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<p>DA CULPABILIDADE E IMPUTABILIDADE PENAL</p><p>Livro Eletrônico</p><p>DOUGLAS DE ARAÚJO VARGAS</p><p>Agente da Polícia Civil do Distrito Federal, apro-</p><p>vado em 6º lugar no concurso realizado em</p><p>2013. Aprovado em vários concursos, como Po-</p><p>lícia Federal (Escrivão), PCDF (Escrivão e Agen-</p><p>te), PRF (Agente), Ministério da Integração,</p><p>Ministério da Justiça, BRB e PMDF (Soldado –</p><p>2012 e Oficial – 2017).</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>3 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>SUMÁRIO</p><p>1. Introdução .............................................................................................4</p><p>2. Culpabilidade: Conceito ...........................................................................5</p><p>3. Teoria Normativa Pura .............................................................................5</p><p>3.1. Imputabilidade ....................................................................................6</p><p>3.2. Potencial Consciência da Ilicitude .........................................................15</p><p>3.3. Exigibilidade de Conduta Diversa ..........................................................19</p><p>Resumo ...................................................................................................27</p><p>Questões de Concurso ...............................................................................30</p><p>Gabarito ..................................................................................................36</p><p>Gabarito Comentado .................................................................................37</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>4 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>1. Introdução</p><p>Sob o prisma analítico, crime é considerado um fato típico, antijurídico (ilí-</p><p>cito) e culpável.</p><p>O fato típico se relaciona com elementos como a conduta, a tipicidade, o nexo</p><p>causal e o resultado.</p><p>A antijuridicidade, como o próprio nome diz, trata da ilegalidade do fato típico e</p><p>as possibilidades de excluir tal ilicitude.</p><p>Porém, sob o conceito tripartido de delito, não podemos parar por aí. É neces-</p><p>sário, ainda, avaliar um terceiro elemento, para que possamos dizer que ocorreu</p><p>um crime: a culpabilidade.</p><p>E é exatamente sobre este terceiro elemento que vamos discorrer nesta aula.</p><p>Você conhecerá o conceito de culpabilidade, quais são seus elementos e as causas</p><p>capazes de excluir a culpabilidade de um agente delitivo.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>5 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>2. Culpabilidade: Conceito</p><p>A culpabilidade nada mais é do que um juízo de reprovação dos atos do agen-</p><p>te. Avaliar, portanto, se de acordo com as circunstâncias que envolveram os fatos,</p><p>a conduta do agente é ou não reprovável.</p><p>A culpabilidade, assim como os demais elementos que compõem o conceito</p><p>analítico de crime, também é objeto de inúmeros estudos e teorias. Felizmente, po-</p><p>demos focar apenas em uma dessas teorias, tendo em vista que o nosso legislador</p><p>fez sua opção ao editar o Código Penal vigente em nosso país.</p><p>Para tratar da culpabilidade, o legislador brasileiro, ao elaborar o Código Penal,</p><p>adotou a chamada teoria normativa pura.</p><p>3. Teoria Normativa Pura</p><p>Basicamente, a teoria normativa pura é a teoria responsável por dividir a culpa-</p><p>bilidade em três elementos:</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>6 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>Comecemos nosso estudo pelo primeiro desses elementos: a imputabilidade.</p><p>3.1. Imputabilidade</p><p>Em primeiro lugar, vejamos o que estabelece o Código Penal:</p><p>Inimputáveis</p><p>Art. 26. É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental</p><p>incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz</p><p>de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse</p><p>entendimento.</p><p>Mas, pera aí professor, o Código fala em INIMPUTABILIDADE e não em IMPUTA-</p><p>BILIDADE!</p><p>Exatamente! Entretanto, o art. 26, por eliminação, nos dá um excelente ponto</p><p>de partida para entender o conceito de imputabilidade. Vejamos:</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>7 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>Em outras palavras: a imputabilidade é a capacidade do autor em entender que</p><p>está praticando uma conduta ilícita. Simples assim.</p><p>Para o legislador, se o indivíduo é capaz de entender a ilicitude do que está fa-</p><p>zendo, deve ser responsabilizado. Se não é capaz, não pode ser responsabilizado.</p><p>Lhe faltará a imputabilidade e, por consequência, a culpabilidade estará excluída.</p><p>A representação dessa situação pode ser observada da seguinte maneira:</p><p>Mas, espere aí professor, o art. 26 dispõe que o indivíduo é isento de pena, e</p><p>não que ele não comete crime!</p><p>Excelente observação!</p><p>Embora o art. 26 do CP dê a entender que inimputabilidade não exclui o crime (ape-</p><p>nas isenta de pena), o consenso é de que a inimputabilidade exclui a culpabilidade</p><p>e, consequentemente, o crime, de modo que o texto do art. 26 não foi elaborado</p><p>adequadamente.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>8 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>Por isso, para fins de prova, se o examinador disser que não existirá crime se não</p><p>houver culpabilidade, marque correto. Se o examinador se basear no art. 26 (afirman-</p><p>do ser o agente isento de pena), marque a questão também como correta, mesmo</p><p>que essa denominação não seja a mais adequada do ponto de vista doutrinário.</p><p>Ótimo. Já sabemos então o que é a imputabilidade. Também sabemos que se o</p><p>indivíduo não for imputável (ou seja, se ele for considerado inimputável), não irá</p><p>cometer crime. A questão é a seguinte: em quais casos o indivíduo será consi-</p><p>derado inimputável para fins criminais?</p><p>E é justamente a essa pergunta que vamos responder em nosso próximo tópico.</p><p>Vamos em frente!</p><p>3.1.1. Causas Excludentes de Imputabilidade</p><p>As seguintes causas são capazes</p><p>de excluir a imputabilidade e, consequente-</p><p>mente, a culpabilidade do agente delitivo:</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>9 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>Doença mental</p><p>Prevista no art. 26 do CP, a doença mental ou desenvolvimento mental</p><p>incompleto ou retardado é uma causa capaz de tonar o agente delitivo inteira-</p><p>mente incapaz de entender a ilicitude de seus atos.</p><p>Existem diversos sistemas que podem ser utilizados para valorar essa incapaci-</p><p>dade. Um deles, no entanto, foi tomado como regra em nosso ordenamento jurídico:</p><p>O Art. 26 do CP adota o sistema biopsicológico ou misto, que é a regra geral de</p><p>nosso Código.</p><p>O sistema biopsicológico é utilizado para avaliar se o agente era ou não, de</p><p>acordo com sua doença ou desenvolvimento mental, capaz de entender o que fazia</p><p>ao tempo em que perpetrou a conduta.