe 
 
Fase 2: Coleta de dados 
• Observações in loco; 
• Acesso aos Sistemas de Informação à Saúde (SIS); 
• Leitura dos prontuários dos usuários da unidade de saúde; 
• Entrevistas realizadas com as pessoas que habitam o território. 
Dados: número ou “quantidade” bruta, quantificável, que ainda não foi analisada. O conhecimento obtido pela 
análise dos dados, combinação e interpretação é denominado informação. Os dados são classificados como 
primários ou secundários. 
Dados primários: são aqueles que ainda não foram coletados e sistematizados. 
Dados secundários: são aqueles já colhidos por outras pessoas ou instituições, organizados em bancos ou arquivos. 
 
Fase 3: Análise dos dados (análise situacional em saúde) 
A análise situacional é o momento de analisar os dados coletados na territorialização e transformá-los em 
informações, para compreender a situação de saúde da população e, a partir dessa compreensão, estabelecer o 
planejamento das ações em saúde. 
Características da análise situacional: 
• É permanente e considera a dinâmica do território 
• Deve ser interdisciplinar 
• Deve ser referenciada por critérios de análise (ex: enfoque nos dados sociais, econômicos, epidemiológicos, etc) 
• Deve levar em conta o contexto do território além dos limites físicos 
 
Tipos de análise realizados 
• Análise socioeconômica 
• Análise demográfica 
• Análise epidemiológica 
• Análise socioambiental 
• Análise de acesso à assistência 
• Análise de infraestrutura 
• Análise de aspectos políticos 
 
MAPEAMENTO DAS INFORMAÇÕES DO TERRITÓRIO 
• MAPEAMENTO: aplicação do processo cartográfico sobre uma coleção de dados ou informações, com vistas à 
obtenção de uma representação gráfica da realidade perceptível, comunicada a partir da associação de símbolos e 
outros recursos gráficos. 
• ESQUADRINHAMENTO: definição dos limites geográficos/políticos. 
• PLOTAGEM: colocação da representação física no mapa, seja a unidade de saúde, seja o equipamento social, etc. 
PERSPECTIVA DE ANÁLISE 
DAS INFORMAÇÕES EM 
SAÚDE ATRAVÉS DO 
MAPEAMENTO 
 
 
 
 
 
 
 
COMO ELABORAR MAPAS 
“INTELIGENTES”? 
• Você pode utilizar o Google Earth ou mesmo utilizar uma cartolina grande. 
• O importante é que consiga representar sua área de abrangência dividida em 
Microáreas, com o maior detalhamento possível, por ruas e casas. Lembrando 
sempre que nossa área de maior interesse é a família e as pessoas que lá estão 
 
Essas famílias se relacionam com seus vizinhos (a rua), seu bairro (a microárea) e tudo 
que lá existe, sejam potencialidades e fragilidades. 
• Esse diagnóstico é fundamental para enriquecimento da capacidade de intervenção 
no processo saúde doença no território. 
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO SITUACIONAL 
 
PROCESSO DE TERRITORIALIZAÇÃO 
 
Coleta sistemática dos dados 
ALIMENTAÇÃO DO MAPA VIVO Identificação das populações expostas a riscos, problemas prioritários, 
vulnerabilidades, etc 
DISCUSSÃO NAS REUNIÕES DE 
EQUIPE 
Informação-decisão-ação 
 
 
PES: MOMENTO EXPLICATIVO Identificação do problema a ser abordado, de suas causas e consequências. 
Identificação do problema a ser abordado, de suas causas e consequências 
 PES: MOMENTO NORMATIVO Elaboração de um plano de ação sobre o problema que sofrerá intervenção, 
definindo-se os objetivos 
PES: MOMENTO ESTRATÉGICO Momento onde será feita a análise de viabilidade de planejamento, 
considerando a governabilidade 
PES: MOMENTO TÁTICO-
OPERACIONAL 
Momento de colocar em prática as ações planejadas e avaliar os resultados 
delasFERRAMENTAS NA PRÁTICA DA APS: O TRABALHO EM EQUIPE 
O trabalho em equipe contribui para a obtenção de impactos sobre os diferentes fatores que interferem no 
processo saúde-doença. 
• A ação multiprofissional pressupõe a possibilidade da prática de um profissional se reconstruir na prática do 
outro, ambos sendo transformados para a intervenção na realidade em que estão inseridos. 
 
• Equipe: um grupo de pessoas com habilidades complementares, comprometidas umas com as outras e por um 
objetivo e projeto comum. 
• Equipe multiprofissional: aquela que não é centrada em uma única especialidade. 
• Multidisciplinaridade: associação ou justaposição de disciplinas que abordam um mesmo objetivo a partir de 
distintos pontos de vista. 
• Interdisciplinaridade: busca a superação das fronteiras disciplinares, estabelecendo um consenso. Troca entre as 
disciplinas com integração dos instrumentos, métodos e esquemas conceituais. 
• Transdisciplinaridade: Princípio teórico que busca uma intercomunicação entre as disciplinas, tratando 
efetivamente de um tema comum (transversal). Ou seja, na transdisciplinaridade não existem fronteiras entre as 
disciplinas 
EQUIPE MULTIPROFISSIONAL DE SAÚDE 
Composta por diferentes profissionais, de diferentes áreas da saúde, que trabalham juntos para oferecer um 
atendimento completo e personalizado aos pacientes. 
• Cada um desses profissionais possui conhecimentos e habilidades específicas que complementam o trabalho 
dos demais. 
• Construção de um projeto comum • Articulação das ações • Interação comunicativa entre os agentes 
• Superação do isolamento dos saberes • Flexibilidade dos diferentes saberes 
• Maior autonomia e criatividade dos agentes e integração entre disciplinas 
REUNIÃO DE EQUIPE 
• Planejar um espeço na agenda para reunião de equipe 
• Organizar uma pauta para a reunião (pode ser construída durante a semana anterior) 
• Todos devem ter espaço de fala: fazer circular a palavra 
• Deve ser um espaço para valorizar o saber de todos 
A reunião de equipe é planejada? 
 PLANEJAMENTO 
• Objetivo • Participantes • Local, data, hora • Duração estimada • Material necessário • Agenda • Pautas 
 CONDUÇÃO 
• Produzir ata da reunião e realizar a leitura da ata da reunião anterior. 
• Estimular a participação de todos. • Gerenciar o tempo. • Tomar decisões. 
• Atribuir responsabilidades e apontar pendências. 
• Fazer resumo e confirmar se todos compreenderam as combinações. 
 ACOMPANHAMENTO 
• Acompanhar se as combinações estão sendo cumpridas. 
• Construção de pautas de forma coletiva ao longo da semana anterior (quadro/caderno da equipe). 
 O QUE FAZER 
• Informes – breve. 
• Monitoramento de indicadores (desconstrução da visão de que metas e resultados são externos à equipe). 
• Discussão de casos complexos. 
• Discutir sobre o monitoramento dos casos existentes. 
• Planejamento das visitas domiciliares. 
• Avaliação do processo de trabalho. 
• Discussão sobre o papel dos profissionais, incluindo NASF. 
• Pactuar encaminhamentos e responsabilidades. 
• Educação Permanente da equipe. 
 CUIDADO 
• Reuniões não planejadas e mal conduzidas podem gerar: 
- Perda de credibilidade. - Transmissões de mensagem erradas. - Perda de tempo dos envolvidos. - Desmotivação e 
improdutividade da equipe. 
• Um dos grandes desafios do trabalho em equipe é compreender que cada um carrega histórias de vida e podem 
ocupar papéis de apoio ou resistência no trabalho em grupo 
DISCUSSÃO DE CASOS CLÍNICOS NA EQUIPE 
• Casos difíceis que necessitam de múltiplos olhares para tomada de decisão e acompanhamento da equipe. 
• Fio condutor para a troca de saberes e construção conjunta de um plano terapêutico comum. 
• A discussão de caso em equipe promove: contribuição dos diversos componentes da equipe a partir de diferentes 
olhares. 
• Conhecimento e responsabilização de todos os membros da equipe pelos casos discutidos. 
PROJETO TERAPÊUTICO SINGULAR 
• O Projeto Terapêutico Singular é uma forma de organização da gestão do cuidado, instituída no processo de 
trabalho em saúde entre as equipes da Atenção Básica. 
• Trata-se de ferramenta viabilizadora de diálogo interativo entre os profissionais envolvidos na Atenção Básica, 
permitindo o compartilhamento de casos e o acompanhamento longitudinal de responsabilidade destas equipes 
(BRASIL, 2011). 
 
• O PTS é uma ferramenta que instrumentaliza o desenvolvimento de propostas e condutas terapêuticas articuladas 
para e com o usuário, e por isso não deve ser desenvolvida exclusivamente pelos profissionais da saúde. 
 
• O desenvolvimento do Projeto Terapêutico Singular pode criar um espaço para a efetivação da clínica ampliada e 
de uma prática de cuidado não segmentada ou isoladamente desenvolvida pelo profissional, evitando assim a 
referência e contrarreferência a outros níveis de atenção à saúde, sem antes esgotar as possibilidades terapêuticas 
disponíveis para responder às necessidades identificadas pelas Equipes de Saúde da Família na Atenção Básica. 
 
 
 
AVANÇOS NO TRABALHO EM EQUIPE 
• Pensar a Educação Permanente da Equipe a partir das necessidades identificadas pela própria equipe. 
• Responsabilidade de todos os membros da equipe na realização da educação permanente. 
• Avançar na comunicação, no compartilhamento e na interação 
• Entender os conflitos como propulsores da mudança e como parte do cotidiano do trabalho. 
 
 
 
FERRAMENTAS NA PRÁTICA DA APS: ABORDAGENS NA PESSOA, NA FAMÍLIA E VISITA DOMICILIAR 
MÉTODO CLÍNICO CENTRADO NA PESSOA (MCCP) 
Método que engloba e sistematiza em QUATRO PASSOS os diversos aspectos positivos das diferentes formas de 
abordagem, e atende às expectativas de médico e pessoas, viabilizando uma consulta adequada de APS. 
• Aumenta a satisfação de pessoas e médicos; 
• Melhora a aderência aos tratamentos; 
• Reduz preocupações; 
• Reduz sintomas; 
• Diminui a utilização dos serviços de saúde; 
• Diminui queixas por má prática; 
• Melhora a saúde mental; 
• Reduz custos; 
• Melhora a situação fisiológica e a recuperação de 
problemas recorrentes 
 
COMPONENTES DA ABORDAGEM CENTRADA NA PESSOA 
Explorando a saúde, doença 
e a experiência com a doença 
 Representação da saúde para cada pessoa 
 História, exame clínico, laboratório 
 Dimensão da doença – sentimentos, ideias, efeitos na função, 
expectativas. 
Entendendo a pessoa com 
um todo, inteira 
 A pessoa – história de vida, ascpectos pessoais e de desenvovilmento; 
 O contexto próximo – familia, emprego, comunidade, suporte social 
 O contexto distante – cultura, comunidade, ecosistema. 
Elaborando um projuto 
comum de manejo 
 Problemas e prioridades; 
 Objetivos de tto e do manejo; 
 Papéis da pessoa e do médico 
Intesificando a relação 
médico-pessoa 
 Empatia 
 Autoconhecimento 
 Transfêrencia e contratransfêrencia 
PRIMEIRO COMPONENTE MCCP EXPLORANDO A SAÚDE, A DOENÇA E A EXPERIÊNCIA DA DOENÇA 
Olhar mais amplo, para além da doença, incluindo 
explorar a saúde e a experiência da doença do indivíduo. 
• S – SENTIMENTOS, 
• I – IDEIAS, 
• F – FUNCIONAMENTO DA VIDA. 
• E – EXPECTATIVAS 
PERGUNTAS IMPORTANTES: 
• 1- O que mais está preocupando você ? 
• 2- O quanto isso que você está sentindo afeta sua 
vida? 
• 3- O que você pensa sobre isso ? 
• 4- Quanto/como você acha que posso ajudar ? 
Importante: sinais verbais e não verbais. 
SEGUNDO COMPONENTE ENTENDENDO A PESSOA COMO UM TODO 
• Inclui trabalho, crenças, vivências, momento no ciclo 
de vida individual e familia inserção na comunidade. 
• Pode ser necessário contatar outras pessoas da família 
a auxiliar no cuidado (doenças mentais, crônicas e 
sintomas medicamente inexplicáveis) 
Importância do genograma familiar. 
 
• O contexto pode ser o fator desencadeante, agravante 
ou atenuante do problema de saúde em questão. 
TERCEIRO COMPONENTE: ELABORANDO UM PLANO CONJUNTO DE MANEJO DOS PROBLEMAS 
• As escolhas devem ser fruto de um processo de mútua 
influência e entendimentoentre médico e pessoa; 
• Projeto comum para tratar dos problemas – co-
responsabilização. 
• Estabelecer metas e prioridades de tratamento – 
evitar usar termos científicos nas explicações; 
• Papéis a serem assumidos pela pessoa e pelo medico; 
• Ser flexível com relação ao que a pessoa busca ou 
necessita, observar perfil e tipo de problema. 
QUARTO COMPONENTE: INTENSIFICANDO A RELAÇÃO ENTRE A PESSOA E O MÉDICO 
• Ao longo do tempo, constrói-se um conhecimento sobre a pessoa e sua história, que pode ser útil em manejos 
futuros; 
• Diferentes pessoas requerem diferentes abordagens e variam de acordo com idade, gênero, problema, estado 
emocional. 
• Escuta qualificada Postura empática Busca do contexto • Cuidado compartilhado 
Tarefas chave de uma entrevista centrada na pessoa - Construção de uma relação de ajuda 
- Intercâmbio de informações 
- Cuidado com as respostas às emoções 
 - Gestão da incerteza 
- Tomada de decisões compartilhada 
- Potencialização do autocuidado da pessoa 
ABORDAGEM FAMILIAR 
Família é uma pequena sociedade humana cujos 
membros têm contato direto, laços emocionais e de 
cuidado. Têm também uma estrutura e forma de 
funcionamento, além de uma história compartilhada 
que organiza a sua estabilidade e a capacidade para 
mudanças. 
● Sistema aberto e dinâmico 
● Conectado com outros sistemas 
● Toda família é única 
● Identificação de padrões familiares: famílias LGBTI+, 
famílias monoparentais, famílias reconstituídas, famílias 
estendidas, etc 
TIPOS DE ARRANJOS FAMILIARES 
1. Família nuclear bigeracional (pais e filhos); 
2. Família extensiva (três ou quatro gerações); 
 3. Família unitária (uma só pessoa, ex.: viúva sem filhos); 
4. Família adotiva temporária; 
5. Família adotiva bi-racial / multicultural; 
6. Casal residindo separadamente; 
7. Família monoparental (filho/s com pai ou mãe); 
8. Família homossexual (com ou sem filho/s); 
9. Família reconstituída (remarried/step families); 
10. Família institucional (instituto com função de criar e desenvolver afetivamente a criança/adolescente); 
11. Famílias com constituição funcional (pessoas vivendo juntas, sem laços legais, mas com forte compromisso 
mútuo). 
Refletir criticamente sobre teorias eurocentrados/estadunidenses desenvolvidas historicamente para populações 
brancas e de classe média. 
POR QUE RACIALIZAR? 
• Diálogos abertos sobre questões de raça e etnia podem promover um ambiente de confiança que acabará 
beneficiando o processo; 
• O desconhecimento por parte dos cuidadores sobre preconceito e discriminação os impede de avaliar a 
importância relativa dos vários fatores descritos pelas pessoas como relevantes; 
• Pessoas atendidas por cuidadores que não reconheçam a realidade de viver em uma sociedade racializada 
receberão pior qualidade de atendimento; 
• Associação entre sofrimento psíquico e experiência de racismo; 
• Validar e acolher por conviver com sentimentos tão doloridos e buscar estratégias funcionais para lidar com o 
racismo estrutural; 
• OUÇA E ACREDITE. 
O que avaliar? - Anatomia da família 
- Desenvolvimento familiar 
- Funcionamento familiar 
NÍVEIS DE ENVOLVIMENTO FAMILIAR 
● Grau 1: ênfase mínima nos assuntos familiares. 
● Grau 2: colaboração com a família para trocar informações ou aconselhar. 
● Grau 3: abordagem de apoio atendendo aos sentimentos da família; demanda conhecimentos sobre 
desenvolvimento familiar; 
● Grau 4: abordagem sistêmica da família com avaliação sistemática e planejamento de intervenção; implica 
conhecimentos sobre sistemas familiares e preparo para convocar e coordenar uma reunião de família, 
encorajando-a a externar seus sentimentos; 
● Grau 5: terapia familiar. 
FERRAMENTAS DE 
ABORDAGEM FAMILIAR 
1. Ciclos de vida 
2. Genograma 
3. Ecomapa 
4. PRACTICE 5. 
Outros (APGAR familiar, FIRO) 
CICLOS DE VIDA 
FASES DO CICLO DE VIDA (Família Classe média) FASES DO CICLO DE VIDA (Famíia Popular) 
 Saindo de casa: jovens solteiros 
 O novo casal 
 Família com filhos pequenos 
 Famílias com filhos adolescentes 
 Lançando os filhos e seguindo em frente 
 Famílias no estágio tardio: a velhice 
 
 Família composta por jovem adulto 
 Família com filhos pequenos 
 Família no estágio tardio 
FERRAMENTAS DA ESF: ABORDAGEM FAMILIAR 
Funcionamento 
familiar 
● natureza das relações 
● divisão de poder 
● padrão de comunicação 
● expressão e manejo dos sentimentos 
● capacidade de lidar com perdas e mudanças 
● capacidade de autonomia e intimidade 
 
Anatomia 
familiar: 
GENOGRAMA 
 Possibilita demonstrar esquemática e dinamicamente problemas biomédicos, genéticos, 
comportamentais e sociais que envolvem a família estudada. 
 Permite visualizar o processo de adoecer, facilita o plano terapêutico e permite à família 
uma melhor compreensão sobre o desenvolvimento de suas patologias. 
 
 Avalia cinco domínios: 
1. O modo de comunicação; 
2. As relações; 
3. As doenças; 
4. Os problemas familiares 
5. As experiências traumáticas. 
 
 
Situações que é util: 
Abertura de prontuário para conhecer a familia e seu contexto. 
Pré natal, Puericultura, Doenças crônicas, Má adesão ao tto, problemas genéticos, 
Doenças de incidência familiar, Doenças mental, Pcts limitados ao domicílio (acamados) 
Violência intrafamiliar e doméstica, Familias de vulnerabilidade baixa, 
Familias acompanhadas em programas prióritarios, Consultas frequentes, 
Familias com intervenções constitucionais 
 
ECOMAPA ou 
Mapa de Rede 
Demonstra as relações entre os membros de uma família e a comunidade e ajuda a avaliar os 
apoios e suportes disponíveis e sua utilização pela família. 
 
Informações que podem estar contidas no ecomapa 
1. Vizinhança (área física); 
2. Serviços da comunidade (médicos, saúde mental, toxicodependência, violência doméstica, 
conselhos); 
3.Grupos sociais (igrejas; grupos cívicos: comissão de pais, de bairro; grupos de convívio, ONG); 
4. Educação; 
5. Relações pessoais significativas (amigos, vizinhos, família mais afastada); 
6. Trabalho; 
7. Outras (específicas da família e da área em que habita). 
 
A ferramenta 
PRACTICE 
Na abordagem às famílias, pode ser necessário realizar uma intervenção formal por meio da 
entrevista familiar. 
Pode ser utilizada nessas situações mais complexas e deve ser aplicada em reuniões familiares. 
 
 
 
VISITA DOMICILIAR – ATENÇÃO DOMICILIAR 
Proporciona ao paciente um cuidado ligado diretamente aos aspectos referentes à estrutura familiar, à 
infraestrutura do domicílio e à estrutura oferecida pelos serviços para esse tipo de assistência. 
Assim, evita-se hospitalizações desnecessárias, diminui o risco de infecções e a superlotação de serviços de urgência 
e emergência, melhora a gestão dos leitos hospitalares e o uso dos recursos. 
 
PARA QUE SERVE? 
● CADASTRO ● PREVENÇÃO ● REABILITAÇÃO ● TRATAMENTO DE DOENÇAS ● PALIAÇÃO ● PROMOÇÃO À SAÚDE 
PARA QUEM SERVE? 
● Vulnerabilizados (Determinantes sociais) ● Acamados ● Domiciliados ● Puerpério ● Saúde mental ● Criança com 
asma recorrente ● Hiperfrequentadores ● Insuficiência familiar. 
ATRIBUTOS ESSENCIAIS 
● ATENÇÃO AO 1º CONTATO ● LONGITUDINALIDADE ● INTEGRALIDADE ● COORDENAÇÃO 
 
Critérios de Elegibilidade 
Passo 1: Avaliação da resolutividade da VD: A VD será resolutiva? 
Passo 2: Avaliação da razoabilidade da VD: A VD é a melhor alternativa para a situação? 
Passo 3: Aderência do usuário e sua família ao acompanhamento: há engajamento e corresponsabilização? 
Passo 4: Autorização do usuário e da família. Passo 5: Análise da infraestrutura domiciliar 
 
 
 
FERRAMENTAS NA PRÁTICA DA APS: ACOLHIMENTO E ACESSO AVANÇADO 
Acolhimento é uma diretriz da Política Nacional de Humanização (PNH), que não tem local nem hora certa para 
acontecer, nem um profissional específico para fazê-lo 
• O acolhimento é uma postura ética que implica na escuta do usuário em suas queixas, no reconhecimento do seu 
protagonismo no processo de saúde e adoecimento, e na responsabilização pela resolução,com ativação de redes 
de compartilhamento de saberes. compromisso de resposta às necessidades dos cidadãos que procuram os serviços 
de saúde. 
 
OBJETIVOS 
• Ampliar o acesso; 
• Buscar a integralidade da atenção; 
• Reorganizar o serviço a partir das necessidades, riscos e vulnerabilidade dos usuários; 
• Redefinir relações; 
• Reavivar conhecimentos ampliando a visão de análise e atuação sobre os problemas de saúde; 
• Qualificação e humanização da assistência; 
• Reconhecer o usuário como sujeito no seu processo saúde-doença. 
PARA QUE SERVE? 
• É uma forma de ampliação e facilitação do acesso. 
• Facilita a continuidade e redefinição dos projetos terapêuticos dos usuários. 
• Pode server como umdispositivo de reorganização do processo de trabalho em equipe. 
 
ACOLHIMENTO X TRIAGEM 
“O acolhimento na porta de entrada só ganha sentido se entendemos como uma passagem para o acolhimento nos 
processos de produção de saúde.” 
ACOLHIMENTO TRIAGEM 
Objetivo: inclusão sob a ótica do vínculo e da 
vulnerabilidade 
Programação x Imprevisto 
“quem precisa ser atendido?” 
Objetivo: exclusão 
“quem não vou atender?” 
“quem não deveria estar aqui?” 
ACOLHIMENTO  Encontro complexo entre dois ou mais sujeitos 
Sujeito Profissional de Saúde x Sujeito Usuário 
Co-produção de compromissos singulares a partir de necessidades, de interesses e de direitos de cada um desses 
sujeitos. 
Ӄ UMA FORMA DE ATENDER A TODOS QUE 
PROCURAM OS SERVIÇOS ROMPENDO COM A LÓGICA 
DA EXCLUSÃO.” 
 Ouvir pedidos 
 Dar respostas ao usuário e sua rede social 
 Escutar, Analisar a demanda 
 Responsabilizar-se e dividir responsabilidade 
COMO POSTURA • Prevenir • Cuidar 
• Proteger • Tratar 
• Recuperar • Promover 
COMO TÉCNICA • Avaliar riscos e vulnerabilidade. 
• Construir respostas positivas 
• Usuário como sujeito ativo e participante da própria saúde 
REORIENTADOR DO SERVIÇO • Avaliação das demandas e construção coletiva do fluxo dos serviços 
 
DESAFIOS 
• Ampliar o acesso: Sem sobrecarga para as equipes Sem prejudicar a qualidade das ações 
• Superar a prática profissional centrada na dimensão biológica e centrada no profissional. 
• Formular formas de adaptação a vulnerabilidade local. 
• Responsabilização de toda a unidade. 
Um aspecto dos Serviços de Saúde mais valorizado pela população e que mais gera insatisfação quando não está 
ocorrendo de forma adequada é: 
O ACESSO 
• Amplitude de horário; • Ausência de atraso de nomeação; • Ausência de atraso na chegada à UBS. 
 
O ACESSO E O PRIMEIRO CONTATO 
“O princípio do primeiro contato refere-se ao fato de ser o ponto de entrada mais fácil e próximo do usuário para os 
serviços de um sistema de saúde, portanto, a acessibilidade advoga por um local de atendimento próximo e que 
não prejudique ou atrase o diagnóstico e as intervenções necessárias para se resolver um determinado problema de 
saúde.” 
 
ACESSO E ACESSIBILIDADE 
• Para Donabedian (2003), acesso e acessibilidade a ações e serviços de saúde têm significados semelhantes. Dizem 
respeito à capacidade de obtenção de cuidados de saúde, quando necessário, de modo fácil e conveniente. 
• Acessibilidade ou acesso aparecem como um dos aspectos da oferta de serviços relativos à capacidade de 
produzir serviços e de responder às necessidades de saúde de uma determinada população. 
A acessibilidade tem duas dimensões: 
• Geográfica: refere-se à distância e ao tempo de locomoção dos usuários para chegar aos serviços, incluindo os 
custos da viagem, dentre outros. 
• Sócio-organizacional: diz respeito a todas as características da oferta que podem facilitar ou dificultar a 
capacidade das pessoas no uso dos serviços. 
E O QUE É O ACESSO AVANÇADO? 
• É um modelo de acesso facilitado, em que a pessoa vinculada àquela equipe consegue um atendimento quando 
precisa, no horário mais adequado e com a forma de agendamento mais confortável; 
• Mais conhecido como “Faça o trabalho de hoje, hoje!” 
• Geralmente a agenda tem 65-75% das vagas para o mesmo dia com grande capacidade de oferta de consultas. 
• Nesse modelo há diminuição do tempo de espera e do absenteísmo muito comum em marcações a longo prazo. 
 
E isso é possível a partir da reorganização do processo de trabalho, de pequenos rearranjos nos fluxos da 
unidade, nas formas de agendamento e no enfrentamento de alguns desafios: 
• Abrir mão de uma agenda fragmentada em função de grupos por patologias ou faixas etárias (dias específicos 
para gestantes, crianças, hipertensos ou diabéticos). 
• Evitar pré-agendamentos prolongados, pois pode gerar um desperdício de tempo 
• Envolver todos os profissionais disponíveis para oferecer os melhores recursos de acordo com as necessidades da 
população de sua área. 
• A equipe precisa estar mais voltada para as necessidades da população, com uma agenda mais adequada à 
procura diária das pessoas (ter diagnósticos de demandas atualizados); 
• Definir quanto tempo será necessário para uma consulta pré-agendada, considerando que esta se dará para no 
máximo uma semana e ir diminuindo esse tempo até conseguir chegar “Faça o trabalho de hoje, hoje!”! 
 
Cuidados para uma equipe que pretende adotar o acesso avançado 
1º: O acesso avançado anda junto com o acolhimento e a escuta qualificada. A escuta qualificada 
preferencialmente é feita pelo profissional da enfermagem, porém pode ser feita pelo próprio médico ou cirurgião 
dentista da equipe. Por isso, um dos pressupostos, se isso ainda não acontece, para melhorar o acesso na unidade 
de saúde, é o maior envolvimento do enfermeiro no cuidado das pessoas da sua área. 
Dessa forma, é importante que cada enfermeiro tenha seu próprio consultório e que esse seja próximo ao do 
médico de sua equipe. Essa disposição dos consultórios facilita o entendimento da vinculação para a equipe e para 
a população e também agiliza as interconsultas entre médicos e enfermeiros. 
 
• 2º: Fluxo do atendimento – ESCUTA RÁPIDA 
• Caso o usuário venha para um serviço específico (vacinação, farmácia, coleta de exame, etc) , ali mesmo ele deve 
ser direcionado para que já haja resolutividade sem necessidade de passar por nenhuma outra etapa. 
• A pessoa passa pela recepção apenas para identificar qual a sua equipe e já é agendada/encaminhada para ser 
atendida pelos profissionais de referência. 
• A recepção (escuta rápida), nesse modelo, poderá fazer perguntas breves para identificar a necessidade imediata 
ou não de consulta. 
• Caso tenha necessidade de consulta, nesse momento retira-se o prontuário (se ainda for físico) e direciona a 
pessoa que procura atendimento no dia para a sua própria equipe (auxiliares de enfermagem, enfermeiros e 
médicos) no caso do usuário estar procurando por consulta nesse dia. 
 
 
ESCUTA QUALIFICADA 
Escutar significa, num primeiro momento, acolher toda 
queixa ou relato do usuário mesmo quando possa 
parecer não interessar diretamente para o diagnóstico e 
tratamento. Mais do que isto, é preciso ajudá-lo a 
reconstruir (e respeitar) os motivos que ocasionaram o 
seu adoecimento e as correlações que o usuário 
estabelece entre o que sente e a vida – as relações com 
seus convivas e desafetos 
Importante por exemplo perguntar por que ele acredita 
que adoeceu e como ele se sente quando tem este ou 
aquele sintoma. Quanto mais a doença for 
compreendida e correlacionada com a vida, menos 
chance haverá de se tornar um problema somente do 
serviço de saúde, mas sim, também, do sujeito doente. 
• A equipe define quem ficará responsável por fazer a escuta qualificada. 
• Nela, o profissional de nível superior já conseguirá resolver grande parte das demandas que chegam para a 
equipe. E aquelas que são necessárias realmente de serem vistas pelo médico, são direcionadas pelo médico no 
mesmo dia. 
• A ambiência, o fluxo favorável e estudado para cada unidade e situação, reuniões de equipe periódicas para 
revisão de protocolos e de situações conflituosas e principalmente a vontade de fazer dar certo é a receita para que 
oACOLHIMENTO COM ACESSO AVANÇADO seja implantado com sucesso. 
 
AGENDA COMPARTILHADA E ACESSO AVANÇADO 
A AGENDA 
• As agendas tem um papel fundamental nas atividades das unidades, permitindo um acesso pautado na equidade 
e universalidade; 
• Devem garantir esse acesso e a qualidade da atenção em saúde a toda a população; 
• Deve ser construída a partir de um diagnóstico situacional da realidade social e epidemiológica da comunidade, 
associado à análise dos riscos e vulnerabilidades desse território e levantamento de problemas; 
• O tipo de agenda vai depender do tipo de processo de trabalho e de acesso que está funcionando na unidade. 
Mas alguns princípios são básicos: 
• Deve sempre ser dialogada e socializada entre todos da equipe; 
• Qualquer mudança (férias, afastamento, mudança de horário, etc) deve ser informada, principalmente para 
àqueles que ficam na recepção (escuta rápida); 
• Assim, se a equipe está em ACESSO AVANÇADO 100% na agenda não haverá “consulta agendada” e assim por 
diante. 
COMO VIABILIZAR O ACOLHIMENTO À DEMANDA ESPONTÂNEA? 
• Toda a equipe é responsável pelo acolhimento. 
• Identificar casos de maior risco e vulnerabilidade e facilitar o acesso dos usuários a uma avaliação mais rápida 
pelo profissional mais adequado (escuta qualificada). 
• Fluxos de transferência / encaminhamento dos usuários que necessitam de outros recursos assistenciais. 
• Discutir critérios de risco e organizar a agenda dos profissionais de modo a contemplar a agenda programada e 
casos agudos. 
• Diálogo com os usuários. 
 
Perguntas que podem ajudar a equipe na implantação do acolhimento: 
• Existe acolhimento na unidade? Quem são os responsáveis? Como é feito? Como podemos melhorar? 
• Como é organizado o fluxo dos usuários na unidade? 
• Quais as principais dúvidas e necessidades dos usuários? 
• Quais os problemas e conflitos enfrentados pelos profissionais no que diz respeito ao acolhimento? 
• Quais as tentativas de solução desses problemas? 
 
 
PROCEDIMENTOS EM ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE 
• As unidades de saúde estão autorizadas a realizar procedimentos “com internação de curta permanência” e 
enquadradas como estabelecimento de saúde tipo 1. 
 
“É o consultório médico, independente de um hospital, destinado à realização de procedimentos clínicos, ou para 
diagnóstico, sob anestesia local, sem sedação, em dose inferior a 3,5ml/Kg de lidocaína (ou dose equipotente de 
anestésicos locais), sem a necessidade de internação.” 
 
• Não há necessidade de cuidados específicos de pós operatório. 
Pactuação/Articulação com as gestões locais para viabilizar a realização de procedimentos: 
• Estrutura das Unidades de Saúde que permitam a realização dos procedimentos. 
• Existência de material e insumos necessários. 
• Organização e preparo do material necessário para os procedimentos. 
• Educação continuada da equipe de saúde local. 
 
CLASSIFICAÇÃO DE RISCO 
 
• ASA I: paciente saudável, não fumante, nenhum ou uso mínimo de álcool 
• ASA II : paciente com doenças sistêmicas leves, sem limitações funcionais 
significativas. 
• ASA III : paciente com doenças sistêmicas graves e com limitações 
funcionais significativas. 
• ASA IV : paciente com doença sistêmica grave que é uma ameaça 
constante à vida. 
• ASA V : paciente com doença graves fora de possibilidade de cura. 
Os procedimentos elegíveis para 
realização na APS estão indicados 
para os pacientes de baixo risco: 
 
 ASA I 
 ASA II 
O QUE É POSSÍVEL? 
Estão previstos na Carteira de Serviços da Atenção Primária à Saúde (Casaps) Ministério da Saúde, mas… nem todas 
as unidades de saúde tem infraestrutura para realização de procedimentos ambulatoriais. 
 
 Papel do médico – incentivar a melhoria estrutural e de insumos para qualificar a assistência e expandir as ações 
de cuidado em saúde 
PRINCÍPIOS DE ANESTESIA LOCORREGIONAL 
PRINCÍPIOS DE ANESTESIA LOCORREGIONAL 
 
Lidocaína: disponível nas concentrações de 0,5, 1,2 e 5%; em tubetes de 1,8ml ou ampolas de 10 e 20ml; com ou 
sem epinefrina. 
Apresentações tópicas: geléias 2 e 5%; creme 4%, soluções para uso em mucosa 2 e 20% e spray 10%. 
• Para sondagem uretral, geléia 2 ou 5%. 
• Dose máxima de 5 a 7mg/Kg de peso. 
• Atenção no uso em portadores de hepatopatias crônicas. 
 
Bupivacaína: concentrações de 0,25 a 1% para bloqueio de nervos periféricos. 
• 4 vezes a potência e toxicidade da lidocaína. 
• Menos convulsivantes que a lidocaína e mais cardiotóxico. 
• Mais usado em bloqueios de nervo. 
 
Ropivacaína: 0,25% e 1%. Dose máxima 1 a 2mg/Kg 
• Potência semelhante à bupivacaína. Já tem efeito vasoconstritor 
• Menos cardiotóxica que a bupivacaína 
 
ANESTÉSICOS LOCAIS • Tetracaína: 1%, solução oftalmológica 
• Creme dermatológico EMLA: lidocaína 25mg/g + prilocaína 25mg/g – aplicar sob bandagem oclusiva uma hora 
antes do procedimento. 
 
 
ANESTESIA REGIONAL 
Tópica: gotejamento, nebulização ou instilação 
Infiltração local: no tecido a ser operado 
Bloqueio de campo: infiltração ao redor do tecido a ser operado 
Anestesia de condução: injeção de anestésico nas raízes nervosas 
• Troncular: plexos ou nervos 
• Peridural ou caudal: raízes nervosas no espaço extradural 
•Raquianestesia: raízes nervosas no espaço subaracnoídeo 
INFILTRAÇÃO LOCAL 
• Pode ser realizada apenas com assepsia precária, a fim de melhor tolerância do paciente para assepsia adequada. 
• Indicada na remoção de pequenas lesões de pele, drenar coleções subcutâneas, exérese de pequenos tumores e 
corpos estranhos, sutura de ferimentos. ~ 
• Se pele íntegra, aplicar dose com agulha de insulina para botão anestésico e, a partir dele, injeta mais anestésico 
com uso de agulha mais calibrosa. 
• Se ferimento, injeta-se o subcutâneo a partir das bordas da ferida. 
• SEMPRE ASPIRAR ANTES DE INJETAR. 
DRENAGEM DE ABSCESSO 
Drenagem é o tratamento de escolha, independentemente da localização. 
Atenção: face, principalmente o triângulo formado pelo nariz e pela extremidade do lábio, risco de flebite séptica e 
promover extensão para a região intracraniana. Prescrever antibiótico. 
 
Atenção à região perianal: drenagem com urgência, não se espera apresentar sinal de flutuação: risco de fasceíte 
necrotizante (síndrome de Fournier). Na dúvida, encaminhe com urgência para a avaliação de um cirurgião. 
Complicações 
• Recidiva do abscesso: se o tamanho da 
incisão não for grande o suficiente para 
drenagem adequada; local não explorado 
completamente, deixadas áreas 
loculadas. 
• Sangramento. 
 • Disseminação sistêmica da infecção: 
endocardites, osteomielites, formação de 
abscessos pleurais, articulações etc 
SEGUIMENTO 
• Reavaliar em um ou dois dias para remoção das gazes e do dreno, e 
para verificação da ferida. 
• Orientar compressas mornas no local, durante 15 minutos, 4x ao dia, 
até melhora; trocar os curativos diariamente; verificar sinais de infecção 
sistêmica. 
• A antibioticoterapia está indicada se houver celulite coexistente, se o 
paciente for imunocomprometido ou tiver um corpo estranho (enxerto 
vascular, telas, cateteres e válvulas). 
• Podem-se associar analgésicos e anti-inflamatórios para a dor pós-
drenagem 
LAVAGEM OTOLÓGICA 
INDICAÇÕES 
• Otalgia. • Diminuição importante da audição. • 
Dificuldade de realizar otoscopia. • Desconforto 
audibvo. • Tinnitus (zumbido). • Tontura ou 
verbgem. • Tosse crônica. 
CONTRAINDICAÇÕES 
• Obte aguda. 
• História pregressa ou atual de perfuração bmpânica. 
• História de cirurgia otológica. Paciente não cooperabvo 
ONICOCRIPTOSE 
• Porção lateral ou espícula da unha penetra no 
tecido mole dos tecidos adjacentes. 
• Relacionada ao corte inadequado dos cantos das 
unhas e uso de sapatos apertados na parte 
anterior do pé 
• Estágio 1: dor, leve edema ou eritema. 
• Estágio 2: dor, edema, hiperemia e secreção purulenta. 
• Estágio 3: dor, edema, hiperemia, hipertrofia dos tecidos 
moles (granulação) e secreção purulenta. 
Tratamento conservador: controlar os sintomas até que o cantodoentes alcance a extremidade distal e possa ser 
cortado adequadamente. - Cerca de 70% dos pacientes respondem ao tratamento conservador. - Uso de canaletas 
ou mechas de algodão sob o canto doente da unha. 
Tratamento cirúrgico: consiste da remoção do canto da unha e do tecido de granulação. 
ARBOVIROSES 
DENGUE 
 
Vírus do Dengue 
(RNA) –família 
Flaviviridae, do 
gênero Flavivírus 
 
4 sorotipos: DEN1, 
DEN2, DEN3, DEN4 
 
 FEBRE usualmente 
entre dois e sete dias, 
e duas ou mais das 
seguintes 
manifestações: 
Náusea, vômitos; 
Exantema; Mialgias, 
artralgia; Cefaleia, dor 
retro-orbital; 
Petéquias; Prova do 
laço positiva; 
Leucopenia. 
 
Picada de mosquito vetor (fêmea)  Inoculação Viral  Replicação em linfonodos regionais (por 
2-3 dias)  Viremia (por 4-7 dias) / Infecção de tecidos e órgãos  Manifestações clínicas (após 
1 dia de viremia assintomática) 
 
ATEDIMENTO  Registro  Casos suspeitos (prova de laço, peso e PA sentada e pé, classificação 
de gravidade  Atendimento médico – por prioridade. 
 
Três fases clínicas: febril, crítica e de recuperação. 
 
CASO SUSPEITO ?  Laboratorialmente sorologia IgM (amostra coletada após o 6°dia pesquisa 
de anlgeno NS 1 teste rápido ou ELISA, isolamento viral, RT PCR amostra coletada até o 5°dia 
imuno histoquímica 
A prova do laço deve ser realizada na triagem, obrigatoriamente, em todo paciente com suspeita 
de dengue e que não apresente sangramento espontâneo. 
 Verificar pressão e calcular o valor médio, Insuflar o manguito até o valor médio, cinco 
minutos adulto, e três minutos criança. 
Desenhar um quadrado com 2,5 cm de lado no antebraço e contar o número de 
petéquias formadas dentro dele; 
a prova será positiva se houver 20 ou mais petéquias em adultos e 10 ou mais em 
crianças; 
SINAIS DE ALARME 
Vômitos persistentes; • Dor abdominal intensa e conHnua; • LipoHmia/ Hipotensão postural; • 
Hepatomegalia dolorosa; • Sangramento de mucosa (epistaxe; gengivorragia); • Hemorragias 
(hematêmeses; melena); • Sonolência em crianças e idosos; • Choque / hipotensão; • Redução 
da diurese; • Diminuição repen.na da temperatura corpórea ou hipotermia; • Aumento brusco de 
hematócrito ou plaquetopenia; • Desconforto respiratório. 
Condições preexistentes que sugiram risco de evolução desfavorável: 
• Crianças (< 2 anos) e Idosos (> 65 anos) • Gestantes • Comorbidades 
CLASSIFICAÇÃO 
GRUPO A 
• Caso suspeito de dengue; • Prova do laço negativa, sem sangramentos; 
• Ausência de sinais de alarme; • Sem comorbidades, grupo de risco ou condições clínicas especiais. 
CONDUTA 
• Exames laboratoriais complementares a critério médico; 
• Prescrever paracetamol e/ou dipirona; 
• Não utilizar salicilatos ou anti-inflamatórios não esteroides; 
• Orientar repouso e prescrever dieta e hidratação oral 
ORIENTAÇÕES  Não se automedicar, procurar imediatamente em caso de sinais de alarme. Agendar retorno, 
Notificar, preencher cartão da dengue, orientar eliminação de criadouros 
 
GRUPO B 
 • Caso suspeito de dengue. • Ausência de sinais de alarme. 
• Com sangramento espontâneo de pele (petéquias) ou induzido (prova do laço positiva). 
• Condições clínicas especiais e/ou de risco social ou comorbidades. 
Solicitar exames complementares: HEMOGRAMA! 
• Acompanhamento e observação até o resultado dos exames; 
• Prescrever hidratação oral conforme recomendado para o grupo A, até o resultado dos exames; 
• Prescrever paracetamol e/ou dipirona 
Paciente com hematócrito normal: Tratamento em regime ambulatorial com reavaliação clínica diária – clínica e 
laboratorial, até 48 horas após a queda da febre ou imediata, na presença de sinais de alarme; 
• Paciente com surgimento de sinais de alarme ou aumento do hematócrito: ü Seguir conduta do grupo C. 
• Reavaliação a cada 24 horas • Notificar o caso. • Exames específicos para confirmação não são necessários para 
condução clínica. 
 
 
GRUPO C 
• Caso suspeito de dengue. • Com ou sem sangramento de pele. Sem hipotensão. 
• Presença de um ou mais sinais de alarme. 
Iniciar a reposição volêmica imediata, em qualquer ponto de atenção, independente do nível de complexidade, inclusive 
durante eventual transferência para uma unidade de referência, mesmo na ausência de exames complementares. 
REPOSIÇÃO VOLÊMICA  10ml/kg de soro fisiologico na primeira hora. Acompanhamento 48hrs. 
 
GRUPO D 
• Reposição volêmica (adultos e crianças): 20 ml/kg em até 20 minutos - em qualquer nível de complexidade, inclusive 
durante eventual transferência para uma unidade de referência, mesmo na ausência de exames complementares. 
• Oxigenioterapia • Reavaliação clínica a cada 15-30 minutos e de hematócrito em 2 horas. 
• Monitorização continua – leito de UTI 
• Repetir fase de expansão até três vezes – de acordo com reavaliação clínica. 
 
Extravasamento de plasma, levando ao choque ou acúmulo de líquidos com desconforto respiratório, sangramento grave 
ou sinais de disfunção orgânica como o coração, os pulmões, os rins, o fígado e o sistema nervoso central (SNC); 
Aumento do hematócrito, quanto maior sua elevação maior será a gravidade. 
 
Todo caso suspeito de dengue deve ser notificado à Vigilância Epidemiológica, sendo imediata a notificação das formas 
graves da doença. 
CHIKUNGUNYA 
 Vírus Chikungunya 
(CHIKV) 
Aedes aegypti e 
Aedes albopictus; 
 
Aguda 0-4 dias 
Subaguda 
14 a 3 meses 
Crônica – Apos 3 
• Depois da picada de um mosquito infectado, o início da doença ocorre geralmente entre 4 e 8 
dias, mas pode variar de dois a 12 dias. 
 
Residente ou visitante de áreas epidêmicas até 2 semanas antes do início dos sintomas, ou com 
vínculo epidemiológico com caso confirmado, apresentando: 
Febre de início súbito – superior a 38,50 C + Artralgia ou Artrite intensa de início agudo não 
explicada por outras condições. 
 Cefaleia, náusea, fadiga e exantema; 
O que a difere: fortes dores nas arKculações, que podem estar acompanhadas de edema. 
 
TTO  A dor aguda tratada de forma inadequada é uma das principais causas de sua 
cronificação, causando outros sintomas como a depressão, a fadiga e os distúrbios do sono; 
Analgésico comum (paracetamol, dipirona) 
Codeína, Tramadol, Compresas frias 4/4 por 20 min. Fisioterapia, apoio psicologico. 
Corticoide. (não utilizar anti-inflamatorio e corticoide na fase aguda). 
 Repouso, evitar esforços, retornar a unidade no caso de persistencia de febre. 
Subaguda  prednisona 0,5 mg/kg de peso/dia, em dose única pela manhã. 
Fase crônica da doença, pode ser iniciado a hidroxicloroquina na dose de 6 mg/kg/dia (dose 
máxima 600 mg/dia) via oral (VO), por um período de seis semanas; 
 
Atestado  Mínimo 10 dias. 
ZIKA 
Vírus Zika(ZIKV) 
 
Mosquito Aedes sp. 
 
• O vírus Zika pode 
ser encontrado em 
fluidos biológicos: 
 Leite materno; Urina; 
Sêmen; Saliva; Sangue 
(transmissão por 
transfusão) 
Pacientes com exantema maculopapular pruriginoso associado a dois ou mais dos seguintes 
sinais e sintomas: 
• Febre; • Hiperemia conjuntival sem secreção ou prurido; 
• Poliartralgia; • Edema periarticular 
 
• Os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente após 3 - 7 dias; • Evolução benigna; 
• Tratamento: sintomáticos. 
 
População de risco  Gestantes nos primeiros três meses de gravidez (primeiro trimestre) 
MICROCEFALIA. 
 
Notificação compulsória 
 
 
 
 
FEBRE AMARELA 
Vírus amarílico 
 
Febre amarela urbana 
(FAU) 
Febre amarela 
silvestre (FAS) 
 
Diferenciadas pela 
localização geográfica, 
espécie vetorial e tipo de 
hospedeiro 
Doença febril aguda; • Duração máxima de 12 dias; 
• Quadro clínico de gravidade variável: de formas leves até fatais; 
• Evolução bifásica (infecção e intoxicação); 
 
• FAS: Principal vetor e reservatório: mosquito Haemagogus janthinomys 
• Hospedeiro natural: macaco (primatas); 
• Homem não vacinado: pode entrar no ciclo. 
 
• FAU: Mosquito Aedes aegypti é o principal vetor e reservatório. • Homem: único hospedeiro 
 
• FAS: macaco infectado  mosquito silvestre  macaco sadio àhomem 
• FAU: homem infectado  mosquito Aedes aegypti  homem sadio. 
 
