Prévia do material em texto
<p>➝ A pele está sujeita a diversas alterações, assim</p><p>como todos os tecidos.</p><p>➝ Mas, na pele, essas alterações podem levar a</p><p>lesões elementares, que podem acontecer</p><p>isoladamente ou combinadas, levando a um processo</p><p>chamado de dermatose.</p><p>➝ Processos anatomopatológicos básicos que</p><p>ocorrem na pele:</p><p>⮞ Degenerações;</p><p>⮞ Alterações metabólicas;</p><p>⮞ Proliferações;</p><p>⮞ Malformações;</p><p>⮞ Disfunções;</p><p>⮞ Inflamações.</p><p>➝ A pele funciona como uma barreira mecânica</p><p>contra a entrada de patógenos e até mesmo contra a</p><p>desidratação.</p><p>➝ A epiderme possui células mortas ricas em</p><p>queratina, que se juntam pelas especializações da</p><p>membrana impedindo assim a entrada de qualquer</p><p>microrganismo.</p><p>➝ A pele possui um pH de 5, apresentando assim</p><p>características ácidas, podendo sofrer variações com</p><p>a época do ano, como diminuição do pH no verão.</p><p>➝ Como possuímos uma microbiota permanente na</p><p>pele, é fundamental que o pH, a temperatura e a</p><p>umidade sejam bem controladas, para que a pele</p><p>possa realmente funcionar como uma barreira.</p><p>➝ Caso contrário, podemos abrir portas para a</p><p>entrada de patógenos causadores de doenças.</p><p>➝ Na pele, temos a microbiota residente, que são</p><p>esses microrganismos que estão lá para auxiliar na</p><p>defesa do hospedeiro.</p><p>➝ Os microrganismos dessa microbiota estão mais na</p><p>parte profunda da camada córnea e se proliferam em</p><p>equilíbrio para que não saiam do controle e possam</p><p>auxiliar nas defesas.</p><p>➝ Os gêneros de bactérias mais encontrados nessa</p><p>microbiota são Staphylococcus, Micrococcus,</p><p>Corynebacterium, Brevibacterium, Propionibacterium</p><p>e Acinetobacter.</p><p>➝ Esses microrganismos são de difícil remoção, mas</p><p>podem ser eliminados com o processo de descamação</p><p>e produção de suor.</p><p>➝ Geralmente, são pouco patogênicos, mas podem</p><p>invadir o hospedeiro e causar processo inflamatório.</p><p>➝ Mas, também podemos ter uma microbiota</p><p>transitória que está relacionada com microrganismos</p><p>que se depositam na superfície da pele e colonizam</p><p>temporariamente essa parte mais superficial da pele.</p><p>➝ Nesse caso, os patógenos possuem um potencial</p><p>maior de causar doenças no hospedeiro.</p><p>➝ Os gêneros mais comuns de bactérias transitórias</p><p>são Enterobacter e Pseudomonas.</p><p>➝ As degenerações da pele geralmente vêm</p><p>associadas a outras patologias, por exemplo as</p><p>inflamações.</p><p>➝ Na pele, ocorrem vários tipos de degenerações,</p><p>dependendo do problema patológico instalado.</p><p>➝ Quando estamos com uma infecção viral, por</p><p>exemplo o vírus do herpes simples, os seus efeitos</p><p>nas células epiteliais geram uma degeneração</p><p>balonizante.</p><p>Fisiopatologia da pele</p><p>(Alterações na pele)</p><p>P7</p><p>➝ Essa degeneração tem como característica</p><p>principal mostrar a alteração das células epiteliais</p><p>que ficam no formato de balão, devido ao edema local.</p><p>➝ As células perdem as especializações de membrana</p><p>e isso faz com que possa ocorrer a formação de</p><p>bolhas.</p><p>➝ A degeneração basófila do colágeno é um tipo de</p><p>degeneração que ocorre quando temos exposição de</p><p>áreas da pele ao sol.