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ENFERMAGEM EM EMERGÊNCIA ATIVIDADE DIAGNÓSTICA 1. Qual é a importância do técnico de enfermagem em emergência e como sua atuação pode impactar positivamente no atendimento aos pacientes? 2. Quais são as principais habilidades e competências que um técnico de enfermagem precisa desenvolver para atuar eficientemente em situações de emergência? 3. Como o técnico de enfermagem pode contribuir para a organização e coordenação da equipe multidisciplinar durante uma situação de emergência? 4. Quais são os principais desafios éticos enfrentados pelo técnico de enfermagem em emergência, e como lidar com essas questões de forma adequada? 5.Como o técnico de enfermagem pode garantir a segurança do paciente em situações de emergência, considerando as possíveis complicações e riscos associados? O que você entende como segurança? 6.Quais são as melhores práticas de comunicação e trabalho em equipe que um técnico de enfermagem deve adotar durante uma situação de emergência, visando garantir uma resposta eficiente e coordenada? 7.Quais são as estratégias de manejo do estresse e autocuidado que os técnico de enfermagem em emergência podem utilizar para lidar com as demandas físicas e emocionais desse ambiente de trabalho? 8.Como o técnico de enfermagem pode estar preparado para lidar com situações de emergência em massa ou desastres naturais, considerando o aumento repentino no volume de pacientes e os recursos limitados disponíveis? 9.Qual é a importância da formação contínua e do desenvolvimento profissional para técnico que atuam em serviços de emergência, e como isso pode impactar na qualidade do atendimento prestado aos pacientes? 10.Faça uma redação sobre as práticas que já teve até agora contando os relatos de emergência se já possuiu, enfatize como foi e enfatize o que você melhoria, nesta redação coloque também o que você espera da disciplina e do seu conhecimento ao final da mesma. URGÊNCIA X EMERGÊNCIA Urgência Ocorrência imprevista de agravo à saúde com ou sem risco potencial de vida. Necessita de assistência médica imediata. Emergência Constatação médica de agravo à saúde que implique risco eminente de vida, ou sofrimento intenso, exigindo tratamento médico imediato. ✔ COMPONENTES E ORGANIZAÇÃO DA REDE DE ATENÇÃO AS URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS. Implantação de rede regionalizada e hierarquizada de atendimento, além de permitir uma melhor organização da assistência, articular serviços, definir fluxo e referências resolutivas, é elemento indispensável para que se promova a UNIVERSALIDADE do acesso, a EQUIDADE na locação de recursos e a INTEGRALIDADE na atenção prestada. ✔ American Heart Association – AHA ▪ A Associação Americana do Coração é uma organização sem fins lucrativos sediada nos Estados Unidos que providencia cuidados cardíacos no sentido de reduzir lesões e mortes causadas por doenças cardiovasculares e AVC. ✔ SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV ▪ Compreensão o atendimento prestado a uma vítima de mal súbito ou trauma, visando à manutenção dos sinais vitais e preservação da vida, além de evitar o agravamento de lesões existentes, até que uma equipe especializada possa transportá-la a um hospital e oferecer um tratamento definitivo. Segundo Conselho Federal de Medicina – Resolução 1451/95 define: • Primeiros Socorros: atendimento prestado inclusive por leigos a pessoas acidentadas, para manter a vida e evitar o agravamento das condições até o recebimento da assistência especializada. • Urgência: constatação médica de agravo de saúde que impliquem em risco eminente de vida ou sofrimento intenso, exigindo, portanto tratamento médico imediato. PORTARIA GM/MS 1600/2011 – ORGANIZAÇÃO DAS REDES DE ATENÇÃO AS URGÊNCIAS. ⮚ Finalidade: ▪ Articular e integrar todos os equipamentos de saúde; ▪ Ampliar e qualificar o acesso humanizado e integral aos usuários em situação de urgência e emergência nos serviços de saúde; de forma ágil e oportuna; ▪ Respeitando os critérios epidemiológicos e densidade populacional. ✔ Base do Processo e dos Fluxos Assistenciais: Acolhimento com Classificação de Risco. ▪ Prioridade: linhas de cuidado, cardiovascular e cerebrovascular e traumatológica. PROTOCOLO DE MANCHESTER PROTOCOLO DE MANCHESTER Protocolo de Manchester consiste em um sistema de triagem baseado em cinco cores: vermelho, laranja, amarelo, verde e azul, sendo vermelho representando os casos de maior gravidade e azul os casos de menos gravidade. Esse sistema já é empregado mundialmente, sendo poucos hospitais ou clínicas que não aderiram a esse sistema. ✔ Como funciona? • Vermelho (emergência): neste caso o paciente necessita de atendimento imediato. • Laranja (muito urgente): o paciente necessita de atendimento o mais rápido possível. • Amarelo (urgente): neste caso o paciente necessita de avaliação, o caso não é considerado emergência e o paciente já têm condições de aguardar o atendimento. • Verde (pouco urgente): casos pouco graves que podem inclusive serem tratados ambulatorialmente. • Azul (não urgente): casos de baixa complexidade, o paciente deve ser tratado ambulatorialmente. Componentes da Rede de Atenção as Urgências ▪ Promoção e prevenção; ▪ Sala de estabilização; ▪ FN/SUS (Força Nacional do Sistema Único de Saúde); ▪ SAMU 192; ▪ UPA 24 hrs (Unidade de Pronto Atendimento); ▪ Atenção Hospitalar; ▪ Atenção Domiciliar. Promoção, prevenção e vigilância em saúde O Ministério da Saúde vem desenvolvendo políticas públicas promotoras da saúde e da cultura de paz, estabelecendo prioridades de ação em consonância com a Política Nacional de Redução da Mortalidade por Acidentes e Violências (Portaria MS/GM no 737, de 16 de maio de 2001) e a Política Nacional de Promoção da Saúde (Portaria MS/GM no 687, de 30 de abril de 2006). Promoção, prevenção e vigilância em saúde • Implantação do Projeto de Redução da Morbimortalidade por Acidentes de Trânsito (Portaria MS/GM no 344, de 19 de fevereiro de 2002); • RedeNacional de Prevenção das Violências e Promoção da Saúde (Portaria MS/GM no 936, de 18 de maio de 2004); • Vigilância de Violências e Acidentes (Viva) em 2006; • Projeto Vida no Trânsito em 2010. Sala de Estabilização Define-se por Sala de Estabilização (SE) o equipamento de saúde que deverá atender às necessidades assistenciais de estabilização do paciente grave/crítico em municípios de grandes distâncias e/ou isola- mento geográfico, bem como lugares de difícil acesso considerados como vazios assistenciais para a urgência e emergência. Deverá se organizar de forma articulada, regionalizada e em rede. A Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) é um programa de cooperação criado em novembro de 2011 e voltado à execução de medidas de prevenção, assistência e repressão a situações epidemiológicas, de desastres ou de desassistência à população quando for esgotada a capacidade de resposta do estado ou município. Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24H) Estruturas de complexidade intermediária entre as unidades básicas de saúde, unidades de saúde da família e a rede hospitalar, devendo funcionar 24h por dia, todos os dias da semana, e compor uma rede organizada de atenção às urgências e emergências. • Construídas por regionais, autônomas ou ligadas há algum serviço de saúde já existente. • Atendimento adulto e pediátrico. • Funcionar como local de estabilização de pacientes atendidos pelo SAMU. • Realizar consulta de pronto atendimento a pacientes aos casos de menor gravidade. • Manter paciente em observação por período máximo de 24 horas. • Solicitar retaguarda do SAMU quando a gravidade ultrapassar a capacidade da unidade. Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU Ordenar o fluxo assistencial e disponibilizar atendimento precoce e transporte adequado, rápido e resolutivo às vitimas acometidas por agravos à saúde de natureza clinica, cirúrgica, gineco-obstétrica, traumática e psiquiátricas. Acessado pelo número “192” e acionado por uma Central de Regulação dasUrgências, reduzindo a morbimortalidade. Atenção Hospitalar 1. Portas hospitalares de urgência e emergência; 2. Enfermaria de retaguarda clinica; 3. Unidades de cuidados prolongados e hospitais especializados em cuidados prolongados; 4. Leitos de terapia intensiva; e 5. Organização das linhas de cuidado prioritárias: IAM, AVE e traumatologia. Atenção Hospitalar • Estabelecimento e adoção de protocolos de Classificação de risco, protocolos clínicos-assistenciais e procedimentos administrativos no hospital; • Implantação de processo de acolhimento com classificação de risco, em ambiente específico, identificando o paciente segundo o grau de sofrimento ou de agravos à saúde e de risco de morte, priorizando-se aqueles que necessitem de tratamento imediato; Atenção Hospitalar • Organização do trabalho das equipes multiprofissionais de forma horizontal, em regime conhecido como “diarista”, utilizando-se prontuário único compartilhado por toda a equipe; • Implantação de mecanismos de gestão da clínica, visando à: ▪ Qualificação do cuidado; ▪ Eficiência de leitos; ▪ Reorganização dos fluxos e processos de trabalho; ▪ Implantação de equipe de referência para responsabilização e acompanhamento dos casos; Rede Hospitalar • Recursos Humanos: médicos de diversas especialidades, principalmente clínicos e cirurgiões, inclusive pediátricos, neurologistas clínicos e cirúrgicos ortopedista. Deve possuir também uma equipe de enfermagem bem treinada, composta por enfermeiros e técnicos de enfermagem. • Recursos Tecnológicos: equipamentos diversos incluindo os de suporte básico. Atividade 1- No caderno 1- Conceitue urgência e emergência 2- Conceitue a importância da rede de urgência e emergência 3- O que é AHA? 4- O que é SBV? 5-Qual a definição de primeiros socorros? 6-Qual a finalidade da portaria 1600/2011? 7- O que é protocolo de Manchester e qual a finalidade? 8- Explique todas as cores do Manchester, conceituando e coloque o tempo máximo esperado de atendimento 9- Conceitue todos os componentes que falamos da rede de urgência colocando sua função e sua finalidade 10-Qual diferença entre USA e USB. 11-Qual diferença entre UBS e UPA. • Outros serviços: devem também funcionar em plantão de 24 hrs – serviço e diagnóstico por imagem, laboratório, banco de sangue e todos os demais de apoio. • Estrutura hospitalar: o pronto socorro deve estar agregado a uma estrutura hospitalar, que permita a resolução definitiva do problema do paciente. • Equipe de enfermagem: deve estar sempre preparada para, sem conhecimento prévio do paciente, atender às mais variadas emergências, seguindo sempre a sistematização do atendimento inicial, conhecendo e utilizando sempre de todo o material disponível. • Características da equipe: ▪ Capacidade altamente desenvolvida. ▪ Conhecimento profundo em áreas clínicas e cirúrgicas. ▪ Habilidade de avaliação, julgamento e priorização. ▪ Rapidez e agilidade. ▪ Desejo expresso de trabalhar nessa área. Deve-se utilizar uma escala de funções, onde em determinado plantão, todos possuam uma função muito bem definida no atendimento, para evitar atropelos e perda de tempo. Atenção Domiciliar Conjunto de ações de promoção à saúde, prevenção e tratamento de doenças e reabilitação prestadas em domicílio, com garantia de continuidade de cuidados e integrada às redes de atenção à saúde. Reduz os cursos da atenção; diminui os riscos de infecção; utiliza racionalmente os leitos e recursos humanos; estimula a relação profissional de saúde e paciente. Portaria nº 1601, de 07 de Julho de 2011 Estabelece diretrizes para implantação do componente unidade de pronto atendimento (UPA – 24 hrs) e o conjunto de serviços de urgências 24 horas de rede de atenção às urgências em conformidade com a política nacional de atenção às urgências. Sala de Emergência O atendimento ao paciente grave exige a necessidade de atitudes decisivas e, portanto de uma grande capacidade de julgamento dos profissionais envolvidos. O enfermeiro participa cada vez mais deste processo e está cada vez mais ativo dentro dos serviços de urgência e emergência e em muitos casos a atuação da equipe de enfermagem é que realmente vai determinar o sucesso destes atendimentos. PONTOS BÁSICOS E IMPRESCINDÍVEIS PARA FUNCIONAMENTO DA SALA DE EMERGÊNCIA • Deve estar em uma área específica do serviço de emergência com fácil localização. Deve ter acesso externo garantido tanto para ambulâncias quanto para pacientes, independentemente do acesso do restante do hospital deve estar próxima a outros serviços, tais como: UTI, Centro Cirúrgico, Banco de Sangue, Laboratório e serviços de diagnóstico. • O acesso deve ser feito através de corredores amplos e desimpedidos. A porta de acesso à sala – deve ter largura mínima de 1,50m, dando-se preferência ao mecanismo de correr ao de “vai e vem”. • Recomenda-se que as dimensões da sala sejam amplas. De acordo com o Ministério da Saúde a área deve ter no mínimo 12m2 para hospitais de até 150 leitos. • Teto, paredes e piso devem ser de fácil limpeza, resistentes a água e soluções germicidas, isentos de desenhos, ranhuras e frestas que possam abrigar partículas de sujeira. • Deve ser provida de um ou mais lavatórios estrategicamente posicionados. • A instalação elétrica deverá incluir iluminação geral e especial, tomadas, sinalização e telefones. • É imprescindível contar com fonte de energia alternativa (gerador). As tomadas deverão ser bem identificadas para circuito 110 v e 220v. • Deve ter garantida iluminação e ventilação naturais. Materiais e Equipamentos: • Deve ser provida de material suficiente para permitir um atendimento rápido e seguro, sem que a insuficiência dos mesmos venha prejudicá- lo. • Todo o material de consumo deverá ser discriminado e quantificado em uma relação facilitando o trabalho da pessoa encarregada da revisão. • Deverá haver “check-list” dos itens a serem verificados no início de cada plantão e após cada atendimento como: funcionamento do ventilador mecânico, monitor/ desfibrilador, do aspirador, da rede de O2, do laringoscópio, do ressuscitador manual e demais equipamentos. Materiais e Equipamentos: • Deve ser provida de material suficiente para permitir um atendimento rápido e seguro, sem que a insuficiência dos mesmos venha prejudicá- lo. • Todo o material de consumo deverá ser discriminado e quantificado em uma relação facilitando o trabalho da pessoa encarregada da revisão. • Deverá haver “check-list” dos itens a serem verificados no início de cada plantão e após cada atendimento como: funcionamento do ventilador mecânico, monitor/ desfibrilador, do aspirador, da rede de O2, do laringoscópio, do ressuscitador manual e demais equipamentos. • A guarda e disposição do material devem ser feitas de forma organizada, com fácil acesso, com exceção feita à guarda de psicotrópicos. Adotar critérios de racionalização na identificação dos materiais tais como: ordem alfabética, ordem numérica crescente, padronização por cores, etc. • A disposição do material na sala deve prevenir o atropelo de pessoal circulando. Recomenda-se que os mesmos estejam organizados em bandejas ou "kits" dispostos próximos a maca ou ainda em carros ou mesinhas móveis. • O suprimento de medicamentos deve ser previsto como base acústica do serviço e mediante consulta à equipe médica. Mantê-los