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<p>JARI - Junta Administrativa de Recursos de Infrações de Trânsito - 2ª edição</p><p>© João Luiz Bonelli de Souza</p><p>J. H. MIZUNO 2020</p><p>Revisão: Eliane Chainça</p><p>Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)</p><p>(eDOC BRASIL, Belo Horizonte/MG)</p><p>S729j Souza, João Luiz Bonelli de.</p><p>JARI: Junta Administrativa de Recursos de Infrações de Trânsito / João Luiz Bonelli de Souza. –</p><p>2.ed. – Leme, SP: JH Mizuno, 2020.</p><p>194 p.: 14 x 21 cm</p><p>Inclui bibliografia.</p><p>Inclui índice alfabético remissivo.</p><p>ISBN 978-85-7789-470-3</p><p>1. Conselho Nacional de Trânsito (Brasil). Junta Administrativa de Recursos de Infrações. 2.</p><p>Recursos (Direito) – Brasil. 3. Trânsito – Infrações – Brasil. 4. Trânsito – Legislação – Brasil. I. Título.</p><p>CDD 343.810946</p><p>Elaborado por Maurício Amormino Júnior – CRB6/2422</p><p>Nos termos da lei que resguarda os direitos autorais, é expressamente proibida a reprodução total ou</p><p>parcial destes textos, inclusive a produção de apostilas, de qualquer forma ou por qualquer meio, eletrônico ou</p><p>mecânico, inclusive através de processos xerográficos, reprográficos, de fotocópia ou gravação.</p><p>Qualquer reprodução, mesmo que não idêntica a este material, mas que caracterize similaridade</p><p>confirmada judicialmente, também sujeitará seu responsável às sanções da legislação em vigor.</p><p>A violação dos direitos autorais caracteriza-se como crime incurso no art. 184 do Código Penal, assim</p><p>como na Lei n. 9.610, de 19.02.1998.</p><p>O conteúdo da obra é de responsabilidade do autor. Desta forma, quaisquer medidas judiciais ou</p><p>extrajudiciais concernentes ao conteúdo serão de inteira responsabilidade do autor.</p><p>Todos os direitos desta edição reservados à</p><p>J. H. MIZUNO</p><p>Rua Benedito Zacariotto, 172 - Parque Alto das Palmeiras, Leme - SP, 13614-460</p><p>Correspondência: Av. 29 de Agosto, nº 90, Caixa Postal 501 - Centro, Leme - SP, 13610-210</p><p>Fone/Fax: (0XX19) 3571-0420</p><p>Visite nosso site: www.editorajhmizuno.com.br</p><p>e-mail: atendimento@editorajhmizuno.com.br</p><p>Impresso no Brasil</p><p>Printed in Brazil</p><p>http://www.editorajhmizuno.com.br/</p><p>mailto:atendimento@editorajhmizuno.com.br</p><p>Introdução</p><p>O Código de Trânsito Brasileiro, com texto atualizado da Lei 9.503, de</p><p>23 de Setembro de 1997, no seu Artigo 16, estabelece o funcionamento</p><p>das Juntas Administrativas de Recursos de Infrações – JARI, junto a cada</p><p>órgão ou entidade executiva de trânsito ou rodoviário.</p><p>O mesmo diploma legal, no seu Artigo 24, celebra a municipalização do</p><p>trânsito, com o município passando a ser seu principal gestor, apesar de lhe</p><p>ser vedado legislar sobre o tema, por força do Artigo 22, XI, da</p><p>Constituição Federal.</p><p>Com o aumento de veículos automotores circulando pelas cidades e</p><p>rodovias, o número de infrações de trânsito tende a crescer na mesma</p><p>proporção, desencadeando a necessidade de instalação e funcionamento de</p><p>um número cada vez maior de JARI, a fim de garantir o direito</p><p>constitucional da ampla defesa e do contraditório nos processos</p><p>administrativos.</p><p>Esta obra contempla toda legislação pertinente à instalação e</p><p>funcionamento de uma Junta Administrativa de Recursos de Infrações –</p><p>JARI, bem como, modelo de recursos, regimento interno, parecer dos</p><p>membros e de todo procedimento administrativo relacionado com a</p><p>tramitação dos processos, desde o protocolo inicial até o resultado do</p><p>julgamento enviado ao recorrente.</p><p>O objetivo é facilitar o entendimento sobre o tema, seja para o autor do</p><p>pleito, seja para a instalação de novas JARI, ou auxiliar as já existentes, com</p><p>subsídios legais e práticos, de forma simples e direta.</p><p>1</p><p>2</p><p>3</p><p>4</p><p>5</p><p>6</p><p>1</p><p>2</p><p>3</p><p>4</p><p>1</p><p>2</p><p>Sumário</p><p>CAPÍTULO I</p><p>Legislação</p><p>Princípio do contraditório e da ampla defesa</p><p>Sistema Nacional de Trânsito</p><p>Criação e competência da JARI</p><p>Diretrizes para a elaboração do Regimento Interno</p><p>Despesas com Manutenção, conservação e funcionamento da JARI</p><p>Municipalização do trânsito</p><p>CAPÍTULO II</p><p>Instalação</p><p>Regimento Interno</p><p>Nomeação e posse dos Membros</p><p>Exoneração do Membro</p><p>Remuneração dos Membros</p><p>CAPÍTULO III</p><p>Objeto do Recurso</p><p>Princípios da Sinalização de Trânsito</p><p>Tipos de Sinalização de Trânsito</p><p>3</p><p>4</p><p>5</p><p>6</p><p>7</p><p>8</p><p>9</p><p>10</p><p>11</p><p>12</p><p>13</p><p>14</p><p>15</p><p>16</p><p>17</p><p>18</p><p>19</p><p>1</p><p>2</p><p>3</p><p>4</p><p>1</p><p>2</p><p>3</p><p>4</p><p>5</p><p>Auto de Infração de Trânsito</p><p>Fé Pública do Agente Autuador</p><p>Preenchimento do Auto de Infração de Trânsito</p><p>Campo de Observações e Medida Administrativa</p><p>Notificação de Autuação de Infração de Trânsito</p><p>Diferença entre Notificação de Autuação e Notificação de Penalidade</p><p>Prazo para expedição e encaminhamento</p><p>Notificação de Autuação de Infração de Trânsito por Edital</p><p>Identificação do Condutor Infrator e competência da JARI</p><p>Legitimidade para interposição do recurso</p><p>Documentação obrigatória para interposição de recurso</p><p>Defesa ou Recurso por procuração</p><p>Modelo de Procuração</p><p>Pedido de conversão em advertência por escrito</p><p>Notificação de Penalidade de Multa de Trânsito</p><p>Conteúdo da Notificação de Penalidade</p><p>Notificação de Penalidade por Edital</p><p>CAPÍTULO IV</p><p>Interposição e Julgamento do Recurso</p><p>Dos Recursos Administrativos</p><p>Local para apresentação do recurso</p><p>Do efeito suspensivo</p><p>Julgamento no Processo Administrativo</p><p>CAPÍTULO V</p><p>Prática - Secretário</p><p>Formulário de requerimento do recorrente</p><p>Protocolo de Atendimento</p><p>Formação do processo com juntada de documentos</p><p>Protocolo de tramitação do processo</p><p>Resumo do parecer dos membros</p><p>6</p><p>7</p><p>8</p><p>9</p><p>1</p><p>2</p><p>3</p><p>4</p><p>5</p><p>6</p><p>Ata da Sessão Ordinária/Extraordinária</p><p>Publicação de Edital</p><p>Notificação ao recorrente</p><p>Recurso para 2a instância</p><p>CAPÍTULO VI</p><p>Prática - Membros</p><p>Distribuição e conteúdo do voto</p><p>Modelo de voto (Deferido)</p><p>Modelo de voto (Indeferido)</p><p>Modelo de voto (Não conhecido)</p><p>Modelo de voto (Desempate)</p><p>Encerramento da sessão</p><p>CAPÍTULO VII</p><p>Fluxograma: Do AIT ao Julgamento em 2ª Instância</p><p>CAPÍTULO VIII</p><p>Modelo para Defesa e Recursos em 1ª e 2ª Instâncias</p><p>CAPÍTULO IX</p><p>Conceitos e Definições do CTB</p><p>CAPÍTULO X</p><p>Legislação Pertinente</p><p>Portaria nº 03, de 06 de janeiro de 2016</p><p>Portaria nº 127, de 21 de junho de 2016</p><p>Resolução n.º 182 de 09 de setembro de 2005</p><p>Resolução nº 299, de 04 de dezembro de 2008</p><p>Resolução nº 371, de 10 de dezembro de 2010</p><p>Resolução nº 497, de 29 de julho de 2014</p><p>Resolução nº 561, de 15 de outubro de 2015</p><p>Resolução nº 619, de 06 de setembro de 2016</p><p>Capítulo I</p><p>Legislação</p><p>1 Princípio do contraditório e da ampla defesa</p><p>O Artigo 5º, LV, da Constituição Federal consagra o princípio do</p><p>contraditório e da ampla defesa nos processos administrativos, inclusive em</p><p>grau de recurso:</p><p>Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e</p><p>aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à</p><p>segurança e à propriedade, nos termos seguintes:</p><p>(…)</p><p>LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o</p><p>contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes;</p><p>2 Sistema Nacional de Trânsito</p><p>O Sistema Nacional de Trânsito foi criado pelo CTB (Código de Trânsito</p><p>Brasileiro - Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997) e consiste num</p><p>conjunto de órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal</p><p>e dos Municípios, que tem por finalidade o exercício das atividades de</p><p>planejamento, administração, normatização, pesquisa, registro e</p><p>licenciamento de veículos, formação, habilitação e reciclagem de</p><p>condutores, educação, engenharia, operação do sistema viário,</p><p>policiamento, fiscalização, julgamento de infrações e de recursos e</p><p>aplicação de penalidades.</p><p>É composto pelos seguintes órgãos e entidades:</p><p>I - o Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN, Coordenador do</p><p>Sistema e órgão máximo normativo e consultivo;</p><p>II - os Conselhos Estaduais de Trânsito - CETRAN e o Conselho de</p><p>Trânsito do Distrito Federal - CONTRANDIFE, órgãos normativos,</p><p>consultivos e coordenadores;</p><p>III - os órgãos e entidades executivos de trânsito da União, dos Estados,</p><p>do Distrito Federal e dos Municípios;</p><p>IV - os órgãos e entidades executivos rodoviários da União, dos</p><p>Estados,</p><p>por Edital</p><p>A Resolução 619/2016, V, Art. 13 do CONTRAN regulamenta a</p><p>notificação por edital:</p><p>Art. 13. Esgotadas as tentativas para notificar o infrator ou o proprietário do veículo por meio postal ou</p><p>pessoal, as notificações de que trata esta Resolução serão realizadas por edital publicado em diário oficial,</p><p>na forma da lei, respeitados o disposto no §1º do art. 282 do CTB e os prazos prescricionais previstos na</p><p>Lei nº 9.873, de 23 de novembro de 1999, que estabelece prazo de prescrição para o exercício de ação</p><p>punitiva.</p><p>§ 1º Os editais de que trata o caput deste artigo, de acordo com sua natureza, deverão conter, no mínimo,</p><p>as seguintes informações:</p><p>III - Edital da Notificação da Penalidade de Multa:</p><p>a) cabeçalho com identificação do órgão autuador e do tipo de notificação;</p><p>b) instruções e prazo para interposição de recurso e pagamento;</p><p>d) lista com a placa do veículo, número do Auto de Infração de Trânsito, data da infração, código da</p><p>infração com desdobramento e valor da multa.</p><p>§ 2º É facultado ao órgão autuador publicar extrato resumido de edital no Diário Oficial, o qual conterá as</p><p>informações constantes das alíneas “a” e “b” dos incisos I, II ou III do §1º deste artigo, sendo obrigatória a</p><p>publicação da íntegra do edital, contendo todas as informações descritas no §1º deste artigo, no seu sítio</p><p>eletrônico na Internet.</p><p>Capítulo IV</p><p>Interposição e Julgamento do Recurso</p><p>1 Dos Recursos Administrativos</p><p>O Código de Trânsito Brasileiro, nos Artigos 288 e 289, e a Resolução</p><p>299/2008 do CONTRAN dispõem sobre a padronização dos</p><p>procedimentos para apresentação de defesa de autuação e recurso em 1a e</p><p>2a instâncias.</p><p>Resolução 299 do CONTRAN:</p><p>O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO – CONTRAN, usando da competência que lhe confere o art.</p><p>12, inciso I, da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que instituiu o Código de Trânsito Brasileiro -</p><p>CTB, e conforme Decreto nº 4.711, de 29 de maio de 2003, que dispõe sobre a coordenação do Sistema</p><p>Nacional de Trânsito - SNT,</p><p>RESOLVE:</p><p>Art. 1º Estabelecer os procedimentos para apresentação de defesa de autuação ou recurso em 1ª e 2ª</p><p>instâncias contra a imposição de penalidade de multa de trânsito.</p><p>Art. 2º É parte legítima para apresentar defesa de autuação ou recurso em 1ª e 2ª instâncias contra a</p><p>imposição de penalidade de multa a pessoa física ou jurídica proprietária do veículo, o condutor,</p><p>devidamente identificado, o embarcador e o transportador, responsável pela infração.</p><p>§ 1º Para fins dos parágrafos 4o e 6o do artigo 257 do CTB, considera-se embarcador o remetente ou</p><p>expedidor da carga, mesmo se o frete for a pagar.</p><p>§ 2º O notificado para apresentação de defesa ou recurso poderá ser representado por procurador</p><p>legalmente habilitado ou por instrumento de procuração, na forma da lei, sob pena do não conhecimento</p><p>da defesa ou do recurso.</p><p>Art. 3º O requerimento de defesa ou recurso deverá ser apresentado por escrito de forma legível, no</p><p>prazo estabelecido, contendo no mínimo os seguintes dados:</p><p>I - nome do órgão ou entidade de trânsito responsável pela autuação ou pela aplicação da penalidade de</p><p>multa;</p><p>II - nome, endereço completo com CEP, número de telefone, número do documento de identificação,</p><p>CPF/CNPJ do requerente;</p><p>III - placa do veículo e número do auto de infração de trânsito;</p><p>IV - exposição dos fatos, fundamentos legais e/ou documentos que comprovem a alegação;</p><p>V - data e assinatura do requerente ou de seu representante legal.</p><p>Parágrafo único. A defesa ou recurso deverá ter somente um auto de infração como objeto.</p><p>Art. 4º A defesa ou recurso não será conhecido quando:</p><p>I - for apresentado fora do prazo legal;</p><p>II - não for comprovada a legitimidade;</p><p>III - não houver a assinatura do recorrente ou seu representante legal;</p><p>IV - não houver o pedido, ou este for incompatível com a situação fática;</p><p>V - não comprovado o pagamento do valor da multa, nos termos do § 2º do art. 288 do CTB;</p><p>Art. 5º A defesa ou recurso deverá ser apresentado com os seguintes documentos:</p><p>I - requerimento de defesa ou recurso;</p><p>II - cópia da notificação de autuação, notificação da penalidade quando for o caso ou auto de infração ou</p><p>documento que conste placa e o número do auto de infração de trânsito;</p><p>III - cópia da CNH ou outro documento de identificação que comprove a assinatura do requerente e,</p><p>quando pessoa jurídica, documento comprovando a representação;</p><p>IV - cópia do CRLV;</p><p>V - procuração, quando for o caso.</p><p>Art. 6º A defesa ou o recurso deverá ser protocolado no órgão ou entidade de trânsito autuador ou</p><p>enviado, via postal, para o seu endereço, respeitado o disposto no artigo 287 do C.T.B.</p><p>Art. 7º Os processos de defesa e de recurso, depois de julgados e juntamente com o resultado de sua</p><p>apreciação deverão permanecer com o órgão autuador ou a sua JARI.</p><p>Art. 8º A defesa ou recurso referente a veículo registrado em outro órgão executivo de trânsito deverá</p><p>permanecer arquivado junto ao órgão ou entidade de trânsito autuador ou a sua JARI.</p><p>Art. 9º O órgão ou entidade de trânsito e os órgãos recursais poderão solicitar ao requerente que</p><p>apresente documentos ou outras provas admitidas em direito, definindo prazo para sua apresentação.</p><p>Parágrafo único. Caso não seja atendida a solicitação citada no caput deste artigo será a defesa ou</p><p>recurso analisado e julgado no estado que se encontra.</p><p>Art. 10. O órgão ou entidade de trânsito ou os órgãos recursais deverão suprir eventual ausência de</p><p>informação ou documento, quando disponível.</p><p>Art. 11. O requerente até a realização do julgamento poderá desistir, por escrito, da defesa ou recurso</p><p>apresentado.</p><p>Art. 12. Esta resolução entra em vigor em 30 de junho de 2009, quando ficará revogada a Resolução nº</p><p>239/07.</p><p>Código de Trânsito Brasileiro, Art. 288 e 289:</p><p>Art. 288. Das decisões da JARI cabe recurso a ser interposto, na forma do artigo seguinte, no prazo de</p><p>trinta dias, contado da publicação ou da notificação da decisão.</p><p>§ 1º O recurso será interposto, da decisão do não provimento, pelo responsável pela infração, e da</p><p>decisão de provimento, pela autoridade que impôs a penalidade.</p><p>§ 2º (Revogado pela Lei nº 12.249, de 2010)</p><p>Art. 289. O recurso de que trata o artigo anterior será apreciado no prazo de trinta dias:</p><p>I - tratando-se de penalidade imposta pelo órgão ou entidade de trânsito da União:</p><p>a) em caso de suspensão do direito de dirigir por mais de seis meses, cassação do documento de</p><p>habilitação ou penalidade por infrações gravíssimas, pelo CONTRAN;</p><p>b) nos demais casos, por colegiado especial integrado pelo Coordenador-Geral da JARI, pelo</p><p>Presidente da Junta que apreciou o recurso e por mais um Presidente de Junta;</p><p>II - tratando-se de penalidade imposta por órgão ou entidade de trânsito estadual, municipal ou do Distrito</p><p>Federal, pelos CETRAN E CONTRANDIFE, respectivamente.</p><p>Parágrafo único. No caso da alínea b do inciso I, quando houver apenas uma JARI, o recurso será julgado</p><p>por seus próprios membros.</p><p>2 Local para apresentação do recurso</p><p>Art. 287 do CTB:</p><p>Art. 287. Se a infração for cometida em localidade diversa daquela do licenciamento do veículo, o recurso</p><p>poderá ser apresentado junto ao órgão ou entidade de trânsito da residência ou domicílio do infrator.</p><p>Parágrafo único. A autoridade de trânsito que receber o recurso deverá remetê-lo, de pronto, à autoridade</p><p>que impôs a penalidade acompanhado das cópias dos prontuários necessários ao julgamento.</p><p>3 Do efeito suspensivo</p><p>A legislação prevê a concessão de efeito suspensivo para infrações e</p><p>penalidades enquanto não se esgotarem todas as instâncias administrativas</p><p>de julgamento.</p><p>Art. 284 do CTB:</p><p>Art. 284. O pagamento da multa poderá ser efetuado até a data do vencimento expressa na notificação,</p><p>por oitenta por cento do seu valor.</p><p>(…)</p><p>§ 3º Não incidirá cobrança moratória e não poderá ser aplicada qualquer restrição, inclusive para</p><p>fins de licenciamento e transferência, enquanto não for encerrada a instância administrativa de</p><p>julgamento de infrações e penalidades. (Incluído pela Lei nº 13.281,</p><p>de 2016)</p><p>Art. 285 do CTB:</p><p>Art. 285. O recurso previsto no art. 283 será interposto perante a autoridade que impôs a penalidade, a</p><p>qual remetê-lo-á à JARI, que deverá julgá-lo em até trinta dias.</p><p>§ 1º O recurso não terá efeito suspensivo.</p><p>§ 2º A autoridade que impôs a penalidade remeterá o recurso ao órgão julgador, dentro dos dez dias úteis</p><p>subsequentes à sua apresentação, e, se o entender intempestivo, assinalará o fato no despacho de</p><p>encaminhamento.</p><p>§ 3º Se, por motivo de força maior, o recurso não for julgado dentro do prazo previsto neste artigo, a</p><p>autoridade que impôs a penalidade, de ofício, ou por solicitação do recorrente, poderá conceder-lhe efeito</p><p>suspensivo.</p><p>4 Julgamento no Processo Administrativo</p><p>Nos processos judiciais, o juiz fica restrito à verdade formal que advém</p><p>dos autos, não podendo julgar além, aquém ou fora do que lhe é requerido.</p><p>Nos processos da JARI, os julgadores possuem maior independência,</p><p>podendo constatar a inconsistência ou irregularidade de um Auto de</p><p>Infração de Trânsito quando restar prejudicado o julgamento do mérito em</p><p>face de vício não observado pelo recorrente.</p><p>Exemplo: Infração por não usar o cinto de segurança cujo campo de</p><p>observações é preenchido sobre utilização de telefone celular.</p><p>A princípio, o conjunto probatório deve ser produzido pelo recorrente,</p><p>não impedindo, todavia, que o relator, revisor ou presidente da JARI solicite</p><p>documentos ou realize diligências a fim de esclarecer os fatos e formar seu</p><p>convencimento.</p><p>A Lei nº 9.784, de 29 de Janeiro de 1999, elenca os princípios do</p><p>processo administrativo e estabelece os critérios gerais:</p><p>Lei 9.784/99:</p><p>Art. 2o A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade,</p><p>motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica,</p><p>interesse público e eficiência.</p><p>Parágrafo único. Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de:</p><p>I - atuação conforme a lei e o Direito;</p><p>II - atendimento a fins de interesse geral, vedada a renúncia total ou parcial de poderes ou competências,</p><p>salvo autorização em lei;</p><p>III - objetividade no atendimento do interesse público, vedada a promoção pessoal de agentes ou</p><p>autoridades;</p><p>IV - atuação segundo padrões éticos de probidade, decoro e boa-fé;</p><p>V - divulgação oficial dos atos administrativos, ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas na</p><p>Constituição;</p><p>VI - adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida</p><p>superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público;</p><p>VII - indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão;</p><p>VIII – observância das formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados;</p><p>IX - adoção de formas simples, suficientes para propiciar adequado grau de certeza, segurança e respeito</p><p>aos direitos dos administrados;</p><p>X - garantia dos direitos à comunicação, à apresentação de alegações finais, à produção de provas e à</p><p>interposição de recursos, nos processos de que possam resultar sanções e nas situações de litígio;</p><p>XI - proibição de cobrança de despesas processuais, ressalvadas as previstas em lei;</p><p>XII - impulsão, de ofício, do processo administrativo, sem prejuízo da atuação dos interessados;</p><p>XIII - interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a</p><p>que se dirige, vedada aplicação retroativa de nova interpretação.</p><p>( )</p><p>( )</p><p>( )</p><p>( )</p><p>( )</p><p>( )</p><p>( )</p><p>Capítulo V</p><p>Prática - Secretário</p><p>1 Formulário de requerimento do recorrente</p><p>Deve ser preenchido pelo recorrente com as razões do recurso:</p><p>Junta Administrativa de Recursos de Infrações - JARI</p><p>REQUERIMENTO PARA RECURSO EM 1ª INSTANCIA – JARI</p><p>O Requerimento de recurso deverá ser apresentado por escrito de forma</p><p>legível, no prazo estabelecido, juntamente com a seguinte documentação:</p><p>(RESOLUÇÃO Nº 299/08 DO CONTRAN).</p><p>Requerimento preenchido e assinado;</p><p>Cópia (frente e verso) da notificação da Penalidade;</p><p>Cópia da CNH ou outro documento de identificação que comprove a</p><p>assinatura do requerente;</p><p>Cópia do CRLV (certificado de Registro e Licenciamento do Veículo);</p><p>Quando pessoa jurídica, documentos comprovando a representação</p><p>(contrato social da empresa);</p><p>Procuração original com firma reconhecida em cartório;</p><p>Exposição dos fatos, fundamentos legais e/ou documentos que</p><p>comprovem a alegação.</p><p>Para cada penalidade imposta por infração cometida deverá ser interposto</p><p>um recurso específico.</p><p>Ilmo. Sr. Presidente da JARI e membros julgadores venho interpor o</p><p>competente recurso e para tanto, expor e alegar em defesa o fato de que:</p><p>Ant Pelo exposto, requer o cancelamento da penalidade imposta com a</p><p>consequente revogação dos pontos de meu pron prontuário.</p><p>, ______ de____________de 20____. Assinatura:</p><p>____________________________________</p><p>2 Protocolo de Atendimento</p><p>O recorrente atendido no órgão ou entidade de trânsito receberá um</p><p>protocolo de atendimento que fixa a data da interposição do recurso, a fim</p><p>de estabelecer os prazos para julgamento e aplicação de efeito suspensivo.</p><p>No caso de remessa postal, vale a data da postagem da correspondência.</p><p>3 Formação do processo com juntada de documentos</p><p>Para compor os autos do processo, o secretário preencherá uma folha</p><p>de rosto e juntará, além dos documentos entregues pelo recorrente, todos</p><p>os disponíveis no órgão referente ao caso, tais como:</p><p>- Requerimento com as razões do recorrente;</p><p>- Espelho da multa;</p><p>- Cópia do Auto de Infração de Trânsito;</p><p>- Foto anexada ao Auto de Infração de Trânsito (se houver);</p><p>- Defesa prévia (se houver);</p><p>Folha de rosto do Processo:</p><p>Junta Administrativa de Recursos de Infrações – JARI</p><p>RECURSO EM 1a INSTÂNCIA – JARI</p><p>PROCESSO RECURSO Nº: PROTOCOLO:</p><p>Proprietário:</p><p>Condutor:</p><p>Data do Protocolo/Postagem:</p><p>Placa: Processamento: AIT:</p><p>Nº de Folhas do Processo:</p><p>(numeradas e assinadas):</p><p>Nº de Folhas</p><p>anexadas</p><p>ao processo:</p><p>__________________</p><p>Totais folhas:</p><p>_________________</p><p>4 Protocolo de tramitação do processo</p><p>Após a formação, deverá ser elaborado um protocolo de tramitação do</p><p>processo para o devido controle e posterior arquivo.</p><p>Junta Administrativa de Recursos de Infrações - JARI</p><p>TRAMITAÇÕES DOS PROCESSOS</p><p>5 Resumo do parecer dos membros</p><p>Apreciado o recurso, será anexado o resumo do parecer dos membros</p><p>participantes com suas respectivas assinaturas:</p><p>Junta Administrativa de Recursos de Infrações - JARI</p><p>PARECER DO RECURSO Nº</p><p>RECORRENTE:</p><p>PLACA: PROCESSAMENTO: AIT:</p><p>CÓDIGO MULTA: DATA INFRAÇÃO: PROTOCOLO:</p><p>RECURSO DEFERIDO</p><p>Visto o presente Recurso sobre multa que foi atribuída ao recorrente,</p><p>conforme se constata pela notificação, anexa, após apreciação do Recurso e</p><p>análise da ocorrência, esta Junta, quando da sua ______ Sessão Ordinária, de</p><p>___ de ____________ de ______, após deliberar com a composição dos</p><p>seus Membros, em conformidade com o Regimento Interno e diretrizes</p><p>estabelecidas pelo CONTRAN, através do artigo 17 da Lei nº. 9503, de 23</p><p>de Setembro de 1997, e em consonância com os dispositivos vigentes do</p><p>CTB e do _________________________, diante do exposto, por</p><p>unanimidade dos votos, concluiu que a penalidade imposta fica afastada em</p><p>todos os seus efeitos, e processará a BAIXA nos respectivos registros junto</p><p>ao órgão Executivo de Trânsito.</p><p>______________________________________________</p><p>Presidente - JARI</p><p>_______________________________________________</p><p>Representante do Órgão Autuador</p><p>________________________________________________</p><p>Representante de Usuários</p><p>Local e data.</p><p>Junta Administrativa de Recursos de Infrações – JARI</p><p>PARECER DO RECURSO Nº</p><p>RECORRENTE:</p><p>PLACA: PROCESSAMENTO: AIT:</p><p>CÓDIGO MULTA: DATA INFRAÇÃO: PROTOCOLO:</p><p>RECURSO INDEFERIDO</p><p>Visto o presente Recurso sobre multa que foi atribuída ao recorrente,</p><p>conforme se constata pela notificação, anexa, após apreciação do recurso e</p><p>análise da ocorrência, esta Junta, após deliberar com a composição dos seus</p><p>Membros,</p><p>em conformidade com o Regimento Interno e diretrizes</p><p>estabelecidas pelo CONTRAN, através do artigo 17 da Lei nº. 9503, de 23</p><p>de Setembro de 1997, e em consonância com os dispositivos vigentes do</p><p>CTB e do _______________________, quando da sua décima sexta Sessão</p><p>Ordinária, de ____de _______________________ de __________, diante</p><p>do exposto, por unanimidade de votos, ante a falta de justificativa plausível</p><p>que descaracterize o auto de infração, concluiu-se pela manutenção à</p><p>imposição, devendo permanecer a penalidade imposta.</p><p>________________________________________________</p><p>Presidente – JARI</p><p>________________________________________________</p><p>Representante do SMTT</p><p>______________________________________________</p><p>Representante de Usuários</p><p>Local e Data.</p><p>6 Ata da Sessão Ordinária/Extraordinária</p><p>Deverá ser lavrada a ata da sessão com o resultado dos julgamentos, a</p><p>ser lida e assinada pelos membros no mesmo dia ou no início da sessão</p><p>seguinte, conforme determinar o regimento interno.</p><p>Junta Administrativa de Recursos de Infrações – JARI</p><p>ATA DA___ SESSÃO ORDINÁRIA DA JARI/20____</p><p>Aos _____ dias do mês de _______ do ano de ____________, às</p><p>________ horas, na ______________________(local), sito à</p><p>______________________________________ (endereço), reuniram-se os</p><p>membros da Junta Administrativa de Recursos de Infrações – JARI, em sua</p><p>_______ Sessão Ordinária. Presentes: o Presidente</p><p>___________________________, os membros:</p><p>____________________________ e</p><p>______________________________,_____________________________,</p><p>Secretário executivo. O Presidente deu início à sessão fazendo a leitura e</p><p>aprovação da ATA da sessão anterior e assim todos os membros assinaram.</p><p>Posteriormente, o presidente deu sequência, colocando em julgamento os</p><p>seguintes processos administrativos, cujas decisões serão encaminhadas aos</p><p>recorrentes, via remessa Postal, e publicadas no</p><p>____________________________________, conforme Edital de Publicação</p><p>nº _________________, que receberam os seguintes pareceres: Recurs'o:</p><p>nº _____________, decisão: Deferido; Relator:</p><p>______________________________; Recurso: nº________________,</p><p>decisão: Indeferido; Relator: _________________________________.</p><p>Depois de expedidos o Edital de Publicação e o parecer da decisão da Junta,</p><p>os membros assinaram a lista de presença. Houve a distribuição dos</p><p>processos aos membros para a sessão do dia __________________ de</p><p>_________________ de _______. Os trabalhos foram dados como</p><p>encerrados pelo Presidente e, nada mais havendo a constar, foi lavrada a</p><p>presente Ata.