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Conhecimentos básicos
“É melhor você tentar algo,
vê-lo não funcionar e
aprender com isso, do que
não fazer nada.”
Mark Zuckerberg
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COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
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Compreensão e Interpretação de Texto
Ao ler, tomamos contato com textos dos mais variados tipos, sendo possível classificá-los de diversas
maneiras (poéticos, científicos, textos em verso e textos em prosa, políticos, religiosos etc).
Daí, tratar da classificação dos textos se revelará útil tanto para a leitura quanto para a produção de
textos.
I – Modos de texto
Classificam-se os textos em Narrativos, Descritivos e Dissertativos, embora, na maioria das vezes,
não encontremos um texto em estado puro, já que o narrativo, o descritivo e o dissertativo podem
interpolar-se em um único texto.
a) Texto Narrativo: Relata as mudanças progressivas de estado que vão ocorrendo no tempo
(evolução cronológica) com as pessoas e as coisas. Nesse tipo de texto, existe uma relação de
anterioridade ou de posterioridade entre os episódios e os relatos.
De uma forma sucinta, podemos afirmar que predominam nos textos narrativos
• a presença de verbos que indicam ação, advérbios temporais e conjunções temporais
• sucessão temporal
• o objetivo de relatar os fatos
• tempos verbais: presente e pretérito-perfeito do Indicativo, isto é, tempos que expressam o fato que
ocorre no presente ou acontecido no passado, em uma sucessão temporal.
b) Texto Descritivo: Enquanto uma narração faz progredir uma história, a descrição consiste
justamente em interrompê-la, detendose em um personagem, um objeto – relatando suas
características – , em um lugar etc.
Os fatos reproduzidos numa descrição são simultâneos não existindo, portanto, progressão temporal
de um estado anterior para outro posterior.
Assim, podemos observar nos textos descritivos:
• predominância de substantivos e adjetivos
• ausência de passagem do tempo
• o objetivo de identificar e qualificar os fatos
• tempos verbais: o presente e o pretérito- imperfeito do Indicativo – tempos que indicam um fato
observado em um determinado momento do tempo.
c) Texto Dissertativo: Seu propósito principal é expor ou explanar, explicar ou interpretar idéias. Na
dissertação, expressamos o que sabemos ou acreditamos saber a respeito de determinado assunto;
externamos nossa opinião sobre o que é ou nos parece ser.
Observam-se nos textos argumentativos:
• conectores relacionando argumentos
• mecanismos de coesão
• ausência da sucessão do tempo
• objetivo de discutir, informar ou expor idéias
• presença de opiniões e argumentos, com os verbos no Presente do Indicativo.
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Tipologia textual (modos de texto) – esquema
INTENÇÃO DO AUTOR EVOLUÇÃO CRONOLÓGICA
NARRATIVO Relatar acontecimento. SIM. Antes e depois. Marca
fundamental.
DESCRITIVO Caracterizar NÃO. Tempo congela. Fatos
ocorrem ao mesmo tempo.
DISSERTATIVO Discutir, abstrair, discorrer,
conceituar. Não Descreve.
Não é relevante.
Exercícios De Fixação
I) Identifique os modos de organização discursiva dos seguintes trechos:
1- Eram sete horas da noite em São Paulo e a cidade toda se agitava naquele clima de quase
tumulto típico dessa hora. De repente, uma escuridão total caiu sobre todos como uma espessa lona
opaca de um grande circo. Os veículos acenderam os faróis altos, insuficientes para substituir a
iluminação anterior.
2- Eis São Paulo às sete da noite. O trânsito caminha lento e nervoso. Nas ruas, pedestres
apressados se atropelam. Nos bares, bocas cansadas conversam, mastigam e bebem em volta das
mesas. Luzes de tons pálidos incidem sobre o cinza dos prédios.
3- As condições de bem-estar e de comodidade nos grandes centros urbanos como São Paulo são
reconhecidamente precárias por causa, sobretudo, da densa concentração de habitantes num espaço
que não foi planejado para alojá-los. Com isso, praticamente todos os pólos da estrutura urbana ficam
afetados: o trânsito é lento; os transportes coletivos, insuficientes; os estabelecimentos de prestação
de serviços, ineficazes.
II – Tipos de Texto
1) Informativo: Informar, veicular conhecimento que o leitor desconhece. É mais específico do que
expositivo. Exs: jornal, bula de remédio, etc. (*) Tem por marcas lingüísticas freqüentes a clareza e a
precisão. Procura meios de atrair a atenção do leitor para o que é veiculado. Traz implícita a idéia de
que o conteúdo do texto é de interesse dos leitores.
2) Didático: Ensinar, também são informações que o leitor desconhece. Ex: livros didáticos.
3) Expositivo: Expõe o que se sabe, sem opinar. Ex: questões discursivas em concursos públicos.
4) Opinativo: Também chamado de Argumentativo. Diferente do expositivo. Há a colocação da
opinião do autor. Ex: os editoriais dos jornais.
5) Polêmico: Neste texto aparecem, ao menos, dois pontos de vista sobre um assunto. Ex.: artigos
que tratam de temas polêmicos – aborto, o sistema de reserva de quotas para negros nas
universidades etc.
6) Injuntivo: Tem por objetivo instruir em vista de uma ação. Ex: manuais.
Enunciados de Tipologia Textual
A seguir, os enunciados mais comuns de provas de concursos públicos sobre o assunto:
“O texto deve ser classificado de forma mais adequada...”; “Os textos narrativos/ informativos/
didáticos caracterizam-se por...”; “O texto lido poderia ser classificado como...”; “Quanto ao modo de
organização do discurso, pode-se afirmar que o texto lido é...”; “O texto lido deve ser considerado
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prioritariamente como...”; “A finalidade principal desse texto é a de...”; “O objeto maior do texto é...”,
entre outros.
Tipologia Textual – Provas
Quanto aos modos e tipos de textos, julgue os itens a seguir: Texto 01
O Construtor De Pontes
Dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um rio, entraram em conflito.
Foi a primeira grande desavença em toda uma vida de trabalho lado a lado. Mas agora tudo havia
mudado. O que começou com um pequeno mal-entendido finalmente explodiu numa troca de
palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio. Numa manhã, o irmão mais velho ouviu
baterem à sua porta.
— Estou procurando trabalho, disse um forasteiro. Faço trabalhos de carpintaria. Talvez você tenha
algum serviço para mim.
— Sim, disse o fazendeiro. Claro! Vê aquela fazenda ali, além do rio? É do meu vizinho. Na realidade
é do meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo. Vê aquela pilha de madeira
ali no celeiro? Pois use para construir uma cerca bem alta.
— Acho que entendo a situação, disse o carpinteiro.
Mostre-me onde estão a pá e os pregos.
O irmão mais velho entregou o material e foi para a cidade. O homem ficou ali cortando, medindo,
trabalhando o dia inteiro. Quando o fazendeiro chegou, não acreditou no que viu: em vez de cerca,
uma ponte foi construída ali, ligando as duas margens. Era um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou
enfurecido e falou:
— Você foi atrevido construindo essa ponte depois de tudo que lhe contei! Mas as surpresas não
pararam aí. Ao olhar novamente para a ponte, viu o seu irmão se aproximando de 31 braços abertos.
Por um instante permaneceu imóvel do seu lado do rio.
O irmão mais novo então falou:
— Você realmente foi muito amigo construindo esta ponte mesmo depois do que eu lhe disse. De
repente, num só impulso, o irmão mais velho correu na direção do outro e abraçaram-se,
emocionados, no meio da ponte.
O carpinteiro que fez o trabalho preparou-se para partir, com sua caixa de ferramentas.
— Espere, fique conosco! Tenho outros trabalhos para você.
Porém o carpinteiro respondeu:
— Eu gostaria, mas tenho outras pontes a construir...
1. O texto é essencialmentenarrativo, apesar de o parágrafo inicial ter passagem descritiva.
Texto 02
A Santa Cruz Da Estiva
No final do século passado, existia, rodeada por pequeno cemitério, outra igrejinha próxima ao local
onde hoje está erguida a Capela de Santa Cruz da Estiva. Junto à estrada que passa diante da
Capela, residia, então, um humilde lavrador que trabalhava as terras, auxiliado por sete filhos.
Rapagões fortes e destemidos, eram o orgulho do pai.
Foi quando surgiu a febre amarela, ceifando vidas sem piedade. Por ironia, ela foi levando um por um
os sete filhos do lavrador, deixando-o sozinho com sua dor.
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Passada a epidemia, o desventurado buscou consolo em Deus. E se propôs, apesar de passar por
dificuldades econômicas, a construir uma Capela nova junto à antiga, pedindo ao Senhor amparo
para as almas de seus sete rapazes, conseguindo-lhes, assim, a absolvição dos pecados
possivelmente cometidos.
Obteve com seus rogos que a dona da fazenda fizesse a doação de uma faixa de terreno e, com os
amigos e conhecidos, acertou o empreendimento de um mutirão.
Assim foi construída a Capela de Santa Cruz da Estiva, segundo se diz por aí...
(Adaptação de lenda de autor desconhecido)
A lenda “A Santa Cruz da Estiva”, quanto ao modo de organização textual e à justificativa para a
classificação, pode ser considerada um texto:
A) narrativo, porque relata mudanças progressivas de personagens e coisas através do tempo
B) descritivo, porque transmite imagens positivas ou negativas dos elementos descritos
C) dissertativo, porque analisa e interpreta dados da realidade por meio de conceitos abstratos
D) poético, porque utiliza jogos de figuras de modo a ocultar uma visão de mundo subjetiva
Texto 03
“Estavam no pátio de uma fazenda sem vida. O curral deserto, o chiqueiro das cabras arruinado e
também deserto, a casa do vaqueiro fechada, tudo anunciava abandono. Certamente o gado se
finara e os moradores tinham fugido. Fabiano procurou em vão perceber um toque de chocalho.
Avizinhou-se da casa, bateu, tentou forçar a porta. Encontrando resistência, penetrou num cercadinho
cheio de plantas mortas, rodeou a tapera, alcançou o terreiro do fundo, viu um barreiro vazio, um
bosque de catingueiras murchas, um pé de turco e o prolongamento da cerca do curral. Trepou-se no
mourão do canto, examinou a caatinga, onde avultavam as ossadas e o negrume dos urubus.
Desceu, empurrou a porta da cozinha. Voltou desanimado, ficou um instante no copiar, fazendo
tenção de hospedar ali a família. Mas chegando aos juazeiros, encontrou os meninos adormecidos e
não quis acordá-los.”
(Graciliano Ramos, apud Carreter e outros, 1963:29)
a) descritivo;
b) jurídico;
c) didático;
d) narrativo;
e) argumentativo.
Texto 04
Quando era menino, na escola, as professoras me ensinaram que o Brasil estava destinado a um
futuro grandioso porque as suas terras estavam cheias de riquezas: ferro, ouro, diamantes, florestas
e coisas semelhantes. Ensinaram errado. O que me disseram equivale a predizer que um homem
será um grande pintor por ser dono de uma loja de tintas. Todavia, o que faz um quadro não é a tinta:
são as idéias que moram na cabeça do pintor. As idéias dançantes na cabeça fazem as tintas dançar
sobre a tela. Por isso, sendo um país tão rico, somos um povo tão pobre.
Não sabemos pensar. (...) Minha filha me fez uma pergunta: “O que é pensar?” Disse-me que essa
era uma pergunta que o professor de Filosofia havia proposto à classe. Pelo que lhe dou os
parabéns. Primeiro, por ter ido diretamente à questão essencial. Segundo, por ter tido a sabedoria de
fazer a pergunta, sem dar a resposta. Porque, se tivesse dado a resposta, teria com ela cortado as
asas do pensamento. O pensamento é como a águia que só alça vôo nos espaços vazios do
desconhecido. Pensar é voar sobre o que não se sabe. Não existe nada mais fatal para o
pensamento que o ensino das respostas certas. Para isto existem as escolas: não para ensinar as
respostas, mas para ensinar as perguntas. As respostas nos permitem andar sobre a terra firme, mas
somente as perguntas nos permitem entrar pelo mar desconhecido.
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Rubem Alves. Ao professor, com o meu carinho. São Paulo: Verus Editora, 2004, p. 57-58.
1 O texto caracteriza-se como texto científico devido ao uso de dados comprovados e ao excesso de
trechos descritivos.
Texto 05
Violência No Campo
José Saramago
No dia 17 de abril de 1996, no estado brasileiro do Pará, perto de uma povoação chamada Eldorado
dos Carajás (Eldorado: como pode ser sarcástico o destino de certas palavras...), 155 soldados da
polícia militarizada, armados de espingardas e metralhadoras, abriram fogo contra uma manifestação
de camponeses que bloqueavam a estrada em ação de protesto pelo atraso dos procedimentos
legais de expropriação de terras, como parte do esboço ou simulacro de uma suposta reforma agrária
na qual, entre avanços mínimos e dramáticos recuos, se gastaram já cinqüenta anos, sem que
alguma vez tivesse sido dada suficiente satisfação aos gravíssimos problemas de subsistência (seria
mais rigoroso dizer sobrevivência) dos trabalhadores do campo. Naquele dia, no chão de Eldorado
dos Carajás ficaram 19 mortos, além de umas quantas dezenas de pessoas feridas.
Passados três meses sobre este sangrento acontecimento, a polícia do estado do Pará, arvorando-se
a si mesma em juiz numa causa em que, obviamente, só poderia ser a parte acusada, veio a público
declarar inocentes de qualquer culpa os seus 155 soldados, alegando que tinham agido em legítima
defesa, e, como se isto lhe parecesse pouco, reclamou procedimento judicial contra três dos
camponeses, por desacato, lesões e detenção ilegal de armas.
O arsenal bélico dos manifestantes era constituído por três pistolas, pedras e instrumentos de lavoura
mais ou menos manejáveis. Demasiado sabemos que, muito antes da invenção das primeiras armas
de fogo, já as pedras, as foices e os chuços haviam sido considerados ilegais nas mãos daqueles
que, obrigados pela necessidade a reclamar pão para comer e terra para trabalhar, encontraram pela
frente a polícia militarizada do tempo, armada de espadas, lanças e albardas. Ao contrário do que
geralmente se pretende fazer acreditar, não há nada mais fácil de compreender que a história do
mundo, que muita gente ilustrada ainda teima em afirmar ser complicada demais para o entendimento
rude do povo.
1. O texto é mais adequadamente classificado como:
a) descritivo;
b) narrativo;
c) argumentativo;
d) expositivo;
e) informativo.
Texto 06
O Medo Social
Jurandir Freire Costa
No Rio de Janeiro, uma senhora dirigia seu automóvel com o filho ao lado. De repente foi assaltada
por um adolescente, que a roubou, ameaçando cortar a garganta do garoto. Dias depois, a mesma
senhora reconhece o assaltante na rua. Acelera o carro, atropela-o e mata-o, com a aprovação dos
que presenciaram a cena. Verídica ou não, a história é exemplar. Ilustra o que é a cultura da
violência, a sua nova feição no Brasil.
Ela segue regras próprias. Ao expor as pessoas a constantes ataques à sua integridade física e
moral, a violência começa a gerar expectativas, a fornecer padrões de respostas. Episódios
truculentos e situações-limite passam a ser imaginados e repetidos com o fim de caucionar a idéia de
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que só a força resolve conflitos. A violência torna-se um item obrigatório na visão do mundo que nos
é transmitida. Cria a convicção tácita de que o crime e a brutalidade são inevitáveis. O problema,
então, é entender como chegamos a esse ponto. Como e por que estamos nos familiarizando com a
violência, tornando-a nosso cotidiano.
Em primeiro lugar, é preciso que a violência se torne corriqueira para que a lei deixe de ser concebida
como o instrumentode escolha na aplicação da justiça. Sua proliferação indiscriminada mostra que
as leis perderam o valor normativo e os meios legais de coerção, a força que deveriam ter. Nesse
vácuo, indivíduos e grupos passam a arbitrar o que é justo ou injusto, segundo decisões privadas,
dissociadas de princípios éticos válidos para todos. O crime é, assim, relativizado em seu valor de
infração. Os criminosos agem com consciências felizes. Não se julgam fora da lei ou da moral, pois
conduzem-se de acordo com o que estipulam ser o preceito correto. A imoralidade da cultura da
violência consiste justamente na disseminação de sistemas morais particularizados e irredutíveis a
ideais comuns, condição prévia para que qualquer atitude criminosa possa ser justificada e legítima.
“No Rio de Janeiro, uma senhora dirigia seu automóvel com o filho ao lado. De repente foi assaltada
por um adolescente...”; a passagem do pretérito imperfeito para o pretérito perfeito marca a mudança
de:
A)um texto descritivo para um texto narrativo;
B)a fala do narrador para a fala do personagem;
C)um tempo passado para um tempo presente;
D)um tempo presente para um tempo passado;
E)a mudança de narrador.
O texto acima pode ser classificado, de forma mais adequada, como:
a) narrativo moralizante;
b) informativo didático;
c) dissertativo opinativo;
d) normativo regulamentador;
e) dissertativo polêmico.
Texto 07
Por ser uma versão continental dos Jogos Olímpicos, o Pan é o mais importante evento esportivo das
Américas, envolvendo 42 países e um número estimado de 5.500 atletas, o que possibilita o
intercâmbio técnico e a descoberta de novos talentos e recordistas. Com a transmissão ao vivo para
vários países, o Pan também é uma ótima oportunidade de exposição de marca para a PETROBRAS,
visto que atende à sua estratégia de internacionalização.
Além do aporte financeiro ao evento, a companhia deverá participar do dia-a-dia da Vila Pan-
Americana, promovendo shows diários na Zona Internacional da vila com artistas patrocinados pelo
Programa PETROBRAS Cultural. O apoio ao Pan tem ainda como finalidade contribuir para a
educação da juventude por meio da prática esportiva e dentro do espírito olímpico, que exige
dedicação, trabalho em equipe e solidariedade. A PETROBRAS é, historicamente, uma das
empresas que mais contribuem para o crescimento do esporte brasileiro. Em 2006, por exemplo, a
companhia investiu cerca de R$ 70 milhões em modalidades como automobilismo, surfe, futebol,
tênis e handebol.
1. Predomina no texto o tipo textual narrativo.
Texto 08
A maioria do público acredita que os produtos químicos utilizados no diaa-dia já foram
exaustivamente testados e que seus criadores sabem exatamente como a natureza os receberá de
volta quando eles forem jogados em esgotos ou simplesmente caírem no solo. Infelizmente essa não
é toda a verdade.
Apesar dos inúmeros cuidados e métodos desenvolvidos para se avaliar o impacto ambiental dos
compostos químicos, a realidade é que é virtualmente impossível testar como cada um deles vai se
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comportar na natureza. “Leva um tempo muito grande para se estimar o destino ambiental dos
compostos químicos — a indústria produz novos químicos muito mais rapidamente do que eles
podem ser testados”, diz o Dr. Victor de Lorenzo, pesquisador que desenvolveu, no Centro Nacional
de Biotecnologia da Espanha, um programa de computador capaz de prever com grande precisão
como um determinado composto químico se comportará na natureza, se ele irá se biodegradar ou
não. O destino dos compostos orgânicos no meio ambiente, dos mata-matos aos medicamentos, é
largamente decidido pelos micróbios. Esses organismos quebram alguns compostos diretamente em
dióxido de carbono (CO2), mas, outros produtos químicos permanecem no meio ambiente por anos,
absolutamente intocados.
O novo sistema desenvolvido por Lorenzo mostra como os microrganismos digerem os compostos
químicos.
Diante de uma formulação que não seja digerida, é emitido um alerta que poderá auxiliar as
autoridades a estabelecerem restrições ou até a proibir a comercialização do novo produto químico.
O programa, chamado BDPServer, foi disponibilizado gratuitamente na Internet.
1. O texto apresenta aspectos textuais que permitem classificá-lo como dissertativo-informativo.
Texto 09
O laudo médico-pericial é utilizado como prova técnica, devendo estar isento de tendências, vícios e
distorções — condição básica para atingir seu objetivo principal: descrever e interpretar fatos médicos
para a correta aplicação da justiça, cumprindo seu papel como um dos principais instrumentos de
garantia aos Direitos Universais do Homem.
Não importa se vítima ou agressor: o periciado tem o direito de ser visto e respeitado como homem,
sendo examinado em ambiente neutro, sem a presença de estranhos, devendo sentir-se seguro e
livre de coações. Enfim, contar com total liberdade para relatar sua versão dos fatos. Por sua vez, o
médico-legista deve exercer seu mister livre de constrangimentos, coações ou pressões de quaisquer
espécies, mantendo o respeito incondicional pelo homem.
Para deixar mais claro: a própria Resolução CFM n.º 1.635, de 9 de maio de 2002, veda ao médico a
realização de exames médico-periciais de corpo de delito em seres humanos no interior dos prédios
e(ou) dependências de delegacias, seccionais ou sucursais de polícia, unidades militares, casas de
detenção e presídios. Proíbe, ainda, exames de corpo de delito em seres humanos contidos por
algemas ou por qualquer outro meio — exceto quando o periciado oferecer risco à integridade física
do médicoperito.
Como ficaria a posição do legista, trabalhando no interior de delegacias policiais, quartéis ou casas
de detenção, repleta de policiais, caso assistisse à violação dos direitos humanos? Seria uma simples
testemunha ou um perito médico, com obrigação legal de relatar os fatos? Um legista não é (e não
pode ser visto como) testemunha ou cúmplice dos fatos.
Nunca, jamais, devem acontecer ocorrências que levem o periciado a confundir a figura imparcial e
isenta do médico-legista (interessado na busca da verdade, por meio da prova técnica) com o
aparelho repressor do Estado. Sua função é descrever, por meio da observação atenta e minuciosa,
os fatos ocorridos, interpretando-os para a justiça, com seus conhecimentos de medicina.
1. A partir do texto, assinale a opção que resume, corretamente, a idéia do parágrafo
correspondente.
A) primeiro parágrafo – apresentação de função, característica e objetivo dos laudos médico-periciais.
B) segundo parágrafo – relato da necessidade de agressores e vítimas descreverem as versões dos
fatos, responsavelmente.
C) terceiro parágrafo – narrativa sintética dos princípios da Resolução CFM n.º 1.635, de 9 de maio
de 2002.
D) último parágrafo – argumentação imparcial em defesa da isenção dos médicos-legistas.
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Texto 10
Entende-se que policial militar é um trabalhador que desenvolve um processo de trabalho peculiar.
Concebe-se também que o exercício de sua atividade caracterize uma profissão, na medida em que a
atividade policial é exercida por um grupo social específico, que partilha idéias, valores e crenças
comuns. Considera-se, ainda, a polícia como uma profissão pelo conjunto de atividades atribuídas
pelo Estado à organização policial para a aplicação da lei e a manutenção da ordem pública. Júlio
Consul, em A Polícia Militar — revelando sua identidade, afirma que o trabalho de policial militar se
caracteriza pela percepção, pelas expectativas e pela retórica para legitimar, entre o eu e o outro, nós
e eles, o atributo de profissão policial sob os auspícios das atividades que eles desenvolvem no seu
cotidiano laboral.
O trabalho do policial militar compreende tudo aquilo que o profissional utiliza na realização de sua
atividade.Essa atividade comporta o aspecto instrumental e o conhecimento técnico-operativo,
descritos a seguir. Instrumental: São os equipamentos utilizados e os aprestos. São as ferramentas
que dão suporte ao policial militar na realização de suas atividades, tais como: uniforme (a farda),
capa de chuva, armas (arma de fogo, cassetete e algemas), viaturas, rádios transceptores, apito,
coletes refletores, papel, caneta, telefone; instrumentos de prevenção: colete à prova de balas,
capacete de controle de tumulto.
Conhecimento técnico-operativo da profissão: É o saber adquirido no exercício profissional e o
conjunto de conhecimentos que o policial militar adquire por meio dos cursos de formação e
habilitação. Isso orientará sua maneira de agir. O policial utiliza ainda outros recursos que podem
contribuir para a efetividade de sua ação, como diálogos com a comunidade, palestras e orientações.
Em resumo, o papel da polícia é tratar de problemas humanos quando sua solução necessita ou
possa necessitar do emprego da força. Assim, para que o policial possa realizar o seu trabalho com
eficiência, é fundamental que aprenda a intervir-nos mais distintos espaços, de modo que exerça sua
autoridade como profissional dentro das prerrogativas que lhe conferem o poder de polícia, mas sem
abusar desse poder, de maneira arbitrária ou autoritária.
1.O último parágrafo do texto faz uma síntese das idéias do parágrafo inicial sem a elas acrescentar
informação alguma, o que evidencia a natureza narrativa.
Texto 11
Em sua posse no cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o embaixador
Sérgio Amaral reafirmou o explícito entusiasmo de enfrentar o desafio de incrementar as exportações
brasileiras. Ficou claro para todos que ele expressava uma posição de governo, enfatizada pelo
presidente da República, em uma demonstração de que o espírito das autoridades federais está
inoculado pela causa e de que a compreensão do que significa uma ação coordenada, visando à
inserção do Brasil na economia internacional, começa a se disseminar. Entre outras coisas, o ministro
declarou: “Nossa prioridade é o MERCOSUL”.
O governo federal foca seus esforços no aumento das exportações brasileiras e na direção certa,
mas há uma agenda aguardando definições e atos, particularmente no que diz respeito aos juros –
que precisam ser reduzidos a patamares compatíveis com os praticados nos lugares do mundo onde
nossos concorrentes se financiam. Espera-se também uma maior disponibilidade de recursos nos
programas de fomento às exportações; uma reforma tributária, que é urgente; um aperfeiçoamento da
legislação trabalhista e é uma ampliação e melhoria da infra-estrutura nacional, principalmente no
setor de transportes. Esse conjunto de fatores -- - enquanto não definidos e implementados --- é que
torna as empresas brasileiras vulneráveis no jogo do comércio internacional. Mas a questão da
América do Sul merece uma análise especial.
Dinheiro é um facilitador das transações, mas não é a única forma de relação comercial. O mundo
moderno não pode menosprezar a sabedoria de nossos antepassados, que sobreviveram séculos
fazendo trocas. Um bom exemplo de alinhamento entre estratégias empresariais e apoio
governamental, que resultou em uma equação, é o caso da Odebrecht em Angola: esta construtora
constrói a hidrelétrica de que o país africano necessita, e o governo angolano paga com petróleo,
produto abundante naquele país.
O fato é que existe um vasto mercado para exportação na América do Sul que não pode ser
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desconsiderado. Politicamente, esse é o mercado do Brasil, e o Brasil é o mercado para sua
viabilização. O governo federal não deve fechar-se sobre o MERCOSUL. Precisamos assumir o papel
geopolítico de liderança em toda a América do Sul, até porque nossa condição diferenciada no
contexto mundial facilita a captação de capitais internacionais, para financiar, aqui, operações dessa
natureza. A infraestrutura de transportes, geração de energia e telecomunicações e as riquezas do
subsolo estão esperando por investimentos. Se não os fizemos, outros farão.
Emílio Odebrecht. Ícaro Brasil, nov/2001, p. 28-30 (com adaptações)
1. Aplicando conhecimentos acerca de tipologia, estrutura e organização de um texto em parágrafos,
julgue os itens a seguir, segundo as idéias desenvolvidas no texto.
a) No primeiro parágrafo, fica explícita a disposição do governo em enfrentar o desafio do aumento
das exportações brasileiras, prioritariamente junto aos países que compõem o MERCOSUL.
b) No segundo parágrafo, alude-se à ampliação dos limites do mercado, de forma a abranger todo o
continente sul-americano, e levantam-se algumas estratégias de ação para viabilizar esse propósito:
redução dos juros, aumento da disponibilidade de recursos, reforma tributária, aperfeiçoamento da
legislação trabalhista e ampliação e melhoria da infra-estrutura de transportes.
c) O terceiro parágrafo, predominantemente narrativo, apresenta o ponto de vista do narrador acerca
do dinheiro, da sabedoria dos antepassados e das estratégias empresariais do governo africano para
com o petróleo.
d) O quarto parágrafo descreve o vasto mercado para a exportação da América do Sul, além do
MERCOSUL, o papel geopolítico de liderança brasileira na região sul-americana, a condição
diferenciada do Brasil no contexto mundial e a infra-estrutura brasileira de transportes, de geração de
energia, de telecomunicações e de tecnologia.
d) Nesse texto, eminentemente dissertativo, o autor discute o assunto do incremento das
exportações brasileiras na América do Sul, apresentando vários argumentos que teriam, em tese, o
intuito de fazer o leitor partilhar do seu ponto de vista, que está resumindo na última idéia do texto:
“Se não o fizermos, outros farão”.
Texto 12
A globalização começou no dia em que um anônimo primitivo, em alguma parte do continente ainda
sem nome, movido por um sentimento de curiosidade, caminhou além dos limites conhecidos por sua
tribo e encontrou um grupo de desconhecidos, com o qual entabulou algum tipo de comunicação. A
partir daquele momento, os homens nuca mais pararam de caminhar, de olhar ao redor e de integrar-
se em um processo de globalização cada vez mais amplo.
Desde o final do século XV, com a invenção de novos equipamentos de navegação e as grandes
descobertas, esse processo se espalhou por todo o planeta, ao mesmo tempo em que aumentava a
influência européia no mundo. No século XIX, o telégrafo submarino reduziu o tempo com que as
informações, as ordens e as diversas decisões importantes chegavam a diversos lugares do mundo –
em pontos específicos, em quantidades limitadas e com alguma defasagem de tempo.
O processo atual de globalização se diferencia do iniciado há centenas de milhares de anos porque o
mundo se tornou um só e instantâneo. O conhecimento das informações, o acesso às coisas e a
influência do poder ficaram internacionais e chegam ao mesmo tempo em todas as partes.
Globalização é essa “simultaneidade totalizante”, que se instalou sem uma integração entre os
homens. Para surpresa de todos que observam o mundo global, a globalização torna iguais os seres,
não importa o grupo a que pertençam, mas faz com que dentro de cada grupo as pessoas sejam
mais diferentes entre elas do que no passado.
Uma das maiores manifestações lingüísticas na fronteira entre os séculos XX e XXI é a idéia de
globalização como um processo de internacionalização. A globalização é um processo de
disseminação das idéias, da cultura e dos objetivos sociais dos Estados Unidos. No lugar de
globalização, há uma ameriglobalização. A melhor prova disso é que esse país defende a abertura
comercial, mas fecha suas fronteiras e toma medidas protecionistas sempre que necessário.
COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
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1.Analisando a tipologia do texto e a síntesedas idéias nele desenvolvidas, assinale a opção
incorreta.
a) O primeiro parágrafo apresenta o mais remoto indício da globalização, título do texto, de forma
expositiva, sem haver posicionamento explícito do autor frente aos acontecimentos.
b) O segundo parágrafo mostra a evolução do processo, em uma retrospectiva histórica, desde o final
do século XV, tempo e, que a influência européia no mundo se fez marcante, até o século XIX,
quando as informações chegavam a diversos lugares do mundo “em quantidades limitadas e com
alguma defasagem de tempo”.
c) No terceiro parágrafo, o autor, de forma descritiva e privilegiando a apresentação do quadro global
em vários pontos do planeta, discorre a respeito do processo de total simultaneidade, instalada sem
uma integração entre os homens.
d) No quarto parágrafo, o autor desmistifica a visão corrente de que a globalização é um processo
neutro de internacionalização, exemplificando com a atuação da sociedade norte-americana perante
o mundo.
e) Em todo o texto predomina a estrutura dissertativa, por meio da qual o assunto é abordado, em
linguagem objetiva e referencial, obedecendo a um viés cronológico, do passado ao presente.
Coesão E Coerência
A crescente escassez de profissionais qualificados no mercado de trabalho doméstico está obrigando
a Companhia Vale do Rio Doce a lançar uma campanha global de recrutamento para arregimentar
pessoal especializado nos EUA, na Inglaterra, na Austrália e no Canadá. A previsão é de 62 mil
contratações nos próximos cinco anos.
O Estado de S.Paulo, 21/3/2008 (com adaptações).
1) Assinale a opção que constitui continuação coesa e coerente para o fragmento de texto acima.
a) Essa disputa se tornou tão acirrada que elevou o nível médio salarial. Um soldador, por exemplo,
hoje tem um ordenado inicial entre R$ 1,2 mil e R$ 2,1 mil. Nas escolas do SESI e do SENAC, os
formandos são disputados pelos empregadores.
b) Essa é a iniciativa mais audaciosa já tomada por uma empresa brasileira em matéria de oferta de
emprego, e é mais uma das conseqüências da globalização da economia.
c) Entretanto, com o extraordinário crescimento da produção industrial chinesa, nos últimos anos, o
preço das commodities no mercado internacional disparou, o que abriu caminho para a expansão dos
setores de mineração, siderurgia, petróleo e equipamentos de transporte pesado.
d) Desde então, as empresas mais competitivas desses setores criaram milhares de novos postos de
trabalho e, de forma cada vez mais agressiva, vêm disputando trabalhadores preparados para ocupá-
los.
e) Todas essas empresas vêm publicando anúncios em inglês, em busca de profissionais qualificados
de nível técnico superior. As empresas também vêm contratando trabalhadores aposentados e
procurando atrair profissionais qualificados da PETROBRAS.
Há cinco anos, sob o comando de George W. Bush, os Estados Unidos da América (EUA) invadiam o
Iraque. Já se mostrou à exaustão que a aventura foi uma catástrofe humanitária e um fracasso
político que encalacrou o Pentágono numa ocupação militar sem perspectiva de solução. Verifica-se,
agora, que foi também um desastre financeiro.
Folha de S.Paulo, 20/3/2008 (com adaptações).
2. Assinale a opção em que o fragmento constitui continuação coesa e coerente para o texto acima.
COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
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a) Entretanto, Joseph Stiglitz, Prêmio Nobel de Economia, calcula que a empreitada poderá sair por
assombrosos US$ 4 trilhões ou mais, dependendo de quanto tempo a ocupação durar.
b) Mas, agora que o país se encontra numa situação de déficit fiscal, a conta da guerra contribui para
a crescente desvalorização da moeda norte-americana, num movimento que dificulta o combate à
crise de crédito nos EUA e agrava suas repercussões globais.
c) Às vésperas da invasão, a Casa Branca estimava que gastaria algo entre US$ 50 bilhões e US$ 60
bilhões para derrubar Saddam Hussein e instalar um novo governo no país. Hoje, a conta está em
US$ 600 bilhões e continua subindo.
d) Avaliações mais conservadoras, como a do Escritório de Orçamento do Congresso, órgão que
municia o Poder Legislativo com informações técnicas, concluem que a ocupação não atingirá
efetivamente a economia norteamericana.
e) Portanto, nada indica que o próximo presidente dos EUA terá condições de colocar um fim rápido à
aventura. Fala-se em retirar as tropas até o fim de 2009. Isso, é claro, no melhor cenário. E o
problema é que, no Iraque, o melhor cenário nunca se materializa.
O conflito do Tibete, que se arrasta desde o século 13, requer solução pacífica pautada pelo signo da
não-violência. Invadida pela China em 1950, a província luta pela autonomia há cinco décadas.
Pequim resiste. Além de constante desrespeito aos direitos humanos, procede ao que o dalai-lama
denomina “genocídio cultural” — sistemático esmagamento das tradições da região.
Com o controle dos meios de comunicação, as autoridades chinesas exercem violenta censura à
informação e à livre circulação de pessoas. A tevê só mostra imagens liberadas pelos
administradores locais. O mesmo ocorre com as notícias e certos sítios da Internet. Jornalistas e
turistas encontram as fronteiras fechadas.
Torna-se difícil, assim, avaliar as dimensões e as conseqüências dos protestos que eclodiram
recentemente. Pequim soma 13 mortos. Os tibetanos falam em mais de 100 e de centenas de prisões
de dissidentes. Suspeita-se, com razão, do incremento da repressão.
Correio Braziliense, 20/3/2008 (com adaptações).
03) Assinale a opção que apresenta as idéias principais do texto acima.
a) Pequim controla os tibetanos, que vivem sob censura, sem possibilidade de livre circulação em sua
própria região.
b) A tevê só mostra imagens liberadas pelos administradores locais, e as fronteiras estão fechadas
para turistas e jornalistas.
c) Para Pequim, houve treze mortos nos conflitos recentes; para os tibetanos, houve mais de cem
mortos e centenas de prisões de dissidentes.
d) A China procede a um genocídio cultural no Tibete, quando esmaga as tradições da região.
e) Embora haja controle dos meios de comunicação e das fronteiras, suspeita-se do aumento da
repressão no Tibete, que luta pela autonomia, pois é ocupado pela China há mais de cinqüenta anos.
4. Assinale a opção que constitui continuação coesa e coerente para o texto abaixo: Até aqui o
governo se dedicou a expor seu ponto de vista e começou a mover suas pedras no tabuleiro, a partir
de sua opção pela prioridade sulamericana e do Mercosul. Estabeleceu, em seguida, uma série de
pontes e alianças possíveis com a África e a Ásia, como aconteceu com o G21, na reunião de
Cancun da OMC, e como está acontecendo nas negociações do G3, com a África do Sul e com a
Índia. Ou ainda, como vem ocorrendo nas novas parcerias tecnológicas com a Ucrânia, a Rússia, a
China, ou com os projetos infra-estruturais com a Venezuela, a Bolívia, o Peru e a Argentina.
a) Não há dúvida, porquanto, de que essas principais disputas giraram em torno das divergências
econômicas entre os Estados Unidos e o Brasil, em particular as negociações da OMC, FMI e ALCA.
COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
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b) O que se vê é a afirmação de uma nova política externa, ativa, presente, baseada no interesse
nacional brasileiro e na afinidade histórica e territorial do Brasil com o resto da América do Sul, bem
como na sua afinidade de interesses com os demais grandes países em desenvolvimento.
c) E do outro lado, naquele momento, estarão os grupos econômicos e as forças sociais, intelectuais
e políticas que sempre lutaram por um projeto de desenvolvimento para o Brasil.
d) E aqui, não há como se enganar sobre as forças que esta batalha despertava, dentro e fora do
governo: de um lado estarão, como sempre estiveram, os grupos de interesse que defendem uma
relação subserviente com os Estados Unidos, em troca de uma acesso maisfavorecido ao mercado
interno americano.
e) Orientando-se pelos interesses nacionais do povo e não apenas pelos interesses imediatos e
particulares do seu agrobusiness, e dos seus grupos financeiros defendidos e acobertados pela
retórica diletante e pela política escandalosamente subserviente dos “diplomatas descalços”.
5.Os trechos a seguir constituem um texto, mas estão desordenados. Ordeneos nos parênteses e
aponte a opção correta:
( ) A aguda crise social desdobrou-se, então, em quatro vertentes de alternativa política: o fascismo
italiano, o nazismo alemão, a social democracia sueca e o New Deal norte-americano.
( ) O desemprego é uma tragédia social com profundas implicações políticas.
( ) Um dado dessa natureza é importante, pois estabelece a conexão entre a crise social e o efeito
político-eleitoral.
( ) A esmagadora maioria dos eleitores nas últimas eleições apontava esse fenômeno como o mais
grave problema do país.
( ) Tal conexão apareceu pela primeira vez na História, claramente, há mais de 70 anos, nos
principais países capitalistas, na Grande Depressão.
a) 5, 1, 3, 2, 4
b) 3, 5, 1, 4, 2
c) 2, 4, 3, 5, 1
d) 4, 1, 3, 5, 2
e) 2, 1, 4 5, 3
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TIPOLOGIAS E GENEROS TEXTUAIS
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Tipologias e Generos Textuais
Tipologia Textual
1. Narração
Modalidade em que um narrador, participante ou não, conta um fato, real ou fictício, que ocorreu num
determinado tempo e lugar, envolvendo certos personagens. Refere-se a objetos do mundo real. Há
uma relação de anterioridade e posterioridade. O tempo verbal predominante é o passado. Estamos
cercados de narrações desde as que nos contam histórias infantis até às piadas do cotidiano. É o tipo
predominante nos gêneros: conto, fábula, crônica, romance, novela, depoimento, piada, relato, etc.
2. Descrição
Um texto em que se faz um retrato por escrito de um lugar, uma pessoa, um animal ou um objeto. A
classe de palavras mais utilizada nessa produção é o adjetivo, pela sua função caracterizadora.
Numa abordagem mais abstrata, pode-se até descrever sensações ou sentimentos. Não há relação
de anterioridade e posterioridade. Significa "criar" com palavras a imagem do objeto descrito. É fazer
uma descrição minuciosa do objeto ou da personagem a que o texto se Pega. É um tipo textual que
se agrega facilmente aos outros tipos em diversos gêneros textuais. Tem predominância em gêneros
como: cardápio, folheto turístico, anúncio classificado, etc.
3. Dissertação
Dissertar é o mesmo que desenvolver ou explicar um assunto, discorrer sobre ele. Dependendo do
objetivo do autor, pode ter caráter expositivo ou argumentativo.
3.1 Dissertação-Exposição
Apresenta um saber já construído e legitimado, ou um saber teórico. Apresenta informações sobre
assuntos, expõe, reflete, explica e avalia ideias de modo objetivo. O texto expositivo apenas expõe
ideias sobre um determinado assunto. A intenção é informar, esclarecer. Ex: aula, resumo, textos
científicos, enciclopédia, textos expositivos de revistas e jornais, etc.
3.1 Dissertação-Argumentação
Um texto dissertativo-argumentativo faz a defesa de ideias ou um ponto de vista do autor. O texto,
além de explicar, também persuade o interlocutor, objetivando convencê-lo de algo. Caracteriza-se
pela progressão lógica de ideias. Geralmente utiliza linguagem denotativa. É tipo predominante em:
sermão, ensaio, monografia, dissertação, tese, ensaio, manifesto, crítica, editorial de jornais e
revistas.
4. Injunção / Instrucional
Indica como realizar uma ação. Utiliza linguagem objetiva e simples. Os verbos são, na sua maioria,
empregados no modo imperativo, porém nota-se também o uso do infinitivo e o uso do futuro do
presente do modo indicativo. Ex: ordens; pedidos; súplica; desejo; manuais e instruções para
montagem ou uso de aparelhos e instrumentos; textos com regras de comportamento; textos de
orientação (ex: recomendações de trânsito); receitas, cartões com votos e desejos (de natal,
aniversário, etc.).
OBS1: Muitos estudiosos do assunto listam apenas os tipos acima. Alguns outros consideram que
existe também o tipo predição.
5. Predição
Caracterizado por predizer algo ou levar o interlocutor a crer em alguma coisa, a qual ainda está por
ocorrer. É o tipo predominante nos gêneros: previsões astrológicas, previsões meteorológicas,
previsões escatológicas/apocalípticas.
OBS2: Alguns estudiosos listam também o tipo Dialogal, ou Conversacional. Entretanto, esse nada
mais é que o tipo narrativo aplicado em certos contextos, pois toda conversação envolve
TIPOLOGIAS E GENEROS TEXTUAIS
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personagens, um momento temporal (não necessariamente explícito), um espaço (real ou virtual), um
enredo (assunto da conversa) e um narrador, aquele que relata a conversa.
Dialogal / Conversacional
Caracteriza-se pelo diálogo entre os interlocutores. É o tipo predominante nos gêneros: entrevista,
conversa telefônica, chat, etc.
Gêneros textuais
Os Gêneros textuais são as estruturas com que se compõem os textos, sejam eles orais ou escritos.
Essas estruturas são socialmente reconhecidas, pois se mantêm sempre muito parecidas, com
características comuns, procuram atingir intenções comunicativas semelhantes e ocorrem em
situações específicas. Pode-se dizer que se tratam das variadas formas de linguagem que circulam
em nossa sociedade, sejam eles formais ou informais. Cada gênero textual tem seu estilo próprio,
podendo então, ser identificado e diferenciado dos demais através de suas características. Exemplos:
Carta: quando se trata de "carta aberta" ou "carta ao leitor", tende a ser do tipo dissertativo-
argumentativo com uma linguagem formal, em que se escreve à sociedade ou a leitores. Quando se
trata de "carta pessoal", a presença de aspectosnarrativos ou descritivos e uma linguagem pessoal é
mais comum. No caso da "carta denúncia", em que há o relato de um fato que o autor sente
necessidade de o exporao seu público, os tipos narrativos e dissertativo-expositivo são mais
utilizados.
Propaganda: é um gênero textual dissertativo-expositivo onde há a o intuito de propagar informações
sobre algo, buscando sempre atingir e influenciar o leitor apresentando, na maioria das vezes,
mensagens que despertam as emoções e a sensibilidade do mesmo.
Bula de remédio: trata-se de um gênero textual descritivo, dissertativo-expositivo einjuntivo que tem
por obrigação fornecer as informações necessárias para o correto uso do medicamento.
Receita: é um gênero textual descritivo e injuntivo que tem por objetivo informar a fórmula para
preparar tal comida, descrevendo os ingredientes e o preparo destes, além disso, com verbos no
imperativo, dado o sentido de ordem, para que o leitor siga corretamente as instruções.
Tutorial: é um gênero injuntivo que consiste num guia que tem por finalidade explicar ao leitor, passo
a passo e de maneira simplificada, como fazer algo.
Editorial: é um gênero textual dissertativo-argumentativo que expressa o posicionamento da
empresasobre determinado assunto, sem a obrigação da presença da objetividade.
Notícia: podemos perfeitamente identificar características narrativas, o fato ocorrido que se deu em
um determinado momento e em um determinado lugar, envolvendo determinadas personagens.
Características do lugar, bem como dos personagens envolvidos são, muitas vezes,
minuciosamente descritos.
Reportagem: é um gênero textual jornalístico de caráter dissertativo-expositivo. A reportagem tem,
por objetivo, informar e levar os fatos ao leitor de uma maneira clara, com linguagem direta.
Entrevista: é um gênero textual fundamentalmente dialogal, representado pela conversação de duas
ou mais pessoas, o entrevistador e o(s) entrevistado(s), para obter informações sobre ou do
entrevistado, ou de algum outro assunto. Geralmente envolve também aspectos dissertativo-
expositivos, especialmente quando se trata de entrevista a imprensa ou entrevista jornalística. Mas
pode também envolver aspectosnarrativos, como na entrevista de emprego, ou aspectos descritivos,
como na entrevista médica.
História em quadrinhos: é um gênero narrativo que consiste em enredos contados em pequenos
quadros através de diálogos diretos entre seus personagens, gerando uma espécie de conversação.
Charge: é um gênero textual narrativo onde se faz uma espécie de ilustração cômica, através de
caricaturas, com o objetivo de realizar uma sátira, crítica ou comentário sobre algum acontecimento
atual, em sua grande maioria.
TIPOLOGIAS E GENEROS TEXTUAIS
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Poema: trabalho elaborado e estruturado em versos. Além dos versos, pode ser estruturado em
estrofes. Rimas e métrica também podem fazer parte de sua composição. Pode ou não ser poético.
Dependendo de sua estrutura, pode receber classificações específicas, como haicai, soneto, epopeia,
poema figurado, dramático, etc. Em geral, a presença de aspectos narrativos e descritivos são mais
frequentes neste gênero. Importante também é a distinção entre poema e poesia. Poesia é o
conteúdo capaz de transmitir emoções por meio de uma linguagem, ou seja, tudo o que toca e
comove pode ser considerado como poético. Assim, quando aplica-se a poesia ao gênero
<poema>, resulta-se em um poema poético, quando aplicada à prosa, resulta-se na prosa
poética (até mesmo uma peça ou um filme podem ser assim considerados).
Canção: possui muitas semelhanças com o gênero poema, como a estruturação em estrofes e as
rimas. Ao contrário do poema, costuma apresentar em sua estrutura um refrão, parte da letra que se
repete ao longo do texto, e quase sempre tem uma interação direta com os instrumentos musicais. A
tipologia narrativa tem prevalêncianeste caso.
Adivinha: é um gênero cômico, o qual consiste em perguntas cujas respostas exigem algum nível de
engenhosidade. Predominantemente dialogal.
Anais: um registro da história resumido, estruturado ano a ano. Atualmente, é utilizado para
publicações científicas ou artísticas que ocorram de modo periódico, não necessariamente a cada
ano. Possui caráter fundamentalmente dissertativo.
Anúncio publicitário: utiliza linguagem apelativa para persuadir o público a desejar aquilo que é
oferecido pelo anúncio. Por meio do uso criativo das imagens e dalinguagem, consegue utilizar todas
as tipologias textuais com facilidade.
Boletos, faturas, carnês: predomina o tipo descrição nestes casos, relacionados a informações de
um indivíduo ou empresa. O tipo injuntivo também se manifesta, através da orientação que cada um
traz.
Profecia: em geral, estão em um contexto religioso, e tratam de eventos que podem ocorrer no
futuro da época do autor. A predominância é a do tipo preditivo, havendo também características dos
tipos narrativo e descritivo.
Gêneros literários:
Gênero Narrativo:
Na Antiguidade Clássica, os padrões literários reconhecidos eram apenas o épico, o lírico e o
dramático. Com o passar dos anos, o gênero épico passou a ser considerado apenas uma variante
do gênero literário narrativo, devido ao surgimento de concepções de prosa com características
diferentes: o romance, a novela, o conto, a crônica, a fábula. Porém, praticamente todas as obras
narrativas possuem elementos estruturais e estilísticos em comum e devem responder a
questionamentos, como: quem? o que? quando? onde? por quê? Vejamos a seguir:
Épico (ou Epopeia): os textos épicos são geralmente longos e narram histórias de um povo ou de
uma nação, envolvem aventuras, guerras, viagens, gestos heroicos, etc. Normalmente apresentam
um tom de exaltação, isto é, de valorização de seus heróis e seus feitos. Dois exemplos são Os
Lusíadas, de Luís de Camões, e Odisséia, de Homero.
Romance: é um texto completo, com tempo, espaço e personagens bem definidos e de caráter
mais verossímil. Também conta as façanhas de um herói, mas principalmente uma história de amor
vivida por ele e uma mulher, muitas vezes, “proibida” para ele. Apesar dos obstáculos que o separam,
o casal vive sua paixão proibida, física, adúltera, pecaminosa e, por isso, costuma ser punido no final.
