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<p>LAUDO TÉCNICO DE VISTORIA</p><p>OBJETIVO DO LAUDO</p><p>O presente Laudo Técnico tem por objetivo constatar inconformidades</p><p>referente a obra adjacente ao imóvel do contratante.</p><p>IDENTIFICAÇÃO DA RESIDÊNCIA DO CONTRATANTE</p><p>Dados do contratante: Sr. Marcos Gadelha de Melo, portador do</p><p>RG. nº. 173048/AP e CPF nº. 403.921.802-78.</p><p>Endereço da edificação: Rua 09, quadra 12, lote 08 - Condomínio Vila Bella .</p><p>Data da vistoria: 13/04/2023.</p><p>Técnico Responsável pela vistoria: Arq. Andreson Ruan Barbosa de Souza,</p><p>número de registro CAU/AP nº: A236756496.</p><p>IDENTIFICAÇÃO DA OBRA CONFLITANTE</p><p>Construtora responsável: SN- Empreendimentos Ltda</p><p>CNPJ: 36.089.839/0001-95</p><p>Endereço da edificação: Rua 08, quadra 12, lote 31 - Condomínio Vila Bella.</p><p>Laudo Técnico referente a inconformidades relacionadas ao afastamento e danos</p><p>sofridos por obra em lote vizinho.</p><p>DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO ENCONTRADA</p><p>1ª Inconformidade - Foi constatado durante levantamento técnico que a obra</p><p>localizada ao fundo da residência do solicitante deste levantamento, possui uma janela</p><p>em desacordo com a legislação nacional e municipal, possuindo afastamento medindo</p><p>1,48m do limite do fundo do terreno vizinho, causando com isso, invasão de</p><p>privacidade, pois esta abertura, possui visão clara para área de lazer, cozinha e sala</p><p>de jantar do imóvel. Estando em desacordo com os seguintes regramentos:</p><p>Em relação ao direito de privacidade, temos o artigo 5, inciso X da Constituição federal</p><p>e o Artigo 21 do Código civil.</p><p>Constituição Federal traz, em seu artigo 5º, inciso X, que “são</p><p>invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das</p><p>pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material</p><p>ou moral decorrente de sua violação”.</p><p>O Código Civil, em seu artigo 21, diz que “A vida privada da</p><p>pessoa natural é inviolável, e o juiz, a requerimento do</p><p>interessado, adotará as providências necessárias para impedir</p><p>ou fazer cessar ato contrário a esta norma”.</p><p>Figura 01 – Imagem lateral da proximidade da janela com o lote ao fundo, e de sua visão</p><p>clara do imóvel.</p><p>Figura 02 – Imagem frontal da janela citada neste relatório, fotografada de dentro da</p><p>residência do reclamante.</p><p>2ª Inconformidade - No que se refere ao afastamento temos o Art.1.301 do</p><p>Código civil, que impõe o afastamento mínimo de 1,5 metros, no entanto, o município</p><p>onde está localizado o imóvel, possui regimentos ainda mais específicos como</p><p>podemos ver no Plano diretor do município de Macapá com as seguintes leis, a lei</p><p>complementar Nº 29/2004 – Lei de Uso e Ocupação do Solo do Município de</p><p>Macapá – Art. 51 que exige que o afastamento deve ser de 0,3 x H , onde H é a altura</p><p>da edificação, por se tratar de uma edificação que possui pavimento superior, onde</p><p>também está localizada a janela em questão o afastamento seria de 0,3 x 6m portanto</p><p>seria de 1,8m de afastamento mínimo e também temos a Lei complementar Nº</p><p>31/2004 - Código de obras e instalações do município de Macapá, Art. 94 Para</p><p>melhor esclarecer esta inconformidade que prevê que imóveis de dois pavimentos</p><p>devem possuir afastamento mínimo de 2,00m.</p><p>Art. 1.301 – Código civil. É defeso abrir janelas, ou fazer</p><p>eirado, terraço ou varanda, a menos de metro e meio do terreno</p><p>vizinho.