Prévia do material em texto
<p>ProdutivoProdutivoProdutivo</p><p>Por, Rafaela Marília</p><p>@enfermagem.produtiva</p><p>Oi, pessoal!</p><p>Preparei este material com muito carinho,</p><p>está todo esquematizado com muitos</p><p>conteúdos práticos. Espero que meu</p><p>propósito seja alcançado e que possa</p><p>agregar valor e contribuir com os seus</p><p>objetivos também.</p><p>Espero muito que gostem!</p><p>ATENÇÃO</p><p>Este conteúdo destina-se exclusivamente a</p><p>exibição privada. É proibida</p><p>toda forma de reprodução, distribuição ou</p><p>comercialização do conteúdo.</p><p>Esse arquivo é de uso individual e protegido</p><p>por direitos autorais, sendo</p><p>o compartilhamento proibido.</p><p>Qualquer dúvida estou a disposição</p><p>Instagram:</p><p>Email:</p><p>@enfermagem.produtiva</p><p>produtivaenfermagem@gmail.com</p><p>Rafaela Marília</p><p>Sumário</p><p>DIREÇÕES ANATÔMICAS</p><p>POSIÇÕES CIRÚRGICAS</p><p>TERMINOLOGIAS CIRÚRGICAS</p><p>EXAME CLÍNICO</p><p>ANAMNESE</p><p>EXAME FÍSICO</p><p>PARÂMETROS - SINAIS VITAIS</p><p>IMC</p><p>TIPOS DE FEBRE</p><p>VIAS DE ADMINISTRAÇÃO</p><p>CÁLCULO DE GOTEJAMENTO</p><p>COMPATIBILIDADE SANGUÍNEA</p><p>GLICEMIA CAPILAR</p><p>TIPOS DE BANHO</p><p>VACINAS / ANESTESIA</p><p>TIPOS DE SORO</p><p>URGÊNCIA E EMERGÊNCIA</p><p>QUEIMADURAS</p><p>DE MEDICAMENTOS</p><p>7 - 8</p><p>9</p><p>10 - 12</p><p>13</p><p>14 - 17</p><p>18 - 32</p><p>33 - 37</p><p>38 - 39</p><p>40 - 41</p><p>42</p><p>43</p><p>44 - 45</p><p>46</p><p>47</p><p>48</p><p>49 - 50</p><p>51 - 56</p><p>57 - 61</p><p>Sumário</p><p>CARRINHO DE EMERGÊNCIA</p><p>MEDICAMENTOS DO CARRINHO</p><p>LESÃO POR PRESSÃO</p><p>ETIOLOGIA DE FERIDAS</p><p>TIPOS DE CURATIVO</p><p>TIPOS DE COBERTURAS</p><p>TIPOS DE EXSUDATO</p><p>OBSTETRÍCIA / PRÉ NATAL</p><p>PERÍODOS DO PARTO</p><p>EXAME FÍSICO DO RN</p><p>EXAME DA PUÉRPERA</p><p>MÉTODOS CONTRACEPTIVOS</p><p>ESCALAS</p><p>ANOTAÇÕES E EVOLUÇÕES</p><p>APRAZAMENTO</p><p>CATETERES</p><p>DIFERENÇA ENTRE SONDAS</p><p>DIFERENÇA ENTRE SERINGAS</p><p>DE EMERGÊNCIA</p><p>62 - 65</p><p>66 - 71</p><p>72 - 73</p><p>74</p><p>75 - 76</p><p>77 - 80</p><p>81 - 82</p><p>83 - 91</p><p>92 -95</p><p>96 - 101</p><p>102 - 104</p><p>105 - 108</p><p>109 - 114</p><p>115 - 117</p><p>118 - 119</p><p>120 - 127</p><p>128 - 131</p><p>132 - 133</p><p>Sumário</p><p>DIFERENÇA ENTRE DRENOS</p><p>MANEJO DO DRENO DE TÓRAX</p><p>CUIDADOS GERAIS COM DRENOS</p><p>134 - 139</p><p>140</p><p>141 - 142</p><p>IMAGEM FONTE: treinocorreto.coml</p><p>7</p><p>IMAGEM FONTE: Kenhub8</p><p>Posição Sims Decúbito dorsal ou posição</p><p>supina</p><p>Posição trendelenburg Posição trendelenburg</p><p>reversa</p><p>Posição Jacknife, Kraske.</p><p>canivete ou depage</p><p>Decúbito ventral ou</p><p>posição prona</p><p>Posição de litotomia ou</p><p>ginecológica</p><p>Posição semi-fowler</p><p>Fonte: Professor Rômulo Passos</p><p>9</p><p>glândula</p><p>tipos de cirurgia</p><p>Com frequência são usados os nomes de órgãos</p><p>ou partes do corpo como raiz (primeira parte do</p><p>nome), seguido de um sufixo que informa o tipo</p><p>principal da intervenção.</p><p>Exemplo: apendicectomia = retirada do apêndice;</p><p>osteotomia: incisão ou corte no osso, etc.</p><p>Raiz (identifica o órgão ou região operada)</p><p>Adeno</p><p>Angio</p><p>Artro</p><p>Blefaro</p><p>Cisto</p><p>Cole</p><p>Colpo</p><p>Colon</p><p>vasos sanguíneos</p><p>articulação</p><p>pálpebra</p><p>bexiga</p><p>vias biliares</p><p>vagina</p><p>intestino grosso</p><p>10</p><p>intestino delgado</p><p>11</p><p>Entero</p><p>Espleno</p><p>Flebo</p><p>Gastro</p><p>Hepato</p><p>Histero</p><p>Laparo</p><p>Maste</p><p>Nefro</p><p>Ooforo</p><p>Orquio</p><p>Oftalmo</p><p>Osteo</p><p>Oto</p><p>Pielo</p><p>Procto</p><p>Prostatec</p><p>Rino</p><p>Salpingo</p><p>Toraco</p><p>Tráqueo</p><p>baço</p><p>veia</p><p>estômago</p><p>fígado</p><p>útero</p><p>parede abdominal</p><p>mama</p><p>rins</p><p>ovário</p><p>testículo</p><p>olho</p><p>osso</p><p>ouvido</p><p>pelve renal</p><p>ânus</p><p>próstata</p><p>nariz</p><p>tuba uterina</p><p>tórax</p><p>traqueia</p><p>~ectomia: Retirada total ou parcial, exérese;</p><p>~stomia: Fazer uma nova boca ou abertura</p><p>entre órgãos ocos ou com o exterior;</p><p>~tomia: Incisão, corte ou abertura de</p><p>cavidade;</p><p>~plastia: Reparar, consertar, corrigir, melhorar</p><p>a estética;</p><p>~rafia: Fechar, reparar ou reforçar com sutura,</p><p>suturar;</p><p>~pexia: Fixação, sustentação de órgão ou</p><p>estrutura;</p><p>~scopia: Visualização do interior de órgão</p><p>cavitário ou cavidade com endoscópios;</p><p>12</p><p>Sufixos (indica o tipo de intervenção):</p><p>Anamnese</p><p>Exame físico</p><p>É considerado um dos procedimentos mais</p><p>importantes de serem realizados na área da</p><p>saúde.</p><p>Ele funciona como ponto de partida e fornece</p><p>subsídios para que se encontre o diagnóstico</p><p>certo e, consequentemente, um tratamento</p><p>eficaz.</p><p>O exame clínico é dividido em duas etapas:</p><p>A partir dessas duas etapas, é possível obter</p><p>informações sobre o estado de saúde geral do</p><p>paciente, identificando possíveis patologias</p><p>através dos sinais e sintomas.</p><p>13</p><p>SINAL</p><p>Resumidamente, podemos dizer que</p><p>o sinal refere-se a uma manifestação</p><p>objetiva ou mensurável de uma</p><p>condição médica. É algo que pode</p><p>ser observado ou detectado por</p><p>outra pessoa.</p><p>Exemplo: icterícia.</p><p>14</p><p>SINTOMA</p><p>O sintoma pode ser definido como</p><p>uma queixa do paciente, uma</p><p>manifestação relatada e sentida</p><p>por ele.</p><p>São sensações ou alterações que</p><p>o paciente relata e descreve, mas</p><p>que não são diretamente</p><p>observáveis por outra pessoa.</p><p>Exemplo: Náuseas.</p><p>É uma etapa essencial na avaliação,</p><p>pois fornecerá ao profissional de saúde</p><p>uma compreensão completa do</p><p>paciente, seus sintomas, doenças</p><p>prévias, tratamentos anteriores,</p><p>histórico familiar, estilo de vida, entre</p><p>outros aspectos relevantes.</p><p>Anamnese é basicamente o processo de</p><p>obtenção de informações sobre a história clínica</p><p>e os antecedentes de saúde de um paciente.</p><p>15</p><p>Diferentemente do exame físico, onde o médico</p><p>se resume a analisar os aspectos fisiológicos do</p><p>paciente, a anamnese é uma espécie de</p><p>“entrevista” feita pelo profissional, onde o</p><p>paciente é submetido a uma série de perguntas</p><p>que tem como principal objetivo a identificação</p><p>do diagnóstico correto.</p><p>Podemos dividir o processo da anamnese em 9</p><p>passos para obter uma ampla rede de</p><p>informações:</p><p>1° PASSO - IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE</p><p>Nome, idade, sexo, raça, estado civil,</p><p>profissão, naturalidade, residência,</p><p>religião, dados de identificação dos</p><p>responsáveis (quando menor de 18 anos).</p><p>2° PASSO - QUEIXAS</p><p>Descrever as queixas principais do</p><p>paciente com próprias palavras dele.</p><p>É importante lembrar que nessa etapa</p><p>ainda não se deve fechar um diagnóstico.</p><p>Histórico fisiológico: gestações,</p><p>imunização, histórico menstrual e</p><p>sexual, métodos contraceptivos e</p><p>preventivos.</p><p>Histórico patológico: doenças da</p><p>infância até a idade atual, alergias,</p><p>histórico cirúrgico, traumas,</p><p>transfusões sanguíneas e histórico de</p><p>internações anteriores.</p><p>16</p><p>Descrever o início dos sintomas,</p><p>duração, características, quantidade, o</p><p>que teve de melhora ou piora no caso,</p><p>como está evoluindo no momento e</p><p>outros sintomas.</p><p>4° PASSO - HISTÓRICO MÉDICO</p><p>5° PASSO - HISTÓRICO FAMILIAR</p><p>3° PASSO - HISTÓRICO DA DOENÇA ATUAL</p><p>Descrever patologias presentes na</p><p>família (apenas parentes de 1° grau).</p><p>17</p><p>6° PASSO - HISTÓRICO SOCIAL</p><p>Descrever hábitos alimentares,</p><p>moradia, condições</p><p>socioeconômicas, cultura, prática de</p><p>atividade física, condição conjugal e</p><p>familiar.</p><p>Descrever nome dos medicamentos</p><p>usados, dose, frequência, duração,</p><p>motivo do uso, se usa de acordo com</p><p>a prescrição e dorma de acesso ao</p><p>medicamento.</p><p>7° PASSO - MEDICAMENTOS</p><p>8° PASSO - DROGAS</p><p>Histórico prévio ou atual de drogas,</p><p>tipo, quantidade, frequência, duração,</p><p>se houve reação e tratamento.</p><p>9° PASSO - EXAME FÍSICO</p><p>Fazer avaliação céfalo-caudal e</p><p>descrever aspectos fisiológicos e</p><p>patológicos encontrados.</p><p>INSPEÇÃO → PALPAÇÃO → PERCUSSÃO →</p><p>AUSCULTA</p><p>18</p><p>O exame físico juntamente com a anamnese é um</p><p>determinante super importante para determinar o</p><p>estado de saúde do paciente. Ele costuma ser</p><p>realizado pelo enfermeiro e inclui peso, altura,</p><p>sinais vitais e um exame céfalo caudal (da</p><p>cabeça para os pés) de todos os sistemas do</p><p>corpo do paciente.</p><p>1° ESTADO FÍSICO GERAL</p><p>Bom estado geral e nutricional. Se lúcido e</p><p>orientado em tempo e espaço. Ativo e</p><p>colaborativo. Avaliar postura e respiração.</p><p>Se corado, hidratado, acianótico e</p><p>anictérico.</p><p>2° SINAIS VITAIS (SSVV)</p><p>Temperatura (T), Peso (P), Altura (A), Frequência</p><p>Respiratória (FR), Frequência Cardíaca (FC) e</p><p>Pressão Arterial (PA) + Índice de Massa Corpórea</p><p>(IMC).</p><p>Para realização de um exame físico completo,</p><p>também é importante a sequência</p><p>Crânio: Avaliar tamanho, formato, presença de</p><p>tumorações e lesões, couro cabeludo e pontos</p><p>dolorosos.</p><p>Rosto: Coloração e aspecto da pele, manchas,</p><p>sinais, cicatriz e flacidez.</p><p>Olhos: Verificar aspecto e formato dos globos</p><p>oculares e pálpebras, aspecto da córnea,</p><p>esclerótica e acuidade visual. Verificar</p><p>tamanho das pupilas e reações a</p><p>luminosidade.</p><p>Nariz e ouvidos: Avaliar tamanho, formato e</p><p>presença</p><p>de processos inflamatórios.</p><p>Boca: Avaliar coloração, formato, textura dos</p><p>lábios, gengivas e língua. Avaliar dentição e</p><p>aspecto das amígdalas.</p><p>19</p><p>Coloração da pele, mucosa e anexos,</p><p>distribuição de pelos, estado das unhas,</p><p>textura, temperatura e umidade.