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Desenvolvimento Infantil

Material sobre avaliação e vigilância do desenvolvimento infantil; traz definições e áreas (motor, linguagem, sensorial, psicológico/social), uso da Caderneta da Criança, fatores de risco socioeconômicos e biológicos, sinais clínicos (perímetro cefálico, fenótipo, interação), anamnese e recomendações: ferro 1 mg/kg/dia a partir dos 3 meses e vitamina D 400 UI/dia.

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Prévia do material em texto

<p>- É o processo de mudança no comportamento do bebê que está relacionado</p><p>com:</p><p> os aspectos motores, incluindo modificações na postura e no</p><p>movimento;</p><p> o desenvolvimento da linguagem verbal e não verbal;</p><p> as questões sensoriais;</p><p> os aspectos psicológicos e sociais.</p><p>- O desenvolvimento caracteriza-se pelo processo de maturação</p><p>neurológica, comportamental, cognitiva, social e afetiva que a criança</p><p>desenvolve desde a concepção, o que lhe permite a realização de</p><p>funções cada vez mais complexas.</p><p>Conceitos Importantes</p><p>Giovanna Lopes</p><p>Divisão por Área</p><p>- Acompanhar o desenvolvimento físico e psicológico é um fundamento</p><p>básico da Pediatria e é essencial que o médico conheça as características do</p><p>que é o transcurso normal no sentido de prevenir os problemas e de</p><p>promover a saúde, identificando atrasos, sofrimentos e transtornos.</p><p>- Os generalistas não precisam fazer diagnósticos específicos, mas</p><p>precisam saber tudo o que foge do normal e que precisa da avaliação do</p><p>especialista.</p><p>- A Caderneta de Saúde da Criança sistematiza a avaliação do</p><p>desenvolvimento, por meio do acompanhamento dos principais marcos de</p><p>desenvolvimento esperados para cada idade. Por meio da Caderneta, o</p><p>profissional de saúde tem acesso às orientações a respeito das técnicas de</p><p>estimulação adequadas por faixa etária.</p><p>- A Caderneta de Saúde da Criança é a sistematização para a vigilância do</p><p>desenvolvimento infantil até os 3 anos de idade.</p><p>- Com base na presença ou ausência de alguns fatores de risco e de</p><p>alterações fenotípicas, a Caderneta orienta para tomadas de decisão.</p><p>- País em desenvolvimento.</p><p>- Alta prevalência de doenças (principalmente doenças negligenciadas nas</p><p>crianças, como malária, sarampo...).</p><p>- Gestações desfavoráveis (na adolescência, mãe sem acesso ao pré-natal,</p><p>sem acesso à alimentação saudável...).</p><p>- Condições socioeconômicas adversas.</p><p>- Violência verbal, física e sexual.</p><p>- Todas essas adversidades levam a um estresse crônico nas crianças.</p><p>Criança com desnutrição, cabelos rarefeitos, articulações proeminentes...</p><p>Uma criança nessa condição não irá ter um desenvolvimento</p><p>neuropsicomotor adequado.</p><p>- O estresse crônico causa aumento na liberação de hormônios, como a</p><p>corticotropina, o cortisol, a norepinefrina e a adrenalina, causando:</p><p> alteração na arquitetura cerebral da criança;</p><p> alterando a função da amígdala, hipocampo e córtex pré-frontal;</p><p> gerando prejuízos no processo de aprendizado, no comportamento e</p><p>na saúde =</p><p> = alto custo para a sociedade.</p><p>- Verificação do perímetro cefálico em crianças até 2 anos (medir com a</p><p>fita métrica na protuberância occipital e glabela) -> cérebro em franco</p><p>crescimento.</p><p>- Avaliar presença de alterações fenotípicas ao exame físico (faces que</p><p>lembram síndromes genéticas, microcefalia, macrocefalia, por exemplo).