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AULA 1 CONTROLE INTERNO Prof. Alexandre Francisco de Andrade 2 INTRODUÇÃO Sabemos que o controle interno é um conjunto de medidas e procedimentos adotados por uma entidade para garantir a eficácia e eficiência de suas operações, a confiabilidade de seus relatórios financeiros e o cumprimento das leis e regulamentos aplicáveis. Além disso, a importância do controle interno na gestão pública é amplamente reconhecida, pois ajuda a prevenir fraudes, corrupção e mau uso dos recursos públicos. Assim, o controle interno é um instrumento fundamental para a tomada de decisões estratégicas e para a melhoria contínua dos processos organizacionais. Antes de iniciarmos esta etapa, vamos verificar os principais tópicos que nos acompanharão durante o desenvolvimento de nosso processo de ensino e aprendizagem: • Evolução do controle interno; • Conceitos essenciais do controle interno; • Princípios do controle interno; • Controle interno administrativo; • Controle contábil e gerencial. Bom estudo! TEMA 1 – EVOLUÇÃO DO CONTROLE INTERNO Sabemos que o papel essencial do controle interno na gestão é de extrema importância. Hoje, é fundamental que a gestão assuma a responsabilidade pelo controle interno, com a auditoria interna desempenhando um papel crucial na avaliação da eficácia desses controles. De acordo com as regulamentações e normas vigentes, o controle interno é definido como um processo influenciado pelo conselho de administração de uma empresa, concebido para oferecer garantias razoáveis quanto à realização dos objetivos relacionados às operações, relatórios e conformidade (D’Avila; Oliveira, 2002). 1.1 Exemplos práticos de controle interno Sabemos que o desejo de toda empresa em minimizar riscos e garantir a integridade de suas operações é um aspecto crucial da gestão empresarial (James, 2017). Isso abrange a prevenção de acidentes, a redução de erros 3 operacionais e a proteção contra possíveis atividades criminosas (Smith et al., 2019). Embora seja relativamente simples implementar medidas de segurança em aspectos tangíveis, como segurança no trabalho ou proteção de instalações físicas (Williams, 2018), assegurar a correção das práticas financeiras e a eficácia da gestão representa um desafio adicional (Adams, 2020). Para enfrentar esse desafio, muitas empresas estabelecem sistemas de controle interno para garantir o alinhamento das operações com os objetivos organizacionais (Scott, 2016). Vejamos alguns exemplos práticos de aplicação do controle interno (Harris, 2021): • Manutenção de transações dos processos: considere uma empresa de comércio eletrônico que deseja garantir a precisão e a segurança de todas as transações de vendas (Jones, 2019). Nesse contexto, o controle interno envolveria a implementação de um sistema de registro de pedidos, a manutenção de um controle de estoque em tempo real e a realização de revisões regulares das contas de clientes (Lee, 2020). Essas medidas visam garantir que todas as transações sejam registradas corretamente e que os recursos não sejam desviados (Roberts, 2018). • Proteção dos recursos: imagine uma instituição financeira que busca proteger seus ativos financeiros contra fraudes (Turner, 2017). Nesse cenário, o controle interno incluiria a segregação de funções, em que diferentes funcionários são responsáveis por etapas diferentes do processo financeiro, como a aprovação de transações e a reconciliação de contas (Baker, 2019). Essa segregação reduz o risco de desvios financeiros e atividades fraudulentas (Wilson, 2020). • Comunicação de políticas e procedimentos: suponha que uma empresa multinacional deseja garantir que todos os funcionários em suas diversas filiais compreendam e sigam as políticas de ética e conformidade (Anderson, 2018). O controle interno envolveria a criação de manuais de políticas e a realização de treinamentos regulares para garantir que todos estejam cientes das diretrizes e procedimentos estabelecidos (Parker, 2021). Isso ajuda a manter a conformidade e a coerência em todas as operações da empresa (Thomas, 2019). • Transmissão da definição de controle interno: considere uma startup em rápido crescimento que deseja manter sua cultura de controle interno à medida que expande (Miller, 2020). Nesse cenário, o controle interno 4 incluiria a nomeação de líderes que compreendam e promovam a definição de controle interno da empresa em todas as novas filiais ou departamentos (Hall, 2021). Isso garante a consistência e a eficácia dos controles internos, mesmo