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<p>Técnico em</p><p>Enfermagem</p><p>Módulo I</p><p>ANATOMIA E</p><p>FISIOLOGIA</p><p>Introdução</p><p>� A anatomia pode ser considerada uma ciência que estuda</p><p>macroscopicamente a constituição do corpo humano pela</p><p>dissecação de peças de cadáveres já fixadas com soluções</p><p>apropriadas. A palavra é de origem grega, que significa ana = em</p><p>partes; tomein – cortar.</p><p>� Os sistemas que, em conjunto, compõem o organismo do</p><p>indivíduo são os seguintes: Sistema tegumentar, sistema</p><p>esquelético (ossos, músculos e articulações), o sistema digestivo,</p><p>sistema respiratório, circulatório, sanguíneo, urinário, genital</p><p>feminino e masculino, nervoso, sensorial e endócrino.</p><p>Sistemas do corpo Humano</p><p>Composição do Organismo</p><p>� De acordo com Thibodeau; Patton (2002), o organismo humano</p><p>consiste em um complexo conjunto de órgãos agrupados em</p><p>aparelhos ou sistemas. Os órgãos são formados por pequenas</p><p>unidades vivas chamadas células.</p><p>� Todas as células do organismo humano necessitam de um</p><p>suprimento de oxigênio e outros nutrientes para obter energia,</p><p>para manter sua integridade estrutural e para sintetizar as</p><p>substâncias essenciais a sua função e a do organismo.</p><p>Composição do Organismo</p><p>� A produção de energia, a regulação da atividade celular e a</p><p>síntese de substâncias são realizadas mediante reações</p><p>químicas, e o conjunto destas reações químicas que ocorrem no</p><p>organismo é chamado de metabolismo. As reações químicas</p><p>intracelulares produzem substâncias (resíduos ou catabólicos),</p><p>entre as quais o dióxido de carbono, que necessitam ser</p><p>eliminados porque o seu acúmulo leva à disfunção celular e</p><p>finalmente à morte celular.</p><p>� Tanto o suprimento de oxigênio e nutrientes quanto à retirada</p><p>dos resíduos é feita pelo sangue. O sangue se abastece de</p><p>oxigênio e se desfaz do dióxido de carbono nos pulmões e se</p><p>abastece de nutrientes por meio da absorção de alimentos</p><p>digeridos no tubo digestivo.</p><p>Composição do Organismo</p><p>� Certas células são mais dependentes de um suprimento</p><p>contínuo de oxigênio do que outras: as fibras musculares</p><p>cardíacas toleram apenas alguns segundos sem oxigênio,</p><p>enquanto os neurônios cerebrais podem suportar de 4 a 6</p><p>minutos.</p><p>� Algumas outras células podem passar períodos maiores sem</p><p>oxigênio e ainda assim sobreviverem como as células</p><p>musculares e da pele, por exemplo. A falta de oxigênio por um</p><p>tempo acima do tolerável leva à morte celular que, por</p><p>conseguinte leva à morte de órgãos e finalmente à morte do</p><p>organismo.</p><p>Divisão do Corpo Humano</p><p>Esqueleto humano</p><p>Divisão do Corpo Humano</p><p>� Cabeça:</p><p>A cabeça é dividida em duas partes: crânio e face. Como preconiza</p><p>Lacerda (2009), uma linha imaginária passando pelo topo das</p><p>orelhas e dos olhos é o limite aproximado entre estas duas regiões.</p><p>O crânio contém o encéfalo no seu interior, na cavidade craniana.</p><p>A face é a sede dos órgãos dos sentidos da visão, audição, olfato e</p><p>paladar e abriga as aberturas externas do aparelho respiratório e</p><p>digestivo.</p><p>Divisão do Corpo Humano</p><p>� Tronco:</p><p>O tronco é dividido em pescoço, tórax e abdome, conforme</p><p>descrito a seguir.</p><p>� Pescoço:</p><p>O pescoço contém várias estruturas importantes. É suportado pela</p><p>coluna cervical que abriga no seu interior a porção cervical da</p><p>medula espinhal. As porções superiores do trato respiratório e</p><p>digestivo passam pelo pescoço em direção ao tórax e abdome. O</p><p>pescoço contém, ainda, vasos sanguíneos calibrosos, que são</p><p>responsáveis pela irrigação da cabeça.</p><p>Divisão do Corpo Humano</p><p>� Tórax:</p><p>Quanto ao tórax, o seu interior, na chamada cavidade torácica,</p><p>contempla a parte inferior do trato respiratório (vias aéreas</p><p>inferiores), os pulmões, o esôfago, o coração e os grandes vasos</p><p>sanguíneos, que chegam ou saem do coração. É sustentado por</p><p>uma estrutura óssea da qual fazem parte a coluna vertebral</p><p>torácica, as costelas, o esterno, as clavículas e a escápula.</p><p>Divisão do Corpo Humano</p><p>� Abdome:</p><p>O abdome está separado internamente do tórax pelo músculo</p><p>diafragma e contém basicamente órgãos do aparelho digestivo e</p><p>urinário. Possui grandes vasos no seu interior, que irrigam as</p><p>vísceras abdominais e os membros inferiores.</p><p>Variação Anatômica e Normal</p><p>� Uma vez que anatomia utiliza como material de estudo o corpo</p><p>do animal e, no caso da anatomia humana, o homem, torna-se</p><p>necessário fazer alguns comentários sobre este material. A</p><p>simples observação de um grupamento humano evidencia, de</p><p>imediato, diferenças morfológicas entre os elementos que</p><p>compõem o grupo.</p><p>� Estas diferenças morfológicas são denominadas variações</p><p>anatômicas e podem apresentar-se externamente ou em</p><p>qualquer dos sistemas do organismo, sem que isso traga</p><p>prejuízo funcional para o indivíduo.</p><p>Fatores Gerais de Variação Anatômica</p><p>� As variações anatômicas individuais são acrescentadas a alguns</p><p>fatores decorrentes da idade, do sexo, da raça, do biótipo, e da</p><p>evolução humana (PIRES, 2012).</p><p>• idade: notáveis modificações anatômicas ocorrem desde a</p><p>fase intrauterina até a fase senil. Exemplo: o timo, que</p><p>atinge seu máximo na vida fetal e com o progredir da idade</p><p>regride, até desaparecer na vida adulta;</p><p>• sexo: é o caráter do masculino ou feminino. Mesmo os</p><p>órgãos que são comuns a ambos os sexos podem apresentar</p><p>variações. Por exemplo, a disposição de tecido gorduroso</p><p>subcutâneo, habitualmente mais frequente no sexo</p><p>feminino;</p><p>Fatores Gerais de Variação Anatômica</p><p>• raça: cada agrupamento humano possui caracteres físicos</p><p>comuns, externa e internamente relacionados às raças</p><p>branca, negra e parda. Um exemplo é a vascularização do</p><p>coração que é muito mais abundante no negro do que no</p><p>branco;</p><p>• biótipo: é o resultado da soma dos caracteres herdados e</p><p>dos caracteres adquiridos por influência do meio e da sua</p><p>inter-relação. Distinguem-se os grupos chamados de</p><p>longilíneos, mediolíneos e brevelíneos;</p><p>• evolução: sugere o aparecimento de diferenças</p><p>morfológicas, no decorrer dos tempos.</p><p>Anomalias e Monstruosidade</p><p>� Quando a modificação do padrão anatômico causa prejuízo</p><p>funcional, no entanto permite a continuidade da vida do</p><p>indivíduo, diz-se que se trata de uma anomalia.</p><p>� Se esta for acentuada, de modo a deformar profundamente a</p><p>construção do corpo do indivíduo, sendo, em geral, incompatível</p><p>com a vida, denomina-se monstruosidade.</p><p>� Como exemplo de monstruosidade tem-se a agenesia, que quer</p><p>dizer a não formação do encéfalo (anencéfalo). O estudo deste</p><p>assunto é feito em Teratologia.</p><p>Posição Anatômica</p><p>� Para evitar o uso de termos</p><p>diferentes nas descrições anatômicas,</p><p>considerando-se que a posição pode</p><p>ser variável, optou-se por uma</p><p>posição padrão, denominada posição</p><p>de descrição anatômica</p><p>Posição anatômica</p><p>Planos Anatômicos</p><p>� Para efeitos de estudo, utilizam-se vários planos de divisão do</p><p>corpo, os chamados planos anatômicos</p><p>Planos Anatômicos</p><p>� Plano sagital mediano:</p><p>É um plano imaginário que passa</p><p>longitudinalmente pelo corpo e o</p><p>divide em metades direita e</p><p>esquerda. O plano sagital mediano</p><p>atravessa as superfícies ventral e</p><p>dorsal do corpo nas chamadas</p><p>linhas medianas ou médias</p><p>anteriores e linhas medianas ou</p><p>médias posteriores,</p><p>respectivamente.</p><p>Planos Anatômicos</p><p>� Plano frontal ou coronal:</p><p>É todo plano que intercepta o</p><p>plano sagital mediano em um</p><p>ângulo reto e divide o corpo em</p><p>metades anterior e posterior.</p><p>Planos Anatômicos</p><p>� Plano transversal ou horizontal:</p><p>É todo plano que divide o corpo</p><p>em metades superior e inferior.</p><p>Planos Anatômicos</p><p>� Vários termos são utilizados para se descrever as posições dos</p><p>elementos anatômicos. O termo medial significa mais próximo à</p><p>linha mediana, e lateral o mais afastado dele.</p><p>� Como exemplos: na mão, o polegar é lateral ao dedo mínimo,</p><p>enquanto que no pé, o hálux (dedo grande) é medial ao dedo</p><p>mínimo. Na perna, a face correspondente à tíbia é a face medial</p><p>e a correspondente à fíbula a face lateral;</p><p>Planos Anatômicos</p><p>� O termo proximal significa mais próximo da raiz do membro ou</p><p>origem do órgão e distal o mais afastado. Assim, no membro</p><p>superior, onde o ombro</p><p>que é transmitida para as outras camadas e enviada aos centros</p><p>nervosos correspondentes.</p><p>Discos de Merkel</p><p>� Os discos de Merkel possuem sensibilidade tátil e de pressão.</p><p>Uma fibra aferente costuma estar ramificada com vários discos</p><p>terminais destas ramificações nervosas. Estes discos englobam</p><p>uma célula especializada, cuja superfície distal se fixa às células</p><p>epidérmicas por um prolongamento de seu protoplasma. Assim,</p><p>os movimentos de pressão e tração sobre epiderme</p><p>desencadeiam o estímulo.</p><p>TERMINAÇÕES NERVOSAS LIVRES</p><p>� No caso das terminações nervosas livres, estas são sensíveis aos</p><p>estímulos mecânicos, térmicos, em especial aos dolorosos. São</p><p>formadas por um axônio ramificado, que é envolto por células</p><p>de Schwann, sendo, por sua vez, ambos envolvidos por uma</p><p>membrana basal.</p><p>Terminações nervosas livres</p><p>� Os corpúsculos de Meissner são táteis e se encontram nas</p><p>saliências da pele sem pelos, como nas partes mais altas das</p><p>impressões digitais, por exemplo. São formados por um axônio</p><p>mielínico, cujas ramificações terminais se entrelaçam com</p><p>células acessórias.</p><p>Bulbos terminais de Krause</p><p>� Estes bulbos são receptores térmicos de frio. São formados por</p><p>uma fibra nervosa, cuja terminação possui forma de clava. Estão</p><p>situados nas regiões limítrofes da pele com as membranas</p><p>mucosas, ao redor dos lábios e dos genitais, por exemplo.</p><p>� Para o profissional de saúde, a pele deve ser objeto de atenção</p><p>especial, pois sua coloração, textura e aparência podem ser</p><p>indicativos de alterações no organismo. Por outro lado, os</p><p>cuidados básicos de higiene e hidratação são essenciais para a</p><p>manutenção da saúde de uma forma geral.</p><p>Atividade</p><p>� 1- Quais são os pontos de aplicação de injeção IM?</p><p>� 2- Quais são os pontos de aplicação de injeção Subcutânea?</p><p>� 3- Quais são os músculos responsáveis pela elevação do</p><p>membro superior?</p><p>� 4- Quais são os principais músculos da coxa?</p><p>� 5- Qual a função do músculo Gastrocnêmio?</p><p>� 6- Onde fica localizado o osso Occipital?</p><p>� 7- Em qual quadrante deve ser realizada a injeção SC Glútea?</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Respiratório</p><p>� De acordo com Pires (2012), a respiração é uma das</p><p>características básicas dos seres vivos. Consiste na absorção,</p><p>pelo organismo, de oxigênio, e a eliminação do gás carbônico</p><p>resultante de oxidações celulares, enquanto que sangue é um</p><p>elemento intermediário entre as células do organismo e o meio,</p><p>servindo como condutor de gases entre eles.</p><p>� O pulmão é o órgão respiratório por excelência, embora, para</p><p>facilitar a condução do ar, se desenvolvam órgãos especiais que</p><p>promovem o rápido intercâmbio entre o ar e o sangue. O</p><p>sistema respiratório é constituído por este conjunto de órgãos.</p><p>Divisão Anatômica do Sistema</p><p>Respiratório</p><p>� Anatomicamente, o sistema respiratório pode ser dividido em</p><p>duas partes: vias aéreas superiores e vias aéreas inferiores. As</p><p>vias aéreas superiores são constituídas por órgãos tubulares,</p><p>cuja principal função é a de conduzir o ar inspirado, filtrando-o,</p><p>aquecendo-o e umidificando-o para facilitar o processo de troca</p><p>gasosa, bem como conduzir o ar a ser expirado, eliminando,</p><p>assim, o dióxido de carbono.</p><p>● Ventilação (pulmonar) : inspirar e expirar;</p><p>● Respiração (hematose) : troca de gases.</p><p>➢ Hematose é o nome dado às trocas gasosas que ocorrem nas</p><p>superfícies respiratórias dos seres vivos. Nos seres humanos, a</p><p>hematose ocorre nos pulmões, mais precisamente nos alvéolos</p><p>pulmonares</p><p>Divisão Anatômica do Sistema</p><p>Respiratório</p><p>Divisão Anatômica do Sistema</p><p>Respiratório</p><p>� Das vias aéreas superiores, fazem parte: o nariz, a cavidade</p><p>nasal, a faringe, a laringe e os terços, superior e médio, da</p><p>traqueia. Além de condutores de ar, a cavidade nasal, a faringe e</p><p>a laringe cumprem as funções olfatórias, de via de condução de</p><p>alimento e de fonação, respectivamente (PIRES, 2012).</p><p>� As vias aéreas inferiores têm início a partir do terço inferior da</p><p>traqueia, e se estendem até os alvéolos pulmonares, passando</p><p>por brônquios principais, lobares e segmentares e bronquíolos</p><p>terminais, respiratórios e ductos alveolares.</p><p>Divisão Funcional do Sistema</p><p>Respiratório</p><p>� Funcionalmente, o sistema respiratório também pode ser</p><p>dividido em duas partes: Zona condutora e Zona respiratória. A</p><p>primeira é a porção do sistema respiratório, cuja função é a de</p><p>levar o ar inspirado até a porção respiratória.</p><p>� Estende-se desde o nariz até os bronquíolos terminais. A zona</p><p>respiratória é constituída pelos bronquíolos respiratórios, ductos</p><p>alveolares e alvéolos pulmonares, onde já acontecem as trocas</p><p>gasosas (hematose).</p><p>Boca e nariz</p><p>� A boca participa do sistema respiratório, dado que tem a</p><p>necessidade de liberar o ar interno durante a fala, enquanto que</p><p>o nariz é o órgão que comunica o meio externo ao interno. As</p><p>fossas nasais iniciam-se nas narinas e se estendem até a faringe,</p><p>dividindo-se por uma parede cartilaginosa chamada septo nasal.</p><p>A inspiração (condução do ar para dentro) filtra as impurezas do</p><p>ar, possibilitando que este chegue mais limpo aos pulmões.</p><p>� É um processo que ocorre porque no interior das fossas nasais</p><p>encontram-se os pelos e o muco (secreção da mucosa nasal),</p><p>cuja função é reter substâncias do ar, manter a umidade da</p><p>mucosa e aquecer o ar, facilitando o desempenho dos outros</p><p>órgãos, conforme ilustra a figura a seguir.</p><p>Boca e nariz</p><p>Cavidade nasal e bucal</p><p>Faringe</p><p>� A faringe, é um tubo</p><p>muscular associado a dois</p><p>sistemas, respiratório e</p><p>digestório, situando-se</p><p>posteriormente à cavidade</p><p>nasal, cavidade da boca e à</p><p>laringe, o que faz com que</p><p>ela seja dividida em três</p><p>partes: parte nasal, também</p><p>chamada nasofaringe, parte</p><p>oral ou orofaringe e parte</p><p>laríngea ou laringofaringe.</p><p>Faringe</p><p>� Na parede lateral nasofaringe existe uma comunicação deste</p><p>tubo com a orelha média, chamada óstio faríngeo da tuba</p><p>auditiva, que na sua extremidade medial é revestida por uma</p><p>cartilagem chamada torus tubário, que visa minimizar a entrada</p><p>de corpos estranhos no pavilhão auditivo.</p><p>� Nesta região, também se pode encontrar uma estrutura</p><p>anatômica cuja função é a de proteção chamada tonsila</p><p>faríngea, que após episódios repetitivos de inflamações se</p><p>hipertrofia, aumentando de tamanho e dificultando a passagem</p><p>do ar e sendo chamada, neste momento, de adenoide (carne</p><p>esponjosa).</p><p>Laringe</p><p>� A laringe é um órgão tubular, situado no plano mediano e</p><p>anterior do pescoço. Além de via aérea, é também um órgão da</p><p>fonação, ou seja, é responsável pela produção do som. Situa-se</p><p>anteriormente à faringe e é continuada diretamente pela</p><p>traqueia.</p><p>� O esqueleto da laringe é cartilaginoso, possuindo as cartilagens</p><p>cricoidea, tireoidea, aritenoidea e epliglótea. A tireoidea, a</p><p>maior delas, é constituída de duas lâminas que se unem</p><p>anteriormente para formar a proeminência laríngea.</p><p>Laringe</p><p>� A cartilagem cricoidea é impar, tem forma de anel, limitando</p><p>inferiormente a laringe, enquanto que a cartilagem aritenoidea</p><p>é par e posterior, apresentando-se na forma piramidal e</p><p>articulando-se inferiormente com a cartilagem cricoidea.</p><p>� A cartilagem epiglótica, ímpar e mediana, é uma cartilagem</p><p>importante, pois impede a passagem de líquidos e sólidos para</p><p>as vias respiratórias. As cartilagens cuneiformes e corniculadas</p><p>completam o esqueleto da laringe, como se pode observar na</p><p>figura a seguir.</p><p>Laringe</p><p>� Epiglote - Sua função é impedir a ligação da faringe com a</p><p>laringe, evitando, assim, a comunicação entre os aparelhos</p><p>respiratório e digestório. A epiglote funciona como uma espécie</p><p>de válvula que se fecha durante a deglutição e se abre para</p><p>permitir o fluxo de ar durante a respiração.</p><p>Laringe</p><p>Laringe (vista anterior)</p><p>Laringe</p><p>Laringe (vista posterior)</p><p>Laringe</p><p>� Na anatomia interna da laringe, como ilustra a figura , se pode</p><p>observar a presença de uma fenda anteroposterior, que leva a</p><p>uma pequena invaginação, o ventrículo da laringe, que é</p><p>limitado superiormente pela prega vestibular e inferiormente</p><p>pela prega vocal.</p><p>� O</p><p>espaço que vai do ádito da laringe (abertura da laringe) até a</p><p>prega vestibular é chamado de vestíbulo da laringe, já o espaço</p><p>aéreo compreendido entre as pregas vestibular e vocal é</p><p>conhecido como glote.</p><p>� As pregas vocais são constituídas pelo ligamento e músculos</p><p>vocais, e o espaço existente entre elas é denominado rima</p><p>glótica. As pregas vestibulares possuem função protetora.</p><p>Laringe</p><p>Anatomia interna da laringe</p><p>Traqueia</p><p>� A traqueia inicia na região cervical, situada anteriormente ao</p><p>esôfago, localizada no mediastino superior. Como se pode</p><p>observar na figura a seguir, trata-se de estrutura mediana</p><p>composta anteriormente por anéis cartilaginosos unidos entre si</p><p>por ligamentos anulares, visando impedir um possível colapso</p><p>do tubo aéreo.</p><p>� A parte posterior da traquéia possui uma parede membranácea</p><p>constituída principalmente por músculo liso e por tecido</p><p>fibroelástico. A traqueia bifurca-se, dando origem aos brônquios</p><p>principais direito e esquerdo. O local da bifurcação da traquéia</p><p>chama-se carina.</p><p>Traqueia</p><p>Traqueia</p><p>Brônquios e bronquíolos</p><p>� De acordo com Dantas (2011), existem dois brônquios principais,</p><p>o esquerdo e o direito. Os principais fazem a ligação da traqueia</p><p>com os pulmões. A traqueia e os brônquios extrapulmonares são</p><p>constituídos de anéis incompletos de cartilagem hialina, tecido</p><p>fibroso, fibras musculares, mucosa e glândulas.</p><p>� O autor afirma ainda que o brônquio principal esquerdo é mais</p><p>longo, mais horizontalizado e tem menor calibre do que o</p><p>direito, enquanto que o brônquio principal direito é quase a</p><p>continuação da direção da traqueia e, portanto, é mais vertical,</p><p>mais calibroso e também mais curto. Por esta razão, corpos</p><p>estranhos que passam pela traqueia penetram no brônquio</p><p>principal direito mais facilmente.</p><p>Brônquios e bronquíolos</p><p>Brônquios e bronquíolos</p><p>Brônquios e bronquíolos</p><p>� Os brônquios principais entram nos pulmões na região chamada</p><p>hilo. Ao atingirem os pulmões correspondentes, os brônquios</p><p>principais subdividem-se nos brônquios lobares. Os brônquios</p><p>lobares são tubos aéreos que apresentam as mesmas</p><p>características morfológicas que os brônquios principais, tendo</p><p>como função ventilar os lobos pulmonares.</p><p>� O pulmão direito possui três lobos e, consequentemente, três</p><p>brônquios lobares, o superior, o médio e o inferior, enquanto</p><p>que o pulmão esquerdo possui apenas dois lobos, que são</p><p>ventilados por dois brônquios lobares, o superior e o inferior.</p><p>Brônquios e bronquíolos</p><p>� Os brônquios lobares subdividem-se em brônquios</p><p>segmentares, cada um destes distribuindo-se a um segmento</p><p>pulmonar. Sua função é ventilar os segmentos</p><p>broncopulmonares. São nomeados de acordo com o respectivo</p><p>segmento broncopulmonar em que atuam. Os brônquios</p><p>dividem-se, respectivamente, em tubos cada vez menores</p><p>denominados bronquíolos.</p><p>� As paredes dos bronquíolos contêm músculo liso e não possuem</p><p>cartilagem. Os bronquíolos se ramificam repetidamente em</p><p>tubos ainda menores, chamados de bronquíolos terminais. É</p><p>neste tubo aéreo que termina a chamada zona condutora do</p><p>sistema respiratório.</p><p>Bronquíolos respiratórios</p><p>� Os bronquíolos respiratórios são tubos aéreos que já</p><p>apresentam nas suas paredes a presença de alvéolos, portanto,</p><p>onde ocorrem, a esta altura, as trocas gasosas (hematose). Os</p><p>bronquíolos respiratórios, por sua vez, se subdividem em</p><p>diversos ductos alveolares. Da traqueia até chegar aos ductos</p><p>alveolares, o ar passa por cerca de vinte e cinco divisões.</p><p>Alvéolos</p><p>� Em torno da circunferência</p><p>dos ductos alveolares</p><p>encontram-se numerosos</p><p>alvéolos e sacos alveolares. O</p><p>alvéolo é uma invaginação</p><p>caliciforme, revestida por</p><p>epitélio escamoso simples e</p><p>sustentada por uma fina</p><p>membrana basilar elástica.</p><p>� Sacos alveolares são dois ou</p><p>mais alvéolos que</p><p>compartilham uma abertura</p><p>comum.</p><p>Alvéolos</p><p>Pulmões</p><p>� Trata-se de um órgão duplo e elástico, localizado no interior da</p><p>caixa torácica. O pulmão direito é composto por três partes,</p><p>denominadas lobo superior, lobo médio e inferior, enquanto que</p><p>o pulmão esquerdo possui apenas dois lobos: o superior e o</p><p>inferior.</p><p>� Estão suspensos dentro da cavidade torácica por alguns</p><p>ligamentos e pelos hilos, que contêm seus vasos e brônquios e</p><p>os ligam às estruturas do mediastino (BRASIL, 2003a).</p><p>Pulmões</p><p>Pulmão</p><p>Pulmões</p><p>� Sustentados pelo diafragma, os pulmões são recobertos por</p><p>uma fina membrana denominada pleura, responsável por sua</p><p>proteção na caixa torácica. A pleura que reveste os pulmões é</p><p>chamada de pleura visceral, é aquela que reveste a cavidade</p><p>torácica é chamada de pleura parietal.</p><p>� Entre uma e outra existe um espaço potencial chamado de</p><p>espaço pleural. Diz-se potencial porque as duas superfícies da</p><p>pleura estão praticamente em contato uma com a outra,</p><p>separadas apenas por uma delgada camada de líquido.</p><p>Diafragma</p><p>� O diafragma é o principal músculo que atua no processo da</p><p>respiração pulmonar.</p><p>� Durante a inspiração, o diafragma se contrai e desce. Com isso, reduz</p><p>a pressão intratorácica e comprime as vísceras abdominais. Esse</p><p>movimento facilita a entrada de ar nos pulmões.</p><p>� Durante a expiração, ocorre o movimento inverso. O diafragma relaxa</p><p>e sobe. Assim, aumenta a pressão intratorácica e expulsa o ar dos</p><p>pulmões.</p><p>https://www.todamateria.com.br/respiracao-pulmonar/</p><p>Fisiologia do Sistema Respiratório</p><p>� A respiração é o processo biológico por meio do qual ocorre a</p><p>troca de oxigênio e gás carbônico entre a atmosfera e as células</p><p>do organismo. Possui dois componentes: a ventilação, que é o</p><p>processo mecânico a partir do qual o ar, rico em oxigênio, entra</p><p>pelas vias aéreas até os pulmões e o ar rico em dióxido de</p><p>carbono segue o caminho inverso; e a perfusão, que consiste na</p><p>passagem do sangue por meio dos capilares pulmonares.</p><p>� Estes estão em íntimo contato com os alvéolos pulmonares e,</p><p>consequentemente, com o ar alveolar. O sangue venoso chega</p><p>aos capilares pulmonares, libera dióxido de carbono e capta</p><p>oxigênio do ar alveolar, e se transforma em sangue arterial rico</p><p>em oxigênio. Esta troca de dióxido de carbono por oxigênio nos</p><p>pulmões é chamada de hematose.</p><p>Fisiologia do Sistema Respiratório</p><p>� De acordo com Brasil (2003a), a ventilação pulmomar é dividida</p><p>em duas fases: a inspiração e a expiração. Durante a inspiração,</p><p>o diafragma e os músculos intercostais se contraem fazendo</p><p>com que o diafragma se rebaixe e se retifique e a caixa torácica</p><p>aumente de volume.</p><p>� Com o aumento de volume da caixa torácica, ocorre uma queda</p><p>da pressão intratorácica para abaixo do nível da pressão</p><p>atmosférica, fazendo com que ocorra fluxo de ar para dentro das</p><p>vias aéreas e pulmões, até que se equilibre este gradiente de</p><p>pressão.</p><p>Fisiologia do Sistema Respiratório</p><p>� Durante a expiração, o diafragma e os músculos intercostais</p><p>relaxam fazendo com que o diafragma se eleve e as costelas</p><p>retomem a sua posição original. Com isso, o volume da caixa</p><p>torácica diminui, e o ar é forçado para fora do pulmão e das vias</p><p>aéreas. A inspiração é um ato ativo que requer contração</p><p>muscular, enquanto a expiração é um ato passivo.</p><p>� Este mecanismo de ventilação é automático e realizado a uma</p><p>frequência de 12 a 20 movimentos por minuto por um adulto</p><p>em repouso. A esta frequência dá-se o nome de respiratória.</p><p>Chama-se de taquipneia a frequência respiratória acima dos</p><p>limites normais, e de bradipneia abaixo dos limites normais.</p><p>Fisiologia do Sistema Respiratório</p><p>� A ausência de movimentos respiratórios é chamada de apneia. A</p><p>frequência respiratória é normalmente maior nas crianças. A</p><p>frequência respiratória pode se elevar pelo exercício, por</p><p>alterações emocionais, pela febre, devido à dor e por outras</p><p>condições.</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Cardiovascular</p><p>� Este sistema é fechado, formado por tubos chamados de vasos,</p><p>por onde circulam os humores corporais. Os humores são o</p><p>sangue e a linfa que circulam nos vasos sanguíneos e linfáticos,</p><p>respectivamente.</p><p>� Para que o sangue possa atingir</p><p>as células levando nutrientes e</p><p>oxigênio e, ao mesmo tempo, retirar resíduos metabólicos, deve</p><p>ser constantemente impulsionado ao longo dos vasos</p><p>sanguíneos pela contração rítmica do coração.</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Cardiovascular</p><p>� O coração é uma “bomba” muscular oca, responsável pela</p><p>circulação do sangue pelo corpo. Para tanto, apresenta</p><p>movimentos de contração (sístole) e relaxamento (diástole), por</p><p>meio dos quais o sangue penetra no seu interior e é</p><p>impulsionado para os vasos sanguíneos (PIRES, 2011).</p><p>� Localiza-se na porção central da cavidade torácica conhecida</p><p>como mediastino, mais precisamente o mediastino médio.</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Cardiovascular</p><p>� Relaciona-se anteriormente com o osso esterno e com as</p><p>extremidades mediais da 3ª a 6ª cartilagens costais e é</p><p>envolvido por um saco fibroseroso de paredes duplas, chamado</p><p>pericárdio, que tem em seu interior pequena quantidade de</p><p>líquido aquoso – o que permite seu melhor deslizamento</p><p>quando dos movimentos de sístole e diástole.</p><p>Estrutura do Coração</p><p>� A estrutura cardíaca (é formada por três camadas musculares:</p><p>epicárdio (camada externa), miocárdio (camada média e a mais</p><p>espessa) e endocárdio (camada interna). O coração é composto</p><p>por quatro câmaras, denominadas átrios (superiores), e</p><p>ventrículos (inferiores).