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Ana Clara Milagres 
Exame Psiquiátrico
 
Estrutura 
A estrutura da consulta psiquiátrica é a seguinte: 
✓ Anamnese 
✓ Exame psíquico 
✓ Evolução (texto dissertativo em linguagem 
simples) 
✓ Súmula psicopatológica (texto técnico) 
✓ Hipótese diagnóstica (deve ter muita 
atenção nesse momento -> analisar o 
critério temporal é muito importante) 
✓ Conduta 
A anamnese psiquiátrica consiste em: 
✓ Identificação 
✓ Queixa principal 
✓ HDA 
✓ História pessoal (+ social, etc...) 
✓ História familiar 
✓ HPP 
Esses dados são muito importantes para 
caracterizar o perfil farmacogenético da psiquiatria 
Perfil farmacogenético: consiste nas 
características do indivíduo que irão ditar para ele 
como ele irá reagir a certos medicamentos 
Há um exame para verificar esses dados, porém é 
muito caro, logo, nesse contexto, o Histórico 
Familiar do paciente se torna importante para 
determinar a tendência do paciente a 
determinados fármacos 
Exame Psíquico 
Os sinais vitais do paciente psiquiátrico são os 
seguintes: 
✓ Apresentação: aparência do paciente -> é 
nosso cartão de visita 
✓ Consciência: pode ser quantitativa ou 
qualitativa 
✓ Orientação: LOTE (lúcido e orientado no 
tempo e no espaço) 
✓ Atenção: capacidade do paciente de 
captar e interpretar os estímulos do 
ambiente 
✓ Memória: não confundir com atenção 
✓ Inteligência: capacidade do paciente de 
interpretar as orientações médicas e segui-
las 
 
✓ Sensopercepção: noção psíquica 
relacionada aos sentidos; a alucinação é 
uma alteração da sensopercepção 
✓ Pensamento + Juízo de Realidade: 
função psíquica que identificamos relações 
de forma e conteúdo, é o campo da ideia 
do paciente; o delírio é uma alteração do 
pensamento 
✓ Linguagem: ecolalia 
✓ Consciência do Eu: função psíquica que 
é deixada a parte por desconhecimento 
✓ Afetividade: avalia o tônus afetivo e as 
emoções do paciente 
✓ Humor: função psíquica bem atrelada a 
afetividade 
✓ Psicomotricidade 
✓ Vontade: hipobulia ou abolia em pacientes 
depressivos, por exemplo 
✓ Pragmatismo: capacidade de executar as 
ações 
✓ Autopercepção (Insight): capacidade do 
indivíduo de identificar que algo está 
acontecendo com ele e entender e 
interpretar isso 
Agora iremos discutir passo a passo desse exame 
psíquico: 
Observe 
Análise como paciente está entrando no 
consultório 
Observe a marcha, a fala, a gesticulação 
É importante para consulta clínica 
Apresentação 
Aparência: descrição física, cuidados, vestuário 
Comportamento: motilidade, expressões faciais 
Atitude diante do observador, se vai ser 
desconfiado, cooperativo, indiferente 
Responsividade: fala muito, fala pouco... 
Consciência 
Alterações quantitativas: relacionadas ao nível de 
consciência 
Alterações qualitativas: alterações no campo da 
consciência 
Ex.: Estreitamento, rebaixamento, turvação 
Analogia: indivíduo em um palco com as luzes 
voltadas para ele -> esse é o cenário da 
consciência 
Nível de consciência rebaixado indica que deve 
reduzir a intensidade dos holofotes, apagando 
todos os objetos de forma gradual 
O estreitamento do campo da consciência, a visão 
de túnel, crises de ausência são alteração 
qualitativas, na qual há foco somente no objeto 
principal 
Orientação 
Autopsíquica 
Alopsíquica 
Ex.: Somatopsíquica, temporal e espacial. 
Descrever: “O paciente sabe dizer onde se 
encontra, sua identificação, o motivo da 
consulta...” 
Pode estar alterada em pacientes com síndromes 
psicóticas ou em pacientes com transtornos 
neurocognitivos 
Atenção 
O paciente pode estar: 
➢ Normovigil (euprosexia) 
➢ Hiper ou hipo-vigil 
➢ Hiper ou hipo-tenaz 
Ex.: “Paciente atento ao diálogo, sem se distrair 
com os ambientes adjacentes.” 
OBS: Não confundir distraibilidade com 
hipomnésia 
A atenção pode estar comprometida em 
síndromes como o TDAH, onde há alteração da 
tenacidade, ou seja, há dificuldade do indivíduo de 
sustentar o foco (hipo-tenaz) 
Memória 
O indivíduo pode ter amnésia: 
➢ Anterógrada: perda de memórias 
recentes, não se lembra de informações 
novas 
➢ Retrógrada: perda de memória de eventos 
anteriores ao evento estressor 
➢ Retro-anterógrada: prejuízo para gravar e 
reter novas informações 
➢ Lacunas amnésicas: comum em 
transtornos associativos -> paciente 
esquece sua identidade, sai andando sem 
rumo 
OBS: Não confundir com a atenção -> pessoa 
estava distraída e não esquecido 
Inteligência 
Para avaliar se o paciente tem algum transtorno 
neurocognitivo, se ele possui declínio cognitivo, 
transtorno relacionado ao desenvolvimento e para 
analisar a capacidade de entendimento do 
paciente 
Avaliar a autonomia do paciente 
Pode avaliar a autonomia do paciente aplicando 
alguns testes 
Para avaliar se o paciente possui oligofrenia 
(deficiência intelectual) ou transtorno 
neurocognitivo é necessário avaliar a memória e 
consciência desse indivíduo 
Isso porque nos transtornos neurocognitivos tem-
se alterações de outras funções psíquicas, como 
memória e consciência 
Já na oligofrenia não há alteração da memória e 
da consciência 
Quadro organocerebral agudo 
Quadro organocerebral crônico 
Sensopercepção 
Relacionada aos sentidos 
Como alterações patológicas podemos ter: 
➢ Alucinações verdadeiras: todas as 
características de uma percepção real, 
lúcida; ocorre nos transtornos do espectro 
da esquizofrenia 
➢ Pseudo-alucinações: representações 
vagas, ecos do pensamento, falando em 
terceira pessoa 
➢ Alucinose: há uma alteração orgânica por 
tras, ex -> “Vovó está vendo bichos na 
parede branca” 
➢ Ilusões: interpretações erradas de um 
estímulo sensorial 
Pensamento / juízo de realidade 
Pensamento pode ser avaliado através da sua 
forma, fluxo e conteúdo 
 Tem-se que: 
✓ Fluxo: se está acelerado, devagar ou 
normal 
✓ Forma: se há boas associações entre as 
ideias, como é a formulação de conceitos, 
como ele se expressa (arquitetura) 
✓ Conteúdo: alterações no campo das ideias 
Ex.: Delirium, delírio, alterações frouxas, ... 
Avaliação de pensamento exige que a gente faça 
uma analise de: 
➢ Conectividade / Organização 
➢ Circunstancialidade 
➢ Tangencialidade 
➢ Associações frouxas 
➢ Salada de palavras 
Exemplo: 
 Organização Linear do Pensamento: 
paciente chega para consultar e você 
pergunta porque ele está no consultório e 
a resposta é a seguinte -> “Eu estava em 
casa, senti uma dor no peito, então falei 
para o meu filho e ele chamou a 
ambulância e é por isso que estou aqui” 
 Tangencialidade: “Eu estava em casa e 
senti uma dor no peito, então chamei o 
meu filho, então, eu acho que você o 
conhece, ele também é médico, ele é muito 
preocupado sabe? O que eu estava 
dizendo mesmo?” 
 Associações Frouxas: “Eu estava em 
casa e senti uma dor no peito, logo chamei 
meu filho, ele é um rapaz muito bom, se ele 
ao menos se casasse e me arrumasse uns 
netos, você já é vovô? Eu tenho onze 
filhos...” 
 Salada de palavras: consiste em um 
conjunto de pensamentos desconexos, de 
falas 
Avalias essas questões é crucial para entender a 
psicopatologia de alguns transtornos 
Linguagem 
Dentre as possíveis alterações temos: 
➢ Dislalia: “cebolinha” 
➢ Disartria: articulação 
➢ Disfemia: gagueira 
➢ Neologismo: pc com transtorno 
esquizofrenia 
Descrever: “Expressa-se por meio de mensagens 
bem articuladas...” 
Análise de como o paciente se expressa 
 
Consciência do Eu 
É uma função psíquica deixada de lado devido sua 
complexidade 
Na consciência do eu pode haver alterações nos 
sentimentos de atividade, na unidade, na 
identidade e em oposição ao mundo exterior 
Sentimentos de Atividade (eu quem estou agindo): 
 Consciência da existência: sinto-me sem 
nome, um nada... 
 Consciência de execução: não sou eu 
quem pensei isso... 
A consciência da existência pode ser observada 
em pacientes com síndrome deCotard -> paciente 
acredita que está em decomposição, sentindo-se 
vazio 
Unidade: sou o Sr. Joaquim e Jesus também, ao 
mesmo tempo 
Identidade: depois da abdução eu não sou o 
mesmo 
Em oposição ao mundo exterior: meus 
pensamentos são transmitidos para o seu 
computador 
Afetividade 
Capacidade lidar com estresse ambiental 
Capacidade de lidar com frustrações, 
adversidades, e como o indivíduo se expressa 
A pessoa pode se expressar com: 
✓ Incontinência emocional: 
✓ Sensibilidade 
Humor 
Pode ser visto em conjunto com a afetividade 
O indivíduo pode ser: 
➢ Normotímico 
➢ Hipertímico 
➢ Hipotímico 
➢ Distímico: mal humor crônico 
Temos alguns termos: 
 Emoção: resposta afetiva pontual 
 Humor: é uma emoção predominante, por 
um período 
 Sentimento: tributo afetivo que tem um 
significado, como por exemplo, saudade 
 Afeto: é tônus emocional do paciente 
 Paixão: paralisa a vida do indivíduo, 
domina 
Psicomotricidade 
 Flexibilidade cérea: paciente fica na 
mesma posição 
 Ecopraxia: consiste na repetição de 
movimentos 
 Automatismos: ficar abotoando uma 
camisa sem botão 
 Tiques motores: movimentos repetidos 
 Estereotipias: pacientes do espectro 
autista 
 Maneirismos: jeito de ficar 
Paciente pode estar com psicomotricidade: 
normal, diminuída, exaltada, acelerada, agitado, 
inquieto 
Vontade 
Ela patológica pode ser alterada para: 
➢ Hiperbulia: excesso de animo 
➢ Hipobulia: pouco animo 
➢ Abolia: nenhum animo 
Dentro da vontade temos as compulsões e os 
impulsos que irão levar a um processo volitivo e de 
deliberação resultando em uma ação, que é o 
pragmatismo (outra noção psíquica) 
OBS: Alguns autores consideram o Julgamento 
como função psíquica separada, e não como parte 
da estrutura do processo volitivo 
O julgamento está relacionado com a capacidade 
de tomar decisões 
Pragmatismo 
Capacidade de auto-cuidado, auto-preservação, 
comer, trabalhar 
Autopercepção (insight) 
 “Compreendeu a estrutura de seu transtorno, os 
eventos associados à ele e a necessidade de 
tratamento.” 
 “Expectativas de tempo de melhora...” 
 “Demonstrou resistência ao uso de neurolépticos, 
mas não ao de ISRS...” 
Exemplo de Estrutura Psicopatológica 
Pensamento -> Humor -> Vontade 
Ex: no TOC há uma obsessão, logo, paciente tem 
alteração de pensamento, o que afeta seu humor 
e por esse motivo, ele desenvolve uma ansiedade, 
que tem por consequência a convulsão (rituais de 
repetição) 
ATENÇÃO! Texto técnico descrevendo o 
quadro clínico (evolução): 
“Fulano, x anos, lúcido e orientado auto e 
alopsiquicamente. Vestido adequadamente, boa 
aparência. Cooperativo. Normovigil. Inteligência 
mantida. Hipertenaz e hipovigilante. 
Sensopercepção alterada com alucinações 
auditivas complexas, congruentes com atividade 
delirante sistematizada (seus vizinhos são da 
Polícia Científica e estão implantando mensagens 
de áudio no seu cérebro, com as quais ele 
conversa). Padrão distímico, com afeto 
normomodulado, e não embotado como há 1 ano 
atrás.” 
A hipótese diagnóstica -> Ex.: F20.0: 
Esquizofrenia paranóide (em tempo, transtorno 
esquizofreniforme) 
Conduta 
Tratamento farmacológico 
Tratamento não-farmacológico 
✓ Psicoterapia 
✓ Internação Hospitalar 
✓ Comunidade Terapêutica 
 
 
Ana Clara Milagres 
História e Reforma Psiquiátrica
 
Introdução 
Diferentemente de outras áreas da medicina, onde 
diversos sistemas/aparelhos (p.ex. locomotor, 
respiratório, cardiovascular, etc) estão 
relativamente esmiuçados em sua anatomia e 
fisiologia, o aparelho Mental permanece uma 
“caixa preta”, não explicável nem mesmo pelos 
mais sofisticados exames laboratoriais ou 
radiológicos que vasculham o cérebro humano 
O diagnóstico do sistema mental é categorial, 
utiliza-se critérios diagnósticos para fechar o 
diagnóstico 
O cérebro humano é um órgão altamente 
complexo, mas, mais obscuro ainda, é o salto de 
funções cerebrais para funções mentais 
Sabe-se que o Cérebro em seu desenvolvimento 
mantém uma estreita relação de duas vias com o 
meio e acredita-se que esta também seja uma das 
formas do desenvolvimento da mente de um 
indivíduo 
Para o individuo se desenvolver ele não precisa 
somente das características genéticas para se 
desenvolver 
Memória evolutiva é um padrão da 
neuroarquitetura que se desenvolve desde os 
períodos mais precoces da criança, porém esses 
outros valores também interferem no 
desenvolvimento da mente 
Logo, o indivíduo para se desenvolver precisa dos 
fatores biológicos, das experiências emocionais e 
dos valores sociais 
Medicina na Antiguidade 
Índia Antiga 
Ayurveda: Veda = textos religiosos originários da 
Índia Antiga; ciência / Ayur = Vida 
Considerado o sistema médico mais antigo do 
mundo 
Conhecimento médico desenvolvido há 5-7 mil 
anos 
Teoria dos três humores: apresenta uma teoria em 
que as doenças são decorrentes do desequilíbrio 
entre os três humores (tridosa) 
 
Vertente assimilada pela cultura budista / hindu 
Então tem-se que: 
a) Vento: 
 Coração, pulmão e cólon 
 Regula a mente e as emoções através do 
controle do calor da Bile e da circulação do 
Flegma 
b) Bile: 
 Fígado, vesícula biliar e metabolismo em 
geral 
 Regula a digestão, a nutrição, as 
transformações teciduais e a temperatura 
do corpo através do controle da água que 
compõe o Flegma 
c) Flegma/Fleuma: 
 Baço, rins e cérebro (líquor) 
 Proporciona o sustento do corpo com o 
fluxo de sua energia, “resfriando” a Bile 
A partir dessa noção passa se orientar padrão 
alimentar, uso de dietas, equilíbrio do corpo 
Medicina Helenística 
Hipócrates (460 a.C. a 370 a.C.) 
Galeno (129 a 217) 
Tendência a uma explicação “racional” da saúde e 
da doença 
Século IV a.C. ao século XVII 
Escola de Cós: a vida depende do equilíbrio entre 
“quatro” humores 
Os quatro humores: 
a) Sangue: 
 Sistema cardiovascular 
 Sanguíneo (instável, sentimental) 
b) Bile Negra: 
 Baço 
 Melancólico (perfeccionista, rancoroso) 
c) Bile Amarela: 
 Fígado 
 Colérico (enérgico, “guarda raiva”) 
d) Fleuma (Flegma): 
 Sistema respiratório – Fleumático (sereno, 
sensato) 
 Delírio febril -> paranóia (para = ao lado; 
fora // noia = de si 
A complexidade, a imponderabilidade, 
inefabilidade e a insondabilidade (pelo menos de 
forma direta) da mente faz com que ela se torne 
objeto de especulação das mais variadas ordens 
e com os mais variados propósitos, ao longo do 
tempo 
Ex.: Apesar de Hipócrates (460–370 aC) haver 
tentado relacionar os transtornos mentais (p.ex.: 
epilepsia, paranóia, psicose pós-parto, fobias, 
depressão e histeria ou mesmo na constituição do 
caráter do indivíduo) com alterações orgânicas 
(desequilíbrio dos humores: fleuma, bile amarela, 
bile negra e sangue) as crenças e valores de uma 
época, fizeram com que este paradigma de 
entender a doença mental fosse “esquecido” por 
séculos, p.ex.: a epilepsia foi considerada um mal 
externo, e não interno (logo alheio ao tratamento 
médico) por mais de 500 anos 
Renascimento 
Apesar das críticas a René Descartes (1596-
1650), sua proposta de separar o corpo da alma 
foi, naquele momento, o que permitiu a que a 
ciência voltasse a estudar o corpo (p.ex.: 
dissecações anatômicas), uma vez que a Igreja 
poderia seguir ocupando-se da alma 
A separação do Divino do Humano, da Igreja do 
Estado possibilitaram a retomada de avanços 
sociais e científicos 
O Iluminismo trouxe a valorização do Homem e da 
Razão -> o que, de uma certa forma, manteve o 
doente mental mais uma vez fora do processo, já 
que este prescinde – por definição– desta última, 
a razão!) 
Apesar disto, Pinel (1745- 1826) percebeu que 
muitas pessoas que apresentavam alterações de 
conduta e que se encontravam em prisões (ou 
vagando pelas ruas), o faziam em razão de algum 
transtorno mental, assim, reuniu-as em umainstituição própria, para cuidados médicos e 
estudo 
Isso ainda é visto nos dias de hoje 
Estudos mostram que 60% da população 
carcerária dos EUA possuem algum tipo de 
transtorno mental 
Estudiosos e suas Teorias 
a) Benedict Augustin Morel (1860): 
 Caracterizou a demência precoce: 
✓ Herdabilidade 
✓ Agravo com o uso de toxinas 
✓ Degeneração através das gerações 
b) Ewald Hecker (1871): 
 Distinção de Hebefrenia e Ciclotimia x 
Psicose Unitária 
 existência de apenas uma única doença 
mental com várias manifestações, 
evoluindo de forma progressiva por 
estágios em cada indivíduo - reutilizada 
mais recentemente por Timothy Crow e 
sua teoria de espectro continuum de 
psicoses 
 A psiquiatria ainda hoje trabalha com 
espectros 
c) Kahlbaum (1874): 
 Die Katatonie 
 Síndrome de Kahlbaum 
 Distimia, ciclotimia, catatonia, parafrenia, 
hebefrenia 
 Jovens hebóides que na adolescência 
começa a apresentar sintomas 
psiquiátricos -> jovens agressivos, 
alterações de personalidade, caráter 
d) Emil Kraepelin (1899): 
 Demência precoce (doença 
neurodegenerativa) = Hebefrenia 
 Hebefrenia: doença psicótica que acomete 
os indivíduos mais jovens 
 Parafrenia: evolução psicótica acontece, 
mas o afeto é mais preservado, melhor 
prognóstico, pessoas mais velhas 
 Psicose maníaco-depressiva: TAB 
(transtorno afetivo bipolar) 
 Definiu os tipos de parafrenia: 
✓ Sistemática: paranoico, delirante 
✓ Expansiva: delírio megalomaníaco, 
hipertímico 
✓ Confabulatória: delírio de memória, 
semelhante à síndrome de Korsakoff, 
paramnésias 
✓ Fantástica: alucinatória, 
desorganizada, mais embotada 
✓ Parafrenia tardia: início tardio, ou muito 
tardio (~60 anos), personalidade e 
afeto mais preservados, isso porque 
quanto mais cedo aparecia, mais crises 
ao longo da vida, mais graves ficam as 
alterações afetivas e o prognóstico é 
pior 
e) Eugen Bleuler (1911): 
 Descreveu a esquizofrenia 
 Os sintomas fundamentais de Bleuler: os 4 
A’s de Bleuler 
✓ Embotamento afetivo, autismo 
(isolamento, pouca empatia), 
associações frouxas do pensamento, 
ambivalência (afetos opostos em um 
mesmo momento) 
✓ Acessórios: alucinações e delírios 
 Ataques de deterioração (doença 
neurodegenerativa) -> epilepsia é uma doença 
que piora com o passar das crises 
 OBS: alterações cognitivas (memória, 
atenção...) 
✓ Pode ter sintomas depressivos, de mania, 
etc... 
✓ O que difere do TAB é a prevalência dos 
sintomas psicóticos e a intensidade deles 
 OBS: Os pacientes com autismo possuem 
20% de chance de ter esquizofrenia 
 Algumas características do espectro autista 
são: isolamento social, prejuízo na linguagem, 
sociabilidade (tendem a não demonstrar 
empatia) 
f) Kurt Schneider (a partir de 1920...): 
 Importanteeee!!! 
 Os sintomas de primeira ordem 
✓ Percepção delirante 
✓ Alucinações auditivas que comentam a 
própria atitude 
✓ Alucinações auditivas que dialogam 
entre si 
✓ Sonorização ou Eco do pensamento 
✓ Vivência de influência corporal 
✓ Roubo do pensamento 
✓ Vivência de influência sobre o 
pensamento (alterações do eu) 
✓ Difusão ou irradiação do pensamento 
(alterações do eu) 
 Sintomas de segunda ordem: 
✓ Delírios 
✓ Alucinações 
✓ Perplexidade 
 5 a 8% da população pode ter alguma vez 
na vida delírio ou alucinação 
g) Karl Jaspers (1883-1969): 
 Importanteeee!! 
 Fases do delírio: 
✓ Trema (pré-surto): paciente demonstra 
sinais de uma desorganização 
conceitual, onde apresenta alteração 
do humor, ansiedade, inquietude, sem 
ter o diagnóstico, tem histórico de 
síndromes psicóticas e esquizofrenia 
na família 
✓ Fase de Apofania (revelação): “estava 
ansioso e inquieto e agora eu sei que é 
porque meus vizinhos eram do FBI e 
estavam me monitorando” 
✓ Fase apocalíptica: desorganização, 
perda de sentido com o mundo, 
paciente fica retraído, sem demonstrar 
sintomas afetivos 
✓ Fase de Consolidação: estabilização, 
finalmente me deixaram em paz”, 
“paciente volta a si, mas ainda mantém 
a convicção das ideias anteriores 
✓ Fase residual: distanciamento, 
isolamento, pode manifestar sintomas 
depressivos 
 Isso tudo é observado na prática clínica 
h) Foucault (1926-1984, Loucura e 
Civilização): 
 As instituições da Era Moderna passaram 
a predominar o “olhar” médico científico, 
transformando a loucura em “doença 
mental”, passível assim, de um tratamento 
 Esse movimento de apropriação da 
loucura pela medicina, tinha na figura de 
Pinel sua principal expressão 
 Pinel, que fora considerado o libertador 
dos doentes mentais, passou a ser visto 
por alguns pensadores como seu algoz: 
essa visão desses outros pensadores 
sobre Pinel é meio deturpada, porque ele 
fez uma instituição para cuidados e estudo, 
mas várias delas acabam por utilizar esses 
locais para outras finalidades (déposito de 
pessoas subversivas) -> reforma que 
precisava ser feita, porém achar que Pinel 
olhava pro paciente como objeto de 
estudo, é errado 
Tais ideais são facilmente absorvidos por uma 
sociedade cansada dos excessos ditatoriais da 1ª 
metade do século XX 
Na psiquiatria, o repudio ao autoritarismo 
associado às péssimas condições de alguns 
hospitais psiquiátricos, motivou dois movimentos, 
nos anos 60 e 70, que começaram na Europa 
(principalmente na Itália, Basaglia e a lei 180) e se 
estendeu aos Estados Unidos (e depois, inspirou 
o Brasil) 
Isso veio para o Brasil com a Reforma Psiquiátrica 
Assim, a complexidade da mente e a falta de 
exames documentais, permitem que o 
entendimento acerca da doença mental se veja 
novamente dividido 
O gesto de Pinel ao liberar os loucos das 
correntes, não possibilita sua inscrição em espaço 
de liberdade, mas, pelo contrário, funda a ciência 
que os classifica e acorrenta como objeto de 
estudos... -> o objetivo do Pinel não era pegar 
cobaias e sim tratamento e busca por tratamento 
No Brasil 
O mesmo processo se inicia e segue até hoje 
Ao logo dos anos 60 a 80: reforma sanitarista → 
SUS, influenciando os paradigmas de assistência 
em diversas especialidades médicas 
redirecionando os cuidados dos hospitais para 
junto às comunidades 
Na psiquiatria, em 1989, surge o “projeto de lei 
Paulo Delgado” (PL.PD), que propunha 
(basicamente): 
➢ Regulamentação da internação 
psiquiátrica compulsória 
➢ A extinção progressiva dos manicômios e 
sua substituição por outros recursos 
assistenciais”, onde ficaria “proibida, em 
todo o território nacional, a construção de 
novos hospitais psiquiátricos públicos e a 
contratação ou financiamento, pelo setor 
governamental, de novos leitos em hospital 
psiquiátrico" 
Algumas décadas depois 
➢ 1989: projeto de Lei 3.657 do Deputado 
Paulo Delgado 
➢ 1999: substitutivo do senador Sebastião 
Rocha 
➢ 2000: substitutivo do Senador Lucidio 
Portela 
➢ 2001: é assinada a Lei da reforma, pelo 
então presidente Fernando H. Cardoso 
O PL-Paulo Delgado, por embasar-se mais em 
substratos ideológicos que técnicos, é rejeitado na 
Câmara por 23 votos contrários (4 a favor) 
Posteriormente surgem os substitutivos Sebastião 
Rocha e Portela, até que, doze anos depois, em 
2001 é sancionada uma nova lei 
Em 2001, é sancionada a Lei 10.216, que: 
➢ Dispõem sobre a proteção e os direitos das 
pessoas portadoras de transtornos 
psíquicos 
➢ Redireciona o modelo assistencial em 
saúde mental, para a intervenção menos 
restritiva possível, junto à comunidade 
➢ E faculta a internação em instituições que 
não tenham características asilares 
➢ Direciona os rumos da assistência em 
saúde mental no país 
Parece que, em alguns momentos de sua 
implementação, esta foi deturpada em sua 
essência por atitudes, documentos, relatórios e 
inclusive por portarias contrárias a Lei 
Como por exemplo, na Lei 10.216 ... 
✓ Não existe o termo ‘MANICÔMIO’ 
✓ Não existe o termo ‘REFORMA 
PSIQUIÁTRICA’✓ Não fala em ‘Fechamento de Leitos’ 
 Existe sim ‘reforma do MODELO de 
Assistência em Saúde Mental’ 
Ocorreu uma asfixia econômica e um 
sucateamento dos hospitais, causando um 
prejuízo a população ao acesso aos tratamentos 
especializados quando era necessário 
ATENÇÃO! Asfixia Econômica: 
➢ Mesmos antes dos “mecanismos claros e 
eficazes” para o fechamento de leitos, milhares 
já haviam deixado de existir, seja porque 
realmente não tinham condições humanas 
para seguir existindo, seja pelo mecanismo 
não claro, mas extremamente eficaz, de asfixia 
econômica. Ou seja, exige-se N condições e 
paga-se menos da metade do custo 
operacional p/ mantê-las 
➢ Em 1999, a Fundação Getúlio Vargas havia 
calculado o custo operacional diário, p/ se 
manter um paciente internado (em um hosp. 
de 240 leitos psiquiátricos) em R$41,98. Na 
mesma época, o Governo Federal repassava 
pouco mais da metade deste valor. 
➢ Inquirido na justiça acerca desta discrepância, 
o MS acabou tendo que admitir que não tinha 
uma planilha orçamentária, para o cálculo das 
diárias (próximas 2 imagens) 
Somos plenamente favoráveis a reforma 
preconizada na lei 10.216 
Ela trouxe um grande avanço para a SM no país, 
na medida em que focou o atendimento para junto 
das comunidades e deixou o hospital como 
recurso de ponta. Todavia, diversas evidências 
apresentadas levam a crer que parte de sua 
implementação: 
✓ Fere o espírito da Lei 
✓ Produz dano a população 
✓ Produz dano a Psiquiatria, a Medicina e as 
suas instituições 
Com o fechamento das clínicas psiquiátricas, 
foram criadas instituições para atender esses 
pacientes, como o CAPS, residência terapêutica 
Porém essas instituições não foram criadas em 
números suficientes -> elevado número de 
doentes mentais nas ruas, cadeias e prisões 
Entendemos que, sem dúvidas, a atenção ao 
portador de transtornos mentais deva ser 
predominantemente fora dos hospitais, mas nos 
perguntamos: 
 Em se fechando 80mil leitos, onde foi 
parar o dinheiro “economizado”? 
 Quanto foi gasto p/ a criação de menos 
de 1/3 dos CAPS necessários 
(segundo dados do MS)? 
 Quanto a ONG “Franco Basaglia” 
recebeu dos Governos, para auxiliar na 
implementação de um sistema já falido 
inclusive em seu país? 
 Quem são os profissionais indicados 
pelo MS para “treinar” as equipes de 
SM que irão atender nos CAPS? 
 Em quanto aumentou o número de 
doentes mentais nas ruas e nas 
cárceres? 
 Onde e quando foi feito um ensaio do 
sistema CAPS (antes de sua 
implementação no País) e qual sua 
eficiência ? (porque não houve prática 
da medicina baseada em evidências) 
Ana Clara Milagres 
Políticas de Saúde no Brasil
 
