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<p>(3) EXERCÍCIOS – ERRO DE TIPO – ERRO DE</p><p>PROIBIÇÃO</p><p>DIREITO PENAL I</p><p>Erro de tipo (art. 20 do Código Penal):</p><p>- Recai sobre elementos constitutivos do tipo penal (elementares ou</p><p>circunstâncias do crime).</p><p>- O agente não tem consciência de que pratica uma conduta</p><p>descrita como crime.</p><p>- Exclui o dolo, pois afeta a tipicidade da conduta.</p><p>- Pode ser:</p><p>- Essencial (incide sobre elementar do tipo): exclui o dolo e a</p><p>tipicidade.</p><p>- Acidental (incide sobre qualificadora ou causa de aumento de</p><p>pena): mantém o crime, mas na forma fundamental.</p><p>- Modalidades:</p><p>- Inevitável (escusável): isenta de pena (art. 20, caput, CP).</p><p>- Evitável (inescusável): pune-se por crime culposo, se previsto em</p><p>lei (art. 20, caput, CP).</p><p>Erro de proibição (art. 21 do Código Penal):</p><p>- Recai sobre a ilicitude do fato.</p><p>- O agente tem consciência de que pratica a conduta descrita como</p><p>crime, mas acredita que sua ação é lícita.</p><p>- Não exclui o dolo nem a tipicidade, pois não afeta os elementos do</p><p>tipo penal.</p><p>- Exclui a culpabilidade, pois afeta a potencial consciência da</p><p>ilicitude.</p><p>- Modalidades:</p><p>- Direto: o agente desconhece a norma proibitiva.</p><p>- Indireto: o agente conhece a norma proibitiva, mas supõe existir</p><p>uma causa de justificação que ampara sua conduta.</p><p>- Consequências:</p><p>- Inevitável (escusável): isenta de pena (art. 21, caput, CP).</p><p>- Evitável (inescusável): diminui a pena de um sexto a um terço</p><p>(art. 21, parágrafo único, CP).</p><p>1.(FCC - 2018 - Defensor Público do Estado do Amazonas/"Prova Anulada").</p><p>No Direito Penal brasileiro, o erro:</p><p>(A) sobre os elementos do tipo impede a punição do agente, pois exclui a</p><p>tipicidade subjetiva em todas as suas formas.</p><p>(B) determinado por terceiro faz com que este responda pelo crime.</p><p>(C) sobre a pessoa leva em consideração as condições e qualidades da vítima</p><p>para fins de aplicação da pena.</p><p>(D) de proibição exclui o dolo, tornando a conduta atípica.</p><p>(E) sobre a ilicitude do fato isenta o agente de pena quando evitável.</p><p>RESPOSTA: letra “B”</p><p>a) sobre os elementos do tipo impede a punição do agente, pois exclui a</p><p>tipicidade subjetiva em todas as suas formas.</p><p>ERRADA. O erro de tipo não exclui a tipicidade subjetiva em todas as</p><p>suas formas, porquanto apenas o dolo é excluído diante desse erro. Vale</p><p>dizer, esse erro não elimina a figura culposa se tal fato for</p><p>expressamente descrito em lei como criminoso. É o que dispõe o art.</p><p>20, caput, do Código Penal: Art. 20, caput, do CP. O erro sobre o</p><p>elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo, mas permite a</p><p>punição por crime culposo, se previsto em lei.</p><p>b) determinado por terceiro faz com que este responda pelo crime.</p><p>CORRETA. Estamos diante do denominado erro determinado por terceiro e</p><p>descrito no art. 20, §2º, do Código Penal, in verbis:</p><p>Art. 20 do CP. O erro sobre o elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui</p><p>o dolo, mas permite a punição por crime culposo, se previsto em lei.</p><p>§2º Responde pelo crime o terceiro que determina o crime.</p><p>c) sobre a pessoa leva em consideração as condições e qualidades da vítima</p><p>para fins de aplicação da pena.