</p><p>➝ Ocorre uma degeneração das fibras de colágeno e</p><p>das fibras elásticas.</p><p>➝ Pode ser identificada por presença de material</p><p>basófilo na derme papilar.</p><p>➝ A degeneração fibrinoide do colágeno ocorre em</p><p>pacientes com lúpus eritematosos.</p><p>➝ É caracterizada pelo depósito de fibrina no meio</p><p>das fibras de colágeno ou ao redor dos vasos</p><p>sanguíneos. Pode aparecer também nas vasculites</p><p>alérgicas.</p><p>➝ A degeneração granulosa da epiderme ocorre em</p><p>doenças congênitas e se caracteriza por produzir</p><p>edema intracelular, alterando os contornos celulares</p><p>das partes superior e mediana da camada espinhosa</p><p>da epiderme.</p><p>➝ Pode vir acompanhada de grânulos irregulares e às</p><p>vezes muito grandes de querato-hialina.</p><p>➝ A degeneração hidrópica ou de liquefação também</p><p>pode aparecer no lúpus eritematoso, quando ocorre</p><p>vacuolização das células basais e edema na derme.</p><p>➝ A degeneração hialina do colágeno ocorre nas</p><p>cicatrizações, queloides ou na esclerodermia.</p><p>➝ Tem como característica aumento do volume dos</p><p>feixes de colágeno e diminuição de fibroblastos.</p><p>➝ A degeneração reticular é característica de</p><p>doenças virais e dermatites agudas. Causa um edema</p><p>intenso, levando ao rompimento das células da</p><p>epiderme.</p><p>➝ Forma vesículas septadas, cujos septos são restos</p><p>das membranas das células.</p><p>➝ A pele sofre com alterações no metabolismo</p><p>corpóreo.</p><p>➝ E o inverso também se aplica: também podemos ter</p><p>alterações na pele que podem levar a alterações</p><p>metabólicas.</p><p>➝ Um exemplo de alterações na pele quando temos</p><p>uma alteração metabólica pode ser visto nas doenças</p><p>chamadas de aminoacidopatias, como fenilcetonúria,</p><p>homocistinúria e alcaptonúria.</p><p>➝ A fenilcetonúria é uma doença genética, congênita,</p><p>que é caracterizada por o indivíduo não conseguir</p><p>fazer a quebra do aminoácido fenilalanina em</p><p>tirosina.</p><p>➝ Geralmente, é um problema na enzima que faz essa</p><p>quebra chamada de fenilalanina hidroxilase.</p><p>➝ Como não há a enzima para fazer a quebra, ocorre</p><p>um acúmulo da fenilalanina no sangue e a excreção dos</p><p>seus derivados na urina.</p><p>➝ Os derivados são ácido fenilpirúvico e fenilacético.</p><p>➝ A elevação dos níveis de fenilalanina no sangue é</p><p>complicada, pois essa substância é tóxica para o</p><p>organismo, levando a problemas no sistema nervoso</p><p>central.</p><p>➝ Em decorrência do aumento dessa substância, não</p><p>ocorre a inibição competitiva pela tirosina, levando à</p><p>deficiência de tirosinase, o que provoca alterações</p><p>pigmentares pela diminuição da produção de melanina.</p><p>➝ Com isso, a pele e o cabelo desses indivíduos</p><p>afetados ficam claros e os olhos, azuis.</p><p>➝ Na fenilcetonúria, as alterações da pele são</p><p>frequentemente erupções eczematosas atópicas e</p><p>alterações esclerodermiformes na parte central do</p><p>corpo.</p><p>➝ Ainda não se sabe como ocorrem as alterações</p><p>eczematosas, mas as esclerodermiformes ocorrem</p><p>devido às alterações do metabolismo de triptofano,</p><p>que diminuem sua absorção devido ao elevado nível de</p><p>fenilalanina.