</p><p>Local e data.</p><p>Presidente</p><p>Representante de Usuários</p><p>Representante do</p><p>órgão autuador</p><p>Secretária Geral</p><p>7 Publicação de Edital</p><p>Encerrada a sessão, será providenciada a publicação de Edital com o</p><p>resultado dos julgamentos:</p><p>Junta Administrativa de Recursos de Infrações – JARI</p><p>EDITAL DE PUBLICAÇÃO N.º ____________</p><p>Nos termos e conformidade dos dispositivos regulamentares vigentes,</p><p>faz-se público, para conhecimento dos interessados, que esta Junta</p><p>Administrativa de Recursos de Infrações (JARI), quando das sessões</p><p>realizadas no dia______ de ___________ de __________, julgou os</p><p>recursos abaixo especificados com as seguintes decisões:</p><p>Das decisões da JARI cabem recursos tempestivamente, dentro do prazo</p><p>de 30 (trinta) dias contados da publicação, ao</p><p>____________________________________, sito à</p><p>__________________________________________(Endereço). O Recurso</p><p>deverá ser protocolado nesta JARI.</p><p>Local e data.</p><p>Presidente da JARI</p><p>8 Noti�cação ao recorrente</p><p>A Resolução 619/2016, VI do CONTRAN, estabelece e normatiza os</p><p>procedimentos para os recursos administrativos:</p><p>Resolução 619/2016, VI do CONTRAN:</p><p>Art. 14. Aplicadas as penalidades de que trata esta Resolução, caberá recurso em primeira instância na</p><p>forma dos artigos 285, 286 e 287 do CTB, que serão julgados pelas JARI que funcionam junto ao órgão de</p><p>trânsito que aplicou a penalidade, respeitado o disposto no § 2º do art. 10 desta Resolução.</p><p>Art. 15. Das decisões da JARI caberá recurso em segunda instância na forma dos arts. 288 e 289 do CTB.</p><p>Art. 16. O recorrente deverá ser informado das decisões dos recursos de que tratam os artigos 14 e 15.</p><p>Parágrafo único. No caso de deferimento do recurso de que trata o art. 13, o recorrente deverá ser</p><p>informado se a autoridade recorrer da decisão.</p><p>Art. 17. Somente depois de esgotados os recursos, as penalidades aplicadas poderão ser cadastradas no</p><p>RENACH.</p><p>Modelo de comunicação ao recorrente:</p><p>JARI</p><p>RECURSO:</p><p>AIT:</p><p>EM CONFORMIDADE COM A LEGISLAÇÃO VIGENTE, A JUNTA</p><p>ADMINISTRATIVA DE RECURSOS DE INFRAÇÕES - JARI, APÓS</p><p>DELIBERAR, RESOLVE PELO NÃO PROVIMENTO DO RECURSO,</p><p>MANTENDO A PENALIDADE APLICADA.</p><p>IMPORTANTE: DA DECISÃO DA JARI, QUE ESTÁ A SUA</p><p>DISPOSIÇÃO NA _____________________________________, CABE</p><p>RECURSO, A SER INTERPOSTO AO ________________, NO PRAZO DE</p><p>30 (TRINTA) DIAS CONTADO DESSA NOTIFICAÇÃO, DA DECISÃO</p><p>QUE DEVE SER PROTOCOLADA NESTA _________________,</p><p>CONFORME ARTIGOS 288, 289 E 290 DA LEI Nº9.503, DE 23 DE</p><p>SETEMBRO DE 1997 (CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO).</p><p>PRESIDENTE - JARI</p><p>9 Recurso para 2a instância</p><p>Caso o recorrente ou a Autoridade de Trânsito recorram para 2a</p><p>instância, o secretário da JARI encaminhará o recurso anexo à folha de rosto</p><p>abaixo:</p><p>INFORMAÇÕES REFERENTES AO RECURSO EM</p><p>1ª INSTÂNCIA-JARI:</p><p>1. Data do protocolo de recebimento/postagem: _____________</p><p>( ) Tempestivo ( ) Intempestivo</p><p>2. Nome do (a) recorrente: _______________________________</p><p>3. Placa do veículo: ______________ Cód. Infração: ______________</p><p>5. Nº do auto de infração: _____________</p><p>6. Nº processamento: ________________</p><p>7. Data da expedição da notificação de autuação ao Correio:</p><p>__________</p><p>8. Data da entrega da notificação de autuação ao destinatário:</p><p>__________</p><p>9.Data de publicação do edital de notificação de autuação: __________</p><p>10.Data da expedição da notificação de penalidade ao Correio:</p><p>__________</p><p>11.Data da entrega da notificação de penalidade ao destinatário:</p><p>__________</p><p>12. Data de publicação do edital de notificação de penalidade:</p><p>_________</p><p>13. Recurso JARI nº: _____________</p><p>14. Julgamento: Data: _______________ Sessão: ______________</p><p>15. Decisão: ( ) Deferido; ( ) Indeferido;</p><p>16. Data de publicação da decisão da JARI: ___________________</p><p>Presidente/JARI</p><p>Capítulo VI</p><p>Prática - Membros</p><p>1 Distribuição e conteúdo do voto</p><p>Distribuído o processo pelo presidente, conforme determinado pelo</p><p>Regimento Interno, o membro, se for o caso, apontará alguma suspeição</p><p>quanto a sua relatoria, nos casos de parentesco, amizade íntima ou</p><p>inimizade com o recorrente, a fim de que o processo seja redistribuído na</p><p>forma da lei.</p><p>O Voto se assemelha ao da sentença judicial constante no Artigo 489 do</p><p>Código de Processo Civil, contendo:</p><p>- O relatório, com o nome do recorrente, a identificação da infração, o</p><p>resumo das razões e do pedido;</p><p>- os fundamentos, em que o relator analisará as questões de fato e de</p><p>direito;</p><p>- O dispositivo, em que o relator resolverá as questões principais e</p><p>fundamentará sua decisão conforme a legislação vigente;</p><p>O voto poderá conter as seguintes decisões:</p><p>- Deferido: Acolhe as razões do recurso e cancela a penalidade aplicada;</p><p>- Indeferido: Não acolhe as razões do recurso com a manutenção da</p><p>penalidade imposta;</p><p>- Não conhecido: Não analisa o mérito, mantendo a penalidade</p><p>aplicada, uma vez que o recurso encontra-se intempestivo, ilegítimo,</p><p>apócrifo ou inepto.</p><p>2 Modelo de voto (Deferido)</p><p>PROPRIETÁRIO:</p><p>RECORRENTE:</p><p>Nº PROCESSO: PLACA VEÍCULO:</p><p>Nº PROTOCOLO: DATA LIMITE RECURSO:</p><p>INFRAÇÃO: Avançar o sinal vermelho do semáforo</p><p>ARTIGO: 208 ENQUADRAMENTO CTB: 6050</p><p>Recurso Tempestivo</p><p>Relatório:</p><p>Trata-se de recurso administrativo interposto por</p><p>_________________________________, impugnando a autuação que</p><p>incide sobre o veículo _____________________, placas _____________,</p><p>pela prática de infração de trânsito tipificada no artigo 208 do CTB, por</p><p>avançar o sinal vermelho</p><p>do semáforo.</p><p>A condutora do veículo notificado requer o cancelamento da penalidade</p><p>imposta alegando estado de necessidade, uma vez que transportava criança</p><p>em crise convulsiva generalizada. Apresenta documentação probatória do</p><p>fato.</p><p>Meu voto:</p><p>Analisando o caso em tela, verifico que se trata de circunstância</p><p>provocada por fatos devidamente comprovados através do atestado</p><p>médico juntado, datado do dia e hora da infração cometida, bem como do</p><p>termo de internação emitido pelo Hospital com a entrada do menor,</p><p>também no mesmo dia, hora e local próximos ao da infração.</p><p>Está caracterizada a imprevisibilidade, cujo artigo 24 do Código Penal,</p><p>que é subsidiário à legislação de trânsito, protege com a excludente de</p><p>ilicitude.</p><p>Art. 24. Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar de perigo atual, que não</p><p>provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio, cujo sacrifício, nas</p><p>circunstâncias, não era razoável exigir-se.</p><p>Pelo exposto, entendendo caracterizada a excludente de punibilidade no</p><p>caso em voga, outro não pode ser meu parecer senão pelo deferimento do</p><p>pedido formulado pela recorrente, favoravelmente ao cancelamento da</p><p>pena hostilizada.</p><p>Local e data</p><p>_________________________________</p><p>RELATOR</p><p>3 Modelo de voto (Indeferido)</p><p>PROPRIETÁRIO:</p><p>RECORRENTE:</p><p>Nº PROCESSO: PLACA VEÍCULO:</p><p>Nº PROTOCOLO: DATA LIMITE RECURSO:</p><p>INFRAÇÃO: Parar sobre faixa de pedestre na mudança de sinal luminoso.</p><p>ARTIGO: 183 ENQUADRAMENTO CTB: 5673</p><p>Recurso Tempestivo</p><p>Relatório:</p><p>Trata-se de recurso administrativo interposto por</p><p>___________________________, impugnando a autuação que incide sobre</p><p>o veículo _________________, placas ____________, pela prática de</p><p>infração de trânsito tipificada no artigo 183 do CTB, por parar com o</p><p>veículo sobre a faixa de pedestres na mudança de sinal luminoso.</p><p>O condutor do veículo notificado aduz que não parou o veículo sobre a</p><p>faixa, estando em movimento, transpondo a via na ocasião da troca de</p><p>sinais do verde para o amarelo. Alega também que a faixa de pedestres</p><p>margeia o cruzamento, motivo pelo qual a infração ocorrida seria tipificada</p><p>pelo artigo 182, VII, do CTB. Argumenta não existir sinalização que</p><p>mencione que no local existia fiscalização eletrônica, com base nos artigos</p><p>80, § 1º, 81 e 90, § 1º do CTB. Por fim, requer a conversão da penalidade</p><p>em advertência por escrito, nos termos do art. 267 do CTB.</p><p>Meu Voto:</p><p>Inicialmente, ressaltamos que a infração praticada pelo recorrente</p><p>encontra-se devidamente registrada pelo equipamento de fiscalização</p><p>eletrônica, podendo-se observar no registro fotográfico existente junto ao</p><p>AIT, fazendo prova do ilícito, nos termos do artigo 280, § 2.º, do CTB.</p><p>No caso em tela, verifica-se, pelos registros fotográficos acostados no</p><p>processo (folha 2), que o condutor adentrou na faixa de pedestres com o</p><p>sinal vermelho acionado por 9 segundos. Ademais, constata-se que uma</p><p>pedestre realizava a travessia e uma motocicleta aguardava a abertura do</p><p>sinal antes da faixa. Portanto, não se justificam as alegações do recorrente</p><p>de que o veículo estava em movimento.</p><p>Também não lhe assiste a justificativa da não existência de placas de</p><p>sinalização da fiscalização eletrônica, uma vez que as mesmas estão</p><p>devidamente acondicionadas e visíveis no local.</p><p>Está apregoado no CTB, ao tratar das regras gerais de circulação e</p><p>conduta, no artigo 44 e 45, que todo condutor, ao aproximar-se de</p><p>cruzamento sinalizado, assiste o dever de prestar a máxima atenção,</p><p>dirigindo com velocidade moderada, para que possa parar seu veículo antes</p><p>do cruzamento, mesmo que o sinal luminoso lhe seja favorável, assim,</p><p>aplicando-se o caso ao requerente, esse deveria ter parado seu veículo</p><p>antes da faixa de retenção, ante a eminência de vir a prejudicar o trânsito, o</p><p>qual, ao não fazê-lo, se sujeitou aos rigores da lei.</p><p>Posto isto, passamos à análise do pedido da conversão da penalidade de</p><p>multa em advertência, com base no disposto no artigo 267 do CTB.</p><p>Cabe exclusivamente à autoridade de trânsito a aplicação das</p><p>penalidades administrativas previstas no Código de Trânsito Brasileiro,</p><p>assim, a JARI não tem competência para converter a penalidade de multa</p><p>em advertência, sob pena de exercer competência que a lei não lhe</p><p>confere.</p><p>Nestes termos, outro não pode ser meu parecer, senão pelo</p><p>indeferimento do pedido feito pelo recorrente, mantendo-lhe a penalidade</p><p>imposta, por estar perfeitamente caracterizada a infração praticada, incursa</p><p>no artigo 183 do CTB.</p><p>Local e data.</p><p>_________________________________________</p><p>RELATOR</p><p>4 Modelo de voto (Não conhecido)</p><p>PROPRIETÁRIO:</p><p>RECORRENTE:</p><p>Nº PROCESSO: PLACA VEÍCULO:</p><p>Nº PROTOCOLO: DATA LIMITE RECURSO:</p><p>INFRAÇÃO: Estacionar ao lado de outro veículo em fila dupla.</p><p>ARTIGO: 181 XI ENQUADRAMENTO CTB: 548-7</p><p>Recurso Tempestivo</p><p>Relatório:</p><p>Trata-se de recurso administrativo interposto por</p><p>__________________________, impugnando a autuação que incide sobre</p><p>o veículo _____________________, placas _______________, pela prática</p><p>de infração de trânsito tipificada no artigo 181, XI, do CTB, por estacionar</p><p>ao lado de outro veículo em fila dupla.</p><p>Meu Voto:</p><p>Vistos e examinados os autos do presente processo, constatamos a</p><p>impossibilidade jurídica de prestar qualquer parecer a respeito do caso em</p><p>tela, eis que, consoante denota-se da peça recursal acostada aos autos, o</p><p>recorrente não apresenta cópia de documento de identificação que</p><p>comprove a assinatura do requerente, conforme Resolução 299, Art. 5º, III,</p><p>do CONTRAN, fato esse imprescindível ao conhecimento do mesmo, uma</p><p>vez que a legitimidade da defesa não foi comprovada, nos termos do Art.</p><p>4º, II, da mesma resolução.</p><p>Em face da verificação da ilegitimidade, deixo de analisar seu mérito.</p><p>Sendo assim, e diante do exposto, voto pelo não conhecimento do</p><p>presente recurso.</p><p>Local e data.</p><p>________________________________________</p><p>RELATOR</p><p>5 Modelo de voto (Desempate)</p><p>PROPRIETÁRIO:</p><p>RECORRENTE:</p><p>Nº PROCESSO: PLACA VEÍCULO:</p><p>Nº PROTOCOLO: DATA LIMITE RECURSO:</p><p>INFRAÇÃO: Estacionar em desacordo com a regulamentação –</p><p>Estacionamento Rotativo</p><p>ARTIGO: 181 - XVII ENQUADRAMENTO CTB: 5541-2</p><p>Recurso Tempestivo</p><p>De acordo com o Regimento Interno desta JARI, Art.____, vigente pelo</p><p>Decreto _______________, recebo o presente processo para voto de</p><p>desempate.</p><p>Relatório:</p><p>Trata-se de recurso administrativo interposto por</p><p>____________________________, impugnando a autuação que incide</p><p>sobre o veículo ________________, placas ____________, pela prática de</p><p>infração de trânsito tipificada no artigo 181 - XVII do CTB, por estacionar</p><p>em desacordo com a regulamentação – Estacionamento Rotativo.</p><p>O recorrente aduz que o tempo de 10 minutos para regularização da</p><p>vaga não foi observado pelo agente, juntando aos autos os comprovantes</p><p>de liberação com os respectivos avisos.</p><p>Meu Voto:</p><p>Após análise do processo e pareceres do relator e do revisor, verifico</p><p>que a controvérsia acerca da questão está assentada sobre a tolerância de</p><p>10 minutos para regularização do veículo para a utilização da segunda hora</p><p>consecutiva da vaga.</p><p>No caso em tela, o recorrente regularizou a permanência do veículo</p><p>para a utilização da primeira hora no prazo de 10 minutos e utilizou-se do</p><p>mesmo prazo de carência para a segunda hora contínua.</p><p>Vejamos o que reza o Decreto nº ____________, que regulamenta o</p><p>estacionamento rotativo:</p><p>Art. 5º. O estacionamento rotativo pago funcionará no período das 8h às 18h horas de segunda a sexta a</p><p>6ªfeira e das 8h às 13h aos sábados, sendo permitida a permanência máxima contínua de 2 (duas) horas</p><p>na mesma vaga dentro dos horários previstos neste artigo, com carência de 10 (dez) minutos para</p><p>regularização.</p><p>A legislação que regulamenta o caso em concreto não estabelece que o</p><p>prazo de carência de 10 minutos fica adstrito á utilização da primeira hora,</p><p>restando por interpretação lógica que o mesmo se estende para a primeira</p><p>e segunda horas.</p><p>Ademais, o aviso de irregularidade consoante à</p><p>segunda hora contém o</p><p>prazo de carência de 10 minutos, que foi cumprido pelo recorrente.</p><p>Pelo exposto, entendo que o AIT encontra-se irregular, portanto, voto</p><p>pelo deferimento do pedido formulado pelo recorrente, favoravelmente à</p><p>anulação da pena hostilizada.</p><p>Local e data.</p><p>_________________________________________</p><p>PRESIDENTE</p><p>6 Encerramento da sessão</p><p>Após a análise dos processos, o presidente declara o encerramento da</p><p>sessão, distribui os processos a serem relatados e assina a folha de presença</p><p>junto com os demais membros.</p><p>LISTA DE PRESENÇA DA ____ SESSÃO ORDINÁRIA</p><p>JUNTA ADMINISTRATIVA DE RECURSOS DE INFRAÇÕES – JARI</p><p>EM _____ DE _________________ DE 20____.</p><p>________________________________________________</p><p>Presidente – JARI</p><p>________________________________________________</p><p>Representante do SMTT</p><p>________________________________________________</p><p>Representante de Usuários</p><p>________________________________________________</p><p>Secretário Geral</p><p>Local e data.</p><p>-</p><p>Capítulo VII</p><p>Fluxograma: Do AIT ao Julgamento em 2ª Instância</p><p>Julgamento do recurso em 2a instância:</p><p>Recurso interposto pelo condutor / proprietário:</p><p>Provimento: Arquivamento.</p><p>-</p><p>Não Provimento: Processamento.</p><p>Recurso interposto pela autoridade de trânsito:</p><p>Provimento: Processamento.</p><p>Não Provimento: Arquivamento.</p><p>Capítulo VIII</p><p>Modelo para Defesa e Recursos em 1a e 2a Instâncias</p><p>1. Cabeçalho.</p><p>Defesa Prévia: À AUTORIDADE DE TRÂNSITO DO MUNICÍPIO (OU</p><p>ESTADO) DE _________________/UF.</p><p>Ref.: Defesa de infração de trânsito – AIT nº ______________________.</p><p>JARI: AO SENHOR(a) PRESIDENTE DA JUNTA ADMINISTRATIVA DE</p><p>RECURSOS DE INFRAÇÕES DE TRÂNSITO – JARI.</p><p>Ref.: Recurso de infração de trânsito – AIT nº ______________________</p><p>2a Instância: AO SENHOR (a) CONSELHEIRO(a) DO CONSELHO</p><p>(Nacional, Estadual ou Distrital) DE TRÂNSITO DE(A) ____________.</p><p>Ref.: Recurso de infração de trânsito – AIT nº</p><p>______________________.</p><p>2. Apresentação.</p><p>Eu, (nome completo, sem abreviaturas), (profissão), (estado civil),</p><p>inscrito no RG sob o nº…, CPF nº…, CNH nº…, residente à rua…, cidade</p><p>de …, telefone nº………………….,venho perante Vossa Senhoria,</p><p>conforme a Lei nº 9.503, de 23/09/97, interpor recurso (ou defesa) contra</p><p>aplicação de penalidade (ou autuação de penalidade) por suposta infração de</p><p>trânsito, conforme notificação anexa (anexar toda documentação exigida).</p><p>-</p><p>-</p><p>-</p><p>-</p><p>De acordo com a referida notificação, o veículo … (Coloque marca,</p><p>modelo, ano, placas e chassi de seu veículo), consoante comprova cópia do</p><p>CRLV (anexo), supostamente, infringira disposição constante do artigo 181,</p><p>VIII, do Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9503/97), na Rua … (local da</p><p>infração), no dia … (data e hora), por estacionar o veículo sobre faixa</p><p>destinada a pedestre (exemplo).</p><p>Venho desde já requerer que tal decisão, imposta pela autoridade de</p><p>trânsito, seja devidamente cancelada por esta (e) (Autoridade – JARI –</p><p>Conselho), por meio e consequência dos fatos e fundamentos jurídicos</p><p>abaixo aduzidos.</p><p>3. Pedido de conversão em advertência por escrito.</p><p>Atenção: Este requerimento somente poderá ser encaminhado à autoridade</p><p>de trânsito no prazo para a defesa prévia, com ou sem razões de mérito.</p><p>Tendo em vista que não sou reincidente nos últimos 12 meses, venho</p><p>requerer que a suposta infração leve (ou média) a mim atribuída, através do</p><p>Auto de Infração de Trânsito número _____________, seja convertida em</p><p>Penalidade de Advertência por Escrito, nos termos do Artigo 267 do</p><p>CTB e da Resolução 619/2016, Art. 10, § 1º, 2º e 3º, do CONTRAN.</p><p>Encaminhar a documentação abaixo:</p><p>Requerimento;</p><p>Documento que demonstra a pontuação do condutor nos últimos 12</p><p>meses;</p><p>Cópia da Notificação de Autuação (frente e verso);</p><p>Cópia da CNH.</p><p>4. Preliminar de mérito.</p><p>As preliminares, apresentadas a seguir, poderão ser interpostas isoladas</p><p>ou em conjunto, conforme o caso.</p><p>Argumento 1: Expedição da NAIT fora do prazo legal.</p><p>Solicito o cancelamento do Auto de Infração de Trânsito supra, uma vez</p><p>que o mesmo não cumpriu o dispositivo legal constante no Art. 281 do</p><p>CTB, conforme abaixo:</p><p>Art. 281. A Autoridade de Trânsito, na esfera da competência estabelecida neste Código e dentro de sua</p><p>circunscrição, julgará a consistência do auto de infração e aplicará a penalidade cabível.</p><p>Parágrafo único. O auto de infração será arquivado e seu registro julgado insubsistente:</p><p>II – se, no prazo máximo de trinta dias, não for expedida a notificação de autuação.</p><p>Considerando que a suposta infração a mim atribuída ocorreu no dia</p><p>___________, e a expedição do AIT ocorreu no dia ______________</p><p>(anexo), requer o cancelamento do mesmo, uma vez que esse não atendeu</p><p>o prazo estabelecido em lei.</p><p>Argumento 2: Ausência de notificação formal.</p><p>Considerando que o respectivo Auto de Infração de Trânsito, bem como</p><p>a Notificação de Penalidade não foram notificados, conforme Resolução</p><p>619/16, V, Art.13, requer o cancelamento do mesmo, uma vez que o órgão</p><p>autuador não demonstrou que realizou as tentativas de notificação pessoal</p><p>ou postal, o que acarreta cerceamento de defesa e consequente nulidade.</p><p>Resolução 619/16, V, Art. 13 do CONTRAN- DA NOTIFICAÇÃO POR EDITAL</p><p>Art. 13. Esgotadas as tentativas para notificar o infrator ou o proprietário do veículo por meio postal ou</p><p>pessoal, as notificações de que trata esta Resolução serão realizadas por edital publicado em diário oficial,</p><p>na forma da lei, respeitados o disposto no §1º do art. 282 do CTB e os prazos prescricionais previstos na</p><p>Lei nº 9.873, de 23 de novembro de 1999, que estabelece prazo de prescrição para o exercício de ação</p><p>punitiva.</p><p>Segue abaixo entendimento jurisprudencial do Egrégio Tribunal de Justiça</p><p>do Estado de Minas Gerais, corroborando com o argumento acima:</p><p>3 - Processo: Apelação Cível</p><p>1.0079.11.039479-2/001 0394792-07.2011.8.13.0079 (1)</p><p>Relator(a): Des.(a) Ângela de Lourdes Rodrigues</p><p>Data de Julgamento: 11/06/2015</p><p>Data da publicação da súmula: 22/06/2015</p><p>Ementa:</p><p>EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO ANULATÓRIA - INFRAÇÃO DE</p><p>TRÂNSITO - NOTIFICAÇÃO DA AUTUAÇÃO E DA PENALIDADE -</p><p>POSTAGEM - AUSÊNCIA DE PROVA DA ENTREGA OU DA</p><p>FRUSTRAÇÃO - NOTIFICAÇÃO POR EDITAL - IMPOSSIBILIDADE -</p><p>OFENSA AO CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA - NULIDADE DA</p><p>MULTA - DANOS MORAIS - AUSÊNCIA. Conforme sumulado pelo</p><p>Colendo Superior Tribunal de Justiça no processo administrativo é</p><p>necessária a notificação, tanto da autuação quanto da penalidade para</p><p>imposição de multa de trânsito (Súmula 312). Em obediência aos princípios</p><p>do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório (art. 5º, LV,</p><p>CR) e ante a ausência de prova da entrega ou da frustração da notificação de</p><p>auto de infração de trânsito ao proprietário do veículo mediante aviso de</p><p>recebimento, inadmissível a sua penalização. Por conseguinte, embora a</p><p>notificação por edital esteja prevista no artigo 282 do Código de Trânsito</p><p>Brasileiro, a mesma somente deve ser considerada como válida após</p><p>tentativa de notificação do infrator pela via postal, com a devolução do Aviso</p><p>de Recebimento, comprovando a tentativa de notificação frustrada -</p><p>Deliberação nº 66 do CETRAN/MG. O Código Civil nos seus artigos 927 e</p><p>186 atribui responsabilidade civil àquele que, por ato ilícito, causa dano à</p><p>esfera jurídica de outrem, sendo elementos necessários à sua configuração, a</p><p>ilicitude da conduta, o resultado danoso e o nexo de causalidade entre</p><p>ambos. Na ausência de comprovação do dano o pedido de indenização</p><p>moral deve ser indeferido.</p><p>Argumento 3: Publicação por edital faltando dados obrigatórios.</p><p>Considerando que o respectivo Auto de Infração de Trânsito, bem como</p><p>a Notificação de Penalidade (ou apenas um dos dois) não foram publicados</p><p>na forma da Resolução 619/16 do CONTRAN, V, Art. 13, (vide: publicação</p><p>por edital), requer o cancelamento do mesmo, uma vez que a publicação</p><p>está em desacordo com a legislação (anexar a publicação como prova), o que</p><p>acarreta cerceamento de defesa e consequente nulidade.</p><p>OBS: Utilizar esse argumento somente no caso de notificação por</p><p>edital.</p><p>5. Do Mérito: Inconsistência e/ou irregularidade do AIT.</p><p>Argumento 1: AIT em desacordo com o Art. 280 do CTB –</p><p>preenchimento incorreto.</p><p>O AIT nº_____________ está em desacordo com o Art. 280 do CTB, no</p><p>que tange ao preenchimento do campo _________ (verificar todos os</p><p>campos e identificar alguma irregularidade), o que o torna inconsistente e,</p><p>portanto, nulo de pleno direito.</p><p>Art. 280 do CTB:</p><p>Art. 280. Ocorrendo infração prevista na legislação de trânsito, lavrar-se-á auto de infração, do qual</p><p>constará:</p><p>I - tipificação da infração;</p><p>II - local, data e hora do cometimento da infração;</p><p>III - caracteres da placa de identificação do veículo, sua marca e espécie, e outros elementos julgados</p><p>necessários à sua</p><p>identificação;</p><p>IV - o prontuário do condutor, sempre que possível;</p><p>V - identificação do órgão ou entidade e da autoridade ou agente autuador ou equipamento que comprovar</p><p>a infração;</p><p>VI - assinatura do infrator, sempre que possível, valendo esta como notificação do cometimento da</p><p>infração.</p><p>Argumento 2: Notificação de Penalidade em desacordo com a</p><p>resolução 619/16 do CONTRAN – preenchimento incorreto.</p><p>A Notificação de Penalidade (ou autuação) que move o recurso em</p><p>apreço está em desacordo com a Resolução 619/16 do CONTRAN, IV, Art.</p><p>11, no que tange ao preenchimento do campo ______________ (verificar</p><p>todos os campos e identificar alguma irregularidade), o que o torna</p><p>inconsistente e, portanto, nulo de pleno direito.</p><p>Resolução 619/16 do CONTRAN, IV, Art. 11:</p><p>Art. 11. A Notificação da Penalidade de Multa deverá conter:</p><p>I - os dados mínimos definidos no art. 280 do CTB e em regulamentação específica;</p><p>II - a comunicação do não acolhimento da Defesa da Autuação ou da solicitação de aplicação da</p><p>Penalidade de Advertência por Escrito;</p><p>III - o valor da multa e a informação quanto ao desconto previsto no art. 284 do CTB;</p><p>IV - data do término para apresentação de recurso, que será a mesma data para pagamento da multa,</p><p>conforme §§ 4º e 5º do art. 282 do CTB;</p><p>V - campo para a autenticação eletrônica, regulamentado pelo DENATRAN; e</p><p>VI - instruções para apresentação de recurso, nos termos dos arts. 286 e 287 do CTB.</p><p>Argumento 3: Não cumprimento da Resolução 371 (ou 561) do</p><p>CONTRAN – preenchimento incorreto do Campo de observações.</p><p>O AIT que registrou a suposta infração deve ser instruído com a</p><p>declaração circunstanciada dos fatos, de forma a oferecer, à autoridade</p><p>competente para julgar a consistência da peça acusatória, os elementos</p><p>necessários para exercer tal atividade. A autuação em flagrante é a regra,</p><p>devendo a exceção ser relatada no próprio auto de infração, também para</p><p>que a autoridade possa promover o julgamento da autuação de forma</p><p>criteriosa.</p><p>O respectivo AIT, especificamente no campo de observações, está em</p><p>dissonância com o disposto na resolução 371 (ou 561) do CONTRAN –</p><p>Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito (anexo), o que o torna nulo de</p><p>pleno direito.</p><p>Resolução 371 – Art. 181, VIII, enquadramento 545-21:</p><p>Campo de Observações: Obrigatório informar se “Condutor ausente” ou se “Condutor orientado recusou-se</p><p>a retirar o veículo”. Informar a situação observada: Ex. “com uma das rodas”.</p><p>Argumento 4: Não cumprimento da Resolução 371/561do</p><p>CONTRAN – enquadramento incorreto.</p><p>A Notificação de Penalidade (ou autuação) que move o recurso em</p><p>apreço está em desacordo com a Resolução 371 (ou 561) do CONTRAN</p><p>(anexo), no que tange ao enquadramento da infração, devido ao veículo</p><p>estar estacionado em local com outra sinalização proibitiva, o que o torna</p><p>inconsistente e, portanto, nulo de pleno direito.</p><p>Argumento 5: Não cumprimento da Resolução 371 (ou 561) do</p><p>CONTRAN – Cumprimento da medida administrativa.</p><p>A Notificação de Penalidade (ou autuação) que move o recurso em</p><p>apreço está em desacordo com o CTB e a Resolução 371 (ou 561) do</p><p>CONTRAN, uma vez que o agente não registrou no campo de observações</p><p>o motivo do não cumprimento da medida administrativa de remoção do</p><p>veículo, o que o torna inconsistente e, portanto, nulo de pleno direito.</p><p>Tipificação resumida: Estacionar no passeio Cód. Enquadramento: 545-21</p><p>Amparo legal:</p><p>Art. 181, VIII</p><p>Tipificação do enquadramento:</p><p>Estacionar o veículo no passeio ou sobre faixa destinada a pedestre, sobre</p><p>ciclovia ou ciclofaixa, bem como nas ilhas, refúgios, ao lado ou sobre</p><p>canteiros centrais, divisores de pista de rolamento, marcas de canalização,</p><p>gramados ou jardim público</p><p>Axrgumento 6: Retirar o veículo do local e hora do fato.</p><p>A presente penalidade (ou autuação) encontra-se irregular, uma vez que</p><p>o veículo, objeto desta, encontrava-se em local diverso do informado no</p><p>AIT, conforme comprovante anexo (ticket de pedágio, estacionamento,</p><p>Nota Fiscal de prestação de serviço no veículo, etc.).</p><p>-</p><p>-</p><p>-</p><p>Obs.: As provas devem conter a placa do veículo, data e horário.</p><p>Argumento 7: Excludente de ilicitude.