Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Linguagem Visual 
Gráfica
Professora Victoria Carolina de Jesus
EduFatecie
E D I T O R A
Reitor
Prof. Ms. Gilmar de Oliveira
Diretor de Ensino 
Prof. Ms. Daniel de Lima
Diretor Financeiro
Prof. Eduardo Luiz 
Campano Santini
Diretor Administrativo 
Prof. Ms. Renato Valença Correia
Secretário Acadêmico 
Tiago Pereira da Silva
Coord. de Ensino, Pesquisa e 
Extensão - CONPEX
Prof. Dr. Hudson Sérgio de Souza
Coordenação Adjunta de Ensino 
Prof.ª Dra. Nelma Sgarbosa 
Roman de Araújo
Coordenação Adjunta de 
Pesquisa 
Prof. Dr. Flávio Ricardo Guilherme
Coordenação Adjunta de 
Extensão 
Prof. Esp. Heider Jeferson 
Gonçalves 
Coordenador NEAD - Núcleo de 
Educação a Distância 
Prof. Me. Jorge Luiz Garcia Van Dal
Web Designer
Thiago Azenha
Revisão Textual
Kauê Berto
Projeto Gráfico, Design
e Diagramação
André Dudatt
UNIFATECIE Unidade 1 
Rua Getúlio Vargas, 333, 
Centro, Paranavaí-PR
(44) 3045 9898
UNIFATECIE Unidade 2 
Rua Candido Berthier Fortes, 
2177, Centro Paranavaí-PR 
(44) 3045 9898
UNIFATECIE Unidade 3 
Rua Pernambuco, 1.169, 
Centro, Paranavaí-PR
(44) 3045 9898
UNIFATECIE Unidade 4 
BR-376 , km 102, 
Saída para Nova Londrina 
Paranavaí-PR
(44) 3045 9898
www.unifatecie.edu.br/site/
As imagens utilizadas neste 
livro foram obtidas a partir do 
site ShutterStock
https://orcid.org/0000-0001-5409-4194
2021 by Editora EduFatecie 
Copyright do Texto © 2021 Os autores 
Copyright © Edição 2021 Editora EduFatecie
O conteúdo dos artigos e seus dados em sua forma, correção e confiabilidade são de responsabilidade exclusiva 
dos autores e não representam necessariamente a posição oficial da Editora EduFatecie. Permitido 
o download da obra e o compartilhamento desde que sejam atribuídos créditos aos autores, mas sem a 
possibilidade de alterá-la de nenhuma forma ou utilizá-la para fins comerciais.
EQUIPE EXECUTIVA
Editora-Chefe 
Prof.ª Dra. Denise 
Kloeckner Sbardeloto
Editor-Adjunto 
Prof. Dr. Flávio Ricardo 
Guilherme
Assessoria Jurídica 
Prof.ª Dra. Letícia 
Baptista Rosa
Ficha Catalográfica 
Tatiane Viturino de 
Oliveira
Zineide Pereira dos 
Santos
Revisão Ortográ-
fica e Gramatical
Prof.ª Esp. Bruna 
Tavares Fernades
Secretária
Geovana Agostinho 
Daminelli
Setor Técnico 
Fernando dos Santos 
Barbosa
Projeto Gráfico, 
Design e 
Diagramação
André Dudatt
www.unifatecie.edu.br/
editora-edufatecie
edufatecie@fatecie.edu.br
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação - CIP 
J58L Jesus, Victoria Carolina de 
 Linguagem visual gráfica / Victoria Carolina de Jesus. 
Paranavaí: EduFatecie, 2021. 
 94 p. : il. Color. 
 ISBN 978-65-87911-17-5 
1. Arquitetura – projetos e plantas. 2. CorelDraw (Programa de
computador). I. Faculdade de Tecnologia e Ciências do Norte do Paraná -
UniFatecie. II. Núcleo de Educação a Distância. III. Título.
 CDD : 23 ed. 728 
 Catalogação na publicação: Zineide Pereira dos Santos – CRB 9/1577 
https://doi.org/10.33872/edufatecie.formsociocultural.2019
AUTORA
Professora Victoria Carolina de Jesus
● Arquiteta	e	Urbanista
● Especialista	em	Design	for	Sustainability	pela	SCAD	(Savannah	College	of	Art
and	Design	–	Georgia,	EUA)
● Bacharel	em	Arquitetura	e	Urbanismo	pela	PUCPR	(Pontifícia	Universidade
Católica	do	Paraná,	BR)	através	de	Graduação	Sanduíche	pela	SCAD	(Savan-	
	 nah	College	of	Art	and	Design	–	Georgia,	EUA)
● Docente	do	curso	de	MBA	em	Design	Thinking	e	Gestão	de	Pessoas	pela	Exa-	
	 me	Academy.
● Planejadora	Urbana	pela	Sasaki	Consultoria
● Formadora	de	Conteúdo	EAD	pela	Unifatecie.
Tem	experiência	em	Lean	Construction,	BIM	Modelling	e	Sustainable	Design	pelo	
Civil	 Engineer	 Academic	 Training	 realizado	 na	 California	 State	 University	 Long	 Beach	
(2015).	Atuou	 como	Arquiteta	 Jr.	 no	 Smolka	Arquitetura	 (2016-2018)	 e	 no	 BAU	Design	
Studio	 (2018-2020),	 onde	 realizava	 documentação	 arquitetônica	 e	 acompanhamento	 de	
projetos.	Atualmente	colabora	como	Arquiteta	em	Planejamento	Urbano	(Planos	Diretores	
Municipais	-	PDM)	através	da	Sasaki	Consultoria	(2020).
Lattes:	https://wwws.cnpq.br/cvlattesweb/PKG_MENU.menu?f_cod=3982D19A5B-
FB90C61EF39E266692E0B8#	
APRESENTAÇÃO DO MATERIAL
Caro (a)	aluno (a),	seja	bem-vindo	à	disciplina	de	Linguagem	Visual	Gráfica!
A	 representação	 gráfica	 no	 projeto	 de	 arquitetura,	 determina	 a	 qualidade	
do	 produto	 final,	 um	 projeto	 bem	 representado,	 aumenta	 a	 visibilidade	 e	
lucratividade	 para	 os	 clientes.	 Com	 o	 avanço	 da	 tecnologia,	 os	 projetos	 de	
arquitetura	 enfrentam	 diariamente	 o	 desafio	 de	 representar os projetos com	 mais	
detalhamento	 e	 de	 forma	 mais	 clara.	 Convido	 você	 a	 conhecer	 os	 fundamentos	 e	
elementos	 de	 linguagens	 visuais	 e	 gráficas,	 a	 aplicar	 a	 composição	 como	
fundamentação	 da	 mensagem	 visual	e	 finalmente	 a	 combinar	 técnicas	 compositivas	
gráficas	 na	 Arquitetura	 e	 nas	 Artes.	
Na	 unidade	 I,	 vamos	 conhecer	 os	 elementos	 que	 compõe	 a	 apresentação	 de	
projetos,	 quais	 são	 os	 desenhos	 utilizados	 na	 representação	 da	 arquitetura,	 como	
funcionam	as	 relações	de	escala	e	 finalmente	como	organizar	esses	elementos	através	
da	diagramação	de	pranchas.
Em	 nossa	 unidade	 II,	 iremos	 iniciar	 nosso	 conhecimento	 da	 técnica	 de	
humanização	 de	 desenhos	 na	 arquitetura,	 quais	 são	 as	 diferenças	 entre	 o	 desenho	
técnico	 e o humanizado, e em quais casos apresentamos um ou outro. Para a realização 
do trabalho de humanização digital, iremos conhecer o software Corel Draw, uma 
ferramenta poderosa de desenho vetorial bidimensional utilizada por arquitetos e 
designers em todo o mundo. Ainda nesta unidade, iremos aprender como preparar os 
desenhos técnicos realizados nos softwares como Autocad e Sketchup para a 
apresentação e humanização.
Já em nossa unidade III, você aprenderá o passo a passo de uma humanização, 
desde o início do desenho, até a sua exportação para outros formatos de apresentação 
digital. Que vão desde imagens estáticas e diagramas, até animações digitais. Iremos 
trabalhar com os principais desenhos da arquitetura, as plantas, cortes e elevações. 
Para finalizarmos, na unidade IV, veremos formas de organização do conteúdo, 
para composição dos desenhos em prancha, como colocar textos explicativos de forma a 
valorizar o projeto, e como transformar essas pranchas em ferramentas de apresentação. 
Espero que ao final dessa disciplina, você tenha adquirido o conhecimento necessário 
para apresentar seus projetos arquitetônicos de forma a valorizar os pontos fortes do 
projeto e garantir que o conceito e partido aplicados, sejam transferidos de forma clara. E 
que o conhecimento avançado na linguagem visual possa contribuir com o sucesso da 
sua carreira profissional.
Muito obrigada e bons estudos!
SUMÁRIO
UNIDADE	I	...................................................................................................... 6
Representação Gráfica na Arquitetura
UNIDADE	II	................................................................................................... 25
Humaninzação de Desenhos em Corel Draw
UNIDADE	III	.................................................................................................. 45
Humanização de Desenhos em Corel Draw - Parte II
UNIDADE	IV	.................................................................................................. 69
Diagramação de Pranchas em Corel Draw
6
Plano de Estudo:
●	 Elementos	da	linguagem	visual	e	de	apresentação;
● Desenhos	de	apresentação;
● Relações	de	desenho;
● Diagramação	de	pranchas.
Objetivos da Aprendizagem:
● Conceituar	e	contextualizar	elementos	e	desenhos	de	apresentação;
● Compreender	os	tipos	de	relações	de	desenhos	e	escalas;
● Estabelecer	a	importância	da	diagramação	de	pranchas.
UNIDADE I
Representação Gráfica na Arquitetura
Professora Victoria Carolina de Jesus
7UNIDADE I Representação Gráfica na Arquitetura
INTRODUÇÃO
O desenho é a forma de expressão utilizada pela arquitetura, ele faz a ponte entre 
o projetoe a obra. As linhas no papel conseguem superar o caráter bidimensional e 
representar as ideias, a perspectiva, e o espaço. Neste sentido, como comunicamos 
arquitetura? A linguagem da arquitetura é o desenho, e ele transmite as informações de 
forma visual. 
Nesta	 unidade,	 iremos	 nos	 aprofundar	 na	 forma	 como	 nos	 comunicamos	 na	
arquitetura,	 iremos	 entender	 como	 funciona	 a	 representação	 gráfica	 para	 arquitetura,	 e	
quais	são	as	formas	de	expressar	o	projeto.
Na	arquitetura,	o	desenho	técnico	representa	a	maior	parte	do	material	produzido	
para	a	elaboração	dos	projetos,	são	o	que	conhecemos	como	plantas,	cortes,	elevações	e	
perspectivas.	 No	 entanto,	 com	 a	 evolução	 do	 mercado	 imobiliário	 e	 o	 advento	 da	
tecnologia	 assistindo	 o	 desenvolvimento	 de	 projetos,	 os	 desenhos	 passaram	 a	 adquirir	
mais	complexidade	e	realismo,	e	o	desafio	da	representação	vem	aumentando.
Para	 tentar	 entender	 melhor	 esse	 desafio,	 primeiramente	 iremos	 identificar	 os	
elementos	 de	 apresentação	 e	 os	 desenhos	 que	 são	 mais	 utilizados	 para	 comunicar	 a	
arquitetura,	 é	 importante	 reconhecer	 em	 cada	 um	 desses	 elementos	 a	 mensagem	
principal	que	eles	passam	no	projeto,	e	trabalhar	para	deixar	esta	mensagem	expressada	
da	forma	mais	clara	possível.
Seguiremos	entendendo	as	relações	dos	desenhos,	como	cada	um	complementa	
as	 informações	dadas	previamente	em	outro	desenho,	como	por	exemplo	a	 importância	
do	 corte	 na	 representação	 volumétrica	 da	 arquitetura	 e	 da	 planta	 no	 desenvolvimento	
espacial,	também	entenderemos	as	escalas	dos	desenhos,	e	como	o	fator	de	escala	nos	
auxilia	no	nível	de	detalhamento.
Por	 fim,	 iremos	 introduzir	 a	 diagramação	 de	 pranchas,	 ou	 seja,	 compreender	
como	a	distribuição	desses	desenhos,	com	textos	e	símbolos,	podem	transformar	a	forma	
como	se	enxerga	o	projeto	e	valorizar	a	apresentação.	
Ao	 final	 desta	 unidade,	 será	 possível	 compreender	 a	 interdisciplinaridade	 da	
arqui-tetura,	 pois	 estudaremos	 elementos	 e	 fundamentos	 da	 linguagem	 visual,	 também	
estudados	 por	 designers	 e	 publicitários.	 Você	 terá	 entendido	 que	 a	 qualidade	 de	
apresentação	 afeta	 diretamente	 na	 forma	 como	 seu	 projeto	 é	 percebido	 por	 clientes	 e	
investidores.	
8UNIDADE I Representação Gráfica na Arquitetura
1. ELEMENTOS DA LINGUAGEM VISUAL E DE APRESENTAÇÃO
Os	 desenhos	 que	 representam	 a	 arquitetura	 como	 já	 sabemos,	 vão	 desde	
diagramas até	 cortes	 elaborados.	 No	 entanto,	 antes	 de	 nos	 aprofundarmos	 nesses	
desenhos,	precisamos	 entender	 os	 elementos	 que	 compõem	 tanto	 o	 próprio	 desenho,	
através	 da	linguagem	visual,	como	a	apresentação	deles.	Como	já	vimos,	o	desenho	é	a	
linguagem	 da	 arquitetura,	 para	 lê-la	 precisamos	 conhecer	 a	 estrutura	 dessa	 linguagem,	
então	vamos	começar	por	ponto,	linha,	plano	e	volume:
- Um	 ponto	 pode	 ser	 o	 encontro	 de	 duas	 retas,	 um	 centro	 de	 interesse	 na	
composição,	um	sinal	ou	uma	marca,	e	basicamente	o	início	de	qualquer	desenho;
- Uma	linha	pode	ser	entendida	como	uma	sucessão	de	pontos,	pode	ser	infinito, 
ou	ter	um	início	e	um	fim,	se	tornando	um	segmento	de	reta;
- Um	plano	 é	 uma	composição	de	 linhas	horizontais,	 verticais	 e	diagonais,	 com 
seus	respectivos	ângulos,	gerando	formas	bidimensionais;
- E	finalmente,	o	volume	que	é	quando	adicionamos	tridimensionalidade	às	formas, 
através	da	luz	e	sombra.	
“[…]	pontos	e	 linhas	 formam	a	composição,	apoiados	por	um	plano	original,	
que	é	definido	por	dois	pares	de	linhas	horizontais	e	verticais;	nesse	sentido o 
plano é outro elemento fundamental da linguagem visual […]” (VAZ; SILVA, 
2016, p. 45).
9UNIDADE I Representação Gráfica na Arquitetura
FIGURA 1 - PONTO QUE PRODUZ UMA LINHA
Um	desenho	de	representação	arquitetônica,	nada	mais	é	do	que	uma	composição	
desses	elementos	estruturais	da	 linguagem	visual.	No	entanto,	um	desenho	 isolado,	por	
mais	estruturado	que	esteja,	não	consegue	transmitir	todas	as	informações	necessárias	ao	
comunicarmos	a	arquitetura,	dessa	 forma,	é	necessário	acrescentarmos	à	apresentação	
outros	elementos,	são	eles:	imagens	gráficas,	símbolos	gráficos	e	fontes:	
- As	 imagens gráficas	 são	 os	 desenhos	 e	 diagramas,	 estes	 têm	 por	
função,	 demonstrar	 o	 processo	 da	 concepção	 projetual	 e	 justificar	 as	 decisões	
tomadas,	 eles	auxiliam	os	desenhos	técnicos	no	esclarecimento	da	ideia;
- Os	símbolos gráficos	auxiliam	na	comunicação	de	informações	do	projeto	ou	do 
desenho	de	forma	sucinta	e	visual,	são	convenções	que	transmitem	informações,	como	por	
exemplo	as	escalas	gráficas,	as	setas	de	norte,	as	linhas	de	corte	e	de	elevações;
FIGURA 2 - EXEMPLOS DE SÍMBOLOS GRÁFICOS NA ARQUITETURA
- As	 fontes	 são	 os	 elementos	 textuais	 que	 permitem	 que	 comuniquemos	 o	 que 
extrapola	a	 capacidade	de	desenharmos.	São	eles	os	 títulos,	 as	 legendas	e	o	 texto	em	
geral	que	faz	parte	da	composição	da	apresentação.	Ao	escolher	as	fontes,	é	preciso	se	
atentar	a	sua	legibilidade,	espaçamento	e	tamanhos,	para	que	a	presença	dos	textos	não	
interfira	na	 leitura	do	desenho.	Esse	cuidado	é	essencial,	pois	aqui	misturamos	as	duas	
linguagens,	a	escrita	e	a	visual,	e	não	podemos	permitir	que	elas	interfiram	uma	na	outra. 
Em	 todos	 esses	 casos,	 é	 de	 extrema	 importância	 que	 seja	 feito	 um	 planejamento	
de	como	essas	informações	serão	organizadas	juntas.	Deve-se	considerar	que	cada	um	
10UNIDADE I Representação Gráfica na Arquitetura
desses	 elementos,	 possuem	 cores, tamanhos, formatos, peso visual, posição e 
direção.	 É	 preciso	 entender	 que	 para	 ter	 uma	 apresentação	 forte	 e	 explicativa,	 é	
necessário	 que	 os	 elementos	 da	 linguagem	 visual	 se	 transformem	 em	 elementos	 de	
apresentação,	e	que	estes	sejam	organizados	levando	em	consideração	a	sua	hierarquia	
e	os	outros	pontos	já	citados.
“O	desenho	não	é	simplesmente	uma	questão	de	técnica;	é	também	um	ato	
cognitivo	que	envolve	percepção	visual,	avaliação	e	raciocínio	de	dimensões	
e	relacionamentos	espaciais.”	(CHING,	2017,	p.	6).
Juntamente	 com	 esses	 elementos,	 devido	 a	 tridimensionalidade	 da	 arquitetura,	
apresentamos	desenhos	que	tem	a	finalidade	de	superar	a	bidimensionalidade	do	papel,	
esses	 desenhos	 devem	 ser	 relacionados	 de	 forma	 clara,	 como	 um	 quebra-cabeça,	
facilmente	“montado”	no	entendimento	da	apresentação.
Agora	que	 já	entendemos	os	elementos	da	 linguagem	visual	e	os	elementos	de	
apresentação,	vamos	seguir	entendendo	os	desenhos	de	apresentação	da	representação	
gráfica	em	arquitetura,	e	como	devemos	relacionar	estes	aos	elementos	que	conhecemos	
neste	tópico.
11UNIDADE I Representação Gráfica na Arquitetura
2. DESENHOS DE APRESENTAÇÃO
Os	desenhos	de	apresentação	não	são	a	finalidade	da	arquitetura,	contudo,	são	a	
forma	 como	 a	 arquitetura	 expressa	 seu	 produto	 final,	 como	 o	 nome	 mesmo	 já	 diz,	 os	
desenhos	 são	 a	 forma	 gráfica	 de	 representação	 da	 arquitetura	 para	 que	 ela	 possa	 se	
transformar	 em	 um	 objeto	 construído.	 Eles	 são	 utilizados	 para	 apresentar	 a	 ideia,	 o	
projeto,	para	uma	avaliação,	ou	seja,	 tem	por	objetivo	apresentar	a	concepção	do	projeto	
de	 forma	 clara	 e	convincente.	E	para	que	isso	aconteça,	é	necessário	que	alguns	pontos	
sejam	observados,	tanto	na	apresentação	quanto	nos	desenhos:
- Ao	iniciar	um	desenho,	a	intenção	deve	ficar	o	mais	claro	possível,	a	definição	de 
um	ponto de vista	elucidativo	é	fundamental	para	que	o	desenho	cumpra	seu	objetivo	de	
comunicar	o	projeto;
- Ao	escolher	os	elementos	que	compõe	o	desenho,	seja	eficiente,	não	permita	que 
muitas	informações	ofusquem	o	objetivo	principal	do	desenho;	
- Ao	apresentar	 os	 desenhos,	 tenha	em	mente	 a	clareza,	 cuidado	 para	 expor	 o 
desenho	de	 forma	que	não	 se	 evidencie	 seus	 objetivos	 ou	 com	muitas	 informações	 em	
volta;
- Ao	 representar	 os	 elementos	 do	 projeto	 no	 desenho,	 é	 fundamentalque	 haja 
precisão,	 dessa	 forma	 as	 decisões	 projetuais	 tomadas	 a	 partir	 do	 desenho	 serão	
fundamentadas	na	representação	da	realidade	e	de	suas	consequências;
12UNIDADE I Representação Gráfica na Arquitetura
- Ao	escolher	o	tom	da	apresentação,	tenha	em	mente	que	deve	ser	adequada	ao 
público	 que	 será	 apresentado,	 e	 a	 partir	 disso,	 é	 importante	 seguir	 uma	 unidade,	
observando	formatos,	escalas,	meios	e	técnicas;
 - Ao	analisar	a	apresentação	como	um	todo,	é	importante	analisar	a	continuidade,
os	aspectos	destacados	devem	se	suportar	durante	todo	o	desenho	e	a	apresentação	deles.
Todos	 esses	 aspectos	 devem	 ser	 incorporados	 aos	 desenhos	 e	 na	 forma	 como	
eles	são	apresentados.	Os	desenhos	de	arquitetura	são	apresentados	em	múltiplas	vistas,	
como	conhecemos,	as	plantas,	cortes,	elevações	e	perspectivas.	Estas	vistas	permitem	a	
compreensão	do	projeto	de	forma	tridimensional,	através	da	relação	entre	eles.	Elas	ainda	
representam	 diferentes	 objetivos	 no	 entendimento	 do	 projeto,	 de	 forma	 com	 que	
envolvemos	um	objeto	 em	uma	 caixa	 e	 cada	uma	das	 vistas	 é	 o	 resultado	da	projeção	
ortográfica	dessa	vista	nas	faces	da	caixa.
“[…]	Estas	vistas	ortográficas	ou	ortogonais	são	abstratas,	uma	vez	que	não	
correspondem	 à	 realidade	 ótica;	 elas	 são	 uma	 forma	 conceitual	 de	
representação	baseada	naquilo	 que	 sabemos	 sobre	uma	coisa,	 e	 não	em	
como	ela	talvez	pareça	aos	nossos	olhos.”	(CHING,	2017,		p.	50).