</p><p>ERRADA. Dispõe o art. 20, § 3º, do Código Penal: Art. 20 do CP. O erro sobre</p><p>o elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo, mas permite a</p><p>punição por crime culposo, se previsto em lei. §3º O erro quanto à pessoa</p><p>contra a qual o crime é praticado não isenta de pena. Não se consideram,</p><p>neste caso, as condições ou qualidades da vítima, senão as da pessoa contra</p><p>quem o agente queria praticar o crime.</p><p>d) de proibição exclui o dolo, tornando a conduta atípica.</p><p>ERRADA. O erro de proibição não exclui o dolo, mas sim a culpabilidade ante</p><p>a ausência de potencial consciência da ilicitude, se inevitável, tornando o</p><p>agente isento de pena, nos exatos termos do art. 21 do Código Penal.</p><p>Art. 21 do CP. O desconhecimento da lei é inescusável . O erro sobre a</p><p>ilicitude do fato, se inevitável, isenta da pena; se evitável, poderá diminuí-la</p><p>de um sexto a um terço.</p><p>Parágrafo único. Considera-se evitável o erro se o agente atua ou se omite</p><p>sem a consciência da ilicitude do fato, quando lhe era possível, nas</p><p>circunstâncias, ter ou atingir essa consciência.</p><p>e) sobre a ilicitude do fato isenta o agente de pena quando evitável.</p><p>ERRADA. Como vimos do art. 21, caput, do Código Penal, se evitável, a pena</p><p>será reduzida de um sexto a um terço.</p><p>2. (FCC - 2015 - Técnico Judiciário (TRT 9ª Região)/Administrativa/Agente</p><p>da Policia Judicial).</p><p>Maria, a fim de cuidar do machucado de seu filho que acabou de cair da bicicleta,</p><p>aplica sobre o ferimento da criança ácido corrosivo, pensando tratar-se de uma</p><p>pomada cicatrizante, vindo a agravar o ferimento. A situação descrita retrata</p><p>hipótese tratada no Código Penal como:</p><p>(A) erro de proibição.</p><p>(B) erro na execução.</p><p>(C) estado de necessidade.</p><p>(D) exercício regular de direito.</p><p>(E) erro de tipo.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Art. 20 - O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o</p><p>dolo, mas permite a punição por crime culposo, se previsto em lei.</p><p>ERRO é isso mesmo que você entende. O agente ERRA. A pessoa ERRA sobre</p><p>alguma coisa.</p><p>No erro de tipo essencial, o ERRO do agente recai sobre um</p><p>elemento ESSENCIAL do TIPO PENAL. Em outras palavras, recai sobre</p><p>uma ELEMENTAR DO TIPO PENAL.</p><p>O crime provável seria de lesão corporal, no entanto, o agente (a mãe) erra,</p><p>pois imagina que não estava usando uma pomada para “curar” o ferimento. E</p><p>não um ácido corrosivo.</p><p>Trata-se, portanto, de um ERRO DE TIPO.</p><p>Qual a consequência? Qual o efeito?</p><p>O ERRO exclui do DOLO.</p><p>E a culpa?</p><p>A resposta é DEPENDE.</p><p>Se o ERRO DE TIPO era INEVITÁVEL (invencível), haverá também a</p><p>exclusão da CULPA (por isso esse erro também é chamado de</p><p>DESCULPÁVEL ou ESCUSÁVEL).</p><p>No entanto, se o ERRO DE TIPO era EVITÁVEL (vencível), o agente poderá ser</p><p>punido por CULPA (por isso esse erro também é chamado de INDESCULPÁVEL</p><p>ou INESCUSÁVEL). Ressalta-se apenas que haverá crime se prevista punição</p><p>para a modalidade culposa.</p><p>Assim, se verificar se o ERRO era EVITÁVEL, a mãe poderia ser punida na</p><p>modalidade culposa.</p><p>3. (NUCEPE UESPI - 2024 - Policial Penal (SEJUS PI)</p><p>Sobre o tema da ilicitude e de acordo com o Código Penal Brasileiro e</p><p>suas disposições, analise a questão e marque a alternativa CORRETA.</p><p>José, por engano, pega a mala na esteira do aeroporto, levando-a para</p><p>casa. Após descobrir que a mala que havia pego não era a sua, volta</p><p>para o aeroporto e a devolve. Considerando que José é professor de</p><p>Direito Penal na Universidade Estadual do Piauí, ele cometeu crime?