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<p>Victor Hugo Alvarez Roberto Ferreira de Luiz Eduardo Jairo Antônio de Oliveira4 Nas análises de caracterização química dos solos, há determinações que indicam, direta ou indiretamente, o "status" de cátions do solo, e sua possível disponibilidade para as plantas. Quanto aos ânions, em especial P e S, não se tem uma determinação que avalie diretamente sua disponibilidade. No caso do P, sua disponibilidade depende das formas em que ocorre no solo. O equilíbrio entre essas formas pode ser esquematizado por: P-solução P-lábil P-não-lábil O P-solução representa o elemento na solução do solo, ou fator intensidade (I), que pode ser absorvido pelas plantas. O P-lábil é fator quantidade (Q), representado pelo P adsorvido ou precipitado no solo, mas em equilíbrio relativamente rápido com o P-solução, considerado como reserva disponível para as plantas. O P-não-lábil é representado pelo P adsorvido/precipitado em compostos insolúveis, normalmente com Ca, Fe e Al não estando, portanto, em equilíbrio com P-solução (NOVAIS, 1977 e GOEDERT & SOUZA, 1984). Outro componente da medida da disponibilidade de P para as plantas é a capacidade tampão (medida pela relação que representa a capacidade que solo tem para manter certo teor de P na solução do solo. A capacidade tampão de fosfatos (CTF) e a capacidade máxima de adsorção de fósforo (CMAP) apresentam estreita correlação com o P-remanescente (P-rem) (NOVAIS, 1977; ALVAREZ V., 1982; BAHIA FILHO, 1982; RESENDE, 1983; MUNIZ, 1983; FONSECA, 1987 e ALVAREZ V., & FONSECA, 1990). A determinação do P-rem (quantidade do P adicionada que fica na solução de equilíbrio após definido tempo de contato com solo), por apresentar estreita correlação com a capacidade tampão (CT) e com a capacidade máxima de adsorção (CMA) de fosfatos e de sulfatos, permite definir as doses de P e,ou, de S, necessárias para determinações fisico-químicas e para experimentos com estes nutrientes. Também, presta-se muito bem para estimar nível crítico do P disponível e a declividade do P disponível como função do P adicionado ao solo (NOVAIS, 1977; ALVAREZ V., 1982; NEVES, 1983), bem como o nível crítico de disponível e a declividade do S disponível de acordo com S adicionado (ALVAREZ V., et al., 1983). Esta capacidade preditiva do P-rem foi também verificada para Zn (COUTO, 1985). Para uma boa recomendação de fertilizantes, deve-se conhecer o teor das formas disponíveis do nutriente, seu nível crítico e a declividade do nutriente disponível em função do nutriente adicionado ao solo. Ao se considerar que tanto nível crítico como a declividade dependem da CT, e que esta é uma propriedade do solo, sua estimativa por meio de um método simples e rápido permite estratificar com maior segurança a interpretação das análises de solos e as recomendações de adubação. Numero Janeiro Marco 2000 27</p><p>Assim, a determinação de P-rem pode orientar os trabalhos de pesquisa e experimentação e orientar uso adequado das análises do solo, com a finalidade de racionalizar uso de fertilizantes. Princípio O P-rem é a concentração de P na solução de equilíbrio após agitar durante 1 h a terra fina seca ao an (TFSA) com solução de 10 mmol/L, contendo 60 mg/L de P, na relação 1:10. et al. (1985), estudando a cinética de adsorção de P em 10 solos com diferentes características mineralógicas, texturais e químicas, observaram que do adsorvido em oito dias, era adsorvido em 1 h de contato do solo com solução de 10 mmol/L, contendo 50 mg/L de P. Para fins de se estabelecer as diferentes doses de P para a determinação da CMAP, ALVAREZ V. & FONSECA (1990) observaram que a obtenção do valor de P-rem a partir de uma solução de CaCl, 10 mmol/L contendo 60 de P, possibilitou maior amplitude de separação ou, de dispersão, dos diferentes solos, comparativamente ao uso da solução de CaCl, 10 mmol/L contendo 50 mg/L de P. Determinação do P-Rem, Método De Referência Em erlenmeyer de 125 mL, medir 5 de TFSA, adicionar 50 mL de solução de 10 mmol/L contendo 