</p><p>4° CABEÇA</p><p>3° TEGUMENTAR</p><p>4.1 AVALIAÇÃO PUPILAR</p><p>Isocóricas: Simétricas e ambas fotorreagentes</p><p>20</p><p>Miose: Ambas estão ontraídas e não</p><p>fotorreagentes.</p><p>Anisocóricas: Assimetria pupilar (dilatação e</p><p>contração).</p><p>Midríase: Ambas pupilas dilatadas.</p><p>Fonte: Renatha Cruz</p><p>5° PESCOÇO</p><p>Inspeção: Verificar alterações na</p><p>traqueia (desvios) e contratilidade</p><p>muscular.</p><p>Palpação: Verificar consistência da</p><p>tireoide e linfonodos (se infartados ou</p><p>não).</p><p>21</p><p>6° RESPIRATÓRIO</p><p>Inspeção: Comparar simetria do tórax, formato,</p><p>frequência e ritmo respiratório. Verificar presença</p><p>de triagem intercostal e respiração paradoxal.</p><p>Ausculta</p><p>1° Passo: Localizar os pontos de ausculta.</p><p>IMAGEM FONTE: Multisaúde Educacional</p><p>Tumor → Sub-maciço</p><p>Pneumotórax → Timpânico</p><p>Derrame pleural → Maciço</p><p>Pneumonia → Maciço</p><p>22</p><p>Palpação: Verificar tórax, amplitude dos</p><p>movimentos respiratórios e traqueia.</p><p>Percussão: Sons pulmonares (claro, timpânico,</p><p>maciço e sub-maciço).</p><p>PRINCIPAIS ALTERAÇÕES SONORAS:</p><p>7° CARDIOVASCULAR</p><p>Inspeção: Avaliar pulso. Localizar o Ictus Cordis</p><p>(geralmente no 5° espaço intercostal esquerdo, 6</p><p>a 10cm da linha média-esternal). Buscar os</p><p>frêmitos, pulsações epigástricas, esternal e</p><p>jugular.</p><p>Ausculta Cardíaca:</p><p>1° Passo: Localizar os focos de ausculta.</p><p>2° Passo: Verificar ruídos respiratórios (murmúrio</p><p>vesicular) e ruídos adventícios (sibilos, roncos,</p><p>creptos, atrito pleural).</p><p>23</p><p>Foco Aórtico: 2° espaço intercostal direito, na</p><p>linha paraesternal direita.</p><p>Foco Pulmonar: 2° espaço intercostal esquerdo</p><p>na linha paraesternal esquerda.</p><p>Foco Tricúspide: 4° ou 5° espaço intercostal</p><p>esquerdo na linha paraesternal esquerda.</p><p>Foco Mitral: 5° espaço intercostal esquerdo na</p><p>linha hemiclavicular esquerda.</p><p>24</p><p>SOPROS CARDÍACOS:</p><p>Sistólico: Sinal de insuficiência mitral ou</p><p>tricúspide. Estenose aórtica.</p><p>Diastólico: Sinal de insuficiência aórtica. Estenose</p><p>mitral e tricúspide.</p><p>BULHAS CARDÍACAS:</p><p>1° Passo: Identificar os som das bulhas</p><p>B1: Fechamento das valvas mitral e tricúspide</p><p>("TUM).</p><p>B2: Fechamento das valvas aórtica e pulmonar</p><p>("TA").</p><p>B3: Início da diástole. Som imediatamente</p><p>após a B2 ("TU").</p><p>B4: Final da diástole: Som imediatamente</p><p>antes a B1 ("TA").</p><p>25</p><p>8° ABDOMINAL</p><p>Regiões Abdominais:</p><p>Hipocôndrio direito</p><p>Epigástrio</p><p>Hipocôndrio esquerdo</p><p>Flanco direito</p><p>Mesogástrio</p><p>Flanco esquerdo</p><p>Fossa ilíaca direita</p><p>Hipogástrio</p><p>Fossa ilíaca esquerda</p><p>1.</p><p>2.</p><p>3.</p><p>4.</p><p>5.</p><p>6.</p><p>7.</p><p>8.</p><p>9.</p><p>Localização dos órgãos:</p><p>Hipocôndrio direito</p><p>Fígado Vesícula</p><p>Biliar</p><p>Curvatura</p><p>Hepática</p><p>26</p><p>Epigástrio</p><p>Esôfago Estômago Pâncreas</p><p>Hipocôndrio esquerdo</p><p>Baço Curvatura</p><p>Esplênica</p><p>Flanco direito</p><p>Intestino</p><p>Ascendente</p><p>Rim</p><p>direito</p><p>Mesogástrio</p><p>Intestino</p><p>delgado</p><p>Aorta</p><p>Abdominal</p><p>27</p><p>Flanco esquerdo</p><p>Intestino</p><p>Descendente</p><p>Rim</p><p>esquerdo</p><p>Fossa ilíaca direta</p><p>Apêndice</p><p>Hipogástrio</p><p>Útero</p><p>Cólon</p><p>sigmóideBexiga</p><p>Fossa ilíaca esquerda</p><p>Cólon</p><p>sigmóide</p><p>28</p><p>Inspeção: Forma (plano, globoso, gravídico),</p><p>estrias, hematomas, varizes, cicatrizes, pulsação e</p><p>abaulamento.</p><p>Ausculta: Ruídos hidroaéreos (presente, ausente,</p><p>aumentado).</p><p>Percussão: Se timpânico, maciço ou sub-maciço.</p><p>Palpação: Reação de dor à palpação (indolor ou</p><p>doloroso), presença ou não de visceromegalias.</p><p>Presença ou ausência de ascite.</p><p>Palpação do fígado e baço (avaliar tamanho,</p><p>superfície, consistência e sinais de dor).</p><p>9° GENITURINÁRIO, RETO E ÂNUS</p><p>Visualizar genitália externa e mucosa vaginal.</p><p>Verificar presença de processo inflamatório,</p><p>secreções fisiológicas e patológicas,</p><p>sangramentos e presença de nódulos.</p><p>Realizar exame clínico das mamas, buscando</p><p>alterações em formato, textura, simetria,</p><p>edema, descarga papilar, presença de nódulos</p><p>e enfartamento de gânglios axilares e</p><p>supraclaviculares.</p><p>Genitália Feminina -</p><p>Inspeção:</p><p>Verificar aspecto e formato do pênis e bolsa</p><p>escrotal.</p><p>Verificar presença de hérnia, cicatriz,</p><p>varicocele e textura da pele.</p><p>Avaliar presença de massa em bolsa escrotal,</p><p>herniações e regiões dolorosas.</p><p>Avaliar presença de fimose e descarga uretral.</p><p>Genitália Masculina -</p><p>Inspeção:</p><p>Palpação:</p><p>29</p><p>Realizar exame especular para visualização de</p><p>colo uterino e realização de coleta</p><p>citopatológica para rastreio de câncer de colo</p><p>do útero.</p><p>Em ambas genitálias, verificar presença de sinais</p><p>sugestivos de infecções sexualmente</p><p>transmissíveis (IST'S).</p><p>Reto e ânus:</p><p>Inspeção: Verificar integridade da pele, presença</p><p>de edema, hemorroidas, fissuras, prolapsos,</p><p>ulcerações e abcessos.</p><p>30</p><p>10° MUSCOLOESQUELÉTICO</p><p>Verificar simetria dos membros superiores e</p><p>inferiores, coluna e pelves.</p><p>Avaliar articulações.</p><p>Verificar força muscular e mobilidade</p><p>(amplitude e estabilidade).</p><p>11° SISTEMA VASCULAR</p><p>Inspeção: Verificar sinais de edema,</p><p>enrijecimento, presença de varizes, ausência de</p><p>pelos, cianose, palidez e turgência jugular.</p><p>CLASSIFICAÇÃO DE MAGNITUDE DO EDEMA</p><p>IMAGEM FONTE: sanarmed.coml</p><p>31</p><p>12° NEUROLÓGICO</p><p>Avaliar presença de movimentos anormais e</p><p>involuntários. Verificar atitudes anormais,</p><p>irritabilidade, atitudes agressivas e</p><p>sensibilidade aumentada.</p><p>Avaliar força e tônus muscular (fraqueza,</p><p>fadiga e paresia).</p><p>Avaliar movimento de marcha na</p><p>deambulação (se o paciente puder</p><p>deambular).</p><p>Inspeção:</p><p>IMAGEM FONTE: sanarmed.coml</p><p>SINAIS DE IRRITAÇÃO MENÍNGEA</p><p>32</p><p>Kerning: Quadro de dor e resistência ao</p><p>flexionar os membros inferiores nas</p><p>articulações coxo-femurais e nos joelhos,</p><p>mantendo ângulo de 90°.</p><p>Brudzinski: Inferiores após flexão do pescoço.</p><p>33</p><p>Os sinais vitais (SSVV) são indicadores do estado</p><p>de saúde geral e da garantia das funções</p><p>circulatórias, respiratória, neural e endócrina do</p><p>corpo.</p><p>OS SINAIS VITAIS SÃO:</p><p>Temperatura corporal</p><p>Frequência cardíaca (pulso)</p><p>Frequência respiratória</p><p>Pressão arterial</p><p>Importante ressaltar que, algumas literaturas</p><p>adicionam a dor e a saturação de O2 como sinal</p><p>vital.</p><p>IRPM: significa incursões respiratórias por</p><p>minuto;</p><p>BRADIPNEIA: é a frequência respiratória abaixo</p><p>da normalidade.</p><p>TAQUIPNEIA: é a frequência respiratória acima</p><p>da normalidade.</p><p>34</p><p>RN: 30 - 60 irpm</p><p>LACTENTE: 30 - 50 irpm</p><p>2 ANOS: 25 - 32 irpm</p><p>CRIANÇA: 20 - 30 irpm</p><p>ADOLESCENTE: 16 - 20 irpm</p><p>ADULTO: 12 - 20</p><p>Profunda</p><p>Normal</p><p>Superficial</p><p>Amplitude da FR:</p><p>Regular</p><p>Irregular</p><p>Ritmo da FR:</p><p>Frequência Respiratória</p><p>BPM: batimentos por minuto;</p><p>BRADISFIGMIA: frequência de pulso abaixo da</p><p>faixa normal (pulso lento).</p><p>TAQUIPNEIA: frequência de pulso acima da</p><p>faixa normal (pulso acelerado).</p><p>35</p><p>LACTENTE: 90 - 140 bpm</p><p>CRIANÇA PEQUENA: 90 - 140 bpm</p><p>PRÉ-ESCOLAR: 80 - 110 bpm</p><p>IDADE ESCOLAR: 75- 100 bpm</p><p>ADOLESCENTE: 60 - 90 bpm</p><p>ADULTO: 60 - 100 bpm</p><p>Frequência Cardíaca (pulso)</p><p>Cheio</p><p>Fino</p><p>Amplitude da FC:</p><p>Regular</p><p>Irregular</p><p>Ritmo da FC:</p><p>A pressão arterial é medida em milímetros de</p><p>mercúrio (mmHg) e é geralmente expressa como</p><p>dois números:</p><p>36</p><p>Pressão Arterial</p><p>A pressão arterial sistólica (PAS), que é a</p><p>pressão arterial quando o coração se contrai;</p><p>A pressão arterial diastólica (PAD), que é a</p><p>pressão arterial quando o coração está</p><p>relaxado</p><p>37</p><p>NORMAL: 36 - 37,8 °C</p><p>Acima de 37,8°C = febre ou pirexia;</p><p>HIPOTERMIA LEVE: 34 - 36 °C</p><p>HIPOTERMIA MODERADA: 30 - 34 °C</p><p>HIPOTERMIA SEVERA: < 30°C</p><p>Hipotermia: queda significativa e potencialmente</p><p>perigosa na temperatura do corpo.</p><p>Temperatura</p><p>38</p><p>NORMAL: > 94 - 99%</p><p>Obs: para pacientes com doença</p><p>pulmonar obstrutiva crônica</p><p>(DPOC), uma saturação entre 88 -</p><p>92% é aceitável.</p><p>Tudo irá depender da avaliação</p><p>clínica.</p><p>Índice de Massa Corpórea</p><p>(IMC)</p><p>O IMC (Índice de Massa Corporal) é uma medida</p><p>que relaciona o peso e a altura de uma pessoa</p><p>para avaliar se ela está dentro de uma faixa</p><p>considerada saudável. É amplamente utilizado</p><p>como uma ferramenta de triagem para identificar</p><p>a obesidade e o sobrepeso.</p><p>Saturação de O2</p><p>Abaixo do peso: IMC abaixo de 18,5</p><p>Peso normal: IMC entre 18,5</p><p>e 24,9</p><p>Sobrepeso: IMC entre 25 e 29,9</p><p>Obesidade grau I: IMC entre 30 e 34,9</p><p>Obesidade grau II: IMC entre 35 e 39,9</p><p>Obesidade grau III (obesidade mórbida): IMC</p><p>igual ou superior a 40.</p><p>39</p><p>FÓRMULA</p><p>PESO (kg)</p><p>ALTURA (m)²</p><p>Os resultados do IMC são interpretados em</p><p>categorias, que podem indicar diferentes faixas</p><p>de peso e risco para a saúde. As categorias</p><p>comuns são:</p><p>Lembrando que o IMC é apenas uma medida</p><p>geral e não leva em consideração outros</p><p>fatores como a composição corporal, a</p><p>proporção de massa muscular e a distribuição</p><p>de gordura. Para uma avaliação completa da</p><p>saúde, é recomendado procurar um profissional</p><p>de saúde, como um médico ou nutricionista,</p><p>que possa considerar esses fatores adicionais.