Crise na Assistência: 
Paciente psiquiátrico no Brasil não é atendido nas 
unidades e sim no CAPS -> é uma questão cultural 
O CAPS não comporta o número de pacientes 
psiquiátricos existentes no pais, por isso 
geralmente atentem casos mais graves 
Pacientes psiquiátricos em surtos são atendidos 
pelo SAMU e depois para a UPA 
O fluxo é: avaliação pelo médico da triagem na 
UPA -> depois se direcionar para o CAPS 
A asfixia econômica ainda ocorre no dia de hoje 
Os hospitais psiquiátricos não recebem verba 
suficiente para manter os leitos e realizar suas 
atividades 
Internar ou Não? 
✓ Se o CAPS oferece atendimento por que 
internar? 
✓ Em casos que o paciente oferece risco 
Interna em hospital geral 
Deve mudar a o caráter/mentalidade asilar de 
hospitais psiquiátricos 
Assistência Psiquiátrica no Brasil 
A história da assistência psiquiátrica no Brasil 
estende-se por quatro grandes períodos: 
 
1. Período Colonial até o Primeiro Reinado 
(até 1852) 
2. Período do Segundo Reinado até o Estado 
Novo (1852 a 1934) 
3. Período da II Grande Guerra até a 
Abertura Democrática (1941 a 1987) 
4. Período Contemporâneo, pós Constituição 
de 1988 (1988 até os dias atuais) 
Segundo Reinado: acolhimento dos pacientes por 
instituições de caridade 
Depois da segunda guerra: boom dos hospitais 
psiquiátricos -> captura de pacientes 
considerados subversivos, sem serem 
psiquiátricos, questões de uso de eletrochoque, 
entre outros 
ATENÇÃO! Observe os fatos históricos no quadro 
a seguir: 
 
Eliminação Nazista 
Seres considerados “sem valor” 
Fortaleceu o questionamento sob o tratamento 
que esses pacientes mereciam 
Aktion T4: eutanásia como misericórdia de 
pacientes com transtornos psiquiátricos 
Eutanásia 
Experiências Cruéis 
Código de Nuremberg: conjunto de 
princípios éticos que regem a pesquisa com seres 
humanos, sendo considerado como uma das 
consequências dos Processos de Guerra de 
Nuremberg, ocorridos no fim da Segunda Guerra 
Mundial. 
Psiquiatria do Pós – Guerra 
Criação de políticas visassem auxiliar esse tipo de 
paciente 
Alguns eventos foram importantes como: 
✓ Comunidades Terapêuticas 
https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89tica
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Pesquisa_com_seres_humanos&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Pesquisa_com_seres_humanos&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/wiki/Processos_de_Guerra_de_Nuremberg
https://pt.wikipedia.org/wiki/Processos_de_Guerra_de_Nuremberg
https://pt.wikipedia.org/wiki/Segunda_Guerra_Mundial
https://pt.wikipedia.org/wiki/Segunda_Guerra_Mundial
✓ Psiquiatria Comunitária 
✓ Movimento “Saúde Mental” 
✓ Psiquiatria Dinâmica: psicanálise 
✓ Anti-Psiquiatria 
✓ Psiquiatria Social 
✓ Desinstitucionalização 
✓ Advento dos Antipsicóticos 
 
Advento dos anti-psicóticos + mudanças políticos-
sociais para tratamento do paciente: aumento do 
número de altas e diminuição das readmissões 
O advento dos anti-psicóticos coincide com o 
início da reforma -> desmerecimento da reforma 
em detrimento dos remédios 
Pontos Importantes da Psiquiatria no Brasil 
Getúlio a Figueiredo – 1934 a 1987 -> “Indústria 
da Loucura” 
Holacausto Brasileiro em Barbacena 
Ocorreu uma abertura democrática na 
Constituição de 1988 (surgimento do SUS) 
Legislação 
Lei 10.216: reorientação da assistência 
psiquiátrica 
Portaria Ministerial 3088: rede de atenção 
psicossocial; criação da RAPS (2011) -> 
consolidação 
Três formas de internação psiquiátrica: 
1) Voluntária: consentimento do paciente 
2) Involuntária: pedidos de terceiros 
3) Compulsória: mandado judicial 
A lei 10.216, publicada em dezembro de 2001, 
regulamenta a proteção dos portadores de 
transtornos mentais e consolida a reorientação da 
assistência psiquiátrica com a orientação para 
uma desinstitucionalização e constituição de uma 
rede de serviços de base comunitária 
A Portaria Ministerial 3088 de 23 de Dezembro 
de 2011, do Ministério da Saúde, institui a RAPS – 
Rede de Atenção Psicossocial, que define seus 
componentes e “pontos de atenção”, e configura 
os serviços integrantes da RAPS em diferentes 
níveis, desde a atenção básica até a reabilitação 
psicossocial 
Uma rede de atenção psicossocial, voltada a 
assistência psiquiátrica, deve conter serviços ou 
“pontos de atenção”, constituídos por, equipes de 
saúde mental na atenção básica e saúde da 
família, centros de convivência, centros de 
atenção psicossocial (CAPS I, CAPS II, CAPS III, 
CAPS Ad, e CAPS i), emergências psiquiátricas, 
enfermarias em hospital geral, entre outros 
A legislação brasileira, na lei 10.216 de 2001, 
prevê três formas de internação psiquiátrica: 1) 
voluntária (com consentimento escrito do 
paciente); 2) involuntária (a pedido de terceiros) e, 
3) compulsória (por mandato judicial). Em 
qualquer caso se requer um laudo médico 
circunstanciado e deve haver autorização médica 
para as internações voluntárias e involuntárias 
Componentes da RAPS 
É de suma importância saber os as divisões da 
seguinte foto: 
 
 
 
Ana Clara Milagres 
Transtornos DSM -V 
Introdução 
Diagnóstico da psiquiatria é categorial 
Avalia as funções psíquicas, quais funções estão 
alteradase qual categorias de diagnóstico o 
paciente preenche 
Pode-se analisar sinais e sintomas, o tipo de 
apresentação clínica e do tempo de evolução 
O mais utilizado hoje é o Manual de Diagnóstico e 
Estatístico de Transtornos Mentais e 
Comportamentais V (DSM – V) - 2013 
O DSM – V não deve ser usado como manual de 
conduta e sim como manual de diagnóstico 
Transtornos Do Neurodesenvolvimento 
Aborda transtornos que acometem o feto no útero 
até completar o processo de 
neurodesenvolvimento (29 anos) 
Não tem como reverter esse transtorno, logo, o 
tratamento é em cima de sinais e sintomas e 
tentativa de melhora das condições sociais do 
indivíduo 
Deficiências intelectuais 
a) Deficiência Intelectual: 
 Q.I. 
 Leve, moderada (requer assistência), 
grave (requer supervisão), profunda 
(totalmente dependente) 
 Avalia pragmatismo, contagem e 
inteligência 
 Oligofrenia: diminuição da capacidade 
intelectual 
 
b) Atraso Global do Desenvolvimento: 
 Menores de 5 anos 
 Atraso nos marcos do desenvolvimento 
 Os marcos do desenvolvimento são: 
dentição, fala, engatinhar, andar 
 Requer reavaliação futura 
Transtornos da comunicação 
a) Transtorno da Linguagem: 
 Dificuldade na aquisição e uso da 
linguagem (fala, escrita) 
 Quantifica a perda 
 
b) Transtorno da Fala: 
 Dificuldade na produção da fala 
 
c) Transtorno da Fluência com Início na 
Infância: 
 Disfemia (gagueira) 
 
d) Transtorno da Comunicação Social: 
 Déficit no uso social da comunicação, com 
prejuízo na capacidade de adaptar a 
comunicação em ambientes variados 
 É muito subjetivo 
Transtorno do espectro autista 
Pode ser com ou sem comprometimento da 
linguagem e com ou sem comprometimento 
intelectual 
Os níveis são: 
✓ Nível 1: exige apoio, interesse reduzido 
por interações sociais 
✓ Nível 2: exige apoio substancial, 
comunicação acentuadamente estranha 
✓ Nível 3: exige apoio muito substancial, 
resposta mínima à interação social 
Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade 
(TDAH) 
Há os subtipos: 
✓ Desatenção 
✓ Hiperatividade e impulsividade 
✓ Apresentação combinada 
É uma característica do indivíduo, não uma 
doença 
Precisa estar com os sintomas manifestando 
prejuízo social ou funcional em pelo menos dois 
ambientes diferentes 
Transtorno específico da aprendizagem 
Transtorno relacionado a: 
✓ Leitura 
✓ Interpretação 
✓ Grafia 
✓ Expressão escrita 
✓ Cálculo 
✓ Raciocínio 
Transtornos motores 
a) Transtorno do Desenvolvimento da 
Coordenação: 
 Lentidão, imprecisão, prejuízo ao operar 
mecanismos 
 Dificuldade para fazer movimentos 
b) Transtorno do Movimento Estereotipado 
 Autolesivo ou não, não explicado por 
outros transtornos 
 Início precoce no período de 
desenvolvimento 
 Ex.: exposição intrauterina ao álcool 
 Faz o diagnóstico quando não há nenhum 
outro transtorno que justifique a presença 
desses sintomas (ex: descarta antes 
autismo para depois considerar esse 
transtorno) 
 
c) Transtorno de Tique: 
 Ex.: Tourette 
 Tiques podem ser verbais ou motores 
 Há tratamentos 
 Piora com ambientes estressantes 
 Tiques para avaliar ansiedades 
Espectro da Esquizofrenia e Outros 
Transtornos Psicóticos 
Os tipos são: 
 Transtorno delirante 
 Transtorno psicótico breve/psicoses adulta 
transitório: 1 dia a 1 mês, recuperação 
completa 
 Transtorno esquizofreniforme: 1 mês a 6 
meses 
 Esquizofrenia: > 6 meses, prejuízo 
funcional progressivo 
 Transtorno esquizoafetivo: está na 
intercessão entre os grupos de transtornos 
afetivos e de humor e transtornos do 
espectro da esquizofrenia ou bipolar 
 Transtorno psicótico induzido por 
substância 
 Catatonia: associada a qualquer outro 
transtorno mental, a pessoa poder ter: 
✓ Catalepsia: paciente fica na mesma 
posição sem interação com o meio 
✓ Cataplexia: atonia muscular súbita que 
provoca a queda doente (indivíduo 
desmonta) 
Em geral o diagnóstico diferencia pelo TEMPO 
Transtorno Bipolar 
É um transtorno de humor 
a) Bipolar i: 
 Apresenta ciclos de humor 
 Mania + hipomania ou mania + depressão 
 
b) Bipolar ii: 
 Hipomania + depressão 
c) Transtorno Ciclotímico: 
 2 anos 
 É ciclo/oscilação 
 Fase de sintomas hipomaníacos e fase de 
sintomas depressivos, sem preencher 
totalmente os critérios de hipomania ou 
depressão 
 
c) Transtorno Bipolar Induzido por 
Substância 
Hipomania: não necessariamente causa 
consequências para o paciente, mas sim uma 
agitação 
Muitas vezes o bipolar do tipo ii procura ajuda na 
fase da depressão, por isso na maioria das vezes 
o diagnóstico é confundido 
Tratamento: psicoterapia + tratamento 
farmacológico 
Transtornos Depressivos 
Alguns tipos: 
 Transtorno disruptivo da regulação do 
humor 
✓ Explosões de raiva, +3x semana 
✓ Com pelo menos 1 ano ou mais de 
duração 
✓ Entre 6-18 anos de idade 
✓ Acontece com crianças e adolescente 
 Transtorno depressivo maior 
 Transtorno depressivo persistente 
(distimia) 
✓ 2 anos 
✓ Como se fosse uma depressão crônica 
 Transtorno disfórico pré-menstrual (TPM) 
 Transtorno depressivo induzido por 
substância 
Transtornos de Ansiedade 
Os tipos são: 
 Transtorno de ansiedade de separação 
 Mutismo seletivo: pessoa para de falar por 
algum motivo estressor 
 Fobia específica: de aranha, escuro, altura 
 Transtorno de ansiedade social: fobia 
social 
 Transtorno de pânico 
 Especificador de ataques de pânico 
 Agorafobia: indivíduo mostra o estado 
ansioso em pelo menos 2 situações 
diferentes, como por ex: lugares fechados 
e multidões -> é diferente de fobia 
específica 
 Transtorno de ansiedade generalizada: 6 
meses 
Transtornos que sofrem para o humor ansioso: 
✓ TOC 
✓ Transtorno dissociativo 
Transtorno Obsessivo Compulsivo e 
Transtornos Relacionados 
Os tipos são: 
 Toc (transtorno obsessivo compulsivo): 
✓ Humor ansioso 
✓ Humor depressivo pode aparecer 
também 
✓ Obsessão que altera humor e faz o 
indivíduo procurar uma compulsão 
para contornar essa situação 
 Transtorno Dismórfico Corporal: 
insatisfação com o próprio corpo, procura 
defeitos que muitas vezes não existem 
 Transtorno de Escoriação 
 Transtorno de Acumulação: acumulação 
excessiva 
 Tricotilomania: 
✓ “Rancar” o cabelo 
✓ Pessoa desconta no próprio corpo 
Transtornos Relacionados a Trauma e a 
Estressores 
Os tipos são: 
 Transtorno de apego reativo (idade: 9 
meses a 5 anos) 
 Transtorno de interação social desinibida 
 Tept (> 1 mês): transtorno de estresse pós 
traumático 
 Transtorno de estresse agudo (> 3 dias < 1 
mês): morte, abuso 
 Transtornos de adaptação (3 meses) 
Critério de tempo é essencial 
Ex: Brumadinho -> 1 semana depois, população 
estava com Tept? Não!! 
Transtornos Dissociativos 
Os tipos são: 
 Transtorno dissociativo de identidade 
 Amnésia dissociativa 
 Transtorno de 
despersonalização/desrealização 
Indivíduos que sofreram algum evento estressor e 
sofrem algum desligamento 
Transtorno de Sintomas Somáticos e 
Transtornos Relacionados 
Os tipos são: 
 Transtorno de sintomas somáticos 
 Transtorno de ansiedade de doença (> 6 
meses) 
 Transtorno conversivo: desligamento 
como mecanismo de defesa 
 Transtorno factício (munchhausen) 
Transtorno Alimentares 
Os tipos são: 
 Pica: transtorno de desejar comer coisas 
que não tem valor nutricional 
 Transtorno de ruminação: > 1 mês 
 Transtorno alimentar restritivo/evitativo 
 Anorexia nervosa (imc): restrição 
 Bulimia nervosa: culpa 
 Transtorno de compulsão alimentar: pelo 
menos 1x por semana, durante 3 meses 
Transtornos da Eliminação 
Pode ser: 
enurese (> 5 anos de idade): urina 
encoprese (> 4 anos de idade): fezes 
Idade que é o critério de avaliação 
transtornos do sono-vigília 
Os tipos são: 
 Transtorno de insônia: 3x semana por > 3 
meses 
 Transtornode hipersonolência 
 Narcolepsia 
 Transtornos do sono relacionados à 
respiração 
✓ Apneia e hipopneia obstrutivas do sono 
✓ Apneia central do sono (secundária a 
dcv, dn, dp) 
 Parassonias (sonambulismo, terrores no 
sono) 
 Síndrome das pernas inquietas 
Disfunções Sexuais 
Os tipos são: 
 Ejaculação retardada 
 Transtorno erétil 
 Transtorno do orgasmo feminino 
 Transtorno do interesse/excitação sexual 
feminino 
 Transtorno da dor gênito-pélvica 
 Transtorno do desejo sexual masculino 
hipoativo 
 Ejaculação precoce 
Disforia de Gênero 
Sofrimento por estar em um corpo diferente do 
gênero 
O gênero da cabeça é diferente do corpo 
Transtornos Disruptivos, do Controle de 
Impulsos e da Conduta 
Os tipos são: 
Transtorno de oposição desafiante 
Transtorno explosivo intermitente: resposta do 
paciente é desproporcional ao sofrimento sentido 
Transtorno de conduta 
Piromania 
Cleptomania 
Transtornos Relacionados a Substâncias e 
Transtornos Aditivos 
Transtorno por uso, intoxicação, abstinência: 
✓ Álcool 
✓ Cafeína 
✓ Cannabis: alucinógeno -> proporção do 
THC 
✓ Alucinógenos 
✓ Inalantes 
✓ Opioides 
✓ Sedativo, hipnótico ou ansiolítico 
✓ Estimulantes 
✓ Tabaco 
✓ Transtorno do jogo 
Transtornos Neurocognitivos 
Os tipos são: 
 Delirium: 
✓ É diferente de delírio 
✓ Delírio: alteração do pensamento 
✓ Delirium: síndrome psico-orgânica 
 Transtorno neurocognitivo 
✓ leve: sintomas são percebidos, mas 
não interferem na autonomia 
✓ Maior: interfere na autonomia 
 Alzheimer 
 Doença fronto-temporal 
 Doença de lewy 
 Doença vascular 
 Lesão cerebral traumática 
 Uso de substância/medicamento 
 Infecção por hiv 
 Doença priônica 
 Doença de parkinson 
 Doença de huntington 
Transtornos de Personalidade 
Alguns tipos: 
 Cluster (grupo) A: 
✓ Paranoide (desconfiança) 
✓ Esquizóide (distanciamento social, 
expressão emociona restrita) 
✓ Esquizotípico (desconforto com relações 
íntimas, distorções cognitivas e 
comportamento excêntrico) 
 
 Cluster (grupo) B: 
✓ Antissocial: violação dos direitos 
✓ Borderline: instabilidade dos 
relacionamentos, na autoimagem, nos 
afetos, com impulsividade acentuada -> 
muito dramático; instabilidade emocional; é 
confundido com bipolar 
✓ Histriônica: emocionalidade e busca de 
atenção em excesso; busca atenção; 
carência emocional 
✓ Narcisista: grandiosidade, necessidade de 
admiração e falta de empatia 
 
 Cluster (grupo) C: 
✓ Evitativa: inibição social, inadequação, 
hipersensibilidade a avaliação negativa 
✓ Dependente: comportamento submisso e 
apegado, necessidade de ser cuidado 
✓ Obsessivo-compulsiva / anancástica: 
preocupação com ordem, perfeccionismo e 
controle 
Transtornos Parafílicos 
Os tipos são: 
 Voyeurista (observação): coloca em 
prática ou causa sofrimento ou déficit 
funcional ao paciente 
 Exibisionista: coloca em prática ou causa 
sofrimento ou déficit funcional ao paciente 
 Frotteurista (ônibus): coloca em prática ou 
causa sofrimento ou déficit funcional ao 
paciente 
 Masoquismo sexual (sofrer dor ou 
humilhação): coloca em prática ou causa 
sofrimento ou déficit funcional ao paciente 
transtornos parafílicos 
 Sadismo sexual (causar dor ou 
humilhação): coloca em prática ou causa 
sofrimento ou déficit funcional ao paciente 
 Transtorno pedofílico (paciente > 16 anos, 
vítima < 13 anos): coloca em prática ou 
causa sofrimento ou déficit funcional ao 
paciente 
 Fetichsta (objetos, partes do corpo ou 
fantasias): coloca em prática ou causa 
sofrimento ou déficit funcional ao paciente 
 Transvéstico: coloca em prática ou causa 
sofrimento ou déficit funcional ao paciente 
Condições para Estudos Posteriores 
Os tipos são: 
 Transtorno por jogo pela internet 
 Mobofobia / nomofobia 
 Transtorno do comportamento suicida 
 Autolesão não suicida 
Ana Clara Milagres 
Síndromes Ansiosas
 
Introdução 
Iremos ter várias doenças 
Representam os transtornos mentais mais 
frequentes 
Prevalência na vida em torno de até 17% a 30% 
Ansiedade não é patológica, é fisiológica (forma 
de aumentar nossa capacidade adaptativo) 
A ansiedade não é facilmente controlada, 
causando sofrimento, prejuízo ou incapacitações 
importantes na vida do indivíduo 
O excesso de preocupação pode ser 
acompanhado por inquietude, dificuldade de 
concentração, lapsos de memória (“brancos”), 
alterações no sono, fadiga, irritabilidade e tensão 
muscular, além de outros sintomas somáticos 
É normal provocar alterações de atenção -> 
relacionado com memória 
Os transtornos das síndromes ansiosa podem ser: 
• Transtornos Obsessivos-Compulsivos 
• Transtornos Dissociativos 
• Transtornos de Sintomas Somáticos 
• Transtornos Alimentares 
Alguns outros exemplos: 
✓ Onicofagia 
✓ Transtorno de Acumulação 
✓ Fobia Específica: fobia de coisas 
específicas 
✓ Anorexia 
✓ Tricotilomania 
Curva: 
 
✓ Gráfico: desempenho x estresse 
✓ Estresse: ação do ambiente sob o 
indivíduo 
 
 
✓ A curva mostra a ansiedade que o 
indivíduo necessita para realizar suas 
atividades 
✓ Quanto maior o estresse ambiental, maior 
a ansiedade, maior o desempenho 
✓ Só que isso é “bom” até a Performance 
máxima 
✓ A partir desse ponto a performance do 
paciente cai e ele tem desintegração, 
nesse momento a ansiedade se torna 
patológica 
OBS: Procrastinação é uma estratégia adaptativa 
evolutiva -> acumular ansiedade para garantir a 
performance máxima, entretanto, em pouco tempo 
o indivíduo chega ao ponto máximo, causando 
desintegração 
Os transtornos de ansiedade são> 
 TAG 
 Transtorno do Pânico 
 Agorafobia 
 Transtorno de Ansiedade de Separação 
 Transtorno Fóbico Ansioso (Fobia 
Específica) 
 Transtorno de Ansiedade Social (Fobia 
Social) 
Transtorno da Ansiedade Generalizada (TAG) 
TAG é bastante prevalente 
6-7% da população 
Prevalência 2x mais em mulheres 
Depressão é a principal comorbidade ocorrendo 
em 3 de 5 pacientes com o transtorno 
TAG sozinho já causa prejuízo ao paciente e pode 
ser considerado como fator de risco para outros 
transtornos psiquiátricos como depressão ou 
TUSs (transtorno por uso de substâncias), álcool 
ou BZD o que reforça a importância de um 
tratamento adequado e focado na remissão 
TOTAL dos sintomas 
Tratar -> melhorar os sintomas do indivíduo -> 
manutenção -> dar alta ao paciente 
A fase de manutenção corresponde em um 
mecanismo de neuroadaptação para fazer o 
trabalho correto 
 
No DSM-5m, os critérios para caracterização da 
TAG são: 
 
 
✓ Nunca esquecer do critério temporal 
✓ Precisa ter pelo menos três critérios 
✓ Mente começa a despertar sintomas para 
proteger o indivíduo do estresse -> fugir da 
realidade 
✓ Quase todos transtornos apresentam a 
letra D como critério 
Abordagem terapêutica: 
1. Fármaco: antidepressivo com propriedade 
ansiolítico 
2. Psicoterapia 
3. Fármaco + terapia: é o ideal, mas muitos 
pc não estão preparados para iniciar a 
terapia 
 
Transtorno de Pânico (Transtorno de 
Ansiedade Paroxística episódica) 
Transtorno de ansiedade que tem características 
paroxística 
Paroxística: a ansiedade vivida é desproporcional 
ao evento vivenciado 
Transtorno de pânico se refere a ataques de 
pânico inesperados recorrentes (Critério A) 
Um ataque de pânico é um surto abrupto de medo 
ou desconforto intenso que alcança um pico em 
minutos e durante o qual ocorrem quatro ou mais 
de uma lista de 13 sintomas físicos e cognitivos 
O termo recorrente significa literalmente mais de 
um ataque de pânico inesperado 
O termo inesperado se refere a um ataque de 
pânico para o qual não existe um indício ou 
desencadeante óbvio no momento da ocorrência 
– ou seja, o ataque parece vir do nada, como 
quando o indivíduo está relaxando ou emergindo 
do sono (ataque de pânico noturno) 
Para ser síndromedeve ser inesperado, porém se 
for ataque pode ser esperado/inesperado 
Em contraste, os ataques de pânico esperados 
são ataques para os quais existe um indício ou 
desencadeante óbvio, como uma situação em que 
os ataques de pânico ocorrem geralmente 
A determinação de os ataques de pânico serem 
esperados ou inesperados é feita pelo clínico, que 
faz esse julgamento com base na combinação de 
um questionamento cuidadoso quanto à 
sequência dos eventos que precederam ou 
conduziram ao ataque e do próprio julgamento do 
indivíduo do quanto o ataque lhe pareceu ocorrer 
sem razão aparente 
 
✓ Necessita de 4 dos sintomas 
✓ Pode diminuir o limiar proprioceptivo do 
paciente: diminuir os estímulos do paciente 
✓ Indivíduo começa a perceber sensações 
como a respiração e batimentos cardíacos 
 
 
ATENÇÃO! Ataque cardíaco x Crise de 
ansiedade: 
➢ Histórico 
➢ Local da dor 
➢ Irradiação 
➢ Realização de ECG (principalmente) 
➢ Enquanto não souber a causa deve 
considerar como urgência médica 
OBS: Transtorno do pânico x Ataque de pânico 
(pessoa não tem critérios para caracterizar o 
transtorno do pânico, mas tem sintomas -> deve 
ser tratado de forma temporária) 
Transtornos Fóbicos (Fobia Específica) 
As síndromes ou transtornos fóbicos 
caracterizam-se por medos intensos e irracionais, 
desproporcionais, desencadeados por situações, 
objetos ou animais que objetivamente não 
oferecem ao indivíduo perigo real e proporcional à 
intensidade de tal medo 
Reação de fobia “um degrau abaixo” do pânicio 
Tomar cuidado com a palavra situação 
Ex: cobra, medo de altura, lugar fechado, avião,... 
 