As	plantas	 são	 a	 representação	 ortogonal	 de	 um	 corte	 horizontal	 no	 objeto	 ou	
edificação.	O	que	temos	nas	plantas	baixas	arquitetônicas	geralmente	é	a	representação	
de	um	corte	horizontal	realizado	a	1,20	metros	do	chão,	em	que	são	mostradas	as	paredes	
e	aberturas.	É	a	visualização	do	projeto	de	cima	para	baixo,	quando	visualizamos	em	planta	
as	relações	de	largura	e	comprimento	e	não	de	altura,	verificamos	as	relações	espaciais	
do	projeto.	Na	arquitetura,	temos	vários	tipos	de	plantas,	e	cada	uma	delas	possuem	um	
ponto	de	vista	diferente,	com	o	objetivo	de	demonstrar	com	clareza	e	eficiência	o	objetivo	
principal	do	desenho.	Temos	as	plantas	de	implantação,	cobertura,	situação,	planta	baixa	
e	planta	de	forro.
FIGURA 3 - REPRESENTAÇÃO TRIDIMENSIONAL DE UMA PLANTA BAIXA
13UNIDADE I Representação Gráfica na Arquitetura
Um	corte	 é	a	 representação	ortográfica	de	um	plano	de	 intersecção	vertical	 no	
desenho.	Tem	por	objetivo	revelar	a	relação	dos	elementos	no	interior	do	objeto	em	seus	
diferentes	níveis	de	altura.	Seguindo	o	padrão	de	 todos	os	desenhos	de	arquitetura,	os	
elementos	são	desenhados	em	suas	proporções	reais.	Os	cortes	nos	ajudam	a	entender	
a	relação	dos	espaços	com	sua	escala	vertical.	Este	desenho	ainda	é	fundamental	para	
entender	as	camadas	estruturais	dos	objetos	e	como	elas	interferem	no	espaço	projetado,	
bem	como	a	relação	dos	espaços	internos	e	externos,	pois	o	corte	pode	ser	estendido	pela	
área	do	terreno.
FIGURA 4 - REPRESENTAÇÃO TRIDIMENSIONAL DE UM CORTE
Uma	elevação	é	uma	representação	ortográfica	de	um	plano	vertical	paralelo	a	uma	
de	suas	faces.	Este	desenho	é	o	que	mais	se	aproxima	do	objeto	final,	pois	ele	evidencia	
suas	características	externas,	como	uma	fotografia	alinhada	de	forma	paralela	ao	objeto,	
no	entanto,	diferentemente	da	fotografia,	o	desenho	da	elevação	não	consegue	traduzir	a	
profundidade,	por	isso	ao	desenharmos,	precisamos	usar	técnicas	de	luz,	sombra	e	traço	
para	evidenciar	esses	aspectos.	Nas	elevações	ainda,	temos	o	destaque	da	materialidade	
do	objeto,	bem	como	seus	volumes	e	aberturas,	e	como	se	relacionam	em	sua	composição.	
Esse	desenho	pode	ser	 feito	da	parte	 interna	do	objeto,	evidenciando	características	do	
design	de	interiores.
FIGURA 5 - REPRESENTAÇÃO DE LUZ, SOBRA E MATERIALIDADE EM ELEVAÇÕES
14UNIDADE I Representação Gráfica na Arquitetura
Finalmente, temos	 as	 perspectivas,	 desenhos	 que	 permitem	 uma	
representação	 tridimensional	 do	 objeto	 através	 de	 técnicas	 como	 projeção	 paralela,	
cônica,	 isométrica,	 entre	 outros.	 Segundo	 Ching	 (2017,	 p.107),	 uma	 perspectiva	 pode	
referir-se	a	qualquer	 técnica	gráfica	para	 representar	 relações	entre	espaços	e	volumes	
em	uma	superfície	plana,	como	a	perspectiva	de	tamanho	ou	a	paisagística.	
FIGURA 6 - PERSPECTIVA COM DOIS PONTOS DE VISTA
Os	 desenhos	 que	 conhecemos	 neste	 tópico	 são	 os	 mais	 conhecidos	 por	
representar	 a	 arquitetura,	 contudo,	 com	 a	 evolução	 da	 tecnologia,	 temos	 animações	 e	
novas	formas	de	expressar	 as	 ideias	 projetuais,	 até	mesmo	 em	 colagens	 e	 diagramas.	
Para	 apresentação	 de	 projetos,	 podemos	 usar	 esses	 desenhos	 de	 diversas	 formas,	
sendo	 desenho	 técnico,	 artístico	 ou	 humanizado,	 o	 que	 devemos	 manter	 em	 mente	
sempre	 são	 os	 pontos	 que	 observamos	 no	 começo	 desse	 tópico	 para	 mantermos	 a	
apresentação	coerente.
15UNIDADE I Representação Gráfica na Arquitetura
3. RELAÇÕES DE DESENHO
Como	 já	 vimos	 anteriormente,	 todos	 os	 desenhos	 da	 arquitetura	 são	 a	
representação	 de	 uma	 parte	 que	 compõe	 um	 todo,	 ou	 seja,	 os	 desenhos	 se	
complementam	através	de	sua	relação	com	o	objeto.	As	plantas	juntamente	com	os	cortes	
e	 as	 elevações	 auxiliam	 na	 construção	 do	 volume	 para	 a	 análise	 em	 perspectiva.	Ao	
compreendermos	essas	relações,	tornamos	possível	a	apresentação	destes	desenhos	de	
forma	que	facilite	o	entendimento	do	objeto	final.
No	caso	das	plantas,	para	auxiliar	no	seu	entendimento,	é	 imprescindível	o	uso	
da	indicação	do	norte,	pois	dessa	forma	sempre	saberemos	o	posicionamento	do	objeto	
em	relação	ao	seu	terreno.	Neste	sentido,	ao	apresentar	as	plantas	dos	diferentes	níveis,	
é	fundamental	que	elas	estejam	sempre	no	mesmo	posicionamento	e	alinhamento,	para	
facilitar	a	 leitura.	As	plantas	são	desenhos	 limitados	na	sua	representação	da	realidade,	
assim	as	convenções	de	traço,	hachura	e	texturas auxiliam	no	acréscimo	de	informações	
fundamentais	para	o	desenho.	
16UNIDADE I Representação Gráfica na Arquitetura
FIGURA 7 - EXEMPLO DE APRESENTAÇÃO QUE VALORIZA A RELAÇÃO ENTRE OS DESENHOS
Fonte:	CHING,	2017,	p.	205.
Ao	 construirmos	 os	 cortes,	 estendemos	 linhas	 verticais	 a	 partir	 das	 plantas	 e	
linhas	horizontais	 a	 partir	 das	 elevações,	 essas	 relações	 devem	 ser	 preservadas	 na	
hora	 da	 apresentação,	 assim,	 quando	 mantemos	 a	 escala	 dos	 cortes	 com	 relação	 às	
plantas	 e	 elevações,	 estes	 devem	 estar	 alinhados	 verticalmente	 e	 horizontalmente	 aos	
seus	 desenhos	 de	 origem.	 Segundo	 Ching	 (2017),	 o	 alinhamento	 e	 a	 sequência	 dos	
desenhos	nos	ajudam	a	 reforçar	 visualmente	as	 relações	existentes	entre	 eles. Mesmo	
entendendo	essa	relação	fundamental	entre	os	desenhos,	muitas	vezes	na	apresentação	
temos	escalas	 diferentes	 para	 cada	 desenho,	 pois	 as	 escalas	 permitem	que o nível de 
detalhamento dos desenhos seja diferenciado. 
Neste sentido, para manter a relação entre os desenhos, mesmo com as escalas 
diferentes, devemos alinhar os desenhos de forma coerente e utilizar mobiliários e 
pessoas para reforçar a diferenciação das escalas. É necessário o entendimento que os 
desenhos da arquitetura são fruto do que chamamos de geometria descritiva, ciência da 
matemática aplicada que auxilia na resolução de problemas de três dimensões em duas 
dimensões a partir da representação sobre o plano de figuras no espaço. Essa ciência 
matemática nos auxilia na construção do desenho técnico, e é estudada juntamente com 
outras disciplinas em arquitetura e engenharia. Esse estudo faz com que para um 
profissional de arquitetura ou engenharia, algumas relações de desenho com a realidade 
sejam óbvias, contudo, para a pessoa leiga, essas relações se tornam mais implícitas e 
todas essas relações que tentamos trazer na apresentação dos desenhos tem por 
objetivo tornar o projeto e arquitetura o mais legível possível. 
	
17UNIDADE I Representação Gráfica na Arquitetura4. DIAGRAMAÇÃO DE PRANCHAS
Ao	 entender	 a	 necessidade	 da	 organização	 dos	 desenhos	 da	 arquitetura	 para	
compreensão	do	projeto	arquitetônico,	entendemos	também	a	importância	da	diagramação	
na	representação	gráfica	arquitetônica,	seja	dentro	do	desenho	ou	na	sua	apresentação.	
Os	 tópicos	 anteriores	 já	 nos	 trouxeram	 importantes	 dicas	 sobre	 organização,	
relação	 entre	 os	 desenhos	 e	 elementos,	 e	 como	 devemos	 prestar	 atenção	 nos	
aspectos	 de	 unidade,	 clareza,	 eficiência,	 continuidade,	 entre	 outros,	 durante	 a	
apresentação	de	projetos.
Podemos	 entender	 a	 diagramação	 na	 arquitetura	 como	 uma	 formação	 de	
conjuntos	visuais	de	informações	que	devem	estar	apoiados	em	todos	os	conceitos	que	já	
citamos,	mas	ainda	tem	outros	pontos	importantes	a	serem	observados.	Os	elementos	da	
linguagem	 visual,	 da	 arquitetura	 e	 os	 desenhos	 de	 apresentação	 já	 nos	 foram	
apresentados,	agora	temos	que	aprender	a	como	combiná-los.
O	espaçamento	e	o	alinhamento	destes	desenhos	 individuais,	assim	como	
a	semelhança	de	seu	formato	e	tratamento,	são	os	fatores-chave	na	leitura	
desses	desenhos	como	um	conjunto	de	informações	relacionadas	ou	como	
figuras	isoladas.	(CHING,	2017,	p.	207).
Esses	 elementos,	 espaçamento	 e	 alinhamentos	 são	 diretamente	 ligados	 com	
proporção	 e	 tamanhos.	 A	 arquitetura	 trabalha	 com	 grandes	 formatos,	 devido	 a	
necessidade	de	apresentar	desenhos	em	grandes	escalas,	e	dessa	 forma	pode	ser	um	
pouco	 mais	 difícil	 trabalhar	 com	 essas	 proporções,	 pois	 elas	 fogem	 aos	 formatos	 que	
estamos	acostumados	a	observar, composições	como	em	revistas	e	jornais.	
18UNIDADE I Representação Gráfica na Arquitetura
Pueyra (2018), afirma que a forma como	 organizamos	 as	 proporções	 em	 uma	
apresentação	podem	transmitir	sensações	aos	espectadores,	e	interferir	no	objetivo	final	
da	comunicação	da	apresentação.	
Uma	forma	de	organizar	as	ideias	e	informações	com	relação	aos	seus	tamanhos	
e	proporções	em	pranchas	de	grandes	 formatos	é	através	da	criação	de	grids,	malhas	
imaginárias	 de	 tamanhos	 regulares	 que	 guiam	 a	 diagramação	 de	 uma	 página,	 que	
permitem	 que	 identifiquemos	 de	 maneira	 mais	 palpável	 os	 espaços	 dentro	 de	 uma	
prancha	grande.	Ainda	que	o	grid	 assuma	um	 formato	 de	malha	 regular,	 não	devemos	
entendê-lo	 como	 um	 bloqueio	 criativo,	 e	 sim	 como	 um	 guia	 de	 alinhamento	 e	
espaçamentos.	
FIGURA 8 - EXEMPLOS DO USO DE GRIDS
Fonte:	CHING,	2017,	p.	214.
Os	 espaçamentos	 devem	 ser	 usados	 como	 estratégia	 para	 orientar	 a	 leitura	
da	apresentação.	Se	a	intenção	é	que	os	desenhos	sejam	lidos	juntos,	ou	seguidamente	
um	do	outro,	o	espaçamento	entre	eles	deve	ser	menor,	se	a	intenção	é	que	a	leitura	seja	
feita	 de	 maneira	 distinta,	 aumentamos	 o	 distanciamento	 e	 ajustamos	 o	 alinhamento	
para	dar	destaque	ao	desenho	a	ser	lido	primeiro.
A	hierarquia	é	outra	estratégia	que	deve	ser	usada	na	diagramação,	ao	observar	
os	 conteúdos devemos	 organizar	 de	 maneira	 que	 iremos	 dar	 mais	 destaque	 às	
informações	mais	relevantes,	seja	com	cores,	tamanhos	e	posicionamento	dos	elementos.
Os	 planos	 de	 fundo	 podem	 ser	 usados	 para	 destacar	 desenhos	 e	 informações,	
através	do	uso	do	contraste,	esse	contraste	 faz	com	que	os	 textos	ou	desenhos	sejam	
19UNIDADE I Representação Gráfica na Arquitetura
percebidos	 de	 maneiras	 diferentes	 pelo	 leitor,	 seja	 por	 relevância	 do	 elemento	 ou	 por	
ser	uma	informação	que	foge	do	padrão	das	outras.
Quando	a	apresentação	possui	mais	de	uma	prancha,	é	importante	considerar	a	
repetição	como	estratégia	de	demonstração	de	unidade,	elementos	 repetitivos	geram	a	
sensação	 de	 consistência,	 esses	 elementos	 podem	 ser	 decorativos,	 escolha	 de	 cores,	
mas	 principalmente	 as	 fontes,	 formato	 de	 apresentação	 e	 organização	 devem	 ser	
mantidos	de	forma	consistente.
FIGURA 9 - EXEMPLOS DE DIFERENTES FORMAS DE DIAGRAMAÇÃO
Fonte:	CHING,	2017,	p.	215.
A	diagramação	deve	ser	em	consideração	 tanto	nas	apresentações	à	mão	 livre,	
quanto	nas	apresentações	digitais,	o	ideal	é	antes	de	começar,	ter	todos	os	desenhos	que	
você	 irá	 apresentar,	 fazer	 a	 composição	 dos	 textos	 explicativos,	 entender	 os	 símbolos	
gráficos	que	serão	necessários	para	dar	suporte	ao	desenho,	e	organizá-los	levando	em	
consideração	tamanho,	posicionamento	e	peso	visual	de	cada	um	desses	elementos.	Se	
possível,	 faça	 uma	 espécie	 de	 modelo	 em	 tamanho	 menor	 com	 possibilidades	 de	
apresentação	e	organização,	 e	após	 ter	 uma	 ideia	definida,	 com	grid,	 cores	e	 formatos	
definidos.
20UNIDADE I Representação Gráfica na Arquitetura
SAIBA MAIS
Uma	 das	 formas	 de	 representação	 da	 arquitetura	 é	 o	 croqui.	 O	 croqui	 é	 um	
desenho	rápido,	um	esboço	que	não	exige	precisão	ou	detalhamento.	A	palavra	croqui	
é	 utilizada	 desde	 o	 século	 XIX	 e	 vêm	 da	 palavra	 francesa	 croquer,	 que	 significa	
simplesmente	 esboçar.	 É	 utilizada	 como	 instrumento	 de	 comunicação	 desde	 a	
arquitetura	 até	 a	 moda.	 “Nele	 está	 contido	 o	 raciocínio	 e	 a	 emoção	 do	 indivíduo	
criador,	 moldados	 pelo	 processo	 criativo	 próprio,	 a	 caminho	 de	 um	 resultado	
inesperado.”	
Fonte:	ROMERO,	Alexandre.
REFLITA 
“De	um	traço	nasce	a	arquitetura.	E	quando	ele	é	bonito	e	cria	surpresa,	ela	pode	atingir,	
sendo	bem	conduzida,	o	nível	superior	de	uma	obra	de	arte.”
Oscar Niemeyer.	Arquiteto	brasileiro.
21UNIDADE I Representação Gráfica na Arquitetura
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Iniciamos	nossos	estudos	procurando	entender	como	comunicamos	a	arquitetura,	
e	descobrimos	que	é	através	da	linguagem	visual,	essa	linguagem	possui	elementos	que	
juntos	 compõem	 desenhos	 que	 são	 o	 objeto	 principal	 desta	 comunicação.	 Vimos	 que	
ao	 construirmos	 esses	 desenhos,	 é	 necessário	 estarmos	 atentos	 a	 aspectos	 como	
clareza,	eficiência,	ponto	de	vista,	precisão,	unidade	e	continuidade.	
Conhecemos	os	elementos	de	apresentação	de	projeto,	e	como	a	utilização	deles	
devem	ser	feitas,	de	forma	a	dar	apoio	aos	desenhos	de	arquitetura,	o	uso	de	diagramas,	
imagens,	 símbolos	 e	 textos,	 estes	 ajudam	a	 comunicar	 as	 decisões	 projetuais	 que	 são	
limitadas	nos	desenhos.
Também	conhecemos	os	 tipos	de	desenhos	usados	na	arquitetura,	e	como	eles	
se	relacionam,	já	que	são	frutos	da	geometria	descritiva,	que	é	a	ciência	matemática	que	
auxilia	 na	 tradução	 de	 elementos	 tridimensionais	 em	 bidimensionais.	 Cortes,	 plantas,	
elevações	 e	 perspectivas,	 cada	 um	 desses	 desenhos	 possui	 um	 objetivo	 específico	 na	
comunicação	 do	 projeto	 de	 arquitetura,	 e	 para	 que	 sejam	 entendidos	 da	 melhor	
maneira	 possível,	 é	necessário	que	eles	estejam	apresentados	de	forma	correta,	e	que	
as	relações	entre	eles	sejam	respeitadas.
Vimos	 que	 tanto	 no	 desenho	 à	 mão	 livre,	 quanto	 no	 computadorizado,	 termos	
normatizações	 que	 são	 necessárias	 para	 que	 os	 desenhos	 transmitam	as	 informações,	
vimos	ainda	que	o	nível	 de	detalhe	está	diretamente	associado	à	escala	 do	desenho	e	
que	 as	 simbologias	 são	 resultados	 de	 convenções	 criadas	 para	 demonstrar	 pontos	
importantes	no	projeto.
Finalmente,	 passamos	 por	 uma	 breve	 introdução	 sobre	 a	 importância	 da	
organização	 de	 todos	 os	 elementos	 citados	 anteriormente	 na	 hora	 da	 apresentação:	 a	
diagramação	 de	 pranchas,	 em	 que	 levamos	 em	 consideração	 espaçamentos,	
alinhamentos,	 hierarquia	 dos	 elementos,	 contrastes	 e	 repetições.	 E	 como	 devemos	
sempre	 manter	 a	 unidade	 durante	 uma	 apresentação,	 através	 da	 utilização	 das	
mesmas	 cores,	 fontes	 e	 formato	 de	apresentação.	
Espero	que	essa	unidade	tenha	esclarecido	a	importância	da	apresentação	e	da	
linguagem	 visual	 na	 arquitetura,	 para	 que	 nas	 próximas	 unidades,	 possamos	 nos	
aprofundar	em	métodos	de	apresentação	dos	desenhos.
22UNIDADE I Representação Gráfica na Arquitetura
LEITURACOMPLEMENTAR
Para	complementar	nossos	estudos	sobre	representação,	vamos	ler	um	trecho	do	
artigo	do	Designer	Gráfico,	Arquiteto	e	Urbanista	Danilo	Bio,	fundador	do	VIAS	Arq,	que	nos	
conta	um	pouco	mais	sobre	a	evolução	das	apresentações	arquitetônicas.
Por que a representação grá ica nas apresentações de arquitetura e 
urbanismo é tão importante?
Desde	 os	 primórdios	 da	 arquitetura,	 o	 desenho	 é	 a	 forma	 de	 transmissão	 da	
informação.	 É	 nele	 que	 estão	 todos	 os	 dados	 relativos	 aos	 projetos	 para	 que	 possam	
ser	executados.	 Vitrúvio	 já	 considerava	 sobre	 a	 formação	 do	 arquiteto	 e	 sobre	 o	 valor	
das	representações	gráficas	para	o	projeto.	Ao	longo	dos	anos,	houve	um	distanciamento	
entre	 projeto	 e	 obra,	 o	 que	 demandou	 cada	 vez	mais	 projetos	mais	 completos	 e	mais	
detalhados	para	 que	 não	 houvesse	 erros	 de	 execução.	 E	 junto	 com	 essa	 necessidade	
surgiram	os	programas	e	sistemas	específicos	para	esse	objetivo.
A	partir	dos	anos	80	surge	o	sistema	CAD	(Computer	Aided	Design),	ou	Projeto/
De-senho	 Assistido	 por	 Computador,	 ao	 mesmo	 tempo	 em	 que	 o	 microcomputador	
começa	a	ser	comercializado	em	larga	escala,	popularizando-se	como	alternativa	para	as	
pranchetas	 de representação	 gráfica	 em	 arquitetura	 e	 urbanismo.	 Inicialmente	
restringiam-se	 ao	 2D,	executando	 a	mesma	 função	 dos	 desenhos	 feitos	 à	mão	 só	 que	
de	maneira	mais	 veloz.	Posteriormente	 avançaram	no	 campo	do	 3D,	 explorando	 novas	
interpretações	 e	 estudos	 que	 transformaram	 o	 uso	 da	 tecnologia	 nos	 processos	 de	
projeto	 arquitetônico.	 Na	 década	 de	 90	 surge	 o	 sistema	 BIM	 (Building	 Information	
Modeling)	que	traz	os	conceitos	de	para-metria,	 ampliando	 as	 possibilidades	 no	 campo	
da	experimentação	 tridimensional,	apesar	de	ser	um	sistema	pouco	utilizado	pela	maioria	
dos	escritórios	ainda	nos	dias	de	hoje.
O	desenho	é	uma	forma	natural	de	comunicação	do	ser	humano,	assim	como	a	
fala	 e	 a	 escrita,	 e,	 portanto,	 permite-nos	 transmitir	 e	 registrar	 nossas	 ideias.	 Em	 se	
tratando	dos	 arquitetos,	 o	 desenho	 é	 primordial	 pois	 é	 através	 dele	 que	 colocamos	 no	
papel	 (ou	 seja,	 comunicamos	 e	 transmitimos	 aos	 outros)	 nossos	 raciocínios	 e	
concepções,	desde	as	etapas	 iniciais	e	 intermediárias,	como	os	croquis	de	estudos,	até	
as	etapas	finais,	com	os	traços	bem	definidos	dos	desenhos	técnicos	para	os	canteiros	de	
obras.