</p><p>(A) Sim, furto culposo.</p><p>(B) Não, em virtude de erro de tipo.</p><p>(C) Não, em virtude de erro de proibição.</p><p>(D) Não, em virtude de erro na execução.</p><p>(E) Não, em virtude de causa excludente da punibilidade.</p><p>RESPOSTA - Fica claro que José pega, por engano, a mala de outra</p><p>pessoa na esteira do aeroporto, quando achava que estava a pegar a</p><p>sua própria mala, tanto é que, ao se dar conta do equívoco, ele volta ao</p><p>aeroporto para devolvê-la, assim como localizar a sua verdadeira mala.</p><p>Com isso, não se visualiza dolo na sua conduta. E assim, pela ausência</p><p>do dolo de subtrair coisa alheia móvel (elementar do crime de furto) e pelo</p><p>reconhecimento do erro de tipo essencial, por errar na percepção do</p><p>fato (uma vez que o erro afeta elemento principal do tipo penal do furto, no que</p><p>tange à coisa alheia), constante no caput do art. 20 do Código Penal ("o erro</p><p>sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo, mas permite a</p><p>punição por crime culposo, se previsto em lei"), considerando ainda que não</p><p>há previsão de furto culposo, não se visualiza crime de furto na</p><p>modalidade culposa, nem mesmo nenhuma outra prática criminosa. Trata-</p><p>se, portanto, de fato atípico.</p><p>Lembre-se que no crime de furto, o propósito do agente é subtrair coisa</p><p>ALHEIA (coisa de terceiro) móvel, dolosamente (lembre-se dos elementos do</p><p>dolo: consciência e vontade), com animus definitivo. Mas atenção: no caso,</p><p>o sujeito</p><p>não agiu com intenção de subtrair coisa alheia móvel. A intenção do</p><p>agente era a de levar consigo a sua própria mala, sua própria coisa móvel, e</p><p>não alheia. Compreendido? Repito: pelo equívoco, pela falha na percepção da</p><p>coisa, resta afastado o delito de furto, sendo o fato atípico, diante do erro de</p><p>tipo essencial. Afasta-se a tipicidade do delito (primeiro subtrato do crime, no</p><p>estudo do conceito analítico de crime à luz da teoria tripartite ou tripartida).</p><p>Lembro ainda que, pelo exposto, no caso, não há erro de tipo acidental, pois o</p><p>erro recaiu sobre uma elementar (coisa alheia), e não sobre um elemento</p><p>acessório. Sendo assim, o caso não corresponde ao erro de tipo acidental na</p><p>execução, como sugere o examinador em uma de suas alternativas. Não há</p><p>também que se falar em erro de proibição, não causando, por consequência</p><p>em excludente de punibilidade. Afasta-se também tais hipóteses.</p><p>4. IOBV - 2015 - Oficial Policial Militar (PM SC)/QOPM). Julgue os itens</p><p>que seguem de acordo com a legislação penal brasileira e assinale a</p><p>única alternativa correta:</p><p>(A) O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do fato, se</p><p>inevitável, é causa de exclusão da punibilidade; se evitável, constituirá</p><p>circunstância atenuante da pena.</p><p>(B) O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal do crime exclui o dolo, mas</p><p>o agente responde pelo tipo culposo, se previsto em lei.</p><p>(C) Nos crimes patrimoniais, em qualquer circunstância, sendo reparado o</p><p>dano ou restituída a coisa, até o recebimento da denúncia ou da queixa, por ato</p><p>voluntário do agente, a pena será reduzida de um a dois terços.</p><p>(D) Considera-se em estado de necessidade quem usando moderadamente</p><p>dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu</p><p>ou de outrem, cujo sacrifício, nas circunstâncias, não era razoável exigir-se.