</p><p>Estrutura do Coração</p><p>� A extremidade pontuda do coração é o ápice, dirigida para</p><p>frente, para baixo e para a esquerda. A porção mais larga do</p><p>coração, oposta ao ápice, é a base, dirigida para trás, para cima</p><p>e para a direita. É chamada de face a parede de um órgão</p><p>voltada ou em contato com outra parede ou outro órgão.</p><p>Estrutura do Coração</p><p>� Em razão da posição do coração, surgem três faces cardíacas:</p><p>a) face esternocostal: face voltada para o osso esterno e para</p><p>as cartilagens costais, que compreende o átrio direito e sua</p><p>aurícula, o ventrículo direito e uma pequena parte do</p><p>ventrículo esquerdo;</p><p>b) face diafragmática: achatada devido ao contato com o m.</p><p>diafragma, compreende os dois ventrículos, sendo a maior</p><p>parte formada pelo ventrículo esquerdo;</p><p>c) faces pulmonares: formada principalmente pelo ventrículo</p><p>esquerdo, ela ocupa a impressão cárdica do pulmão esquerdo.</p><p>Estrutura do Coração</p><p>Faces do coração</p><p>Estrutura do Coração</p><p>� O coração também é formado por margens, conforme descrito a</p><p>seguir.</p><p>a) margem direita: formada pelo átrio direito e estendendo-se</p><p>entre as veias cavas, superior e inferior;</p><p>b) margem inferior: formada principalmente pelo ventrículo</p><p>direito e, ligeiramente, pelo ventrículo esquerdo;</p><p>c) margem esquerda: formada principalmente pelo ventrículo</p><p>esquerdo e, ligeiramente, pela aurícula esquerda;</p><p>Estrutura do Coração</p><p>d) margem superior: formada pelos átrios e pelas aurículas</p><p>direita e esquerda em uma vista anterior. A parte ascendente</p><p>da aorta e o tronco pulmonar emergem da margem superior, e</p><p>a veia cava superior entra no seu lado direito. Posterior à aorta</p><p>e ao tronco pulmonar e anterior à veia cava superior, a</p><p>margem superior forma o limite inferior do seio transverso do</p><p>pericárdio.</p><p>� Externamente, os óstios atrioventriculares correspondem ao</p><p>sulco coronário, que é ocupado por artérias e veias coronárias.</p><p>Este sulco circunda o coração e é interrompido anteriormente</p><p>pelas artérias aorta e pelo tronco pulmonar.</p><p>Estrutura do Coração</p><p>Estrutura do Coração</p><p>� O septo interventricular na face anterior corresponde ao sulco</p><p>interventricular anterior, e na face diafragmática ao sulco</p><p>interventricular posterior.</p><p>� O sulco interventricular termina inferiormente a alguns</p><p>centímetros à direita do ápice do coração, em correspondência</p><p>à incisura do ápice do coração. O sulco interventricular anterior</p><p>é ocupado pelos vasos interventriculares anteriores.</p><p>Estrutura do Coração</p><p>� O sulco interventricular posterior parte do sulco coronário e</p><p>desce em direção à incisura do ápice do coração. Este sulco é</p><p>ocupado pelos vasos interventriculares posteriores.</p><p>� Na região da base do coração, mais especificamente no átrio</p><p>direito, chegam as veias cavas, superior e inferior, que trazem o</p><p>sangue venoso drenado de todos os tecidos corpóreos. No átrio</p><p>esquerdo são as quatro veias pulmonares que conduzem o</p><p>sangue arterial que sofreu o processo de hematose (troca</p><p>gasosa) nos pulmões, como ilustra a figura a seguir.</p><p>Estrutura do Coração</p><p>Estrutura do Coração</p><p>� A saída do sangue dos ventrículos também se dá na região da</p><p>base do coração, sendo feita pelo tronco pulmonar, que conduz</p><p>o sangue venoso do ventrículo direito aos pulmões, e neste</p><p>trajeto se ramifica dando, origem às artérias pulmonares direita</p><p>e esquerda. O sangue arterial que sai do ventrículo esquerdo,</p><p>para irrigar todos os tecidos do corpo, circula pela artéria aorta.</p><p>Anatomia interna do coração</p><p>� O coração possui quatro câmaras: dois átrios e dois ventrículos.</p><p>Os átrios (as câmaras superiores) recebem sangue; os</p><p>ventrículos (câmaras inferiores) bombeiam o sangue para fora</p><p>do coração. Na face anterior de cada átrio existe uma estrutura</p><p>enrugada, em forma de saco, chamada aurícula (semelhante à</p><p>orelha do cão).</p><p>� O átrio direito é separado do esquerdo por uma fina divisória</p><p>chamada septo interatrial; o ventrículo direito é separado do</p><p>esquerdo pelo septo interventricular.</p><p>Anatomia interna do coração</p><p>Anatomia interna do coração</p><p>Átrio direito</p><p>� O átrio direito forma a borda direita do coração e recebe</p><p>sangue rico em dióxido de carbono (venoso) de três veias: veia</p><p>cava superior, veia cava inferior e seio coronário.</p><p>� A veia cava superior recolhe sangue da cabeça e parte superior</p><p>do corpo, enquanto que a veia cava inferior recebe sangue das</p><p>partes mais inferiores do corpo (abdômen e membros</p><p>inferiores) e o seio coronário recebe o sangue que nutriu o</p><p>miocárdio e leva o sangue ao átrio direito.</p><p>Átrio direito</p><p>� Enquanto a parede posterior do átrio direito é lisa, a parede</p><p>anterior é rugosa, devido à presença de cristas musculares,</p><p>chamados músculos pectíneos.</p><p>� O sangue passa do átrio direito para o ventrículo direito por</p><p>meio de uma valva chamada tricúspide (formada por três</p><p>folhetos - válvulas ou cúspides).</p><p>� Na parede medial do átrio direito, que é constituída pelo septo</p><p>interatrial, encontra-se uma depressão, que é a fossa oval.</p><p>Átrio direito</p><p>� Anteriormente, o átrio direito apresenta uma expansão</p><p>piramidal denominada aurícula direita, que serve para</p><p>amortecer o impulso do sangue ao penetrar no átrio. Os</p><p>orifícios onde as veias cavas desembocam têm os nomes de</p><p>óstios das veias cavas.</p><p>� O orifício de desembocadura do seio coronário é chamado de</p><p>óstio do seio coronário, e encontra-se também uma lâmina que</p><p>impede que o sangue retorne do átrio para o seio coronário,</p><p>que é denominada de valva do seio coronário.</p><p>Átrio esquerdo</p><p>� O átrio esquerdo é uma cavidade de parede fina, com paredes</p><p>posteriores e anteriores lisas, que recebe o sangue já</p><p>oxigenado, por meio de quatro veias pulmonares.</p><p>� O sangue passa do átrio esquerdo para o ventrículo esquerdo, a</p><p>partir da valva bicúspide (mitral), que tem apenas duas</p><p>cúspides. O átrio esquerdo também apresenta uma expansão</p><p>piramidal chamada aurícula esquerda.</p><p>Ventrículo direito</p><p>� O ventrículo direito forma a maior parte da superfície anterior</p><p>do coração. O seu interior apresenta uma série de feixes</p><p>elevados de fibras musculares cardíacas, chamadas trabéculas</p><p>carnosas.</p><p>� No óstio atrioventricular direito, existe um aparelho</p><p>denominado valva tricúspide, que serve para impedir que o</p><p>sangue retorne do ventrículo para o átrio direito.</p><p>� Essa valva é constituída por três lâminas membranáceas,</p><p>esbranquiçadas e irregularmente triangulares, de base</p><p>implantada nas bordas do óstio e o ápice dirigido para baixo é</p><p>preso às paredes do ventrículo por intermédio de filamentos.</p><p>Ventrículo direito</p><p>� Cada lâmina é denominada de cúspide. Tem-se uma cúspide</p><p>anterior, outra posterior e outra septal. O ápice das cúspides é</p><p>preso por filamentos denominados cordas tendíneas,</p><p>as quais</p><p>se inserem em pequenas colunas cárneas chamadas de</p><p>músculos papilares.</p><p>Músculos papilares, cordas tendíneas e cúspides</p><p>Ventrículo direito</p><p>� A valva do tronco pulmonar também é constituída por</p><p>pequenas lâminas, porém estas estão dispostas em concha,</p><p>denominadas válvulas semilunares (anterior, esquerda e</p><p>direita).</p><p>� No centro da borda livre de cada uma das válvulas,</p><p>encontram-se pequenos nódulos denominados nódulos das</p><p>válvulas semilunares (pulmonares).</p><p>Ventrículo esquerdo</p><p>� O ventrículo esquerdo forma o ápice do coração. No óstio</p><p>atrioventricular esquerdo, encontra-se a valva atrioventricular</p><p>esquerda, constituída apenas por duas lâminas denominadas</p><p>cúspides, sendo uma anterior e outra posterior, e por isso são</p><p>chamadas de válvulas bicúspides.</p><p>� O ventrículo esquerdo também possui trabéculas carnosas e</p><p>cordas tendíneas, que fixam as cúspides da valva bicúspide aos</p><p>músculos papilares.</p><p>Ventrículo esquerdo</p><p>� O sangue passa do átrio esquerdo para o ventrículo esquerdo a</p><p>partir do óstio atrioventricular esquerdo, onde se localiza a</p><p>valva bicúspide (mitral).</p><p>� Do ventrículo esquerdo, o sangue sai para a maior artéria do</p><p>corpo, a aorta, mais precisamente no ramo ascendente,</p><p>passando pela valva aórtica – constituída por três válvulas</p><p>semilunares: direita, esquerda e posterior.</p><p>Ventrículo esquerdo</p><p>� Daí, parte do sangue flui para as artérias coronárias, que se</p><p>ramificam a partir da aorta ascendente, levando sangue para a</p><p>parede cardíaca; o restante do sangue passa para o arco da</p><p>aorta e para a aorta descendente (parte torácica e parte</p><p>abdominal). Ramos do arco da aorta e da aorta descendente</p><p>levam sangue para todo o corpo.</p><p>� O ventrículo esquerdo recebe sangue oxigenado do átrio</p><p>esquerdo. A principal função do ventrículo esquerdo é bombear</p><p>sangue para a circulação sistêmica (corpo).</p><p>Ventrículo esquerdo</p><p>Válvulas do coração</p><p>Vascularização do Coração</p><p>� A irrigação do coração é assegurada pelas artérias coronárias e</p><p>pelo seio coronário. As artérias coronárias são duas, uma direita</p><p>e outra esquerda. Elas têm este nome porque ambas percorrem</p><p>o sulco coronário e são as duas originadas da artéria aorta.</p><p>� Estas artérias, logo depois da sua origem, dirigem-se para o</p><p>sulco coronário, percorrendo-o da direita para a esquerda, até ir</p><p>se anastomosar com o ramo circunflexo, que é o ramo terminal</p><p>da artéria coronária esquerda que faz continuação ao circundar</p><p>o sulco coronário.</p><p>Vascularização do Coração</p><p>� A parede ventricular esquerda é mais espessa que a do</p><p>ventrículo direito. Esta diferença se deve à maior força</p><p>necessária para bombear sangue para a circulação sistêmica.</p><p>� A artéria coronária direita é o ponto de origem de duas artérias</p><p>que vão irrigar a margem direita e a parte posterior do coração,</p><p>são elas: a artéria marginal direita e artéria interventricular</p><p>posterior.</p><p>Vascularização do Coração</p><p>� A artéria coronária esquerda, de início, passa por um ramo por</p><p>trás do tronco pulmonar para atingir o sulco coronário,</p><p>evidenciando-se nas proximidades do ápice da aurícula</p><p>esquerda.</p><p>� Logo em seguida, emite um ramo interventricular anterior e um</p><p>ramo circunflexo que dá origem à artéria marginal esquerda. Na</p><p>face diafragmática, as duas artérias se anastomosam, formando</p><p>um ramo circunflexo.</p><p>Inervação</p><p>� A inervação do músculo cardíaco é de duas formas: extrínseca,</p><p>ou seja, que provém de nervos situados fora do coração, e</p><p>intrínseca, que constitui um sistema só encontrado no coração</p><p>e que se localiza no seu interior.</p><p>� A inervação extrínseca deriva do sistema nervoso autônomo,</p><p>isto é, simpático e parassimpático. Fisiologicamente, o</p><p>simpático acelera e o parassimpático retarda os batimentos</p><p>cardíacos</p><p>Inervação</p><p>� Do simpático, o coração recebe os nervos cardíacos simpáticos,</p><p>sendo três cervicais e quatro ou cinco torácicos. As fibras</p><p>parassimpáticas, que vão inervar o coração, seguem pelo nervo</p><p>vago (X par craniano), do qual derivam nervos cardíacos</p><p>parassimpáticos, sendo dois cervicais e um torácico.</p><p>� A inervação intrínseca ou sistema de condução do coração é a</p><p>razão dos batimentos contínuos do coração. É uma atividade</p><p>elétrica, intrínseca e rítmica, que se origina em uma rede de</p><p>fibras musculares cardíacas especializadas, chamadas células</p><p>autorrítmicas (marcapasso cardíaco), por serem autoexcitáveis.</p><p>Inervação</p><p>� A excitação cardíaca começa no nodo sino-atrial (SA), situado</p><p>na parede atrial direita, inferior à abertura da veia cava</p><p>superior. Propagando-se ao longo das fibras musculares atriais,</p><p>o potencial de ação atinge o nodo atrioventricular (AV), situado</p><p>no septo interatrial, anterior à abertura do seio coronário.</p><p>� Do nodo AV, o potencial de ação chega ao feixe atrioventricular</p><p>(feixe de His), que é a única conexão elétrica entre os átrios e os</p><p>ventrículos.</p><p>Inervação</p><p>� Após ser conduzido ao longo do feixe AV, o potencial de ação</p><p>entra nos ramos direito e esquerdo, que cruzam o septo</p><p>interventricular, em direção ao ápice cardíaco.</p><p>� Finalmente, as miofibras condutoras (fibras de Purkinge)</p><p>conduzem rapidamente o potencial de ação, primeiro para o</p><p>ápice do ventrículo, e após para o restante do miocárdio</p><p>ventricular.</p><p>Ciclo cardíaco</p><p>� Um ciclo cardíaco único inclui todos os eventos associados a um</p><p>batimento cardíaco. No ciclo cardíaco normal, os dois átrios se</p><p>contraem, enquanto os dois ventrículos relaxam e vice-versa.</p><p>� O termo sístole designa a fase de contração; a fase de</p><p>relaxamento é designada como diástole. Quando o coração</p><p>bate, os átrios contraem-se primeiramente (sístole atrial),</p><p>forçando o sangue para os ventrículos. Uma vez preenchidos, os</p><p>dois ventrículos contraem-se (sístole ventricular) e forçam o</p><p>sangue para fora do coração.</p><p>Ciclo cardíaco</p><p>� Sístole é a contração do músculo cardíaco. Há a sístole atrial,</p><p>que impulsiona sangue para os ventrículos. Assim, as valvas</p><p>atrioventriculares estão abertas à passagem de sangue, e a</p><p>pulmonar e a aórtica estão fechadas.</p><p>� Na sístole ventricular, as valvas atrioventriculares estão</p><p>fechadas e as semilunares abertas à passagem de sangue.</p><p>Diástole é o relaxamento do músculo cardíaco. É quando os</p><p>ventrículos se enchem de sangue.</p><p>Ciclo cardíaco</p><p>� Neste momento, as valvas</p><p>atrioventriculares estão</p><p>abertas e as semilunares</p><p>estão fechadas. A distribuição</p><p>de sangue pelo organismo</p><p>recebe a denominação de</p><p>circulação pulmonar e</p><p>circulação sistêmica.</p><p>Circulação pulmonar e sistêmica</p><p>Circulação pulmonar</p><p>(pequena circulação)</p><p>� O sangue venoso, pobre em oxigênio e rico em dióxido de</p><p>carbono e resíduos do metabolismo celular, volta ao coração</p><p>através das veias cavas e desemboca no átrio direito.</p><p>� Do átrio direito, o sangue passa ao ventrículo direito através da</p><p>válvula tricúspide e é bombeado para os pulmões através das</p><p>artérias pulmonares, mas, para chegar às artérias pulmonares,</p><p>passa pela válvula semilunar.</p><p>� No pulmão, o sangue sofre a hematose e retorna para o átrio</p><p>esquerdo através das veias pulmonares.</p><p>Circulação sistêmica (grande circulação)</p><p>� Do átrio esquerdo, o sangue chega ao ventrículo esquerdo após</p><p>passar pela válvula mitral ou bicúspide. Do ventrículo esquerdo,</p><p>o sangue passa pela válvula semilunar aórtica e é bombeado</p><p>para todo o organismo através da artéria aorta.</p><p>� Esta se divide em artéria aorta ascendente, arco da aorta e aorta</p><p>descendente, que possui o ramo torácico e o ramo abdominal, e</p><p>é por meio desses ramos que o sangue circula para os órgãos.</p><p>Circulação sistêmica (grande circulação)</p><p>� O coração bombeia em média 5 litros de sangue por minuto,</p><p>quando em repouso. O volume de sangue bombeado por cada</p><p>lado do coração em um minuto é chamado de débito cardíaco.</p><p>� A contração dos ventrículos é chamada de sístole e o seu</p><p>relaxamento de diástole. Os ruídos cardíacos ouvidos quando se</p><p>ausculta o coração com um estetoscópio são chamados de</p><p>bulhas cardíacas, e são resultado do fechamento das válvulas</p><p>cardíacas.</p><p>Circulação sistêmica (grande circulação)</p><p>� A frequência com que o coração contrai é denominada de</p><p>frequência cardíaca. No adulto em repouso, esta varia de 50 a</p><p>95 batimentos por minuto. A frequência cardíaca acima dos</p><p>limites normais é chamada taquicardia e abaixo, bradicardia.</p><p>Vasos Sanguíneos</p><p>� Os vasos sanguíneos formam uma rede de tubos que transportam</p><p>sangue do coração em direção aos tecidos do corpo e de volta ao</p><p>coração. São constituídos por veias, artérias e capilares.</p><p>Veia, artéria e capilar</p><p>Vasos Sanguíneos</p><p>� Os vasos sanguíneos podem ser divididos em sistema arterial e</p><p>sistema venoso, conforme descrito a seguir.</p><p>• Sistema arterial:</p><p>Constitui um conjunto de vasos que, partindo do coração, vão se</p><p>ramificando, cada ramo em menor calibre, até atingirem os capilares.</p><p>• Sistema venoso:</p><p>Forma um conjunto de vasos que, partindo dos tecidos, vão se</p><p>formando em ramos de maior calibre até atingirem o coração.</p><p>Vasos Sanguíneos</p><p>• Artérias:</p><p>São vasos de parede espessa que saem do coração levando sangue</p><p>para os órgãos e tecidos do corpo. Compõem-se de três camadas: a</p><p>mais interna, chamada endotélio, formada por uma única camada de</p><p>células achatadas; a mediana, constituída por tecido muscular liso; e</p><p>a mais externa, formada por tecido conjuntivo, rico em fibras</p><p>elásticas.</p><p>Vasos Sanguíneos</p><p>• Arteríolas:</p><p>As artérias vão se bifurcando e se ramificando até formarem as</p><p>arteríolas, que são os vasos arteriais de menor calibre antes de</p><p>chegar aos capilares. As arteríolas possuem na sua parede um</p><p>músculo liso, que responde a estímulos nervosos ou endócrinos, se</p><p>contraindo ou relaxando.</p><p>Sua contração diminui o calibre do vaso e é conhecida como</p><p>vasoconstrição, e seu relaxamento aumenta seu calibre e é conhecido</p><p>como vasodilatação.</p><p>Vasos Sanguíneos</p><p>• Capilares:</p><p>São os vasos sanguíneos de menor calibre e sua parede pode ter</p><p>apenas uma camada de células de espessura. Estão distribuídos por</p><p>todo o organismo, formando uma rede que está em íntimo contato</p><p>com todas as células.</p><p>Suas paredes finas permitem que haja troca de substâncias entre as</p><p>células dos tecidos e o sangue: oxigênio e nutrientes são liberados</p><p>para as células que por sua vez se desfazem do dióxido de carbono e</p><p>dos resíduos metabólicos.</p><p>Vasos Sanguíneos</p><p>• Veias:</p><p>São vasos que chegam ao coração, trazendo o sangue dos órgãos e</p><p>tecidos. A parede das veias, assim como a das artérias, também é</p><p>formada por três camadas. A diferença, porém, é que a camada</p><p>muscular e a conjuntiva são menos espessas que suas</p><p>correspondentes arteriais.</p><p>Além disso, diferentemente das artérias, as veias de maior calibre</p><p>apresentam válvulas em seu interior, que impedem o refluxo de</p><p>sangue e garante sua circulação em um único sentido.</p><p>Circulação Arterial e Venosa</p><p>• Veias:</p><p>São vasos que chegam ao coração, trazendo o sangue dos órgãos e</p><p>tecidos. A parede das veias, assim como a das artérias, também é</p><p>formada por três camadas. A diferença, porém, é que a camada</p><p>muscular e a conjuntiva são menos espessas que suas</p><p>correspondentes arteriais.</p><p>Além disso, diferentemente das artérias, as veias de maior calibre</p><p>apresentam válvulas em seu interior, que impedem o refluxo de</p><p>sangue e garante sua circulação em um único sentido.</p><p>Circulação Arterial e Venosa</p><p>Circulação arterial e venosa</p><p>Circulação arterial</p><p>� A principal artéria do organismo é a aorta, que tem origem no</p><p>ventrículo esquerdo, e em seguida, dirige-se para a direita, e</p><p>para cima dentro do mediastino médio, constituindo a artéria</p><p>aorta ascendente, da qual têm origem as artérias coronárias.</p><p>� A partir daí, curva-se para a esquerda e para trás, adentrando no</p><p>mediastino superior e formando o arco aórtico, ao nível da</p><p>segunda articulação esternocostal do lado direito, do qual são</p><p>emitidos o tronco arterial braquiocefálico, a artéria carótida</p><p>comum esquerda e a artéria subclávia esquerda.</p><p>Circulação arterial</p><p>� A artéria aorta descendente, formada a partir de T4, constitui a</p><p>continuação do arco aórtico e possui uma parte torácica e outra</p><p>abdominal.</p><p>� A parte torácica da aorta desce no mediastino posterior,</p><p>inicialmente à esquerda da coluna vertebral, aproximando-se da</p><p>linha mediana à medida que desce, sendo sua terminação</p><p>anterior à coluna vertebral.</p><p>� Esta parte da aorta descendente constitui uma importante fonte</p><p>da irrigação da parede do tórax, e seus ramos intercostais</p><p>posteriores formam com os ramos da torácica interna uma via</p><p>de circulação colateral em caso de obstrução progressiva da</p><p>aorta.</p><p>Circulação arterial</p><p>� A parte abdominal da aorta descendente começa entre T12 e L1,</p><p>e termina ao nível de L4, ao dividir-se em artérias ilíacas</p><p>comuns. A artéria relaciona-se, anteriormente, com o tronco</p><p>celíaco, o pâncreas, a bolsa omental, a veia renal esquerda, a</p><p>parte ascendente do duodeno e a raiz do mesentério.</p><p>� À direita, relaciona-se com a cisterna do quilo, o ducto torácico e</p><p>a veia cava inferior. A aorta abdominal fornece praticamente</p><p>toda a irrigação parietal e visceral do abdome, além de dar</p><p>origem às artérias ilíacas que suprem a pelve e os membros</p><p>inferiores.</p><p>Circulação arterial</p><p>� Outra artéria que possui função importante é a artéria</p><p>pulmonar, afinal ela transporta o sangue proveniente do coração</p><p>até o pulmão para sofrer o processo chamado hematose. Tem</p><p>origem como projeção do ventrículo direito.</p><p>� Recoberto pelo pericárdio fibroso e projeta-se para cima, numa</p><p>extensão de 5cm, situando-se à esquerda da aorta ascendente,</p><p>onde se divide em artéria pulmonar direita e artéria pulmonar</p><p>esquerda.</p><p>Circulação arterial</p><p>� As artérias cerebrais anteriores (ramos da artéria carótida interna)</p><p>e as artérias cerebrais posteriores (ramos da artéria basilar)</p><p>formam o círculo arterial do cérebro (polígono de Willis), do qual</p><p>se originam as artérias que irrigam a maior parte do encéfalo.</p><p>� A partir da borda externa da primeira costela, as artérias</p><p>subclávias são denominadas artérias axilares (direita e esquerda),</p><p>as quais emitem ramos que irrigam a axila, o tórax e o ombro.</p><p>� As artérias axilares continuam como artérias braquiais (direita e</p><p>esquerda), que emitem ramos que irrigam o ombro e o braço e,</p><p>no cotovelo, se dividem em artérias radial e ulnar, as quais correm</p><p>pelo antebraço e emitem ramos que irrigam o antebraço e o</p><p>cotovelo.</p><p>Circulação arterial</p><p>� A artéria ulnar, ao deixar o antebraço, divide-se em um ramo</p><p>palmar profundo (que se une à artéria radial para formar o arco</p><p>palmar profundo) e no arco palmar superficial, que emite ramos</p><p>digitais palmares.</p><p>� Deste modo, ocorre a irrigação da mão e de seus dedos. As</p><p>artérias ilíacas comuns, direita e esquerda, se dividem, em cada</p><p>membro inferior, em artérias ilíacas interna e externa.</p><p>Circulação arterial</p><p>� A artéria ilíaca interna (hipogástrica) emite ramos parietais e</p><p>viscerais, enquanto que a artéria ilíaca externa, abaixo do</p><p>ligamento inguinal, continua descendo pela coxa como artéria</p><p>femoral, a qual emite ramos que irrigam a parede abdominal</p><p>inferior, a genitália externa e o membro inferior.</p><p>� Na fossa poplítea (área atrás do joelho), a artéria femoral é</p><p>denominada artéria poplítea, a qual emite ramos que irrigam o</p><p>joelho e, na perna, termina se dividindo na artéria tibial</p><p>anterior, que emite ramos que irrigam a região anterior da perna</p><p>e o tornozelo e continua como a artéria dorsal do pé que</p><p>termina em um ramo plantar profunda, formando o arco</p><p>plantar.</p><p>Circulação arterial</p><p>� Do arco plantar saem as artérias metatársicas plantares, que se</p><p>anastomosam com as artérias metatársicas dorsais, ramos da</p><p>artéria dorsal do pé, que originam as artérias digitais dorsais, e</p><p>as artérias digitais plantares, irrigando o pé e seus dedos.</p><p>� Estas artérias se dividem em ramos progressivamente menores</p><p>até os capilares sistêmicos, que realizam trocas gasosas com os</p><p>tecidos, ou seja, o oxigênio (O2) dos capilares se difundem para</p><p>os tecidos e o gás carbônico (CO2) do metabolismo dos tecidos</p><p>se difunde para o interior dos capilares.</p><p>Circulação venosa</p><p>� Estes capilares</p><p>sistêmicos, carregando sangue desoxigenado</p><p>(venoso), unem-se em vênulas e veias. Todas as veias da</p><p>circulação sistêmica drenam para as veias cavas superior e</p><p>inferior ou ao seio coronário (como as veias que drenam o</p><p>coração), desembocando no átrio direito.</p><p>� Tanto nos membros superiores quanto nos membros inferiores,</p><p>a drenagem venosa se faz pelos sistemas venosos: superficial e</p><p>profundo.</p><p>� Em relação aos membros superiores, no que se refere ao</p><p>sistema superficial, as artérias digitais palmares e dorsais e veias</p><p>profundas formam a rede venosa dorsal da mão.</p><p>Circulação venosa</p><p>� As duas veias mais importantes que sobem deste arco são as</p><p>cefálica e basílica. A veia cefálica origina-se do lado radial da</p><p>rede venosa dorsal e percorre o antebraço até desembocar na</p><p>artéria axilar. A veia basílica origina-se do lado ulnar da rede</p><p>venosa dorsal e caminha pelo antebraço até unir-se à veia</p><p>braquial, formando a veia axilar.</p><p>� A veia mediana do antebraço origina-se na rede venosa palmar,</p><p>sobe pelo antebraço anterior entre as veias cefálica e basílica e,</p><p>no cotovelo, se une à veia basílica ou à veia cefálica ou à veia</p><p>mediana do cotovelo. A veia mediana do cotovelo liga as</p><p>artérias basílica e cefálica na parte anterior do cotovelo.</p><p>Circulação venosa</p><p>� O sistema profundo, em relação aos membros superiores, é</p><p>formado por veias satélites, que acompanham em dupla as</p><p>artérias. As veias braquiais, originadas das veias radiais e</p><p>ulnares, são veias profundas que acompanham a artéria</p><p>braquial, formando a veia axilar ao se juntar com a veia basílica.</p><p>� A veia axilar, na borda externa da primeira costela, continua</p><p>como veia subclávia, a qual acompanha a artéria subclávia. A</p><p>veia subclávia (direita e esquerda) se junta à veia jugular interna</p><p>(que drena parte da cabeça e do pescoço), formando a veia</p><p>braquiocefálica (direita e esquerda). As veias braquiocefálicas</p><p>direita e esquerda se unem para formar a veia cava superior.</p><p>Circulação venosa</p><p>� Nos membros inferiores, no que diz respeito ao sistema</p><p>superficial, as veias digitais formam as veias metatársicas</p><p>dorsais, que desembocam no arco venoso dorsal, o qual se</p><p>comunica com o arco venoso plantar. Do lado medial do arco</p><p>venoso dorsal, ascende à veia safena magna pela região</p><p>anteromedial da perna e da coxa e termina na veia femural.</p><p>� Do lado lateral do arco venoso dorsal, ascende à veia safena</p><p>parva pela região posterior da perna, até desembocar na veia</p><p>poplítea, na região posterior do joelho. As veias perfurantes (ou</p><p>conectantes) conectam as veias superficiais às veias profundas.