</p><p>Macrocefalia</p><p>Microcefalia</p><p>- Observação de algumas posturas, comportamentos e reflexos presentes</p><p>em determinadas faixas etárias da criança.</p><p>- Movimentos espontâneos da criança, interesse por objetos próximos, pelo</p><p>ambiente, verificar os cuidados da mãe ou cuidador com a criança pelo seu</p><p>estado de higiene e a atenção ao que ela, criança, está fazendo, para onde</p><p>olha, ou o que deseja naquele momento.</p><p>- Os brinquedos em consultórios são estratégicos para cada tipo de</p><p>avaliação do desenvolvimento. Por exemplo, para uma criança de 2 anos é</p><p>esperado que ela já consiga dar a função para os brinquedos (boneca para</p><p>ninar, carrinho para andar...).</p><p>- Observar a mãe e sua interação com a criança (vínculo mãe e filho).</p><p>- Como a mãe segura a criança -> contato visual e verbal de forma afetuosa</p><p>entre mãe e filho.</p><p>- A opinião da mãe sobre o desenvolvimento do filho e comparação com seus</p><p>outros filhos, caso houver.</p><p>- Lembrar de corrigir a idade gestacional caso a criança seja prematura.</p><p>- A anamnese deve caracterizar o contexto familiar e social em que a</p><p>criança está inserida. É necessário investigar situações que possam</p><p>interferir no desenvolvimento, como:</p><p> Intercorrências maternas durante a gestação: assistência ao pré-</p><p>natal, uso de álcool e drogas, doenças maternas, consanguinidade.</p><p> Condições do parto, idade gestacional, peso de nascimento,</p><p>prematuridade, intercorrências no período neonatal.</p><p> História familiar: com o objetivo de identificar doenças genéticas.</p><p> História médica pós-natal.</p><p> Observação do vínculo mãe-filho: observar o comportamento da mãe</p><p>em relação à criança durante a consulta.</p><p>- Ausência ou pré-natal incompleto.</p><p>- Prematuridade.</p><p>- Neuropatia.</p><p>- Doenças infecciosas.</p><p>- Deficiências de micronutrientes (ferro – o mais importante pro</p><p>desenvolvimento cognitivo social, fase de alta demanda por ferro) -> por</p><p>isso, toda criança de até 2 anos (a partir dos 3 meses) de idade</p><p>precisa de suplementação de ferro (1mg/kg/dia) e vitamina D</p><p>(400UI/dia).</p><p>- Paralisia cerebral.</p><p>- Consaguinidade entre os pais.</p><p>- Doença mental na família.</p><p>- Baixo peso ao nascimento.</p><p>- Restrição de crescimento intrauterino.</p><p>- Hospitalização no período neonatal.</p><p>- Infecções congênitas.</p><p>- Icterícia grave.</p><p>- Anoxia neonatal.</p><p>- Meningite.</p><p>- Crises convulsivas.</p><p>- Necessidade de ventilação mecânica prolongada.</p><p>- Baixo nível socioeconômico.</p><p>- Mãe adolescente.</p><p>- Depressão materna.</p><p>- Violência doméstica.</p><p>- Drogas ou alcoolismo entre os moradores da casa.</p><p>- Suspeita de abuso sexual.</p><p>- É a unidade fundamental do SNC, atuante no desenvolvimento cerebral na</p><p>infância.</p><p>- Nos primeiros anos de vida, o cérebro passa por um período de rápido</p><p>crescimento e diferenciação neuronal, onde a formação e conexão dos</p><p>neurônios são fundamentais para o estabelecimento das bases do</p><p>funcionamento cognitivo, emocional e comportamental ao longo da vida.</p><p>- O axônio vai se alongando e passando pelo processo de mielinização,</p><p>permitindo as sinapses posteriormente.</p><p>- Formação de Sinapses -> Permitem a conexão entre diferentes áreas</p><p>do cérebro a fim de promover a transmissão de informações e o</p><p>processamento de estímulos sensoriais, motores e cognitivos.