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>10 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>Para chegar a essa conclusão sobre a inimputabilidade do agente, devem ser</p><p>verificados os seguintes requisitos:</p><p>Muito cuidado nesse ponto. A incapacidade do agente deve ser absoluta, para que</p><p>ele seja incapaz de entender a ilicitude de seus atos. Se a condição o afeta apenas</p><p>parcialmente, não bastará para excluir sua imputabilidade!</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>11 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>Menoridade</p><p>A segunda excludente de imputabilidade é a mais conhecida e debatida em tem-</p><p>pos atuais: a menoridade penal.</p><p>Menores de dezoito anos</p><p>Art. 27. Os menores de 18 (dezoito) anos são penalmente inimputáveis, ficando sujei-</p><p>tos às normas estabelecidas na legislação especial.</p><p>CF/1988</p><p>Art. 228. São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos às nor-</p><p>mas da legislação especial.</p><p>Para o nosso legislador, menores de 18 anos são absolutamente incapazes de</p><p>entender o caráter ilícito dos fatos que praticam. Não existe necessidade de com-</p><p>provar mais nada: comprovou que não tem 18 anos, pronto, não comete crime!</p><p>Ao contrário do critério regular de nosso Código Penal (o critério biopsicológico),</p><p>aos menores de idade se aplica o critério biológico, pois basta a comprovação da</p><p>idade para que seja presumida sua inimputabilidade.</p><p>Além disso, lembra-se de que eu disse que a inimputabilidade exclui a culpabi-</p><p>lidade, apesar do que preconiza o art. 26 do CP? Pois veja só um exemplo no ECA</p><p>(Estatuto da Criança e do Adolescente):</p><p>Art. 103. Considera-se ato infracional a conduta descrita como crime ou contravenção</p><p>penal.</p><p>Art. 104. São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos às medi-</p><p>das previstas nesta Lei.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>12 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>Note que crianças e adolescentes não cometem crime: praticam atos in-</p><p>fracionais, definição essa que está perfeitamente alinhada com o conceito tripar-</p><p>tido de crime. Se não há culpabilidade, não pode existir crime.</p><p>Embriaguez completa acidental</p><p>O último instituto capaz de excluir a culpabilidade do agente é a embriaguez</p><p>completa acidental:</p><p>§ 1º É isento de pena o agente que, por embriaguez completa, proveniente de caso</p><p>fortuito ou força maior, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz</p><p>de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse enten-</p><p>dimento.</p><p>Note que, aqui, temos uma embriaguez INVOLUNTÁRIA, proveniente de CASO</p><p>FORTUITO ou FORÇA MAIOR.</p><p>Essa previsão legal é sensacional. Afinal de contas, é realmente muito difí-</p><p>cil imaginar alguém ficando completamente embriagado ao ponto de se tornar</p><p>inimputável, por força maior ou caso fortuito. Um exemplo seria o indivíduo</p><p>que foi obrigado, por coação física, a ingerir bebidas alcoólicas até atingir a</p><p>embriaguez completa.</p><p>Uma vez que esse indivíduo pratique um ilícito penal, mas em situação em que se</p><p>encontra completamente embriagado e absolutamente incapaz de compreender a ilici-</p><p>tude de seus atos, estaremos diante da chamada embriaguez completa acidental.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>13 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>3.1.2. Outras Causas Relacionadas</p><p>Ainda sob o prisma da imputabilidade, é possível que uma determinada cir-</p><p>cunstância envolva a capacidade do indivíduo compreender o caráter ilícito do fato,</p><p>embora não de forma absoluta/completa.</p><p>Nessas situações, estaremos diante de causas não excludentes de imputa-</p><p>bilidade, mas que, no entanto, possuem relevância no cálculo da pena.</p><p>Primeiramente, vejamos o que estabelece o art. 26, parágrafo único, CP:</p><p>Redução de pena</p><p>Parágrafo único - A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, em virtude</p><p>de perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento mental incompleto ou retarda-</p><p>do não era inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se</p><p>de acordo com esse entendimento.</p><p>Repare que a chave para diferenciar o parágrafo único do art. 26 de seu caput é</p><p>a expressão “não era inteiramente capaz”, que substitui a expressão “inteira-</p><p>mente incapaz”!</p><p>De acordo com o parágrafo único do art. 26, portanto, existe a possibilidade da</p><p>redução de pena de um a dois terços, nos casos em que o agente possui alguma</p><p>capacidade de entender o caráter ilícito de seus atos (embora essa capacidade seja</p><p>reduzida).</p><p>Apesar da sutil diferença entre as expressões em ambas as normas, note que</p><p>existe uma enorme diferença aqui: o indivíduo inteiramente incapaz não co-</p><p>mete crime, enquanto que o indivíduo que tem alguma capacidade comete</p><p>crime, mas terá sua pena reduzida.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>14 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>Emoção, paixão e embriaguez não acidental</p><p>Seguindo em frente, temos outras previsões que estão relacionadas com a im-</p><p>putabilidade do agente:</p><p>a emoção, a paixão e a embriaguez não acidental:</p><p>Emoção e paixão</p><p>Art. 28. Não excluem a imputabilidade penal: (Redação dada pela Lei n. 7.209, de</p><p>11.7.1984)</p><p>I – a emoção ou a paixão; (Redação dada pela Lei n. 7.209, de 11.7.1984)</p><p>Embriaguez</p><p>II – a embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool ou substância de efeitos análogos.</p><p>Dessa forma, note que a emoção e a paixão não podem ser arguidas como cir-</p><p>cunstâncias capazes de excluir a imputabilidade do agente. Da mesma forma, a</p><p>embriaguez, se voluntária ou culposa, não terá o condão de excluir a imputabi-</p><p>lidade do autor.</p><p>Actio libera in causa</p><p>É recorrente em provas de concursos a cobrança da chamada teoria da actio</p><p>libera in causa, que trata da embriaguez pré-ordenada.</p><p>Esse tipo de embriaguez merece especial atenção, pois nela o agente decide</p><p>ingerir a substância “para tomar coragem” e, assim, conseguir perpetrar a</p><p>conduta delituosa.</p><p>Note que em um estado de plena imputabilidade, o agente decide fazer o uso de</p><p>substância que lhe causará a incapacidade de entendimento DE PROPÓSITO.</p><p>A embriaguez narrada na teoria actio libera in causa também não possuirá o</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>15 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>condão de excluir a imputabilidade do agente. Muito pelo contrário, a embriaguez</p><p>pré-ordenada possui até mesmo o condão de agravar a pena do agente delitivo,</p><p>o que inclusive está previsto em um dos incisos do art. 61 do Código Penal:</p><p>Art. 61. São circunstâncias que sempre agravam a pena, quando não constituem ou</p><p>qualificam o crime:</p><p>l) em estado de embriaguez preordenada.