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<p>Aula 2: Receita públ...</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Púb...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Sumário</p><p>.......................................................................................................................................................................................</p><p>PROCEDIMENTOS CONTÁBEIS ORÇAMENTÁRIOS: RECEITA PÚBLICA................................................</p><p>PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS...........................................................................................................................</p><p>ASPECTOS INTRODUTÓRIOS...............................................................................................................................</p><p>PRINCÍPIO DA LEGALIDADE................................................................................................................................</p><p>PRINCÍPIO DA ANUALIDADE...............................................................................................................................</p><p>PRINCÍPIO DA UNIDADE/TOTALIDADE...........................................................................................................</p><p>FIQUE ATENTO!.........................................................................................................................................................</p><p>PRINCÍPIO DA UNIVERSALIDADE......................................................................................................................</p><p>QUESTÃO PARA FIXAR..........................................................................................................................................</p><p>PRINCÍPIO DO ORÇAMENTO BRUTO................................................................................................................</p><p>QUESTÃO PARA FIXAR..........................................................................................................................................</p><p>PRINCÍPIO DA EXCLUSIVIDADE.........................................................................................................................</p><p>QUESTÃO PARA FIXAR..........................................................................................................................................</p><p>PRINCÍPIO DA ESPECIFICAÇÃO, ESPECIALIZAÇÃO OU DISCRIMINAÇÃO..........................................</p><p>QUESTÃO PARA FIXAR..........................................................................................................................................</p><p>PRINCÍPIO DA NÃO AFETAÇÃO..........................................................................................................................</p><p>FIQUE ATENTO!.........................................................................................................................................................</p><p>QUESTÃO PARA FIXAR..........................................................................................................................................</p><p>PRINCÍPIO DO EQUILÍBRIO..................................................................................................................................</p><p>QUESTÃO PARA FIXAR..........................................................................................................................................</p><p>PRINCÍPIO DA UNIDADE DE CAIXA...................................................................................................................</p><p>FIQUE ATENTO!.........................................................................................................................................................</p><p>QUESTÃO PARA FIXAR..........................................................................................................................................</p><p>PRINCÍPIO DA PROIBIÇÃO DO ESTORNO.......................................................................................................</p><p>FIQUE ATENTO!.........................................................................................................................................................</p><p>QUESTÃO PARA FIXAR..........................................................................................................................................</p><p>PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE..............................................................................................................................</p><p>PRINCÍPIO DA CLAREZA.......................................................................................................................................</p><p>5</p><p>5</p><p>5</p><p>6</p><p>6</p><p>7</p><p>8</p><p>9</p><p>11</p><p>11</p><p>12</p><p>13</p><p>14</p><p>15</p><p>16</p><p>18</p><p>18</p><p>19</p><p>20</p><p>21</p><p>22</p><p>23</p><p>24</p><p>24</p><p>25</p><p>26</p><p>27</p><p>27</p><p>2 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>PRINCÍPIO DO PLANEJAMENTO E DA PROGRAMAÇÃO............................................................................</p><p>CONSIDERAÇÕES GERAIS....................................................................................................................................</p><p>QUESTÃO PARA FIXAR..........................................................................................................................................</p><p>RECEITA ORÇAMENTÁRIA....................................................................................................................................</p><p>ASPECTOS INTRODUTÓRIOS...............................................................................................................................</p><p>RECEITA ORÇAMENTÁRIA....................................................................................................................................</p><p>FIQUE ATENTO!.........................................................................................................................................................</p><p>INGRESSOS EXTRAORÇAMENTÁRIOS..............................................................................................................</p><p>QUESTÃO PARA FIXAR..........................................................................................................................................</p><p>CLASSIFICAÇÕES DA RECEITA ORÇAMENTÁRIA.........................................................................................</p><p>EFETIVA X NÃO EFETIVA.......................................................................................................................................</p><p>ORIGINÁRIAS X DERIVADAS................................................................................................................................</p><p>QUESTÃO PARA FIXAR..........................................................................................................................................</p><p>CLASSIFICAÇÕES DA RECEITA ORÇAMENTÁRIA SEGUNDO O MCASP ...............................................</p><p>CLASSIFICAÇÃO POR NATUREZA DA RECEITA ...........................................................................................</p><p>QUESTÃO PARA FIXAR..........................................................................................................................................</p><p>CLASSIFICAÇÃO POR INDICADOR DE RESULTADO ...................................................................................</p><p>CLASSIFICAÇÃO POR FONTE/DESTINAÇÃO DE RECURSOS (FR)...........................................................</p><p>FIQUE ATENTO!.........................................................................................................................................................</p><p>PONTOS RELEVANTES SOBRE RECEITAS PÚBLICAS..................................................................................</p><p>QUESTÃO PARA FIXAR..........................................................................................................................................</p><p>ESTÁGIOS DA RECEITA..........................................................................................................................................</p><p>PREVISÃO - PLANEJAMENTO .............................................................................................................................</p><p>exploração de atividades econômicas (Agropecuária,</p><p>Industrial e de Serviços); recursos �nanceiros recebidos de outras pessoas de direito</p><p>público ou privado, quando destinadas a atender despesas classi�cáveis em Despesas</p><p>Correntes (Transferências Correntes); por �m, demais receitas que não se enquadram</p><p>nos itens anteriores, nem no conceito de receita de capital (Outras Receitas Correntes).</p><p>Receitas Orçamentárias de Capital são arrecadadas dentro do exercício �nanceiro,</p><p>aumentam as disponibilidades �nanceiras do Estado, mas,  em geral,  não afetam o</p><p>Patrimônio Líquido do setor público, ou seja, são receitas não efetivas.</p><p>Receitas de Capital são as provenientes tanto da realização de recursos �nanceiros</p><p>oriundos da constituição de dívidas (Operações de Crédito) e da conversão, em espécie,</p><p>de bens e direitos (Alienação de Bens), quanto de recursos recebidos de outras pessoas</p><p>44 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>de direito público ou privado (Amortização de Empréstimos) e destinados a atender</p><p>despesas classi�cáveis em Despesas de Capital (Transferências de capital), bem como</p><p>outras receitas de capital.</p><p>O dígito para as receitas correntes é o “1” e para as receitas de capital é o “2”.</p><p>Existem também as receitas de operações intraorçamentárias, que são aquelas</p><p>realizadas entre órgãos e demais entidades da Administração Pública do mesmo ente</p><p>federativo e integrantes do orçamento �scal e do orçamento da seguridade social. Não</p><p>representam novas entradas de recursos, mas apenas movimentações de receita entre</p><p>os órgãos. Nesse caso, o dígito “7” representa as receitas correntes intraorçamentárias e</p><p>o “8” representa as receitas de capital intraorçamentárias. Visam impedir dupla</p><p>contagem.</p><p>Note que apesar de existirem 4 possíveis numerais, existem apenas 2 tipos de</p><p>categorias econômicas: correntes e de capital.</p><p>Origem (2º nível)</p><p>Agora vem a pergunta: quais são as receitas correntes e de capital?</p><p>É justamente aí que entra o próximo nível da classi�cação por natureza de receita: a</p><p>origem.</p><p>Categoria econômica Dígito</p><p>Receitas correntes 1</p><p>Receitas de capital 2</p><p>Receitas correntes intraorçamentárias 7</p><p>Receitas de capital intraorçamentárias 8</p><p>45 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Segundo o MCASP e o Manual Técnico de Orçamento – MTO, a  origem é o</p><p>detalhamento das categorias econômicas e serve para identi�car a procedência das</p><p>receitas no momento em que ingressam nos cofres públicos. Vejamos:</p><p>São receitas correntes aquelas provenientes de:</p><p>Tributos;</p><p>Contribuições;</p><p>Patrimoniais (exploração do patrimônio estatal);</p><p>Agropecuárias, Industriais e Serviços (exploração de atividades econômicas);</p><p>Transferências Correntes (recursos �nanceiros recebidos de outras pessoas de</p><p>direito público ou privado, quando destinadas a atender despesas classi�cáveis</p><p>em Despesas Correntes);</p><p>Outras Receitas Correntes (demais receitas que não se enquadram nos itens</p><p>anteriores, nem no conceito de receita de capital).</p><p>São receitas de capital aquelas provenientes de:</p><p>Operações de Crédito (realização de recursos �nanceiros oriundos da</p><p>constituição de dívidas);</p><p>Alienação de Bens (realização de recursos �nanceiros oriundos da conversão,</p><p>em espécie, de bens e direitos);</p><p>Amortização de Empréstimos (recursos recebidos de outras pessoas de direito</p><p>público ou privado);</p><p>Transferências de capital (recursos destinados a atender despesas</p><p>classi�cáveis em Despesas de Capital);</p><p>Outras receitas de capital (receitas de capital que não atendem às</p><p>especi�cações anteriores).</p><p>46 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Essa é a parte que vocês perguntam: é importante para a prova saber todas</p><p>essas classi�cações? E eu respondo:  COM CERTEZA! Isso despenca em</p><p>concurso! Mas calma! Há um macete mnemônico para nos ajudar a �xar:</p><p>Receitas correntes: TributaConPAIS TransOu</p><p>Tributárias;</p><p>Contribuições;</p><p>Patrimoniais;</p><p>Agropecuária;</p><p>Industriais;</p><p>Serviços;</p><p>Transferências Correntes;</p><p>Outras Receitas Correntes;</p><p>Receitas de capital: OperaAliAmor TransOu</p><p>Operações de Crédito;</p><p>Alienação de Bens;</p><p>Amortização de Empréstimos;</p><p>Transferências de capital;</p><p>Outras receitas de capital.</p><p>Os dígitos desse nível �cam da seguinte forma:</p><p>47 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Vamos ver agora como esse assunto tem sido cobrado em prova:</p><p>Origem</p><p>1 Receitas Correntes</p><p>7 Receitas Intraorçamentárias Corren</p><p>tes</p><p>2 Receitas de capital</p><p>8 Receitas Intraorçamentárias de</p><p>Capital</p><p>1 Impostos, Taxas e Contribuições de m</p><p>elhoria</p><p>1 Operações de Crédito</p><p>2 Contribuições 2 Alienação de Bens</p><p>3 Receita Patrimonial 3 Amortização de Empréstimos</p><p>4 Receita Agropecuária 4 Transferências de Capital</p><p>5 Receita Industrial 9 Outras Receitas de Capital</p><p>6 Receita de Serviços</p><p>7 Transferências Correntes</p><p>9 Outras Receitas Correntes</p><p>48 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Questão para �xar</p><p>(FGV – SEFAZ/RJ – 2009) Assinale a alternativa que  não corresponda a uma receita</p><p>corrente.</p><p>A) Receita de operação de crédito;</p><p>B) Receita tributária.</p><p>C) Receita patrimonial.</p><p>D) Receita industrial.</p><p>E) Receita de contribuições.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Como podemos ver no nosso resumo esquemático, apenas a receita de  operação de</p><p>crédito não é receita corrente.</p><p>Gabarito: LETRA A</p><p>Espécie (3º nível)</p><p>A  espécie é um detalhamento que visa especi�car ainda mais a receita, permitindo</p><p>quali�car com maior detalhe seu fato gerador.</p><p>Exempli�cando, temos as seguintes espécies dentro da Origem de receitas correntes</p><p>de  contribuições: “Contribuições Sociais”, “Contribuições Econômicas”, “Contribuições</p><p>para Entidades Privadas de Serviço Social e de Formação Pro�ssional” e “Contribuição</p><p>para Custeio de Iluminação Pública.</p><p>49 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Aqui não vale à pena relacionar com os dígitos, pois são muitos!</p><p>Desdobramentos para Identi�cação de Peculiaridades da Receita (4º nível)</p><p>Na nova estrutura de codi�cação foram reservados 4 dígitos para eventuais</p><p>desdobramentos, visando identi�car particularidades de cada receita, caso seja</p><p>necessário. Assim, esses dígitos  PODEM OU NÃO ser utilizados, observando-se a</p><p>necessidade de especi�cação do recurso.</p><p>Até o exercício de 2021, as receitas exclusivas de estados, Distrito Federal e municípios,</p><p>eram identi�cadas pelo quarto dígito da codi�cação, utilizando o número “8” (Ex.:</p><p>1.9.0.8.xx.x.x - Outras Receitas Correntes Exclusivas de Estados e Municípios), respeitando</p><p>a estrutura dos três dígitos iniciais. Assim, os demais dígitos (quinto, sexto e sétimo)</p><p>eram utilizados para atendimento das peculiaridades e necessidades gerenciais dos</p><p>entes.</p><p>A partir do exercício de 2022, facultativamente, e 2023, obrigatoriamente, as receitas</p><p>exclusivas de estados, Distrito Federal e municípios, serão identi�cadas nos 5º e 6º</p><p>dígitos da codi�cação com números de “50” até “98” (Ex: 1.1.1.2.51.0.0 - Imposto sobre a</p><p>Propriedade de Veículos Automotores), respeitando a estrutura de quatro dígitos</p><p>iniciais. Assim, o sétimo dígito será utilizado para atendimento das peculiaridades e</p><p>necessidades gerenciais dos entes, ressaltando que sempre deverá haver portaria</p><p>especí�ca da STN para �ns de estabelecimento de tais códigos.</p><p>Ressalta-se que os números de “00” a “49” para a União nos 5º e 6º dígitos deste nível</p><p>podem ser utilizados pelos estados, DF e municípios, no que couber.</p><p>Tipo (5º nível)</p><p>O tipo, correspondente ao último dígito na natureza de receita, tem a �nalidade de</p><p>identi�car o tipo de arrecadação</p><p>a que se refere aquela natureza, sendo:</p><p>Tipo</p><p>0</p><p>Natureza agregadora – quando se tratar de natureza de receita não valoriz</p><p>ável ou agregadora)</p><p>50 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Todo código de natureza de receita termina com um dos dígitos acima.</p><p>Vale mencionar que natureza agregadora representa a soma dos outros numerais, ou</p><p>seja, ela totaliza os códigos similares que terminam em 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7,8 e 9. Entretanto,</p><p>não é utilizada na arrecadação da receita, apenas na demonstração da totalização dos</p><p>valores. Na União, os dígitos 5 a 8 estão sendo utilizados, atualmente, apenas no que</p><p>tange ao imposto sobre importação.</p><p>Agora que vimos todos os níveis, voltemos aos nossos dois exemplos iniciais para</p><p>compreendê-los melhor!</p><p>Exemplo 1: 1.1.1.4.01.1.1 - Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI - fumo – principal.</p><p>1 Receita principal – quando se tratar da arrecadação principal da receita)</p><p>2 Multas e juros da receita principal</p><p>3 Dívida Ativa da receita principal</p><p>4 Multas e juros de mora da dívida ativa da receita principal</p><p>5 Multa da Receita Principal quando não se aplicar o tipo 2</p><p>6 Juros da Receita Principal quando não se aplicar o tipo 2</p><p>7 Multas da Dívida Ativa quando não se aplicar o tipo 4</p><p>8 Juros da Dívida Ativa quando não se aplicar o tipo 4</p><p>51 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Exemplo 2: 2.2.2.0.00.1.2 - Alienação de Bens Imóveis – multa e juros.</p><p>52 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Bem melhor agora, certo? Vamos adiante!</p><p>Classi�cação por indicador de resultado</p><p>Nesta classi�cação, as receitas do Governo Federal são divididas em �nanceiras (ou não</p><p>primárias) e primárias (ou não �nanceiras).</p><p>Receitas �nanceiras (ou não primárias): são aquelas receitas que se relacionam com</p><p>dívida. Exemplos: operações de crédito, pagamento de juros e amortização,</p><p>privatizações (embora não abranja todas as receitas com alienação de bens).</p><p>Receitas primárias (ou não �nanceiras): aquelas que não se relacionam com dívida ou</p><p>desmobilização. Exemplos: tributárias, de contribuições, patrimoniais, de aluguéis,</p><p>53 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>industriais.</p><p>Segundo o MCASP, esta classi�cação orçamentária da receita não tem caráter</p><p>obrigatório para todos os entes e foi instituída para a União com o objetivo de identi�car</p><p>quais são as receitas e as despesas que compõem o Resultado Primário do Governo</p><p>Federal, que é representado pela diferença entre as receitas primárias e as despesas</p><p>primárias. Em contrapartida, as receitas e despesas �nanceiras não são computadas</p><p>nesse cálculo.</p><p>Vejamos esquematicamente:</p><p>Classi�cação por fonte/destinação de</p><p>recursos (FR)</p><p>Suponha que no orçamento familiar seja necessário  reservar previamente a</p><p>remuneração de 20% do salário do integrante da família mais velho para cobrir</p><p>despesas com o aluguel da casa em que todos moram. Essa é justamente a ideia de</p><p>classi�car a receita conforme a destinação legal dos recursos arrecadados.</p><p>A classi�cação orçamentária por  fontes/destinações de recursos visa identi�car as</p><p>fontes de �nanciamento dos gastos públicos. Ou seja, a ideia é um identi�cador que</p><p>integre a origem (de onde veio) da receita orçamentária com a destinação (onde será</p><p>gasto) do recurso na despesa orçamentária.</p><p>Por sua vez, “fonte” nada mais é que um código numérico que, tal qual a natureza de</p><p>receita, possui uma lógica de formação regida por regras previamente estabelecidas.</p><p>54 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Para a receita, o código indica a destinação dos recursos. E para a despesa, ele indica</p><p>a origem dos recursos que estão sendo utilizados. Segundo o MCASP, esse “mecanismo</p><p>integrador possui um papel duplo no processo orçamentário”.</p><p>A legislação possui mecanismos que resguardam a aplicação dos recursos vinculados</p><p>aos objetos de sua vinculação, como é o caso dos arts. 8º e 50, I, da LRF. Vejamos:</p><p>Art.8º</p><p>Parágrafo único. Os recursos legalmente vinculados à �nalidade especí�ca serão</p><p>utilizados  exclusivamente para atender ao objeto de sua vinculação, ainda que em</p><p>exercício diverso daquele em que ocorrer o ingresso</p><p>Art. 50. Além de obedecer às demais normas de contabilidade pública, a escrituração</p><p>das contas públicas observará as seguintes:</p><p>I – a disponibilidade de caixa constará de registro próprio, de modo que os recursos</p><p>vinculados a órgão, fundo ou despesa obrigatória �quem identi�cados e escriturados de</p><p>forma individualizada.</p><p>Segundo o MCASP, denomina-se FR a cada  agrupamento de receitas que possui as</p><p>mesmas normas de aplicação. A fonte, nesse contexto, é  instrumento de gestão</p><p>da  receita e da  despesa ao mesmo tempo, pois tem como objetivo assegurar que</p><p>determinadas  receitas sejam direcionadas para �nanciar atividades (despesas)</p><p>governamentais em conformidade com as leis que regem o tema.</p><p>A fonte pode ser utilizada, por exemplo, para “carimbar” recursos de modo que eles só</p><p>possam ser gastos com alguma �nalidade especí�ca, digamos, na saúde. No entanto,</p><p>a depender da fonte, pode ocorrer que o gestor possua liberdade para alocar o recurso,</p><p>atendendo a qualquer �nalidade desde que previsto na LOA. Assim, temos dois tipos de</p><p>destinações:</p><p>Destinação vinculada: é o processo de vinculação entre a origem e a aplicação de</p><p>recursos, em atendimento às  �nalidades especí�cas estabelecidas pela norma.</p><p>Exemplos: recursos para o Fundeb, royalties de petróleo destinados à educação,</p><p>operações de crédito vinculadas à saúde.</p><p>Destinação ordinária: é o processo de alocação livre entre a origem e a aplicação de</p><p>recursos, para atender a quaisquer �nalidades.</p><p>55 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Ressalte-se que o estabelecimento de vinculações para as receitas deve ser pautado em</p><p>mandamentos legais que regulamentam a aplicação de recursos para funções</p><p>essenciais ou para entes, órgãos, entidades e fundos.</p><p>Também é possível haver vinculação no caso de recursos obtidos com �nalidade</p><p>especí�ca para convênios, contratos de empréstimo e �nanciamentos, transações sem</p><p>contraprestação com especi�cações, recursos de terceiros administrados pelo ente,</p><p>dentre outros.</p><p>Logo, segundo o MCASP, sempre que existir um recurso �nanceiro com destinação</p><p>especí�ca, haverá a necessidade de classi�cação especí�ca de FR, seja por meio dos</p><p>códigos padronizados, de observância obrigatória conforme competências atribuídas</p><p>pela Portaria Conjunta STN/SOF nº 20/2021, seja por meio do detalhamento.</p><p>A estrutura de codi�cação da fonte de recursos, de utilização obrigatória para os entes</p><p>da Federação a partir de 2023, está de�nida em portaria conjunta da STN e SOF. Essa</p><p>estrutura está de�nida com 3 DÍGITOS, que correspondem à especi�cação da fonte de</p><p>recursos, com a denominação da origem ou destinação de recursos.</p><p>As fontes ou destinações de recursos a serem utilizadas pela  União são de�nidas por</p><p>meio de Portaria especí�ca publicada pela Secretaria de Orçamento Federal, no</p><p>intervalo de 000 a 499. Já as de Estados, Distrito Federal e Municípios são de�nidas</p><p>por meio de Portaria especí�ca publicada pela Secretaria do Tesouro Nacional, no</p><p>intervalo de 500 a 999.</p><p>Ressalta-se que antes da codi�cação da FR (os 3 dígitos mencionados acima), deve ser</p><p>indicado se os recursos disponíveis foram arrecadados no exercício atual ou em</p><p>exercícios anteriores.</p><p>Fique atento!</p><p>É  importantíssimo dizer que no momento da contabilização do orçamento, deve ser</p><p>registrado em contas orçamentárias o total da receita orçamentária</p><p>prevista e da</p><p>despesa orçamentária �xada por fonte ou destinação de recursos.</p><p>Na arrecadação, além do registro da receita orçamentária e do respectivo ingresso dos</p><p>recursos �nanceiros, deverá ser lançado, em contas de controle, o valor classi�cado na</p><p>fonte ou destinação correspondente (disponibilidade a utilizar), bem como o registro da</p><p>realização da receita orçamentária por fonte ou destinação;</p><p>56 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Na  execução orçamentária da  despesa, no momento do empenho, deverá haver a</p><p>baixa, em contas de controle, do crédito disponível conforme a fonte ou destinação e</p><p>deverá ser registrada a transferência da disponibilidade de recursos para a</p><p>disponibilidade de recursos comprometida. Na saída desse recurso deverá ser adotado</p><p>procedimento semelhante, com o registro de baixa do saldo da conta de fonte ou</p><p>destinação comprometida e lançamento na de fonte ou destinação utilizada.</p><p>Vejamos um exemplo disso (veremos escrituração contábil nas aulas seguintes, logo,</p><p>foquemos na questão do registro da FR, que seguem destacadas):</p><p>i. Previsão da receita</p><p>Natureza da informação: orçamentária</p><p>D 5.2.1.1.x.xx.xx Previsão da Receita</p><p>C 6.2.1.1.x.xx.xx Receita a Realizar</p><p>FR: X.XXX</p><p>ii. Fixação da despesa</p><p>Natureza da informação: orçamentária</p><p>D 5.2.2.1.1.xx.xx Dotação Inicial</p><p>C 6.2.2.1.1.xx.xx Crédito Disponível</p><p>FR: X.XXX</p><p>O mesmo ocorre na execução orçamentária e �nanceira da receita e da despesa. Para</p><p>mais exemplos, consulte o MCASP, 9ª ed., pgs. 148/150.</p><p>Por �m, vale mencionar que a metodologia de destinação de recursos interliga todo o</p><p>processo-orçamentário �nanceiro, facilitando a  transparência no gasto público  uma</p><p>vez que controla as fontes de �nanciamento de despesa, sejam vinculadas ou</p><p>ordinárias. Isso porque, ao se identi�car as fontes, é possível veri�car se os recursos</p><p>antes arrecadados foram efetivamente aplicados nas destinações previstas na norma</p><p>que estabeleceu a vinculação.</p><p>57 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Pontos relevantes sobre receitas públicas</p><p>Existem alguns pontos referentes classi�cação de receitas públicas que costumam ser</p><p>alvo de cobrança em questões de concurso e que merecem nossa atenção:</p><p>1 – Outras receitas correntes</p><p>Como vimos, outras receitas correntes são receitas que não se enquadram no conceito</p><p>de receita de capital e nem nas demais origens das receitas correntes. Ou seja, trata-se</p><p>de uma de�nição residual.</p><p>Constituem-se pelas receitas cujas características não permitam o enquadramento nas</p><p>demais classi�cações da receita corrente, tais como indenizações, restituições,</p><p>ressarcimentos, multas administrativas, contratuais e judiciais, previstas em legislações</p><p>especí�cas, entre outras.</p><p>Cabe ressaltar que, anteriormente à mudança na classi�cação por natureza de receita,</p><p>a  Dívida Ativa era classi�cada como outras receitas correntes. No entanto, agora ela</p><p>mantém a classi�cação original da receita (digamos, tributária) e indica no tipo (último</p><p>nível da classi�cação por natureza de receita) que é oriunda de Dívida Ativa.</p><p>Outros exemplos dessa origem de receita são: Prêmios Prescritos de Concursos de</p><p>Prognósticos, reversão de garantias e depósitos abandonados (dinheiro e/ou objetos de</p><p>valor).</p><p>2 - Outras receitas de capital</p><p>Como vimos, outras receitas de capital são receitas que não se enquadram no conceito</p><p>de receita corrente e nem nas demais origens das receitas de capital. Também se trata</p><p>de uma de�nição residual.</p><p>Exemplos: a integralização de capital social, a remuneração das disponibilidades do</p><p>Tesouro Nacional, resgate de títulos do Tesouro, entre outras.</p><p>3 – Superávit do orçamento corrente</p><p>Na execução orçamentária, por vezes ocorre o chamado Superavit do Orçamento</p><p>Corrente, que nada mais é do que a  diferença positiva entre as receitas e despesas</p><p>correntes. Só que essa sobra só pode ser aplicada em despesas de capital, uma vez que</p><p>58 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>as despesas correntes já foram honradas. Desse raciocínio, resultado que o Superavit do</p><p>Orçamento Corrente é entendido como  receita de capital  (Lei nº 4.320/1964, art. 11,</p><p>§2º), apesar de o termo “corrente” constar do seu nome.</p><p>Há controvérsias na doutrina sobre a interpretação desse ponto, mas deixando-as de</p><p>lado e indo ao que efetivamente importa em termos de prova, temos que o Superavit</p><p>do Orçamento Corrente não é relacionado na Lei Orçamentária Anual como receita, ou</p><p>seja, ele não constitui item de receita orçamentária em atendimento ao disposto na</p><p>Lei nº 4.320/1964, art. 11, §3º.</p><p>Vamos ver agora como esse assunto tem sido cobrado em prova:</p><p>Questão para �xar</p><p>(Cespe – TJ/AC – 2012) O superávit do orçamento corrente, apesar de ser resultante do</p><p>balanceamento dos totais das receitas e despesas correntes, não constitui item de</p><p>receita orçamentária.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Exatamente como disposto no art. 11, §3º, da Lei nº 4.320/1964:</p><p>§ 2º - São Receitas de Capital as provenientes da realização de recursos �nanceiros</p><p>oriundos de constituição de dívidas; da conversão, em espécie, de bens e direitos; os</p><p>recursos recebidos de outras pessoas de direito público ou privado, destinados a</p><p>atender despesas classi�cáveis em Despesas de Capital e, ainda, o superávit do</p><p>Orçamento Corrente.</p><p>§ 3º - O superávit do Orçamento Corrente resultante do balanceamento dos totais das</p><p>receitas e despesas correntes, apurado na demonstração a que se refere o Anexo nº</p><p>1, não constituirá item de receita orçamentária.</p><p>Gabarito: CERTO</p><p>4 – Receita de Contribuições</p><p>59 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Apenas os  impostos, as  taxas e as  contribuições da melhoria estão incluídas no rol</p><p>de receitas tributárias.</p><p>Assim, não se deixem cair na “pegadinha” clássica sobre as receitas de contribuições</p><p>estarem incluídas na origem  receitas tributárias. Conforme vimos, as  receitas com</p><p>contribuições são uma origem à parte.</p><p>5 – Alienação de bens</p><p>Acerca das receitas com alienações de bens, é importante se atentar para o disposto</p><p>no art. 44 da Lei de Responsabilidade Fiscal que veda que os recursos auferidos com</p><p>alienação de bens e direitos que integrem o patrimônio público sejam utilizados para</p><p>�nanciar despesas correntes, salvo as destinadas por lei aos regimes de previdência</p><p>social.</p><p>Essa regra, também chamada de REGRA DE PRATA, será vista detalhadamente quando</p><p>tratarmos da Lei de Responsabilidade Fiscal de forma especí�ca.</p><p>6 – Cancelamento de despesas inscritas em Restos a Pagar</p><p>Pessoal, veremos o conceito de Restos a Pagar na aula teórica seguinte, mas tenham</p><p>em mente desde já que restos a pagar nada mais são que uma despesa que foi</p><p>empenhada e não foi paga no mesmo exercício �nanceiro.</p><p>O que nos importa nesta aula sobre Restos a Pagar é que eventuais cancelamentos</p><p>desses não constituem receita orçamentária (MCASP, 9ª ed., pg. 58).</p><p>Nesse caso, ocorre um restabelecimento de saldo de disponibilidade comprometida</p><p>em exercício anterior.</p><p>7 – Taxa vs Tarifa (preço público)</p><p>Segundo o MCASP,  preço público ou  tarifa decorre da utilização de serviços</p><p>públicos  facultativos (portanto, não compulsórios) que a Administração Pública, de</p><p>forma direta ou por delegação para concessionária ou permissionária, coloca à</p><p>disposição da população, que poderá escolher se os contrata ou não. São  serviços</p><p>prestados em decorrência de uma relação contratual regida pelo direito privado.</p><p>Por outro lado, a taxa decorre de lei e serve para custear serviços públicos essenciais à</p><p>soberania do Estado, sendo que a lei não autoriza que outros prestem alternativamente</p><p>60 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos</p><p>- Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>esses serviços, os quais são ainda especí�cos, divisíveis, prestados ou colocados à</p><p>disposição do contribuinte diretamente pelo Estado. São  compulsórias e têm sua</p><p>cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária. O tema é regido pelas</p><p>normas de direito público.</p><p>No mesmo sentido, o Supremo Tribunal Federal (STF) proferiu entendimento por meio</p><p>da Súmula nº 545.</p><p>É um conceito raramente exigido em provas de Contabilidade pública, mas caso seja,</p><p>vocês já estarão preparados, certo?</p><p>61 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Estágios da Receita</p><p>Segundo o MCASP, as etapas da receita orçamentária podem ser resumidas em:</p><p>Vejamos agora cada uma delas detalhadamente.</p><p>Previsão - planejamento</p><p>A fase de previsão implica planejar e estimar a arrecadação das receitas orçamentárias</p><p>que constarão na proposta orçamentária, a qual, uma vez aprovada, se tornará a Lei</p><p>Orçamentária Anual (LOA).</p><p>E como isso acontece? Na base do “chutômetro”?!?!</p><p>Na verdade, utiliza-se uma metodologia baseada em modelos matemáticos e</p><p>estatísticos, bem como no comportamento da arrecadação das receitas em exercícios</p><p>anteriores, visando projetar/estimar a arrecadação do próximo exercício.</p><p>Na elaboração da proposta orçamentária, a previsão da receita antecede a �xação da</p><p>despesa, ou seja, de posse da estimativa do montante de recursos que será arrecadada</p><p>no próximo exercício, é possível planejar os gastos que serão efetuados.</p><p>A. Lançamento (Execução)</p><p>Planejamento Execução</p><p>Previsão</p><p>Lançamento</p><p>Arrecadação</p><p>Recolhimento</p><p>62 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Segundo a Lei nº 4.320/1964, art. 53, o lançamento é o ato da repartição competente,</p><p>que veri�ca a procedência do crédito �scal e a pessoa que lhe é devedora e inscreve o</p><p>débito desta. Já para o Código Tributário Nacional, art. 142, no lançamento a entidade</p><p>competente veri�ca a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente,</p><p>determina a matéria tributável, calcula o montante do tributo devido e identi�ca a</p><p>pessoa que lhe é devedora (sujeito passivo). Após, realiza a formalização do crédito a</p><p>receber (Lei nº 4.320/1964, art. 53).</p><p>Exempli�cando, é nessa etapa que nós, contribuintes, nos tornamos “devedores” de</p><p>IPTU e IPVA. Ou seja, o poder público veri�ca a propriedade de imóvel ou veículo</p><p>automotor por um contribuinte, fato gerador do IPVA e do IPTU, respectivamente;</p><p>calcula o montante devido aplicando uma alíquota a uma base de cálculo, valor venal</p><p>do veículo ou do imóvel; determina o sujeito passivo da obrigação tributária; e formaliza</p><p>o crédito.</p><p>Vocês já devem ter percebido que o lançamento funciona bem para receitas tributárias</p><p>e de contribuições. Além disso, rendas com vencimento determinado em lei,</p><p>regulamento ou contrato também se sujeitam ao lançamento (CTN, arts. 142 a 150 e Lei</p><p>nº 4.320/1964, art. 52).</p><p>Entretanto, nem todas as receitas passam por este estágio, como é o caso das doações</p><p>em dinheiro.</p><p>O lançamento pode ser realizado de três formas distintas a depender da receita em</p><p>questão. São elas: de ofício, misto ou por homologação. Vejamos caso a caso:</p><p>Lançamento de ofício: é aquele realizado pela autoridade fazendária sem a</p><p>participação do contribuinte. Ou seja, a entidade competente veri�ca a ocorrência do</p><p>fato gerador, identi�ca o sujeito passivo da obrigação, calcula os valores devidos e</p><p>formaliza o crédito sem a participação do contribuinte. Exemplos: IPTU e IPVA. Também</p><p>chamados de tributos diretos.</p><p>Lançamento misto: é aquele lançamento no qual a autoridade fazendária realiza todas</p><p>as etapas do lançamento baseado nas informações fornecidas pelo contribuinte.</p><p>Exemplos: Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e Imposto de Transmissão</p><p>Causa Mortis (ITCD).</p><p>Lançamento por homologação: é aquele lançamento no qual o contribuinte é o</p><p>responsável por veri�car a ocorrência do fato gerador, calcular o montante devido e</p><p>efetuar o pagamento no prazo, cabendo ao governo apenas um procedimento</p><p>revisional. A homologação pode ser expressa. Exemplos: Imposto de Renda, Imposto</p><p>sobre Serviços, IPI,  ICMS, PIS e COFINS, também chamados de tributos indiretos.</p><p>63 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Esquematicamente, temos:</p><p>B. Arrecadação (Execução)</p><p>Nesse estágio, ocorre a entrega dos recursos devidos ao Tesouro pelos contribuintes ou</p><p>devedores. Isso acontece por meio dos agentes arrecadadores ou instituições</p><p>�nanceiras (bancos) autorizadas pelo ente.</p><p>Destacam-se aqui os termos do art. 35 da Lei nº 4.320/1964 no sentido de que</p><p>pertencem ao exercício �nanceiro as receitas nele arrecadadas, o que representa a</p><p>adoção do regime de caixa para o ingresso das receitas públicas, sob o enfoque</p><p>orçamentário.</p><p>Entretanto, conforme visto na aula 01, lembre-se que isso ocorre apenas para �ns de</p><p>análise e acompanhamento da execução do orçamento anual e desembolso �nanceiro.</p><p>O regime de contabilização aplicado ao setor público no âmbito da Contabilidade</p><p>Pública, ou seja, sob o enfoque patrimonial, é o regime de competência.</p><p>Note que, neste estágio, os recursos ainda não ingressaram nos cofres públicos, o que</p><p>ocorrerá apenas na próxima etapa.</p><p>C. Recolhimento (Execução)</p><p>64 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Neste estágio, os recursos arrecadados �nalmente são transferidos, ou simplesmente</p><p>recolhidos, aos cofres públicos em conta especí�ca do Tesouro, observando o princípio</p><p>da unidade de caixa, representado pelo controle centralizado dos recursos arrecadados</p><p>em cada ente da Federação.</p><p>Controle e avaliação</p><p>O controle e avaliação não consta como estágio da receita desde a 4ª edição do MCASP</p><p>(aprovada em 2011), se amoldando mais a uma etapa do processo de gestão</p><p>orçamentária.</p><p>Consiste na avaliação do desempenho da execução da receita comparativamente com</p><p>seu planejamento. Esse controle ser prévio, concomitante ou posterior às etapas de</p><p>planejamento e execução. Exemplo de controle: veri�car se as receitas com vinculação</p><p>legal ou constitucional estão com a destinação correta no projeto de LOA.</p><p>Vejamos agora os estágios da receita de forma esquematizada:</p><p>65 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Vejamos como esse assunto foi exigido em prova:</p><p>Questão para �xar</p><p>(Cespe – TRT-7ª Região(CE) – 2017) A etapa da receita orçamentária que compreende a</p><p>transferência dos valores arrecadados para a conta especí�ca do Tesouro é denominada</p><p>A) recolhimento.</p><p>B) arrecadação.</p><p>C) lançamento.</p><p>D) previsão.</p><p>66 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Pessoal, é no estágio de recolhimento que os recursos arrecadados �nalmente são</p><p>transferidos, ou simplesmente recolhidos, aos cofres públicos em conta especí�ca do</p><p>Tesouro, observando o princípio da unidade de caixa, representado pelo controle</p><p>centralizado dos recursos arrecadados em cada ente da Federação.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>67 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Regime de Contabilização</p><p>Conceito</p><p>Acerca do regime de contabilização das receitas orçamentárias, a Lei nº 4.320/1964</p><p>dispõe que:</p><p>Art. 35. Pertencem ao exercício �nanceiro:</p><p>I - as receitas nêle arrecadadas;</p><p>Isso quer dizer que sob o enfoque orçamentário, o Setor Público reconhece a receita</p><p>orçamentária do exercício �nanceiro no momento da sua arrecadação. Isso também é</p><p>de chamado de regime de caixa.</p><p>Entretanto, segundo o MCASP, a ótica</p><p>implementada pela Lei nº 4.320/1964 não é</p><p>su�ciente para a correta mensuração, avaliação e registro dos fatos contábeis do setor</p><p>público. A Contabilidade Aplicada ao Setor Público, assim como qualquer outro ramo da</p><p>ciência contábil, obedece aos princípios de contabilidade.</p><p>Dessa forma, aplica-se o  regime da competência em sua integralidade, ou seja, os</p><p>efeitos das transações e outros eventos sobre o patrimônio são reconhecidos quando</p><p>ocorrem, independentemente de recebimento ou pagamento. Nessa lógica, também</p><p>não há exigência de que as receitas orçamentárias sejam efetivamente arrecadadas</p><p>para que haja o devido reconhecimento sob o ponto de vista patrimonial.</p><p>Portanto, com o objetivo de evidenciar o impacto no patrimônio, deve haver o registro</p><p>da variação patrimonial aumentativa (VPA) em razão do  fato gerador e de sua</p><p>consequência para o patrimônio.</p><p>Todavia, o reconhecimento do crédito apresenta como principal di�culdade a</p><p>determinação do momento de ocorrência do fato gerador. No entanto, no âmbito da</p><p>atividade tributária, pode-se utilizar o momento do lançamento como referência para o</p><p>seu reconhecimento, pois é por esse procedimento que:</p><p>a. Veri�ca-se a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente;</p><p>68 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>b. Determina-se a matéria tributável;</p><p>c. Calcula-se o montante do tributo devido; e</p><p>d. Identi�ca-se o sujeito passivo.</p><p>Ocorrido o fato gerador, pode-se proceder ao registro contábil do direito a receber em</p><p>contrapartida de variação patrimonial aumentativa, o que representa o registro da</p><p>variação patrimonial aumentativa por  competência.</p><p>Esquematicamente, temos:</p><p>Fonte: MCASP, 9ª ed., pg. 114.</p><p>A título exempli�cativo, temos que, a legislação que regulamenta o Imposto sobre a</p><p>Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) estabelece, de modo geral, que o  fato</p><p>gerador deste tributo ocorrerá no dia 1º de janeiro de cada ano, momento em que é</p><p>realizado o lançamento desse tributo.</p><p>Vamos ver como esse assunto foi exigido em prova:</p><p>Questão para �xar</p><p>Contas de Natureza de Informaç</p><p>ão Orçamentária</p><p>Contas de Natureza de Informação Pat</p><p>rimonial</p><p>Evento Crit</p><p>ério</p><p>Base n</p><p>ormati</p><p>va</p><p>Evento Crité</p><p>rio</p><p>Base nor</p><p>mativa</p><p>Receita</p><p>orçam</p><p>entária</p><p>Arre</p><p>cad</p><p>açã</p><p>o</p><p>Lei nº 4.</p><p>320/196</p><p>4, art. 3</p><p>5</p><p>Variação P</p><p>atrimonial</p><p>Aumentati</p><p>va</p><p>Com</p><p>petê</p><p>ncia</p><p>NBC TSP</p><p>– Estrutur</p><p>a Conceit</p><p>ual</p><p>69 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>(UFMT – TJ/MT – 2016) A Receita Pública pelo Regime Orçamentário tem o seu</p><p>reconhecimento no estágio</p><p>A) Previsão.</p><p>B) Arrecadação.</p><p>C) Lançamento.</p><p>D) Recolhimento.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Como a questão pediu o reconhecimento, ou seja, o momento da contabilização sob</p><p>o enfoque orçamentário, tem-se que se aplica o art. 35 da Lei nº 4.320/1964:</p><p>Art. 35. Pertencem ao exercício �nanceiro</p><p>I - as receitas nêle arrecadadas</p><p>Ou seja, vale o  regime de caixa sob o  enfoque orçamentário. Desse modo, o</p><p>reconhecimento da receita orçamentária ocorre na arrecadação, conforme menciona o</p><p>artigo citado.</p><p>Gabarito: LETRA B</p><p>70 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Procedimentos contábeis referentes à</p><p>receita orçamentária</p><p>O MCASP trata de algumas situações contábeis peculiares referentes à receita</p><p>orçamentária (Parte I, item 3.6).</p><p>Para �nalizar a parte teórica desta aula, vamos citá-las e conceituá-las brevemente.</p><p>Vamos lá:</p><p>Deduções da receita orçamentária;</p><p>Imposto de Renda retido na fonte;</p><p>Transferências de recursos Intergovernamentais;</p><p>Remuneração dos depósitos bancários;</p><p>Receita orçamentária por baixa de Dívida Ativa inscrita</p><p>Redutor �nanceiro – FPM.</p><p>Deduções da receita orçamentária</p><p>Eventualmente as receitas podem sofrer alguma  diminuição no valor arrecadado</p><p>em decorrência de restituição aos contribuintes ou em virtude de destinações</p><p>legais a outros entes. Isso ocorre principalmente com receitas tributárias e de</p><p>contribuições.</p><p>Igualmente, essas  deduções podem ocorrer por reti�cação de valores lançados</p><p>erroneamente ou ser provocadas por repasses de recursos por ocasião de contratos</p><p>ou convênios.</p><p>Algumas dessas “diminuições” geram despesas orçamentárias e outras ocasionam</p><p>anulação de parte da receita reconhecida, as chamadas  deduções da receita</p><p>71 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>orçamentária, as quais devem ser adequadamente contabilizadas a �m de que as</p><p>informações sejam �dedignas e transparentes.</p><p>No âmbito da administração pública, a dedução de receita orçamentária é utilizada</p><p>nas seguintes situações, entre outras:</p><p>Restituição de tributos recebidos a maior ou indevidamente(reti�cações);</p><p>Renúncia de receitas; e</p><p>Recursos que o ente tenha a competência de arrecadar, mas que</p><p>pertencem a outro ente, de acordo com a lei vigente (se não houver a</p><p>previsão como despesa).</p><p>Restituição de tributos recebidos a maior</p><p>ou indevidamente</p><p>Segundo o MCASP, a restituição consiste na devolução total ou parcial de receitas</p><p>orçamentárias que foram recolhidas a maior ou indevidamente, as quais, em</p><p>observância aos princípios constitucionais da capacidade contributiva e da vedação</p><p>ao con�sco, devem ser devolvidas,  dispensando a necessidade de  autorização</p><p>orçamentária.</p><p>Na União, a  restituição  é tratada como  dedução de receita. Se fosse registrada</p><p>como despesa orçamentária, a receita corrente líquida �caria com um montante</p><p>maior que o real, pois não seria deduzido o efeito dessa “arrecadação indevida”.</p><p>Considerando o que a legislação estabelece sobre esse tema, devem ser adotados</p><p>os seguintes procedimentos para dedução de receitas em geral:</p><p>Caso 1: A  restituição  deverá ser registrada como  dedução de receita (na mesma</p><p>natureza),  mesmo que  a arrecadação da receita e sua restituição ocorram</p><p>em exercícios �nanceiros distintos.</p><p>Exemplo: Aqui, o Imposto de Renda sobre Pessoa Física – IRPF nos dá um exemplo</p><p>clássico. Digamos que um contribuinte declare seus rendimentos referentes ao</p><p>ano-base 2017 em 2018. Caso o contribuinte faça jus à restituição, essa será</p><p>contabilizada em 2018, deduzindo-se do valor arrecadado em 2018 com essa</p><p>natureza de receita.</p><p>72 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Caso 2: Caso a receita tenha sido extinta (ou seja, quando o fato gerador da receita</p><p>não represente mais uma situação que gere arrecadações para o ente),</p><p>a dedução deve ser feita até o montante existente de receita a anular. Além desse</p><p>saldo, a restituição deve ser registrada como despesa.</p><p>O MCASP também trata da restituição de eventuais saldos de convênios, contratos</p><p>ou instrumento congênere. Nesses casos, devem ser adotados os seguintes</p><p>procedimentos:</p><p>Caso 1: se a  restituição  ocorrer no  mesmo exercício em que foram  recebidas</p><p>transferências do convênio, contrato ou congênere, deve-se contabilizar</p><p>como  dedução de receita  orçamentária até o limite  de valor das transferências</p><p>recebidas no exercício.</p><p>Caso 2: se o valor da restituição ultrapassar o valor das transferências recebidas no</p><p>exercício, o montante que ultrapassar esse valor deve ser registrado como despesa</p><p>orçamentária.</p><p>Caso 3: se a  restituição  for feita em exercício em que não houve transferência do</p><p>respectivo convênio/contrato, deve ser contabilizada como despesa orçamentária.