</p><p>(E) Nenhuma das alternativas.</p><p>RESPOSTA: letra “B”</p><p>ERRO é isso mesmo que você entende. O agente ERRA. A pessoa ERRA sobre</p><p>alguma coisa.</p><p>Qual a consequência? Qual o efeito? O ERRO exclui do DOLO.</p><p>E a culpa?</p><p>A resposta é DEPENDE.</p><p>Se o ERRO DE TIPO era INEVITÁVEL (invencível), haverá também a exclusão da</p><p>CULPA (por isso esse erro também é chamado de DESCULPÁVEL ou</p><p>ESCUSÁVEL).</p><p>No entanto, se o ERRO DE TIPO era EVITÁVEL (vencível), o agente poderá ser</p><p>punido por CULPA (por isso esse erro também é chamado de INDESCULPÁVEL</p><p>ou INESCUSÁVEL). Ressalta-se apenas que haverá crime se prevista punição</p><p>para a modalidade culposa.</p><p>Erros das demais alternativas:</p><p>a) Código Penal</p><p>Erro sobre a ilicitude do fato</p><p>Art. 21 - O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do fato,</p><p>se inevitável, isenta de pena; se evitável, poderá diminuí-la de um sexto a um</p><p>terço.</p><p>O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do fato, se</p><p>inevitável, ISENTA DE PENA; se evitável, constituirá CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE</p><p>PENA.</p><p>c) Código Penal:</p><p>ARREPENDIMENTO POSTERIOR</p><p>Art. 16 - Nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa,</p><p>reparado o dano ou restituída a coisa, até o recebimento da denúncia ou da</p><p>queixa, por ato voluntário do agente, a pena será reduzida de um a dois terços.</p><p>Trata-se de caso onde o agente se ARREPENDE POSTERIORMENTE a</p><p>consumação do crime. Nesses casos, se o mesmo reparar o dano ou restituir a</p><p>coisa, até o recebimento da denúncia/queixa, por ATO VOLUNTÁRIO, terá</p><p>direito a uma redução de pena.</p><p>Essa redução de pena (o instituto do arrependimento posterior) somente é</p><p>aplicável aos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à PESSOA.</p><p>Ressalta-se que não são aplicáveis a todos os crimes contra o patrimônio. Por</p><p>exemplo, não se aplica ao crime de roubo que é assim tipificado no CP:</p><p>Roubo</p><p>Art. 157 - Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave</p><p>ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio,</p><p>reduzido à impossibilidade de resistência:</p><p>Pena - reclusão, de quatro a dez anos, e multa.</p><p>Veja, que no ROUBO a subtração ocorre MEDIANTE GRAVE AMEAÇA OU</p><p>VIOLÊNCIA a pessoa. Assim, se houve VIOLÊNCIA ou GRAVE AMEAÇA À PESSOA</p><p>não se configurou o arrependimento posterior.</p><p>d) Código Penal:</p><p>Estado de necessidade</p><p>Art. 24 - Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para</p><p>salvar de perigo atual, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro</p><p>modo evitar, direito próprio ou alheio, cujo sacrifício, nas circunstâncias, não</p><p>era razoável exigir-se.</p><p>Legítima defesa</p><p>Art. 25 - Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos</p><p>meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou</p><p>de outrem.</p><p>Considera-se em LEGÍTIMA DEFESA (e não em estado de necessidade) quem</p><p>usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual</p><p>ou iminente, a direito seu ou de outrem, cujo sacrifício, nas circunstâncias,</p><p>não era razoável exigir-se.</p><p>5. (Ano: 2022 - Banca: Instituto AOCP - Prova: Instituto AOCP - PC GO -</p><p>Delegado de Polícia Substituto - 2022)</p><p>Sobre a Teoria do Tipo, assinale a alternativa INCORRETA.</p><p>(A) Se o fato criminoso é cometido sob coação irresistível, a pena do agente</p><p>será reduzida em dois terços.