</p><p>Embriaguez acidental incompleta</p><p>Temos ainda uma última possibilidade quando tratamos da embriaguez: a da</p><p>embriaguez acidental incompleta.</p><p>§ 2º A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, por embriaguez, pro-</p><p>veniente de caso fortuito ou força maior, não possuía, ao tempo da ação ou da omissão,</p><p>a plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo</p><p>com esse entendimento.</p><p>Veja que aqui temos uma situação muito parecida com a dos semi-inimputá-</p><p>veis. O indivíduo novamente está embriagado em decorrência de caso fortuito ou</p><p>força maior, no entanto, não está completamente incapaz de entender o caráter</p><p>ilícito de seus atos (apenas parcialmente).</p><p>Nessa situação, embora ainda pratique crime, também poderá ter a pena redu-</p><p>zida de um a dois terços.</p><p>3.2. Potencial Consciência da Ilicitude</p><p>O segundo elemento da culpabilidade é a potencial consciência da ilicitude. Para</p><p>que a conduta do autor seja reprovável, é necessário que o autor ao menos saiba</p><p>da ilegalidade de seus atos ou que tenha a possibilidade de conhecê-la.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>16 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>A alegação de desconhecimento da lei não é um argumento válido, embora esse</p><p>desconhecimento tenha de ser valorado conforme o contexto em que vive o autor</p><p>da conduta, como veremos adiante.</p><p>Lembre-se do que diz a LINDB (Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro):</p><p>Art. 3º. Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece.</p><p>Ninguém pode argumentar que não sabia que tal conduta era proibida, para que</p><p>não seja punido. Essa premissa, no entanto, não é absoluta e pode variar a depen-</p><p>der das circunstâncias sociais e pessoais do agente delitivo.</p><p>Calma, quando chegarmos ao exemplo, você entenderá bem como diferenciar</p><p>esses casos.</p><p>Comecemos observando o seguinte quadro:</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>17 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>E vejamos ainda o que especifica o Código Penal:</p><p>Erro sobre a ilicitude do fato (Redação dada pela Lei n. 7.209, de 11.7.1984)</p><p>Art. 21. O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do fato, se</p><p>inevitável, isenta de pena; se evitável, poderá diminuí-la de um sexto a um terço. (Re-</p><p>dação dada pela Lei n. 7.209, de 11.7.1984)</p><p>Parágrafo único - Considera-se evitável o erro se o agente atua ou se omite sem a cons-</p><p>ciência da ilicitude do fato, quando lhe era possível, nas circunstâncias, ter ou atingir</p><p>essa consciência.</p><p>Novamente, veja que o desconhecimento da lei é inescusável – como cidadãos,</p><p>todos temos o dever de conhecer as leis que regem o nosso ordenamento jurídico.</p><p>Entretanto, como já afirmamos anteriormente, é importante observar que é</p><p>simplesmente impossível que todos os cidadãos tenham o conhecimento de todas</p><p>as leis. Dessa forma, a doutrina rege que o que se cobra do cidadão é o chamado</p><p>conhecimento do profano.</p><p>Conhecimento do profano é aquele que pode ser obtido por um homem leigo que</p><p>faz parte de nossa sociedade. Ou seja, o conhecimento social que permite diferen-</p><p>ciar entre o certo e o errado.</p><p>Sob esse prisma, note que é perfeitamente possível que o agente</p><p>não tenha consciência da ilicitude do fato, o que chamamos de erro</p><p>de proibição.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>18 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>Vejamos um exemplo:</p><p>Em primeiro lugar, note que a lei ambiental prevê uma conduta delituosa que se</p><p>adéqua perfeitamente aos atos praticados pelo senhor Josias:</p><p>Art. 40. Causar dano direto ou indireto às Unidades de Conservação e às áreas de que</p><p>trata o art. 27 do Decreto n. 99.274, de 6 de junho de 1990, independentemente de</p><p>sua localização:</p><p>Pena - reclusão, de um a cinco anos.</p><p>Entretanto, como afirmou o próprio juiz, Josias é um lavrador que vive em um</p><p>contexto no qual diversos indivíduos fazem a mesma prática. Dessa forma, fica cla-</p><p>ro que Josias não tinha a potencial consciência da ilicitude de seus atos, come-</p><p>tendo o delito por um erro totalmente compreensível (que chamamos de escusável</p><p>ou inevitável), de modo que sua conduta está desprovida de culpabilidade.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/Antigos/D99274.htm#art27</p><p>19 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>Josias, coitado, não poderia imaginar que raspar a casca de uma árvore para</p><p>fazer um chá era crime ambiental.</p><p>Agora, imagine que fosse autuado em flagrante, na mesma situação, um mem-</p><p>bro da polícia florestal. Aí sim temos um indivíduo</p><p>que, de acordo com seu nível</p><p>de estudo e o contexto social em que vive, seria perfeitamente capaz de compre-</p><p>ender a ilicitude de seus atos, de modo que a ele não poderia ser aplicado o erro</p><p>de proibição na mesma situação.</p><p>Não vamos ver a fundo as espécies e características do erro de proibição (que</p><p>merece uma aula exclusiva para tratar do assunto). Por hora, quero apenas que</p><p>você entenda o seguinte:</p><p>É possível que o indivíduo pratique uma conduta típica e ilícita sem sa-</p><p>ber que o que está fazendo é errado (erro de proibição), e que a depender</p><p>das circunstâncias, tal erro poderá ensejar a exclusão de sua culpabilidade.</p><p>3.3. Exigibilidade de Conduta Diversa</p><p>O terceiro e último elemento da culpabilidade é a exigibilidade de conduta diver-</p><p>sa, que de uma forma simples, é um juízo sobre as opções que o agente possuía</p><p>no momento em que praticou o fato típico e ilícito.</p><p>Basta fazer a seguinte pergunta: podia o agente ter agido de outra forma?</p><p>Ao responder esse questionamento, estaremos avaliando a reprovabilidade da</p><p>conduta sob um prisma diferente, considerando as circunstâncias que envolveram</p><p>a conduta e a possibilidade do agente de ter respeitado o ordenamento ju-</p><p>rídico naquele momento.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>20 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>Esquematizando, ficaria assim:</p><p>Nesse sentido, veja que é possível que o agente seja imputável, tenha cons-</p><p>ciência da ilicitude de seus atos, mas ainda assim não seja culpável.</p><p>Sabendo disso, o que nos resta é conhecer em quais hipóteses o legislador</p><p>considerou que não se exige uma conduta diversa do agente. A previsão legal está</p><p>no art. 22 do Código Penal:</p><p>Coação irresistível e obediência hierárquica (Redação dada pela Lei n. 7.209, de 11.7.1984)</p><p>Art. 22. Se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência a</p><p>ordem, não manifestamente ilegal, de superior hierárquico, só é punível o autor</p><p>da coação ou da ordem.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>21 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>Temos duas situações em que o agente, ao praticar uma conduta que em tese</p><p>seria crime, não poderá ser responsabilizado, por inexigibilidade de conduta</p><p>diversa:</p><p>Coação moral irresistível</p><p>Bruce Willis no filme Refém (2005)</p><p>No filme Hostage (Refém), Bruce Willis interpreta um ex-negociador da polícia</p><p>que acaba sendo manipulado quando sua família é sequestrada por um criminoso.