É o tipo de narrativa mais comum na Idade Média. Ex: Tristão e Isolda.
Novela: é um texto caracterizado por ser intermediário entre a longevidade do romance e a brevidade
do conto. Como exemplos de novelas, podem ser citadas as obras O Alienista, de Machado de Assis,
e A Metamorfose, de Kafka.
Conto: é um texto narrativo breve, e de ficção, geralmente em prosa, que conta situações rotineiras,
anedotas e até folclores. Inicialmente, fazia parte da literatura oral. Boccacio foi o primeiro a
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reproduzi-lo de forma escrita com a publicação de Decamerão. Diversos tipos do gênero textual conto
surgiram na tipologia textual narrativa: conto de fadas, que envolve personagens do mundo da
fantasia; contos de aventura, que envolvem personagens em um contexto mais próximo da realidade;
contos folclóricos (conto popular); contos de terror ou assombração, que se desenrolam em um
contexto sombrio e objetivam causar medo no expectador; contos de mistério, que envolvem o
suspense e a solução de um mistério.
Fábula: é um texto de caráter fantástico que busca ser inverossímil. As personagens principais são
não humanos e a finalidade é transmitir alguma lição de moral.
Crônica: é uma narrativa informal, breve, ligada à vida cotidiana, com linguagem coloquial. Pode ter
um tom humorístico ou um toque de crítica indireta, especialmente, quando aparece em seção ou
artigo de jornal, revistas e programas da TV..
Crônica narrativo-descritiva: Apresenta alternância entre os momentos narrativos e manifestos
descritivos.
Ensaio: é um texto literário breve, situado entre o poético e o didático, expondo ideias, críticas e
reflexões morais e filosóficas a respeito de certo tema. É menos formal e mais flexível que o tratado.
Consiste também na defesa de um ponto de vista pessoal e subjetivo sobre um tema (humanístico,
filosófico, político, social, cultural, moral, comportamental, etc.), sem que se paute em formalidades
como documentos ou provas empíricas ou dedutivas de caráter científico. Exemplo:Ensaio sobre a
tolerância, de John Locke.
Gênero Dramático:
Trata-se do texto escrito para ser encenado no teatro. Nesse tipo de texto, não há um narrador
contando a história. Ela “acontece” no palco, ou seja, é representada por atores, que assumem os
papéis das personagens nas cenas.
Tragédia: é a representação de um fato trágico, suscetível de provocar compaixão e terror.
Aristóteles afirmava que a tragédia era "uma representação duma ação grave, de alguma extensão e
completa, em linguagem figurada, com atores agindo, não narrando, inspirando dó e terror".
Ex: Romeu e Julieta, de Shakespeare.
Farsa: A farsa consiste no exagero do cômico, graças ao emprego de processos como o absurdo, as
incongruências, os equívocos, a caricatura, o humor primário, as situações ridículas e, em especial, o
engano.Comédia: é a representação de um fato inspirado na vida e no sentimento comum, de riso fácil. Sua
origem grega está ligada às festas populares.
Tragicomédia: modalidade em que se misturam elementos trágicos e cômicos. Originalmente,
significava a mistura do real com o imaginário.
Poesia de cordel: texto tipicamente brasileiro em que se retrata, com forte apelo linguístico e cultural
nordestinos, fatos diversos da sociedade e da realidade vivida por este povo.
Gênero Lírico:
É certo tipo de texto no qual um eu lírico (a voz que fala no poema e que nem sempre corresponde à
do autor) exprime suas emoções, ideias e impressões em face do mundo exterior. Normalmente os
pronomes e os verbos estão em 1ª pessoa e há o predomínio da função emotiva da linguagem.
Elegia: é um texto de exaltação à morte de alguém, sendo que a morte é elevada como o ponto
máximo do texto. O emissor expressa tristeza, saudade, ciúme, decepção, desejo de morte. É um
poema melancólico. Um bom exemplo é a peça Roan e yufa, de william shakespeare.
Epitalâmia: é um texto relativo às noites nupciais líricas, ou seja, noites românticas com poemas e
cantigas. Um bom exemplo de epitalâmia é a peça Romeu e Julieta nas noites nupciais.
Ode (ou hino): é o poema lírico em que o emissor faz uma homenagem à pátria (e aos seus
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símbolos), às divindades, à mulher amada, ou a alguém ou algo importante para ele. O hino é uma
ode com acompanhamento musical;
Idílio (ou écloga): é o poema lírico em que o emissor expressa uma homenagem à natureza,
às belezas e às riquezas que ela dá ao homem. É o poema bucólico, ou seja, que expressa o desejo
de desfrutar de tais belezas e riquezas ao lado da amada (pastora), que enriquece ainda mais a
paisagem, espaço ideal para a paixão. A écloga é um idílio com diálogos (muito rara);
Sátira: é o poema lírico em que o emissor faz uma crítica a alguém ou a algo, em tom sério ou
irônico.
Acalanto: ou canção de ninar;
Acróstico: (akros = extremidade; stikos = linha), composição lírica na qual as letras iniciais de cada
verso formam uma palavra ou frase;
Balada: uma das mais primitivas manifestações poéticas, são cantigas de amigo (elegias) com ritmo
característico e refrão vocal que se destinam à dança;
Canção (ou Cantiga, Trova): poema oral com acompanhamento musical;
Gazal (ou Gazel): poesia amorosa dos persas e árabes; odes do oriente médio;
Haicai: expressão japonesa que significa “versos cômicos” (=sátira). E o poema japonês formado de
três versos que somam 17 sílabas assim distribuídas: 1° verso= 5 sílabas; 2° verso = 7 sílabas; 3°
verso 5 sílabas;
Soneto: é um texto em poesia com 14 versos, dividido em dois quartetos e dois tercetos, com rima
geralmente em a-ba-b a-b-b-a c-d-c d-c-d.
Vilancete: são as cantigas de autoria dos poetas vilões (cantigas de escárnio e de maldizer);
satíricas, portanto.
Diferenças entre gêneros e tipos textuais
Gêneros e tipos textuais são dois conceitos distintos, embora ainda seja bastante comum a
confusão entre esses elementos.
A compreensão e identificação dos gêneros textuais é um tema recorrente em concursos e
vestibulares. Entretanto, existem também os chamados “tipos textuais”, que são comumente
confundidos com os gêneros, induzindo inúmeros candidatos ao erro. As diferenças entre gêneros e
tipos textuaisexistem e são bem importantes!
Gêneros e tipos texuais são elementos distintos, observe:
Tipos Textuais
Gêneros textuais
Os tipos textuais são caracterizados por propriedades
linguísticas, como vocabulário, relações lógicas, tempos
verbais, construções frasais etc.
Possuem função comunicativa e estão
inseridos em um contexto cultural.
São eles: narração,
argumentação, descrição, injunção (ordem) e exposição
(que é o texto informativo).
Possuem um conjunto ilimitado de
características, que são determinadas
de acordo com o estilo do autor,
conteúdo, composição e função.
Geralmente variam entre 5 e 9 tipos. São infinitos os exemplos de gêneros:
receita culinária, blog, e-mail, lista de
compras, bula de remédios,
telefonema, carta comercial, carta
argumentativa etc.
TIPOLOGIAS E GENEROS TEXTUAIS
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Podemos afirmar que a tipologia textual está relacionada com a forma como um texto apresenta-se e
é caracterizada pela presença de certos traços linguísticos predominantes. O gênero textual exerce
funções sociais específicas, que são pressentidas e vivienciadas pelos usuários da língua. Mas você
deve estar perguntando-se: “por que é importante saber a diferença entre gêneros e tipos textuais?”.
Saber as diferenças elencadas no quadro acima é fundamental para a correta distinção entre gêneros
e tipos textuais, pois quando conhecemos as características de cada um desses elementos, fica
muito mais fácil interpretar um texto. A interpretação está relacionada não apenas com a construção
de sentidos, mas também com os diversos fatores inerentes à estruturação textual.
Você Sabe O Que São Tipos Textuais?
Podemos chamar de tipos textuais o conjunto de enunciados organizados em uma estrutura bem
definida e facilmente identificada por suas características predominantes. O termo tipologia
textual (outra nomenclatura possível) designa uma sequência definida pela natureza linguística de
sua composição, ou seja, está relacionado com questões estruturais da língua, determinadas por
aspectos lexicais, sintáticos, relações lógicas e tempo verbal. Objetivamente, dizemos que o tipo
textual é a forma como o texto apresenta-se.
Podem variar entre cinco e nove tipos, contudo, os mais estudados e exigidos nas diferentes provas
de vestibular e concursos no Brasil são a narração, a dissertação, a descrição, a injunção e a
exposição. Veja as principais características de cada um deles:
► Narração: Sua principal característica é contar uma história, real ou não, geralmente situada em
um tempo e espaço, com personagens, foco narrativo, clímax, desfecho, entre outros elementos. Os
gêneros que se apropriam da estrutura narrativa são: contos, crônicas, fábulas, romance, biografias
etc.
► Dissertação: Tipo de texto opinativo em que ideias são desenvolvidas por meio de estratégias
argumentativas. Sua maior finalidade é conquistar a adesão do leitor aos argumentos apresentados.
Os gêneros que se apropriam da estrutura dissertativa são: ensaio, carta argumentativa, dissertação,
editorial etc.
► Descrição: Têm por objetivo descrever objetiva ou subjetivamente coisas, pessoas ou situações.
Os gêneros que se apropriam da estrutura descritiva são: laudo, relatório, ata, guia de viagem etc.
Também podem ser encontrados em textos literários por meio da descrição subjetiva.
► Injunção: São textos que apresentam a finalidade de instruir e orientar o leitor, utilizando verbos
no imperativo, no infinitivo ou presente do indicativo, sempre indeterminando o sujeito. Os gêneros
que se apropriam da estrutura injuntiva são: manual de instruções, receitas culinárias, bulas,
regulamentos, editais, códigos, leis etc.
► Exposição: O texto expositivo tem por finalidade apresentar informações sobre um objeto ou fato
específico, enumerando suas características por meio de uma linguagem clara e concisa. Os gêneros
que se apropriam da estrutura expositiva são: reportagem, resumo, fichamento, artigo científico,
seminário etc.
Para que você conheça com detalhes cada um dos tipos textuais citados, o sítio de Português
preparou uma seção sobre tipologia textual. Nela você encontrará vários artigos que têm como
objetivo discutir as características que compõem a narração, a dissertação, a descrição, a injunção e
a exposição, bem como apresentar as diferenças entre tipos e gêneros textuais. Esperamos que você
aproveite o conteúdo disponibilizado e, principalmente, desejamos que todas as informações aqui
encontradas possam transformar-se em conhecimento. Boa leitura e bons estudos!
GênerosTextuais
Os gêneros textuais são um modo de classificar os textos. Veja a diferença entre gênero textual,
literário e tipos de textos
Os textos, sejam eles escritos ou orais, embora sejam diferentes entre si, podem apresentar diversos
pontos em comum. Quando eles apresentam um conjunto de características semelhantes, podem ser
classificados em determinado gênero textual.
TIPOLOGIAS E GENEROS TEXTUAIS
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Dessa maneira, os gêneros textuais podem ser compreendidos como as diferentes formas de
linguagem empregadas nos textos, configurando-se como manifestações socialmente reconhecidas
que procuram alcançar intenções comunicativas semelhantes, exercendo funções sociais específicas.
Cada gênero textual tem o seu próprio estilo e pode ser diferenciado dos demais por meio das suas
características. Algumas das características que determinam o gênero textual são o assunto, o papel
dos interlocutores e a situação. Graças à sua natureza, torna-se impossível definir a quantidade de
gêneros textuais existentes na língua portuguesa.
Gênero Textual, Tipo Textual E Gênero Literário
Antes de vermos mais detalhadamente alguns exemplos de gêneros textuais, é necessário abordar
alguns conceitos a fim de evitar possíveis confusões. Vejamos a seguir:
Gênero literário – Os gêneros textuais abrangem todos os tipos de texto, ao contrário dos gêneros
literários que, como o próprio nome já indica, aborda apenas os literários. O gênero literário é
classificado de acordo com a sua forma, podendo ser do gênero dramático, lírico, épico, narrativo etc.
Tipo textual – É a forma como um texto se apresenta. Pode ser classificado como narrativo,
argumentativo, dissertativo, descritivo, informativo ou injuntivo.
Observe que, enquanto os tipos textuais variam entre 5 e 9 tipos, temos infinitos exemplos de
gêneros textuais.
Os gêneros textuais
Os gêneros textuais são inúmeros e cada um deles possui o seu próprio estilo de escrita e de
estrutura. Confira alguns deles a seguir:
• Conto maravilhoso;
• Conto de fadas;
• Fábula;
• Carta pessoal;
• Lenda;
• Telefonema;
• Poema;
• Narrativa de ficção científica;
• Romance;
• E-mail;
• Manual de instruções;
• Lista de compras;
• Edital;
• Conto;
• Piada;
• Relato;
• Relato de viagem;
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• Diário;
• Autobiografia;
• Curriculum vitae;
• Notícia;
• Biografia;
• Relato histórico;
• Texto de opinião;
• Carta de leitor;
• Carta de solicitação;
• Editorial;
• Ensaio;
• Resenhas críticas;
• Seminário;
• Conferência;
• Palestra;
• Texto explicativo;
• Relatório científico;
• Receita culinária;
• Regulamento;
Vejamos alguns exemplos de gêneros textuais mais detalhadamente:
Carta
Na carta pessoal, é comum encontrarmos uma linguagem pessoal e a presença de aspectos
narrativos ou descritivos. Já a carta aberta, destinada à sociedade, tende a ser do tipo dissertativo-
argumentativo.
Diário
É escrito em linguagem informal, consta a data e geralmente o destinatário é a própria pessoa que
está escrevendo.
Notícia
Apresenta linguagem narrativa e descritiva e o objetivo é informar algo que aconteceu.
Como já foi dito, os gêneros textuais são inúmeros e, por isso, seria impossível estudá-los ao mesmo
tempo. Para produzir um bom texto em determinado gênero textual, é importante estudar as suas
características e ler alguns exemplos.
Os gêneros e os tipos textuais estão intrinsecamente relacionados, o que torna difícil a dissociação
entre as duas noções
TIPOLOGIAS E GENEROS TEXTUAIS
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Você já deve ter ouvido falar sobre gêneros e tipos textuais, certo? Mas será que você sabe como
diferenciar essas duas noções?
Diferenciar gêneros e tipologias textuais não é tarefa fácil, contudo é importante que saibamos alguns
aspectos que possam defini-los para, dessa forma, facilitar nossos estudos. Vamos então à análise:
Gêneros Textuais
Os gêneros textuais são aqueles que encontramos em nossa vida diária, inclusive em nossos
momentos de interação verbal. Quando nos comunicamos verbalmente, fazemos, intuitivamente, uso
de algum gênero textual. Sendo assim, a língua, sob a perspectiva dos gêneros textuais, é
compreendida por seus aspectos discursivos e enunciativos, e não em suas peculiaridades formais.
Os gêneros privilegiam a funcionalidade da língua, ou seja, a maneira como os falantes podem dela
dispor, e não seus aspectos estruturais. São inúmeros os gêneros textuais utilizados em nossas
ações sociocomunicativas:
Telefonema
Carta comercial
Carta pessoal
Poema
Cardápio de restaurante
Receita culinária
Bula de remédio
Bilhete
Notícia de jornal
Romance
Edital de concurso
Piada
Carta eletrônica
Formulário de inscrição
Inquérito policial
História em quadrinhos
Entrevista
Biografia
Monografia
Aviso
Conto
Obra teatral
É importante ressaltar que os gêneros textuais são passíveis de modificação, pois devem atender
às situações comunicativas do cotidiano. Podemos destacar também que os gêneros atendem a
necessidades específicas, que vão desde a elaboração do cardápio do restaurante à elaboração de
um e-mail. Novos gêneros podem surgir (ou desaparecer) de acordo com a demanda linguística dos
falantes.
Tipos textuais
Os tipos textuais diferem dos gêneros textuais por serem limitados, abrangendo categorias
conhecidas como:
Narração
Argumentação
Exposição
Descrição
Injunção (imposição)
O termo Tipologia textual designa uma sequência definida pela natureza linguística de sua
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composição, ou seja, está relacionado com questões estruturais da língua, determinadas por
aspectos lexicais, sintáticos, relações lógicas e tempo verbal.
Apesar dessa tentativa arbitrária de diferenciação entre gêneros e tipos textuais – o tema costuma
provocar polêmica até mesmo entre linguistas –, é importante observar que essas duas noções estão
intrinsecamente relacionadas. Um texto narrativo (tipo textual) poderá contar com elementos
descritivos (gênero textual), e, para classificá-lo, a predominância de um elemento sobre o outro deve
ser observada, pois um texto pode ser tipologicamente variado.
Os gêneros textuais são classificados conforme as características comuns que os textos
apresentam em relação à linguagem e ao conteúdo.
Existem muitos gêneros textuais, os quais promovem uma interação entre os interlocutores (emissor
e receptor) de determinado discurso.
São exemplos resenha crítica jornalística, publicidade, receita de bolo, menu do restaurante, bilhete
ou lista de supermercado.
É importante considerar seu contexto, função e finalidade, pois o gênero textual pode conter mais de
um tipo textual. Isso, por exemplo, quer dizer que uma receita de bolo apresenta a lista de
ingredientes necessários (texto descritivo) e o modo de preparo (texto injuntivo).
Tipos de Gêneros Textuais
Cada texto possuiu uma linguagem e estrutura. Note que existem inúmeros gêneros textuais dentro
das categorias tipológicas de texto. Em outras palavras, gêneros textuais são estruturas textuais
peculiares que surgem dos tipos de textos: narrativo, descritivo, dissertativo-argumentativo, expositivo
e injuntivo.
Texto Narrativo
Os textos narrativos apresentam ações de personagens no tempo e no espaço. A estrutura
da narração é dividida em: apresentação, desenvolvimento, clímax e desfecho.
Alguns exemplos de gêneros textuais narrativos:
• Romance
• Novela
• Crônica
• Contos de Fada
• Fábula
• Lendas
Texto Descritivo
Os textos descritivos se ocupam de relatar e expor determinada pessoa, objeto, lugar, acontecimento.
Dessa forma, são textos repletos de adjetivos, os quais descrevem ou apresentam imagens a partir
das percepções sensoriais do locutor (emissor).
São exemplos de gêneros textuais descritivos:
• Diário
• Relatos (viagens,históricos, etc.)
• Biografia e autobiografia
• Notícia
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• Currículo
• Lista de compras
• Cardápio
• Anúncios de classificados
Texto Dissertativo-Argumentativo
Os textos dissertativos são aqueles encarregados de expor um tema ou assunto por meio de
argumentações. São marcados pela defesa de um ponto de vista, ao mesmo tempo que tentam
persuadir o leitor. Sua estrutura textual é dividida em três partes: tese (apresentação), antítese
(desenvolvimento), nova tese (conclusão).
Exemplos de gêneros textuais dissertativos:
• Editorial Jornalístico
• Carta de opinião
• Resenha
• Artigo
• Ensaio
• Monografia, dissertação de mestrado e tese de doutorado
Veja também: Texto Dissertativo.
Texto Expositivo
Os textos expositivos possuem a função de expor determinada ideia, por meio de recursos como:
definição, conceituação, informação, descrição e comparação.
Alguns exemplos de gêneros textuais expositivos:
• Seminários
• Palestras
• Conferências
• Entrevistas
• Trabalhos acadêmicos
• Enciclopédia
• Verbetes de dicionários
Texto Injuntivo
O texto injuntivo, também chamado de texto instrucional, é aquele que indica uma ordem, de modo
que o locutor (emissor) objetiva orientar e persuadir o interlocutor (receptor). Por isso, apresentam, na
maioria dos casos, verbos no imperativo.
Alguns exemplos de gêneros textuais injuntivos:
• Propaganda
• Receita culinária
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• Bula de remédio
• Manual de instruções
• Regulamento
• Textos prescritivos
Conheça mais gêneros textuais:
• Anedota
• Blog
• Reportagem
• Charge
• Carta
• E-mail
• Declaração
• Memorando
• Bilhete
• Relatório
• Requerimento
• ATA
• Cartaz
• Cartum
• Procuração
• Atestado
• Circular
• Contrato
Tipologia Textual
Quando falamos em tipos de textos, normalmente nos limitamos a tripartição, sob o enfoque
tradicional: Descrição, Narração e Dissertação. Vamos um pouco mais além no intuito de conhecer
um pouco mais sobre este assunto.
Texto Descritivo
A descrição usa um tipo de texto em que se faz um retrato falado de uma pessoa, animal, objeto ou
lugar. A classe de palavras mais utilizada nessa produção é o adjetivo, pela sua função
caracterizadora, dando ao leitor uma grande riqueza de detalhes.
A descrição, ao contrário da narração, não supõe ação. È uma estrutura pictórica, em que os
aspectos sensoriais predominam. Assim como o pintor capta o mundo exterior ou interior em suas
telas, o autor de uma descrição focaliza cenas ou imagens, conforme o permita sua sensibilidade.
Quanto à descrição de pessoas, podemos atribuir-lhes características físicas ou psicológicas.
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Texto Narrativo
Esta é uma modalidade textual em que se conta um fato, fictício ou real, ocorrido num determinado
tempo e lugar, envolvendo certos personagens. Há uma relação de anterioridade e posterioridade. O
tempo verbal predominante é o passado.
Em geral, a narrativa se desenvolve na prosa. O narrar surge da busca de transmitir, de comunicar
qualquer acontecimento ou situação. A narração em primeira pessoa pressupõe a participação do
narrador ( narrador personagem) e em terceira pessoa mostra o que ele viu ou ouviu ( narrador
observador ).
Na narração encontramos ainda os personagens ( principais ou secundários ), o espaço ( cenário) e o
tempo da narrativa.
Texto Dissertativo
Neste tipo de texto há posicionamentos pessoais e exposição de idéias. Tem por base a
argumentação, apresentada de forma lógica e coerente a fim de defender um ponto de vista. Assim, a
dissertação consiste na ordenação e exposição de um determinado assunto. É a nossa conhecida
“redação” de cada dia. É a modalidade mais exigida nos concursos, já que exige dos candidatos um
conhecimento de leitura do mundo, como também um bom domínio da norma culta.
Está estruturada basicamente assim:
1. Idéia principal ( introdução )
2. Desenvolvimento ( argumentos e aspectos que o tema envolve )
3. Conclusão ( síntese da posição assumida )
Texto Expositivo
Apresenta informações sobre determinados assuntos, expondo idéias, explicando e avaliando. Como
o próprio nome indica, ocorre em textos que se limitam a apresentar uma determinada situação.
As exposições orais ou escritas entre professores e alunos numa sala de aula, os livros e as fontes
de consulta, são exemplos maiores desta modalidade.
Texto Injuntivo
Este tipo de texto indica como realizar uma determinada ação. Ele normalmente pede, manda ou
aconselha. Utiliza linguagem direta, objetiva e simples. Os verbos são, na sua maioria, empregados
no modo imperativo.
Bons exemplos deste tipo de texto são as receitas de culinária, os manuais, receitas médicas, editais
, etc.
Gêneros Textuais
Muitos confundem os tipos de texto com os gêneros. No primeiro, eles funcionam como modos de
organização, sendo limitados. No segundo, são os chamados textos materializados,encontrados em
nosso cotidiano. Eles são muitos, apresentando características sócio-comunicativas definidas por seu
estilo, função, composição conteúdo e canal.
Assim, quando se escreve um bilhete ou uma carta, quando se envia ou recebe um e-mail ou usamos
o Orkut ou MSN, estamos utilizando diversos gêneros textuais.
Tipos Textuais
Descrição
Narração
Dissertação
Exposição
Injunção
Gêneros Textuais
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Bilhete
Carta pessoal, comercial
Diário, agenda, anotações
Romance
Blog, e-mail,Orkut, MSN
Aulas
Reuniões
Entrevistas
Piadas
Cardápio
Horóscopo
Telegrama, telefonema
Lista de compras, etc.
Tipologia Textual: Conheça Os 5 Tipos Textuais e as Principais Características e Regras
Gramaticais de Cada Tipo
Sempre cai nas provas o assunto “Tipologia textual” (Tipos textuais) mas muita gente confunde
com “Gêneros Textuais” (gêneros discursivos).
Querem dizer a mesma coisa?
Não.
Estas são duas classificações que recebem os textos que produzimos a longo de nossa vida, seja na
forma oral ou escrita.
Sendo que a primeira leva em consideração estruturas específicas de cada tipo, ou seja, seguem
regras gramaticais, algo mais formal.
Já a segunda preocupa-se não em classificar um texto por regras, mas sim levando em consideração
a finalidade do texto; o papel dos interlocutores; a situação de comunicação. São inúmeros os
gêneros textuais: Piada, conto, romance, texto de opinião, carta do leitor, noticia, biografia, seminário,
palestras, etc.
O Que É Tipologia Textual?
Como dito anteriormente, são as classificações recebidas por um texto de acordo com as regras
gramaticais, dependendo de suas características. São as classificações mais clássicas de um texto:
A narração, a descrição e a dissertação. Hoje já se admite também a exposição e a injunção. Ao
todo são 5 (cinco) tipos textuais.
Narração
Ao longo de nossa vida estamos sempre relatando algo que nos aconteceu ou aconteceu com outros,
pois nosso dia-a-dia é feito de acontecimentos que necessitamos contar/relatar. Seja na forma escrita
ou na oralidade, esta é a mais antiga das tipologias, vem desde os tempos das cavernas quando o
homem registrava seus momentos através dos desenhos nas paredes.
Regra gramatical para este tipo de texto (NARRAÇÃO):
Narrar é contar uma história que envolve personagens e acontecimentos. São apresentadas ações e
personagens: O que aconteceu, com quem, como, onde e quando.
Segue a seguinte estrutura:
NARRAÇÃO/NARRAR
(CONTAR)
Personagens (com quem/ quem vive a história – reais ou imaginários)
Enredo (o que/ como – fatos reais ou imaginários)
Espaço (onde? /quando? )
Exemplo:
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Minha Vida De Menina
Faço hoje quinze anos. Que aniversário triste! Vovó chamou-me cedo, ansiadacomo está, coitadinha
e disse: "Sei que você vai ser sempre feliz, minha filhinha, e que nunca se esquecerá de sua
avozinha que lhe quer tanto". As lágrimas lhe correram pelo rosto abaixo e eu larguei dos braços dela
e vim desengasgar-me aqui no meu quarto, chorando escondida.
Como eu sofro de ver que mesmo na cama, penando com está, vovó não se esquece de mim e de
meus deveres e que eu não fui o que deveria ter sido para ela! Mas juro por tudo, aqui nesta hora,
que eu serei um anjo para ela e me dedicarei a esta avozinha tão boa e que me quer tanto.
Vou agora entrar no quarto para vê-la e já sei o que ela vai dizer: "Já estudou suas lições? Então vá
se deitar, mas antes procure alguma coisa para comer. Vá com Deus". Helena Morley
DESCRIÇÃO
a intenção deste tipo de texto é que o interlocutor possa criar em sua mente uma imagem do que está
sendo descrito. Podemos utilizar alguns recursos auxiliares da descrição. São eles:
A-) A enumeração:
Pela enumeração podemos fazer um “retrato do que está sendo descrito, pois dá uma ideia de
ausência de ações dentro do texto.
B-) A comparação:
Quando não conseguimos encontrar palavras que descrevam com exatidão o que percebemos,
podemos utilizar a comparação, pois este processo de comparação faz com que o leitor associe a
imagem do que estamos descrevendo, já que desperta referências no leitor. Utilizamos comparações
do tipo: o objeto tem a cor de ..., sua forma é como ..., tem um gosto que lembra ..., o cheiro parece
com ..., etc.
C-) Os cinco sentidos:
Percebemos que até mesmo utilizando a comparação para poder descrever, estamos utilizando
também os cinco sentidos: Audição, Visão, Olfato, Paladar, Tato como auxílio para criação desta
imagem, proporcionando que o interlocutor visualize em sua mente o objeto, o local ou a pessoa
descrita.
Por exemplo: Se você fosse descrever um momento de lazer com seus amigos numa praia. O que
você perceberia na praia utilizando a sua visão (a cor do mar neste dia, a beleza das pessoas à sua
volta, o colorido das roupas dos banhistas) e a sua audição (os sons produzidos pelas pessoas ao
redor, por você e pelos seus amigos, pelos ambulantes). Não somente estes dois, você pode utilizar
também os outros sentidos para caracterizar o objeto que você quer descrever.
Regra Gramatical Para Este Tipo De Texto (Descrição):
Descrever é apresentar as características principais de um objeto, lugar ou alguém.
Pode ser:
Objetiva: Predomina a descrição real do objeto, lugar ou pessoa descrita. Neste tipo de descrição
não há a interferência da opinião de quem descreve, há a tendência de se privilegiar o que é visto,
em detrimento do sujeito que vê.
Subjetiva: aparecem, neste tipo de descrição, as opiniões, sensações e sentimentos de quem
descreve pressupondo que haja uma relação emocional de quem descreve com o que foi descrito.
Características Do Texto Descritivo
• - É um retrato verbal
• - Ausência de ação e relação de anterioridade ou posterioridade entre as frases
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• - As classes gramaticais mais utilizadas são: substantivos, adjetivos e locuções adjetivas
• - Como na narração há a utilização da enumeração e comparação
• - Presença de verbos de ligação
• - Os verbos são flexionados no presente ou no pretérito (passado)
• - Emprego de orações coordenadas justapostas
A Estrutura Do Texto Descritivo
A descrição apresenta três passos básicos:
1- Introdução: apresentação do que se pretende descrever.
2- Desenvolvimento: caracterização subjetiva ou objetiva da descrição.
3- Conclusão: finalização da apresentação e caracterização de algo.
Exemplo:
Alguns dados sobre Rudy Steiner
“Ele era oito meses mais velho do que Liesel e tinha pernas ossudas, dentes afiado, olhos azuis
esbugalhados e cabelos cor de limão. Como um dos seis filhos dos Steiner, estava sempre com
fome. Na rua Himmel, era considerado meio maluco ...”
Dissertação
Podemos dizer que dissertar é falar sobre algo, sobre determinado assunto; é expor; é debater. Este
tipo de texto apresenta a defesa de uma opinião, de um ponto de vista, predomina a apresentação
detalhada de determinados temas e conhecimentos.
Para construção deste tipo de texto há a necessidade de conhecimentos prévios do assunto/tema
tratado.
Regra Gramatical Para Esse Tipo De Texto (Dissertação):
Dissertar é expor os conhecimentos que se tem sobre um assunto ou defender um ponto de vista
sobre um tema, por meio de argumentos.
Estrutura da dissertação
EXPOSITIVA
Predomínio da exposição,
explicação
ARGUMENTATIVA
Predomínio do uso de argumentos, visando
o convencimento, à adesão do leitor.
Introdução Apresentação do assunto sobre o
qual se escreve (Apresentação da
tese).
Apresentação do assunto sobre o qual se
escreve (apresentação da tese) e do ponto
de vista assumido em relação a ele.
Desenvolvimento Exposição das informações e
conhecimentos a respeito do
assunto (é o momento da
discussão da tese)
A fundamentação do ponto de vista e sua
defesa com argumentos. (Defende-se a
tese proposta)
Conclusão Finalização do texto, com o
encerramento do que foi dito
Retomada do ponto de vista para fechar o
texto de modo mais persuasivo
Exemplo:
Redução da maioridade penal, grande falácia
O advogado criminalista Dalio Zippin Filho explica por que é contrário à mudança na maioridade
penal.
TIPOLOGIAS E GENEROS TEXTUAIS
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Diuturnamente o Brasil é abalado com a notícia de que um crime bárbaro foi praticado por um
adolescente, penalmente irresponsável nos termos do que dispõe os artigos 27 do CP, 104 do ECA e
228 da CF. A sociedade clama por maior segurança. Pede pela redução da maioridade penal, mas
logo descobrirá que a criminalidade continuará a existir, e haverá mais discussão, para reduzir para
14 ou 12 anos. Analisando a legislação de 57 países, constatou-se que apenas 17% adotam idade
menor de 18 anos como definição legal de adulto.
Se aceitarmos punir os adolescentes da mesma forma como fazemos com os adultos, estamos
admitindo que eles devem pagar pela ineficácia do Estado, que não cumpriu a lei e não lhes deu a
proteção constitucional que é seu direito. A prisão é hipócrita, afirmando que retira o indivíduo infrator
da sociedade com a intenção de ressocializá-lo, segregando-o, para depois reintegrá-lo. Com a
redução da menoridade penal, o nosso sistema penitenciário entrará em colapso.
Cerca de 85% dos menores em conflito com a lei praticam delitos contra o patrimônio ou por atuarem
no tráfico de drogas, e somente 15% estão internados por atentarem contra a vida. Afirmar que os
adolescentes não são punidos ou responsabilizados é permitir que a mentira, tantas vezes dita,
transforme-se em verdade, pois não é o ECA que provoca a impunidade, mas a falta de ação do
Estado. Ao contrário do que muitos pensam, hoje em dia os adolescentes infratores são punidos com
muito mais rigor do que os adultos.
Apresentar propostas legislativas visando à redução da menoridade penal com a modificação do
disposto no artigo 228 da Constituição Federal constitui uma grande falácia, pois o artigo 60, § 4º,
inciso IV de nossa Carta Magna não admite que sejam objeto de deliberação de emenda à
Constituição os direitos e garantias individuais, pois se trata de cláusula pétrea.
A prevenção à criminalidade está diretamente associada à existência de políticas sociais básicas e
não à repressão, pois não é a severidade da pena que previne a criminalidade, mas sim a certeza de
sua aplicação e sua capacidade de inclusão social.
Dalio Zippin Filho é advogado criminalista. 10/06/2013
Texto publicado na edição impressa de 10 de junho de 2013
Exposição
Aqueles textos que nos levam a uma explicação sobre determinado assunto, informa e esclarece sem
a emissão de qualquer opinião a respeito, é um texto expositivo.
Regras Gramaticas Para Este Tipo Textual (Exposição):
Nestetipo de texto são apresentadas informações sobre assuntos e fatos específicos; expõe ideias;
explica; avalia; reflete. Tudo isso sem que haja interferência do autor, sem que haja sua opinião a
respeito. Faz uso de linguagem clara, objetiva e impessoal. A maioria dos verbos está no presente do
indicativo.
Exemplos: Notícias Jornalísticas
Injunção
Os textos injuntivos estão presentes em nossa vida nas mais variadas situações, como por exemplo
quando adquirimos um aparelho eletrônico e temos que verificar manual de instruções para o
funcionamento, ou quando vamos fazer um bolo utilizando uma receita, ou ainda quando lemos a
bula de um remédio ou a receita médica que nos foi prescrita. Os textos injuntivos são aqueles textos
que nos orientam, nos ditam normas, nos instruem.
Regras Gramaticais Para Este Tipo De Texto (Injunção):
Como são textos que expressão ordem, normas, instruções tem como característica principal a
utilização de verbos no imperativo. Pode ser classificado de duas formas:
-Instrucional: O texto apresenta apenas um conselho, uma indicação e não uma ordem.
-Prescrição: O texto apresenta uma ordem, a orientação dada no texto é uma imposição.
FIGURAS DE LINGUAGEM
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Figuras de Linguagem
As figuras de linguagem são recursos linguísticos a que os autores recorrem para tornar a linguagem
mais rica e expressiva. Esses recursos revelam a sensibilidade de quem os utiliza, traduzindo particula-
ridades estilísticas do emissor da linguagem.
As figuras de linguagem exprimem também o pensamento de modo original e criativo, exploram o sen-
tido não literal das palavras, realçam sonoridade de vocábulos e frases e até mesmo, organizam ora-
ções, afastando-a, de algum modo, de uma estrutura gramatical padrão, a fim de dar destaque a algum
de seus elementos. As figuras de linguagem costumam ser classificadas em figuras de som, figuras de
construção e figuras de palavras ou semânticas.
Figuras de Linguagem
As figuras de linguagem são recursos estilísticos da linguagem utilizados para dar maior ênfase às
palavras ou expressões da língua, sendo classificadas de acordo com as características que querem
expressar, a saber:
Figuras de Pensamento: estas figuras de linguagem estão relacionadas ao significado (campo semân-
tico) das palavras, por exemplo: ironia, antítese, paradoxo, eufemismo, litote, hipérbole, gradação, pro-
sopopeia e apóstrofe.
Figuras de Palavras: semelhantes às figuras de pensamento, elas também alteram o nível semântico
(significado das palavras), por exemplo: metáfora, metonímia, comparação, catacrese, sinestesia e
antonomásia.
Figuras de Som: nesse caso, as figuras estão intimamente relacionada com a sonoridade, por exemplo:
aliteração, assonância, onomatopeia e paranomásia.
Figuras de Sintaxe: também chamadas de “Figuras de construção”, estão relacionadas com a estrutura
gramatical da frase, as quais modificam o período, por exemplo: elipse, zeugma, hipérbato, anacoluto,
anáfora, elipse, silepse, pleonasmo, assíndeto e polissíndeto.
Figuras de Linguagem são recursos estilísticos usados para dar maior ênfase à comunicação e torná-la
mais bonita.
Elas são classificadas em
Figuras de palavras ou semânticas
Figuras de pensamento
Figuras de sintaxe ou construção
Figuras de som ou harmonia
Figuras de Palavras
Metáfora
Comparação de palavras com significados diferentes e cujo termo comparativo fica subentendido na
frase.
Exemplo: A vida é uma nuvem que voa. (A vida é como uma nuvem que voa.)
Na semântica, a metáfora representa uma das figuras de linguagem, ou seja, recursos linguísticos-
semânticos utilizados em diversos contextos a fim de dar mais ênfase aos enunciados.
Assim, a metáfora, considerada uma figura de palavra, utiliza os termos no sentido denotativo e os
transforma no modo figurado (conotativo), afim de estabelecer uma analogia (comparação metafórica),
tendo em vista a relação de semelhança entre eles.
FIGURAS DE LINGUAGEM
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Do grego, a palavra “metáfora” (metáfora) é formada pelos termos “metá” (entre), e “pherō” (carregar)
que significa transporte, transferência, mudança.
Da língua latina a palavra metáfora, representa a união dos termos “meta” (algo) e “phora” (sem senti-
do), no sentido literal é "algo sem sentido".
De acordo com estudos linguísticos, a metáfora é uma das figuras de linguagem mais utilizadas cotidi-
anamente.
Comparação
Comparação explícita. Ao contrário da metáfora, neste caso são utilizados conectivos de comparação
(como, assim, tal qual).
Exemplo: Seus olhos são como jabuticabas.
A comparação (ou símile) é uma figura de linguagem que está na categoria de figuras de palavras.
Ela é determinada por meio da relação de similaridade, ou seja, pela comparação de dois termos ou
ideias num enunciado.
Geralmente, é acompanhada de elementos comparativos (conectivos): com, como, tal qual, tal como,
assim, tão, quanto, parece, etc.
É muito comum o emprego da comparação na linguagem informal (coloquial) e nos textos artísticos,
por exemplo, na música, na literatura e no teatro.
Além da comparação, temos as figuras de palavras:
metáfora, metonímia, catacrese, perífrase (ou antonomásia) e sinestesia.
Exemplos
Para compreender melhor a figura de linguagem comparação, confira abaixo alguns exemplos na litera-
tura e na música:
“É que teu riso penetra n'alma/Como a harmonia de uma orquestra santa.” (Castro Alves)
“Meu amor me ensinou a ser simples como um largo de igreja.” (Oswald de Andrade)
“Meu coração tombou na vida/tal qual uma estrela ferida/pela flecha de um caçador”. (Cecília Meireles)
“Eu faço versos como quem chora/De desalento... de desencanto...” (Manuel Bandeira)
“A vida vem em ondas,/como um mar/Num indo e vindo/infinito.” (Música “Como uma onda” de Lulu
Santos)
“Avião parece passarinho/Que não sabe bater asa/Passarinho voando longe/Pareceborboleta que fugiu
de casa.” (Música “Sonho de uma flauta” de Teatro Mágico)
Comparação e Metáfora
É muito comum haver confusão entre as figuras de palavras: comparação e metáfora. Apesar de am-
bas utilizarem uma analogia entre termos, elas são diferentes.
Enquanto na metáfora ocorre uma comparação entre dois termos de forma implícita, na comparação
ela acontece de maneira explícita.
Importante ressaltar que a metáfora não utiliza um elemento comparativo, o qual surge na comparação.
Exemplos:
Nossa vida tem sido um mar de rosas. (metáfora ou comparação implícita)
Nossa vida tem sido como um mar de rosas. (comparação ou comparação explícita)
FIGURAS DE LINGUAGEM
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Metonímia
Transposição de significados considerando parte pelo todo, autor pela obra.
Exemplo: Costumava ler Shakespeare. (Costumava ler as obras de Shakespeare.)
Na semântica, a metonímia é uma figura de linguagem, mais precisamente uma figura de palavra, as
quais são largamente utilizadas para dar ênfase aos discursos.
Dessa maneira, a metonímia é um recurso linguístico-semântico que substitui outro termo segundo a
relação de contiguidade e/ou afinidade estabelecida entre duas palavras, conceitos, ideias, por exem-
plo:
Aquele homem é um sem-teto (nesse caso, a expressão “sem-teto”, representa a substituição de um
conceito referente às pessoas que não possuem casa.
Do grego, a palavra "metonímia" (metonymía) é constituída pelos termos “meta” (mudança) e “onoma”
(nome) que literalmente significa “mudança de nome”.
Exemplos de Metonímia
A metonímia pode ocorrer de inúmeras maneiras sendo as mais comum os casos abaixo:
Parte pelo todo: Ele possuía inúmeras cabeças de gado. (bois)
Causa pelo efeito: Consegui comprar a televisão com meu suor. (trabalho)
Autor pela obra: Li muitas vezes Camões. (obra literária do autor)
Inventor pelo Invento: Meu pai me presenteou com um Ford. (inventor da marca Ford: Henri Ford)
Marca pelo produto: Meu pai adora tomar Nescau com leite. (chocolate empó)
Matéria pelo objeto: Passou a vida atrás do vil metal. (dinheiro)
Singular pelo plural: O cidadão foi às ruas lutar pelos seus direitos. (vários cidadãos)
Concreto pelo abstrato: Natália, a melhor aluna da classe, tem ótima cabeça. (inteligência)
Continente pelo conteúdo: Quero um copo d’água. (copo com água)
Gênero pela espécie: Os homens cometeram barbaridades. (humanidade)
Catacrese
Emprego impróprio de uma palavra por não existir outra mais específica.
Exemplo: Embarcou há pouco no avião.
Embarcar é colocar-se a bordo de um barco, mas como não há um termo específico para o avião, em-
barcar é o utilizado.
A catacrese é uma figura de linguagem que representa um tipo de metáfora de uso comum que, com o
passar do tempo, foi desgastada e se cristalizou.
Isso porque ao utilizarmos tanto determinada palavra, não notamos mais o sentido figurado expresso
nela. Por exemplo: O pé da cadeiraestá quebrado.
O exemplo acima nos leva a pensar no sentido denotativo e conotativo das palavras. Ou seja, a cadeira
não possui um “pé”, que no sentido denotativo é uma extremidade do membro inferior encontrada nos
animais terrestres.
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Lembre-se que o sentido denotativo é aquele encontrado nos dicionários, o qual representa o conceito
“real” da palavra. No exemplo acima, o pé da cadeira está no sentido conotativo (ou figurado) da pala-
vra.
Sendo assim, a catacrese é um tipo especial de metáfora que já foi incorporada por todos os falantes
da língua.
Mas, por ser uma expressão muito utilizada e, portanto, desgastada, estereotipada, viciada e pouco
original, ela é considerada uma catacrese.
Nesse sentido, utilizamos essa figura de linguagem por meio da aproximação ou semelhança da forma
de tal objeto.
Assim, a catacrese faz uma comparação e usa um determinado termo por não ter outro que designe
algo específico. De tal modo, a palavra perde seu sentido original.
Entenda mais sobre os conceitos de:
Conotação e Denotação
Metáfora
A catacrese está na categoria de figuras de palavras, ao lado da metáfora, metonímia, comparação,
antonomásia e sinestesia.
Exemplos de Catacrese
A catacrese é muito utilizada na linguagem coloquial (informal) e também em textos poéticos e músi-
cas. Pode ser considerada uma gíria, uma vez que facilita o processo comunicativo pelo uso de outras
palavras.
Confira abaixo alguns exemplos muito comuns de catacrese:
Árvore genealógica
Fio de óleo
Céu da boca
Boca do túnel
Boca da garrafa
Pele do tomate
Braço do sofá
Braço da cadeira
Braço de rio
Corpo do texto
Pé da página
Pé da cama
Pé da montanha
Pé de limão
Perna da mesa
Maçã do rosto
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Coroa do abacaxi
Asa da xícara
Asa do avião
Dentes do serrote
Dentes de alho
Cabeça do alho
Cabeça do prego
Cabeça do alfinete
Batata da perna
Exemplo de Catacrese na Literatura
“Dobrando o cotovelo da estrada, Fabiano sentia distanciar-se um pouco dos lugares onde tinha vivido
alguns anos.” (Graciliano Ramos em Vidas Secas.)
A expressão “cotovelo da estrada” é um tipo de catacrese, utilizada nos textos poéticos para oferecer
maior expressividade ao texto.
Exemplo de Catacrese na Música
“Usei a cara da lua/As asas do vento/Os braços do mar/O pé da montanha” (MPB-4 em “Composição
Estranha”)
As expressões “os braços do mar” e “o pé da montanha” são exemplos de catacrese.
Já as expressões “cara da lua” e “asas do vento” são exemplos de metáfora que ocorrem por meio de
uma relação de similaridade.
Curiosidades sobre Catacrese
Segundo a origem etimológica, a palavra catacrese vem do latim “catachresis” e do grego “katakhresis”
e significa “mau uso”.
Originalmente, o termo “embarcar” era utilizado para expressar a entrada num barco. Mas de tanto que
foi utilizada pelos falantes para entrar em outros meios de transporte, hoje a utilizamos sem notar seu
sentido original. Assim, a palavra “embarcar” trata-se de uma catacrese.
Da mesma forma, a palavra “azulejo” era utilizada para determinar ladrilhos azuis. Atualmente, a utili-
zamos para determinar qualquer cor de ladrilho. E, portanto, também se trata de uma catacrese.
Ainda temos a palavra “encaixar” que no sentido original significava “colocar em caixas”. O termo foi
tão utilizado pelos falantes da língua que hoje determina a colocação de algo num local que cabe per-
feitamente.
Sinestesia
Associação de sensações por órgãos de sentidos diferentes.
Exemplo: Com aquele olhos frios, disse que não gostava mais da namorada.
A frieza está associada ao tato e não à visão.
A sinestesia é uma figura de linguagem que faz parte das figuras de palavras. Ela está associada com
a mistura de sensações relacionadas aos sentidos: tato, audição, olfato, paladar e visão.
Sendo assim, essa figura de linguagem estabelece uma relação entre planos sensoriais diferentes.
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Ela é muito utilizada como recurso estilístico e, portanto, surge em diversos textos poéticos e musicais.
No movimento simbolista, a sinestesia foi muito empregada pelos escritores.
Além da sinestesia, outras figuras de palavras são: a metáfora, a metonímia, a comparação, a catacre-
se e a perífrase (ou antonomásia).
Exemplos
Confira abaixo alguns exemplos de sinestesia na literatura:
“E um doce vento, que se erguera, punha nas folhas alagadas e lustrosas um frêmito alegre e doce.”
(Eça De Queiros)
“Por uma única janela envidraçada, (…) entravam claridades cinzentas e surdas, sem sombras.” (Clari-
ce Lispector)
“Insônia roxa. A luz a virgular-se em medo. / O aroma endoideceu, upou-se em cor, quebrou / Gritam-
me sons de cor e de perfumes.” (Mário de Sá-Carneiro)
“As falas sentidas, que os olhos falavam/ Não quero, não posso, não devo contar.” (Casimiro de Abreu)
“Esta chuvinha de água viva esperneando luz e ainda com gosto de mato longe, meio baunilha, meio
manacá, meio alfazema.” (Mário de Andrade)
“O céu ia envolvendo-a até comunicar-lhe a sensação do azul, acariciando-a como um esposo, deixan-
do-lhe o odor e a delícia da tarde.” (Gabriel Miró)
“Que tristeza de odor a jasmim!” (Juan Ramón Jiménez)
Sinestesia na Medicina
A sinestesia é um termo utilizado também na área da medicina. Trata-se de uma condição neurológica
(não é considerada doença), geralmente de causa genética (hereditária).
Ela faz com que um estímulo neurológico cognitivo ou sensorial provoque uma resposta numa outra via
cognitiva ou sensorial. Trata-se, portanto, de uma confusão mental.
Assim, um estímulo num determinado sentido provoca reações em outro, criando uma combinação
entre visão, audição, olfato, paladar e tato.
Pessoas que tem essa condição neurológica, por exemplo, ouvem cores e sentem sons.
Curiosidades
Do grego, o termo “synaísthesis” é formado pelos vocábulos “syn” (união) e “esthesia” (sensação). As-
sim, a palavra está relacionada com a união de sensações.
O termo “cinestesia” (com c) está relacionado com a percepção corporal por meio da ação dos múscu-
los e da sustentação do corpo.
Perífrase
Substituição de uma ou mais palavras por outra que a identifique.
Exemplo: O rugido do rei das selvas é ouvido a uma distância de 8 quilômetros. (O rugido do leão é
ouvido a uma distância de 8 quilômetros.)
A perífrase é uma figura de linguagem que está relacionada com as palavras. Por esse motivo, ela está
na categoria de figuras de palavras.
A perífrase ocorre pela substituição de uma ou mais palavras por outra expressão. Essa substituição é
feita mediante uma característica ou atributo marcante sobre determinado termo (ser, objeto ou lugar).