agrupados, com identificação em destaque. ACIDENTES POR ANIMAIS PEÇONHENTOS Envenenamentos por animal peçonhento Animais peçonhentos são aqueles que produzem peçonha (veneno) e têm condições naturais para injetá-la em presas ou predadores. Essa condição é dada naturalmente por meio de dentes modificados, aguilhão, ferrão, quelíceras, cerdas urticantes, nematocistos entre outros. Os animais peçonhentos que mais causam acidentes no Brasil são algumas espécies de: Serpentes, escorpiões, aranhas, mariposas e suas larvas, abelhas, formigas, vespas, besouros, lacraias, peixes, águas-vivase caravelas. Esses animais possuem presas, ferrões, cerdas, espinhos entre outros, capazes de envenenar as vítimas. Os acidentes por animais peçonhentos, especialmente os acidentes ofídicos, foram incluídos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na lista das doenças tropicais negligenciadas que acometem, na maioria das vezes, populações pobres que vivem em áreas rurais. Além disso, devido ao alto número de notificações, esse agravo (acidentes por animais peçonhentos) foi incluído na Lista de Notificação Compulsória do Brasil, ou seja, todos os casos devem ser notificados ao Governo Federal imediatamente após a confirmação. A medida ajuda a traçar estratégias e ações para prevenir esse tipo de acidente. Como prevenir acidentes com animais peçonhentos ● Usar calçados e luvas nas atividades rurais e de jardinagem; ● Examinar calçados, roupas pessoais, de cama e banho, antes de usá- las; ● Afastar camas das paredes e evitar pendurar roupas fora de armários; ● Não acumular entulhos e materiais de construção; ● Limpar regularmente móveis, cortinas, quadros, cantos de parede; ● Vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos, forros e rodapés; ● Utilizar telas, vedantes ou sacos de areia em portas, janelas e ralos; ● Manter limpos os locais próximos das casas, jardins, quintais, paióis e celeiros; ● Evitar plantas tipo trepadeiras e bananeiras junto às casas e manter a grama sempre cortada; ● Limpar terrenos baldios, pelo menos na faixa de um a dois metros junto ao muro ou cercas. PRINCIPAIS CUIDADOS A SEREM TOMADOS PARA EVITAR ACIDENTES COM ANIMAIS PEÇONHENTOS TERRESTRES. Em locais ou situações de risco (ex.: florestas, matas, trilhas, áreas com acúmulo de lixos, entre outros), utilize (EPI); ✔ Olhar sempre com atenção o local de trabalho e os caminhos a percorrer; ✔ Não colocar as mãos em tocas ou buracos na terra, ocos de árvores, Cupinzeiros, entre espaços situados em montes de lenha ou entre pedras. ✔ Inspecionar roupas, calçados, toalhas de banho e de rosto, roupas de cama, pano de chão e tapetes, antes de usá-los. ✔ Afastar camas e berços das paredes e evite pendurar roupas fora dos armários; ✔ Caso encontre um animal peçonhento, afastar-se com cuidado e evitar assustá-lo ou tocá-lo, mesmo que pareça morto. ✔ Em rios e lagos, atenção com o risco de ferimentos por arraias, bagres ou qualquer outro animal aquático perigoso conhecido para a região. ✔ Em atividades de pesca, manusear cuidadosamente os peixes durante sua retirada do anzol ou rede; Conceito e diferenças entre soro e vacina ⮚ Os dois agem como imunizadores e são produtos de origem biológica (chamados imunobiológicos), mas são usados em diferentes situações. O soro Curativo. Anticorpos necessários para combater uma determinada doença ou intoxicação. Existem soros para o tratamento de diversos doenças. A vacina Preventiva. Agentes infecciosos incapazes de provocar a doença mas que induzem o sistema imunológico a produzir anticorpos através memória celular". Conceito e diferenças entre soro e vacina Soro antiofídico, é extraído o veneno do animal peçonhento e inoculado em um cavalo para que seu organismo produza os anticorpos específicos para aquela toxina ⮚ Alguns soros : Feita geralmente através da hiperimunização de cavalos Conceito e diferenças entre soro e vacina ⮚ Alguns soros : Os mais conhecidos soros são os antiofídicos • Anticrotálico - cascavel. • Antilaquético - surucucu. • Anilonomia - taturanas do gênero Lonomia. • Antitetânico - tétano. • Anfirrábico - raiva. • Antifidiftérico - difteria. O Instituto Butantan é responsável por cerca de 80% dos soros e vacinas utilizados hoje no Brasil. Resumindo ... Soro : Cura ! Vacina : previne ! Resumindo ... Soro : Cura ! Vacina : previne ! http://www.youtube.com/watch?v=Or_9NWm8cLE http://www.youtube.com/watch?v=Or_9NWm8cLE Resumindo ... Soro : Cura ! Vacina : previne ! http://www.youtube.com/watch?v=7FDhMSAwUb8 http://www.youtube.com/watch?v=7FDhMSAwUb8 Resumindo ... Soro : Cura ! Vacina : previne ! http://www.youtube.com/watch?v=n0YAn-FvgTI http://www.youtube.com/watch?v=n0YAn-FvgTI Resumindo ... Soro : Cura ! Vacina : previne ! http://www.youtube.com/watch?v=UieCEzzcjlo http://www.youtube.com/watch?v=UieCEzzcjlo Atividade 2- NO CADERNO 1- Quais as características de uma equipe de enfermagem da urgência? 2- Qual portaria estabelece as diretrizes da Upa? 3- O que deve constar na sala de emergência? 4- O que é animal peçonhento? 5- Quais os animais peçonhentos mais causam acidentes no Brasil? 6-O que é notificação compulsória e porque sua importância 7-Quais as formas de prevenção de acidentes com animais peçonhentos 8- Conceitue soro e vacina 9- Quais os soros antiofídicos que vimos?conceitue CONDUTA • Procurar atendimento médico imediatamente • Lavar o local da picada com água e sabão (exceto em acidentes por águas vivas ou caravelas) • Retire acessórios que possam levar à piora do quadro clínico, como anéis, fitas amarradas e calçados apertados. • Não amarrar (torniquete) o membro acometido e, muito menos, cortar e/ou aplicar qualquer tipo de substância (pó de café, álcool, entre outros) no local da picada; • Em casos de acidentes com águas-vivas e caravelas, primeiramente, para alívio da dor inicial, usar compressas geladas de água do mar (ou pacotes fechados de gelo – “cold packs” – envoltos em panos, se disponível). ● Não tente “chupar o veneno”, essa ação apenas aumenta as chances de infecção local. Geralmente, caracteriza-se pela combinação de hipotensão arterial e diminuição da frequência cardíaca. Perda total da consciência por falta de oxigenação cerebral. Pode ser precipitado por nervosismo, dores fortes, esforço físico excessivo, má alimentação, calor excessivo, falta de sono, mudança postural rápida, além de ser intercorrência de muitas outras doenças. LIPOTÍMIA Sensação de desmaio, sinais que antecedem a síncope. ⮚ Sinais e sintomas • Tontura • Sensação de mal-estar • Pele fria, pálida e úmida • Suor frio • Confusão mental • Possível perda de consciência. Obs.: checar se há hálito etílico 1. Deitar a pessoa no chão, de barriga para cima, e colocar as pernas mais altas que o corpo e a cabeça, cerca de 30 a 40 centímetros do chão; para aumento de retorno venoso; 2. Pôr a cabeça da vítima de lado, para facilitar a respiração e evitar asfixia devido ao risco de vômito; 3. Afrouxar as roupas e abrir os botões para facilitar a respiração; 4. Ir comunicando com a pessoa, mesmo que ela não responda, referindo que está ali para ajudá-la; 5. Observar possíveis lesões causadas pela queda e se estiver sangrando, parar a hemorragia; OBS: Se a pessoa demorar mais de 3 minutos para acordar, é recomendado chamar uma ambulância através do número 192 e verificar novamente se está respirando, iniciando as compressões torácicas, caso não esteja. Quando se recuperar a consciência, sendo capaz de ouvir e falar deve- se ficar pelo menos 10 minutos sentado, antes de voltar a andar, pois pode ocorrer um novo desmaio. Mesmo retornando à consciência a pessoa deverá procurar uma consulta médica. CRISE CONVULSIVA NO