</p><p>Vejamos esquematicamente os casos anteriores sobre receitas em geral e sobre</p><p>saldos de contratos, convênios e instrumentos congêneres:</p><p>73 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Por �m, temos a  reti�cação, que é um caso particular da restituição. Segundo o</p><p>MCASP,</p><p>a reti�cação consiste em  corrigir  dados informados erroneamente pelos</p><p>contribuintes, que geraram registros incorretos na contabilidade do órgão.</p><p>No caso de lançamentos manuais em que ocorram erros de escrituração do ente</p><p>não motivados por informações incorretas dos contribuintes, a correção deve ser</p><p>feita por meio de estorno e novo lançamento correto.</p><p>Exemplo: identi�cação do contribuinte, tipo de receita etc. A correção desses dados</p><p>deve ser feita mediante registro de  dedução de receita  e, após isso, deve-se</p><p>proceder ao lançamento correto.</p><p>Agora vamos ver como esse assunto tem caído em prova:</p><p>Questão para �xar</p><p>(FGV – PGE/RO – 2015)  O processo de restituição consiste na devolução total ou</p><p>parcial de receitas orçamentárias que foram recolhidas a maior ou indevidamente,</p><p>74 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>as quais, em observância aos princípios constitucionais da capacidade contributiva</p><p>e da vedação ao con�sco, devem ser devolvidas. Não há necessidade de</p><p>autorização orçamentária para sua devolução. Na União, a restituição é tratada</p><p>como:</p><p>A) despesa extraorçamentária.</p><p>B) receita extraorçamentária.</p><p>C) dedução da receita orçamentária.</p><p>D) despesa orçamentária.</p><p>E) dedução da receita extraorçamentária</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Como acabamos de ver, a restituição é, em regra, realizada por meio de dedução da</p><p>receita orçamentária.</p><p>Gabarito: LETRA C</p><p>Renúncia de receitas</p><p>É comum no Brasil o surgimento de discursos e políticas públicas baseados</p><p>em renúncias de receita, dado o seu apelo de aliviar a alta carga tributária a que</p><p>são submetidos os contribuintes. Assim, visando coibir o avanço indiscriminado</p><p>dessas renúncias, a Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF trouxe, em seu art. 14,</p><p>limites que devem ser observados pelos entes públicos que decidirem pela</p><p>concessão/ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária do qual</p><p>decorra renúncia de receita.</p><p>Dentre os mecanismos estabelecidos pela LRF está a demonstração da estimativa</p><p>do impacto orçamentário-�nanceiro no exercício em que deva iniciar sua vigência e</p><p>nos dois seguintes, o atendimento da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a</p><p>75 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>pelo menos uma das seguintes condições (note que apenas uma é su�ciente e não</p><p>as duas de forma simultânea):</p><p>Demonstração pelo proponente de que a renúncia foi considerada na</p><p>estimativa de receita da lei orçamentária e de que não afetará as metas de</p><p>resultados �scais previstas no anexo próprio da lei de diretrizes</p><p>orçamentárias.</p><p>estar acompanhada de medidas de compensação, no período mencionado,</p><p>por meio do aumento de receita, proveniente da elevação de alíquotas,</p><p>ampliação da base de cálculo, majoração ou criação de tributo ou</p><p>contribuição.</p><p>Então ou se demonstra que a renúncia de receita não afetará as metas previstas ou</p><p>se promove medidas de aumento de receitas visando à compensação.</p><p>Note que essas medidas são taxativas! Isto é, qualquer outra medida adotada para</p><p>compensar renúncia de receita, tais como diminuição de despesas, aumento da</p><p>�scalização contra sonegação, tornará questão  incorreta, uma vez que não se</p><p>encontram previstas na LRF.</p><p>A  renúncia de receita ocorre sob diversas formas, tais</p><p>como:  isenção/subsídio,  anistia,  remissão e  crédito presumido. Vejamos essas</p><p>formas de renúncia detalhadamente:</p><p>A  isenção é a espécie mais usual de renúncia e de�ne-se como a  dispensa</p><p>legal, pelo Estado, do débito tributário devido. Neste caso, o montante da renúncia</p><p>será considerado no momento da elaboração da LOA, ou seja, a estimativa da</p><p>receita orçamentária já contempla a renúncia e, portanto, não há registro</p><p>orçamentário ou patrimonial.</p><p>A anistia é o perdão da multa, que visa excluir o crédito tributário na parte relativa</p><p>à multa aplicada pelo sujeito ativo ao sujeito passivo, por infrações cometidas por</p><p>este anteriormente à vigência da lei que a concedeu. A anistia não abrange o</p><p>crédito tributário já em cobrança, em débito para com a Fazenda, cuja incidência</p><p>também já havia ocorrido. Neste caso, o controle é patrimonial por não envolver</p><p>�uxo de caixa, provocando a baixa de eventuais ativos já constituídos.</p><p>A  remissão é o perdão da dívida,  que se dá em determinadas circunstâncias</p><p>previstas na lei, tais como valor diminuto da dívida, situação difícil que torna</p><p>impossível ao sujeito passivo solver o débito, inconveniência do processamento da</p><p>cobrança dado o alto custo não compensável com a quantia em cobrança,</p><p>76 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>probabilidade de não receber, erro ou ignorância escusáveis do sujeito passivo,</p><p>equidade, etc.</p><p>O crédito presumido é aquele que representa o montante do imposto cobrado na</p><p>operação anterior e objetiva neutralizar o efeito de recuperação dos impostos não</p><p>cumulativos, pelo qual o Estado se apropria do valor da isenção nas etapas</p><p>subsequentes da circulação da mercadoria. É o caso dos créditos referentes a</p><p>mercadorias e serviços que venham a ser objeto de operações e prestações</p><p>destinadas ao exterior. Todavia, não é considerada renúncia de receita o crédito real</p><p>ou tributário do ICMS previsto na legislação instituidora do tributo.</p><p>Modi�cação de base de cálculo E/OU redução de alíquota  que implique redução</p><p>discriminada de tributos ou contribuições. Podem ocorrer de forma isolada ou</p><p>conjunta.</p><p>Destaque-se o fato de que o conceito de renúncia de receita da LRF</p><p>é  exempli�cativo, abarcando, além dos instrumentos mencionados acima,</p><p>quaisquer “outros benefícios que correspondam a tratamento diferenciado”, ou</p><p>seja, para caracterizar  renúncia de receita, é necessário que alguns contribuintes</p><p>gozem do benefício �scal e outros não.</p><p>Esquematicamente temos:</p><p>77 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Fique atento!</p><p>Atenção! Não se considera renúncia de receita o cancelamento de débito cujo</p><p>montante seja inferior ao dos respectivos custos de cobrança. Neste caso, o</p><p>controle é patrimonial por não envolver �uxo de caixa, provocando a baixa de</p><p>eventuais ativos já constituídos.</p><p>Fique atento!</p><p>Mais um detalhe importante! A LRF  retira  o caráter de renúncia de receita das</p><p>alterações de alíquotas dos seguintes impostos:  de importação  (II),  de</p><p>exportação (IE), sobre produtos industrializados (IPI) e sobre operações de crédito,</p><p>câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários (IOF), conforme (LRF,</p><p>art. 1, §3º e CF/1988, art. 153, I, II, III e IV). Ou seja, quando o governo promove a</p><p>alteração de alíquotas desses impostos, não é necessário adotar as medidas de</p><p>compensação citadas anteriormente.</p><p>Quanto ao  registro da renúncia de receitas, esse poderá ser efetuado de diversas</p><p>maneiras, sendo contabilizado somente nos casos em que seja possível mensurar</p><p>um  valor con�ável. Em geral, é utilizada a metodologia da dedução de receita</p><p>orçamentária para evidenciar as renúncias. Dessa forma, deve haver um registro na</p><p>natureza de receita orçamentária objeto da renúncia, em contrapartida a uma</p><p>dedução de receita (conta redutora de receita). Ressalta-se que, sob o ponto de</p><p>vista patrimonial, havendo renúncia de receitas após o registro do ativo pelo</p><p>regime de competência, deve haver os registros patrimoniais dos valores</p><p>renunciados.</p><p>Vejamos como esse assunto tem caído em prova:</p><p>Questão para �xar</p><p>(Cespe – STJ – 2015) Se o governo federal alterar as alíquotas do imposto sobre</p><p>produtos industrializados, de modo a reduzir o montante global da receita</p><p>tributária, não precisará promover as medidas compensatórias previstas para o</p><p>caso de renúncia de receitas:</p><p>78 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Exatamente! No caso de Imposto de Importação (II), Importo de Exportação (IE),</p><p>Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e Imposto sobre Produtos</p><p>Industrializados (IPI), as medidas de compensação não são necessárias.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>Recursos cuja Tributação e Arrecadação</p><p>Competem a um Ente da Federação, mas</p><p>São Atribuídos a Outro(s) Ente(s)</p><p>Tendo em vista que a União possui a competência de arrecadar a maior parte dos</p><p>tributos e contribuições, parte das receitas arrecadadas por ela é repassada aos</p><p>estados, DF e municípios para amenizar eventuais desigualdades regionais, bem</p><p>como para promover o equilíbrio socioeconômico entre estados e municípios.</p><p>Um exemplo clássico desses repasses ocorre por meio do Fundo de Participação</p><p>dos Estados (FPE) e Fundo de Participação dos Municípios (FPM), ocasião em que a</p><p>união reparte as receitas que arrecada com estados, DF e municípios.</p><p>Esses e outros recursos cuja tributação e arrecadação competem a um ente da</p><p>Federação, mas que serão repassados a outro(s) ente(s), poderão ser contabilizados</p><p>como  dedução da receita  ou como  despesa, a  depender de como o  ente</p><p>arrecadador  preveja a receita  em sua Lei Orçamentária Anual (LOA). Vejamos os</p><p>dois casos possíveis:</p><p>Previsão da arrecad</p><p>ação com IRPF pela</p><p>União</p><p>Receitas arrecada</p><p>das com IRPF pel</p><p>a União</p><p>Despesa com transferênci</p><p>as de recursos arrecadado</p><p>s com IRPF</p><p>79 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Caso 1: se constar no orçamento do ente arrecadador apenas o valor da receita que</p><p>lhe pertence: deverá ser registrado o valor total arrecadado,  incluindo os recursos</p><p>de terceiros. Após isso, estes últimos serão registrados como dedução da receita e</p><p>será reconhecida uma obrigação para com o “bene�ciário” desses valores.</p><p>Exemplo: Suponha que a União tenha arrecadado R$ 1.000,00 a título de IRPF,</p><p>sendo que desses R$ 200,00 são dos estados e DF e R$ 100,00 são dos municípios.</p><p>Se a União relacionar apenas R$ 700,00 com receitas de IRPF, então teríamos:</p><p>Caso 2: se constar no orçamento do ente arrecadador o valor total da receita a ser</p><p>arrecadada,  incluindo a parcela dos recursos a serem transferidos para outro(s)</p><p>ente(s): o recebimento será integralmente contabilizado como  receita</p><p>orçamentária e o repasse ao ente bene�ciário será computado como despesa:</p><p>Exemplo: Suponha o exemplo anterior, mas com a União relacionando R$ 1.000,00</p><p>com receitas de IRPF. Teríamos então:</p><p>R$ 1.000,00 R$ 1.000,00</p><p>R$ 200,00 (estados e DF)</p><p>R$ 100,00 (municípios)</p><p>80 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>A adoção desse procedimento está fundamentada no fato de que não há</p><p>necessidade de aprovação parlamentar para efetuar transferências de recursos a</p><p>outros entes, que são obrigatórias por força da legislação.</p><p>As transferências constitucionais ou legais constituem valores que não são</p><p>passíveis de alocação em despesas pelo ente público arrecadador. Assim,  não há</p><p>desobediência ao princípio do orçamento bruto, segundo o qual receitas e</p><p>despesas devem ser incluídas no orçamento em sua totalidade, sem deduções.</p><p>Destaque-se que, em ambos os casos, o  ente bene�ciário  deverá registrar o</p><p>recebimento dos recursos como receita.</p><p>Imposto de Renda retido na fonte</p><p>Quando vocês passarem num concurso e receberem suas remunerações, parte dos</p><p>recursos será  retida na fonte pagadora para �ns de pagamento de Imposto de</p><p>Renda. Isso é feito para diminuir a burocracia e maximizar a arrecadação.</p><p>Mas se vocês se tornarem servidores estaduais, municipais ou do DF, a quem</p><p>pertencerá essa receita, considerando que a competência para arrecadar o imposto</p><p>de renda é da União?</p><p>Quem nos responde é a própria CF/1988, nos arts. 157, I, e 158, I, os quais</p><p>estabelecem que pertencem aos estados, Distrito Federal e aos municípios o</p><p>imposto de renda e os proventos de qualquer natureza, incidentes na fonte, pagos</p><p>por eles, suas autarquias e pelas fundações que instituírem e mantiverem.</p><p>Essas receitas, devem ser contabilizadas como receita tributária, utilizando-se o</p><p>código natureza de receita 1112.04.31 – “Imposto de Renda Retido nas Fontes sobre</p><p>os Rendimentos do Trabalho”, conforme preceitua a Portaria STN nº 212/2001.</p><p>81 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Note que a contabilidade espelha o fato efetivamente ocorrido: mesmo</p><p>correspondendo à arrecadação de um tributo de competência da União, tais</p><p>recursos não transitam por ela, �cando diretamente com o ente arrecadador, que</p><p>por sua vez, realiza a contabilização.</p><p>Desse modo, não faz sentido falar do registro de uma receita de transferência aos</p><p>estados, DF e municípios, uma vez que não ocorre a efetiva transferência do valor</p><p>pela União.</p><p>Transferências de Recursos</p><p>Intergovernamentais</p><p>O MCASP dispõe que as Transferências Intergovernamentais compreendem a</p><p>entrega de recursos, correntes ou de capital, de um ente da federação, o</p><p>“transferidor”, a outro ente, o “recebedor” ou “bene�ciário”.</p><p>Essas transferências podem ser decorrentes de mandamento  constitucional ou</p><p>legal, como é o caso do Fundo de Participação dos Estados e Municípios. Ou podem</p><p>ser  voluntárias, que consistem na entrega de recursos correntes ou de capital a</p><p>outro ente da Federação (como é o caso dos convênios), a título de cooperação,</p><p>auxílio ou assistência �nanceira, que não decorra de determinação constitucional,</p><p>legal ou os destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS).</p><p>É importante destacar que, como seu próprio nome indica, essas</p><p>transferências  ocorrem entre esferas  distintas  de governo, ou seja, entre entes</p><p>federativos diferentes. Assim, elas não guardam relação, portanto, com as</p><p>operações intraorçamentárias ocorridas no âmbito do orçamento de cada ente.</p><p>Registro das transferências</p><p>As transferências intergovernamentais constitucionais ou legais podem ser</p><p>contabilizadas pelo ente transferidor como uma  despesa  ou como  dedução de</p><p>receita, dependendo da forma como foi elaborado o orçamento do ente</p><p>transferidor.</p><p>Ou seja, se os recursos transferidos originalmente constarem no orçamento do ente</p><p>transferidor como  receitas arrecadadas, o registro será como  despesa. Por outro</p><p>lado, caso não constem no orçamento do ente transferidor, a transferência será</p><p>registrada como dedução de receita.</p><p>82 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>No entanto, em se tratando de  transferências voluntárias, tais como convênios, a</p><p>contabilização no ente transferidor deve ser sempre registrada como despesa, visto</p><p>que não há uma obrigação para efetuar a transferência, sendo necessário existir</p><p>dotação especí�ca que permita a transferência.</p><p>Vejamos agora a contabilização das transferências no âmbito do ente recebedor.</p><p>Caso você não entenda toda a terminologia, não se preocupe: ela �cará bem mais</p><p>clara nas próximas aulas. Há três casos possíveis:</p><p>Caso 1: transferências legais e constitucionais.</p><p>Nesse caso, o ente recebedor reconhece um direito a receber (ativo) no momento</p><p>da arrecadação pelo ente transferidor em contrapartida de  variação patrimonial</p><p>aumentativa, não impactando o superávit �nanceiro.</p><p>No momento do ingresso efetivo do recurso, o ente recebedor efetua a baixa do</p><p>direito a receber (ativo) em contrapartida do ingresso no banco, afetando neste</p><p>momento o superávit �nanceiro. Simultaneamente, deve-se registrar a receita</p><p>orçamentária  realizada em contrapartida da receita a realizar nas contas de</p><p>controle da execução do orçamento.</p><p>Esse procedimento evita a formação de um superávit �nanceiro superior ao lastro</p><p>�nanceiro existente no ente recebedor.</p><p>Caso 2: transferências voluntárias.</p><p>Aqui, o orçamento do ente recebedor deve prever o recebimento</p><p>de transferências</p><p>voluntárias (Lei nº 10.180/2001, art. 35), registrando a  receita orçamentária  apenas</p><p>no momento da efetiva transferência �nanceira, pois sendo uma transferência</p><p>voluntária não há garantias reais da transferência. Por esse motivo, a regra para</p><p>transferências voluntárias é o bene�ciário não registrar o ativo relativo a essa</p><p>transferência.</p><p>Apenas nos casos em que houver cláusula contratual garantindo a transferência de</p><p>recursos após o cumprimento de determinadas etapas do contrato, o ente</p><p>bene�ciário, no momento em que já tiver direito à parcela dos recursos e enquanto</p><p>não ocorrer o efetivo recebimento a que tem direito, deverá registrar um direito a</p><p>receber no ativo.</p><p>Caso 3: transferências a consórcios públicos.</p><p>83 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>A legislação que dispõe sobre consórcios públicos estabelece que eles devem</p><p>obedecer às normas de direito �nanceiro aplicáveis às entidades públicas.</p><p>Ou seja, os registros na execução da receita e da despesa do consórcio serão</p><p>efetuados de acordo com a classi�cação constante da Portaria Interministerial</p><p>STN/SOF n° 163/2001, e das demais normas aplicadas aos entes da Federação. Desse</p><p>modo, o consórcio deverá elaborar seu orçamento próprio.</p><p>Ademais, a classi�cação orçamentária da receita e da despesa pública do consórcio</p><p>deverá manter correspondência com as dos entes consorciados.</p><p>Agora, vejamos como esse assunto foi exigido em prova:</p><p>Questão para �xar</p><p>(CEPERJ – Rioprevidência – 2013)  Dependendo da forma como foi elaborado o</p><p>orçamento de um ente federativo, as transferências intergovernamentais legais ou</p><p>constitucionais podem ser contabilizadas pelo ente transferidor como</p><p>A) custos</p><p>B) dedução da receita</p><p>C) despesa ou dedução da receita</p><p>D) receita ou dedução da despesa</p><p>E) compensação</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Ou seja, se os recursos transferidos originalmente constarem no orçamento do ente</p><p>transferidor como  receitas arrecadadas, o registro será como  despesa. Por outro</p><p>lado, caso não constem no orçamento do ente transferidor, a transferência será</p><p>registrada como dedução de receita.</p><p>84 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Gabarito: LETRA C</p><p>Remuneração dos depósitos bancários</p><p>Assim como as pessoas em geral, o poder público eventualmente investe recursos</p><p>�nanceiros, fazendo jus à  remuneração de depósitos bancários. Todavia, os</p><p>recursos podem ser de destinação vinculada, o que implica que a remuneração dos</p><p>depósitos bancários também será vinculada.</p><p>Desse modo,  no cálculo dos percentuais de aplicação de determinados recursos</p><p>vinculados, a legislação dispõe que sejam considerados os rendimentos dos seus</p><p>depósitos bancários.</p><p>Para tal, é necessário que os registros contábeis permitam identi�car a vinculação</p><p>de cada depósito. Essa identi�cação poderá ser efetuada de duas formas:</p><p>Segundo o MCASP, se o ente utiliza o mecanismo da destinação/fonte de recursos,</p><p>a informação da destinação associada à natureza de receita 1325.00.00 ou 1321.00.1.1</p><p>(Remuneração de Depósitos Bancários) possibilita a identi�cação da remuneração</p><p>dos diversos recursos vinculados, separados nas respectivas destinações. Para</p><p>esses entes, não é necessário desdobrar as respectivas naturezas da receita para se</p><p>obter a informação da remuneração dos recursos vinculados, uma vez que a conta</p><p>de receita realizada estaria detalhada por vinculação.</p><p>Salienta-se que se a legislação obriga a vinculação da remuneração dos depósitos</p><p>bancários a determinada �nalidade, a contabilidade deve evidenciar as diferentes</p><p>85 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>vinculações dessas remunerações, sendo a forma de se evidenciar de escolha do</p><p>ente público.</p><p>Receita orçamentária por baixa de Dívida</p><p>Ativa inscrita</p><p>Conforme o MCASP, o recebimento de créditos inscritos em Dívida Ativa</p><p>constitui  receita orçamentária, gerando simultaneamente uma baixa contábil do</p><p>crédito registrado anteriormente no ativo, sob o enfoque patrimonial.</p><p>Os créditos inscritos em Dívida Ativa podem ser recebidos nas formas previstas em</p><p>lei, destacando-se o recebimento em espécie (“dinheiro vivo”) e o recebimento na</p><p>forma bens, tanto pela adjudicação quanto pela dação em pagamento, sendo que o</p><p>recebimento na forma de bens também poderá corresponder a uma receita</p><p>orçamentária no momento do recebimento do bem, efetuando-se o registro da</p><p>execução orçamentária da despesa com a sua aquisição, mesmo que não tenha</p><p>havido �uxo �nanceiro.</p><p>Esse procedimento permite a observância da legislação quanto à destinação dos</p><p>recursos recebidos de dívida ativa. Observe-se que, mesmo que não se efetue a</p><p>execução orçamentária da receita e da despesa decorrente desse procedimento, a</p><p>administração deve propiciar os meios para que a destinação dos recursos</p><p>recebidos em Dívida Ativa, mesmo que na forma de bens, seja garantida.</p><p>O MCASP atenta para o fato de que o registro de  receitas</p><p>orçamentárias  provenientes do recebimento de créditos inscritos na  Dívida Ativa</p><p>deve ser discriminado em contas contábeis de acordo com a  natureza do crédito</p><p>original. Também devem ser classi�cados em classi�cações especí�cas os</p><p>recebimentos referentes a multas, juros e outros encargos.</p><p>Tendo em vista que ainda veremos detalhadamente o Plano de Contas nas</p><p>próximas aulas, optamos por suprimir os lançamentos contábeis para baixa por</p><p>recebimento de créditos inscritos em Dívida Ativa. No entanto, eles podem ser</p><p>consultados no MCASP, Parte I, item 3.6.6.</p><p>Igualmente, dada à baixíssima incidência de questões de concurso sobre os</p><p>assuntos “Redutor Financeiro – FPM” e “Transações Orçamentárias e</p><p>Intraorçamentárias”, optamos por suprimir esses tópicos do item “procedimentos</p><p>contábeis referentes à receita orçamentária” com vistas a deixar o material mais</p><p>�uido e enxuto para você. Eles podem ser consultados no MCASP, Parte I, item 3.6.3</p><p>e 3.6.7.</p><p>86 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Agora vamos destruir algumas questões!</p><p>87 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Questões Comentadas</p><p>�. (CESPE – TCE/RJ – 2021) Quando representam disponibilidades de recursos</p><p>�nanceiros para o erário, os ingressos de recursos �nanceiros nos cofres do</p><p>Estado são registrados como receitas orçamentárias.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Essa questão versa sobre a de�nição de receitas públicas.</p><p>Conforme o MCASP, 8ª ed., pág. 31:</p><p>"Em sentido amplo, os ingressos de recursos �nanceiros nos cofres do Estado</p><p>denominam-se receitas públicas, registradas como receitas orçamentárias, quando</p><p>representam disponibilidades de recursos �nanceiros para o erário, ou ingressos</p><p>extraorçamentários, quando representam apenas entradas compensatórias."</p><p>O item está em perfeita consonância com o excerto do MCASP. Assim, tem-se que ele</p><p>está certo.</p><p>Gabarito: CERTO</p><p>�. (CESPE – TCE/RJ – 2021) Serão classi�cadas como receita orçamentária, sob</p><p>as rubricas próprias, todas as receitas arrecadadas, incluindo-se as</p><p>provenientes de operações de crédito por antecipação da receita.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Essa questão versa sobre conceito de receitas públicas orçamentárias e</p><p>extraorçamentárias.</p><p>88 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Segundo o MCASP. 8ª ed., pág. 32:</p><p>"São exemplos de ingressos extraorçamentários: os depósitos em caução, as �anças,</p><p>as operações de crédito por antecipação de receita orçamentária (ARO), a emissão de</p><p>moeda, e outras entradas compensatórias no ativo e passivo �nanceiros.</p><p>[...]</p><p>Nesse contexto, embora haja obrigatoriedade de a LOA registrar a previsão de</p><p>arrecadação,</p><p>a mera ausência formal do registro dessa previsão, no citado documento</p><p>legal, não lhes retira o caráter de orçamentárias, haja vista o art. 57 da Lei n.º 4.320, de</p><p>1964, determinar  classi�car-se como receita orçamentária toda receita</p><p>arrecadada que porventura represente ingressos �nanceiros orçamentários, inclusive</p><p>se provenientes de operações de crédito, exceto: operações de crédito por antecipação</p><p>de receita – ARO, emissões de papel moeda e outras entradas compensatórias no</p><p>ativo e passivo �nanceiros."</p><p>Nota-se, portanto, que operações de crédito por ARO são receitas extraorçamentárias, o</p><p>que torna o item errado.</p><p>Gabarito: ERRADO</p><p>�. (CESPE – TCE/RJ – 2021) Receita orçamentária efetiva, quanto ao impacto na</p><p>situação patrimonial líquida, é aquela em que os ingressos de</p><p>disponibilidade de recursos não foram precedidos de registro de</p><p>reconhecimento e não constituem obrigações correspondentes.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Essa questão versa sobre a classi�cação de receitas públicas. No caso, trata-se da</p><p>classi�cação quanto ao impacto na situação patrimonial líquida.</p><p>Segundo o MCASP, 8ª ed., pág. 31:</p><p>"Receita Orçamentária  Efetiva  aquela em que os ingressos de disponibilidade de</p><p>recursos  não foram precedidos de registro de reconhecimento do direito e não</p><p>constituem obrigações correspondentes."</p><p>89 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Cabalmente, são aquelas receitas que aumentam a situação líquida patrimonial da</p><p>entidade. Exemplos: receitas tributárias, patrimoniais, de serviços, industriais.</p><p>"Receita Orçamentária Não Efetiva é aquela em que os ingressos de disponibilidades</p><p>de recursos foram precedidos de registro do reconhecimento do direito ou constituem</p><p>obrigações correspondentes, como é o caso das operações de crédito."</p><p>Cabalmente são aquelas que não alteram a situação líquida patrimonial da entidade.</p><p>Exemplos: operações de crédito e alienação de bens.</p><p>Notem que o enunciado da questão está compatível com a de�nição de receita</p><p>orçamentária efetiva. Portanto, o item está certo.</p><p>Gabarito: CERTO</p><p>�. (FGV – TCE/PI – 2021) Considere os dados do quadro a seguir, com</p><p>informações apresentadas em milhares de reais, relativas à execução da</p><p>receita orçamentária de um ente federativo no terceiro bimestre de um</p><p>dado exercício.</p><p>Descrição Valor (milhares de R$)</p><p>Alienação de bens 14.000,00</p><p>90 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Aplicações �nanceiras 4.750,00</p><p>Contribuições 26.250,00</p><p>Doações 7.000,00</p><p>Operação de crédito interna 50.000,00</p><p>Receita de aluguéis 9.000,00</p><p>Royalties 16.250,00</p><p>Serviços prestados 20.250,00</p><p>Tributos 97.500,00</p><p>Venda de títulos públicos 30.000,00</p><p>O montante de receitas arrecadadas com impacto �nanceiro, mas sem re�exos no</p><p>patrimônio, representa, em milhares de reais:</p><p>A) 117.250,00;</p><p>B) 115.000,00;</p><p>C) 110.250,00;</p><p>D) 96.250,00;</p><p>E) 94.000,00.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Essa questão versa sobre classi�cação das receitas orçamentária. Por receitas com</p><p>impacto �nanceiro, mas sem re�exo no patrimônio, a questão quis dizer receitas não</p><p>efetivas, as quais não impactam o valor do patrimônio líquido.</p><p>91 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Assim, vamos identi�cá-las e totalizá-las:</p><p>Alienação de bens: é uma receita não efetiva, no valor de R$ 14.000,00, na medida que</p><p>não há impacto no valor do PL (o caixa aumenta, mas o ativo diminui uma vez que é</p><p>alienado).</p><p>Aplicações �nanceiras: é uma receita efetiva, uma vez que o ativo aumenta sem</p><p>contrapartida no passivo.</p><p>Contribuições: é uma receita efetiva, uma vez que o ativo aumenta sem contrapartida</p><p>no passivo.</p><p>Doações: como é uma doação em dinheiro, trata-se de uma receita efetiva, uma vez</p><p>que o ativo aumenta sem contrapartida no passivo.</p><p>Operação de crédito interna: é uma receita não efetiva, no valor de R$ 50.000,00 na</p><p>medida que não há impacto no valor do PL (o caixa aumenta, mas o passivo também</p><p>aumenta uma vez que se contrai o empréstimo.</p><p>Receita de aluguéis: é uma receita efetiva, uma vez que o ativo aumenta sem</p><p>contrapartida no passivo.</p><p>Royalties: é uma receita efetiva, uma vez que o ativo aumenta sem contrapartida no</p><p>passivo.</p><p>Serviços prestados: é uma receita efetiva, uma vez que o ativo aumenta sem</p><p>contrapartida no passivo</p><p>Tributos: é uma receita efetiva, uma vez que o ativo aumenta sem contrapartida no</p><p>passivo.</p><p>Venda de títulos públicos: é uma receita não efetiva no valor de R$ 30.000,00, na</p><p>medida que não há impacto no valor do PL (o caixa aumenta, mas o passivo também</p><p>em contrapartida).</p><p>Total de receitas não efetivas: 14.000,00 + 50.000,00 + 30.000,00 = 94.000,00, o que</p><p>corresponde à alternativa E).</p><p>Gabarito: LETRA E</p><p>92 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>�. (Cespe – Codevasf – 2021)</p><p>Considerando o quadro hipotético apresentado, julgue o item que se segue.</p><p>O valor das receitas correntes é de R$ 17.000.000.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Essa questão versa sobre classi�cação de receitas orçamentárias.</p><p>93 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Para resolvê-la, vamos lembrar primeiramente de um resumo esquemático sobre</p><p>receitas correntes e de capital juntamente com a Origem:</p><p>Agora vamos classi�car as receitas listadas na questão:</p><p>- Receita de alienação de bens imóveis em Juazeiro: receita de capital (alienação de</p><p>bens);</p><p>- Receita de remuneração de depósitos bancários: receita corrente (Patrimonial) no</p><p>valor de R$ 4.500.000;</p><p>94 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>- Receita proveniente de serviço de fornecimento de água para o perímetro irrigado:</p><p>receita corrente (Serviços) no valor de R$ 12.500.000;</p><p>- Receita de alienação de bens imóveis em Petrolina: receita de capital (alienação de</p><p>bens).</p><p>Os demais lançamentos não constituem receitas. Assim, o total de receitas correntes foi</p><p>de R$ 4.500.000 + R$ 12.500.000 = R$ 17.000.000. Logo, o item está certo.</p><p>Gabarito: CERTO</p><p>�. (Cespe – Codevasf – 2021) Quadro das receitas e despesas CODEVASF 20XX</p><p>Considerando o quadro hipotético apresentado, julgue o item que se segue.</p><p>95 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>O valor das receitas correntes é de R$ 17.000.000.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Essa questão trata da classi�cação das receitas orçamentárias quanto à natureza de</p><p>receita, mais especi�camente no que tange à categoria econômica.</p><p>Vamos relembrar essa classi�cação:</p><p>96 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Agora, vamos identi�car, dentre os lançamentos informados na questão, quais são</p><p>receitas correntes.</p><p>Receita de Alienação de bens imóveis em Juazeiro: receita de capital (alienação de</p><p>bens).</p><p>97 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Receita de remuneração de depósitos bancários: receita  corrente  (patrimoniais) no</p><p>valor de R$ 4.500.000,00.</p><p>Receita proveniente de serviço de fornecimento de água para o perímetro irrigado:</p><p>receita corrente (serviços) no valor de R$ 12.500.000,00.</p><p>Receita de alienação de bens imóveis em Petrolina: receita de capital (alienação de</p><p>bens).</p><p>Os demais lançamentos se referem a despesas.</p><p>Portanto, temos um total de R$ 17.000.000,00 em receitas correntes, portanto, o item</p><p>está certo.</p><p>Gabarito: CERTO</p><p>�. (Cespe – TC/DF – 2021) O ingresso de recursos referentes à concessão de um</p><p>serviço público</p><p>deve ser classi�cado como uma receita corrente de serviços.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Essa questão versa sobre receitas orçamentárias e sua classi�cação quanto à natureza</p><p>de receita.</p><p>Vamos relembrar essa classi�cação:</p><p>98 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>À primeira vista poderíamos entender que a concessão de um serviço público se trata</p><p>de uma receita de serviços. Porém, consultando o Ementário de Receitas, constata-se</p><p>que as receitas oriundas de Delegação de Serviços Públicos Mediante Concessão,</p><p>Permissão, Autorização ou Licença são receitas correntes patrimoniais.</p><p>Portanto, o item está errado.</p><p>99 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Gabarito: ERRADO</p><p>�. (Cespe – TCE/RJ – 2021) A classi�cação da receita orçamentária por fonte</p><p>tem como �nalidade identi�car se os recursos são provenientes de tributos,</p><p>da exploração do patrimônio estatal ou da exploração de atividades</p><p>econômicas.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Essa questão versa sobre classi�cação das receitas orçamentárias por fonte/destinação</p><p>de recursos.</p><p>Sobre o tema, o MCASP, 8ª ed., pág. 132, dispõe o seguinte:</p><p>"A classi�cação orçamentária por fontes/destinações de recursos tem como objetivo de</p><p>identi�car as fontes de �nanciamento dos gastos públicos. As fontes/destinações de</p><p>recursos reúnem certas Naturezas de Receita conforme regras previamente</p><p>estabelecidas. Por meio do orçamento público, essas fontes/destinações são associadas</p><p>a determinadas despesas de forma a evidenciar os meios para atingir os objetivos</p><p>públicos."</p><p>Tendo em vista o que a�rma o item e o trecho grifado acima, tem-se que o item está</p><p>errado.</p><p>Gabarito: ERRADO</p><p>�. (IBGP – Prefeitura de Dores do Indaiá – MG - 2021) Assinale a alternativa</p><p>que  NÃO  corresponde a uma receita extraorçamentária do município de</p><p>Dores do Indaiá/MG:</p><p>A) Consignações de parcelas de empréstimos consignados efetuadas na folha de</p><p>pagamento.</p><p>100 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>B) Depósitos para garantia de contratos.</p><p>C) Operação de crédito por antecipação de receita.</p><p>D) Imposto de Renda retido na fonte de seus servidores.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Essa questão versa sobre de�nição de receitas públicas e, mais especi�camente, sobre</p><p>receitas extraorçamentárias.</p><p>Sobre o assunto, o MCASP, 8ª ed., pg. 31 dispõe que:</p><p>Ingressos extraorçamentários são recursos �nanceiros de caráter temporário, do qual</p><p>o Estado é mero agente depositário. Sua devolução não se sujeita a autorização</p><p>legislativa, portanto, não integram a Lei Orçamentária Anual (LOA). Por serem</p><p>constituídos por ativos e passivos exigíveis, os ingressos extraorçamentários, em geral,</p><p>não têm re�exos no Patrimônio Líquido da Entidade.</p><p>São exemplos de ingressos extraorçamentários: os depósitos em caução, as �anças, as</p><p>operações de crédito por antecipação de receita orçamentária (ARO), a emissão de</p><p>moeda, e outras entradas compensatórias no ativo e passivo �nanceiros.</p><p>Enquanto isso, acerca de receitas orçamentárias o MCASP, 8ª ed., pg. 32 dispõe que:</p><p>São disponibilidades de recursos �nanceiros que ingressam durante o exercício e que</p><p>aumentam o saldo �nanceiro da instituição. Instrumento por meio do qual se viabiliza</p><p>a execução das políticas públicas, as receitas orçamentárias são fontes de recursos</p><p>utilizadas pelo Estado em programas e ações cuja �nalidade precípua é atender às</p><p>necessidades públicas e demandas da sociedade.</p><p>Agora vamos analisar as alternativas:</p><p>A) Essa alternativa está errada, pois esse tipo de retenção constitui uma receita</p><p>extraorçamentária.</p><p>B) Essa alternativa está errada, pois depósitos para garantia de contratos con�guram</p><p>entradas compensatórias e, portanto, receitas extraorçamentárias.</p><p>101 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>C) Essa alternativa está errada, pois operações de crédito por ARO con�guram receitas</p><p>extraorçamentárias.</p><p>D) Essa alternativa está certa, pois o imposto retido será arrecadado pelo órgão e</p><p>con�gurará receita orçamentária, vez que pode ser utilizado como recurso para</p><p>�nanciar políticas públicas.</p><p>Gabarito: LETRA D</p><p>��. (Cespe – TCE/RJ – 2021) Com referência aos procedimentos estabelecidos</p><p>pelo  Manual de Contabilidade do Setor Público, bem como aos papéis da</p><p>Secretaria do Tesouro Nacional no âmbito do Sistema de Contabilidade</p><p>Federal, julgue o item subsequente.</p><p>Um ingresso de recursos �nanceiros é considerado receita, ainda que seu impacto</p><p>sobre a situação líquida patrimonial seja nulo.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Questão capciosa essa. Ela versa sobre o impacto patrimonial de receitas</p><p>orçamentárias.</p><p>As receitas orçamentárias são ditas efetivas quando causam impacto sobre a situação</p><p>líquida patrimonial, como é o caso de tributos, receitas patrimoniais, etc.</p><p>As receitas orçamentárias são ditas não efetivas quando não causam impacto sobre a</p><p>situação líquida, como é o caso de operações de crédito, alienação de bens, amortização</p><p>de empréstimos, etc.</p><p>Assim, tem-se que o item está certo.</p><p>Gabarito: CERTO</p><p>102 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>��. (Cespe – TJ/PA – 2020) As receitas obtidas com cauções, �anças e</p><p>consignações são:</p><p>A) Receitas de capital.</p><p>B) Receitas correntes.</p><p>C) Receitas extraorçamentárias.</p><p>D) Receitas orçamentárias.</p><p>E) Receitas tributárias.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Notem que todos os exemplos mencionados no comendo da questão remetem a</p><p>recursos �nanceiros de caráter temporário, dos quais o Estado atua como mero agente</p><p>depositário. Ou seja, a questão trata de receitas extraorçamentárias. Vejamos</p><p>exemplos desse tipo de ingressos:</p><p>Gabarito: LETRA C</p><p>103 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>��. (Cespe – MPE/CE – 2020) Determinado estado da Federação tem, a receber,</p><p>o valor de um aluguel devido ao tesouro estadual, vencido e não pago no</p><p>prazo legal.</p><p>A partir dessa situação hipotética, julgue o item seguinte.</p><p>O valor dessa dívida deverá ser inscrito na dívida ativa estadual.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Sim, exatamente! Vejamos a de�nição de dívida ativa segundo o MCASP, 8ª ed., pg. 352:</p><p>Dívida ativa é o conjunto de créditos tributários e não tributários em favor da Fazenda</p><p>Pública, não recebidos no prazo para pagamento de�nido em lei ou em decisão</p><p>proferida em processo regular, inscrito pelo órgão ou entidade competente, após</p><p>apuração de certeza e liquidez. É uma fonte potencial de �uxos de caixa e é</p><p>reconhecida contabilmente no ativo.</p><p>Além disso, a Lei nº 4.320/1964 dispõe em seu art. 39, §2º, que:</p><p>Dívida Ativa Tributária é o crédito da Fazenda Pública dessa natureza, proveniente de</p><p>obrigação legal relativa a tributos e respectivos adicionais e multas, e Dívida Ativa não</p><p>Tributária são os demais créditos da Fazenda Pública, tais como os provenientes de</p><p>empréstimos compulsórios, contribuições estabelecidas em lei, multa de qualquer</p><p>origem ou natureza, exceto as tributárias, foros, laudêmios, alugueis ou taxas de</p><p>ocupação, custas processuais, preços de serviços prestados por estabelecimentos</p><p>públicos, indenizações, reposições, restituições, alcances dos responsáveis</p><p>de�nitivamente julgados, bem assim os créditos decorrentes de obrigações em moeda</p><p>estrangeira, de subrogação de hipoteca, �ança, aval ou outra garantia, de contratos</p><p>em geral ou de outras obrigações legais.</p><p>Gabarito: CERTO</p><p>��. (Cespe – MPE/CE – 2020) Determinado estado da Federação tem, a receber,</p><p>o valor de um aluguel devido ao tesouro estadual, vencido e não pago no</p><p>prazo legal.</p><p>104 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>A. LANÇAMENTO (EXECUÇÃO)...........................................................................................................................</p><p>B. ARRECADAÇÃO (EXECUÇÃO)........................................................................................................................</p><p>C. RECOLHIMENTO (EXECUÇÃO)........................................................................................................................</p><p>CONTROLE E AVALIAÇÃO.....................................................................................................................................</p><p>QUESTÃO PARA FIXAR..........................................................................................................................................</p><p>REGIME DE CONTABILIZAÇÃO............................................................................................................................</p><p>CONCEITO..................................................................................................................................................................</p><p>28</p><p>28</p><p>29</p><p>31</p><p>31</p><p>32</p><p>33</p><p>34</p><p>36</p><p>39</p><p>39</p><p>40</p><p>41</p><p>42</p><p>43</p><p>49</p><p>53</p><p>54</p><p>57</p><p>58</p><p>59</p><p>62</p><p>62</p><p>63</p><p>64</p><p>65</p><p>65</p><p>66</p><p>68</p><p>68</p><p>3 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>QUESTÃO PARA FIXAR..........................................................................................................................................</p><p>PROCEDIMENTOS CONTÁBEIS REFERENTES À RECEITA ORÇAMENTÁRIA ......................................</p><p>DEDUÇÕES DA RECEITA ORÇAMENTÁRIA.....................................................................................................</p><p>RESTITUIÇÃO DE TRIBUTOS RECEBIDOS A MAIOR OU INDEVIDAMENTE..........................................</p><p>QUESTÃO PARA FIXAR..........................................................................................................................................</p><p>RENÚNCIA DE RECEITAS.......................................................................................................................................</p><p>FIQUE ATENTO!.........................................................................................................................................................</p><p>FIQUE ATENTO!.........................................................................................................................................................</p><p>QUESTÃO PARA FIXAR..........................................................................................................................................</p><p>RECURSOS CUJA TRIBUTAÇÃO E ARRECADAÇÃO COMPETEM</p><p>IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE........................................................................................................</p><p>TRANSFERÊNCIAS DE RECURSOS INTERGOVERNAMENTAIS..................................................................</p><p>REGISTRO DAS TRANSFERÊNCIAS ...................................................................................................................</p><p>QUESTÃO PARA FIXAR..........................................................................................................................................</p><p>REMUNERAÇÃO DOS DEPÓSITOS BANCÁRIOS............................................................................................</p><p>RECEITA ORÇAMENTÁRIA POR BAIXA DE DÍVIDA ATIVA INSCRITA.....................................................</p><p>QUESTÕES COMENTADAS....................................................................................................................................</p><p>RESUMO DIRECIONADO........................................................................................................................................</p><p>RESUMO DE PRINCÍPIOS......................................................................................................................................</p><p>RECEITAS PARA O MCASP....................................................................................................................................</p><p>RECEITAS ORÇAMENTÁRIAS VS INGRESSOS EXTRAORÇAMENTÁRIOS.................................................................................................................</p><p>CLASSIFICAÇÃO DAS RECEITAS ORÇAMENTÁRIAS....................................................................................</p><p>ESTÁGIOS DA RECEITA...............................................................................................................................................................................................................................</p><p>REGIME DE CONTABILIZAÇÃO............................................................................................................................</p><p>RESTITUIÇÕES DE TRIBUTOS RECEBIDOS A MAIOR OU INDEVIDAMENTE........................................................................................................</p><p>RENÚNCIA DE RECEITA.........................................................................................................................................</p><p>LISTA DE QUESTÕES...............................................................................................................................................</p><p>GABARITO..................................................................................................................................................................</p><p>70</p><p>71</p><p>71</p><p>72</p><p>74</p><p>75</p><p>77</p><p>78</p><p>78</p><p>79</p><p>81</p><p>81</p><p>82</p><p>84</p><p>84</p><p>85</p><p>88</p><p>252</p><p>252</p><p>253</p><p>254</p><p>254</p><p>260</p><p>262</p><p>263</p><p>264</p><p>265</p><p>321</p><p>4 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Procedimentos Contábeis Orçamentários:</p><p>Receita Pública</p><p>Olá, pessoal! Nesta e na próxima aula teórica veremos procedimentos contábeis</p><p>orçamentários, que se encontram na parte I do Manual de Contabilidade Aplicado ao</p><p>Setor Público – MCASP. Isso quer dizer que chegamos à parte da matéria que possui</p><p>uma interseção com a disciplina de Administração Financeira e Orçamentária – AFO. Ou</p><p>seja, essas aulas podem ser duplamente úteis pra vocês!</p><p>Nesta aula veremos conceitos, classi�cações, regime de contabilização e estágios da</p><p>receita orçamentária.</p><p>Prontos? Então vamos lá!</p><p>Princípios Orçamentários</p><p>Aspectos introdutórios</p><p>Pessoal, toda ciência costuma ser permeada de diretrizes e pressupostos básicos, ou</p><p>seja, de  princípios. Essa parte inicial da Contabilidade Pública, que se aproxima</p><p>bastante de Administração Financeira e Orçamentária – AFO, não é diferente. Pelo</p><p>contrário, há diversos princípios.</p><p>Mais coisas para decorar, professor?!?</p><p>Calma gente, antes de pensar negativamente, vamos lembrar que princípios de uma</p><p>ciência formam as diretrizes e proposições elementares, condicionando, assim, todos os</p><p>conceitos subsequentes (Di Pietro, 2015).</p><p>Isso quer dizer que se os entendermos bem, teremos uma compreensão mais facilitada</p><p>sobre os demais assuntos, uma vez que o conhecimento das regras básicas estará</p><p>solidamente incorporado.</p><p>A ideia por trás do  orçamento público é a necessidade de �xar despesas e estimar</p><p>receitas, uma vez que há muitas demandas de gasto/investimento e escassez de</p><p>recursos simultaneamente. Assim, surge a necessidade de estabelecer prioridades para</p><p>5 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>otimizar a alocação desses recursos. Exatamente como fazemos em nossas casas</p><p>consciente ou inconscientemente!