</p><p>Nesse cenário, temos um exemplo excelente da chamada coação moral irresis-</p><p>tível. Bruce Willis tem de agir de forma ilícita, tudo pelo bem de sua família, que</p><p>pode ser morta a qualquer momento.</p><p>Em uma situação como essa, qualquer um de nós é capaz de entender a conduta</p><p>delituosa do agente. Não há reprovabilidade em sua conduta, pois não é razoável espe-</p><p>rar que ele aja de outro modo enquanto sua família está em poder de sequestradores.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>22 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>Requisitos da coação moral irresistível</p><p>Para que exista uma coação moral irresistível, temos os seguintes pressupostos:</p><p>Na coação moral irresistível, temos um coator (aquele que ameaça) e um coagi-</p><p>do. O coator faz uma grave ameaça ao coagido ou a um terceiro, de modo que este</p><p>se sinta obrigado a fazer ou deixar de fazer algo, senão sofrerá as consequências.</p><p>Desde que essa coação seja irresistível, o coagido não responderá pelos atos</p><p>delituosos que praticar.</p><p>Na coação moral irresistível, quem responde pelos delitos praticados pelo coa-</p><p>gido é o coator.</p><p>O indivíduo que coagiu responderá pelo delito praticado pelo coagido. Temos a</p><p>chamada autoria mediata, visto que o coagido é mero instrumento, manipulado</p><p>para a prática de um delito desejado pelo coator.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>23 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>A pena do coator inclusive deve ser agravada:</p><p>Art. 62 - A pena será ainda agravada em relação ao agente que:</p><p>II - coage ou induz outrem à execução material do crime.</p><p>Mas, professor, e se a coação moral for resistível?</p><p>Essa é outra excelente pergunta. Se, avaliando a situação, nota-se que era pos-</p><p>sível ao coagido resistir à coação moral por ele sofrida, este responderá pelo crime</p><p>que praticou, porém, de forma atenuada. Veja o que estabelece o Código Penal:</p><p>Art. 65. São circunstâncias que sempre atenuam a pena:</p><p>III - ter o agente:(Redação dada pela Lei n. 7.209, de 11.7.1984)</p><p>b) cometido o crime sob coação a que podia resistir, ou em cumprimento de or-</p><p>dem de autoridade superior, ou sob a influência de violenta emoção, provocada por ato</p><p>injusto da vítima;</p><p>Obediência hierárquica</p><p>A segunda situação em que será possível considerar que não havia a exigibilida-</p><p>de de conduta diversa ocorre quando o autor do crime agiu em obediência à uma</p><p>ordem de um superior hierárquico.</p><p>É uma previsão específica para o direito público, de modo que não se aplica a</p><p>relações de direito privado, como a que existe entre o proprietário de uma empresa</p><p>e seus empregados.</p><p>Uma vez que estamos diante de uma relação de direito público, temos ainda o</p><p>seguinte requisito:</p><p>A ordem obedecida não pode ser manifestamente ilegal.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/1980-1988/L7209.htm#art65</p><p>24 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>É claro que a ordem emanada pelo superior deve ser ilegal (senão não resultaria</p><p>em um crime), mas ela não pode ser manifestamente ilegal.</p><p>Vamos comparar duas situações:</p><p>Ordem manifestamente ilegal Ordem não manifestamente ilegal</p><p>Delegado de polícia ordena que um</p><p>agente de polícia dispare na perna de</p><p>um preso para obter informações sobre</p><p>um roubo a banco.</p><p>Delegado de polícia ordena que os agen-</p><p>tes procedam à prisão de um indivíduo por</p><p>força de mandado de prisão inexistente.</p><p>Note como na primeira situação é óbvia a ilegalidade da conduta de disparar na</p><p>perna de um preso com o objetivo de extrair informações sobre um fato delituoso.</p><p>Caso o agente obedeça a ordem emanada pelo superior hierárquico, ambos res-</p><p>ponderão pela conduta ilícita.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a)</p><p>- 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>25 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>Já na segunda situação, a ordem tem toda uma aparência de legalidade, motivo</p><p>pelo qual o agente não poderá ser responsabilizado pela conduta ilícita, apenas seu</p><p>superior será punido pelo fato.</p><p>Professor, e se a ordem for LEGAL?</p><p>Quando a ordem é legal, não haverá crime, pois, os agentes públicos estarão</p><p>agindo no chamado estrito cumprimento do dever legal, que é uma causa ex-</p><p>cludente de ilicitude.</p><p>Assim, estaremos diante do seguinte esquema:</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 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000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>28 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>Excludentes de imputabilidade</p><p>• Doença mental que cause incapacidade ABSOLUTA de compreender a ilicitude</p><p>do fato.</p><p>– Critério biopsicológico.</p><p>• Menoridade</p><p>– Até completar 18 anos.</p><p>– Critério biológico.</p><p>• Embriaguez completa acidental</p><p>– Proveniente de caso fortuito ou força maior.</p><p>Emoção, paixão e embriaguez voluntária não removem a imputabilidade do</p><p>agente.</p><p>Actio libera in causa</p><p>• Embriaguez pré-ordenada para ter coragem de perpetrar a conduta delituosa.</p><p>• Agrava a pena do autor!</p><p>Potencial consciência da ilicitude</p><p>• Capacidade de reconhecer que a conduta praticada é ilícita, ilegal.</p><p>• O desconhecimento da lei não é justificativa para o seu não cumprimento.</p><p>• Entendimento deve ser analisado de acordo com o contexto social e cultural</p><p>do autor (conhecimento do profano).</p><p>Exigibilidade de conduta diversa</p><p>• Possibilidade de agir de outra forma, de acordo com as circunstâncias.</p><p>• Pode ser excluída pela inexigibilidade de conduta diversa.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 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(CESPE/TJDFT/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA) A embriaguez com-</p><p>pleta, culposa por imprudência ou negligência — aquela que resulta na perda da</p><p>capacidade do agente de entender o caráter ilícito de sua conduta —, no momento</p><p>da prática delituosa, não afasta a culpabilidade.</p><p>2. (CESPE/TJDFT/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA) A doença mental e o</p><p>desenvolvimento mental incompleto ou retardado, por si só, afastam por completo</p><p>a responsabilidade penal do agente.</p><p>3. (CESPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS/TÉCNICO LEGISLATIVO) Haverá isenção de</p><p>pena se o agente praticar o fato em estrito cumprimento de dever legal.</p><p>4. (CESPE/TJDFT/ANALISTA JUDICIÁRIO – PSIQUIATRIA) A avaliação da imputabi-</p><p>lidade é sempre retroativa.</p><p>5. (CESPE/TJDFT/ANALISTA JUDICIÁRIO – PSIQUIATRIA) Como requisitos para a</p><p>avaliação da imputabilidade, o critério biopsicológico exige o elemento biológico (do-</p><p>ença mental), o elemento psicológico (cognitivo e volitivo) e o elemento cronológico.