Indivíduo com quadro febril agudo (até sete dias), de início súbito, acompanhado de icterícia 
e/ou manifestações hemorrágicas, residente em (ou procedentete) 
 Área de risco para febre amarela ou de locais com ocorrência de epizootia confirmada 
em primatas não humanos (PNH) ou isolamento de vírus em mosquitos vetores, nos 
úlKmos 15 dias, não vacinado contra febre amarela ou com estado vacinal ignorado. 
 
Quadro com duração de cerca de três dias, após, observa-se remissão da febre e melhora da 
sintomatologia que pode durar de horas até dois dias. 
 
 
 
Não há tratamento específico. 
• Medidas de suporte: Sintomáticos; Reposição de líquidos; Repouso 
 
NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA 
 
COVID-19 E SÍNDROME PÓS-COVID 
PANDEMIA X EPIDEMIA 
PANDEMIA O termo se refere à distribuição geográfica 
de uma doença e não à sua gravidade. 
EPIDEMIA Ocorrência de casos de uma doença, 
comportamento especificamente relacionado à saúde, 
ou outros eventos relacionados à saúde, claramente em 
excesso da expectativa normal em determinada 
comunidade ou região, precisamente especificados. 
COVID-19 
Causada pelo SARS-COV-2 
• Identificada em humanos em dezembro de 2019 na 
China 
• No Brasil, o primeiro caso notificado ocorreu em 26 de 
fevereiro de 2020 
• Pandemia 
 
Fatores ambientais e epidemiológicos para 
desenvolvimento da pandemia 
 
 
Sintomas 
• Principais sintomas: febre, cansaço e tosse seca 
Sintomas menos comuns: ageusia, anosmia, congestão nasal, conjuntivite, dor de garganta, dor de cabeça, mialgia, 
artralgia, diferentes tipos de exantema, náusea ou vômito, diarreia, calafrios ou tonturas 
Classificação 
Leve 
• Sintomas inespecíficos, como febre, fadiga, tosse (com ou sem dispneia, congestão nasal ou cefaleia; diarreia, 
náuseas e vômitos 
• Pacientes idosos e / ou imunossuprimidos podem apresentar sintomas atípicos 
• Os sintomas devido a adaptações fisiológicas da gravidez ou eventos adversos da gravidez (por exemplo, dispneia, 
febre, sintomas gastrointestinais, fadiga) podem se sobrepor aos sintomas de COVID-19 
Grave 
• Adultos: pneumonia com sinais gravidade; saturação capilar ≤90% em ar ambiente; sinais de desconforto 
respiratório (uso de músculos acessórios, incapacidade de falar frases completas, frequência respiratória > 30 
mrpm) sintomas de gravidade em crianças 
• Crianças: pneumonia com tosse ou desconforto respiratório e taquipneia, tiragem, gemência, cianose central, 
incapacidade de amamentar ou beber, convulsões ou redução do nível de consciência 
Crítico 
• Sepse, choque séptico, síndrome do desconforto respiratório agudo, insuficiência respiratória grave, disfunção de 
múltiplos órgãos, pneumonia grave, necessidade de suporte respiratório e internações em unidades de terapia 
intensiva. 
Sintomas de gravidade em crianças 
• Tosse ou dificuldade respiratória E: Cianose central OU SpO₂ < 90%; desconforto respiratório severo; sinais de 
pneumonia com um sinal de perigo geral (incapacidade de amamentar ou beber, letargia ou inconsciência ou 
convulsões; tiragem torácica ou taquipneia). 
• O diagnóstico é clínico, mas a imagem do tórax pode identificar ou excluir complicações pulmonares. 
<2meses: >60 resp/min 
2-11 meses: >50 resp/min 
1-5anos de idade: >40 resp/min 
Exames complementares 
• TC de tórax: TC de tórax diagnostica COVID-19 em 87,9% das pessoas que tinham COVID-19 e identificou 
incorretamente em 20% das pessoas que não tinham COVID19. 
• Rx tórax: diagnosticou COVID-19 corretamente em 80,6% das pessoas que tinham COVID-19 e identificou 
incorretamente o COVID-19 em 28,5% das pessoas que não tinham COVID-19. 
• A evidência sugere que a CT de tórax é melhor para descartar a infecção por COVID19 do que para distingui-la de 
outros problemas respiratórios. Portanto, sua utilidade pode ser limitada em excluir a infecção por COVID-19 em 
vez de distingui-la de outras causas de infecção pulmonar. 
• Testes rápidos devem ser coletados entre o 1 e o 8 dia dos sintomas 
• Kit Teste rápido COVID Ag: 
Coleta deve ser realizada por meio de swab Nasofaríngeo 
91,8% de sensibilidade e 98,0% de especificidade 
• Kit TR DPP® COVID-19 AG: 
Coleta deve ser realizada por meio de swab Nasal 
Indivíduo sintomáticos: 90,3% de sensibilidade e 98,8% de especificidade ndivíduo assintomático: 90,3% de 
sensibilidade geral 91,8% de sensibilidade e 98,0% de especificidade 
 
• RT-PCR em tempo real: detecção do RNA do SARS-CoV-2 em amostras do trato respiratório: técnica padrão ouro. 
Em casos leves, coletar até o 8 dia de sintomas. 
Em casos graves, coletar até o 14 dia dia de sintomas 
 
• RT-LAMP idenrfica o SARS-CoV-2 em amostra de saliva durante o período de infecção arva do vírus. é mais simples 
e rápido do que o RT-PCR e não requer o uso de aparelhos laboratoriais complexos, Em uso na rede de saúde 
suplementar do Brasil. 
 
Exames complementares - controle sorológico 
• Indicados para invesrgação de doença pregressa; permitem conhecer o perfil sorológico da população e são 
indicados a parrr do 8o dia do início dos sintomas 
• Ensaio imunoenzimárco (ELISA) e eletroquimioluminescência (ECLIA) são mais efervos que imunocromatografia 
(teste rápido), imunofluorescência direta e indireta 
Casos Confirmados 
POR CRITÉRIO CLÍNICO 
• Caso de SG ou SRAG associado à anosmia (disfunção olfativa) ou ageusia (disfunção gustatória) aguda sem outra 
causa pregressa 
POR CRITÉRIO CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO 
• Caso de SG ou SRAG com histórico de contato próximo ou domiciliar, nos 14 dias anteriores ao aparecimento dos 
sinais e sintomas com caso confirmado para covid-19. 
POR CRITÉRIO CLÍNICO-IMAGEM 
• Caso de SG ou SRAG ou óbito por SRAG que não foi possível confirmar por critério laboratorial e que apresente 
pelo menos 1 (uma) das seguintes alterações tomográficas: 
• OPACIDADE EM VIDRO FOSCO periférico, bilateral, com ou sem consolidação ou linhas intralobulares visíveis 
("pavimentação"), ou 
• OPACIDADE EM VIDRO FOSCO multifocal de morfologia arredondada com ou sem consolidação ou linhas 
intralobulares visíveis ("pavimentação"), ou 
• SINAL DE HALO REVERSO ou outros achados de pneumonia em organização (observados posteriormente na 
doença). 
RECOMENDAÇÕES DE ISOLAMENTO 
 
Medidas de prevenção e controle 
● Distanciamento físico*; 
● Higienização das mãos; 
● Etiqueta respiratória; 
● Uso de máscaras (estabelecimentos de saúde, população geral, pessoas com sintomas respiratórios- controle da 
fonte)*; 
● Vacinação/Imunização; 
● Inquéritos sorológicos e testagem*; *Orientado pelas autoridades sanitárias de acordo com a epidemiologica 
local, regional, nacional 
Tratamento 
Em casos leves, tratamento sintomático e monitoramento dos sinais e sintomas, em especial saturação (devendo 
ser avaliada de maneira sistematica e individualizad) observando patologías de base que cursa com hipoxemia leve 
asintomática (DPOC, Pneumopatias crônicas, doenças cardíacas congênitas. VR Adultos sem comorbidades Sat O2 ≥ 
93%, Crianças sem comorbidades ≥ 94% 
 
Em casos graves: hospitalização, corticoide sistêmico, oxigenioterapia, heparina, fisioterapia, tratamento de 
infecções bacterianas se associadas e suporte clínico. 
 
Perspectívas no tratamento farmacológico 
Para pacientes com COVID-19 não grave com maior 
risco de hospitalização: 
• Uma forte recomendação para nirmatrelvir-ritonavir; 
• uma recomendação condicional para molnupiravir; 
• uma recomendação condicional para remdesivir 
Não recomendado para pacientes com COVID-19 não 
grave: 
• Recomendação condicional contra corticosteróides 
sistêmicos; 
• Forte recomendação contra plasma convalescente; 
• Recomendação contra a fluvoxamina, exceto no 
contexto de um ensaio clínico; 
• Forte recomendação contra a colchicina. 
Recomendado para pacientes com COVID-19 grave ou crítico: 
• Forte recomendação de bloqueadores dos receptores de interleucina-6 (IL-6) (tocilizumabe ou sarilumabe); 
• Forte recomendação para o inibidorde Janus quinase (JAK) baricitinib; 
• quanto ao uso concomitante de bloqueadores dos receptores de IL-6 (tocilizumabe ou sarilumabe) e do inibidor 
JAK baricitinibe; esses drogas agora podem ser combinadas, além de corticosteróides em pacientes com COVID-19 
grave ou crítico; 
• Recomendação condicional para remdesivir em pacientes com COVID-19 grave 
Quem são os pacientes com maior risco de hospitalizar? 
• Pessoas com idade igual ou maior que 65 anos; ou 
• pessoas com 18 anos ou mais e com imunossupressão: 
Vacinação 
• Iniciada em janeiro de 2021 no Brasil 
As vacinas recomendadas até o momento são: Vacina adsorvida Covid-19 (inaYvada) CoronaVac (Butantan), a 
Vacina Covid-19-RNAm Comirnaty (Pfizer/Wyeth), a Vacina Covid19-recombinante Oxford/Covishield (Fiocruz e 
Astrazeneca) e a Vacina Covid-19- recombinante Janssen Vaccine (Janssen-Cilag) 
 
SÍNDROME PÓS-COVID 19 
• Sinais e sintomas recorrentes ou persistentes após infecção pelo Covid, não atribuídas a outras causas. 
• Na literatura, descrita como Covid longa, Covid-19 pós-aguda, síndrome pósCovid, efeitos de longo prazo da 
Covid, síndrome Covid pós-aguda, Covid crônica 
 
Sua fisiopatologia é baseada em eventos inflamatórios 
• Fase aguda – primeiras 3 semanas 
• Fase pós-aguda – entre 3 e 12 semanas 
• Fase crônica – após 12 semanas 
 
 
 
 
 
Manifestações mais graves:  Fibrose pulmonar, sequela de dano miocárdico viral com redução de 
função sistólica e arritmias, distúrbios tromboembólicos, déficit 
neurocognitivo e síndrome de Guillain-Barré. 
A atenção coordenada para essa condição deve incluir profissionais de APS e 
equipe multidisciplinar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tromboembolismo • Podem ocorrer semanas após o acometimento agudo por covid-19 e são mais 
comuns em pessoas com outras comorbidades. 
Suspeitar de TEP: dispneia de início recente ou que teve piora e/ou taquicardia 
e/ou redução da saturação de O2 
Sinais de TVP: edema unilateral, dor e empastamento da panturrilha, imobilização 
recente, neoplasia e história prévia de tromboembolismo também são fatores de 
risco. 
• O tratamento é semelhante a pacientes com tromboembolismo sem covid-19: 
com anticoagulação terapêutica por no mínimo três meses 
• não há indicação de profilaxia de rotina para anticoagulação profilática após a 
alta hospitalar 
• Exames de coagulação como D-dímeros e fibrinogênio têm utilidade prognóstica 
em casos que necessitam de hospitalização por covid-19 aguda, mas podem estar 
aumentados mesmo na ausência de complicações tromboembólicas 
 
Complicações 
Cardiovasculares 
• arritmias ou palpitações (18,4%), 
• dano miocárdico (10,3%), • angina (10,2%), 
• infarto agudo do miocárdio (3,5%) e 
• insuficiência cardíaca aguda (2%). 
• casos de miocardite fulminante, cor pulmonale, síndrome de takotsubo e 
pericardite também foram relatados 
 
 
Sintomas Neurológicos • Pacientes com cefaleia intensa, delirium, agitação, sonolência, convulsões, 
fraqueza muscular ascendente, sinais neurológicos focais como alteração aguda na 
visão, perda de força ou parestesia devem ser submerdos a exame àsico 
neurológico e conforme avaliação devem ser encaminhados à emergência para 
idenrficação de complicações potencialmente graves. 
• Sintomas comuns: cefaleia, tontura, sensações vagas de raciocínio lentificado ou 
leve obnubilação 
• Complicações raras: AVCs, convulsões, encefalite, encefalomielite, hemorragia 
intracerebral, trombose de seio venoso cerebral, síndrome da encefalopatia 
posterior reversível, síndrome de Guillain-Barré, demência, síndromes 
parksonianas, lesões desmielinizantes periféricas, miopatia, miastenia gravis. 
Saúde Mental • Déficit de atenção, insônia, sintomas de ansiedade, sintomas de depressão, 
síndrome demencial, sintomas psicóticos e ideação suicida. 
 
Essas alterações ocorreram de forma independente das manifestações pulmonares 
e, em até 70% dos casos, persistiram por vários meses após os sintomas 
respiratórios agudos. 
Disgeusia • Tempo de permanência desse sintoma incerto 
• Eropatogenia da disgeusia: coronavírus invade o bulbo olfatório, causando 
anosmia e disgeusia. Também se relaciona às altas concentrações de SARS-CoV-2 
encontradas nas glândulas salivares. 
• Em casos de sintomas persistentes, sugere-se invesrgar outras possíveis causas 
para disgeusia 
 
 
VIOLÊNCIA, ACIDENTES E TRAUMAS NA APS 
ABORDAGEM À VIOLÊNCIA 
“Uso intencional da força física ou do poder real ou em ameaça, contra si próprio, contra outra pessoa, ou contra um 
grupo ou uma comunidade, que resulte ou tenha qualquer possibilidade de resultar em lesão, morte, dano 
psicológico, deficiência de desenvolvimento ou privação” 
- Impactos 
Violência não é apenas um problema médico, é também um problema social que afeta a saúde: 
• provoca morte, lesões e traumas físicos e um sem-número de agravos mentais, emocionais e espirituais 
• diminui a qualidade de vida das pessoas e das coletividades 
• mostra a inadequação da organização tradicional dos serviços de saúde 
• coloca novos problemas para o atendimento médico 
• evidencia a necessidade de uma atuação muito mais específica, interdisciplinar, multiprofissional, intersetorial e 
engajada do setor, visando às necessidades dos cidadãos 
Tipologias 
• Violência criminal; 
• Violência estrutural; 
• Violência institucional; 
• Violência interpessoal; 
• Violência em espaços sociais; 
• Violência intrafamiliar; 
• Violência contra pessoas que tem sofrimento ou adoecimento mental; 
• Violência autoinfligida; 
• Violência cultural; 
• Violência de gênero; 
• Violência racial; 
• Violência contra a pessoa com deficiência; 
• Violência por homofobia. 
Violência e a 
população 
negra 
A população negra tem sua história baseada nas desigualdades. 
A fragilidade da população negra pode ser identificada na precocidade dos óbitos, nas altas taxas 
de mortalidade materna e infantil, na maior prevalência de doenças crônicas e infecciosas, bem 
como nos altos índices de violência urbana que incidem sobre a população negra. 
Reconhecer que essa fragilidade é uma violência é urgente para o planejamento do cuidado 
dessa população. 
Doenças e agravos que necessitam de abordagem específica sob pena de se inviabilizar a promoção 
da equidade em saúde no País 
a) geneticamente determinados – doença falciforme, deficiência de glicose 6- fosfato 
desidrogenase, foliculite; 
b) adquiridos em condições desfavoráveis – desnutrição, anemia ferropriva, doenças do trabalho, 
DST/HIV/aids, mortes violentas, mortalidade infantil elevada, abortos sépticos, sofrimento 
psíquico, estresse, depressão, tuberculose, transtornos mentais (derivados do uso abusivo de 
álcool e outras drogas); 
c) de evolução agravada ou tratamento dificultado – hipertensão arterial, diabetes melito, 
coronariopatias, insuficiência renal crônica, câncer, miomatoses. 
META DA PNSP 
Reconhecimento do racismo, das desigualdades étnico-raciais e do racismo institucional como 
determinantes sociais das condições de saúde, com vistas à promoção da equidade em saúde. ] 
Causas externas é um fator de morbimortalidade importante de ser abordado 
Violência e a 
população 
LGBTQIAPN+ 
Impacto da violência nessa população A prevalência da violência total no Brasil em 2019 foi de 
18,27% . 
Em todos os subtipos de violência, as maiores prevalências ocorreram entre mulheres LGB+ 
Marca: A discriminação por orientação sexual e por identidade de gênero incide na determinação 
social da saúde, no processo de sofrimento e adoecimento decorrente do preconceito e do estigma 
social reservado às populações de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. 
Objetivo-geral: Promover a saúde integral de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, 
eliminando a discriminação e o preconceito institucional, bem como contribuindo para a redução 
das desigualdades e a consolidação do SUS como sistema universal, integral e equitativo. 
VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER 
Fatores de risco de um homem cometerviolência contra a parceira 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Violência e família – fatores de risco 
Nas famílias com dinâmica de violência, é comum haver uma cristalização dos papéis em relação ao lugar de quem 
foi vitimado e o agente agressor. Esses lugares podem ser ocupados pelas mesmas pessoas, anos a fio, ou ser 
compartilhados por diferentes membros do grupo. Durante a terapia familiar é comum se observar a “transferência 
de violência”, quando outro membro do grupo passa a ser o protagonista da violência. 
 
Portanto, a tarefa dos profissionais da saúde não é apenas identificar o agressor, tratando-o individualmente, pois 
isso seria desconsiderar que muitas vezes a família possui uma dinâmica que inclui a violência em suas relações. 
Nesse caso, ao se retirar o agressor, outra pessoa pode passar a atuar em seu lugar; 
 
 
 
 
 
Fatores de proteção à atos infracionais ou violentos cometidos pelo adolescente 
• projeto de vida baseado em sonhos e metas; 
• compreensão das consequências dos próprios 
atos; 
• bom envolvimento na escola (acadêmico e 
relacional); 
• envolvimento em atividades de lazer educativas 
(artísticas, esportivas); 
• relações afetuosas e seguras com adultos; 
• supervisão familiar; 
• mais elevada inteligência, correlacionada a curiosidade, 
criatividade e rendimento escolar; 
• envolvimento com amigos que também têm intolerância aos 
comportamentos infracionais e violentos; 
• religiosidade; 
• existência de adulto significativo para contrabalançar os 
conflitos com os pais, frequentes nessa fase da vida. 
Fatores de proteção à atos violentos cometidos por adultos 
• apoio e suporte social – poder contar com pessoas e instituições que ofereçam afeto e apoio; 
• perseverança para enfrentar as dificuldades – mesmo quando o planejado não deu certo – e para continuar 
tentando, apesar dos obstáculos; 
• cultivo da satisfação com a vida e da autoestima elevada; 
• conquista, satisfação e sucesso no trabalho; 
• opção por estratégias mais ativas de enfrentamento dos problemas, buscando ajuda de outras pessoas e de 
profissionais especializados para apoiá-los na reflexão ou na resolução dos conflitos; 
• capacidade de sustentar a si mesmo e à sua família; 
• ter família ou relacionamentos afetivos estáveis. 
 
 
Política Nacional de Redução da Morbimortalidade por Acidentes e Violência 
Diretrizes 
• promoção da adoção de comportamentos e de ambientes seguros e saudáveis; 
• monitorização da ocorrência de acidentes e de violências; 
• sistematização, ampliação e consolidação do atendimento pré-hospitalar; 
• assistência interdisciplinar e intersetorial às vitimas de acidentes e de violências; 
• estruturação e consolidação do atendimento voltado à recuperação e à reabilitação; 
• capacitação de recursos humanos; 
• apoio ao desenvolvimento de estudos e pesquisas. 
 
Iniciativas de combate à violência 
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável a violência e sua prevenção (ONU): 
• Eliminar todas as formas de violência contra todas as mulheres e meninas nas esferas públicas e privadas, incluindo 
o tráfico e exploração sexual e de outros tipos; 
• Eliminar todas as práticas nocivas, como os casamentos prematuros, forçados e de crianças e mutilações genitais 
femininas; 
• Reduzir significativamente todas as formas de violência e as taxas de mortalidade relacionada, em todos os 
lugares; 
• Acabar com abuso, exploração, tráfico e todas as formas de violência e tortura contra crianças 
 
Prevenção da violência 
• A prevenção primária se destina a evitar que a violência surja, sobre os fatores que contribuem para sua ocorrência 
e sobre os agentes dela em tempo anterior à ação violenta; 
• A prevenção secundária se realiza quando a violência já ocorreu. Significa respostas mais imediatas à violência, 
enfocando a capacidade de diagnóstico, o tratamento precoce e a limitação da invalidez; 
• A prevenção terciária compõe-se de respostas mais a longo prazo, visando intervir, controlar e tratar os casos 
reconhecidos, buscando reduzir os efeitos, as sequelas e os traumas; prevenir a instalação da violência crônica e 
promover a reintegração dos indivíduos. 
 
Rede Nacional de Prevenção das Violências e Promoção da Saúde e Cultura de Paz 
• Qualificação da gestão para o trabalho de prevenção de violências e promoção da saúde e de cultura de paz; 
• Qualificação e articulação da rede de atenção integral às pessoas em situação de violências; 
• Desenvolvimento de ações de promoção da saúde e prevenção de violências para grupos populacionais 
vulneráveis visando à atuação nos determinantes sociais e na autodeterminação dos sujeitos; 
• Garantia da implantação/implementação da notificação de violências interpessoais e autoprovocadas; 
• Promoção e participação de políticas e ações intersetoriais e de redes sociais que tenham como objetivo a 
prevenção de violências e promoção da saúde e da cultura de paz 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ACIDENTES E TRAUMAS NA APS 
Acidentes tipologias • Acidente de trânsito; • Acidentes de trabalho; • Acidentes domiciliares. 
 
 
 
 
TRAUMA 
ABDOMINAL 
Trauma contuso - Não ocorre solução de descontinuidade e as lesões ocorrem por mecanismo 
indireto, podendo cursar com compressão e esmagamento ou cisalhamento de vísceras 
abdominais; hemorragia; ruptura de órgãos e vasos abdominais além de lesões por 
desaceleração. 
 
Trauma abdominal penetrante - solução de descontinuidade da pele e ultrapassa o peritônio. 
 
Exame físico: inspeção, ausculta, percussão e palpação. As estruturas adjacentes como tórax, 
uretra, vagina, períneo, dorso e nádegas podem nos dar pistas de possíveis lesões de órgãos 
abdominais. Além disso, o exame da bacia é de suma importância nesse momento. Indica-se 
toque retal e vaginal em todos pacientes politraumatizados com trauma maior. 
 
Avaliação inicial pode incluir FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma) - Avaliação 
da presença de fluidos intra-abdominais que inclui o exame de quatro regiões importantes (saco 
pericárdico, espaços hepato e esplenorrenal e pelve ou recesso de Douglas), sendo 
extremamente útil na detecção da causa de choque 
 
Trauma 
cranioencefálico 
(TCE) 
• Injúria ou lesão no escalpo com ou sem evidência de alteração de consciência; 
• Classifica-se de acordo com a Escala de Coma de Glasgow (ECG) 
 
Causas de Trauma Cranioencefálico 
● 50%: acidentes automobilísticos. Neste grupo, a principal faixa etária é de adolescentes e 
adultos jovens. Dos 15 aos 24 anos, os acidentes de trânsito são responsáveis por mais mortes 
que todas as outras causas juntas. 
● 30%: quedas. Neste grupo há um grande número de idosos. Entretanto, no Brasil são muito 
frequentes as quedas de lajes, que são ignoradas pelas estatísticas internacionais. 
● 20%: causas “violentas”: ferimentos por projétil de arma de fogo e armas brancas. 
 
72% dos casos de TCE tem associação com consumo de álcool 
 
Classificação da gravidade 
Mínima  ECG = 15 sem perda de consciência ou amnésia 
Leve  ECG = 14 ou 15 com amnésia transitória ou breve perda de consciência 
Moderada  ECG = 9 a 13 ou perda consciência superior a 5 minutos ou déficit neurológico focal 
Grave  ECG = 5 a 8 
Crítica  ECG = 3 a 4 
 
 
Fraturas 
 
 
 
 
 
 
QUEIXA EXAME FISICO 
Trauma Deformidade aparente 
Piora aguda da dor Dor bem localizada a palpação óssea 
Incapacidade funcional aguda Edema ou esquimose loca 
Perda da mobilidade do 
membro 
Crepitação, Hiperemia, Déficit neurológico 
e/ou vascular associado. 
 
ACIDENTES POR 
ANIMAIS 
PEÇONHENTOS 
• Cascavel – gênero Crotalus 
Poucas manifestações locais. Neurotoxicidade – ptose palpebral, rabdomiolise, mialgia 
 
• Jararaca – gênero Bothrops 
(mais comum entre os acidentes ofídicos) 
Dor e edema local, coagulopatia com manifestações hemorrágicas 
 
• Coral - gênero Micrurus 
Neurotoxicidade que pode levar à insuficiência respiratória por fraqueza muscular, mialgia 
 
• Surucucu - gênero Lachesis 
Dor e edema local, coagulopatia com manifestaçõeshemorrágicas e de síndrome vagal 
 
 
 
 
 
 
Tipo de 
acidente 
Antiveneno Classificação Clínica Nº de 
ampolas 
 
 
 
 
 
Botrópico 
 
 
 
 
SABrB, SABLC 
ou SABCD 
Leve: quadro local discreto, sangramento discreto em 
pele ou mucosas; pode haver apenas distúrbio na 
coagulação 
2 a 4 
Moderado: edema e equimose evidentes, sangramento 
sem comprometimento do estado geral; pode haver 
distúrbio na coagulação. 
4 a 8 
Grave: alterações locais intensas, hemorragia grave, 
hipotensão/choque, insuficiência renal, anúria; pode 
haver distúrbio na coagulação. 
12 
 
Laquético 
 
SABL 
Moderado: quadro local presente; pode haver 
sangramentos, sem manifestações vagais 
10 
Grave: quadro local intenso, hemorragia intensa, com 
manifestações vagais 
20 
 
 
Elapídico 
 
 
SAElaF 
Dor ou parestesia discretas, ptose palpebral, turvação 
visual. Considerar todos os casos como potencialmente 
graves devido ao risco de insuficiência respiratória, 
10 
Crotálico 
 
SACrE ou SABC 
Leve: alterações neuroparalíticas discretas; sem mialgia, 
escurecimento da urina ou oligúria 
5 
Moderado: alterações neuroparalíticas evidentes, 
mialgia e mioglobinúria (urina escura) discretas. 
10 
Grave: alterações neuroparalíticas evidentes, mialgia e 
mioglobinúria intensas, oligúria. 
20 
 
 
Araneísmo – aranhas mais comuns no Brasil 
 
• Aranha marrom– gênero Loxoceles 
 
Aranha doméstica, não é agressiva. 
 Costuma picar quando espremida contra o corpo da pessoa. Mais comum na região Sul do Brasil. 
 Dor e edema local. Pode causar febre e mal-estar e manifestações hemorrágicas. Lesão evolui de com uma 
bolha ou equimose central, circundada por um halo pálido (isquemia). Ao longo dos dias, a lesão central 
evolui para necrose. 
 
 
 
 
Tipo de 
acidente 
Antiveneno Classificação Clínica Nº de 
ampolas 
 
 
 
 
 
Loxoscélico 
 
 
 
 
SALoxA, SAArB 
Forma cutânea leve: Lesão incaracterística sem alterações clínicas 
ou laboratoriais. Se a lesão permanecer incaracterística é fundamental 
a identificação da aranha no momento do acidente para confirmação 
do caso. 
- 
Forma cutânea moderada: Presença de lesão “característica” ou 
altamente sugestiva (palidez ou placa marmórea, menor de três 
centímetros no seu maior diâmetro, incluindo a área de enduração), e 
dor em queimação ou a presença de lesão sugestiva (equimose, 
enduração, dor em queimação). 
10 
 
Forma cutânea grave: Presença de lesão extensa (palidez ou 
placa marmórea, maior de três centímetros no seu maior diâmetro, 
incluindo a área de enduração), e dor em queimação intensa. 
10 
Forma cutânea-hemolítica: A presença de hemólise, 
independentemente do tamanho da lesão cutânea e do tempo 
decorrido pós-acidente, classifica o quadro como grave. 
10 
 
 
•Armadeira – gênero Phoneutria 
Aranha mais agressiva, não faz teia. 
Pode pular até 40cm 
 Dor e edema local, vômitos, hipertensão, sialorreia e priapismo em crianças. Manifestações graves: 
convulsões, coma, arritmia cardíaca, choque e edema pulmonar. 
 
Tipo de 
acidente 
Antiveneno Classificação Clínica Nº de 
ampolas 
 
 
 
Fonêutrico 
 
 
 
SAAr 
Leve: Dor, edema, eritema, irradiação, sudorese, parestesia, 
taquicardia e agitação secundárias à dor. 
- 
Moderado: Manifestações locais associadas à sudorese, taquicardia, 
vômitos ocasionais, agitação, hipertensão arterial. 
2 a 4 
 
Grave: Prostração, sudorese profusa, hipotensão, priapismo, 
diarreia, bradicardia, arritmias cardíacas, convulsões, cianose, edema 
pulmonar, choque, 
5 a 10 
 
 
Viúva negra- gênero Latodectrus 
Mais comum na região Nordeste do Brasil 
 Dor e edema local, dor abdominal, contração e dores musculares, agitação, sudorese e, nos casos graves, 
trismo, hipertensão, bradicardia, dispneia, priapismo, retenção urinária, alterações hemodinâmicas e choque 
 
Escorpionismo 
Principais manifestações são dor e parestesia local. 
 
Manifestações graves: hipo ou hipertermia, sudorese profusa; náusea, vômito, sialorreia, dor abdominal, diarreia, 
arritmia, hipo ou hipertensão, ICC, choque, EAP, taquipneia, agitação, sonolência, agitação mental. 
 
Antiveneno Classificação Clínica Nº de 
ampolas 
 
 
 
SAEscA, ou 
SAArB 
Leve: dor e parestesias locais. -- 
Moderado: dor local intensa associada a uma ou mais 
manifestações (náuseas, vômitos, sudorese, sialorreia, 
agitação, taquipneia e taquicardia). 
2 a 3 
 
Grave: além das manifestações clínicas citadas na forma moderada, 
há presença de uma ou mais das seguintes manifestações: vômitos 
profusos e incoercíveis, sudorese profusa, sialorreia intensa, 
prostração, convulsão, coma, bradicardia, insuficiência cardíaca, 
edema pulmonar agudo e choque. 
4 a 6 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SAÚDE DAS CRIANÇAS E DOS ADOLESCENTES 
MORTALIDADE INFANTIL 
O óbito infantil corresponde àquela morte que ocorre em crianças nascidas vivas até um ano de idade incompleto 
(364 dias de vida). 
O óbito nessa faixa etária é dividido nos seguintes subgrupos: 
• neonatal precoce (de 0 a 6 dias); 
• neonatal tardio (de 7 a 27 dias); 
• pós-neonatal (de 28 até 364 dias). 
 
Cada um desses componentes tem ações específicas visando a sua redução. 
 
As mortes infantis, em sua maioria, são consideradas evitáveis, porém é preciso considerar os desafios a serem 
enfrentados, como as diferenças regionais e o acesso oportuno aos serviços de saúde, visto que há um arranjo de 
fatores biológicos, sociais, culturais e de falhas no sistema de saúde, que auxiliam para os elevados números deste 
tipo de óbito. 
 
Entre as ações sugeridas para a redução do óbito infantil, está: 
• políticas de saúde que assegurem cuidados à gestação, ao parto, ao nascimento e ao aleitamento materno; 
• melhoria no acesso aos serviços de saúde; 
• práticas e medidas direcionadas à qualificação na rede assistencial à gestante a ao recém-nascido durante o 
período pré-natal e pós natal. 
 
POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA (PNAISC) 
• As ações/estratégias voltadas ao cuidado integral das crianças têm como orientação a Política Nacional de Atenção 
Integral à Saúde da Criança (PNAISC), vigente pela Portaria de Consolidação nº 2, de 28 de setembro de 2017 e são 
organizadas em 7 eixos estratégicos. 
 
PUERICULTURA 
• É um conjunto de ações promotoras de saúde, exercidas continuamente desde a gestação à adolescência, com 
foco na criança, mas contemplando sua família e comunidade. 
• O objetivo é acompanhar o crescimento e o desenvolvimento, para garantir o cuidado integral da saúde das 
crianças. 
Situações de Risco de Vulnerabilidade 
 Mundo Baixo peso ao nascer (<2500g) 
 Prematuros <37sem 
 Asfixia (Apgar <3 no 5min) 
 Malformação congênita 
 Crianças internadas ou com intercorrências na 
maternidade 
 Mundo Baixas taxas de aleitamento materno 
exclusivo até o 6º mês de vida; 
 Baixas taxas de aleitamento materno até os dois 
anos ou mais; 
 
 Mais do que três filhos morando juntos; 
 Ausência de pré-natal; 
 Atraso ou não realização de vacinas; 
 Atraso no desenvolvimento; 
 RN de mãe adolescente (< 18 anos); 
 Residente em área de risco; 
 RN de mãe com baixa instrução (< 8 anos de 
estudo); 
 Problemas familiares e socioeconômicos que 
interfiram na saúde da criança; 
 História de Violência. 
A Primeira Consulta 
Considerando a alta taxa de mortalidade nos primeiros dias de vida, a primeira consulta é providencial para a 
garantia do cuidado das crianças. 
 
• Espera-se garantir uma visita domiciliar até o 5º dia de vida do bebê; 
• O ACS tem um papel importante na captação precoce do RN, nas orientações sobre os cuidados ao binômio 
mãe/RN no contexto da família. 
• Pode ser feita pelo médico ou enfermeira, junto com o ACS; 
• Consultas para ambos (mãe e RN). 
DEVE ACONTECER ATÉ O QUINTO DIA DE VIDA DO RECÉM NASCIDO! 
 
• Idenhficar fatores de risco e vulnerabilidade do RN; 
• Promover e apoiar o Aleitamento Materno Exclusivo; 
• Observar o vínculo mãe-bebê;• Avaliar a saúde do RN e da mãe; 
• Avaliar a Rede de apoio social; 
• Orientar sobre o calendário de imunizações; 
•Pactuar o calendário de consultas; 
• Fortalecer o vínculo com a equipe; 
• Discutir e incenhvar a participação paterna. 
• Orientar os cuidados gerais com o RN; 
• Teste do pezinho e triagens neonatais: audihva, 
reflexo vermelho, “teste do coraçãozinho” (geralmente 
realizados antes da alta hospitalar); 
TESTE DO PEZINHO 
• Fenilcetonúria 
• Hipotireoidismo congênito 
• Doença Falciforme e outras 
hemoglobinopatias 
• Fibrose Cística 
• Hiperplasia Adrenal Congênita 
• Deficiência de Biotinidase 
• Toxoplasmose Congênita 
 
Consulta puerperal - até 42 dias após o parto 
• Aproveitar a consulta de acompanhamento da criança para realizar a consulta da mãe; 
• Questionar sobre dificuldades advindas da nova situação; 
• Observar sinais de depressão pós parto; 
• Orientar sobre o aleitamento materno, observando a pega, a posição e dificuldades; 
• Suplementação com Fe elementar (40 mg/dia) até o 3º mês pós-parto. 
• Examinar as mamas e manejar as principais complicações (mashte, fissuras…) 
• Observar a retração uterina e avaliar os lóquios; 
• Examinar períneo e genitais externos; 
• Verificar PA, edema de MMII; 
• Orientar anticoncepção. 
Sobre orientar a amamentação… 
 
ACOMPANHAMENTO DA CRIANÇA – Proposta do MS 
Consultas de rotina nas idade: 
Primeira semana  1 mês  2 meses  4 meses  6 meses  9 meses  12 meses  18 meses  24 meses  
36 meses. 
 
PODEM EXISTIR PROTOCOLOS MUNICIPAIS DIFERENTES! 
Diferentes protocolos – a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda 31 consultas da primeira semana de vida 
até os 21 anos de idade. Deve-se avaliar cada criança e suas necessidades individualmente. 
 
Caderneta da Criança • Dados da criança e da mãe 
• Calendário vacinal 
• Prevenção de acidentes e violências 
• Curvas de crescimento e marcos do desenvolvimento 
• Atendimento nos serviços de saúde, educação e assistência social 
• Promoção ao aleitamento materno, saúde da criança, saúde bucal e cuidados gerais 
• Condições do nascimento da criança: Gráficos antropométricos 
• Caderneta intersetorial, com dados sobre assistência social e educação 
Avaliar em todas as consultas: 
• preocupações dos pais, alimentação da criança, estilo de vida da família e determinantes sociais de saúde; 
• peso, estatura, IMC, perímetro cefálico; 
• marcos do desenvolvimento; 
• verificar imunização 
 
1 mês • verificar se a criança está em aleitamento materno; 
• peso, estatura, IMC, perímetro cefálico; 
• verificar imunização 
• observar tônus muscular; 
• avaliar tensão das fontanelas; 
• testar reflexos: Moro, sucção, fuga a asfixia; 
• observar se a criança emite sons e procura sons em seu ambiente; 
• fazer manobra de Ortolani e Barlow. 
2 meses • verificar se a criança está em aleitamento materno; 
• peso, estatura, IMC, perímetro cefálico; 
• observar se a criança emite sons e sorriso social; 
• avaliar se a criança abre e fecha as mãos espontaneamente; 
• observar se a criança movimenta os membros espontaneamente; 
• observar se a criança segura objetos, pelo menos por alguns segundos - até o 4º mês de vida; 
• observar se a criança emite sons “como se tivesse conversando” – até o 4º mês de vida 
4 meses • verificar se a criança está em aleitamento materno; 
• peso, estatura, IMC, perímetro cefálico; 
• observar se a criança movimenta os membros espontaneamente; 
• observar se a criança segura objetos, pelo menos por alguns segundos; 
• observar se a criança emite sons “como se tivesse conversando”; 
• Colocar a criança de bruços, com um objeto a sua frente e observar se ela se apoia nos 
antebraços e tenta pega-lo – até o 6º mês de vida. 
6 meses • Verificar se a criança está em aleitamento materno e orientar a introdução da alimentação 
complementar adequada e saudável; 
• peso, estatura, IMC, perímetro cefálico; 
• observar se a criança muda de posição espontaneamente (rola); 
• observar se a criança tenta alcançar um objeto colocado a sua frente; 
• avaliar se a criança leva objetos a boca; 
• observar se a criança vira em direção aos sons em seu ambiente; 
• observar se a criança brinca de esconde-achou – até o 9º mês; 
• observar se a criança transfere objetos de uma mão para outra; 
• avaliar se a criança senta sem o apoio das mãos – até o 9º mês; 
• observar se a criança fala “mama”, “papa”, “dada” - até o 9º mês 
• Fazer teste do estrabismo 
• Iniciar suplementação de sulfato ferroso se aleitamento materno exclusivo – até 24 meses de 
vida. 
• Orientar higiene bucal e uso de dentifrício com flúor a partir da primeira erupção dental 
9 meses • verificar se a criança está em aleitamento materno e como está a sua alimentação; 
• peso, estatura, IMC, perímetro cefálico; 
• verificar imunização; • observar se a criança faz pinça; 
• observar se imita gestos; 
• avaliar se produz uma conversação incompreensível consigo mesma – até o 12º mês; 
• avaliar se a criança anda com o apoio – até o 12º mês. 
 
12 meses • verificar se a criança está em aleitamento materno e como está a sua alimentação; 
• peso, estatura, IMC, perímetro cefálico; 
• verificar imunização; 
• observar se a criança faz pinça; 
• observar se imita gestos; 
• avaliar se produz uma conversação incompreensível consigo mesma – até o 12º mês; 
• avaliar se a criança anda com o apoio – até o 12º mês. 
18 meses • verificar se a criança está em aleitamento materno e como está a sua alimentação; 
• peso, estatura, IMC, perímetro cefálico; 
• verificar imunização; 
• monitorar aquisição da fala e avaliar audição. 
2 anos • verificar se a criança está em aleitamento materno e como está a sua alimentação; 
• peso, estatura, IMC, perímetro cefálico; 
• verificar imunização; 
• monitorar aquisição da fala e avaliar audição; 
• monitorar marcos de desenvolvimento. 
3 anos • verificar se a criança está em aleitamento materno e como está a sua alimentação; 
• peso, estatura, IMC, perímetro cefálico; 
• verificar imunização; 
• monitorar aquisição da fala e avaliar audição; 
• testar acuidade visual. 
Vigilância do Desenvolvimento Infantil (DI) 
 
A sistemática operacional da estratégia visa: 
• Detecção precoce dos problemas de DI 
• Orientação aos pais sobre promoção do DI 
 
Atraso no Desenvolvimento (DNPM) 
• Todos os fatores de Risco e Vulnerabilidade abordados anteriormente podem levar a atraso no Desenvolvimento 
(nos primeiros 12m); 
• A estimulação nos primeiros anos de vida, para crianças com atraso, melhora seu desempenho, devendo, portanto, 
seu início ser incentivado o mais precocemente possível. 
• Hospitalização no período neonatal. 
• Doenças graves: meningite, traumavsmo craniano e 
convulsões. 
• Parentesco entre os pais. 
• Casos de transtornos mentais na família. 
• Fatores de risco ambientais: violência domésvca, 
depressão materna, dependência química, suspeita de 
abuso sexual... 
• Presença de alterações fenotípicas. 
• Fenda palpebral oblíqua. 
• Olhos afastados. 
• Implantação baixa de orelhas. 
• Lábio leporino. 
• Fenda palatina. 
• Pescoço curto e/ou largo. ~ 
• Prega palmar única. 
 • 5º dedo da mão curto e recurvado. 
 
Suplementação de Vitaminas e Minerais 
Suplementação de Vitamina 
K 
Administrada ao nascer, durante o contato pele a pele na primeira hora de vida ou 
postergar após esse contato 
● A vitamina K injetável pode prevenir a doença hemorrágica do recém-nascido. 
● A vitamina K ajuda o sangue a coagular, mas a capacidade do corpo de armazená-
la é muito baixa. A doença hemorrágica do recém-nascido (HDN) é causada por uma 
deficiência de vitamina K no bebê que acabou de nascer. Esse problema pode levar o 
bebê a ter um sangramento que coloca em risco sua vida no período que vai das 
primeiras horas depois do nascimento até alguns meses. 
Suplementação de Vitamina 
A 
● Busca reduzir e controlar essa deficiência nutricional em crianças de 6 a 59 meses 
de idade emulheres no período pós-parto imediato 
● A xerovalmia e a cegueira noturna são manifestações clínicas da deficiência grave 
de vitamina A. 
 ● Visa a redução do risco global de morte em 24%, de mortalidade por diarreia em 
28% e de mortalidade por todas as causas, em crianças HIV posihvo, em 45%. 
● Em regiões de risco: Nordeste, Norte de Minas Gerais, Vale do Jequihnhonha, Vale 
do Mucuri e Amazônia Legal, desde 2012 contempla todos os Destritos Sanitários 
Especiais Indígenas. 
 
PREVENÇÃO DE ACIDENTES 
 
Cuidados para garantir a segurança das crianças a fim de evitar acidentes 
 
Prevenção da Desnutrição e Déficit de Crescimento 
“A desnutrição tem sido associada à pobreza, o que não significa apenas falta de comida, mas também, muitas 
vezes, falta de segurança, eshmulação e afeto.” 
 
A OMS considera como destruição aguda frave as crianças com peso para a altura ou IMC/idade entre < -3 desvio 
padrão, e com desnutrição moderada as com peso para a altura ou IMC/idade entre < -2 e > -3 desvio padrão. 
 
 
 
Diluição do leite de vaca para crianças menores de 06 meses 
• O leite de vaca integral não é recomendado para menores de 12 meses devido ao potencial alergênico. 
• Em situações em que não é possível a aquisição de fórmulas infanvs, orienta-se a diluição do leite de vaca integral. 
 
Diluição do leite de vaca integral para preparo de 100 ml 
Tipo de leite Quantidade de leite Quantidade de água Quantidade de óleo 
Fluido 70 ml 30 ml 01 colher de sopa 
Em pó 01 colher de sobremesa rasa 100 ml 01 colher de sopa 
 
 
 
 
 
 
 
Segurança Alimentar na Infância 
Garante-se a geração de renda pela agricultura familiar; 
• Garante-se alimentação adequada contemplando de 30 a 70% do aporte nutricional de crianças e jovens de 
escolas tradicionais; 
• Respeito à cultura e modo de vida destes povos; 
• Cumprimento da obrigação legal de compra de no mínimo 30% do recurso do PNAE proveniente da agricultura 
familiar com prioridade a estes grupos, podendo chegar em até 100%. 
 
 
 
 
AVALIAÇÃO DAS PRINCIPAIS QUEIXAS NA INFÂNCIA 
FEBRE 
*Principal causa de febre → Infecção benigna localizada → Mais comum: Viral. 
 
*Sinais de gravidade indicam necessidade de investigação hospitalar: Impossibilidade de beber ou mamar ● Vômito 
de tudo que ingere ou bilioso ● Convulsões, Letargia ou inconsciência; hipotonia; irritabilidade ● Pele pálida, 
cianótica, acinzentada, moteada ou com turgor reduzido ● Taquipneia ou hipoventilação ● Taquicardia ● Má 
perfusão periférica ● Abaulamento da fontanela ● Choro fraco, contínuo ou agudo; gemido 
 
DIARREIA NA INFÂNCIA 
• Aumento do número de evacuações (mais que 3) com fezes aquosas ou de pouca consistência 
• Bactérias, vírus ou parasitas 
• Costumam ser autolimitadas (2 a 14 dias), e variam de leve a grave (desidratação e distúrbios hidroeletrolíticos) 
• Importante causa de desnutrição em países em desenvolvimento; 
 
• Doença muito comum, e também muito vulnerável; 
• A rotavirose é a segunda maior causa de morte em menores de 5 anos no mundo; 
• Descoberta da vacina melhorou o cenário; 
• Na maioria das vezes, a transmissão é fecal-oral. 
 
• Diarreia Aquosa Aguda: agente infeccioso que não invade tecido. Não há sangue ou pus na fezes. Pode desidratar, 
se não houver reposição (E. Coli, rotavirus); 
• Disenteria aguda: sangue nas fezes, podendo ter muco ou pus. Invasão da mucosa. Febre, mas menor perda de 
agua. Shiguela, Giardia, Entamoeba; 
• Diarreia Persistente: > 14 dias (exceto dç celíaca). Dano à mucosa que prejudica absorção. 20% das diarreias; 
 
 
 
Abordagem e Manejo 
• Pergunta sobre pessoas próximas com mesmo sintoma é rápido e eficaz; 
• Avaliar gravidade, risco de complicações e desidratação; 
• Número de evacuações, características das fezes, febre, náuseas e vômitos; 
• Comparar peso com a úlvma medida (Caderneta da Criança); 
• Sinal da dobra cutânea! 
• Estado mental, olhos fundos, mucosa oral seca. 
 