</p><p>O que precisamos saber sobre a elaboração do orçamento público é que todos os anos</p><p>o Poder Executivo elabora a proposta orçamentária, após consolidação da proposta dos</p><p>demais Poderes, e envia para o Congresso Nacional para análise, aprovação e posterior</p><p>encaminhamento para sanção pelo Presidente da República.</p><p>Voltando aos princípios orçamentários, tenham em mente que eles são norteadores</p><p>não apenas da elaboração da proposta orçamentária anual, mas também</p><p>A partir dessa situação hipotética, julgue o item seguinte.</p><p>O valor dessa dívida deverá ser contabilizado como receita de aluguéis.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Pessoal, essa questão está redigida de forma um pouco estranha.</p><p>No entanto, o principal erro dessa questão está na parte em que a receita seria de</p><p>aluguéis. Na verdade, ela teria uma classi�cação de Receita Patrimonial (nível origem),</p><p>Exploração do Patrimônio Imobiliário do Estado (nível de espécie), e somente depois,</p><p>aluguéis e arrendamentos. Isso ocorre porque a dívida ativa de uma receita prevista</p><p>guarda a mesma origem. Ou seja, se a receita prevista era patrimonial, a dívida ativa</p><p>dela também será patrimonial.</p><p>Além disso, note que a questão a�rma que o valor da dívida será contabilizado como</p><p>receita de aluguéis. Ora, esse valor somente será assim classi�cado quando da</p><p>arrecadação dos valores. A dívida ativa, por óbvio, é um ativo e não uma receita.</p><p>Por �m, é suspeito o emprego da terminologia "contabilizado", em vez de “classi�cado”,</p><p>mas não entendemos que apenas isso faria com que a banca considerasse a questão</p><p>como errada.</p><p>Gabarito: ERRADO</p><p>��. (Cespe – MPE/CE – 2020) São critérios para a classi�cação da receita</p><p>orçamentária a sua natureza e a fonte/destinação dos recursos.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Perfeito. Segundo o MCASP, as receitas orçamentárias são classi�cadas segundo os</p><p>seguintes critérios:</p><p>a. Natureza;</p><p>b. Fonte/Destinação de Recursos e</p><p>105 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>c. Indicador de Resultado Primário.</p><p>Gabarito: CERTO</p><p>��. (Cespe – MPE/CE – 2020) A seguinte tabela representa um demonstrativo</p><p>�nanceiro hipotético.</p><p>receita patrimonial                           R$ 1.000</p><p>receita de serviços                           R$ 1.500</p><p>receita industrial                              R$ 1.500</p><p>operação de crédito                        R$ 3.000</p><p>impostos                                             R$  500</p><p>taxas                                                    R$  500</p><p>contribuições previdenciárias      R$  100</p><p>alienação de bens                           R$ 2.000</p><p>amortização                                      R$ 4.000</p><p>Considerando esse demonstrativo �nanceiro, julgue o item a seguir.</p><p>O valor correto do total das receitas correntes é R$ 5.100.</p><p>RESOLUÇÃO</p><p>Estamos tratando de receita detalhado por origem, logo, vamos recorrer ao nosso</p><p>mnemônico:</p><p>106 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Dessa forma, �ca fácil de identi�car que as receitas correntes são as seguintes:</p><p>receita patrimonial                            R$ 1.000</p><p>receita de serviços                             R$ 1.500</p><p>receita industrial                                 R$ 1.500</p><p>impostos                                               R$  500</p><p>taxas                                                      R$  500</p><p>Essa é a hora que você pergunta: “ué, professor, e as contribuições previdenciárias?!?</p><p>Elas não são receitas correntes???”.</p><p>Exatamente! Elas não são receitas correntes e nem de capital! Na verdade, sequer são</p><p>receitas orçamentárias e esse é a grande pegadinha dessa questão! Elas são retenções</p><p>feitas no contracheque dos servidores públicos para custeio do Regime Próprio de</p><p>Previdência Social, e, por isso, são contabilizadas como receitas extraorçamentárias!</p><p>Dessa forma, as receitas correntes totalizam R$ 5.000 e não R$ 5.100, como dispõe o</p><p>item. Portanto, ele está errado!</p><p>107 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Gabarito: ERRADO</p><p>��. (Cespe – MPE/CE – 2020) A seguinte tabela representa um demonstrativo</p><p>�nanceiro hipotético.</p><p>receita patrimonial                            R$ 1.000</p><p>receita de serviços                            R$ 1.500</p><p>receita industrial                                R$ 1.500</p><p>operação de crédito                          R$ 3.000</p><p>impostos                                               R$  500</p><p>taxas                                                      R$  500</p><p>contribuições previdenciárias         R$  100</p><p>alienação de bens                              R$ 2.000</p><p>amortização                                        R$ 4.000</p><p>Considerando esse demonstrativo �nanceiro, julgue o item a seguir.</p><p>O valor da receita de capital é R$ 9.000.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Estamos tratando de receita detalhado por origem, logo, vamos recorrer ao nosso</p><p>mnemônico:</p><p>108 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Dessa forma, �ca fácil de identi�car que as receitas de capital são as seguintes:</p><p>operação de crédito                               R$ 3.000</p><p>alienação de bens                                   R$ 2.000</p><p>amortização                                              R$ 4.000</p><p>No total, elas somam R$ 9.000. Portanto, a questão está correta.</p><p>Gabarito: CERTO</p><p>��. (Cespe – SEFAZ/AL – 2020) Com relação às etapas das receitas públicas e das</p><p>despesas públicas, bem como a seus estágios e suas categorias, julgue o</p><p>item a seguir.</p><p>Em alguns casos, a cronologia das etapas da receita orçamentária — previsão,</p><p>lançamento, arrecadação e recolhimento — não precisa necessariamente ser</p><p>observada, uma vez que nem todas as etapas ocorrem para todos os tipos de receitas</p><p>orçamentárias.</p><p>109 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>As etapas da receita orçamentária seguem a ordem de ocorrência dos fenômenos</p><p>econômicos, levando-se em consideração o modelo de orçamento existente no país e a</p><p>tecnologia utilizada. Dessa forma, a ordem sistemática inicia-se com a previsão e</p><p>termina com o recolhimento.</p><p>Há de se observar, contudo, que nem todas as etapas apresentadas ocorrem para todos</p><p>os tipos de receitas orçamentárias. Como exemplo, apresenta-se o caso da arrecadação</p><p>de receitas orçamentárias que não foram previstas, não tendo, naturalmente, passado</p><p>pela etapa da previsão. Da mesma forma, algumas receitas orçamentárias não passam</p><p>pelo estágio do lançamento, como é o caso de uma doação em espécie recebida pelos</p><p>entes públicos.</p><p>Entendam que para caracterizar uma receita orçamentária, basta que ela tenha sido</p><p>arrecadada, não tendo, portanto, que ter sido necessariamente prevista e/ou lançada,</p><p>como é o caso da doação em dinheiro mencionado acima.</p><p>Gabarito: CERTO</p><p>��. (FCC – AL/AP – 2020) A receita orçamentária obtida por uma entidade</p><p>pública estadual decorrente das inscrições dos candidatos em um concurso</p><p>público deve ser classi�cada quanto à origem e à espécie, respectivamente,</p><p>como</p><p>A) Contribuições; Contribuições Econômicas.</p><p>B) Receita Corrente; Receita de Serviços.</p><p>C) Serviços Administrativos e Comerciais Gerais; Inscrição em Concursos e Processos</p><p>Seletivos.</p><p>D) Contribuições; Inscrição em Concursos e Processos Seletivos.</p><p>E) Receita de Serviços; Serviços Administrativos e Comerciais Gerais.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>110 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Questão que aborda o tema classi�cação de receitas orçamentárias.</p><p>Segundo o MCASP, a classi�cação por natureza de receita visa identi�car a origem do</p><p>recurso segundo o fato gerador. Ou seja, o acontecimento real que ocasionou o</p><p>ingresso da receita nos cofres públicos. Essa classi�cação é feita com um código</p><p>numérico de 8 dígitos e 5 níveis.</p><p>A categoria econômica nos diz se a receita é corrente ou de capital. Já os demais níveis</p><p>entram no detalhe do fato gerador. Note que isso nos possibilita descartar a alternativa</p><p>B, uma vez que o primeiro nível dela corresponde à categoria econômica e não à</p><p>origem.</p><p>A partir daí, é necessário ter uma noção das origens de receita e encontrar (ainda que</p><p>por</p><p>eliminação, já que é quase impossível decorar o ementário de receitas dado o seu</p><p>tamanho) a origem e a espécie correspondente à receita decorrente das inscrições dos</p><p>candidatos em um concurso público.</p><p>As origens das receitas orçamentárias constam a seguir (com o respectivo mnemônico</p><p>de cada uma):</p><p>111 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Note que a entidade pública estadual presta um serviço ao organizar o concurso, razão</p><p>pela qual a origem deve ter a ver com serviços, o que já nos possibilita descartar as</p><p>alternativas A  e D. Além disso, a alternativa C  não contém uma origem de receita</p><p>orçamentária válida, razão pela qual também deve ser descartada.</p><p>Assim, a alternativa que sobrou é a letra E, que, de fato, contém a origem e espécie</p><p>correta conforme Ementário da Receita 2020.</p><p>112 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Gabarito: LETRA E</p><p>��. (CESPE – MPC/PA – 2019)  A tabela a seguir mostra a movimentação</p><p>hipotética da  União, em R $ milhões, sem exercício de 20X9;  o mobiliário</p><p>pago no  O exercício foi adquirido e entregue em 20X8.  Foi liquidado</p><p>o  equivalente a 80% da despesa empenhada e paga 50% da despesa  de</p><p>capital.</p><p>113 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>114 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Ainda com referência ao texto 2A6-II, a receita de capital, em milhões de reais, foi,</p><p>segundo o aspecto orçamentário, de</p><p>A) 4.200.</p><p>B) 6.300.</p><p>C) 9.700.</p><p>D) 13.000.</p><p>E) 15.100.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Essa questão versa sobre receita orçamentária de capital.</p><p>Sob o aspecto/enfoque orçamentário, as receitas são consideradas realizadas quando da</p><p>arrecadação.  Vamos relembrar também quais são as receitas de capital segundo o</p><p>MCASP:</p><p>115 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Agora vamos identi�car as receitas orçamentárias de capital dentre as informações</p><p>constantes da questão:</p><p>- lançamento do ITR (imposto sobre a propriedade territorial rural) do exercício: ainda</p><p>não se deu a arrecadação da receita. Em todo o caso, não seria de capital.</p><p>116 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>- pagamento de operação de crédito por antecipação da receita orçamentária: despesa</p><p>extraorçamentária.</p><p>- alienação de imóveis usados: receita de capital no valor de 4.200 (Alienação de Bens).</p><p>- royalties recebidos: receita corrente (Patrimonial).</p><p>- depósitos de garantia de execução contratual recebidos: receita extraorçamentária.</p><p>- depreciação de bens: apenas repercussão patrimonial.</p><p>- pagamento de folha de servidores do exercício: refere-se a  uma etapa da despesa</p><p>orçamentária.</p><p>- amortização de empréstimos:  receita de capital  no valor de 5.500  (Amortização de</p><p>Empréstimos).</p><p>- emissão de títulos do Tesouro:  receita de capital  no valor de 3.400  (Operação de</p><p>Capital).</p><p>- fundo de participação dos estados (FPE): despesa orçamentária.</p><p>- fundo de participação dos municípios (FPM): despesa orçamentária.</p><p>- recebimento de juros de empréstimos: receita corrente (Outras Receitas Correntes).</p><p>- aquisição de computadores novos: despesa orçamentária.</p><p>- recebimento do imposto de renda: receita corrente (Tributárias).</p><p>- arrecadação da contribuição de intervenção no domínio econômico (CIDE -</p><p>combustíveis): receita corrente (Contribuições).</p><p>- pagamento de fornecedores de mobiliário: despesa orçamentária.</p><p>- integralização de capital social de empresa pública:  receita de capital  no valor</p><p>de 2.000  (Outras Receitas de Capital). Aqui há uma controvérsia sobre a possibilidade</p><p>117 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>de ser despesa de capital (inversão �nanceira). Como isso não �cou claro, entende-se</p><p>que apenas por conta disso a questão mereceria ser anulada.</p><p>- recebimento de aluguéis de imóveis: receita corrente (Patrimoniais).</p><p>- convênio com prefeituras para a construção de escolas municipais:  despesa</p><p>orçamentária.</p><p>- pagamento de juros da dívida interna do exercício: despesa orçamentária.</p><p>Somando todas as receitas de capital identi�cadas temos:</p><p>4.200 + 5.500 + 3.400 + 2.000 = 15.100,00, que corresponde à alternativa E. No entanto, a</p><p>questão considerou a alternativa C como gabarito, desconsiderando a integralização de</p><p>capital e a emissão de títulos do Tesouro como receitas de capital. Entretanto, como a</p><p>questão foi dúbia no que tange à integralização de capital, entende-se que ela deveria</p><p>ser anulada.</p><p>Gabarito: ANULADA</p><p>��. (VUNESP – Prefeitura de Campinas - SP – 2019) Do ponto de vista da</p><p>contabilidade pública, de acordo com as Novas Normas da Contabilidade</p><p>Pública, reconhece-se a existência de uma diferença no tratamento de</p><p>receitas e despesas dos pontos de vista orçamentário e patrimonial. Nesse</p><p>sentido, o lançamento de uma receita de IPTU por determinada prefeitura</p><p>seria, na data:</p><p>A) uma receita no Sistema Orçamentário e um recebimento no sistema de Fluxo de</p><p>Caixa.</p><p>B) uma receita no Sistema Patrimonial e não seria receita no Sistema Orçamentário.</p><p>C) reconhecida como receita tanto no Sistema Patrimonial quanto no Sistema</p><p>Financeiro.</p><p>D) uma despesa no Sistema Orçamentário e um pagamento no Sistema Financeiro.</p><p>118 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>E) um recebimento no Sistema de Caixa e não seria receita no Sistema Patrimonial.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Essa questão versa sobre o reconhecimento de receitas e despesas sob o enfoque</p><p>orçamentário e patrimonial.</p><p>Sob o enfoque orçamentário (chamado de Sistema Orçamentário na questão), as</p><p>receitas são reconhecidas quando da arrecadação e as despesas quando do empenho,</p><p>conforme o art. 35 da Lei nº 4.320/1964.</p><p>Já sob o enfoque patrimonial (chamado de Sistema Patrimonial na questão), as receitas</p><p>(Variações Patrimoniais Aumentativas) e as despesas (Variações Patrimoniais</p><p>Diminutivas) são reconhecidas quando do reconhecimento do fato gerador. No caso</p><p>das receitas, frequentemente o fato gerador coincide com o lançamento.</p><p>De posse dessas informações, vamos analisar as alternativas:</p><p>A) Essa alternativa está errada, pois a receita só será reconhecida no Sistema</p><p>Orçamentário quando ocorrer sua arrecadação.</p><p>B) Essa alternativa está certa, pois, de um lado, a receita só será reconhecida no Sistema</p><p>Orçamentário quando ocorrer sua arrecadação, e de outro lado, o lançamento do IPTU</p><p>coincide com o fato gerador da receita, o que implica seu reconhecimento como VPA</p><p>no Sistema Patrimonial.</p><p>C) Essa alternativa está errada, pois não faz sentido falar em "Sistema Financeiro"</p><p>quando se fala em ponto de vista orçamentário e patrimonial.</p><p>D) Essa alternativa está errada, pois o lançamento de IPTU se trata de uma receita e não</p><p>de uma despesa.</p><p>E) Essa alternativa está errada, pois não faz sentido falar em "Sistema de Caixa".</p><p>Gabarito: LETRA B</p><p>119 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>��. (CESPE – SLU/DF – 2019) Impostos e contribuições são espécies tributárias</p><p>de receitas cuja �nalidade é obter recursos �nanceiros para o Estado</p><p>custear as atividades que lhe são correlatas. A respeito do tratamento</p><p>contábil aplicável aos impostos e contribuições, julgue o item subsecutivo.</p><p>O momento do fato gerador do imposto pode ser utilizado para o reconhecimento da</p><p>receita orçamentária, independentemente do recebimento desses</p><p>valores.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Sob o enfoque  orçamentário, o Setor Público reconhece a receita orçamentária do</p><p>exercício �nanceiro no momento da sua arrecadação. Isso também é de chamado de</p><p>regime de caixa.</p><p>Diferentemente, sob o enfoque patrimonial, vigora o regime de competência, no qual o</p><p>fato gerador é que enseja o reconhecimento da Variação Patrimonial Aumentativa</p><p>("receita do ponto de vista patrimonial").</p><p>Desse modo, a questão erra ao a�rmar que o fato gerador é determinante para o</p><p>reconhecimento da  receita orçamentária, sendo que, por se tratar do enfoque</p><p>orçamentário, é a arrecadação dos recursos que enseja o seu reconhecimento.</p><p>Gabarito: ERRADO</p><p>��. (VUNESP – Câmara de Tatuí – 2019) Na contabilidade pública, o regime</p><p>orçamentário reconhece a despesa no exercício �nanceiro da emissão do</p><p>empenho, e a receita orçamentária.</p><p>A) no lançamento do crédito suplementar.</p><p>B) na oportunidade da previsão constante no projeto de Lei.</p><p>C) no momento da redução da dotação orçamentária.</p><p>D) no instante do recolhimento dos valores à conta especí�ca.</p><p>120 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>E) no momento da arrecadação dos recursos devidos ao Tesouro.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Essa questão trata do regime de contabilização sob o enfoque orçamentário.</p><p>Vamos relembrar o regime de contabilização sob ambos os enfoques:</p><p>Portanto, tem-se que, sob o enfoque orçamentário, a receita é reconhecida no</p><p>momento da arrecadação, o que corresponde à alternativa E.</p><p>Gabarito: LETRA E</p><p>��. (QUADRIX – CRO/GO – 2019) Considerando o  Manual de Contabilidade</p><p>Aplicada ao Setor Público, 8.ª edição, julgue o item, relativo às receitas</p><p>públicas.</p><p>Ingressos extraorçamentários são recursos �nanceiros de caráter</p><p>temporário, dos quais o Estado é mero agente depositário, na forma dos</p><p>créditos previstos na lei orçamentária anual.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Essa questão trata de ingressos extraorçamentários. Vejamos o que o MCASP diz sobre</p><p>o assunto:</p><p>121 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Ingressos extraorçamentários são recursos �nanceiros de caráter temporário, do qual</p><p>o Estado é mero agente depositário. Sua devolução não se sujeita a autorização</p><p>legislativa, portanto,  não integram a Lei Orçamentária Anual (LOA). Por serem</p><p>constituídos por ativos e passivos exigíveis, os ingressos extraorçamentários, em geral,</p><p>não têm re�exos no Patrimônio Líquido da Entidade.</p><p>Note que o comando da questão menciona que os ingressos extraorçamentários estão</p><p>previstos na LOA, o que contraria o disposto no MCASP acima. Por isso, o item está</p><p>errado.</p><p>Gabarito: ERRADO</p><p>��. (CESPE – CGE/CE – 2019) Um estado da Federação realizou procedimento</p><p>licitatório para pactuar contrato de concessão de rodovia estadual.</p><p>Na classi�cação dos recursos provenientes desse contrato o gestor contábil deverá</p><p>lançar o valor desse ingresso como receita</p><p>A) orçamentária corrente – patrimonial.</p><p>B) orçamentária corrente – de serviços.</p><p>C) extraorçamentária corrente – de contribuições.</p><p>D) de capital – de operações de crédito.</p><p>E) de capital – de alienação de bens.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Essa questão trata de classi�cação de natureza da receita. Vamos relembrar a</p><p>classi�cação da receita por categoria econômica e origem:</p><p>122 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Inicialmente, é possível descartar a alternativa C), por não fazer sentido sequer falar em</p><p>receita extraorçamentária corrente, pois receita extraorçamentária não possui categoria</p><p>econômica.</p><p>Também podemos descartar as alternativas D) e E). Isso porque a receita orçamentária</p><p>da questão: 1) não trata de operação de crédito (que se dividem em operações de</p><p>123 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>crédito mobiliárias e operações de crédito contratuais); e 2) não envolve alienação do</p><p>bem, mas tão somente a concessão da sua exploração.</p><p>Dessa forma, por eliminação, conclui-se que a receita orçamentária é corrente. Resta</p><p>veri�car se a origem é patrimonial ou de serviços. Vejamos a de�nição de ambos</p><p>conforme o ementário de receitas:</p><p>Receitas de serviços: Agrega as receitas características da prestação de serviços nas</p><p>diversas áreas de atividade econômica.</p><p>Receitas patrimoniais: Agrega recursos decorrentes da fruição do patrimônio mobiliário</p><p>e imobiliário do ente público.</p><p>Por lógica, a receita decorrente da concessão de rodovia estadual relaciona-se à fruição</p><p>do patrimônio do ente público, o que corresponde à alternativa A). E, de fato, a receita é</p><p>registrada sob a classi�cação: 1.3.3.1.01.0.0 Delegação para a Prestação dos Serviços de</p><p>Transporte Rodoviário.</p><p>1 - Receita Corrente (Categoria Econômica)</p><p>3 - Receita Patrimonial (Origem)</p><p>3 - Delegação de Serviços Públicos Mediante Concessão, Permissão, Autorização ou</p><p>Licença (Espécie)</p><p>1 - Delegação para a Prestação dos Serviços de Transporte Rodoviário</p><p>01.01 - Delegação para a Prestação dos Serviços de Transporte</p><p>Rodoviário (Desdobramentos para Identi�cação de Peculiaridades da Receita).</p><p>Gabarito: LETRA A</p><p>��. (QUADRIX – CRO/GO – 2019) Considerando o  Manual de Contabilidade</p><p>Aplicada ao Setor Público, 8.ª edição, julgue o item, relativo às receitas</p><p>públicas.</p><p>124 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>A alienação de bens móveis constitui receita orçamentária corrente e a alienação de</p><p>bens imóveis é receita orçamentária de capital.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Essa questão versa sobre classi�cação da receita orçamentária por natureza.</p><p>Na verdade, a alienação de bens (móveis e imóveis) é classi�cada como receita</p><p>orçamentária de capital. Vejamos um resumo esquemático a respeito:</p><p>125 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Desse modo, a questão está errada.</p><p>Gabarito: ERRADA</p><p>126 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>��. (QUADRIX – CRO/GO – 2019) Considerando o  Manual de Contabilidade</p><p>Aplicada ao Setor Público, 8.ª edição, julgue o item, relativo às receitas</p><p>públicas.</p><p>Em que pese o art. 35 da Lei n.º 4.320/1964 determinar o registro da receita</p><p>orçamentária no momento da sua arrecadação, o lançamento em contas de natureza</p><p>patrimonial deve atender ao regime de competência, ou seja, ser realizado no</p><p>momento da ocorrência do fato gerador.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Essa questão versa sobre regimes de contabilização. Sob o enfoque orçamentário, tem-</p><p>se que o reconhecimento da receita se dá na arrecadação (que é justamente o que</p><p>dispõe o art. 35 da Lei nº 4.320/1964).</p><p>Já sob o enfoque patrimonial, o registro da receita (Variação Patrimonial Aumentativa)</p><p>se dá no momento da ocorrência do fato gerador? ou seja, trata-se do regime de</p><p>competência. Portanto, o item está correto.</p><p>Gabarito: CERTO</p><p>��. (CESPE – SLU/DF – 2019) A respeito de receitas e despesas públicas, julgue o</p><p>item seguinte.</p><p>As receitas, sob o enfoque da classi�cação econômica, são divididas em receitas</p><p>correntes e receitas de capital.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Essa questão trata da classi�cação das receitas orçamentárias  por categoria</p><p>econômica.</p><p>Com efeito, tanto a Lei n.º 4.320/1964, art. 11, quanto o MCASP, dispõem que as receitas</p><p>orçamentárias se dividem, sob a classi�cação de categoria econômica, em</p><p>receitas correntes e receitas de capital.</p><p>Portanto, item certo.</p><p>127 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Gabarito: CERTO</p><p>��. (QUADRIX – CRO/GO – 2019) Considerando o  Manual de Contabilidade</p><p>Aplicada ao Setor Público,</p><p>8.ª edição, julgue o item, relativo às receitas</p><p>públicas.</p><p>As transferências voluntárias, tratadas no art. 25 da Lei Complementar n.º 101/2000 (LRF),</p><p>devem ter seu reconhecimento orçamentário apenas no momento da efetiva</p><p>transferência �nanceira.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Questão que versa sobre receita pública e sobre transferências intergovernamentais.</p><p>Vale lembrar, inicialmente, que existem as  transferências  constitucionais, legais</p><p>e  voluntárias. Conforme dispõe a LRF, entende-se por  transferência voluntária  a</p><p>entrega de recursos correntes ou de capital a outro ente da Federação, a título de</p><p>cooperação, auxílio ou assistência �nanceira, que não decorra de determinação</p><p>constitucional, legal ou os destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS).</p><p>De acordo com o MCASP:</p><p>Em termos orçamentários, a transferência voluntária da União para os demais entes</p><p>deve estar prevista no orçamento do ente recebedor (convenente), conforme o</p><p>disposto no art. 35 da Lei nº 10.180/2001.</p><p>No entanto, para o reconhecimento contábil, o  ente recebedor deve registrar a</p><p>receita orçamentária apenas no momento da efetiva transferência �nanceira, pois</p><p>sendo uma transferência voluntária não há garantias reais da transferência. Por esse</p><p>motivo, a regra para transferências voluntárias é o bene�ciário não registrar o ativo</p><p>relativo a essa transferência.</p><p>Apenas nos casos em que houver cláusula contratual garantindo a transferência de</p><p>recursos após o cumprimento de determinadas etapas do contrato, o ente</p><p>bene�ciário, no momento em que já tiver direito à parcela dos recursos e enquanto</p><p>não ocorrer o efetivo recebimento a que tem direito, deverá registrar um direito a</p><p>receber no ativo.</p><p>128 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Uma vez que o item dispõe sobre a regra geral de reconhecimento da receita</p><p>orçamentária e é compatível com o excerto acima, ela está certa.</p><p>Gabarito: CERTO</p><p>��. (FGV – TJ/CE – 2019) As receitas orçamentárias são codi�cadas para</p><p>possibilitar melhor controle e gestão dos recursos arrecadados pelos entes</p><p>públicos. De acordo com o Manual de Contabilidade aplicada ao Setor</p><p>Público, na classi�cação da receita por natureza, o último dígito</p><p>corresponde ao tipo, que tem a �nalidade de identi�car o tipo de</p><p>arrecadação a que se refere aquela natureza, conforme quadro a seguir.</p><p>Nesse caso, o dígito correspondente ao tipo indica que se trata do valor referente a:</p><p>A) receita principal;</p><p>B) dívida ativa da receita principal;</p><p>C) multa e juros da receita principal;</p><p>D) multa e juros da dívida ativa da receita principal;</p><p>E) montante da receita principal acrescido de multa e juros da respectiva receita.</p><p>1 1 1 3.01.1 1</p><p>Categoria</p><p>Econômic</p><p>a</p><p>Orig</p><p>em</p><p>Espé</p><p>cie</p><p>Desdobramentos para identi�</p><p>cação de peculiaridades da re</p><p>ceita</p><p>Ti</p><p>po</p><p>Receita Co</p><p>rrente</p><p>Tribu</p><p>tária</p><p>Impo</p><p>stos</p><p>Impostos sobre a Renda de P</p><p>essoa Física - IRPF</p><p>129 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Essa questão trata da classi�cação da receita orçamentária segundo a natureza de</p><p>receita. Vamos relembrar a classi�cação da receita quanto à natureza:</p><p>Agora vejamos os tipos possíveis conforme o MCASP:</p><p>Dessa forma, tem-se que o tipo 1 equivale à  receita principal, que corresponde à</p><p>letra A.</p><p>Gabarito: LETRA A</p><p>1º nível</p><p>Categoria</p><p>econômic</p><p>a</p><p>2º ní</p><p>vel</p><p>Orig</p><p>em</p><p>3º ní</p><p>vel</p><p>Espé</p><p>cie</p><p>4ºnível</p><p>Desdobramentos para iden</p><p>ti�cação de peculiaridades</p><p>da receita</p><p>5º nív</p><p>el Tip</p><p>o</p><p>1º dígito</p><p>C</p><p>2º dí</p><p>gito</p><p>O</p><p>3º dí</p><p>gito</p><p>E</p><p>4º, 5º, 6º e 7º dígitos</p><p>D.DD.D</p><p>8º díg</p><p>ito</p><p>T</p><p>130 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>��. (CESPE – MPC/PA – 2019)   A tabela a seguir mostra a movimentação</p><p>hipotética da União, em R $ milhões, sem exercício de 20X9; o mobiliário</p><p>pago no O exercício foi adquirido e entregue em 20X8. Foi liquidado o</p><p>equivalente a 80% da despesa empenhada e paga 50% da despesa de</p><p>capital.</p><p>131 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>132 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Tendo como referência o texto 2A6-II, de acordo com as normas vigentes, o montante</p><p>de receita extraorçamentária, em milhões de reais, foi de</p><p>A) 1.800.</p><p>B) 3.900.</p><p>C) 9.000.</p><p>D) 11.800.</p><p>E) 17.900.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Essa questão versa sobre receita pública e, mais especi�camente, sobre receita</p><p>extraorçamentária.</p><p>Segundo o MCASP:</p><p>Ingressos extraorçamentários são recursos �nanceiros de caráter temporário, do qual</p><p>o Estado é mero agente depositário. Sua devolução não se sujeita a autorização</p><p>legislativa, portanto, não integram a Lei Orçamentária Anual (LOA). Por serem</p><p>constituídos por ativos e passivos exigíveis, os ingressos extraorçamentários, em geral,</p><p>não têm re�exos no Patrimônio Líquido da Entidade.</p><p>São exemplos de ingressos extraorçamentários: os depósitos em caução, as �anças, as</p><p>operações de crédito por antecipação de receita orçamentária (ARO), a emissão de</p><p>moeda, e outras entradas compensatórias no ativo e passivo �nanceiros.</p><p>Vamos identi�car as receitas extraorçamentárias e as despesas orçamentárias para</p><p>calcular o montante inscrito em Restos a Pagar no exercício.</p><p>Receitas extraorçamentárias:</p><p>- depósitos de garantia de execução contratual recebidos: 1.800</p><p>Despesas correntes:</p><p>- Pagamento de folha de servidores no exercício (considerada despesa orçamentária</p><p>porque é informado que ela é do exercício, logo, foi empenhada anteriormente): 7.200</p><p>(Pessoal e Encargos Sociais)</p><p>- Fundo de participação dos estados (FPE): 1.300 (Outras despesas correntes)</p><p>133 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>- Fundo de participação dos municípios (FPM): 1.500 (Outras despesas correntes)</p><p>- Pagamento de juros da dívida interna do exercício (considerada despesa orçamentária</p><p>porque é informado que ela é do exercício, logo, foi empenhada anteriormente): 800</p><p>(Juros e Encargos da Dívida)</p><p>Como é informado que as despesas com pessoal e juros da dívida interna foram pagos</p><p>no exercício, deduz-se que as despesas com FPE e FPM foram inscritas em Restos a</p><p>Pagar.</p><p>Assim, Restos a Pagar (despesa correntes) = 2.800</p><p>Despesas de capital:</p><p>- Emissão de títulos do Tesouro: 3.400 (Amortização da dívida)</p><p>- Pagamento de dívida externa do exercício (considerada despesa orçamentária porque</p><p>é informado que ela é do exercício, logo, foi empenhada anteriormente): 1.600</p><p>(Amortização da dívida)</p><p>- Aquisição de computadores novos: 1.000 (Investimentos)</p><p>- Convênio com prefeituras para a contratação de escolas municipais: 800 (transferência</p><p>de capital)</p><p>- Integralização de capital social de empresa pública: 2.000 (Inversões Financeiras)</p><p>Nesse ponto, cabe destacar uma falha estrutural da questão: ela não forneceu maior</p><p>detalhamento para identi�car se esse registro corresponde a uma despesa</p><p>orçamentária ou a uma receita orçamentária (outras receitas de capital). Entretanto,</p><p>considerou-se que corresponde a uma despesa orçamentária de capital do GND</p><p>Inversões Financeiras.</p><p>Como a questão informa que foi pago 50% das despesas de capital, temos que foi pago</p><p>a metade de R$ 8.800,00, ou seja, R$ 4.400,00. Portanto, a outra metade, R$ 4.400,00,</p><p>foi inscrita em Restos a Pagar.</p><p>Restos a Pagar (despesa de capital) = 4.400</p><p>Considerando Restos a Pagar como receitas extraorçamentárias (para quaisquer efeitos</p><p>e não apenas para �ns do Balanço Financeiro, o que tecnicamente é controverso),</p><p>temos que:</p><p>Receitas Extraorçamentárias = 1.800 + 2.800 + 4.400 = 9.000, que corresponde à letra</p><p>C).</p><p>Gabarito: LETRA E</p><p>134 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos</p><p>- Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>��. (CESPE – TJ/AM – 2019)   Os eventos mostrados na tabela a seguir, em que os</p><p>valores são expressos em R$ mil, ocorreram em determinado estado da</p><p>Federação, no exercício de 20X9. Nesse sentido, considere que as siglas</p><p>IPVA e ICMS referem-se, respectivamente a imposto sobre a propriedade de</p><p>veículos automotores e imposto sobre circulação de mercadorias e serviços.</p><p>135 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Com relação às informações apresentadas, julgue o seguinte item.</p><p>O montante da receita extraorçamentária foi superior a R$ 1.000.000.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Essa questão versa sobre receita pública e, mais especi�camente, sobre receita</p><p>extraorçamentária.</p><p>Segundo o MCASP:</p><p>Ingressos extraorçamentários são recursos �nanceiros de caráter temporário, do qual</p><p>o Estado é mero agente depositário. Sua devolução não se sujeita a autorização</p><p>legislativa, portanto, não integram a Lei Orçamentária Anual (LOA). Por serem</p><p>constituídos por ativos e passivos exigíveis, os ingressos extraorçamentários, em geral,</p><p>não têm re�exos no Patrimônio Líquido da Entidade.</p><p>São exemplos de ingressos extraorçamentários: os depósitos em caução, as �anças, as</p><p>operações de crédito por antecipação de receita orçamentária (ARO), a emissão de</p><p>moeda, e outras entradas compensatórias no ativo e passivo �nanceiros.</p><p>Agora, vamos analisar os lançamentos para identi�car quais deles são receitas</p><p>extraorçamentárias:</p><p>- Pagamento de mobiliário entregue em 20X8: por ser pagamento de Restos a Pagar</p><p>(uma vez que o mobiliário foi adquirido e entregue em 20X8 e pago em 20X9), trata-se</p><p>de despesa extraorçamentária;</p><p>- Lançamento de IPVA do exercício: fase da receita orçamentária;</p><p>- Receita de aluguéis prevista na lei orçamentária anual (LOA): receita orçamentária;</p><p>- Empenho para aquisição de imóveis: despesa orçamentária;</p><p>- Recebimento de empréstimos concedidos: receita orçamentária;</p><p>- Arrecadação de ICMS do período: receita orçamentária;</p><p>136 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>- Liquidação da dívida interna: despesa orçamentária;</p><p>- Pagamento de salários do exercício: despesa orçamentária;</p><p>- Recebimento de royalties: receita orçamentária;</p><p>- Liquidação de serviço de limpeza: despesa orçamentária;</p><p>- Pagamento de operações de crédito por antecipação orçamentária: despesa</p><p>extraorçamentária;</p><p>- Recolhimento, à conta única do Tesouro, de taxa de bombeiro recebida na rede</p><p>bancária: trata-se de uma retenção, que, em geral, são receitas extraorçamentárias.</p><p>Nesse caso, o valor foi de R$ 500,00;</p><p>- Alienação de veículos usados: receita orçamentária;</p><p>- Empenho referente à concessão de empréstimos: despesa orçamentária;</p><p>- Recebimento de depósitos em garantia: receita extraorçamentária no valor de R$</p><p>700,00.</p><p>Assim, o total da receita extraorçamentária foi R$ 700,00 + R$ 500,00 = R$ 1.200,00, que</p><p>é maior que                  R$ 1.000,00, portanto, o item está certo.</p><p>Ainda que essa análise já tenha sido su�ciente para julgar o item, é interessante</p><p>mencionar dois pontos controversos sobre essa questão que são alvo de muitas</p><p>dúvidas:</p><p>1) O pagamento de operações de crédito por antecipação orçamentária é uma despesa</p><p>extraorçamentária. Quanto a isso não há dúvidas. Porém, por força do art. 38, incisos I e</p><p>II, da LRF é possível deduzir que a receita extraorçamentária com ARO deve ter ocorrido</p><p>também em 20X9, se a LRF tiver sido cumprida. Entendo que isso seria uma espécie</p><p>de overthinking (excesso de raciocínio/pensamento) acerca da questão. Em todo o caso,</p><p>como a soma das receitas extraorçamentárias já foi su�ciente para superar R$ 1.000,00 e</p><p>tornar a questão correta, essa discussão acaba se perdendo.</p><p>2) O pagamento de mobiliário entregue em 20X8 ensejou a inscrição da despesa em</p><p>Restos a Pagar em 20X8, e os Restos a Pagar são computados como Receitas</p><p>137 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Extraorçamentárias no Balanço Financeiro por força do art. 103, parágrafo único, da Lei</p><p>nº 4.320/1964. Porém:</p><p>a) Entendemos que essa equivalência deveria ser utilizada apenas para �ns do Balanço</p><p>Financeiro como um artifício para compensar as despesas orçamentárias não pagas no</p><p>exercício e não de modo geral. No entanto, a banca tem adotado o entendimento de</p><p>que vale de modo geral sim.</p><p>b) Ainda que a banca optasse por fazer essa equivalência para outros �ns, a questão</p><p>trata de lançamentos de 20X9 e a inscrição da referida despesa em Restos a Pagar deu-</p><p>se em 20X8, portanto, fora do escopo da questão.</p><p>Gabarito: CERTO</p><p>��. (FCC – SEFAZ/BA – 2019) As seguintes informações sobre as receitas de um</p><p>determinado ente público estadual, referentes ao exercício �nanceiro de</p><p>2018, foram extraídas do seu sistema de contabilidade:</p><p>- Arrecadação de R$ 8.850.000,00 referente ao valor principal de Impostos.</p><p>- Arrecadação de R$ 800.000,00 referente à Exploração do Patrimônio Imobiliário do</p><p>Estado.</p><p>- Obtenção de R$ 650.000.000,00 referente às Operações de Crédito por Antecipação</p><p>de Receita Orçamentária.</p><p>- Obtenção de R$ 500.000.000,00 referente às Operações de Crédito - Mercado Interno.</p><p>- Arrecadação de R$ 130.000,00 referente à Delegação de Serviços Públicos Mediante</p><p>Concessão, Permissão, Autorização ou Licença.</p><p>- Arrecadação de R$ 100.000,00 referente às Indenizações, Restituições e</p><p>Ressarcimentos.</p><p>- Alienação de Bens Imóveis, à vista, por R$ 80.000,00, cujo resultado com a venda foi</p><p>igual a zero.</p><p>138 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>- Arrecadação de R$ 50.000,00 referente ao valor de multas e juros de mora de</p><p>Impostos.</p><p>- Arrecadação de R$ 20.000,00 referente a Serviços Administrativos e Comerciais Gerais.</p><p>Com base nessas informações tomadas em conjunto, o valor da receita de capital</p><p>arrecadada no exercício �nanceiro de 2018 pelo referido ente público estadual foi, em</p><p>reais,</p><p>A) 500.880.000,00.</p><p>B) 1.150.130.000,00.</p><p>C) 1.150.080.000,00.</p><p>D) 500.080.000,00.</p><p>E) 1.150.880.000,00.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Essa questão trata de classi�cações da receita orçamentária.</p><p>Primeiramente, vamos nos lembrar da classi�cação das receitas orçamentárias</p><p>correntes e de capital com o esquema a seguir:</p><p>139 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Agora, vamos classi�car os lançamentos e identi�car as receitas de capital.</p><p>Arrecadação de R$ 8.850.000,00 referente ao valor principal de Impostos:</p><p>receita corrente (tributária);</p><p>Arrecadação de R$ 800.000,00 referente à Exploração do Patrimônio Imobiliário do</p><p>Estado: receita corrente (patrimonial);</p><p>140 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Obtenção de R$ 650.000.000,00 referente às Operações de Crédito por Antecipação de</p><p>Receita Orçamentária: receita extraorçamentária;</p><p>Obtenção de R$ 500.000.000,00 referente às Operações de Crédito - Mercado Interno:</p><p>receita de capital (operação de crédito);</p><p>Arrecadação de R$ 130.000,00 referente à Delegação de Serviços Públicos Mediante</p><p>Concessão, Permissão, Autorização ou Licença: receita corrente (patrimonial);</p><p>Arrecadação de R$ 100.000,00 referente às Indenizações, Restituições e Ressarcimento:</p><p>receita corrente (outras receitas correntes);</p><p>Alienação de Bens Imóveis, à vista, por R$ 80.000,00, cujo resultado com a venda foi</p><p>igual a zero: receita de capital (alienação de bens);</p><p>Arrecadação de R$ 50.000,00 referente ao valor de multas e juros de mora de Impostos:</p><p>receita corrente (tributária);</p><p>Arrecadação de R$ 20.000,00 referente a Serviços Administrativos e Comerciais Gerais:</p><p>receita corrente</p><p>(serviços).</p><p>Portanto, há duas receitas de capital que totalizam R$ 500.080.000,00, o que</p><p>corresponde à alternativa D.</p><p>Gabarito: LETRA D</p><p>��. (FCC – TJ/MA – 2019) De acordo com o Manual de Contabilidade Aplicado ao</p><p>Setor Público (MCASP), receitas</p><p>A) orçamentárias não efetivas são aquelas em que os ingressos de disponibilidades de</p><p>recursos foram precedidos de registro do reconhecimento de direito e constituem</p><p>obrigações correspondentes.</p><p>B) orçamentárias efetivas são aquelas em que os ingressos de disponibilidade de</p><p>recursos não foram precedidos de registro de reconhecimento de direito, tais como as</p><p>receitas com operações de crédito.</p><p>141 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>C) orçamentárias são recursos �nanceiros de caráter temporário, dos quais o Estado é</p><p>uma espécie de agente depositário e, por isso, integram a Lei Orçamentária Anual</p><p>(LOA).</p><p>D) extraorçamentárias são recursos �nanceiros que ingressam durante o exercício social</p><p>e que aumentam o saldo �nanceiro da instituição, a �m de viabilizar a execução das</p><p>políticas públicas.</p><p>E) orçamentárias correntes são arrecadadas dentro do exercício �nanceiro, aumentam</p><p>as disponibilidades �nanceiras do Estado e provocam, em geral, efeitos sobre o</p><p>patrimônio líquido por meio da constituição de dívidas.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Vamos analisar as alternativas.</p><p>A) Essa alternativa está correta, pois segundo o MCASP, 8ª ed., pg. 31, dispõe o seguinte:</p><p>b. Receita Orçamentária Não Efetiva é aquela em que os ingressos de disponibilidades</p><p>de recursos foram precedidos de registro do reconhecimento do direito ou constituem</p><p>obrigações correspondentes, como é o caso das operações de crédito.</p><p>B) Essa alternativa está errada, pois segundo o MCASP, 8ª ed., pg. 31, dispõe o seguinte:</p><p>a. Receita Orçamentária Efetiva aquela em que os ingressos de disponibilidade de</p><p>recursos não foram precedidos de registro de reconhecimento do direito e não</p><p>constituem obrigações correspondentes.</p><p>O problema da alternativa foi exempli�car uma operação de crédito como sendo receita</p><p>efetiva, enquanto que ela é, na verdade, uma receita não efetiva.</p><p>C) Essa alternativa está errada, pois essa é a de�nição de receita extraorçamentária,</p><p>conforme dispõe o MCASP, 8ª ed., pág. 31. Receitas Orçamentárias, por sua vez,</p><p>representam disponibilidades de recursos �nanceiros para o erário, podendo �nanciar</p><p>despesas orçamentárias, e passam pelo crivo da arrecadação.</p><p>D)  Essa alternativa está  errada, pois essa é a de�nição de receitas orçamentárias. Por</p><p>sua vez, a de�nição de receitas extraorçamentárias consta na letra C.</p><p>142 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>E) Essa alternativa está errada, pois essa de�nição é próxima do que seriam as receitas</p><p>de capital. Por sua vez, receitas orçamentárias correntes são provenientes de tributos;</p><p>de contribuições; da exploração do patrimônio estatal (Patrimonial); da exploração de</p><p>atividades econômicas (Agropecuária, Industrial e de Serviços); de recursos �nanceiros</p><p>recebidos de outras pessoas de direito público ou privado, quando destinadas a atender</p><p>despesas classi�cáveis em Despesas Correntes (Transferências Correntes); por �m,</p><p>demais receitas que não se enquadram nos itens anteriores, nem no conceito de receita</p><p>de capital (Outras Receitas Correntes).</p><p>Gabarito: LETRA A</p><p>��. (FCC – Câmara de Fortaleza – 2019) Com relação às Receitas, avalie as</p><p>informações da tabela abaixo.</p><p>Origens das Receitas Valores das receitas</p><p>Impostos, taxas e contribuições de melhoria $ 250 milhões</p><p>Operações de Crédito $ 50 milhões</p><p>Alienação de Bens $ 100 milhões</p><p>Receita Patrimonial $ 18 milhões</p><p>Transferências de Capital $ 80 milhões</p><p>Receita Agropecuária $ 120 milhões</p><p>Receita Industrial $ 140 milhões</p><p>Amortização de Empréstimos $ 20 milhões</p><p>Com base no quadro acima, a alternativa que contém, respectivamente, os valores das</p><p>Receitas Correntes e das Receitas de Capital é:</p><p>143 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>A) $ 578 milhões e $ 200 milhões.</p><p>B) $ 528 milhões e $ 250 milhões.</p><p>C) $ 250 milhões e $ 528 milhões.</p><p>D) $ 510 milhões e $ 268 milhões.</p><p>E) $ 370 milhões e $ 408 milhões.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Essa questão versa sobre receitas orçamentárias e sua respectiva classi�cação por</p><p>natureza econômica.</p><p>Vamos relembrar dessa classi�cação por meio do seguinte resumo esquemático, que</p><p>também traz a classi�cação por origem:</p><p>144 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Agora vamos identi�car as receitas da questão e separá-las em correntes e de capital:</p><p>Impostos, taxas e contribuições de melhoria: conforme quadro acima, temos aqui uma</p><p>receita corrente, no valor de R$ 250mi.</p><p>Operações de Crédito: conforme quadro acima, temos aqui uma receita de capital, no</p><p>145 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>valor de R$ 50mi.</p><p>Alienação de Bens: conforme quadro acima, temos aqui uma receita  de capital, no</p><p>valor de R$ 100mi.</p><p>Receita Patrimonial: conforme quadro acima, temos aqui uma receita corrente, no valor</p><p>de R$ 18mi.</p><p>Transferências de Capital: conforme quadro acima, temos aqui uma receita de capital,</p><p>no valor de R$ 80mi.</p><p>Receita Agropecuária: conforme quadro acima, temos aqui uma receita  corrente, no</p><p>valor de R$ 120mi.</p><p>Receita Industrial: conforme quadro acima, temos aqui uma receita corrente, no valor</p><p>de R$ 140mi.</p><p>Amortização de Empréstimos: conforme quadro acima, temos aqui uma receita  de</p><p>capital, no valor de R$ 20mi.</p><p>Assim:</p><p>Total de receitas correntes:  250mi + 18mi + 120mi + 140mi = R$ 528.000.000,00</p><p>Total de receitas de capital: 50mi + 100mi + 80mi + 20mi = R$ 250.000.000,00</p><p>O que corresponde à alternativa B, que é a correta.</p><p>Gabarito: LETRA B</p><p>��. (QUADRIX – CRP 18ª Região MT – 2019) No que se refere aos aspectos</p><p>�nanceiros e contábeis da administração �nanceira e orçamentária, julgue o</p><p>item.</p><p>Se determinado ente arrecadar recursos que pertençam por lei a outro ente, a</p><p>transferência será registrada como dedução da receita orçamentária.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>146 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Essa questão versa sobre receita pública e, mais especi�camente, sobre hipóteses de</p><p>dedução da receita orçamentária.</p><p>Eventualmente as receitas públicas podem sofrer alguma  diminuição  no valor</p><p>arrecadado em decorrência de restituição aos contribuintes ou em virtude de</p><p>destinações legais a outros entes. Isso ocorre principalmente com receitas tributárias e</p><p>de contribuições.</p><p>Segundo o MCASP, a dedução de receita orçamentária é o procedimento padrão a ser</p><p>utilizado para as situações abaixo elencadas, salvo a existência de determinação legal</p><p>expressa de se contabilizar fatos dessa natureza como despesa orçamentária:</p><p>a. Recursos que o ente tenha a competência de arrecadar, mas que pertencem a outro</p><p>ente, de acordo com a legislação vigente (transferências constitucionais ou legais);</p><p>b. Restituição de tributos recebidos a maior ou indevidamente; e</p><p>c. Renúncia de receita orçamentária;</p><p>Notem que a hipótese "a" acima torna o item certo.</p><p>Gabarito: CERTO</p><p>��. (VUNESP – Câmara de Piracicaba – 2019) As receitas públicas efetivas</p><p>representam um enriquecimento do patrimônio do Poder Público,</p><p>enquanto que as não efetivas correspondem a fatos permutativos, sem</p><p>re�exos no patrimônio líquido da entidade. São exemplos de receitas não</p><p>efetivas:</p><p>A) a tributária, agropecuária e de serviços.