</p><p>Art. 23 do Código Penal:</p><p>Art. 23 - Não há crime quando o agente pratica o fato:</p><p>I - em estado de necessidade;</p><p>II - em legítima defesa;</p><p>III - em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito.</p><p>A imprevisibilidade, Art. 24 do Código Penal, que é subsidiária à</p><p>legislação de trânsito, deixa clara a situação em análise.</p><p>Art. 24. Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar de perigo atual, que não</p><p>provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio, cujo sacrifício, nas</p><p>circunstâncias, não era razoável exigir-se.</p><p>O presente AIT deve ser cancelado, uma vez que o veículo</p><p>transportava pessoa enferma a caminho do Hospital ____________,</p><p>não sendo possível conduta diversa que impedisse a referida infração</p><p>(anexar guia de entrada no Hospital, clínica médica, etc.).</p><p>O presente AIT deve ser cancelado, uma vez que, no momento da</p><p>infração, realizava manobra de fuga após abordagem de criminosos,</p><p>conforme B.O. anexo.</p><p>O presente AIT deve ser cancelado, uma vez que o veículo, objeto</p><p>deste, encontrava-se em poder de criminosos, pois foi furtado no</p><p>dia______, conforme B.O. n. ______ anexo.</p><p>OBS: Não lograrão êxito provas que tiram o proprietário (e não o</p><p>veículo) do local da infração. Ex.: cartão de ponto, comprovantes de</p><p>compras, declarações de terceiros, etc., pois o veículo pode ser conduzido</p><p>por terceira pessoa.</p><p>Argumento 8: Violação dos princípios da sinalização.</p><p>A presente penalidade deve ser cancelada, visto que o local da infração</p><p>viola o princípio da _____________________ (legalidade, suficiência,</p><p>padronização, clareza, precisão e confiabilidade, visibilidade e legibilidade,</p><p>manutenção e conservação) na sinalização de trânsito, conforme</p><p>demonstrado pela foto anexa.</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>d)</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>d)</p><p>Argumento 9: Sinalização insuficiente.</p><p>A presente penalidade deve ser cancelada, visto que o local da infração</p><p>possui apenas a sinalização horizontal complementar, inexistindo a</p><p>sinalização vertical de regulamentação (Resolução 180/2008 do</p><p>CONTRAN), exigida para o caso em análise, conforme foto anexa.</p><p>Argumento 10: Medidor de velocidade sem requisitos mínimos.</p><p>O Auto de infração em análise deve ser cancelado, uma vez que o</p><p>medidor de velocidade utilizado não contém os requisitos mínimos</p><p>elencados na Resolução 396/2011, art. 2º e 3º do CONTRAN (em anexo):</p><p>Resolução 396/2011 do CONTRAN:</p><p>Art. 2º O medidor de velocidade dotado de dispositivo registrador de imagem deve permitir a identificação</p><p>do veículo e, no mínimo:</p><p>I - Registrar:</p><p>Placa do veículo;</p><p>Velocidade medida do veículo em km/h;</p><p>Data e hora da infração;</p><p>Contagem volumétrica de tráfego.</p><p>II - Conter:</p><p>Velocidade regulamentada para o local da via em km/h;</p><p>Local da infração identificado de forma descritiva ou codificado;</p><p>Identificação do instrumento ou equipamento utilizado, mediante</p><p>numeração estabelecida pelo órgão ou entidade de trânsito com</p><p>circunscrição sobre a via.</p><p>Data da verificação, de que trata o inciso III do artigo 3º.</p><p>Artigo 3º da Resolução 396 do CONTRAN:</p><p>Art. 3° O medidor de velocidade de veículos deve observar</p><p>os seguintes requisitos:</p><p>I - ter seu modelo aprovado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia - INMETRO,</p><p>atendendo à legislação metrológica em vigor e aos requisitos estabelecidos nesta Resolução;</p><p>II - ser aprovado na verificação metrológica pelo INMETRO ou entidade por ele delegada;</p><p>a)</p><p>b)</p><p>a)</p><p>b)</p><p>III - ser verificado pelo INMETRO ou entidade por ele delegada, obrigatoriamente com periodicidade</p><p>máxima de 12 (doze) meses e, eventualmente, conforme determina a legislação metrológica em vigência.</p><p>Argumento 11: Ausência de dados mínimos para a autuação por</p><p>radar.</p><p>O Auto de infração deve ser considerado inconsistente e irregular por</p><p>não conter os dados mínimos necessários (ou um dado específico), de</p><p>acordo com a Resolução 165/2004, art. 4º do CONTRAN (em anexo):</p><p>(…)</p><p>Art. 4º. A imagem detectada pelo sistema automático não metrológico de fiscalização deve permitir a</p><p>identificação do veículo e, no mínimo:</p><p>I – Registrar:</p><p>Placa do veículo;</p><p>Dia e horário da infração;</p><p>II – Conter:</p><p>Local da infração identificado de forma descritiva ou codificado;</p><p>Identificação do sistema automático não metrológico de fiscalização</p><p>utilizado, mediante numeração estabelecida pelo órgão ou entidade de</p><p>trânsito com circunscrição sobre a via.</p><p>Parágrafo único. A autoridade de trânsito deve dar publicidade à relação</p><p>de códigos de que trata a alínea “a” e à numeração de que trata a alínea “b”,</p><p>ambas do inciso II deste artigo.</p><p>Argumento 12: Etilômetro sem aferição</p><p>O Auto de Infração em exame deve ser julgado inconsistente e irregular,</p><p>uma vez que o etilômetro não possui a aferição, conforme disposto no Art.</p><p>4º, II, da Resolução 342/2013 do CONTRAN (solicitar constatação de</p><p>aferição junto ao órgão de trânsito).</p><p>Art. 4º O etilômetro deve atender aos seguintes requisitos:</p><p>I – ter seu modelo aprovado pelo INMETRO;</p><p>II – ser aprovado na verificação metrológica inicial, eventual, em serviço</p><p>e anual realizadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e</p><p>Tecnologia - INMETRO ou por órgão da Rede Brasileira de Metrologia</p><p>Legal e Qualidade - RBMLQ;</p><p>Argumento 13: Auto de Infração sem os dados do etilômetro</p><p>O Auto de Infração em exame deve ser julgado inconsistente e irregular,</p><p>uma vez que não foi preenchido nos termos do Art. 8º, II, da Resolução</p><p>342/2013 do CONTRAN (em anexo).</p><p>Art. 8º Além das exigências estabelecidas em regulamentação específica, o auto de infração lavrado em</p><p>decorrência da infração prevista no art. 165 do CTB deverá conter:</p><p>III – no caso de teste de etilômetro, a marca, modelo e nº de série do</p><p>aparelho, nº do teste, a medição realizada, o valor considerado e o</p><p>limite regulamentado em mg/L;</p><p>Argumento 14: Descumprimento da Resolução 432/2013 e anexos</p><p>O Auto de Infração em tela deve ser julgado inconsistente e irregular,</p><p>uma vez que não foi preenchido nos termos do anexo II da Resolução</p><p>342/2013 do CONTRAN (em anexo), em face da declaração dos sinais de</p><p>embriaguez observados pelo agente autuador.</p><p>6. Do pedido.</p><p>Defesa Prévia: Diante do exposto, requer que esta Autoridade,</p><p>tomando conhecimento das razões ora expendidas, bem como dos vícios</p><p>insanáveis que o Auto de Infração apresenta (opcional), determine seu</p><p>arquivamento, julgando insubsistente o seu registro, nos termos do artigo</p><p>281, § único, inciso I, do CTB. Quanto ao mérito, diante das razões</p><p>apresentadas, julgue pelo deferimento da presente defesa, cancelando-se o</p><p>Auto de Infração e os demais efeitos dele decorrentes.</p><p>JARI: Diante do exposto, requer que esta JARI, tomando conhecimento</p><p>das razões ora expendidas, principalmente dos vícios insanáveis que o Auto</p><p>de Infração e o de Penalidade apresentam (opcional), determine seu</p><p>arquivamento, julgando insubsistente o seu registro, nos termos do artigo</p><p>281, § único, inciso I, do CTB. Quanto ao mérito, em razão dos fatos,</p><p>provas e fundamentos jurídicos apresentados, requer o provimento do</p><p>presente recurso, cancelando-se a imposição da multa pecuniária e os</p><p>demais efeitos dela decorrentes.</p><p>2a Instância: Diante do exposto, requer que este Conselho, tomando</p><p>conhecimento das razões ora expendidas, principalmente dos vícios</p><p>insanáveis que o Auto de Infração e o de Penalidade apresentam (opcional),</p><p>reforme a respeitável decisão proferida pela JARI e determine seu</p><p>arquivamento, julgando insubsistente o seu registro, nos termos do artigo</p><p>281, § único, inciso I, do CTB. Quanto ao mérito, de acordo com os fatos,</p><p>provas e fundamentos aduzidos, requer o provimento do presente recurso,</p><p>cancelando-se a imposição da multa pecuniária e os demais efeitos dela</p><p>decorrentes.</p><p>Contando com o alto discernimento jurídico e o elevado senso de justiça</p><p>que certamente norteiam as decisões de Vossas Senhorias.</p><p>Nestes termos,</p><p>Pede deferimento.</p><p>(Local e data)</p><p>___________________________________________</p><p>Nome completo e assinatura, conforme documento juntado no recurso.</p><p>CPF - ___________</p><p>Capítulo IX</p><p>Conceitos e De�nições do CTB</p><p>Para efeito de julgamento ou confecção dos recursos, adotam-se as</p><p>seguintes definições do Código de Trânsito Brasileiro:</p><p>ACOSTAMENTO – parte da via diferenciada da pista de rolamento</p><p>destinada à parada ou estacionamento de veículos, em caso de emergência,</p><p>e à circulação de pedestres e bicicletas, quando não houver local</p><p>apropriado para esse fim.</p><p>AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO – pessoa, civil ou policial</p><p>militar, credenciada pela autoridade de trânsito para o exercício das</p><p>atividades de fiscalização, operação, policiamento ostensivo de trânsito ou</p><p>patrulhamento.</p><p>AR ALVEOLAR – ar expirado pela boca de um indivíduo, originário dos</p><p>alvéolos pulmonares.</p><p>AUTOMÓVEL – veículo automotor destinado ao transporte de</p><p>passageiros, com capacidade para até oito pessoas, exclusive o condutor.</p><p>AUTORIDADE DE TRÂNSITO – dirigente máximo de órgão ou</p><p>entidade executivo integrante do Sistema Nacional de Trânsito ou pessoa</p><p>por ele expressamente credenciada.</p><p>BALANÇO TRASEIRO – distância entre o plano vertical passando pelos</p><p>centros das rodas traseiras extremas e o ponto mais recuado do veículo,</p><p>considerando-se todos os elementos rigidamente fixados ao mesmo.</p><p>BICICLETA – veículo de propulsão humana, dotado de duas rodas, não</p><p>sendo, para efeito deste Código, similar à motocicleta, motoneta e</p><p>ciclomotor.</p><p>BICICLETÁRIO – local, na via ou fora dela, destinado ao</p><p>estacionamento de bicicletas.</p><p>BONDE – veículo de propulsão elétrica que se move sobre trilhos.</p><p>BORDO DA PISTA – margem da pista, podendo ser demarcada por</p><p>linhas longitudinais de bordo que delineiam a parte da via destinada à</p><p>circulação de veículos.</p><p>CALÇADA – parte da via, normalmente segregada e em nível diferente,</p><p>não destinada à circulação de veículos, reservada ao trânsito de pedestres</p><p>e, quando possível, à implantação de mobiliário urbano, sinalização,</p><p>vegetação e outros fins.</p><p>CAMINHÃO-TRATOR – veículo automotor destinado a tracionar ou</p><p>arrastar outro.</p><p>CAMINHONETE – veículo destinado ao transporte de carga com peso</p><p>bruto total de até três mil e quinhentos quilogramas.</p><p>CAMIONETA – veículo misto destinado ao transporte de passageiros e</p><p>carga no mesmo compartimento.</p><p>CANTEIRO CENTRAL – obstáculo físico construído como separador</p><p>de duas pistas de rolamento, eventualmente substituído por marcas viárias</p><p>(canteiro fictício).</p><p>CAPACIDADE MÁXIMA DE TRAÇÃO – máximo peso que a unidade</p><p>de tração é capaz de tracionar, indicado pelo fabricante, baseado em</p><p>condições sobre suas limitações de geração e multiplicação de momento de</p><p>força e resistência dos elementos que compõem a transmissão.</p><p>CARREATA – deslocamento em fila na via de veículos automotores em</p><p>sinal de regozijo, de reivindicação, de protesto cívico ou de uma classe.</p><p>CARRO DE MÃO – veículo de propulsão humana utilizado no</p><p>transporte de pequenas cargas.</p><p>CARROÇA – veículo de tração animal destinado ao transporte de carga.</p><p>CATADIÓPTRICO – dispositivo de reflexão e refração da luz utilizado</p><p>na sinalização de vias e veículos (olho-de-gato).</p><p>CHARRETE – veículo de tração animal destinado ao transporte</p><p>de</p><p>pessoas.</p><p>CICLO – veículo de pelo menos duas rodas a propulsão humana.</p><p>CICLOFAIXA – parte da pista de rolamento destinada à circulação</p><p>exclusiva de ciclos, delimitada por sinalização específica.</p><p>CICLOMOTOR – veículo de duas ou três rodas, provido de um motor</p><p>de combustão interna, cuja cilindrada não exceda a inquenta centímetros</p><p>cúbicos (3,05 polegadas cúbicas) e cuja velocidade máxima de fabricação</p><p>não exceda a inquenta quilômetros por hora.</p><p>CICLOVIA – pista própria destinada à circulação de ciclos, separada</p><p>fisicamente do tráfego comum.</p><p>CONVERSÃO – movimento em ângulo, à esquerda ou à direita, de</p><p>mudança da direção original do veículo.</p><p>CRUZAMENTO – interseção de duas vias em nível.</p><p>DISPOSITIVO DE SEGURANÇA – qualquer elemento que tenha a</p><p>função específica de proporcionar maior segurança ao usuário da via,</p><p>alertando-o sobre situações de perigo que possam colocar em risco sua</p><p>integridade física e dos demais usuários da via, ou danificar seriamente o</p><p>veículo.</p><p>ESTACIONAMENTO – imobilização de veículos por tempo superior ao</p><p>necessário para embarque ou desembarque de passageiros.</p><p>ESTRADA – via rural não pavimentada.</p><p>ETILÔMETRO – aparelho destinado à medição do teor alcoólico no ar</p><p>alveolar. (Incluído pela Lei nº 12.760, de 2012)</p><p>FAIXAS DE DOMÍNIO – superfície lindeira às vias rurais, delimitada por</p><p>lei específica e sob responsabilidade do órgão ou entidade de trânsito</p><p>competente com circunscrição sobre a via.</p><p>FAIXAS DE TRÂNSITO – qualquer uma das áreas longitudinais em que</p><p>a pista pode ser subdividida, sinalizada ou não por marcas viárias</p><p>longitudinais, que tenham uma largura suficiente para permitir a circulação</p><p>de veículos automotores.</p><p>FISCALIZAÇÃO – ato de controlar o cumprimento das normas</p><p>estabelecidas na legislação de trânsito, por meio do poder de polícia</p><p>administrativa de trânsito, no âmbito de circunscrição dos órgãos e</p><p>entidades executivos de trânsito e de acordo com as competências</p><p>definidas neste Código.</p><p>FOCO DE PEDESTRES – indicação luminosa de permissão ou</p><p>impedimento de locomoção na faixa apropriada.</p><p>FREIO DE ESTACIONAMENTO – dispositivo destinado a manter o</p><p>veículo imóvel na ausência do condutor ou, no caso de um reboque, se este</p><p>se encontra desengatado.</p><p>FREIO DE SEGURANÇA OU MOTOR – dispositivo destinado a</p><p>diminuir a marcha do veículo no caso de falha do freio de serviço.</p><p>FREIO DE SERVIÇO – dispositivo destinado a provocar a diminuição da</p><p>marcha do veículo ou pará-lo.</p><p>GESTOS DE AGENTES – movimentos convencionais de braço,</p><p>adotados exclusivamente pelos agentes de autoridades de trânsito nas vias,</p><p>para orientar, indicar o direito de passagem dos veículos ou pedestres ou</p><p>emitir ordens, sobrepondo-se ou completando outra sinalização ou norma</p><p>constante deste Código.</p><p>GESTOS DE CONDUTORES – movimentos convencionais de braço,</p><p>adotados exclusivamente pelos condutores, para orientar ou indicar que</p><p>vão efetuar uma manobra de mudança de direção, redução brusca de</p><p>velocidade ou parada.</p><p>ILHA – obstáculo físico, colocado na pista de rolamento, destinado à</p><p>ordenação dos fluxos de trânsito em uma interseção.</p><p>INFRAÇÃO – inobservância a qualquer preceito da legislação de</p><p>trânsito, às normas emanadas do Código de Trânsito, do Conselho Nacional</p><p>de Trânsito e a regulamentação estabelecida pelo órgão ou entidade</p><p>executiva do trânsito.</p><p>INTERSEÇÃO – todo cruzamento em nível, entroncamento ou</p><p>bifurcação, incluindo as áreas formadas por tais cruzamentos,</p><p>entroncamentos ou bifurcações.</p><p>INTERRUPÇÃO DE MARCHA – imobilização do veículo para atender</p><p>circunstância momentânea do trânsito.</p><p>LICENCIAMENTO – procedimento anual, relativo a obrigações do</p><p>proprietário de veículo, comprovado por meio de documento específico</p><p>(Certificado de Licenciamento Anual).</p><p>LOGRADOURO PÚBLICO – espaço livre destinado pela municipalidade</p><p>à circulação, parada ou estacionamento de veículos, ou à circulação de</p><p>pedestres, tais como calçada, parques, áreas de lazer, calçadões.</p><p>LOTAÇÃO – carga útil máxima, incluindo condutor e passageiros, que o</p><p>veículo transporta, expressa em quilogramas para os veículos de carga, ou</p><p>número de pessoas, para os veículos de passageiros.</p><p>LOTE LINDEIRO – aquele situado ao longo das vias urbanas ou rurais e</p><p>que com elas se limita.</p><p>LUZ ALTA – facho de luz do veículo destinado a iluminar a via até uma</p><p>grande distância do veículo.</p><p>LUZ BAIXA – facho de luz do veículo destinada a iluminar a via diante</p><p>do veículo, sem ocasionar ofuscamento ou incômodo injustificáveis aos</p><p>condutores e outros usuários da via que venham em sentido contrário.</p><p>LUZ DE FREIO – luz do veículo destinada a indicar aos demais usuários</p><p>da via, que se encontram atrás do veículo, que o condutor está aplicando o</p><p>freio de serviço.</p><p>LUZ INDICADORA DE DIREÇÃO (pisca-pisca) – luz do veículo</p><p>destinada a indicar aos demais usuários da via que o condutor tem o</p><p>propósito de mudar de direção para a direita ou para a esquerda.</p><p>LUZ DE MARCHA À RÉ – luz do veículo destinada a iluminar atrás do</p><p>veículo e advertir aos demais usuários da via que o veículo está efetuando</p><p>ou a ponto de efetuar uma manobra de marcha à ré.</p><p>LUZ DE NEBLINA – luz do veículo destinada a aumentar a iluminação</p><p>da via em caso de neblina, chuva forte ou nuvens de pó.</p><p>LUZ DE POSIÇÃO (lanterna) – luz do veículo destinada a indicar a</p><p>presença e a largura do veículo.</p><p>MANOBRA – movimento executado pelo condutor para alterar a</p><p>posição em que o veículo está no momento em relação à via.</p><p>MARCAS VIÁRIAS – conjunto de sinais constituídos de linhas,</p><p>marcações, símbolos ou legendas, em tipos e cores diversas, apostos ao</p><p>pavimento da via.</p><p>MICROÔNIBUS – veículo automotor de transporte coletivo com</p><p>capacidade para até vinte passageiros.</p><p>MOTOCICLETA – veículo automotor de duas rodas, com ou sem side-</p><p>car, dirigido por condutor em posição montada.</p><p>MOTONETA – veículo automotor de duas rodas, dirigido por condutor</p><p>em posição sentada.</p><p>MOTOR-CASA (MOTOR-HOME) – veículo automotor cuja carroçaria</p><p>seja fechada e destinada a alojamento, escritório, comércio ou finalidades</p><p>análogas.</p><p>NOITE – período do dia compreendido entre o pôr-do-sol e o nascer</p><p>do sol.</p><p>ÔNIBUS – veículo automotor de transporte coletivo com capacidade</p><p>para mais de vinte passageiros, ainda que, em virtude de adaptações com</p><p>vista à maior comodidade destes, transporte número menor.</p><p>OPERAÇÃO DE CARGA E DESCARGA – imobilização do veículo, pelo</p><p>tempo estritamente necessário ao carregamento ou descarregamento de</p><p>animais ou carga, na forma disciplinada pelo órgão ou entidade executivo</p><p>de trânsito competente com circunscrição sobre a via.</p><p>OPERAÇÃO DE TRÂNSITO – monitoramento técnico baseado nos</p><p>conceitos de Engenharia de Tráfego, das condições de fluidez, de</p><p>estacionamento e parada na via, de forma a reduzir as interferências tais</p><p>como veículos quebrados, acidentados, estacionados irregularmente</p><p>atrapalhando o trânsito, prestando socorros imediatos e informações aos</p><p>pedestres e condutores.</p><p>PARADA – imobilização do veículo com a finalidade e pelo tempo</p><p>estritamente necessário para efetuar embarque ou desembarque de</p><p>passageiros.</p><p>PASSAGEM DE NÍVEL – todo cruzamento de nível entre uma via e uma</p><p>linha férrea ou trilho de bonde com pista própria.</p><p>PASSAGEM POR OUTRO VEÍCULO – movimento de passagem à</p><p>frente de outro veículo que se desloca no mesmo sentido, em menor</p><p>velocidade, mas em faixas distintas da via.</p><p>PASSAGEM SUBTERRÂNEA – obra de arte destinada à transposição de</p><p>vias, em desnível subterrâneo, e ao uso de pedestres ou veículos.</p><p>PASSARELA – obra de arte destinada à transposição de vias, em desnível</p><p>aéreo, e ao uso de pedestres.</p><p>PASSEIO – parte da calçada ou da pista de rolamento, neste último caso,</p><p>separada por pintura ou elemento físico separador, livre de interferências,</p><p>destinada à circulação exclusiva de pedestres e, excepcionalmente, de</p><p>ciclistas.</p><p>PATRULHAMENTO – função exercida pela Polícia Rodoviária Federal</p><p>com o objetivo de garantir obediência às normas de trânsito, assegurando a</p><p>livre circulação e evitando</p><p>acidentes.</p><p>PERÍMETRO URBANO – limite entre área urbana e área rural.</p><p>PESO BRUTO TOTAL – peso máximo que o veículo transmite ao</p><p>pavimento, constituído da soma da tara mais a lotação.</p><p>PESO BRUTO TOTAL COMBINADO – peso máximo transmitido ao</p><p>pavimento pela combinação de um caminhão-trator mais seu semi-reboque</p><p>ou do caminhão mais o seu reboque ou reboques.</p><p>PISCA-ALERTA – luz intermitente do veículo, utilizada em caráter de</p><p>advertência, destinada a indicar aos demais usuários da via que o veículo</p><p>está imobilizado ou em situação de emergência.</p><p>PISTA – parte da via normalmente utilizada para a circulação de</p><p>veículos, identificada por elementos separadores ou por diferença de nível</p><p>em relação às calçadas, ilhas ou aos canteiros centrais.</p><p>PLACAS – elementos colocados na posição vertical, fixados ao lado ou</p><p>suspensos sobre a pista, transmitindo mensagens de caráter permanente e,</p><p>eventualmente, variáveis, mediante símbolo ou legendas pré-reconhecidas</p><p>e legalmente instituídas como sinais de trânsito.</p><p>POLICIAMENTO OSTENSIVO DE TRÂNSITO – função exercida pelas</p><p>Polícias Militares com o objetivo de prevenir e reprimir atos relacionados</p><p>com a segurança pública e de garantir obediência às normas relativas à</p><p>segurança de trânsito, assegurando a livre circulação e evitando acidentes.</p><p>PONTE – obra de construção civil destinada a ligar margens opostas de</p><p>uma superfície líquida qualquer.</p><p>REBOQUE – veículo destinado a ser engatado atrás de um veículo</p><p>automotor.</p><p>REGULAMENTAÇÃO DA VIA – implantação de sinalização de</p><p>regulamentação pelo órgão ou entidade competente com circunscrição</p><p>sobre a via, definindo, entre outros, sentido de direção, tipo de</p><p>estacionamento, horários e dias.</p><p>REFÚGIO – parte da via, devidamente sinalizada e protegida, destinada</p><p>ao uso de pedestres durante a travessia da mesma.</p><p>RENACH – Registro Nacional de Condutores Habilitados.</p><p>RENAVAM – Registro Nacional de Veículos Automotores.</p><p>RETORNO – movimento de inversão total de sentido da direção</p><p>original de veículos.</p><p>RODOVIA – via rural pavimentada.</p><p>SEMI-REBOQUE – veículo de um ou mais eixos que se apóia na sua</p><p>unidade tratora ou é a ela ligado por meio de articulação.</p><p>SINAIS DE TRÂNSITO – elementos de sinalização viária que se utilizam</p><p>de placas, marcas viárias, equipamentos de controle luminosos, dispositivos</p><p>auxiliares, apitos e gestos, destinados exclusivamente a ordenar ou dirigir o</p><p>trânsito dos veículos e pedestres.</p><p>SINALIZAÇÃO – conjunto de sinais de trânsito e dispositivos de</p><p>segurança colocados na via pública com o objetivo de garantir sua utilização</p><p>adequada, possibilitando melhor fluidez no trânsito e maior segurança dos</p><p>veículos e pedestres que nela circulam.</p><p>SONS POR APITO – sinais sonoros, emitidos exclusivamente pelos</p><p>agentes da autoridade de trânsito nas vias, para orientar ou indicar o direito</p><p>de passagem dos veículos ou pedestres, sobrepondo-se ou completando</p><p>sinalização existente no local ou norma estabelecida neste Código.</p><p>TARA – peso próprio do veículo, acrescido dos pesos da carroçaria e</p><p>equipamento, do combustível, das ferramentas e acessórios, da roda</p><p>sobressalente, do extintor de incêndio e do fluido de arrefecimento,</p><p>expresso em quilogramas.</p><p>TRAILER – reboque ou semi-reboque tipo casa, com duas, quatro, ou</p><p>seis rodas, acoplado ou adaptado à traseira de automóvel ou camionete,</p><p>utilizado em geral em atividades turísticas como alojamento, ou para</p><p>atividades comerciais.</p><p>TRÂNSITO – movimentação e imobilização de veículos, pessoas e</p><p>animais nas vias terrestres.</p><p>TRANSPOSIÇÃO DE FAIXAS – passagem de um veículo de uma faixa</p><p>demarcada para outra.</p><p>TRATOR – veículo automotor construído para realizar trabalho agrícola,</p><p>de construção e pavimentação e tracionar outros veículos e equipamentos.</p><p>ULTRAPASSAGEM – movimento de passar à frente de outro veículo</p><p>que se desloca no mesmo sentido, em menor velocidade e na mesma faixa</p><p>de tráfego, necessitando sair e retornar à faixa de origem.</p><p>UTILITÁRIO – veículo misto caracterizado pela versatilidade do seu uso,</p><p>inclusive fora de estrada.</p><p>VEÍCULO ARTICULADO – combinação de veículos acoplados, sendo</p><p>um deles automotor.</p><p>VEÍCULO AUTOMOTOR – todo veículo a motor de propulsão que</p><p>circule por seus próprios meios, e que serve normalmente para o</p><p>transporte viário de pessoas e coisas, ou para a tração viária de veículos</p><p>utilizados para o transporte de pessoas e coisas. O termo compreende os</p><p>veículos conectados a uma linha elétrica e que não circulam sobre trilhos</p><p>(ônibus elétrico).</p><p>VEÍCULO DE CARGA – veículo destinado ao transporte de carga,</p><p>podendo transportar dois passageiros, exclusive o condutor.</p><p>VEÍCULO DE COLEÇÃO – aquele que, mesmo tendo sido fabricado há</p><p>mais de trinta anos, conserva suas características originais de fabricação e</p><p>possui valor histórico próprio.</p><p>VEÍCULO CONJUGADO – combinação de veículos, sendo o primeiro</p><p>um veículo automotor e os demais reboques ou equipamentos de trabalho</p><p>agrícola, construção, terraplenagem ou pavimentação.</p><p>VEÍCULO DE GRANDE PORTE – veículo automotor destinado ao</p><p>transporte de carga com peso bruto total máximo superior a dez mil</p><p>quilogramas e de passageiros, superior a vinte passageiros.</p><p>VEÍCULO DE PASSAGEIROS – veículo destinado ao transporte de</p><p>pessoas e suas bagagens.</p><p>VEÍCULO MISTO – veículo automotor destinado ao transporte</p><p>simultâneo de carga e passageiro.</p><p>VIA – superfície por onde transitam veículos, pessoas e animais,</p><p>compreendendo a pista, a calçada, o acostamento, ilha e canteiro central.</p><p>VIA DE TRÂNSITO RÁPIDO – aquela caracterizada por acessos</p><p>especiais com trânsito livre, sem interseções em nível, sem acessibilidade</p><p>direta aos lotes lindeiros e sem travessia de pedestres em nível.</p><p>VIA ARTERIAL – aquela caracterizada por interseções em nível,</p><p>geralmente controlada por semáforo, com acessibilidade aos lotes lindeiros</p><p>e às vias secundárias e locais, possibilitando o trânsito entre as regiões da</p><p>cidade.</p><p>VIA COLETORA – aquela destinada a coletar e distribuir o trânsito que</p><p>tenha necessidade de entrar ou sair das vias de trânsito rápido ou arteriais,</p><p>possibilitando o trânsito dentro das regiões da cidade.</p><p>VIA LOCAL – aquela caracterizada por interseções em nível não</p><p>semaforizadas, destinada apenas ao acesso local ou a áreas restritas.</p><p>VIA RURAL – estradas e rodovias.</p><p>VIA URBANA – ruas, avenidas, vielas, ou caminhos e similares abertos à</p><p>circulação pública, situados na área urbana, caracterizados principalmente</p><p>por possuírem imóveis edificados ao longo de sua extensão.</p><p>VIAS E ÁREAS DE PEDESTRES – vias ou conjunto de vias destinadas à</p><p>circulação prioritária de pedestres.</p><p>VIADUTO – obra de construção civil destinada a transpor uma</p><p>depressão de terreno ou servir de passagem superior.</p><p>Capítulo X</p><p>Legislação Pertinente</p><p>PORTARIA Nº 03, DE 06 DE JANEIRO DE 2016</p><p>O DIRETOR DO DEPARTAMENTO NACIONAL DE TRÂNSITO -</p><p>DENATRAN, no uso da atribuição que lhe foi conferida pela Resolução</p><p>CONTRAN nº 217, de 14 de dezembro de 2006;</p><p>Considerando a elaboração dos Volumes I e II do Manual Brasileiro de</p><p>Fiscalização de Trânsito;</p><p>Considerando o que consta dos processos administrativos n.</p><p>80000.024578/2014-02 e n. 80000.033183/2015-73,</p><p>RESOLVE:</p><p>Art. 1º Alterar o Anexo IV - Tabela de Enquadramentos, da Portaria</p><p>DENATRAN n. 59, de 25 de outubro de 2007, conforme Anexo I da</p><p>presente Portaria.</p><p>Art. 2º Os órgãos e entidades de trânsito terão até o dia 02 de fevereiro</p><p>de 2016 para se adequarem às disposições desta Portaria.