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<p>44</p><p>34a Reunião Anual de Pavimentação</p><p>Campinas, SP</p><p>Agosto de 2003</p><p>MODIFICAÇÕES RECENTES NA CLASSIFICAÇÃO GEOTÉCNICA MCT</p><p>Autores:</p><p>J.S.Nogami</p><p>Prof. Aposentado, PTR/ EPUSP</p><p>D.F.Villibor</p><p>Prof. Aposentado, EESC-USP, LENC Laboratório de Engenharia e</p><p>Consultoria</p><p>45</p><p>MODIFICAÇÕES RECENTES NA CLASSIFICAÇÃO GEOTÉCNICA MCT</p><p>Autores:</p><p>J.S.Nogami</p><p>Prof. Aposentado, PTR/ EPUSP</p><p>D.F.Villibor</p><p>Prof. Aposentado, EESC-USP, LENC Laboratório de Engenharia e</p><p>Consultoria</p><p>Resumo</p><p>O trabalho apresenta modificações na tabela e no gráfico da classificação</p><p>geotécnica MCT, para solos tropicais, respectivamente para uso na fase</p><p>preliminar expedita do método das pastilhas e para a fase definitiva baseada</p><p>em resultados obtidos a partir de corpos de prova compactados. Essas</p><p>modificações tornaram-se necessárias face à introdução de novos</p><p>procedimentos de ensaio após 1994, bem como pela obtenção de resultados</p><p>de novos tipos de solos após o ano citado. Os referidos procedimentos são</p><p>descritos sumariamente e são apresentados esquemas que permitem a</p><p>construção artesanal de aparelhagem necessária, sobretudo para o</p><p>procedimento visual-táctil do método das pastilhas.</p><p>J.S.Nogami</p><p>Escola Politécnica da USP</p><p>Caixa Postal: 61548 – CEP: 05508-900</p><p>São Paulo - SP</p><p>D.F.Villibor</p><p>R. Salvador Garcia, nº 39 – 1º andar – Butantã – CEP: 05503-030</p><p>São Paulo – SP</p><p>e-mail: douglas..villibor@lenc.com.br</p><p>Palavras chave:</p><p>Classificação geotécnica, Classificação MCT, Identificação preliminar,</p><p>Identificação expedita, Identificação visual-táctil, Método das Pastilhas, Solos</p><p>Tropicais, Aparelhagem de Ensaio.</p><p>46</p><p>MODIFICAÇÕES RECENTES DA CLASSIFICAÇÃO MCT PARA S0L0S</p><p>TROPICAIS</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Várias modificações foram introduzidas nos últimos anos, objetivando</p><p>o aperfeiçoamento da classificação geotécnica MCT (Miniatura, Compactado,</p><p>Tropical) desde que foi introduzida (Nogami e Villibor,1981). Essas modificações</p><p>referem-se tanto ao procedimento básico, que utiliza corpos de prova</p><p>compactados como na classificação expedita obtida através do Método das</p><p>Pastilhas, executado segundo ao procedimento apresentado por Nogami e</p><p>Villibor (1994).</p><p>Essas modificações, recentemente introduzidas, foram feitas para</p><p>atender as necessidades de se adaptarem vários procedimentos envolvidos na</p><p>classificação considerada, conseqüente aos fatos seguintes:</p><p>a) deficiências visuais e de habilidade manual decorrente do envelhecimento</p><p>do autor sênior deste trabalho, que já completou 78 anos;</p><p>b) introdução do procedimento designado “simplificado” (Nogami e Villibor,</p><p>2000) para a obtenção da curva de deformabilidade de corpos de prova</p><p>de 50 mm de diâmetro compactados com equipamento geralmente</p><p>conhecido como “Mini”- Proctor”;</p><p>c) consideração de resultados de ensaios de solos pedogenéticos</p><p>atualmente designados “argissolos” pela classificação pedológica</p><p>adotada presentemente no Brasil (Embrapa, 1999). Esses solos</p><p>constituem importantes ocorrências naturais, de larga distribuição</p><p>geográfica, constituindo freqüentemente importante material para</p><p>construção de rodovias, sobretudo aqueles do tipo designado “baixo</p><p>custo”, “econômico” ou ainda “baixo volume de tráfego”. Cabe observar</p><p>que a maioria dos argissolos do Brasil por nós ensaiados, pertence à</p><p>classe de comportamento laterítico da classificação MCT;</p><p>d) apresentação de novo gráfico para classificação de corpos de prova</p><p>compactados, como também nova tabela de classificação para</p><p>procedimento das pastilhas.</p><p>O trabalho será desenvolvido dividindo-o nos seguintes itens principais:</p><p>2.0 novos procedimentos e dispositivos de ensaio, para corpos de prova</p><p>compactados;</p><p>3.0 novo gráfico de classificação geotécnica MCT para corpos de prova</p><p>compactados;</p><p>47</p><p>4.0 novos dispositivos e procedimentos para o método das pastilhas;</p><p>5.0 nova tabela de classificação geotécnica MCT para o método das pastilhas.</p><p>A ordenação acima objetivou dar uma seqüência de assuntos que evite</p><p>a necessidade de consulta a itens fora dessa ordem para a compreensão deste</p><p>trabalho. Além disso limitou-se a citação bibliográfica somente à essencial e</p><p>de fácil disponibilidade.</p><p>O autor sênior deste trabalho, apesar de aposentado compulsoriamente</p><p>por idade, continua trabalhando no Laboratório de Tecnologia de Pavimentação</p><p>da EPUSP, e informa que no mesmo vem sendo desenvolvido um procedimento</p><p>similar ao das pastilhas, desenvolvido pela Profa Liedi L. B. Bernucci e pelo</p><p>Geol. Helder Godoy (vide por exemplo Bernucci e Godoy, 2000) ao qual neste</p><p>trabalho não se fez referência além destas notas, porquanto o método que os</p><p>mesmos vem desenvolvendo não estabeleceu, por enquanto, uma ligação com</p><p>os grupos da classificação MCT, e este trabalho trata especificamente dessa</p><p>classificação..</p><p>2. PROCEDIMENTOS INTRODUZIDOS NA COMPACTAÇÃO DE CORPOS</p><p>DE PROVA</p><p>2.1. Introdução do Procedimento “Simplificado”</p><p>O procedimento designado “Simplificado” tem sido motivo de vários</p><p>trabalhos já publicados, dos quais se destaca Nogami e Villibor( 2000 e 2001),</p><p>razão pela qual só será apresentado neste trabalho apenas alguns aspectos</p><p>julgados essenciais.