</p><p>6. (CESPE/TJDFT/ANALISTA JUDICIÁRIO) De acordo com o Código Penal brasileiro,</p><p>a paixão pode levar a uma privação de sentidos, o que resulta no abolimento da</p><p>faculdade de apreciar a criminalidade do fato e de determinar-se de acordo com</p><p>essa apreciação.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>31 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>7. (CESPE/TCE-RN/ASSESSOR TÉCNICO JURÍDICO) Situação hipotética: Carlos,</p><p>indivíduo perfeitamente saudável, se embriagou voluntariamente em virtude da</p><p>celebração de seu aniversário e, sob essa condição, causou lesão grave a Daniel,</p><p>seu primo. Assertiva: Nessa situação, se for condenado, Carlos poderá ter a pena</p><p>atenuada ou substituída por tratamento ambulatorial.</p><p>8. (CESPE/AGU/ADVOGADO DA UNIÃO) O CP adota o sistema vicariante, que im-</p><p>pede a aplicação cumulada de pena e medida de segurança a agente semi-imputá-</p><p>vel e exige do juiz a decisão, no momento de prolatar sua sentença, entre a apli-</p><p>cação de uma pena com redução de um a dois terços ou a aplicação de medida de</p><p>segurança, de acordo com o que for mais adequado ao caso concreto.</p><p>9. (CESPE/TCU/AUDITOR FEDERAL DE CONTROLE EXTERNO) No que diz respeito</p><p>às causas de exclusão da ilicitude, é possível alegar legítima defesa contra quem</p><p>pratica conduta acobertada por uma dirimente de culpabilidade, como, por exem-</p><p>plo, coação moral irresistível.</p><p>10. (CESPE/TCU/AUDITOR FEDERAL DE CONTROLE EXTERNO) Situação hipotética:</p><p>Cléber, com trinta e quatro anos de idade, pretendia matar, durante uma festa, seu</p><p>desafeto, Sérgio, atual namorado de sua ex-noiva. Sem coragem para realizar a</p><p>conduta delituosa, Cléber bebeu grandes doses de vodca e, embriagado, desferiu</p><p>várias facadas contra Sérgio, que faleceu em decorrência dos ferimentos provoca-</p><p>dos pelas facadas.</p><p>Assertiva: Nessa situação, configura-se embriaguez voluntária dolosa, o que permite</p><p>ao juiz reduzir a pena imputada a Cléber, uma vez que ele não tinha plena capacidade</p><p>de entender o caráter ilícito de seus atos no momento em que esfaqueou Sérgio.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>32 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>11. (CESPE/TRE-GO/ANALISTA JUDICIÁRIO) Aquele que for fisicamente coagido,</p><p>de forma irresistível, a praticar uma infração penal cometerá fato típico e ilícito,</p><p>porém não culpável.</p><p>12. (CESPE/TJ-SE/TÉCNICO JUDICIÁRIO) É isento de pena o agente que, por em-</p><p>briaguez voluntária completa, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente</p><p>incapaz de entender o caráter ilícito do fato.</p><p>13. (CESPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA LEGISLATIVO) Será isento de</p><p>pena o agente que, por embriaguez completa, proveniente de caso fortuito, culpa ou</p><p>força maior, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender</p><p>o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.</p><p>14. (CESPE/STF/ANALISTA JUDICIÁRIO) Considerando o disposto no Código Penal</p><p>brasileiro, quanto à matéria do erro, é correto afirmar que, em regra, o erro de</p><p>proibição recai sobre a consciência da ilicitude do fato, ao passo que o erro de tipo</p><p>incide sobre os elementos constitutivos do tipo legal do crime.</p><p>15. (CESPE/AGU/PROCURADOR FEDERAL) O CP prevê uma redução de pena para</p><p>aquele que, em virtude de perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento</p><p>mental incompleto ou retardado, não seja inteiramente capaz de entender o caráter</p><p>ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento, circunstância</p><p>que enseja uma menor reprovabilidade da conduta do agente comprovadamente</p><p>naquelas condições. Tem-se, nesse caso, a denominada semi-imputabilidade, tam-</p><p>bém nominada pelos doutrinadores como responsabilidade penal diminuída.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>33 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>16. (VUNESP/TJ-SP/TITULAR DE SERVIÇOS NOTARIAIS/ADAPTADA) A embriaguez</p><p>culposa, por álcool ou substância de efeitos análogos, exclui a imputabilidade penal.</p><p>17. (VUNESP/TJ-SP/TITULAR DE SERVIÇOS NOTARIAIS/ADAPTADA) O agente que</p><p>em virtude de perturbação da saúde mental não era, ao tempo da ação, inteira-</p><p>mente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo</p><p>com este entendimento, é isento de pena.</p><p>18. (VUNESP/MPE-SP/ANALISTA/ADAPTADA) Comprovada a doença mental ou o</p><p>desenvolvimento mental incompleto ou retardado, o agente será considerado inim-</p><p>putável para os efeitos legais.</p><p>19. (VUNESP/MPE-SP/ANALISTA/ADAPTADA) A emoção e a paixão, além de não</p><p>afastarem a imputabilidade penal do agente, podem ser consideradas como cir-</p><p>cunstâncias agravantes no momento da fixação da pena.</p><p>20. (VUNESP/PC-CE/INSPETOR/ADAPTADA) Se o fato é cometido sob coação irre-</p><p>sistível ou em estrita obediência à ordem, não manifestamente ilegal, de superior</p><p>hierárquico, é punível o autor da coação ou da ordem tendo o autor do fato a pena</p><p>diminuída de um a dois terços.</p><p>21. (VUNESP/PC-CE/INSPETOR/ADAPTADA) Nos termos do Código Penal, a impu-</p><p>tabilidade penal é excluída pela doença mental ou desenvolvimento mental incom-</p><p>pleto ou retardado, que torna o autor, ao tempo da ação ou da omissão, inteira-</p><p>mente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo</p><p>com esse entendimento.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>34 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>22. (VUNESP/TJ-PA/ANALISTA JUDICIÁRIO/ADAPTADA) Se o agente, por embriaguez,</p><p>proveniente de caso fortuito ou força maior, não possuía, ao tempo da ação ou da</p><p>omissão, a plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se</p><p>de acordo com esse entendimento, a pena pode ser reduzida de um a dois terços.</p><p>23. (VUNESP/PC-SP/DELEGADO/ADAPTADA) A tese supralegal de inexigibilidade</p><p>de conduta diversa, se acolhida judicialmente, importa em exclusão do crime.</p><p>24. (VUNESP/TJ-SP/ADVOGADO/ADAPTADA) O gerente de uma determinada agên-</p><p>cia bancária, após longa sessão de tortura psicológica infligida a ele pelos bandidos,</p><p>fornece a chave para abertura do cofre da agência bancária. Sua conduta encontra</p><p>guarida na excludente de ilicitude denominada coação física irresistível.</p><p>25. (VUNESP/TJ-SP/JUIZ/ADAPTADA) Depois de haver saído do restaurante onde</p><p>havia almoçado, Tício, homem de pouco cultivo, percebeu que lá havia esquecido</p><p>sua carteira e voltou para recuperá-la, mas não mais a encontrou. Acreditando ter</p><p>o direito de fazer justiça pelas próprias mãos, tomou para si objeto pertencente ao</p><p>dono do referido restaurante, supostamente de valor igual ao seu prejuízo. Esse</p><p>fato pode configurar erro de proibição.