ADULTO Súbita perda da consciência, acompanhada de contrações musculares involuntárias, cianose, salivação intensa, lábios e dentes cerrados. Eventual liberação esfincteriana caracterizada por incontinência fecal e urinária. ✔ Na fase pós-convulsiva: sonolência, confusão mental, agitação, flacidez muscular e cefaleia, sinais de liberação esfincteriana, informação de pessoa que presenciou o evento. • Mantenha-se calmo e acalme e afaste as pessoas ao seu redor; • Evite que a pessoa caia bruscamente ao chão; • Acomode o indivíduo em local sem objetos dos quais ela pode se debater e se machucar; • Utilize material macio para acomodar a cabeça do individuo, como por exemplo; um travesseiro, casaco dobrado ou outro material disponível que seja macio; • Posicione o indivíduo de lado de forma queo excesso de saliva ou vômito (pode ocorrer em alguns casos) escorra para fora da boca; • Afrouxe um pouco as roupas para que a pessoa respire melhor; • Permaneça ao lado da vítima até que ela recupere a consciência; • Ao término da convulsão a pessoa poderá se sentir cansada e confusa, explique o que ocorreu e ofereça auxílio para chamar um familiar. Observe a duração da crise convulsiva, caso seja superior a 5 minutos sem sinais de melhora, peça ajuda médica. O que não deve ser feito durante a crise convulsiva: ▪ Não impeça os movimentos da vítima, apenas se certifique de que nada ao seu redor irá machucá-la; ▪ Nunca coloque a mão dentro da boca da vítima, as contrações musculares durante a crise convulsiva são muitos fortes e inconscientemente a pessoa poderá mordê-lo; ▪ Não jogue água no rosto da vítima. OBSTRUÇÃO DAS VIAS AÉREAS POR CORPOS ESTRANHOS (OVACE) Embora a perda de consciência seja a causa mais frequente de obstrução das vias aéreas (pela queda da língua), a obstrução por corpos estranhos pode provocar a perda de consciência e parada cardiopulmonar. A eventualidade de corpos estranhos obstruindo as vias aéreas ocorre mais frequentemente durante as refeições, mas outras causas de obstrução incluem próteses dentárias deslocadas, fragmentos dentários, sangue, secreções (saliva, vômito), balas etc. Em lactentes ou crianças, as causas mais frequentes são aspiração de pequenos objetos ou leite regurgitado. Se um corpo estranho for visualizado e estiver acessível após a manobra de abertura das vias aéreas, remova-o com o dedo indicador “em gancho”. No caso de líquidos, tente removê-los com os dedos indicador e médio envolvidos por gaze. Somente tente remover o material que está causando a obstrução se ele estiver bem visível e de fácil acesso. http://www.youtube.com/watch?v=rQ8rRxwT2no http://www.youtube.com/watch?v=rQ8rRxwT2no CONDUTA: APLICAR A MANOBRA DE HEIMLICH Essa técnica tem como objetivo expulsar o corpo estranho por intermédio da eliminação do ar residual dos pulmões, criando uma espécie de “tosse artificial”. VERIFIQUE SE É UM ENGASGO REAL. PERGUNTE À VÍTIMA: “VOCÊ ESTÁ ENGASGADO (A)?” A manobra de Heimlich é perigosa e poderá provocar lesões internas graves. As principais complicações são lesões de vísceras abdominais como o fígado e o baço e a regurgitação de material do estômago com bronco aspiração. • Sempre encaminhe a vítima ao médico após a aplicação da manobra de Heimlich. Observação – segundo a American Heart Association, a manobra de Heimlich com compressões abdominais é recomendada apenas para crianças maiores de 1 ano e adultos. Dica: para a desobstrução de vias aéreas em bebês, mulheres grávidas e pessoas obesas, realizar compressões torácicas, e não compressões abdominais. Nos bebês (lactentes), intercalar 5 tapotagens com as 5 compressões torácicas, até que o objeto seja expulso ou o bebê perca a consciência. Caso isso ocorra, considerar a criança em parada cardiorrespiratória e iniciar imediatamente manobras de RCP. Conferir se a vítima voltou a respirar expelindo o objeto. Se necessário, reposicionar e repetir os ciclos de 5 compressões, até que o objeto desobstrua as vias aéreas, ou a vítima perca a consciência. Atividade 3 1- Como prevenir acidentes com animais peçonhentos? Cite todos falados 2- Diferencie soro de vacina 3- Qual a conduta com um cliente que acabou de ser picado por escorpião na rua? 4- Conceitue, exemplificando e fale a conduta a ser tomada com os seguintes casos abaixo, colocando o passo a passo A- Síncope B-Crise convulsiva C-OVACE http://www.youtube.com/watch?v=BMsKUdd6amI http://www.youtube.com/watch?v=BMsKUdd6amI HIPOTERMIA Diminuição excessiva da temperatura normal do corpo, abaixo de 35ºC.É considerada como temperatura central a temperatura do coração. Deverá avaliar história de exposição ao frio e grupo de risco. ⮚ TIPOS: HIPOTERMIA LEVE (32-35ºc) • Sinais e Sintomas: Taquicardia, hipertensão arterial, taquipnéia, broncorréia, broncoespasmo, tremores musculares, rigidez muscular, pele fria e pálida, cianose de extremidades, confusão mental com desorientação ou apatia, ataxia( coordenação motora prejudica) e incoordenação de movimentos, hiperreflexia ( aumento dos reflexos musculares), diurese induzida pelo frio. HIPOTERMIA MODERADA (30-32ºc) • Sinais e Sintomas: Bradicardia, hipotensão arterial, arritmias, bradipneia, cessam os tremores, espasmos musculares, depressão do SNC com torpor ou coma, hiporreflexia, pupilas não reativas, alucinações. HIPOTERMIA GRAVE (menos de 30ºc) • Sinais e Sintomas: A pessoa fica imóvel e inconsciente, as pupilas se dilatam e a frequência cardíaca diminui, se tornando quase imperceptível. Se o paciente não for devidamente tratado, a morte é inevitável. CONDUTA • Levar a vítima para um ambiente quente e chamar socorro especializado; • De início, não massageie ou esfregue a vítima, não deixe a pessoa em pé e nem dê bebidas alcoólicas remover a vítima do ambiente gelado, dar bebida quente (não muito quente porque poderia ocasionar choque térmico); • Retirar as roupas molhadas ou frias; • Colocar cobertores sobre a vítima e manter o pescoço e a cabeça bem agasalhados; • Caso a vítima esteja consciente e seja capaz de engolir sem engasgar, pode dar bebidas quentes e com açúcar para acelerar o processo de aquecimento. Após a realização dos primeiros socorros, é importante permanecer ao lado da vítima até que a assistência médica chegue ao local. HEMORRAGIA Hemorragia é o extravasamento de sangue de vasos sanguíneos. A hemorragia pode ser externa (sangue sai para fora do corpo) ou interna (sangue sai de dentro dos vasos sanguíneos, porém fica preso no corpo). Classificação Clínica ✔ Hemorragia externa: ocorre devido a ferimentos abertos, onde o sangue é eliminado para o exterior do organismo. FISIOLOGIA: Quando o corpo perde sangue, ou seja, está com uma hemorragia, o corpo exerce um efeito compensatório redistribuindo o fluxo sanguíneo para os órgãos mais importantes como o coração e o cérebro. Dessa forma, as regiões periféricas (rins, pele e outros órgãos) sofrem com a falta de sangue e consequentemente oxigênio e nutrientes. Sinais e sintomas de hemorragia externa: • Agitação; • Palidez; • Sudorese; • Pele fria; • Pulso acelerado e fraco (acima de 100 bpm); • Hipotensão; • Sede; • Fraqueza; • Alteração do nível de consciência; • Estado de choque. ✔ Hemorragia interna: ocorre quando há lesão de um órgão interno e o sangue se acumula em uma cavidade do organismo, como: peritônio (cavidade abdominal), pleura (reveste o pulmão), pericárdio (reveste o coração), meninges (reveste o cérebro) ou se difunde nos interstícios dos tecidos. Geralmente não é visível. Sinais e sintomas de hemorragia interna podem ser os mesmos encontrados na hemorragia externa, e, ainda: • Contusões; ( mancha roxa) • Dor abdominal; • Rigidez ou flacidez dos músculos abdominais; • Eliminação de sangue através dos órgãos que se comunicam com o exterior, como: nariz e/ou pavilhão auditivo, vias urinárias, vômito ou tosse com presença de sangue. Sinais e sintomas de hemorragia interna podem ser os mesmos encontrados na hemorragia externa, e, ainda: • Contusões; ( mancha roxa) • Dor abdominal; • Rigidez ou flacidez dos músculos abdominais; • Eliminação de sangue através dos órgãos que se comunicam com o exterior, como: nariz e/ou pavilhão auditivo, vias urinárias, vômito ou tosse com presença de sangue. É importante expor o local do ferimento e aplicar técnicas de controle de hemorragias conforme veremos a seguir. ⮚ Técnicas no controle de hemorragias: 1. Pressão direta sobre o ferimento. 