Agorafobia 
Medo de lugares e situações que possam causar 
pânico, impotência ou constrangimento 
Agorafobia é um transtorno de ansiedade que 
muitas vezes se desenvolve após um ou mais 
ataques de pânico 
Os sintomas incluem medo e evitar lugares e 
situações que possam causar sensação de 
pânico, aprisionamento, impotência ou 
constrangimento 
Tratamento é o mesmo do TOC -> terapia de 
exposição e intervenção de respostas 
É diferente da fobia específica 
Pode ter remissão espontânea 
No critério 1 -> deve ter 2 ou mais situações, ao 
contrário da fobia específica 
 
Transtorno de Ansiedade de Separação 
Sobretudo em crianças, pode haver medo e 
ansiedade importantes relacionados a separar-se 
de pessoas significativas, percebidas como 
protetoras (mães, avós, pais, entre outras) 
Tipicamente, a criança tem muito medo e 
ansiedade de, para ir à escola, separar se da mãe 
ou de outros membros da família 
A criança geralmente chora muito, fica muito 
ansiosa e amedrontada, tem medo de que algo 
muito ruim ocorra 
A criança muitas vezes pede ou exige que a mãe 
fique com ela na sala de aula 
Também pode ter dificuldades em dormir sozinha 
e/ou ter pesadelos relacionados à separação 
Em adultos, isso pode ocorrer com o(a) 
companheiro(a) romântico(a) (separar-se do[a] 
namorado[a] ou esposo[a]) 
Síndrome Ansiosas de Base Orgânica 
 Os quadros de ansiedade podem ser de origem 
orgânica, isto é, pode ocorrer uma síndrome 
ansiosa (em crises de pânico ou ansiedade 
generalizada) que é claramente resultante de 
doença física, uso de fármacos, substâncias ou 
outra condição orgânica 
Nesses casos, a síndrome ansiosa associa-se 
temporalmente à instalação de uma doença 
orgânica (p. ex., hipertireoidismo, doença 
pulmonar obstrutiva crônica, câncer, entre outras) 
ou ao uso de medicamentos, como corticoides, 
antiparkinsonianos, antihipertensivos, ou 
substâncias tóxicas, como cocaína, álcool, 
maconha, gasolina, chumbo ou mercúrio 
Substâncias que produzem ou desencadeiam 
quadros ansiosos: Corticosteroides, 
simpatomiméticos (ou outros broncodilatadores), 
cafeína, hormônios tireoidianos, 
antiparkinsonianos, anticolinérgicos, anti-
hipertensivos, inseticidas organofosforados, 
gases asfixiantes, dióxido e monóxido de carbono, 
gasolina, tinta, cocaína, álcool, Cannabis, 
alucinógenos 
 
Conversão 
Na conversão, ocorrem tipicamente alterações 
das funções sensoriais ou das funções motoras, 
que lembram sintomas neurológicos, mas que 
são, na realidade, claramente distintos das 
condições neurológicas 
Há, assim, a conversão de um conflito psíquico 
inconsciente (desejos, temores inconscientes e 
inaceitáveis para o indivíduo) para o corpo; 
conversão aqui significa, portanto, “salto” do plano 
psíquico para o plano de sintomas corporais 
Em relação às funções sensoriais, pode haver 
anestesias de partes do corpo, perda da visão, do 
olfato ou da audição. Em relação às funções 
motoras, pode haver fraqueza ou paralisias, 
contraturas, movimentos anormais, perturbações 
do andar e no ficar de pé (astasia-abasia) e 
rouquidão psicogênicas ou perda total da voz 
(afonia conversiva) 
Transtorno Conversivo (la belle indifférence) 
Chama atenção, eventualmente, nesses 
pacientes, o fato de, ao notarem seus distúrbios 
corporais aparentemente muito graves (paralisias, 
cegueira, anestesias, entre outros), reagirem com 
certa indiferença 
A isso, os clínicos antigos denominaram la belle 
indifférence des hystériques (a bela indiferença 
das histéricas) 
 Essa indiferença seria devida, talvez, à noção 
(mesmo que inconsciente) de que tal alteração 
(paralisia, cegueira, entre outras) é, na realidade, 
transitória e passageira 
Transtorno conversivo com ataques semelhantes 
a uma convulsão epiléptica (DSM-5) Trata-se de 
crises de curta duração (minutos a poucas horas), 
com turvação mais ou menos profunda da 
consciência, espasmos, tremores, abalos, 
hipertonia ou atonia muscular 
O paciente range os dentes, saliva pela boca, às 
vezes geme ou grita 
 Em geral, são crises desencadeadas por situação 
estressante, as quais ocorrem após discussão ou 
briga pessoal, recebimento de uma notícia 
inesperada ou ao presenciar cena 
emocionalmente carregada 
É raro durarem mais do que algumas horas, 
praticamente nunca surgem durante o sono e 
quase nunca ocorrem sem a presença de outras 
pessoas 
 No DSM-5 os transtornos conversivos são de: 
1.fraqueza ou paralisia (das pernas, de um braço, 
de uma mão); 
 2.movimentos anormais, como tremores, 
distonias, mioclonias, distúrbios da marcha; 
3.dificuldades ou impossibilidade de deglutição; 
4.alterações da fala, como afonia ou disfonia, 
rouquidão ou fala arrastada; 
 5.ataques semelhantes a uma convulsão 
epiléptica (“crise histérica”); 
6.anestesia ou perda sensorial (cegueira ou visão 
em túnel, perda auditiva ou olfativa); 
7.sintomas mistos. 
Transtornos Dissociativos 
Os transtornos dissociativos se caracterizam por 
perda na continuidade da experiência subjetiva e 
perturbação da integração normal (por isso, 
dissociação), da consciência, da memória, da 
identidade, das emoções, das percepções, da 
representação corporal, do controle motor e/ou do 
comportamento. Em decorrência de traumas 
emocionais graves ou conflitos psíquicos, o 
paciente “necessita” cindir parte de suas funções 
mentais, rechaçando os elementos consciente ou 
inconscientemente temidos ou indesejados. 
Amnésia Dissociativa / Fuga Dissociativa: 
Na amnésia dissociativa (DSM-5 e CID-11), em 
geral o indivíduo esquece elementos seletivos e 
significativos do ponto de vista psicológico 
(amnésia psicologicamente seletiva). Do ponto de 
vista temporal, trata-se, geralmente, de uma 
amnésia retrógrada, com o indivíduo esquecendo 
ou apagando todos ou alguns aspectos seletivos 
do passado ou de um evento passado particular 
(em geral traumático ou inaceitável 
psicologicamente) 
Associada à amnésia dissociativa, pode ocorrer a 
chamada fuga dissociativa, na qual o indivíduo 
perambula sem rumo, por horas ou dias, em 
estado parcialmente alterado da consciência (e 
pode apresentar o chamado estado crepuscular 
da consciência) 
Transtorno Dissociativo de Identidade 
No transtorno dissociativo de identidade, háruptura da identidade e presença de dois ou mais 
estados de personalidade distintos (identidades 
dissociadas) 
A ruptura da identidade implica, geralmente, 
marcante descontinuidade no senso de si mesmo, 
no senso de agência e no domínio das próprias 
ações 
O comportamento é observado por outras pessoas 
ou é relatado pelo indivíduo 
Pelo menos duas “personalidades distintas” 
recorrentemente tomam o controle da consciência 
e do funcionamento do paciente e atuam em áreas 
específicas da vida diária, como na família ou no 
trabalho 
Mudanças da personalidade são acompanhadas 
de alterações correlatas na sensopercepção, na 
cognição, no afeto, no controle motor, na memória 
e nos comportamentos 
Há, tipicamente, episódios de amnésia associados 
a tais dissociações 
Despersonalização/Desrealização 
Despersonalização, que se revela como sensação 
de a cabeça ficar leve, de o corpo ficar estranho, 
sensação de perda do controle, estranhar-se a si 
mesmo. Pode ocorrer também a Desrealização, 
ou seja, a sensação de que o ambiente, antes 
familiar, parece estranho, diferente, não familiar, 
onírico. 
Ana Clara Milagres 
Transtorno Depressivo Maior – TDM 
Introdução 
Transtorno depressivo que causa prejuízo 
funcional 
Segundo a OMS, a depressão é a primeira causa 
de incapacidade ou invalidez no mundo 
Prejuízo para o paciente, pra economia, pro 
Estado, financeiro 
Prevalência ao longo mundo: 
✓ EUA: 15% 
✓ França: 20% 
✓ China: 5% - subdiagnósticos 
Países nórdicos: depressão associada ao frio, 
devido a falta de sol na região (papel da vitamina 
K) 
Epidemiologia 
O termo depressão designa várias condições 
Depressão é diferente de TDM 
Tristeza é uma emoção 
Quando a tristeza é constante temos o humor 
deprimido 
Diferenciar sintoma, de síndrome e de transtorno 
mental 
Depressão é diferente de transtorno depressivo 
maior 
Transtorno depressivo maior: preenche todos os 
pré-requisitos 
Depressão maior – prevalência ao longo da vida 
de 17% 
Transtorno depressivo persistente (distimia) 
prevalência de 4 a 6% 
10 a 15 milhoes de deprimidos nos EUA por ano 
Morbidade comparável à doença cardiovascular – 
logo tem um impacto significativo na saúde, por 
isso é importante o diagnóstico precoce 
70% dos suicidas consultaram seus clínicos gerais 
no período de 6 meses antes do suicídio 
Mulheres têm o risco 2 a 3 vezes maior que 
homens – devido ao estresse hormonal 
Histórico familiar positivo aumenta o risco de 1.5 a 
3 vezes 
No puerpério, o risco aumenta durante um período 
de 6 meses após o parto 
Gravidez pode ser um fator de proteção contra o 
suicídio, mas não é um fator de prevenção de 
depressão 
É mais prevalente na faixa etária de 60-64 anos, 
porque está relacionado a aposentadoria, não “faz 
nada”, fica com muito tempo ocioso 
A morbidade das depressões se expressa pela 
recorrência, incapacitação 
50% dos deprimidos apresentam um período 
prodrômico (ansiedade e sintomas depressivos 
leves) 
Um episódio leve a moderado pode durar de 4 a 
30 semanas sem tratamento 
Existe chance de remissão espontânea – mas não 
deve acreditar nessa chance, deve começar o 
tratamento 
Um episódio grave pode durar 6 a 8 meses sem 
tratamento; E destes 25 % são sintomáticos por 12 
meses 
Comorbidades mais comuns associadas ao TDM: 
DPOC, enxaqueca, doenças CV, ELA 
Transtorno depressivo maior é fator de risco para 
doenças cardiovasculares, principalmente em 
jovens 
ATENÇÃO! TDM: mente apresentando 
mecanismos de defesa para indivíduo se afastar 
do evento estressor – é multifatorial 
Suicídio 
Não é tão impressível: sinais de alerta, sinais 
prodrômicos 
Mortalidade por suicídio elevada quando não 
tratada 
20-40% dos pacientes com transtorno afetivo 
apresentam comportamento suicida 
15% das pessoas hospitalizadas por depressão 
tentam suicídio 
50% sofrerão recorrência e 20 % são persistentes 
8 a 15% das pessoas com transtorno depressivo 
tentam suícidio 
2-3% dos pacientes com t. Depressivo maior 
morrem por suicídio 
50 a 60% dos suicidas têm doença depressiva 
Comportamento suicida: é prejuízo do índice de 
autopreservação 
“13 reasons why”: efeito Werther-> “incentivaram” 
ao invés de conscientizar 
Registram-se mais de 800.000 a 900.000 
óbitos/ano por suicídio em todo o mundo. 
49% de todas as mortes por causas externas no 
mundo 
1 morte por suicídio/ segundo, 3000 mortes por 
suicídio/dia e 60.000 tentativas/dia por dia no 
mundo 
Os maiores índices estão em torno de 35/100.000 
na: 
✓ Bielorússia 
✓ Rússia 
✓ Casaquistão 
✓ Letônia 
✓ Correa do Sul 
✓ Lituânia 
✓ Hungria 
✓ Japão 
E as menores taxas 2,5/100.000 nos países 
islâmicos 
Entretanto, em números absolutos: 
✓ Índia: 258 mil óbitos 
✓ China: 120,7 mil óbitos 
✓ EUA: 43 mil óbitos 
✓ Rússia: 31 mil óbitos 
✓ Japão: 29 mil óbitos 
90 a 98 % das pessoas que cometeram suicídio 
tinha um transtorno mental 
Diagnóstico de transtorno de humor pode ser feito 
entre 20.8 a 35.8% dos suicídios, segundo a OMS 
 A comorbidade mais frequente ao transtorno do 
humor é o transtorno por abuso e dependência de 
substância psicoativas 
O suicídio no Brasil: 
É um problema que precisa ser discutido 
É necessário de iniciativa para tratar o suicídio 
Faixa etária: mais de 65 anos 
O Brasil tem uma média de 24 suicídios 
oficialmente registrados por dia 
A média nacional de suicídio é de 5,7/100.000 
habitantes 
Posição de 72º lugar no mundo quanto a taxa por 
100.000 hab/ano 
Porém, em números absolutos o Brasil está em 
oitavo lugar no ranking de morte por suicídio 
Entre 2000 e 2012, aumento de 10,4% de mortes 
(alta de 17,8% em mulheres e 8,2% em homens) 
No Brasil: o A taxa de suicídio aumenta 
progressivamente, 21% no intervalo de 20 anos 
Homens brasileiros suicidam 4 a 2 vezes mais que 
as mulheres 
Homem morre mais por suicídio apesar de 
mulheres terem mais depressão -> homem mais 
impulsivo (testosterona) 
A faixa etária que mais se suicida é acima de 65 
anos 
Embora uma tendência crescente na faixa etária 
de 45-54 anos 
Entre 5 a 14 anos, é raro, mas teve um aumento 
de 10 vezes entre 15 a 24 anos 
Envenenamento e intoxicação são as formas mais 
utilizadas na forma de tentativa de suicídio 
O número de suicídios é subnotificado porque 
muitas vezes não são declarados no atestado de 
óbito 
ATENÇÃO! Indígenas da américa apresentam 
maiores índices de mortalidade (fatores culturais 
podem estar envolvidos + idade + isolamento) 
 
Outras informações: 
90 a 98 % das pessoas que cometeram suicídio 
tinha um transtorno mental 
Diagnóstico de transtorno de humor pode ser feito 
entre 20.8 a 35.8% dos suicídios, segundo a OMS 
 A comorbidade mais frequente ao transtorno do 
humor é o transtorno por abuso e dependência de 
substância psicoativas 
Dentre essas substâncias tem principalmente o 
álcool, que é um inibidor e faz o indivíduo agir por 
impulso 
Fatores predisponentes principais: 
✓ Presença de desesperança 
✓ Abuso físico, emocional ou sexual na 
infâncoa 
✓ Estar desempregado ou aposentado 
✓ Isolamento social 
✓ História familiar 
✓ Tentativas prévias 
✓ Sexo: H – suicídio; M – tentativa 
✓ Presença de transtornos mentais 
Fatores precipitantes: 
✓ Separação conjugal 
✓ Ruptura de relação amorosa 
✓ Perturbações familiares 
✓ Rejeição afetiva e/ou social 
✓ Gravidez indesejada 
✓ Vergonha 
OBS: Esquizofrenia é a principal doença do grupo 
das psicoses, que é caracteriza pela alteração do 
conteúdo do pensamento, da sensopercepção, da 
psicomotricidade -> O estado de humor após o 
primeiro surto e a impulsividade pode levar o 
paciente a cometer o suicídio 
Tentativa de suicídio é urgência médica 
Abordagem do Risco de Suicídio 
Falsas crenças: 
✓ “Se eu perguntar sobre idéias de suicídio, 
não estarei induzindo um suicídio?” 
✓ “Quem quer morrer mesmo, consegue” 
✓ “ Fez para aparecer”Mitos e fatos envolvendo o suicídio: 
Pessoas que falam de suicídio não fazem 
✓ Pessoas que falam de suicídio estão 
buscando ajuda ou apoio. Um número 
significativo de pessoas que falam sobre o 
suicídio são experimentando ansiedade, 
depressão e desesperança. E sentem que 
não há outra opção 
O suicídio é sempre impulsivo e acontece sem 
aviso 
✓ Morrer pelas suas próprias mãos pode 
parecer ter sido impulsivo, mas o suicídio 
pode ter sido ponderado durante algum 
tempo 
Não devemos falar sobre suicídio, pois isso pode 
aumentar o risco 
✓ Falar sobre suicídio não aumenta o risco. 
Muito pelo contrário, falar com alguém 
sobre o assunto pode aliviar a angústia e a 
tensão que esses pensamentos trazem 
É proibido que a mídia aborde o tema suicídio 
✓ A mídia tem obrigação social de tratar 
desse importante assunto de saúde 
pública e abordar esse tema de forma 
adequada. Isto não aumenta o risco de 
uma pessoa se matar; ao contrário, é 
fundamental dar informações à população 
sobre o problema, onde buscar ajuda etc 
Após uma pessoa cometer suicídio uma vez, 
nunca voltará a tentar novamente 
✓ Na verdade, as tentativas de suicídio são 
um preditor cruciado suicídio 
Os indivíduos que querem mesmo morrer não 
avisam 
✓ A maioria das pessoas que se sentem 
suicidas partilham os seus pensamentos 
com pelo menos uma outra pessoa, ou 
ligam para uma linha telefónica de 
emergência ou para um médico, o que 
constitui prova de ambivalência, e não de 
empenhamento em se matar 
O suicídio é sempre hereditário 
✓ Nem todos os suicídios podem ser 
associados à hereditariedade e estudos 
conclusivos são limitados. Uma história 
familiar de suicídio, no entanto, é um fator 
de risco importante para o comportamento 
suicida, particularmente em famílias onde 
a depressão é comum 
Quando um indivíduo mostra sinais de melhoria ou 
sobrevive a uma tentativa de suicídio, está fora de 
perigo 
✓ Na verdade, um dos períodos mais 
perigosos é imediatamente depois da 
crise, ou quando a pessoa está no hospital, 
na sequência de uma tentativa 
As crianças não cometem suicídio dado que não 
entendem que a morte é final e são 
cognitivamente incapazes de se empenhar num 
ato suicida 
✓ Embora seja raro, as crianças cometem 
suicídio e, qualquer gesto, em qualquer 
idade, deve ser levado muito seriamente 
Sobre a abordagem no risco de suicídio: 
Objetivos na abordagem do risco de suícidio: 
 Identificar o risco 
 Proteger o paciente 
 Remover ou tratar os fatores de risco 
Além disso é necessário: 
✓ Reconhecer fatores de riscos e de 
proteção 
✓ Intencionalidade. 
✓ Meio 
✓ Tentativas prévias 
✓ Reconhecer mecanismos de defesa e 
adaptação 
✓ Falsas crenças e pensamentos 
automáticos 
✓ Fazer vínculo 
ATENÇÃO! Abordagem do Risco de Suicídio 
na Emergência 
1. Tem obtido prazer nas coisas que tem 
realizado? Pode demonstrar sinais e 
sintomas 
2. Sente se útil na vida que está levando? 
3. Sente que a vida perdeu o sentido? 
4. Tem esperanças que as coisas vão 
melhorar? 
5. Pensou que seria melhor morrer? 
6. Pensamentos de por fim a própria vida? 
7. São idéias passageiras ou persistentes? 
8. Pensou como se mataria? 
9. Tem conseguido resistir a esses 
pensamentos? 
10. Tem esperança de ser ajudado? 
Perguntar discretamente, não tão direto assim, pra 
ir conquistando a confiança do paciente 
Fatores protetores do pensamento suicida: 
✓ Ausência de transtorno mental 
✓ Gravidez 
✓ Suporte social positivo 
✓ Religiosidade 
✓ Estar empregado 
✓ Responsabilidade para com a família 
Fatores sociodemográficos de risco para suicídio: 
✓ Sexo masculino 
✓ Entre 19 e 49 anos e acima de 65 anos 
✓ Separados/divorciados > solteiros > viúvos 
> casados 
✓ Estratos econômicos mais rico e mais 
pobre 
✓ Áreas urbanas 
✓ Desempregados, aposentados 
✓ Ateus e protestantes > católicos e judeus 
✓ Isolamento social 
Fatores psicológicos de risco para suicídio: 
✓ Perda recente 
✓ Perda dos pais na infância 
✓ Instabilidade familiar 
✓ Datas importantes (reações de aniversario) 
✓ Traços de personalidade: impulsividade, 
agressividade e labilidade de humor 
✓ Historia familiar de doença 
afetiva/alcoolismo/suicídio 
Fatores psiquiátricos de risco para suicídio: 
✓ Depressão, alcoolismo, drogadição, 
esquizofrenia e síndromes organico-
cerebrais 
✓ Transtornos da personalidade 
✓ Tentativa de suicídio pregressa 
✓ Doenças físicas incapacitantes, dolorosas 
ou terminais 
OBS: Os Ds do suicídio (sinal vermelho!): 
 Desespero 
 Desesperança 
 Desamparo 
 Dependência química 
 Delirum 
 Depressão 
Graduação das ações do paciente suicída: 
1.Idéias de Morte: “Morrer poderia ser um alívio.” 
“Quero dormir e não acordar mais.” 
2. Idéias Suicidas: Pensamentos sobre morte, 
muitas vezes intrusivas, esparsas que podem ser 
tornar frequentes 
3.Desejo de suicídio: Pensamentos suicidas 
persistentes sem planejamento 
4.Intenção de suicídio: Ameaça por fim a vida, mas 
sem planejamento concreto 
5. Plano de suicídio: Intenção e planejamento 
suicida. 
 6. Tentativas de suicídio: As tentativas são atos 
auto-agressivos não fatais. Não há 
necessariamente intenção de morrer (ex. 
vingança, culpar, chamar atenção dos familiares) 
7. Atos impulsivos: Atos repentinos e sem 
planejamento 
OBS: Paciente crônico que tem uma melhora 
súbita -> ou está tendo uma fase de mania 
(bipolar) ou ele está sentindo um alivio porque já 
organizou todos os pontos para realizar o suicídio 
Manejo do paciente com risco iminente de 
suícidio: 
Deve fazer: 
 Internação hospitalar mesmo que 
involuntária -> CAPS3 
 Afastar objetos perfurocortantes, os que 
possam ser utilizados como corda, 
isqueiros, outros 
 Vigiar ingestão de medicamentos 
 Observação em espaço aberto e vigiado 
 Cuidado com as trocas de turno nos 
plantões 
 Ouvir 
 Aceitar 
 Confortar 
Como se comunicar: 
✓ Ouvir atentamente, ficar calmo 
✓ Entender os sentimentos da pessoa 
(empatia) 
✓ Dar mensagens não-verbais de aceitação 
e respeito 
✓ Expressar respeito pelas opiniões e 
valores da pessoa 
✓ Conversar honestamente e com 
autenticidade 
✓ Mostrar sua preocupação, cuidado e 
afeição 
✓ Focalizar nos sentimentos da pessoa 
Como não se comunicar: 
✓ Interromper muito freqüentemente 
✓ Ficar chocado ou muito emocionado 
✓ Dizer que você está ocupado 
✓ Tratar o paciente de maneira que o coloca 
numa posição de inferioridade 
✓ Fazer comentários invasivos e pouco 
claros 
✓ Fazer perguntas indiscretas 
Tratamento: 
Além das medidas já citadas há o tratamento 
medicamentoso exposto no quadro a seguir 
 
 
Transtorno Depressivo Maior 
A depressão grave incapacita social e/ou 
profissionalmente -> causa comprometimento 
grave e o tratamento é farmacológico 
Os tipos de depressão e o tratamento: 
a) Depressão leve: 
 Não incapacita, mas causa sofrimento 
importante 
 O indivíduo consegue funcionar apesar de 
lhe exigir um esforço extra 
 O tratamento: psicoterapia 
 
b) Depressão moderada: 
 Afeta parcialmente as funções do indivíduo 
 O existe comprometimento das funções e 
incapacitação parcial 
 O tratamento: farmacológico e/ou 
psicoterapia 
 
c) Depressão grave: 
 Incapacita social e/ou profissionalmente. 
 O comprometimento funcional grave 
 Tratamento: farmacológico 
Para ser depressão precisa preencher o DSM V 
(analise a imagem abaixo) 
 
A função psíquica comprometida é a volia -> 
paciente de anedolia (ausência de todo prazer 
para realizar atividades que antes eram 
prazerosas) 
É obrigatório a pessoa ter o critério 1 OU 2 
Pode ter depressão sem ter tristeza 
Há vários especificadores: atípico, depressivo 
melancólico, estado misto, depressão catatônica, 
depressão com ataque de pânico 
Peculiaridades na depressão na criança e 
adolescentes 
2 -4 anos: sintomas físicos: dor, tremor 
5 -7 anos:sintomas psicossomáticos, pobre 
desempenho e recusa escolar, dificuldade de 
concentração, ansiedades, fobias, irritabilidade e 
retraimento social 
8 -12 anos: anedonia e tristeza, desesperança, 
variação diurna do humor, ansiedade, recusa 
escolar, desejo de morte 
13 -18 anos:(sintomas semelhantes aos adultos): 
irritabilidade (mascarar tristeza), inquietação, 
isolamento social, recusa em participar de eventos 
da família, sintomas agressivos, problemas com 
drogas, ideação e atos suicidas 
Crianças apresentam geralmente sentimentos 
SOMÁTICOS 
a) Episódio depressivo na infância 
 Em torno de 2% de prevalência 
 Relação 1:1 entre gênero 
 Duração: 8 a 13 meses 
 Melhora clínica: 90% 
 Recaída: 30 a 70% 
 
b) Episódio depressivo na adolescência 
 Em torno de 11% de prevalência entre 13 
a 17 anos Relação 2:1 mulheres e homens. 
 Duração: 3 a 9 meses 
 Melhora clínica: 50 a 90% 
 Recaída: 20 a 54% 
Transtorno Disruptivo da Desregulação do 
Humor 
Manifestação do humor com irritação, acesso de 
raiva 
Explosões de Raiva ≥ 3 vezes por semana 
Humor persistentemente irritável 
Duração ≥ 1 ano 
7 a 18 anos 
 Prevalência: 0,12% a 8,2% 
Curso: Transtornos depressivos unipolares e/ou 
Ansiedade 
Transtorno Disfórico Pré-Menstrual 
A existência de sintomas de disfunção 
serotoninérgica comuns para TDPM, ansiedade e 
depressão, tais como diminuição do controle dos 
impulsos, humor depressivo, irritabilidade e 
aumento da necessidade de consumo de 
carboidratos 
Esta relação é uma forte evidência de que o 
sistema serotoninérgico estaria envolvido na 
gênese da maioria dos sintomas 
Estudos mostram que de 70% a 80% das 
mulheres em idade reprodutiva apresentam algum 
desses sintomas 
A prevalência no último ano foi de 5,8% (5,3% se 
excluídos os casos com comorbidade atual com 
depressão e distimia) 
A prevalência aumenta para 18,6% se o critério 
restritivo de incapacitação não for aplicado 
A incidência cumulativa ao longo de um ano foi de 
7,4% 
Não é TPM normal 
 
Sobre o nervosismo: é de irritabilidade ou de 
ansiedade? 
Tratamento: 
 Aco isolado: sem evidencias 
 Aco combinado: polemico trabalhos 
sugerem melhora com a combinaçao com 
drospirenona. Revisao da cochrene 2009: 
sem evidencias 
 Isrs uso contínuo e na fase lutéa 
 Calcio e vitamina d 
 Vitamina b6 (piridoxina): baixa evidência 
OBS: Excesso de vitamina D pode levar a 
calcificação 
Peculiaridades na Depressão do Idoso 
Idosos: maior faixa etária de suicídios 
Não há critérios especificos no DSM-5 para 
Depressão no Idoso 
Negam a maioria dos critérios de depressão, mas 
aparentam triste, apático e receioso 
Perda de Interesse nas atividades usuais 
Irritabilidade e pensamentos ruminantes 
Sintomas Somaticos 
Considerar o relato e opinião dos familiares e 
cuidadores 
Homens: 5-12% 
Mulheres: 10-25% 
Idosos 
1-2% de prevalência em idosos 
6-10% em ambiente de cuidados de saúde 
primários 
12-20% num ambiente de lar 
11-45% na configuração de internamento 
Depressão de início tardio: secundária à etiologia 
vascular 
Etiopatologia da Depressão 
 