23UNIDADE I Representação Gráfica na Arquitetura
 Desde o surgimento da arquitetura, diferentes meios foram utilizados para 
representar objetos e espaços. Inicialmente, e por um bom período, os principais 
instrumentos foram lápis e papel, somados posteriormente ao uso de maquetes e 
fotografias. Entretanto, como	 já	 dito,	 a	 evolução	 tecnológica	 alcançou	 também	 a	
produção	 arquitetônica,	 e	 logo	 lápis,	 papel	 e	 maquetes	 começaram	 a	 ser	 substituídos	
por	 recursos	 computacionais,	 in-troduzindo	 novas	 formas	 de	 comunicação	 no	 que	 diz	
respeito	 aos	 projetos,	 como	 imagens	 fotorrealísticas,	modelos	 tridimensionais	 virtuais	 e	
até	multimídia	interativa	em	tempo	real.	Essa	mudança	na	produção	se	reflete	também	no	
ensino	da	arquitetura.	As	universidades	e	instituições	de	ensino	tiveram	-e	ainda	têm	–	de	
se	 adaptar	 às	 novas	 demandas,	 o	 que	 gerou	 um	enorme	debate	 sobre	 a	 qualidade	 do	
ensino	entre	profissionais	e	pesquisadores	que	discutem	as	consequências	 (a	curto	e	a	
longo	prazo)	do	uso	dessas	novas	tecnologias	diretamente	aplicadas.
Independentemente	 do	 debate	 gerado	 pelo	 uso	 das	 novas	 tecnologias	 nos	
proces-sos	de	projeto,	é	fato	que	o	mercado	de	trabalho	demanda	uma	mão de obra	cada	
vez	mais	qualificada	 nesse	 quesito.	 As	 apresentações	 são	 cada	 vez	 mais	 completas,	
os	modelos	tridimensionais	cada	vez	mais	realistas,	os	projetos	de	interiores	apresentam	
modelagens	 dos	 mobiliários	 inseridos	 nos	 projetos,	 apresentações	 dos	 modelos	 em	
tempo	 real,	 imagens	 360º	 tem	 ganhado	 muito	 espaço	 atualmente,	 isso	 sem	 falar	 nas	
apresentações	 de	 realida-de	 virtual	 e	 realidade	 aumentada.	 E	 toda	 essa	 tecnologia	
deixa	 o	 cliente	 deslumbrado	 e	 impressionado,	ocasionando	muitas	vezes	na	assinatura	
de	contratos.	
Fonte:	BIO,	Danilo.	“A importância da representação grá ica”	11	Jan	2019.	Vias	Arq.	
Acessado	11	Dez	2020.	https://www.vias.arq.br/dicas/a-importancia-da-representacao-grafica/.
24UNIDADE I Representação Gráfica na Arquitetura
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO 
Título:	Técnicas	de	Representação
Autor:	Lorraine	Farrelly
Editora:	Bookman
Sinopse:	 Este	 livro	 explora	 diversos	 conceitos	 e	 técnicas	
empregados	para	a	representação	em	arquitetura,	desde	a	maneira	
como	 os	 croquis	 são	 utilizados	 para	 desenvolver	 as	 ideias	 de	
conceito	 até	 desenhos	 do	 projeto	 executivo	 e	 maquetes	
necessárias	 para	 a	 construção	 de	 edificações.	 Técnicas	 de	
Representação	 cobre	 os	 métodos	 de	 representação	 bi	 e	
tridimensional	e	demonstra	a	variedade	de	técnicas	e	instrumentos	
disponíveis,	como	os	empregados	para	 fazer	 croquis	à	mão	 livre,	
desenhos	 e	 maquetes	 eletrônicas	 de	 última	 geração.	 Exemplos	
de	 arquitetos	 e	 projetistas	 de	 pres-tígio	 do	 mundo	 inteiro,	 e	
também	 trabalhos	 mais	 experimentais,	 feitos	 por	 estudantes	 de	
arquitetura,	 demonstram	 uma	 variedade	 de	 interpretações,	
possibilidades	 e	 aplicações.	 Esta	 obra	 é	 um	 recurso	 valioso	
para	 estudantes	 e	 profissionais	 de	 arquitetura,	 além	 de	
oferecer	 uma	 introdução	 didática	 para	 qualquer	 pessoa	
interessada	em	técnicas	de	comunicação	gráfica	e	desenho.
FILME/VÍDEO
Título:	 David	 Sperling:	Arquitetura:	 linguagens	 e	 representações 
Ano:	2017
Sinopse:	David	Sperling	 apresenta	 a	 disciplina	 de	 Linguagem	e	
Representação,	 desde	 como	 se	 estrutura	 em	 si	 até	 como	 se	
relaciona	com	as	outras	disciplinas	no	curso	da	graduação.	Fala	
ainda	 sobre	 alguns	 exercícios	 realizados:	 como	 se	 dão	 as	
propostas	 e	que	reflexões	se	espera	que	surjam,	comentando	um	
pouco	sobre	os	produtos	finais.
Link do vídeo:	https://www.youtube.com/watch?v=kF2oI5-B8VY
25
Plano de Estudo:
● Introdução	à	humanização	de	desenhos;
● Introdução	ao	software	Corel	Draw;
● Entendendo	a	biblioteca	de	blocos;
● Preparando	os	arquivos	em	Autocad	e	Sketchup.
Objetivos da Aprendizagem:
● Conceituar	e	contextualizar	a	humanização	de	desenhos;
● Conhecer	o	software	Corel	Draw;
● Aplicar	o	uso	do	software	na	humanização	de	desenhos.
UNIDADE II
Humaninzação de 
Desenhos em Corel Draw
Professora Victoria Carolina de Jesus
26UNIDADE II Humanização de Desenhos em Corel Draw
INTRODUÇÃO
Em	nossa	primeira	unidade,	discutimos	a	importância	da	representação	gráfica	e	
como	comunicamos	a	arquitetura	previamente	à	construção	das	edificações,	no	entanto,	
por	 mais	 que	 o	 desenho	 seja	 tido	 como	 uma	 linguagem	 universal	 e	 de	 fácil	 leitura,	 o	
desenho	 arquitetônico	 possui	 características	 técnicas	 que	 são	 necessários	 anos	 de	
estudo	 e	 aperfeiçoamento	 para	 a	 interpretação	 e	 compreensão	 correta,	 então	 como	
aproximar	o	projeto	de	arquitetura	do	usuário/cliente?
Neste	sentido,	quando	o	objetivo	da	apresentação	de	projetos	na	arquitetura	é	a	
explanação	do	projeto	para	leigos	não	podemos	contar	apenas	com	os	desenhos	técnicos,	
é	necessário	que	se	traduza	a	linguagem	da	arquitetura	em	algo	palpável	e	com	referências	
de	fácil	identificação.
Comumente,	 a	 arquitetura	 está	 relacionada	 com	 habitação,	 e	 com	 isso	 à	
realização	 de	 sonhos,	 o	 sonho	 da	 casa	 própria,	 do	 empreendedorismo,	 do	 espaço	
público,	dentre	outros. Encantar	o	cliente	ainda	na	 fase	do	projeto,	é	um	dos	principais	
objetivos	 do	 arquiteto	 bem	 sucedido	 em	 comunicar	 de	 forma	 clara	 suas	 decisões	
projetuais.
Com	 a	 evolução	 da	 tecnologia,	 foi	 possível	 a	 criação	 de	 estratégias	 de	
apresentação	que	se	aproximavam	mais	dos	usuários,como	a	renderização	de	maquetes	
eletrônicas	 que	 atualmente	 conferem	 realismo	 fotográfico	 aos	 desenhos	 e	 com	 a	
humanização	 de	desenhos,	que	permitem	a	associação	de	realismo	e	texturas.	
Nesta	 unidade, iremos	 entender	 melhor	 a	 humanização	 de	 desenhos,	 as	
vantagens	 e	 ferramentas	 disponíveis	 no	 mercado	 para	 a	 confecção	 desses	 desenhos,	
veremos	 ainda	 como	 as	 ferramentas	 que	 já	 utilizamos	 para	 desenhar	 arquitetura	 se	
relacionam	 com	 as	 ferramentas	de	edição	de	 imagem,	como	utilizar	e	pesquisar	blocos	
de	mobiliários	 e	 ainda	 conhecer	 o	 Corel	 Draw,	 um	 software	 de	 edição	 e	 diagramação	
utilizado	por	designers	no	mundo	inteiro.
Ao	 final	 desta	 unidade,	 teremos	 introduzido	 todos	 os	 componentes	 da	
humanização	de	desenhos	e	você	 terá	 todas	as	 informações	para	potencializar	as	suas	
apresentações	de	projetos	computadorizados.
27UNIDADE II Humanização de Desenhos em Corel Draw
1. INTRODUÇÃO À HUMANIZAÇÃO DE DESENHOS
O	arquiteto	é	o	profissional	responsável	por	idealizar	as	edificações	antes	da	sua	
construção,	ele	é	responsável	pelo	projeto	de	arquitetura,	e	como	já	vimos,	esse	projeto	é	
apresentado	por	meio	de	desenhos.	No	entanto,	a	apresentação	desse	projeto	geralmente	
é	feita	primeiramente	ao	cliente	ou	investidor,	ou	seja,	apresentamos	a	concepção	projetual	
a	um	leigo.	Uma	pessoa	leiga	tem	dificuldades	de	interpretar	as	convenções	do	desenho	
técnico	 em	 arquitetura,	 e	 ainda,	 de	 compreender	 espacialmente	 o	 desenho,	 não	
conseguindo	fazer	alusão	à	realidade.
Com	 a	 evolução	 das	 tecnologias	 e	 com	 a	 apresentação	 de	 projetos	
computadorizados,	 a	 cada	 dia,	 os	 desenhos	 vêm	 se	 aproximando	 cada	 vez	 mais	 da	
realidade	 para	 que	 esse	 cliente	 leigo	 possa	 compreender	 a	 proposta	 do	 arquiteto	 da	
maneira	 mais	 clara	 possível.	 Os	 desenhos	 humanizados	 são	 uma	 das	 formas	
encontradas	 na	 apresentação	 de	 projetos,	 eles	 têm	 o	 objetivo	 de	 afastar	 o	 projeto	 do	
desenho	técnico	e	aproximá-lo	da	realidade.
Humanizar,	 como	 o	 próprio	 termo	 já	 sugere,	 significa	 tornar	 humano	 e	
consequentemente	tornar	real,	assim,	um	desenho	humanizado	é	um	desenho	que	possui	
elementos	de	apresentação	que	se	assemelham	ao	objeto	construído	na	vida	real.	Neste	
sentido,	 um	 desenho	 humanizado	 não	 pode	 contar	 apenas	 com	 linhas	 e	 formas,	 ele	
precisa	 se	 apoiar	 em	 texturas,	 luzes,	 sombras	 e	 elementos	 que	 trazem	 noções	 de	
escala,	como	pessoas,	carros	e	mobiliários.
 Os	desenhos	humanizados	 têm	ainda	o	poder	de	evidenciar	decisões	projetuais,	
trazendo	para	a	compreensão	do	projeto,	a	importância	da	escolha	de	materiais,	mobiliários	
28UNIDADE II Humanização de Desenhos em Corel Draw
e	 volumes,	 pois	 através	 desses	 desenhos	 o	 cliente	 consegue	 fazer	 uma	
associação	 de	como	a	composição	se	revela	fora	do	papel.
É	 importante	 lembrar	 ainda,	 que	 os	 desenhos	 humanizados	 só	 são	 possíveis	
quando	o	arquiteto	já	fez	a	concepção	completa	do	projeto,	pois	humanizar	um	desenho	
exige	que	o	projeto	já	esteja	avançado	em	relação	às	decisões	projetuais.	Por	não	ser	um	
desenho	 técnico	 e	 por	 estar	 associado	 a uma	 imitação	 da	 realidade	 e	 não	 à	
representação	fiel	 dela,	 os	 desenhos	 humanizados	 são	 utilizados	 com	mais	 frequência	
por	arquitetos	e	designers,	pois	eles	não	transmitem	informações	precisas	do	projeto.
As	 vantagens	 de	 se	 fazer	 a	 humanização	 de	 desenhos	 são	 inúmeras,	 elas	
aproximam	o	cliente	da	linha	de	pensamento	do	arquiteto,	permitem	que	as	funções	dos	
espaços	fiquem	claras	e	bem	definidas,	auxiliam	na	compreensão	do	tamanho	do	espaço,	
reforçam	a	necessidade	de	um	projeto	completo	e	alinhado	e	tornam	a	arquitetura	atrativa	
e	lucrativa.	As	imagens	abaixo	demonstram	bem	como	o	entendimento	do	projeto	se	torna	
mais	palpável	para	os	leigos	quando	adicionamos	textura,	luz	e	sombra	aos	objetos.
FIGURA 1 – EXEMPLO DE PLANTA BAIXA FIGURA 2 - EXEMPLO DE PLANTA BAIXA HUMANIZADA 
REPRESENTAÇÃO EM PLANTA DE UM PROJETO EM DESENHO TÉCNICO E O OUTRO HUMANIZADO
Podemos	 trabalhar	 a	 humanização	 de	 desenhos	 à	 mão	 livre	 e	 de	 forma	
computadorizada.	 No	 caso	 do	 desenho	 à	 mão	 livre,	 são	 feitas	 pinturas	 com	 aquarela,	
lápis	de	cor	ou	marcadores,	que	conferem	ao	desenho	 textura,	 luzes	e	sombras.	 Já	as	
computadorizadas,	 trazem	 inúmeras	 possibilidades	 de	 softwares	 que	 podem	 ser	
usados	 e	 com	 diferentes	formas	de	aplicação.	Atualmente	os	softwares	mais	conhecidos	
de	humanização	de	desenhos	são	o	Autocad,	Photoshop	e	o	Corel	Draw,	este	último	será	
o	software	escolhido	para	desenvolvermos	nosso	estudo.
29UNIDADE II Humanização de Desenhos em Corel Draw
2. INTRODUÇÃO AO SOFTWARE COREL DRAW
Para	trabalharmos	a	humanização	de	desenhos	de	forma	computadorizada	vamos	
utilizar	 o	 Corel	 Draw,	 um	 software	 de	 desenho	 orientado	 a	 objetos	 (SCHWARTZ;	
PHYLLIS,	2013). Diferentemente	dos	softwares	de	edição	de	imagem	que	trabalham	com	
a	 manipulação	 dos	 bitmaps,	 como	 o	 Adobe	 Photoshop,	 o	 Corel	 Draw	 trabalha	 com	 a	
construção	de	objetos	(vetores).
Os	 bitmaps	 são	 a	 junção	 de	 pontos	 de	 cores	 minúsculas	 denominados	 pixels,	
apesar	 de	 ser	 possível	 a	 construção	 de	 bitmaps	 digitalmente,	 comumente	 eles	 são	
imagens	digitalizadas.	 Já	os	vetores, são	objetos	de	caminho	aberto	ou	 fechado,	esses	
caminhos	 são	 construídos	 a	 partir	 de	 nós,	 o	 software	 nos	 dá	 ferramentas	 para	 a	
manipulação	 desses	 nós,	 dessa	 forma,	 o	 Corel	 se	 adequa	 à	 arquitetura,	 pois	 quando	
importamos	 um	desenho	 do	Autocad,	 as	 linhas	 se	 transformam	em	 caminhos	 com	nós	
editáveis. 
À	 primeira	 vista	 o	 software	 parece	 complexo,	 pois	 possui	 muitos	 recursos,	
porém, se	 entendermos	 o	 princípio	 de	 seu	 funcionamento,	 que	 é	 a	 manipulação	 de	
vetores,	 fica	 mais	 claro	 como	 aplicar	 as	 ferramentas	 à	 humanização	 de	 desenho	 na	
arquitetura.	 Ainda	 é	 possível,	 dentro	 do	 Corel	 Draw,	 a	 importação	 de	 bitmaps,	mas	 a	
manipulação	destes	é	mais	restrita	a	posicionamento	e	formato.
Ao	abrir	o	software,	nos	deparamos	com	a	sua	interface,	a	área	de	trabalho	onde	
desenvolveremos	a	maior	parte	do	trabalho.	O	software	possui	versões	variadas,	que	são 
lançadas	todos	os	anos	com	atualizações,	no	entanto,	não	temos	diferenciação	na	forma	
de	 funcionamento,	 para	 o	 nosso	 estudo	 utilizaremos	 a	 versão	 2019.	 Nesta	 versão,	 o	
que	temos	que	destacar	na	interface	do	programa	são	os	pontos	abaixo:
30UNIDADE II Humanização de Desenhos em Corel Draw
1 - Barra de título:	 nome	 do	 software,	 e	 nome	 e	 local	 do	 arquivo.
2 - Barra de menus:	 menus	 padrão	 (Arquivo,	 Editar,	 Inserir etc.).
3 - Barra de ferramentas:	 barra	 de	 comandos	 com	 as	 ferramentas	 principais.
4 - Barra de propriedades: barra	que	muda	de	acordo	com	o	objeto/	ferramenta	
selecionada,	auxiliando	na	execução	da	ferramenta;
5 - Guia:	 barra	 que	 agrupa	 as	 janelas	 abertas	 dentro	 do	 software;
 6 - Réguas:	podem	ser	movidas	para	onde	necessário	e	auxiliam	na	construção	de	
objetos,	ao	clicar	na	régua	e	puxar,	temos	o	surgimento	de	uma	linha	guia.
7 - Linha guia:	 linhas	 não	 imprimíveis,	 podendo	 ser	 verticais	 ou	 horizontais;
8 - Caixa de ferramentas:	 agrupa	 as	 ferramentas	 de	 edição	 de	 objetos;
9 - Janela de desenho:	 espaço	 dentro	 da	 área	 de	 trabalho	 não	 imprimível;
10 - Borda da página: define	a	área	imprimível	dentro	da	área	de	trabalho,	simula	
o tamanho	da	página	a	ser	impressa;
11 - Virador e Guia de página:	 adicione	 páginas	 de	 impressão	 ao	 arquivo	 e	
navegue	entre	elas;
12 - Paleta de cores do documento:	cores	que	já	foram	utilizadas	no	arquivo; 
13 - Barra de status do objeto:	mostra	características	do	objeto	selecionado; 
14 - Barra de dicas:	pode	ser	fechada	a	qualquer	momento,	porém	se	altera	de	
acordo	com	a	ferramenta	selecionada,	dando	dicas	sobre	as	ferramentas;
15 - Paletas de cores padrão:	 utilize	 a	 paletade	 cores	 para	 adicionar	
preenchimento	 e	 contorno	 aos	 objetos.	Objetos	 de	 caminho	 aberto	 não	 podem	 receber	
preenchimento,	apenas	cor	de	contorno.
FIGURA 3 - INTERFACE DO SOFTWARE COREL DRAW 2019
Fonte:	DE	JESUS,	2021.
31UNIDADE II Humanização de Desenhos em Corel Draw
É	 importante	 ressaltar	a	existência	de	área	 imprimível	e	não	 imprimível	no	Corel	
Draw,	o	que	chamamos	de	borda	de	página	é	a	nossa	página	de	 impressão,	a	prancha	
dentro	 do	 software,	 tudo	 que	 está	 desenhando	 dentro	 desta	 borda	 é	 imprimível,	 no	
entanto,	 o programa permite que você desenhe fora dessas bordas, e o que está fora 
navega de uma página para outra, porém não é imprimível, como se fosse o espaço da 
sua mesa de trabalho.
As ferramentas de edição nos permitem criar objetos de caminho aberto, como por 
exemplo, a ferramenta mão livre, que cria nós de acordo com o caminho determinado pelo 
mouse, ou objetos de caminho fechado, que é o caso da ferramenta elipse, ou retângulo. 
Para modificar qualquer objeto criado na área de trabalho, é necessário selecioná-lo, ao 
clicar no objeto aparecerão pontos de controle que permitem esticar ou comprimir o objeto, 
ou se clicarmos novamente, girar ou distorcê-lo. Para mover qualquer objeto, basta 
apenas clicar sobre ele e arrastá-lo.
FIGURA 4 - OBJETO SELECIONADO, PONTOS DE CONTROLE
Fonte:	DE	JESUS,	2021.
Para	a	humanização	de	desenhos,	iremos	utilizar	as	ferramentas	de	construção	de	
formas,	preenchimento,	contorno	e	importação	de	imagens	e	texturas.	O	preenchimento	de	
objetos	de	caminho	fechado	é	realizado	apenas	pelo	clique	no	objeto	que	deseja	preencher	
e	em	seguida	na	cor	escolhida	na	paleta	de	cores,	para	alteração	da	cor	de	contorno,	o	
procedimento	é	o	mesmo,	porém	o	clique	é	realizado	na	cor	com	o	botão	direito	do	mouse.
A	ferramenta	textos	no	Corel	Draw	funciona	através	de	caixas	de	texto,	ou	textos	
artísticos,	que	são	palavras	ou	frases	soltas	de	um	alinhamento	específico,	após	a	inserção	
do	texto,	ele	se	torna	um	objeto	como	qualquer	outro,	e	dessa	forma,	pode	ser	manipulado	
em	seu	preenchimento,	contorno	e	formato.
32UNIDADE II Humanização de Desenhos em Corel Draw
FIGURA 5 - EXEMPLOS DA FERRAMENTA TEXTO NO SOFTWARE COREL DRAW
Fonte:	DE	JESUS,	2021.
O	software	ainda	se	utiliza	de	 ícones	para	demonstrar	as	 ferramentas,	auxiliando	
no	 caráter	 intuitivo	 de	 sua	 utilização,	 as	 ferramentas	 ativas	 aparecem	 como	 um	 ícone	
pressionado	 e	 alteram	 a	 barra	 de	 propriedades	 ativa.	 Algumas	 ferramentas	 possuem	
ferramentas	 relacionadas	 e	 se	 apresentam	 no	 formato	 menu	 cascata,	 que	 ao	 manter	
pressionado	o	pequeno	triângulo	no	canto	inferior	direito,	revela	opções	de	como	utilizá-las.
FIGURA 6 - FERRAMENTAS DE EDIÇÃO DE OBJETOS DO SOFTWARE COREL DRAW
Fonte:	SCHWARTZ,	PHYLLIS,	2013.
A	partir	dessa	introdução	conseguimos	um	entendimento	básico	do	software	para	
seguir	com	nossos	estudos	sobre	desenhos	humanizados,	seguiremos	entendendo	como	
importar	blocos	e	desenhos	para	dentro	do	software.
33UNIDADE II Humanização de Desenhos em Corel Draw
3. ENTENDENDO A BIBLIOTECA DE BLOCOS
Para	 humanizar	 nossos	 desenhos,	 teremos	 que	 trabalhar	 com	 os	 vetores e 
bitmaps,	 fazendo	 uma	 composição	 de	 ambos,	 de	 forma	 que	 a	 combinação	 destes	
elementos	 nos	 ajude	 a	 conferir	 texturas,	 luz,	 sombra	 e	 cor	 para	 os	 desenhos	
arquitetônicos.	