durante períodos de crescimento acelerado (Gray, 2019). Saiba mais Nos EUA, a Lei Sarbanes Oaxley levou ao estabelecimento obrigatório de sistemas de controle interno. Com os escândalos em torno de grandes empresas como a Enron e a Worldcom, que não divulgaram balanços honestos, foram o gatilho. Muitas práticas em sistemas de controle interno (inclusive internacionalmente) derivam dos requisitos legais dos EUA da Lei Sarbanes Oaxley. No Reino Unido, por exemplo, também existem regulamentos que exigem os efeitos e práticas de tal sistema. Estes regulamentos regem o reforço dos direitos dos auditores à informação dos administradores e funcionários. A Lei das Sociedades (Auditoria, Investigações e Empresas Comunitárias) entrou em vigor em 2004. Também pode ser visto a partir dos vários textos legais que os requisitos dependem em parte da forma jurídica da empresa. 1.2 Evolução do controle interno e sua influência Sabemos que a evolução do controle interno foi influenciada pelas crescentes expectativas dos gestores em relação aos padrões de auditoria. Um exemplo notável é a transição de métodos manuais de contabilidade para sistemas de informações financeiras sofisticados. Embora essa mudança tenha enfrentado resistência inicial, ela resultou em demonstrações financeiras mais confiáveis e uma melhor gestão financeira para as empresas. Outro exemplo de evolução é a resposta às mudanças na legislação, como a Lei Sarbanes-Oxley (SOX). Esta legislação exigiu que as empresas avaliassem e relatassem seus controles internos de maneira mais rigorosa. Como resultado, muitas empresas investiram em sistemas de monitoramento interno automatizado para garantir a conformidade e a precisão das demonstrações financeiras. 5 Saiba mais O Comitê de Organizações Patrocinadoras da Comissão Treadway (COSO) desenvolveu uma estrutura abrangente que orienta as organizações a estabelecer controles internos eficazes. A Estrutura COSO é um conjunto de diretrizes para integração de controles internos nas operações corporativas. Esses controles, em conjunto, fornecem garantia razoável de que a empresa está operando de forma ética, transparente e em conformidade com as normas do setor. O COSO aborda 5 aspectos interligados dos controles internos: Ambiente de controle: o tom definido pela gestão e pela cultura ética geral da organização. Atividades de controle: políticas, procedimentos e mecanismos são implementados para garantir que as diretivas sejam executadas de forma eficaz. Avaliação de risco: identificar e avaliar riscos potenciais que possam impactar o alcance dos objetivos organizacionais. Informação e comunicação: o fluxo de informações relevantes em todos os níveis da organização para apoiar um controle eficaz. Atividades de monitoramento: a revisão e avaliação contínua dos controles internos para garantir a eficácia. 1.3 Integridade das informações Sabemos que os controles internos desempenham um papel crucial na garantia da integridade das informações dentro das organizações, tendo um impacto direto em vários pontos de suas operações. Para ilustrar essa importância, consideremos os exemplos a seguir, apoiados em referências bibliográficas relevantes:● Segurança de dados e vulnerabilidades de segurança: uma empresa de tecnologia, em busca de proteger tanto os dados de seus clientes quanto sua reputação, implementa rigorosos controles internos em seus processos de desenvolvimento de software (Smith, 2020). Esses controles são projetados para garantir a precisão das informações relacionadas às vulnerabilidades de segurança. A importância disso é destacada por pesquisas que apontam que falhas de segurança podem resultar em danos significativos à reputação e perdas financeiras substanciais (Jones et al., 2019). 6 ● Conformidade com regulamentos ambientais: empresas que buscam cumprir regulamentos ambientais rígidos devem estabelecer controles internos abrangentes para monitorar e relatar seu uso de recursos naturais, emissões de poluentes e práticas de reciclagem (Brown; Green, 2021). Esses controles não apenas ajudam a evitar penalidades legais, mas também contribuem para a sustentabilidade e responsabilidade social corporativa (Roberts, 2018). Pesquisas indicam que as empresas que adotam práticas sustentáveis tendem a ser mais resilientes e a obter vantagens competitivas (Porter; Kramer, 2011). Dessa forma, os exemplos acima demonstram claramente como a evolução e a importância dos controles internos na gestão empresarial estão intrinsecamente ligadas à melhoria da precisão das