Logo, a depressão depende de fatores ambientais, 
fatores genéticos e disfunções neuroendócrinas 
Temos algumas hipóteses: 
a) Teoria monoaminérgica: 
 Mais conhecida 
 Diminuição das nas fendas sinápticas: 
serotonina e dopamina no catecolaminas 
noradrenalina, sistema límbico 
 Não é que há falta de serotonina -> envolve 
glutamato, gaba, noradrenalina 
 No cérebro os corpos celulares dos 
neurônios serotoninérgicos localizam-se 
no núcleo da rafe 
 Cortex pré-frontal => regulação do 
humor/motivação 
 Gânglios da base => toc, acatisia e 
agitação 
 Sistema límbico => ansiedade 
 Hipotálamo => apetite/bulimia 
 Centro do sono => insônia ➢ medula 
espinhal => disfunção sexual 
OBS: Por que leva de 2 a 3 semanas para os 
antidepressivos fazerem efeito, uma vez que os 
neurotransmissores estão presentes na fenda 
sináptica após 3 horas do uso? Efeito de 
compensação -> retira da fenda 
Nunca foi consistentemente demonstrada a 
deficiência de noradrenalina e/ou de serotonina, 
assim como de seus metabólitos no líquido 
cefalorraquidiano (lcr), no sangue ou na urina em 
pacientes depressivos, apesar dos múltiplos 
esforços nesse sentido 
60% dos deprimidos não remitem aos 
antidepressivos atuais 
b) Teoria dos receptores das monoaminas 
c) Teoria monoaminergica da expressao 
genética 
Todos os antidepressivos afetam os sistemas 
serotonérgicos (5ht) ou catecolaminérgicos 
(dopamina ou norepinefrina ) do sistema nervoso 
central: 
➢ Bloqueio da recaptação pré-sináptica 
assim aumenta a liberação na fenda, 
➢ Inibição do catabolismo 
➢ Ação agonistas ou antagonistas nos 
receptores 
Não é o aumento de serotonina que provoca a 
redução de danos 
O aumento da disponibilidade destes 
neurotransmissores na fenda sináptica é imediato, 
mas o efeito clínico em geral demora várias 
semanas 
➢ Por que? -> Devido ao efeito 
neuroquímico: 
➢ Down regulation de autoreceptores pré-
sinápticos, responsáveis por modularem a 
liberação dos neurotransmissores na fenda 
sináptica 
Receptores ligados à proteína g, substância 
envolvida numa cascata de eventos intracelulares 
relacionada com a síntese protéica, como a 
transcrição genética 
Postula-se que através da ação prolongada dos 
antidepressivos sobre os receptores haveria uma 
modulação da proteína g e de outros sistemas de 
segundos mensageiros. 
 Isso resulta na dessensibilização, a qual poderia 
contribuir tanto para a ação terapêutica dos 
antidepressivos como para o desenvolvimento de 
tolerância a muitos dos seus efeitos colaterais 
Redução dos niveis de bndf resultando hipotrofia 
do hipocampo 
Polimorfismos do gene transportador de 
serotonina 
✓ Gene adenilciclase(adcy3). 
✓ Galanina(gal). 
✓ Gene do subtipo de canal de cálcio de 
baixa voltagem subtipo alfa (cacna1c) – o 
achado atual mais robusto no tab 
Hipóteses complementares: 
➢ O alterações da serotonina e do cortisol 
são resultados de um processo de 
estresse celular 
➢ O processos inflamatórios e 
imunoneuronais – hipótese da citocinas na 
depressão 
➢ O ativação das células t e aumento das 
citocinas próinflamatórias – il6, tnf-α e inf- 
γ 
O aumento dos radicais livres e dos níveis da 
peroxidase lípidica que levam ao dano oxidativo 
do dna 
✓ O desregulação do eixo hipotalámo 
hipófise adrenal 
✓ Fatores estressores principalmente na 
infância desregulam a resposta da 
corticotropina no eixo hha 
✓ Metade dos deprimidos têm a 
hiperatividade do eixo hha que acarretam 
disfunção e apoptose dos neurônios do 
hipocampo 
Antidepressivos 
Indicações: transtorno do humor, transtornos de 
humor orgânicos, transtorno esquizoafetivo, 
transtornos de ansiedade, incluindo transtorno 
obsessivo-compulsivo, pânico, fobia social, PTSD, 
transtorno disfórico prémenstrual e impulsividade 
associada a transtornos de personalidade 
Classificação dos antidepressivos: 
 Os Antidepressivos Tricíclicos (ADTs) 
 Inibidores da monoamina oxidase (IMAO) 
 Inibidores da Seletivos Recaptação da 
serotonina (SSRSs) 
 A Inibidores da Recaptação de serotonina 
/ norepinefrina (IRSN) 
 A Inibidores da Recaptação de 
norepinefrina/dopamina (IRND) 
 Outros mecanismo de ação dos 
Antidepressivos (Trazodona, Mirtazapina, 
Agomelatina, Vortioxetina) 
Para entender o tratamento durante a fase de 
manutenção (sustentar a mente do paciente 
durante a fase de remissão): 
 
Importância da fase de recuperação: 
✓ Na fase de recuperação, 25% apresentam 
recidiva dentro de 6 meses, 58% em cinco 
anos e 85% no período de quinze anos 
✓ Individuos que desenvolveram 2 episodios 
depressivos prévios têm 70% de risco 
deter novo episodio. Os que tiveram mais 
de 3 episodios têm a chance de mais de 
90% de recorrência 
✓ Á medida que a doençaprogride, o 
intervalo entre os episódios se encurta e a 
gravidade aumenta 
✓ 15% dos deprimidos cometem suícidio 
Qual antidepressivo escolher? 
✓ O existem mais de 30 antidepressivos no 
mundo 
✓ Destes 25 são comercializados no brasil 
✓ Então qual escolher? Tratamento 
individualizado! 
Eficácia do tratamento antidepressivo: 
 50% não chegam a remissão no primeiro 
tratamento 
 30% a 50% não apresentam resposta. 
 10% a 30% mesmo adequadamente 
tratados desenvolverão depressão crônica 
 12% a 20% apresentarão depressão 
resistente 
Escolha dos antidepressivos de acordo com: 
✓ Perfil dos efeitos colaterais 
✓ Resposta anterior ou de algum familiar 
✓ Preferência do paciente 
✓ Evidências disponíveis 
✓ Custo 
✓ Apresentação clínica dos sintomas 
depressivos 
✓ Entretanto, estudo de uma grande 
metanalise – lancet 2009 – mostrou como 
mais eficazes os ads: escitalopram, 
sertralina, venlafaxina e mirtazapina 
✓ Neste estudo, agomelatina e 
desvenlafaxina não foram incluídas 
OBS: Os Benzodiazepínicos devem ser evitados 
para o tratamento da depressão a longo prazo 
porque ele vicia (aumenta a tolerância) e o 
mecanismo de ação está relacionado a modulação 
da via gabaérgica 
Se não houver resposta ou remissão entre 4 a 6 
semanas (alguns até 12 semanas), deve-se: 
➢ Verificar adesão 
➢ Fatores farmacocinéticos e 
farmacodinâmicos 
➢ Reavaliação do diagnóstico 
➢ Aumentar a dose 
➢ Trocar por ad mais eficaz 
➢ Potencializar com litio ou tri-iodotironina 
(t3) 
➢ Associação de antidepressivo 
➢ Associar com antipsicótico atípico 
Tratamento Farmacológico do Transtorno 
Depressivo Refratário 
Buspirona 
A buspirona é um agente ansiolítico que age como 
agonista parcial dos receptores 5-HT1A 
Potencialmente, esse agente pode incrementar a 
neurotransmissão serotoninérgica 
ECR negativo: estudos indicam que os efeitos não 
são tão positivos 
Ela tem muita ação sobre os efeitos adversos que 
o fármaco do tratamento principal causa 
✓ Ex: eliminar diminuição ou perda de libido 
Pindolol 
O pindolol é um antagonista não seletivo dos 
receptores β-adrenérgicos aprovado para o 
tratamento de hipertensão arterial. Esse fármaco 
atua como um antagonista dos autorreceptores 5-
HT1A 
ECRs negativos 
Pramipexol 
Usado para tratamento de Parkinson 
Usado como adjuvante na depressão bipolar 
O pramipexol é um agonista dopaminérgico com 
afinidade aos receptores D2 e é um agonista pleno 
dos receptores D3 
Pode bloquear os receptores 5-HT1A e aumentar 
a afinidade de alguns SRSs 
ECR negativo 
Psicoestimulantes 
Metilfenidato na potencialização de 
antidepressivos: ? 
✓ Metilfenidato é a ritalina, é um estimulante 
✓ Paciente hipoativo fica normoativo 
✓ Induz um estado de hiperativação, 
podendo eliminar o estado hipobulia 
(pouca vontade de fazer as atividades), 
sintomas de fadiga e até mesmo até a 
adenoia 
✓ Tem efeito até mesmo euforizante 
✓ Deve ter cuidado com uso indiscriminado 
(efeito dura 4h) 
Atomoxetina: ECR negativo 
Modafinila: ECR melhora da fadiga, sono e outros 
sintomas depressivos 
Lisdexanfentamina: Ensaio clinico aberto: ? 
✓ É o venvance 
✓ Dura 13/15h o efeito 
✓ Mesma situação do Metilfenidato 
Nutracêuticos 
S-adenosil metionina (SAMe) e do L-metilfolato 
Dois ECRs duplo cego e multicêntricos recentes 
fornecem evidências da eficácia na depressão 
refratária 
L-metifolato é o principal: ácido fólico 
✓ Baixo risco de efeito adverso 
✓ É considerado suplemento 
✓ Muito dos pacientes com TDM tem uma 
hipoatividade de uma enzima que converte 
o ácido fólico da dieta na sua forma ativa 
✓ Melhora de forma surpreendente o 
paciente 
✓ Grávidas usam 
A creatina está em estudo 
Cetamina 
Anestésico dissociativo 
Dose subcutânea é mais fácil 
Indicado para depressão recorrente com risco de 
virar refratária 
OBS: ECR – estudos randomizados 
 
Ana Clara Milagres 
Transtorno Bipolar 
Introdução 
Emil Kraepelin (1856-1926): 
✓ Fez a primeira grande separação dos 
grandes transtornos 
✓ Demência precoce: termo antigo para 
esquizofrenia em adultos jovens, 
adolescentes. 
✓ Parafrenia: início aos ~60 anos 
✓ Psicose maníaco-depressiva (bipolar) 
Epidemiologia 
 Principais Causas de Incapacitação no Mundo 
projetadas para 2020 (OMS): 
1. Depressão Maior 
2. Anemias por insuficiência de ferro 
3. Quedas 
4. Abuso de álcool 
5. Doenças pulmonares obstrutivas crônica 
6. Transtorno Afetivo Bipolar 
7. Anomalias congênitas 
8. Osteoartrites 
9. Esquizofrenia 
10. Transtorno Obsessivo-compulsivo 
Muitas pessoas diagnosticadas com TDM pode 
ser bipolar -> diagnostico errôneo 
Prevalência elevada: 1 a 8,3% 
 TAB tipo I - 1%; 
 TAB tipo II - 1,1%; 
 Espectro bipolar - 2,4 a 8,3% 
ATENÇÃO! Informações importantes: 
➢ TAB tipo I: mania ciclando com depressão 
ou hipomania 
➢ TAB tipo II: sem mania, ciclos de 
depressão ou hipomanias (subnotificado) 
Gênero: 
 TAB I: H=M 
 TAB II: M>H 
 Mistos: M>H 
Interação de múltiplos fatores: genéticos, 
biológicos, ambientais, psicológicos familiares e 
sociais 
Sintomas da dimensão afetiva: sintomas e 
síndrome depressiva, mania/hipomania, episódio 
misto 
Dimensão não afetiva: sintomas e síndrome 
ansiosa/somática, psicótica, e cognitiva 
Genética: 
 Risco para a população geral: 1 a 2%; 
 Risco para parentes de 1º grau: 9%; 
 Razão de risco: 7 a 9x; 
 Concordância gêmeos dizigóticos: 4 a 6%; 
 Concordância gêmeos monozigóticos: 40 a 
45%; 
 Herdabilidade: 80 a 85% (concordância 
entre genótipo e fenótipo) 
OBS: Herdabilidade é a junção do genótipo com 
fenótio e é diferente de hereditariedade 
Características: 
✓ Probabilidade cumulativa de recorrência 
de mais de 90% 
✓ Predominância de depressão em sua 
evolução (fator responsável pelos 
subdiagnosticos) 
✓ Persistência de sintomas subsindrômicos. 
✓ Idade de início precoce 
Possui elevada prevalência de comorbidades 
psiquiátricas e clínicas: 
✓ Transtornos de ansiedade e/ou abuso ou 
dependência de substâncias. 
✓ Cardiovasculares e obesidade 
✓ Tentativas de suicídio no TAB I 36,3% e no 
TAB II 32,4% 
Incidência semelhante em homens e mulheres. 
Mulheres apresentam maior risco de 
desenvolverem ciclagem rápida. 
Mulheres apresentam maior risco de internação 
nas fases maníacas. 
O diagnóstico pode demorar até dez anos 
Neuropsicopatologia 
O que pode ser encontrado de alteração no 
paciente 
Diminuição: 
✓ Volume de substância branca – cíngulo 
anterior e ínsula; 
✓ Hipocampo e lobo frontal; 
✓ Volume e densidade de neurônios e 
células da glia 
✓ Córtex PFDL, giro do cíngulo, hipocampo e 
amígdala 
Aumento: 
✓ Glutamato – córtex PFDL, giro do cíngulo 
anterior e hipocampo 
OBS: Córtex PFDL -> córtex pré-frontal dorso 
lateral 
Neurotransmissores: 
 Na mania há uma hiperatividade 
adrenérgica e dopaminérgica; 
 Já na depressão há hipoatividade 
serotonérgica e noradrenérgica; 
 Ocorre alterações gabaérgicas, 
glutamatérgicas e de neuropeptídeos 
Transdução de sinais intracelulares: 
 Aumento: níveis e atividade da proteína G 
 Aumento de inositol intracelular 
 Ativação de GSK 3-beta: 
✓ Metabolismo energético 
✓ Desenvolvimento neuronal 
✓ Resposta ao tratamento com lítio 
GSK 3- beta é uma das chaves para o 
entendimento do TAB 
O gene que codifica a GSK 3-beta ao sofrer 
polimorfismo pode desenvolver chances 
consideráveis de se desenvolver TAB 
 Há fatores relacionados a neurotrofinas e fatores 
inflamatórios, são eles: 
 Processos inflamatórios sistêmicos x 
transtornos afetivos; 
 Níveis elevados de cortisol e acth e 
hiperatividade do eixo hpa; 
 Elevação de citocinas pró-inflamatórias; 
 Diminuição de BDNF (fator neutrófico 
derivado do cérebro): 
✓ Diminuição da neurogênese 
✓ Diminuição da neuroplasticidade 
✓ Diminuição da memória de longo-prazo 
Não é a diminuiçãode quantidade de BDNF, mas 
sim diminuição das vias que modulam esse BDNF 
Comorbidades Psiquiátricas 
Pelo menos uma comorbidade: 65% 
Três ou mais comorbidades: 25% 
As comorbidades mais frequentes são: 
✓ Transtornos ansiosos (pânico e TOC) – 32 
a 92% 
✓ Fobia social: 16% 
✓ Ataques de pânico: 20,8% (especificador) 
✓ TOC (espectro): 8 a 21% 
Abuso/dependência de substâncias – 21 a 46%; 
TDAH e TOD: 9 a 78% 
Transtornos alimentares – 7 a 18%; 
Transtornos de personalidade – 12 a 89% (37,7%) 
✓ Cluster B, transtorno de personalidade 
borderline, TAB II 
Prevalência de doenças clínicas em TAB é mais 
alta do que na população geral: 
 Enxaqueca 23,7% 
 Asma 19,2% 
 Hiperlipidemia 19,2% 
 Hipertensão 15% 
Taxas de mortalidade por causas naturais são 
mais altas do que na população geral 
✓ Doença cardiovascular 
✓ Prevalência de obesidade e síndrome 
metabólica: mais alta do que na população 
geral 
Características Clínicas 
DSM-V - Transtorno bipolar e transtornos 
relacionados: 
 TAB tipo I 
 TAB tipo II 
 Transtorno Ciclotímico (transtorno clínico 
com alteração do humor) 
 TAB induzido por substância 
 TAB associado a outra condição médica 
Mania/hipomania 
Há 7 critérios de diagnóstico 
Autoestima Elevada/Grandiosidade/Bem estar 
com si mesmo 
Necessidade de sono diminuída 
Verborragia 
Fuga de ideias: paciente perde a linha de 
raciocínio 
Distraibilidade 
Aumento de energia direcionada para uma 
determinada atividade: 
✓ Ex: Paciente cisma que deseja fazer 
faculdade de Direito, mas no segundo 
semestre desiste 
Impulsividade/Impaciência/Irritabilidade 
Aproximadamente 2/3 dos episódios maníacos 
são psicóticos, com delírios e alucinações 
a) Mania: 
 Um período distinto de humor anormal e 
persistentemente elevado, expansivo ou 
irritável e energia e atividade 
 Persistentemente aumentadas durando 
pelo menos uma semana (ou qualquer 
duração, se a hospitalização é necessária) 
 
b) Hipomania: 
 Um período distinto de humor 
persistentemente elevado, expansivo ou 
irritável e energia e atividade 
persistentemente aumentadas durando 
todo o tempo ao longo de, pelo menos, 
quatro dias consecutivos 
Depressão bipolar 
Humor deprimido 
Anedonia 
Sensação de inutilidade/Culpa excessiva 
Dificuldade de concentração 
Fadiga 
Distúrbios do sono 
Distúrbio psicomotor 
Distúrbio alimentar. 
Ideação suicida 
Geralmente o TAB inicia-se com um episódio 
depressivo 
Taxa de conversão de diagnóstico de unipolar 
para bipolar: 15 a 30%, dependendo do período 
observado. 
Embora não existam sintomas patognomômicos, 
há alguns que sugerem bipolaridade: 
 Idade de início mais precoce 
 Maior número de episódios depressivos, 
com períodos curtos de recuperação 
 Presença de delírios. 
 Pensamento acelerado com conteúdo 
melancólico 
Presença de sintomas de hiperativação, 
irritabilidade excessiva, pensamentos acelerados, 
aumento da libido e da impulsividade no período 
do transtorno depressivo 
História familiar positivo de TAB para parente de 
primeiro grau 
Psicose e depressão pós parto 
Mistos 
Mania ou hipomania com pelo menos 3 sintomas 
depressivos 
Depressão com pelo menos 3 sintomas 
maniformes 
Cicladores rápidos 
4 episódios de mania e/ou depressivos em 12 
meses 
Pode chegar a 12 a 24%/ano nos centros 
especializados 
 Maior prevalência em mulheres 
Ciclotímicos 
Perturbação crônica e flutuante do humor 
Duração mínima de 2 anos 
ATENÇÃO! Espectro bipolar segundo Akistal: 
 
Tratamento 
Mania – fase aguda: 
 
✓ Tratamento de primeira linha para 
tratamento de mania aguda inclui o Lítio 
✓ Lítio é o principal estabilizador de humor do 
mundo e não é uma droga e sim um 
elemento químico 
✓ Segundo de escolha é o ácido valpróico 
✓ Segunda linha é a Carbamazepina, ECT 
Depressão bipolar – fase aguda: 
 
✓ Primeira linha é o Lítio 
✓ Não existe tratar com antidepressivo 
✓ Lamotrigina é usada para tratamento da 
depressão bipolar aguda e não para mania 
✓ Lamotrigina é um estabilizador de humor 
que diminui recaída depressiva 
✓ Lítio e Divalproato são teratogênicos, logo, 
não podem ser usados na da gravidez 
✓ A Lamotrigina não é teratogênica, logo, 
pode ser usada na gravidez 
OBS: Lítio – modula o humor pela ação sobre a 
GSK3 beta 
ATENÇÃO! Paciente chega no pronto socorro em 
surto maníaco deve fazer contenção clínica 
(sedetativo, Diazepam) e pode fazer doses de 
ataque com o ácido valproico. Não pode fazer uso 
de Lítio, por exemplo 
Manutenção: 
 
✓ Primeira linha: lítio 
✓ Primeira linha: ácido valpróico 
✓ Esses dois de primeira linha se forem 
usados em associação são segunda linha 
✓ Lamotrigina em monoterapia 
✓ Eletroconvulsoterapia: segunda linha 
✓ Clozapina: antipsicótico neurolépitico, 
segunda geração -> é o melhor para 
tratamento de casos refratários 
Uso de antidepressivo: 
Riscos: 
✓ Ciclagem para mania ou hipomania 
✓ Ciclagem rápida (pelo menos 4 ciclos 
diferentes no período de 1 ano) 
ADs podem ser usados na depressão bipolar tipo 
I e tipo II caso tenha história pregressa positiva 
ADs devem ser evitados na presença de dois 
sintomas maniacos concomitantes, ciclagem 
rapida e agitação psicomotora 
✓ Ex: Paciente na fase depressiva, mas 
ainda tem dois sintomas de hiperativação 
(irritabilidade/agitação/fuga de ideiais/...), 
se usa antidepressivo potencializa esses 
sintomas de hiperativação 
ADs em monoterapia sempre evitados 
ADs não podem ser usados indiscriminadamente, 
em alguns casos individuais podem beneficiar 
Dar preferência PARA trazodona (donaren), 
bupropiona e ISRS (inibidor seletivo da recaptação 
da serotonina) 
✓ Donaren: antidepressivo com efeito 
adverso de sonolência e trata muito bem 
irritabilidade 
✓ PEC ABP recomenda paroxetina como 
ISRS com menor risco de virada 
tratamento 
Não se usa antidepressivo para tratar TAB -> por 
causa do risco de ciclagem da mania para 
hipomania 
✓ Se não visa a estabilização do humor, há 
alteração significativa do humor do 
paciente 
✓ Ele pode ter ume esgotamento do humor 
significativo 
ATENÇÃO! Informações importantes: 
➢ Lítio é o tratamento de primeira linha para 
todas as fases 
➢ Divalproalto (ácido valproico) também é o 
tratamento de primeira linha para todas as 
fases 
➢ Espirodona usado em todas as fases 
➢ Via de regra antidepressivos não são 
utilizados para TAB 
Mania refratária: 
ECT: eletroconvulsoterapia 
Clozapina 
✓ Clozapina + Aripiprazol 
✓ Clozapina + Olanzapina 
Alopurinol: 
 Evidências de disfunção do sistema de 
neurotransmissão purinérgico no 
transtorno bipolar 
 Agonistas purinérgicos têm efeito similar a 
antagonistas dopaminérgicos 
 Dois estudos controlados com associação 
com Lítio mostraram efeito 
estatisticamente significativo 
Tamoxifeno: 
 Antagonista de receptor de estrógeno 
 Inibidor da proteína quinase C 
 Dois estudos ECR (ensaios clínicos 
randomizados) com placebos mostraram 
eficácia associado ao lítio 
Depressão bipolar refratária: 
ECT: eletroconvulsoterapia 
Clozapina 
Lurasidona 
Modafinila e Armodafinila 
Pramipexol: tratar Parkinson 
Cetamina: é experimental 
Hormônios tireoidianos: pouco evidência e alto 
risco 
Omega-3 
Lítio 
Única medicação que reduz a taxa de suicídio 
Eficaz na profilaxia de episódios de mania e de 
depressão em 70% dos pacientes com TAB 
O Lítio é muito pouco prescrito porque os médicos 
tem MEDO de prescrever (intoxicação) 
Fatores preditores de resposta positiva ao lítio: 
 Resposta a longo prazo 
 Membro da família com boa resposta 
 Mania pura 
 Mania seguida por depressão 
Antes de iniciar deve: 
✓ Obtenha a creatinina basal, TSH, 
hemograma e ECG 
✓ Nas mulheres verificar um teste de 
gravidez, durante o primeiro trimestre está 
associado com anomalia de Ebstein 
1/1000) 
✓ Creatinina basal: não é porque o Lítioataca os rins e sim porque se a taxa de 
filtração está reduzida, a chance de 
intoxicação é maior, pois pode depurar 
menos e se acumular 
Monitoramento: 
 A litemia e alcançada após 5 dias de uso 
 Verifique após 12 horas da última dose 
 Objetivo: nível litemia entre 0,5-1,2 mMol/L 
Os efeitos colaterais mais comuns são: 
 Desconforto GI, incluindo diminuição do 
apetite, náuseas / vômitos, diarreia. 
 Anormalidades da tireóide 
 Leucocitose não significativa 
 Poliúria / polidipsia secundária a 
antagonismo ADH 
 Num pequeno número de pacientes pode 
causar fibrose renal intersticial (rara, após 
mais de 10 anos de uso) 
 Alopécia e acne 
 Reduz o limiar convulsivo 
 Tremor de extremidades 
Intoxicação pelo lítio: 
Aguda em Tratamento Crônico: Naúsea, Vômitos, 
Leucocitose, Aumento do intervalo QT, Tremor 
fino, Fraqueza, Apatia, Disartria, Discinesia 
coreiforme, Parkinsonismo, Confusão Mental, 
Neuropatia e Miopatia 
No Tratamento Crônico: Hipotireoidismo, 
Polidipsia, Poliúria, Risco de diabetes insipidus 
nefrogênico e DRC, Eczemas, Psoríase, 
Hipercalcemia com hiperplasia de paratireóide. 
Fatores que influenciam no risco de intoxicação 
pelo Lítio: 
 Aumentam a litemia: AINE, IECA, 
tiazídicos, tetraciclina, ciclosporina, 
teofilina, infecções 
 Abaixam a litemia: cafeína, diuréticos de 
alça, inibidores da anidrase carbônica 
(Acetazolamida) 
 Não alteram a litemia: Losartan, aspirina 
 Risco de intoxicação pelo lítio: ICC, Cirrose 
Hepática, DRC, DM, Infecções, 
Desidratação 
Dose Terapêutica no Adulto: 0.5 a 1.2 mEq/ml 
Classificação da Intoxicação: 
 Leve a moderada: litemia 1.5 a 2.0 
mEq/ml – Náusea, vômitos, dor abdominal, 
diarréia persistente, boca seca, ataxia, 
letargia e fraqueza muscular 
 Moderada a grave: litemia 2.0 a 2.5 
mEq/ml – Anorexia, visão turva, 
movimento clônicos dos membros, 
delirium, arritmias, falência circulatória 
 Grave: acima de 2.5 mEq/ml – Convulsões 
generalizadas, insuficiência renal aguda, 
oligúria e morte 
Tratamento: 
 Proteção das vias aéreas. 
 Hidratação venosa com SF 0.9% 
 Hemodiálise se: 
✓ Litemia > 6 mEq/L : a cada 6-10h 
✓ Litemia > 4 mEq/L: qualquer paciente 
em tratamento crônico. (Algumas 
referências indicam diálise para todos 
com litemia>4) 
✓ Litemia entre 2,5 e 4 mEq/L: sintomas 
neurológicos graves e insuficiência 
renal 
✓ Litemia menor 2,5: para pacientes com 
nefropatia terminal ou os que 
aumentam a litemia após admissão 
Revisão Saúde Mental I- P1 
 
 
 
❖ Na década de 60 houve um aumento do número 
de altas e uma redução nas readmissões. Quais 
foram os fatores envolvidos nessa 
redistribuição? 
➢ Comunidades terapêuticas 
➢ Psiquiatria comunitária 
➢ Movimento “saúde mental” 
➢ Psiquiatria dinâmica 
➢ Antipsiquiatria 
➢ Psiquiatria social 
➢ Desinstitucionalização*: mudança do 
regime asilar para assistencial 
➢ Advento dos antipsicóticos*: redução do 
número de internações → tratamento 
domiciliar 
 
 
❖ Reforma psiquiátrica 
➢ Ao longo dos anos 60 a 80: reforma 
sanitarista → SUS 
▪ Influenciando os paradigmas de 
assistência em diversas especialidades 
médicas redirecionando os cuidados 
dos hospitais para junto às 
comunidades 
 
➢ Projeto de Lei Paulo Delgado***: 
▪ Foi rejeitado: mais ideológica do que 
técnica 
▪ Regulamentação da internação 
psiquiátrica compulsória 
▪ Diferença entre internação voluntária, 
compulsória e involuntária 
• Na internação compulsória, mesmo 
com um documento jurídico, existe 
a necessidade da presença de um 
médico psiquiatra para atestar a 
necessidade de internação 
• A internação involuntária é um ato 
médico que incide sobre um 
paciente em um momento crítico e 
se dá sem o consentimento do 
usuário e a pedido de outra pessoa 
▪ Extinção progressiva dos manicômios 
e sua substituição por outros recursos 
assistenciais, onde ficaria proibida a 
construção de novos hospitais 
psiquiátricos públicos e a contratação 
ou financiamento pelo setor 
governamental, de novos leitos em 
hospitais psiquiátricos (colocar os 
pacientes em locais com serviço de 
atendimento laboratorial) 
▪ No Brasil, isso não foi feito de forma 
eficiente, não foram criados nem 1/3 do 
número de CAPS necessários para 
atender a população 
➢ Devido a asfixia econômica o número de 
leitos reduziu, não abrangendo todos as 
pessoas que necessitavam. Fazendo com 
que houvesse aumento de pacientes 
psiquiátricos morando nas ruas e nos 
presídios 
 
