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<p>Súmula 559, STJ: O princípio da insignificância não se aplica na administração pública quando em se tratando dos crimes contra ela.</p><p>Todos os princípios da administração pública são constitucionais, ou seja, estão na CRFB.</p><p>Quanto a Legalidade na administração pública: Enquanto que, no Direito Privado, tem-se a autonomia da vontade, no Direito Administrativo, tem-se a subordinação à lei. Ou seja, tudo o que a lei não permite, é proibido.</p><p>Súmula Vinculante 13, STF: Nepotismo.</p><p>· Quanto ao princípio da publicidade: Entende-se que o ato administrativo só pode ser cobrado da população após a sua publicidade.</p><p>Quanto ao princípio da ampla defesa: Subdivide-se em Defesa Prévia; Defesa Técnica; e Duplo Grau de Julgamento. Em relação à defesa prévia, tem-se a Súmula 591-STJ, pela qual é permita a “prova emprestada”.</p><p>Súmula Vinculante 5, STF: A falta de advogado no processo administrativo NÃO ofende a CRFB.</p><p>Súmula Vinculante 21, STF: É possível recorrer no processo administrativo.</p><p>Princípios Implícitos do Direito Administrativo: Não há hierarquia entre princípios explícitos e implícitos.</p><p>*Princípio da Autotutela: Súmula Vinculante 473, STF: A administração pública pode ANULAR os próprios atos quando esses tiverem vícios que os tornam ILEGAIS; assim como pode REVOGAR atos que não lhe sejam mais RELEVANTES.</p><p>A autotutela não afasta a tutela jurisdicional. O Poder Judiciário pode e deve analisar a ilegalidade (v. art. 5º, XXXV, CRFB).</p><p>*Princípio da Continuidade: Decorre da Lei nº 8.987/98 - Lei dos Serviços Públicos. A atuação administrativa não pode parar, nem ser interrompida. Ex.: serviço de transporte público.</p><p>Obs.: Direito de Greve: art. 37, VII, CRFB: alguns servidores públicos são vedados de greve, como os militares e os policiais civis.</p><p>Quanto aos servidores que têm direito a grave, que são todos os demais, esses NÃO receberão pagamento pelos dias parados, SALVO se a greve estiver ocorrendo em razão de conduta ILÍCITA da administração.</p><p>Interrupção do serviço por inadimplemento do usuário: Art. 6º, §3º, da Lei 8.987/95: é possível: NÃO é caracterizada a descontinuidade do serviço se sua interrupção se deu por problemas técnicos e/ou de segurança; ou se por inadimplemento do usuário, considerando-se o interesse da coletividade. No caso de interrupção por inadimplemento, ela não pode se dar nas sextas, sábados, domingos, feriados ou vésperas de feriado, AINDA QUE COM PRÉVIO AVISO.</p><p>Obs.: Se a interrupção for afetar demais um interesse público, como seria o caso de um hospital ficando sem energia, ela não pode acontecer. Nesse mesmo sentido, segundo o STF, a iluminação pública também é serviço essencial.</p><p>*Princípio da Segurança Jurídica: A administração pública precisa seguir determinado entendimento, sem surpresas. Não é possível retroagir para prejudicar o direito de terceiros: art. 2º, parágrafo único, XIII, da Lei 9.784/99.</p><p>*Princípio da Motivação: A administração pública deve fundamentar, motivar, seus atos. Exceção: Alguns atos não dependem de motivação. Esses devem estar expressos na CRFB. Ex.: nomeação de cargos em comissão. Livre nomeação e livre exoneração.</p><p>*Princípio da Razoabilidade: Refere-se aos atos discricionários, ou seja, sobre os atos que possuem margem de escolha. O administrador deve usar da razoabilidade no momento da escolha.</p><p>Poderes Administrativos são os poderes-deveres do Estado. Podem ser vinculados ou discricionários.</p><p>Conceitos jurídicos indeterminados: nem sempre a discricionariedade, a margem de escolha, vem explícita. Ex.: boa-fé.</p><p>Os poderes administrativos podem ser: Normativo; Hierárquico; Disciplinar; e de Polícia.</p><p>*Poder Normativo: Mecanismo da administração pública pelo qual pode emitir LEIS COMPLEMENTARES para complementar uma norma que já  exista. Não se confunde com o poder legislativo, já que é só uma complementação. Ex.: deliberações, decretos, resoluções e regulamentos.</p><p>Obs.: Quanto aos regulamentos, trata-se de ato PRIVATIVO do chefe do poder executivo (Presidente da República; Governador; ou Prefeito). Os regulamentos, por sua vez, podem ser executivos (quando serve apenas para complementação de norma já existente); ou autônomos (quando serve para SUBSTITUIR uma norma já existente, de modo que INOVA no regulamento jurídico). De acordo com o STF, porém, esses regulamentos autônomos são VEDADOS no ordenamento brasileiro, sendo EXCEÇÃO apenas o art. 84, CRFB: é de competência EXCLUSIVA do presidente da república dispor, por decreto, sobre: i) organização e funcionamento da administração federal, quando NÃO IMPLICAR em aumento de despesa ou criação/extinção de órgãos públicos; ii) extinção de cargos públicos, quando vagos.