Prévia do material em texto
Universidade do Norte do Paraná Aluna Leticia Andrade Moraes 5º Semestre – Tecnologo em Radiologia RADIOLOGIA VETERINÁRIA Terminologia dos Posicionamentos na Radiologia Veterinária Os animais de estimação são parte da família e quando eles estão doentes ou feridos, os donos (ou pais) esperam que recebam os melhores cuidados e com qualidade de médico veterinário, principalmente por conta dos avanços em tecnologia e na medicina veterinária. O diagnostico tem tido mais precisão, como a Radiologia Veterinária. O papel do profissional da radiologia é compreender a terminologia das posições, aprender a posicionar o paciente para uma variedade de estudos de imagem para atingir com precisão e eficiência as imagens enquanto seguir a proteção radiológica. Os profissionais devem também aprender a rever suas imagens para avaliar o posicionamento e a qualidade técnica e ser capaz de corrigir erros. Os primeiros passos para se tornar um bom profissional na radiologia veterinária é conhecer a terminologia dos posicionamentos, que é diferente da radiológia médica. A direção que do feixe de Raios-x interage com o do corpo do paciente é a vista das tomadas radiográficas. Ventrodorsal (VD) indica que o paciente está deitado em uma posição dorsal e o feixe de raio-x está entrando no paciente ventralmente e está saindo na região posterior do paciente. Se o paciente está deitado em uma posição ventral, o feixe de Raio-x está entrando no corpo na região posterior e saindo ventralmente. Dorso palmar e dorso plantar são os termos utilizados quando o feixe de Rio-x entra pela parte anterior e sai pela parte de posterior da porção distal das articulações do carpo e do tarso, respectivamente. Marcadores de chumbo são utilizados para designar o lado direito ou o lado esquerdo do corpo ou para identificar uma extremidade. Definições dos Termos na Radiologia Veterinária Caudal: refere-se as partes da cabeça, pescoço ou na direção da parte traseira do corpo. Também se refere aos aspectos dos membros acima, a articulações do carpo e do tarso, enfrentando na direção da parte posterior do corpo. Craniana: refere-se as partes do pescoço, tronco e rabo virado para a direção da cabeça. Também se refere ao aspecto superior ou anterior de um membro ou uma parte do corpo acima das articulações do carpo e do tarso. Distal: refere-se a qualquer parte, longe do centro do corpo. Dorsal: refere-se a parte traseira ou a parte posterior do corpo; oposto de ventral. Palmar: refere-se ao aspecto posterior ou inferior do membro anterior do carpo, distalmente. Plantar: refere-se ao aspecto posterior ou inferior do membro anterior do tarso, distalmente. Proximal: refere-se à extremidade de um membro ou outra parte mais próximoao ponto de fixação. Rostral: em direção a cabeça ou fucinho. Arcadas Superior e Inferior: refere-se ao dental superior e inferior, respectivamente. Ventral: refere-se à superfície do corpo esternal ou abdominal. Podemos visualizar melhor na imagem a seguir: Posicionamentos Radiológicos na Radiologia Veterinaria Como solicitado na atividade deste trabalho, descreveremos o nome das três incidências executadas e correlacioná-las com a imagem obtida: Na imagem A, a primeira imagem, temos o posicionamento de dorso ventral. A imagem dorsoventral é realizada com o paciente em decúbito esternal, com apoio dos ramos mandibulares em um suporte radiotransparente (calço de espuma), elevando o focinho em relação à mesa e deixando a mandíbula paralela ao cassete. É importante ainda que se mantenha a simetria das estruturas, evitando a obliquidade lateral da cabeça. Ela serve para avaliação do crânio. Na imagem B, a segunda imagem , temos o posicionamento ventro-dorsal oblíqua de boca aberta, é uma imagem semelhante pode ser obtida em decúbito dorsal, sendo denominada projeção ventrodorsal. A maior diferença entre as imagens obtidas nestas duas projeções é o grau de sobreposição dos ramos mandibulares às cavidades