</p><p>Tipos de Febre</p><p>40</p><p>Existem vários tipos de febre, classificados de</p><p>acordo com suas características clínicas e</p><p>causas. Segue alguns dos principais tipos de</p><p>febre:</p><p>Febre intermitente: é caracterizada por</p><p>períodos alternados de febre e temperatura</p><p>normal. Ela pode ocorrer diariamente, a cada</p><p>dois dias ou a cada três dias, dependendo da</p><p>causa subjacente.</p><p>Febre remitente: é semelhante à</p><p>febre intermitente, mas os períodos</p><p>de temperatura normal são menos</p><p>pronunciados. A temperatura</p><p>corporal permanece elevada</p><p>durante todo o curso da doença,</p><p>embora possa flutuar ligeiramente.</p><p>Febre contínua: é caracterizada por uma</p><p>elevação constante da temperatura corporal,</p><p>sem flutuações significativas, durante um</p><p>período prolongado. Pode ocorrer devido a</p><p>uma variedade de condições, como infecções</p><p>bacterianas ou inflamações.</p><p>41</p><p>Febre recorrente: é caracterizada por</p><p>episódios repetidos de febre</p><p>separados por períodos de</p><p>temperatura normal. Cada episódio</p><p>pode durar vários dias e é seguido</p><p>por uma resolução temporária dos</p><p>sintomas.</p><p>Febrícula: é uma febre leve, geralmente abaixo</p><p>de 38°C, e pode ser causada por infecções</p><p>virais, reações alérgicas ou outras condições</p><p>médicas.</p><p>Febre baixa: é uma elevação</p><p>moderada da temperatura corporal,</p><p>geralmente entre 38°C e 38,5°C. Pode</p><p>ser causada por infecções leves,</p><p>inflamações ou resposta</p><p>imunológica a uma doença.</p><p>Hiperpirexia: é um tipo de febre extrema,</p><p>caracterizada por uma temperatura corporal</p><p>acima de 41°C. É uma condição médica grave</p><p>que requer atenção médica imediata, pois</p><p>pode levar a complicações graves.</p><p>42</p><p>EV Endovenosa (veia)</p><p>IA Intraarterial (artéria)</p><p>ID Intradérmica (entre a derme e epiderme)</p><p>IM Intramuscular (músculo)</p><p>IO Intraóssea (cavidade da medula óssea)</p><p>IP Intraperitoneal (cavidade peritoneal)</p><p>IT Intratecal (espinha dorsal)</p><p>SC Subcutânea (camada adiposa)</p><p>SL Sublingual (debaixo da língua)</p><p>T Tópica (sobre o local de ação)</p><p>VO Via oral (boca)</p><p>VR Via retal (região retal)</p><p>V</p><p>V x 60</p><p>43</p><p>GOTAS POR MINUTO</p><p>(ML E HORAS)</p><p>V</p><p>T x 3</p><p>(ml)</p><p>(horas)</p><p>= gotas/min</p><p>MICROGOTAS POR MINUTO</p><p>T</p><p>(ml)</p><p>(horas)</p><p>= mcgts/min</p><p>GOTAS POR MINUTO</p><p>(ML E MINUTOS)</p><p>V x 20</p><p>T</p><p>(ml)</p><p>(minutos)</p><p>= gotas/min</p><p>(ML E HORAS)</p><p>MICROGOTAS POR MINUTO</p><p>T</p><p>(ml)</p><p>(minutos)</p><p>= mcgts/min</p><p>(ML E MINUTOS)</p><p>44</p><p>DOA PARA:</p><p>A+, AB+</p><p>RECEBE DE:</p><p>A+, A-, O+,</p><p>O-</p><p>DOA PARA:</p><p>A+, A-,</p><p>AB+, AB-</p><p>RECEBE DE:</p><p>A-, O-</p><p>DOA PARA:</p><p>B+, AB+</p><p>RECEBE DE:</p><p>B+, B-, O+,</p><p>O-</p><p>DOA PARA:</p><p>B+, B-,</p><p>AB+, AB-</p><p>RECEBE DE:</p><p>B-, O-</p><p>DOA PARA:</p><p>AB+</p><p>RECEBE DE:</p><p>TODOS</p><p>45</p><p>DOA PARA:</p><p>AB+, AB-</p><p>RECEBE DE:</p><p>A-, B-, AB-,</p><p>O-</p><p>DOA PARA:</p><p>A+, B+,</p><p>AB+, O+</p><p>RECEBE DE:</p><p>O+, O-</p><p>DOA PARA:</p><p>TODOS</p><p>RECEBE DE:</p><p>O-</p><p>Glicemia Capilar</p><p>46</p><p>NORMAL EM JEJUM:</p><p>70 a 99 mg/dL</p><p>PRÉ-DIABETES:</p><p>100 a 125 mg/dL</p><p>DIABETES:</p><p>Igual ou superior a 126 mg/dL</p><p>em duas ocasiões diferentes.</p><p>É importante ressaltar que os valores de</p><p>referência podem variar entre os laboratórios e</p><p>em diferentes populações, e que o diagnóstico de</p><p>diabetes deve ser feito com base em critérios</p><p>clínicos e laboratoriais, e não apenas em um</p><p>único resultado de glicemia.</p><p>47</p><p>ASPERSÃO</p><p>Banho de</p><p>chuveiro</p><p>NO LEITO</p><p>Pacientes</p><p>acamados</p><p>IMERSÃO</p><p>Banho de</p><p>banheira</p><p>ABLUÇÃO</p><p>Jogando pequenas</p><p>porções de água</p><p>48</p><p>Vacinas</p><p>VIRAIS</p><p>Tríplice viral</p><p>Febre amarela</p><p>Varicela</p><p>Influenza</p><p>Hepatite A</p><p>Hepatite B</p><p>HPV</p><p>VIP / VOP</p><p>Rotavírus</p><p>Covid-19</p><p>BACTERIANAS</p><p>BCG</p><p>DTP</p><p>DTPa</p><p>Meningocócica B</p><p>Meningocócica C</p><p>Meningocócica</p><p>ACWY</p><p>dT</p><p>Pneumo 10</p><p>Pneumo 23</p><p>Tipos de Anestesia</p><p>GERAL RAQUIDIANA LOCAL BLOQUEIO</p><p>DE NERVO</p><p>49</p><p>FISIOLÓGICO (SF)</p><p>Líquido isotônico que tem 0,9% de NaCl</p><p>em água destilada, ou seja, 0,9 gramas</p><p>de sal a cada 100 de AD.</p><p>Para reposição hídrica em casos de</p><p>desidratação, higienização de</p><p>feridas/nariz, nebulização, entre outros.</p><p>Em excesso pode causar acidose e</p><p>edema.</p><p>GLICOSADO (SG)</p><p>Solução isotônica com 5% de glicose</p><p>diluída em água destilada.</p><p>Hipertônico: 10/25% de glicose - ideal</p><p>para casos de hipoglicemia</p><p>Hipotônico: 2,5% de glicose</p><p>É de fácil e rápida absorção, sendo</p><p>uma ótima fonte de energia, usado</p><p>também em casos de coma alcoólico</p><p>ou de desnutrição excessiva.</p><p>Tipos de Soro</p><p>50</p><p>GLICOFISIOLÓGICO (SGF)</p><p>Repositor de água, calorias e</p><p>eletrólitos, em caso de carência de</p><p>sódio e como diluente para</p><p>medicamentos.</p><p>SG 5% + SF 0,9%</p><p>RINGER LACTATO (SRL)</p><p>Pode ser prescrito junto a solução de</p><p>açúcar, como a dextrose, como fonte</p><p>de calorias, ou junto a medicamentos.</p><p>Também é usado para controlar a</p><p>acidose, principalmente a metabólica.</p><p>Reposição de cloreto de sódio de</p><p>cálcio, de potássio e lactato de sódio.</p><p>Checar se há resposta do</p><p>paciente.</p><p>Checar pulso carotídeo.</p><p>Checar vias aéreas e respiração</p><p>(ações deverão ser feitas</p><p>simultaneamente).</p><p>Solicitar ajuda e carrinho de</p><p>parada.</p><p>Urgência e Emergência</p><p>51</p><p>SUPORTE BÁSICO DE VIDA - PCR</p><p>1° Passo: Avaliação</p><p>2° Passo: RCP</p><p>Iniciar 30 compressões, manter frequência 100</p><p>- 120 compressões/min com profundidade de</p><p>5 - 6cm.</p><p>2 ventilações com ambu a cada 6 segundos</p><p>(não se realiza ventilação caso não se tenha</p><p>ambu ou ventilação definitiva).</p><p>Trocar funções a cada 5 ciclos ou a cada 2</p><p>minutos.</p><p>52</p><p>3° Passo: Utilização do D.E.A</p><p>Abrir, ligar e testar funcionamento.</p><p>Colar as pás.</p><p>Acompanhar os comandos do D.E.A</p><p>Afastar enquanto análise do D.E.A</p><p>CHOCÁVEL: afastar, chocar, reiniciar</p><p>RCP e analisar após 2 min.</p><p>NÃO CHOCÁVEL: reiniciar RCP e</p><p>analisar após 2 min.</p><p>53</p><p>X.A.B.C.D.E DO TRAUMA</p><p>X - Hemorragia: Controle de</p><p>hemorragia externa.</p><p>A - Via aérea: Desobstrução de vias</p><p>aéreas + estabilização de coluna</p><p>cervical.</p><p>B - Respiração: Verificar padrão</p><p>respiratório + ausculta pulmonar.</p><p>O XABCDE é um mnemônico que padroniza o</p><p>atendimento inicial ao paciente politraumatizado.</p><p>Ele define, portanto, as prioridades na abordagem</p><p>ao trauma, no sentido de padronizar o</p><p>atendimento.</p><p>Ou seja, é uma forma rápida e fácil de</p><p>memorizar todos os passos que</p><p>devem ser seguidos com o paciente</p><p>em politrauma.</p><p>54</p><p>C - Circulação: Controle de</p><p>hemorragia + aferição de PA, pulso e</p><p>ausculta cardíaca.</p><p>D - Neurológico: Avaliação primária</p><p>do nível de consciência + Glasgow.</p><p>E - Exposição: Visualização de</p><p>possíveis traumas e hemorragias +</p><p>prevenção de hipotermia.</p><p>TRIAGEM EM MÚLTIPLAS VÍTIMAS</p><p>MÉTODO S.T.A.R.T</p><p>No método START, as vítimas são classificadas</p><p>pelo estado de gravidade e cada categoria utiliza</p><p>uma cor para fácil identificação no momento de</p><p>evacuação e transporte da cena.</p><p>Cor vermelha: Atendimento</p><p>imediato e/ou prioridade no</p><p>transporte.</p><p>55</p><p>MÉTODO C.R.A.M.P</p><p>(C)irculação: Avaliação dos</p><p>pulsos.</p><p>(R)espiração: FR +</p><p>estabilidade de tórax e vias</p><p>aéreas.</p><p>Cor verde: Terceira prioridade.</p><p>Vítima deambulando, com</p><p>lesões menores e que não</p><p>apresentem risco de morte.</p><p>Cor Preta: Prioridade zero.</p><p>Vítima considerada em óbito</p><p>em situações com grande</p><p>dificuldade de reanimação.</p><p>Cor amarela: Atendimento</p><p>rápido mas em segunda</p><p>prioridade.</p><p>56</p><p>(A)bdome: Presença de</p><p>trauma.</p><p>(M)otor: Resposta motora</p><p>normal ou dolorosa.</p><p>(P)alavra: Resposta verbal.</p><p>Queimaduras</p><p>57</p><p>É considerada queimadura toda lesão causada</p><p>por agentes externos sobre o revestimento do</p><p>corpo, podendo destruir desde a pele até tecidos</p><p>mais profundos, como ossos e órgãos.</p><p>Podem ser classificadas:</p><p>QUANTO À PROFUNDIDADE</p><p>1º grau: atinge a epiderme</p><p>(camada superficial da pele).</p><p>Apresentação com</p><p>vermelhidão sem bolhas e</p><p>discreto inchaço local. A</p><p>dor</p><p>está presente;</p><p>2º grau: atinge a epiderme e</p><p>parte da derme (2ª camada</p><p>da pele). Há presença de</p><p>bolhas e a dor é acentuada;</p><p>58</p><p>QUANTO À EXTENSÃO</p><p>3º grau: atinge todas as</p><p>camadas da pele, músculos</p><p>e ossos. Ocorre necrose da</p><p>pele (morte do tecido), que</p><p>se apresenta com cor</p><p>esbranquiçada ou escura. A</p><p>dor é ausente, devido à</p><p>profundidade da</p><p>queimadura, que lesa todas</p><p>as terminações nervosas</p><p>responsáveis pela condução</p><p>da sensação de dor.</p><p>Leves (ou "pequeno queimado"): atingem</p><p>menos de 10% da superfície corporal;</p><p>Médias (ou "médio queimado"): atingem de</p><p>10% a 20% da superfície corporal;</p><p>Graves (ou "grande queimado"): atingem</p><p>mais de 20% da área corporal;</p><p>A extensão de uma queimadura é representada</p><p>em porcentagem da área corporal queimada.</p><p>59</p><p>REGRA DOS NOVE</p><p>Duas regras podem ser utilizadas para "medir" a</p><p>extensão da queimadura:</p><p>É atribuído, a cada segmento corporal, o valor</p><p>nove (ou múltiplo dele).