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<p>CÓD: SL-218MA-24</p><p>7908433256151</p><p>CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE MINAS GERAIS</p><p>CBM-MG</p><p>Soldado Bombeiro Militar (Curso de</p><p>Formação de Soldados Bombeiros</p><p>Militar do Quadro de Praças)</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>EDITAL CBMMG Nº 13, DE 21 DE MAIO DE 2024</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Como passar em um concurso público?</p><p>Todos nós sabemos que é um grande desafio ser aprovado em concurso público, dessa maneira é muito importante o concurseiro</p><p>estar focado e determinado em seus estudos e na sua preparação. É verdade que não existe uma fórmula mágica ou uma regra de como</p><p>estudar para concursos públicos, é importante cada pessoa encontrar a melhor maneira para estar otimizando sua preparação.</p><p>Algumas dicas podem sempre ajudar a elevar o nível dos estudos, criando uma motivação para estudar. Pensando nisso, a Solução</p><p>preparou esta introdução com algumas dicas que irão fazer toda a diferença na sua preparação.</p><p>Então mãos à obra!</p><p>• Esteja focado em seu objetivo: É de extrema importância você estar focado em seu objetivo: a aprovação no concurso. Você vai ter</p><p>que colocar em sua mente que sua prioridade é dedicar-se para a realização de seu sonho;</p><p>• Não saia atirando para todos os lados: Procure dar atenção a um concurso de cada vez, a dificuldade é muito maior quando você</p><p>tenta focar em vários certames, pois as matérias das diversas áreas são diferentes. Desta forma, é importante que você defina uma</p><p>área e especializando-se nela. Se for possível realize todos os concursos que saírem que englobe a mesma área;</p><p>• Defina um local, dias e horários para estudar: Uma maneira de organizar seus estudos é transformando isso em um hábito,</p><p>determinado um local, os horários e dias específicos para estudar cada disciplina que irá compor o concurso. O local de estudo não</p><p>pode ter uma distração com interrupções constantes, é preciso ter concentração total;</p><p>• Organização: Como dissemos anteriormente, é preciso evitar qualquer distração, suas horas de estudos são inegociáveis. É</p><p>praticamente impossível passar em um concurso público se você não for uma pessoa organizada, é importante ter uma planilha</p><p>contendo sua rotina diária de atividades definindo o melhor horário de estudo;</p><p>• Método de estudo: Um grande aliado para facilitar seus estudos, são os resumos. Isso irá te ajudar na hora da revisão sobre o assunto</p><p>estudado. É fundamental que você inicie seus estudos antes mesmo de sair o edital, buscando editais de concursos anteriores. Busque</p><p>refazer a provas dos concursos anteriores, isso irá te ajudar na preparação.</p><p>• Invista nos materiais: É essencial que você tenha um bom material voltado para concursos públicos, completo e atualizado. Esses</p><p>materiais devem trazer toda a teoria do edital de uma forma didática e esquematizada, contendo exercícios para praticar. Quanto mais</p><p>exercícios você realizar, melhor será sua preparação para realizar a prova do certame;</p><p>• Cuide de sua preparação: Não são só os estudos que são importantes na sua preparação, evite perder sono, isso te deixará com uma</p><p>menor energia e um cérebro cansado. É preciso que você tenha uma boa noite de sono. Outro fator importante na sua preparação, é</p><p>tirar ao menos 1 (um) dia na semana para descanso e lazer, renovando as energias e evitando o estresse.</p><p>A motivação é a chave do sucesso na vida dos concurseiros. Compreendemos que nem sempre é fácil, e às vezes bate aquele desânimo</p><p>com vários fatores ao nosso redor. Porém tenha garra ao focar na sua aprovação no concurso público dos seus sonhos.</p><p>Como dissemos no começo, não existe uma fórmula mágica, um método infalível. O que realmente existe é a sua garra, sua dedicação</p><p>e motivação para realizar o seu grande sonho de ser aprovado no concurso público. Acredite em você e no seu potencial.</p><p>A Solução tem ajudado, há mais de 40 anos, quem quer vencer a batalha do concurso público. Vamos juntos!</p><p>ÍNDICE</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Língua Portuguesa</p><p>1. Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados .................................................................................................. 11</p><p>2. Reconhecimento de tipos e gêneros textuais ............................................................................................................................ 15</p><p>3. Domínio da ortografia oficial: Emprego das letras ..................................................................................................................... 21</p><p>4. Emprego da acentuação gráfica ................................................................................................................................................. 25</p><p>5. Domínio dos mecanismos de coesão textual: Emprego de elementos de referenciação, substituição e repetição, de conecto-</p><p>res e outros elementos de sequenciação textual ...................................................................................................................... 26</p><p>6. Emprego/correlação de tempos e modos verbais ..................................................................................................................... 28</p><p>7. Domínio da estrutura morfossintática do período: Relações de coordenação entre orações e entre termos da oração; Rela-</p><p>ções de subordinação entre orações e entre termos da oração ................................................................................................ 31</p><p>8. Emprego dos sinais de pontuação ............................................................................................................................................. 34</p><p>9. Concordância verbal e nominal. ................................................................................................................................................ 36</p><p>10. Emprego do sinal indicativo de crase ......................................................................................................................................... 37</p><p>11. Colocação dos pronomes átonos. .............................................................................................................................................. 37</p><p>12. Reescritura de frases e parágrafos do texto: Substituição de palavras ou de trechos de texto; Retextualização de diferentes</p><p>gêneros e níveis de formalidade ................................................................................................................................................ 38</p><p>Raciocínio Lógico e Matemático</p><p>1. Estrutura lógica de relações arbitrárias entre pessoas, lugares, objetos ou eventos fictícios; dedução de novas informações</p><p>das relações fornecidas e avaliação das condições usadas para estabelecer a estrutura daquelas relações. formação de con-</p><p>ceitos, discriminação de elementos ........................................................................................................................................... 47</p><p>2. Compreensão e análise da lógica de uma situação, utilizando as funções intelectuais: raciocínio verbal, raciocínio matemáti-</p><p>co, raciocínio sequencial, orientação espacial e temporal ......................................................................................................... 54</p><p>3. Operações com conjuntos ......................................................................................................................................................... 70</p><p>4. Raciocínio lógico envolvendo problemas aritméticos, geométricos e matriciais ....................................................................... 73</p><p>Noções de Direitos Humanos e Legislação</p><p>1. Definição e conceito de direitos humanos; História dos direitos humanos ............................................................................... 79</p><p>2. Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos (PIDCP) .......................................................................................................... 80</p><p>3. Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (PIDESC) ...............................................................................</p><p>é um idílio com</p><p>diálogos (muito rara).</p><p>Sátira</p><p>É o poema lírico em que o emissor faz uma crítica a alguém</p><p>ou a algo, em tom sério ou irônico. Tem um forte sarcasmo, pode</p><p>abordar críticas sociais, a costumes de determinada época, assun-</p><p>tos políticos, ou pessoas de relevância social.</p><p>Acalanto</p><p>Canção de ninar.</p><p>Acróstico</p><p>Composição lírica na qual as letras iniciais de cada verso for-</p><p>mam uma palavra ou frase. Ex.:</p><p>Amigos são</p><p>Muitas vezes os</p><p>Irmãos que escolhemos.</p><p>Zelosos, eles nos</p><p>Ajudam e</p><p>Dedicam-se por nós, para que nossa relação seja verdadeira e</p><p>Eterna</p><p>https://www.todamateria.com.br/acrostico/</p><p>Balada</p><p>Uma das mais primitivas manifestações poéticas, são cantigas</p><p>de amigo (elegias) com ritmo característico e refrão vocal que se</p><p>destinam à dança.</p><p>Canção (ou Cantiga, Trova)</p><p>Poema oral com acompanhamento musical.</p><p>Gazal (ou Gazel)</p><p>Poesia amorosa dos persas e árabes; odes do oriente médio.</p><p>Soneto</p><p>É um texto em poesia com 14 versos, dividido em dois quarte-</p><p>tos e dois tercetos.</p><p>Vilancete</p><p>São as cantigas de autoria dos poetas vilões (cantigas de escár-</p><p>nio e de maldizer); satíricas, portanto.</p><p>Gênero Épico ou Narrativo</p><p>Na Antiguidade Clássica, os padrões literários reconhecidos</p><p>eram apenas o épico, o lírico e o dramático. Com o passar dos anos,</p><p>o gênero épico passou a ser considerado apenas uma variante do</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>19</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>gênero literário narrativo, devido ao surgimento de concepções de</p><p>prosa com características diferentes: o romance, a novela, o conto,</p><p>a crônica, a fábula.</p><p>Épico (ou Epopeia)</p><p>Os textos épicos são geralmente longos e narram histórias de</p><p>um povo ou de uma nação, envolvem aventuras, guerras, viagens,</p><p>gestos heroicos, etc. Normalmente apresentam um tom de exalta-</p><p>ção, isto é, de valorização de seus heróis e seus feitos. Dois exem-</p><p>plos são Os Lusíadas, de Luís de Camões, e Odisseia, de Homero.</p><p>Ensaio</p><p>É um texto literário breve, situado entre o poético e o didático,</p><p>expondo ideias, críticas e reflexões morais e filosóficas a respeito de</p><p>certo tema. É menos formal e mais flexível que o tratado.</p><p>Consiste também na defesa de um ponto de vista pessoal e</p><p>subjetivo sobre um tema (humanístico, filosófico, político, social,</p><p>cultural, moral, comportamental, etc.), sem que se paute em for-</p><p>malidades como documentos ou provas empíricas ou dedutivas de</p><p>caráter científico. Exemplo: Ensaio sobre a tolerância, de John Lo-</p><p>cke.</p><p>Gênero Dramático</p><p>Trata-se do texto escrito para ser encenado no teatro. Nesse</p><p>tipo de texto, não há um narrador contando a história. Ela “aconte-</p><p>ce” no palco, ou seja, é representada por atores, que assumem os</p><p>papéis das personagens nas cenas.</p><p>Tragédia</p><p>É a representação de um fato trágico, suscetível de provocar</p><p>compaixão e terror. Aristóteles afirmava que a tragédia era “uma re-</p><p>presentação duma ação grave, de alguma extensão e completa, em</p><p>linguagem figurada, com atores agindo, não narrando, inspirando</p><p>dó e terror”. Ex.: Romeu e Julieta, de Shakespeare.</p><p>Farsa</p><p>A farsa consiste no exagero do cômico, graças ao emprego de</p><p>processos como o absurdo, as incongruências, os equívocos, a ca-</p><p>ricatura, o humor primário, as situações ridículas e, em especial, o</p><p>engano.</p><p>Comédia</p><p>É a representação de um fato inspirado na vida e no sentimento</p><p>comum, de riso fácil. Sua origem grega está ligada às festas popu-</p><p>lares.</p><p>Tragicomédia</p><p>Modalidade em que se misturam elementos trágicos e cômi-</p><p>cos. Originalmente, significava a mistura do real com o imaginário.</p><p>Poesia de cordel</p><p>Texto tipicamente brasileiro em que se retrata, com forte apelo</p><p>linguístico e cultural nordestinos, fatos diversos da sociedade e da</p><p>realidade vivida por este povo.</p><p>Discurso Religioso4</p><p>A Análise Crítica do Discurso (ADC) tem como fulcro a aborda-</p><p>gem das relações (internas e recíprocas) entre linguagem e socie-</p><p>dade. Os textos produzidos socialmente em eventos autênticos são</p><p>resultantes da estruturação social da linguagem que os consome</p><p>e os faz circular. Por outro lado, esses mesmos textos são também</p><p>potencialmente transformadores dessa estruturação social da lin-</p><p>guagem, assim como os eventos sociais são tanto resultado quanto</p><p>substrato dessas estruturas sociais.</p><p>O discurso religioso é “aquele em que há uma relação espon-</p><p>tânea com o sagrado” sendo, portanto, “mais informal”; enquanto</p><p>o teológico é o tipo de “discurso em que a mediação entre a alma</p><p>religiosa e o sagrado se faz por uma sistematização dogmática das</p><p>verdades religiosas, e onde o teólogo (...) aparece como aquele que</p><p>faz a relação entre os dois mundos: o mundo hebraico e o mundo</p><p>cristão”, sendo, assim, “mais formal”. Porém, podemos falar em DR</p><p>de maneira globalizante.</p><p>Assim, temos:</p><p>- Desnivelamento, assimetria na relação entre o locutor e o ou-</p><p>vinte – o locutor está no plano espiritual (Deus), e o ouvinte está no</p><p>plano temporal (os adoradores). As duas ordens de mundo são to-</p><p>talmente diferentes para os sujeitos, e essa ordem é afetada por um</p><p>valor hierárquico, por uma desigualdade, por um desnivelamento.</p><p>Deus, o locutor, é imortal, eterno, onipotente, onipresente, onis-</p><p>ciente, em resumo, o todo-poderoso. Os seres humanos, os ouvin-</p><p>tes, são mortais, efêmeros e finitos.</p><p>- Modos de representação. A voz no discurso religioso (DR) se</p><p>fala em seus representantes (Padre, pastor, profeta), essa é uma</p><p>forma de relação simbólica. Essa apropriação ocorre sem explicitar</p><p>os mecanismos de incorporação da voz, aspecto que caracteriza a</p><p>mistificação.</p><p>- O ideal do DR é que o ‘representante’, o que se apropria do</p><p>discurso de Deus’, não o modifique. Ele deve seguir regras restritas</p><p>reguladas pelo texto sagrado, pela Igreja, pelas liturgias. Deve-se</p><p>manter distância entre ‘o dito de Deus’ e ‘o dizer do homem’.</p><p>- A interpretação da palavra de Deus é regulada. “Os sentidos</p><p>não podem ser quaisquer sentidos: o discurso religioso tende forte-</p><p>mente para a monossemia”.</p><p>- Dualismos, as formas da ilusão da reversibilidade: plano hu-</p><p>mano e plano divino; ordem temporal e ordem espiritual; sujeitos e</p><p>Sujeito; homem e Deus. A ilusão ocorre na passagem de um plano</p><p>para outro e pode ter duas direções: de cima para baixo, ou seja,</p><p>de Deus para os homens, momento em que Ele compartilha suas</p><p>propriedades (ministração de sacramentos, bênçãos); de baixo para</p><p>cima, quando o homem se alça a Deus, principalmente, através da</p><p>visão, da profecia. Estas são formas de ‘ultrapassagem’.</p><p>- Escopo do discurso religioso. A fé separa os fiéis dos não-fiéis,</p><p>“os convictos dos não-convictos. Logo, é o parâmetro pelo qual de-</p><p>limita a comunidade e constitui o escopo do discurso religioso em</p><p>suas duas formações características: para os que creem, o discurso</p><p>religioso é uma promessa, para os que não creem é uma ameaça.</p><p>Os discursos religiosos, como já vimos, se mostram com estru-</p><p>turas rígidas quanto aos papéis dos interlocutores (a divindade e os</p><p>seres humanos). Os dogmas sagrados, por exemplos, fé e Deus, são</p><p>4 https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/soletras/article/downloa-</p><p>d/4694/3461#:~:text=O%20discurso%20religioso%20%C3%A9%20aquele,discur-</p><p>so%20(Orlandi%2C%201996).&text=locutor%20est%C3%A1%20no%20plano%20</p><p>espiritual,plano%20temporal%20(os%20adoradores).</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>2020</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>intocáveis. “Deus define-se (...) a si mesmo como sujeito por exce-</p><p>lência, aquele que é por si e para si (Sou aquele que É) e aquele que</p><p>interpela seu sujeito (...) eis quem tu és: é Pedro.”</p><p>Outros traços do DR se configuram com o uso do imperativo e</p><p>do vocativo – características inerentes de discursos de doutrinação;</p><p>uso de metáforas – explicitadas por paráfrases que indicam a leitura</p><p>apropriada para as metáforas utilizadas; uso de citações no original</p><p>(grego, hebraico, latim) – traduzidas para a língua em uso através de</p><p>perífrases extensas e explicativas em que se busca aproveitar o má-</p><p>ximo o efeito de sentido advindo da língua original; o uso de perfor-</p><p>mativos – uso de verbos em que o ‘dizer’ representa o ‘fazer’; o uso</p><p>de sintagmas</p><p>cristalizados – usadas em orações e funções fáticas.</p><p>Ainda em relação às unidades textuais, podemos acrescentar o</p><p>uso de determinadas formas simbólicas do DR como as parábolas, a</p><p>utilização de certos temas, como a efemeridade da vida humana, a</p><p>vida eterna, o galardão, entre outros. Acrescenta-se também como</p><p>marca a intertextualidade.</p><p>Discurso Jurídico5</p><p>O discurso legal caracteriza-se como um discurso hierárquico</p><p>e dominante, baseado numa estrutura de exclusão e discriminação</p><p>de várias minorias sociais, como os pobres, os negros, os homos-</p><p>sexuais, as mulheres, etc. A especificidade da linguagem jurídica,</p><p>e as restrições educacionais quanto a quem pode militar na Área</p><p>(advogados, promotores, juízes, etc.), são apenas algumas das es-</p><p>tratégias utilizadas pelo sistema jurídico para manter o discurso le-</p><p>gal inacessível à maioria das pessoas, e desta forma protege-lo de</p><p>análises e críticas.</p><p>Como em todo discurso dominante, as posições de poder cria-</p><p>das para os participantes de textos legais são particularmente assi-</p><p>métricas, como é o caso num julgamento (e.g. entre o juiz e o réu;</p><p>entre o juiz e as testemunhas; etc.). Os juízes, por exemplo, detêm</p><p>um poder especial devido ao seu status social e ao seu acesso privi-</p><p>legiado ao discurso legal (são eles que produzem a forma final dos</p><p>textos legais). Portanto, é a visão de mundo do juiz que prevalece</p><p>nas sentenças, em detrimento de outras posições alternativas.</p><p>Além de relações de poder, os textos legais também expressam</p><p>relações de gênero. A lei e a cultura masculina estão intimamen-</p><p>te ligadas; o sistema jurídico é quase que inteiramente dominado</p><p>por homens (só recentemente as mulheres passaram a fazer parte</p><p>de instituições jurídicas) e, de forma geral, ele expressa uma visão</p><p>masculina do mundo. As mulheres que são parte em processos le-</p><p>gais (e.g. reclamantes, rés, testemunhas, etc.) estão expostas a um</p><p>duplo grau de discriminação e exclusão: primeiro, como leigas, elas</p><p>ocupam uma posição desfavorecida se comparadas com militantes</p><p>legais (advogados, juízes, promotores, etc.); segundo, elas são estig-</p><p>matizadas também por serem mulheres, e têm seu comportamento</p><p>social e sexual avaliado e controlado pelo discurso jurídico.</p><p>Discurso Técnico6</p><p>Para o desempenho de tal papel, eles contam com suas carac-</p><p>terísticas intrínsecas, as quais são responsáveis pelo “rótulo” que</p><p>cada tipo textual carrega.</p><p>5 https://periodicos.ufsc.br/index.php/revistacfh/article/download/23353/21030/0</p><p>6 https://revistas.ufg.br/lep/article/download/32601/17331/</p><p>Tais características se evidenciam formal e funcionalmente e</p><p>são percebidas, de maneira mais ou menos clara pelo leitor/ouvin-</p><p>te. Afinal, todos os tipos de texto têm um público fiel, ao qual se</p><p>destinam.