No	Corel	Draw	iremos	trabalhar	com	a	importação	de	blocos	no	formato	png,	que	
é	 um	 tipo	 de	 bitmap	 que	 possui	 fundo	 transparente,	 e	 dessa	 forma	 podemos	 montar	
dentro	 dos	 desenhos	 arquitetônicos	 esses	 blocos,	 inserindo	 mobiliário,	 carros,	 e	
vegetação	realistas	no	desenho.	
Para	esse	curso,	 foi	disponibilizado	uma	biblioteca	de	blocos,	que	possui	esses	
bitmaps	 em	 png	 de	 diversos	 mobiliários,	 vegetação,	 carros	 etc.	 Na	 internet	 temos	 à	
disposição	 uma	 variedade	 de	 bibliotecas	 desse	 tipo	 de	 conteúdo	 que	 você	 pode	
acrescentar	 a	 essa	 que	 foi	 disponibilizada	 e	 potencializar	 os	 seus	 desenhos.	 A	 nossa	
biblioteca	está	organizada	da	seguinte	forma:
FIGURA 7 - ORGANOGRAMA ORGANIZAÇÃO DA BIBLIOTECA DE BLOCOS
Fonte:	DE	JESUS,	2021.
34UNIDADE II Humanização de Desenhos em Corel Draw
- Blocos	em	CDR:	blocos	de	mobiliário	em	formato	CDR,	os	desenhos	estão	em 
vetores	e	conferem	menos	realismo	ao	desenho,	de	forma	mais	artística.
- Blocos	 em	 PNG:	 blocos	 de	 mobiliário	 em	 formato	 PNG,	 as	 imagens	 estão	
renderizadas,	e	conferem	mais	realismo	ao	desenho.
- Texturas	e	Padrões:	bitmaps	realistas	para	serem	utilizados	como	hachuras	nos 
desenhos	e	dar	textura	e	cor	para	os	desenhos	humanizados.
FIGURA 8 - EXEMPLO DOS BLOCOS REALISTAS EM PNG
Fonte:	DE	JESUS,	2021.
Considerando	 que	 a	 inserção	 será	 feita	 no	 desenho	 de	 forma	 livre,	 é	
imprescindível	 que	 se	 tome	 cuidados	 com	 a	 escala	 dos	 blocos	 inseridos,	 pois	 eles	
podem	 gerar	 uma	 noção	 errada	 do	 tamanho	 dos	 espaços	 projetados	 nos	 desenhos	
arquitetônicos.	 Ao	 iniciar	 a	 humanização	 de	 desenhos	 e	 a	 colagem	 de	 blocos,	 é	
fundamental	 que	 ela	 seja	 feita	 em	 cima	 de	 um	 desenho	 técnico	 com	 o	 mínimo	 de	
elementos	necessários	para	dar	essa	“noção	de	escala”.
Baixe	 os	 arquivos	 de	 suporte	 desse	 curso	 para	 uma	 pasta	 conhecida	 no	 seu	
computador.	 No	 software	 Corel	 Draw,	 iremos	 abrir	 a	 tela	 inicial,	 um	 arquivo	 novo	 e	
importar	nossos	blocos	para	dentro	da	área	de	 trabalho,	para	entender	como	será	 feito	
esse	processo	quando	estivermos	montando	nossos	desenhos	humanizados:
Abra	o	software	Corel Draw	2019;
Vá	em	Arquivo	>	Novo	>	Criar novo documento	(defina	o	nome	do	arquivo	e	as 
dimensões);
Vá em Arquivo	>	Importar;
Na	janela	de	importação,	procure na	pasta	que	você	salvou	a	sua	biblioteca de 
blocos	e	escolha	um	arquivo	da	pasta	“Blocos em PNG”;
35UNIDADE II Humanização de Desenhos em Corel Draw
Clique no	nome	do	arquivo	escolhido	e	em	Importar;
Utilize o cursor	do	mouse	para	posicionar e dimensionar	o	bitmap	importado,	ou	
clique	a	tecla	enter e	o	software	irá	centralizar	o	bitmap	na	página.	
FIGURA 9 - TELA CRIAR NOVO DOCUMENTO, COREL DRAW 2019
Fonte:	DE	JESUS,	2021.
FIGURA 10 - CURSOR DE IMPORTAÇÃO CONTÉM NOME DO ARQUIVO, 
DIMENSÕES E INSTRUÇÕES DE INSERÇÃO, COREL DRAW 2019
Fonte:	DE	JESUS,	2021.
O	uso	dos	blocos	é	fundamental	para	tornar	ágil	o	processo	de	humanização	dos	
desenhos,	pois	o	que	fazemos	é	aproveitar	as	ferramentas	de	edição	do	Corel	Draw	para	
fazer	uma	espécie	de	colagem	sobre	o	desenho	técnico.	Seguiremos	aprendendo	como	
preparar	os	desenhos	técnicos	do	Autocad	para	o	Corel	Draw.
36UNIDADE II Humanização de Desenhos em Corel Draw
4. PREPARANDO OS ARQUIVOS EM AUTOCAD E SKETCHUP
 O	 Autocad	 é	 um	 software	 de	 desenho	 assistido	 por	 computador	 em	 que	
utilizamos	 coordenadas	 para	 definir	 linhas	 e	 criar	 formas,	 apesar	 de	 ter	 evoluído	
graficamente, software ainda possui limitações em relação a representação gráfica, sendo 
ideal para desenhos de precisão, o desenho técnico, mas deixando a desejar no quesito 
montagem de apresentação.	
O	 Sketchup	 é	 uma	 ferramenta	 de	 modelagem	 3D	 que	 possui	 uma	 interface	
intuitiva	e	 com	 grande	 variedade	 de	 blocos	 disponíveis	 para	 incorporação	 no	 projeto.	
O	 próprio	 software	 disponibiliza	 uma	 ferramenta	 chamada	 Layout	 que	 auxilia	 na	
apresentação	 de	projetos	a	partir	do	modelo	construído,	por	 ter	a	característica	de	uma	
planta	tridimensional	realista,	é	possível	exportar	do	Sketchup	plantas	com	textura,	luz	e	
sombra,	 é	 só	 colocarmos	 no	 Corel	 Draw	 para	 realizar	 a	 montagem	 e	 diagramação	 de	
pranchas	e	o	acréscimo	de	textos	informativos	e	símbolos	gráficos.
Neste	 tópico,	 vamos	aprender	 a	exportar	 os	desenhos	arquitetônicos	de	ambos	
softwares,	com	a	diferença	que	do	Autocad	 iremos	exportar	um	desenho	que	se	tornará	
vetores	 no	Corel	 Draw	 e	 do	 Sketchup	 iremos	 exportar	 um	bitmap	 paraser	 aprimorado	
em	seguida.	Para	este	tópico,	foram	disponibilizados	os	arquivos	em	DWG	(extensão	de	
arquivos	Autocad	e	o	SKP	(extensão	dos	arquivos	Sketchup,	baixe	os	arquivos	de	suporte	
desse	curso	para	uma	pasta	conhecida	no	seu	computador.
37UNIDADE II Humanização de Desenhos em Corel Draw
4.1 Exportando do Autocad para o Corel Draw
No	Autocad,	 abra	 o	 arquivo	 PLANTA BAIXA,	 dentro	 desse	 arquivo,	 você	 verá	
duas	plantas	simples,	uma	com	o	layout	de	mobiliário	solto	e	outra	limpa,	apenas	com	as	
paredes,	pias	e	sanitários.	É	dessa	forma	que	você	deve	preparar	a	sua	planta	para	ser	
exportada	para	o	Corel	Draw,	elimine	hachuras,	 textos,	cotas,	blocos	de	vegetação	etc.	
É	importante	que	o	desenho	esteja	com	os	layers	corretos	e	feito	de	forma	limpa	e	sem	
grande	quantidade	de	linhas	sobrepostas,	assim,	ao	finalizar	a	limpeza	da	planta,	deletando	
os	elementos	indesejados,	siga	os	passos	abaixo:
Digite o	comando Purge > Enter > Purge All;
Em	seguida,	digite	o	comando Overkill > Selecione os desenhos > Enter;
Finalmente, digite Zoom > All, verifique	se	não	há	desenhos	soltos	no	projeto,	
temos	que	ter	na	tela	só	os	desenhos	que	iremos	exportar;
FIGURA 11 - DESENHOS “LIMPOS” NO AUTOCAD
Fonte:	DE	JESUS,	2021.
Salve	o	arquivo	no	formato	DWG.
Abra	o	software	Corel Draw	2019;
Vá	em	Arquivo	>	Novo	>	Criar novo documento	(defina	o	nome	do	arquivo	e	as	
dimensões);
Vá em Arquivo	>	Importar;
Na	janela	de	importação,	procure na	pasta	que	você	salvou;
Clique no	nome	do	arquivo	“Planta Baixa”	e	em	Importar e	siga	a	tela	abaixo;
38UNIDADE II Humanização de Desenhos em Corel Draw
FIGURA 12 - TELA DE IMPORTAÇÃO DO ARQUIVO AUTOCAD NO COREL DRAW
Fonte:	DE	JESUS,	2021
 Utilize o cursor	do	mouse	para	posicionar e dimensionar	o	vetor	importado,	ou	
clique	a	tecla	enter e	o	software	irá	centralizar	o	vetor	na	página,	ATENÇÃO:	no	Autocad,	
nós	desenhamos	em	tamanho	real,	logo	se	você	apenas	centralizar	na	página,	o	desenho	
ficará	em	tamanho	real	e	muito	maior	do	que	a	borda	da	página	escolhida,	utilize	o	cursor	
para	redimensionar	o	desenho.
Selecione	o	desenho	>	F12	>	Mude	a	espessura	do	contorno	para	Hairline,	con-
forme	abaixo;
FIGURA 13 - TELA DE CONFIGURAÇÃO DE CONTORNO NO COREL DRAW
Fonte:	DE	JESUS,	2021.
Agora	seu	desenho	está	pronto	para	iniciarmos	a	humanização.
39UNIDADE II Humanização de Desenhos em Corel Draw
4.2 Exportando do Sketchup para o Corel Draw
No	sketchup,	abra	o	arquivo	do	modelo	desejado	de	exportação,	e	posicione	ele	na	
vista	que	você	deseja	exportar,	se	for	uma	planta	como	no	caso	do	desenho	anterior,	será	
necessário	fazer	um	plano de corte,	e	orientar	a	vista	para:	Alto.
Vá	em	Câmera	>	Projeção	Paralela;
Vá	em	Arquivo	>	Exportar	>	Gráfico	2D;
Na	caixa	de	diálogo,	escolha	o	local	do	arquivo	e	salvar;
Abra	o	software	Corel Draw	2019;
Vá	em	Arquivo	>	Novo	>	Criar novo documento	(defina	o	nome	do	arquivo	e	as	
dimensões);
Vá em Arquivo	>	Importar;
Na	janela	de	importação,	procure na	pasta	que	você	salvou;
Clique no	nome	do	arquivo	e	em	Importar;
Utilize o cursor	do	mouse	para	posicionar e dimensionar	o	bitmap	importado,	ou	
clique	a	tecla	enter e	o	software	irá	centralizar	o	bitmap	na	página.	
Nosso	 foco	 nesse	 curso	 é	 a	 humanização	 de	 desenhos	 técnicos,	 por	 isso	 não	
iremos	nos	aprofundar	na	transformação	de	desenhos	vindos	do	Sketchup,	por	já	serem	
representações	mais	realísticas	e	artísticas.
Como	 já	 vimos	 anteriormente,	 um	 bitmap	 não	 é	 manipulável	 no	 Corel	 Draw. 
Porém,	a	partir	 dessa	 importação	podemos	acrescentar	 textos	e	blocos	em	cima	dessa	
imagem,	 bem	 como	 prepará-la	 para	 fazer	 parte	 de	 uma	 prancha	 diagramada	 no	
programa.
Neste	tópico,	aprendemos	como	preparar	os	arquivos	para	trabalhar	com	eles	no	
Corel	 Draw	 da	 melhor	 maneira	 possível,	 entendendo	 a	 diferença	 entre	 a	 importação	
de	arquivos	que	se	transformam	em	vetores	e	arquivos	que	se	transformam	em	bitmaps.
Seguiremos	 na	 próxima	 unidade,	 iniciando	 o	 passo	 a	 passo	 de	 como	 construir	
uma	 planta	 humanizada	 no	 Corel	 Draw,	 utilizando	 os	 princípios	 e	 ferramentas	 que	
aprendemos	aqui.
40UNIDADE II Humanização de Desenhos em Corel Draw
SAIBA MAIS
O	Corel	Draw	é	o	software	pioneiro	em	diagramação	e	layout,	criado	em	1989,	com	as	
suas	atualizações	rapidamente	em	1991	incorporou	ilustração	vetorial,	layout	de	página,	
edição	de	fotos	no	mesmo	software,	tornando-se	a	primeira	suíte	de	edição	gráfica	da	
história,	atualmente	é	o	software	de	edição	mais	usado	no	Brasil,	e	o	principal	software	
utilizado	para	produção	de	produtos	gráficos.
Fonte:	CRISTIAN,	2013.
REFLITA 
A	humanização	de	plantas	é	a	 tradução	da	arquitetura	para	a	 linguagem	do	usuário.	
“A	arquitetura	 só	 é	 considerada	 completa	 com	 a	 intervenção	 do	 ser	 humano	 que	 a	
experimenta”.	
Tadao Ando.	Arquiteto.
41UNIDADE II Humanização de Desenhos em Corel Draw
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nesta	 unidade	 abordamos	 as	 diversas	 razões	 pelas	 quais,	 como	 arquitetos,	
devemos	 nos	 preocupar	 e	 aprimorar	 nossa	 forma	 de	 apresentar	 projetos,	 é	 importante	
reforçar	 que	 a	 representação	 gráfica	 em	 arquitetura	 é	 a	 forma	 como	 comunicamos	 o	
projeto, e	 da	 mesma	 forma	 que	 um	 jornalista	 precisa	 entender	 seu	 público	 para	
comunicar	uma	notícia	da	forma	mais	clara	possível,	assim	também	o	arquiteto	deve	se	
esforçar	para	traduzir	seu	projeto	de	forma	eficiente	e	atrativa.
Na	 arquitetura,	 vendemos	 ideias	 e	 essas	 ideias	 precisam	 ser	 compreendidas	
antes	mesmo	 de	 serem	 executadas,	 por	 isso	 o	 desenho	 e	 as	 formas	 de	 apresentação 
são	de	extrema	importância.
Com	certeza	antes	de	iniciar	seus	estudos	nesta	unidade,	você	já	havia	tido	contato	
com	as	plantas	humanizadas,	por	serem	uma	estratégia	amplamente	utilizada	pelo	mercado	
imobiliário,	no	entanto,	como	vimos	no	primeiro	tópico	há	diversas	formas	de	realizarmos	
essa	humanização.
No	segundo	tópico	seguimos	entendendo	melhor	sobre	uma	poderosa	ferramenta	
de	design,	o	Corel	Draw.	É	importante	conhecer	essa	ferramenta,	pois	além	da	confecção	
de	 desenhos	 humanizados	 e	 a	 diagramação	 de	 pranchas,	 é	 possível	 desenvolver	 nela	
diagramas	e	esquemas	que	auxiliem	na	apresentação	de	projetos.
Já	no	terceiro	tópico,	entendemos	um	pouco	mais	sobre	como	vamos	trabalhar	a	
humanização	 de	 desenhos	 dentro	 do	 software	 e	 como	 utilizar	 o	 material	 de	 apoio	
disponibilizado	para	esse	curso.
E	 finalmente,	 no	 quarto	 tópico,	 iniciamos	 a	 preparação	 dos	 desenhos	 para	
importação	 deles	 dentro	 do	 Corel	 Draw,	 para	 iniciarmos	 nosso	 processo	 de	
humanização,	reforçando	a	diferença	entre	vetores e	bitmaps.
Lembrando	que	nosso	curso	vai	 introduzir	a	humanização	de	desenhos,	porém,	
esse	é	um	mercado	de	grande	importância	na	arquitetura	hoje,	assim	como	a	renderização	
de	imagens,	e	pode	ser	explorado	como	uma	alternativa	de	área	de	atuação	na	arquitetura.
42UNIDADE II Humanização de Desenhos em Corel Draw
LEITURA COMPLEMENTAR
Como	 podemos	 perceber,	 a	 representação	 gráfica	 possui	 inúmeras	 técnicas,	
a	 humanização	 de	 desenhos	 é	 uma	 delas,	 da	 qual	 busca	 aproximar	 o	 cliente	 da	
linguagem	de	projeto.	Atualmente,	temos	muitos	sites	e	blogs	de	arquitetura	que	ajudam	
no	 aprimoramento	 da	 apresentação	 de	 projetos.	 O	 Portal	 44	Arquitetura	 escreveu	 um	
artigo	 sobre	 essa	 técnica	 de	 representação	 que	 complementa	 o	 que	 estudamos	 nesta	
unidade.	
Como elaborar uma planta humanizada?
Muitos	 não	 entendem	o	 que	 significa	 o	 termo	Humanizada	 ou	Humanização	 de	
Desenhos.	Apesar	de	parecer	ser	algo	complicado,	desenhos	em	formatos	humanizados	
possuem	 cores,	 efeitos	 de	 luz,	 sombras	 e	muita	 texturização.	As	 plantas	 humanizadas	
ficam	mais	amigáveis	para	o	cliente.	Sendo	assim,	um	projeto	técnico	ou	arquitetônico	é	
simplificado	ao	entendimento	de	 leigos.	O	objetivo	maior	é	o	de	 transpassar	 clareza	ao	
layout	 de	 um	 empreendimento,de	 uma	 planta	 interna	 ou	 até	mesmo	 de	 uma	 fachada!	
A	planta	 humanizada	 se	destaca	por	 seu	 colorido	 devido.	 Isto	 se	deve	a	 utilização	dos	
componentes	 da	 biblioteca	 de	 mobiliário.	 Quanto	 maior	 a	 biblioteca	 com	mais	 opções,	
melhor	fica	a	 representação.	Mas	claro,	 técnica	e	bom	gosto	 juntas	sempre	 formam	um	
bom	casamento.
A	UTILIZAÇÃO	DE	BLOCOS
Utilizar	blocos,	principalmente	na	escala	correta,	além	de	deixar	o	seu	projeto	mais	
fiel	 à	 realidade,	 proporciona	 muito	 mais	 beleza!	 Quem	 nunca	 perdeu	 um	 longo	 tempo	
admirando	uma	planta	humanizada?	Quanto	mais	bem	 feitinha,	maior	o	 interesse	sobre	
ela,	 consequentemente	 maior	 admiração	 pelo	 trabalho	 do	 ilustrado.	 O	 capricho	 faz	
parte	do	trabalho!	Nunca	se	esqueçam	disso!
OS	PROGRAMAS	UTILIZADOS	PARA	PLANTA	HUMANIZADA
Algumas	pessoas	 imaginam	que	somente	é	possível	 fazer	plantas	humanizadas	
em	 Corel	 Draw.	 Porém,	 além	 do	 Corel	 e	 Photoshop,	 podemos	 fazer	 humanizadas	 em	
qualquer	programa	que	trabalhe	com	3D.	E	isso	tudo	de	uma	forma	muito	simples.	Dá	pra	
fazer	humanizadas	com	o	AutoCAD,	Sketchup,	Max,	Lumion,	REVIT	etc.	Enfim,	todos	os	
programas	3D.	Para	isso,	basta	salvar	uma	cena	com	uma	vista	superior	do	seu	trabalho	
e	 pronto!	 O	 resultado	 é	 uma	 planta	 menos	 técnica	 pronta	 pra	 proporcionar	 maior	
entendimento	do	seu	projeto	diante	do	cliente.
43UNIDADE II Humanização de Desenhos em Corel Draw
Claro	que	a	finalidade	da	humanizada	vai	determinar	qual	programa	você	vai	utilizar.	
Por	exemplo,	para	grandes	empreendimentos	com	fins	comerciais,	principalmente	as	de	
alto	padrão,	não	se	utiliza	humanizadas	do	AutoCAD	ou	Sketchup.	Neste	caso,	utilizam-se	
programas	de	maior	expressão	gráfica	como	o	Corel	e	Photoshop.
A	GOSTO	DO	PROFISSIONAL	E	CLIENTE
Existem	 profissionais	 que	 só	 trabalham	 com	 plantas	 humanizadas.	
Nestes	casos,	 o	 cliente	 envia	 o	 projeto	 técnico	 com	 a	 sugestão	 de	 layout	 ou	 não.	 A	
partir	 daí,	o profissional irá desenvolver o projeto de acordo com o seu projeto mobiliário 
o profissional irá desenvolver o projeto de acordo com o seu projeto mobiliário, ou ao 
menos referencias dos móveis a serem utilizados, como estilo, cores etc. Isso já é 
pessoal, e vai de acordo com o projeto do cliente. É sempre melhor que o cliente forneça 
essas informações para que não haja problemas no resultado final da Humanizada. 
Geralmente o valor desse tipo de trabalho varia de acordo com a complexidade do 
projeto, o número de plantas ou ambas. O profissional deixa sempre especificado o 
número de revisões que poderão ser realizadas pra que seja evitado os eternos vai e vem 
de alterações no trabalho! É sempre bom perguntar antes de iniciar os trabalhos e 
principalmente na primeira revisão já passar todas as informações.
Fonte:	44	Arquitetura.	“Como elaborar uma planta humanizada?” 10	Mar	2014.	
44	Arquitetura.	Acessado	em	11	Dez	2020.	http://44arquitetura.com.br/2014/03/planta-hu-
manizada-elaborar/.
44UNIDADE II Humanização de Desenhos em Corel Draw
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO 
Título: Corel	Draw	2019
Autor: Marcos	Serafim	de	Andrade
Editora: Senac	São	Paulo
Sinopse:	 O	 CorelDRAW	 2019	 é	 um	 software	 de	 edição	
vetorial	 que	 permite	 desenvolver	 projetos	 tanto	 para	 a	
impressão	 gráfica	 quanto	 para	 a	 web,	 tornando-se	 uma	
importante	 ferramenta	para	profissionais	da	área	de	design	e	de	
arte,	entre	outras.	Com	este	livro,	 você	 aprenderá	 a	 utilizar	 as	
ferramentas	 e	 configurações	 básicas	 do	 programa	 para	 criar	
ilustrações,	 trabalhar	 com	 textos	 e	 tabelas,	 vetorizar	 imagens	e	
gerenciar	 cores.	Além	 disso,	 aprenderá	 uma	 série	 de	 recursos	
para	organizar	seu	trabalho,	bem	como	para	 imprimir	 e	 exportar	
os	 projetos	 da	 melhor	 forma.	 Tudo	 isso	por	meio	de	atividades	
explicadas	 passo	 a	 passo	 e	 com	 o	 apoio	 de	 arquivos-modelo	
disponibilizados	on-line.
FILME/VÍDEO 
Título: Por	que	utilizar	o	Corel	para	criar	Plantas	Humanizadas?