</p><p>Em primeiro lugar abandonou-se a série de golpes de soquete a submeter</p><p>os corpos de prova em compactação, proposto por Parsons (1976) consistente</p><p>da série 1,2,3,4, 6, 8, 12,....n.....4n adotado por Nogami e Villibor (1981) e</p><p>pelo British Standards (BS 177:Part 4:1990.Method 5(1990)), podendo ser</p><p>adotado qualquer seqüência de golpes que permita traçar curvas de</p><p>deformabilidade por compactação, suficientemente detalhado para obtenção</p><p>do coeficiente c’ e outros detalhes considerados essenciais para fins</p><p>classificatórios, representando no eixo horizontal os golpes de soquete em escala</p><p>logarítmica e no eixo vertical a deformação do corpo de prova. Tem-se adotado</p><p>no procedimento “simplificado”, uma série caracterizada por uma seqüência</p><p>de golpes tal como 2, 6, 10, 20, 30, 40, 60, 80, 100, 120, 140,... que facilita</p><p>sobretudo quando a leitura da deformação dos corpos de prova em compactação</p><p>for feita com uso de escala submilimétrica solidária ao soquete de compactação</p><p>e uma lupa (detalhes no item 4 deste trabalho) e não com uso de extensômetro</p><p>(ou relógio comparador) ou de outro dispositivo equivalente ou superior em</p><p>precisão para medida da referida deformação.</p><p>Em segundo lugar, adotou-se novo critério para cálculo da deformação</p><p>Dn dos corpos de prova em função do número de golpes de soquete</p><p>considerando a expressão Dn = Lf – Ln, onde:</p><p>48</p><p>Dn = Deformação do corpo de prova após n golpes, em mm;</p><p>Lf = Leitura final correspondente a máxima deformação atingida, em</p><p>mm;</p><p>Ln = Leitura após n golpes, em mm.</p><p>Todos as leituras e deformações devem ser feitas com aproximação de</p><p>0,1 mm. Cabe acrescentar que Lf deve corresponder a um aumento da</p><p>deformação relativamente à leitura anterior, menor ou igual a 0,05 mm/golpes.</p><p>Essa deformação específica corresponde geralmente a um “patamar” ou</p><p>“nega”, que dependendo do tipo de solo é mais ou menos característica. Assim,</p><p>nas areias não coesivas ou pouco coesivas o patamar geralmente é atingido</p><p>sem que a curva de deformabilidade termine em um patamar geométrico. De</p><p>outro lado as argilas e solos argilosos possuem patamar geométrico bem nítido,</p><p>podendo as vezes exibir um “calombo” invertido, isto é uma depressão num</p><p>patamar geométrico.</p><p>Das vantagens que o procedimento “simplificado” apresenta, cabe</p><p>destacar as seguintes:</p><p>a) redução do número de golpes para obtenção das curvas de</p><p>deformabilidade;</p><p>b) curva de deformabilidade obtida idêntica à usada em Mecânica dos</p><p>Solos;</p><p>c) possibilidade de classificar diretamente muitas areias apenas com dados</p><p>obtidos nas curvas de deformabilidade obtidas, pois como foi citado</p><p>acima, as areias atingem o patamar, sem que haja um patamar</p><p>geométrico;</p><p>d) paralelismo mais acentuado entre as diversas curvas de deformabilidade</p><p>obtidas para uma grande amplitude de teores de umidade de</p><p>compactação (o que corresponde a uma grande amplitude de Mini MCV)</p><p>facilitando a determinação do coeficiente c’;</p><p>e) eliminação das dúvidas quanto a determinação do coeficiente c’ de areias</p><p>e solos</p><p>muito arenosos, em que esse coeficiente não pode ser</p><p>determinado pelo fato de todas as curvas de deformabilidade não</p><p>cortarem a linha horizontal correspondente a Dn = 2 mm no Mini MCV</p><p>10, sendo que só corta essa linha horizontal em pontos correspondentes</p><p>a Mini MCV > 10, isto é correspondente a número de golpes maior que</p><p>10 . Cabe lembrar que o coeficiente c’ é o coeficiente angular (em valor</p><p>absoluto) da curva de deformabilidade no ponto correspondente ao Mini</p><p>MCV=10 (o que corresponde a 10 golpes e linha horizontal</p><p>correspondente à deformação Dn = 2 mm). Quando a condição descrita</p><p>ocorrer, segundo o procedimento “simplificado”, o solo será classificado</p><p>como NA, não havendo necessidade de determinar a perda de massa</p><p>por imersão em água.</p><p>49</p><p>A adoção do procedimento “simplificado” entretanto obrigou-nos a</p><p>modificar o gráfico da classificação geotécnica MCT, conforme consta no Item</p><p>3.0 deste trabalho e além disso, modificação na parte inicial da curva de</p><p>correlação do coeficiente c’ e contração das pastilhas para c’ < 0,8 conforme</p><p>detalhado no Item 5 deste trabalho e eventual novo valor de Pi (Perda de Massa</p><p>por Imersão) para o calculo do valor do índice e’. a partir do qual, um solo</p><p>passa de comportamento laterítico para não laterítico A verificação dessa</p><p>eventualidade envolve uma ampla pesquisa envolvendo grande quantidade de</p><p>amostras e ensaios sobretudo para solos arenosos, estando em fase de</p><p>execução.</p><p>2.2. Introdução de Lupa e Escala Submilimétrica para Medida da</p><p>Deformação Axial dos Corpos de Prova na Compactação</p><p>Este dispositivo apresenta várias vantagens relativamente ao</p><p>procedimento que vinha sendo recomendado e geralmente utilizado, baseado</p><p>nas medidas das deformações axial nos sucessivos golpes do soquete, com</p><p>utilização do relógio comparador ou extensômetro de curso de 50 mm e leituras</p><p>diretas em 0,01 mm. O extensômetro do tipo disponível no mercado apresenta</p><p>alguns inconvenientes, dos quais se destacam os seguintes:</p><p>a) custo relativamente elevado, (cerca de 730 Reais em maio/2003);</p><p>b) exigência de dispositivo que permita afastar o extensômetro da haste do</p><p>soquete, a fim de evitar efeitos prejudiciais dos golpes do mesmo, durante</p><p>a compactação dos corpos de prova, difícil de ser adaptado para</p><p>execução no campo;</p><p>c) durabilidade relativamente pequena, dependendo do cuidado do operador</p><p>e eficiência do sistema para diminuir o efeito de vibração prejudicial dos</p><p>golpes do soquete nos corpos de prova durante a compactação dos</p><p>mesmos.