</p><p>IMAGEM FONTE: Professor Rômulo Passos</p><p>60</p><p>REGRA DA PALMA DA MÃO</p><p>Geralmente a palma da mão de um indivíduo</p><p>representa 1% de sua superfície corporal.</p><p>Assim, pode ser estimada a extensão de uma</p><p>queimadura, calculando-se o “número de</p><p>palmas”.</p><p>CLASSIFICAÇÃO DAS CAUSAS DE QUEIMADURAS</p><p>Agentes físicos:</p><p>Térmicos: líquidos quentes,</p><p>gordura quente, ferro quente,</p><p>vapor e através do fogo;</p><p>Elétricas: corrente de baixa</p><p>voltagem (eletrodomésticos),</p><p>alta tensão e raio;</p><p>Radiantes: resultam da</p><p>exposição à luz solar ou fontes</p><p>nucleares.</p><p>61</p><p>Agentes químicos:</p><p>Substâncias químicas</p><p>industriais, produtos de uso</p><p>doméstico, como solventes,</p><p>soda cáustica, alvejantes ou</p><p>qualquer ácido ou álcalis.</p><p>Agentes biológicos:</p><p>Seres vivos: como por</p><p>exemplos, taturanas, “água</p><p>viva”, urtiga.</p><p>62</p><p>O carrinho de emergência é essencial para um</p><p>atendimento de qualidade no atendimento de</p><p>emergências médicas. É muito importante que o</p><p>mesmo esteja sempre completo para garantir o</p><p>atendimento, seguindo a lista padrão.</p><p>A montagem, conferência,</p><p>organização e reposição dos</p><p>materiais do carrinho de</p><p>responsabilidade do ENFERMEIRO,</p><p>pois este profissional tem como</p><p>atribuição realizar a assistência</p><p>direta ao paciente e a administração</p><p>de recursos humanos e materiais.</p><p>63</p><p>A organização dos fármacos e dos materiais</p><p>devem ser adaptáveis às características</p><p>específicas de cada unidade de saúde, sempre</p><p>considerando a facilidade de acesso rápido e</p><p>menor probabilidade de erro.</p><p>Segue um exemplo de organização:</p><p>COMPOSIÇÃO:</p><p>GAVETA 1</p><p>Medicamentos mais utilizados nas</p><p>emergências (organizados, de preferência em</p><p>ordem alfabética) e seus diluentes.</p><p>Para diluição:</p><p>– ABD Ampola com 5ml;</p><p>– ABD Ampola com 10ml;</p><p>– Cloreto de sódio – ampola de 10ml a 20%.</p><p>GAVETA 2</p><p>Kit de intubação e traqueostomia de</p><p>emergência, materiais de punção e sondas.</p><p>64</p><p>Exemplos:</p><p>– Agulhas 25 x 7 e 40 x 12</p><p>– Agulhas 40 x 12</p><p>– Jelco nº 18, 20 e 22</p><p>– Scalp nº 19, 21 e 23</p><p>– Cateteres Subclávia nº 16</p><p>– Equipo Macrogotas</p><p>– Equipo Microgotas</p><p>– Sonda uretral nº 8,12 e 16</p><p>– Sonda Nasogástrica nº 12 e 16</p><p>– Lâminas de Bisturi</p><p>– Naylon</p><p>– Seringas de 1, 3, 5, 10 e 20 ml</p><p>– Three Way (torneira de 3 vias)</p><p>– Xilocaína Geléia</p><p>GAVETA 3</p><p>Materiais de intubação e para aspiração de</p><p>secreções.</p><p>Soro glicosado</p><p>Exemplos:</p><p>– Bicarbonato de Sódio 5%</p><p>– Eletrodos</p><p>– Luvas Cirúrgicas</p><p>– Tubo nº 7,0; 7,5; 8,0; 8,5 e 9,0.</p><p>Exemplos:</p><p>– Ambu</p><p>– Cânula de Guedel</p><p>– Tubo</p><p>– Guia de tubo</p><p>– Lâmina para laringo de variados tipos</p><p>– Laringoscópio</p><p>– Látex</p><p>– Máscara e óculos para proteção</p><p>– Umidificador</p><p>65</p><p>GAVETA 4</p><p>Materiais e todos os tipos de soro!</p><p>Contendo o fisiológico, glicosado, ringer lactato,</p><p>manitol e voluven.</p><p>66</p><p>Ácido Acetilsalicílico:</p><p>Antitérmico, indicado para dor de cabeça, dor de</p><p>dente, dor de garganta, dor muscular e articular.</p><p>Também funciona como um antiagregante</p><p>plaquetário, muito utilizado em suspeitas de IAM.</p><p>Adenosina:</p><p>Trata a taquicardia paroxística supraventricular</p><p>(TPSV) ao ritmo sinusal.</p><p>Adrenalina/Epinefrina:</p><p>Aumenta a força de contração cardíaca e a</p><p>frequência cardíaca.</p><p>Aminofilina:</p><p>Dilata os brônquios, vasos pulmonares e também</p><p>as artérias coronárias. Aumenta o débito cardíaco</p><p>e a diurese.</p><p>67</p><p>Amiodarona:</p><p>Antiarrítmico da classe III, trata taquicardia</p><p>ventricular e a fibrilação ventricular.</p><p>Bicarbonato de Sódio:</p><p>Utilizado em situações como acidose metabólica</p><p>e hipercalcemia.</p><p>Cedilanide:</p><p>Utilizado em insuficiência cardíaca congestiva e</p><p>taquicardia paroxística supraventricular.</p><p>Cetamina:</p><p>Utilizado para induzir e manter a anestesia.</p><p>Cloreto de Potássio:</p><p>Utilizado para o tratamento e prevenção da</p><p>hipocalemia e para a reposição de potássio no</p><p>organismo.</p><p>Diazepam:</p><p>Sedativo, ansiolítico e anticonvulsivante.</p><p>68</p><p>Dinitrato de Isossorbida:</p><p>Utilizado no tratamento da angina, edema agudo</p><p>de pulmão e insuficiência cardíaca congestiva.</p><p>Dobutamina:</p><p>Atua nos receptores beta-1 do coração,</p><p>aumentando a força de contração do músculo</p><p>cardíaco.</p><p>Dopamina:</p><p>Aumenta o débito cardíaco, é um vasodilatador</p><p>renal.</p><p>Esmolol:</p><p>Indicado para o controle rápido da frequência</p><p>ventricular em pacientes com fibrilação atrial ou</p><p>flutter atrial.</p><p>Etomidato:</p><p>Hipnótico intravenoso, indicado para indução da</p><p>anestesia geral.</p><p>Fenitoína:</p><p>Indicado para crises convulsivas.</p><p>69</p><p>Flumazenil:</p><p>Interrompe o efeito dos medicamentos</p><p>benzodiazepínicos no organismo, sendo por isso</p><p>muito usado para parar o efeito da anestesia</p><p>geral.</p><p>Furosemida:</p><p>Usado para tratar a retenção de líquidos e</p><p>edemas.</p><p>Haldol / Haloperidol:</p><p>Antipsicótico, ajuda a controlar alucinações.</p><p>Hidrocortisona:</p><p>Alivia as manifestações inflamatórias.</p><p>Isordil:</p><p>Indicado na prevenção da dor isquêmica</p><p>cardíaca (angina) e na insuficiência cardíaca</p><p>congestiva aguda e crônica.</p><p>Lidocaína:</p><p>Usado na fibrilação ventricular e na taquicardia</p><p>ventricular sem pulso.</p><p>70</p><p>Midazolam</p><p>É um agente indutor do sono, sedativo e</p><p>anticonvulsivante.</p><p>Narcan:</p><p>Medicamento que contém Naloxona, uma</p><p>substância que é capaz de anular os efeitos de</p><p>drogas opioides no organismo especialmente</p><p>durante episódios de overdose.</p><p>Nitroglicerina:</p><p>Controle de insuficiência cardíaca congestiva, no</p><p>ajuste do infarto agudo do miocárdio, para o</p><p>tratamento de angina pectoris.</p><p>Nitroprussiato de Sódio:</p><p>Vasodilatador usado em pacientes em situações</p><p>de emergência hipertensiva.</p><p>Prometazina / Fenergan</p><p>Indicado no tratamento dos sintomas das</p><p>reações anafiláticas e alergias.</p><p>Propofol:</p><p>Para indução e manutenção de anestesia geral.</p><p>71</p><p>Sulfato de Magnésio:</p><p>Anticonvulsivante.</p><p>Suxametônio:</p><p>Indicado como adjuvante da anestesia geral para</p><p>facilitar a intubação traqueal e proporcionar</p><p>relaxamento músculo esquelético durante a</p><p>cirurgia ou ventilação mecânica.</p><p>Vasopressina:</p><p>Utilizado na fibrilação ventricular ou taquicardia</p><p>ventricular e no tratamento de distensão</p><p>abdominal.</p><p>72</p><p>Estágio 1</p><p>Pele intacta com vermelhidão.</p><p>Estágio 2</p><p>Perda parcial e superficial de epiderme e derme.</p><p>Se apresenta com bolhas.</p><p>73</p><p>IMAGEM FONTE: Professor Rômulo Passos</p><p>Estágio 3</p><p>Perda total de tecido, com visualização de</p><p>camada subcutânea, sem exposição óssea.</p><p>Estágio 4</p><p>Perda total de tecido, com exposição de ossos,</p><p>tendões e músculos.</p><p>Estágio Não Classificado</p><p>Perda total de tecido com presença de esfacelo</p><p>e/ou escaras no leito da ferida.</p><p>Etiologia de Feridas</p><p>74</p><p>Contusa</p><p>Produzida por força irregular, que não rompe a</p><p>pele.</p><p>Escoriação</p><p>Atrito com superfície áspera.</p><p>Iatrogênica</p><p>Secundárias a procedimentos ou tratamentos</p><p>como radioterapia.</p><p>Incisa</p><p>Por um instrumento afiado. Corte limpo.</p><p>Lacerada</p><p>Bordas irregulares, como: arame farpado, vidro,</p><p>etc.</p><p>Patológica</p><p>Úlceras venosas, arteriais, úlceras por pressão,</p><p>úlceras crônicas, etc.</p><p>Penetrante</p><p>Por armas de fogo.</p><p>Perfurante</p><p>Por um instrumento pontiagudo.</p><p>Queimadura</p><p>Lesão de origem térmica, química, elétrica ou</p><p>radioativa.</p><p>Tipos de Curativo</p><p>75</p><p>Curativo Compressivo</p><p>É utilizado para exercer pressão controlada em</p><p>uma ferida ou área afetada. Ajuda no controle de</p><p>sangramento, a promover a cicatrização e reduzir</p><p>o inchaço. Geralmente é usado em feridas que</p><p>têm potencial de sangramento excessivo, como</p><p>feridas cirúrgicas,</p><p>úlceras de perna, feridas</p><p>arteriais ou feridas traumáticas.</p><p>Curativo Oclusivo</p><p>Cria um ambiente úmido e protegido para a</p><p>ferida, o que pode beneficiar a cicatrização. Atua</p><p>como barreira contra a entrada de</p><p>microrganismos, sujeira e líquidos externos,</p><p>reduzindo o risco de infecção e minimizando a</p><p>perturbação da ferida durante o processo de</p><p>cicatrização. Evita a perda excessiva de umidade</p><p>da ferida, o que ajuda a manter o ambiente</p><p>úmido, favorecendo a regeneração celular e a</p><p>formação de tecido de granulação.</p><p>76</p><p>Curativo Semi Oclusivo</p><p>Cobre e protege a ferida, fornecendo um</p><p>ambiente úmido e controlado para promover a</p><p>cicatrização. Utiliza materiais que permitem a</p><p>passagem parcial de ar e vapor de água, como</p><p>filmes transparentes de poliuretano ou</p><p>hidrocoloides.</p><p>Cria uma barreira contra contaminação externa,</p><p>enquanto permite que o vapor de água escape da</p><p>ferida, reduzindo o risco de infecção e mantém a</p><p>ferida em um ambiente úmido favorável ao</p><p>processo de cicatrização.</p><p>Curativo Aberto</p><p>Tratamento em que a ferida é deixada exposta ao</p><p>ar, sem a aplicação de um curativo ou cobertura.</p><p>Nesse caso, o objetivo é permitir que a ferida se</p><p>cure naturalmente, sem intervenção adicional,</p><p>onde não há necessidade de serem ocluídos.</p><p>Exemplo: feridas superficiais, pequenas</p><p>lacerações ou arranhões que não apresentem</p><p>risco significativo de infecção ou outros</p><p>problemas.