Prévia do material em texto
<p>7o</p><p>História</p><p>3o bimestre – Aula 7</p><p>Ensino Fundamental: Anos Finais</p><p>Agentes da expansão territorial:</p><p>os jesuítas e as especiarias do sertão</p><p>ANO</p><p>2024_AF_V1</p><p>(EF07HI11) Analisar a formação histórico-geográfica do território da América portuguesa por meio de mapas históricos.</p><p>Atuação dos jesuítas na América;</p><p>Especiarias do sertão;</p><p>Relações entre jesuítas, indígenas e colonos.</p><p>Identificar o papel dos jesuítas como agentes da expansão territorial no Brasil colonial;</p><p>Reconhecer as especiarias do sertão brasileiro e seu significado para os colonizadores europeus;</p><p>Analisar a influência cultural dos jesuítas no interior do Brasil.</p><p>Conteúdo</p><p>Objetivos</p><p>2024_AF_V1</p><p>(EF07HI11) Analisar a formação histórico-geográfica do território da América portuguesa por meio de mapas históricos.</p><p>Vocês conhecem algum dos produtos apresentados nas imagens?</p><p>O que mais chamou a atenção de vocês nessas imagens?</p><p>Vocês já comeram algum desses produtos?</p><p>5 MINUTOS</p><p>Observem atentamente as imagens e discutam as seguintes perguntas:</p><p>VIREM E CONVERSEM</p><p>Para começar</p><p>2024_AF_V1</p><p>O cacau é uma planta originária da América Central e amplamente cultivada em países tropicais. Suas sementes são usadas para produzir chocolate e outros produtos à base de cacau, como pó de cacau e manteiga de cacau.</p><p>O guaraná é uma planta nativa da Amazônia brasileira. Suas sementes, ricas em cafeína, são usadas para produzir pó de guaraná e xaropes. O guaraná é conhecido por suas propriedades estimulantes e energéticas.</p><p>O urucum é uma planta nativa das Américas Central e do Sul que é conhecida por suas sementes vermelhas, as quais são usadas para produzir corantes naturais. Tais corantes podem ser utilizados na indústria alimentícia e na produção de cosméticos.</p><p>Para começar</p><p>2024_AF_V1</p><p>Drogas do sertão</p><p>Vamos assistir ao vídeo ao lado para compreender mais sobre as especiarias.</p><p>As novas especiarias (conhecidas também como “especiarias do sertão” ou “drogas do sertão”) são diversos produtos nativos, como plantas, ervas, frutas, sementes e raízes que, a partir dos séculos XVI e XVII, foram extraídas no sertão do Brasil no período das entradas e das bandeiras e, posteriormente, foram comercializadas. Quando se fala “sertão” nesse sentido, se está mencionando o interior do Brasil, as regiões distantes do litoral, da costa.</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=Hmaw2sR4PMY</p><p>CONTINUA</p><p>Foco no conteúdo</p><p>2024_AF_V1</p><p>A expansão territorial e as drogas do sertão</p><p>CONTINUA</p><p>Durante o período colonial no Brasil, a expansão territorial foi um processo fundamental para a consolidação do domínio português e para a economia da colônia. Nesse contexto, os jesuítas desempenharam um papel significativo como agentes dessa expansão, estabelecendo missões e promovendo a catequização dos povos originários.</p><p>Paralelamente, as especiarias do sertão exerceram um papel crucial na economia colonial, impulsionando a exploração e ocupação de novas regiões. A interseção entre a atuação dos jesuítas e a busca pelas especiarias do sertão contribuiu para a expansão territorial e para a complexa dinâmica social e econômica da América portuguesa.</p><p>Ataque dos caetés à vila de Igarassu, no território atual de Pernambuco. O conflito ocorreu no ano de 1549, já em pleno processo de colonização. A gravura é de Theodor de Bry, reproduzida por Hans Staden em seu livro Duas Viagens ao Brasil.</p><p>Foco no conteúdo</p><p>2024_AF_V1</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_guerras_ind%C3%ADgenas_no_Brasil#/media/Ficheiro:Cerco_a_Igarassu,_gravura_de_Theodor_de_Bry_-_Staden,_Duas_Viagens_ao_Brasil,_1557.jpg</p><p>CONTINUA</p><p>Durante o período de colonização e expansão territorial, as especiarias do sertão desempenharam um papel fundamental como agentes impulsionadores dessa expansão.</p><p>As especiarias, localizadas no interior do território, atraíram a atenção dos exploradores e colonizadores, incentivando-os a desbravar novas regiões e estabelecer assentamentos.</p><p>Localize no mapa ao lado a região onde se exploravam as chamadas drogas do sertão.</p><p>Foco no conteúdo</p><p>2024_AF_V1</p><p>CONTINUA</p><p>Os colonizadores reconheceram o valor econômico e estratégico desses produtos. Passaram a fazer expedições e rotas comerciais, incentivando a exploração das áreas remotas e desconhecidas do interior do país, o chamado "sertão".</p><p>Esse movimento levou à expansão colonial, uma vez que os colonizadores queriam ocupar novas terras para acessar e controlar as fontes desses recursos valiosos. Além disso, a descoberta e exploração das especiarias do sertão também levaram ao desenvolvimento de práticas agrícolas e extrativistas nas regiões conquistadas.</p><p>Expansão territorial e econômica e as drogas do sertão</p><p>Cabe lembrar que o interior da colônia, o território dos chamados “sertões”, já era ocupado pelos povos originários. A exploração do sertão levou à escravização dos indígenas.</p><p>Foco no conteúdo</p><p>2024_AF_V1</p><p>TODO MUNDO ESCREVE</p><p>Fonte 1</p><p>O comércio das “drogas do Sertão”, que era mais avultado, é feito por obediência, e não por gosto. A mesma obediência obriga os índios ou aos serviços gerais das povoações, ou ao dos particulares. Os pagamentos destes trabalhos são de pouco estimulante; porque são desnecessários a quem a natureza deu o preciso. Em clima tão favorável, uma cabana é habitação bastante reparada. Os índios, que viviam nas selvas, [...] bem na liberdade do homem, que na do cidadão: e por isso são dificultosos os.</p><p>Descimentos¹.</p><p>Fonte: Francisco Xavier Ribeiro de Sampaio. Diário de viagem (1774-1775). In: Documents d’Orige Portugaise (Texte Portugaise). Deuxième Série. Paris, A. Lahure. 1903, p 88-8</p><p>“</p><p>Vamos ler e analisar coletivamente os dois fragmentos para responder às questões em duplas.</p><p>¹Descimentos: aceitação por parte dos indígenas para viver nos aldeamentos jesuítas. Os jesuítas mesmo que tenham abraçado a causa indígena, a fez segundo os ideais religiosos de converter aqueles que consideravam “infiéis”. Nesse sentido, não via que a conversão à religião e aos costumes católicos aos nativos, por mais pacífica que se tentasse fazê-la, representava para estes povos, uma violência, o que provocou resistência destes povos para com a catequização impostas pelos jesuítas.</p><p>Na prática</p><p>2024_AF_V1</p><p>As especiarias do sertão, naturais do território brasileiro, eram desconhecidas na Europa e logo se tornaram muito desejadas pela sociedade europeia, que as usava como drogas medicinais, tempero ou tinturaria. Foram exploradas pelos jesuítas, os quais utilizavam mão de obra indígena na coleta de drogas nativas como o urucum, guaraná, anil, cacau, raízes aromáticas, sementes oleaginosas, madeiras e salsaparrilha, bem como na produção de outras especiarias trazidas da Índia, como a canela, o cravo e a pimenta. Os jesuítas esperavam que o comércio das drogas do sertão substituísse o das especiarias das Índias.</p><p>Fonte: Adaptado especialmente para este material a partir de: CARDOSO, F. H.; MULLER, G. Amazônia: expansão do capitalismo. Centro Edelstein de Pesquisas Sociais, 2008.</p><p>“</p><p>a) Qual assunto foi abordado pelas fontes? Quem as produziu?</p><p>b) Quem realizava o trabalho de extração das especiarias do sertão, de acordo com as fontes?