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<p>Minério de Ferro Brasil</p><p>PROCEDIMENTO DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA</p><p>Nº</p><p>PRO.BRA.SSO.072</p><p>Data de Emissão</p><p>Folha</p><p>Data de Revisão</p><p>04/09/2014</p><p>1 OBJETIVO</p><p>Estabelecer as responsabilidades e os requisitos mínimos para a prevenção de incidentes e doenças ocupacionais que podem ser causados pela inalação de aerodispersóides no ambiente de trabalho.</p><p>2 APLICAÇÃO E ALCANCE</p><p>Este procedimento se aplica a todas as áreas da Unidade de Negócio Minério de Ferro Brasil e as contratadas e suas subcontratadas, durante atividades executadas na empresa.</p><p>3 REFERÊNCIAS</p><p>· POL.BRA.SSO.001 – Política de Segurança e Saúde Ocupacional</p><p>· NOR.BRA.CIC.001 – Norma de Gestão de Documentos Normativos</p><p>· PRO.BRA.SSO.031 – Procedimento de Controle de Registros de SSO</p><p>· PRO.BRA.SSO.042 – Procedimento de Equipamentos de Proteção Individual</p><p>· PRO.BRA.SSO.070 – Procedimento de Controle Médico Ocupacional</p><p>· PRO.BRA.SSO.152 – Procedimento de Higiene Ocupacional</p><p>· AA MRD 15 – Medical reference procedure for respiratory medical surveillance</p><p>· NHO-03 – Norma de Higiene Ocupacional da FUNDACENTRO</p><p>4 DEFINIÇÕES</p><p>Aerodispersóides: reunião de partículas sólidas ou líquidas suspensas em um meio gasoso por tempo suficiente para permitir sua observação ou medição. Estão incluídas nesta categoria partículas menores que 100 µm.</p><p>EPR: Equipamento de Proteção Respiratória.</p><p>Poeira: toda partícula sólida, de qualquer tamanho, natureza ou origem, formada por ruptura de um material original sólido, suspenso ou capaz de se manter suspensa no ar. Essas partículas geralmente possuem formas irregulares e são maiores que 0,5 µm.</p><p>PPR: Programa de Proteção Respiratória.</p><p>5 RESPONSABILIDADES</p><p>5.1 Diretoria</p><p>· Assegurar os recursos necessários para a implantação do Programa de Proteção Respiratória – PPR no site.</p><p>5.2 Área de SSO Local</p><p>· Desenvolver o Programa de Proteção Respiratória para o site;</p><p>· Apoiar proativamente os gestores na implantação do PPR;</p><p>· Realizar avaliações periódicas para verificar a consistência do PPR;</p><p>· Realizar os monitoramentos de Higiene Ocupacional relacionados ao PPR, conforme o Procedimento de Higiene Ocupacional;</p><p>· Realizar o monitoramento biológico da saúde dos empregados, conforme o Procedimento de Controle Médico Ocupacional;</p><p>· Realizar os ensaios de vedação dos respiradores, conforme previsto no PPR do site;</p><p>· Manter os registros dos ensaios de vedação realizados no site;</p><p>· Estabelecer os equipamentos de proteção respiratória que devem ser utilizados no site, conforme o Procedimento de Equipamentos de Proteção Individual.</p><p>5.3 Gestores</p><p>· Implantar o PPR nas áreas sob sua responsabilidade;</p><p>· Encaminhar os colaboradores sob sua responsabilidade para a realização de testes de vedação de respiradores, quando solicitado;</p><p>· Fiscalizar o uso correto dos equipamentos de proteção respiratória pelos colaboradores sob sua responsabilidade;</p><p>· Manter operantes os equipamentos de proteção coletiva destinados ao controle de emissão de aerodispersóides, como exaustores, ventiladores, etc., nas áreas sob sua responsabilidade.</p><p>6 DESENVOLVIMENTO DO PROCESSO</p><p>6.1 Programa de Proteção Respiratória</p><p>Todos os sites deverão ter um PPR com o objetivo de proteger funcionários dos riscos de exposição a substâncias inaláveis perigosas. Esse programa deve, no mínimo, abranger os seguintes elementos:</p><p>· Avaliação de riscos: Identificação dos perigos e avaliação dos riscos de substâncias inaláveis perigosas;</p><p>· Educação e treinamento de empregados;</p><p>· Controle das emissões gasosas e de particulados decorrentes do processo;</p><p>· Fornecimento de equipamentos de proteção pessoal (EPPs) apropriados como último recurso para minimizar a exposição;</p><p>· Monitoramento das fontes de emissões gasosas e particuladas dos controles implantados, exposição dos funcionários e supervisão médica dos mesmos.