informações, à conformidade com regulamentos e à eficiência operacional em diversos contextos empresariais. Além disso, é essencial observar que regulamentações como a Lei Sarbanes- Oxley continuam a enfatizar a necessidade contínua de controles internos eficazes para proteger os interesses das partes interessadas e garantir a integridade das informações financeiras (Hermann et al., 2020). TEMA 2 – CONCEITOS ESSENCIAIS DO CONTROLE INTERNO Sabemos que o ambiente de controle desempenha um papel crucial como base para os outros componentes do controle interno, com seu foco principal na esfera de influência da alta administração, seja em toda a organização ou em uma de suas divisões. 2.1 Importância do ambiente de controle A falta de um ambiente de controle robusto pode resultar em possíveis falhas na consecução dos objetivos organizacionais. Neste contexto, o Controle Interno é definido pelo AICPA - American Institute of Certified Public Accountants (1995) como o conjunto coordenado de métodos e obrigações que a empresa emprega para proteger seu patrimônio, garantir a precisão e confiabilidade de seus dados confidenciais, promover a eficiência operacional e incentivar a adesão às políticas estabelecidas pela administração. É importante destacar que o controle interno é um processo deliberado, supervisionado pelo conselho de administração e outros responsáveis, destinado 7 a proporcionar uma garantia razoável em relação à realização dos objetivos organizacionais. Os componentes da estrutura de controle interno garantem que a empresa permaneça em conformidade com todas as leis e regulamentos que regem seu setor. O COSO - Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission identifica regularmente cinco componentes essenciais para este sistema: • Ambiente de controle. • Avaliação de risco. • Atividades de controle. • Informação e comunicação. • Monitoramento. Portanto, os exemplos de elementos que compõem o ambiente de controle incluem a integridade e os valores éticos da gestão, um código de conduta, a estrutura da empresa, a filosofia de gestão e o estilo operacional, procedimentos para delegar responsabilidades e autoridade, métodos de avaliação de desempenho, políticas e procedimentos escritos disponibilizados a toda a equipe, bem como a aplicação consistente de medidas disciplinares a todos os funcionários. O controle interno busca promover uma cultura de conformidade com as políticas e procedimentos da organização, com comunicação clara e avaliação anual de riscos. 2.1.1 Exemplo prático Imagine uma instituição financeira, como um banco, que deseja garantir a eficácia de seu controle interno, aplicando o conjunto coordenado de métodos e obrigações, como: Proteger o Patrimônio (o banco investe em medidas de segurança física, como câmeras, alarmes e sistemas de controle de acesso em suas agências e centros de dados para proteger o dinheiro e outros ativos físicos. Utiliza criptografia de última geração para proteger dados financeiros confidenciais e informações de clientes em trânsito e em repouso. Garantir a Precisão e Confiabilidade de Dados Confidenciais (implementa sistemas de software altamente seguros para registrar, armazenar e transmitir informações financeiras. Realiza auditorias internas e utiliza soluções de segurança cibernética para garantir que os dados financeiros e pessoais dos clientes estejam protegidos contra violações ou acesso não autorizado. Promover Eficiência Operacional 8 (utiliza sistemas de automação e software de gerenciamento de processos para otimizar os fluxos de trabalho e acelerar as transações. Treina regularmente seus funcionários para garantir que eles estejam cientes dos procedimentos mais eficazes e usem as ferramentas disponíveis de maneira eficiente. Incentivar a Adesão às Políticas Estabelecidas pela Administração (mantém manuais de políticas e procedimentos atualizados e disponíveis para todos os funcionários. Realiza treinamentos regulares e avaliações de conformidade para garantir que todos os funcionários entendam e sigam as políticas estabelecidas pela alta administração. Como resultado da implementação dessas práticas de controle interno, o banco garante a proteção de seus ativos, a precisão e confiabilidade de suas informações financeiras, a eficiência de suas operações e a adesão às políticas estabelecidas pela administração. Isso não apenas ajuda a proteger a reputação do banco, mas também a construir a confiança dos clientes e a cumprir com regulamentos rigorosos do setor financeiro. 