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Texto I Toda regra jurídica, além de eficácia e validade, deve ter um fundamento. O Direito, consoante outra lição de Stammler, deve ser, sempre, “uma tentativa de Direito justo”, por visar à realização de valores ou fins essenciais ao homem e à coletividade. O fundamento é o valor ou fim objetivado pela regra de direito. É a razão de ser da norma, ou ratio juris. Impossível é conceber-se uma regra jurídica desvinculada da finalidade que legitima sua vigência e eficácia. De acordo com as informações apresentadas na tabela a seguir, faça a associação da Coluna A com a Coluna B. Coluna A Coluna B I. Aspecto normativo. 1. o cientista do Direito deve diferenciar as investigações acerca do que o direito “é” em relação ao que o direito “deve ser”. II. Teoria Pura do Direito. 2. o Direito como valor de Justiça. III. Aspecto axiológico. 3. se compõe de elementos que não podem ser analisados de forma individual, na medida em que formam uma unidade concreta. IV. Teoria Tridimensional. 4. o Direito como ordenamento e sua respectiva ciência. Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA. Escolha uma: a. I - 4; II - 3; III - 2; IV - 1. b. I - 1; II - 3; III - 2; IV - 4. c. I - 3; II - 4; III - 1; IV - 2. d. I - 2; II - 1; III - 4; IV - 3. e. I - 4; II - 1; III - 2; IV - 3. ALTERNATIVA E Texto I Os próprios marxistas mais abertos à crítica já reconheceram o caráter unilateral dessa colocação do problema, a qual peca inclusive do vício lógico de conceber uma estrutura econômica anterior ao Direito e independente dele, quando, na realidade, o Direito está sempre presente, qualquer que seja a ordenação das forças econômicas. Por outro lado, quando uma nova técnica de produção determina a substituição de uma estrutura jurídica por outra, a nova estrutura repercute, por sua vez, sobre a vida econômica, condicionando-a. Há, pois, entre Economia e Direito uma interação constante, não se podendo afirmar que a primeira cause o segundo, ou que o Direito seja mera “roupagem ideológica” de uma dada forma de produção. A dimensão social do poder do Estado é definida por Marx como: Escolha uma: a. Sendo exercido pela classe dominante que controla o Estado. b. Inexistente, uma vez que se vive em uma sociedade livre. c. Moderado, pois apesar das intervenções do Estado na vida privada, era possível o desenvolvimento do projeto de vida desejado. d. Sendo exercido pelos mecanismos ideológicos criados pela religião. e. Responsável pelo controle sobre os indivíduos. ALTERNATIVA A Texto I Legitimidade e legalidade são conceitos distintos. São duas dicotomias (legítimo/ilegítimo e legal/ilegal) que se relacionam constantemente no pensamento filosófico-jurídico-político e apresentadas nas quatro possibilidades resultantes de suas relações: legítimo/legal; legítimo/ilegal; ilegítimo/ilegal; ilegítimo/legal. É certo que essas categorias não são fáceis de ser compreendidas e explicadas. Sobre a legitimidade, é correto afirmar que: Escolha uma: a. Sob o prisma da Ciência Política, trata-se da legitimidade dos atos públicos e dos agentes públicos para tornar válida a atuação destes e de sua respectiva atuação perante o povo. b. O conceito de legitimidade e legalidade são sinônimos, que se relacionam constantemente no pensamento filosófico-jurídico-político. c. O direito subjetivo não existe quando a situação subjetiva implica a possibilidade de uma pretensão, unida à exigibilidade de uma prestação ou de um ato de outrem. d. Embora o consentimento popular seja importante sob o prisma da Ciência Política, não se trata de um elemento essencial. e. O direito por justiça, trata-se da impossibilidade de se exigir a efetividade da garantia de direitos que foi incorporada à ordem normativa, fundamentada sob os princípios éticos e de realização da Justiça. ALTERNATIVA A Texto I Cada ciência exprime-se numa linguagem. Dizer que há uma Ciência Física é dizer que existe um vocabulário da Física. É por esse motivo que alguns pensadores modernos ponderam que a ciência é a linguagem mesma, porque na linguagem se expressam os dados e valores comunicáveis. Fazendo abstração do problema da relação entre ciência e linguagem, preferimos dizer que, onde quer que exista uma ciência, existe uma linguagem correspondente. Cada cientista tem a sua maneira própria de expressar-se, e isto também acontece com a Ciência do Direito. Os juristas falam uma linguagem própria e devem ter orgulho de sua linguagem multimilenar, dignidade que bem poucas ciências podem invocar. Sobre a linguagem e o Direito é correto afirmar que: Escolha uma: a. As expressões de uso comum do povo, possuem no mundo jurídico mesmo sentido. b. A linguagem, considerada como estratégia comunicativa, é um instrumento dispensável para que se defenda um ponto de vista. c. A linguagem não possui relação direta com o raciocínio jurídico, embora se relacione diretamente com o Direito. d. A linguagem não tem como função socializar e racionalizar o pensamento, já que quem pensa bem, automaticamente, escreve ou fala bem. e. A linguagem é um instrumento