</p><p>Art. 3º Ficam revogados o Anexo I da Portaria DENATRAN n. 276, de 24</p><p>de maio de 2012, e as Portarias DENATRAN n. 375, de 27 de julho de 2012,</p><p>n. 219, de 19 de novembro de 2014, n. 101, de 04 de agosto de 2015, n.</p><p>102, de 06 de agosto de 2015, n. 220, de 11 de novembro de 2015, n. 221,</p><p>de 12 de novembro de 2015 e n. 225, de 19 de novembro de 2015.</p><p>Art. 4º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.</p><p>ANEXO I</p><p>ALTERA O ANEXO IV DA PORTARIA DENATRAN Nº 59/2007</p><p>PORTARIA Nº 127, DE 21 DE JUNHO DE 2016</p><p>Altera o Anexo IV – Tabela de Enquadramentos, da Portaria DENATRAN</p><p>n. 59, de 25 de outubro de 2007, com redação dada pelo Anexo I da</p><p>Portaria DENATRAN n. 3, de 6 de janeiro de 2016.</p><p>O DIRETOR SUBSTITUTO DO DEPARTAMENTO NACIONAL DE</p><p>TRÂNSITO -</p><p>DENATRAN, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 19 da Lei</p><p>9.503, de 23 de setembro de 1997, que instituiu o Código de Trânsito</p><p>Brasileiro – CTB.</p><p>Considerando a edição da Lei n. 13.281, de 4 de maio de 2016;</p><p>Considerando a edição da Lei n. 13.290, de 23 de maio de 2016;</p><p>Considerando o que consta do processo nº 80000.033183/2015-73,</p><p>RESOLVE:</p><p>Art. 1º Alterar o Anexo IV – Tabela de Enquadramentos, da Portaria</p><p>DENATRAN n. 59, de 25 de outubro de 2007, com redação dada pelo</p><p>Anexo I da Portaria DENATRAN n. 3, de 6 de janeiro de 2016.</p><p>Art. 2º Os códigos de infração 761-71, 761-72, 761-73 e 760-90</p><p>referentes ao art. 253-A e seu § 1º, do CTB, passam a vigorar com a</p><p>seguinte redação:</p><p>Art. 3º Os códigos de infração 501-00, 502-91, 502-92, 503-71, 503-72,</p><p>506-10, 507-01, 507-02, 508-81, 508-82, 511-80, 512-61, 512-62, 513-41 e</p><p>513-42, referentes aos arts. 162, I, II e III, 163 e 164, todos do CTB, passam</p><p>a vigorar com a seguinte redação:</p><p>Art. 4º Ficam criados os códigos de infração 762-51, 762-52, 763-31 e</p><p>763-32, referentes aos arts. 181, XX, e 252, parágrafo único, com a</p><p>seguinte redação:</p><p>Art. 5º O código de infração 757-90, referente ao art. 277, § 3º, passa a</p><p>pertencer à infração do art. 165-A, ambos do CTB, com a seguinte redação:</p><p>Art. 6º Ficam criados os códigos de infração 724-21 e 724-22, referentes</p><p>ao art. 250, I, b, do CTB, com a seguinte redação:</p><p>Art.7º Ficam revogados os códigos de infração:</p><p>I - 724-20, referente ao art. 250, I, b, do CTB;</p><p>II – 554-15 e 554-16, referentes ao art. 181, XVII, do CTB.</p><p>Art. 8º Esta Portaria entra em vigor:</p><p>I - na data de sua publicação, em relação aos arts. 1º e 2º;</p><p>II - em 8 de julho, em relação aos arts. 6º e 7º, I;</p><p>III – em 1º de novembro, em relação aos arts. 3º, 4º, 5º e 7º, II.</p><p>MARCO AURÉLIO DE QUEIROZ CAMPOS</p><p>RESOLUÇÃO N.º 182 DE 09 DE SETEMBRO DE 2005</p><p>Dispõe sobre uniformização do procedimento administrativo para</p><p>imposição das penalidades de suspensão do direito de dirigir e de cassação da</p><p>Carteira Nacional de Habilitação.</p><p>O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO - CONTRAN, no uso das</p><p>atribuições que lhe são conferidas pelo art. 12, da Lei n.° 9.503, de 23 de</p><p>setembro de 1997, que instituiu o Código de Transito Brasileiro – CTB, e</p><p>conforme Decreto n.° 4.711, de 29 de maio de 2003, que trata da</p><p>Coordenação do Sistema Nacional de Transito - SNT,</p><p>Considerando a necessidade de adoção de normas complementares de</p><p>uniformização do procedimento administrativo adotado pelos órgãos e</p><p>entidades de trânsito de um sistema integrado;</p><p>Considerando a necessidade de uniformizar o procedimento relativo à</p><p>imposição das penalidades de suspensão e de cassação da Carteira Nacional</p><p>de Habilitação na forma do disposto nos Arts. 261 e 263 do CTB.</p><p>RESOLVE:</p><p>I – DISPOSIÇÕES PRELIMINARES</p><p>Art. 1º. Estabelecer o procedimento administrativo para aplicação das</p><p>penalidades de suspensão do direito de dirigir e cassação da Carteira</p><p>Nacional de Habilitação – CNH.</p><p>Parágrafo único. Esta resolução não se aplica à Permissão para Dirigir de</p><p>que trata os §§ 3º e 4º do art. 148 do CTB.</p><p>Art. 2º. As penalidades de que trata esta Resolução serão aplicadas pela</p><p>autoridade de trânsito do órgão de registro da habilitação, em processo</p><p>administrativo, assegurada a ampla defesa.</p><p>Parágrafo único. Os órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito</p><p>– SNT que aplicam penalidades deverão prover os órgãos de trânsito de</p><p>registro da habilitação das informações necessárias ao cumprimento desta</p><p>resolução.</p><p>Art. 3º. A penalidade de suspensão do direito de dirigir será imposta nos</p><p>seguintes casos:</p><p>I - sempre que o infrator atingir a contagem de vinte pontos, no período</p><p>de 12 (doze) meses;</p><p>II - por transgressão às normas estabelecidas no CTB, cujas infrações</p><p>prevêem, de forma específica, a penalidade de suspensão do direito de</p><p>dirigir.</p><p>Art. 4º. Esta Resolução regulamenta o procedimento administrativo para</p><p>a aplicação da penalidade de cassação da Carteira Nacional de Habilitação</p><p>para os casos previstos nos incisos I e II do artigo 263 do CTB.</p><p>Parágrafo único. A regra estabelecida no inciso III do Art. 263 só será</p><p>aplicada após regulamentação específica do CONTRAN.</p><p>II – DA SUSPENSÃO DO DIREITO DE DIRIGIR</p><p>SEÇÃO I – POR PONTUAÇÃO</p><p>Art. 5º. Para fins de cumprimento do disposto no inciso I do Art. 3º desta</p><p>Resolução, a data do cometimento da infração deverá ser considerada para</p><p>estabelecer o período de 12(doze) meses.</p><p>Art. 6º. Esgotados todos os meios de defesa da infração na esfera</p><p>administrativa, os pontos serão considerados para fins de instauração de</p><p>processo administrativo para aplicação da penalidade de suspensão do</p><p>direito de dirigir.</p><p>§ 1º. Os órgãos e entidades do SNT que aplicam penalidades deverão</p><p>comunicar aos órgãos de registro da habilitação o momento em que os</p><p>pontos provenientes das multas por eles aplicadas poderão ser computados</p><p>nos prontuários dos infratores.</p><p>§ 2º. Se a infração cometida for objeto de recurso em tramitação na</p><p>esfera administrativa ou de apreciação judicial, os pontos correspondentes</p><p>ficarão suspensos até o julgamento e, sendo mantida a penalidade, os</p><p>mesmos serão computados, observado o período de doze meses,</p><p>considerada a data da infração.</p><p>Art. 7º. Será instaurado processo administrativo para aplicação da</p><p>penalidade de suspensão do direito de dirigir quando a soma dos pontos</p><p>relativos às infrações cometidas atingir, no período de doze meses, vinte</p><p>pontos.</p><p>§ 1º. Será instaurado um único processo administrativo para aplicação da</p><p>penalidade de suspensão do direito de dirigir mesmo que a soma dos pontos</p><p>referida no caput deste artigo ultrapasse vinte no período de doze meses.</p><p>§ 2º. Os pontos relativos às infrações que prevêem, de forma específica,</p><p>a aplicação da penalidade de suspensão do direito de dirigir não serão</p><p>computados para fins da aplicação da mesma penalidade na forma prevista</p><p>no inciso I do artigo 3º desta Resolução.</p><p>SEÇÃO II – POR INFRAÇÃO</p><p>Art. 8º. Para fins de cumprimento do disposto no inciso II do Art. 3º</p><p>desta Resolução será instaurado processo administrativo para aplicação da</p><p>penalidade de suspensão do direito de dirigir quando esgotados todos os</p><p>meios de defesa da infração na esfera administrativa.</p><p>III - DO PROCESSO ADMINISTRATIVO</p><p>Art. 9º. O ato instaurador do processo administrativo conterá o nome,</p><p>qualificação do infrator, a infração com descrição sucinta do fato e indicação</p><p>dos dispositivos legais pertinentes.</p><p>Parágrafo Único. Instaurado o processo, far-se-á a respectiva anotação</p><p>no prontuário do infrator, a qual não constituirá qualquer impedimento ao</p><p>exercício dos seus direitos.</p><p>Art. 10. A autoridade de trânsito competente para impor as penalidades</p><p>de que trata esta Resolução deverá expedir notificação ao infrator, contendo</p><p>no mínimo, os seguintes dados:</p><p>I. a identificação do infrator e do órgão de registro da habilitação; II. a</p><p>finalidade da notificação:</p><p>a. dar ciência da instauração do processo administrativo;</p><p>b. estabelecer data do término do prazo para apresentação da defesa;</p><p>III. os fatos e fundamentos legais pertinentes da infração ou das infrações</p><p>que ensejaram a abertura do processo administrativo, informando sobre</p><p>cada infração:</p><p>a. n.º do auto;</p><p>b. órgão ou entidade que aplicou a penalidade de multa;</p><p>c. placa do veículo;</p><p>d. tipificação;</p><p>e. data, local, hora;</p><p>f. número de pontos;</p><p>IV. somatória dos pontos, quando for o caso.</p><p>§ 1º. A notificação será expedida ao infrator por remessa postal, por</p><p>meio tecnológico hábil ou por os outros meios que assegurem a sua ciência;</p><p>§ 2º. Esgotados todos os meios previstos para notificar do infrator, a</p><p>notificação dar-se-á por edital, na forma da lei;</p><p>§ 3º. A ciência da instauração do processo e da</p><p>do Distrito Federal e dos Municípios;</p><p>V - a Polícia Rodoviária Federal;</p><p>VI - as Polícias Militares dos Estados e do Distrito Federal; e</p><p>VII - as Juntas Administrativas de Recursos de Infrações - JARI.</p><p>As Juntas Administrativas de Recursos de Infrações - JARIs são órgãos</p><p>colegiados, componentes do Sistema Nacional de Trânsito, responsáveis</p><p>pelo julgamento dos recursos interpostos contra penalidades aplicadas</p><p>pelos órgãos e entidades executivos de trânsito ou rodoviários.</p><p>O Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN estabelece as diretrizes</p><p>para a elaboração do Regimento Interno das Juntas Administrativas de</p><p>Recursos de Infrações – JARI, sendo válidas em todo território nacional.</p><p>3 Criação e competência da JARI</p><p>O Código de Trânsito Brasileiro estabelece a criação e competência das</p><p>Juntas Administrativas de Recursos de Infrações -JARI:</p><p>Código de Trânsito Brasileiro:</p><p>(…)</p><p>Art. 16. Junto a cada órgão ou entidade executivos de trânsito ou rodoviário funcionarão Juntas</p><p>Administrativas de Recursos de Infrações - JARI, órgãos colegiados responsáveis pelo julgamento dos</p><p>recursos interpostos contra penalidades por eles impostas.</p><p>Parágrafo único. As JARI têm regimento próprio, observado o disposto no inciso VI do art. 12, e apoio</p><p>administrativo e financeiro do órgão ou entidade junto ao qual funcionem.</p><p>Art. 17. Compete às JARI:</p><p>I - julgar os recursos interpostos pelos infratores;</p><p>II - solicitar aos órgãos e entidades executivos de trânsito e executivos rodoviários informações</p><p>complementares relativas aos recursos, objetivando uma melhor análise da situação recorrida;</p><p>III - encaminhar aos órgãos e entidades executivos de trânsito e executivos rodoviários informações sobre</p><p>problemas observados nas autuações e apontados em recursos, e que se repitam sistematicamente.</p><p>(…)</p><p>Art. 281. A autoridade de trânsito, na esfera da competência estabelecida neste Código e dentro de sua</p><p>circunscrição, julgará a consistência do auto de infração e aplicará a penalidade cabível.</p><p>Parágrafo único. O auto de infração será arquivado e seu registro julgado insubsistente:</p><p>I - se considerado inconsistente ou irregular;</p><p>II - se, no prazo máximo de trinta dias, não for expedida a notificação da autuação. (Redação dada pela</p><p>Lei nº 9.602, de 1998)</p><p>Art. 282. Aplicada a penalidade, será expedida notificação ao proprietário do veículo ou ao infrator, por</p><p>remessa postal ou por qualquer outro meio tecnológico hábil, que assegure a ciência da imposição da</p><p>penalidade.</p><p>§ 1º A notificação devolvida por desatualização do endereço do proprietário do veículo será considerada</p><p>válida para todos os efeitos.</p><p>§ 2º A notificação a pessoal de missões diplomáticas, de repartições consulares de carreira e de</p><p>representações de organismos internacionais e de seus integrantes será remetida ao Ministério das</p><p>Relações Exteriores para as providências cabíveis e cobrança dos valores, no caso de multa.</p><p>§ 3º Sempre que a penalidade de multa for imposta a condutor, à exceção daquela de que trata o § 1º do</p><p>art. 259, a notificação será encaminhada ao proprietário do veículo, responsável pelo seu pagamento.</p><p>§ 4º Da notificação deverá constar a data do término do prazo para apresentação de recurso pelo</p><p>responsável pela infração, que não será inferior a trinta dias contados da data da notificação da</p><p>penalidade. (Incluído pela Lei nº 9.602, de 1998)</p><p>§ 5º No caso de penalidade de multa, a data estabelecida no parágrafo anterior será a data para o</p><p>recolhimento de seu valor. (Incluído pela Lei nº 9.602, de 1998)</p><p>Art. 282-A. O proprietário do veículo ou o condutor autuado poderá optar por ser notificado por meio</p><p>eletrônico se o órgão do Sistema Nacional de Trânsito responsável pela autuação oferecer essa opção.</p><p>(Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016)</p><p>§ 1º O proprietário ou o condutor autuado que optar pela notificação por meio eletrônico deverá manter</p><p>seu cadastro atualizado no órgão executivo de trânsito do Estado ou do Distrito Federal. (Incluído pela Lei</p><p>nº 13.281, de 2016)</p><p>§ 2º Na hipótese de notificação por meio eletrônico, o proprietário ou o condutor autuado será</p><p>considerado notificado 30 (trinta) dias após a inclusão da informação no sistema eletrônico. (Incluído pela</p><p>Lei nº 13.281, de 2016)</p><p>§ 3º O sistema previsto no caput será certificado digitalmente, atendidos os requisitos de autenticidade,</p><p>integridade, validade jurídica e interoperabilidade da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-</p><p>Brasil). (Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016)</p><p>Art. 283. (VETADO)</p><p>Art. 284. O pagamento da multa poderá ser efetuado até a data do vencimento expressa na notificação,</p><p>por oitenta por cento do seu valor.</p><p>Parágrafo único. Não ocorrendo o pagamento da multa no prazo estabelecido, seu valor será atualizado à</p><p>data do pagamento, pelo mesmo número de UFIR fixado no art. 258.</p><p>Art. 285. O recurso previsto no art. 283 será interposto perante a autoridade que impôs a penalidade, a</p><p>qual remetê-lo-á à JARI, que deverá julgá-lo em até trinta dias.</p><p>§ 1º O recurso não terá efeito suspensivo.</p><p>§ 2º A autoridade que impôs a penalidade remeterá o recurso ao órgão julgador, dentro dos dez dias úteis</p><p>subsequentes à sua apresentação, e, se o entender intempestivo, assinalará o fato no despacho de</p><p>encaminhamento.</p><p>§ 3º Se, por motivo de força maior, o recurso não for julgado dentro do prazo previsto neste artigo, a</p><p>autoridade que impôs a penalidade, de ofício, ou por solicitação do recorrente, poderá conceder-lhe efeito</p><p>suspensivo.</p><p>Art. 286. O recurso contra a imposição de multa poderá ser interposto no prazo legal, sem o recolhimento</p><p>do seu valor.</p><p>§ 1º No caso de não provimento do recurso, aplicar-se-á o estabelecido no parágrafo único do art. 284.</p><p>§ 2º Se o infrator recolher o valor da multa e apresentar recurso, se julgada improcedente a penalidade,</p><p>ser-lhe-á devolvida a importância paga, atualizada em UFIR ou por índice legal de correção dos débitos</p><p>fiscais.</p><p>Art. 287. Se a infração for cometida em localidade diversa daquela do licenciamento do veículo, o recurso</p><p>poderá ser apresentado junto ao órgão ou entidade de trânsito da residência ou domicílio do infrator.</p><p>Parágrafo único. A autoridade de trânsito que receber o recurso deverá remetê-lo, de pronto, à autoridade</p><p>que impôs a penalidade acompanhado das cópias dos prontuários necessários ao julgamento.</p><p>Art. 288. Das decisões da JARI cabe recurso a ser interposto, na forma do artigo seguinte, no prazo de</p><p>trinta dias contado da publicação ou da notificação da decisão.</p><p>§ 1º O recurso será interposto, da decisão do não provimento, pelo responsável pela infração, e da</p><p>decisão de provimento, pela autoridade que impôs a penalidade.</p><p>§ 2º (Revogado pela Lei nº 12.249, de 2010)</p><p>Art. 289. O recurso de que trata o artigo anterior será apreciado no prazo de trinta dias:</p><p>I - tratando-se de penalidade imposta pelo órgão ou entidade de trânsito da União:</p><p>a) em caso de suspensão do direito de dirigir por mais de seis meses, cassação do documento de</p><p>habilitação ou penalidade por infrações gravíssimas, pelo CONTRAN;</p><p>b) nos demais casos, por colegiado especial integrado pelo Coordenador-Geral da JARI, pelo Presidente</p><p>da Junta que apreciou o recurso e por mais um Presidente de Junta;</p><p>II - tratando-se de penalidade imposta por órgão ou entidade de trânsito estadual, municipal ou do Distrito</p><p>Federal, pelos CETRAN E CONTRANDIFE, respectivamente.</p><p>Parágrafo único. No caso da alínea b do inciso I, quando houver apenas uma JARI, o recurso será julgado</p><p>por seus próprios membros.</p><p>Art. 290. Implicam encerramento da instância administrativa de julgamento de infrações e penalidades:</p><p>(Redação dada pela Lei nº 13.281, de 2016)</p><p>I - o julgamento do recurso de que tratam os arts. 288 e 289; (Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016)</p><p>II - a não interposição do recurso no prazo legal; e (Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016)</p><p>III - o pagamento da multa, com reconhecimento da infração e requerimento de encerramento do</p><p>processo na fase em que se encontra, sem apresentação de defesa ou recurso.</p><p>data do término do prazo</p><p>para apresentação da defesa também poderá se dar no próprio órgão ou</p><p>entidade de trânsito, responsável pelo processo.</p><p>§ 4º. Da notificação constará a data do término do prazo para a</p><p>apresentação da defesa, que não será inferior a quinze dias contados a partir</p><p>da data da notificação da instauração do processo administrativo.</p><p>§ 5º. A notificação devolvida por desatualização do endereço do infrator</p><p>no RENACH, será considerada válida para todos os efeitos legais.</p><p>§ 6º. A notificação a pessoal de missões diplomáticas, de repartições</p><p>consulares</p><p>de carreira e de representações de organismos internacionais e de seus</p><p>integrantes será remetida ao Ministério das Relações Exteriores para as</p><p>providências cabíveis, passando a correr os prazos a partir do seu</p><p>conhecimento pelo infrator.</p><p>IV - DA DEFESA</p><p>Art. 11. A defesa deverá ser interposta por escrito, no prazo</p><p>estabelecido, contendo, no mínimo, os seguintes dados:</p><p>I - nome do órgão de registro da habilitação a que se dirige;</p><p>II - qualificação do infrator;</p><p>III - exposição dos fatos, fundamentação legal do pedido, documentos</p><p>que comprovem a alegação;</p><p>IV - data e assinatura do requerente ou de seu representante legal.</p><p>§ 1º. A defesa deverá ser acompanhada de cópia de identificação civil que</p><p>comprove a assinatura do infrator;</p><p>§ 2º. O infrator poderá ser representado por procurador legalmente</p><p>habilitado mediante apresentação de procuração, na forma da lei, sob pena</p><p>de não conhecimento da defesa.</p><p>Art. 12. Recebida a defesa, a instrução do processo far-se-á através de</p><p>adoção das medidas julgadas pertinentes, requeridas ou de ofício, inclusive</p><p>quanto à requisição de informações a demais órgãos ou entidades de</p><p>trânsito.</p><p>Parágrafo único. Os órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito,</p><p>quando solicitados, deverão disponibilizar, em até trinta dias contados do</p><p>recebimento da solicitação, os documentos e informações necessários à</p><p>instrução do processo administrativo.</p><p>V - DO JULGAMENTO</p><p>Art. 13. Concluída a análise do processo administrativo, a autoridade do</p><p>órgão de registro da habilitação proferirá decisão motivada e fundamentada.</p><p>Art. 14. Acolhida as razões de defesa, o processo será arquivado, dando-</p><p>se ciência ao interessado.</p><p>Art. 15. Em caso de não acolhimento da defesa ou do seu não exercício</p><p>no prazo legal, a autoridade de trânsito aplicará a penalidade.</p><p>VI – DA APLICAÇÃO DA PENALIDADE</p><p>Art. 16. Na aplicação da penalidade de suspensão do direito de dirigir a</p><p>autoridade levará em conta a gravidade da infração, as circunstâncias em que</p><p>foi cometida e os antecedentes do infrator para estabelecer o período da</p><p>suspensão, na forma do art. 261 do CTB, observados os seguintes critérios:</p><p>I – Para infratores não reincidentes na penalidade de suspensão do</p><p>direito de dirigir no período de doze meses:</p><p>a. de 01 (um) a 03 (três) meses, para penalidades de suspensão do direito</p><p>de dirigir aplicadas em razão de infrações para as quais não sejam previstas</p><p>multas agravadas;</p><p>b. de 02 (dois) a 07 (sete) meses, para penalidades de suspensão do</p><p>direito de dirigir aplicadas em razão de infrações para as quais sejam</p><p>previstas multas agravadas com fator multiplicador de três vezes;</p><p>c. de 04 (quatro) a 12 (doze) meses, para penalidades de suspensão do</p><p>direito de dirigir aplicadas em razão de infrações para as quais sejam</p><p>previstas multas agravadas com fator multiplicador de cinco vezes.</p><p>II - Para infratores reincidentes na penalidade de suspensão do direito de</p><p>dirigir no período de doze meses:</p><p>a. de 06 (seis) a 10 (dez) meses, para penalidades de suspensão do</p><p>direito de dirigir aplicadas em razão de infrações para as quais não sejam</p><p>previstas multas agravadas;</p><p>b. de 08 (oito) a 16 (dezesseis) meses, para penalidades de suspensão do</p><p>direito de dirigir aplicadas em razão de infrações para as quais sejam</p><p>previstas multas agravadas com fator multiplicador de três vezes;</p><p>c. de 12 (doze) a 24 (vinte e quatro) meses, para penalidades de</p><p>suspensão do direito de dirigir aplicadas em razão de infrações para as quais</p><p>sejam previstas multas agravadas com fator multiplicador de cinco vezes.</p><p>Art. 17. Aplicada a penalidade, a autoridade notificará o infrator</p><p>utilizando o mesmo procedimento dos §§ 1º e 2º do art. 10 desta</p><p>Resolução, para interpor recurso ou entregar sua CNH no órgão de registro</p><p>da habilitação, até a data do término do prazo constante na notificação, que</p><p>não será inferior a trinta dias contados a partir da data da notificação da</p><p>aplicação da penalidade.</p><p>Art. 18. Da notificação da aplicação da penalidade constarão no mínimo,</p><p>os seguintes dados:</p><p>I. identificação do órgão de registro da habilitação, responsável pela</p><p>aplicação da penalidade;</p><p>II. identificação do infrator e número do registro da CNH;</p><p>III. número do processo administrativo;</p><p>IV. a penalidade aplicada e sua fundamentação legal;</p><p>V.data do término do prazo para interpor recurso junto à JARI.</p><p>VII – DO CUMPRIMENTO DA PENALIDADE</p><p>Art. 19. Mantida a penalidade pelos órgãos recursais ou não havendo</p><p>interposição de recurso, a autoridade de trânsito notificará o infrator,</p><p>utilizando o mesmo procedimento dos §§ 1º e 2º do art. 10 desta</p><p>Resolução, para entregar sua CNH até a data do término do prazo</p><p>constante na notificação, que não será inferior a 48 (quarenta e oito) horas,</p><p>contadas a partir da notificação, sob as penas da lei.</p><p>§ 1º. Encerrado o prazo previsto no caput deste artigo, a imposição da</p><p>penalidade será inscrita no RENACH.</p><p>§ 2º. Será anotada no RENACH a data do início do efetivo cumprimento</p><p>da penalidade.</p><p>§ 3º. Sendo o infrator flagrado conduzindo veículo, encerrado o prazo</p><p>para a entrega da CNH, será instaurado processo administrativo de cassação</p><p>do direito de dirigir, nos termos do inciso I do artigo 263 do CTB.</p><p>Art. 20. A CNH ficará apreendida e acostada aos autos e será devolvida</p><p>ao infrator depois de cumprido o prazo de suspensão do direito de dirigir e</p><p>comprovada a realização do curso de reciclagem.</p><p>Art. 21. Decorridos dois anos da cassação da CNH, o infrator poderá</p><p>requerer a sua reabilitação, submetendo-se a todos os exames necessários à</p><p>habilitação, na forma estabelecida no § 2º do artigo 263 do CTB.</p><p>VIII – DA PRESCRIÇÃO</p><p>Art. 22. A pretensão punitiva das penalidades de suspensão do direito de</p><p>dirigir e cassação de CNH prescreverá em cinco anos, contados a partir da</p><p>data do cometimento da infração que ensejar a instauração do processo</p><p>administrativo.</p><p>Parágrafo único. O prazo prescricional será interrompido com a</p><p>notificação estabelecida na forma do artigo 10 desta Resolução.</p><p>Art. 23. A pretensão executória das penalidades de suspensão do direito</p><p>de dirigir e cassação da CNH prescreve em cinco anos contados a partir da</p><p>data da notificação para a entrega da CNH, prevista no art. 19 desta</p><p>Resolução.</p><p>IX – DAS DISPOSIÇÕES FINAIS</p><p>Art. 24. No curso do processo administrativo de que trata esta</p><p>Resolução não incidirá nenhuma restrição no prontuário do infrator,</p><p>inclusive para fins de mudança de categoria da CNH, renovação e</p><p>transferência para outra unidade da Federação, até a notificação para a</p><p>entrega da CNH, de que trata o art. 19.</p><p>§ 1º. O processo administrativo deverá ser concluído no órgão executivo</p><p>estadual de trânsito que o instaurou, mesmo que haja transferência do</p><p>prontuário para outra unidade da Federação.</p><p>§ 2º O órgão executivo estadual de trânsito que instaurou o processo e</p><p>aplicou a penalidade de suspensão do direito de dirigir ou cassação da CNH,</p><p>deverá comunicá-la ao órgão executivo estadual de trânsito para onde foi</p><p>transferido o prontuário, para fins de seu efetivo cumprimento.</p><p>Art. 25. As defesas e os recursos não serão conhecidos quando</p><p>interpostos:</p><p>I - fora do prazo;</p><p>II - por quem não seja parte legítima.</p><p>Parágrafo único. O não conhecimento do recurso não impede a</p><p>autoridade de trânsito e as instâncias recursais de reverem de ofício ato</p><p>ilegal, desde que não ocorrida a preclusão administrativa.</p><p>Art. 26. Na contagem dos prazos, excluir-se-á o</p><p>dia do início e incluir-se-</p><p>á o do vencimento, e considerar-se-ão os dias consecutivos.</p><p>Art. 27. A autenticação das cópias dos documentos exigidos poderá ser</p><p>feita por servidor do órgão de trânsito, à vista dos originais.</p><p>Art. 28. Fica o órgão máximo executivo de trânsito da União autorizado</p><p>a expedir instruções necessárias para o pleno funcionamento do disposto</p><p>nesta Resolução, objetivando sempre a praticidade e a agilidade das</p><p>operações, em benefício do cidadão usuário dos serviços.</p><p>Art. 29. Os órgãos executivos de trânsito dos Estados e do Distrito</p><p>Federal terão até o dia 01 de março de 2006 para adequarem seus</p><p>procedimentos aos termos da presente Resolução.</p><p>Art. 30. Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação,</p><p>revogadas às disposições em contrário, em especial a resolução n.º 54/98.</p><p>AILTON BRASILIENSE PIRES</p><p>Presidente</p><p>JAQUELINE FILGUEIRAS CHAPADENSE PACHECO</p><p>Ministério das Cidades – Suplente</p><p>RENATO ARAUJO JUNIOR</p><p>Ministério da Ciência e Tecnologia Titular</p><p>RODRIGO LAMEGO DE TEIXEIRA SOARES</p><p>Ministério da Educação – Titular</p><p>CARLOS ALBERTO FERREIRA DOS SANTOS</p><p>Ministério do Meio Ambiente – Suplente</p><p>OTALIBA LIBÂNIO DE MORAIS NETO</p><p>Ministério da Saúde – Suplente</p><p>WALDEMAR FINI JUNIOR</p><p>Ministério dos Transportes – Suplente</p><p>RESOLUÇÃO Nº 299, DE 04 DE DEZEMBRO DE 2008.</p><p>Dispõe sobre a padronização dos procedimentos para apresentação</p><p>de defesa de autuação e recurso, em 1ª e 2ª instâncias, contra a imposição de</p><p>penalidade de multa de trânsito.</p><p>O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO – CONTRAN usando da</p><p>competência que lhe confere o art. 12, inciso I, da Lei nº 9.503, de 23 de</p><p>setembro de 1997, que instituiu o Código de Trânsito Brasileiro - CTB, e</p><p>conforme Decreto nº 4.711, de 29 de maio de 2003, que dispõe sobre a</p><p>coordenação do Sistema Nacional de Trânsito - SNT,</p><p>RESOLVE:</p><p>Art. 1º Estabelecer os procedimentos para apresentação de defesa de</p><p>autuação ou recurso em 1ª e 2ª instâncias contra a imposição de penalidade</p><p>de multa de trânsito.