</p><p>c) O que o autor da primeira fonte comenta a respeito do pagamento por esse trabalho?</p><p>d) Identifique a relação das especiarias como base da economia colonial.</p><p>TODO MUNDO ESCREVE</p><p>10 MINUTOS</p><p>Fonte 2</p><p>Na prática</p><p>2024_AF_V1</p><p>Correção</p><p>a) Qual assunto foi abordado pelas fontes? Quem as produziu?</p><p>Resposta: Os dois textos tratam da exploração das drogas do sertão. O primeiro foi retirado de um diário de viagem de Francisco Sampaio; o segundo foi escrito por pesquisadores do século XX: Fernando Henrique Cardoso e G. Müller.</p><p>b) Quem realizava o trabalho de extração das especiarias do sertão, de acordo com as fontes?</p><p>Resposta: De acordo com as fontes a extração das especiarias do sertão era realizada por indígenas.</p><p>c) O que o autor da primeira fonte comenta a respeito do pagamento por esse trabalho?</p><p>Resposta: Francisco Sampaio comenta que o pagamento era pouco estimulante para as pessoas que viviam livres</p><p>na floresta.</p><p>d) Identifique a relação das especiarias como base da economia colonial.</p><p>Resposta: As especiarias eram muito desejadas pelos europeus, o que podia impulsionar a economia colonial.</p><p>Na prática</p><p>2024_AF_V1</p><p>Produção em larga escala de especiarias</p><p>Mão de obra: necessidade de mão de obra para viabilizar a produção.</p><p>Povos indígenas: Inicialmente utilizados como mão de obra escravizada por seu conhecimento local e adaptabilidade ao ambiente.</p><p>Exploração: a visão dos colonizadores colocava os povos nativos como inferiores, que recebiam um tratamento violento.</p><p>Impacto: morte de diversos indivíduos e eliminação de etnias indígenas.</p><p>Consequências na relação com os indígenas: exploração das especiarias marcada por conflitos e resistências, por parte dos povos originários, contra a escravização e exploração de suas terras.</p><p>Fonte: Imagem título: casal de nativos já catequizados. Julião, Carlos, 1740-1811. Disponível em: http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon30306/icon30306_046.jpg Acesso em: 17 jun. 2024.</p><p>Foco no conteúdo</p><p>2024_AF_V1</p><p>CONTINUA</p><p>Os jesuítas</p><p>Três padres jesuítas que vieram ao Brasil e exerceram bastante influência na colônia: José de Anchieta, Manoel da Nóbrega e Antônio Vieira.</p><p>Estima-se que entre 6 milhões e 10 milhões de indígenas viviam espalhados pelo território em 1500.</p><p>A presença jesuíta na América portuguesa iniciou-se em 1549. Nessa data, eles desembarcaram aqui para catequizar os indígenas, isto é, converter os povos originários ao catolicismo.</p><p>A missão dos jesuítas era zelar pela Igreja e auxiliar na educação dos filhos dos colonos, além de cristianizar os indígenas, o que, como vimos, por parte dos indígenas, essa ação era uma violência contra seu modo de viver.</p><p>Foco no conteúdo</p><p>2024_AF_V1</p><p>CONTINUA</p><p>Eram membros da Companhia de Jesus, uma ordem religiosa católica fundada por Inácio de Loyola. Eles desempenharam um papel fundamental na colonização do Brasil, especialmente na região Nordeste.</p><p>Os jesuítas estabeleceram missões e aldeamentos indígenas nos quais buscavam converter os nativos ao cristianismo e educá-los de acordo com os costumes europeus. Essas missões também desempenharam um papel importante na defesa do território contra invasões de outros países interessados em conquistar o território, especialmente as incursões dos neerlandeses (holandeses) na região Nordeste.</p><p>O símbolo da Ordem Jesuíta tem seu desenho atribuído ao fundador da Companhia de Jesus: Inácio de Loyola, 1541.</p><p>Os jesuítas estabeleceram missões e aldeamentos indígenas para catequização e pretendiam ensinar aos indígenas os modos ditos “civilizados”, instruí-los na fé cristã e “protegê-los” contra abusos dos colonizadores.</p><p>Também organizaram a produção agrícola nas áreas sob sua influência e mantiveram contato próximo com as autoridades coloniais para obter apoio e proteção</p><p>Foco no conteúdo</p><p>2024_AF_V1</p><p>Observe atentamente a pintura e responda às questões abaixo no seu caderno:</p><p>Aldeamento jesuíta onde o padre ensinava hábitos europeus aos indígenas</p><p>Quais são os elementos principais que você observou na pintura?</p><p>O que caracterizava a relação entre os jesuítas e os indígenas?</p><p>Como a pintura representa a relação entre os jesuítas e os indígenas?</p><p>10 MINUTOS</p><p>SOLO SILENCIOSO</p><p>Na prática</p><p>2024_AF_V1</p><p>Correção:</p><p>Resposta esperada: A pintura "Aldeia dos tapuios”, de Johann Moritz Rugendas, representa uma cena pacífica de interação entre indígenas e um padre jesuíta em meio à natureza, destacando a relação harmoniosa entre os jesuítas e os nativos no contexto da colonização do Brasil.</p><p>Resposta esperada: Os jesuítas estabeleceram missões ou aldeamentos indígenas com o objetivo de converter os nativos ao cristianismo e integrá-los à sociedade colonial. Eles desempenharam um papel central na catequese dos indígenas, ensinando-lhes não apenas os preceitos religiosos, mas também técnicas agrícolas, artesanais e linguísticas europeias. Os jesuítas muitas vezes foram vistos como protetores dos indígenas contra a exploração e a escravização por parte dos colonos europeus.</p><p>Resposta esporeada: A pintura representa uma relação de interação para criar uma visão de cooperação entre jesuítas e indígenas.</p><p>Na prática</p><p>2024_AF_V1</p><p>Agora, para finalizar a aula, assista ao vídeo e fale uma frase que sintetize o que aprendeu sobre a missão jesuíta no Brasil colonial.</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=2E2iR6lQFYU</p><p>7 MINUTOS</p><p>Aplicando</p><p>2024_AF_V1</p><p>Entendemos a figura dos jesuítas em seu papel de agentes de expansão territorial;</p><p>Compreendemos como os jesuítas exerceram influência política e cultural no processo de conversão dos povos originários no período da colonização brasileira;</p><p>Aprendemos o que são as especiarias do sertão e sua importância para a economia, bem como para a expansão territorial do Brasil.</p><p>Analisamos as relações entre a ação dos jesuítas e a exploração das especiarias do sertão.</p><p>Fonte: Padre Anchieta. Museu Paulista..</p><p>O que aprendemos hoje?</p><p>2024_AF_V1</p><p>CALAINHO, Daniela Buono. Jesuítas e medicina no Brasil colonial. Tempo, v. 10, p. 61-75, 2005. Disponível em: Dspace História: Os jesuítas no Brasil Colonial (unifal-mg.edu.br). Acesso em 17 jun. 2024.</p><p>LEMOV, D. Aula nota 10 3.0: 63 técnicas para melhorar a gestão da sala de aula. Porto Alegre:Penso, 2023.</p><p>SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Currículo em ação, 2023. 7º. ano, v. 2.</p><p>SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Currículo Paulista: etapas Educação Infantil e Ensino Fundamental, 2019.</p><p>VENÂNCIO, Marcelo; CHELOTTI, Marcelo Cervo. COLONIZAÇÃO E APROPRIAÇÃO DO TERRITÓRIO AMAZÔNICO: A EXPLORAÇÃO DAS “DROGAS DO SERTÃO” E A MÃO-DE-OBRA INDÍGENA: COLONIZATION AND APPROPRIATION OF THE AMAZON TERRITORY: THE EXPLOITATION OF THE “DROGAS DO SERTÃO” AND THE INDIGENOUS LABOR. Revista GeoNordeste, v. 34, n. 1, p. 41-54, 2023. Disponível em: https://ufs.emnuvens.com.br/geonordeste/article/view/17522. Acesso em 17 jun. 2026.</p><p>Referências</p><p>2024_AF_V1</p><p>Lista de imagens e vídeos</p><p>Slide 1 – Imagem de capa: SEDUC</p><p>Slide 7 – Fonte: imagem Mapa. Disponível em: https://www.unifal-mg.edu.br/remadih/wp-content/uploads/sites/11/2018/10/048mapa21-1.jpg Acesso em: 17 jun. 2024.</p><p>Slide 14 – Fonte: imagem Jesuítas. Disponível em: https://jesuitasbrasil.org.br/especial-companhia-de-jesus-no-brasil/Slide Acesso em: 17 jun. 2024.