➢ Lei 10.216***: lei da reforma psiquiátrica 
▪ Dispõe sobre a proteção e os direitos 
das pessoas portadoras de transtornos 
psíquicos 
▪ Redireciona o modelo assistencial em 
saúde mental, para a intervenção 
menos restritiva possível, junto a 
comunidade 
▪ Faculta a internação em instituições 
que não tenham características asilares 
▪ Pincelada no projeto Paulo Delgado 
para então aplicar a lei chamada de 
Reforma Psiquiatrica (lei 10.216) 
▪ Mesmo objetivos do projeto Paulo 
Delgado 
▪ A consequência direta disso foi 
aumento do número de presidiários e 
de moradores de rua 
 
❖ O número de suicídios aumentaram devido aos 
hábitos sociais e consumo de alimentos ultra 
processados. Sabe-se que existem fatores de 
risco e fatores de proteção 
➢ A partir dos anos 70 houve uma mudança 
social muito grande, as mulheres 
começaram a ocupar postos de trabalhos 
que antes não eram aceitos, isso de certa 
forma desvalorizava os perfis de homens 
machistas e, por isso, havia revoltas, 
sintomas depressivos, abuso de 
substâncias e suicídios 
➢ Então foi observada a queda de fertilidade 
a partir dos anos 70 e o aumento do número 
de suicídios 
➢ O número de suicídios não tem relação com 
a acessibilidade a armas de fogo 
➢ A mulher tenta mais vezes e falha mais, já 
o homem tenta menos vezes, mas é mais 
assertivo que a mulher 
 
❖ O artigo – estudo nos EUA mostra que a 
desinstitucionalização gerou um aumento 
desproporcional de pacientes psiquiátricos nas 
cadeias e prisões 
 
❖ A rede de atenção psicossocial foi restruturada 
no Brasil a partir da Lei da Reforma Psiquiátrica 
➢ Componentes da RAPS: 
▪ Atenção Básica em Saúde: 
• UBS 
• NASF 
• Consultório na rua 
• Apoio aos serviços do componente 
Atenção residencial de caráter 
transitório 
• Centros de convivência e cultura 
▪ Atenção psicossocial estratégica***** 
(CAPS) 
• CAPS I: acima de 20.000 hab 
• CAPS II: acima de 70.000 hab 
• CAPS III: acima de 200.000 hab; 
funciona 24hrs 
• CAPS AD: acima de 70.000 hab 
• CAPS AD III: acima de 200.000 
hab; funciona 24hrs 
• CAPS i: crianças/adolesc; acima de 
150.000 hab 
• Obs: quanto maior o número 
populacional maior será o nível de 
complexidade do CAPS 
▪ Atenção de urgência e emergência 
• SAMU 192 (deve ser acionado em 
situações complexas) 
• Sala de estabilização 
• UPA 24h, pronto socorro 
➢ Porque Muriaé possui CAPS III sendo que 
sua população é menor que 200.000? Pois 
a região que é abrangida e maior 
➢ O que diferencia ser CAPS I, II e III são os 
funcionários 
 
Funções psíquicas- nosologia psiquiátrica 
❖ Orientação 
➢ Pode estar alterada em paciente em surtos 
psicóticos ou com transtornos cognitivos 
➢ Autopsiquicas: em relação a si mesmo 
➢ Alopsiquicas: em relação ao mundo 
➢ Tempo e espaço 
 
❖ Atenção: 
➢ Reconhecimento e processamento de 
informações ambientais que vai gerar uma 
resposta do individuo 
➢ Tenacidade (hipo ou hiper): capacidade de 
fixar a atenção 
▪ Ex: TDAH com déficit de atenção usa 
ritalina pois causa uma hipertenacidade 
➢ Vigilância: atenção despertada por algo, 
mudança de foco 
➢ Prosexia: atenção global 
➢ Distração: superconcentração ativa sobre 
algo, com inibição dos demais objetos 
▪ Hipertenacidade com hipovigilancia 
 
❖ Afetividade 
➢ Tem autor que separa afetividade e humor 
➢ Emoções: reações afetivasmomentâneas 
(alegria, tristeza, raiva, medo) 
➢ Humor: estado emocional basal, animo 
▪ Emoção predominante 
▪ Disfórico, elevado, deprimido, 
expansivo, irritável, ansioso 
▪ Uma pessoa com uma tristeza 
prolongada (emoção) pode desenvolver 
um humor depremido 
▪ Uma pessoa que sofre episódios de 
ansiedade constantes, pode 
desenvolver um humor ansioso 
▪ É um estado PERSISTENTE 
➢ Afeto: tônus emocional, componente 
emocional de uma ideia, observado por 
manifestações objetivas ou a expressão do 
humor (forma como a pessoa se expressa e 
manifesta essas emoções) 
▪ Hipomodulado ou hipermodulado 
(bipolar, borderline); alegre, triste, 
embotado (não esboçam emoção de 
acordo com o contexto) 
▪ Ex: paciente autista ou esquizofrênico 
pode apresentar embotamento 
emocional -> fica indiferente para 
situações de problema 
➢ Sentimentos: fenômenos mais mental que 
somático, associado a conteúdos 
intelectuais (saudade, confiança, amizade) 
➢ Paixões: intensidade, dirige a atenção 
▪ Indivíduo age por impulso 
▪ Prevalece sobre a razão 
 
❖ Sensopercepção (não confundir com 
pensamento) 
➢ Capacidade dos seres vivos de reagir, 
através de órgãos dos sentidos e estruturas 
próprio-sensitivas, a diferentes estímulos 
ambientais e internos, de maneira a 
produzir uma representação mental desses 
ambientes 
➢ Os estímulos podem ser: auditivos, visuais, 
olfativos, táteis, gustativos ou 
proprioceptivos e cinestésicos 
➢ Sensação: reações físico-químicas geradas 
pelos estímulos sensoriais 
➢ Percepção: tomada de consciência do 
estímulo sensorial 
➢ Apercepção: gnosia, pleno reconhecimento 
do objeto percebido 
➢ ESTÁ ALTERADA NAS ALUCINAÇÕES E 
ILUSÕES 
➢ Pode apresentar alterações quantitativas e 
qualitativas 
➢ Alterações quantitativas: hipoestesia, 
disestesia, parestesia 
➢ Alterações qualitativas: ilusão, alucinações 
➢ Não confundir com PENSAMENTO! 
 
❖ Pensamento 
➢ Três pontos: forma, fluxo e conteúdo 
➢ Forma do pensamento: arquitetura, 
estrutura básica 
▪ Oligonefrenia, demências 
▪ Afrouxamento das associações, 
descarrilhamento, desagregação do 
pensamento 
➢ Fluxo do pensamento: velocidade, ritmo 
▪ Aceleração, lentificação, segmentado 
➢ Conteúdo do pensamento: ideias, temas, 
assuntos 
▪ Persecutório, depreciativo, ruína, 
grandeza 
 
➢ ESTÁ ALTERADO NOS QUADROS DE 
DELÍRIO (CONTEÚDO) 
 
➢ Alterações patológicas do pensamento: 
▪ Ideia obsessiva 
▪ Ideia supervalorizada 
▪ Delírio primário: 
✓ Simples: monotemático 
✓ Complexo: pluritemático 
✓ Não sistematizado: oligóide 
✓ Sistematizado: concatenação de 
ideias 
✓ Trema: clima ameaçador, mal 
definido 
✓ Apofania: verdadeira revelação 
✓ Fase apocalítipica: desorganização 
do indivíduo 
✓ Consolidação: estabilização 
✓ Resíduo: isolamento 
▪ Delírio secundário 
Delírio de ruína: depressão 
Delírio de grandeza: mania 
 
➢ Delirium está no grupo de transtornos 
neurocognitivos, secundário a uma etiologia 
orgânica. Síndrome psico-orgânica 
 
Transtornos de Ansiedade Generalizada 
❖ Transtorno de ansiedade generalizada precisa 
durar pelo menos seis meses de evolução de 
humor ansioso, causando prejuízo social e 
funcional, causando um sofrimento intenso 
 
❖ Transtorno do pânico: transtorno de ansiedade 
paroxística episódica 
➢ Crises de pânico que acontecem do nada e 
não precisa ter um objeto estressor 
 
❖ Agorafobia: medo ou ansiedade marcantes 
acerca de duas ou mais situações 
 
❖ Fobia específica: medo de objeto ou uma 
situação bem especifica, é restrita 
OBS: diferenciar agorafobia de fobia específica 
Transtorno Depressivo Maior 
❖ Para ser depressão precisa de pelo menos 15 
dias de evolução com 5 dos sintomas, sendo 
que um deles é o humor deprimido e o outro é a 
perda de interesse ou prazer. Precisa de causar 
prejuízo social e funcional além de um 
sofrimento intenso 
➢ Anedonia 
➢ Alteração de peso 
➢ Alteraçoes do sono 
➢ Agitação ou retardo psicomotor 
➢ Fadiga ou perda de energia 
➢ Sentimentos de ruína 
➢ Distraibilidade 
➢ Pensamentos recorrentes de morte 
 
❖ Comparação entre TDM e TAB: critérios 
diagnósticos 
 
❖ Tratamento de TDM: paciente está com muita 
depressão e com ideações suicidas. Por que 
não se deve usar antidepressivo primeiro? 
➢ Primeiro melhora o estado volitivo (função 
psíquica pragmatismo) e só depois o humor 
começa a melhorar. Assim, a princípio o 
paciente cria coragem para fazer e o humor 
continua deprimido 
➢ Por isso é usado o tratamento adjuvante: 
oferta o antidepressivo em doses 
subterapeuticas e um agente protetor 
(estabilizador do humor ou neuroléptico- 
lítio, quetiapina) 
 
Transtorno afetivo bipolar 
❖ São dois tipos: 
➢ TAB tipo I (se precisou de internar é tipo I): 
tem que ter mania, alternando com estados 
de hipomania ou depressão 
➢ TAB tipo II: estado depressivo, intercalando 
com episódios de hipomania ou depressão 
 
❖ Características clínicas- mania/hipomania 
➢ Autoestima elevada/grandiosidade/bem 
estar com si mesmo 
➢ Necessidade de sono diminuída 
➢ Verborragia 
➢ Fuga de ideias 
➢ Distraibilidade 
➢ Aumento de energia direcionada para uma 
determinada atividade 
➢ Impulsividade/impaciência/irritabilidade 
 
❖ Mania 
➢ Período distinto de humor anormal e 
persistentemente elevado, durando pelo 
menos UMA SEMANA 
 
❖ Hipomania 
➢ Período distinto de humor persistentemente 
elevado, expansivo ou irritável, durando 
pelo menos QUATRO DIAS 
CONSECUTIVOS 
 
❖ Depressão bipolar 
➢ Humor deprimido 
➢ Anedonia 
➢ Sensação de inutilidade/culpa excessiva 
➢ Dificuldade de concentração 
➢ Fadiga 
➢ Distúrbios do sono 
➢ Distúrbio psicomotor 
➢ Distúrbio alimentar 
➢ Pensamentos de morte/ideação suicida 
 
Ana Clara Milagres 
Transtornos: Dissociativos, de Sintomas Somáticos, Conversivo e Factício
 
Transtornos Dissociativos 
Definição 
Perturbação e/ou descontinuidade da integração 
normal de: 
▪ Consciência 
▪ Memoria 
▪ Identidade 
▪ Emoção 
▪ Percepção 
▪ Representação corporal: propriocepção 
▪ Controle motor: psicomotricidade 
▪ Comportamento 
Ocorre uma dissociação das funções psíquicas, 
que deveria estar funcionando de forma 
harmônica, normalmente, secundária a um evento 
estressor 
São encontrados com frequência como 
consequência de traumas e eventos estressores 
Muitos desses sintomas, incluindo 
constrangimento e confusão acerca dos sintomas 
ou um desejo de ocultá-los, são influenciados pela 
proximidade ao trauma 
▪ Se localizam, temporalmente, próximos ao 
evento traumático 
▪ Quando mais distante do evento estressor, 
melhor é para a clinica do paciente 
Tanto o transtorno de estresse agudo quanto o 
transtorno de estresse pós-traumático contêm 
sintomas dissociativos: 
✓ Amnesia: pode ser anterógrada ou 
retrograda 
✓ Flashbacks 
✓ Entorpecimento 
✓ Despersonalização/desrealização 
Transtorno Dissociativo de Identidade 
Critérios diagnósticos 
A maioria dos indivíduos com transtorno 
dissociativo de identidade não exibe 
abertamente a descontinuidade da identidade por 
períodos prolongados; apenas uma minoria se 
apresenta ao atendimento clínico com alternância 
observável de identidade 
 
 
Mais de 70% dos pacientes ambulatoriais com 
transtorno dissociativo de identidade tentaram 
suicídio 
 
Tratamento 
Psicoterapia, terapia de grupo 
O objetivo é reunir todas as facetas do pessoal em 
um único indivíduo 
Amnésia Dissociativa 
Critérios diagnósticos 
Pode ou não ter fuga dissociativa 
OBS.: Indivíduos com amnésia dissociativa com 
frequência não percebem (ou percebem apenas 
parcialmente) seus problemas de memória 
▪ Andam pelas ruas ou estradas “procurando 
por coisas das quais se lembre” 
Tratamento 
Psicoterapia e Entrevista facilitada por 
farmacoterapia 
✓ Administração de fármaco para 
relaxamento do paciente paraque faça 
uma entrevista 
Exemplo: “Amytal interview” (amobarbital): “...foi 
planejada no quinto dia de admissão. A 
preparação para o procedimento foi realizada com 
cuidado da seguinte forma: 
1. Reafirmar com uma explicação 
simplificada da teoria por trás do 
procedimento (por exemplo, que esse tipo 
de amnésia pode estar protegendo contra 
a lembrança de uma experiência 
angustiante) 
2. Reafirmar que o lorazepam administrado 
em uma maneira particular poderia ajudá-
la a recuperar sua memória. 
3. Garantia de que o procedimento 
provavelmente não causará danos. 
4. Colocação de acesso intravenoso por 
uma enfermeira. Lorazepam foi 
administrado por via intravenosa pelo 
psiquiatra em bolus de 2 mg, e o paciente 
foi observado para relaxamento e 
sonolência. A dosagem parou quando o 
paciente ficou com sono. Foram 
necessários seis miligramas. Usando 
chamados de alerta e estímulos táteis, ela 
foi mantida acordada e reorientada, 
pedindo-lhe que reafirmasse o nome de 
seu médico 
Ela foi levada de volta em sonho ao posto 
de gasolina onde foi apanhada e foi 
solicitada a nomeá-lo. Quando ela se 
lembrou de uma igreja perto do posto de 
gasolina, isso foi usado como um objeto de 
associação e lhe perguntaram se ela 
frequentava a igreja. Ela foi convidada a 
dar o nome e a localização de sua igreja. 
Depois de nomear com sucesso um local 
de sua história pessoal, ela foi levada a 
fornecer seu nome, cidade natal, 
aniversário, número de previdência social, 
emprego, maternidade e estado civil. 
Nenhum esforço foi feito para reunir outros 
dados clínicos no momento, mas o 
paciente recebeu sugestões para continuar 
dormindo e recuperar todos esses dados 
pessoais ao acordar.” 
Transtorno de Despersonalização e 
Desrealização 
Critérios diagnósticos 
Pessoa sente como se estivesse fora de si e fosse 
um observador 
Podem ser vistos como sintoma dentro de algum 
outro transtorno 
 
Teste de realidade 
Teste de realidade permanece intacto 
Exemplo: pessoa procura provas de que está na 
realidade, como olhar relógio, olhar no espelho ou 
olhar a própria mão 
Esse teste acontece para verificar se o paciente 
está na realidade, uma vez que no sonho não dá 
para fazer essas coisas 
Tratamento 
Os tratamentos são pouco eficazes., mas são 
utilizados psicoterapia, ISRS, estabilidade, 
afastamento de interações 
traumáticas/estressantes 
Tratamento Geral para Transtornos 
Dissociativos 
Neurolépticos atípicos (Aripiprazol, Olanzapina, 
Quetiapina, Ziprazidona 
ISRS e não seletivos (Duloxetina, Venlafaxina) 
Anti-convulsivantes: Levetiracetam, Lamotrigina 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Transtornos de Sintomas Somáticos 
A confiabilidade para determinar que um sintoma 
somático é clinicamente inexplicado é limitada 
Estabelecer um diagnóstico na ausência de uma 
explicação é algo problemático e reforça a 
dicotomia mente-corpo 
Não é apropriado dar a um indivíduo um 
diagnóstico de transtorno mental unicamente por 
não se conseguir demonstrar uma causa médica 
Está associado a comprometimento marcante do 
estado de saúde 
Muitas pessoas com transtorno de sintomas 
somáticos grave tendem a ter pontuações de 
estado de saúde comprometido mais de dois 
desvios-padrão abaixo do padrão da população 
Causas: 
▪ Vulnerabilidade genética e biológica (p. 
ex., maior sensibilidade à dor) 
▪ Experiências traumáticas precoces (p. ex., 
violência, abuso, privação) 
Critérios diagnósticos 
 
✓ Ex: Pessoa tem uma hérnia de disco → 
sente uma dor tremenda 
✓ Ansiedade em relação ao sentimento é 
muito exagerada 
✓ O sofrimento é desproporcional 
✓ A pessoa tem o sintoma, é real, tem um 
gatilho, porém o sintoma é AMPLIADO 
Tratamento 
▪ Psicoterapia 
▪ ISRS 
✓ Tratar síndrome depressiva ou ansiosa 
subjacente 
▪ Citalopram + paliperidona 
✓ Citalopram: antidepressivo 
✓ Paliperidona: neuroléptico 
▪ Benzodiazepínicos (sedação aguda): 
evitar uso prolongado 
▪ Analgesia aguda 
▪ TCC, intervenção psicossocial, 
psicoeducação 
▪ Atividades físicas 
▪ Manter a funcionalidade 
▪ ISRS, Clomipramina/Imipramina, 
Propranolol, Pimozida (Orap) (ilusões 
hipocondríacas), Risperidona, Olanzapina 
Transtornos de Ansiedade de Doença 
Critérios diagnósticos 
 
Transtorno de ansiedade da doença pode ter 
algum outro sintoma associado, como síndrome 
depressiva ou ansiosa 
Sintomas somáticos não tem sintomas 
A pessoa não tem NADA e fica preocupada em ter 
aquela doença 
Alto nível de ansiedade em relação a saúde 
Tem dois subtipos: busca de cuidado e evitação 
de cuidado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Transtorno Conversivo 
Transtorno do Sintoma Neurológico FUNCIONAL 
que afeta: 
▪ Visão 
▪ Motricidade 
▪ Tato 
▪ Vestibular 
▪ Consciência: perda 
▪ Responsividade: irresponsividade 
▪ Convulsões não-epiléticas 
Transtornos neurológicos SEM ter uma causa 
orgânica 
✓ Atributos neurológicos da função psíquica 
ficam alterados 
✓ Secundário a evento estressor ou traumas 
 
Com ou sem evento estressor psicológico AGUDO 
Precisa afastar causa orgânica, antes de 
diagnosticar transtorno conversivo 
Sinais 
Sinal de Hoover, no qual a fraqueza da extensão 
do quadril retorna à força normal com flexão do 
quadril contralateral contra resistência. 
Fraqueza acentuada da flexão plantar do 
tornozelo quando testada no leito em um indivíduo 
capaz de caminhar na ponta dos pés. 
Achados positivos no teste diagnóstico do tremor: 
“Distrair” o paciente pedindo para fazer 
movimentos com o membro não afetado faz com 
que o tremor do membro afetado pare; fenômeno 
da propagação (segurar a mão, faz o tremor se 
propagar para o antebraço, etc.) 
Em ataques que se assemelham a epilepsia ou 
síncope (ataques não epiléticos “psicogênicos”), a 
presença de olhos fechados com resistência à 
abertura ou um eletroencefalograma simultâneo 
normal (embora isso por si só não exclua todas as 
formas de epilepsia ou síncope). 
Quando relata sintomas visuais: campo visual 
tubular (só é orgânico no glaucoma); mandar olhar 
parar a mão; mandar assinar o nome 
Tratamento 
Psicoterapia (TCC): terapia cognitiva 
comportamental 
Tratar os sintomas afetados: 
✓ Fisioterapia 
✓ Fonoaudiologia 
✓ Terapia Ocupacional 
✓ Outros 
Abordagem sindrômica/sintomática 
ECT 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Transtorno Factício 
Síndrome Munchaüsen: pessoa simula sintomas 
ou força o aparecimento de doenças 
▪ Possui presença de simulação, diferente 
do transtorno conversivo que tem 
sofrimento intenso e NÃO é simulação 
▪ Ex: mãe inventa sintomas para o filho 
 
Os sinais e sintomas podem ser físicos ou 
psicológicos 
Transtorno factício é SIMULAÇÃO, diferente do 
conversivo, que não é simulação, o sintoma existe 
de fato 
Peregrinações, fantasias (pseudologia fantástica – 
credenciais falsas, relacionamento com pessoas 
famosas, etc) 
Objetivos: 
▪ Gratificação emocional 
▪ Ganho secundário financeiro 
▪ Carência afetiva 
▪ Outros 
 
Letícia Huguenin 
Saúde Mental 
Disfunção Sexual e Disforia de Gênero
DEFINIÇÃO 
A resposta sexual tem uma base biológica essencial 
Mas é vivenciada em um contexto intrapessoal, interpessoal e 
cultural 
A função sexual envolve uma interação complexa entre 
fatores biológicos, socioculturais e psicológicos. 
 
O diagnóstico de uma disfunção sexual requer a exclusão de 
problemas que são mais bem explicados por algum transtorno 
mental não sexual, pelos efeitos de uma substância (p. ex., 
droga ou medicamento), por uma condição médica (p. ex., 
devido a alguma lesão no nervo pélvico) ou por perturbação 
grave no relacionamento, violência do parceiro ou outros 
estressores 
Nos casos em que a essência da disfunção sexual for 
explicável por outro transtorno mental não sexual (p. ex., 
transtorno depressivo ou transtorno bipolar, transtorno de 
ansiedade,transtorno de estresse pós-traumático, transtorno 
psicótico), deve-se, então, diagnosticar apenas o outro 
transtorno mental 
 
Ejaculação Retardada 
 
 
 
 
 
 
Transtorno Erétil 
Testes de intumescência peniana noturna e a medição da 
turgidez erétil durante o sono podem ser empregados para 
fazer a distinção entre problemas eréteis orgânicos e 
psicogênicos 
Ereções adequadas durante o sono REM indicam uma etiologia 
psicológica para o problema 
Transtorno do Orgasmo Feminino 
 
 
 
 
 
Transtorno do Interesse/Excitação sexual 
feminino 
 
 
Transtorno da Dor Gênito-pélvica/Penetração 
 
 
Transtorno do Desejo Sexual Masculino 
Hipoativo 
 
 
Ejaculação Prematura (Precoce) 
 
Tratamento 
▪ Tratar a causa orgânica! 
▪ Reposição hormonal 
▪ Psicoterapia 
▪ Terapia de casal 
▪ Condicionamento físico / ambientação favorável 
▪ Tratamento da dor 
▪ Mudanças no estilo de vida 
▪ Tratamentos pró-eretivos (auto explicativo) 
▪ Transtorno do interesse/excitação sexual feminino: 
Bremelanotida (1,75mg SC antes do ato, máximo 
1x/dia, não mais do que 8 meses) = agonista receptor 
melanocortina (mas mecanismo de ação incerto. 
Modulação dopaminérgica?) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disforia de Gênero 
▪ Sofrimento 
O termo gênero é utilizado para denotar o papel público 
desempenhado (e em geral juridicamente reconhecido) 
Designação de gênero refere-se à designação inicial como 
homem ou mulher 
Atípicas com o gênero refere-se a características somáticas 
ou comportamentais não típicas (estatisticamente falando) de 
indivíduos com a mesma designação de gênero em 
determinada sociedade em determinado momento histórico 
Transgênero refere-se ao amplo espectro de indivíduos que, 
de forma transitória ou persistente, se identificam com um 
gênero diferente do de nascimento: Transexuais, travestis, 
crossdressers 
Crossdressers (transformismo) é diferente de orientação 
sexual ou transexualidade. Se deve a qualquer uma de muitas 
razões, desde vivenciar uma faceta feminina (para os homens) 
ou masculina (para as mulheres), motivos profissionais, para 
obter gratificação sexual, ou outras. 
Transexual indica um indivíduo que busca ou que passa por 
uma transição social de masculino para feminino ou de 
feminino para masculino, o que, em muitos casos (mas não 
em todos), envolve também uma transição somática por 
tratamento hormonal e cirurgia genital (cirurgia de 
redesignação sexual). Neste caso, é chamado de Redesignação 
de gênero. 
✓ Busca transição de gênero 
Redesignação de gênero denota uma alteração oficial (e 
geralmente legal) de gênero (cirurgia, hormonioterapia) 
Disforia de gênero, como termo descritivo geral, refere-se ao 
descontentamento afetivo/cognitivo de um indivíduo com o 
gênero designado, ou seja, ao sofrimento que pode 
acompanhar a incongruência entre o gênero experimentado 
ou expresso e o gênero designado de uma pessoa, quando 
as intervenções físicas desejadas por meio de hormônios e/ou 
de cirurgia não estão disponíveis 
▪ Pessoa tem sofrimento 
Identidade de gênero (orientação) é uma categoria de 
identidade social e refere-se à identificação de um indivíduo 
como homem, mulher ou, ocasionalmente, alguma categoria 
diferente de masculino ou feminino 
 
 
 
 
 
 
 
 
TRATAMENTO 
Redesignação sexual, Terapia de reposição hormonal (casos 
selecionados!!!) 
Psicoterapia, Terapia de grupo - quando será submetido a 
redesignação sexual/terapia de reposição hormonal, OU 
quando há sofrimento psíquico (disforia de gênero, estresse 
emocional/social) 
 
Ana Clara Milagres 
Esquizofrenia e outros transtornos psicóticos
 
História 
Hipócrates (370 a. C.) 
▪ Teoria dos humores: 
✓ Bile Amarela (fogo): fígado 
✓ Bile Negra (terra): baço 
✓ Sangue (ar): coração 
✓ Fleuma (água): cérebro 
▪ Descrição do DELÍRIO FEBRIL: 
PARANÓIA (para = ao lado; fora // noia = 
de si) 
Benedict Augustin Morel (1860) 
▪ Demência precoce 
▪ Identificava características como: 
✓ Herdabilidade: atributo que 
depende do fator genético e 
ambiental 
✓ Agravo com o uso de toxinas 
✓ Degeneração através das 
gerações 
Kahlbaum (1874) 
▪ Obra: Die Katatonie 
▪ Descreveu a síndrome de Kahlbaum 
▪ Descreveu as seguintes entidades 
nosológicas: distimia, ciclotimia, catatonia, 
parafrenia, hebefrenia 
✓ ATENÇÃO! Quanto mais precoce 
os sintomas, pior o prognóstico 
▪ Jovens hebóides: jovens com síndrome 
precoce → comportamento violento, abuso 
de substâncias 
Ewald Hecker (1871) 
▪ Diferenciou Hebefrenia e ciclotimia de 
Psicose unitária 
Emil Kraepelin (1899) 
▪ Demência precoce (doença 
neurodegenerativa) = hebefrenia → definiu 
a hebefrenia 
▪ Parafrenia: afeto mais preservado, melhor 
prognóstico. 
▪ Psicose maníaco-depressiva: TAB 
▪ Definiu os tipos de parafrenia: 
✓ Sistemática: paranoico, delirante 
✓ Expansiva: delírio megalomaníaco, 
hipertímico 
 