• Coproculturas ficam reservadas para os casos de diarreia persistente. De uma forma geral, exames laboratoriais 
não são necessários... 
• A investigação laboratorial é reservada para as crianças com desidratação grave e que necessitem de hidratação 
venosa; 
• Crianças estáveis hemodinamicamente podem ser tratadas seguramente com a Terapia de Reidratação Oral (TRO); 
 
 
 
 
 
 
 
COMO PREPARA O SRO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INFECÇÃO RESPIRATÓRIA AGUDA EM CRIANÇAS 
• O diagnóstoco evológico das IRA, na právca, é de dificil comprovação; 
• IRA do trato respiratório superior: resfriados, faringites, tonsilites, ovtes e sinusites; 
• IRA do trato respiratório inferior: epiglovtes, laringites, pneumonias e bronquiolites; 
• As de Trato Superior são as mais comuns nas crianças; 
 
 
Resfriado Comum 
• Infecção viral aguda limitada ao trato resp. superior; 
• Diversos vírus; 
• Transmissão por via aérea ou contato; 
• Susceptilidade no inicio da vida escolar ou creche; 
• Febre (3 dias), secreção nasal hialina que pode tornar-se 
amarela; 
• Tosse, diminuição do apetite, irritabilidade; 
• Podem aparecer eritemas e linfadenomegalias. 
Complicações do resfriado 
• Otites; 
• Exacerbação de asma 
• Sinusite 
• Doença no trato resp. inferior 
Tratamento e Prevenção 
• Manutenção do aquecimento da criança, higiene nasal frequente com soro fisiológico, hidratação, umidificação do 
ar e estímulo à oferta do leite materno (em crianças amamentadas) e orientação para retorno ao serviço de saúde se 
houver piora do quadro (dificuldade respiratória ou para alimentar-se, compromehmento do es tado geral); 
• Vacinação contra Influenza; 
• Benefício clínico incerto de antitussígenos e expectorantes; Pressão pela prescrição de medicamentos... 
• Em diversos lugares do Brasil é comum a utilização de plantas medicinais (“lambedores”) 
 
Pneumonia 
• Infecção do parênquima pulmonar por vírus, bactérias, parasitas ou fungos; 
• Crianças com pneumonia bacteriana típica apresentam febre, calafrios, dores abdominais, associadas ou não à 
dor torácica, e tosse produtiva; 
• A taquipneia é um sinal útil para o diagnóstico de pneumoniana infância; 
• Se a ausculta pulmonar sugerir o diagnóstico de pneumonia, deve-se pesquisar o possível agente etiológico por 
meio de minuciosa história clínica, dando-se especial atenção para questões relacionadas com viagens, exposições a 
animais e pessoas doentes, sobretudo com tuberculose; 
 
 
 
 
 
 
Abordagem e manejo 
• Na prática, dificil diferenciação entre Típica e atípica; 
 
Reforçar o exame físico: 
• à palpação, frêmito tóraco-vocal aumentado; 
• à percussão, macicez ou sub-macicez; 
• à ausculta, murmúrio reduzido com crepitações (ou 
estertores) e sopro tubário; 
 
Lactentes e crianças maiores com infecção respiratória 
do trato inferior leve a moderada podem ser tratados 
com segurança no domicílio. 
A realização de radiografia de tórax para confirmação do diagnóshco não é rohneiramente necessária em crianças 
com quadro leve de pneumonia, sem complicações e que serão tratadas ambulatorialmente; 
• Reservar para pneumonias graves, avaliação de complicações e diagnóstico diferencial. 
• A escolha da antibioticoterapia é empírica – a AMOXICILINA é droga de primeira escolha; 
 
• Macrolídeos (azitromicina) podem ser uvlizados nas crianças maiores de 5 anos ou suspeita de avpia; 
 
• Gravidade = hospitalização: tiragem, sonolência, desnutrição, comorbidades crônicas e baixa idade (< 2 meses). 
Falha terapêutica ambulatorial e internação por incapacidade da família e cuidar; 
• Reavaliar a criança 48 horas após o início da terapêutica. 
 
 
PREVENÇÃO 
• Vacinação anti-pneumococos e influenza está no 
calendário básico; 
• Evitar o tabagismo passivo; 
• Manter aleitamento materno; 
• Medidas de controle da exposição à poluição 
atmosférica. 
 
 
 
 
SAÚDE MENTAL DO ESCOLAR - TRIAGEM DOS TRANSTORNOS DO NEURODESENVOLVIMENTO 
• Caracterizados por déficits que acarretam prejuízo no funcionamento pessoal, social, cognitivoe surgem durante o 
período do neurodesenvolvimento. 
 
• Afetam cerca de 3% das crianças em todo o mundo e têm etiologia heterogênea 
 
• Aumento significativo do número de atendimentos de pacientes com diagnóstico de Transtorno do Espectro 
Autista (TEA), deficiência intelectual e Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). 
• Sobrecarga na rede de atenção psicossocial 
 
Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) 
● Definido por sintomas persistentes e mal adaptativos de desatenção, hiperatividade e impulsividade. 
● Prevalência de 7-8% (infancia e adolescencia) 
● Os meninos são duas vezes mais propensos a receber o diagnóstico 
Diagnóstico 
 Clínico, com diferentes fontes de informações (paciente, cuidadores, professores). 
Sintomas 
○ Hiperatividade 
■ movimentação excessiva pelo ambiente; 
■ dificuldade extrema para permanecer sentado; 
■ falar excessivamente ou movimentação constante 
 
○ Desatenção excessiva 
■ Distração; 
■ frequentemente interrompe as tarefas antes do término e passa a outras atividades ○ Impulsividade excessiva 
■ frequentemente faz coisas sem antes refletir 
 
Duração mínima de 6 meses e que estejam presentes em pelo menos mais de um ambiente. 
MANEJO 
Não farmacológico: 
● Psicoeducação sobre o diagnóstico, curso, e tratamento; 
● Estratégias comportamentais, intervenções em sala de 
aula, treinamento de habilidades sociais e organizacionais, 
● Terapia cognitiva, acompanhamento com 
psicopedagogia. 
 
 Farmacológico: 
● psicoestimulantes (metilfenidato e anfetaminas, que 
devem ser usados a partir dos 6 anos de idade) 
 
● não estimulantes(clonidina, imipramina) 
JUVENTUDE 
Saúde do Adolescente 
• Segundo a OMS (1989), a adolescência é representada por indivíduos na faixa etária entre 10 a 19 anos de idade, e 
juventude entre 15 e 24 anos de idade. 
 
• O Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA (1990), lei nº 8.069/90; no artigo 2º, considera adolescente a 
pessoa entre 12 e 18 anos de idade e Segundo o estatuto da juventude, a faixa etária vai de 15 a 29 anos de idade. 
Prevenção de doenças e Promoção de Saúde 
• Exercício físico 
• Alimentação saudável 
• Controle de exposição à telas 
Exposição a tela 
Menores de 2 anos: não devem 
2 a 5 anos: no máximo 1 hora 
11 a 13 anos: 2h por dia, restrições durante as 
refeições, e pelo menos 1hr antes de dormir 
Violência na Criança e no Adolescente 
• A principal causa de violência contra crianças, foram 
por violência sexual (44%) , seguida da psicológica (36%), negligência (33%) e violência Zsica (29%). 
• A residência foi o local de maior ocorrência dos casos de violência contra crianças 
Quando suspeitar? 
• Corrimento Vaginal; 
• Lacerações; 
• Queimaduras (luva, meia, limites bem definidos); 
• Lesões físicas, fraturas, equimoses, hematomas (relação temporal e estória incoerente e estágios diferentes de 
evolução); 
• Alteração no comportamento das crianças e dos adolescentes; 
• Valorizar qualquer suspeita do cuidador; 
• Quem faz o cuidado? 
Consulta do Adolescente 
O adolescente tem direito à: 
• PRIVACIDADE: O direito de ser atendido sozinho, em espaço privado de consulta. 
• CONFIDENCIALIDADE: As informações discuhdas na consulta não podem ser passadas aos seus pais e ou 
responsáveis sem a permissão expressa do adolescente. 
Situações de exceção: 
• A garantia de confidencialidade e privacidade, fundamental para ações de prevenção, favorece a abordagem de 
temas como sexualidade, uso prejudicial de álcool e outras drogas, violência entre outras situações. 
• Porém, há casos em que a garantia da proteção passa pela quebra do sigilo, podendo haver constrangimento 
ocasionado pela revelação à família e/ou rede de proteção. 
Nesses casos, explicar a decisão ao adolescente, oferecendo a ele a oportunidade de se preparar para o momento da 
comunicação, amortece o impacto emocional dessa atitude. 
 
Casos de quebra de sigilo 
• Relato de bullying 
• Diagnóshco de doenças graves, quadros depressivos e outros transtornos do campo mental 
• Autoagressão, ideações suicidas ou de fuga de casa (quando não há indícios de violência intrafamiliar) 
Áreas prioritárias: • Crescimento e desenvolvimento; 
• Saúde sexual; • Saúde Reprodutiva; 
• Saúde bucal; • Saúde mental; 
• Saúde do escolar adolescente; • Prevenção de violências e acidentes. 
 
 
 
 
 
REGISTROS MÉDICOS 
Por que registrar? 
Registro adequado no prontuário 
• Contribui para a longitudinalidade e coordenação do cuidado 
• Partilha de informações com o restante da equipe 
Documentos para o paciente com informação clara 
• Melhor entendimento do paciente sobre o plano traçado 
• Importância administrativa (atestados de saúde e outros) 
 
Esfera judiciária: proteção para profissional e paciente 
Registros 
médicos e 
população 
LGBTQIA+ 
• Pergunte como a pessoa gostaria de ser chamada (Nome social e uso de pronomes) 
• Respeite o nome social (tanto na comunicação verbal quanto nos registros em prontuário) 
• Sinalize no prontuário o nome social e a forma como a pessoa gosta de ser chamada 
• O eSUS APS possui campo de nome social e de identidade de gênero 
• Em prontuários de papel, sugerimos anotar na capa do prontuário 
• Discuta com a equipe sobre o acolhimento das pessoas LGBTQIA+ na unidade de saúde e sobre o 
registro adequado no prontuário 
Registro clínico orientado por problemas 
• Método SOAP 
• Mais adaptado para o perfil de atendimentos da APS 
• Utilizado no eSUS-APS 
• Também recomendado para registros em prontuários de 
papel 
Subjetivo 
Objetivo 
Avaliação 
Plano 
Coleta de informações Subjetivo  Informações trazidas pelo paciente (impressões, receios, motivos para a 
consulta...) 
Objetivo  Dados coletados durante a consulta (achados do exame físico, resultado de 
exames...) 
Definição dos problemas Avaliação  Definição de impressões diagnósticas e construção da lista de problemas 
Pactuação de condutas Plano  Plano terapêutico (exames solicitados, tratamentos prescritos, 
encaminhamentos) 
 
“Subjetivo” (S) Nessa parte se anotam as informações recolhidas na entrevista clínica sobre o motivo da consulta ou 
o problema de saúde em questão. Inclui as impressões subjetivas do profissional de saúde e as 
expressadas pela pessoa que está sendo cuidada. Se tivermos como referencial o “método clínico 
centrado na pessoa” (MCCP), é nessa seção que exploramos a “experiência da doença” ou a 
“experiência do problema”, vivida pela própria pessoa, componente fundamental do MCCP. 
“Objetivo” (O) Nessa parte se anotam os dados positivos (e negativos que se configurarem importantes) do exame 
físico e dos exames complementares, incluindo os laboratoriais disponíveis 
“Avaliação”(A) Após a coleta e o registro organizado dos dados e informações subjetivas (S) e objetivas (O), o 
profissional de saúde faz uma avaliação (A) mais precisa em relação ao problema, queixa ou 
necessidade de saúde, definindo-o e denominando-o. Nessa parte se poderá utilizar, se for o caso, 
algum sistema de classificação de problemas clínicos, por exemplo, o CIAP. 
“Plano” (P) A parte final da nota de evolução SOAP é o plano (P) de cuidados ou condutas que serão tomados em 
relação ao problema ou necessidade avaliada. De maneira geral, podem existir quatro tipos 
principais de planos: 
1) Planos Diagnósticos: nos quais se planejam as provas diagnósticas necessárias para elucidação do 
problema, se for o caso; 
2) Planos Terapêuticos: nos quais se registram as indicações terapêuticas planejadas para a 
resolução ou manejo do problema da pessoa: medicamentos, dietas, mudanças de hábitos, entre 
outras; 
3) Planos de Seguimento: nos quais se expõem as estratégias de seguimento longitudinal e 
continuado da pessoa e do problema em questão; 
4) Planos de Educação em Saúde: nos quais se registram brevemente as informações e orientações 
apresentadas e negociadas com a pessoa, em relação ao problema em questão. 
 
SOAP no eSUS APS – Avaliação SOAP no eSUS APS– Plano 
• Na construção da lista de problemas pode ser usado 
tanto CID10 quanto CIAP2 
• CIAP2: Classificação Internacional de Atenção Primária - 
2ª edição • 
 Frequentemente mais útil que o CID10 para o trabalho na 
APS, já que foi construído para incluir problemas 
indefinidos 
• Registro dos planos pactuados • Criação dos 
documentos necessários para o plano 
DOCUMENTOS GERADOS A PARTIR DO PLANO TERAPÊUTICO DO PACIENTE 
Receitas médicas 
Tipos de receita existentes no Brasil 
• Receita simples 
• Receita de controle especial 
• Receita tipo A (Amarela) 
• Receita tipo B1 e B2 (Azul) 
Receita Simples: • Validade por 30 dias 
• Pode ser válido por até 6 meses de tratamento no caso do registro na receita de uso 
contínuo 
Prescrição de 
antimicrobianos: 
• Duas vias • Receita com validade de 10 dias 
Receituário de 
Controle Especial ou C 
• Validade: 30 dias em todo o território nacional 
• Emitir em duas vias sempre 
• quantidade permi[da: 05 ampolas para injetáveis, e quantidade correspondente a 60 dias 
de tratamento para outras formas farmacêuticas. 
• Máximo 3 (três) substâncias ou medicamentos 
Exemplos: anticonvulsivantes, antidepressivos 
Receituário de controle 
azul ou B 
• B1 (psicotrópicos): vale por 30 dias após a data da prescrição 
Exemplo: benzodiazepínicos 
• B2 (anorexígenos): 30 dias após prescrição; 30 dias de tratamento 
Exemplo: Sibutramina 
Muito pouco usada na APS 
Validade apenas no Estado! 
Receituário de controle 
amarelo ou A 
• Tem 30 dias de validade após a prescrição (todo território nacional) 
• Mais utilizadas na APS para prescrição de opioides fortes em pacientes em cuidados 
paliativos 
• Uso para medicamentos de alto poder de dependência Exemplos: morfina, fentanil, 
oxicodona, metilfenidato (ritalina) 
• Lembrar que, no Brasil, não é raro encontrar pacientes com dificuldade de ler e compreender as receitas 
• Algumas unidades de saúde montam fluxos específicos em suas farmácias (duas vias, renovação de prescrição, etc) 
• A renovação de receitas é um fator importante a ser organizado no processo de trabalho, visto que é um motivo 
muito frequente de consulta 
Capítulo III - Responsabilidade Profissional 
É VEDADO AO MÉDICO: 
• Art. 11. Receitar, atestar ou emitir laudos de forma secreta ou ilegível, sem a devida identificação de seu número de 
registro no Conselho Regional de Medicina da sua jurisdição, bem como assinar em branco folhas de receituários, 
atestados, laudos ou quaisquer outros documentos médicos. 
Atestado médico 
1. Declaração de Óbito (D.O) 
2. Atestado por Doença 
3. Atestado para Repouso à Gestante (120 dias) 
4. Atestado por Acidente de Trabalho 
5. Atestado para Fins de Interdição 
6. Atestado de Aptidão Física 
7. Atestado de Sanidade Física e Mental 
8. Atestado para Amamentação 
9. Atestado de Comparecimento 
 
RESOLUÇÃO CFM n.º 1.658 2002 
• Art. 1º O atestado médico é parte integrante do ato médico, sendo seu fornecimento direito inalienável do paciente, 
não podendo importar em qualquer majoração de honorários. 
• Art. 2º Ao fornecer o atestado, deverá o médico registrar em ficha própria e/ou prontuário médico os dados dos 
exames e tratamentos realizados, de maneira que possa atender às pesquisas de informações dos médicos peritos das 
empresas ou dos órgãos públicos da Previdência Social e da Justiça 
• Art. 5º Os médicos somente podem fornecer atestados com o diagnóstico codificado ou não quando por justa causa, 
exercício de dever legal, solicitação do próprio paciente ou de seu representante legal. 
• Parágrafo único: No caso da solicitação de colocação de diagnóstico, codificado ou não, ser feita pelo próprio 
paciente ou seu representante legal, esta concordância deverá estar expressa no atestado 
Atestado de 
afastamento por 
doença 
• Até 15 dias de afastamento empregador responsável por manter o pagamento de salário 
• Mais de 15 dias de afastamento Afastamento pelo INSS, que agenda perícia e se responsabiliza 
por definir a aptidão do trabalhador para retorno ao trabalho 
Encaminhamentos 
• A guia de encaminhamento é um documento de comunicação entre a APS (coordenadora do cuidado do paciente) e 
os demais pontos da rede de atenção à saúde 
Deve ter informação suficiente para que o outro profissional entenda: 
• O motivo do encaminhamento 
• A história do paciente (pertinente ao encaminhamento) 
• O que o médico de referência espera do outro profissional 
 
OUTROS DOCUMENTOS 
Comunicação de Acidente de Trabalho – CAT 
Preenchimento da CAT: 
• Responsabilidade do empregador 
• Caso o empregador não preencha, deve ser preenchido por médico assistente 
• Não necessita necessariamente de afastamento do trabalho 
• Caráter epidemiológico, social e trabalhista 
• Estabilidade de 12 meses após retorno ao trabalho 
Declaração de Óbito – DO Capítulo X - Documentos Médicos 
DESTINO DE CADA VIA DA D.O. 
 
1ª via (BRANCA) – Encaminhada à Secretaria Municipal de 
Saúde ou Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal 
 
2ª via (AMARELA) – Entregue ao representante/familiar da 
pessoa falecida para ser utilizada para obtenção da 
Certidão de Óbito junto ao Cartório de Registro Civil 
 
3ª via (ROSA) – Encaminhada à Secretaria Municipal de 
Saúde ou Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal 
• É VEDADO AO MÉDICO: 
• Art. 83. Atestar óbito quando não o tenha verificado 
pessoalmente, ou quando não tenha prestado 
assistência ao paciente, salvo, no último caso, se o fizer 
como plantonista, médico substituto ou em caso de 
necropsia e verificação médico legal 
• É VEDADO AO MÉDICO: • Art. 84. Deixar de atestar 
óbito de paciente ao qual vinha prestando assistência, 
exceto quando houver indícios de morte violenta 
Responsabilidade Ética e Jurídica do Médico: 
• Preencher os dados de identificação com base em um documento da pessoa falecida. Na ausência de documento, 
caberá, à autoridade policial, proceder o reconhecimento do cadáver. 
• Registrar os dados na DO, sempre com letra legível e sem abreviações ou rasuras. 
O QUE NÃO SE DEVE FAZER: 
• Assinar DO em branco. 
• Preencher a DO sem examinar o corpo e constatar a morte 
• Preencher a DO quando há sinais de morte violenta 
• Utilizar termos vagos para o registro das causas de morte como parada cardíaca, parada cardiorrespiratória ou 
falência de múltiplos órgãos 
• Cobrar pela emissão da DO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SISTEMAS DE INFORMAÇÕES EM SAÚDE NA APS 
• Existe no Brasil um grande número de diferentes Sistemas de Informações em Saúde (SIS) voltados à: 
a. Operação de estabelecimentos assistenciais, 
b. Gerência de redes de serviços, 
c. Estatísticas vitais, 
d. Investigação e ao controle de diversas doenças 
e. Podem e devem ser usados para o planejamento, por parte do gestor, de intervenções sobre sua realidade 
sanitária. 
 
• Constituído por vários subsistemas e tem como propósito geral facilitar a formulação e avaliação das políticas, 
planos e programas de saúde, subsidiando o processo de tomada de decisões. 
 
• A disponibilidade de informações qualificadas sobre determinantes de saúde e impacto de intervenções na saúde 
da população é crucial para o estabelecimento de políticas de saúde abrangentes e planejamento de intervenções 
locais, potencializando, entre outras, as ações reguladoras e fiscalizadoras da vigilância em saúde, o planejamento 
das intervenções assistenciais e o estabelecimento de parcerias interinstitucionais para o enfrentamento desses 
problemas. 
A Portaria nº 2.135, de 25 de setembro de 2013, estabelece diretrizes para o processo de planejamento no âmbito 
do Sistema Único de Saúde (SUS), e define que a análise situacional deve ser orientada pelos seguintes temas: 
 
• Estrutura do sistema de saúde; 
• Redes de atenção à saúde; 
• Condições sociossanitárias; 
• Fluxos de acesso; 
• Recursos financeiros; 
• Gestão do trabalho e da educação na saúde; 
• Ciência, tecnologia, produção e inovação em saúde e gestão 
Sistemas de informação emsaúde: caráter diagnóstico, de monitoramento e avaliação das mudanças nos 
indicadores após a implementação dos Planos de Saúde 
Principais subsistemas no Brasil 
• Sistema de Informação sobre mortalidade (SIM) 
• Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC) 
• Sistema de Informação de Agravos de Notificação 
(SINAN) 
• Sistema de Informação Ambulatorial (SAI/SUS) 
• Sistema de Informação Hospitalar (SIH/SUS) 
• Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos 
em Saúde (SIOPS) 
• Sistema de Informação sobre HAS e DM (HIPERDIA) 
• Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB) 
• Sistema de Informação de Vigilância Alimentar e 
Nutricional (SISVAN) 
• Acompanhamento de Gestantes (SISPRENATAL) 
• Sistemas Municipais (HYGIA em Ribeirão Preto-SP) 
• Sistema de Informação em Saúde do Pacto pela Saúde 
(SISPACTO) 
• Sistema de Apoio ao Relatório de Gestão (SARGSUS) 
Sistema de 
Informações sobre 
Mortalidade (SIM): 
• Criado pelo DATASUS para a obtenção regular de dados sobre mortalidade no país. 
• Possibilita a captação de dados sobre mortalidade, de forma abrangente, para subsidiar 
as diversas esferas de gestão na saúde pública. 
• O documento básico é a Declaração de Óbito, padronizada nacionalmente e distribuída 
pelo Ministério da Saúde, em três vias. 
• Problema: sub-registro, chegando a mais de 30% em algumas regiões do país 
No processo de planejamento, o SIM possibilita identificar as principais causas de 
mortalidade, assim como sua categorização por faixa etária, observar o comportamento 
de eventos sentinela e monitorar a qualidade de declarações de óbito, fortalecendo a 
análise situacional e o processo de priorização de ações. 
• Sistema de 
Informações sobre 
Nascidos Vivos 
(SINASC) 
Concebido à semelhança do SIM e implantado gradualmente pelo Ministério da Saúde, a 
partir de 1990. Dispõe de dados consolidados nacionalmente desde 1994, mas apresenta 
variações de cobertura nos primeiros anos de implantação. 
• O documento básico é a Declaração de Nascido Vivo (DN), padronizada nacionalmente 
e distribuída pelo Ministério da Saúde, em três vias. 
• Fluxo análogo ao do SIM, com codificação e transcrição efetuadas pelas secretarias 
municipais e estaduais de Saúde. 
SINAN: sistema de 
vigilância de agravos 
transmissíveis e não 
transmissíveis envolve 
o Sistema de 
Informação de Agravos 
de Notificação 
(SINAN), desde 1990, com o objetivo de: a. padronizar a coleta e o processamento de 
dados sobre agravos de notificação obrigatória no território nacional, b. fornecer dados 
para a análise do perfil da morbidade e c. contribuir para a tomada de decisões nos níveis 
municipal, estadual e federal. 
 
• Coleta, transmite e dissemina dados gerados rotineiramente pelo sistema de vigilância 
epidemiológica, nas três esferas de governo. 
• Apoia processos de investigação e de análise das informações sobre doenças de 
notificação compulsória. • Sistema modular e informatizado desde o nível local, pode ser 
operado a partir das unidades de saúde. 
• Documentos básicos: ficha individual de notificação (FIN), preenchida pelas unidades 
assistenciais a partir da suspeita clínica da ocorrência de algum agravo de notificação 
compulsória ou outro agravo sob vigilância. Ficha individual de investigação (FII), que 
contém campos específicos de orientação para a investigação do caso. 
Sistema de Informações 
em Saúde da Atenção 
Básica (SISAB) e o e-SUS 
• Foi desenvolvido pelo DATASUS, em 1998, para coletar dados de produção, realizado 
pela equipe das Unidades de Saúde, e sistematizar dados coletados nas visitas às 
comunidades, realizadas pelos agentes comunitários de saúde e Equipe de Saúde da 
Família. 
• Por muito tempo os instrumentos de coleta de dados do SIAB foram: relatório PMA2, 
relatório SSA2, ficha D, ficha C, ficha B-GES, ficha B-HA, ficha B-DIA, ficha B-TB, ficha B-
HAN. 
Sistema de Informações 
Hospitalares do SUS 
(SIH/SUS) 
Limita-se às internações no âmbito do SUS. 
• Estima-se que o SIH/SUS reúna informações sobre 60% a 70% das internações 
hospitalares realizadas no país, variando de acordo com a região. 
• Documento básico: Autorização de Internação Hospitalar (AIH), que habilita a 
internação do paciente e gera valores para pagamento. 
• Acesso - Morbidade Hospitalar do SUS: 
Sistema de Informações 
Ambulatoriais do SUS 
(SIA/SUS) 
• Captação e processamento das contas ambulatoriais do SUS, que representam mais de 
200 milhões de atendimentos mensais. 
• Documento básico: Boletim de Produção Ambulatorial (BPA), preenchido pelas 
unidades ambulatoriais. Seu processamento é descentralizado na esfera estadual ou 
municipal, conforme o nível de gestão, para envio ao Datasus. 
• Para procedimentos de alta complexidade e alto custo (hemodiálise, terapia oncológica 
etc.), o SIA/SUS tem como documento básico a autorização para procedimentos de alto 
custo/complexidade (Apac). 
Sistema de tabulação 
TABNET do Datasus 
(Departamento de 
Informática do SUS): 
• Este tabulador de dados permite ao usuário gerar tabela e produzir gráficos e mapas, 
através do seguinte processo: 
• Seleção do grupo de informações tais como: Mortalidade; Nascidos Vivos; 
• Informações Epidemiológicas; Morbidade; Indicadores de Saúde; Assistência à Saúde; 
• Informações Demográficas e Socioeconômicas; Inquéritos e Pesquisas e Cadastros da 
Rede Assistencial, Escolha da abrangência geográfica, Seleções das variáveis, Seleção do 
período ou períodos e dos filtros, Visualização dos resultados através de mapas, gráficos 
e tabelas bidimensionais (linhas e colunas). 
Dificuldades e avanços 
• Integração dos dados entre os diferentes sistemas -> gera a necessidade de inserir as informações diversas vezes. 
 
 
PRÁTICA DE SAÚDE BASEADA EM EVIDÊNCIAS 
Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Medicina – 2014 
Art. 4º Dada a necessária articulação entre conhecimentos, habilidades e atitudes requeridas do egresso, para o 
futuro exercício profissional do médico, a formação do graduado em Medicina desdobrar-se-á nas seguintes áreas: 
• I - Atenção à Saúde; 
• II - Gestão em Saúde e 
• III - Educação em Saúde. 
Seção I - Da Atenção à Saúde 
• III - qualidade na atenção à saúde, 
pautando seu pensamento crítico, que 
conduz o seu fazer, nas melhores 
evidências cien9ficas, na escuta ativa e 
singular de cada pessoa, família, grupos e 
comunidades e nas políticas públicas, 
programas, ações estratégicas e 
diretrizes vigentes. 
• Seção II - Da Gestão em Saúde 
Art. 6º - III - Tomada de Decisões, com base na análise crítica e 
contextualizada das evidências científicas, da escuta ativa das pessoas, 
famílias, grupos e comunidades, das políticas públicas sociais e de 
saúde, de modo a racionalizar e otimizar a aplicação de conhecimentos, 
metodologias, procedimentos, instalações, equipamentos, insumos e 
medicamentos, de modo a produzir melhorias no acesso e na qualidade 
integral à saúde da população e no desenvolvimento científico, 
tecnológico e inovação que retroalimentam as decisões; 
• Seção III - Da Educação em Saúde 
Art. 7º - I - aprender a aprender, como parte do processo de ensino aprendizagem, iden?ficando conhecimentos 
prévios, desenvolvendo a curiosidade e formulando questões para a busca de respostas cienJficamente 
consolidadas, construindo sen?dos para a iden?dade profissional e avaliando, cri?camente, as informações ob?das, 
preservando a privacidade das fontes; 
Prática de Saúde Baseada em Evidências (PSBE) 
“Uso consciencioso, explícito e judicioso das melhores evidências cien9ficas correntemente disponíveis para tomar 
decisões relaJvas ao cuidado de pacientes individuais” 
Habilita os profissionais a utilizarem a informação de 
forma eficiente e lógica através de três habilidades 
centrais: 
• Busca eficaz na literatura científica 
• Avaliação crítica da informação 
• Aplicação da informação 
• A evidência, por si só, não é o que determina as 
decisões 
 
● 1º passo: Background ou Foreground? 
● 2º passo: Boaelaboração e amadurecimento da questão 
● 3º passo: Encontrar plataforma adequada de busca e/ou desenho de estudo adequado para questão 
● 4º passo: Colocar termos corretos na pesquisa. 
● 5º Passo: Avaliação crítica da evidência 
● 6º Passo: Aplicação da evidência avaliando o contexto 
 
 
 
 
 
 
 
IMUNIZAÇÃO E O CALENDÁRIO NACIONAL DE VACINAÇÃO DO MS 
QUAL A IMPORTÂNCIA DA VACINAÇÃO? 
• As vacinas são seguras e estimulam o sistema imunológico a proteger a pessoa contra doenças imunopreveníveis 
• As vacinas são consideradas um dos melhores investimentos em saúde, considerando o custo-benefício 
 
• O Programa Nacional de Imunizações (PNI) é um dos maiores do mundo, ofertando, atualmente, 48 diferentes 
imunobiológicos (vacinas especiais, soros e imunoglobulinas) para toda a população. 
QUAIS IMUNOBIOLÓGICOS ENCONTRO NO SUS? • 48 imunobiológicos (vacinas, soros e imunoglobulinas). 
• Destas, 18 são vacinas para crianças e adolescentes 
ofertadas no Calendário Nacional de Vacinação 
1. BCG, 
2. Hepatite B, 
3. Penta, 
4. Pólio inativada, 
5. Pólio oral, 
6. Rotavírus, 
7. Pneumo 10, 
8. Meningo C, 
9. Febre amarela, 
10. Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) 
11. Tetra viral (sarampo, caxumba e rubéola e varicela), 
12. DTP, 
13. Hepatite A, 
14. Varicela, 
15. Difteria e tétano adulto (dT), 
16. Meningocócica ACWY, 
17. HPV quadrivalente, 
18. dTpa, 
19. Influenza (esta ofertada durante Campanha anual) e 
20. Pneumocócica 23-valente (Pneumo 23) 
CRITÉRIOS PARA VACINAÇÃO 
• Toda a população pode se vacinar no SUS. 
• Comparecer a um Estabelecimento de Saúde com o cartão de vacinação em mãos. 
• A ausência do Cartão de Vacinação não é um impeditivo para se vacinar. 
• Nos casos de perda do cartão de vacinação, a orientação é para procurar a unidade de saúde onde recebeu as 
vacinas para resgatar o histórico de vacinação e fazer a segunda via. 
SEGURANÇA DAS 
VACINAS 
• Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) - continuidade de monitoramento da 
segurança do produto. 
• Programa Nacional de Imunizações (PNI) - monitoramento dos eventos adversos pós 
vacinação. 
CENTROS DE REFERÊNCIAS DE IMUNOBIOLÓGICOS ESPECIAIS (CRIE) 
• Finalidade: facilitar o acesso da população aos imunobiológicos especiais, principalmente para as pessoas com 
imunodeficiências congênita ou adquirida e de outras condições especiais de morbidade ou pessoas expostas a 
situações de risco 
• Garantir os mecanismos necessários para investigação, acompanhamento e elucidação dos casos de eventos 
adversos graves e/ou inusitados associados temporalmente à aplicação de imunobiológicos. 
VACINAÇÃO 
PARA OS 
VIAJANTES 
No Brasil não há obrigatoriedade de comprovação vacinal para entrada no país. 
• Recomendação para que os turistas internacionais atualizem a situação vacinal previamente à 
chegada ao Brasil, conforme as orientações do calendário de vacinação do país de origem ou 
residência, em especial, as vacinas contra febre amarela, poliomielite, sarampo e rubéola, 
difteria e tétano 
• Para viagens internacionais, o Ministério da Saúde orienta que o viajante esteja com a sua 
situação vacinal atualizada, conforme as orientações do Calendário Nacional de Vacinação. 
• Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP). 
 
 
IDADE VACINA DOSES DOENÇAS EVITADAS 
Ao nascer BCG dose única Formas graves de tuberculose 
Vacina contra hepatite B dose ao nascer Hepatite B 
2 meses DTP + Hib + HB (vacina pentavalente) 1ª dose Difteria, tétano, coqueluche, meningite 
e outras infecções causadas pelo 
Haemophilus influenzae tipo b e 
Hepatite B 
Poliomielite 1,2,3 (VIP - inativada) 1ª dose Poliomielite (paralisia infantil) 
Rotavírus humano G1P1 - VORH 
(Vacina Oral de Rotavírus Humano) 
1ª dose Diarreia por Rotavírus 
Pneumocócica 10-valente (PCV 10) 1ª dose Pneumonias, meningites, otites, 
sinusites pelos sorotipos que compõem 
a vacina 
3 meses Meningocócica C (Conjugada) 1ª dose Meningite meningocócica tipo C 
4 meses DTP + Hib + HB (vacina pentavalente) 2ª dose Difteria, tétano, coqueluche, meningite 
e outras infecções causadas pelo 
Haemophilus influenzae tipo b e 
Hepatite B 
Poliomielite 1,2,3 (VIP - inativada) 2ª dose Poliomielite (paralisia infantil) 
Rotavírus humano G1P1 - VORH 
(Vacina Oral de Rotavírus Humano) 
2ª dose Diarreia por Rotavírus 
Pneumocócica 10-valente (PCV 10) 2ª dose Pneumonias, meningites, otites, 
sinusites pelos sorotipos que compõem 
a vacina 
5 meses Meningocócica C (Conjugada) 2ª dose Meningite meningocócica tipo C 
6 meses DTP + Hib + HB (vacina pentavalente) 3ª dose Difteria, tétano, coqueluche, meningite 
e outras infecções causadas pelo 
Haemophilus influenzae tipo b e 
Hepatite B 
Poliomielite 1,2,3 (VIP - inativada) 3ª dose Poliomielite (paralisia infantil) 
9 meses Vacina contra febre amarela (atenuada) dose inicial Febre amarela 
12 meses SRC (tríplice viral) 2 doses (primeira com 
SCR e segunda com 
SCRV) 
Sarampo, caxumba e rubéola 
Pneumocócica 10-valente (PCV 10) Reforço Pneumonias, meningites, otites, 
sinusites pelos sorotipos que compõem 
a vacina 
Meningocócica C (Conjugada) Reforço Pneumonias, meningites, otites, 
sinusites pelos sorotipos que compõem 
a vacina 
15 meses (SCRV) 2 doses (segunda da 
SRC e primeira da 
varicela) 
Sarampo, caxumba, rubéola e varicela 
Hepatite A (HA) 1 dose Hepatite A 
Poliomielite 1 e 3 (VOP - atenuada) reforço Poliomielite (paralisia infantil) 
DTP (tríplice bacteriana) 1º reforço Difteria, tétano e coqueluche 
4 anos DTP (tríplice bacteriana) 2º reforço Difteria, tétano e coqueluche 
Poliomielite 1 e 3 (VOP - atenuada) reforço Poliomielite (paralisia infantil) 
Varicela (monovalente) 1 dose (segunda 
dose da varicela) 
Varicela 
Vacina contra febre amarela (atenuada) reforço Febre amarela 
A partir de 5 
anos 
Pneumocócica 23-valente (PPV 23) 1 dose Meningite, pneumonias, sinusite, otite 
e bronquite 
A partir de 7 
anos 
Difteria e Tétano (dT) 3 doses (considerar 
doses anteriores com 
penta e DTP) 
Difteria e tétano 
9 a 14 anos Papilomavírus humano (HPV) 2 doses (com 
intervalo de 6 
meses) 
Papilomavírus Humano 6, 11, 16 e 18 
(recombinante) 
 
CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO DO ADOLESCENTE 
De 11 a 19 
anos (na 
primeira 
visita ao 
serviço de 
saúde) 
Hepatite B 3 doses (iniciar ou completar o 
esquema, de acordo com a situação 
vacinal) 
Hepatite B 
dT (Dupla tipo adulto) 3 doses (iniciar ou completar o 
esquema, de acordo com a situação 
vacinal) 
Difteria e tétano 
Febre amarela 
(atenuada) 
dose única ou reforço Febre amarela 
SCR (Tríplice viral) Iniciar ou completar 2 doses, de acordo 
com a situação vacinal 
Sarampo, caxumba e rubéola 
Pneumocócica 23-
valente (PPV 23)* (para a 
população indígena a partir dos 5 
anos de idade, sem comprovação 
vacinal com as vacinas 
pneumocócicas conjugadas)* 
2 doses, com intervalo de 5 anos entre 
as mesmas 
Meningite, pneumonias, 
sinusite, otite e bronquite 
9 a 14 anos Papilomavírus humano 
(HPV) 
2 doses (2ª dose: 6 meses após a 1ª 
dose) 
Papilomavírus humano 6, 11, 
16 e 18 (recombinante) 
Meningocócica ACWY 
(Conjugada) 
1 dose Meningite meningocócica 
sorogrupos A, C, W e Y 
dT (Dupla tipo adulto) reforço Difteria e tétano 
 
CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO DO ADULTO E IDOSO 
VACINA DOSE IDADE RECOMENDADA DOENÇAS EVITADAS 
Hepatite B 
recombinante 
3 doses (iniciar ou completar o 
esquema, de acordo com a 
situação vacinal) 
- Hepatite B 
Difteria e 
Tétano (dT) 
3 doses (iniciar ou completar o 
esquema, de acordo com a 
situação vacinal) 
 Difteria e tétano 
Febre 
Amarela 
(Atenuada) 
1 dose - Febre amarela 
Sarampo, 
Caxumba e 
Rubéola (SCR) 
dose única Dose única para pessoas até 59 
anos, não vacinadas. 
Sarampo, caxumba e 
rubéola 
Pneumocócica 
23- valente 
(PPV 23) 
2 doses (20 a 29 anos) 1 dose (30 a 
59 anos) (verificar situação vacinal 
anterior) 
60 anos (acamados ou 
institucionalizados) 
Meningite, pneumonias, 
sinusite, otite e 
bronquiteCALENDÁRIO DE VACINAÇÃO DA GESTANTE 
Hepatite B 
recombinante 
3 doses (iniciar ou completar o esquema, de 
acordo com a situação vacinal, 
independentemente da idade gestacional) 
 Hepatite B 
Difteria e 
Tétano (dT) 
3 doses (iniciar ou completar o esquema, de 
acordo com a situação vacinal) 
 Difteria e tétano 
Difteria, Tétano 
e Pertussis 
acelular (dTpa) 
1 dose (dose de reforço a cada gestação) A partir da 20ª semana 
de gravidez 
Difteria, tétano e 
coqueluche 
 
 
PROMOÇÃO DA SAÚDE, INTERSETORIALIDADE E PARTICIPAÇÃO SOCIAL 
O QUE É PROMOÇÃO DA SAÚDE? 
A PNPS traz em sua base o conceito ampliado de saúde e o referencial teórico da promoção da saúde como um 
conjunto de estratégias e formas de produzir saúde, no âmbito individual e coletivo, caracterizando-se pela 
articulação e cooperação intra e intersetorial, pela formação da Rede de Atenção à Saúde (RAS), buscando articular 
suas ações com as demais redes de proteção social, com ampla participação e controle social 
COMO SE FAZ PROMOÇÃO DA SAÚDE NA APS? QUEM FAZ? 
É de responsabilidade de toda a equipe da APS 
(incluindo MÉDICAS E MÉDICOS) a operacionalização de 
implementação das recomendações de ações de 
promoção, com foco na abordagem do cuidado 
individual, familiar e coletivo, sendo um rol de 
atividades que podem e devem ser inseridas na agenda 
dos profissionais. 
Considerando o âmbito do atendimento ao paciente e o 
aproveitamento de janelas de oportunidade para 
educação e promoção de saúde, a medicina centrada na 
pessoa cumpre o papel de responder a essas 
expectativas ao incorporar a perspectiva do paciente e 
torná-lo sujeito de sua própria saúde. 
 Reafirma que a solução dos problemas de saúde não se esgota no uso de tecnologia médica ou na mudança 
de comportamentos individuais. 
 A Atenção Básica é um locus privilegiado, da vida cotidiana, para a promoção da saúde, onde se manifestam 
as articulações entre os processos biológicos e sociais e exige que todo o sistema seja reordenado a fim de 
favorecer tratamento equitativo e integral em rede. 
Objetivo geral: 
 Promover a equidade e a melhoria das condições e dos modos de viver, ampliando a potencialidade da saúde 
individual e coletiva e reduzindo vulnerabilidades e riscos à saúde decorrentes dos determinantes sociais, 
econômicos, políticos, culturais e ambientais. 
Objetivos específicos 
Estimular a promoção da saúde como parte da integralidade do cuidado na Rede de Atenção à Saúde, articulada às 
demais redes de proteção social. 
Contribuir para a adoção de práticas sociais e de saúde centradas na equidade, na participação e no controle social, 
a fim de reduzir as desigualdades sistemáticas, injustas e evitáveis, respeitando as diferenças de classe social, de 
gênero, de orientação sexual e a identidade de gênero; entre gerações; étnico-raciais; culturais; territoriais; e 
relacionadas às pessoas com deficiências e necessidades especiais 
Contribuir para a articulação de políticas públicas inter e intrasetoriais com as agendas nacionais e internacionais. 
 
PRINCIPIOS 
 
O desafio da intersetorialidade na Atenção Básica 
A intersetorialidade proporciona a compreensão multidimensional e ampla da problemática acerca da atenção à 
saúde, resultando em intervenções de diversos setores, articulando diferentes práticas e saberes com o intuito de 
desenvolver ações produtivas e eficazes com finalidade de atingir resultados mais efetivos do que alcançaria a 
atuação isolada de qualquer um dos setores. 
A intersetorialidade proporciona a compreensão multidimensional e ampla da problemática acerca da atenção à 
saúde, resultando em intervenções de diversos setores, articulando diferentes práticas e saberes com o intuito de 
desenvolver ações produtivas e eficazes com finalidade de atingir resultados mais efetivos do que alcançaria a 
atuação isolada de qualquer um dos setores. 
 
 
RENAME E OS PRINCIPAIS GRUPOS DE MEDICAMENTOS NA APS 
O que é RENAME? 
• Relação Nacional de Medicamentos Essenciais 
• Importante instrumento orientador do uso de medicamentos e insumos no SUS 
• Apresenta os medicamentos oferecidos em todos os níveis de atenção e nas linhas de cuidado do SUS, 
proporcionando transparência nas informações sobre o acesso aos medicamentos da rede. 
Decreto Nº. 7508 de 28 de junho de 2011: 
“a Rename compreende a seleção e a padronização de medicamentos indicados para atendimento de doenças ou 
de agravos no âmbito do SUS” “ 
a cada dois anos, o Ministério da Saúde consolidará e publicará as atualizações da Rename” 
Política Nacional de Medicamentos (Portaria GM/MS nº 3.916, de 30 de outubro de 1998) 
“O Ministério da Saúde estabelecerá mecanismos que permitam a contínua atualização da Relação Nacional de 
Medicamentos Essenciais (Rename), imprescindível instrumento de ação do SUS, na medida em que contempla um 
elenco de produtos necessários ao tratamento e controle da maioria das patologias prevalentes no País.” 
A assistência farmacêutica no SUS 
Resolução do Conselho Nacional de Saúde nº 338, de 6 de maio de 2004  Aprova a Política Nacional de 
Assistência Farmacêutica 
Corrobora a “utilização da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename), atualizada periodicamente 
como instrumento racionalizador das ações no âmbito da Assistência Farmacêutica” 
1. Relação Nacional de Medicamentos do Componente Básico da Assistência Farmacêutica. 
2. Relação Nacional de Medicamentos do Componente Estratégico da Assistência Farmacêutica. 
3. Relação Nacional de Medicamentos do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica. 
4. Relação Nacional de Insumos. 
5. Relação Nacional de Medicamentos de Uso Hospitalar. 
Componente Básico da RENAME 
• Financiamento tripartite: 
• União, estados e municípios transferem os recursos e as secretarias municipais de saúde ficam responsáveis pela 
compra e distribuição desses medicamentos. 
 