2. Elevação de membro. 3. Compressão dos pontos arteriais. 4. Torniquete Pressão direta sobre o ferimento. Coloque sua mão com luva diretamente sobre o ferimento e aplique pressão apertando o ponto de hemorragia; a pressão da mão poderá ser substituída por um curativo(atadura e gaze), que manterá a pressão na área do ferimento.A interrupção precoce da pressão direta ou retirada do curativo removerá o coágulo recém-formado, reiniciando a hemorragia. É importante não trocar as gases sujas de sangue, pois removerá o coágulo. As gazes limpas devem ser sobrepostas as sujas até a resolução completa da hemorragia e na chegada ao hospital. Elevação de membro. Essa técnica não ter estudos que comprovem sua eficácia e além de ser prejudicial em caso de fraturas. Em literaturas que recomendam essa técnica funciona da seguinte forma: Eleve o membro de modo que o ferimento fique acima do nível do coração. Essa técnica pode ser usada em conjunto com a pressão direta nas hemorragias de membro superior ou inferior. Os efeitos da gravidade vão ajudar a diminuir a pressão do sangue, auxiliando no controle da hemorragia. Lembre-se que, essa técnica não deve ser empregada quando houver suspeita de fratura, entorse ou luxação. Compressão dos pontos arteriais Essa técnica não tem respaldo de comprovação científica sobre os seus benefícios. Algumas literaturas recomendam e nesse caso a técnica seria a seguinte: Comprima a artéria que passe rente a uma superfície do corpo próximo a uma estrutura óssea. O fluxo de sangue será diminuído, facilitando a contenção da hemorragia (hemostasia). Essa técnica deverá ser utilizada após a pressão direta ou quando a pressão direta com elevação do membro tenha falhado. No membro superior, o ponto de compressão é a artéria braquial (próxima ao bíceps), e no membro inferior é a artéria femoral (próxima à virilha). Em um segundo momento será necessário repor as perdas sanguíneas por meio de hidratação venosa com soro fisiológico e transfusão sanguínea. ✔ Tratamento pré-hospitalar: • Exponha o local do ferimento; • Efetue hemostasia; • Afrouxe roupas; • Previna a perda de calor corporal; • Não dê nada para o paciente comer ou beber; • Ministre oxigênio suplementar, se necessário, de acordo com saturação de O2; • Puncionar acesso venoso e fazer reposição de volume; • Estabilize e transporte o paciente. Com referência à perda sanguínea por quantidade, o choque hemorrágico pode ser dividido em 4 classes, apresentando sinais e sintomas diferentes em cada uma dessas fases. Vamos conferir essas classes com o quadro abaixo: Torniquete: Os torniquetes deverão ser utilizados como último recurso e, somente, para controlar os sangramentos provocados por ferimentos graves nas extremidades, quando todos os outros métodos de controle falhar. ⮚ Lembre-se também que não se deve aplicar torniquetes sobre áreas de articulação (cotovelos e joelhos). A localização mais segura e efetiva para a colocação do torniquete é cerca de 5 cm acima do local da lesão. Se o torniquete for usado, deverá ser aplicado de forma correta, ou seja: • Uma bandagem larga deve ser dobrada até que fique com aproximadamente 10 cm de largura. Amarre esta atadura larga, duas vezes ao redor da extremidade lesada; • Dê um nó firme na atadura. Coloque um bastão de madeira ou outro material similar sobre o nó e amarre novamente com um segundo nó firme; • Utilize o bastão de madeira como uma manivela para rodar e apertar a atadura; • Aperte o torniquete até o sangramento cessar. Uma vez controlada a hemorragia, não rode mais o bastão e mantenha-o firme no lugar. 1- Quais são os desafios vistos no vídeo sobre os componentes da RUE ( REDE DE URGENCIA E EMERGENCIA)? 2- Esse cenário é um cenário ideal? Como podemos pensar em uma melhoria? 3- O poder social gerou impacto nessa rede? O que você pode perceber? 4- Estrategicamente o que você tentaria melhorar nesse cenário? 5- Por que a educação da população sobre quando usar a emergência é importante?? 6- O que é hipotermia? Conceitue os 3 tipos e fale os sinais e sintomas 7- Quais as condutas a serem tomadas em uma hipotermia? 8- O que é hemorragia? Quais os tipos? Quais os sinais e sintomas de cada tipo? 9- Cite todas as 4 condutas para hemorragia e quando devem ser utilizadas ATIVIDADE 4- NO CADERNO Video estado de saúde emergência ep 2 TIPOS DE HEMORRAGIAS ✔ EPISTAXE Sangramento nasal ativo, associado ou não as seguintes situações: ▪ história de trauma de face; ▪ Introdução de corpo estranho em cavidade nasal; e uso de medicações anticoagulantes ou história de discrasia sanguínea(alteração sanguinea). 1. Realizar avaliação primária com ênfase para: • Garantir permeabilidade das vias aéreas, • Manter cabeceira elevada; • Controlar sangramento através de compressão digital por 5 a 10 minutos; e aplicar compressa gelada no dorso nasal, se disponível. 2. Realizar avaliação secundária. 3. Realizar contato com a regulação médica e passar os dados de forma sistematizada e aguardar a orientação da regulação médica para procedimentos e/ou transporte para a unidade de saúde. ✔ HEMOPTISE Hemorragia pulmonar. Expectoração de sangue da árvore bronco pulmonar. A hemoptise maciça com sangramento maior que 600 ml por 24 horas é uma emergência, mesmo a hemoptise leve (pequena quantidade de sangue misturada com muco, requer avaliação). • CAUSA: Pode ser causada por várias doenças: tuberculose, pneumonia, carcinoma broncogênico, bronquite, bronquiectasia, embolia pulmonar, síndromes de hemorragia alveolar, causas cardiogênicas (IVE e estenose mitral), diátese hemorrágica. • ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM ▪ Oxigênio suplementar. ▪ Observar cuidados de autoproteção – EPI (equipamento de proteção Individual), especialmente na suspeita de tuberculose pulmonar. ▪ Obter acesso venoso periférico. ▪ Colher sangue para gasometria arterial, hemograma, eletrólitos, coagulograma e função renal. ▪ Monitorizar o paciente com oxímetro de pulso, PNI ▪ . Iniciar reposição de salina em caso de hipotensão arterial. ▪ Posicionar pacientes com hemoptise contínua em decúbito lateral sobre o pulmão afetado. ▪ O médico deverá Intubar o paciente com tubo orotraqueal calibroso se o mesmo encontrar-se em insuficiência respiratória. ▪ Transferir para hospital de referência todos os pacientes com hemoptise grave ou moderada, considerar admissão em terapia intensiva. ✔ HEMATÊMESE Hemorragia digestiva. hematêmese corresponde à saída de sangue não digerido pela boca, sendo popularmente conhecida como vômito com sangue. O sangue pode estar presente em pequenas ou em grandes quantidades e deve ser sempre comunicado ao médico, já que pode indicar condições graves que necessitam de tratamento. O vômito com sangue pode acontecer devido a qualquer alteração envolvendo os órgãos constituintes do trato gastrointestinal, como estômago, esôfago e garganta, por exemplo. • DIAGNÓSTICO É feito por meio de uma endoscopia, em que é avaliada a integridade