</p><p>Art. 2º É parte legítima para apresentar defesa de autuação ou recurso</p><p>em 1ª e 2ª instâncias contra a imposição de penalidade de multa a pessoa</p><p>física ou jurídica proprietária do veículo, o condutor, devidamente</p><p>identificado, o embarcador e o transportador, responsável pela infração.</p><p>§ 1º Para fins dos parágrafos 4o e 6o do artigo 257 do CTB, considera-se</p><p>embarcador o remetente ou expedidor da carga, mesmo se o frete for a</p><p>pagar.</p><p>§ 2º O notificado para apresentação de defesa ou recurso poderá ser</p><p>representado por procurador legalmente habilitado ou por instrumento de</p><p>procuração, na forma da lei, sob pena do não conhecimento da defesa ou do</p><p>recurso.</p><p>Art. 3º O requerimento de defesa ou recurso deverá ser apresentado</p><p>por escrito de forma legível, no prazo estabelecido, contendo no mínimo os</p><p>seguintes dados:</p><p>I - nome do órgão ou entidade de trânsito responsável pela autuação ou</p><p>pela aplicação da penalidade de multa;</p><p>II - nome, endereço completo com CEP, número de telefone, número do</p><p>documento de identificação, CPF/CNPJ do requerente;</p><p>III - placa do veículo e número do auto de infração de trânsito;</p><p>IV - exposição dos fatos, fundamentos legais e/ou documentos que</p><p>comprovem a alegação;</p><p>V - data e assinatura do requerente ou de seu representante legal.</p><p>Parágrafo único. A defesa ou recurso deverá ter somente um auto de</p><p>infração como objeto.</p><p>Art. 4º A defesa ou recurso não será conhecido quando:</p><p>I - for apresentado fora do prazo legal;</p><p>II - não for comprovada a legitimidade;</p><p>III - não houver a assinatura do recorrente ou seu representante legal;</p><p>IV - não houver o pedido, ou este for incompatível com a situação fática;</p><p>V - não comprovado o pagamento do valor da multa, nos termos do § 2º</p><p>do art. 288 do CTB;</p><p>Art. 5º A defesa ou recurso deverá ser apresentado com os seguintes</p><p>documentos:</p><p>I - requerimento de defesa ou recurso;</p><p>II - cópia da notificação de autuação, notificação da penalidade quando</p><p>for o caso ou auto de infração ou documento que conste placa e o número</p><p>do auto de infração de trânsito;</p><p>III - cópia da CNH ou outro documento de identificação que comprove a</p><p>assinatura do requerente e, quando pessoa jurídica, documento</p><p>comprovando a representação;</p><p>IV - cópia do CRLV;</p><p>V - procuração, quando for o caso.</p><p>Art. 6º A defesa ou o recurso deverá ser protocolado no órgão ou</p><p>entidade de trânsito autuador ou enviado, via postal, para o seu endereço,</p><p>respeitado o disposto no artigo 287 do C.T.B.</p><p>Art. 7º Os processos de defesa e de recurso, depois de julgados e</p><p>juntamente com o resultado de sua apreciação deverão permanecer com o</p><p>órgão autuador ou a sua JARI.</p><p>Art. 8º A defesa ou recurso referente a veículo registrado em outro</p><p>órgão executivo de trânsito deverá permanecer arquivado junto ao órgão ou</p><p>entidade de trânsito autuador ou a sua JARI.</p><p>Art. 9º O órgão ou entidade de trânsito e os órgãos recursais poderão</p><p>solicitar ao requerente que apresente documentos ou outras provas</p><p>admitidas em direito, definindo prazo para sua apresentação.</p><p>Parágrafo único. Caso não seja atendida a solicitação citada no caput</p><p>deste artigo será a defesa ou recurso analisado e julgado no estado que se</p><p>encontra.</p><p>Art. 10. O órgão ou entidade de trânsito ou os órgãos recursais deverão</p><p>suprir eventual ausência de informação ou documento, quando disponível.</p><p>Art. 11. O requerente até a realização do julgamento poderá desistir, por</p><p>escrito, da defesa ou recurso apresentado.</p><p>Art. 12. Esta resolução entra em vigor em 30 de junho de 2009 quando</p><p>ficará revogada a Resolução nº 239/07.</p><p>Alfredo Peres da Silva</p><p>Presidente</p><p>Marcelo Paiva dos Santos</p><p>Ministério da Justiça</p><p>Edson Dias Gonçalves</p><p>Ministério dos Transportes</p><p>Jose Antonio Silvério</p><p>Ministério da Ciência e Tecnologia</p><p>Carlos Alberto Ferreira dos Santos</p><p>Ministério do Meio Ambiente</p><p>Luiz Carlos Bertotto</p><p>Ministério das Cidades</p><p>RESOLUÇÃO Nº 371, DE 10 DE DEZEMBRO DE 2010.</p><p>Aprova o Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito, Volume I –</p><p>Infrações de competência municipal, incluindo as concorrentes dos órgãos e</p><p>entidades estaduais de trânsito, e rodoviários.</p><p>O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO - CONTRAN, usando da</p><p>competência que lhe confere o art. 12, inciso I, da Lei nº 9.503, de 23 de</p><p>setembro de 1997, que instituiu o Código de Trânsito Brasileiro, e conforme</p><p>Decreto nº 4.711, de 29 de maio de 2003, que dispõe sobre a coordenação</p><p>do Sistema Nacional de Trânsito – SNT, e</p><p>Considerando a necessidade de padronização de procedimentos</p><p>referentes à fiscalização de trânsito no âmbito de todo território nacional;</p><p>Considerando a necessidade da adoção de um manual destinado à</p><p>instrumentalização da atuação dos agentes das autoridades de trânsito, nas</p><p>esferas de suas respectivas competências;</p><p>Considerando os estudos desenvolvidos por Grupo Técnico e por</p><p>Especialistas da Câmara Temática de Esforço Legal do CONTRAN,</p><p>RESOLVE:</p><p>Art.1º Aprovar o Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito – MBFT,</p><p>Volume I – Infrações de competência municipal, incluindo as concorrentes</p><p>dos órgãos e entidades estaduais de trânsito, e rodoviários, a ser publicado</p><p>pelo órgão máximo executivo de trânsito da União.</p><p>Art. 2º Compete ao órgão máximo executivo de trânsito da União:</p><p>I – Atualizar o MBFT, em virtude de norma posterior que implique a</p><p>necessidade de alteração de seus procedimentos.</p><p>II – Estabelecer os campos das informações mínimas que devem constar</p><p>no Recibo de Recolhimento de Documentos.</p><p>Art. 3º Os órgãos e entidades que compõem o Sistema Nacional de</p><p>Trânsito deverão adequar seus procedimentos até a data de 30 de junho de</p><p>2011.</p><p>Art. 4º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.</p><p>Alfredo Peres da Silva</p><p>Presidente</p><p>Alvarez de Souza Simões</p><p>Ministério da Justiça</p><p>Rui César da Silveira Barbosa</p><p>Ministério da Defesa</p><p>Rone Evaldo Barbosa</p><p>Ministério dos Transportes</p><p>Esmeraldo Malheiros Santos</p><p>Ministério da Educação</p><p>Luiz Otávio Maciel Miranda</p><p>Ministério da Saúde</p><p>RESOLUÇÃO Nº 497, DE 29 DE JULHO DE 2014</p><p>Altera o Manual Brasileiro de Fiscalização</p><p>de Trânsito, Volume I – Infrações de</p><p>competência</p><p>municipal, incluindo as concorrentes dos órgãos e entidades estaduais</p><p>de trânsito e rodoviários.</p><p>O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO - CONTRAN, usando da</p><p>competência que lhe confere o art. 12, inciso I, da Lei nº 9.503, de 23 de</p><p>setembro de 1997, que instituiu o Código de Trânsito Brasileiro, e conforme</p><p>Decreto nº 4.711, de 29 de maio de</p><p>2003, que dispõe sobre a coordenação do Sistema Nacional de Trânsito –</p><p>SNT;</p><p>Considerando a necessidade de padronização de procedimentos</p><p>referentes à fiscalização de trânsito no âmbito de todo território nacional;</p><p>Considerando a necessidade de uniformizar o conteúdo dos Manuais</p><p>Brasileiros de Fiscalização de Trânsito - Volumes I e II;</p><p>Considerando a edição da Lei n. 12.619, de 30 de abril de 2012, que</p><p>incluiu o Capítulo III - A no CTB;</p><p>Considerando os estudos desenvolvidos por Grupo Técnico e por</p><p>Especialistas da Câmara Temática de Esforço Legal do CONTRAN,</p><p>RESOLVE:</p><p>Art.1º Alterar a Resolução n. 371, de 10 de dezembro de 2010, que</p><p>instituiu o Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito – MBFT, Volume I -</p><p>Infrações de competência municipal, incluindo as concorrentes dos órgãos e</p><p>entidades estaduais de trânsito e rodoviários.</p><p>Art. 2º O item 4., Agente da Autoridade de Trânsito, do MBFT – Volume</p><p>I, passa a vigorar com a seguinte redação:</p><p>“4. AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO:</p><p>O agente da autoridade de trânsito competente para lavrar o auto de</p><p>infração de trânsito (AIT) poderá ser servidor civil, estatutário ou celetista</p><p>ou, ainda, policial militar designado pela autoridade de trânsito com</p><p>circunscrição sobre a via no âmbito de sua competência.</p><p>Para que possa exercer suas atribuições como agente da autoridade de</p><p>trânsito, o servidor ou policial militar deverá ser credenciado, estar</p><p>devidamente uniformizado, conforme padrão da instituição, e no regular</p><p>exercício de suas funções.</p><p>O veículo utilizado na fiscalização de trânsito deverá estar caracterizado.</p><p>O agente de trânsito, ao constatar o cometimento da infração, lavrará o</p><p>respectivo auto e aplicará as medidas administrativas cabíveis.</p><p>É vedada a lavratura do AIT por solicitação de terceiros, excetuando-se o</p><p>caso em que o órgão ou entidade de trânsito realize operação (comando) de</p><p>fiscalização de normas de circulação e conduta, em que um agente de</p><p>trânsito constate a infração e informe ao agente que esteja na abordagem;</p><p>neste caso, o agente que constatou a infração deverá convalidar a autuação</p><p>no próprio auto de infração ou na planilha da operação (comando), a qual</p><p>deverá ser arquivada para controle e consulta.</p><p>O AIT traduz um ato vinculado na forma da Lei, não havendo</p><p>discricionariedade com relação a sua lavratura, conforme dispõe o artigo</p><p>280 do CTB.</p><p>O agente de trânsito deve priorizar suas ações no sentido de coibir a</p><p>prática das infrações de trânsito, devendo tratar a todos com urbanidade e</p><p>respeito, sem, contudo, omitirse das providências que a lei lhe determina.”</p><p>Art. 3º O item 9.1, Condutor oriundo de país Estrangeiro, do MBFT –</p><p>Volume I, passa a vigorar com a seguinte redação:</p><p>“9.1 Condutor oriundo de país Estrangeiro</p><p>O condutor de veículo automotor, oriundo de país estrangeiro e nele</p><p>habilitado, poderá dirigir portando Permissão Internacional para Dirigir (PID) ou</p><p>documento de habilitação estrangeira, acompanhados de documento de</p><p>identificação, quando o país de origem do condutor for signatário de Acordos ou</p><p>Convenções Internacionais, ratificados pelo Brasil, respeitada a validade da</p><p>habilitação de origem e o prazo máximo de 180 dias da sua estada regular no</p><p>Brasil.”</p><p>Art. 4º As fichas das infrações previstas nos art. 169 (código de infração</p><p>520-70), art. 181, X (código de infração 547-90), art. 185, I (código de</p><p>infração 570-30), art. 187, I (códigos de infração 574-61 e 574-63), art. 193</p><p>(código de infração 581-92), art. 195 (código de infração 583-50), art. 204</p><p>(código de infração 597-50), art. 205 (código de infração 598-30), art. 220,</p><p>XIV (códigos de infração 639-41 e 639-42), art. 224 (código de infração 644-</p><p>00), art. 231, VIII (códigos de infração 686-61 e 686-62), art. 244, I (código</p><p>de infração 703-01), art. 244, II (código de infração 704-81), art. 250, I, a</p><p>(código de infração 723-40), art. 250, I, c (código de infração 725-00), do</p><p>MBFT – Volume I, passam a vigorar com a redação dada pelo Anexo desta</p><p>Resolução.</p><p>Art. 5º Fica acrescida ao MBFT-I a ficha da infração prevista no art. 230,</p><p>XXIII, do CTB (código de infração 756-00), com a redação dada pelo Anexo</p><p>desta Resolução.</p><p>Art. 6º Para o cumprimento do disposto nesta Resolução, os órgãos e</p><p>entidades executivos de trânsito e rodoviários componentes do Sistema</p><p>Nacional de Trânsito deverão adequar seus procedimentos até a data de 31</p><p>de dezembro de 2014.</p><p>Art. 7º Os Anexos desta Resolução se encontram disponíveis no sítio</p><p>eletrônico www.denatran.gov.br</p><p>Art. 8º Ficam revogadas as fichas das infrações previstas nos art. 244, I</p><p>(códigos de infração 703-02 e 703-04) e art. 244, II (códigos de infração</p><p>704-82 e 704-84).</p><p>Art. 9º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.</p><p>Morvam Cotrim Duarte</p><p>Presidente</p><p>Jerry Adriane Dias Rodrigues</p><p>Ministério da Justiça</p><p>Ricardo Shinzato</p><p>Ministério da Defesa</p><p>http://www.denatran.gov.br/</p><p>Alexandre Euzébio de Morais</p><p>Ministério dos Transportes</p><p>José Maria Rodrigues de Souza</p><p>Ministério da Educação</p><p>José Antonio Silvério</p><p>Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação</p><p>Marco Antonio Vivas Motta</p><p>Ministério das Cidades</p><p>Nauber Nunes do Nascimento</p><p>Agência Nacional de Transportes Terrestre</p><p>Paulo Cesar de Macedo</p><p>Ministério do Meio Ambiente</p><p>RESOLUÇÃO Nº 561, DE 15 DE OUTUBRO DE 2015.</p><p>Aprova o Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito, Volume II – Infrações</p><p>de competência dos órgãos e entidades executivos estaduais de trânsito e</p><p>rodoviários.</p><p>O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO - CONTRAN, usando da</p><p>competência que lhe confere o art. 12, inciso I, da Lei nº 9.503, de 23 de</p><p>setembro de 1997, que instituiu o Código de Trânsito Brasileiro, e conforme</p><p>Decreto nº 4.711, de 29 de maio de 2003, que dispõe sobre a coordenação</p><p>do Sistema Nacional de Trânsito – SNT; Considerando a necessidade de</p><p>padronização de procedimentos referentes à fiscalização de trânsito no</p><p>âmbito de todo território nacional;</p><p>Considerando a necessidade da adoção de um manual destinado à</p><p>instrumentalização da atuação dos agentes das autoridades de trânsito, nas</p><p>esferas de suas respectivas competências;</p><p>Considerando os estudos desenvolvidos por Grupo Técnico e por</p><p>Especialistas da Câmara Temática de Esforço Legal do CONTRAN,</p><p>RESOLVE:</p><p>Art.1º Aprovar o Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito – MBFT,</p><p>Volume II – Infrações de competência dos órgãos e entidades executivos</p><p>estaduais de trânsito e rodoviários.</p><p>Art. 2º Compete ao órgão máximo executivo de trânsito da União</p><p>atualizar o MBFT – Volume II, em virtude de norma posterior que implique a</p><p>necessidade de alteração de seus procedimentos.</p><p>Art. 3º Os órgãos e entidades executivos estaduais de trânsito e</p><p>rodoviários componentes do Sistema Nacional de Trânsito deverão adequar</p><p>seus procedimentos em até 90 (noventa) dias, a contar da data de</p><p>publicação desta Resolução.</p><p>Art. 4º O Anexo desta Resolução se encontra disponível no sítio</p><p>eletrônico www.denatran.gov.br.</p><p>http://www.denatran.gov.br/</p><p>Art. 5º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.</p><p>Alberto Angerami</p><p>Presidente</p><p>Silvinei Vasques</p><p>Ministério da Justiça</p><p>Guilherme Moraes Rego</p><p>Ministério da Justiça</p><p>Pág. nº 02, da Resolução CONTRAN nº 561/2015.</p><p>Alexandre Euzébio de Morais</p><p>Ministério dos Transportes</p><p>Ricardo Shinzato</p><p>Ministério da Defesa</p><p>Djailson Dantas de Medeiros</p><p>Ministério da Educação</p><p>Luiz Fernando Fauth</p><p>Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação</p><p>Edilson dos Santos Macedo</p><p>Ministério das Cidades</p><p>RESOLUÇÃO Nº 619, DE 06 DE SETEMBRO DE 2016.</p><p>Estabelece e normatiza os procedimentos para a aplicação das multas</p><p>por infrações, a arrecadação e o repasse dos valores</p><p>arrecadados, nos</p><p>termos do inciso VIII do art. 12 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997,</p><p>que institui o Código de Trânsito Brasileiro – CTB, e dá outras providências.</p><p>O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO – CONTRAN, usando da</p><p>competência que lhe confere os incisos I, II e VIII do artigo 12, da Lei nº</p><p>9.503, de 23 de setembro de 1997, que instituiu o Código de Trânsito</p><p>Brasileiro - CTB, e conforme o Decreto nº 4.711, de 29 de maio de 2003,</p><p>que dispõe sobre a coordenação do Sistema Nacional de Trânsito – SNT, e</p><p>Considerando a edição da Lei nº 13.281, de 4 de maio de 2016, que</p><p>altera a Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que instituiu o Código de</p><p>Trânsito Brasileiro – CTB, e a Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015;</p><p>Considerando a necessidade de estabelecer e normatizar os</p><p>procedimentos para a aplicação das multas por infrações, a arrecadação e o</p><p>repasse dos valores arrecadados, nos termos do inciso VIII do art. 12 do</p><p>CTB;</p><p>Considerando a necessidade de uniformizar e aperfeiçoar os</p><p>procedimentos relativos à lavratura do Auto de Infração, expedição da</p><p>notificação da autuação, identificação do condutor infrator e aplicação das</p><p>penalidades de advertência por escrito e de multa, pelo cometimento de</p><p>infrações de responsabilidade do proprietário ou do condutor do veiculo,</p><p>com vistas a garantir maior eficácia, segurança e transparência dos atos</p><p>administrativos;</p><p>Considerando a necessidade do estabelecimento de regras e</p><p>padronização de documentos para arrecadação de multas de trânsito e a</p><p>retenção, recolhimento e a prestação de informações do percentual de</p><p>cinco por cento do valor arrecadado das multas destinados à conta do</p><p>Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito – FUNSET;</p><p>Considerando a necessidade de identificação inequívoca do real infrator e</p><p>a necessidade de estabelecer as responsabilidades pelas infrações a partir de</p><p>uma base de informações nacional única;</p><p>Considerando a necessidade de estabelecer regras e padronização para o</p><p>acréscimo de juros de mora equivalentes à taxa referencial do Sistema</p><p>Especial de Liquidação e de Custódia - Selic para títulos federais acumulada</p><p>mensalmente, calculados a partir do mês subsequente ao da consolidação</p><p>até o mês anterior ao do pagamento, e de 1% (um por cento) relativamente</p><p>ao mês em que o pagamento estiver sendo efetuado;</p><p>Considerando o que consta do Processo nº 80001.002866/2003-35,</p><p>resolve:</p><p>CAPÍTULO I</p><p>DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES</p><p>Art. 1º Estabelecer e normatizar os procedimentos para a aplicação das</p><p>multas por infrações, a arrecadação e o repasse dos valores arrecadados,</p><p>nos termos do inciso VIII do art. 12 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de</p><p>1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro – CTB.</p><p>Art. 2º Para os fins previstos nesta Resolução, entende-se por:</p><p>I - Auto de Infração de Trânsito: é o documento que dá início ao</p><p>processo administrativo para imposição de punição, em decorrência de</p><p>alguma infração à legislação de trânsito.</p><p>II - notificação de autuação: é o procedimento que dá ciência ao</p><p>proprietário do veículo de que foi cometida uma infração de trânsito com</p><p>seu veículo. Caso a infração não tenha sido cometida pelo proprietário do</p><p>veículo, deverá ser indicado o condutor responsável pelo cometimento da</p><p>infração.</p><p>III - notificação de penalidade: é o procedimento que dá ciência da</p><p>imposição de penalidade bem como indica o valor da cobrança da multa de</p><p>trânsito.</p><p>IV - autuador: os órgãos e entidades executivos de trânsito e rodoviários</p><p>competentes para julgar a defesa da autuação e aplicar penalidade de multa</p><p>de trânsito;</p><p>V - arrecadador: os órgãos e entidades executivos de trânsito e</p><p>rodoviários que efetuam a cobrança e o recebimento da multa de trânsito</p><p>(de sua competência ou de terceiros), sendo responsáveis pelo repasse dos</p><p>5% (cinco por cento) do valor da multa de trânsito à conta do Fundo</p><p>Nacional de Segurança e Educação de Trânsito –</p><p>FUNSET;</p><p>VI - RENACH: Registro Nacional de Condutores Habilitados;</p><p>VII - RENAVAM: Registro Nacional de Veículos Automotores;</p><p>VIII - RENAINF: Registro Nacional de Infrações de Trânsito.</p><p>Art. 3º Constatada a infração pela autoridade de trânsito ou por seu</p><p>agente, ou ainda comprovada sua ocorrência por aparelho eletrônico ou por</p><p>equipamento audiovisual, reações químicas ou qualquer outro meio</p><p>tecnológico disponível, previamente regulamentado pelo Conselho Nacional</p><p>de Trânsito – CONTRAN, será lavrado o Auto de Infração de Trânsito que</p><p>deverá conter os dados mínimos definidos pelo art. 280 do CTB e em</p><p>regulamentação específica.</p><p>§ 1º O Auto de Infração de Trânsito de que trata o caput deste artigo</p><p>poderá ser lavrado pela autoridade de trânsito ou por seu agente:</p><p>I - por anotação em documento próprio;</p><p>II - por registro em talão eletrônico isolado ou acoplado a equipamento</p><p>de detecção de infração regulamentado pelo CONTRAN, atendido o</p><p>procedimento definido pelo Departamento Nacional de Trânsito –</p><p>DENATRAN; ou</p><p>III - por registro em sistema eletrônico de processamento de dados</p><p>quando a infração for comprovada por equipamento de detecção provido de</p><p>registrador de imagem, regulamentado pelo CONTRAN.</p><p>§ 2° O órgão ou entidade de trânsito, sempre que possível, deverá</p><p>imprimir o Auto de Infração de Trânsito elaborado nas formas previstas nos</p><p>incisos II e III do parágrafo anterior para início do processo administrativo</p><p>previsto no Capítulo XVIII do CTB, sendo dispensada a assinatura da</p><p>Autoridade ou de seu agente.</p><p>§ 3º O registro da infração, referido no inciso III do § 1° deste artigo,</p><p>será referendado por autoridade de trânsito, ou seu agente, que será</p><p>identificado no Auto de Infração de Trânsito.</p><p>§ 4º Sempre que possível o condutor será identificado no momento da</p><p>lavratura do Auto de Infração de Trânsito.</p><p>§ 5º O Auto de Infração de Trânsito valerá como notificação da autuação</p><p>quando for assinado pelo condutor e este for o proprietário do veículo.</p><p>§ 6º Para que a notificação da autuação se dê na forma do § 5º, o Auto</p><p>de Infração de Trânsito deverá conter o prazo para apresentação da defesa</p><p>da autuação, conforme § 4º do art. 4º desta Resolução.</p><p>§ 7º O talão eletrônico previsto no inciso II do § 1º desta Resolução</p><p>trata-se de sistema informatizado (software) instalado em equipamentos</p><p>preparados para este fim ou no próprio sistema de registro de infrações dos</p><p>órgãos ou entidades de trânsito, na forma disciplinada pelo DENATRAN.</p><p>CAPÍTULO II</p><p>DA NOTIFICAÇÃO DA AUTUAÇÃO</p><p>Art. 4º À exceção do disposto no § 5º do artigo anterior, após a</p><p>verificação da regularidade e da consistência do Auto de Infração de</p><p>Trânsito, a autoridade de trânsito expedirá, no prazo máximo de 30 (trinta)</p><p>dias contados da data do cometimento da infração, a Notificação da</p><p>Autuação dirigida ao proprietário do veículo, na qual deverão constar os</p><p>dados mínimos definidos no art. 280 do CTB.</p><p>§ 1º Quando utilizada a remessa postal, a expedição se caracterizará pela</p><p>entrega da notificação da autuação pelo órgão ou entidade de trânsito à</p><p>empresa responsável por seu envio.</p><p>§ 2º Quando utilizado sistema de notificação eletrônica, a expedição se</p><p>caracterizará pelo envio eletrônico da notificação da atuação pelo órgão ou</p><p>entidade de trânsito ao proprietário do veículo.</p><p>§ 3º A não expedição da notificação da autuação no prazo previsto no</p><p>caput deste artigo ensejará o arquivamento do Auto de Infração de Trânsito.</p><p>§ 4º Da Notificação da Autuação constará a data do término do prazo</p><p>para a apresentação da Defesa da Autuação pelo proprietário do veículo ou</p><p>pelo condutor infrator devidamente identificado, que não será inferior a 15</p><p>(quinze) dias, contados da data da notificação da autuação ou publicação por</p><p>edital, observado o disposto no art. 13 desta Resolução.</p><p>§ 5º A autoridade de trânsito poderá socorrer-se de meios tecnológicos</p><p>para verificação da regularidade e da consistência do Auto de Infração de</p><p>Trânsito.</p><p>§ 6º Os dados do condutor identificado no Auto de Infração de Trânsito</p><p>deverão constar na Notificação da Autuação, observada a regulamentação</p><p>específica.</p><p>§ 7º Torna-se obrigatório atualização imediata da base nacional, por parte</p><p>dos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Estados e do Distrito</p><p>Federal, sempre que houver alteração dos dados cadastrais do veículo e do</p><p>condutor.</p><p>Seção I</p><p>Da Identificação do Condutor Infrator</p><p>Art. 5º Sendo a infração de responsabilidade do condutor, e este não for</p><p>identificado no ato do cometimento da infração, a Notificação da Autuação</p><p>deverá ser acompanhada do Formulário de Identificação do Condutor</p><p>Infrator, que deverá conter, no mínimo:</p><p>I - identificação do órgão ou entidade de trânsito responsável pela</p><p>autuação;</p><p>II - campos para o preenchimento da identificação do condutor infrator:</p><p>nome e números de registro dos documentos de habilitação, identificação e</p><p>CPF;</p><p>III - campo para a assinatura do proprietário do veículo;</p><p>IV - campo para a assinatura do condutor infrator;</p><p>V - placa do veículo e número do Auto de Infração de Trânsito;</p><p>VI - data do término do prazo para a identificação do condutor infrator e</p><p>interposição da defesa da autuação;</p><p>VII - esclarecimento das consequências da não identificação do condutor</p><p>infrator, nos termos dos §§ 7º e 8º do art. 257 do CTB;</p><p>VIII - instrução para que o Formulário de Identificação do Condutor</p><p>Infrator seja acompanhado de cópia reprográfica legível do documento de</p><p>habilitação do condutor infrator e do documento de identificação do</p><p>proprietário do veículo ou seu representante legal, o qual, neste caso,</p><p>deverá juntar documento que comprove a representação;</p><p>IX - esclarecimento de que a indicação do condutor infrator somente</p><p>será acatada e produzirá efeitos legais se o formulário de identificação do</p><p>condutor estiver corretamente preenchido, sem rasuras, com assinaturas</p><p>originais do condutor e do proprietário do veículo e acompanhado de cópia</p><p>reprográfica legível dos documentos relacionados no inciso anterior;</p><p>X - endereço para entrega do Formulário de Identificação do Condutor</p><p>Infrator; e</p><p>XI - esclarecimento sobre a responsabilidade nas esferas penal, cível e</p><p>administrativa, pela veracidade das informações e dos documentos</p><p>fornecidos.</p><p>§ 1º Na impossibilidade da coleta da assinatura do condutor infrator,</p><p>além dos documentos previstos nos incisos deste artigo, deverá ser anexado</p><p>ao Formulário de Identificação do Condutor Infrator:</p><p>I - ofício do representante legal do Órgão ou Entidade identificando o</p><p>condutor infrator, acompanhado de cópia de documento que comprove a</p><p>condução do veículo no momento do cometimento da infração, para veículo</p><p>registrado em nome dos Órgãos ou Entidades da Administração Pública</p><p>direta ou indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos</p><p>Municípios; ou</p><p>II - cópia de documento onde conste cláusula de responsabilidade por</p><p>infrações cometidas pelo condutor e comprove a posse do veículo no</p><p>momento do cometimento da infração, para veículos registrados em nome</p><p>das demais pessoas jurídicas.</p><p>§ 2º No caso de identificação de condutor infrator em que a situação se</p><p>enquadre nas condutas previstas nos incisos do art. 162 do CTB, serão</p><p>lavrados, sem prejuízo das demais sanções administrativas e criminais</p><p>previstas no CTB, os respectivos Autos de Infração de Trânsito:</p><p>I - ao proprietário do veículo, por infração ao art. 163 do CTB, exceto se</p><p>o condutor for o proprietário; e</p><p>II - ao condutor indicado, ou ao proprietário que não indicá-lo no prazo</p><p>estabelecido, pela infração cometida de acordo com as condutas previstas</p><p>nos incisos do art. 162 do CTB.</p><p>§ 3º Ocorrendo a situação prevista no parágrafo anterior, o prazo para</p><p>expedição da notificação da autuação de que trata o inciso II, parágrafo</p><p>único, do art. 281 do CTB, será contado a partir da data do protocolo do</p><p>Formulário de Identificação do Condutor Infrator junto ao órgão autuador</p><p>ou do prazo final para indicação.</p><p>§ 4º Em se tratando de condutor estrangeiro, além do atendimento às</p><p>demais disposições deste artigo, deverão ser apresentadas cópias dos</p><p>documentos previstos em legislação específica.</p><p>§ 5º O formulário de identificação do condutor infrator poderá ser</p><p>substituído por outro documento, desde que contenha as informações</p><p>mínimas exigidas neste artigo.