</p><p>Circulação venosa</p><p>� No caso do sistema profundo para os membros inferiores, as</p><p>veias digitais plantares juntam-se com a rede venosa plantar</p><p>para formar as veias metatársicas plantares, as quais se unem</p><p>formando o arco venoso plantar, do qual emergem veias</p><p>plantares laterais e mediais que se unem para formar as veias</p><p>tibiais posteriores, que recebem as veias fibulares e unem-se</p><p>com as veias tibiais anteriores para formar as veias poplíteas, as</p><p>quais continuam como veias femorais, que se tornam as veias</p><p>ilíacas externas.</p><p>Circulação venosa</p><p>� As veias glútea superior e inferior, as veias pudendas internas, a</p><p>veia dorsal profunda do pênis (que drena para o plexo</p><p>prostático) ou do clitóris (que drena para o plexo vesical)</p><p>acompanham as artérias e, como os plexos venosos retal,</p><p>vesical, prostático, uterino, vaginal e sacral, desembocam na</p><p>veia ilíaca interna (hipogástrica).</p><p>� As veias ilíacas externas se unem às veias ilíacas internas para</p><p>formar as veias ilíacas comuns (direita e esquerda), que formam</p><p>a veia cava inferior, a qual ascende à direita da aorta.</p><p>Circulação venosa</p><p>� A veia gonadal (testicular e ovárica) direita e a veia suprarrenal</p><p>direita desembocam na veia cava inferior. As esquerdas</p><p>desembocam na veia renal esquerda. As veias renais (direita e</p><p>esquerda) desembocam na veia cava inferior.</p><p>� As veias frênicas inferiores direitas desembocam na veia cava</p><p>inferior e as veias cavas inferiores e esquerdas desembocam na</p><p>suprarrenal esquerda, na renal esquerda ou na veia cava</p><p>inferior.</p><p>Circulação venosa</p><p>� As veias hepáticas são várias veias que recebem sangue das</p><p>veias centrais do fígado e que desembocam na veia cava</p><p>inferior. As veias lombares são 4 ou 5 veias de cada lado, que</p><p>acompanham as artérias lombares, drenam a parede posterior</p><p>do abdome, o canal vertebral, a medula espinhal e as meninges,</p><p>e desembocam na veia cava inferior ou na ilíaca comum.</p><p>� A veia lombar ascendente direita se une à veia subcostal direita</p><p>para formar a veia ázigos. A veia lombar ascendente esquerda se</p><p>une à veia subcostal esquerda para formar a veia hemiázigos.</p><p>Circulação venosa</p><p>� A veia retal (ou hemorroidária) superior (que drena a parte</p><p>superior do plexo retal) e veia cólica esquerda (que acompanha</p><p>a artéria cólica esquerda) desembocam na veia mesentérica</p><p>inferior. A veia mesentérica inferior acompanha a artéria</p><p>mesentérica inferior e desemboca na veia esplênica (lienal).</p><p>� A veia esplênica (lienal) (formada por diversos ramos no hilo do</p><p>baço) e a veia mesentérica superior (acompanha a artéria</p><p>mesentérica superior) se unem para formar a veia porta, a qual</p><p>recebe a veia gástrica esquerda (que acompanha a artéria</p><p>gástrica esquerda) e, no hilo hepático, a veia porta divide-se em</p><p>ramos direito e esquerdo.</p><p>Circulação venosa</p><p>� O sangue venoso da veia porta (vindo dos intestinos) alcança,</p><p>então, os sinusoides hepáticos, que drenam para as veias</p><p>hepáticas, as quais desembocam na veia cava inferior.</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Digestório</p><p>� De acordo com Brasil (2003a), os alimentos só podem ser</p><p>absorvidos pelo organismo uma vez sofram modificações</p><p>químicas que possibilitem sua absorção pela corrente</p><p>circulatória.</p><p>� O aparelho digestivo processa estes alimentos, produzindo</p><p>substâncias em uma forma que possa ser absorvida e</p><p>aproveitada pelas células. A este processo dá-se o nome de</p><p>digestão. Os nutrientes não absorvidos são eliminados sob a</p><p>forma de fezes.</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Digestório</p><p>� Na digestão, as grandes moléculas orgânicas presentes nos</p><p>alimentos, como proteínas, carboidratos, lipídios, entre outros,</p><p>são quebradas em moléculas menores pela ação de enzimas</p><p>digestivas, num processo chamado de catabolismo.</p><p>� Estas enzimas diferem entre si pela substância que irão digerir</p><p>(substrato), locais de atuação ao longo do tubo digestivo e</p><p>condições de acidez (pH) ideais para seu funcionamento.</p><p>Composição do Tubo Digestivo</p><p>� O tubo digestivo é constituído pela</p><p>boca, faringe, esôfago, estômago,</p><p>intestino delgado, intestino grosso,</p><p>ampola retal ou reto e ânus, e por</p><p>órgãos auxiliares da digestão</p><p>denominados órgãos anexos: o</p><p>pâncreas, a vesícula biliar e o fígado.</p><p>� Os órgãos digestivos são revestidos</p><p>por células epiteliais, cuja função é</p><p>fabricar o muco que permite o</p><p>deslizamento do bolo alimentar e</p><p>secretar as enzimas que irão</p><p>quebrar as grandes moléculas. Tubo digestivo</p><p>Composição do Tubo Digestivo</p><p>� A abertura pela qual o alimento entra no tubo digestivo é a</p><p>boca. A boca é constituída por: rima bucal, que é uma fissura</p><p>que comunica a boca com o meio externo anteriormente; istmo</p><p>das fauces (localizado na orofaringe), abertura que delimita a</p><p>boca posteriormente; o vestíbulo da boca, que é o espaço</p><p>limitado por um lado pelos lábios e bochechas e por outro pelas</p><p>gengivas e dentes; língua; palato duro (céu da boca); palato</p><p>mole (região onde se situa a úvula ou “campainha” da garganta);</p><p>e três pares de glândulas: as parótidas, as submandibulares e as</p><p>sublinguais, que são responsáveis pela liberação da saliva,</p><p>denominadas glândulas salivares maiores, porque além delas</p><p>existem pequenas glândulas salivares esparsas.</p><p>Composição do Tubo Digestivo</p><p>� Estas glândulas secretam cerca de um litro e meio de saliva</p><p>diariamente – a qual é basicamente composta por água, o que</p><p>auxilia a diluir o bolo alimentar, e enzimas.</p><p>Boca</p><p>Composição do</p><p>Tubo Digestivo</p><p>� O alimento é triturado pelos dentes com o auxílio da língua e</p><p>posteriormente empurrado em direção à faringe, num processo</p><p>denominado de deglutição.</p><p>� Ainda na boca, além da trituração, o alimento começa a sofrer a</p><p>atuação de uma enzima liberada pelas glândulas salivares,</p><p>chamadas amilase salivar ou ptialina, que tem a função de</p><p>começar a digerir o amido e os carboidratos do bolo alimentar.</p><p>� O sistema nervoso autônomo controla as glândulas salivares, no</p><p>entanto, fatores químico-físicos e psíquicos podem interferir em</p><p>sua secreção.</p><p>Composição do Tubo Digestivo</p><p>� Os dentes são estruturas duras, calcificadas, presas ao maxilar</p><p>superior e mandíbula, tendo a mastigação como atividade</p><p>principal.</p><p>Estrutura dos dentes</p><p>Composição do Tubo Digestivo</p><p>� Os dentes estão implicados, de forma direta, na articulação das</p><p>linguagens. Os nervos sensitivos e os vasos sanguíneos do</p><p>centro de qualquer dente estão protegidos por várias camadas</p><p>de tecido.</p><p>� A mais externa, o esmalte, é a substância mais dura. Sob o</p><p>esmalte, circulando a polpa, da coroa até a raiz, situa-se uma</p><p>camada de substância óssea chamada dentina.</p><p>� A cavidade pulpar é ocupada pela polpa dental, que é um tecido</p><p>conjuntivo frouxo, ricamente vascularizado e inervado.</p><p>Composição do Tubo Digestivo</p><p>� O que separa a raiz do ligamento peridental é um tecido duro,</p><p>chamado cemento, que na estrutura e composição química se</p><p>assemelha ao osso. Dispõe-se como uma camada fina sobre as</p><p>raízes dos dentes. Por meio de um orifício aberto na</p><p>extremidade da raiz penetram os vasos sanguíneos, os nervos e</p><p>o tecido conjuntivo.</p><p>� O que separa a raiz do ligamento peridental é um tecido duro,</p><p>chamado cemento, que na estrutura e composição química se</p><p>assemelha ao osso. Dispõe-se como uma camada fina sobre as</p><p>raízes dos dentes. Por meio de um orifício aberto na</p><p>extremidade da raiz penetram os vasos sanguíneos, os nervos e</p><p>o tecido conjuntivo.</p><p>Composição do Tubo Digestivo</p><p>� A glândula parótida está situada lateralmente na face, anterior</p><p>ao pavilhão auricular. O ducto parotídico, que é seu canal</p><p>excretor, se abre no vestíbulo da boca ao nível do segundo molar</p><p>superior.</p><p>� A glândula submandibular está situada anteriormente à parte</p><p>mais inferior da parótida. Seu ducto submandibular se abre no</p><p>assoalho da boca, abaixo da língua. A glândula sublingual está</p><p>situada lateralmente e inferiormente à língua.</p><p>Composição do Tubo Digestivo</p><p>� A língua exerce importantes funções</p><p>na mastigação, na deglutição, como</p><p>órgão gustativo e na articulação das</p><p>palavras. A língua é dividida em duas</p><p>porções: o corpo, parte anterior, e a</p><p>raiz, parte posterior. Esta divisão é</p><p>feita pelo sulco terminal.</p><p>� Na mucosa que reveste a língua é</p><p>possível identificar uma série de</p><p>projeções, as papilas linguais, que</p><p>são de vários tipos. As maiores são</p><p>denominadas papilas valadas que se</p><p>localizam nos receptores gustativos. A língua</p><p>Composição do Tubo Digestivo</p><p>� Na superfície da língua existem dezenas de papilas gustativas,</p><p>cujas células sensoriais percebem os quatro sabores primários:</p><p>amargo, azedo ou ácido, salgado e doce.</p><p>� Durante a deglutição, o alimento passa por uma válvula</p><p>denominada epiglote – responsável, a partir de mecanismos</p><p>reflexos, pelo fechamento da laringe, impedindo, desse modo,</p><p>que o bolo alimentar penetre nas vias aéreas.</p><p>� Posteriormente, passará pela faringe, situada no final da</p><p>cavidade bucal, é um canal comum aos sistemas digestório e</p><p>respiratório.</p><p>Composição do Tubo Digestivo</p><p>� O esôfago é o canal que liga a</p><p>faringe ao estômago.</p><p>Localiza-se entre os pulmões,</p><p>atrás do coração, e atravessa</p><p>o músculo diafragma, que</p><p>separa o tórax do abdômen.</p><p>Possui três porções: cervical,</p><p>torácica e abdominal.</p><p>O esôfago</p><p>Composição do Tubo Digestivo</p><p>� A porção torácica é a maior delas e situa-se ventralmente a</p><p>coluna vertebral e dorsalmente a traqueia. O bolo alimentar leva</p><p>de 5 a 10 segundos para percorrê-lo. Esse transporte se dá por</p><p>meio dos movimentos peristálticos (inclusão e reorganização de</p><p>conteúdo).</p><p>� Ao se dirigir ao estômago o alimento ainda passa por outra</p><p>válvula denominada cárdia, cuja função é impedir o refluxo do</p><p>bolo alimentar para o esôfago. Em crianças recém-nascidas, cuja</p><p>cárdia ainda não está bem formada, o refluxo é frequente</p><p>(BRASIL, 2003a).</p><p>Composição do Tubo Digestivo</p><p>� O estômago é um órgão que digere os</p><p>alimentos e secreta hormônios. Tem como</p><p>principal função continuar a digestão dos</p><p>hidratos de carbono, iniciada na boca, e</p><p>transformar</p><p>os alimentos ingeridos, mediante</p><p>contração muscular, em uma massa</p><p>semilíquida e altamente ácida,</p><p>de nome quimo.</p><p>O estômago</p><p>Composição do Tubo Digestivo</p><p>� O estômago divide-se em: fundo, que é uma região superior que</p><p>se projeta para o diafragma; corpo, a sua maior parte; antro</p><p>pilórico, que é a parte final que se comunica com o duodeno e</p><p>que se abre e fecha alternadamente, liberando pequenas</p><p>quantidades de quimo para intestino delgado.</p><p>� O estômago possui dois esfíncteres, sendo o superior a cárdia,</p><p>que se comunica com o esôfago; e o inferior, que é o piloro, é a</p><p>parte que se comunica com o duodeno e que se abre e fecha</p><p>alternadamente, liberando pequenas quantidades de quimo</p><p>para intestino delgado.</p><p>Composição do Tubo Digestivo</p><p>� Como exposto em Brasil (2003a), no estômago, o bolo alimentar</p><p>sofre a ação de uma secreção estomacal denominada suco</p><p>gástrico, rica em ácido clorídrico e em duas enzimas, a pepsina e</p><p>a renina, secretadas pela mucosa estomacal.</p><p>� Uma vez que passa pelo estômago, o alimento alcança o</p><p>intestino delgado, um tubo com pouco mais de 6m de</p><p>comprimento por 4cm de diâmetro, e que é dividido em três</p><p>regiões: duodeno se inicia no óstio pilórico e termina na flexura</p><p>duodeno jejunal; Jejuno e Íleo (cerca de 1,5cm).</p><p>Composição do Tubo Digestivo</p><p>� O duodeno é a primeira porção do intestino delgado, que se</p><p>inicia no óstio pilórico e termina na flexura duodeno jejunal. Ele</p><p>recebe este nome por ter seu comprimento aproximadamente</p><p>igual à largura de doze dedos (25cm).</p><p>� É a única porção do intestino delgado que é fixa. Não possui</p><p>mesentério. Jejuno é a parte do intestino delgado que faz</p><p>continuação ao duodeno, recebe este nome porque sempre que</p><p>é aberto se apresenta vazio. É mais largo (aproximadamente</p><p>5cm), sua parede é mais espessa, mais vascular e de cor mais</p><p>forte que o íleo.</p><p>Composição do Tubo Digestivo</p><p>� Este é o último segmento do intestino delgado que faz</p><p>continuação ao jejuno. Recebe este nome por possuir relação</p><p>anatômica com o osso ilíaco. É mais estreito e suas túnicas são</p><p>mais finas e menos vascularizadas que o jejuno. Distalmente, o</p><p>íleo desemboca no intestino grosso, num orifício que recebe o</p><p>nome de óstio ileocecal.</p><p>� Juntos, o jejuno e o íleo medem 6 a 7 metros de comprimento. A</p><p>maior parte do jejuno situa-se no quadrante superior esquerdo,</p><p>enquanto a maior parte do íleo situa-se no quadrante inferior</p><p>direito. O jejuno e o íleo, ao contrário do duodeno, são móveis.</p><p>Composição do Tubo Digestivo</p><p>� A superfície do intestino delgado é coberta por projeções em</p><p>forma de dedo com 0.5 a 1.5mm, chamadas vilosidades que, por</p><p>sua vez, são cobertas por microscópicas microvilosidades. A</p><p>função desta estrutura é aumentar enormemente a superfície</p><p>de absorção do Intestino Delgado.</p><p>� A digestão do quimo ocorre predominantemente no duodeno e</p><p>nas primeiras porções do jejuno. É nele que desembocam os</p><p>ductos colédocos (traz a bile) e o pancreático (traz a secreção</p><p>pancreática).</p><p>Composição do Tubo Digestivo</p><p>� No duodeno o bolo alimentar é neutralizado pelo bicarbonato</p><p>de cálcio liberado pela mucosa intestinal, induzido por um</p><p>hormônio denominado secretina; nesse momento, já</p><p>neutralizada sua acidez, o bolo alimentar recebe o nome de</p><p>quilo.</p><p>� Posteriormente, o quilo sofrerá a ação do suco entérico,</p><p>liberado por milhares de glândulas existentes na mucosa</p><p>intestinal, que contêm as enzimas enteroquinases, cuja função é</p><p>ativar a tripsina</p><p>(uma enzima pancreática), e peptidases, que</p><p>atuam na digestão dos peptídeos.</p><p>Composição do Tubo Digestivo</p><p>Duodeno</p><p>Composição do Tubo Digestivo</p><p>� Produzido no pâncreas, o suco pancreático é levado até o</p><p>duodeno pelo canal colédoco. Nele, encontram-se as enzimas</p><p>tripsina e quimiotripsina, que irão digerir as proteínas; a lipase</p><p>pancreática, que digere lipídios; e a amilase pancreática, que</p><p>continuará a digerir o amido não digerido na boca pela ptialina.</p><p>� É também no duodeno que o bolo alimentar receberá a ação da</p><p>bile. Produzida no fígado e armazenada na vesícula biliar, a bile</p><p>não é uma enzima, mas sais que irão emulsificar, ou seja,</p><p>quebrar, moléculas grandes de gordura em moléculas menores,</p><p>possibilitando, assim, a ação da lipase.</p><p>Composição do Tubo Digestivo</p><p>� O intestino grosso pode ser comparado com uma ferradura,</p><p>aberta para baixo. Mede cerca de 6,5cm de diâmetro e 1,5m de</p><p>comprimento. Ele se estende do íleo até o ânus e está fixo à</p><p>parede posterior do abdômen pelo mesecolo.</p><p>� O intestino grosso absorve a água com tanta rapidez que, em</p><p>cerca de 14 horas, o material alimentar toma a consistência</p><p>típica do bolo fecal. Este apresenta algumas diferenças em</p><p>relação ao intestino delgado: o calibre, as tênias, os haustros e</p><p>os apêndices epiploicos.</p><p>Composição do Tubo Digestivo</p><p>Intestino grosso</p><p>Composição do Tubo Digestivo</p><p>� O intestino grosso é mais calibroso que o intestino delgado, por</p><p>isso recebe o nome de grosso. O calibre vai gradativamente</p><p>afinando, conforme vai chegando ao canal anal.</p><p>� A tênias do cólon (fitas longitudinais) são três faixas de</p><p>aproximadamente 1cm de largura, que percorrem o intestino</p><p>grosso em toda sua extensão. São mais evidentes no ceco e no</p><p>cólon ascendente.</p><p>� Os haustros do cólon (saculações) são abaulamentos ampulares</p><p>separados por sulcos transversais. Os apêndices epiploicos são</p><p>pequenos pingentes amarelados constituídos por tecido</p><p>conjuntivo rico em gordura. Aparecem principalmente no cólon</p><p>sigmoide.</p><p>Composição do Tubo Digestivo</p><p>� O intestino grosso é dividido em 4 partes principais: ceco</p><p>(cecum), cólon (ascendente, transverso, descendente e</p><p>sigmoide), reto e ânus. A primeira parte é o ceco, que é o</p><p>segmento de maior calibre, que se comunica com o íleo.</p><p>� Para impedir o refluxo do material proveniente do intestino</p><p>delgado, existe uma válvula localizada na junção do íleo com o</p><p>ceco - válvula ileocecal (iliocólica). No fundo do ceco,</p><p>encontra-se o Apêndice Vermiforme.</p><p>Composição do Tubo Digestivo</p><p>� A porção seguinte do intestino grosso é o cólon, segmento que</p><p>se prolonga do ceco até o ânus. Divide-se em:</p><p>a) colo ascendente: é a segunda parte do intestino grosso.</p><p>Passa para cima do lado direito do abdome, a partir do ceco</p><p>para o lobo direito do fígado, onde se curva para a esquerda na</p><p>flexura direita do colo (flexura hepática);</p><p>b) colo transverso: é a parte mais larga e mais móvel do</p><p>intestino grosso. Ele cruza o abdome a partir da flexura direita</p><p>do colo até a sua flexura esquerda, onde se curva inferiormente</p><p>para tornar-se colo descendente. A flexura esquerda do colo</p><p>(flexura esplênica) é normalmente mais superior, mais aguda e</p><p>menos móvel do que a flexura direita do colo;</p><p>Composição do Tubo Digestivo</p><p>c) colo descendente: passa retroperitonealmente a partir da</p><p>flexura esquerda do colo para a fossa ilíaca esquerda, onde ele é</p><p>contínuo com o colo sigmoide;</p><p>d) colo sigmoide: é caracterizado pela sua alça em forma de “S”,</p><p>de comprimento variável. O colo sigmoide une o colo</p><p>descendente ao reto. A terminação das tênias do colo,</p><p>aproximadamente a 15cm do ânus, indica a junção reto-sigmoide;</p><p>e) flexura hepática: entre o cólon ascendente e o cólon transverso;</p><p>f) flexura esplênica: entre o cólon transverso e o cólon</p><p>descendente.</p><p>Composição do Tubo Digestivo</p><p>� O reto recebe este nome por ser quase retilíneo. Este segmento</p><p>do intestino grosso termina ao perfurar o diafragma da pelve</p><p>(músculos levantadores do ânus), passando a se chamar de</p><p>canal anal.</p><p>� O canal anal, apesar de bastante curto (3 cm de comprimento),</p><p>é importante por apresentar algumas formações essenciais para</p><p>o funcionamento intestinal, das quais citam-se os esfíncteres</p><p>anais.</p><p>Composição do Tubo Digestivo</p><p>� O esfíncter anal interno é o mais profundo, e resulta de um</p><p>espessamento de fibras musculares lisas circulares, sendo</p><p>consequentemente involuntário.</p><p>� O esfíncter anal externo é constituído por fibras musculares</p><p>estriadas, que se dispõem circularmente em torno do esfíncter</p><p>anal interno, sendo este voluntário. Ambos os esfíncteres devem</p><p>relaxar antes que a defecação possa ocorrer.</p><p>Composição do Tubo Digestivo</p><p>� O Pâncreas um órgão achatado, no sentido anteroposterior, que</p><p>apresenta uma face anterior e outra posterior, com uma borda</p><p>superior e inferior, e sua localização é posterior ao estômago.</p><p>O comprimento varia de</p><p>12,5 a 15cm e seu peso</p><p>na mulher é de 14,95g,</p><p>e no homem 16,08g.</p><p>O pâncreas divide-se em</p><p>cabeça (aloja-se na curva</p><p>do duodeno), colo, corpo</p><p>(dividido em três partes:</p><p>anterior, posterior e</p><p>inferior) e cauda.</p><p>Pâncreas</p><p>Composição do Tubo Digestivo</p><p>� Tem as seguintes funções:</p><p>a) dissolver carboidrato (amilase pancreática);</p><p>b) dissolver proteínas (tripsina, quimotripsina,</p><p>carboxipeptidase e elastase);</p><p>c) dissolver triglicerídeos nos adultos (lípase pancreática);</p><p>d) dissolver ácido nucleicos (ribonuclease e</p><p>desoxirribonuclease).</p><p>Ducto pancreático</p><p>� O ducto pancreático principal começa na cauda do pâncreas e</p><p>corre para sua cabeça, onde se curva inferiormente e está</p><p>intimamente relacionado com o ducto colédoco. O ducto</p><p>pancreático se une ao ducto colédoco (fígado e vesícula biliar) e</p><p>entra no duodeno como um ducto comum, chamado ampola</p><p>hepatopancreática.</p><p>� O fígado é a maior glândula do organismo, e é também a mais</p><p>volumosa víscera abdominal. Sua localização é na região</p><p>superior do abdômen, logo abaixo do diafragma, ficando mais à</p><p>direita. Isto é, normalmente 2/3 de seu volume estão à direita</p><p>da linha mediana e 1/3 à esquerda. Pesa cerca de 1,500g e</p><p>responde por aproximadamente 1/40 do peso do corpo adulto.</p><p>Ducto pancreático</p><p>� O fígado apresenta duas faces: diafragmática e visceral. A face</p><p>diafragmática (anterossuperior) é convexa e lisa,</p><p>relacionando-se com a cúpula diafragmática. A face visceral</p><p>(posteroinferior) é irregularmente côncava pela presença de</p><p>impressões viscerais.</p><p>Fígado</p><p>Ducto pancreático</p><p>� O fígado é dividido em lobos. A face diaframática apresenta um</p><p>lobo direito e um lobo esquerdo, sendo o direito pelo menos</p><p>duas vezes maior que o esquerdo.</p><p>� A divisão dos lobos é estabelecida pelo ligamento falciforme. Na</p><p>extremidade desse ligamento encontra-se um cordão fibroso</p><p>resultante da obliteração da veia umbilical, conhecido como</p><p>ligamento redondo do fígado.</p><p>Ducto pancreático</p><p>� A face visceral é subdividida em 4 lobos (direito, esquerdo,</p><p>quadrado e caudado) pela presença de depressões em sua área</p><p>central, que no conjunto se compõem formando um "H", com 2</p><p>ramos anteroposteriores e um transversal que os une.</p><p>� Embora o lobo direito seja considerado por muitos anatomistas</p><p>como incluindo o lobo quadrado (inferior) e o lobo caudado</p><p>(posterior), com base na morfologia interna, os lobos quadrado</p><p>e caudado pertencem mais apropriadamente ao lobo esquerdo.</p><p>Ducto pancreático</p><p>� A face visceral é subdividida em 4 lobos (direito, esquerdo,</p><p>quadrado e caudado) pela presença de depressões em sua área</p><p>central, que no conjunto se compõem formando um "H", com 2</p><p>ramos anteroposteriores e um transversal que os une.</p><p>� Embora o lobo direito seja considerado por muitos anatomistas</p><p>como incluindo o lobo quadrado (inferior) e o lobo caudado</p><p>(posterior), com base na morfologia interna, os lobos quadrado</p><p>e caudado pertencem mais apropriadamente ao lobo esquerdo.</p><p>Ducto pancreático</p><p>� A função digestiva do fígado é produzir a bile, uma secreção</p><p>verde amarelada, que é transportada para o duodeno. A bile é</p><p>produzida</p><p>no fígado e armazenada na vesícula biliar, que a libera</p><p>quando gorduras entram no duodeno. A bile emulsiona a</p><p>gordura e a distribui para a parte distal do intestino, a fim de</p><p>colaborar na digestão e absorção dos nutrientes.</p><p>Ducto pancreático</p><p>� Além das citadas acima, o fígado tem as seguintes funções:</p><p>a) metabolismo dos carboidratos;</p><p>b) metabolismo dos lipídios;</p><p>c) metabolismo das proteínas;</p><p>d) processamento de fármacos e hormônios;</p><p>e) excreção da bilirrubina;</p><p>f) excreção de sais biliares;</p><p>g) armazenagem;</p><p>h) fagocitose;</p><p>i) ativação da vitamina D.</p><p>Ducto pancreático</p><p>� A vesícula biliar (7 – 10cm de comprimento) situa-se na fossa da</p><p>vesícula biliar, na face visceral do fígado. Esta fossa situa-se na</p><p>junção do lobo direito e do lobo quadrado do fígado.</p><p>� A relação da vesícula biliar com o duodeno é tão íntima que a</p><p>parte superior do duodeno normalmente é manchada com bile</p><p>no cadáver. A vesícula biliar tem capacidade para até 50ml de</p><p>bile.</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Linfático</p><p>� O sistema linfático é paralelo ao circulatório, constituído por</p><p>uma vasta rede de vasos semelhantes às veias (vasos linfáticos),</p><p>que se distribuem por todo o corpo e recolhem o líquido tissular</p><p>que não retornou aos capilares sanguíneos, filtrando-o e</p><p>reconduzindo-o à circulação sanguínea.</p><p>� É constituído pela linfa, vasos e órgãos linfáticos. Os vasos</p><p>linfáticos são capazes de transportar proteínas e partículas</p><p>grandes, que não poderiam ser removidas dos espaços teciduais</p><p>pelos capilares sanguíneos.</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Linfático</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Linfático</p><p>� A linfa tem uma particularidade de grande importância prática,</p><p>pois não coagula como o sangue, fazendo com que a lesão de</p><p>seus vasos coletores maiores espoliem o indivíduo rapidamente,</p><p>de acordo com Vivela (2012).</p><p>� Vilela (2012) afirma ainda que o sistema linfático tem como</p><p>função imunológica a ativação da resposta inflamatória e o</p><p>controle de infecções. A partir de sua simbiose com os vasos</p><p>sanguíneos, regula o balanço do fluído tissular.</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Linfático</p><p>� Este delicado balanço é possível pelo transporte unidirecional de</p><p>proteínas do tecido para o sistema sanguíneo. Em conjunção</p><p>com o trabalho dos vasos, o sistema linfático mantém o</p><p>equilíbrio entre a filtração e a reabsorção dos fluidos tissulares.</p><p>� As moléculas de proteínas transportam oxigênio e nutrientes</p><p>para as células dos tecidos, onde então removem seus resíduos</p><p>metabólicos. Várias moléculas de proteínas que não conseguem</p><p>ser transportadas pelo sistema venoso são retornadas ao</p><p>sistema sanguíneo através do linfático.</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Linfático</p><p>� Em consequência disto, o líquido linfático se torna rico em</p><p>proteínas, mas também transporta células adiposas, e outras</p><p>macromoléculas. A circulação normal de proteínas requer um</p><p>funcionamento adequado dos vasos linfáticos, caso contrário, os</p><p>espaços intersticiais podem ficar congestionados.</p><p>� Os capilares linfáticos estão presentes em quase todos os</p><p>tecidos do corpo.</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Linfático</p><p>� Os capilares mais finos vão se unindo em vasos linfáticos</p><p>maiores que terminam em dois grandes dutos principais: o</p><p>ducto torácico, que recebe a linfa procedente da parte inferior</p><p>do corpo, do lado esquerdo da cabeça, do braço esquerdo e de</p><p>partes do tórax, e o ducto</p><p>linfático, que recebe a linfa</p><p>procedente do lado direito</p><p>da cabeça, do braço direito</p><p>e de parte do tórax. Ambos</p><p>desembocam na junção das</p><p>veias subclávia e jugular</p><p>interna do coração.</p><p>Vasos linfáticos</p><p>Linfa</p><p>� Ainda conforme a autora acima citada, a linfa corresponde ao</p><p>líquido intersticial que circula dentro dos vasos linfáticos, e tem</p><p>composição quase idêntica à do plasma sanguíneo. A</p><p>concentração de proteínas da linfa gira em torno de 2 a 6%,</p><p>dependendo da parte do corpo.