</p><p>26. (FCC/TRT 9/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ADAPTADA) São causas de inimputabilida-</p><p>de previstas no Código Penal, além de doença mental e desenvolvimento mental</p><p>incompleto ou retardado a idade inferior a 18 anos e a embriaguez completa, de-</p><p>corrente de caso fortuito ou força maior.</p><p>27. (FCC/TRF 4/ANALISTA JUDICIÁRIO/ADAPTADA) No direito brasileiro legislado,</p><p>desde que subtraia por completo o entendimento da ilicitude ou a determinação por</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>35 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>ela, a embriaguez terá, genericamente, o condão de excluir total ou parcialmente</p><p>a imputabilidade penal quando for oriunda de culpa inconsciente.</p><p>28. (FCC/TJ-CE/JUIZ/ADAPTADA) Na coação moral irresistível, há exclusão da an-</p><p>tijuridicidade.</p><p>29. (FCC/TJ-PE/TITULAR DE SERVIÇOS NOTARIAIS/ADAPTADA) Na estrutura ana-</p><p>lítica do crime, o juízo da culpabilidade presta-se para avaliar a contrariedade da</p><p>conduta ao direito.</p><p>30. (FCC/TJ-PE/TITULAR DE SERVIÇOS NOTARIAIS/ADAPTADA) A inimputabilida-</p><p>de por peculiaridade mental ou etária exclui da conduta a culpabilidade.</p><p>O conteúdo deste</p><p>livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>36 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>GABARITO</p><p>1. C</p><p>2. E</p><p>3. E</p><p>4. C</p><p>5. E</p><p>6. E</p><p>7. E</p><p>8. C</p><p>9. C</p><p>10. E</p><p>11. E</p><p>12. E</p><p>13. E</p><p>14. C</p><p>15. C</p><p>16. E</p><p>17. E</p><p>18. E</p><p>19. E</p><p>20. E</p><p>21. C</p><p>22. C</p><p>23. E</p><p>24. E</p><p>25. C</p><p>26. C</p><p>27. E</p><p>28. E</p><p>29. E</p><p>30. C</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>37 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>GABARITO COMENTADO</p><p>1. (CESPE/TJDFT/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA) A embriaguez com-</p><p>pleta, culposa por imprudência ou negligência — aquela que resulta na perda da</p><p>capacidade do agente de entender o caráter ilícito de sua conduta —, no momento</p><p>da prática delituosa, não afasta a culpabilidade.</p><p>Certo.</p><p>Conforme estudamos, o art. 28 do CP prevê que não afastam a imputabilidade</p><p>penal (lembre-se que a imputabilidade é um dos elementos da culpabilidade) a</p><p>embriaguez voluntária ou culposa. Simples assim!</p><p>2. (CESPE/TJDFT/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA) A doença mental e o</p><p>desenvolvimento mental incompleto ou retardado, por si só, afastam por completo</p><p>a responsabilidade penal do agente.</p><p>Errado.</p><p>Claro que não! Não é qualquer doença mental que é capaz de gerar a inimputabi-</p><p>lidade completa. Da mesma forma, o desenvolvimento mental incompleto ou re-</p><p>tardo pode tanto gerar a imputabilidade completa do agente quanto afetar apenas</p><p>parcialmente a capacidade de discernimento do autor, de modo que não podemos</p><p>afirmar que haverá o afastamento completo da responsabilidade penal do agente!</p><p>3. (CESPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS/TÉCNICO LEGISLATIVO) Haverá isenção de</p><p>pena se o agente praticar o fato em estrito cumprimento de dever legal.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>38 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>Errado.</p><p>Mas é claro que não. O estrito cumprimento do dever legal é uma causa de exclusão de</p><p>ilicitude, atuando sobre a antijuridicidade do fato, e não sobre sua culpabilidade. Sem</p><p>antijuridicidade o fato praticado é lícito – não há que se falar na aplicação de pena!</p><p>4. (CESPE/TJDFT/ANALISTA JUDICIÁRIO – PSIQUIATRIA) A avaliação da imputabi-</p><p>lidade é sempre retroativa.</p><p>Certo.</p><p>Veja como uma questão de apenas uma linha pode ser complexa!</p><p>A avaliação de imputabilidade é feita pelo juiz, no momento em que o processo é</p><p>avaliado. Esse momento, obviamente, sempre ocorre em tempo posterior à prática</p><p>de um delito.</p><p>No entanto, avalia-se a imputabilidade do sujeito não ao tempo do julgamento, mas sim</p><p>ao tempo do crime (tempo da ação ou da omissão). Ou seja: olha-se para trás, retroa-</p><p>tivamente, para verificar se, à época dos fatos, o indivíduo era ou não inimputável.</p><p>Por esse motivo, a avaliação de imputabilidade é, sim, sempre retroativa!</p><p>5. (CESPE/TJDFT/ANALISTA JUDICIÁRIO – PSIQUIATRIA) Como requisitos para a</p><p>avaliação da imputabilidade, o critério biopsicológico exige o elemento biológico (do-</p><p>ença mental), o elemento psicológico (cognitivo e volitivo) e o elemento cronológico.</p><p>Errado.</p><p>Nada disso. O critério biopsicológico se divide apenas nos elementos biológico e</p><p>psicológico (não havendo o elemento cronológico).</p><p>Além disso, o critério biológico é o critério de IDADE (maioridade penal). O elemen-</p><p>to psicológico é que trata da questão de enfermidades mentais!</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>39 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>6. (CESPE/TJDFT/ANALISTA JUDICIÁRIO) De acordo com o Código Penal brasileiro,</p><p>a paixão pode levar a uma privação de sentidos, o que resulta no abolimento da</p><p>faculdade de apreciar a criminalidade do fato e de determinar-se de acordo com</p><p>essa apreciação.</p><p>Errado.</p><p>Nada disso! A paixão não é excludente de culpabilidade, em hipótese alguma. Não há</p><p>que se falar em inimputabilidade em razão da paixão em nosso ordenamento jurídico!</p><p>7. (CESPE/TCE-RN/ASSESSOR TÉCNICO JURÍDICO) Situação hipotética: Carlos,</p><p>indivíduo perfeitamente saudável, se embriagou voluntariamente em virtude da</p><p>celebração de seu aniversário e, sob essa condição, causou lesão grave a Daniel,</p><p>seu primo. Assertiva: Nessa situação, se for condenado, Carlos poderá ter a pena</p><p>atenuada ou substituída por tratamento ambulatorial.</p><p>Errado.</p><p>A embriaguez, para surtir efeito sobre a pena a ser cominada ao autor, deve ser</p><p>oriunda de caso fortuito ou força maior. Embriaguez voluntária não irá incidir ou</p><p>atenuar a responsabilização do agente delitivo.</p><p>8. (CESPE/AGU/ADVOGADO DA UNIÃO) O CP adota o sistema vicariante, que im-</p><p>pede a aplicação cumulada de pena e medida de segurança a agente semi-imputá-</p><p>vel e exige do juiz a decisão, no momento de prolatar sua sentença, entre a apli-</p><p>cação de uma pena com redução de um a dois terços ou a aplicação de medida de</p><p>segurança, de acordo com o que for mais adequado ao caso concreto.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>40 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>Certo.</p><p>Exatamente isso! A aplicação cumulada de pena e de medida de segurança, que são</p><p>espécies de sanção penal, resultaria em bis in idem. Por esse motivo, o juiz deve</p><p>decidir entre a aplicação da pena com redução, em razão da semi-imputabilidade</p><p>do agente, ou a aplicação da medida de segurança, de acordo com o caso concreto!</p><p>9. (CESPE/TCU/AUDITOR FEDERAL DE CONTROLE EXTERNO) No que diz respeito</p><p>às causas de exclusão da ilicitude, é possível alegar legítima defesa contra quem</p><p>pratica conduta acobertada por uma dirimente de culpabilidade, como, por exem-</p><p>plo, coação moral irresistível.