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Além de ser usada na linguagem coloquial (informal), é comum a utilização da perífrase como recurso
estilístico em textos poéticos e musicais.
Ainda que a perífrase e a antonomásia sejam consideradas a mesmafigura de linguagem, a antono-
másia trata-se de um tipo de perífrase. Assim, a antonomásia é quando se refere a uma pessoa (no-
mes próprios).
Note que a perífrase é também chamada de circunlóquio uma vez que apresenta um pensamento de
modo indireto, com rodeios. Do grego, a palavra “períphrasis” significa o ato de falar em círculos.
Outras figuras de palavras são: metáfora, metonímia, comparação, catacrese e sinestesia.
Para saber mais sobre essa figura de linguagem, confira abaixo alguns exemplos.
Exemplos de Perífrase
A cidade luz foi atingida por terroristas nessa tarde. (Paris)
A terra da garoa está cada vez mais perigosa. (São Paulo)
Sampa é o grande centro financeiro do país. (São Paulo)
O país do futebol conquistou mais uma medalha nas olimpíadas. (Brasil)
O país do carnaval celebrou mais uma conquista política. (Brasil)
A cidade maravilhosa foi palco das olimpíadas 2016. (Rio de Janeiro)
O Timão venceu mais um campeonato. (Corinthians)
Mais ouro negro foi descoberto no Brasil. (Petróleo)
O Velho Chico vem sofrendo com problemas ambientais. (Rio São Francisco)
O pulmão do mundo está sofrendo com o desmatamento desenfreado. (Amazônia)
Exemplos de Antonomásia
O poeta dos escravos escreveu diversos poemas abolicionistas. (Castro Alves)
O rei do reggae recebeu em 1976 o prêmio de "Banda do Ano". (Bob Marley)
A dama do teatro brasileiro foi indicada ao Oscar de melhor atriz. (Fernanda Montenegro)
O divino mestre partilhou diversos ensinamentos. (Jesus)
O pai da aviação foi um grande inventor brasileiro. (Santos Dumont)
O poeta da vila é considerado um dos mais importantes músicos do Brasil. (Noel Rosa)
O show do Rei estava lotado. (Roberto Carlos)
O rei do pop faleceu em Los Angeles no ano de 2009. (Michael Jackson)
A rainha dos baixinhos nasceu na cidade de Santa Rosa, no Rio Grande do Sul. (Xuxa)
O rei do futebol é considerado um dos maiores futebolistas da história mundial. (Pelé)
Perífrase Verbal
No âmbito da gramática, a perífrase verbal é uma locução verbal que substitui um verbo simples, por
exemplo:
Ele deve trabalhar essa noite. (verbo auxiliar e verbo principal)
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Hipérbole
Exagero intencional na expressão.
Exemplo: Quase morri de estudar.
Na língua portuguesa, a Hipérbole ou Auxese é uma figura de linguagem, mais precisamente uma figu-
ra de pensamento, a qual indica o exagero intencional do enunciador.
Em outras palavras, a hipérbole é um recurso muito utilizado, inclusive na linguagem do dia-a-dia, a
qual expressa uma ideia exagerada ou intensificada de algo ou alguém, por exemplo: "Estou morrend
de sede".
Note que o "contrário" da hipérbole, é a figura de pensamento denominada eufemismo, posto que ele
suaviza ou ameniza as expressões, enquanto a hipérbole as intensifica.
Figuras de Pensamento
Hipérbole
Exagero intencional na expressão.
Exemplo: Quase morri de estudar.
Na língua portuguesa, a Hipérbole ou Auxese é uma figura de linguagem, mais precisamente uma figu-
ra de pensamento, a qual indica o exagero intencional do enunciador.
Em outras palavras, a hipérbole é um recurso muito utilizado, inclusive na linguagem do dia-a-dia, a
qual expressa uma ideia exagerada ou intensificada de algo ou alguém, por exemplo: "Estou morrendo
de sede".
Note que o "contrário" da hipérbole, é a figura de pensamento denominada eufemismo, posto que ele
suaviza ou ameniza as expressões, enquanto a hipérbole as intensifica.
Eufemismo
Forma de suavizar o discurso.
Exemplo: Entregou a alma a Deus.
Acima, a frase informa a morte de alguém.
O Eufemismo é uma figura de pensamento, que corresponde a um dos subgrupos das figuras de lin-
guagem, a qual está intimamente relacionada ao significado das palavras. Do grego, a palavra
“euphémein” é formada pelo termo “pheme” (palavra) e o prefixo "eu-" (bom, agradável), que significa
“pronunciar palavras agradáveis”.
Sendo assim, o eufemismo é um recurso estilístico muito utilizado na linguagem coloquial bem como
nos textos literários com o intuito de atenuar ou suavizar o sentido das palavras, substituindo assim, os
termos contidos no discurso, embora o sentido essencial permanece, por exemplo: Ele deixou esse
mundo. (nesse caso, a expressão “deixou esse mundo”, ameniza o discurso real: ele morreu.)
Dessa forma, esse recurso é utilizado muitas vezes pelo emissor do discurso, para que o receptor não
se ofenda com a mensagem triste ou desagradável que será enunciada. No entanto, há expressões em
que notamos a presença do eufemismo, com um tom irônico, por exemplo: Ela vestiu o paletó de ma-
deira, frase indicando a morte da pessoa, de forma que a expressão “paletó de madeira” faz referência
ao objeto “caixão, ataúde, urna funerária”.
Note que o eufemismo se opõe a figura de pensamento denominada hipérbole, visto que ela é baseada
no exagero intencional do enunciador do discurso. Em outras palavras, enquanto o eufemismo suaviza
as expressões, a principal função da hipérbole é intensificar ou aumentar o sentido das palavras.
Litote
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Forma de suavizar uma ideia. Neste sentido, assemelha-se ao eufemismo, bem como é a oposição da
hipérbole.
Exemplo: — Não é que sejam más companhias… — disse o filho à mãe.
Pelo discurso, percebemos que apesar de as suas companhias não serem más, também não são boas.
Litote é uma figura de linguagem, mais precisamente uma figura de pensamento. Ele é usado para
abrandar uma expressão por meio da negação do contrário. Ele permite afirmar algo por meio da ne-
gação, por exemplo:
Eu não estou feliz com a notícia da prefeitura. Nesse exemplo, a expressão “não estou feliz” atenua a
ideia de “ficar triste”.
Lembre-se que essas palavras de significados opostos são chamadas de antônimos, por exemplo: bom
e mau, feliz e triste, caro e barato, bonito e feio, rico e pobre, etc.
O litote é muito utilizado na linguagem coloquial (informal) e geralmente o locutor tem o intuito de não
dizer diretamente o que se pretende. Além disso, ele é empregado nos textos literários.
Isso porque algumas vezes a expressão pode soar desagradável ou mesmo ter um tom agressivo para
o ouvinte.
Exemplos
Joana pode não ser das melhores alunas da classe. (é ruim, ou seja, não é boa)
Luíza não é das mais bonitas. (é feia, ou seja, não é bonita)
Essa camisa não é cara. (é barata, ou seja, não é cara)
Seus conselhos não são maus. (são bons, ou seja, não são maus)
Rafael não está certo sobre o crime. (está errado, ou seja, não está certo)
Essa bebida não está quente. (está fria, ou seja, não está quente)
Sofia não é nada boba. (é esperta, ou seja, não é boba)
Samuel não é pobre pois tem uma grande casa na praia. (é rico, ou seja, não é pobre)
Manuela não dançou bem na apresentação da escola. (dançou mal, ou seja, não dançou bem)
O supervisor Marcos não está limpo. (está sujo, ou seja, não está limpo)
Litote e Eufemismo
O litote e o eufemismo são duas figuras que pensamento que podem causar confusão. Isso porque o
eufemismo também é usado para atenuar uma ideia, por exemplo: Salvador não está mais entre nós
(ele morreu).
Da mesma maneira, o litote suaviza um enunciado, mas lembre-se que ele ocorre mediante a negação
do contrário.
Sendo assim, o litote se opõe à figura de pensamento chamada hipérbole, uma vez que ela marca um
exagero intencional do enunciador.
Ironia
Representação do contrário daquilo que se afirma.
Exemplo: É tão inteligente que não acerta nada.
Sarcasmo e Ironia
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O sarcasmo e a ironia são recursos estilísticos empregados pelos emissores dos textos (sejam os tex-
tos orais ou escritos) com o intuito de oferecer maior expressividade ao discurso enunciado.
Em outras palavras, o sarcasmo e a ironia são utilizadas quando o autor do texto pretende oferecer
uma maior dramaticidade ao discurso, utilizando,dessa maneira, as palavras em seu sentido conotati-
vo (figurado), em detrimento de seu sentido real, chamado de denotativo.
Diferença entre Sarcasmo e Ironia
Embora sejam termos que se aproximem e muitas vezes são empregados como sinônimos, o sarcas-
mo e a ironia possuem suas peculiaridades. Destarte, o sarcasmo é um recurso expressivo utilizado
sobretudo, com um sentido provocativo, malicioso e de crítica, enquanto a ironia é a uma figura de
linguagem que expressa o oposto do que o autor pretende afirmar.
Sarcasmo e Ironia
O sarcasmo e a ironia são recursos estilísticos empregados pelos emissores dos textos (sejam os tex-
tos orais ou escritos) com o intuito de oferecer maior expressividade ao discurso enunciado.
Em outras palavras, o sarcasmo e a ironia são utilizadas quando o autor do texto pretende oferecer
uma maior dramaticidade ao discurso, utilizando, dessa maneira, as palavras em seu sentido conotati-
vo (figurado), em detrimento de seu sentido real, chamado de denotativo.
Diferença entre Sarcasmo e Ironia
Embora sejam termos que se aproximem e muitas vezes são empregados como sinônimos, o sarcas-
mo e a ironia possuem suas peculiaridades. Destarte, o sarcasmo é um recurso expressivo utilizado
sobretudo, com um sentido provocativo, malicioso e de crítica, enquanto a ironia é a uma figura de
linguagem que expressa o oposto do que o autor pretende afirmar.
Em resumo, o sarcasmo e a ironia estão intimamente ligados, entretanto, diferem na intenção estabe-
lecida pelo escritor, ou seja, o sarcasmo sempre apresenta um tom provocador, mordaz e de zombaria,
que apela ao humor ou ao riso, todavia, a ironia apresenta um tom menos áspero, de forma que se
trata de uma contradição do sentido literal das palavras, sendo utilizada de forma mais amena, sutil.
Não obstante, para alguns estudiosos do tema, o sarcasmo corresponde a um tipo de ironia com um
teor provocativo, e por sua vez, a ironia pode ser classificada de três maneiras, a saber: a ironia oral,
que expressa a diferença entre o discurso e a intenção; a ironia dramática ou satírica, diferença entre a
expressão e a compreensão; e a ironia de situação que corresponde a diferença existente entre a in-
tenção e o resultado da ação.
Ambos termos são provenientes da língua grega: a palavra sarcasmo (sarkasmós) significa zombaria,
escárnio, enquanto a palavra ironia (euroneia) significa dissimular, fingir. Para o escritor contemporâ-
neo brasileiro Gabito Nunes: “Quando uso o humor como escudo, é ironia. Quando uso o humor como
arma, é sarcasmo”.
Exemplos
Para estabelecer melhor essa distinção entre o sarcasmo e a ironia, vejamos os exemplos abaixo:
Ela é tão inteligente que errou todas as questões da prova. (Ironia)
Sua maquiagem está linda, mas seu rosto é bem mais. (Sarcasmo)
Personificação
Atribuição de qualidades e sentimentos humanos a seres irracionais.
Exemplo: O jardim olhava as crianças sem dizer nada.
Na língua portuguesa, a personificação (também chamada de prosopopeia ou animismo) é uma figura
de linguagem, mais precisamente, uma figura de pensamento muito utilizada nos textos literários.
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Ela está diretamente relacionada com o significado (campo semântico) das palavras e corresponde ao
efeito de “personificar”, ou seja, dar vida aos seres inanimados.
Desse modo, a personificação é utilizada para atribuir sensações, sentimentos, comportamentos, ca-
racterísticas e/ou qualidades essencialmente humanas (seres animados) aos objetos inanimados ou
seres irracionais, por exemplo: O dia acordou feliz.
Segundo o exemplo, a característica de “acordar feliz” é uma característica humana, que, nesse caso,
está atribuída ao dia (substantivo inanimado).
Note que a personificação pode também atribuir qualidades de seres animados a outros seres anima-
dos, por exemplo, os animais: A cachorro sorriu para o dono.
A palavra personificação, derivada do verbo personificar, possui origem latina, sendo formada pelos
termos “persona” (pessoa, face, máscara) e o sufixo "–ção", que denota ação, ou seja, significa, ao pé
da letra, uma pessoa mascarada.
Da mesma maneira, a palavra prosopopeia, derivada do grego, é formada pelos termos “prosopon”
(pessoa, face, máscara) e “poeio” (finjo), ou seja, significa pessoa que finge.
Figuras de Linguagem
As figuras de linguagem são recursos estilísticos muito utilizadas nos textos literários, de modo que o
enunciador (emissor, autor) pretende dar mais ênfase ao seu discurso. Assim, ele emprega as palavras
no sentido conotativo, ou seja, no sentido figurado, em detrimento do sentido real atribuído à palavra, o
sentido denotativo.
As figuras de linguagem são classificadas em:
Figuras de Palavras: metáfora, metonímia, comparação, catacrese, sinestesia e antonomásia.
Figuras de Pensamento: ironia, antítese, paradoxo, eufemismo, litote, hipérbole, gradação, personifica-
ção e apóstrofe.
Figuras de Sintaxe: elipse, zeugma, silepse, assíndeto, polissíndeto, anáfora, pleonasmo, anacoluto e
hipérbato.
Figuras de Som: aliteração, assonância, onomatopeia e paranomásia.
Exemplos de Personificação
Segue abaixo alguns exemplos em que a personificação é empregada:
O dia acordou feliz e o sol sorria para mim.
O vento assobiava esta manhã em que o céu chorava.
Naquela noite, a lua beijava o céu.
Após a erupção do vulcão, o fogo dançava por entre as casas.
Nos exemplos acima, nota-se a utilização da personificação, na medida em que características de se-
res animados (que possuem alma, vida) são atribuídas aos seres inanimados (sem vida).
Note que os verbos ligados os substantivos inanimados (dia, sol, vento, fogo e lua) são características
dos seres humanos: acordar, sorrir, assobiar, chorar e beijar.
Antítese
Uso de termos que têm sentidos opostos.
Exemplo: Toda guerra finaliza por onde devia ter começado: a paz.
A Antítese representa uma figura de pensamento, pertencente a um dos subgrupos que compõem as
figuras de linguagem, que por sua vez, são recursos estilísticos que buscam proporcionar maior ênfa-
se, destaque ou expressividade ao discurso proferido.
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De tal modo, a antítese corresponde a aproximação de palavras com sentidos opostos, por exemplo: o
ódio e a amor andam de mãos dadas. (nesse caso, o termo “ódio” está posicionada ao lado de seu
termo contrário, o "amor")
Na história literatura, a linguagem do período barroco (1580-1756), escola literária baseada nos con-
trastes, conflitos, dualidades e excessos, utilizou a antítese como um dos principais recursos estilísti-
cos. Do grego, a palavra “antithèsis” é formada pelos termos “anti” (contra) e thèsis (ideia), que significa
literalmente ideia contra.
Diferença entre Antítese e Paradoxo
Muito comum haver confusão entre as figuras de pensamento denominadas antítese e paradoxo, uma
vez que ambas estão pautadas na oposição.
No entanto, a antítese apresenta palavras ou expressões que contenham significados contrários, en-
quanto o paradoxo (também chamado de oximoro) emprega ideias opostas e absurdas entre o mesmo
referente no discurso.
Para entender melhor essa diferença, observe os exemplos abaixo:
Durante a vida, acreditamos em muitas verdades e mentiras (antítese)
Para mim, a melhor companhia é a solidão. (paradoxo)
Ambos exemplos estão pautados na oposição, no entanto, o primeiro buscou expor palavras contrárias,
ou seja, "verdade" e "mentira", enquanto no segundo, a oposição ocorre no mesmo referente, por meio
da ideia absurda de que a solidão é boa companhia, o que contraria o conceito ruim associado à condi-
ção da solidão: não ter amigos ou companheiros, ser um dos principais motivos da depressão, suicí-
dios, dentre outros.
Exemplos de Antítese
Segue abaixo alguns exemplos em que a antítese é empregada. Note que os termos em destaque
apontam para seus opostos:
A relação deles era de amor e ódio.
O dia está frioe meu corpo está quente.
A vida e a morte: duas figuras de uma mesma moeda.
A tristeza e a felicidade fazem parte da vida.
Bonito para alguns, feio para outros.
Vivemos num paraíso ou num inferno?
Faça sol ou faça chuva, estarei no teatro.
O céu e a terra se fundem tal qual uma pintura.
A luz e a escuridão estavam presentes em sua obra.
Não sei dizer qual verdade reside na mentira.
Paradoxo
Uso de ideias que têm sentidos opostos, não apenas de termos (tal como no caso da antítese).
Exemplo: Estou cego de amor e vejo o quanto isso é bom.
Como é possível alguém estar cego e ver?
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Na literatura, o paradoxo (também chamado de oximoro) é uma figura de pensamento baseada na
contradição.
Muitas vezes pode apresentar uma expressão absurda e aparentemente sem nexo, entretanto, expõem
uma ideia fundamentada na verdade.
Esse conceito é também utilizado em outras áreas do conhecimento, tal qual a filosofia, psicologia,
retórica, matemática e física.
Do latim, o termo paradoxo (paradoxum) é formado pelo prefixo “para” (contrário ou oposto) e o sufixo
“doxa” (opinião), que literalmente significa opinião contrária.
Exemplo de Paradoxo
Para entender melhor o conceito de paradoxo, vejamos a seguir, o soneto do português Luís Vaz de
Camões (1524-1580).
O escritor utiliza o paradoxo como principal figura de linguagem, ao unir ideais contraditórias que, por
sua vez, apresentam uma coerência:
Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Gradação
Apresentação de ideias que progridem de forma crescente (clímax) ou decrescente (anticlímax).
Exemplo: Inicialmente calma, depois apenas controlada, até o ponto de total nervosismo.
No exemplo acima acompanhamos a progressão da tranquilidade até o nervosismo.
A gradação (ou clímax) é uma figura de linguagem que está na categoria de figura de pensamento. Ela
ocorre mediante uma hierarquia dos termos que compõem a frase.
A gradação é empregada por meio da enumeração de elementos frasais. Tem o intuito de enfatizar as
ideias numa sentença de ritmo crescente, até atingir o clímax (grau máximo).
Ou seja, ela oferece maior expressividade ao texto utilizando uma sequência de palavras que intensifi-
cam uma ideia de maneira gradativa, e por isso recebe esse nome.
Essa figura de estilo é utilizada na linguagem artística, seja em textos poéticos ou musicais.
Classificação
Na gradação, essa hierarquia pode ocorrer na forma crescente ou decrescente. Quando ela ocorre de
maneira crescente é chamada de clímax ou gradação ascendente.
FIGURAS DE LINGUAGEM
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Por sua vez, se ocorre de maneira decrescente é chamada de anticlímax ou gradação descendente.
Para compreender melhor, confira abaixo os exemplos:
No restaurante, sentei, pedi, comi, paguei. (clímax)
Ana estava pelo mundo e chegou no país, no estado, na cidade, no bairro. (anticlímax)
Exemplos de Gradação
Veja abaixo exemplos de gradação na literatura e na música:
“Por mais que me procure, antes de tudo ser feito,/eu era amor. Só isso encontro./Caminho, navego,
voo,/- sempre amor.” (Cecília Meireles)
“Mais dez, mais cem, mais mil e mais um bilião, uns cingidos de luz, outros ensangüentados (...).” (Ma-
chado de Assis)
“Em cada porta um freqüentado olheiro,/que a vida do vizinho, e da vizinha/pesquisa, escuta, espreita,
e esquadrinha,/para a levar à Praça, e ao Terreiro.” (Gregório de Matos)
“Oh, não aguardes, que a madura idade/Te converta em flor, essa beleza/Em terra, em cinza, em pó,
em sobra, em nada.” (Gregório de Matos)
“O trigo... nasceu, cresceu, espigou, amadureceu, colheu-se.” (Padre Antônio Vieira)
“Ninguém deve aproximar-se da jaula, o felino poderá enfurecer-se, quebrar as grades, despedaçar
meio mundo.” (Murilo Mendes)
“Eu era pobre. Era subalterno. Era nada.” (Monteiro Lobato)
“Carregando flores/E a se desmanchar/E foram virando peixes/Virando conchas/Virando seixos/Virando
areia.” (Música “Mar e Lua” de Chico Buarque)
“E o meu jardim da vida/Ressecou, morreu/Do pé que brotou Maria/Nem margarida nasceu.” (Música
“Flor de Lis de Djavan)
Apóstrofe
Interpelação feita com ênfase.
Exemplo: Ó céus, é preciso chover mais?
Apóstrofe é uma figura de linguagem que está na categoria de figuras de pensamento.
É caracterizada pelas expressões que envolvem invocações, chamamentos e interpelações de um
interlocutor (seres reais ou não).
Por esse motivo, a apóstrofe exerce a função sintática de vocativo, sendo, portanto, uma característica
dos discursos diretos.
De tal maneira, ela interrompe a narração com o intuito de invocar alguém ou algo que esteja presente
ou ausente no momento da fala.
A apóstrofe é um recurso estilístico muito utilizado na linguagem informal (cotidiana), nos textos religio-
sos, políticos e poéticos.
Além da apóstrofe, as figuras de pensamento são: gradação (ou clímax), personificação(ou prosopo-
peia), eufemismo, hipérbole (ou auxese), litote, antítese, paradoxo (ou oxímoro) e ironia.
Exemplos
Ó Deus! Ó Céus! Porque não me ligou?
Senhor, tende piedade de nós.
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Padre, posso me confessar?
Povo de São Paulo! Vamos vencer juntos.
Liberdade, Liberdade! É isso que pretendemos nessa luta.
Nossa! Como você conseguiu?
Minha Filha! Que linda você está!
Exemplos na Literatura
“Ó mar salgado, quanto do teu sal/São lágrimas de Portugal.” (Fernando Pessoa)
“Olha Marília, as flautas dos pastores,/Que bem que soam, como são cadentes!” (Bocage)
“Criança! não verás país nenhum como este:/Imita na grandeza a terra em que nasceste!” (Olavo Bilac)
“Tende piedade de mim, Senhor, de todas as mulheres.” (Vinícius de Moraes)
“Deus, ó Deus! Onde estás, que não me respondes?” (Castro Alves).
“Supremo Senhor e Governador do universo, que às sagradas quinas de Portugal, e às armas e cha-
gas de Cristo, sucedam as heréticas listas de Holanda, rebeldes a seu rei e a Deus?...” (Padre Antônio
Vieira)
Atenção!
Não confunda apóstrofe com apóstrofo. Enquanto o primeiro é uma figura de pensamento, o segundo é
um sinal gráfico (’) que indica a supressão de letras e sons, por exemplo: copo d’água.
A apóstrofe e o apóstrofo são palavras parônimas. Ou seja, termos que se assemelham na grafia e na
pronúncia, mas diferem no sentido.
Figuras de Sintaxe
Elipse
Omissão de uma palavra que se identifica de forma fácil.
Exemplo: Tomara você me entenda (Tomara que você me entenda).
A elipse é uma figura de linguagem que está na categoria de figuras de sintaxe (ou de construção).
Isso porque ela está relacionada com a construção sintática dos enunciados.
Ela é utilizada para omitir termos numa sentença que não forem mencionados anteriormente. No entan-
to, esses termos são facilmente identificáveis pelo interlocutor.
Exemplo: Comi no restaurante da minha avó na semana passada.
No exemplo acima, sabemos que pela conjugação do verbo (primeira pessoa do singular), o termo
omitido foi o pronome pessoal (eu). Esse caso é chamado de “elipse de sujeito”. Além da omissão do
sujeito, a elipse pode ocorrer com outros termos da frase: verbos, advérbios e conjunções.
Utilizamos essa figura de linguagem (ou estilo) cotidianamente nos discursos informais (linguagem
oral).
Ela é também muito empregada nos textos de modo a oferecer maior fluidez textual, evitando, por
exemplo, a repetição de alguns termos nas frases. Importante notar que a ausência desses termos não
interfere na compreensão textual.Além da elipse, outras figuras de sintaxe são:
Zeugma, hipérbato, silepse, assíndeto, polissíndeto, anáfora, anacoluto e pleonasmo.
Exemplos
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Confira abaixo alguns exemplos de elipse na música e na literatura:
“Na sala, apenas quatro ou cinco convidados.” (Machado de Assis) – omissão do verbo “haver”. (Na
sala havia apenas quatro ou cinco convidados)
“A tarde talvez fosse azul, não houvesse tantos desejos.” (Carlos Drummond de Andrade) – omissão
da conjunção “se”. (A tarde talvez fosse azul se não houvesse tantos desejos)
“Onde se esconde a minha bem-amada?/Onde a minha namorada...” (música “Canto triste” Edu Lobo)
– omissão do verbo “está”. (Onde está a minha namorada...)
“Quando olhaste bem nos olhos meus/E o teu olhar era de adeus, juro que não acreditei.” (música
“Atrás da porta”) –omissão dos pronomes “tu” e “eu” (Quando tu olhaste bem nos olhos meus/E o teu
olhar era de adeus, eu juro que não acreditei)
Elipse e Zeugma
A zeugma, tal qual a elipse, é figura de sintaxe. Ela é considerada um tipo de elipse.
A diferença entre elas consiste na identificação do termo na frase. Ou seja, na elipse, o termo pode ser
identificado pelo contexto, ou mesmo, pela gramática. Mas, na elipse esses termos não foram mencio-
nados anteriormente.
Já na zeugma, os termos que foram omitidos já foram mencionados. Para compreender melhor, veja
abaixo os exemplos:
Elipse: Andei por todo o parque. (Eu)
Zeugma: Anne comprou banana, eu, maçã. (Comprei)
Atenção!
Quando a zeugma é empregada, o uso da vírgula, do ponto e vírgula ou do ponto final é obrigatório.
Exemplos:
Na casa de Alfredo tinha jacuzzi; na minha, uma piscina. (omissão de “tinha”)
Na casa de Maria havia laranjeira. Na minha, limoeiro. (omissão de “havia”)
Mariana prefere artes plásticas, eu, cinema. (omissão de “prefiro”)
Curiosidades
Do grego, o termo “élleipsis” significa “omissão” ou “falta”.
Na matemática, o termo elipse define um tipo de forma ou de gráfico.
Na astronomia, as elipses designam órbitas planetárias.
Zeugma
Omissão de uma palavra pelo fato de ela já ter sido usada antes.
Exemplo: Fiz a introdução, ele a conclusão. (Fiz a introdução, ele fez a conclusão.)
A Zeugma é uma figura de linguagem que está na categoria de figuras de sintaxe ou de construção.
Isso porque ela interfere na construção sintática das frases.
Ela é usada para omitir termos na oração com o intuito de evitar a repetição desnecessária de alguns
termos, como o verbo ou o substantivo.
Sendo assim, ela torna a linguagem do texto mais fluida. Quando é utilizada, o uso da vírgula torna-se
necessário.
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A zeugma é utilizada na linguagem informal, e também é empregada em diversos textos poéticos e
musicais.
Exemplos
Confira exemplos de frases literárias e musicais em que a zeugma foi utilizada:
“O colégio compareceu fardado; a diretoria, de casaca.” (Raul Pompeia)
“Um deles queria saber dos meus estudos; outro, se trazia coleção de selos.” (José Lins do Rego).
“A vida é um grande jogo e o destino, um parceiro temível.” (Érico Veríssimo)
“Pensaremos em cada menina/que vivia naquela janela;/uma que se chamava Arabela,/outra que se
chamou Carolina.” (Cecília Meireles)
“O meu pai era paulista/Meu avô, pernambucano/O meu bisavô, mineiro/Meu tataravô, baiano.” (Chico
Buarque)
Zeugma e Elipse: Diferenças
É muito comum haver confusão entre as duas figuras de sintaxe: zeugma e elipse. No entanto, elas
apresentam diferenças.
Para muito estudiosos do tema, a zeugma é considerada um tipo de elipse, visto que também é em-
pregada por meio da omissão de um ou mais termos na oração.
A elipse é a omissão de um ou mais termos do discurso que não foram expressos anteriormente. Mas
estes são facilmente identificáveis pelo interlocutor (receptor). Já na zeugma, os termos já foram men-
cionados antes no discurso.
Confira abaixo os exemplos:
Ficamos ansiosos com o resultado. (pelo conjugação verbal podemos identificar a omissão do pronome
“nós”.) – elipse
Joaquim comprou duas calças, eu uma. (omissão do verbo no segundo período: comprei). – zeugma
Curiosidade
Do grego, o termo “zeygma” significa “ligação”.
Hipérbato
Alteração da ordem direta da oração.
Exemplo: São como uns anjos os seus alunos. (Os seus alunos são como uns anjos.)
O hipérbato ou inversão é uma figura de sintaxe que faz parte das figuras de linguagem. Ele é caracte-
rizado pela inversão brusca da ordem direta dos termos de uma oração ou período.
Na construção usual da língua, a ordem natural dos termos da oração vem posicionada dessa maneira:
sujeito + predicado + complemento.
Sendo assim, o hipérbato interfere na estrutura gramatical, invertendo a ordem natural dos termos da
frase. Por exemplo: Feliz ele estava. Na ordem direta a frase ficaria: Ele estava feliz.
Note que o uso do hipérbato pode comprometer muitas vezes o entendimento, ou mesmo gerar ambi-
guidade.
Anástrofe e Sínquise
Outras figuras de sintaxe que invertem os termos da frase são: a anástrofe e a sínquise.
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A anástrofe é uma inversão suave dos termos frasais. Já a sínquise é uma inversão mais acentuada e
que pode prejudicar o entendimento do período.
Por esse motivo, a anástrofe e a sínquise são consideradas por diversos estudiosos como tipos de
hipérbato.
Hipérbato e Anacoluto
Muitas vezes o hipérbato é confundido com o anacoluto, no entanto eles são diferentes. O anacoluto
apresenta uma irregularidade gramatical na estrutura gramatical do período, mudando de maneira re-
pentina a estrutura da frase.
Exemplo: Ele, parece que está passando mal.
Dessa maneira, temos a impressão de que o pronome “ele” não exerce sua função sintática correta-
mente visto a pausa do período. E de fato, ele não possui relação sintática com os outros termos da
frase.
O anacoluto altera, portanto, a sequência lógica do plano sintático dos termos da frase, o que não ocor-
re no hipérbato.
Já o hipérbato não é marcado por uma pausa, e sim pela inversão sintática dos termos da frase.
Exemplos de Hipérbato
Tanto na literatura, como na música, o hipérbato é usado muitas vezes para auxiliar na rima e sonori-
dade dos versos.
Mas lembre-se que também utilizamos essa figura de linguagem no cotidiano, por exemplo:
Está pronta a comida. (na ordem direta: a comida está pronta)
Morreu meu vizinho (na ordem direta: meu vizinho morreu)
Hipérbato na Música
O hino nacional brasileiro é um exemplo notório em que o hipérbato foi utilizado muitas vezes. Analise
abaixo os trechos:
“Ouviram do Ipiranga as margens plácidas de um povo heroico o brado retumbante”
“E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos, /Brilhou no céu da Pátria nesse instante.”
Ordem direta do primeiro trecho: As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um
povo heroico.
Ordem direta do segundo trecho: O sol da Liberdade brilhou em raios fúlgidos no céu da Pátria nesse
instante.
Hipérbato na Literatura
O hipérbato é utilizado com fins estilísticos para dar maior ênfase ou expressividade à linguagem literá-
ria.
“Cheguei. Chegaste. Vinhas fatigada/E triste, e triste e fatigado eu vinha. /Tinhas a alma de sonhos
povoada, /E alma de sonhos povoada eu tinha...” (Olavo Bilac)
Na ordem direta, o poema de Olavo Bilac ficaria: E eu vinha triste, e triste e fatigado/ Tinhas a alma
povoada de sonhos/ E eu tinha a alma povoada de sonhos.
“Aquela triste e leda madrugada, /cheia toda de mágoa e de piedade, /enquanto houver no mundo sau-
dade, /quero que seja sempre celebrada.” (Luís de Camões)
Na ordem direta o primeiro verso do soneto de Camões ficaria: aquela madrugada triste e leda.
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Polissíndeto
Uso repetido de conectivos.
Exemplo: As crianças falavam e cantavam e riam felizes.
O polissíndeto é uma figurade linguagem que está na categoria de figuras de sintaxe.
Ele é caracterizado pelo uso de síndetos, ou seja, de elementos conectivos (conjunções) nos períodos
compostos.
o polissíndeto forma as orações coordenadas sindéticas sendo que os elementos mais utilizados são:
e, ou, nem.
Essa figura de sintaxe é muito utilizada como recurso estilístico, sobretudo nos textos poéticos e musi-
cais.
Esse uso repetitivo das conjunções dá uma ideia de acréscimo, sucessão e continuidade, oferecendo
mais expressividade ao texto.
Exemplos
Confira abaixo alguns exemplos de frases com polissíndeto na música e na poesia:
“As ondas vão e vem/ E vão e são como o tempo.” (Música “Sereia” de Lulu Santos)
“Enquanto os homens exercem seus podres poderes/ índios e padres e bichas, negros e mulheres/E
adolescentes fazem o carnaval.” (Música “Podre Poderes” de Caetano veloso)
“Canto, e canto o presente, e também o passado e o futuro,/Porque o presente é todo o passado e todo
o futuro.” (Ode Triunfal de Fernando Pessoa)
“Do claustro, na paciência e no sossego,/Trabalha e teima, e lima, e sofre, e sua!” (“A um poeta” de
Olavo Bilac)
Polissíndeto e Anáfora
A anáfora é uma figura de sintaxe que também está relacionada com a repetição.
O que a difere do polissíndeto é que essa repetição pode ser de palavras ou expressões, e não somen-
te de elementos conectivos. Geralmente, a anáfora aparece no início das frases.
Para compreender melhor, veja abaixo um exemplo de anáfora e polissíndeto:
"E o olhar estaria ansioso esperando
E a cabeça ao sabor da mágoa balançando
E o coração fugindo e o coração voltando
E os minutos passando e os minutos passando..."
("O olhar para trás", Vinícius de Moraes)
Acima, temos um exemplo em que as duas figuras de linguagem estão presentes por meio da repeti-
ção da conjunção "e".
Curiosidade: Você Sabia?
Do grego, o termo “polysýndeton” é formado pelo vocábulo “polýs” (muitos) e pelo verbo “syndéo” (unir,
ligar). Sendo assim, a palavra polissíndeto significa “muitas ligações”.
Assíndeto
Omissão de conectivos. É o contrário do polissíndeto.
Exemplo: Não sopra o vento; não gemem as vagas; não murmuram os rios.
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O assíndeto é uma figura de linguagem, mais precisamente umafigura de sintaxe. Ela é caracterizada
pela ausência de síndeto.
O síndeto, nesse caso, é uma conjunção coordenativa utilizada para unir termos nas orações coorde-
nadas.
Logo, o assíndeto corresponde a uma figura de sintaxe marcada pela omissão de conjunções (conecti-
vos) nos períodos compostos.
Geralmente, no lugar dos conectivos são colocados vírgula ou ponto e vírgula, criando assim orações
coordenadas assindéticas.
Além de ser utilizada na linguagem oral, o assíndeto é empregado como recurso estilístico nos textos
poéticos e musicais com o intuito de aumentar a expressividade, bem como enfatizar alguns termos da
oração.
Exemplos de Assíndeto
“Tem que ser selado, registrado, carimbado, avaliado, rotulado, se quiser voar. Pra lua, a taxa é alta.
Pro sol: identidade.” (música “Carimbador Maluco” de Raul Seixas)
“Por você eu largo tudo. Vou mendigar, roubar, matar./ Que por você eu largo tudo. Carreira, dinheiro,
canudo.” (música “Exagerado” de Cazuza)
“Nascendo, rompendo, rasgando, E tomando meu corpo e então...Eu... chorando, sofrendo, gostando,
adorando.” (música “Não Dá Mais Pra Segurar (Explode Coração)” de Gonzaguinha)
“A tua raça de aventura quis ter a terra, o céu, o mar/A tua raça quer partir, guerrear, sofrer, vencer,
voltar.” (“Epigrama nº 7” de Cecília Meireles)
“Tive ouro, tive gado, tive fazendas.” (“Confidência do Itabirano” de Carlos Drummond de Andrade)
“Era impossível saber onde se fixava o olho de padre Inácio, duro, de vidro, imóvel na órbita escura.
Ninguém me viu. Fiquei num canto, roendo as unhas, olhando os pés do finado, compridos, chatos,
amarelos.” (“Angústia” de Graciliano Ramos)
Assíndeto e Polissíndeto: Diferenças
Enquanto o assíndeto é determinado pela omissão de uma conjunção (síndeto), o polissíndeto é mar-
cado pela repetição da conjunção coordenativa (conectivo).
Exemplos:
Maria correu, pegou o ônibus, foi para o trabalho. (Assíndeto)
Maria correu e pegou o ônibus e foi para o trabalho. (Polissíndeto)
Saiba mais sobre os Conectivos.
Curiosidade: Você sabia?
Do grego, o vocábulo “asýndetos” é composto pelo “a”, que indica uma negação, e pelo verbo “syn-
déo”, que significa “unir”, “ligar”. Portanto, o termo assíndeto significa a ausência de ligação.
Anacoluto
Mudança repentina na estrutura da frase.
Exemplo: Eu, parece que estou ficando zonzo. (Parece que eu estou ficando zonzo.)
O anacoluto é uma figura de linguagem que está relacionada com a sintaxe das frases. Por esse moti-
vo, é chamada de figura de sintaxe.
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Ele é caracterizado por alterar a sequência lógica da estrutura da frase por meio de uma pausa no dis-
curso. Assim, o anacoluto realiza uma “interrupção” na estrutura sintática da frase.
Note que as figuras de linguagem são muito utilizadas nos textos poéticos. Isso porque elas oferecem
maior expressividade ao texto.
No caso do anacoluto, na maioria das vezes, ele enfatiza uma ideia ou mesmo uma pessoa do discur-
so.
Normalmente, o termo inicial fica “solto” na frase sem apresentar uma relação sintática com os outros
termos. Por exemplo: Meu vizinho, soube que ele está no hospital.
A expressão "meu vizinho" parece ser o sujeito da oração, mas quando terminamos a frase podemos
constatar que ele não possui essa função sintática estabelecida.
Além de ser usado na linguagem literária e musical, o anacoluto é utilizado na linguagem coloquial
(informal). Na linguagem cotidiana ele é empregado pela espontaneidade típica desses tipos de discur-
sos.
Para compreender melhor essa figura de sintaxe, veja abaixo alguns exemplos:
Exemplos
Anacoluto na Linguagem Oral
Eu, acho que estou passando mal.
Nora, lembro dela sempre que chego aqui.
A vida, não sei como será sem ele.
Crianças, como são difíceis de lidar.
Lúcia, ouvi dizer que está viajando.
Portugal, quantas lembranças tenho.
Anacoluto na Literatura
“Eu, que era branca e linda, eis-me medonha e escura.” (Manuel Bandeira)
“Eu, porque sou mole, você fica abusando.” (Rubem Braga)
“O relógio da parede eu estou acostumado com ele, mas você precisa mais de relógio do que eu”. (Ru-
bem Braga)
“Umas carabinas que guardavam atrás do guarda-roupa, a gente brincava com elas, de tão imprestá-
veis.” (José Lins do Rego)
“A velha hipocrisia, recordo-me dela com vergonha.” (Camilo Castelo Branco)
“E o desgraçado tremiam-lhe as pernas, sufocando-o a tosse.” (Almeida Garret)
Figuras de Sintaxe
Além do anacoluto, outras figuras de sintaxe (ou de construção) que interferem na estrutura gramatical
das frases são:
Elipse
Zeugma
Hipérbato
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Silepse
Assíndeto
Polissíndeto
Anáfora
Pleonasmo
Pleonasmo
Repetição da palavra ou da ideia contida nela para intensificar o significado.
Exemplo: A mim me parece que isso está errado. (Parece-me que isto está errado.)
O pleonasmo é uma figura ou um vício de linguagem que acrescenta uma informação desnecessária
ao discurso, seja de maneira intencional ou não.
Do Latim, o termo “pleonasmo” significa superabundância.
Classificação
O pleonasmo é classificado de duas maneiras segundo a intenção do enunciador do discurso:
Pleonasmo Vicioso
Também chamado de redundância, o pleonasmo vicioso é utilizado como vício de linguagem.
Nesse caso, ele é um erro sintático não intencional que a pessoa comete por desconhecimento das
normas gramaticais.
Trata-se de um desvio gramatical que passa despercebido pelos falantes da língua. Note que ele é
muito utilizado no cotidiano e na linguagem coloquial.
Exemplos:
subir para cima: o verbo “subir” já indica ir para cima,elevar-se.
descer para baixo: o verbo “descer” já denota mover de cima para baixo, declinar.
entrar para dentro: o verbo “entrar” já indica passar para dentro.
sair para fora: o verbo “sair” é sempre passar de dentro para fora, afastar-se.
encarar de frente: o verbo “encarar” significa olhar de frente, de cara. Ou seja, quando encaramos, já
estamos posicionados de frente.
ver com os olhos: o verbo “ver” (perceber pela vista) está intimamente relacionado com os olhos, uma
vez que enxergamos com esse órgão
hemorragia de sangue: a “hemorragia” é um termo que indica derramamento de sangue. Quando utili-
zamos essa palavra, não é necessário utilizar o vocábulo sangue.
multidão de pessoas: a palavra “multidão” já determina um grande agrupamento de pessoas.
surpresa inesperada: a palavra “surpresa” já indica algo inesperado.
outra alternativa: a palavra “alternativa” denota outra escolha dentre duas ou mais opções.
Pleonasmo Literário
Já o pleonasmo literário (ou intencional) é usado com intenção poética de oferecer maior expressivida-
de ao texto. Assim, nesse caso ele é considerado uma figura de linguagem.
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Em outras palavras, o pleonasmo literário é utilizado intencionalmente como recurso estilístico e se-
mântico para reforçar o discurso de seu enunciador. Observe que nesse viés, o escritor tem 'licença
poética' para fazer essa ligação.
Exemplos:
“E rir meu riso e derramar meu pranto” (Vinicius de Moraes)
“E ali dançaram tanta dança” (Chico Buarque e Vinicius de Moraes)
“Me sorri um sorriso pontual e me beija com a boca de hortelã” (Chico Buarque)
“Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal” (Fernando Pessoa)
“Morrerás morte vil na mão de um forte” (Gonçalves Dias)
“Quando com os olhos eu quis ver de perto” (Alberto de Oliveira)
“Chovia uma triste chuva de resignação” (Manuel Bandeira)
Vícios de Linguagem
Os Vícios de Linguagem são desvios das normas gramaticais que podem ocorrer por descuido do fa-
lante ou por desconhecimento das regras da língua.
Tratam-se de irregularidades que ocorrem no dia-a-dia, das quais se destacam: pleonasmo, barbaris-
mo, ambiguidade, solecismo, estrangeirismo, plebeísmo, cacofonia, hiato, eco e colisão.
Silepse
Concordância com o que se entende e não com o que está implícito. Há silepse de gênero, de número
e de pessoa.
Exemplos:
Vivemos na bonita e agitada São Paulo. (silepse de gênero: Vivemos na bonita e agitada cidade
de São Paulo.)
A maioria dos clientes ficaram insatisfeitas com o produto. (silepse de número: A maioriados clien-
tes ficou insatisfeita com o produto.)
Todos terminamos os exercícios. (silepse de pessoa: neste caso concordância com nós, em vez de
eles: Todos terminaram os exercícios)
A silepse é uma figura de linguagem que está na categoria de figura de sintaxe (ou de construção).
Isso porque ela está intimamente relacionada com a construção sintática das frases.
A silepse é empregada mediante a concordância da ideia e não do termo utilizado na frase. Dessa
forma, ela não obedece às regras de concordância gramatical e sim por meio de uma concordância
ideológica.
Classificação
Dependendo do campo gramatical que ela atua, a silepse é classificada em:
Silepse de Gênero: quando há discordância entre os gêneros (feminino e masculino);
Silepse de Número: quando há discordância entre o singular e o plural;
Silepse de Pessoa: quando há discordância entre o sujeito, que aparece na terceira pessoa, e o verbo,
que surge na primeira pessoa do plural.
Exemplos
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Para compreender melhor, confira abaixo exemplos de silepse:
Silepse de Gênero: A velha São Paulo cresce a cada dia.
Silepse de Número: O povo se uniu e gritavam muito alto nas ruas.
Silepse de Pessoa: Todos os pesquisadores estamos ansiosos com o congresso.
No primeiro exemplo, notamos a união dos gêneros masculino (São Paulo) e feminino (velha).
No segundo exemplo, o uso do singular e plural denota o uso da silepse de número: povo (singular) e
gritavam (plural).
No terceiro exemplo, o verbo não concorda com o sujeito, e sim com a pessoa gramatical: pesquisado-
res (terceira pessoa); estamos (primeira pessoa do plural)..
Anáfora
Repetição de uma ou mais palavras de forma regular.
Exemplo: Se você sair, se você ficar, se você quiser esperar. Se você “qualquer coisa”, eu estarei aqui
sempre para você.
A anáfora é uma figura de linguagem que está intimamente relacionada com a construção sintática do
texto. Por esse motivo, ela é chamada de figura de sintaxe.
A anáfora ocorre por meio da repetição de termos no começo das frases (ou dos versos). É um recurso
estilístico muito utilizado pelos escritores na construção dos versos com o intuito de intensificar uma
expressão.
Exemplos
A anáfora é muito utilizada na poesia, na música e nas propagandas publicitárias. Veja abaixo alguns
exemplos:
Anáfora na Música
"É o pau, é a pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba no campo, é o nó da madeira"
(Trecho da música “Águas de Março” de Tom Jobim)
Anáfora na Literatura
"É preciso casar João,
é preciso suportar, Antônio,
é preciso odiar Melquíades
é preciso substituir nós todos.
É preciso salvar o país,
é preciso crer em Deus,
é preciso pagar as dívidas,
é preciso comprar um rádio,
é preciso esquecer fulana.
É preciso estudar volapuque,
é preciso estar sempre bêbado,
é preciso ler Baudelaire,
é preciso colher as flores
de que rezam velhos autores.
FIGURAS DE LINGUAGEM
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É preciso viver com os homens
é preciso não assassiná-los,
é preciso ter mãos pálidas
e anunciar O FIM DO MUNDO."
(“Poema da Necessidade” de Carlos Drummond de Andrade)
Anáfora na Publicidade
"Tá na moda. Tá na mão, tá na C&A." (Publicidade da C&A - loja de vestuário)
Anáfora e Catáfora: Diferenças
Além da figura de linguagem anáfora, temos também a anáfora como mecanismo de coesão textual.
Nesse caso, ela retoma um componente textual, ou seja, faz referência a uma informação que já fora
mencionada no texto. Ela pode ser chamada de elemento anafórico.
Por sua vez, a catáfora antecipa um componente textual, sendo chamada de elemento catafórico.
Figuras de Som
Aliteração
Repetição de sons consonantais.
Exemplo: O rato roeu a roupa do rei de Roma.
A aliteração é uma figura de linguagem, mais precisamente uma figura de som (ou de harmonia).
É definida pela repetição de fonemas consonantais num enunciado. Isso significa que esses sons po-
dem ser parecidos ou iguais e, geralmente, estão localizados no início ou no meio da palavra.
A aliteração produz um efeito sonoro interessante, marcando o ritmo e sugerindo alguns sons seme-
lhantes às palavras que compõem o texto.
Sendo assim, a aliteração é um recurso linguístico muito utilizado nos textos poéticos para enfatizar
determinado som oferecendo maior expressividade ao texto.
Exemplos de Aliteração
Confira abaixo alguns trechos que utilizam a aliteração.
“Vozes veladas, veludosas vozes,/Volúpias dos violões, vozes veladas/Vagam nos velhos vórtices
velozes/Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.” (Cruz e Souza) – repetição da consoante “v”.
“Leva-lhe o vento a voz, que ao vento deita.” (Luís de Camões) – repetição da consoante “v”.
“O rato roeu a roupa do rei de Roma.” (provérbio popular) – repetição da consoante “r”.
“Quem com ferro fere com ferro será ferido.” (provérbio popular) – repetição da consoante “f”.
“O sabiá não sabia que o sábio sabia que o sabiá não sabia assobiar.” (provérbio popular) – repetição
da consoante “s”.
Paronomásia
Repetição de palavras cujos sons são parecidos.
Exemplo: O cavaleiro, muito cavalheiro, conquistou a donzela. (cavaleiro = homem que anda a cavalo,
cavalheiro = homem gentil)
A paronomásiaé uma figura de linguagem que está definida na categoria de figuras de som.
FIGURAS DE LINGUAGEM
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Isso porque ela está relacionada com a sonoridade das palavras. Dessa forma, ela utiliza os parônimos
para enfatizar uma ideia e por isso recebe esse nome.
Lembre-se que as palavras parônimas apresentam sonoridade e são escritas de forma semelhante.
Mas o significado delas é muito diferente.
Geralmente a paronomásia é utilizada em textos literários, mas também pode ser usada na linguagem
oral e popular.
Palavras Parônimas
As palavras parônimas se assemelham no som e escrita. Mas fique atento, pois um erro pode causar
grande confusão. Veja abaixo algumas palavras parônimas:
Absolver (perdoar) e absorver (aspirar)
Apóstrofe (figura de linguagem) e apóstrofo (sinal gráfico)
Aprender (tomar conhecimento) e apreender (capturar)
Cavaleiro (que cavalga) e cavalheiro (homem gentil)
Delatar (denunciar) e dilatar (alargar)
Docente (relativo a professores) e discente (relativo a alunos)
Peão (aquele que anda a pé, domador de cavalos) e pião (brinquedo)
Exemplos de Frases com Paronomásia
Eu vou te delatar se você não dilatar a pupila.