Ano: 2018
Sinopse: Corel	é	um	programa	com	ferramentas	fáceis	de	utilizar	
para	 criação	de	plantas	humanizadas,	 se	você	deseja	 conhecer	
mais	 sobre	o	nosso	curso	básico	de	corel	plantas	humanizadas	
para	realizar	seus	projetos	pessoais	ou	da	faculdade.
Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?
v=KQZymHwT-My0&t=209s
45
Plano de Estudo:
● Inserindo	texturas,	portas	e	janelas	no	desenho	de	planta;
● Inserindo	texturas,	portas	e	janelas	no	desenho	de	cortes	e	elevações;
● Inserindo	blocos	no	desenho	humanizado;
● Exportando	desenhos	e	criando	animações	em	GIF.
Objetivos da Aprendizagem:
● Conceituar	e	contextualizar	a	elaboração	de	desenhos	Humanizados;
● Aplicar	a	utilização	do	software	Corel	Draw;
● Demonstração	do	funcionamento	do	software	Corel	Draw;
● Estabelecer	a	importância	da	Linguagem	Visual	na	apresentação	de	Projetos.
UNIDADE III
Humanização de Desenhos em Corel 
Draw - Parte II
Professora Victoria Carolina de Jesus
46UNIDADE III Humanização de Desenhos em Corel Draw - Parte II
INTRODUÇÃO
O	desenho	técnico	em	arquitetura	tem	por	objetivo	especificar	e	detalhar	a	forma	
como	o	projeto	será	construído,	ele	é	concebido	a	partir	de	uma	tela	em	branco,	seja	de	
forma	manual	ou	digital,	e	é	comunicado	através	dos	elementos	da	linguagem	visual	que	
já	conhecemos,	como	o	ponto,	a	linha,	a	forma	e	o	volume.	No	entanto,	esse	desenho	é	
apresentado	sem	cores	e	texturas,	para	que	essas	informações	não	entrem	em	conflito	com	
cotas	e	detalhamentos	fundamentais	para	a	obra.	
O	curioso	é	que	por	mais	preciso	e	detalhado	que	seja,	o	desenho	 técnico	vem	
sempre	 acompanhado	 de	 uma	 outra	 forma	 de	 representação	 na	 arquitetura	 que	
geralmente	possui	 cor,	 textura,	 luz	 e	 sombra,	 seja	 através	 de	 imagens,	 foto	 realísticas	
(renders),	 por	 desenhos	 humanizados,	 ou	 até	 mesmo	 maquetes.	 Isso	 porque,	 não	 é	
possível	 conceber	 a	 arquitetura	 sem	 cores	 e	 texturas,	 elas	 trazem	 para	 os	 projetos	
características	de	conforto	ambiental,	e	nos	ajudam	a	entender	o	propósito	do	projeto.
Nesta	unidade	seguiremos	estudando	como	aplicar	cores,	texturas,	luz	e	sombra	
aos	desenhos	de	arquitetura,	como	já	vimos	na	unidade	anterior,	através	da	humanização	
dos	 desenhos.	 Iremos	 compreender	 o	 que	 muda	 ao	 trabalharmos	 com	 os	 diferentes	
desenhos	da	arquitetura,	como	plantas	e	elevações.
Veremos	 também,	 a	 importância	 da	 inserção	 do	 mobiliário	 no	 desenho	 da	
arquitetura,	 na	 construção	do	 layout	 e	na	noção	de	escala,	 que	 são	obtidos	a	partir	 da	
leitura	dos	desenhos	humanizados.	
Ainda	nesta	unidade,	veremos	como	as	texturas	e	os	blocos	escolhidos	interferem	
no	estilo	de	apresentação	arquitetônico,	podendo	ir	do	mais	realista,	ao	mais	artístico,	não	
deixando	de	cumprir	com	o	objetivo	de	aproximar	o	cliente	do	projeto.
Finalmente,	 estudaremos	 formas	 de	 aplicação	 dos	 desenhos,	 transformando	 o	
desenho	humanizado	criado	no	software	Corel	Draw	em	imagens	que	podem	ser	usadas	
em	apresentações	impressas	e	até	mesmo	na	criação	de	animações	para	apresentações	
digitais.
Ao	final	desta	unidade,	teremos	a	compreensão	de	como	comunicar	a	arquitetura,	
a	 partir	 da	 prática	 do	 desenho	 humanizado	 por	 técnica	 computadorizada,	mas	 também	
entenderemos	 mais	 sobre	 a	 importância	 de	 se	 projetar	 os	 espaços	 levando	 em	
consideração,	cores,	texturas,	volumes,	luz	e	sombra.
47UNIDADE III Humanização de Desenhos em Corel Draw - Parte II
1. INSERINDO TEXTURAS, PORTAS E JANELAS – PLANTAS
O	desenho	humanizado	com	o	qual	temos	mais	contato	costuma	ser	a	planta	baixa,	
é	muito	utilizado	pelo	setor	imobiliário	para	a	divulgação	dos	empreendimentos,	dessa	forma	
fica	mais	fácil	a	associação	de	como	devem	ser	colocados	os	elementos	nesse	desenho,	e	
também	é	mais	comum	achar	materiais	disponíveis	na	internet	para	a	produção	das	plantas	
humanizadas.
A	 imagem	 que	 abre	 esse	 tópico	 é	 um	 moodboard –	 que	 em	 tradução	 literal	
significaquadro	 de	 temperamento	 –	 e	 na	 arquitetura	 é	 uma	 colagem	 com	 texturas,	
materiais	 e	 imagens	 de	 referência	 que	 evidenciem	 a	 composição	 feita	 no	 projeto.	
Como	 já	 vimos	 anteriormente,	 a	 planta	 humanizada	 é	 criada	 no	 momento	 da	
apresentação	do	projeto,	ou	seja,	 já	 está	definido	no	projeto	as	especificações,	 por	 isso 
é	 importante	ao	 iniciar	uma	planta	humanizada,	que	se	tenha	em	mãos	uma	espécie	de	
moodboard,	para	orientar	a	colocação	das	texturas	no	projeto.
Se	você	seguiu	o	passo	a	passo	da	unidade	anterior,	já	temos	nosso	desenho	de	
planta	 baixa	 importado	 para	 dentro	 do	 software	 Corel	 Draw,	 e	 iremos	 iniciar	 nosso	
processo	de	humanização.	Como	os	desenhos	no	Corel	Draw	não	utilizam	o	sistema	de	
penas	(espessuras)	do	Autocad,	é	necessário	trabalhar	a	hierarquia	do	desenho	com	as	
texturas,	luz	e	sombra.	
Ao	 importar	 do	Autocad,	 as	 linhas	 que	 estavam	 no	 mesmo	 layer	 no	 software,	
estarão	 agrupadas	 no	 Corel	 Draw,	 ou	 seja,	 as	 linhas	 de	 mesma	 cor,	 farão	 parte	 do	
mesmo	grupo.	
48UNIDADE III Humanização de Desenhos em Corel Draw - Parte II
Isso	 nos	 ajuda	 a	 aplicar	 certas	 ferramentas	 que	 diminuem	 o	 tempo	 de	 trabalho,	
portanto,	não	desagrupe	o	desenho	ao	ser	importado.
FIGURA 1 - ÁREA DE TRABALHO DO COREL DRAW COM DESENHOS IMPORTADOS 
Fonte:	DE	JESUS,	2021.
Vamos	 iniciar	 preenchendo	 as	 paredes,	 comumente	 as	 plantas	 humanizadas	
utilizam	as	partes	em	corte	 das	estruturas,	 como	paredes	e	pilares,	 pintadas	em	preto,	
para	demonstrar	 que	 são	 limitadores	 de	espaço	 e	dar	a	 impressão	 de	hierarquia	 que	 é	
necessária	 ao	 desenho.	 Para	 preencher	 as	 paredes	 utilizaremos	 a	 ferramenta	
Preenchimento Inteligente (Smart Fill). Vá	 na Caixa de Ferramentas lateral,	procure 
nas	 ferramentas	 relacionadas	 de	 Preenchimento Interativo,	 abra	 o	 menu	 cascata	 e	
clique	em Preenchimento Inteligente; 
Escolha	 a	 cor	 do	 preenchimento	 e	 contorno	 na	 barra de propriedades,	
utilizaremos	o	preto;		
Clique na parte interna das paredes,	 elas	 se	 preencherão	 automaticamente, 
repita o	processo	em	todas	as paredes até	termos	o desenho completo conforme	abaixo:
49UNIDADE III Humanização de Desenhos em Corel Draw - Parte II
FIGURA 2 - PLANTA COM PAREDES PREENCHIDAS
Fonte : DE	JESUS,	2021.
Note	que	estamos	trabalhando	na	planta	sem	mobiliário,	a	planta	com	mobiliário	é	
apenas	para	referência	de	escala;
- Para	os	muros	externos,	trabalhamos	com	a	cor	cinza,	e	os	contornos	em	preto, 
para	dar	a	noção	de	que	não	estão	na	mesma	altura	das	paredes	internas.
- Utilize	a	 ferramenta	Preenchimento	 Inteligente	para	 colocar	 cores	em	qualquer 
parte	do	desenho,	ou	se	for	fazer	uma	planta	colorida	apenas	com	texturas,	apenas	esteja	
atento	que	é	necessário	que	esteja	fechado	o	caminho	do	objeto;
As	portas	e	janelas	iremos	trabalhar	com	essa	mesma	técnica	de	Preenchimento	
Inteligente,	e	apenas	preencher	as	folhas	das	portas	e	os	vidros	das	janelas,	no	entanto,	
essa	 é	 uma	 representação	 artística,	 você	 pode	 usar	 da	 criatividade	 para	 demonstrar	 as	
portas	e	janelas,	com	a	colocação	de	texturas,	ou	a	representação	delas	fechadas.
Agora	vamos	aplicar	as	 texturas,	por	 textura	em	planta,	entendemos	a	definição	
dos	pisos,	o	que	nos	ajuda	a	determinar	a	característica	dos	ambientes,	um	exemplo	disso	
é	que	ao	colocarmos	a	 textura	de	grama	em	um	ambiente,	o	 leitor	do	desenho	entende	
que	se	trata	de	uma	área	externa.	Para	aplicar	texturas,	siga	os	passos	abaixo:
50UNIDADE III Humanização de Desenhos em Corel Draw - Parte II
Vá em Arquivo	>	Importar;
Na	janela	de	importação,	procure na	pasta	que	você	salvou	a	sua	biblioteca de 
blocos	e	escolha	um	arquivo	da	pasta	“Texturas e Padrões”;
Clique no	nome	do	arquivo	escolhido	e	em	Importar;
Utilize o cursor	do	mouse	para	posicionar e dimensionar	o	bitmap	importado,	ou	
clique	a	tecla	enter e	o	software	irá	centralizar	o	bitmap	na	página.	
Clique	na	ferramenta	Forma 							e	ajuste	a	imagem	ao	espaço	do	desenho;	
FIGURA 3 - ANTES E DEPOIS DE UTILIZAR A FERRAMENTA FORMA PARA ENCAIXAR A TEXTURA 
Fonte:	DE	JESUS,	2021
Ao	importar	e	posicionar	as	texturas,	é	necessário	duplicar	e	“cortar”	para	que	ela	
encaixe	dentro	da	área	designada,	a	ferramenta	Forma	permite	que	utilizemos	os	nós	da	
imagem	para	trabalhar	a	forma,	clicando	e	arrastando,	excluindo	os	nós,	ou	tornando	os	
caminhos	em	curvas	se	necessário.	
Ao	 posicionar	 as	 imagens,	 clique	 com	 o	 botão direito	 e	 ajuste	 a	 ordem das 
imagens,	 colocando	 a	para trás	 (to back of layer)	 a	 textura	 que	mais	 se	 aproxima	 da	
terra,	por	exemplo	a	ordem	seria,	do	mais	profundo	para	o	mais	aparente:	piso,	soleiras,	
paver	e	por	último	grama.	
- To Front of Layer:	Enviar	para	frente	da	camada;
- To Back of Layer:	Enviar	para	trás	da	camada;
FIGURA 4 - FERRAMENTA ORDEM DE CAMADAS
Fonte:	DE	JESUS,	2021.
51UNIDADE III Humanização de Desenhos em Corel Draw - Parte II
Agora	você	deve	montar	as	texturas	no	ambiente	de	acordo	com	a	sua	criatividade	
e	 o	 que	 você	 entende	 que	 seria	 a	 textura	 apropriada	 para	 cada	 espaço,	 lembre-se	
que	a	 escala	 é	 importante,	 então	 sempre	 associe	 o	 tamanho	 dos	 azulejos	 ou	madeira	
a	 um	elemento	presente	na	planta,	como	por	exemplo	tamanhos	de	portas	e	janelas,	ao	
final	da	construção	da	sua	planta,	você	deve	ter	algo	parecido	com	a	imagem	abaixo:
FIGURA 5 - PLANTA COM TEXTURAS
Fonte:	DE	JESUS,	2021
- Note	que	foram	adicionadas	sobreposições	de	texturas,	como	a	grama	e	o	paver;
- As	 texturas	 utilizadas	 foram	 escolhidas	 a	 partir	 da	 biblioteca	 de	 apoio,	 porém
temos	na	internet	disponíveis	milhares	de	texturas	para	trabalhar	humanizações;
- Também	trabalhamos	com	soleiras	e	com	a	combinação	de	texturas	de	diferentes 
materiais. Porém,	com	tonalidades	parecidas;
Importante: O	 Corel	 Draw	 é	 um	 software	 que	 utiliza	 a	 placa	 de	 vídeo	 e	 o	
processador	do	computador	para	o	seu	funcionamento,	salve	seu	arquivo	com	frequência	
para	não	perder	trabalho.
52UNIDADE III Humanização de Desenhos em Corel Draw - Parte II
2. INSERINDO TEXTURAS, PORTAS E JANELAS – ELEVAÇÕES E CORTES
O	 processo	 de	 humanização	 dos	 outros	 desenhos	 arquitetônicos	 são	 muito	
parecidos	 com	 o	 que	 já	 trabalhamos	 em	 planta,	 no	 entanto,	 para	 cortes	 e	 elevações,	
outras	características	importantes	devem	ser	levadas	em	conta,	como	por	exemplo	o	que	
chamamos	de	molho	–	a	ambientação	do	desenho,	árvores,	céu,	terra,	figuras	humanas 
etc. O	processo	 para	 cortes	 e	 elevações	 é	 bem	 similar,	 vamos	 então	 exemplificar	 aqui	
uma	elevação.	Da	mesma	forma	que	trabalhamos	em	nosso	primeiro	tópico,	iremos	importar 
o desenho Elevação para dentro do Corel Draw, e iniciaremos a humanização desse 
desenho. Na elevação, vamos definir os materiais que compõem a fachada e ainda 
representar através das sombras os volumes que estão mais à frente. Iniciamos com o 
Preenchimento Inteligente (Smart Fill), agora para os vidros, vamos utilizar o 
preenchimento degradê:	
Vá	na Caixa de Ferramentas lateral,	procure nas	 ferramentas	 relacionadas	de	
Preenchimento Interativo,	abra	o	menu	cascata	e	clique	em Preenchimento Inteligente;
Escolha	 a	 cor	 do	 preenchimento	 e	 contorno	 na	 barra de propriedades,	
utilizaremos	o	azul;		
Clique na parte interna das esquadrias,	 elas	 se	 preencherão	
automaticamente, repita o	processo	em	todos	os vidros conforme	abaixo:
53UNIDADE III Humanização de Desenhos em Corel Draw - Parte II
FIGURA 6 - JANELAS PREENCHIDAS
Fonte:	DE	JESUS,	2021.
Selecione todos	 os vidros e	 vá	 na barra de status do objeto > Clique duas 
vezes sobre	a cor de preenchimento do	objeto,	 	uma 
caixa de diálogo abrirá para	criarmos	o	preenchimento degradê conforme	abaixo:
FIGURA 7 - CAIXA DE DIÁLOGO EDITAR PREENCHIMENTO
Fonte:	DE	JESUS,	2021
Utilize o preenchimento inteligente para colorir paredes e esquadrias que	
não	necessitam	de	texturas.
Inicie a colagemdas texturas de	acordo	com	a	sua	criatividade,	como	fizemos	no	
tópico	anterior,	o	resultado	deve	ser	algo	parecido	com	a	imagem	abaixo:
54UNIDADE III Humanização de Desenhos em Corel Draw - Parte II
FIGURA 8 - ELEVAÇÃO COM TEXTURAS
Fonte:	DE	JESUS,	2021.
Apesar	 das	 texturas	 dar	 ao	 desenho	 uma	 noção	 melhor	 da	 volumetria,	 a	 falta	
de	profundidade	faz	com	que	seja	difícil	a	associação	dos	volumes,	sobre	qual	se	destaca	
a	 frente	 do	 outro.	 Para	 obtermos	 o	 efeito	 de	 profundidade,	 usaremos	 a	 ferramenta	
Sombra Projetada (Drop Shadow).
Vá	na Caixa de Ferramentas lateral,	e	procure	a	ferramenta	Sombra Projetada 
(Drop Shadow)	 ;	
Clique sobre	o volume que	está	mais	a frente e projete a sombra de	acordo	com	
a	direção desejada,	como	na	imagem	abaixo:
FIGURA 9 - ELEVAÇÃO COM TEXTURAS E SOMBRAS
Fonte:	DE	JESUS,	2021.
Com	 a	 ajuda	 das	 ferramentas	 de	 formas,	 iremos	 criar	 um	 plano	 de	 fundo	 para	
essa	elevação,	acrescentando	céu	e	terra.
Vá	 na Caixa de Ferramentas lateral,	 e	 procure	 a	 ferramenta	 Retângulo 
(Rectan-gle),	desenhe	um	retângulo	para	o	céu	e	outro	para	a	terra;
55UNIDADE III Humanização de Desenhos em Corel Draw - Parte II
Preencha-os	 com	 cores, degradê ou texturas,	 como	 desejar,	 você	 deve	 ter	
algo	parecido	com	a	imagem	abaixo:
FIGURA 10 - ELEVAÇÃO COM PLANO DE FUNDO
Fonte:	DE	JESUS,	2021
- Não	se	esqueça	de	usar	 a	 ferramenta	de	ordem	de	 camadas	para	ordenar	 os 
retângulos	criados	para	última	camada	da	página;	
56UNIDADE III Humanização de Desenhos em Corel Draw - Parte II
3. INSERINDO BLOCOS – PLANTAS, CORTES E ELEVAÇÕES
Para	 finalizar	 a	 humanização	 dos	 desenhos,	 temos	 que	 inserir	 elementos	 que	
trazem	funcionalidade	aos	ambientes	e	noção	de	escala,	pois	a	mente	humana	 tende	a	
fazer	 a	 leitura	 dos	 espaços	 de	 forma	 mais	 lógica	 quando	 associamos	 a	 objetos	 do	
cotidiano	 de	 tamanhos	 conhecidos,	 que	 vão	 desde	 um	 pássaro	 na	 elevação	 até	 a	
colocação	de	um	carro	na	garagem	em	planta.	Esses	blocos	ainda	nos	ajudam	a	imaginar	
possibilidades	para	os	ambientes,	 podendo	 em	 uma	mesma	 planta	 ser	 representado	 a	
utilização	do	espaço	de	diferentes	maneiras.
Voltamos	então	para	nosso	arquivo	de	planta	com	texturas	no	Corel	Draw.	Vamos	
iniciar	a	importação	de	blocos,	baseando-se	na	planta	mobiliada	que	tiramos	do	Autocad.	
Vá em Arquivo	>	Importar;
Na	janela	de	importação,	procure na	pasta	que	você	salvou	a	sua	biblioteca de 
blocos	e	escolha	um	arquivo	da	pasta	“Blocos PNG”;
Clique no	nome	do	arquivo	escolhido	e	em	Importar;
Utilize o cursor	do	mouse	para	posicionar e dimensionar	o	bitmap	importado	em	
cima	da	planta	base	mobiliada,	dessa	forma	teremos	o	tamanho	do	objeto,	e	depois	copie 
e cole	definitivamente	em	nossa	planta com texturas:
57UNIDADE III Humanização de Desenhos em Corel Draw - Parte II
FIGURA 11 - DEMONSTRAÇÃO DO POSICIONAMENTO NA 
PLANTA BASE E DEPOIS NA PLANTA HUMANIZADA
Fonte:	DE	JESUS,	2021.
Utilize	 os	 passos	 que	 já	 aprendemos	 em	 nosso	 curso,	 selecionar	 o	 objeto	 e	
utilizar	os	 pontos	 de	 controle	 para	 redimensioná-lo,	 clicar	 duas	 vezes	 para	 rotacionar	 o	
objeto,	 clicar	 sobre	 o	 objeto	 para	 movê-lo,	 clicar	 com	 o	 botão	 direito	 para	 ordenar	
camadas	 e	sempre	salvar	o	desenho	com	frequência.
Repita	 o	 processo	 de	 colagem	de	 blocos	 de	 acordo	 com	a	 sua	 criatividade	 até	
a	planta	estar	completa	e	 todos	os	ambientes	compreensíveis,	você	deve	 ter	algo	como	
o	desenho	abaixo:
FIGURA 12 - DEMONSTRAÇÃO DA PLANTA HUMANIZADA
Fonte:	DE	JESUS,	2021.
58UNIDADE III Humanização de Desenhos em Corel Draw - Parte II
Para	as	elevações	e	cortes,	temos	que	colocar	blocos	que	auxiliem	na	criação	do	
que	chamamos	de	molho,	iremos	acrescentar	vegetação	e	figuras	humanas,	repetindo	os	
mesmos	passos	anteriores. Você	deve	ter	algo	parecido	com	a	imagem	abaixo:
FIGURA 13 - DEMONSTRAÇÃO DE ELEVAÇÃO HUMANIZADA
Fonte:	DE	JESUS,	2021.
Com	os	desenhos	 finalizados,	 é	 possível	 perceber	 que	a	 escolha	 de	 texturas	 e	
blocos	deu	um	caráter	diferente	a	cada	humanização,	a	planta	está	com	blocos	e	texturas	
mais	 realistas,	 tornando-a	 um	 desenho	 com	 caráter	 de	 renderização,	 por	 outro	 lado	 a	
elevação	 recebe	 cores	 puras	 e	 silhuetas	 ao	 invés	 de	 blocos	 realistas,	 conferindo	 ao	
desenho	 um	caráter	artístico,	independente	do	estilo	escolhido	na	hora	da	apresentação,	
veremos	 que	 em	 ambos,	 temos	 uma	 maior	 identificação	 por	 parte	 do	 leitor	 com	 o	
desenho.
FIGURA 14 - ANTES E DEPOIS DA HUMANIZAÇÃO DO DESENHO
Fonte:	DE	JESUS,	2021.