</p><p>6.2 Avaliação dos Riscos</p><p>A avaliação dos risos deve considerar, no mínimo:</p><p>· As fontes e características dos riscos respiratórios (gás, fumaça, aerossol ou poeira);</p><p>· O volume e a composição química da substancia particulada;</p><p>· A composição química dos gases, fumaças e aerossóis;</p><p>· O nível de exposição e as áreas afetadas;</p><p>· As tarefas nas quais ocorre à exposição e o nível de exposição de cada tarefa;</p><p>· Avaliação da dosagem e intensidade da exposição;</p><p>· As consequências potenciais à saúde;</p><p>· As oportunidades para controle das emissões e proteção de quaisquer funcionários que possam estar expostos a esses agentes.</p><p>6.3 Novos Processos, Instalações e Equipamentos</p><p>A avaliação do risco decorrente de gases e substâncias particuladas inaladas deve ser iniciada no estágio do projeto das instalações e equipamentos e antes da aquisição.</p><p>O projeto das instalações e equipamentos deve ter como objetivo eliminar ou minimizar potenciais emissões através de engenharia efetiva. É importante estimar a eficiência dos controles planejados de modo que o risco residual possa ser estimado e controles adicionais planejados, se necessário.</p><p>Quando o local de trabalho tiver sido projetado para atender as especificações de emissões, isto deverá ser confirmado por uma avaliação das emissões, uma vez que a instalação tenha sido comissionada. Isto deverá ser acompanhado por uma pesquisa dos níveis de emissão completa conforme especificado pelos processos, instalações e equipamentos.</p><p>6.4 Processos Instalações e Equipamentos Existentes</p><p>Os níveis de emissão de todos os processos, instalações e equipamentos existentes deverão ser medidos e entendidos em quantos detalhes forem necessários para um controle adequado.</p><p>Quando apropriado, uma avaliação de risco deverá incluir tanto fontes de riscos respiratórios como avaliação da dosagem pessoal.</p><p>Todas as medidas deverão ser conduzidas por uma pessoa treinada e certificada neste campo e de acordo com a norma NHO-03 da FUNDACENTRO e o Procedimento de Higiene Ocupacional.</p><p>Todas as fontes de riscos respiratórios importantes deverão ser monitoradas.</p><p>Uma avaliação da exposição a riscos respiratórios de todo o pessoal deve ser realizada e os registros devem ser mantidos. Isto deverá ser respaldado pela medição da exposição pessoal, quando necessário, para melhor avaliar e definir o risco. Isto poderá incluir a observação de práticas de trabalho especificas.</p><p>As funções e números de funcionários expostos aos riscos respiratórios acima do nível de ação devem ser descritas no PPR.</p><p>Deve ser levada em consideração qualquer fonte de exposição a riscos respiratórios fora do ambiente de trabalho (inclusive recreacional). Esta avaliação poderá ser conduzida no exame médico periódico, mas orientações sobre o efeito adicional da exposição recreacional a riscos respiratórios deverão ser incluídas no treinamento dos funcionários.</p><p>A avaliação de riscos deve ser regulamente revisada.</p><p>A avaliação de riscos com as medidas de controle deverão ser documentadas e disponibilizadas aos funcionários, se solicitado.</p><p>6.5 Ensaio de Vedação de Respiradores</p><p>Todo usuário de respirador deve ser submetido inicialmente a um ensaio de vedação para determinar se o respirador se ajusta bem ao rosto.</p><p>O técnico responsável pelo ensaio deve auxiliar o usuário na escolha do tamanho e modelo do respirador, seguindo os critérios de indicação pré-determinados pela SSO local.</p><p>A aceitação de um modelo de respirador pelo usuário deve ser levada em conta durante a seleção, uma vez que isso pode determinar o uso correto do mesmo. O conforto, resistência à respiração, diminuição da visão, dificuldade de comunicação e peso do respirador são fatores importantes na aceitação do seu uso.