</p><p>Os autores que têm o texto técnico como objeto de estudo con-</p><p>cordam que ele apresenta as seguintes características:</p><p>• Linguagem monossêmica;</p><p>• Vocabulário específico ou léxico especializado;</p><p>• Objetividade;</p><p>• Emprego de voz passiva;</p><p>• Preferência pelo emprego do tempo verbal presente.</p><p>As características apontadas acima coadunam-se com o obje-</p><p>tivo principal de qualquer produção de cunho técnico: transmissão</p><p>de conhecimentos de forma clara e imparcial. Embora a objetivida-</p><p>de e a neutralidade sejam fiéis parceiras do texto técnico, não se</p><p>pode afirmar que esse tipo textual seja isento das marcas de seu</p><p>autor, enquanto produtor de ideias e veiculador de informações.</p><p>Quando há a troca da 3ª pessoa do singular pela 1ª pessoa do plu-</p><p>ral, por exemplo, o autor tem a intenção de conquistar o seu in-</p><p>terlocutor, tornando-o um parceiro “na assunção das informações</p><p>dadas, numa forma de estratégia argumentativa.”</p><p>Todo tipo textual possui a argumentatividade, porém essa apa-</p><p>rece de modo mais intenso e explícito em alguns textos e de modo</p><p>menos intenso e explícito em outros. Para complementar a afirma-</p><p>ção dessas autoras, cita-se Benveniste para o qual, o sujeito está</p><p>sempre presente no texto, não havendo, portanto, texto neutro ou</p><p>imparcial.</p><p>Percebe-se, então, que o texto técnico possui características</p><p>que o diferenciam dos demais tipos de textos. No entanto, não se</p><p>deve afirmar que ele seja desprovido de marcas autorais. Tanto é</p><p>verdade, que alguns autores de textos técnicos não dispensam o</p><p>uso de certos advérbios e conjunções, por exemplo, expedientes</p><p>que têm a função de modalizar o discurso.</p><p>A modalização, nesse tipo de texto, pode aparecer de forma</p><p>implícita e/ou explícita. Sob essa última forma, verificam-se o apa-</p><p>recimento de construções específicas, tais como as nominalizações,</p><p>a voz passiva, o emprego de determinadas conjunções e preposi-</p><p>ções.</p><p>Discurso Acadêmico/Científico7</p><p>O texto como objeto abstrato se configura no campo da lin-</p><p>guística como teoria geral. Já discurso é uma realidade de intera-</p><p>ção-enunciação objeto de análises discursivas. Enquanto os textos,</p><p>como objetos concretos, são aqueles que se apresentam completos</p><p>constituídos de um ato de enunciação que visa à interação entre</p><p>produtor e interlocutor. Partindo dessas concepções, percebe- se</p><p>que texto e discurso se complementam, pois, para o autor, “a sepa-</p><p>ração do textual e do discursivo é essencialmente metodológica”,</p><p>o que leva à distinção entre os dois a anular-se. Neste caso, texto e</p><p>discurso são unidades complementares.</p><p>A partir da compreensão de discurso, passa-se a refletir sobre</p><p>o que vem ser discurso científico. Para Guimarães é aquele em que</p><p>“o autor pretende fazer o leitor saber.” Ou seja, a intenção do autor</p><p>7 http://www.repositorio.jesuita.org.br/bitstream/handle/UNISINOS/4823/</p><p>MARIA%20DE%20F%c3%81TIMA%20RIBEIRO%20DOS%20SANTOS_.pdf?se-</p><p>quence=1&isAllowed=y</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>21</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>é fazer o leitor ou pesquisador saber como os resultados daquela</p><p>pesquisa foram alcançados, dando-lhe oportunidade de repetir os</p><p>procedimentos metodológicos em outras pesquisas similares.</p><p>Para Carioca, “o discurso científico é a forma de apresentação</p><p>da linguagem que circula na comunidade científica em todo o mun-</p><p>do. Sua formulação depende de uma pesquisa minuciosa e efetiva</p><p>sobre um objeto, que é metodologicamente analisado à luz de uma</p><p>teoria.” Outra posição é que o discurso científico não se dá apenas</p><p>pela comprovação ou refutação do que foi escrito, dá-se também</p><p>pela aceitabilidade dos pares que compõem a comunidade espe-</p><p>cífica.</p><p>Desse modo, pode-se dizer que a estrutura global da comunica-</p><p>ção científica está respaldada em parâmetros normativos referen-</p><p>tes à produção de gêneros e à produção da linguagem, ou seja, o</p><p>discurso acadêmico se estabeleceu dentro de convenções instituí-</p><p>das pela comunidade científica, que, ao longo do tempo, se expres-</p><p>sa por características, como impessoalidade, objetividade, clareza,</p><p>precisão, modéstia, simplicidade, fluência, dentre outros.</p><p>É importante apresentar a posição de Charaudeau sobre a</p><p>problemática entre o discurso informativo (DI) e discurso científico</p><p>(DC). Para o autor, o que eles têm em comum é a problemática da</p><p>prova. “[...] o primeiro se atém essencialmente a uma prova pela</p><p>designação e pela figuração (a ordem da constatação, do testemu-</p><p>nho, do relato de reconstituição dos fatos), o segundo inscreve a</p><p>prova num programa de demonstração racional.”.</p><p>Percebe-se que o interesse principal do discurso informativo é</p><p>transmitir uma verdade através dos fatos. Já o discurso científico se</p><p>impõe pela prova da racionalidade que reside na força da argumen-</p><p>tatividade. E mais, este deve se comprometer com a logicidade das</p><p>ideias para estas se tornem mais convincentes.</p><p>Como se viu, o discurso acadêmico é produzido dentro de uma</p><p>esfera de comunicação relativamente definida chamada de comuni-</p><p>dade científica. Em geral, no ensino superior, vão se encontrar mo-</p><p>delos de discurso acadêmico que já se tornaram consagrados para</p><p>essa comunidade. Na subseção que segue se mostrará especifica-</p><p>mente alguns deles.</p><p>O primeiro modelo, monografia de análise teórica, evidencia</p><p>uma organização de ideias advindas de</p><p>bibliografias selecionadas</p><p>sobre um determinado assunto. Nesse tipo, pode-se fazer uma aná-</p><p>lise crítica ou comparativa de uma teoria ou modelo já consagrado</p><p>pela comunidade científica. O modelo metodológico indicado pelos</p><p>autores é: escolha do assunto/ delimitação do tema; bibliografia</p><p>pertinente ao tema; levantamento de dados específicos da área sob</p><p>estudo; fundamentação teórica; metodologia e modelos aplicáveis;</p><p>análise e interpretação das informações; conclusões e resultados.</p><p>No segundo modelo, monografia de análise teórico-empírica,</p><p>faz-se uma análise interpretativa de dados primários, com apoio de</p><p>fontes secundárias, passando-se para o teste de hipóteses, mode-</p><p>los ou teorias. A partir dos dados primários e secundários, o autor</p><p>/pesquisador mostrará um trabalho inovador. Quanto ao modelo</p><p>metodológico, tem-se: realidade observável; pergunta problema e</p><p>objetivo proposto; bibliografia e dados secundários; teoria perti-</p><p>nente ao tema (conceitos, técnicas, constructos) e dados secundá-</p><p>rios; instrumentos de pesquisa (questionário); pesquisa empírica;</p><p>análise; conclusões e resultados.</p><p>No terceiro modelo, monografia de estudo de caso, o autor/</p><p>pesquisador faz uma análise específica da relação existente entre</p><p>um caso e hipóteses, modelos e teorias. O modelo metodológico</p><p>adotado obedece aos seguintes passos: escolha do assunto/delimi-</p><p>tação do tema; bibliografia pertinente ao tema (área específica sob</p><p>estudo); fundamentação teórica; levantamento de dados da organi-</p><p>zação sob estudo; caracterização da organização; análise e interpre-</p><p>tação das informações; conclusões e resultados.</p><p>Observa-se que esses modelos possuem suas particularidades,</p><p>mas também aspectos que coincidem. Este é o caso da pesquisa</p><p>bibliográfica, que é imprescindível em qualquer trabalho científico.</p><p>Discurso Literário8</p><p>O discurso literário pode não ser apenas ligado aos procedi-</p><p>mentos adotados pelo autor, mas também, e talvez mais direta-</p><p>mente do que se pensa, ligado ao contexto sociocultural no qual</p><p>está inserido, evidenciando-se, nem sempre claramente, uma influ-</p><p>ência das instituições que o cercam na escolha de determinados</p><p>procedimentos de linguagem.</p><p>A ideia de que o discurso literário constrói-se a partir de ele-</p><p>mentos intrínsecos ao texto literário tomou corpo com os estudos</p><p>realizados no início do século XX. Foram os formalistas russos que</p><p>demonstraram uma preocupação com a materialidade do texto lite-</p><p>rário, recusando, num primeiro momento, explicações de base ex-</p><p>traliterária. Neste sentido, o que importava para os integrantes do</p><p>movimento era o procedimento, ou seja, o princípio da organização</p><p>da obra como produto estético. Assim, a preocupação dos formalis-</p><p>tas era investigar e explicar o que faz de uma determinada obra uma</p><p>obra literária, nas palavras de Jakobson: “a poesia é linguagem em</p><p>sua função estética. Deste modo, o objeto do estudo literário não é</p><p>a literatura, mas a literariedade, isto é, aquilo que torna determina-</p><p>da obra uma obra literária”. A questão da literariedade como pro-</p><p>cesso ou procedimento de elaboração está centrado nas estruturas</p><p>que diferenciam o texto literário de outros textos.</p><p>A literariedade é conceituada não só pela linguagem diferen-</p><p>ciada que gera o estranhamento, mas também histórica e cultural-</p><p>mente. Uma obra literária não pode ser apenas uma construção</p><p>bem elaborada, mas deve também retratar o homem de sua época</p><p>ou época anterior, com todas as suas angústias, desejos e forma de</p><p>pensar. Tornando-se, assim, não apenas um material para ser estu-</p><p>dado linguisticamente, mas também e, principalmente, uma obra</p><p>viva em que toda vez que se relê encontre-se algo novo e represen-</p><p>tativo do ser humano.</p><p>DOMÍNIO DA ORTOGRAFIA OFICIAL: EMPREGO DAS LE-</p><p>TRAS</p><p>A ortografia oficial prescreve a maneira correta de escrever as</p><p>palavras, baseada nos padrões cultos do idioma. Procure sempre</p><p>usar um bom dicionário e ler muito para melhorar sua escrita.</p><p>Alfabeto</p><p>O alfabeto passou a ser formado por 26 letras: A – B – C – D – E</p><p>– F – G – H – I – J – K – L – M – N – O – P – Q – R – S – T – U – V – W –</p><p>X – Y – Z.. As letras “k”, “w” e “y” não eram consideradas integrantes</p><p>do alfabeto (agora são). Essas letras são usadas em unidades de me-</p><p>dida, nomes próprios, palavras estrangeiras e outras palavras em</p><p>geral. Exemplos: km, kg, watt, playground, William, Kafka, kafkiano.</p><p>8 http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/artigos_teses/Lin-</p><p>guaPortuguesa/artigo12.pdf</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>2222</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Vogais: a, e, i, o, u, y, w.</p><p>Consoantes: b, c, d, f, g, h, j, k, l, m, n, p, q, r, s, t, v, w, x, z.</p><p>Alfabeto: a, b, c, d, e, f, g, h, i, j, k, l, m, n, o, p, q, r, s, t, u, v, w,</p><p>x, y, z.</p><p>Observações:</p><p>A letra “Y” possui o mesmo som que a letra “I”, portanto, ela é</p><p>classificada como vogal.</p><p>A letra “K” possui o mesmo som que o “C” e o “QU” nas pala-</p><p>vras, assim, é considerada consoante. Exemplo: Kuait / Kiwi.</p><p>Já a letra “W” pode ser considerada vogal ou consoante, de-</p><p>pendendo da palavra em questão, veja os exemplos:</p><p>No nome próprio Wagner o “W” possui o som de “V”, logo, é</p><p>classificado como consoante.</p><p>Já no vocábulo “web” o “W” possui o som de “U”, classificando-</p><p>-se, portanto, como vogal.</p><p>Emprego da letra H</p><p>Esta letra, em início ou fim de palavras, não tem valor fonético;</p><p>conservou-se apenas como símbolo, por força da etimologia e da</p><p>tradição escrita. Grafa-se, por exemplo, hoje, porque esta palavra</p><p>vem do latim hodie.</p><p>Emprega-se o H:</p><p>- Inicial, quando etimológico: hábito, hélice, herói, hérnia, he-</p><p>sitar, haurir, etc.</p><p>- Medial, como integrante dos dígrafos ch, lh e nh: chave, boli-</p><p>che, telha, flecha, companhia, etc.</p><p>- Final e inicial, em certas interjeições: ah!, ih!, hem?, hum!,</p><p>etc.</p><p>- Algumas palavras iniciadas com a letra H: hálito, harmonia,</p><p>hangar, hábil, hemorragia, hemisfério, heliporto, hematoma, hífen,</p><p>hilaridade, hipocondria, hipótese, hipocrisia, homenagear, hera,</p><p>húmus;</p><p>- Sem h, porém, os derivados baianos, baianinha, baião, baia-</p><p>nada, etc.</p><p>Não se usa H:</p><p>- No início de alguns vocábulos em que o h, embora etimológi-</p><p>co, foi eliminado por se tratar de palavras que entraram na língua</p><p>por via popular, como é o caso de erva, inverno, e Espanha, respec-</p><p>tivamente do latim, herba, hibernus e Hispania. Os derivados eru-</p><p>ditos, entretanto, grafam-se com h: herbívoro, herbicida, hispânico,</p><p>hibernal, hibernar, etc.</p><p>Emprego das letras E, I, O e U</p><p>Na língua falada, a distinção entre as vogais átonas /e/ e /i/, /o/</p><p>e /u/ nem sempre é nítida. É principalmente desse fato que nascem</p><p>as dúvidas quando se escrevem palavras como quase, intitular, má-</p><p>goa, bulir, etc., em que ocorrem aquelas vogais.</p><p>Escreve-se com a letra E:</p><p>- A sílaba final de formas dos verbos terminados em –uar: con-</p><p>tinue, habitue, pontue, etc.</p><p>- A sílaba final de formas dos verbos terminados em –oar:</p><p>abençoe, magoe, perdoe, etc.</p><p>- As palavras formadas com o prefixo ante– (antes, anterior):</p><p>antebraço, antecipar, antedatar, antediluviano, antevéspera, etc.</p><p>- Os seguintes vocábulos: Arrepiar, Cadeado, Candeeiro, Cemi-</p><p>tério, Confete, Creolina, Cumeeira, Desperdício, Destilar, Disenteria,</p><p>Empecilho, Encarnar, Indígena, Irrequieto, Lacrimogêneo, Mexerico,</p><p>Mimeógrafo, Orquídea, Peru, Quase, Quepe, Senão, Sequer, Serie-</p><p>ma, Seringa, Umedecer.</p><p>Emprega-se a letra I:</p><p>- Na sílaba final de formas dos verbos terminados em –air/–oer</p><p>/–uir: cai, corrói, diminuir, influi, possui, retribui, sai, etc.</p><p>- Em palavras formadas com o prefixo anti- (contra): antiaéreo,</p><p>Anticristo, antitetânico, antiestético, etc.</p><p>- Nos seguintes vocábulos: aborígine, açoriano, artifício, arti-</p><p>manha, camoniano, Casimiro, chefiar, cimento, crânio, criar, criador,</p><p>criação, crioulo, digladiar, displicente, erisipela, escárnio, feminino,</p><p>Filipe, frontispício, Ifigênia, inclinar, incinerar, inigualável, invólucro,</p><p>lajiano, lampião, pátio, penicilina, pontiagudo, privilégio, requisito,</p><p>Sicília (ilha), silvícola, siri, terebintina, Tibiriçá, Virgílio.</p><p>Grafam-se com a letra O: abolir, banto, boate, bolacha, boletim,</p><p>botequim, bússola, chover, cobiça, concorrência, costume, engolir,</p><p>goela, mágoa, mocambo, moela, moleque, mosquito, névoa, nó-</p><p>doa, óbolo, ocorrência, rebotalho, Romênia, tribo.</p><p>Grafam-se com a letra U: bulir, burburinho, camundongo, chu-</p><p>viscar, cumbuca, cúpula, curtume, cutucar, entupir, íngua, jabuti,</p><p>jabuticaba, lóbulo, Manuel, mutuca, rebuliço, tábua, tabuada, toni-</p><p>truante, trégua, urtiga.</p><p>Parônimos: Registramos alguns parônimos que se diferenciam</p><p>pela oposição das vogais /e/ e /i/, /o/ e /u/. Fixemos a grafia e o</p><p>significado dos seguintes:</p><p>área = superfície</p><p>ária = melodia, cantiga</p><p>arrear = pôr arreios, enfeitar</p><p>arriar = abaixar, pôr no chão, cair</p><p>comprido = longo</p><p>cumprido = particípio de cumprir</p><p>comprimento = extensão</p><p>cumprimento = saudação, ato de cumprir</p><p>costear = navegar ou passar junto à costa</p><p>custear = pagar as custas, financiar</p><p>deferir = conceder, atender</p><p>diferir = ser diferente, divergir</p><p>delatar = denunciar</p><p>dilatar = distender, aumentar</p><p>descrição = ato de descrever</p><p>discrição = qualidade de quem é discreto</p><p>emergir = vir à tona</p><p>imergir = mergulhar</p><p>emigrar = sair do país</p><p>imigrar = entrar num país estranho</p><p>emigrante = que ou quem emigra</p><p>imigrante = que ou quem imigra</p><p>eminente = elevado, ilustre</p><p>iminente = que ameaça acontecer</p><p>recrear = divertir</p><p>recriar = criar novamente</p><p>soar = emitir som, ecoar, repercutir</p><p>suar = expelir suor pelos poros, transpirar</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>23</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>sortir = abastecer</p><p>surtir = produzir (efeito ou resultado)</p><p>sortido = abastecido, bem provido, variado</p><p>surtido = produzido, causado</p><p>vadear = atravessar (rio) por onde dá pé, passar a vau</p><p>vadiar = viver na vadiagem, vagabundear, levar vida de vadio</p><p>Emprego das letras G e J</p><p>Para representar o fonema /j/ existem duas letras; g e j. Gra-</p><p>fa-se este ou aquele signo não de modo arbitrário, mas de acordo</p><p>com a origem da palavra. Exemplos: gesso (do grego gypsos), jeito</p><p>(do latim jactu) e jipe (do inglês jeep).</p><p>Escrevem-se com G:</p><p>- Os substantivos terminados em –agem, -igem, -ugem: gara-</p><p>gem, massagem, viagem, origem, vertigem, ferrugem, lanugem.</p><p>Exceção: pajem</p><p>- As palavras terminadas em –ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio:</p><p>contágio, estágio, egrégio, prodígio, relógio, refúgio.</p><p>- Palavras derivadas de outras que se grafam com g: massagis-</p><p>ta (de massagem), vertiginoso (de vertigem), ferruginoso (de fer-</p><p>rugem), engessar (de gesso), faringite (de faringe), selvageria (de</p><p>selvagem), etc.</p><p>- Os seguintes vocábulos: algema, angico, apogeu, auge, es-</p><p>trangeiro, gengiva, gesto, gibi, gilete, ginete, gíria, giz, hegemonia,</p><p>herege, megera, monge, rabugento, sugestão, tangerina, tigela.</p><p>Escrevem-se com J:</p><p>- Palavras derivadas de outras terminadas em –já: laranja (la-</p><p>ranjeira), loja (lojista, lojeca), granja (granjeiro, granjense), gorja</p><p>(gorjeta, gorjeio), lisonja (lisonjear, lisonjeiro), sarja (sarjeta), cereja</p><p>(cerejeira).</p><p>- Todas as formas da conjugação dos verbos terminados em</p><p>–jar ou –jear: arranjar (arranje), despejar (despejei), gorjear (gor-</p><p>jeia), viajar (viajei, viajem) – (viagem é substantivo).</p><p>- Vocábulos cognatos ou derivados de outros que têm j: laje</p><p>(lajedo), nojo (nojento), jeito (jeitoso, enjeitar, projeção, rejeitar,</p><p>sujeito, trajeto, trejeito).</p><p>- Palavras de origem ameríndia (principalmente tupi-guarani)</p><p>ou africana: canjerê, canjica, jenipapo, jequitibá, jerimum, jiboia,</p><p>jiló, jirau, pajé, etc.</p><p>- As seguintes palavras: alfanje, alforje, berinjela, cafajeste,</p><p>cerejeira, intrujice, jeca, jegue, Jeremias, Jericó, Jerônimo, jérsei,</p><p>jiu-jítsu, majestade, majestoso, manjedoura, manjericão, ojeriza,</p><p>pegajento, rijeza, sabujice, sujeira, traje, ultraje, varejista.</p><p>Atenção: Moji, palavra de origem indígena, deve ser escrita</p><p>com J. Por tradição algumas cidades de São Paulo adotam a grafia</p><p>com G, como as cidades de Mogi das Cruzes e Mogi-Mirim.</p><p>Representação do fonema /S/</p><p>O fonema /s/, conforme o caso, representa-se por:</p><p>- C, Ç: acetinado, açafrão, almaço, anoitecer, censura, cimento,</p><p>dança, contorção, exceção, endereço, Iguaçu, maçarico, maço, ma-</p><p>ciço, miçanga, muçulmano, muçurana, paçoca, pança, pinça, Suíça,</p><p>vicissitude.</p><p>- S: ansioso, cansar, diversão, excursão, farsa, ganso, hortênsia,</p><p>pretensão, propensão, remorso, sebo, tenso, utensílio.</p><p>- SS: acesso, assar, asseio, assinar, carrossel, cassino, concessão,</p><p>discussão, escassez, essencial, expressão, fracasso, impressão, mas-</p><p>sa, massagista, missão, necessário, obsessão, opressão, pêssego,</p><p>procissão, profissão, ressurreição, sessenta, sossegar, submissão,</p><p>sucessivo.</p><p>Grafa-se com SS a correlação CED - CESS: cessão, intercessão,</p><p>acessível, concessão.</p><p>- SC, SÇ: acréscimo, adolescente, ascensão, consciência, cres-</p><p>cer, cresço, descer, desço, disciplina, discípulo, discente, discernir,</p><p>fascinar, florescer, imprescindível, néscio, oscilar, piscina, ressusci-</p><p>tar, seiscentos, suscetível, víscera.</p><p>- X: aproximar, auxiliar, máximo, próximo, trouxe.</p><p>- XC: exceção, excedente, excelência, excelso, excêntrico, ex-</p><p>cepcional, excesso, exceto, excitar.</p><p>Homônimos</p><p>São palavras que têm a mesma pronúncia, e às vezes a mesma</p><p>grafia, mas significação diferente.