</p><p>O Transtorno de Processamento Sensorial (TPS) se trata de uma condição</p><p>em que, tanto o cérebro, quanto o sistema nervoso apresentam dificuldades</p><p>para processar estímulos do ambiente e os sentidos. Essas pessoas sofrem</p><p>com essa sensibilidade intensa e que atrapalha bastante a rotina.</p><p>Assim, podem ser mais seletivos com comida, não gostar de barulho, se</p><p>sentirem mal ao serem tocado, não gostam de se sujar, reclamam da luz e</p><p>cheiros, além de serem mais sensível à dor.</p><p>O normal é a criança fazer atividades, desde bebê, de estimulação</p><p>sensorial, como pegar na grama, pegar na areia (o contato com a natureza</p><p>traz grande repertório sensorial para crianças)... Quanto à introdução</p><p>alimentar, não basta só uma exposição ao alimento, é necessário repetidas</p><p>exposições até que a criança se acostume. O ideal é que a criança seja</p><p>exposta ao menos 20x para que ela realmente entenda o que gosta e o que</p><p>não gosta.</p><p>- Plasticidade Neural -> Principalmente nos primeiros 5 anos de vida, é a</p><p>capacidade de se adaptar e reorganizar em resposta a estímulos ambientais</p><p>na qual os neurônios ajustam as conexões sinápticas com base nas</p><p>experiencias vivenciadas pelo indivíduo para que o cérebro se adapte a novos</p><p>aprendizados e desafios ao longo do desenvolvimento.</p><p>Quantidade de sinapses. As sinapses mais eficazes e em maior número</p><p>dependem da quantidade de experiências que se oferece para a criança.</p><p>Nos primeiros 2 anos de vida ocorre o maior desenvolvimento das vias</p><p>sensoriais e da linguagem. As funções cognitivas superiores têm um pico</p><p>depois dos 5 anos de idade. Por isso, o nosso papel é oferecer experiências</p><p>sensoriais e estimular a linguagem -> maior mielinização das fibras nervosas.</p><p>- Desenvolvimento de Habilidades Cognitivas e Emocionais -></p><p>Desenvolvimento</p><p>da linguagem: neurônios especializados nas áreas do</p><p>cérebro responsáveis pela compreensão e produção da fala formam</p><p>conexões sinápticas que permitem o processamento eficiente da informação</p><p>verbal.</p><p>- Coordenação Motora e Sensorial -> Neurônios localizados na medula</p><p>espinhal e no córtex motor são responsáveis pelo controle dos movimentos</p><p>do corpo e pela integração sensorial, permitindo que a criança desenvolva</p><p>habilidades motoras finas e grossas, bem como uma sensibilidade sensorial</p><p>adequada ao ambiente. O desenvolvimento motor acontece de forma cefalo-</p><p>caudal.</p><p>- O cérebro passa por um período de rápida expansão e crescimento</p><p>sináptico.</p><p>- Proliferação exuberante de sinapses, formando a base para o</p><p>desenvolvimento futuro.</p><p>- O córtex pré-frontal, área do cérebro associada ao planejamento, tomada</p><p>de decisão e controle emocional, começa a se desenvolver, embora de forma</p><p>rudimentar.</p><p>- A mielinização, ainda em estágios iniciais, o que pode influenciar a</p><p>velocidade de processamento neural. Estímulos ambientais, como interações</p><p>afetivas com cuidadores e experiências sensoriais, desempenham um papel</p><p>fundamental na organização e conexão neuronal nesse estágio inicial.</p><p>As capacidades sensoriais e a linguagem são as principais desenvolvidas nos</p><p>primeiros 5 anos de vida.</p><p>Capacidade do cérebro da criança de se reorganizar. Por isso, se preza</p><p>muito pelo diagnóstico precoce de Autismo.