</p><p>Tipos de Coberturas</p><p>Carvão Ativado com Prata</p><p>Indicações:</p><p>Feridas fétidas, exsudativas e</p><p>infectadas. O carvão absorve o</p><p>exsudato e diminui o odor.</p><p>A prata tem efeito</p><p>bacteriostático.</p><p>Feridas abertas, exsudativas,</p><p>cavitárias e sangrantes.</p><p>Composto por fibras de algas</p><p>marinhas marrom com cálcio.</p><p>Promove a hemostasia,</p><p>absorve o exsudato e promove</p><p>o desbridamento autolítico.</p><p>77</p><p>Alginato de Cálcio</p><p>Indicações:</p><p>78</p><p>Hidrocolóide</p><p>Indicações:</p><p>Proteção de proeminências</p><p>ósseas e ferida com lesão parcial</p><p>de pele. É constituído por um</p><p>polímero de poliuretano</p><p>semipermeável e</p><p>carboximetilcelulose gelatina e</p><p>pectina.</p><p>Absorve pequeno volume de</p><p>exsudato e mantém o meio</p><p>úmido.</p><p>Filme Transparente</p><p>Indicações:</p><p>Visualização do leito da ferida</p><p>superficial sem exsudato e</p><p>doadores de enxerto.</p><p>Composição: Polímero de</p><p>poliuretano.</p><p>Mantém o meio úmido e</p><p>possibilita uma menor troca de</p><p>curativos.</p><p>79</p><p>Colagenase</p><p>Indicações:</p><p>Desbridamento enzimático</p><p>de feridas com tecidos</p><p>necróticos secos e bem</p><p>aderidos ao leito.</p><p>Hidrogel</p><p>Indicações:</p><p>Queimaduras e feridas com</p><p>tecido desvitalizados</p><p>(esfacelo e necrose úmida).</p><p>Mantém o meio úmido,</p><p>possibilita o desbridamento</p><p>autolítico.</p><p>Sulfadiazina de Prata 1%</p><p>Indicações:</p><p>80</p><p>Queimaduras e feridas</p><p>com infecção.</p><p>Aquacel</p><p>Indicações:</p><p>É indicado para tratamento</p><p>de queimaduras, úlceras,</p><p>feridas cirúrgicas.</p><p>Forma um gel macio que</p><p>interage com o exsudato da</p><p>ferida, mantendo o meio</p><p>úmido ideal para</p><p>cicatrização e</p><p>desbridamento autolítico.</p><p>Tipos de Exsudato</p><p>81</p><p>SEROSO</p><p>Plasmático, aquoso, claro,</p><p>transparente. Presente em lesões</p><p>limpas.</p><p>Geralmente, surge nas fases de</p><p>desenvolvimento de reações</p><p>inflamatórias agudas. Também</p><p>pode ser encontrado nos</p><p>estágios precoces de infecção</p><p>bacteriana.</p><p>PURULENTO</p><p>Espesso, grosso, é resultado de</p><p>leucócitos e microrganismos</p><p>vivos ou mortos.</p><p>Com coloração amarelada,</p><p>esverdeada, marrom e poder</p><p>apresentar odor fétido.</p><p>Geralmente, indica a presença</p><p>de infecções.</p><p>82</p><p>SANGUINOLENTO</p><p>Vermelho vivo, indica</p><p>extravasamento de sangue</p><p>ativo.</p><p>Aspecto pálido, vermelho,</p><p>aquoso.</p><p>Com tom vermelho claro ou</p><p>rosado, é a mistura dos</p><p>exsudatos seroso e</p><p>sanguinolento.</p><p>SEROSANGUINOLENTO</p><p>83</p><p>Para calcular, deve-se contar o número de dias a</p><p>partir da data da última menstruação (DUM) ou</p><p>ultrassonografia obstétrica até a data da</p><p>consulta.</p><p>O resultado é dividido por 7, referente aos dias da</p><p>semana.</p><p>Fórmula</p><p>DUM ou USG (em</p><p>dias)</p><p>+</p><p>Data da consulta</p><p>7</p><p>Número de semanas</p><p>gestacionais=</p><p>Obstetrícia</p><p>CÁLCULO DE IDADE GESTACIONAL (IG)</p><p>84</p><p>DATA PROVÁVEL DE PARTO (DPP)</p><p>Data da DUM ou USG obstétrica.</p><p>Identificar o mês:</p><p>Para janeiro, fevereiro e março: soma-se 7 aos</p><p>dias e soma-se 9 ao mês. O ano permanece igual.</p><p>Para os demais meses: soma-se 7 aos dias,</p><p>subtrai 3 ao mês e soma-se 1 ao ano.</p><p>Regra de Naegele</p><p>FREQUÊNCIA DAS CONSULTAS DE PRÉ-NATAL</p><p>Até a 28° semana: mensais</p><p>de 28° a 36° semanas: quinzenais</p><p>Após 36° semanas: semanais</p><p>ROTINA DA CONSULTA</p><p>1- Pesar</p><p>2- Aferir pressão arterial</p><p>3- Exame das mamas</p><p>4- Pesquisar edemas (pernas, face e região</p><p>lombar)</p><p>5- Palpação obstétrica</p><p>6- Medir altura uterina</p><p>7- Registrar a movimentação fetal</p><p>85</p><p>ALTURA UTERINA</p><p>Técnica de palpação: Mede-se da sínfise púbica</p><p>até a ponta mais alta do fundo uterino.</p><p>Número de semanas é</p><p>proporcional à altura uterina em</p><p>cm (com tolerância de 2cm para</p><p>mais ou para menos).</p><p>8- Ausculta cardiofetal (após 12 semanas)</p><p>9- Apresentação fetal (em especial após 36</p><p>semanas)</p><p>10- Refazer a classificação de risco gestacional.</p><p>86</p><p>TRIMESTRES GESTACIONAIS</p><p>IMAGEM FONTE: BabyHome</p><p>EXAMES LABORATORIAIS TRIMESTRAIS NA</p><p>GESTAÇÃO</p><p>1° TRIMESTRE:</p><p>Teste rápido para HIV, Sífilis e Hepatites B e C.</p><p>Hemograma completo</p><p>Tipagem sanguínea</p><p>Glicemia em jejum</p><p>Sumário de urina e urocultura</p><p>Parasitolófico de fezes</p><p>Toxoplasmose (IgM e IgG)</p><p>87</p><p>HBSAg e Anti HBC</p><p>TSH</p><p>HTLV</p><p>Citomegalovírus (IgG e IgM)</p><p>2° TRIMESTRE:</p><p>Teste rápido para sífilis</p><p>Toxoplasmose</p><p>Citomegalovírus</p><p>Glicemia em jejum</p><p>Sumário de urina e urocultura</p><p>Coombs indireto (se Rh negativo)</p><p>3° TRIMESTRE:</p><p>Teste rápido para HIV, Sífilis e Hepatites B e C.</p><p>Hemograma completo</p><p>Urocultura e sumário de urina</p><p>Cultura de Streptococcus Agalactiae</p><p>PRESCRIÇÃO PARA GESTANTES</p><p>Sulfato ferroso: 40mg por dia. Tomar 40</p><p>minutos antes do almoço.</p><p>Ácido fólico: 0,2 mg/ml - 40 gotas por dia.</p><p>Hipertensão crônica preexistente: É quando a</p><p>mulher já apresenta pressão arterial elevada</p><p>antes da gravidez ou antes das 20 semanas de</p><p>gestação. Geralmente, requer tratamento e</p><p>monitoramento adequados durante a</p><p>gestação para evitar complicações tanto para</p><p>a mãe quanto para o feto.</p><p>Hipertensão gestacional: É uma condição em</p><p>que a mulher desenvolve hipertensão após as</p><p>20 semanas de gestação, sem a presença de</p><p>proteína na urina. Geralmente, a pressão</p><p>arterial retorna ao normal após o parto, e a</p><p>maioria das mulheres não apresenta</p><p>complicações graves. No entanto, é</p><p>importante monitorar de perto a pressão</p><p>arterial e a saúde da mãe e do bebê.</p><p>88</p><p>HIPERTENSÃO NA GESTAÇÃO</p><p>A hipertensão na gestação refere-se ao aumento</p><p>da pressão arterial durante a gravidez.</p><p>Existem diferentes tipos de hipertensão</p><p>relacionados à gestação:</p><p>Pré-eclâmpsia: É uma condição caracterizada</p><p>por pressão arterial elevada (geralmente após</p><p>as 20 semanas de gestação) e presença de</p><p>proteína na urina (proteinúria). Pode afetar</p><p>vários órgãos, como fígado, rins e placenta. A</p><p>pré-eclâmpsia requer monitoramento e</p><p>tratamento cuidadosos, pois pode levar a</p><p>complicações graves, como restrição de</p><p>crescimento fetal, descolamento prematuro</p><p>da placenta e pré-eclâmpsia grave.</p><p>Eclâmpsia: É uma forma grave de pré-</p><p>eclâmpsia que envolve convulsões. É uma</p><p>condição rara, mas extremamente perigosa</p><p>para a mãe e o bebê. O tratamento urgente é</p><p>necessário para controlar as convulsões e</p><p>proteger a vida da mãe e do feto.</p><p>89</p><p>Obesidade</p><p>Histórico familiar de diabetes</p><p>Idade avançada</p><p>Gestações anteriores com diabetes</p><p>gestacional</p><p>Ter dado à luz um bebê com peso elevado.</p><p>Algumas mulheres têm fatores de risco</p><p>maiores para o desenvolvimento de diabetes</p><p>gestacional, como:</p><p>No entanto, qualquer mulher grávida pode</p><p>desenvolver essa condição. O diabetes</p><p>gestacional precisa ser monitorado e controlado</p><p>para evitar complicações tanto para a mãe</p><p>quanto para o bebê.</p><p>90</p><p>DIABETES GESTACIONAL</p><p>O diabetes gestacional é uma condição em que</p><p>os níveis de glicose no sangue se elevam durante</p><p>a gravidez em mulheres que não tinham diabetes</p><p>antes da gestação.</p><p>Geralmente ocorre por volta do</p><p>segundo ou terceiro trimestre da</p><p>gravidez e é causado por mudanças</p><p>hormonais e pelo aumento da</p><p>resistência à insulina.</p><p>Desenvolvimento de pré-eclâmpsia.</p><p>Maior chance de cesariana devido a</p><p>complicações no parto.</p><p>Maior risco de desenvolver diabetes tipo 2</p><p>posteriormente na vida.</p><p>Macrossomia (bebê com peso excessivo ao</p><p>nascer), o que pode aumentar o risco de</p><p>complicações no parto, como distocia de</p><p>ombro.</p><p>Hipoglicemia neonatal (baixo nível de açúcar</p><p>no sangue) após o nascimento.</p><p>Maior risco de desenvolver obesidade e</p><p>diabetes tipo 2 posteriormente na vida.</p><p>Riscos para a mãe:</p><p>Riscos para o bebê:</p><p>91</p><p>Alguns dos riscos associados ao diabetes</p><p>gestacional incluem:</p><p>Por critérios da OMS, considera-se uma glicemia</p><p>de jejum ≥ 110 mg/dl e/ou uma glicemia 2 horas</p><p>após a ingestão de glicose ≥ 140 mg/dl sugestivo</p><p>ao diagnóstico de diabetes gestacional (critérios</p><p>da OMS). É necessário acompanhamento médico</p><p>do caso para confirmação do diagnóstico .</p><p>O diagnóstico é feito por meio de exames</p><p>de triagem de glicose, que podem envolver</p><p>o teste de tolerância à glicose oral (TTOG).</p><p>Fase latente: Nessa fase inicial, as contrações</p><p>uterinas são geralmente irregulares e de baixa</p><p>intensidade. O colo do útero começa a dilatar</p><p>lentamente, abrindo-se até cerca de 3-4</p><p>centímetros.</p><p>Fase ativa: Nesta fase, as contrações tornam-</p><p>se mais regulares, fortes e frequentes. O colo</p><p>do útero continua a dilatar-se rapidamente,</p><p>atingindo cerca de 7-8 centímetros de</p><p>abertura. É comum a mulher sentir uma forte</p><p>pressão pélvica.</p><p>Fase de transição: É a última fase do período</p><p>de dilatação. As contrações são intensas e</p><p>92</p><p>PERÍODOS DO PARTO</p><p>Dilatação:</p><p>O período de dilatação é a fase inicial</p><p>do trabalho de parto. Durante esse</p><p>período, o colo do útero começa a se</p><p>abrir e afinar, permitindo a passagem</p><p>do bebê pelo canal de parto.</p><p>Ele é dividido em três fases:</p><p>93</p><p>ocorrem com frequência regular. O colo do útero</p><p>dilata-se completamente, atingindo 10</p><p>centímetros. A mulher pode experimentar</p><p>sentimentos de exaustão, irritabilidade e náuseas.