Aprendeu nas aulas por meio da apreensão dos conhecimentos.
José é um cavaleiro da fazenda muito cavalheiro.
O docente aplicou a prova essa tarde para os discentes.
Durante seu descanso o peão jogava pião com seus colegas.
Obs: O trava-línguas é um tipo de parlenda que faz parte da literatura popular. Um dos recursos estilís-
tico utilizado para dificultar o falante na recitação da frase é a paronomásia, por exemplo: "Fia, fio a fio,
fino fio, frio a frio".
Nesse caso, além da aproximação de palavras semelhantes, temos também a repetição da consoante
"f" e da vogal "o". Portanto, o uso das figuras de som: aliteração e assonância.
Assonância
Repetição de sons vocálicos.
Exemplo:
"O que o vago e incógnito desejo
de ser eu mesmo de meu ser me deu." (Fernando Pessoa)
A assonância é um tipo de figura de linguagem, chamada de figura de som ou harmonia. Ela é caracte-
rizada pela repetição harmônica de sons vocálicos (vogais) numa frase.
É um recurso estilístico muito utilizado na literatura, na música e nos provérbios populares. Ela oferece
maior expressividade ao texto por meio da intensificação da musicalidade e do ritmo.
Além da assonância, as figuras de som mais importantes são: aliteração, paronomásia, onomatopeia.
FIGURAS DE LINGUAGEM
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Exemplos
Confira abaixo dois exemplos de assonância na música:
“Juro que não acreditei, eu te estranhei/Me debrucei sobre teu corpo e duvidei/E me arrastei e te arra-
nhei/E me agarrei nos teus cabelos” (Atrás da Porta – Chico Buarque) – repetição das vogais “ei”.
“Meu amor/O que você faria/Se só te restasse esse dia?/Se o mundo fosse acabar/Me diz o que você
faria” (O que você faria – Lenine) – repetição das vogais “ia”.
Aliteração e Assonância
Quanto às figuras de som, há duas que geram maior confusão. São elas a aliteração e a assonância.
Enquanto a assonância é a repetição de vogais, a aliteração é a repetição de consoantes. Para clarifi-
car melhor, veja abaixo os exemplos:
Aliteração: “O pato pateta pintou o caneco” (Vinícius de Moraes) – repetição das consoantes “p” e “t”.
Assonância: “Minha foz do Iguaçu/Pólo sul, meu azul/Luz do sentimento nu(Djavan) – repetição da
vogal “u”.
Há muitos casos em que elas são utilizadas num mesmo verso ou frase, por exemplo:
“Na messe, que enlourece, estremece a quermesse…/O sol, celestial girassol, esmorece…/E as canti-
lenas de serenos sons amenos/Fogem fluidas, fluindo a fina flor dos fenos…” (Eugênio de Castro)
No exemplo acima notamos o uso de ambas figuras de som. A aliteração dos fonemas “ss” e “c”, além
da repetição das consoantes “f”. Já a assonância é marcada pela repetição das vogais tônicas “e”.
Onomatopeia
Inserção de palavras que imitam sons.
Exemplo: Não aguento o tic-tac desse relógio.
A Onomatopeia é uma figura de linguagem que reproduz fonemas ou palavras que imitam os sons
naturais, quer sejam de objetos, de pessoas ou de animais.
Esse recurso aumenta a expressividade do discurso, motivo pelo qual é muito utilizado na literatura e
nas histórias em quadrinhos.
Exemplo de onomatopeia nos quadrinhos
Também é muito empregada nos textos enviados pela internet. São exemplos os fonemas que expres-
sam, por exemplo, o som do riso: “hahahaha, kkkkkk, rsrsrs”.
Do grego o termo “onomatopeia” (onomatopoiía) é formado pelos vocábulos “onoma” (nome) e “poiein”
(fazer”) o qual significa “criar ou fazer um nome”.
Exemplos
Segue abaixo lista das principais onomatopeias:
Ratimbum: som de instrumentos musicais (Ra = caixa, tim = pratos, bum = bombo)
Tic-tac: som do relógio
Toc-toc: som de bater na porta
Sniff sniff: som de pessoa triste, chorando
Buááá: ruído de choro
FIGURAS DE LINGUAGEM
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Atchim: barulho de espirro
Uhuuu: grito de felicidade ou adrenalina
Aaai: grito de dor
Cof-cof: som de tosse
Urgh: referente ao nojo
Nhac: ruído de mordida
Aff: som que expressa tédio e raiva
Grrr: som de raiva
Zzzz: som de homem ou animal dormindo
Tchibum: som de mergulho
Tum-tum: batidas do coração
Plaft: som de queda
Bum: ruído de explosão
Crash: som de batida
Smack: som de beijo
Au Au: som do cachorro
Miau: som do gato
Cocóricó: som do galo cantando
Piu-piu: som do passarinho
Vrum-vrum: som de motor (moto, carro, etc.)
Bang-bang: som de tiro
Bi-bi: som de buzina
Din-don: som da campainha
Blém-blém: badalar dos sinos
Trrrim-trrrim: ruído de telefone tocando
Confira na tabela abaixo o que diferencia cada uma das figuras de linguagem, bem como cada um dos
seus tipos.
Figuras de Palavras
ou semânticas
Figuras de Pensamento Figuras de Sintaxe ou cons-
trução
Figuras de Som
ou harmonia
Produzem maior
expressividade à
comunicação atra-
vés das palavras.
Produzem maior expres-
sividade à comunicação
através da combinação
de ideias e pensamentos.
Produzem maior expressivi-
dade à comunicação atra-
vés da inversão, repetição
ou omissão dos termos na
construção das frases.
Produzem maior
expressividade à
comunicação
através da sono-
ridade.
metáfora
comparação
metonímia
catacrese
hipérbole
eufemismo
litote
ironia
elipse
pleonasmo
zeugma
hipérbato
aliteração
paronomásia
assonância
onomatopeia
FIGURAS DE LINGUAGEM
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sinestesia
perífrase ou anto-
nomásia
personificação ou proso-
popeia
antítese
paradoxo ou oxímoro
gradação ou clímax
apóstrofe
silepse
polissíndeto
assíndeto
anacoluto
anáfora
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SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS
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Parônimos e Homônimos
Palavras que possuem a mesma grafia e som, porém com significados diferentes, são caracterizadas
como parônimos e homônimos.
Parônimos e homônimos apresentam semelhanças gráficas e sonoras
Parônimos e homônimos são palavras que possuem semelhanças no som e na grafia, porém
se constituem de significados diferentes. E por falar em significado, cabe-nos ressaltar que esse é
um fator preponderante na construção de nossos discursos – na oralidade e, principalmente, na
escrita.
Para você não correr o risco de utilizar alguma palavra cujo significado esteja equivocado, é essencial
dispor de alguns recursos que auxiliam na construção dos enunciados, tais como a prática constante
da leitura, o uso de um bom dicionário, enfim, o convívio com tudo aquilo que tende a corroborar para
o aprimoramento da competência linguística.
Nesse sentido, levando-se em consideração algumas particularidades que imperam no processo de
significação das palavras, passemos a partir de agora a estabelecer familiaridade com alguns
aspectos relacionados à homonímia e à paronímia.
Homônimos
São palavras que apresentam igualdade ou semelhança fonética (relativa ao som) ou igualdade
gráfica (relativa à grafia), porém com significados distintos. Dada essa particularidade, temos que os
homônimos se subdividem em três grupos.
Homógrafos – São aquelas palavras iguais na grafia, mas diferentes no som e no significado.
Vejamos alguns exemplos:
almoço → substantivo / almoço → verbo
colher → substantivo / colher → verbo
começo → substantivo / começo → verbo
jogo → substantivo / jogo → verbo
sede → substantivo (vontade de beber) / sede → localidade
Homófonos – São palavras iguais na pronúncia, porém diferentes na grafia e no significado. São
exemplos:
Palavras homófonas são iguais na pronúncia e diferentes no significado e na escrita
Homônimos perfeitos – são aquelas palavras iguais na grafia e no som, mas diferentes no
significado. Observemos alguns exemplos:
cedo → verbo / cedo → advérbio
SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS
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caminho → substantivo / caminho → verbo
livre → adjetivo / livre → verbo
Parônimos
São palavras semelhantes na grafia e no som, mas com significados distintos. Constatemos alguns
casos:
Homônimos são palavras que apresentam significados diferentes, mas que são pronunciadas da
mesma forma, como cem e sem.
Parônimos são também palavras que apresentam significados diferentes, mas que são pronunciadas
da forma parecida, como comprimento e cumprimento.
Palavras homônimas
As palavras homônimas subdividem-se em:
• homônimos perfeitos;
• homônimos homófonos;
• homônimos homógrafos.
Homônimos perfeitos
Grafia (escrita): igual
Fonética (som): igual
Significado: diferente
Exemplos de homônimos perfeitos:
• caminho (itinerário) e caminho (verbo caminhar);
• cedo (com antecedência) e cedo (verbo ceder);
• leve (com pouco peso) e leve (verbo levar);
• morro (monte) e morro (verbo morrer);
• rio (curso de água) e rio (verbo rir);
SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS
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• são (saudável) e são (verbo ser);
• verão (estação do ano) e verão (verbo ver);
Homônimos homófonos
Grafia (escrita): diferente
Fonética (som): igual
Significado: diferente
Exemplos de homófonos:
• acento e assento;
• alto e auto;
• caçar e cassar;
• cela e sela;
• cinto e sinto;
• cocha e coxa;
• concerto e conserto;
• conselho e concelho;
• houve e ouve;
• mau e mal;
• noz e nós;
• remissão e remição;
• seção e sessão;
• senso e censo;
• trás e traz;
• voz e vós;
Homônimos homógrafos
Grafia (escrita): igual
Fonética (som): diferente
Significado: diferente
Exemplos de homógrafos:
• acerto (correção) e acerto (verbo acertar);
• acordo (combinação) e acordo (verbo acordar);
• apoio (suporte) e apoio (verbo apoiar);
• choro (pranto) e choro (verbo chorar);
• colher (talher) e colher (apanhar);
• começo (princípio) e começo (verbo começar);
SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS
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• cor (coloração) e cor (memória);
• dúvida (incerteza) e duvida (verbo duvidar);
• gosto (sabor) e gosto (verbo gostar);
• hábito (costume) e habito (verbo habitar);
• jogo (entretenimento) e jogo (verbo jogar);
• molho (caldo) e molho (verbo molhar);
• sábia (sabedora) e sabia (verbo saber);
• sede (vontade de beber) e sede (matriz);
• sobre (acerca de) e sobre (verbo sobrar);
Palavras parônimas
Grafia (escrita): parecida
Fonética (som): parecida
Significado: diferente
Exemplos de parônimos:
• absorver e absolver;
• aferir e auferir;
• apóstrofe e apóstrofo;
• cavaleiro e cavalheiro;
• conjuntura e conjectura;
• deferir e diferir;
• descrição e discrição;
• dirigente e diligente;
• discriminar e descriminar;
• dispensa e despensa;
• emigrante e imigrante;
• eminente e iminente;
• estofar e estufar;
• flagrante e fragrante;
• fluir e fruir;
• fluvial e pluvial;
• imergir e emergir;
• implícito e explícito;
• infligir e infringir;
SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS
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• influxo e efluxo;
• mandado e mandato;
• místico e mítico;
• preceder e proceder;
• ratificar e retificar;
• revezar e revisar;
• soar e suar;
• tráfego e tráfico;
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SINÔNIMOS E ANTÔNIMOS
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Sinônimos e Antônimos
A Semântica é a parte da linguística que estuda o significado das palavras, a parte significativa do
discurso. Cada palavra tem seu significado específico, porém podemos estabelecer relações entre os
significados das palavras, assemelhando-as umas às outras ou diferenciando-as segundo seus
significados.
SINONÍMIA: Sinonímia é a divisão na Semântica que estuda as palavras sinônimas, ou aquelas que
possuem significado ou sentido semelhante.
Algumas palavras mantêm relação de significado entre si e representam praticamente a mesma ideia.
Estas palavras são chamadas de sinônimos.
Ex: certo, correto, verdadeiro, exato.
Sendo assim, SINÔNIMOS são palavras que possuem significados semelhantes.
A contribuição greco-latina é responsável pela existência de numerosos pares de sinônimos:
adversário e antagonista;
translúcido e diáfano;
semicírculo e hemiciclo;
contraveneno e antídoto;
moral e ética;
colóquio e diálogo;
transformação e metamorfose;
oposição e antítese.
ANTONÍMIA: É a relação entre palavras de significado oposto
Outras palavras, ainda, possuem significados completamente divergentes, de forma que um se opõe
ao outro, ou nega-lhe o significado. Estas palavras são chamadas de antônimos.
Ex: direita / esquerda, preto / branco, alto / baixo, gordo / magro.
Desta forma, ANTÔNIMOS são palavras que opõem-se no seu significado.
Observação: A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido oposto ou negativo:
bendizer e maldizer;
simpático e antipático;
progredir e regredir;
concórdia e discórdia;
ativo e inativo;
esperar e desesperar;
comunista e anticomunista;
simétrico e assimétrico.
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ORTOGRAFIA
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Ortografia
A Ortografia é o conjunto de regras estabelecidas pela gramática normativa para a grafia correta das
palavras e o uso de acentos, da crase e dos sinais de pontuação. A origem da palavra é grega e
significa -orthós = certo, correto, direito, exato; e -grafia = escrita, estabelecendo, portanto, padrões
para a forma escrita correta das palavras de uma língua.
A escrita correta das palavras de uma língua está relacionada tanto com critérios ligados à origem das
palavras (etimológicos) quanto aos ligados aos fonemas(fonológicos). A forma de grafar/escrever as
palavras é fruto de uma convenção social, ou seja, de acordos ortográficos que envolvem os diversos
países em que uma língua é reconhecida como sendo idioma oficial.
Acordos ortográficos da Língua Portuguesa
Quando falamos sobre ortografia, é preciso também refletirmos a respeito dos acordos
ortográficos envolvendo países cuja língua portuguesa representa o idioma oficial. O primeiro acordo
foi realizado em 1931 com o objetivo de promover a unificação dos dois sistemas ortográficos,
entretanto, não obteve êxito. No Brasil, houve reformas ortográficas nos anos de 1943, 1945, 1971 e
1973. Em 1986, no Rio de Janeiro, houve um encontro de todos os representantes dos países
lusófonos, ficando estabelecido o acordo ortográfico de 1986, mas também foi inviabilizado.
O último acordo ortográfico entre os países lusófonos entrou em vigor no dia 1º de janeiro de 2009.
Esse acordo legitimou outra reforma ortográfica, estabelecendo mudanças em diferentes aspectos,
como a inclusão das letras “K”, “W” e “Y” ao alfabeto português oficial.
Dicionário
Para que os falantes possam acessar a grafia correta das palavras de uma língua, basta recorrer
ao dicionário, um livro que reúne todas (ou quase todas) as palavras da língua, seus significados
e classificação gramatical. As palavras são apresentadas no dicionário em ordem alfabética. Alguns
dicionários também foram criados para a tradução de uma língua para outra.
A assimilação da ortografia de uma língua, independentemente se esta é materna ou não, ocorre de
maneira gradativa, constante e ininterrupta. É consenso de muitos estudiosos e profissionais da
linguagem que a aprendizagem da ortografia de qualquer língua depende de
muita leitura, escrita, observação e dedicação dos falantes, já que a língua é um sistema complexo e
de extrema relevância para a interação verbal entre os sujeitos.
Ortografia é a parte da gramática normativa que ensina a escrever corretamente as palavras de
uma língua. A ortografia deriva das palavras gregas ortho (ορθο no alfabeto grego) que significa
"correto" e graphos (γραφος) que significa "escrita".[1] Definindo, nomeadamente, o conjunto de
símbolos (letras e sinais diacríticos), a forma como devem ser usados, a pontuação, o uso de
maiúsculas, etc. É o conjunto de regras estabelecidas pela gramática normativa.
Apesar de oficialmente sancionada, a ortografia não é mais do que uma tentativa de transcrever os
sons de uma determinada língua em símbolos escritos. Esta transcrição costuma se dar sempre por
aproximação e raramente está isenta de ambiguidades.
Um dos sistemas ortográficos mais complexos é o da língua japonesa, que usa uma combinação de
várias centenas de caracteres ideográficos, o kanji, de origem chinesa, dois silabários, katakana e
hiragana, e ainda o alfabeto latino (não se trata de alfabeto latino, mas sim a forma fonética de
representar os silabários) , a que dão o nome romaji. Todas as palavras em japonês podem ser
escritas em katakana, hiragana ou romaji. E a maioria delas também pode ser identificada por
caracteres kanji. A escolha de um tipo de escrita depende de vários fatores, nomeadamente o uso mais
habitual, a facilidade de leitura ou até as opções estilísticas de quem escreve.
Analisando as línguas europeias podem identificar-se duas ortografias diferentes:
Ortografia fonética
Cada som corresponde a uma letra ou grupo de letras únicos e cada letra ou grupo de letras
corresponde a um único som.
ORTOGRAFIA
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Ortografia etimológica
Um mesmo som pode corresponder a diversas letras e cada letra ou grupo de letras pode corresponder
a diversos sons, dependendo da história, da gramática e dos usos tradicionais.
Exceto o Alfabeto Fonético Internacional, que consegue fazer a transcrição para caracteres alfabéticos
de todos os sons, não há sistemas ortográficos pura e exclusivamente fonéticos. No entanto, podemos
dizer que são eminentemente fonéticas as ortografias das línguas búlgara, finlandesa, italiana, russa,
turca, alemã e, até certo ponto, a da língua espanhola. No caso particular do espanhol, podemos
admitir que se trata de uma ortografia fonética em relação ao espanhol padrão falado na Espanha, mas
não tanto em relação aos falares latino-americanos, em especial aos da Argentina e Cuba, nos quais
nem sempre se verifica que cada som corresponde a uma letra ou grupo de letras.
A ortografia atual do português é, também, mais fonética do que etimológica. No entanto, antes
da Reforma Ortográfica de 1911 em Portugal, a escrita oficialmente usada era marcadamente
etimológica. Escrevia-se, por
exemplo, pharmacia, lyrio, orthographia, phleugma, diccionario, caravella, estylo e prompto em vez dos
actuais farmácia, lírio, ortografia, fleuma, dicionário, caravela, estilo e pronto. A ortografia tradicional
etimológica perdurou no Brasil até a década de 1930.
Um exemplo típico de ortografia etimológica é a escrita do inglês. Em inglês um grupo de letras (porexemplo: ough) pode ter mais de quatro sons diferentes, dependendo da palavra onde está inserido. É
também a etimologia que rege a escrita da grande maioria das palavras no francês, onde um mesmo
som pode ter até nove formas de escrita diferentes, caso das palavras homófonas au, aux, haut, hauts,
os, aulx, oh, eau, eaux.
Erros ortográficos
Paragrama
Um paragrama é um erro ortográfico que resulta da troca de uma letra por outra,
como previlégio (privilégio), visinho (vizinho), vizita (visita), meza (mesa) e outras.
A Ortografia é a parte da gramática que se encarrega da forma correta de escrita das palavras da
Língua Portuguesa.
As orientações ortográficas levam em conta a etimologia (origem) das palavras, bem como a fonologia
(sons), de modo que a Ortografia se insere numa categoria ainda maior da gramática que é justamente
a Fonologia.
A Ortografia estuda a forma correta de escrita das palavras de uma língua. Do grego "ortho", que quer
dizer correto e "grafo", por sua vez, que significa escrita.
A ortografia se insere na Fonologia (estudo dos fonemas) e junto com a Morfologia e a Sintaxe são as
partes que compõem a gramática.
A ortografia é influenciada pela etimologia e fonologia das palavras. Além disso, são feitas convenções
entre os falantes de uma mesma língua que visam unificar a sua ortografia oficial. Trata-se dos acordos
ortográficos.
O Alfabeto
A escrita é possível graças aos sinais gráficos ordenados que transcrevem os sons da linguagem.
Na nossa cultura, esses sinais são as letras, cujo conjunto é chamado de alfabeto.
A língua portuguesa tem 26 letras, três das quais são usadas em casos especiais: K, W e Y.
Emprego das letras K, W e Y
• Siglas e símbolos: kg (quilograma), km (quilômetro), K (potássio).
ORTOGRAFIA
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• Antropônimos (e respetivas palavras derivadas) originários de línguas estrangeiras: Kelly, Darwin,
darwinismo.
• Topônimos (e respetivas palavras derivadas) originários de línguas estrangeiras: Kosovo, Kuwait,
kuwaitiano.
• Palavras estrangeiras não adaptadas para o português: feedback, hardware, hobby.
Regras Ortográficas
Uso do x/ch
O x é utilizado nas seguintes situações:
• Geralmente, depois dos ditongos: caixa, deixa, peixe.
• Depois da sílaba -me: mexer, mexido, mexicano.
• Palavras com origem indígena ou africana: xará, xavante, xingar.
• Depois da sílaba inicial -en: enxofre, enxada, enxame.
Exceção: O verbo encher escreve-se com ch. O mesmo acontece com as palavras que dele derivem:
enchente, encharcar, enchido.
Escreve-se com x
Escreve-se com ch
bexiga bochecha
bruxa boliche
caxumba broche
elixir cachaça
faxina chuchu
graxa colcha
lagartixa fachada
mexerico mochila
xerife salsicha
xícara tocha
ORTOGRAFIA
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Uso do h
O h é utilizado nas seguintes situações:
• No final de algumas interjeições: Ah!, Oh!, Uh!
• Por força da etimologia: habilidade, hoje, homem.
• Nos dígrafos ch, lh, nh: flecha, vermelho, manha.
• Nas palavras compostas: mini-hotel, sobre-humano, super-homem.
Exceção: A palavra Bahia quando se refere ao estado é uma exceção. O acidente geográfico baía é
grafado sem h.
Uso do s/z
O s é utilizado nas seguintes situações:
• Nos adjetivos terminados pelos sufixos -oso/-osa que indicam grande quantidade, estado ou
circunstância: bondoso, feiosa, oleoso.
• Nos sufixo -ês, -esa, -isa que indicam origem, título ou profissão: marquês, francesa, poetisa.
• Depois de ditongos: coisa, maisena, lousa.
• Na conjugação dos verbos pôr e querer: pôs, quis, quiseram.
O z, por sua vez, é utilizado nas seguintes situações:
• Nos sufixos -ez/-eza que formam substantivos a partir de adjetivos: magro - magreza, belo - beleza,
grande - grandeza.
• No sufixo - izar, que forma verbo: atualizar, batizar, hospitalizar.
Escreve-se com s
Escreve-se com z
alisar amizade
análise aprazível
atrás azar
através azia
aviso desprezo
gás giz
groselha prazer
ORTOGRAFIA
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Escreve-se com s
Escreve-se com z
invés rodízio
jus talvez
uso verniz
Uso do g/j
O g é utilizado nas seguintes situações:
• Nas palavras que terminem em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio: presságio, régio, litígio, relógio,
refúgio.
• Nos substantivos que terminem em -gem: alavancagem, vagem, viagem.
O j, por sua vez, é utilizado nas seguintes situações:
• Palavras com origem indígena: pajé, jerimum, canjica.
• Palavras com origem africana: jabá, jiló, jagunço.
Observações:
1. A conjugação do verbo viajar no Presente do Subjuntivo escreve-se com j: (Que ) eles/elas viajem.
2. Nos verbos que, no infinitivo, contenham g antes de e ou i, o g é substituído para jantes do a ou
do o, de forma a que seja mantido o mesmo som. Assim: afligir - aflija, aflijo; eleger - elejam, elejo; agir
- ajam, ajo.
Escreve-se com g
Escreve-se com j
angélico anjinho
estrangeiro berinjela
gengibre cafajeste
geringonça gorjeta
gim jeito
ORTOGRAFIA
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Escreve-se com g
Escreve-se com j
gíria jiboia
ligeiro jiló
sargento laje
tangerina sarjeta
tigela traje
Parônimos e Homônimos
Há diferentes formas de escrita que existem, ou seja, são aceitas, mas cujo significado é diferente.
Assim, estamos diante de palavras parônimas quando as palavras são parecidas na grafia ou na
pronúncia, mas têm significados diferentes.
Exemplos:
cavaleiro (de cavalos) cavalheiro (educado)
comprimento (tamanho) cumprimento (de cumprir ou cumprimentar)
descrição (descrever) discrição (de discreto)
descriminar (absolver) discriminar (distinguir)
emigrar (deixar o país) imigrar (entrar no país)
Por outro lado, podemos estar diante de palavras homônimas quando as palavras têm a mesma
pronúncia, mas significados diferentes.
Exemplos:
cela (cômodo pequeno) sela (de cavalos)
cheque (meio de pagamento) xeque (do xadrez)
ORTOGRAFIA
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esperto (perspicaz) experto (experiente)
ruço (pardo claro) russo (da Rússia)
tachar (censurar) taxar (fixar taxa)
Palavras e Expressões que Oferecem Dificuldades
Além das situações mencionadas acima e os casos de acentuação e pontuação, há uma série de
palavras e expressões que oferecem dificuldades. São exemplos: A baixo / Abaixo, Onde / Aonde, Mas
/ Mais, entre tantas outras.
Veja toda a matéria de Ortografia:
Palavras difíceis e seus significados
Palavras difíceis são geralmente as que não são utilizadas com frequência, que surgem principalmente
em contexto formal. Por esse motivo, parecem diferentes, ou mesmo estranhas. A sua dificuldade
respeita ao seu significado, mas também ao ato de falar, ou seja, a forma correta de pronunciá-las.
Palavras difíceis de entender
1. Alvíssaras
Expressão de alegria por notícia recebida. Exemplo: Alvíssaras ao novo presidente!
2. Agnóstico
Aquele que não acredita em Deus e nem nega a sua existência. Exemplo: Ele dizia ser agnóstico, até
que, desesperado, se viu a pedir ajuda a Deus.
3. Beneplácito
Consentimento ou aprovação. Exemplo: Foram recebidos com o beneplácito da Assembleia.
4. Cuntatório
Em que há demora. Exemplo: Tenha paciência! Esse tipo de processo é cuntatório.
5. Desasnado
Que recebeu instrução, que desasnou. Exemplo: Depois de muita instrução, finalmente parece
desasnado.
6. Empedernido
Aquele que não se deixa persuadir ou não se comove. Exemplo: É a tal ponto empedernido que nem
uma notícia dessas o comove.
7. Filaucioso
Presunçoso. Exemplo: Com seu ar filaucioso, disse que já sabia tudo aquilo.
8. Graçolar
Dizer graçolas ou brincadeiras. Exemplo: Apesar da sua condição, passa os dias a graçolar.
ORTOGRAFIA
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9. Horrípilo
Horripilante. Exemplo: O tom da sua voz é horrípilo!
10. Iconoclasta
Aquele que contesta a veneração de símbolos religiosos. Exemplo: Nãofaz sentido contar com um
iconoclasta para a restauração desse monumento religioso.
11. Inócuo
Inofensivo. Exemplo: Com a garantia de que qualquer reação seria inócua, aceitou experimentar.
12. Juvenelizante
Que rejuvenesce. Exemplo: Sinto-me muito melhor! O passeio foi realmente juvenelizante.
13. Kafkaesco
Que se assemelha às propostas de Kafka. Exemplo: A realidade transcendente presente nas obras
traduz o seu estilo kafkaesco.
14. Loquaz
Eloquente, aquele que fala muito. Exemplo: É admirável a maneira loquaz com que discursa à plateia.
15. Mendacioso
Aquele que mente. Exemplo: Ninguém seria capaz em acreditar num discurso tão mendacioso.
16. Nitidificar
Tornar nítido. Exemplo: Com mais esclarecimentos sobre o tema, conseguiremos nitidificar tudo o que
foi exposto.
17. Odiento
Que guarda ódio. Exemplo: Não chegará a lado nenhum com suas palavras odientas.
18. Prognóstico
Que indica previsão. Exemplo: O prognóstico do médico indicou sérias complicações no seu estado de
saúde.
19. Putrefato
Em estado de apodrecimento. Exemplo: Tempos depois da tragédia, foram encontrados vários animais
putrefatos.
20. Quimera
Sonho que não é possível realizar. Exemplo: Nesse momento, resolver esse problema seria uma
verdadeira quimera.
21. Recôndito
Oculto. Exemplo: Procurou um local recôndito e começou a chorar.
22. Sumidade
Aquele que se destaca pela erudição. Exemplo: O professor era uma sumidade em arte barroca.
ORTOGRAFIA
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23. Tergiversar
Fazer rodeios. Exemplo: Não tentem tergiversar porque já entendi muito bem o que tais candidatos
querem.
24. Ufanismo
Aquele que se orgulha de algo de forma exagerada. Exemplo: O ufanismo o faz encarar os problemas
com muita seriedade.
25. Vicissitude
Sucessão de mudanças. Exemplo: Dependerá não só de nós, mas das vicissitudes da vida.
26. Vitupério
Comportamento ofensivo. Exemplo: Jamais imaginaria que ele respondesse com vitupério.
27. Warrantagem
Garantia pelo título de crédito conhecido como warrant. Exemplo: Sugeriu a warrantagem como
garantia.
28. Xaropear
Aborrecer. Exemplo: O que meu colega de turma mais sabe fazer é xaropear com conversas sem
sentido.
29. Yanomami
Denominação de povo indígena que habita o Brasil e a Venezuela. Exemplo: Faz parte da cultura dos
Yanomamis usar vários tipos de corantes nas pinturas corporais.
30. Zoomórfico
Que apresenta forma de animal. Exemplo: Seu aspecto zoomórfico assusta qualquer um.
As maiores palavras da língua portuguesa
Essa é a maior palavra da língua portuguesa:
Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico
Não precisa contar. Ela tem 46 letras!
Além dessas há várias palavras difíceis de falar especialmente em virtude de sua extensão. Muitas
delas estão ligadas às área de Biologia e Química:
• Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose, por exemplo, é uma doença. Tem 44 letras.
• Paraclorobenzilpirrolidinonetilbenzimidazol e Piperidinoetoxicarbometoxibenzofenona, com 43 e 37
letras, respectivamente, são nomes de substâncias.
• Hipopotomonstrosesquipedaliofobia também é o nome de uma doença e tem 33 letras.
• Anticonstitucionalissimamente é o maior de todos os advérbios. Tem 29 letras.
Perca ou Perda?
Perca é verbo, enquanto perda é substantivo. O uso incorreto de perca ou perda é um dos erros de
português mais frequentes. Isso acontece porque essas palavras são parônimas, o que quer dizer que
elas são parecidas tanto na grafia como na pronúncia, mas têm significados diferentes.
ORTOGRAFIA
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Se ambas as palavras existem, como sei quando usar cada uma delas? Pense no seu significado e
confira os exemplos:
1) Perca ou perda de tempo
• Não perca seu tempo com isso!
• Você vai ver como isso é uma perda de tempo.
2) Perca ou perda de peso
• Caso não perca peso, vamos ter que ser mais rigorosos com a tua alimentação.
• Pesquise sobre algo que possa te ajudar com a perda de peso.
3) Perca ou perda de memória
• Que eu perca minha memória, menos minha família.
• Há várias doenças que podem causar perda de memória.
4) Perca ou perda de um ente querido
• Que ele a perca quando não houver outra saída.
• A perda de alguém é muito dolorosa.
5) Sentimento de perca ou perda
• Perca esse sentimento que só faz mal a você.
• Ninguém sabe lidar bem com o sentimento de perda.
6) Perca ou perda de material
• Não perca os livros!
• A perda desse material seria irreparável.
7) Perda total ou perca total
• A seguradora considerou a perda total do veículo.
• É melhor que você perca o total interesse por esse rapaz.
8) Perca dos direitos ou perda dos direitos
• Espero que ela perca os direitos políticos.
• A perda dos direitos políticos é constitucional?
O mesmo acontece com as palavras perdas e percas:
• As perdas de alimentos são um desafio para a sociedade.
• Tomara que tu percas o jogo.
Erros de Português
Para você não errar mais, confira 40 dos maiores erros de português mais comuns que tiram a
credibilidade do seu texto. Se você prestar atenção, terá mais chance de gabaritar na prova de redação
no Enem e no Vestibular.
ORTOGRAFIA
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1. Precisa-se ou Precisam-se
Precisa-se de pessoas que lembrem: quando o “se” indica índice de indeterminação de sujeito, o verbo
é sempre conjugado na 3ª pessoa do singular, nunca do plural.
Por isso, "precisam-se" está errado!
2. Anexo, Anexa ou Em anexo
A dúvida anexa é um dos erros anexos mais comuns.
"Anexo" é um adjetivo, tal como bonita. Assim, foto bonita, foto anexa, certo? Foto em bonita, foto em
anexa? Não, não pode ser.
Então, "em anexo" está errado!
3. Você ou Voçê
Você tem que deixar de cometer este erro! O ç somente é usado antes das letras “a”, “o” e “u”,
somente essas, nunca antes do “e” e do “i”.
Não esqueça, "voçê" não existe!
Leia Uso do Ç.
Além da dúvida quanto à ortografia, esse pronome de tratamento também confunde na hora da crase.
4. A você ou À você
A você que não quer errar mais, dedico este ponto. A crase só existe quando o artigo “a” se une à
preposição “a”, o que não acontece neste caso.
A senhora, a vossa alteza, por exemplo, pode ser antecedidas por artigo “a”, mas “a você” não dá, não
é? Então, esqueça a crase! "À você" também não existe!
5. A ou Há
Daqui a pouco você não terá mais dúvidas, pois isto é muito fácil. Quando estiver falando do futuro
deve usar “a”, mas se estiver falando do passado, você usa o “há”.
Há pouco eu disse que você não teria mais dúvidas, não disse?
Leia Há ou A: quando usar?
6. Em vez de ou Ao invés de
“Em vez de” significa uma coisa no lugar de outra. “Ao invés de” tem o sentido de contrário.
Em vez de explicar, vamos ao exemplo, ao invés de deixar que as pessoas fiquem mais confusas.
7. Ao encontro de ou De encontro a
“Ao encontro de” tem o sentido de mesma direção. “De encontro a” significa direção contrária.
Espero que essa explicação vá ao encontro das suas expectativas. Se for de encontro, ficarei muito
aborrecido!
Leia Ao encontro de ou De encontro a: quando usar?
8. Medeia ou Media
ORTOGRAFIA
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Se você quer dizer que algo está no meio ou que é intermediário, ou seja, que ele "medeia", é assim
que deve falar.
Isso porque a conjugação do verbo mediar é: eu medeio, tu medeias, ele medeia, nós mediamos, vós
mediais, eles medeiam.
"Ele media" está errado!
9. Através de ou Por meio de
“Através de” carrega a ideia de atravessar. “Por meio de” indica o instrumento utilizado para
determinado fim.
Através da janela posso ver o que o professor escreveu no quadro. É por meio dele que eu consigo
aprender alguma coisa.
10. A princípio ou Em princípio
“A princípio” é usado para expressar tempo inicial. “Em princípio” é sinônimo de “em tese”.
A princípio estavam confusos, mas em princípio todos parecem ter aprendido.
11. Senão ou Se não
“Senão”tem o mesmo sentido de “caso contrário”. “Se não” é uma expressão que impõe condição.
Se não aprender agora, ficarei desapontado. Senão podemos tentar de outra forma.
Como se não soubesse quais são as suas dúvidas… Mais um exemplo, senão não passamos para o
ponto n.º 12.
Leia Senão ou Se não: quando usar?
12. Onde ou Aonde
“Onde” indica a localização de algo. “Aonde” tem o mesmo sentido de “para onde”.
Onde estamos mesmo? No ponto n.º 12. E aonde vamos a seguir? Para o ponto n.º 13.
Leia Uso do Onde e Aonde.
13. Onde ou Em que
“Onde” e “em que” são usados quando fazemos referência a um lugar.
Quando não há referência a lugar somente “em que” deve ser utilizado.
Onde acaba esta conversa? Vamos arejar um pouco e terminar a aula ao ar livre. Lá (naquele lugar, ao
ar livre) terminaremos a nossa conversa sobre erros de português.
Sem tempo para conversar mais, aquele livro que indiquei em que há vários problemas gerais com a
língua, ajudará você em dúvidas futuras.
14. Ratificar ou Retificar
“Ratificar” é o mesmo que confirmar. “Retificar” é o mesmo que corrigir.
Ratifico que compreendo as suas dúvidas, mas a partir de agora você já consegue retificar algumas.
Conheça outros parônimos.
ORTOGRAFIA
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15. Entre mim e você ou Entre eu e você
Agora é entre mim e você: vamos acabar com essa dúvida de uma vez!
As preposições vem sempre seguidas de pronomes pessoais do caso oblíquo (mim, ti) e nunca de
pronomes pessoais do caso reto (eu, tu).
Isso quer dizer que "entre eu e você" está errado!
16. A fim ou Afim
“A fim” significa finalidade, enquanto “afim” indica semelhança.
A fim de você entender, leia isto com atenção. É este o nosso objetivo afim: esclarecer dúvidas e
eliminar erros de português.
Leia A fim ou Afim?
17. Tem ou Têm
A forma “tem” é a conjugação do verbo ter na 3.ª pessoa do singular. “Têm” é a conjugação do verbo
ter na 3.ª pessoa do plural.
Ele tem menos dúvidas agora. Eles têm mais chances de escrever melhor.
18. Assistir ao ou Assistir o
“Assistir ao” tem o sentido de ver. “Assistir o” significa dar assistência.
Assisto ao debate na sala de aula. De seguida, assisto os alunos com as dúvidas que discutiram.
19. A nível de ou Em nível de
“A nível de” tem o sentido de nivelar. “Em nível de” é o mesmo que “em termos de”.
Em nível de erros de português, prometo ajudar você a chegar a um nível que nunca tinha chegado
antes.
Leia Ao nível de ou Em nível de.
20. Chego ou Chegado
Se a dúvida é qual o particípio do verbo chegar, a resposta é "chegado": Como sempre, eu
tinha chegado atrasado.
É normal que você tenha essa dúvida, afinal há muitos verbos que têm mais do que uma forma
de particípio, a regular e a irregular. Por exemplo: aceitado e aceito, matado e morto, prendido e preso.
"Chego" é a conjugação do verbo chegar na 1.ª pessoa do singular do presente do indicativo: Eu
sempre chego atrasado.
21. Meio ou Meia
“Meio” significa um pouco. “Meia” é o mesmo que metade e como é um número fracionário, varia
conforme o termo a que se refere.
Parece meio difícil, mas em menos de meia hora você não terá mais dúvidas sobre isso.
E não esqueça, o certo é meio-dia e meia! Porque meio concorda com “dia”, enquanto meia concorda
com “hora”.
ORTOGRAFIA
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22. Mal ou Mau
“Mal” é o contrário de bem. “Mau” é o contrário de bom.
Mal eu terminei de explicar e você já entendeu. Agora, vai ser muito mau se você voltar a cometer o
mesmo erro.
Leia Mal ou Mau?
23. À medida que ou Na medida em que
“À medida que” equivale à “à proporção que”. “Na medida em que” tem o sentido de “porque”.
À medida que o você aprende, fica mais descansado, na medida em que terá mais chances de passar
em qualquer concurso.
24. Mas ou Mais
"Mas" significa “porém”. "Mais" é o contrário de menos.
Vocês está ficando cada vez mais esperto, mas não pense que já sabe tudo. Ainda temos alguns
pontos pela frente.
Leia Mais ou Mas.
25. Perca ou perda
"Perca" é uma forma de conjugar o verbo perder. "Perda" é um substantivo, que é o contrário de
“ganho”.
Não perca tempo! Vamos a mais exemplos:
• Que eu perca tudo, menos a minha paciência. Afinal, essa seria uma grande perda.
• Perca o seu tempo como quiser. Estudar não é perda de tempo.
Leia Perca ou Perda?
26. Deu ou Deram tantas horas
"Deu" ou "deram" podem ser utilizados corretamente na indicação de horas. Tudo vai depender do
sujeito da oração.
Deu uma hora. (certo, porque o verbo concorda com o sujeito, que é “uma hora”).
Deram duas horas. (certo. Neste caso o sujeito é “duas horas”).
O relógio deu três horas. (certo, porque o verbo concorda com o sujeito, que é “o relógio”).
Deram quatro horas no meu relógio. (certo, “no meu relógio” indica lugar e não é o sujeito. Nesta
oração o sujeito é “quatro horas”, com o qual o verbo está concordando).
27. Trás ou Traz
"Trás" indica posição, enquanto "traz" é uma conjugação do verbo trazer.
Não vá para trás. Os próximos pontos trazem mais dúvidas.
28. Obrigado ou Obrigada
Se quem agradece é do sexo masculino, deve usar sempre “Obrigado”. Se quem agradece é do sexo
feminino, deve usar sempre “Obrigada”.
“Obrigado”, dirá o aluno. “Obrigada”, dirá a aluna.
ORTOGRAFIA
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29. Descriminar ou Discriminar
“Descriminar” é sinônimo de descriminalizar, ou seja, absolver. “Discriminar” significa excluir ou
classificar conforme as características.
A partir de hoje, não vou mais descriminar os alunos do crime cometido contra a língua até agora. Eles
precisam entender que há muitas pessoas que discriminam as pessoas pelo fato de falarem errado.
30. Acerca de ou A cerca de
“Acerca de” significa “a respeito de”. “A cerca de” tem o sentido de “próximo”.
Nunca tínhamos falado acerca disto. Estamos a cerca de chegar dez pontos para terminar.
31. A meu ver ou Ao meu ver
É isso mesmo, tanto “a meu ver” como “ao meu ver” são expressões que podem usadas. No entanto,
“a meu ver” é mais aceita, por ser a mais clássica.
Ao meu ver isto ficou esclarecido. Mas, a meu ver, os gramáticos preferiam condenar uma das
expressões.
Então, "ao meu ver" não está errado, mas de preferência vamos usar "a meu ver".
32. Por hora ou Por ora
“Por hora” faz referência às horas. “Por ora” tem o mesmo sentido de que “por enquanto”.
Vamos nos dedicar a quatro erros de português por hora. Por ora, penso que conseguiremos nos
organizar assim.
33. Vem, Vêm ou Veem
"Vem" e "vêm" são formas de conjugação do verbo vir. "Veem" é uma forma de conjugação do verbo
ver.
Ele vem às aulas com frequência. (3.ª pessoa do singular do verbo vir no presente do indicativo)
Eles também vêm. (3.ª pessoa do plural do verbo vir no presente do indicativo)
Eles veem o horário antes das aulas começarem. (3.ª pessoa do plural do verbo ver no presente do
indicativo)
34. Eminente ou Iminente
“Eminente” significa excelente. “Iminente” é algo que está prestes a acontecer.
Vocês são eminentes alunos. É iminente o ingresso de cada um de vocês na universidade.
35. Seção, Sessão ou Cessão
“Seção” é uma parte, “sessão” é a duração de algo, “cessão” é o mesmo que cedência, de ceder.
Nesta seção, vamos aprender algumas palavras homófonas. Esta sessão terá a duração de 45
minutos. A cessão do material utilizado nas aulas será feita por e-mail.
Leia Sessão ou Seção.
36. Por que, Por quê, Porque ou Porquê
“Por que” e “Por quê” são usados quando se questiona algo. O que os diferencia é que com acento
vem sempre no fim das orações.
“Porque” é usado quando se responde ou explica o motivo de algo.
“Porquê” significa “motivo”.
ORTOGRAFIA
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Por que estamos falando sobre isso? Por quê?
Porque esta é uma dúvida frequente.
O porquê de estarmos falando sobre isso é que esta é a dúvida de muitos.
Leia Uso do Por que, Porquê, Por quê e Porque.
37. Embaixo ou Em baixo“Embaixo” é um advérbio de lugar, tem o mesmo sentido que “debaixo” e é o antônimo de “em cima”.
“Em baixo” é um adjetivo, ou seja, é usado para indicar algo em altura inferior.
Embaixo há mais pontos que vão acabar de vez com as suas dúvidas. Se não estiver fácil de entender,
chame-me em baixo tom e eu vou até sua mesa.
Leia Embaixo ou Em Baixo?
38. Ainda assim ou Ainda sim
Isto é fácil, ainda assim vou explicar.
“Ainda assim” é uma conjunção adversativa, ou seja, ela indica oposição ou compensação. Por isso
que eu disse que era fácil, apesar disso iria explicar.
Isso quer dizer que "ainda sim" está errado!
39. Chegar a ou Chegar em
De acordo com a norma culta, quando você chega, chega a algum lugar.
É muito comum ouvirmos “chegar em”. Isso até pode indicar que a língua se transforma com o tempo,
mas na dúvida, use sempre “chegar a”.
40. Viagem ou Viajem
Viagem (com G) é substantivo. Viajem (com J) é a conjugação do verbo viajar na 3.ª pessoa do plural
do presente do subjuntivo (Que eles viajem) ou o seu imperativo (Viajem eles).
Aprender é uma viagem, mas não se distraía muito para que os alunos não viajem nos seus
pensamentos.
Acerca ou A Cerca
O “acerca” escrito junto, e o “a cerca” escrito separado, são termos utilizados em diferentes contextos.
Por isso, causam muita confusão na hora de escrever um texto. Para acabar com a dúvida, confira
abaixo as regras, os usos e alguns exemplos.
Acerca
Acerca, escrito junto, é um advérbio que significa que algo está próximo. É muito comum ser utilizado
com a preposição “de”, formando assim uma locução prepositiva: acerca de.
Nesse caso, é utilizado com o significado de sobre, a respeito de, com relação a, relativamente a, etc.
Exemplos:
Nossa opinião acerca do tema é que tais ações são de extrema importância.
Naquela noite, discutimos acerca da nossa relação.
Obs: O termo "acercar" é um verbo transitivo e pronominal que significa aproximação, por exemplo:
Estamos nos acercando da propriedade.
ORTOGRAFIA
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A Cerca
A cerca, escrito separado, significa “aproximado” sendo sinônimo do advérbio “perto”. É formado pelo
artigo “a” e o substantivo “cerca”. Geralmente, esse termo vem acompanhado com a preposição “de”.
Exemplo: Estamos a cerca de 15 km de São Paulo.
Obs: quando utilizamos a expressão “cerca de” significa “aproximadamente”, por exemplo:
Cerca de quinhentas pessoas morreram no acidente de avião.
Cerca de dez mil pessoas estavam na passeata.
A campanha forneceu cerca de dez quilos de alimentos.
E o Há Cerca?
Nesse caso, o “há”, forma conjugada do verbo haver, é utilizado com o significado de existir e indica
tempo decorrido. A expressão “há cerca de” significa, portanto, “faz aproximadamente”.
Exemplos:
Há cerca de um mês que estamos esperando a consulta.
Há cerca de duzentos livros para doar.
Conversei com Sabrina há cerca de dois meses.
Obs: Note que “a cerca de” faz referência à distância e “há cerca de” ao tempo.
Abaixo ou A Baixo?
Os termos "abaixo", escrito junto, e "a baixo", escrito separado, costumam confundir quando vamos
escrever um texto.No entanto, eles são usados em contextos diferentes. Para que você não erre mais,
confira abaixo as regras, os usos e alguns exemplos.
Abaixo
O termo "abaixo', escrito junto, faz referência a algo que esteja numa posição inferior. Portanto, essa
palavra é sinônima de "embaixo", "debaixo", "sob", "por baixo", etc.
Embora seja mais utilizada como advérbio de lugar, esse vocábulo também é utilizado em situações
que envolvem interjeições.
Exemplos:
Abaixo a Ditadura!
Veja abaixo um exercício sobre o tema da aula.
Na lista de convocados, seu nome está abaixo do meu.
Nesse semestre suas notas estão abaixo da média da classe.
Fizemos um abaixo-assinado para retirar o professor da disciplina.
Obs: Note que o termo “abaixo-assinado” leva hífen quando se trata da petição que reúne diversas
assinaturas.
Por outro lado, se ele está sendo usado para indicar a pessoa que assina o documento é escrito sem o
hífen:
Tomás Souza, abaixo assinado, foi o responsável por esse abaixo-assinado.
Atenção!
Há muitos casos em que o termo “abaixo” acompanha o verbo “seguir”. A dúvida é se o verbo é escrito
no singular ou plural.
ORTOGRAFIA
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Em todos os casos, o verbo concorda com o sujeito. Ou seja, se o sujeito estiver no plural, o verbo
também ficará no plural. Do contrário, se ele estiver no singular, o verbo também será escrito no
singular.
Exemplos:
Segue abaixo a foto do evento.
Segue abaixo a lista de formandos.
Seguem abaixo os documentos para matrícula.
Seguem abaixo os dados necessários para inscrição no curso.
A Baixo
Já a expressão “a baixo”, escrito separado, é sinônima de “de baixo”, “para baixo” ou “até embaixo” e
antônima de “do alto” ou “de cima”. Esse termo é formado pela preposição “a” mais o adjetivo “baixo”.
Quando utilizado em contraposição as expressões antônimas, ele desempenha o papel de locução
adverbial, por exemplo: “de alto a baixo” ou “de cima a baixo”.
Exemplos:
Quando entrei na loja, José me olhou de cima a baixo.
Naquela tarde, o gato rasgou a cortina de cima a baixo.
Temos que lavar as janelas do alto a baixo desse prédio.
Neusa observou o candidato de alto a baixo.
Roupas e calçados a baixo preço.
Obs: O termo “a baixo” não leva crase.
Enfim ou Em Fim?
O “enfim”, escrito junto, e o “em fim”, escrito separado, costumam confundir muito quando vamos
escrever um texto. Eles têm significados diferentes e, portanto, devem ser usados em contextos
distintos.
Saiba aqui como se escreve e quando você deve usar cada um deles. Confira abaixo as regras, usos e
exemplos.
Enfim
“Enfim”, escrito junto e com “n” depois do “e”, é um termo sinônimo de finalmente, por fim, afinal, etc.