</p><p>➝ A homocistinúria é uma doença metabólica</p><p>hereditária autossômica recessiva que tem como</p><p>característica a deficiência na enzima cistationina</p><p>beta-sintetase e, na pele, essa deficiência leva ao</p><p>aparecimento de eritema malar intenso.</p><p>➝ A alcaptonúria também é uma doença metabólica</p><p>autossômica recessiva, mas congênita.</p><p>➝ É caracterizada pela ausência de oxidase do ácido</p><p>homogentísico que deriva dos aminoácidos tirosina e</p><p>fenilalanina.</p><p>➝ A alteração que aparece na pele por essa ausência</p><p>é uma pigmentação azul-acinzentada, azul-amarelada</p><p>ou azul-acastanhada nas axilas, regiões auriculares e</p><p>extremidade nasal.</p><p>➝ Na análise histológica, pode-se perceber o</p><p>pigmento amarelado ou acastanhado na derme, entre</p><p>as fibras colágenas.</p><p>➝ Outra patologia metabólica que pode alterar a pele</p><p>é a gota, um distúrbio do metabolismo das purinas.</p><p>➝ Essa doença é mais comum em homens e tem</p><p>ocorrência familiar frequente.</p><p>➝ É caracterizada pela hiperuricemia e surto de</p><p>artrite.</p><p>➝ As modificações cutâneas se caracterizam pelo</p><p>edema e eritema no local, como se fosse uma celulite.</p><p>➝ Em pacientes com essa doença há depósitos de</p><p>material amorfo na derme (tofo gotoso) e cristais de</p><p>urato envoltos por linfócitos e células multinucleadas</p><p>grandes.</p><p>➝ Podemos ter alterações no metabolismo de lipídios,</p><p>como os xantomas.</p><p>➝ Esses xantomas são lesões cutâneas por depósitos</p><p>de lipídios na pele.</p><p>➝ São a exteriorização, na pele, de um distúrbio local</p><p>ou geral do metabolismo corpóreo.</p><p>➝ Podem aparecer mesmo com os lipídios circulantes</p><p>normais, sendo uma alteração local.</p><p>➝ Os xantomas planos são as placas amareladas</p><p>planas ou levemente elevadas e os mais comuns são os</p><p>xantelasmas que aparecem nas pálpebras e estão</p><p>relacionados com anormalidades nas lipoproteínas</p><p>séricas de baixa densidade.</p><p>➝ Os lipídios circulantes estão ligados a proteínas</p><p>chamadas de apolipoproteínas-A,</p><p>para que possam</p><p>circular na corrente sanguínea.</p><p>➝ Dessa forma, essa ligação compõe as lipoproteínas</p><p>de várias densidades.</p><p>➝ As de baixa densidade são LDL e VLDL, que se</p><p>diferenciam pela concentração dos componentes.</p><p>➝ A LDL é composta de 57% de colesterol, 30% de</p><p>fosfolipídio e 13% de triglicerídio.</p><p>➝ Já a VLDL possui de 50% a 80% de triglicerídio,</p><p>de 9% a 20% de colesterol e de 10% a 25% de</p><p>fosfolipídios.</p><p>➝ Pessoas com diabetes mellitus também podem ter</p><p>alterações na pele, pela mudança no metabolismo de</p><p>hidratos de carbono, gorduras e proteínas ou pela</p><p>falta do hormônio insulina.</p><p>➝ As manifestações clínicas na pele podem ser</p><p>aparecimentos de lesões de cor castanha, bolhas,</p><p>placas verrucosas, pele espessada.</p><p>➝ Uma doença mais rara, mas também relacionada à</p><p>alteração do metabolismo, é a porfiria.</p><p>➝ Essa patologia ocorre pela deficiência enzimática</p><p>na biossíntese do grupo heme da hemoglobina.</p><p>➝ Existem várias formas de porfiria, mas a maioria</p><p>são hereditárias e com grande influência ambiental,</p><p>pois muitos que possuem a mutação não desenvolvem</p><p>a doença se não tiverem o início marcado por um fator</p><p>ambiental.</p><p>➝ Essa doença pode afetar várias partes do corpo,</p><p>inclusive a pele.