do trato gastrintestinal e o tratamento é indicado por um gastroenterologista ou clínico geral e tem como objetivo solucionar a causa do vômito com sangue, sendo diferente para cada caso. • ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM ▪ Estar alerta para nível de consciência, palidez cutânea/mucosa e sinais vitais e registrar informações; ▪ Observar as manifestações hemorrágicas (equimose, epistaxe, petéquias e sangramento gengival); ▪ Manter o cliente em repouso no leito; ▪ Jejum ▪ Puncionar veia de grande calibre e providenciar coleta de sangue para provável hemotransfusão e exames laboratoriais, como hematócrito e hemoglobina; ▪ Controlar parâmetros hemodinâmicos. Perda da continuidade óssea por acidente, podendo danificar o tecido muscular e os nervos. São classificadas em fechadas (quando não há ruptura da pele) e expostas (a integridade da pele é interrompida). Dentre os sinais de fraturas fechadas, incluem-se sensibilidade, deformidade, hematomas, aumento de volume e crepitação. O pulso, cor da pele, funções motoras e sensitivas devem ser avaliadas distalmente ao sítio suspeito da lesão. A imobilização e manipulação inadequadas podem converter uma fratura fechada em exposta. Nos casos das fraturas expostas, a extremidade óssea em protrusão, em geral, não deve ser reposicionada de modo intencional. As duas fraturasmais graves mais comumente associadas à hemorragia grave são as de fêmur e pelve. Por isso, ao investigar crepitação na pelve, deve-se fazer a manobra de forma delicada. No seu tratamento, a primeira consideração é o controle de hemorragias e tratamento do choque. Ferimentos abertos devem ser recobertos por com curativo estéril umedecido com solução salina ou água destilada. O membro deve ser manipulado o mínimo possível inclusive durante a imobilização, a qual deve ser precedida de alinhamento do membro na posição anatômica. Esse procedimento tem como vantagens o alívio da compressão de nervos e artérias, melhora da perfusão, redução de hemorragias, facilita a colocação da tala e reduz a dor. As duas contraindicações para o alinhamento na posição anatômica são a presença de dor significativa e a resistência ao movimento durante a tentativa. As talas impedem o movimento de uma parte do corpo. É importante lembrar- se de quatro pontos durante a colocação de qualquer tipo de tala: Acolchoar talas rígidas; • Joias e relógios devem ser removidos; • As avaliações das funções neuro vasculares distais ao sítio da lesão devem ser realizadas antes e após a colocação de qualquer tala. • Após a colocação da tala, considerar a elevação do membro, se possível para redução do edema e sensação de latejamento. Compressas frias também podem ser usadas. ⮚ FRATURA EXPOSTA DE EXTREMIDADES Paciente de trauma de extremidade apresentando: Ferimento com exposição óssea; ou ferimento sem exposição óssea, associado a, pelo menos, um dos seguintes sinais e sintomas: deformidade, crepitação, encurtamento do membro, alterações sensitivas, vasculares e motoras. CONDUTA • Realizar avaliação primária • Realizar avaliação secundária • Controlar sangramento externo com curativo compressivo estéril. • Considerar breve limpeza/enxágue dos ferimentos abertos com solução salina em caso de sujidade grosseira. • Cobrir ferimentos abertos e/ou extremidades ósseas com curativo estéril. • Avaliar pulso periférico e perfusão, sensibilidade e mobilidade. • Realizar a imobilização do segmento afetado com ênfase para: retorno à posição anatômica, exceto se presença de dor significa cativa e/ou resistência ao reposicionamento; e escolha da técnica mais apropriada. • Reavaliar pulso periférico e perfusão, sensibilidade e mobilidade após a imobilização. Realizar a mobilização cuidadosa e a imobilização adequada da coluna cervical, tronco e membros, em prancha longa com alinhamento anatômico, sem atraso para o transporte; Realizar contato com a regulação médica e passar os dados de forma sistematizada e aguardar orientação da regulação médica para procedimentos e/ou transporte para a unidade de saúde. LUXAÇÃO É a separação de dois ou mais ossos da articulação, resultante da significativa ruptura dos ligamentos que normalmente conferem estabilidade à articulação. A suspeita de luxação deve ser imobilizada na posição encontrada. A manipulação cuidadosa da articulação pode ser feita para restaurar o fluxo sanguíneo quando o pulso é ausente ou fraco. Durante o transporte, gelo ou compressas frias podem ser utilizados. DISTENSÕES São lesões nas quais ligamentos são estendidos ou lacerados, provocados pela súbita rotação da articulação, caracterizadas por dor intensa, aumento do volume e, ocasionalmente, hematomas. Externamente podem parecer luxações. É razoável colocar uma tala quando há suspeita de distensão. Compressas frias ou gelo podem ajudar a aliviar a dor. ENTORSE É uma lesão que ocorre quando se ultrapassa o limite normal de movimento de uma articulação(Hiperextensão, por exemplo). Normalmente, ocasiona distensão dos ligamentos e da cápsula articular e, consequentemente, dor intensa ao redor da articulação, dificuldade de movimentação em graus variáveis e, às vezes, sangramentos internos. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM • Orientar: repouso por três dias, aplicação local de gelo, elevação do membro afetado e proteção articular com imobilizador (bandagem compressiva, por exemplo) ou tala gessada. • Orientar a fazer o uso da medicação corretamente conforme prescrição médica. ATIVIDADE 1- Conceitue as opções a seguir e coloque todas as condutas a serem tomadas A- Epistaxe B-Hemoptise C-Hematêmese D-Luxação E-Distensões F-Entorse 2- Conceitue todos os tipos de fraturas 3- Quais os cuidados com uma fratura? E quais as condutas? 4- Qual diferença de fratura exposta e fechada? AMPUTAÇÃO Amputação é a perda de parte ou de todo o membro, e avulsão envolve a remoção de tecidos moles. Quando o tecido foi totalmente separado de um membro, este fica completamente sem nutrição e oxigenação. Importante destacar que o risco de hemorragia é maior em amputações incompletas, uma vez que quando um vaso é apenas parcialmente seccionado, as duas extremidades podem não se retrair, e o sangue continua a sair pela abertura. O membro perdido na cena deve ser localizado, para possível reimplante, mas somente após a realização da avaliação primária e tratamento das lesões com risco de morte. Os princípios para cuidar de uma parte amputada incluem: • Limpeza da parte amputada, irrigando-a, delicadamente com ringer lactato (RL). • Envolvimento da parte amputada com gaze estéril umedecida com RL e colocação em um saco ou recipiente plástico. • Após identificar o saco ou recipiente, colocá-lo em outro recipiente, preenchido com gelo moído. • Não congelamento da parte amputada, colocando-a diretamente sobre o gelo. • Transporte da parte amputada, junto com o paciente, ao hospital adequado mais próximo. SÍNDROME COMPARTIMENTAL Refere-se à doença que pode levar à perda do membro, em que o suprimento sanguíneo do tecido é comprometido pelo aumento da pressão local. As duas causas mais comuns são as hemorragias derivadas de fratura ou lesão vascular e o edema de terceiro espaço que se forma quando o tecido muscular isquêmico é reperfundido. A tala ou gesso colocado de modo muito apertado também podem causar Síndrome compartimental. Os dois primeiros sinais são a dor e a parestesia. A dor aumenta dramaticamente com a movimentação passiva de um dedo do membro acometido. Os outros três sinais – ausência de pulso, paralisia e palidez – são achados tardios, que indicam alto risco de necrose muscular. Os compartimentos também podem ser extremamente tensos