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<p>Larissa Pardim</p><p>1. Computação Forense – Conceitos Gerais</p><p>A revolução Tecnológica (Globalização) transformou a forma como os</p><p>indivíduos se relacionam com mundo. Atualmente, a tecnologia é essencial na vida</p><p>cotidiana, pois permite o acesso facilitado à comunicação e serviços, tornando-se</p><p>crucial para redefinições sociais e econômicas (Pereira e Oliveira, 2019). Os autores</p><p>Pereira e Oliveira (2019), explicam que o aumento das tecnologias digitais evidencia</p><p>um maior índice de crimes virtuais, e esse aumento pode refletir na ausência da</p><p>conscientização da população sobre os crimes causados virtualmente, além disso,</p><p>reforçam a necessidade da criação de um aplicativo ou plataforma web com o intuito</p><p>de informar os usuários sobre os crimes virtuais e a importância da Computação</p><p>Forense.</p><p>O livro "Computação Forense" de Araújo (2020), apresenta os conceitos</p><p>gerais da área Forense Computacional, e a define como uma ramificação da Ciência</p><p>da Computação destinada a desenvolver normas para atender demandas</p><p>Criminalística, com isso, a área Forense utiliza a coleta, identificação, análise,</p><p>interpretação, documentação e apresentação de evidências digitais para obter</p><p>informações necessárias de provas à crimes virtuais.</p><p>Segundo Pereira e Oliveira (2019), a perícia computacional segue quatro</p><p>fases essenciais para o sucesso de uma investigação, a primeira fase é com a coleta</p><p>de informações através de dados ativos e inativos, e para garantir que não exista</p><p>erros ou ausência de informações, é necessário embalar, arquivar e etiquetar</p><p>equipamentos envolvidos no levantamento de evidências. A próxima etapa é realizar</p><p>o exame, em que o perito busca dados, fotos, vídeos e informações ocultas nas</p><p>evidências coletadas, utilizando ferramentas e técnicas especificas para extrair os</p><p>dados e manter sua integridade.</p><p>A terceira fase envolve a análise e validação das evidências importantes e</p><p>relevantes para a investigação, uma vez que, a última etapa consiste no relatório final</p><p>da análise Forense. A última fase envolve então, a elaboração de um documento</p><p>detalhado sobre os procedimentos utilizados, dados recuperados e a relevância para</p><p>cada caso, mantendo a clareza e compreensão para todos os envolvidos.</p><p>Um outro elemento necessário no momento da investigação Forense, é citado</p><p>por Araújo (2020) como Cadeia de Custódia, pois trata-se de um registro de</p><p>evidências, anotações de quais pessoas tiveram o acesso às provas no momento do</p><p>flagrante do crime, onde essas pessoas estavam e o registro de trânsito das</p><p>evidências entre os peritos do caso e mídias.</p><p>Apesar das normas e segmentos que cuidam da área de ataques</p><p>cibernéticos, é necessário implementar um regulamento oficial para que exista um</p><p>marco legal que assegure a proteção efetiva contra os crimes digitais. A Lei nº</p><p>12.737/2012 (2012), popularmente conhecida como Lei Carolina Dieckmann, surge</p><p>então como uma resposta legislativa aos desafios da segurança de crimes</p><p>cibernéticos, estabelecendo medidas legais para garantir a integridade dos dados</p><p>pessoais de cada usuário. Segundo Bertholdi (2020), essa lei marca um avanço</p><p>significativo na regulamentação de crimes digitais no Brasil, contribuindo para o</p><p>trabalho da perícia Forense digital.</p><p>No Brasil, o Indexador e Processador de Evidências Digitais (IPED) é uma das</p><p>principais ferramentas utilizada para a colaboração com instituições de segurança</p><p>pública, pois desempenha um papel crucial na perícia Forense digital ao apoiar a</p><p>coleta e análise de evidências digitais. O IPED é utilizado por autoridades para</p><p>indexar e processar dados provenientes de aparelhos como smartphones e</p><p>computadores, criando índices detalhados que facilitam a pesquisa e recuperação</p><p>de informações relevantes durante todo o caso. Sua função é assegurar a</p><p>integridade das evidências e permitir a organização estruturada de grandes volumes</p><p>de dados, facilitando a identificação de cada prova (Tolosa, 2022).</p><p>Em conclusão, a Computação Forense é fundamental para a coleta e análise</p><p>de provas digitais, garantindo que sejam aceitas legalmente, e sua prática segue</p><p>diretrizes do Código de Processo Penal Brasileiro (Tolosa, 2022) exigindo a</p><p>realização de procedimentos por peritos especializados para assegurar a validade</p><p>probatória das evidências digitais.</p><p>ARAÚJO, Sandro de. Computação forense. 1. ed. São Paulo: Contentus, 2020. E-</p><p>book. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br. Acesso em: 05 set. 2024.</p><p>Pereira, Kamille da Silva e Oliveira, Fábio Machado de. Perícia Forense</p><p>Computacional e Crimes Cibernéticos. REINPEC, 2019. Disponível em:</p><p>http://reinpec.cc/index.php/reinpec/article/view/292/253 Acesso em 05 set. 2024</p><p>Lei nº 12.737/2012. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-</p><p>2014/2012/lei/l12737.htm Acesso em 06 set. 2024.</p><p>BERTHOLDI, Juliana. Crimes cibernéticos. 1. ed. São Paulo: Contentus, 2020. E-</p><p>book. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br. Acesso em: 06 set. 2024.</p><p>Tolosa, Carla Alves Pereira. INDEXADOR E PROCESSADOR DE EVIDÊNCIAS</p><p>DIGITAIS (IPED). IFAP, 2022. Disponível em:</p><p>http://repositorio.ifap.edu.br/jspui/bitstream/prefix/673/9/TOLOSA%20%282022%29</p><p>%20-%20Indexador%20e%20processador%20de%20evid%c3%aancias.pdf Acesso</p><p>em: 06 set. 2024</p><p>http://reinpec.cc/index.php/reinpec/article/view/292/253</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12737.htm</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12737.htm</p><p>http://repositorio.ifap.edu.br/jspui/bitstream/prefix/673/9/TOLOSA%20%282022%29%20-%20Indexador%20e%20processador%20de%20evid%c3%aancias.pdf</p><p>http://repositorio.ifap.edu.br/jspui/bitstream/prefix/673/9/TOLOSA%20%282022%29%20-%20Indexador%20e%20processador%20de%20evid%c3%aancias.pdf</p>