</p><p>Slide 12 - Fonte: Imagem título: casal de nativos já catequizados. Julião, Carlos, 1740-1811. Disponível em: http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_iconografia/icon30306/icon30306_046.jpg Acesso em: 17 jun. 2024.</p><p>Slide 15 – Fonte: imagem Símbolo da Companhia de Jesus. Disponível em: https://www.unifal-mg.edu.br/remadih/wp-content/uploads/sites/11/2018/10/048mapa21-1.jpgAcesso em: 17 jun. 2024.</p><p>Slide 19 – Fonte: vídeo sobre os jesuítas. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=2E2iR6lQFYU Acesso em: 17 jun. 2024.</p><p>Slide 20 – Padre Anchieta Disponivel em: https://jesuitasbrasil.org.br/quem-somos/</p><p>Referências</p><p>2024_AF_V1</p><p>2024_AF_V1</p><p>image2.png</p><p>image3.png</p><p>image4.png</p><p>image5.png</p><p>image6.png</p><p>image13.png</p><p>image14.svg</p><p>image15.png</p><p>image16.png</p><p>image17.png</p><p>image18.png</p><p>image19.svg</p><p>image7.png</p><p>image8.svg</p><p>.MsftOfcThm_Background1_Fill_v2 {</p><p>fill:#FFFFFF;</p><p>}</p><p>image9.png</p><p>image10.svg</p><p>image20.jpeg</p><p>image21.png</p><p>image22.svg</p><p>image23.jpeg</p><p>image24.png</p><p>image25.png</p><p>image26.svg</p><p>image27.png</p><p>image28.png</p><p>image29.png</p><p>image30.jpeg</p><p>image31.jpeg</p><p>image32.jpg</p><p>Saltar para o conteúdo</p><p>Menu principal</p><p>Menu principal</p><p>mover para a barra lateral</p><p>ocultar</p><p>Navegação</p><p>Página principal</p><p>Conteúdo destacado</p><p>Eventos atuais</p><p>Esplanada</p><p>Página aleatória</p><p>Portais</p><p>Informar um erro</p><p>Colaboração</p><p>Boas-vindas</p><p>Ajuda</p><p>Páginas de testes públicas</p><p>Portal comunitário</p><p>Mudanças recentes</p><p>Manutenção</p><p>Criar página</p><p>Páginas novas</p><p>Contato</p><p>Donativos</p><p>Busca</p><p>Pesquisar</p><p>Criar uma conta</p><p>Entrar</p><p>Ferramentas pessoais</p><p>Criar uma conta</p><p>Entrar</p><p>Páginas para editores sem sessão iniciada saber mais</p><p>Contribuições</p><p>Discussão</p><p>Conteúdo</p><p>mover para a barra lateral</p><p>ocultar</p><p>Início</p><p>1</p><p>Infância e juventude</p><p>2</p><p>Atuação no Brasil</p><p>Alternar a subsecção Atuação no Brasil</p><p>2.1</p><p>Chegada na Capitania da Baía de Todos os Santos</p><p>2.2</p><p>Partida para São Vicente e fundação de São Paulo</p><p>2.3</p><p>Missões pelo litoral paulista</p><p>2.4</p><p>Missões no Rio de Janeiro e Espírito Santo</p><p>2.5</p><p>Polêmica sobre a execução de Jacques Le Balleur</p><p>3</p><p>Obra</p><p>4</p><p>Beatificação e canonização</p><p>5</p><p>Santuários</p><p>6</p><p>Homenagens</p><p>Alternar a subsecção Homenagens</p><p>6.1</p><p>Brasil</p><p>6.1.1</p><p>Ligação rodoviária São Paulo — Santos</p><p>6.1.2</p><p>Caminhos de Anchieta</p><p>6.1.3</p><p>Os Passos de Anchieta</p><p>6.1.4</p><p>Romaria dos Devotos de São José de Anchieta</p><p>6.1.5</p><p>Herói Nacional do Brasil</p><p>6.2</p><p>Ilhas Canárias</p><p>7</p><p>Ver também</p><p>8</p><p>Notas e referências</p><p>Alternar a subsecção Notas e referências</p><p>8.1</p><p>Notas</p><p>8.2</p><p>Referências</p><p>9</p><p>Ligações externas</p><p>Alternar o índice</p><p>José de Anchieta</p><p>54 línguas</p><p>العربية</p><p>مصرى</p><p>Asturianu</p><p>Беларуская</p><p>Български</p><p>Català</p><p>Čeština</p><p>Dansk</p><p>Deutsch</p><p>Ελληνικά</p><p>English</p><p>Esperanto</p><p>Español</p><p>Euskara</p><p>فارسی</p><p>Suomi</p><p>Français</p><p>Gaeilge</p><p>Galego</p><p>Hawaiʻi</p><p>עברית</p><p>हिन्दी</p><p>Hrvatski</p><p>Magyar</p><p>Bahasa Indonesia</p><p>Ido</p><p>Íslenska</p><p>Italiano</p><p>日本語</p><p>ქართული</p><p>한국어</p><p>Latina</p><p>Bahasa Melayu</p><p>Napulitano</p><p>Nederlands</p><p>Norsk bokmål</p><p>Occitan</p><p>Polski</p><p>Piemontèis</p><p>Runa Simi</p><p>Română</p><p>Русский</p><p>Sardu</p><p>Sicilianu</p><p>Scots</p><p>Slovenščina</p><p>Српски / srpski</p><p>Svenska</p><p>Kiswahili</p><p>Türkçe</p><p>Українська</p><p>Vèneto</p><p>ייִדיש</p><p>中文</p><p>Editar hiperligações</p><p>Artigo</p><p>Discussão</p><p>português</p><p>Ler</p><p>Editar</p><p>Editar código-fonte</p><p>Ver histórico</p><p>Ferramentas</p><p>Ferramentas</p><p>mover para a barra lateral</p><p>ocultar</p><p>Operações</p><p>Ler</p><p>Editar</p><p>Editar código-fonte</p><p>Ver histórico</p><p>Geral</p><p>Páginas afluentes</p><p>Alterações relacionadas</p><p>Carregar ficheiro</p><p>Páginas especiais</p><p>Hiperligação permanente</p><p>Informações da página</p><p>Citar esta página</p><p>Obter URL encurtado</p><p>Download QR code</p><p>Elemento Wikidata</p><p>Imprimir/exportar</p><p>Criar um livro</p><p>Descarregar como PDF</p><p>Versão para impressão</p><p>Noutros projetos</p><p>Wikimedia Commons</p><p>Wikisource</p><p>Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.</p><p>Nota: Para outros significados, veja José de Anchieta (desambiguação).</p><p>José de Anchieta</p><p>José de Anchieta</p><p>Retrato do Padre José de Anchieta</p><p>Obra de Benedito Calixto, 1902</p><p>Acervo do Museu Paulista</p><p>Santo, Presbítero e Apóstolo do Brasil</p><p>Nascimento</p><p>19 de março de 1534</p><p>San Cristóbal de La Laguna, Canárias, Império Espanhol</p><p>Morte</p><p>9 de junho de 1597 (63 anos)</p><p>Iriritiba, Estado do Brasil, União Ibérica</p><p>Veneração por</p><p>Igreja Católica</p><p>Beatificação</p><p>22 de junho de 1980</p><p>Vaticano</p><p>por Papa João Paulo II</p><p>Canonização</p><p>3 de abril de 2014</p><p>por Papa Francisco</p><p>Principal templo</p><p>Catedral de San Cristóbal de La Laguna (nas Ilhas Canárias) e Santuário Nacional de São José de Anchieta (no Brasil)</p><p>Festa litúrgica</p><p>9 de junho</p><p>Atribuições</p><p>Livro do Evangelho, Crucifixo e Bengala</p><p>Padroeiro</p><p>Brasil (copadroeiro)[1][2]</p><p>Portal dos Santos</p><p>José de Anchieta SJ (San Cristóbal de La Laguna, 19 de março de 1534 – Reritiba, 9 de junho de 1597) foi um padre jesuíta espanhol que ingressou na Companhia de Jesus no Reino de Portugal, ficando ao seu serviço, e um dos fundadores das cidades brasileiras de São Paulo e do Rio de Janeiro.</p><p>Foi o primeiro dramaturgo, o primeiro gramático e o primeiro poeta nascido nas Ilhas Canárias. Foi o autor da primeira gramática da língua tupi e um dos primeiros autores da literatura brasileira, para a qual compôs inúmeras peças teatrais e poemas de teor religioso e uma epopeia.[3]</p><p>Considerado santo pela Igreja Católica, foi beatificado em 1980 pelo papa João Paulo II e canonizado em 2014 pelo papa Francisco. É conhecido como o Apóstolo do Brasil, por ter sido um dos pioneiros na introdução do cristianismo no país. Em abril de 2015 foi declarado co-padroeiro do Brasil na 53.ª Assembleia Geral da CNBB.[1][2]</p><p>É o patrono da cadeira de número um da Academia Brasileira de Música.[4] Em 2010 seu nome foi inscrito no Livro de Aço dos heróis nacionais do Brasil depositado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves.[5]</p><p>Em 2014 José de Anchieta é declarado padroeiro dos catequistas.[6]</p><p>Infância e juventude[editar | editar código-fonte]</p><p>Casa nativa de José de Anchieta em San Cristóbal de La Laguna (Tenerife).</p><p>José de Anchieta, nascido na ilha de Tenerife, no arquipélago das Canárias, em 19 de março de 1534, era filho de João López de Anchieta (natural de Urrestilla, bairro da localidade de Azpeitia, em Guipúscoa, País Basco) e de Mência Diaz de Clavijo y Llarena, descendente da nobreza canária.