</p><p>O dispositivo que desenvolvemos é muito mais elementar e menos</p><p>preciso, basicamente idêntico àquele utilizado no mini penetrômetro com pé</p><p>(Figuras 3-B, 3-C), apresentando várias vantagens, discriminadas a seguir:</p><p>a) custo inicial relativamente pequeno, sendo que o componente mais caro</p><p>é a lupa de 10x de aumento, de fabricação nacional que custa cerca de</p><p>15 Reais (maio/2003) e a escala submilimétrica do tipo por nós utilizada</p><p>(Fig 3-C.) pode ser produzida com o programa Corel Draw e impressora</p><p>a laser, geralmente disponível na maioria dos nossos laboratórios para</p><p>finalidades viárias;</p><p>b) montagem do conjunto de medida facilmente executada com materiais</p><p>de fácil disponibilidade exigindo, entretanto, muita engenhosidade e</p><p>paciência na sua montagem e ajuste;</p><p>50</p><p>c) leitura mais rápida, após treino apropriado; podendo se bem construído</p><p>e ajustado, ser utilizado mesmo no ambiente mais agressivo como no</p><p>canteiro de obras ou nas proximidades dos locais de amostragem como</p><p>nas próprias jazidas de solos.</p><p>3. NOVO GRÁFICO DE CLASSIFICAÇÃO GEOTÉCNICA MCT OBTIDA COM</p><p>CORPOS DE PROVA COMPACTADOS</p><p>3.1. Inversão da Escala Vertical para o Coeficiente e’</p><p>Esta forma de apresentação (Fig.1) caracteriza–se por apresentar o</p><p>zero da escala vertical na parte superior e não na sua parte inferior como na</p><p>versão original apresentada em Nogami e Villibor, 1981. A nova disposição é</p><p>de uso generalizado na apresentação de perfis geotécnicos, em que o zero</p><p>geralmente coincide com a superfície do terreno.</p><p>Figura 1 – Gráfico de classificação geotécnica MCT – Aproximação 2003</p><p>A nova disposição coincide, além disso, com aquela que se observa na</p><p>maioria dos perfis naturais das ocorrências, em que as camadas de solos de</p><p>comportamento laterítico ocorrem na parte mais superficial e superior, sendo</p><p>que geralmente o grau de laterização diminui sensivelmente nas proximidades</p><p>do contato com a camada subjacente de solos de comportamento não laterítico</p><p>(transportados e/ou saprolíticos). A apresentação na nova forma, é nitidamente</p><p>51</p><p>e didaticamente melhor, se bem que não o seja do ponto de vista matemático,</p><p>em que é mais convencional usar o zero na parte inferior de um gráfico.</p><p>3.2. Modificação na Escala de Valores do Eixo Horizontal (Coeficiente c’)</p><p>A escala horizontal, que representa o coeficiente c’ foi modificada em</p><p>dois aspectos:</p><p>a) valor inicial, que se inicia com c’=0,3, tendo sido suprimida o trecho de</p><p>zero a esse valor;</p><p>b) adoção de escala logarítmica abandonando-se a escala linear.</p><p>Essas modificações foram feitas porquanto com o procedimento</p><p>“simplificado” (Nogami e Villibor, 2000) de compactação dos corpos de prova</p><p>utilizando novo procedimento de traçar a curva de deformabilidade não se obteve</p><p>valores inferiores ao valor acima referido. O valor zero, corresponderia a uma</p><p>deformabilidade axial zero na compactação nas proximidades de 10 golpes do</p><p>soquete, o que é uma impossibilidade prática a não ser em solos anormais.</p><p>A adoção da escala logarítmica e não linear, foi feita a fim de que a área</p><p>correspondente aos grupos LA e NA não ficassem muito reduzidas. É um</p><p>refinamento de importância secundária. Poder-se-ia adotar qualquer escala de</p><p>tipo exponencial, mas o uso da logarítmica é mais fácil de localizar os resultados</p><p>obtidos dos ensaios pela fácil disponibilidade da referida função. Cabe observar,</p><p>entretanto que isso trouxe uma complicação no traçado dos limites dos grupos</p><p>NA com NA’, NA com NS’ e NA’ com NS’. A fim de facilitar o traçado dos</p><p>referidos limites, as curvas foram substituídas por trechos retilíneos da maneira</p><p>indicada na Figura 1. Acredita-se que um traçado mais preciso, a partir da</p><p>equação da curva, não apresenta vantagens do ponto de vista pragmático.</p><p>4. NOVOS DISPOSITIVOS E PROCEDIMENTOS RELACIONADOS COM O</p><p>MÉTODO DAS PASTILHAS</p><p>4.1. Considerações Gerais</p><p>Vários dispositivos foram introduzidos, que visam sobretudo aumentar</p><p>a precisão e obter resultados mais correlacionáveis com a classificação obtida</p><p>com o procedimento básico de compactação de corpos de prova. Os dispositivos</p><p>desenvolvidos e a serem descritos nos itens seguintes, são:</p><p>• Mini penetrômetro com pé (pedestal, base etc.);</p><p>• Reabsorção de água normal das pastilhas secas;</p><p>• Reabsorção de água lenta das pastilhas secas;</p><p>• Compressão estática e axial na moldagem das pastilhas;</p><p>• Medida rápida da contração radial por secagem das pastilhas;</p><p>• Acabamento superficial das pastilhas após a sua moldagem;</p><p>52</p><p>• Espatulador mecânico de acionamento elétrico;</p><p>• Diversos , incluindo comentários referentes a vários dispositivos e</p><p>procedimentos.</p><p>4.2. Mini penetrômetro com Pé</p><p>4.2.1. Generalidades</p><p>Dois motivos principais levaram a desenvolver um mini penetrômetro</p><p>provido de pé:</p><p>1) necessidade de aumentar a precisão e repetibilidade dos valores da</p><p>penetração utilizados na identificação de solos pelo método das pastilhas</p><p>(Nogami e Cozzolino, 1985; Nogami e Villibor, 1994).