</p><p>B) a industrial, as contribuições e de serviços.</p><p>C) os depósitos em caução, �anças e as operações de crédito por antecipação de receita</p><p>orçamentária.</p><p>D) as operações de</p><p>crédito autorizadas em lei, receita tributária e de serviços.</p><p>147 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>E) a patrimonial, a agropecuária, depósitos em caução e �anças.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Esta questão versa sobre classi�cação de receitas orçamentárias.</p><p>Como a questão já forneceu o conceito de receitas efetivas e não efetivas, vamos</p><p>relembrar a classi�cação das receitas segundo sua origem e categoria econômica, isso</p><p>porque há uma relação grande (mas não completa e exata) entre as receitas correntes e</p><p>as receitas efetivas, bem como entre as receitas de capital e as receitas não efetivas.</p><p>148 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Agora vamos analisar as alternativas:</p><p>A) Essa questão está errada, porque as receitas tributárias, agropecuárias e de serviços</p><p>são efetivas, uma vez que contribuem para o enriquecimento do patrimônio do Poder</p><p>Público.</p><p>B)  Essa questão está  errada, porque as receitas industriais, de contribuição e de</p><p>serviços são efetivas, uma vez que contribuem para o enriquecimento do patrimônio</p><p>do Poder Público.</p><p>149 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>C) Essa questão está certa, porque os depósitos em caução, �anças e as operações de</p><p>crédito por antecipação de receita orçamentária são receitas não efetivas, uma vez que</p><p>são meros fatos permutativos. Além disso, são receitas extraorçamentárias.</p><p>D) Essa questão está errada, porque as receitas tributárias e de serviços são efetivas,</p><p>uma vez que contribuem para o enriquecimento do patrimônio do Poder Público.</p><p>Apenas as receitas de operação de crédito são receitas não efetivas.</p><p>E)  Essa questão está  errada, porque as receitas patrimoniais e de agropecuária são</p><p>receitas  efetivas, uma vez que contribuem para o enriquecimento do patrimônio do</p><p>Poder Público. Apenas os depósitos em caução e �anças são receitas não efetivas.</p><p>Gabarito: LETRA C</p><p>��. (VUNESP – ESEF/SP - 2019) É(São) exemplo(s) de operações de crédito:</p><p>A) aquisição de softwares.</p><p>B) arrecadação de tributos.</p><p>C) arrendamento mercantil �nanceiro.</p><p>D) despesas de exercícios anteriores.</p><p>E) restos a pagar não processados.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Essa questão versa sobre a de�nição de operações de crédito que constituem espécie</p><p>de receita orçamentária.</p><p>Sobre o assunto, vejamos as de�nições do MCASP e da Lei de Responsabilidade Fiscal:</p><p>MCASP</p><p>Origem de recursos da Categoria Econômica “Receitas de Capital", são recursos</p><p>�nanceiros oriundos da colocação de títulos públicos ou da contratação de</p><p>empréstimos obtidas junto a entidades públicas ou privadas, internas ou externas. São</p><p>espécies desse tipo de receita:</p><p>150 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>a. Operações de Crédito Internas</p><p>b. Operações de Crédito Externas</p><p>LRF</p><p>Art. 29. Para os efeitos desta Lei Complementar, são adotadas as seguintes de�nições:</p><p>[...]</p><p>III - operação de crédito: compromisso �nanceiro assumido em razão de mútuo,</p><p>abertura de crédito, emissão e aceite de título, aquisição �nanciada de bens,</p><p>recebimento antecipado de valores provenientes da venda a termo de bens e</p><p>serviços, arrendamento mercantil e outras operações assemelhadas, inclusive com o</p><p>uso de derivativos �nanceiros;</p><p>Nota-se, portanto, que arrendamento mercantil, que corresponde à letra C, inclui-se na</p><p>de�nição de operação de crédito.</p><p>Além disso:</p><p>A) Aquisição é de software constitui uma despesa orçamentária e não uma receita</p><p>orçamentária, logo, não pode é uma operação de crédito.</p><p>B) Arrecadação de tributos constitui uma receita orçamentária diferente de operação</p><p>de crédito.</p><p>D) e E) Despesas de Exercícios Anteriores e Restos a Pagar Não Processados são</p><p>conceitos relacionados a despesas orçamentárias.</p><p>Gabarito: LETRA C</p><p>��. (CESPE – TCE/RO - 2019) Recursos destinados a atender necessidades de</p><p>formação bruta de capital e aquisições líquidas de cessões de ativos não</p><p>�nanceiros são identi�cados no orçamento por meio das</p><p>A) receitas patrimoniais.</p><p>B) transferências intergovernamentais.</p><p>C) receitas de capital.</p><p>D) receitas industriais.</p><p>151 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>E) inversões �nanceiras.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Vejamos a de�nição que o MCASP traz de cada uma das alternativas:</p><p>A) Essa alternativa está errada, pois receitas patrimoniais não se destinam à formação</p><p>bruta de capital e aquisições líquidas de cessões de ativos não �nanceiros, como se</p><p>aduz da de�nição do MCASP, 8ªed., pg. 42:</p><p>São receitas provenientes da fruição do patrimônio de ente público, como por</p><p>exemplo, bens mobiliários e imobiliários ou, ainda, bens intangíveis e participações</p><p>societárias. São classi�cadas no orçamento como receitas correntes e de natureza</p><p>patrimonial.</p><p>B)  Essa alternativa está  errada, pois transferências intergovernamentais não se</p><p>destinam à formação bruta de capital e aquisições líquidas de cessões de ativos não</p><p>�nanceiros, como se aduz da de�nição do MCASP, 8ªed., pg. 63:</p><p>As Transferências Intergovernamentais compreendem a entrega de recursos,</p><p>correntes ou de capital, de um ente (chamado “transferidor") a outro (chamado</p><p>“bene�ciário", ou “recebedor"). Podem ser voluntárias, nesse caso destinadas à</p><p>cooperação, auxílio ou assistência, ou decorrentes de determinação constitucional ou</p><p>legal.</p><p>Ainda sobre o conceito de transferência intergovernamental, é importante destacar</p><p>que, como seu próprio nome indica, essas transferências ocorrem entre esferas</p><p>distintas de governo, não guardando relação, portanto, com as operações</p><p>intraorçamentárias ocorridas no âmbito do orçamento de cada ente.</p><p>C) Essa alternativa está certa, pois está compatível com a de�nição do MCASP 8ª ed.,</p><p>pg. 34:</p><p>Receitas de Capital  são as provenientes tanto da realização de recursos �nanceiros</p><p>oriundos da constituição de dívidas e da conversão, em espécie, de bens e direitos,</p><p>quanto de recursos recebidos de outras pessoas de direito público ou privado</p><p>e destinados a atender despesas classi�cáveis em Despesas de Capital.</p><p>D)  Essa alternativa está  errada, pois receitas industriais não se destinam à formação</p><p>bruta de capital e aquisições líquidas de cessões de ativos não �nanceiros, como se</p><p>152 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>aduz da de�nição do MCASP, 8ªed., pg. 42:</p><p>Registra as receitas provenientes das atividades industriais. Envolvem a extração e o</p><p>bene�ciamento de matérias-primas, bem como a produção e comercialização bens</p><p>relacionados às indústrias extrativa mineral, mecânica, química e de transformação</p><p>em geral. Compreende a produção e comercialização de petróleo e demais</p><p>hidrocarbonetos, produtos farmacêuticos e a fabricação de substâncias químicas e</p><p>radioativas, de produtos da agricultura, pecuária e pesca em produtos alimentares, de</p><p>bebidas e destilados, de componentes e produtos eletrônicos, as atividades de edição,</p><p>impressão ou comercialização de publicações em meio físico, digital ou audiovisual,</p><p>além de outras atividades industriais semelhantes.</p><p>E)  Essa alternativa está  errada, pois inversões �nanceiras são despesas de capital, ou</p><p>seja, não se trata de recursos e sim do dispêndio deles, o que já torna a alternativa</p><p>errada. Além disso, a de�nição do comando da questão não é compatível com a</p><p>de�nição de inversões �nanceiras trazida no MCASP, 8ªed., pg. 73:</p><p>Despesas orçamentárias com a aquisição de imóveis ou bens de capital já em</p><p>utilização; aquisição de títulos representativos do capital de empresas ou entidades de</p><p>qualquer espécie, já constituídas, quando a operação não importe aumento do</p><p>capital; e com a constituição ou aumento do capital</p><p>de empresas, além de outras</p><p>despesas classi�cáveis neste grupo.</p><p>Gabarito: LETRA C</p><p>��. (VUNESP – EBSERH - 2020) Das etapas da receita orçamentária, assinale</p><p>aquela que se refere à entrega dos recursos devidos ao Tesouro pelos</p><p>contribuintes ou devedores, por meio dos agentes arrecadadores ou</p><p>instituições �nanceiras autorizadas pelo ente.</p><p>A) Previsão.</p><p>B) Recolhimento.</p><p>C) Arrecadação.</p><p>D) Lançamento.</p><p>153 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>E) Liquidação.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Essa questão versa sobre as etapas da receita orçamentária. Vejamos as de�nições de</p><p>cada uma delas:</p><p>Como se pode veri�car na leitura da de�nição de cada etapa, a questão trouxe a</p><p>de�nição da arrecadação. Portanto, está correta a letra C.</p><p>Gabarito: LETRA C</p><p>��. (CESPE – TCE/RO - 2019) De acordo com o MCASP 8.ª edição, o registro</p><p>contábil em que há o reconhecimento de crédito tributário em favor da</p><p>fazenda pública, em contrapartida a uma variação patrimonial aumentativa,</p><p>deve ocorrer na etapa da receita orçamentária de.</p><p>A) Previsão.</p><p>154 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>B) arrecadação.</p><p>C) lançamento.</p><p>D) recolhimento.</p><p>E) execução.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Essa questão  versa sobre etapas da receita orçamentária e fato gerador da Variação</p><p>Patrimonial Aumentativa.</p><p>Em geral, quando se trata de créditos tributários, o fato gerador da Variação Patrimonial</p><p>Aumentativa coincide com a etapa do lançamento. Sobre o assunto, o MCASP, 8ª ed.,</p><p>pg. 53, dispõe que:</p><p>3.5.2. Lançamento</p><p>O art. 53 da Lei n.º 4.320/1964, de�ne o lançamento como ato da repartição</p><p>competente, que veri�ca a procedência do crédito �scal e a pessoa que lhe é devedora</p><p>e inscreve o débito desta. Por sua vez, para o art. 142 do CTN, lançamento é o</p><p>procedimento administrativo que veri�ca a ocorrência do fato gerador da obrigação</p><p>correspondente, determina a matéria tributável, calcula o montante do tributo devido,</p><p>identi�ca o sujeito passivo e, sendo o caso, propõe a aplicação da penalidade cabível.</p><p>Uma vez ocorrido o fato gerador, procede-se ao registro contábil do crédito tributário</p><p>em favor da fazenda pública em contrapartida a uma variação patrimonial</p><p>aumentativa.</p><p>Assim, a alternativa certa é a letra C.</p><p>Gabarito: LETRA C</p><p>��. (VUNESP – Câmara de Piracicaba – 2019) São oriundos da colocação de</p><p>títulos públicos ou da contratação de empréstimos e �nanciamentos</p><p>obtidos junto a entidades estatais ou privadas – nacionais ou internacionais,</p><p>as receitas:</p><p>155 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>A) de operação de crédito.</p><p>B) compulsórias.</p><p>C) ordinárias.</p><p>D) de serviços.</p><p>E) correntes.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Essa questão trata da classi�cação e de�nição de receitas orçamentárias. Segundo</p><p>dispõe o MCASP 8ª ed., pg. 44:</p><p>Código 2.1.0.0.00.0.0 – Receita de Capital – Operações de Crédito</p><p>Origem de recursos da Categoria Econômica “Receitas de Capital", são recursos</p><p>�nanceiros oriundos da colocação de títulos públicos ou da contratação de</p><p>empréstimos obtidas junto a entidades públicas ou privadas, internas ou externas.</p><p>Desse modo, temos que a alternativa correta é a letra A.</p><p>Gabarito: LETRA A</p><p>��. (VUNESP – TJ/SP – 2019) Assinale a alternativa que apresenta um exemplo</p><p>de receita corrente.</p><p>A) Alienação de bens.</p><p>B) Resgate de títulos do tesouro.</p><p>C) Operações de crédito de longo prazo.</p><p>156 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>D) Integralização de capital social.</p><p>E) Multas administrativas e contratuais ativas.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Essa questão exige conhecimentos da classi�cação da receita orçamentária quanto à</p><p>natureza da receita.</p><p>Vejamos o seguinte esquema que acompanha um mnemônico:</p><p>157 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Note que já podemos descartar rapidamente as alternativas A) e C), pois dizem respeito</p><p>claramente a receitas de capital: Alienação de Bens e Operações de Crédito,</p><p>respectivamente.</p><p>As alternativas B) e D) referem-se a Outras Receitas de Capital, origem que</p><p>compreende receitas provenientes de integralização de capital social, resultado positivo</p><p>do Banco Central do Brasil, as remunerações do Tesouro Nacional, os saldos de</p><p>exercícios anteriores e outras receitas semelhantes.</p><p>158 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Por �m, a letra E), que é a alternativa certa, é uma receita corrente da origem Outras</p><p>Receitas Correntes, a qual agrega receitas cujas características não permitam o</p><p>enquadramento nas demais classi�cações da receita corrente, tais como indenizações,</p><p>restituições, ressarcimentos, multas administrativas, contratuais e judiciais, previstas</p><p>em legislações especí�cas, entre outras.</p><p>Receitas Correntes QUASE SEMPRE são receitas efetivas, ou seja, que aumentam a</p><p>situação líquida patrimonial do ente. Esse raciocínio poderia ser utilizado para resolver</p><p>essa questão, uma vez que apenas as multas administrativas e contratuais ativas se</p><p>enquadram nessa classi�cação.</p><p>Gabarito: LETRA E</p><p>��. (FCC – Prefeitura de Recife/PE – 2019) Um ente público municipal recebeu,</p><p>em 31/07/2018, um depósito caução no valor de R$ 68.000,00. Nesse ente</p><p>público municipal e, nessa data, para a contabilização de</p><p>A) um ingresso extraorçamentário foi debitada uma conta de ativo permanente.</p><p>B) uma variação patrimonial aumentativa independente da execução orçamentária foi</p><p>debitada uma conta de ativo �nanceiro.</p><p>C) um ingresso extraorçamentário foi creditada uma conta de passivo �nanceiro.</p><p>D) uma variação patrimonial aumentativa independente da execução orçamentária foi</p><p>creditada uma conta de resultado patrimonial.</p><p>E) um ingresso decorrente da execução orçamentária foi debitada uma conta de ativo</p><p>�nanceiro.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Essa questão trata sobre receita pública, mais especi�camente sobre ingressos</p><p>extraorçamentários e seu re�exo na contabilidade.</p><p>Segundo o MCASP:</p><p>159 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Ingressos extraorçamentários são recursos �nanceiros de caráter temporário, do qual</p><p>o Estado é mero agente depositário. Sua devolução não se sujeita a autorização</p><p>legislativa, portanto, não integram a Lei Orçamentária Anual (LOA). Por serem</p><p>constituídos por ativos e passivos exigíveis, os ingressos extraorçamentários, em geral,</p><p>não têm re�exos no Patrimônio Líquido da Entidade.</p><p>São exemplos de ingressos extraorçamentários: os depósitos em caução, as �anças, as</p><p>operações de crédito por antecipação de receita orçamentária (ARO), a emissão de</p><p>moeda, e outras entradas compensatórias no ativo e passivo �nanceiros.</p><p>Então, já identi�camos o depósito caução como uma espécie  de ingresso</p><p>extraorçamentário. Agora vamos analisar as alternativas a �m de identi�car aquela que</p><p>traz corretamente o re�exo contábil desse ingresso.</p><p>A) Essa alternativa está errada, pois menciona que o ingresso extraorçamentário</p><p>implica um débito em uma conta de ativo permanente. No entanto, o ativo</p><p>permanente (conforme o art. da Lei nº 4.320/1964, compreende os bens, créditos e</p><p>valores, cuja mobilização ou alienação dependa de autorização legislativa, o que</p><p>contraria o que dispõe o MCASP.</p><p>B e D) Essas alternativas estão erradas, pois inexiste Variação Patrimonial Aumentativa</p><p>nesse caso, uma vez que se trata de uma entrada compensatória, ou seja, incremento</p><p>do ativo com contrapartida no passivo, sem re�exo no Patrimônio Líquido.</p><p>C) Essa alternativa está certa, pois uma vez que ocorre o ingresso extraorçamentário,</p><p>debita-se o ativo �nanceiro e, em contrapartida,</p><p>credita-se o passivo �nanceiro, que,</p><p>segundo o art. 105, §1º, da Lei nº 4.320/1964, compreende os créditos e valores</p><p>realizáveis independentemente de autorização orçamentária e os valores</p><p>numerários.</p><p>E) Essa alternativa está errada, pois o ingresso em questão não é decorrente da</p><p>execução orçamentária.</p><p>Gabarito: LETRA C</p><p>��. (FCC – Prefeitura de Recife/PE – 2019) Em setembro de 2018, um</p><p>determinado ente público arrecadou receitas no valor de R$ 89.500,00 com</p><p>“Remuneração de Depósitos Bancários”. Assim, de acordo com o Ementário</p><p>160 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>da Receita, a receita arrecadada em setembro de 2018 deve ser classi�cada</p><p>quanto à</p><p>A) espécie como Receita Patrimonial.</p><p>B) categoria econômica como Receita de Capital.</p><p>C) origem como Receita de Capital.</p><p>D) origem como Receita Corrente.</p><p>E) espécie como Valores Mobiliários.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Questão que exige conhecimentos de classi�cação da receita por natureza da despesa.</p><p>Essa classi�cação possui os seguintes níveis:</p><p>Vejamos também um resumo sobre os dois primeiros níveis acompanhados de</p><p>mnemônicos sobre a origem:</p><p>161 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Note que por meio desses dois resumos já podemos descartar as alternativas C) e D),</p><p>uma vez que receita corrente e de capital constituem categorias econômicas e não</p><p>origens, bem como a alternativa A), pois Receita Patrimonial é origem e não espécie.</p><p>Também, as receitas de capital são, em geral, não efetivas, enquanto que</p><p>"Remuneração de Depósitos Bancários" constituem uma receita efetiva (afetam a</p><p>situação líquida do ente), devendo ser integrante das receitas correntes, o que</p><p>descartaria a alternativa B). Por outro lado, Remuneração de Depósitos Bancários</p><p>162 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>decorrem do patrimônio do ente, portanto, integram a origem Receitas Patrimoniais e a</p><p>espécie Remuneração de Depósitos Bancários, o que leva marcação da alternativa E)</p><p>como certa.</p><p>De fato, consultando o ementário de receitas, "Remuneração de Depósitos Bancários"</p><p>constituem uma espécie da origem Receitas Patrimoniais dentro da categoria</p><p>econômica Receitas Correntes (código 1.3.2.1.00.1.0).</p><p>Gabarito: LETRA E</p><p>��. (CESPE – TJ/AM - 2019) Os eventos mostrados na tabela a seguir, em que os</p><p>valores são expressos em R$ mil, ocorreram em determinado estado da</p><p>Federação, no exercício de 20X9. Nesse sentido, considere que as siglas</p><p>IPVA e ICMS referem-se, respectivamente a imposto sobre a propriedade de</p><p>veículos automotores e imposto sobre circulação de mercadorias e serviços.</p><p>163 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Com relação às informações apresentadas, julgue o seguinte item.</p><p>O montante da receita orçamentária corrente foi inferior a R$ 3.600.000.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>164 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Essa questão exige conceitos relacionados à receita orçamentária. Para resolvê-la, basta</p><p>lembrar que o que de�ne uma receita orçamentária é a arrecadação, conforme dispõe</p><p>o art. 35 da Lei nº 4.320/1964 e quais delas são receitas correntes. Vejamos:</p><p>Art. 35. Pertencem ao exercício �nanceiro:</p><p>I - as receitas nêle arrecadadas;</p><p>Agora vamos lembrar das receitas orçamentárias correntes. Vejamos um esquema com</p><p>as receitas e suas respectivas origens:</p><p>165 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Agora vamos analisar os registros a �m de identi�car qual deles constituem receitas</p><p>arrecadadas, e, portanto, receitas orçamentárias.</p><p>Pagamento de mobiliário entre em 20X8: não se trata de receita;</p><p>Lançamento de IPVA do exercício: se tornará uma receita orçamentária apenas quando</p><p>o imposto for arrecadado (fase seguinte);</p><p>166 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Receita de aluguéis prevista na lei orçamentária anual (LOA): o comando da questão diz</p><p>que a receita foi apenas prevista na LOA. Logo, não foi arrecadada ainda;</p><p>Empenho para aquisição de imóveis: não se trata de receita;</p><p>Recebimento de empréstimos concedidos: podemos deduzir que a receita foi</p><p>arrecadada no exercício, tornando-a uma receita orçamentária. No entanto, trata-se de</p><p>receita orçamentária de capital;</p><p>Arrecadação de ICMS do período: uma vez que houve uma arrecadação, tem-se uma</p><p>receita orçamentária. Além disso, ela é uma receita tributária, portanto, trata-se de uma</p><p>receita orçamentária corrente no valor de R$ 1.300.000,00 (os valores da tabela estão</p><p>em $mil);</p><p>Liquidação da dívida interna: não se trata de receita;</p><p>Pagamento de salários do exercício: não se trata de receita;</p><p>Recebimento de royalties:  podemos deduzir que a receita foi arrecadada no exercício,</p><p>tornando-a uma receita orçamentária. Além disso, como é receita patrimonial, trata-se</p><p>de uma receita orçamentária corrente no valor de R$ 1.700.000,00 (os valores da</p><p>tabela estão em $mil);</p><p>Liquidação de serviço de limpeza: não se trata de receita;</p><p>Pagamento de operações de crédito por antecipação orçamentária: não se trata de</p><p>receita;</p><p>Recolhimento, à conta única do Tesouro, de taxa de bombeiro recebido na rede</p><p>bancária: note que o recolhimento foi feito à conta única do Tesouro, pertencente à</p><p>União. Logo, não se trata de receita orçamentária do estado da federação;</p><p>Alienação de veículos usados: trata-se de uma trata-se de receita orçamentária de</p><p>capital;</p><p>Empenho referente à concessão de empréstimos: não se trata de receita;</p><p>Recebimento de depósitos em garantia: trata-se de receita extraorçamentária.</p><p>167 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Por �m, a receita orçamentária corrente foi de R$ 1.300.000,00 + R$ 1.700.000,00 = R$</p><p>3.000.000,00, que é inferior a R$ 3.600.000,00, portanto, o item está certo.</p><p>Gabarito: CERTO</p><p>��. (Consulplan – CFC – 2019.1) “Os Princípios Orçamentários visam estabelecer</p><p>diretrizes norteadoras básicas, a �m de conferir racionalidade, e�ciência e</p><p>transparência para os processos de elaboração, execução e controle do</p><p>orçamento público. Válidos para os Poderes Executivo, Legislativo e</p><p>Judiciário de todos os entes federativos – União, Estados, Distrito Federal e</p><p>Municípios – são estabelecidos e disciplinados por normas constitucionais,</p><p>infraconstitucionais e pela doutrina” (MCASP, 2019, p. 28). Considerando o</p><p>seguinte enunciado “[...] cabe ao Poder Público fazer ou deixar de fazer</p><p>somente aquilo que a lei expressamente autorizar, ou seja, subordina-se aos</p><p>ditames da Lei”. Para o cumprimento desse princípio, o Poder Executivo</p><p>deverá estabelecer o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os</p><p>orçamentos anuais. O enunciado refere-se ao Princípio</p><p>A) da Unidade.</p><p>B) da Legalidade.</p><p>C) da Exclusividade.</p><p>D) da Universalidade.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Pessoal, o princípio da legalidade aplicado ao Poder Público pode ser entendido como</p><p>poder fazer ou deixar de fazer somente aquilo que a lei expressamente autorizar. No</p><p>âmbito do orçamento público, isso equivale a estabelecer o plano plurianual, as</p><p>diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais.</p><p>Assim, está correta a letra B).</p><p>Gabarito: LETRA B</p><p>168 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>��. (FGV – Câmara de Salvador – BA) O Quadro I a seguir apresenta as receitas</p><p>tributárias realizadas do Estado Fênix, relativas ao exercício</p><p>20X1, extraídas</p><p>do Balanço Orçamentário do ente.</p><p>De acordo com o Quadro I, o valor da receita tributária orçamentária do Estado Fênix no</p><p>exercício 20X1 é de:</p><p>A) R$35.900.200,00;</p><p>B) R$35.389.450,00;</p><p>C) R$34.150.000,00;</p><p>D) R$27.400.000,00;</p><p>E) R$25.139.250,00.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Essa questão aborda o tema procedimentos contábeis referentes à receita</p><p>orçamentária. Vejamos o que dispõe o MCASP, 8ª ed., pág. 57:</p><p>"3.6.1.2. Recursos cuja Tributação e Arrecadação Competem a um Ente da Federação,</p><p>mas são atribuídos a Outro (s) Ente (s)</p><p>169 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>No caso em que se con�gure em orçamento apenas o valor pertencente ao ente</p><p>arrecadador, deverá ser registrado o valor total arrecadado, incluindo os recursos de</p><p>terceiros. Após isso, estes últimos serão registrados como  dedução da receita  e será</p><p>reconhecida uma obrigação para com o “bene�ciário" desses valores em</p><p>contrapartida a uma VPD.</p><p>Novamente, não há necessidade de aprovação parlamentar para transferência de</p><p>recursos a outros entes que decorra da legislação. As transferências constitucionais ou</p><p>legais constituem valores que não são passíveis de alocação em despesas pelo ente</p><p>público arrecadador. Assim, não há desobediência ao princípio do orçamento bruto,</p><p>segundo o qual receitas e despesas devem ser incluídas no orçamento em sua</p><p>totalidade, sem deduções.</p><p>No entanto,  alguns entes podem optar pela inclusão dessa receita no orçamento, e</p><p>nesse caso o recebimento será integralmente computado como receita (sem dedução</p><p>orçamentária), sendo efetuada uma  despesa orçamentária  quando da entrega ao</p><p>bene�ciário para balancear os recursos que lhe são próprios.</p><p>Importante destacar que os procedimentos contábeis deste item são aplicáveis</p><p>apenas para recursos que, a princípio, não sejam próprios do ente arrecadador."</p><p>Ou seja, há DOIS caminhos possíveis para essa contabilização a depender se o ente</p><p>arrecadador fez ou não a previsão dessas receitas em seu orçamento anual:</p><p>�. dedução das receitas orçamentárias que não pertencem ao ente, mas que</p><p>foram por ele arrecadadas OU</p><p>�. despesa orçamentária da parte que não pertence ao ente. Entendo que a</p><p>questão deveria ter dado mais informações ao candidato acerca da previsão (ou</p><p>não) na LOA do ente arrecadador das receitas de outro ente.</p><p>Tomando o primeiro caminho teríamos:</p><p>Receita tributária orçamentária do Estado Fênix no exercício 20X1 = R$ 35.900.200,00</p><p>(Receita tributária total)</p><p>(-) Receita IPVA - Parte Municípios: R$ 1.750.000,00</p><p>(-) Receita ICMS - Parte Municípios: R$ 8.500.200,00</p><p>170 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>= R$ 25.650.000,00, que é o valor com deduções das receitas de outros entes. Porém,</p><p>não há esse valor entre as alternativas.</p><p>Tomando o segundo caminho teríamos:</p><p>Receita tributária orçamentária do Estado Fênix no exercício 20X1 = Receita tributária</p><p>total: R$ 35.900.200,00, o que corresponde à alternativa A).</p><p>Gabarito: LETRA A</p><p>��. (FCC – TRT-2ªRegião – 2018) Com relação às de�nições de receita pública,</p><p>numere a coluna II de acordo com sua correspondência com a coluna I.</p><p>Coluna I</p><p>1. Espécies da receita.</p><p>2. Origens da receita.</p><p>3. Receitas públicas derivadas.</p><p>4. Receitas públicas originárias.</p><p>Coluna II</p><p>( ) São aquelas arrecadadas por meio da exploração de atividades econômicas pela</p><p>Administração Pública.</p><p>( ) Decorrem de imposição constitucional ou legal.</p><p>( ) Vinculam-se à origem, permitindo quali�car com maior detalhe o fato gerador das</p><p>receitas.</p><p>( ) São o detalhamento das Categorias Econômicas.</p><p>171 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta da coluna da direita, de cima</p><p>para baixo.</p><p>A) 4 – 3 – 2 – 1.</p><p>B) 1 – 2 – 4 – 3.</p><p>C) 4 – 3 – 1 – 2.</p><p>D) 3 – 4 – 1 – 2.</p><p>E) 3 – 4 – 2 – 1.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Uma das colunas fala em receitas originárias e derivadas. Então vamos lembrar do</p><p>nosso esquema:</p><p>Logo, sabemos que a sequência se inicia com 4 – 3.</p><p>Agora, vamos lembrar os conceitos de origem e espécie de receita:</p><p>Segundo o MCASP e o MTO de 2018, a origem é o detalhamento das categorias</p><p>econômicas e serve para identi�car a procedência das receitas no momento em que</p><p>ingressam nos cofres públicos.</p><p>172 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>E a espécie é o detalhamento seguinte ao da origem, que visa especi�car ainda mais a</p><p>receita, permitindo quali�car com maior detalhe seu fato gerador.</p><p>Assim, a sequência correta é 4 – 3 – 1 – 2.</p><p>Gabarito: LETRA C</p><p>��. (FCC – SEGEP/MA – 2018) Em uma autarquia, responsável pela gestão do</p><p>Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), as contribuições dos servidores</p><p>ativos para o RPPS são classi�cadas quanto à origem e à espécie de receita</p><p>orçamentária em conformidade com o Ementário da Natureza de Receita,</p><p>respectivamente, como</p><p>A) Receita Corrente e Contribuições.</p><p>B) Contribuições e Contribuições Sociais.</p><p>C) Receita Corrente e Contribuições Sociais.</p><p>D) Receita Tributária e Contribuições Sociais.</p><p>E) Contribuições e Contribuições Econômicas.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Vejamos um resumo esquemático da classi�cação da receita por categoria econômica</p><p>e origem.</p><p>173 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Note, portanto, que isso já nos permite descartar as alternativas A, C e D, uma vez que</p><p>elas trazem  primeiramente categoria econômica e NÃO origem. As demais</p><p>alternativas B e E realmente trazem origem e espécie.</p><p>Consultando o Ementário de Receitas, tem-se que a contribuição dos servidores ativos</p><p>ao RPPS, se enquadra na codi�cação 1.2.1.5.01.1.0 -  Corrente</p><p>174 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>- Contribuição - Contribuição Social - Contribuição para o Plano de Seguridade Social</p><p>do Servidor Público (CPSSS) - Servidor Civil Ativo. Isso corresponde à alternativa B.</p><p>Gabarito: LETRA B</p><p>��. (CESPE – CGM de João Pessoa - PB – 2018) A respeito da receita orçamentária,</p><p>julgue o item a seguir.</p><p>A receita orçamentária será considerada efetiva caso os ingressos de disponibilidade de</p><p>recursos tenham sido precedidos de registro do reconhecimento do direito ou quando</p><p>constituam obrigações correspondentes.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Esta questão exige conhecimentos sobre classi�cação de receitas orçamentárias</p><p>quanto ao impacto no Patrimônio Líquido. Elas podem ser receitas efetivas ou não</p><p>efetivas. Vejamos:</p><p>Receita Orçamentária Efetiva  é aquela em que os ingressos de disponibilidade de</p><p>recursos não foram precedidos de registro de reconhecimento do direito e não</p><p>constituem obrigações correspondentes. Exemplos: receitas tributárias, de aluguéis,</p><p>serviços e industriais. Provoca impacto positivo no patrimônio líquido.</p><p>Receita Orçamentária Não Efetiva é aquela em que os ingressos de disponibilidades</p><p>de recursos foram precedidos de registro do reconhecimento do direito ou constituem</p><p>obrigações correspondentes, como é o caso das operações de crédito. Não provoca</p><p>impacto no patrimônio líquido.</p><p>Note que a questão traz o conceito de receita não efetiva e a chama de efetiva,</p><p>portanto, ela está errada.</p><p>Gabarito: ERRADO</p><p>��. (QUADRIX – CREF 13ª Região (BA-SE) – 2018) Julgue o item subsequente,</p><p>relativo à receita e à despesa públicas, a restos a pagar e a operações de crédito.</p><p>175 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>A restituição de tributos recebidos a maior ou indevidamente deve ser tratada como</p><p>despesa, pois requer autorização orçamentária para sua devolução.</p><p>de sua</p><p>execução, controle e avaliação!</p><p>Entretanto, os princípios  não possuem caráter absoluto, comportando  diversas</p><p>exceções, as quais são alvo constante de cobrança em concursos públicos! Então, sem</p><p>mais delongas, vamos agora estudar os tais princípios orçamentários.</p><p>Princípio da legalidade</p><p>Basicamente, o princípio da legalidade estabelece que o gestor público deve observar</p><p>as normas legais aplicáveis ao assunto em tela, nesse caso a execução �nanceira e</p><p>orçamentária.</p><p>Nesse sentido, o orçamento anual é uma lei, a Lei Orçamentária Anual – LOA, apesar</p><p>de ter  conteúdo de ato administrativo. O mesmo ocorre com as  Diretrizes</p><p>Orçamentárias – LDO e com o Plano Plurianual – PPA, e eventuais alterações de todos</p><p>esses normativos. Isso se encontra disciplinado na Constituição Federal, no art. 165.</p><p>Os normativos citados têm o poder de limitar a atuação do poder público, fazendo com</p><p>que ele se atenha ao disposto em lei, principalmente ao realizar despesas, garantindo,</p><p>assim, que o interesse público se sobreponha à eventual vontade pessoal dos gestores</p><p>públicos.</p><p>Princípio da anualidade</p><p>É preciso um orçamento para cada ano, correto? Isso é o princípio da anualidade. Ele diz</p><p>que o exercício �nanceiro, período ao qual o orçamento público se refere, coincide com</p><p>o ano civil (Lei nº 4320/1964, art. 34).</p><p>Contudo, há uma  exceção! Os créditos especiais e extraordinários, os quais</p><p>conceituaremos mais adiante, abertos nos últimos  QUATRO MESES do exercício,</p><p>6 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>podem ser reabertos no exercício seguinte com seu saldo remanescente (CF/1988, art.</p><p>167, §2º).</p><p>Por ora, é o bastante que você saiba que os créditos originalmente incluídos no</p><p>orçamento anual correspondem aos créditos ordinários e que qualquer alteração neles</p><p>ao longo do exercício �nanceiro constitui  crédito adicional, sendo os</p><p>créditos especiais e os extraordinários espécies do gênero crédito adicional.</p><p>Ok? Vamos ao próximo princípio.</p><p>Princípio da unidade/totalidade</p><p>Imagine que você e sua família tentassem fazer um orçamento e que cada integrante</p><p>que recebe salário �zesse seu próprio orçamento. Não daria certo, não é mesmo?</p><p>Visando evitar isso, o princípio da unidade/totalidade estabelece que o orçamento deve</p><p>ser UNO dentro de cada ente federativo, seja município, estado ou União, para cada</p><p>exercício �nanceiro. Em outras palavras, para cada exercício �nanceiro e cada ente</p><p>federativo, só pode haver UM orçamento (CF/1988, art. 165 e Lei nº 4.320/1964, art. 2º).</p><p>Lei nº 4.320/1964:</p><p>Art. 2° A Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e despesa de forma a</p><p>evidenciar a política econômica �nanceira e o programa de trabalho do Governo,</p><p>obedecidos os princípios de unidade, universalidade e anualidade.</p><p>CF/1988</p><p>§ 5º A lei orçamentária anual compreenderá:</p><p>I - o orçamento �scal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades</p><p>da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo</p><p>Poder Público;</p><p>II - o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou</p><p>indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto;</p><p>III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela</p><p>vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações</p><p>7 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>instituídos e mantidos pelo Poder Público.</p><p>À primeira vista isso parece óbvio, não é mesmo? Como poderia haver orçamentos</p><p>paralelos dentro de um mesmo ente federativo?</p><p>No entanto, esse princípio faz todo sentido se considerarmos que antes da Constituição</p><p>de 1988 havia três orçamentos (�scal, monetário e das estatais), os quais não eram</p><p>consolidados. Havia, portanto, uma situação caótica do ponto de vista orçamentário.</p><p>Atualmente, como já mencionado, o orçamento é UNO. Todavia, a Carta Magna dispôs</p><p>que a Lei Orçamentária Anual contém:</p><p>Orçamento Fiscal;</p><p>Orçamento da Seguridade Social; e</p><p>Orçamento de Investimento.</p><p>Apesar disso, eles são consolidados e reunidos na Lei Orçamentária Anual – LOA,</p><p>permitindo ao Ente uma visão geral sobre o conjunto de suas �nanças públicas.</p><p>Fique atento!</p><p>Atenção! As bancas adoram cobrar a esse princípio! Não caia na “pegadinha” de que</p><p>uma vez que há três documentos formando a LOA, o orçamento deixa de ser o uno. O</p><p>princípio da unidade/totalidade nos diz que esses documentos são consolidados em</p><p>uma única peça, a LOA.</p><p>Vamos ver como esse assunto caiu em prova:</p><p>(Cespe – DEPEN – 2015)  O princípio orçamentário da unidade, que prescreve a</p><p>formulação de um orçamento único, não é observado pela Constituição Federal</p><p>brasileira, que determina a existência dos orçamentos �scal, da seguridade social e de</p><p>investimentos das estatais.</p><p>8 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Dito e feito! A “pegadinha” clássica. Gente, a questão está errada, porque o orçamento</p><p>anual (ou seja, a LOA) é UNO, sendo formado por esses três documentos (orçamentos</p><p>�scal, da seguridade social e de investimentos das estatais). Ok?</p><p>Além disso, a Lei 4.320/64, Art. 2°, estabelece que:</p><p>§2º A Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e despesa de forma a</p><p>evidenciar a política econômica �nanceira e o programa de trabalho do Governo,</p><p>obedecidos os princípios de unidade, universalidade e anualidade.</p><p>Gabarito: ERRADO</p><p>Princípio da universalidade</p><p>Se você se dispusesse a fazer um orçamento familiar, não faria sentido deixar parte da</p><p>remuneração e/ou das despesas da família de fora, certo? Claro que a melhor maneira</p><p>seria relacionar todas as receitas e despesas.</p><p>O princípio da  universalidade traz justamente essa ideia, estabelecendo que</p><p>o orçamento anual deve conter todas as receitas e despesas que serão realizadas ao</p><p>longo do exercício �nanceiro.</p><p>A importância desse princípio está em que o Congresso Nacional, responsável pela</p><p>aprovação do orçamento anual e, portanto, pela autorização dos gastos, possa controlar</p><p>e�cazmente as �nanças públicas. Esse princípio está normatizado na Lei nº 4.320/1964,</p><p>arts. 2º, 3º, e 4º. Vejamos:</p><p>Lei nº 4.320/1964:</p><p>Art. 2° A Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e despesa de forma a</p><p>evidenciar a política econômica �nanceira e o programa de trabalho do Governo,</p><p>obedecidos os princípios de unidade universalidade e anualidade.</p><p>Art. 3º A Lei de Orçamentos compreenderá todas as receitas, inclusive as de operações</p><p>9 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>de crédito autorizadas em lei</p><p>Art. 4º A Lei de Orçamento compreenderá todas as despesas próprias dos órgãos do</p><p>Governo e da administração centralizada, ou que, por intermédio deles se devam</p><p>realizar, observado o disposto no artigo 2°.</p><p>A ideia é que esse princípio envolva o orçamento de todas as entidades do setor</p><p>público, o que reforça o controle do Congresso Nacional sobre o Executivo acerca da</p><p>execução orçamentária e �nanceira.</p><p>No entanto, não enxerguem o orçamento como algo totalmente engessado. Ele é</p><p>passível de alterações ao longo do exercício, como veremos mais adiante.</p><p>Existem, inclusive,  exceções a esse princípio trazidas pela doutrina e pela</p><p>jurisprudência. Vejamos:</p><p>Cobrança de tributo instituído após a aprovação do orçamento e antes do início do</p><p>exercício �nanceiro a que ele e referir (Súmula STF 66).</p><p>Ingressos e dispêndios extraorçamentários: tais como depósitos em caução e</p><p>emissão de papel-moeda).</p><p>Orçamento operacional das estatais independentes</p><p>Observação 1.: veremos adiante a de�nição exata de ingressos e dispêndios</p><p>extraorçamentários. Por ora, saiba que o conceito não é tão simples quanto “não estar</p><p>no orçamento”.</p><p>Observação 2.: lembrem-se que faz parte da LOA</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Essa questão se refere a conhecimentos de receitas e despesas públicas, orçamentárias</p><p>e extraorçamentárias.  E  mais especi�camente sobre restituição de receitas</p><p>orçamentárias recebidas a maior ou indevidamente.</p><p>O item erra, porque, em geral, as restituições devem ser feitas mediante dedução de</p><p>receita, mesmo que a arrecadação da receita e sua restituição ocorram em exercícios</p><p>�nanceiros distintos.</p><p>Caso a receita tenha sido  extinta  (ou seja, quando o fato gerador da receita não</p><p>represente mais uma situação que gere arrecadações para o ente), a dedução deve ser</p><p>feita até o montante existente de receita a anular. Além desse saldo, a restituição deve</p><p>ser registrada como despesa.</p><p>Gabarito: ERRADO</p><p>��. (CESPE – IPHAN – 2018) A respeito dos mecanismos de execução e controle</p><p>orçamentários, julgue o item que segue.</p><p>Os recursos recebidos em caução por determinado tribunal no curso de processos</p><p>judiciais devem ser incluídos no total de receitas orçamentárias.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Essa questão se refere a conhecimentos de receitas públicas, orçamentárias e</p><p>extraorçamentárias.</p><p>Conforme dispõe o MCASP, 8ª ed., pg. 32, receitas orçamentárias são disponibilidades</p><p>de recursos �nanceiros que ingressam durante o exercício e que aumentam o saldo</p><p>�nanceiro da instituição. Instrumento por meio do qual se viabiliza a execução das</p><p>políticas públicas, as receitas orçamentárias são fontes de recursos utilizadas pelo</p><p>Estado em programas e ações cuja �nalidade precípua é atender às necessidades</p><p>públicas e demandas da sociedade.</p><p>176 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Segundo o MCASP, 8ª ed., pg. 31,  ingressos extraorçamentários  são recursos</p><p>�nanceiros de caráter temporário, dos quais o Estado atua como mero agente</p><p>depositário.</p><p>Vejamos exemplos de ambos:</p><p>177 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Note, portanto, que o exemplo da questão se enquadra como um ingresso</p><p>extraorçamentário, não devendo, portanto, ser incluído no total de receitas</p><p>orçamentárias. Portanto, a questão está errada.</p><p>Gabarito: ERRADO</p><p>��. (VUNESP – Câmara de Dois Córrego - SP – 2018) Em 1° de janeiro de 2016, a</p><p>repartição competente de uma entidade pública municipal veri�cou a</p><p>procedência do crédito referente ao Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU</p><p>e a pessoa devedora e inscreveu o débito desta. O devedor, em 22 de janeiro de</p><p>2016, efetuou o pagamento do valor devido em uma instituição �nanceira</p><p>autorizada e, em 26 de janeiro de 2016, o valor pago pelo devedor foi transferido</p><p>à conta do Tesouro Municipal.</p><p>De acordo com as determinações do Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor</p><p>Público, o crédito referente ao Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU classi�ca-se,</p><p>quanto à origem, em Receitas</p><p>A) Tributárias, sendo que em 1° de janeiro de 2016 ocorreu a previsão da receita</p><p>orçamentária.</p><p>B) Tributárias, sendo que em 1° de janeiro de 2016 ocorreu o lançamento da receita</p><p>orçamentária.</p><p>C) Correntes, sendo que em 22 de janeiro de 2016 ocorreu a arrecadação da receita</p><p>orçamentária.</p><p>D) com Impostos, sendo que em 22 de janeiro de 2016 ocorreu o recolhimento da</p><p>receita orçamentária.</p><p>E) com Impostos, sendo que em 26 de janeiro de 2016 ocorreu o recolhimento da</p><p>receita orçamentária.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Essa questão versa sobre receitas públicas e, mais especi�camente, sobre estágios e</p><p>classi�cação da receita orçamentária quanto à natureza.</p><p>178 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Vamos ver um resumo esquemático sobre classi�cação da receita orçamentária quanto</p><p>à natureza de receita:</p><p>Agora vejamos um resumo esquemático sobre as etapas/estágios da receita</p><p>orçamentária:</p><p>179 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Passando para a análise da questão, note que em  1º de janeiro de  2016, o órgão</p><p>competente veri�cou a procedência do crédito referente ao IPTU e a pessoa devedora e</p><p>inscreveu o débito desta. Logo, tem-se que nessa data ocorreu a formalização do</p><p>crédito, ou seja, o lançamento.</p><p>Além disso, o IPTU naturalmente pertence às receitas correntes (categoria econômica) e</p><p>é de origem Tributária, o que nos leva à alternativa B.</p><p>Gabarito: LETRA B</p><p>��. (FCC – Câmara Legislativa do DF – 2018) Em 31/07/2018, um contribuinte</p><p>pagou, em uma das instituições �nanceiras autorizadas pelo ente público</p><p>municipal a quem era devedor, o valor do principal do Imposto sobre</p><p>Serviços de Qualquer Natureza – ISS, conforme especi�cado no documento</p><p>de arrecadação. Sendo assim, em 31/07/2018 houve</p><p>a) Receita industrial e alienação de bens.</p><p>180 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>b) Receita tributária e operações de crédito.</p><p>c) Receita patrimonial e receita agropecuária.</p><p>d) Receitas de serviços e �nanciamentos bancários.</p><p>e) Transferências de capital e cauções.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Essa questão versa sobre receita pública, suas etapas/estágios de execução e</p><p>classi�cação da receita conforme a natureza da receita.</p><p>Vamos ver os estágios/etapas da receita orçamentária primeiramente:</p><p>Por meio do resumo esquemático acima, veri�ca-se que estamos tratando do estágio</p><p>da arrecadação. Agora é saber se é uma receita corrente ou de capital. Vamos a outro</p><p>resumo esquemático para conferir isso (dessa vez de classi�cação da receita</p><p>orçamentária quanto à sua natureza):</p><p>181 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Como a receita em questão é um imposto, trata-se de uma receita tributária, portanto,</p><p>corrente. Assim, temos que a alternativa correta é a letra C.</p><p>Gabarito: LETRA C</p><p>182 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>��. (CS-UFG – Saneago-GO – 2018) A receita orçamentária classi�ca-se em duas</p><p>categorias econômicas: receitas correntes e receitas de capital. São</p><p>exemplos de receitas de capital as receitas de</p><p>A) contribuições de melhorias e patrimonial.</p><p>B) dívida ativa e valores mobiliários.</p><p>C) transferências de instituições privadas e tributária.</p><p>D) operações de crédito e amortização de empréstimos.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Nessa questão, basta lembrarmos do nosso mnemônico para origens da receita</p><p>orçamentária:</p><p>Receitas correntes: TributaConPAIS TransOu</p><p>�. Tributárias;</p><p>�. Contribuições;</p><p>�. Patrimoniais;</p><p>�. Agropecuária;</p><p>�. Industriais;</p><p>�. Serviços;</p><p>�. Transferências Correntes;</p><p>�. Outras Receitas Correntes;</p><p>Receitas de capital: OperaAliAmor TransOu</p><p>183 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>�. Operações de Crédito;</p><p>�. Alienação de Bens;</p><p>�. Amortização de Empréstimos;</p><p>�. Transferências de capital;</p><p>�. Outras receitas de capital.</p><p>Logo, são origens as receitas de operações de crédito e amortização de empréstimos.</p><p>Gabarito: LETRA D</p><p>��. (FCC – TRT 15ª Região – 2018) Informações sobre receitas e despesas</p><p>públicas da Prefeitura de Campinas podem ser obtidas por recursos</p><p>automatizados, incluindo as receitas correntes, que têm como exemplo:</p><p>A) Receita industrial e alienação de bens.</p><p>B) Receita tributária e operações de crédito.</p><p>C) Receita patrimonial e receita agropecuária.</p><p>D) Receitas de serviços e �nanciamentos bancários.</p><p>E) Transferências de capital e cauções.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Pessoal, notem como esse assunto é recorrente em diferentes bancas! Por isso vamos</p><p>repisar nosso mnemônico de novo e de novo:</p><p>Novamente, vamos recorrer ao nosso mnemônico de origens da receita orçamentária:</p><p>184 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Receitas correntes: TributaConPAIS TransOu</p><p>�. Tributárias;</p><p>�. Contribuições;</p><p>�. Patrimoniais;</p><p>�. Agropecuária;</p><p>�. Industriais;</p><p>�. Serviços;</p><p>�. Transferências Correntes;</p><p>�. Outras Receitas Correntes;</p><p>Receitas de capital: OperaAliAmor TransOu</p><p>�. Operações de Crédito;</p><p>�. Alienação de Bens;</p><p>�. Amortização de Empréstimos;</p><p>�. Transferências de capital;</p><p>�. Outras receitas de capital.