</p><p>� O sistema linfático representa uma das principais vias de</p><p>absorção dos nutrientes, através dos vasos linfáticos intestinais.</p><p>Neste processo, também podem ser absorvidas bactérias e</p><p>partículas maiores.</p><p>Linfa</p><p>� Esse problema é resolvido, à medida que a linfa passa através de</p><p>linfonodos interpostos no trajeto dos vasos linfáticos, onde tais</p><p>partículas e bactérias são bloqueadas e destruídas.</p><p>� A linfa é recolhida por capilares próprios, mais irregulares que os</p><p>sanguíneos. Estes, por sua vez, são tubos endoteliais que vão se</p><p>anastomosando cada vez mais, até formar coletores linfáticos</p><p>maiores.</p><p>� Ao contrário do sangue, que é impulsionado a partir dos vasos</p><p>pela força do coração, o sistema linfático não é um sistema</p><p>fechado e não tem uma bomba central. A linfa depende</p><p>exclusivamente da ação de agentes externos para poder circular.</p><p>Linfa</p><p>� A linfa move-se lentamente sob baixa pressão devido</p><p>principalmente à compressão provocada pelos movimentos dos</p><p>músculos esqueléticos que pressionam o fluido através dele. A</p><p>contração rítmica das paredes dos vasos também ajuda o fluido</p><p>através dos capilares linfáticos.</p><p>� Este fluido é, então, transportado progressivamente para vasos</p><p>linfáticos maiores acumulando-se no ducto linfático direito (para</p><p>a linfa da parte direita superior do corpo) e no duto torácico</p><p>(para o resto do corpo). Estes ductos desembocam no sistema</p><p>circulatório na veia subclávia esquerda e direita.</p><p>Ducto linfático direito</p><p>� O ducto linfático direito corre ao longo da borda medial do</p><p>músculo escaleno anterior na base do pescoço e termina na</p><p>junção da veia subclávia direita com a veia jugular interna</p><p>direita. Seu orifício é guarnecido por duas válvulas semilunares,</p><p>que evitam a passagem de sangue venoso para o ducto.</p><p>� Este é o ducto que conduz a linfa para circulação sanguínea nas</p><p>seguintes regiões do corpo: lado direito da cabeça, do pescoço e</p><p>do tórax, do membro superior direito, do pulmão direito, do</p><p>lado direito do coração e da face diafragmática do fígado.</p><p>Ducto torácico</p><p>� O ducto torácico é aquele que conduz a linfa da maior parte do</p><p>corpo para o sangue. É o tronco comum a todos os vasos</p><p>linfáticos, exceto os vasos citados acima (ducto linfático direito).</p><p>Estende-se da segunda vértebra lombar para a base do pescoço.</p><p>� Ele começa no abdome por uma dilatação, a cisterna do quilo,</p><p>entra no tórax a partir do hiato aórtico do diafragma e sobe</p><p>entre a aorta e a veia ázigos. Termina por desembocar no ângulo</p><p>formado pela junção da veia subclávia esquerda com a veia</p><p>jugular interna esquerda.</p><p>Órgãos Linfáticos</p><p>� Compreendem os órgãos linfáticos:</p><p>amígdalas (tonsilas), adenoides, baço, linfonodos (nódulos</p><p>linfáticos) e timo (tecido conjuntivo reticular linfóide: rico em</p><p>linfócitos).</p><p>Amígdalas (tonsilas)</p><p>� As amígdalas guardam a</p><p>entrada e a saída dos tratos</p><p>alimentar e respiratório,</p><p>contra a invasão de</p><p>microorganismos, formando</p><p>um anel linfático.</p><p>Classificam-se em tonsilas</p><p>palatinas, faríngeas e linguais.</p><p>Amígdalas (tonsilas)</p><p>As tonsilas constituem a primeira linha de defesa contra doenças e</p><p>produzem leucócitos para ajudar o organismo a lutar contra</p><p>infecções, combatendo as bactérias e os vírus que entram no</p><p>organismo através da boca, porém são órgãos vulneráveis a</p><p>infecções por esses invasores, nesses casos, ocorrem as tonsilites.</p><p>Timo</p><p>� O timo é o órgão linfático mais desenvolvido no período</p><p>pré-natal, que vai involuindo desde o nascimento até a</p><p>puberdade. O timo de uma criança é um órgão proeminente na</p><p>porção anterior do mediastino superior, enquanto que o timo de</p><p>adulto de idade avançada mal pode ser reconhecido, devido às</p><p>alterações atróficas.</p><p>Durante seu período de</p><p>crescimento ele se</p><p>aproxima muito de</p><p>uma glândula, quanto</p><p>ao aspecto e estrutura.</p><p>Timo</p><p>Timo</p><p>� O timo consiste de dois lobos laterais mantidos em estreito</p><p>contato por meio de tecido conjuntivo, o qual também forma</p><p>uma cápsula distinta para o órgão todo. Ele situa-se</p><p>parcialmente no tórax e no pescoço, estendendo-se desde a</p><p>quarta cartilagem costal até o bordo inferior da glândula</p><p>tireoidea.</p><p>� Os dois lobos geralmente variam em tamanho e forma, sendo o</p><p>direito, geralmente, sobreposto ao esquerdo. Ele apresenta uma</p><p>coloração cinzenta rosada, é mole e lobulado, medindo</p><p>aproximadamente 5cm de comprimento, 4cm de largura e 6mm</p><p>de espessura.</p><p>Timo</p><p>� O timo é uma parte importante do sistema imunológico do</p><p>corpo. Durante o crescimento fetal e na infância, está envolvido</p><p>na produção e maturação dos linfócitos T, um tipo de glóbulos</p><p>brancos do sangue. Os linfócitos T se desenvolvem no timo e,</p><p>em seguida, migram para os gânglios linfáticos do corpo.</p><p>Linfonodo</p><p>� O linfonodo consiste em um aglomerado de tecido</p><p>retículo-endotelial revestido por uma cápsula de tecido</p><p>conjuntivo. Desempenha importante papel imunológico, a partir</p><p>da filtração da linfa proveniente dos vasos linfáticos e da</p><p>produção de células linfoides e reticulares, que realizam a</p><p>defesa do organismo por meio da fagocitose e da pinocitose. O</p><p>linfonodo varia em tamanho, forma e cor.</p><p>� Cada linfonodo apresenta um hilo que corresponde ao local de</p><p>emergência, não apenas do vaso linfático, como da veia</p><p>linfonodal, que acompanha a artéria e se destina ao suprimento</p><p>sanguíneo para o linfonodo.</p><p>Linfonodo</p><p>� A conexão entre o sistema linfático e o venoso é possível por</p><p>meio da veia de drenagem do linfonodo. O número de</p><p>linfonodos varia entre as regiões e os indivíduos, e seu volume</p><p>também é variável, ocorrendo um importante aumento com a</p><p>idade, em decorrência dos processos patológicos ou agressões</p><p>que a área de drenagem tenha sofrido.</p><p>� Os principais linfonodos são o cervical profundo, o axilar, o</p><p>linfonodo pré-aórtico e o inguinal, que detalhados a seguir:</p><p>a) cervical profundo: localizados na bainha carotídea drenando</p><p>cabeça e pescoço.</p><p>Linfonodo</p><p>b) axilar: estes linfonodos drenam membros superiores,</p><p>glândulas mamárias, pele e músculos do tórax, dorso e parte</p><p>inferior do dorso do pescoço traqueobrônquico: localizados em</p><p>torno da parte torácica da traqueia e dos brônquios, drenando</p><p>os pulmões e o coração.</p><p>c) pré-aórtico: localizado ventralmente à artéria aorta,</p><p>drenando o trato gastrintestinal, fígado, pâncreas, baço e mais</p><p>de 100 linfonodos do mesentério.</p><p>d) inguinal: localizado na virilha, drena os membros inferiores,</p><p>a genitália externa e a parede anterior do abdome.</p><p>Linfonodos</p><p>Baço</p><p>� O baço é o órgão linfático, excluído da circulação linfática,</p><p>interposto na circulação sanguínea, cuja drenagem venosa passa,</p><p>obrigatoriamente, pelo fígado.</p><p>� Possui grande quantidade de macrófagos que, por meio da</p><p>fagocitose, destroem micróbios, restos de tecido, substâncias</p><p>estranhas, células do sangue em circulação já desgastadas como</p><p>eritrócitos, leucócitos e plaquetas.</p><p>Baço</p><p>Baço</p><p>Baço</p><p>� Desta forma, o baço “limpa” o sangue, funcionando como um filtro</p><p>deste fluído tão essencial. O baço também tem participação na</p><p>resposta imune, reagindo a agentes infecciosos. É considerado por</p><p>alguns cientistas como um grande nódulo linfático. Situa-se na</p><p>região do hipocôndrio, mas sua extremidade cranial se estende na</p><p>região epigástrica.</p><p>� O baço situa-se entre o fundo do estomago e o diafragma. Sua</p><p>textura é mole, de consistência muito friável, altamente</p><p>vascularizado e de uma coloração púrpura escura. O tamanho e</p><p>peso do baço variam muito, possuindo, no adulto, cerca de 12cm</p><p>de comprimento, 7cm de largura e 3cm de espessura.</p><p>Fisiologia do Sistema linfático</p><p>� As circulações linfáticas e sanguíneas estão intimamente</p><p>relacionadas. A macro e a microcirculação de retorno dos órgãos</p><p>e/ou regiões são feitas pelos sistemas venoso e linfático.</p><p>� As moléculas pequenas vão, em sua maioria, diretamente para o</p><p>sangue, sendo conduzidas pelos capilares sanguíneos, e as grandes</p><p>partículas alcançam a circulação por meio do sistema linfático.</p><p>� Entretanto, mesmo macromoléculas passam para o sangue via</p><p>capilares venosos, sendo que o maior volume do fluxo venoso faz</p><p>com que, no total, o sistema venoso capte muito mais proteínas</p><p>que o sistema linfático.</p><p>Fisiologia do Sistema linfático</p><p>� Contudo, a pequena drenagem linfática é vital para o organismo,</p><p>ao baixar a concentração proteica média dos tecidos e propiciar a</p><p>pressão tecidual negativa fisiológica que previne a formação do</p><p>edema e recupera a proteína extravasada.</p><p>� A formação e a condução da linfa são condicionadas por diversos</p><p>sistemas. Um deles, em nível molecular, é o sistema angiolacunar</p><p>de líquidos e eletrólitos.</p><p>Fisiologia do Sistema linfático</p><p>� Dentro deste sistema de difusão, e por ele potencializado,</p><p>insere-se o sistema de ultrafiltração capilar sanguíneo,</p><p>somando-se, ainda no nível microscópio, às trocas líquidas,</p><p>pressóricas e proteicas do plasma dos interstícios e dos capilares</p><p>linfáticos.</p><p>� Nos membros, instalam-se forças ainda mais grosseiras, e</p><p>localmente mais intensas, que surgem em determinadas situações,</p><p>tais como qualquer movimentação e compressão tecidual.</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Sanguíneo</p><p>� O sangue funciona como o meio de transporte do corpo. Possui</p><p>elementos tão importantes que uma falha sua pode causar a morte</p><p>dos que esperam suas “mercadorias”: as células.</p><p>� É formado por uma massa líquida, contida num compartimento</p><p>fechado, nomeado de aparelho circulatório, e mantida em</p><p>movimento regular e unidirecional devido às contrações rítmicas</p><p>do coração. Num adulto, seu volume total é de aproximadamente</p><p>5,5 litros.</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Sanguíneo</p><p>� Para executar com precisão suas funções, tais como suprir</p><p>as necessidades alimentares dos tecidos, transportar</p><p>detritos das células para serem eliminados além de</p><p>conduzir substâncias e gases de uma parte a outra do</p><p>corpo, possibilitando o bom funcionamento das células, o</p><p>sangue necessita de elementos especiais em sua</p><p>composição, os quais serão citados.</p><p>� Ao colher uma pequena quantidade de sangue observa-se</p><p>que em pouco tempo haverá a separação entre um líquido</p><p>amarelado e uma massa vermelha (coágulo). Assim,</p><p>verifica-se que o sangue é formado de uma parte líquida,</p><p>denominada plasma, e de uma parte sólida, composta por</p><p>células e fragmentos de células (elementos figurados).</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Sanguíneo</p><p>� O plasma corresponde a 56% do volume sanguíneo; é formado</p><p>por 90% de água e diversas substâncias, como proteínas, sais</p><p>inorgânicos, aminoácidos, vitaminas, hormônios, lipoproteínas,</p><p>glicose e gases -oxigênio, gás carbônico e nitrogênio -, diluídos</p><p>em seu meio.</p><p>� A pressão osmótica é regulada pelos sais minerais juntamente</p><p>com a água, impulsionada por uma força que pressiona a</p><p>passagem da água de um local menos concentrado para outro</p><p>mais concentrado através de uma membrana. São exemplos de</p><p>sais minerais o cloreto, o sódio, o potássio, o cálcio e o</p><p>magnésio.</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Sanguíneo</p><p>� Já as principais proteínas relacionadas com o plasma são a</p><p>albumina, as globulinas e o fibrinogênio. A albumina faz o</p><p>transporte de medicamentos, bilirrubina e do ácido biliar,</p><p>também é responsável por manter a pressão osmótica uniforme,</p><p>proporcionando a troca de água entre o sangue e os tecidos.</p><p>� Já a composição das globulinas apresenta a alfa e beta</p><p>globulinas que exercem a função de transportar o ferro e outros</p><p>metais, hormônios, vitaminas, lipídios e as gamaglobulinas</p><p>(anticorpos) responsáveis pela proteção do nosso organismo,</p><p>por isso são chamadas de imunoglobulinas. O fibrinogênio</p><p>auxilia na formação de fibrina na etapa final da coagulação</p><p>sanguínea.</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Sanguíneo</p><p>� A maior parte das células que formam a parte sólida do sangue</p><p>são os glóbulos vermelhos, também chamados hemácias ou</p><p>eritrócitos, eles não possuem núcleos e apresentam um</p><p>pigmento rico em ferro chamado de hemoglobina, tornando o</p><p>sangue vermelho e com a função de transportar oxigênio para as</p><p>células.</p><p>� Qualquer dificuldade que aconteça nesse transporte pode ser</p><p>letal para as células do tecido afetado – o que é possível de ser</p><p>percebido através</p><p>é a raiz, tem-se como exemplo o</p><p>cotovelo e o punho, sendo o cotovelo mais proximal da raiz em</p><p>relação ao punho, e este seria mais distal.</p><p>� O termo superior significa o mais próximo da extremidade</p><p>superior e inferior o mais próximo da extremidade inferior.</p><p>Assim, tem-se o lábio superior e o inferior; a pálpebra superior e</p><p>a inferior.</p><p>Eixos Imaginários</p><p>� O corpo humano também é</p><p>dividido em três eixos imaginários:</p><p>• Eixo vertical ou</p><p>longitudinal: une a cabeça</p><p>aos pés, classificado como</p><p>heteropolar. Na posição de</p><p>pé, situa-se em ângulo reto</p><p>em relação ao solo.</p><p>Eixos Imaginários</p><p>• Eixo de profundidade ou</p><p>anteroposterior: une o</p><p>ventre ao dorso,</p><p>classificado como</p><p>heteropolar. Dispõe-se em</p><p>ângulo reto em relação ao</p><p>eixo longitudinal.</p><p>Eixos Imaginários</p><p>• Eixo de largura ou</p><p>transversal: une o lado</p><p>direito ao lado esquerdo,</p><p>classificado como</p><p>homopolar. Forma um</p><p>ângulo reto com ambos os</p><p>eixos, anteriormente</p><p>mencionados.</p><p>Eixos Imaginários</p><p>� Os termos aferente e eferente indicam direção e são usados em</p><p>anatomia para vasos e nervos. Aferente significa que impulsos</p><p>nervosos ou o sangue são conduzidos da periferia para o centro,</p><p>enquanto que eferente se refere à condução do centro para a</p><p>periferia.</p><p>Anatomia e Fisiologia do Sistema Ósseo</p><p>Anatomia e Fisiologia do Sistema Ósseo</p><p>� O termo osteologia significa o estudo dos ossos. Apesar de sua</p><p>aparência simples, o osso é um tecido vivo, complexo e</p><p>dinâmico, formado por um conjunto de tecidos distintos e</p><p>especializados que contribuem para seu arranjo final. Entre eles</p><p>destacam-se o tecido ósseo, cartilaginoso, epitelial, tecidos</p><p>formadores de sangue, nervoso e adiposo.</p><p>� Por esta razão, cada osso individual é um órgão. Partindo-se do</p><p>princípio que um conjunto de órgãos que atuam com o mesmo</p><p>objetivo funcional constitui um sistema, conclui-se que o</p><p>conjunto formado por ossos e cartilagens dará origem ao</p><p>Sistema Ósseo.</p><p>Anatomia e Fisiologia do Sistema Ósseo</p><p>� As funções do sistema ósseo são:</p><p>a) sustentação do organismo (apoio para o corpo);</p><p>b) proteção de estruturas vitais (coração, pulmões, cérebro);</p><p>c) base mecânica para o movimento;</p><p>d) armazenamento de sais (cálcio, por exemplo);</p><p>e) hematopoiese (produção de novas células sanguíneas).</p><p>Anatomia e Fisiologia do Sistema Ósseo</p><p>� Os ossos podem ser classificados, de acordo com o formato,</p><p>em quatro tipos:</p><p>a) longos: comprimento maior que a largura e a espessura.</p><p>Possuem uma parte média longa, chamada de diáfise e</p><p>extremidades chamadas de epífise. Nas crianças existe uma</p><p>camada entre a epífise e a diáfise chamada de placa epifisária,</p><p>que é responsável pelo crescimento em comprimento do osso.</p><p>Exemplos: fêmur, rádio, ulna e falanges;</p><p>Anatomia e Fisiologia do Sistema Ósseo</p><p>� Os ossos podem ser classificados, de acordo com o formato,</p><p>em quatro tipos:</p><p>b) curtos: comprimento, largura e espessura que são</p><p>aproximadamente iguais: Exemplo: ossos do carpo;</p><p>c) chatos: comprimento e largura, que se equivalem e</p><p>predominam sobre a espessura. Exemplos: escápula;</p><p>d) irregulares: são ossos que não equivalem nem em</p><p>comprimento, nem em largura e nem em espessura. Exemplos:</p><p>ossos da base do crânio.</p><p>Divisão do Esqueleto</p><p>� O esqueleto é dividido em axial, que é composto pelos ossos da</p><p>cabeça, pescoço e tronco, constituindo um total de 74 ossos (22</p><p>ossos do crânio, 26 da coluna vertebral, 1 osso hioide, e 25 das</p><p>costelas e esterno); e apendicular, que é composto pelos</p><p>membros superiores e inferiores, constituindo um total de 132</p><p>ossos (64 ossos dos membros superiores, 62 dos membros</p><p>inferiores e 6 ossos dos ossículos da orelha).</p><p>� A união do esqueleto axial com o apendicular se faz mediante</p><p>cinturas escapular e pélvica. Diante do exposto, afirma-se que o</p><p>corpo humano é constituído por, aproximadamente, 206 ossos</p><p>(BRASIL, 2003). A seguir apresenta-se a descrição da composição</p><p>do esqueleto axial.</p><p>Cabeça</p><p>� A cabeça é formada pela face e crânio. O crânio é uma caixa</p><p>óssea rígida que dá proteção ao encéfalo e possui orifícios de</p><p>saída para os nervos cranianos e para a medula espinhal, além</p><p>de fornecer abrigo para órgãos dos sentidos. É composto de</p><p>vários ossos que formam junturas imóveis.</p><p>� Sua parte superior é convexa e recebe a denominação de</p><p>calvária, enquanto que sua parte inferior é denominada base do</p><p>crânio.</p><p>Cabeça</p><p>� Seus ossos pares são: parietais e temporais e os ímpares são:</p><p>frontal, occipital, etmoide e esfenoide.</p><p>Ossos da cabeça</p><p>Cabeça</p><p>� A face é a parte anterior da cabeça, da fronte até ao mento, e de</p><p>uma orelha externa até à outra. O formato básico da face é</p><p>determinado pelos ossos subjacentes.</p><p>� Seus ossos estão basicamente fundidos e o único osso móvel da</p><p>cabeça é a mandíbula, que é responsável pela mastigação.</p><p>Localizam-se na face as cavidades onde se abrigam os órgãos</p><p>dos sentidos do paladar, do olfato e da visão.</p><p>Cabeça</p><p>Ossos da cabeça</p><p>Cabeça</p><p>Ossos da cabeça</p><p>Cabeça</p><p>� As cavidades nas quais se abrigam os olhos são chamadas de</p><p>órbitas e são formadas por partes de vários ossos do crânio e da</p><p>face. O nariz é formado pelos ossos nasais e na sua maior parte</p><p>por tecido cartilaginoso.</p><p>� Os dentes se implantam no maxilar e na mandíbula. Os ossos</p><p>pares da face são: nasais, lacrimais, cornetos, zigomáticos,</p><p>palatinos, maxilas e os ímpares são: o vômer e a mandíbula.</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Nervoso</p><p>� O sistema nervoso se distribui por todos os tecidos do</p><p>organismo humano. É responsável pela regulação e integração</p><p>da função dos órgãos, pela captação de estímulos do</p><p>meio-ambiente e é sede de todas atividades mentais e</p><p>comportamentais humanas. Devido à sua função essencial à</p><p>vida, a principal parte dele está bem protegida dentro de</p><p>estruturas ósseas.</p><p>Composição do Tecido Nervoso</p><p>� O tecido nervoso é constituído por células nucleadas especiais,</p><p>denominadas neurônios, com longos prolongamentos capazes</p><p>de captar estímulos externos como calor, frio e dor. Possuem</p><p>morfologia complexa, mas quase todos apresentam três</p><p>componentes. Os dendritos são prolongamentos numerosos,</p><p>cuja função é receber os estímulos do meio ambiente, de células</p><p>epiteliais sensoriais ou de outros neurônios.</p><p>Composição do Tecido Nervoso</p><p>� O corpo celular ou pericário é o centro do tráfico dos impulsos</p><p>nervosos da célula. O axônio é um prolongamento único,</p><p>especializado na condução de impulsos que transmitem</p><p>informações do neurônio para outras células nervosas,</p><p>musculares e glandulares.</p><p>� A transmissão do impulso nervoso de um neurônio a outro</p><p>depende de estruturas altamente especializadas: as sinapses.</p><p>Composição do Tecido Nervoso</p><p>Estrutura de um Neurônio</p><p>Composição do Tecido Nervoso</p><p>� Os axônios estão envoltos em uma camada gelatinosa que</p><p>funciona como isolante e denomina-se bainha de mielina. O</p><p>conjunto de axônios corresponde às fibras nervosas, cuja união</p><p>forma os feixes ou traços do sistema nervoso central e os nervos</p><p>do sistema nervoso periférico. A junção dos corpos neuronais</p><p>constitui uma substância cinzenta denominada córtex.</p><p>https://docs.google.com/file/d/1rRvCpjWbz30UDtIl0FtWMksp9zyoFZIe/preview</p><p>Composição do Tecido Nervoso</p><p>� O funcionamento do sistema nervoso depende do chamado</p><p>arco reflexo constituído pela ação das vias aferentes, centrípetas</p><p>ou sensitivas, responsáveis pela condução dos impulsos</p><p>originados nos receptores externos (provenientes do sistema</p><p>sensorial) ou internos existentes em diversos órgãos e sensíveis</p><p>às modificações químicas, à pressão ou tensão; pelos centros</p><p>nervosos que formam a resposta aos estímulos enviados pelas</p><p>vias sensitivas; pela via eferente, motora ou centrífuga que</p><p>conduz a resposta voluntária ou involuntária dos centros</p><p>nervosos para os tecidos muscular e glandular.</p><p>Divisão Anatômica do Sistema</p><p>Nervoso</p><p>� Anatomicamente, o sistema nervoso divide-se em sistema</p><p>nervoso central (SNC) e sistema nervoso periférico (SNP). O SNC</p><p>é representado pelo encéfalo e medula espinhal,</p><p>respectivamente localizados no interior</p><p>da pele e mucosas, que se apresentarão</p><p>hipocoradas (sem cor).</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Sanguíneo</p><p>� As hemácias são formadas nas medulas vermelhas dos ossos</p><p>longos e vivem em média 120 dias; quando morrem são</p><p>transportadas para o baço pelo próprio sangue, onde se</p><p>fragmentarão. Normalmente existem 4,5 a 5 milhões de</p><p>eritrócitos/ml de sangue; isso corresponde a 45% de eritrócitos</p><p>no sangue, essa porcentagem recebe a nomenclatura de</p><p>hematócrito. A anemia, por exemplo, é causada por uma perda</p><p>muito rápida ou produção lenta.</p><p>� As células sanguíneas também apresentam alguns componentes</p><p>(aglutinógenos) que são determinados pela genética,</p><p>convencionalmente chamados de A e B. São esses componentes</p><p>que definem o tipo sanguíneo de uma pessoa.</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Sanguíneo</p><p>� Existem quatro tipos de sangue: tipo A- com hemácias que só</p><p>contém o elemento A; tipo B – com hemácias que só contém o</p><p>elemento B; tipo AB – com hemácias que contêm os dois</p><p>elementos; e tipo O, com hemácias “vazias”, ou seja, sem</p><p>aglutinógeno. Além destes componentes, há o fator Rh. Cerca</p><p>de 85% da população possui o aglutinógeno Rh, sendo</p><p>chamadas de Rh +.</p><p>� Quando um paciente precisa, por exemplo, de transfusão</p><p>sanguínea se faz necessário conhecer a tipagem sanguínea do</p><p>mesmo pois a presença desses aglutinógenos específicos nas</p><p>hemácias é um dos elementos responsáveis pelas reações</p><p>transfusionais resultantes de tipos sanguíneos incompatíveis.</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Sanguíneo</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Sanguíneo</p><p>� Eritroblastose fetal é uma doença hemolítica causada pela</p><p>incompatibilidade do sistema Rh do sangue materno e fetal. Ela se</p><p>manifesta, quando há incompatibilidade sanguínea referente ao Rh</p><p>entre mãe e feto, ou seja, quando o fator Rh da mãe é negativo e o</p><p>do feto, positivo. Quando isso acontece, durante a gestação, a</p><p>mulher produz anticorpos anti-Rh para tentar destruir o agente Rh</p><p>do feto, considerado “intruso”.</p><p>➢ O tratamento para prevenir a eritroblastose fetal consiste na</p><p>injeção de imunoglobulina anti-D, que pode ser feita:</p><p>➢ Na 28ª semana de gravidez: especialmente quando o pai é Rh+ ou</p><p>quando o primeiro filho nasceu com sangue do tipo Rh+ e não se</p><p>fez a injeção durante a primeira gestação;</p><p>➢ 3 dias após o parto: é feito após uma primeira gravidez em que o</p><p>bebê nasce com sangue Rh+ e ajuda a evitar a formação de</p><p>anticorpos que podem prejudicar uma futura gravidez.</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Sanguíneo</p><p>� A composição dos granulócitos é de 60% a 75% de neutrófilos,</p><p>2% a 4% de eosinófilos e 1% de basófilos. São formados na</p><p>medula óssea e depois são destruídos e eliminados pelo fígado,</p><p>baço, muco-bronquial, secreções glandulares e por</p><p>autodestruição.</p><p>� Auxiliam o organismo na defesa durante a fase aguda do</p><p>processo infeccioso e inflamatório. Os eosinófilos participam de</p><p>processos alérgicos.</p><p>� Os agranulócitos compreendem os linfócitos e monócitos.</p><p>Enquanto os linfócitos correspondem a 25% - 40% dos</p><p>leucócitos e são formados nos tecidos linfoides, onde se</p><p>armazenam (timo e baço).</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Sanguíneo</p><p>� Uma pequena quantidade circula pelo corpo, atuando</p><p>lentamente nas inflamações crônicas em vista de sua pouca</p><p>ação destrutiva sobre as bactérias, no entanto são importantes</p><p>nas reações de defesa contra proteínas estranhas ao organismo.</p><p>Os monócitos formam- se na medula óssea e participam no</p><p>combate de infecções crônicas, correspondendo a 3% - 6% dos</p><p>leucócitos.</p><p>� Um outro elemento de importância fundamental no sangue são</p><p>as plaquetas, que são fragmentos de células especiais da medula</p><p>óssea chamadas megacariócitos. O corpo humano possui cerca</p><p>de 250 a 450 mil plaquetas/ml, cuja função é a coagulação</p><p>sanguínea - se não existissem, correríamos o risco de perder</p><p>todo o sangue através de qualquer ferimento.</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Sanguíneo</p><p>� Assim, quando um vaso sanguíneo sofre lesão em sua parede</p><p>inicia-se um processo chamado hemostasia (coagulação</p><p>sanguínea), que visa impedir a perda de sangue (hemorragia).</p><p>� Através do processo de vasocontrição o vaso lesado se contrai e</p><p>as plaquetas que por ali circulam agregam-se no local, formando</p><p>um tampão plaquetário.</p><p>� A Fibrina é originada durante a agregação onde fatores do</p><p>plasma sanguíneo, das plaquetas e dos vasos lesados promovem</p><p>a interação sequencial (em cascata) de 13 proteínas plasmáticas.</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Sanguíneo</p><p>� A partir daí é formada uma rede que aprisiona os leucócitos,</p><p>eritrócitos e plaquetas formando-se então o coagulo sanguíneo</p><p>que é bem mais consistente e firme que o tampão plaquetário.</p><p>� O tecido novo é formado através da proteção do coagulo que faz</p><p>com que a parede do vaso seja restaurada, para que só assim,</p><p>através da ação de enzimas plasmáticas e plaquetárias o coágulo</p><p>seja removido.</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Sanguíneo</p><p>� Vale ressaltar que os vasos sanguíneos são inervados pelo nervo</p><p>simpático que diminui o calibre dos vasos (ação</p><p>vasoconstritora), e pelo nervo parassimpático, que aumenta o</p><p>calibre dos vasos (vasodilatador). A ação desses dois feixes</p><p>nervosos mantém o diâmetro e a tonicidade dos vasos</p><p>sanguíneos.