É de responsabilidade dos municípios a compra e a dispensação. 
Componente Estratégico da RENAME 
• Financiados, adquiridos e distribuídos de forma centralizada, pelo Ministério da Saúde 
 Aos demais entes da federação cabe o recebimento, o armazenamento e a distribuição dos medicamentos e 
insumos dos programas considerados estratégicos para atendimento do SUS 
• Destina-se agravos com potencial de impacto endêmico e às condições de saúde caracterizadas como doenças 
negligenciadas, que estão correlacionadas com a precariedade das condições socioeconômicas de um nicho 
específico da sociedade 
• Condições endêmicas, potencialmente graves ou doenças infecciosas relacionadas à vulnerabilidade social: 
tuberculose, hanseníase, malária, leishmanioses, doença de Chagas, meningites, esquistossomose, filariose, 
toxoplasmose, hepatites, dengue, etc 
 
• Também garante o fornecimento dos insumos e medicamentos destinados ao controle do tabagismo, à influenza, 
à prevenção ao vírus sincicial respiratório, à intoxicação por cianeto, à alimentação e nutrição, à hepatite, aos 
hemocomponentes, a coagulopatias e hemoglobinopatias, às imunoglobulinas, à IST/aids, às vacinas e aos soros. 
Componente Especializado da RENAME 
• São medicamentos que estão contemplados nos Protocolos Clínicos de Diretrizes Terapêuticas (PCDT) 
• Foco no tratamento de condições crônicas de maior complexidade ou custo de tratamento 
“...estratégia de acesso a medicamentos para doenças crônico degenerativas, inclusive doenças raras, (...) busca da 
garantia da integralidade do tratamento medicamentoso, em nível ambulatorial...” 
Subdividido em grupos 
• Grupo 1: financiamento pelo MS 
1A: financiamento e aquisição centralizada no MS, que distribui para as secretarias de estado 
1B: financiamento pelo MS e aquisição pelas Secretarias de Estados 
• Grupo 2: financiamento, aquisição e distribuição pelas Secretarias de Estado 
• Grupo 3: aquisição e distribuição pelas Secretarias Municipais 
 
Relação nacional de Insumos e relação nacional de medicamentos de uso hospitalar 
• Insumos: contempla produtos para a área desaúde, relacionados aos programas do Ministério. Ex: preservativos, 
DIU, seringas, etc 
• Medicamentos de uso hospitalar: descritos em tabelas específicas acessadas pelo SIGTAP, financiados no âmbito 
da média e da alta complexidade 
Formulário Terapêutico Nacional 
 Documento orientador para o uso dos medicamentos, juntamente com os PCDT publicados pelo MS 
• Contém informações científicas e com base em evidências 
• São apresentadas indicações terapêuticas, contraindicações, precauções, efeitos adversos, interações, esquemas 
de administração, orientação ao paciente, formas farmacêuticas e apresentações disponíveis, entre outras 
informações 
Objetivo 
• auxiliar profissionais de saúde e gestores para a seleção, a prescrição, a dispensação e o uso dos medicamentos e 
insumos indispensáveis e adequados às condições clínicas mais prevalentes. 
Ferramenta rápida e objetiva para consulta de informações sobre medicamentos pelos profissionais de saúde, 
permitindo a melhoria do cuidado ao paciente e a promoção do uso racional de medicamentos. 
Como consultar a RENAME? 
• índice remissivo  busca pelo nome do fármaco em sua forma base ou por sua denominação derivada (sais, 
ésteres e outros) 
• Apêndice A à os itens são apresentados de acordo com o Sistema de Classificação Anatômica Terapêutica Química 
(orientação da OMS) 
• Apêndice B  cinco anexos, com descrição do grupo de financiamento da Assistência Farmacêutica ao qual 
pertencem: 
• I – Relação Nacional de Medicamentos do Componente Básico da Assistência Farmacêutica. 
• II – Relação Nacional de Medicamentos do Componente Estratégico da Assistência Farmacêutica. 
• III – Relação Nacional de Medicamentos do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica. 
• IV – Relação Nacional de Insumos. 
• V – Relação Nacional de Medicamentos de Uso Hospitalar 
 
 
O que mais tem na RENAME? 
• Classificação AWaRe  OMS  define os agentes antimicrobianos em três categorias – Access, Watch, Reserve 
(“AWaRe”) 
• Tradução na RENAME: Acesso, Alerta e Reservado 
visa combater o desenvolvimento da resistência a medicamentos 
Classificação de AwaRe 
• grupo 1 (“acesso”) à primeira ou segunda linha na escolha de tratamentos para infecções comuns, apresentando 
a característica de serem amplamente acessíveis. 
• grupo 2 (“alerta”) à medicamentos destinados apenas a um grupo específico de pacientes com doenças e 
síndromes bem definidas, devendo sua utilização ser monitorada continuamente. 
• grupo 3 (“reservado”), à antibióticos que devem ser utilizados como último recurso para tratar infecções 
bacterianas resistentes a múltiplos medicamentos. 
Recapitulando 
• RENAME: Relação Nacional de Medicamentos Essenciais 
• Padronização das medicações fornecidas pelo SUS à uso racional e lista orientadora 
• OMS 1ª lista padronizada em 1978 à Brasil desde 1964, em 1975 passa a se chamar RENAME 
• Política Pública para garantir a eficiência e a racionalidade do sistema 
• Apresenta as responsabilidades de financiamento da Assistência Farmacêutica entre os entes (União, estados e 
municípios) 
• Relação dos medicamentos oferecidos em todos os níveis de atenção e nas linhas de cuidado do SUS, 
proporcionando transparência nas informações sobre o acesso aos medicamentos do SUS 
• Atualização a cada 2 anos à grande desafio para os gestores do SUS, diante da complexidade das necessidades de 
saúde da população, da velocidade da incorporação tecnológica e dos diferentes modelos de organização e 
financiamento do sistema de saúde 
 
 
SAÚDE DOS HOMENS 
• Masculinidades: termo u0lizado para contemplar as formas de representar o masculino – varia de acordo com o 
contexto cultural e época; 
Por que os homens adoecem e morrem mais do que as mulheres? 
 Acham que nunca irão adoecer, por isso não se cuidam. 
 Geralmente tem medo de descobrir doenças. 
 Estão envolvidos na maioria das situações de violência. 
 Não seguem tratamentos e recomendações. 
 Não procuram os serviços de saúde. 
 Estão mais expostos a acidentes de transito e de trabalho. 
 Utilzam álcool e outras drogas com maior frequência. 
Reflita: Como os padrões de masculinidade afetam as condições de saúde dos homens? 
Política Nacional de Atenção Integral da Saúde do Homem (PNAISH) 
 Acolhimento e Acesso 
 Saúde sexual e Reprodutiva 
 Paternidade e Cuidado 
 Prevenção de violência Acidentes 
 Doenças Prevalentes na população masculina 
 Tem como diretriz promover ações de saúde que 
contribuam significativamente para a compreensão da 
realidade singular masculina nos seus diversos contextos 
socioculturais e político-econômicos, respeitando os 
diferentes níveis de desenvolvimento e organização dos 
sistemas locais de saúde e tipos de gestão de Estados e 
Municípios 
Objetivo  ampliar e melhorar o acesso da população masculina adulta (20 a 59 anos) do Brasil aos serviços de 
saúde. 
Plano de Ação 
• Elaborar estratégias para facilitar o acesso dos homens aos serviços de saúde. 
• Sensibilizar os homens e suas famílias, incentivando o autocuidado e hábitos saudáveis, através de ações de 
informação, educação e comunicação. 
• Associar as ações governamentais com as da sociedade civil organizada, a fim de efetivar a atenção integral à 
saúde do homem. 
• Fortalecer a atenção básica e melhorar o atendimento, a qualidade e a resolutividade dos serviços de saúde. 
• Desenvolver estratégias de educação permanente dos trabalhadores do SUS. 
• Avaliar e oferecer recursos humanos, equipamentos e insumos (incluindo medicamentos) para garan.r a atenção 
integral à população masculina. 
• Analisar de forma ar.culada com as demais áreas técnicas do MS os sistemas de informação. 
• Realizar estudos e pesquisas que contribuam para a melhoria das ações através do monitoramento da Política 
Paternidade e cuidado 
Objetiva sensibilizar gestores, profissionais de saúde e a população em geral sobre os beneccios do envolvimento 
ativo dos homens com em todas as fases da gestação e nas ações de cuidado com seus filhos, destacando como 
esta participação pode trazer saúde, bem-estar e fortalecimento de vínculos saudáveis entre crianças, homens e 
suas parceiras. 
Lei do Acompanhante (Lei Federal nº 11.108, de 07 de abril de 2005) - Indicado pela gestante, o pai do bebê, o 
parceiro atual, a mãe, um(a) amigo(a), ou outra pessoa que a gestante escolher. 
Desafios 
• Envolver e engajar os homens nas tarefas de cuidado (referentes ao cuidado com as crianças e cuidado de outros 
nas configurações familiares) - empoderamento dos homens e das mulheres, maior equidade de gênero e 
distribuição dos papéis 
• Inserir o homem na lógica dos serviços e na ESF/AB, no pré-natal, parto e puerpério – conexão, afeto e vínculo 
• Compreender o “cuidar” não apenas como uma qualidade feminina – todos ganham 
Saúde Mental 
Triagem depressão e ideação suicida 
A sensibilização das pessoas para os perigos da depressão e seus efeitos clínicos e sociais permite a identificação 
precoce e possibilidade de tratamento nas unidades de saúde. 
Identificação precoce  Inicio da abordagem precoce 
Triagem depressão e ideação suicida 
Manifestações comuns de depressão 
• Irritabilidade e agressividade devido a cultura machista, que interplela o homem a não chorar 
• Múltiplos sintomas 5sicos persistentes sem causa evidente; 
• Baixa energia, fadiga, cansaço, problemas do sono; 
• Tristeza ou depressão do humor persistente, ansiedade; 
• Perda de interesse ou prazer em atividades que antes eram prazerosas; 
• Alterações cogni0vas, na agilidade de raciocínio, na memória e na capacidade de tomar decisões 
• Pensamentos negativos, pessimismo exagerado; 
Caso o paciente apresente algum dos sintomas acima, deve ser realizada pelo profissional de saúde, a identificação 
de risco de depressão aplicando o questionário PHQ-2, composto por duas questões (pode ser aplicado por 
qualquer profissional de saúde): 
SINAIS DE ALERTA 
● O aparecimento ou agravamento de problemas de condutaou de manifestações verbais durante pelo menos 
duas semanas. 
● Preocupação com sua própria morte ou falta de esperança. 
● Expressão de ideias ou de intenções suicidas. 
● Isolamento. 
● Outros fatores: Exposição ao agrotóxico, perda de emprego, crises políticas e econômicas, discriminação por 
orientação sexual e identidade de gênero, agressões psicológicas e/ou físicas, sofrimento no trabalho, diminuição 
ou ausência de autocuidado, conflitos familiares, perda de um ente querido, doenças crônicas, dolorosas e/ou 
incapacitantes. 
Alcoolismo 
• Prevalência de consumo abusivo de álcool é superior entre os homens em relação às mulheres. 
• Impacto na saúde, vida social, relações familiares. 
• Um em cada 4 homens que fazem uso de álcool se tornam dependentes, ao passo que uma em cada 10 mulheres 
usuárias de álcool se torna dependente. 
ESTRATÉGIAS 
Fortalecer redes de apoio  Valorizar a autonomia  Articular o cuidado em rede 
*Questinário AUDIT. CAGE 
Acidentes e violência 
A mortalidade por acidentes de trabalho no Brasil, embora estável, é alta e a0nge mais alguns grupos populacionais: 
homens, negros, índios e pessoas com baixa escolaridade, além de ter maior incidência nas regiões Norte, Nordeste 
e Centro-Oeste. 
Maior risco entre homens 
A maioria das mortes por acidentes ocorre entre homens, de 20 a 59 anos idade produtiva e com baixo nível de 
escolaridade. A mortalidade entre os homens “é consideravelmente superior” em todas as regiões 
Principais causas de morbidade da população masculina 
• Lesões, envenenamento e algumas outras consequências de causas externas. 
• Doenças do aparelho digestivo. 
• Doenças do aparelho circulatório. 
•Algumas doenças infecciosas e parasitárias. 
• Doenças do aparelho respiratório 
• Causas externas de morbidade e mortalidade. 
• Doenças do aparelho circulatório. 
• Neoplasias (tumores). 
• Doenças do aparelho digesavo. 
• Algumas doenças infecciosas e parasitárias. 
E o câncer de próstata? 
NÃO ESTÁ INDICADO RASTREAMENTO DE CA PRÓSTATA 
PREVENÇÃO: 
• Ter uma alimentação saudável. • Manter o peso corporal adequado. • Praticar atividade física. • Não fumar. 
• Evitar o consumo de bebidas alcoólicas. 
Causas ainda desconhecidas, relacionadas com: 
• Idade (quanto mais velho maior a probabilidade), 
• Hormônio (testosterona), 
• Histórico familiar, 
• Raça (maior incidência no homem negro), 
• Alimentação (dieta rica em gorduras e pobre em 
vegetais e frutas). 
SINAIS E SINTOMAS 
• Dificuldade de urinar; 
• Demora em começar e terminar de urinar; 
• Sangue na urina; 
• Diminuição do jato de urina; 
• Necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à 
noite. 
DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSIVEIS 
• As DCNT são responsáveis pela maior carga de morbimortalidade no mundo, acarretando perda de qualidade de 
vida, limitações, incapacidades, além de alta taxa de mortalidade prematura. 
As DCNT foram responsáveis por cerca de 70% das mortes ocorridas globalmente em 2019. 
 
• Esse grupo de doenças crônicas têm quatro fatores de risco modificáveis em comum: 
 Falta de atividade física 
 Alimentação inadequada 
 Uso abusivo do álcool 
 Tabagismo 
Promover saúde, prevenir, tratar 
e reabilitar pessoas com HAS, Dislipidemias, Obesidade e Diabetes Mellitus tipo 2 
Prevenção primária 
• É a ação tomada para remover causas e fatores de risco de um problema de saúde individual ou populacional antes 
do desenvolvimento de uma condição clínica. 
 Melhores condições socioeconômicas gerais; 
 Leis contra tabagismo, alcoolismo, fast-food e consumismo infantil; 
 Mais espaços públicos para a prática de atividades físicas e lazer (ex.: parques e praças verdes, ciclovias, 
quadras poliesportivas); 
 Mais opções culturais variadas (teatro, cinema, biblioteca, exposições, feiras, festivais, shows) e acessíveis 
em todas as partes das cidades; 
 Mais acesso a alimentos in natura a preços acessíves em toda a cidade; ü Mais segurança cidadã em toda a 
cidade. 
Hábitos de vida saudáveis são a base do tratamento das DCNT, sobre a qual pode ser acrescido – ou não – o 
tratamento farmacológico 
 Perder peso; 
 Usar dieta DASH; 
 Reduzir uso de sal; 
 Praticar atividade física; 
 Reduzir uso do álcool; 
 Cessar tabagismo. 
Orientações alimentares: Regras de ouro 
 Faça de alimentos in natura ou minimamente processados a base da sua alimentação 
 Utilize óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar alimentos e criar 
preparações culinárias 
 Limite o uso de alimentos processados, consumindo-os em pequenas quantidades 
 Evite alimentos ultraprocessados 
Incentivo para atividade física 
Rastreamento 
Ações para detecção e tratamento precoce das doenças, muitas vezes antes de os sintomas surgirem, reduzindo 
assim as consequências sérias 
Hipertensão Arterial 
Sistêmica 
 Adultos de baixo RCV acima de 18 anos, após uma medida normal, rastrear a 
cada 3 ou 5 anos. 
 Adultos maiores de 40 anos e/ou com medida de pré-hipertensão, e/ou com 
risco cardiovascular intermediário ou alto, rastrear anualmente. 
 Adulto com idade ≥ 18 anos, quando presente na Unidade de Atenção Primária 
para consulta, atividades educativas, procedimentos, entre outros; se não 
houver registro no prontuário de ao menos uma verificação da PA nos últimos 
dois anos, verificar e registrar a PA. 
 
Dislipidemia Homens com 35 anos ou mais Grau A // Homens de 20 a 35 anos com alto risco Grau B; 
Mulheres com 45 anos ou mais Grau A // Mulheres de 20 a 45 anos com alto risco Grau 
B; 
 
Intervalo de 5 anos para pessoas com resultados normais a depender do risco 
cardiovascular. 
 
Diabetes Mellitus tipo 2 e 
pré-diabetes em adultos 
assintomáticos 
Idade a partir de 45 anos 
Sobrepeso ou obesidade. 
Mais um fator de risco 
 
DM e pré-diabetes DEVE SER CONSIDERADO rastreio em intervalos de, no mínimo, três 
anos 
Em adultos com exames normais, porém mais de um fator de risco para DM2, DEVE SER 
CONSIDERADO repetir o rastreamento laboratorial em intervalo não superior a 12 
meses 
 
HIPERTENSÃO ARTERIAL 
• O objetivo é determinar o risco global de um indivíduo entre 30 e 74 anos de desenvolver DCV em geral nos 
próximos 10 anos 
RISCO CARDIOVASCULAR? 
• Anamnese, exame clínico e exames complementares quando indicados.. 
Tem como objetivo identificar indivíduos que estão em maior risco de desenvolver doenças cardíacas e, assim, 
direcionar estratégias de prevenção e tratamento adequadas. 
• A estratificação do risco cardiovascular pelo escore de Framingham 
Avalia-se 
Idade, Sexo, Colesterol Total, Tabagismo, HDL–C, PAS 
• Elevação persistente da PA sistólica (PAS) maior ou igual a 140 mmHg e/ou PA diastólica (PAD) maior ou igual a 
90 mmHg, medida com a técnica correta, em pelo menos duas ocasiões diferentes, na ausência de medicação anti-
hipertensiva 
Atentar para estresse físico e emocional 
• MRPA (Medida Residencial da Pressão Arterial) 
• 3 medidas pela manhã, antes do desjejum e da tomada de medicamento, e 3 à noite, antes do jantar, durante 5 
dias, ou • 2 medidas pela manhã e à noite durante 7 dias. 
 
• MAPA (Medida Ambulatorial da Pressão Arterial) 
Sempre que possível, o diagnóstico de HAS deve ser estabelecido em mais de uma visita médica: 
• de 2 a 3 visitas, com intervalos de 1 a 4 semanas entre elas (dependendo do nível de pressão); 
• o diagnóstico pode ser definido em uma única visita se a PA do paciente estiver maior ou igual a 180/110 mmHg 
e houver evidência de doença cardiovascular 
Observar técnica correta 
para mensuração da PA 
• O paciente deve sentar-se confortavelmente em um ambiente silencioso por 5 
minutos, antes de iniciar as medições da PA. Explique o procedimento ao indivíduo e 
oriente a não conversar durante a medição. Possíveis dúvidas devem ser esclarecidas 
antes ou depois do procedimento. 
• Certifique-se de que o paciente NÃO: 
 Está com a bexiga cheia; 
 Praticou exercícios físicos há, pelo menos, 60 minutos; 
 Ingeriu bebidas alcoólicas,e/ou café; 
 Fumou nos 30 minutos anteriores. 
 
HAS – Classificação e Diagnóstico 
• Hipertensão primária; 
 
• Hipertensão secundária; 
Suspeitar de HAS com início em pessoas com menos de 30 ou mais de 50 anos; 
Prevalência: 5-10% da população com diagnóstico de Hipertensão; ü Na suspeita, sempre investiga 
 
 
Avaliação individualizada 
História clínica • Dispnéia, dor torácica, palpitações, acuidade visual; • Hábitos de vida: uso de sal, álcool, 
tabaco, sedentarismo; • História familiar: antecedentes de IAM (infarto agudo do miocárdio) 
e AVE (acidente vascular encefálico); • Aspectos socioeconômicos; • Uso medicamentos (ex.: 
anti-inflamatórios, ACO, anorexígenos [sibutramina], descongestionantes nasais). 
Exame físico • Antropometria: IMC, circunferência abdominal - 88 cm para mulheres e 102 cm para 
homens; • Dados vitais –PA nos dois membros superiores na primeira avaliação e FC 
(frequência cardíaca); • Inspeção: fácies e aspectos sugestivos de hipertensão secundária; • 
Pescoço: palpação e ausculta das artérias carótidas, verificação de turgência jugular e 
palpação de tireoide. Exame do precórdio e ausculta cardíaca: arritmia, sopros, B3, B4. • 
Exame do pulmão: ausculta de estertores, roncos e sibilos. • Exame do abdome: a ausculta de 
sopros em área renal objetivam detectar hipertensão secundária a obstrução de artérias 
renais. • Extremidades: avaliar pulsos. 
Rotina 
complementar 
mínima 
• Glicemia; • Colesterol total, HDL, LDL, triglicérides; • Creatinina / Urina tipo I; • Potássio; • 
ECG (eletrocardiograma); • Fundoscopia (encaminhar ao oftalmologista). • * FREQUÊNCIA 
ANUAL 
Lesões de órgãos-alvo - parâmetros 
1. Sobrecarga de ventrículo E em ECG; 
2. Ecocardiograma com índice de massa ventricular ≥ 116 g/m2 nos homens ou ≥ 96 g/m2 nas mulheres; 
3. Índice tornozelo-braqual > 0,9; 
4. Doença renal crônica estágio 3; 
5. Albuminúria entre 30 e 300mg/24h ou relação albumina/creatinina urinária entre 30 e 300mg/g. 
 
1. AVE (acidente vascular encefálico) e AIT (ataque isquêmico transitório); 
2. IAM (infarto agudo do miocárdio), DAC (doença arterial coronariana), DAOP (doença arterial obstrutiva periférica); 
3. HVE (hipertrofia do ventrículo esquerdo); 
4. Nefropatia; 
5. Retinopatia; 
6. Aneurisma de aorta abdominal; 
7. Estenose de carótica sintomática. 
MANEJO TERAPEUTICO 
NÃO FARMACOLOGICA 
 Redução de peso 
 Alimentação saudável 
 Atividade fisica 
 Moderação no consumo de alcool 
Medidas farmacológicas 
• Todos os medicamentos anti-hipertensivos disponíveis podem ser utilizados desde que sejam observadas as 
indicações e contraindicações específicas; 
• Em estágios menos avançados de hipertensão, quase metade dos pacientes respondem à monoterapia; 
• Se paciente não atingir as metas terapêuticas, aumentar a dose do fármaco ou associar outro anti-hipertensivo; 
• Em pacientes que apresentam efeitos colaterais intoleráveis, trocar a medicação ou a combinação dos fármacos. 
Para indicar a medicação anti HAS prefira: 
• medicação que demonstre redução de morbi mortalidade; 
• seja efetiva VO; 
• seja bem tolerada; 
• necessite ser tomada o menor número de vezes por dia; 
• possa ser iniciada por doses baixas; 
• possa ser utilizada em associação; 
• possa ser usada até 4 semana sem mudança, exceto situações especiais; 
• ter qualidade controlada em sua produção; 
• ter disponibilidade na rede do SUS. 
 
 
 
 
 
Indicações das classes medicamentosas 
 
Acompanhamento 
Depois de iniciar tratamento medicamentoso: ü Verificação semanal da PA até a consulta médica de reavaliação com 
30 dias. 
Caso não tenha atingido a meta, deve-se: 
 Avaliar adesão terapêutica/ observar a técnica de verificação da PA e equipamento; 
 Aumentar a dose do fármaco já usado; 
 OU adicionar outro fármaco; 
 OU substituir o fármaco, se não houver efeito ou haja efeitos indesejados. 
Urgências e emergências hipertensivas 
Pseudocrises hipertensivas: 
• São situações nas quais o aumento acentuado da PA é 
desencadeado por dor (cefaléia, cólica), desconforto (tonturas, 
mal-estar), ansiedade ou por associação desses fatores 
• Grupo de pessoas responsável pela maior procura por um 
atendimento de urgência com PA acentuadamente elevada. 
 
Crises hipertensivas: 
 
• Quando há risco de desenvolvimento de 
alguma complicação clínica associada ao 
aumento abrupto dos níveis pressóricos 
 
Urgências hipertensivas: 
• Quando há elevação importante da pressão arterial, em geral 
PAD> ou = 120 mmHg, com condição clinica estável , sem 
comprometimento de órgãos alvo, mas que existe risco 
potencial de lesão aguda de órgão alvo. 
Deve proceder o controle pressórico de forma menos intensa 
que nas emergências, podendo se estabelecer esse controle em 
até 24h, com medicações por via oral. 
Emergências hipertensivas: 
• São situações em que ocorre progressiva lesão 
aguda de órgãos alvo e risco iminente de morte, 
que necessitam de redução imediata da PA (não 
necessariamente para níveis normais). 
Tais emergências devem ser tratadas 
preferencialmente com agentes 
antihipertensivos parenterais em unidades de 
urgência. 
Pacientes COM lesão em órgão-alvo 
• Definida a necessidade de tratamento endovenoso e monitorização contínua, acionar o Serviço de Atendimento 
Móvel/SAMU (192) para transferência até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA)/emergência de unidade 
hospitalar, conforme regulação local. 
Pacientes SEM lesão de órgão-alvo 
• Reduzir gradualmente a PA; 
• Realizar acompanhamento ambulatorial precoce (em até 7 dias). 
 
Metas Terapêuticas 
Objetivo de redução a PA de pelo menos 20 mmHg na PA sistólica e 10 mmHg na PA diastólica, idealmente reduzir a 
PA para menos de 140/90 mmHg. 
Ótimo 
• < 65 anos: Objetivo de PA < 130/80 mmHg se tolerado (manter PA > 120/70 mmHg); 
 • ≥ 65 anos: Objetivo de PA < 140/90 mmHg se tolerado, considerer individualmente o contexto de fragilidade 
individual, grau de independência e tolerabilidade (manter PA > 120/70 mmHg). 
Dislipidemias 
RASTREIOS 
 Indicações: 
• Homens com 35 anos ou mais – Grau A; 
• Homens de 20 a 35 anos com alto risco – Grau B; 
• Mulheres com 45 anos ou mais – Grau A; 
• Mulheres de 20 a 45 quando se enquadrarem como alto risco – 
Grau B. 
Periodicidade: 
O intervalo adequado para rastreamento é 
incerto. Recomenda-se a cada 5 anos para 
pessoas com resultados normais; podendo ser 
em um intervalo maior ou menor, a depender do 
risco cardiovascular. 
• Devem ser rastreados os níveis de colesterol de todos os pacientes com DAC, bem como os equivalentes 
coronarianos (outras formas clínicas de aterosclerose), tais como: 
Doença ateromatosa coronariana 
Doença arterial periférica 
Aneurisma de aorta 
Estonose da carótida sintomática 
2 ou mais fatores de risco cardiovascular >20% (ou seja, alto risco) 
Hipertrofia de VE instalada 
Diagnóstico 
• LDL-c ≥ 160mg/dL – Hipercolesterolemia Isolada 
• TG ≥ 150mg/dL– Hipertrigliceridemia isolada 
• LDL-c ≥ 160mg/dL + TG ≥ 150mg/dL – Hiperlipidemia mista 
• HDL-c ≤ 50mg/dL (mulheres) ou 40mg/dL (homens) – HDL baixo 
 
Medicações que interferem na avaliação do perfil lipídico 
• Antiagregantes plaquetários e anticoagulants (clopidogrel) 
• Anti-hipertensivos (diuréticos, betabloqueadores e iECA) 
• Glicocorticoides (prednisone e prednisolona) 
• Antimicrobianos (cetoconazol, neomicina) 
• Antipilépticos (carbamazepina) 
• Antipsicoticos (clorpromazina, olanzapina, clozapina, risperidona) 
• Hormônios (levosroxina e contraceptivos orais) 
• Imunossupressor (ciclosporina) 
• Isotresnoína 
•Hipoglicemiantes (linagliptina) 
• Antirretrovirais (lopinavir, ritonavir) 
 
MANEJO 
 
Sinvastatina – 40 a 80mg/dia, em 1 tomada à 
noite; 
 
Hipertrigliceridemia: 500mg/dL (se não resposta 
à MEV) ou >1000mg/dL; 
 
Considerar fibrato se TG > 500mg/dl, pelo risco 
de pancreatite aguda. 
 
• Benzafibrato–400 a 600mg/dia; 
• Ciprofibrato–100mg/dia; 
 
Solicitar TGO, TGP e CPK de forma regular enquanto 
se usar estatina;Até entrar na meta, solicitar novo 
lipidograma a cada 3 meses enquanto se ajusta dose e 
se orienta MEV. 
DIABETES MELLITUS 
• DM tipo 1 - aproximadamente 8% dos casos; 
• DM tipo 2 - cerca de 90% dos casos de diabetes na população; 
 • DM gestacional; 
• LADA – Diabete autoimune com início tardio; 
• Outras causas: pancreatite, diabetes monogênico, secundária a medicações, endocrinopatias. 
 
 
• Glicemia de jejum: 8 a 14 horas de jejum 
• Teste de tolerância a glicose: glicemia 2h após 
75 de glicose anidra. 
• Paciente deve permanecer sem restrição de 
carboidratos por 3 dias; 
• Hb glicada: não necessita jejum. 
Sinais e sintomas clássicos: 
• poliúria, • polidipsia, • perda de peso inexplicada, • polifagia, 
Sintomas menos específicos: 
• fadiga, • fraqueza, • letargia, • visão turva, 
• prurido vulvar/balanopostite. 
Avaliação inicial e acompanhamento 
• História da pessoa - anamnese; 
• Considerar comprometimento psicológico, rede de apoio e vulnerabilidade social. 
Avaliar as várias dimensões que afetam o DM e seu manejo e considerá-las periodicamente nas decisões 
compartilhadas sobre o manejo do DM e seu autocuidado. 
 
Exame físico • IMC, avaliação de crescimento puberal em adolescentes, PA, palpação de tireóide, 
circunferência abdominal; • exame da cavidade oral: avaliar presença de gengivite, 
problemas odontológicos e candidíase; • exame dos pés: lesões cutâneas, estado das 
unhas, calos e deformidades, avaliação dos pulsos arteriais periféricos e edema; teste de 
sensibilidade • exame neurológico sumário; • exame de fundo de olho. 
Avaliação laboratorial: •Glicemia de jejum; Hb glicada; Colesterol total, HDL, LDL e triglicéride; Creatinina; TSH 
(DM tipo 1); XECG. 
Estratificação do risco cardiovascular. 
Manejo Terapêutico - Principais drogas 
• A Metformina é a droga de primeira escolha para o tratamento da DM tipo 2; 
• Se Hb glicada acima do alvo e metformina em dose alta, considerar escalonamento. 
Sem DCV aterosclerócca, ICC ou DRC Com DCV aterosclerótica, ICC ou DRC 
● Perda de peso, atividade fisica, redução carboidratos; 
● Sulfoniureias; ● iDDP4; ● Pioglitazona; ● Glinidinas; ● ISGLT2; 
● arGLP1. 
● ISGLT2; ● arGLP1. 
INSULINA QUANDO INDICADA REAVALIAR HB GLICADA EM 3-6 MESES 
 
Se glicemia de jejum estiver muito alta (>ou=300mg/dL) o uso da insulina está indicado, mesmo que por curtos 
periodos de tempo, até normalizar a glicemia; 
• Pacientes obesos (IMC>30) se beneficiam da Metformina desde o início do tratamento 
– Indicações de insulinoterapia 
• Se o controle não for alcançado após o uso de metformina em associação com uma sulfoniluréia por três a seis 
meses; 
• Quando os níveis de glicemia em jejum estiverem >300mg/dL, na primeira avaliação ou no momento do 
diagnóstico, principalmente se acompanhado de perda de peso, cetonúria e cetonemia; 
• Diabetes gestacional; 
• Situações de estresse agudo metabólico (cirurgias, infecções graves, AVE, politrauma, IAM). 
• A dose inicial costuma ser de 10 UI de insulina NPH, ou 0,2UI/kg para as pessoas obesas, podendo ser reajustada 
em 2 UI a 4 UI, conforme média de três glicemias capilares de jejum consecutivas, até atingir meta glicêmica 
 
• Insulina regular é útil no tratamento da hiperglicemia pós-prandial – a administrar 30 minutos antes da refeição. 
• A pessoa em uso de insulina deve ser instruída sobre a detecção e o manejo da hipoglicemia; 
 
• Na ocorrência de hipoglicemia, reduzir a dose em 4UI ou 10% da dose; 
• A metformina pode ser mantida após o início do uso de insulina. 
Protocolos de Encaminhamento - Endocrinologia 
• Uso de insulina em dose ormizada (mais de uma unidade por quilograma de peso) e com boa adesão ao 
tratamento; OU 
• Insuficiência renal cronica (crearnina 1 5 mg/dl); OU 
• DM rpo1 (uso de insulina como medicação principal antes dos 40 anos). 
Protocolos de Encaminhamento – Nefrologia 
• Taxa de filtração glomerular 30 min 1,73 m2 (estágio 4 e 5); • Proteinúria (macroalbuminúria); • Perda rápida da 
função renal 5 min 1,73 m2 em um período de seis meses, com uma TFG 60 / 1,73 m2 confirmado em dois exames); 
• Suspeita de nefropara por outras causas. 
 
OBESIDADE 
 
 
• Obesidade em crianças, adolescentes e gestantes – observar curva antropométrica específica por idade. 
• Obesidade em idosos: 
 
TRATAMENTO 
• Terapia nutricional. 
• Terapia comportamental 
 Abordar crenças 
 Controle de estímulos, automonitoramento 
 Reestruturação cognitiva 
 Avaliar pensamento supersticioso, dicotômico, 
idealizações 
 Tratamento em grupo 
Terapia medicamentosa 
 Orlistat 
 Liraglutida 
 Sibutramina 
 Bupropiona 
 Metformina 
 Topiramato 
 Lorcaserina 
Cirurgia bariátrica 
• Indicações: IMV ≥ 40 ou ≥35 com comorbidades, tratamento adequado ≥ 2 anos sem sucesso 
 
• Critérios de exclusão: endocrinopatias reversíveis, abuso de álcool ou outras drogas, doença psiquiátrica grave ou 
descontrolada, incapacidade de reconhecer riscos e benefícios 
Acompanhamento ambulatorial 
 Monitorar ingesta nutricional 
 Monitorar comorbidades 
 Revisar medicações 
 Avaliar suporte nutricional 
 Dar suporte para atividade física 
 Manejar condições psicológicas 
Doença Renal Crônica 
Causas mais comuns: 
 
 
• HAS 34%; 
• Diabete melito 32%; 
• Glomerulopasa 9%. 
Fatores de risco 
 hipertensão, 
 diabetes, 
 obesidade, 
 tabagismo, 
 cardiopatia, 
 vasculopatia, 
 doença renal policística, 
 uropatia obstrutiva, glomerulopatias 
 neoplasias 
 histórico familiar positivo para DRC. 
Quando se considera DRC? 
• Maiores de 18 anos que mantém, por mais de 3 meses, a taxa de filtração glomerular (TFG) < 60ml/min/1,73m ou 
< 60ml/min/1,73m e com lesão renal estrutural. 
a) albuminúria (≥ 30 mg/24h ou razão albuminúria/creatinúria ≥ 30 mg/g; 
b) anormalidades do sedimento urinário; 
c) anormalidades eletrolíticas ou outras devido a doenças tubulares; 
d) anormalidades detectadas por histologia; 
e) anormalidades estruturais detectadas por exames de imagem 
f) história de transplante renal 
 
Manejo terapêutico 
● Tratar e acompanhar doenças de base; 
● Todo paciente portador de DRC é alto RCV – prescrever estatina e avaliar AAS; 
● Prescrever iECA ou BRA e monitorar Cr e K – suspender se aumento de 30% da Cr ou K>6; 
● A partir do estágio 3A – avaliar eritropoietina; 
● Monitorar vitamina D e fazer reposição se abaixo de 30ng/dL; ● 
 Monitorar taxas de fósforo e cálcio; 
● Estágio 4 e 5: observar restrições dietéticas. Evitar AINEs. Se indicado o uso de insulina, controle rigoroso da 
glicemia pelo risco de hipoglicemia. 
ATENÇÃO - ERROS COMUNS 
• Deixar de estimar a TFG diante de níveis séricos de creatinina dentro dos parâmetros da feixa de referências, em 
pessoas com indicação de rastreamento; 
• Diagnosticar DRC sem um segundo exame, 3 meses depois do primeiro; 
• Deixar de ajustar a posologia de medicamento com excreção renal, como antibióticos e insulina; 
• Deixar de monitorar creatinina e potássio após introdução ou aumento de iECA ou BRA2; 
• Suspender metformina antes da TFG estar abaixo de 30. 
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica - DPOC 
FATORES DE RISCO 
• Tabagismo é responsável por 80- 90% e 15% dos tabagistas terão DPOC; 
• Exposição ambiental – poeiras e produtos químicos, fogão a lenha, poluição extradomiciliar; 
• Tuberculose pode ser fator de risco – monitorar; 
• Portadores de HIV tem risco aumentado para DPOC; 
• Mais prevalente em populações economicamente vulneráveis. 
 É uma condição pulmonar heterogênea caracterizada por sintomas respiratórios crônicos (dispneia, tosse, 
produção de escarro e/ou exacerbações) devido a anormalidades das vias aéreas (bronquite, bronquiolite) 
e/ou alvéolos (enfisema) que causam obstrução persistente e muitas vezes progressiva, do fluxo aéreo; 
 
• Sintomas: 
 Dispneia progressiva ao longo do tempo, piora 
aos esforços e persistente; 
 Limitação de atividades e/ou tosse com ou sem 
produção deescarro; 
 Sibilos recorrentes; 
 Tosse crônica –pode ser intermitente, produtiva 
ou não; 
 Tosse produtiva – pode ser critério diagnóstico, 
mas ainda subjetiva. 
• Diagnóstico diferencial de tosse crônica 
– asma, câncer de pulmão, tuberculose, bronquiectasia, 
ICC, fibrose cística, doença intersticial pulmonar, rinite, 
síndrome do gotejamento pós-nasal crônico, RGE, 
medicamentos. 
Manejo terapêutico 
Reabilitação pulmonar: diagnósrco preciso e avaliação de comorbidades + tratamento farmacológico, nutricional e 
fisioterápico + recondicionamento fisico. 
• Imunização 
Vacina influenza: De aplicação anual, é indicada a todos os pacientes com DPOC 
Vacinas pneumocócicas 13 - conjugada e polivalente (23-valente) - Pacientes com DPOC sintomáticos e 
exacerbadores; pacientes de qualquer grupo de risco da doença com comorbidades associadas a maior risco de 
doença pneumocóccica grave (diabetes mellitus, insuficiência renal, insuficiência cardíaca, etc.) 
• Aplicar as duas vacinas com intervalo de seis meses, iniciando pela 13 conjugada 
• Recomendado reforço em cinco anos ou, se iniciada após os 65 anos, em dose única 
• A vacinação para COVID deve ser orientada conforme protocolo vigente. 
• Oxigenioterapia 
 Se PaO2 ≤55mmHg ou SatO2 ≤ 89% em repouso; 
 PaO2 entre 56 e 59mmHg se policitemia ou cor pulmonale. 
 
• Flebotomia (sangria) 
Cor pulmonale descompensado e Ht > 55%. 
 
• Apoio psicossocial – educação em saúde para otimizar autonomia; abordagem das exacerbações 
– Manejo terapêutico farmacológico 
 
SABA – B2 agonistas de curta ação Fenoterol, salbutamol, terbutalina 
LABA - agonistas de longa ação Formoterol, Salmeterol 
LAMA - anticolinérgicos de longa ação Tiotrópio, aclidionio, glicopirrônio 
SAMA – anticolinérgicos de curta ação ipratrópio 
 
 
O tratamento das exacerbações deve ser feito com: 
• aumento das doses de broncodilatadores adrenérgicos (SABA e/ou LABA) e/ou acréscimo de anticolinérgicos 
(SAMA e/ou LAMA); 
• cursos de curta duração de corticosteroides sistêmicos nas exacerbações moderadas e graves: prednisona 20 mg, 
2 comprimidos, 1x/dia ou 1 comprimido, 2x/dia por 5 dias, por exemplo; 
• antibióticos, caso haja infecção respiratória bacteriana presumida, por 5 a 7 dias 
• Antibioticoterapia 
 uso profilático e contínuo de antibióticos não reduz exacerbações; 
Azitromicina (250 mg/dia ou 500 mg três vezes por semana) ou eritromicina (250 mg duas vezes por dia) por um 
ano em pacientes propensos a exacerbações reduziu o risco de exacerbações em comparação com o tratamento 
usual; 
Pulsoterapia não tem efeito benéfico sobre a taxa de exacerbação em geral. 
 
 
USO ABUSIVO DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS 
Substâncias Psicoativas 
• São substâncias naturais ou sintéticas que, ingeridas, provocam alterações do SNC, modificando o comportamento, 
humor e cognição; possuem propriedades reforçadoras e favorecem a autoadministração 
• Podem induzir tolerância, abuso e dependência. 
Experimental  Uso eventual para experimentar seus efeitos, sem recorrência sistemática. 
Recreacional ou Ocasional  Uso intermitente em que há algum padrão de consumo, sem causar problemas 
(físicos, emocionais, legais, familiares e sociais). 
Abusivo  Padrão de uso com consequências nocivas (critérios específicos). 
Dependência  Padrão abusivo com dependência (critérios específicos). 
FATORES DE RISCO 
 
Fatores de proteção  Ambiente estável, Alto grau de motivação, Forte vínculo com os pais, Supervisão parental e 
disciplina consistentes, Ligação com instituições pró-social, Associação com amigos com conduta mais convecional. 
Substâncias utilizadas 
Classificadas de acordo com os efeitos farmacológicos no SNC 
1. Depressoras da Atividade do SNC: álcool; soníferos ou hipnóticos; ansiolíticos; opiáceos; inalantes ou solventes. 2. 
Estimulantes da Atividade do SNC : cocaína (e seus derivados como crack e merla); anfetaminas; tabaco. 
3. Perturbadoras da Atividade do SNC, Alucinógenas: mescalina (do cacto mexicano); maconha ou THC 
(tetrahidrocanabinol); psilocibina (cogumelos); lírio (trombeteira, zabumba ou saia branca); LSD; MDMA (ecstasy); 
anticolinérgicos. 
Abordagem Inicial 
Avaliação clínica 
● Substâncias usadas 
● Tratamentos anteriores 
● Comorbidades 
● História familiar 
● Perfil psicossocial 
● Exame Fisico 
Exames Complementares 
 
● Álcool: TGO, TGP, GGT, 
Hemograma 
● Injetáveis ou associadas a 
comportamento sexual: Anti HCV, 
Anti HIV, Anti HBs, HBsAg e VDRL 
Diagnóstico diferencial de sintomas de humor que se apresentam em um paciente com uso de SPA 
Sintomas típicos da substância (intoxicação ou abstinência) sem história 
psiquiátrica prévia. 
Sintomas provavelmente remitirão 
nos primeiros dias. 
Sintomas resultantes diretamente dos efeitos duradouros da substância, que 
iniciaram dentro de 4 semanas da última exposição, mais graves e arrastados 
que intoxicação ou abstinência. 
Provável transtorno do humor 
introduzido por substância. 
Sintomas variáveis com intensidade variável em qualquer momento da 
abstinência ou tratamento; sintomas persistentes após longa abstinência; 
história familiar ou história prévia de episódio de humor (antes do início do 
uso crônico de substância). 
 
Provável transtorno do humor 
preexistente. 
Abordagem Terapêutica 
Intervenções Psicossociais: 
FRAMES 
• Feedback: resumo das avaliações sobre a repercussão das drogas 
• Responsability: ênfase na responsabilidade pessoal do paciente pela mudança 
• Advice: recomendações claras para que mude hábitos 
• Menu: apresentar opções para mudança 
• Self-efficacy: empatia e reforço da autoeficácia 
Família • Abordar problemas familiares e incluir no Plano terapêutico 
• Estratégias de redução de danos 
 
• Intervenções comunitárias: 
Escolas, sala de espera, grupos de pacientes 
• Grupos de auto-ajuda 
• Narcóticos Anônimoas (NA) 
● Alcoólicos Anônimos (AA 
Estratégias de gerenciamento de 
casos 
 Equipe multiprofissional 
 Prever abandonos e 
recidivas 
 Estar disponível 
Encaminhamento 
• Suspeita de comorbidade psiquiátrica; • Não melhora com tratamento inicial; • Múltiplas tentativas prévias sem 
sucesso. 
Estágios Motivacionais 
• Pré-contemplação (“Eu não vou”) – Não considera a possibilidade de mudar, nem se preocupa com a questão. “Eu 
não quero parar de fumar” 
• Contemplação (“Eu poderia”) – Admite o problema, é ambivalente e considera adotar mudanças eventualmente. 
“Eu quero parar de fumar, mas não sei quando”. 
• Preparação (“Eu vou / Eu posso”) – Inicia algumas mudanças, planeja, cria condições para mudar, revisa tentativas 
passadas. “Eu tenho tentado parar de fumar de um tempo para cá” ou “Eu tenho uma data e um esquema para 
começar nos próximos 30 dias”. 
• Ação (“Eu faço”) – Implementa mudanças ambientais e comportamentais, investe tempo e energia na execução da 
mudança.“Eu tenho feito uso descontínuo do cigarro de um mês para cá, ficando sem fumar pelo menos um dia 
inteiro durante este período”. 
ABORDAGEM 
 
 
 
Tabagismo 
1 maço de cigarro = 20 cigarros. 
Quantos maços por dia X Há quantos anos? 
Teste de Fargerström 
● Avalia o grau de dependência à nicotina. 
 
● Quanto mais pontos, maior a dependência. 
 
● As respostas indicam em que âmbito pode haver mais desconforto ao deixar de fumar, quais sintomas da 
abstinência podem ser mais impactantes. 
 
● Indica a necessidade ou não de apoio medicamentoso no tratamento da dependência. 
 
0 a 2  muito baixo 
3 a 4  baixo 
5  médio (tto farmacológico?) 
6 a 7  elevado 
8 a 10  muito elevado 
 
Identificar estágio de motivação e condutas decorrentes. 
 
A abordagem breve consiste em: perguntar e avaliar, 
aconselhar e preparar o fumante para que deixe de fumar. 
TRATAMENTO 
• Terapia Cognitvo Comportamental 
• Intervenção em Grupo 
Objetivo de cada encontro é aprofundar as discussões relacionadas a temas que ajudem a cessação e partilhar 
experiências 
• Etapas: 
Preparar o fumante para solucionar seus problemasEstimular habilidades para resistir às tentações de fumar 
Preparar para prevenir a recaída 
Preparar para lidar com o estresse 
Tratamento Farmacológico 
Indicações: 
• > 20 cigarros ao dia; 
• 1º cigarro fumado antes de 30 min depois do despertar e fumar mais de 10 cigarros por dia; 
• Resultado do Teste de Fargeström maior ou igual a 5; 
• Já tentou somente com abordagem cognitivo comportamental mas não obteve êxito; 
• Não possuir contraindicações ao fármaco. 
OPÇÕES FARMACOLÓGICAS Disponíveis na RENAME 
 Bupropiona 
 Goma de mascar de nicotina 
 Adesivo de nicotina 
 Varenicilina 
 Clonidina 
 Nortriptilina 
 
Problemas relacionados ao consumo de álcool 
• Transtorno por uso de álcool (TUA) 
Nomenclatura atual para descrever os problemas associados ao consumo de álcool; 
 
• Craving ou fissura 
Desejo de experimentar os efeitos da droga; forte e subjetiva energia; irresistível impulso para usar droga; 
pensamento obsessivo; alívio para os sintomas de abstinência; incentivo para autoadministar a substância; 
expectativa de resultado positivo. 
 
• Binge 
Consumo de álcool em quantidade suficiente para atingir alcoolemia de 0,08g/dL (aprox. 5 doses para homens e 4 
doses para mulheres) em 2 horas; 
Rastreamento do TUA ● CAGE ● AUDIT 
CAGE 
Detecta o uso nocivo e dependência de álcool (CID10). 
Sensibilidade 43-94% e especificidade 70-97%, para duas ou mais respostas positivas. 
Aplicar na primeira entrevista para definição de intervenção breve 
(C) Alguma vez você sentiu que deveria diminuir (cutdown) a quantidade de bebida ou parar de beber? 
(A) As pessoas o aborrecem (annoyed) porque criticam o seu modo de beber? 
(G) Você se sente culpado (guilty)/ chateado consigo mesmo pela maneira como costuma beber? 
(E) Você costuma beber pela manhã (eye-opener) para diminuir o nervosismo ou a ressaca? 
 
AUDIT 
Aplicar na segunda entrevista para definir padrão de consumo e pactuar intervenções, caso necessárias. 
“Agora vou fazer algumas perguntas sobre seu consumo de álcool ao longo dos últimos 12 meses” 
 
 
 
Diretrizes diagnósticas na identificação de pacientes com TUA 
1. Consumo de álcool em quantidade ou tempo maiores do que o pretendido; 
2. Desejo persistente ou esforços mal sucedidos para reduzir e controlar o uso de álcool; 
3. Tempo gasto em obtenção ou utilização de álcool, bem como na recuperação de seus efeitos; 
4. Fissura ou forte desejo pelo álcool; 
5. Fracasso em desempenhar papéis sociais por conta do uso recorrente de álcool; 
6. Uso continuado de álcool, apesar dos problemas sociais e interpessoais; 
7. Abandono ou redução de atividades sociais e profissionais; 
8. Uso de álcool em situações em que isso representa perigo para a integridade física; 
9. Manter uso de álcool apesar da consciência de ter problema físico ou psicológico causado pela substância; 
10. Tolerância (quantidades gradativamente maiores para obter intoxicação ou redução do efeito em uso de 
quantidade de álcool usual); 
11. Abstinência (síndrome de abstinência do álcool ou o paciente consome substância estritamente relacionadas 
para aliviar ou evitar sintomas de abstinência) 
Classificação do TUA 
TUA Leve (2-3 critérios) 
Contexto em que o consumo de álcool traz prejuízo e consequências negativas à vida do paciente em uma fase 
inicial. 
TUA Moderado (4-5 critérios) e Grave (>6 critérios) 
Conjunto de fenômenos fisiológicos, comportamentais e cognitivos no qual o uso de bebida alcoólica tem prioridade 
muito maior do que outros comportamentos que eram priorizados. 
Conduta para problemas relacionados ao álcool 
Exame clínico completo 
• Observar sinais e sintomas de desnutrição, problemas gastrointestinais, doenças do fígado, pancreatite, 
neuropatias periféricas, problemas cardiovasculares, prejuízos cerebrais, imunológicos, anemias, osteoporose e 
câncer. 
 
Avaliação laboratorial sugestiva de abuso de álcool: 
• Alterações hepáticas: TGO/AST e TGP/ALT com relação 1,5:1 a 2:1; bilirrubinas, diminuição da atividade da 
protrombina. 
• Alterações hematológicas: anemia, trombocitopenia, elevação do volume corpuscular médico (VCM) indicando 
macrocitose sem anemia 
Intervenção Breve 
Estratégia básica para alcançar bons resultados antes que o paciente tenha desenvolvido TUA moderado a grave e 
demais problemas associados. 
 
Intoxicação aguda por álcool 
 
Intoxicação aguda por álcool - Manejo 
• Sem perda de consciência: 
Não há evidência de medicações que aceleram o metabolismo do 
álcool; 
Glicose hipertônica só tem indicação se paciente está em hipoglicemia; 
Tiamina 100-300mg EV em quem receber soro glicosado, para reduzir 
risco de encefalopatia de Wernicke. 
 