[7] Foi batizado em 7 abril de 1534 na Paróquia de Nossa Senhora dos Remédios (atual Catedral de San Cristóbal de La Laguna), onde ainda existe a pia de calcário vermelho onde, segundo a tradição, o santo teria sido batizado. Sua certidão de batismo, inscrita no Livro I da Igreja dos Remédios, está preservada no Arquivo Histórico Diocesano de Tenerife, onde se lê: José, filho de Juan de Anchieta e sua esposa, foi batizado no dia 7 de abril por Juan Gutiérrez, vigário e seus padrinhos foram Domenigo Riso e Don Alonso.[8]</p><p>Assinatura de José de Anchieta.</p><p>Seu pai foi um revolucionário basco que tomou parte na revolta dos Comuneros (1520-1522) contra o Imperador Carlos V na Espanha e um grande devoto da Virgem Maria.[9] Era aparentado dos Loyola, daí o parentesco de Anchieta com o fundador da Companhia de Jesus, Inácio de Loyola.[7][10] Seu pai também era prefeito da cidade de San Cristóbal de La Laguna.[11] Sua mãe era natural das Ilhas Canárias, filha de judeus cristãos-novos. O avô materno, Sebastião de Llarena, era um judeu convertido do Reino de Castela. Dos doze irmãos, além dele abraçou o sacerdócio Pedro Nuñez.[7]</p><p>Anchieta viveu com a</p><p>família até aos quatorze anos de idade, quando se mudou para Coimbra, em Portugal, a fim de estudar filosofia no Real Colégio das Artes e Humanidades, anexo à Universidade de Coimbra. A ascendência judaica foi determinante para que o enviassem para estudar em Portugal, uma vez que na Espanha, à época, a Inquisição era mais rigorosa. Ingressou na Companhia de Jesus em 1 de Maio de 1551 como noviço.[9][12]</p><p>Atuação no Brasil[editar | editar código-fonte]</p><p>“Evangelho nas Selvas”, por Benedito Calixto (1893). Pinacoteca do Estado de São Paulo. José de Anchieta pregando o evangelho próximo a uma jaguatirica.</p><p>Chegada na Capitania da Baía de Todos os Santos[editar | editar código-fonte]</p><p>Tendo o padre Manuel da Nóbrega, Provincial dos Jesuítas no Brasil, solicitado mais braços para a atividade de evangelização do Brasil (mesmo os fracos de engenho e os doentes do corpo), o Provincial da Ordem, Simão Rodrigues, indicou, entre outros, José de Anchieta. Desde jovem, Anchieta padecia de tuberculose óssea, que lhe causou uma escoliose, agravada durante o noviciado na Companhia de Jesus.[12] Este fato foi determinante para que deixasse os estudos religiosos e viajasse para o Brasil. Aportou em Salvador, na Capitania da Baía de Todos os Santos a 13 de Julho de 1553, com menos de vinte anos de idade e vindo na armada do segundo governador-geral do Brasil, Dom Duarte da Costa com outros seis companheiros, sob a chefia do padre Luís da Grã.</p><p>Partida para São Vicente e fundação de São Paulo[editar | editar código-fonte]</p><p>Anchieta ficou menos de três meses em Salvador, partindo para a Capitania de São Vicente no princípio de outubro, com o padre jesuíta Leonardo Nunes, onde conheceria Manuel da Nóbrega e permaneceria por doze anos.[12] Anchieta abriu os caminhos do sertão, aprendendo a língua tupi, catequizando e ensinando latim aos índios. Escreveu a primeira gramática sobre uma língua do tronco tupi: a "Arte da Gramática da Língua Mais Falada na Costa do Brasil", que foi publicada em Coimbra em 1595.[9]</p><p>No seguimento da sua ação missionária, a pedido do referido Pe. Manuel da Nóbrega, que lhe solicitou uma peça teatral para o Natal mais adequada à realidade local, criou uma primeira versão "Da Pregação Universal" e que foi apresentada na aldeia de Piratininga. Onde, posteriormente, teve uma variante a pensar especificamente no público indígena e se chamava "Na Festa de Natal" ou de "Na Festa de São Lourenço", adaptado aos índios da aldeia de São Lourenço, atual Niterói, fundada por Araribóia, chefe dos Temiminós da aldeia de São João de Carapina.</p><p>Em São Vicente o Irmão José de Anchieta, apresenta pela primeira vez o Presépio aos índios e filhos de colonos, fins do ano de 1553.[13]</p><p>Fundação de São Paulo (1909), óleo sobre tela de Oscar Pereira da Silva. O jesuíta Manuel da Nóbrega (ao centro) celebra uma missa, enquanto Manuel de Paiva e José de Anchieta estão ao fundo benzendo alguns indígenas. Acervo do Museu do Ipiranga.</p><p>Igualmente participou da fundação, no planalto de Piratininga, do Colégio de São Paulo, um colégio de jesuítas do qual foi regente, embrião da cidade de São Paulo, junto com outros padres da Companhia, em 25 de janeiro de 1554, recebendo este nome por ser a data em que se comemora a conversão do Apóstolo São Paulo. Esta povoação contava, no primeiro ano da sua existência com 130 pessoas, das quais 36 haviam recebido o batismo. São Paulo era em 2018 o maior aglomerado urbano do Hemisfério Sul e o quinta maior do mundo.[14]</p><p>Sabe-se que a data da fundação de São Paulo é o dia 25 de Janeiro, por causa de uma carta de Anchieta aos seus superiores da Companhia de Jesus, com a citação:</p><p>“</p><p>A 25 de Janeiro do Ano do Senhor de 1554 celebramos, em paupérrima e estreitíssima casinha, a primeira missa, no dia da conversão do Apóstolo São Paulo, e, por isso, a ele dedicamos nossa casa!</p><p>”</p><p>Pátio do Colégio, em São Paulo, fundado por Nóbrega, Paiva e Anchieta. Fotografia de Militão Augusto de Azevedo, em 1862.</p><p>Missões pelo litoral paulista[editar | editar código-fonte]</p><p>“Anchieta e Nóbrega na cabana de Pindobuçu”, por Benedito Calixto (1927). Acervo do Museu do Ipiranga. A pregação de jesuítas como Anchieta e Nóbrega no Brasil foi uma inculturação recíproca entre a influência do cristianismo para as crenças e costumes dos nativos, utilizando elementos da cultura indígena como uma melhor forma de ensinar a doutrina cristã para eles.</p><p>Poema à Virgem Maria, por Benedito Calixto (1901). Enquanto refém dos tamoios, Anchieta escreve versos dedicados à Virgem Maria na Praia de Iperoig. Ele recorda no poema que registrou posteriormente: "Eis, ó mãe toda santa, o que outrora eu em verso/Te prometi com voto, entre o gentio adverso./Enquanto ao cru Tamoio abrandei com a presença,/E tratei, qual refém, a obra da paz suspensa,/Teu favor me acolheu com afeto tão caro/Que alma e corpo guardou, sem culpa, teu amparo."[15]</p><p>O religioso cuidava não apenas de educar e catequizar os indígenas, como também de defendê-los dos abusos dos colonizadores portugueses que queriam não raro escravizá-los e tomar-lhes as mulheres e filhos. Esteve em Itanhaém e Peruíbe, no litoral sul de São Paulo, na quaresma que antecedeu a sua ida à aldeia de Iperoig, juntamente com o padre Manuel da Nóbrega, em missão de preparo para o Armistício com os Tupinambás de Ubatuba (Armistício de Iperoig). Nesse período, em 1563, intermediou as negociações entre os portugueses e os indígenas reunidos na Confederação dos Tamoios, oferecendo-se Anchieta como refém dos tamoios em Iperoig, enquanto o padre Manuel da Nóbrega retornou a São Vicente juntamente com Cunhambebe (filho) para ultimar as negociações de paz entre os indígenas e os portugueses. Entre os índios batizados por Anchieta destaca o cacique Tibiriçá.[16]</p><p>Durante este tempo em que passou entre os gentios, compôs o "Poema à Virgem". Segundo uma tradição, teria escrito nas areias da praia e memorizado o poema, e apenas mais tarde, em São Vicente, o teria trasladado para o papel. Ainda segundo a tradição, foi também durante o cativeiro que Anchieta teria em tese "levitado" entre os indígenas, os quais, imbuídos de grande pavor, pensavam tratar-se de um feiticeiro.</p><p>Missões no Rio de Janeiro e Espírito Santo[editar | editar código-fonte]</p><p>Igreja de Santo Inácio ou dos Jesuítas, no Morro do Castelo, no Rio de Janeiro, ao lado do Hospital São Zacharias, antigo Colégio dos Jesuítas, que foi dirigido por Anchieta, Fotografia de Augusto Malta, por volta de 1920. Acervo do Instituto Moreira Salles.