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<p>As relações de poder assimétricas relativas ao crescimento desordenado das Cidades e seus impactos sociais</p><p>Quando falamos em relações de poder, estamos falando do relacionamento entre pessoas, por essa razão classificamos como assimétricas.</p><p>O uso desse termo "relações assimétricas" designa uma natureza de convivência entre uma ou mais pessoas.</p><p>A essa questão das relações sociais, acrescentamos o contexto do capitalismo e dos conflitos existentes nos espaços urbanos. Para a sociologia, é interessante ressaltar que essas relações são tomadas como objeto de estudo, bem como as consequências e desdobramentos das mesmas. Weber entende que as instituições sociais são mecanismos criados para integrar o indivíduo à sociedade. Elas garantem, portanto, o que Weber chamou de coesão social, que é o modo como uma sociedade une os seus membros unitários (indivíduos) em um corpo coeso, unido, ou seja, a coesão é o que torna a coletividade uma sociedade.</p><p>Segundo a teoria weberiana, as instituições sociais têm características específicas de acordo com o tipo de socialização que elas promovem. Os tipos de socialização são:</p><p>- Socialização primária: ocorre nas primeiras instituições sociais com as quais o indivíduo tem contato, como a família e a Igreja. Elas fazem o indivíduo compreender as regras sociais mais básicas, como a linguagem e as noções e limites básicos da formação social, os valores morais etc. Nesse tipo de socialização, grande parte da interação social ocorre por meio da afetividade dos membros, geralmente promovida por laços de fraternidade, amizade e familiaridade.</p><p>- Socialização secundária: ocorre em instituições mais desenvolvidas e oficialmente estabelecidas, como o Estado, a escola e o trabalho; impõe ao indivíduo as normas específicas e oficiais de uma sociedade, como as leis, a organização financeira e a propriedade.</p><p>Considerando ainda dentro da perspectiva de Max Weber, identificamos que segundo ele, existem algumas instituições sociais específicas que são responsáveis por estabelecer as relações interpessoais. Poderíamos citar várias nesse dado momento mas vamos só mencionar, são elas:</p><p>→ a família,</p><p>→ a escola,</p><p>→ a Igreja,</p><p>→ o trabalho,</p><p>→ o Estado.</p><p>Trazendo à nossa análise as teorias do sociólogo francês Emile Durkheim, o trabalho é uma instituição social que promove a coesão dentro dos núcleos separados das sociedades capitalistas, algo que o pensador chamou de solidariedade orgânica. Segundo Durkheim, existem dois tipos de coesão, estes são referentes a dois tipos de sociedade: as sociedades pré-capitalistas unem-se por meio da solidariedade mecânica, em que todos os indivíduos estão integrados como um mecanismo. Já as sociedades pós-capitalistas possuem uma forma de coesão mais complexa, pois elas se dividem em grupos de interesse. Os grupos de interesse são, basicamente, as categorias profissionais que fazem com que os indivíduos se unam para buscar objetivos comuns.</p><p>O Estado é a instituição social oficial por excelência, pois reúne o corpo jurídico, legislativo e constitucional que estabelece as normas sociais vigentes, que, em uma sociedade politicamente liberal e democrática, são acordadas por todos os cidadãos (ao menos na teoria). Além disso, o Estado promove uma imensa coesão social, pois une os membros de uma sociedade que compartilha o mesmo idioma, território, sentimento de pertencimento nacional (a noção de nação é inseparável da noção de Estado moderna) e valores morais parecidos.</p><p>O Estado é a maior instituição social que cerca um indivíduo e é a instituição com maior poder de coerção e ajustamento dos padrões de comportamento. Segundo Max Weber, o Estado tem o poder de punição e ajustamento de conduta pela força que nenhuma outra instituição social possui.</p>