</p><p>Assim, podemos ver que a alternativa correta é a letra c), que contém as receitas</p><p>patrimonial e agropecuária.</p><p>Gabarito: LETRA C</p><p>185 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>��. (FGV – Prefeitura de Niterói-RJ – 2018) A Prefeitura de Vila Grande decide</p><p>alugar uma edi�cação onde funcionava uma escola municipal, agora</p><p>desativada. Após o devido processo legal, o contrato é �rmado com um</p><p>particular para a instalação de uma fábrica de roupas no local. Com base</p><p>nas regras orçamentárias, a origem da receita do aluguel será classi�cada</p><p>como:</p><p>A) tributária.</p><p>B) de serviços.</p><p>C) industrial.</p><p>D) patrimonial.</p><p>E) de contribuição.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Novamente, vamos recorrer ao nosso mnemônico de origens da receita orçamentária:</p><p>Receitas correntes: TributaConPAIS TransOu</p><p>�. Tributárias;</p><p>�. Contribuições;</p><p>�. Patrimoniais;</p><p>�. Agropecuária;</p><p>�. Industriais;</p><p>�. Serviços;</p><p>�. Transferências Correntes;</p><p>186 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>�. Outras Receitas Correntes;</p><p>Receitas de capital: OperaAliAmor TransOu</p><p>�. Operações de Crédito;</p><p>�. Alienação de Bens;</p><p>�. Amortização de Empréstimos;</p><p>�. Transferências de capital;</p><p>�. Outras receitas de capital.</p><p>Avaliando as alternativas e as origens de receitas, note que sequer precisamos saber a</p><p>fundo as espécies, detalhamento da origem, para responder a questão. Isso porque</p><p>receita com aluguéis deriva de patrimônio, que, por sua vez, refere-se à receita</p><p>patrimonial.</p><p>Gabarito: LETRA D</p><p>��. (COPESE-UFT – Câmara de Palmas-TO – 2018) Na União, para o exercício de</p><p>2016, incluindo a elaboração do Orçamento, entrou em vigor a nova</p><p>estrutura de codi�cação das Naturezas de Receita, de forma a prover</p><p>melhorias na estrutura de formação dos códigos da classi�cação, aplicando</p><p>lógica integralmente voltada para a gestão das receitas orçamentárias. A</p><p>nova codi�cação estrutura os códigos de forma a proporcionar extração de</p><p>informações imediatas, a �m de prover celeridade, simplicidade e</p><p>transparência, sem a necessidade de qualquer procedimento paralelo para</p><p>concatenar dados. Ressalta-se que para os referidos entes, tal codi�cação é</p><p>válida a partir do exercício �nanceiro de 2018, inclusive no que se refere à</p><p>elaboração do respectivo projeto de lei orçamentária, que foi elaborado</p><p>durante o exercício de 2017.</p><p>Sobre o caso apresentado, assinale a alternativa CORRETA.</p><p>187 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>A) A estrutura da nova codi�cação cria possibilidade de associar, de forma imediata, a</p><p>receita principal com aquelas dela originadas, e a associação é efetuada por meio de</p><p>um código numérico de 8 (oito) dígitos, cujas posições ordinais passam a ter o seguinte</p><p>signi�cado: Categoria Econômica, Espécie, Origem, Desdobramentos para identi�cação</p><p>de peculiaridades da receita e Tipo.</p><p>B) A estrutura da nova codi�cação cria possibilidade de associar, de forma imediata, a</p><p>receita principal com aquelas dela originadas, e a associação é efetuada por meio de</p><p>um código numérico de 8 (oito) dígitos, cujas posições ordinais passam a ter o seguinte</p><p>signi�cado: Natureza da Receita, Origem, Espécie, Desdobramentos para identi�cação</p><p>do fato gerador da receita e Alínea.</p><p>C) A estrutura da nova codi�cação cria possibilidade de associar, de forma imediata, a</p><p>receita principal com aquelas dela originadas, e a associação é efetuada por meio de</p><p>um código numérico de 8 (oito) dígitos, cujas posições ordinais passam a ter o seguinte</p><p>signi�cado: Categoria Econômica, Origem, Espécie, Desdobramentos para identi�cação</p><p>de peculiaridades da receita, e Tipo.</p><p>D) A estrutura da nova codi�cação cria possibilidade de associar, de forma imediata, a</p><p>receita principal com aquelas dela originadas, e a associação é efetuada por meio de</p><p>um código numérico de 8 (oito) dígitos, cujas posições ordinais passam a ter o seguinte</p><p>signi�cado: Categoria Econômica, Espécie, Origem, Desdobramentos para identi�cação</p><p>do fato gerador da receita, e Alínea.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Essa codi�cação foi alterada em 2016, vamos lembrar dela consultando o nosso</p><p>esquema:</p><p>1º nível</p><p>Categoria</p><p>econômic</p><p>a</p><p>2º ní</p><p>vel</p><p>Orig</p><p>em</p><p>3º ní</p><p>vel</p><p>Espé</p><p>cie</p><p>4º nível</p><p>Desdobramentos para iden</p><p>ti�cação de peculiaridades</p><p>da receita</p><p>5º nív</p><p>el Tip</p><p>o</p><p>1º dígito</p><p>C</p><p>2º dí</p><p>gito</p><p>O</p><p>3º dí</p><p>gito</p><p>E</p><p>4º, 5º, 6º e 7º dígitos</p><p>D.DD.D</p><p>8º díg</p><p>ito</p><p>T</p><p>188 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Portanto, note que na classi�cação por natureza de receita são 5 níveis e 8 dígitos, cujas</p><p>posições têm o seguinte signi�cado: categoria econômica, origem, espécie,</p><p>desdobramentos para identi�cação de peculiaridades da receita e tipo.</p><p>Gabarito: LETRA C</p><p>��. (Cespe – STJ – 2018) Conforme a classi�cação da receita orçamentária por</p><p>indicador de resultado primário, receitas �nanceiras são aquelas que não</p><p>alteram o endividamento líquido do governo no exercício �nanceiro</p><p>correspondente.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Exato! Receitas �nanceiras, apesar de estarem relacionadas com dívidas (juros,</p><p>empréstimos e amortizações), não tem o condão de alterar o endividamento líquido do</p><p>governo. Vamos ao nosso esquema:</p><p>Gabarito: CERTO</p><p>��. (Cespe – CGM de João Pessoa-PB – 2018) Arrecadação de receita pública é o</p><p>ato de transferir aos cofres públicos os valores monetários entregues pelos</p><p>contribuintes.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Na verdade, o comando da questão de�niu o estágio do recolhimento. Arrecadação é</p><p>o ato no qual ocorre a entrega dos recursos devidos ao Tesouro pelos contribuintes ou</p><p>189 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>devedores. Isso acontece por meio dos agentes arrecadadores ou instituições</p><p>�nanceiras (bancos) autorizadas pelo ente.</p><p>Vamos relembrar o nosso esquema:</p><p>Gabarito: ERRADO</p><p>��. (Cespe – TCE-PB – 2018) A CF prevê, expressamente, o princípio</p><p>orçamentário</p><p>A) da uniformidade.</p><p>B) da exclusividade.</p><p>C) do orçamento bruto.</p><p>D) da programação.</p><p>190 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>E) da participação.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Pessoal, esse é o princípio da exclusividade:</p><p>CF/1988, art. 165:</p><p>§ 8º A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e</p><p>à �xação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de</p><p>créditos suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por</p><p>antecipação de receita, nos termos da lei.</p><p>Gabarito: LETRA B</p><p>��. (Cespe – STJ – 2018) A classi�cação orçamentária da receita por fonte de</p><p>recursos é dividida em cinco grupos, entre eles inclui-se o grupo de</p><p>recursos condicionados.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Vamos lembrar do nosso esquema de grupos de fonte de recursos:</p><p>1º Dígito – Grupo da Fonte de Recurso</p><p>1 Recursos do Tesouro – Exercício corrente</p><p>2 Recursos de outras fontes – Exercício corrente</p><p>3 Recursos do Tesouro – Exercícios anteriores</p><p>191 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Ahá! Lá está o grupo que nos interessa, o grupo de recursos condicionados, o que torna</p><p>a questão certa.</p><p>Gabarito:</p><p>CERTO</p><p>��. (FCC – SEGEP/MA – 2018) Uma entidade pública arrecadou, em março de 2018,</p><p>R$ 1.890.000,00 referente a receitas com exploração do patrimônio imobiliário e</p><p>R$ 8.000.000,00 referente à exploração do patrimônio intangível. De acordo</p><p>com o Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público, tais receitas</p><p>classi�cam-se quanto à origem, respectivamente, como:</p><p>A) Receitas Correntes e Receitas de Capital.</p><p>B) Receita Patrimonial e Receita Patrimonial.</p><p>C) Receita Patrimonial e Outras Receitas Correntes.</p><p>D) Outras Receitas Correntes e Outras Receitas Correntes.</p><p>E) Outras Receitas Correntes e Outras Receitas de Capital.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Essa questão versa sobre Receitas Públicas e, mais especi�camente, sobre classi�cações</p><p>das receitas orçamentárias quanto à sua natureza.</p><p>Vejamos um resumo esquemático da classi�cação da receita por categoria econômica</p><p>e origem.</p><p>6 Recursos de outras fontes – Exercícios anteriores</p><p>9 Recursos condicionados</p><p>192 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Receitas com exploração do patrimônio imobiliário enquadram-se como  Receitas</p><p>Patrimoniais  (origem) e, portanto, corrente (categoria econômica). E, por sua vez,</p><p>receitas de exploração do patrimônio intangível também, ou</p><p>seja,  Patrimonial  (origem) e corrente (categoria econômica). Assim, tem-se que a</p><p>alternativa correta é a letra B.</p><p>Gabarito: LETRA B</p><p>193 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>��. (Funrio – CGE-RO – 2018) O estágio da receita que comprova que o</p><p>contribuinte cumpriu sua obrigação com o pagamento do tributo devido,</p><p>embora o recurso ainda não esteja na conta corrente do tesouro público é:</p><p>A) a previsão.</p><p>B) o recolhimento.</p><p>C) a liquidação.</p><p>D) o lançamento.</p><p>E) a arrecadação.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Vamos recorrer ao nosso esquema de estágios da receita:</p><p>194 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Note então que o comando da questão descreve o estágio da arrecadação, quando</p><p>ocorre a entrega dos recursos devidos ao Tesouro pelos contribuintes ou devedores.</p><p>Isso acontece por meio dos agentes arrecadadores ou instituições �nanceiras (bancos)</p><p>autorizadas pelo ente.</p><p>Entretanto, neste estágio, os recursos ainda não ingressaram nas contas públicas, o</p><p>que ocorrerá apenas na próxima etapa com o recolhimento.</p><p>Gabarito: LETRA E</p><p>��. (Cespe – Iphan – 2018) Operação de transferência de recursos entre entes</p><p>federativos não fere o princípio do orçamento bruto. Nesse caso, os recursos</p><p>deverão ser incluídos como despesa no orçamento do ente que transfere e,</p><p>como receita, no orçamento daquele que os receber.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>É isso aí! Uma vez que o ente transferidor relaciona a transferência como despesa e o</p><p>ente recebedor como receita, tudo certo!</p><p>Note que se a questão mencionar que os recursos que foram transferidos não</p><p>constaram originalmente do orçamento do ente transferidor, a transferência seria</p><p>registrada como dedução de receita e não como despesa. Fique ligado!</p><p>Gabarito: CERTO</p><p>��. (Cespe – IFF – 2018) O ingresso de determinado recurso é de�nido como</p><p>receita agropecuária na classi�cação da receita pública por</p><p>A) categoria econômica.</p><p>B) origem.</p><p>C) espécie.</p><p>195 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>D) rubrica.</p><p>E) alínea.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Nessa questão, basta lembrarmos do nosso mnemônico para origens da receita</p><p>orçamentária:</p><p>Receitas correntes: TributaConPAIS TransOu</p><p>�. Tributárias;</p><p>�. Contribuições;</p><p>�. Patrimoniais;</p><p>�. Agropecuária;</p><p>�. Industriais;</p><p>�. Serviços;</p><p>�. Transferências Correntes;</p><p>�. Outras Receitas Correntes;</p><p>Receitas de capital: OperaAliAmor TransOu</p><p>�. Operações de Crédito;</p><p>�. Alienação de Bens;</p><p>�. Amortização de Empréstimos;</p><p>196 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>�. Transferências de capital;</p><p>�. Outras receitas de capital.</p><p>Ou seja, receita agropecuária é uma ORIGEM da categoria econômica receitas</p><p>correntes.</p><p>Note que a questão continha algumas alternativas relacionadas aos antigos níveis de</p><p>classi�cação por natureza da receita (“rubrica” e “alínea”), que não são mais utilizados.</p><p>Gabarito: LETRA B</p><p>��. (Cespe – EBSERH – 2018) Em obediência ao princípio orçamentário da</p><p>universalidade, os ingressos de recursos no tesouro do Estado devem ser</p><p>classi�cados como receitas orçamentárias, independentemente de sua</p><p>natureza ou �nalidade.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Ora, sabemos que nem todos os ingressos de recursos são receitas orçamentárias, não é</p><p>mesmo? Existem também os ingressos extraorçamentários, que são entradas</p><p>compensatórias no ativo e passivo �nanceiros, tais como cauções, �anças, depósitos</p><p>judiciais. Logo, essa questão está errada.</p><p>Gabarito: ERRADO</p><p>��. (Cespe – TCE/PE – 2017) De acordo com o Manual de Contabilidade Aplicada</p><p>ao Setor Público  (MCASP), é do escopo da contabilidade prover as</p><p>informações relativas à administração patrimonial, �nanceira e</p><p>orçamentária necessárias para que sejam conhecidos adequadamente a</p><p>composição patrimonial e os resultados econômicos e �nanceiros das</p><p>entidades públicas. Nesse contexto, julgue o item subsequente.</p><p>É correto utilizar o momento do lançamento para determinar a data da ocorrência do</p><p>fato gerador no âmbito de uma atividade tributária.</p><p>197 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Gente, o estágio do lançamento da receita, é justamente quando são realizados os</p><p>procedimentos de:</p><p>a) ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente;</p><p>b) determina-se a matéria tributável;</p><p>c) calcula-se o montante do tributo devido; e</p><p>d) identi�ca-se o sujeito passivo (devedor).</p><p>Logo, é o momento certo para determinar a data da ocorrência do fato gerador.</p><p>Gabarito: CERTO</p><p>��. (Cespe – TRE-TO – 2017) A receita pública passa por diversos estágios desde</p><p>seu planejamento até o seu ingresso nos cofres públicos. Ao longo desse</p><p>processo, ocorre a constituição do crédito tributário, que se dá no estágio</p><p>de</p><p>A) planejamento.</p><p>B) previsão.</p><p>C) lançamento.</p><p>D) arrecadação.</p><p>E) recolhimento.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Gente, os estágios da receita são:</p><p>198 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Logo, a constituição do crédito tributário ocorre no estágio do lançamento.</p><p>Além disso, segundo a Lei nº 4.320/1964, art. 53, o lançamento é o ato da repartição</p><p>competente, que veri�ca a procedência do crédito �scal e a pessoa que lhe é devedora</p><p>e inscreve o débito desta. Já para o Código Tributário Nacional, art. 142, no lançamento a</p><p>entidade competente veri�ca a ocorrência do fato gerador da obrigação</p><p>correspondente, determina a matéria tributável, calcula o montante do tributo devido e</p><p>identi�ca a pessoa que lhe é devedora (sujeito passivo). Após, realiza a formalização do</p><p>crédito a receber (Lei nº 4.320/1964, art. 53).</p><p>Gabarito: LETRA C</p><p>��. (Cespe – TRE/PE – 2017) As etapas da receita orçamentária</p><p>A) seguem a ordem cronológica dos fenômenos econômicos.</p><p>B) consistem no planejamento das receitas orçamentárias que constarão na proposta</p><p>orçamentária.</p><p>199 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>C) dependem do comportamento da série histórica de arrecadação.</p><p>D) ocorrem para todos os tipos de receitas orçamentárias.</p><p>E) incluem o empenho, a liquidação e o pagamento.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>A alternativa A) está certa, conforme o MCASP (item 3.5.5, �. 57):</p><p>As etapas da receita orçamentária seguem a ordem de ocorrência dos fenômenos</p><p>econômicos,</p><p>levando-se em consideração o modelo de orçamento existente no país e a</p><p>tecnologia utilizada. Dessa forma, a ordem sistemática inicia-se com a previsão e</p><p>termina com o recolhimento [...]</p><p>A alternativa B) está errada, porque o “planejamento das receitas que constarão na</p><p>proposta orçamentária” é algo que ocorre apenas no estágio da previsão.</p><p>A alternativa C) está errada, porque “comportamento da série histórica de arrecadação”</p><p>é um item especí�co da metodologia de projeção de receitas utilizada apenas na etapa</p><p>de previsão.</p><p>A alternativa D) está errada, porque nem todas as receitas passam pela etapa de</p><p>previsão e de lançamento. Exemplo disso são as receitas com doações em dinheiro.</p><p>A alternativa E) está errada, porque os estágios da receita orçamentária são: previsão,</p><p>lançamento, arrecadação e recolhimento.</p><p>Gabarito: LETRA A</p><p>��. (Cespe – TCE/PB – 2017) No estágio da previsão da receita orçamentária, é</p><p>veri�cada a procedência do crédito �scal.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>200 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Pessoal, o estágio da previsão compreende planejar e estimar a arrecadação das</p><p>receitas orçamentárias que constarão na proposta orçamentária utilizando</p><p>metodologias de previsão usualmente adotadas.</p><p>É no lançamento que a repartição competente veri�ca a procedência do crédito �scal</p><p>e a pessoa que lhe é devedora e inscreve o débito desta (Lei nº 4.320/1964, art. 53).</p><p>Gabarito: ERRADO</p><p>��. (Cespe – TRF-1ª Região – 2017) A etapa em que determinado banco privado</p><p>transfere à conta especí�ca do Tesouro os valores pagos pelos contribuintes</p><p>referentes a certo tributo federal corresponde ao estágio de arrecadação da</p><p>receita pública.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Vamos relembrar o nosso esquema de estágios da receita mais uma vez:</p><p>201 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Com isso, vemos que a questão descreveu o que ocorre no estágio do recolhimento.</p><p>Neste estágio, os recursos arrecadados �nalmente são transferidos, ou simplesmente</p><p>recolhidos, aos cofres públicos em conta especí�ca do Tesouro, observando o princípio</p><p>da unidade de caixa, representado pelo controle centralizado dos recursos arrecadados</p><p>em cada ente da Federação.</p><p>Gabarito: ERRADO</p><p>��. (FCC – DPE/RS – 2017) Em março de 2017, a Defensoria Pública de um</p><p>determinado Estado caracterizou-se como bene�ciária e a União como</p><p>transferidora de R$ 990.000,00 que foram classi�cados com o código 1</p><p>quanto ao primeiro dígito da classi�cação da receita orçamentária por</p><p>natureza. Assim, o recurso recebido pela Defensoria Pública, no que se</p><p>refere à origem e à espécie da receita, classi�ca-se, respectivamente, como</p><p>A) transferências correntes; transferências intragovernamentais.</p><p>B) transferências correntes; transferências intergovernamentais.</p><p>C) outras receitas correntes; transferências intragovernamentais.</p><p>D) transferências de capital; transferências intragovernamentais.</p><p>E) transferências de capital; transferências intergovernamentais.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Primeiramente, vamos ao conceito de transferências inter e intragovernamentais</p><p>(MCASP 8ª ed., pg. 464):</p><p>Transferência INTERgovernamental = transferências de recursos entre entes da</p><p>Federação distintos. (Nesse caso, entre Defensoria Pública e União).</p><p>Transferência INTRAgovernamental = Transferências de recursos no âmbito do mesmo</p><p>ente da Federação (entre órgãos da União, por exemplo, ou do mesmo estado).</p><p>202 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Portanto, já sabemos que se trata de uma transferência INTERgovernamental.</p><p>Além disso, o comando da questão mencionou que o primeiro dígito da classi�cação</p><p>por natureza de receita é “1”. O 1º dígito refere-se à categoria econômica da receita.</p><p>Agora, basta recorrermos ao nosso esquema:</p><p>Portanto, trata-se de uma transferência corrente INTERgovernamental.</p><p>Gabarito: LETRA B</p><p>��. (Cespe – TCE-PE – 2017) A classi�cação da receita orçamentária é de</p><p>utilização obrigatória por todos os entes da Federação.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Certinho! Segundo o MCASP, Parte I, item 3.2:</p><p>A classi�cação da receita orçamentária é de utilização obrigatória por todos os entes</p><p>Categoria econômica Dígito</p><p>Receitas corrente 1</p><p>Receitas de capital 2</p><p>Receitas corrente intraorçamentárias 7</p><p>Receitas corrente intraorçamentárias 8</p><p>203 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>da Federação.</p><p>Gabarito: CERTO</p><p>��. (Cespe – SEDF – 2017) No tocante à conceituação e à classi�cação da receita</p><p>pública, as receitas tributária e patrimonial são classi�cadas como receitas</p><p>de capital.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Aqui, basta lembrarmos do mnemônico de origem de receitas orçamentárias:</p><p>Receitas correntes: TributaConPAIS TransOu</p><p>�. Tributárias;</p><p>�. Contribuições;</p><p>�. Patrimoniais;</p><p>�. Agropecuária;</p><p>�. Industriais;</p><p>�. Serviços;</p><p>�. Transferências Correntes;</p><p>�. Outras Receitas Correntes;</p><p>Receitas de capital: OperaAliAmor TransOu</p><p>�. Operações de Crédito;</p><p>204 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>�. Alienação de Bens;</p><p>�. Amortização de Empréstimos;</p><p>�. Transferências de capital;</p><p>�. Outras receitas de capital.</p><p>Agora, é fácil ver que receitas tributária e patrimonial são receitas correntes e não de</p><p>capital.</p><p>Gabarito: ERRADO</p><p>��. (Cespe – TCE-PR – 2016) O lançamento tributário, um dos estágios da receita</p><p>pública, compreende os procedimentos de determinação da matéria</p><p>tributável, cálculo do imposto, identi�cação do sujeito passivo e noti�cação.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Pessoal, segundo a Lei nº 4.320/1964, art. 53, o lançamento é o ato da repartição</p><p>competente, que veri�ca a procedência do crédito �scal e a pessoa que lhe é devedora</p><p>e inscreve o débito desta. Já para o Código Tributário Nacional, art. 142, no lançamento a</p><p>entidade competente veri�ca a ocorrência do fato gerador da obrigação</p><p>correspondente, determina a matéria tributável, calcula o montante do tributo devido e</p><p>identi�ca a pessoa que lhe é devedora (sujeito passivo).</p><p>Gabarito: CERTO</p><p>��. (Cespe – TCE-PR – 2016) Considere que determinado estado receba</p><p>compensação �nanceira pela exploração de recursos hídricos para �ns de</p><p>geração de energia elétrica em seu território. Nessa situação hipotética, em</p><p>sua contabilidade, o estado deverá lançar as receitas da compensação</p><p>�nanceira como</p><p>205 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>A) Receita de contribuição</p><p>B) Transferências correntes.</p><p>C) Outras receitas correntes.</p><p>D) Receita patrimonial.</p><p>E) Receita industrial.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Pessoal, há duas maneiras de resolver essa questão.</p><p>A primeira é ter certa familiaridade com o ementário de receitas públicas ou com a</p><p>tabela de origens de receita e saber que receita de compensação �nanceira é espécie</p><p>da origem receita patrimonial.</p><p>A segunda, é pensar logicamente: recursos hídricos são bens (no caso da União). Logo,</p><p>receitas orçamentárias oriundas da sua exploração são patrimoniais. A própria</p><p>de�nição de receita patrimonial segundo o MCASP nos diz que (8ª ed., pg 42):</p><p>São receitas provenientes da fruição do patrimônio de ente público, como por exemplo,</p><p>bens mobiliários e imobiliários ou, ainda, bens intangíveis e participações societárias.</p><p>São classi�cadas no orçamento como receitas correntes e de natureza patrimonial.</p><p>No entanto... há uma grande polêmica em torno desse item, pois a banca deu como</p><p>gabarito a alternativa c). Ainda assim, mantemos a posição de que a resposta certa para</p><p>essa questão é a alternativa D).</p><p>Gabarito: LETRA D</p><p>��. (Cespe – TCE-SC – 2016) O grupo de destinação de recursos divide a receita</p><p>pública entre os recursos originários</p><p>do Tesouro Nacional e os originários de</p><p>outras fontes, fornecendo também a indicação sobre o exercício em que</p><p>esses recursos foram arrecadados.</p><p>206 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Exato, gente! De acordo com nossa tabela de grupo por fontes de recurso:</p><p>Gabarito: CERTO</p><p>��. (Cespe – TRT-8ªRegião – 2016) Os valores estabelecidos para a efetivação das</p><p>despesas autorizadas deverão ser proporcionais aos valores previstos para a</p><p>arrecadação das receitas. Essa a�rmativa faz referência ao princípio</p><p>orçamentário do(a)</p><p>A) equilíbrio.</p><p>B) exclusividade.</p><p>1º dígito – Grupo da Fonte de Recurso</p><p>1 Recursos do Tesouro – Exercício corrente</p><p>2 Recursos de outras fontes – Exercício corrente</p><p>3 Recursos do Tesouro – Exercícios anteriores</p><p>6 Recursos de outras fontes – Exercícios anteriores</p><p>9 Recursos condicionados</p><p>207 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>C) orçamento bruto.</p><p>D) proibição do estorno.</p><p>E) programação.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>A alternativa A) está certa!</p><p>A alternativa B) está errada. O princípio da exclusividade estabelece que a proposta</p><p>orçamentária deve tratar apenas de previsão de receitas e �xação de despesas.</p><p>A alternativa C) está errada. O princípio do orçamento bruto estabelece que todas as</p><p>receitas e despesas constarão da LOA pelos seus totais, vedadas quaisquer deduções.</p><p>A alternativa D) está errada. O princípio da proibição do estorno veda a realização de</p><p>transposição, transferência ou remanejamento de recursos sem prévia autorização</p><p>legislativa.</p><p>A alternativa E) está errada. O princípio da programação surge do conceito de</p><p>orçamento-programa e do seu elemento central, o programa. Todas as despesas do</p><p>orçamento estão organizadas sob a forma de programas.</p><p>Gabarito: LETRA A</p><p>��. (Cespe – TRT-8ªRegião – 2016)  De acordo com a Constituição Federal de</p><p>1988, a lei orçamentária anual deve compreender o orçamento �scal, o qual</p><p>conterá receitas e despesas referentes a todas as entidades da</p><p>administração direta e indireta; o orçamento de investimento das empresas</p><p>estatais; e o orçamento da seguridade social. Esse mandamento</p><p>constitucional relaciona-se aos princípios orçamentários da</p><p>A) uniformidade e da unidade.</p><p>B) universalidade e da especi�cação.</p><p>208 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>C) universalidade e unidade.</p><p>D) unidade e da especi�cação.</p><p>E) universalidade e da programação.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>O comando da questão menciona que o orçamento deve compreender o universo de</p><p>receitas e despesas, o que se relaciona com o princípio da universalidade.</p><p>Além disso, a questão menciona que a LOA deve abranger o orçamento �scal, da</p><p>seguridade social e de investimento das estatais. Essa é justamente a ideia do princípio</p><p>da unidade.</p><p>Gabarito: LETRA C</p><p>��. (Cespe – TCE-SC – 2016) Acerca do direito �nanceiro na Constituição Federal</p><p>de 1988 e dos princípios orçamentários, julgue o seguinte item. Apesar de</p><p>os entes federados serem obrigados a elaborar um orçamento �scal, um</p><p>orçamento de investimento das empresas estatais e um orçamento da</p><p>seguridade social, é correto a�rmar que vigora no Brasil o princípio da</p><p>unidade orçamentária.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Correto. Essa é justamente a ideia do princípio da unidade, principalmente tendo em</p><p>vista o disposto na Constituição Federal de 1988 no art. 165:</p><p>§ 5º A lei orçamentária anual compreenderá:</p><p>I - o orçamento �scal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades</p><p>da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo</p><p>Poder Público;</p><p>209 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>II - o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou</p><p>indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto;</p><p>III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela</p><p>vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações</p><p>instituídos e mantidos pelo Poder Público.</p><p>Ou seja, o orçamento é uno e contém esses três documentos.</p><p>Gabarito: CERTO</p><p>��. (Cespe – DPU – 2016) De acordo com o princípio da universalidade</p><p>orçamentária, cada unidade orçamentária deve possuir apenas um</p><p>orçamento.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>O princípio da universalidade é descrito na Lei nº 4.320/1964 da seguinte forma:</p><p>Art. 3º A Lei de Orçamentos compreenderá todas as receitas, inclusive as de operações</p><p>de crédito autorizadas em lei. [...]</p><p>Art. 4º A Lei de Orçamento compreenderá todas as despesas próprias dos órgãos do</p><p>Governo e da administração centralizada, ou que, por intermédio deles se devam</p><p>realizar, observado o disposto no artigo 2°.</p><p>O que o comando da questão descreveu refere-se ao princípio da unidade.</p><p>Gabarito: ERRADO</p><p>��. (FCC – PGE-MT – 2016) As categorias econômicas da Receita Pública são:</p><p>Corrente e de Capital. Ambas as categorias econômicas são subclassi�cadas</p><p>conforme a origem do recurso público. São exemplos de Receitas Correntes,</p><p>nos termos da Lei nº 4.320/64, como subclassi�cações desta:</p><p>210 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>A) Receita de Transferências do Fundo de Participação do Município − FPM, Receita de</p><p>Serviços e Receita de Operações de Crédito.</p><p>B) Receita Patrimonial, Receita de Amortização de Empréstimos e Receita Industrial.</p><p>C) Receita Tributária, Receita Agropecuária e Receita Industrial.</p><p>D) Receita de Contribuições, Receita de Impostos e Receita de Transferência de Capital.</p><p>E) Receita de Alienação de Bens, Receitas de Serviços e Receitas de Taxas.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Primeiro, vamos lembrarmos do nosso esquema de origens de receitas orçamentárias</p><p>para responder essa questão:</p><p>Receitas correntes: TributaConPAIS TransOu</p><p>�. Tributárias;</p><p>�. Contribuições;</p><p>�. Patrimoniais;</p><p>�. Agropecuária;</p><p>�. Industriais;</p><p>�. Serviços;</p><p>�. Transferências Correntes;</p><p>�. Outras Receitas Correntes;</p><p>Receitas de capital: OperaAliAmor TransOu</p><p>211 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>�. Operações de Crédito;</p><p>�. Alienação de Bens;</p><p>�. Amortização de Empréstimos;</p><p>�. Transferências de capital;</p><p>�. Outras receitas de capital.</p><p>Agora vamos analisar as alternativas e identi�car quais exemplos de receitas correntes:</p><p>A alternativa A) está errada, pois Receita de Operações de Crédito é receita de capital.</p><p>A alternativa B) está errada, pois Receita de Amortização de Empréstimos é receita de</p><p>capital.</p><p>A alternativa C) está certa. Todos são exemplos de receitas correntes.</p><p>A alternativa D) está errada, pois receita de transferência de capital é receita de capital</p><p>obviamente.</p><p>A alternativa E) está errada, pois receita de alienação de bens é receita de capital.</p><p>Gabarito: LETRA C</p><p>��. (FCC – TRF-3ª Região – 2016) No que se refere às receitas públicas, a Lei nº</p><p>4.320/1964 estabelece que</p><p>A) receita tributária e receita não tributária são espécies de categorias econômicas.</p><p>B) receitas tributária e patrimonial são espécies de receitas de capital.</p><p>212 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>C) o superavit do orçamento corrente resultante do balanceamento dos totais das</p><p>receitas e despesas correntes não constitui item de receita orçamentária.</p><p>D) a receita proveniente da realização de recursos �nanceiros oriundos de constituição</p><p>de dívidas é classi�cada como receita corrente.</p><p>E) a receita advinda de tributo tem seu produto destinado a custear apenas atividades</p><p>gerais.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>A alternativa A) está errada. Primeiro porque receita</p><p>é origem de categoria econômica</p><p>e não espécie. Segundo porque receita não tributária não é detalhamento de nenhum</p><p>nível da classi�cação por natureza de receita.</p><p>A alternativa B) está errada. Elas são origens de receitas correntes. Para ver isso basta</p><p>consultarmos nosso mnemônico de origens de receita orçamentária:</p><p>Receitas correntes: TributaConPAIS TransOu</p><p>�. Tributárias;</p><p>�. Contribuições;</p><p>�. Patrimoniais;</p><p>�. Agropecuária;</p><p>�. Industriais;</p><p>�. Serviços;</p><p>�. Transferências Correntes;</p><p>�. Outras Receitas Correntes;</p><p>213 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Receitas de capital: OperaAliAmor TransOu</p><p>�. Operações de Crédito;</p><p>�. Alienação de Bens;</p><p>�. Amortização de Empréstimos;</p><p>�. Transferências de capital;</p><p>�. Outras receitas de capital.</p><p>A alternativa C) está certa. O Superavit do Orçamento Corrente é, nada mais, que a</p><p>diferença positiva entre o total da arrecadação de receitas correntes e o total da</p><p>execução das despesas correntes no exercício. Ele é uma receita de capital. No entanto,</p><p>a Lei nº 4.320/1964, estabelece expressamente que ele não constituirá item de receita</p><p>orçamentária (isso visa evitar dupla contagem). Vejamos:</p><p>Art. 11, § 2º - São Receitas de Capital as provenientes da realização de recursos</p><p>�nanceiros oriundos de constituição de dívidas; da conversão, em espécie, de bens e</p><p>direitos; os recursos recebidos de outras pessoas de direito público ou privado,</p><p>destinados a atender despesas classi�cáveis em Despesas de Capital e, ainda,</p><p>o superávit do Orçamento Corrente.</p><p>A alternativa D) está errada. Segundo o MCASP:</p><p>Receitas de Capital são as provenientes tanto da realização de recursos �nanceiros</p><p>oriundos da constituição de dívidas e da conversão, em espécie, de bens e direitos,</p><p>quanto de recursos recebidos de outras pessoas de direito público ou privado e</p><p>destinados a atender despesas classi�cáveis em Despesas de Capital.</p><p>A alternativa E) está errada, porque inexiste essa “destinação” para receitas de tributos.</p><p>Gabarito: LETRA C</p><p>214 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>��. (Cespe – TRE-GO – 2015) De acordo com o princípio do orçamento bruto, o</p><p>montante total de despesas orçamentárias deve ser igual ao montante total</p><p>de receitas orçamentárias.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Para resolver essa questão, basta lembrarmos o conceito do princípio do orçamento</p><p>bruto, conforme disposto na Lei nº 4.320/1964:</p><p>Art. 6º Todas as receitas e despesas constarão da Lei de Orçamento pelos seus totais,</p><p>vedadas quaisquer deduções.</p><p>A questão menciona a ideia do princípio do equilíbrio.</p><p>Gabarito: ERRADO</p><p>��. (Cespe – MPU – 2015) De acordo com o princípio da exclusividade, é vedado</p><p>ao Poder Executivo incluir na lei orçamentária anual (LOA) autorização para</p><p>contratação de operação de crédito.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Como sabemos, os princípios orçamentários possuem exceções. E essa é justamente</p><p>uma das exceções ao princípio da exclusividade. Vamos ver como ele se encontra</p><p>disciplinado:</p><p>CF/1988, art. 165:</p><p>§ 8º A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e</p><p>à �xação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de</p><p>créditos suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por</p><p>antecipação de receita, nos termos da lei.</p><p>Assim, a autorização para contratação de operação de crédito constitui exceção ao</p><p>princípio da exclusividade, não sendo, portanto, vedada a sua inclusão na LOA.</p><p>215 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Gabarito: ERRADO</p><p>��. (FCC – CNMP – 2015):</p><p>Transações Realizadas</p><p>Valor e</p><p>m R$</p><p>Anulação parcial de dotação orçamentária para aquisição de mater</p><p>ial de consumo</p><p>170,00</p><p>Arrecadação de receita de impostos 500,00</p><p>Depreciação de bens imóveis 180,00</p><p>Arrecadação de receitas de transferência da União para construção</p><p>de um ginásio esportivo</p><p>600,00</p><p>Abertura de crédito adicional para realização de despesas para as q</p><p>uais não havia dotação orçamentária especí�ca</p><p>230,00</p><p>Arrecadação de receitas de aluguel de imóveis 150,00</p><p>Abertura de crédito adicional para reforço de dotação orçamentári</p><p>a para aquisição de computadores</p><p>70,00</p><p>216 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>As receitas correntes somam, em reais,</p><p>A) 600,00.</p><p>B) 500,00.</p><p>C) 920,00.</p><p>D) 750,00.</p><p>E) 650,00.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Primeiramente, precisamos identi�car as transações que são receitas orçamentárias.</p><p>São elas:</p><p>Reavaliação de bens imóveis 200,00</p><p>Arrecadação de receitas com operações de crédito de longo prazo,</p><p>destinado à construção de dois hospitais</p><p>700,00</p><p>Arrecadação de receitas imobiliárias 100,00</p><p>Abertura de crédito adicional para realização de despesas urgentes</p><p>e imprevistas, no caso de calamidade pública</p><p>130,00</p><p>Receita de alienação de bens imóveis 150,00</p><p>217 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Agora, vamos recorrer ao nosso esquema mnemônico para identi�car as receitas</p><p>correntes:</p><p>Receitas correntes: TributaConPAIS TransOu</p><p>�. Tributárias;</p><p>�. Contribuições;</p><p>�. Patrimoniais;</p><p>�. Agropecuária;</p><p>Arrecadação de receita de impostos</p><p>500,</p><p>00</p><p>Arrecadação de receitas de transferência da União para construção de</p><p>um ginásio esportivo</p><p>600,</p><p>00</p><p>Arrecadação de receitas de aluguel de imóveis</p><p>150,0</p><p>0</p><p>Arrecadação de receitas com operações de crédito de longo prazo, des</p><p>tinado à construção de dois hospitais</p><p>700,</p><p>00</p><p>Arrecadação de receitas imobiliárias</p><p>100,0</p><p>0</p><p>Receita de alienação de bens imóveis</p><p>150,0</p><p>0</p><p>218 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>�. Industriais;</p><p>�. Serviços;</p><p>�. Transferências Correntes;</p><p>�. Outras Receitas Correntes;</p><p>Receitas de capital: OperaAliAmor TransOu</p><p>�. Operações de Crédito;</p><p>�. Alienação de Bens;</p><p>�. Amortização de Empréstimos;</p><p>�. Transferências de capital;</p><p>�. Outras receitas de capital.</p><p>Agora podemos identi�car que as receitas correntes são:</p><p>Por �m, o montante de receitas correntes é 750,00, o que torna a alternativa D) correta.</p><p>Gabarito: LETRA D</p><p>Arrecadação de receita de impostos 500,00</p><p>Arrecadação de receitas de aluguel de imóveis 150,00</p><p>Arrecadação de receitas imobiliárias 100,00</p><p>219 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>��. (ESAF – MPOG – 2015) A principal característica que diferencia receitas</p><p>correntes de receitas de capital é:</p><p>A) as receitas correntes destinam-se ao �nanciamento das despesas correntes</p><p>enquanto as receitas de capital �nanciam as despesas de capital.</p><p>B) as receitas correntes decorrem do poder de tributação do Estado enquanto as</p><p>receitas de capital decorrem das atividades operacionais.</p><p>C) ambas, quando presentes no orçamento da entidade, demonstram a capacidade da</p><p>instituição em arrecadar tributos e realizar a prestação de serviços não �nanceiros.</p><p>D) em ambas as receitas o aumento da disponibilidade �nanceira do ente arrecadador</p><p>está condicionado à destinação que se dará aos recursos.</p><p>E) ambas têm o poder de aumentar a disponibilidade �nanceira do Estado, porém, as</p><p>receitas de capital, na sua maioria, não provocam efeitos sobre o patrimônio líquido.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>A alternativa A) está errada, pois receitas correntes e de capital podem �nanciar</p><p>despesas correntes e de capital, devendo apenas se atentar para o atendimento à</p><p>Regra de Ouro (veremos mais adiante).</p><p>A alternativa B) está errada, porque esse é o conceito de receitas originárias e derivadas:</p><p>220 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para</p><p>Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>A alternativa C) está errada, pois receita tributária é origem de receita corrente apenas,</p><p>e não de capital.</p><p>A alternativa D) está errada, pois ambas aumentam a disponibilidade do ente estatal</p><p>independentemente de condição em relação à destinação.</p><p>A alternativa E) está certa. Ambas aumentam as disponibilidades do ente (pois são</p><p>receitas orçamentárias). Todavia, em sua maioria, receitas de capital são não efetivas,</p><p>não afetando, portanto, o patrimônio líquido. A exceção são as transferências de capital.</p><p>Gabarito: LETRA E</p><p>221 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>��. (FCC – MPE/PB – 2015) O orçamentista de uma Prefeitura do Estado da</p><p>Paraíba recebeu orientação para consignar no orçamento dotação para</p><p>programa especial de trabalho que, por sua natureza, não poderia cumprir-</p><p>se subordinadamente às normas gerais de execução da despesa. Assim,</p><p>esse programa foi consignado em dotação global, classi�cado como</p><p>despesa de capital. Esse fato representou uma exceção legal ao princípio</p><p>orçamentário da</p><p>A) clareza.</p><p>B) especi�cação.</p><p>C) exclusividade.</p><p>D) não-vinculação.</p><p>E) universalidade.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Pessoal, como sabemos os princípios orçamentários possuem diversas exceções.</p><p>Nesse caso, trata-se de uma exceção ao princípio da especi�cação. Vejamos o que</p><p>dispõe a Lei nº 4.320/1964 sobre o princípio e sua exceção:</p><p>Princípio da especi�cação</p><p>Art. 5º A Lei de Orçamento não consignará dotações globais destinadas a atender</p><p>indiferentemente a despesas de pessoal, material, serviços de terceiros, transferências</p><p>ou quaisquer outras, ressalvado o disposto no artigo 20 e seu parágrafo único.</p><p>Exceção ao princípio da especi�cação</p><p>Art. 20, Parágrafo único. Os programas especiais de trabalho que, por sua natureza,</p><p>não possam cumprir-se subordinadamente às normas gerais de execução da despesa</p><p>poderão ser custeadas por dotações globais, classi�cadas entre as Despesas de</p><p>Capital.</p><p>222 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Gabarito: LETRA B</p><p>��. (Funiversa – Secretaria da Criança-DF – 2015) O mecanismo orçamentário</p><p>criado para assegurar que receitas vinculadas por lei à �nalidade especí�ca</p><p>sejam  exclusivamente aplicadas em programas e ações que visem  à</p><p>consecução de despesas ou políticas públicas associadas a  esse objetivo</p><p>legal é denominado</p><p>A) identi�cador de resultado primário.</p><p>B) esfera orçamentária.</p><p>C) classi�cação por fonte de recursos.</p><p>D) lançamento da receita.</p><p>E) categoria econômica</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Gente, a classi�cação orçamentária por fontes/destinações de recursos visa identi�car</p><p>as fontes de �nanciamento dos gastos públicos. Ou seja, a ideia foi criar um mecanismo</p><p>que integrasse a origem (de onde veio) da receita orçamentária com a destinação (onde</p><p>será gasto) do recurso na despesa orçamentária.</p><p>Gabarito: LETRA C</p><p>��. (FCC – TRT 3ª Região – 2015) Um analista do Tribunal Regional do Trabalho da</p><p>3ª Região – TRT-3ª Região, ao elaborar a peça orçamentária do órgão, teve</p><p>cuidado com os seguintes aspectos:</p><p>I. Incluiu somente assuntos pertinentes à previsão da receita e à �xação da despesa.</p><p>223 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>II. Incluiu todas as receitas e despesas.</p><p>Esses aspectos são importantes porque atendem, respectivamente, aos princípios</p><p>orçamentários da</p><p>A) exclusividade e universalidade.</p><p>B) não-afetação e universalidade.</p><p>C) exclusividade e unidade.</p><p>D) especi�cação e unidade.</p><p>E) especi�cação e equilíbrio.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Note que no item I, o comando trouxe a expressão “somente assuntos pertinentes”. Isso</p><p>está relacionado com a ideia do princípio da exclusividade. Vamos rever seu texto legal:</p><p>CF/1988, art. 165, §8º: A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à</p><p>previsão da receita e à �xação da despesa, não se incluindo na proibição a</p><p>autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de</p><p>crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei.</p><p>Já o item II, traz a ideia de que o orçamento anual deve conter o universo de todas as</p><p>receitas previstas e despesas �xadas. Ora, isso é justamente a ideia do princípio da</p><p>universalidade, contido na Lei nº 4.320/1964:</p><p>Art. 3º A Lei de Orçamentos compreenderá todas as receitas, inclusive as de operações</p><p>de crédito autorizadas em lei.</p><p>Art. 4º A Lei de Orçamento compreenderá todas as despesas próprias dos órgãos do</p><p>Governo e da administração centralizada, ou que, por intermédio deles se devam</p><p>realizar, observado o disposto no artigo 2°.</p><p>Gabarito: LETRA A</p><p>224 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>��. (Cespe – Antaq – 2014) Uma empresa operou com embarcação própria sem</p><p>as condições técnicas operacionais necessárias, razão por que foi autuada</p><p>pela ANTAQ, devendo pagar multa de R$ 50 mil.</p><p>Considerando essa situação hipotética, julgue os itens subsequentes, com base nos</p><p>princípios orçamentários e na receita e despesa públicas.</p><p>Em razão do princípio da universalidade, o valor recebido referente à multa aplicada</p><p>pela ANTAQ somente será registrado como receita do exercício corrente se houver</p><p>previsão dessa multa na lei orçamentária anual.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Apesar de o princípio da universalidade estabelecer que a LOA deve compreender</p><p>todas as receitas previstas para o exercício, para uma receita ser considerada</p><p>orçamentária, basta que ela seja arrecadada no exercício. Ou seja, estar contida na LOA</p><p>não é condição necessária. É isso que nos diz o art. 57 da Lei nº 4.320/1964:</p><p>Art. 57. Ressalvado o disposto no parágrafo único do artigo 3º desta lei serão</p><p>classi�cadas como receita orçamentária, sob as rubricas próprias, todas as receitas</p><p>arrecadadas, inclusive as provenientes de operações de crédito, ainda que não</p><p>previstas no Orçamento.</p><p>Outro exemplo clássico de receita orçamentária não prevista na LOA são as doações em</p><p>dinheiro.</p><p>Gabarito: ERRADO</p><p>��. (Cespe – Antaq – 2014) O princípio da anualidade orçamentária determina</p><p>que o orçamento de cada um dos entes da Federação deve ser elaborado e</p><p>encaminhado ao Poder Legislativo no ano anterior ao da sua execução.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Pessoal, princípios orçamentários são conceitos que precisam estar no sangue!</p><p>225 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>A questão está errada, porque o princípio da anualidade diz que o exercício �nanceiro,</p><p>isto é, o período de vigência do orçamento anual (LOA), coincide com o ano civil!</p><p>Lei nº 4.320/1964, art. 34: O exercício �nanceiro coincidirá com o ano civil.</p><p>Gabarito: ERRADO</p><p>��. (Cespe – Antaq – 2014) Uma empresa operou com embarcação própria sem</p><p>as condições técnicas operacionais necessárias, razão por que foi autuada</p><p>pela ANTAQ, devendo pagar multa de R$ 50 mil.</p><p>Considerando essa situação hipotética, julgue os itens subsequentes, com base nos</p><p>princípios orçamentários e na receita e despesa públicas.</p><p>Em razão do princípio da universalidade, o valor recebido referente à multa aplicada</p><p>pela ANTAQ somente será registrado como receita do exercício corrente se houver</p><p>previsão dessa multa na lei orçamentária anual.</p><p>RESOLUÇÃO</p><p>Gente, apesar de o princípio da universalidade estabelecer que o orçamento anual deve</p><p>compreender todas as receitas previstas para o exercício, basta que o ingresso de</p><p>recursos na questão seja arrecadado para que seja considerado uma receita</p><p>orçamentária.