Haldol 5mg VO ou IM se agitação psicomotora e agressividade: 
cuidado! 
Risco de redução do limiar convulsivo. 
Não prescrever benzodiazepínicos pela potencialização dos efeitos 
depressores do álcool. 
• Com perda da consciência/coma 
alcoólico: 
 
 Internação hospitalar devido a 
risco de broncoaspiração. 
 Hidratação, avaliação da glicemia, 
risco de encefalopatia de 
Wernicke. 
Síndrome de Abstinência Alcoólica 
Deve haver evidência clara de interrupção ou redução do uso de álcool, após uso repetido, usualmente prolongado 
e/ou em altas doses. 
 Três dos sinais devem estar presentes: 
 Tremores na língua, pálpebras ou nas mãos 
estendidas 
 Alucinações visuais, táteis ou auditivas 
transitórias 
 Náusea, ânsia de vômito ou vômito 
 Insônia 
 Sudorese 
 Mal-estar ou fraqueza 
 Taquicardia ou hipertensão 
 Cefaleia 
 Agitação psicomotora 
Convulsões tipo grande mal 
 
Encefalopatia de Wernicke 
 Alteração do equilíbrio/marcha 
 Confusão mental 
 Oftalmo plegia/nistagmo 
 
Profilaxia: 
Tiamina 300 mg IM ao dia por 7 dias. 
○ Após, prescrever Tiamina 300 mg VO/dia por mais 2 
semanas. 
 
 ● Benzodiazepínico é sintomático: preferir os de meia 
vida longa - Diazepam 20 a 40 mg/dia VO, com retirada 
gradual com início em 7 dias. 
● Se hepatopatia grave, preferir Lorazepam, por ter 
menos efeitos hepatotóxicos, 4 a 8 mg/dia VO, com 
retirada gradual em 7 dias. 
Tratamento farmacológico do TUA 
 As medicações eficazes que podem ser usadas no 
tratamento para abstinência alcoólica mas não estão 
disponíveis no RENAME. 
• Naltrexone 
• Dissulfiram 
• Acamprosato 
 
TUBERCULOSE 
 
Mycobacterium 
tuberculosis ou 
bacilo de Koch (BK) 
 
Sintomatico 
respiratorio 
>3semanas 
 
M. bovis, 
M. africanum, 
M. canetti, 
M. microti, 
M. pinnipedi e 
M. caprae 
 
 
 
NOTIFICAR !!! 
 
Uso de Máscara PFF2 ou N95 é recomendado para profissionais de saúde que atendam doentes 
referenciados bacilíferos ou sintomáticos respiratórios em serviços ambulatoriais; 
⇒ PACIENTES SINTOMÁTICOS RESPIRATÓRIOS devem utilizar máscaras cirúrgicas na unidade de saúde. 
 
TB primária - ocorre logo após a infecção, é comum em crianças e nos pacientes com condições 
imunossupressoras; 
 É uma forma grave, porém com baixo poder de transmissibilidade; Em outras circunstâncias, o 
sistema imune é capaz de contê-la, pelo menos temporariamente. 
 
TB pós-primária (ou secundária) - Os bacilos podem permanecer como latentes por muitos anos até que 
ocorra a reativação; 
Em 80% dos casos acomete o pulmão, e é frequente a presença de cavidade; 
A reinfecção pode ocorrer se a pessoa tiver uma nova exposição, sendo mais comum em áreas onde a 
prevalência da doença é alta. 
 
 Tosse (seca ou produtiva), Sudorese noturna, Cansaço, Febre vespertina, Perda de peso, falta de 
apetite, dor no peito. 
 
A forma extrapulmonar ocorre mais comumente em pessoas que vivem com o HIV/aids, especialmente 
entre aquelas com comprometimento imunológico. 
 
DIAGNÓSTICO 
 Baciloscopia; 
 Teste rápido molecular para tuberculose (TRM-TB); 
 Cultura para micobactéria; 
 Investigação complementar por exames de imagem. 
 
Pesquisa de BAAR em escarro (Baciloscopia) 2 amostras; ● Suspeita clínica e/ou RX de TB pulmonar; 
 
TTO  ESQUEMA BÁSICO6 meses 
Fase intensiva 2 meses 
Rifampicina (R) 
Isoniazida (H) 
Pirazinamida (Z) 
Etambutol (E) 
 
Fase Manutenção 4 meses 
Rifampicina (R) Isoniazida (H) 
 
Para o tratamento de adultos e adolescentes (≥ 10 anos de idade). 
 Ingeridos diariamente de uma única vez, preferencia em jejum 
 Tratamento diretamente observado (TDO) 
 Supervisão diária da administração dos medicamentos, ou no mínimo 3 observações semanais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
HANSENÍASE 
 
 Micobacterium 
leprae 
Bacilo álcool-ácido resistente que tem a capacidade de infectar grande número de indivíduos, e aInge 
principalmente a pele e os nervos periféricos. 
 
Transmitida pelas vias áreas superiores (tosse ou espirro), por meio do convívio próximo e prolongado 
com uma pessoa doente sem tratamento, longo período de incubação, em média de 2 a 7 anos. 
 
 Diferença de outras doenças dermatologicas  Alteração de sensibilidade. 
 Acompanhamento responsabilidade da APS. 
Manifestações clínicas muito variáveis, que dependem da interação entre a micobactéria e o sistema 
imune. 
 
• Surgimento de áreas da pele, ou manchas esbranquiçadas (hipocrômicas), acastanhadas ou 
avermelhadas, com alterações de sensibilidade ao calor e/ou dolorosa, e/ou ao tato; 
• Formigamentos, choques e câimbras nos braços e pernas, que evoluem para dormência – a pessoa se 
queima ou se machuca sem perceber; 
• Pápulas, tubérculos e nódulos (caroços), normalmente sem sintomas; 
• Diminuição ou queda de pelos, localizada ou difusa, especialmente nas sobrancelhas (madarose); 
• Pele infiltrada (avermelhada), com diminuição ou ausência de suor no local. 
• Dor, choque e/ou espessamento de nervos periféricos 
• Diminuição e/ou perda de sensibilidade nas áreas dos nervos afetados, principalmente nos olhos, 
mãos e pés 
• Diminuição e/ou perda de força nos músculos inervados por estes nervos, principalmente nos 
membros superiores e inferiores e, por vezes, pálpebras 
• Edema de mãos e pés com cianose (arroxeamento dos dedos) e ressecamento da pele 
Febre e artralgia, associados a caroços dolorosos, de aparecimento súbito 
• Aparecimento súbito de manchas dormentes com dor nos nervos dos cotovelos (ulnares), joelhos 
(fibulares comuns) e tornozelos (Tibiais posteriores) 
• Entupimento, feridas e ressecamento do nariz 
• Ressecamento e sensação de areia nos olhos 
 
Presença de pelo menos um ou mais dos seguintes critérios, conhecidos como sinais cardinais da 
hanseníase: 
 
1) Lesão(ões) e/ou áreas(s) da pele com alteração de sensibilidade térmica e/ou dolorosa e/ou tátil; 
2) Espessamento de nervo periférico, associado a alterações sensitivas e/ou motoras e/ou autonômicas; 
3) Presença do M. leprae, confirmada na baciloscopia de esfregaço intradérmico ou na biópsia de pele. 
 
O diagnóstico é essencialmente clínico e epidemiológico, e a solicitação de exames complementares 
em geral não é necessário para a confirmação diagnóstica. 
 
• Testar sensibilidade térmica: com tubo de água quente e fria ou éter. (Primeira a ser alterada); 
• Testar sensibilidade tátil: com chumaço de algodão; 
• Testar sensibilidade à dor: com cabeça de alfinete. 
 
Classificação Operacional 
É baseada no número de lesões cutâneas: 
• PAUCIBACILAR (PB) – casos com até cinco lesões cutâneas e baciloscopia obrigatoriamente negativa. 
Hanseníase Tuberculóide ou Indeterminada (doença localizada em uma região anatômica e/ou um 
tronco nervoso comprome<do) 
• MULTIBACILAR (MB) – casos com mais de cinco lesões cutâneas e/ou baciloscopia positiva. 
Hanseníase Dimorfa ou Virchowiana (doença disseminada em várias regiões anatômicas e/ou mais de 
um tronco nervoso comprometido. 
 
 
 
 
 
Tuberculóide  São placas com bordas nítidas, elevadas, geralmente eritematosas e micropapulas, que 
surgem como lesões únicas ou em pequeno número, baciloscopia negativa e alterações de sensibilidade. 
 
Virchowiana  Progressiva infiltração sobretudo da face, com acentuação dos sulcos cutâneos, perda 
dos pelos dos cílios e supercílios (madarose), congestão nasal e aumento dos pavilhões auriculares, 
Infiltração difusa das mãos e pés, com perda da conformação usual dos dedos, que assumem aspecto 
“salsichoide”, Múltiplas pápulas e nódulos cutâneos, assintomáticos e de consistência firme 
(hansenomas), geralmente com coloração acastanhada ou ferruginosa. 
 
Dimorfa  Entre os polos tuberculóide e virchowiano no espectro clínico e baciloscópico da doença; 
Número variável de lesões, em diversas áreas, com grande variabilidade clínica, como manchas e placas 
hipocrômicas, acastanhadas ou violáceas, com predomínio do aspecto infiltrativo. “Lesões foveolares” 
 
Indeterminada  Forma inicial da doença; Manchas hipocrômicas na pele, em pequeno número, sem 
qualquer alteração do relevo nem da textura da pele; 
 
Principais nervos acometidos  Facial, Auricular, Trigêmeo (supraorbital), Radial, Ulnar, Mediano, 
Tibial, Fibular comum. 
 
EXAMES COMPLEMENTARIOS 
 A baciloscopia de pele (esfregaço intradérmico), O resultado negativo não exclui o diagnóstico, 
positiva classifica o caso como Multibacilar (MB), independentemente do número de lesões. 
 Avaliação neurológica simplificada 
 
TRATAMENTO 
Dose mensal  Rifampicina, Clofazimina, Dapsona (comparecimento mensal para dose supervisionada); 
Dose diária autoadministrada  Clofazimina, Dapsona 
 
Paucibacilar  6 meses 
o tratamento estará concluído com seis (06) doses supervisionadas em até 09 meses. 
Na 6ª dose, os pacientes deverão ser submetidos ao exame dermatológico. 
Multibacilar  12 meses 
o tratamento estará concluído com doze (12) doses supervisionadas em até 18 meses. 
Na 12ª dose, os pacientes deverão ser submetidos ao exame dermatológico. 
 
REAÇÕES HANSENICAS 
Podem ocorrer até 5 anos após o tratamento. 
Devem ser tratada com AINE ou corticóide e encaminhar ao especialista 
 
Tipo 1  Corticoide (prednisona) VO, profilaxia da estrongiloidíase (albendazol 400mg ou invermectina 
200mg) 
Tipo 2  Talidomida 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PRATICAS INTEGRATIVAS NA APS 
MEDICINAS TRADICIONAIS 
“É a soma total do conhecimento, habilidades e práticas baseadas nas teorias, crenças e experiências de diferentes 
culturas, explicáveis ou não, e usadas na manutenção da saúde, bem como na prevenção, diagnóstico, tratamento 
ou melhoria de doenças físicas e mentais” 
MEDICINAS ALTERNATIVAS 
“Nos países onde o sistema de saúde dominante é baseado na medicina alopática ou onde a Medicina Tradicional 
não foi incorporada no sistema de saúde nacional, muitas vezes estas Medicinas são chamadas de ‘alternativas’” 
MEDICINA COMPLEMENTAR 
“Medicina Complementar geralmente refere-se ao uso de uma abordagem não-convencional em conjunto com a 
medicina convencional.” 
MEDICINA INTEGRATIVA 
“Medicina Integrativa está associada a uma mudança de paradigma e, para exercê-la, é necessário reorientar as 
crenças, práticas e experiências em relação à saúde.” 
Conceito foi criado a partir do ano 2000. 
O termo Práticas Integrativas advém deste conceito. 
PRINCÍPIOS QUE A DEFINEM 
Paciente e médico são parceiros no processo de cuidado e cura; 
• Todos os fatores que influenciam a saúde, bem-estar e doença são levados em consideração, incluindo a mente, o 
espírito e a comunidade, bem como o corpo; 
• O uso adequado de ambos os métodos convencionais e tradicionais facilita a resposta natural de cura do corpo; 
• Intervenções naturais e menos invasivas eficazes devem ser usadas sempre que possível; 
• Não rejeita a medicina convencional nem aceita acriticamente terapias alternativas; 
• Boa medicina é baseada em boa ciência, orientada para a investigação de novos paradigmas; 
• Juntamente com o conceito de tratamento, os conceitos mais amplos de promoção da saúde e prevenção da 
doença são fundamentais, incluindo a prevenção quaternária; 
• Praticantes da medicina integrativa devem adotar os seus princípios e se comprometerem à autoreflexão, ao 
autodesenvolvimento e ao autocuidado. 
Política Nacional de Práticas Integrativase Complementares no SUS (PNPIC) 
• OMS - no final da década de 70 criou o Programa de Medicina Tradicional, objetivando a formulação de políticas 
na área e estimulando os estados membros a formularem e implementarem políticas públicas para uso racional e 
integrado das medicinas tradicionais, com foco na atenção primária. 
 
Objetivo: ´"Estimular os mecanismos naturais de prevenção de agravos e recuperação da saúde por meio de 
tecnologias efetivas e seguras, com ênfase na escuta acolhedora, no desenvolvimento do vínculo terapêutico e na 
INTEGRAÇÃO do ser humano com o meio ambiente e a sociedade. Outros pontos compartilhados pelas diversas 
abordagens abrangidas nesse campo são a visão ampliada do processo saúdedoença e a promoção global do 
CUIDADO HUMANO, especialmente do AUTOCUIDADO." 
Objetiva aumentar a resolubilidade do SUS e ampliar o acesso às práticas integrativas e complementares em saúde 
(PICS), garantindo qualidade, eficácia, eficiência e segurança no uso. 
 É transversal em suas ações no SUS e está presente em todos os níveis de atenção, prioritariamente na 
Atenção Primária à Saúde (APS). 
Práticas Integrativas e Complementares em Saúde 
• São cada vez mais procuradas e apreciadas como formas legítimas de cuidado eficiente em saúde; 
 
• São formas de cuidado que chamam a atenção pela integratividade com que lidam com a complexidade humana 
(em suas dinâmicas física, emocional, mental, social e espiritual) em uma prática sistematizada e coerente; 
 
• Muitas pessoas já usam as PICS em suas vidas, mas boa parte não expõe isso aos profissionais de saúde a não ser 
que a pergunta seja feita ativamente. 
Fitoterapia 
• Terapêutica que utiliza os medicamentos cujos constituintes ativos são plantas ou derivados vegetais; 
• Prática tradicional e milenar de cuidados em saúde; 
• A Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, foi constituída por decreto presidencial, em 17 de 
fevereiro de 2005; 
• Diversos estados no Brasil tem políticas estaduais de plantas medicinais e fitoterápicos. 
Segundo a PNPIC, as plantas medicinais podem ser oferecidas à população em uma ou mais das seguintes formas: 
• In natura (planta fresca): coletada no momento do uso 
• Seca (droga vegetal): planta medicinal (ou suas partes) que contenham substâncias ou classes de substâncias, 
responsáveis pela ação terapêutica, após processos de coleta, estabilização, quando aplicável, e secagem, podendo 
estar na forma íntegra, rasurada, triturada ou pulverizada; 
• Fitoterápico manipulado: produzido por farmácia de manipulação 
• Fitoterápico industrializado (medicamento fitoterápico): produzido pela indústria farmacêutica 
Medicina Tradicional Chinesa (MTC) 
• Fundamentada em teoria taoísta sendo desenvolvida há mais de 5000 anos; 
• Pensamento analógico: os movimentos da natureza também são expressados no corpo humano e nos processos 
fisiopatológicos; 
• Saúde influenciada por fatores internos, como emoções (medo, raiva, alegria, apego, vontade) e por fatores 
externos, como mudanças climáticas (secura, umidade, calor, frio). 
As práticas em MTC visam interferir nestes fatores, influenciando positivamente na saúde do indivíduo. 
• Fitoterapia chinesa 
• Dietoterapia chinesa 
• Acupuntura 
• Moxabustão 
• Ventosas 
• Auriculoterapia 
• Práticas corporais: Tai Chi Chan / Chi Kung 
• Massoterapias: Tuiná / Shiatsu 
Mindfulness 
• Prática de meditação que tem se mostrado efetiva na prevenção e tratamento de condições de saúde crônicas. 
Principais componentes: 
• Autorregulação da atenção intencionalmente ao que está acontecendo a cada momento 
• Autorregulação da atenção enquanto qualidade mental caracterizada por uma atitude de abertura e curiosidade 
frente à experiência. 
 
 
DOENÇAS DIARREICAS AGUDAS (DDA) 
Ocorrência de três ou mais evacuações amolecidas ou líquidas nas últimas 24 horas. 
A diminuição da consistência habitual das fezes é um dos parâmetros mais considerados. 
AGUDA  Duração menor que 14 dias 
PERSISTENTE  Duração maior que 14 dias 
CRONICA  Maior que 30 dias. 
Diarreia aquosa aguda: 
• Perda de grande quantidade de água durante as 
evacuações, com alteração da consistência das fezes por 
um período 
Disenteria aguda: 
• Presença de sangue visível nas fezes, podendo haver 
muco e/ou pus devido a uma lesão na mucosa intestinal. 
• Bactérias do gênero Shigella são as principais 
causadoras de disenteria, que invadem a mucosa do 
cólon. 
Podem estar associados: 
• Cólicas e/ou dores abdominais; • Febre; • Sangue e/ou muco nas fezes; • Náuseas; • Vômitos. 
Transmissão 
• Pelas vias oral ou fecal-oral 
• Indireta: consumo de água ou alimentos contaminados e contato com objetos contaminados como utensílios de 
cozinha, acessórios de banheiros, equipamentos hospitalares; 
• Direta: pelo contato com outras pessoas, por meio de mãos contaminadas e contato de pessoas com animais. 
ABORDAGEM 
• História clínica - tem alto valor discriminatório e permite em pouco tempo o diagnóstico diferencial sindrômico e 
de outras doenças com manifestações similares. 
• Questionar sobre contatos que também tenham a doença/sintomas. 
• Avaliar a gravidade dos sintomas e o risco de complicações, devemos definir o grau de desidratação e depois 
definir um plano terapêutico. 
• Usar a estratégia de Atenção Integrada as Doenças Prevalentes na Infância ( AIDPI) 
• Número de evacuações, características das fezes, presença de febre e relato de náuseas e/ou vômitos. 
 
 
 
 
 
 
Se o paciente apresentar sangue nas fezes (disenteria) 
- Reidratar o paciente de acordo com os planos A, B ou C; 
- Iniciar antibioticoterapia – considerando possível infecção por Shigella. 
- Orientar o paciente ou acompanhante administração de líquidos e alimentação habitual, caso o tratamento seja 
realizado no domicílio. 
- Reavaliar o paciente após 2 dias. 
- Se mantiver presença de sangue nas fezes ou melena após 48 horas do início do tratamento ou condições gerais 
comprometidas, encaminhar para internação hospitalar. 
Encaminhar o paciente para a unidade hospitalar se: 
• Se mais que 14 dias de evolução; 
• Menor que seis meses de idade; 
• Apresentar sinais de desidratação. Neste caso, reidrate-o primeiro e em seguida encaminhe-o a unidade 
hospitalar. 
Tratamento de DDA com sangue nas fezes 
Tratamento de crianças: 
• Ciprofloxacino: 15 mg/kg, de 12/12 h, por 3 dias (primeira escolha) 
• Azitromicina 40mg/mL, 10mg/kg/dia, no 1º dia e 5mg/kg/dia, por mais 4 dias 
Tratamento de adultos: 
• Ciprofloxacino: 500 mg de 12/12h, via oral, por 3 dias. 
Antiparasitários - devem ser usados somente para: 
Amebíase, quando o tratamento de disenteria por Shigella sp fracassar, ou em casos em que se identificam nas 
fezes trofozoítos de Entamoeba histolytica englobando hemácias. 
Giardíase quando a diarreia durar 14 dias ou mais, se identificarem cistos ou trofozoítos nas fezes ou no aspirado 
intestinal. 
 
Tratar com Metronidazol 
• Crianças: 10 mg/kg, de 8/8 h, por 5 dias 
• Adultos: 750 mg, de 8/8 h, por 5 dias Obs.: Tratar por 10 dias se o quadro clínico for grave. 
Reposição de Zinco (micronutriente) 
De acordo com a OMS deve ser usado em menores de cinco anos, durante 10 a 14 dias, sendo iniciado a partir do 
momento da caracterização da diarreia; 
• Até seis meses de idade: 10mg/dia; 
• Maiores de seis meses de idade: 20mg/dia. 
Probióticos: 
Se disponível, pode ser considerado como tratamento complementar: 
• Saccharomyces boulardii – 250 a 750mg/dia, 5 a 7 dias. 
• Lactobacillus GG >1010 UFC/dia, 5 a 7 dias. 
Antieméticos: 
No geral estão contraindicados 
Quando indicado, usar em crianças > 4 anos com diarreia e vômitos: 
• Ondansetrona – VO ou IV, uma dose única inicial para garan+r reidratação oral. 0,2mg/kg/dose até 3x ao dia ou 
2mg em crianças de 6 meses a 2 anos e 4mg em crianças > 2 anos. 
• Metoclopramida – eficaz, porém com efeitos colaterais significativos – não recomendada. 
PRINCIPAIS ETIOLOGIAS 
 
 
 
ROTAVÍRUS 
• Gastroenteriteaguda varia de quadro leve até casos graves e óbito; 
• Período de incubação: usualmente < 48h; 
• Todas as idades são suscetiveis, porém a infecção é mais frequente em < 5 anos (6-24 meses); 
• Diarreia líquida, vômitos, febre e dor abdominal; 
• Hidratação + suplementação de zinco; 
 
A vacina rotavirus está no calendário vacinal, aos 2 e 4 meses. 
FEBRE TIFÓIDE 
Infecção pelo Salmonella Typhi, ingestão de alimentos ou água contaminados, associado a locais com precárias 
condições de higiene e falta de saneamento básico; 
• Febre alta prolongada, fadiga, cefaleia, tosse seca, náuseas, perda de apetite, dor abdominal, constipação ou 
diarreia, dissociação pulso-temperatura e hepatoesplenomegalia; 
• Período de incubação 7-21 d: 1ª semana: sintomas inespecíficos que vão progredindo para febre alta, calafrios e 
prostração 2ª semana: astenia intensa ou torpor + dor abdominal/hepatoesplenomegalia + diarreia/constipação 
Complicações: sangramento GI, perfuração intestinal e encefalite. 
 
Hemocultura (1ª semana) ou coprocultura (2ª semana, 1/3 dos casos); 
• Tratamento: Cloranfenicol 50mg/kg/dia 6/6h (dose máx. 3g/dia crianças e 4g/dia adultos) VO 15-21d; Ampicilina 
1 – 1,5g VO 6/6h 14d; Amoxicilina 1g VO 8/8h 14d; 
Outras opções terapêuJcas: ciprofloxacino ou ofloxacino ou ceqriaxona. 
GEO-HELMINTÍASE 
• Infecções causadas por parasitos que se desenvolvem no trato intes9nal humano e completam seu ciclo evolutivo 
no solo; 
• Precárias condições socioeconômicas, falta de acesso à água potável e saneamento inadequado; 
 
• Ascaris lumbricoides, Trichuris trichiura e os ancilostomídeos (Ancylostoma duodenale e Necator americanos); 
 
• Ingestão de ovos embrionados presentes em alimentos crus mal lavados ou pela ingestão de água contaminada 
(áscais e Trichuris) e penetração a9va das larvas infectantes (ancilostomídeos) na pele íntegra do hospedeiro; 
 
• Assintomáticos à febre, sudorese, fraqueza, palidez, náuseas à tosse, febre e eosinofilia (Loefler) à dor 
abdominal/cólica, perda de ape9te, diarreia, dores musculares e anemia 
 
• Complicações: redução da capacidade de aprendizado, deficiências nutricionais, obstrução intestinal/vias 
biliares/canal pancreático/apêndice cecal; • EPF (coproscopia) 
• Tratamento: Albendazol, nitaxozanida, mebendazol, outros. 
DIARREIA & HIV 
• Distúrbios gastrointestinais são comuns em pacientes com HIV; 
• Diarreia, doenças esofágicas; colangiopatia, doenças anorretais, síndrome consumptiva; 
• Infecções oportunistas, medicamentos, malignidade, enteropatia HIV e outros (DII ou SII); 
• Aumento risco de infecções: CD4 < 100-200 e < 50; 
• Terapia antiretroviral – prevenção e tratamento de infecções oportunistas; 
• Reidratação + tratamento específico contra o patógeno; 
• Terapia adjuntiva: octreotide, opioides, dieta sem lactose, loperamida. 
CÓLERA 
• Doença infecciosa intestinal aguda causada pela enterotoxina do Vibrio cholerae; 
• Maioria dos casos (75%) assintomáticos; dos sintomáticos, a maioria sintomas leves ou moderados, 10-20% destes 
casos graves: diarreia incoercível e vômito (1-2l/hora) levando a rápida desidratação à choque, necrose tubular 
aguda, atonia intes9nal, hipocalemia e hipoglicemia 
 
• Tratamento: 
Adultos: Doxiciclina 300mg (dose única) 
Crianças: Eritromicina 12,5mg/kg (6 em 6 horas por 3 dias) 
NOTIFICAÇÃO 
Os surtos de DDA, também chamados de surtos de Doenças de Transmissão Hídricas e Alimentares (DTHA), devem 
ser noJficados imediatamente 
ZOONOSES RAIVA, LEISHMANIOSE, FEBRE MACULOSA 
 
RAIVA 
 
Encefalite aguda 
causada pelo 
lyssavirus. 
Urbano– cão; 
• Aéreo – morcego; 
• Silvestre – cachorro-do-mato, guaxinim, sagui; 
• Rural – morcego e animais domésAcos ou de interesse financeiro. 
 
Formas clínicas: encefalite dominada por formas de hiperaAvidade (raiva furiosa) ou síndromes 
paralíticas (raiva paralítica) progredindo para coma e morte, geralmente por insuficiência cardíaca ou 
respiratória, dentro de 7 a 10 dias. 
Sintomas iniciais: aerofobia, hidrofobia, parestesia ou dor localizada, disfagia, fraqueza, náusea ou 
vômito. 
• Alterações laboratoriais a invesAgar: an/geno viral (em amostras como liquor, pele); isolamento viral 
em culturas, Ac específicos no liquor, PCR do liquor. 
 
Após inoculada leva dias a semanas para alcançar o SNC – período passível de Profilaxia Pós-Exposição 
(PPE); • Período de incubação de 1 a 3 meses. 
 
 Avaliar necessidade de Vacina antitetanica tb. 
 
Contato Idireto  Lavar com agua e sabão, indicar profilaxia – Morcegos 
 
CONTATO DIRETO ? - Lavar com agua e sabão, e classificar entre LEVE e GRAVE 
CÃO OU GATO LEVE  Não iniciar profilaxia, observação por 10 dias. 
Se o animal morrer, desaparecer, ou apresentar sinais de raiva, VACINA 0, 3, 7 e 14. 
 
GRAVE  Não iniciar profilaxia, observação por 10 dias. 
Se o animal morrer, desaparecer, ou apresentar sinais de raiva, VACINA 0, 3, 7 e 14. 
+ SORO (SAR ou IGHAR) 
 
NÃO PASSIVEL DE OBSERVAÇÃO? 
LEVE  VACINA 0, 3, 7 e 14. 
 
GRAVE  VACINA 0, 3, 7 e 14. + SORO (SAR ou IGHAR) 
 
MAMÍFEROS 
DOMÉSTICOS 
LEVE  VACINA 0, 3, 7 e 14. 
 
GRAVE  VACINA 0, 3, 7 e 14. + SORO (SAR ou IGHAR) 
 
MAMÍFEROS 
SILVESTRES 
LEVE  VACINA 0, 3, 7 e 14. 
 
GRAVE  VACINA 0, 3, 7 e 14. + SORO (SAR ou IGHAR) 
 
MORCEGOS VACINA 0, 3, 7 e 14. + SORO (SAR ou IGHAR) 
 
Profilaxia Pré-exposição • Recomendada para pessoas de alto risco – veterinários, biólogos, agrotécnicos, trabalhadores de 
laboratórios que manipulam o vírus; 
• Pessoas com exposição prolongada – testes sorológicos periódicos. 
NOTIFICAÇÃO. 
 
 
 
 
 
 
LEISHMANIOSE 
 
Fêmea de 
flebotomíneo 
ingurgitada 
Leishmaniose visceral: Leishmania Chagasi. 
Leishmaniose tegumentar: Leishmania brasiliensis, L. Guyanensis e L. amazonensis. 
 
 Espectro heterogêneo – 4 principais apresentações 
• Lesões ulceradas no local da picada do flebomíneo (L. Cutânea localizada); 
• Múltiplos nódulos não ulcerarativos (L. Cutânea difusa); 
• Inflamação destrutiva da mucosa (L mucosa); 
• Infecção disseminada visceral (L. Visceral ou Calazar). 
 
Febre persistente, astenia, adinamia, desnutrição em áreas endêmicas; 
 
• Período de incubação de 10 dias a 24 meses; 
• Na fase aguda, assemelha-se à malária – febre alta, hepatoesplenomegalia; 
• Apresentações graves: icterícia, hemorragias, edema generalizados, sinais de toxemia, taqui ou 
bradicardia, hipo ou hipervenventilação e instabilidade hemodinâmica 
 
Diagnóstico definitivo através da idenAficação da forma amastigota 
Em amostras da medula óssea, linfonodos ou aspirado de baço 
• PCR em amostra de sangue – pouco disponível 
• Imunofluorescência indireta (RIFI), Elisa, teste rápido imunocromatográfico 
 
TTO  • Em ambiente hospitalar; Opções Terapêutias 
• Antimoniato de N-Metil Glutamanina( Glucantime) 
• Anfotericina B Lipossomal 
Desoxicolato de Anfotericina B 
 
Tegumentar  Duas formas: leishamniose cutânea e mucosa 
 Forma cutânea localizada única 
 Forma cutânea localizada múltipla 
 Forma cutâne disseminada 
 Forma recidiva cútis 
 Forma cutânea difusa 
 
TTO  Anfotericina B • Pentamidina • Pentoxifilina 
Segunda escolha: Desoxicolato de anfotericina B. Isetionato de pentamidina. 
 
O critério de cura é clínico, sendo indicado o acompanhamento regular por 12 meses para verificação da 
resposta terapêutica e também para a detecção de possível recidiva após terapia inicial bem-sucedida. 
Entretanto, para fins de encerramento do caso no Sistema de Informação de Agravos de Notificação 
(Sinan), não é necessário aguardar o término do acompanhamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FEBRE MACULOSA 
 
espiroqueta 
Rickepsia rickepsii 
• Doença febril causada pela espiroqueta Rickepsia rickepsii 
• Reservatório: carrapatos do gênero Amblyomma (A. cajennense, A.cooperi ou dubitatum e A. 
Aureolatum). 
 
Antecedentes epidemiológicos sugesAvos: Visita na mata ou picada de carrapato previamente 
(usualmente 4 a 11 dias antes) 
 Doença Febril Aguda sem foco aparente (>38ºC por maisde cinco dias) 
 + Presença de escara de inoculação (lesão com centro crostoso-necrótico com halo eritematoso 
circundante; indica o ponto onde foi a picada do carrapato) 
Linfadenopatia (geralmente ipsilateral à escara de inoculação); Exantema macular, maculopapular ou 
maculo-vesicular (principalmente em tronco e membros); Cefaléia; Mialgias; Artralgias; Mal-estar geral; 
Calafrios; Náuseas. 
 
A imunofluorescência indireta (RIFI), ● Outros métodos utilizados são a reação em cadeia da 
polimerase (PCR) e a imunohistoquímica. 
 
Início precoce de antibioaticoterapia, quando suspeita clínica, antes mesmo da confirmação laboratorial. 
Em adultos, Cloranfenicol, 50mg/kg/dia, via oral, dividida em 4 tomadas, 
ou Doxiciclina, 100mg, de 12/12 horas, via oral. 
Manter o esquema até 3 dias após o término da febre. 
 Nos casos graves, a droga de escolha é o Clorafenicol, 500mg, EV, de 6/6 horas. 
 
Em crianças, usar Clorafenicol, não ultrapassando 1g/dia, durante o mesmo período. 
A Doxiciclina pode ser usada em crianças acima dos 8 anos, na dose de 2 a 4mg/kg/dia, máximo de 
200mg/dia, em 2 tomadas, de 12/12 horas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MALÁRIA 
 
Protozoário do 
gênero 
Plasmodium. 
Plasmodium vivax: 
mais prevalente. 
 
 
Plasmodium 
falciparum: mais 
grave. Plasmodium 
malariae 
Vetor: Mosquito Anopheles São abundantes nos horários crepusculares, ao entardecer e ao amanhecer. 
Reservatório: Ser Humano 
 
Crise aguda da malária ou Acesso Malárico: Episódios intermitentes de calafrio, febre alta e sudorese, 
duração variável de 6 a 12 horas, temperatura igual ou superior a 40o C. 
Náusea, vômito, astenia, fadiga, anorexia 
Remissão  Declínio da temperatura (fase de apirexia) 
 
Complicada: Dor abdominal intensa, mucosas amarelas, icterícia, mucosas muito hipocoradas, redução 
do volume de urina, vômitos persistentes, sangramento, falta de ar, cianose, aumento FC, convulsão ou 
desorientação, prostação, comorbidades descompensadas. 
Anemia grave, Hipoglicemia, Acidose metabólica, Insuficiência renal, hiperlactatemia, Hiperparasitemia. 
 
Importância de diagnosticar nas 24 horas a partir do início dos sintomas, a fim de evitar formas graves, 
óbitos pela doença e contribuir para a interrupção da transmissão. 
 GOTA ESPESSA 
 Teste Rápido 
 
TRATAMENTO 
Tratamento das infecções pelo P. vivax ou P. ovale com Cloroquina em 3 dias e Primaquina em 7 dias. 
 
Tratamento das infecções pelo P. vivax ou P. ovale para recorrência entre 5 e 60 dias com 
artemeter/lumefantrina ou artesunato/mefloquina por 3 dias, conforme a disponibilidade local, e 
primaquina por 14 dias. 
 
Tratamento das infecções pelo P. falciparum com artemeter/lumefantrina ou artesunato/mefloquina 
por 3 dias, conforme a disponibilidade local, e primaquina em dose única no primeiro dia do tratamento. 
 
Tratamento da infecção mista por P. falciparum e P. vivax com artemerter/lumefantrina ou 
artesunato/mefloquina por 3 dias, que são drogas esquizonticidas sanguíneas eficazes para todas as 
espécies, associando-as à primaquina por 7 dias (para o tratamento radical de P. vivax). 
 
NOTIFICAR !!! 
 
Prevenção  Uso de mosquiteiros, uso de repelente, colocar telas nas janelas, uso de roupas que 
protejam braços e pernas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PARASITOSES 
INTESTINAIS 
 
 
Diarreia – mais frequente nas infecções por protozoários intestinais, na tricuríase e na estrongiloidíase; 
• Os enteroparasitas que habitam o intestino grosso – Entamoeba histolytica, Trichuris trichiura, 
Schistossoma mansoni – podem causar diarreia com muco e sangue; 
• Os parasitas que se localizam no intestino delgado – Strongyloides stercoralis e Giardia lamblia - 
provocam diarreia osmótica. 
 
 Dor abdominal, náuseas e vômitos – mais comum na giardíase; 
 Síndrome dispéptica – associada a anorexia, perda ponderal e diarreia intermitente na 
estrongiloidíase; 
 Hepatoesplenomegalia – esquistossomose mansônica crônica 
 Prurido anal/vulvar – mais frequente na oxiuríase, principalmente noturna; 
 Prolapso retal – ocorre na tricuríase maciça; 
 Anemia – por espoliação crônica de ferro, na ancilostomíase e na tricuríase; 
 Tosse, crises asma.formes, com ou sem tradução radiológica (Sínd. de Löeffler) – nas 
helmintiases com ciclo larvário pulmonar: áscaris, ancilóstomo, estrongiloides e esquistossoma. 
Apresenta eosinofilia intensa; 
 Urticária e/ou edema angioneurótico – principalmente na ascaridíase e na estrongiloidíase; 
 Eliminação dos parasitas – comum na ascaridíase, na oxiuríase e na teníase; 
 Obstrução ou semi-obstrução intestinal – ocorre na super-infestação por ascaris. 
 
DIAGNOSTICO 
Exame Parasitológico de Fezes (EPF), aliado aos dados clínico-epidemiológicos; 
• Avaliar 3 amostras aumenta a sensibilidade do método; 
• Coletar 3 amostras em dias separados (consecutivos ou alternados) 
 
 
ESQUITOSSOMOSE 
 
 
SINONÍMIA - 
“Xistose”, “barriga 
d’água” e “doença 
dos caramujos”; 
 
AGENTE 
ETIOLÓGICO 
Schistosoma 
mansoni 
HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Humano - Na fase adulta, o parasita vive nos vasos sanguíneos do intestino e 
fígado 
• HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Caramujo do gênero Biomphalaria 
 
FORMA AGUDA: Assintomática ou Dermatite Cercariana; - 3 a 7 semanas após o contato pode ocorrer 
febre, linfadenopatia, anorexia, dor abdominal e cefaleia. Pode ter também diarreia, náuseas e tosse 
seca. 
DERMATITE CERCARIANA caracterizada por micropápulas “avermelhadas” semelhantes às picadas de 
insetos. 
 
Após seis meses de infecção, há risco do quadro clínico evoluir para a fase crônica. 
Gravidade da doença depende diretamente: • da carga parasitária, • do estado nutricional do paciente; 
• do tempo de parasitismo. 
 
Manifestações: 
HEPATOINTESTINAL 
Astenia, fadiga, tontura, cefaleia, sintomas distônicos, sensação de plenitude, flatulência, dor 
epigástrica, hiporexia, diarreia recorrente, hepatomegalia, fibrose hepática. 
 
HEPÁTICA 
Diarreia recorrente, hepatomegalia com fibrose. 
 
HEPATOESLÊNICA 
Hipertensão portal, hepatoesplenomegalia, varizes esofágicas, sintomas intestinais, hemorragia dig. 
 
INVESTIGAÇÃO  DX 
Pesquisa de ovos de Schistosoma nas fezes (Kato-Katz) – é necessário solicitar como especificação do 
Exame Parasitológico de Fezes (EPF). 
Outros métodos: 
• Sorológico (Imunofluorescência indireta ou ELISA): não faz diagnóstico. 
• Ultrassonografia hepática auxilia no diagnóstico da fibrose de Symmers e nos casos de 
hepatoesplenomegalia: não faz diagnóstico. 
• Biópsia retal ou hepática - não recomendada na rotina, pode ser útil em casos suspeitos e na presença 
de exame parasitológico de fezes negativas. 
 
TTO: 
PRAZIQUANTEL 
Adultos: 50mg/kg Crianças: 60mg/kg 
• Apresentação: 600mg/comprimido; Dose única, via oral; máximo 7 comprimidos. 
• Orientar repouso por pelo menos 3 horas após ingestão, para evitar náuseas e tonturas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DOENÇA DE 
CHAGAS 
 
Trypanosoma 
cruzi, protozoário 
flagelado. 
 
 
VETOR: inseto da 
subfamília 
Triatominae, 
conhecido 
popularmente 
como barbeiro, 
chupão, furão, 
procotó. 
 
RESERVATÓRIOS: 
centenas de 
mamíferos, tais 
como quatis, 
gambás, tatus, 
morcegos, etc. 
FEBRE PERSISTENTE (>7 dias) 
+ 
Edema de face ou de membros; Exantema; Adenomegalia; Hepatomegalia; Esplenomegalia; 
•Cardiopatia aguda (taquicardia, sinais de insuficiência cardíaca); Manifestações hemorrágicas 
(hematêmese, hematoquezia ou melena); Icterícia. 
•Manifestações digestivas (diarreia, vômito e epigastralgia intensa) são mais comuns em casos por 
transmissão oral. 
 
DIAGNOSTICO 
PARASITOLÓGICO – T. cruzi circulante no sangue periférico identificado por meio de exame 
parasitológico direto. 
• SOROLÓGICO – IgM anti-T. cruzi 
 
FORMAS CRÔNICAS 
 
Inderterminada  Mais frequente, exame sorológico é positivo, pode durar toda a vida ou evoluir pra 
outras formas tardiamente. 
 
Cardíaca  Pode apresentar apenas com alterações no ECG, ou com miocardiopatia dilatadae com 
insuficiência cardíaca congestiva. 30% 
 
Digestiva  Alterações do trato digestivo, por lesões dos plexos nervosos, com alterações da 
motibilidade e morfologia, pode evoluir para megaesôfago ou megacólon. 10% 
 
Cardiodigestiva  Quando no mesmo paciente são indetificados as duas formas da doença; 
 
Diagnóstico 
• Sorologia para Chagas - Importante na fase crônica. 
• Anticorpos IgG anti-T. cruzi - indica doença crônica. 
 
TRATAMENTO: 
•Benznidazol: (adulto = 5 mg/kg/dia, 1 a 3x/dia, 60 dias; criança = 5 a 10 mg/kg/dia, 2x/dia, 60 dias) 
• Tratar: forma aguda, congênita e crônica recente 
 
Nos casos leves, sem complicações, e nas formas indeterminadas, o tratamento pode ser realizado na 
atenção básica, por médico generalista que conheça as particularidades do medicamento e da doença 
de Chagas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LEPTOSPIROSE 
 
 
 
Bactéria helicoidal 
(espiroqueta) 
 
 
 
 
• Período de 
incubação 
De 1 a 30 dias 
(em média, de 5 e 
14 dias). 
Zoonose, causada por leptospiras patogênicas, transmiAdas pelo contato com urina de animais 
infectados ou água e lama contaminadas pela bactéria. 
Reservatório: amplo espectro de animais domésAcos e selvagens. 
No meio urbano: roedores (especialmente o rato-de-esgoto); 
Outros reservatórios são os suínos, bovinos, equinos, ovinos e cães. 
 
• Seres humanos - hospedeiros acidentais e terminais dentro da cadeia de transmissão. 
 
Instalação abrupta de febre, acompanhada de cefaleia e mialgia, anorexia, náuseas e vômitos; 
• Podem ocorrer diarreia, artralgia, hiperemia ou hemorragia conjuntival, fotofobia, dor ocular e tosse; 
• Pode ser acompanhada de exantema; 
• Difícil diferenciação de outras doenças febris agudas; 
 A fase precoce tende a ser autolimitada e regride em 3 a 7 dias, sem deixar sequelas. 
 
• Síndrome de Weil - tríade de icterícia, insuficiência renal e hemorragias, mais comumente pulmonar. 
 
Icterícia: é um sinal caracterísAco, possuindo uma tonalidade alaranjada muito intensa (icterícia 
rubínica) e geralmente aparece entre o 3º e o 7º dia da doença - preditor de pior prognóstico 
 
DIAGNOSTICO 
 
Métodos sorológicos - teste ELISA-IgM e a microaglutinação (MAT). 
Exames como hemograma e bioquímica (ureia, creatinina, bilirrubina total e frações, TGO, TGP, gama-
GT, fosfatase alcalina e CPK, Na+ e K+), devem ser monitorados; 
 
TRATAMENTO 
 
FASE PRECOCE 
• Amoxicilina, em adultos na dose de 500mg, VO, de 8/8 horas, durante 5 a 7 dias. Crianças, administrar 
50mg/kg/dia, VO, a cada 6/8 horas, durante 5 a 7 dias; 
• Doxiciclina: 100mg, VO, de 12 em 12 horas, durante 5 a 7 dias 
 
FASE TARDIA 
• Penicilina G Cristalina: 1.5 milhões UI, IV, de 6/6 horas; ou, 
• Ampicilina: 1g, IV, 6/6 horas; ou, • Ceftriaxona: 1 a 2g, IV, 24/24h; ou, 
• Cefotaxima 1g, IV, de 6/6 horas. 
• Para crianças utiliza-se Penicilina cristalina: 50 a 100.000U/kg/dia, IV, em 4 ou 6 doses; ou Ampicilina: 
50 a 100mg/kg/dia, IV, dividido em 4 doses; ou Ceftriaxona: 80 a 100mg/kg/dia, em 1 ou 2 doses; ou 
Cefotaxima: 50 a 100mg/kg/dia, em 2 a 4 doses. 
 
• Duração do tratamento com antibióticos intravenosos: pelo menos, 7 dias. 
 
TUNGÍASE 
 
espécie de pulga, 
Tunga penetrans 
A maioria das lesões aparece nos pés, e em alguns casos, nas mãos; 
• Podem ser únicas ou bastante numerosas, dependendo da infestação do solo; 
 
A lesão surge como uma pequena pápula marrom escura com um halo fino e claro ao seu redor; 
• Pode causar dor ou coceira; • Pode ocorrer infecção secundária e até abscessos no local; 
• O diagnóstico é clínico-epidemiológico; 
• Diagnóstico diferencial: verrugas virais 
É autolimitada com duração de quatro a seis semanas; 
 
TRATAMENTO 
Extração manual do parasito, com assepsia e materiais estéreis; 
• Nos casos com infecção secundária, antibioticoterapia 
• Infestação: tiabendazol, 25mg/kg, em uma ou duas doses diárias de três a cinco dias; 
• Realizar profilaxia antitetânica 
 
POLÍTICAS DE EQUIDADE E SAÚDE DE POPULAÇÕES ESPECÍFICAS 
POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE INTEGRAL DA POPULAÇÃO NEGRA 
 
O correto preenchimento do quesito raça/cor nos sistemas de informação dos serviços de saúde, juntamente com a 
análise e a divulgação desses dados, desagregados, são alternativas para identificar problemas e propor soluções 
quanto aos eventos em saúde dos grupos étnicos atingidos. 
 OBJETIVO: Promover a saúde integral da população negra e combater as desigualdades no SUS, 
reconhecendo raça, racismo e racismo institucional como determinantes sociais das condições de saúde, 
com vistas à promoção da equidade em saúde. 
Doenças mais prevalentes na população negra 
Doença falciforme 
 Doença hereditária decorrente de uma mutação 
genética. É causada por um gene recessivo, que pode ser 
encontrado em frequências que variam de 2% a 6% na 
população brasileira em geral, e de 6% a 10% na 
população negra. 
Diabetes mellitus (-po II) 
É a quarta causa de morte e a principal causa de 
cegueira adquirida no Brasil. Atinge com mais frequência 
os homens negros — 9% a mais que os homens brancos 
— e as mulheres negras — em torno de 50% a mais do 
que as mulheres brancas. 
Hipertensão Arterial 
A doença, que a7nge 10% a 20% dos adultos, é a causa 
direta ou indireta de 12% a 14% de todos os óbitos no 
Brasil. Em geral, tende a ser mais prevalente em negros, 
de ambos os sexos. 
Deficiência de G6PD (Deficiência de Glicose-6-Fosfato 
Desidrogenase) 
Apresenta frequência relativamente alta em negros 
americanos (13%) e populações do Mediterrâneo, como 
na Itália e no Oriente Médio (5% a 40%). A falta dessa 
enzima resulta na destruição dos glóbulos vermelhos, 
levando à anemia hemolí.ca e, por ser um distúrbio 
gené.co ligado ao cromossomo X, é mais frequente em 
meninos. 
POLÍTICA NACIONAL PARA A POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA 
 
O grupo populacional heterogêneo que possui em comum a pobreza extrema, os vínculos familiares interrompidos 
ou fragilizados e a inexistência de moradia convencional regular, e que u)liza os logradouros públicos e as áreas 
degradadas como espaço de moradia e de sustento, de forma temporária ou permanente, bem como as unidades 
de acolhimento para pernoite temporário ou como moradia provisória. 
 Esta Política é um dispositivo criado para produzir respostas às necessidades da população em situação de 
rua, garantindo a integralidade do cuidado e a universalidade de acesso ao SUS. Entendendo que população 
em situação de rua é um grupo heterogêneo que habita logradouros públicos, áreas degradadas e 
ocasionalmente utiliza abrigos e albergues para pernoitar. 
PORTARIA Nº 122, DE 25 DE JANEIRO DE 2011 
Define as diretrizes de organização e 
funcionamento das Equipes de Consultório na 
Rua. 
CONSULTÓRIOS DE RUA 
Formado por equipes multiprofissionais, visando formação de 
vínculos com a população de rua 
As atividades serão realizadas de forma itinerante e deverão 
utilizar as instalações das Unidades de saúde do território, de 
acordo com a necessidade do usuário. 
Devem ter horaríos flexíveis, geralmente diferentes das unidades 
fixas. 
Ferramentas de trabalho das Equipes de eCR 
Articulação intersetorial (serviço social, habitação, emprego, educação) e multiprofissional de saúde (equipe da 
atenção primária com apoio de psicologia, psiquiatria, reabilitação/fisioterapia, terapia ocupacional); 
 
• Capacidade da equipe estabelecer vínculos através da escuta empática, do respeito à diversidade das formas de 
vida dessa população e da compreensão de que os serviço de saúde em geral são violentos com esse público, logo, 
é essencial criar relações de confiança com a equipe; 
 
• Atua com a lógica da redução de danos, no sentido da garantia de direitos; 
• Avaliação do território para organizar locais de presença da equipe na rua e sua frequência (trabalho de campo); 
• Escuta e realização de atendimentos na rua, acompanhamento de consultas em serviços especializados ou 
dispositivos da justiça e assistência social. 
DESAFIOS NO CUIDADO DA SAÚDE DA PESSOAEM SITUAÇÃO DE RUA 
• Dificuldade no acesso aos serviços de saúde relacionado ao estigma; 
• Acesso a documentos - também dificulta o acesso à saúde e a jus.ça; 
• Violências no geral (institucional, policial e do ambiente da rua); 
• Higiene e Alimentação; 
• Situação de vulnerabilidade: pessoas com vínculos familiares frágeis, possível rede de apoio precária; 
• Uso abusivo de álcool e outras drogas; prevalência alta de questões relacionadas a saúde mental 
• Doenças predominantes: IST, Tuberculose; doenças de pele 
• Adequação dos tratamentos ao cotidiano da vida na rua e a diversidade da forma de vida muito dessas pessoas; 
 
POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE INTEGRAL DE LÉSBICAS, GAYS, BISSEXUAIS, TRAVESTIS E TRANSEXUAIS 
Diversidade sexual e respeito às identidades de gênero: grande destaque nas últimas décadas → luta dos 
movimentos sociais; 
Nos anos de 1960 e 1970 a discussão em torno do campo da diversidade sexual e de gênero começou a ser 
pleiteada no bojo das lutas libertárias → movimentos acadêmicos passam a debater o termo gênero; 
Gênero então passa a sugerir a determinação de papéis de homens e mulheres na sociedade, porém em 
concordância com o sexo biológico, que se refere às características biológicas e fisiológicas de homens e mulheres. 
 