Trata-se de um advérbio de tempo que é também utilizado com sentido de que algo está concluído: em
síntese, em conclusão, em suma, etc..
Exemplos:
Enfim sós!
Após tantas dificuldades, enfim poderemos comprar o carro.
Enfim poderei ver Maciel nesse final de semana.
Após tantas provas, podemos enfim viajar.
Atenção!
A expressão “En fim”, escrito separado e com “n” depois do “e”, não existe na língua portuguesa.
Exemplo: Até que enfim você chegou!
Em Fim
O “em fim”, escrito separado, é utilizado com o sentido de “no final de” ou “no fim de”. Portanto, essa
expressão indica o fim próximo ou mesmo o término de algo.
ORTOGRAFIA
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Trata-se de uma locução adverbial de tempo, ou seja, que desempenha o papel de advérbio na frase.
Ela é formada pela preposição “em” mais o substantivo “fim”.
Exemplos:
Roberto trabalhou 25 anos e está em fim de carreira.
Vitória está no hospital em fim de vida.
Quando estamos em fim de uma prova, queremos sair logo.
Juliana é uma grávida em fim de tempo.
Acima ou A Cima?
O termo “acima” e a locução “a cima” possuem o mesmo som, no entanto, são utilizadas em contextos
diferentes. Por isso, causam grande confusão quando temos que escrever um texto.Para que você
aprenda de uma vez por todas a usá-las corretamente, confira abaixo dicas com as regras, os usos e
alguns exemplos.
Acima
A palavra “acima”, escrito junta, é um advérbio de lugar e antônima de “abaixo”. Assim, ela é
empregada com o sentido de que algo está num local elevado, ou seja, localizado numa posição
superior.
Exemplos:
Hoje eu estacionei o carro mais acima.
Vi seu nome mais acima na lista de convocados.
Nosso apartamento está acima do seu.
Essa cidade está acima do nível do mar.
Para entender melhor a matéria, confira os exemplos acima.
Obs: Uma dica para saber se o termo está sendo utilizado corretamente é trocá-lo por seu antônimo:
Estacionei o carro mais abaixo.
Fique Atento!
A expressão “acima de” é uma locução prepositiva muito utilizada, por exemplo: Suas médias
estão acima de qualquer um da sala.
A Cima
O termo “a cima”,escrito separado, é sinônimo de “para cima” e antônimo de “de baixo” ou “para baixo”
e não leva crase.
Ele significa que algo está no alto ou no topo sendo formado pela preposição “a” mais o substantivo
“cima”.
Exemplo:
Fiquei muito nervosa pois quando entrei na sala ela me olhou de baixo a cima.
Antes de comprar a casa José verificou tudo de baixo a cima.
Levamos quatro horas para subir a montanha de baixo a cima.
Resolvemos correr na ladeira de baixo a cima.
O elevador subiu de baixo a cima em poucos segundos.
Obs: uma dica para saber se você está utilizando o termo corretamente é trocar pelo seu sinônimo
“para cima”: o elevador subiu de baixo para cima em poucos segundos.
Fique Atento!
A expressão “de cima” é uma locução adverbial. Já as expressões “para cima de”, “por cima de” ou “em
cima de” são locuções prepositivas.
ORTOGRAFIA
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Exemplos:
Mauro estava olhando de cima do prédio.
O gato pulou para cima da pia rapidamente.
Sua ambição passa por cima de qualquer pessoa.
Meu cachorro ficou em cima de mim a tarde toda.
Sob ou Sobre?
O “sob” e o “sobre” são duas preposições essenciais que causam muita confusão na hora de escrever
um texto.Isso porque elas são palavras parônimas, uma vez que são muito semelhantes na pronúncia
e na escrita, entretanto, possuem significados diferentes.
Sendo assim, o sob e o sobre são termos antônimos, ou seja, o significado de uma é o contrário da
outra.
Lembre-se que preposição é uma palavra invariável utilizada para ligar dois termos numa oração.
Confira aqui o significado, usos e exemplos de cada uma delas.
Sob
O sob é uma preposição utilizada com o sentido de “embaixo de”, “por baixo de” e “debaixo de”. Ou
seja, faz referência a algo que esteja numa posição inferior.
Além disso, ela pode ser usada com o sentido de “condição” ou “em estado de”.
Exemplos:
Passamos sob a ponte essa tarde.
Não consigo trabalhar sob pressão.
A loja de móveis está sob nova direção.
O garoto está sob minha responsabilidade.
A situação dela está sob controle.
Sobre
O “sobre” é uma preposição utilizada como sinônimo de “em cima de”, “por cima de” e “acima de”. Ou
seja, ela faz referência a algo que esteja numa posição superior.
Esse termo também pode ser utilizado com o sentido de “acerca de”, “em relação à” e “a respeito de”.
Exemplos:
Deixei meus óculos sobre a mesa da sala.
Nunca deixe o celular sobre a pia da cozinha.
Enquanto o cachorro ladrava, o gato permaneceu sobre o muro.
A aula de hoje é sobre animais peçonhentos.
Falamos a tarde toda sobre nossa infância.
Debaixo ou De Baixo?
"Debaixo" e "de baixo" são dois termos utilizados em situações diferentes. A grande confusão na hora
de escrever é porque essas palavras possuem o mesmo som. Portanto, confira aqui as principais
regras, usos e exemplos sobre cada um desses vocábulos.
Debaixo
A palavra “debaixo”, escrito junto, é um advérbio de lugar que significa que algo está localizado na
parte inferior em relação à outra coisa.
Assim, ela é sinônimo de embaixo, abaixo, sob, por dentro; e antônimo de em cima ou acima. Na maior
parte das vezes, esse advérbio vem acompanhado de uma proposição formando assim, uma locução
adverbial: debaixo de.
ORTOGRAFIA
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Exemplos:
João estava debaixo do viaduto esperando a chuva passar.
As chaves estavam debaixo da almofada.
Encontrei uma barata debaixo do tapete.
O mendigo mora debaixo da ponte.
Encontrei seu gorro debaixo da bolsa.
Obs: Geralmente o termo “debaixo” pode ser substituído pela preposição “sob”. Dessa forma, você
pode substituí-la na frase para confirmar se o termo que está usando é o correto. Assim, se a sentença
estiver coerente o termo utilizado está certo.
Exemplo: As chaves estavam sob a almofada. (debaixo da almofada)
De Baixo
Quando é escrito de maneira separada, esse termo exerce a função de adjetivo de modo que qualifica
o substantivo na frase. A palavra “de baixo” é formada pela preposição “de” mais o adjetivo “baixo”.
Exemplos:
Nossa conversa foi de baixo nível.
Eu acho que Tarcísio é um homem de baixo caráter.
Toda a entrevista esteve permeada por palavras de baixo calão.
Quando cheguei na reunião, Carolina olhou de baixo a cima.
Nosso apartamento fica no andar de baixo.
Obs: Uma dica é substituir a palavra por “sob” e se a sentença não fizer sentido, o termo correto é
“debaixo”.
Embaixo ou Em Baixo?
Os termos “embaixo”, escrito junto, e “em baixo”, escrito separado, são duas palavras que possuem o
mesmo som, porém grafias diferentes. Além disso, são utilizadas em situações distintas.
Ambas causam muita confusão quando temos que escrever uma redação. Portanto, aprenda de uma
vez por todas a usá-las corretamente conferindo abaixo seus significados, regras, usos e exemplos.
Embaixo
A palavra "embaixo", escrito junto, é um advérbio de lugar que significa que algo está numa posição
inferior em relação a outra coisa.
Ela é sinônimo de abaixo, debaixo, sob, por baixo e antônimo de em cima, acima e sobre.
Além disso, é comum esse termo vir acompanhado de uma preposição, formado assim, uma locução
adverbial, por exemplo: embaixo de.
Exemplos:
Eu deixei a bolsa embaixo da escada.
Os livros estão embaixo da escrivaninha.
Durante a brincadeira, as crianças se esconderam embaixo da mesa.
Vá até em casa e pegue as chaves que deixei embaixo do tapete.
Passei o dia todo embaixo dos cobertores.
Obs: uma maneira de saber se está utilizando o termo correto, é trocar na frase pelo seu antônimo.
Exemplo: Os livros estão em cima da mesa.
Em Baixo
Quando escrito de forma separada o termo “em baixo” desempenha a função de adjetivo na sentença.
Ou seja, nesse caso, ele qualifica um substantivo:
ORTOGRAFIA
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Exemplos:
Durante a aula falem com a voz em baixo tom.
A pintura do artista é em baixo relevo.
Nesse trecho é melhor dirigir em baixa velocidade.
Nessa opção a câmera fica em baixo contraste.
Na entrevista a conversa foi em baixo calão.
Você sabia?
No português falado em Portugal o termo escrito separado “em baixo” é utilizado como advérbio de
lugar: "Estou em baixo do toldo te esperando".
Trás ou Traz?
O “trás” e o “traz” são dois termos homófonos, ou seja, que possuem o mesmo som, porém grafias
diferentes.
Por esse motivo, esses monossílabos tônicos causam muita confusão quando vamos escrever um
texto.
Portanto, confira aqui as principais regras, usos e exemplos dessas palavras.
Trás
O trás com “s” e acento agudo é uma palavra que significa na parte traseira, sendo utilizada como
sinônima de atrás, detrás, após, etc.
Esse termo sempre vem sempre precedido por uma preposição e, nesse caso, desempenha o papel de
um advérbio de lugar formando uma locução adverbial.
Exemplos:
Não olhe para trás enquanto dirige.
Depois da bronca, ele não saiu de trás da cortina.
Com certeza existe muita coisa por trás desse caso político.
Obs: A palavra “atrás” é grafada com “s” no final e, portanto, o termo “atraz” está incorreto.
Traz
O traz com “z” é uma forma verbal do verbo trazer que significa transportar, levar, conduzir,
encaminhar, ocasionar, oferecer, etc.
Essa forma é conjugada na terceira pessoa do singular do indicativo (ele/ela traz) e ainda, na segunda
pessoa do singular do imperativo (traz tu).
Exemplos:
Todos os dias Joana traz sua marmita.
Dinheiro não traz felicidade.
Traz o guarda-chuva pois está chovendo.
Obs: uma dica para verificar se o uso desse termo está correto é substituindo por verbos relacionados,
por exemplo, o levar:
Todos os dias Joana leva sua marmita.
Assim, se a sentença estiver coerente, você está usando o termo corretamente. Do contrário, você
deve utilizar o advérbio de lugar “trás”.
ORTOGRAFIA
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Encima ou Em Cima?
"Encima" junto e "em cima" separado são duas palavras homófonas que apresentam sonoridade igual,porém grafias diferentes.
Confira aqui o significado de cada uma para você não ficar mais na dúvida de quando usar cada uma
delas.
Encima
O termo “encima”, escrito junto e com “n” representa uma forma verbal do verbo encimar. Esse verbo,
pouco utilizado pelos falantes da língua, significa colocar sobre algo, sendo sinônimo de elevar, coroar,
etc.
Ele é conjugado na terceira pessoa do singular (ele/ela encima) do indicativo ou na segunda pessoa do
singular do imperativo (encima tu).
Exemplos:
A estrela de Belém encima a árvore de natal.
Essa árvore encima o monte.
O chapéu encima a cabeça da presidente.
Em Cima
Já o termo “em cima” escrito separado é o antônimo de embaixo. Numa frase ela exerce a função de
locução adverbial de lugar.
Portanto, utilizamos essa palavra para nos referir a algo que está numa posição elevada em relação a
outra coisa.
Exemplos:
O bebê está em cima da cama.
Pegue o açúcar em cima da mesa.
Eu deixei as chaves em cima da cômoda.
Curiosidade
Utilizamos frequentemente na linguagem coloquial (informal) a expressão “dar em cima”. Ela faz
referência quando alguém está cortejando ou interessado numa pessoa.
Exemplo: Na festa de sábado vimos o Felipe dando em cima da Camila.
Acento Agudo
O acento agudo (´) é um sinal gráfico utilizado em todas as vogais da língua: a, e, i, o, u.
Eles marcam a sílaba tônica (mais forte) de uma palavra e, portanto, são utilizados nas vogais abertas
e semiabertas.
Além do acento agudo, o mais utilizado na nossa língua, há também o circunflexo (^) e o grave (`), esse
último chamado de crase.
Regras
O acento agudo é utilizado:
Nas vogais tônicas abertas e semiabertas “a”, “e” e “o”, por exemplo:
• sofá
• estádio
ORTOGRAFIA
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• átomo
• réptil
• sintético
• parabéns
• sólido
• ótica
• dominó
Nas vogais tônicas “i” e “u”, por exemplo:
• íngreme
• almíscar
• líquen
• útil
• inútil
• úmido
Novo Acordo Ortográfico
Com a implementação do Novo Acordo Ortográfico (2009), algumas palavras paroxítonas perderam o
acento agudo.
Palavras homógrafas
• Para
• Polo
Antes do Acordo eram grafadas da seguinte maneira:
• Pára
• Pólo
Ditongos abertos “oi” e “ei”
• Heroico
• Jiboia
• Paranoia
• Assembleia
• Ideia
Antes do Acordo elas eram acentuadas:
• Heróico
• Jibóia
ORTOGRAFIA
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• Paranóia
• Assembléia
• Idéia
Obs: Segundo o Novo Acordo Ortográfico o acento agudo permanece nos monossílabos tônicos e nas
palavras oxítonas com ditongos abertos “éi”, “éu” ou “oi”:
Exemplos:
• anéis
• decibéis
• chapéu
• ilhéus
• herói
• remóis
Palavras com Acento Agudo
Confira abaixo algumas palavras que levam o acento agudo:
Palavras Oxítonas: última sílaba é a tônica.
• Sofá
• Olá
• Chalé
• Café
• Açaí
• Piauí
• Avó
• Paletó
• Baú
• Grajaú
Palavras Paroxítonas: a penúltima sílaba é a tônica.
• Cadáver
• Amável
• Réptil
• Éden
• Ímpar
• Vírus
ORTOGRAFIA
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• Dócil
• Fóssil
• Lúmen
• Túnel
Palavras Proparoxítonas: a antepenúltima sílaba é a tônica.
• Árabe
• Cálice
• Exército
• Espécie
• Líquido
• Míope
• Próximo
• Cleópatra
• Rústico
• Músico
Atenção!
Algumas palavras iguais escritas com e sem acento agudo, são utilizadas em contextos diferentes.
Exemplos:
Hoje foi o término do nosso namoro
Se continuar assim, eu termino com ele.
Recebo um auxílio moradia todos os meses.
Eu auxilio minha irmã caçula nas tarefas de casa.
Acento Circunflexo
O acento circunflexo (^) é um tipo de notação léxica utilizado nas vogais tônicas semifechadas: “a”, “e”
e “o”.
No português as semivogais “i” e “u” nunca levam esse tipo de acento. Além do circunflexo, temos o
acento agudo (´) e o grave (`)
Regras e Usos
O acento circunflexo é geralmente usado nas vogais fechadas /â/, /ê/ e /ô/ e nas vogais nasais que
aparecem nos dígrafos “âm”, “ân”, “êm”, “ên’, “ôm” e “ôn”.
Exemplos:
• Importância
• Êxito
• Metrô
ORTOGRAFIA
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• Âmbito
• Discrepância
• Efêmero
• Essência
• Nômade
• Antagônico
O Circunflexo e o Novo Acordo Ortográfico
No Novo Acordo Ortográfico (2009) algumas palavras que recebiam o acento circunflexo foram
alteradas. Portanto, fique atento às novas regras para não errar na hora da escrita.
Nas palavras paroxítonas que possuem o ditongo “ee” e “oo”, o circunflexo foi abolido:
• Leem
• Deem
• Creem
• Abençoo
• Enjoo
• Voo
Você deve lembrar que antes do acordo, a primeira vogal igual levava o acento circunflexo. Sendo
assim, elas eram escritas da seguinte maneira:
• Lêem
• Dêem
• Crêem
• Abençôo
• Enjôo
• Vôo
Nas palavras paroxítonas homógrafas (mesma grafia) o acento circunflexo era mantido para diferenciar
uma da outra, por exemplo:
Pêlo
Pêra
No entanto, depois do acordo essas palavras são grafadas da seguinte maneira:
Pelo: pode significar “por onde” ou “revestimento corporal”.
Exemplo:
Nádia sempre vai pelo mesmo caminho.
Zulmira tem muito pelo no braço.
Pera: pode ser o substantivo fruta ou pelo no queixo (barba ou barbicha).
ORTOGRAFIA
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Exemplo:
Ontem comemos uma pera deliciosa.
Eu gostei da pera no queixo do Ismael.
• Por outro lado, alguns acentos circunflexos foram mantidos:
• Pôr
• Pôde
• Têm
• Vêm
Curiosidade: Você sabia?
O acento circunflexo é mais usado no português do Brasil do que no de Portugal.
Portanto, segundo o Novo Acordo Ortográfico, algumas palavras podem ser escritas de duas maneiras:
Português do Brasil Português de Portugal
Bebê Bebé
Purê Puré
Bônus Bónus
Fêmur Fémur
Patrimônio Património
Antônimo Antónimo
Sinônimo Sinónimo
Antônio António
Fenômeno Fenómeno
Gênero Género
Palavras com Acento Circunflexo
Confira abaixo alguns exemplos de palavras oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas que levam acento
circunflexo:
ORTOGRAFIA
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Palavras Oxítonas
Palavras terminadas com vogal “e”:
• Purê
• Bebê
• Nenê
• Caratê
Palavras terminadas com vogal “o”:
• Robô
• Avô
• Pôs
• Pôr
Palavras terminadas no ditongo nasal “em”:
• Advêm
• Convêm
• Detêm
• Retêm
Palavras Paroxítonas
Palavras terminadas com as consoantes “l”, “n”, “r”, “x”:
• Têxtil
• Plâncton
• Câncer
• Fênix
Palavras terminadas em “ão (s)”, “ei (s)” ou “us”:
• Zângão
• Escrevêsseis
• Tônus
Palavras Proparoxítonas
Palavras terminadas em vogais “a”, “e” e “o”, seguidas das consoantes nasais “m” ou “n”:
• Cânfora
• Lâmpada
• Amêndoa
• Amazônia
ORTOGRAFIA
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• Mântua
• Tênue
• Gêmeo
• Gênio
• Cômodo
• Acadêmico
Curiosidade
Algumas palavras escritas com e sem acento circunflexo são utilizadas em contextos diferentes.
Exemplo:
O Japão possui grande influência na economia mundial.
O Japão influencia muitos países do mundo.
E o Acento Agudo?
O acento agudo (´) é utilizado nas vogais abertas “a”, “e”, “o” e nas semivogais “i” e “u”. Além disso,
vogais nasais representadas por alguns dígrafos (ín, ím, ún, e úm) também levam o acento agudo.
Confira alguns exemplos abaixo:
• Sofá
• Café
• Jiló
• Ídolo
• Útil
• Índio
• Ímpio
• Único
• Úmero
Há ou A?
“Há” e “A” são dois termos que geram muita confusão para os utilizadores da língua. Isso porque
ambas possuem o mesmo som, porém apresentam grafias diferentes.
Aqui você vai encontrar explicações e exemplos de quando você deve usar cada uma delas.
Há
Com o “h” o “há” representa uma forma do verbo haver. Assim, podemos utilizar o “há” quando o verbo
haver é impessoal (sem sujeito) e possui o sentido de “existir”.
Essa forma verbal é conjugada na terceira pessoa do singular do presente do indicativo.
Há muitas pessoas no mundo.
Existem muitas pessoas no mundo.ORTOGRAFIA
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Obs: Mesmo que a frase esteja no plural, o “há” permanece no singular.
Há muito erro nessa prova.
Há muitos erros nessa prova.
Também utilizamos o “há” em frases que expressam tempo passado e, nesse caso, pode ser
substituído pelo verbo “fazer” ou “ter”.
Há muitos anos que não vejo o Miguel.
Faz muitos anos que não vejo o Miguel.
Há muito tempo que não comia doces.
Tem muito tempo que não comia doces.
Fique Atento!
É muito comum usarmos esse termo com a palavra “atrás”, por exemplo:
Estive nos Estados Unidos há um ano atrás.
Como o “há” pode ser utilizado para fazer referência a algo que ocorreu no passado, fica redundante
colocar esse vocábulo na mesma sentença.
Portanto, o correto seria:
Estive nos Estados Unidos há um ano.
Curiosidade
Existe também outra forma que tem o mesmo som do “há”: ah!
Nesse caso, ele é usado como interjeição, ou seja, quando expressa emoção ou sentimento.
Ah! Que bom te ver por aqui!
A
O “a” é um artigo definido utilizado antes de substantivos e diferente do “há” que indica um tempo
passado, esse é utilizado para falar de uma ação futura.
Além disso, ele é empregado quando estamos nos referindo a distância.
Daqui a três anos irei para a Inglaterra.
Estamos morando a cinco quilômetros do metrô.
E o “À” e o “Á”?
Além do “a” sem acento, temos mais duas formas acentuadas que surgem dúvidas quando utilizadas.
O “à” representa a união e contração de duas vogais: o artigo definido “a” e a preposição “a” marcada
pelo acento grave: à (a+a). Nesse caso, é chamada de “crase”.
Veja abaixo algumas regras para o uso da crase.
1. Empregada antes de alguns verbos que indiquem destino: ir, vir, voltar, etc.
Semana que vem vou à Europa.
2. Utilizada antes de palavras femininas. Por sua vez, antes de palavras masculinas não se utiliza a
crase.
Fomos à praia esse final de semana.
ORTOGRAFIA
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3. Empregada nos pronomes demonstrativos: àquele, àquilo e àquela.
Não devemos voltar àquele lugar no verão.
4. Usada em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas tais como: à medida que, às pressas, às
vezes, à tarde, à noite, etc.
Saímos à tarde para comprar roupas.
Já o “á” com acento agudo não é utilizado isoladamente, ou seja, sozinho esse termo não existe. Ele é
empregado na sílaba tônica (mais forte) de uma palavra.
No entanto, existem diversas regras de acentuação que você deve conhecer para utilizá-la
corretamente. Veja alguns exemplos de palavras com “á”.
Sofá
Água
Fácil
Árvore
Lápis
Mais ou Mas?
O “mais” e o “mas” são duas palavras que tem um som parecido, no entanto, são utilizadas em
contextos distintos. Aprenda aqui a diferença entre elas.
Mais
A palavra “mais” possui como antônimo o “menos”. Nesse caso, ela indica a soma ou o aumento da
quantidade de algo.
Embora seja mais utilizada como advérbio de intensidade, dependendo da função que exerce na frase,
o “mais” pode ser substantivo, preposição, pronome indefinido ou conjunção.
Exemplos:
Quero ir mais vezes para a Europa.
Hoje vivemos num mundo melhor e mais justo.
Jonatas foi à festa com seu amigo mais sua namorada.
Uma maneira de saber se você está usando a palavra corretamente é trocar pelo seu antônimo
“menos”.
Mas
A palavra “mas” pode desempenhar o papel de substantivo, conjunção ou advérbio.
Como substantivo, o “mas” está associado a algum defeito, por exemplo:
Nem mas, nem meio mas, faça já seus deveres de casa.
Como conjunção adversativa, o “mas” é utilizado quando o locutor quer expor uma ideia contrária a que
foi dita anteriormente:
Sou muito calmo, mas estou muito nervoso agora.
Nesse caso, ela possui o mesmo sentido de: porém, todavia, contudo, entretanto, contanto que, etc.
Como advérbio, o “mas” é empregado para enfatizar alguma informação, por exemplo:
Ela é muito dedicada, mas tão dedicada, que trabalhou anos vendendo doces.
Obs: a palavra "más" com acento é o plural de "mal", ou seja, é um adjetivo sinônimo de ruim, por
exemplo: Nesse semetre suas notas estão muito más.
ORTOGRAFIA
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Senão ou Se não?
"Senão" ou "se não" são dois termos que possuem o mesmo som, no entanto, são utilizados em
situações diferentes. Aprenda de uma vez por todas a usá-los corretamente.
Senão
Quando esse termo é escrito junto, ele geralmente significa “do contrário”, “caso contrário”, “a não ser”.
Exemplo:
Tenho que ir à aula, senão perderei os comentários do professor.
Tenho que ir à aula, caso contrário perderei os comentários do professor.
No entanto, dependendo de sua função na frase, essa palavra pode desempenhar o papel de
substantivo, conjunção ou preposição.
Quando é substantivo significa um problema, falha ou algo com defeito.
Talita tem apenas um senão, é muito impulsiva.
Talita tem apenas um defeito, é muito impulsiva
Quando é conjunção significa algo negativo, e pode ser substituído por “do contrário”, “caso contrário”,
“de outro modo (maneira)”, etc.
Nesse caso, o termo pode desempenhar o papel de uma conjunção alternativa ou conjunção
adversativa.
Conjunção Alternativa
Não podemos sair, senão perdemos a apresentação.
Não podemos sair, caso contrário perdemos a apresentação.
Conjunção Adversativa
Júlio não ganhou um presente pelo aniversário, senão pelas bodas de casamento.
Júlio não ganhou um presente pelo aniversário, mas pelas bodas de casamento
Quando é preposição significa uma exceção, e pode ser substituído por: “exceto”, “com exceção de”,
“salvo”, “a menos que”.
Luana não comprou nada na feira, senão uma camiseta.
Luana não comprou nada na feira, exceto uma camiseta.
Se não
Já quando o termo é escrito separadamente ele dá a ideia de “caso não”. Portanto, para saber qual
palavra usar você deve substituir na frase e analisar se continua coerente.
Essa expressão é formada pela conjunção "se" e o advérbio "não".
Exemplo:
Se não chegar a tempo da aula, perderei a prova
Caso não chegue a tempo da aula, perderei a prova
A fim ou Afim?
A fim ou afim são dois termos que causam muita confusão nos usuários da língua. Usar esse termo
junto ou separado pode afetar o entendimento do texto.
Enquanto o primeiro é parte de uma locução, o segundo é um adjetivo. Portanto, vale saber qual o
proposito para que você não erre mais.
ORTOGRAFIA
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A fim
O termo quando usado separado faz parte de uma locução prepositiva “a fim de”. Nesse caso, ela tem
o significado de finalidade. Ou seja, apresenta uma intenção, um objetivo, um intuito ou um propósito.
Exemplo: A fim de discutir temas da atualidade, a professora chamou um especialista.
Para visualizar melhor, podemos perceber que no exemplo acima se trocarmos o “a fim de” por outros
termos, a frase tem o mesmo significado:
Com o propósito de discutir temas da atualidade, a professora chamou um especialista.
Com o intuito de discutir temas da atualidade, a professora chamou um especialista.
Com o objetivo de discutir temas da atualidade, a professora chamou um especialista.
Com a finalidade de discutir temas da atualidade, a professora chamou um especialista.
Com a intenção de discutir temas da atualidade, a professora chamou um especialista.
Obs: É comum usarmos esse termo para nos referirmos a algo que nos agrade, que temos vontade ou
mesmo quando estamos interessados em alguém.
Nesse caso, ele acompanha o verbo "estar": estar afim de alguém; estar afim de algo, etc.
O Joel está a fim da Ana.
Eu estou a fim de ir à praia esse final de semana.
Importante destacar que esse termo é utilizado numa linguagem informal ou coloquial. Ou seja, não
devemos utilizá-la num texto formal, a não ser que seja esse mesmo o enfoque, por exemplo, na fala
de personagens.
Afim
Quando usamos esse termo junto ele pertence as classes gramaticais de substantivos e adjetivos.
Note que se usado no plural, o termo fica “afins” enão “afims”.
Como substantivo, o termo é sinônimo de afinidade, parentesco, aliado.
Irei convidar todos os familiares e afins.
Quando desempenha o papel de adjetivo na frase, ele significa igual, semelhante, próximo.
O espanhol é uma língua afim com o italiano. (semelhante)
São Paulo e Campinas são cidades afins. (próxima)
Mal ou Mau?
“Mal” e “mau” são duas palavras homófonas. Ou seja, elas são pronunciadas da mesma maneira, mas
escritas de maneiras diferentes.
Uma vez que possuem o mesmo som, elas costumam gerar muitas dúvidas para os utilizadores da
língua.
Diferenças e Exemplos
Mal
A palavra mal com “l” é antônima de bem. Portanto, para usá-la da forma correta basta lembrar qual
termo é seu contrário.
Exemplos:
ORTOGRAFIA
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• Estou me sentindo mal essa manhã. (Estou me sentido bem essa manhã)
• Fui muito mal no exame final. (Fui muito bem no exame final)
• Felipe nasceu para fazer o mal. (Felipe nasceu para fazer o bem)
Fique Atento!
Esse vocábulo pode ser um advérbio de modo, um substantivo e ainda, uma conjunção subordinativa
temporal.
Quando é advérbio, mal significa que algo foi realizado de maneira errada, por exemplo: Sofia se
comportou mal na palestra.
Quando é substantivo, esse termo é sinônimo de doença, problema, angústia, tristeza ou sofrimento,
por exemplo: Todo o mal deve ser evitado.
Nesse caso, o artigo “o” colocado na frente do termo determina esse substantivo.
Quando é conjunção, mal significa “assim que; logo que; quando”, por exemplo: Malcheguei ao colégio,
os portões fecharam.
Mau
A palavra mau com “u” é antônimo de bom. Da mesma maneira que sua homófona, para usá-la da
forma correta basta lembrar a palavra que é contrária dela.
Em relação à classe gramatical, esse vocábulo é um adjetivo que qualifica seres e objetos.
Exemplos:
• João é mau aluno. (João é bom aluno)
• Ele foi muito mau comigo. (Ele foi muito bom comigo)
• O chefe sempre estava de mau humor (O chefe sempre estava de bom humor)
Obs: Quando nos referimos à má disposição de alguém, o termo correto é mau humor.
Nesse caso, ele não é escrito com o hífen. Portanto, as palavras mau-humor, mal humor e mal-humor
estão escritas de maneira errada.
Por outro lado, devemos lembrar que quem tem mau humor é uma pessoa mal-humorada. Nesse caso,
utilizamos o mal com “l” visto que o contrário seria “bem-humorado”.
Além disso, de acordo com as regras de ortografia esses termos são separados por hífen.
Saiba mais sobre o Emprego do Hífen.
Demais ou De Mais
Demais é, na maior parte das vezes, advérbio de intensidade, mas também pode ser substantivo ou
adjetivo.
De mais também existe. É uma expressão que tem o sentido equivalente a “de menos”. E ademais,
existe ou não?
Demais
1. A palavra demais é empregada como advérbio de intensidade com o sentido de muito.
Exemplos:
ORTOGRAFIA
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• Ele serviu demais.
• Levantaram-se tarde demais.
• Molhou-se demais.
• Éramos crianças demais.
2. Demais também pode ser empregada como substantivo.
Exemplos:
• Coube aos demais absorver aquele acontecimento.
• Quanto aos demais, que se acostumem às novas regras.
• Os demais lavam o quintal.
• Servirei peixe aos demais.
3. Demais, finalmente, pode ser adjetivo ou pronome indefinido no sentido de "osoutros".
Exemplos:
• Os demais membros da família ainda não foram comunicados sobre o ocorrido.
• Por que eu tenho que ir com os demais alunos?
• Não quero ficar os demais livros.
• Os demais funcionários decidiram não fazer greve.
De Mais
A expressão "de mais" refere-se a um substantivo ou a um pronome e tem o sentido contrário de
"de menos".
Exemplos:
• Não vejo nada de mais nessa gravura.
• Aquele vestido não tinha nada de mais.
• Uns falam de mais, outros de menos.
• Acham que falei de mais?
Ademais
Ademais é um advérbio que tem o mesmo sentido de “além disso”.
Exemplos:
• Acho que você deveria aproveitar porque não está chovendo. Ademais, pode não ter tempo para
sair amanhã.
• Fazemos as compras hoje, ademais estamos perto do supermercado.
• Não tem com o que se preocupar, ademais, eu estou aqui para o que precisar.
• Fui mal atendida! Ademais, estava cheia de dores de cabeça.
ORTOGRAFIA
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Não erre mais!
• Demais = muito, os outros.
• De mais = “de menos”.
• Ademais = além disso.
Fonema e Letra
Fonema e Letra representam respetivamente sons (fala) e sinais gráficos (escrita).
Os fonemas são as unidades sonoras que compõem o discurso ou a fala e são representados entre
barras oblíquas.
As letras, por sua vez, são os sinais gráficos que tornam possível a escrita. Juntas de forma ordenada,
as letras constituem o alfabeto.
Exemplos:
coçar = 5 letras
/k/ /o/ /s/ /a/ /r/ = 5 fonemas
máximo = 6 letras
/m/ /á/ /s/ /i/ /m/ /o/ = 6 fonemas
acesso = 6 letras
/a/ /c/ /e/ /s/ /o/ = 5 fonemas
chute = 5 letras
/x/ /u/ /t/ /e/ = 4 fonemas
Classificação dos Fonemas
Os fonemas classificam-se em vogais, consoantes e semivogais.
Vogais
São sons que são emitidos sem obstáculos, somente pela boca (a, e, i , o, u), ou pela boca e pelas
fossas nasais (ã, ẽ, ĩ, õ, ũ).
Exemplos: pia, ando, cesto,quero, lente, li, lindo, sonho, avó, som, susto, untar.
Consoantes
As consoantes encontram obstáculos na sua passagem pela boca, por isso, precisam sempre do
acompanhamento das vogais.
Exemplos: base, deduzir, falar, pedaço, redigir, sintetizar.
Semivogais
As semivogais são os fonemas /i/ e /u/ que aparecem juntos com uma vogal formando uma sílaba. É
importante dizer que enquanto as vogais são essenciais na formação de sílabas, as semivogais não.
Exemplos: cárie, mau, rei, quatro, seita, venceu.
Diferença entre Fonema e Letra
Embora o número de fonemas e letras coincidam em muitas palavras, nem sempre essa equivalência
existe.
ORTOGRAFIA
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Letra G (fonemas /g/ e /j/).
Exemplos:
gole = 4 letras
/g/ /o/ /l/ /e/ = 4 fonemas
singelo = 7 letras
/s/ /ĩ/ /j/ /e/ /l/ /o/ = 6 fonemas
Letra H.
No início de palavras, a letra H não é fonema.
Exemplos:
harpa = 5 letras
/a/ /r/ /p/ /a/ = 4 fonemas
hoje = 4 letras
/o/ /j/ /e/ = 3 fonemas
Letras M e N
Quando tem função de nasalização, as letras M e N não são fonemas.
Exemplos:
campo = 5 letras
/k/ /ã/ /p/ /o/ = 4 fonemas
atento = 6 letras
/a/ /t/ /ẽ/ /t/ /o/ = 5 fonemas
navio = 5 letras
/n/ /a/ /v/ /i/ /o/ = 5 fonemas
Letra X (fonemas /s/, /z/, /ks/).
Exemplos:
sexto = 5 letras
/s/ /e/ s/ /t/ /o/ = 5 fonemas
exalar = 6 letras
/e/ /z/ /a/ /l/ /a/ /r/ = 6 fonemas
fixo = 4 letras
/f/ /i/ /k/ /s/ /o/ = 5 fonemas
Dígrafos
Além das letras acima, há ainda os dígrafos, por exemplo:
• ch chuva /x/ /u/ /v/ /a/
• nh arranhar /a/ /rr/ /a/ /nh/ /a/ /r/
• qu quindim /k/ /ĩ/ /d/ /ĩ/
• rr aborrecer /a/ /b/ /o/ /rr/ /e/ /c/ /e/ /r/
• sc nascer /n/ /a/ /c/ /e/ /r/
Emprego do Hífen
Aqui, de forma simples, você vai percorrer todas as regras para aprender de vez o Emprego do Hífen.
ORTOGRAFIA
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Esse é um dos temas contemplados no novo acordo ortográfico, onde é abordado em três das 21
bases que compõem esse documento.
Para começar, lembre-se que o hífen é usado para:
• Formar palavras compostas;
• Ligar pronomes oblíquos ao verbo;
• Separar sílabas, bem como na translineação das palavras.
Todas as Regras
Palavras compostas
1) Palavras compostas por justaposição (radicais que se juntam sem que haja alteração fonética).
Exemplos: couve-flor, ano-luz, arco-íris.
2) Nomes de lugares que se iniciam com grã, grão ou que sejam ligados por artigos.
Exemplos: Grã-Bretanha, Grão-Pará, Baía de Todos-os-Santos.
Outros nomes de lugares não levam hífen. Exceção: Guiné-Bissau.
3) Espécies Botânicas e Zoológicas. Exemplos: amor-perfeito, tamanduá-bandeira, pimenta-do-reino.
4) Bem e Mal. Palavrascompostas cujo primeiro elemento são as palavras bem ou mal e os elementos
que se seguem se iniciam com a letra h ou com vogal. Exemplos: bem-humorado, bem-amado, mal-
assombrado.
Contudo, no caso do advérbio bem, há palavras cujos elementos se iniciam com consoante em que o
hífen é empregado, embora com o advérbio mal não sejam. Exemplos: bem-criado, mas malcriado.
5) Além, Aquém, Recém e Sem. Exemplos: além-fronteira, aquém-mar, recém-casado, sem-teto.
6) Encadeamentos Vocabulares. Exemplos: ponte Rio-Niterói, rodovia Rio-Santo, austro-húngaro.
Hífen com Prefixos
1) Segundo elemento começa com a letra h. Exemplos: pré-história, super-homem, sobre-humano.
2) Segundo elemento começa com a vogal igual a que termina o primeiro elemento, ou prefixo.
Exemplos: micro-ondas, auto-observação, semi-interno.
Exceção: com o prefixo co o hífen é dispensado, tal como em cooperante.
3) Circum e Pan. Quando o segundo elemento começa com vogal ou com as letras h, m ou n.
Exemplos: circum-ambiente, pan-americano, pan-africanismo.
4) Hiper-, Inter- e Super-. Quando o segundo elemento começa com a letra r. Exemplos: hiper-
resistente, inter-relação, super-revista.
5) Ex-, Vice-. Exemplos: ex-mulher, vice-presidente, vice-prefeito.
6) Pós-, Pré- e Pró-. Quando são acentuados. Exemplos: pós-moderno, pré-escola, pró-europeu.
7) Sufixos de origem tupi-guarani. Exemplos: capim-açu, cajá-mirim, Embu-guaçu.
Pronomes Oblíquos
Ênclise e Mesóclise. Exemplos: amo-lhe, orgulho-me, orgulhar-me-ei.
O hífen é um sinal gráfico. Quer saber quais são os outros? Leia Notações Léxicas.
ORTOGRAFIA
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Ao Encontro de e De Encontro a
Ao Encontro de e De Encontro a são expressões opostas. Enquanto uma significa "a favor de" a outra
é justamente "contra alguma coisa".
Usadas no cotidiano, essas expressões podem confundir na hora da elaboração de um texto e, mesmo
em uma conversa informal.
Seu emprego incorreto pode não oferecer a ideia do que, de fato, o emissor gostaria de transmitir.
Não confunda!
• Ao encontro de = a favor de.
• De encontro a = contra alguma coisa.
Ao Encontro de
A expressão "ao encontro" é usada para reger a preposição "de" e significa "a favor de", "em direção
a", "de acordo com".
Exemplos:
• Aquele pensamento vai ao encontro do que eu esperava.
• Aquelas posições vão ao encontro de nossas necessidades.
• Ela foi ao encontro de respostas.
• Foram ao encontro das pessoas.
De Encontro a
A expressão "de encontro" é utilizada para reger a preposição "a" e significa "contra alguma coisa".
Exemplos:
• Aqueles projetos vão de encontro ao que planejávamos.
• A palestra foi de encontro às minhas expectativas.
• Os eixos ficaram de encontro ao asfalto.
• As tuas opiniões vão de encontro às minhas.
Sessão ou Seção
As palavras sessão e seção (ou secção) estão escritas corretamente. Apesar das grafias diferentes,
apresentam a mesma pronúncia, com excepção da palavra secção, cujo c é pronunciado.
Pelo fato de serem pronunciadas da mesma forma, mas serem escritas de forma diferente, são
chamadas de palavras homófonas. Conforme a sua grafia, cada uma delas apresenta um significado
diferente.
Sessão: tempo de um encontro
É o tempo de uma reunião, um encontro, uma assembleia.
Exemplos:
1. Chegaremos atrasados à sessão do cinema.
2. Hoje, a sessão de fotos será no exterior.
ORTOGRAFIA
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3. A sessão de terapia está atrasada.
4. Os senadores reuniram-se em sessão extraordinária.
5. O presidente está a caminho da sessão solene.
6. Estava ansiosa pela primeira sessão de tatuagem.
Seção e Secção: divisão
É uma subdivisão, um segmento, repartição, parte de um todo.
Seção e secção têm, portanto, o mesmo significado, mas apresentam formas gráficas diferentes. No
Brasil, a forma mais comum é seção, enquanto em Portugal, é secção.
Ambas as formas são admitidas no Novo Acordo Ortográfico.
Exemplos:
1. Vamos publicar a matéria na secção (ou seção) de política.
2. Aquela moça trabalha na minha seção.
3. Mudei de estado, por isso, preciso saber qual a minha seção eleitoral.
4. Por favor, poderia me dizer onde é a secção (ou seção) dos livros infantis?
5. Lê somente a seção de esportes.
6. Procure isso na seção dos laticínios.
E Cessão?
Essa é mais uma palavra homófona que se junta à sessão ou seção.
Cessão é o ato de ceder, dar, renunciar.
Exemplos:
1. O cantor fez a cessão de seus direitos autorais.
2. A cessão do salão reduziu os custos da festa.
3. A ata contemplava a cessão de quotas da sociedade.
4. Credor e devedor nada sabiam sobre a cessão de crédito.
5. Por fim, a cessão de exploração foi acordada entre os advogados.
6. A cessão do material solicitado será feita amanhã pela manhã.
Uso do Onde e Aonde
Onde e Aonde são palavras que indicam lugar, mas que são usados em situações diferentes. Assim,
há dúvidas quanto ao seu emprego, as quais você não terá mais depois de ler este artigo.
Diferença entre Onde e Aonde
Para começar, vamos lembrar de uma coisa:
• Onde = ideia de permanência
• Aonde = ideia de movimento
ORTOGRAFIA
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Como Usar
A palavra "onde" indica o lugar onde está ou em que se passa um acontecimento. Está ligada a verbos
que expressam permanência.
Exemplos:
• Onde ela está?
• Não sei onde começar a caminhada.
• Onde está o dinheiro?
Já a palavra "aonde" indica movimento ou aproximação e está ligada a verbos que expressam essa
ideia.
Exemplo:
• Aonde você quer ir?
• Aonde vai com tamanha pressa?
• Vamos aonde ele quiser ir.
Dica!
Substitua as palavras "aonde" ou "onde" por "para onde". Se fizer sentido, você deve utilizar a palavra
aonde.
Exemplos:
1) Para onde vamos? Faz sentido. É como dizer:
Aonde vamos?
Mas,
2) Para onde vamos parar? Não é possível. Assim, o correto é dizer:
Onde vamos parar?
Uso do S e do Z
As palavras em português podem ter o mesmo som e serem grafadas com letras diferentes. Uma
mesma letra também pode apresentar mais de um som. Esse é o caso das letras S, Z, Ç, SS e SC cujo
emprego depende não só do fonema correspondente, mas também da tradição na grafia, na oralidade
e na etimologia das palavras.
Como usar o S
É usado nas palavras derivadas de uma primitiva grafada inicialmente com S.
Exemplos:
Análise = analisado
Pesquisa = pesquisado
Casa = casinha = casebre = casarão
Liso = alisado
Análise = analisar
Nos adjetivos terminados pelo sufixo –oso (a): quando indica abundância ou estado pleno.
Exemplos:
ORTOGRAFIA
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Gasoso = gasosa
moroso = amorosa
Espalhafatoso = espalhafatosa
Cheiroso = cheirosa
Formoso = formosa
Dengoso = dengosa
Feioso = feiosa
Horroroso = horrorosa
Calamitoso = calamitosa
Exitoso = exitosa
No sufixo –ense, quando indica origem, procedência e relação
Exemplos:
Paranaense
Fluminense
Paraense
Catarinense
Nos sufixos -ês (a) e isa, quando indicam origem, título de nobreza e profissão
Exemplos:
Chinês = chinesa
Gaulês = gaulesa
Francês = francesa
Escocês = escocesa
Burguês = burguesa
Marquês = marquesa
Princesa
Baronesa
Duquesa
Poetisa
Profetisa
Depois de ditongo
Exemplos:
Coisa
Faisão
Mausoléu
Maisena
Lousa
Coisa
Ausência
Nas formas dos verbos pôr e querer
Exemplos:
Pus = pusera = pudesse = pudéssemos
Repus = repusera = repusesse = repuséssemos
Quis = quisera = quisesse = quiséssemos
Quando Usar a Letra Z
Nas palavras derivadas de uma primitiva que foi grafada com Z
Exemplos:
ORTOGRAFIA
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Cruz = cruzeiro = cruzar = cruzada
Deslize = deslizante = deslizamento
Raiz = enraizar
Nos sufixos –ez, -eza, que são formados por substantivos abstratos a partir de adjetivos
Exemplos:
Adjetivo Substantivo abstrato
Macio = Maciez
Surdo = Surdez
Inválido = invalidez
Rígido = rigidez
Insensato = insensatez
Mesquinho = mesquinhezEstúpido = estupidez
Magro = magreza
Belo = beleza
Grande = grandeza
Avarento = avareza
Singelo = singeleza
Nobre = nobreza
No sufixo –izar, quando forma verbo a partir do substantivo ou adjetivo
Adjetivo Verbo Substantivo
Global globalizar globalização
Hospital hospitalizar hospitalização
Atual atualizar atualização
Humano humanizar humanização
Colônia colonizar colonização
Civil civilizar civilização
Real realizar realização
Letras Maiúsculas e Minúsculas: Quando Usar?
O Uso das Letras Maiúsculas e Minúsculas, embora pareça um tema bastante simples - aprendido nos
primeiros anos da escola - requer alguns cuidados.
Assim, neste artigo, trataremos sobre as regras, especialmente após à adesão ao Novo Acordo
Ortográfico, que promoveu alterações também nessa área.
ORTOGRAFIA
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Uso das minúsculas
Ocorrências Exemplos
1. Dias, meses,
estações do ano
• Estas aulas são dadas aos sábados.
• Nosso trabalho fica reduzido no mês de julho.
• Costumam viajar na primavera.
2. Fulano, sicrano e
beltrano
• Ninguém quer dizer quem foi o fulano que fez isso.
• Uma vez que não haja voluntários serão indicados fulano, sicrano e
beltrano para colaborarem neste trabalho.
3. Formas de
Tratamento
• O doutor João não está atendendo neste momento.
• Perguntou se sua excelência precisava de algo.
4. Adjetivos Pátrios
• Como boa mineira, adoro comer queijo com goiabada.
• Os cabo-verdianos serão os últimos a adotar o novo acordo ortográfico.
Uso das maiúsculas
Ocorrências Exemplos
1. Início das frases
• Este é o tema da pauta.
• Trata-se da maior empresa petrolífera do Brasil.
2. Substantivos próprios
• Maria José foi escolhida a funcionária do mês.
• Zezé foi escolhida a funcionária do mês.
• A região com a maior bio diversidade do mundo é a Floresta
Amazônica.
• Estava linda com a sua fantasia de Chapeuzinho Vermelho.
• A deusa grega do amor é Afrodite.
3. Festas e datas
comemorativas
• A família se reúne sempre no Natal.
• Já planejaram o trabalho sobre a Independência do Brasil?
ORTOGRAFIA
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Ocorrências Exemplos
4. Siglas, símbolos e
abreviaturas
• ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas
• Al - alumínio
• V.Sa. - Vossa Senhoria
5. Nomes de instituições e
repartições
• Os dados foram retirados do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística.
• São sérios os problemas do Sistema Único de Saúde.
Opcional: minúsculas ou maiúsculas
Há situações em que o uso de iniciais minúsculas ou maiúsculas é facultativo:
Ocorrências Exemplos
1. Nomes dos livros
• Quem não leu O pequeno príncipe?
• Quem não leu O Pequeno Príncipe?
• Comprei O diário de Anne Frank.
• Comprei O Diário de Anne Frank.
2. Nomes de santos
• A padroeira do Brasil é Nossa Senhora Aparecida.
• A padroeira do Brasil é nossa senhora Aparecida.
3. Nomes de Disciplinas
• Temos de solucionar os problemas dos alunos com as aulas de
matemática.
• Temos de solucionar os problemas dos alunos com as aulas de
Matemática.
4. Nome de ruas e lugares
públicos
• O tal lugar fica nas proximidades da praça da Sé, na rua Anita
Garibaldi.
• O tal lugar fica nas proximidades da Praça da Sé, na Rua Anita
Garibaldi.
E os pontos cardeais?
Os pontos cardeais devem ser grafados com iniciais minúsculas, mas quando são usados de forma
independente, são grafadas obrigatoriamente com maiúsculas.
ORTOGRAFIA
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Exemplos:
• O sudeste do Brasil é a região mais rica do país.
• O Sudeste é a região mais rica do Brasil.
O que são Palavras Homófonas
As Palavras Homófonas são aquelas que têm pronúncia idêntica, mas grafias diferentes. Assim, a
palavra é composta pela junção dos termos homo, que significa “mesmo” e fonia, que significa “som”.
Homônimos
Homônimos são termos semelhantes, quer na pronúncia quer na grafia, mas que têm significados
distintos.
Os homônimos são classificados da seguinte forma:
Homófonos
Como vimos, as palavras homófonas têm a mesma pronúncia.
Exemplos:
• cela: cômodo pequeno / sela: assento usado para cavalgar
• senso: sensato / censo: recenseamento
• tachar: censurar / taxar: determinar o preço
Resulta que, muitas vezes, somente mediante o seu contexto nos certificamos se uma palavra está
grafada correta ou incorretamente.