</p><p>2) incapacidade, do autor sênior, utilizar adequadamente o mini</p><p>penetrômetro de operação exclusivamente manual e visual, devido as</p><p>suas deficiências, o que impedia o prosseguimento das pesquisas</p><p>objetivando o aperfeiçoamento do método considerado. A falta de firmeza</p><p>da mão e dedos, ocasionava aplicação de peso que varia de</p><p>aproximadamente + ou – 1gf, além de produzir movimentos de efeitos</p><p>quantitativos desconhecidos.</p><p>Os resultados obtidos com uso do mini penetrômetro com pé resultam,</p><p>contudo na obtenção de valores diferentes daqueles obtidos com o mini</p><p>penetrômetro manual, uma vez que no provido de pé, a penetração</p><p>da agulha</p><p>é medida pelo deslocamento vertical do corpo do mini penetrômetro, enquanto</p><p>que no manual, pela penetração da agulha que para isso possui uma graduação</p><p>marcada na mesma. O esquema da Fig.2 ilustra as diferenças no valor das</p><p>leituras. Evidentemente há casos em que o afastamento entre as duas</p><p>modalidades de leitura é desprezível, enquanto que em certos solos muito</p><p>expansivos, a diferença pode ser apreciável (valores superiores a 1 mm foram</p><p>constatados) conforme ilustrado na referida figura, obrigando o desenvolvimento</p><p>de tabelas diferentes para cada tipo dos citados penetrômetros. Além disso,</p><p>nos mini penetrômetros manuais, os valores da penetração dependem bastante</p><p>do eventual afastamento da vertical, da firmeza em manter essa posição e</p><p>ainda da velocidade de liberação do mini penetrômetro, que por sua vez depende</p><p>da consistência dos dedos que efetuam essa liberação.</p><p>53</p><p>Figura 2 – Diferenças de medidas dos mini penetrômetros de tipo manual com os de tipo</p><p>com pé.</p><p>A parte de maior dificuldade construtiva do pé do suporte do mini</p><p>penetrômetro é o dispositivo que permite de maneira precisa o seu deslocamento</p><p>vertical. Esse dispositivo pode ser aproveitado de parte de vários aparelhos</p><p>fabricados em série disponível no comércio ou parte de lupas e microscópios</p><p>fora de uso. É bastante promissor, por exemplo o uso da parte que permite a</p><p>variação da altura do espelho ou prisma de certos retroprojetores. Cabe alertar,</p><p>entretanto, que muitos retroprojetores não asseguram a adequada</p><p>movimentação sub-milimétrica.</p><p>A adaptação de pedestal de microscópios e lupas binoculares pode ser</p><p>muito fácil, tanto é que o primeiro mini penetrômetro de pé que construímos</p><p>utilizou uma lupa binocular para estudantes, já em desuso no nosso laboratório.</p><p>Há ainda a possibilidade de utilizar o penetrômetro destinado à medida de</p><p>penetração de cimentos asfálticos. Neste caso, inclusive a medida da penetração</p><p>poderá ser feita usando o próprio medidor de penetração. O grande inconveniente</p><p>deste tipo de solução está no fato do pé do aparelho ser geralmente fixo ou</p><p>difícil de ser movimentado. Essa peculiaridade faz com que a medida da</p><p>penetração de pastas de solo em fase de preparação e de pastilhas embebidas</p><p>dificilmente podem ser efetuadas cômoda e rapidamente.</p><p>54</p><p>4.2.2 Partes Constituintes - As partes constituintes foram designadas conforme</p><p>o seguinte:</p><p>a) Mini Penetrômetro - Fig 3A;</p><p>b) Suporte da Lupa e Lupa - Fig 3B;</p><p>c) Pé ou Suporte Móvel do Mini Penetrômetro - Fig. 4.</p><p>Figura 3 -A) Mini penetrômetro, B) suporte da lupa com lupa e C) escala sub-milimétrica</p><p>55</p><p>Figura 4 - Suporte do mini penetrômetro com pé.</p><p>56</p><p>Devido as limitações para apresentação de trabalhos para esta RAPv,</p><p>as figuras vão aparecer com escala gráfica distorcida e as características</p><p>essenciais das diversas partes numeradas não foram apresentadas. Desenhos</p><p>mais apropriados para construção dos aparelhos apresentados e os detalhes</p><p>construtivos das diversas partes discriminadas nas figuras apresentadas poderão</p><p>ser fornecidas a preço de custo. Estas observações são extensíveis para os</p><p>dispositivos a serem apresentados nos itens seguintes.</p><p>4.3. Prensa Para Comprimir Pastilhas</p><p>4.3.1. Generalidades</p><p>O objetivo desta prensa é uniformizar a compressão das pastilhas logo</p><p>após a sua moldagem, a fim de investigar a sua influência nas propriedades</p><p>das pastilhas, que após a operação considerada é prosseguida nas operações</p><p>subseqüentes, analogamente à rotina normal que é realizada sem a compressão.</p><p>Obtém-se, então, contração menor na secagem e o que é mais significativo,</p><p>uma maior consistência (menor penetração do mini penetrômetro) após a</p><p>secagem e reabsorção efetuadas da maneira normal, nos solos de</p><p>comportamento laterítico. Esse aumento não tem sido observado nos solos de</p><p>comportamento não laterítico. O seu uso limita-se portanto quando há dúvida</p><p>quanto ao seu caráter laterítico, devido ao fato do resultado da penetração,</p><p>após reabsorção d’água, resultar em valores pouco acima do limite adotado</p><p>para a classe laterítica.