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<p>AO JUÍZO DA----- VARA DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DA CAPITAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO/RJ</p><p>BARBARA FONTES DE ABREU, brasileira, casada, portadora da carteira de identidade nº 126401508-6, inscrita no CPF sob o nº 123.624.807-48, residente e domiciliada na Rua 45, lote 02 casa 2 – Centro, Rio de Janeiro – CEP: 254790-218, vem à V. Exa., por sua advogada que esta subscreve, com fundamento no art. 5º, inciso LXIX, da vigente Constituição Federal e na Lei nº1.533, de 31/12/51, impetrar o presente</p><p>MANDADO DE SEGURANÇA PREVENTIVO COM PEDIDO DE LIMINAR</p><p>em face de ato coator do Secretário da Secretaria Municipal de Educação do município do Rio de Janeiro, localizado na Rua XXX, nº XX, bairro XXX, Rio de Janeiro/RJ, CEP XXX, e-mail XXX, pelas razões de fato e de direito que a seguir expõe:</p><p>DO MANDADO DE SEGURANÇA</p><p>A presente ação encontra-se revestida das formalidades legais que legitimam sua procedência, sendo este o meio constitucional posto à disposição de pessoa jurídica, órgão com capacidade processual para a proteção do direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, lesado ou ameaçado de lesão, por ato de autoridade conforme se perceberá pela narrativa adiante exposta.</p><p>Direito líquido e certo é o que se apresenta manifesto na sua existência, delimitado na sua extensão apto a ser exercitado no momento da impetração, em outras palavras, é o direito comprovado de plano.</p><p>Em assim sendo, e estando a apresente ação destinada a afastar ofensa a direito subjetivo individual, nada mais que o presente MANDADO DE SEGURANÇA, pois através deste, se vislumbra precipuamente a suspensão do certame até o julgamento do mérito e trânsito em julgado da sentença, uma vez que os vícios considerados no processo administrativo por responsabilidade da autoridade coatora são evidentes, em desacordo com os princípios da impessoalidade, legalidade entre outros, que ferem, de chofre o direito do Impetrante.</p><p>DOS FATOS</p><p>A impetrante participou do edital do concurso para professores do ensino fundamental organizado e executado pela Secretaria Municipal de Educação do município do Rio de Janeiro, sendo que a mesma realizou a prova objetiva em 15 de janeiro de 2020, e logo após foram liberadas as notas da prova discursiva, convocação para prova oral, na qual obteve êxito.</p><p>Em 18 de maio de 2020, saiu a classificação com notas das provas objetivas e discursiva, obtendo a posição 54°.</p><p>A primeira convocação para o curso de formação (próxima etapa) saiu no mesmo dia 18 de maio de 2020 e a segunda convocação em setembro do mesmo ano.</p><p>Desde então, não houve novas convocações, sendo que em novembro de 2020, houve a terceira convocação, e a impetrante foi a 2ª convocada para o curso de formação.</p><p>Entretanto, dias depois, havia uma listagem onde constava o nome da impetrante marcado como "desistência", no diário oficial.</p><p>Ressalta que em momento algum houve desistência, mas sim, ausência de uma comunicação formal por parte da Secretaria de Educação, que em momento algum enviou um telegrama, e-mail ou ligação para comunicar a sua convocação para o curso de formação.</p><p>Ainda assim, a impetrante esteve na sede da Secretária Municipal de Educação para questionar a sua eliminação no concurso, tendo recebido o protocolo de nª 01/900.299/2020, contudo, não foi lhe informado nenhum prazo para a resposta do requerimento administrativo.</p><p>A impetrante afirma que não tomou ciência de sua convocação, uma vez que não foi notificada pelo telegrama enviado, tampouco por outros meios.</p><p>DA VIOLAÇÃO DO DIREITO LÍQUIDO E CERTO</p><p>A Constituição Federal, em seu art. 5º, inciso LV, reza, claramente, o direito pela ampla defesa conforme texto legal infra mencionado:</p><p>“LV – aos litigantes, em processo jurídico ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes.”