59UNIDADE III Humanização de Desenhos em Corel Draw - Parte II
O	 software	 Corel	 Draw	 permite	 ainda	 que	 coloquemos	 textos	 sobre	 a	 imagem,	
dessa	forma	podemos	identificar	os	ambientes,	ou	ainda	explicar	com	palavras	o	que	não	
fica	claro	no	desenho.
	Vá	na Caixa de Ferramentas lateral,	e	procure	a	ferramenta	Texto (Text)	 ;
Clique	sobre	o	local	desejado	e	digite o texto;
Use	a	barra de propriedades	para	mudar	fonte, tamanho e orientação do texto;
Seguiremos	nessa	unidade	aprendendo	a	exportar	esses	desenhos	para	imagem	e	
ainda	como	fazer	uma	animação	para	apresentações	digitais.
60UNIDADE III Humanização de Desenhos em Corel Draw - Parte II
4. EXPORTANDO OS DESENHOS E CRIANDO GIFS
O	 Corel	 Draw	 é	 um	 software	 de	 edição	 completo	 e	 por	 isso	 possui	 grande	
compatibilidade	com	formatos	de	importação	e	exportação.	Um	arquivo	do	Corel	Draw	é	
salvo	 no	 formato	 .CDR	 e	 quando	 importado	 para	 dentro	 de	 outro	 software	 de	 edição	
compatível	o	desenho	vai	em	forma	de	vetores.	
Neste	sentido,	para	tornar	os	desenhos	do	Corel	Draw	compatíveis	com	os	formatos	
de	apresentação	digital	ou	em	papel	que	trabalhamos	na	arquitetura,	ou	até	mesmo	para	
enviá-los	para	um	cliente,	precisamos	transformar	esses	vetores em	bitmaps	que	possuem	
vários	formatos	como	.jpg, .png, .tiff	etc.
No	 software	 essa	 transformação	 é	 chamada	 de	 exportação,	 assim,	 para	
exportar	um	desenho	do	Corel	Draw	com	qualidade,	temos	os	passos	abaixo:
Selecione	o	desenho	desejado;
Vá	em	Arquivo >	Exportar	ou	Ctrl + E;
Na	caixa de diálogo,	escolha	o	local de	salvamento	do	arquivo,	escolha	o	formato	
e	clique	na	caixa	correspondente	ao	Somente Selecionados (Select only),	isso	fará	com	
que	a	exportação	seja	correspondente	ao	que	você	selecionou	na	área	de	trabalho	e	não	a	
borda	da	página	inteira;
61UNIDADE III Humanização de Desenhos em Corel Draw - Parte II
FIGURA 15 - CAIXA DE DIÁLOGO EXPORTAR
Fonte:	DE	JESUS,	2021.
Clique em Exportar,	e	outra caixa de diálogo se	abrirá,	nessa	iremos	definir	os 
parâmetros de qualidade da imagem:
CMYK – sistema	 de	 cores	 utilizado	 para	 imagens	 que	 serão	 impressas,	 gera	
imagens	de	maior	qualidade	em	pixelização;
RGB – sistema	 de	 cores	 utilizados	 para	 imagens	 digitais,	 imagens	 de	 menor	
qualidade,	porém	cores	mais	vibrantes	para	a	tela,	que	não	são	compatíveis	com	o	papel;
Para impressão é recomendado a configuração abaixo:
FIGURA 16 - CAIXA DE DIÁLOGO EXPORTAR PARA JPEG EM CMYK
Fonte:	DE	JESUS,	2021.
62UNIDADE III Humanização de Desenhos em Corel Draw - Parte II
Essa	forma	de	exportação	irá	gerar	imagens	estáticas	que	podem	ser	usadas	em	
diversas	 formas	de	apresentação.	Atualmente,	com	as	apresentações	digitais	é	possível	
apresentar	animações	que	ajudam	no	entendimento	do	projeto,	o	passo	a	passo	a	seguir	
irá	demonstrar	como	fazer	uma	animação	com	a	ajuda	de	um	site	online,	no	formato	.GIF,	
uma	animação	baseada	na	repetição	das	imagens.
Exporte	 os	 desenhos	 que	 deseja	 fazer	 a	 animação,	 como	 será	 digital,	
podemos	seguir	a	configuração	RGB;
FIGURA 17 - CAIXA DE DIÁLOGO EXPORTAR PARA JPEG EM RGB
Fonte:	DE	JESUS,	2021.
Entre	no	site:	https://ezgif.com/maker;
Faça	upload	das	imagens	que	deseja	animar;
FIGURA 18 - INTERFACE SITE GIF MAKER
Fonte:	DE	JESUS,	2021.
Ajuste	a	ordem	das	imagens	e	siga	a	configuração	abaixo:
63UNIDADE III Humanização de Desenhosem Corel Draw - Parte II
FIGURA 19 - INTERFACE SITE GIF MAKER
Fonte:	DE	JESUS,	2021.
Clique	em	Make a GIF! (Faça	um	GIF);
Role	 a	 página	 e	 confira	 o	 resultado	 da	 sua	 animação	 >	 Save	 (salvar);
Agora	 você	pode	acrescentar	 essa	animação	nas	 suas	apresentações,	 no	 caso	
deste	estudo	fizemos	um	antes	e	depois	da	elevação	humanizada,	com	as	imagens	abaixo:
FIGURA 20 - ELEVAÇÃO ANTES DA ANIMAÇÃO
Fonte:	DE	JESUS,	2021.
64UNIDADE III Humanização de Desenhos em Corel Draw - Parte II
FIGURA 21 - ELEVAÇÃO DEPOIS DA ANIMAÇÃO
Fonte:	DE	JESUS,	2021.
Use	as	ferramentas	aprendidas	nessa	unidade	para	potencializar	seus	desenhos	
e	criar	apresentações	claras	e	efetivas.
SAIBA MAIS
O	 modo	 como	 percebemos	 as	 cores	 e	 os	 materiais	 é	 resultado	 de	 uma	 interação	
desses	elementos	com	a	 luz,	neste	sentido,	a	arquitetura	propõe	 texturas	a	partir	do	
seu	 entorno,	 levando	em	conta	a	 interação	das	 texturas	com	o	 todo.	Essa	 interação	
gera	 uma	 percepção	 pelo	 homem	 da	 arquitetura,	 gerando	 emoções	 e	 aguçando	
sentidos,	 por	 isso	 cores	 e	 texturas	 são	 fundamentais	 ao	 perceber	 e	 entender	 a	
arquitetura.
Fonte:	NACCACHE,	Reynaldo
REFLITA 
É	possível	imaginar	a	arquitetura	sem	luz	e	sombra?
“Arquitetura	é	o	jogo	....	dos	volumes	reunidos	sob	a	luz”	
Le Corbusier.	Arquiteto	e	Urbanista	Francês
65UNIDADE III Humanização de Desenhos em Corel Draw - Parte II
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Analisando	seus	conhecimentos	anteriores	a	essa	unidade,	provavelmente	você	
já	 conseguiria	 responder	 o	 questionamento	 inicial	 sobre	 a	 impossibilidade	 de	 imaginar	
a	 arquitetura	 sem	 cores	 e	 texturas.	 Porém,	 agora	 que	 foi	 possível	 visualizar	 o	 impacto	
desses	elementos	no	desenho	arquitetônico,	 provavelmente	 você	possua	uma	 resposta	
mais	consistente.	
A	 experiência	 de	 se	 observar	 um	 desenho	 arquitetônico	 cria	 vida	 através	 da	
humanização,	nos	traz	uma	nova	perspectiva	ao	projetar,	fazendo	que	ao	mesmo	tempo	
que	 pensamos	 em	 volumetria	 e	 função	 dos	 espaços,	 também	 imaginamos	 as	 cores	 e	
texturas	que	vão	compor	essa	ambientação.
Nesta	unidade construímos	juntos	alguns	desenhos	humanizados	com	a	ajuda	do	
software	Corel	Draw,	que	como	 já	vimos	é	um	mecanismo	poderoso	de	edição	da	qual	
apenas	conhecemos	algumas	de	suas	ferramentas.	Por	ser	um	software	intuitivo,	à	medida	
que	você	trabalhar	seus	desenhos	dentro	dele,	 irá	descobrir	novas	ferramentas	e	novas	
formas	de	melhorar	sua	apresentação	de	projetos.
Ao	 criarmos	 os	 nossos	 desenhos,	 a	 partir	 da	 mesma	 base	 e	 com	 os	 mesmos	
materiais	de	apoio	disponíveis,	mas	com	a	liberdade	de	podermos	aplicar	esses	materiais	
de	 diferentes	 formas,	 provavelmente	 tivemos	 resultados	 diferentes	 ao	 final	 da	 nossa	
humanização,	pois	esse	é	um	processo	criativo	e	cada	arquiteto	faz	uma	leitura	projetual	
diferente.
Neste	 sentido,	 foi	 possível	 perceber	 as	 inúmeras	 possibilidades	 que	 temos	 na	
arquitetura,	 desde	 a	 aplicação	 das	 cores	 e	 texturas,	 até	 a	 escolha	 do	 mobiliário,	 bem	
como	também	nas	formas	e	no	estilo	de	apresentação.
Finalizamos	 aprendendo	 como	 “tirar	 do	 papel”, ou	 melhor,	 do	 software	 Corel	
Draw,	 nossos	 desenhos	 e	 entendendo	 maneiras	 de	 apresentá-los	 de	 forma	 que	 o	
cliente	tenha	acesso	da	maneira	mais	clara	e	intuitiva	possível.
A	 evolução	 da	 tecnologia,	 incorporou	 a	 arquitetura	 diversas	 maneiras	 de	
materializar	 o	 projeto	 antes	 da	 construção	 da	 edificação,	 o	 que	 estudamos	 aqui	 foi	
uma	 dessas	 maneiras,	 no	 entanto,	 temos	 desde	 a	 humanização	 de	 desenhos,	 até	
a	 realidade	 virtual,	 tudo	 isso	 com	 o	 objetivo	 de	 simular	 a	 arquitetura,	 em	 uma	
linguagem	visual	universal:	o	desenho.
66UNIDADE III Humanização de Desenhos em Corel Draw - Parte II
LEITURA COMPLEMENTAR
Estamos	estudando	a	Linguagem	Visual	na	arquitetura	com	o	objetivo	de	aprender	
a	 comunicar	 a	 arquitetura	 da	 melhor	 forma	 possível,	 pois	 apesar	 do	 arquiteto	 estudar	
anos	para	conceber	seus	projetos,	o	objetivo	final	da	profissão	passa	por	apresentar	seus	
projetos	para	avaliadores,	sejam	clientes	ou	críticos.	A	Arquiteta	e	Urbanista	Andreia	de	
Paiva	 que	 é	 especializada	 em	 Neurociência,	 é	 consultora	 na	 FGV	 (Fundação	 Getúlio	
Vargas)	 desde	 2014	 e	 consultora	 de	 NeuroArquitetura	 no	 Athie	Wohnrath,	 nos	 explica	
como	 a	 Neurociência	 pode	 ajudar	 na	 comunicação	 do	 projeto,	 e	 aprofunda	 um	 pouco	
nosso	entendimento	da	apresentação	de	projetos	através	da	Linguagem	Visual.
Comunicação com o Cliente: como a neurociência pode ajudar
Você	 já	 teve	que	convencer	um	cliente	que	 teimava	em	questionar	seu	projeto?	
Certamente	 sim.	 Esse	 é	 um	 dos	 maiores	 desafios	 enfrentados	 pelos	 arquitetos:	 a	
comunicação	com	o	cliente.	Como	fazer	com	que	as	pessoas	compreendam	as	escolhas	
do	 arquiteto	 e	sua	 relevância	para	o	projeto?	 	No	artigo	de	hoje	vamos	discutir	como	a	
neurociência	pode	nos	ajudar	a	entender	e	enfrentar	o	desafio	da	comunicação!
A	 comunicação	 nada	 mais	 é	 do	 que	 o	 processo	 de	 passar	 uma	 ideia	 que	
está	ocorrendo	em	um	determinado	cérebro	para	outros	cérebros.	Ou	seja,	quando	você	
se	co-munica	de	forma	eficiente	com	seu	cliente,	você	está	literalmente	implantando	uma	
ideia	 na	 cabeça	dele.	 	O	neurocientista	Uri	Hasson	estuda	 como	ocorre	 o	 processo	de	
comunicação	e	suas	pesquisas	revelam	como	o	cérebro	reage	quando	nos	comunicamos	
[1].
Uri	Hasson	mediu	as	atividades	cerebrais	em	vários	grupos	de	pessoas	enquanto	
estes	se	comunicavam.	O	que	ele	conseguiu	perceber	foi:	quando	a	comunicação	ocorria	
de	 forma	 eficiente,	 os	 cérebros	 do	 emissor	 e	 dos	 receptores	 passavam	 a	 apresentar	
os	mesmos	 padrões	 de	 ativação,	 processo	 conhecido	 como	 neural	 entrainment	 [2].	Ou	
seja,	a	 ideia	na	cabeça	do	emissor	deixa	o	cérebro	dele	ativado	de	determinada	 forma.	
Ao	se	comunicar,	ele	codifica	(transforma	em	palavras	ou	num	sketch,	por	exemplo)	essa	
ideia	 e	 a	 transmite	 através	 de	 um	meio	 (sua	 própria	 voz	 ou	 o	 papel	 rabiscado)	 para	 o	
receptor.	 Este,	 por	 sua	 vez,	 ao	 receber	 a	 mensagem	 tem	 que	 decodificá-la	 para	
compreendê-la.	Para	isso,	código	tem	que	ser	reconhecido,	o	que	ocorre	quando	emissor	
e	 receptor	 falam	a	mesma	 língua,	por	exemplo.	Dessa	 forma,	o	cérebro	do	 receptor	 se	
ativará	nos	mesmos	padrões	que	o	cérebro	daquele	que	enviou	a	mensagem.	
67UNIDADE III Humanização de Desenhos em Corel Draw - Parte II
Por	 isso	os	 códigos	e	a	estrutura	narrativa	 são	 tão	 importantes.	O	processo	de	
comunicação	 funciona	quase	como	um	espelho,	o	desafio	é	 fazer	a	 imagem	na	cabeça	
de	outro	ficar	exatamente	igual	àquela	que	está	em	sua	cabeça.	Por	isso	é	fundamental	
que,	 ao	 se	 comunicar	 com	 os	 clientes,	 os	 arquitetos	 utilizem	 uma	 linguagem	 que	 seja	
facilmente	 compreendida	 por	 estes.	 Termos	 mais	 específicos	 da	 arquitetura,	 por	
exemplo,	não	são	necessariamente	conhecidos.	Eles	podem	até	nos	fazer	parecer	mais	
entendidos	 do	 assunto,	 mas	 isso	 não	 é	 útil	 quando	 queremos	 ser	 compreendidos.	 O	
mesmo	 vale	 para	 desenhos	 mais	 técnicos	 ou	 sketches:	 nem	 todo	 mundo	 tem	 o	 olhar	
treinado	para	interpretar	desenhos.	Isto	é,	esse	código	pode	não	ser	processado	como	o	
esperado,	resultando	em	erros	de	entendimento.
Não	é	à	toa	que	falhas	de	comunicação	são	tão	comuns.		Elas	são	as	principais	
culpadas	 pelos	 questionamentos	 dos	 clientes.	 Na	 maioria	 das	 vezes	 nós	 estamos	
acostumados	a	passar	para	frente	um	conteúdo	quando	nosso	objetivo	deveria	ser	fazer	
com	que	os	 outros	 absorvam	 esse	 conteúdo.	 Nem	 sempre	 o	 que	 é	 tão	 óbvio	 para	 a	
gente	 vai	 ser	para	os	outros.	Sendo	assim,	o	desafio	dos	arquitetos	e	neuroarquitetos	é	
tornar	o	processo	de	 comunicação	 com	 os	 clientes	 o	 mais	 eficiente	 possível.	 Por	 isso	
são	tão	 importantes	temas	como	a	neurociência	aplicada	às	soft skillse	storytelling.
Fonte:	 PAIVA,	Andreia. “Comunicação com o Cliente: como a neurociência 
pode ajudar”. Blog	Neuroau,	2019.	Acessado	em:	15	Jan	2021.	Disponível	em:	https://
www.neuroau.com/post/comunicação-com-o-cliente-como-a-neurociência-pode-ajudar					
68UNIDADE III Humanização de Desenhos em Corel Draw - Parte II
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO 
Título: Projetando	espaços:	Áreas	residenciais
Autor:	Miriam	Gurgem
Editor:	Senac
Sinopse: Projetar	 e	 apresentar	 soluções	 diferenciadas	 são	 os	
principais	desafios	desse	livro.	Imprescindível	para	profissionais	e	
alunos	da	área	de	design	de	interiores,	apresenta	de	forma	objetiva	
os	conceitos	e	princípios	básicos	dessa	área,	e	alia	a	exposição	
de	 informações	 técnicas	 e	 teóricas	 a	 aberturas	 criativas,	 que	
imprimem	organicidade	e	consistência	artística	ao	planejamento.
FILME/VÍDEO 
Título: Como	Animar	Diagramas	
Ano: 2019
Sinopse:	O	diagrama	explicativo	na	arquitetura	é	um	produto	final	
que	chama	muito	a	atenção	e	é	fundamental	para	ajudar	a	explicar	
sua	proposta,	seja	com	relação	ao	processo	de	pensamento,	fluxos	
e	circulação,	definição	de	usos	e	outros.
Você	 provavelmente	 já	 pensou	 em	 criar	 uma	 animação	 básica	
do	diagrama	 de	 seu	 projeto	 para	 evidenciar	 alguma	 informação	
ou	 seu	 processo	 de	 pensamento,	mas	 teve	 dificuldade	 ou	 nem	
soube	por	onde	começar?
Quando	 falamos	 de	 uma	 apresentação	 impressa,	 é	 comum	
apresentarmos	 uma	 série	 de	 diagramas	 sequenciais	 que	
representam	 a	 informação	 que	 estamos	 tentando	 apresentar.	
Mas	 e	 quando	 queremos	 apresentar	 isso	 em	 uma	 plataforma	
multimídia? Seguindo	 o	 padrão	 de	 diagramas	 sequenciais,	 ao	
olhar	em	um	dispositivo	móvel,	por	exemplo,	essa	 imagem	pode	
não	 se	 adequar	 muito	 bem,	 já	 que	 as	 informações	 ficariam	
muito	pequenas.	É	aí	que	vem	a	solução	de	criar	essa	sequência	
animada!
Link do vídeo: https://youtu.be/b0VqcUITXyA
69
Plano de Estudo:
● Organizando	conteúdos
● Inserindo	imagens	e	desenhos
● Inserindo	textos	e	formas
● Plotando	pranchas
	Objetivos da Aprendizagem:
● Conceituar	e	contextualizar	a	diagramação	de	pranchas
● Aplicar	a	utilização	do	software	Corel	Draw
● Estabelecer	a	importância	da	diagramação	de	pranchas
na	apresentação	de	Arquitetura
UNIDADE IV
Diagramação de 
Pranchas em Corel Draw
Professora Victoria Carolina de Jesus
70UNIDADE IV Diagramação de Pranchas em Corel Draw
INTRODUÇÃO
Uma	boa	apresentação	de	arquitetura	é	aquela	em	que	o	cliente	ou	avaliador	do	
projeto	compreende	as	decisões	arquitetônicas	apresentadas	no	projeto	sem	a	necessidade	
de	 um	 interlocutor,	 neste	 sentido,	 os	 textos,	 diagramas	 e	 símbolos	 integrantes	 da	
apresentação	 devem	 fazer	 o	 papel	 do	 interlocutor	 e	 auxiliar	 no	 entendimento	 dessas	
questões.
Em	nossa	primeira	unidade,	aprendemos	os	elementos	da	linguagem	visual	e	 de	
apresentação,	 compreendemos	 a	 importância	 da	 diagramação	 nas	 apresentações	 de	
arquitetura,	 entendemos	 os	 conceitos	 que	 diferenciam	 uma	 boa	 apresentação	 como:	
organização,	 hierarquia,	 espaçamento,	 contraste	 e	 repetição.	Também	 vimos	 em	 nossa	
segunda	unidade	como	o	software	Corel	Draw	possui	inúmeras	ferramentas	que	permitem	
a	 criação	 e	 a	 edição	 de	 objetos	 e	 imagens.	 Agora,	 vamos	 estudar	 técnicas	 de	
diagramação	no	Corel	Draw,	desde	a	criação	de	pranchas	até	a	transformação	em	PDF.	
Vamos	 iniciar	 entendendo	 como	 devemos	 organizar	 os	 conteúdos	 a	 serem	
apresentados,	 o	 que	 é	 essencial	 na	 apresentação	 de	 projetos	 e	 como	 deve	 ser	
trabalhada	a	hierarquia	do	conteúdo.
Seguiremos	 com	 técnicas	 para	 apresentação	 e	 organização	 de	 imagens	 e	
desenhos, como	 inseri-las	 e	 editá-las	 dentro	 do	 software,	 trabalhando	 transparências,	
inversão	de	cores e	contrastes.
Aprenderemos	 ainda	 a	 trabalhar	 com	 textos	 e	 formas,	 como	 justificar	 os	
textos,	escolher	as	fontes,	trabalhar	as	palavras-chave	e	utilizar	formas	geométricas	para	
compor	a	apresentação	e	trabalhar	o	estilo	da	apresentação.
Finalizaremos	 com	 a	 plotagem	 das	 pranchas,	 entendendo	 formas	 de	
compactar	arquivos	para	apresentações	digitais	e	formas	de	exportação	que	mantenham	
a	qualidade	para	a	impressão	em	grandes	formatos.
Essa	 unidade	 finaliza	 nossos	 estudos	 em	 Linguagem	 Visual,	 completando	
nossa	jornada	 na	 busca	 de	 como	 comunicar	 a	 arquitetura,	 jornada	 essa	 que	 iniciamos	
desde	 a	 construção	 da	 linguagem	 do	 desenho	 com	 o	 ponto,	 e	 finalizaremos	 com	 uma	
apresentação	visual	construída	a	partir	dos	fundamentos	aprendidos	neste	curso.
71UNIDADE IV Diagramação de Pranchas em Corel Draw
1. ORGANIZANDO CONTEÚDOS
Definir	o	que	 incluir	em	uma	apresentação	de	arquitetura	pode	ser	considerada	
uma	das	tarefas	mais	complicadas,	pois	quando	vamos	apresentar	nosso	próprio	trabalho	
esquecemos	do	simples	fato	de	que	conhecemos	muito	nosso	projeto	e	as	vezes	deixamos	
de	incluir	elementos	fundamentais	para	o	entendimento	das	decisões	projetuais,	por	isso	é	
muito	importante	que	você	veja	sua	apresentação	como	se	fosse	uma	pessoa	vendo	seu	
projeto	pela	primeira	vez.	