✓ Confabulatória: delírio de memória, 
semelhante à síndrome de 
Korsakoff, paramnésias. 
✓ Fantástica: alucinatória, 
desorganizada, mais embotada 
✓ Parafrenia tardia: início tardio, ou 
muito tardio (~60 anos) → 
Personalidade e afeto mais 
preservados 
Eugen Bleuler (1911) 
▪ Descreveu a ESQUIZOFRENIA 
▪ Os sintomas fundamentais de Bleuler: os 4 
A’s de Bleuler 
1. Embotamento afetivo 
2. Autismo: pessoas com 
característica de isolamento, pouca 
empatia → não é espectro autista 
3. Associações frouxas do 
pensamento 
4. Ambivalência: afetos opostos em 
um mesmo momento → alterações 
de forma, fluxo e conteúdo do 
pensamento 
▪ Primeira forma de categorizar a 
Esquizofrenia 
▪ Acessórios: alucinações e delírios 
▪ Ataques de deterioração: doença 
neurodegenerativa 
▪ Alterações cognitivas: memória, atenção... 
▪ Pode ter alterações de humor: sintomas 
depressivos, de mania, etc... 
✓ Quando tem esses sintomas 
precisa-se investigar outros 
transtornos 
✓ O que difere do TAB é a 
prevalência dos sintomas 
psicóticos e a intensidade deles 
▪ Transtorno do espectro autista = 20% de 
chance de ter esquizofrenia: isolamento 
social, prejuízo na linguagem, 
sociabilidade (tendem a não demonstrar 
empatia → embotamento afetivo) 
Kurt Schneider (a partir de 1920...) 
▪ Ampliou critérios de diagnóstico do 
paciente com esquizofrenia 
▪ Sintomas de primeira ordem: 
1. Percepção delirante 
2. Alucinações auditivas que 
comentam a própria atitude 
3. Alucinações auditivas que 
dialogam entre si 
4. Sonorização ou Eco do 
pensamento 
5. Vivência de influência corporal 
6. Roubo do pensamento 
7. Vivência de influência sobre o 
pensamento (alterações do eu) 
8. Difusão ou irradiação do 
pensamento (alterações do eu) 
▪ Sintomas de segunda ordem: 
✓ Delírios 
✓ Alucinações 
✓ Perplexidade 
 
▪ OBS: 5 a 8% da população pode ter 
alguma vez na vida delírio ou alucinação 
Karl Jaspers (1883-1969): 
▪ IMPORTANTE 
▪ Descreve as Fases do delírio 
✓ Trema: pré-surto 
 Desorganização: sofre de 
angustia, ansiedade 
✓ Apofania: revelação 
 Convicção de uma ideia 
✓ Fase apocalíptica: desorganização, 
perda de sentido com o mundo 
 Fase do surto 
✓ Consolidação: estabilização, 
finalmente me deixaram em paz. 
✓ Fase residual: distanciamento, 
isolamento 
Epidemiologia 
Prevalência da esquizofrenia: 1% 
Sexo: 
 Gênero masculino: mais precoce 
 Gênero feminino: mais tardio 
 Hipótese de que o estrogênio é fator de 
proteção, reduz a sensibilidade dos 
receptores D2 
 Razão M:F = 1,4 
25% dos leitos de hospitais psiquiátricos. 50% das 
admissões 
Está entre as 10 principais causas de 
incapacidade no mundo (Obs.: depressão, 
alcoolismo, bipolar e TOC são as incapacidades 
psiquiátricas mais comuns) 
Esquizofrenia é doença do 
neurodesenvolvimento: 
▪ Início intra-útero, fase de migração dos 
neurônios 
▪ Ao longo da vida torna-se doença 
neurodegenerativa (piora quanto maior o 
número de surtos e se houver atraso no 
tratamento1/3 tem história familiar positiva → parentes de 
primeiro e segundo grau 
Concordância entre parentes de primeiro grau = 
10-15%; entre gêmeos MZ 40-50%. 
Fatores de Risco 
Rubéola no 1º trimestre: risco 10 a 20x maior) 
Influenza no 1º trimestre: risco 7x; no 2º trimestre: 
risco 3x 
Toxoplasmose: risco 2,5x 
Meio urbano 
Segunda geração de imigrantes 
Abuso e trauma na infância 
Uso de cannabis: aumenta de 7 a 13x a chance; 
quanto mais precoce, intenso e frequente for o 
uso, pior 
Deficiência de vitamina D 
OBS: COMT metaboliza a dopamina → mutação 
valina-valina aumenta o risco se comparada a 
mutação metionina-metionina 
Altas taxas de suicídio: 
▪ 10% de chance ao longo da vida, maior 
risco no 1º mês de tratamento 
Fisiopatologia 
Não tem sintoma patognômico 
Pode ser encontrado como achados: 
▪ Alargamento dos ventrículos, atrofia 
cortical, reduções volumétricas do sistema 
límbico (hipocampo), córtex frontal e 
temporal 
✓ NÃO é patognomônico: tem na 
depressão também, por exemplo 
Principais neurotransmissores: dopamina, 
serotonina, glutamato, GABA → não é que está 
em falta ou em alta, é apenas um distúrbio nessas 
vias 
Quanto mais surtos, mais lesões cerebrais 
 
Hipótese Dopaminérgica 
Fase aguda (sintomas positivos): hiperatividade 
DA na via mesolímbica receptores D2 
Fase crônica (sintomas negativos): hipoatividade 
DA na via mesocortical receptores D1 
Alterações patológicas nas seguintes vias: 
1. Via mesolímbica: origem dos sintomas 
positivos (hiperatividade DA em algumas 
áreas) 
2. Via mesocortical: origem dos sintomas 
negativos e distúrbios cognitivos 
(disfunção executiva) (hipoatividade DA 
em algumas áreas) 
3. Via nigroestriatal: sintomas motores, 
acatisia (inquietude), distonia. DA inibe a 
atividade da ACh 
4. Via tuberoinfundibular: DA regula a 
liberação de prolactina (bloqueio DA = 
hiperprolactinemia, ginecomastia, 
galactorreia, diminuição da libido, 
disfunção menstrual) → sintomas 
hormonais 
Hipótese Glutamatérgicas 
Hipoativação do receptor NMDA, levam a uma 
Hiperativação da via dopaminérgica mesolímbica 
OBS: Esse tópico é muito importante 
Sintomatologia Clássica 
Sintomas positivos: 
1. Delírios 
2. Alucinações 
Sintomas negativos: 
1. Alogia: falta de lógica 
2. Embotamento afetivo ou afeto plano 
3. Abulia: falta de vontade 
4. Anedonia: falta de prazer 
5. Isolamento social 
6. Apatia 
Desorganização do pensamento: 
▪ Alteração formal: laços associativos 
frouxos e com perda de lógica, discurso 
tangencial, circunstancial e incoerente 
▪ Alteração positiva: neologismo e 
descarrilamento 
▪ Alteração negativa: pensamento concreto, 
falta de espontaneidade → indivíduo 
enxergar tudo muito ao pé da letra, não 
entender metáforas, ironias e sacarmos, a 
pessoa entende tudo de forma muito literal 
Sintomas agressivos/hostis: paciente acredita 
muito na sua crença, o que pode deixa-lo 
perturbado, gerando agressividade 
Sintomas de humor: depressão (no pródromo, na 
fase aguda e depressão pós psicótica), ansiedade; 
suicídio; piora com uso de drogas (acentua os 
extremos do humor) 
Sintomas motores: lentificação, hiperatividade, 
catatonia (paciente fica parado), catalepsia 
(paciente cai) 
Sintomas cognitivos: déficit de atenção 
(distrabilidade), disfunção executiva, perda da 
memória de trabalho 
Delírio polimórfico = temas inconsistentes e 
contraditórios, que mudam em breves unidades de 
tempo. Se contrapõe ao delírio sistematizado ou 
paranoia, porque no delírio sistematizado o 
paciente encaixa/organiza bem o delírio com a 
realidade (paciente consegue trazer um pouco de 
lógica), já no polimórfico não → um dos sintomas 
bizarros 
ATENÇÃO! NÃO exige obrigatoriamente sintomas 
bizarros para ser considerado esquizofrenia 
Fases da Esquizofrenia 
Percepção vai sendo alterada ao longo do tempo: 
gatos de Wain (exemplo do pintor) 
As fases são: 
▪ Fase pré-mórbida: atraso no 
desenvolvimento neuropsicomotor 
▪ Fase prodrômica; adolescentes reclusos, 
trema, etc... 
✓ Trema: fase se estranheza → não 
consegue expressar o que está 
sentindo direito 
✓ Tratar com doses menores, 
PRECOCEMENTE 
▪ Fase progressiva: surtos 
▪ Fase crônica ou até a recuperação 
funcional: paciente não fica zerado como 
era antes do transtorno – Jonh Nash do 
filme uma mente brulhante 
Traços de personalidade que podem aumentar o 
risco de esquizofrenia: 
✓ Transtorno esquizoide: isolado, recluso 
✓ Transtorno esquizotípica: estravagante → 
Lady Gaga 
Dentre os traços de personagem, o que tem mais 
chances de desenvolver esquizofrenia é o 
esquizotipo 
As fases: 
 
✓ SEMPRE há perda de funcionalidade 
✓ Nunca retorna ao nível pré-morbido que a 
pessoa tinha antes 
✓ Há perda progressiva de tecido cerebral 
✓ Tratamento precoce: atenuar os efeitos da 
perda de funcionalidade 
DSM-5 
1) Transtorno Delirante 
2) Transtorno Psicótico Breve (1 Dia A 1 Mês) 
✓ Recuperação Completa. 
3) Transtorno Esquizofreniforme (1 Mês A 6 
Meses) 
4) Esquizofrenia (> 6 Meses) 
✓ Prejuízo Funcional Progressivo 
5) Transtorno Esquizoafetivo 
6) Transtorno Psicótico Induzido Por Substância 
7) Catatonia (*Associada a qualquer outro 
transtorno mental) 
Esquizofrenia 
Critérios Diagnósticos 
A) Sintomas: pelo menos dois desses por 1 mês 
(pelo menos 1 precisa ser 1, 2, ou 3) 
1. Delírios 
2. Alucinações 
3. Discurso desorganizado 
4. Comportamento totalmente 
desorganizado ou catatônico 
5. Sintomas negativos 
ATENÇÃO! PODE ter esquizofrenia sem delírios 
ou alucinações 
B) Prejuízo funcional ou social 
C) Distúrbio persiste no mínimo por 6 meses: 
critério temporal 
▪ Critério temporal é um dos critérios que 
diferencia os transtornos 
▪ Paciente continua com sintomas residuais 
D) Esquizoafetivo e Transtorno de humor foram 
descartados 
E) Transtorno orgânico ou induzido por substância 
foi descartado 
F) Se houver transtorno do 
neurodesenvolvimento, só será também 
esquizofrenia se houverem alucinações ou delírios 
proeminentes 
Transtorno Psicótico Breve 
A. Um ou mais dos seguintes sintomas: 
1. Delírios 
2. Alucinações 
3. Fala desorganizada (ex., 
descarrilhamento ou incoerência 
frequente) 
4. Comportamento altamente 
desorganizado ou catatônico 
Obrigatório pelo menos 1 dos sintomas 1, 2, ou 3 
A. A duração de um episódio do distúrbio é 
pelo menos de um dia e não mais que um 
mês, com eventual retorno total ao nível 
pré-mórbido de funcionamento. 
✓ Com ou Sem Estressor(es) 
Marcante(s) 
✓ Com Início Pós-parto: quando o 
início ocorre dentro de 4 
semanas pós-parto 
OBS: 1 dia a 1 mês, com RECUPERAÇÃO 
COMPLETA → único com recuperação completa 
Transtorno Esquizofreniforme 
A. Satisfaz critérios A, D, E e F de Esquizofrenia: 
exceto critério temporal 
B. O episódio do distúrbio (incluindo fases 
prodrômicas, ativa e residual) dura menos de 
seis meses 
Recuperação do nível pré-mórbido pode ocorrer, 
mas não é citada como um achado 
Sinais que indicam bom prognóstico: início 
abrupto, perplexidade, boa funcionalidade e 
socialização pré-mórbidos, sem alterações do 
afeto 
▪ 2 ou + é bom prognóstico 
▪ < 2 é mau prognóstico 
▪ O mau prognóstico não é tão ruim igual na 
esquizofrenia 
Transtorno Esquizoafetivo 
A. Um episódio durante o qual há um episódio 
depressivo maior ou episódio maníaco 
simultâneo com sintomas psicóticos que 
satisfazem o critério A para Esquizofrenia. 
B. Durante o mesmo episódio, houve um período 
de delírios ou alucinações durante pelo menos 
duas semanas na ausência de sintomas de 
humor proeminentes. 
✓ Pacientes tem sintomas de humor 
proeminentes, mas tem período de 
pelo menos 2 semanas SEM sintomas 
de humor 
✓ Diferente de pacientes com transtorno 
depressivo maior que apresenta 
sintomas psicóticos ou paciente com 
transtorno bipolar com sintomas 
psicóticos 
C. Sintomas de humor estão majoritariamentepresentes durante a fase ativa e residual 
Pode ser: 
▪ Tipo Bipolar 
▪ Tipo Depressivo 
No TAB, os delírios e alucinações ocorrem 
exclusivamente durante o período de alteração 
afetiva e tendem a ser congruentes com humor 
Os esquizoafetivos apresentam maior perda 
funcional; sintomas negativos mais intensos, 
sintomas depressivos mais graves e maior 
duração dos sintomas psicóticos que no TAB 
✓ Tem sintomas psicóticos SEM congruência 
com sintomas de humor por um período 
✓ No TAB todo sintoma psicótico está 
associado a alterações do humor 
História familiar de esquizofrenia é mais frequente 
no esquizoafetivo. 
OBS: 
➢ Mania > 1 semana, COM 
comprometimento funcional ou social 
➢ Hipomania > 4 dias, SEM 
comprometimento funcional ou social 
➢ Se houver sintoma psicótico, 
obrigatoriamente será Mania 
➢ Depressão > 2 semanas. 
Durante estudo longitudinal de 2 anos com 
pacientes com diagnóstico inicial de 
esquizoafetivo, somente 36% (12/33) mantiveram 
o diagnóstico de transtorno esquizoafetivo 
▪ Por isso a avaliação deve ser seriada: 
tempo de observação longitudinal permite 
avaliar nuances que não foram avaliadas 
anteriormente 
Outro trabalho constatou que após dois anos o 
diagnóstico de transtorno esquizoafetivo muda 
para transtorno depressivo em 26%; para TAB em 
17% e para esquizofrenia em 8% 
▪ Colocar HD (hipótese diagnóstica): nunca 
afirmar de primeira 
Estudo retrospectivo de 5 anos com 61 pacientes 
com diagnóstico prévio de esquizoafetivo, 61% 
foram posteriormente classificados como TAB 
Num grande estudo com 500 pacientes com 
transtornos psicóticos, o diagnóstico de transtorno 
esquizoafetivo foi o que mudou mais vezes ao 
longo de 2 anos, em torno de 53% 
Transtorno Delirante Persistente 
A. Delírios (alteração do conteúdo do 
pensamento) por mais um mês 
B. Ausência de outras características da fase 
ativa da Esquizofrenia (não preenche o critério 
A) 
✓ Se há alucinações, não são 
proeminentes e são congruentes com o 
delírio 
✓ A pessoa tem delírio, ou seja, alteração 
no CONTEÚDO do pensamento 
C. Além do impacto dos delírios ou suas 
ramificações, o funcionamento não é 
marcantemente prejudicado e o 
comportamento não é obviamente estranho ou 
bizarro → a pessoa consegue ir tocando a vida 
dela, consegue trabalhar 
SUBTIPOS: 
▪ Subtipo persecutório: mais frequente 
✓ IMPORTANTE 
▪ Subtipo ciumento: mais comum em 
indivíduos do sexo masculino 
▪ Erotomaníaco (Clerambault) 
▪ Ciumento (Otelo) 
✓ IMPORTANTE 
▪ Somático (Ekbom):. Infestação, 
alucinações táteis) 
▪ Sensitivo de Kretschmer: hipersensível, se 
sente inferior, sente que as pessoas não 
gostam dele 
▪ Dismorfofobia: não tem crítica, como no 
transtorno dismórfico corporal, do TOC 
▪ Delírio Heautoscópico: acredita ser 2 
sujeitos; estar em 2 lugares ao mesmo 
tempo 
▪ Cotard (= ECT): paciente acredita que está 
morto ou em decomposição 
✓ Tratamento: eletroconvulsoterapia 
→ pouca resposta 
✓ IMPORTANTE 
✓ Sintoma antecipatório de doenças 
neurodegenerativas 
✓ É raro 
▪ Charles Bonnet: alucinose visual em 
pacientes com perda progressiva da visão, 
com insight positivo, responde à 
psicoeducação 
▪ Capgras: parente foi substituído por outra 
pessoa; dissociação entre memória visual 
e afeto 
▪ Fregoli: pessoas próximas mudaram de 
aparência, se disfarçaram de outros, para 
o perseguir 
▪ Intermetamorfose: “meu perseguidor se 
transformou na minha esposa, mas a 
esposa existe e está em outro lugar” 
NÃO há prejuízo funcional marcante e não há 
alucinações frequentes 
▪ Se tiver alucinações serão congruentes 
com o tema do delírio 
Prevalência ao longo da vida: 0,2 – 0,3% 
Sem diferenças de gênero na frequência geral do 
transtorno delirante 
Pouco diagnosticado porque os pacientes não 
procuram assistência → paciente tem uma crença 
inabalável, para ele não tem nenhuma doença 
Incidência: 1-3 casos / 100.000 pessoas/ano 
Cerca de 4% da admissões psiquiátricas / ano 
Idade média de início: 40 anos (entre 18 e 90 
anos) 
Muitos acometidos são casados e tem emprego → 
pessoas tem um ambiente saudável e agradável 
Fatores de risco: 
▪ Ser imigrante 
▪ Ser membro de uma minoria étnica 
▪ Surdez 
▪ Traços de personalidade: pessoas muito 
sensíveis, cautelosas em seus 
relacionamentos, que se ofendem 
facilmente 
▪ Anormalidades físicas, diferenças sociais 
ou culturais em relação ao meio 
▪ Ser solteiro, divorciado ou viúvo 
Transtorno Psicótico Partilhado: Folie a deux 
A. Um delírio se desenvolve em um indivíduo no 
contexto de um relacionamento próximo com 
outra(s) pessoa(s) que apresenta um delírio já 
estabelecido. 
B. O delírio é semelhante em conteúdo à pessoa 
que já apresenta o delírio estabelecido. 
C. Não se explica por um outro Distúrbio Psicótico. 
Psicose na Infância 
Catatonia e delírios sistematizados são raros 
Antes dos 13 anos = 0,9/10.000; antes dos 18 
anos = 17,6/10.000 
Esquizofrenia de início na infância é co-mórbido 
com transtorno invasivo do desenvolvimento em 
30 a 50% dos casos 
16% dos transtornos invasivos do 
desenvolvimento com retardo mental preenchem 
critérios para esquizofrenia 
Existe uma relação entre transtorno do 
desenvolvimento e a Esquizofrenia 
Autismo é fator de risco para esquizofrenia: 8% 
autistas tem esquizofrenia; 34% de autismo atípico 
tem esquizofrenia 
ATENÇÃO! Jovem hebóide: é aquele indivíduo 
que começa a manifestar pensamentos 
agressivos, impulsivos, pensamentos 
desorganizados, abuso de substâncias, tendência 
a infração, afeto alterado → pior prognóstico 
Esquizofrenia no Idoso: Parafrenia Tardia 
Parafrenia tardia (> 65 anos); esquizofrenia tardia 
(> 40 anos) 
12,6 indivíduos/ 100.000 habitantes/ano para 
esquizofrenia tardia 
Prevalência na comunidade acima de 65 anos: 
0,1% a 0,5%. 
Personalidade preservada; praticamente não tem 
sintomas negativos 
▪ Mais comum nas mulheres: perda do fator 
de proteção (estrogênio) 
▪ Mais delírios que alucinações 
▪ Poucos sintomas afetivos (como alogia – 
falta de lógica, apatia ou embotamento) 
▪ Poucos sintomas cognitivos ou 
catatônicos; pensamento mais organizado 
Genética familiar influencia mais na esquizofrenia 
de início precoce do que na esquizofrenia tardia 
Déficits auditivos e visuais ligados a alucinações 
Delírios persecutórios = 90%; alucinações 
auditivas = 65% 
Cognição: prejuízo na atenção. 
Difere do transtorno delirante pois na 
parafrenia/esquizofrenia tardia são delírios mais 
bizarros 
Difere do Delirium pois este tem início abrupto e 
tem alteração da consciência 
Difere do Alzheimer pois neste há 
comprometimento da memória 
Difere do Lewy pois este tem Parkinsonismo e é 
flutuante 
Tratamento 
Principal classe de fármaco para tratamento: 
Neurolépticos (antipsicóticos) 
Hipótese Dopaminérgica 
Receptores de dopamina: 
▪ D1 e D5 = excitatórios 
▪ D2, D3, D4 = inibitórios 
Hipoatividade D1 no córtex pré-frontal (via 
mesocortical) 
▪ Sintomas negativos e cognitivos: apatia, 
embotamento afetivo, disfunção executiva 
→ sintomas de embotamento afetivo 
Hiperatividade D2 subcortical e límbica (via 
mesolímbica) 
▪ Sintomas Positivos: alucinações, delírios, 
agitação psicomotora → sintomas 
produtivos 
Via mesocortical: 
▪ Sintomas negativos e cognitivos, disfunção 
executiva 
Via mesolímbica: 
▪ Sintomas positivos: alucinações, delírios, 
agitação psicomotora 
Via nigroestriatal: 
▪ Está envolvida na regulação do movimento 
▪ Hipoatividade: Parkinson, rigidez, 
bradicinesia, tremores, acatisia, distonia. 
Via tuberoinfundibular 
▪ A mais curta 
▪ Dopamina inibe a liberação de prolactina 
▪ Bloqueio dopaminérgico 
Vias Dopaminérgicas 
Via mesocortical 
▪ Projeções da área tegmentar ventral para 
o córtex pré-frontal 
▪ Cognição e funções executivas (CPFDL), 
emoções e afeto (CPFVM) 
▪ Hipofunção da via mesocortical está 
relacionada aos sintomas cognitivose 
negativos da esquizofrenia (hipoativação 
D1) 
Via mesolímbica 
▪ Projeções da área tegmentar ventral para 
o núcleo accumbens 
▪ Motivação, emoções, recompensa, 
sintomas positivos da esquizofrenia 
▪ O antagonismo D2 REDUZ os sintomas 
positivos da esquizofrenia 
Via nigroestriatal 
▪ Projeções da substância negra ao corpo 
estriado 
▪ Estímulo aos movimentos voluntários 
▪ O antagonismo D2 induz sintomas 
extrapiramidais (pseudoparkinsonismo) 
Via Tuberoinfudibular 
▪ Projeções do hipotálamo para a região 
infundibular 
▪ Dopamina é depositada na circulação 
porta 
▪ Dopamina inibe a secreção de prolactina 
Antipsicóticos Típicos 
O antagonismo D2 leva à hiperprolactinemia 
São antagonistas do receptor de dopamina D2 
São classificados como de alta potência e baixa 
potência 
Os antipsicóticos de alta potência se ligam ao 
receptor D2 com elevada afinidade. 
▪ Ex.: Haloperidol (Haldol), Flufenazina 
(Anatensol), Pimozida (Orap) 
Os antipsicóticos de baixa potência tem menos 
afinidade para os receptores D2, mas tendem a 
interagir com os outros receptores não 
dopaminérgicos, resultando em efeitos adversos 
mais cardiotóxicos e anticolinérgicos. 
▪ Ex.: Clorpromazina (Amplictil), 
Levomepromazina (Neozine), Tioridazina 
(Melleril) 
▪ Efeitos adversos podem ser usados a favor 
do paciente para gerar efeito terapêutico, 
como a utilização de clorpromazina para 
sonolência 
Antipsicóticos Atípicos: 2ª geração 
Os antipsicóticos atípicos são antagonistas da 
serotonina e da dopamina. 
Eles são considerados atípicos na forma como 
eles afetam a neurotransmissão de dopamina e a 
de serotonina nas quatro principais vias 
dopaminérgicas no cérebro. 
▪ Ex.: Clozapina (Pinazan), Risperidona 
(Risperdal), Quetiapina (Seroquel), 
Olanzapina (Zyprexa), Aripiprazol (Aristab) 
Efeitos Terapêuticos 
Bloqueio 5HT2: Melhora de sintomas negativos 
Bloqueio D: Efeito antipsicótico 
Bloqueio M: Efeito anticolinérgico 
Bloqueio alfa: Efeito hipotensor 
Bloqueio H1: Sedação 
 
Antipsicóticos e Doses 
Tradicionais de alta potência 
Doses diárias em mg/dia: 
✓ Haloperidol (Haldol): 5-15 
✓ Flufenazina (Anatensolo) 2-20 
✓ Pimozida (Orap): 2-6 
Tradicionais de média potência 
Doses diárias em mg/dia: 
✓ Trifluoperazina (Stelazine): 5-30 
Tradicionais de baixa potência 
Doses diárias em mg/dia: 
✓ Clorpromazina (Amplictil): 200-1200 
 Mais antigo e mais efetivo para 
tratamento para pacientes 
refratários 
✓ Levomepromazina (Neozine): 200-800 
✓ Tioridazina (Melleril): 150-800 
Atípicos 
Doses diárias em mg/dia: 
✓ Sulpirida (Equilid®) 200-1000 
✓ Clozapina (Leponex®) 300-900 
✓ Risperidona (Risperdal®) 2-8 
✓ Olanzapina (Zyprexa®) 10-20 
✓ Quetiapina (Seroquel®) 300-750 
✓ Aripiprazol (Abilify®) 6-30 MG 
Efeitos Adversos 
 
SEP: Síndrome Extrapiramidal 
SNM: Síndrome neuroléptica maligna 
 
 
 
Abordagem da Esquizofrenia 
 
Quanto menos surtos, menos pior o prognóstico 
Tratamento 
Tratamento do primeiro episódio: primeiro surto 
Antipsicótico TÍPICO de primeira geração por 4-6 
semanas 
 Exemplo: iniciar com Haldol 
 
▪ Se NÃO houver melhora, trocar (melhora 
70%) 
 Troca para segunda linha: típico ou 
atípico 
 
▪ Se em mais 4-6 semanas não melhorar, é 
REFRATÁRIA = iniciar Clozapina. 
 Refratária = não funciona após a 
segunda tentativa. 30% são refratários 
 Não se usa a Clozapina de primeira 
porque o cérebro do esquizofrênico no 
primeiro surto é diferente, e por isso ela 
não funciona muito no primeiro surto 
 
Em pacientes com esquizofrenia de Início 
insidioso pode utilizar primeira ou segunda 
geração como tratamento inicial 
Esquizofrenia super refratária (10%): 
▪ Tratamento: eletroconvulsoterapia + 
associação medicamentosa 
 Clozapina associada a Lamotrigina 
(200mg ou mais) + ECT OU (pouca 
evidência) associar Aristab, Riss ou 
Amissulpirida OU (pouca 
evidência) associar lítio. 
 Lítio + clozapina = neurotoxicidade, 
mas protege contra leucopenia 
Estudos mais fracos: topiramato, ácido valpróico, 
ômega 3, memantina 
Tabagismo diminui nível sérico do Haldol e da 
Clozapina 
Tratamento indicado para esquizofrenia super 
refratária: eletroconvulsoterapia 
 