</p><p>➝ Ocorre uma fotossensibilidade, pela capacidade</p><p>das porfirinas de absorverem a luz ultravioleta,</p><p>causando um estado ativado que proporciona a</p><p>produção de radicais livres de oxigênio.</p><p>➝ E esses radicais levam a dano tecidual e</p><p>peroxidação das membranas.</p><p>➝ Entre essas alterações, temos os processos</p><p>hiperplásicos do epitélio e as neoplasias, com</p><p>proliferação alterada das células da pele.</p><p>➝ A hiperplasia é o aumento do número de células de</p><p>um determinado tecido ou órgão.</p><p>➝ Todas as células que fazem mitose podem sofrer</p><p>processo de hiperplasia.</p><p>➝ As células do nosso organismo, para se dividirem,</p><p>passam pelas fases do ciclo celular.</p><p>➝ O ciclo celular acontece para que a célula possa se</p><p>duplicar e formar uma célula nova.</p><p>➝ É um processo altamente regulado e com fases</p><p>bem definidas.</p><p>➝ O ciclo celular é dividido em duas fases principais,</p><p>a intérfase e a mitose.</p><p>➝ A intérfase compreende as fases de G1, S e G2.</p><p>No período da intérfase, as células se preparam para</p><p>o processo de divisão.</p><p>➝ Em G1, ocorre o crescimento celular, a produção</p><p>de proteínas.</p><p>➝ Na fase S temos a duplicação do DNA, para que</p><p>ele depois possa se dividir e formar duas células</p><p>idênticas.</p><p>➝ Na fase G2, também há crescimento celular com</p><p>intensa produção proteica, isso para que a célula</p><p>possa passar para a fase M, que é a mitose,</p><p>propriamente.</p><p>➝ Na fase M, ocorre a divisão da célula, pela mitose.</p><p>➝ A mitose também é dividida em fases: prófase,</p><p>metáfase, anáfase e telófase.</p><p>➝ Na prófase, forma-se o fuso mitótico e os</p><p>cromossomos espiralados se prendem ao fuso.</p><p>➝ Na metáfase, ocorre a formação da placa</p><p>equatorial e a separação das cromátides irmãs.</p><p>➝ Na anáfase, ocorre a ida dos cromossomos ao polo.</p><p>➝ E, na telófase, os cromossomos deixam de estar</p><p>em espiral, a membrana nuclear se refaz, constitui</p><p>um nucléolo e ocorrem citocinese e cariocinese,</p><p>formando as células-filhas.</p><p>FASES DA MITOSE:</p><p>➝ Os tecidos têm capacidades diferentes de</p><p>proliferar e são classificados de acordo com essa</p><p>capacidade.</p><p>➝ As células estáveis são aquelas que estão em</p><p>tecidos com baixo potencial de proliferação.</p><p>➝ Um exemplo é o hepatócito, que só prolifera se é</p><p>estimulado a isso.</p><p>➝ As células lábeis estão continuamente no ciclo</p><p>celular; portanto, se dividem continuamente, como as</p><p>células da epiderme.</p><p>➝ E as células permanentes são aquelas que não se</p><p>dividem, por exemplo os miócitos e os neurônios.</p><p>➝ As células lábeis e estáveis, como as da epiderme</p><p>e os fibroblastos, têm alta capacidade de aumentar o</p><p>seu número de células.</p><p>➝ Já as permanentes não sofrem com hiperplasia e</p><p>sim com hipertrofia, que é o aumento do tamanho da</p><p>célula.</p><p>➝ As hiperplasias pseudoepiteliomatosas são</p><p>alterações hiperplásicas de células epiteliais, em</p><p>resposta a inflamações granulomatosas.</p><p>➝ Nessa patologia, ocorre proliferação intensa sem</p><p>atipia celular e, quando cessa o estímulo inflamatório,</p><p>a camada volta ao normal.</p><p>➝ Outra patologia relacionada à proliferação é a</p><p>neoplasia.