Os	desenhos	básicos	não	podem	faltar,	é	essencial	apresentar	todas	as	plantas,	as	
elevações	 que	 demonstram	melhor	 a	 volumetria	 e	 cortes	 que	 ajudem	 na	 compreensão	
dos	principais	espaços.	Inclua	diagramas	que	demonstrem	as	condicionantes	do	projeto, 	
por	exemplo:	posicionamento	do	sol,	dos	ventos,	fluxo	de	carros	e	de	pessoas,	e	até	mesmo	
limitações	de	parâmetros	urbanísticos	como	taxa	de	ocupação,	altura	e	afastamentos.
As	 perspectivas	 são	 importantes	 para	 que	 seja	 possível	 o	 entendimento	 dos	
desenhos	 de	 forma	 tridimensional,	 bem	 como	 a	 interação	 das	 pessoas	 dentro	 do	
espaço,	através	das	figuras	humanas	nos	desenhos.
“O	caráter	tridimensional	e	a	forma	de	um	projeto	podem	ser	comunicados	
apenas	por	meio	da	apresentação	coordenada	de	desenhos	 relacionados.	
De	modo	a	explicar	e	esclarecer	aspectos	que	escapam	às	possibilidades	
do	 desenho,	 recorremos	 a	 diagramas,	 símbolos	 gráficos,	 títulos	 e	 textos.”		
(CHING,	2017,	p.	204).
Durante	 nosso	 curso fomos	 entendendo	 os	 desenhos	 de	 apresentação,	 nos	
aprofundando	 em	 formas	 de	melhorar	 a	 apresentação	 e	 agora	 iremos	 entender	melhor	
como	organizá-los	de	forma	coerente	e	de	fácil	associação	ao	leitor.
72UNIDADE IV Diagramação de Pranchas em Corel Draw
É	importante	seguir	uma	sequência	de	apresentação,	parecida	com	a	ordem	das	
pranchas	ao	entregar	um	desenho	técnico,	em	que	 iniciamos	pela	 implantação,	ou	seja,	
pelo	terreno,	e	finalizamos	com	detalhamentos	e	perspectivas.	A	apresentação	conta	uma	
história	 de	 como	 o	 projeto	 evoluiu,	 olhando	 de	 fora	 pra	 dentro,	 da	 sua	 localização	 e	
condicionantes	até	os	detalhamentos	e	escolha	de	materiais.
Assim,	se	 formos	seguir	uma	 linha	de	apresentação	nos	baseando	nas	relações	
de	 desenho	 que	 já	 estudamos	 e	 nos	 elementos	 associados	 que	 precisam	 compor	 as	
apresentações	teríamos	uma	ordem:
Terreno:	Imagens,	diagramas,	condicionantes	naturais	e	antropológicas; 
Programa e Layout:	Programa	de	necessidades,	setorização,	plantas	de	layout; 
Volumetria e Espacialidade:	Elevações,	perspectivas	e	cortes.
 Organizar esses conteúdos significa prepará-los para apresentação, criar os 
elementos	 que	 dão	 suporte	 aos	 desenhos	 de	 apresentação	 e	 por	 fim	 diagramá-los	 em	
prancha.	Ching	(2017)	lembra	que	a	forma	como	o	leitor	identifica	os	elementos	em	uma	
apresentação	 é	 o	modo	 como	 fazemos	 uma	 leitura,	 da	 esquerda	 para	 direita,	 de	 cima	
para	 baixo,	 e	 mesmo	 em	 uma	 apresentação	 digital,	 como	 em	 slides,	 segue-se	 uma	
sequência	de	tempo.	Neste	sentido,	devemos	diagramar	nossas	apresentações	para	que	
a	ordem	que	definimos	 como	 a	 ordem	 de	 apresentação	 esteja	 apresentada	 seguindo	 a	
sequência	de	leitura	e	identificá-las.
FIGURA 1 - EXEMPLO DE APRESENTAÇÕES EM VÁRIAS PRANCHAS, SEGUINDO A ORDEM DE LEITURAFonte:	CHING,	2017,	p.	212.
73UNIDADE IV Diagramação de Pranchas em Corel Draw
A	imagem	acima	demonstra	dois	formatos	de	apresentações	diferentes	dentro	do	
mesmo	tamanho	de	prancha,	vertical	e	horizontal,	no	entanto,	ao	organizar	os	conteúdos	
é	 fundamental	 termos	 definido	 o	 tamanho	 de	 prancha	 a	 ser	 utilizado	 na	
apresentação.	 A	 arquitetura	 trabalha	 com	 grandes	 formatos	 devido	 a	 escala	 dos	
desenhos,	 que	 pede	 pranchas	 maiores,	 porém,	 às	 vezes	 temos	 a	 padronização	 de	
tamanhos	 por	 parte	 da	 banca	 avaliadora	 do	 projeto	 e	 por	 isso	 temos	 que	 imaginar	 a	
apresentação	 dentro	 desse	 espaço	 pré-designado,	 em	 ambos devemos	 iniciar	 a	
organização	da	apresentação	conhecendo	o	formato	que	iremos	trabalhar.	
No	 Brasil,	 temos	 como	 padrão	 de	 formatos	 de	 folha	 as	 definições	 da	ABNT	 –	
Associação	Brasileira	de	Normas	Técnicas	que	define	os	tamanhos	e	formatos	como	os	
seguinte:
FIGURA 2 - TABELA DE FORMATOS DE FOLHA DA ABNT
Fonte:	DE	JESUS,	2021
Após	a	definição	do	formato	da	apresentação	e	da	organização	dos	conteúdos	a	
serem	apresentados,	o	próximo	passo	é	a	definição	do	estilo	da	apresentação.	Atualmente,	
estão	disponíveis	na	internet,	em	sites	como	Pinterest, Google, Shutterstock	entre	outros,	
templates	(modelos)	que	a	partir	da	diagramação	base	oferecida	por	esses	templates	nos	
permitem	encaixar	nossos	desenhos	e	informações,	uma	vantagem	desses	modelos	é	que	
eles	já	trazem	elementos	como	plano	de	fundo,	cores	e	fontes	da	apresentação.
74UNIDADE IV Diagramação de Pranchas em Corel Draw
FIGURA 2 - EXEMPLO DE TEMPLATES DE APRESENTAÇÃO
Como	 podemos	 ver	 na	 imagem,	 esses	 templates	 não	 têm	 exatamente	 todos	
os	elementos	 que	 nossa	 apresentação	 precisa,	 mas	 tem	 uma	 diagramação	 que	 pode	
nos	guiar	na	montagem	da	apresentação,	como	se	o	 template	 fosse	um	grid	com	cores,	
fontes	e	formatação	definidos.
Agora	 que	 já	 entendemos	 o	 que	 precisamos	 organizar	 antes	 de	 iniciar	 nossa	
apresentação,	 vamos	 aprender	 a	 fazer	 a	 diagramação	 dentro	 do	 software	 Corel	 Draw,	
com	as	ferramentas	que	ele	oferece.
75UNIDADE IV Diagramação de Pranchas em Corel Draw
2. INSERINDO IMAGENS E DESENHOS
As	 imagens	 e	 os	 desenhos,	 como	 já	 vimos,	 são	 os	 elementos	 principais	 de	
comunicação	 da	 arquitetura,	 e	 por	 isso	 devem	 ser	 priorizados	 na	 diagramação	 da	
apresentação,	 logo	depois	de	definirmos	o	 formato	e	o	estilo	da	apresentação	devemos	
iniciar	 colocando	as	 imagens	para	depois	acrescentar	os	símbolos	gráficos	e	os	 textos,	
para	 o	 nosso	 estudo	 vamos	 usar	 os	 desenhos	 humanizados	 que	 fizemos	 e	 criar	 uma	
apresentação	em	formato	A4,	baseando-se	em	um	dos	templates	do	tópico	anterior.
Abra	o	software	Corel Draw	2019;
Vá	em	Arquivo	>	Novo	>	Criar novo documento	(defina	o	nome	do	arquivo	e	as	
dimensões);
Escolha	seu	template	>	Copie	>	Cole	na	área	de	trabalho;
Redimensione	o	template	para	o	tamanho	borda da página;
	Vá	na	Régua	lateral	ou	acima,	e	puxe linhas-guia	para	criar	o	grid do template, 
se	as	formas forem irregulares,	utilize	as	ferramentas de desenho	para	desenhar os 
limites,	depois	delete	o	template:
76UNIDADE IV Diagramação de Pranchas em Corel Draw
FIGURA 3 - DEMONSTRAÇÃO DE GRID CRIADO A PARTIR DE UM TEMPLATE
Fonte:	DE	JESUS,	2021.
Inicie	a	 importação dos desenhos	e	a	distribuição	deles	na	página,	 lembrando	
dos	conceitos de diagramação	que	já	discutimos,	como	grid, alinhamento, espaçamento	
etc.
FIGURA 4 - INSERÇÃO DE IMAGENS E FORMAS SEGUINDO OS CONCEITOS DE DIAGRAMAÇÃO
Fonte:	DE	JESUS,	2021.
- Note	que	apenas	foi	inserido	as	imagens	dentro	de	uma	lógica	escolhida	no	grid 
e	o	alinhamento e espaçamento	respeitou	as	relações de desenho;
- Para	evidenciar	a	organização	da	prancha,	foram	criados	retângulos	com	planos 
de fundo,	a	fim	de	trazer	contraste	aos	desenhos;
O	 Corel Draw	 possui	 inúmeras	 ferramentas de edição	 que	 auxiliam	 na	
diagramação,	 uma	 delas	 é	 a	 ferramenta	 Transparência (Transparency),	 podemos	
suavizar bordas de desenhos,	ou	até	mesmo	transformar	uma	imagem em uma marca 
d’água	 para	 criar	 um	 plano	 de	 fundo.	 Em	 nosso	 exemplo,	 iremos	 suavizar	 a	 borda	 da	
elevação.
77UNIDADE IV Diagramação de Pranchas em Corel Draw
Vá	 na Caixa de Ferramentas lateral,	procure nas	 ferramentas	Transparência 
(Transparency)	 >	Clique	 na	borda	 da	 elevação	 debaixo	 para	 cima	>	Arraste	 de	
acordo	com	o	efeito que deseja criar;
FIGURA 5 - SETA QUE CONTROLA O EFEITO DE TRANSPARÊNCIA E RESULTADO DO EFEITO
Fonte:	DE	JESUS,	2021.
Esses	pequenos	efeitos	de	manipulação	das	 imagens	ajudam	a	criar	um	design	
atrativo	para	apresentação,	que	chame	a	atenção	do	leitor.	Em	nosso	exemplo	já	é	possível	
ver	que	foram	acrescentados	os	desenhos	que	trazem	informações	do	terreno,	a	planta	que	
apresenta	o	espaço	e	a	elevação	que	ajuda	na	interpretação	da	volumetria,	no	entanto,	a	
apresentação	apenas	desses	desenhos	pode	gerar	vários	questionamentos,	que	 iremos	
resolver		com	a	adição	de	pequenos	textos	explicativos.
78UNIDADE IV Diagramação de Pranchas em Corel Draw
3. INSERINDO TEXTOS E FORMAS
Para	 compor	 nossa	 apresentação	 iremos	 acrescentar	 os	 textos,	 usamos	
textos	para	 denominar	 o	 título	 dos	 desenhos,	 título	 do	 projeto	 e	 os	 textos	 explicativos.	
Também	acrescentaremos	 formas	 que	 vão	 nos	 ajudar	 a	 dar	 contraste	 e	 hierarquia.	Ao	
inserir	 os	 textos	 temos	vários	pontos	a	serem	analisados,	 como	 tamanho,	alinhamento,	
peso	 visual,	mas	 principalmente	 a	 legibilidade	 deles,	 a	 escolha	 da	 fonte	 é	 o	 principal	
responsável	em	garantir	a	legibilidade.
“O	caráter	da	fonte	que	usamos	deve	ser	adequado	ao	projeto	que	se	está	
apresentando,	sem	prejudicar	os	desenhos.	[...]	As	fontes,	na	apresentação	
de	 um	 projeto,	 devem	 ser	 cuidadosamente	 integradas	 na	 composição	 de	
desenhos	situados	em	cada	folha	ou	prancha.”	(CHING,	2017,	p.	211).
As	 fontes	 possuem	 características	 em	 seu	 desenho	 como	 o	 uso	 das	 serifas,	
ou	características	que	podem	ser	aplicadas	a	elas,	como	negrito,	itálico	e	sublinhado,	este	
segundo	grupo	de	características	é	mais	utilizado	por	nós	nos	meios	digitais.	Já	as	serifas	
não	 são	 de	 conhecimento	 geral,	mas	 estão	 presentes	 ou	 não	 em	 todas	 as	 fontes	 que	
vemos,	serifas	são	pequenos	detalhes	nas	extremidades	das	letras.	Puyera	(2018)	lembra	
que	 as	 serifas	 auxiliam	 na	 leitura,	 guiando	 o	 leitor	 e	mantendo-o	 na	 linha	 do	 texto,	 no	
entanto, não	garantem	a	legibilidade	do	texto.
79UNIDADE IV Diagramação de Pranchas em Corel Draw
FIGURA 6 - EXEMPLO DE TIPOS DE FONTES
Fonte:	CHING,	2017,	p.	209.
Os	títulos	de	desenho	se	juntam	aos	símbolos	gráficos	para	trazer	informações	ao	
desenho,	 tipo	 de	 desenho,	 posicionamento,	 escala,	 entre	 outros.	 É	 comum	 alinharmos	
os	 títulos	abaixo	dos	desenhos	e	do	 lado	esquerdo,	seguindo	nossa	 linha	de	 leitura.	Os	
títulos	auxiliam	no	enquadramento	do	desenho	nos	grids.
Ao	 inserirmos	 os	 textos	 informativos,	 é	 fundamental	 relacionar	 o	 seu	
posicionamento	 com	 o	 elemento	 do	 qual	 ele	 está	 explicando,	 dessa	 forma	 criamos	
conjuntos	 visuais	 de	 informação,	 guiando	 o	 leitor	 a	 não	 somente	 fazer	 a	 leitura	 do	
desenho	ou	do	texto,	mas	entendendo	que	são	leituras	complementares.
O	 título	 do	 projeto	 vem	 acompanhado	 de	 várias	 informações	 como	 autoria	 do	
projeto,	 localização,	 especificações	 e	 até	 mesmo	 números	 de	 pranchas,	 no	 desenho	
técnico	 utilizamos	 o	 chamado	 carimbo	 para	 organizar	 essas	 informações,	 na	
apresentação	 em	pranchas,	podemos	fazer	uma	espécie	de	carimbo	menos	formal,	mas	
que	precisa	fazer	parte	do	conjunto	visual	da	apresentação.
Dentro	 do	 software	 Corel	 Draw,	 é	 bem	 simples	 a	 inserção	 dos	 textos	 e	 a	
manipulação	 deles,	 iremos	 utilizar	 basicamente	 as	 mesmas	 técnicas	 de	 arrastar,	
redimensionar,	 colorir	 e	 na	 barra	 depropriedades	 alterar	 fonte,	 tamanho,	 alinhamentos	
etc.
Vá	na Caixa de Ferramentas lateral,	e	procure	a	ferramenta	Texto (Text)	 ;
Clique	sobre	o	local	desejado	e	digite o texto;
Use	a	barra de propriedades	para	mudar	fonte, tamanho e orientação do texto; 
80UNIDADE IV Diagramação de Pranchas em Corel Draw
FIGURA 7 - INSERÇÃO DE TEXTOS SEGUINDO OS CONCEITOS DE DIAGRAMAÇÃO
Fonte:	DE	JESUS,	2021.
- Acrescente	os	textos	que	você	julgar	necessários	para	explicar	o	projeto	da	nossa 
apresentação,	 trabalhe	 com	 os	 títulos	 de	 desenho,	 títulos	 de	 projeto	 e	 com	 os	 textos	
explicativos.
Veja	que	ao	inserir	os	textos,	respeitamos	o	alinhamento	à	esquerda,	pois	ele	cria	
um	movimento	 nos	 blocos	 de	 texto,	 de	 forma	 que	 o	 leitor	 não	 identifica	 como	 um	 texto	
longo	e	extenso,	incentivando	a	leitura.
Ainda	 que	 a	 distribuição	 dos	 textos	 foi	 feita	 de	 forma	 limpa	 e	 respeitando	 os	
espaçamentos,	 é	 necessário	 trabalhar	 com	 as	 formas	 para	 dar	 contraste	 e	 hierarquia	
para	algumas	 informações,	para	 isso	vamos	utilizar	a	 ferramenta	Retângulo (Rectangle) 
e	a	ferramenta	Formas Comuns (Common Shapes).
Vá	na Caixa de Ferramentas lateral,	e	procure	a	ferramenta	Retângulo (Rectan-
gle)	 ,	desenhe	retângulos	para	os	textos	que	deseja	criar	destaque;
Vá	 na Caixa de Ferramentas lateral,	 e	 procure	 a	 ferramenta	Formas Comuns 
(Common Shapes)	 ,	escolha	na	barra de propriedades	a	forma	que	deseja	e	dese-
nhe ;	
81UNIDADE IV Diagramação de Pranchas em Corel Draw
FIGURA 8 - INSERÇÃO DE FORMAS SEGUINDO OS CONCEITOS DE DIAGRAMAÇÃO
Fonte:	DE	JESUS,	2021.
Ao	 posicionar	 as	 formas,	 clique	 com	 o	 botão direito	 e	 ajuste	 a	 ordem das 
camadas,	 colocando	 a	 para trás	 (to back of layer)	 ou	 para	 frente	 (to front of layer),	
conforme	a	necessidade	do	que	precisa	ser	mostrado;
É	possível	perceber	que	a	inserção	de	formas	reforça	a	relação	entre	os	desenhos	
e	a	relação	desenho	com	texto.	Direcionando	a	atenção	do	leitor	a	uma	sequência	lógica	de	
leitura	e	interpretação.	Note	que	a	paleta	de	cores	também	é	fundamental	para	o	sucesso	
da	apresentação,	não	se	sobressaindo	aos	desenhos	principais.
82UNIDADE IV Diagramação de Pranchas em Corel Draw
4. PLOTANDO PRANCHAS
Ao	finalizar	nossa	apresentação	temos	que	definir	o	formato	de	entrega	ao	cliente	
ou	 avaliador,	 os	 arquivos	 em	 formato	PDF	 são	muito	 utilizados	 na	 arquitetura,	 pois	 ele	
possui	 uma	 grande	 capacidade	 de	 compactação	 sem	 perder	 a	 qualidade	 e	 as	
informações	 vetoriais.	 O	 formato	 JPEG,	 também	 é	muito	 utilizado,	 mas	 deve-se	 tomar	
cuidado	 para	 que	 não	 se	 perca	 a	 qualidade	 na	 compactação,	 pois	 nas	 apresentações	
digitais	é	comum	a	utilização	da	aproximação	dos	desenhos	para	entender	detalhes,	bem	
como	nas	apresentações	impressas	em	grande	formato,	que também	necessitam	de	alta	
qualidade	de	compactação.
Da	mesma	 forma	que	em	Autocad	é	possível	 transformar	um	arquivo	DWG em	
PDF,	 no	 software	 Corel	 Draw	 também	 possuímos	 essa	 opção,	 é	 o	 que	 chamamos	 de	
Publicar em PDF (Publish to PDF).	Para	salvar	em	JPEG,	 temos	o	processo	Exportar 
(Export),	como	já	aprendemos	na	unidade	anterior,	quando	exportamos	nossos	desenhos	
humanizados.
Vá em Arquivo	>	Publicar em PDF (Publish to PDF);
Na caixa de diálogo > Escolha o local do arquivo e	o	nome	>	em	PDF preset, 
escolha Prepress > Clique em Settings;
83UNIDADE IV Diagramação de Pranchas em Corel Draw
FIGURA 9 - CAIXA DE DIÁLOGO PUBLISH TO PDF. 
Fonte:	DE	JESUS,	2021.
Na	caixa de diálogo >	em General > Current Page (Página atual) > Clique em OK; 
FIGURA 10 - CAIXA DE DIÁLOGO PUBLISH TO PDF > SETTINGS
Fonte:	DE	JESUS,	2021.
Finalize	clicando	em	Salvar.
Com	esse	arquivo	em	PDF	é	possível	realizar	apresentações	digitais	ou	impressas,	
para	montar	apresentação	de	slides,	em	softwares	como	o	Power	Point,	é	aconselhável	
exportar	para	JPEG.
Lembre-se	de	salvar	com	frequência	o	seu	arquivo	de	trabalho,	pois	travamentos	
no	software	são	comuns	e	podem	custar	horas	de	trabalho.
84UNIDADE IV Diagramação de Pranchas em Corel Draw
Assim	finalizamos	nossa	introdução	à	humanização	de	desenhos	e	diagramação	
de	 pranchas	 dentro	 do	 software	 Corel	 Draw.	 As	 ferramentas	 deste	 software	 possuem	
todas	o	mesmo	princípio	de	funcionamento,	tornando-o	intuitivo,	uma	vez	que	você	tenha	
entendido	onde	 buscar	 as	 ferramentas	 e	 como	 aplicá-las.	O	 software	 oferece	 uma	 tela	
em	branco,	com	ferramentas	que	possuem	inúmeras	possibilidades	de	transformação,	um	
prato	 cheio	 para	 arquitetos	 exercerem	 sua	 criatividade	 e	 construir	 apresentações	 que	
chamem	atenção	através	do	impacto	visual.
SAIBA MAIS
A	representação	gráfica	de	projetos	no	Brasil	possui	uma	normatização,	a	NBR	é	uma	
norma	de	padrão	de	qualidade	criada	e	distribuída	pela	ABNT	-	Associação	Brasileira	de	
Normas	Técnicas.	A	NBR	6492	trata	sobre	as	condições	exigíveis	para	a	representação	
gráfica	em	arquitetura.
Fonte:	ABNT	-	Associação	Brasileira	de	Normas	Técnicas.
REFLITA 
Sobre	 a	 representação	 da	 arquitetura	 através	 de	 desenhos:	 “[...]	 estou	 mais	
interessado	 na	 história,	 como	os	 desenhos	 e	 o	 layout	 podem	ajudar	 a	 expressar	 as	
histórias	e	comunicá-las,	que	de	certa	forma	a	história	é	o	objetivo	e	os	desenhos	um	
meio.”		
Bjarke Ingels.	Arquiteto	Dinamarquês.
85UNIDADE IV Diagramação de Pranchas em Corel Draw
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Entender	o	que	não	pode	faltar	em	uma	apresentação	passa	pelo	reconhecimento	
de	que	quando	estamos	apresentando	o	nosso	projeto	precisamos	nos	questionar	sempre	
se	estamos	sendo	os	mais	claros	possíveis.	As	apresentações	em	arquitetura	são	livres	e	
pode-se	agregar	a	elas	os	mais	diversos	tipos	de	elementos	que	ajudem	a	responder	esses	
questionamentos.	