Existem normas das quais determinados corpos e expressões de gênero são lidos e reconhecidos numa sociedade: 
repetimos expressões de gênero, ao longo do tempo, que citam e reiteram uma maneira de ser de um determinado 
gênero; 
Gênero passa a ser entendido na acepção de performatividade → uma construção social que é produzida pela 
repetição de determinadas maneiras de fazer o gênero que criam uma série de efeitos que são tomados com 
essências. 
 
Dessa forma, podemos dizer que as normas de gênero são as regulações que dão legibilidade ao gênero e que 
regem o reconhecimento deste. 
Assim como a expressão de gênero, o modo como as pessoas exprimem o seu gênero e através dessas 
performances reiteram identificações e desidentificações. 
Sexo Biológico: conformação anátomo-fisiológica dos sistema geniturinário. 
 
Gênero: conjunto de caracterís)cas sociocomportamentais que incidem sobre corpos sexuados. 
 
Orientação Sexual: expressão do desejo sexual e afetivo. 
 
Identidade de Gênero: auto identificação relativa à um gênero (masculino ou feminino). 
MARCOS LEGAIS 
• 2008 - Publicada a Polí.ca Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. 
• 2008 - Primeiro portaria de regulamentação do Processo Transexualizador no SUS. 
• 2009 - Portaria MS n.1820 que dispõe sobre o direito ao uso do nome social. 
• 2011 - Instituição da Cirurgia de redesignação sexual no SUS 
• 2013 - Ampliação dos serviços ambulatoriais do Processo Transexualizador 
OBJETIVO GERAL 
Promover a saúde integral de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, eliminando a discriminação e o 
preconceito institucional, bem como contribuindo para a redução das desigualdades e a consolidação do SUS como 
sistema universal, integral e equitativo. 
Desafios no cuidado em saúde da População LGBT 
• Violência contra essa população. 
• Acolhimento não qualificado para atender às 
especificidades. 
• Desrespeito ao nome social desde a portaria até a sala 
de medicação 
• Legislação deficitária em medidas de proteção. 
 
 
• Demanda reprimida de população de Transexuais e 
Travestis nos serviços de referência para Processo 
Transexualizador. 
• Estigma que associa a população LGBTQIAP+ às ISTs. 
• Ausência de informação no SINAN sobre identidade de 
gênero das pessoas. 
POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE INTEGRAL DAS POPULAÇÕES DO CAMPO, DA FLORESTA E DAS ÁGUAS 
A QUEM SE DIRIGE 
• Povos e comunidades que têm seus modos de vida, produção e reprodução social relacionados 
predominantemente com o campo, a floresta, os ambientes aquáticos, a agropecuária e o extrativismo, como 
camponeses, agricultores familiares, trabalhadores rurais, comunidades de quilombos, populações que habitam ou 
usam reservas extrativistas, populações ribeirinhas, populações atingidas por barragens, ciganos, dentre outros. 
MARCOS LEGAIS 
• Em 2005 foi instituído o Grupo da Terra (Portaria MS/GM nº 2.460/2005) para atender às necessidades de 
atenção à saúde dessa população. 
Objetivo: elaborar a Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo e da Floresta (PNSIPCF) 
 
Portaria nº 2.488, de 21 de outubro de 2011. Redefinição do arranjo organizacional das equipes de Saúde da 
Família, Equipe(s) de Saúde da Família Ribeirinha (ESFR) e da(s) Equipe(s) de Saúde da Família Fluvial (ESFF) para os 
municípios da Amazônia Legal e Pantanal Sul Mato grossense, assim como a definição dos valores de financiamento 
destas equipes e de custeio das Unidades Básicas de Saúde Fluviais (UBSF), considerando as especificidades locais. 
 
Portaria nº 2.866/2011 instituiu a polí)ca no âmbito do SUS. É um instrumento norteador e legítimo do 
reconhecimento das necessidades de saúde dessas populações. 
 
Portaria nº 2.311/2014 incluiu o termo “águas” na denominação da PNSIPCF. 
Principais Agravos: - Hanseníase - Tuberculose - Infecções de vias aéreas superiores - Gastroenterites - Deficiências 
nutricionais - Asma - Infeção de pele e partes moles - Doença de Chagas Aguda – Esquistossomose. 
 
Desafios no cuidado em saúde da População do Campo, Floresta e Águas 
• Barreiras geográficas no acesso. 
• Dificuldade em estabelecer meios de comunicação eficazes 
• Monocultura, Agrotóxico e não u.lização de equipamentos de segurança. 
• Frágil estrutura de Cobertura de Saúde. 
• Desafios no cuidado em saúde da População do Campo, Floresta e Águas 
• Regimes de trabalho análogo a escravidão. 
• Violência no Campo. 
 
Obs.: o Programa Mais Médicos tem sido um diferencial no acesso a saúde dessa população. 
 
POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DAS PESSOAS PRIVADAS DE LIBERDADE NO SISTEMA 
PRISIONAL 
OBJETIVO GERAL  Garantir o acesso das pessoas privadas de liberdade no sistema prisional ao cuidado integral 
no SUS. 
DIRETRIZES 
• Promoção da cidadania e inclusão das pessoas privadas de liberdade por meio da articulação com os diversos 
setores de desenvolvimento social, como educação, trabalho e segurança. 
• Atenção integral resolutiva, continua e de qualidade às necessidades de saúde da população privada de liberdade 
no sistema prisional, com ênfase em atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais. 
• Respeito à diversidade étnico racial, às limitações e às necessidades físicas e mentais especiais, às condições 
econômicosociais, às práticas e concepções culturais e religiosas, ao gênero, à orientação sexual e à identidade de 
gênero. 
• Intersetorialidade para a gestão integrada e racional e para a garantia do direito à saúde. 
Emergência sanitária, com prevalência elevada de doenças transmissíveis e não transmissíveis, como 
• Tuberculose (23x maior que população em geral); 
• HIV/AIDS; • Hepatites; • Sífilis; 
• Dermatites; • Hipertensão; 
• Saúde Mental (3x maior que população em geral). 
 
 
Desafios atuais da PNAISP 
1. Aumentar a cobertura assistencial. 
2. Qualificar as intervenções intersetoriais. 
3. Informatizar os serviços, por meio da implantação do novo sistema de informação da Atenção Básica (estratégia e 
SUS AB) para monitoramento e avaliação permanente dos serviços prestados. 
4. Ofertar processos de educação permanente e continuada para todas as equipes de atenção básica prisional. 
5. Qualificar a gestão das equipes em processos tripartite e intersetoriais. 
6. Aprimorar a infraestrutura para o atendimento em saúde. 
 
POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO À SAÚDE DOS POVOS INDÍGENAS 
305 ETNIAS COM CULTURAS PRÓPRIAS sobreviventes em 2023. 
ALTA CAPACIDADE DE EQUILÍBRIO COM O MEIO AMBIENTE E AUTONOMIA. 
Produção cultural vasta: literatura, música, ciências, religião… 
MARCOS LEGAIS 
• Constituição do Brasil (1988), art 231: é reconhecido aos índios sua organização social, costumes, línguas,crenças 
e tradições e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam competindo à União demarcá-las, 
proteger e fazer respeitar todos os seus bens. 
• 1ª (1986) e 2ª (1993) Conferências Nacionais de Saúde Indígena: espaços importantes de discussão e luta pelo 
direito a atenção à saúde dos povos indígenas. 
• Lei 9.836, de 23 de setembro de 1999: foi instituído o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena e as diretrizes 
básicas para a implantação de Distritos Sanitários Especiais. 
• Portaria 254 (MS), de 31 de Janeiro de 2002: Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (trouxe 
algumas diretrizes para as ações de atenção à saúde indígena que representaram um avanço no reconhecimento da 
especificidade cultural e articulação da biomedicina com práticas indígenas tradicionais de cura e cuidado. 
• Decreto 7.336, de 20 de outubro de 2010: instituiu, na estrutura do Ministério da Saúde a Secretaria Especial de 
Saúde Indígena (SESAI), transferindo a responsabilidade pela saúde indígena para esta Secretaria. 
 
PNASPI: Subsistema de Saúde Indígena 
SESAI (Secretária De Saúde Especial Indígena): ligada diretamente ao MS e coordenadora dos Distritos Sanitários 
Especiais Indígenas (DSEIs). 
 
Atualmente 34 DSEIs em todas regiões do Brasil. DSEIs atuam no território através dos Pólos Base (equivalente à 
UBS) com equipe multidisciplinar. DSEIs têm planejamento participativo (controle social) pelos CONDISI (conselho 
distrital indígena). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BOLSA FAMÍLIA E BENEFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA 
O Beneficio de Prestação Continuada (BPC), criado pela Lei Federal nº 8.742/93 – Lei Orgânica da Assistência 
Social (LOAS), que regulamentou o art. 203, inciso V, da Carta Política Pátria; e os beneficios eventuais federadivos, 
criados por entes da federação Estados, Distrito Federal e Municípios, conforme critérios e prazos definidos pelo 
Conselho Nacional de Assistência Social 
 
O BPC, criado em 1993, é devido ao idoso de 65 anos ou mais de idade, e ao deficiente, cuja renda familiar seja 
inferior a um quarto do salário mínimo. (Art. 20 caput da LOAS). 
 
• Esse é um benefício de assistência social, ou seja, quem está solicitando não precisa ter contribuído com a 
Previdência Social, por isso ele é chamado de beneficio e não de aposentadoria, e sua ajuda equivale a um salário 
mínimo. 
Bolsa Família 
 Concessão de beneficios de pagamentos mensais, portanto, de trato sucessivo, às famílias consideradas 
pobres ou extremamente pobres, com requisitos para concessão e manutenção estabelecidos em lei 
federal, com valor definido, de caráter temporário, não gerando direito adquirido uma vez que devem ser 
revistos a cada dois anos para avaliação da elegibilidade das famílias para o recebimento desses 
beneficios., 
O Programa Bolsa Família foi instituído pela Lei nº 10.836/2004, regulamentada pelo Decreto nº 5.209/2004 e 
veio como uma necessidade de unificar as ações governamentais de transferência de recursos do Governo 
Federal. 
Características do Programa Bolsa Família 
 
• Atende a família e não a membros isolados. 
• Pagamento direto à família, por cartão bancário, de preferência para a mulher. 
• A família tem autonomia no uso do recurso financeiro. 
• Conjuga esforços das três esferas de governo. 
• Integração com programas próprios dos Estados e Municípios. 
• Deve existir um compromisso/contrapartidas para a percepção dos beneficios. 
• Políticas de saúde e educação como condicionalidades. 
• Gestão descentralizada e intersetorial. 
• Fiscalização por meio da articulação com os órgãos de Controle Social. 
Condicionalidades na área da saúde 
• Realização do acompanhamento pré-natal; 
• Acompanhamento do calendário nacional de vacinação; 
• Realização do acompanhamento do estado nutricional das crianças menores de 7 anos; 
• Para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos, frequência escolar mínima de 60% (sessenta por cento) e 75% 
(setenta e cinco por cento) para os beneficiários de 6 (seis) anos a 18 (dezoito) anos incompletos que não tenham 
concluído a educação básica. 
Bolsa Família – Equipe de Saúde da Família 
• Acompanhar as atividades do Programa Bolsa Família; 
• Participar da pesagem dos cadastrados no Programa; 
• Verificar e manter atualizada a vacinação; 
• Acompanhar estado nutricional, 
• Manter consultas Pré-natal atualizadas; 
• Manter o cadastro de dados, endereço dos cadastrados atualizados. 
 
 
RASTREAMENTO NA SAÚDE DO(A) ADULTO(A) 
 Realizar rastreamentos com evidência, na população alvo. 
CRITÉRIOS 
Características da doença: 
• Prevalência suficiente que justifique os custos 
• Aceitabilidade dos tratamentos disponíveis 
• Tratamento no período assintomático com melhores resultados que no sintomático 
• Efeito significativo na qualidade e tempo de vida 
Características do teste: 
• Sensível para detecção de assintomáticos 
• Específico para prover VPP aceitável 
• Aceitável pelos paciente 
População: 
• Alta prevalência 
• Acessibilidade (colonoscopia e sangue nas fezes) 
• Adesão aos testes e tratamentos subsequentes 
Confiabilidade: capacidade de um teste ser 
reprodutível, ou seja, produzir resultados 
consistentes quando realizado várias vezes sob as 
mesmas condições (é maior quando a 
interpretação do teste mais objetiva do que 
subjetiva, depende menos do técnico) 
Validade ou acurácia: representa a proporção de acertos e 
erros de um teste, ou seja, o quanto os resultados 
representam a verdade ou se afastam dela. Avalia a proporção 
de todos os testes corretos (verdadeiros 
positivos/sensibilidade e verdadeiros negativos/ 
especificidade), sobre todos os resultados obtidos. 
Validade 
• Sensibilidade: probabilidade de um teste ser positivo na presença da doença 
• Especificidade: probabilidade de um teste ser negativo na ausência da doença 
 
Um bom teste de rastreamento é altamente sensível e de confirmação, altamente específico. 
Especificidade e sensibilidade nunca são 100%. 
• Há sempre margem de erro. 
• Rastreamento = peneiramento. 
• Rastrear é diferente de diagnosticar. 
• Aplicar testes de rastreamento significa apenas a fase inicial de peneiramento de um grupo populacional que 
deverá ser submehdo a outras etapas. 
• Considerar expectativa de vida individual, grupos específicos vs população geral. 
 
RASTREAMENTO OPORTUNÍSTICO x RATREAMENTO ORGANIZADO 
 
Solicitação de exames de rastramento de forma não 
sistemica, ou seja, solicitados em uma consulta 
realizada pelo paciente por algum outro motivo ou 
em uma consulta de rotina. 
Exames solicitados de uma forma sistemática para uma 
população de risco, dentro de um programa estruturado. 
Garantir cobertura de todas as pessoas, consideradas de 
risco. Só é efetivo se atingir pelo menos 70%. 
A população alvo é monitorada e convidada para a 
realização; 
RASTREAMENTO E PREVENÇÃO QUARTENÁRIA 
Os incidentalomas 
Os sobrediagnósticos 
O sobretratamento 
Paradoxo da popularidade 
Tais exemplos, cada vez mais comuns, são potenciais geradores de 
significativos danos iatrogênicos e de medicalização excessiva, devido às 
suas múltiplas cascatas de intervenções. Eles demandam fortemente 
prevenção quaternária 
Decisão compartilhada MCCP 
A decisão compartilhada: - Individualizar a oferta de cuidados preventivos oportuno. 
- Processo colaborativo entre o profissional de saúde e o indivíduo. 
- Compartilhar informações, considerar preferências e valores, garantindo que estejam no plano de cuidado. 
- Evidências científicas e valores pessoais. 
- Recursos informativos visuais para apoio à decisão 
 
RECOMENDAÇÕES PARA RASTREAMENTOS 
 
 
 
Recomendações à população geral 
• Apoio a cessar tabagismo (tabagistas) - evidência grau I 
• Realizar atividade física (todos) - evidência grau II 
• Dieta saudável (todos) - evidência grau II 
• Riscos ao uso prejudicial de álcool (usuários) - evidência grau I 
• Planejamento familiar (mulher idade fértil) - evidência grau III• Controle de peso (todos) - evidência grau II 
• Segurança no transito (todos) - evidência grau IV 
 
Para rastreamento e detecção precoce do câncer é necessário conhecer o comportamento da doença que se deseja 
rastrear e as características do teste de rastreamento. 
CÂNCER DE 
PULMÃO 
O aumento da probabilidade de resultados falsos-positivos em função da alta prevalência de 
tuberculose, gerando imagens radiológicas que criam dificuldades no diagnóstico diferencial 
(SANTOS et al., 2016). 
Assim, até o momento, não há uma recomendação oficial do INCA sobre essa modalidade de 
rastreamento. 
 
 A estratégia mais eficaz de controle do câncer de pulmão continua sendo a prevenção 
primária com as ações de controle do tabagismo, como a prevenção da iniciação e a 
promoção da cessação em fumantes atuais. 
Sintomas que devem ser investigados: 
Hemoptise. • Tosse, rouquidão persistentes por mais de duas a três semanas. • Dor torácica. • 
Dispneia. • Astenia e perda de peso sem causa aparente. • Pneumonias de repetição. 
CÂNCER DE 
PRÓSTATA 
O Ministério da Saúde não recomenda o rastreamento populacional do câncer de próstata. 
● Orienta ampla discussão sobre os possíveis riscos e benefícios para a tomada de decisão 
compartilhada com os homens que solicitarem exames de rastreio. 
● Importantes danos associados à investigação e ao sobrediagnóstico. 
 
Fatores de risco: idade avançada, hereditariedade, população negra, obesidade. Principalmente pai 
ou irmão com história de câncer de próstata antes dos 60 anos de idade (pode aumentar o risco 3 a 
10 vezes); 
Diretrizes nacionais e internacionais recomendam PSA e toque retal para avaliação de homens 
com elevado risco para neoplasia prostática, e sintomas de dificuldade de urinar, diminuição do 
jato de urina, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite e sangue na urina (BRASIL, 
2016; MOTTET, 2023). 
COLO 
UTERINO 
Mulheres dos 25 aos 64 anos que tenham iniciado vida sexual em algum momento da vida. 
 
Periodicidade do Papanicolau: 
• Dois exames com intervalo anual. 
• Após dois exames anuais normais, realiza se somente um exame a cada três anos. 
• Mulheres > 64 anos que nunca fizeram o exame: dois exames com intervalo de 1 a 3 anos 
 
 
 
MAMA A recomendação do INCA é que a mamografia de rastreamento seja oferecida às mulheres de 50 a 
69 anos, uma vez a cada dois anos, 
 
Fatores de risco: 
● Idade: maior que 50 anos. 
● Comportamentais e ambientais: sobrepeso e obesidade após a menopausa; ingestão de bebida 
alcoólica; exposição à radiação ionizante, presente em exames ou tratamentos que usam raios-X, 
tais como mamografia, tomografia e radioterapia. 
Hereditariedade: mutações especialmente BRCA1 e BRCA2. Apenas 5 a 10% dos casos, nem todo 
histórico de câncer de mama na família é alto risco. Atenção para: histórico de câncer de ovário, ou 
vários casos de câncer de mama em familiares consanguíneos, sobretudo em idade jovem e em 
parentes de primeiro grau, ou de câncer de mama em homem. 
● Endócrinos: exposição ao estrógeno, menarca precoce (antes 12 anos); menopausa tardia (após 
os 55 anos); nuliparidade; primeira gravidez após os 30 anos; uso recente de TRH pós-menopausa; 
uso recente de contraceptivos orais (estrogênio-progesterona); 
CÓLON Fatores de risco para câncer colorretal: 
• Idade acima de 50 anos. 
• Câncer colorretal ou pólipo adenomatoso/serrilhado avançado. 
• Doença inflamatória intestinal. 
• Sinais e sintomas de câncer colorretal. 
• Adultos com síndromes hereditárias que predispõem câncer colorretal. 
• Álcool, sedentarismo, dieta, obesidade, tabagismo 
 
Para pessoas classificadas como de alto risco para os cânceres de cólon e reto, as condutas de 
rastreamento e acompanhamento devem ser indicadas de acordo com as categorias de risco, 
seguindo protocolos clínicos, com periodicidade e grupo etário diferenciados. 
 
 
 
LÁBIO E 
CAVIDADE 
ORAL 
Atualmente, não existem evidências suficientes sobre os benefícios e riscos do rastreamento do 
câncer oral. 
 
Recomenda-se, portanto, o diagnóstico precoce, pela inspeção visual minuciosa dos tecidos da 
cavidade oral com vistas a identificar alterações teciduais. Por serem, muitas vezes, lesões 
inespecíficas, a confirmação diagnóstica de lesões suspeitas é feita por meio do procedimento de 
biópsia e exame anatomopatológico. 
Desordens orais potencialmente malignas: Queilite actínica, Eritroplasia, Leucoplasia oral, Fibrose 
submucosa, Líquen plano, entre outras 
PELE A detecção precoce do câncer de pele: diagnóstico precoce, orientação população e profissionais 
de saúde alertas para lesões de pele com características anormais e de que seja realizada a 
confirmação diagnóstica -> assimetria, bordas, cor, diêmetro, evolução. 
 
 
HAS Recomenda-se triagem para hipertensão em adultos com 18 anos ou mais com medição da 
pressão arterial no consultório. 
 
Anual em adultos com 40 anos ou mais e em adultos com risco aumentado para HAS (como 
pessoas negras, com pressão arterial normal alta ou com sobrepeso/obesidade). 
• A cada 3-5 anos para adultos de 18 a 39 anos baixo risco para HAS e com medida prévia de 
pressão arterial normal. 
DIABETES Em adultos assintomáGcos, recomenda-se triagem para pré-diabetes e diabetes Gpo 2 em adultos 
de 35 a 70 anos com sobrepeso ou obesidade. 
 
Sugere-se oferecer ou encaminhar pacientes com pré-diabetes para intervenções prevenGvas 
eficazes 
 
Sugere-se a utilização do Questionário Finnish Diabetes Risk Score (FINDRISC) para estratificação de 
risco de desenvolvimento de diabetes. 
PREVENÇÃO 
FRATURA 
PATOLÓGICA 
Rastreamento entre mulheres de mais de 65 anos, centrada no compartilhamento da decisão entre 
a mulher e seu médico. 
• As mulheres devem ser informadas dos riscos e apoiadas em suas decisões para posterior 
rastreamento, diagnóstico e tratamento. 
• Rastreamento é contraindicado em mulheres abaixo de 65 anos e entre homens. 
• Use o FRAX para apoiar sua conduta. 
DISFUNSÃO 
TIREOIDIANA 
Contraindica-se rastreamento para disfunção tireoidiana em adultos maiores de 18 anos, 
assintomáticos. 
 
• Essa recomendação não se aplica para gestantes, pessoas com história de cirurgia ou doença de 
tireóide, indivíduos em uso de medicações tireotóxicas (lítio, amiodarona), radioterapia em tireóide 
ou região cervical prévia, doença de hipotálamo ou pituitária 
Rastreamento 
em mulheres 
lésbicas, 
bissexuais, 
trans 
O Sistema Único de Saúde (SUS) e a Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, 
Bissexuais, Travestis e Transexuais (PNSI-LGBT) são conquistas sociais que buscam garantir o direito 
constitucional à saúde para as pessoas trans. 
 
• Também se ressalta que, atualmente, consideramos outras identidades nesta sigla e que ela 
própria está em debate diante do aparecimento de novas identidades e sujeitos políticos no Brasil, 
como, por exemplo, as pessoas intersexo, as pessoas não binárias, queers, assexuais, entre outros. 
 
FAZEM RASTREIO… 
 
 
EDUCAÇÃO PERMANENTE NO PMMB 0800-644-6543 TELESAÚDE 
A Educação Permanente é aprendizagem no trabalho, onde o aprender e o ensinar se incorporam ao quotidiano das 
organizações e ao trabalho. 
OFERTAS 
EDUCACIONAIS PARA 
O PMMB 
Portaria Interministerial 604 de 16 de maio de 2023. 
O Projeto Mais Médicos para o Brasil tem a finalidade de aperfeiçoar médicos na Atenção 
Primária à Saúde, em regiões prioritárias para o SUS, mediante cursos de aperfeiçoamento 
ou de pós-graduação lato ou stricto sensu, ofertados por instituições de ensino e pesquisa, 
contanto com componente assistencial pautado na integração ensino-serviço. 
 
Lei nº 14.621, de 14 de julho de 2023 
• Institui a Estratégia Nacional de Formação de Especialistas para a Saúde no âmbito do 
Programa Mais Médicos 
 
Carga horária semanal destinada para estudo: 08horas. 
Atividades acadêmicas: • Cursos de Especialização lato sensu (em Saúde da Família e em 
Saúde Indígena)• Cursos de Especialização stricto sensu (mestrado profissional e 
doutorado) • Eixo Aperfeiçoamento e Extensão. 
 
PROGRAMA 
NACIONAL 
TELESSAÚDE BRASIL 
REDES 
Possibilita o fortalecimento e a melhoria da qualidade do atendimento da Atenção Básica 
no SUS, integrando Educação Permanente em Saúde (EPS) e apoio assistencial por meio de 
ferramentas e tecnologias da informação e comunicação (TIC). 
 
• É constituído por Núcleos Estaduais, Intermunicipais e Regional, que desenvolvem e 
ofertam serviços específicos para profissionais e trabalhados do SUS. 
 
TELECONSULTORIA Esclarecimento de dúvidas sobre procedimentos clínicos, ações de saúde e questões 
relativas ao processo de trabalho no formato de pergunta e resposta entre profissionais de 
saúde. 
Funciona de duas maneiras: 
síncrona - realizada em tempo real, geralmente por chat, webconferência, 
videoconferência ou serviço telefônico; 
assíncrona - realizada por meio de mensagens offline que devem ser respondidas em até 
72 h; 
 
SEGUNDA OPINIÃO 
FORMATIVA 
Resposta sistematizada, construída com base em revisão bibliográfica, evidências 
científicas e clínicas a perguntas originadas das teleconsultorias. 
As melhores teleconsultorias são selecionadas a partir de critérios de relevância e 
pertinência em relação às diretrizes do SUS e publicadas no Portal BVSAPS 
(http://aps.bvs.br) 
TELE-EDUCAÇÃO Atividades educacionais à distância por meio de tecnologias de informação e comunicação 
para apoiar a qualificação de estudantes, profissionais e trabalhadores da área da saúde. 
 
OFERTA NACIONAL 
DE TELEDIAGNÓSTICO 
Ampliação da oferta de Telediagnóstico no país, possibilitando a realização de exames 
com emissão de laudo a distância, diminuindo custos com deslocamento de pacientes, 
aumentando a resolubilidade da Atenção Básica e, ainda, aumentando a oferta em 
especialidades. 
 
Biblioteca Virtual em 
Saúde da Atenção 
Primária à Saúde 
(BVS APS) 
Prover amplo acesso ao conhecimento científico e técnico atualizado, relevante e aplicável 
para APS no âmbito do SUS, para apoiar as atividades de teleconsultoria, telediagnóstico e 
tele-educação realizadas no âmbito do Programa Nacional de Telessaúde Brasil Redes. 
 
Ampliar a visibilidade da coleção de Segunda Opinião Formativa (SOF) e promover o seu 
acesso e uso para além do Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes. 
 
Sistema Universidade 
Aberta do SUS 
 (UNA-SUS) 
 
 
www.unasus.gov.br 
• O Sistema Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) foi criado em 2010 para atender às 
necessidades de capacitação e educação permanente dos profissionais que atuam no 
Sistema Único de Saúde (SUS). 
 
• Além da Rede UNA-SUS, o Sistema é composto pelo Acervo de Recursos Educacionais em 
Saúde (ARES), repositório digital público, no qual são disponibilizados materiais, 
tecnologias e experiências educacionais de livre acesso pela internet. 
 
 • Considerado hoje o maior acervo digital em saúde da América Latina 
 
• Outro componente do Sistema é a Plataforma Arouca, um banco de dados nacional do 
SUS, sob responsabilidade da UNA-SUS/Fiocruz, que concentra todos os dados dos cursos e 
suas ofertas. 
 
• Além disso, é um sistema de informação que concentra o histórico educacional e 
profissional daqueles que atuam na área da saúde, funcionando como um cadastro único 
do profissional no UNA-SUS. 
 
AVASUS 
 
 
 
AVASUS | Free and 
open knowledge 
(ufrn.br) 
• O AVASUS é o ambiente virtual de aprendizagem do Sistema Único de Saúde, uma 
plataforma desenvolvida pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Universidade 
Federal do Rio Grande do Norte. 
 
• Tem o objetivo de promover a educação para a saúde. 
 
• Oferece cursos online gratuitos livres e abertos à comunidade, com foco na qualificação 
de enfermeiros, médicos, agentes comunitários, auxiliares de enfermagem entre outros 
profissionais que trabalham no SUS. 
 
 
Portal Saúde Baseada 
em Evidências 
 
INÍCIO (ufrn.br) 
 
• O Ministério da Saúde, em parceria com a OPAS/OMS, oferta a todos os profissionais de 
saúde do Brasil, bases de dados científicas para auxiliá-los na tomada de decisão clínica e 
de gestão. 
 
SUPERVISÃO 
ACADÊMICA DO 
PMMB 
• É um dos eixos educacionais do PMMB, responsável pelo fortalecimento da política de 
educação permanente, por meio da integração ensino-serviço no componente assistencial 
da formação dos médicos participantes do Projeto. 
 
SUPERVISÃO ACADÊMICA DO PMMB 
Objetiva o fortalecimento: 
• Da educação permanente em saúde. 
• Da integração ensino-serviço. 
• Da atenção básica. 
• Da formação de profissionais nas redes de atenção à saúde. 
• Da articulação dos eixos educacionais do PMMB. 
Integram a Supervisão Acadêmica do PMMB: 
• O Médico Participante 
• O Supervisor Acadêmico 
• O Tutor Acadêmico 
• O Gestor Municipal 
• O Coordenador do DSEI 
• O Ministério da Educação por meio da SESU/DDE 
 
Espaços de Educação Permanente (EP) na Supervisão Acadêmica do PMMB 
• Encontro de educação permanente para qualificação da supervisão acadêmica 
• Encontro de supervisão locorregional 
• Supervisão periódica 
https://www.unasus.gov.br/cursos/plataforma_arouca
https://avasus.ufrn.br/
https://avasus.ufrn.br/
https://avasus.ufrn.br/
https://psbe.ufrn.br/
SOFRIMENTO E ADOECIMENTO MENTAL 
Saúde Mental  Sensação de bem estar e capacidade de sentir e lidar com diversos sentimentos, incluindo aqueles 
considerados negativos, como raiva, tristeza e infelicidade. 
O SOFRIMENTO MENTAL NA APS  Acesso  Porta de entrada  Estratégia efetiva de integração dos cuidados em 
saúde mental da população: 
• Elevada carga de doença dos transtornos mentais. • Pela conexão entre problemas de saúde física e mental. 
• Acesso e tratamento aos TM. 
 Ações de saúde mental no território 
Papel da Atenção Primária à Saúde nas Redes de Atenção Psicossocial (RAPS) 
 Serviços de saúde organizados para receber e acompanhar os usuários em sofrimento mental 
 Atenção Primária é porta de entrada 
 APS têm funções específicas para o bom funcionamento da RAPS 
 Ser base com elevado grau de descentralização e capilaridade 
 Apresentar cuidado resolutivo 
 Identificar riscos 
 Produzir intervenções clínicas efetivas 
 Coordenar o cuidado 
 Reconhecer a rede e encaminhar, quando necessário 
Princípios das RAPS 
• Respeito aos direitos humanos 
• Cuidado em liberdade 
• Combate a estigmas e preconceitos 
• Cuidado integral 
• Diversificação das estratégias de cuidado 
• Promoção de autonomia 
• Estratégias de redução de danos 
• Controle social de usuários e familiares 
• Estratégias de educação permanente 
• Construção de projetos terapêuticos singulares 
Componentes das RAPS 
• Atenção Primária a Saúde 
• Consultórios na/de Rua 
• Centros de Convivência 
• Unidades de Acolhimento (Adulto e Infantil) 
• Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT I e II) 
• Hospital Dia 
• Unidades de Referência Esp em Hospitais Gerais 
• Centros de Atenção Psicossocial – CAPS (em diversas 
modalidades) 
• Equipe Multiprofissional de Atenção Especializada 
em Saúde Mental 
• Hospitais Psiquiátricos Especializados 
 
O SOFRIMENTO MENTAL – ocorre em decorrência de muitos fatores não vistos em um primeiro olhar. 
Depressão e Ansiedade devem ser vistas como manifestações clínicas de fatores adversos do processo de viver das 
pessoas que atendemos. 
Pessoas quem expressam sofrimento na atenção primária á saúde podem remeter a dificuldades muitos comuns 
da vida moderna 
 Desigualdades sociais 
 Violência 
 Luto 
 Familia 
 Trabalho 
 Doença 
 Serviçoes de sáude (dif de acesso) 
 Gravidez e puerpério 
 
Transtorno 
de 
Ansiedade 
 
Reação de 
luta ou 
fuga 
Estado de angústia, preocupação e/ou aprensão. 
 Sentimento acompanhado de outras queixas mentais, como pensamentos excessivos, medos 
intensos, insônia e irritabilidade, ou físicas, como palpitações cardiacas, tremores e 
parestesias periféricas ou perto da boca. 
Quando se tornaexcessiva, há um transtorno. 
 
Afastar causa clínica: síndrome coronariana aguda, insuficiência cardíaca, arritmias, asma, DPOC, 
disfunção tireoidiana, anemia, abuso e dependência de substância. 
 
Afastar a possibilidade de efeito adverso de medicamentos: corticoide, broncodilatadores, tiroxina, 
anti histamínicos, estimulantes, abstinência de benzodiazepínicos, álcool, sedativos, etc. 
 
Recomendações para intervenção de crise nos transtornos de ansiedade 
 Disponibilizar-se para escuta ativa a pessoa 
 Manter atitude de compreensão e empatia a situação vivida 
 Revisar com a pessoa a história do densevolvimento da crise atual 
 Indetificar crise semelhantes no passado e o modo de resolução delas 
 Comprometer a pessoa em um esforço compartilhado para a resolução do problema atual 
 Apoiar passos práticos e realistas para resolver a crise atual 
 Deixar de lado problemas crônicos e de personalidade em um primeiro momento 
 Apresentar as possibilidade terapêuticas e implementar o planos construido em conjunto 
 
Tratamento 
Pode ser realizado psicofármacos e/ou psicoterapias 
Deve considerar 
Diagnóstico específico 
Preferência do paciente e objetos do paciente 
Resporta a tto prévios 
Disponibilidade de tto 
Relação custo/efetividade 
Cormobidades psiquiátricas 
Particularidades do paciente (idade, comorbidades clínicas, outra medicações em uso). 
 
Medicamentoso: 
De escolha – inibidores seletivos da recaptação da serotonia (ISRS) e inibidores da recaptação de 
serotonina e norepinefrina (ISRSN). 
Benzodiazepínicos devem ser evitados sempre que possível. 
 
Quando encaminhar ? 
 Caso refrátario: ausência de resposta ou resposta parcial a duas estratégias terapeuticas 
efetivas (psicoterapia e/ou psicofármacos em dose terapêutica e por pelo menos 8 semanas). 
 Caso associado a transtorno por uso de substância grave; 
 Paciente com ideação suicida persistente; 
 
 
DEPRESSÃO X TRISTEZA 
 
Um dos erros mais comuns na prática médica é diagnosticar depressão em pacientes chorosos ou tristes por conta 
de eventos cotidianos. 
TRISTEZA NÃO É SINÔNIMO DE DEPRESSÃO. 
Usar critérios bem definidos para estabelecer o diagnóstico. 
 
DEPRESSÃO Depressão e Serotonina 
• Não há evidências consistentes que associem a serotonina à depressão ou apoiem a hipótese de 
que a depressão seja causada pela baixa atividade ou concentração de serotonina. 
 
• Apesar disso, essa ideia continua influente tanto para médicos quanto para pacientes. 
 
• Há estudos que indicam que o uso prolongado de antidepressivos pode reduzir a concentração 
de serotonina. 
• Cerca de 50% dos pacientes tem mais de um episódio ao longo da vida; 
• A média de 4 episódios ao longo da vida; 
• A duração média de cada episódio é de 16 a 20 semanas; 
• 12% dos pacientes terão curso crônico sem remissão dos sintomas. 
 
O que define o limite da normalidade é a duração, a persistência, a abrangência e a 
interferência no funcionamento fisiológico e psicológico do indivíduo. 
 
Diagnóstico Questões para rastrear Depressão (Sensibilidade de 96% e Especificidade de 67%): 
 
Durante o último mês: 
 1. Você sentiu-se incomodado por estar deprimido ou sem esperança? 
2. Você ficou incomodado por estar desanimado, ter pouco interesse ou prazer em fazer as 
coisas? 
 
Se uma das respostas acima forem positivas, fazer uma terceira pergunta aumenta a 
especificidade para 89%: 
1. Isso é algo que você gostaria de ter ajuda hoje ou alguma outro dia? 
 
Episódio depressivo é caracterizado por sintomas fundamentais: 
 
 Humor deprimido (na maior parte do dia) 
 Perda de interesse (na maioria dos dias) 
 Fatigabilidade (há pelos menos 2 semanas) 
 
Sintomas acessórios do episódio depressivo: 
 ideias de culpa e inutilidade 
 concentração e ação reduzidas 
 pessimismo sobre o futuro 
 baixa autoestima e autoconfiança 
 sono perturbado 
 diminuição do apetite 
 ideias ou atos autolesivos 
 
Episódio leve  2 fundamentais + 2 acessórios 
Episódio moderado  2 fundamentais + 3 a 4 acessórios 
Episódio Grave  3 fundamentais + > 4 acessórios 
 
 
 
 
 
Patient Health Questionnaire-9 (PHQ-9) 
 
Pontos de corte: 
5 – 8: sintomas muito leves, subsindrômicos. 
>9: rastreamento positivo para episódio atual: 
 9 – 14: episódio leve. 
 15 – 19: episódio moderado. 
 >20: episódio grave. 
 
Fatores de risco 
• História pessoal ou familiar de depressão 
• Presença de estressor psicossocial (trabalho, relações etc) 
• Uso exagerado dos serviço de saúde 
• Doenças crônicas 
• Outros transtornos psiquiátricos 
• Mudanças hormonais (puerpério, por exemplo) 
• Sintomas físicos sem explicação 
• Dor, em especial dor crônica 
• Abuso de substâncias 
 
DISTIMIA  Transtorno depressivo crônico com menor intensidade de sintomas, presentes pelo menos há dois 
anos. Tem maior comprometimento funcional e ocupacional que a depressão, devido ao tempo de duração. 
Tratamento é semelhante ao da depressão. 
 
Depressão – Avaliar adicionalmente 
 
Antidepressivos têm evidência de que são eficazes para o tratamento da depressão grave e moderada, 
melhorando os sintomas ou eliminando-os. 
Antidepressivos não são mais eficazes do que o placebo em depressões leves. 
 
Subtratamento em alguns grupos populacionais X Hipermedicalização 
 
As duas condições são muito frequentes e devem receber atenção especial do médico de família. Prescrever mais 
para alguns grupos e menos para outros. Ter a melhor precisão diagnóstica possível. 
 
• Sintomas depressivos relacionados a doenças crônicas (hipotireoidismo, anemias...) • Sintomas relacionados a 
efeitos de medicamentos • Sintomas psicóticos • História prévia de episódios maníacos • Momentos de euforia, 
gastos excessivos, irritabilidade intensa, ideias de grandeza; • Considerar Transtorno Bipolar; • Nestas situações uso 
isolado de antidepressivo pode induzir episódio maníaco. 
 
Encaminhamento? 
 
• Maioria dos casos com abordagem exclusiva na APS; • Presença de sinais de gravidade (ideação suicida); • Dúvida 
diagnóstica; • Suspeita de psicose afetiva (transtorno bipolar); • Sintomas psicóticos; • Não resposta clínica após 
alguns meses de tratamento; • Agravamento do quadro apesar do tratamento adequado. 
 
 
• Risco de Suicídio 
• É uma situação de emergência! 
• Perguntar abertamente sobre o tema. 
• Perguntar não induz ideação que não exista previamente. 
• Falar abertamente sobre o tema PREVINE o suicídio. 
• Ter desejo de morrer não é ideação suicida. 
 
Tratamento Farmacológico do Transtorno Depressivo 
 
Primeira escolha: ANTIDEPRESSIVOS. 
• Aguda, de moderada a grave. 
• Melhora ou elimina sintomas. 
• Resposta é esperada em torno de 4 a 8 semanas. 
• Duração do tratamento é prolongada, de 6 meses a 2 anos após a remissão dos sintomas. 
• Retirada do medicamento deve ser gradual (4 semanas). 
• Acompanhamento é individual, levando-se em conta a gravidade e a etapa do tratamento. 
 
AVALIAR  Escolha do farmaco  Resposta prévia, comorbidades especifica, perfil de efeitos adversos, custos, 
tempo do fármaco no mercado, toxicidade. 
 
Uso de Benzodiazepínicos 
PRESCRIÇÃO DEVE SER FEITA DA MANEIRA MAIS CRITERIOSA POSSÍVEL. NA DÚVIDA, NÃO PRESCREVA 
• É a droga mais vendida no Brasil 
 
Riscos  Dependência; Quedas; Alterações cognitivas; Aumento da mortalidade geral. 
Retirada  Retirada Gradual, ¼ da dose por semana.  Retirar toda medicação em 6 a 8 semanas. 
Substituir por benzodiazepínicos de meia vida longa como Diazepam ou intermediária, como Clonazepam. 
• Medidas não farmacológicas, como suporte psicológico são de extrema importância 
 
ABORDAGENS NÃO FARMACOLÓGICAS DOS TRANSTORNOS DE SAÚDE MENTAL 
 
Psicoterapia 
Terapia de reatribuição 
Terapia de solução de problemas 
Terapia Interpessoal 
Terapia focada em solução 
 
Intervenções Coletivas e Familiares 
Grupos de Mulheres 
Grupos de Terceira Idade 
Grupos de Exercícios • Outros.. 
 
Terapia Comunitária Matriciamento eMulti;• Outras estratégias; 
 
Psicoeducação Atividade Física 
 
CONTROLE SOCIAL NA POLÍTICA DE SAÚDE MENTAL  A participação social é um requisito fundamental para a 
construção de uma Política de Saúde Mental alinhada com os ideais do Movimento Brasileiro de Reforma 
Psiquiátrica e da Luta Antimanicomial. 
 
 
 
INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS (IST) E AIDS 
Estratégias de prevenção de ISTs na APS Outras medidas importantes e complementares: 
• Oferta e orientação quanto ao uso de preservativos 
Disponibilizar em locais visíveis, para retirada livre e 
espontânea 
• Rastreamentos – testes rápidos HIV, Sífilis, Hep A B e C 
• Vacinação para HPV, HAV e HBV 
• Oferta de diagnóstico e tratamento para IST 
• Acompanhamento da adesão ao tratamento 
• Tratamento de parcerias sexuais 
Interrupção da cadeia de transmissão na comunidade 
 
• Orientar sobre o uso do gel lubrificante; 
• Testar regularmente conforme exposição de risco; 
• Conversar sobre status sorológico para HIV da(s) 
parceria(s) sexual(is); 
• Realizar exame preventivo de câncer de colo do útero 
(colpocitologia oncótica); 
• Realizar profilaxia pré-exposição – PrEP, quando 
indicado; 
• Realizar profilaxia pós-exposição – PEP, quando 
indicado; 
• Conhecer e ter acesso aos métodos de anticoncepção 
e planejamento reprodutivo. 
 
Atenção Integral das IST, HIV e Hepates virais na APS 
Abordagem:  Confidencialidade - Ausência de coerção - Proteção contra a discriminação 
 Comunicação de parcerias é um desafio em alguns casos. 
 Notificação para vigilância epidemiológica é fundamental. 
 
CORRIMENTO VAGINAL 
Queixa de corrimento?  Anamnese e exame ginecológico (toque e exame especular). 
 
Corrimento confirmado? 
Microscopia a fresco disponivel? 
Ph vaginal e/ou KOH a 10%? 
Dor á mobilização do colo uterino? Material 
mucourulento no orifico externo? Edema cervical e 
sangramento ao toque da espátula ou swab? 
Clue Cells = Vaginose bacteriana (Gardnerela) 
Fragelados/Trichomonas = Colpite Trigoide – colo em 
framboesa = Tricomoniase 
Pseudohifas = Candidíase 
 
Investigar cervicite/DIP, clamídia e gonorreia 
A tricomoníase  IST, Trichomonas vaginalis (protozoário flagelado) 
Corrimento verde amarelado e bolhoso, com odor fétido, sinais inflamatórios intensos em vulva, vagina e colo 
uterino (colo uterino em framboesa) 
 
A Candida albicans é o principal agente etiológico da candidíase vaginal, com características principais de 
apresentar clínica de prurido vulvovaginal intenso, corrimento branco, grumoso e com aspecto caseoso (nata de 
leite), sem odor, com a presença de placas brancas ou branco-amareladas recobrindo a vagina e colo uterino. O 
pH vaginal é ácido (3,8 - 4,0) e o quadro clínico se acentua no período pré-menstrual. 
 
 
 A Gardnerella vaginalis é o principal agente etiológico da vaginose bacteriana. O diagnóstico de vaginose 
bacteriana é confirmado quando estão presentes 3 dos 4 critérios de Amsel: corrimento vaginal homogêneo, 
geralmente acinzentado e de quantidade variável; pH vaginal > 4,5; teste de Whiff ou teste da amina (KOH 10%) 
positivo; presença de clue cells na bacterioscopia corada por Gram. 
 