</p><p>§ 6º Os órgãos e entidades de trânsito deverão registrar as indicações de</p><p>condutor no RENACH, administrado pelo DENATRAN, o qual</p><p>disponibilizará os registros de indicações de condutor de forma a possibilitar</p><p>o acompanhamento e averiguações das reincidências e irregularidades nas</p><p>indicações de condutor infrator, articulando-se, para este fim, com outros</p><p>órgãos da Administração Pública.</p><p>§ 7º Constatada irregularidade na indicação do condutor infrator, capaz</p><p>de configurar ilícito penal, a Autoridade de Trânsito deverá comunicar o fato</p><p>à autoridade competente.</p><p>§ 8º O documento referido no inciso II do § 1º deverá conter, no</p><p>mínimo, identificação do veículo, do proprietário e do condutor, cláusula de</p><p>responsabilidade pelas infrações e período em que o veículo esteve na posse</p><p>do condutor apresentado, podendo esta última informação constar de</p><p>documento em separado assinado pelo condutor.</p><p>Seção II</p><p>Responsabilidade do Proprietário</p><p>Art. 6º O proprietário do veículo será considerado responsável pela</p><p>infração cometida, respeitado o disposto no § 2º do art. 5º, nas seguintes</p><p>situações:</p><p>I - caso não haja identificação do condutor infrator até o término do</p><p>prazo fixado na Notificação da Autuação;</p><p>II - caso a identificação seja feita em desacordo com o estabelecido no</p><p>artigo anterior; e</p><p>III - caso não haja registro de comunicação de venda à época da infração.</p><p>Art. 7º Ocorrendo a hipótese prevista no artigo anterior e sendo o</p><p>proprietário do veículo pessoa jurídica, será imposta multa, nos termos do §</p><p>8º do art. 257 do CTB, expedindo-se a notificação desta ao proprietário do</p><p>veículo, nos termos de regulamentação específica.</p><p>Art. 8º Para fins de cumprimento desta Resolução, no caso de veículo</p><p>objeto de penhor ou de contrato de arrendamento mercantil, comodato,</p><p>aluguel ou arrendamento não vinculado ao financiamento do veículo, o</p><p>possuidor, regularmente constituído e devidamente registrado no órgão ou</p><p>entidade executivo de trânsito do Estado ou Distrito Federal, nos termos de</p><p>regulamentação específica, equipara-se ao proprietário do veículo.</p><p>Parágrafo único. As notificações de que trata esta Resolução somente</p><p>deverão ser enviadas ao possuidor previsto neste artigo no caso de contrato</p><p>com vigência igual ou superior a 180 (cento e oitenta) dias.</p><p>Seção III</p><p>Da Defesa da Autuação</p><p>Art. 9º Interposta a Defesa da Autuação, nos termos do § 3º do art. 4º</p><p>desta Resolução, caberá à autoridade competente apreciá-la, inclusive</p><p>quanto ao mérito.</p><p>§ 1º Acolhida a Defesa da Autuação, o Auto de Infração de Trânsito será</p><p>cancelado, seu registro será arquivado e a autoridade de trânsito comunicará</p><p>o fato ao proprietário do veículo.</p><p>§ 2º Não sendo interposta Defesa da Autuação no prazo previsto ou não</p><p>acolhida, a autoridade de trânsito aplicará a penalidade correspondente, nos</p><p>termos desta Resolução.</p><p>CAPÍTULO III</p><p>DA PENALIDADE DE ADVERTÊNCIA POR ESCRITO</p><p>Art. 10. Em se tratando de infrações de natureza leve ou média, a</p><p>autoridade de trânsito, nos termos do art. 267 do CTB, poderá, de ofício ou</p><p>por solicitação do interessado, aplicar a Penalidade de Advertência por</p><p>Escrito, na qual deverão constar os dados mínimos definidos no art. 280 do</p><p>CTB e em regulamentação específica.</p><p>§ 1º Até a data do término do prazo para a apresentação da defesa da</p><p>autuação, o proprietário do veículo, ou o condutor infrator, poderá requerer</p><p>à autoridade de trânsito a aplicação da Penalidade de Advertência por</p><p>Escrito de que trata o caput deste artigo.</p><p>§ 2º Não cabe recurso à Junta Administrativa de Recursos de Infrações –</p><p>JARI da decisão da autoridade que aplicar a Penalidade de Advertência por</p><p>Escrito solicitada com base no § 1º, exceto se essa solicitação for</p><p>concomitante à apresentação de defesa da autuação.</p><p>§ 3º Para fins de análise da reincidência de que trata o</p><p>caput do art. 267</p><p>do CTB, deverá ser considerada apenas a infração referente à qual foi</p><p>encerrada a instância administrativa de julgamento de infrações e</p><p>penalidades.</p><p>§ 4º A aplicação da Penalidade de Advertência por Escrito deverá ser</p><p>registrada no prontuário do infrator depois de encerrada a instância</p><p>administrativa de julgamento de infrações e penalidades.</p><p>§ 5º Para fins de cumprimento do disposto neste artigo, o DENATRAN</p><p>deverá disponibilizar transação específica para registro da Penalidade de</p><p>Advertência por Escrito no RENACH e no RENAVAM, bem como, acesso às</p><p>informações contidas no prontuário dos condutores e veículos para consulta</p><p>dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito.</p><p>§ 6º A Penalidade de Advertência por Escrito deverá ser enviada ao</p><p>infrator, no endereço constante em seu prontuário ou por sistema de</p><p>notificação eletrônica, se disponível.</p><p>§ 7º A aplicação da Penalidade de Advertência por Escrito não implicará</p><p>em registro de pontuação no prontuário do infrator.</p><p>§ 8º Caso a autoridade de trânsito não entenda como medida mais</p><p>educativa a aplicação da Penalidade de Advertência por Escrito, aplicará a</p><p>Penalidade de Multa.</p><p>§ 9º A notificação devolvida por desatualização do endereço do infrator</p><p>junto ao órgão ou entidade executivo de trânsito responsável pelo seu</p><p>prontuário será considerada válida para todos os efeitos.</p><p>§ 10. Na hipótese de notificação por meio eletrônico, se disponível, o</p><p>proprietário ou o condutor autuado será considerado notificado 30 (trinta)</p><p>dias após a inclusão da informação no sistema eletrônico.</p><p>§ 11. Para cumprimento do disposto no § 1º, o infrator deverá</p><p>apresentar, ao órgão ou entidade responsável pela aplicação da penalidade,</p><p>documento emitido pelo órgão ou entidade executivo de trânsito</p><p>responsável pelo seu prontuário, que demonstre as infrações cometidas, se</p><p>houverem, referente aos últimos 12 (doze) meses anteriores à data da</p><p>infração, caso essas informações não estejam disponíveis no RENACH.</p><p>§ 12. Até que as providências previstas no § 5º sejam disponibilizadas aos</p><p>órgãos autuadores, a Penalidade de Advertência por Escrito poderá ser</p><p>aplicada por solicitação da parte interessada.</p><p>§ 13. Para atendimento do disposto neste artigo, os órgãos e entidades</p><p>executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal deverão registrar e</p><p>atualizar os registros de infrações e os dados dos condutores por eles</p><p>administrados nas bases de informações do DENATRAN.</p><p>CAPÍTULO IV</p><p>DA NOTIFICAÇÃO DA PENALIDADE DE MULTA</p><p>Art. 11. A Notificação da Penalidade de Multa deverá conter:</p><p>I - os dados mínimos definidos no art. 280 do CTB e em regulamentação</p><p>específica;</p><p>II - a comunicação do não acolhimento da Defesa da Autuação ou da</p><p>solicitação de aplicação da Penalidade de Advertência por Escrito;</p><p>III - o valor da multa e a informação quanto ao desconto previsto no art.</p><p>284 do CTB;</p><p>IV - data do término para apresentação de recurso, que será a mesma</p><p>data para pagamento da multa, conforme §§ 4º e 5º do art. 282 do CTB;</p><p>V - campo para a autenticação eletrônica, regulamentado pelo</p><p>DENATRAN; e</p><p>VI - instruções para apresentação de recurso, nos termos dos arts. 286 e</p><p>287 do CTB.</p><p>Parágrafo único. O órgão ou entidade integrante do Sistema Nacional de</p><p>Trânsito responsável pela expedição da Notificação da Penalidade de Multa</p><p>deverá utilizar documento próprio para arrecadação de multa que contenha</p><p>as características estabelecidas pelo DENATRAN.</p><p>Art. 12. Até a data de vencimento expressa na Notificação da Penalidade</p><p>de Multa ou enquanto permanecer o efeito suspensivo sobre o Auto de</p><p>Infração de Trânsito, não incidirá qualquer restrição, inclusive para fins de</p><p>licenciamento e transferência, nos arquivos do órgão ou entidade executivo</p><p>de trânsito responsável pelo registro do veículo.</p><p>CAPÍTULO V</p><p>DA NOTIFICAÇÃO POR EDITAL</p><p>Art. 13. Esgotadas as tentativas para notificar o infrator ou o proprietário</p><p>do veículo por meio postal ou pessoal, as notificações de que trata esta</p><p>Resolução serão realizadas por edital publicado em diário oficial, na forma da</p><p>lei, respeitados o disposto no §1º do art. 282 do CTB e os prazos</p><p>prescricionais previstos na Lei nº 9.873, de 23 de novembro de 1999, que</p><p>estabeleceprazo de prescrição para o exercício de ação punitiva.</p><p>§ 1º Os editais de que trata o caput deste artigo, de acordo com sua</p><p>natureza, deverão conter, no mínimo, as seguintes informações:</p><p>I - Edital da Notificação da Autuação:</p><p>a) cabeçalho com identificação do órgão autuador e do tipo de</p><p>notificação;</p><p>b) instruções e prazo para apresentação de defesa da autuação;</p><p>c) lista com a placa do veículo, número do Auto de Infração de Trânsito,</p><p>data da infração e código da infração com desdobramento.</p><p>II - Edital da Notificação da Penalidade de Advertência por Escrito:</p><p>a) cabeçalho com identificação do órgão autuador e do tipo de</p><p>notificação;</p><p>b) instruções e prazo para interposição de recurso, observado o disposto</p><p>no § 2º do art. 10 desta Resolução;</p><p>c) lista com a placa do veículo, número do Auto de Infração de Trânsito,</p><p>data da infração, código da infração com desdobramento e número de</p><p>registro do documento de habilitação do infrator.</p><p>III - Edital da Notificação da Penalidade de Multa:</p><p>a) cabeçalho com identificação do órgão autuador e do tipo de</p><p>notificação;</p><p>b) instruções e prazo para interposição de recurso e pagamento;</p><p>c) lista com a placa do veículo, número do Auto de Infração de Trânsito,</p><p>data da infração, código da infração com desdobramento e valor da multa.</p><p>§ 2º É facultado ao órgão autuador publicar extrato resumido de edital</p><p>no Diário Oficial, o qual conterá as informações constantes das alíneas “a” e</p><p>“b” dos incisos I, II ou III do §1º deste artigo, sendo obrigatória a publicação</p><p>da íntegra do edital, contendo todas as informações descritas no §1º deste</p><p>artigo, no seu sítio eletrônico na Internet.</p><p>§ 3º As publicações de que trata este artigo serão válidas para todos os</p><p>efeitos, não isentando o órgão de trânsito de disponibilizar as informações</p><p>das notificações, quando solicitado.</p><p>§ 4º As notificações enviadas eletronicamente dispensam a publicação</p><p>por edital.</p><p>CAPÍTULO VI</p><p>DOS RECURSOS ADMINISTRATIVOS</p><p>Art. 14. Aplicadas as penalidades de que trata esta Resolução, caberá</p><p>recurso em primeira instância na forma dos artigos 285, 286 e 287 do CTB,</p><p>que serão julgados pelas JARI que funcionam junto ao órgão de trânsito que</p><p>aplicou a penalidade, respeitado o disposto no § 2º do art. 10 desta</p><p>Resolução.</p><p>Art. 15. Das decisões da JARI caberá recurso em segunda instância na</p><p>forma dos arts. 288 e 289 do CTB.</p><p>Art. 16. O recorrente deverá ser informado das decisões dos recursos</p><p>de que tratam os artigos 14 e 15.</p><p>Parágrafo único. No caso de deferimento do recurso de que trata o art.</p><p>13, o recorrente deverá ser informado se a autoridade recorrer da decisão.</p><p>Art. 17. Somente depois de esgotados os recursos, as penalidades</p><p>aplicadas poderão ser cadastradas no RENACH.</p><p>CAPÍTULO VII</p><p>DO VALOR PARA PAGAMENTO DA MULTA</p><p>Art. 18. Sujeitam-se ao disposto no § 4º do art. 284 do CTB apenas os</p><p>autos de infrações lavrados a partir de 1º de novembro de 2016.</p><p>Seção I</p><p>Para pagamento até a data de vencimento indicada</p><p>na Notificação de Penalidade:</p><p>Art. 19. Pelo valor equivalente a 80% (oitenta por cento) do valor</p><p>original da multa conforme caput do art. 284, conforme:</p><p>I - fórmula: Valor original x 0,80 = valor a pagar.</p><p>Art. 20. Pelo valor equivalente a 60% (sessenta por cento) do valor</p><p>original da multa, quando da opção precedente de recebimento da</p><p>Notificação pelo sistema de notificação eletrônica, quando disponibilizada</p><p>pelo órgão máximo executivo de trânsito da União aos órgãos autuadores,</p><p>conforme previsto no § 1º do art. 284 do CTB, conforme:</p><p>I - fórmula: Valor original x 0,60 = valor a pagar.</p><p>Seção II</p><p>Para pagamento após a data de vencimento indicada</p><p>na Notificação de Penalidade:</p><p>Art. 21. Para quitação no período compreendido entre a data imediata</p><p>após o vencimento, até o último dia do</p><p>mês seguinte ao do vencimento,</p><p>pelo valor original da multa acrescido de juros relativos ao mês de</p><p>pagamento, no percentual de 1% (um por cento), conforme:</p><p>I - fórmula: Valor original x 1,01 = valor corrigido a pagar.</p><p>Art. 22. Para quitação após o mês subseqüente ao do vencimento, pelo</p><p>valor original da multa, acrescido da variação mensal da taxa referencial do</p><p>Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - Selic, definida pelo somatório</p><p>dos percentuais mensais, não capitalizados, divulgados para o período entre</p><p>o mês subseqüente ao do vencimento e o mês anterior ao do pagamento,</p><p>inclusive e adicionado ainda, o percentual de 1% (um por cento) relativo a</p><p>juros do mês de pagamento, qualquer que seja o dia desse mês considerado,</p><p>conforme:</p><p>I - fórmulas: Período = incluir mês subseqüente ao vencimento e excluir</p><p>o mês de pagamento.</p><p>II - valor: Valor original x fator multiplicador = valor a pagar</p><p>III - fator multiplicador: 1,01 + (Σ percentuais mensais da SELIC do</p><p>período)</p><p>§ 1º O cálculo do acréscimo de mora e o valor atualizado devido, com</p><p>base na variação da taxa SELIC indicado neste artigo serão mantidos pelo</p><p>órgão arrecadador, que aplicará a variação mensal acumulada da taxa básica</p><p>de juros SELIC, proveniente do somatório dos índices de correção no</p><p>período divulgados pelo Banco Central do Brasil – BACEN, cujo índice</p><p>obtido e montante atualizado serão definidos com duas casas decimais,</p><p>desprezadas as demais sem arredondamento, como forma de uniformizar o</p><p>valor resultante.</p><p>§ 2º O cálculo adicional de juros de mora, não capitalizado, com índice</p><p>fixo de 1% (um por cento), relativo ao acréscimo do mês de pagamento,</p><p>em que não ocorrerá o cômputo da variação mensal da taxa SELIC, será</p><p>também mantido pelo órgão arrecadador, complementando o valor final do</p><p>débito vencido, válido até o último dia útil do mês de pagamento</p><p>considerado.</p><p>§ 3º O usuário devedor da multa imposta será orientado por texto na</p><p>Notificação de Penalidade sobre a validade do documento para fins de</p><p>pagamento, cujo prazo coincide com o vencimento indicado, após o que</p><p>deverá ser consultado o órgão autuador e/ou arrecadador, para a obtenção</p><p>do valor atualizado para pagamento.</p><p>§ 4º Interposto recurso no prazo legal, se julgado improcedente, a</p><p>incidência de juros de mora deverá ser considerado a partir do</p><p>encerramento da instância administrativa.</p><p>§ 5º A interposição do recurso fora do prazo legal ensejará a cobrança de</p><p>juros de mora a partir do vencimento da Notificação de Penalidade.</p><p>CAPÍTULO VIII</p><p>DA ARRECADAÇÃO DAS MULTAS E DO</p><p>REPASSE DOS VALORES</p><p>Art. 23. Os órgãos e entidades executivos de trânsito e executivos</p><p>rodoviários dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, integrantes</p><p>do Sistema Nacional de Trânsito – SNT, para arrecadarem multas de trânsito</p><p>de sua competência ou de terceiros, deverão utilizar o documento próprio</p><p>de arrecadação de multas de trânsito estabelecido pelo DENATRAN, com</p><p>vistas a garantir o repasse automático dos valores relativos ao FUNSET.</p><p>§ 1º O recolhimento do percentual de 5% (cinco por cento) do valor</p><p>arrecadado das multas de trânsito à conta do FUNSET é de</p><p>responsabilidade do órgão de trânsito arrecadador.</p><p>§ 2º O pagamento das multas de trânsito será efetuado na rede bancária</p><p>arrecadadora.</p><p>§ 3º Não é permitido o parcelamento de multas de trânsito.</p><p>Art. 24. Os órgãos autuadores da União, para arrecadarem multas de</p><p>trânsito de sua competência, deverão utilizar a Guia de Recolhimento da</p><p>União – GRU do tipo</p><p>Cobrança, observado o Decreto n.º 4.950, de 9 de janeiro de 2004 e a</p><p>Instrução Normativa da Secretaria do Tesouro Nacional - STN nº 2, de 22</p><p>de maio de 2009, e suas alterações posteriores.</p><p>Parágrafo único. O recolhimento do percentual de 5% (cinco por cento)</p><p>do valor arrecadado das multas de trânsito à conta do FUNSET pelos órgãos</p><p>autuadores da União dar-se-á na forma estabelecida pela Secretaria do</p><p>Tesouro Nacional – STN, do Ministério da Fazenda.</p><p>Art. 25. Os demais órgãos e entidades integrantes do Sistema Nacional</p><p>de Trânsito, arrecadadores de multas de trânsito, de sua competência ou de</p><p>terceiros, e recolhedores de valores à conta do Fundo Nacional de</p><p>Segurança e Educação de Trânsito – FUNSET deverão prestar informações</p><p>ao DENATRAN até o 20º (vigésimo) dia do mês subseqüente ao da</p><p>arrecadação, na forma disciplinada pelo próprio DENATRAN.</p><p>CAPÍTULO IX</p><p>DAS DISPOSIÇÕES FINAIS</p><p>Art. 26. Nos casos dos veículos registrados em nome de missões</p><p>diplomáticas, repartições consulares de carreira ou representações de</p><p>organismos internacionais e de seus integrantes, as notificações de que trata</p><p>esta Resolução, respeitado o disposto no § 6º do art. 10, deverão ser</p><p>enviadas ao endereço constante no registro do veículo junto ao órgão</p><p>executivo de trânsito do Estado ou Distrito Federal e comunicadas ao</p><p>Ministério das Relações Exteriores para as providências cabíveis, na forma</p><p>definida pelo DENATRAN.</p><p>Art. 27. A contagem dos prazos para apresentação de condutor e</p><p>interposição da Defesa da Autuação e dos recursos de que trata esta</p><p>Resolução será em dias consecutivos, excluindo-se o dia da notificação ou</p><p>publicação por meio de edital, e incluindo-se o dia do vencimento.</p><p>Parágrafo único. Considera-se prorrogado o prazo até o primeiro dia útil</p><p>se o vencimento cair em feriado, sábado, domingo, em dia que não houver</p><p>expediente ou este for encerrado antes da hora normal.</p><p>Art. 28. No caso de falha nas notificações previstas nesta Resolução, a</p><p>autoridade de trânsito poderá refazer o ato, observados os prazos</p><p>prescricionais.</p><p>Art. 29. A notificação da autuação e a notificação da penalidade de multa</p><p>deverão ser encaminhadas à pessoa física ou jurídica que conste como</p><p>proprietária do veículo na data da infração, respeitado o disposto no § 6º do</p><p>art. 10.</p><p>§ 1º Caso o Auto de Infração de Trânsito não conste no prontuário do</p><p>veículo na data do registro da transferência de propriedade, o proprietário</p><p>atual será considerado comunicado quando do envio, pelo órgão ou</p><p>entidade executivos de trânsito, do extrato para pagamento do IPVA e</p><p>demais débitos vinculados ao veículo, ou quando do vencimento do prazo</p><p>de licenciamento anual.</p><p>§ 2º O DENATRAN deverá adotar as providências necessárias para</p><p>fornecer aos órgãos de trânsito responsáveis pela expedição das notificações</p><p>os dados da pessoa física ou jurídica que constava como proprietário do</p><p>veículo na data da infração.</p><p>§ 3º Até que sejam disponibilizadas as informações de que trata o § 2º, as</p><p>notificações enviadas ao proprietário atual serão consideradas válidas para</p><p>todos os efeitos, podendo este informar ao órgão autuador os dados do</p><p>proprietário anterior para continuidade do processo de notificação.</p><p>§ 4º Após efetuar a venda do veículo, caso haja Auto de Infração de</p><p>Trânsito em seu nome, a pessoa física ou jurídica que constar como</p><p>proprietária do veículo na data da infração deverá providenciar atualização</p><p>de seu endereço junto ao órgão ou entidade de trânsito de registro do</p><p>veículo.</p><p>§ 5º Caso não seja providenciada a atualização do endereço prevista no §</p><p>4º, a notificação devolvida por esse motivo será considerada válida para</p><p>todos os efeitos.</p><p>Art. 30. É facultado antecipar o pagamento do valor correspondente à</p><p>multa, junto ao órgão ou entidade de trânsito responsável pela aplicação</p><p>dessa penalidade, em qualquer fase do processo administrativo, sem</p><p>prejuízo da continuidade dos procedimentos previstos nesta Resolução para</p><p>expedição das notificações, apresentação da defesa da autuação e dos</p><p>respectivos recursos.</p><p>Parágrafo único. Caso o pagamento tenha sido efetuado</p><p>antecipadamente, conforme previsto no caput, a Notificação da Penalidade</p><p>deverá ser expedida com a informação de que a multa encontra-se paga,</p><p>com a indicação do prazo para interposição do recurso e sem código de</p><p>barras para pagamento.</p><p>Art. 31. Os procedimentos para apresentação de defesa de autuação e</p><p>recursos, previstos nesta Resolução, atenderão ao disposto em</p><p>regulamentação específica.</p><p>Art. 32. Aplica-se</p><p>o disposto nesta Resolução, no que couber, às</p><p>autuações em que a responsabilidade pelas infrações não sejam do</p><p>proprietário ou condutor do veículo, até que os procedimentos sejam</p><p>definidos por regulamentação específica.</p><p>Art. 33. Aplicam-se a esta Resolução os prazos prescricionais previstos na</p><p>Lei nº 9.873, de 23 de novembro de 1999, que estabelece prazo de</p><p>prescrição para o exercício de ação punitiva.</p><p>Parágrafo único. O DENATRAN definirá os procedimentos para</p><p>aplicação uniforme dos preceitos da lei de que trata o caput pelos demais</p><p>órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito.</p><p>Art. 34. Fica o DENATRAN autorizado a expedir normas</p><p>complementares para o fiel cumprimento das disposições contidas nesta</p><p>Resolução.</p><p>Art. 35. Esta Resolução entra em vigor em 1º de novembro de 2016,</p><p>quando fica revogada a Resolução CONTRAN nº 404, de 12 de junho de</p><p>2012.</p><p>Elmer Coelho Vicenzi</p><p>Presidente</p><p>Guilherme Moraes Rego</p><p>Ministério da Justiça e Cidadania</p><p>Alexandre Euzébio de Morais</p><p>Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil</p><p>Djailson Dantas de Medeiros</p><p>Ministério da Educação</p><p>Bruno César Prosdocimi Nunes</p><p>Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações</p><p>Marco Aurélio de Queiroz Campos</p><p>Ministério das Cidades</p><p>Thomas Paris Caldellas</p><p>Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços</p><p>Noboru Ofugi</p><p>Agência Nacional de Transportes Terrestre</p><p>Folha de rosto</p><p>Créditos</p><p>Introdução</p><p>Sumário</p><p>Capítulo I - Legislação</p><p>1 Princípio do contraditório e da ampla defesa</p><p>2 Sistema Nacional de Trânsito</p><p>3 Criação e competência da JARI</p><p>4 Diretrizes para a elaboração do Regimento Interno</p><p>5 Despesas com Manutenção, conservação e funcionamento da JARI</p><p>6 Municipalização do trânsito</p><p>Capítulo II - Instalação</p><p>1 Regimento Interno</p><p>2 Nomeação e posse dos Membros</p><p>3 Exoneração do Membro</p><p>4 Remuneração dos Membros</p><p>Capítulo III - Objeto do Recurso</p><p>1 Princípios da Sinalização de Trânsito</p><p>2 Tipos de Sinalização de Trânsito</p><p>3 Auto de Infração de Trânsito</p><p>4 Fé Pública do Agente Autuador</p><p>5 Preenchimento do Auto de Infração de Trânsito</p><p>6 Campo de Observações e Medida Administrativa</p><p>7 Notificação de Autuação de Infração de Trânsito</p><p>8 Diferença entre Notificação de Autuação e Notificação de Penalidade</p><p>9 Prazo para expedição e encaminhamento</p><p>10 Notificação de Autuação de Infração de Trânsito por Edital</p><p>11 Identificação do Condutor Infrator e competência da JARI</p><p>12 Legitimidade para interposição do recurso</p><p>13 Documentação obrigatória para interposição de recurso</p><p>14 Defesa ou Recurso por procuração</p><p>15 Modelo de Procuração</p><p>16 Pedido de conversão em advertência por escrito</p><p>17 Notificação de Penalidade de Multa de Trânsito</p><p>18 Conteúdo da Notificação de Penalidade</p><p>19 Notificação de Penalidade por Edital</p><p>Capítulo IV - Interposição e Julgamento do Recurso</p><p>1 Dos Recursos Administrativos</p><p>2 Local para apresentação do recurso</p><p>3 Do efeito suspensivo</p><p>4 Julgamento no Processo Administrativo</p><p>Capítulo V - Prática - Secretário</p><p>1 Formulário de requerimento do recorrente</p><p>2 Protocolo de Atendimento</p><p>3 Formação do processo com juntada de documentos</p><p>4 Protocolo de tramitação do processo</p><p>5 Resumo do parecer dos membros</p><p>6 Ata da Sessão Ordinária/Extraordinária</p><p>7 Publicação de Edital</p><p>8 Notificação ao recorrente</p><p>9 Recurso para 2a instância</p><p>Capítulo VI - Prática - Membros</p><p>1 Distribuição e conteúdo do voto</p><p>2 Modelo de voto (Deferido)</p><p>3 Modelo de voto (Indeferido)</p><p>4 Modelo de voto (Não conhecido)</p><p>5 Modelo de voto (Desempate)</p><p>6 Encerramento da sessão</p><p>Capítulo VII - Fluxograma: Do AIT ao Julgamento em 2ª Instância</p><p>Capítulo VIII - Modelo para Defesa e Recursos em 1ª e 2ª Instâncias</p><p>Capítulo IX - Conceitos e Definições do CTB</p><p>Capítulo X - Legislação Pertinente</p><p>Portaria nº 03, de 06 de janeiro de 2016</p><p>Portaria nº 127, de 21 de junho de 2016</p><p>Resolução n.º 182 de 09 de setembro de 2005</p><p>Resolução nº 299, de 04 de dezembro de 2008</p><p>Resolução nº 371, de 10 de dezembro de 2010</p><p>Resolução nº 497, de 29 de julho de 2014</p><p>Resolução nº 561, de 15 de outubro de 2015</p><p>Resolução nº 619, de 06 de setembro de 2016</p><p>(Incluído pela Lei nº</p><p>13.281, de 2016)</p><p>Parágrafo único. Esgotados os recursos, as penalidades aplicadas nos termos deste Código serão</p><p>cadastradas no RENACH.</p><p>4 Diretrizes para a elaboração do Regimento Interno</p><p>A Resolução 357/2010 do CONTRAN estabelece as diretrizes para a</p><p>elaboração do regimento interno das Juntas Administrativas de Recursos de</p><p>Infrações – JARI em todo território nacional:</p><p>Diretrizes para a Elaboração do Regimento Interno das Juntas</p><p>Administrativas de Recursos de Infrações – JARI</p><p>1. Introdução</p><p>1.1. De acordo com a competência que lhe atribui o inciso VI do art. 12 da Lei nº. 9.503, de 23 de</p><p>setembro de 1997, o Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN estabelece as diretrizes para a</p><p>elaboração do Regimento Interno das Juntas Administrativas de Recursos de Infrações – JARI.</p><p>2. Da Natureza e Finalidade das JARI</p><p>2.1. As JARI são órgãos colegiados, componentes do Sistema Nacional de Trânsito, responsáveis pelo</p><p>julgamento dos recursos interpostos contra penalidades aplicadas pelos órgãos e entidades executivos</p><p>de trânsito ou rodoviários.</p><p>2.2. Haverá, junto a cada órgão ou entidade executivo de trânsito ou rodoviário, uma quantidade de</p><p>JARI necessária para julgar, dentro do prazo legal, os recursos interpostos.</p><p>2.3. Sempre que funcionar mais de uma JARI junto ao órgão ou entidade executivo de trânsito ou</p><p>rodoviário, deverá ser nomeado um coordenador.</p><p>2.4. As JARI funcionarão junto:</p><p>2.4.a. aos órgãos e entidades executivos rodoviários da União e à Polícia Rodoviária Federal;</p><p>2.4.b. aos órgãos e entidades executivos de trânsito ou rodoviários dos Estados e do Distrito</p><p>Federal;</p><p>2.4.c. aos órgãos e entidades executivos de trânsito ou rodoviários dos Municípios.</p><p>3. Da Competência das JARI</p><p>3.1. Compete às JARI:</p><p>3.1.a. julgar os recursos interpostos pelos infratores;</p><p>3.1.b. solicitar aos órgãos e entidades executivos de trânsito e executivos rodoviários informações</p><p>complementares relativas aos recursos objetivando uma melhor análise da situação recorrida;</p><p>3.1.c. encaminhar aos órgãos e entidades executivos de trânsito e executivos rodoviários</p><p>informações sobre problemas observados nas autuações, apontados em recursos e que se</p><p>repitam sistematicamente.