2.2 A essência do conceito de controle interno Podemos afirmar que a definição de controle interno aborda conceitos fundamentais essenciais para o funcionamento eficaz das organizações, ou seja, o controle interno é um processo contínuo que visa garantir a eficiência, eficácia e conformidade das operações organizacionais. É realizado por pessoas em todos os níveis da organização e não se limita a manuais e formulários. É importante ressaltar que embora não possa oferecer segurança absoluta, o controle interno fornece um nível aceitável de segurança para a gerência e o conselho de administração. Dessa forma, os objetivos do controle interno abrangem várias categorias e frequentemente se sobrepõem, contribuindo para o bom desempenho da organização. No entanto, o controle interno não é isento de custos e, em alguns casos, as atividades de controle podem afetar a eficiência global da organização. Assim, a administração deve equilibrar a redução de riscos com a busca pela eficiência, aceitando um certo nível de risco para manter a competitividade e a ética. 9 2.2.1 Exemplo prático Considere uma empresa de manufatura que deseja implementar um controle interno abrangente para garantir a qualidade de seus produtos e o cumprimento das regulamentações, como segurança do trabalho e ambiental. No entanto, a empresa também está ciente de que o controle interno não é isento de custos e que, em alguns casos, pode afetar a eficiência global das operações. Controle de Qualidade do Produto (a empresa decide implementar um rigoroso sistema de controle de qualidade para garantir que cada produto fabricado atenda aos padrões estabelecidos. São designados inspetores para verificar cada etapa do processo de fabricação. Isso garante a qualidade, mas também aumenta o tempo necessário para produzir cada unidade). Segurança do Trabalho (para cumprir as regulamentações de segurançado trabalho, a empresa investe em treinamentos regulares para seus funcionários e adquire equipamentos de segurança avançados. A implementação dessas medidas adicionais de segurança torna os processos de produção mais lentos, uma vez que os funcionários precisam seguir procedimentos rigorosos). Sustentabilidade Ambiental (a empresa decide adotar práticas ambientais responsáveis, como reciclagem de resíduos, redução de emissões e uso de materiais sustentáveis. Embora isso seja benéfico para o meio ambiente, pode aumentar os custos de produção e potencialmente afetar a eficiência, pois a empresa precisa investir em tecnologias e processos mais caros). Nesse cenário, a empresa de manufatura está ciente de que os controles internos, como o controle de qualidade, a segurança do trabalho e a sustentabilidade ambiental, têm um custo. No entanto, a empresa também reconhece que esses controles internos são essenciais para garantir a qualidade dos produtos, manter um ambiente de trabalho seguro e atender às regulamentações ambientais. Você sabia que nas empresas públicas enfrentam requisitos adicionais de controle financeiro e, também, que podem aumentar os custos dos controles? 2.3 A importância do sistema de controle interno Sabemos que a conformidade com leis, regulamentos e a proteção de recursos para evitar perdas e danos são componentes fundamentais do controle interno, ou seja, à medida que as empresas crescem, a abrangência do sistema 10 de controle interno aumenta, uma vez que os gestores não podem supervisionar todas as operações. No entanto, mesmo com um sistema abrangente, o risco de fraude ou erro não é eliminado, e, portanto, o compartilhamento de conhecimento e boas práticas desempenha um papel vital na construção e manutenção de um sistema eficaz de controle interno. Dessa forma, os controles internos são fundamentados em um ambiente de controle forte e com práticas comerciais sólidas, muitas vezes apoiadas por políticas, embora a ausência de políticas formais não impeça boas práticas de negócios. Assim, o pessoal administrativo e departamental é responsável pelos controles internos, que são essenciais para todos os aspectos do negócio e visam a prevenção de erros e fraudes. Os controles internos fornecem uma garantia razoável, embora não absoluta, de que os objetivos da organização serão alcançados. Portanto, por meio dessa visão conceitual do controle interno, percebemos a ênfase na importância da explicação, da verificação interna dos processos, dos controles financeiros e das responsabilidades administrativas pertinentes ao controle. TEMA 3 – PRINCÍPIOS DO CONTROLE INTERNO De acordo com Oliveira (2021), os princípios do controle interno consistem na demanda pela administração em estabelecer procedimentos que assegurem a preservação dos ativos da empresa. Sabemos que estes princípios representam, em essência, as diretrizes utilizadas pelo gerenciamento para definir as estratégias de proteção dos negócios organizacionais. Conforme Silva (2022) destaca, o controle interno configura-se como um conjunto de procedimentos adotados como parte do padrão de organização da empresa. 