</p><p>(B) O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, isenta de pena; se evitável,</p><p>poderá diminuí-la de um sexto a um terço.</p><p>(C) O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta de</p><p>pena.</p><p>(D) O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo, mas</p><p>permite a punição por crime culposo, se previsto em lei.</p><p>(E) É isento de pena quem, por erro plenamente justificado pelas</p><p>circunstâncias, supõe situação de fato que, se existisse, tornaria a ação</p><p>legítima.</p><p>RESPOSTA - Letra “A”</p><p>Art. 22 - Se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência a</p><p>ordem, não manifestamente ilegal, de superior hierárquico, só é punível o autor</p><p>da coação ou da ordem.</p><p>B- Art. 21 - O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do</p><p>fato, se inevitável, isenta de pena; se evitável, poderá diminuí-la de um sexto a</p><p>um terço.</p><p>C- Art. 20 § 3º - O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não</p><p>isenta de pena. Não se consideram, neste caso, as condições ou qualidades da</p><p>vítima, senão as da pessoa contra quem o agente queria praticar o crime.</p><p>D- Art. 20 - O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o</p><p>dolo, mas permite a punição por crime culposo, se previsto em lei.</p><p>E- Art. 20 § 1º - É isento de pena quem, por erro plenamente justificado pelas</p><p>circunstâncias, supõe situação de fato que, se existisse, tornaria a ação</p><p>legítima. Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é</p><p>punível como crime culposo.</p><p>6. (FGV - 2017 - Nacional Unificado (OAB)/XXII Exame)</p><p>Tony, a pedido de um colega, está transportando uma caixa com cápsulas que</p><p>acredita ser de remédios, sem ter conhecimento que estas, na verdade,</p><p>continham Cloridrato de Cocaína em seu interior. Por outro lado, José</p><p>transporta em seu veículo 50g de Cannabis Sativa L. (maconha), pois</p><p>acreditava que poderia ter pequena quantidade do material em sua posse para</p><p>fins medicinais. Ambos foram abordados por policiais e, diante da apreensão</p><p>das drogas, denunciados pela prática do crime de tráfico de entorpecentes.</p><p>Considerando apenas as informações narradas, o advogado de Tony e</p><p>José deverá alegar em favor dos clientes, respectivamente, a ocorrência</p><p>de</p><p>(A) erro de tipo, nos dois casos.</p><p>(B) erro de proibição, nos dois casos.</p><p>(C) erro de tipo e erro de proibição.</p><p>(D) erro de proibição e erro de tipo.</p><p>(E) Nenhuma das alternativas.</p><p>TONY – ERRO DE TIPO</p><p>Veja o que diz o Código Penal:</p><p>Art. 20 - O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo,</p><p>mas permite a punição por crime culposo, se previsto em lei.</p><p>ERRO é isso mesmo que você entende. O agente ERRA. A pessoa ERRA</p><p>sobre alguma coisa.</p><p>No erro de tipo essencial, o ERRO do agente recai sobre um elemento</p><p>ESSENCIAL do TIPO PENAL. Em outras palavras, recai sobre uma</p><p>ELEMENTAR</p><p>DO TIPO PENAL.</p><p>O crime provável seria de TRÁFICO DE ENTORPECENTES, no entanto, o</p><p>agente erra um elemento do tipo penal o “entorpecentes”. Ele acreditava ser</p><p>um ser remédios.</p><p>JOSÉ – ERRO DE PROIBIÇÃO</p><p>Erro sobre a ilicitude do fato</p><p>Art. 21 - O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do fato,</p><p>se inevitável, isenta de pena; se evitável, poderá diminuí-la de um sexto a um</p><p>terço.