</p><p>Expulsivo:</p><p>O período expulsivo é quando ocorre a</p><p>expulsão efetiva do bebê através do</p><p>canal de parto. Durante esse período,</p><p>a mulher sente uma vontade intensa</p><p>de fazer força.</p><p>Algumas características do período</p><p>expulsivo incluem:</p><p>A coroação: Quando a cabeça do bebê</p><p>começa a aparecer na abertura vaginal. O</p><p>períneo (tecido entre a vagina e o ânus) pode</p><p>se esticar para permitir a passagem da</p><p>cabeça.</p><p>O nascimento: A cabeça do bebê emerge</p><p>completamente, seguida pelo restante do</p><p>corpo. Nesse momento, ocorre o nascimento</p><p>do bebê.</p><p>94</p><p>Dequitação:</p><p>O período de dequitação é o período</p><p>após o nascimento do bebê, quando</p><p>ocorre a expulsão da placenta e dos</p><p>anexos fetais. É uma fase mais</p><p>tranquila e menos intensa do que as</p><p>anteriores.</p><p>O útero continua a contrair-se para</p><p>ajudar a desalojar a placenta, que é</p><p>então eliminada do corpo.</p><p>Período de Greenberg ou quarto período:</p><p>Esse período ocorre após a</p><p>expulsão da placenta e</p><p>compreende as primeiras horas</p><p>após o nascimento do bebê.</p><p>Durante o quarto período, o útero continua a se</p><p>contrair para ajudar a reduzir o risco de</p><p>sangramento excessivo. A mãe pode</p><p>experimentar cólicas uterinas e perda de sangue</p><p>vaginal, chamada de lóquios. É importante</p><p>monitorar a quantidade e a aparência dos lóquios</p><p>para garantir que não haja complicações, como</p><p>hemorragia pós-parto.</p><p>Secar o RN e colocá-lo em campo estéril e</p><p>aquecido sob calor radiante.</p><p>Se necessário aspirar vias aéreas.</p><p>Clampeamento do cordão umbilical.</p><p>Realizar a credeização: Nitrato de prata a 1%, 1</p><p>gota em cada olho.</p><p>Identificar RN com braçadeira com nome da</p><p>mãe no tornozelo.</p><p>Administrar vitamina K: 1mg por via IM.</p><p>Mensurar altura, perímetros e peso ao nascer.</p><p>95</p><p>CUIDADOS IMEDIATOS E MEDIATOS AO RN</p><p>Peso</p><p>Comprimento</p><p>Icterícia</p><p>Edema</p><p>Perímetro cefálico e torácico</p><p>Tocotraumatismo (lesões causadas em</p><p>decorrência do trabalho de parto)</p><p>Pele</p><p>Dados vitais</p><p>Malformações</p><p>Cor</p><p>96</p><p>GERAL:</p><p>NEUROLÓGICO:</p><p>Postura, reação ao ser despido</p><p>Tônus ativo e passivo</p><p>Estado de consciência e alerta</p><p>Reflexos primitivos</p><p>Torcicolo congênito</p><p>Postura</p><p>Atividade</p><p>97</p><p>Características do choro</p><p>Movimentos de braços e pernas</p><p>CABEÇA:</p><p>Conformação e contorno da cabeça</p><p>Fontanelas</p><p>Suturas</p><p>Bossas, céfalo-hematoma</p><p>Craniotabes</p><p>Marca de fórceps</p><p>Paralisia facial</p><p>Olhos</p><p>Ouvidos</p><p>Nariz</p><p>Boca</p><p>ABDÔMEN:</p><p>Volume, tensão</p><p>Coto umbilical</p><p>Salivação excessiva</p><p>Dor ou sensibilidade</p><p>Alças intestinais distendidas</p><p>Rins ou bexiga palpáveis</p><p>Diástase dos retos</p><p>Peristaltismo</p><p>98</p><p>Massas palpáveis</p><p>Anomalias</p><p>Hérnias</p><p>Baço</p><p>Fígado</p><p>Frequência cardíaca</p><p>Pulsos</p><p>Íctus e impulsões</p><p>Sopros</p><p>Arritmias</p><p>Pressão arterial</p><p>Pressão periférica</p><p>Bulhas</p><p>CARDIOVASCULAR:</p><p>RESPIRATÓRIO:</p><p>Frequência respiratória</p><p>Expansibilidade</p><p>Apneia</p><p>Ruídos adventícios</p><p>Gemido expiratório</p><p>Estridor inspiratório</p><p>Batimento de aletas nasais</p><p>Balanço toracoabdominal</p><p>Padrão respiratório</p><p>99</p><p>Sons respiratórios</p><p>Retrações intercostais, subdiafragmática,</p><p>xifoidea, fúrcula</p><p>EXTREMIDADE E DORSO:</p><p>Malformações</p><p>Limitações articulares</p><p>Tocotraumatismos</p><p>Mielomeningocele</p><p>Anomalias da coluna</p><p>GENITÁLIA E ÂNUS:</p><p>Características sexuais</p><p>Hipospádia, epispádia</p><p>Hidrocele</p><p>Secreção vaginal</p><p>Perviedade vaginal</p><p>Testículos na bolsa</p><p>Perviedade anal</p><p>Feito entre o 2° e 5° dia de vida</p><p>Detecta: Fenilcetonúria, Hipotireoidismo</p><p>Congênito, Doença Falciforme e outras</p><p>hemoglobinopatias, Fibrose Cística,</p><p>Hiperplasia Adrenal Congênita e</p><p>Deficiência de Biotinidase.</p><p>Realizado com o objetivo de diagnosticar e</p><p>indicar tratamento precoce para possíveis</p><p>problemas provocados pela limitação dos</p><p>movimentos da língua.</p><p>Analisa se tem alteração no frênulo.</p><p>Mede a oxigenação e batimentos</p><p>cardíacos do RN para diagnosticar</p><p>possíveis alterações congênitas.</p><p>Realizado nas primeiras 24h ou 48h de</p><p>vida.</p><p>Teste do pezinho:</p><p>Teste da Linguinha:</p><p>Teste da orelhinha:</p><p>Auxilia na identificação de problemas</p><p>auditivos.</p><p>Teste do coraçãozinho:</p><p>100</p><p>EXAMES PARA O RN</p><p>Neonatal</p><p>Lactente</p><p>Criança pequena</p><p>Pré-escolar</p><p>Escolar</p><p>Pré-puberal</p><p>Adolescente</p><p>População jovem</p><p>1 a 28 dias</p><p>Até 1 ano</p><p>De 1 a 3 anos</p><p>De 3 a 5 anos</p><p>6 a 10 anos</p><p>10 a 12-14 anos</p><p>12 a 18 anos</p><p>10 a 24 anos</p><p>Detecta precocemente uma série de</p><p>doenças oculares, como:</p><p>retinoblastoma, catarata infantil,</p><p>glaucoma ou estrabismo.</p><p>Realizado a partir do 2° dia de vida.</p><p>Teste do olhinho:</p><p>101</p><p>FASES DA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA</p><p>102</p><p>A puérpera deve ser avaliada de forma completa,</p><p>incluindo a história da gestação e do parto</p><p>(relatada e registrada no cartão da gestante e</p><p>sumário de alta), queixas e evolução no puerpério</p><p>e exame clínico completo com ênfase nos dados</p><p>específicos do puérperio listados a seguir:</p><p>MAMAS:</p><p>Trauma, ingurgitamento, mastite,</p><p>hiperemia, calor local, dor, febre,</p><p>calafrios, sensibilidade à</p><p>palpação, pontos de acúmulo de</p><p>leite.</p><p>FERIDA CIRÚRGICA:</p><p>Queixa de dor, aspecto da sutura</p><p>da cesariana, episiorrafia, ou</p><p>sutura de laceração (secreção,</p><p>cicatrização, sinais inflamatórios,</p><p>etc).</p><p>FLAVA (amarelo)</p><p>até o 21° dia</p><p>Presença, volume, cheiro, aspecto e cor.</p><p>Os lóquios tem aspecto avermelhado na</p><p>primeira fase (até o 3º dia) e se tornam</p><p>rosados ou acastanhados com a saída</p><p>do revestimento uterino (4º - 10º dia);</p><p>depois se tornam amarelados e em</p><p>seguida brancos ou serosos.</p><p>103</p><p>LÓQUIOS:</p><p>INVOLUÇÃO UTERINA:</p><p>Palpação uterina (volume e</p><p>sensibilidade). Após duas</p><p>semanas volta a ficar dentro da</p><p>pelve e após 4 semanas tem o</p><p>mesmo tamanho de antes da</p><p>gravidez.</p><p>RUBRA (vermelho)</p><p>até o 3° dia</p><p>FUSCA (castanho)</p><p>até o 10° dia</p><p>ALBA (branco)</p><p>a partir do 21° dia</p><p>Sinais de depressão pós-parto</p><p>(tristeza persistente, choro fácil,</p><p>astenia e desinteresse, etc),</p><p>adaptação ao papel de mãe.</p><p>104</p><p>SINAIS DE HEMORRAGIA:</p><p>Relato verbal de perda (volume,</p><p>aspeto, número de absorventes),</p><p>palidez, fraqueza. Perdas acima de</p><p>500mL de sangue ou causando</p><p>taquicardia, palidez, tonteira,</p><p>hipotensão constituem uma</p><p>emergência obstétrica (causa</p><p>importante de morte materna).</p><p>ASPECTOS HEMOCIONAIS:</p><p>OUTROS:</p><p>Anemia, retorno de menstruação,</p><p>evolução do peso, funcionamento</p><p>intestinal e vesical.</p><p>Preservativo masculino: É uma capa de</p><p>látex ou poliuretano colocada no pênis</p><p>antes da relação sexual para evitar</p><p>que</p><p>o esperma entre no corpo da parceira.</p><p>Preservativo feminino: É um saco de</p><p>poliuretano que reveste o interior da</p><p>vagina, agindo como uma barreira</p><p>para evitar a passagem do esperma.</p><p>Diafragma: É uma espécie de capuz de</p><p>borracha flexível que é inserido na</p><p>vagina e cobre o colo do útero,</p><p>impedindo que os espermatozoides</p><p>cheguem ao útero.</p><p>105</p><p>MÉTODOS CONTRACEPTIVOS</p><p>Existem vários métodos contraceptivos</p><p>disponíveis que ajudam a prevenir a gravidez.</p><p>Alguns desses métodos são mais eficazes do que</p><p>outros, e a escolha do método contraceptivo ideal</p><p>dependerá das necessidades, preferências e</p><p>saúde da pessoa.</p><p>MÉTODOS CONTRACEPTIVOS DE BARREIRA:</p><p>Pílula anticoncepcional: É um</p><p>comprimido oral diário que contém</p><p>hormônios sintéticos para inibir a</p><p>ovulação.</p><p>Adesivo contraceptivo: É um adesivo</p><p>fino que é colado na pele e libera</p><p>hormônios contraceptivos através da</p><p>absorção pela pele.</p><p>Injeção hormonal: Consiste em uma</p><p>injeção intramuscular ou subcutânea</p><p>de hormônios contraceptivos de ação</p><p>prolongada, geralmente administrada</p><p>a cada 1-3 meses.</p><p>Implante contraceptivo: É um</p><p>pequeno dispositivo flexível do</p><p>tamanho de um palito que é inserido</p><p>sob a pele do braço e libera</p><p>gradualmente hormônios</p><p>contraceptivos por vários anos.</p><p>Anel vaginal: É um anel flexível</p><p>inserido na vagina que libera</p><p>hormônios contraceptivos ao longo do</p><p>tempo.</p><p>106</p><p>MÉTODOS HORMONAIS:</p><p>107</p><p>DISPOSITIVOS INTRAUTERINOS (DIUs):</p><p>DIU de cobre: É um dispositivo em</p><p>forma de T inserido no útero que</p><p>contém cobre, que tem propriedades</p><p>espermicidas e impede a fertilização.</p><p>DIU hormonal: É um dispositivo em</p><p>forma de T que libera hormônios</p><p>contraceptivos dentro do útero,</p><p>inibindo a ovulação e tornando o</p><p>ambiente uterino menos propício para</p><p>a gravidez.</p><p>MÉTODOS DE FERTILIDADE CONSCIENTE:</p><p>Método do muco cervical: Envolve a</p><p>observação e registro diário das</p><p>mudanças no muco cervical para</p><p>determinar os dias férteis.</p><p>Método da temperatura basal do</p><p>corpo: Consiste em monitorar a</p><p>temperatura corporal basal</p><p>diariamente para identificar o período</p><p>fértil.</p><p>Método de sintotermal: Combina a</p><p>observação do muco cervical, a</p><p>temperatura basal do corpo e outros</p><p>sinais corporais para determinar a</p><p>fertilidade.</p><p>108</p><p>ESTERILIZAÇÃO:</p><p>Laqueadura tubária (ligadura de</p><p>trompas): É uma cirurgia que fecha ou</p><p>bloqueia as trompas de falópio,</p><p>impedindo a passagem dos óvulos.