</p><p>Os documentos acostados com a presente demonstram cabalmente os fatos ensejadores do Mandado de Segurança, estando preenchidos os requisitos tipificadores do direito líquido e certo.</p><p>Mister ressaltarmos, o total descumprimento da Carta Magna quando do repúdio do direito à ampla defesa. Cerceado foi, o impetrante de seus direitos ao não obter nenhuma resposta sobre o requerimento aberto em âmbito administrativo.</p><p>A jurisprudência, quanto ao cerceamento do direito da ampla defesa é vasta e certa, adjudicando o direito a aquele que o teve destituído.</p><p>É fato certo que a impetrante foi sumariamente excluída do certame, sem que tivesse sua irresignação apreciada por quem de direito. A avaliação foi completamente arbitraria e desprovida de motivação. A falta de prazo de reposta do procedimento administrativo, ou melhor, o afastamento do impetrante do concurso público, afronta nosso ordenamento jurídico, sendo passível de correição judicial.</p><p>DA CONCESSÃO DE LIMINAR</p><p>Pretende a ora IMPETRANTE que seja concedida liminar para determinar a autoridade coatora, que incontinenti procedam à autorização para continuidade de participação no certame mediante entrega de documentação e matrícula, para que o IMPETRANTE possa ser relacionado na lista de aprovados, que será publicada ao dia XX/XX/XXXX, pois após o dia 18/08/2022 haverá o perecimento do direito, visto tratar da publicação final desse Concurso Público. Ou seja, busca o impetrante a concessão da medida liminar, para que seja determinado à autoridade coatora que permita que o impetrante efetue sua matricula em momento anterior ao dia 18/08/2022, podendo assim, finalmente, apresentar-se ao dia XX/XX/XXXX, conforme estabelece o item XX do edital.</p><p>Sempre lembrando, outrossim, que conforme art. 5º da Lei de Introdução ao Código Civil, na aplicação da lei, o Juiz atenderá aos fins sociais que ela se dirige e às exigências do bem comum, que neste caso é garantir o mandamento constitucional de que os cargos públicos, no Brasil, são acessíveis a quaisquer brasileiros que preencham os requisitos legais.</p><p>DO PEDIDO</p><p>Em razão do exposto, e diante dos fatos e fundamentos jurídicos apresentados, bem como da comprovação dos requisitos da relevância do fundamento e de a IMPETRANTE poder ser frustrada em sua pretensão de permanecer no certame, aliado ao fato de que, pela falta de “aptidão da Sentença, que não produzirá os efeitos pleiteados à época em que for proferida” (fumus bonis juris e periculum in mora), requer a concessão de Medida Liminar inaudita altera pars para que incontinenti seja determinado à autoridade impetrada que determine providências no sentido de a permitir ao impetrante a continuidade de participação no certame, cedendo o direito à matrícula para posterior relação na lista de aprovados divulgada no dia 18/05/2022;</p><p>Requer, ainda a V. Exa., seja notificada a autoridade apontada como coatora, dentro do prazo legal, para que informem sobre o ato ilegal, e, que também seja intimado o digno representante do Ministério Público;</p><p>Requer, após o processamento do presente mandamus e, após ouvida a autoridade coatora no prazo legal e ouvido os demais interessados na forma da lei, seja julgado procedente o PEDIDO do presente MANDADO DE SEGURANÇA para, concedendo a segurança, determinar que a autoridade coatora proceda em definitivo a liminar pleiteada e seja ordenada a repetição do exame físico anulando-se a decisão anterior.</p><p>Dá-se à presente causa o valor de R$ XXX, para os efeitos legais.</p><p>Nesses termos,</p><p>Pede deferimento.</p><p>LOCAL E DATA</p><p>Nome do Advogado</p><p>OAB/UF nº</p>

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