</p><p>Quando não se dispunha do dispositivo ora em consideração, usou-se</p><p>o procedimento mais rápido porém sujeito a maior dispersão dos resultados,</p><p>de não rasar o topo da pastilha na fase de sua moldagem, mas deixar uma</p><p>saliência de superfície arredondada sobre a qual colocava-se papel filtro e sobre</p><p>o mesmo uma placa plana de acrílico; sobre essa placa aplicava-se com o</p><p>dedão máxima pressão possível. Os resultados obtidos, permitiam dirimir</p><p>dúvidas do seu caráter laterítico, pela obtenção de penetração satisfazendo ou</p><p>não o seu caráter laterítico. Apesar de ser um procedimento aparentemente</p><p>sujeito a grande dispersão, isso geralmente não ocorreu na maioria das</p><p>amostras ensaiadas. Acredita-se porém, que operadores diferentes possam</p><p>obter resultados significativamente diferentes.</p><p>Um dos inconvenientes do procedimento acima descrito, é que havia</p><p>necessidade de preparo de nova pasta para realização do ensaio em pastilhas</p><p>comprimidas. Mais tarde, diante dos resultados obtidos, fixou-se um valor de</p><p>Ct (contração radial por secagem), para o qual é recomendado efetuar o ensaio</p><p>de pastilhas comprimidas. Para solos arenosos finos do Estado de São Paulo,</p><p>o valor recomendado é contração radial das pastilhas Ct <1,4 mm, o que</p><p>corresponde a c’ calculado C’n <1,7. Como a preparação de nova pasta envolve</p><p>um trabalho adicional considerável, em todas as amostras que pelo aspecto,</p><p>são arenosas recomenda-se rotineiramente moldar pastilhas extras</p><p>comprimidas.</p><p>57</p><p>4.3.2. Sobre os Dispositivos Possíveis</p><p>Há numerosos dispositivos que podem atender a necessidade desta</p><p>compressão, sendo que o apresentado foi desenvolvido pela facilidade de</p><p>obtenção dos materiais necessários e facilidade de construção artesanal. Utiliza</p><p>basicamente peças tubulares de PVC rígido de tipo “marrom” e peso estático.</p><p>Outras alternativas possíveis são sobretudo quanto a maneira de aplicar a</p><p>força. Uma das alternativas promissoras seria o uso de mola apropriada, que</p><p>pode apresentar certa dificuldade de adaptação artesanal e a outra é aplicar</p><p>carga padronizada em uma alavanca, como nas balanças antigas de uso</p><p>comercial.</p><p>4.3.3. Prensa Estática de Compressão</p><p>Figura 5 - Prensa para comprimir pastilhas.</p><p>58</p><p>A Fig. 5 está suficientemente detalhada para orientar os eventuais</p><p>interessados em construir prensas similares, que devem ser adaptadas em</p><p>maior ou menor grau, conforme as características do peso disponível. Grande</p><p>parte das peças do protótipo esquematizado é disponível em lojas de materiais</p><p>de construção. As outras peças, as de números 7 e 8 foram confeccionadas</p><p>com acrílico e a pedra porosa 10, confeccionada pela aglomeração de areia</p><p>fina de quartzo com epoxy para fins estruturais.</p><p>4.4. Dispositivo Para Reabsorção Normal</p><p>Figura 6 - Dispositivo para reabsorção d’água normal das pastilhas</p><p>59</p><p>4.4.1. Generalidades</p><p>Vários dispositivos podem ser utilizados para esta finalidade. É essencial</p><p>que se possa manter uma carga hidráulica negativa correspondente a 5 mm e</p><p>a pastilha com seu respectivo anel, fique horizontal sobre uma pedra porosa</p><p>de permeabilidade cerca de 10-2 cm/s e 5 mm de espessura. O dispositivo</p><p>apresentado é o que temos utilizado há vários anos podendo ser lavado e</p><p>deslocado facilmente, bem como fácil controle do nível d’água e estabelecimento</p><p>do circuito elétrico indispensável quando se usa o mini penetrômetro com pé.</p><p>4.4.2. Dispositivo Circular de Cuba Aberta</p><p>Este dispositivo foi confeccionado com uso de anéis de tubos de PVC</p><p>rígido, sendo que o anel lateral da cuba é constituído de tubo tipo marrom de</p><p>110 mm de diâmetro externo e altura de cerca de 15 mm; tem fundo plano de</p><p>acrílico de cerca de 4 mm de espessura. A pedra porosa foi moldada já com</p><p>anel de tubo de PVC rígido marrom de 60 mm de diâmetro externo, 5mm de</p><p>altura e confeccionada de areia de quartzo 1,19/0,42 mm, aglomerada com</p><p>epoxy estrutural, tendo na parte inferior calços planos de 1 mm de espessura,</p><p>a fim de permitir entrada fácil de água. É ainda provido de</p><p>um indicador de</p><p>nível d’água metálico (fio de condutor elétrico) que serve também para fechar o</p><p>circuito do sistema elétrico indicador de contato da agulha do mini penetrômetro</p><p>com a superfície superior do corpo de prova após a reabsorção d’água. Para</p><p>essa finalidade tem se utilizado miliamperímetro (de Multímetro por exemplo),</p><p>ou sinalizador sonoro especial de baixo consumo de corrente elétrica.</p><p>4.5. Dispositivo para Reabsorção Lenta D’água</p><p>Figura 7 - Dispositivo para reabsorção lenta d’água com uso de papel filtro</p><p>60</p><p>A reabsorção lenta d’água tem sido necessária para que em certos</p><p>solos argilosos de comportamento laterítico, evite a formação excessiva de</p><p>trincas ou fissuras. Vários dispositivos foram tentados, mas o único que permitiu</p><p>uma regulagem apropriada da reabsorção d’água, foi mediante variação da</p><p>largura do papel filtro em sua parte estreitada (rabicho) em posição vertical.</p><p>Outros dispositivos mais simples não têm sido apropriados para a finalidade</p><p>em vista. A parte essencial do dispositivo é um furo vertical de cerca de 10 mm</p><p>de diâmetro, na placa horizontal (1) sobre a qual deve ser colocado o papel</p><p>filtro. A variação da largura do “rabicho” do papel filtro permite regulagem</p><p>apropriada que deve ser da ordem de 5g/min. O “rabicho” de 5 mm de largura</p><p>é apropriado para um tipo de papel filtro usado no extrator de refluxo para</p><p>misturas betuminosas. A pastilha seca deve ser colocada da maneira</p><p>esquematizado na Fig.7. Geralmente tem sido adotado a rotina de efetuar a</p><p>penetração após no mínimo 24 horas, sendo indispensável que evite evaporação</p><p>intensa no dispositivo com a pastilha, cobrindo-o com uma cuba de vidro</p><p>transparente de tipo muito usado na cozinha. Cabe alertar que todo tipo de</p><p>papel filtro deve ser testado previamente.