</p><p>Lutou contra os franceses estabelecidos na França Antártica na baía da Guanabara; foi companheiro de Estácio de Sá, a quem assistiu em seus últimos momentos (1567). Em 1566, foi enviado à Capitania da Bahia com o encargo de informar ao governador Mem de Sá do andamento da guerra contra os franceses, possibilitando o envio de reforços portugueses ao Rio de Janeiro. Por esta época, foi ordenado sacerdote aos 32 anos de idade.</p><p>Santuário Nacional de São José de Anchieta, na cidade de Anchieta, no Espírito Santo. Estabelecido em 1580. Onde o padre José de Anchieta viveu seus últimos anos.</p><p>Dirigiu o Colégio dos Jesuítas do Rio de Janeiro por três anos, de 1570 a 1573. Em 1569, fundou a povoação de Reritiba (ou Iriritiba), atual Anchieta, no Espírito Santo. Em 1577, foi nomeado Provincial da Companhia de Jesus no Brasil, função que exerceu por dez anos, sendo substituído em 1587 a seu próprio pedido. Retirou-se para Reritiba, mas teve ainda de dirigir o Colégio dos Jesuítas em Vitória, no Espírito Santo. Em 1595, obteve dispensa dessas funções e conseguiu retirar-se definitivamente para Reritiba onde veio a falecer, sendo sepultado em Vitória.</p><p>Antiga Igreja de São Tiago e Colégio dos Jesuítas (fundado em 1550) de Vitória, no Espírito Santo, em 1912. Atual Palácio Anchieta, sede do governo capixaba, onde o padre José de Anchieta viveu e foi sepultado. Pintura de 1956, acervo do Palácio Anchieta.</p><p>Anchieta foi enterrado em frente ao altar principal da Igreja de São Tiago, em Vitória, ao lado</p><p>de outro padre jesuíta, Gregório Serrão. Os ossos de Anchieta foram removidos para o Colégio dos Jesuítas da Bahia, em Salvador, em 1610, e depois para Roma. Os jesuítas enviaram uma relíquia de José de Anchieta, um pedaço de seu fêmur, e uma lápide foi encomendada em Portugal no final do século XVI. Outra relíquia de São José de Anchieta, um fêmur completo, está localizado na Basílica de São José de Anchieta, no Pátio do Colégio, em São Paulo.</p><p>Lápide de pedra 'lioz' do antigo túmulo de São José de Anchieta, localizada no atual Palácio Anchieta.</p><p>Polêmica sobre a execução de Jacques Le Balleur[editar | editar código-fonte]</p><p>Após a expulsão dos franceses da Guanabara, Anchieta e Manuel da Nóbrega teriam instigado o Governador-Geral Mem de Sá a prender em 1559 um refugiado huguenote, o ferreiro Jacques Le Balleur,[17] e a condená-lo à morte por professar "heresias protestantes".[18] Em 1559, Le Balleur foi preso[19] e enviado para Salvador, na Bahia, para ser julgado e executado em abril de 1567. Segundo o reverendo presbiteriano e historiador Álvaro Reis,[nota 1] em seu livro publicado em 1917, O martyr Le Balleur: 1567,[20] Le Balleur teria sido queimado e José de Anchieta teria auxiliado o carrasco em seu ofício.[17] Já o historiador Rocha Pombo afirma em sua obra Historia do Brasil, vol, III, pag. 514, que Balleur e João de Bolés eram a mesma pessoa, e que teria sido enforcado.[21]</p><p>O padre jesuíta e historiador Hélio Abranches Viotti argumenta que teria havido uma inexplicável confusão entre os nomes do ferreiro genebrino Jacques Le Balleur e do ex-dominicano francês Jean de Cointac (ou João de Bolés).[22] Investigações históricas, baseadas em documentos da época (correspondência de Anchieta e manuscritos de Goa), revelam que Jean de Cointac não morreu no Brasil; na verdade foi conduzido a Salvador, na capitania da Bahia, e daí mandado a Portugal, onde teve o seu primeiro processo concluído em 1569. Em um segundo processo no Estado Português da Índia, em 1572, foi finalmente condenado pelo tribunal da Inquisição de Goa.[23] Padre Viotti explica que a divergência de datas, quando Jacques Le Balleur foi morto no Rio de Janeiro[24] e Jean de Cointac estava no cárcere na Bahia, deveu-se à confusão nos nomes, que passou para a história pelos erros literários de Álvaro Reis.[22][25]</p><p>Obra[editar | editar código-fonte]</p><p>Arte de gramática da língua mais usada na costa do Brasil, 1595, de José de Anchieta.</p><p>Segundo a "Brasiliana da Biblioteca Nacional" (2001), "o Apóstolo do Brasil", fundador de cidades e missionário incomparável, foi gramático, poeta, teatrólogo e historiador. O apostolado não impediu Anchieta de cultivar as letras, compondo seus textos em quatro línguas - português, castelhano, latim e tupi,[26] tanto em prosa como em verso.</p><p>Duas das suas principais obras foram publicadas ainda durante a sua vida:</p><p>"De gestis Mendi de Saa" ("Os feitos de Mem de Sá") impressa em Coimbra em 1563, retrata a luta dos portugueses, chefiados pelo governador-geral Mem de Sá, para expulsar os franceses da baía da Guanabara onde Nicolas Durand de Villegagnon fundara a França Antártica. Esta epopeia renascentista, escrita em latim e anterior à edição de "Os Lusíadas", de Luís de Camões, é o primeiro poema épico da América, tornando-se, assim, o primeiro poema brasileiro impresso, e, ao mesmo tempo, a primeira obra de Anchieta publicada.</p><p>"Arte de Gramática da Língua mais Usada na Costa do Brasil", impressa em Coimbra em 1595 por Antonio de Mariz. É a primeira gramática contendo os fundamentos da língua tupi. Apresenta folha de rosto com o emblema da Companhia de Jesus. Desta edição, conhecem-se apenas sete exemplares, dois dos quais encontram-se na Biblioteca Nacional do Brasil: o primeiro pertenceu ao imperador dom Pedro II (1840-1889) e o outro é oriundo da coleção de José Carlos Rodrigues. Constituindo-se na sua segunda obra publicada, é, ainda, a segunda obra dedicada a línguas indígenas, uma vez que, em 1571, já surgira, no México, a "Arte de la lengua mexicana y castellana" de frei Alonso de Molina.</p><p>Sua face em uma moeda de 1000 réis de 1938.</p><p>O movimento de catequese influenciou seu teatro e sua poesia, resultando na melhor produção literária do quinhentismo brasileiro. Entre suas contribuições culturais, podemos citar as poesias em verso medieval (sobretudo o poema De Beata Virgine Dei Matre Maria, mais conhecido como Poema à Virgem, com 5786 versos),[27] os autos que misturavam características religiosas e indígenas, a primeira gramática da língua tupi (A Cartilha dos nativos).</p><p>Foi o autor de uma espécie de certidão de nascimento do Rio de Janeiro, quando redigiu sua carta de 9 de Julho de 1565 ao Padre Diogo Mirão, dando conta dos acontecimentos ocorridos ali "no último dia de Fevereiro ou no primeiro dia de Março" do ano. Nela se encontram os seguintes trechos: "...logo no dia seguinte, que foi o último de Fevereiro ou primeiro de Março, começaram a roçar em terra com grande fervor e cortar madeira para cerca, sem querer saber nem dos tamoios nem dos franceses." E: "... de São Sebastião, para ser favorecida do Senhor, e merecimentos do glorioso mártir." A sua vasta obra só foi totalmente publicada no Brasil na segunda metade do século XX.</p><p>Beatificação e canonização[editar | editar código-fonte]</p><p>José de Anchieta em gravura de 1807.</p><p>Embora a campanha para a sua beatificação tenha sido iniciada na Capitania da Bahia em 1617, só foi beatificado em Junho de 1980 pelo papa João Paulo II.[9] Ao que se compreende, a perseguição do marquês de Pombal aos jesuítas havia impedido, até então, o trâmite do processo iniciado no século XVII.</p><p>Em 1622, na cidade do Rio de Janeiro, várias senhoras da São Paulo, entre elas Suzana Dias e Leonor Leme, que o conheceram, depuseram em seu favor no processo de beatificação. Leonor Leme, matriarca da família Leme paulista, uma das depoentes, disse que "assistiu ela à primeira missa celebrada em São Vicente pelo Padre José de Anchieta, em 1567, e que com ele se confessou depois muitas vezes".