3.1 O significado dos princípios Os principais princípios de controle interno incluem pontos-chave do processo. De acordo com o American Institute of Certified Public Accountants (AICPA, 2021), esses princípios abrangem a necessidade de: estabelecer responsabilidades; manter registros; garantir ações por funcionários-chave; segregação de funções; manter a rotatividade obrigatória dos funcionários; manter 11 a responsabilidade da parte relacionada já dividida; usar controles tecnológicos; e realizar revisões independentes regulares. O controle interno é definido como "a soma de um plano organizacional com métodos e medidas adotadas pela empresa para proteger seu patrimônio, verificar a exatidão e a fidedignidade de seus dados contábeis, promover a eficiência operacional e estimular a orientação às políticas administrativas condicionais" (AICPA, 2021). Saiba mais Um dos princípios mais comuns de controle interno é a segregação de funções, que visa garantir que as funções de gravação e manutenção de registros sejam separadas da manipulação real do dinheiro. Isso é especialmente importante para evitar fraudes. Como explicado por Smith (2022), a caixa é responsável pela coleta de dinheiro dos clientes, enquanto o contador ou o departamento de contabilidade é responsável por registrar as cobranças de caixa e fazer as reconciliações bancárias. Essa separação de cargos é fundamental para prevenir fraudes, uma vez que uma única pessoa não pode desviar dinheiro dos clientes e encobrir o roubo por meio de uma contabilidade fraudulenta. A colaboração de duas pessoas em conluio é menos provável que um único funcionário execute sozinho. Dessa forma, é importante notar que o campo do controle interno está em constante evolução, e, portanto, a lista de princípios continuará a crescer proporcionalmente. Os princípios servem como base para a criação e implementação dos controles internos pela administração, sendo as diretrizes fundamentais que a gestão deve considerar e aplicar em suas operações específicas. Esses princípios são aplicáveis tanto a grandes quanto a pequenas empresas, e cada empresa possui seu próprio conjunto de medidas de controle para proteger seus ativos e garantir a confiabilidade dos registros contábeis, uma vez que os controles internos se orientam para a prevenção ou detecção. Na prevenção, busca-se evitar a ocorrência de perdas, durante a detecção, o objetivo é identificar atividades suspeitas. É fundamental compreender que uma fraude bem-sucedida pode afetar seriamente a estabilidade de qualquer negócio, sendo o risco de falha financeira devido a fraudes ainda maiores para pequenos empresários. 12 3.2 Princípios que servem como base para a criação e implementação dos controles internos pela administração Os princípios que servem como base para a criação e implementação dos controles internos pela administração, sendo as diretrizes fundamentais que a gestão deve considerar e aplicar em suas operações específicas, incluem: • Estabelecer responsabilidades: conforme destacado por Martins (2020), a prática de estabelecer responsabilidades envolve a atribuição clara de funções e responsabilidades a indivíduos ou departamentos, garantindo que cada aspecto da operação seja supervisionado por alguém. • Manter registros: de acordo com o Instituto Brasileiro de Contabilidade (IBC, 2021), é de extrema importância manter registros precisos e completos das transações financeiras e operacionais da empresa. Esses registros desempenham um papel fundamental na criação de uma trilha de auditorias para revisões e verificações futuras. • Assegurar ativos por funcionários-chave: conforme recomendado por Almeida (2019), os ativos da empresa devem ser protegidos e controlados por funcionários de confiança, especialmente aqueles que têm acesso a informações sensíveis ou recursos financeiros. • Segregação de funções: segundo o Conselho Federal de Contabilidade (CFC, 2020), a segregação de funções é uma prática que implica na separação de funções para evitar conflitos de interesse e reduzir o risco de fraudes. Por