Clozarpina 
Iniciar dose baixa (porque os efeitos adversos são 
sedação e hipotensão importantes) 12,5-25mg. 
Aumentar 25mg a cada 2-3 dias. 
Troca gradual em duas semanas. 
Dose máxima: 900mg/dia 
Risco de agranulocitose = 1% 
Efeitos adversos raros: cardiomiopatia ou 
miocardite eosinofílica (= ICC aguda) 
Efeitos adversos comuns: metabólicos, elevação 
de transaminases 
▪ Utilizado em caso de hiper-refratário 
▪ Controle seguiado por risco de 
granulocitose 
Associações contra-indicadas: Carbamazepina, 
Propiltiouracil (aumenta chances de 
agranulocitose), captopril (aumenta a toxicidade 
do captopril) 
95% das agranulocitoses ocorrem nos primeiros 6 
meses. 70% ocorrem nas primeiras 18 semanas 
Para tratar a sialorréia: colírio de atropina, 
buscopam 
Efeito adverso benigno: leucocitose 
Primeiras 18 semanas: neutrófilos <1500 ou 
leucócitos <3000 = suspender; 
Após 18 semanas: neutrófilo <1000 ou leucócitos 
<2500 ou plaquetas <50.000 = suspender 
O risco de agranulocitose não é dose-dependente 
A diminuição do limiar convulsígeno é dose-
dependente (principalmente acima de 400mg). 
Tratamento da agranulocitose: suspensão gradual 
da clozapina. Se suspender de forma abrupta faz 
síndrome colinérgica (bradicardia, miose, 
hipersalivação, diarreia, vômitos). 
Se tiver neutrófilos < 500 não voltar com a 
clozapina; caso contrário, voltar após 30 dias 
Síndrome Neuroléptica Maligna 
▪ Efeito adverso causado pelo uso de 
qualquer antipsicótico 
▪ Muito raro 
Incidência de 0,02 a 2,44% com neurolépticos 
típicos. 
Pelo DSM, 0,07 a 1,4%. 
QUADRO CLÍNICO: Rigidez muscular severa e 
hipertermia acompanhado rebaixamento do nível 
de consciência, diaforese, disfagia, tremor, 
incontinência, instabilidade postural, mutismo, 
sintomas autonômicos e evidências laboratoriais 
de lesão muscular – aumento de CPK. 
✓ Rebaixamento do nível de consciência = 
emergência médica 
Embora não elucidada, o provável mecanismo 
fisiológico da SNM é o bloqueio súbito dos 
receptores D2 com a depleção aguda de 
dopamina 
✓ Depleção aguda da dopamina nas vias 
Geralmente ocorre após 2 semanas do aumento 
ou introdução do neuroléptico 
▪ NÃO contraindica antipsicóticos, mesmo 
apesar da síndrome neuroléptica 
▪ Causada mais por antipsicóticos típicos (1ª 
geração) 
Achados clínicos: 
✓ CPK elevado em 95% em torno de 16.000 
UI 
✓ Hipertermia de origem central em 90% dos 
casos 
✓ Leucocitose de 10.000 a 20.000 cel/mm3 e 
aumento das transaminases hepáticas em 
75% 
 
 
 
 
Ana Clara Milagres 
Transtornos do Neurodesenvolvimento 
Deficiência Inteletual 
Afastar-se de confiar exclusivamente em escores 
de QI e em usar medidas adicionais de 
funcionamento adaptativo 
Os critérios do DSM-IV exigiam um escore de QI 
de 70 como o ponto de corte para o diagnóstico 
Os novos critérios do DSM – 5 recomendam testes 
de QI e descrevem “déficits no funcionamento 
adaptativo que resultam em falhas no 
cumprimento de padrões de desenvolvimento e 
socioculturais para a independência pessoal e 
responsabilidade social”. 
Variabilidades de teste do QI não são confiáveis, 
porque são subjetivas e há interferência de fatores 
socioculturais 
 Déficits na capacidade mental geral, envolvem: 
✓ Raciocínio 
✓ Solução de problemas 
✓ Planejamento 
✓ Pensamento abstrato 
✓ Julgamento 
✓ Aprendizagem Acadêmica 
✓ Aprendendo com a experiência 
Esses são os atributos que devem ser avaliados 
no paciente com déficit intelectual 
Impactos do funcionamento adaptativo (prejuízos 
funcionais): 
✓ Conceitual 
✓ Social 
✓ Prático: pragmatismo → capacidade de 
desenvolver atividades diárias 
Os déficits no funcionamento adaptativosão 
atendidos quando pelo menos um domínio de 
funcionamento adaptativo suporte contínuo para 
que a pessoa tenha um desempenho adequado 
em um ou mais cenários de vida 
Mudança de níveis de severidade ao longo da 
vida: 
✓ As avaliações diagnósticas devem 
determinar se as habilidades adaptativas 
aprimoradas são o resultado de uma 
aquisição estável e generalizada de 
habilidades (nesse caso, o diagnóstico de 
deficiência intelectual pode não ser mais 
apropriado) 
✓ Este aprimoramento depende da presença 
de apoios e intervenções contínuas (caso 
em que o diagnóstico de deficiência 
intelectual pode ser apropriado) → 
abordagem multidisciplinar 
Se o paciente possui capacidade de desenvolver 
suas características intelectuais ao longo do 
tempo, ele não tem deficiência intelectual 
 
✓ Os três critérios devem ser preenchidos 
✓ Se não é no período do desenvolvimento 
deve-se pensar em características 
adquiridas 
✓ As vezes é possível descobrir deficiência 
intelectual na idade adulta quando o 
indivíduo irá realizar alguma atividade 
intelectual e não consegue atingir a meta 
 
✓ Paciente com inteligência intelectual 
moderada no domínio social o risco é do 
indivíduo ser manipulado, principalmente 
na adolescência → paciente susceptível a 
criminalidade 
✓ É importante saber a diferença entre esses 
domínios 
 
Atraso de Desenvolvimento Global 
Reservado para indivíduos com idade inferior a 5 
anos 
Condição clínica na qual a criança não atinge os 
marcos de desenvolvimento esperados em várias 
áreas do funcionamento intelectual e não pode ser 
avaliada 
O nível de gravidade clínica NÃO pode ser 
avaliado de modo confiável durante a primeira 
infância 
Quando indivíduo fracassa ao atingir os marcos do 
desenvolvimento 
Não faz diagnóstico → não podem ainda ser 
avaliados pelos critérios 
 
Incapacidade Intelectual Não Especificada 
Este diagnóstico é apropriado para indivíduos com 
mais de 5 anos de idade, em que a avaliação 
formal é comprometida por deficiência física, como 
cegueira ou debilidades locomotoras 
Transtornos da Comunicação 
Distúrbios da comunicação incluem déficits na 
linguagem, fala e comunicação e incluem o 
seguinte: distúrbio de linguagem, distúrbio do som 
da fala, distúrbio de fluência na infância, distúrbio 
de comunicação social (pragmático) e outros 
distúrbios de comunicação especificados e não 
especificados 
Gagueira: disfenia 
Distúrbio = transtorno 
Transtornos da Linguagem 
Dificuldades na aquisição e uso de linguagem 
devido a déficits na compreensão ou produção de 
estrutura sentenciosa ou discurso do vocabulário 
Geralmente afeta vocabulário e gramática: 
✓ As primeiras palavras e frases estão 
atrasadas; 
✓ O tamanho do vocabulário é menor e 
menos variado 
✓ Frases são mais curtas e menos 
complexas 
Diagnóstico é baseado na síntese da história do 
indivíduo, observações clínicas em diferentes 
contextos e pontuações de testes padronizados de 
habilidade de linguagem 
Encaminha ao fonoaudiólogo para fazer 
diagnóstico 
Os distúrbios de linguagem surgem durante o 
período inicia do desenvolvimento. Aos 4 anos de 
idade diferenças na habilidade de linguagem são 
mais estáveis e tipicamente persistem na idade 
adulta 
Quando a criança preenche os critérios para uma 
deficiência intelectual, o diagnóstico separado de 
Transtorno da Linguagem não é dado, a menos 
que os déficits linguísticos estejam claramente 
acima das limitações intelectuais 
 
Transtorno da Fala 
Dificuldade com o conhecimento fonológico dos 
sons da fala ou a capacidade de coordenar 
movimentos para a fala em diferentes graus. 
Diagnosticado quando a produção do som da fala 
não é o que seria esperado com base na idade da 
criança e no estágio de desenvolvimento 
✓ Não é resultado de uma deficiência física, 
estrutural, neurológica ou auditiva 
✓ Idade mental diferente da idade da fala 
O transtorno da linguagem pode co-ocorrer com o 
transtorno da fala 
✓ O domínio da produção de sons da fala 
deve resultar em fala inteligível na maior 
parte do tempo ao redor dos idade 3 anos 
 
 
Transtorno da Fluência com Início da Infância 
(Gagueira Ou Disfemia) 
Distúrbios na fluência normal e no padrão de 
tempo da fala, bem como a ansiedade sobre as 
limitações de fala na comunicação eficaz e 
socialização 
Transtorno da fluência na infância PODE ocorrer 
aos 6 anos em até 80% dos indivíduos 
A severidade do distúrbio de fluência aos 8 anos 
de idade prediz recuperação ou persistência até a 
adolescência e além 
A evolução até 8 anos → recuperou boa parte, o 
prognóstico é bom 
 
Transtorno da Comunicação Social 
(Pragmática) 
Essa classificação foi criada para categorizar as 
crianças que têm déficits severos em 
comunicação social e interação, mas que não 
possuem os padrões de comportamento restritivo 
e repetitivo necessários para o TEA 
Quando paciente não preenche os critérios 
diagnóstico para o autismo 
Dificuldade em seguir as regras para as nuances 
sociais na comunicação, como as regras sociais 
para o discurso ou a incapacidade de seguir pistas 
não-verbais (intuições) 
Diagnóstico diferencial de TEA deve ser baseado 
na presença de padrões repetitivos / restritos de 
comportamento, interesses ou atividades 
 
 
Causa comprometimento do pensamento 
concreto, criança não entende metáfora → 
basicamente o domínio social, se mostra 
IMATURO nas relações sociais 
Paciente com inteligência intelectual moderada no 
domínio social o risco é do indivíduo ser 
manipulado, principalmente na adolescência → 
paciente susceptível a criminalidade 
Transtorno do Espectro Autista 
O embotamento afetivo do autismo é comum no 
transtorno do espectro esquizofrenia 
Quem é portador de autismo tem cerca de 9x mais 
chances de desenvolverem esquizofrenia → 
transtorno da esquizofrenia tem pontos 
relacionados aos transtornos do neuro 
desenvolvimento 
Paciente possui características e habilidades que 
o diferenciam da maioria 
É necessário procurar e ajudar as pessoas que 
são marginalizadas por causa disso 
Padrão intelectual está na média ou abaixo da 
média se não for estimulado da forma correta 
A mudança mais debatida e antecipada é a 
consolidação dos critérios do DSM-IV para 
Autismo - Asperger, transtorno desintegrativo da 
infância, e transtorno invasivo do desenvolvimento 
- sem outra especificidade - em uma categoria 
diagnóstica ÚNICA denominada transtorno do 
espectro autista (TEA) 
No DSM-V isso passou a ser especificado apenas 
para o espectro autista 
Critérios diagnósticos (características que definem 
o paciente com espectro autista): 
 Para o TEA, os novos critérios identificam 
duas categorias principais de sintomas 
para o diagnóstico de TEA, em vez de três 
do DSM-IV, são elas: 
a) déficits na comunicação social e 
interação social; 
b) comportamento restritivo e padrões 
repetitivos 
A partir de dois anos já pode se identificar e desde 
então deve começar a estimular o paciente 
Níveis de severidade (nível de suporte que o 
paciente necessita): 
 Os níveis de gravidade para ambos os 
sintomas principais indicam o nível de 
serviços de suporte requeridos por um 
paciente individual. Os três níveis são: 
a. “ Exige apoio” 
b. “Requerendo suporte substancial” 
c. “Requerendo suporte muito 
substancial” 
Especificadores incluem: 
✓ Gravidade 
✓ Com ou sem deficiência intelectual 
✓ Com ou sem problemas de linguagem 
✓ Associado a condições médicas ou 
genéticas conhecidas ou a fatores 
ambientais 
OBS: O diagnóstico de autismo está aumentando, 
porque os critérios de diagnósticos foram 
AMPLIADOS, a fim de não deixar de ninguém de 
fora, antes era muito subdiagnosticado 
Categoria inclusiva 
O espectro autista engloba transtornos 
anteriormente referidos como autismo infantil de 
início precoce, transtorno invasivo do 
desenvolvimentoN/E, transtorno desintegrativo da 
infância e transtorno (síndrome) de Asperger 
Prejuízos na comunicação e interação social são 
difusos e sustentados 
TEA e déficits na comunicação 
Os déficits latentes variam desde a completa falta 
de fala até atrasos de linguagem, ecolalia ou 
linguagem excessivamente literal (pensamento 
concreto) 
 O uso da linguagem para comunicação social 
recíproca é prejudicado no TEA 
Os déficits na comunicação não-verbal incluem o 
uso ausente, reduzido ou atípico de contato visual, 
gestos, expressões faciais, orientação corporal ou 
entonação → incluem todos os tipos de 
comunicação não verbal que podemos ter 
Defictos de relacionamento interpessoal 
Déficits nas relações interpessoais devem ser 
julgados de acordo com as normas de idade, 
gênero e cultura 
a. Em crianças pequenas, muitas vezes há 
uma falta de brincadeiras sociais 
compartilhadas e a insistência em brincar 
com regras muito fixas → deve ser daquele 
jeito ou não funciona 
b. Dificuldades na compreensão da ironia, 
metáforas e mentiras (pensamento 
concreto) 
c. Às vezes uma preferência por se relacionar 
com pessoas muito mais velhas ou muito 
mais jovens do que elas 
Todos os déficits devem ser avaliados 
considerando as condições sociais e culturais do 
indivíduo 
Não pode rotular as características clínicas sem 
analisar os fatores subjetivos envolvidos 
Estereotipia 
É a parte motora 
Os comportamentos repetitivos estereotipados 
incluem comportamentos motores simples, como 
moedas ou canudos nas mãos, ou fala repetitiva 
Resistência à mudança e tendência a 
comportamento ritualizados → se sair fora do 
padrão, gera muito sofrimento, tudo deve ser 
muito engessado 
Muitos adultos com TEA sem comprometimento 
intelectual ou deficiências de linguagem aprendem 
a suprimir o comportamento repetitivo em público, 
logo, a história da infância de tais sintomas 
DEVEM ser avaliadas 
Indicadores de diagnóstico de TEA 
Os sintomas são normalmente reconhecidos a 
partir do segundo ano de vida 
Deve-se procurar atrasos no desenvolvimento 
inicial ou qualquer perda de habilidades sociais ou 
de idiomas 
Um “sinal vermelho” para o TEA é a deterioração 
dos comportamentos sociais ou o uso da 
linguagem durante os primeiros dois anos de vida 
para alguns indivíduos → como se o indivíduo 
conquistasse uns marcos do desenvolvimento e 
depois “perdesse” eles 
✓ As habilidades conquistadas são 
prejudicadas pelas vias patológicas que 
surgiram depois 
Os primeiros sintomas de TEA envolvem atraso no 
desenvolvimento da linguagem e / ou falta de 
interesse ou interações sociais fora da rotina 
Progressões de desenvolvimento 
TEA não é um distúrbio degenerativo - os ganhos 
de desenvolvimento são típicos na infância tardia 
Apenas uma minoria de indivíduos com TEA vivem 
e trabalham de forma independente na idade 
adulta, e aqueles que evoluem dessa forma 
tendem a ter habilidades linguísticas ou 
intelectuais superiores. 
Diagnóstico diferencial de TEA 
TEA é 4x mais prevalente em homens do que 
mulheres 
Quando um indivíduo apresenta prejuízo na 
comunicação social, mas não comportamento ou 
interesses restritivos e repetitivos, transtorno de 
comunicação social (pragmática) deve ser 
questionado 
Deficiência intelectual é o diagnóstico apropriado 
quando não há aparente discrepância entre o nível 
de habilidades sócio-comunicativas e outras 
habilidades intelectuais 
TDAH deve ser considerado quando os sintomas 
de TDAH excedem os tipicamente vistos em 
indivíduos com idade mental comparável 
Critérios Diagnósticos – DSM – 5 
 
✓ Déficits na comunicação e interação social: 
1, 2 E 3 
✓ Deve ter essas características em diversos 
contextos 
 
✓ Adesão INFLEXÍVEL a rotinas e padrões 
✓ Sofrimento extremo a mudança de 
pensamentos → não é teimosia, é uma 
crença absoluta para ele 
✓ Hipo ou hiper-reatividade a barulhos, luz, 
sensibilidade a determinadas texturas 
✓ Não confundir com deficiência intelectual 
Tratamento 
Abordagem não farmacológica: 
 Necessário fornecer estímulos 
 Precisa de uma Abordagem 
multidisciplinar 
 Comportamental, educacional, psicológica 
✓ Fonoaudiologia 
✓ Psicoterapia 
✓ Terapia Ocupacional 
✓ Fisioterapia 
Abordagem medicamentosa: 
 Para tratar sintomas que causam prejuízo 
funcional ou as comorbidades 
 Combinações são feitas para obter melhor 
resultado terapêutico 
 
a) Tratamento simultâneo com 2 ou mais 
AP (Risperidona, Aripiprazol, 
Ziprasidona): 
 Agitação/irritabilidade 
 Agressividade física 
 Autoagressividade 
 
b) ISRS (Fluoxetina, Citalopram, 
Escitalopram): 
 Comportamentos repetitivos 
 Compulsões 
 
c) Estimulantes (Metilfenidato): 
 Hiperatividade 
 Mesma coisa que usa no tratamento para 
TDAH 
 
d) Agonistas alfa-2 (Clonidina): 
 Desatenção 
 Hiperatividade 
 Impulsividade 
TDAH - Trastorno de Dificit de Atenção / 
Hiperatividade 
É uma condição do indivíduo 
Padrão de desatenção e / ou 
hiperatividadeimpulsividade 
Hiperatividade refere-se a atividade motora 
excessiva 
Impulsividade refere-se a ações que ocorrem sem 
previsão e resultam em um alto potencial de dano 
(processo volitivo comprometido) 
Comportamentos impulsivos podem se manifestar 
como intrusão 
Com a hiperatividade a função psíquica 
prejudicada é a psicomotricidade 
Com a compulsão a função psíquica prejudicada é 
vontade 
Critérios diagnósticos e características associadas 
TDAH começa na infância e os sintomas devem 
estar presentes antes dos 12 anos 
Os sintomas devem estar presentes em mais de 
um ambiente → não somente na escola 
Normalmente, os sintomas variam dependendo do 
contexto dentro de cada ambiente 
Atrasos leves na linguagem, desenvolvimento 
motor ou social geralmente co-ocorrem com o 
TDAH → porque o indivíduo talvez não absorve os 
estímulos que irão favorecer seu 
neurodesenvolvimento 
Características associadas podem incluir baixa 
tolerância à frustração, irritabilidade ou 
instabilidade emocional (ATENÇÃO!!!) → isso 
pode aparecer no transtorno afetivo bipolar 
Hipotenacidade é déficit de atenção 
Distraibilidade é de transtorno do humor 
Prevalência de TDAH 
TDAH ocorre na maioria das culturas em cerca de 
5% das crianças e em cerca de 2,5% dos adultos 
É 2x mais prevalente em homens que em 
mulheres → é decorrente do efeito 
desestabilizador da testosterona 
As mulheres são mais propensas do que os 
homens para apresentar principalmente 
características desatentas 
Padrões de desenvolvimento 
Mais geralmente são diagnosticados em crianças 
O distúrbio é relativamente estável durante a 
adolescência, mas alguns desenvolvem sintomas 
de distúrbio de conduta (ATENÇÃO!!!) → distúrbio 
de conduta é um transtorno do impulso, predispõe 
traços que a criança irá ter na idade adulta 
Na idade adulta, juntamente com desatenção e 
inquietação, a impulsividade pode permanecer 
problemática mesmo quando a hiperatividade 
diminui (ATENÇÃO!!!) 
Diagnóstico diferencial do TDAH 
Com transtorno desafiador de oposição pode ser 
complicado, porque alguns indivíduos com TDAH 
desenvolvem atitudes/respostas secundárias em 
relação a tarefas que são desafiadoras e 
requerem atenção 
O Transtorno Explosivo Intermitente reflete uma 
séria tendência de agressão contra os outros, o 
que não é uma característica clássica do TDAH.  
Crianças com TDAH podem causar mudanças 
significativas no humor no mesmo dia (!!!); tal 
flexibilidade é distinta de um episódio maníaco, 
que deve durar 4 ou mais dias 
O transtorno bipolar é RARO em préadolescentes, 
mesmo quando a irritabilidade grave e a raiva são 
proeminentes. Neste caso, predominam os 
sintomas psicossomáticos 
As crianças com TDAH também podem ser 
diagnosticadas com Transtorno disruptivo da 
desregulação do humor 
DSM – V: critérios de diagnóstico 
 
 
Precisa ter um padrão dedesatenção e/ou 
hiperatividade/impulsividade 
Desatenção é necessário de ter 6 meses e 6 ou 
mais dos sintomas descritos 
Critérios diagnósticos são muito amplos 
É preciso ter um padrão de prejuízo social, 
cognitivo, funcional em pelo menos dois 
ambientes 
Tratamento 
Estimulantes: 
 Metilfenidato (ritalina), Lisdexanfetamina 
(Vevance) 
Antidepressivos: 
 Bupropiona, Venlafaxina 
 Imipramina 
Agonistas alfa-2: 
 Clonidina 
Tratamento do TDAH é continuo, não deve parar 
nas férias, por exemplo 
Transtorno Específico do Aprendizado 
A consolidação de distúrbios de aprendizagem 
separados que apareceram no DSM-IV - distúrbio 
de leitura, desordem matemática e desordem da 
expressão escrita - foram UNIDOS em um 
diagnóstico chamado distúrbio específico de 
aprendizado 
Dificuldades para aprender e usar habilidades 
acadêmicas em leitura, escrita e matemática 
Pode incluir déficits de reconhecimento, 
compreensão e fluência 
Dificuldade de aprender conhecimentos 
acadêmicos específicos 
Os distúrbios de aprendizagem não podem ser 
melhor explicados por deficiência intelectual, 
déficits visuais ou auditivos, deficiências 
neurológicas ou oportunidades educacionais 
inadequadas (!!!) → paciente precisa ter 
PROBLEMA para fazer aquilo, é diferente de 
outros, a pessoa não consegue aprender aquela 
área acadêmica específica 
Especificadores 
Cada área acadêmica que é prejudicada deve ser 
especificada 
A gravidade (leve, moderada, severa) também 
deve ser especificada para cada domínio 
prejudicado 
Se trata de um distúrbio neurológico com uma 
origem biológica que é a base de anomalias a nível 
cognitivo 
Tem certo critério de herdabilidade envolvido 
Considerações diagnósticas de transtornos 
específicos de aprendizagem 
Não é simplesmente uma consequência da falta 
de oportunidade ou de uma instrução inadequada. 
O desempenho do indivíduo nas habilidades 
acadêmicas afetadas está bem abaixo da média 
para a idade 
Eles são tipicamente aparentes nos primeiros 
anos escolares. 
Os distúrbios de aprendizagem específicos afetam 
a aprendizagem em indivíduos que, de outra 
forma, demonstram níveis normais de 
funcionamento intelectual, e podem ocorrer em 
intelectualmente talentosos (celulares, 
computadores, música...) → criança entende tudo 
de computador e não consegue entender 
matemática, por exemplo 
O diagnóstico é feito com base na história médica, 
de desenvolvimento, educacional e familiar 
Um perfil desigual de habilidades acadêmicas é 
comum 
Prevalência e prognóstico 
Os transtornos de aprendizagem afetam de 5 a 
15% das crianças em idade escolar 
A prevalência em adultos é de 4% 
É mais comum em homens do que em mulheres 
(2:1-3:1) 
Distúrbio específico de aprendizagem é vitalício 
A comorbidade com o TDAH é preditiva de pior 
desfecho de saúde mental do que a associada 
sem TDAH 
A instrução individualizada pode melhorar ou 
melhorar as dificuldades de aprendizagem em 
alguns indivíduos 
DSM – V: critérios de diagnóstico 
Os critérios estão presentes no quadro a seguir 
 
 
 
 
Transtornos Motores 
São eles: 
➢ Transtorno do desenvolvimento da 
coordenação 
➢ Transtorno de Movimento Estereotípico 
➢ O Transtornos de Tique 
 
1. Transtorno Do Desenvolvimento Da 
Coordenação 
Adulto estabanado 
Habilidades prejudicadas que exigem 
coordenação motora, interferindo 
significativamente no desempenho de atividades 
diárias (vestir-se, comer, usar ferramentas 
específicas, esportes, etc.); pode afetar 
habilidades motoras grossas e finas 
Normalmente não diagnosticado antes dos 5 anos 
de idade 
Comorbidades: 
 Se a deficiência intelectual está presente, 
as dificuldades motoras são superiores às 
esperadas para a idade mental 
 Tanto o TDAH quanto o TEA podem ser 
diagnosticados com Transtorno do 
Desenvolvimento da Coordenação 
 Problemas de coordenação não são 
melhores atribuíveis à falta de atenção ou 
impulsividade 
 A pessoa realmente tem problema na 
coordenação de movimentos finos ou 
grossos 
 
2. Transtorno do movimento estereotipado 
Comportamento motor repetitivo, aparentemente 
dirigido e sem propósito 
Especifique com ou sem comportamento 
autoagressivo 
Especifique com uma condição médica conhecida, 
desordem de neurodesenvolvimento ou fator 
ambiental 
Especifique se é leve, moderado ou grave 
Diagnóstico diferencial: 
 Quando o TEA está presente, o distúrbio 
do movimento estereotípico é 
diagnosticado somente quando há 
autolesão ou os comportamentos pré-
estereotipados são o foco do tratamento 
 Os estereótipos têm uma idade de início 
mais precoce (antes dos 3 anos) do que os 
tiques, que têm uma idade média de início 
entre os 5-7 anos) 
 Eles são mais consistentes e fixados em 
seus padrões em comparação com os 
tiques 
 
3. Transtorno de Tique 
Pode ser: 
✓ Síndrome de Tourette 
✓ Transtorno de Tique Motor ou Vocal 
Persistente 
✓ Transtorno de Tique Transitório 
O diagnóstico de qualquer transtorno do tique é 
baseado na presença de sintomas motores e/ou 
vocais 
DSM-V os critérios de diagnóstico estão no quadro 
abaixo: 
 
✓ Movimento rápido, repentino, recorrente e 
não ritmado 
Diagnóstico diferencial: 
 Os sintomas de tiques não podem ser 
atribuídos aos efeitos fisiológicos de uma 
substância ou de outra condição médica. 
 Ter encontrado previamente critérios 
diagnósticos para o distúrbio de Tourette 
nega um possível diagnóstico de tiques 
persistentes ou distúrbio de tiques vocais. 
 Diferenciar os tiques dos comportamentos 
de TOC pode ser difícil, mas o TOC 
geralmente tem uma motivação baseada 
na cognição e requer comportamentos 
repetidos igualmente em ambos os lados 
do corpo 
 Os comportamentos aparecem mais 
direcionados para objetivos. (pensamentos 
obsessivos e rituais compulsivos 
objetivando a neutralizar ou diminuir a 
ansiedade provocada por tais 
pensamentos) 
 
a) Transtorno de Tourette (Síndrome de Gilles 
de la Tourette) 
 De la Tourette notou em diversos pacientes 
uma síndrome que incluía múltiplos tiques 
motores, coprolalia e ecolalia 
 Tiques vocais simples: tossir, pigarrear, 
grunhir, fungar, roncar e latir 
 Tiques vocais complexos: repetição de 
palavras ou frases fora de contexto, coprolalia 
(uso de palavras ou frases obscenas), palilalia 
(uma pessoa repetindo suas palavras) e 
ecolalia (repetição da última palavra ouvida de 
outros) 
 Tiques motores simples: contrações 
repetitivas rápidas de grupos musculares de 
funcionalidade semelhante – por exemplo, 
piscar os olhos, puxar o pescoço, dar de 
ombros e contrair o rosto 
 Tiques motores complexos: parecem ser mais 
propositados e ritualísticos do que simples 
tiques. Os mais comuns são cuidados com a 
aparência, cheirar objetos, pular, 
comportamentos de toque, ecopraxia 
(imitação de comportamento observado) e 
copropraxia (exibição de gestos obscenos) 
 Metade a dois terços das crianças com 
transtorno de Tourette exibem redução ou 
completa remissão dos sintomas de tique 
durante a adolescência 
 Mais de metade das crianças com Tourette 
também se enquadram nos critérios para 
TDAH 
 Relação entre transtorno de Tourette e TOC: 
20 a 40% dos pacientes com o primeiro 
enquadrando-se em todos os critérios para o 
segundo 
 Até metade de todos os pacientes com 
transtorno de Tourette tem TDAH, e até 40% 
das pessoas com a síndrome também têm 
TOC * 
 Disfunção em núcleos da base (como no TOC) 
 Tratamento: 
✓ Psicoterapia 
✓ Haloperidol 
✓ Pimozida 
✓ Risperidona 
✓ Aripiprazol 
✓ Clonidina 
✓ Topiramato 
✓ THC 
✓ CZP 
✓ Boto 
 
