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EXMO. SR. DR. JUIZ DA .........ª VARA DA JUSTIÇA FEDERAL - SEÇÃO JUDICIÁRIA DE .......
Autos n.º: ............
Autora: ...............
Réu: ........................
JOSÉ JOAQUIM DA SILVA SAURO, brasileiro, casado, cirurgião plástico, inscrito no CPF ..., portador da carteira de identidade ..., residente e domiciliado em rua ... , n.º ....., Bairro ....., Cidade ....., Estado ....., por intermédio de seu (sua) advogado(a) e bastante procurador(a) (procuração em anexo - doc….), com escritório profissional sito à Rua ....., nº ....., Bairro ....., Cidade ....., Estado ....., onde recebe notificações e intimações, vem mui respeitosamente à presença de Vossa Excelência apresentar.
CONTESTAÇÃO
à ação de indenização por erro médico proposta por MARIA JOAQUINA DE AMARAL PEREIRA GOES, brasileira, solteira, atriz, inscrita no CPF ..., portadora da carteira de identidade ..., residente e domiciliada em ..., , pelos motivos de fato e de direito a seguir aduzidos.
DOS FATOS
JOSÉ JOAQUIM DA SILVA SAURO, já qualificado nos autos, narra que foi procurado pela atriz MARIA JOAQUINA DE AMARAL PEREIRA GOES no início do ano de 2019, que insistia em fazer um procedimento estético de lipoescultura para concorrer a um papel numa novela que somente começaria as audições (testes) no final de 2019. 
Após avaliação, o réu-médico recomendou que a mesma entrasse com um procedimento menos agressivo, como exercício e dieta com acompanhamento clínico, até porque como comprovavam os exames, prontuários e esquemas em anexo, a quantidade de gordura da mesma não seria capaz de produzir a remodelação esperada, sendo mais apropriadas alterações alimentares e na prática de atividades físicas, sendo que por diversas ocasiões, ainda contrariado com a ideia de intervenção cirúrgica para uma simples expectativa de emprego, tentou advertir a paciente, a qual inclusive assinou um documento( juntado no anexo …) se cientificando dos riscos da intervenção cirúrgica. 
A questão crucial era que a motivação (concorrer a um papel) tornava o procedimento, que é extremamente invasivo com um pós-operatório muito delicado, não recomendável, como demonstram os vários laudos emitidos. Ao final, porém, a Autora ofereceu-se para pagar o preço acima do mercado, e ainda ameaçou com sua projeção social à época fazer propaganda negativa da clínica caso a recusa permanecesse e como ao final, não havia risco para a saúde da mesma, o procedimento foi realizado. 
O réu relata ainda que o procedimento é uma “cirurgia artística”, que somente pode ser realizada por cirurgiões plásticos que como ele te, especialização nesta área de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). 
Todas as reclamações decorrentes são de um pós-operatório mal realizado, pois como consta da prescrição em anexo, foi indicado exatamente o que deveria ser 
feito para evitar flacidez, ajudar na cicatrização, evitar náuseas, cólicas e outras reações que não comuns na lipoescultura, mas a Autora logo após a cirurgia começou a demonstrar seu descontentamento antes mesmo de desincharem os primeiros pontos, sem qualquer explicação aparente, logo após a cirurgia começou a acusar o Réu de negligência, e resolveu fazer o acompanhamento do pós operatório com outra colega, sem especialidade neste tipo de cirurgia estética, cujo valor está abaixo do preço dos profissionais da área e que começou a questionar a qualidade do reconhecido trabalho de José no mercado. 
Por fim, ele lembra que, por contrato, está proibido de divulgar qualquer foto de pré ou pós-operatório e que não foi responsável por nenhuma divulgação de imagens de Jordana, mesmo porque como ela mesma diz, não permaneceu com ele no pós-operatório, valendo-se dos serviços de outra cirurgiã, não especialista na área de lipoescultura. 
DO DIREITO
Nas ações de cirurgia estética em que se pese haver obrigação de resultado tal entendimento não impossibilita que o médico comprove que o dano foi causado por circunstâncias alheias à sua responsabilidade, senão vejamos o entendimento do tribunal.
AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. Erro médico. Cirurgia plástica estética. Obrigação de resultado. Nexo causal entre a cirurgia e a deformidade apresentada pela paciente. Prova produzida nos autos comprova de forma suficiente o resultado insatisfatório, a despeito da conclusão do laudo pericial pelo emprego da boa técnica. Obrigação de resultado que não torna a responsabilidade objetiva, mas inverte o ônus da prova, cabendo ao médico justificar as razões de eventual insucesso da intervenção…. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO - TJ/SP, 2020).
No caso é possível constatar que em que se pese o resultado auferido na cirugia não ter alçado o resultado pretendido este fato foi causado por circunstâncias pessoais do paciente. Conforme consta no documento … os exames, prontuários e esquemas em anexo,comprovam que a quantidade de gordura da mesma não seria capaz de produzir a remodelação esperada. Deste modo, a o resultado decorreu da pré-disposição genética autora, ou seja, caso fortuito que exclui a responsabilidade do médico (art. 393 do Código Civil), 
Art. 393. O devedor não responde pelos prejuízos resultantes de caso fortuito ou força maior, se expressamente não se houver por eles responsabilizado.
Cumpre ressaltar que autora teria sido orientada pelo réu a adotar procedimento menos invasivo e mesmo após receber o parecer do médico a reclamante não acatou a recomendação e decidiu pelo procedimento estético ocasião na qual assinou os documentos a cientificando dos riscos da intervenção cirúrgica. 
Deste modo é possível constatar que o médico cumpriu com seu dever de informação.
art.6 do CDC III - a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem como sobre os riscos que apresentem; 
O réu é profissional qualificado para realização do procedimento e adotou a técnica habitual para sua realização, sendo equivocado atribuir o resultado decorrente das condições pessoais do paciente a conduta médica já que este não atuou com imperícia ou negligência.
Quanto aos desconfortos e reclamações acerca flacidez, cicatrização, evitar náuseas, cólicas e outras reações decorrentes do procedimento são condizentes com o mal procedimento na realização dos cuidados pós-operatório mal realizado, pois a reclamante não seguiu a prescrição( em anexo doc …), tendo inclusive realizado acompanhamento com profissional não especializado, situação na qual a conduta da mesma acarretou o resultado não satisfatório.
 Art. 14 do CDC
 § 3° O fornecedor de serviços só não será responsabilizado quando provar:
 	II - a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro.
Conclui-se, pois, pela completa improcedência do pedido de reparação dos danos alegados, porquanto nenhum deles vem revestido de irrefutável prova e em versão juridicamente aceitável.
DOS PEDIDOS
De todo o exposto, respeitosamente requer:
1. A produção das provas em direito admitidas, especialmente pericial e testemunhal e juntada de documentos, nesta oportunidade e posteriormente, os que se fizerem necessários e oportunos.
2. Sejam todos os pedidos veiculados pelo autor julgados improcedentes, ante a ausência de fundamentação fática e jurídica, com a condenação nas verbas de sucumbência.
Nesses Termos,
Pede Deferimento.
[Local], [dia] de [mês] de [ano].
[Assinatura do Advogado]
[Número de Inscrição na OAB]

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