CERVICITES são o gonococo (Neisseria gonorrhoeae) e a clamídia (Chlamydia trachomatis). 
O diagnóstico diferencial é feita por análise da bacterioscopia da secreção vaginal, não sendo possível sua distinção 
apenas pela clínica. 
 
Gonococo (Neisseria gonorrhoeae), pode estar associada a infecção por Chlamydia trachomatis ambas 
são infecções sexualmente transmissíveis (IST) e são as principais etiologias das cervicites. O exame físico pode 
identificar dor à mobilização do colo uterino, material mucopurulento no orifício externo do colo, edema cervical 
e sangramento ao toque da espátula ou swab. As principais complicações dessa cervicite, quando não tratada, 
incluem doença inflamatória pélvica, gravidez ectópica e infertilidade.. 
 
 
 
CORRIMENTO URETRAL 
 
FATORES DE RISCO ORIENTAÇÕES 
 Idade abaixo de 30 anos 
 Novas ou múltiplas parcerias 
sexuais 
 Parcerias com IST 
 História prévia 
 Presença de outra IST 
 Uso irregular de 
preservativo 
 Realizar orientações centradas na pessoa e suas práticas sexuais 
 Contribuir para que a pessoa reconheça e minimize o próprio risco 
de infecção por uma IST. 
 Oferecer testagem para HIV, sífilis e Hep B e C. 
 Oferecer testagem molecular para clamidia e gonococo 
 Oferecer vacinação, quando indicado. 
 Informar sobre a possibilidade de realizar prevenção combinada de 
IST/HIV/Hep. 
 Tratar, acompanhar e orientar a pessoa e parceiros. 
 Notificar o caso, quando indicado. 
 
 
ATENÇÃO !!! 
 QUAL O DIAGNÓSTICO SINDRÔMICO? 
 Sx de corrimento… Sx… de Ulcera… 
 
 
ÚLCERA GENITAL 
Diagnósticos Diferenciais: 
• Sífilis; • Cancróide/Cancro Mole; • Herpes genital; • Linfogranuloma Venéreo; • Donovanose 
 
Queixa de úlcera? Anamnese e exame físico 
 IST como causa provável ? 
 
 
SÍFILIS 
A sífilis é dividida em estágios que orientam o seu tratamento e monitoramento: 
 
• Sífilis adquirida recente: < 1 ano de evolução 
(primária, secundária e latente recente) 
 
 
TTO: Benzilpenicilina benzatina 2,4 milhões UI, IM, 
dose única (1,2m em cada glúteo) 
 
Alternativa: Doxicilina 100mg, VO, 15 dias 
(exceto gestante) 
Primária  10 a 90 dias (média de 3 semanas) 
Cancro duro (úlcera genital), Linfonodos regionais. 
 
Secundária  Lesões cutâneo-mucosas, micropoliadenopatia, 
Linfadenopatia generalizada, sinais constitucionais, quadros 
neurologicos, oculares, hepáticos. 
 
Latente (Até um ano assintomática) 
 
SEGUIMENTO TRIMESTRAL 
 
• Sífilis adquirida tardia: >1 ano de evolução 
(latente tardia e terciária) 
 
TTO: Benzilpenicilina benzatina 2,4 milhões UI, IM, 
(1,2m em cada glúteo) 3 doses, por 3 semanas. 
Total: 7,2 milhões 
 
Alternativa: Doxicilina 100mg, VO, 30 dias 
(exceto gestante) 
Tardia  ATÉ 1 ANO (assintomática) 
 
Terciária  Entre 1 ano e 40 anos 
Manifestações cutaneas, ósseas, cardiovasculares, 
neurológicas. 
 
 
SEGUIMENTO TRIMESTRAL 
Neurossífilis 
Benzilpenicilina potássicsa / cristalina 18-24 milhões UI/dia IV, adm em doses de 3-4 milhões, a cada 4h ou por 
infusão continua por 14 dias. 
Alternativa: Ceftriaxona 2g IV ao dia, por 10-14 dias (exceto gestantes) 
Diagnóstico da sífilis 
Exige correlação entre dados clínicos, resultados de testes laboratoriais, histórico de infecções e exposição recente. 
Monitoramento pós-tratamento sífilis 
- Em não gestantes: VDRL a cada 3 meses até o 12º 
mês (3, 6, 9, 12 meses) 
 
- Gestantes: mensalmente até o parto 
Critérios de retratamento: reativação ou reinfecção 
› Ausência de redução da Btulação em duas diluições no 
intervalo de 6 meses (sífilis recente) ou 12 meses (sífilis tardia) 
após o tratamento adequado, OU 
› Aumento da titulação em duas diluições ou mais, 
OU › Persistência ou recorrência de sinais e sintomas clínicos. 
Sífilis na gestação 
- Anamnese, história de diagnóstico e tratamentos prévios (cicatriz sorológica) e exame físico; 
 - Intervenção imediata: tratar conforme estágio clínico da doença; 
- Parceria(s) sexual(is): se houve exposição à pessoa com sífilis (até 90 dias), 
 
recomenda-se oferta de tratamento presuntivo (independentemente do estágio clínico ou sinais e sintomas), com 
dose única de benzilpenicilina benzatina 2,4 milhões, UI, IM (1,2 milhão de UI em cada glúteo). – 
Todas as parcerias devem ser testadas. 
 
 
VERRUGAS ANOGESTINAIS 
• Papiloma vírus humano (HPV) 
 
• Risco de exposição 15-20% a cada nova 
parceria. 
 
• Subtipos de baixo e alto risco oncogênico: 
 
• Maioria das lesões com resolução espontânea 
em 2 anos; • 
 
 Tempo infecção HPV alto risco e câncer cervical: 
20 anos; 
 
• Causa de 85% casos câncer anal, 35% 
orofaringe. 
 
• Tempo de latência viral e fatores associados 
desconhecidos; 
 
Vacina HPV no SUS: meninas e meninos de 9 a 14 
anos, 2 doses, 0-6 mesesLesões polimórficas, pontiagudas, únicas ou multiplas, achatadas e papulosas. Semelhantes a couve flor. 
TRATAMENTO 
Domiciliar 
Imiquimode 50mg/g creme 
Pedofilotoxina 1,5mg/g creme 
Albulatorial 
Ácido tricloroacético (ATA) 80 a 90% em solução 
Podofilina 10-25% 
Eletrocauterização 
Exérese cirurgica 
Crioterapia (nitrogênio liquido) 
DOENÇA INFLAMATÓRIA PELVICA - DIP 
Ascensão de microorganismos com comprometimento de endométrio / trompas/anexos/estruturas contíguas; 
 
 O exame clínico deve incluir: › Sinais vitais; › Exame abdominal; 
› Exame especular vaginal, incluindo inspeção do colo de útero para friabilidade (sangramento fácil) e corrimento 
mucopurulento cervical; 
› Exame bimanual, com mobilização do colo e palpação dos anexos. 
 DIP é baseado em critérios, sendo considerado positivo com 3 critérios maiores e 1 menor ou a presença de 1 
 
CRITÉRIOS MAIORES: (1) DOR EM HIPOGASTRO (2) DOR À MOBILIZAÇÃO DO COLO UTERINO (3) DOR À 
PALPAÇÃO DE ANEXOS 
CRITÉRIOS MENORES: (1) FEBRE (2) LEUCOCITOSE (3) AUMENTO  PCR, VHS 
(4) CORRIMENTO VAGINAL OU SECREÇÃO CERVICAL ANORMAL (5) PRESENÇA DE MASSA PÉLVICA AO EF 
CRITÉRIO ELABORADOS 
(1) ENDOMETRITE EM EXAME ANATOMOPATOLÓGICO 
(2) ABSCESSO TUBO-OVARIANO OU EM FUNDO DE SACO EM EXAME DE IMAGEM 
(3) LAPAROSCOPIA COM EVIDÊNCIA DE INFLAMAÇÃO PÉLVICA 
 
TRATAMENTO 
 
 
 
 
HIV / AIDS 
A primeira fase da infecção (infecção aguda) é o tempo para o surgimento de sinais e sintomas inespecíficos da 
doença, que ocorrem entre a primeira e terceira semana após a infecção. 
 
 
A primeira fase da infecção (infecção aguda) é o tempo 
para o surgimento de sinais e sintomas inespecíficos da 
doença, que ocorrem entre a primeira e terceira semana 
após a infecção. 
O aparecimento de infecções oportunistas e neoplasias 
é definidor da aids. 
 
Exemplos: - Pneumocistose, neurotoxoplasmose, 
tuberculose pulmonar atipica ou disseminada, meningite 
criptocócica e retinite por citomegalovírus . 
 
- Sarcoma de Kaposi (SK), linfoma não Hodgkin e câncer 
de colo uterino, em mulheres jovens. 
 
Nessas situações, a contagem LT -CD 4 + situa -se abaixo 
de 200 céls/mm³, na maioria das vezes . 
Indetectável = Intransmissível 
PVHA em Tratamento Antirretroviral (TARV) e carga viral indetectável há pelo menos 6 meses não transmite o vírus 
por via sexual 
Triagem de HIV na gestação 
• HIV: na primeira consulta do pré-natal, idealmente no primeiro e no terceiro trimestre da gestação; 
 
• Para gestantes que não tiveram acesso ao pré-natal, o diagnóstico pode ocorrer no momento do parto, na própria 
maternidade, por meio do TR para HIV; 
TESTE 
Obter consentimento para o teste. 
Garantir confidencialmente sobre o resultado do exame. 
Definir se o paciente estará sozinho ou acompanhado no momento do resultado. 
ELEMENTOS QUE PODEM SER INCLUDIOS NA DISCUSSÃO… 
Benefícios se resultado negativo Benefícios se resultado positivo 
O paciente se traqnuiliza que não tem HIV, deve 
continuar medidas para evitar a infecção, suas doenças 
poderam ser tratadas sem serem afetadas pelo HIV. 
Existem ttos eficazes que previnem complicações pelo 
HIV, É possível medidas para evitar a tranmissão, O tto 
para outras doenças podem ser ajustados, Podem ter 
filhos saudáveis, É possível ter maior controle sobre para 
quem contar e quando contar, do que se a doença for 
descoberta mais tadialmente, quando já há 
manifestações. 
Confidencialidade dentro da equipe  O sigilo a respeito do diagnóstico do HIV é um direito do paciente, 
assegurado por lei (Lei n.º 14.289, de 3 janeiro de 2022) 
Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) para HIV 
Uso de antirretrovirais para reduzir o risco de infecção pelo HIV antes da exposição ao vírus. 
 
- Determinados grupos de indivíduos estão sob maior risco, sendo alvo prioritário para PrEP. – 
Contextos específicos associados a um maior risco de infecção: 
• Repetição de práticas sexuais com penetração sem o uso de preservativo; 
• Quantidade e diversidade de parcerias sexuais e eventuais; 
• Histórico de episódios de Infecções Sexualmente Transmissíveis; 
• Busca repetida por Profilaxia Pós-Exposição; 
• Contextos envolvendo situações de troca de sexo por dinheiro, objetos de valor, drogas e moradia. 
 
Candidatos à PrEP deverão iniciar a profilaxia mediante testagem negativa para HIV. Caso seja confirmada a 
infecção pelo HIV, a PrEP não está indicada 
 
 
 
 
 
HEPATITES VIRAIS 
• Virus da hepatite A, B, C, D ou Delta e E - diferentes agentes etiológicos; 
 
• Tropismo primário pelo tecido hepático ; 
• 1,4 milhão de óbitos anualmente no mundo: formas agudas graves, complicações das formas descompensadas 
crônicas e hepatocarcinoma; 
• Número comparável ao das mortes causadas pela tuberculose e superior ao de óbitos por HIV. 
 
Hepatites virais crônicas B e C 
 
• Quadro assintomático: desafio para saúde pública - A maioria das pessoas infectadas desconhece seu diagnóstico: 
manutenção da cadeia de transmissão - Importância do rastreamento oportuno e vacinação 
 APS 
HEPATITE A 
 Tem vacina (Universal, toda população de 
qualquer faixa etária) 
 Calendário nacional vacinação infantil: 
DTP+Hib+HB (Penta) aos 0, 2, 4 e 6 meses 
 Demais idades: 3 doses com intervalos ideais de 
0-1-6 meses (iniciar ou completar o esquema de 
acordo com situação vacinal) 
 
• Vacina Hepatite A no SUS - Calendário nacional 
vacinação infantil: 1 dose. 
 
Transmitida por contato fecal-oral, ingestão de água 
e/ou alimentos (pode ocorrer por via sexual); 
 
- Clínica: sintomas inicias como fadiga, mal-estar, febre, 
dores musculares que podem ser seguidos de sintomas 
GI como enjoo, vômitos, dor abdominal, Icterícia, 
colúria. 
 
- Maioria das vezes autolimitada, tratamento de suporte 
e acompanhar evolução. - Diagnóstico quadro agudo: 
IgM é detectável após o 2º dia dos sintomas 
HEPATITE B 
 
Teste rápido (ou HbsAg) e verificar documentação de 
esquema vacinal 
 Se positivo  Notificar 
 Solicitar teste complementarios 
 Verificar a vacinação 
 Agendar retorno 2-4s 
HBV-DNA 
detectável ou outro marcador reagente ? 
 Garantir seguimento 
 Verificar vacinação familiares e contactantes 
 Solicitar demais exames para seguimento. 
 Gestantes encaminhar para pré natal alto risco 
 Orientar… 
 Encaminhar para vacinação 
HEPATITE C 
 
• Hepatite C tem cura e o tratamento é gratuito pelo 
SUS! 
 
• Anti-HCV + HCV-RNA reagentes = tratamento 
 
• Contato com sangue contaminado, pelo 
compartilhamento de agulhas, seringas e outros objetos 
para uso de drogas; 
•Procedimentos invasivos (ex.: hemodiálise, cirurgias, 
transfusão) em os devidos cuidados de biossegurança; 
• Reutilização ou falha de esterilização de equipamentos 
médicos/odontológicos; 
•Falha de esterilização de equipamentos de manicure; 
• Reutilização de material para realização de tatuagem; 
• Uso de sangue e seus derivados contaminados. 
Hepatite D 
 
• O vírus da hepatite Delta – HDV tem expressivo 
impacto clínico e epidemiológico na região norte do 
Brasil; 
 
• Acomete apenas pessoas infectadas pelo vírus da 
hepa.te B; 
 
• Sua transmissão pode ocorrer concomitantemente à 
infecção pelo HBV (coinfecção) ou posteriormente à 
infecção pelo HBV (superinfecção); 
 
• Diagnóstico = anti - HDV. 
 
 
PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO (PEP) 
Acidente ocupacional material biológico (ex.: profissionais de saúde, limpeza) 
- Exposição sexual de risco consentida 
- Violência sexual 
 
Podem variar de acordo com: 
- Conhecimento ou não do status sorológico do caso-fonte 
- Estado vacinal da vítima 
PEP HIV 
Prescrição de TARV (terapia antirretroviral) 
em até 72 horas após o contato potencial com o 
vírus. 
 
Profilaxia medicamentosa HIV tem duração de 28 
dias 
 - Exposição ao HIV = atendimento de urgência. 
 
 
 
- Indicação da PEP HIV: 
1. O tipo de material biológico é de risco para transmissão do 
HIV? 
2. O tipo de exposição é de risco para transmissão do HIV? 
3. O tempo transcorrido entre a exposição e o atendimentoé 
menor que 72 horas? 
4. A pessoa exposta é não reagente para o HIV no momento 
do atendimento? 
 
PEP VIOLÊNCIA SEXUAL 
 
 
 
CONDIÇÕES DE SAÚDE MAIS FREQUENTES NA APS 
PNEUMONIA ADQUIRIDA NA COMUNIDADE (PAC) 
Infecção do parênquima pulmonar que acomete pacientes fora do ambiente hospitalar ou até as primeiras 48 horas 
da sua admissão. 
Etiologia 
Streptococcus pneumoniae é o agente mais frequente em 
todas as formas de apresentação e de gravidade. 
 
Infecções virais (influenza A, H1N1, SARS-Cov2) podem ser 
causa primária de pneumonia, assim como servir de porta 
de entrada para bactérias colonizadoras das vias aéreas 
superiores. 
 
Tuberculose deve sempre ser considerada nos indivíduos 
com quadro arrastado e resposta pouco significativa aos 
antibióticos. 
Pode ser definida como: 
• Sintomas de doença aguda do trato respiratório 
inferior: 
■ Tosse + expectoração, dispneia ou dor torácica; 
 
• Pelo menos um achado sistêmico: 
■ Confusão, cefaleia, sudorese, calafrios, mialgias ou 
T ≥37,8°C; 
• Achados focais no exame físico do tórax: 
crepitações, redução de MV 
• Infiltrado radiológico, se RX disponível; 
• Exclusão de outras condições com achados 
semelhantes; 
Diagnóstico 
RX ? Permite confirmar o diagnóstico, indicar gravidade e contribuir para o diagnóstico etiológico presuntivo. 
Alterações morfológicas básicas de consolidação, Focos consolidativos broncopneumônicos e derrame pleural. 
AC - Estratificação de risco Internação ? 
CURB-65: Confusão mental, Ureia >50, FR 30irm, PA<90X60 
>65 / Idade >65 
 
Hospitalização 
(CURB-65 maior ou igual a 2 OU sinais de instabilidade 
clínica) 
TRATAMENTO 
BETALACTÂMICOS 
Amoxicilina 1g, VO, de 8/8 horas, por 7 dias 
Amoxicilina + ácido clavulânico 875mg +175mg, VO, de 8/8 horas, por 7 dias 
Cefuroxima 500mg, VO, de 12/12 horas 
Ceftriaxone 1g, IV, de 12/12 horas 
MACROLÍDEOS 
Azitromicina 500mg, VO, de 24/24 horas, por 3-5 dias 
Claritromicina 500mg, VO ou IV, de 12/12 horas, por 5-7 dias 
FLUOROQUINOLONA 
Levofloxaxino 500 - 750mg, VO ou IV, de 24/24 horas, por 5-7 dias 
Moxifloxacino 400mg, VO, de 24/24h, por 5-7 dias 
Tratamento ambulatorial Hospitalização 
Sem comorbidades ou FR e que não usaram ATB nos 
últimos 3 meses 
 1) Beta-lactâmico 2) Macrolídeo 
 
Sem indicação de CTI OU CURB-65 = 2 
1) Fluoroquinolona Respiratória OU 
2) Beta-lactâmico + macrolídeo 
Com morbidades associadas OU uso de ATB nos últimos 3 
meses 
 1) Beta-lactâmico + macrolídeo 
2) Fluoroquinolona (se alergias aos outros) 
CURB-65 maior ou igual a 3, sepse, intubação 
Beta-lactâmico+ Fluoroquinolona / macrolídeo 
IDOSOS 
Maior risco, maior causa de mortalidade, incidência 
aumenta. 
Prevenção: 
Vacina antipneumocócica 
Vacina anti-influenza 
Manifestações Clínicas  Atípica: falta dos sintomas clássicos como febre (ausente em 60% dos casos), tosse, 
escarro purulento ou dor torácica 
• A taquipnéia é o sinal mais indicativo de pneumonia no idoso; 
• Alteração do estado mental (Delirium em 15-50% dos casos), declínio súbito da funcionalidade, descompensação 
de doenças estabelecidas: podem ser os únicos sintomas nos idosos - considerar esses sintomas para evitar atraso 
no diagnóstico e início do tratamento; • Idosos desidratados: sem crepitações à ausculta respiratória. 
Infância e Adolescência 
 É uma das complicações de infecções das vias 
aéreas superiores em crianças. 
 
 Reservar o exame para pneumonias graves, para 
avaliação de complicações e para diagnóshco 
diferencial. 
 
 
Principais indicações de internação em crianças com PAC 
 
Idade<2meses, Tiragem subcostal, Convulsões, Sonolência, Estridor em repouso, Desnutrição grave, Impossibilidade 
de ingestão de líquidos, Sinais de hipoxemia, Doença de base debilitante, 
Derrame pleural, abscesso pulmonar, pneumatocele 
Falha da terapêutica ambulatorial 
Apoio familiar não favorável ao tto domicilar, 
Antibióticoterapia de escolha 
 
 
 
Prevenção da PAC na criança 
 Vacinação anti-pneumococos e influenza no calendário básico; 
 Evitar o tabagismo passivo; 
 Manter aleitamento materno; 
 Medidas de controle da exposição à poluição atmosférica; 
 Diagnóstico e tratamento da asma. 
 
 
INFECÇÕES DO TRATO URINÁRIO 
Disúria  Sensação de ardência, queimação ou desconforto ao urinar. 
Polaciúria: aumento na frequência de urinar, sem que necessariamente ocorra alteração no volume urinário. 
Urgência miccional: forte impulso para urinar, pode acompanhar ou não a polaciúria. 
Hematúria: presença de sangue na urina, que pode ser microscópica (percebida no exame bioquímico) ou 
macroscópico (observação da urina, com alteração da cor e/ou turvação) 
Principais Causas 
• Infecção do trato urinário baixo: 
○ Cistite, prostatites, uretrites 
• Infecções do trato urinário alto: 
○ Pielonefrite aguda 
• Litiase renal; 
• Vaginites; 
• Trauma genitourinário. 
Investigação 
• Anamnese ○ Sintomas irritativos, sistêmicos (febre e 
mal-estar), obstrutivos; 
○ Traumas ou manipulação do canal urinário; 
○ Início dos sintomas; 
○ Lesões de pele ou queixas de IST (corrimentos uretrais 
e vaginais); 
○ Antecedente pessoal de ITU e nefrolitíase. 
 
Exame físico: Abdominal (Giordano?), Próstata, Genital 
ITU  Presença de microrganismos nas porções estéreis do trato urinário, podendo ser sintomática ou 
assintomática (bacteriúria assintomática), causando inflamação. 
Cistite 
• Dor, desconforto para urinar ou disúria; 
• Polaciúria; • Urgência Miccional; 
• Dor suprapúbica; • Hematúria Macroscópica; 
Uretrite 
• Disúria; • Polaciúria; • Secreção uretral. 
Pielonefrite: 
• Dor no ângulo costovertebral; • Febre; • Calafrios; 
• Náusea e vômitos; • Mialgias; • Sinal de Giordano 
presente; • Dor à palpação abdominal profunda. 
Prostatite: 
• Febre, mal estar; • Dor suprapúbica; • Urgência 
urinária; • Secreção uretral. 
Apresentação atipica 
● Idosos: alta prevalência de bacteriúria assintomática, não sendo obrigatório tratamento, mesmo com urocultura 
posihva. 
● Gestantes: 4%-10% das grávidas podem evoluir para cishte aguda, mesmo com bacteriúria assintomáhca, sendo 
imprescindível o tratamento. 
● Diabéticos: ○ Podem apresentar apenas bacteriúria assintomática; ○ Outros agentes etiológicos podem estar 
envolvidos: fungos, Streptoccocus do grupo B, Klebsiella sp. 
○ Pode evoluir mais rapidamente para complicações que podem prejudicar a função renal significativamente 
(sobretudo em mulheres). 
CRIANÇAS  FAZER a investigação da causa de ITU, principalmente naquelas de repetição, de modo a prevenir 
lesões irreversíveis e complicações futuras. 
MULHERES  NÃO FAZER investigação e, mulheres sem anormalidades anatômicas do trato urinário e que 
apresentam quadro clínico sugestivo de ITU leve ou não complicada; 
HOMENS  FAZER investigação em homens em geral, idosos, diabéticos, imunodeprimidos, pacientes com 
cateterização vesical prolongada (urinálise eurocultura), até porque nos homens a cistite é considerada infecção 
complicada. 
TRATAMENTO 
Cistite não complicada 
1a escolha: 
• Nitrofurantoína 100mg 6/6h por 5 dias; 
• Fosfomicina + trometamol 3g dose única; (não está na 
RENAME) 
• Sulfametoxazol 800 + trimetoprima 160mg 12/12h por 
3 dias. 
 
Alternativas: 
• Norfloxacino 400mg 12/12h por 3 dias; 
• Amoxicilina 500 + clavulanato 125mg 8/8 por 7 dias; 
• Cefalexina 500mg 6/6h por 3 dias. 
 
Pielonefrite 
• Dependendo da apresentação clínica, seu manejo deve 
ser realizado em ambiente hospitalar; 
• Em gestantes: tratamento hospitalar; 
• Pielonefrite exige inveshgação laboratorial (coleta de 
urinálise e urocultura); 
• Sexo masculino, deve-se estar atento à necessidade de 
investigação de problemas estruturais no trato urinário 
com exames de imagem. 
ITU RECORRENTE? Profilaxia. 
 
Efeito protetor na vigência do uso de antibiótico; 
• Duração de 6 a 12 meses; 
• Pode ser utilizada de forma intermitente em casos de 
ITU pós-coital; 
• Realizar investigação das vias urinárias. 
 
• Antibióticos;○ Nitrofurantoína 50- 100mg; 
○ Fosfomicina + trometamol 3g 10/10 dias; 
○ Sulfametoxazol + trimetoprima 200/40 ou 800/80mg 
diária ou 3 vezes por semana; 
○ Cefalexina 125 ou 250mg diária. 
Pielonefrite - Tratamento ambulatorial (além de 
analgésicos) 
 
• Amoxicilina 500 mg + clavulanato 125 mg 8/8 de 10 a 
14 dias; 
• Sulfametoxazol 800 + trimetoprima 160 mg 12/12h 
por 14 dias; 
• Ciprofloxacino 500 mg 12/12h por 7 dias; 
• Ciprofloxacino 1000 mg 24/24h por 7 dias; 
• Levofloxacino 750 mg 24/24h por 5 dias; 
• Cefixima 400 mg 24/24h por 10 a 14 dias. 
*atentar para resistência bacteriana (E.Coli) 
 
 
ITU complicada  Necessária realização de urocultura e exame de imagem; • Avaliar sinais e sintomas que possam 
indicar hospitalização. OBS: Homens tratar como complicada 
 
ITU associada a cateter  90% das pessoas que usam cateter tem bacteriúria assintomática; • Não está indicada 
antibioticoterapia. 
 
ITU recorrente não complicada em mulheres  Necessária realização de urocultura antes do tratamento. 
• 2 episódios em 06 meses ou 03 episódios nos últimos 12 meses 
Encaminhar… 
Pessoas com mau estado geral, com risco de sepse ou intolerância para tto oral 
Individuos com sinais e sintomas sugestivos de obstrução do trato urinário, avaliação urológica, com ex imagem. 
Gestantes com suspeita de pielonefrite. 
 
 
 
QUADROS DOLOROSOS NA APS 
O papel do médico na abordagem da dor 
● Entender a experiência da dor 
● Valorizar o relato pessoal 
● Compreender: sentimentos, ideias, impacto funcional e expectativas 
● Identificar demandas ocultas 
● Fornecer informações e educação para dor 
● Plano de cuidados compartilhado 
● Estímulo ao auto-cuidado; 
● Proteger contra o uso excessivo de medicação (cronificação da dor). 
Classificação 
Aguda 
● Resposta fisiológica ● Até 3 a 6 meses; 
● Sinal de alerta; ● Mecanismo de sobrevivência; 
● Relacionada a lesão tecidual. 
 
Crônica 
● Entidade nosológica; 
● Dor persistente para além do tempo de cura normal do tecido, acima de 
3 a 6 meses; 
● Pode não apresentar nexo causal; 
● Neuroplasticidade. 
Mecanismos da dor: 
● Dor nociceptiva; 
● Dor neuropática; 
● Dor nosciplástica; 
● Dor psicogênica; 
● Dor mista. 
 
Tratamento 
Deve ser centrado na pessoa e no diagnóstico; 
● Preferencialmente iniciar medidas não-farmacológicas, as quais devem ser mantidas mesmo em uso de medidas 
farmacológicas; 
● O tratamento farmacológico deve ser escolhido conforme: 
Intensidade da dor; Indicação clínica; Contraindicações e interações com outros tratamentos; 
Não farmacológico 
1.Exercícios de percepção, fortalecimento ou 
resistência; 
2.Fisioterapia convencional; 
3.Exercícios supervisionados e domiciliares; 
4.Orientações de Ergonomia; 
5.Educação em Saúde; 
6. Práticas Integrativas e Complementares: Acupuntura 
Principios do tto farmacológico 
 
● Doses individualizadas e de acordo com intensidade; 
● Intervalo correto de horário; 
● Combinar analgésicos com diferentes mecanismos de 
ação; 
● Prever e tratar os efeitos colaterais. 
 
LEVE? 0-2  ANO+AINE +DA (paracetamol ou dipirona, rel.musculares-Amitritilina, Carbamazepina, Clorpromazina) 
MODERADA? 3-7  Opioides fracos +ANO+AINE+DA (Codeína, Tramadol) 
INTENSA? 8-10  Opioides fortes +ANO+AINE+DA (Morfina, Metadona, Fentanil) 
 
Tópicos ? Dores musculoesqueléticas agudas 
e crônicas por curto período (até 2 semanas), 
em casos leves e moderados. 
Ex: Diclofenaco gel, creme de capsaicina. 
Análgesicos não opioides 
PARACETAMOL  Boa Eficácia e tolerabilidade; Compatível com 
AINH; Dose-dependente; Precaução na Insuficiência Hepática; 
Dose máxima de 4 g/dia; Tolerado por pacientes com 
antecedentes de gastrite e úlcera 
DIPIRONA  Boa Eficácia e tolerabilidade; Eventos raros de aplasia 
de medula; Riscos semelhantes aos demais analgésicos. 
Anti-inflamatórios não esteroidais (AINE) 
Primeira escolha para sinais flogísticos; Não há diferença de potência entre os AINE’s; 
Contra-indicados em pacientes com dispepsia: COX-2/gastroprotetores não diminuem riscos hemorrágicos e H. 
Pylori aumenta os riscos; 
● Contra-indicados em: cirróticos, ICC, alto risco cardiovascular, insuficiência renal e renal-transplantados. 
Uso prolongado aumenta risco cardiovascular (Risco Cumulativo)!!!! Diminui efeito antiagregante do AAS; ] 
● Podem retardar recuperações teciduais em estiramentos; ● Interações mais comuns: aumenta o efeito da 
insulina, levotiroxina, anticoagulantes orais e digoxina; diminui ação hipotensora dos betabloqueadores. 
Tratamento farmacológico – Adjuvantes 
● Relaxantes musculares: redução da dor e melhora da mobilidade (ex: ciclobenzaprina 5 e 10mg); 
 
● Glicocorticóides injetáveis ou orais por curto período (até 2 semanas), ex: até 30mg/dia de prednisona. 
Tratamento farmacológico – Opióides 
● Fracos: Codeína, Tramadol; 
 
● Fortes: Metadona, Morfina; 
 
"Opiofobia"; Segurança comprovada; São importantes no arsenal medicamentoso; 
 
Atenção para os efeitos colaterais; Uso prolongado para dor crônica não neoplásica apresentou efeitos colaterais 
menores (náuseas e cefaleia). 
Tratamento farmacológico – Psicofármacos 
● Tricíclicos: Amitriphlina: 25 – 75 mg/dia; Nortriphlina 10- 25 mg/dia; 
Úteis nos casos de dor crônica, o efeito analgésico é independente do efeito anhdepressivo; 
 
● ISRS: Fluoxehna 20 mg/dia; Sertralina 50 mg/dia; 
Potencialmente úteis na fibromialgia em associação ou outros fármacos adjuvantes; 
 
● Inibidores da captação da noradrenalina e serotonina: Duloxehna: 60mg/dia, Venlafaxina 75 – 225 mg/dia. 
Boa eficácia para dor com componente neuropático. 
 
Os anticonvulsioantes têm papel protagonista no tratamento da dor neuropática; 
 
● Carbamazepina: a dose deve ser titulada, iniciando-se com 100mg de 12/12h e, dependendo da resposta e da 
tolerância, aumentar a cada 3 dias, com doses terapêuticas situadas entre 400 e 1.200mg/dia; 
Principal indicação: neuralgia do trigêmeo, mas também indicada nas dores paroxísticas, em choque ou parestesias; 
 
● Gabapentina: dose titulada a partir de 900 mg/dia, divididos em 3 tomadas com doses eficientes entro 1.800 e 
3.600 mg/dia; 
 Dores neuropáticas, bom resultado em neuralgia pós-herpética, neuropatia diabética dolorosa, traumatismos 
medulares, dor central pós-AVE, dor do membro fantasma. 
 
 
 
CEFALEIA 
 Um dos sintomas mais frequentes atendidos pelas equipes da atenção primária 
 Uma das 12 queixas mais comuns nos serviços de atenção primária; 
 Prevalência na vida de 66%; 
 É mais prevalente em mulheres e apresenta grande impacto no trabalho e nas atividades rotineiras, 
causando grande comprometimento da qualidade de vida; 
 Em menos de 1% dos casos a cefaleia está associada a doenças intracranianas graves como tumores ou 
infecções cerebrais 
Anamnese: 
• Avaliar o tempo da cefaleia 
• Características e localização da dor 
• Sintomas associados 
• Fatores desencadeantes, agravantes e de melhora 
• Episódios prévios 
• História familiar 
• Situação de saúde do paciente 
 
Exame Físico: 
● Sinais vitais 
● Inspeção e palpação cervical e do crânio 
● Ausculta 
● Oroscopia e otoscopia 
● Exame neurológico e exame do estado mental 
sumário. 
AVALIAÇÃO CLÍNICA  MCCP NA PRÁTICA 
Sinais e sintomas de alarme, diagnósticos diferenciais e exames complementares. 
Mudança do padrão de dor? Investigar… 
Primárias (mais frequentes) 
 
• Cefaleia do tipo tensional (mais frequente 
dentre as primárias); 
 
• Migrânea (ou enxaqueca). 
 
 
Profilaxia? Comprometimento funcional. 
Secundárias 
• Cefaleia atribuída a trauma de crânio e/ou cervical; 
• Cefaleia atribuída a distúrbio vascular craniano ou cervical; 
• Cefaleia atribuída a distúrbio intracraniano não vascular, 
como LEIC; 
• Cefaleia atribuída a uma substância ou à sua rehrada; • 
Cefaleia atribuída a infecção; 
• Cefaleia atribuída à alteração da homeostase; 
• Cefaleia ou dor facial atribuída à alteração de crânio, pescoço, 
olhos, ouvidos, nariz, seiosda face, dentes, boca ou outras 
estruturas faciais ou cranianas 
• Cefaleia atribuída a distúrbio psiquiátrico 
Cefaleia tensional 
 Mais frequente 
 Dor de qualidade não pulsátil 
 Em aperto ou presão 
 Geralmente bilateral 
 Intensidade leve a moderada 
 Não piora com atividade física rotineira 
 Em torno da cabeça ou irradiar para 
cervical 
 Pode durar minutos, horas ou 
permanecer durantes dias. 
Tratamento abortivo farmacológico: 
AINEs ou analgésicos comuns; 
 
Tratamento profilático: antidepressivos 
tricíclicos (amitriptilina, 10 a 25mg à noite), 
segundas opções:mirtazapina, venlafaxina. 
 
Medidas não farmacológicas: eliminação de 
fatores desencadeantes, manejo do estresse, 
higiene do sono, cessação do tabagismo, 
mindfulness, intervenções em grupos. 
Migrânea (Enxaqueca) 
Migrânea sem aura: enxaqueca comum, em que a dor costuma 
apresentar duração, características e fenômenos associados 
típicos, porém não é acompanhada de sintomas ou sinais 
neurológicos focais. 
 
Migrânea com aura: presentes os sintomas neurológicos focais 
que se instalam de forma gradual, geralmente em 5 a 20 
minutos, durando 60 minutos ou menos, ocorrendo, na maioria 
das vezes, antes da fase de dor. 
Os sintomas mais comuns são os fenômenos visuais positivos 
(cintilações, linhas em zigue-zague) e ou negativos (escotomas), 
seguidos por hemiparestesias e por disfasia 
Medidas Não farmacológicas 
1. Evitar os fatores desencadeantes, realizar atividade física e 
ter adequado padrão de sono; 
2. Abordagem compreensiva e individualizada; 
3. Educação e orientação do paciente e/ou familiares quanto à 
natureza do diagnóstico e ao automanejo da crise; 
4. Diário para o registro das crises deve ser encorajada; 
5. Técnicas alternativas(acupuntura, técnicas de relaxamento, 
biofeedback, psicoterapia) e homeopatia. 
 
 
CEFALEIA TENSIONAL 
EPIDEMIOLOGIA Mais comum em mulheres 
 
CLASSIFICAÇÃO 
• Episódica infrequente: < 1 dia/mês 
 
• Episódica frequente; 1-12 dias/mês 
 
• Crônica ≥15 dias/mês. 
 
CLÍNICA Dor opressiva, bilateral, leve-moderada 
e dura 30 min a 7 dias 
• Não é comum ter sintomas associados 
 
TRATAMENTO 
• Analgésicos comuns e AINE 
 
TRATAMENTO PROFILÁTICO 
• Amitriptilina (em casos de cefaleia crônica) 
ENXAQUECA / MIGRÂNEA 
EPIDEMIOLOGIA • Jovens, com história familiar positiva 
 
FISIOPATOLOGIA • Desbalanço entre serotonina, dopamina, 
peptídeo relacionado ao gene da calcitonina + fator 
desencadeante = CRISE DE ENXAQUECA. 
 
TIPOS 
• Com aura: manifestação neurológica não dolorosa que pode 
ocorrer antes da crise de dor, exemplo: escotomas, perda de 
visão, distúrbios de linguagem, parestesia, anestesia. Sua 
duração é de 5 a 60 minutos. 
 
• Sem aura 
 
CLÍNICA 
• Sinais e sintomas neurológicos focais 
• Dor pulsátil, unilateral, forte, piora com movimento 
e dura 4-72 horas 
• Náuseas e vomitos, fotofobia, fonofobia 
• Pós-crise: fase de exaustão. 
 
TRATAMENTO 
 
• Leve a moderado: analgésico e AINE 
 
• Moderado a grave: triptano (sumatriptano, eletriptano) 
 
• Dexametasona é uma das medicações mais prescritas para o 
tratamento agudo da migrânea. 
Entretanto, nas crises com duração inferior a 72h, ela não 
apresenta efeito isoladamente, mas é capaz de reduzir a 
recorrência de crises de cefaleia durante 24-72h. 
 
PROFILAXIA 
 Indicação de profilaxia: > 3-4 crises/mês. 
 
• Betabloqueador: atenolol, propranolol. Eles não devem ser 
usados em pacientes com história de asma ou DPOC, 
bradiarritmias, hipotensão arterial e depressão. Outras opções 
• BCC de ação central: flunarizina 
• Anticonvulsivante: volproato, topiramato. 
• Antidepressivos: amitriptilina. 
CEFALEIA EM SALVA 
 
• Mais comum em homens 
• Faz parte do grupo de cefaleias trigêmino-
autonômicas 
 
CLÍNICA • Dor unilateral, em facada, 
insuportável. 
• Dura 15-180 min e ocorre 1 a 2 vezes no dia 
• Sintomas autonômicos: hiperemia conjuntival, 
lacrimejamento, congestão nasal, sudorese 
facial, miose, ptose, edema palpebral. 
 
TRATAMENTO • O2: máscara facial 7-10 L/min 
• Triptano (sumatriptano ou zolmitriptano) 
PROFILAXIA 
• Verapamil: 3 doses diárias, com aumento de 
1/3 da dose a cada 10-14 dias, sempre após a 
realização de um ECG para avaliar a presença de 
bradicardia ou bloqueio atrioventricular (BAV). 
 
O efeito é notado a partir da 2ª semana. 
A resposta terapêutica é obtida em 80% dos 
casos. 
• Prednisona ou dexametasona 
HEMICRÂNIA PAROXÍSTICA 
• Faz parte do grupo de cefaleias trigêmino-autonômicas 
• Mais comum em mulheres 
 
CLÍNICA • Dor unilateral, forte • Crises de 2-30 min • Frequência: > 5 vezes ao dia. 
 
TRATAMENTO • Indometacina 
 
 
DOR Musculoesquelética 
DOR LOMBAR 
Fatores de Risco 
• Empregos que dependem de atividade física vigorosa; 
• Movimentos repetitivos; 
• Exposição à vibração; • 
 Posturas estáticas prolongadas; 
• Idade > 55 anos; 
• Tabagismo; 
• Obesidade; 
• Psicossociais (insatisfação no trabalho, ansiedade, 
depressão, estresse excessivo, disfunção cognitiva). 
Classificação 
 
● Aguda: < 6 semanas de evolução; 
 
● Subaguda: 6 – 12 semanas de duração; 
 
● Crônica: > 12 semanas de duração. 
Causas 
 Normalmente teremos a dor lombar inespecífica (80% dos casos). 
 Nos casos específicos há um evento desencadeante (trauma, movimento específico). 
 
● Causas mecânicas: miofascial, musculoligamentar, osteoartrose, hérnia discal, colapso vertebral, osteoporose, 
espondilolistese, fratura, alterações congênitas; 
● Neoplasias; 
● Artrites inflamatórias; 
● Infecções: cutâneas, herpes zoster, pielonefrite, entre outras; 
● Doenças viscerais (prostatite, endometriose, DIP, nefrolitíase, pielonefrite, pancreatite, colecistite, úlcera péptica, 
aneurisma aórtico). 
SINAIS DE ALERTA 
Idade <20 e >50 
Dor que piora a noite 
História de neoplasia 
Emagrecimento 
Febre 
Grande trauma 
Tto para osteoporose 
Dor refrátaria ao tto 
Imunossuprimidos 
Fraqueza muscular 
Disturbios urinários ou gastrointestinais 
Anestesia em sela (sx cauda equina) 
Exames Complementares 
 
● Devem ser solicitados em quadros com sinais de alerta ou gravidade 
● Avaliar necessidade em lombalgia inespecífica após 4 semanas sem 
melhora ao tratamento 
● Exames bioquímicos e hematológicos: devem ser direcionados de 
acordo com a queixa, se suspeita de lesões tumorais, infecciosas, 
metabólicas ou inflamatórias. 
EXAME FÍSICO 
Inspeção – Curvaturas fisiológicas da coluna (lordose e cifose) e curvatura não fisiológica (escoliose), movimentos 
que provocam dor, limitações funcionais, posição antálgica, diferença de comprimento dos membros inferiores, 
posturas inadequadas, amplitude de movimento. 
 
Palpação – Musculatura paraespinhal e dorsal, processos espinhosos, articulações sacroilíacas, posição dos ossos 
pélvicos (deformidades da pelve) 
 
Avaliação neuromuscular – Reflexo patelar, aquileu, flexão do tornozelo e hálux, força muscular, sensibilidade 
(lateral, medial e dorsal do pé), exame motor (análise da deambulação do paciente - solicitar que o mesmo caminhe 
sobre os calcanhares e ponta dos pés) 
 
Teste de Schober: avaliar amplitude de movimento 
Teste de Laségue: avaliar compressão de raízes nervosas (Positivo se dor à elevação da perna reta) 
 
● Observar influência de fatores psicogênicos ou simulação durante exame clínico. 
EXAMES DE IMAGEM 
Radiografia lombossacra (descartar lesões ósseas graves, suspeita tumor, trauma, infecção) 
Tomografia computadorizada (traumas agudos) 
Ressonância magnética (avaliação de radiculopatia) 
Tratamento 
Alívio a dor  Restauração dos movimentos e atividades da vida diária  Prevenção de recorrências; 
 
•Orientar o paciente em relação às caracteríshcas da dor lombar e seu plano de tratamento, com ênfase no 
autocuidado. 
• Incenhvar a conhnuidade das ahvidades de vida diária, atividade fisica e exercício Fisico, respeitando a condição 
de saúde de cada paciente: a melhor recomendação é um retorno lento e gradual às suas ahvidades normais, sem 
repouso no leito ou exercíciosna fase aguda. 
 
• Incentivar a participação em grupos de atividade física ou grupos de práticas integrativas; 
 
• Orientação postural e alongamentos, principalmente para as principais atividades: dormir (altura do travesseiro), 
levantar da cama, sentar, pegar peso e nas ações de limpeza como varrer, passar roupa etc; 
 
• Termoterapia: calor superficial possui benefícios na redução da dor lombar aguda e subaguda. 
 
 
 
 
 
ORIENTAÇÕES 
• Retornar para reavaliação com duas e quatro semanas realizando exame fisico direcionado em cada visita; 
• Promover e facilitar o retorno ao trabalho, quando aplicável 
• Se houver suspeita que a dor esteja associada à condições/atribuições do trabalho, encaminhar para serviço de 
referência de Saúde do Trabalhador do município/região. 
• Cirurgia para hérnia de disco geralmente não é indicada. Na maioria das vezes os pacientes melhoram com 
tratamento conservador; 
 
 
 
ANEMIAS 
Diminuição da massa eritrocitária por: 
 
● Redução do volume de eritrócitos expresso em 
porcentagem do volume sanguíneo (hematócrito); 
● Redução da concentração plasmática de hemoglobina; 
● Redução das hemácias circulantes. 
 
Hemoglobina inferior a: 
 
● 11g/dL – crianças menores de 6 anos; 
● 12g/dL – mulheres a partir dos 6 anos; 
● 11g/dL – gestantes; 
● 12g/dL – homens dos 6 aos 14 anos; 
● 13g/dL – homens a partir dos 15 anos. 
 
Manifestações Clínicas 
 
● Na maioria das vezes a anamnese e o exame Ñsico não 
fornecem o diagnóshco, mas ajudam a direcionar o 
diagnóshco diferencial; 
● Sintomas inespecíficos; 
● Dependem da gravidade, velocidade de instalação do 
quadro, idade, comorbidades; 
● Mecanismos de adaptação fisiológica à anemia: 
aumento do débito cardíaco 
● Aguda 
– hipovolemia 
 
● Crônica – redução da capacidade de transporte de O2 
para os tecidos: 
•Fadiga; •Letargia; •Cefaleia; •Tontura; •Verhgens; 
•Palpitações; •Dispnéia; • Angina; • Mucosas 
hipocoradas; • Taquicardia; 
•Dificuldade de concentração. 
EXAMES COMPLEMENTARIOS 
● Hemograma – é o exame incial para avaliação e classificação da anemia - 
 Eritrograma - Contagem de hemácias, concentração de hemoglobina, hematócrito, índices hematimétricos (volume 
corpuscular médio - VCM, hemoglobina corpuscular média - HCM, concentração da hemoglobina corpuscular média 
- CHCM, Red cell Distribution Width - RDW) 
CLASSIFICAÇÃO: 
 RDW NORMAL RDW AUMENTADO 
Microcíticas VCM <80 Talassemia menor 
Anemia das doenças crónicas 
Anemia ferropriva 
Talassemia maior 
Normocíticas VCM >80 <100 Anemia da insuf renal 
Anemia das doenças crónicas 
Esferocitose, anemia aplásica 
Anemia Ferropriva 
Drepanocitose 
Anemia sideroblástica 
Macrocíticas VCM >100 Anemia das hepatopatias 
Anemia aplásica 
Anemia do hipotireoidismo 
Anemia Megaloblástica 
AHAI 
Mielodisplasia 
 
Anemia Microcítica - Anemia por deficiência de ferro 
 Diminuição dos níveis séricos de ferritina 
(<15mcg/L) 
 Diminuição do ferro sérico (<50mcg/dL) 
 Aumento moderado da capacidade de ligação 
do ferro >380mcg/dL 
 Saturação de Transferina (<20%) 
 Morfologia normocítica/normocrômica 
● Sinais e sintomas - Unhas quebradiças, coiloníqueas, 
queilite angular; 
 
● Identificar e tratar a causa: perda ou baixa ingesta; 
 
● Causas de perdas comuns: parasitoses intestinais, 
henorragias, sangramentos TGI, entre outras; 
Tratamento 
 Reposição oral de ferro por período suficiente para corrigir a anemia e refazer os depósitos de ferro, junto 
com boa orientação nutricional e correção da causa; 
● Avaliação de resposta clínica; 
● Exames laboratoriais para controle do tratamento: rehculócitos (5 a 10% entre 7 -10 dias), hemoglobina (aumento 
de 0,5 a 1g/dL por semana). 
 