</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Urinário</p><p>� O sistema urinário é formado pelos órgãos responsáveis pela</p><p>formação da urina que é um dos veículos de excreção do</p><p>organismo. Os órgãos que compõem esse sistema são: os rins,</p><p>os ureteres, a bexiga urinária e a uretra.</p><p>� Sua função é realizar a manutenção do balanço interno</p><p>(homeostase) através da eliminação ou preservação de água e</p><p>demais produtos do metabolismo celular, tais como, a ureia, o</p><p>ácido úrico e a creatinina.</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Urinário</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Urinário</p><p>� Além de produzir o hormônio eritropoietina responsável por</p><p>estimular a produção dos eritrócitos do sangue. A eritropoietina,</p><p>também conhecida como EPO, é um hormônio produzido nos</p><p>rins, importante para a produção de glóbulos vermelhos.</p><p>Quando existe a doença renal, os rins não conseguem produzir a</p><p>eritropoietina em quantidade suficiente, como consequência há</p><p>uma redução de glóbulos vermelhos, surgindo a anemia.</p><p>� É ainda no sistema excretor que ocorre a regulação da</p><p>composição e do pH do líquido intersticial, isso acontece através</p><p>da seleção dos rins, ao impedirem que substâncias vitais para o</p><p>corpo sejam expelidas, liberando apenas a saída de substâncias</p><p>tóxicas garantindo a sobrevivência das células.</p><p>Rim</p><p>� Localizados na região retroperitoneal, esses dois órgãos estão</p><p>fixados na parede posterior da cavidade abdominal localizados à</p><p>direita e à esquerda da coluna vertebral, sendo o direito uma</p><p>posição inferior em relação ao esquerdo, em virtude da</p><p>presença do fígado à direita.</p><p>Rim</p><p>� Na anatomia externa dos rins podemos visualizar:</p><p>• Faces</p><p>Anterior e posterior.</p><p>• Polos</p><p>Superior (glândula</p><p>suprarrenal) e inferior.</p><p>• Bordas</p><p>Medial e lateral.</p><p>Anatomia Externa do Rim</p><p>Camadas de revestimento</p><p>� Formada por cápsula fibrosa, cápsula adiposa e fascia renal. A</p><p>borda medial do rim apresenta uma fissura vertical chamada</p><p>hilo renal, por onde passam o ureter, a artéria e a veia renal,</p><p>linfáticos e nervos que em conjunto constituem o pedículo</p><p>renal.</p><p>� Dentro do rim, o hilo se expande em uma cavidade central</p><p>denominada seio renal que funciona como alojamento para a</p><p>pelve renal que na verdade é a porção dilatada do ureter.</p><p>Camadas de revestimento</p><p>� Formada por cápsula fibrosa, cápsula adiposa e fascia renal. A</p><p>borda medial do rim apresenta uma fissura vertical chamada</p><p>hilo renal, por onde passam o ureter, a artéria e a veia renal,</p><p>linfáticos e nervos que em conjunto constituem o pedículo</p><p>renal.</p><p>� Dentro do rim, o hilo se expande em uma cavidade central</p><p>denominada seio renal que funciona como alojamento para a</p><p>pelve renal que na verdade é a porção dilatada do ureter.</p><p>Camadas de revestimento</p><p>� Já na anatomia interna do rim pode-se</p><p>observar mais</p><p>perifericamente uma região de coloração menos evidente</p><p>denominada córtex renal e ainda uma região mais escura</p><p>denominada medula renal.</p><p>� O córtex renal se projeta na medula renal dividindo estruturas</p><p>chamadas de pirâmides renais. Estas estruturas do córtex são</p><p>chamadas de colunas renais.</p><p>� As pirâmides renais tem os ápices voltados para a pelve renal,</p><p>enquanto suas bases são envolvidas pelo córtex renal, estando</p><p>portanto, voltadas para a superfície do órgão.</p><p>Camadas de revestimento</p><p>� Segundo o portal da anatomia (2016) a pelve renal por sua vez,</p><p>está dividida em dois ou três tubos curtos e largos, os cálices</p><p>renais maiores que se subdividem em números variável de</p><p>cálices renais menores.</p><p>� Cada um destes últimos oferecem um encaixe em forma de taça,</p><p>para receber o ápice das pirâmides renais. Este ápice</p><p>denomina-se papila renal, região anatômica que apresenta uma</p><p>área perfurada, área crivosa, por onde goteja o ultrafiltrado que</p><p>serão recebidos nos cálices renais menores.</p><p>� Um exame cuidadoso da medula renal mostra a presença de</p><p>estriações, os raios medulares</p><p>Camadas de revestimento</p><p>Anatomia Interna do Rim</p><p>Camadas de revestimento</p><p>Anatomia Interna do Rim</p><p>Camadas de revestimento</p><p>� Os rins são sustentados pela artéria renal, que tem sua origem</p><p>na aorta. A artéria renal é subdividida no hilo em um ramo</p><p>anterior e um ramo posterior.</p><p>� Estes ramos se subdividem em várias artérias segmentares que</p><p>irão irrigar os vários segmentos do rim. Das artérias</p><p>segmentares surgem as artérias interlobares, que na junção</p><p>córtico-medular dividem-se para formar as artérias arqueadas e,</p><p>posteriormente, as artérias interlobulares.</p><p>Camadas de revestimento</p><p>� Dessas artérias surgem as arteríolas aferentes, as quais sofrem</p><p>divisão formando os capilares dos glomérulos, que em seguida,</p><p>confluem-se para formar a arteríola eferente.</p><p>� A arteríola eferente dá origem aos capilares peritubulares e as</p><p>arteríolas retas, responsáveis pelo suprimento arterial da</p><p>medula renal.</p><p>Camadas de revestimento</p><p>� A análise microscópica de um corte de tecido renal mostra a</p><p>presença de numerosas estruturas afuniladas, com longos tubos</p><p>enrolados, denominados néfrons. Os néfrons são estruturas</p><p>funcionais dos rins. Cada rim tem aproximadamente um milhão</p><p>de néfrons.</p><p>� O néfron é formado por duas regiões principais: o glomérulo e o</p><p>túbulo renal. O glomérulo é um novelo de capilares envolvido</p><p>por uma pequena camada denominada cápsula de Bowmann.</p><p>Cada glomérulo juntamente com sua respectiva cápsula de</p><p>Bowman constitui o crepúsculo renal ou corpúsculo de Malpighi.</p><p>Camadas de revestimento</p><p>Anatomia do Tecido Renal</p><p>Camadas de revestimento</p><p>� Através da artéria renal o sangue chega ao rim, a partir daí se</p><p>ramifica em larga escala no interior do órgão, dando origem a</p><p>um grande número de arteríolas aferentes, onde cada uma</p><p>ramifica-se no interior da cápsula de Bowman do néfron,</p><p>formando um enovelado de capilares denominado glomérulo de</p><p>Malpighi.</p><p>� O sangue arterial é conduzido nos capilares do glomérulo sob</p><p>uma pressão de 70 a 80 mmHg, que faz com que parte do</p><p>plasma seja transportado para a cápsula de Bowman; esse</p><p>processo é denominado filtração.</p><p>Camadas de revestimento</p><p>� Essas substâncias extravasadas para a cápsula de Bowman</p><p>formam o filtrado glomerular, muito parecido em composição</p><p>química, com plasma sanguíneo, com a diferença de que não</p><p>possui proteínas, incapazes de atravessar os capilares</p><p>glomerulares.</p><p>� Na sequência, o filtrado glomerular vai para o túbulo contorcido</p><p>proximal, que possui uma parede formada por células adaptadas</p><p>ao transporte ativo. Nesse túbulo, acontece a reabsorção ativa</p><p>de sódio.</p><p>Camadas de revestimento</p><p>� Depois, o líquido percorre o ramo descendente da alça de Henle,</p><p>ocorrendo a passagem de água por osmose do líquido tubular</p><p>(hipotônico) para os capilares sanguíneos (hipertônicos) – esse</p><p>processo é denominado reabsorção. O ramo descendente</p><p>percorre regiões do rim com gradientes crescentes de</p><p>concentração.</p><p>� Consequentemente, ele perde ainda mais água para os tecidos,</p><p>de forma que, na curvatura da alça de Henle, a concentração do</p><p>líquido tubular é alta.</p><p>Camadas de revestimento</p><p>� Esse líquido muito concentrado passa então a percorrer o ramo</p><p>ascendente da alça de Henle, que é formado por células</p><p>impermeáveis à água e que estão adaptadas ao transporte ativo</p><p>de sais. Nessa região, ocorre remoção ativa de sódio, ficando o</p><p>líquido tubular hipotônico.</p><p>� Ao passar pelo túbulo contorcido distal, que é permeável à água,</p><p>ocorre reabsorção por osmose para os capilares sanguíneos. Ao</p><p>sair do néfron, a urina entra nos dutos coletores, onde ocorre a</p><p>reabsorção final de água.</p><p>Camadas de revestimento</p><p>� Em 24 horas são filtrados aproximadamente 180 litros de fluido</p><p>do plasma; no entanto apenas 1 a 2 litros de urina são formados</p><p>por dia, ou seja, aproximadamente 99% do filtrado glomerular é</p><p>reabsorvido.</p><p>Componetes da urina:</p><p>Água 95%</p><p>Cloreto de sódio 1%</p><p>Uréia 2%</p><p>Ácido úrico 0,5%</p><p>Camadas de revestimento</p><p>� Ao longo dos túbulos renais também acontece a reabsorção</p><p>ativa de aminoácidos e glicose. Dessa maneira, ao final do</p><p>túbulo distal, essas substâncias já não são mais encontradas.</p><p>� Os capilares que reabsorvem as substâncias úteis dos túbulos</p><p>renais se reúnem para formar um vaso único, a veia renal, que</p><p>leva o sangue para fora do rim, em direção ao coração.</p><p>Camadas de revestimento</p><p>Filtração Glomerular</p><p>Camadas de revestimento</p><p>� O ADH é o principal agente regulador do equilíbrio hídrico na</p><p>vida de um indivíduo, produzido no hipotálamo e armazenado</p><p>na hipófise.</p><p>� Através dos receptores osmóticos localizados no hipotálamo é</p><p>detectada a concentração do plasma sanguíneo. Então quando</p><p>acontece o aumento de concentração do plasma, esses</p><p>osmorreguladores incentivam a produção de ADH.</p><p>Camadas de revestimento</p><p>� Esse hormônio pode passar pela corrente sanguínea indo atuar</p><p>sobre os túbulos distais e sobre os túbulos coletores do néfron</p><p>transformando as células desse grupo mais permeáveis à água</p><p>assim a reabsorção de água e a urina fica mais concentrada; já</p><p>quando a concentração de plasma é baixa, ou seja, há muita</p><p>água a produção do ADH é inibida causando também uma</p><p>menor absorção de água nos túbulos distais e coletores, fazendo</p><p>com que o excesso de água seja excretado tornando a urina</p><p>mais diluída.</p><p>Camadas de revestimento</p><p>� A aldosterona é outro elemento participante do equilíbrio hidro</p><p>iônico do organismo sendo produzida nas glândulas</p><p>suprarrenais. Esse hormônio é capaz de aumentar a reabsorção</p><p>ativa de sódio nos túbulos renais, fazendo com que haja uma</p><p>maior retenção de água no organismo.</p><p>� A aldosterona começa a ser produzida quando a concentração</p><p>de sódio no túbulo renal diminui, uma proteína chamada renina</p><p>é produzida pelo rim, que age sobre o angiotensinogênio</p><p>(inativo), outra proteína produzida no fígado e encontrada no</p><p>sangue, para depois ser convertida em angiotensina (ativa). Essa</p><p>substância estimula as glândulas suprarrenais a produzirem</p><p>aldosterona.</p><p>Uretra</p><p>� É o canal condutor da urina constituindo o último segmento das</p><p>vias urinárias. É importante lembrar que ela difere nos dois</p><p>sexos, mas em ambos tem a função de estabelecer a</p><p>comunicação entre a bexiga urinaria e o meio exterior.</p><p>� No homem ela mede 20c e funciona como uma via comum para</p><p>a passagem da micção e ejaculação. No sexo feminino, a uretra é</p><p>menor, possui aproximadamente 4 cm de comprimento e</p><p>localiza-se anteriormente a vagina.</p><p>Uretra Masculina</p><p>� A uretra masculina é composta por quatro porções:</p><p>• Intramural</p><p>Que é circundada por musculatura lisa da bexiga, musculatura esta</p><p>que apresenta fibras circulares que constituirão o esfíncter interno</p><p>da uretra. Enquanto na mulher, serve apenas a excreção da urina.</p><p>• Prostática</p><p>Atravessa longitudinalmente a próstata.</p><p>• Membranácea</p><p>Atravessa o diafragma urogenital.</p><p>Uretra Masculina</p><p>� A uretra masculina é composta por quatro</p><p>porções:</p><p>• Esponjosa</p><p>É a maior das porções uretrais, localizada do diafragma urogenital</p><p>até o óstio externo da uretra. Dentro da glande fica a fossa</p><p>navicular da uretra, que é uma dilatação que diminui a pressão de</p><p>chegada da urina minimizando a possibilidade de ocorrência de</p><p>micro lesões nas paredes que se seguem.</p><p>Uretra</p><p>Ureter, Bexiga e Uretra</p><p>Uretra Feminina</p><p>� A uretra feminina é composta por apenas duas porções:</p><p>• Intramural</p><p>Que é circundada por musculatura lisa da bexiga, musculatura esta</p><p>que apresenta fibras circulares que constituirão o esfíncter interno</p><p>da uretra, enquanto na mulher, serve apenas a excreção da urina.</p><p>• Membranácea</p><p>Atravessa o diafragma urogenital.</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Reprodutor</p><p>� O aparelho reprodutor tem como principal função perpetuar a</p><p>espécie através da reprodução. O sistema reprodutor feminino é</p><p>um pouco mais complexo pelo fato de possuir um órgão a mais,</p><p>logo, apresenta mais uma função: o útero que abriga e</p><p>proporciona o desenvolvimento de uma nova vida, resultante da</p><p>união dos gametas.</p><p>� O início do processo de reprodução humana é marcado pelo</p><p>percurso que o óvulo faz através das tubas uterinas até chegar</p><p>ao útero. Durante esse trajeto, vários milhões de</p><p>espermatozoides poderão ir ao encontro, mas somente os mais</p><p>fortes, conseguem atingir o óvulo e apenas um deles fecunda-lo.</p><p>Sistema reprodutor masculino</p><p>� O sistema reprodutor masculino é formado pelos testículos</p><p>(gônadas masculinas), um sistema de ductos (ducto deferente,</p><p>ducto ejaculatório e uretra), as glândulas sexuais acessórias</p><p>(próstata, glândula bulbouretral e vesículas seminais) e diversas</p><p>estruturas de suporte, incluindo o escroto e o pênis.</p><p>Pênis</p><p>� O pênis é o órgão erétil e copulador masculino, quando penetra</p><p>nas vias genitais femininas lança os espermatozoides. É</p><p>constituído de tecido flácido, formado por:</p><p>• Dois corpos cavernosos são fixados ao osso da bacia através</p><p>dos ramos do pênis – extremidades posteriores.</p><p>• Um corpo esponjoso, apresentando duas dilatações: glande</p><p>(anterior) e bulbo (posterior).</p><p>Pênis</p><p>� O pênis é o órgão erétil e copulador masculino, quando penetra</p><p>nas vias genitais femininas lança os espermatozoides. É</p><p>constituído de tecido flácido, formado por:</p><p>• Dois corpos cavernosos são fixados ao osso da bacia através</p><p>dos ramos do pênis – extremidades posteriores.</p><p>• Um corpo esponjoso, apresentando duas dilatações: glande</p><p>(anterior) e bulbo (posterior).</p><p>Pênis</p><p>Pênis</p><p>Sêmen</p><p>� O sêmen é um líquido constituído basicamente por</p><p>espermatozoides e fluido seminal. É composto por: secreções da</p><p>próstata (30%) e vesículas seminais (70%).</p><p>� O fluido seminal é formado de: água, muco, açúcar, bases e</p><p>prostaglandinas (hormônios que vão desencadear contrações do</p><p>útero e tuba uterina).</p><p>Escroto</p><p>� O escroto é um saco musculocutâneo frouxo e enrugado,</p><p>dividido em dois compartimentos que contêm os testículos, os</p><p>epidídimos e a parte mais proximal dos cordões espermáticos.</p><p>Tem como função sustentar os testículos e também regular a</p><p>temperatura local em relação ao ambiente.</p><p>� O escroto é constituído por camadas de tecido diferentes que se</p><p>estratificam da periferia para a profundidade, nos planos</p><p>seguintes:</p><p>• Cútis</p><p>Formado por uma pele enrugada e fina com pregas transversais</p><p>e com pelos esparsos. Na linha mediana está localizada a rafe</p><p>do escroto.</p><p>Escroto</p><p>• Túnica dartos</p><p>Músculo cutâneo composto por fibras musculares lisas.</p><p>• Fáscia espermática externa</p><p>Derivada do músculo oblíquo externo do abdome, funciona</p><p>como uma lâmina conjuntiva, descendo do ângulo inguinal</p><p>superficial para entrar na constituição do escroto.</p><p>• Fáscia cremastérica</p><p>Este plano é representado por uma delgada lâmina conjuntiva</p><p>que prende inúmeros feixes de fibras musculares estriados de</p><p>direção vertical. No conjunto, essas fibras musculares</p><p>constituem o músculo cremáster e derivam das fibras do</p><p>músculo oblíquo interno do abdome.</p><p>Escroto</p><p>• Fáscia espermática interna</p><p>Lâmina conjuntiva que deriva da fáscia transversal.</p><p>• Túnica vaginal</p><p>Serosa cujo folheto parietal representa a camada mais</p><p>profunda do escroto, enquanto o folheto visceral envolve o</p><p>testículo, epidídimo e início do ducto deferente.</p><p>Escroto</p><p>Escroto</p><p>Testículos</p><p>� O testículo é um órgão par (direito e esquerdo) também</p><p>chamado de gônadas sexuais masculinas, fica localizado no</p><p>escroto, na região anterior do períneo, logo por trás do pênis.</p><p>� Cada testículo tem forma ovoide, possui eixo quase vertical, e</p><p>levemente achatado no sentido lateromedial, apresentando</p><p>duas faces, duas bordas e duas extremidades.</p><p>� As faces são classificadas em lateral e medial, as bordas em</p><p>anterior e posterior e a extremidades em superior e inferior.</p><p>Testículos</p><p>� A túnica albugínea é uma cápsula de natureza conjuntiva que</p><p>envolve o testículo, com a função de enviar os septos para o seu</p><p>interior, sendo subdivididos em lóbulos.</p><p>� Nos lóbulos dos testículos encontramos em uma larga escala os</p><p>túbulos seminíferos contorcidos que são ductos longos e</p><p>sinuosos de calibre quase capilar; neste local são formados os</p><p>espermatozoides.</p><p>� Os túbulos seminíferos convergem para o mediastino dos</p><p>testículos e vão se anastomosando, constituindo túbulos</p><p>seminíferos retos, os quais se entrecruzam formando uma</p><p>verdadeira rede, chamada Rede de Haller, ao nível do</p><p>mediastino.</p><p>Testículos</p><p>Testículos</p><p>Testículos</p><p>� No mediastino, os túbulos seminíferos retos desembocam em</p><p>dez a quinze ductos eferentes, que se dirigem desde o testículos</p><p>até o epidídimo.</p><p>� Além de produzirem os espermatozoides, durante a fase da</p><p>puberdade os testículos produzem também hormônios –</p><p>testosterona -, responsáveis pelo aparecimento dos caracteres</p><p>sexuais secundários, por isso são considerados glândulas mistas.</p><p>� A temperatura ideal para produção e armazenamento de</p><p>espermatozoides é de 35o C, isso nos faz compreender a razão</p><p>pela qual os testículos não se localizam no interior do corpo</p><p>humano. A temperatura corporal é em torno de 37o C.</p><p>Vias Espermáticas</p><p>� As vias espermáticas, que conduzem os espermatozoides, são</p><p>compostas pelo epidídimo, ducto deferente, ducto ejaculatório e</p><p>uretra.</p><p>� O epidídimo é uma estrutura em forma de C, constituída de</p><p>cabeça, corpo e cauda, situada na margem posterior de cada</p><p>testículo. Além de atuar como via condutora de gametas</p><p>também armazena espermatozoides até o momento da</p><p>ejaculação.</p><p>� É no epidídimo que os espermatozoides sofrem a maturação</p><p>durante seu desenvolvimento, que ocorre aproximadamente em</p><p>2 meses.</p><p>Vias Espermáticas</p><p>� O Ducto Deferente é um prolongamento da cauda do epidídimo</p><p>responsável pela condução do espermatozoide até o ducto</p><p>ejaculatório.</p><p>� O ducto ejaculatório é formado pela junção do ducto deferente</p><p>com o ducto da vesícula seminal, também serve como via</p><p>condutora de gametas, no entanto possui menor dimensão e</p><p>calibre do que as demais vias condutoras de espermatozoides.</p><p>Seu trajeto passa pelo interior da próstata.</p><p>Uretra</p><p>� A uretra possui em média 20 centímetros de comprimento e</p><p>serve para a eliminação de urina e para ejaculação.</p><p>� O canal da uretra é subdividido em: uretra prostática que</p><p>transcorre pela próstata, uretra membranosa que percorre o</p><p>assoalho da pelve e uretra peniana que passa pelo corpo</p><p>esponjoso do pênis.</p><p>Vesículas Seminais</p><p>� As vesículas seminais são duas bolsas membranosas lobuladas,</p><p>em média possuem 7,5cm de comprimento, e tem a função de</p><p>produzir um líquido para ser adicionado na secreção dos testículos.</p><p>� A face ventral está em contato com o fundo da bexiga,</p><p>estendendo-se do ureter à base da próstata. Esse líquido contém</p><p>frutose (açúcar monossacarídeo), prostaglandinas e proteínas de</p><p>coagulação (vitamina C).</p><p>� o líquido possui uma natureza alcalina colabora com a</p><p>neutralização do ambiente ácido da uretra masculina e do</p><p>trato genital feminino, se isso não acontecesse mataria os</p><p>espermatozoides. Esse líquido constitui cerca de 60% do</p><p>volume do sêmen.</p><p>Próstata</p><p>� É uma</p><p>glândula acessória composta de musculatura lisa, tecido</p><p>fibroso e glândulas. Fica localizada sob a bexiga (proporcionando</p><p>assim, a sua palpação pelo toque retal), atrás da sínfise pubiana</p><p>e abaixo das vesículas seminais.</p><p>� Possui o formato achatado no sentido anteroposterior,</p><p>apresentando uma face anterior e outra posterior, e de cada</p><p>lado, faces inferolaterais.</p><p>� Na sua estrutura, apresenta uma cápsula constituída por tecido</p><p>conjuntivo e fibras musculares lisas que a envolvem, da qual</p><p>partem finas trabéculas que se dirigem até a profundidade do</p><p>parênquima.</p><p>Próstata</p><p>� Também possui fibras musculares estriadas, além de células</p><p>glandulares espalhadas em tubos ramificados cuja secreção é</p><p>drenada pelos ductos prostáticos.</p><p>� Como está localizada em torno da uretra, a próstata também é</p><p>responsável por liberar a urina ou o esperma, de acordo com o</p><p>estímulo. Produz um líquido de aspecto leitoso que dá ao</p><p>esperma a cor e odor característicos.</p><p>Órgãos Genitais Masculino</p><p>Glândulas Bulbouretrais</p><p>� Também considerada uma glândula anexa, as glândulas</p><p>bulbouretrais são duas formações esféricas e pequenas, estão</p><p>situadas próximas ao bulbo e envolvidas por fibras transversas</p><p>do esfíncter uretral.</p><p>� Localizam-se inferiormente a próstata e drenam suas secreções</p><p>(Mucosa) para a parte esponjosa da uretra. Seus ductos</p><p>desembocam na uretra peniana, secretando um líquido mucoso</p><p>que auxilia na ejaculação.</p><p>Fisiologia do Sistema</p><p>Reprodutor Masculino</p><p>� O ato sexual masculino é iniciado pela ereção, que acontece por</p><p>meio de fenômenos vasculares que proporcionam uma</p><p>congestão sanguínea nos tecidos eréteis do pênis, tornando-o</p><p>ereto, rígido e com maior volume.</p><p>� Isso ocorre quando região sacral da medula espinhal é excitada</p><p>sendo O fenômeno da ereção ocorre através de excitação na</p><p>região sacral da medula espinhal transmitida por meio de nervos</p><p>parassimpáticos.</p><p>Fisiologia do Sistema</p><p>Reprodutor Masculino</p><p>� Logo depois um circuito neuronal que fica na lombar alta da</p><p>medula espinhal é ativado e por meio de nervos autônomos</p><p>simpáticos, causam vários fenômenos que provocarão a</p><p>emissão, e logo depois a ejaculação.</p><p>� É no processo de emissão que ocorrem as contrações do</p><p>epidídimo, canais deferentes, vesículas seminíferas, próstata,</p><p>glândulas bulbouretrais e glândulas uretrais. A uretra, então, se</p><p>enche de líquido contendo milhões de espermatozoides.</p><p>Fisiologia do Sistema</p><p>Reprodutor Masculino</p><p>� Logo após a emissão ocorre a ejaculação, onde</p><p>aproximadamente 3,5 a 5 ml de sêmen são expelidos para o</p><p>exterior do aparelho masculino. Este volume de sêmen contém</p><p>cerca de 200 a 400 milhões de espermatozoides.</p><p>� O líquido prostático neutraliza a acidez da vagina, possibilitando</p><p>o movimento dos espermatozoides no interior do aparelho</p><p>reprodutor feminino.</p><p>Sistema reprodutor feminino</p><p>➢ Tal como no sistema genital masculino, o sistema genital</p><p>feminino é o conjunto de órgãos encarregados da reprodução</p><p>na mulher. É composto pelos ovários, tubas uterinas, útero,</p><p>vagina e vulva. Os ovários, as tubas uterinas e o útero são</p><p>órgãos intraperitoneais situados profundamente na pelve.</p><p>Sistema reprodutor feminino</p><p>Útero, Tuba Uterina, Ovários</p><p>Ovários</p><p>� São duas gônadas ou glândulas sexuais femininas, também</p><p>chamadas de órgãos primários. Localiza-se na parte inferior da</p><p>cavidade abdominal, um de cada lado do útero. Possui</p><p>aproximadamente 3cm de comprimento, 2cm de largura e</p><p>1,5cm de espessura.</p><p>� Possui uma borda anterior e outra posterior e uma face lateral e</p><p>outra medial. A borda medial acopla-se a uma expansão do</p><p>ligamento largo do útero que recebe o nome de mesovário, e</p><p>por isso é denominada de borda mesovárica, já a borda</p><p>posterior é denominada borda livre. A borda mesovárica</p><p>representa o hilo do ovário; é por ele que entram e saem os</p><p>vasos ováricos. A extremidade inferior é chamada extremidade</p><p>tubal e a superior extremidade uterina.</p><p>Ovários</p><p>� Durante a puberdade os ovários começam a produzir os hormônios</p><p>sexuais, estrógeno e progesterona. O estrógeno é produzido pelas</p><p>células dos folículos maduros, já o corpo lúteo produz grandes</p><p>quantidades de progesterona e pouco estrógeno.</p><p>� Os principais hormônios sexuais femininos são o estrógeno (ou</p><p>estrogênio) e a progesterona. O estrógeno é produzido pelos folículos</p><p>do ovário, ou seja, pelos óvulos em formação. É responsável pelo</p><p>desenvolvimento das características sexuais secundárias femininas e</p><p>pelo controle do ciclo menstrual. A progesterona é produzida pelo</p><p>corpo lúteo (estrutura que se forma a partir do folículo) e, juntamente</p><p>como estrógeno, atua nas diversas fases do ciclo menstrual.</p><p>Tuba uterina</p><p>� Tuba uterina são dois tubos localizados no ângulo superior de</p><p>cada lado do útero; apresenta um calibre irregular medindo</p><p>cerca de 10 cm de comprimento.</p><p>� Conforme se afasta do útero vai se dilatando, por um funil de</p><p>borda franjada. É subdividida em 4 regiões, que no sentido</p><p>médio-lateral são: parte uterina, istmo, ampola e infundíbulo.</p><p>� As principais funções da tuba são transportar o óvulo do ovário</p><p>ao útero e ser o local onde acontece a fertilização do óvulo pelo</p><p>espermatozóide.</p><p>Útero</p><p>� É um órgão oco que possui formato de pêra invertida e se situa</p><p>entre a bexiga urinária e o reto. Comunica-se por um lado com a</p><p>tuba uterina e por outro com a vagina.</p><p>� É dividido em três partes:</p><p>• Corpo do útero</p><p>• Fundo do útero</p><p>• Colo do útero</p><p>Útero</p><p>� E possui uma estrutura dividida em três camadas:</p><p>• Camada interna ou endométrio;</p><p>• É modificada pelo ciclo menstrual ou até mesmo na gravidez</p><p>(é onde o embrião se instala). É preparado para receber o</p><p>óvulo mensalmente, através do aumento da espessura e da</p><p>formação de redes capilares. Caso não aconteça fecundação</p><p>ele sofre descamação e ocorre o processo da menstruação;</p><p>• Camada média ou miométrio;</p><p>• Camada externa ou perimétrio.</p><p>Útero</p><p>➢ Miométrio :</p><p>➢ Contrações fortes durante o orgasmo feminino, facilitando</p><p>desta forma, a migração dos espermatozóides visando o</p><p>encontro com os óvulos.</p><p>➢ As cólicas são decorrentes das contrações do miométrio</p><p>(extração da menstruação).</p><p>➢ Durante o parto as contrações são decorrentes do miométrio (</p><p>nascimento da criança).</p><p>Vagina</p><p>� Funciona como um canal muscular membranoso, Sua extensão</p><p>vai desde o colo do útero até a vulva. Possui uma estrutura</p><p>elástica coberta por uma pele fina, com várias pregas. No ato</p><p>sexual, é a vagina que recebe o pênis, por ela também passa os</p><p>fluxos menstruais e também o feto na hora do parto.