No	 entanto,	 além	 de	 analisar	 e	 questionar	 a	 apresentação,	 é	 fundamental	 que	
ela	possua	o	apelo	visual	necessário	para	torná-la	atrativa	e	valorizar	o	projeto.	
Nesta	 unidade	 você	 aprendeu	 formas	 de	 organizar	 os	 conteúdos	 a	 serem	
apresentados de	 maneira	 com	 que	 o	 leitor	 construa	 o	 projeto	 juntamente	 com	 a	
sequência	da	apresentação.	Vimos	ainda	que	além	de	organizar	os	conteúdos	a	serem	
apresentados,	temos	que	definir	formato	e	estilos	da	apresentação,	seguindo	os	conceitos	
de	diagramação	e	layout,	que	nos	ajudam	a	chamar	a	atenção	do	leitor	aos	pontos	focais	
do	projeto	sem	a	necessidade	de	um	interlocutor.	
Estudamos	 também	 algumas	 ferramentas	 de	 edição	 de	 objetos	 e	 imagens	
no	 software	Corel	 Draw,	 que	 abre	 infinitas	 possibilidades	 de	montagem	 de	 pranchas	 e	
manipulação	 dos	 conteúdos	 a	 serem	 apresentados.	 Entendemos	 a	 importância	 da	
escolha	 da	 tipografia	 correta,	 e	 a	 forma	 certa	 de	 alinhar	 e	 distribuir	 os	 textos	 de	
apresentação	dentro	da	prancha,	para	que	o	leitor	se	sinta	atraído	pela	leitura,	pois	estes	
textos	tem	o	objetivo	de	esclarecer	o	que	os	desenhos	não	conseguem	explicar.	
Por	 fim,	 vimos	 como	 transformar	 nossos	 arquivos	 digitais	 em	 arquivos	 de	
apresentação,	 seja	 para	 impressão	 ou	 até	 mesmo	 para	 apresentações	 virtuais,	
entendemos	como	exportar	as	apresentações	para	fora	do	software	Corel	Draw.	
Durante	todo	nosso	estudo,	foi	possível	compreender	que	a	arquitetura	não	acaba	
com	 a	 finalização	 do	 projeto,	 a	 apresentação	 tem	 papel	 fundamental	 na	 avaliação	 da	
produção	 arquitetônica.	 Uma	 apresentação	 mal	 feita	 tem	 o	 poder	 de	 destruir	 um	 bom	
projeto,	uma	vez	que	os	clientes	ou	avaliadores	não	conseguem	interpretar	as	decisões	
projetuais.	
O	 papel	 do	 arquiteto	 não	 se	 resume	 somente	 a	 produzir	 a	 arquitetura,	 mas	
também	 saber	 como	 comunicá-la,	 e	 espero	 que	 este	 curso	 tenha	 contribuído	 para	 que	
você	possa	apresentar	seus	projetos	com	mais	segurança	e	de	forma	mais	eficaz.
86UNIDADE IV Diagramação de Pranchas em Corel Draw
LEITURA COMPLEMENTARPranchas	de	apresentação	de	concurso	são	comumente	usadas	como	referência	
de	apresentação, pois	 englobam	 todos	 os	 elementos	 que	 uma	 boa	 apresentação	
de	arquitetura	necessita	 ter:	 foco	 no	 projeto,	 criatividade	 e	 caráter	 autoexplicativo,	 pois	
os	 projetos	 são	enviados	e	 os	 autores	 não	podem	explicar	 suas	decisões,	 as	 pranchas	
falam	por	 si	 só.	 Assim,	 podemos	 usar	 as	 pranchas	 de	 concurso	 como	 inspiração	 para	
nossas	 apresentações.	 Matheus	 Pereira,	 do	 Archdaily,	 escreveu	 um	 artigo	 com	
dicas	 de	 diagramação	 de	 pranchas	 de	 concurso,	 mas	 que	 podemos	 utilizar	
nas	 nossas	apresentações:
Diagramação de pranchas de concursos: o que fazer e o que evitar 
Participar	de	concursos	de	arquitetura	pode	ser	uma	boa	chance	para	alavancar	um	
escritório,	ou	sair	um	pouco	da	rotina	desenvolvendo	ideias	que	geralmente	não	passariam	
pelo	 crivo	 de	 um	 cliente.	 Mas	 para	 chamar	 a	 atenção	 dos	 membros	 do	 júri,	 entre	
centenas	 de	 trabalhos,	 a	 graficação	 do	 projeto	 desempenha	 um	 papel	 chave.	Além	 de	
ideias	 pertinentes	 aos	 questionamentos	 e	 debates	 incumbidos,	 é	 imprescindível	 uma	
prancha	 organizada	 como	 síntese	 do	 processo.	 Na	 tentativa	 de	 reunir	 as	 ideias	 de	
maneira	gráfica,	uma	série	de	dúvidas	surgem	quanto	à	maneira	de	apresentação	e	como	
a	mesma	ajudará	na	transmissão	das	ideias	contidas	no	projeto	de	forma	clara	para	o	júri.
Plantas,	cortes,	elevações,	colagens,	renderizações,	diagramas,	textos,	elementos	
gráficos.	 As	 dimensões	 das	 pranchas	 não	 parecem	 comportar	 tantas	 informações.	
Pensando	 nisso,	 reunimos	 uma	 série	 de	 dicas	 essenciais	 para	 o	 desenvolvimento	 de	
suas	pranchas	em	concursos	de	arquitetura.	Confira	a	seguir:
Composição
- Você	não	precisa	incluir	tudo;
- Adote	um	padrão	de	cores;
- Evite	interrupções	visuais;
Em	pranchas	de	concurso	insere-se	a	síntese	do	processo,	apresentando	apenas
o necessário	 para	 a	 compreensão	 do	 trabalho	 desenvolvido	 pela	 limitação	 do	 espaço
(número	 de	 folhas	 e	 dimensões)	 e	 tempo.	 A	 comissão	 julgadora	 necessita	 avaliar
rapidamente o trabalho	 de	 cada	 equipe	 por	 conta	 do	 excessivo	 número	 de	 trabalhos
recebidos,	 e	 quanto mais	 claras	 as	 ideias	 na	 prancha,	 melhor.	 Sabemos	 que	 inserir	 o
conteúdo	dentro	do	espaço em	branco	é,	por	vezes,	a	maior	dificuldade,	mas é	ideal	que	o
conteúdo	seja	disposto	de modo	hierárquico.
87UNIDADE IV Diagramação de Pranchas em Corel Draw
Evite	quebras	ou	interrupções	visuais	forçando	o	avaliador	a	dispor	de	pausas	na	
leitura	 visual	 da	 prancha.	É	 imprescindível	 que,	 em	pranchas	 desta	modalidade,	 a	 fácil	
leitura	seja	dirigida	pelo	intelecto	de	maneira	contínua.
Como	 a	 reunião	 de	 todas	 as	 informações	 para	 o	 completo	 entendimento	 da	
proposta,	 se	 mal	 composta,	 a	 prancha	 pode	 ser	 a	 responsável	 pelo	 insucesso	 da	
compreensão	do	projeto,	mesmo	que	ele	tenha	qualidade.		
Expressão gráfica
- Evite	misturar	técnicas	gráficas	na	composição	da	prancha;
Há	uma	gama	de	 linguagens	passíveis	de	serem	adotadas	na	representação	de
seus	desenhos	e	construção	do	painel.	Da	mesma	forma,	sabemos	que	não	há	fórmulas,	
“certo	 ou	 errado”,	 basta	 ter	 coerência.	 O	 princípio	 norteador	 é	 adotar	 a	 técnica	 que	
considerar	adequada	à	transmissão	das	intenções	projetuais.
Desenhos
- Disponha	suas	ideias	graficamente	através	de	desenhos;
- Utilize	 vistas	 explodidas	 para	 a	 representação	 das	 diversas	 camadas	 de	 seu 
projeto, quando isso for necessário;
- Croquis	são	sempre	bem-vindos;
- Detalhe	de	acordo	com	a	escala;
Desenhos são os principais artifícios na transmissão de ideias e atuam como 
síntese	 do	 processo.	 Neste	 âmbito,	 devemos	 entender	 que	 estas	 não	 são	 pranchas	
executivas	e,	portanto,	os	desenhos	bidimensionais	(plantas,	cortes,	elevações)	além	de	
transmitirem	a	 ideia	 geral,	 devem	 dispor	 de	 maneira	 gráfica,	 a	 identidade	 da	 prancha.	
Desenhos	 tridimensionais	também	podem	ir	além	das	técnicas	super	realistas,	permitindo	
representações	axonométricas,	colagens	e	intervenções	sobre	fotografias,	por	exemplo.
Outro	recurso	frequentemente	utilizado	na	composição	de	pranchas	são	as	vistas	
explodidas.	 O	 processo	 exemplifica	 com	 clareza	 as	 técnicas	 construtivas	 adotadas,	
materialidades,	 espacialidades	 e	 fluxos.	 Nestas,	 o	 uso	 da	 variação	 de	 linhas,	 cores	 e	
texturas	auxilia	na	criação	da	identidade	visual.
Croquis	 também	 podem	 ser	 inseridos	 nas	 pranchas,	 exemplificando	 o	
processo	 projetual.	Contanto,	posteriormente	é	 interessante	que	sejam	editados	através	
dos	recursos	digitais	de	modo	a	harmonizarem-se	à	integridade	da	prancha.	Intervenções	
gráficas	sobre	os	croquis	também	são	ótimos	recursos	através	de	um	híbrido	de	técnicas.	
88UNIDADE IV Diagramação de Pranchas em Corel Draw
Diagramas
- Adote	diagramas	como	ferramentas	transmissoras	do	processo;
- Divida	os	diagramas	por	quesitos	projetuais;
Métodos	de	organização,	análise	e	comunicação,	a	ferramenta	ajuda	profissionais
e	leigos	a	compreenderem	de	maneira	prática	e	rápida	o	processo	incumbido	nas	soluções	
adotadas	 no	 projeto.	Ademais,	 os	 diagramas	 são	 um	excelente	 dispositivo	 a	 comunicar	
de	maneira	 criativa	 a	 síntese	 projetual	 e	 ainda	 auxiliam	 na	 expressão	 gráfica.	Grandes	
escritórios	adotam	o	instrumento	ao	processo	criativo	de	seus	projetos,	como	é	o	caso	do	
Bjarke	Ingels	Group,	3XN	Architects	e	Zaha	Hadid	Architects,	por	exemplo.
No	caso	dos	concursos,	o	método	é	ideal	para	a	transmissão	das	ideias,	uma	vez	
que	a	maior	parte	dos	envios	finais	são	realizados	por	meio	de	plataformas	eletrônicas,	
impossibilitando	 uma	 apresentação	 oral	 formal.	 Posto	 isso,	 a	 prancha	 deve	 “falar”	 por	
si, ou	 seja,	 esquemas	 como	 diagramas	 funcionam	 muito	 melhor	 para	 transmissão	 de	
ideias	se	comparado	a	longos	textos.
Com	 uma	 gama	 de	 possibilidades,	 é	 recorrente	 a	 adoção	 de	 diagramas	 para	
representação	 dos	 diferentes	 quesitos	 do	 partido	 projetual,	 tais	 como	 a	 distribuição	
programática,	 implantação,	 relações	 visuais,	 orientação	 solar	 e	 dos	 ventos,	 adoção	
estrutural,	entre	outros.
Conteúdo textual
- Evite	textos	demais;
- Adote	uma	família	tipográfica	coerente;
Arquitetos	são	indivíduos	bastante	ligados	à	estética	e	claramente	visuais,	portanto,
utilize	 o	 mínimo	 de	 conteúdo	 textual	 possível.	 Em	 concursos,	 a	 comissão	 julgadora	
necessita	 avaliar	 todos	 os	 trabalhos	 de	 maneira	 rápida	 e	 prática,	 muitas	 vezes	
desconsiderando	o conteúdo escrito. 
Utilize-se de textos apenas se necessário ou frases curtas e diretas explicativas 
ao longo dos desenhos. Também	considere	uma	tipografia	adequada	à	linguagem	de	sua	
prancha.	 Pesqui-se	 parte	 do	 histórico	 das	 tipografias	 que	 considerar	 pertinente	 ao	
trabalho,	 tendo	 em	 vista	 que	 seu	 design	 foi	 pensado	 para	 aguçar	 um	 conjunto	 de	
interesses	 estéticos	 e	 psíquicos	 dos	 leitores.	 Jamais	 considere	 uma	 miscelânea	 de	
tipografias.	Se	você	não	 tiver	muita	se-gurança	no	 tema,	não	ouse	demais	 (e	 leia	esse	
post).	 Tente	 não	 misturar	 muitas	 tipografias,	 considerando	 a	 hierarquia	 do	 conteúdo	
(títulos	e	subtítulos,	texto	e	notas)	ou	variações	de	uma	mesma	família	tipográfica.
Em	suma,	o	importante	é	colocar-se	no	lugar	de	alguém	que	não	conhece	o	projeto	
e	deve	ter	uma	primeira	boa	impressão	dele,	entre	tantas	outras	propostas	interessantes.	Ao	
89UNIDADE IV Diagramação de Pranchas em Corel Draw
diagramar	uma	prancha,	você	está	contando	uma	história,	levando	o	leitor	a	compreender	
didaticamente	as	proposições	discutidas	entre	a	equipe.	Por	 isso,	é	 importante	que	elas	
façam	 sentido	 e	 tenham	 uma	 ordem	 adequada.	 Também	 é	 importante	 que	 essas	
informações	sejam	expostas	de	maneira	clara,	direta	e	fácil.	Não	tente	incluir	tudo	o	que	
foi	 pensado,	mas	sintetize	e	filtre	o	que	é	maisimportante	mostrar.	Como	anteriormente	
pontuado,	 não	 há	 regras,	 dado	 que	 cada	 projeto	 e/ou	 concurso	 possui	 qualidades	
específicas.	Boa	sorte!
Fonte:	 PEREIRA,	 Matheus. “Diagramação de pranchas de concursos: o que fazer e o 
que evitar”	 02	 Ago	 2020.	 ArchDaily	 Brasil.	 Acessado	 21	 Jan	 2021.	 Disponível	 em:	 https://
www.archdaily.com.br/br/896138/diagramacao-de-pranchas-de-concursos-o-que-fazer-e-o-que-evitar.
90UNIDADE IV Diagramação de Pranchas em Corel Draw
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO	
Título:	Dicionário	visual	de	arquitetura
Autor:	Francis	D.	K.	Ching
Editora:	WMF	Martins	Fontes
Sinopse:	 Este	 é	 o	 primeiro	 dicionário	 de	 termos	 de	
arquitetura totalmente	 ilustrado.	 Para	 cada	 definição	
corresponde	 uma	 ilustração,	 o	 que	 facilita	 enormemente	 a	
compreensão	 de	 cada	 termo.	 Concebido	 para	 facilitar	 e	
enriquecer	 a	 consulta	 por	 arquitetos,	estudantes	 de	 arquitetura,	
estudantes	de	arte,	 engenheiros	etc., o dicionário comporta mais 
de 5.000 entradas organizadas por temas através de um índice 
completo.	
FILME/VÍDEO 
Título: Big	Time
Ano:	2017
Sinopse:	 Como	 um	 dos	 destaques	 da	 produção	
arquitetônica	 contemporânea,	 à	 frente	 do	 do	 escritório	
dinamarquês	 BIG,	 Bjarke	 Ingels	 é	 hoje	 considerado	 um	 dos	
maiores	 e	 mais	 promissores	nomes	do	setor	criativo.	Com	perfil	
inquieto,	 sempre	 na	 busca	 por	 novos	 desafios	 –	 tentando	
superá-los,	 e	 sobretudo	 criativamente	 inspirador,	 neste	
documentário	 Ingels	é	retratado	do	ponto	de	vista	 profissional	 e	
pessoal,	 na	 tentativa	 de	 entendimento	 ao	 universo	 que	 o	
estimula.
91
REFERÊNCIAS
44	 Arquitetura.	 “Como	 elaborar	 uma	 planta	 humanizada?”.	 São	 Paulo:	 Portal	 44	
Arquitetura,	 2014.	 Acessado	 em:	 11	 Dez	 2020.	 Disponível	 em:	
http://44arquitetura.com.br/2014/03/planta-humanizada-elaborar/.
ASSOCIAÇÃO	BRASILEIRA	DE	NORMAS	TÉCNICAS.	NBR	6492:	Representação	gráfica	
em	Arquitetura.	Rio	de	Janeiro,	p.	01.	1994.
BIO,	Danilo.	“A	importância	da	representação	gráfica”.	Blog	Vias	Arq,	2019.	Acessado	em:	
11	 Dez	 2020.	 Disponível	 em:	 https://www.vias.arq.br/dicas/a-importancia-da-representa-
cao-grafica/.
CHING,	Francis	D.	K.	Representação	Gráfica	em	Arquitetura.	São	Paulo:	Bookman,	2017.
CRISTIAN,	Liute.	“A	história	do	Corel	Draw”.	Blog	Clube	do	Design,	2013.	Acessado	em:	15	
JAN	21.	Disponível	em:	https://clubedodesign.com/2013/a-historia-do-coreldraw/desenhar	
_em_liberdade.html
EIDT,	M.	S.	Representação	gráfica.	São	Paulo:	Grupo	A,	2019.
NACCACHE,	Reynaldo.	“A	cor	e	os	materiais	no	projeto	arquitetônico”.	São	Paulo:	Portal	
Vitruvius,	2016.	Acessado	em:	15	Jan	2021.	Disponível	em:	https://vitruvius.com.br/revistas/
read/drops/07.016/1698.
PAIVA,	Andreia.	 “Comunicação	 com	 o	Cliente:	 como	 a	 neurociência	 pode	 ajudar”.	 Blog	
Neuroau,	2019.	Acessado	em:	15	Jan	2021.	Disponível	em:	https://www.neuroau.com/post/
comunicação-com-o-cliente-como-a-neurociência-pode-ajudar					
PEREIRA,	Matheus.	 “Diagramação	de	pranchas	de	concursos:	o	que	 fazer	e	o	que	evi-
tar”.	Brasil:	Blog	ArchDaily,	2020.	Acessado	em:	21	Jan	2021.	Disponível	em:	https://www. 
archdaily.com.br/br/896138/diagramacao-de-pranchas-de-concursos-o-que-fazer-e-o-que-
-evitar.
PERUYERA,	Matias.	Diagramação	e	Layout.	Curitiba:	Intersaberes,	2018.
ROMERO,	Alexandre.	“Croquis:	Desenhar	em	Liberdade”.	Obvious	Magazine,	2012.	Aces-
sado	13	Jan	2021.	Disponível	em:	http://obviousmag.org/archives/2012/04/croquis_
92
SCHWARTZ,	Steve;	PHYLLIS,	Davis.	Corel	Draw:	Passo	a	Passo	Lite.	São	Paulo:	Pearson,	
2013.
VAZ,	Adriana;	SILVA,	Rosane.	Fundamentos	da	Linguagem	Visual.	Curitiba:	Intersaberes,	
2016.
93
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Caro	aluno (a),
No	decorrer	deste	curso	procurei	trazer	uma	sequência	da	evolução	da	linguagem	
visual	 da	 arquitetura,	 desde	 seus	 elementos	 estruturais	 como	 o	 ponto	 e	 a	 linha,	 até	 a	
diagramação	e	métodos	de	apresentação.	Durante	este	curso,	mostrei	como	o	desenho	
precisa	seguir	alguns	conceitos	para	que	ele	se	aproxime	do	 leitor	e	 seja	entendido	de	
forma	mais	efetiva	e	atrativa.
Começamos	 entendendo	 quais	 são	 os	 elementos	 utilizados	 para	 a	 composição	
dos	desenhos	e	para	a	apresentação	deles,	ressaltando	a	importância	individual	de	cada	
um	 desses	 elementos.	 Em	 seguida,	 vimos	 quais	 são	 os	 desenhos	 utilizados	 para	
representar	 a	 arquitetura,	 conhecemos	 as	 convenções	 aplicadas	 na	 representação	
desses	 desenhos	 e	 a	 mensagem	 que	 cada	 desenho	 precisa	 passar,	 continuamos	
compreendendo	 como	os	 desenhos	 se	 relacionam	e	 como	 essa	 relação	 é	 fundamental	
ser	 preservada	 durante	 a	 apresentação	 desses	 desenhos.	 E	 finalmente,	 conhecemos	
alguns	conceitos	de	diagramação	que	nos	ajudam	a	apresentar	os	desenhos	de	 formar	
mais	clara	e	efetiva.
Seguimos	conhecendo	uma	forma	de	representação	muito	utilizada	na	arquitetura	
comercial,	 o	 desenho	 humanizado,	 vimos	 suas	 vantagens	 e	 desvantagens	 e	 então	
tivemos	 uma	 introdução	 aos	 softwares	 que	 nos	 ajudam	 na	 transformação	 desses	
desenhos	e	como	aplicar	a	utilização	destes	softwares	na	arquitetura.
Concluímos	 nossos	 estudos	 conhecendo	 formas	 de	 organizar	 os	 conteúdos	 e	
apresentá-los	 seguindo	 os	 conceitos	 de	 diagramação	 que	 aprendemos	 anteriormente,	
colocando	em	prática	a	teoria	que	aprendemos.	Entendemos	formatos	de	apresentação,	
tanto	impressos	quanto	digitais,	e	vimos	formas	de	transformar	os	desenhos	em	arquivos	
acessíveis.
Nosso	 estudo	 iniciou-se	 com	 a	 teoria	 e	 finalizamos	 colocando	 em	 prática	
conceitos	de	representação	gráfica	em	arquitetura.	Espero	que	ao	final	deste	curso,	você	
tenha	entendido	a	importância	da	representação	e	que	durante	a	sua	carreira	profissional	
você	 esteja	 buscando	 constante	 atualização	 nas	 formas	 de	 visualizar	 a	 arquitetura	 e	
melhorar	a	comunicação	dos	seus	projetos	com	os	clientes.
Muito Obrigada! Até a próxima oportunidade.
+55 (44) 3045 9898
Rua Getúlio Vargas, 333 - Centro
CEP 87.702-200 - Paranavaí - PR
www.unifatecie.edu.br/editora-edufatecie
edufatecie@fatecie.edu.br
EduFatecie
E D I T O R A
	nova-ficha-catalográfica-2021.pdf
	_heading=h.gjdgxs
	_GoBack
	UNIDADE I
	História e Cultura Africana
	UNIDADE II
	O Negro no Brasil: Abolição e seu Legado
	UNIDADE III
	História e Cultura Indígena
	UNIDADE IV
	Relações Étnico-Raciais e Direitos Humanos

Mais conteúdos dessa disciplina