Homógrafos
As palavras homógrafas, por sua vez, têm grafia idêntica (homo=mesmo e grafia=escrita).
Exemplos:
• apelo (com e fechado): pedido de auxílio / apelo (com e aberto): conjugação do verbo apelar
• começo (com e fechado): início / começo (com e aberto): conjugação do verbo começar
• sobre (com o fechado): em cima de / sobre (com o aberto): conjugação do verbo sobrar
Quando grafia e pronúncia são idênticas, temos homônimos perfeitos - o terceiro e último tipo de
classificação.
Homônimos Perfeitos
As palavras homônimas perfeitas têm a mesma grafia, bem como a mesma pronúncia.
Exemplos:
• manga: fruta; parte da roupa
• verão: estação do ano; conjugação do verbo ver
• são: conjugação do verbo ser; sadio; santo
Para saber mais sobre questões semânticas, veja também o artigo: Homônimos e Parônimos.
ORTOGRAFIA
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Relações Homófonas
Entre as letras C (com cedilha) e SS
• asso: conjugação do verbo assar / aço: ferro com liga de carbono
• apreçar: marcar preço / apressar: acelerar
• lasso: fatigado / laço: nó
• ruço: pardo claro / russo: natural ou habitante da Rússia
Entre as letras X e CH
• bucho: estômago / buxo: arbusto
• chá: infusão / xá: título de soberania
• taxa: imposto / tacha: prego
• cheque: ordem de pagamento / xeque: lance do jogo de xadrez
Entre as letras S e X
• estrato: camada / extrato: pequena parte
• esperto: inteligente / experto: entendido
• estático: imóvel / extático: em estado de êxtase
• expiar: reparar um erro / espiar: observar secretamente
Entre as letras S e C
• cento: centena / sento: conjugação do verbo sentar
• incerto: que não é certo / inserto: que se inseriu
• conserto: reparação / concerto: obra musical
• cegar: deixar de ver / segar: fazer cortes
Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
O atual Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi aprovado em definitivo no dia 12 de outubro de
1990 e assinado em 16 de dezembro do mesmo ano.
O documento foi firmado pela Academia de Ciências de Lisboa, a Academia Brasileira de Letras e
representantes de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.
Também houve adesão da delegação de observadores da Galiza. Isso porque na Galiza, região
localizada no norte da Espanha, a língua falada é o galego, a língua-mãe do português.
Prazo para Implantação no Brasil
No Brasil, a implantação do novo acordo começou em 2008. O prazo final para a adesão é 31 de
dezembro de 2015, conforme o Decreto 7875/2012.
Este também é o prazo em Portugal, mas nem todos os países unificarão ao mesmo tempo. Cabo
Verde, por exemplo, só estará totalmente adaptado ao novo acordo em 2019.
Até lá, concursos públicos, provas escolares e publicações oficiais do governo estarão adaptadas às
regras. A implantação nos livros didáticos brasileiros começou em 2009.
ORTOGRAFIA
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O objetivo do acordo é unificar a ortografia oficial e reduzir o peso cultural e político gerado pelas duas
formas de escrita oficial do mesmo idioma. A ideia é aumentar o prestígio internacional e a difusão do
Português.
Acordos Ortográficos Anteriores
As diferenças na grafia da língua utilizada por Brasil e Portugal começaram em 1911, quando o país
lusitano passou pela primeira reforma ortográfica. A reformulação não foi extensiva ao Brasil.
As primeiras tentativas para minimizar a questão ocorreram em 1931. Nesse momento, representantes
da Academia Brasileira de Letras e da Academia das Ciências de Lisboa passaram a discutira
unificação dos dois sistemas ortográficos. Isso só ocorreu em 1943, mas sem sucesso.
Representantes dos dois países voltaram a discutir o assunto novamente em 1943, quando ocorreu a
Convenção Ortográfica Luso-brasileira.
Tal como o primeiro, este também não surtiu o efeito desejado e somente Portugal aderiu às novas
regras.
Uma nova tentativa reuniu novamente os representantes. Desta vez, em 1975, quando Portugal não
aceitou a imposição de novas regras ortográficas.
Somente em 1986, estudiosos dos dois países voltaram a tocar na reforma ortográfica tendo, pela
primeira vez, representantes de outros países da comunidade de língua portuguesa.
Na ocasião, foi identificado que entre as principais justificativas para o fracasso das tratativas
anteriores estava a drástica simplificação do idioma.
A crítica principal estava na supressão dos acentos diferenciais nas palavras proparoxítonas e
paroxítonas, ação rejeitada pela comunidade portuguesa.
Já os brasileiros discordaram da restauração de consoantes mudas, abolidas há tempo.
Outro ponto rejeitado pela opinião pública brasileira estava na acentuação de vogais tônicas "e" e "o"
quando seguidas das consoantes nasais "m" e "n". Essa regra era válida para as palavras
proparoxítonas com acento agudo e não o circunflexo.
Seriam assim no caso de Antônio (António), cômodo (cómodo) e gênero (género).
Assim, além da grafia, os estudiosos passaram a considerar também a pronúncia das palavras.
Considerando as especificidades dos países signatários do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa,
foi acordada a unificação em 98% dos vocábulos.
Principais Mudanças
As Consoantes C, P, B, G, M e T
Ficam consideradas neste caso as especificidades da pronúncia conforme o espaço geográfico. Ou
seja, a grafia é mantida quando há pronúncia é retirada quando não são pronunciadas.
A manutenção de consoantes não pronunciadas ocorria, principalmente, pelos falantes de Portugal,
que o Brasil há muito havia adaptado a grafia.
Também houve casos da manutenção da dupla grafia, também respeitando a pronúncia.
Ficou decidido que nesses casos, os dicionários da língua portuguesa passarão a registrar as duas
formas em todos os casos de dupla grafia. O fato será esclarecido para apontar as diferenças
geográficas que impõem a oscilação da pronúncia.
Exemplos de consoantes pronunciadas:
Compacto, ficção, pacto, adepto, aptidão, núpcias, etc.
ORTOGRAFIA
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Exemplos de consoantes não pronunciadas:
Acção, afectivo, direcção, adopção, exacto, óptimo, etc.
Exemplos de dupla grafia:
Súbdito e súdito, subtil e sutil, amígdala e amídala, amnistia e anistia, etc.
Acentuação Gráfica
Os acentos gráficos deixam de existir em determinadas palavras oxítonas e paroxítonas.
Exemplos:
Para – na flexão de parar
Pelo – substantivo
Pera – substantivo
Também deixam de receber acento gráfico as paroxítonas com ditongos "ei" e "oi" na sílaba tônica.
Exemplos:
Assembleia, boleia, ideia.
Cai, ainda, o acento nas palavras paroxítonas com vogais dobradas. Isto ocorreu porque em palavras
paroxítonas ocorre a mesma pronúncia em todos os países de língua portuguesa.
Exemplos:
Abençoo – flexão de abençoar
Enjoo – flexão de enjoar
Povoo – flexão de povoar
Voo – flexão de voar
Uso do c cedilha – ç
O cedilha é um sinal gráfico usado debaixo da letra c. Tem o som de ss (dois s) e fica com a seguinte
aparência: “ç”. Nunca pode iniciar palavras e é usado sempre antes das vogais a, o e u.
A letra c, por sua vez, é usada sempre ante antes das vogais e e i. Por exemplo: centeio, peraltice,
tencionar, cinto.
Confira a lista de palavras com cedilha:
Palavras de origem árabe, indígena ou africana
1. açafrão
2. açaí
3. açougue
4. açúcar
5. açucena
6. açude
7. araçá
8. cachaça
9. caçula
ORTOGRAFIA
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10. Iguaçu
11. miçanga
12. muçulmano
13. paçoca
14. Paiçandu
15. Paraguaçu
Palavras formadas a partir dos sufixos -aça, -aço, -iça, -iço, -uça
1. carduça
2. cansaço
3. cobiça
4. copaço
5. dentuça
6. dentuço
7. esperança
8. espicaçar
9. fumaça
10. justiça
11. preguiça
12. quebradiço
13. rebuliço
14. sumiço
15. vidraça
Substantivos derivados de verbos que trocam o rpelo sufixo –ção
1. apreciação (apreciar)
2. atribuição (atribuir)
3. consideração (considerar)
4. continuação (continuar)
5. deliberação (deliberar)
6. designação (designar)
7. emulação (emular)
8. estagnação (estagnar)
9. exortação (exortar)
10. expedição (expedir)
ORTOGRAFIA
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11. exportação (exportar)
12. inspiração (inspirar)
13. interação (interar)
14. observação (observar)
15. resignação (resignar)
Substantivos derivados de verbos de ação terminados em –ar
1. alienação (alienar)
2. canção (cantar)
3. consolidação (consolidar)
4. degradação (degradar)
5. discriminação (discriminar)
6. disseminação (disseminar)
7. especulação (especular)
8. exceção (excetuar)
9. explanação (explanar)
10. indagação (indagar)
11. intenção (Intentar)
12. reeducação (reeducar)
13. relação (relacionar)
14. retaliação (retaliar)
15. retificação (retificar)
Substantivos derivados de substantivos terminados em -ter, -tivo e –tor
1. absolvição (absolver)
2. afirmação (afirmativo)
3. asserção (assertivo)
4. contenção (conter)
5. detenção (deter)
6. infração (infrator)
7. intuição (intuitivo)
8. manutenção (manter)
9. obtenção (obter)
10. proibição (proibitivo)
11. redação (redator)
ORTOGRAFIA
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12. relação (relativo)
13. retenção (reter)
14. seção (setor)
15. tração (trator)
Palavras com som de s depois de ditongo
1. afluição
2. arcabouço
3. beiço
4. bouça
5. calabouço
6. Conceição
7. eleição
8. feição
9. insurreição
10. louça
11. ouço
12. refeição
13. traição
Uso do Por que, Porquê, Por quê e Porque
Devemos aplicar o “por que” como instrumento para fazer perguntas; o “porque” para responder
perguntas; o “por quê” para finalizar as frases; e o “porquê” na função de substantivo, explicando os
motivos e razões dentro da frase.
A maneira de grafar depende da aplicabilidade na frase, como substantivo sinônimo de motivo,
conjunção causal ou explicativa ou, ainda, como advérbio explicativo.
Quando Usar Por que?
Separado e sem acento é usado no início das frases interrogativas diretas ou indiretas e pode ser
substituído por “o que” e por “qual”. Portanto, é um advérbio interrogativo formado da junção da
preposição “por” com o pronome relativo “pelo qual”.
Exemplo: Por que ele não voltou mais?
Quando Usar Porquê?
Grafado junto e com acento circunflexo é um substantivo. Na sentença o “porquê” significa “motivo” ou
“razão”. Aparece nas sentenças precedido de artigo, pronome, adjetivo ou numeral com objetivo de
explicar o motivo dentro da frase.
E em uma sentença, ele apresenta significado de “o motivo” ou “a razão”, acompanhado de artigos,
pronomes, adjetivos ou numerais para esclarecer seu motivo dentro da frase em questão. Um dos
maiores exemplos vem na frase “diga-me um porquê para não fazer isso”.
Exemplo: “Não foi explicado o porquê de tanto barulho na noite de ontem”.
ORTOGRAFIA
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Quando Usar Por quê?
Separado e com acento circunflexo. É usado no fim das frases interrogativas diretas ou de maneira
isolada. Antes de um ponto mantém o sentido interrogativo ou exclamativo.
O “por quê” vem antes de um ponto, considerando frases onde forma um sentido interrogativo ou
exclamativo. O “por quê” mantém o sentido de “por qual motivo”.
Exemplos: O almoço não foi servido por quê?
Andar a pé, por quê?
Quando usar Porque?
Grafado junto e sem acento é uma conjunção subordinativa causal ou coordenativa
explicativa que pode ser substituído por palavras como “pois” ou as expressões “para que” e “uma vez
que”.Assim, pode ser usado nas orações onde o motivo está diretamente relacionado.
Exemplo: Não fui à escola ontem porque fiquei doente.
Homônimos e Parônimos
Os Homônimos e os Parônimos são termos que fazem parte do estudo da semântica (significado das
palavras).
Assim, os homônimos são palavras que possuem a mesma pronúncia (às vezes, a mesma escrita) e
significados distintos.
Já as palavras parônimas são muito parecidas na pronúncia e na escrita, entretanto, possuem
significados diferentes.
Homônimos
As palavras homônimas são classificadas em:
• Homógrafas: são palavras iguais na grafia e diferentes na pronúncia, por exemplo: colher (verbo) e
colher (substantivo); jogo (substantivo) e jogo (verbo); denúncia (substantivo) e denuncia (verbo).
• Homófonas: são palavras iguais na pronúncia e diferentes na grafia, por exemplo: concertar
(harmonizar) e consertar (reparar); censo (recenseamento) e senso (juízo); acender (atear) e ascender
(subir).
• Perfeitas: são palavras iguais na grafia e iguais na pronúncia, por exemplo: caminho (substantivo) e
caminho (verbo); cedo (verbo) e cedo (advérbio de tempo); livre (adjetivo) e livre (verbo).
Parônimos
Os parônimos são as palavras que se assemelham na grafia e na pronúncia, entretanto, diferem no
sentido.
Por isso, é muito importante tomar conhecimento desses termos para que não haja confusão.
A seguir, alguns exemplos de palavras parônimas:
• Absolver (perdoar) e absorver (aspirar)
• Apóstrofe (figura de linguagem) e apóstrofo (sinal gráfico)
• Aprender (tomar conhecimento) e apreender (capturar)
• Cavaleiro (que cavalga) e cavalheiro (homem gentil)
• Comprimento (extensão) e cumprimento (saudação)
ORTOGRAFIA
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• Coro (música) e couro (pele animal)
• Delatar (denunciar) e Dilatar (alargar)
• Descrição (ato de descrever) e discrição (prudência)
• Despensa (local onde se guardam alimentos) e dispensa (ato de dispensar)
• Docente (relativo a professores) e discente (relativo a alunos)
• Emigrar (deixar um país) e imigrar (entrar num país)
• Eminente (elevado) e iminente (prestes a ocorrer)
• Flagrante (evidente) e fragrante (perfumado)
• Fluir (transcorrer, decorrer) e fruir (desfrutar)
• Imergir (afundar) e emergir (vir à tona)
• Inflação (alta dos preços) e infração (violação)
• Infligir (aplicar pena) e infringir (violar)
• Mandado (ordem judicial) e mandato (procuração)
• Osso (parte do corpo) e ouço (verbo ouvir)
• Peão (aquele que anda a pé, domador de cavalos) e pião (brinquedo)
• Precedente (que vem antes) e procedente (proveniente de; que possui fundamento)
• Ratificar (confirmar) e retificar (corrigir)
• Recrear (divertir) e recriar (criar novamente)
• Tráfego (trânsito) e tráfico (comércio ilegal)
• Soar (produzir som) e suar (transpirar)
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ACENTUAÇÃO GRÁFICA
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Acentuação Gráfica
Regras de Acentuação Gráfica
Baseiam-se na constatação de que, em nossa língua, as palavras mais numerosas são as paroxíto-
nas, seguidas pelas oxítonas. A maioria das paroxítonas termina em -a, -e, -o, -em, podendo ou não
ser seguidas de "s". Essas paroxítonas, por serem maioria, não são acentuadas graficamente. Já
as proparoxítonas, por serem pouco numerosas, são sempre acentuadas.
Proparoxítonas
Sílaba tônica: antepenúltima
As proparoxítonas são todas acentuadas graficamente. Exemplos:
trágico, patético, árvore
Paroxítonas
Sílaba tônica: penúltima
Acentuam-se as paroxítonas terminadas em:
l fácil
n pólen
r cadáver
ps bíceps
x tórax
us vírus
i, is júri, lápis
om, ons iândom, íons
um, uns álbum, álbuns
ã(s), ão(s) órfã, órfãs, órfão, órfãos
ditongo oral (seguido ou não de s) jóquei, túneis
Observações:
1) As paroxítonas terminadas em "n" são acentuadas (hífen), mas as que terminam em "ens", não
(hifens, jovens).
2) Não são acentuados os prefixos terminados em "i "e "r" (semi, super).
3) Acentuam-se as paroxítonas terminadas em ditongos crescentes: ea(s), oa(s), eo(s), ua(s), ia(s),
ue(s), ie(s), uo(s), io(s).
Exemplos:
várzea, mágoa, óleo, régua, férias, tênue, cárie, ingênuo, início
Oxítonas
Sílaba tônica: última
Acentuam-se as oxítonas terminadas em:
a(s): sofá, sofás
e(s): jacaré, vocês
o(s): paletó, avós
em, ens: ninguém, armazéns
A acentuação gráfica consiste na aplicação de certos símbolos escritos sobre determinadas le-
tras para representar o que foi estipulado pelas regras de acentuação do idioma. De forma geral es-
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
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tes acentos são usados para auxiliar a pronúncia de palavras que fogem do padrão prosódico mais
comum.
Acento Agudo
O acento agudo ( ´ ) é usado na maioria dos idiomas para assinalar geralmente uma vogal aberta ou
longa. Em português, aparece em todas as vogais tônicas na última sílaba ou na antepenúltima síla-
ba. Aparece também nos grupos "em" e "ens" (como em armazém, além, etc.) e para separar as le-
tras i e u dentro de um hiato (como em alaúde). Em idiomas como o holandês e o islandês, pode fun-
cionar como marca diferencial em palavras homônimas cujo significado não pode ser inferido pelo
contexto. Na escrita pinyin do mandarimindica o segundo tom, de baixo para cima. Em polonês pode
aparecer sobre as consoantes c e n para indicar a palatização (passando a ser pronunciadas como
/tch/ e /nh/).
Acento Grave
O acento grave (`) era usado geralmente para designar uma vogal curta ou grave em latim e grego.
Em português serve para marcar a crase. É de uso frequente em italiano e francês para marcar a
sílaba tônica de algumas palavras. Em norueguês e romeno, serve como acento para desambiguação
de palavras. Na escrita pinyin, indica o quarto tom, de cima para baixo.
Acento Circunflexo
O acento circunflexo (^) é um sinal diacrítico usado em português e galês tem função de marcar a
posição da sílaba tônica. No caso específico do português, aparece sobre as vogais a, e, o quando
são tônicas na última ou antepenúltima sílaba (p. ex.: lâmpada, pêssego, supôs) e têm timbre fecha-
do. Em francês é usado para marcar vogais longas decorrentes da supressão da letra s na evolução
histórica da palavra (p. ex. hospital → hôpital).
Cáron
O cáron (ˇ), ou circunflexo invertido, é um acento inexistente em português. Aparece em várias lín-
guas balto-eslavas e línguas urálicas sobre consoantes para indicar a palatização. Também indica o
terceiro tom na escrita pinyin do mandarim (alto - baixo - alto).
Til
O til é um sinal diacrítico cujo uso mais frequente é em português. Serve para indicar a nasalização
das vogais - atualmente somente nos ditongos ão, ãe, õe e isoladamente na vogal ã, mas no passado
podia aparecer também sobre a vogal e. Também aparece no espanhol sobre a letra n para indicar a
palatização (devendo ser pronunciada como /nh/) e no estoniano sobre a letra o para indicar uma
vogal intermediária entre /o/ e /e/.
Trema
O trema (¨) é um sinalgráfico presente em várias línguas românicas e línguas germânicas, e usado
em português do Brasil até o acordo ortográfico de 1990 sobre a letra u nos grupos que, qui, gue e
gui quando fossem pronunciados, como em freqüência e ungüento, uso ainda presente em espanhol.
Em francês, holandês e italiano, serve para marcar a segunda vogal de um hiato.
Em alemão, sueco e finlandês aparece sobre as vogais a, o e u para indicar que devem ser pronunci-
adas como vogais posteriores.
Cedilha
A cedilha (¸) é usada geralmente para indicar que uma consoante deve ser pronunciada de forma
sibilante. Em português, francês e turco aparece sob a letra c (ç) - no caso do turco, para indicar a
palatização. Em romeno aparece sob as letras s e t.
Anel
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
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O anel (˚) é um acento inexistente em português. Aparece nas línguas escandinavas sobre a le-
tra a (å) para indicar que deve ser pronunciada como /ó/. Também aparece em checosobre a le-
tra u para indicar que deve ser pronunciada como uma vogal longa.
Ogonek
O ogonek (˛) é um acento exclusivo do polonês, colocado abaixo das vogais nasais (ą, ę, ǫ, ų). Tem a
mesma função do til em português.
Regras básicas de acentuação em português
Monossílabos
Os monossílabos tônicos terminados em a, e ou o, seguidos ou não de s, são acentuados. [1]
Exemplos: pá, vá, gás, Brás, cá, má, pé, fé, mês, três, crê, vê, lê, sê, nós, pôs, xô, nó, pó, só.
Oxítonas ou agudas
As palavras oxítonas ou agudas (quando a última sílaba é a sílaba tônica) com a mesma terminação
dos monossílabos tônicos acentuados, com acréscimo do em e ens, são acentuadas. Também são
acentuadas as oxítonas terminadas nos ditongos éu, éi e ói. Exemplos: pará, vatapá, estás, irás, cajá,
você, café, Urupês, jacarés, jiló, avó, avô, retrós, supôs, paletó, cipó, mocotó, alguém, armazéns,
vintém, parabéns, também, ninguém, aquém, refém, réu, céu, pastéis, herói.
Paroxítonas ou Graves
As palavras paroxítonas ou graves (quando a penúltima sílaba é a sílaba tônica) que possuem termi-
nação diferente das oxítonas acentuadas, são acentuadas. Exemplos: táxi, beribéri, lápis, grátis, jú-
ri,bónus/bônus, álbum, álbuns, nêutron, prótons, incrível, útil, ágil, fácil, amável, éden, hífen, pólen,
éter, mártir, caráter, revólver, destróier, tórax, ónix/ônix, fénix/fênix, bíceps, fórceps, ímã, órfã, ímãs,
órfãs, bênção, órgão, órfãos, sótãos. São exceções as com prefixos como anti e super.
Proparoxítonas ou Esdrúxulas
As palavras proparoxítonas ou esdrúxulas (quando a antepenúltima sílaba é a sílaba tônica) são to-
das acentuadas. A vogal com timbre aberto é acentuada com um acento agudo, já a com timbre fe-
chado ou nasal é acentuada com um acento circunflexo. [1] Exemplos: lâmpada, relâmpago, Atlântico,
trôpego, Júpiter, lúcido, ótimo, víssemos, flácido.
Observação.: Palavras terminadas em encontro vocálico átono podem ser consideradas tanto paroxí-
tonas quanto proparoxítonas, e devem ser todas acentuadas. Encontros vocálicos átonos no fim de
palavras tanto podem ser entendidos como ditongos quanto como hiatos.
Exemplos: cárie, história, árduo, água, errôneo. FERREIRA, Aurélio Buarque de Hollanda (2010). mini
Aurélio 8 ed. Curitiba: Positivo. p. 20. ISBN 85-385-4239-1 Verifique |isbn=(ajuda) </ref>
Exemplos: anéis, fiéis, papéis, céu, troféu, véu, constrói, dói, herói.
Hiatos
As letras i e u (seguidos ou não de s) quando em hiatos, são acentuados desde que estas letras se-
jam precedidas por vogal e que estejam isoladas em uma sílaba (só o i ou só o u).
Exemplos: a-í, ba-la-ús-tre, e-go-ís-ta, fa-ís-ca, vi-ú-vo, he-ro-í-na, sa-í-da, sa-ú-de.
Obs.: Não se acentuam as palavras oxítonas terminadas em i ou u, seguidos ou não do s, pois fogem
a regra das oxítonas acentuadas. Palavras como baú, saí, Anhangabaú, etc., são acentuadas não por
serem oxítonas, mas pelo i e u formarem sílabas sozinhos (hiato).
Não se acentuam hiatos que precedem as letras l, r, z, m, n, e o dígrafo nh. Exemplo contribuinte.
Acento diferencial
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
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pôde (pret. perf. do ind. de poder) de pode (pres. do ind. de poder);
pôr (verbo) de por (preposição);
têm (terceira pessoa do plural do verbo ter) de tem (terceira pessoa do singular do verbo ter);
derivados do verbo ter têm na terceira pessoa do singular um acento agudo "´", já a terceira pessoa
do plural tem um acento circunflexo "^" mantém/mantêm;
vêm (terceira pessoa do plural do verbo vir) - vem (terceira pessoa do singular do verbo vir);
derivados do verbo vir têm na terceira pessoa do singular um acento agudo "´", já a terceira pessoa
do plural tem um acento circunflexo "^" provém/provêm.
Casos em que o acento diferencial é opcional:
Acento diferencial do pretérito: chegámos (1ª pessoa do plural no pretérito - indicativo) chegamos (1ª
pessoa do plural no presente - indicativo)
fôrma (substantivo) de forma (substantivo e verbo)
Após a reforma ortográfica, o acento diferencial foi quase totalmente eliminado da escrita, porém,
obviamente, a pronúncia continua a mesma.
Acentuação Gráfica
O português, assim como outras línguas neolatinas, apresenta acento gráfico. Toda palavra da língua
portuguesa de duas ou mais sílabas possui uma sílaba tônica. Observe as sílabas tônicas das pala-
vras arte, gentil, táxi e mocotó. Você constatou que a tonicidade recai sobre a sílaba inicial em arte, a
final em gentil, a inicial em táxi e a final em mocotó. Além disso, notou que a sílaba tônica nem sem-
pre recebe acento gráfico. Portanto, todas as palavras com duas ou mais sílabas terão acento tônico,
mas nem sempre terão acento gráfico. A tonicidade está para a oralidade (fala) assim como o acento
gráfico está para a escrita (grafia).
Oxítonas
1. São assinaladas com acento agudo as palavras oxítonas que terminam em a, e e o abertos, e com
acento circunflexo as que terminam em e e o fechados, seguidos ou não de s.
Exemplos:
a já, cajá, vatapá
as ás, ananás, mafuás
e fé, café, jacaré
es pés, pajés, pontapés
o pó, cipó, mocotó
os nós, sós, retrós
e crê, dendê, vê
es freguês, inglês, lês
o avô, bordô, metrô
os bisavôs, borderôs, propôs
2. São acentuados os infinitivos seguidos dos pronomes oblíquos lo, la, los, las.
Exemplos: dá-lo, matá-los, vendê-la, fê-las, compô-lo, pô-los etc.
3. Nunca se acentuam as oxítonas terminadas em i e u e em consoantes.
Exemplos: ali, caqui, rubi, bambu, rebu, urubu, sutil, clamor.
4. Nunca se acentuam os infinitivos em i, seguidos dos pronomes oblíquos lo, la, los, las.
Exemplos: fi-lo, puni-la, reduzi-los, feri-las
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
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5. Acentuam-se sempre as oxítonas de duas ou mais sílabas terminadas em -em e -ens.
Exemplos: alguém, armazém, também, parabéns, reféns.
Paroxítonas
1. Assinalam-se com acento agudo ou circunflexo as paroxítonas terminadas em i, is, ã, ãs, ão, ãos,
us, l, um, uns, n, ps, r, x:
Exemplos:
i dândi, júri, táxi
is lápis, tênis, Clóvis
ã/ãs ímã, órfã, ímãs
ão/ãos bênção, órfão, órgãos
us bônus, ônus, vírus
l amável, fácil, imóvel
um/uns álbum, médium, quóruns
n albúmen, hífen, Nílton
ps bíceps, fórceps, tríceps
r César, mártir, revólver
x fênix, látex, tórax
Observação
As paroxítonas terminadas em -en perdem o acento no plural.
Exemplos: hifens, liquens.
2. Os prefixos anti-, inter-, semi- e super-, embora paroxítonos, não são acentuados graficamente.
Exemplos: inter-humano, inter-racial, anti-ibérico, anti-humano, semi-hebdomadário, semi-infantil,
super-homem, super-requintado.
3. Não se acentuam graficamente as paroxítonas apenas porque apresentam vogais tônicas abertas
ou fechadas.
Exemplos: espelho, famosa, medo, ontem, socorro, pires, tela.
4. Depois do Acordo Ortográfico, não se usa mais o acento no i e no u tônicos das palavras paroxíto-
nas quando vierem depois de um ditongo decrescente. Se o i ou o u forem precedidos de ditongo
crescente,porém, o acento permanece.
Exemplos: baiuca, bocaiuva, cauila, feiura, guaíba, Guaíra.
Proparoxítonas
Todas as proparoxítonas são acentuadas graficamente.
Exemplos: abóbora, bússola, cântaro, dúvida, líquido, mérito, nórdico, política, relâmpago, têmpora.
Casos especiais
1. Acentuam-se sempre os ditongos tônicos abertos éis, éu(s) e ói(s).
Exemplos: fiéis, céu, chapéus, herói, caracóis etc.
2. Depois do Acordo Ortográfico, não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras
paroxítonas.
Exemplos: alcateia, geleia, ideia, plateia, boia, joia, asteroide, heroico.
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
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3. Acentuam-se sempre o i e o u tônicos dos hiatos, quando estes formam sílabas sozinhas ou são
seguidos de s.
Exemplos: aí, balaústre, baú, egoísta, faísca, heroína, saída, saúde, viúvo.
4. Acentuam-se graficamente as palavras terminadas em ditongo oral átono, seguido ou não de s.
Exemplos: área, ágeis, importância, jóquei, lírios, mágoa, extemporâneo, régua, tênue, túneis.
5. Emprega-se o til para indicar a nasalização de vogais.
Exemplos: afã, coração, devoções, maçã, relação.
6. Depois do Acordo Ortográfico, não é mais acentuado o primeiro o do hiato oo.
Exemplos: enjoo, voo.
7. Depois do Acordo Ortográfico, não são mais acentuadas as formas verbais dissílabas terminadas
em eem.
Exemplos: creem, leem, veem, deem e correlatas.
8. Depois do Acordo Ortográfico, o trema não é mais utilizado.
Exemplos: frequente, tranquilo.
Observação
O trema permanece, porém, nas palavras estrangeiras e em suas derivadas.
Exemplos: Müller, mülleriano.
9. Depois do Acordo Ortográfico, não se usa mais o acento agudo no u tônico das formas (tu) arguis,
(ele) argui, (eles) arguem, do presente do indicativo do verbo arguir. O mesmo vale para o seu com-
posto redarguir.
10. Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em guar, quar e quir, como aguar, apazi-
guar, averiguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir etc. Esses verbos admitem duas pronúncias
em algumas formas do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e também do imperativo.
a) Se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser acentuadas.
Exemplos:
verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem.
verbo delinquir: delínquo, delínques, delínque, delínquem; delínqua, delínquas, delínquam.
b) Se forem pronunciadas com u tônico, essas formas deixam de ser acentuadas.
Exemplos:
verbo enxaguar: enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam; enxague, enxagues, enxaguem.
verbo delinquir: delinquo, delinques, delinque, delinquem; delinqua, delinquas, delinquam.
Observação
a) A vogal sublinhada é tônica, isto é, deve ser pronunciada mais fortemente que as outras.
b) No Brasil, a pronúncia mais corrente é a com a e i tônicos.
11. O acento diferencial é utilizado para distinguir uma palavra de outra que se grafa de igual manei-
ra. Depois do Acordo Ortográfico, passamos a usar apenas alguns acentos diferenciais.
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
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Exemplos:
pôde (pretérito perfeito do indicativo de poder) pode (presente do indicativo de poder)
pôr (verbo) por (preposição)
têm (3.a pessoa do plural do verbo ter) tem (3.a pessoa do singular do verbo
ter)
vêm (3.a pessoa do plural do verbo ter) vem (3.a pessoa do singular do verbo
ter)
Observações
a) O Acordo Ortográfico passou a aceitar a dupla grafia da palavra fôrma/forma, acentuada ou não.
b) Os derivados do verbo ter (conter, deter, manter etc.) seguem a mesma regra do verbo ter.
Exemplos:
Ele contém Eles contêm
Ele detém Eles detêm
Ele mantém Eles mantêm
c) Depois do Acordo Ortográfico, não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/para, pé-
la(s)/pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera.
Exemplos:
Ele para o carro.
Ele foi ao polo Norte.
Ele gosta de jogar polo.
Esse gato tem pelos brancos.
Comi uma pera.
Acentuação
Gramática
O Novo Acordo Ortográfico, em uso desde 2009, estabeleceu muitas mudanças nas regras de acen-
tuação gráfica.
Em se tratando de acentuação, devemos nos ater à questão das novas regras ortográficas da Língua
Portuguesa, as quais entraram em uso desde o dia 1º de janeiro de 2009. Como toda mudança impli-
ca adequação, o ideal é que façamos uso das novas regras o quanto antes.O estudo exposto a seguir
visa a aprofundar seus conhecimentos no que se refere à maneira correta de grafar as palavras, le-
vando em consideração as regras de acentuação e o que foi proposto pelo novo acordo ortográfico.
Acentuação Tônica
A acentuação tônica refere-se à intensidade em que são pronunciadas as sílabas das palavras. Aque-
la que é pronunciada de forma mais acentuada é a sílaba tônica. As demais, como são pronunciadas
com menos intensidade, são denominadas de átonas.
De acordo com a tonicidade, as palavras são classificadas como:
Oxítonas: são aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a última sílaba.
Ex.: café – coração – cajá – atum – caju – papel
Paroxítonas: são aquelas em que a sílaba tônica evidencia-se na penúltima sílaba.
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
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Ex.: útil – tórax – táxi – leque – retrato – passível
Proparoxítonas: são aquelas em que a sílaba tônica evidencia-se na antepenúltima sílaba.
Ex.: lâmpada – câmara – tímpano – médico – ônibus
Acentuação gráfica
Regras fundamentais:
Proparoxítonas: todas são acentuadas. Ex.: analítico, hipérbole, jurídico, cólica.
Palavras oxítonas: acentuam-se todas as oxítonas terminadas em "a", "e", "o", "em", seguidas ou não
do plural(s). Ex.: Pará – café(s) – cipó(s) – armazém(s)
Essa regra também é aplicada aos seguintes casos:
→ Monossílabos tônicos terminados em "a", "e", "o", seguidos ou não de “s”.
Ex.: pá – pé – dó – há
→ Formas verbais terminadas em "a", "e", "o" tônicos seguidas de lo, la, los, las.
Ex.: respeitá-lo – percebê-lo – compô-lo.
Paroxítonas: Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em:
→ i, is
Ex.: táxi – lápis – júri
→ us, um, uns
Ex.: vírus – álbuns – fórum
→ l, n, r, x, ps
Ex.: automóvel – elétron - cadáver – tórax – fórceps
→ ã, ãs, ão, ãos
Ex.: ímã – ímãs – órfão – órgãos
→ Ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de “s”.
Ex.: água – pônei – mágoa – jóquei
Regras especiais:
→ Os ditongos de pronúncia aberta "ei", "oi", que antes eram acentuados, perderam o acento com o
Novo Acordo. Veja na tabela a seguir alguns exemplos:
ANTES AGORA
Assembléia Assembleia
Idéia Ideia
Geléia Geleia
Jibóia Jiboia
Apóia (verbo apoiar) Apoia
Paranóico Paranoico
→ Quando "i" e "u" tônicos formarem hiato com a vogal anterior, acompanhados ou não de "s", desde
que não sejam seguidos por "-nh", haverá acento:
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
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Ex.: saída – faísca – baú – país – Luís
Observação importante:
→ Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos formando hiato quando vierem depois de ditongo:
ANTES AGORA
Bocaiúva Bocaiuva
Feiúra Feiura
Sauípe Sauipe
→ O acento pertencente aos hiatos “oo” e “ee” foi abolido.
ANTES AGORA
crêem creem
lêem leem
vôo voo
enjôo enjoo
→ Não se acentuam as vogais "i" e "u" dos hiatos se vierem precedidas de vogal idêntica:
Ex.: xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba .
No entanto, em se tratando de palavra proparoxítona, haverá o acento, já que a regra de acentuação
das proparoxítonas prevalece sobre a dos hiatos:
Ex.: fri-ís-si-mo, se-ri-ís-si-mo
→ As formas verbais que possuíam o acento tônico na raiz com "u" tônico precedido de "g" ou "q" e
seguido de "e" ou "i" não serão mais acentuadas.
ANTES AGORA
apazigúe (apaziguar) apazigue
averigúe (averiguar) averigue
argúi (arguir) argui
→ Acentua-se a 3ª pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos ter e vir e dos seus com-
postos (conter, reter, advir, convir etc.).
SINGULAR PLURAL
ele tem eles têm
elevem eles vêm
ele contém eles contêm
ele obtém eles obtêm
ele retém eles retêm
→ Não se acentuam mais as palavras homógrafas para diferenciá-las de outras semelhantes. Apenas
em algumas exceções, como:
A forma verbal pôde (terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do modo indicativo) ainda conti-
nua sendo acentuada para diferenciar-se de pode (terceira pessoa do singular do presente do indica-
tivo). O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciá-lo da preposição por.
Exemplos de palavras homógrafas:
pera (substantivo) - pera (preposição antiga)
para (verbo) - para (preposição)
pelo(s) (substantivo) - pelo (do verbo pelar)
CRASE
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Crase
A palavra crase é de origem grega e significa "fusão", "mistura". Na língua portuguesa, é o nome que
se dá à "junção" de duas vogais idênticas. É de grande importância a crase da preposição "a" com o
artigo feminino "a" (s), com o pronome demonstrativo "a" (s), com o "a" inicial dos pronomes aquele
(s), aquela (s), aquilo e com o "a" do relativo a qual (as quais). Na escrita, utilizamos o acento grave (
` ) para indicar a crase. O uso apropriado do acento grave, depende da compreensão da fusão das
duas vogais. É fundamental também, para o entendimento da crase, dominar a regência dos verbos e
nomes que exigem a preposição "a". Aprender a usar a crase, portanto, consiste em aprender a veri-
ficar a ocorrência simultânea de uma preposição e um artigo ou pronome. Observe:
Vou a a igreja.
Vou à igreja.
No exemplo acima, temos a ocorrência da preposição "a", exigida pelo verbo ir (ir a algum lugar) e a
ocorrência do artigo "a" que está determinando o substantivo feminino igreja. Quando ocorre esse
encontro das duas vogais e elas se unem, a união delas é indicada pelo acento grave. Observe os
outros exemplos:
Conheço a aluna.
Refiro-me à aluna.
No primeiro exemplo, o verbo é transitivo direto (conhecer algo ou alguém), logo não exige preposi-
ção e a crase não pode ocorrer. No segundo exemplo, o verbo é transitivo indireto (referir-se a algo
ou a alguém) e exige a preposição "a". Portanto, a crase é possível, desde que o termo seguinte seja
feminino e admita o artigo feminino "a" ou um dos pronomes já especificados.
Há duas maneiras de verificar a existência de um artigo feminino "a" (s) ou de um pronome demons-
trativo "a" (s) após uma preposição "a":
1- Colocar um termo masculino no lugar do termo feminino que se está em dúvida. Se surgir a for-
ma ao, ocorrerá crase antes do termo feminino.
Veja os exemplos:
Conheço "a" aluna. / Conheço o aluno.
Refiro-me ao aluno. / Refiro-me à aluna.
2- Trocar o termo regente acompanhado da preposição a por outro acompanhado de uma preposição
diferente (para, em, de, por, sob, sobre). Se essas preposições não se contraírem com o artigo, ou
seja, se não surgirem novas formas (na (s), da (s), pela (s),...), não haverá crase.
Veja os exemplos:
- Penso na aluna.
- Apaixonei-me pela aluna.
- Começou a brigar. - Cansou de brigar.
- Insiste em brigar.
- Foi punido por brigar.
- Optou por brigar.
Atenção: lembre-se sempre de que não basta provar a existência da preposição "a" ou do artigo "a", é
preciso provar que existem os dois.
Evidentemente, se o termo regido não admitir a anteposição do artigo feminino "a" (s), não haverá
crase. Veja os principais casos em que a crase NÃO ocorre:
- Diante de substantivos masculinos:
Andamos a cavalo.
Fomos a pé.
CRASE
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Passou a camisa a ferro.
Fazer o exercício a lápis.
Compramos os móveis a prazo.
Assisitimos a espetáculos magníficos.
- Diante de verbos no infinitivo:
A criança começou a falar.
Ela não tem nada a dizer.
Estavam a correr pelo parque.
Estou disposto a ajudar.
Continuamos a observar as plantas.
Voltamos a contemplar o céu.
Obs.: como os verbos não admitem artigos, constatamos que o "a" dos exemplos acima é apenas
preposição, logo não ocorrerá crase.
- Diante da maioria dos pronomes e das expressões de tratamento, com exceção das for-
mas senhora, senhorita e dona:
Diga a ela que não estarei em casa amanhã.
Entreguei a todos os documentos necessários.
Ele fez referência a Vossa Excelência no discurso de ontem.
Peço a Vossa Senhoria que aguarde alguns minutos.
Mostrarei a vocês nossas propostas de trabalho.
Quero informar a algumas pessoas o que está acontecendo.
Isso não interessa a nenhum de nós.
Aonde você pretende ir a esta hora?
Agradeci a ele, a quem tudo devo.
Os poucos casos em que ocorre crase diante dos pronomes podem ser identificados pelo método
explicado anteriormente. Troque a palavra feminina por uma masculina, caso na nova construção
surgir a forma ao, ocorrerá crase. Por exemplo:
Refiro-me à mesma pessoa. (Refiro-me ao mesmo indivíduo.)
Informei o ocorrido à senhora. (Informei o ocorrido ao senhor.)
Peça à própria Cláudia para sair mais cedo. (Peça ao próprio Cláudio para sair mais cedo.)
- Diante de numerais cardinais:
Chegou a duzentos o número de feridos.
Daqui a uma semana começa o campeonato.
Casos em que a crase SEMPRE ocorre:
- Diante de palavras femininas:
Amanhã iremos à festa de aniversário de minha colega.
Sempre vamos à praia no verão.
Ela disse à irmã o que havia escutado pelos corredores.
Sou grata à população.
Fumar é prejudicial à saúde.
Este aparelho é posterior à invenção do telefone.
- Diante da palavra "moda", com o sentido de "à moda de" (mesmo que a expressão moda de fique
subentendida):
O jogador fez um gol à (moda de) Pelé.
Usava sapatos à (moda de) Luís XV.
O menino resolveu vestir-se à (moda de) Fidel Castro.
- Na indicação de horas:
CRASE
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Acordei às sete horas da manhã.
Elas chegaram às dez horas.
Foram dormir à meia-noite.
Ele saiu às duas horas.
Obs.: com a preposição "até", a crase será facultativa.
Por exemplo: Dormiram até as/às 14 horas.
- Em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas de que participam palavras femininas. Por
exemplo:
à tarde às ocultas às pressas à medida que
à noite às claras às escondidas à força
à vontade à beça à larga à escuta
às avessas à revelia à exceção de à imitação de
à esquerda às turras às vezes à chave
à direita à procura à deriva à toa
à luz à sombra de à frente de à proporção que
à semelhança de às ordens à beira de
Crase Diante de Nomes de Lugar
Alguns nomes de lugar não admitem a anteposição do artigo "a". Outros, entretanto, admitem o arti-
go, de modo que diante deles haverá crase, desde que o termo regente exija a preposição "a". Para
saber se um nome de lugar admite ou não a anteposição do artigo feminino "a", deve-se substituir o
termo regente por um verbo que peça a preposição "de" ou "em". A ocorrência da contra-
ção "da" ou "na" prova que esse nome de lugar aceita o artigo e, por isso, haverá crase. Por exemplo:
Vou à França. (Vim da França. Estou na França.)
Cheguei à Grécia. (Vim da Grécia. Estou na Grécia.)
Retornarei à Itália. (Vim da Itália. Estou na Itália)
Vou a Porto Alegre. (Vim de Porto Alegre. Estou em Porto Alegre.)
Cheguei a Pernambuco. (Vim de Pernambuco. Estou em Pernambuco.)
Retornarei a São Paulo. (Vim de São Paulo. Estou em São Paulo.)
ATENÇÃO: quando o nome de lugar estiver especificado, ocorrerá crase. Veja:
Retornarei à São Paulo dos bandeirantes.
Irei à Salvador de Jorge Amado.
Crase diante dos Pronomes Demonstrativos Aquele (s), Aquela (s), Aquilo
Haverá crase diante desses pronomes sempre que o termo regente exigir a preposição "a". Por
exemplo:
Refiro-me a aquele atentado.
Preposição Pronome
Refiro-me àquele atentado.
CRASE
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O termo regente do exemplo acima é o verbo transitivo indireto referir (referir-se a algo ou alguém) e
exige preposição, portanto, ocorre a crase.
Observe este outro exemplo:
Aluguei aquela casa.
O verbo "alugar" é transitivo direto (alugar algo) e não exige preposição. Logo,a crase não ocorre
nesse caso. Veja outros exemplos:
Dediquei àquela senhora todo o meu trabalho.
Quero agradecer àqueles que me socorreram.
Refiro-me àquilo que aconteceu com seu pai.
Não obedecerei àquele sujeito.
Assisti àquele filme três vezes.
Espero aquele rapaz.
Fiz aquilo que você disse.
Comprei aquela caneta.
Crase com os Pronomes Relativos A Qual, As Quais
A ocorrência da crase com os pronomes relativos a qual e as quais depende do verbo. Se o verbo
que rege esses pronomes exigir a preposição "a", haverá crase. É possível detectar a ocorrência da
crase nesses casos, utilizando a substituição do termo regido feminino por um termo regido masculi-
no. Por exemplo:
A igreja à qual me refiro fica no centro da cidade.
O monumento ao qual me refiro fica no centro da cidade.
Caso surja a forma ao com a troca do termo, ocorrerá a crase.
Veja outros exemplos:
São normas às quais todos os alunos devem obedecer.
Esta foi a conclusão à qual ele chegou.
Várias alunas às quais ele fez perguntas não souberam responder nenhuma das questões.
A sessão à qual assisti estava vazia.
Crase com o Pronome Demonstrativo "a"
A ocorrência da crase com o pronome demonstrativo "a" também pode ser detectada pela substitui-
ção do termo regente feminino por um termo regido masculino. Veja:
Minha revolta é ligada à do meu país.
Meu luto é ligado ao do meu país.
As orações são semelhantes às de antes.
Os exemplos são semelhantes aos de antes.
Aquela rua é transversal à que vai dar na minha casa.
Aquele beco é transversal ao que vai dar na minha casa.
Suas perguntas são superiores às dele.
Seus argumentos são superiores aos dele.
Sua blusa é idêntica à de minha colega.
Seu casaco é idêntico ao de minha colega.
A Palavra Distância
Se a palavra distância estiver especificada, determinada, a crase deve ocorrer. Por exemplo:
Sua casa fica à distância de 100 quilômetros daqui. (A palavra está determinada.)
Todos devem ficar à distância de 50 metros do palco. (A palavra está especificada.)
Se a palavra distância não estiver especificada, a crase não pode ocorrer. Por exemplo:
CRASE
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Os militares ficaram a distância.
Gostava de fotografar a distância.
Ensinou a distância.
Dizem que aquele médico cura a distância.
Reconheci o menino a distância.
Observação: por motivo de clareza, para evitar ambiguidade, pode-se usar a crase. Veja:
Gostava de fotografar à distância.
Ensinou à distância.
Dizem que aquele médico cura à distância.
Casos em que a ocorrência da crase é FACULTATIVA
- Diante de nomes próprios femininos:
Observação: é facultativo o uso da crase diante de nomes próprios femininos porque é facultativo o
uso do artigo. Observe:
Paula é muito bonita. Laura é minha amiga.
A Paula é muito bonita. A Laura é minha amiga.
Como podemos constatar, é facultativo o uso do artigo feminino diante de nomes próprios femininos,
então podemos escrever as frases abaixo das seguintes formas:
Entreguei o cartão a Paula. Entreguei o cartão a Roberto.
Entreguei o cartão à Paula. Entreguei o cartão ao Roberto.
Contei a Laura o que havia ocorrido na noite pas-
sada.
Contei a Pedro o que havia ocorrido na noite pas-
sada.
Contei à Laura o que havia ocorrido na noite pas-
sada.
Contei ao Pedro o que havia ocorrido na noite
passada.
- Diante de pronome possessivo feminino:
Observação: é facultativo o uso da crase diante de pronomes possessivos femininos porque é faculta-
tivo o uso do artigo. Observe:
Minha avó tem setenta anos. Minha irmã está esperando por você.
A minha avó tem setenta anos. A minha irmã está esperando por você.
Sendo facultativo o uso do artigo feminino diante de pronomes possessivos femininos, então pode-
mos escrever as frases abaixo das seguintes formas:
Cedi o lugar a minha avó. Cedi o lugar a meu avô.
Cedi o lugar à minha avó. Cedi o lugar ao meu avô.
Diga a sua irmã que estou esperando por ela. Diga a seu irmão que estou esperando por ele.
CRASE
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Diga à sua irmã que estou esperando por ela. Diga ao seu irmão que estou esperando por ele.
- Depois da preposição até:
Fui até a praia. ou Fui até à praia.
Acompanhe-o até a porta. ou Acompanhe-o até à porta.
A palestra vai até as cinco horas da tarde. ou A palestra vai até às cinco horas da tarde.
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FONOLOGIA E FONÉTICA
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Fonética e Fonologia
A Gramática registra e descreve todos os aspectos das línguas. Como sabemos, esses aspectos são
diversos e seu estudo é organizados em partes: Fonética e Fonologia, Morfolog ia e Sintaxe
(morfossintaxe), Semântica e Estilística.
Neste texto vamos refletir a respeito da primeira parte dos estudos da Gramática Descritiva,
a Fonética e Fonologia, que tratam dos aspectos fônicos, físicos e fisiológicos da nossa língua.
• Fonética
A Fonética é o estudo dos aspectos acústicos e fisiológicos dos sons efetivos (reais) dos atos de
fala no que se refere à produção, articulação e variedades. Em outras palavras, a Fonética preocupa-
se com os sons da fala em sua realização concreta. Quando um falante pronuncia a palavra 'dia', à
Fonética interessa de que forma a consoante /d/ é pronunciada: /d/ /i/ /a/ ou /dj/ /i/ /a/.