</p><p>acento = inflexão da voz, sinal gráfico</p><p>assento = lugar para sentar-se</p><p>acético = referente ao ácido acético (vinagre)</p><p>ascético = referente ao ascetismo, místico</p><p>cesta = utensílio de vime ou outro material</p><p>sexta = ordinal referente a seis</p><p>círio = grande vela de cera</p><p>sírio = natural da Síria</p><p>cismo = pensão</p><p>sismo = terremoto</p><p>empoçar = formar poça</p><p>empossar = dar posse a</p><p>incipiente = principiante</p><p>insipiente = ignorante</p><p>intercessão = ato de interceder</p><p>interseção = ponto em que duas linhas se cruzam</p><p>ruço = pardacento</p><p>russo = natural da Rússia</p><p>Emprego de S com valor de Z</p><p>- Adjetivos com os sufixos –oso, -osa: gostoso, gostosa, gracio-</p><p>so, graciosa, teimoso, teimosa.</p><p>- Adjetivos pátrios com os sufixos –ês, -esa: português, portu-</p><p>guesa, inglês, inglesa, milanês, milanesa.</p><p>- Substantivos e adjetivos terminados em –ês, feminino –esa:</p><p>burguês, burguesa, burgueses, camponês, camponesa, campone-</p><p>ses, freguês, freguesa, fregueses.</p><p>- Verbos derivados de palavras cujo radical termina em –s: ana-</p><p>lisar (de análise), apresar (de presa), atrasar (de atrás), extasiar (de</p><p>êxtase), extravasar (de vaso), alisar (de liso).</p><p>- Formas dos verbos pôr e querer e de seus derivados: pus, pu-</p><p>semos, compôs, impuser, quis, quiseram.</p><p>- Os seguintes nomes próprios de pessoas: Avis, Baltasar, Brás,</p><p>Eliseu, Garcês, Heloísa, Inês, Isabel, Isaura, Luís, Luísa, Queirós, Re-</p><p>sende, Sousa, Teresa, Teresinha, Tomás, Valdês.</p><p>- Os seguintes vocábulos e seus cognatos: aliás, anis, arnês, ás,</p><p>ases, através, avisar, besouro, colisão, convés, cortês, cortesia, defe-</p><p>sa, despesa, empresa, esplêndido, espontâneo, evasiva, fase, frase,</p><p>freguesia, fusível, gás, Goiás, groselha, heresia, hesitar, manganês,</p><p>mês, mesada, obséquio, obus, paisagem, país, paraíso, pêsames,</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>2424</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>pesquisa, presa, presépio, presídio, querosene, raposa, represa,</p><p>requisito, rês, reses, retrós, revés, surpresa, tesoura, tesouro, três,</p><p>usina, vasilha, vaselina, vigésimo, visita.</p><p>Emprego da letra Z</p><p>- Os derivados em –zal, -zeiro, -zinho, -zinha, -zito, -zita: cafezal,</p><p>cafezeiro, cafezinho, avezinha, cãozito, avezita.</p><p>- Os derivados de palavras cujo radical termina em –z: cruzeiro</p><p>(de cruz), enraizar (de raiz), esvaziar (de vazio).</p><p>- Os verbos formados com o sufixo –izar e palavras cognatas:</p><p>fertilizar, fertilizante, civilizar, civilização.</p><p>- Substantivos abstratos em –eza, derivados de adjetivos e de-</p><p>notando qualidade física ou moral: pobreza (de pobre), limpeza (de</p><p>limpo), frieza (de frio).</p><p>- As seguintes palavras: azar, azeite, azáfama, azedo, amizade,</p><p>aprazível, baliza, buzinar, bazar, chafariz, cicatriz, ojeriza, prezar,</p><p>prezado, proeza, vazar, vizinho, xadrez.</p><p>Sufixo –ÊS e –EZ</p><p>- O sufixo –ês (latim –ense) forma adjetivos (às vezes substan-</p><p>tivos) derivados</p><p>de substantivos concretos: montês (de monte),</p><p>cortês (de corte), burguês (de burgo), montanhês (de montanha),</p><p>francês (de França), chinês (de China).</p><p>- O sufixo –ez forma substantivos abstratos femininos deriva-</p><p>dos de adjetivos: aridez (de árido), acidez (de ácido), rapidez (de rá-</p><p>pido), estupidez (de estúpido), mudez (de mudo) avidez (de ávido)</p><p>palidez (de pálido) lucidez (de lúcido).</p><p>Sufixo –ESA e –EZA</p><p>Usa-se –esa (com s):</p><p>- Nos seguintes substantivos cognatos de verbos terminados</p><p>em –ender: defesa (defender), presa (prender), despesa (despen-</p><p>der), represa (prender), empresa (empreender), surpresa (surpre-</p><p>ender), etc.</p><p>- Nos substantivos femininos designativos de títulos: baronesa,</p><p>dogesa, duquesa, marquesa, princesa, consulesa, prioresa, etc.</p><p>- Nas formas femininas dos adjetivos terminados em –ês: bur-</p><p>guesa (de burguês), francesa (de francês), camponesa (de campo-</p><p>nês), milanesa (de milanês), holandesa (de holandês), etc.</p><p>- Nas seguintes palavras femininas: framboesa, indefesa, lesa,</p><p>mesa, sobremesa, obesa, Teresa, tesa, toesa, turquesa, etc.</p><p>Usa-se –eza (com z):</p><p>- Nos substantivos femininos abstratos derivados de adjetivos e</p><p>denotando qualidade, estado, condição: beleza (de belo), franqueza</p><p>(de franco), pobreza (de pobre), leveza (de leve), etc.</p><p>Verbos terminados em –ISAR e -IZAR</p><p>Escreve-se –isar (com s) quando o radical dos nomes corres-</p><p>pondentes termina em –s. Se o radical não terminar em –s, grafa-se</p><p>–izar (com z): avisar (aviso + ar), analisar (análise + ar), alisar (a +</p><p>liso + ar), bisar (bis + ar), catalisar (catálise + ar), improvisar (impro-</p><p>viso + ar), paralisar (paralisia + ar), pesquisar (pesquisa + ar), pisar</p><p>(piso + ar), frisar (friso + ar), grisar (gris + ar), anarquizar (anarquia +</p><p>izar), civilizar (civil + izar), canalizar (canal + izar), amenizar (ameno</p><p>+ izar), colonizar (colono + izar), vulgarizar (vulgar + izar), motorizar</p><p>(motor + izar), escravizar (escravo + izar), cicatrizar (cicatriz + izar),</p><p>deslizar (deslize + izar), matizar (matiz + izar).</p><p>Emprego do X</p><p>- Esta letra representa os seguintes fonemas:</p><p>Ch – xarope, enxofre, vexame, etc.</p><p>CS – sexo, látex, léxico, tóxico, etc.</p><p>Z – exame, exílio, êxodo, etc.</p><p>SS – auxílio, máximo, próximo, etc.</p><p>S – sexto, texto, expectativa, extensão, etc.</p><p>- Não soa nos grupos internos –xce- e –xci-: exceção, exceder,</p><p>excelente, excelso, excêntrico, excessivo, excitar, inexcedível, etc.</p><p>- Grafam-se com x e não com s: expectativa, experiente, expiar,</p><p>expirar, expoente, êxtase, extasiado, extrair, fênix, texto, etc.</p><p>- Escreve-se x e não ch:</p><p>Em geral, depois de ditongo: caixa, baixo, faixa, feixe, frouxo,</p><p>ameixa, rouxinol, seixo, etc. Excetuam-se caucho e os derivados</p><p>cauchal, recauchutar e recauchutagem.</p><p>Geralmente, depois da sílaba inicial en-: enxada, enxame, en-</p><p>xamear, enxaguar, enxaqueca, enxergar, enxerto, enxoval, enxugar,</p><p>enxurrada, enxuto, etc. Excepcionalmente, grafam-se com ch: en-</p><p>charcar (de charco), encher e seus derivados (enchente, preen-</p><p>cher), enchova, enchumaçar (de chumaço), enfim, toda vez que se</p><p>trata do prefixo en- + palavra iniciada por ch.</p><p>Em vocábulos de origem indígena ou africana: abacaxi, xavan-</p><p>te, caxambu, caxinguelê, orixá, maxixe, etc.</p><p>Nas seguintes palavras: bexiga, bruxa, coaxar, faxina, graxa, la-</p><p>gartixa, lixa, lixo, mexer, mexerico, puxar, rixa, oxalá, praxe, vexame,</p><p>xarope, xaxim, xícara, xale, xingar, xampu.</p><p>Emprego do dígrafo CH</p><p>Escreve-se com ch, entre outros os seguintes vocábulos: bucha,</p><p>charque, charrua, chavena, chimarrão, chuchu, cochilo, fachada, fi-</p><p>cha, flecha, mecha, mochila, pechincha, tocha.</p><p>Consoantes dobradas</p><p>- Nas palavras portuguesas só se duplicam as consoantes C, R,</p><p>S.</p><p>- Escreve-se com CC ou CÇ quando as duas consoantes soam</p><p>distintamente: convicção, occipital, cocção, fricção, friccionar, fac-</p><p>ção, sucção, etc.</p><p>- Duplicam-se o R e o S em dois casos: Quando, intervocálicos,</p><p>representam os fonemas /r/ forte e /s/ sibilante, respectivamente:</p><p>carro, ferro, pêssego, missão, etc. Quando um elemento de compo-</p><p>sição terminado em vogal seguir, sem interposição do hífen, palavra</p><p>começada com /r/ ou /s/: arroxeado, correlação, pressupor, bisse-</p><p>manal, girassol, minissaia, etc.</p><p>CÊ - cedilha[ https://vestibular.uol.com.br/duvidas-de-portu-</p><p>gues/ortografia-quando-usar-c.htm.]</p><p>É a letra C que se pôs cedilha. Indica que o Ç passa a ter som de</p><p>/SS/. O Ç só é usado antes de A, O, U.</p><p>O Ç é utilizado em palavras derivadas de vocábulos terminados</p><p>em -TO, -TOR e -TIVO:</p><p>- Canto = canção</p><p>- Ereto = ereção</p><p>- Setor = seção</p><p>- Condutor = condução</p><p>- Ativo = ação</p><p>- Intuitivo = intuição</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>25</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Também se utiliza Ç em substantivos que terminam em -TEN-</p><p>ÇÃO, que por sua vez derivam de verbos terminados em -TER:</p><p>- Conter = contenção</p><p>- Reter = retenção</p><p>- Deter = detenção</p><p>Em verbos terminados em -ÇAR, mas somente quando seu</p><p>substantivo equivalente terminar em -CE ou -ÇO:</p><p>- Lance = lançar</p><p>- Alcance = alcançar</p><p>- Abraço = abraçar</p><p>Em substantivos que terminam em -ÇÃO desde que sejam deri-</p><p>vados de verbos onde a letra R é retirada:</p><p>- Abreviar = abreviação</p><p>- Exportar = exportação</p><p>- Enrolar = enrolação</p><p>Emprego do M antes de P e B</p><p>Antes das letras P e/ou B, sempre será utilizado a letra M.</p><p>Ex:</p><p>- Pombo, também, tempo, campo.</p><p>Quando se tratar das demais consoantes, utiliza-se a letra N.</p><p>Ex:</p><p>- Canto, tanto, manto, ente, quente.</p><p>R ou RR?</p><p>A consoante R pode ser pronunciada com uma vibração mais</p><p>forte e prolongada ou mais fraca e curta.</p><p>No início das palavras, a pronúncia é sempre forte (rato, remo,</p><p>rosa), e também quando se encontra duplicada entre duas vogais</p><p>(correção, serrote, derramar).</p><p>Quando a consoante R se encontra sozinha entre duas vogais,</p><p>no meio das palavras, assumirá uma pronúncia fraca (caro, loiro,</p><p>dourado).</p><p>Ou seja, a utilização de R ou RR está relacionada à estrutura</p><p>fonética da palavra, à maneira como é pronunciada.</p><p>Dica:</p><p>Palavras como genro, enredo e enrolar, por exemplo, a pronún-</p><p>cia do r é forte e com vibração prolongada, porém se utiliza r, pois</p><p>a letra se encontra entre uma consoante e uma vogal, e não entre</p><p>duas vogais.</p><p>Nunca se utiliza RR no inicia das palavras!</p><p>EMPREGO DA ACENTUAÇÃO GRÁFICA</p><p>— Definição</p><p>A acentuação gráfica consiste no emprego do acento nas</p><p>palavras grafadas com a finalidade de estabelecer, com base nas</p><p>regras da língua, a intensidade e/ou a sonoridade das palavras.</p><p>Isso quer dizer que os acentos gráficos servem para indicar a sílaba</p><p>tônica de uma palavra ou a pronúncia de uma vogal. De acordo com</p><p>as regras gramaticais vigentes, são quatro os acentos existentes na</p><p>língua portuguesa:</p><p>– Acento agudo: Indica que a sílaba tônica da palavra tem som</p><p>aberto. Ex.: área, relógio, pássaro.</p><p>– Acento circunflexo: Empregado acima das vogais “a” e” e</p><p>“o”para indicar sílaba tônica em vogal fechada. Ex.: acadêmico,</p><p>âncora, avô.</p><p>– Acento grave/crase: Indica a junção da preposição “a” com</p><p>o artigo “a”. Ex: “Chegamos à casa”. Esse acento não indica sílaba</p><p>tônica!</p><p>– Til: Sobre as vogais “a” e “o”, indica que a vogal de</p><p>determinada palavra tem som nasal, e nem sempre recai sobre a</p><p>sílaba tônica. Exemplo: a palavra órfã tem um acento agudo, que</p><p>indica que a sílaba forte é “o” (ou seja, é acento tônico), e um til</p><p>(˜), que indica que a pronúncia da vogal “a” é nasal, não oral. Outro</p><p>exemplo semelhante é a palavra bênção.</p><p>— Monossílabas Tônicas e Átonas</p><p>Mesmo as palavras com apenas uma sílaba podem sofrer</p><p>alteração de intensidade de voz na sua pronúncia. Exemplo: observe</p><p>o substantivo masculino “dó” e a preposição “do” (contração</p><p>da preposição “de” + artigo “o”). Ao comparar esses termos,</p><p>percebermos que o primeiro soa mais forte que o segundo, ou seja,</p><p>temos uma monossílaba tônica e uma átona, respectivamente.</p><p>Diante de palavras monossílabas, a dica para identificar se é tônica</p><p>(forte) ou fraca átona (fraca) é pronunciá-las em uma frase, como</p><p>abaixo:</p><p>“Sinto grande dó ao vê-la sofrer.”</p><p>“Finalmente encontrei a chave do carro.”</p><p>Recebem</p><p>acento gráfico:</p><p>– As monossílabas tônicas terminadas em: -a(s) → pá(s), má(s);</p><p>-e(s) → pé(s), vê(s); -o(s) → só(s), pôs.</p><p>– As monossílabas tônicas formados por ditongos abertos -éis,</p><p>-éu, -ói. Ex: réis, véu, dói.</p><p>Não recebem acento gráfico:</p><p>– As monossílabas tônicas: par, nus, vez, tu, noz, quis.</p><p>– As formas verbais monossilábicas terminadas em “-ê”, nas</p><p>quais a 3a pessoa do plural termina em “-eem”. Antes do novo</p><p>acordo ortográfico, esses verbos era acentuados. Ex.: Ele lê → Eles</p><p>lêem leem.</p><p>Exceção! O mesmo não ocorre com os verbos monossilábicos</p><p>terminados em “-em”, já que a terceira pessoa termina em “-êm”.</p><p>Nesses caso, a acentuação permanece acentuada. Ex.: Ele tem →</p><p>Eles têm; Ele vem → Eles vêm.</p><p>Acentuação das palavras Oxítonas</p><p>As palavras cuja última sílaba é tônica devem ser acentuadas</p><p>as oxítonas com sílaba tônica terminada em vogal tônica -a, -e e</p><p>-o, sucedidas ou não por -s. Ex.: aliás, após, crachá, mocotó, pajé,</p><p>vocês. Logo, não se acentuam as oxítonas terminadas em “-i” e “-u”.</p><p>Ex.: caqui, urubu.</p><p>Acentuação das palavras Paroxítonas</p><p>São classificadas dessa forma as palavras cuja penúltima</p><p>sílaba é tônica. De acordo com a regra geral, não se acentuam as</p><p>palavras paroxítonas, a não ser nos casos específicos relacionados</p><p>abaixo. Observe as exceções:</p><p>– Terminadas em -ei e -eis. Ex.: amásseis, cantásseis, fizésseis,</p><p>hóquei, jóquei, pônei, saudáveis.</p><p>– Terminadas em -r, -l, -n, -x e -ps. Ex.: bíceps, caráter, córtex,</p><p>esfíncter, fórceps, fóssil, líquen, lúmen, réptil, tórax.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>2626</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>– Terminadas em -i e -is. Ex.: beribéri, bílis, biquíni, cáqui, cútis,</p><p>grátis, júri, lápis, oásis, táxi.</p><p>– Terminadas em -us. Ex.: bônus, húmus, ônus, Vênus, vírus,</p><p>tônus.</p><p>– Terminadas em -om e -ons. Ex.: elétrons, nêutrons, prótons.</p><p>– Terminadas em -um e -uns. Ex.: álbum, álbuns, fórum, fóruns,</p><p>quórum, quóruns.</p><p>– Terminadas em -ã e -ão. Ex.: bênção, bênçãos, ímã, ímãs,</p><p>órfã, órfãs, órgão, órgãos, sótão, sótãos.</p><p>Acentuação das palavras Proparoxítonas</p><p>Classificam-se assim as palavras cuja antepenúltima sílaba é</p><p>tônica, e todas recebem acento, sem exceções. Ex.: ácaro, árvore,</p><p>bárbaro, cálida, exército, fétido, lâmpada, líquido, médico, pássaro,</p><p>tática, trânsito.</p><p>Ditongos e Hiatos</p><p>Acentuam-se:</p><p>– Oxítonas com sílaba tônica terminada em abertos “_éu”,</p><p>“_éi” ou “_ói”, sucedidos ou não por “_s”. Ex.: anéis, fiéis, herói,</p><p>mausoléu, sóis, véus.</p><p>– As letras “_i” e “_u” quando forem a segunda vogal tônica de</p><p>um hiato e estejam isoladas ou sucedidas por “_s” na sílaba. Ex.: caí</p><p>(ca-í), país (pa-ís), baú (ba-ú).</p><p>Não se acentuam:</p><p>– A letra “_i”, sempre que for sucedida por de “_nh”. Ex.:</p><p>moinho, rainha, bainha.</p><p>– As letras “_i” e o “_u” sempre que aparecerem repetidas. Ex.:</p><p>juuna, xiita. xiita.</p><p>– Hiatos compostos por “_ee” e “_oo”. Ex.: creem, deem, leem,</p><p>enjoo, magoo.</p><p>O Novo Acordo Ortográfico</p><p>Confira as regras que levaram algumas palavras a perderem</p><p>acentuação em razão do Acordo Ortográfico de 1990, que entrou</p><p>em vigor em 2009:</p><p>1 – Vogal tônica fechada -o de -oo em paroxítonas.</p><p>Exemplos: enjôo – enjoo; magôo – magoo; perdôo – perdoo;</p><p>vôo – voo; zôo – zoo.</p><p>2 – Ditongos abertos -oi e -ei em palavras paroxítonas.</p><p>Exemplos: alcalóide – alcaloide; andróide – androide; alcalóide</p><p>– alcaloide; assembléia – assembleia; asteróide – asteroide;</p><p>européia – europeia.</p><p>3 – Vogais -i e -u precedidas de ditongo em paroxítonas.</p><p>Exemplos: feiúra – feiura; maoísta – maoista; taoísmo –</p><p>taoismo.</p><p>4 – Palavras paroxítonas cuja terminação é -em, e que</p><p>possuem -e tônico em hiato.</p><p>Isso ocorre com a 3a pessoa do plural do presente do indicativo</p><p>ou do subjuntivo. Exemplos: deem; lêem – leem; relêem – releem;</p><p>revêem.</p><p>5 – Palavras com trema: somente para palavras da língua</p><p>portuguesa. Exemplos: bilíngüe – bilíngue; enxágüe – enxágue;</p><p>linguïça – linguiça.</p><p>6 – Paroxítonas homógrafas: são palavras que têm a mesma</p><p>grafia, mas apresentam significados diferentes. Exemplo: o verbo</p><p>PARAR: pára – para. Antes do Acordo Ortográfico, a flexão do verbo</p><p>“parar” era acentuada para que fosse diferenciada da preposição</p><p>“para”.</p><p>Atualmente, nenhuma delas recebe acentuação. Assim:</p><p>Antes: Ela sempre pára para ver a banda passar. [verbo /</p><p>preposição]</p><p>Hoje: Ela sempre para para ver a banda passar. [verbo /</p><p>preposição]</p><p>DOMÍNIO DOS MECANISMOS DE COESÃO TEXTUAL: EM-</p><p>PREGO DE ELEMENTOS DE REFERENCIAÇÃO, SUBSTITUI-</p><p>ÇÃO E REPETIÇÃO, DE CONECTORES E OUTROS ELEMEN-</p><p>TOS DE SEQUENCIAÇÃO TEXTUAL</p><p>— Definições e diferenciação</p><p>Coesão e coerência são dois conceitos distintos, tanto que um</p><p>texto coeso pode ser incoerente, e vice-versa. O que existe em comum</p><p>entre os dois é o fato de constituírem mecanismos fundamentais</p><p>para uma produção textual satisfatória. Resumidamente, a coesão</p><p>textual se volta para as questões gramaticais, isto é, na articulação</p><p>interna do texto. Já a coerência textual tem seu foco na articulação</p><p>externa da mensagem.</p><p>— Coesão Textual</p><p>Consiste no efeito da ordenação e do emprego adequado</p><p>das palavras que proporcionam a ligação entre frases, períodos e</p><p>parágrafos de um texto. A coesão auxilia na sua organização e se</p><p>realiza por meio de palavras denominadas conectivos.</p><p>As técnicas de coesão</p><p>A coesão pode ser obtida por meio de dois mecanismos</p><p>principais, a anáfora e a catáfora. Por estarem relacionados à</p><p>mensagem expressa no texto, esses recursos classificam-se como</p><p>endofóricas. Enquanto a anáfora retoma um componente, a catáfora</p><p>o antecipa, contribuindo com a ligação e a harmonia textual.</p><p>As regras de coesão</p><p>Para que se garanta a coerência textual, é necessário que as</p><p>regras relacionadas abaixo sejam seguidas.</p><p>Referência</p><p>– Pessoal: emprego de pronomes pessoais e possessivos.</p><p>Exemplo:</p><p>«Ana e Sara foram promovidas. Elas serão gerentes de</p><p>departamento.” Aqui, tem-se uma referência pessoal anafórica</p><p>(retoma termo já mencionado).</p><p>– Comparativa: emprego de comparações com base em</p><p>semelhanças.</p><p>Exemplo:</p><p>“Mais um dia como os outros…”. Temos uma referência</p><p>comparativa endofórica.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>27</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>– Demonstrativa: emprego de advérbios e pronomes</p><p>demonstrativos.</p><p>Exemplo:</p><p>“Inclua todos os nomes na lista, menos este: Fred da Silva.”</p><p>Temos uma referência demonstrativa catafórica.</p><p>– Substituição: consiste em substituir um elemento, quer seja</p><p>nome, verbo ou frase, por outro, para que ele não seja repetido.</p><p>Analise o exemplo:</p><p>“Iremos ao banco esta tarde, elas foram pela manhã.”</p><p>Perceba que a diferença entre a referência e a substituição é</p><p>evidente principalmente no fato de que a substituição adiciona ao</p><p>texto uma informação nova. No exemplo usado para a referência, o</p><p>pronome pessoal retoma as pessoas “Ana e Sara”, sem acrescentar</p><p>quaisquer informações ao texto.</p><p>– Elipse: trata-se da omissão de um componente textual –</p><p>nominal, verbal ou frasal – por meio da figura denominando eclipse.</p><p>Exemplo:</p><p>“Preciso falar com Ana. Você a viu?” Aqui, é o contexto que</p><p>proporciona o entendimento da segunda oração, pois o leitor fica</p><p>ciente de que o locutor está procurando por Ana.</p><p>– Conjunção: é o termo que estabelece ligação entre as orações.</p><p>Exemplo:</p><p>“Embora eu não saiba os detalhes, sei que um acidente</p><p>aconteceu.” Conjunção concessiva.</p><p>– Coesão lexical: consiste no emprego de palavras que fazem</p><p>parte de um mesmo campo lexical ou que carregam sentido</p><p>aproximado. É o caso dos nomes genéricos, sinônimos, hiperônimos,</p><p>entre outros.</p><p>Exemplo:</p><p>“Aquele hospital público vive lotado. A instituição não está</p><p>dando conta da demanda populacional.”