</p><p>➝ Existem diversos tipos de neoplasias, mas vamos</p><p>nos focar naquelas relacionadas a alterações</p><p>celulares da pele.</p><p>➝ As neoplasias de pele são caracterizadas por</p><p>crescimento anormal e totalmente descontrolado das</p><p>células da pele.</p><p>➝ Os diferentes tipos de neoplasias de pele estão</p><p>relacionados com o local que é atingido.</p><p>➝ Dessa maneira, temos os carcinomas</p><p>basocelulares, os espinocelulares (células escamosas)</p><p>e o melanoma.</p><p>TIPOS DE NEOPLASIAS DE PELE:</p><p>➝ O carcinoma basocelular é o tipo mais frequente</p><p>de neoplasia de pele.</p><p>➝ Está relacionado com as células basais que formam</p><p>a camada profunda da epiderme.</p><p>➝ Em descoberta recente, revelou-se que ele pode</p><p>ter cura.</p><p>➝ São mais aparentes em locais de exposição ao sol,</p><p>como rosto, orelhas, pescoço, couro cabeludo e</p><p>ombro.</p><p>➝ Mais frequentemente, aparece uma pápula</p><p>vermelha com crosta central.</p><p>➝ O carcinoma espinocelular atinge as células</p><p>escamosas que estão presentes na camada superior</p><p>da pele.</p><p>➝ Pode aparecer em todo o corpo, mas são mais</p><p>frequentes em locais que ficam muito expostos ao sol.</p><p>➝ Geralmente podem ficar avermelhados, parecendo</p><p>uma ferida escamosa e com aparência de verruga.</p><p>➝ O melanoma é menos frequente, mas é o mais</p><p>agressivo.</p><p>➝ Mas, se detectado precocemente, tem grandes</p><p>chances de cura.</p><p>➝ É caracterizado por parecer uma pinta, que</p><p>geralmente muda de cor e pode variar de tamanho e</p><p>forma.</p><p>➝ Algumas vezes, pode sangrar.</p><p>➝ A sua localização pode ser em qualquer local do</p><p>corpo.</p><p>➝ Origina-se nas células de melanócitos e nas fases</p><p>iniciais são mais superficiais, mas podem atingir as</p><p>camadas mais profundas da pele.</p><p>➝ Essa capacidade de infiltração permite que esse</p><p>tipo de neoplasia faça metástase, que é o contato com</p><p>a corrente sanguínea e a colonização de outros</p><p>órgãos.</p><p>➝ As malformações se caracterizam por excessos ou</p><p>deficiências dos componentes da pele, podendo</p><p>incidir em um ou vários desses componentes.</p><p>➝ Geralmente designamos essas malformações com o</p><p>nome de nevo.</p><p>➝ Podemos separar os nevos em:</p><p>⮞ Epiteliais;</p><p>⮞ Sebáceos;</p><p>⮞ Pilosos.</p><p>➝ Os três possuem alguns constituintes normais, da</p><p>pele, em abundância.</p><p>➝ Os epiteliais são aqueles que possuem excesso de</p><p>estruturas epidérmicas, os sebáceos possuem muitas</p><p>glândulas sebáceas e os pilosos possuem muitos</p><p>folículos pilosos.</p><p>➝ Geralmente, essas malformações são benignas que</p><p>podem se transformar em malformações malignas,</p><p>por exemplo um melanoma.</p><p>➝ Um exemplo de uma malformação por</p><p>hipodesenvolvimento é a hipoplasia dérmica focal, que</p><p>pode ser tanto desenvolvimento anormal de epiderme</p><p>como da derme.</p><p>➝ As malformações, proliferações e degenerações</p><p>levam a um processo de disfunção na pele, que</p><p>geralmente está relacionada à inflamação.</p><p>➝ A pele possui alterações primárias de função sem</p><p>causa aparente como as sardas, que são o excesso de</p><p>melanina, e o vitiligo, que é a falta de melanina.