</p><p>“</p><p>Todos o tinham por santo publicamente!</p><p>”</p><p>E Ana Ribeiro, no mesmo processo, declarou que: durante algum tempo com ele se confessou em São Vicente. Relatou um milagre acontecido com seu filho, Jerônimo, que então contava dois anos de idade. Estava há três dias sem se alimentar. Apresentou-o ao Padre Anchieta, que passava pela sua porta. "Deixe-o ir para o céu", disse Anchieta. Isso à noite. No dia seguinte o menino estava bom, inclusive de uma ferida incurável que até aí tinha no rosto. Todos reconheceram o milagre: nem um sinal! Narrou outro episódio, em que tomou parte seu marido Antônio Rodrigues, que abandonou um índio que estava enfermo havia 5 anos. Voltando Anchieta à Vila de São Vicente pede a Antônio que tratasse do índio. Fazendo-se vir o índio de São Paulo para São Vicente, onde ficou internado em casa dos padres destinada aos índios, lá o medicou Rodrigues três ou quatro vezes. Sarou prontamente. A cura foi atribuída a Anchieta. De relíquia, possuía um dente dele. Sobre Anchieta disse ser ele homem milagroso, apostólico, celeste.[28]</p><p>Retrato de Anchieta - Oscar Pereira da Silva, Acervo do Museu Paulista da USP.[29]</p><p>A 27 de fevereiro de 2014, o Papa Francisco anunciou que o Padre Anchieta seria canonizado em Roma, em abril de 2014. O anúncio foi comunicado primeiro a três sacerdotes das Ilhas Canárias[30] (terra natal de Anchieta) que assistiu à missa do papa em sua casa em Santa Marta, que relatou ao bispo de Tenerife, Bernardo Álvarez Afonso.[31]</p><p>Após um processo de canonização de mais de 400 anos, o decreto foi assinado a 3 de abril de 2014. Em 24 de abril realizou-se a cerimônia de Ação de Graças, presidida pelo Papa, realizada na Igreja de Santo Inácio de Loyola de Roma.[32] O Padre Anchieta é o segundo santo nativo das Ilhas Canárias, depois de Pedro de Betancur,[33] cuja festa litúrgica se comemora em 24 de abril. É também considerado o terceiro santo do Brasil, com Madre Paulina e Frei Galvão, mesmo não sendo nativo, mas</p><p>por ter exercido sua missão religiosa no território brasileiro, assim como Madre Paulina.[34] Entre os santos naturais do Brasil, além do Frei Galvão, estão os Mártires de Cunhaú e Uruaçu, canonizados em outubro de 2017.[35]</p><p>Foi uma canonização por decreto ou canonização equivalente,[36] sendo a sexta canonização pelo Papa Francisco, bem como o segundo jesuíta a ser canonizado pelo próprio Papa, depois do francês Pedro Fabro. Da mesma forma, foi a primeira canonização de 2014.</p><p>O processo durou 417 anos e foi um dos mais longos da história. Não foi necessário a comprovação de um segundo milagre para a canonização. No caso de São José de Anchieta, houve a confirmação de apenas um milagre, antes de sua beatificação.[28]</p><p>No dia 3 de abril de 2014, o Papa Francisco assinou o decreto que proclamou a santidade do beato José de Anchieta.[37] Três semanas depois, em 24 de abril, o papa celebrou uma missa em ação de graças pela canonização de Anchieta, realizada na Igreja de Santo Inácio de Loyola, em Roma. Na homilia, o papa disse que "ele [José de Anchieta], juntamente com Nóbrega [padre Manuel da Nóbrega], é o primeiro jesuíta que Inácio [santo Inácio de Loyola] envia para a América. Um jovem de 19 anos... Era tão grande a alegria que ele sentia, era tão grande o seu júbilo, que fundou uma Nação: lançou os fundamentos culturais de uma Nação em Jesus Cristo".[38] Anchieta foi o primeiro espanhol a ser canonizado pelo Papa Francisco.[39]</p><p>Santuários[editar | editar código-fonte]</p><p>Os principais santuários dedicados a São José de Anchieta, no Brasil e nas Ilhas Canárias são aqueles que estão diretamente relacionados com a sua vida:</p><p>Espanha (Ilhas Canárias): na cidade de San Cristóbal de La Laguna (local de nascimento), o principal santuário diocesano é a própria Catedral de Nossa Senhora dos Remédios. Neste templo Anchieta foi batizado em 1534.[40] A cada 9 de junho uma oferenda de flores é deixada na grande estátua de bronze do santo,[41] e mais tarde uma missa é realizada na catedral, presidida pelo bispo de Tenerife, seguida de procissão com a imagem do santo pelas ruas até a casa nativa. Nesta casa também é feita uma oferenda de flores.[41]</p><p>Fachada da Catedral de San Cristóbal de La Laguna, Canárias, Espanha.</p><p>Imagem da São José de Anchieta, na Catedral.</p><p>Brasil: o Santuário Nacional de São José de Anchieta está localizado na cidade de Anchieta, no estado do Espírito Santo. O santuário é formado principalmente pela Igreja Nossa Senhora da Assunção e pelo Museu Nacional São José de Anchieta. No local, o santo viveu os últimos anos de sua vida, até a sua morte.[42] Após a declaração de Anchieta como co-padroeiro do Brasil em 2015, o templo foi declarado Santuário Nacional.[43]</p><p>Homenagens[editar | editar código-fonte]</p><p>Brasil[editar | editar código-fonte]</p><p>Ligação rodoviária São Paulo — Santos[editar | editar código-fonte]</p><p>É homenageado dando seu nome à Rodovia Anchieta, que liga São Paulo a Santos, inaugurada na década de 1940. Seu traçado é próximo da antiga Rodovia Caminho do Mar, que era o caminho por onde passava o Padre José de Anchieta.</p><p>Caminhos de Anchieta[editar | editar código-fonte]</p><p>Caminhos de Anchieta é uma rota turística localizada na cidade de Itanhaém, que percorre diferentes pontos turísticos da cidade, formando um conjunto de seis atrações, entre monumentos, obras de arte e formações naturais que de alguma forma estão relacionadas à vida e à obra do jesuíta.[44][45]</p><p>Os Passos de Anchieta[editar | editar código-fonte]</p><p>A sua disposição em caminhar levava a que percorresse, duas vezes por mês, a trilha litorânea entre a então Iriritiba (atual Anchieta) e a ilha de Vitória, com pequenas paradas para pregação e repouso nas localidades de Guarapari, Setiba, Ponta da Fruta e Barra do Jucu. Modernamente, esse percurso, com cerca de 105 quilômetros, vem sendo percorrido a pé por turistas e peregrinos, à semelhança do Caminho de Santiago, na Espanha.[46]</p><p>Romaria dos Devotos de São José de Anchieta[editar | editar código-fonte]</p><p>Evento que tomou forma após a canonização de Anchieta, foi iniciado em 2015 por moradores de Jabaquara, comunidade pertencente ao município capixaba de Anchieta. Conforme a devoção, antigos moradores pediam a intercessão do Padre José de Anchieta, e conta-se que muitas graças eram alcançadas. A caminhada tem um trajeto de dezoito km entre Jabaquara e o Santuário Nacional de São José de Anchieta. O ato religioso é realizado sempre no domingo após a festa de Corpus Christi e tem organização da centenária comunidade católica local Divino Espírito Santo. A finalização acontece no Santuário com a missa dos romeiros que é celebrada às 10 horas da manhã deste domingo.[carece de fontes?]</p><p>Herói Nacional do Brasil[editar | editar código-fonte]</p><p>Em 5 de julho de 2010 seu nome foi inscrito no Livro de Aço dos heróis nacionais do Brasil depositado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves.[5]</p><p>Ilhas Canárias[editar | editar código-fonte]</p><p>Monumento a Anchieta, em San Cristóbal em Tenerife.