</p><p>— Coerência Textual</p><p>A Coerência é a relação de sentido entre as ideias de um texto</p><p>que se origina da sua argumentação – consequência decorrente</p><p>dos saberes conhecimentos do emissor da mensagem. Um texto</p><p>redundante e contraditório, ou cujas ideias introduzidas não</p><p>apresentam conclusão, é um texto incoerente. A falta de coerência</p><p>prejudica a fluência</p><p>da leitura e a clareza do discurso. Isso quer dizer</p><p>que a falta de coerência não consiste apenas na ignorância por parte</p><p>dos interlocutores com relação a um determinado assunto, mas da</p><p>emissão de ideias contrárias e do mal uso dos tempos verbais.</p><p>Observe os exemplos:</p><p>“A apresentação está finalizada, mas a estou concluindo até</p><p>o momento.” Aqui, temos um processo verbal acabado e um</p><p>inacabado.</p><p>“Sou vegana e só como ovos com gema mole.” Os veganos</p><p>não consomem produtos de origem animal.</p><p>Princípios Básicos da Coerência</p><p>– Relevância: as ideias têm que estar relacionadas.</p><p>– Não Contradição: as ideias não podem se contradizer.</p><p>– Não Tautologia: as ideias não podem ser redundantes.</p><p>Fatores de Coerência</p><p>– As inferências: se partimos do pressuposto que os</p><p>interlocutores partilham do mesmo conhecimento, as inferências</p><p>podem simplificar as informações.</p><p>Exemplo:</p><p>“Sempre que for ligar os equipamentos, não se esqueça de que</p><p>voltagem da lavadora é 220w”.</p><p>Aqui, emissor e receptor compartilham do conhecimento de</p><p>que existe um local adequado para ligar determinado aparelho.</p><p>– O conhecimento de mundo: todos nós temos uma bagagem</p><p>de saberes adquirida ao longo da vida e que é arquivada na nossa</p><p>memória. Esses conhecimentos podem ser os chamados scripts</p><p>(roteiros, tal como normas de etiqueta), planos (planejar algo</p><p>com um objetivo, tal como jogar um jogo), esquemas (planos de</p><p>funcionamento, como a rotina diária: acordar, tomar café da manhã,</p><p>sair para o trabalho/escola), frames (rótulos), etc.</p><p>Exemplo:</p><p>“Coelhinho e ovos de chocolate! Vai ser um lindo Natal!”</p><p>O conhecimento cultural nos leva a identificar incoerência na</p><p>frase, afinal, “coelho” e “ovos de chocolate” são elementos, os</p><p>chamados frames, que pertencem à comemoração de Páscoa, e</p><p>nada têm a ver com o Natal.</p><p>EMPREGO DE CONECTORES9</p><p>Os conectores são, assim, palavras ou expressões que se utili-</p><p>zam para especificar as relações entre vários segmentos linguísticos</p><p>de um texto - servem para associar as ideias e estabelecer ligações</p><p>entre elas.</p><p>O uso correto de conectores permite uma maior coesão textual</p><p>e envolve uma compreensão facilitada da globalidade do texto.</p><p>Os conectores pertencem a diversas classes de palavras - con-</p><p>junções (ou locuções conjuntivas) coordenativas e subordinativas,</p><p>advérbios (ou locuções adverbiais), preposições (ou locuções pre-</p><p>positivas), expressões adjetivas ou até orações completas.</p><p>Tipos de Conectores</p><p>Adição - e, nem, pois, além disso, e ainda, não só…mas tam-</p><p>bém, como ainda, bem como…assim como, por um lado…por outro</p><p>lado, depois, logo após, finalmente, em primeiro lugar, em segundo</p><p>lugar, do mesmo modo, igualmente, de igual modo, da mesma ma-</p><p>neira, de igual maneira, de novo, novamente, também, primeira-</p><p>mente, da mesma forma, de igual forma, ultimamente, opostamen-</p><p>te, de modo oposto, de maneira oposta, por último…</p><p>Alternativa - ou, ou...ou, ora…ora, já...já, seja...seja, quer…</p><p>quer, talvez...talvez, não...nem, em alternativa…</p><p>Certeza / afirmação - certamente, é evidente que, com certeza,</p><p>decerto, naturalmente, que, sem dúvida, sem dúvida que, de cer-</p><p>to, é óbvio que, evidentemente, obviamente, verdadeiramente, de</p><p>verdade, verdadeiro, realmente, exato, exatamente, com exatidão…</p><p>Conformidade - consoante, conforme, segundo, como, de</p><p>acordo com</p><p>Comparação - como, também, conforme, tanto…quanto, tal</p><p>como, assim como, bem como, pela mesma razão, de forma idênti-</p><p>ca, de forma similar…</p><p>9 Livro de Gramática "Saber Português Hoje - ensino secundário"</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>2828</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Concessão - embora, conquanto, ainda que, mesmo que, mes-</p><p>mo quando, se bem que, apesar de, ainda assim, mesmo assim, por</p><p>mais que, de qualquer forma, posto que, malgrado, não obstante,</p><p>inobstante, em que pese, independentemente de…</p><p>Conclusão / síntese / resumo - pois, portanto, por conseguin-</p><p>te, assim, logo, enfim, concluindo, conclusivamente, em conclusão,</p><p>em síntese, consequentemente, em consequência, por outras pala-</p><p>vras, ou seja, em resumo, ou melhor, pois, por isso, deste modo, em</p><p>suma, sintetizando, finalizando…</p><p>Condição - se, caso, desde que, contanto que, exceto se, salvo</p><p>se, a menos que, a não ser que, sem que, uma vez que (seguida de</p><p>verbo no subjuntivo)</p><p>Confirmação - com efeito, efetivamente, na verdade, de fato,</p><p>factualmente, verdade, verdadeiramente, óbvio, obviamente…</p><p>Consequência - pelo que, de modo que, de forma que, de ma-</p><p>neira que, de sorte que, de jeito que, daí que, tão… que, tal... que,</p><p>tanto... que, tamanho... que, por tudo isso, consequentemente, por</p><p>conseguinte, como consequência…</p><p>Dúvida - Talvez, possivelmente, provavelmente, é possível que,</p><p>é provável que, porventura, quiçá, acaso, quem sabe, por certo…</p><p>Explicitação / particularização - quer isto dizer, isto (não) signi-</p><p>fica que, por outras palavras, isto é, por exemplo, ou seja, é o caso</p><p>de, nomeadamente, em particular, a saber, entre outros, especifi-</p><p>camente…</p><p>Finalidade / intencionalidade - com o fim de, com intuito, para</p><p>(que), a fim de (que), com o objetivo de, de forma a, com o fim /</p><p>com o objetivo de / com o propósito de / com intuito de / com a</p><p>intenção de, com o fito de, que, porque (= para que)…</p><p>Modo / forma / maneira - bem, mal, assim, depressa, devagar,</p><p>melhor, pior, rapidamente, calmamente, facilmente e a maioria dos</p><p>advérbios terminados em -mente, à toa, à vontade, às claras, às es-</p><p>curas, às pressas, à francesa, às escondidas, em silêncio, em vão,</p><p>sem medo, de mansinho, ao vivo</p><p>Necessidade / obrigação - faz-se mister, é necessário que, faz-</p><p>-se urgente que, urge que, é preciso que, é dever, torna-se impres-</p><p>cindível que</p><p>Opinião - na minha opinião, a meu ver, em meu entender, pa-</p><p>rece-me que, estou em crer que…</p><p>Oposição / contraste - mas, porém, todavia, contudo, entre-</p><p>tanto, no entanto, senão (= mas sim) contrariamente, em vez de, ao</p><p>invés de, pelo contrário, por oposição, oposto, opostamente, dou-</p><p>tro modo, ao contrário, não obstante, por outro lado…</p><p>Proporção / proporcionalidade - ao passo que, à medida que,</p><p>à proporção que, quanto mais, tanto mais, enquanto</p><p>Reafirmação / confirmação / resumo - ou seja, ou melhor, ou</p><p>antes, isto é, digo, por assim dizer, por outras palavras, com efeito,</p><p>efetivamente, na verdade, de fato, de tato, em suma, em resumo,</p><p>resumidamente…</p><p>Reformulação - quer dizer, mais corretamente, mais precisa-</p><p>mente, ou melhor, dito de outro modo, numa palavra, noutros ter-</p><p>mos, por outras palavras…</p><p>Razão / motivo / causa - porque, já que, visto que, uma vez</p><p>que, porquanto, como (= porque), na medida em que, devido a, em</p><p>virtude de, em razão de, em vista de, tendo em vista que, em face</p><p>de, em decorrência de</p><p>Sequência - começando, primeiramente, para começar, em pri-</p><p>meiro lugar, num primeiro momento, antes de, em segundo lugar,</p><p>em seguida, logo após, depois de, por último, concluindo, para ter-</p><p>minar, em conclusão, em síntese, finalizando…</p><p>Sequência temporal - Hoje, ontem, agora, amanhã, ainda,</p><p>cedo, depois, tarde, antes</p><p>Sequência geográfica / espacial - Aqui, ali, aí, lá, perto, longe,</p><p>dentro, fora, à direita, à esquerda, à frente, acima, abaixo, à distân-</p><p>cia, de longe, de perto</p><p>Tempo - quando, enquanto, até que, antes que, logo que, assim</p><p>que, depois que, sempre que, desde que, desde quando, todas as</p><p>vezes, senão quando, ao tempo que, mal...</p><p>Negação - não, nunca, tampouco, jamais, nada, ninguém, de</p><p>modo algum, de jeito nenhum, em hipótese alguma</p><p>Ordem - ultimamente, primeiramente, antes, depois...</p><p>Designação - eis, vede, aqui está...</p><p>Realce / função expletiva - cá, lá, só, é que, ainda, mas...</p><p>Inclusão / exclusão - também, até, mesmo, inclusive, só, salvo,</p><p>menos, apenas, senão, exclusive, fora, tirante, sequer...</p><p>Intensidade / quantidade - muito, pouco, bastante, mais, me-</p><p>nos, tão, tanto, quase, demais...</p><p>EMPREGO/CORRELAÇÃO DE TEMPOS E MODOS VERBAIS</p><p>FLEXÃO VERBAL</p><p>1) Número: singular ou plural</p><p>Ex.: ando, andas, anda → singular</p><p>andamos, andais, andam → plural</p><p>2) Pessoas: são três.</p><p>a)</p><p>A primeira é aquela que fala; corresponde aos pronomes eu</p><p>(singular) e nós (plural).</p><p>Ex.: escreverei, escreveremos.</p><p>b) A segunda é aquela com quem se fala; corresponde aos pro-</p><p>nomes tu (singular) e vós (plural).</p><p>Ex.: escreverás, escrevereis.</p><p>c) A terceira é aquela acerca de quem se fala; corresponde aos</p><p>pronomes ele ou ela (singular) e eles ou elas (plural).</p><p>Ex.: escreverá, escreverão.</p><p>3) Modos: são três.</p><p>a) Indicativo: apresenta o fato verbal de maneira positiva, indu-</p><p>bitável. Ex.: vendo.</p><p>b) Subjuntivo: apresenta o fato verbal de maneira duvidosa, hi-</p><p>potética. Ex.: que eu venda.</p><p>c) Imperativo: apresenta o fato verbal como objeto de uma or-</p><p>dem. Ex.: venda!</p><p>4) Tempos: são três.</p><p>a) Presente: falo</p><p>b) Pretérito:</p><p>- Perfeito: falei</p><p>- Imperfeito: falava</p><p>- Mais-que-perfeito: falara</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>29</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Obs.: O pretérito perfeito indica uma ação extinta; o imperfei-</p><p>to, uma ação que se prolongava num determinado ponto do pas-</p><p>sado; o mais-que-perfeito, uma ação passada em relação a outra</p><p>ação, também passada. Ex.:</p><p>Eu cantei aquela música. (perfeito)</p><p>Eu cantava aquela música. (imperfeito)</p><p>Quando ele chegou, eu já cantara. (mais-que-perfeito)</p><p>c) Futuro:</p><p>- Do presente: estudaremos</p><p>- Do pretérito: estudaríamos</p><p>Obs.: No modo subjuntivo, com relação aos tempos simples,</p><p>temos apenas o presente, o pretérito imperfeito e o futuro (sem</p><p>divisão). Os tempos compostos serão estudados mais adiante.</p><p>5) Vozes: são três.</p><p>a) Ativa: o sujeito pratica a ação verbal.</p><p>Ex.: O carro derrubou o poste.</p><p>b) Passiva: o sujeito sofre a ação verbal.</p><p>- Analítica ou verbal: com o particípio e um verbo auxiliar.</p><p>Ex.: O poste foi derrubado pelo carro.</p><p>- Sintética ou pronominal: com o pronome apassivador se.</p><p>Ex.: Derrubou-se o poste.</p><p>Obs.: Estudaremos bem o pronome apassivador (ou partícula</p><p>apassivadora) na sétima lição: concordância verbal.</p><p>c) Reflexiva: o sujeito pratica e sofre a ação verbal; aparece um</p><p>pronome reflexivo. Ex.: O garoto se machucou.</p><p>Formação do Imperativo</p><p>1) Afirmativo: tu e vós saem do presente do indicativo menos a</p><p>letra s; você, nós e vocês, do presente do subjuntivo.</p><p>Ex.: Imperativo afirmativo do verbo beber</p><p>Bebo → beba</p><p>bebes → bebe (tu) bebas</p><p>bebe beba → beba (você)</p><p>bebemos bebamos → bebamos (nós)</p><p>bebeis → bebei (vós) bebais</p><p>bebem bebam → bebam (vocês)</p><p>Reunindo, temos: bebe, beba, bebamos, bebei, bebam.</p><p>2) Negativo: sai do presente do subjuntivo mais a palavra não.</p><p>Ex.: beba</p><p>bebas → não bebas (tu)</p><p>beba → não beba (você)</p><p>bebamos → não bebamos (nós)</p><p>bebais → não bebais (vós)</p><p>bebam → não bebam (vocês)</p><p>Assim, temos: não bebas, não beba, não bebamos, não bebais,</p><p>não bebam.</p><p>Observações:</p><p>a) No imperativo não existe a primeira pessoa do singular, eu; a</p><p>terceira pessoa é você.</p><p>b) O verbo ser não segue a regra nas pessoas que saem do pre-</p><p>sente do indicativo. Eis o seu imperativo:</p><p>- Afirmativo: sê, seja, sejamos, sede, sejam.</p><p>- Negativo: não sejas, não seja, não sejamos, não sejais, não</p><p>sejam.</p><p>c) O tratamento dispensado a alguém numa frase não pode</p><p>mudar. Se começamos a tratar a pessoa por você, não podemos</p><p>passar para tu, e vice-versa.</p><p>Ex.: Pede agora a tua comida. (tratamento: tu)</p><p>Peça agora a sua comida. (tratamento: você)</p><p>d) Os verbos que têm z no radical podem, no imperativo afir-</p><p>mativo, perder também a letra e que aparece antes da desinência s.</p><p>Ex.: faze (tu) ou faz (tu)</p><p>dize (tu) ou diz (tu)</p><p>e) Procure ter “na ponta da língua” a formação e o emprego do</p><p>imperativo. É assunto muito cobrado em concursos públicos.</p><p>Tempos Primitivos e Tempos Derivados</p><p>1) O presente do indicativo é tempo primitivo. Da primeira pes-</p><p>soa do singular sai todo o presente do subjuntivo.</p><p>Ex.: digo → que eu diga, que tu digas, que ele diga etc.</p><p>dizes</p><p>diz</p><p>Obs.: isso não ocorre apenas com os poucos verbos que não</p><p>apresentam a desinência o na primeira pessoa do singular.</p><p>Ex.: eu sou → que eu seja.</p><p>eu sei → que eu saiba.</p><p>2) O pretérito perfeito é tempo primitivo. Da segunda pessoa</p><p>do singular saem:</p><p>a) o mais-que-perfeito.</p><p>Ex.: coubeste → coubera, couberas, coubera, coubéramos,</p><p>coubéreis, couberam.</p><p>b) o imperfeito do subjuntivo.</p><p>Ex.: coubeste → coubesse, coubesses, coubesse, coubéssemos,</p><p>coubésseis, coubessem.</p><p>c) o futuro do subjuntivo.</p><p>Ex.: coubeste → couber, couberes, couber, coubermos, couber-</p><p>des, couberem.</p><p>3) Do infinitivo impessoal derivam:</p><p>a) o imperfeito do indicativo.</p><p>Ex.: caber → cabia, cabias, cabia, cabíamos, cabíeis, cabiam.</p><p>b) o futuro do presente.</p><p>Ex.: caber → caberei, caberás, caberá, caberemos, cabereis,</p><p>caberão.</p><p>c) o futuro do pretérito.</p><p>Ex.: caber → caberia, caberias, caberia, caberíamos, caberíeis,</p><p>caberiam.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>3030</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>d) o infinitivo pessoal.</p><p>Ex.: caber → caber, caberes, caber, cabermos, caberdes, cabe-</p><p>rem.</p><p>e) o gerúndio.</p><p>Ex.: caber → cabendo.</p><p>f) o particípio.</p><p>Ex.: caber → cabido.</p><p>Tempos Compostos</p><p>Formam-se os tempos compostos com o verbo auxiliar (ter ou</p><p>haver) mais o particípio do verbo que se quer conjugar.</p><p>1) Perfeito composto: presente do verbo auxiliar mais particí-</p><p>pio do verbo principal.</p><p>Ex.: tenho falado ou hei falado → perfeito composto do indica-</p><p>tivo tenha falado ou haja falado → perfeito composto do subjuntivo.</p><p>2) Mais-que-perfeito composto: imperfeito do auxiliar mais</p><p>particípio do principal.</p><p>Ex.: tinha falado → mais-que-perfeito composto do indicativo.</p><p>tivesse falado → mais-que-perfeito composto do subjuntivo.</p><p>3) Demais tempos: basta classificar o verbo auxiliar.</p><p>Ex.: terei falado → futuro do presente composto (terei é futuro</p><p>do presente).</p><p>Verbos Irregulares Comuns em Concursos</p><p>É importante saber a conjugação dos verbos que seguem. Eles</p><p>estão conjugados apenas nas pessoas, tempos e modos mais pro-</p><p>blemáticos.</p><p>1) Compor, repor, impor, expor, depor etc.: seguem integral-</p><p>mente o verbo pôr.</p><p>Ex.: ponho → componho, imponho, deponho etc.</p><p>pus → compus, repus, expus etc.</p><p>2) Deter, conter, reter, manter etc.: seguem integralmente o</p><p>verbo ter.</p><p>Ex.: tivermos → contivermos, mantivermos etc.</p><p>tiveste → retiveste, mantiveste etc.</p><p>3) Intervir, advir, provir, convir etc.: seguem integralmente o</p><p>verbo vir.</p><p>Ex.: vierem → intervierem, provierem etc.</p><p>vim → intervim, convim etc.</p><p>4) Rever, prever, antever etc.: seguem integralmente o verbo</p><p>ver.</p><p>Ex.: vi → revi, previ etc.</p><p>víssemos → prevíssemos, antevíssemos etc.</p><p>Observações:</p><p>- Como se vê nesses quatro itens iniciais, o verbo derivado se-</p><p>gue a conjugação do seu primitivo. Basta conjugar o verbo primitivo</p><p>e recolocar o prefixo. Há outros verbos que dão origem a verbos</p><p>derivados. Por exemplo, dizer, haver e fazer. Para eles, vale a mesma</p><p>regra explicada acima.</p><p>Ex.: eu houve → eu reouve (e não reavi, como normalmente se</p><p>fala por aí).</p><p>- Requerer e prover não seguem integralmente os verbos que-</p><p>rer e ver. Eles serão mostrados mais adiante.</p><p>5) Crer, no pretérito perfeito do indicativo: cri, creste, creu, cre-</p><p>mos, crestes, creram.</p><p>6) Estourar, roubar, aleijar, inteirar etc.: mantém o ditongo fe-</p><p>chado em todos os tempos, inclusive o presente do indicativo. Ex.: A</p><p>bomba estoura. (e não estóra, como normalmente se diz).</p><p>7) Aderir, competir, preterir, discernir, concernir, impelir, expe-</p><p>lir, repelir:</p><p>a) presente do indicativo: adiro, aderes, adere, aderimos, ade-</p><p>rimos, aderem.</p><p>b) presente do subjuntivo: adira, adiras, adira, adiramos, adi-</p><p>rais, adiram.</p><p>Obs.: Esses verbos mudam o e do infinitivo para i na primeira</p><p>pessoa do singular do presente do indicativo e em todas do presen-</p><p>te do subjuntivo.</p><p>8) Aguar, desaguar, enxaguar, minguar:</p><p>a) presente do indicativo: águo, águas, água; enxáguo, enxá-</p><p>guas, enxágua.</p><p>b) presente do subjuntivo: águe, águes, águe; enxágue, enxá-</p><p>gues, enxágue.</p><p>9) Arguir, no presente do indicativo: arguo, argúis, argúi, argui-</p><p>mos, arguis, argúem.</p><p>10) Apaziguar, averiguar, obliquar, no presente do subjuntivo:</p><p>apazigúe, apazigúes, apazigúe, apaziguemos, apazigueis, apazi-</p><p>gúem.</p><p>11) Mobiliar:</p><p>a) presente do indicativo: mobílio, mobílias,</p><p>mobília, mobilia-</p><p>mos, mobiliais, mobíliam.</p><p>b) presente do subjuntivo: mobílie, mobílies, mobílie, mobilie-</p><p>mos, mobilieis, mobíliem.</p><p>12) Polir, no presente do indicativo: pulo, pules, pule, polimos,</p><p>polis, pulem.</p><p>13) Passear, recear, pentear, ladear (e todos os outros termina-</p><p>dos em ear)</p><p>a) presente do indicativo: passeio, passeias, passeia, passea-</p><p>mos, passeais, passeiam.</p><p>b) presente do subjuntivo: passeie, passeies, passeie, passee-</p><p>mos, passeeis, passeiem.</p><p>Observações:</p><p>- Os verbos desse grupo (importantíssimo) apresentam o diton-</p><p>go ei nas formas rizotônicas, mas apenas nos dois presentes.</p><p>- Os verbos estrear e idear apresentam ditongo aberto.</p><p>Ex.: estreio, estreias, estreia; ideio, ideias, ideia.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>31</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>14) Confiar, renunciar, afiar, arriar etc.: verbos regulares.</p><p>Ex.: confio, confias, confia, confiamos, confiais, confiam.</p><p>Observações:</p><p>- Esses verbos não têm o ditongo ei nas formas rizotônicas.</p><p>- Mediar, ansiar, remediar, incendiar, odiar e intermediar, ape-</p><p>sar de terminarem em iar, apresentam o ditongo ei.</p><p>Ex.: medeio, medeias, medeia, mediamos, mediais, medeiam,</p><p>medeie, medeies, medeie, mediemos, medieis, medeiem.</p><p>15) Requerer: só é irregular na 1ª pessoa do singular do pre-</p><p>sente do indicativo e, consequentemente, em todo o presente do</p><p>subjuntivo.</p><p>Ex.: requeiro, requeres, requer</p><p>requeira, requeiras, requeira</p><p>requeri, requereste, requereu</p><p>16) Prover: conjuga-se como verbo regular no pretérito perfei-</p><p>to, no mais-que-perfeito, no imperfeito do subjuntivo, no futuro do</p><p>subjuntivo e no particípio; nos demais tempos, acompanha o verbo</p><p>ver.</p><p>Ex.: Provi, proveste, proveu; provera, proveras, provera; pro-</p><p>vesse, provesses, provesse etc.</p><p>provejo, provês, provê; provia, provias, provia; proverei, prove-</p><p>rás, proverá etc.</p><p>17) Reaver, precaver-se, falir, adequar, remir, abolir, colorir, res-</p><p>sarcir, demolir, acontecer, doer são verbos defectivos. Estude o que</p><p>falamos sobre eles na lição anterior, no item sobre a classificação</p><p>dos verbos. Ex.: Reaver, no presente do indicativo: reavemos, rea-</p><p>veis.