</p><p>O valor da penetração obtida após o procedimento considerado tem</p><p>sido designado genericamente de Pf.</p><p>4.6. Padronização dos Pontos a Serem Penetrados Após Reabsorção</p><p>D’água das Pastilhas</p><p>O refinamento nas operações de reabsorção d’água das pastilhas e</p><p>determinação de suas características de consistência pela medida da penetração</p><p>com mini penetrômetro, só se justifica se não for acompanhado de uma</p><p>padronização adequada dos pontos de medida. Contrariamente ao procedimento</p><p>que vinha sendo seguido, a seguinte regra passou a ser adotada:</p><p>a) submeter à reabsorção normal em pelo menos 3 pastilhas normais e</p><p>eventualmente 3 pastilhas comprimidas e em pelo menos em 2 pastilhas</p><p>para reabsorção lenta;</p><p>b) em cada pastilha efetuar 3 medidas dispostas simétricamente, ao longo</p><p>de um círculo de raio igual a metade do raio da pastilha quando não</p><p>houver trincas ou fissuras identificáveis a olho nu ou ainda trincas ou</p><p>fissuras identificáveis mas separando blocos muito pequenos (cerca de</p><p>1 mm2);</p><p>c) quando ocorrer trincas e fissuras bem desenvolvidas, escolher 3 blocos</p><p>maiores e efetuar a penetração em um ponto mais central possível ou</p><p>mais longe possível dos seus bordos, que corresponderia ao centro de</p><p>gravidade da figura dos mesmos.</p><p>A designação genérica da média assim obtida neste item e no item b</p><p>anterior, tem sido de: Pn no caso de pastilhas normais, Pc no caso de pastilhas</p><p>comprimidas e Pf no caso de pastilhas submetidas à reabsorção lenta.</p><p>61</p><p>4.7. Dispositivo de Medida Rápida da Contração Diametral das Pastilhas</p><p>Secas</p><p>4.7.1. Generalidades</p><p>A medida da contração por secagem das pastilhas é uma etapa essencial</p><p>do método de identificação expedita de solos tropicais. Vários métodos são</p><p>disponíveis.</p><p>Quando se introduziu no método das pastilhas essa medida, adotou-se</p><p>a medida direta da contração radial, com uso de uma régua milimétrica, com</p><p>graduação em 0,5 mm e lupa de 8 a 10x de aumento. A interpolação mais</p><p>precisa foi conseguida após a obtenção da escala ilustrada na Fig. 3-C que</p><p>também é adotada no compactador dos corpos de prova e no mini penetrômetro</p><p>com pé.</p><p>Quando se utiliza a régua, o erro de leitura decorre principalmente das</p><p>diferenças nas medidas em função da paralaxe, que pode ser minorada quando</p><p>a posição do olho e lente for tal que a superfície interna do anel passa a ser, de</p><p>uma superfície curva para um arco de apenas l linha. Depois desse ajuste,</p><p>movimenta-se a régua, radialmente, efetuando a leitura geralmente após uma</p><p>interpolação visual. Além da boa acuidade visual, havia necessidade de boa</p><p>habilidade manual. As dificuldades de medida aumentavam quando o corpo de</p><p>prova contraia bastante axialmente mas como essa condição correspondia</p><p>também a contrações radiais elevadas, isto é superiores a cerca de 2 mm,</p><p>quando consideráveis erros de medida podem ser tolerados para a finalidade</p><p>classificatória.</p><p>Outro procedimento muito utilizado é a medida do diâmetro médio da</p><p>pastilha seca com paquímetro. O procedimento além de demorado, muitas</p><p>pastilhas, sobretudo aquelas menos coesivas e mais frágeis, necessitam um</p><p>cuidado especial. Além disso, havia necessidade de uniformizar com precisão</p><p>o diâmetro interno dos anéis de moldagem, o que não tem sido fácil.</p><p>62</p><p>4.7.2. Dispositivo de Calhas Sub-Paralelas para Medida da Contração Radial</p><p>das Pastilhas Secas</p><p>Figura 8 - Dispositivo de réguas sub-paralealas para medida da contração de pastilhas.</p><p>Devido as dificuldades dos procedimentos anteriores descritos para a</p><p>medida da contração radial das pastilhas, desenvolveu-se, um dispositivo de</p><p>réguas subparalelas. O princípio na qual se baseia é muito simples. Rolando</p><p>ou escorregando a pastilha em uma calha de fundo plano e laterais retilíneas e</p><p>subparalelas, a mesma irá parar quando o seu diâmetro for muito próximo da</p><p>distância dos 2 pontos de tangência . Sendo as laterais da calha retilíneas, a</p><p>variação dos referidos pontos de tangência, é proporcional a distância medida</p><p>de um ponto de referencia. Se essa referência for em uma extremidade que</p><p>comporte um disco de diâmetro igual a 20 mm exatamente, e a outra extremidade</p><p>comportar um disco de exatamente 17 mm, os diâmetros dos discos</p><p>intermediários podem ser facilmente determinados elaborando uma escala</p><p>geométrica proporcional. Devido a facilidade com que os diâmetros das pastilhas</p><p>podem ser determinados, tem se adotado a rotina de medir a contração de</p><p>uma pastilha em 3 pontos dispostos simetricamente, isto é, em pontos afastados</p><p>120 o aproximadamente.</p><p>63</p><p>4.8. Dispositivos Diversos Auxiliares</p><p>Vários outros dispositivos são indispensáveis para a execução apropriada</p><p>do método expedito das pastilhas. Breve comentário sobre as características</p><p>dos mesmos será feito a seguir:</p><p>4.8.1. Anéis metálicos</p><p>Anéis metálicos de preferência de aço inox, cabendo lembrar que nos</p><p>primeiros ensaios do método das pastilhas, em 1985, usaram-se tubos de PVC</p><p>rígido de canos para água, adotou-se depois anéis confeccionados com teflon</p><p>e só a partir de 1996 passou-se a usar somente anéis de aço inox especialmente</p><p>torneados e retificados, devido às vantagens que esse material oferece, apesar</p><p>de seu custo relativamente elevado. As dimensões que as mesmas devem ter</p><p>são: 20 mm de diâmetro interno, 26 mm de diâmetro externo e 5 mm de altura.