</p><p>Parágrafo único - Considera-se evitável o erro se o agente atua ou se omite sem</p><p>a consciência da ilicitude do fato, quando lhe era possível, nas circunstâncias,</p><p>ter ou atingir essa consciência.</p><p>No erro de proibição a pessoa não tem CONSCIÊNCIA da ILICITUDE da</p><p>conduta. Foi o que ocorreu com José, pois ele creditava que poderia ter</p><p>pequena quantidade do material em sua posse para fins medicinais.</p><p>7. (FGV - 2023 - Oficial de Justiça (TJ RN)/Judiciária/Direito)</p><p>João, pessoa humilde e analfabeta, com 70 anos de idade, residente em zona</p><p>rural, acabou por danificar, no exercício de suas atividades diuturnas pessoais,</p><p>floresta considerada de preservação permanente. Ao ser ouvido, em juízo, o</p><p>réu narrou que não sabia que a sua conduta era penalmente ilícita,</p><p>considerando que sempre morou no campo e que o seu sustento sempre</p><p>esteve ligado à fauna e à flora locais.</p><p>Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal,</p><p>é correto afirmar que NÃO há crime, em razão do:</p><p>(A) erro de proibição direto, excluindo-se a culpabilidade;</p><p>(B) erro de proibição indireto, excluindo-se a ilicitude;</p><p>(C) erro de tipo permissivo, excluindo-se a tipicidade;</p><p>(D) erro de permissão, excluindo-se a tipicidade;</p><p>(E) erro mandamental, excluindo-se a ilicitude.</p><p>RESPOSTA: Letra “A”</p><p>a) erro de proibição direto, excluindo-se a culpabilidade; CORRETA.</p><p>De fato, a situação mencionada se amolda ao conceito de erro de</p><p>proibição direto.</p><p>Erro é a falsa percepção da realidade. Erro de proibição é a falsa</p><p>percepção da existência de norma, que pode ser indireto (agente supõe a</p><p>existência de causa permissiva da ação) ou direto (agente ignora a existência</p><p>do tipo incriminador). Exclui, pois, a potencial consciência sobre a ilicitude</p><p>do fato, razão pela qual exclui a culpabilidade, último elemento do conceito</p><p>analítico do crime.</p><p>8. (CEBRASPE (CESPE) - 2010 - Analista Judiciário (TRE</p><p>MT)/Administrativa/"Sem Especialidade").</p><p>A respeito de erro de tipo e erro de proibição, assinale a opção correta.</p><p>(A) O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo e a culpa,</p><p>podendo o agente, no entanto, responder civilmente pelos danos eventualmente</p><p>ocasionados.</p><p>(B) Com relação à disciplina das descriminantes putativas, é isento de pena</p><p>quem, por erro plenamente justificado pelas circunstâncias, supõe situação de</p><p>fato que, se existisse, tornaria a ação legítima, mas essa isenção de pena não</p><p>ocorre se o erro derivar de culpa e o fato for punível como crime culposo.</p><p>(C) O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta de</p><p>pena e, nesse caso, não se consideram, para fins de aplicação da pena e</p><p>definição do tipo, as condições ou qualidades da pessoa contra quem o agente</p><p>queria praticar o crime, mas sim as da vítima real.</p><p>(D) A depender das circunstâncias pessoais do autor do crime, o</p><p>desconhecimento da lei pode ser escusado.</p><p>(E)O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, exclui o dolo; se evitável,</p><p>constitui causa de isenção da pena.</p><p>RESPOSTA – LETRA ”B”</p><p>A Putativa é uma palavra que vem do latim putare, que significa IMAGINAR. É</p><p>um ERRO DE JULGAMENTO. O agente IMAGINA, JULGA, que estaria em</p><p>legítima defesa, em estado de necessidade, e por isso, diante do IMAGINADO,</p><p>pratica a conduta.</p><p>A resposta é a literalidade do Código Penal:</p><p>Art. 20 - (...)