</p><p>§ 1 º As janelas cuja visão não incida sobre a linha divisória,</p><p>bem como as perpendiculares, não poderão ser abertas a</p><p>menos de setenta e cinco centímetros.</p><p>§ 2 º As disposições deste artigo não abrangem as aberturas</p><p>para luz ou ventilação, não maiores de dez centímetros de</p><p>largura sobre vinte de comprimento e construídas a mais de</p><p>dois metros de altura de cada piso.</p><p>Lei complementar Nº 29/2004 - PMM, Lei de Uso e</p><p>Ocupação do solo do município de Macapá, Art. 51 Nos</p><p>imóveis situados em Setores Urbanos e de Transição Urbana e</p><p>nos Eixos de Atividades onde admite-se a verticalização,</p><p>deverá ser observada a seguinte fórmula;</p><p>I - Afastamento frontal é calculado pela expressão 0,2 x H, onde</p><p>H é igual a altura da edificação;</p><p>II - Os afastamentos laterais e de fundos, pela expressão 0,3 x</p><p>H, onde H é igual a altura da edificação.</p><p>Lei complementar Nº 31/2004 - PMM, Código de obras e</p><p>instalações do município de Macapá, Art. 94</p><p>Para abertura de vãos de iluminação e ventilação dos</p><p>compartimentos, a edificação deverá manter os seguintes</p><p>afastamentos das divisas laterais e de fundos do lote:</p><p>AFASTAMENTOS MÍNIMOS DAS DIVISAS LATERAIS E DE</p><p>FUNDOS DO LOTE PARA ABERTURA DE VÃOS</p><p>ILUMINAÇÃO</p><p>No Total de Pavimentos</p><p>Afastamentos Laterais e de</p><p>Fundos</p><p>1 (um)</p><p>1,50 m (um metro e cinqüenta</p><p>centímetros)</p><p>2 (dois) 2,00 m (dois metros)</p><p>3 (três) 3,00 m (três metros)</p><p>4 (quatro) 4,00 m (quatro metros)</p><p>5 (cinco)</p><p>0,9 X altura total da edificação</p><p>medida da soleira do térreo ao</p><p>topo da laje do último pavimento.</p><p>Figura 03 – Medição do afastamento, com Trena de fita e trena de laser, com medida de</p><p>1,483m de recuo.</p><p>3ª Inconformidade – Durante execução de estrutura em concreto armado, a</p><p>empresa responsável pela obra não teve precaução de implantar contenção de resíduos</p><p>eficiente, gerando dano na cobertura em vidro temperado do imóvel do reclamante, no</p><p>entanto, já foi executada a tentativa de remoção destes resíduos por parte da</p><p>construtora, e não obtiverão sucesso, então, deve ser feita a substituição das lâminas</p><p>de vidro e estruturas que foram danificadas de maneira irreversível e a pintura da laje</p><p>do DML, que também foi danificada.</p><p>Art. 186 - Código civil. Aquele que, por ação ou omissão</p><p>voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar</p><p>dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato</p><p>ilícito.</p><p>Art. 927 - Código civil. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e</p><p>187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo.</p><p>Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano,</p><p>independentemente de culpa, nos casos especificados em lei,</p><p>ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do</p><p>dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de</p><p>outrem.</p><p>Figura 04 – Imagem lateral do posicionamento dos instrumentos de medida e visão clara</p><p>do afastamento.</p><p>Art. 1.299 - Código civil. O proprietário pode levantar em</p><p>seu terreno as construções que lhe aprouver, salvo o direito</p><p>dos vizinhos e os regulamentos administrativos.</p><p>Macapá, 03 de maio de 2024.</p><p>__________________________________</p><p>ANDRESON RUAN BARBOSA DE SOUZA</p><p>CAU-AP: A2675696</p><p>Figura 05 – Cobertura após a retirada das</p><p>formas da estrutura de concreto armado.</p><p>Figura 06 – Cobertura após a tentativa de</p><p>remoção dos resíduos por parte da construtora.</p>