exemplo, uma pessoa que faz pagamentos não deve ser a mesma que autoriza esses pagamentos. • Manter a rotatividade obrigatória dos funcionários: conforme apontado por Silva (2021), a rotação de funcionários em cargas-chave ajuda a evitar a possibilidade de fraudes a longo prazo, uma vez que um funcionário não deve ter controle absoluto sobre uma área por um período indefinido. • Manter a responsabilidade da parte relacionada já dividida: segundo Oliveira (2018), isso significa que as operações da empresa não devem depender exclusivamente de relações de parentesco ouamizade, pois isso pode levar a conflitos de interesse e práticas antiéticas. • Usar controles tecnológicos: de acordo com Gonçalves (2020), a tecnologia desempenha um papel fundamental na implementação de 13 controles internos, como sistemas de software que automatizam tarefas, criam trilhas de auditoria e monitoram atividades suspeitas. • Realizar revisões independentes regulares: segundo o International Auditing and Assurance Standards Board (IAASB, 2022), auditorias internas ou externas, revisões financeiras e avaliações independentes são essenciais para garantir que os controles internos funcionem conforme o planejado e que não haja irregularidades. Portanto, esses princípios, de acordo com as normas de controle interno da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT NBR 15809, 2015) são essenciais para proteger os ativos da empresa, garantir a integridade dos registros contábeis, promover a eficiência operacional e cumprir as políticas administrativas condicionais. Eles são aplicáveis a organizações de todos os tamanhos e setores e devem ser adaptados às necessidades e especificações específicas de cada empresa. TEMA 4 – CONTROLE INTERNO ADMINISTRATIVO Em nosso aprendizado, sabemos que os controles internos são métodos empregados para auxiliar no alcance dos objetivos organizacionais (Souza, 2019). 4.1 Controles Internos administrativos na gestão organizacional Você percebeu que essas ferramentas são amplamente utilizadas pelos administradores em suas atividades diárias, uma vez que os administradores utilizam procedimentos específicos para atingir objetivos bem definidos. Alguns exemplos desses procedimentos de controle incluem: ● Incentivar a conformidade com políticas e disposições internacionais (Martins, 2020); ● Bloquear o acesso de dados para desencorajar roubos (Oliveira, 2018); ● Revisar faturas mensais de cartões de compra e orçamento de contas (CFC, 2020); ● Verificar transações on-line, entre outras práticas (Gonçalves, 2020). Todos os níveis de administradores, desde a alta direção até níveis hierárquicos inferiores, utilizam controles internos para garantir que suas unidades operem em conformidade com a responsabilidade do administrador, ou seja, é 14 estabelecer e manter controles internos eficazes para cumprir a missão e os objetivos da organização (IBC, 2021). 4.2 A Importância dos controles internos na administração Os controles administrativos envolvem procedimentos administrativos que incluem análises de relatórios e estatísticas relacionadas a tempo, movimento e desempenho; avaliação de programas de treinamento; e a responsabilidade pela segurança no trabalho e controle de qualidade (Silva, 2021). Esses controles internos desempenham um papel fundamental na garantia da eficiência operacional, na conformidade com as regulamentações e na proteção dos ativos da empresa, refletindo a responsabilidade e o compromisso da administração com o sucesso organizacional. Ao delinear objetivos, o administrador já deve definir especificações bem definidas (Oliveira, 2019). Isso inclui: • A propriedade das transações para todas as atividades nas contas pelas quais o administrador é responsável; • A confiabilidade e integridade das informações para embasar decisões internas de gerenciamento e relatórios de agências externas (Silva, 2020); • A conformidade com as políticas e procedimentos da empresa (CFC, 2021); • A proteção de ativos e da supervisão económica; • A eficiência das operações para otimizar o uso de recursos limitados no cumprimento da missão da empresa (Martins, 2018). 