</p><p>DOMÍNIO DA ESTRUTURA MORFOSSINTÁTICA DO PERÍO-</p><p>DO: RELAÇÕES DE COORDENAÇÃO ENTRE ORAÇÕES E EN-</p><p>TRE TERMOS DA ORAÇÃO; RELAÇÕES DE SUBORDINAÇÃO</p><p>ENTRE ORAÇÕES E ENTRE TERMOS DA ORAÇÃO</p><p>Definição: sintaxe é a área da Gramática que se dedica ao</p><p>estudo da ordenação das palavras em uma frase, das frases em um</p><p>discurso e também da coerência (relação lógica) que estabelecem</p><p>entre si. Sempre que uma frase é construída, é fundamental que</p><p>ela contenha algum sentido para que possa ser compreendida pelo</p><p>receptor. Por fazer a mediação da combinação entre palavras e</p><p>orações, a sintaxe é essencial para que essa compreensão se efetive.</p><p>Para que se possa compreender a análise sintática, é importante</p><p>retomarmos alguns conceitos, como o de frase, oração e período.</p><p>Vejamos:</p><p>Frase</p><p>Trata-se de um enunciado que carrega um sentido completo</p><p>que possui sentido integral, podendo ser constituída por somente</p><p>uma ou várias palavras podendo conter verbo (frase verbal) ou</p><p>não (frase nominal). Uma frase pode exprimir ideias, sentimentos,</p><p>apelos ou ordens. Exemplos: “Saia!”, “O presidente vai fazer seu</p><p>discurso.”, “Atenção!”, “Que horror!”.</p><p>A ordem das palavras: associada à pontuação apropriada,</p><p>a disposição das palavras na frase também é fundamental para a</p><p>compreensão da informação escrita, e deve seguir os padrões da</p><p>Língua Portuguesa. Observe que a frase “A professora já vai falar.”</p><p>Pode ser modificada para, por exemplo, “Já vai falar a professora.” ,</p><p>sem que haja prejuízo de sentido. No entanto, a construção “Falar a</p><p>já professora vai.” , apesar da combinação das palavras, não poderá</p><p>ser compreendida pelo interlocutor.</p><p>Oração</p><p>É uma unidade sintática que se estrutura em redor de um</p><p>verbo ou de uma locução verbal. Uma frase pode ser uma oração,</p><p>desde que tenha um verbo e um predicado; quanto ao sujeito, nem</p><p>sempre consta em uma oração, assim como o sentido completo. O</p><p>importante é que seja compreensível pelo receptor da mensagem.</p><p>Analise, abaixo, uma frase que é oração com uma que não é.</p><p>1 – Silêncio!”: É uma frase, mas não uma oração, pois não</p><p>contém verbo.</p><p>2 – “Eu quero silêncio.”: A presença do verbo classifica a frase</p><p>como oração.</p><p>Unidade sintática (ou termo sintático): a sintaxe de uma</p><p>oração é formada por cada um dos termos, que, por sua vez,</p><p>estabelecem relação entre si para dar atribuir sentido à frase. No</p><p>exemplo supracitado, a palavra “quero” deve unir-se às palavras</p><p>“Eu” e “silêncio” para que o receptor compreenda a mensagem.</p><p>Dessa forma, cada palavra desta oração recebe o nome de termo</p><p>ou unidade sintática, desempenhando, cada qual, uma função</p><p>sintática diferente.</p><p>Classificação das orações: as orações podem ser simples ou</p><p>compostas. As orações simples apresentam apenas uma frase; as</p><p>compostas apresentam duas ou mais frases na mesma oração.</p><p>Analise os exemplos abaixo e perceba que a oração composta tem</p><p>duas frases, e cada uma tem seu próprio sentido.</p><p>– Oração simples: “Eu quero silêncio.”</p><p>– Oração composta: “Eu quero silêncio para poder ouvir o</p><p>noticiário”.</p><p>Período</p><p>É a construção composta por uma ou mais orações, sempre com</p><p>sentido completo. Assim como as orações, o período também pode</p><p>ser simples ou composto, que se diferenciam em razão do número</p><p>de orações que apresenta: o período simples contém apenas uma</p><p>oração, e o composto mais de uma. Lembrando que a oração é uma</p><p>frase que contém um verbo. Assim, para não ter dúvidas quanto à</p><p>classificação, basta contar quantos verbos existentes na frase.</p><p>– Período simples: “Resolvo esse problema até amanhã.” -</p><p>apresenta apenas um verbo.</p><p>– Período composto: Resolvo esse problema até amanhã ou</p><p>ficarei preocupada.” - contém dois verbos.</p><p>— Análise Sintática</p><p>É o nome que se dá ao processo que serve para esmiuçar a</p><p>estrutura de um período e das orações que compõem um período.</p><p>Termos da oração: é o nome dado às palavras que atribuem</p><p>sentido a uma frase verbal. A reunião desses elementos forma o</p><p>que chamamos de estrutura de um período. Os termos essenciais</p><p>se subdividem em: essenciais, integrantes e acessórios. Acompanhe</p><p>a seguir as especificidades de cada tipo.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>3232</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>1 – Termos Essenciais (ou fundamentais) da oração</p><p>Sujeito e Predicado: enquanto um é o ser sobre quem/o qual</p><p>se declara algo, o outro é o que se declara sobre o sujeito e, por</p><p>isso, sempre apresenta um verbo ou uma locução verbal, como nos</p><p>respectivos exemplos a seguir:</p><p>Exemplo: em “Fred fez um lindo discurso.”, o sujeito é “Fred”,</p><p>que “fez um lindo discurso” (é o restante da oração, a declaração</p><p>sobre o sujeito).</p><p>Nem sempre o sujeito está no início da oração (sujeito direto),</p><p>podendo apresentar-se também no meio da fase ou mesmo após</p><p>o predicado (sujeito inverso). Veja um exemplo para cada um dos</p><p>respectivos casos:</p><p>“Fred fez um lindo discurso.”</p><p>“Um lindo discurso Fred fez.”</p><p>“Fez um lindo discurso, Fred.”</p><p>– Sujeito determinado: é aquele identificável facilmente pela</p><p>concordância verbal.</p><p>– Sujeito determinado simples: possui apenas um núcleo</p><p>ligado ao verbo. Ex.: “Júlia passou no teste”.</p><p>– Sujeito determinado composto: possui dois ou mais núcleos.</p><p>Ex.: “Júlia e Felipe passaram no teste.”</p><p>– Sujeito determinado implícito: não aparece facilmente na</p><p>oração, mas a frase é dotada de entendimento. Ex.: “Passamos no</p><p>teste.” Aqui, o termo “nós” não está explícito na oração, mas a</p><p>concordância do verbo o destaca de forma indireta.</p><p>– Sujeito indeterminado: é o que não está visível na oração</p><p>e, diferente do caso anterior, não há concordância verbal para</p><p>determiná-lo.</p><p>Esse sujeito pode aparecer com:</p><p>– Verbo na 3a pessoa do plural. Ex.: “Reformaram a casa velha”.</p><p>– Verbo na 3a pessoa do singular + pronome “se”: “Contrata-se</p><p>padeiro.”».</p><p>– Verbo no infinitivo impessoal: “Vai ser mais fácil se você</p><p>estiver lá.”</p><p>– Orações sem sujeito: são compostas somente por</p><p>predicado,</p><p>e sua mensagem está centralizada no verbo, que é impessoal.</p><p>Essas orações podem ter verbos que constituam fenômenos da</p><p>natureza, ou os verbos ser, estar, haver e fazer quando indicativos</p><p>de fenômeno meteorológico ou tempo. Observe os exemplos:</p><p>“Choveu muito ontem”.</p><p>“Era uma hora e quinze”.</p><p>– Predicados Verbais: resultam da relação entre sujeito e</p><p>verbo, ou entre verbo e complementos. Os verbos, por sua vez,</p><p>também recebem sua classificação, conforme abaixo:</p><p>– Verbo transitivo: é o verbo que transita, isto é, que vai adiante</p><p>para passar a informação adequada. Em outras palavras, é o verbo</p><p>que exige complemento para ser entendido. Para produzir essa</p><p>compreensão, esse trânsito do verbo, o complemento pode ser</p><p>direto ou indireto. No primeiro caso, a ligação direta entre verbo e</p><p>complemento. Ex.: “Quero comprar roupas.”. No segundo, verbo e</p><p>complemento são unidos por preposição. Ex.: “Preciso de dinheiro.”</p><p>– Verbo intransitivo: não requer complemento, é provido de</p><p>sentido completo. São exemplos: morrer, acordar, nascer, nadar,</p><p>cair, mergulhar, correr.</p><p>– Verbo de ligação: servem para expressar características de</p><p>estado ao sujeito, sendo eles: estado permanente (“Pedro é alto.”),</p><p>estado de transição (“Pedro está acamado.”), estado de mutação</p><p>(“Pedro esteve enfermo.”), estado de continuidade (“Pedro continua</p><p>esbelto.”) e estado aparente (“Pedro parece nervoso.”).</p><p>– Predicados nominais: são aqueles que têm um nome</p><p>(substantivo ou adjetivo) como cujo núcleo significativo da oração.</p><p>Ademais, ele se caracteriza pela indicação de estado ou qualidade,</p><p>e é composto por um verbo de ligação mais o predicativo do sujeito.</p><p>– Predicativo do sujeito: é um termo que atribui características</p><p>ao sujeito por meio de um verbo. Exemplo: em “Marta é</p><p>inteligente.”, o adjetivo é o predicativo do sujeito “Marta”, ou seja,</p><p>é sua característica de estado ou qualidade. Isso é comprovado pelo</p><p>“ser” (é), que é o verbo de ligação entre Marta e sua característica</p><p>atual. Esse elemento não precisa ser, obrigatoriamente, um adjetivo,</p><p>mas pode ser uma locução adjetiva, ou mesmo um substantivo ou</p><p>palavra substantivada.</p><p>– Predicado Verbo-Nominal: esse tipo deve apresentar sempre</p><p>um predicativo do sujeito associado a uma ação do sujeito acrescida</p><p>de uma qualidade sua. Exemplo: “As meninas saíram mais cedo da</p><p>aula. Por isso, estavam contentes.</p><p>O sujeito “As meninas” possui como predicado o verbo “sair”</p><p>e também o adjetivo “contentes”. Logo, “estavam contentes” é o</p><p>predicativo do sujeito e o verbo de ligação é “estar”.</p><p>2 – Termos integrantes da oração</p><p>Basicamente, são os termos que completam os verbos de uma</p><p>oração, atribuindo sentindo a ela. Eles podem ser complementos</p><p>verbais, complementos nominais ou mesmo agentes da passiva.</p><p>– Complementos Verbais: como sugere o nome, esses termos</p><p>completam o sentido de verbos, e se classificam da seguinte forma:</p><p>– Objeto direto: completa verbos transitivos diretos, não</p><p>exigindo preposição.</p><p>– Objeto indireto: complementam verbos transitivos indiretos,</p><p>isto é, aqueles que dependem de preposição para que seu sentido</p><p>seja compreendido.</p><p>Quanto ao objeto direto, podemos ter:</p><p>– Um pronome substantivo: “A equipe que corrigiu as provas.”</p><p>– Um pronome oblíquo direto: “Questionei-a sobre o</p><p>acontecido.”</p><p>– Um substantivo ou expressão substantivada: “Ele consertou</p><p>os aparelhos.»</p><p>– Complementos Nominais: esses termos completam o sentido</p><p>de uma palavra, mas não são verbos; são nomes (substantivos,</p><p>adjetivos ou advérbios), sempre seguidos por preposição. Observe</p><p>os exemplos:</p><p>– “Maria estava satisfeita com seus resultados.” – observe que</p><p>“satisfeita” é adjetivo, e “com seus resultados” é complemento</p><p>nominal.</p><p>– “O entregador atravessou rapidamente pela viela. –</p><p>“rapidamente” é advérbio de modo.</p><p>– “Eu tenho medo do cachorro.” – Nesse caso, “medo” é um</p><p>substantivo.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>33</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>– Agentes da Passiva: são os termos de uma oração que praticam</p><p>a ação expressa pelo verbo, quando este está na voz passiva. Assim,</p><p>estão normalmente acompanhados pelas preposições de e por.</p><p>Observe os exemplos do item anterior modificados para a voz</p><p>passiva:</p><p>– “Os resultados foram motivo de satisfação de Maria.”</p><p>– “O cachorro foi alvo do meu medo.”</p><p>– “A viela foi atravessada rapidamente pelo entregador.”</p><p>3 – Termos acessórios da oração</p><p>Diversamente dos termos essenciais e integrantes, os termos</p><p>acessórios não são fundamentais o sentido da oração, mas servem</p><p>para complementar a informação, exprimindo circunstância,</p><p>determinando o substantivo ou caracterizando o sujeito. Confira</p><p>abaixo quais são eles:</p><p>– Adjunto adverbial: são os termos que modificam o sentido</p><p>do verbo, do adjetivo ou do advérbio. Analise os exemplos:</p><p>“Dormimos muito.”</p><p>O termo acessório “muito” classifica o verbo “dormir”.</p><p>“Ele ficou pouco animado com a notícia.”</p><p>O termo acessório “pouco” classifica o adjetivo “animado”</p><p>“Maria escreve bastante bem.”</p><p>O termo acessório “bastante” modifica o advérbio “bem”.</p><p>Os adjuntos adverbiais podem ser:</p><p>– Advérbios: pouco, bastante, muito, ali, rapidamente longe, etc.</p><p>– Locuções adverbiais: o tempo todo, às vezes, à beira-mar, etc.</p><p>– Orações: «Quando a mercadoria chegar, avise.” (advérbio de</p><p>tempo).</p><p>– Adjunto adnominal: é o termo que especifica o substantivo,</p><p>com função de adjetivo. Em razão disso, pode ser representado</p><p>por adjetivos, locuções adjetivas, artigos, numerais adjetivos ou</p><p>pronomes adjetivos. Analise o exemplo:</p><p>“O jovem apaixonado presenteou um lindo buquê à sua colega</p><p>de escola.”</p><p>– Sujeito: “jovem apaixonado”</p><p>– Núcleo do predicado verbal: “presenteou”</p><p>– Objeto direto do verbo entregar: “um lindo buquê”</p><p>– Objeto indireto: “à amiga de classe” – Adjuntos adnominais:</p><p>no sujeito, temos o artigo “o” e “apaixonado”, pois caracterizam</p><p>o “jovem”, núcleo do sujeito; o numeral “um” e o adjetivo “lindo”</p><p>fazem referência a “buquê” (substantivo); o artigo “à” (contração</p><p>da preposição + artigo feminino) e a locução “de trabalho” são os</p><p>adjuntos adnominais de “colega”.</p><p>– Aposto: é o termo que se relaciona com o sujeito para</p><p>caracterizá-lo, contribuindo para a complementação uma</p><p>informação já completa. Observe os exemplos:</p><p>“Michael Jackson, o rei do pop, faleceu há uma década.”</p><p>“Brasília, capital do Brasil, foi construída na década de 1950.”</p><p>– Vocativo: esse termo não apresenta relação sintática nem</p><p>com sujeito nem com predicado, tendo sua função no chamamento</p><p>ou na interpelação de um ouvinte, e se relaciona com a 2a pessoa</p><p>do discurso. Os vocativos são o receptor da mensagem, ou seja, a</p><p>quem ela é dirigida. Podem ser acompanhados de interjeições de</p><p>apelo. Observe:</p><p>“Ei, moça! Seu documento está pronto!”</p><p>“Senhor, tenha misericórdia de nós!”</p><p>“Vista o casaco, filha!”</p><p>— Estudo da relação entre as orações</p><p>Os períodos compostos são formados por várias orações.</p><p>As orações estabelecem entre si relações de coordenação ou de</p><p>subordinação.</p><p>– Período composto por coordenação: é formado por</p><p>orações independentes. Apesar de estarem unidas por conjunções</p><p>ou vírgulas, as orações coordenadas podem ser entendidas</p><p>individualmente porque apresentam sentidos completos.</p><p>Acompanhe a seguir a classificação das orações coordenadas:</p><p>– Oração coordenada aditiva: “Assei os salgados e preparei os</p><p>doces.”</p><p>– Oração coordenada adversativa: “Assei os salgados, mas não</p><p>preparei os doces.”</p><p>– Oração coordenada alternativa: “Ou asso os salgados ou</p><p>preparo os doces.”</p><p>– Oração coordenada conclusiva: “Marta estudou bastante,</p><p>logo, passou no exame.”</p><p>– Oração coordenada explicativa: “Marta passou no exame</p><p>porque estudou bastante.”</p><p>– Período composto por subordinação: são constituídos por</p><p>orações dependentes uma da outra. Como as orações subordinadas</p><p>apresentam sentidos incompletos, não podem ser entendidas</p><p>de forma separada. As orações subordinadas são divididas em</p><p>substantivas, adverbiais e adjetivas. Veja os exemplos:</p><p>88</p><p>4. Sistema das Nações Unidas e os direitos humanos ................................................................................................................... 92</p><p>5. O papel do Conselho de Direitos Humanos da ONU ................................................................................................................. 93</p><p>6. Declaração Universal dos Direitos Humanos – adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de</p><p>1948 ........................................................................................................................................................................................... 93</p><p>7. Convenção Americana sobre Direitos Humanos – assinada na Conferência Especializada Interamericana sobre Direitos Hu-</p><p>manos (San José da Costa Rica), em 22 de novembro de 1969 ................................................................................................. 96</p><p>8. Lei Estadual nº 5.301, de 16 de outubro de 1969 - Estatuto dos Militares do Estado de Minas Gerais. (Capítulo II; arts. 15 e</p><p>25) .............................................................................................................................................................................................. 106</p><p>9. Constituição Federal de 1988: Direitos Fundamentais; Direitos e deveres individuais e coletivos ........................................... 107</p><p>10. Administração pública; Militares do estados e do Distrito federal ............................................................................................ 112</p><p>ÍNDICE</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>11. Emenda à Constituição .............................................................................................................................................................. 115</p><p>12. Organização judiciária dos estados ............................................................................................................................................ 117</p><p>13. Forças armadas; Segurança pública ........................................................................................................................................... 130</p><p>14. Constituição do estado de Minas Gerais (Militares do estado; Segurança pública; Subordinação do Corpo de Bombeiros ao</p><p>Governador do estado; Arts. 137, 142 e 13) .............................................................................................................................. 131</p><p>15. Lei nº 4657, de 04 de setembro de 1942 – Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (arts. 1º ao 6º) ........................ 133</p><p>Ciências Naturais</p><p>1. Átomos, moléculas e íons: Teoria atômica da matéria. A visão moderna da estrutura atômica; Pesos atômicos ou massas</p><p>atômicas ..................................................................................................................................................................................... 139</p><p>2. A tabela periódica ...................................................................................................................................................................... 145</p><p>3. Reações químicas: Evidências de reação; Tipos de reação; Reações de oxirredução, reações de combustão .......................... 161</p><p>4. Conservação da massa ............................................................................................................................................................... 165</p><p>5. Ligações químicas: Ligações químicas, símbolos de Lewis e a regra do octeto; Ligação iônica; Ligação covalente; Polaridade da</p><p>ligação e eletronegatividade; Exceções à regra do octeto; Forças das ligações covalentes ....................................................... 166</p><p>6. Estequiometria: cálculos com fórmulas e equações químicas; Equações químicas; Reatividade química; Massa molecular;</p><p>Informações quantitativas de equações balanceadas; Reagentes limitantes ............................................................................ 174</p><p>7. Soluções: Coeficiente de solubilidade; unidades de concentração ........................................................................................... 184</p><p>8. Propriedades coligativas ............................................................................................................................................................ 184</p><p>9. Cinética química: Velocidade da reação; teoria das colisões; a influência da temperatura e a equação de Arrhenius ............. 187</p><p>10. Equilíbrio químico: Reversibilidade de reações químicas; Equilíbrio do ácido-base, Escalas de pH e pOH; Dissociação da</p><p>água ........................................................................................................................................................................................... 193</p><p>11. Eletroquímica: Reações de oxirredução; Células de corrosão; Eletrólise ................................................................................... 206</p><p>12. Gases: Características dos gases; Pressão; As leis dos gases; A equação do gás ideal; Gases tóxicos. ...................................... 215</p><p>13. Unidades de Medidas; Vetores .................................................................................................................................................. 