Sais ferrosos: Sulfato ferroso, Fumarato ferrosso, Gliconato ferroso 
Ferripolimaltose, Ferro quelatoglicinato 
 
Anemias Normocíticas - VCM 80 a 100 
Hiperproliferativas (aumento de reticulócitos): 
 
● Perdas sanguíneas agudas; 
● Anemias hemolíticas. 
Hipoproliferativas (redução de reticulócitos): 
● Patologias intrínsecas da medula óssea - Anemia 
aplásica; Leucemias, linfomas e neoplasias sólidas com 
invasão da medula óssea; Mielodisplasia; 
● Efeito inadequado da eritropoetina - Anemia da 
inflamação (Doença crônica), Doença renal crônica; 
Endocrinopatias; 
● Carência de ferro na fase inicial. 
Anemia por Doença Crônica 
 
● Secundária a processos inflamatórios crônicos, infecções e câncer; 
● Segunda causa mais prevalente de anemia; 
● Patogenia multifatorial: desequilíbrio do metabolismo do ferro, encurtamento da sobrevida das hemácias, 
inibição da hematopoese, deficiência relativa de eritropoietina; 
● Tratar a causa subjacente. 
Anemia macrocítica 
● Deficiência de vitamina B12 e ácido fólico - atentar para dieta vegetariana; 
● Exposição a substâncias tóxicas / fármacos: abuso de álcool; 
● Defeitos intrínsecos da maturação medular – problemas na Medula Óssea, mielodisplasia, aplasia medular, 
invasão medular 
 
VCM >100 geralmente – Revise medicamentos se usa zidovudina ou anticonvulsionantes, uso de alcool, 
 
Solicitar VitB12 e folato, discuta para interpretar. 
Anemia Megaloblástica 
Deficiência de Vitamina B12 Deficiência de Ácido Fólico 
● Menor prevalência; 
● Reservas de vitamina B12 podem durar até 3 anos no 
fígado; 
 
● Causas: vegetarianismo estrito, dificuldade de 
absorção no íleo terminal por deficiência de fator 
instrínseco, distúrbios intestinais, Fármacos; 
Medicações: metotrexato, azatioprina, AZT, hidroxiureia, 
fenitoína, metformina, anticoagulantes orais, colchicina, 
trimetoprima 
 
● Investigação: dosagem de Vitamina B12, pesquisa de 
anticorpos anticélulas parietais, anticorpos antifator 
intrínseco; 
 
● Tratamento: 
hidroxicobalamina ou cianocobalamina intramuscular 
(5000mcg, a cada 7 dias por 01 mês / manutenção 
5000mcg, 1x/mês por 02 meses seguido de 5000mcg a 
cada 3 meses por 6 meses ou contínuo se causa 
irreversível); 
 
● Repetir Hemograma entre 10º e 14º dia de 
tratamento. 
● Principal causa: baixa ingesta, principalmente 
relacionada ao alcoolismo; 
 
● Outras causas: aumento das necessidades (gestação, 
aleitamento), máabsorção (doença celíaca, HIV), 
fármacos (fenitoína, fenobarbital, metotrexato, 
pirimetamina, trimetoprima, ACO). 
 
● Investigação: Dosagem sérica de ácido fólico (VR: 5 a 
12ng/dL); 
 
● Tratamento: dieta rica em cítricos e folhas verdes, 
ácido fólico, via oral, 5mg/dia por 4 meses e 
manutenção de ácido fólico 5 mg/semana se causa 
irreversível; 
 
● Repetir Hemograma entre 10º e 14º dia de 
tratamento 
 
 
ASMA 
Doença inflamatória crônica das vias aéreas inferiores que se caracteriza, clinicamente, 
por hiperresponsividade brônquica à diferentes estímulos, com consequente obstrução ao fluxo aéreo, de forma 
recorrente e, tipicamente, reversível 
SINTOMAS 
• Chiados ao respirar; 
• Aperto no peito; 
• Falta de ar; 
• Tosse seca; 
• Respiração rápida e curta; 
• Desconforto torácico 
 
● Ocorrerem/pioram à noite ou pela manhã ao 
despertar 
● Ocorrem/pioram durante as atividades de rotina ou 
com a prática de atividade física, à infecção respiratória, 
exposição a alérgenos/irritantes inalatórios (avaliar 
perfil ocupacional), mudanças climáticas, riso ou choro 
intensos, estresse, ciclo menstrual. 
GATILHOS 
 
1- As alterações bruscas do clima; 
2- Contato com poeira doméstica; 
3- Contato com pólen, mofo ou cheiros fortes; 
4- Contato com pêlos de animais; 
5- Infecções respiratórias virais ( gripes e resfriados); 
6- Exposição a fumaças; 
7- Uso de alguns medicamentos 
8- Ingestão de alimentos; 
9- Alterações emocionais e predisposição genética. 
ANAMNESE 
 
EXAME FÍSICO 
● Sibilos expiratórios, hiperexpansão pulmonar e hragem intercostal). 
● Podem ocorrer sinais de atopia como, rinite alérgica, sinais de dermahte atópica, entre outros. 
 
Atenção: No período intercrises, o exame clínico pode ser normal, o que não exclui o diagnóstico de asma 
Diagnóstico clínico em menores de dois anos 
Lactantesibilante X Bebê chiador 
Critérios para diagnóstico de asma em lactentes 
sibilantes 
 
Critérios maiores pai ou mãe com asma; lactente com 
dermatite atópica 
Critérios menores diagnóstico médico de rinite alérgica; 
sibilância não associada a resfriado; eosinofilia maior ou 
igual a 4% no hemograma; sensibilização alérgica a leite 
e ovo 
Investigar 
 
a) Respiração ruidosa, tosse seca, vômitos associados à 
tosse. 
b) Retrações (esforço respiratório). 
c) Dificuldade à alimentação (sucção deficiente ou 
recusa alimentar). 
d) Alterações da frequência respiratória e padrão 
respiratório (expiração prolongada, tiragens) 
FUNÇÃO PULMONAR 
• Espirometria: Deve ser utilizada no diagnóstico/início 
do tratamento a partir dos 5 anos de idade, pois é um 
exame limitado para diagnóshco de asma na infância. 
 Detecção de limitação do fluxo de ar, e 
demonstração de significativa 
REVERSIBILIDADE, parcial ou completa, após 
inalação de broncodilatador. 
Exames complementares 
 
• Hemograma 
• Dosagem de IgE 
• Radiografia simples de tórax: 
Diagnóstico diferencial 
• Em crianças: fibrose cística, doença pulmonar crônica da prematuridade, discinesia ciliar, más formações 
congênitas, imunodeficiências; 
• Obstrução mecânica de vias aéreas superiores; 
• Obstrução de vias aéreas superiores e inferiores; 
• Insuficiência cardíaca esquerda; 
• Intoxicação exógena por gases irritantes; 
• Hiperventilação por ansiedade. 
• DPOC – em adultos; 
• Refluxo gastro-esofágico; 
• Síndrome da tosse crônica das vias aéreas (gotejamento pós-nasal); 
• Bronquite eosinoÑlica; 
• Disfunção das cordas vocais; 
• Asma ocupacional; 
• Outras causas de tosse crônica - tuberculose 
Classificação de INTENSIDADE 
 
 
CLASSIFICAÇÃO NÍVEL DE CONTROLE 
 
 
APS/AMBULATÓRIO X MANEJO DA CRISE 
Abordagem da Asma na APS 
Objetivos do tratamento 
 Controle das limitações clínicas: Alcançar e manter o controle da doença com o minimo de medicação, 
Melhora da qualidade da vida 
 Evitar riscos futuros: Exacerbações, instabilidade da doença, perda acelerada da função pulmonar, efeitos 
adversos do tto. 
A abordagem personalizada inclui: 
Tratamento farmacológico 
Educação do paciente/família/responsáveis 
Plano de ação por escrito 
Treinamento para uso do dispositivo inalatório 
Revisão da técnica inalatória a cada consulta 
 
A medicação é ajustada subindo e descendo 
Antes de realizar qualquer alteração, considere: 
 Avaliar a estabilidade da asma, adesão ao tto, controle de comorbidades, risco de exacerbaçoes, avaliar 
expossição ambiental e ocupacional, potenciais efeitos adversos, a etapa do tto. 
 
 
 
 
SEGUIMENTO CLÍNICO 
Recomenda-se um intervalo entre consultas de 3-6 
meses. 
Avalie o controle dos sintomas nas últimas 4 semanas. 
Revise fatores de risco para exacerbações, limitação 
persistente do fluxo de ar, efeitos adversos, adesão, 
técnica inalatória. 
IMUNIZAÇÃO 
Influenza anualmente para pessoas com asma 
moderada ou grave; 
Pneumocócica-23: dose única, com um reforço após 5 
anos da dose inicial para pessoas com asma moderada 
ou grave; 
Vacinas contra a COVID-19 para todos os pacientes. 
QUANDO ENCAMINHAR? 
● Paciente de qualquer idade com asma não controlada na etapa 4 do tratamento 
● Asma em criança de 5 anos ou menos que persistem com sintomas ou exacerbações em estágio 3 por pelo 
menos 3 meses após revisada adesão e técnica inalatória; ou 
● Pacientes com indicadores de risco de vida 
● Asma lábil (crises que iniciam abruptamente e de forma grave, principalmente quando o paciente não consegue 
reconhecer sintomas iniciais da crise) 
Abordagem da exacerbação da asma 
EXAME FÍSICO 
 
• Temperatura axilar 
• FR, FC 
• PFE 
• Estado de consciência / Prostração 
• Estado geral 
• Hidratação 
• Palidez 
 
EXAMES COMPLEMENTARES 
● Exame laboratoriais – em casos graves. 
● RX em casos excepcionais – em casos graves ou em dúvida 
diagnóstica. 
● Gasometria não deve ser feita de rotina, apenas em pacientes 
graves. 
AVALIAÇÃO INICIAL 
• Cianose (não esperar cianose para pensar 
em gravidade, lembrar que é um sinal tardio 
de insuficiência respiratória e não aparece em 
crianças anêmicas) 
• Orofaringe: presença de secreção pós-nasal, 
sinais de faringite. 
• Otoscopia: sinais de otite média aguda? 
• Intensidade do esforço respiratório 
(utilização dos músculos 
esternocleidomastóideos?) 
• Ausculta pulmonar: MV alterado? Sibilos, 
crepitações, roncos? 
• ACV: Arritmia? Sopros? Pulsos periféricos 
finos? 
Manejo da crise 
PRIMEIRA LINHA – EFETIVIDADE IMPORTANTE 
Beta 2 de curta – salbutamol base do tratamento 2 a 10 jatos (habitualmente 4 jatos a cada 20mts) 
 – com espaçador – avaliar frasco vazio, se o espaçador está completo e com a válvula , fazer reavaliação 
constante – uso até o fim da tosse não é necessário desmame 
 
 
Corticoide sistêmico – uso oportuno para evitar internação 
Na 1º hora – pacientes graves ou que usa corticoide inalatório 
Na 2º hora – ataque de salbutamol sem melhora satisfatória (melhora parcial) de escolha a prednisolona 1 a 2 
mg/kg/dia por 3 a 5 dias 
 
Oxigenioterapia – nos pacientes com sat abaixo de 94 ou 92 a critério clinico sempre titulável de 1 a 3 l/min 
DROGAS DE SEGUNDA LINHA 
 
1. Ipatropio - excelente em casos selecionados se ocorrer falha de tratamento da primeira linha ou em pacientes 
muito graves em associação ao beta 2 de curta na primeira hora – 2 a 4 jatos a cada 20 minutos 
 
2. Sulfato de magnésio - em crise grave com resposta não satisfatória em crianças acima de 4 anos. Lembrando 
que é vasodilatador e pode causar hipotensão. Deve estar em leito de urgência ou em CTI, sempre monitorado, 
infusão lenta em BIC e com fator de correção . 50mgkg X peso da criança dividido 0,1 para sulfato de magnesio de 
50 % 
 
3. Salbutamol venoso – casos extremamente selecionados em terapia intensiva – As demais em casos 
extremamente excepcionais na vigência de falta de outras medicação 
4.Heliox 
5.Aminofilina 
6.Adrenalina 
 
 
 
 
CRISE EM MENORES DE 5 ANOS 
 
 
 
 
 
 
 
SAÚDE DO IDOSO 
Envelhecimento X Incapacidades e Dependência 
Envelhecimento = maior vulnerabilidade. 
PROMOVER O ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL 
• Trabalho em grupos com a pessoa idosa. 
• Grupos de convivência, de atividade jsica, etc. 
• Promoção de saúde: cessação do tabagismo, etilismo, promoção de atividade jsica, orientações para alimentação 
saudável, imunização, atividades de lazer e social. 
Atenção integrada para as pessoas idosas (ICOPE). 
Diretrizes de intervenções comunitárias para o manejo dos declínios na capacidade intrínseca 
Foi desenvolvido pela OMS para atender às necessidades e demandas de saúde das populações idosas em todo o 
mundo. 
Capacidade Intrínseca 
O envelhecimento promove alterações em aspectos físicos, fisiológicos, psicológicos e sociais e pode estar 
relacionado a uma maior vulnerabilidade para o desenvolvimento de doenças crônicas e perdas funcionais. 
O conceito de capacidade intrínseca (CI) foi introduzido pela OMS como o composto de todas as capacidades 
físicas e mentais de um indivíduo, avaliadas por cinco domínios: 
 Cognição, Humor, Sensorial, Locomoção e Vitalidade 
 
 CI: Resultado da soma e da interação das capacidades físicas e mentais do indivíduo e suas interações com 
os fatores ambientais relevantes. 
Avaliação multidimensional da Pessoa Idosa 
Sinais e sintomas indiferenciados, muitas vezes sutis, 
podem ser de alarme na população idosa como: 
 
 Ausência de febre mesmo em contextos 
infecciosos graves 
 Alteração comportamental 
 Desorientação aguda 
 Fadiga/adinamia 
Incapacidades 
Deficiências 
Comorbidades 
 Declínio Funcional 
 
Idade X Funcionalidade 
Idade: NÃO é um bom marcador de declínio funcional 
Funcionalidade: bom marcador de vitalidade 
Estratificação de risco clínico funcional 
 Capacidade Funcional – novo indicador de saúde 
Saúde = Funcionalidade global do indivíduo -> a capacidade de gerir a própria vida ou cuidar de si mesmo. 
Diagnósticoclínico X capacidade funcional 
 
• Bem-estar e funcionalidade são complementares. 
• Presença de: 
• Autonomia (capacidade individual de decisão e comando sobre as ações, estabelecendo e seguindo as próprias 
convicções) e; 
• Independência (capacidade de realizar algo com os próprios meios) 
 
• Permitindo que o indivíduo cuide de si e de sua vida. 
 
 
Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional (IVCF-20) 
Primeiro instrumento brasileiro para rastreio da pessoa idosa com fragilidade (pessoa idosa em risco de fragilização 
e pessoa idosa frágil) na APS. 
 
• Ênfase na identificação da pessoa idosa de risco e orientações capazes de reservar ou recuperar sua 
independência e autonomia. 
• Simples e de rápida aplicação: Considerado uma metodologia de Avaliação Geriátrica Ampla utilizável por 
qualquer profissional de saúde ou familiares. 
 
0 a 6 pontos – Idoso com baixo risco 
7 a 14 pontos – Idoso com moderado risco 
>15 pontos – Idoso com alto risco 
 
Capacidade Funcional – Domínios: 
 
Cognição: é a capacidade mental de compreender e resolver adequadamente os problemas do cotidiano; 
 
Comunicação: é a capacidade de estabelecer um relacionamento produtivo com o meio, trocar informações, 
manifestar desejos, ideias e senVmentos. Depende de três subsistemas funcionais: visão, audição e 
produção/motricidade orofacial. Esta última é representada pela voz, fala e mastigação/deglutição; 
 
Humor/Comportamento: é a motivação necessária para a realização das atividades e/ ou participação social. Inclui 
também o comportamento do indivíduo, que é afetado pelas outras funções mentais, como senso-percepção, 
pensamento e consciência; 
 
Mobilidade: é a capacidade individual de deslocamento e de manipulação do meio. Por sua vez, a mobilidade 
depende de quatro subsistemas funcionais: a capacidade aeróbica e muscular (massa e função), o 
alcance/preensão/pinça (membros superiores) e a marcha/ postura/transferência. A continência esfincteriana é 
também considerada um subdomínio da mobilidade, pois a sua ausência (incontinência esfincteriana) é capaz de 
interferir na mobilidade e restringir a participação social do indivíduo. 
 
FUNCIONALIDADE? Atividades de vida diária BÁSICAS  ESCALA DE KATZ 
Fazer avaliação ambiental – visita domiciliar 
• Ambiente desorganizado com muitos móveis, objetos atrapalhando a passagem, • Escadas inclinadas, com 
degraus irregulares, mal iluminadas e sem corrimão, • Tapetes avulsos e carpetes mal adaptados, rasgados ou 
dobrados • Má iluminação, • Tacos soltos no chão ou pisos quebrados, • Pisos encerados ou escorregadios, • 
Camas e sofás muito altos ou muito baixos, • Cadeiras e vasos sanitários muito baixos, • Prateleiras de di6cil 
alcance, • Presença de animais domésMcos pela casa, • Uso de chinelos ou sapatos em más condições ou mal 
adaptados, • Fios elétricos soltos, objetos espalhados pelo chão. 
Mobilidade 
• Incentivar a atividade física. Mesmo um pouco de atividade fortalece os ossos e os músculos, melhora a firmeza 
ao caminhar, e ajuda a prevenir fraturas. 
• Não subir em banquinhos ou cadeiras, ou apoiar-se na cama ou em outros locais para alcançar prateleiras altas ou 
maleiros; 
• Não apoiar-se em cadeiras ou portas de geladeira ou de armários para levantar-se ou para andar; 
• Na rua, nunca atravessar no meio dos carros ou quando o semáforo para pedestres ainda estiver vermelho; 
• Se estiver com sono, não permanecer em cadeiras, pois ao adormecer, poderá cair; 
• Manter a casa o mais livre possível de riscos de quedas; 
• Não lavar a cozinha, banheiro ou quintal com chinelos ou descalço, pois poderá escorregar; 
• Durante a noite, deixar sempre uma luz acesa, para facilitar o deslocamento do quarto até o banheiro. 
Geralmente, os idosos levantam-se à noite e a sonolência ou o efeito de alguns medicamentos podem provocar 
quedas. 
Nutrição 
Causas frequentes de anorexia e perda de peso em pessoas idosas: 
• Pobreza; • Isolamento social; • Depressão; • Demência; • Dor; • Imobilidade; • Refluxo gastroesofágico 
• Constipação; • Alcoolismo; • Uso de medicamentos; • Problemas dentários; • Xerostomia; • Diminuição do 
paladar; • Alterações no reconhecimento de fome e sede. 
 AVALIAR SAÚDE BUCAL 
AVALIAR constipação intestinal - menos de 3 evacuações por semana 
Avaliação Clínica: Regra dos 4 D: Deambulação, Dieta, Doenças e Drogas. 
Deambulação 
Imobilidade. (Acamado ou com mobilidade reduzida por 
períodos prolongados, falta de aMvidade 6sica extrema 
(imobilização no leito) está relacionada à lentificação do 
trânsito intesMnal. 
Dieta 
Alimentos com baixo teor de fibras e a ingestão 
insuficiente de líquidos são os fatores associados à 
constipação. 
Doenças 
Diversas patologias comuns podem cursar com 
constipação, por dificultar o processo digestivo ou o ato 
da defecação. 
Drogas 
Polifarmácia. Medicamentos antidiarreicos,podem levar 
a quadros mais graves de consMpação em pessoas 
idosas O uso crônico de substâncias laxantes pode 
condicionar o trato gastrointestinal a funcionar apenas 
na presença da substância. 
POLIFARMÁCIA 
Acomete cerca de 30,0% das pessoas idosas com doenças cardíacas, diabetes mellitus e AVC/isquemia. 
 
• A frequência de pessoas idosas que adquiriram os medicamentos na APS foi de 20,3% e com recursos próprios foi 
de 13,5%. 
Isso, pode indicar uma ampliação do acesso aos medicamentos no SUS, mas também pouca valorização de outras 
práticas terapêuticas não medicamentosas. 
Promover a prevenção quaternária - combate ao sobrediagnóstico e ao sobretratamento 
Comorbidades  Atendimento por diferentes profissionais  Duplicação e interação medicamentosa 
 Iatrogenia 
APS: coordenação da assistência, manejo, revisão regular da medicação, contribuir com apoio à família. 
Promover a prevenção quaternária - combate ao sobre diagnóstico e ao sobre tratamento 
“Medicalização” da velhice leva a Polifarmácia 
• Excesso de medicamentos. 
• Interação medicamentosa. 
• Dosagem excessiva, ou insuficiente. 
• Fragilidade metabólica: fígado e rim dificuldades de 
acesso. 
• Dificuldades na administração 
 Investigar Hipotensão Ortostática 
 
Sintomatologia: Visão turva, sensação de 
desfalecimento, tontura, confusão e até desmaio 
• Conduta: - Aferir PA em decúbito e posteriormente em 
ortostatismo; 
 
(Des)Prescrição 
A desprescrição é o processo planejado e supervisionado de redução da dose ou interrupção de medicamentos que 
possam estar causando danos ou que não sejam mais benéficos. 
 
 Faz parte de uma boa prescrição - recuar quando as doses são muito altas ou interromper medicamentos 
que não são mais necessários 
critérios de Beers e STOPP/START 
A lista de Beers é mais utizada no momento da 
prescrição para prevenir e evitar os medicamentos 
inapropriados. 
Os critérios STOPP/START são mais úteis no rastreio, 
com a finalidade de detectar possíveis erros na 
prescrição e se há omissão de medicamentos 
 
NÃO inice medicamentos para tratar sintomas… 
Sem determinar se uma terapia atual ou a falta de 
aderência á ela são as possiveis causa para isso. 
STOP 
Identificação de prescrições dos medicamentos 
potencialmente inapropriados, com foco nos 
medicamentos que podem causar interações e análise 
das prescrições com duplicidade terapêutica 
 
NÃO prescreva medicamentos para paciente em uso de 
5 ou mais medicamentos, nem continue medicações 
indefinidamente, sem sua revisão abragente dos 
medicamentos atuais do paciente. 
START 
Detecta os medicamentos potencialmente omissos 
(MPO), ou seja, fármacos que deveriam ter sido 
prescritos as pessoas idosas e não foram. 
Desprescrição em 5 etapas  1- Verificar quais são, e porque o paciente usa. 2- Tem risco ? >80 3- Alguma dessas 
medicações pode ser desprescrita 4- Qual delas sera a primeira desprecrição ? 1 por vez. – Baixar gradualmente, 
5- Monitorar a desprecrição e demais farmacos. 
 
 
Suporte Social – avaliar 
Identificar os cuidadores (familiares, vizinhos, amigos, profissionais que apoiam a pessoa idosa) e o suportesocial 
de que poderia dispor ou dispõe: 
• Alguém poderia ajuda-lo caso você fique doente ou incapacitado? Quem? 
• Quem seria capaz de tomar decisões de saúde por você caso não seja capaz de fazê-lo? 
 
Cuidar do Cuidador  Avaliar sobrecarga do cuidador (Escala de Zarit) 
 
Abordar a pessoa idosa vítima de violência 
Diversos tipos de violência podem ser identificados: 
• Física • Negligência • Financeira • Sexual • Psicológica • Institucional 
 
Abordagem intersetorial 
• Centro de Referência de Assistência Social (CRAS); • Centro de Referência para a Mulher; • Delegacias Policiais; • 
Conselhos Municipais de Direitos das Pessoas Idosas; • Ministério Público (MP); • Instituto Médicos Legal (IML); 
• Secretaria Municipal de Assistência Social. 
 
NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA !!! 
 
 
SAÚDE DAS MULHERES 
POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DAS MULHERES (PNAISM) 
 Incorpora, num enfoque de gênero, a integralidade e a promoção da saúde como princípios norteadores e 
busca consolidar os avanços no campo dos direitos sexuais e reprodutivos, com ênfase na melhoria da 
atenção obstétrica, no planejamento reprodutivo, na atenção ao abortamento inseguro e aos casos de 
violência doméstica e sexual. 
 Além disso, amplia as ações para grupos historicamente alijados das políticas públicas, nas suas 
especificidades e necessidades 
 • Introduzir e visibilizar novas “necessidades” de saúde das mulheres, até então ausentes das políticas 
públicas; 
 • Introduzir ações para segmentos da população feminina, todavia sem visibilidade social; 
 • Definir fontes de recursos e responsabilidades nos diversos níveis do sistema, de acordo com as diretrizes 
do SUS e os instrumentos de gestão adotados pelo Ministério da Saúde; 
 • Introduzir nas políticas a transversalidade de gênero, o recorte racial-étnico e as especificidades das 
mulheres que fazem sexo com mulheres. 
ATENÇÃO ÀS MULHERES NO CLIMATÉRIO 
 
 O climatério corresponde à transição da mulher 
do ciclo reprodutivo para o não reproditivo, 
ocorrendo habitualmente entre os 40 e 65 anos. 
 Fase biológica, período de mudanças 
psicossociais, de ordem afetiva, sexual, familiar 
e ocupacional. 
A menopausa, marco do período climatérico, é a 
interrupção permanente da menstruação e o 
diagnós=co é feito de forma retroativa, após 12 meses 
consecutivos de amenorreia, ocorrendo geralmente 
entre os 48 e 50 anos de idade.  Confirmação clínica. 
Manifestações transitórias  Menstruais: intervalos entre as menstruações, podem diminuir ou aumentar, com 
maior duração…, Neurogênicas: ondas de calor (fogacho), sudorese, calafrios, palpitações, cefaleia, tonturas, 
parestesias, insônia, perda de mémoria, e fadiga. Psicogênicas: diminuição autoestima, irritabilidade, labilidade 
afetiva, sintomas depressivos, dificuldade de concetraçãoe memória, dificuldades sexuais e insônia. 
 
Alterações não transitórias  Urogenitais: mucosa mais delgada, propicionando prolapsos genitais, resecamento e 
sangramento vaginal, dispareunia, disúria, aumento de frequência e urgência miccional. Metabolismo lipidico, 
Metabolismo osseo, Ganho de peso e modificação de distribuição corporal corporal: tedência ao acumulo de 
gordura na região abdominal. 
ABORDAGEM TERAPÊUTICA 
NÃO-FARMACOLÓGICA 
a depender do sintoma apresentado 
TERAPIA HORMONAL 
DIRETRIZES ATUAIS 
FOGACHOS  Resfriar o ambiente, Roupas 
adequadas, Aumentar número de banhos, 
Aumentar hidratação, Dieta saudável e 
controle de peso, Exercícios físicos regulares, 
Cessação do tabagismo, Respiração lenta e 
profunda. 
ALTERAÇÃO DO SONO  Controlar fogachos 
noturnos, Evitar cafeína, Evitar exercício 3 
horas antes de dormir, Reduzir exposição a 
telas, Evitar cochilos. 
ATROFIA UROGENITAL  Usar lubrificante 
íntimo/óleo vegetal, Incentivo à prática sexual 
regular 
TRANSTORNO PSICOSSOCIAL 
A TH é o tratamento mais efetivo para o tratamento dos sintomas 
vasomotores e de atrofia urogenital no pós-menopausa. 
É especialmente indicada para mulheres sintomáticas abaixo de 
60 anos ou com menos de 10 anos de menopausa. 
A dose, a via, a duração e o regime da TH para tratamento dos 
sintomas devem ser individualizados. 
A dose hormonal deve ser ajustada para a menor dose eficaz e 
menor tempo de uso (5 anos). 
 
 Deve ser evitado devido à associação com aumento do 
risco de doenças cardiovasculares nesses grupos de 
mulheres. 
Contraindicações da TH 
ABSOLUTAS: • Câncer de mama • Câncer de endométrio 
• Sangramento genital não esclarecido • Doença arterial 
coronariana e cerebrovascular • Antecedente de doença 
tromboembólica • Porfirias • Doença hepática grave 
RELATIVAS: 
• HAS e DM não controlados • Endometriose • Miomatose uterina 
 
PLANEJAMENTO FAMILIAR E REPRODUTIVO 
• Garantia de direitos iguais de constituição, limitação ou aumento da prole pela mulher, pelo homem ou pelo casal 
e de acesso igualitário a informações, meios, métodos e técnicas disponíveis para a regulação da fecundidade 
(Lei 14.443 /2022, alterando Lei 9263 de 12/01/1996) 
SAÚDE REPRODUTIVA  Implica que a pessoa possa “ter uma vida sexual segura e saFsfatória, tendo autonomia 
para se reproduzir e a liberdade de decidir sobre quando e quantas vezes deve fazê-lo.  Devem, portanto, ser 
ofertados a homens e mulheres adultos, jovens e adolescentes, informação, acesso e escolha a métodos eficientes, 
seguros, permissíveis e aceitáveis. 
PLANEJAMENTO REPRODUTIVO  Designa um conjunto de ações de regulação da fecundidade, as quais podem 
auxiliar as pessoas a prever e controlar a geração e o nascimento de filhos, e englobam adultos, jovens e 
adolescentes, com vida sexual, com e sem parcerias estáveis, bem como aqueles e aquelas que se preparam para 
iniciar sua vida sexual. 
A escuta qualificada deve ser centrada na pessoa e no seu discurso e guiada pelas suas necessidades. 
Acolhimento com escuta 
ativa 
Indetificar motivos do contato da mulher, direcionar param o atendimento. 
 
 
 
 
Avaliação Global 
Registrar antecentes pessoais obstétricos e patológicos. 
Abordar, as questões referentes a parcerias, identidade de gênero, orientação 
sexual, satisfação sexual pessoal e do casal. 
Questionar medicações em uso. 
Investigar sintomas presença de dispareunia, sangramentos vaginais pós-coito, 
principalmente se há intenção de uso de DIU. 
Questionar sobre desejo de concepção ou anticocepção 
Indagar conhecimentos sobre métodos contraceptivos. 
Exame físico geral e específico 
 
MÉTODOS DISPONIVEIS NO SUS 
DEFINITIVOS (ESTERILIZAÇÃO) 
Feminino (ligadura tubária) 
Masculino (vasectomia) 
TEMPORÁRIOS (REVERSIVEIS) 
Diafragma, preservativo masculino, Diu Tcu 380 A, (DIU T de cobre) 
 
MÉTODOS HORMONAIS 
Vía de 
administração 
Tipos Apresentação 
 
Orais 
Combinado (monofásico) AOC Elenilestradiol 0,03mg + levonorgestrel 0,15mg 
Minipílulas Noretisterona 0,35 mg 
Pilula antic de emergência (AHE) Levonorgestrel 0,75 mg 
Injetáveis Mensais (combinado) Enantato de norestisterona 50mg + valerato de estradiol 5mg 
Trimestrais (progestágeno) Acetato de medroxiprogesterona 150mg 
 
COMO UTILIZAR? 
AOC e Minipílula AC injetável 
Iniciar preferencialmente entre o 1 e 5 dia do ciclo 
menstrual. Manter o intervalo de sete dias entre as 
cartelas, no caso de AOC monofásico. 
 
Minipílula: Ingerir 1 comprimido ao dia sem intervalo 
entre as cartelas. 
Se trimestral, a cada 3 meses (13 semanas). 
Se mensal, a cada 4 semanas (30 dias) 
 
O trimestral pode ser adiantado ou atrasado em até 
duas semanas. 
O mensal pode ser andiantado ou atrasado em até 7 
dias. 
ATENÇÃO À SAÚDE DA GESTANTE 
REDE CEGONHA 
Linha de Cuidados que assegura: 
•Às mulheres, direito 
• ao planejamento reprodutivo 
• a atenção humanizada na gravidez, parto, 
abortamento e puerpério 
 
• Às crianças, direito 
• ao nascimento seguro 
• crescimento e desenvolvimento saudáveis 
Diretrizes da Rede Cegonha 
1. Garantia do acolhimento com classificação de risco, 
ampliação do acesso e melhoria da qualidade doPRÉ-NATAL. 
 2. Garantia de vinculação da gestante à unidade de referência 
e ao transporte seguro. 
3. Garantia das boas práticas e segurança na atenção ao Parto 
e nascimento. 
4. Garantia da atenção à saúde das crianças de 0 a 24 meses 
com qualidade e resolutividade. 
5. Garantia da ampliação do acesso ao planejamento 
produtivo. 
ATENDIMENTO DA GESTANTE 
Acolhimento  Captação precoce  Organização dos atendimentos  PRÉ NATAL  
Rodas de gestantes  Puerpério  Papel da Equipe de Saúde  Atendimento da gestante 
CONSULTA PRÉ-NATAL 
PRIMEIROS PASSOS 
• Confirmação do diagnóstico de gravidez • Cadastramento no SISPRENATAL 
• Registro dos dados no prontuário e na caderneta da gestante 
• Classificação de risco gestacional. • Vinculação com a maternidade de referência (se possível) 
PARTO HUMANIZADO 
• Movimento que visa reposicionar a mulher como 
protagonista no momento do parto. 
• Construção compartilhada do plano de parto. 
• Direito a presença de acompanhante. 
• Crítica a procedimentos invasivos e sem, ou com 
pouca evidência cientifica: 
• Episiotomia • Kristeller • Vitamina K no recém 
nascido • Aspiração no recém nascido 
 
FATORES DE RISCO 
Permitem acompanhamento na APS Exigem acompanhamento compartilhado 
• Idade < 15 ou > 35 anos 
• Situação familiar insegura 
• Não aceitação da gravidez 
• Múltiplas cesáreas 
• Infecção urinária 
• Anemia leve a moderada 
• Diabetes 
• Anemia falciforme 
• Antecedente de TVP 
• Anemia grave (hemoglobina < 8) 
• Polidramnia 
• Oligodramnia 
• Síndromes hipertensivas 
PERIODICIDADE DAS CONSULTAS LEMBRAR… 
 
Até 28 semanas  MENSALMENTE 
De 28 a 36 semanas  QUINZENALMENTE 
De 36 até o parto  SEMANALMENTE 
 
Em algumas situações esse acompanhamento 
deverá ser diário.. 
 
O acompanhamento precisa ser adaptado às 
realidades locais e sempre que possível 
multiprofissional. 
Tentar fazer no mínimo 06 consultas 
(01 no primeiro trimestre, 02 no segundo e 03 no terceiro). 
 
 A cada consulta de acompanhamento deve ser reavaliado o 
Risco Gestacional. 
 
A partir de 41 semanas, mesmo em gestações de risco habitual, 
já fazer o acompanhamento compartilhado com o local escolhido 
para o Parto. 
Não existe “Alta do Pré Natal” e mesmo quando a Gestação é 
classificada como de Alto Risco e a gestante encaminhada ao 
PNAR, o acompanhamento conFnua sob responsabilidade da ESF 
e também sendo feito na UBS 
EXAMES NA PRIMEIRA CONSULTA 
Hemograma, Tipificação sanguinea, fator RH, coombs indireto se fator Rh negativo, Glicemia em jejum, 
Eletroforese de hemoglobina (mulheres negras, antecedentes familiares de anemia falciforme, ou anemia crônica) 
Teste rápidos para sífilis e/ou VDRL, HIV, Taxoplasmose IgG e IgM, Hepatite, Urina 1/ Urocultura, 
 Ecografia obstétrica com função de verificar a idade gestacional (não obrigatório) 
Exame de de secreção vaginal se necessário, Parasitológico de fezes (se houver indicação) 
CONDUTAS GERAIS CALENDÁRIO VACINAL 
• Suplementação de ferro e ácido fólico 
 
 • ferro elementar (40 mg/dia); 
• ácido fólico (400 µg/dia ou 0,4 mg/dia). 
Utilizar no período pré-gestacional até o final da gestação. 
 
• Realizar Consulta Odontológica 
 
 Vacina dupla adulto (tétano e difteria bebe 
e mãe) 
 Vacina dTpa (tétano, difteria, coqueluche) 
primeira dose a partir da 20semana 
 Vacina Hepatite B 
 Vacina Influenza 
 Vacina covid-19 
 Entregar cardeneta da Gestante 
 Pré natal do parceiro 
 
INTERCORRÊNCIAS NA GESTAÇÃO 
Condições clínicas de identificação de maior riscam na gestação atual 
 
Caractéristicas individuais e condições sociodemográficas 
 
 Id, Obesidade com IMC >40, 
 Baixo peso no inicio da gestação IMC<18 
 Transtornos alimentares (bulimia, anorexia) 
 Dependência ou uso abusivo de tabaco, alcool, drogas 
 
História reprodutiva anterior 
 
 Abortamento espontâneo repetição (3ou+sequência) 
 Parto pré-termo 
 Óbito fetal sem causa não indetificada 
 História caracteristica de insuf istmocervical 
 Isomunização Rh 
 Acrestimo placentario 
 Pré eclâmpsia preoce (<34s) 
 Eclâmpsia ou Sx HELPP 
Condições clínicas prévias a gestação 
 
 Cirurgia bariátrica 
 Transtornos mentais 
 Antecedentes de tromboembolismo 
 Cardiopatias maternas 
 Doenças hematológicas 
 Nefropatias 
 Neuropatias 
 Hepatopatias 
 Doença autoinmune 
 Ginecopatias 
 Câncer diagnosticado 
 Transplantes 
 Portadoras do vírus HIV 
INTERCORRÊNCIAS CLÍNICAS/OBSTÉTRICAS NA GESTAÇÃO ATUAL 
 Sindromes Hipertensivas (hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia) 
 Diabetes mellitus gestacional com necessidade de insulina 
 Infecção urinária alta 
 Cálculo renal com obstrução 
 Restrição do crescimento fetal 
 Feto acima do porcentil 90% ou suspeita de macrossomia 
 Oligoâmnio/Polidrâmio 
 Suspeita atual de insuficiência istmo cervical 
 Suspeita de acrestimo placentário 
 Placenta prévia 
 Hepatopatias (colestase gestacional ou elevação transaminases) 
 Anemia grave ou refrátaria ao tto 
 Suspeita de malformação fetal ou arritmia fetal 
 Inmunização Rh 
 Doenças infecciosas na gestação (sífilis, taxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, herpes, tuberculose, 
hanseníase, hepatites, condiloma acuminado 
 Suspeita de dignostico de CA 
 Transtorno mental 
 
 
 
ANEMIAS 
Diagnóstico Clínico e Laboratorial 
 
Valores de Hb abaixo de 11g/dl e/ou 
Hematócrito abaixo de 33% 
em qualquer período gestacional. 
 
Condição que deve ser tratada devido ao aumento do risco de 
resultados adversos na gestação , como pré eclâmpsia, baixo peso 
ao nascer, parto pré termo, hemorragia pós parto,maior 
mortalidade perinatal e materna 
Causas mais comuns de Anemias na 
Gestação 
 
 Anemias por deficiência da absorção 
de Ferro 
(Anemias Ferroprivas) 
 Anemias por deficiência de Vit B12 
 Anemias por Deficiência de Ácido 
Fólico 
 Anemias Hereditárias ( Anemia 
Falciforme, Talassemias) 
Tratamento da Anemia Ferropriva 
 
Valor hemoglobina Tratamento 
De 09 a 11g/dl 160 a 200mg de Ferro Elementar 
De 07 a 09g/dl e IG >16semanas Ferro endonovenoso 
<07g/dl Transfusão e encaminhamento ao PNAR 
 
Existem várias formulações à base de ferro e deve-se estar atento à equivalência de cada formulação. A dose de 30 
mg de ferro elementar, em geral, é disponibilizada em 150 mg de sulfato ferroso, 90 mg de fumarato ferroso e 250 
mg de gluconato ferroso. 
SINDROMES HIPERTENSIVAS NA GESTAÇÃO 
Pressão arterial sistólica maior ou igual a 140mmHg e/ou diastólica maior ou igual a 90mmHg 
 
Quando fazer profilaxia? 
Se presença de 01 Fator de Alto Risco ou 02 Fatores de Baixo Risco, 
Prescrever a partir da semana 12 e até a Semana Gestacional 36 
100mg de AAS e 01g de Carbonato de Cálcio(02comp de 500mg) 
 
Alto risco  História de PE, principalmente se critérios de gravidade, Gestação múltipla, Hipertensão crônica, DM, 
Doença renal, doença autoinmune (SAAF, LES). 
Baixo risco  Nuliparidade, Obesidade IMC>30, História familiar de PE (mãe ou irmã), características 
sociodemograficas (afrodescendente, status socieconômico baixo), Idade >35anos, Fatores de risco pessoal (baixo 
peso ao nascer ou PIG, intervalo interpartal >10anos). 
Classificação e Definições 
1- Hipertensão Arterial Crônica- Hipertensão relatada e aferida antes da vigésima semana de gestação 
 
2- Hipertensão Gestacional: Hipertensão na segunda metade da gestação, em gestante previamente normotensa, 
porém sem proteinúria ou manifestação de outros sinais/sintomas relacionados à préeclâmpsia (PE) 
 
3-Pré-eclâmpsia: identificação de hipertensão arterial, em gestante previamente normotensa, a partir da 20ª 
semana de gestação, associada à proteinúria significativa.Na ausência de proteunúria, mas com comprometimento 
de orgão alvo ou comprometimento placentário. 
 
4- Eclâmpsia é a ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas, de coma ou de ambas, durante a gravidez 
ou o puerpério, em gestantes com pré eclâmpsia, que não estão relacionadascom outras doenças do sistema 
nervoso central. 
 
5-Síndrome HELLP:O acrônimo HELLP significa hemólise, aumento de enzimas hepáticas e plaquetopenia 
Rotina Mínima de Exames, além dos já preconizados 
• Hemograma (particularmente hematócrito, hemoglobina e plaquetas). 
• Desidrogenase láctica (DHL). 
• Bilirrubinas totais. 
• Creatinina. • Transaminase oxalacética (TGO/AST). 
DIAGNÓSTICO DE ECLÂMPSIA E PRÉ ECLÂMPSIA 
Proteinúria 
• >300 mg/24h 
• Relação proteinúria/creatinúria > 0,3 
• Fita reagente com uma ou mais cruzes de proteína 
 
Suspeita de Eclâmpsia  Cefaléia persistente, Visão turva, Dor abdominal 
 
Alterações laboratoriais  Plaquetopenia, Ácido úrico >6,0mg/dl , Alteração TGO TGP 
TRATAMENTO 
 Metildopa (droga preferida) 
 ACC Nifedipino (10-80mg/dia) pode ser considerado 
 BB? 
IECA (captopril), losartana, devem ser substituidos 
 
Na pré-eclâmpsia 
Referenciar a urgência obstétrica, se não fica 
internada, referenciar a PNAR 
 
Na Eclâmpsia – Referencia Urgência obstétrica. 
 Se a Gestante apresenta quadro de PE Grave com PAS>ou igual a 160 e ou PAD > ou igual a 110 ou 
apresenta sinais sugestivos de iminência de Eclâmpsia, deve ser encaminhada com Urgência para 
Atendimento Hospitalar para que seja Sulfatada ( Sulfato de Magnésio). 
 
 A IG limite para interrupção da Gestação será com 37 semanas. 
 
 Pré Eclâmpsia não se configura numa indicação absoluta de Cesariana, sendo inclusive preferível o PN, 
quando possível. 
 
 
DIABETES MELLITUS GESTACIONAL 
 
Hiperglicemia na gestação aumenta o risco de morbidade materna e perinatal, com repercussões em médio e longo 
prazo, tanto para a mãe como para o seu filho. 
FATORES DE RISCO DIAGNÓSTICO 
 Idade >35 
 Sobrepeso, Obesidade, ganho excessivo na gestação 
 Deposição central excessiva de gordura corporal 
 Baixa estatura (<1,50m) 
 Crescimento fetal excessivo, polidrâmnio, hipertensão 
ou prê-eclâmpsia na gravidez atual 
 Antecedentes obstétricos de abortamento de 
repetição, malformações, morte fetal ou neonatal, 
macrossomia (peso >4,5), DMG 
 História familiar de DM 
 Sindrome de ovários policísticos 
• Glicemia de jejum (GJ) na primeira consulta de 
pré-natal. 
 
• Glicemia de jejum ≥126 mg/dL: diabetes mellitus 
diagnosticado na gestação (diabetes prévio); 
 
• Glicemia de jejum entre 92 mg/dL e 125 mg/dL: 
diabetes mellitus gestacional. 
 
• Para pacientes com glicemia de jejum 
<92 mg/dL no 1º trimestre: realizar teste oral de 
tolerância à glicose (TOTG) com 75 g, entre 24 e 28 
semanas, com avaliação da GJ, G1h e G2h 
TRATAMENTO 
Medidas não Farmacológicas 
Adequação Nutricional- 40 a 55% de carboidratos , 15 a 20% 
de proteínas e 30 a 40% de Lipídios 
Realização de Atividades Físicas 
 
Medidas Farmacológicas 
Insulina- Na dose de 0,3 a 0,5UI/kg/dia fracionadas em duas 
ou três aplicações. 
 
 
 
 
Valores de Referência do TOTG 
JEJUM menor que 92mg/dl 
PÓS 01H 180mg/dl 
PÓS 02H 153mg/dl 
Na impossibilidade de realização do TOTG-75g, 
frente a recursos escassos, pode-se repetir a 
glicemia de jejum entre 24 e 28 semanas, 
mantendo os mesmos valores de referência usados 
no 1º trimestre. 
SÍFILIS 
Infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria (espiroqueta) Treponema pallidum. 
Quadro Clínico/Manifestações clínicas 
 Lesão inicial apesar de típica, difícil de ser diagnosticada, devido regressão espontânea. 
 Manifestações cutâneas apresentando lesões pleomórficas, podendo ser facilmente confundida com outras 
patologias. 
 Num QC típico teremos: Aparecimento de lesão ulcerada após cerca de 07 a 21 dias  Desaparecimento da 
úlcera  Aparecimento de Rash disseminado após 45 a 60 dias com manifestações sistêmicas inespecíficas, 
que também desaparecem de forma espontânea  a partir daí inicia-se a fase latente tardia… 
 
DIAGNOSTICO NA GESTAÇÃO 
 Na Gestação a positividade do Teste Rápido (TR) o qual faz parte da rotina de atendimento pré natal, já na 
primeira consulta, e é um Teste Treponêmico, com altíssimas sensibilidade e especificidade, autoriza o 
tratamento para Sífilis em Gestantes sem histórico de tratamento anterior. 
 
 Importante salientar que, mesmo após tratamento correto, não ocorrerá negativação do TR, situação 
semelhante à dos outros testes treponêmicos, como TPHA ou FTA-Abs O VDRL deve ser solicitado e usado 
nesses casos para controle da resposta terapêutica; 
TRATAMENTO 
Sífilis adquirida recente: < 1 ano de evolução (primária, 
secundária e latente recente) 
TTO: Benzilpenicilina benzatina 2,4 milhões UI, IM, dose única 
(1,2m em cada glúteo) 
 
Sífilis adquirida tardia: >1 ano de evolução (latente 
tardia e terciária) 
TTO: Benzilpenicilina benzatina 2,4 milhões UI, IM, 
(1,2m em cada glúteo) 3 doses, por 3 semanas. 
Total: 7,2 milhões 
Neurossífilis 
Benzilpenicilina potássicsa / cristalina 18-24 milhões UI/dia IV, adm em doses de 3-4 milhões, a cada 4h ou por 
infusão continua por 14 dias. 
Na Gestante sempre vamos considerar o TTO para Sífilis Tardia ou latente, fazendo o Esquema de 7.200.000 UI. 
 A parceria sempre será tratada com o mesmo esquema. 
 Qualquer nível de Titulação positiva de VDRL indica também tratamento para a Gestante. 
 O único tratamento eficaz para proteção do Feto é com a Penicilina . 
 Em caso de alergia à Penicilina Benzatina está indicada a dessensibilização da Gestante em ambiente 
hospitalar, com posterior aplicação. 
CONTROLE DE CURA 
VDRL mensal na gestação 
 
Após gestação: • A cada 3 meses no 1º ano • A cada 6 meses até a estabilização dos títulos 
• Títulos devem cair progressivamente até permanecerem negativos ou inferiores a 1:8 
• Se títulos permanecerem baixos e estáveis em 2 oportunidades após um ano, pode ser dada alta

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