</p><p>José de Anchieta é amplamente reverenciado tanto no Brasil, quanto nas Ilhas Canárias (local de seu nascimento). Na cidade de San Cristóbal de La Laguna há uma imponente estátua de bronze em sua homenagem, trabalho do artista brasileiro Bruno Giorgi. A estátua retrata José de Anchieta caminhando para Portugal, e foi um presente do Governo do Brasil para a sua cidade natal. Também é venerada na Catedral de San Cristóbal de La Laguna uma imagem de madeira de Anchieta e uma relíquia do santo, que segue em procissão pelas ruas da cidade a cada 9 de junho, data da sua morte.</p><p>Na Basílica de Nossa Senhora da Candelária, santuário da padroeira das Ilhas Canárias, localizada no sudeste da ilha de Tenerife, há uma pintura que apresenta José de Anchieta fundando o povoado de São Paulo de Piratininga, origem da cidade de São Paulo.</p><p>Em 1965, o serviço postal da Espanha emitiu um selo com a imagem de Anchieta, em uma série chamada "Forjadores de América".[47] Em 1997, foi publicado em sua cidade natal um pequeno livro de cerca de quarenta páginas, no formato de quadrinhos, que conta a história do jesuíta.</p><p>Ver também[editar | editar código-fonte]</p><p>Monumento ao Padre José de Anchieta em Tenerife</p><p>Lista de santos e beatos das Ilhas Canárias</p><p>Lista de santos brasileiros</p><p>Notas e referências</p><p>Notas</p><p>↑ Não confundir com o médico e poeta Álvaro Reis</p><p>Referências</p><p>↑ a b «São José de Anchieta é declarado padroeiro do Brasil». CBN. 26 de abril de 2015. Consultado em 29 de abril de 2015</p><p>↑ a b «53ª Assembleia Geral da CNBB». CNBB. 15 de abril de 2015. Consultado em 29 de abril de 2015. Arquivado do original em 18 de maio de 2015</p><p>↑ NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. 3ª edição. São Paulo. Global. 2005. p. 340-341.</p><p>↑ Academia Brasleira de Música - Patronos Acessado em 26 de março de 2016</p><p>↑ a b «Panteão da Pátria: os 43 heróis e heroínas do Brasil». www.bol.uol.com.br. Consultado em 18 de novembro de 2022</p><p>↑ «Vida de Anchieta». Santuário de Anchieta. Consultado em 26 de janeiro de 2022</p><p>↑ a b c José de Anchieta e Hélio Abranches Viotti (1984). Cartas: correspondência ativa e passiva. [S.l.]: Edições Loyola. pp. (Digitalização parcial por Google livros) 504. ISBN 9788515012954</p><p>↑ «La Catedral custodia una reliquia de Anchieta» (em espanhol). El Dia.es. 10 de março de 2014. Consultado em 25 de fevereiro de 2015</p><p>↑ a b c d «José de Anchieta». UOL - Educação. Consultado em 12 de Outubro de 2012</p><p>↑ «Beato José de Anchieta». Pateo do Collegio. Consultado em 28 de Maio de 2012</p><p>↑ San José de Anchieta, 9 de junio</p><p>↑ a b c José de Anchieta e Hélio Abranches Viotti (1984). Cartas: correspondência ativa e passiva. Pág. 14: "Noviço da Companhia de Jesus, desde 1 de maio de 1551, adoeceu após alguns meses gravemente, interrompendo o curso de filosofia (...) Tuberculose óssea seria a causa da escoliose, que lhe dobrou a espinha, deformando-lhe as</p><p>costas (...) como último recurso, lhe aconselharam a mudança para o Brasil (...) aportando a Salvador, aos 13 de julho de 1553. Pouco se demorou na Bahia, viajando (...) para a Capitania de São Vicente, onde se encontrava o então vice-provincial, Padre Manuel da Nóbrega. Doze anos seguidos iria passar nessa capitania,...". [S.l.]: Edições Loyola. pp. (Digitalização parcial por Google livros) 504. ISBN 9788515012954</p><p>↑ «São José de Anchieta e a celebração do Nascimento de Jesus». Santuário de Anchieta. 20 de dezembro de 2019. Consultado em 18 de novembro de 2022</p><p>↑ «Estas são as 10 cidades mais povoadas do mundo em 2023». www.nationalgeographic.pt. 27 de junho de 2023. Consultado em 19 de agosto de 2023</p><p>↑ Mindlin, Dulce Maria Viana (2000). «O poema à virgem de José de Anchieta: uma biografia contemplativa». Araraquara. Itinerários (15/16). ISSN 0103-815X. Cópia arquivada em 5 de setembro de 2020</p><p>↑ Metcalf, Alida C. (2005). Go-betweens and the colonization of Brazil, 1500-1600 by Alida C. Metcalf, pgs 104-114, 138 (em inglês). [S.l.]: University of Texas Press</p><p>↑ a b REIS, Álvaro (1917). O martyr Le Balleur (PDF). Nota de rodapé 54 à página 15: R. Pierce Beaver, op. cit., p. 71. Após conseguir viver escondido, Jacques Le Balleur foi preso pelos portugueses nas cercanias de Bertioga. Ele foi enviado para Salvador, na Bahia, que era a sede do governo colonial, onde foi julgado pelo crime de "invasão" e "heresia", isto em 1559. Em abril de 1567 foi queimado, sendo auxiliar do carrasco José de Anchieta, para consternação dos católicos. Rio de Janeiro: [s.n.]</p><p>↑ Cf. MATOS, Alderi de Souza. "A França Antártica e a Confissão de Fé da Guanabara" Portal Mackenzie Arquivado em 5 de outubro de 2013, no Wayback Machine.. Acesso em 12/03/08.</p><p>↑ MOREAU, A. Scott, NETLAND, Harold A., ENGEN, Charles Edward Van & BURNETT, David. "Evangelical Dictionary of World Missions". Baker Book (2000), p. 142.</p><p>↑ «O martyr Le Balleur : 1567». WorldCat</p><p>↑ POMBO, Rocha (1917). Historia do Brasil (PDF). Nota de rodapé 33 à página 38: A narrativa nada nos diz sobre o quinto huguenote – Jacques la Balleur. Mas Rocha Pombo (Historia do Brasil, vol, III, pag. 514), firmado no estudo historico do dr.Alvaro Reis, pastor presbiteriano, tem como certo que o Bollés enforcado no Rio de Janeiro em 1567, em cuja execução José de Anchieta fez de mestre ele carrasco, não é outro sinão [sic] Jacques le Balleur. Rio de Janeiro: [s.n.]</p><p>↑ a b VIOTTI, Hélio Abranches (2008). Anchieta, o apóstolo do Brasil. pág.129) "Na inexplicável confusão entre João de Bolés e Jacques LeBalleur, chega Álvaro Reis ao ponto de criar uma hipótese desnatural e absolutamente desnecessária, a de que o nome completo do mártir seria Jean Jacques LeBalleur!". [S.l.]: Edições Loyola. pp. (Digitalização parcial por Google livros) 340. ISBN 8515012316</p><p>↑ Cf. VIOTTI, H.A. Textos Históricos. Rio de Janeiro: Loyola, 1989, pp. 46,83-85</p><p>↑ LESSA, Vicente Themudo. Anchieta e o supplício de Balleur. 1934</p><p>↑ NÓBREGA, Manoel da. Carta Ânua.1563</p><p>↑ Poesias de José de Anchieta - Manuscrito do século XVI, em português, castelhano, latim e tupi. Transcrição, traduções e notas de M. de L. de Paula Martins. São Paulo: Comissão do IV centenário da cidade de São Paulo, 1954.</p><p>↑ Padre Paulo Ricardo. «São José de Anchieta»</p><p>↑ a b «Milagres de São José de Anchieta». Jornal O São Paulo. 3 de abril de 2014. Consultado em 14 de abril de 2015 [ligação inativa]</p><p>↑ LOPES, Adriana Dias (8 de março de 2014). «Anchieta, um santo para o Brasil». Veja Brasil. VEJA. Consultado em 18 de março de 2020</p><p>↑ Efe (28 de fevereiro de 2014). «El lagunero Padre Anchieta será canonizado en abril». ElDiario.es (em espanhol). Consultado em 21 de março de 2021</p><p>↑ «La canonización de Anchieta en primicia». www.eldia.es. Consultado em 21 de março de 2021</p><p>↑ El jueves 24 de abril el Papa preside en Roma la Misa de Acción de Gracias por la canonización de Anchieta</p><p>↑ El Papa Francisco canonizará al beato José de Anchieta</p><p>↑ «José de Anchieta será o terceiro santo do Brasil». Jovens Conectados - Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude - CNBB. Consultado em 21 de março de 2021</p><p>↑ «O massacre holandês há 372 anos que levou o papa Francisco a decretar a santidade de 30 brasileiros». BBC News Brasil. Consultado em 18 de novembro de 2022</p><p>↑ «¿Qué es una canonización equivalente?» (em espanhol). Nivariense Digital. 9 de março de 2014. Consultado em 9 de março de 2014 "Quando o Papa reconhece e ordena culto público universal a um Servo de Deus, sem passar pelo processo regular de canonização formal, porque a veneração ao santo já vem sendo feita desde os tempos antigos e continuamente pela Igreja".