220</p><p>14. Cinemática Linear e Angular ...................................................................................................................................................... 230</p><p>15. Dinâmica da Translação ............................................................................................................................................................. 234</p><p>16. Trabalho e Energia ..................................................................................................................................................................... 237</p><p>17. Momento Linear; Momento Angular ......................................................................................................................................... 238</p><p>18. Estática ....................................................................................................................................................................................... 240</p><p>19. Física aplicada à condução veicular; Força; Atrito; Multiplicação de força; Dinâmica da Rotação ............................................ 242</p><p>20. Unidades de medida .................................................................................................................................................................. 255</p><p>21. Gravitação .................................................................................................................................................................................. 255</p><p>22. Massa, Peso ............................................................................................................................................................................... 262</p><p>23. Pressão ....................................................................................................................................................................................... 263</p><p>24. Oscilações simples, amortecidas e forçadas; Ondas em meios elásticos; Ondas sonoras ......................................................... 263</p><p>25. Estática e Dinâmica dos Fluidos ................................................................................................................................................. 271</p><p>26. Temperatura; Dilatação Térmica; Combustão; Termodinâmica ................................................................................................. 278</p><p>27. Ação do incêndio sobre as estruturas de concreto .................................................................................................................... 286</p><p>28. Leis básicas em eletricidade; Resistência elétrica; Lei de Ohm, potência e energia elétrica; Definição e tipos de circuitos</p><p>– Oração subordinada substantiva subjetiva: “Ficou provado</p><p>que o suspeito era realmente o culpado.”</p><p>– Oração subordinada substantiva objetiva direta: “Eu não</p><p>queria que isso acontecesse.”</p><p>– Oração subordinada substantiva objetiva indireta: “É</p><p>obrigatório de que todos os estudantes sejam assíduos.”</p><p>– Oração subordinada substantiva completiva nominal: “Tenho</p><p>expectativa de que os planos serão melhores em breve!”</p><p>– Oração subordinada substantiva predicativa: “O que importa</p><p>é que meus pais são saudáveis.”</p><p>– Oração subordinada substantiva apositiva: “Apenas saiba</p><p>disto: que tudo esteja organizado quando eu voltar!”</p><p>– Oração subordinada adverbial causal: “Não posso me</p><p>demorar porque tenho hora marcada na psicóloga.”</p><p>– Oração subordinada adverbial consecutiva: “Ficamos tão</p><p>felizes que pulamos de alegria.”</p><p>– Oração subordinada adverbial final: “Eles ficaram vigiando</p><p>para que nós chegássemos a casa em segurança.”</p><p>– Oração subordinada adverbial temporal: “Assim que eu</p><p>cheguei, eles iniciaram o trabalho.”</p><p>– Oração subordinada adverbial condicional: “Se você vier logo,</p><p>espero por você.»</p><p>– Oração subordinada adverbial concessiva: “Ainda que</p><p>estivesse cansado, concluiu a maratona.”</p><p>– Oração subordinada adverbial comparativa: “Marta sentia</p><p>como se ainda vivesse no interior.”</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>3434</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>– Oração subordinada adverbial conformativa: “Conforme</p><p>combinamos anteriormente, entregarei o produto até amanhã.”</p><p>– Oração subordinada adverbial proporcional: “Quanto mais</p><p>me exercito, mais tenho disposição.”</p><p>– Oração subordinada adjetiva explicativa: “Meu filho, que</p><p>passou no concurso, mudou-se para o interior.”</p><p>– Oração subordinada adjetiva restritiva: “A aluna que esteve</p><p>enferma conseguiu ser aprovada nas provas.”</p><p>EMPREGO DOS SINAIS DE PONTUAÇÃO</p><p>— Visão Geral</p><p>O sistema de pontuação consiste em um grupo de sinais</p><p>gráficos que, em um período sintático, têm a função primordial</p><p>de indicar um nível maior ou menor de coesão entre estruturas</p><p>e, ocasionalmente, manifestar as propriedades da fala (prosódias)</p><p>em um discurso redigido. Na escrita, esses sinais substituem os</p><p>gestos e as expressões faciais que, na linguagem falada, auxiliam a</p><p>compreensão da frase.</p><p>O emprego da pontuação tem as seguintes finalidades:</p><p>– Garantir a clareza, a coerência e a coesão interna dos diversos</p><p>tipos textuais;</p><p>– Garantir os efeitos de sentido dos enunciados;</p><p>– Demarcar das unidades de um texto;</p><p>– Sinalizar os limites das estruturas sintáticas.</p><p>— Sinais de pontuação que auxiliam na elaboração de um</p><p>enunciado</p><p>Vírgula</p><p>De modo geral, sua utilidade é marcar uma pausa do enunciado</p><p>para indicar que os termos por ela isolados, embora compartilhem</p><p>da mesma frase ou período, não compõem unidade sintática. Mas,</p><p>se, ao contrário, houver relação sintática entre os termos, estes</p><p>não devem ser isolados pela vírgula. Isto quer dizer que, ao mesmo</p><p>tempo que existem situações em que a vírgula é obrigatória, em</p><p>outras, ela é vetada. Confira os casos em que a vírgula deve ser</p><p>empregada:</p><p>• No interior da sentença</p><p>1 – Para separar elementos de uma enumeração e repetição:</p><p>ENUMERAÇÃO</p><p>Adicione leite, farinha, açúcar, ovos, óleo e chocolate.</p><p>Paguei as contas de água, luz, telefone e gás.</p><p>REPETIÇÃO</p><p>Os arranjos estão lindos, lindos!</p><p>Sua atitude foi, muito, muito, muito indelicada.</p><p>2 – Isolar o vocativo</p><p>“Crianças, venham almoçar!”</p><p>“Quando será a prova, professora?”</p><p>3 – Separar apostos</p><p>“O ladrão, menor de idade, foi apreendido pela polícia.”</p><p>4 – Isolar expressões explicativas:</p><p>“As CPIs que terminaram em pizza, ou seja, ninguém foi</p><p>responsabilizado.”</p><p>5 – Separar conjunções intercaladas</p><p>“Não foi explicado, porém, o porquê das falhas no sistema.”</p><p>6 – Isolar o adjunto adverbial anteposto ou intercalado:</p><p>“Amanhã pela manhã, faremos o comunicado aos</p><p>funcionários do setor.”</p><p>“Ele foi visto, muitas vezes, vagando desorientado pelas ruas.”</p><p>7 – Separar o complemento pleonástico antecipado:</p><p>“Estas alegações, não as considero legítimas.”</p><p>8 – Separar termos coordenados assindéticos (não conectadas</p><p>por conjunções)</p><p>“Os seres vivos nascem, crescem, reproduzem-se, morrem.”</p><p>9 – Isolar o nome de um local na indicação de datas:</p><p>“São Paulo, 16 de outubro de 2022”.</p><p>10 – Marcar a omissão de um termo:</p><p>“Eu faço o recheio, e você, a cobertura.” (omissão do verbo</p><p>“fazer”).</p><p>• Entre as sentenças</p><p>1 – Para separar as orações subordinadas adjetivas explicativas</p><p>“Meu aluno, que mora no exterior, fará aulas remotas.”</p><p>2 – Para separar as orações coordenadas sindéticas e</p><p>assindéticas, com exceção das orações iniciadas pela conjunção “e”:</p><p>“Liguei para ela, expliquei o acontecido e pedi para que nos</p><p>ajudasse.”</p><p>3 – Para separar as orações substantivas que antecedem a</p><p>principal:</p><p>“Quando será publicado, ainda não foi divulgado.”</p><p>4 – Para separar orações subordinadas adverbiais desenvolvidas</p><p>ou reduzidas, especialmente as que antecedem a oração principal:</p><p>Reduzida Por ser sempre assim, ninguém dá atenção!</p><p>Desenvolvida Porque é sempre assim, já ninguém dá atenção!</p><p>5 – Separar as sentenças intercaladas:</p><p>“Querida, disse o esposo, estarei todos os dias aos pés do seu</p><p>leito, até que você se recupere por completo.”</p><p>• Antes da conjunção “e”</p><p>1 – Emprega-se a vírgula quando a conjunção “e” adquire</p><p>valores que não expressam adição, como consequência ou</p><p>diversidade, por exemplo.</p><p>“Argumentou muito, e não conseguiu convencer-me.”</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>35</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>2 – Utiliza-se a vírgula em casos de polissíndeto, ou seja, sempre</p><p>que a conjunção “e” é reiterada com com a finalidade de destacar</p><p>alguma ideia, por exemplo:</p><p>“(…) e os desenrolamentos, e os incêndios, e a fome, e a sede;</p><p>e dez meses de combates, e cem dias de cancioneiro contínuo; e o</p><p>esmagamento das ruínas...” (Euclides da Cunha)</p><p>3 – Emprega-se a vírgula sempre que orações coordenadas</p><p>apresentam sujeitos distintos, por exemplo:</p><p>“A mulher ficou irritada, e o marido, constrangido.”</p><p>O uso da vírgula é vetado nos seguintes casos: separar sujeito</p><p>e predicado, verbo e objeto, nome de adjunto adnominal, nome</p><p>e complemento nominal, objeto e predicativo do objeto, oração</p><p>substantiva e oração subordinada (desde que a substantivo não seja</p><p>apositiva nem se apresente inversamente).</p><p>Ponto</p><p>1 – Para indicar final de frase declarativa:</p><p>“O almoço está pronto e será servido.”</p><p>2 – Abrevia palavras:</p><p>– “p.” (página)</p><p>– “V. Sra.” (Vossa Senhoria)</p><p>– “Dr.” (Doutor)</p><p>3 – Para separar períodos:</p><p>“O jogo não acabou. Vamos para os pênaltis.”</p><p>Ponto e Vírgula</p><p>1 – Para separar orações coordenadas muito extensas ou</p><p>orações coordenadas nas quais já se tenha utilizado a vírgula:</p><p>“Gosto de assistir a novelas; meu primo, de jogos de RPG;</p><p>nossa amiga, de praticar esportes.”</p><p>2 – Para separar os itens de uma sequência de itens:</p><p>“Os planetas que compõem o Sistema Solar são:</p><p>Mercúrio;</p><p>Vênus;</p><p>Terra;</p><p>Marte;</p><p>Júpiter;</p><p>Saturno;</p><p>Urano;</p><p>Netuno.”</p><p>Dois Pontos</p><p>1 – Para introduzirem apostos ou orações apositivas,</p><p>enumerações ou sequência de palavras que explicam e/ou resumem</p><p>ideias anteriores.</p><p>“Anote o endereço: Av. Brasil, 1100.”</p><p>“Não me conformo com uma coisa: você ter perdoado aquela</p><p>grande ofensa.”</p><p>2 – Para introduzirem citação direta:</p><p>“Desse estudo, Lavoisier extraiu o seu princípio, atualmente</p><p>muito conhecido: “Nada se cria, nada se perde, tudo se</p><p>transforma’.”</p><p>3 – Para iniciar fala de personagens:</p><p>“Ele gritava repetidamente:</p><p>– Sou inocente!”</p><p>Reticências</p><p>1 – Para indicar interrupção de uma frase incompleta</p><p>sintaticamente:</p><p>“Quem sabe um dia...”</p><p>2 – Para indicar hesitação ou dúvida:</p><p>“Então... tenho algumas suspeitas... mas prefiro não revelar</p><p>ainda.”</p><p>3 – Para concluir uma frase gramaticalmente inacabada com o</p><p>objetivo de prolongar o raciocínio:</p><p>“Sua tez, alva e pura como um foco de algodão, tingia-se nas</p><p>faces duns longes cor-de-rosa...” (Cecília - José de Alencar).</p><p>4 – Suprimem palavras em uma</p><p>transcrição:</p><p>“Quando penso em você (...) menos a felicidade.” (Canteiros -</p><p>Raimundo Fagner).</p><p>Ponto de Interrogação</p><p>1 – Para perguntas diretas:</p><p>“Quando você pode comparecer?”</p><p>2 – Algumas vezes, acompanha o ponto de exclamação para</p><p>destacar o enunciado:</p><p>“Não brinca, é sério?!”</p><p>Ponto de Exclamação</p><p>1 – Após interjeição:</p><p>“Nossa Que legal!”</p><p>2 – Após palavras ou sentenças com carga emotiva</p><p>“Infelizmente!”</p><p>3 – Após vocativo</p><p>“Ana, boa tarde!”</p><p>4 – Para fechar de frases imperativas:</p><p>“Entre já!”</p><p>Parênteses</p><p>a) Para isolar datas, palavras, referências em citações, frases</p><p>intercaladas de valor explicativo, podendo substituir o travessão ou</p><p>a vírgula:</p><p>“Mal me viu, perguntou (sem qualquer discrição, como</p><p>sempre)</p><p>quem seria promovido.”</p><p>Travessão</p><p>1 – Para introduzir a fala de um personagem no discurso direto:</p><p>“O rapaz perguntou ao padre:</p><p>— Amar demais é pecado?”</p><p>2 – Para indicar mudança do interlocutor nos diálogos:</p><p>“— Vou partir em breve.</p><p>— Vá com Deus!”</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>3636</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>3 – Para unir grupos de palavras que indicam itinerários:</p><p>“Esse ônibus tem destino à cidade de São Paulo — SP.”</p><p>4 – Para substituir a vírgula em expressões ou frases explicativas:</p><p>“Michael Jackson — o retorno rei do pop — era imbatível.”</p><p>Aspas</p><p>1 – Para isolar palavras ou expressões que violam norma culta,</p><p>como termos populares, gírias, neologismos, estrangeirismos,</p><p>arcaísmos, palavrões, e neologismos.</p><p>“Na juventude, ‘azarava’ todas as meninas bonitas.”</p><p>“A reunião será feita ‘online’.”</p><p>2 – Para indicar uma citação direta:</p><p>“A índole natural da ciência é a longanimidade.” (Machado de</p><p>Assis)</p><p>CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL</p><p>Sumariamente, as concordâncias verbal e nominal estudam a</p><p>sintonia entre os componentes de uma oração.</p><p>– Concordância verbal: refere-se ao verbo relacionado ao</p><p>sujeito, sendo que o primeiro deve, obrigatoriamente, concordar</p><p>em número (flexão em singular e plural) e pessoa (flexão em 1a,</p><p>2a, ou 3a pessoa) com o segundo. Isto é, ocorre quando o verbo é</p><p>flexionado para concordar com o sujeito.</p><p>– Concordância nominal: corresponde à harmonia em gênero</p><p>(flexão em masculino e feminino) e número entre os vários nomes</p><p>da oração, ocorrendo com maior frequência sobre os substantivos</p><p>e o adjetivo. Em outras palavras, refere-se ao substantivo e suas</p><p>formas relacionadas: adjetivo, numeral, pronome, artigo. Tal</p><p>concordância ocorre em gênero e pessoa.</p><p>Casos específicos de concordância verbal</p><p>– Concordância verbal com o infinitivo pessoal: existem três</p><p>situações em que o verbo no infinitivo é flexionado:</p><p>I – Quando houver um sujeito definido;</p><p>II – Para determinar o sujeito;</p><p>III – Quando os sujeitos da primeira e segunda oração forem</p><p>distintos.</p><p>Observe os exemplos:</p><p>“Eu pedi para eles fazerem a solicitação.”</p><p>“Isto é para nós solicitarmos.”</p><p>– Concordância verbal com o infinitivo impessoal: não ocorre</p><p>flexão verbal quando o sujeito não é definido. O mesmo acontece</p><p>quando o sujeito da segunda oração é igual ao da primeira, em</p><p>locuções verbais, com verbos preposicionados e com verbos no</p><p>imperativo.</p><p>Exemplos:</p><p>“Os membros conseguiram fazer a solicitação.”</p><p>“Foram proibidos de realizar o atendimento.”</p><p>– Concordância verbal com verbos impessoais: nesses casos,</p><p>verbo ficará sempre em concordância com a 3a pessoa do singular,</p><p>tendo em vista que não existe um sujeito.</p><p>Observe os casos a seguir:</p><p>Verbos que indicam fenômenos da natureza, como anoitecer,</p><p>nevar, amanhecer.</p><p>Exemplo: “Não chove muito nessa região” ou “Já entardeceu.»</p><p>O verbo haver com sentido de existir. Exemplo: “Havia duas</p><p>professoras vigiando as crianças.”</p><p>O verbo fazer indicando tempo decorrido. Exemplo: “Faz duas</p><p>horas que estamos esperando.”</p><p>– Concordância verbal com o verbo ser: diante dos pronomes</p><p>tudo, nada, o, isto, isso e aquilo como sujeitos, há concordância</p><p>verbal com o predicativo do sujeito, podendo o verbo permanecer</p><p>no singular ou no plural:</p><p>“Tudo que eu desejo é/são férias à beira-mar.”</p><p>“Isto é um exemplo do que o ocorreria.” e “Isto são exemplos</p><p>do que ocorreria.”</p><p>– Concordância verbal com pronome relativo quem: o verbo,</p><p>ou faz concordância com o termo precedente ao pronome, ou</p><p>permanece na 3a pessoa do singular:</p><p>“Fui eu quem solicitou.» e “Fomos nós quem solicitou.»</p><p>– Concordância verbal com pronome relativo que: o verbo</p><p>concorda com o termo que antecede o pronome:</p><p>“Foi ele que fez.» e “Fui eu que fiz.»</p><p>“Foram eles que fizeram.” e “Fomos nós que fizemos.»</p><p>– Concordância verbal com a partícula de indeterminação</p><p>do sujeito se: nesse caso, o verbo cria concordância com a 3a</p><p>pessoa do singular sempre que a oração for constituída por verbos</p><p>intransitivos ou por verbos transitivos indiretos:</p><p>«Precisa-se de cozinheiro.” e «Precisa-se de cozinheiros.”</p><p>– Concordância com o elemento apassivador se: aqui, verbo</p><p>concorda com o objeto direto, que desempenha a função de sujeito</p><p>paciente, podendo aparecer no singular ou no plural:</p><p>Aluga-se galpão.” e “Alugam-se galpões.”</p><p>– Concordância verbal com as expressões a metade, a maioria,</p><p>a maior parte: preferencialmente, o verbo fará concordância com</p><p>a 3a pessoa do singular. Porém, a 3a pessoa do plural também pode</p><p>ser empregada:</p><p>“A maioria dos alunos entrou” e “A maioria dos alunos</p><p>entraram.”</p><p>“Grande parte das pessoas entendeu.” e “Grande parte das</p><p>pessoas entenderam.”</p><p>– Concordância nominal com muitos substantivos: o adjetivo</p><p>deve concordar em gênero e número com o substantivo mais</p><p>próximo, mas também concordar com a forma no masculino no</p><p>plural:</p><p>“Casa e galpão alugado.” e “Galpão e casa alugada.”</p><p>“Casa e galpão alugados.” e “Galpão e casa alugados.”</p><p>– Concordância nominal com pronomes pessoais: o adjetivo</p><p>concorda em gênero e número com os pronomes pessoais:</p><p>“Ele é prestativo.” e “Ela é prestativa.”</p><p>“Eles são prestativos.” e “Elas são prestativas.”</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>37</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>– Concordância nominal com adjetivos: sempre que existir dois</p><p>ou mais adjetivos no singular, o substantivo permanece no singular.</p><p>Se o artigo não aparecer, o substantivo deve estar no plural:</p><p>“A blusa estampada e a colorida.” e “O casaco felpudo e o</p><p>xadrez.”</p><p>“As blusas estampada e colorida.” e “Os casacos felpudo e</p><p>xadrez.”</p><p>– Concordância nominal com é proibido e é permitido: nessas</p><p>expressões, o adjetivo flexiona em gênero e número, sempre que</p><p>houver um artigo determinando o substantivo. Caso não exista</p><p>esse artigo, o adjetivo deve permanecer invariável, no masculino</p><p>singular:</p><p>“É proibida a circulação de pessoas não identificadas.” e “É</p><p>proibido circulação de pessoas não identificadas.”</p><p>“É permitida a entrada de crianças.” e “É permitido entrada de</p><p>crianças acompanhadas.”</p><p>Concordância nominal com menos: a palavra menos</p><p>permanece invariável independente da sua atuação, seja ela</p><p>advérbio ou adjetivo:</p><p>– “Menos pessoa/menos pessoas”.</p><p>– “Menos problema/menos problemas.”</p><p>– Concordância nominal com muito, pouco, bastante, longe,</p><p>barato, meio e caro: esses termos instauram concordância em</p><p>gênero e número com o substantivo quando exercem função de</p><p>adjetivo:</p><p>“Tomei bastante suco.” e “Comprei bastantes frutas.”</p><p>“A jarra estava meia cheia.” e “O sapato está meio gasto”.</p><p>“Fizemos muito barulho.” e “Compramos muitos presentes.”</p><p>EMPREGO DO SINAL INDICATIVO DE CRASE</p><p>Definição: na gramática grega, o termo quer dizer “mistura “ou</p><p>“contração”, e ocorre entre duas vogais, uma final e outra inicial,</p><p>em palavras unidas pelo sentido. Basicamente, desse modo: a</p><p>(preposição) + a (artigo feminino) = aa à; a (preposição) + aquela</p><p>(pronome demonstrativo feminino) = àquela; a (preposição) +</p><p>aquilo (pronome demonstrativo feminino) = àquilo. Por ser a junção</p><p>das vogais, a crase, como regra geral, ocorre diante de palavras</p><p>femininas, sendo a única exceção os pronomes demonstrativos</p><p>aquilo e aquele, que recebem a crase por terem “a” como sua vogal</p><p>inicial. Crase não é o nome do acento, mas indicação do fenômeno</p><p>de união representado pelo</p><p>acento grave.