</p><p>De fato, é isso que a Lei nº 4.320/1964 nos traz:</p><p>Art. 57. Ressalvado o disposto no parágrafo único do artigo 3º desta lei serão</p><p>classi�cadas como receita orçamentária, sob as rubricas próprias, todas as receitas</p><p>arrecadadas, inclusive as</p><p>provenientes de operações de crédito, ainda que não</p><p>previstas no Orçamento.</p><p>Gabarito: ERRADO</p><p>226 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>��. (FCC – ALEPE – 2014) Na Lei Orçamentária Anual de um ente federado, são</p><p>receitas classi�cadas como Receitas Patrimoniais aquelas oriundas de</p><p>A) impostos sobre a renda e de dividendos referentes a participações em empresas de</p><p>economia mista.</p><p>B) juros de aplicação �nanceira e de aluguéis de imóveis.</p><p>C) outorga de serviços de transporte rodoviário e de taxas de serviços públicos.</p><p>D) alienação de bens imóveis e de serviços hospitalares.</p><p>E) remuneração de depósitos bancários e de juros de mora pelo recebimento em atraso</p><p>de tributos.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Vejamos a de�nição de receitas patrimoniais segundo o MTO, 2018 (pg. 20):</p><p>Receita Patrimonial: são provenientes da fruição de patrimônio pertencente ao ente</p><p>público, tais como as decorrentes de aluguéis, dividendos, compensações</p><p>�nanceiras/royalties, concessões, entre outras.</p><p>Agora vejamos algumas receitas patrimoniais segundo a classi�cação por natureza</p><p>(MTO 2018, pgs. 108/109):</p><p>1.3.0.0.00.00                       Receita Patrimonial</p><p>1.3.1.0.00.0.0              Exploração do Patrimônio Imobiliário do Estado</p><p>1.3.1.0.01.0.0        Aluguéis, Arrendamentos, Foros, Laudêmios, Tarifas de Ocupação</p><p>1.3.2.0.00.0.0                  Valores Mobiliários</p><p>1.3.2.1.00.0.0             Juros e Correções Monetárias</p><p>227 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>1.3.2.1.00.5.0        Juros de Títulos de Renda</p><p>1.3.2.1.00.6.0    Juros sobre o Capital Próprio</p><p>Isso já é o bastante para escolhermos a alternativa B) como certa. No começo, isso pode</p><p>parecer complicado, mas conforme se adquire experiências em questões como esta,</p><p>passa a se tornar intuitivo. Além disso:</p><p>A alternativa A) está errada, pois impostos são receitas tributárias e não patrimoniais.</p><p>A alternativa C) está errada, pois taxas de serviços públicos são receitas tributárias e</p><p>não patrimoniais.</p><p>A alternativa D) está errada, pois alienação de bens imóveis é receita de alienação de</p><p>bens e não patrimonial. Além disso, receitas de serviços hospitalares são receitas de</p><p>serviços e não patrimoniais.</p><p>A alternativa E) está errada, pois juros de mora pelo recebimento em atraso de tributos</p><p>são classi�cadas como outras receitas correntes e não patrimoniais.</p><p>Gabarito: LETRA B</p><p>��. (FUNCEFET – Prefeitura de Vila Velha-ES – 2014) A classi�cação das receitas</p><p>por fontes de recursos decorre da necessidade de melhor</p><p>acompanhamento e controle do grande número de vinculações existentes</p><p>entre receitas e despesas. A classi�cação por fontes de recursos é dividida</p><p>em cinco grupos, não faz parte desses grupos a alternativa:</p><p>A) Recursos Vinculados.</p><p>B) Recursos de outras fontes – Exercício Corrente e Anteriores.</p><p>C) Recursos do Tesouro – Exercícios Anteriores.</p><p>D) Recursos Condicionados.</p><p>228 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>E) Recursos do Tesouro – Exercício Corrente.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Aqui basta lembrarmos do nosso esquema para classi�cação de receita por</p><p>fonte/destinação de recursos e identi�carmos os grupos existentes:</p><p>A alternativa A) trouxe um candidato a grupo que não está contido na tabela acima. As</p><p>demais alternativas estão na tabela (note que a alternativa b) traz dois grupos</p><p>simultaneamente).</p><p>Gabarito: LETRA A</p><p>��. (Cespe – Cade – 2014) A classi�cação da receita por identi�cador de</p><p>resultado divide as receitas públicas entre aquelas relacionadas com o</p><p>resultado �scal e as relacionadas com o resultado operacional.</p><p>1º dígito – Grupo da Fonte de Recurso</p><p>1 Recursos do Tesouro – Exercício corrente</p><p>2 Recursos de outras fontes – Exercício corrente</p><p>3 Recursos do Tesouro – Exercícios anteriores</p><p>6 Recursos de outras fontes – Exercícios anteriores</p><p>9 Recursos condicionados</p><p>229 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Erradíssimo! Essa classi�cação divide as receitas em �nanceiras (ou não primárias) e</p><p>primárias (ou não �nanceiras).</p><p>Gabarito: ERRADO</p><p>��. (Cespe – ICMBio – 2014) Algumas receitas orçamentárias podem não passar,</p><p>antes do seu recolhimento, pela etapa de lançamento.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Exatamente, nem todas as receitas passam por este estágio, como é o caso das</p><p>doações em dinheiro. Para ser receita orçamentária, basta que a receita seja</p><p>arrecadada, como prevê a Lei nº 4.320/1964, art. 57.</p><p>Gabarito: CERTO</p><p>��. (Cespe – Câmara dos Deputados – 2014) Julgue o seguinte item, referente à</p><p>LRF – Lei Complementar n.º 101/2000. São formas de renúncia �scal: anistia,</p><p>remissão, subsídio, crédito presumido e concessão de isenção em caráter</p><p>não geral.</p><p>230 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Pessoal, basta recorrermos ao nosso esquema de renúncias de receitas para ver que a</p><p>questão está certa. Vamos ver:</p><p>Note que a terminologia subsídio (proveniente da LRF) equivale-se à terminologia</p><p>“isenção”, trazida pelo MCASP. Destaque também para a “isenção de caráter não geral”</p><p>encaixa-se justamente em “outros benefícios que correspondam a tratamento</p><p>diferenciado”. O que é possível uma vez que esse rol é exempli�cativo.</p><p>Gabarito: CERTO</p><p>���. (FCC – TRF-4ª Região – 2014) No primeiro bimestre de 2014, determinada</p><p>entidade do setor público contratou operações de crédito por antecipação</p><p>de receita orçamentária, no valor de R$ 450.000. Nos termos da Lei Federal</p><p>nº 4.320/64, a operação refere-se a uma</p><p>A) receita de capital.</p><p>B) dívida ativa.</p><p>231 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>C) receita corrente.</p><p>D) variação patrimonial quantitativa.</p><p>E) entrada compensatória no ativo e passivo �nanceiros.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Que questão venenosa! Pessoal, apesar de o ingresso de recursos em questão seja uma</p><p>operação de crédito, ela é realizada por Antecipação de Receitas Orçamentárias – ARO!</p><p>Isso implica que NÃO se trata de receita orçamentária, mas de ingresso</p><p>extraorçamentário.</p><p>Decorrência de ser um ingresso extraorçamentário é que ele constitui uma entrada</p><p>compensatória no ativo e passivo �nanceiros.</p><p>Gabarito: LETRA E</p><p>���. (Cespe – Polícia Federal – 2014) De acordo com o princípio da unidade, ou da</p><p>totalidade orçamentária, todos os entes federados devem reunir seus</p><p>232 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>diferentes orçamentos em uma única lei orçamentária, que consolidará</p><p>todas as receitas e despesas públicas do Estado.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Errado. O princípio da unidade/totalidade tem a ver com manter o orçamento uno</p><p>dentro do próprio ente federativo e não com reunir as peças orçamentárias de diversos</p><p>entes federados.</p><p>Gabarito: ERRADO</p><p>���. (FCC – TRT 2ª Região – 2014) A inclusão de dispositivos que autorizam a</p><p>criação de cargos públicos na Lei Orçamentária Anual é vedada porque fere</p><p>o princípio orçamentário</p><p>A) da universalidade.</p><p>B) do orçamento bruto.</p><p>C) da publicidade.</p><p>D) da exclusividade.</p><p>E) da unidade.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Lembram-se das caudas orçamentárias e dos orçamentos “rabilongos”? A ideia do</p><p>princípio da exclusividade é justamente impedir esse tipo de coisa. O orçamento é para</p><p>cuidar da previsão de receitas e �xação de despesas: Vejamos o dispositivo</p><p>constitucional que o prevê (CF/1988, art., 165):</p><p>§ 8º A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e</p><p>à �xação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de</p><p>créditos suplementares</p><p>e contratação de operações de crédito, ainda que por</p><p>antecipação de receita, nos termos da lei.</p><p>Portanto, uma vez que matéria relativa à criação de cargos não é matéria orçamentária</p><p>(em que pese a LOA deva dispor para isso, se for o caso) e nem se insere nas exceções</p><p>233 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>ao Art. 165, §8º, transcrito acima, tem-se que feriria o princípio da exclusividade caso</p><p>fosse incluída na LOA.</p><p>Gabarito: LETRA D</p><p>���. (Cespe – Câmara dos Deputados – 2014) O princípio da especialização</p><p>contribui para o trabalho �scalizador dos parlamentos sobre as �nanças</p><p>executivas.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Perfeito, gente! A ideia é que por meio da aplicação do princípio da especi�cação,</p><p>evitem-se ações genéricas, com excessiva discricionariedade �exibilidade. Desse modo,</p><p>a função de acompanhamento e controle do gasto público, desenvolvida pelo</p><p>parlamento com auxílio dos Tribunais de Contas, é facilitada.</p><p>Gabarito: CERTO</p><p>���. (FEPESE – MPE-SC – 2014) As receitas tributárias, de contribuições,</p><p>patrimonial, agropecuária, industrial, de serviços e outras e, ainda, as</p><p>provenientes de recursos �nanceiros recebidos de outras pessoas de direito</p><p>público ou privado, quando destinadas a atender despesas classi�cáveis em</p><p>despesas correntes são denominadas:</p><p>A) Receitas correntes.</p><p>B) Receitas de capital.</p><p>C) Receitas originárias.</p><p>D) Receitas derivadas.</p><p>E) Receitas efetivas.</p><p>234 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Novamente, vamos recorrer ao nosso mnemônico de origens da receita orçamentária:</p><p>Receitas correntes: TributaConPAIS TransOu</p><p>�. Tributárias;</p><p>�. Contribuições;</p><p>�. Patrimoniais;</p><p>�. Agropecuária;</p><p>�. Industriais;</p><p>�. Serviços;</p><p>�. Transferências Correntes;</p><p>�. Outras Receitas Correntes;</p><p>Receitas de capital: OperaAliAmor TransOu</p><p>�. Operações de Crédito;</p><p>�. Alienação de Bens;</p><p>�. Amortização de Empréstimos;</p><p>�. Transferências de capital;</p><p>�. Outras receitas de capital.</p><p>Como podemos ver, as origens mencionadas pela questão referem-se às Receitas</p><p>235 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>correntes.</p><p>Gabarito: LETRA A</p><p>���. (Cespe – MPU – 2013) O superavit do orçamento corrente, dado pela</p><p>diferença entre receitas e despesas correntes, é classi�cado na categoria</p><p>econômica de receita de capital.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Gente, o Superavit do Orçamento Corrente é, nada mais, que a diferença positiva</p><p>entre o total da arrecadação de receitas correntes e o total da execução das despesas</p><p>correntes no exercício. Ele é uma receita de capital. Vejamos:</p><p>Art. 11, § 2º - São Receitas de Capital as provenientes da realização de recursos</p><p>�nanceiros oriundos de constituição de dívidas; da conversão, em espécie, de bens e</p><p>direitos; os recursos recebidos de outras pessoas de direito público ou privado,</p><p>destinados a atender despesas classi�cáveis em Despesas de Capital e, ainda,</p><p>o superávit do Orçamento Corrente.</p><p>Gabarito: CERTO</p><p>���. (FCC – DPE-RS – 2013) Considere as seguintes operações realizadas por</p><p>determinada entidade pública durante o exercício de 2012:</p><p>Operações realizadas</p><p>Valor – R</p><p>$</p><p>Receita de multas diversas 300</p><p>236 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Despesa com pessoal 100</p><p>Receita de impostos 200</p><p>Recebimento de caução em dinheiro  180</p><p>Repasse de valor retido da folha de pagamento – empréstimo ba</p><p>ncário</p><p>90</p><p>Receita de serviços prestados 300</p><p>Pagamento de restos a pagar processado inscrito no exercício de</p><p>2011</p><p>60</p><p>Receita de alienação de bens imóveis 600</p><p>Devolução parcial da caução recebida 100</p><p>Despesa com a construção de um hospital público 250</p><p>Retenção da folha de pagamento – contribuição previdenciária 120</p><p>Despesa com aquisição de dois veículos 150</p><p>237 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>As receitas orçamentárias efetivas e NÃO efetivas somam, respectivamente,</p><p>A) 1.250 e 700.</p><p>B) 800 e 600.</p><p>C) 980 e 720.</p><p>D) 450 e 150.</p><p>E) 500 e 700.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Primeiramente, precisamos identi�car as transações que são receitas orçamentárias.</p><p>São elas:</p><p>Abertura de crédito adicional suplementar para aquisição de imó</p><p>veis</p><p>50</p><p>Recebimento em doação de duas ambulâncias 450</p><p>Despesa com coleta de lixo 200</p><p>Receita de multas diversas 300</p><p>Receita de impostos 200</p><p>238 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>As demais transações não são receitas orçamentárias. Vejamos:</p><p>Receita de serviços prestados 300</p><p>Receita de alienação de bens imóveis 600</p><p>Despesa com pessoal Despesa orçamentária</p><p>Recebimento de caução em dinheiro  Receita extraorçamentária</p><p>Repasse de valor retido da folha de paga</p><p>mento – empréstimo bancário</p><p>Despesa extraorçamentária</p><p>Pagamento de restos a pagar processado</p><p>inscrito no exercício de 2011</p><p>Despesa extraorçamentária</p><p>Devolução parcial da caução recebida Despesa extraorçamentária</p><p>Despesa com a construção de um hospit</p><p>al público</p><p>Despesa orçamentária</p><p>Retenção da folha de pagamento – contri</p><p>buição previdenciária</p><p>Receita extraorçamentária</p><p>Despesa com aquisição de dois veículos Despesa orçamentária</p><p>239 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Note que os demais lançamentos não são receitas orçamentárias. Calma! É normal que</p><p>a essa altura você não tenha compreendido todos, isso �cará mais claro nas próximas</p><p>aulas. Todavia, destaque para o recebimento em doação de duas ambulâncias, que,</p><p>apesar de ser receita sob o enfoque patrimonial, alterando o patrimônio líquido, não é</p><p>arrecadada. Logo não é receita orçamentária.</p><p>Agora basta identi�car quais das receitas acima possuem impacto no patrimônio</p><p>líquido no momento do ingresso �nanceiro e quais não possuem. Vamos nos lembrar</p><p>do esquema sobre receitas efetivas e não efetivas:</p><p>Assim, temos:</p><p>Abertura de crédito adicional suplementa</p><p>r para aquisição de imóveis</p><p>Autorização para realizar despesa</p><p>orçamentária</p><p>Recebimento em doação de duas ambulâ</p><p>ncias</p><p>Receita sob enfoque patrimonial,</p><p>mas não orçamentário</p><p>Despesa com coleta de lixo Despesa orçamentária</p><p>240 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>No que não nessas receitas, não há um aumento simultâneo do passivo e nem um</p><p>decréscimo simultâneo do ativo. Logo, elas alteram positivamente o patrimônio líquido,</p><p>sendo, portanto, efetivas!</p><p>Nesse caso, note que quando há o ingresso do recurso �nanceiro, há um decréscimo</p><p>simultâneo do ativo provocado pela alienação dos bens imóveis. Logo, essa receita</p><p>orçamentária é não efetiva.</p><p>Logo, a alternativa certa é a B).</p><p>Gabarito: LETRA B</p><p>Receitas efetivas</p><p>Receita de multas diversas 300</p><p>Receita de impostos 200</p><p>Receita de serviços prestados 300</p><p>Total 800</p><p>Receitas não efetivas</p><p>Receita de alienação de bens imóveis 600</p><p>241 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>���. (Cespe – Ancine – 2013) São critérios para a classi�cação da receita</p><p>orçamentária a sua natureza e a fonte/destinação dos recursos.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Perfeito. Segundo o MCASP, as receitas orçamentárias são classi�cadas segundo os</p><p>seguintes critérios:</p><p>a. Natureza;</p><p>b. Fonte/Destinação de Recursos e</p><p>c. Indicador de Resultado Primário.</p><p>Gabarito: CERTO</p><p>���. (FCC – DPE-RS – 2013) O município de Águas Mornas do Centro Oeste, no</p><p>exercício de 2012, arrecadou receitas pela prestação de serviços, as quais</p><p>não</p><p>foram previstas na lei orçamentária do referido exercício. De acordo</p><p>com a Lei Federal no 4.320/64 tais receitas serão classi�cadas como</p><p>A) extraorçamentária.</p><p>B) intraorçamentária.</p><p>C) orçamentária.</p><p>D) variação patrimonial independente de execução orçamentária.</p><p>E) receitas a classi�car.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Pessoal, para uma receita ser considerada como orçamentária, basta que ela seja</p><p>arrecadada no exercício, ou seja, estar contida na LOA não é condição necessária. É isso</p><p>242 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>que nos diz o art. 57 da Lei nº 4.320/1964:</p><p>Art. 57. Ressalvado o disposto no parágrafo único do artigo 3º desta lei serão</p><p>classi�cadas como receita orçamentária, sob as rubricas próprias, todas as receitas</p><p>arrecadadas, inclusive as provenientes de operações de crédito, ainda que não</p><p>previstas no Orçamento.</p><p>Inclusive, outro exemplo clássico de receita orçamentária não prevista na LOA são as</p><p>doações em dinheiro.</p><p>Gabarito: LETRA C</p><p>���. (FCC – DPE/RS – 2013) Os princípios orçamentários visam estabelecer regras</p><p>básicas, a �m de conferir racionalidade, e�ciência e transparência aos</p><p>processos de elaboração, execução e controle do orçamento público. Nestas</p><p>condições, o princípio orçamentário, o qual estabelece que a Lei</p><p>Orçamentária Anual − LOA de cada ente federado deverá conter todas as</p><p>receitas e as despesas de todos os Poderes, órgãos, entidades, fundos e</p><p>fundações instituídas e mantidas pelo poder público é denominado de</p><p>A) exclusividade.</p><p>B) legalidade.</p><p>C) anualidade.</p><p>D) universalidade.</p><p>E) totalidade.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Para responder essa questão basta sabermos a de�nição do princípio da</p><p>universalidade, contido na Lei º 4.320/1964, arts. 3º e 4º:</p><p>Art. 3º A Lei de Orçamentos compreenderá todas as receitas, inclusive as de operações</p><p>243 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>de crédito autorizadas em lei. [...]</p><p>Art. 4º A Lei de Orçamento compreenderá todas as despesas próprias dos órgãos do</p><p>Governo e da administração centralizada, ou que, por intermédio deles se devam</p><p>realizar, observado o disposto no artigo 2°.</p><p>Assim, a alternativa certa é a letra D).</p><p>Gabarito: LETRA D</p><p>���. (Cespe – CNJ – 2013) Caso uma prefeitura crie, por meio da vinculação de</p><p>receitas de impostos, uma garantia de recursos para a colocação de asfalto</p><p>em todas as vias municipais, ela violará o princípio da não afetação de</p><p>receitas.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Perfeito! Salvo as exceções que constam na CF/1988, art. 167, V, sobre o princípio da não</p><p>afetação de receitas (que são muitas), a vinculação da receita de impostos é vedada.</p><p>Por óbvio, a vinculação de que trata a questão não é uma das exceções aceitas. Vejamos</p><p>o texto constitucional:</p><p>Art. 167. São vedados: [...]</p><p>V. a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a</p><p>repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159,</p><p>a destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde, para</p><p>manutenção e desenvolvimento do ensino e para realização de atividades da</p><p>administração tributária, como determinado, respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212</p><p>e 37, XXII, e a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de</p><p>receita, previstas no art. 165, § 8º, bem como o disposto no § 4º deste artigo;</p><p>Gabarito: CERTO</p><p>244 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>���. (FCC – TRF-15ª Região – 2013) O orçamento do TRT da 15ª Região previu</p><p>dotações globais para custear programas especiais de trabalho que, por sua</p><p>natureza, não podem ser cumpridas subordinadamente às normas gerais da</p><p>execução da despesa. Esse fato representa exceção ao princípio</p><p>orçamentário da</p><p>A) periodicidade.</p><p>B) unidade.</p><p>C) universalidade.</p><p>D) exclusividade.</p><p>E) especi�cação.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Pessoal, como sabemos os princípios orçamentários possuem diversas exceções.</p><p>Nesse caso, trata-se de uma exceção ao princípio da especi�cação. Vejamos o que</p><p>dispõe a Lei nº 4.320/1964 sobre o princípio e sua exceção:</p><p>Princípio da especi�cação</p><p>Art. 5º A Lei de Orçamento não consignará dotações globais destinadas a atender</p><p>indiferentemente a despesas de pessoal, material, serviços de terceiros, transferências</p><p>ou quaisquer outras, ressalvado o disposto no artigo 20 e seu parágrafo único.</p><p>Exceção ao princípio da especi�cação</p><p>Art. 20, Parágrafo único. Os programas especiais de trabalho que, por sua natureza,</p><p>não possam cumprir-se subordinadamente às normas gerais de execução da despesa</p><p>poderão ser custeadas por dotações globais, classi�cadas entre as Despesas de</p><p>Capital.</p><p>Gabarito: LETRA E</p><p>245 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>���. (Cespe – TJ-RO – 2012) De acordo com o princípio orçamentário da</p><p>totalidade,</p><p>A) as despesas previstas e as receitas �xadas devem integrar uma única LOA.</p><p>B) a inclusão de autorização para a contratação de operação de crédito na LOA é</p><p>proibida.</p><p>C) a Lei Orçamentária Anual (LOA) deve conter todas as receitas e despesas.</p><p>D) cada ente governamental deve elaborar um único orçamento.</p><p>E) a LOA deve referir-se a um único exercício �nanceiro.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Pessoal, o princípio da unidade também é conhecido como princípio da totalidade. E</p><p>ele prevê que o orçamento deve ser uno dentro de cada ente federativo.</p><p>Gabarito: LETRA D</p><p>���. (FCC – TJ/PE – 2012) O mecanismo denominado Destinação de Recursos ou</p><p>Fonte de Recursos classi�ca, respectivamente, as receitas orçamentárias</p><p>em</p><p>A) correntes e de capital.</p><p>B) aplicação direta e transferências a terceiros.</p><p>C) vinculadas e ordinárias.</p><p>D) tributárias e de capital.</p><p>246 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>E) operacionais e não operacionais.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Pessoal, a classi�cação por fonte/destinação de recursos classi�cação as receitas quanto</p><p>à destinação em dois tipos:</p><p>Destinação vinculada: é o processo de vinculação entre a origem e a aplicação de</p><p>recursos, em atendimento às �nalidades especí�cas estabelecidas pela norma.</p><p>Exemplos: recursos para o Fundeb, royalties de petróleo destinados à educação,</p><p>operações de crédito vinculadas à saúde.</p><p>Destinação ordinária: é o processo de alocação livre entre a origem e a aplicação de</p><p>recursos, para atender a quaisquer �nalidades.</p><p>Portanto, está certa a alternativa C).</p><p>Gabarito: LETRA C</p><p>���. (Cespe – MPU – 2010) O produto da arrecadação de uma única receita</p><p>orçamentária pode ser subdividido em mais de uma fonte de recursos.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Pessoal, não existe vedação a que o produto de uma receita orçamentária seja</p><p>subdivido em diversas fontes de recursos. E, de fato, é isso o que ocorre com diversas</p><p>receitas!</p><p>Gabarito: CERTO</p><p>���. (Cespe – MPU – 2010) Considerando que o processo orçamentário deve</p><p>obedecer a um conjunto de princípios consagrados na doutrina</p><p>especializada, julgue os itens seguintes.</p><p>247 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>O princípio orçamentário da especi�cação ou especialização não está explicitado no</p><p>texto da CF.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Pessoal, de fato o princípio da especi�cação, que estabelece a vedação de dotações</p><p>globais, consta na Lei nº 4.320/1964, art. 5º, não estando, portanto, na Constituição</p><p>Federal de 1988. Assim, a questão está certa.</p><p>No entanto, destaque-se o fato de que alguns doutrinadores entendem que a vedação</p><p>constitucional a créditos ilimitados (art. 167, VII) também integra o escopo do princípio</p><p>da especi�cação.</p><p>Gabarito: CERTO</p><p>���. (FGV – Detran/RN – 2010) As receitas obtidas com cauções, �anças e</p><p>consignações são:</p><p>A) Receitas de capital.</p><p>B) Receitas</p><p>o orçamento de investimentos das</p><p>estatais, que são os recursos destinados pelo poder público para aporte nas empresas</p><p>visando o aumento de participação acionária. No entanto, a exceção traz o orçamento</p><p>operacional das estatais independentes, ou seja, todas as demais receitas e despesas</p><p>das estatais independentes que não as destinadas a aumento de participação acionária.</p><p>Vamos ver como isso foi cobrado em prova:</p><p>Questão para �xar</p><p>10 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>(Cespe – FUB – 2016) O princípio orçamentário que estabelece que a lei orçamentária</p><p>deve conter todas as despesas e todas as receitas do Estado é o princípio da</p><p>universalidade.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Exatamente!  Isso é justamente o que diz o princípio da universalidade na Lei nº</p><p>4.320/1964. Vejamos:</p><p>Art. 3º A Lei de Orçamentos compreenderá todas as receitas, inclusive as de operações</p><p>de crédito autorizadas em lei.</p><p>Art. 4º A Lei de Orçamento compreenderá todas as despesas próprias dos órgãos do</p><p>Governo e da administração centralizada, ou que, por intermédio deles se devam</p><p>realizar, observado o disposto no artigo 2°.</p><p>Gabarito: CERTO</p><p>Princípio do orçamento bruto</p><p>Para que os registros sejam �dedignos, é necessário que todas as transações sejam</p><p>registradas e não haja “encontro de contas”, descontos e/ou compensações de despesas</p><p>com receitas de forma a apenas informar o valor líquido das operações.</p><p>Nesse sentido, o princípio do orçamento bruto estabelece que  todas as parcelas de</p><p>receitas e despesas contidas no orçamento anual devem ser descritas pelos seus</p><p>valores brutos, ou seja, são vedadas quaisquer deduções.</p><p>Esse princípio também objetiva que o Congresso Nacional, representante do povo e</p><p>responsável pela aprovação da LOA, tome conhecimento correto dos valores do</p><p>orçamento anual, propiciando um controle e�caz das �nanças públicas.</p><p>Esse princípio está normatizado na Lei nº 4.320/1964, art. 6º:</p><p>Lei nº 4.320/1964:</p><p>11 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Art. 6º Todas as receitas e despesas constarão da Lei de Orçamento pelos seus totais,</p><p>vedadas quaisquer deduções.</p><p>§ 1º As cotas de receitas que uma entidade pública deva transferir a outra incluir-se-ão,</p><p>como despesa, no orçamento da entidade obrigada a transferência e, como receita, no</p><p>orçamento da que as deva receber.</p><p>Vamos ver como isso foi exigido em prova:</p><p>Questão para �xar</p><p>(Cespe – Polícia Federal – 2014) Na contabilização do total de receitas, deduzir o valor a</p><p>ser inscrito na dívida ativa tributária da União descumpre o princípio orçamentário da</p><p>programação.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Pessoal, essa questão está  errada, por ser essa uma aplicação do princípio</p><p>do orçamento bruto e não da programação.</p><p>Vamos rever a de�nição na Lei nº 4.320/1964:</p><p>Art. 6º. Todas as receitas e despesas constarão da Lei de Orçamento pelos seus totais,</p><p>vedadas quaisquer deduções.</p><p>Gabarito: ERRADA</p><p>Princípio da exclusividade</p><p>O princípio da  exclusividade estabelece que a lei orçamentária anual não tratará de</p><p>matéria diversa ao orçamento.</p><p>12 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Pode parecer estranho que algo tão óbvio precise ser normatizado, mas antigamente</p><p>era comum que diversas matérias estranhas ao orçamento fossem incluídas no projeto</p><p>de lei orçamentária na esperança de que fossem aprovadas rapidamente "pegando</p><p>carona” no trâmite diferenciado que a lei orçamentária possui. Eram as chamadas</p><p>caudas orçamentárias ou orçamentos “rabilongos” (Feijó et al., 2013).</p><p>Esse princípio está normatizado na CF/1988, em seu art. 165, §8º: vamos ver:</p><p>CF/1988, art. 165:</p><p>§ 8º A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à</p><p>�xação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de</p><p>créditos suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por</p><p>antecipação de receita, nos termos da lei.</p><p>Entretanto, há exceções trazidas no próprio texto do artigo acima. Vamos detalhá-las:</p><p>Autorização para abertura de créditos suplementares: créditos suplementares</p><p>consistem em uma autorização de gastos que  reforça outra autorização/dotação já</p><p>existente. Uma vez que são muito comuns, é natural que a lei orçamentária anual</p><p>contenha uma “pré-autorização” de reforço, limitada a um determinado percentual, é</p><p>claro.</p><p>Observação: por ser um assunto correlato a orçamento público, você pode estar</p><p>estranhando que essa autorização suplementar seja uma exceção ao princípio da</p><p>exclusividade. Mas o ponto relevante aqui é que créditos suplementares os quais serão</p><p>vistos adiante neste curso novamente, não versam sobre �xação de despesas e</p><p>estimativa de receitas e por isso são matéria estranha ao orçamento.</p><p>Contratação de operação de crédito, ainda que por antecipação de receita: para</p><p>facilitar o entendimento, vamos considerar que operações de crédito, inclusive aquelas</p><p>por antecipação de receita, sejam empréstimos realizados pelo poder público.</p><p>Esse princípio costuma “chover” em prova. Vamos ver como ele costuma cair?</p><p>Questão para �xar</p><p>13 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>(Cespe – CGE/PI – 2015 - adaptada)  Em relação à Lei Orçamentária Anual (LOA) da</p><p>União, julgue os itens a seguir.</p><p>A LOA não deverá conter dispositivo estranho à previsão da receita e à �xação da</p><p>despesa, nem autorização para a contratação de operação de crédito por antecipação</p><p>de receita orçamentária (ARO).</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Gente, essa questão exigiu conhecimento acerca da  exceção ao princípio</p><p>da exclusividade. No entanto, ela está errada justamente porque contraria o texto da</p><p>exceção. Na verdade, a LOA abrange eventuais contratações de operação de crédito por</p><p>antecipação de receita orçamentária (ARO). Vamos rever o dispositivo constitucional</p><p>que nos traz o princípio da exclusividade.</p><p>CF/1988, art. 165, § 8º: A lei orçamentária anual  não conterá dispositivo estranho à</p><p>previsão da receita e à �xação da despesa, não se incluindo na proibição a</p><p>autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de</p><p>crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei.</p><p>Gabarito: ERRADO</p><p>Princípio da especi�cação, especialização</p><p>ou discriminação</p><p>Imagine um orçamento com o seguinte detalhamento de despesa: despesa X. Ora, não</p><p>faz sentido! É preciso conhecer com o que se pretende gastar. A�nal, essa é uma das</p><p>ideias de se elaborar um orçamento.</p><p>Visando impedir situações desse tipo, o princípio da especi�cação veda a inclusão no</p><p>orçamento anual de créditos com  valores globais, ou seja, genéricos/sem</p><p>detalhamento.</p><p>A ideia por trás esse princípio é que o gasto público não pode estar sujeito à tamanha</p><p>discricionariedade por parte do gestor público. Ao contrário, é necessário que se</p><p>14 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>conheçam as intenções do gestor ao �xar os gastos no orçamento anual, facilitando o</p><p>controle social e do Congresso Nacional sobre as �nanças públicas.</p><p>O princípio da especi�cação encontra-se normatizado tanto na Lei nº 4.320/1964,</p><p>quanto na CF/1988. Vejamos:</p><p>Lei nº 4.320/1964:</p><p>Art. 5º A  Lei de Orçamento não consignará dotações globais destinadas a atender</p><p>indiferentemente a despesas de pessoal, material, serviços de terceiros, transferências</p><p>ou quaisquer outras, ressalvado o disposto no artigo 20 e seu parágrafo único.</p><p>Art. 15. Na Lei de Orçamento a  discriminação da despesa far-se-á no mínimo por</p><p>elementos.</p><p>§ 1º Entende-se por elementos o desdobramento da despesa com pessoal, material,</p><p>serviços, obras e outros meios de que se serve a administração pública para consecução</p><p>dos seus �ns.</p><p>Observação: atualmente, a LOA</p><p>correntes.</p><p>C) Receitas extraorçamentárias.</p><p>D) Receitas orçamentárias.</p><p>E) Receitas tributárias.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Para responder essa questão, basta lembrar dos exemplos de ingressos</p><p>extraorçamentários:</p><p>248 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Gabarito: LETRA C</p><p>���. (Cespe – TRE-MA – 2009) O código de natureza de receita busca classi�car a</p><p>receita identi�cando a origem do recurso segundo seu fato gerador, sendo</p><p>desmembrado em níveis. A subdivisão das categorias econômicas é</p><p>representa pela</p><p>A) fonte.</p><p>B) espécie.</p><p>C) subfonte.</p><p>D) rubrica.</p><p>E) origem.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>249 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Vamos ao nosso resumo sobre codi�cação da classi�cação de natureza da receita:</p><p>Assim, vemos que o detalhamento da categoria econômica é a origem.</p><p>Pessoal, essa questão é anterior à mudança da codi�cação da classi�cação por natureza</p><p>da receita. No entanto, os primeiros três níveis da codi�cação permaneceram</p><p>inalterados.</p><p>Gabarito: LETRA E</p><p>���. (Cespe – MTE – 2008) A estimativa de arrecadação pode ser efetuada para o</p><p>conjunto das receitas, desde que utilizados os mesmos parâmetros para</p><p>cada tipo de receita. Mesmo para as despesas �nanceiras por fontes</p><p>especí�cas, a eventual insu�ciência de recursos de determinada fonte pode</p><p>ser suprida ou compensada mediante transferência de recursos de uma</p><p>fonte para outra.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>O que a questão propõe contraria o princípio da proibição do estorno. Vejamos:</p><p>CF/1988, Art. 167. São vedados:</p><p>VI - a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria</p><p>de programação para outra ou de um órgão para outro, sem prévia autorização</p><p>1º nível</p><p>Categoria</p><p>econômic</p><p>a</p><p>2º ní</p><p>vel</p><p>Orig</p><p>em</p><p>3º ní</p><p>vel</p><p>Espé</p><p>cie</p><p>4º nível</p><p>Desdobramentos para iden</p><p>ti�cação de peculiaridades</p><p>da receita</p><p>5º nív</p><p>el Tip</p><p>o</p><p>1º dígito</p><p>C</p><p>2º dí</p><p>gito</p><p>O</p><p>3º dí</p><p>gito</p><p>E</p><p>4º, 5º, 6º e 7º dígitos</p><p>D.DD.D</p><p>8º díg</p><p>ito</p><p>T</p><p>250 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>legislativa;</p><p>Gabarito: ERRADO</p><p>251 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>RESUMO DIRECIONADO</p><p>Resumo de princípios</p><p>Princípio Conceito</p><p>legalidade</p><p>O orçamento anual é uma lei, a Lei Orçamentária Anual – LOA.</p><p>O mesmo ocorre com LDO e PPA.</p><p>anualidade Exercício �nanceiro coincide com ano civil.</p><p>unidade/to</p><p>talidade</p><p>Orçamento deve ser UNO dentro de cada ente federativo. Apesa</p><p>r disso, compreende os orçamentos �scais, da seguridade social</p><p>e investimentos.</p><p>universalid</p><p>ade</p><p>Orçamento deve conter todas as receitas e todas as despesas d</p><p>o exercício �nanceiro.</p><p>orçamento</p><p>bruto</p><p>Todas as parcelas de receitas e despesas contidas no orçamento</p><p>anual devem ser descritas pelos seus valores brutos, vedadas qu</p><p>aisquer deduções.</p><p>exclusivida</p><p>de</p><p>Orçamento deve tratar apenas de previsão de receita e �xação d</p><p>e despesa. Exceção: autorização para abertura de crédito suple</p><p>mentar e para contratação de operação de crédito (inclusive por</p><p>ARO).</p><p>252 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Receitas para o MCASP</p><p>especi�caç</p><p>ão</p><p>Veda dotações globais. Exceções: reserva de contingência e pro</p><p>gramas especiais de trabalho.</p><p>não afetaç</p><p>ão</p><p>Veda vinculação de receitas de impostos. Possui diversas exceç</p><p>ões constitucionais.</p><p>equilíbrio</p><p>Orçamento anual deve ter, no momento de sua aprovação, equil</p><p>íbrio entre suas receitas e despesas.</p><p>unidade d</p><p>e caixa</p><p>Recolhimentos de todas as receitas da União devem ser feitos n</p><p>a Conta Única do Tesouro Nacional. Exceções: recursos da previd</p><p>ência.</p><p>proibição d</p><p>e estorno</p><p>São vedados remanejamentos, transposições e transferências d</p><p>e recursos entre programas e/ou órgãos sem prévia autorização</p><p>legislativa.</p><p>publicidad</p><p>e</p><p>Para que o orçamento anual possua validade, a lei que o aprova,</p><p>a LOA, deve ser publicada.</p><p>clareza</p><p>O orçamento anual deve ser claro e apresentado em linguagem</p><p>que qualquer pessoa possa entender.</p><p>planejame</p><p>nto e da pr</p><p>ogramaçã</p><p>o</p><p>Obriga a elaboração do Plano Plurianual (PPA), bem como obrig</p><p>a que eventuais planos tenham compatibilidade com ele E esta</p><p>belece o programa de trabalho como elemento central do orça</p><p>mento-programa.</p><p>253 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Receitas orçamentárias vs Ingressos Extraorçamentários</p><p>Classi�cação das receitas orçamentárias</p><p>Efetivas vs Não Efetivas</p><p>Receitas Originárias vs Derivadas</p><p>254 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Classi�cação por natureza de receita</p><p>1º nível</p><p>Categori</p><p>a econô</p><p>mica</p><p>2º nív</p><p>el</p><p>Orige</p><p>m</p><p>3º nív</p><p>el</p><p>Espé</p><p>cie</p><p>4º nível</p><p>Desdobramentos para ide</p><p>nti�-cação de peculiarida</p><p>des da receita</p><p>5º nív</p><p>el Tip</p><p>o</p><p>1º dígito</p><p>C</p><p>2º díg</p><p>ito O</p><p>3º díg</p><p>ito E</p><p>4º, 5º, 6º e 7º dígitos</p><p>D.DD.D</p><p>8º díg</p><p>ito</p><p>T</p><p>Origem</p><p>1 Receitas Correntes</p><p>7 Receitas Intraorçamentárias Corren</p><p>tes</p><p>2 Receitas de capital</p><p>7 Receitas Intraorçamentárias de</p><p>Capital</p><p>1 Impostos, Taxas e Contribuições de m</p><p>elhoria</p><p>1 Operações de Crédito</p><p>2 Contribuições 2 Alienação de Bens</p><p>3 Receita Patrimonial 3 Amortização de Empréstimos</p><p>4 Receita Agropecuária 4 Transferências de Capital</p><p>255 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Receitas correntes: TributaConPAIS TransOu</p><p>Tributárias;</p><p>Contribuições;</p><p>Patrimoniais;</p><p>Agropecuária;</p><p>Industriais;</p><p>Serviços;</p><p>Transferências Correntes;</p><p>Outras Receitas Correntes;</p><p>Receitas de capital: OperaAliAmor TransOu</p><p>5 Receita Industrial 9 Outras Receitas de Capital</p><p>6 Receita de Serviços</p><p>7 Transferências Correntes</p><p>9 Outras Receitas Correntes</p><p>256 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Operações de Crédito;</p><p>Alienação de Bens;</p><p>Amortização de Empréstimos;</p><p>Transferências de capital;</p><p>Outras receitas de capital.</p><p>Tipo</p><p>0</p><p>Natureza agregadora – quando se tratar de natureza de receita nã</p><p>o valorizável ou agregadora)</p><p>1</p><p>Receita principal – quando se tratar da arrecadação principal da re</p><p>ceita)</p><p>2 Multas e juros da receita principal</p><p>3 Dívida Ativa da receita principal</p><p>4 Multas e juros de mora da dívida ativa da receita principal</p><p>257 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Exemplo 1: 1.1.1.4.01.1.1 - Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI - fumo –</p><p>principal.</p><p>Exemplo 2: 2.2.2.0.00.1.2 - Alienação de Bens Imóveis – multa e juros.</p><p>258 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Classi�cador por indicador de resultado primário</p><p>Classi�cador por fonte/destinação de recursos</p><p>Segundo o MCASP, denomina-se FR a cada agrupamento de receitas que</p><p>possui as mesmas normas de aplicação. A fonte, nesse contexto, é instrumento</p><p>de gestão da receita e da despesa ao mesmo tempo, pois tem como objetivo</p><p>assegurar que determinadas  receitas sejam direcionadas para �nanciar</p><p>atividades (despesas) governamentais em conformidade com as leis que</p><p>regem o tema.</p><p>259 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Destinação vinculada: é o processo de vinculação entre a origem e a aplicação</p><p>de recursos, em atendimento às  �nalidades especí�cas estabelecidas pela</p><p>norma. Exemplos:</p><p>recursos para o Fundeb, royalties de petróleo destinados à</p><p>educação, operações de crédito vinculadas à saúde.</p><p>Destinação ordinária:  é o processo de  alocação livre entre a origem e a</p><p>aplicação de recursos, para atender a quaisquer �nalidades.</p><p>A estrutura de codi�cação da fonte de recursos, de utilização obrigatória para</p><p>os entes da Federação a partir de 2023, está de�nida em portaria conjunta da</p><p>STN e SOF. Essa estrutura está de�nida com 3 DÍGITOS, que correspondem à</p><p>especi�cação da fonte de recursos, com a denominação da origem ou</p><p>destinação de recursos.</p><p>As fontes ou destinações de recursos a serem utilizadas pela  União são</p><p>de�nidas por meio de Portaria especí�ca publicada pela Secretaria de</p><p>Orçamento Federal, no intervalo de  000 a  499. Já as</p><p>de  Estados,  Distrito Federal e  Municípios são de�nidas por meio de Portaria</p><p>especí�ca publicada pela Secretaria do Tesouro Nacional, no intervalo</p><p>de 500 a 999.</p><p>Ressalta-se que antes da codi�cação da FR (os 3 dígitos mencionados acima),</p><p>deve ser indicado se os recursos disponíveis foram arrecadados no exercício</p><p>atual ou em exercícios anteriores.</p><p>Estágios da receita</p><p>Planejamento Previsão</p><p>Execução</p><p>Lançamento</p><p>Arrecadação</p><p>Recolhimento</p><p>260 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Previsão</p><p>Lançamento</p><p>Recolhimento</p><p>Arrecadação</p><p>261 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Regime de contabilização</p><p>Fonte: MCASP, 9ª ed., pg. 114.</p><p>No âmbito da atividade tributária, pode-se utilizar o momento do lançamento como</p><p>referência para o reconhecimento do fato gerador que afeta o patrimônio, pois é por</p><p>esse procedimento que:</p><p>Contas de Natureza de Informaçã</p><p>o Orçamentária</p><p>Contas de Natureza de Informação Pa</p><p>trimonial</p><p>Even</p><p>to</p><p>Crité</p><p>rio</p><p>Base nor</p><p>mativa</p><p>Eve</p><p>nto</p><p>Crit</p><p>ério</p><p>Base normativa</p><p>NBC TSP – Estru</p><p>tura Conceitual</p><p>262 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>a. Veri�ca-se a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente;</p><p>b. Determina-se a matéria tributável;</p><p>c. Calcula-se o montante do tributo devido; e</p><p>d. Identi�ca-se o sujeito passivo.</p><p>Ocorrido o fato gerador, pode-se proceder ao registro contábil do direito a receber em</p><p>contrapartida de variação patrimonial aumentativa, o que representa o registro da</p><p>variação patrimonial aumentativa por  competência.</p><p>Restituições de tributos recebidos a maior ou</p><p>indevidamente</p><p>Renúncia de receita</p><p>263 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>264 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Lista de questões</p><p>�. (CESPE – TCE/RJ – 2021) Quando representam disponibilidades de recursos</p><p>�nanceiros para o erário, os ingressos de recursos �nanceiros nos cofres do</p><p>Estado são registrados como receitas orçamentárias.</p><p>�. (CESPE – TCE/RJ – 2021) Serão classi�cadas como receita orçamentária, sob</p><p>as rubricas próprias, todas as receitas arrecadadas, incluindo-se as</p><p>provenientes de operações de crédito por antecipação da receita.</p><p>�. (CESPE – TCE/RJ – 2021) Receita orçamentária efetiva, quanto ao impacto na</p><p>situação patrimonial líquida, é aquela em que os ingressos de</p><p>disponibilidade de recursos não foram precedidos de registro de</p><p>reconhecimento e não constituem obrigações correspondentes.</p><p>�. (FGV – TCE/PI – 2021) Considere os dados do quadro a seguir, com</p><p>informações apresentadas em milhares de reais, relativas à execução da</p><p>receita orçamentária de um ente federativo no terceiro bimestre de um</p><p>dado exercício.</p><p>Descrição Valor (milhares de R$)</p><p>Alienação de bens 14.000,00</p><p>Aplicações �nanceiras 4.750,00</p><p>Contribuições 26.250,00</p><p>265 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Doações 7.000,00</p><p>Operação de crédito interna 50.000,00</p><p>Receita de aluguéis 9.000,00</p><p>Royalties 16.250,00</p><p>Serviços prestados 20.250,00</p><p>Tributos 97.500,00</p><p>Venda de títulos públicos 30.000,00</p><p>O montante de receitas arrecadadas com impacto �nanceiro, mas sem re�exos no</p><p>patrimônio, representa, em milhares de reais:</p><p>A) 117.250,00;</p><p>B) 115.000,00;</p><p>C) 110.250,00;</p><p>D) 96.250,00;</p><p>E) 94.000,00.</p><p>�. (Cespe – Codevasf – 2021)</p><p>266 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Considerando o quadro hipotético apresentado, julgue o item que se segue.</p><p>O valor das receitas correntes é de R$ 17.000.000.</p><p>�. (Cespe – Codevasf – 2021) Quadro das receitas e despesas CODEVASF 20XX</p><p>267 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Considerando o quadro hipotético apresentado, julgue o item que se segue.</p><p>O valor das receitas correntes é de R$ 17.000.000.</p><p>�. (Cespe – TC/DF – 2021) O ingresso de recursos referentes à concessão de um</p><p>serviço público deve ser classi�cado como uma receita corrente de serviços.</p><p>�. (Cespe – TCE/RJ – 2021) A classi�cação da receita orçamentária por fonte</p><p>tem como �nalidade identi�car se os recursos são provenientes de tributos,</p><p>da exploração do patrimônio estatal ou da exploração de atividades</p><p>econômicas.</p><p>268 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>�. (IBGP – Prefeitura de Dores do Indaiá – MG - 2021) Assinale a alternativa</p><p>que  NÃO  corresponde a uma receita extraorçamentária do município de</p><p>Dores do Indaiá/MG:</p><p>A) Consignações de parcelas de empréstimos consignados efetuadas na folha de</p><p>pagamento.</p><p>B) Depósitos para garantia de contratos.</p><p>C) Operação de crédito por antecipação de receita.</p><p>D) Imposto de Renda retido na fonte de seus servidores.</p><p>��. (Cespe – TCE/RJ – 2021) Com referência aos procedimentos estabelecidos</p><p>pelo  Manual de Contabilidade do Setor Público, bem como aos papéis da</p><p>Secretaria do Tesouro Nacional no âmbito do Sistema de Contabilidade</p><p>Federal, julgue o item subsequente.</p><p>Um ingresso de recursos �nanceiros é considerado receita, ainda que seu impacto</p><p>sobre a situação líquida patrimonial seja nulo.</p><p>��. (Cespe – TJ/PA – 2020) As receitas obtidas com cauções, �anças e</p><p>consignações são:</p><p>A) Receitas de capital.</p><p>B) Receitas correntes.</p><p>C) Receitas extraorçamentárias.</p><p>D) Receitas orçamentárias.</p><p>269 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>E) Receitas tributárias.</p><p>��. (Cespe – MPE/CE – 2020) Determinado estado da Federação tem, a receber,</p><p>o valor de um aluguel devido ao tesouro estadual, vencido e não pago no</p><p>prazo legal.</p><p>A partir dessa situação hipotética, julgue o item seguinte.</p><p>O valor dessa dívida deverá ser inscrito na dívida ativa estadual.</p><p>��. (Cespe – MPE/CE – 2020) Determinado estado da Federação tem, a receber,</p><p>o valor de um aluguel devido ao tesouro estadual, vencido e não pago no</p><p>prazo legal.</p><p>A partir dessa situação hipotética, julgue o item seguinte.</p><p>O valor dessa dívida deverá ser contabilizado como receita de aluguéis.</p><p>��. (Cespe – MPE/CE – 2020) São critérios para a classi�cação da receita</p><p>orçamentária a sua natureza e a fonte/destinação dos recursos.</p><p>��. (Cespe – MPE/CE – 2020) A seguinte tabela representa um demonstrativo</p><p>�nanceiro hipotético.