</p><p>➝ As sardas aparecem quando tem muita melanina</p><p>nos locais que ficam mais expostos ao sol e acometem</p><p>pessoas de peles muito claras e ruivas. O seu</p><p>aparecimento é mais comum na infância e</p><p>adolescência. Possuem tons castanho-claros e são</p><p>diferentes de manchas na pele. São lesões benignas.</p><p>➝ O vitiligo é o contrário das sardas, pois é perda de</p><p>coloração da pele pela diminuição da função dos</p><p>melanócitos ou até mesmo pela ausência dessas</p><p>células. Manchas brancas aparecem devido a essa</p><p>falta de pigmentação. E a disposição das manchas</p><p>brancas é bem característica.</p><p>➝ O vitiligo acomete igualmente os dois sexos e pode</p><p>aparecer em qualquer idade. Geralmente</p><p>os</p><p>melanócitos dos pacientes com vitiligo são</p><p>destruídos. Ele pode apresentar caráter autoimune e</p><p>estar relacionado com a ocorrência na família.</p><p>Estresse e alguns distúrbios psicossociais podem</p><p>também levar ao seu aparecimento.</p><p>➝ As inflamações na pele podem ocorrer por diversos</p><p>fatores.</p><p>➝ Cada vez que ocorre um problema na pele, como</p><p>uma lesão, desencadeamos um processo interno de</p><p>resposta para auxiliar na eliminação e reparo daquela</p><p>lesão.</p><p>➝ As inflamações podem ser isoladas ou associadas a</p><p>processos como degenerações, alterações</p><p>metabólicas, proliferações e malformações.</p><p>➝ Mas, podemos entender que as inflamações são o</p><p>ponto final do processo fisiopatológico.</p><p>➝ Quando ocorre uma lesão, podendo ser um corte</p><p>na pele ou a entrada de algum microrganismo, o nosso</p><p>corpo precisa agir.</p><p>➝ Primeiro, para impedir sangramento e entrada de</p><p>novos invasores.</p><p>➝ Dessa maneira, uma cascata de eventos vai</p><p>acontecer no interior do corpo.</p><p>➝ O primeiro evento é a vasodilatação, com</p><p>consequente aumento do fluxo sanguíneo.</p><p>➝ Depois, ocorre o aumento da permeabilidade do</p><p>vaso, para que as células de defesa possam sair do</p><p>vaso e chegar ao local da lesão no tecido.</p><p>➝ Esse aumento de permeabilidade ocorre por efeito</p><p>da ação de mediadores químicos como as histaminas,</p><p>interleucinas, TNF-alfa e leucotrienos.</p><p>➝ Como os eritrócitos ficam concentrados no vaso</p><p>por perda de líquido para o interstício, devido ao</p><p>aumento da permeabilidade, ocorre a diminuição do</p><p>fluxo sanguíneo.</p><p>➝ E, assim, os leucócitos pavimentam o endotélio,</p><p>pois se ligam a moléculas de adesão como as</p><p>integrinas.</p><p>➝ Depois de aderidos ao vaso, sofrem processos</p><p>chamados de diapedese e transmigração, que são a</p><p>saída dos leucócitos para o local da inflamação, por</p><p>estímulos quimiotáticos.</p><p>➝ Na fase aguda, a inflamação se caracteriza por</p><p>eritema, edema e dor produzida pela compressão das</p><p>terminações nervosas.</p><p>➝ Na pele, a inflamação aguda causa dermatite e</p><p>eczemas agudos (vesiculação, exsudação e</p><p>consequências epidérmicas).</p><p>➝ Na fase crônica, a infiltração é de monócitos que,</p><p>ativados, se transformam em macrófagos.</p><p>➝ Esses macrófagos ativados produzem substâncias</p><p>químicas que são mediadores inflamatórios e que, se</p><p>não controlados, podem levar a lesões teciduais, com</p><p>fibroses características.</p><p>➝ Dentre as inflamações crônicas temos os</p><p>granulomas, que são grupos de macrófagos cercados</p><p>por leucócitos como os linfócitos e os plasmócitos.</p><p>Podem ser de corpo estranho ou imune.