</p><p>Vasectomia: É uma cirurgia que corta</p><p>ou bloqueia os ductos deferentes,</p><p>impedindo a passagem dos</p><p>espermatozoides.</p><p>É importante ressaltar que nenhum método</p><p>contraceptivo é 100% eficaz na prevenção da</p><p>gravidez</p><p>109</p><p>ESCALA DE MANCHESTER</p><p>IMAGEM FONTE: PasseVIP</p><p>O Protocolo de Manchester consiste em um método</p><p>de classificação de riscos amplamente utilizado no</p><p>mundo para determinar quais são os atendimentos</p><p>prioritários nas unidades de emergência.</p><p>Escalas</p><p>110</p><p>ESCALA DE COMA DE GLASGOW COM AVALIAÇÃO</p><p>PUPILAR</p><p>A Escala de Coma de Glasgow é uma ferramenta</p><p>amplamente utilizada na avaliação do nível de</p><p>consciência de um paciente, especialmente em</p><p>situações de lesões cerebrais, acidentes</p><p>vasculares cerebrais e outras condições</p><p>neurológicas.</p><p>Abertura ocular</p><p>Resposta verbal</p><p>Resposta motora</p><p>Reatividade pupilar.</p><p>Ela é composta por quatro parâmetros principais:</p><p>111</p><p>ESCALA DE APGAR</p><p>IMAGEM FONTE: MãeQueAma</p><p>Para cada grupo é dado o valor correspondente à</p><p>resposta que melhor representa o estado do bebê</p><p>no momento.</p><p>A escala de APGAR, também conhecida como</p><p>índice ou escore APGAR, é um teste feito no</p><p>recém-nascido logo após o nascimento que</p><p>avalia seu estado geral e vitalidade, ajudando a</p><p>identificar se é necessário qualquer tipo de</p><p>tratamento ou cuidado médico extra após o</p><p>nascimento.</p><p>É realizada no primeiro minuto de nascimento e</p><p>repetida novamente 5 minutos após o parto.</p><p>112</p><p>A melhor nota geral está entre 8 e 10, o que</p><p>significa que aquele bebê não passou por asfixia</p><p>perinatal.</p><p>Entre 6 e 7 significa que ele passou por uma</p><p>asfixia leve.</p><p>Entre entre 3 e 5, uma asfixia moderada e, de 0 a</p><p>3, asfixia grave.</p><p>Geralmente, esses bebês nascem em morte</p><p>aparente e precisam passar pelo processo de</p><p>reanimação.</p><p>No final, essa pontuação é somada para obter um</p><p>valor único, que irá variar entre 0 e 10.</p><p>113</p><p>ESCALA DE BRADEN</p><p>Trata-se de um instrumento de avaliação do</p><p>grau de risco de desenvolvimento de lesão por</p><p>pressão em pacientes através da atribuição de</p><p>escores, de acordo com a situação de cada</p><p>paciente.</p><p>IMAGEM FONTE: SanarSaúde</p><p>Observa-se:</p><p>Percepção sensorial: O quanto o paciente</p><p>reage ao desconforto;</p><p>Umidade: Exposição da pele a umidade, como</p><p>incontinências urinárias e intestinais,</p><p>transpiração excessiva, drenagem de feridas e</p><p>infecção;</p><p>114</p><p>Atividade: Nível de atividade física do</p><p>paciente;</p><p>Mobilidade: Capacidade de alterar a posição</p><p>do corpo (move-se sozinho ou precisa de</p><p>ajuda para mudar de posição);</p><p>Nutrição: Se o paciente está aceitando bem a</p><p>dieta oferecida e se alimentando</p><p>adequadamente;</p><p>Fricção e cisalhamento: Resistência do</p><p>paciente sob a superfície da cama ou lençóis.</p><p>Quanto menor a mobilidade do cliente e</p><p>quanto mais ele necessite ser arrastado sob a</p><p>superfície para ser movido, menor será a</p><p>pontuação.</p><p>Registro</p><p>115</p><p>Anotação de Enfermagem Evolução de Enfermagem</p><p>Dados brutos</p><p>Toda a equipe</p><p>Referente a um momento</p><p>Dados pontuais</p><p>Registra uma observação</p><p>Dados analisados</p><p>Privativo do enfermeiro</p><p>Período de 24h</p><p>Dados contextualizados</p><p>Análise de dados</p><p>ADMISSÃO</p><p>Nome completo do paciente, data e hora da</p><p>admissão;</p><p>Procedência do paciente;</p><p>Condições de chegada (deambulando, em</p><p>maca, cadeira de rodas, etc.);</p><p>Nível de consciência: Lucidez/Orientação;</p><p>Presença de acompanhante ou responsável;</p><p>Condições de higiene;</p><p>Presença de lesões prévias e sua localização:</p><p>feridas corto-contusas, hematoma, úlceras de</p><p>pressão ou crônicas, e outras;</p><p>Exemplos:</p><p>116</p><p>Descrever deficiências, se houver;</p><p>Uso de próteses ou órteses, se houver;</p><p>Queixas relacionadas ao motivo da</p><p>internação;</p><p>Procedimentos / cuidados realizados,</p><p>conforme prescrição ou rotina institucional</p><p>(mensuração de sinais vitais, punção de</p><p>acesso venoso, coleta de exames, necessidade</p><p>de elevação de grades, contenção, etc.);</p><p>Rol de valores e pertences do paciente;</p><p>Orientações prestadas;</p><p>Nome completo e Coren do responsável pelo</p><p>procedimento.</p><p>ALTA</p><p>Data e horário;</p><p>Condições de saída (deambulando, maca ou</p><p>cadeira de rodas, presença de lesões, nível de</p><p>consciência, presença de dispositivos como</p><p>sonda vesical de demora, cateter de duplo</p><p>lúmen, etc.);</p><p>Procedimentos / cuidados realizados,</p><p>conforme prescrição ou rotina institucional</p><p>(mensuração de sinais vitais, retirada de</p><p>cateter venoso, etc.);</p><p>Orientações prestadas;</p><p>117</p><p>Importante o registro real do horário de</p><p>saída do paciente e se saiu acompanhado.</p><p>Registrar ainda se foi alta médica,</p><p>administrativa ou a pedido do paciente ou</p><p>família.</p><p>Entrega do rol de pertences e valores ao</p><p>paciente ou acompanhante;</p><p>Transporte para o domicílio: da instituição ou</p><p>próprio.</p><p>Nome completo e Coren do responsável pelo</p><p>procedimento.</p><p>EVOLUÇÃO DE ENFERMAGEM</p><p>O que deve conter:</p><p>1- Data e hora</p><p>2- Sexo do paciente, idade</p><p>3- Data de internamento (DIH)</p><p>4- Hipótese diagnóstica</p><p>5- Nível de consciência + orientação +</p><p>comunicação + movimentação</p><p>6- Sinais vitais</p><p>7- Acessos vasculares: condições do acesso +</p><p>data do acesso</p><p>8- Dieta: tipo de via e aceitação</p><p>Aprazar medicamentos consiste na marcação de</p><p>um prazo para que sejam administrados em seus</p><p>respectivos horários. Cada aprazamento tem</p><p>validade de 24 horas.</p><p>118</p><p>9- Eliminação: evacuações e diurese</p><p>10- Queixas e alterações</p><p>11- Procedimentos realizados</p><p>12- Carimbo e assinatura</p><p>APRAZEMENTO DE ENFERMAGEM</p><p>2/2H: 8 - 10 - 12 - 14 - 16 - 18 - 20 - 22 - 24 - 02 - 04</p><p>- 06</p><p>4/4H: 10 - 14 - 18 - 22 - 02 - 06</p><p>6/6H: 12 - 18 - 24</p><p>8/8H: 8 - 16 - 24</p><p>12/12H: 10 - 22</p><p>24/24H: 1 vez ao dia</p><p>119</p><p>Sempre arredondar os horários.</p><p>Existem muitas variáveis que podem interferir</p><p>na definição do horário.</p><p>É preciso sempre atentar aos fatores, como por</p><p>exemplo: interações medicamentosas,</p><p>pacientes dialíticos, etc.</p><p>Cada plano terapêutico</p><p>é individual.</p><p>120</p><p>ACESSO VENOSO PERIFÉRICO</p><p>Os dois tipos de cateteres mais usados para</p><p>acesso venoso periférico são: scalp e jelco.</p><p>Podem ser usados para colher amostra de</p><p>sangue, administração de medicamentos via</p><p>endovenosa e/ou realização reposição volêmica</p><p>e de hemoderivados.</p><p>SCALP Também conhecido como</p><p>butterfly, o uso do scalp é</p><p>indicado para</p><p>procedimentos de curta</p><p>duração (devido a agulha</p><p>ficar inserida dentro da veia</p><p>do paciente e em caso de</p><p>movimentação poder</p><p>causar alguma lesão).</p><p>É muito utilizado em coletas</p><p>de sangue, principalmente</p><p>em pacientes de veia fina.</p><p>Cateteres</p><p>121</p><p>Pode ser encontrado em diversos tamanhos e</p><p>podemos diferenciá-los de acordo com as</p><p>cores que indicam seu calibre e tamanho.</p><p>21G 19G 23G</p><p>27G 25G</p><p>Quanto menor o número, maior é o calibre!</p><p>Indicações:</p><p>21G 19G 23G</p><p>27G 25G</p><p>Calibre 19G (bege): para veias de</p><p>grande calibre (adolescente,</p><p>adulto e idoso), para infusões de</p><p>medicamentos em grande</p><p>dosagem e coleta de sangue.</p><p>122</p><p>Calibre 21G (verde) e calibre 23G</p><p>(azul): para veias de médio</p><p>calibre (adolescente, adulto e</p><p>idoso), infusões de</p><p>medicamentos em grandes e</p><p>médias dosagens e coleta de</p><p>sangue.</p><p>Calibre 25G (laranja) e calibre</p><p>27G (cinza): para veias de</p><p>pequeno calibre (crianças ou</p><p>neonatos) e infusões de</p><p>medicamentos em baixa</p><p>dosagem.</p><p>123</p><p>JELCO</p><p>Ao contrário do scalp, o jelco possui</p><p>tempo de permanência maior, o que</p><p>também permite a infusão de grandes</p><p>volumes de forma rápida.</p><p>É um dispositivo flexível onde a agulha é</p><p>envolvida por um mandril também</p><p>flexível..</p><p>Também é encontrado em diferentes calibres:</p><p>(14, 16, 18, 20, 22 e 24)</p><p>N° 14 N° 16 N° 18 N° 20 N° 22 N° 24</p><p>Após a punção ser realizada, a agulha é</p><p>retirada permanecendo na luz da veia</p><p>apenas o mandril. Isso impede a perda do</p><p>cateter por transfixação e também</p><p>favorece a movimentação do membro.</p><p>124</p><p>Indicações:</p><p>Quanto menor o número, maior é o calibre!</p><p>Jelco 14 e 16: usado em adolescentes e</p><p>adultos, em cirurgias importantes e</p><p>sempre que é necessário infundir</p><p>grandes quantidades de líquidos.</p><p>Inserção mais dolorosa exige veia</p><p>calibrosa.</p><p>Jelco 18: usado em crianças mais</p><p>velhas, adolescentes e adultos, quando</p><p>é necessário administrar sangue,</p><p>hemoderivados e outras infusões</p><p>viscosas. Inserção mais dolorosa exige</p><p>veia calibrosa.</p><p>Jelco 20: para uso em crianças,</p><p>adolescentes e adultos, é adequado</p><p>para a maioria das infusões venosas de</p><p>sangue e outras infusões venosas</p><p>(hemoderivados).</p><p>125</p><p>Jelco 22: indicado para bebês, crianças,</p><p>adolescentes e adultos (idosos) e para a</p><p>maioria das infusões. É mais fácil de</p><p>inserir em veias pequenas e frágeis,</p><p>quando deve ser mantida uma</p><p>velocidade de infusão menor. Inserção</p><p>difícil, no caso de pele resistente.</p><p>Jelco 24: para uso em recém-nascidos,</p><p>bebês, crianças, adolescentes e adultos</p><p>(idosos). É indicado para a maioria das</p><p>infusões, mas a velocidade de infusão</p><p>deve ser menor.