</p><p>4. Da Composição das JARI</p><p>4.1. A JARI, órgão colegiado, terá, no mínimo, três integrantes, obedecendo-se aos seguintes critérios</p><p>para a sua composição:</p><p>4.1.a. um integrante com conhecimento na área de trânsito com, no mínimo, nível médio de</p><p>escolaridade;</p><p>4.1.a.1. excepcionalmente, na impossibilidade de se compor o colegiado por comprovado</p><p>desinteresse do integrante estabelecido no item 4.1.a, ou quando indicado, injustificadamente, não</p><p>comparecer à sessão de julgamento, deverá ser observado o disposto no item 7.3, e substituído</p><p>por um servidor público habilitado integrante de órgão ou entidade componente do Sistema</p><p>Nacional de Trânsito, que poderá compor o Colegiado pelo tempo restante do mandato;</p><p>4.1.a.2. representante servidor do órgão ou entidade que impôs a penalidade;</p><p>4.1.b. representante de entidade representativa da sociedade ligada à área de trânsito;</p><p>4.1.b.1. excepcionalmente, na impossibilidade de se compor o colegiado por inexistência de</p><p>entidades representativas da sociedade ligada à área de trânsito ou por comprovado desinteresse</p><p>dessas entidades na indicação de representante, ou quando indicado, injustificadamente, não</p><p>comparece à sessão de julgamento deverá ser observado o disposto no item 7.3, e substituído por</p><p>um servidor público habilitado integrante de órgão ou entidade componente do Sistema Nacional</p><p>de Trânsito, que poderá compor o Colegiado pelo tempo restante do mandato;</p><p>4.1.b.2. o presidente poderá ser qualquer um dos integrantes do colegiado, a critério da autoridade</p><p>competente para designá-los;</p><p>4.1.b.3. é facultada a suplência;</p><p>4.1.c. é vedado ao integrante das JARI compor o Conselho Estadual de Trânsito – CETRAN ou o</p><p>Conselho de Trânsito do Distrito Federal – CONTRANDIFE.</p><p>5. Dos Impedimentos</p><p>5.1. O Regimento Interno das JARI poderá prever impedimentos para aqueles que pretendam integrá-</p><p>las, dentre outros, os relacionados:</p><p>5.1.a. à idoneidade;</p><p>5.1.b. estar cumprindo ou ter cumprido penalidade da suspensão do direito de dirigir, cassação da</p><p>habilitação ou proibição de obter o documento de habilitação, até 12 (doze) meses do fim do prazo</p><p>da penalidade;</p><p>5.1.c. ao julgamento do recurso, quando tiver lavrado o Auto de Infração.</p><p>6. Da Nomeação dos Integrantes das JARI</p><p>6.1. A nomeação dos integrantes das JARI que funcionam junto aos órgãos e entidades executivos</p><p>rodoviários da União e junto à Polícia Rodoviária Federal será efetuada pelo Secretário Executivo do</p><p>Ministério ao qual o órgão ou entidade estiver subordinado, facultada a delegação.</p><p>6.2. A nomeação dos integrantes das JARI que funcionam junto aos órgãos e entidades executivos de</p><p>trânsito ou rodoviários estaduais e municipais será feita pelo respectivo chefe do Poder Executivo,</p><p>facultada a delegação.</p><p>7. Do Mandato dos membros das JARI</p><p>7.1. O mandato será, no mínimo, de um ano e, no máximo, de dois anos.</p><p>7.2. O Regimento Interno poderá prever a recondução dos integrantes da JARI por períodos</p><p>sucessivos.</p><p>7.3. Perderá o mandato e será substituído o membro que, durante o mandato, tiver:</p><p>7.3a três faltas injustificadas em três reuniões consecutivas;</p><p>7.3b quatro faltas injustificadas em quatro reuniões intercaladas.</p><p>8. Dos deveres das JARI</p><p>8.1. O funcionamento das JARI obedecerá ao seu Regimento Interno.</p><p>8.2. A JARI poderá abrir a sessão e deliberar com a maioria simples de seus integrantes, respeitada,</p><p>obrigatoriamente, a presença do presidente ou seu suplente.</p><p>8.3. As decisões das JARI deverão ser fundamentadas e aprovadas por maioria simples de votos</p><p>dando-se a devida publicidade.</p><p>9. Dos deveres dos Órgãos e Entidades de Trânsito</p><p>9.1. O Regimento Interno deverá ser encaminhado para conhecimento e cadastro:</p><p>9.1.a. ao DENATRAN, em se tratando de órgãos ou entidades executivos rodoviários da União e</p><p>da Polícia Rodoviária Federal;</p><p>9.1.b. aos respectivos CETRAN, em se tratando de órgãos ou entidades executivos de trânsito ou</p><p>rodoviários estaduais e municipais ou ao CONTRANDIFE, se do Distrito Federal.</p><p>9.2. Caberá ao órgão ou entidade junto ao qual funcione as JARI prestar apoio técnico, administrativo e</p><p>financeiro de forma a garantir seu pleno funcionamento.</p><p>5 Despesas com Manutenção, conservação e</p><p>funcionamento da JARI</p><p>A Resolução 638/2016 do CONTRAN dispõe sobre as formas de</p><p>aplicação das receitas com a cobrança de multas de trânsito:</p><p>SEÇÃO III</p><p>DO POLICIAMENTO E DA FISCALIZAÇÃO</p><p>Art. 9º O policiamento e a fiscalização são os atos de prevenção e repressão que visam a controlar o</p><p>cumprimento da legislação de trânsito, por meio do poder de polícia administrativa.</p><p>Art. 10. São considerados elementos de despesas com policiamento e fiscalização:</p><p>XIII - manutenção, conservação e funcionamento da Junta Administrativa de Recursos de Infração – Jari,</p><p>do Conselho Estadual de Trânsito – CETRAN e do Conselho de Trânsito do Distrito Federal –</p><p>CONTRANDIFE;</p><p>6 Municipalização do trânsito</p><p>A Municipalização do trânsito apareceu como ditame legal com o</p><p>advento do Código de Trânsito Brasileiro, estabelecido pela Lei Federal nº</p><p>9503/97. Agora o município, e não mais o Estado, passou a ser o principal</p><p>gestor do trânsito, por estar próximo dos seus cidadãos e ainda possuir a</p><p>capacidade de responder a seus pleitos mais rapidamente.</p><p>A Resolução 560/2015 do CONTRAN dispõe sobre a integração dos</p><p>órgãos e entidades executivos e rodoviários municipais ao Sistema Nacional</p><p>de Trânsito, dando-lhe capacidade de administrar os problemas relativos à</p><p>sua competência e circunscrição, conforme Artigo 24 do Código de</p><p>Trânsito Brasileiro.</p><p>Resolução 560/2015 do CONTRAN:</p><p>O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO - CONTRAN, usando da competência que lhe confere o artigo</p><p>12, inciso I, da Lei n° 9.503, de 23 de setembro de 1997, que instituiu o Código de Trânsito Brasileiro –</p><p>CTB, e conforme Decreto nº 4.711,</p><p>de 29 de maio de 2003, que dispõe sobre a coordenação do Sistema</p><p>Nacional de Trânsito - SNT;</p><p>Considerando o disposto no § 2° do artigo 24 do CTB, que condiciona o exercício das competências dos</p><p>órgãos municipais à integração ao SNT, combinado com o artigo 333 do CTB e seus parágrafos, que</p><p>atribui competência ao CONTRAN para estabelecer exigências para aquela integração, acompanhada</p><p>pelo respectivo Conselho Estadual de Trânsito – CETRAN;</p><p>Considerando a necessidade de manutenção e atualização do cadastro nacional dos integrantes do SNT,</p><p>seu controle e acesso ao sistema de comunicação e informação para as operações de notificação de</p><p>autuação e de aplicação de penalidade ao Registro Nacional de Infrações de Trânsito - RENAINF, assim</p><p>como de arrecadação financeira de multas e respectivas contribuições ao Fundo Nacional de Segurança</p><p>e Educação de Trânsito.</p><p>RESOLVE:</p><p>Art. 1° Estabelecer procedimentos para integração dos órgãos e entidades executivos de trânsito e</p><p>rodoviários municipais ao Sistema Nacional de Trânsito.</p><p>Art. 2º Integram o Sistema Nacional de Trânsito - SNT os órgãos e entidades municipais executivos de</p><p>trânsito e rodoviário que disponham de estrutura organizacional e capacidade para o exercício das</p><p>atividades e competências legais que lhe são próprias, sendo estas no mínimo de:</p><p>I - engenharia de tráfego;</p><p>II - fiscalização e operação de trânsito;</p><p>III - educação de trânsito;</p><p>IV - coleta, controle e análise estatística de trânsito, e,</p><p>V - Junta Administrativa de Recurso de Infração – JARI</p><p>Art. 3º Disponibilizadas as condições estabelecidas no artigo anterior, o município encaminhará ao</p><p>respectivo o Conselho Estadual de Trânsito – CETRAN, os seguintes dados de cadastros e</p><p>documentação:</p><p>I – denominação do órgão ou entidade executivo de trânsito e/ou rodoviário, fazendo juntar cópia da</p><p>legislação de sua constituição;</p><p>II – identificação e qualificação das Autoridades de Trânsito e/ou Rodoviária municipal, fazendo juntar</p><p>cópia do ato de nomeação;</p><p>III - cópias da legislação de constituição da JARI, de seu Regimento e sua composição:</p><p>IV – endereço, telefones, fac-símile e e-mail do órgão ou entidade executivo de trânsito e/ou rodoviário.</p><p>Parágrafo único – Qualquer alteração ocorrida nos dados cadastrais mencionados neste artigo deverá ser</p><p>comunicado no prazo máximo de 30 dias ao CETRAN, que por sua vez encaminhara alteração ao</p><p>Departamento Nacional de Trânsito - DENATRAN em igual prazo.</p><p>Art. 4° O CETRAN, com suporte dos órgãos do SNT do respectivo Estado, ao receber a documentação</p><p>referida nesta Resolução, promoverá inspeção técnica ao órgão municipal, objetivando verificar a sua</p><p>conformidade quanto ao disposto no artigo 2° desta Resolução, de tudo certificando ao DENATRAN:</p><p>§ 1º Havendo perfeita conformidade, o CETRAN encaminhará ao DENATRAN, a documentação referida</p><p>no artigo 3º e o Certificação de Conformidade do Município. O DENATRAN, após ter recebido o</p><p>Certificado de Conformidade, publicará no Diário Oficial da União (D.O.U.) Portaria de Integração do</p><p>Município e enviará ofício contendo cópia da referida Portaria ao CETRAN.</p><p>§ 2º Em caso de desconformidade quanto ao disposto no artigo 2º desta Resolução, o CETRAN notificará</p><p>o Município acerca da necessidade de cumprimento da exigência.</p><p>§ 3º O Município ao ser comunicado pelo CETRAN da exigência apontada, deverá, no prazo de 30 dias,</p><p>providenciar a devida adequação na forma desta Resolução.</p><p>§ 4º Após o cumprimento da exigência pelo Município, o CETRAN fará nova inspeção.</p><p>Art. 5º O Município que delegar o exercício das atividades previstas no CTB deverá comunicar essa</p><p>decisão ao CETRAN, no prazo máximo de 30 (trinta) dias, e apresentar cópias dos documentos</p><p>pertinentes que indiquem o órgão ou entidade do SNT incumbido de exercer suas atribuições.</p><p>Art. 6º Os entes federados poderão optar pela organização de seu órgão ou entidade executivo de</p><p>trânsito e/ou rodoviário na forma de consórcio, segundo a Lei nº 11.107 de 6 de abril de 2005, e</p><p>Resolução a ser elaborada pelo CONTRAN, atendendo, no que couber, ao disposto nos artigos 2º e 3º</p><p>desta Resolução.</p><p>Parágrafo único – A documentação referente à constituição do Consórcio, nos termos da Lei nº 11.107, de</p><p>6 de abril de 2005, deverá ser apresentada ao CETRAN.</p><p>Art. 7º Os Municípios integrados ao SNT deverão manter a estrutura definida nesta Resolução e</p><p>operacionalizar a gestão do trânsito sob sua jurisdição, cabendo ao CETRAN verificar a sua regularidade</p><p>através de inspeções técnicas periódicas.</p><p>§ 1º Constatada deficiência técnica, administrativa ou inexistência dos requisitos mínimos previstos nos</p><p>Artigos 2º e 3º desta Resolução, o CETRAN notificara o órgão ou entidade municipal executivo de trânsito</p><p>e/ou rodoviário municipal, estabelecendo prazo para a regularização, a qual não ocorrendo, o CETRAN</p><p>comunicará ao DENATRAN para registro do descumprimento da legislação de trânsito pelo órgão ou</p><p>entidade executivo de trânsito e/ou executivo rodoviário municipal integrado ao SNT.</p><p>Art. 8°. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogando a Resolução n° 296, de 28</p><p>de outubro de 2008.</p><p>Capítulo II</p><p>Instalação</p><p>1 Regimento Interno</p><p>A Instalação da JARI é materializada através da publicação do seu</p><p>Regimento Interno, desde que obedeça às diretrizes da Resolução</p><p>357/2010 do CONTRAN.</p><p>Segue abaixo um modelo de Regimento Interno, que pode ser alterado</p><p>de acordo com as peculiaridades de cada órgão ou entidade, a fim de</p><p>proporcionar uma melhor adaptação às suas necessidades:</p><p>REGIMENTO INTERNO DA JUNTA</p><p>ADMINISTRATIVA DE</p><p>RECURSOS DE INFRAÇÕES – JARI</p><p>CAPÍTULO I</p><p>DA JUNTA ADMINISTRATIVA DE RECURSOS DE</p><p>INFRAÇÕES – JARI</p><p>SEÇÃO I</p><p>“DA NATUREZA, FINALIDADE, ORGANIZAÇÃO</p><p>E COMPOSIÇÃO - JARI”</p><p>Art. 1° A Junta Administrativa de Recursos de Infrações – JARI, criada</p><p>pela Lei n°_____________, regulamentada pelo Decreto n°</p><p>__________________, vinculada à Secretaria de Transporte e Trânsito –</p><p>STT, é o órgão judicante competente para analisar penalidade por infrações</p><p>de trânsito, com atribuições de julgar os recursos contra aplicação dessas</p><p>penalidades, sendo subordinada diretamente à Secretaria de Transporte e</p><p>Trânsito – STT.</p><p>Art. 2° A Junta Administrativa de Recursos de Infrações – JARI é o órgão</p><p>colegiado componente do Sistema Nacional de Trânsito, responsável pelo</p><p>julgamento dos recursos interpostos pelos infratores contra penalidade</p><p>aplicada pelo órgão e entidade executiva de trânsito, competindo-lhe:</p><p>I – Julgar os Recursos interpostos pelos Infratores;</p><p>II – Solicitar ao órgão autuador informações complementares relativas</p><p>aos recursos, objetivando uma melhor análise da situação recorrida;</p><p>III – Encaminhar ao órgão autuador informações sobre problemas</p><p>observados nas autuações apontadas em recursos e que se repitam</p><p>sistematicamente.</p><p>Parágrafo único – A Junta Administrativa de Recursos de Infrações –</p><p>JARI, vinculada à Secretaria de Transporte e Trânsito – STT, reger-se-á pelo</p><p>Código de Trânsito Brasileiro, Normas e Resoluções do Conselho Nacional</p><p>de Trânsito – CONTRAN, Normas e Deliberações do Conselho Estadual</p><p>de Trânsito – CETRAN e por este Regimento.</p><p>COMPOSIÇÃO – JARI</p><p>Art. 3° A JARI – Junta Administrativa de Recursos de Infrações, órgão</p><p>colegiado, terá, no mínimo, 01 (um) Presidente, 01 (um) representante do</p><p>órgão autuador que impôs a penalidade, 01 (um) representante de entidade</p><p>representativa de sociedade Civil Organizada e 01 (um) secretário(a)</p><p>executivo(a).</p><p>§ 1° O mandato dos membros da Junta Administrativa de Recursos de</p><p>Infrações – JARI será de dois anos, podendo ser reconduzidos por</p><p>períodos sucessivos.</p><p>Art. 4° Será exonerado, e não poderá mais ser nomeado para compor a</p><p>JARI, o membro que:</p><p>I – Deixar de comparecer a 03 (três) sessões consecutivas, sem causa</p><p>justificada, ou a 5 (cinco) alternadas;</p><p>II – Retiver simultaneamente 09 (nove) processos além do prazo</p><p>regimental, sem relatá-los;</p><p>III – Empregar, direta ou indiretamente, meios irregulares para</p><p>procrastinar o exame ou julgamento de qualquer</p><p>processo, ou praticar,</p><p>no exercício da função, qualquer ato de favorecimento ilícito.</p><p>Art.5° Os membros deverão declarar-se impedidos de estudar,</p><p>funcionar, discutir e votar em processos de seu interesse ou de interesse de</p><p>pessoa física ou jurídica com a qual possua vínculo direto ou indireto,</p><p>especialmente de parente consanguíneo até o terceiro grau.</p><p>Parágrafo único – Declarado o impedimento, esse será feito por escrito</p><p>no processo, que será devolvido à secretaria para nova distribuição.</p><p>Art.6° São condições para nomeação dos membros da Junta</p><p>Administrativa de Recursos de Infrações – JARI:</p><p>I – Ter instrução do 2° Grau completo;</p><p>II – Possuir conhecimento de legislação de trânsito;</p><p>III – Possuir idoneidade para o exercício da função;</p><p>IV – Achar-se em pleno gozo dos direitos individuais;</p><p>V – Possuir CNH – Carteira Nacional de Habilitação.</p><p>CAPÍTULO II</p><p>“DA COMPETÊNCIA”</p><p>SEÇÃO I</p><p>“DA JARI”</p><p>Art.7° Compete à Junta Administrativa de Recursos de Infrações – JARI,</p><p>além das atribuições estabelecidas na art. 2° deste Regimento Interno:</p><p>I – Requisitar laudos, perícias, exames, provas documentais e</p><p>testemunhais para instrução e julgamento de recursos;</p><p>II – Receber, instruir e encaminhar ao Conselho Nacional de Trânsito</p><p>(CONTRAN) e/ou ao Conselho Estadual de Trânsito (CETRAN),</p><p>conforme o caso, os recursos contra sua decisão.</p><p>SEÇÃO II</p><p>“DO PRESIDENTE”</p><p>Art.8° Ao presidente da Junta Administrativa de Recursos de Infrações –</p><p>JARI, compete:</p><p>I – Convocar e presidir as sessões e aprovar as respectivas atas;</p><p>II – Como membro da Junta, os processos que lhe forem submetidos</p><p>para desempate deverão ser fundamentados;</p><p>III – Dirigir os trabalhos, resolver as questões de ordem, apurar</p><p>votações e anotar na pauta o resultado de cada julgamento;</p><p>IV – Resolver diligências verificadas no texto das decisões;</p><p>V – Assinar, nos processos, as decisões a eles correspondentes;</p><p>VI – Instruir e encaminhar ao Conselho Nacional de Trânsito</p><p>(CONTRAN) e ao Conselho Estadual de Trânsito (CETRAN), conforme</p><p>o caso, recursos interpostos contra decisões da Junta Administrativa de</p><p>Recursos de Infrações – JARI;</p><p>VII – Representar a JARI em atos públicos oficiais ou particulares, ou</p><p>designar outro membro para fazê-lo;</p><p>VIII – Superintender todos os serviços, zelando pela boa ordem e</p><p>regularidade;</p><p>IX – Requisitar à Secretaria de Transporte e Trânsito - STT instalações e</p><p>mobiliário necessários ao funcionamento da JARI;</p><p>X – Expedir boletins de frequência do pessoal lotado na JARI;</p><p>XI – Comunicar ao Chefe do Poder Executivo Municipal a vacância ou</p><p>renúncia ocorrida.</p><p>XII – Sugerir à Secretaria de Transporte e Trânsito – STT medidas para</p><p>aperfeiçoamento dos serviços e apresentar relatório anual;</p><p>XIII – Resolver os casos omissos neste Regimento Interno, relativos ao</p><p>seu funcionamento;</p><p>XIV – Cumprir e fazer cumprir a Legislação de Trânsito em vigor e este</p><p>Regulamento.</p><p>SEÇÃO III</p><p>“DOS MEMBROS”</p><p>Art.9° Compete aos membros da Junta Administrativa de Recursos de</p><p>Infrações – JARI:</p><p>I – Comparecer às sessões, justificando suas faltas (se houver);</p><p>II – Assinar o livro de presença nas sessões a que comparecer;</p><p>III – Discutir e votar os processos colocados em julgamento;</p><p>IV – Relatar, no prazo de 10 (dez) dias, os processos que lhe forem</p><p>distribuídos, proferindo o seu voto fundamentado;</p><p>V – Pedir vista, se achar necessário, de qualquer processo em</p><p>julgamento, devolvendo ao respectivo relator no prazo de 07 (sete)</p><p>dias, com pronunciamento fundamentado;</p><p>VI – Assinar as decisões dos processos julgados pela Junta;</p><p>VII – Sugerir, ao Presidente, medidas para o aperfeiçoamento dos</p><p>serviços;</p><p>VIII – Representar a Junta Administrativa de Recursos de Infrações –</p><p>JARI em atos públicos oficiais ou particulares, por designação do</p><p>presidente;</p><p>IX – Requerer, justificadamente, convocação de sessão extraordinária;</p><p>X – Cumprir e fazer cumprir o presente Regimento e a Legislação de</p><p>Trânsito em vigor.</p><p>SEÇÃO IV</p><p>“DO(A) SECRETÁRIO(A) EXECUTIVO (A)”</p><p>Art.10 Cabe ao Secretário executivo da Junta Administrativa de</p><p>Recursos de Infrações – JARI promover as medidas necessárias à instrução,</p><p>controle e preparo dos processos a ele submetidos, como:</p><p>I – Secretariar as sessões e lavrar a respectiva ata;</p><p>II – Organizar e manter o serviço de protocolo, recebendo e</p><p>distribuindo os recursos e demais documentos encaminhados à Junta</p><p>Administrativa de Recursos de Infrações – JARI;</p><p>III – Preparar e divulgar a pauta de julgamento e os expedientes que</p><p>devem ser assinados pelo Presidente;</p><p>IV – Emitir, após as sessões, boletins informativos sobre os resultados</p><p>dos julgamentos dos processos, mantendo sob sua guarda e</p><p>responsabilidade os livros de atas e de distribuição e os processos;</p><p>V – Juntar documentos aos processos em andamento e atender</p><p>diligências solicitadas, com prévia autorização do presidente;</p><p>VI – Organizar e conservar o arquivo, mantendo atualizados os</p><p>registros e ementários do CONTRAN e CETRAN, coligindo,</p><p>registrando e classificando a legislação, a jurisprudência administrativa e</p><p>judicial de interesse da Junta Administrativa de Recursos de Infrações –</p><p>JARI;</p><p>VII – Subscrever as certidões, traslados e cópias expedidas com</p><p>autorização do presidente;</p><p>VIII – Distribuir aos relatores os processos, controlando os prazos para</p><p>julgamento e dando conhecimento ao Presidente dos processos com</p><p>prazos vencidos;</p><p>IX – Instituir e encaminhar ao Conselho Estadual de Trânsito</p><p>(CETRAN), com despacho do Presidente, os recursos contra decisões</p><p>da Junta Administrativa de Recursos de Infrações- JARI;</p><p>X – Assessorar os membros da Junta Administrativa de Recursos de</p><p>Infrações – JARI, quando desses receber solicitação, fornecendo-lhes</p><p>elementos para estudo do processo;</p><p>XI – Notificar os recorrentes das decisões da Junta Administrativa de</p><p>Recursos de Infrações – JARI sobre os respectivos recursos interpostos;</p><p>XII – Exercer quaisquer outras atribuições determinadas pelo</p><p>presidente;</p><p>XIII – Cumprir e fazer cumprir este Regimento Interno.</p><p>CAPÍTULO III</p><p>“DA ORDEM DOS TRABALHOS”</p><p>SEÇÃO I</p><p>“DOS RECURSOS”</p><p>Art. 11 Das decisões da autoridade de trânsito, que aplique penalidade</p><p>a proprietário ou condutor de veículo, caberá recurso para a Junta</p><p>Administrativa de Recursos de Infrações – JARI interposto mediante petição</p><p>apresentada à autoridade que proferiu a decisão recorrida, dentro do prazo</p><p>de 30 (trinta) dias, contados da data da entrega da notificação endereçada</p><p>ao proprietário do veículo ou ao infrator, por remessa postal ou por</p><p>qualquer outro meio tecnológico hábil que assegure a ciência da imposição</p><p>da penalidade pelo recorrente.</p><p>Art.12 A Junta Administrativa de Recursos de Infrações – JARI julgará os</p><p>recursos que lhe forem submetidos dentro de 30 (trinta) dias consecutivos,</p><p>contados da data do respectivo registro no protocolo de sua secretaria.</p><p>§1° – Das Decisões da Junta Administrativa de Recursos de Infrações –</p><p>JARI caberá recurso para o CETRAN (2a instância).</p><p>§2° Caso seja julgado procedente o recurso, a Junta Administrativa de</p><p>Recursos de Infrações – JARI comunicará ao Secretário da Secretaria de</p><p>Transporte e Trânsito – STT para, no mesmo prazo, expedir o</p><p>competente ‘Nada Consta de Multa do Veículo’ ao seu proprietário.</p><p>§3° Se, por motivo de força maior, o recurso não for julgado dentro do</p><p>prazo previsto nesse artigo, a autoridade lhe concederá efeito</p><p>suspensivo.</p><p>SEÇÃO II</p><p>“DA DISTRIBUIÇÃO”</p><p>Art.13 Os recursos apresentados à JARI serão distribuídos</p><p>alternadamente e em ordem aos seus 02 (dois) membros: 01 (um) membro</p><p>representante do órgão autuador e 01 (um) membro representante de</p><p>entidade representativa de sociedade civil organizada, que funcionarão</p><p>como relatores.</p><p>Art.14 Recebido o processo pelo relator, terá ele o prazo máximo de</p><p>15 (quinze) dias para apresentar parecer e devolver à Secretaria para</p><p>inclusão na pauta de julgamento.</p><p>§ 1º Se entender necessário ou essencial ao julgamento do processo,</p><p>poderá o relator ou o plenário solicitar diligências.</p><p>SEÇÃO III</p><p>“DAS SESSÕES”</p><p>Art.15</p><p>A Junta Administrativa de Recursos de Infrações – JARI reunir-</p><p>se-á em sessões ordinárias e extraordinárias.</p><p>Art. 16 As sessões serão compostas por 1 (um) membro representante</p><p>do órgão autuador e 01 (um) membro representante dos usuários, que</p><p>votarão com o presidente.</p><p>Parágrafo Único – As sessões ordinárias serão realizadas uma vez por</p><p>semana, quando estiver em pauta para julgamento um mínimo de 01 (um)</p><p>processo e, extraordinariamente, quando convocada pelo presidente, por</p><p>iniciativa própria ou a pedido dos demais membros.</p><p>Art.17 Das sessões realizadas serão lavradas atas, que deverão ser</p><p>assinadas por todos os membros e pelo (a) secretário (a), que transcreverá,</p><p>em cada processo, a decisão correspondente.</p><p>Art.18 As sessões só serão realizadas com a presença dos</p><p>componentes, respeitando a representatividade, que são: 01 (um)</p><p>presidente, 01 (um) membro representando o órgão autuador e 01 (um)</p><p>membro representante de entidade representativa de sociedade civil</p><p>organizada, sendo um deles funcionando como relator.</p><p>Art.19 A ordem dos trabalhos nas sessões será a seguinte:</p><p>I – Abertura da sessão pelo presidente;</p><p>II – Leitura, discussão e aprovação da ata da reunião anterior;</p><p>III – Apresentação de proposições e sugestões sobre questões de</p><p>trânsito submetidas à apreciação da Junta Administrativa de Recursos de</p><p>Infrações – JARI;</p><p>IV – Formação da sessão de julgamento pelo Presidente;</p><p>V – Apresentação do parecer por parte do relator em posse do</p><p>processo que lhe fora distribuído juntamente com sua fundamentação;</p><p>VI – Discussão e votação do processo em julgamento;</p><p>VI - Encerrados os debates, o presidente colherá os votos do relator e</p><p>do outro membro e, se ocorrer empate, o seu próprio voto;</p><p>VII – Encerramento da sessão.</p><p>SEÇÃO – IV</p><p>“DAS DECISÕES”</p><p>Art. 20 As decisões da Junta Administrativa de Recursos de Infrações –</p><p>JARI serão tomadas por maioria, cabendo ao presidente anunciá-las após</p><p>anotação.</p><p>§1° As decisões serão transcritas no processo correspondente e na ata</p><p>da sessão, com simplicidade e clareza.</p><p>§2° Dar-se-á conhecimento das decisões ao interessado, por escrito,</p><p>sob registro postal, com aviso de recebimento ou sob protocolo.</p><p>§3° O interessado ou procurador legalmente habilitado poderá tomar</p><p>ciência da decisão no respectivo processo, dispensada nesse caso a</p><p>providência referida no parágrafo anterior.</p><p>SEÇÃO – V</p><p>“DAS DISPOSIÇÕES GERAIS”</p><p>Art. 21 É vedada a substituição de membro da Junta Administrativa de</p><p>Recursos de Infrações – JARI no decurso de mandato, salvo pelos seguintes</p><p>motivos:</p><p>I. a pedido;</p><p>II. perda do cargo, em razão de inquérito administrativo e nos casos</p><p>previstos no art. 4º deste regimento.</p><p>Art. 22 É vedado a qualquer servidor da Junta Administrativa de</p><p>Recursos de Infrações – JARI prestar informações sobre assunto em</p><p>andamento ou estudo na Junta, antes da decisão final, sem que tenha</p><p>recebido, para isso, autorização expressa do presidente.</p><p>Parágrafo único – A infração desse artigo, devidamente comprovada,</p><p>acarretará a perda do cargo, na Junta Administrativa de Recursos de</p><p>Infração – JARI.</p><p>Art. 23 As despesas necessárias ao funcionamento da Junta</p><p>Administrativa de Recursos de Infrações – JARI, serão pagas com recursos</p><p>financeiros definidos em ato específico do Chefe do Poder Executivo</p><p>Municipal.</p><p>Art. 24 As funções dos membros da Junta Administrativa de Recursos</p><p>de Infrações – JARI não serão remuneradas, fazendo jus, entretanto, a um</p><p>pagamento de _________________ por comparecimento a cada sessão de</p><p>julgamento de recursos.</p><p>Art. 25 Este Regimento entra em vigor na data de sua publicação.</p><p>Art. 26 Revogam-se as disposições em contrário.</p><p>2 Nomeação e posse dos Membros</p><p>A nomeação dos membros é efetuada pelo Secretário do Ministério ou</p><p>Chefe do Poder Executivo ao qual o órgão ou entidade de atuação da JARI</p><p>estiver subordinado, facultada a delegação.</p><p>A posse ocorrerá através de termo assinado pelo respectivo membro e</p><p>consignado na Ata da Primeira Sessão, conforme modelo simplificado:</p><p>TERMO DE POSSE DE MEMBRO DA JARI</p><p>Pelo presente, eu, ______________________, portador do RG</p><p>__________________, CPF__________________, residente e domiciliado</p><p>à _____________________, aceito o exercício da função de membro da</p><p>Junta Administrativa de Recursos de Infrações – JARI do ____________ de</p><p>___________________, para o qual fui designado e estou ciente das</p><p>disposições legais vigentes para a função, em especial as do regimento</p><p>interno, conforme Decreto nº ___________, disposições cuja</p><p>inobservância poderá implicar no meu desligamento como membro após</p><p>procedimento administrativo interno próprio.</p><p>3 Exoneração do Membro</p><p>A exoneração do membro ocorrerá por perda do mandato, no caso de</p><p>infração prevista no regimento interno ou a pedido:</p><p>TERMO DE EXONERAÇÃO DE MEMBRO DA JARI</p><p>Pelo presente, eu, __________________________________, RG –</p><p>__________, CPF __________________________, residente e domiciliado</p><p>à _______________________________, peço exoneração da função de</p><p>membro da Junta Administrativa de Recursos de Infrações – JARI do</p><p>_______________ de _______________, para o qual fui designado. Solicito</p><p>meu desligamento como membro após procedimento administrativo</p><p>interno próprio.</p><p>4 Remuneração dos Membros</p><p>Os membros da JARI são tratados como agentes honoríficos, que são</p><p>particulares requisitados temporariamente para colaborarem com a</p><p>Administração Pública.