indispensável para a construção e garantia do direito, devendo também ser objeto de estudo das ciências jurídicas. ALTERNATIVA E Texto I Essa correlação essencial entre Direito e Justiça, entre o que o homem vai realizando como jurídico e o que ele, através da história, se propõe como justo que deve ser alcançado, exclui qualquer concepção formal da Justiça, a qual não pode deixar de ser estudada na concretude do processo histórico, como pensamos ter demonstrado na primeira parte de nosso último livro Nova Fase do Direito Moderno. No fundo, o jurídico é uma experiência, feliz ou malograda, de justiça, e, mesmo quando de bom êxito, tem sempre caráter provisório, tão infinita é a esperança de justiça que nos anima e nos impele através do tempo. Fonte: JÚNIOR, M. R. FILOSOFIA DO DIREITO. 20. ed. São Paulo: Saraiva, 2022. E-book. A partir das informações apresentadas e de seu conhecimento, julgue as afirmativas a seguir em (V) Verdadeiras ou (F) Falsas. ( ) Na concepção kelseniana, a norma jurídica é um ato de vontade que visa especificamente a ação humana. ( ) Na concepção Kelseniana, a norma jurídica é o espelhamento daquilo que se entende como sendo moral, pois transcende a esfera do indivíduo. ( ) Na concepção kelseniana, a norma jurídica é dotada de um imperativo, sua imposição ou inação. ( ) Na concepção Kelseniana , a norma trata daquilo que deve ser, não daquilo que é, pois não é uma lei natural. Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA. Escolha uma: a. F – F – V – V. b. V – V – V – F. c. V – F – V – F. d. V – V – F – F. e. V – F – V – V. Texto I Immanuel Kant (1724-1804) nasceu e viveu em Königsberg, na Prússia. Tornou-se livre-docente, e, no ano de 1770, como professor catedrático da universidade local, ministrou cursos nas áreas de Lógica, Metafísica, Antropologia, Pedagogia, Filosofia Moral, Direito e Geografia. Kant foi responsável pela elaboração de um sistema filosófico caracterizado pela crítica diante dos objetos tradicionais da metafísica Fonte: BARROS, Alberto Ribeiro Gonçalves de; OLIVEIRA, Carlos Eduardo de; BRITO, Ari Ricardo Tank; WERLE, Denilson Luis; SIMÕES, Bruno Costa. Manual de filosofia política. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2018. A partir das informações apresentadas, analise as afirmativas a seguir: I. A filosofia kantiana é uma teoria contratualista, que estendeu o conceito de autonomia individual para a esfera política, promovendo a distinção entre a Ética e o Direito. II. A concepção kantiana foi responsável pelo surgimento do pensamento político moderno, sendo a primeira a propor a separação entre igreja e política. III. Kant defende que uma açãodeve ser praticada não em face do resultado prático que pode vir a resultar, mas, sim, porque se trata de uma decorrência do princípio do querer, ou seja, o indivíduo deve desejar respeitar a lei, independentemente do resultado que isso possa lhe acarretar. IV. Trata-se de uma teoria contratualista, que surge dos escritos entre Kant e Engels, conhecido como “O Manifesto Comunista”. Considerando o contexto apresentado, é correto o que se afirma em: Escolha uma: a. II e IV, apenas. b. I e III, apenas. c. I, II e IV, apenas. d. I, II e III, apenas. e. I, II, III e IV. Texto I Assim, numa sociedade comercial, o objetivo pretendido é, naturalmente, a obtenção do lucro, por meio do cumprimento de determinados requisitos preestabelecidos. Acreditam os componentes dessa sociedade que, cumpridas as normas fixadas, satisfeitas suas exigências, o objetivo será alcançado. Essas normas, por sua vez, podem e devem ir-se modificando na medida em que a sociedade se aproxime ou se afaste de sua finalidade, pois é próprio a qualquer sociedade o movimento contínuo, uniforme ou não, com a modificação de suas normas, visando ao atingimento do fim estabelecido. Numa macrossociedade moderna, como as atuais, esses conceitos se aplicam da mesma forma. É sabido que o objetivo da sociedade, entendida como uma nação ou comunidade, é a busca da paz e da harmonia social. As normas jurídicas são o instrumento para que tal fim seja atingido. E esse objetivo só será alcançado numa sociedade justa. A partir das informações apresentadas, analise as afirmativas a seguir: I. Na concepção rawlsiana de justiça, uma sociedade bem-organizada é aquela na qual todos, individualmente e coletivamente devem cumprir sua parte no contrato social. II. O contrato social, na perspectiva rawlsiana, não seria o responsável pela instituição de um modelo particular de sociedade ou eleição de uma forma específica de governo. III. O véu da ignorância serve como ponto de partida na teoria rawlsiana, momento no qual seriam escolhidos os princípios que orientariam o contrato social, bem como acordos subsequentes. IV. Por detrás do véu da ignorância, ou seja, na posição original, são desconhecidas as características que possam representar vantagens ou desvantagens para o indivíduo. Considerando o contexto apresentado, é correto o que se afirma em: Escolha uma: a. II e IV, apenas. b. I, II e IV, apenas. c. I, II, III e IV. d. I, II e III, apenas. e. I e III, apenas.