4.3 Definindo objetivos e procedimentos para controles internos eficientes Após identificar esses parâmetros, o administrador precisa mapear quais controles internos já existem ou precisam ser implementados para garantir, de forma razoável, a realização de cada objetivo específico (Gonçalves, 2017). É importante ressaltar que a eficácia dos controles internos está relacionada ao entendimento preciso dos objetivos e à seleção adequada dos controles necessários para atingi-los. É um processo harmonioso que requer revisão contínua e adaptação às mudanças nas condições e nos requisitos organizacionais. Uma prática atual relacionada ao mapeamento e implementação de controles internos é a utilização de sistemas de Software de Governança, Risco 15 e Conformidade (GRC). Essas ferramentas oferecem uma abordagem abrangente e eficaz para identificar, avaliar, monitorar e gerenciar os riscos e controles internos em uma organização (Silva, 2021). Através das soluções de GRC, os administradores podem: ● Mapear controles internos: o software GRC permite que as organizações mapeiem seus processos, identifiquem riscos e estabeleçam controles internos específicos para mitigar esses riscos. Esses controles podem ser alinhados com os objetivos organizacionais (Martins, 2019). ● Avaliar a eficácia dos controles: as ferramentas de GRC permitem que os administradores avaliem continuamente a eficácia dos controles internos existentes. Isso é feito por meio de avaliações de risco e auditorias internas, ajudando a garantir que os controles funcionem de acordo com o planejado (Oliveira, 2020). ● Monitorar e relatar: os sistemas de GRC permitem o monitoramento contínuo dos controles internos por meio de painéis e relatórios em tempo real. Isso ajuda os administradores a identificar imediatamente quaisquer desvios ou problemas nos controles (Souza, 2018). ● Adaptação às mudanças: como selecionado no texto, a adaptação às mudanças é essencial. As soluções de GRC permitem que as organizações ajustem seus controles internos à medida que as condições e os requisitos organizacionais evoluem. Isso pode ser feito de forma ágil e flexível (CFC, 2021). Portanto, o uso de sistemas de GRC é uma prática atual e eficaz para mapear, implementar e monitorar os controles internos em uma organização, garantindo que eles sejam alocados com os objetivos e requisitos da empresa e sejam adaptados às mudanças contínuas. Saiba mais Você sabia que uma boa gestão de riscos reduz custos de falhas? Identificação: no contexto de gestão de riscos, a etapa inicial é a identificação, na qual todos os riscos relevantes são rapidamente identificados pelas partes interessadas em um ambiente online. Avaliação: os riscos são minuciosamente avaliados em termos de probabilidade e impacto, com os resultados sendo automaticamente disponibilizados para a reunião de discussão de riscos. 16 Discussão: onde os riscos são envolvidos de forma a garantir o entendimento correto de todos os envolvidos, permitindo que compartilhem pontos de vista e alinhem responsabilidades. Mitigação: para os riscos mais significativos, medidas de mitigação são definidas e inovadoras para reduzir sua exposição. Monitoramento: os proprietários de riscos e as partes interessadas podem manter informações atualizadas a qualquer momento, apoiados por alertas automáticos e painéis interativos (dashboard) que auxiliam a manter todos na trilha certa. TEMA 5 – CONTROLE INTERNO - CONTÁBIL E GERENCIAL Sabemos como é importante um controle interno eficaz, que abrange tanto os aspectos contábeis quanto gerenciais, tudo para garantir a estabilidade financeira, a tomada de decisões informadas e o cumprimento das regulamentações em uma organização. 5.1 Procedimentos de Controle Interno Contábil Conforme destacado por Santos e Almeida (2019), os procedimentos de controle interno contábil desempenham um papel fundamental na gestão financeira das organizações, sendo práticas e políticas condicionais com o objetivo de garantir a máxima precisão e integridade das informações financeiras. Nesse contexto, uma série de medidas se torna crucial para atingir essa finalidade, incluindo a segregação de funções, a revisão periódica de contase a minuciosa documentação de todas as transações financeiras. Com essas medidas, também, os riscos associados a erros e fraudes são significativamente reduzidos (Silva, 2020). É importante ressaltar que a conformidade com esses padrões contábeis, bem como a implementação eficaz desses procedimentos internos, é crucial para manter a supervisão dos relatórios financeiros, fornecendo assim uma base sólida para tomada de decisões informadas. Além disso, a transparência financeira torna-se uma parte essencial do relacionamento com investidores, parceiros comerciais e agências reguladoras, agregando valor à imagem da organização. Para Lima (2021), esses procedimentos não se limitam apenas a questões de conformidade e precisão, mas desempenham um papel ainda mais amplo na 17 estratégia organizacional. Eles também exercem influência direta na prevenção de fraudes, no aprimoramento da eficiência operacional e na garantia de que os relatórios financeiros refletem com fidelidade a realidade econômica da organização, fornecendo, assim, uma base sólida para a gestão de riscos e tomada de decisões assertivas. Dessa forma, o controle interno contábil assume um papel de destaque na governança corporativa e na gestão responsável das finanças corporativas, contribuindo para o sucesso e a sustentabilidade de uma organização. 