</p><p>4.8.2. Arco com fio de nylon ou metálico</p><p>Arco com fio de nylon ou metálico, tem se usado fios de cerca de 0,1 a</p><p>0,2 mm de diâmetro, devidamente esticado por meio de um arco elástico, para</p><p>cortar o excesso de pasta de solo, ao moldar as pastilhas dentro do anel, não</p><p>mais se recomendando usar para esse fim facas, mesmo bem afiadas.</p><p>4.8.3. Buzina, miliamperímetro ou lâmpada</p><p>Buzina, miliamperímetro ou lâmpada que acuse o contacto preciso da</p><p>ponta do mini penetrômetro com pé com a superfície da pasta, em espatulação</p><p>e umedecimento ou ainda da superfície superior da pastilha após reabsorção</p><p>d’água.</p><p>4.8.4. Cápsula</p><p>Cápsula, de plástico ou metálica inoxidável, para acondicionamento</p><p>hermético das amostras de solo, devidamente peneiradas na fase de</p><p>umedecimento e eventual acondicionamento do solo umedecido e espatulado</p><p>para ser ensaiado posteriormente.</p><p>4.8.5. Disco para secagem das pastilhas</p><p>Disco para secagem das pastilhas que deve abrigar os anéis preenchidos</p><p>de pasta de solo, em posição vertical,</p><p>para sua secagem, em estufa ou ao ar.</p><p>64</p><p>4.8.6. Espátula</p><p>Espátula de aço, podendo ser usado para esse fim, pequenas facas</p><p>com cerca de no mínimo 7 cm de lâmina , com ponta arredondada por desgaste</p><p>adequado.</p><p>4.8.7. Frasco para água</p><p>Frasco para água, provido de agulha para gotejamento uniforme na</p><p>ocasião do acerto do teor de umidade, desde o acerto inicial da quantidade de</p><p>água a adicionar no solo seco e peneirado e no acerto do teor de umidade da</p><p>pasta de solo, na fase de espatulação e medida de sua consistência.</p><p>4.8.8. Papel filtro</p><p>Papel filtro, grosso para cobrir a pasta de solo contido no anel, na</p><p>aplicação da carga na prensa e fino, do tipo usado nos coadores de café, para</p><p>uso sobre a pedra porosa, na ocasião da reabsorção d’água e médio (por</p><p>exemplo, apropriado para ser usado nos extratores de refluxo de material</p><p>betuminoso), para ser usado na confecção de pedaços de forma especial, para</p><p>ser usado no dispositivo de reabsorção lenta d’água, conforme descrito no item</p><p>4.5 .</p><p>4.8.9. Placa de vidro</p><p>Placa de vidro grosso jateado, de preferência com 3 pés devidamente</p><p>colado.</p><p>4.8.10. Ventilador</p><p>Ventilador, do tipo usado em Micro-Computadores, para acelerar a</p><p>secagem da pasta de solo em preparação.</p><p>4.8.11.Espatulador</p><p>Espatulador de acionamento elétrico apropriado, tendo em vista que a</p><p>espatulação manual deficiente consiste em um dos fatores mais comuns de</p><p>erro executivo, no procedimento das pastilhas. A espatulação manual apropriada,</p><p>para solos lateríticos argilosos, só pode ser conseguida após no mínimo 400</p><p>espatuladas, o que raramente é feito. Os últimos anos tem sido dedicados,</p><p>com empenho, ao desenvolvimento de um protótipo razoavelmente eficiente,</p><p>adaptando basicamente uma lixadeira orbital invertida, que obtém uma</p><p>espatulação apropriada em cerca de 4 minutos, mas exige ainda periódica</p><p>assistência manual.</p><p>65</p><p>5. NOVA TABELA DE CLASSIFICAÇÃO MCT PARA O MÉTODO EXPEDITO</p><p>DAS PASTILHAS</p><p>Esta tabela foi elaborada face à adoção de novos procedimentos</p><p>apresentados no item 4 e obtenção de novos dados de amostras, em grande</p><p>parte, pertencentes pedológicamente a importante classe de ARGISSOLOS ,</p><p>segundo a nova Classificação Brasileira de Solos de 1999. Os argissolos reúnem</p><p>solos pedogenéticos designados nas classificações pedológicas anteriores de</p><p>PODZÓLICO ou PODZOLIZADO , ou ainda SOLOS COM HORIZONTE B</p><p>TEXTURAL . Os argissolos possuem larga distribuição geográfica no Brasil e</p><p>do ponto de vista geotécnico com base na Classificação Geotécnica MCT são</p><p>predominantemente pertencentes à classe laterítica, porem exibindo</p><p>freqüentemente um menor grau de laterização dada pelo coeficiente e’, podendo,</p><p>portanto, as vezes pertencer à classe NÃO LATERÍTICA .</p><p>A Fig. 9 ilustra a nova tabela incluindo esses solos e uso de novos</p><p>procedimentos apresentados no item 4.2. Neste gráfico a escala do eixo</p><p>horizontal superior é linear, enquanto que a escala do eixo horizontal inferior é</p><p>uma escala não linear, deduzida segundo a equação de correlação seguintes:</p><p>Contração radial a) Ct> 0,5 mm : C’n = ( log10 Ct + 1)/0,904</p><p>b) Ct< 0,5 mm : C’n = (log10 Ct + 1,55)/1,55, onde:</p><p>Cn = valor do coeficiente c’ calculado a partir da correlação a) e b) sendo que</p><p>a a) já foi apresentada em Nogami e Villibor, 1994 e a b) foi obtida no</p><p>Laboratório de Tecnologia de Pavimentação da Escola Politécnica da USP,</p><p>em 2000, após a introdução do procedimento “Simplificado”.</p><p>Tendo em vista que a obtenção dos valores Pc e Pf (vide detalhes no</p><p>item.4.6) ainda está limitada ao Laboratório acima referido, o uso da tabela</p><p>poderá ser feito provisoriamente adotando-se o valor 2xPn, no eixo vertical.