• Fonologia
A Fonologia é o estudo dos Fonemas (os sons) de uma língua. Para a Fonologia, o fonema é uma
unidade acústica que não é dotada de significado. Isso significa que osfonemas são os diferentes
sons que produzimos para exprimir nossas ideias, sentimentos e emoções a partir da junção de
unidades distintas. Essas unidades, juntas, formam as sílabas e as palavras.
A palavra 'Fonema' tem origem grega (fono = som + emas = unidades distintas) e representa
as menores unidades sonoras que formam as palavras. As palavras são a unidade básica da
interação verbal e são criadas pela junção de unidades menores: as sílabas e os sons, na fala, ou as
sílabas e letras, na escrita.
Os fonemas são classificados em vogais, semivogais e consoantes. Essa classificação existe em
virtude dos diferentes tipos de sons produzidos pela corrente de ar que sai dosnossos pulmões e é
liberada, com ou sem obstáculos, pela boca e/ou pelo nariz.
FONÉTICA E FONOLOGIA
1. FONOLOGIA
É a parte da Gramática que estuda o comportamento dos fonemas de uma língua, tomando-os como
unidades sonoras capazes de criar diferença de significados. Outros nomes: fonêmica, fonemática.
2. FONÉTICA
É a parte da Gramática que estuda as particularidades dos fonemas, ou seja, as variações que
podem ocorrer na realização dos fonemas.
3. FONEMA E LETRA
Fonema é a menor unidade sonora e distintiva de uma língua. Os fonemas dividem-se em vogais,
semivogais e consoantes. Convém reforçar que o fonema é uma realidade acústica.
Letra é o sinal gráfico que, na escrita, representa o fonema. A letra é uma realidade gráfico-visual do
fonema.
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:
a) Uma mesma letra pode representar fonemas diferentes. É o que ocorre com a letra “x” em palavras
como sexo (x = ks), feixe (x = ch), exato (x = z) e próximo (x = ss).
b) Um mesmo fonema pode ser representado por letras diferentes. É o que ocorre em flecha (ch = x)
e lixo (x = ch).
c) Uma única letra pode representar dois fonemas. A esse fenômeno, chama-se dífono. Exemplo: táxi
(lê-se “táksi” – x = ks).
d) Duas letras podem representar um único fonema. A esse fenômeno, chama-se dígrafo. Exemplo:
chave (lê-se “xávi” – ch = x).
FONOLOGIA E FONÉTICA
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4. ALFABETO FONÉTICO
Como as letras da escrita não conseguem representar fielmente os fonemas, criaram-se símbolos
especiais para a representação fiel dos sons formadores dos vocábulos. Esses símbolos formam o
alfabeto fonético, utilizado na transcrição fonética dos sons da linguagem.
Qual é a diferença entre fonética e fonologia?
Fonética
Estuda a natureza física da produção e da percepção dos sons da fala humana. Preocupa-se com a
parte significante do signo linguístico e não com o seu conteúdo; como os sons são produzidos pela
posição e função de cada um dos órgãos do aparelho fonador (língua, lábios…)
Exemplo:
▪ Distorção do /s/;
▪ Diferença entre /d/ e /d^z/
Fonologia
Estuda o sistema sonoro de um idioma, do ponto de vista de sua função no sistema de comunicação
linguística. A fonologia se preocupa com a maneira como eles se organizam dentro de uma língua.
Estuda também a estrutura silábica, o acento e a entonação.
Exemplo:
▪ Troca de /v/ pelo /f/ = vaca – faca
Classificação dos Fonemas e Dígrafos
Os fonemas da Língua Portuguesa classificam-se em vogais, semivogais e consoantes.
Vogais: são fonemas pronunciados sem obstáculo à passagem de ar, chegando livremente ao
exterior. Exemplos: pato, bota.
Semivogais: são os fonemas que se juntam a uma vogal, formando com esta uma só sílaba.
Exemplos: couro, baile.
Observe que só os fonemas /i/ e /u/ átonos funcionam como semivogais. Para que não sejam
confundidos com as vogais i e u serão representados por [y] e [w] e chamados, respectivamente,
de iode e vau.
Consoantes: são fonemas produzidos mediante a resistência que os órgãos bucais (língua, dentes,
lábios) opõem à passagem de ar. Exemplos: caderno, lâmpada.
Dicas:
Em nossa língua, a vogal é o elemento básico, suficiente e indispensável para a formação da sílaba.
Você encontrará sílabas constituídas só de vogais, mas nunca formadas somente com consoantes.
Exemplos: viúva, abelha.
Dígrafos
É a união de duas letras representando um só fonema. Observe que no caso dos dígrafos não há
correspondência direta entre o número de letras e o número de fonemas.
Dígrafos que desempenham a função de consoantes: ch (chuva), lh (molho), nh (unha), rr (carro) e
outros.
Dígrafos que desempenham a função de vogais nasais: am (campo), en (bento), om (tombo) e outros.
FONOLOGIA E FONÉTICA
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Classificação dos Fonemas
Há quatro os critérios de classificação para as vogais:
Zona de articulação
média ou central: a
anteriores ou palatais: é, ê, i
posteriores ou velares: ó, ô, u
Intensidade
tônicas: mais intensidade
átonas: intensidade fraca
a vogal átona pode ser:pretônica, postônica ou subtônica / facilmente = a (subton.), i (preton.), último
e (post).
Timbre
abertas – a, é, ó (em sílaba tônica ou subtônica)
fechadas – ê, ô, i, u (em sílabas tônicas, subtônicas ou átonas)
reduzidas – vogais átonas finais, proferidas fracamente
Papel das cavidades bucal e nasal
orais – a, é, ê, i, ó, ô, u – ressonância apenas da boca
nasais – todas as vogais nasalisadas – ressonância em parte da cavidade nasal. Índices de
nasalidade: ~ e m ou n em fim de sílaba.
Observação
As vogais nasais são sempre fechadas.
As consoantes também apresentam quatro critérios de classificação
Modo de articulação
oclusivas – corrente de ar encontra na boca obstáculo total – p, b, t, d, c(=k) e q, g (=guê)
constritivas – corrente de ar encontra obstáculo parcial na boca – f, v, s, z, x, j, l, lh, r, rr. Elas
subdividem-se em: fricativas – f, v, s, z, x, j / laterais – l, lh / vibrantes – r, rr
Observação
As consoantes nasais (m, n, nh) são ponto de divergência entre gramáticos, no tocante a agrupá-las
como oclusivas ou constritivas. Isso se deve ao fato de a oclusão ser apenas bucal, chegando o ar às
fossas nasais onde ressoa. Para Faraco e Moura, são oclusivas. Hildebrando não as coloca em
nenhum dos dois grupos.
Ponto de articulação
bilabiais – p, b, m
labiodentais – f, v
linguodentais – t, d, n
alveolares – s, z, l, r
palatais – x, j, lh, nh
velares – c(=k), qu, g (=guê), rr
Papel das cordas vocais
surdas – sem vibração – p, t, c(=k), qu, f, s, x
sonoras – com vibração – b, d, g, v, z, j, l, lh, m, n, nh, r (fraca), rr (forte)
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Papel das cavidades bucal e nasal
nasais – m, n, nh
orais – todas as outras
Classificação dos Fonemas – Tipos
Existem três tipos de fonemas em português:
Vogal
Semivogal
Consoante
Vogal
É o fonema produzido livremente, sem que o ar encontre, na cavidade bucal, qualquer obstáculo à
sua passagem.
As vogais podem ser:
a) Orais: Quando o ar sai apenas pela boca: /a/, /e/, /i/, /u/.
b) Nasais: Quando o ar sai pela boca e pelas fossas nasais: /ã/.
c) Átonas: Pronunciadas com menor intensidade.
d) Tônicas: Pronunciadas com maior intensidade.
Semivogais
São os fonemas /i/ e /u/, quando formam sílaba com uma vogal:
Pai
são
Consoantes
São os fonemas produzidos quando a corrente de ar encontra , na cavidade bucal, obstáculos à sua
passagem.
Exemplos: /p/, /b/, /t/, /d/, /k/, /g/, /f/, /v/, /s/.
Fonemas
1 – Vogal
Fonema que sai livremente pela boca, não encontando nenhum obstáculo à pas- sagem do ar pelo
aparelho fonador.
Exemplos: /a/ /ê/ /i/ /ô/ /u/ /ã/ /e/ /i/ /o/ /u/ /é/ /ó/
2 – Semivogal
Nome dado aos sons /i/ e /u/ quando são pronunciados juntamente com uma outra vogal, numa só
emissão de voz.
Observação: Os fonemas /i/ e /u/ podem aparecer representados na escrita por e, o ou m.
Exemplos: – mãe – a letra e tem o som de um i átono, sendo pronunciada juntamente com o a =
/m/ã/i/. – mão – a letra o tem o som de um u átono, sendo pronunciada juntamente com o u = /m/ã/u/.
– também – a sílaba final é pronunciada com um i:”tambeim”.
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3 – Consoante
Fonema produzido graças aos obstáculos que impedem a passagem livre do ar. Exemplos: /b/, /d/, /g/
etc…
Classificação dos Fonemas – Cordas Vocais
Vogais
São fonemas que fazem vibrar as cordas vocais, em cuja produção a corrente de ar vinda dos
pulmões não encontra obstáculos.
São doze, e não cinco como muitos imaginam.
São silábicos, isto é, constituem a base da sílaba.
/ a / / ã / / é / / ê / / / / i / / / / ó / / ô / / õ / / u / /
Semivogais
São os fonemas /i/ e /u/ quando formam sílabas com uma vogal.
can-tai
a = vogal
i = semivogal
le-vou
a = vogal
i = semivogal
Observação
As letras e e o também podem representarsemivogal:
põe = [põi] mão = [mãu]
Consoantes
São fonemas resultantes de obstáculos encontrados pela corrente de ar vinda dos pulmões. São
assilábicos porque não podem formar sílaba sem auxílio de uma vogal.
bo-ca, ca-sa, da-do, fa-ca
a) VOGAIS
Não são simplesmente as letras a, e, i, o, u. Em quilo, a letra u nem é fonema.
A vogal é fonema básico de toda sílaba. Não há sílaba sem vogal e não pode haver mais de uma
vogal numa sílaba. Por outra, o número de vogais de um vocábulo é igual ao número de sílabas;
inversamente, o número de sílabas é igual ao número de vogais.
b) CONSOANTES
Como o próprio nome sugere (com + soante = soar com), consoantes são os fonemas que, para
serem emitidos, necessitam do amparo de outros fonemas, ou seja, das vogais.
Cabe relembrar que, para haver consoante, é necessário o fonema (ruído) e não a letra (escrita).
Assim, em “hipótese”, não há a consoante “h”, mas apenas essa letra; em “ilha”, a consoante única é
o fonema representado pelas letras “lh”; em “manga”, o “n” não é consoante, porque não constitui
fonema, mas apenas indica a nasalização do “a”.
FONOLOGIA E FONÉTICA
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c) SEMIVOGAIS
Constituem os fonemas intermediários entre as vogais e as consoantes: não têm a fraqueza destas
nem a autonomia daquelas.
São, na prática, o “i” e o “u”, quando, ao lado de uma vogal autêntica, soam levemente, sem a força
de vogal. O “e” e o “o”, sempre que, na mesma circunstância, forem pronunciados, respectivamente,
como “i” e “u”, também serão semivogais.
Comparem-se as diferenças de intensidades dos fonemas grifados, nas palavras que seguem:
Semivogais Vogais
Pais país
Mau baú
Mágoa pessoa
Vídeo Leo
Mário Maria
Observações:
1ª) O a é sempre vogal, aberto ou fechado, oral ou nasal.
2ª) Qualquer uma das letras a, e, i, o, u, isolada ou entre duas consoantes, será vogal.
3ª) O fonema que receber o acento tônico será obviamente vogal.
4ª) Pode haver duas vogais juntas, mas jamais se juntarão duas semivogais.
Representação de Fonemas
A ortografia brasileira não é biunívoca, ou seja, na maioria dos casos não temos relação um para um
bi direcional entre grafemas e fonemas. Em função disso, vamos analisar os casos em que nossa
ortografia apresenta peculiaridades na representação dos fonemas.
Grafemas biunívocos
São biunívocos os grafemas b, d, f, p, t e v que usamos para representar os fonemas /b/, /d/, /f/, /p/, /t/
e /v/ respectivamente.
Representação de vogais nasais
As vogais nasais são representadas de duas formas distintas: pelo uso de grafemas com o diacrítico
til ou por dígrafos formados por grafema vocálico seguido de n ou m. Veja exemplos na tabela a
seguir:
Vogal nasal Grafema com til Dígrafos
/ã/ Irmã, cãibra, mãe, mão. Ambos, âmbito,antes, ânfora.
/ẽ/ Empuxo, êmbolo,ensino, ênclise.
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/ĩ/ Impróprio, ímpio,interno, índio.
/õ/ Compõe, anões. Ombro, cômputo,ontem, cônsul.
/ũ/ Umbigo, plúmbeo,unção, anúncio.
Observando a tabela, vemos que o til só é usado na representação das vogais nasais /ã/ e /õ/. Nos
demais casos, nossa ortografia recorre aos dígrafos. Além disso, a vogal /õ/ só é representada
por õ quando ocorre na seqüência /õy/ como em /prôpõy/, /sifrõys/, /furácõys/ e /pêõys/.
Os dígrafos que representam vogais nasais em nossa ortografia terminam em n ou m. Há uma regra
que define quando se usa um ou outro grafema. Quando a vogal nasal antecede /p/ ou /b/, o dígrafo
será finalizado com m. Quando a vogal nasal antecede qualquer outra consoante, o dígrafo terminará
em n.
Quando a vogal nasal ocorre no final de palavra, podemos ter representação com til (somente para a
vogal /ã/), com dígrafo finalizado em m ou, mais raramente, com dígrafo terminado em n. Veja
exemplos:
Órfã, irmã, cidadã, cupim, cupom, urucum, lúmen, próton.
Outra peculiaridade na representação de vogais nasais ocorre em palavras
como também,convém, compraram e fariam que correspondem a /tãbẽy/, /cõvẽy/, /cõprárãw/ e
/fáriãw/ respectivamente. Nesses casos, a vogal nasal está associada a uma semivogal não
representada na escrita.
Representação de vogais orais
A representação de vogais orais não apresenta dificuldades exceto pelos casos em que os grafemas
apresentam diacríticos, mas deixaremos para estudar as representações de vogais orais com
diacríticos na área referente à acentuação. Aqui nos limitaremos a tratar da representação das vogais
por meio de grafemas sem diacríticos. Vemos isso na tabela a seguir.
Vogal oral Grafema Exemplo
/á/ a aberto
/â/ a mama
/é/ e era
/ê/ e espaço
/i/ i idade
/ó/ o obra
/ô/ o ostra
FONOLOGIA E FONÉTICA
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/u/ u uva
Observe que usamos o grafema a para representar os fonemas /á/ e /â/. Do mesmo modo,
usamos e para representar /é/ e /ê/ e o grafema o para representar /ó/ e /ô/. Nosso alfabeto, herdado
da escrita romana, não tem grafemas suficientes para uma representação biunívoca das vogais sem
recorrer a diacríticos.
Representação de semivogais
Não temos grafemas dedicados à representação de /y/ e /w/, as duas semivogais da nossa língua.
Essas semivogais são representadas por e, i, o, ue l, conforme vemos nos exemplos a seguir.
Mãe, Boi, canção, mau, normal.
As regras para representação de semivogais podem ser resumidas assim:
• Quando /y/ está adjacente a uma vogal oral, será representado por i. Ex.: Foi, sabia.
• Quando /w/ está adjacente a uma vogal oral, será representado por u ou l. Ex.: Pau, mal.
• Quando /y/ está adjacente a uma vogal nasal, será representado por e. Ex.: Mãe,porões.
• Quando /w/ está adjacente a uma vogal nasal, será representado por o. Ex.:Cidadão.
Uma exceção à regra: cãibra.
É comum o uso do l para representar /w/ no final de muitas palavras do nosso idioma. Na variante
regional gaúcha, porém, tais palavras são pronunciadas com /l/ em vez de /w/. Por exemplo: A
palavra normal é pronunciada /nôrmáw/ na variante culta e /nôrmál/ na variante gaúcha.
Temos um caso particular de representação de semivogal em palavras como: compõem epropõem.
São flexões de verbo da terceira pessoa plural, grafadas com um m extra no final da palavra para
distinguir da flexão da terceira pessoa singular de mesma pronúncia: (compõe,propõe). Obviamente,
essa distinção só ocorre no discurso escrito, não tendo correspondência no discurso oral.
As palavras mau e mal têm a mesma pronúncia na variante culta: /máw/. No entanto, são grafadas de
forma distinta.
Representação de /g/ e /j/
O fonema /g/ pode ser representado por g como em garra, golpe e guri, ou então, por gu como
emguerra e guincho.
Já o fonema /j/ se representa por j como emjarro, jeito, jirau, joçaou jumento, ou então, porg como
em gelo e gibi.
Veja na tabela um resumo dos usos do grafemag.
Quando a sílaba contém Os fonemas representados são Exemplos
ga /gá/ garra
/gâ/ gamo
gá /gá/ gávea
FONOLOGIA E FONÉTICA
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gâ /gâ/ poligâmico
g + vogal /ã/ /gã/ gânglio
ge /jê/ gelo
/jé/ germe
gé /jé/ gélido
gê /jê/ gênero
g + vogal /ẽ/ /jẽ/ gente
gi /ji/ gibi
gí /jí/ gíria
g + vogal /ĩ/ /jĩ/ ginga
go /gó/ gosma
/go/ governo
gó /gó/ gótico
gô /gô/ gônada
gu /gu/ guri
gú /gu/ augúrio
g + vogal /ũ/ /gũ/ algum
g + consoante /g/ + consoante gleba
grotesco
gnomo
gu + vogal /é/, /ê/, /ẽ/, /i/ ou /ĩ/ /g/ + vogal guerra
gueto
FONOLOGIA E FONÉTICA
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alguém
guichê
guincho
gu + vogal /á/ /gw/ + vogal água
gü + vogal /é/, /ê/, /ẽ/ ou /i/ /gw/ + vogal ungüento
sagüi
O fonema /j/ pode ser representado tanto por gcomo por j.
Não há uma regularidade que nos ajude a selecionar g ou j para representar /j/. O que sabemos é
que o grafema g apresenta algumas limitações para representar /j/. Por outro lado, o grafema j,
representa /j/ nos mais variados contextos. De resto, somente o convíviocom o idioma para nos
orientar a grafia correta. Veja os exemplos:
Jarra, jambo, jegue, jeito, jirau, jóia, jornal, juro, jejum.
Germe, geração, gente, gibão, gíria, gim.
Representação de /k/
O fonema /k/ pode ser representado pelos grafemas c, k e q ou pelo dígrafo qu.
O grafema c representa tanto o fonema /k/ como o grafema /s/. A regra para saber qual o valor
fonológico desse grafema pode ser resumida assim:
• Quando o grafema c é seguido pelas vogais /á/, /â/, /ã/, /ó/, /ô/, /õ/, /u/, /ũ/ ou por consoante terá
valor fonológico de /k/.
Exemplos: casa, campo, cópia, covarde,comprado, cura, cúmplice, cnidário, cancro.
• Quando c é sucedido pelas vogais /é/, /ê/, /ẽ/, /i/ ou /ĩ/ representará o fonema /s/.
Exemplos: cebola, cético, centro, cínico,cinta.
O uso do grafema k na representação de /k/ é pouco comum em nosso idioma. São exemplos:kaiser,
kilobyte e know-how. Em função de um esforço pela eliminação do k da nossa ortografia, sua
utilização ficou restrita a casos em que a palavra se escreve com k também em outros idiomas como
na representação de unidades internacionais de medida (km, kg, etc.) ou palavras derivadas de
nomes próprios (kantiano,kafkiano, trotskista, etc.).
O uso do grafema q na representação de /k/ é bastante comum em nossa ortografia.
Exemplos:quando, quase, quociente, quotidiano, freqüente.
O dígrafo qu também representa /k/ em nossa ortografia. Exemplos: queijo, arqueiro, querela,quiabo.
Em nossa ortografia, o grafema q sempre ocorre seguido de u ou ü. Nesse caso, o grafema u, ora é
mudo, ora não. A regra para saber se o grafemaué mudo ou não é a seguinte:
• Se após qu vier /á/, /â/, /ã/, /ó/, /ô/ ou /õ/, o grafema u não é mudo.
Exemplos: quadra,quântico, quota, quociente.
• Se após qu vier /é/, /ê/, /ẽ/, /i/ ou /ĩ/ o grafema u será mudo.
Exemplos: quero,queijo, quente, quiabo.
Em nossa língua há uma tendência para suprimir a semivogal /w/ em palavras como quotidiano,
quota ou quociente. São palavras que apresentam as seqüências /kwô/ ou /kwó/. Tanto que os
dicionários já registram duas possibilidades de pronúncia e grafia para esses casos.
FONOLOGIA E FONÉTICA
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Quotidiano, /kwôtidiânô/, cotidiano, /kôtidiânô/
Quota, /kwótá/, cota, /kótá/.
Quociente, /kwôsiẽtê/, cociente, /kôciẽtê/.
Representação de /λ/ e /ñ/
Os fonemas /λ/ e /ñ/ são representados de forma biunívoca pelos dígrafos lh e nh, respectivamente.
Exemplos: lhama, telha, molhado, enfadonho, aranha, manha.
Representação de /r/ e /R/
O fonema /r/, em nossa ortografia, é representado pelo grafema r. Por exemplo:caroço, arara, barato.
Já o fonema /R/ pode ser representado tanto por r como pelo dígrafo rr. A regra para representar /R/
corretamente é simples. Quando /R/ estiver no início da palavra, usamos r, e nos demais casos
usamos o dígraforr. Exemplos:
Raiz, rato, repolho.
Carroça, derrapagem.
Representação de /s/ e /z/
O fonema /s/ é o que apresenta mais possibilidades de representação na nossa escrita. Podemos
representá-lo de oito formas diferentes, como se vê nesses exemplos: seta, cebola, espesso,
excesso, açúcar, desça, auxílio easceta. Podemos representar /s/ com s, c, ss, xc, ç, sç, x e sc.
Infelizmente não há uma regularidade que nos ajude a selecionar o grafema correto para representar
este fonema. Somente o convívio com o idioma escrito nos dá a fluência necessária na escolha.
O fonema /z/ é representado pelos grafemas z ous, como vemos nesses exemplos: azeite, zênite,
casa e asilo. Igualmente, não temos regras para selecionar um ou outro grafema na representação de
/z/.
Representação de /x/
O fonema /x/ pode ser representado pelo grafema x, ou pelo dígrafo ch. Veja os exemplos:
Xícara, xarope, xereta.
Chuva, chumbo, chave.
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MORFOLOGIA ELEMENTOS DO TEXTO
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Morfologia Elementos Do Texto
Subespeficação De Traços-F E Movimento-A Em Português Brasileiro
O português brasileiro tem sido analisado como uma língua bastante interessante para o debate
sobre como analisar a Teoria de Controle dentro do Programa Minimalista na medida em que
apresenta controle obrigatório em orações finitas (e.g. Ferreira 2000, 2009, Rodrigues 2002, 2004,
Nunes 2008, 2009, 2010), favorecendo uma abordagem em termos de movimento para posições
temáticas (e.g. Hornstein 1999, 2001, Boeckx, Hornstein e Nunes 2010).
Parte da evidência para essa análise envolve construções com hiperalçamento a partir de orações
finitas e infinitivos flexionados (e.g. Ferreira 2000, Nunes 2010). Neste trabalho discuto a interação
entre a especificação de traços-f de Infl e dos pronomes nominativos em português brasileiro,
argumentando que hiperalçamento produz ou não resultados gramaticais (com variação dialetal) a
depender de o conjunto de traços-f associado aos elementos em concordância ser ou não
subespecificado.
Mais especificamente, argumento que o enfraquecimento geral da concordância verbal e nominal no
português brasileiro e a expansão dos contextos de singulares nus no sistema fizeram com que os
pronomes passassem a ser maciçamente subespecificados em relação aos seus traços-f: (i) em
relação ao traço de número, sua valoração como singular só é requerida para um dos pronomes (eu);
e (ii) em relação ao traço de pessoa, seu único valor possível é o de primeira pessoa e essa
especificação só é necessariamente requerida (em alguns dialetos) por um pronome (nós), já que o
valor de pessoa para eu pode ser determinado por uma regra de redundância lexical.
Assumindo que Infl em português brasileiro pode estar associado a um conjunto completo ou
incompleto de traços-f (Ferreira 2000, Nunes 2008, Petersen 2011), hiperalçamento somente será
possível quando o sujeito movido puder entrar numa relação de concordância com um Infl com um
conjunto incompleto de traços-f. O trabalho também mostrará que as restrições encontradas em
hiperalçamento de sujeito não se aplicam a hiperalçamento de tópico (Martins e Nunes 2005, 2010),
por que DP movido não entra numa relação de concordância com o Infl encaixado.
Relativas Cortadoras: Mudança Ou Variação?
Nesta comunicação, ocupar-me-ei das relativas cortadoras, discutindo se elas são um produto de
mudança – uma inovação do português brasileiro da segunda metade do século XIX, como defendeu
Tarallo (1985: 362) – ou, pelo contrário, um caso de variação, indexada à língua oral.
Com base em textos do português antigo e do português clássico, em dados do Português
Fundamental e em dados mais recentes, do estudo de Arim et al (2005), defenderei que as relativas
cortadoras são persistentes ao longo da história da língua portuguesa e são tipicamente uma
estratégia do modo oral para evitar o pied piping. Dados de outras línguas românicas corroboram esta
perspectiva.
Os dados históricos e interlinguísticos acima mencionados, bem como a “especialização” da
estratégia cortadora na língua oral, serão tentativamente captados no quadro da Teoria da Gramática
esboçada pelo Programa Minimalista.
Microvariação Sintática: Relevância Para Os Estudos De Aquisição
A comparação entre as propriedades sintáticas e morfológicas do português europeu e do português
brasileiro tem permitido descobriralguns fatores de microvariação e identificar os átomos de variação
paramétrica que diferenciam estas duas variedades do português. O estudo sistemático das
propriedades da flexão e do sistema pronominal têm permitido mostrar que as propriedades
interpretativas e morfológicas dos pronomes nulos e lexicais são distintas nas duas línguas, ainda
que por vezes sejam superficialmente idênticos (ver, por exemplo, Modesto 2008, Rodrigues 2004,
entre outros).
A literatura em aquisição da linguagem mostra que o valor dos parâmetros é fixado muito cedo
(Wexler 1998). Ainda assim, há aspetos do desenvolvimento sintático que são adquiridos mais
tardiamente, em particular os que dependem de uma estabilização das interfaces da componente
MORFOLOGIA ELEMENTOS DO TEXTO
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sintática com outras componentes sempre que escolhas entre outputs convergentes estão envolvidas
(cf. Reinhart 1999, Grolla 2006, Costa e Szendroi 2006, Costa 2010).
Nesta comunicação, apresento alguns resultados da investigação sobre a aquisição de dependências
referenciais em português europeu, mostrando como as condições sobre interfaces e a fixação
precoce de valores paramétricos predizem os comportamentos das crianças testadas e discuto
caminhos para um estudo comparado entre a aquisição do português europeu e do português
brasileiro, explicitando predições para a microvariação na aquisição e, se possível, apresentando
alguns resultado de testes piloto de investigação comparada.
Sobre Construções Com “Se” E Posição De Sujeito No Português Brasileiro Do Século XIX
No português brasileiro, alguns verbos transitivos admitem que argumentos externos com
interpretação locativa sejam introduzidos por uma preposição de valor igualmente locativo, que pode
ou não ser antecedida de um advérbio pronominal: Aquela loja vende todos os tipos de livro / (Lá)
naquela loja vende todos os tipos de livro.
Para Avelar & Cyrino (2009), pelo menos dois fatores devem ter atuado para determinar a
emergência dessa variação: (a) a supressão do pronome indeterminador/apassivador “se” e (b) o
surgimento do que se convencionou chamar na literatura gerativista de “concordância defectiva”, em
que o verbo pode concordar com uma categoria cujos traços de número e/ou pessoa não estão
disponíveis.
Seguindo a vertente diacrônica da Teoria de Princípios e Parâmetros (Roberts 2007), à luz de
pressupostos do Programa Minimalista (Chomsky 1995), este trabalho analisa dados extraídos de
jornais paulistas no século XIX, com o objetivo de verificar se a entrada de constituintes locativos
preposicionados em posição argumental pode ser associada à queda do se e à emergência de
concordância defectiva, tal como previsto pela hipótese de Avelar & Cyrino.
O estudo analisou construções com se em que o argumento do verbo apresenta marcas de plural,
obtendo os seguintes resultados:
(a) no decorrer do século XIX, há uma diminuição progressiva na concordância de VERBO+SE com
seu argumento;
(b) na primeira metade do século, não há uma posição fixa para a ocorrência de constituintes
preposicionados no interior de sentenças com VERBO+SE, enquanto na segunda metade os
constituintes preposicionados locativos tendem a ocorrer adjacentes (em anteposição ou posposição)
ao verbo;
(c) da primeira para a segunda metade do século, diminui a frequência de constituintes locativos
dentro de construções com VERBO+SE, o que nos sugere que, assim como os argumentos externos
(pro)nominais de terceira pessoa, os constituintes locativos preposicionados passaram a migrar para
a posição de tópico, onde ficam sujeitos a sofrer apagamento se, no contexto de sua realização, tiver
proeminência discursiva;
(d) a partir da segunda metade do século XIX, o constituinte locativo tende a ser anteposto ao verbo
nos casos em que o argumento de VERBO+SE não se encontra nessa posição. Esses fatos indiciam
que é possível associar propriedades das construções com VERBO+SE tanto à emergência de
concordância defectiva quanto a alterações significativas na sintaxe de locativos preposicionados.
Compreensão, Interpretação De Textos, Com Domínio Das Relações Morfossintáticas,
Semânticas E Discursivas
A palavra texto vem do latim textum, que significa tecido, entrelaçamento. Essa origem aponta a
ideia de que texto resulta de um trabalho de tecer, de entrelaçar várias partes menores a fim de se
obter um todo inter-relacionado, um todo coeso e coerente. Os concursos, de uma forma geral,
apresentam questões interpretativas que têm por finalidade a identificação de um leitor autônomo.
Portanto, o candidato deve compreender os níveis estruturais da língua por meio da lógica, além de
necessitar de um bom léxico internalizado. As frases produzem significados diferentes de acordo com
o contexto em que estão inseridas. Torna-se, assim, necessário sempre fazer um confronto
entre todas as partes que compõem o texto.
MORFOLOGIA ELEMENTOS DO TEXTO
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Além disso, é fundamental apreender as informações apresentadas por trás do texto e as inferências
a que ele remete. Este procedimento justifica-se por um texto ser sempre produto de uma postura
ideológica do autor diante de uma temática qualquer.
Denotação E Conotação
Sabe-se que não há associação necessária entre significante (expressão gráfica, palavra) e
significado, por esta ligação representar uma convenção. É baseado neste conceito de signo
lingüístico (significante + significado) que se constroem as noções de denotação e conotação.
O sentido denotativo das palavras é aquele encontrado nos dicionários, o chamado sentido
verdadeiro, real.
Já a conotação é um sentido que só advém à palavra numa dada situação figurada, fantasiosa e que,
para sua compreensão, depende do contexto.
Sendo assim, estabelece-se, numa determinada construção frasal, uma nova relação entre
significante e significado
.
Os textos literários exploram bastante as construções de base conotativa, numa tentativa de
extrapolar o espaço do texto e provocar reações diferenciadas em seus leitores. Ainda com base no
signo lingüístico, encontra-se o conceito de polissemia (que tem muitas significações). Algumas
palavras, dependendo do contexto, assumem múltiplos significados, como, por exemplo, a palavra
ponto: ponto de ônibus, ponto de vista, ponto final, ponto de cruz ... Neste caso, não se está
atribuindo um sentido fantasioso à palavra ponto, e sim ampliando sua significação através de
expressões que lhe completem e esclareçam o sentido.
Como Ler E Entender Bem Um Texto
O homem usa a língua porque vive em comunidades, nas quais tem necessidade de se comunicar,
de estabelecer relações dos mais variados tipos, de obter deles reações ou comportamentos,
interagindo socialmente por meio do seu discurso. Basicamente, deve-se alcançar a dois níveis de
leitura: a informativa e de reconhecimento e a interpretativa. A primeira deve ser feita de maneira
cautelosa por ser o primeiro contato com o novo texto. Desta leitura, extraem-se informações sobre o
conteúdo abordado e prepara-se o próximo nível de leitura. Durante a interpretação propriamente
dita, cabe destacar palavras-chave, passagens importantes, bem como usar uma palavra para
resumir a ideia central de cada parágrafo. Este tipo de procedimento aguça a memória visual,
favorecendo o entendimento. Não se pode desconsiderar que, embora a interpretação seja subjetiva,
há limites. A preocupação deve ser a captação da essência do texto, a fim de responder às
interpretações que a banca considerou como pertinentes.
No caso de textos literários, é preciso conhecer a ligação daquele texto com outras formas de cultura,
outros textos e manifestações de arte da época em que o autor viveu. Se não houver esta visão
global dos momentos literários e dos escritores, a interpretação pode ficar comprometida. Aqui não se
podem dispensar as dicas que aparecem na referência bibliográfica da fonte e na identificaçãodo
autor.
A última fase da interpretação concentra-se nas perguntas e opções de resposta. Aqui são
fundamentais marcações de palavras como não, exceto, errada, respectivamente etc. que fazem
diferença na escolha adequada. Muitas vezes, em interpretação, trabalha-se com o conceito do "mais
adequado", isto é, o que responde melhor ao questionamento proposto. Por isso, uma resposta pode
estar certa para responder à pergunta, mas não ser a adotada como gabarito pela banca
examinadora por haver uma outra alternativa mais completa.
Ainda cabe ressaltar que algumas questões apresentam um fragmento do texto transcrito para ser a
base de análise. Nunca deixe de retornar ao texto, mesmo que aparentemente pareça ser perda de
tempo. A descontextualização de palavras ou frases, certas vezes, são também um recurso para
instaurar a dúvida no candidato. Leia a frase anterior e a posterior para ter ideia do sentido global
proposto pelo autor, desta maneira a resposta será mais consciente e segura.
MORFOLOGIA ELEMENTOS DO TEXTO
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Recursos Morfossintáticos, Lexicais, Semânticos
1. RECURSOS MORFOSSINTÁTICOS, LEXICAIS,SEMÂNTICOS E FONOLÓGICOS NA
PRODUÇÃO E COMPREENSÃO TEXTUAL
2. Na Língua Portuguesa, as palavras podem ser analisadas isoladamente ou dentro da oração. A
análise que considera somente a palavra é chamada de análise morfológica, e a que analisa a
palavra relacionada a outras dentro da oração é a análise sintática. Na análise morfológica, as
classes gramaticais (substantivo, verbo, advérbio, pronome, numeral, preposição, conjunção,
interjeição, artigo e adjetivo) são colocadas em evidência. Portanto, cada palavra será analisada
como se fosse única. Nesse momento, não há interesse na função que a palavra exerce dentro da
oração.
3. Vejam o exemplo: Júlia quebrou a carteira. Júlia: substantivo Quebrou: verbo A: artigo Carteira:
substantivo
4. Na análise sintática, a palavra não é estudada de forma isolada, pois ela mantém relação com
outras palavras. Por isso, sintaticamente, as palavras passam a exercer uma função na oração.
Vamos analisar as mesmas palavras do exemplo, só que agora buscaremos a função, ou seja, o
papel desempenhado por cada uma dentro da oração.
5. Vejam o exemplo: Júlia quebrou a carteira. Júlia: sujeito simples quebrou a cadeira: predicado
verbal A Carteira: objeto direto A: adjunto adnominal Cadeira: núcleo do objeto
6. OUTROS EXEMPLOS: As flores são um belo presente. (SUJEITO SIMPLES) Toda mulher aprecia
ganhar flores. (OBJETO DIRETO) Gostamos muito do perfume das flores.(COMPL. NOMINAL)
Patrícia gosta muito de flores. (OBJETO INDIRETO) Nem tudo são flores. (PREDICATIVO DO
SUJEITO) Flores, por que sois tão belas? (VOCATIVO)
7. COMPREENDENDO A MORFOSSINTAXE Ao nos depararmos com a nomenclaturas (Morfologia e
Sintaxe), sabemos que se relacionam às subdivisões conferidas pela gramática, e mais: que uma
corresponde às classes gramaticais e a outra se refere às distintas posições ocupadas por uma
mesma palavra em se tratando de um dado contexto linguístico. A morfossintaxe é responsável pela
coesão relacionada à gramática e à ordem gramatica escolhida pelo autor, isto é, pela lógica do texto.
A estrutura gramatical escolhida facilitará o entendimento do leitor.
8. Na prática Exemplo 1: Namorei José até 2014. (Pretérito Perfeito = ação acabada) Namorava José
até 2014. (Pretérito Imperfeito = dá um certo ar de saudosismo) É aí que percebemos a diferença de
sentido, a intenção do autor diante do leitor. Exemplo 2: Eu nasci em Recife. (enfatiza o sujeito: EU)
Em Recife, eu nasci. (enfatiza o lugar = RECIFE) A escolha da ordem das palavras faz a diferença
para a estrutura e coerência do texto.
9. AS FIGURAS DE SINTAXE OU CONSTRUÇÃO caracterizam-se por apresentar determinadas
mudanças na estrutura comum das orações. 1. HIPÉRBATO ou INVERSÃO: é a inversão da ordem
direta dos termos em uma oração. exs: Das minhas coisas cuido eu. Professor já não sou. 2.
ASSÍNDETO: ausência de conectivos, coordenação de termos. ex: Foi apanhar gravetos, arrancou as
touceiras, arrumou tudo para a fogueira. 3. ZEUGMA: é a supressão de palavras expressas
anteriormente e que se encontram subentendidas. ex: As minhocas arejam a terra; os poetas, a
linguagem. (houve a supressão do verbo)
10. 4. ANÁFORA: repetição enfática de uma ou mais palavras. ex: Nem um minuto se passa, Nem um
inseto esvoaça, Nem uma brisa perpassa Sem uma lembrança aqui; (...) 5. ANACOLUTO: reprodução
escrita da língua falada, caracterização de estados de confusão mental. ex: Deixe-me ver... É
necessário começar por... Não, não... 6. SILEPSE: concordância feita com a ideia ou sentido que se
quer transmitir, e não com os termos presentes na oração. ex: São Paulo é violento. Os brasileiros
gostamos de futebol. 7. PLEONASMO: é a redundância de termos diferentes, porém com o mesmo
sentido, para realçar uma ideia ou deixá-la mais clara. ex: A mim este Sol, estes prados, estas flores
contenta-me.
11. 8. POLISSÍNDETO: repetição de conectivos. ex: O amor que a exalta e a pede e a chama e a
implora. (Machado de Assis). PLEONASMO VICIOSO OU TAUTOLOGIA: é um vício de linguagem
que deve ser evitado. Exs: O elevador subiu para cima com excesso de pessoas. Os alunos entraram
MORFOLOGIA ELEMENTOS DO TEXTO
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para dentro da sala. A vítima sofreu uma hemorragia de sangue. 9. ELIPSE: consiste na omissão de
uma ou mais palavras, sem prejudicar o sentido da frase. ex: Via o futuro em mágicos espelhos (...)
Sonhava adormecer nos teus joelhos. (...) quem via? ELE quem sonhava? ELE
12. COMPREENDENDO O LÉXICO COMO MECANISMO DE COESÃO TEXTUAL Léxico é o
conjunto de palavras pertencentes a determinada língua. Por exemplo, temos um léxico da língua
portuguesa que é o conjunto de todas as palavras que são compreensíveis em nossa língua. Quando
essas palavras são materializadas em um texto, oral ou escrito, são chamadas de vocabulário. O
conjunto de palavras utilizadas por um indivíduo, portanto, constituem o seu vocabulário. Nenhum
falante consegue dominar o léxico da língua que fala, já que o mesmo é modificado constantemente
através de palavras novas e palavras que não são mais utilizadas. Além de possuir uma quantidade
muito grande de palavras, o que impossibilita alguém de arquivar todas em sua memória.
13. São exemplos de campos lexicais: - o da medicina: estetoscópio, cirurgia, esterilização,
medicação, etc. - o da escola: livros, disciplinas, biblioteca, material escolar, etc. - o da informática:
software, hardware, programas, sites, internet, etc. - o do teatro: expressão, palco, figurino,
maquiagem, atuação, etc. - campo lexical dos sentimentos: amor, tristeza, ódio, carinho, saudade,
etc. - campo lexical das relações interpessoais: amigos, parentes, família, colegas de trabalho, etc.
14. COMPREENDENDO A SEMÂNTICA COMO MECANISMO DE COESÃO TEXTUAL Semântica é
o estudo do significado, no caso das palavras, a semântica estuda a significação das mesmas
individualmente, aplicadas a um contexto e com influência de outras palavras. O campo semântico,
por sua vez, é o conjunto de possibilidades que uma mesma palavra ou conceito tem de ser
empregada(o) em diversos contextos. O conceito de campo semântico está ligado ao conceito de
polissemia. Uma mesma palavra pode tomar vários significados diferentes em um mesmo texto,
dependendo de como ela for empregada e de que palavras a acompanham para tornar claro o
significado que ela assume naquela situação.
15. Por exemplo: - conhecer: ver, aprofundar-se, saber que existe, etc. - bacia: utensílio de cozinha,
parte do esqueleto humano. - brincadeira: divertimento, distração, passatempo, gozação, piada, etc. -
estado: situação, particípio de estar, divisão de um país, etc.
16. RECURSOS SEMÂNTICOS NAS FIGURAS DE LINGUAGEM 1. METÁFORA: é uma comparação
implícita. ex: Senti a seda do seu rosto em meus dedos. 2. METONÍMIA ou PERÍFRASE: ocorre
quando usamosuma palavra para designar alguma coisa com a qual mantém uma relação de
proximidade ou posse. ex: Meus olhos estão tristes porque você partiu. Adoro ouvir Djavan. 3.
ANTÍTESE: enfatiza a diferença/oposição entre palavras ou ideias. ex: Não existiria som senão
houvesse o silêncio Não haveria luz senão fosse a escuridão.
17. 4. PROSOPOPEIA: atribuir características humanas a seres inanimados. ex: Voar agora nas asas
do vento. As ondas lambem minhas pernas. 5. ANTONOMÁSIA: é a substituição de um nome por
uma expressão que identifica a coisa ou a pessoa, salientando suas qualidades ou um fato notável
pelo qual ela é conhecida. ex: A rainha dos baixinhos assinou contrato com a Record. (Xuxa) 6.
EUFEMISMO: suavizar, atenuar intencionalmente uma expressão em certas situações. ex: Ela dormiu
no Senhor.
18. 7. HIPÉRBOLE: exagero intencional. ex: Faria isso mil vezes se fosse preciso. 8. IRONIA: uso da
palavra para ser compreendida em sentido oposto do que se quer transmitir. É um poderoso
instrumento de sarcasmo. ex: Muito competente aquele candidato! Construiu viadutos que ligam
nenhum lugar a lugar nenhum. 9. GRADAÇÃO: encadeamento de palavras cujos significados têm
efeito cumulativo. ex: [...] Herdeiro já era muito; mas universal... [...] Herdeiro de tudo [...] E quanto
seria tudo? Ia ele pensando. Casas, apólices, ações, escravos, roupa, louça, alguns quadros [...]
19. 10.CATACRESE: espécie de metáfora em que se usa uma palavra no sentido figurado por habito
ou esquecimento ex: As pernas da cadeira. Os dentes de alho. 11. SINESTESIA: é a transmissão de
misturas de sensações que produzem fortes sugestões. ex: Um doce abraço indicava que o pai o
perdoara. 12. APÓSTROFE: invocação ou chamamento de alguém. Corresponde estilisticamente ao
VOCATIVO. ex: Deus! O Deus! Onde estás? 13. PARADOXO: a aproximação de termos ou ideias
contraditórias associados a uma só ideia. ex: O amor é fogo que arde sem se ver é ferida que dói e
não se sente é um contentamento descontente.
MORFOLOGIA ELEMENTOS DO TEXTO
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20. COMPREENDENDO OS RECURSOS FONOLÓGICOS 1. ALITERAÇÃO: repetição de uma
mesma consoante numa sequência linguística. ex: Vozes veladas, veludosas vozes, Volúpias dos
violões, vozes veladas (Cruz e Sousa) 2. ASSONÂNCIA: repetição de uma mesma vogal. ex: É
bamboleando em ronda dançam bandos tontos e bambos de pirilampos (Guilherme de Almeida) 3.
ONOMATOPEIA: reprodução de sons e ruídos do mundo natural através da escrita. ex: Blem... blem..
dlin... dlin... plaft urgh miau au au. 4. PARONOMÁSIA: aproximação de palavras de sons parecidos,
porém com significados diferentes. ex: Quem vê o fruto Não vê o furto. (Mario Quintana)
O Estudo Morfossintático Das Palavras
Durante toda nossa trajetória enquanto seres aprendizes, passamos por determinadas etapas que
norteiam a prática da educação formal.
No que se restringe às disciplinas da grade curricular, mais especificamente à Língua Portuguesa,
apreendemos os conteúdos direcionados a cada série de uma forma específica. Como por exemplo,
no 6º ano estudamos todas as classes gramaticais, e nos anos seguintes, a ênfase é para a sintaxe e
toda a sua complexidade de temas.
Quando adentramos no ensino médio, começa uma fase revisional de tudo aquilo que já travamos
contato durante as séries anteriores.
E é justamente nesse período que nos deparamos com a chamada Morfossintaxe.Ela nada mais é,
que a junção da Morfologia, a qual estuda as palavras de acordo com sua classe gramatical, e
a Sintaxe, onde o estudo centra-se na posição desempenhada pelas palavras em meio ao contexto
linguístico.
Diante disso, torna-se essencial nos inteirarmos completamente sobre o assunto, pois o mesmo é
muito requisitado em provas de vestibulares e concursos de uma forma geral.
Ao falarmos sobre morfossintaxe, devemos levar em consideração que uma mesma palavra
analisada sob a ótica morfológica pode assumir diversificadas funções quando analisada de acordo
com a sintaxe.
Com o objetivo de assimilarmos nossos conhecimentos de uma forma mais contundente,
analisaremos as seguintes orações:
O Conhecimento É Essencial A Todos.
Logo, analisando o vocábulo “conhecimento” de acordo com a classe morfológica, estamos diante de
um substantivo abstrato.
Sintaticamente, o mesmo poderá exercer papéis divergentes. Observe:
Nessa oração ele é sujeito simples, por tratar-se de apenas um núcleo.
Já em:
Devemos priorizar o conhecimento, a palavra “conhecimento” funciona como objeto direto, pois o
verbo priorizar é transitivo, e, consequentemente, requer um complemento.
Os alunos necessitam de conhecimento para obter bons resultados. Nesse exemplo, o vocábulo
exerce a função de objeto direto como sendo um complemento do verbo necessitar, que, via de regra,
exige a presença de uma preposição.
Gostaria que você saciasse a minha ânsia por conhecimentos. A palavra ”conhecimento”
completa o sentido de um nome - o substantivo “ânsia”, portanto, trata-se de um complemento
nominal.
Morfossintaxe é a apreciação conjunta da classificação morfológica e da função
sintática das palavras nas orações. Trata de classe das palavras, emprego de pronomes, relação
MORFOLOGIA ELEMENTOS DO TEXTO
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entre as palavras, concordância verbal e nominal, oração e período, termos da oração, classificação
de orações, vozes do verbo e colocação de pronome.
A morfologia refere-se à classe gramatical de uma palavra (nome, adjetivo, artigo, pronome,
quantificador, advérbio, preposição, conjunção, interjeição). A sintaxe refere-se à função
sintática dessas palavras, isto é, a função que exercem na oração. Morfossintaxe é o estudo da
relação entre a classe gramatical de uma palavra e sua função sintáticana oração.
Quando analisamos uma oração, considerando a relação entre a classe gramatical de uma palavra e
sua função sintática, estamos fazendo uma análise morfossintática. A MORFOSSINTAXE, portanto,
nada mais é do que a junção de uma análise morfológica com uma análise sintática.
Como Fazer Análise Morfossintática
1. Como fazer análise morfossintática?
2. Dica: Seguindo 5 passos...
3. Antes de tudo:
4. A primeira coisa a saber sobre a análise morfossintática é que temos o que chamamos de termos
essenciais e termos acessórios da oração; Os termos essenciais são dois: sujeito e predicado. Você
os identifica facilmente a partir do verbo, já que é ele quem separa os dois grandes pedaços da
oração; Normalmente, o sujeito vem antes e o verbo depois, ou seja, vem primeiro o sujeito e
depois o predicado. Dizemos que essas frases (orações) estão em sentido direto. Mas pode
acontecer de esses termos estarem invertidos, logo, essas frases estarão em sentido inverso;
Tudo/todas as outras partes da frase que forem analisadas com mais detalhes são chamados de
termos acessórios, e pode acontecer de mais de uma palavra formar toda uma parte. Nesse caso,
sempre haverá um núcleo. Entre o que chamamos de termos acessórios, podemos citar: adjunto
adnominal, predicativo do sujeito, adjunto adverbial, objeto direto entre outros.
5. Agora vamos aos cinco passos para se fazer análise morfossintática:
6. Primeiro passo: Faça a classificação das classes de palavras existentes na frase (oração): Os
jovens estão mais conectados à internet hoje.