</p><p>A crase pode ser a contração da preposição a com:</p><p>– O artigo feminino definido a/as: “Foi à escola, mas não</p><p>assistiu às aulas.”</p><p>– O pronome demonstrativo a/as: “Vá à paróquia central.”</p><p>– Os pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo:</p><p>“Retorne àquele mesmo local.”</p><p>– O a dos pronomes relativos a qual e as quais: “São pessoas às</p><p>quais devemos o maior respeito e consideração”.</p><p>Perceba que a incidência da crase está sujeita à presença de</p><p>duas vogais a (preposição + artigo ou preposição + pronome) na</p><p>construção sintática.</p><p>Técnicas para o emprego da crase</p><p>1 – Troque o termo feminino por um masculino, de classe</p><p>semelhante. Se a combinação ao aparecer, ocorrerá crase diante da</p><p>palavra feminina.</p><p>Exemplos:</p><p>“Não conseguimos chegar ao hospital / à clínica.”</p><p>“Preferiu a fruta ao sorvete / à torta.”</p><p>“Comprei o carro / a moto.”</p><p>“Irei ao evento / à festa.”</p><p>2 – Troque verbos que expressem a noção de movimento (ir, vir,</p><p>chegar, voltar, etc.) pelo verbo voltar. Se aparecer a preposição da,</p><p>ocorrerá crase; caso apareça a preposição de, o acento grave não</p><p>deve ser empregado.</p><p>Exemplos:</p><p>“Vou a São Paulo. / Voltei de São Paulo.”</p><p>“Vou à festa dos Silva. / Voltei da Silva.”</p><p>“Voltarei a Roma e à Itália. / Voltarei de Roma e da Itália.”</p><p>3 – Troque o termo regente da preposição a por um que</p><p>estabeleça a preposição por, em ou de. Caso essas preposições não</p><p>se façam contração com o artigo, isto é, não apareçam as formas</p><p>pela(s), na(s) ou da(s), a crase não ocorrerá.</p><p>Exemplos:</p><p>“Começou a estudar (sem crase) – Optou por estudar / Gosta</p><p>de estudar / Insiste em estudar.”</p><p>“Refiro-me à sua filha (com crase) – Apaixonei-me pela sua</p><p>filha / Gosto da sua filha / Votarei na sua filha.”</p><p>“Refiro-me a você. (sem crase) – Apaixonei-me por você /</p><p>Gosto de você / Penso em você.”</p><p>4 – Tratando-se de locuções, isto é, grupo de palavras que</p><p>expressam uma única ideia, a crase somente deve ser empregada</p><p>se a locução for iniciada por preposição e essa locução tiver como</p><p>núcleo uma palavra feminina, ocorrerá crase.</p><p>Exemplos:</p><p>“Tudo às avessas.”</p><p>“Barcos à deriva.”</p><p>5 – Outros casos envolvendo locuções e crase:</p><p>Na locução «à moda de”, pode estar implícita a expressão</p><p>“moda de”, ficando somente o à explícito.</p><p>Exemplos:</p><p>“Arroz à (moda) grega.”</p><p>“Bife à (moda) parmegiana.”</p><p>Nas locuções relativas a horários, ocorra crase apenas no caso</p><p>de horas especificadas e definidas: Exemplos:</p><p>“À uma hora.”</p><p>“Às cinco e quinze”.</p><p>COLOCAÇÃO DOS PRONOMES ÁTONOS</p><p>A colocação do pronome átono está relacionada à harmonia da</p><p>frase. A tendência do português falado no Brasil é o uso do prono-</p><p>me antes do verbo – próclise. No entanto, há casos em que a norma</p><p>culta prescreve o emprego do pronome no meio – mesóclise – ou</p><p>após o verbo – ênclise.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>3838</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>De acordo com a norma culta, no português escrito não se ini-</p><p>cia um período com pronome oblíquo átono. Assim, se na lingua-</p><p>gem falada diz-se “Me encontrei com ele”, já na linguagem escrita,</p><p>formal, usa-se “Encontrei-me’’ com ele.</p><p>Sendo a próclise a tendência, é aconselhável que se fixem bem</p><p>as poucas regras de mesóclise e ênclise. Assim, sempre que estas</p><p>não forem obrigatórias, deve-se usar a próclise, a menos que preju-</p><p>dique a eufonia da frase.</p><p>Próclise</p><p>Na próclise, o pronome é colocado antes do verbo.</p><p>Palavra de sentido negativo: Não me falou a verdade.</p><p>Advérbios sem pausa em relação ao verbo: Aqui te espero pa-</p><p>cientemente.</p><p>Havendo pausa indicada por vírgula, recomenda-se a ênclise:</p><p>Ontem, encontrei-o no ponto do ônibus.</p><p>Pronomes indefinidos: Ninguém o chamou aqui.</p><p>Pronomes demonstrativos: Aquilo lhe desagrada.</p><p>Orações interrogativas: Quem lhe disse tal coisa?</p><p>Orações optativas (que exprimem desejo), com sujeito ante-</p><p>posto ao verbo: Deus lhe pague, Senhor!</p><p>Orações exclamativas: Quanta honra nos dá sua visita!</p><p>Orações substantivas, adjetivas e adverbiais, desde que não se-</p><p>jam reduzidas: Percebia que o observavam.</p><p>Verbo no gerúndio, regido de preposição em: Em se plantando,</p><p>tudo dá.</p><p>Verbo no infinitivo pessoal precedido de preposição: Seus in-</p><p>tentos são para nos prejudicarem.</p><p>Ênclise</p><p>Na ênclise, o pronome é colocado depois do verbo.</p><p>Verbo no início da oração, desde que não esteja no futuro do</p><p>indicativo: Trago-te flores.</p><p>Verbo no imperativo afirmativo: Amigos, digam-me a verdade!</p><p>Verbo no gerúndio, desde que não esteja precedido pela pre-</p><p>posição em: Saí, deixando-a aflita.</p><p>Verbo no infinitivo impessoal regido da preposição a. Com</p><p>outras preposições é facultativo o emprego de ênclise ou próclise:</p><p>Apressei-me a convidá-los.</p><p>Mesóclise</p><p>Na mesóclise, o pronome é colocado no meio do verbo.</p><p>É obrigatória somente com verbos no futuro do presente ou no</p><p>futuro do pretérito que iniciam a oração.</p><p>Dir-lhe-ei toda a verdade.</p><p>Far-me-ias um favor?</p><p>Se o verbo no futuro vier precedido de pronome reto ou de</p><p>qualquer outro fator de atração, ocorrerá a próclise.</p><p>Eu lhe direi toda a verdade.</p><p>Tu me farias um favor?</p><p>Colocação do pronome átono nas locuções verbais</p><p>Verbo principal no infinitivo ou gerúndio: Se a locução verbal</p><p>não vier precedida de um fator de próclise, o pronome átono deve-</p><p>rá ficar depois do auxiliar ou depois do verbo principal.</p><p>Exemplos:</p><p>Devo-lhe dizer a verdade.</p><p>Devo dizer-lhe a verdade.</p><p>Havendo fator de próclise, o pronome átono deverá ficar antes</p><p>do auxiliar ou depois do principal.</p><p>Exemplos:</p><p>Não lhe devo dizer a verdade.</p><p>Não devo dizer-lhe a verdade.</p><p>Verbo principal no particípio: Se não houver fator de próclise,</p><p>o pronome átono ficará depois do auxiliar.</p><p>Exemplo: Havia-lhe dito a verdade.</p><p>Se houver fator de próclise, o pronome átono ficará antes do</p><p>auxiliar.</p><p>Exemplo: Não lhe havia dito a verdade.</p><p>Haver de e ter de + infinitivo: Pronome átono deve ficar depois</p><p>do infinitivo.</p><p>Exemplos:</p><p>Hei de dizer-lhe a verdade.</p><p>Tenho de dizer-lhe a verdade.</p><p>Observação</p><p>Não se deve omitir o hífen nas seguintes construções:</p><p>Devo-lhe dizer tudo.</p><p>Estava-lhe dizendo tudo.</p><p>Havia-lhe dito tudo.</p><p>REESCRITURA DE FRASES E PARÁGRAFOS DO TEXTO:</p><p>SUBSTITUIÇÃO DE PALAVRAS OU DE TRECHOS DE TEXTO;</p><p>RETEXTUALIZAÇÃO DE DIFERENTES GÊNEROS E NÍVEIS DE</p><p>FORMALIDADE</p><p>A reescrita é tão importante quanto a escrita, visto que, difi-</p><p>cilmente, sobretudo para os escritores mais cuidadosos, chegamos</p><p>ao resultado que julgamos ideal na primeira tentativa. Aquele que</p><p>observa um resultado ruim na primeira versão que escreveu terá,</p><p>na reescrita, a possibilidade de alcançar um resultado satisfatório.</p><p>A reescrita é um processo mais trabalhoso do que a revisão, pois,</p><p>nesta, atemo-nos apenas aos pequenos detalhes, cuja ausência não</p><p>implicaria em uma dificuldade do leitor para compreender o texto.</p><p>Quando reescrevemos, refazemos nosso texto, é um proces-</p><p>so bem mais complexo, que parte do pressuposto de que o autor</p><p>tenha observado aquilo que está ruim para que, posteriormente,</p><p>possa melhorar seu texto até chegar a uma versão final, livre dos er-</p><p>ros iniciais. Além de aprimorar a leitura, a reescrita auxilia a desen-</p><p>volver e melhorar a escrita, ajudando o aluno-escritor a esclarecer</p><p>melhor seus objetivos e razões para a produção de textos.</p><p>Nessa perspectiva, esse autor considera que reescrever seja</p><p>um processo de descoberta da escrita pelo próprio autor, que passa</p><p>a enfocá-la como forma de trabalho, auxiliando o desenvolvimento</p><p>do processo de escrever do aluno.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>39</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Operações linguísticas de reescrita:</p><p>A literatura sobre reescrita aponta para uma tipologia de operações linguísticas encontradas neste momento específico da construção</p><p>do texto escrito.</p><p>- Adição, ou acréscimo: pode tratar-se do acréscimo de um elemento gráfico, acento, sinal de pontuação, grafema (...) mas também</p><p>do acréscimo de uma palavra, de um sintagma, de uma ou de várias frases.</p><p>- Supressão: supressão sem substituição do segmento suprimido. Ela pode ser aplicada sobre unidades diversas, acento, grafemas,</p><p>sílabas, palavras</p><p>sintagmáticas, uma ou diversas frases.</p><p>- Substituição: supressão, seguida de substituição por um termo novo. Ela se aplica sobre um grafema, uma palavra, um sintagma, ou</p><p>sobre conjuntos generalizados.</p><p>- Deslocamento: permutação de elementos, que acaba por modificar sua ordem no processo de encadeamento.</p><p>Graus de Formalismo</p><p>São muitos os tipos de registros quanto ao formalismo, tais como: o registro formal, que é uma linguagem mais cuidada; o coloquial,</p><p>que não tem um planejamento prévio, caracterizando-se por construções gramaticais mais livres, repetições frequentes, frases curtas e</p><p>conectores simples; o informal, que se caracteriza pelo uso de ortografia simplificada e construções simples ( geralmente usado entre</p><p>membros de uma mesma família ou entre amigos).</p><p>As variações de registro ocorrem de acordo com o grau de formalismo existente na situação de comunicação; com o modo de expres-</p><p>são, isto é, se trata de um registro formal ou escrito; com a sintonia entre interlocutores, que envolve aspectos como graus de cortesia,</p><p>deferência, tecnicidade (domínio de um vocabulário específico de algum campo científico, por exemplo).</p><p>Expressões que demandam atenção</p><p>– acaso, caso – com se, use acaso; caso rejeita o se</p><p>– aceitado, aceito – com ter e haver, aceitado; com ser e estar, aceito</p><p>– acendido, aceso (formas similares) – idem</p><p>– à custa de – e não às custas de</p><p>– à medida que – à proporção que, ao mesmo tempo que, conforme</p><p>– na medida em que – tendo em vista que, uma vez que</p><p>– a meu ver – e não ao meu ver</p><p>– a ponto de – e não ao ponto de</p><p>– a posteriori, a priori – não tem valor temporal</p><p>– em termos de – modismo; evitar</p><p>– enquanto que – o que é redundância</p><p>– entre um e outro – entre exige a conjunção e, e não a</p><p>– implicar em – a regência é direta (sem em)</p><p>– ir de encontro a – chocar-se com</p><p>– ir ao encontro de – concordar com</p><p>– se não, senão – quando se pode substituir por caso não, separado; quando não se pode, junto</p><p>– todo mundo – todos</p><p>– todo o mundo – o mundo inteiro</p><p>– não pagamento = hífen somente quando o segundo termo for substantivo</p><p>– este e isto – referência próxima do falante (a lugar, a tempo presente; a futuro próximo; ao anunciar e a que se está tratando)</p><p>– esse e isso – referência longe do falante e perto do ouvinte (tempo futuro, desejo de distância; tempo passado próximo do presente,</p><p>ou distante ao já mencionado e a ênfase).</p><p>Expressões não recomendadas</p><p>– a partir de (a não ser com valor temporal).</p><p>Opção: com base em, tomando-se por base, valendo-se de...</p><p>– através de (para exprimir “meio” ou instrumento).</p><p>Opção: por, mediante, por meio de, por intermédio de, segundo...</p><p>– devido a.</p><p>Opção: em razão de, em virtude de, graças a, por causa de.</p><p>– dito.</p><p>Opção: citado, mencionado.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>4040</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>– enquanto.</p><p>Opção: ao passo que.</p><p>– inclusive (a não ser quando significa incluindo-se).</p><p>Opção: até, ainda, igualmente, mesmo, também.</p><p>– no sentido de, com vistas a.</p><p>Opção: a fim de, para, com a finalidade de, tendo em vista.</p><p>– pois (no início da oração).</p><p>Opção: já que, porque, uma vez que, visto que.</p><p>– principalmente.</p><p>Opção: especialmente, sobretudo, em especial, em particular.</p><p>QUESTÕES</p><p>1. IDECAN - 2023 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Agente Fiscalizador de Trânsito e Transporte- Leia o anúncio abaixo para responder</p><p>as questões de 1 a 3</p><p>A partir da leitura do anúncio acima, podemos afirmar que a marca anunciada no texto se diferencia das demais pela adoção em suas</p><p>peças</p><p>(A) de calçados estampados</p><p>(B) de listras</p><p>(C) de zíper frontal</p><p>(D) de um aspecto minimalista</p><p>2. Ainda a partir da leitura do texto é possível inferir sobre a marca anunciada que ela</p><p>(A) Busca inovar seu estilo adotando o aspecto minimalista na moda infantil.</p><p>(B) Já é tradicional na moda adulta e está ingressando na moda infantil.</p><p>(C) É uma marca tradicional de moda infantil, que não trabalha com o público adulto.</p><p>(D) Escreveu seu nome na história da moda por meio de peças de moda infantil.</p><p>3. No enunciado “A linha Burberry Kids selecionada pela Rn Farfetch traz aspectos naturais e peças delicadas, exibindo detalhes úni-</p><p>cos exclusivos da marca.” o trecho em destaque classifica-se como</p><p>(A) uma oração subordinada adjetiva reduzida</p><p>(B) uma oração subordinada substantiva objetiva direta</p><p>(C) uma oração subordinada adverbial reduzida</p><p>(D) uma oração subordinada adverbial desenvolvida</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>41</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>4. IDECAN - 2023 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Agente Fiscalizador de Trânsito e Transporte- Leia o anúncio abaixo para responder</p><p>as questões de 4 a 5</p><p>No enunciado “O show Polaris, o Espetáculo no Globo Gigante, que estreia no teatro Sergio Cardoso, em São Paulo, é difícil de definir.”</p><p>(linha 1) a função sintática do trecho em destaque é</p><p>(A) complemento indireto</p><p>(B) adjunto adnominal</p><p>(C) complemento nominal</p><p>(D) adjunto adverbial</p><p>5. No enunciado “Quem está à frente do projeto é o diretor e coreógrafo Maicon Clenk, cujos trabalhos anteriores já foram assistidos</p><p>por mais de 20 milhões de espectadores em todo o mundo.” (linhas 2 a 4) O termo em destaque:</p><p>(A) classifica-se como pronome relativo e introduz uma oração subordinada adjetiva</p><p>(B) classifica-se como pronome relativo e introduz uma oração subordinada adverbial.</p><p>(C) classifica-se como pronome possessivo e introduz uma oração subordinada adjetiva.</p><p>(D) classifica-se como pronome possessivo e introduz uma oração coordenada.</p><p>6. IDECAN - 2023 - Prefeitura de Maracanaú - CE - Agente Fiscalizador de Trânsito e Transporte- Leia o texto abaixo para responder as</p><p>questões de 6 a 9</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>4242</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>O último parágrafo do texto.</p><p>“Mais do que isso, vale muito a pena priorizar a contratação de um parceiro brasileiro. Afinal, ele estará amplamente antenado à reali-</p><p>dade do mercado local e garantirá cobranças em reais (sem flutuação cambial). Ademais, poderá oferecer suporte muito mais humanizado</p><p>e no idioma nativo do empreendedor. (linhas 15 a 17)</p><p>Encontra-se com o mesmo sentido apresentado no texto, com pontuação e com ortografia adequados apenas na opção.</p><p>(A) Mais do que isso, vale muito a pena priorizar a contratação de um parceiro brasileiro, porque além de poder oferecer um suporte</p><p>muito mais humanizado e na língua nativa do empreendedor, ele estará amplamente antenado à realidade do mercado local e garan-</p><p>tirá cobranças sem flutuação cambial.</p><p>(B) Mais do que isso, vale muito a pena priorizar a contratação de um parceiro brasileiro, uma vez que ele estará amplamente antena-</p><p>do à realidade do mercado local e garantirá cobranças em reais (sem flutuação cambial). Apesar disso, poderá oferecer suporte muito</p><p>mais humanizado e no idioma nativo do empreendedor.</p><p>(C) Mais do que isso, vale muito a pena priorizar a contratação de um parceiro brasileiro porque ele assegurará cobranças sem flutu-</p><p>ação cambial, estará muito bem informado sobre a realidade do mercado local e poderá oferecer assistência muito mais humanizada</p><p>e na língua nativa do empreendedor.</p><p>(D) Mais do que isso, um parceiro brasileiro estará amplamente antenado à realidade do mercado local e garantirá cobranças em reais</p><p>(sem flutuação cambial). Além disso, poderá oferecer suporte muito mais humanizado e no idioma nativo do empreendedor, razão</p><p>porquê vale muito a pena priorizar sua contratação.</p><p>7. Várias palavras da língua portuguesa possuem mais de um significado, sendo o contexto responsável por determinar qual destes</p><p>significados deve ser interpretado em cada texto. Sabendo disso, podemos afirmar que o significado da expressão “proficiente” (linha 5)</p><p>no texto é</p><p>(A) barata</p><p>(B) preparada</p><p>(C) competente</p><p>(D) eficiente</p><p>8. No enunciado “A revenda é extremamente vantajosa para quem deseja empreender no universo digital” (linha 1) o trecho em</p><p>destaque classifica-se como oração subordinada</p><p>(A) adverbial</p><p>(B) substantiva completiva nominal</p><p>(C) substantiva objetiva indireta</p><p>(D) substantiva subjetiva</p><p>9. No enunciado “Antes de começar, no entanto,</p><p>é fundamental firmar parceria com uma empresa dedicada, que seja reconhecida e</p><p>tenha credibilidade no mercado” (linhas 12 e 13) o termo em destaque</p><p>(A) é uma interjeição</p><p>(B) é uma forma conjugada do verbo ser, no modo indicativo</p><p>(C) é uma forma conjugada do verbo ser, no modo subjuntivo</p><p>(D) é uma conjunção</p><p>10. IDECAN - 2022 - IBGE - Supervisor Censitário de Pesquisas e Codificação- Texto I</p><p>Dostoiévski 200 anos: mergulhado na essência desvalida da alma humana</p><p>Por Portal Raízes -11 de novembro de 2021</p><p>“Chamam-me de psicólogo: não é verdade. Sou apenas realista no sentido mais elevado. Ou seja, retrato todas as profundezas da</p><p>alma humana”. O pensamento do escritor russo Fiódor Dostoiévski (nascido em 11 de novembro de 1821), encontrado em seu caderno</p><p>de notas de 1880, traduz as buscas desse que é considerado um dos principais autores e pensadores do século 19. Ele morreu em 1881.</p><p>Pesquisadores consideram que o autor continua atual em 2021 ao tratar de temas como compaixão, ética e empatia. Tratou dos pobres,</p><p>humilhados e desvalidos.</p><p>Entre as obras mais conhecidas de Dostoiévski, há clássicos da literatura mundial, como Crime e Castigo, O Idiota, Os Demônios e Os</p><p>Irmãos Karamázov. “Ele é um intérprete da alma humana. Ele percebia as contradições do mundo, o individualismo e perguntava se exis-</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>43</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>tia um princípio moral que, de alguma forma, possa se estruturar a vida”, explica o professor Leonardo Guelman, do Centro de Artes da</p><p>Universidade Federal Fluminense (UFF).</p><p>O pesquisador explica que o autor russo pode ser considerado atemporal por tratar dos principais sentimentos humanos, confron-</p><p>tando o leitor. “Qualquer um de nós que for lê-lo daqui a 50 anos ou que leu no século passado vai se deparar com essa experiência do</p><p>confronto sobre o que nós somos. Também daquilo que nós não efetivamos e talvez pudéssemos ser”. Guelman esclarece que existe uma</p><p>teatralidade muito forte na obra de Dostoiévski que trata de questões e dilemas éticos. “Duzentos anos após o nascimento dele, vivemos</p><p>hoje um momento muito conturbado no mundo. Ele é absolutamente atual porque trata desse teatro humano”.</p><p>O romance Crime e Castigo, de 1866, é o livro mais emblemático de Dostoiévski, considerado pelos críticos como a sua obra-prima.