</p><p>*Poder Hierárquico: Mecanismo de administração interna.</p><p>Não existe hierarquia entre pessoas jurídicas distintas. Para o controle entre os entes da administração direta e indireta, existe a Tutela Administrativa (ou Controle de Finalidade). Essa tutela NÃO é manifestação do poder hierárquico exatamente porque são pessoas jurídicas distintas.</p><p>Avocação: Tomada TEMPORÁRIA de competência legalmente atribuída de um agente subordinado por um agente hierarquicamente superior.</p><p>Delegação: Extensão ou ampliação da competência de um órgão para outro de mesma hierarquia ou inferior. AMBOS serão competentes enquanto durar a delegação. Não é admitida a delegação genérica, ou seja, ela deve ser ESPECIFICADA a tarefa (os atos de delegação).</p><p>Súmula 510, STF: Considera-se culpado o agente que praticou o ato, ainda que o tenha feito por delegação.</p><p>*Poder Disciplinar: Mecanismo de aplicar sanções e penalidades contra todos os que possuem VÍNCULO DE NATUREZA ESPECIAL COM A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.</p><p>*Poder de Polícia: Para a soberania dos interesses públicos sobre os individuais, a administração pública pode fazer uso de restrição, inclusive, do direito de propriedade. Aplica-se a TODOS, diferentemente do poder disciplinar. Ex.: A necessidade de uma licença para construir é uma restrição da liberdade individual é exemplo de poder de polícia.</p><p>Existem 2 tipos de polícia:</p><p>1- Polícia Judiciária: Punem e previnem a prática de ilícitos PENAIS. O trâmite inicia-se na esfera administrativa e termina na judicial.</p><p>2- Polícia Administrativa: Incidem sobre BENS e DIREITOS, buscando o melhor interesse da coletividade. Diferentemente do que acontece com a polícia judiciária, aqui o trâmite se encerra na esfera administrativa. Não tem a ver com crimes.</p><p>O poder de polícia pode se manifestar por i) normas gerais (ex.: proibido estacionar); ou por ii) aplicações individuais (ex.: aplicação de multa).</p><p>Também pode ser i) preventivo; ou ii) repressivo.</p><p>Também pode ser i) discricionário; ou ii) vinculado (é exceção. ex.: licença para construção, desde que cumpridos os requisitos em lei). Na dúvida, o poder de polícia é discricionário, já que é a regra.</p><p>Além das características de discricionariedade; imperatividade; e coercibilidade/exigibilidade, também é atributo do poder de polícia a auto-executoriedade, que é a capacidade de exercer suas próprias decisões SEM a interferência do Poder Judiciário. Decorre de LEI ou de SITUAÇÕES DE URGÊNCIA.</p><p>Obs.: Os CONSELHOS PROFISSIONAIS atuam através do poder de polícia, pois limitam o exercício da profissão.</p><p>Ciclos de Polícia:</p><p>1- Ordem de Polícia: impõe restrições, independentemente de aceitação;</p><p>2- Consentimento de Polícia: autorização de determinada atividade, mas condicionada a autorização (aceitabilidade) estatal;</p><p>3- Fiscalização de Polícia;</p><p>4- Sanção de Polícia.</p><p>Obs.: O poder de polícia NÃO pode ser delegado a PARTICULARES, com exceção de atos de fiscalização e de consentimento. Tratam-se de atos de mera execução de polícia. Ou seja, apenas os atributos de ORDEM e de SANÇÃO é que são realmente proibidos de delegação.</p><p>Obs.: Em 2020, o STF entendeu que a delegação do poder de polícia, em sua TOTALIDADE, poderia ser delegado a empresas ESTATAIS prestadoras de SERVIÇOS PÚBLICOS.</p><p>Prescrição do Poder de Polícia: As sanções devem ser aplicadas dentro do prazo de 5 ANOS, sob pena de prescrição. Esses 5 anos são contados</p><p>do ato lesivo ou, em se tratando e caso permanente ou continuado, do dia em que cessar: v. art. 1º, da Lei 9.873/99.</p><p>Exceção: Se já tiver sido instaurado processo administrativo por conta da sanção de polícia, e esse processo ficar PARADO por 3 ANOS, ocorre a PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE.</p><p>Se a infração administrativa também for CRIME, a prescrição será a da LEI PENAL.</p><p>*Uso e Abuso de Poder: Pode ser configurado entre EXCESSO DE PODER e DESVIO DE PODER (ou de finalidade).</p><p>i) Excesso: quando são extrapolados os limites de sua competência.</p><p>ii) Desvio: quando o agente atua DENTRO dos limites de sua competência, mas com finalidade errada. Não é a finalidade de sua competência.</p><p>O abuso de poder enseja a NULIDADE do ato administrativo.</p>

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