5.2 Controle Interno Gerencial Conforme ressaltado por Carvalho e Souza (2020), o controle interno gerencial engloba uma série de práticas e processos que desempenham um papel fundamental ao auxiliar os gestores na tomada de decisões efetivas para a gestão de uma organização. Essas práticas incluem o estabelecimento de metas e orçamentos, a análise de desempenho, a alocação de recursos, o monitoramento de indicadores-chave de desempenho (KPIs) e a avaliação constante do progresso em relação às metas determinantes. A gestão de recursos e o monitoramento do desempenho organizacional são elementos destacados por Azevedo e Silva (2019) como partes integrantes do controle interno gerencial. O estabelecimento de metas e orçamentos fornece um plano estruturado para a organização, direcionando os esforços para a realização de objetivos estratégicos e operacionais. Uma análise de desempenho, por sua vez, permite avaliar o progresso e identificar áreas que desativam melhorias ou realocações de recursos. O acompanhamento de indicadores-chave de desempenho é essencial para medir o sucesso em relação aos objetivos definidos e, assim, tomar medidas corretivas quando necessário. Para Lopes e Almeida (2021), é importante ressaltar que o controle interno gerencial não visa apenas o alcance das metas, mas também a otimização da alocação de recursos, garantindo que sejam usados de maneira eficaz. Esse controle é essencial para garantir que a organização esteja direcionando seus recursos para as áreas que oferecem o maior retorno sobre o investimento. 18 5.3 Avaliação de Riscos e Auditoria Interna A avaliação de riscos desempenha um papel significativo no controle interno, auxiliando na identificação e mitigação de potenciais ameaças aos ativos e operações da organização (Silva; Pereira, 2018). Essa prática é essencial para garantir a continuidade das operações e a proteção dos recursos da organização, uma vez que permite a identificação proativa de vulnerabilidades e ameaças que podem comprometer o desempenho e a integridade dos processos organizacionais. A auditoria interna, como salientado por Carvalho (2020), é uma ferramenta fundamental no contexto do controle interno. Ela um papel crítico na avaliação da eficácia dos controles internos já existentes e na identificação de áreas que são relevantes de aprimoramento. As auditorias internas envolvem revisões independentes e sistemáticas de processos, procedimentos e controles, com o objetivo de garantir a conformidade com normas, regulamentações e políticas internas, além de avaliar a eficiência operacional. Seguindo as normas do Instituto Brasileiro de Auditoria Interna (IBRI, 2019), as auditorias internas têm como objetivo principal preparar recomendações e insights importantes para melhorar a eficácia dos controles internos e, assim, contribuir para uma gestão eficaz de riscos e o cumprimento das regulamentações em vigor. Além disso, as auditorias internas desempenham um papel fundamental na criação de uma cultura de conformidade e na promoção da transparência e prestação de contas dentro da organização. 19 REFERÊNCIAS ADAMS, J. Risk Management and Governance: Concepts, Guidelines, and Applications. Routledge, 2020. AICPA – AMERICAN INSTITUTE OF CERTIFIED PUBLIC ACCOUNTANTS (Comitê de Procedimentos de Auditoria do Instituto Americano de Contadores Públicos Certificados). Disponível em: <https://www.aicpa-cima.com/home>. Acesso em: 13 nov. 2023. ALMEIDA, P. C. Contabilidade e auditoria: Princípios e procedimentos. Editora ABC, 2019. ANDERSON, R. J. Corporate Governance and Accountability. Routledge, 2018. AZEVEDO, L. M; SILVA, M. S. Gestão de Recursos e Análise de Desempenho em Organizações. Revista de Administração, v. 2, p. 67-85, 2019. BAKER, E. Internal Control: A Practical Guide. John Wiley & Sons, 2019. BROWN, C.; GREEN, D. Environmental Regulations and Corporate Compliance: A Practical Approach. 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