</p><p>receita patrimonial                            R$ 1.000</p><p>receita de serviços                                R$ 1.500</p><p>270 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>receita industrial</p><p>R$ 1.500</p><p>operação de crédito                             R$ 3.000</p><p>impostos                                                  R$     500</p><p>taxas                                                         R$     500</p><p>contribuições previdenciárias            R$    100</p><p>alienação de bens                               R$ 2.000</p><p>amortização                                          R$ 4.000</p><p>Considerando esse demonstrativo �nanceiro, julgue o item a seguir.</p><p>O valor correto do total das receitas correntes é R$ 5.100.</p><p>��. (Cespe – MPE/CE – 2020) A seguinte tabela representa um demonstrativo</p><p>�nanceiro hipotético.</p><p>receita patrimonial                            R$ 1.000</p><p>receita de serviços                             R$ 1.500</p><p>receita industrial                                  R$ 1.500</p><p>operação de crédito                           R$ 3.000</p><p>impostos                                                 R$     500</p><p>taxas                                                        R$     500</p><p>271 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>contribuições previdenciárias          R$    100</p><p>alienação de bens                               R$ 2.000</p><p>amortização                                          R$ 4.000</p><p>Considerando esse demonstrativo �nanceiro, julgue o item a seguir.</p><p>O valor da receita de capital é R$ 9.000.</p><p>��. (Cespe – SEFAZ/AL – 2020) Com relação às etapas das receitas públicas e das</p><p>despesas públicas, bem como a seus estágios e suas categorias, julgue o</p><p>item a seguir.</p><p>Em alguns casos, a cronologia das etapas da receita orçamentária — previsão,</p><p>lançamento, arrecadação e recolhimento — não precisa necessariamente ser</p><p>observada, uma vez que nem todas as etapas ocorrem para todos os tipos de receitas</p><p>orçamentárias.</p><p>��. (FCC – AL/AP – 2020) A receita orçamentária obtida por uma entidade</p><p>pública estadual decorrente das inscrições dos candidatos em um concurso</p><p>público deve ser classi�cada quanto à origem e à espécie, respectivamente,</p><p>como</p><p>A) Contribuições; Contribuições Econômicas.</p><p>B) Receita Corrente; Receita de Serviços.</p><p>C) Serviços Administrativos e Comerciais Gerais; Inscrição em Concursos e Processos</p><p>Seletivos.</p><p>D) Contribuições; Inscrição em Concursos e Processos Seletivos.</p><p>272 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>E) Receita de Serviços; Serviços Administrativos e Comerciais Gerais.</p><p>��. (CESPE – MPC/PA – 2019)  A tabela a seguir mostra a movimentação</p><p>hipotética da  União, em R $ milhões, sem exercício de 20X9;  o mobiliário</p><p>pago no  O exercício foi adquirido e entregue em 20X8.  Foi liquidado</p><p>o  equivalente a 80% da despesa empenhada e paga 50% da despesa  de</p><p>capital.</p><p>273 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>274 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Ainda com referência ao texto 2A6-II, a receita de capital, em milhões de reais, foi,</p><p>segundo o aspecto orçamentário, de</p><p>A) 4.200.</p><p>B) 6.300.</p><p>C) 9.700.</p><p>D) 13.000.</p><p>E) 15.100.</p><p>��. (VUNESP – Prefeitura de Campinas - SP – 2019) Do ponto de vista da</p><p>contabilidade pública, de acordo com as Novas Normas da Contabilidade</p><p>Pública, reconhece-se a existência de uma diferença no tratamento de</p><p>receitas e despesas dos pontos de vista orçamentário e patrimonial. Nesse</p><p>sentido, o lançamento de uma receita de IPTU por determinada prefeitura</p><p>seria, na data:</p><p>A) uma receita no Sistema Orçamentário e um recebimento no sistema de Fluxo de</p><p>Caixa.</p><p>B) uma receita no Sistema Patrimonial e não seria receita no Sistema Orçamentário.</p><p>C) reconhecida como receita tanto no Sistema Patrimonial quanto no Sistema</p><p>Financeiro.</p><p>D) uma despesa no Sistema Orçamentário e um pagamento no Sistema Financeiro.</p><p>E) um recebimento no Sistema de Caixa e não seria receita no Sistema Patrimonial.</p><p>��. (CESPE – SLU/DF – 2019) Impostos e contribuições são espécies tributárias</p><p>de receitas cuja �nalidade é obter recursos �nanceiros para o Estado</p><p>275 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>custear as atividades que lhe são correlatas. A respeito do tratamento</p><p>contábil aplicável aos impostos e contribuições, julgue o item subsecutivo.</p><p>O momento do fato gerador do imposto pode ser utilizado para o reconhecimento da</p><p>receita orçamentária, independentemente do recebimento desses valores.</p><p>��. (VUNESP – Câmara de Tatuí – 2019) Na contabilidade pública, o regime</p><p>orçamentário reconhece a despesa no exercício �nanceiro da emissão do</p><p>empenho, e a receita orçamentária.</p><p>A) no lançamento do crédito suplementar.</p><p>B) na oportunidade da previsão constante no projeto de Lei.</p><p>C) no momento da redução da dotação orçamentária.</p><p>D) no instante do recolhimento dos valores à conta especí�ca.</p><p>E) no momento da arrecadação dos recursos devidos ao Tesouro.</p><p>��. (QUADRIX – CRO/GO – 2019) Considerando o  Manual de Contabilidade</p><p>Aplicada ao Setor Público, 8.ª edição, julgue o item, relativo às receitas</p><p>públicas.</p><p>Ingressos extraorçamentários são recursos �nanceiros de caráter</p><p>temporário, dos quais o Estado é mero agente depositário, na forma dos</p><p>créditos previstos na lei orçamentária anual.</p><p>��. (CESPE – CGE/CE – 2019) Um estado da Federação realizou procedimento</p><p>licitatório para pactuar contrato de concessão de rodovia estadual.</p><p>Na classi�cação dos recursos provenientes desse contrato o gestor contábil deverá</p><p>276 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>lançar o valor desse ingresso como receita.</p><p>��. (QUADRIX – CRO/GO – 2019) Considerando o  Manual de Contabilidade</p><p>Aplicada ao Setor Público, 8.ª edição, julgue o item, relativo às receitas públicas.</p><p>A alienação de bens móveis constitui receita orçamentária corrente e a alienação de</p><p>bens imóveis é receita orçamentária de capital.</p><p>��. (QUADRIX – CRO/GO – 2019) Considerando o  Manual de Contabilidade</p><p>Aplicada ao Setor Público, 8.ª edição, julgue o item, relativo às receitas</p><p>públicas.</p><p>Em que pese o art. 35 da Lei n.º 4.320/1964 determinar o registro da receita</p><p>orçamentária no momento da sua arrecadação, o lançamento em contas de natureza</p><p>patrimonial deve atender ao regime de competência, ou seja, ser realizado no</p><p>momento da ocorrência do fato gerador.</p><p>��. (CESPE – SLU/DF – 2019) A respeito de receitas e despesas públicas, julgue o</p><p>item seguinte.</p><p>As receitas, sob o enfoque da classi�cação econômica, são divididas em receitas</p><p>correntes e receitas de capital.</p><p>��. (QUADRIX – CRO/GO – 2019) Considerando o  Manual de Contabilidade</p><p>Aplicada ao Setor Público, 8.ª edição, julgue o item, relativo às receitas</p><p>públicas.</p><p>As transferências voluntárias, tratadas no art. 25 da Lei Complementar n.º 101/2000 (LRF),</p><p>devem ter seu reconhecimento orçamentário apenas no momento da efetiva</p><p>transferência �nanceira.</p><p>277 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>��. (FGV – TJ/CE – 2019) As receitas orçamentárias são codi�cadas para</p><p>possibilitar melhor controle e gestão dos recursos arrecadados pelos entes</p><p>públicos. De acordo com o Manual de Contabilidade aplicada ao Setor</p><p>Público, na classi�cação da receita por natureza, o último dígito</p><p>corresponde ao tipo, que tem a �nalidade de identi�car o tipo de</p><p>arrecadação a que se refere aquela natureza, conforme quadro a seguir.</p><p>Nesse caso, o dígito correspondente ao tipo indica que se trata do valor referente a:</p><p>A) receita principal;</p><p>B) dívida ativa da receita principal;</p><p>C) multa e juros da receita principal;</p><p>D) multa e juros da dívida ativa da receita principal;</p><p>E) montante da receita</p><p>principal acrescido de multa e juros da respectiva receita.</p><p>��. (CESPE – MPC/PA – 2019)   A tabela a seguir mostra a movimentação</p><p>hipotética da União, em R $ milhões, sem exercício de 20X9; o mobiliário</p><p>pago no O exercício foi adquirido e entregue em 20X8. Foi liquidado o</p><p>1 1 1 3.01.1 1</p><p>Categoria</p><p>Econômic</p><p>a</p><p>Orig</p><p>em</p><p>Espé</p><p>cie</p><p>Desdobramentos para identi�</p><p>cação de peculiaridades da re</p><p>ceita</p><p>Ti</p><p>po</p><p>Receita Co</p><p>rrente</p><p>Tribu</p><p>tária</p><p>Impo</p><p>stos</p><p>Impostos sobre a Renda de P</p><p>essoa Física - IRPF</p><p>278 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>equivalente a 80% da despesa empenhada e paga 50% da despesa de</p><p>capital.</p><p>279 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>280 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Tendo como referência o texto 2A6-II, de acordo com as normas vigentes, o montante</p><p>de receita extraorçamentária, em milhões de reais, foi de</p><p>A) 1.800.</p><p>B) 3.900.</p><p>C) 9.000.</p><p>D) 11.800.</p><p>E) 17.900.</p><p>��. (CESPE – TJ/AM – 2019)   Os eventos mostrados na tabela a seguir, em que os</p><p>valores são expressos em R$ mil, ocorreram em determinado estado da</p><p>Federação, no exercício de 20X9. Nesse sentido, considere que as siglas</p><p>IPVA e ICMS referem-se, respectivamente a imposto sobre a propriedade de</p><p>veículos automotores e imposto sobre circulação de mercadorias e serviços.</p><p>281 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Com relação às informações apresentadas, julgue o seguinte item.</p><p>O montante da receita extraorçamentária foi superior a R$ 1.000.000.</p><p>282 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>��. (FCC – SEFAZ/BA – 2019) As seguintes informações sobre as receitas de um</p><p>determinado ente público estadual, referentes ao exercício �nanceiro de</p><p>2018, foram extraídas do seu sistema de contabilidade:</p><p>- Arrecadação de R$ 8.850.000,00 referente ao valor principal de Impostos.</p><p>- Arrecadação de R$ 800.000,00 referente à Exploração do Patrimônio Imobiliário do</p><p>Estado.</p><p>- Obtenção de R$ 650.000.000,00 referente às Operações de Crédito por Antecipação</p><p>de Receita Orçamentária.</p><p>- Obtenção de R$ 500.000.000,00 referente às Operações de Crédito - Mercado Interno.</p><p>- Arrecadação de R$ 130.000,00 referente à Delegação de Serviços Públicos Mediante</p><p>Concessão, Permissão, Autorização ou Licença.</p><p>- Arrecadação de R$ 100.000,00 referente às Indenizações, Restituições e</p><p>Ressarcimentos.</p><p>- Alienação de Bens Imóveis, à vista, por R$ 80.000,00, cujo resultado com a venda foi</p><p>igual a zero.</p><p>- Arrecadação de R$ 50.000,00 referente ao valor de multas e juros de mora de</p><p>Impostos.</p><p>- Arrecadação de R$ 20.000,00 referente a Serviços Administrativos e Comerciais Gerais.</p><p>Com base nessas informações tomadas em conjunto, o valor da receita de capital</p><p>arrecadada no exercício �nanceiro de 2018 pelo referido ente público estadual foi, em</p><p>reais,</p><p>A) 500.880.000,00.</p><p>B) 1.150.130.000,00.</p><p>C) 1.150.080.000,00.</p><p>D) 500.080.000,00.</p><p>283 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>E) 1.150.880.000,00.</p><p>��. (FCC – TJ/MA – 2019) De acordo com o Manual de Contabilidade Aplicado ao</p><p>Setor Público (MCASP), receitas</p><p>A) orçamentárias não efetivas são aquelas em que os ingressos de disponibilidades de</p><p>recursos foram precedidos de registro do reconhecimento de direito e constituem</p><p>obrigações correspondentes.</p><p>B) orçamentárias efetivas são aquelas em que os ingressos de disponibilidade de</p><p>recursos não foram precedidos de registro de reconhecimento de direito, tais como as</p><p>receitas com operações de crédito.</p><p>C) orçamentárias são recursos �nanceiros de caráter temporário, dos quais o Estado é</p><p>uma espécie de agente depositário e, por isso, integram a Lei Orçamentária Anual</p><p>(LOA).</p><p>D) extraorçamentárias são recursos �nanceiros que ingressam durante o exercício social</p><p>e que aumentam o saldo �nanceiro da instituição, a �m de viabilizar a execução das</p><p>políticas públicas.</p><p>E) orçamentárias correntes são arrecadadas dentro do exercício �nanceiro, aumentam</p><p>as disponibilidades �nanceiras do Estado e provocam, em geral, efeitos sobre o</p><p>patrimônio líquido por meio da constituição de dívidas.</p><p>��. (FCC – Câmara de Fortaleza – 2019) Com relação às Receitas, avalie as</p><p>informações da tabela abaixo.</p><p>Origens das Receitas Valores das receitas</p><p>Impostos, taxas e contribuições de melhoria $ 250 milhões</p><p>Operações de Crédito $ 50 milhões</p><p>284 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Alienação de Bens $ 100 milhões</p><p>Receita Patrimonial $ 18 milhões</p><p>Transferências de Capital $ 80 milhões</p><p>Receita Agropecuária $ 120 milhões</p><p>Receita Industrial $ 140 milhões</p><p>Amortização de Empréstimos $ 20 milhões</p><p>Com base no quadro acima, a alternativa que contém, respectivamente, os valores das</p><p>Receitas Correntes e das Receitas de Capital é:</p><p>A) $ 578 milhões e $ 200 milhões.</p><p>B) $ 528 milhões e $ 250 milhões.</p><p>C) $ 250 milhões e $ 528 milhões.</p><p>D) $ 510 milhões e $ 268 milhões.</p><p>E) $ 370 milhões e $ 408 milhões.</p><p>��. (QUADRIX – CRP 18ª Região MT – 2019) No que se refere aos aspectos</p><p>�nanceiros e contábeis da administração �nanceira e orçamentária, julgue</p><p>o item.</p><p>Se determinado ente arrecadar recursos que pertençam por lei a outro ente, a</p><p>transferência será registrada como dedução da receita orçamentária.</p><p>285 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>��. (VUNESP – Câmara de Piracicaba – 2019) As receitas públicas efetivas</p><p>representam um enriquecimento do patrimônio do Poder Público,</p><p>enquanto que as não efetivas correspondem a fatos permutativos, sem</p><p>re�exos no patrimônio líquido da entidade. São exemplos de receitas não</p><p>efetivas:</p><p>A) a tributária, agropecuária e de serviços.</p><p>B) a industrial, as contribuições e de serviços.</p><p>C) os depósitos em caução, �anças e as operações de crédito por antecipação de receita</p><p>orçamentária.</p><p>D) as operações de crédito autorizadas em lei, receita tributária e de serviços.</p><p>E) a patrimonial, a agropecuária, depósitos em caução e �anças.</p><p>��. (VUNESP – ESEF/SP - 2019) É(São) exemplo(s) de operações de crédito:</p><p>A) aquisição de softwares.</p><p>B) arrecadação de tributos.</p><p>C) arrendamento mercantil �nanceiro.</p><p>D) despesas de exercícios anteriores.</p><p>E) restos a pagar não processados.</p><p>��. (CESPE – TCE/RO - 2019) Recursos destinados a atender necessidades de</p><p>formação bruta de capital e aquisições líquidas de cessões de ativos não</p><p>�nanceiros são identi�cados no orçamento por meio das</p><p>286 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>A) receitas patrimoniais.</p><p>B) transferências intergovernamentais.</p><p>C) receitas de capital.</p><p>D) receitas industriais.</p><p>E) inversões �nanceiras.</p><p>��. (VUNESP – EBSERH - 2020) Das etapas da receita orçamentária, assinale</p><p>aquela que se refere à entrega dos recursos devidos ao Tesouro pelos</p><p>contribuintes ou devedores, por meio dos agentes arrecadadores ou</p><p>instituições �nanceiras autorizadas pelo ente.</p><p>A) Previsão.</p><p>B) Recolhimento.</p><p>C) Arrecadação.</p><p>D) Lançamento.</p><p>E) Liquidação.</p><p>��. (CESPE – TCE/RO - 2019) De acordo com o MCASP 8.ª edição, o registro</p><p>contábil em que há o reconhecimento de crédito tributário em favor da</p><p>fazenda pública, em contrapartida a uma variação patrimonial aumentativa,</p><p>deve ocorrer na etapa da receita orçamentária de.</p><p>A) Previsão.</p><p>287 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>B) arrecadação.</p><p>C) lançamento.</p><p>D) recolhimento.</p><p>E) execução.</p><p>��. (VUNESP – Câmara de Piracicaba – 2019) São oriundos da colocação de</p><p>títulos públicos ou da contratação de empréstimos e �nanciamentos</p><p>obtidos junto a entidades estatais ou privadas – nacionais ou internacionais,</p><p>as receitas:</p><p>A) de operação de crédito.</p><p>B) compulsórias.</p><p>C) ordinárias.</p><p>D) de serviços.</p><p>E) correntes.</p><p>��. (VUNESP – TJ/SP – 2019) Assinale a alternativa que apresenta um exemplo</p><p>de receita corrente.</p><p>A) Alienação de bens.</p><p>B) Resgate de títulos do tesouro.</p><p>C) Operações de crédito de longo prazo.</p><p>288 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>D) Integralização de capital social.</p><p>E) Multas administrativas e contratuais ativas.</p><p>��. (FCC – Prefeitura de Recife/PE – 2019) Um ente público municipal recebeu,</p><p>em 31/07/2018, um depósito caução no valor de R$ 68.000,00. Nesse ente</p><p>público municipal e, nessa data, para a contabilização de</p><p>A) um ingresso extraorçamentário foi debitada uma conta de ativo permanente.</p><p>B) uma variação patrimonial aumentativa independente da execução orçamentária foi</p><p>debitada uma conta de ativo �nanceiro.</p><p>C) um ingresso extraorçamentário foi creditada uma conta de passivo �nanceiro.</p><p>D) uma variação patrimonial aumentativa independente da execução orçamentária foi</p><p>creditada uma conta de resultado patrimonial.</p><p>E) um ingresso decorrente da execução orçamentária foi debitada uma conta de ativo</p><p>�nanceiro.</p><p>��. (FCC – Prefeitura de Recife/PE – 2019) Em setembro de 2018, um</p><p>determinado ente público arrecadou receitas no valor de R$ 89.500,00 com</p><p>“Remuneração de Depósitos Bancários”. Assim, de acordo com o Ementário</p><p>da Receita, a receita arrecadada em setembro de 2018 deve ser classi�cada</p><p>quanto à</p><p>A) espécie como Receita Patrimonial.</p><p>B) categoria econômica como Receita de Capital.</p><p>C) origem como Receita de Capital.</p><p>289 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>D) origem como Receita Corrente.</p><p>E) espécie como Valores Mobiliários.</p><p>��. (CESPE – TJ/AM - 2019) Os eventos mostrados na tabela a seguir, em que os</p><p>valores são expressos em R$ mil, ocorreram em determinado estado da</p><p>Federação, no exercício de 20X9. Nesse sentido, considere que as siglas IPVA e</p><p>ICMS referem-se, respectivamente a imposto sobre a propriedade de veículos</p><p>automotores e imposto sobre circulação de mercadorias e serviços.</p><p>290 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Com relação às informações apresentadas, julgue o seguinte item.</p><p>O montante da receita orçamentária corrente foi inferior a R$ 3.600.000.</p><p>291 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>��. (Consulplan – CFC – 2019.1) “Os Princípios Orçamentários visam estabelecer</p><p>diretrizes norteadoras básicas, a �m de conferir racionalidade, e�ciência e</p><p>transparência para os processos de elaboração, execução e controle do</p><p>orçamento público. Válidos para os Poderes Executivo, Legislativo e</p><p>Judiciário de todos os entes federativos – União, Estados, Distrito Federal e</p><p>Municípios – são estabelecidos e disciplinados por normas constitucionais,</p><p>infraconstitucionais e pela doutrina” (MCASP, 2019, p. 28). Considerando o</p><p>seguinte enunciado “[...] cabe ao Poder Público fazer ou deixar de fazer</p><p>somente aquilo que a lei expressamente autorizar, ou seja, subordina-se aos</p><p>ditames da Lei”. Para o cumprimento desse princípio, o Poder Executivo</p><p>deverá estabelecer o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os</p><p>orçamentos anuais. O enunciado refere-se ao Princípio</p><p>A) da Unidade.</p><p>B) da Legalidade.</p><p>C) da Exclusividade.</p><p>D) da Universalidade.</p><p>��. (FGV – Câmara de Salvador – BA) O Quadro I a seguir apresenta as receitas</p><p>tributárias realizadas do Estado Fênix, relativas ao exercício 20X1, extraídas</p><p>do Balanço Orçamentário do ente.</p><p>De acordo com o Quadro I, o valor da receita tributária orçamentária do Estado Fênix no</p><p>exercício 20X1 é de:</p><p>292 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>A) R$35.900.200,00;</p><p>B) R$35.389.450,00;</p><p>C) R$34.150.000,00;</p><p>D) R$27.400.000,00;</p><p>E) R$25.139.250,00.</p><p>��. (FCC – TRT-2ªRegião – 2018) Com relação às de�nições de receita pública,</p><p>numere a coluna II de acordo com sua correspondência com a coluna I.</p><p>Coluna I</p><p>1. Espécies da receita.</p><p>2. Origens da receita.</p><p>3. Receitas públicas derivadas.</p><p>4. Receitas públicas originárias.</p><p>Coluna II</p><p>( ) São aquelas arrecadadas por meio da exploração de atividades econômicas pela</p><p>Administração Pública.</p><p>( ) Decorrem de imposição constitucional ou legal.</p><p>( ) Vinculam-se à origem, permitindo quali�car com maior detalhe o fato gerador das</p><p>receitas.</p><p>( ) São o detalhamento das Categorias Econômicas.</p><p>293 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta da coluna da direita, de cima</p><p>para baixo.</p><p>a) 4 – 3 – 2 – 1.</p><p>b) 1 – 2 – 4 – 3.</p><p>c) 4 – 3 – 1 – 2.</p><p>d) 3 – 4 – 1 – 2.</p><p>e) 3 – 4 – 2 – 1.</p><p>��. (FCC – SEGEP/MA – 2018) Em uma autarquia, responsável pela gestão do</p><p>Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), as contribuições dos</p><p>servidores ativos para o RPPS são classi�cadas quanto à origem e à espécie</p><p>de receita orçamentária em conformidade com o Ementário da Natureza de</p><p>Receita, respectivamente, como</p><p>A) Receita Corrente e Contribuições.</p><p>B) Contribuições e Contribuições Sociais.</p><p>C) Receita Corrente e Contribuições Sociais.</p><p>D) Receita Tributária e Contribuições Sociais.</p><p>E) Contribuições e Contribuições Econômicas.</p><p>��. (CESPE – CGM de João Pessoa - PB – 2018) A respeito da receita</p><p>orçamentária, julgue o item a seguir.</p><p>294 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>A receita orçamentária será considerada efetiva caso os ingressos de disponibilidade de</p><p>recursos tenham sido precedidos de registro do reconhecimento do direito ou quando</p><p>constituam obrigações correspondentes.</p><p>��. (QUADRIX – CREF 13ª Região (BA-SE) – 2018) Julgue o item subsequente,</p><p>relativo à receita e à despesa públicas, a restos a pagar e a operações de crédito.</p><p>A restituição de tributos recebidos a maior ou indevidamente deve ser tratada como</p><p>despesa, pois requer autorização orçamentária para sua devolução.</p><p>��. (CESPE – IPHAN – 2018) A respeito dos mecanismos de execução e controle</p><p>orçamentários, julgue o item que segue.</p><p>Os recursos recebidos em caução por determinado tribunal no curso de processos</p><p>judiciais devem ser incluídos no total de receitas orçamentárias.</p><p>��. (VUNESP – Câmara de Dois Córrego - SP – 2018) Em 1° de janeiro de 2016, a</p><p>repartição competente de uma entidade pública municipal veri�cou a</p><p>procedência do crédito referente ao Imposto Predial e Territorial Urbano –</p><p>IPTU e a pessoa devedora e inscreveu o débito desta. O devedor, em 22 de</p><p>janeiro de 2016, efetuou o pagamento do valor devido em uma instituição</p><p>�nanceira autorizada e, em 26 de janeiro de 2016, o valor pago pelo devedor</p><p>foi transferido à conta do Tesouro Municipal.</p><p>De acordo com as determinações do Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor</p><p>Público, o crédito referente ao Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU classi�ca-se,</p><p>quanto à origem, em Receitas</p><p>A) Tributárias, sendo que em 1° de janeiro de 2016 ocorreu a previsão da receita</p><p>orçamentária.</p><p>B) Tributárias, sendo que em 1° de janeiro de 2016 ocorreu o lançamento da receita</p><p>orçamentária.</p><p>295 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>C) Correntes, sendo que em 22 de janeiro de 2016 ocorreu a arrecadação da receita</p><p>orçamentária.</p><p>D) com Impostos, sendo que em 22 de janeiro de 2016 ocorreu o recolhimento da</p><p>receita orçamentária.</p><p>E) com Impostos, sendo que em 26 de janeiro de 2016 ocorreu o recolhimento da</p><p>receita orçamentária.</p><p>��. (FCC – Câmara Legislativa do DF – 2018) Em 31/07/2018, um contribuinte</p><p>pagou, em uma das instituições �nanceiras autorizadas pelo ente público</p><p>municipal a quem era devedor, o valor do principal do Imposto sobre</p><p>Serviços de Qualquer Natureza – ISS, conforme especi�cado no documento</p><p>de arrecadação. Sendo assim, em 31/07/2018 houve</p><p>a) Receita industrial e alienação de bens.</p><p>b) Receita tributária e operações de crédito.</p><p>c) Receita patrimonial e receita agropecuária.</p><p>d) Receitas de serviços e �nanciamentos bancários.</p><p>e) Transferências de capital e cauções.</p><p>��. (CS-UFG – Saneago-GO – 2018) A receita orçamentária classi�ca-se em duas</p><p>categorias econômicas: receitas correntes e receitas de capital. São</p><p>exemplos de receitas de capital as receitas de</p><p>a) contribuições de melhorias e patrimonial.</p><p>b) dívida ativa e valores mobiliários.</p><p>296 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>c) transferências de instituições privadas e tributária.</p><p>d) operações de crédito e amortização de empréstimos.</p><p>��. (FCC – TRT 15ª Região – 2018) Informações sobre receitas e despesas</p><p>públicas da Prefeitura de Campinas podem ser obtidas por recursos</p><p>automatizados, incluindo as receitas correntes, que têm como exemplo:</p><p>a) Receita industrial e alienação de bens.</p><p>b) Receita tributária e operações de crédito.</p><p>c) Receita patrimonial e receita agropecuária.</p><p>d) Receitas de serviços e �nanciamentos bancários.</p><p>e) Transferências de capital e cauções.</p><p>��. (FGV – Prefeitura de Niterói-RJ – 2018) A Prefeitura de Vila Grande decide</p><p>alugar uma edi�cação onde funcionava uma escola municipal, agora</p><p>desativada. Após o devido processo legal, o contrato é �rmado com um</p><p>particular para a instalação de uma fábrica de roupas no local. Com base</p><p>nas regras orçamentárias, a origem da receita do aluguel será classi�cada</p><p>como:</p><p>a) tributária.</p><p>b) de serviços.</p><p>c) industrial.</p><p>d) patrimonial.</p><p>297 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>e) de contribuição.</p><p>��. (COPESE-UFT – Câmara de Palmas-TO – 2018) Na União, para o exercício de</p><p>2016, incluindo a elaboração do Orçamento, entrou em vigor a nova</p><p>estrutura de codi�cação das Naturezas de Receita, de forma a prover</p><p>melhorias na estrutura de formação dos códigos da classi�cação, aplicando</p><p>lógica integralmente voltada para a gestão das receitas orçamentárias. A</p><p>nova codi�cação estrutura os códigos de forma a proporcionar extração de</p><p>informações imediatas, a �m de prover celeridade, simplicidade e</p><p>transparência, sem a necessidade de qualquer procedimento paralelo para</p><p>concatenar dados. Ressalta-se que para os referidos entes, tal codi�cação é</p><p>válida a partir do exercício �nanceiro de 2018, inclusive no que se refere à</p><p>elaboração do respectivo projeto de lei orçamentária, que foi elaborado</p><p>durante o exercício de 2017.</p><p>Sobre o caso apresentado, assinale a alternativa CORRETA.</p><p>a) A estrutura da nova codi�cação cria possibilidade de associar, de forma imediata, a</p><p>receita principal com aquelas dela originadas, e a associação é efetuada por meio de</p><p>um código numérico de 8 (oito) dígitos, cujas posições ordinais passam a ter o seguinte</p><p>signi�cado: Categoria Econômica, Espécie, Origem, Desdobramentos para identi�cação</p><p>de peculiaridades da receita e Tipo.</p><p>b) A estrutura da nova codi�cação cria possibilidade de associar, de forma imediata, a</p><p>receita principal com aquelas dela originadas, e a associação é efetuada por meio de</p><p>um código numérico de 8 (oito) dígitos, cujas posições ordinais passam a ter o seguinte</p><p>signi�cado: Natureza da Receita, Origem, Espécie, Desdobramentos para identi�cação</p><p>do fato gerador da receita e Alínea.</p><p>c) A estrutura da nova codi�cação cria possibilidade de associar, de forma imediata, a</p><p>receita principal com aquelas dela originadas, e a associação é efetuada por meio de</p><p>um código numérico de 8 (oito) dígitos, cujas posições ordinais passam a ter o seguinte</p><p>signi�cado: Categoria Econômica, Origem, Espécie, Desdobramentos para identi�cação</p><p>de peculiaridades da receita, e Tipo.</p><p>d) A estrutura da nova codi�cação cria possibilidade de associar, de forma imediata, a</p><p>receita principal com aquelas dela originadas, e a associação é efetuada por meio de</p><p>um código numérico de 8 (oito) dígitos, cujas posições ordinais passam a ter o seguinte</p><p>signi�cado: Categoria Econômica, Espécie, Origem, Desdobramentos para identi�cação</p><p>do fato gerador da receita, e Alínea.</p><p>298 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>��. (Cespe – STJ – 2018) Conforme a classi�cação da receita orçamentária por</p><p>indicador de resultado primário, receitas �nanceiras são aquelas que não</p><p>alteram o endividamento líquido do governo no exercício �nanceiro</p><p>correspondente.</p><p>��. (Cespe – CGM de João Pessoa-PB – 2018) Arrecadação de receita pública é o</p><p>ato de transferir aos cofres públicos os valores monetários entregues pelos</p><p>contribuintes.</p><p>��. (Cespe – TCE-PB – 2018) A CF prevê, expressamente, o princípio</p><p>orçamentário</p><p>a) da uniformidade.</p><p>b) da exclusividade.</p><p>c) do orçamento bruto.</p><p>d) da programação.</p><p>e) da participação.</p><p>��. (Cespe – STJ – 2018) A classi�cação orçamentária da receita por fonte de</p><p>recursos é dividida em cinco grupos, entre eles inclui-se o grupo de</p><p>recursos condicionados.</p><p>��. (FCC – SEGEP/MA – 2018) Uma entidade pública arrecadou, em março de</p><p>2018, R$ 1.890.000,00 referente a receitas com exploração do patrimônio</p><p>299 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>imobiliário e R$ 8.000.000,00 referente à exploração do patrimônio</p><p>intangível. De acordo com o Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor</p><p>Público, tais receitas classi�cam-se quanto à origem, respectivamente,</p><p>como:</p><p>A) Receitas Correntes e Receitas de Capital.</p><p>B) Receita Patrimonial e Receita Patrimonial.</p><p>C) Receita Patrimonial e Outras Receitas Correntes.</p><p>D) Outras Receitas Correntes e Outras Receitas Correntes.</p><p>E) Outras Receitas Correntes e Outras Receitas de Capital.</p><p>��. (Funrio – CGE-RO – 2018) O estágio da receita que comprova que o</p><p>contribuinte cumpriu sua obrigação com o pagamento do tributo devido,</p><p>embora o recurso ainda não esteja na conta corrente do tesouro público é:</p><p>a) a previsão.</p><p>b) o recolhimento.</p><p>c) a liquidação.</p><p>d) o lançamento.</p><p>e) a arrecadação.</p><p>��. (Cespe – Iphan – 2018) Operação de transferência de recursos entre entes</p><p>federativos não fere o princípio do orçamento bruto. Nesse caso, os recursos</p><p>deverão ser incluídos como despesa no orçamento do ente que transfere e,</p><p>como receita, no orçamento daquele que os receber.</p><p>300 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>��. (Cespe – IFF – 2018) O ingresso de determinado recurso é de�nido como</p><p>receita agropecuária na classi�cação da receita pública por</p><p>a) categoria econômica.</p><p>b) origem.</p><p>c) espécie.</p><p>d) rubrica.</p><p>e) alínea.</p><p>��. (Cespe – EBSERH – 2018) Em obediência ao princípio orçamentário da</p><p>universalidade, os ingressos de recursos no tesouro do Estado devem ser</p><p>classi�cados como receitas orçamentárias, independentemente de sua</p><p>natureza ou �nalidade.</p><p>��. (Cespe – TCE/PE – 2017) De acordo com o Manual de Contabilidade Aplicada</p><p>ao Setor Público  (MCASP), é do escopo da contabilidade prover as</p><p>informações relativas à administração patrimonial,</p><p>�nanceira e</p><p>orçamentária necessárias para que sejam conhecidos adequadamente a</p><p>composição patrimonial e os resultados econômicos e �nanceiros das</p><p>entidades públicas. Nesse contexto, julgue o item subsequente.</p><p>É correto utilizar o momento do lançamento para determinar a data da ocorrência do</p><p>fato gerador no âmbito de uma atividade tributária.</p><p>��. (Cespe – TRE-TO – 2017) A receita pública passa por diversos estágios desde</p><p>seu planejamento até o seu ingresso nos cofres públicos. Ao longo desse</p><p>processo, ocorre a constituição do crédito tributário, que se dá no estágio</p><p>de</p><p>301 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>a) planejamento.</p><p>b) previsão.</p><p>c) lançamento.</p><p>d) arrecadação.</p><p>e) recolhimento.</p><p>��. (Cespe – TRE/PE – 2017) As etapas da receita orçamentária</p><p>a) seguem a ordem cronológica dos fenômenos econômicos.</p><p>b) consistem no planejamento das receitas orçamentárias que constarão na proposta</p><p>orçamentária.</p><p>c) dependem do comportamento da série histórica de arrecadação.</p><p>d) ocorrem para todos os tipos de receitas orçamentárias.</p><p>e) incluem o empenho, a liquidação e o pagamento.</p><p>��. (Cespe – TCE/PB – 2017) No estágio da previsão da receita orçamentária, é</p><p>veri�cada a procedência do crédito �scal.</p><p>��. (Cespe – TRF-1ª Região – 2017) A etapa em que determinado banco privado</p><p>transfere à conta especí�ca do Tesouro os valores pagos pelos contribuintes</p><p>referentes a certo tributo federal corresponde ao estágio de arrecadação da</p><p>receita pública.</p><p>302 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>��. (FCC – DPE/RS – 2017) Em março de 2017, a Defensoria Pública de um</p><p>determinado Estado caracterizou-se como bene�ciária e a União como</p><p>transferidora de R$ 990.000,00 que foram classi�cados com o código 1</p><p>quanto ao primeiro dígito da classi�cação da receita orçamentária por</p><p>natureza. Assim, o recurso recebido pela Defensoria Pública, no que se</p><p>refere à origem e à espécie da receita, classi�ca-se, respectivamente, como</p><p>a) transferências correntes; transferências intragovernamentais.</p><p>b) transferências correntes; transferências intergovernamentais.</p><p>c) outras receitas correntes; transferências intragovernamentais.</p><p>d) transferências de capital; transferências intragovernamentais.</p><p>e) transferências de capital; transferências intergovernamentais.</p><p>��. (Cespe – TCE-PE – 2017) A classi�cação da receita orçamentária é de</p><p>utilização obrigatória por todos os entes da Federação.</p><p>��. (Cespe – SEDF – 2017) No tocante à conceituação e à classi�cação da receita</p><p>pública, as receitas tributária e patrimonial são classi�cadas como receitas</p><p>de capital.</p><p>��. (Cespe – TCE-PR – 2016) O lançamento tributário, um dos estágios da receita</p><p>pública, compreende os procedimentos de determinação da matéria</p><p>tributável, cálculo do imposto, identi�cação do sujeito passivo e noti�cação.</p><p>303 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>��. (Cespe – TCE-PR – 2016) Considere que determinado estado receba</p><p>compensação �nanceira pela exploração de recursos hídricos para �ns de</p><p>geração de energia elétrica em seu território. Nessa situação hipotética, em</p><p>sua contabilidade, o estado deverá lançar as receitas da compensação</p><p>�nanceira como</p><p>�. Receita de contribuição</p><p>�. Transferências correntes.</p><p>�. Outras receitas correntes.</p><p>�. Receita patrimonial.</p><p>�. Receita industrial.</p><p>��. (Cespe – TCE-SC – 2016) O grupo de destinação de recursos divide a receita</p><p>pública entre os recursos originários do Tesouro Nacional e os originários de</p><p>outras fontes, fornecendo também a indicação sobre o exercício em que</p><p>esses recursos foram arrecadados.</p><p>��. (Cespe – TRT-8ªRegião – 2016) Os valores estabelecidos para a efetivação das</p><p>despesas autorizadas deverão ser proporcionais aos valores previstos para a</p><p>arrecadação das receitas. Essa a�rmativa faz referência ao princípio</p><p>orçamentário do(a)</p><p>a) equilíbrio.</p><p>b) exclusividade.</p><p>c) orçamento bruto.</p><p>d) proibição do estorno.</p><p>304 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>e) programação.</p><p>��. (Cespe – TRT-8ªRegião – 2016)  De acordo com a Constituição Federal de</p><p>1988, a lei orçamentária anual deve compreender o orçamento �scal, o qual</p><p>conterá receitas e despesas referentes a todas as entidades da</p><p>administração direta e indireta; o orçamento de investimento das empresas</p><p>estatais; e o orçamento da seguridade social. Esse mandamento</p><p>constitucional relaciona-se aos princípios orçamentários da</p><p>a) uniformidade e da unidade.</p><p>b) universalidade e da especi�cação.</p><p>c) universalidade e unidade.</p><p>d) unidade e da especi�cação.</p><p>e) universalidade e da programação.</p><p>��. (Cespe – TCE-SC – 2016) Acerca do direito �nanceiro na Constituição Federal</p><p>de 1988 e dos princípios orçamentários, julgue o seguinte item. Apesar de</p><p>os entes federados serem obrigados a elaborar um orçamento �scal, um</p><p>orçamento de investimento das empresas estatais e um orçamento da</p><p>seguridade social, é correto a�rmar que vigora no Brasil o princípio da</p><p>unidade orçamentária.</p><p>��. (Cespe – DPU – 2016) De acordo com o princípio da universalidade</p><p>orçamentária, cada unidade orçamentária deve possuir apenas um</p><p>orçamento.</p><p>305 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>��. (FCC – PGE-MT – 2016) As categorias econômicas da Receita Pública são:</p><p>Corrente e de Capital. Ambas as categorias econômicas são subclassi�cadas</p><p>conforme a origem do recurso público. São exemplos de Receitas Correntes,</p><p>nos termos da Lei nº 4.320/64, como subclassi�cações desta:</p><p>a) Receita de Transferências do Fundo de Participação do Município − FPM, Receita de</p><p>Serviços e Receita de Operações de Crédito.</p><p>b) Receita Patrimonial, Receita de Amortização de Empréstimos e Receita Industrial.</p><p>c) Receita Tributária, Receita Agropecuária e Receita Industrial.</p><p>d) Receita de Contribuições, Receita de Impostos e Receita de Transferência de Capital.</p><p>e) Receita de Alienação de Bens, Receitas de Serviços e Receitas de Taxas.</p><p>��. (FCC – TRF-3ª Região – 2016) No que se refere às receitas públicas, a Lei nº</p><p>4.320/1964 estabelece que</p><p>a) receita tributária e receita não tributária são espécies de categorias econômicas.</p><p>b) receitas tributária e patrimonial são espécies de receitas de capital.</p><p>c) o superavit do orçamento corrente resultante do balanceamento dos totais das</p><p>receitas e despesas correntes não constitui item de receita orçamentária.</p><p>d) a receita proveniente da realização de recursos �nanceiros oriundos de constituição</p><p>de dívidas é classi�cada como receita corrente.</p><p>e) a receita advinda de tributo tem seu produto destinado a custear apenas atividades</p><p>gerais.</p><p>��. (Cespe – TRE-GO – 2015) De acordo com o princípio do orçamento bruto, o</p><p>montante total de despesas orçamentárias deve ser igual ao montante total</p><p>306 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>de receitas orçamentárias.</p><p>��. (Cespe – MPU – 2015) De acordo com o princípio da exclusividade, é vedado</p><p>ao Poder Executivo incluir na lei orçamentária anual (LOA) autorização para</p><p>contratação de operação de crédito.</p><p>��. (FCC – CNMP – 2015) :</p><p>Transações Realizadas</p><p>Valor e</p><p>m R$</p><p>Anulação parcial de dotação orçamentária para aquisição de mater</p><p>ial de consumo</p><p>170,00</p><p>Arrecadação de receita de impostos 500,00</p><p>Depreciação de bens imóveis 180,00</p><p>Arrecadação de receitas de transferência da União para construção</p><p>de um ginásio esportivo</p><p>600,00</p><p>Abertura de crédito adicional para realização de despesas para as q</p><p>uais não havia dotação orçamentária especí�ca</p><p>230,00</p><p>Arrecadação de receitas de aluguel de imóveis 150,00</p><p>307 de</p><p>328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>As receitas correntes somam, em reais,</p><p>a) 600,00.</p><p>b) 500,00.</p><p>c) 920,00.</p><p>d) 750,00.</p><p>e) 650,00.</p><p>Abertura de crédito adicional para reforço de dotação orçamentári</p><p>a para aquisição de computadores</p><p>70,00</p><p>Reavaliação de bens imóveis 200,00</p><p>Arrecadação de receitas com operações de crédito de longo prazo,</p><p>destinado à construção de dois hospitais</p><p>700,00</p><p>Arrecadação de receitas imobiliárias 100,00</p><p>Abertura de crédito adicional para realização de despesas urgentes</p><p>e imprevistas, no caso de calamidade pública</p><p>130,00</p><p>Receita de alienação de bens imóveis 150,00</p><p>308 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>��. (ESAF – MPOG – 2015) A principal característica que diferencia receitas</p><p>correntes de receitas de capital é:</p><p>a) as receitas correntes destinam-se ao �nanciamento das despesas correntes</p><p>enquanto as receitas de capital �nanciam as despesas de capital.</p><p>b) as receitas correntes decorrem do poder de tributação do Estado enquanto as</p><p>receitas de capital decorrem das atividades operacionais.</p><p>c) ambas, quando presentes no orçamento da entidade, demonstram a capacidade da</p><p>instituição em arrecadar tributos e realizar a prestação de serviços não �nanceiros.</p><p>d) em ambas as receitas o aumento da disponibilidade �nanceira do ente arrecadador</p><p>está condicionado à destinação que se dará aos recursos.</p><p>e) ambas têm o poder de aumentar a disponibilidade �nanceira do Estado, porém, as</p><p>receitas de capital, na sua maioria, não provocam efeitos sobre o patrimônio líquido.</p><p>��. (FCC – MPE/PB – 2015) O orçamentista de uma Prefeitura do Estado da</p><p>Paraíba recebeu orientação para consignar no orçamento dotação para</p><p>programa especial de trabalho que, por sua natureza, não poderia cumprir-</p><p>se subordinadamente às normas gerais de execução da despesa. Assim,</p><p>esse programa foi consignado em dotação global, classi�cado como</p><p>despesa de capital. Esse fato representou uma exceção legal ao princípio</p><p>orçamentário da</p><p>a) clareza.</p><p>b) especi�cação.</p><p>c) exclusividade.</p><p>d) não-vinculação.</p><p>e) universalidade.</p><p>309 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>��. (Funiversa – Secretaria da Criança-DF – 2015) O mecanismo orçamentário</p><p>criado para assegurar que receitas vinculadas por lei à �nalidade especí�ca</p><p>sejam  exclusivamente aplicadas em programas e ações que visem  à</p><p>consecução de despesas ou políticas públicas associadas a  esse objetivo</p><p>legal é denominado</p><p>a) identi�cador de resultado primário.</p><p>b) esfera orçamentária.</p><p>c) classi�cação por fonte de recursos.</p><p>d) lançamento da receita.</p><p>e) categoria econômica</p><p>��. (FCC – TRT 3ª Região – 2015) Um analista do Tribunal Regional do Trabalho da</p><p>3ª Região – TRT-3ª Região, ao elaborar a peça orçamentária do órgão, teve</p><p>cuidado com os seguintes aspectos:</p><p>I. Incluiu somente assuntos pertinentes à previsão da receita e à �xação da despesa.</p><p>II. Incluiu todas as receitas e despesas.</p><p>Esses aspectos são importantes porque atendem, respectivamente, aos princípios</p><p>orçamentários da</p><p>a) exclusividade e universalidade.</p><p>b) não-afetação e universalidade.</p><p>c) exclusividade e unidade.</p><p>d) especi�cação e unidade.</p><p>310 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>e) especi�cação e equilíbrio.</p><p>��. (Cespe – Antaq – 2014) Uma empresa operou com embarcação própria sem</p><p>as condições técnicas operacionais necessárias, razão por que foi autuada</p><p>pela ANTAQ, devendo pagar multa de R$ 50 mil.</p><p>Considerando essa situação hipotética, julgue os itens subsequentes, com base nos</p><p>princípios orçamentários e na receita e despesa públicas.</p><p>Em razão do princípio da universalidade, o valor recebido referente à multa aplicada</p><p>pela ANTAQ somente será registrado como receita do exercício corrente se houver</p><p>previsão dessa multa na lei orçamentária anual.</p><p>��. (Cespe – Antaq – 2014) O princípio da anualidade orçamentária determina</p><p>que o orçamento de cada um dos entes da Federação deve ser elaborado e</p><p>encaminhado ao Poder Legislativo no ano anterior ao da sua execução.</p><p>��. (Cespe – Antaq – 2014) Uma empresa operou com embarcação própria sem</p><p>as condições técnicas operacionais necessárias, razão por que foi autuada</p><p>pela ANTAQ, devendo pagar multa de R$ 50 mil.</p><p>Considerando essa situação hipotética, julgue os itens subsequentes, com base nos</p><p>princípios orçamentários e na receita e despesa públicas.</p><p>Em razão do princípio da universalidade, o valor recebido referente à multa aplicada</p><p>pela ANTAQ somente será registrado como receita do exercício corrente se houver</p><p>previsão dessa multa na lei orçamentária anual.</p><p>311 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>��. (FCC – ALEPE – 2014) Na Lei Orçamentária Anual de um ente federado, são</p><p>receitas classi�cadas como Receitas Patrimoniais aquelas oriundas de</p><p>a) impostos sobre a renda e de dividendos referentes a participações em empresas de</p><p>economia mista.</p><p>b) juros de aplicação �nanceira e de aluguéis de imóveis.</p><p>c) outorga de serviços de transporte rodoviário e de taxas de serviços públicos.</p><p>d) alienação de bens imóveis e de serviços hospitalares.</p><p>e) remuneração de depósitos bancários e de juros de mora pelo recebimento em atraso</p><p>de tributos.</p><p>��. (FUNCEFET – Prefeitura de Vila Velha-ES – 2014) A classi�cação das receitas</p><p>por fontes de recursos decorre da necessidade de melhor</p><p>acompanhamento e controle do grande número de vinculações existentes</p><p>entre receitas e despesas. A classi�cação por fontes de recursos é dividida</p><p>em cinco grupos, não faz parte desses grupos a alternativa:</p><p>a) Recursos Vinculados.</p><p>b) Recursos de outras fontes – Exercício Corrente e Anteriores.</p><p>c) Recursos do Tesouro – Exercícios Anteriores.</p><p>d) Recursos Condicionados.</p><p>e) Recursos do Tesouro – Exercício Corrente.</p><p>��. (Cespe – Cade – 2014) A classi�cação da receita por identi�cador de</p><p>resultado divide as receitas públicas entre aquelas relacionadas com o</p><p>312 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>resultado �scal e as relacionadas com o resultado operacional.</p><p>��. (Cespe – ICMBio – 2014) Algumas receitas orçamentárias podem não passar,</p><p>antes do seu recolhimento, pela etapa de lançamento.</p><p>��. (Cespe – Câmara dos Deputados – 2014) Julgue o seguinte item, referente à</p><p>LRF – Lei Complementar n.º 101/2000. São formas de renúncia �scal: anistia,</p><p>remissão, subsídio, crédito presumido e concessão de isenção em caráter</p><p>não geral.</p><p>���. (FCC – TRF-4ª Região – 2014) No primeiro bimestre de 2014, determinada</p><p>entidade do setor público contratou operações de crédito por antecipação</p><p>de receita orçamentária, no valor de R$ 450.000. Nos termos da Lei Federal</p><p>nº 4.320/64, a operação refere-se a uma</p><p>a) receita de capital.</p><p>b) dívida ativa.</p><p>c) receita corrente.</p><p>d) variação patrimonial quantitativa.</p><p>e) entrada compensatória no ativo e passivo �nanceiros.</p><p>���. (Cespe – Polícia Federal – 2014) De acordo com o princípio da unidade, ou da</p><p>totalidade orçamentária, todos os entes federados devem reunir seus</p><p>diferentes orçamentos em uma única lei orçamentária, que consolidará</p><p>todas as receitas e despesas públicas do Estado.</p><p>313 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>���. (FCC – TRT 2ª Região – 2014) A inclusão de dispositivos que autorizam a</p><p>criação de cargos públicos na Lei Orçamentária Anual é vedada porque fere</p><p>o princípio orçamentário</p><p>a) da universalidade.</p><p>b) do orçamento bruto.</p><p>c) da publicidade.</p><p>d) da exclusividade.</p><p>e) da unidade.</p><p>���.</p><p>(Cespe – Câmara dos Deputados – 2014) O princípio da especialização</p><p>contribui para o trabalho �scalizador dos parlamentos sobre as �nanças</p><p>executivas.</p><p>���. (FEPESE – MPE-SC – 2014) As receitas tributárias, de contribuições,</p><p>patrimonial, agropecuária, industrial, de serviços e outras e, ainda, as</p><p>provenientes de recursos �nanceiros recebidos de outras pessoas de direito</p><p>público ou privado, quando destinadas a atender despesas classi�cáveis em</p><p>despesas correntes são denominadas:</p><p>�. Receitas correntes.</p><p>�. Receitas de capital.</p><p>�. Receitas originárias.</p><p>�. Receitas derivadas.</p><p>314 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>�. Receitas efetivas.</p><p>�.</p><p>���. (Cespe – MPU – 2013) O superavit do orçamento corrente, dado pela</p><p>diferença entre receitas e despesas correntes, é classi�cado na categoria</p><p>econômica de receita de capital.