</p><p>� Na sua entrada existe uma proteção formada por uma</p><p>membrana circular - o hímen - que fecha parcialmente o orifício</p><p>vulvo-vaginal e geralmente se rompe nas primeiras relações</p><p>sexuais.</p><p>Vagina</p><p>Vagina e Vulva</p><p>Vagina</p><p>Vagina e Vulva</p><p>Clitóris</p><p>� É um órgão de formato alongado e erétil, fica localizado na parte</p><p>posterior da vulva, apresenta uma porção oculta entre os lábios</p><p>maiores e outra livre, que termina numa extremidade chamada</p><p>glande, coberta pelo prepúcio.</p><p>Grandes lábios, pequenos lábios</p><p>e monte púbico</p><p>� Os grandes lábios são duas dobras cutâneas, alongadas, que</p><p>possuem uma fenda entre elas. No período da puberdade</p><p>começam a aparecer pelos na parte externa, em seu interior</p><p>permanecem lisas.</p><p>� Os pequenos lábios, também chamados de ninfas, são duas</p><p>dobras cutâneas pequenas localizadas medialmente aos lábios</p><p>maiores.</p><p>� Monte púbico é uma pequena elevação formada basicamente</p><p>de tecido adiposo</p><p>Óstio da vagina</p><p>� É a abertura vaginal. É envolta pelos pequenos lábios onde está</p><p>contida a uretra, a vagina e os ductos das glândulas vestibulares.</p><p>Durante a excitação sexual essas glândulas liberam uma</p><p>pequena quantidade de muco durante, que serve para deixar as</p><p>estruturas úmidas e propícias para a relação sexual.</p><p>Glândulas de skene e bartholin</p><p>➢ As glândulas de Bartholin fazem parte da região genital da mulher</p><p>e estão localizadas no terço interior dos grandes lábios. Elas são</p><p>responsáveis por produzir um fluido mucoso, que serve</p><p>para</p><p>lubrificar e umidificar a vulva, principalmente durante a relação</p><p>sexual.</p><p>➢ As glândulas de Skene são pequenas glândulas localizadas do lado</p><p>da uretra da mulher, perto da entrada da vagina, que são</p><p>responsáveis por liberar um líquido esbranquiçado, ou</p><p>transparente, que representa a ejaculação feminina durante o</p><p>contato íntimo.</p><p>Óstio da uretra</p><p>� A uretra feminina é menor que a masculina e serve apenas</p><p>como via de micção (no caso do homem é também via de</p><p>ejaculação). Mede aproximadamente 4 cm e apresenta uma</p><p>abertura denominada óstio interno da uretra.</p><p>Mamas</p><p>� São dois órgãos formados por um conjunto de glândulas que</p><p>tem como principal função produzir o leite materno durante o</p><p>período de lactação da mulher.</p><p>Fisiologia do Sistema</p><p>Reprodutor Feminino</p><p>� Na conclusão do desenvolvimento embrionário de uma menina,</p><p>ela já possui todas as células necessárias para transformar-se em</p><p>gametas nos seus dois ovários.</p><p>� Estas células - os ovócitos primários - encontram-se dentro de</p><p>estruturas denominadas folículos ovarianos. O início da</p><p>puberdade feminina é marcada pelo aparecimento da primeira</p><p>menstruação, (MENARCA – entre 11 e 13 anos), e vai até a</p><p>última menstruação, (MENOPAUSA - entre 45 e 50 anos).</p><p>Fisiologia do Sistema</p><p>Reprodutor Feminino</p><p>� A partir da menarca a menina passa a ser capaz de gerar uma</p><p>nova vida, além disso, ocorre o desenvolvimento dos caracteres</p><p>sexuais secundários como o desenvolvimento das mamas e o</p><p>aparecimento de pelos em determinadas regiões do corpo.</p><p>� Durante a vida fértil da mulher, amadurece normalmente</p><p>apenas um folículo a cada 28-30 dias produzindo um óvulo fértil,</p><p>que cai na tuba uterina, onde poderá ser fecundado ou não.</p><p>Fisiologia do Sistema</p><p>Reprodutor Feminino</p><p>� No ponto de ruptura do folículo, na parede do ovário, as células</p><p>foliculares formam um tecido de cicatrização de função</p><p>endócrina, o chamado corpo lúteo (ou amarelo).</p><p>� Se não houver fecundação, o corpo lúteo degenera após 10 dias.</p><p>Se, no entanto, o óvulo for fecundado, o corpo amarelo cresce</p><p>muito e permanece alguns meses produzindo a progesterona,</p><p>que é o hormônio da gravidez.</p><p>Ciclo menstrual</p><p>� Compreende um período de 28 a 30 dias, durante o qual se</p><p>origina um óvulo que, não fecundado, será expulso junto com</p><p>secreções, sangue e restos do endométrio, que continua se</p><p>desenvolvendo para garantir a fixação, proteção e nutrição do</p><p>futuro embrião.</p><p>� Nos primeiros 14 dias do ciclo, a hipófise, produzindo FSH</p><p>(Hormônio Folículo Estimulante), estimula a maturação de um</p><p>folículo ovariano. Este produz estrógenos, que chegam ao útero</p><p>promovendo o crescimento do endométrio.</p><p>Ciclo menstrual</p><p>� No 14° dia ocorre a ovulação e nos 14 dias finais do ciclo a</p><p>hipófise produz alta taxa de LH (hormônio luteinizante), que</p><p>estimula o desenvolvimento do corpo amarelo.</p><p>� Este tecido endócrino produz então a progesterona, que</p><p>continua estimulando o crescimento do endométrio,</p><p>preparando-o para receber o zigoto. O aumento da taxa de</p><p>progesterona atua sobre a hipófise inibindo a produção do LH.</p><p>� Assim, o corpo amarelo degenera, cai a taxa de progesterona e</p><p>ocorre o desprendimento do endométrio, eliminado como fluxo</p><p>menstrual.</p><p>Ciclo menstrual</p><p>Ciclo Menstrual</p><p>Gravidez</p><p>� O óvulo leva de dois a quatro dias para atingir o útero e a essa</p><p>altura já pode ser chamado de embrião. O embrião encontra o</p><p>útero com as paredes espessadas, cheias de vasos sanguíneos e</p><p>vilosidades, implanta-se nessas paredes e se desenvolve.</p><p>� Quando chega ao útero, o óvulo já iniciou a formação do</p><p>embrião. O desenvolvimento embrionário é rápido e em poucos</p><p>dias o embrião já conta com muitas células. Com o tempo,</p><p>certas camadas de células se diferenciam para formar as</p><p>membranas extraembrionárias.</p><p>Gravidez</p><p>� Os espermatozoides lançados na vagina deslocam-se em direção</p><p>ao útero e às tubas uterinas. Quando encontram um óvulo no</p><p>interior das tubas, ocorre a fecundação.</p><p>� Imediatamente, a membrana do óvulo fica completamente</p><p>impermeável à penetração de outro espermatozoide. A partir do</p><p>instante da fecundação, a célula-ovo começa a se dividir e a ser</p><p>“empurrada” em direção ao útero por contrações leves da</p><p>musculatura lisa da tuba e pelo movimento dos cílios</p><p>Gravidez</p><p>� Uma dessas camadas é o córion, que se desenvolve em contato</p><p>com a parede do útero, formando inúmeros prolongamentos. A</p><p>mucosa uterina se desenvolve mais e se une estreitamente a</p><p>esses prolongamentos, formando a placenta.</p><p>� É por intermédio da placenta que as substâncias dissolvidas no</p><p>plasma materno passam para o feto, alimentando-o. Ela se</p><p>comunica com o embrião através do cordão umbilical, dentro do</p><p>qual passam duas artérias e uma veia umbilical.</p><p>Gravidez</p><p>� É pela artéria umbilical que o embrião recebe nutrientes e</p><p>oxigênio retirados do sangue da mãe. Entre o embrião e as</p><p>membranas existentes existe um liquido chamado líquido</p><p>amniótico. Três a quatro semanas após a fecundação, o coração</p><p>do embrião começa a bater.</p><p>� Ao fim do segundo mês o embrião já tem membros, dedos e</p><p>face com características humanas. Desse ponto em diante</p><p>recebe o nome de feto.</p><p>Menopausa</p><p>� Depois de uns 400 ciclos menstruais completos, ou menos,</p><p>sobrevém o declínio sexual da mulher. A menopausa, ou</p><p>interrupção permanente da menstruação, não é o climatério em</p><p>si, mas uma das manifestações desse período. Além da</p><p>suspensão da menstruação, o climatério envolve profundas</p><p>alterações orgânicas e psíquicas.</p><p>Métodos Contraceptivos</p><p>• Pílulas anticoncepcionais: Contém hormônios que evitam a</p><p>produção de óvulos.</p><p>• DIU (dispositivo intrauterino): O DIU é composto por um objeto</p><p>de plástico parecido com uma flecha. Ele possui um fio de cobre</p><p>enrolado na parte inferior. Evita a gravidez de duas formas, o</p><p>cobre tem função espermicida; e o DIU impede que o embrião</p><p>se implante na camada do útero. Isto para alguns é considerado</p><p>abortivo.</p><p>• Abstinência: Não ter relação sexual.</p><p>• Coito interrompido: Retirar o pênis antes da ejaculação, é um</p><p>método pouco seguro.</p><p>• Cremes espermicidas: Substâncias aplicadas na vagina que</p><p>matam o espermatozoides, são pouco eficientes e geralmente</p><p>são associados ao diafragma.</p><p>Métodos Contraceptivos</p><p>• Diafragma: Tem a forma de um chapeuzinho, feito de borracha</p><p>fina e macia, que é colocado no fundo da vagina, cobrindo todo</p><p>o colo do útero, impedindo assim a passagem dos</p><p>espermatozoides.</p><p>• Tabelinha: Evita ter relação sexual no dia da ovulação.</p><p>• Camisinha (Masculina e feminina): Impede que o esperma seja</p><p>depositado dentro do corpo feminino. Único método que</p><p>também protege contra as DST’s.</p><p>• Vasectomia: Corte do vaso deferente e o amarro de suas pontas.</p><p>Pode ser reversível (amarras) ou irreversível (corte).</p><p>• Laqueadura Tubária: Corta-se as pontas das tubas uterinas</p><p>impedindo que os espermatozoides entrem em contato com o</p><p>óvulo. Pode ser reversível (amarras) ou irreversível (corte).</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Endócrino</p><p>� Há no organismo algumas glândulas das quais a função é</p><p>essencial para a vida. São conhecidas pelo nome de "glândulas</p><p>endócrinas" ou de secreção interna, porque as substâncias por</p><p>elas elaboradas passam diretamente para o sangue.</p><p>� Estas glândulas não têm, portanto, um ducto excretor, mas são</p><p>os próprios vasos sanguíneos que, capilarizando-se nelas,</p><p>recolhem as secreções.</p><p>� A secreção se verifica mediante glândulas diferenciadas, as quais</p><p>podem ser exócrinas (de secreção externa) ou endócrinas (de</p><p>secreção interna).</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Endócrino</p><p>� Chamamos glândulas exócrinas as que são providas de um</p><p>conduto pelo qual vertem ao exterior o produto de sua</p><p>atividade secretora, tais como o fígado, as glândulas salivares e</p><p>as sudoríparas.</p><p>� E as glândulas endócrinas são aquelas que carecem de um</p><p>conduto excretor e, portanto, vertem diretamente no sangue</p><p>seu conteúdo, como por exemplo, a tiroide, o timo, etc.</p><p>� Existem além disso, as mistas que produzem secreções internas</p><p>e externas, como ocorre com</p><p>o pâncreas (que produz suco</p><p>pancreático e insulina) e o fígado.</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Endócrino</p><p>� As glândulas endócrinas secretam substâncias particulares que</p><p>provocam no organismo funções biológicas de alta importância:</p><p>os hormônios, estes difundem ou são transportados pela</p><p>corrente circulatória a outras células do organismo, regulando</p><p>suas necessidades.</p><p>� As principais glândulas endócrinas do organismo são o pâncreas,</p><p>a tireoide, as paratireoides, a pinel, as cápsulas supra renais, a</p><p>hipófise e as gônadas.</p><p>Hormônio</p><p>� É uma substância secretada por células de uma parte do corpo</p><p>que passa a outra parte, onde atua pouca concentração,</p><p>regulando desta forma o crescimento ou a atividade das células.</p><p>� No sistema endócrino distinguimos 3 partes: célula secretória,</p><p>mecanismo de transporte e célula branca, cada uma</p><p>caracterizada por sua maior ou menor especificação.</p><p>Geralmente cada hormônio é sintetizado por um tipo específico</p><p>de células.</p><p>Hormônio</p><p>� É uma substância secretada por células de uma parte do corpo</p><p>que passa a outra parte, onde atua pouca concentração,</p><p>regulando desta forma o crescimento ou a atividade das células.</p><p>No sistema endócrino distinguimos 3 partes: célula secretória,</p><p>mecanismo de transporte e célula branca, cada uma</p><p>caracterizada por sua maior ou menor especificação.</p><p>Geralmente cada hormônio é sintetizado por um tipo específico</p><p>de células.</p><p>Hormônio</p><p>� Hormônio antidiurético: produzido no hipotálamo e</p><p>armazenado na hipófise, esse hormônio estimula a reabsorção</p><p>de água nos ductos coletores.</p><p>� Hormônio do crescimento ou somatotrofina: produzido na</p><p>hipófise, esse hormônio atua no crescimento de ossos longos,</p><p>garantindo nosso crescimento.</p><p>� Ocitocina: hormônio produzido no hipotálamo e armazenado</p><p>na hipófise. Está relacionado com a contração da musculatura</p><p>do útero e de células da glândula mamária.</p><p>� Endorfina é o principal hormônio da felicidade e bem-estar</p><p>� Dopamina está mais relacionada com motivação e sentimento</p><p>de recompensa.</p><p>�</p><p>Hormônio</p><p>� Serotonina é um neurotransmissor que atua no cérebro</p><p>regulando o humor, sono, apetite, ritmo cardíaco, temperatura</p><p>corporal e a sensibilidade à dor.</p><p>� Tiroxina e tri-iodotironina: produzidos pela tireoide, esses</p><p>hormônios estão relacionados com o nosso metabolismo. A</p><p>tireoide produz os hormônios triiodotironina (T3) e tiroxina (T4)</p><p>que regulam o metabolismo no organismo.</p><p>� Paratormônio: produzido na paratireoide, esse hormônio</p><p>garante a reabsorção do osso e a liberação de cálcio no sangue.</p><p>� Adrenalina ou epinefrina: produzido na suprarrenal, esse</p><p>hormônio relaciona-se com a defesa do organismo em</p><p>situações de emergência, aumentando, por exemplo, a</p><p>frequência cardíaca.</p><p>Hormônio</p><p>�</p><p>� Insulina: produzida no pâncreas, garante a entrada de glicose</p><p>nas células.</p><p>� Glucagon: produzido no pâncreas, ajuda a aumentar a taxa de</p><p>glicose no sangue</p><p>�</p><p>Hormônio</p><p>� Quanto aos hormônios, destacamos:</p><p>• Glandulares</p><p>São elaborados pelas glândulas endócrinas e vertidos por estas</p><p>diretamente ao sangue, que as distribui a todos os órgãos,</p><p>onde logo exercem suas funções. Subdividem-se em dois</p><p>grupos, conforme realizam uma ação excitante ou moderadora</p><p>sobre a função dos órgãos sobre os quais influem.</p><p>• Hormônios esteróides</p><p>Aos que pertencem às cortico/supra renais e sexuais.</p><p>Hormônio</p><p>• Tissulares ou aglandulares</p><p>São formados em órgãos distintos e sem correlação nem</p><p>interdependência entre eles: sua ação é exclusivamente local e</p><p>a exercem no órgão em que se formam ou nos territórios</p><p>vizinhos. Sob o aspecto químico, os hormônios podem</p><p>dividir-se em duas grandes classes.</p><p>Hormônio</p><p>• Tissulares ou aglandulares</p><p>São formados em órgãos distintos e sem correlação nem</p><p>interdependência entre eles: sua ação é exclusivamente local e</p><p>a exercem no órgão em que se formam ou nos territórios</p><p>vizinhos. Sob o aspecto químico, os hormônios podem</p><p>dividir-se em duas grandes classes.</p><p>Hormônio</p><p>• Hipófise ou pituitária</p><p>É uma glândula do tamanho de um grão de ervilha, localizada</p><p>no encéfalo, presa numa região chamada hipotálamo. Essa</p><p>glândula é a mais importante do corpo, pois comanda o</p><p>funcionamento de outras glândulas, como tireóide, supra</p><p>renais e sexuais. Produz grande número de hormônios, como</p><p>os responsáveis pelo crescimento, metabolismo de proteínas</p><p>(hormônio somatotrófico), contração do útero (hormônio</p><p>ocitocina), controle da quantidade de água no organismo</p><p>(hormônio antidiurético - ADH), estímulo das glândulas tireóide</p><p>(hormônio tireotrófico - TSH) e supra-adrenais (hormônio</p><p>adrenocorticotrófico ou corticotrofina – ACTH).</p><p>Hormônio</p><p>• Produz grande número de hormônios, como os responsáveis</p><p>pelo crescimento, metabolismo de proteínas (hormônio</p><p>somatotrófico), contração do útero (hormônio ocitocina),</p><p>controle da quantidade de água no organismo (hormônio</p><p>antidiurético - ADH), estímulo das glândulas tireóide</p><p>(hormônio tireotrófico - TSH) e supra-adrenais (hormônio</p><p>adrenocorticotrófico ou corticotrofina – ACTH).</p><p>• Os três tipos de hormônios gonadotrópicos atuam no</p><p>desenvolvimento de glândulas e órgãos sexuais, interferindo</p><p>nos processos de menstruação, ovulação, gravidez e</p><p>lactação. São eles: o hormônio folículo estimulante (FSH),</p><p>que age sobre a maturação dos espermatozoides e folículos</p><p>ovarianos; o hormônio luteinizante (LH), que estimula os</p><p>testículos e ovários e provoca a ovulação e formação do</p><p>corpo amarelo; e a prolactina, que mantém o corpo amarelo</p><p>e sua produção de hormônios, atuando no desenvolvimento</p><p>das mamas e interferindo na produção de leite.</p><p>Hormônio</p><p>• São eles: o hormônio folículo estimulante (FSH), que age</p><p>sobre a maturação dos espermatozoides e folículos</p><p>ovarianos; o hormônio luteinizante (LH), que estimula os</p><p>testículos e ovários e provoca a ovulação e formação do</p><p>corpo amarelo; e a prolactina, que mantém o corpo amarelo</p><p>e sua produção de hormônios, atuando no desenvolvimento</p><p>das mamas e interferindo na produção de leite.</p><p>Hormônio</p><p>• Pineal</p><p>A pineal ou epífise localiza-se no diencéfalo, presa por uma</p><p>haste à parte posterior do teto do terceiro ventrículo. Contém</p><p>serotonina, precursora da melatonina. É um transdutor</p><p>neuroendócrino que converte impulsos nervosos em descargas</p><p>hormonais e participa do ritmo circadiano de 24 horas e de</p><p>outros ritmos biológicos, como os relacionados às estações do</p><p>ano. A pineal normal responde à luminosidade, sendo mais</p><p>ativa à noite, quando a produção de serotonina é maior que</p><p>durante o dia.</p><p>Hormônio</p><p>• Tireoide</p><p>Esta glândula - sob controle do hormônio hipofisário TSH</p><p>(hormônio tireotrófico) - localiza-se no pescoço (abaixo da</p><p>laringe e na frente da traqueia) e libera os hormônios tiroxina e</p><p>calcitonina, que intensificam a atividade de todas as células do</p><p>organismo. O primeiro atua no metabolismo (todas as reações</p><p>que ocorrem no interior do corpo); o segundo, na regulação de</p><p>cálcio no sangue.</p><p>• Paratireóide</p><p>Estas quatro glândulas localizam-se, duas a duas, ao lado das</p><p>tireoides. Secretam um hormônio denominado paratormônio,</p><p>que também regula a quantidade de cálcio e fosfato no sangue.</p><p>Hormônio</p><p>• Suprarrenais</p><p>Estas duas glândulas localizam-se sobre cada rim e possuem</p><p>duas partes: a externa, chamada de córtex, e a interna, de</p><p>medula. O córtex da supra renal produz e libera vários</p><p>hormônios, dentre eles a aldosterona, que ajuda a manter</p><p>constante a quantidade de sódio e potássio no organismo.</p><p>Outro hormônio é o cistrol, cortisona ou hidrocortisona, que</p><p>estimula a utilização de gorduras e proteínas como fonte</p><p>energética, aumenta a taxa de glicose na corrente sanguínea e</p><p>também atua no processo de inflamação, sendo largamente</p><p>utilizada como medicação.</p><p>Hormônio</p><p>• Suprarrenais</p><p>Também produz o andrógeno, o hormônio responsável pelo</p><p>desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários</p><p>masculinos.</p><p>A medula da supra renal produz e libera a adrenalina e</p><p>noradrenalina, que é lançada na corrente sanguínea em</p><p>situações de fortes reações emocionais como medo, ansiedade,</p><p>sustos, perigos iminentes, etc.</p><p>A adrenalina estimula a ação cardíaca, aumenta o seu</p><p>batimento e dilata os brônquios; a noradrenalina aumenta a</p><p>pressão arterial e diminui o calibre dos vasos.</p><p>Hormônio</p><p>• Pâncreas</p><p>Esta glândula localiza-se na cavidade abdominal e possui duas</p><p>funções: uma exócrina e outra endócrina. Na exócrina, produz</p><p>o suco pancreático que será liberado fora da corrente</p><p>sanguínea, mais precisamente no duodeno, auxiliando o</p><p>processo digestivo.</p><p>Na função endócrina, produz dois hormônios: a insulina, que</p><p>transporta a glicose através da membrana celular, diminuindo-a</p><p>da corrente sanguínea, e o glucagon, que contribui,</p><p>estimulando o fígado, para o aumento da glicose no sangue.</p><p>Hormônio</p><p>• Ovários</p><p>Os ovários são duas glândulas, uma de cada lado do corpo, que</p><p>integram o aparelho reprodutor feminino e localizam-se abaixo</p><p>da cavidade abdominal, em uma região denominada pelvis ou</p><p>cavidade pélvica. Ligam-se ao útero através de dois ligamentos</p><p>denominados ligamentos do ovário.</p><p>Os ovários são responsáveis pela produção e liberação de dois</p><p>hormônios, o estrogênio ou hormônio folicular e a</p><p>progesterona. O estrogênio controla o desenvolvimento das</p><p>características sexuais femininas, como aumento dos seios,</p><p>depósito de gordura nas coxas e nádegas, aparecimento de</p><p>pelos pubianos e estímulo ao impulso sexual.</p><p>Hormônio</p><p>• Ovários</p><p>A progesterona, responsável pela implantação do óvulo</p><p>fecundado na parede uterina e pelo desenvolvimento inicial do</p><p>embrião, estimula o desenvolvimento das glândulas mamárias</p><p>e da placenta e inibe a secreção de um dos hormônios</p><p>gonadotróficos.</p><p>Além de produzir hormônios, os ovários são também</p><p>responsáveis pela produção das células sexuais femininas, os</p><p>ovócitos.</p><p>Hormônio</p><p>• Testículos</p><p>Em número de dois, localizam-se na pélvis e fazem parte do</p><p>aparelho reprodutor masculino. Protegidos por uma bolsa</p><p>denominada bolsa escrotal ou escroto, produzem o hormônio</p><p>denominado testosterona, que controla as características</p><p>sexuais masculinas como aparecimento de barba, pelos no</p><p>tórax, desenvolvimento da musculatura e impulso sexual.</p><p>Além da produção de hormônio, os são também responsáveis</p><p>pela produção das células sexuais masculinas, os</p><p>espermatozoides.</p><p>Hormônio</p><p>Glândulas Endócrinas</p><p>da caixa craniana e</p><p>coluna vertebral.</p><p>� No SNC, existem as chamadas substâncias cinzenta e branca. A</p><p>substância cinzenta é formada pelos corpos dos neurônios e a</p><p>branca, por seus prolongamentos. Com exceção do bulbo e da</p><p>medula, a substância cinzenta ocorre mais externamente e a</p><p>substância branca, mais internamente.</p><p>Substância cinzenta e branca</p><p>➢ Enquanto a massa cinzenta é a parte externa do encéfalo, a substância branca está</p><p>localizada nas partes profundas do órgão.</p><p>➢ O papel da substância branca é permitir que a informação seja transmitida entre</p><p>diferentes áreas da massa cinzenta. Está diretamente relacionada com o</p><p>aprendizado e as funções cerebrais, coordenando a comunicação entre as</p><p>diferentes regiões.</p><p>➢ A massa cinzenta tem esse nome por conta da tonalidade da alta concentração de</p><p>corpos celulares neuronais. Na prática, é a camada mais externa do cérebro.</p><p>Envolve o cerebelo, tronco cerebral e medula espinhal.</p><p>➢ A substância desempenha um papel significativo no controle dos movimentos, nas</p><p>memórias e no gerenciamento das emoções. Isso quer dizer que personalidade,</p><p>inteligência, função motora, planejamento, organização, processamento de</p><p>linguagem e processamento de informações sensoriais são resultado da massa</p><p>cinzenta.</p><p>Sistema nervoso</p><p>Sistema nervoso</p><p>Divisão Anatômica do Sistema</p><p>Nervoso</p><p>Divisão do Sistema Nervoso Central</p><p>A principal diferença entre os</p><p>sistemas nervoso somático e</p><p>autônomo, é que o somático é</p><p>responsável por movimentos</p><p>voluntários enquanto o autônomo é</p><p>responsável por movimentos</p><p>involuntários.</p><p>Divisão Anatômica do Sistema</p><p>Nervoso</p><p>� Os órgãos do SNC são protegidos por estruturas esqueléticas</p><p>(caixa craniana, protegendo o encéfalo; e coluna vertebral,</p><p>protegendo a medula espinhal) e por membranas denominadas</p><p>meninges, situadas sob a proteção esquelética: dura-máter (a</p><p>externa), aracnóide (a do meio) e pia-máter (a interna).</p><p>� Entre as meninges aracnoide e pia-máter há um espaço</p><p>preenchido por um líquido denominado líquido</p><p>cefalorraquidiano ou líquor.</p><p>Divisão Anatômica do Sistema</p><p>Nervoso</p><p>Órgãos do Sistema Nervoso Central</p><p>Encéfalo</p><p>� O encéfalo humano contém cerca de 35 bilhões de neurônios e</p><p>pesa aproximadamente 1,4 kg, é constituído pelo cérebro</p><p>(telencéfalo e diencéfalo), cerebelo e tronco encefálico</p><p>(mesencéfalo, ponte e bulbo) e sua parte central é constituída</p><p>por uma substância branca; a externa, por uma substância</p><p>cinzenta.</p><p>Telencéfalo</p><p>� O telencéfalo é dividido em dois hemisférios cerebrais bastante</p><p>desenvolvidos. Nestes, situam-se as sedes da memória e dos</p><p>nervos sensitivos e motores.</p><p>� Entre os hemisférios, estão os ventrículos cerebrais (ventrículos</p><p>laterais e terceiro ventrículo); Existe ainda um quarto ventrículo,</p><p>localizado mais abaixo, ao nível do tronco encefálico. Estes são</p><p>reservatórios do líquido cefalorraquidiano (líquor), participando</p><p>na nutrição, proteção e excreção do sistema nervoso. Sua</p><p>superfície evidencia pregas (giros) e reentrâncias (sulcos e</p><p>fissuras) do córtex cerebral.</p><p>Telencéfalo</p><p>Hemisférios Cerebrais</p><p>Telencéfalo</p><p>� Os sulcos e fissuras dividem os hemisférios em lobos</p><p>responsáveis por funções específicas como sensitivas, auditivas,</p><p>visuais, movimentação voluntária, memória, concentração,</p><p>raciocínio, linguagem, comportamento, entre outras.</p><p>� A região superficial do telencéfalo, que acomoda bilhões de</p><p>corpos celulares de neurônios (substância cinzenta), constitui o</p><p>córtex cerebral, formado a partir da fusão das partes superficiais</p><p>telencefálicas e diencefálicas. O córtex recobre um grande</p><p>centro medular branco, formado por fibras axonais (substância</p><p>branca).</p><p>Telencéfalo</p><p>Telencéfalo</p><p>Funções do Cérebro</p><p>Telencéfalo</p><p>� Em meio a este centro branco (nas profundezas do telencéfalo),</p><p>há agrupamentos de corpos celulares neuronais que formam os</p><p>núcleos (gânglios) da base ou núcleos (gânglios) basais -</p><p>caudado, putamen, globo pálido e núcleo subtalâmico,</p><p>envolvidos em conjunto, no controle do movimento.</p><p>� Parece que os gânglios da base participam também de um</p><p>grande número de circuitos paralelos, sendo apenas alguns</p><p>poucos de função motora. Outros circuitos estão envolvidos em</p><p>certos aspectos da memória e da função cognitiva.</p><p>Diencéfalo</p><p>� O diencéfalo circunda o terceiro ventrículo, forma a parte</p><p>central mais importante do encéfalo e contém o tálamo e o</p><p>hipotálamo.</p><p>� Todas as mensagens sensoriais, com exceção das provenientes</p><p>dos receptores do olfato, passam pelo tálamo antes de atingir o</p><p>córtex cerebral. Esta é uma região de substância cinzenta</p><p>localizada entre o tronco encefálico e o cérebro.</p><p>Diencéfalo</p><p>� O tálamo atua como estação retransmissora de impulsos</p><p>nervosos para o córtex cerebral. Ele é responsável pela</p><p>condução dos impulsos às regiões apropriadas do cérebro onde</p><p>eles devem ser processados.</p><p>� O tálamo também está relacionado com alterações no</p><p>comportamento emocional; que decorre, não só da própria</p><p>atividade, mas também de conexões com outras estruturas do</p><p>sistema límbico (que regula as emoções). As áreas que</p><p>desempenham um papel significativo na depressão são a</p><p>amígdala, o tálamo e o hipocampo.</p><p>Diencéfalo</p><p>Diencéfalo</p><p>Diencéfalo</p><p>� O hipotálamo, também constituído por substância cinzenta, é o</p><p>principal centro integrador das atividades dos órgãos viscerais,</p><p>sendo um dos principais responsáveis pela homeostase</p><p>corporal. Ele faz ligação entre o sistema nervoso e o sistema</p><p>endócrino, atuando na ativação de diversas glândulas</p><p>endócrinas.