e firmes à palpação. O tratamento definitivo somente pode ser obtido no hospital (fasciotomia). SÍNDROME DE ESMAGAMENTO: Também denominada de rabdomiólise traumática, é uma entidade clínica caracterizada por Insuficiência renal e morte após grave trauma muscular, com destruição do músculo e liberação de mioglobina (nefrotóxica). Vítimas com síndrome de esmagamento são identificadas por apresentarem: • Soterramento prolongado; • Lesão traumática à massa muscular; • Comprometimento da circulação na área afetada. Como a lesão muscular também libera potássio pode surgir arritmias cardíacas que podem ser fatais. A urina apresenta coloração de chá ou refrigerante à base de cola graças à mioglubinúria. O principal fator na melhora do prognóstico é a instituição precoce e agressiva de reanimação fluida, pois quando não realizada adequadamente, a vítima pode evoluir para parada cardiorrespiratória. • Oferecer O2 suplementar por máscara não reinalante 10 a 15 l/min se sato2 < 94%. • Monitorizar a oximetria de pulso. • Comunicar imediatamente a regulação médica para a avaliação da possibilidade de apoio do SAV e/ou para procedimentos. • Realizar avaliação secundária. • Realizar a mobilização cuidadosa e a imobilização adequada da coluna cervical, tronco, e membros, em prancha longa com alinhamento anatômico, sem atraso para o transporte. • Realizar contato com a regulação médica e passar os dados de forma sistematizada e aguardar orientação da regulação médica para procedimentos e/ou transporte para a unidade de saúde. • Relatar ao médico receptor no hospital de destino o tempo aproximado de encarceramento. O ringerlactato está contraindicado por possuir potássio, logo, a reanimação fluida deve ser feita com solução de cloreto de sódio 0,9%, em taxa de até 1.500 ml/h. A adição de uma ampola de bicarbonato de sódio e de 10 gramas de manitol a cada litro de fluido usado durante o período de remoção pode auxiliar a redução da incidência de insuficiência renal. EMERGÊNCIAS TRAUMATOLÓGICAS O POLITRAUMATIZADO Trauma em emergência é um tipo de dano físico que ocorre no corpo humano como resultado de um algum acontecimento brusco. Pressupõe uma experiência de dor e sofrimento. ▪ Considerar para efeito de atendimento, a vítima de trauma como um paciente grave. ▪ Considerar sempre toda vítima de acidente como uma vítima de trauma. ▪ Atendimento sistematizado, coordenado e disciplinado, o atendimento destas vítimas deve ser iniciado no local onde ocorreu o trauma - prosseguir durante o transporte e completar-se no hospital. • Baseado nos princípios da prevenção de lesões, o atendimento da vítima traumatizada pode ser dividida em 3 fases: • Pré-impacto; • Impacto; • Pós-impacto. • Pré-impacto ▪ Inclui todos os acontecimentos que precedem o incidente. Existem vários fatores que vão condicionar a gravidade das lesões e, consequentemente, os tipos de cuidados a prestar. ▪ Assim, doenças prévias, ingestão de álcool ou drogas, traumatismos anteriores, são aspectos primordiais a ter em conta na abordagem do politraumatizado. • IMPACTO ▪ Inicia-se assim que dois corpos sólidos colidem, estando um, ou ambos, em movimento. Qualquer um deles pode ser o corpo humano. É nesta altura que ocorre uma troca de energia cinética. ▪ Na maioria dos traumas ocorrem 3 impactos: impacto dos dois objetos; o impacto dos ocupantes e o impacto dos órgãos em movimento. ▪ Reflete a absorção da energia cinética. Dependendo da direção e da quantidade dessa energia, bem como da forma como ela é absorvida pelo corpo, este pode sofrer danos ou absolvê-las sem lesões significativas. • Ex.: Deformidades no volante sugerem trauma torácico. Quebra com abaulamento circular no para brisa sugere trauma crânio encefálico. Deformidades baixas do painel do carro sugerem luxação de joelho, fratura de quadril e fêmur. • PÓS-IMPACTO Absorção da energia do impacto. Diz respeito as lesões provocadas pela projeção do corpo após o impacto. Ex.: uma vítima de um acidente de automóvel sofre uma lesão no tórax de encontro ao volante - fase de impacto. Instantes depois, os seus órgãos intra torácicos sofrem lesões que não são consequência direta da pancada do volante, mas sim do seu embate contra a face interna da parede do tórax ou do estiramento de algumas estruturas mais fixas – fase pós impacto. • CINÉTICA DO TRAUMA Para compreender os efeitos das forças que produzem lesões corporais, deve-se entender sobre a energia. • ENERGIA ▪ Primeira Lei de Newton (lei da inércia): Um corpo em movimento ou em repouso tende a ficar neste estado até que uma energia externa atue sobre ele com a mesma força. ▪ Tendência que um objeto tem para resistir a alterações no seu movimento. É nesta lei que se baseia o princípio dos cintos de segurança para evitar que os passageiros sejam projetados para fora do veículo. • Lei da conservação da energia: A energia não é criada ou destruída, mas sim, pode mudar de forma: mecânica, térmica, elétrica e química. • Energia cinética: A velocidade é o fator gerador de energia cinética. A massa pouco interfere. Quanto maior a distância de parada, menor será a força de desaceleração sobre o veículo e seus passageiros. • O ”material” absorve parte da energia impedindo que o corpo absorva toda a energia, diminuindo lesões no mesmo (teoria para mudança na construção de veículos) • CAVITAÇÃO A cinemática básica de transferência de energia é relativamente simples. No jogo de sinuca propulsionando a bola branca ao longo da mesa até atingir as outras bolas, transfere-se energia para estas. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO TRAUMA • Avaliação da cena: assegurar-se de que a cena é segura para equipe e para a vítima, bem como considerar cuidadosamente a natureza exata da situação. Os riscos para a segurança da equipe e da vítima são: fios elétricos caídos, explosivos, materiais perigosos incluindo sangue ou fluidos corporais, tráfego de veículos, inundações, armas (revólveres, facas) e condições ambientais. A ANÁLISE DA SITUAÇÃO PODE ENVOLVER OS SEGUINTES QUESTIONAMENTOS: A. O que realmente aconteceu? B. Por que foi solicitada ajuda? C. Qual foi o mecanismo do trauma (cinemática ou biomecânica)? D. Quantas pessoas foram envolvidas e qual a idade de cada uma delas? E. Serão necessárias mais unidades para tratamento ou transporte? F. São necessários mais recursos ou mais pessoal (bombeiros, IML, polícia, companhia elétrica)? G. É necessário equipamento especial para salvamento ou retirada das ferragens? H. É necessário transporte aéreo? I. O fator que levou ao trauma pode ter sido um problema clínico? ATIVIDADE 1-O QUE É SÍNDROME COMPARTIMENTAL? 2-O QUE É SÍNDROME DE ESMAGAMENTO? 3- O QUE É TRAUMA? 4-O QUE É POLITRAUMATIZADO? 