</p><p>Se o modelo de respirador testado inicialmente apresentar baixa aceitação pelo usuário, deve ser realizado o teste em outro modelo ou tamanho como alternativa.</p><p>O ensaio de vedação deve ser realizado para cada usuário de respirador com cobertura das vias aéreas respiratórias com vedação facial no mínimo uma vez a cada 12 (doze) meses.</p><p>O ensaio de vedação deve ser repetido toda vez que o usuário tenha uma alteração de condição que possa interferir com a vedação facial, como mudança de 10% ou mais</p><p>no peso, cicatrizes na área de vedação, alteração na arcada dentária (perda de dentes, próteses, etc.), cirurgia reconstrutiva, etc.</p><p>O ensaio deve ser realizado com a pessoa equipada com todos os EPIs que deve usar para a realização do seu trabalho e que possam interferir na vedação: óculos, proteção facial, máscara de soldador etc.</p><p>Os respiradores usados no ensaio devem ser limpos sempre após a sua utilização.</p><p>Se não for possível conseguir vedação satisfatória com um respirador que exija vedação na face, o responsável pelo teste deve seguir uma das alternativas abaixo:</p><p>· Fornecimento ao usuário de um respirador que não exija vedação perfeita na face (capacete ou capuz), que possua Fator de Proteção Atribuído apropriado para o risco previsto;</p><p>· Transferência do funcionário para outra atividade que não exija o uso de respirador</p><p>Os registros escritos dos ensaios de vedação devem conter as seguintes informações:</p><p>· Procedimentos escritos sobre o programa de ensaios de vedação com determinação dos testes de pressão positiva e negativa.</p><p>· Tipo de ensaio de vedação adotado.</p><p>· Nome e matrícula do operador do ensaio.</p><p>· Identificação completa do respirador ensaiado (modelo, tamanho, fabricante, fator de proteção do filtro).</p><p>· Nome e matrícula do funcionário que está sendo testado.</p><p>· Data do ensaio.</p><p>· Resultado do ensaio de vedação, incluindo: aceitação/rejeição, observações ou dificuldades na colocação do respirador (uso de lentes de contato ou óculos, cicatrizes, pelos faciais, etc.).</p><p>· Resultado da avaliação médica: patologias limitantes intercorrentes, aprovação no teste, impedimentos e/ou contraindicações.</p><p>6.6 Treinamento e Capacitação</p><p>Todos os funcionários expostos aos riscos respiratórios deverão ser informados sobre:</p><p>· A natureza dos riscos respiratórios;</p><p>· Os efeitos dos riscos respiratórios sobre a saúde;</p><p>· O nível ao qual estão expostos;</p><p>· As medidas de controle implantadas para prevenir efeitos prejudiciais à saúde decorrente da exposição a riscos respiratórios nas suas funções;</p><p>· Como informar defeitos nas instalações ou equipamentos que levem a uma exposição excessiva a riscos respiratórios;</p><p>· As instruções práticas de quando e como usar EPI, além dos cuidados e suas limitações.</p><p>Treinamento e orientações devem incluir informações sobre a exposição aos riscos respiratórios fora do ambiente de trabalho.</p><p>6.7 Verificação / Auditoria</p><p>O PPR deve ser auditado periodicamente a fim de assegurar que o mesmo está estruturado de acordo com as necessidades do site/empresa.</p><p>6.8 Controle de Registros</p><p>Todos os registros relacionados ao PPR devem ser mantidos no site/empresa, conforme o Procedimento de Controle de Registros de SSO.</p><p>7 ANEXOS</p><p>Os arquivos listados abaixo estão disponíveis no documento PRO.BRA.SSO.072.A - Anexos do Procedimento de Proteção Respiratória:</p><p>· Anexo 1 - Lista de Verificação do Procedimento de Controle de Fadiga</p><p>8 HISTÓRICO DO DOCUMENTO</p><p>Nº da Revisão</p><p>Data</p><p>Revisado Por</p><p>Descrição</p><p>Contribuidor</p><p>Gestor do Processo</p><p>Controles Internos e Compliance</p><p>Nome: João Massahud</p><p>Nome: Edson Covic</p><p>Nome: Luciana Flores</p><p>Cargo: Coordenador de SSO</p><p>Cargo: Gerente de SSO</p><p>Cargo: Analista de Controles Internos e Compliance</p><p>Uso Interno</p><p>Para documentos impressos certificar-se da versão vigente</p><p>Página 1 de 5</p><p>image1.png</p>