</p><p>Por sua vez, como a função desempenhada pelos membros das Juntas é</p><p>considerada de relevante valor, a Lei que cria a JARI, ou seu Regimento</p><p>Interno, poderá prever o pagamento de gratificação pecuniária por sessão</p><p>que o membro participar.</p><p>Essa verba é de caráter indenizatório, adstrita ao efetivo</p><p>comparecimento às sessões, a fim de compensar o deslocamento e o</p><p>tempo despendido no cumprimento do ofício.</p><p>Capítulo III</p><p>Objeto do Recurso</p><p>1 Princípios da Sinalização de Trânsito</p><p>A sinalização de trânsito deve ter como princípio básico as condições de</p><p>percepção dos usuários da via, garantindo a real eficácia dos sinais.</p><p>É preciso assegurar à sinalização os princípios abaixo descritos, sob pena</p><p>de ilegalidade, constituindo objeto de argumentação e análise nos recursos</p><p>contra as autuações.</p><p>Princípio da Legalidade</p><p>Código de Trânsito Brasileiro - CTB e legislação complementar.</p><p>Princípio da Suficiência</p><p>Permitir fácil percepção do que realmente é importante, com quantidade</p><p>de sinalização compatível com a necessidade.</p><p>Princípio da Padronização</p><p>Seguir um padrão legalmente estabelecido, e situações iguais devem ser</p><p>sinalizadas com os mesmos critérios.</p><p>Princípio da Clareza</p><p>Transmitir mensagens objetivas, de fácil compreensão.</p><p>Princípio da Precisão e Confiabilidade</p><p>Ser precisa e confiável, corresponder à situação existente; ter</p><p>credibilidade.</p><p>Princípio da Visibilidade e Legibilidade</p><p>Ser vista à distância necessária e lida em tempo hábil para a tomada de</p><p>decisão;</p><p>Princípio da Manutenção e Conservação</p><p>Estar permanentemente limpa, conservada, fixada e visível.</p><p>2 Tipos de Sinalização de Trânsito</p><p>A sinalização de trânsito pode ser vertical, horizontal ou semafórica.</p><p>A sinalização vertical é classificada segundo sua função, que pode ser de:</p><p>Regulamentar as obrigações, limitações, proibições ou restrições que</p><p>governam o uso da via;</p><p>Advertir os condutores sobre condições de risco potencial existente na</p><p>via ou nas suas proximidades;</p><p>Indicar direções, localizações, pontos de interesse turístico ou de</p><p>serviços, e transmitir mensagens educativas, dentre outras, de maneira a</p><p>ajudar o condutor em seu deslocamento.</p><p>Sinalização Vertical de Regulamentação (Resolução 180/2008 do</p><p>CONTRAN):</p><p>A sinalização vertical de regulamentação tem por finalidade transmitir aos usuários as condições,</p><p>proibições, obrigações ou restrições no uso das vias urbanas e rurais. Assim, o desrespeito aos sinais</p><p>de regulamentação constitui infração prevista no capítulo XV do Código de Trânsito Brasileiro – CTB.</p><p>Sinalização Vertical de Advertência (Resolução 243/2007 do</p><p>CONTRAN):</p><p>A sinalização</p><p>vertical de advertência tem por finalidade alertar os usuários sobre as condições</p><p>potencialmente perigosas, obstáculos ou restrições existentes na via ou adjacentes a ela, indicando a</p><p>natureza dessas situações à frente, quer sejam permanentes ou eventuais.</p><p>-</p><p>-</p><p>-</p><p>-</p><p>-</p><p>Sinalização Vertical de Indicação (Resolução 486/2014 do</p><p>CONTRAN):</p><p>A sinalização vertical de indicação é a comunicação efetuada por meio de um conjunto de placas, com a</p><p>finalidade de identificar as vias e os locais de interesse, bem como orientar condutores de veículos e</p><p>pedestres quanto aos percursos, destinos, acessos, distâncias, serviços auxiliares e atrativos turísticos,</p><p>podendo também ter como função a educação do usuário.</p><p>Sinalização Horizontal (Resolução 236/2017 do CONTRAN):</p><p>A sinalização horizontal tem a finalidade de transmitir e orientar os usuários sobre as condições de</p><p>utilização adequada da via, compreendendo as proibições, restrições e informações que lhes permitam</p><p>adotar comportamento adequado, de forma a aumentar a segurança e ordenar os fluxos de tráfego.</p><p>A sinalização horizontal é classificada segundo sua função:</p><p>Ordenar e canalizar o fluxo de veículos;</p><p>Orientar o fluxo de pedestres;</p><p>Orientar os deslocamentos de veículos em função das condições físicas</p><p>da via, tais como geometria, topografia e obstáculos;</p><p>Complementar os sinais verticais de regulamentação, advertência ou</p><p>indicação, visando a enfatizar a mensagem que o sinal transmite;</p><p>Regulamentar os casos previstos no Código de Trânsito Brasileiro</p><p>(CTB).</p><p>Em algumas situações, a sinalização horizontal atua, por si só, como</p><p>controladora de fluxos.</p><p>Pode ser empregada como reforço da sinalização vertical, bem como ser</p><p>complementada com dispositivos auxiliares.</p><p>Sinalização Semafórica (Resolução 483/2014 do CONTRAN):</p><p>A sinalização semafórica tem por finalidade transmitir aos usuários a informação sobre o direito de</p><p>passagem em interseções e/ou seções de via onde o espaço viário é disputado por dois ou mais</p><p>movimentos conflitantes, ou advertir sobre a presença de situações na via que possam comprometer a</p><p>segurança dos usuários.</p><p>É classificada, segundo sua função, em:</p><p>Sinalização semafórica de regulamentação – tem a função de efetuar o controle do trânsito numa</p><p>interseção ou seção de via, através de indicações luminosas, alternando o direito de passagem dos</p><p>vários fluxos de veículos e/ou pedestres;</p><p>-</p><p>-</p><p>-</p><p>-</p><p>-</p><p>-</p><p>-</p><p>-</p><p>Sinalização semafórica de advertência – tem a função de advertir sobre a existência de obstáculo ou</p><p>situação perigosa, devendo o condutor reduzir a velocidade e adotar as medidas de precaução</p><p>compatíveis com a segurança para seguir adiante.</p><p>Sinalização Temporária (Resolução 690/2017 do CONTRAN):</p><p>A sinalização temporária consiste num conjunto de sinais e dispositivos com características visuais</p><p>próprias, tendo como objetivo principal garantir a segurança dos usuários e dos trabalhadores da obra</p><p>ou serviço, bem como a fluidez do tráfego nas áreas afetadas por intervenções temporárias na via.</p><p>A sinalização temporária destina-se a sinalizar situações de caráter</p><p>temporário e inesperado, tendo por finalidade:</p><p>Proteger os trabalhadores e os usuários da via em geral;</p><p>Advertir os usuários da via sobre o caráter temporário da intervenção;</p><p>Canalizar o usuário da via, estabelecendo os limites destinados ao</p><p>tráfego e à intervenção;</p><p>Fornecer informações precisas, claras e padronizadas;</p><p>Regulamentar a circulação e outros movimentos, para reduzir os riscos</p><p>de acidentes e congestionamentos;</p><p>Assegurar a continuidade dos caminhos e os acessos às edificações</p><p>lindeiras;</p><p>Orientar os usuários sobre caminhos alternativos;</p><p>Diminuir o desconforto causado à população da área afetada pela</p><p>intervenção.</p><p>3 Auto de Infração de Trânsito</p><p>O AIT (Auto de Infração de Trânsito) é um procedimento administrativo</p><p>realizado pelo agente público no caso de constatação de infração à legislação</p><p>de trânsito, conforme Art. 280 do CTB:</p><p>Art. 280. Ocorrendo infração prevista na legislação de trânsito, lavrar-se-á auto de infração, do qual</p><p>constará:</p><p>I - tipificação da infração;</p><p>II - local, data e hora do cometimento da infração;</p><p>III - caracteres da placa de identificação do veículo, sua marca e espécie, e outros elementos julgados</p><p>necessários à sua identificação;</p><p>IV - o prontuário do condutor, sempre que possível;</p><p>V - identificação do órgão ou entidade e da autoridade ou agente autuador ou equipamento que comprovar</p><p>a infração;</p><p>VI - assinatura do infrator, sempre que possível, valendo esta como notificação do cometimento da</p><p>infração.</p><p>4 Fé Pública do Agente Autuador</p><p>O AIT pode ser lavrado com ou sem a abordagem do infrator,</p><p>dependendo do tipo de infração. O Manual Brasileiro de Fiscalização de</p><p>Trânsito (Resolução 371/561 do CONTRAN) estabelece quais as situações</p><p>que exigem a abordagem.</p><p>A fé pública do Agente Autuador tem fundamento no Art. 280, § 3º do</p><p>CTB e no Art. 405 do Novo Código de Processo Civil (Lei 13.105, de</p><p>16.03.2015).</p><p>Art. 280 do CTB:</p><p>§ 2º A infração deverá ser comprovada por declaração da autoridade ou do agente da autoridade de</p><p>trânsito, por aparelho eletrônico ou por equipamento audiovisual, reações químicas ou qualquer outro meio</p><p>tecnologicamente disponível, previamente regulamentado pelo CONTRAN.</p><p>§ 3º Não sendo possível a autuação em flagrante, o agente de trânsito relatará o fato à autoridade no</p><p>próprio auto de infração, informando os dados a respeito do veículo, além dos constantes nos incisos I, II e</p><p>III, para o procedimento previsto no artigo seguinte.</p><p>§ 4º O agente da autoridade de trânsito competente para lavrar o auto de infração poderá ser servidor civil,</p><p>estatutário ou celetista ou, ainda, policial militar designado pela autoridade de trânsito com jurisdição sobre</p><p>a via no âmbito de sua competência.</p><p>Art. 405 do Novo Código de Processo Civil:</p><p>Art. 405. O documento público faz prova não só da sua formação, mas também dos fatos que o escrivão, o</p><p>chefe de scretaria, o tabelião ou o servidor declarar que ocorreram em sua presença.</p><p>Como o Agente autuador goza da presunção de veracidade nas</p><p>informações prestadas no AIT, esse deve ser preenchido rigorosamente na</p><p>forma da lei, sob pena de estar inconsistente ou irregular.</p><p>Observe que o fato deve ocorrer na presença do agente. Caso fique</p><p>demonstrado que esse recebeu a informação de terceiro, o AIT está</p><p>irregular.</p><p>5 Preenchimento do Auto de Infração de Trânsito</p><p>O Auto de Infração de Trânsito deve obedecer rigorosamente ao Art.</p><p>280 do CTB e as Resoluções 371/10 do CONTRAN (Manual Brasileiro de</p><p>Fiscalização de Trânsito – Volume I, alterado pela Resolução 497/14), a</p><p>Resolução 561/15 do CONTRAN (Manual Brasileiro de Fiscalização de</p><p>Trânsito – Volume II), que trata de Infrações de competência dos órgãos e</p><p>entidades executivos estaduais de trânsito e rodoviários, sob pena de</p><p>Irregularidade (formalidade) ou Inconsistência (materialidade).</p><p>Vejamos o exemplo abaixo:</p><p>Infração disposta no Art. 167 do CTB, enquadramento 518-51 (Portarias</p><p>nº 3/127 do DENATRAN):</p><p>Art. 167. Deixar o condutor ou passageiro de usar o cinto de segurança,</p><p>conforme previsto no art. 65:</p><p>Infração - grave;</p><p>Penalidade - multa;</p><p>Medida administrativa - retenção do veículo até colocação do cinto pelo</p><p>infrator.</p><p>MANUAL BRASILEIRO DE FISCALIZAÇÃO DE</p><p>TRÂNSITO - RESOLUÇÃO 371/10 DO CONTRAN:</p><p>Constatado que o Auto de Infração de Trânsito não está em</p><p>conformidade com as Resoluções 371/561do CONTRAN, ele está irregular</p><p>ou inconsistente, sendo objeto de recurso, com seu consequente</p><p>arquivamento.</p><p>6 Campo de Observações e Medida Administrativa</p><p>Objeto de muitas irregularidades, o Campo de Observações deve ser</p><p>preenchido conforme a orientação do Manual Brasileiro de Infrações de</p><p>Trânsito (Resoluções 371/561 do CONTRAN), sob pena de cancelamento</p><p>do AIT na defesa prévia ou recursos, conforme exemplos abaixo:</p><p>Art. 167. Deixar o condutor ou passageiro de usar o cinto de segurança, conforme previsto no art. 65.</p><p>Campo de Observações: Descrever a situação observada</p><p>do uso inadequado: Ex.: - com a parte superior</p><p>sob o braço ou atrás do corpo; não utilizando a parte inferior. Informar se condutor e passageiro estão sem</p><p>cinto de segurança.</p><p>Art. 168. Transportar crianças em veículo automotor sem observância das normas de segurança especiais</p><p>estabelecidas neste Código.</p><p>Campo de Observações: Obrigatório descrever a situação observada. Ex.: “criança menor de dez anos</p><p>em pé entre os bancos da frente”; “criança maior de quatro anos sendo transportada em “cadeirinha”.</p><p>Art. 169. Dirigir sem atenção ou sem os cuidados indispensáveis à segurança.</p><p>Campo de Observações: Obrigatório descrever a situação observada. Ex.: conduzir lendo; olhando para</p><p>os lados; conversando distraidamente com passageiro(s); procurando objetos no interior do veículo, etc.</p><p>Art. 170. Dirigir ameaçando os pedestres que estejam atravessando a via pública, ou os demais veículos.</p><p>Campo de Observações: Obrigatório descrever a situação observada.</p><p>O Auto de Infração de Trânsito, acompanhado de fotografia do veículo no momento da infração,</p><p>supre o conteúdo obrigatório do campo de observações se contiver as informações visuais</p><p>necessárias.</p><p>Medida Administrativa.</p><p>No caso de não cumprimento de medida administrativa exigida pelo CTB, como a remoção do veículo, o</p><p>Agente deverá registrar o motivo no campo de observações, sob pena de irregularidade do AIT. Ex.:</p><p>Reboque indisponível.</p><p>É importante que as Resoluções 371/561 do CONTRAN sejam consultadas a fim de verificar o correto</p><p>preenchimento de todos os campos, principalmente o campo de observações, o enquadramento da</p><p>infração e a medida administrativa.</p><p>7 Noti�cação de Autuação de Infração de Trânsito</p><p>A NAIT (Notificação de Autuação de Infração de Trânsito) deve estar em</p><p>conformidade com as Resoluções 619, Capítulo II, Art. 4, e 371/561 do</p><p>CONTRAN, sob pena de inconsistência ou irregularidade, ensejando o</p><p>deferimento do recurso interposto.</p><p>A NAIT é regulamentada pela Resolução 619 de 06 de Setembro de</p><p>2016 do CONTRAN, no seu Art. 4º.</p><p>Art. 4º À exceção do disposto no § 5º do artigo anterior, após a verificação da regularidade e da</p><p>consistência do Auto de Infração de Trânsito, a autoridade de trânsito expedirá, no prazo máximo de 30</p><p>(trinta) dias contados da data do cometimento da infração, a Notificação da Autuação dirigida ao</p><p>proprietário do veículo, na qual deverão constar os dados mínimos definidos no art. 280 do CTB.</p><p>§ 1º Quando utilizada a remessa postal, a expedição se caracterizará pela entrega da notificação da</p><p>autuação pelo órgão ou entidade de trânsito à empresa responsável por seu envio.</p><p>§ 2º Quando utilizado sistema de notificação eletrônica, a expedição se caracterizará pelo envio eletrônico</p><p>da notificação da atuação pelo órgão ou entidade de trânsito ao proprietário do veículo.</p><p>§ 3º A não expedição da notificação da autuação no prazo previsto no caput deste artigo ensejará o</p><p>arquivamento do Auto de Infração de Trânsito.</p><p>§ 4º Da Notificação da Autuação constará a data do término do prazo para a apresentação da Defesa da</p><p>Autuação pelo proprietário do veículo ou pelo condutor infrator devidamente identificado, que não será</p><p>inferior a 15 (quinze) dias, contados da data da notificação da autuação ou publicação por edital,</p><p>observado o disposto no art. 13 desta Resolução.</p><p>§ 5º A autoridade de trânsito poderá socorrer-se de meios tecnológicos para verificação da regularidade e</p><p>da consistência do Auto de Infração de Trânsito.</p><p>§ 6º Os dados do condutor identificado no Auto de Infração de Trânsito deverão constar na Notificação da</p><p>Autuação, observada a regulamentação específica.</p><p>§ 7º Torna-se obrigatório atualização imediata da base nacional, por parte dos órgãos e entidades</p><p>executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal, sempre que houver alteração dos dados</p><p>cadastrais do veículo e do condutor.</p><p>A NAIT é enviada ao proprietário do veículo, ficando ele responsável por</p><p>indicar o condutor infrator na FICI (Ficha de identificação do condutor</p><p>infrator), que acompanha a notificação, caso não tenha sido identificado.</p><p>8 Diferença entre Noti�cação de Autuação e Noti�cação de</p><p>Penalidade</p><p>A Notificação de Autuação é peça informativa onde comunica ao</p><p>condutor/proprietário que ele cometeu uma infração em local, dia e hora.</p><p>Se este não concordar poderá impetrar DEFESA PRÉVIA, constatando os</p><p>motivos da discórdia.</p><p>A Notificação de Penalidade informa que o condutor/proprietário está</p><p>sendo penalizado com valor pecuniário por infração cometida. Consta</p><p>também o prazo para impetrar RECURSO.</p><p>9 Prazo para expedição e encaminhamento</p><p>A Notificação de Autuação é expedida em até trinta dias após o</p><p>cometimento da infração. Este prazo não pode ser ultrapassado.</p><p>A Notificação de Penalidade poderá ser encaminhada ao</p><p>proprietário/condutor em até cinco anos por força do Art. 1º da Lei</p><p>9.873/1999 e do Art. 33 da Resolução 619/2016 do CONTRAN, que</p><p>determina prescrição para o Estado cobrar o cidadão.</p><p>Lei 9.873/1999:</p><p>Art. 1º Prescreve em cinco anos a ação punitiva da Administração Pública Federal, direta e indireta, no</p><p>exercício do poder de polícia, objetivando apurar infração à legislação em vigor, contados da data da</p><p>prática do ato ou, no caso de infração permanente ou continuada, do dia em que tiver cessado.</p><p>§1º Incide a prescrição no procedimento administrativo paralisado por mais de três anos, pendente de</p><p>julgamento ou despacho, cujos autos serão arquivados de ofício ou mediante requerimento da parte</p><p>interessada, sem prejuízo da apuração da responsabilidade funcional decorrente da paralisação, se for o</p><p>caso.</p><p>§ 2º Quando o fato objeto da ação punitiva da Administração também constituir crime, a prescrição reger-</p><p>se-á pelo prazo previsto na lei penal.</p><p>Art. 33 da Resolução 619 do CONTRAN:</p><p>Art. 33. Aplicam-se a esta Resolução os prazos prescricionais previstos na Lei nº 9.873, de 23 de</p><p>novembro de 1999, que estabelece prazo de prescrição para o exercício de ação punitiva.</p><p>Parágrafo único. O DENATRAN definirá os procedimentos para</p><p>aplicação uniforme dos preceitos da lei de que trata o caput pelos demais</p><p>órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito</p><p>10 Noti�cação de Autuação de Infração de Trânsito por</p><p>Edital</p><p>A Resolução 619/16, V, Art. 13 do CONTRAN regulamenta a notificação</p><p>por edital:</p><p>Art. 13. Esgotadas as tentativas para notificar o infrator ou o proprietário do veículo por meio postal ou</p><p>pessoal, as notificações de que trata esta Resolução serão realizadas por edital publicado em diário</p><p>oficial, na forma da lei, respeitados o disposto no §1º do art. 282 do CTB e os prazos prescricionais</p><p>previstos na Lei nº 9.873, de 23 de novembro de 1999, que estabelece prazo de prescrição para o</p><p>exercício de ação punitiva.</p><p>§ 1º Os editais de que trata o caput deste artigo, de acordo com sua natureza, deverão conter, no</p><p>mínimo, as seguintes informações:</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>I – Edital da Notificação da Autuação:</p><p>cabeçalho com identificação do órgão autuador e do tipo de notificação;</p><p>instruções e prazo para apresentação de defesa da autuação;</p><p>lista com a placa do veículo, número do Auto de Infração de Trânsito, data</p><p>da infração e código da infração com desdobramento.</p><p>11 Identi�cação do Condutor Infrator e competência da</p><p>JARI</p><p>O Formulário de Identificação do Condutor Infrator (FICI) deve ser</p><p>preenchido e entregue na entidade ou órgão de trânsito, obedecendo a data</p><p>limite informada na Notificação de Autuação de Infração de Trânsito.</p><p>Importante lembrar que a JARI não tem competência para atribuir a</p><p>penalidade a determinado condutor no julgamento dos recursos, cabendo</p><p>somente à Autoridade de Trânsito o seu respectivo processamento e aceite,</p><p>normalmente atrelado ao prazo para interposição da defesa prévia.</p><p>Uma vez identificado o condutor, esse se torna legítimo, juntamente com</p><p>o proprietário, para a interposição de recursos junto à JARI.</p><p>12 Legitimidade para interposição do recurso</p><p>A legitimidade para apresentar a Defesa Prévia, bem como os Recursos</p><p>em 1a e 2a instâncias, está disposta na</p><p>Resolução 299, Art. 2º, § 1º do</p><p>CONTRAN:</p><p>Art. 2º É parte legítima para apresentar defesa de autuação ou recurso em 1ª e 2ª instâncias contra a</p><p>imposição de penalidade de multa a pessoa física ou jurídica proprietária do veículo, o condutor,</p><p>devidamente identificado, o embarcador e o transportador, responsável pela infração.</p><p>§ 1º Para fins dos parágrafos 4º e 6º do artigo 257 do CTB, considera-se embarcador o remetente ou</p><p>expedidor da carga, mesmo se o frete for a pagar.</p><p>Resolução 299, Art. 3º do CONTRAN:</p><p>Art. 3º - O requerimento de defesa ou recurso deverá ser apresentado por</p><p>escrito de forma legível, no prazo estabelecido, contendo no mínimo os seguintes dados:</p><p>I - nome do órgão ou entidade de trânsito responsável pela autuação ou pela aplicação da penalidade de</p><p>multa;</p><p>II - nome, endereço completo com CEP, número de telefone, número do documento de identificação,</p><p>CPF/CNPJ do requerente;</p><p>III - placa do veículo e número do auto de infração de trânsito;</p><p>IV - exposição dos fatos, fundamentos legais e/ou documentos que comprovem a alegação;</p><p>V - data e assinatura do requerente ou de seu representante legal.</p><p>Parágrafo único. A defesa ou recurso deverá ter somente um auto de infração como objeto.</p><p>13 Documentação obrigatória para interposição de recurso</p><p>Resolução 299, Art. 5º do CONTRAN:</p><p>Art. 5º A defesa ou recurso deverá ser apresentado com os seguintes documentos:</p><p>I - requerimento de defesa ou recurso;</p><p>II - cópia da notificação de autuação, notificação da penalidade quando for o caso ou auto de infração ou</p><p>documento que conste placa e o número do auto de infração de trânsito;</p><p>III - cópia da CNH ou outro documento de identificação que comprove a assinatura do requerente e,</p><p>quando pessoa jurídica, documento comprovando a representação;</p><p>IV - cópia do CRLV;</p><p>V - procuração, quando for o caso.</p><p>14 Defesa ou Recurso por procuração.</p><p>Os recursos contra infrações de trânsito podem ser interpostos por</p><p>terceiros, nos termos da Resolução 299, Art. 2º, § 2º. O procurador deverá</p><p>juntar documento pessoal para comprovação de sua assinatura.</p><p>Resolução 299, Art. 2º, § 2º do CONTRAN:</p><p>§ 2º - O notificado para apresentação de defesa ou recurso poderá ser representado por procurador</p><p>legalmente habilitado ou por instrumento de procuração, na forma da lei, sob pena do não conhecimento</p><p>da defesa ou do recurso.</p><p>15 Modelo de Procuração</p><p>PROCURAÇÃO PARTICULAR COM PODERES</p><p>ESPECÍFICOS PARA RECURSOS DE INFRAÇÕES DE</p><p>TRÂNSITO</p><p>O OUTORGANTE ….. (proprietário, condutor), (profissão), (estado</p><p>civil), portador do RG nº …………………, CPF nº</p><p>…………………………., residente e domiciliado na Rua …………….</p><p>(endereço completo), proprietário do veículo Marca …………………….. –</p><p>Ano Fabr………. Ano Modelo …………, Cor …………………., Renavam</p><p>………………, Chassi …………………………, pelo presente instrumento</p><p>particular de procuração, nomeia e constitui seu procurador o</p><p>OUTORGADO ……….. (nome do procurador), (profissão), (estado civil),</p><p>portador do RG nº …………………, CPF nº ………………………….,</p><p>residente e domiciliado na Rua …………….(endereço completo), a quem</p><p>confere poderes especiais com o fim de apresentar defesa e/ou recorrer do</p><p>Auto de Infração de trânsito nº……………………………, em todas as</p><p>instâncias a que forem possíveis, bem como praticar os atos indispensáveis</p><p>ao bom e fiel cumprimento deste mandato. Local e data.</p><p>_________________________________</p><p>(Nome e assinatura do Proprietário, Condutor identificado)</p><p>16 Pedido de conversão em advertência por escrito</p><p>Art. 267 do CTB:</p><p>Art. 267. Poderá ser imposta a penalidade de advertência por escrito à infração de natureza leve ou média,</p><p>passível de ser punida com multa, não sendo reincidente o infrator, na mesma infração, nos últimos doze</p><p>meses, quando a autoridade, considerando o prontuário do infrator, entender esta providência como mais</p><p>educativa.</p><p>O pedido de conversão da penalidade em advertência por escrito não é</p><p>de competência da JARI e deverá ser feito na Defesa Prévia, obedecendo a</p><p>alguns critérios dispostos no Art. 267 do CTB e na Resolução 619/16 do</p><p>CONTRAN, porém seu deferimento não é obrigatório.</p><p>17 Noti�cação de Penalidade de Multa de Trânsito</p><p>A Notificação de Penalidade deve estar em conformidade com os Art.</p><p>282 e 282-A do CTB, bem como as Resoluções 619, 371 e 561 do</p><p>CONTRAN, sob pena de estar inconsistente ou irregular, ensejando o</p><p>deferimento do recurso interposto.</p><p>Art. 282 do CTB:</p><p>Art. 282. Aplicada a penalidade, será expedida notificação ao proprietário do veículo ou ao infrator, por</p><p>remessa postal ou por qualquer outro meio tecnológico hábil, que assegure a ciência da imposição da</p><p>penalidade.</p><p>§ 1º A notificação devolvida por desatualização do endereço do proprietário do veículo será considerada</p><p>válida para todos os efeitos.</p><p>§ 2º A notificação a pessoal de missões diplomáticas, de repartições consulares de carreira e de</p><p>representações de organismos internacionais e de seus integrantes será remetida ao Ministério das</p><p>Relações Exteriores para as providências cabíveis e cobrança dos valores, no caso de multa.</p><p>§ 3º Sempre que a penalidade de multa for imposta a condutor, à exceção daquela de que trata o § 1º do</p><p>art. 259 (vetado), a notificação será encaminhada ao proprietário do veículo, responsável pelo seu</p><p>pagamento.</p><p>§ 4º Da notificação deverá constar a data do término do prazo para apresentação de recurso pelo</p><p>responsável pela infração, que não será inferior a trinta dias contados da data da notificação da</p><p>penalidade. (Incluído pela Lei nº 9.602, de 1998).</p><p>§ 5º No caso de penalidade de multa, a data estabelecida no parágrafo anterior será a data para o</p><p>recolhimento de seu valor. (Incluído pela Lei nº 9.602, de 1998).</p><p>Art. 282-A do CTB:</p><p>Art. 282-A. O proprietário do veículo ou o condutor autuado poderá optar por ser notificado por meio</p><p>eletrônico se o órgão do Sistema Nacional de Trânsito responsável pela autuação oferecer essa opção.</p><p>(Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016) .</p><p>§ 1º O proprietário ou o condutor autuado que optar pela notificação por meio eletrônico deverá manter seu</p><p>cadastro atualizado no órgão executivo de trânsito do Estado ou do Distrito Federal. (Incluído pela Lei nº</p><p>13.281, de 2016) .</p><p>§ 2º Na hipótese de notificação por meio eletrônico, o proprietário ou o condutor autuado será considerado</p><p>notificado 30 (trinta) dias após a inclusão da informação no sistema eletrônico. (Incluído pela Lei nº 13.281,</p><p>de 2016).</p><p>§ 3º O sistema previsto no caput será certificado digitalmente, atendidos os requisitos de autenticidade,</p><p>integridade, validade jurídica e interoperabilidade da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-</p><p>Brasil). (Incluído pela Lei nº 13.281, de 2016).</p><p>18 Conteúdo da Noti�cação de Penalidade</p><p>Resolução 619/16 do CONTRAN, Capítulo IV, Art. 11:</p><p>Art. 11. A Notificação da Penalidade de Multa deverá conter:</p><p>I - os dados mínimos definidos no art. 280 do CTB e em regulamentação específica;</p><p>II - a comunicação do não acolhimento da Defesa da Autuação ou da solicitação de aplicação da</p><p>Penalidade de Advertência por Escrito;</p><p>III - o valor da multa e a informação quanto ao desconto previsto no art. 284 do CTB;</p><p>IV - data do término para apresentação de recurso, que será a mesma data para pagamento da multa,</p><p>conforme §§ 4º e 5º do art. 282 do CTB;</p><p>V - campo para a autenticação eletrônica, regulamentado pelo DENATRAN; e</p><p>VI - instruções para apresentação de recurso, nos termos dos arts. 286 e 287 do CTB.</p><p>Parágrafo único. O órgão ou entidade integrante do Sistema Nacional de Trânsito responsável pela</p><p>expedição da Notificação da Penalidade de Multa deverá utilizar documento próprio para arrecadação de</p><p>multa que contenha as características estabelecidas pelo DENATRAN.</p><p>Art. 12. Até a data de vencimento expressa na Notificação da Penalidade de Multa ou enquanto</p><p>permanecer o efeito suspensivo sobre o Auto de Infração de Trânsito, não incidirá qualquer restrição,</p><p>inclusive para fins de licenciamento e transferência, nos arquivos do órgão ou entidade executivo de</p><p>trânsito responsável pelo registro do veículo.</p><p>19 Noti�cação de Penalidade</p>