5- QUAL É A PRIMEIRA LEI DE NEWTON? O QUE ELA DIZ? • AVALIAÇÃO DE CADA VÍTIMA: inclui uma forma inicial de triagem, de modo que as vítimas mais graves sejam avaliadas primeiro, com ênfase em: condições que possam resultar em perdas de vida e/ou de membros. • SITUAÇÕES DE CATÁSTROFE OU INCIDENTE DE MÚLTIPLAS VÍTIMAS: em uma situação de desastre a prioridade muda. Em vez de dirigir todos os recursos para a vítima mais grave, deve-se dirigi-los para o salvamento do maior número de vítimas. • AVALIAÇÃO PRIMÁRIA E ATENDIMENTO Á VÍTIMA Após a análise da situação e segurança da cena, a avaliação da vítima se faz presente, visto que esse é um fator fundamental para o melhor tratamento das vítimas de trauma. Condições que ameacem a vida são rapidamente avaliadas, e a intervenção de urgência e reanimação são iniciadas. Caso haja tempo, realiza-se uma avaliação secundária, para identificar lesões que ameacem os membros ou que não estão comprometendo a vida. Ressalta-se que um paciente traumatizado grave que não responde ao tratamento inicial, está provavelmente com hemorragia interna e deve ser levado ao centro cirúrgico no menor tempo possível para um tratamento definitivo. • ETAPA A – ATENDIMENTO DA VIA AÉREA E CONTROLE DA COLUNA CERVICAL A via aérea é rapidamente checada para garantir que esteja permeável e que não existe perigo de obstrução. Em caso de comprometimento da via aérea, esta precisa ser aberta por métodos manuais como a elevação do mento no trauma ou tração da mandíbula no trauma • ETAPA B – VENTILAÇÃO A primeira medida consiste em administrar oxigênio eficazmente aos pulmões da vítima. Uma vez que a via aérea esteja permeável, a qualidade e quantidade da ventilação devem ser avaliadas: • Verificar se a vítima está ventilando; caso não esteja em apneia, iniciar imediatamente a ventilação assistida com bolsa-valva- máscara (ambu) com oxigênio suplementar antes de continuar a avaliação; • Assegurar que o ar inspirado contenha ao menos 85% de oxigênio; vítimas com ventilação anormal devem ter seu tórax exposto, observado e palpado rapidamente. Em seguida, devem-se auscultar os pulmões para identificar murmúrio vesicular anormal, diminuído ou ausente. • ETAPA C – CIRCULAÇÃO (HEMORRAGIA E PERFUSÃO) A oxigenação das hemácias sem que sejam encaminhadas às células do tecido não traz nenhum benefício à vítima. Logo, deve-se identificar e tratar a hemorragia externa na avaliação primária, porque se uma hemorragia não for controlada de imediato, o potencial de morte do doente aumenta consideravelmente. Deve sempre ser lembrado que cada hemácia é importante Pode-se obter uma avaliação geral do estado circulatório da vítima ao se verificar: - pulso: presença, qualidade e regularidade; - pele: coloração (cianose indica oxigenação incompleta), temperatura (pele fria indica hipoperfusão), umidade (pele úmida indica hipoperfusão)e tempo de enchimento capilar (> 2 segundos indica que os leitos capilares não recebem perfusão adequada). • ETAPA D – DISFUNÇÃO NEUROLÓGICA A avaliação da função cerebral é uma medida indireta da oxigenação cerebral, cujo objetivo é determinar o nível de consciência e inferir o potencial de hipóxia. Vítimas agressivas, combativas ou que não cooperam devem ser consideradas em hipóxia até prova em contrário. UM NÍVEL DE CONSCIÊNCIA DIMINUÍDO DEVE ALERTAR PARA QUATRO POSSIBILIDADES: 1. Oxigenação cerebral diminuída (hipoperfusão ou hipóxia); 2. Lesão cerebral traumática; 3. Intoxicação por álcool ou outras drogas; 4. Distúrbio metabólico. • ETAPA E – EXPOSIÇÃO E AMBIENTE Retirar as roupas da vítima é fundamental para a exposição de outras lesões. Quando todo o corpo do paciente tiver sido visto, deve ser coberto para conservar o calor corporal. Em ambiente externo, somente as partes necessárias devem ser expostas. Uma vez dentro da viatura, o exame pode ser completado e recobrir o paciente o mais rápido possível. • ETAPA F – FATORES ASSOCIADOS Refere-se ao atendimento primário intra-hospitalar. O "F" será implementado a partir da próxima atualização do ATLS,11°edição que incluirá, "outros" fatores; gestantes, geriatria e pediatria. Essa atualização foi discutida no último simpósio realizado nos EUA,e a partir da próxima edição o "xabcde" será xabcdef. • AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA Esta avaliação consiste na avaliação céfalo caudal (da cabeça aos pés) da vítima, sendo somente realizada após o término da avaliação primária e tratamento de todas as lesões que ameacem a vida. Seu objetivo é a identificação de lesões ou problemas não observados durante a avaliação primária. A abordagem “ver, ouvir e sentir” é utilizada para avaliar a pele e tudo que ela contém: 1. Examine toda a pele de cada região; estar atento para qualquer hemorragia externa e sinais de hemorragia interna, como distensão abdominal, tensão exagerada em uma extremidade ou hematoma expansivo, 2. Observe a presença de lesões de pele, como escoriações, queimaduras, contusões, hematomas, lacerações e ferimentos penetrantes; 3. Observar se há alguma massa, edema ou deformidade de ossos; 4. Observar se a pele tem entalhes anormais e sua coloração; 5. Observar se há algum som incomum quando o paciente inspira ou expira; 6. Observar se existe algum som anormal na ausculta torácica; 7. Verificar se o murmúrio vesicular é igual e normal em ambos os pulmões; 8. Auscultar as carótidas e em outros vasos; 9. Mover cuidadosamente cada osso na região. Observar se isso produz crepitação, dor ou movimento incomum; palpe com firmeza todas as partes da região. 10. Deve ser obtido e registrado um conjunto completo de sinais vitais a cada 3 a 5 minutos, tanto quanto possível, ou a cada mudança na condição ou problema clínico. 11. Um histórico rápido do paciente deve ser coletado através das vítimas que estão conscientes ou parentes e transeuntes que estejam próximos, documentado e repassado para a central de regulação. 12. O método mnemônico sampla. MÉTODO SAMPLA SERVE COMO LEMBRANÇA DE SEUS COMPONENTES CHAVE: • S - Sintomas: de que o paciente se queixa? Dor? Dificuldade respiratória? dormência? Formigamento? • A -Alergias: principalmente a medicamentos. • M - Medicações: medicamentos prescritos ou não que o paciente usa regularmente. • P -Passado médico e antecedente cirúrgico: problemas clínicos importantes para os quais o paciente recebe tratamento; inclui cirurgias prévias. • L -Líquidos e alimentos: a alimentação recente pode aumentar o risco de vômito e aspiração durante a indução da anestesia. • A - Ambiente: eventos que levaram ao trauma. http://www.youtube.com/watch?v=VAbsUr_GqnI http://www.youtube.com/watch?v=VAbsUr_GqnI Paciente: Ana Oliveira Idade: 28 anos Sexo: Feminino História: Ana acabou de sofrer um acidente de trânsito. A história do acidente é a seguinte: Ana estava dirigindo seu carro quando colidiu com outro veículo em um cruzamento há aproximadamente 10 minutos. Leigos acionaram o SAMU e você é o profissional que vai atenda-lá Ela foi encontrada no local do acidente. Inconsciente - Pressão arterial: 80/50 mmHg - Frequência cardíaca: 130 bpm - Frequência respiratória: 28 irpm - Saturação de oxigênio: 88% em ar ambiente - Glasgow): 6 (ocular 2, verbal 2, motora 2) Multiplas hemorragias no corpo, em varios pontos. Avalie primariamente e secundária conforme XABCDEF E SAMPLA. Pode criar dados, pode colocar intervenções a serem feitas e desfecho do caso. 1. Como os profissionais de saúde no filme reagem ao desastre e quais são os principais desafios que eles enfrentam? 2. Qual é o papel da enfermagem na triagem e atendimento inicial às vítimas do tsunami? 3. Como a falta de recursos e suprimentos médicos afeta o trabalho dos enfermeiros e médicos no filme? 4. Quais são os dilemas éticos enfrentados pelos profissionais de saúde ao decidir quem deve receber tratamento prioritário? 5. O filme destaca a importância da comunicação entre a equipe de saúde. Como a comunicação é fundamental para o atendimento às vítimas? 6. Quais são os aspectos psicológicos do trauma que os profissionais de saúde podem experimentar enquanto cuidam das vítimas? 7. O filme mostra a necessidade de improvisação na prestação de cuidados médicos. Quais são alguns exemplos disso e como os enfermeiros lidam com essa improvisação? 8. Como a enfermagem e a medicina trabalham em conjunto para fornecer cuidados de emergência eficazes no filme? 9. Qual é o impacto emocional do trabalho de enfermagem em situações de desastre, conforme retratado no filme? 10. Como a experiência dos personagens no filme reflete os desafios e a resiliência dos profissionais de enfermagem que trabalham em situações de crise?