</p><p>66</p><p>0</p><p>1</p><p>2</p><p>3</p><p>4</p><p>5</p><p>6</p><p>7</p><p>8</p><p>9</p><p>10</p><p>11</p><p>12</p><p>13</p><p>14</p><p>15</p><p>0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1 1,1 1,2 1,3 1,4 1,5 1,6 1,7 1,8 1,9 2 2,1 2,2 2,3 2,4 2,5</p><p>C'n - (mm/M-MCV)</p><p>P</p><p>p+</p><p>P</p><p>n,</p><p>P</p><p>f+</p><p>P</p><p>n,</p><p>2P</p><p>n</p><p>-</p><p>(m</p><p>m</p><p>)</p><p>1,40,1 0,9 2 30,5</p><p>0,35</p><p>LA-LA' LA' LA'-LG' LG'</p><p>NG'</p><p>NA'/NG',NS'NA'-NS'</p><p>NS'/NA ' NG'-NS'</p><p>10</p><p>NA</p><p>NA</p><p>NA-NS' NA'-NS'</p><p>NA'/NS'</p><p>Ct (mm)</p><p>NG'</p><p>C'n = Coeficiente c' calculado em função da contração radial de pastilhas normais secas Ct,em mm.</p><p>Pn = Penetração NORMAL, em mm, após reabsorpção normal d'água de pastilhas normais secas.</p><p>Pf = Penetração após reabsorpção lenta d'água, em mm, de pastilhas normais secas.</p><p>Pp = Penetraçãp após reabsorpção normal d'água, em mm, de pastilhas comprimidas secas previamente. comprimidas.</p><p>Ct = Contração radial das pastilhas normais, por secagem, em mm,</p><p>Figura 9 - Tabela de identificação para uso do mini penetrometro com pé, pastilhas secas</p><p>normais ou comprimidas (solos arenosos), submetidas a reabsorção d’água normal ou</p><p>lenta - Aproximação 2002</p><p>6. CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>Apesar da classificação geotécnica MCT ter completado mais de vinte</p><p>anos, não se pode afirmar que ela está perfeitamente consolidada, de maneira</p><p>similar as outras, existentes para fins geotécnicos. Assim, por exemplo, a parte</p><p>visual-táctil, da classificação conhecida como “Unificada” desde as primeiras</p><p>aproximações de autoria do Prof. Casagrande no início da década de quarenta,</p><p>foi alterada substancialmente quatro décadas depois, quando de sua adoção</p><p>pela ASTM em 1984. Isto num país considerado como tecnologicamente muito</p><p>mais evoluído do que o nosso.</p><p>Com a evolução da geotécnica, está havendo nos países</p><p>tecnologicamente mais evoluídos, uma diminuição da importância das</p><p>classificações de solos, mas entre nós, há ainda necessidade de constantes</p><p>pesquisas sobre o assunto, devido a precariedade dos mapas geotécnicos e</p><p>cadastros geotécnicos detalhados. Lamentavelmente, poucos geotécnicos sejam</p><p>eles de formação qualquer, (engenheiros, geólogos, agrônomos, geógrafos etc)</p><p>pouco se tem interessado no desenvolvimento de classificações e identificação</p><p>de solos e ainda se ensinam classificações geotécnicas importadas inadequadas</p><p>para muitos solos mais freqüentes nas regiões tropicais.</p><p>Cabe-nos acrescentar ainda, que regionalmente está havendo</p><p>possibilidade de desenvolver classificações geotécnicas mais específicas e mais</p><p>simples, devido a disponibilidade de mapas geológicos e pedológicos mais</p><p>67</p><p>detalhados, aumentando a possibilidade de efetuar simplificações sobretudo</p><p>para o procedimento visual-táctil que leve em consideração outras propriedades</p><p>não consideradas neste trabalho. Para o uso do Mapa Pedológico do Estado</p><p>de São Paulo, Edição de 1999 (Oliveira et al, Instituto Agronômico de Campinas</p><p>e Embrapa) Escala 1:500.000, com 367 unidades de mapeamento, foi possível</p><p>desenvolver uma tabela classificatória visual-táctil, mais simples, porém</p><p>envolvendo outras propriedades (resistência seca ao esmagamento de bolinhas,</p><p>plasticidade) para uso especifico na procura de jazidas de solos para o</p><p>aproveitamento em rodovias vicinais.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>EMBRAPA, (1999) – Sistema Brasileiro de Classificação de Solos, Serviço de</p><p>Produção da Informação,Brasília, D.F.</p><p>British Standards Institution, (1990) – Soils for Civil Engineering Purposes, Part</p><p>4. Compaction-Related Tests, Method 5, Determination of the Moisture</p><p>Condition, London.</p><p>Godoy, H; Bernucci, L.L, (2000). – Caracterização de Propriedades Geotécnicas</p><p>de Solos Realizada no Próprio Campo e de Maneira Expedita, Anais da</p><p>32a Reunião Anual de Pavimentação – Bras��lia, 107/115, volume 1, ABPV,</p><p>Rio de Janeiro.</p><p>Nogami,J.S.; Cozzolino,V.M.N. (1985) - Identificação de Solos Tropicais,</p><p>Dificuldades e Proposta de Um Método Preliminar, Anais da 20o Reunião</p><p>Anual de Pavimentação- Fortaleza, Vol 1, 115/134 , ABPv, Rio de Janeiro.</p><p>Nogami,J.S.,Villibor, D.F. (1981) -.Uma Nova Classificação de Solos para</p><p>Finalidades Rodoviárias, Anais do Simpósio de Solos Tropicais em</p><p>Engenharia, Vol 1, 30/41, COPPE/UFRJ , Rio de Janeiro.</p><p>Nogami, J.S.;Villibor, D.F. (1994) – Identificação Expedita dos Grupos da</p><p>Classificação MCT para Solos Tropicais. Anais da 10o Congresso Brasileiro</p><p>de Mecânica dos Solos e Engenharia de Fundações-Foz do Iguaçú, Vol.4</p><p>,293/1300,ABMS, São Paulo.</p><p>Nogami, J.S.;Villibor, D.F.(2000)– Nova Conceituação do Coeficiente c’ da</p><p>Classificação Geotécnica MCT, Anais</p><p>da 32a Reunião Anual de</p><p>Pavimentação-Brasília, Vol 1, 33/41, ABPV, Rio de Janeiro.</p><p>Nogami, J.S.Villibor, D.F.(2001)– Interpretação da Forma das Curvas de</p><p>Deformabilidade da Metodologia MCT . Anais da 33a Reunião Anual de</p><p>Pavimentação-Florianópolis, CD, 3ª Seção Técnica –781/803 – ABPV,</p><p>Rio de Janeiro.</p><p>68</p><p>Oliveira, J.B. de; Camargo, M.N. de; Rossi, M; Calderano Filho, B. (1999)-</p><p>Mapa Pedológico do Estado de São Paulo, Escala 1:500 000, c/ Legenda</p><p>Expandida, Instituto Agronômico de Campinas, Embrapa, Campinas, SP.</p><p>Parsons,A. W.(1976)- The Rapid Measurement of the Moisture Condition of</p><p>Earthwork Material,LR750, Transport and Road Research Laboratory.</p><p>Crowthorne,U.K. 19/11/02.</p>

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