</p><p>Descriminantes putativas</p><p>§ 1º - É isento de pena quem, por erro plenamente justificado pelas</p><p>circunstâncias, supõe situação de fato que, se existisse, tornaria a ação</p><p>legítima. Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é</p><p>punível como crime culposo.</p><p>Como exemplo, temos a legítima defesa putativa.</p><p>O erro nesse caso sobre a EXISTÊNCIA DA AGRESSÃO. O agente IMAGINA,</p><p>JULGA, que seria atacado, e por isso, diante do IMAGINADO, pratica a</p><p>conduta. Veja o erro não recai sobre os limites ou o alcance da justificativa. O</p><p>erro recai sobe a situação de fato.</p><p>Vamos aos erros das demais alternativas.</p><p>a) O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo, mas</p><p>permite punição da culpa.</p><p>Art. 20 - O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o</p><p>dolo, mas permite a punição por crime culposo, se previsto em lei.</p><p>c) É o contrário. Não se consideram, para fins de aplicação da pena e definição</p><p>do tipo, as condições ou qualidades da pessoa da vítima real, e sim de contra</p><p>quem o agente queria praticar o crime.</p><p>Art. 20 (...)</p><p>§ 3º - O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta de</p><p>pena. Não se consideram, neste caso, as condições ou qualidades da vítima,</p><p>senão as da pessoa contra quem o agente queria praticar o crime.</p><p>d) O desconhecimento da lei é INESCUSÁVEL.</p><p>Erro sobre a ilicitude do fato</p><p>Art. 21 - O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do</p><p>fato, se inevitável, isenta de pena; se evitável, poderá diminuí-la de um sexto a</p><p>um terço.</p><p>e) O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, ISENTA DE PENA; se evitável,</p><p>DIMINUI A PENA.</p><p>Erro sobre a ilicitude do fato</p><p>Art. 21 - O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do</p><p>fato, se inevitável, isenta de pena; se evitável, poderá diminuí-la de um</p><p>sexto a um terço.</p><p>9. FUNDEP - 2008 - Juiz Estadual (TJ MG) - #525237</p><p>Dentre as situações abaixo assinale a que apresenta APENAS causas excludentes de</p><p>culpabilidade:</p><p>(A) Erro de proibição, coação moral irresistível e obediência hierárquica.</p><p>(B) Inimputabilidade por menoridade e estrito cumprimento do dever legal.</p><p>(C) Inimputabilidade por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou</p><p>retardado e exercício regular de direito.</p><p>(D) Erro de tipo e inimputabilidade por embriaguez incompleta.</p><p>(E) Nenhuma das alternativas.</p><p>10. FUNIVERSA - 2015 - Agente de Transportes e Trânsito</p><p>(Pref.Araguaína)</p><p>Acerca do erro de tipo e do erro de proibição segundo o Código Penal</p><p>(CP), é correto afirmar que:</p><p>(A) o erro de tipo exclui o dolo e a culpa.</p><p>(B) é isento de pena quem, por erro plenamente justificado pelas circunstâncias,</p><p>supõe si0tuação de fato que, se existisse, tornaria a ação legítima.</p><p>(C) o erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado isenta de pena, pois se</p><p>consideram, neste caso, as condições ou qualidades da vítima, e não as da pessoa</p><p>contra quem o agente queria praticar o crime.</p><p>(D) o erro de proibição, se inevitável, poderá diminuir a pena de um sexto a um terço.</p><p>(E) é isento de pena quem incide em erro de proibição evitável.</p><p>RESPOSTA: Será isento de pena quem, por erro plenamente justificado</p><p>pelas circunstâncias, supõe situação de fato que, se existisse, tornaria a</p><p>ação legítima.</p><p>Tal afirmativa possui base legal no Código Penal. Art. 20 do Código Penal.</p><p>Descriminantes putativas.</p>