7. Peraê!
8. Antes você precisa relembrar algumas coisas...
9. Primeiro:
10. Temos as seguintes classes de palavras: substantivo adjetivo numeral pronome verbo artigo
advérbio conjunção preposição interjeição nomes conectivos variáveis Invariá- veis
11. Segundo:
12. Algumas classes de palavras (como as preposições e os artigos) podem se contrair ou se
combinar. Veja alguns exemplos abaixo: Contração: por + a = pelas de + a = da de + o = do de +
um = dum de + ele = dele de + esta = desta de + isso = disso de + aqui = daqui de + aí = daí de +
outro = doutro de + um = dum com + vós = convosco de + aquele= daquele etc. Combinação: a + o
= ao a + a = à a + aquele = àquele
13. Agora sim, vamos voltar à frase exemplo:
14. Primeiro passo: Faça a classificação das classes de palavras existentes na frase (oração): Os
jovens estão mais conectados à internet hoje.
15. Segundo passo: Identifique o verbo da oração, a ação (ou estado, ou fenômeno) que ele
expressa pode remeter a um agente, isto é, ao sujeito (nem sempre sujeito será o mesmo que
pessoa) da oração: Os jovens estão mais conectados à internet hoje.
MORFOLOGIA ELEMENTOS DO TEXTO
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16. Se você voltar ao primeiro passo, vai perceber algumas regularidades (coisas que se repetem)
importantes. Por exemplo: a) Geralmente os substantivos são antecedidos (isto é, vêm depois) de um
artigo, não importa em como esteja sua flexão (em gênero ou número). Por esse motivo, os artigos
são conhecidos como adjuntos adnominais, isto é, estão juntos ao nome; b) Após os substantivos
geralmente aparecem os adjetivos. Em outros casos, entre eles haverá apenas um verbo ligando-os,
expressando estado ou qualidade (verbos como ser, estar, parecer, permanecer, andar, ficar podem
ser alguns desses verbos ligando o substantivo ao adjetivo). Quando isso acontecer, esses verbos
serão chamados verbos de ligação, e os adjetivos serão chamados de predicativo do sujeito, o que
significa, em outras palavras, qualidade ou estado do sujeito da frase. c) Algumas expressões podem
aparecer após o verbo para dar ênfase a algo na frase, como de intensidade/quantidade (mais,
menos, muito, pouco), modo (calmamente, furiosamente) lugar (aqui, lá) ou tempo (hoje, ontem,
agora, amanhã). Se você QUISER colocar essas palavras em qualquer outra parte da frase,
perceberá que elas não alteram seu sentido, mas estão intimamente ligadas ao verbo. Chamamos
essas palavras, por esse motivo, de advérbios.
17. Terceiro passo: Após identificar algumas funções de cada parte da frase, passemos às demais
(que estão destacas em vermelho): Os jovens estão mais conectados à internet hoje. Obs.: você deve
ter notado que o “à” antes de internet na frase é, na verdade, uma contração entre duas palavras: o
artigo a e a preposição a.
18. Outra dica:
19. Você vai notar em muitas frases que, imediatamente após o verbo, podem aparecer as
seguintes palavras: a, para, de, com, em, sobre, sob, até. Sobre elas, você deve considerar o
seguinte: a) Elas são chamadas de preposições, isto significa que elas reservam ou marcam,
antecipadamente, o lugar de uma outra palavra que virá após o verbo. Se você voltar ao slide 7, vai
notar que elas recebem também o nome de conectivos. Isso explica tudo! b) Por causa da presença
ou não dessas palavras após ele, o verbo pode ser chamado de transitivo direto (quando se liga à
palavra seguinte sem precisar delas), ou indireto (quando se liga à palavra seguinte precisando do
auxílio de uma delas). c) Há casos em que o verbo pode precisar e não precisar ao mesmo tempo
delas! Por isso, são chamados de transitivos diretos e indiretos. Para exemplificar, forme uma frase
com o verbo dar e veja como as coisas ficam! d) Em outros casos, diz-se que o verbo sozinho já tem
sentido e, portanto, não precisa ser completado com qualquer outra palavra. Nesses casos, ele
dispensa as preposições e, se aparecer alguma palavra após ele, com certeza se trata de um
advérbio. Esse tipo de verbo é, por esse motivo, chamado de intransitivo. Exemplos deles são os
verbos chegar, ir, morar, viver, deitar-se, levantar-se. Lembre de frases formadas por esses verbos e
confira mesmo se o que aparece após eles são advérbios.
20. Quarto passo: Agora que você já pode identificar o tipo de verbo que é o verbo conectar, falta
dar nome ao seu complemento, isto é, à palavra que vem logo após ele. O complemento do verbo
será sempre chamado de objeto, e ele será direto ou indireto dependendo também se o verbo for
uma coisa ou outra: Os jovens estão mais conectados à internet hoje.
21. Quinto passo: Às vezes pode acontecer de a frase ser muito longa e, depois de você fazer a
análise e identificar todos os elementos possíveis (sujeito, verbo, conectivos, objeto, adjunto
adnominal, adjunto adverbial, predicativo do objeto), simplesmente “sobrarem” palavras que ficam
sem uma das classificações acima. Elas podem na verdade estar exercendo outras funções
sintáticas, como a de vocativo, aposto, complemento nominal, predicativo do objeto ou agente da
passiva; Veremos mais sobre essas outras funções sintáticas nas próximas aulas, mas, para
aquecer tudo, vamos fazer a análise morfossintática dos dois primeiros versos do Hino Nacional.
22. Recapitulando os passos: Primeiro passo: faça a classificação das classes de palavras,
identificando as contrações e combinações que houverem na frase (oração); Segundo passo: a partir
do verbo, identifique quem é o sujeito da oração. Por meio dele, você já poderá ir para o terceiro
passo; Terceiro passo: identificados o sujeito e o predicado, você agora identifica as funções
sintáticas das palavras que estão junto deles: adjunto adnominal, adjunto adverbial. Lembrando que o
verbo e o sujeito também podem ser classificados; Quarto passo: agora vamos nos concentrar
especificamente nas palavras que vêm logo após o verbo. Se o verbo não for intransitivo, elas são
chamadas de complementos verbais. Dependendo da transitividade do verbo (determinada pela
presença ou ausência de preposições), podem ser: predicativo do sujeito, objeto direto, objeto
indireto, objeto direto e indireto. Quinto passo: se “sobrarem” palavras, elas poderão ter as seguintes
MORFOLOGIA ELEMENTOS DO TEXTO
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funções: predicativo do objeto, agente da passiva, complemento nominal, vocativo ou aposto. (sobre
eles aprenderemos nas próximas aulas). DICA: lembre-se de que toda função sintática tem um
núcleo, mesmo que seja apenas uma palavra. Também a frases que podem não ter sujeito, mas isso
veremos também mais à frente. Quando analisamos o que a conjunção “faz” em toda oração,
estamos em outra etapa de análise, que, igualmente, veremos mais à frente, mas, por ora, podemos
analisar o sentido que elas criam entre as partes da oração.
23. Anexos
24. Palavras que podem confundir tudo...! É apenas uma questão de saber com quem elas estão
andando! a) Os adjuntos adnominais, como já vimos no slide anterior, são palavras que estão junto
ao nome, mais especificamente, ao sujeito núcleo da oração, que é sempre um substantivo. Quem
também pode ser adjunto adnominal por estar ligado ao substantivo, se vier antes dele, são os
adjetivos, artigos (como já vimos no slide anterior), numerais e pronomes. As locuções adjetivas
também podem ser adjuntos adnominais, mas se estiverem após o substantivo; b) Os complementos
nominais podem ser confundidos com o adjunto adnominal, porque podem ocupar posições parecidas
na oração, mas diferente dos adjuntos adnominais, que estão sempre ligados somente ao
substantivo, os complementos nominais são sempre palavras ligadas ou a substantivos abstratos,
adjetivos ou advérbios. Nesse caso, os complementos nominais expressam, para diferenciá- los dos
adjuntos adnominais quando estiverem ligados ao substantivo, o alvo da ação que o substantivo
expressa.
25. Conjunção: em geral são consideradas palavras vazias de significado, definidas apenas a partir
de sua função na palavra. o As conjunções não desempenham função sintática numa oração, apenas
ligam termos de mesma função ou orações de período composto. Por isso, são chamados de
conectivos; o Nos períodos compostos, as conjunções marcam as relações de coordenação ou
subordinação entre as orações de um período. Para compreender como elas marcam essas relações,
veremos mais adiante como elas “conectam” as orações coordenadas sindéticas – e expressam
relações de adição, adversidade, alternância, explicação e conclusão - e as orações subordinadas –
que podem integrar orações, especificarpartes de orações (as adjetivas) ou exercer as mesmas
funções dos advérbios (adverbiais). ( (VEREMOS MAIS DETALHES SOBRE ELAS NO ESTUDO
SOBRE PERÍODO COMPOSTO)
26. Preposição: Assim como a conjunção, a preposição não desempenha função sintática, ela
apenas une os termos. Por isso também é um conectivo, sendo, assim como a conjunção,
responsável pela coesão textual. Nesse caso, ela estabelece algumas relações quando classes
gramaticais que não podem se flexionar precisam “receber” uma solução para se combinarem: Ex.:
João Carroça subst. subst. masc. fem. No exemplo acima, João e carroça não podem se
“combinar” para estabelecerem uma relação de posse porque seus gêneros são diferentes (a flexão
não poderia mudar os gêneros, não poderíamos transformar carroça em carroço* para combinar com
o substantivo masculino João). Assim, a preposição de entra em ação para resolver esse problema,
pois não precisa se flexionar (lembre-se, é uma palavra invariável). A oração fica assim: Carroça de
João.
27. Para compreender As preposições, pelo exemplo anterior, podem assumir inúmeros valores
semânticos: o lugar – Ver de perto. o origem – Ele vem de Brasília. o causa – Morreu de fome. o
assunto – Falava de futebol / Discutiam sobre futebol. o meio – Veio de trem. o posse – A casa de
Paulo está sendo reformada. o matéria – Usava um chapéu de palha. o companhia – Saiu com os
amigos. o falta ou ausência – vivia sem dinheiro. o finalidade – Discursava para convencer.
28. A preposição também exerce papéis específicos na regência verbal e nominal. Ex.: Custou ao
aluno aceitar o fato. Na oração acima, o verbo custar tem o sentido de “ser difícil” e precisa da
preposição a para reger o termo seguinte (custa a alguém). Essa regência considera, na língua
coloquial, errada a oração: “O aluno custou para aceitar o fato.” Mas sobre regência, veremos esse
assunto no terceirão!
29. Para compreender (cf. Ernani Terra, 2002, p. 207) Certas palavras que se assemelham aos
advérbios não possuem, segundo a Nomeclatura Gramatical Brasileira (NGB), classificação especial.
São simplesmente chamadas palavras denotativas e podem indicar, entre outras coisas: o inclusão –
até, inclusive, também, etc.: Ele também foi. o exclusão – apenas, salvo, menos, exceto, etc.: Todos,
exceto eu, foram à festa. o explicação – isto é, por exemplo, a saber, ou seja, etc.: Ele, por exemplo,
MORFOLOGIA ELEMENTOS DO TEXTO
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não pôde comparecer. o retificação – aliás, ou melhor, ou seja, etc.: Amanhã, aliás, depois de
amanhã, iremos à festa. o realce – cá, lá, é que, etc.: Sei lá o que ele está fazendo agora! o situação
– afinal, agora, então, etc.: Afinal, quem está falando? o designação – eis: Eis o Cordeiro de Deus,
que tira o pecado do mundo!
30. Referências bibliográficas JUNIOR, Celso Ferrarezi. Sintaxe para a educação básica. São Paulo:
Contexto, 2012. SANTOS, Márcia Angélica. Aprenda análise sintática. 6 ed. São Paulo: Saraiva,
2003. TERRA, Ernani. Curso prático de gramática para o ensino médio. São Paulo: Scipione, 2002.
Como Fazer Análise Morfossintática?
Funções morfossintáticas... Porventura, tal assunto o (a) remete a algum assunto antes visto?
Simples, não? Sim, pois o próprio nome já nos retrata pistas evidentes de que o aspecto que
prepondera nessa questão diz respeito à análise sintática e à análise morfológica, simultaneamente.
Mas, você pode não se recordar... não se preocupe, acesse o texto “Análise sintática e análise
morfológica”
Conceitos relembrados, não é preciso ir muito além para constatarmos que o adjetivo, em se tratando
desse caso, além de se posicionar enquanto classe gramatical, ainda desempenha funções sintáticas
distintas – as quais serão constatadas a partir de agora.
# Adjunto adnominal– Desempenhando tal função, o adjetivo acompanha diretamente o substantivo
de uma forma direta, sem haver intermediação do verbo. Vejamos, pois alguns exemplos:
- As garotas simpáticas foram recepcionar os convidados.
- As águas da chuva causaram danos irreparáveis.
Constatamos que os termos em destaque, uma vez representados por um adjetivo e por uma locução
adjetiva, assumem a posição de adjunto adnominal.
# Predicativo do sujeito –Tal posicionamento se dá pelo fato de fazer referência ao sujeito da
oração, por intermédio ou não de um verbo de ligação. Observe os exemplos abaixo:
A Paz É Necessária.
Ficamos Insatisfeitos.
Inferimos que os adjetivos “necessária” e “insatisfeitos” conferem uma qualificação ao sujeito,
atuando, portanto, como predicativo.
# Predicativo do objeto –A função em evidência se manifesta pelo fato de fazer referência ao objeto,
mediante um verbo transitivo, ou seja, aquele que requer um complemento. Assim, vamos aos
exemplos:
Conhecemos Lugares Fascinantes.
Recebemos Os Alunos Novatos
“Fascinantes” e “novatos”atribuem, pois, uma qualificação aos complementos verbais – fato que os
fazem se caracterizar como predicativo do objeto.
O Que São Elementos Morfossintáticos?
Melhor resposta: São elementos que arrumam e exprime a noção da forma, das coisas - é o
período cujo papel é transmitir idéias formadas a respeito de determinado aspecto , de um objeto, de
circustâncias ,de fases de um assunto - exemplos :
"É necessário que a escola receba apoio oficial, no sentido de promover não só aulas regulares,
como também executar estudos e pesquisas, para que produza conhecimentos e cumpra seus fins"
"Coloquem avisos ou etiquetas de maneira que os compradores possam entender como funciona
MORFOLOGIA ELEMENTOS DO TEXTO
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este equipamento em baixa temperatura" ou " Equipamento em manutenção e perigoso , cuidado,
não manusear, risco de morte"
Classes De Palavras
A primeira gramática do ocidente foi de autoria de Dionísio de Trácia, que identificava oito partes do
discurso: nome, verbo, particípio, artigo, preposição, pronome, advérbio e conjunção. Atualmente, são
reconhecidas dez classes gramaticais pela maioria dos gramáticos: substantivo, adjetivo, advérbio,
verbo, conjunção, interjeição, preposição, artigo, numeral e pronome.
Como podemos observar, houve alterações ao longo do tempo quanto às classes de palavras. Isso
acontece porque a nossa língua é viva, e portanto vem sendo alterada pelos seus falantes o tempo
todo, ou seja, nós somos os responsáveis por estas mudanças que já ocorreram e pelas que ainda
vão ocorrer. Classificar uma palavra não é fácil, mas atualmente todas as palavras da língua
portuguesa estão incluídas dentro de uma das dez classes gramaticais dependendo das suas
características. A parte da gramática que estuda as classes de palavras é a MORFOLOGIA (morfo =
forma, logia = estudo), ou seja, o estudo da forma. Na morfologia, portanto, não estudamos as
relações entre as palavras, o contexto em que são empregadas, ou outros fatores que podem
influenciá-la, mas somente a forma da palavra.
Há discordância entre os gramáticos quanto a algumas definições ou características das classes
gramaticais, mas podemos destacar as principais características de cada classe de palavras:
SUBSTANTIVO – é dita a classe que dá nome aos seres, mas não nomeia somente seres, como
também sentimentos, estados de espírito, sensações, conceitos filosóficos ou políticos, etc.
Exemplo: Democracia, Andréia, Deus, cadeira, amor, sabor, carinho, etc.
ARTIGO – classe que abriga palavras que servem para determinar ou indeterminar os substantivos,
antecedendo-os.
Exemplo: o, a, os, as, um, uma, uns, umas.
ADJETIVO – classe das características, qualidades. Os adjetivos servem para dar características aos
substantivos.
Exemplo: querido, limpo, horroroso, quente, sábio, triste, amarelo, etc.
PRONOME – Palavra que pode acompanhar ou substituir um nome (substantivo) e que determina a
pessoa do discurso.
Exemplo: eu, nossa, aquilo, esta, nós, mim, te, eles, etc.
VERBO – palavras que expressam ações ou estados se encontramnesta classe gramatical.
Exemplo: fazer, ser, andar, partir, impor, etc.
ADVÉRBIO – palavras que se associam a verbos, adjetivos ou outros advérbios, modificando-os.
Exemplo: não, muito, constantemente, sempre, etc.
NUMERAL – como o nome diz, expressam quantidades, frações, múltiplos, ordem.
Exemplo: primeiro, vinte, metade, triplo, etc.
PREPOSIÇÃO – Servem para ligar uma palavra à outra, estabelecendo relações entre elas.
Exemplo: em, de, para, por, etc.
CONJUNÇÃO – São palavras que ligam orações, estabelecendo entre elas relações de coordenação
ou subordinação.
Exemplo: porém, e, contudo, portanto, mas, que, etc.
MORFOLOGIA ELEMENTOS DO TEXTO
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INTERJEIÇÃO – Contesta-se que esta seja uma classe gramatical como as demais, pois algumas de
suas palavras podem ter valor de uma frase. Mesmo assim, podemos definir as interjeições como
palavras ou expressões que evocam emoções, estados de espírito.
Exemplo: Nossa! Ave Maria! Uau! Que pena! Oh!
Arquivado em: Português
Sujeito E Predicado
GRAMÁTICA
Sujeito e predicado compõem a estrutura dos enunciados. Saber identificar esses termos essenciais
da oração pode ajudar na compreensão de seu funcionamento.
Sujeito: é o termo da oração que funciona como suporte de uma afirmação feita pelo predicado.
Predicado: é o termo da oração que, a partir de um verbo, projeta alguma afirmação sobre o sujeito.
Exemplo:
A pequena criança me contou a novidade com alegria no olhar.
Sujeito Predicado
Para ajudar a localizar o sujeito, há três critérios:
• Concordância: o verbo está sempre na mesma pessoa e número que o seu sujeito;
• Posição: normalmente, o sujeito precede o verbo e, mesmo que venha depois, pode ser transposto
naturalmente para antes;
• Permutação: quando o núcleo do sujeito é um substantivo, pode ser permutado pelos
pronomes ele, ela, eles, elas.
Tipos de Sujeito
• Sujeito determinado: ocorre quando a terminação do verbo e o contexto permitem:
- reconhecer que existe um elemento ao qual o predicado se refere;
- indicar quem é esse elemento.
Exemplo: A carrocinha levou meu cachorro.
O sujeito determinado pode ainda ser subclassificado como:
Sujeito determinado simples: aquele que tem apenas um núcleo.
Exemplo: A mãe levantou-se aborrecida.
Sujeito determinado composto: aquele que tem mais de um núcleo.
Exemplo: Arroz e feijão não saíam de nossos pratos.
O sujeito determinado pode não ocorrer explícito na oração. Há quem costume classificá-lo como:
- sujeito determinado implícito na desinência verbal;
- sujeito elíptico;
- sujeito oculto;
Exemplo: Vou ao cinema na sessão das dez.
(sujeito = eu – implícito na desinência verbal)
MORFOLOGIA ELEMENTOS DO TEXTO
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• Sujeito indeterminado: ocorre quando a terminação do verbo e o contexto permitem reconhecer
que:
- existe um elemento ao qual o predicado se refere, mas
- não é possível identificar quem é, nem quantos são esses elementos.
Exemplo: Chegaram da festa tarde demais.
Há duas maneiras de se indeterminar o sujeito:
- pode-se colocar o verbo na terceira pessoa do plural, sem referência a nenhum antecedente;
Exemplo: Dizem péssimas coisas sobre você.
- justapondo-se o pronome se – índice de indeterminação do sujeito – ao verbo na terceira pessoa do
singular.
Exemplo: Precisa-se de balconista.
* Quando o verbo está na terceira pessoa do plural, fazendo referência a elementos antecedentes, o
sujeito classifica-se como determinado.
Exemplo: A sua família não te respeita. Dizem péssimas coisas sobre você.
* É preciso não confundir a classificação do sujeito em frases aparentemente equivalentes como as
que seguem:
Exemplos: Discutiu-se o fato.
Discordou-se do fato.
Na primeira, o sujeito é determinado; na segunda é indeterminado.
Para compreender a diferença entre um caso e outro, é preciso levar em conta que o
pronome se pode funcionar como:
• Partícula apassivadora: nesse caso, sempre há na frase um sujeito determinado;
• Índice de indeterminação do sujeito: nesse caso, o sujeito é indeterminado.
Se – Partícula apassivadora
Quando o pronome se funciona como partícula apassivadora, ocorre a seguinte estrutura:
• Verbo na terceira pessoa (singular e plural)
• Pronome se;
• Um substantivo (ou palavra equivalente) não precedido de preposição;
• É possível a transformação na voz passiva com o verbo ser (voz passiva analítica).
Exemplo:
Contou se a história.
verbo na 3ª pessoa pronome substantivo sem preposição.
Transformação:
MORFOLOGIA ELEMENTOS DO TEXTO
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Foi contada a história.
voz passiva analítica (com o verbo ser)
A análise da frase anterior será então a seguinte:
Contou se a história.
Voz passiva sintética ou
pronominal
partícula apassivadora sujeito determinado simples
Se – Índice De Indeterminação Do Sujeito
Quando o pronome se funciona como índice de indeterminação do sujeito, ocorre esta estrutura:
• Verbo na terceira pessoa do singular;
• Pronome se;
• Não ocorre um substantivo sem preposição que possa ser colocado como sujeito do verbo na voz
passiva analítica.
Exemplo:
Falou se da história.
verbo na 3ª pessoa do singular pronome substantivo com preposição
Transformação na voz passiva analítica – não é possível. A frase terá então a seguinte análise:
? falou se da história
sujeito indeterminado verbo na voz
ativa
índice de indeterminação do sujeito objeto
• Sujeito inexistente: ocorre quando simplesmente não existe elemento ao qual o predicado se
refere.
Exemplo: Choveu durante o dia.
O verbo que não tem sujeito chama-se impessoal e os verbos impessoais mais comuns são os
seguintes:
- haver: no sentido de existir, acontecer e na indicação de tempo passado.
Exemplo: Houve poucas reclamações.
- fazer: na indicação de tempo passado e de fenômenos da natureza.
Exemplo: Faz dois anos que te perdi.
- ser: na indicação de tempo e distância.
Exemplo: É dia.
- todos os verbos que indicam fenômenos da natureza;
Exemplo: Nevou durante a madrugada.
Choveu muito durante o dia.
Morfologia
A Morfologia é o estudo da palavra e sua função na nossa língua. Na língua portuguesa, as palavras
dividem-se nas seguintes categoras:
1. Substantivo
Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome. A palavra que indica o nome dos seres pertence a
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uma classe chamada substantivo. O subtantivo é a palavra que dá nome ao ser.
Além de objeto, pessoa e fenômeno, o substantivo dá nome a outros seres, como: lugares,
sentimentos, qualidades, ações e etc.
1.1 Classificação do substantivo
• Comum - é aquele que indica um nome comum a todos os seres da mesma espécie.
• Coletivos - entre os substantivos comuns encontra-se os coletivos, que, embora no singular, indicam
uma multiplicidade de seres da mesma espécie
• Próprio - é aquele que particulariza um ser da espécie.
• Concreto - é aquele que indica seres reais ou imaginários, de existência independente de outros
seres.
• Abstrato - é aquele que indica seres dependentes de outros seres.
2. Artigo
Na frase, há muitas palavras que se relacionam ao substantivo.Uma delas é o artigo.
Artigo é a palavra que se antepõe ao substantivo para determiná-lo.
2.1 Classificação do Artigo
O artigo se classifica de acordo com a idéia que atribui ao ser em relação a outros da mesma
espécie.
Definido - é aquele usado para determinar o substantivo de forma definida: o, as, os, as.
Indefinido - é aquele usado para determinar o substantivo de forma indefinida: um, uma, uns, umas.
3. Adjetivo
Outra palavra que, na frase, se relaciona ao substantivo, é o adjetivo.
Adjetivo é a palavra que caracteriza o substantivo.
3.1 Formação do Adjetivo
Como o substantivo, o adjetivo pode ser:
• Primitivo - é aquele que não derivade outra palavra.
• Derivado - é aquele que deriva de outra palavra(geralmente de substantivos ou verbos).
• Simples - é aquele formado de apenas um radical.
• Composto - é aquele formado com mais de um radical.
3.2 Locução Adjetiva
Para caracterizar o substantivo, em lugar de um adjetivo pode aparecer uma locução adjetiva, ou
seja, uma expressão formada com mais de uma palavra e com valor de adjetivo.
4. Numeral
Entre as palavras que se relacionam, na frase, ao substantivo há também o numeral.
Numeral é a palavra que se refere ao substantivo dando a idéia de número.
O numeral pode indicar:
• Quantidade - Choveu durante quatro semanas.
• Ordem - O terceiro aluno da fileira era o mais alto.
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• Multiplicação - O operário pediu o dobro do salário.
• Fração - Comeu meia maça.
4.1 Classificação do Numeral
• Cardinal - Indica uma quantidade determinada de seres.
• Ordinal - Indica a ordem (posição) que o ser ocupa numa série.
• Multiplicativo - Expressa a idéia de multiplicação, indicando quantas vezes a quantidade foi
aumentada.
• Fracionário - Expressa a idéia de divisão, indicando em quantas partes a quantidade foi dividida.
5. Pronome
Além do artigo, adjetivo e numeral há ainda outra palavra que, na frase, se relaciona ao substantivo: é
o pronome.
Pronome é a palavra que substitui ou acompanha um substantivo, relacionando-o à pessoa do
discurso.
As pessoas do discurso são três:
1. Primeira pessoa - a pessoa que fala.
2. Segunda pessoa - a pessoa com quem se fala.
3. Terceira pessoa - a pessoa de quem se fala.
5.1 Classificação do Pronome
Há seis tipos de pronomes: pessoais, possessivos, demonstrativos, indefinidos, interrogativos e
relativos.
1. Pronomes pessoais: Os pronomes pessoais substituem os substantivos, indicando as pessoas do
discurso. São eles: retos, oblíquos e de tratamento.
2. Pronomes Possessivos: São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical(possuidor),
acrescentam a ela a idéia de posse de algo(coisa possuída).
3. Pronomes Demonstrativos: São palavras que indicam, no espaço ou no tempo, a posição de um
ser em relação às pessoas do discurso.
4. Pronomes Indefinidos: Pronomes Indefinidos são palavras que se referem à Terceira pessoa do
discurso, dando-lhe sentido vago ou expressando quantidade indeterminada.
5. Pronomes Interrogativos: Pronomes Interrogativos são aqueles usados na formulação de
perguntas diretas ou indiretas. Assim como os indefinidos, referem-se a Terceira Pessoa do Discurso.
6. Pronomes Relativos: São pronomes relativos aqueles que representam nomes já mencionados
anteriormente e com os quais se relacionam.
6. Verbo
Quando se pratica uma ação, a palavra que representa essa ação, indicando o momento que ela
ocorre, é o verbo. Uma ação ocorrida num determinado tempo também pode constituir-se num
fenômeno da natureza expresso por um verbo.
Verbo é a palavra que expressa ação, estado e fenômeno da natureza situados no tempo.
6.1 Conjugações do Verbo
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Na língua portuguesa, três vogais antecedem o “r” na formação do infinitivo: a-e-i. Essas vogais
caracterizam a conjugação do verbo. Os verbos estão agrupados, então, em três conjugações: a
primeira conjugação (terminados em ar), a segunda conjugação(terminados em er) e a terceira
conjugação(terminados em ir).
6.2 Flexão do Verbo
O verbo é constituído, basicamente, de duas partes: radical e terminações.
As terminações do verbo variam para indicar a pessoa, o número, o tempo, o modo.
6.3 Tempo e Modo do Verbo
O fato expresso pelo verbo aparece sempre situado nos tempos:
• Presente - Ele anuncia o fim da chuva.
• Passado - Ele anunciou o fim da chuva.
• Futuro - Ele anunciará o fim da chuva.
Além de o fato estar situado no tempo, ele também pode indicar:
• Fato certo - Ele partirá amanhã.
• Fato duvidoso - Se ele partisse amanhã...
• Ordem - Não partas amanhã.
As indicações de certeza, dúvida e ordem são determinadas pelos modos verbais. São portanto três
modos verbais: Indicativo(fato certo), Subjuntivo(fato duvidoso), Imperativo(ordem).
6.4 Vozes do Verbo
Voz é a maneira como se apresenta a ação expressa pelo verbo em relação ao sujeito. São três as
vozes verbais:
• Ativa - o sujeito é o agente da ação, ou seja, é ele quem pratica a ação.
• Passiva - o sujeito é paciente, isto é, sofre a ação expressa pelo verbo.
• Reflexiva - o sujeito é ao mesmo tempo agente e paciente da ação verbal, isto é, pratica e sofre a
ação expressa pelo verbo
6.5 Locução Verbal
Uma locução verbal é o conjunto de dois verbos seguidos em uma oração, que representam apenas
uma ação. Por exemplo:
• O astronauta irá iniciar o procedimento para caminhada espacial.
7. Advérbio
Há palavras que são usadas para indicar as circunstâncias em que ocorre a ação verbal: são os
advérbios.
Advérbio é a palavra que indica as circunstâncias em que ocorre a ação verbal.
7.1 Classificação do advérbio
De acordo com as circunstâncias que exprime, o advérbio pode ser de:
• Tempo (ontem, hoje, logo, antes, depois)
• Lugar (aqui, ali, acolá, atrás, além)
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• Modo (bem, mal, depressa, assim, devagar)
• Afirmação (sim, deveras, certamente, realmente)
• Negação (não, absolutamente, tampouco)
• Dúvida (talvez, quiçá, porventura, provavelmente)
• Intensidade (muito, pouco, mais, bastante)
7.2 Locução Adverbial
É um conjunto de duas ou mais palavras com valor de advérbio.
7.3 Advérbios Interrogativos
São advérbios interrogativos: quando(de tempo), como(de modo), onde(de lugar), por que(causa).
Podem aparecer tanto nas interrogativas diretas quanto nas indiretas.
8. Preposição
Há palavras que, na frase, são usadas como elementos de ligação: uma delas é a preposição.
Preposição é a palavra invariável que liga dois termos.
Nessa ligação entre os dois termos, cria-se uma relação de subordinação em que o segundo termo
se subordina ao primeiro.
8.1 Locução Prepositiva
É o conjunto de duas ou mais palavras com valor de uma preposição.
9. Conjunção
Além da preposição, há outra palavra que, na frase, é usada como elemento de ligação: a conjunção.
Conjunção é a palavra que liga duas orações ou dois termos semelhantes de uma mesma oração.
9.1 Classificação das conjunções
As conjunções podem ser coordenativas e subordinativas.
10. Interjeição
Há palavras que expressam surpresa, alegria, aplauso, emoções. Essas palavras são as interjeições.
Interjeição é a palavra que procura expressar, de modo vivo, um sentimento.
10.1 Classificação de interjeição
As interjeições classificam-se segundo as emoções ou sentimentos que exprimem:
• Aclamação: Viva!
• Advertência: Atenção!
• Agradecimento: Grato!
• Afugentamento: Arreda!
• Alegria: Ah!
• Animação: Coragem!
• Pena: Oh!
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10.2 Locução Interjetiva
São duas ou mais palavras com valor de interjeição.
A) Ortografia
A ortografia se caracteriza por estabelecer padrões para a forma escrita das palavras. Essa escrita
está relacionada tanto a critérios etimológicos (ligados à origem das palavras) quanto fonológicos
(ligados aos fonemas representados). É importante compreender que a ortografia é fruto de uma
convenção.
A forma de grafar as palavras é produto de acordos ortográficos que envolvem os diversos países em
que a língua portuguesa é oficial. A melhor maneira de treinar a ortografia é ler, escrever e consultar
o dicionário sempre que houver dúvida.
Ao escrever uma palavra com som de s, de z, de x ou de j, deve-se procurar a origem dela, pois, na
Língua Portuguesa, a palavra primitiva, em muitos casos, indica como deveremos escrever a palavra
derivada.
Ç
01) Escreveremos com -ção as palavras derivadas de vocábulos terminados em -to, -tor,-tivo e os
substantivos formados pela posposição do -ção ao tema de um verbo (Tema é o que sobra, quando
se retira a desinência de infinitivo - r - do verbo).
Portanto deve-se procurar a origem da palavra terminada em -ção. Por exemplo: Donde provém a
palavra conjunção? Resposta: provém de conjunto. Por isso, escrevemo-la com ç.
Exemplos:
• erudito = erudição
• exceto = exceção
• setor = seção
• intuitivo = intuição
• redator = redação
• ereto = ereção
• educar - r + ção = educação
• exportar - r + ção = exportação
• repartir - r + ção = repartição
02) Escreveremos com -tenção os substantivos correspondentes aos verbos derivados do verbo ter.
Exemplos:
• manter = manutenção
• reter = retenção
• deter = detenção
• conter = contenção
03) Escreveremos com -çar os verbos derivados de substantivos terminados em -ce.
Exemplos:
• alcance = alcançar
• lance = lançar
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S
01) Escreveremos com -s- as palavras derivadas de verbos terminados em -nder e -ndir
Exemplos:
• pretender = pretensão
• defender = defesa, defensivo
• despender = despesa
• compreender = compreensão
• fundir = fusão
• expandir = expansão
02) Escreveremos com -s- as palavras derivadas de verbos terminados em -erter, -ertir e -ergir.
Exemplos:
• perverter = perversão
• converter = conversão
• reverter = reversão
• divertir = diversão
• aspergir = aspersão
• imergir = imersão
03) Escreveremos -puls- nas palavras derivadas de verbos terminados em -pelir e -curs-, nas
palavras derivadas de verbos terminados em -correr.
Exemplos:
• expelir = expulsão
• impelir = impulso
• compelir = compulsório
• concorrer = concurso
• discorrer = discurso
• percorrer = percurso
04) Escreveremos com -s- todas as palavras terminadas em -oso e -osa, com exceção de gozo.
Exemplos:
• gostosa
• glamorosa
• saboroso
• horroroso
05) Escreveremos com -s- todas as palavras terminadas em -ase, -ese, -ise e -ose, com exceção de
gaze e deslize.
Exemplos:
• fase
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• crase
• tese
• osmose
06) Escreveremos com -s- as palavras femininas terminadas em -isa.
Exemplos:
• poetisa
• profetisa
• Heloísa
• Marisa
07) Escreveremos com -s- toda a conjugação dos verbos pôr, querer e usar.
Exemplos:
• Eu pus
• Ele quis
• Nós usamos
• Eles quiseram
• Quando nós quisermos
• Se eles usassem
Ç ou S?
Após ditongo, escreveremos com -ç-, quando houver som de s, e escreveremos com -s-, quando
houver som de z.
Exemplos:
• eleição
• traição
• Neusa
• coisa
S ou Z?
01 a) Escreveremos com -s- as palavras terminadas em -ês e -esa que indicarem nacionalidades,
títulos ou nomes próprios.
Exemplos:
• português
• norueguesa
• marquês
• duquesa
• Inês
• Teresa
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b) Escreveremos com -z- as palavras terminadas em -ez e -eza, substantivos abstratos que provêm
de adjetivos, ou seja, palavras que indicam a existência de uma qualidade.
Exemplos:
• embriaguez
• limpeza
• lucidez
• nobreza
• acidez
• pobreza
02 a) Escreveremos com -s- os verbos terminados em -isar, quando a palavra primitiva já possuir o -
s-.
Exemplos:
• análise = analisar
• pesquisa = pesquisar
• paralisia = paralisar
b) Escreveremos com -z- os verbos terminados em -izar, quando a palavra primitiva não possuir -s-.
Exemplos:
• economia = economizar
• terror = aterrorizar
• frágil = fragilizar
Cuidado:
• catequese = catequizar
• síntese = sintetizar
• hipnose = hipnotizar
• batismo = batizar
03 a) Escreveremos com -s- os diminutivos terminados em -sinho e -sito, quando a palavra primitiva
já possuir o -s- no final do radical.
Exemplos:
• casinha
• asinha
• portuguesinho
• camponesinha
• Teresinha
• Inesita
b) Escreveremos com -z- os diminutivos terminados em -zinho e -zito, quando a palavra primitiva não
possuir -s- no final do radical.
Exemplos:
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• mulherzinha
• arvorezinha
• alemãozinho
• aviãozinho
• pincelzinho
• corzinha
SS
01) Escreveremos com -cess- as palavras derivadas de verbos terminados em -ceder.
Exemplos:
• anteceder = antecessor
• exceder = excesso
• conceder = concessão
02) Escreveremos com -press- as palavras derivadas de verbos terminados em -primir.
Exemplos:
• imprimir = impressão
• comprimir = compressa
• deprimir = depressivo
03) Escreveremos com -gress- as palavras derivadas de verbos terminados em -gredir.
Exemplos:
• agredir = agressão
• progredir = progresso
• transgredir = transgressor
04) Escreveremos com -miss- ou -mess- as palavras derivadas de verbos terminados em -meter.
Exemplos:
• comprometer = compromisso
• intrometer = intromissão
• prometer = promessa
• remeter = remessa
ÇS ou SS
Em relação ao verbos terminados em -tir, teremos:
01) Escreveremos com -ção, se apenas retirarmos a desinência de infinitivo -r, dos verbos terminados
em -tir.
Exemplo:
• curtir - r + ção = curtição
02) Escreveremos com -são, quando, ao retirarmos toda a terminação -tir, a última letra for
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consoante.
Exemplo:
• divertir - tir + são = diversão
03) Escreveremos com -ssão, quando, ao retirarmos toda a terminação -tir, a última letra for vogal.
Exemplo:
• discutir - tir + ssão = discussão
J
01) Escreveremos com -j- as palavras derivadas dos verbos terminados em -jar.
Exemplos:
• trajar = traje, eu trajei.
• encorajar = que eles encorajem
• viajar = que eles viajem
02) Escreveremos com -j- as palavras derivadas de vocábulos terminados em -ja.
Exemplos:
• loja = lojista
• gorja = gorjeta
• canja = canjica
03) Escreveremos com -j- as palavras de origem tupi, africana ou popular.
Exemplos:
• jeca
• jibóia
• jiló
• pajé
G
01) Escreveremos com -g- todas as palavras terminadas em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio.
Exemplos:
• pedágio
• colégio
• sacrilégio
• prestígio
• relógio
• refúgio
02) Escreveremos com -g- todas as palavras terminadas em -gem, com exceção de pajem, lambujem
e a conjugação dos verbos terminados em -jar.
Exemplos:
• a viagem
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• a coragem
• a personagem
• a vernissagem
• a ferrugem
• a penugem
X
01) Escreveremos com -x- as palavras iniciadas por mex-, com exceção de mecha.
Exemplos:
• mexilhão
• mexer
• mexerica
• México
• mexerico
• mexido
02) Escreveremos com -x- as palavras iniciadas por enx-, com exceção das derivadas de vocábulos
iniciados por ch- e da palavra enchova.
Exemplos:
• enxada
• enxerto
• enxerido
• enxurrada
mas:
• cheio = encher, enchente
• charco = encharcar
• chiqueiro = enchiqueirar
03) Escreveremos -x- após ditongo, com exceção de recauchutar e guache.
Exemplos:
• ameixa
• deixar
• queixa
• feixe
• peixe
• gueixa
UIR e OER
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Os verbos terminados em -uir e -oer terão as 2ª e 3ª pessoas do singular do Presente do Indicativo
escritas com -i-.
Exemplos:
• tu possuis
• ele possui
• tu constróis
• ele constrói
• tu móis
• ele mói
• tu róis
• ele rói
UAR e OAR
Os verbos terminados em -uar e -oar terão todas as pessoas do Presente do Subjuntivo escritasom -
e-.
Exemplos:
• Que eu efetue
• Que tu efetues
• Que ele atenue
• Que nós atenuemos
• Que vós entoeis
• Que eles entoem
B)Acentuação gráfica
Classificação das palavras quanto ao número de sílabas
1) Monossílabos (mono=um) - Tem apenas uma sílaba
Ex: PÉ, PÓ, SAL, RÉU e PNEU
2) Dissílabos (di=duas) - Possui duas sílabas
Ex: RU-A e CA-SA
3) Trissílabos (tri=três) - Possui três sílabas
Ex: CA-VEI-RA e RE-LÓ-GIO4) Polissílabos (poli=várias) - Possui quatro ou mais sílabas
Ex: IN-TE-LI-GÊN-CIA e IN-TE-GRI-DA-DE
Classificação das palavras quanto a sua tonicidade
1) Sílaba Tônica - É aquela que possui maior intensidade no momento da pronúncia.
Ex: CA-FÉ e VÍ-RUS
2) Sílaba Átona - É aquela que possui menor intensidade no momento da pronúncia.
Ex: LÁ-PIS e BO-NÉ
3) Subtônica - É aquela que possui intensidade intermediária, não tão forte e nem tão fraca.
Ex: SOZINHO: SO (Subtônica) ZI (tônica) NHO (átona)
OBS: É importante saber que o acento prosódico, ou tônico, é o timbre mais forte na pronúncia,
enquanto que o acento gráfico é utilizado na escrita.
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Classificação das palavras quanto à posição da sílaba tônica
1) Proparoxítonas - A sílaba tônica é a antepenúltima da palavra
Ex: MATEMÁ-TI-CA
2) Paroxítonas - A sílaba tônica é a penúltima da palavra
Ex: CARÁ-TER
3) Oxítonas - A sílaba tônica é a ultima da palavra
Ex: CA-FÉ
Regras da Acentuação Gráfica
Acentuação Gráfica Das Palavras Oxítonas
1) Acentuam-se com acento agudo:
a) As palavras oxítonas terminadas nas vogais tónicas/tônicas abertas grafadas -a, -e ou -o, seguidas
ou não de -s: está, estás, já, olá; até, é, és, olé, pontapé(s); avó(s,), dominó(s), paletó(s,), só(s).
Obs.: Em algumas (poucas) palavras oxítonas terminadas em -e tónico/tônico, geralmente
provenientes do francês, esta vogal, por ser articulada nas pronúncias cultas ora como aberta ora
como fechada, admite tanto o acento agudo como o acento circunflexo: bebé ou bebê, bidé ou bidê,
canapé ou canapê, caraté ou caratê, croché ou crochê, guichê ou guichê, matiné ou matinê, nené ou
nenê, ponjé ou ponjê, puré ou purê, rapé ou rapê. O mesmo se verifica com formas como cocó e
cocô, ré (letra do alfabeto grego) e ré. São igualmente admitidas formas como judô, a par de judo, e
metrô, a par de metro.
b) As formas verbais oxítonas, quando, conjugadas com os pronomes clíticos lo(s) ou la(s), ficam a
terminar na vogal tónica/tônica aberta grafada -a, após a assimilação e perda das consoantes finais
grafadas -r, -s ou -z: adorá-lo(s) (de adorar-lo(s)), dá-la(s) (de dar-la(s) ou dá(s)-la(s) ou dá(s)-la(s)),
fá-lo(s) (de faz-lo(s)), fá-lo(s)-às (de far-lo(s)-ás), habita-la(s)-iam (de habitar-la(s)-iam), tra-la(s)-á (de
trar-la(s)-á).
c) As palavras oxítonas com mais de uma sílaba terminadas no ditongo nasal (presente do indicativo
etc.) ou -ens: acém, detém, deténs, entretém, entreténs, harém, haréns, porém, provém, provéns,
também.
d) As palavras oxítonas com os ditongos abertos grafados –éi, éu ou ói, podendo estes dois últimos
ser seguidos ou não de –s: anéis, batéis, fiéis, papéis; céu(s), chapéu(s), ilhéu(s), véu(s); corrói (de
correr), herói(s), remói (de remoer), sóis.
2) Acentuam-se com acento circunflexo:
a) As palavras oxítonas terminadas nas vogais tónicas/tônicas fechadas que se grafam –e ou –o,
seguidas ou não de –s: cortês, dê, dês (de dar), lê, lês (de ler), português, você(s); avô(s), pôs (de
pôr), robô(s).
b) As formas verbais oxítonas, quando conjulgadas com os pronomes clíticos -lo(s) ou la(s), ficam a
terminar nas vogais tónicas/tônicas fechadas que se grafam –e ou –o, após a assimilação e perda
das consoantes finais grafadas –r, -s ou –z: detê-lo(s) (de deter-lo-(s)), fazê-la(s) (de fazer-la(s)), fê-
lo(s) (de fez-lo(s)), vê-la(s) (de ver-la(s)), compô-la(s) (de compor-la(s)), repô-la(s) (de repor-la(s)), pô-
la(s) (de por-la(s) ou pôs-la(s)).
3º) Prescinde-se de acento gráfico para distinguir palavras oxítonas homógrafas, mas
heterofónicas/heterofônicas, do tipo de cor (ô), substantivo, e cor (ó), elemento da locução de cor;
colher (ê), verbo, e colher (é), substantivo. Excetua-se a forma verbal pôr, para a distinguir da
preposição por.
Acentuação Gráfica Das Palavras Paroxítonas
1º) As palavras paroxítonas não são em geral acentuadas graficamente: enjoo, grave, homem, mesa,
Tejo, vejo, velho, voo; avanço, floresta; abençoo, angolano, brasileiro; descobrimento, graficamente,
moçambicano
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2º) Recebem, no entanto, acento agudo:
a) As palavras paroxítonas que apresentam, na sílaba tónica/tônica, as vogais abertas grafadas a, e,
o e ainda i ou u e que terminam em –l, -n, -r, -x e –ps, assim como, salvo raras exceções, as
respectivas formas do plural, algumas das quais passam a proparoxítonas: amável (pl. amáveis),
Aníbal, dócil (pl. dóceis), dúctil (pl. dúcteis), fóssil (pl. fósseis), réptil (pl. répteis; var. reptil, pl. reptis);
cármen (pl. cármenes ou carmens; var. carme, pl. carmes); dólmen (pl. dólmenes ou dolmens), éden
(pl. édenes ou edens), líquen (pl. líquenes), lúmen (pl. lúmenes ou lúmens); acúcar (pl. açúcares),
almíscar (pl. almíscares), cadáver (pl. cadáveres), caráter ou carácter (mas pl. carateres ou
caracteres), ímpar (pl. ímpares); Ájax, córtex (pl. córtex; var. córtice, pl. córtices, índex (pl. índex; var.
índice, pl. índices), tórax (pl. tórax ou tóraxes; var. torace, pl. toraces); bíceps (pl. bíceps; var. bicípite,
pl. bicípites), fórceps (pl. fórceps; var. fórcipe, pl. fórcipes).
Obs.: Poucas palavras deste tipo, com a vogais tónicas/tônicas grafadas e e o em fim de sílaba,
seguidas das consoantes nasais grafadas m e n, apresentam oscilação de timbre nas pronúncias
cultas da língua e, por conseguinte, também de acento gráfico (agudo ou circunflexo): sémen e
sêmen, xénon e xênon; fêmure fémur, vómer e vômer; Fénix e Fênix, ónix e ônix.
b) As palavras paroxítonas que apresentam, na sílaba tónica/tônica, as vogais abertas grafadas a, e,
o e ainda i ou u e que terminam em -ã(s), -ão(s), -ei(s), -i(s), -um, -uns ou -us: órfã (pl. órfãs), acórdão
(pl. acórdãos), órgão (pl. órgãos), órgão (pl. órgãos), sótão (pl. sótãos); hóquei, jóquei (pl. jóqueis),
amáveis (pl. de amável), fáceis (pl. de fácil), fósseis (pl. de fóssil), amáreis (de amar), amaveis (id.),
cantaríeis (de cantar), fizéreis (de fazer), fizésseis (id.); beribéri (pl. beribéris), bílis (sg. e pl.), íris (sg.
e pl.), júri (di. júris), oásis (sg. e pl.); álbum (di. álbuns), fórum (di. fóruns); húmus (sg. e pl.), vírus (sg.
e pl.).
Obs.: Poucas paroxítonas deste tipo, com as vogais tónicas/tônicas grafadas e e o em fim de sílaba,
seguidas das consoantes nasais grafadas m e n, apresentam oscilação de timbre nas pronúncias
cultas da língua, o qual é assinalado com acento agudo, se aberto, ou circunflexo, se fechado: pónei
e pônei; gónis e gônis, pénis e pênis, ténis e tênis; bónus e bônus, ónus e ônus, tónus e tônus, Vénus
e Vênus.
3º) Não se acentuam graficamente os ditongos representados por ei e oi da sílaba tónica/tônica das
palavras paroxítonas, dado que existe oscilação em muitos casos entre o fechamento e a abertura na
sua articulação: assembleia, boleia, ideia, tal como aldeia, baleia, cadeia, cheia, meia; coreico,
epopeico, onomatopeico, proteico; alcaloide, apoio (do verbo apoiar), tal como apoio (subst.), Azoia,
hoia, boina, comboio (subst.), tal como comboio, comboias, etc. (do verbo comboiar), dezoito,
estroina, heroico, introito, jiboia, moina, paranoico, zoina.
4º) É facultativo assinalar com acento agudo as formas verbais de pretérito per¬feito do indicativo, do
tipo amámos, louvámos, para as distinguir das correspondentes formas do presente do indicativo
(amamos, louvamos), já que o timbre da vogal tónica/tônica é aberto naquele caso em certas
variantes do português.
5º) Recebem acento circunflexo:
a) As palavras paroxítonas que contêm, na sílaba tónica/tônica, as vogais fechadas com a grafia a, e,
o e que terminam em -l, -n, -r, ou -x, assim como as respetivas formas do plural, algumas das quais
se tornam proparoxítonas: cônsul (pl. cônsules), pênsil (pl. pênseis), têxtil (pl. têxteis); cânon, var.
cânone (pl. cânones), plâncton (pl. plânctons); Almodôvar, aljôfar (pl. aljôfares),