</p><p>Tudo que acontece desde a gestação, nos primeiros dias de vida e até os 5</p><p>anos da criança (2.220 dias) são de extrema importância para saúde e</p><p>desenvolvimento da criança. A epigenética prega acerca do ambiente como</p><p>um contribuinte ou não da expressão da genética da criança. Por exemplo,</p><p>muitas crianças nascem com o potencial para o Autismo, mas, muitas vezes,</p><p>por estarem em ambientes saudáveis e adequados, o seu cérebro consegue</p><p>superar a genética que trouxe para ela a possibilidade do Autismo. Assim</p><p>como, quem traz o traço genético do Autismo e vive em um ambiente de</p><p>falta de estímulo e falta de afeto, ela vai acabar desenvolvendo a doença do</p><p>mesmo jeito. Isso se aplica a várias doenças de cunho genético.</p><p>- A composição da microbiota intestinal do recém-nascido é influenciada por</p><p>uma complexa variedade de fatores fisiológicos, culturais e ambientais.</p><p>- O microbioma da criança começa a se desenvolver ainda dentro da barriga</p><p>da mãe.</p><p>Tudo o que acontece com o bebê intraútero pode ser fator de risco para o</p><p>seu DNPM. Os LCPUFAs (ômegas) são um tipo de gordura que é essencial</p><p>para o desenvolvimento do cérebro e da visão dos recém-nascidos. O leite</p><p>materno contém quantidades adequadas de LCPUFA e, portanto, é</p><p>considerado melhor do que o leite em fórmula. Existem no mercado algumas</p><p>fórmulas com LCPUFA adicionados. É um ácido graxo de cadeia longa,</p><p>responsável pela mielinização cerebral e desenvolvimento da retina. Quem</p><p>não está conseguindo de forma satisfatória, faz-se suplementação.</p><p>- Muito destaque tem se dado para o desenvolvimento cognitivo e, nesse</p><p>sentido, a ingestão dos LCPUFAs é essencial para o desenvolvimento</p><p>cerebral.</p><p>- Cerca de 70 a 80% do cérebro se forma justamente nos primeiros 2 anos</p><p>de vida.</p><p>- Durante os primeiros 1.000 dias (primeiros 2 anos), o desenvolvimento do</p><p>cérebro é rápido, com a nutrição desempenhando papel importante na</p><p>expressão do código genético.</p><p>- Todos os nutrientes são necessários, mas alguns deles têm alto impacto</p><p>em seu desenvolvimento inicial, além das gorduras (LCPUFAS – DHA e ARA),</p><p>como as proteínas, ferro, zinco, iodo, selênio, magnésio e vitaminas A, D, E e</p><p>B12.</p><p>- O efeito é maior nos períodos fetal e pós-natal precoce devido, às altas</p><p>demandas metabólicas do cérebro nessa idade.</p><p>- Progressão da mielinização, aumentando a eficiência na transmissão de</p><p>impulsos nervosos e melhorando as habilidades motoras e cognitivas da</p><p>criança.</p><p>- Receptivo a estímulos relacionados à linguagem e à socialização.</p><p>- O córtex pré-frontal (responsável pela maturidade emocional) continua a</p><p>se desenvolver, permitindo um maior controle emocional e cognitivo. Porém,</p><p>ele ainda é imaturo, o que pode resultar em dificuldades na regulação</p><p>emocional e no autocontrole.</p><p>- O cérebro passa por refinamentos significativos nos quais a mielinização</p><p>continua a se aprimorar.</p><p>- O córtex pré-frontal amadurece gradualmente, possibilitando um maior</p><p>planejamento, pensamento abstrato e controle executivo.</p><p>- Aqui, as habilidades cognitivas, como memória, raciocínio e resolução de</p><p>problemas, atingem níveis mais sofisticados. O cérebro torna-se mais</p><p>adaptável a novos aprendizados, embora ainda esteja em desenvolvimento e</p><p>suscetível à influência do ambiente.</p><p>- Reflexos primitivos (resposta automática do cérebro – movimentos</p><p>involuntários), posturas e habilidades. Ao longo dos meses, o cérebro deixa</p><p>de agir de forma automática e vai fazendo os movimentos de forma</p><p>voluntária.