</p><p>↑ G1, Eduardo CarvalhoDo; Paulo, em São (3 de abril de 2014). «Papa Francisco assina decreto que torna santo o padre José de Anchieta». Mundo. Consultado em 18 de novembro de 2022</p><p>↑ «Homilia do Papa Francisco na Santa Missa de ação de graças pela canonização de São José de Anchieta». Consultado em 28 de abril de 2020</p><p>↑ Santos españoles canonizados por el Papa Francisco. Conferencia Episcopal Española.</p><p>↑ La Catedral custodia una reliquia de Anchieta</p><p>↑ a b Fiesta de San José de Anchieta</p><p>↑ «SANTUÁRIO NACIONAL DE SÃO JOSÉ DE ANCHIETA». www.litoralsulcapixaba.com.br. Consultado em 18 de novembro de 2022</p><p>↑ «CBN Vitória - São José de Anchieta é declarado padroeiro do Brasil». gazetaonline.globo.com. Consultado em 21 de março de 2021</p><p>↑ Governo, Portal do (3 de abril de 2014). «Mais de 7 mil pessoas já fizeram a rota de São José de Anchieta». SP Notícias. Governo do Estado de São Paulo. Consultado em 18 de março de 2020</p><p>↑ Governo, Portal do. «Cama de Anchieta». Turismo. Prefeitura de Itanhaém. Consultado em 18 de março de 2020</p><p>↑ Fleck, Eliane C. Deckmann; Kasper, Rafael (2010). «Os lugares e os caminhos que celebram um beato...» (PDF). Cópia arquivada (PDF) em 22 de maio de 2018 !CS1 manut: Nomes múltiplos: lista de autores (link)</p><p>↑ «1683 - Forjadores de América. Padre José de Anchieta». www.sellosmundo.com. Consultado em 21 de março de 2021</p><p>Ligações externas[editar | editar código-fonte]</p><p>O Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre José de Anchieta</p><p>Wikisource</p><p>A Wikisource contém fontes primárias relacionadas com José de Anchieta</p><p>Obras de e sobre José de Anchieta na Biblioteca Digital Curt Nimuendajú</p><p>A Arte de Anchieta transcrita por Emerson José Silveira da Costa, na Biblioteca Digital Curt Nimuendajú</p><p>Obras de José de Anchieta no Project Gutenberg USA</p><p>Carta da Companhia (eBook)</p><p>Catálogo das Obras de Pe. José de Anchieta - Biblioteca Nacional(PDF)</p><p>Cartas, Informações, Fragmentos Históricos e Sermões (fac-símiles)(PDF)</p><p>Fac-símiles de alguns poemas de Anchieta no códice MS ARSI OPP NN 24 O arquivo contém ainda fac-símiles de canções e romances ibéricos usados como base para os contrafacta de Anchieta (PDF)</p><p>O Cancioneiro Ibérico em José de Anchieta: Estudo sobre a música na poesia de Anchieta Dissertação de Mestrado - ECA/USP, 1996</p><p>ALVIM, Davis Moreira; COSTA, Ricardo da. "Anchieta e as metamorfoses do imaginário medieval na América portuguesa". In: Revista Ágora, Vitória, n. 1, 2005, p. 1-19 (ISSN 1980-0096).</p><p>Obras de José de Anchieta na Biblioteca Nacional de Portugal</p><p>v</p><p>d</p><p>e</p><p>Língua tupi</p><p>Geral</p><p>Língua tupi</p><p>História</p><p>Tupinologia</p><p>Literatura tupi</p><p>Tupinismos</p><p>Topônimos de origem tupi</p><p>Gramática</p><p>Sufixo substantivador</p><p>Relação genitiva</p><p>-guaçu (sufixo)</p><p>Textos em tupi</p><p>Catecismo na Língua Brasílica (1618)</p><p>Cartas dos índios Camarões</p><p>Compêndio da Doutrina Cristã na Língua Portuguesa e Brasílica (1687)</p><p>Livros sobre a língua tupi</p><p>Dicionário de Tupi Antigo (2013)</p><p>Método Moderno de Tupi Antigo (1998)</p><p>Filmes em tupi</p><p>Como Era Gostoso o Meu Francês (1971)</p><p>Hans Staden (1999)</p><p>Xingu (2011)</p><p>Gramáticas e vocabulários</p><p>Arte de Gramática</p><p>da Língua mais Usada na Costa do Brasil (1595)</p><p>Arte da Língua Brasílica (circa 1621)</p><p>Vocabulário na Língua Brasílica (1622)</p><p>Le Langaige du Brésil (década de 1540)</p><p>Nomes das Partes do Corpo Humano pela Língua do Brasil (1613)</p><p>Tupinólogos</p><p>José de Anchieta</p><p>Antônio de Araújo</p><p>Antônio Lemos Barbosa</p><p>João Filipe Bettendorff</p><p>Eduardo Navarro</p><p>Luís Figueira</p><p>Plínio Ayrosa</p><p>Aryon Rodrigues</p><p>Theodoro Sampaio</p><p>Frederico Edelweiss</p><p>Desenvolvimentos históricos</p><p>Língua geral</p><p>Língua geral paulista</p><p>Língua geral amazônica</p><p>Nheengatu</p><p>Ver também</p><p>Tupi or not tupi, that is the question</p><p>Portal das Canárias</p><p>Portal da literatura</p><p>Portal da música</p><p>Portal da religião</p><p>Portal do cristianismo</p><p>Portal da Espanha</p><p>Portal de Portugal</p><p>Portal do Brasil</p><p>Portal dos santos</p><p>Controle de autoridade</p><p>: Q317126</p><p>WorldCat</p><p>VIAF: 17244299</p><p>BAV: ADV10059150</p><p>BIBSYS: 90563621</p><p>BNE: XX1723570</p><p>BNF: 12059627b</p><p>BVL: POLI20090015845</p><p>BRE: 702768</p><p>BVMC: 35657</p><p>CANTIC: 981058517749006706</p><p>CERL: cnp00551557</p><p>CiNii: DA06208809</p><p>DBE: beato-jose-de-anchieta</p><p>EBID: ID</p><p>FAST: 17595</p><p>GND: 11926725X</p><p>Gutenberg: 2453</p><p>ICCU: BVEV019176</p><p>ISNI: ID</p><p>LCCN: n50051889</p><p>LibriVox: 9266</p><p>NLA: 35686556</p><p>NTA: 072149043</p><p>NUKAT: n2004071755</p><p>openMLOL: 134617</p><p>SNAC: w6sc6thp</p><p>SUDOC: 028845218</p><p>WikiTree: Anchieta-1</p><p>BNB: 000192918</p><p>BDCN: autor:jose-de-anchieta</p><p>DCAMPB: jose-de-anchieta</p><p>Itaú Cultural: padre-jose-de-anchieta</p><p>Musica Brasilis: jose-de-anchieta</p><p>NUPILL: 7244</p><p>PTBNP: 4645</p><p>OL: OL760947A</p><p>NLI: 002271105</p><p>AAR: 10059150</p><p>BINER: 17449</p><p>NLA: 1042570</p><p>NLP: a0000001657427</p><p>SEARCH: 9041</p><p>Obtida de "https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=José_de_Anchieta&oldid=67893294"</p><p>Categorias: Nascidos em 1534</p><p>Mortos em 1597</p><p>José de Anchieta</p><p>Alumni da Universidade de Coimbra</p><p>Anchieta (Espírito Santo)</p><p>Cristãos-novos</p><p>Educadores do Brasil</p><p>Espanhóis expatriados no Brasil</p><p>França Antártica</p><p>Gramáticos do Brasil</p><p>Heróis nacionais do Brasil</p><p>Historiadores do Brasil</p><p>Jesuítas do Brasil</p><p>Jesuítas da Espanha</p><p>Jesuítas do século XVI</p><p>Linguistas jesuítas</p><p>Missionários católicos da Espanha</p><p>Missionários católicos no Brasil</p><p>Naturais de San Cristóbal de La Laguna</p><p>Padres católicos da Espanha</p><p>Padres católicos do Brasil</p><p>Patronos da Academia Brasileira de Música</p><p>Pessoas canonizadas pelo papa Francisco</p><p>Poetas do Brasil</p><p>Poetas da Espanha</p><p>Poetas cristãos</p><p>Santos jesuítas</p><p>Santos do Brasil</p><p>Santos das Canárias</p><p>Santos de Portugal</p><p>Santos da Reforma Católica</p><p>Teatrólogos do Brasil</p><p>Viajantes do Brasil</p><p>Tupinólogos</p><p>História da cidade de São Paulo</p><p>História da cidade do Rio de Janeiro</p><p>Religiosos do Brasil Colonial</p><p>Categorias ocultas: !CS1 espanhol-fontes em língua (es)</p><p>!CS1 inglês-fontes em língua (en)</p><p>!Predefinição Webarchive wayback links</p><p>!Artigos com ligações inativas</p><p>!CS1 manut: Nomes múltiplos: lista de autores</p><p>!Artigos que carecem de notas de rodapé desde setembro de 2021</p><p>!Artigos do Brasil que carecem de notas de rodapé</p><p>!Artigos de arte que carecem de notas de rodapé</p><p>!Artigos de Portugal que carecem de notas de rodapé</p><p>Esta página foi editada pela última vez às 01h51min de 5 de maio de 2024.</p><p>Este texto é disponibilizado nos termos da licença Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional (CC BY-SA 4.0) da Creative Commons;</p><p>pode estar sujeito a condições adicionais.</p><p>Para mais detalhes, consulte as condições de utilização.</p><p>Política de privacidade</p><p>Sobre a Wikipédia</p><p>Avisos gerais</p><p>Código de conduta</p><p>Programadores</p><p>Estatísticas</p><p>Declaração sobre ''cookies''</p><p>Versão móvel</p><p>Alternar a largura de conteúdo limitada</p><p>image33.png</p><p>image11.png</p><p>image12.png</p><p>image1.png</p>