</p><p>➝ Quando o corpo está agindo contra os invasores,</p><p>temos a produção das citocinas pró-inflamatórias,</p><p>mas essas citocinas precisam ser barradas, em</p><p>determinado momento, para que não ocasionem mais</p><p>lesão no tecido.</p><p>➝ Dessa maneira, temos as citocinas anti-</p><p>inflamatórias que garantem o autocontrole do</p><p>processo inflamatório. Para que as citocinas possam</p><p>ser produzidas, precisamos de nutrientes</p><p>fundamentais.</p><p>➝ E a importância disso é que a nossa alimentação</p><p>está relacionada diretamente ao combate de</p><p>invasores e início de processos inflamatórios do</p><p>nosso organismo.</p><p>➝ Para a produção das pró-inflamatórias devemos</p><p>ingerir gorduras do tipo ômega 6, como as do açafrão</p><p>e do milho (ácido linoleico), e carne vermelha, ovos,</p><p>leite (ácido aracdônico).</p><p>➝ E, para a produção das anti-inflamatórias, devemos</p><p>ingerir gorduras ômega 3, como óleos de canola (ácido</p><p>alfa-linolênico) e salmão, atum e sardinha (ácido</p><p>docosa-hexaenoico).</p><p>➝ Dentre as inflamações da pele, temos algumas das</p><p>quais devemos saber um pouco mais, como acantose,</p><p>hiperqueratose e granulomas em paliçada.</p><p>➝ A acantose é a hipertrofia da camada espinhosa da</p><p>epiderme. Pode estar associada a diabéticos ou</p><p>obesos. Ocorre devido a um excesso de queratina.</p><p>➝ E tem como característica o aparecimento de</p><p>manchas escuras.</p><p>➝ Os locais mais afetados são axilas, pescoço e</p><p>virilha.</p><p>➝ Uma alimentação saudável e o controle da glicemia</p><p>podem evitar esse tipo de inflamação de pele.</p><p>➝ A hiperqueratose é o aumento do estrato córneo e</p><p>sua ocorrência geralmente se associa à presença de</p><p>uma quantidade grande de queratina.</p><p>➝ Isso pode levar também ao aumento da camada</p><p>granular da epiderme. Pode estar relacionada com</p><p>falta de vitamina A.</p><p>➝ Um tipo especial é a folicular, que tem como</p><p>característica o excesso de queratina nos folículos</p><p>capilares, levando à formação de pápulas.</p><p>➝ Já a hiperqueratose plantar ocorre nas solas dos</p><p>pés e a cirurgia é recomendada para retirada do</p><p>excesso de pele morta no local.</p><p>➝ Os granulomas em paliçada são inflamações</p><p>crônicas que têm como característica a degradação</p><p>das fibras de colágeno e ocorrem no granuloma</p><p>anular.</p><p>➝ O granuloma anular é benigno, de origem</p><p>autoimune, e acomete mais crianças e jovens.</p><p>➝ Pode estar relacionado com diversos estímulos,</p><p>como químicos, físicos, infecciosos e incidência de</p><p>algumas doenças. Mas, seu aparecimento não está</p><p>bem esclarecido ainda.</p><p>➝ Esse granuloma tem como característica a</p><p>formação de placas eritematosas da cor da pele,</p><p>parecendo um anel ou círculo. A forma disseminada é</p><p>mais comum nos idosos.</p><p>➝ A área central da placa é levemente atrófica e</p><p>aparece geralmente em cotovelos, pés e joelhos, mas</p><p>pode atingir o corpo todo.</p><p>➝ O colágeno na área central (derme superior) tem</p><p>completa degeneração e ocorre com aumento da</p><p>produção de mucina. Há uma alteração, também, nas</p><p>fibras elásticas.</p><p>➝ As lesões podem ser anulares ou papulosas. Muitas</p><p>vezes, podem ter associação com a exposição ao sol</p><p>ou relação com o diabetes mellitus.</p>