</p><p>- Os reflexos primitivos caracterizam o funcionamento cerebral</p><p>subcortical, sendo considerados fisiológicos nos primeiros meses de vida.</p><p>São movimentos estereotipados, desencadeados por algum tipo de</p><p>estímulo. Eles são encontrados em todos os recém-nascidos a temos e</p><p>vão desaparecendo, sendo substituídos por movimentos voluntários, de</p><p>acordo com a evolução da mielinização do SNC.</p><p>O Reflexo de Moro é ideal estar presente só até de 2 a 3 meses.</p><p>O Reflexo Tônico-Cervical também é chamado de Reflexo do Esgrimista.</p><p>A preensão palmar é perdida entre 2 e 3 meses, mas a preensão plantar só é</p><p>perdida em torno de 9 meses (amadurecimento cefalocaudal).</p><p>- Crianças de 1 mês a menores de 2 meses -> Já vocaliza sons,</p><p>esperneia alternadamente, movimenta mais os membros, tem sorriso social,</p><p>abre as mãos.</p><p>- Crianças com 2 meses -> Já fixa o olhar no rosto do examinador ou da</p><p>mãe, segue objetos na linha média, reage ao som e eleva a cabeça quando</p><p>colocada de bruços. Ainda possuem preferência pelo preto e branco, só</p><p>começam a enxergar as cores por volta do 3º mês de vida.</p><p>- Crianças de 4 meses -> Já responde ao examinador, segura objetos,</p><p>emite sons e sustenta a cabeça.</p><p>- Criança com 6 meses -> Já alcança um brinquedo, leva objetos a boca,</p><p>localiza o som, rola e senta com apoio.</p><p>IA só se a criança já tiver atingido todos os marcos fisiológicos e motores</p><p>para a idade, se não, esperar. Capaz de levar o alimento até a boca, já senta</p><p>e tem uma boa sustentação do tórax (risco de engasgar)...</p><p>- Criança com 9 meses -> Já brinca de esconde e achou, transfere</p><p>objetos de uma mão para outra, duplica sílabas (ma-ma, pa-pa -> sílabas</p><p>fáceis de pronunciar), senta sem apoio e engatinham.</p><p>- Criança com 12 meses -> Já imita gestos (dar tchau, bate palma), faz</p><p>pinça fina, fala jargões (falas incompreensíveis) e anda com apoio.</p><p>- Criança com 15 meses -> Exexuta gestos a pedido, coloca blocos na</p><p>caneca, produz uma palavra (água, bola, céu), anda sem apoio.</p><p>- Criança com 18 meses -> Identifica 2 objetos, rabisca</p><p>espontanemanete, produz 3 palavras e anda para trás.</p><p>- Com 1 ano e meio a criança já precisa estar conectada, precisa demonstrar</p><p>uma boa comunicação não verbal com as pessoas.</p><p>- Criança com 24 meses -> Tira a roupa, constroi torre de 3 cubos,</p><p>aponta 2 figuras e chuta a bola. Com 2 anos é o prazo máximo para a criança</p><p>estar falando pelo menos uma frase de 4 palavras.</p><p>- É um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por</p><p>desenvolvimento atípico, manifestações comportamentais atípicas, déficits</p><p>na comunicação e na interação social, padrões de comportamentos</p><p>repetitivos e estereotipados (flapping, balançar a cabeça, andar na ponta</p><p>dos pés), podendo apresentar um repertório restrito de interesses e</p><p>atividades (só brincar com um determinado brinquedo, enfilerar os</p><p>brinquedos – sistemáticos).</p><p>-</p><p>São bebês que ainda não falam nada com 1 ano e meio de idade, não</p><p>interage com o cuidador, não demonstra afeto...</p><p>- Se é um Espectro, há vários graus. Há criança somente com traços leves e</p><p>outra com grau mais avançado.</p><p>- Sinais de alerta no neurodesenvolvimento da criança podem ser percebidos</p><p>nos primeiros meses de vida, sendo o diagnóstico estabelecido por volta dos</p><p>2 a 3 anos de idade.</p><p>- Os fatores ambientais podem aumentar ou diminuir o risco de TEA em</p><p>pessoas geneticamente predispostas.