60 mg/L de P. Agitar por 1 h. Centrifugar e filtrar. Determinar O teor de P em solução. Determinação do P-Rem Em Laboratórios De Rotina Colocar 5 de TFSA em um erlenmeyer e adicionar 50 ml da solução de 10 mmol/L contendo 60 de P. Agitar por 5 min, deixando em repouso durante a noite (tempo de 16 h). Após repouso, determinar teor de P em solução. Uso do Valor de P-Rem A determinação do P-rem possibilita a definição de doses mais adequadas de P ou de S para a determinação da CMA (Quadro 1) ou da CT (Quadro 2) de fosfatos ou de sulfatos. As doses de P ou de S a serem utilizadas em ensaios de casa de vegetação (Quadro 3) também podem ser mais bem escolhidas por intermédio do P-rem. Quadro 1. Amplitude das doses de P ou de S necessárias para as determinações de capacidade máxima de adsorção de fósforo (CMAP) ou de enxofre (CMAS) de acordo com o P-rem P-rem CMAP CMAS mg/L mg/L de P mg/L de S 0 260 4 10 0 200 0 40 10 19 0 150 0 30 19 30 0 - 110 0 22 30 44 28 BOLETIM Sociedade de do Solo</p><p>Artigo Para as determinações de CMAP ou de CMAS poderão ser utilizadas 11 doses, corres- pondentes aproximadamente aos seguintes níveis: 0,00; 0,05; 0,25; 0,35; 0,45; 0,55; 0,70; 0,85 e 1,00, que corresponde à maior dose do intervalo. Quadro 2. Amplitude das doses de P ou de S necessárias para as determinações do Potencial de Fosfato (Pot-F) ou de Sulfato (Pot-S) e de Capacidade Tampão de (CTF) ou de sulfatos (CTS) de acordo com o P-rem P-rem Pot-F e CTF Pot S e CTS mg/L mg/L de P mg/L de S 0 4 0 40 0 20 4 10 30 0 15 10 19 0 22 0 11 19 30 0 - 8 30 44 0 6 44 60 Para as determinações de Pot-F, CTF, Pot-S e CTS recomenda-se a utilização de oito doses correspondentes aproximadamente aos seguintes níveis: 0,20; 0,30; 0,45; 0,60; 0,80 e 1,00, que corresponde à maior dose do intervalo. Quadro 3. Amplitude das doses de P ou de S a serem aplicadas em do volume de solo em ensaios de casa de vegetação, de acordo com o P-rem P-rem DOSE DE DOSE DE S mg/L 4 4 10 560 0 150 10 19 480 0 125 19 30 0 105 30 44 0 90 44 60 0 300 0 80 1/ Para aplicações localizadas em do volume do solo, podem usar-se 1/3 ou 1/4 destas doses. Em ensaios de casa de vegetação, para a obtenção de curvas de resposta à aplicação de P ou de S recomenda-se utilizar seis doses correspondentes aos níveis: 0,0; 0,5; 1,0; 2,0; 3,0 e 5,0, que corresponde à maior dose do intervalo. Nos quadros 4, 5 e 6 são apresentados os níveis críticos de P, de S e de Zn e as classes de fertilidade, tomando-se como base os valores de P-rem. Forma fácil de estratificação dos teores de P disponível (P), ou seja, de definir as clas- ses de interpretação da disponibilidade de P, dentro de cada classe do P-rem, é estratificar valor do P relativo (PR = 100 P / NiCri ), que é o teor de P em relação ao seu nível crítico (NiCri). Para tal, foram utilizadas as seguintes classes: muito baixo 50 %; baixo = 50,1 médio = 72,6 bom =100,1 e, muito bom > Marco 2000 29</p><p>Quadro 4. Classes de interpretação da disponibilidade de fósforo de acordo com o P-rem P-rem Classe de disponibilidade Muito baixa Baixa Boa Muito boa mg/L Fósforo 0 4 <3,0 3,1 4,3 4,4 6,0 6,1 9,0 >9,0 4 10 <4,0 4,1 6,0 6,1 8,3 8,4 12,5 >12,5 10 19 <6,0 6,1 8,3 8,4 11,4 11,5 17,5 >17,5 19 30 <8,0 8,1 11,4 11,5 15,8 15,9 24,0 >24,0 30 44 <11,0 11,1 15,8 15,9 21,8 21,9 33,0 >33,0 44 60 <15,0 15,1 21,8 21,9 30,0 30,1 45,0 >45,0 Nesta classe apresentam-se os NiCri de acordo com o valor de P-rem. 2 Mehlich-1. Como os NiCri de P variam de forma contínua de acordo com a CTF do solo, estes NiCri de P podem ser apresentados, em forma contínua, como função do P-rem: ^ NiCri P = 4,62 + 0,324731 P-rem + 0,00160568 ==0,9996 Por exemplo, a análise de uma amostra de solo indicou os seguintes resultados: P-rem = 8 mg/L e Mehlich-1 = 5 A segunda linha do quadro 4 permite classificá-lo como um solo de baixa disponibilidade em P. A equação descrita acima (NiCri P= f (P-rem)) permite estimar nível crítico para esse solo (7,32 de Conseqüentemente, valor do PR para solo em questão é igual a 68,3 %, valor que está entre 