</p><p>� É o hipotálamo que controla a temperatura corporal, regula o</p><p>apetite e o balanço de água no corpo, o sono e está envolvido na</p><p>emoção e no comportamento sexual. Tem amplas conexões com</p><p>as demais áreas do prosencéfalo e com o mesencéfalo.</p><p>Diencéfalo</p><p>� O hipotálamo, também constituído por substância cinzenta, é o</p><p>principal centro integrador das atividades dos órgãos viscerais,</p><p>sendo um dos principais responsáveis pela homeostase</p><p>corporal. Ele faz ligação entre o sistema nervoso e o sistema</p><p>endócrino, atuando na ativação de diversas glândulas</p><p>endócrinas.</p><p>� É o hipotálamo que controla a temperatura corporal, regula o</p><p>apetite e o balanço de água no corpo, o sono e está envolvido na</p><p>emoção e no comportamento sexual. Tem amplas conexões com</p><p>as demais áreas do pros encéfalo e com o mesencéfalo.</p><p>Cerebelo</p><p>� Situado atrás do cérebro está o cerebelo, que é primariamente</p><p>um centro para o controle dos movimentos iniciados pelo córtex</p><p>motor (possui extensivas conexões com o cérebro e a medula</p><p>espinhal). Como o cérebro, também está dividido em dois</p><p>hemisférios.</p><p>� Porém, ao contrário dos hemisférios cerebrais, o lado esquerdo</p><p>do cerebelo está relacionado com os movimentos do lado</p><p>esquerdo do corpo, enquanto o lado direito, com os</p><p>movimentos do lado direito do corpo. O cerebelo controla os</p><p>movimentos, a tonicidade muscular e participa da manutenção</p><p>do equilíbrio do corpo.</p><p>Cerebelo</p><p>Cerebelo</p><p>Tronco Encefálico</p><p>� O tronco encefálico interpõe-se entre a medula e o diencéfalo,</p><p>situando-se ventralmente ao cerebelo. Possui três funções</p><p>gerais:</p><p>• Recebe informações sensitivas de estruturas cranianas e</p><p>controla os músculos da cabeça.</p><p>• Contém circuitos nervosos que transmitem informações da</p><p>medula espinhal até outras regiões encefálicas e, em direção</p><p>contrária, do encéfalo para a medula espinhal (lado</p><p>esquerdo do cérebro controla os movimentos do lado</p><p>direito do corpo; lado direito de cérebro controla os</p><p>movimentos do lado esquerdo do corpo);</p><p>Tronco Encefálico</p><p>• Regula a atenção, função esta que é mediada pela formação</p><p>reticular (agregação mais ou menos difusa de neurônios de</p><p>tamanhos e tipos diferentes, separados por uma rede de</p><p>fibras nervosas que ocupa a parte central do tronco</p><p>encefálico). Além destas 3 funções gerais, as várias divisões</p><p>do tronco encefálico desempenham funções motoras e</p><p>sensitivas específicas.</p><p>Tronco Encefálico</p><p>Tronco Encefálico</p><p>Medula Espinhal</p><p>� A medula espinhal encontra-se no interior do canal</p><p>formado</p><p>pelas vértebras da coluna vertebral. Dela irradiam-se 33 pares</p><p>de nervos espinhais, à direita e à esquerda, que inervam o</p><p>pescoço, tronco e membros, ligando o encéfalo ao resto do</p><p>corpo e vice-versa. É também mediadora da atividade reflexa</p><p>(atos instantâneos, realizados independentemente da</p><p>consciência).</p><p>� Estende-se da base do crânio até o nível da segunda vértebra</p><p>lombar, pouco acima da cintura. A substância cinzenta da</p><p>medula espinhal tem o formato da letra H, cujas extremidades</p><p>são a raiz anterior, de onde saem as fibras motoras, e raiz</p><p>posterior, local de saída das fibras sensitivas.</p><p>Medula Espinhal</p><p>� Por sua vez, o SNP consiste nos nervos cranianos e espinhais.</p><p>Emergindo do tronco cerebral, há 12 pares de nervos cranianos</p><p>que exercem funções específicas e nem sempre estão sob</p><p>controle voluntário. Os nervos que possuem fibras de controle</p><p>involuntário são chamados de sensitivos; e os de controle</p><p>voluntário, motores.</p><p>� A partir dos órgãos dos sentidos e dos receptores (terminações</p><p>nervosas sensitivas), presentes em várias partes do corpo, o SNP</p><p>conduz impulsos nervosos para o SNC, e deste para os músculos</p><p>e glândulas. Os nervos espinhais são divididos e denominados</p><p>de acordo com sua localização na coluna vertebral: 8 cervicais,</p><p>12 torácicos, 5 lombares, 5 sacrais e um coccígeo.</p><p>Medula Espinhal</p><p>� Os nervos espinhais são</p><p>divididos e denominados de</p><p>acordo com sua localização na</p><p>coluna vertebral: 8 cervicais,</p><p>12 torácicos, 5 lombares, 5</p><p>sacrais e um coccígeo.</p><p>Medula Espinhal</p><p>1° Olfativo ou olfatória</p><p>(sensitivo)</p><p>conduz ao cérebro os impulsos que nos</p><p>fazem perceber o olfato.</p><p>2° óptico (sensitivo) leva ao cérebro os estímulos que geram as</p><p>sensações visuais.</p><p>3° Motor ocular comum ou</p><p>oculomotor (motor)</p><p>responsável pelo movimento dos olhos e</p><p>contrição pupilar.</p><p>4° Troclear(motor) participa dos movimentos dos olhos.</p><p>5° Trigemeo (misto) atua sobre o músculo temporal e masseter,</p><p>percebendo as sensações da face e atuando</p><p>nas expressões.</p><p>6° Abducente (motor) responsável pelo desvio lateral dos olhos</p><p>Pares de nervos cranianos</p><p>Medula Espinhal</p><p>7° Facial (Misto) um dos seus ramos atua nos músculos</p><p>mímicos da face;o outro, inerva as</p><p>glandulas salivares e lacrimais e conduz a</p><p>sensação de paladar captada na língua.</p><p>8° Acustico (sensitivo) possui ramos que permitem a audição e</p><p>outros, o equilíbrio.</p><p>9° Glossofaríngeo (misto) sua porção motora leva estímulos da</p><p>faringe e a sensitiva permite que se</p><p>perceba o paladar.</p><p>10° Vago (misto) abdominais; responsável pela inervação de orgãos</p><p>toraxicos e controla as batidas do coração</p><p>11° Espinhal ou acessório</p><p>(motor)</p><p>inerva os músculos do pescoço e do tronco</p><p>12° Hipoglosso (motor) ajuda nos movimentos da língua</p><p>Pares de nervos cranianos</p><p>Fisiologia do Sistema Nervoso</p><p>� Fisiologicamente, o sistema nervoso pode ser dividido em</p><p>sistema nervoso voluntário, que comanda a musculatura</p><p>estriada esquelética, e sistema nervoso autônomo (SNA) ou</p><p>involuntário, responsável pelo controle da musculatura lisa, do</p><p>músculo cardíaco, da secreção de todas as glândulas digestivas e</p><p>sudoríparas e de alguns órgãos endócrinos.</p><p>� Em sua maioria, as funções do SNA são articuladas em</p><p>coordenação com o SNC, em especial o hipotálamo. Do ponto de</p><p>vista anatômico e funcional, o SNA divide-se em sistema</p><p>simpático e parassimpático, que trabalham de modo antagônico,</p><p>porém em equilíbrio.</p><p>Fisiologia do Sistema Nervoso</p><p>� O sistema simpático estimula atividades realizadas durante</p><p>situações de emergência e estresse, nas quais os batimentos</p><p>cardíacos se aceleram e a pressão arterial se eleva. O sistema</p><p>parassimpático estimula as atividades que conservam e</p><p>restauram os recursos corpóreos (por exemplo, diminuição dos</p><p>batimentos cardíacos).</p><p>� Cada parte do SNA possui duas cadeias de neurônios. O corpo</p><p>celular do primeiro neurônio situa-se na coluna referente visceral</p><p>do encéfalo e da medula espinhal; o do segundo neurônio, num</p><p>gânglio autônomo, externamente ao SNC. O axônio do primeiro</p><p>neurônio é chamado fibra pré-sináptica ou pré-ganglionar; o do</p><p>segundo, fibra pós-sináptica ou pós-ganglionar.</p><p>Fisiologia do Sistema Nervoso</p><p>� Os gânglios localizam-se ao longo da coluna vertebral, na</p><p>cavidade abdominal, nas proximidades ou interior dos órgãos por</p><p>eles inervados Para chegarem à musculatura, as fibras</p><p>pós-ganglionares utilizam uma artéria, um nervo independente</p><p>ou ligado aos nervos espinhais.</p><p>� No sistema simpático, os corpos celulares dos neurônios</p><p>préganglionares localizam-se na substância cinzenta (corno</p><p>lateral) da medula espinhal, começando no primeiro segmento</p><p>torácico e terminando no segundo ou terceiro segmento lombar.</p><p>Os corpos celulares dos neurônios pós-ganglionares situam-se</p><p>nos gânglios para-vertebrais e prévertebrais.</p><p>Fisiologia do Sistema Nervoso</p><p>� Por liberarem adrenalina ou noradrenalina, as terminações</p><p>pós-ganglionares simpáticas são conhecidas como adrenérgicas.</p><p>No sistema parassimpático, os corpos celulares dos neurônios</p><p>pré-ganglionares situam-se nos núcleos dos pares III, VII, IX e X de</p><p>nervos cranianos no tronco encefálico e no segundo, terceiro e</p><p>quarto segmentos sacrais da medula espinhal.</p><p>� As fibras pré-ganglionares fazem sinapse com o corpo celular de</p><p>um neurônio pós-ganglionar parassimpático, próximo ou na</p><p>parede do órgão-alvo. Por liberarem acetilcolina, a maioria das</p><p>terminações pós-ganglionares parassimpáticas são denominadas</p><p>colinérgicas.</p><p>Fisiologia do Sistema Nervoso</p><p>� A atividade motora somática depende do padrão e da frequência</p><p>de descarga dos neurônios motores espinhais e cranianos. Estes</p><p>neurônios, que constituem as vias finais comuns para os</p><p>músculos esqueléticos, são bombardeados por impulsos</p><p>provenientes de um conjunto de vias e visam função regular a</p><p>postura do corpo e possibilitar os movimentos coordenados.</p><p>� Estes impulsos servem a três funções distintas: a primeira, é a do</p><p>sistema piramidal e das regiões do cérebro correlacionadas com a</p><p>gênese e o padrão dos movimentos; a segunda é das múltiplas</p><p>vias agrupadas como sistema extrapiramidal ou</p><p>córtico-estrio-reticular; a terceira é a do cerebelo, com suas</p><p>conexões aferentes e eferentes.</p><p>Fisiologia do Sistema Nervoso</p><p>� No sistema piramidal os impulsos se originam no córtex cerebral</p><p>e estão relacionados com a iniciação de movimentos voluntários</p><p>delicados e de habilidade, como o início da marcha. Os</p><p>mecanismos extrapiramidais são integrados em diversos níveis</p><p>em todo o trajeto, desde a medula espinhal até o córtex</p><p>cerebral.</p><p>� Controlam o tônus muscular, os movimentos involuntários, as</p><p>respostas reflexas, a harmonia e a coordenação do movimento.</p><p>O cerebelo está relacionado com a coordenação, ajuste e</p><p>uniformidade de movimentos. Recebe impulsos aferentes do</p><p>córtex motor, dos proprioceptores e dos receptores tácteis</p><p>cutâneos, auditivos e visuais.</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Sensorial</p><p>� O ambiente que nos circunda repassa uma diversidade de</p><p>estímulos que são captados pelo organismo – o chamado</p><p>sentido ou sensação. Alguns órgãos, constituídos por células</p><p>sensíveis, através de receptores sensoriais são especializados em</p><p>perceber esses estímulos externos, repassando a informação à</p><p>respectiva área cerebral.</p><p>� Seu conjunto recebe a denominação de órgãos dos sentidos. São</p><p>constituídos pelos olhos, que permitem a visão; língua, que</p><p>sente o paladar; nariz, que possibilita o olfato; orelha, que</p><p>conduz a audição e pele, que percebe o estímulo pelo tato.</p><p>Olhos</p><p>� Os olhos são acondicionados dentro de duas cavidades ósseas</p><p>da face: as órbitas oculares. Possuem dois globos oculares que,</p><p>por sua vez, são constituídos por três distintas membranas</p><p>denominadas esclerótica, coroide e retina. Na parte anterior do</p><p>globo ocular, a membrana esclerótica, que o reveste</p><p>externamente, forma uma camada transparente chamada</p><p>córnea.</p><p>� Na coroide, localizam-se os vasos sanguíneos. A retina, sua</p><p>membrana mais interna e sensível, é formada por um</p><p>prolongamento do</p><p>nervo óptico.</p><p>Olhos</p><p>� No interior do globo ocular existe uma substância que ocupa sua</p><p>maior parte, chamada humor vítreo, de consistência gelatinosa</p><p>e transparente, situada atrás do cristalino – o qual atua como</p><p>uma lente, regulando a imagem com nitidez. O cristalino</p><p>modifica-se pela ação dos músculos ciliares, comandados pelo</p><p>sistema nervoso autônomo.</p><p>� Entre o cristalino e a córnea há uma substância líquida e</p><p>transparente denominada humor aquoso. Na parte anterior do</p><p>olho, a coroide forma um disco cuja cor é variável para cada</p><p>pessoa, denominada íris. Em seu centro existe um orifício cujo</p><p>tamanho altera-se de acordo com a quantidade de luz que sobre</p><p>ele incide, a pupila, também conhecida como “menina dos</p><p>olhos”.</p><p>Olhos</p><p>Estruturas do Olho</p><p>Olhos</p><p>� O astigmatismo, a hipermetropia e a miopia são as alterações da</p><p>visão mais frequentemente encontradas. O astigmatismo é uma</p><p>deformação da córnea que ocasiona um desvio da imagem,</p><p>fazendo-se necessário o uso de lentes cilíndricas para sua</p><p>correção.</p><p>� Na hipermetropia, a imagem se forma atrás da retina,</p><p>necessitando a utilização de lentes convergentes para que volte</p><p>a localizar- se sobre a retina. A miopia é a formação da imagem</p><p>à frente da retina, para cuja correção necessita-se o uso de</p><p>lentes divergentes, que favorecerão o afastamento da imagem</p><p>para que esta coincida sobre a própria retina.</p><p>Olhos</p><p>� Na parte anterior dos olhos encontram-se as pálpebras</p><p>superiores, as inferiores e os cílios, que também atuam como</p><p>protetores da visão, impedindo a entrada de corpos estranhos.</p><p>� No canto interno da pálpebra são encontrados dois pequenos</p><p>orifícios denominados ponto lacrimal superior e inferior. É por</p><p>eles que escoam as lágrimas, seja por reação física ou</p><p>emocional. A sobrancelha também é considerada fator de</p><p>proteção, por dificultar a passagem do suor da testa para os</p><p>olhos.</p><p>Língua</p><p>� A língua, que também participa na emissão do som, é formada</p><p>por uma massa de tecido muscular estriado, recoberta por uma</p><p>mucosa. Possui forma achatada e ligeiramente cônica. É</p><p>composta por duas partes: a superior ou dorsal, onde se</p><p>localizam as papilas linguais ou gustativas, cujas terminações</p><p>nervosas transmitem a sensação do gosto – processo em que a</p><p>saliva representa importante função, haja vista que sua</p><p>viscosidade favorece a captação dos estímulos; e a inferior ou</p><p>ventral, que pode ser vista quando se eleva a ponta da língua</p><p>em direção ao palato (céu da boca).</p><p>Língua</p><p>Língua</p><p>Nariz</p><p>� O nariz, órgão do olfato, é formado por duas cavidades, as fossas</p><p>nasais, medialmente separadas pelo septo. As fossas nasais</p><p>possuem orifícios anteriores, que fazem contato com o meio</p><p>externo, denominados narinas, e orifícios posteriores que, por</p><p>sua vez, fazem contato com a faringe, chamados de coanas.</p><p>� Na parte superior das fossas nasais há um revestimento mucoso</p><p>formado por células olfativas localizadas nas terminações do</p><p>nervo olfativo (nervo sensitivo), o que nos faz perceber o olfato.</p><p>Nariz</p><p>Nariz</p><p>Nariz</p><p>� O sentido do olfato é estimulado através de substâncias</p><p>químicas espalhadas no ar, motivo pelo qual é considerado um</p><p>sentido “químico”. No interior das fossas nasais encontram-se os</p><p>pelos, cuja função é “filtrar” o ar respirado - estes pelos,</p><p>juntamente com o muco (secreção da mucosa nasal), retêm na</p><p>parede interna do nariz os poluentes, além de diversos</p><p>microrganismos trazidos pelo ar.</p><p>Orelha</p><p>� A orelha, composta por três seguimentos - a orelha externa, a</p><p>média e a interna - é o órgão responsável pela audição. A orelha</p><p>externa ou pavilhão auditivo possui uma saliência com o</p><p>formato oval, flexível devido ao tecido cartilaginoso que a</p><p>constitui. Seu canal auditivo externo encaminha o som para seu</p><p>interior, agindo como um receptor sonoro.</p><p>� Neste canal são encontrados pelos e glândulas (que produzem</p><p>uma espécie de cera), cuja função é proteger a parte interna</p><p>contra a poeira, microrganismos e outros corpos provenientes</p><p>do meio externo.</p><p>Orelha</p><p>� O tímpano, localizado ao final do canal auditivo externo e no</p><p>início da orelha média, é uma fina membrana que vibra de</p><p>acordo com as ondas sonoras. Além dele, a orelha média é</p><p>composta por três ossículos respectivamente denominados, pela</p><p>ordem de localização, martelo, bigorna e estribo – os quais se</p><p>articulam recebendo a vibração da membrana timpânica.</p><p>� É na orelha média que se inicia um canal flexível que se estende</p><p>até a faringe, denominado trompa de Eustáquio, cuja função é</p><p>manter o equilíbrio da pressão atmosférica dentro da orelha</p><p>média - também conhecida como caixa do tímpano.</p><p>Orelha</p><p>� Na orelha interna ou labirinto encontra-se o vestíbulo, uma</p><p>escavação no osso temporal cuja cavidade superior comunica-se</p><p>com os canais semicirculares e recebe a denominação de</p><p>utrículo. A cavidade inferior é chamada de sáculo, que se</p><p>estende até a cóclea ou caracol - nomes que facilmente nos</p><p>levam a imaginar sua forma: um longo tubo enrolado.</p><p>� Este tubo contém em sua parte interna o órgão de Corti,</p><p>composto por células auditivas com ramificações do nervo</p><p>auditivo, sendo o principal responsável pela captação de</p><p>estímulos sonoros.</p><p>Orelha</p><p>Estrutura do Ouvido</p><p>Orelha</p><p>� Quando há qualquer tipo de som, suas ondas penetram através</p><p>do conduto auditivo externo e ao chegarem na membrana</p><p>timpânica a fazem vibrar. Os ossículos martelo, bigorna e estribo</p><p>recebem esta vibração e a encaminham ao ouvido interno.</p><p>� Desta forma, as vibrações chegam à cóclea ou caracol, onde os</p><p>estímulos sonoros são captados e identificados devido a</p><p>presença de terminações do nervo auditivo.</p><p>Orelha</p><p>� Na orelha interna, os canais semicirculares são responsáveis</p><p>pelo equilíbrio de nosso corpo. A ocorrência de determinada</p><p>inflamação ou problemas circulatórios pode gerar uma</p><p>disfunção no labirinto, o que acarreta a perda do equilíbrio –</p><p>mais frequentemente encontrada em pacientes com problemas</p><p>hormonais, hipertensos, estressados e diabéticos.</p><p>Pele</p><p>� O sentido do tato é transmitido pela pele, que reveste todo o</p><p>corpo e possui em sua camada mais profunda as terminações</p><p>nervosas – responsáveis por levar a mensagem da sensação ao</p><p>cérebro. Com um toque de mão podemos perceber diferenças</p><p>como liso e áspero, pequeno e grande, fino e grosso, mole e</p><p>duro - além de conseguirmos identificar objetos sem a</p><p>necessária utilização da visão.</p><p>� A pele apresenta vários tipos de receptores sensoriais, formados</p><p>por fibras nervosas cujo agrupamento compõe os corpúsculos</p><p>sensoriais, especializados em captar determinados tipos de</p><p>sensação – por exemplo, pressão, temperatura, dor. Na extensão</p><p>da pele percebemos sensações como frio, calor, dor, coceira,</p><p>pressão, ardência, etc.</p><p>Tronco</p><p>� No tronco estão a coluna vertebral e a caixa torácica. A coluna</p><p>vertebral é constituída pela superposição de uma série de ossos</p><p>isolados denominados vértebras. Superiormente, se articula</p><p>com o osso occipital (crânio); inferiormente, articula-se com o</p><p>osso do quadril (Ilíaco).</p><p>� A coluna vertebral é dividida em cinco regiões: Cervical,</p><p>Torácica, Lombar, Sacral e Coccígea. São 7 vértebras cervicais,</p><p>sendo as duas primeiras denominadas Atlas e Axis,</p><p>respectivamente, 12 torácicas, 5 lombares, 5 sacrais e cerca de 4</p><p>coccígeas.</p><p>Tronco</p><p>Coluna vertebral</p><p>Tronco</p><p>� Cada vértebra possui um espaço no centro, conhecido como</p><p>forâmen vertebral, como ilustra a Figura abaixo.</p><p>O posicionamento das vértebras, umas sobre as outras, permite</p><p>a formação do canal vertebral, por onde passa a medula</p><p>espinhal.</p><p>Forâmen vertebral</p><p>Tronco</p><p>� A Figura a seguir ilustra a caixa torácica, que é composta por</p><p>vinte e quatro costelas, além do osso esterno. As costelas têm</p><p>forma chata e alongada e o espaço entre elas é chamado de</p><p>intercostal.</p><p>� Na sua maioria, fixa-se posteriormente nas vértebras da região</p><p>torácica ou dorsal e anteriormente no osso esterno - osso</p><p>achatado composto pelo manúbrio (parte superior), corpo</p><p>(parte mediana) e apêndice xifoide (parte inferior).</p><p>Tronco</p><p>Caixa torácica</p><p>Tronco</p><p>� Aquelas diretamente articuladas ao osso esterno são</p><p>denominadas costelas verdadeiras (da 1ª a 7ª); as costelas falsas</p><p>(da 8ª a 10ª) são aquelas que se articulam com as cartilagens do</p><p>osso esterno, e não diretamente a ele. Já as costelas flutuantes</p><p>(11ª e 12ª) são aquelas que não têm contato com o osso</p><p>esterno, sendo fixadas nas vértebras da região dorsal.</p><p>� A caixa torácica óssea, além das costelas e esterno, inclui as</p><p>vértebras torácicas e seus discos intervertebrais, formando um</p><p>arcabouço ósteo-cartilaginoso que protege o coração, pulmões e</p><p>alguns órgãos abdominais, como o fígado, por exemplo</p><p>Cintura Escapular</p><p>� A seguir, apresentam-se os estudos acerca da composição do</p><p>esqueleto apendicular, os membros superiores e inferiores.</p><p>� O esqueleto dos membros superiores é composto pela cintura</p><p>escapular (cíngulo peitoral) e pelos ossos dos braços e mãos. A</p><p>cintura escapular une-se anteriormente ao manúbrio esternal e</p><p>é formada pelas clavículas e escápulas.</p><p>� Embora seja muito móvel, a cintura escapular é sustentada e</p><p>estabilizada por músculos inseridos nas costelas, esterno e</p><p>vértebras.</p><p>Membros Superiores</p><p>� A região do braço inicia-se no ombro ou cintura escapular, de</p><p>onde parte a clavícula – osso longo e fino, situado na parte</p><p>anterior do corpo. A escápula, de forma achatada e triangular,</p><p>localiza-se na sua parte posterior.</p><p>� O úmero, que é osso do braço situado na porção proximal,</p><p>apresenta forma longa e tem uma das extremidades encaixada</p><p>na escápula – gerando a articulação que permite a realização de</p><p>movimentos diferenciados em várias direções.</p><p>Braço</p><p>� O antebraço (porção distal), por sua vez, é composto por dois</p><p>ossos denominados rádio e ulna, que se articulam com o úmero</p><p>em uma de suas extremidades, formando o cotovelo. Para se</p><p>distinguir os ossos do antebraço, basta esticar o braço com a</p><p>palma da mão voltada para cima e observar que o osso do</p><p>mesmo lado do dedo polegar é o rádio; o outro, na direção do</p><p>dedo mínimo, é a ulna.</p><p>� Estes dois ossos possuem forma longa, porém são mais finos</p><p>quando comparados ao úmero, como se pode observar na figura</p><p>a seguir.</p><p>Dimídio superior</p><p>Ossos dos membros superiores</p><p>Mãos</p><p>� Nas mãos encontram-se três</p><p>diferentes grupos de ossos. O</p><p>punho ou carpo é formado por</p><p>oito pequenos ossos. Na</p><p>palma da mão ou metacarpo,</p><p>somam-se cinco ossos</p><p>pequeninos.</p><p>� Os dedos compõem-se de</p><p>três ossículos denominados</p><p>falange proximal, falange</p><p>medial e falange distal</p><p>– exceto o polegar, formado</p><p>por apenas dois ossículos</p><p>(não há falange medial).</p><p>Mão direita</p><p>Tronco� O quadril ou cintura pélvica, como se observa na figura a seguir,</p><p>é considerado parte integrante do esqueleto dos membros</p><p>inferiores. É formado por três ossos - ilíaco, ísquio e púbis – que,</p><p>juntamente, com o sacro e o cóccix, constituem a bacia ou</p><p>pelve.</p><p>� O íleo é o maior osso do quadril e situa-se na parte superior</p><p>lateral da pelve, oferecendo suporte para as vísceras</p><p>abdominais. Forma a parte superior do acetábulo (depressão</p><p>côncava) na face lateral do osso do quadril, onde se articula com</p><p>a cabeça do fêmur.</p><p>Tronco</p><p>� Sua parte superior é conhecida como crista ilíaca. O ísquio forma a</p><p>parte póstero-inferior da pelve e é o principal ponto de apoio</p><p>quando a pessoa está sentada.</p><p>� O púbis situa-se na parte</p><p>anterior da pelve e liga-se</p><p>ao ílio e ao ísquio,</p><p>originando o que se</p><p>denomina sínfise púbica.</p><p>Ossos da cintura pélvica</p><p>Membros Inferiores</p><p>� Na coxa, encontra-se o fêmur, o mais longo osso do</p><p>corpo humano, que tem uma de suas extremidades</p><p>articuladas com o quadril e a outra, com o joelho. A</p><p>patela fica localizada no joelho, o qual une a coxa</p><p>com a perna.</p><p>� A tíbia localiza-se na parte anterior da perna; a</p><p>fíbula, na parte posterior. Podem ser diferenciadas</p><p>pela espessura: a primeira é mais grossa que a</p><p>segunda (também conhecida como osso da canela).</p><p>A extremidade distal da fíbula forma o maléolo</p><p>externo, chamado de osso do tornozelo.</p><p>Tronco</p><p>Ossos dos membros inferiores</p><p>Tronco</p><p>� Os pés, principais pontos de apoio de todo o esqueleto, são</p><p>compostos por três divisões distintas: tarso, metatarso e</p><p>falange. Tarso (com sete ossos) é a parte articulada com a perna,</p><p>onde também se encontra o calcanhar; o metatarso (com cinco</p><p>ossos) é a região mediana do peito do pé; a falange (com</p><p>quatorze ossos) é a extremidade do corpo e divide-se em</p><p>proximal, média e distal. O hálux só possui a falange proximal e</p><p>distal. Em um pé, totalizam-se 26 ossos.</p><p>Tronco</p><p>Ossos do pé</p><p>Anatomia e Fisiologia do Sistema Articular</p><p>� Articulação ou juntura é a união entre duas peças (ossos ou</p><p>cartilagens), que agem como alavancas na movimentação óssea,</p><p>promovendo o crescimento de ossos longos, formando</p><p>elementos que amortecem o movimento, entre outras funções.</p><p>� Embora as articulações apresentem diferenças significativas</p><p>entre si, é possível classificá-las de diversas formas, como</p><p>quanto ao tipo de movimento que elas promovem, o tipo de</p><p>tecido que interpõe as peças articuláveis, a dependência dos</p><p>antímeros para a articulação e também de acordo com os</p><p>componentes da articulação.</p><p>Classificação das Articulações</p><p>� De acordo com o tecido que interpõe as peças articuláveis,</p><p>podem-se classificar as articulações em três grandes grupos:</p><p>• Fibrosas</p><p>Unidas por tecido fibroso, possui pequeno grau de mobilidade.</p><p>São do tipo:</p><p>a) suturas: são junturas fibrosas onde os ossos estão próximos.</p><p>São encontradas nos ossos do crânio. Podem ser do tipo plana,</p><p>quando as margens dos ossos são planas (ossos frontais);</p><p>denteada ou serrátil, quando as margens dos ossos são em</p><p>forma de dente de serra (a maioria das junturas dos ossos da</p><p>cabeça); e escamosa, quando as margens dos ossos são em</p><p>forma de escama (osso parietal e osso temporal);</p><p>Classificação das Articulações</p><p>Classificação das Articulações</p><p>b) sindesmoses: são junturas cuja união dos ossos ocorre por</p><p>uma longa faixa de tecido fibroso, formando, assim, ligamentos</p><p>ou membranas interósseas. Apresenta baixo grau de</p><p>movimentação. Um dos exemplos é a membrana interóssea</p><p>entre o osso rádio e a ulna;</p><p>c) gonfose: este tipo de articulação fibrosa é específico da</p><p>ligação entre os dentes e os alvéolos dentários, e tem a função</p><p>precípua de firmar o dente no seu receptáculo. É uma</p><p>articulação imóvel, e caso haja movimentos maiores que</p><p>0,5mm, consideram-se patológicos;</p><p>Classificação das Articulações</p><p>d) esquindelese: é uma articulação fibrosa na qual uma parte a</p><p>se articular forma uma calha e a outra parte uma crista,</p><p>fazendo, assim, a articulação. Ela é exemplificada pela</p><p>articulação vômero-esfenoidal.