</p><p>- A exposição a agentes químicos, deficiência de vitamina D e ácido fólico,</p><p>uso de substâncias (como ácido valpróico) durante a gestação,</p><p>prematuridade (com idade gestacional abaixo de 35 semanas), baixo peso ao</p><p>nascer (< 2.500g), gestações múltiplas, infecção materna durante a gravidez</p><p>e idade parental avançada são considerados fatores contribuintes para o</p><p>desenvolvimento do TEA.</p><p>Desenvolvimento motor grosseiro de 0 a 15 meses</p><p>Desenvolvimento motor grosseiro de 18 meses a 5 anos</p><p>Desenvolvimento motor fino de 0 a 15 meses</p><p>Desenvolvimento motor fino de 18 meses a 5 anos</p><p>Desenvolvimento social de 0 a 18 meses</p><p>Desenvolvimento social de 2 a 5 anos</p><p>Desenvolvimento da linguagem de 0 a 24 meses</p><p>Desenvolvimento da linguagem de 30 meses a 5 anos</p><p>- Fernanda tem 28 dias. Sua mãe tem 15 anos e fez uso de drogas na</p><p>gestação. Nasceu à termo, porém pesou 2.300g (baixo peso = abaixo de</p><p>2.500g). O parto foi normal e não chorou logo ao nascer. Ficou hospitalizada</p><p>por 10 dias. Em casa, a avó tem notado-a muito quieta e com dificuldade</p><p>para alimentar-se. Foi levada ao serviço de saúde. O profissional que a</p><p>atendeu observou que não apresentava o Reflexo de Moro (presente até os</p><p>2 meses normalmente, é o “reflexo do abraço”, movimenta os braços ao</p><p>fingir que vai deitar a criança), nem reagia aos estímulos sonoros, seus</p><p>braços e pernas estavam estendidos e hipotônicos (o normal é a criança está</p><p>com braços e pernas fletidos e durinhos, mãos fechadas, cabeça tentando</p><p>se firmar) e não apresentava o Reflexo de Sucção. Seu perímetro cefálico</p><p>era de 36cm e não apresentava alterações fenotípicas.</p><p>- João tem 1 mês e 15 dias. Sua gestação transcorreu sem problemas, tendo</p><p>sua mãe feito o pré-natal desde o segundo mês de gravidez. Seus pais não</p><p>são presentes nem há histórico de pessoas com problemas físicos e mentais</p><p>na família de ambos. João nasceu à termo, pesou 3.600g, chorou logo ao</p><p>nascer, não tendo apresentado nenhuma alteração no período neonatal. Está</p><p>sendo acompanhado no Programa de Saúde da Família. Compareceu hoje à</p><p>unidade para acompanhamento do crescimento e desenvolvimento. Está</p><p>pesando 4.900g, em aleitamento materno exclusivo. Seu perímetro cefálico</p><p>é de 38cm (nos primeiros 6 meses, a criança ganha 1,5 a 2cm de PC ao mês)</p><p>e não apresenta alterações fenotípicas. O profissional avaliou seu</p><p>desenvolvimento e observou que João já responde ao sorriso, emitia sons,</p><p>movimenta as pernas alternadamente e já abre as mãos em alguns</p><p>momentos.</p><p>- João está saudável.</p><p>- Júlia tem 5 meses. Procedente de Uricurituba, sua mãe não realizou pré-</p><p>natal e a lactente não realizou triagem neonatal. O médico perguntou à mãe</p><p>como foi sua gestação, parto e nascimento. A mãe de Júlia respondeu que</p><p>teve um quadro febril no 3º mês de grávida, seguido de erupção</p><p>avermelhada no corpo. Júlia nasceu à termo, chorou logo ao nascer, pesou</p><p>3.050g. Ao examiná-la, o profissional verificou um perímetro cefálico de</p><p>37cm (geralmente, as crianças nascem com 35 a 36cm de PC), estrabismo</p><p>convergente bilateral e uma postura atípica, mantendo o pescoço estendido.</p><p>Quando colocada em decúbito dorsal, não sustentava a cabeça.</p><p>PC da Júlia.</p><p>- Júlia também tem microcefalia em decorrência de infecção materna por</p><p>zika vírus.</p>

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