nasais. Na imagem ventrodorsal há menor sobreposição e melhor visualização das cavidades nasais. Na imagem C, terceira imagem, apresenta-se o posicionamento de Boca aberta rostrocaudal para visualização das bulas timpânicas: Paciente em decúbito dorsal. Cabeça flexionada a 90° em relação à coluna vertebral de forma que o nariz aponte diretamente para o tubo de raios X. Abrir a boca, retraindo maxila e mandíbula igualmente, com gaze ou fita adesiva. Centralizar o feixe de raios X na parte de trás da boca. Casos Clínicos para serem discutidos · Um cão de 10 meses da raça Golden Retriever deu entrada no centro diagnóstico dia 27/04/17, com histórico clínico de cansaço, tosse produtiva e emagrecimento. O tecnólogo em radiologia veterinária realizou algumas incidências de tórax. Analise as imagens abaixo, descreva o nome da incidência e as formas de contenção do animal. Na imagem A, foi utilizada a incidência LATEROLATERAL, onde o animal em decúbito lateral, com membros torácicos tracionados cranialmente. Uma cunha de espuma pode ser colocada sob o esterno para diminuir a obliquidade. Na imagem, as articulações costocondrais devem estar no mesmo nível e as costelas o mais sobrepostas possível. A entrada do tórax e cúpula diafragmática devem estar incluídas. Na imagem B, a incidência foi VENTRODORSAL / DORSOVENTRAL ncluir da entrada do tórax (altura do manúbrio) até a cúpula diafragmática (inteira). O esterno deve estar sobreposto à coluna vertebral e as costelas simétricas. Para VD: Acomodar o animal em uma calha facilita o posicionamento. O foco central deve estar no centro da caixa torácica. Os membros torácicos devem estar estendidos cranialmente e a cabeça reta, centralizada (animal olhando para cima). · Tutora chega à Clínica veterinária com seu animal canino, SRD, fêmea, de 5 anos de idade, que foi encaminhado para exame radiográfico de membro inferior para um check up. Analise a imagem abaixo e descreva o nome da incidência utilizada pelo tecnólogo em radiologia. Na radiografia apresentada foi utilizada a incidência dorsoplantar, que é onde a radiação penetra pela região dorsal do membro inferior do animal, e sai pela região plantar. Assim como a incidência dorso-palmar, é altamente empregada para avaliar a anatomia e identificar lesões ósseas. Na incidência em questão o animal é colocado deitado em decúbito dorsal com a pata estendida para trás de forma que a superfície da pata, a parte plantar esteja em contato com o detector de raiox. · Nas imagens abaixo que mostram uma radiografia do membro inferior de um animal. Região: Membro Pélvico Direito – Tíbia/ Fíbula e Articulação Tibiotársica. Identifique: Qual a posição radiografia de cada imagem? 2. Descreva, detalhadamente, como o animal deve ser posicionado para obter a visualização completa da Tíbia/ Fíbula? 3. Qual é a incidência do raio central? 1. As posições radiográficas utilizadas foram: na imagem A Incidência craniocaudal; Na imagem B, Incidência médio-lateral, na imagem incidência dorsoplantar. 2. Para as incidências craniocaudal e médio-lateral, o membro a ser radiografado deve estar junto ao filme, com a tíbia no centro do filme, elevando o tarso, supinando o membro e procurando individualizar a fíbula na imagem radiográfica. Como o animal está em decúbito lateral, o membro que estiver por cima deve ser tracionado caudal ou cranialmente, ou então feita a abdução deste membro. Já para a incidência dorsoplantar o cão está sentado com o membro afetado esticado a frente ou usar uma calha de espuma para colocar o animal em decúbito dorsal. 3. A incidência do raio central é: A: Incidência Antero-posterior (AP): a radiação entra na área avaliada pela parte anterior e sai pela posterior. B: Incidência médio-lateral: a radiação entra na área avaliada pela parte medial e sai pela lateral. C: Incidência dorsoplantar: a radiação entra na área avaliada pela parte anterior e sai pela posterior. image1.png image2.png image3.png image4.png image5.png