</p><p>Classificação das Articulações</p><p>• Cartilagíneas:</p><p>As articulações cartilaginosas são caracterizadas pela</p><p>interposição de tecido cartilaginoso, seja fibrocartilagem,</p><p>cartilagem hialina ou ambas. A seguir, seguem exemplos deste</p><p>tipo de articulação.</p><p>a) sincondroses: os ossos de uma articulação do tipo</p><p>sincondrose estão unidos por uma cartilagem hialina. Muitas</p><p>sincondroses são articulações temporárias, com a cartilagem</p><p>sendo substituída por osso com o passar do tempo (isso ocorre</p><p>em ossos longos e entre alguns ossos do crânio). As</p><p>articulações entre as dez primeiras costelas e as cartilagens</p><p>costais são sincondroses permanentes;</p><p>Classificação das Articulações</p><p>b) sínfises: as superfícies articulares dos ossos unidos por</p><p>sínfises estão cobertas por uma camada de fibrocartilagem.</p><p>Entre os ossos da articulação há um disco fibrocartilaginoso (é</p><p>característica distintiva da sínfise). Esses discos, por serem</p><p>compressíveis, permitem que a sínfise absorva impactos. A</p><p>articulação entre os ossos púbicos e a articulação entre os</p><p>corpos vertebrais são exemplos de sínfises. Outros exemplos:</p><p>manúbrio-esternal; intervertebrais; sacrais; púbica; do mento.</p><p>Classificação das Articulações</p><p>• Sinoviais:</p><p>As articulações sinoviais são unidas por cartilagem com uma</p><p>membrana sinovial que circunda a cavidade articular. Para a</p><p>obtenção de um desempenho</p><p>adequado e sem atritos, a</p><p>maioria dessas articulações possui um lubrificante denominado</p><p>líquido sinovial, razão de seu nome.</p><p>Ressalta-se que as articulações sinoviais são as mais comuns e</p><p>proporcionam o movimento livre entre os ossos que une,</p><p>caracterizando-se pela presença em quase todas as</p><p>articulações dos membros.</p><p>Classificação das Articulações</p><p>• Sinoviais:</p><p>Na composição dessas articulações encontra-se a cartilagem</p><p>articular que reveste as superfícies articulares dos ossos. A</p><p>união dos ossos ocorre por meio da cápsula articular e dos</p><p>ligamentos.</p><p>Na cápsula articular é encontrado o líquido sinovial (sinóvia),</p><p>que ocupa a cavidade articular e lubrifica a juntura. Este tipo de</p><p>articulação também apresenta componentes chamados de</p><p>acessórios, ou seja, não estão presentes em todas as</p><p>articulações sinoviais.</p><p>Classificação das Articulações</p><p>• Sinoviais:</p><p>Um deles são os discos e meniscos, que tem como função</p><p>reduzir os impactos mecânicos na articulação. Os lábios ou</p><p>orlas aumentam a profundidade da cavidade articular,</p><p>permitindo melhor contato entre as superfícies que irão se</p><p>articular.</p><p>Bolsas sinoviais são estruturas saculares que contêm líquido</p><p>similar ao sinovial, e estão situadas entre a pele e os ossos,</p><p>tendão e osso, músculo e osso e ligamento e osso, cuja função</p><p>é aliviar o atrito em algumas articulações como joelho e ombro.</p><p>As bainhas dos tendões são estruturas tubulares que envolvem</p><p>os tendões nas regiões onde o atrito é maior</p><p>Classificação das Articulações</p><p>Componentes da articulação sinovial</p><p>Movimentos Articulares</p><p>� Flexão</p><p>Movimento no plano sagital, em que dois segmentos do corpo</p><p>(proximal e distal) aproximam-se um do outro.</p><p>� Extensão</p><p>Movimento no plano sagital, em que dois segmentos do corpo</p><p>(proximal e distal) afastam-se um do outro. Quando este</p><p>movimento ultrapassa a posição anatômica é chamada de</p><p>Hiperextensão</p><p>Movimentos Articulares</p><p>� Abdução</p><p>Movimento no plano frontal, quando um segmento move-se para</p><p>longe da linha central (média) do corpo.</p><p>� Adução</p><p>Movimento no plano frontal, a partir de uma posição de abdução</p><p>de volta à posição anatômica, podendo até ultrapassá-la – Adução</p><p>além da linha média.</p><p>Movimentos Articulares</p><p>� Circundução</p><p>Movimento circular de um membro que descreve um cone,</p><p>combinando os movimentos de flexão, extensão, abdução e</p><p>adução.</p><p>� Rotação externa</p><p>Movimento no plano horizontal, em que a face anterior volta-se</p><p>para o plano mediano do corpo.</p><p>� Rotação interna</p><p>Movimento no plano horizontal, em que a face anterior volta-se</p><p>para o plano lateral do corpo.</p><p>Movimentos Articulares</p><p>Movimentos articulares</p><p>Movimentos Articulares</p><p>� Para classificar as articulações quanto à funcionalidade, leva-se</p><p>em consideração se a movimentação é feita em um, dois ou três</p><p>eixos, chamados de articulação monoaxial, biaxial ou triaxial.</p><p>• Articulação monoaxial:</p><p>Considera-se monoaxial quando uma articulação realiza</p><p>movimentos apenas em torno de um eixo (1 grau de liberdade).</p><p>As articulações que só permitem a flexão e extensão, como a</p><p>do cotovelo, são monoaxiais.</p><p>Movimentos Articulares</p><p>As principais variações monoaxiais são:</p><p>a) gínglimo ou articulação em dobradiça, quando as superfícies</p><p>articulares permitem movimento em um só plano. As</p><p>articulações são mantidas por fortes ligamentos colaterais.</p><p>Por exemplo: articulações interfalangeanas e úmero-ulnar;</p><p>b) trocoide ou articulação em pivô, quando o movimento é</p><p>exclusivamente de rotação. A articulação é formada por um</p><p>processo em forma de pivô, rodando dentro de um anel ou um</p><p>anel sobre um pivô. Por exemplo: articulação rádio-ulnar</p><p>proximal e atlanto-axial</p><p>Movimentos Articulares</p><p>• Articulação biaxial:</p><p>Diz-se biaxial, quando uma articulação realiza movimentos em</p><p>torno de dois eixos (2 graus de liberdade). As articulações que</p><p>realizam extensão, flexão, adução e abdução, como a</p><p>rádio-cárpica (articulação do punho) são biaxiais. Algumas</p><p>variações das articulações biaxiais são:</p><p>a) condilar, quando uma superfície articular ovoide ou condilar</p><p>é recebida em uma cavidade elíptica, de modo a permitir os</p><p>movimentos de flexão e extensão, adução e abdução e</p><p>circundação, ou seja, todos os movimentos articulares, menos</p><p>a rotação axial. Por exemplo: articulação do pulso;</p><p>Movimentos Articulares</p><p>• Articulação biaxial:</p><p>b) selar, quando as faces ósseas são reciprocamente</p><p>côncavo-convexas. Permitem os mesmos movimentos das</p><p>articulações condilares. Por exemplo: carpo-metacárpicas do</p><p>polegar.;</p><p>• Articulação triaxial:</p><p>Quando uma articulação realiza movimentos em torno de três</p><p>eixos (3 graus de liberdade). As articulações, que além de</p><p>flexão, extensão, abdução e adução, permitem também a</p><p>rotação, são ditas triaxiais, cujos exemplos típicos são as</p><p>articulações do ombro e do quadril.</p><p>Movimentos Articulares</p><p>• Articulação triaxial:</p><p>Há uma variedade onde o movimento é poliaxial, chamada</p><p>articulação esferoide ou enartrose, que é uma forma de</p><p>articulação na qual o osso distal é capaz de movimentar-se em</p><p>torno de vários eixos, que tem um centro comum.</p><p>Existe ainda outro tipo de articulação chamada articulação</p><p>plana, que permite apenas movimentos deslizantes. Exemplos:</p><p>articulações dos corpos vertebrais e em algumas articulações</p><p>do carpo e do tarso.</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Muscular</p><p>� As células musculares, chamadas de fibras musculares, são</p><p>especializadas em realizar a contração e o relaxamento. Estas</p><p>fibras se unem em feixes para formar músculos, os quais se</p><p>encontram fixados por suas extremidades.</p><p>� Assim, músculos são estruturas que movem os segmentos do</p><p>corpo por encurtamento da distância que existe entre suas</p><p>extremidades fixadas, ou seja, por contração. Dentro do</p><p>aparelho locomotor, os músculos são elementos ativos do</p><p>movimento.</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Muscular</p><p>� Porém, a musculatura não assegura só a dinâmica, mas também</p><p>a estática do corpo humano, pois mantém unida as peças ósseas</p><p>determinando a posição e a postura do esqueleto.</p><p>� O músculo, constituído por fibras, possui forma alongada. A</p><p>parte central é alargada, conhecida como ventre (porção</p><p>carnosa contrátil) e as extremidades são afuniladas e se fixam</p><p>aos ossos ou órgãos por meio de tendões (cordões fibrosos) ou</p><p>aponeuroses (lâminas fibrosas).</p><p>A</p><p>n</p><p>ato</p><p>m</p><p>ia e Fisio</p><p>lo</p><p>gia d</p><p>o</p><p>Sistem</p><p>a M</p><p>u</p><p>scu</p><p>lar</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Muscular</p><p>� Tanto tendões quanto aponeuroses são esbranquiçados e</p><p>brilhantes, muito resistentes, e praticamente inextensíveis,</p><p>constituídos por tecido conjuntivo denso, rico em fibras</p><p>colágenas.</p><p>� Ainda existe a fáscia muscular, que é uma lâmina de tecido</p><p>conjuntivo que envolve cada músculo. Sua espessura pode</p><p>variar de acordo com a função desempenhada.</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Muscular</p><p>� A função da fáscia é promover proteção e contenção durante os</p><p>movimentos de tração, além de facilitar o deslizamento dos</p><p>músculos entre si.</p><p>� Cada fibra muscular é uma célula longa e fina, com vários</p><p>núcleos e filamentos microscópicos a preencher seu citoplasma.</p><p>O conjunto de fibras constitui o feixe muscular e cada músculo</p><p>possui numerosos feixes.</p><p>� Existem três tipos de músculos no corpo humano: músculos</p><p>esqueléticos, músculos lisos e músculo cardíaco. Cada tipo tem</p><p>características próprias e desempenha funções distintas.</p><p>Músculos esqueléticos</p><p>� São chamados de esqueléticos porque estão ligados aos ossos</p><p>do esqueleto, como ilustra a figura abaixo. Podem ser</p><p>denominados de músculos voluntários por serem responsáveis</p><p>pelos movimentos voluntários e de estriados, porque</p><p>apresentam estriações quando vistos ao microscópio.</p><p>Músculo esquelético</p><p>Músculos esqueléticos</p><p>� Estão sob o controle do sistema nervoso central. Áreas</p><p>específicas do cérebro enviam suas ordens por meio de</p><p>estímulos nervosos que seguem pela medula espinhal e pelos</p><p>nervos periféricos até chegarem ao músculo, que se contrai ou</p><p>relaxa dependendo do tipo de movimento desejado.</p><p>� Todos os movimentos corporais resultam</p><p>da contração ou</p><p>relaxamento dos músculos esqueléticos. Certos movimentos</p><p>mais complexos envolvem a ação de vários músculos</p><p>simultaneamente.</p><p>Músculos lisos</p><p>� São chamados de lisos por não apresentarem estriações à</p><p>microscopia. Estão sob o controle do sistema nervoso</p><p>autônomo, o que os caracteriza por músculos involuntários,</p><p>visto que sua atividade independe de comando central</p><p>consciente.</p><p>Músculo liso</p><p>Músculos lisos</p><p>� Os músculos lisos são encontrados na parede da maioria dos</p><p>órgãos tubulares do organismo, como os do tubo digestivo,</p><p>aparelho urinário, vasos sanguíneos e brônquios. A contração e</p><p>o relaxamento destes músculos alteram o calibre dos órgãos</p><p>tubulares influindo, assim, no fluxo de substâncias por meio da</p><p>sua luz (parte oca do órgão).</p><p>� São responsáveis, por exemplo, pela vasoconstrição e</p><p>vasodilatação dos vasos sanguíneos, como também da</p><p>motilidade gastrointestinal que promove a progressão do bolo</p><p>alimentar a partir do tubo digestivo.</p><p>Músculo cardíaco</p><p>� Tipo de músculo especial que possui estriações à microscopia,</p><p>como ilustra a Figura 19, mas que é involuntário. Está presente</p><p>apenas no coração. A massa muscular cardíaca recebe o nome</p><p>de miocárdio e é responsável pela função de bombeamento do</p><p>coração.</p><p>Músculo cardíaco</p><p>Músculos da face e pescoço</p><p>� Os músculos da face contraem-se e relaxam-se inúmeras vezes,</p><p>o que os permite expressar sensações como sorrir, chorar,</p><p>espantar-se, sentir dor, raiva, etc. Cada uma dessas expressões</p><p>envolve movimentos de diversos músculos faciais, também</p><p>conhecidos como mímicos.</p><p>� Os principais músculos da face e do pescoço são: frontal,</p><p>músculo do supercílio, orbicular dos olhos, músculo do nariz,</p><p>bucinador, masseter, orbicular dos lábios, músculo depressor do</p><p>lábio inferior e músculos platisma e esternocleidomastoideo.</p><p>Esternocleidomastóideo:</p><p>Músculos da face e pescoço</p><p>Músculos da face e do pescoço</p><p>Músculos da face e pescoço</p><p>� Principais músculos:</p><p>a) frontal: situa-se na testa e forma rugas quando elevado;</p><p>b) músculo do supercílio: realiza os movimentos de elevação e</p><p>aproximação das sobrancelhas;</p><p>c) orbicular dos olhos: localiza-se em torno das pálpebras e</p><p>realiza os movimentos de abrir e fechar os olhos;</p><p>d) músculo do nariz: responsável pelo movimento de franzir o</p><p>nariz;</p><p>e) bucinador: situa-se na bochecha e atua nos movimentos de</p><p>inflar e contrair;</p><p>Músculos da face e pescoço</p><p>� Principais músculos:</p><p>f) masseter: localiza-se nos lados da face, movimentando-se</p><p>durante a mastigação.</p><p>g) orbicular dos lábios: situa-se em volta dos lábios e é</p><p>responsável pelo sopro, sucção, beijo estalado e assobio;</p><p>h) músculo depressor do lábio inferior: atua na projeção do</p><p>lábio inferior e na contração do queixo;</p><p>i) músculos platisma e esternocleidomastoide: encontrados no</p><p>pescoço, são responsáveis pela rotação da cabeça;.</p><p>Músculos dos membros superiores</p><p>Músculos dos membros superiores</p><p>� Na região do braço localizam-se os músculos com grandes</p><p>massas, responsáveis pela força.</p><p>a) deltóide: encontra-se na articulação do ombro e produz a</p><p>elevação do braço - é nele que se aplica a injeção intramuscular;</p><p>b) bíceps: localiza-se na parte anterior do braço, sendo</p><p>responsável pela flexão do antebraço sobre si mesmo – é bem</p><p>delineado em pessoas que exercem práticas esportivas;</p><p>c) tríceps: situa-se na parte posterior do braço e afasta o</p><p>antebraço do bíceps;</p><p>d) flexor dos dedos: situa-se na parte anterior do antebraço e</p><p>promove a flexão dos dedos;</p><p>e) extensor dos dedos: localiza-se na parte posterior do</p><p>antebraço, sendo responsável pelo afastamento dos dedos.</p><p>Músculos do tórax</p><p>� Os principais músculos do tórax encontram-se descritos a</p><p>seguir.</p><p>a) trapézio: localiza-se na região superior das costas, sendo</p><p>responsável pela elevação dos ombros - é nele que se realiza a</p><p>massagem de conforto;</p><p>b) grande dorsal: situa-se na região inferior das costas, tendo</p><p>como função principal levar o braço para trás;</p><p>c) peitoral maior: como o nome indica, localiza-se no peito,</p><p>permitindo o movimento do braço para a frente;</p><p>d) grande denteado: situa-se na parte lateral do tórax,</p><p>promovendo a elevação das costelas, ajudando, dessa forma, o</p><p>processo de respiração.</p><p>Músculos do abdome</p><p>� A seguir descrevem-se os principais são músculos do tórax.</p><p>a) reto abdominal: localiza-se na frente do abdome ou barriga,</p><p>sendo responsável por dobrar o tórax sobre o abdome,</p><p>ajudando na inspiração (entrada de ar no organismo) forçada;</p><p>b) oblíquo externo: situa-se nos lados do abdome. Atua</p><p>comprimindo as vísceras e inclinando o tórax para frente;</p><p>c) diafragma: separa o tórax do abdome e ajuda na inspiração.</p><p>A musculatura abdominal é também responsável pela</p><p>sustentação do peso e pressão dos órgãos viscerais.</p><p>Músculos esqueléticos :</p><p>Músculos dos membros inferiores</p><p>� Por fim, apresentam-se os músculos dos membros inferiores.</p><p>a) grande glúteo ou glúteo superior: localiza-se nas nádegas e</p><p>permite a extensão da coxa;</p><p>b) quadríceps: situa-se na parte anterior da coxa, sendo</p><p>responsável pela extensão da perna;</p><p>c) Sartório: é o músculo mais longo do corpo. Inicia-se no</p><p>quadril, cruza a coxa e termina na lateral interna do joelho. Sua</p><p>função é aproximar a coxa do abdome;</p><p>d) bíceps crural ou femoral: localiza-se na face posterior da</p><p>coxa, permitindo o movimento de flexão das pernas;</p><p>Músculos dos membros inferiores</p><p>e) gêmeos ou gastrocnêmicos: situam-se na face posterior da</p><p>perna (“batata” da perna) e são responsáveis pela extensão dos</p><p>pés. Por sua vez, os pés apresentam movimentos de extensão,</p><p>flexão e rotação – possíveis devido à utilização dos músculos</p><p>extensores e flexores neles inseridos por meio dos tendões.</p><p>Músculos do pé</p><p>Pontos de aplicação de IM</p><p>� Os locais usuais para a aplicação de injeção IM são:</p><p>a) o músculo deltóide (região deltóide — D),</p><p>b) os músculos da região glútea (região dorso-glútea — DG e</p><p>região ventro-glútea — VG)</p><p>c) os músculos da face lateral da coxa</p><p>d) músculo reto da coxa</p><p>Pontos de aplicação de IM</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Tegumentar</p><p>� Como preconizado em Brasil (2003a), a pele reveste todo o</p><p>corpo humano, exercendo funções indispensáveis para a</p><p>manutenção da vida, tais como a manutenção da temperatura</p><p>corporal, a proteção contra agressões físicas, químicas e</p><p>biológicas, a captação de sensações e a participação da síntese</p><p>de vitamina D, pela utilização dos raios solares.</p><p>� A pele é composta pela mucosa, que é nome dado ao</p><p>tegumento que reveste internamente as cavidades como, por</p><p>exemplo, a mucosa oral.</p><p>Anatomia e Fisiologia do</p><p>Sistema Tegumentar</p><p>� A coloração da pele depende da espessura (quanto mais espessa</p><p>mais amarela), do grau de irrigação sanguínea (o que a torna</p><p>mais ou menos rosada), da presença de melanina (um pigmento</p><p>que escurece a pele) e da absorção do caroteno (responsável</p><p>pela tonalidade amarela). Quanto maior a quantidade de</p><p>melanina existente, mais intensa será a cor.</p><p>Paciente ictérico</p><p>As Camadas da Pele</p><p>� De acordo com Brasil (2003a), a pele é formada por três</p><p>camadas:</p><p>• Epiderme;</p><p>• Derme;</p><p>• Hipoderme ou tecido celular subcutâneo;</p><p>Epiderme</p><p>Epiderme</p><p>� A epiderme, que é a camada mais superficial, é formada por tecido</p><p>epitelial, além de ser avascularizada. Ela é formada por várias</p><p>camadas, que são: estrato córneo, estrato lúcido, estrato granuloso,</p><p>estrato espinhoso e estrato germinativo.</p><p>� O estrato córneo é a camada mais externa da epiderme. Nele estão</p><p>presentes células mortas, com grande quantidade de queratina, que se</p><p>descamam continuamente. A espessura do estrato córneo é</p><p>determinada de acordo com o estímulo que recebe. A sola dos pés, por</p><p>exemplo, apresenta uma maior camada quando comparada com a região</p><p>da barriga. Os calos são resultados do estímulo constante dessa região</p><p>da epiderme.</p><p>� Após o estrato córneo, está o estrato lúcido. Em locais onde a pele é</p><p>mais fina, pouco espessada,</p><p>não é possível verificar essa camada.</p><p>Essa região detém células mortas ou em fase de degeneração.</p><p>Geralmente, essas células são anucleadas e achatadas.</p><p>Epiderme</p><p>� Logo abaixo ao estrato lúcido, encontramos o estrato granuloso,</p><p>camada formada por células que acumulam grânulos. Essas</p><p>estruturas no interior da célula são as substâncias precursoras da</p><p>queratina.</p><p>� Em sequência, há o estrato espinhoso, que apresenta células de</p><p>forma poliédrica. Essas células são unidas em virtude da presença</p><p>de projeções citoplasmáticas, da grande quantidade de</p><p>desmossomos e de uma substância encontrada entre as células que</p><p>é formada principalmente por glicoproteínas e lipoproteínas.</p><p>� Por fim, há o estrato germinativo, a camada mais interna da</p><p>epiderme. É nela que se encontram as células que sofrem divisão</p><p>celular, portanto, é essa a camada responsável pela formação das</p><p>camadas mais superiores e, consequentemente, pela renovação da</p><p>epiderme.</p><p>A via intradérmica é uma via de absorção lenta, utilizada para a administração</p><p>da vacina BCG-ID, para a realização da prova de sensibilidade aos soros e da</p><p>prova de hipersensibilidade.</p><p>Epiderme</p><p>� A melanina, que é responsável pela coloração da pele, está</p><p>localizada no estrato germinativo ou basal. Nas pessoas da raça</p><p>negra a melanina exerce maior concentração.</p><p>� A epiderme é responsável pela impermeabilidade da pele, e isto</p><p>dificulta a evaporação da água pela superfície do corpo.</p><p>� Servir como uma barreira de proteção do organismo; Absorção</p><p>de raios ultravioletas provenientes da radiação solar; Evitar a</p><p>perda de água; Promover a sensação de tato.</p><p>Derme</p><p>� Ainda conforme Brasil (2003a), a derme está localizada logo</p><p>abaixo da epiderme. Trata-se de um tipo de tecido conjuntivo</p><p>que também possui fibras elásticas. Esta é uma camada bem</p><p>vascularizada, onde se encontram as terminações nervosas, os</p><p>vasos linfáticos, as glândulas sebáceas e alguns folículos pilosos.</p><p>� Na derme se desenvolvem as defesas contra os agentes nocivos</p><p>no qual foram capazes de vencer a primeira camada, que é a</p><p>epiderme.</p><p>Derme</p><p>Derme</p><p>� Nesta camada, que é bem vascularizada, encontram-se as</p><p>terminações nervosas, vasos linfáticos, glândulas sebáceas e</p><p>alguns folículos pilosos. Nela se desenvolvem as defesas contra</p><p>agentes nocivos que tenham vencido a primeira barreira, ou</p><p>seja, a epiderme.</p><p>� A maioria dos testes cutâneos é realizada na derme, bem como</p><p>a administração de vacinas, tais como a BCG. A derme mantém a</p><p>pele em constante tensão elástica e forma impressão digital pela</p><p>projeção das papilas dérmicas para a epiderme, em formato de</p><p>cristas, separadas por sulcos.</p><p>Hipoderme</p><p>� O tecido celular subcutâneo ou hipoderme encontra-se logo</p><p>abaixo da derme. Trata-se de um tecido conjuntivo, gorduroso,</p><p>que representa uma importante reserva calórica para o</p><p>organismo.</p><p>� Além disso, em algumas partes do corpo funciona como um</p><p>coxim (uma espécie de almofada), chamado de panículo</p><p>adiposo.</p><p>Hipoderme</p><p>� Na hipoderme encontram-se os excessos de gordura. Em</p><p>contrapartida, o panículo adiposo protege contra o fio.</p><p>Distribui-se por toda a superfície do corpo e varia de acordo</p><p>com a idade, sexo, estado nutricional e taxa de hormônios.</p><p>� O panículo adiposo, que corresponde a 20% do peso de um</p><p>homem e 25% do peso de uma mulher, forma um coxim</p><p>gorduroso que protege órgãos e corpo contra impactos, fornece</p><p>isolamento térmico e modela o corpo de acordo com o padrão</p><p>hormonal masculino ou feminino.</p><p>� A hipoderme é mais vascularizada que a derme, e, neste</p><p>sentido, é capaz de absorver mais rapidamente as substâncias</p><p>nela injetadas. Por esta razão é que recebe a administração de</p><p>determinadas medicações, tais como a insulina, no caso de</p><p>pacientes diabéticos (BRASIL, 2003a).</p><p>Os Anexos da Pele</p><p>Camadas e anexos da pele</p><p>Pelos</p><p>� Constituídos por células queratinizadas produzidas por folículos</p><p>pilosos, os pelos se localizam na derme ou hipoderme, onde se</p><p>abrem as glândulas sebáceas. Um pelo é composto pela raiz,</p><p>que é a parte implantada na pele, e pela haste, que é a porção</p><p>que se projeta da superfície.</p><p>� A função principal dos pelos é proteger as áreas de orifícios e</p><p>olhos, pois possui rica inervação que lhes confere, também, o</p><p>papel de aparelho sensorial cutâneo. Os tamanhos, a cor e a</p><p>disposição dos pelos variam de acordo com a raça e com a</p><p>região do corpo. Exceto por algumas regiões delimitadas, os</p><p>pelos estão presentes em quase toda a superfície da pele.</p><p>Glândulas sebáceas</p><p>� Aos órgãos glandulares, pequenos e saculiformes, que se</p><p>encontram presentes em quase toda a pele, abundantemente</p><p>no couro cabeludo e na face, dá-se o nome de glândulas</p><p>sebáceas. Elas se formam junto aos pelos.</p><p>� Nas regiões como a glande do pênis e os pequenos lábios da</p><p>vagina, os ductos das glândulas sebáceas se abrem diretamente</p><p>na pele. Sua função é promover a secreção de gorduras que</p><p>lubrificam e protegem a superfície da pele, exceto nas palmas</p><p>das mãos e nas plantas dos pés, de acordo com estudos</p><p>publicados em Brasil (2003a).</p><p>Glândulas sudoríparas</p><p>� São encontradas em toda a pele, exceto em certas regiões,</p><p>como a glande. As glândulas sudoríparas têm como função</p><p>secretar o suor – solução extremamente diluída, que contém</p><p>pouquíssima proteína -, além do sódio, potássio, cloreto, de</p><p>amônia e do ácido úrico.</p><p>� São mais numerosas nas palmas das mãos e nas plantas dos pés,</p><p>pois se abrem diretamente na superfície cutânea. Uma vez</p><p>atingindo a pele, o suor evapora, causando a diminuição da</p><p>temperatura corporal. Daí o seu importante papel no controle</p><p>da temperatura do corpo.</p><p>Glândulas sudoríparas</p><p>� As glândulas sudoríparas também exercem função excretora,</p><p>visto que se observa a presença de catabólitos no suor. Uma vez</p><p>desembocam nos folículos pilosos, são chamadas de glândulas</p><p>sudoríparas apócrinas, localizando-se nas regiões axilares,</p><p>perianal e pubiana. São estimuladas pela tensão emocional e</p><p>sua secreção é ligeiramente viscosa e sem cheiro, porém, com a</p><p>ação das bactérias da pele, o odor passa a ser desagradável.</p><p>Unhas</p><p>� As unhas recobrem a última falange dos dedos. São formadas</p><p>por queratina dura e fixadas sobre a epiderme nos denominados</p><p>leitos ungueais. As unhas crescem apenas em uma direção,</p><p>longitudinalmente.</p><p>� Protegem as pontas dos dedos, o que evita traumatismos, e</p><p>possuem em seu contorno uma espécie de selo denominado</p><p>cutícula, que impede a entrada de agentes infecciosos, tais</p><p>como bactérias.</p><p>Terminações Nervosas</p><p>� De acordo com Vilela (2003), toda a superfície cutânea é provida</p><p>de terminações nervosas capazes de captar estímulos térmicos,</p><p>mecânicos ou dolorosos. Tais terminações nervosas, ou</p><p>receptores cutâneos, são especializadas na recepção de</p><p>estímulos específicos.</p><p>� Além disso, alguns podem captar estímulos de natureza distinta.</p><p>Entretanto, na epiderme não existem vasos sanguíneos. Os</p><p>nutrientes e oxigênio chegam à epiderme por difusão, a partir</p><p>de vasos sanguíneos da derme.</p><p>Terminações Nervosas</p><p>Receptores de pele</p><p>Terminações Nervosas</p><p>� Nas regiões da pele providas de pêlo, há terminações nervosas</p><p>específicas nos folículos capilares e outras, que são chamadas</p><p>terminais ou receptores de Ruffini.</p><p>� As primeiras, formadas por axônios que envolvem o folículo</p><p>piloso, captam as forças mecânicas aplicadas contra o pelo. Os</p><p>terminais de Ruffini, com sua forma ramificada, são receptores</p><p>térmicos de calor, conforme Vilela (2003).</p><p>� Na pele desprovida de pelo, e também naquela coberta por ele,</p><p>encontram-se, ainda, três tipos de receptores comuns: os</p><p>corpúsculos de Paccini, os discos de Merkel e as terminações</p><p>nervosas livres, como visto a seguir:</p><p>Corpúsculos de Paccini</p><p>� Os corpúsculos de Paccini captam em especial os estímulos</p><p>vibráteis e táteis. São formados por uma fibra nervosa cuja</p><p>porção terminal é recoberta por várias camadas que</p><p>correspondem a diversas células de sustentação, de acordo com</p><p>Vilela (2003).</p><p>� A camada terminal é capaz de captar a aplicação de pressão,</p>