</p><p>Certo.</p><p>É perfeitamente possível alegar legítima defesa contra indivíduo acobertado por</p><p>uma excludente de culpabilidade. Imagine, por exemplo, um indivíduo que está sob</p><p>coação de um terceiro, que sequestrou sua família. Caso este indivíduo, sob coação</p><p>moral irresistível, seja obrigado pelo autor a atentar contra a vida de alguém, essa</p><p>pessoa poderá defender-se normalmente!</p><p>10. (CESPE/TCU/AUDITOR FEDERAL DE CONTROLE EXTERNO) Situação hipotética:</p><p>Cléber, com trinta e quatro anos de idade, pretendia matar, durante uma festa, seu</p><p>desafeto, Sérgio, atual namorado de sua ex-noiva. Sem coragem para realizar a</p><p>conduta delituosa, Cléber bebeu grandes doses de vodca e, embriagado, desferiu</p><p>várias facadas contra Sérgio,</p><p>que faleceu em decorrência dos ferimentos provoca-</p><p>dos pelas facadas.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>41 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>Assertiva: Nessa situação, configura-se embriaguez voluntária dolosa, o que permite</p><p>ao juiz reduzir a pena imputada a Cléber, uma vez que ele não tinha plena capacidade</p><p>de entender o caráter ilícito de seus atos no momento em que esfaqueou Sérgio.</p><p>Errado.</p><p>Questão bastante simples! A embriaguez pré-ordenada para “criar coragem” e pra-</p><p>ticar o delito nada mais é do que a chamada actio libera in causa. A conduta do</p><p>agente é tão ou mais reprovável do que aquele que pratica o delito sem se embria-</p><p>gar, motivo pelo qual não há que se falar em redução da pena em razão deste tipo</p><p>de embriaguez.</p><p>11. (CESPE/TRE-GO/ANALISTA JUDICIÁRIO) Aquele que for fisicamente coagido,</p><p>de forma irresistível, a praticar uma infração penal cometerá fato típico e ilícito,</p><p>porém não culpável.</p><p>Errado.</p><p>Negativo. Coação FÍSICA irresistível exclui a TIPICIDADE do fato. O fato não será</p><p>sequer típico! Quem exclui a culpabilidade é a Coação MORAL irresistível. Lem-</p><p>bre-se disso!</p><p>12. (CESPE/TJ-SE/TÉCNICO JUDICIÁRIO) É isento de pena o agente que, por em-</p><p>briaguez voluntária completa, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente</p><p>incapaz de entender o caráter ilícito do fato.</p><p>Errado.</p><p>Se a embriaguez não é proveniente de caso fortuito ou força maior, esqueça: não</p><p>há que se falar em isenção de pena.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>42 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>13. (CESPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA LEGISLATIVO) Será isento de</p><p>pena o agente que, por embriaguez completa, proveniente de caso fortuito, culpa ou</p><p>força maior, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender</p><p>o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.</p><p>Errado.</p><p>Cuidado. Não podemos errar uma questão fácil como essa, e se você ler com dis-</p><p>plicência ou muito rapidamente pode não perceber onde está o erro.</p><p>A embriaguez completa, proveniente de caso fortuito ou força maior, realmente tem o</p><p>condão de isentar o agente de pena, se este se encontrar inteiramente incapaz de en-</p><p>tender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.</p><p>Entretanto, a embriaguez proveniente de CULPA não tem essa característica, e esse</p><p>é o único erro da assertiva!</p><p>14. (CESPE/STF/ANALISTA JUDICIÁRIO) Considerando o disposto no Código Penal</p><p>brasileiro, quanto à matéria do erro, é correto afirmar que, em regra, o erro de</p><p>proibição recai sobre a consciência da ilicitude do fato, ao passo que o erro de tipo</p><p>incide sobre os elementos constitutivos do tipo legal do crime.</p><p>Certo.</p><p>Exatamente! O erro de proibição recai sobre a consciência da ilicitude do fato. O</p><p>agente sabe o que está fazendo, mas pensa que tal conduta é lícita (exemplo: o</p><p>indivíduo não sabe que retirar casca de uma determinada árvore em reserva am-</p><p>biental pode constituir crime).</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>43 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>Já no erro de tipo, o agente sabe que uma tal conduta é ilícita, mas não percebe</p><p>que está praticando tal conduta (exemplo: indivíduo furta um celular, achando que</p><p>está levando o seu próprio). Ocorre erro sobre o tipo, pois falta a consciência sobre</p><p>o elemento coisa alheia do art. 155 do CP.</p><p>15. (CESPE/AGU/PROCURADOR FEDERAL) O CP prevê uma redução de pena para</p><p>aquele que, em virtude de perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento</p><p>mental incompleto ou retardado, não seja inteiramente capaz de entender o caráter</p><p>ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento, circunstância</p><p>que enseja uma menor reprovabilidade da conduta do agente comprovadamente</p><p>naquelas condições. Tem-se, nesse caso, a denominada semi-imputabilidade, tam-</p><p>bém nominada pelos doutrinadores como responsabilidade penal diminuída.</p><p>Certo.</p><p>É isso mesmo! Quando não considerado capaz de entender o caráter ilícito de seus</p><p>atos, o indivíduo poderá ser considerado inimputável (absolutamente incapaz) ou</p><p>semi-imputável (relativamente incapaz). No caso da semi-imputabilidade, sua</p><p>conduta será menos reprovável, ensejando a redução de sua pena.</p><p>16. (VUNESP/TJ-SP/TITULAR DE SERVIÇOS NOTARIAIS/ADAPTADA) A embriaguez</p><p>culposa, por álcool ou substância de efeitos análogos, exclui a imputabilidade penal.</p><p>Errado.</p><p>Nada disso! Apenas a embriaguez proveniente de caso fortuito ou força maior tem</p><p>o condão de excluir a imputabilidade do agente.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>44 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>17. (VUNESP/TJ-SP/TITULAR DE SERVIÇOS NOTARIAIS/ADAPTADA) O agente que</p><p>em virtude de perturbação da saúde mental não era, ao tempo da ação, inteira-</p><p>mente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo</p><p>com este entendimento, é isento de pena.</p><p>Errado.</p><p>Cuidado! Veja que o agente não era inteiramente capaz. Para se tornar isento de</p><p>pena, deveria ser inteiramente incapaz. Dizer que ele não era inteiramente capaz abre</p><p>margem para que ele seja parcialmente capaz, o que torna a afirmação incorreta!</p><p>18. (VUNESP/MPE-SP/ANALISTA/ADAPTADA) Comprovada a doença mental ou o</p><p>desenvolvimento mental incompleto ou retardado, o agente será considerado inim-</p><p>putável para os efeitos legais.</p><p>Errado.</p><p>Cuidado com questões assim! Desenvolvimento mental incompleto pode gerar uma</p><p>imputabilidade parcial. Para existir a inimputabilidade, a assertiva deve afirmar</p><p>que o autor é totalmente incapaz de entender o caráter de uma conduta ilícita!</p><p>19. (VUNESP/MPE-SP/ANALISTA/ADAPTADA) A emoção e a paixão, além de não</p><p>afastarem a imputabilidade penal do agente, podem ser consideradas como cir-</p><p>cunstâncias agravantes no momento da fixação da pena.</p><p>Errado.</p><p>Não existe previsão de agravamento da pena por força da emoção e da paixão no</p><p>texto do art. 28 do CP.