Ana Clara Milagres 
Transtornos do Neurocognitivos 
Epidemiologia 
População brasileira (e do mundo) está 
envelhecendo → inversão da pirâmide 
demográfica 
Em 2030 haverão cerca de 70 milhoesde idosos 
nos EUA (referências dos estudos) → Hoje 
existem aproximadamente 35 milhões. 
Prevalência de demência em +65 anos: 6-8% 
Prevalência de demência em +80 anos: 30% 
O tipo mais comum é demência de Alzheimer 
Terminologia 
Derivado do latim (demens = louco) 
Em psiquiatria, o termo utilizado “demência” foi 
substituído por “transtorno neurocognitivo” 
Início precoce – início antes dos 60 anos, 
geralmente familiar, cujo tipo mais comum é a 
demência frontotemporal 
Início tardio – depois dos 60 
Diagnóstico: Critérios do DSM-V para 
Transtornos Neurocognitivos 
Para fazer o diagnóstico precisa ter A e B 
A. Evidência de declínio significante de 
performance em comparação com um nível 
prévio em um dos domínios: 
 Aprendizado e memória 
 Atenção 
 Linguagem 
 Percepção/motricidade 
 Funções executivas 
 Inteligência social 
Paciente que tem problema de reconhecimento 
dos objetos, agnosia, começa a perceber que o 
paciente está com algum déficit cognitivo 
É necessário ter declínio de perfomace 
B. O deficit cognitivo interfere na prática de 
atividades cotidianas. Pode ser necessária 
assistência para atividades instrumentais 
complexas ou atividades da vida diária (pagar 
contas) → declínico PROGRESSIVO que 
causa prejuízo functional 
 
Geralmente o paciente percebe depois e a família 
percebe antes 
C. Os deficits não ocorrem no contexto de um 
delirium 
D. Tais deficits não são justificados por outro 
transtorno 
OBS: Quanto mais cedo o diagnóstico, melhor o 
prognóstico 
A evidência de declínio deve ser constatada pelo 
indivíduo, ou por um informante, ou pelo médico, 
preferencialmente documentada por testes 
neuropsiológicos. 
Subtipos 
Início precoce: antes dos 60, mais comumente 
demência frontotemporal. 
✓ Forte correlação genética 
✓ Tendência a rapida progressão 
Início tardio: depois dos 60 
✓ Representa a maioria dos casos 
Síndromes Comumente Encontradas nas 
Demências 
Afasia, apraxia, agnosia 
Comprometimento de funções executivas: 
dificuldade em planejar, iniciar sequenciar, 
monitorar, ou em interromper comportamentos ou 
atitudes complexas 
Tudo isso contribui para uma perda na capacidade 
de realizar atividades instrumentais na vida diária 
(AVDs) 
Afasia 
Problemas na linguagem; compreensão 
Habilidade para iniciar ou manter conversas 
Sintaxe e gramática intacta, mas diálogo vago, 
com frases pouco específicas (“aquilo, aquele 
negócio…”) 
Tardiamente a linguagem pode ficar severamente 
prejudicada, como com mutismo ou ecolalia 
Pessoa perde capacidade de indentificar objetos e 
situações 
Palavras e frases que fazem referência vagas 
Apraxia 
Praxe: pragmatismo 
Falta de habilidade em executar atividades 
motoras previamente capazes de serem 
executadas (mas mantém a motricidade 
preservada; prejuízo apenas na 
execução/elaboração de movimentos 
coordenados) 
Comprometimento para realização da atividades 
diárias 
Contribuem para o prejuízo na realização das 
AVDs 
Não tem prejuízo psicomotor propriamente dito, 
porque não tem prejuízo motor, mas prejuízo 
cognitive 
Agnosia 
Gnose: reconhecimento 
Falta de habilidade em reconhecer ou identificar 
objetos mesmo com a sensopercepção 
preservada 
✓ Ocorre mais comumente nas fases tardias 
✓ Pode ser visual ou tátil 
Funcionalidade 
As atividades da vida diária (AVD), são: 
 Banho 
 Vestir-se 
 Arrumar-se 
 Higiene 
 Micção 
 Locomoção 
As atividades instrumentais da vida diária (AIVD), 
são: 
 Usar telefone 
 Viajar 
 Comprar 
 Preparar refeições 
 Atividades domésticas 
 Administrar medicações 
 Administrar o dinheiro 
O indivíduo pode ter deficiência nesses dois 
Declínio cognitivo associado a sintomas 
neuropsiquiátricos (alterações no afeto, 
sensopercepção, psicomotricidade, juízo de 
realidade) → aumento da dependência de 
terceiros e eventualmente à institucionalização 
Paciente que tem AIVD E AVD tem dendência a ir 
para ambientes asiliares → porque os pacientes 
precisam de cuidados de terceiros 
 
Transtorno Cognitivos na Atenção Básica 
Paciente com problemas cognitivos surge na 
unidade básica de saúde → o que deve fazer? 
Conduta: 
 História completa (médica, psiquiátrica, 
neurológica…) 
 AVD OU AIVD estão comprometidas? 
 Exame físico/neurológico 
 Testes cognitivos 
 Exames laboratoriais e de imagem (excluir 
causas reversíveis) 
 Considerar teste neuropsicológico ou 
referenciar para psiquiatra/neurologista 
 Determinar a etiologia / diagnóstico 
 Tratar (ou encaminhar) 
É importante fazer exame neurológico direcionado 
O transtorno que é possivelmente reversível é o 
delirium → exames laboratoriais e de imagem é 
para exclui-lo 
Ao chegar esse tipo de paciente é importante 
saber quando começou, saber a evolução 
completa do déficit cognitivo 
Indivíduo com infecção urinária pode ser um 
quadro de delirium 
Testes Cognitivos 
Esses testes são para avaliar a função cognitive 
Os tipos são: 
➢ Mini-mental 
➢ Montreal Cognitive Assessment (MoCA) 
➢ Mini-Cog – teste do relógio + 
memorização de 3 palavras 
Mini-mental 
Teste rápido 
Útil para documentar o estado inicial 
Pode acompanhar a evolução ao longo do tempo 
No Alzheimer, o paciente geralmente perde 3 
pontos por ano 
Atentar para falsos positivos em pacientes com 
baixa escolaridade 
✓ Baixa escolaridade → falso positivo 
Atentar para falsos negativos em pacientes com 
alto nível funcional pré-mórbido 
Pontuação: 
➢ Sem estudo: <18 
➢ Pelo menos 4 anos de estudo: <24 
➢ Com 11 anos de estudo ou mais: <28 
 
✓ É fácil de calcular 
✓ Total de 30 pontos 
✓ Avalia: qual dia da semana, dia do mês, 
qual ano, qual local específico, o tipo de 
instituição, bairro, rua próxima 
✓ Pede o paciente repetir 3 palavras 
distintas 
✓ 
MoCA 
Compreensível, mas não de fácil aplicação 
Ideal para aqueles com alto nível de performance 
pré-mórbido 
Mocatest.org 
Para o brasil esse teste é inválido → ensino falho, 
logo, mistura deficit cognitive com prejuízo do 
ensino 
Mini-Cog 
Instruir o paciente a ouvir atentamente e a 
memorizar 3 palavras diferentes 
✓ Ex.: banana, cadeira, feliz (vaso, carro e 
tijolo) 
Não faz pegadinha, pede para o paciente ouvir 
bem atento 
Pedir o paciente para desenhar um relógio, e 
depois de colocados os números, pedir para 
desenhar os ponteiros em um horário 
Pedir o paciente para evocar as 3 palavras 
memorizadas 
É possível fazer esse teste dentro do mini mental 
Não especifica tanto qual é o deficit → tratamento 
é o mesmo 
Pontuação do Mini-Cog: 
 
 
 
Avalia: psicomotricidade, atenção e memória 
Exames Realizados 
Exames laboratoriais: 
 Bioquímica 
 Hemograma 
 Transaminases 
 TSH: problemas da tireóide podem causar 
delirium 
 B12, ácido fólico, 25OHD (vitamina D) 
 VDRL (síflis), HIV 
 Outros de acordo com o exame clínico 
Exames de imagem: 
 TC de crânio sem contraste É O PADRÃO 
 RNM caso suspeite de demência vascular 
→ é possível ver o comprometimento 
antigo e o atual 
 SPECT ou PET – usualmente não está 
indicado 
Quadros Demenciais “Reversíveis” 
Dentre eles temos: 
 Toxicidade de substâncias 
 Alterações metabólicas 
 Hidrocefalia de pressão normal: alteração 
de pressão dos ventrículos → faz TAP 
teste e retíra o liquor 
 Efeito de massa (tumor, hematoma 
subdural) 
 Infecção (meningite, sífilis) 
 Transtorno endocrinometabólico (tireóide, 
paratireóide) 
 Carências nutricionais (B12, tiamina, ácido 
fólico) 
 Outros (DPOC, doenças hepáticas, 
apnéia…) 
Apenas 9% são potencialmente reversíveis 
Apenas 0,6% são totalmente reversíveis com o 
tratamento 
Essas porcentagens são de todos os transtornos 
cognitivoa 
Síndromes Demenciais 
São elas: 
✓ Doença de Alzheimer 
✓ Demência (doença) cerebrovascular 
✓ Demência por Corpos de Lewy 
✓ Demência na Doença de Parkinson 
✓ Demência Fronto Temporal 
✓ Demênciasmistas 
✓ Korsakoff, CJD 
Doença de Alzheimer 
Início insidioso, progressão gradual, incidência 
relacionada à idade 
Problemas com a memória de curto prazo na 
apresentação inicial 
Causa mais comum das demências 
É “fácil” diagnóstico → muitas pessoas recebem 
diagnóstico sem de fato ter a doença 
Diagnóstico definitivo baseado na análise 
histopatológica dos compexos neurofibrilares e 
placas senis → baseado na análise de biópsia 
(mas não é feito, é pós morte) 
Aumento do número de casos porque a população 
está envelhecendo mais 
Geralmente o paciente more por sepse, IR, 
pneumonia 
Etiologia 
Bioquímica caracterizada por deficiência de 
acetilcolina afetando cortex, amigdala e 
hipocampo. 
Análise do LCR (liquid cefalorradiquiano) com 
comprovação de beta-amilóide e tau fosforilada É 
OBRIGATÓRIA (2018) 
Em uma minoria dos casos há herança 
autossômica dominante ligada aos cromossomos 
1, 4 ou 21 (início precoce) 
Gene da apolipoproteina E, codificada no 
cromossomo 19, quando homozigoto no alelo E4, 
aumenta o risco para Alzheimer de início tardio 
Curso da doença 
Leve (mini-mental 20-24) – primariamente deficits 
na memória e capacidade visuoespacial, leve 
comprometimento nas funções executivas 
Moderado (11-20) – afasia mais pronunciada, 
apraxia, prejuízo nas AIVDs, pode necessitar de 
assistência com as AVDs, frequentemente 
apresenta sintomas neuropsiquiátricos. 
Severa (0-10) – prejuízos na linguagem, 
manifestações neuropsiquiátricas mais 
pronunciadas, sintomas neurológicos (rigidez, 
incontinência, disfagia, distúrbios na marcha) 
Morte 8-12 anos após o diagnóstico (NEM 
SEMPRE) 
Institucionalização comum com o aumento dos 
sintomas neuropsiquiátricos, perda de capacidade 
para as AVDs, estresse do cuidador 
Demência vascular 
10-20% dos casos de demência (10-15% casos de 
doença de Alzheimer na verdade são MISTOS – 
vascular + Alzheimer) 
Comum em pacientes com DM, DCV 
Os critérios utilizados são clínicos, definidos pela 
presença de: 
✓ Quadro demencial 
✓ Doença cerebrovascular (sinais focais em 
exames de neuroimagem ou evidências de 
doença cerebrovascular) 
✓ Relação entre os dois itens: 
a) Início do quadro demencial dentro de 3 
meses desde um AVC documentado 
e/ou 
b) Deterioração abrupta nas funções 
cognitivas ou em “degraus”, com 
progressão flutuante dos deficits 
cognitivos 
É muito comum confundir o diagnóstico com 
Alzheimer 
Isso porque os sintomas são muito variados, 
vagos 
Subtipo Cortical 
Sintomas relacionados às áreas afetadas pelos 
infartos: 
 Fronto-medial: funções executivas, 
hipobulia, or apatia. 
 Parietal esquerdo: afasia, apraxia, ou 
agnosia. 
 Parietal direito: heminegligência, confusão, 
agitação, deficit visuoespacial. 
 Temporal medial: amnesia anterógrada 
Subtipo Subcortical 
Menos sintomas na memória 
Classico caso do idoso envelhecendo 
Infartos lacunares e isquemia crônica na 
substância branca: 
 Sinais motores focais 
 Presença precoce de distúrbios na marcha 
 História de desequílíbrio e quedas 
 Alteração na frequência urinária, urgência 
e outros sintomas urinários 
 Paralisia pseudobulbar (labilidade 
emocional + disartria, disfonia e disfagia) 
 Alterações na personalidade e no humor: 
hipobulia, apatia, depressão, incontinência 
emocional 
 Transtorno cognitivo caracterizado por 
deficit relativamente leve na memória, 
retardo psicomotor, e funções executivas 
anormais 
Demência por Corpos de Lewy 
4-33% dos casos de demência são por corpos de 
Lewy (quando há autópsia, maior frequência é 
encontrada) 
A presença dos corpos de Lewy é sinal 
fundamental 
Difícil diagnosticar, especialmente nos casos 
mistos 
Diagnóstico é primordial devido às 
particularidades do tratamento! → precisa 
diagnosticar 
O paciente apresenta sinais neurolépticos 
Diagnóstico 
Apresentação clínica é flutuante 
Demência 
Presença de flutuação na cognição/no estado de 
alerta, parkinsonismo, e alucinações visuais 
Achados sugestivos são distúrbios no sono REM 
(pesadelo, choro, chutes e socos), sensibilidade 
importante a neurolépticos, e baixa captação de 
dopamina nos núcleos da base (SPECT ou PET) 
Quedas, síncope, disfunção autonômica, 
depressão, delírios são comuns mas NÃO 
patognomônicos 
Diferença do paciente com Alzheimer do paciente 
com doença de Lewy: 
 
✓ Atrofia do hipocampo 
✓ Presença da tromba do elefante 
Demência na Doença do Parkinson 
31-41% dos pacientes com Doença de Parkinson 
têm quadro demencial 
Teoria da disfunção colinérgica envolvida 
Caracterizada por disfunção executiva, 
comprometimento visuoespacial, prejuízos na 
memória verbal, alucinações visuais 
Paciente apresentar parkisonismo em evolução e 
durante o desenvolvimento da doença pode 
apresentar deficit cognitive 
Demência Frontotemporal 
Também conhecida como doença de Pick 
Outro tipo é afasia progressiva 
Usualmente de início precoce (40-60 anos) 
Comprometimento da memória NÃO é comum no 
início, mas pode acontecer 
Imagem caracterizada por franca atrofia fronto-
temporal ou por diminuição do metabolismo nos 
lobos fronto-temporais nas imagens funcionais 
Mas essa caracteristica também pode ser 
encontrado no transtorno depressivo maior → 
achados inespecíficos 
“Walnut brain” 
 
✓ Atrofia cortical 
✓ Aumento dos sulcos 
Características comportamentais da demência 
fronto-temporal 
I) Aspectos nucleares do diagnóstico: 
 Início insidioso e progressão gradual 
 Declínio precoce nas relações sociais 
 Comprometimento precoce na regulação 
das condutas 
 Embotamento afetivo precoce 
 Perda precoce na autopercepção (insight) 
 
II) Aspectos que enfatizam o 
diagnóstico (secundários): 
 Desordem comportamental – declínio na 
higiene, pensamento concreto, 
distraibilidade, hiperoralidade. 
 Alterações na fala e na linguagem – 
estereotipias, ecolalia, mutismo 
 Sinais físicos – reflexos primitivos, 
incontinência, rigidez, tremor… 
 EEG normal, anormalidades 
predominantes nas imagens dos lobos 
frontais e temporais anteriores 
Tratamento 
É necessário: 
 Definir a disfunção cognitiva 
 Definir os sintomas neuropsiquiátricos 
 Definir as necessidades de cuidador e as 
relações entre paciente e cuidador 
 Abordar o ambiente/rotina de vida do 
paciente 
Quando o paciente fica na mesma rotina, melhora 
o prognóstico 
Tratamento da Disfunção Cognitiva 
Inibidores da acetilcolinesterase – utilizados em 
todos os estágios da doença de Alzheimer; quanto 
mais precoce, melhor (mas não tanto no 
comprometimento moderado/avançado) 
Memantina – para estágios moderados e 
avançados da doença 
NÃO se usa inibidores da acetilcolinesterase na 
doença frontotemporal 
Considerar abordagens cognitivas 
multidisciplinares (treinamento, reabilitação, 
estimulação) 
Exercícios físicos!!! 
Dieta do mediterrâneo tem a melhor evidência 
Atenção aos efeitos adversos. Inibidores da 
acetilcolinesterase causam bradicardia, diarreia, 
nausea → ajuste gradual da dosagem 
recomendado. 
Memantina é relativamente livre de tais efeitos 
adversos 
Ajustar a dose de acordo com a função hepatica e 
renal 
Sintomas Neuropsiquiátricos 
Os sintomas são: 
 Agitação (psicomotricidade) 
 Agressividade 
 Depressão (afetividade) 
 Ansiedade (afetividade) 
 Psicoses (sensopercepção e juízo de 
realidade/pensamento) 
Tais sintomas afetam tanto o paciente quanto o 
cuidador 
Agitação e agressividade são os principais 
motivos para hospitalização/institucionalização. 
Suporte ao cuidador e psicoeducação podem 
prevenir tais desfechos 
Tratamento dos sintomas neuropsiquiátricos 
Tratamento não farmacológico deve ser a primeira 
abordagem, logo, deve-se: 
 Afastar causas psiquiátricas e 
medicamentosas de agitação psicomotora 
 Identificar fatores precipitantes para 
ansiedade e agitação psicomotora 
 Ensinar aos cuidadores como lidar com a 
situação Resolver as necessidades ainda não 
abordadas do paciente 
 Permitir ao paciente permanecer 
independente (o quanto possível) 
provendo auxílio para realizar as AVDs 
Utilizar as medicações quando os métodos não 
farmacológicos falharem, ou quando há riscos (p. 
ex. violência, agressividade) 
Tratamento da agitação psicomotora 
Inibidores da acetilcolinesterase e memantina – 
não muito eficazes quando há necessidade de 
efeito rápido 
Antipsicóticos atípicos (não aprovados pelo FDA, 
aumenta o risco de mortalidade – mas há alguma 
eficácia) 
Antidepressivos – citalopram (considerar 
prolongamento do QT), trazodona 
Carbamazepina – não muitas evidências 
(considerar efeitos adversos e interações) 
Propranolol, prazosina – evidência muito limitada, 
mais promissora com a prazosina (considerar 
risco de quedas) 
Benzodiazepínicos – uso em ultimo caso 
Tratamento da depressão e sintomas psicóticos 
• Antidepressivos para a depressão nas 
demências são controversos. Há pouca 
evidência no tratamento do humor ansioso. 
• Para depressão grave ou risco de suicídio, 
considerar hospitalização e ECT 
• Tratamento de delírios e alucinações nem 
sempre são necessários – mas quando 
houver necessidade, iniciar AP atípicos 
lentamente e gradualmente 
• Usar quetiapina preferencialmente na 
doença de Lewy e na demência por 
Parkinson → porque tem menos efeito 
extra pyramidal 
Outras opções de tratamento para sintomas 
neuropsiquiátricos> 
• Psicoterapia, exercícios físicos, atividades 
prazerosas, terapias de grupo… 
• Minimizar mudanças de cuidadores e de 
ambientes 
• Musicoterapia está ganhando força como 
intervenção (baseada em fortes 
evidências) para o tratamento, inclusive da 
ansiedade 
 
 
Considerações finais 
É primordial o diagnóstico dos transtornos 
neurocognitivos 
Sempre obtenha o feedback dos cuidadores, e 
forneça-os suporte e educação 
Avaliar as funções cognitivas é fundmental 
Tratamento precoce preserva a funcionalidade 
Diagnóstico correto evita desfechos desfavoráveis 
– como medicar com haloperidol pacientes com 
doença por corpos de Lewy 
Sintomas neuropsiquiátricos são melhor 
abordados com estratégias não farmacológicas. 
Usar medicações para ansiedade e agitação 
psicomotora quando não houverem alternativas. 
 
 
 
 
Revisão Saúde Mental – P2 
Transtornos Neurocognitivos 
Transtornos das síndromes? 
Diferença de delirium x delírio: 
 Delirum: síndrome psicorgânica de causa 
irreversível 
 Delírio: alteração do pensamento (função 
psíquica) 
Critérios do DSM-V para Transtornos 
Neurocognitivos 
Subtipos de transtornos: 
 Inicio precoce  antes dos 60, pior 
evolução, forte relação genética 
 Inicio tardio  maioria dos casos, maior de 
60 anos, evolução lenta 
As síndromes demenciais:??? 
Causas reversíveis do delirium: 
 Toxicidade de substâncias 
 Alterações merabólicas 
 Hidrocefalia de pressão normal 
 ... 
Doença de Alzheimer: 
 Afeta principalmente a memória 
 Inicio insidioso 
 Progressão gradual 
 Função psíquica prejudicada: MEMÓRIA 
(principalmente recente) 
 Memória remota é menos prejudicada 
 Como é feito o diagnóstico  
 É o mais comum 
Demência por Corpos de Lewy: 
 Corpos de lewy é essencial para 
diagnóstico 
 Muito difícil de diagnosticar 
 PARTICULARIDADE no tratamento  
sensibilidade aos NEUROLÉPITICOS (por 
isso é essencial diagnosticar) 
 Apresentação clínica FLUTUANTE 
Demência frontotemporal: 
 Doença de Pick 
 Rapidamente progressiva 
 Principalmente sintomas 
COMPORTAMENTAIS 
 No início não há comprometimento da 
MEMÓRIA 
Transtornos Dissociativos 
Comum em pacientes que sofreram TRAUMAS e 
eventos estressores 
Quanto MAIS longe do evento estressor, menor os 
sintomas 
Necessário saber diferenciar esses 
transtornos!!!!!!!!! 
Transtorno Dissociativo de Identidade 
 Alteração na identidade do EU e 
personalidade 
 Filme: Fragmentado 
 Raramente isso é identificável pelo 
indivíduo  não percebe que está 
acontecendo 
 NÃO exibe abertamente a descontinuidade 
da identidade por períodos prolongados 
 Tratamento: reunir todas as facetas da 
pessoa em um único indivíduo 
Amnésia Dissociativa 
 Incapacidade de recordar informações 
autobiográficas importantes 
 Pode se apresentar com fuga dissociativa 
 Não percebem ou apenas parcialmente 
seus problemas de memória 
 Fuga dissociativa: indivíduos andam pelas 
ruas ou estradas “procurando por coisas 
das quais se lembre” 
Transtorno de 
Despersonalização/Desrealização 
 Indivíduo sentindo FORA de si ou com 
ESTRANHEZA de si = 
despersonalização 
 Distanciamento em relação ao 
ambiente ao redor = desrealização 
 Para conferir deve fazer teste realidade 
Ex de questão: cite dois exemplos de transtornos 
dissociativos e diferencie-os 
Transtorno de Sintoma Somáticos 
Indivíduo tem o sintoma, mas esses são 
AMPLIADOS, exagerados 
Pessoa sofreu algum evento estressor (mesmo 
que subjetivo) e a percepção de algum sintoma 
passa a ser exagerada 
Pode ser um GRUPO de sintomas 
Causam ansiedade 
Prejuízo social, funcional e sofrimento intenso 
Causa muita preocupação 
Tratamento: psicoterapia, ISRS, ATIVIDADES 
FÍSICAS, benzodiazepínicos 
Transtorno de Ansiedade e Doença 
Paciente tem preocupação de CONTRAIR uma 
doença grave 
Sintomas não estão presentes 
Preocupação excessiva e desproporcional em 
relação a saúde pessoal 
É o indivíduo hipocondríaco 
Existe dois tipos: 
 Busca de cuidado: consultas frequentes, 
procura sempre, faz múltiplos exames 
 Evitação de cuidado: medo de procurar 
ajuda e achar alguma alteração 
Espectro da Esquizofrenia 
Sintomas positivos: delírios, alucinações 
Sintomas negativos: alogia, embotamento afetivo, 
abulia, ... 
Sintomas agressivos/hostis 
Sintomas de humor 
Sintomas motoros 
Sintomas cognitivos 
NÃO EXIGE A PRESENÇA DE SINTOMAS 
BIZARROS 
Diferença entre o transtorno psicótico breve, 
transtorno esquizofreniforme, esquizofrenia: 
critério temporal e prejuízo FUNCIONAL (não tem, 
pode ter, tem)  satisfazem o critério A de 
diagnóstico de Esquizofrenia 
Critério de diagnóstico de Esquizofrenia 
Pode ter esquizofrenia sem delírio e sem 
alucinação 
Hipótese dopaminérgica 
 Via mesocortical: sintomas negativos e 
cognitivos, disfunção executiva 
 Via mesolímbica: sintomas positivos: 
alucinações, delírios, agitação 
psicomotora 
 Via Nigroestiatal: está envolvida na 
regulação do movimento, hipoatividade 
(Parkinson, rigidez, bradicinesia, 
tremores, acatisia, dsitonia) 
 Via tuberoinfundilar?/ 
Antipsicótios típicos: 
 Primeira geração 
 Alta potência e baixa potência 
Antipsicótios atípicos 
 Segunda geração 
 São antagonistas da serotinina e da 
dopamina 
 Clozapina  usa em casos refratários 
porque funcionam melhor no cérebros que 
já foram modulados 
 Afetam a neurotrasmissão de dopamina e 
da serotonina nas quatro principais vias 
dopaminérgicas no cérebro 
Tratamento da esquizofrenia  já tem no trabalho 
Clozapina: 
 Iniciar dose BAIXA 
 Devido aos efeitos adversos de sedação, 
hipotensão e AGRANULOCITOSE 
 Se tiver agranulocitose deve SUSPENDER 
o tratamento  deve suspender devagar 
se a dose for maior que 100mg 
 Esquema terapêutico!!!!!!!!!!! 
 Deve avaliar os níveis de neutrófilos, 
leucócitos, plaquetas 
Síndrome Neuroléptica Maligna 
 Acontece por uso de neurolépticos 
 Rigidez muscular severa, hipertemia, 
febre, leucocitose, aumento das 
trasaminases hepáticas 
 Aumento SIGNIFICATIVO de CPK 
 Possível causa: bloqueio súbito dos 
receptores D2 
 Diminuição do ferro sérico 
 Tratamento: suporte de vida 
Transtornos do Neurodesenvolvimento do 
SNC 
Depende de fatores: 
 Biólogicos 
 Fatores emocionais 
 ??? 
Deficiência intelectual 
 Definição é importante 
Transtorno do espectro autista 
 Critérios diagnósticos: déficits na 
comunicação sociale interação social e 
comportamentos restritivos e padrões 
repetitivos 
 Se for só A  TRANSTORNO DA 
COMUNICAÇÃO PRAGMÁTICA 
 Não entende linguagem NÃO verbal 
 Sintomas reconhecidas durante o segundo 
ano de vida 
 Estar atento a QUALQUER perda de 
habilidade social ou de idioma 
 NÃO é um distúrbio degenerativo 
 Possível recuperar com alguns estímulos 
 A e B 
 Tratamento: estímulo PRECOCE, 
abordagem multidisciplinar 
 Abordagem medicamentosa: tratamento 
simultâneo com 2 ou mais AP, ISRS, 
estimulantes, agonistas alta-2 
TDAH 
 Padrão de desatenção e/ou hiperativade-
impulsivividade 
 Déficit de atenção = hipotenacidade 
 Começa na infância e os sintomas devem 
estar presentes antes dos 12 anos 
 Sintomas devem estar presentes em mais 
de um ambiente 
 Características associadas podem incluir 
baixa tolerância a ???? 
 Tratamento: estimulantes, 
antidepressivos, agonistas alfa-2

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