50,1 e 72,5 %, portanto, pertencente à classe de baixa disponibilidade de P. As classes de interpretação da disponibilidade de S, dentro de cada classe do P-rem, para o S relativo (SR = 100 / NiCri), correspondem às mesmas percentagens usadas na estratificação do P relativo. Quadro 5. Classes de interpretação da disponibilidade de enxofre de acordo com o P-rem P-rem Classe de disponibilidade Muito baixa Baixa Boa Muito boa mg/l Fósforo 0 4 <1,7 1,8 2,5 2,6 3,6 3,7 5,4 >5,4 4 10 <2,4 2,5 3,6 3,7 5,0 5,1 7,5 >7,5 10 19 <3,3 3,4 5,0 5,1 6,9 7,0 -10,3 >10,3 19 30 <4,6 4,7 6.9 7,0 9,4 9,5 -14,2 >14,2 30 44 <6,4 6,5 9,4 9,5 -13,0 13, -19,6 >19,6 44 60 <8,9 9,0 -13,0 13,1-18,0 18,1-27,0 >27,0 1/ Esta classe indica os NiCri de acordo com o valor de P-rem. 2/ Método Hoeft et al., (1973): 500 mg/L de P, em HOAc 2 mol/L). 30 BOLETIM INFORMATIVO jedade Brasileira de in do</p><p>Artigo Esses NiCri podem ser estimados, como função do P-rem: S = 2,78 + 0,193146 P-rem + 0,00098234 = 0,9993 As classes de interpretação da disponibilidade de Zn, dentro de cada classe do P-rem, para o Zn relativo (ZnR = 100 Zn / NiCri), correspondem aos seguintes estratos: muito baixo= <55,5%; baixo= 55,6-84%; médio= 84,1 100%; bom= 100,1 - % e, muito bom > 150 %. Quadro 6. Classes de interpretação da disponibilidade de Zn de acordo com o P-rem Classe de disponibilidade Muito baixa Baixa Boa Muito boa mg/L Fósforo 0 4 <0,55 0,56 0,83 0,84 1,00 1,01 1,50 >1,50 4 - 10 <0,65 0,66 1,00 1,01 1,19 1,20 1,79 >1,79 10 - 19 <0,73 0,74 1,19 1,20 - 1,42 1,43 2,13 >2,13 19 30 <0,93 0,94 1,42 1,43 1,69 1,70 2,54 >2,54 30 44 <1,11 1,12 1,69 1,70 2,01 2,02 3,02 >3,02 44 - 60 <1,32 1,33 - 2,01 2,01 - 2,40 2,41 3,60 >3,60 1/ Adaptado de COUTO et al. (1992). 2/ Esta classe indica os NiCri de acordo com o P-rem. 3/ Também para o Zn, os NiCri podem ser estimados, como função do P-rem: NiCri Zn = 0,84 + 0,044895 + 0,0201273 P-rem Mais recentemente, ALVAREZ V. et al. (1993) propuseram a utilização do P-rem para estimar valor Y (Quadro 7) para a determinação da necessidade de calagem (NC) dos solos, pelo método de Minas Gerais: Quadro 7. Valores de Y, de acordo com o P-rem P-rem Y mg/L 0 4 4,0 3,5 4 10 3,5 2,9 10 19 2,9 2,0 19 30 2,0 1,2 30 44 1,2 0,5 44 - 60 0,5 0,0 Adaptado de ALVAREZ V., et al. (1993). Volume Marco 2000 31</p><p>Também os valores de Y, estratificados em relação aos valores de P-rem, podem ser estimados pela equação: ^ Y = 4,002 0,125901 P-rem + 0,001205 0,00000362 R2 0,9998 O valor de P-rem pode ser utilizado para estimar a necessidade de gesso quando este é necessário para melhorar ambiente radicular de camadas subsuperficiais do solo (Quadro 8). O gesso é recomendado para culturas sensíveis a altos teores de e quando a camada subsuperficial (20 a 40 ou 30 a 60 cm) apresenta teor inferior ou igual a 0,4 de Ca2+ e, ou, mais que 0,5 de e, ou, mais que 30% de saturação por Quadro 8. Necessidade de gesso (NG) de uma camada subsuperficial de 20 cm de espessura, de acordo com o P-rem. P-rem mg/L t/ha 0 4 1,680 1,333 4 10 1,333 1,013 10 - 19 1,013 0,720 19 - 30 0,720 - 0,453 0,453 0,213 0,213 0,000 1/ Valores de NG adaptados de Souza et al. (1992), para que o Ca2+ retido em camada de 20 cm de espessura esteja em equilíbrio com a concentração de 0,394 mmol/L de Ca na solução do solo e considerando o gesso agrícola com 15 dag/kg de S e 18,75 dag/kg de Ca. A necessidade de gesso pode ser estimada em função do valor de P-rem de acordo com a equação: ^ NG= 1,684 0,136168 0,304166 P-rem + 0,002588 = 0,9994 1 Victor Hugo Alvarez V. é professor Titular do Depto. de Solos da UFV 2 Roberto Ferreira de Novais é professor Titular do Depto. de Solos da UFV 3 Luiz Eduardo Dias é professor Adjunto do Depto. de Solos da UFV 4 Jairo Antônio de Oliveira é Eng. Agrônomo, M.S., Técnico nível superior do Depto. de Solos da UFV A Bibliografia deste artigo pode ser consultada no site da SBCS: www.solos.ufv.br/sbcs.htm 32 BOLETIM INFORMATIVO Sociedade Brasileira de Ciência do Solo</p>

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