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>45 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>20. (VUNESP/PC-CE/INSPETOR/ADAPTADA) Se o fato é cometido sob coação irre-</p><p>sistível ou em estrita obediência à ordem, não manifestamente</p><p>ilegal, de superior</p><p>hierárquico, é punível o autor da coação ou da ordem tendo o autor do fato a pena</p><p>diminuída de um a dois terços.</p><p>Errado.</p><p>Quando o fato é praticado sob coação irresistível ou estrita obediência à ordem não</p><p>manifestamente ilegal de superior hierárquico, o autor da coação ou ordem é puní-</p><p>vel, mas o autor do fato propriamente dito será isento de pena!</p><p>21. (VUNESP/PC-CE/INSPETOR/ADAPTADA) Nos termos do Código Penal, a impu-</p><p>tabilidade penal é excluída pela doença mental ou desenvolvimento mental incom-</p><p>pleto ou retardado, que torna o autor, ao tempo da ação ou da omissão, inteira-</p><p>mente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo</p><p>com esse entendimento.</p><p>Certo.</p><p>Exatamente. É o que prevê o art. 26 do Código Penal!</p><p>22. (VUNESP/TJ-PA/ANALISTA JUDICIÁRIO/ADAPTADA) Se o agente, por em-</p><p>briaguez, proveniente de caso fortuito ou força maior, não possuía, ao tempo da</p><p>ação ou da omissão, a plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou</p><p>de determinar-se de acordo com esse entendimento, a pena pode ser reduzida</p><p>de um a dois terços.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>46 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>Certo.</p><p>Se ele não possui plena capacidade de entendimento, apenas parcial, poderá ter a</p><p>pena reduzida de um a dois terços, como rege o art. 28, parágrafo 2º, do CP.</p><p>23. (VUNESP/PC-SP/DELEGADO/ADAPTADA) A tese supralegal de inexigibilidade</p><p>de conduta diversa, se acolhida judicialmente, importa em exclusão do crime.</p><p>Errado.</p><p>A inexigibilidade de conduta diversa importará na exclusão da culpabilidade, e não</p><p>do crime, visto que exclui um dos elementos da primeira: a exigibilidade de con-</p><p>duta diversa.</p><p>24. (VUNESP/TJ-SP/ADVOGADO/ADAPTADA) O gerente de uma determinada agên-</p><p>cia bancária, após longa sessão de tortura psicológica infligida a ele pelos bandidos,</p><p>fornece a chave para abertura do cofre da agência bancária. Sua conduta encontra</p><p>guarida na excludente de ilicitude denominada coação física irresistível.</p><p>Errado.</p><p>Veja que o agente praticou uma conduta típica e ilícita, auxiliando os criminosos</p><p>a executar seu plano de roubar o cofre da agência bancária. Entretanto, embora</p><p>imputável e consciente da ilicitude de seus atos, o gerente do banco estava sob</p><p>coação moral irresistível, visto que foi torturado psicologicamente pelos bandidos.</p><p>Dessa forma, estará amparado por uma excludente de culpabilidade, e não de ilici-</p><p>tude, conforme afirmou o examinador!</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>47 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>25. (VUNESP/TJ-SP/JUIZ/ADAPTADA) Depois de haver saído do restaurante onde</p><p>havia almoçado, Tício, homem de pouco cultivo, percebeu que lá havia esquecido</p><p>sua carteira e voltou para recuperá-la, mas não mais a encontrou. Acreditando ter</p><p>o direito de fazer justiça pelas próprias mãos, tomou para si objeto pertencente ao</p><p>dono do referido restaurante, supostamente de valor igual ao seu prejuízo. Esse</p><p>fato pode configurar erro de proibição.</p><p>Certo.</p><p>Veja que o indivíduo, Tício, é imputável e capaz de responder por seus atos. Entre-</p><p>tanto, analisando suas circunstâncias pessoais, nota-se que ele é “um homem de</p><p>pouco cultivo”, que acreditava ter o direito de fazer justiça pelas próprias mãos, em</p><p>razão de sua formação intelectual e cultural.</p><p>Nessa situação, ele não tinha a potencial consciência da ilicitude de seus atos, o</p><p>que pode ensejar que ele não seja punido, por força de um erro de proibição!</p><p>26. (FCC/TRT 9/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ADAPTADA) São causas de inimputabilida-</p><p>de previstas no Código Penal, além de doença mental e desenvolvimento mental</p><p>incompleto ou retardado a idade inferior a 18 anos e a embriaguez completa, de-</p><p>corrente de caso fortuito ou força maior.</p><p>Certo.</p><p>Conforme estudamos, além de doença mental e desenvolvimento mental incomple-</p><p>to ou retardado, são causas de inimputabilidade a idade inferior a 18 anos (critério</p><p>biológico) e a embriaguez completa decorrente de caso fortuito ou força maior.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>48 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>27. (FCC/TRF 4/ANALISTA JUDICIÁRIO/ADAPTADA) No direito brasileiro legislado,</p><p>desde que subtraia por completo o entendimento da ilicitude ou a determinação por</p><p>ela, a embriaguez terá, genericamente, o condão de excluir total ou parcialmente</p><p>a imputabilidade penal quando for oriunda de culpa inconsciente.</p><p>Errado.</p><p>A embriaguez, para possuir o condão de afetar a imputabilidade penal, deve ser</p><p>oriunda de caso fortuito ou força maior. Motivo pelo qual a assertiva apenas está</p><p>incorreta ao afirmar que uma embriaguez oriunda de culpa pode excluir a imputa-</p><p>bilidade do agente.</p><p>28. (FCC/TJ-CE/JUIZ/ADAPTADA) Na coação moral irresistível, há exclusão da an-</p><p>tijuridicidade.</p><p>Errado.</p><p>Conforme estudamos, a coação moral irresistível afeta a exigibilidade de conduta</p><p>diversa. E, dessa forma, indiretamente, é uma causa de exclusão da culpabilidade,</p><p>e não de antijuridicidade, tendo em vista que a exigibilidade de conduta diversa é</p><p>um dos elementos daquela!</p><p>29. (FCC/TJ-PE/TITULAR DE SERVIÇOS NOTARIAIS/ADAPTADA) Na estrutura ana-</p><p>lítica do crime, o juízo da culpabilidade presta-se para avaliar a contrariedade da</p><p>conduta ao direito.</p><p>Errado.</p><p>A culpabilidade é o terceiro dos elementos que compõem a conduta criminosa, e</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>49 de 49</p><p>DIREITO PENAL</p><p>Da Culpabilidade e Imputabilidade Penal</p><p>Prof. Douglas de Araújo Vargas</p><p>www.grancursosonline.com.br</p><p>trata especificamente de um juízo de reprovabilidade realizado sob a conduta pra-</p><p>ticada pelo agente, e não sobre a contrariedade da conduta ao direito.</p><p>30. (FCC/TJ-PE/TITULAR DE SERVIÇOS NOTARIAIS/ADAPTADA) A inimputabilida-</p><p>de por peculiaridade mental ou etária exclui da conduta a culpabilidade.</p><p>Certo.</p><p>Como você já sabe, é claro que alterações mentais ou de idade que causem inim-</p><p>putabilidade terão o condão de excluir a culpabilidade!</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Nome do Concurseiro(a) - 000.000.000-00, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,</p><p>a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>http://www.grancursosonline.com.br</p><p>1. Introdução</p><p>2. Culpabilidade: Conceito</p><p>3. Teoria Normativa Pura</p><p>3.1. Imputabilidade</p><p>3.2. Potencial Consciência da Ilicitude</p><p>3.3. Exigibilidade de Conduta Diversa</p><p>resumo</p><p>Questões de Concurso</p><p>Gabarito</p><p>Gabarito Comentado</p>