</p><p>���. (FCC – DPE-RS – 2013) Considere as seguintes operações realizadas por</p><p>determinada entidade pública durante o exercício de 2012:</p><p>Operações realizadas</p><p>Valor – R</p><p>$</p><p>Receita de multas diversas 300</p><p>Despesa com pessoal 100</p><p>Receita de impostos 200</p><p>Recebimento de caução em dinheiro  180</p><p>Repasse de valor retido da folha de pagamento – empréstimo ba</p><p>ncário</p><p>90</p><p>315 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>As receitas orçamentárias efetivas e NÃO efetivas somam, respectivamente,</p><p>a) 1.250 e 700.</p><p>Receita de serviços prestados 300</p><p>Pagamento de restos a pagar processado inscrito no exercício de</p><p>2011</p><p>60</p><p>Receita de alienação de bens imóveis 600</p><p>Devolução parcial da caução recebida 100</p><p>Despesa com a construção de um hospital público 250</p><p>Retenção da folha de pagamento – contribuição previdenciária 120</p><p>Despesa com aquisição de dois veículos 150</p><p>Abertura de crédito adicional suplementar para aquisição de imó</p><p>veis</p><p>50</p><p>Recebimento em doação de duas ambulâncias 450</p><p>Despesa com coleta de lixo 200</p><p>316 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>b) 800 e 600.</p><p>c) 980 e 720.</p><p>d) 450 e 150.</p><p>e) 500 e 700.</p><p>���. (Cespe – Ancine – 2013) São critérios para a classi�cação da receita</p><p>orçamentária a sua natureza e a fonte/destinação dos recursos.</p><p>���. (FCC – DPE-RS – 2013) O município de Águas Mornas do Centro Oeste, no</p><p>exercício de 2012, arrecadou receitas pela prestação de serviços, as quais</p><p>não foram previstas na lei orçamentária do referido exercício. De acordo</p><p>com a Lei Federal no 4.320/64 tais receitas serão classi�cadas como</p><p>a) extraorçamentária.</p><p>b) intraorçamentária.</p><p>c) orçamentária.</p><p>d) variação patrimonial independente de execução orçamentária.</p><p>e) receitas a classi�car.</p><p>���. (FCC – DPE/RS – 2013) Os princípios orçamentários visam estabelecer regras</p><p>básicas, a �m de conferir racionalidade, e�ciência e transparência aos</p><p>processos de elaboração, execução e controle do orçamento público. Nestas</p><p>condições, o princípio orçamentário, o qual estabelece que a Lei</p><p>Orçamentária Anual − LOA de cada ente federado deverá conter todas as</p><p>317 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>receitas e as despesas de todos os Poderes, órgãos, entidades, fundos e</p><p>fundações instituídas e mantidas pelo poder público é denominado de</p><p>a) exclusividade.</p><p>b) legalidade.</p><p>c) anualidade.</p><p>d) universalidade.</p><p>e) totalidade.</p><p>���. (Cespe – CNJ – 2013) Caso uma prefeitura crie, por meio da vinculação de</p><p>receitas de impostos, uma garantia de recursos para a colocação de asfalto</p><p>em todas as vias municipais, ela violará o princípio da não afetação de</p><p>receitas.</p><p>���. (FCC – TRF-15ª Região – 2013) O orçamento do TRT da 15ª Região previu</p><p>dotações globais para custear programas especiais de trabalho que, por sua</p><p>natureza, não podem ser cumpridas subordinadamente às normas gerais da</p><p>execução da despesa. Esse fato representa exceção ao princípio</p><p>orçamentário da</p><p>a) periodicidade.</p><p>b) unidade.</p><p>c) universalidade.</p><p>d) exclusividade.</p><p>318 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>e) especi�cação.</p><p>���. (Cespe – TJ-RO – 2012) De acordo com o princípio orçamentário da</p><p>totalidade,</p><p>a) as despesas previstas e as receitas �xadas devem integrar uma única LOA.</p><p>b) a inclusão de autorização para a contratação de operação de crédito na LOA é</p><p>proibida.</p><p>c) a Lei Orçamentária Anual (LOA) deve conter todas as receitas e despesas.</p><p>d) cada ente governamental deve elaborar um único orçamento.</p><p>e) a LOA deve referir-se a um único exercício �nanceiro.</p><p>���. (FCC – TJ/PE – 2012) O mecanismo denominado Destinação de Recursos ou</p><p>Fonte de Recursos classi�ca, respectivamente, as receitas orçamentárias</p><p>em</p><p>a) correntes e de capital.</p><p>b) aplicação direta e transferências a terceiros.</p><p>c) vinculadas e ordinárias.</p><p>d) tributárias e de capital.</p><p>e) operacionais e não operacionais.</p><p>319 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>���. (Cespe – MPU – 2010) O produto da arrecadação de uma única receita</p><p>orçamentária pode ser subdividido em mais de uma fonte de recursos.</p><p>���. (Cespe – MPU – 2010) Considerando que o processo orçamentário deve</p><p>obedecer a um conjunto de princípios consagrados na doutrina</p><p>especializada, julgue os itens seguintes.</p><p>O princípio orçamentário da especi�cação ou especialização não está explicitado no</p><p>texto da CF.</p><p>���. (FGV – Detran/RN – 2010) As receitas obtidas com cauções, �anças e</p><p>consignações são:</p><p>a) Receitas de capital.</p><p>b) Receitas correntes.</p><p>c) Receitas extraorçamentárias.</p><p>d) Receitas orçamentárias.</p><p>e) Receitas tributárias.</p><p>���. (Cespe – TRE-MA – 2009) O código de natureza de receita busca classi�car a</p><p>receita identi�cando a origem do recurso segundo seu fato gerador, sendo</p><p>desmembrado em níveis. A subdivisão das categorias econômicas é</p><p>representa pela</p><p>a) fonte.</p><p>320 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>b) espécie.</p><p>c) subfonte.</p><p>d) rubrica.</p><p>e) origem.</p><p>���. (Cespe – MTE – 2008) A estimativa de arrecadação pode ser efetuada para o</p><p>conjunto das receitas, desde que utilizados os mesmos parâmetros para</p><p>cada tipo de receita. Mesmo para as despesas �nanceiras por fontes</p><p>especí�cas, a eventual insu�ciência de recursos de determinada fonte pode</p><p>ser suprida ou compensada mediante transferência de recursos de uma</p><p>fonte para outra.</p><p>Gabarito</p><p>�. Certo</p><p>�. Errado</p><p>�. Certo</p><p>�. Letra E</p><p>�. Certo</p><p>�. Certo</p><p>�. Errado</p><p>�. Errado</p><p>321 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>�. Letra D</p><p>��. Certo</p><p>��. Letra C</p><p>��. Certo</p><p>��. Errado</p><p>��. Certo</p><p>��. Errado</p><p>��. Certo</p><p>��. Certo</p><p>��. Letra E</p><p>��. Anulada</p><p>��. Letra B</p><p>��. Errado</p><p>��. Letra E</p><p>��. Errado</p><p>��. Letra A</p><p>��. Errada</p><p>��. Certo</p><p>322 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>��. Certo</p><p>��. Certo</p><p>��. Letra A</p><p>��. Letra E</p><p>��. Certo</p><p>��. Letra D</p><p>��. Letra A</p><p>��. Letra B</p><p>��. Certo</p><p>��. Letra C</p><p>��. Letra C</p><p>��. Letra C</p><p>��. Letra C</p><p>��. Letra C</p><p>��. Letra A</p><p>��. Letra E</p><p>��. Letra C</p><p>��. Letra E</p><p>323 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>��. Certo</p><p>��. Letra B</p><p>��. Letra A</p><p>��. Letra C</p><p>��. Letra B</p><p>��. Errado</p><p>��. Errado</p><p>��. Errado</p><p>��. Letra B</p><p>��. Letra C</p><p>��. Letra D</p><p>��. Letra C</p><p>��. Letra D</p><p>��. Letra C</p><p>��. Certo</p><p>��. Errado</p><p>��. Letra B</p><p>��. Certo</p><p>324 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade</p><p>Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>��. Letra B</p><p>��. Letra E</p><p>��. Certo</p><p>��. Letra B</p><p>��. Errado</p><p>��. Certo</p><p>��. Letra C</p><p>��. Letra A</p><p>��. Errado</p><p>��. Errado</p><p>��. Letra B</p><p>��. Certo</p><p>��. Errado</p><p>��. Certo</p><p>��. Letra D</p><p>��. Certo</p><p>��. Letra A</p><p>��. Letra C</p><p>325 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>��. Certo</p><p>��. Errado</p><p>��. Letra C</p><p>��. Letra C</p><p>��. Errado</p><p>��. Errado</p><p>��. Letra D</p><p>��. Letra E</p><p>��. Letra B</p><p>��. Letra C</p><p>��. Letra A</p><p>��. Errado</p><p>��. Errado</p><p>��. Errado</p><p>��. Letra B</p><p>��. Letra A</p><p>��. Errado</p><p>��. Certo</p><p>326 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>��. Certo</p><p>���. Letra E</p><p>���. Errado</p><p>���. Letra D</p><p>���. Certo</p><p>���. Letra A</p><p>���. Certo</p><p>���. Letra B</p><p>���. Certo</p><p>���. Letra C</p><p>���. Letra D</p><p>���. Certo</p><p>���. Letra E</p><p>���. Letra D</p><p>���. Letra C</p><p>���. Certo</p><p>���. Certo</p><p>���. Letra C</p><p>327 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>���. Letra E</p><p>���. Errado</p><p>328 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>não traz detalhamento por elementos, mas por</p><p>modalidade de aplicação (desdobramento da despesa que veremos adiante). Esse</p><p>entendimento é proveniente da Portaria Interministerial nº 163/2001, art. 6º.</p><p>No entanto, existem duas exceções a esse princípio. Vamos a elas:</p><p>Reserva de contingência: dotação global para atender passivos contingentes e outras</p><p>despesas imprevistas.</p><p>Programas especiais de trabalho (Lei nº 4.320/1964, art. 20): programas classi�cados</p><p>entre as Despesas de Capital que, por sua natureza, não possam cumprir as normas</p><p>gerais de execução da despesa, sendo então custeados por dotações globais.</p><p>Agora vamos ver como esse assunto costuma ser exigido em prova:</p><p>Questão para �xar</p><p>15 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>(FCC – TRT 15ª – 2013) O orçamento do TRT da 15ª Região previu dotações globais para</p><p>custear programas especiais de trabalho que, por sua natureza, não podem ser</p><p>cumpridas subordinadamente às normas gerais da execução da despesa. Esse fato</p><p>representa exceção ao princípio orçamentário da</p><p>A) Periodicidade.</p><p>B) Unidade.</p><p>C) Universalidade.</p><p>D) Exclusividade.</p><p>E) Especi�cação.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>A alternativa A) está errada. O princípio da periodicidade é o mesmo da anualidade e</p><p>estabelece que o exercício �nanceiro coincide com o ano civil.</p><p>A alternativa B) está errada. O princípio da unidade estabelece que o orçamento é UNO.</p><p>A alternativa C) também está errada. O princípio da universalidade dispõe que a LOA</p><p>deve conter todas as receitas e todas as despesas.</p><p>A alternativa D) está errada. Na verdade, o princípio da exclusividade estabelece que o</p><p>orçamento anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à �xação da</p><p>despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos</p><p>suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de</p><p>receita, nos termos da lei.</p><p>Por �m, a alternativa  E) está  certa. O princípio da especi�cação veda a concessão de</p><p>créditos globais, ou seja, genéricos e ilimitados. Porém a Lei nº 4.320/1964 estabelece</p><p>justamente a exceção mencionada no comando da questão. Vejamos:</p><p>Art. 5º A Lei de Orçamento não consignará dotações globais destinadas a atender</p><p>indiferentemente a despesas de pessoal, material, serviços de terceiros, transferências</p><p>16 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>ou quaisquer outras,  ressalvado o disposto no artigo 20 e seu parágrafo único.</p><p>(princípio da especi�cação)</p><p>[...]</p><p>Art. 20, Parágrafo único. Os programas especiais de trabalho que, por sua natureza,</p><p>não possam cumprir-se subordinadamente às normas gerais de execução da despesa</p><p>poderão ser custeadas por dotações globais, classi�cadas entre as Despesas de</p><p>Capital. (exceção ao princípio da especi�cação).</p><p>Gabarito: LETRA E</p><p>Princípio da não afetação</p><p>Seria bem complicado tentar elaborar um orçamento se todas as receitas estivessem</p><p>obrigatória e previamente destinadas a determinadas despesas. Não haveria margem</p><p>de manobra para alocar os recursos em despesas consideradas prioritárias.</p><p>Essa é justamente a ideia do princípio da não afetação de impostos: ele veda</p><p>a  vinculação de receita de  impostos a órgão, fundo ou despesa, permitindo que os</p><p>recursos �quem livres para serem alocados de forma oportuna, conveniente e por</p><p>prioridade.</p><p>A  vinculação pode ser de�nida como uma destinação prévia e certa para recursos a</p><p>depender de sua origem. Ou seja, ela “amarra” as receitas arrecadadas à execução de</p><p>uma despesa.</p><p>Esse princípio está normatizado na Constituição Federal de 1988. Vejamos:</p><p>CF/1988:</p><p>Art. 167. São vedados:</p><p>IV - a  vinculação de receita de  impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a</p><p>repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a</p><p>destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde, para manutenção e</p><p>desenvolvimento do ensino e para realização de atividades da administração tributária,</p><p>17 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>como determinado, respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212 e 37, XXII, e a prestação de</p><p>garantias às operações de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165, § 8º,</p><p>bem como o disposto no § 4º deste artigo.</p><p>Note que o dispositivo que traz o princípio da não afetação de receitas de impostos</p><p>traz consigo  uma série de exceções, as quais se referem a, por exemplo: Fundo de</p><p>Participação dos Estados – FPE, Fundo de Participação dos Municípios – FPM, Fundos</p><p>de Desenvolvimento das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, garantias de</p><p>antecipação de receitas orçamentárias etc.</p><p>Fique atento!</p><p>Atenção para um  detalhe importante! Que é objeto constante de cobrança em</p><p>questões de concurso: o princípio se aplica apenas a receita de impostos. Ou seja, não é</p><p>válido para taxas e contribuições.</p><p>Vejamos como esse assunto é abordado em prova:</p><p>Questão para �xar</p><p>(Vunesp – Câmara de Indaiatuba-SP – 2018) O princípio orçamentário da não afetação</p><p>das receitas</p><p>A) estabelece que as receitas constantes da Lei Orçamentária Anual serão escrituradas</p><p>pelos seus valores brutos, vedadas quaisquer deduções.</p><p>B) deve ser cumprido integralmente na Lei Orçamentária Anual do ente federado, não</p><p>se admitindo qualquer tipo de exceção.</p><p>C) dispõe que as receitas decorrentes de ingressos extraorçamentários não podem ser</p><p>utilizadas para �nanciamento das despesas do ente federado.</p><p>18 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>D) É aplicável apenas às receitas de impostos.</p><p>E) estipula que todas as receitas previstas, em cada exercício �nanceiro, devem integrar</p><p>um único documento legal dentro de cada esfera federativa: a Lei Orçamentária Anual.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>A alternativa A) está errada, porque essa é a de�nição do princípio do orçamento bruto.</p><p>A alternativa  B) está  errada, porque essa é a de�nição do princípio da legalidade.</p><p>Mesmo assim não é a de�nição mais adequada porque há como modi�car a lei</p><p>orçamentária anual.</p><p>A alternativa  C) também está  errada. Não há princípio orçamentário tratando dessa</p><p>questão.</p><p>A alternativa D) está certa! O princípio da não afetação refere-se justamente às receitas</p><p>de impostos.</p><p>A alternativa  E) também  está errada. Essa é uma decorrência dos princípios da</p><p>universalidade e unidade.</p><p>Gabarito: LETRA D</p><p>Princípio do equilíbrio</p><p>A ideia desse princípio é bem simples. Ele preceitua que o orçamento anual, no</p><p>momento de sua aprovação, tenha equilíbrio entre suas receitas e despesas. Com isso,</p><p>pretende-se deter um crescimento desordenado dos gastos governamentais.</p><p>Entretanto, a sua operacionalização é complicada. Vejamos:</p><p>Primeiro, porque o princípio não diz que o equilíbrio deve se manter ao longo</p><p>da execução do orçamento;</p><p>19 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Segundo, porque ele é seguido apenas formalmente, uma vez que o equilíbrio</p><p>da proposta orçamentária só pode ser mantido por meio de muitos</p><p>empréstimos (operações de crédito), os quais acabam por maquiar o “de�cit”</p><p>existente.</p><p>Além disso, a doutrina não é unânime acerca da sua previsão normativa. Parte dela</p><p>a�rma que o princípio do equilíbrio não se encontra normatizado atualmente. Outra</p><p>parte a�rma que ele está normatizado na LRF, art. 4º, inciso I, alínea a. Vejamos:</p><p>Lei Complementar nº 101/2001 – LRF:</p><p>Art. 4o A lei de diretrizes orçamentárias atenderá o disposto no  § 2º do art. 165 da</p><p>Constituição e:</p><p>I - disporá também sobre:</p><p>a) equilíbrio entre receitas e despesas.</p><p>Vale mencionar que não é raro ver em questões de concurso uma associação</p><p>do princípio do equilíbrio com a chamada “Regra de Ouro” (CF/1988, art.</p><p>167, inciso III).</p><p>Essa regra estabelece um equilíbrio entre as operações de crédito e as despesas de</p><p>capital e será melhor compreendida adiante neste, porém vamos enunciá-la aqui para</p><p>completar a explicação sobre o princípio do equilíbrio:</p><p>CF/1988:</p><p>Art. 167. São vedados:</p><p>III - a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de</p><p>capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com</p><p>�nalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta;</p><p>Vamos ver como esse assunto foi cobrado em prova:</p><p>Questão para �xar</p><p>20 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art165%C2%A72</p><p>(FCC – TCE-RS – 2014) O Princípio do Equilíbrio Orçamentário</p><p>A) aplica-se somente às receitas e despesas primárias.</p><p>B) deve ser aferido durante a execução.</p><p>C) aplica-se somente às receitas e despesas de capital.</p><p>D) é apurado por categorias econômicas.</p><p>E) deve ser aferido no momento da aprovação do orçamento.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>A alternativa A) está errada. O princípio do equilíbrio se aplica a todas as receitas e</p><p>todas as despesas.</p><p>A alternativa B) está errada. O princípio do equilíbrio é aferido apenas no momento</p><p>da aprovação do orçamento.</p><p>A alternativa C) está errada pelo mesmo motivo que torna a alternativa a) errada.</p><p>A alternativa D) também está errada. Não há uma diferenciação entre as categorias</p><p>econômicas: corrente e de capital. Ele é aplicado para todas as receitas e despesas</p><p>conjuntamente.</p><p>A alternativa E) está certa. O princípio do equilíbrio deve ser aferido no momento da</p><p>aprovação do orçamento.</p><p>Gabarito: LETRA E</p><p>Princípio da unidade de caixa</p><p>21 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Imagine que as receitas de um orçamento familiar fossem guardadas em diversos</p><p>lugares: contas bancárias diversas, cofre, gaveta, bolso, colchão... Isso tudo prejudicaria a</p><p>contabilização de recursos disponíveis, bem como o planejamento de gastos!</p><p>Justamente para evitar di�culdades similares na administração dos recursos públicos, o</p><p>Princípio da Unidade de Caixa ou Tesouraria estabelece que as receitas da  UNIÃO</p><p>devem ser recolhidas em  Conta Única do Tesouro Nacional, sendo vedada a</p><p>fragmentação dos valores auferidos pela União em caixas especiais.</p><p>O fundamento desse princípio encontra-se no art. 56 da Lei nº 4.320/1964 e no art. 1º do</p><p>Decreto Lei 93.872/86. Vejamos:</p><p>Lei nº 4.320/1964:</p><p>Art. 56. O recolhimento de todas as receitas far-se-á em estrita observância ao princípio</p><p>de  unidade de tesouraria,  vedada qualquer fragmentação para criação de caixas</p><p>especiais.</p><p>Decreto nº 93.872/1986:</p><p>Art. 1º A realização da receita e da despesa da União far-se-á por via bancária, em estrita</p><p>observância ao princípio de unidade de caixa.</p><p>Vale dizer que a Conta Única do Tesouro �ca no Banco Central – Bacen, mas é</p><p>operacionalizada pelo Banco do Brasil S/A. Ou seja, as ordens para movimentação dos</p><p>recursos, processadas por meio do Sistema Integrado de Administração Financeira do</p><p>Governo Federal – SIAFI, são enviadas ao Banco do Brasil para serem cumpridas.</p><p>Os estados, DF e municípios também devem utilizar o mecanismo de conta única,</p><p>tendo suas disponibilidades �nanceiras depositadas e operacionalizadas por</p><p>instituições �nanceiras controladas.</p><p>Fique atento!</p><p>Segundo o art. 43 da LRF, os recursos de previdência �carão em conta separada das</p><p>disponibilidades de cada ente e aplicadas nas condições de mercado, com observância</p><p>dos limites e condições de proteção e prudência �nanceira.</p><p>Ou seja, é uma exceção ao princípio da unidade de caixa.</p><p>22 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>http://www.jusbrasil.com.br/topicos/11664255/artigo-56-da-lei-n-4320-de-17-de-marco-de-1964</p><p>http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/109228/lei-de-normas-gerais-de-direito-financeiro-lei-4320-64</p><p>Vamos ver como isso foi exigido em prova:</p><p>Questão para �xar</p><p>(Cespe – TCE/PE – 2017)  A respeito dos fundamentos da gestão �nanceira e</p><p>orçamentária, julgue o item a seguir.</p><p>O caixa único do Tesouro Nacional destina-se a efetivar o princípio orçamentário da</p><p>unidade.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Na trave! Gente, o caixa  único do Tesouro Nacional destina-se a efetivar o princípio</p><p>orçamentário da unidade DE CAIXA. Como o comando da questão se esqueceu disso,</p><p>ela �ca errada.</p><p>Gabarito: ERRADO</p><p>Princípio da proibição do estorno</p><p>Imagine que você e sua família cheguem a um acordo sobre o orçamento familiar e</p><p>que um integrante começasse a fazer despesas não programadas usando o dinheiro</p><p>destinado para fazer as compras do mês. Não faz sentido esse integrante contrariar o</p><p>que �cou decidido antes, certo?</p><p>Essa é a ideia do princípio da proibição do estorno ou princípio do não estorno. Uma</p><p>vez que o recurso público é destinado para custear alguma despesa, e considerando</p><p>que essa destinação foi aprovada pelo Congresso Nacional, na forma da LOA, o gestor</p><p>público não pode alterá-la sem autorização legislativa prévia.</p><p>Esse princípio veda a alteração de destinação, que pode ocorrer via transposição,</p><p>remanejamento ou transferência (conceitos cuja de�nição não vem ao caso em</p><p>23 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Contabilidade Pública), sem autorização legislativa prévia.</p><p>O princípio da proibição do estorno está normatizado na CF/1988, art. 167, VI:</p><p>CF/1988:</p><p>Art. 167. São vedados:</p><p>VI - a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria</p><p>de programação para outra ou de um órgão para outro, sem prévia autorização</p><p>legislativa;</p><p>Ressalte-se que com a 9ª do MCASP, ele passou a dispor sobre essas de�nições.</p><p>Segundo esse Manual, os termos transposição, remanejamento e transferência estão</p><p>associados a duas situações: realocação de recursos de uma categoria de programação</p><p>para outra e destinação de recursos de um órgão para outro. Nesse sentido, a doutrina</p><p>faz a seguinte distinção:</p><p>Transposições são realocações no âmbito dos programas de trabalho, dentro</p><p>do mesmo órgão;</p><p>Remanejamento são realocações na organização de um ente público, com</p><p>destinação de recursos de um órgão para outro;</p><p>Transferências são realocações de recursos entre as categorias econômicas de</p><p>despesa, dentro do mesmo órgão e do mesmo programa de trabalho.</p><p>Mas calma! Há uma exceção a esse princípio prevista na própria CF/1988. Vejamos:</p><p>Fique atento!</p><p>CF/1988:</p><p>Art. 167, §5º. A transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma</p><p>categoria de programação para outra poderão ser admitidos, no âmbito das atividades</p><p>de ciência, tecnologia e inovação, com o objetivo de viabilizar os resultados de projetos</p><p>restritos a essas funções, mediante ato do Poder Executivo, sem necessidade da</p><p>prévia autorização legislativa prevista no inciso VI deste artigo.</p><p>24 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Vejamos como esse princípio foi exigido em prova:</p><p>Questão para �xar</p><p>(FCC– TJ/AP – 2014) Com relação às alterações orçamentárias necessárias e</p><p>imprescindíveis para a gestão pública, a transposição</p><p>A) pode ser realizada por decreto executivo sem a autorização legislativa, porém o</p><p>remanejamento deve ter a prévia autorização legislativa.</p><p>B) deve ter a prévia autorização legislativa, porém o remanejamento pode ser</p><p>realizado por decreto executivo sem a autorização legislativa.</p><p>C) e o remanejamento devem ter as suas prévias autorizações legislativas, porém a</p><p>transferência pode ser realizada por decreto executivo sem a autorização legislativa.</p><p>D) e o remanejamento, bem como a transferência, podem ser</p><p>realizados por decreto</p><p>executivo mesmo sem a autorização legislativa.</p><p>E) e o remanejamento, bem como a transferência aberta por decreto executivo,</p><p>devem ter a prévia autorização legislativa.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Pessoal, para responder essa questão para sabermos o princípio da proibição do</p><p>estorno. Vamos a ele:</p><p>CF/1988, Art. 167: São vedados:</p><p>VI - a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria</p><p>de programação para outra ou de um órgão para outro, sem prévia autorização</p><p>legislativa;</p><p>Assim, a alternativa certa é letra E).</p><p>25 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Gabarito: LETRA E</p><p>Princípio da publicidade</p><p>Não faria sentido existir um orçamento anual se ele não fosse tornado público. Inclusive,</p><p>como ele é aprovado em forma de lei, a publicidade torna-se requisito para sua</p><p>validade!</p><p>Além disso, o princípio da  publicidade  é um dos princípios fundamentais da</p><p>Administração Pública (CF/1988, art. 37).</p><p>Cumpre mencionar que a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal reforçou esse</p><p>princípio, na medida em que previu a publicação periódica de relatórios acerca da</p><p>execução orçamentária e �nanceira, entre outros assuntos correlatos.</p><p>Possibilita e subsidia o controle social, uma vez que disponibiliza dados governamentais</p><p>à sociedade. Esse aspecto é, por vezes, tratado de forma apartada do princípio da</p><p>publicidade como princípio da  transparência. Portanto, esteja preparado para a</p><p>cobrança.</p><p>Princípio da clareza</p><p>Não faria sentido se orçamento familiar fosse incompreensível para boa parte de seus</p><p>integrantes, certo? A ideia do princípio da clareza é justamente impedir que situações</p><p>assim ocorram.</p><p>Ele estabelece que a linguagem orçamentária deve ser clara e de fácil entendimento,</p><p>de modo que as pessoas comuns consigam compreender.</p><p>Logicamente, sua �nalidade é facilitar o controle social do emprego dos recursos</p><p>públicos.</p><p>Princípio do planejamento e da</p><p>programação</p><p>26 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Esses dois princípios são derivados da doutrina e são recentes.</p><p>O princípio do  planejamento  refere-se à obrigatoriedade de compatibilidade dos</p><p>planos nacionais, regionais e setoriais com o PPA, o qual deve ser aprovado mediante</p><p>lei, não sendo admitida sua formalização mediante Medida Provisória.</p><p>Esse entendimento foi reforçado com a edição da LRF, que prevê, em seu art. 1º que:</p><p>LRF:</p><p>Art. 1º, §1°: A responsabilidade na gestão �scal pressupõe a ação planejada e</p><p>transparente, em que se previnem riscos e corrigem desvios capazes de afetar o</p><p>equilíbrio das contas públicas [...].</p><p>Já o princípio da  programação, surge do conceito de orçamento-programa e do seu</p><p>elemento central, o programa, que pode ser entendido como instrumento por meio do</p><p>qual o poder público estrutura suas ações de modo a solucionar um problema e/ou</p><p>atender uma demanda da população, otimizando a alocação de recursos públicos.</p><p>Todas as despesas do orçamento estão organizadas sob a forma de programas.</p><p>Como o programa conecta o planejamento e o orçamento, ou seja, é a peça que</p><p>operacionaliza essa dinâmica, os princípios do planejamento e da programação são</p><p>apresentados conjuntamente.</p><p>Considerações gerais</p><p>A doutrina traz algumas classi�cações sobre os princípios orçamentários, tais</p><p>como  clássicos e  complementares,  fundamentais e  operacionais/funcionais,</p><p>e substanciais.</p><p>Entretanto, tais classi�cações não costumam aparecer em prova, e quando aparecem,</p><p>ao menos nas questões dos últimos cinco anos, é necessário saber apenas o conceito e</p><p>a aplicação dos princípios orçamentários e não esses conceitos sobre classi�cação. Por</p><p>essa razão essa classi�cação dos princípios foi suprimida.</p><p>Ufa! Depois de todos esses conceitos, vamos ver como eles costumam ser cobrados em</p><p>prova e depois seguiremos adiante!</p><p>27 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Questão para �xar</p><p>(FGV – IBGE – 2016) Muitas leis aprovadas no Brasil em todos os entes estatais versam</p><p>sobre um tema principal, mas também trazem disposições sobre outras matérias. São</p><p>as chamadas “outras providências”. As leis orçamentárias NÃO devem tratar de outras</p><p>providências em sua ementa em decorrência do princípio da:</p><p>A) discriminação;</p><p>B) exclusividade;</p><p>C) legalidade;</p><p>D) não afetação;</p><p>E) publicidade.</p><p>RESOLUÇÃO</p><p>A alternativa A) está errada, porque o princípio da discriminação veda a existência de</p><p>créditos globais ou ilimitados;</p><p>A alternativa  B) está  certa. Essa é justamente a de�nição do princípio da</p><p>exclusividade trazida na CF/1988, art. 165. §8º, tendo sido trazido sem suas exceções;</p><p>A alternativa C) está errada. O princípio da legalidade dispõe que o orçamento anual</p><p>(LOA) e leis correlatas (LDO e PPA) assumem forma de lei, devendo o gestor público se</p><p>atentar para seus termos;</p><p>A alternativa  D) também está  errada. O princípio da não afetação de receita de</p><p>impostos veda a vinculação de receita de impostos. Todavia, devemos nos lembrar que</p><p>existem diversas exceções;</p><p>Por �m, a alternativa E) está errada. O princípio da publicidade estabelece que a lei</p><p>28 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>que aprova o orçamento anual (LOA) deve ser publicada.</p><p>Gabarito: LETRA B</p><p>(Cespe – TCU – 2013) Acerca dos planos e orçamentos públicos, em particular no Brasil,</p><p>julgue os itens seguintes</p><p>As fundações educacionais públicas federais integram o orçamento da União, a</p><p>exemplo das autarquias, constituindo as instituições de ensino superior. Essa</p><p>característica decorre da aplicação do princípio orçamentário da universalidade.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Gente, as fundações públicas realmente integram o orçamento da União. Entretanto,</p><p>isso não decorre do princípio da  universalidade. E sim do princípio</p><p>da unidade/totalidade.</p><p>Isso porque a descrição constitucional para o princípio da unidade é a seguinte:</p><p>Art. 165, § 5º A lei orçamentária anual compreenderá:</p><p>I - o orçamento �scal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades</p><p>da administração direta e indireta, inclusive  fundações instituídas e mantidas pelo</p><p>Poder Público;</p><p>II - o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou</p><p>indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto;</p><p>III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela</p><p>vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e  fundações</p><p>instituídos e mantidos pelo Poder Público.</p><p>Por outro lado, o princípio da universalidade estabelece que o orçamento anual deve</p><p>conter todas as despesas e receitas.</p><p>29 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Assim, a questão está errada.</p><p>Gabarito: ERRADA</p><p>30 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Receita Orçamentária</p><p>Aspectos introdutórios</p><p>Pessoal, como vimos na aula inicial, há dois enfoques possíveis para a contabilização da</p><p>receita (e, claro, para a despesa): patrimonial e orçamentário.</p><p>Receita, sob o aspecto  patrimonial, é aquela transação que resulta em  aumento</p><p>do Patrimônio Líquido da entidade.</p><p>No entanto, sob o enfoque orçamentário, isso nem sempre ocorre. Para imaginar isso,</p><p>basta lembrarmos das operações de crédito, que são empréstimos contraídos pelo</p><p>poder público, e das alienações de ativos. Esses tipos de transações implicam uma</p><p>troca: no primeiro, há a assunção de uma obrigação, que é pagar o empréstimo</p><p>futuramente, em troca</p><p>de recursos �nanceiros e, no segundo, aliena-se um bem, por</p><p>exemplo, um imóvel, em troca de recurso �nanceiro. Em ambos os casos, não houve</p><p>alteração do Patrimônio Líquido. Ainda assim, essas transações constituem  receitas</p><p>orçamentárias!</p><p>De outro lado, existem receitas sobre o ponto de vista patrimonial, ou seja, que alteram</p><p>o Patrimônio Líquido, mas que não são receitas orçamentárias, como é o caso de</p><p>doação de bens para o Estado.</p><p>Para solucionar esse aparente dilema, o MCASP traz outro conceito, mais amplo,</p><p>chamado receita pública (MCASP, 9ª ed., pg. 38). Vejamos:</p><p>Em  sentido amplo, os ingressos de recursos �nanceiros nos cofres do Estado</p><p>denominam-se  receitas públicas, registradas como  receitas orçamentárias, quando</p><p>representam disponibilidades de recursos �nanceiros para o erário, ou  ingressos</p><p>extraorçamentários, quando representam apenas entradas compensatórias.</p><p>Em sentido estrito, chamam-se públicas apenas as receitas orçamentárias.</p><p>Com esse conceito, é possível separar as  receitas orçamentárias dos  ingressos</p><p>extraorçamentários, também chamados de receitas extraorçamentárias.</p><p>E quanto às  receitas sob o  enfoque patrimonial, aquelas que afetam o Patrimônio</p><p>Líquido? Elas são chamadas de Variações Patrimoniais Aumentativas. Vejamos o que</p><p>31 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>o MCASP diz sobre elas (MCASP, 9ª ed., pags. 167/168):</p><p>As variações patrimoniais aumentativas e diminutivas são transações que promovem</p><p>alterações nos elementos patrimoniais da entidade do setor público e que afetam o</p><p>resultado. Essas variações patrimoniais podem ser de�nidas como:</p><p>a. Variações Patrimoniais Aumentativas (VPA): corresponde a aumentos na situação</p><p>patrimonial líquida da entidade não oriundos de contribuições dos proprietários; [...]</p><p>Para �ns deste Manual, a  receita  sob o enfoque patrimonial será denominada</p><p>de variação patrimonial aumentativa (VPA).</p><p>Para �car fácil de lembrar e entender o que acabamos de estudar, vamos ver o</p><p>esquema abaixo:</p><p>Receita Orçamentária</p><p>Receita orçamentária é todo ingresso de recursos �nanceiros durante o exercício que</p><p>é  arrecadado, inclusive aqueles provenientes de operações de crédito,  exceto: os</p><p>depósitos em caução, as �anças, operações de crédito por antecipação de receita – ARO,</p><p>emissões de papel-moeda e outras entradas compensatórias no ativo e passivo</p><p>�nanceiros.</p><p>Fique atento!</p><p>32 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Uma boa ideia para entender e lembrar dessas exceções é pensarmos que os recursos</p><p>de receita orçamentária podem �nanciar despesas orçamentárias! Note que isso não</p><p>é possível com as entradas compensatórias no ativo e no passivo �nanceiros, pois elas</p><p>serão devolvidas mais adiante.</p><p>Via de regra, as  receitas orçamentárias estão  previstas na Lei Orçamentária anual –</p><p>LOA, por força do princípio da universalidade, o qual já estudamos.</p><p>Mas mesmo que não esteja prevista, a receita que for arrecadada é considerada receita</p><p>orçamentária, por força do art. 57 da Lei nº 4.320/1964. Vejamos:</p><p>Art. 57. Ressalvado o disposto no parágrafo único do artigo 3º  desta lei serão</p><p>classi�cadas como receita orçamentária, sob as rubricas próprias,  todas as receitas</p><p>arrecadadas, inclusive as provenientes de operações de crédito,  ainda que não</p><p>previstas no Orçamento.</p><p>Essa situação �ca mais clara de entender se considerarmos o seguinte exemplo:</p><p>imagine que o governo do município Pipiripal previu na LOA arrecadar R$ 500,00 com</p><p>IPTU, e tenha arrecadado R$ 700,00. Os R$ 200,00 não constavam na LOA, mas, como</p><p>eles foram arrecadados, constituem receita orçamentária, que pode, portanto, �nanciar</p><p>despesas orçamentárias do município Pipiripal.</p><p>33 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Outro exemplo bastante interessante e que nos será útil mais para frente é o seguinte: o</p><p>cidadão Jlandsglaidson, comprometido e engajado com o bem-estar dos brasileiros,</p><p>resolveu fazer uma doação em dinheiro para o governo. Essa doação será arrecadada?</p><p>Sim! Portanto, constitui receita orçamentária mesmo sem estar prevista na LOA. E se</p><p>Jlandsglaidson resolvesse fazer uma  doação de  um bem (de sua casa, digamos)?</p><p>Primeiro, é preciso dizer que esse cidadão não parece muito esperto. Segundo, um bem</p><p>não é uma disponibilidade �nanceira, logo, a doação não será arrecadada, e não será</p><p>uma receita orçamentária!</p><p>Segundo o MCASP, as receitas orçamentárias  transitam pelo patrimônio público</p><p>e constituem ingressos que aumentam o saldo �nanceiro da instituição (MCASP, 9ª</p><p>ed., pag. 39).</p><p>Assim, podemos resumir as características da receita orçamentária da seguinte forma:</p><p>são arrecadadas;</p><p>transitam pelo patrimônio público;</p><p>aumentam o saldo �nanceiro da instituição;</p><p>são utilizadas para �nanciar despesas orçamentárias;</p><p>em geral, constam da LOA (princípio da universalidade).</p><p>Ingressos extraorçamentários</p><p>Segundo o MCASP,  ingressos extraorçamentários são recursos �nanceiros de</p><p>caráter temporário, dos quais o Estado atua como mero agente depositário.</p><p>Não integram a LOA, nem como receita e nem como despesa, quando são devolvidos.</p><p>Assim, sua devolução independe de autorização legislativa para ocorrer).</p><p>Os exemplos de ingressos extraorçamentários são justamente as exceções ao conceito</p><p>de receita orçamentária mencionadas no tópico anterior. Vejamos:</p><p>operações de crédito por antecipação de receita – ARO;</p><p>34 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>emissões de papel-moeda;</p><p>outras entradas compensatórias no ativo e passivo �nanceiros (tais como os</p><p>depósitos em caução, as �anças, as consignações).</p><p>Em geral, não possuem re�exos no  Patrimônio Líquido da entidade, justamente por</p><p>constituírem entradas compensatórias no ativo e no passivo, ou seja, faz-se,</p><p>simultaneamente, um registro no ativo e no passivo de igual valor (essa dinâmica será</p><p>melhor entendida nas aulas seguintes).</p><p>Mas cuidado! Como já vimos, há receitas orçamentárias que também não afetam o</p><p>Patrimônio Líquido. Por isso, é  mais e�caz que você se atente para</p><p>os  exemplos de ingressos extraorçamentários dados e tente memorizá-los. Eles</p><p>são frequentemente exigidos em questões de concurso.</p><p>Vejamos esquematicamente os conceitos, diferenças e exemplos de receita</p><p>orçamentária e ingresso extraorçamentários:</p><p>35 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Agora vamos ver como esse assunto foi exigido em prova:</p><p>Questão para �xar</p><p>(FCC – CNMP – 2015) Determinado ente público, na primeira quinzena do mês de</p><p>fevereiro de 2015, contabilizou, entre outras, as seguintes receitas recebidas de natureza</p><p>orçamentária e extraorçamentária.</p><p>− Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural, com acréscimo de multas e juros de</p><p>mora, no valor total de R$ 198.500,00, sendo o valor principal do imposto R$ 190.000,00.</p><p>− operações de crédito por antecipação da receita orçamentária, no valor de R$</p><p>45.500,00.</p><p>− receita de aluguel de imóvel não prevista na lei orçamentária anual, no valor de R$</p><p>15.500,00.</p><p>− leilão de bens móveis, no valor de R$ 19.000,00.</p><p>36 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>− caução, no valor de R$ 22.500,00, de empresa interessada em participar em licitação,</p><p>para construção de obras públicas.</p><p>O valor total das receitas extraorçamentárias é, em R$, de</p><p>A) 83.500,00;</p><p>B) 92.000,00.</p><p>C) 69.500,00.</p><p>D) 77.000,00.</p><p>E) 68.000,00.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>Para resolver essa questão, basta classi�car as receitas descritas em orçamentárias ou</p><p>extraorçamentárias. Sendo assim, vamos ver o resumo</p><p>esquemático das receitas</p><p>extraorçamentárias:</p><p>37 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Dessa forma, conclui-se que são receitas extraorçamentárias os itens:</p><p>- operações de crédito por antecipação da receita orçamentária, no valor de R$</p><p>45.500,00; e</p><p>- caução, no valor de R$ 22.500,00, de empresa interessada em participar em licitação,</p><p>para construção de obras públicas.</p><p>Assim, as  receitas extraorçamentárias totalizam  R$ 68.000,00, tornando  certa a</p><p>alternativa E).</p><p>Gabarito: LETRA E</p><p>38 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Classi�cações da Receita Orçamentária</p><p>Agora estudaremos as principais classi�cações da receita utilizadas tanto pela doutrina</p><p>quanto aquelas normatizadas no MCASP.</p><p>Mas antes uma pergunta: por que classi�car as receitas? O que se ganha com isso?</p><p>Imagine se cada ente da federação classi�casse suas receitas de forma distinta. Seria</p><p>uma bagunça e não haveria como a contabilidade pública fornecer informações úteis</p><p>acerca das contas contábeis que controlam a execução orçamentária.</p><p>A Portaria Conjunta SOF/STN nº 02/2016, que aprova o MCASP, atribui a �nalidade da</p><p>classi�cação das receitas (e despesas) à necessidade de proporcionar maior</p><p>transparência sobre as contas públicas e uniformizar a sua classi�cação.</p><p>Além disso, essa uniformização facilita a organização governamental na formulação de</p><p>programas de trabalho, bem como viabiliza a  accountability (prestação de contas e</p><p>responsabilização) sobre a execução orçamentária.</p><p>Efetiva X não efetiva</p><p>Classi�ca-se a receita pública quanto ao  impacto no Patrimônio Líquido</p><p>em efetiva ou não efetiva. Vejamos:</p><p>Receita Orçamentária  Efetiva é aquela que, no momento do ingresso do recurso</p><p>�nanceiro, aumenta a situação líquida patrimonial da entidade. Constitui fato contábil</p><p>modi�cativo aumentativo.  Exemplos: receitas tributárias, de aluguéis, serviços e</p><p>industriais.</p><p>Receita Orçamentária  Não Efetiva é aquela que  não altera a situação líquida</p><p>patrimonial no momento do ingresso do recurso �nanceiro. Constitui fato contábil</p><p>permutativo. Exemplos: operações de crédito e alienação de bens.</p><p>Veremos mais à frente o conceito de fato modi�cativo e permutativo. No mais,</p><p>tranquilo, certo? Vejamos esquematicamente:</p><p>39 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Originárias X Derivadas</p><p>Classi�ca-se, também, a receita pública quanto à forma de obtenção ou simplesmente</p><p>quanto à procedência do recurso em originária e derivada. Vejamos:</p><p>Receitas públicas originária são aquelas arrecadadas por meio da  exploração de</p><p>atividades econômicas pela Administração Pública. Exemplos: rendas do</p><p>patrimônio mobiliário e imobiliário do Estado (receita de aluguel), de preços públicos,</p><p>de prestação de serviços comerciais e de venda de produtos industriais ou</p><p>agropecuários.</p><p>Receitas públicas derivada são receitas obtidas pelo poder público por meio</p><p>da soberania estatal, ou seja, de forma impositiva decorrente de dispositivos legais ou</p><p>constitucionais. Exemplos: receitas tributárias.</p><p>Esquematicamente temos:</p><p>40 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>O MCASP ressalta que essa classi�cação possui uso acadêmico e não é normatizada,</p><p>não sendo, portanto, um classi�cador o�cial da receita pelo poder público. No entanto,</p><p>ela costuma ser cobrada em prova, como vamos ver agora:</p><p>Questão para �xar</p><p>(FCC – PGE/BA – 2013) São espécies de receitas derivadas as decorrentes.</p><p>A) de foro de terreno da marinha.</p><p>B) de locação de imóvel público.</p><p>C) de contribuição de melhoria.</p><p>D) da amortização da dívida pública.</p><p>E) da alienação de bens.</p><p>RESOLUÇÃO:</p><p>41 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Aqui, basta aplicarmos a de�nição de receitas derivadas. Vejamos o nosso resumo</p><p>esquemático:</p><p>Note que apenas a alternativa C) traz uma opção da qual o Estado arrecada uma receita</p><p>que deriva de sua soberania, haja vista que “contribuição de melhoria” é uma espécie</p><p>de tributo. Assim, essa alternativa está certa.</p><p>As alternativas A), B) e E) fazem menção a patrimônio do Estado, o qual ao ser alienado</p><p>ou locado implica uma receita referente à exploração de atividade econômica pela</p><p>Administração Pública, logo receitas originárias. A alternativa  D) refere-se a uma</p><p>despesa pública e não uma receita.</p><p>Gabarito: LETRA C</p><p>Classi�cações da Receita Orçamentária</p><p>segundo o MCASP</p><p>Passemos às classi�cações da receita orçamentária segundo o MCASP (Parte I, item 3.2),</p><p>as quais devem ser seguidas  obrigatoriamente por  TODOS os entes da Federação,</p><p>sendo facultado seu desdobramento para atendimento das respectivas peculiaridades.</p><p>As receitas orçamentárias são classi�cadas segundo os seguintes critérios:</p><p>42 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Natureza</p><p>Fonte/Destinação de recursos</p><p>Indicador de resultados</p><p>Classi�cação por natureza da receita</p><p>Segundo o MCASP, a classi�cação por natureza de receita visa identi�car a origem do</p><p>recurso segundo o  fato gerador. Ou seja, o acontecimento real que ocasionou o</p><p>ingresso da receita nos cofres públicos (Parte I, item 3.2.1).</p><p>Também segundo o MCASP, a natureza de receita é o detalhamento mais especí�co</p><p>das receitas públicas no contexto orçamentário, contendo todas as informações</p><p>necessárias para as devidas alocações orçamentárias.</p><p>Essa classi�cação é feita através de um código numérico de 8 dígitos e 5 níveis, cujas</p><p>posições ordinais que estudaremos a seguir:</p><p>Vale dizer que essa estrutura de codi�cação é recente, tendo sido instituída pela</p><p>Portaria Interministerial STN/SOF nº 05/2015, que alterou a Portaria Interministerial</p><p>STN/SOF nº 163/2001. As referidas alterações entraram em vigor na União já em 2016.</p><p>Para os estados, municípios e DF essa estrutura começou a valer a partir de 2018,</p><p>incluindo a LOA aplicável em 2018 e elaborada em 2017.</p><p>1º nível</p><p>Categoria</p><p>econômic</p><p>a</p><p>2º ní</p><p>vel</p><p>Orig</p><p>em</p><p>3º ní</p><p>vel</p><p>Esp</p><p>écie</p><p>4ºnível</p><p>Desdobramentos para identi</p><p>�cação de peculiaridades da</p><p>receita</p><p>5º n</p><p>ível</p><p>Tipo</p><p>1º dígito</p><p>C</p><p>2º dí</p><p>gito</p><p>O</p><p>3º dí</p><p>gito</p><p>E</p><p>4º, 5º, 6º e 7º dígitos</p><p>D.DD.D</p><p>8º d</p><p>ígito</p><p>T</p><p>43 de 328 | www.direcaoconcursos.com.br</p><p>Contabilidade Aplicada ao Setor Público para Concursos - Cur...</p><p>Prof. Índio Rabelo</p><p>Aula 2: Receita pública</p><p>Essa nova codi�cação visou estruturar os códigos de natureza de receita de forma a</p><p>proporcionar extração de informações imediatas com celeridade, simplicidade e</p><p>transparência, dispensando o uso de eventuais procedimentos paralelos para</p><p>concatenar dados.</p><p>Vejamos dois exemplos de aplicação dessa estrutura:</p><p>Exemplo 1: 1.1.1.4.01.1.1 - Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI - fumo – principal.</p><p>Exemplo 2: 2.2.2.0.00.1.2 - Alienação de Bens Imóveis – multa e juros.</p><p>Complicou? Calma! Primeiramente vamos ver o signi�cado de cada um desses níveis</p><p>de detalhamento e voltaremos a esses dois exemplos para “dissecá-los”, ok?</p><p>Categoria Econômica (1º nível)</p><p>A Lei nº 4.320/1964 classi�cou as receitas em  correntes e  de capital, que são as</p><p>duas categorias econômicas da receita.</p><p>A de�nição dessas categorias é trazida pelo MCASP (Parte I, item 3.2.1.1), bem como pelo</p><p>Manual da Receita Pública. Vejamos:</p><p>Receitas Orçamentárias Correntes:  são arrecadadas dentro do exercício �nanceiro,</p><p>aumentam as disponibilidades �nanceiras do Estado e,  em geral,  afetam</p><p>positivamente o Patrimônio Líquido do setor público, ou seja, são receitas efetivas.</p><p>São receitas correntes aquelas provenientes de: tributos; contribuições; exploração do</p><p>patrimônio estatal (Patrimoniais);</p>

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