</p><p>É ideal para veias muito estreitas, por</p><p>exemplo, pequenas veias digitais ou</p><p>veias internas do antebraço em idosos.</p><p>126</p><p>PROPORÇÕES E EQUIVALÊNCIAS</p><p>1 ml contém 20 gotas</p><p>1 gota equivale a 3 microgotas</p><p>1 ml contém 60 microgotas</p><p>1 gota = 1 macrogota</p><p>1 litro (1 L) = 1000 mililitros (ml)</p><p>1 mililitro (1 ml) = 1 centímetro cúbico (cm ou</p><p>cc)</p><p>1 grama (1 g) = 1000 miligramas (mg)</p><p>1 miligrama (1 mg) = 1000 microgramas (mcg</p><p>ou ug)</p><p>1 quilograma (1 kg) = 1000 gramas (g)</p><p>Intramuscular Subcutânea</p><p>Intravenosa</p><p>Intradérmica</p><p>Ângulos de Aplicação</p><p>127</p><p>CATETER VENOSO CENTRAL</p><p>É ideal para infusão de drogas, soluções</p><p>parenterais e monitorização em Unidade de</p><p>Terapia Intensiva, cirurgias de grande porte e</p><p>pacientes com limitação de acesso venoso</p><p>periférico.</p><p>VENOSO CENTRAL DUPLO LUMEM</p><p>VENOSO CENTRAL LOGICATH</p><p>128</p><p>Sonda Vesical de Demora</p><p>É utilizada quando é preciso manter a</p><p>drenagem contínua de urina por vários dias,</p><p>semanas ou meses.</p><p>Cirurgias pélvicas e urológicas.</p><p>Controle de débito urinário.</p><p>Obstrução do fluxo urinário ou disfunção</p><p>vesical.</p><p>Prevenir obstrução por coágulos no pós-</p><p>operatório.</p><p>Indicações:</p><p>Diferença entre Sondas</p><p>129</p><p>Sonda Vesical de Alívio</p><p>Não permanece por muito tempo na pessoa,</p><p>sendo normalmente retirada após o</p><p>esvaziamento da bexiga.</p><p>Aliviar desconforto da distensão da bexiga.</p><p>Análise uretral.</p><p>Avaliar resíduo urinário.</p><p>Coleta de amostra de urina para exames.</p><p>Instilação intravesical de medicamentos.</p><p>Indicações:</p><p>130</p><p>Sonda Nasogástrica</p><p>É uma sonda que é inserida pelo nariz e avança</p><p>através do esôfago até o estômago. É utilizada</p><p>principalmente para alimentação e drenagem</p><p>gástrica.</p><p>A sonda nasogástrica é indicada quando o</p><p>objetivo é fornecer alimentação ou medicação</p><p>diretamente para o estômago do paciente.</p><p>Indicações:</p><p>131</p><p>Sonda Nasoenteral</p><p>É uma sonda que é inserida pelo nariz e avança</p><p>além do estômago, alcançando o intestino</p><p>delgado ou intestino grosso. Pode ser usada para</p><p>alimentação, administração de medicamentos</p><p>ou para drenagem do conteúdo intestinal.</p><p>A sonda nasoenteral é recomendada quando é</p><p>necessário contornar o estômago, geralmente</p><p>devido a problemas como refluxo</p><p>gastroesofágico, obstrução gástrica ou cirurgia no</p><p>estômago.</p><p>Indicações:</p><p>Seringa de 3ml: indicada</p><p>para aplicação de soluções</p><p>intramusculares;</p><p>132</p><p>Seringa de 1ml: indicada</p><p>para aplicação de</p><p>medicação por via</p><p>intradérmica e subcutânea;</p><p>Seringa de 5ml: pode ser</p><p>usada para aplicação de</p><p>medicamentos por via</p><p>intramuscular;</p><p>Diferença entre Seringas</p><p>Seringa de 60ml: usada</p><p>para aplicação de soluções</p><p>de grande volume e dieta</p><p>enteral.</p><p>133</p><p>Seringa de 20ml: indicada</p><p>para aplicação de</p><p>medicação por via</p><p>endovenosa;</p><p>Seringa de 10ml: serve para</p><p>aplicação de soluções</p><p>endovenosas;</p><p>134</p><p>Diferença entre Drenos</p><p>A utilização de drenos nas feridas é frequente em</p><p>situações de pós-operatório ou casos em que a</p><p>drenagem é necessária devido à presença de</p><p>processos infecciosos ou ao acúmulo de líquidos</p><p>intracavitários.</p><p>Essa técnica empregada, será realizada por meio</p><p>de uma simples abertura ou da inserção de um</p><p>dreno, tudo visando assegurar a saída de</p><p>coleções líquidas ou gasosas de uma cavidade.</p><p>CLASSIFICAÇÃO DOS DRENOS</p><p>Finalidade: terapêutica, paliativa, diagnóstica,</p><p>profilática, monitoração, rota de acesso e/ou</p><p>mista;</p><p>Mecanismo: simples (passiva) ou sob pressão</p><p>negativa/aspiração (ativa);</p><p>Sistema: aberto ou fechado;</p><p>Local: torácico, abdominal, cervical, entre</p><p>outros;</p><p>Plano: superficial ou profundo;</p><p>Material: silicone, látex, PVC, entre outros;</p><p>Duração: curta ou prolongada;</p><p>135</p><p>Através dos drenos cirúrgicos será possível o</p><p>extravasamento de líquidos que poderiam servir</p><p>como meio de cultura para bactérias.</p><p>TIPOS DE DRENOS CIRÚRGICOS:</p><p>Penrose</p><p>Hemovac</p><p>Jackson-Pratt</p><p>DRENOS PASSIVOS</p><p>São usados quando o fluido da drenagem é tão</p><p>viscoso que não consegue ser drenado através de</p><p>drenos tubulares, através dos mecanismos de</p><p>capilaridade, gravidade ou flutuação da pressão</p><p>intracavitária.</p><p>O dreno de Penrose é o mais conhecido dessa</p><p>classe. Ele é um sistema de drenagem aberto,</p><p>utilizado com frequência em feridas supurativas.</p><p>Seu formato é laminar, paredes, finas, maleável,</p><p>radiopaco, e feito de látex ou silicone, seu</p><p>diâmetro tem variação. Ele tem boa adaptação</p><p>ás vísceras e possui fácil manupilação e</p><p>remoção.</p><p>136</p><p>DRENOS ATIVOS</p><p>São drenos de baixa pressão negativa,</p><p>possibilitando a quantificação precisa do</p><p>exsudato que foi drenado.</p><p>Eles tem um sistema tubular de silicone de</p><p>drenagem fechado e conectado a um</p><p>reservatório/coletor que se assemelha a uma</p><p>granada ou em bulbo (exemplo: dreno de</p><p>Jackson-Pratt), ou a um dispositivo baseado em</p><p>mola (exemplo: Hemovac e Portovac).</p><p>Também conhecidos como drenos aspirativos ou</p><p>de sucção. Minimizam o traumatismo tecidual e</p><p>reduzem o risco de contaminação da ferida.</p><p>Fonte: GOV</p><p>137</p><p>Dispositivo siliconado em</p><p>formato de pêra que</p><p>funciona com pressão</p><p>negativa, então é</p><p>necessário que sempre se</p><p>mantenha o vácuo dentro</p><p>do dispositivo.</p><p>É preciso que o dreno seja</p><p>esvaziado periodicamente</p><p>e que se contabilize a</p><p>quantidade e o aspecto</p><p>drenado, evitando passar</p><p>da metade.</p><p>Dreno Jackson Pratt</p><p>Atentar para sinais flogísticos</p><p>e sinais de deslocamentos do</p><p>dreno.</p><p>138</p><p>Utiliza de uma leve sucção (vácuo), consistindo</p><p>em manter a pressão dentro para facilitar a</p><p>drenagem.</p><p>É usado em cirurgias em que há sangramento no</p><p>pós-operatório, ou seja, secreção sanguinolenta,</p><p>muito usado em cirurgias ortopédicas,</p><p>neurológicas e oncológicas.</p><p>Dreno Portovac</p><p>Quando for desprezar o conteúdo (portovac) é</p><p>preciso clampear a extensão do dreno.</p><p>Dreno de sucção fechada</p><p>Dreno Portovac</p><p>É importante a equipe de enfermagem sempre se</p><p>atentar para o posicionamento do dreno, sempre</p><p>abaixo da sua inserção. Nos cuidados, também é</p><p>necessário aferir e anotar o volume do efluente</p><p>drenado, realizar curativo diariamente e sempre</p><p>que necessário.</p><p>139</p><p>DRENO TORÁCICO</p><p>A drenagem torácica é muito importante na</p><p>promoção da homeostase cardiorrespiratória e</p><p>hemodinâmica, reestabelecendo a pressão</p><p>negativa do espaço pleural ou mediastinal e</p><p>possibilitando a retirada de conteúdos anormais</p><p>nessas cavidades.</p><p>O procedimento visa manter ou restabelecer a</p><p>pressão negativa normal do espaço pleural. É</p><p>possível remover líquido, ar e sólidos (fibrina) no</p><p>espaço abaixo da pleura ou mediastino.</p><p>O enfermeiro e toda sua equipe será de</p><p>fundamental importância na manipulação</p><p>correta, manutenção da perviedade/patência do</p><p>dreno, prevenindo infecções e garantindo o</p><p>conforto do paciente.</p><p>A cada 12 - 24 horas deve ser realizada a</p><p>avaliação da drenagem e registrados o</p><p>volume (total e do selo d'água) e também</p><p>as características do conteúdo.</p><p>Verificar se todos os tubos de conexão estão</p><p>desobstruídos e bem conectados;</p><p>Avaliar se o selo d'água está intacto (se for</p><p>usado um sistema de sucção úmida) e o</p><p>botão regulador (em caso de sistemas de</p><p>sucção a seco);</p><p>Monitorar as características do conteúdo</p><p>drenado (incluindo cor, volume e</p><p>consistência);</p><p>Avaliar se há aumento ou diminuição</p><p>significativos da produção de drenagem;</p><p>Observar se há flutuações na câmara de selo</p><p>d'água (em sistemas de sucção úmida), e no</p><p>indicador de vazamento de ar (em sistema de</p><p>sucção a seco);</p><p>Manter o sistema abaixo do nível do tórax do</p><p>paciente;</p><p>140</p><p>141</p><p>Avaliar a câmara de controle de sucção à</p><p>procura de bolhas nos sistemas de sucção</p><p>úmidos;</p><p>Manter a sucção no nível prescrito;</p><p>Caso sistema de sucção úmida, manter um</p><p>volume apropriado de líquido no selo d'água;</p><p>Segurança do dreno e sua localização a</p><p>respeito da ferida;</p><p>Atentar ao tipo de dreno;</p><p>Analisar a quantidade, cor, odor e a</p><p>consistência da drenagem;</p><p>Observar o fluxo da drenagem através da</p><p>tubulação e ao redor da tubulação (deve estar</p><p>permeável);</p><p>Uma diminuição súbita na drenagem através</p><p>da tubulação pode indicar um dreno</p><p>obliterado, necessitando notificar ao provedor</p><p>de cuidado da saúde;</p><p>Quando um dreno é conectado a uma</p><p>aspiração, avaliar o sistema para se certificar</p><p>de que a pressão prescrita está sendo</p><p>exercida;</p><p>Quando o aparelho evacuador for incapaz de</p><p>manter um vácuo próprio, notifique o cirurgião,</p><p>que, em seguida, ordenará um segundo</p><p>sistema de vácuo (tal como a sucção de</p><p>parede);</p><p>Caso o fluido se acumule dentro dos tecidos, a</p><p>cicatrização da ferida não terá progresso em</p><p>uma frequência ideal e isso aumentará o risco</p><p>de infecção.</p><p>142</p><p>Espero que tenha gostado!</p><p>Instagram:</p><p>@enfermagem.produtiva</p><p>Nos acompanhe em nossa página no</p><p>instagram para receber resumos diários e</p><p>conhecer nossos materiais de estudo!</p><p>Caso esteja estudando com nosso material,</p><p>tire uma foto e marque a página pelo story,</p><p>será um prazer repostar você!</p>