</p><p>Neste romance o autor desperta a expectativa de seus leitores fascinados com o destino de Raskólnikov, estudante e homicida perseguido</p><p>pela memória de seu crime. As dúvidas o atormentam e as conversas com o comissário de polícia são infernais e, por fim, ele confessa o</p><p>crime a uma prostituta que lhe mostra o caminho do arrependimento por intermédio da fé cristã. O autor consegue delimitar os intrin-</p><p>cados problemas de liberdade da ação humana. E sugere a possibilidade de redenção pelo crime. Neste livro, Dostoiévski, com base em</p><p>dados reais, constrói uma inquietante parábola de culpa e punição. Separamos algumas frases comentadas desse fenomenal romance.</p><p>Na obra Crime e Castigo, algumas frases se tornaram célebres como “o erro é uma coisa positiva porque, por intermédio dele, é que</p><p>se descobre como ajustar as coisas”.</p><p>Desde cedo somos programados para achar que o erro é ruim. Toda criança descobre que admitir o erro significa pagar por ele. É por</p><p>isso que poucas culturas aceitam o erro como benefício para aprender com ele e revelar a verdade. Mas, o que é a verdade? O conceito</p><p>de verdade como revelação pode ser encontrado entre os empiristas e teólogos. Os empiristas defendem que a verdade representa aquilo</p><p>que, imediatamente, se revela ao homem. Os teólogos, que a verdade é a evidência manifestada nas coisas e que o princípio de todas as</p><p>coisas é Deus.</p><p>A Filosofia procura, desde suas origens, a verdade diante do erro. Um exemplo de que o erro não é, necessariamente, negativo é</p><p>contado pela insistência de Thomas Edison, o inventor da lâmpada. Sua principal descoberta lhe deu muito trabalho e de erro em erro</p><p>descobriu, finalmente, o fio de algodão carbonizado que sublimou os erros cometidos antes com a ideia luminosa, acesa em 21 de outubro</p><p>de 1879, há 136 anos.</p><p>Outra frase conhecida é “aquilo que mais tememos é o que nos faz sair dos nossos hábitos”.</p><p>Ninguém nasce com um manual de instruções para a vida. Apesar de todos os conselhos úteis dos pais, professores e pessoas mais</p><p>velhas e mais experientes, cada um de nós deve fazer o seu próprio caminho no mundo, fazendo o melhor que pode e muitas vezes fazer</p><p>algumas coisas erradas. Bagunçar algumas vezes não é pecado. Mas, se você ficar com receio de mudar hábitos com comportamentos</p><p>tipo “deixa ver se consigo”, você vai perder muitas oportunidades pelo receio de sair dos hábitos convencionais. Você ficou aborrecido e</p><p>frustrado porque as suas escolhas causaram tristezas? Vá em frente, porque aquilo que tememos pode mudar o rumo da estrada que você</p><p>está habituado. E sair da estrada habitual pode ser o caminho de luz que necessita para ser feliz. (...)</p><p>Sobre a acentuação das palavras destacadas nas orações a seguir, pode-se afirmar que:</p><p>- “O romance Crime e Castigo, 1866, é o livro mais emblemático de Dostoiévski, considerado pelos críticos como a sua obra-prima”.</p><p>(A) as duas são acentuadas por serem paroxítonas.</p><p>(B) as duas são acentuadas por serem palavras proparoxítonas.</p><p>(C) a segunda palavra é acentuada por ser proparoxítona terminada em OS.</p><p>(D) a primeira palavra é acentuada por ser paroxítona terminada em ditongo crescente.</p><p>(E) as duas são acentuadas por serem palavras oxítonas.</p><p>11. IDECAN - 2024 - Prefeitura de Mossoró - RN - Assistente Social- Leia o texto abaixo para responder as questões de 11 a 15</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>4444</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Fonte: https://www.livrosvikings.com.br/noticia/uma-introducao-as-fontes-da-mitologia-nordica. (adaptado)</p><p>Na perspectiva do texto, os mitos aguçam o imaginário social por serem</p><p>(A)percepções referenciais, históricas e, ao mesmo tempo, culturais.</p><p>(B)conceitos de perspectivas teóricas que parte de um referencial fenomenológico.</p><p>(C)visões de que defendem a existência de uma essência humana universal, atemporal.</p><p>(D)narrativas cujas temáticas são relacionadas, de algum modo, ao fantástico e ao sobrenatural.</p><p>(E)narrativas orais acerca de deuses, que servem para explicar a origem do universo e os elementos que compõem a natureza.</p><p>12. Leia as sentenças a seguir:</p><p>“Em nossa concepção, os mitos devem ser percebidos em um referencial histórico e ao mesmo tempo, cultural.” (Linhas 15 e 16)</p><p>“[...] e o The Norse Mythology Blog – outro site com arquivos e seções interessantes”. (Linha 30)</p><p>A fim de manter seus significados originais, os termos destacados podem ser substituídos, respectivamente, por:</p><p>(A)Percepção e setores.</p><p>(B)Idealização e divisão.</p><p>(C)Formulação e fração.</p><p>(D)Projeto e cessão.</p><p>(E)Plano e sessão.</p><p>13. Tendo em vista que a classificação de uma palavra depende do contexto na frase, o termo em destaque na sentença “segundo</p><p>a pesquisa, 59% das pessoas acreditam que teremos computadores e robôs interagindo com seres humanos em casa e no trabalho em</p><p>2050” apresenta a mesma classe gramatical e o mesmo sentido em:</p><p>(A)Marte é o segundo destino escolhido por brasileiros.</p><p>(B)O robô informou ao seu dono que chegará em um segundo.</p><p>(C)Em 2050, segundo especialistas, as pessoas terão robôs para ajudar em casa.</p><p>(D)O computador é o segundo bem de consumo mais adquirido no mundo.</p><p>(E)O evento sobre a interação entre robôs teve o segundo maior público.</p><p>14. Sendo a concordância nominal a harmonização entre os termos nominais de uma frase, o emprego correto dos termos “bastante”,</p><p>“proibido” ou “necessário” pode ser identificado em:</p><p>(A)Os pesquisadores falam bastantes sobre os conteúdos abordados pela Mitologia Nórdica.</p><p>(B)Nas palestras, sobre Mitologia Nórdica, a entrada é proibido para àqueles que não acreditam.</p><p>(C)Visto que existem dezenas de definições, de conceitos e de perspectivas teóricas, é necessário sua chegada no horário.</p><p>(D)A entrada é proibido para àqueles que criticam</p><p>os mitos. Pois devem ser percebidos em um referencial histórico e cultural.</p><p>(E)Há bastantes motivos para acreditar que a Mitologia Nórdica tem uma abordagem interessante para explicar os mitos dos deuses.</p><p>15. Dentre os conjuntos de palavras a seguir, aquele que apresenta todos os termos grafados e acentuados corretamente é:</p><p>(A)Ultrarromantismo – jejum – atráz – amenizar – sub-terfúgio.</p><p>(B)Minissaia – micro-ondas – sub-reptício – cãibra.</p><p>(C)Presságio – previlégio – prestígio – pajem.</p><p>(D)Cerejeira – janela – viajem – corajem.</p><p>(E)Canjica – giló – girafa – geléia.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>45</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>GABARITO</p><p>1 D</p><p>2 B</p><p>3 C</p><p>4 C</p><p>5 A</p><p>6 A</p><p>7 D</p><p>8 B</p><p>9 C</p><p>10 B</p><p>11 D</p><p>12 A</p><p>13 C</p><p>14 E</p><p>15 B</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>4646</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>47</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO E</p><p>MATEMÁTICO</p><p>ESTRUTURA LÓGICA DE RELAÇÕES ARBITRÁRIAS ENTRE PESSOAS, LUGARES, OBJETOS OU EVENTOS</p><p>FICTÍCIOS; DEDUÇÃO</p><p>DE NOVAS INFORMAÇÕES DAS RELAÇÕES FORNECIDAS E AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES USADAS PARA ESTABELECER A ES-</p><p>TRUTURA DAQUELAS RELAÇÕES. FORMAÇÃO DE CONCEITOS, DISCRIMINAÇÃO DE ELEMENTOS</p><p>A habilidade de discernir e construir relações lógicas entre entidades diversas é uma competência fundamental no pensamento</p><p>analítico. Ela permite que um indivíduo percorra informações e estabeleça conexões significativas, mesmo quando os elementos envolvidos</p><p>são abstratos ou hipotéticos. Ao explorar este domínio, desenvolve-se a capacidade de extrair conclusões válidas e verificar a solidez das</p><p>premissas subjacentes. Tal habilidade é crucial para a resolução de problemas complexos e para a tomada de decisões informadas em uma</p><p>variedade de contextos.</p><p>Agora, veremos os conteúdos necessários para aprimorar essa habilidade:</p><p>ESTRUTURAS LÓGICAS</p><p>Antes de tudo, é essencial compreender o conceito de proposições. Uma proposição é definida como uma sentença declarativa à qual</p><p>podemos atribuir um único valor lógico: verdadeiro ou falso, nunca ambos. Em outras palavras, trata-se de uma sentença que pode ser</p><p>considerada fechada.</p><p>Existem diferentes tipos de proposições, sendo as principais:</p><p>– Sentenças abertas: são sentenças para as quais não é possível atribuir um valor lógico verdadeiro ou falso, e, portanto, não são</p><p>consideradas frases lógicas.</p><p>Exemplos incluem:</p><p>Frases interrogativas: “Quando será a prova?”, “Estudou ontem?”, “Fez sol ontem?”.</p><p>Frases exclamativas: “Gol!”, “Que maravilhoso!”.</p><p>Frases imperativas: “Estude e leia com atenção.”, “Desligue a televisão.”.</p><p>Frases sem sentido lógico (expressões vagas, paradoxais, ambíguas, etc.): “Esta frase é falsa.” (expressão paradoxal), “O cachorro do</p><p>meu vizinho morreu.” (expressão ambígua), “2 + 5 + 1”.</p><p>– Sentença fechada: Uma sentença lógica é aquela que admite um ÚNICO valor lógico, seja ele verdadeiro ou falso.</p><p>Proposições simples e compostas</p><p>Proposições simples, também conhecidas como atômicas, são aquelas que NÃO contêm nenhuma outra proposição como parte</p><p>integrante de si mesma. Elas são designadas pelas letras latinas minúsculas p, q, r, s..., sendo chamadas de letras proposicionais.</p><p>Por outro lado, proposições compostas, também conhecidas como moleculares ou estruturas lógicas, são formadas pela combinação</p><p>de duas ou mais proposições simples. Elas são designadas pelas letras latinas maiúsculas P, Q, R, S..., também chamadas de letras</p><p>proposicionais.</p><p>É importante ressaltar que TODAS as proposições compostas são formadas por duas ou mais proposições simples.</p><p>Proposições Compostas – Conectivos</p><p>As proposições compostas são constituídas por proposições simples conectadas por conectivos, os quais determinam seu valor lógico.</p><p>Isso pode ser observado na tabela a seguir:</p><p>Operação Conectivo Estrutura Lógica Tabela verdade</p><p>Negação ~ Não p</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO</p><p>4848</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Conjunção ^ p e q</p><p>Disjunção</p><p>Inclusiva v p ou q</p><p>Disjunção</p><p>Exclusiva v Ou p ou q</p><p>Condicional → Se p então q</p><p>Bicondicional ↔ p se e somente</p><p>se q</p><p>Em resumo, a tabela verdade das proposições simplifica a resolução de várias questões.</p><p>IMPLICAÇÃO LÓGICA</p><p>A proposição P(p,q,r,...) implica logicamente a proposição Q(p,q,r,...) quando Q é verdadeira todas as vezes que P é verdadeira. Repre-</p><p>sentamos a implicação com o símbolo “⇒”, simbolicamente temos:</p><p>P(p,q,r,...) ⇒ Q(p,q,r,...).</p><p>ATENÇÃO: Os símbolos “→” e “⇒” são completamente distintos. O primeiro (“→”) representa a condicional, que é um conectivo. O</p><p>segundo (“⇒”) representa a relação de implicação lógica que pode ou não existir entre duas proposições.</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO</p><p>49</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Exemplo:</p><p>Observe:</p><p>- Toda proposição implica uma Tautologia:</p><p>- Somente uma contradição implica uma contradição:</p><p>Propriedades</p><p>• Reflexiva:</p><p>– P(p,q,r,...) ⇒ P(p,q,r,...)</p><p>– Uma proposição complexa implica ela mesma.</p><p>• Transitiva:</p><p>– Se P(p,q,r,...) ⇒ Q(p,q,r,...) e</p><p>Q(p,q,r,...) ⇒ R(p,q,r,...), então</p><p>P(p,q,r,...) ⇒ R(p,q,r,...)</p><p>– Se P ⇒ Q e Q ⇒ R, então P ⇒ R</p><p>Regras de Inferência</p><p>• Inferência é o ato ou processo de derivar conclusões lógicas</p><p>de proposições conhecidas ou decididamente verdadeiras. Em ou-</p><p>tras palavras: é a obtenção de novas proposições a partir de propo-</p><p>sições verdadeiras já existentes.</p><p>Regras de Inferência obtidas da implicação lógica</p><p>• Silogismo Disjuntivo</p><p>• Modus Ponens</p><p>• Modus Tollens</p><p>Tautologias e Implicação Lógica</p><p>• Teorema</p><p>P(p,q,r,..) ⇒ Q(p,q,r,...) se e somente se P(p,q,r,...) → Q(p,q,r,...)</p><p>Observe que:</p><p>→ indica uma operação lógica entre as proposições. Ex.: das</p><p>proposições p e q, dá-se a nova proposição p → q.</p><p>⇒ indica uma relação. Ex.: estabelece que a condicional P → Q</p><p>é tautológica.</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO</p><p>5050</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Inferências</p><p>• Regra do Silogismo Hipotético</p><p>Princípio da inconsistência</p><p>– Como “p ^ ~p → q” é tautológica, subsiste a implicação lógica</p><p>p ^ ~p ⇒ q</p><p>– Assim, de uma contradição p ^ ~p se deduz qualquer propo-</p><p>sição q.</p><p>A proposição “(p ↔ q) ^ p” implica a proposição “q”, pois a</p><p>condicional “(p ↔ q) ^ p → q” é tautológica.</p><p>LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO</p><p>Chama-se argumento a afirmação de que um grupo de propo-</p><p>sições iniciais redunda em outra proposição final, que será conse-</p><p>quência das primeiras. Ou seja, argumento é a relação que associa</p><p>um conjunto de proposições P1, P2,... Pn , chamadas premissas do</p><p>argumento, a uma proposição Q, chamada de conclusão do argu-</p><p>mento.</p><p>Exemplo:</p><p>P1: Todos os cientistas são loucos.</p><p>P2: Martiniano é louco.</p><p>Q: Martiniano é um cientista.</p><p>O exemplo dado pode ser chamado de Silogismo (argumento</p><p>formado por duas premissas e a conclusão).</p><p>A respeito dos argumentos lógicos, estamos interessados em</p><p>verificar se eles são válidos ou inválidos! Então, passemos a enten-</p><p>der o que significa um argumento válido e um argumento inválido.</p><p>Argumentos Válidos</p><p>Dizemos que um argumento é válido (ou ainda legítimo ou bem</p><p>construído), quando a sua conclusão é uma consequência obrigató-</p><p>ria do seu conjunto de premissas.</p><p>Exemplo:</p><p>O silogismo...</p><p>P1: Todos os homens são pássaros.</p><p>P2: Nenhum pássaro é animal.</p><p>Q: Portanto, nenhum homem é animal.</p><p>... está perfeitamente bem construído, sendo, portanto, um</p><p>argumento válido, muito embora a veracidade das premissas e da</p><p>conclusão sejam totalmente questionáveis.</p><p>ATENÇÃO: O que vale é a CONSTRUÇÃO, E NÃO O SEU CONTE-</p><p>ÚDO! Se a construção está perfeita, então o argumento é válido,</p><p>independentemente do conteúdo das premissas ou da conclusão!</p><p>• Como saber se um determinado argumento é mesmo váli-</p><p>do?</p><p>Para se comprovar a validade de um argumento é utilizando</p><p>diagramas de conjuntos (diagramas de Venn). Trata-se de um mé-</p><p>todo muito útil e que será usado com frequência em questões que</p><p>pedem a verificação da validade de um argumento. Vejamos como</p><p>funciona, usando o exemplo acima. Quando se afirma, na premissa</p><p>P1, que “todos os homens são pássaros”, poderemos representar</p><p>essa frase da seguinte maneira:</p><p>Observem que todos os elementos do conjunto menor (ho-</p><p>mens) estão incluídos, ou seja, pertencem ao conjunto maior (dos</p><p>pássaros). E será sempre essa a representação gráfica da frase</p><p>“Todo A é B”. Dois círculos, um dentro do outro, estando o círculo</p><p>menor a representar o grupo de quem se segue à palavra TODO.</p><p>Na frase: “Nenhum pássaro é animal”. Observemos que a pa-</p><p>lavra-chave desta sentença é NENHUM. E a ideia que ela exprime é</p><p>de uma total dissociação entre os dois conjuntos.</p><p>Será sempre assim a representação gráfica de uma sentença</p><p>“Nenhum A é B”: dois conjuntos separados, sem nenhum ponto em</p><p>comum.</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO</p><p>51</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Tomemos agora as representações gráficas das duas premissas</p><p>vistas acima e as analisemos em conjunto. Teremos:</p><p>Comparando a conclusão do nosso argumento, temos:</p><p>NENHUM homem é animal – com o desenho das premissas</p><p>será que podemos dizer que esta conclusão é uma consequência</p><p>necessária das</p><p>premissas? Claro que sim! Observemos que o con-</p><p>junto dos homens está totalmente separado (total dissociação!) do</p><p>conjunto dos animais. Resultado: este é um argumento válido!</p><p>Argumentos Inválidos</p><p>Dizemos que um argumento é inválido – também denominado</p><p>ilegítimo, mal construído, falacioso ou sofisma – quando a verdade</p><p>das premissas não é suficiente para garantir a verdade da conclusão.</p><p>Exemplo:</p><p>P1: Todas as crianças gostam de chocolate.</p><p>P2: Patrícia não é criança.</p><p>Q: Portanto, Patrícia não gosta de chocolate.</p><p>Este é um argumento inválido, falacioso, mal construído, pois</p><p>as premissas não garantem (não obrigam) a verdade da conclusão.</p><p>Patrícia pode gostar de chocolate mesmo que não seja criança, pois</p><p>a primeira premissa não afirmou que somente as crianças gostam</p><p>de chocolate.</p><p>Utilizando os diagramas de conjuntos para provar a validade</p><p>do argumento anterior, provaremos, utilizando-nos do mesmo arti-</p><p>fício, que o argumento em análise é inválido. Comecemos pela pri-</p><p>meira premissa: “Todas as crianças gostam de chocolate”.</p><p>Analisemos agora o que diz a segunda premissa: “Patrícia não é</p><p>criança”. O que temos que fazer aqui é pegar o diagrama acima (da</p><p>primeira premissa) e nele indicar onde poderá estar localizada a Pa-</p><p>trícia, obedecendo ao que consta nesta segunda premissa. Vemos</p><p>facilmente que a Patrícia só não poderá estar dentro do círculo das</p><p>crianças. É a única restrição que faz a segunda premissa! Isto posto,</p><p>concluímos que Patrícia poderá estar em dois lugares distintos do</p><p>diagrama:</p><p>1º) Fora do conjunto maior;</p><p>2º) Dentro do conjunto maior. Vejamos:</p><p>Finalmente, passemos à análise da conclusão: “Patrícia não</p><p>gosta de chocolate”. Ora, o que nos resta para sabermos se este ar-</p><p>gumento é válido ou não, é justamente confirmar se esse resultado</p><p>(se esta conclusão) é necessariamente verdadeiro!</p><p>- É necessariamente verdadeiro que Patrícia não gosta de cho-</p><p>colate? Olhando para o desenho acima, respondemos que não!</p><p>Pode ser que ela não goste de chocolate (caso esteja fora do círcu-</p><p>lo), mas também pode ser que goste (caso esteja dentro do círculo)!</p><p>Enfim, o argumento é inválido, pois as premissas não garantiram a</p><p>veracidade da conclusão!</p><p>Métodos para validação de um argumento</p><p>Aprenderemos a seguir alguns diferentes métodos que nos</p><p>possibilitarão afirmar se um argumento é válido ou não!</p><p>1º) Utilizando diagramas de conjuntos: esta forma é indicada</p><p>quando nas premissas do argumento aparecem as palavras TODO,</p><p>ALGUM E NENHUM, ou os seus sinônimos: cada, existe um etc.</p><p>2º) Utilizando tabela-verdade: esta forma é mais indicada</p><p>quando não for possível resolver pelo primeiro método, o que ocor-</p><p>re quando nas premissas não aparecem as palavras todo, algum e</p><p>nenhum, mas sim, os conectivos “ou” , “e”, “•” e “↔”. Baseia-se</p><p>na construção da tabela-verdade, destacando-se uma coluna para</p><p>cada premissa e outra para a conclusão. Este método tem a des-</p><p>vantagem de ser mais trabalhoso, principalmente quando envolve</p><p>várias proposições simples.</p><p>3º) Utilizando as operações lógicas com os conectivos e consi-</p><p>derando as premissas verdadeiras.</p><p>Por este método, fácil e rapidamente demonstraremos a vali-</p><p>dade de um argumento. Porém, só devemos utilizá-lo na impossibi-</p><p>lidade do primeiro método.</p><p>Iniciaremos aqui considerando as premissas como verdades.</p><p>Daí, por meio das operações lógicas com os conectivos, descobri-</p><p>remos o valor lógico da conclusão, que deverá resultar também em</p><p>verdade, para que o argumento seja considerado válido.</p><p>4º) Utilizando as operações lógicas com os conectivos, conside-</p><p>rando premissas verdadeiras e conclusão falsa.</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO</p><p>5252</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>É indicado este caminho quando notarmos que a aplicação do terceiro método não possibilitará a descoberta do valor lógico da con-</p><p>clusão de maneira direta, mas somente por meio de análises mais complicadas.</p><p>Em síntese:</p><p>Exemplo:</p><p>Diga se o argumento abaixo é válido ou inválido:</p><p>(p ∧ q) → r</p><p>_____~r_______</p><p>~p ∨ ~q</p><p>Resolução:</p><p>-1ª Pergunta) O argumento apresenta as palavras todo, algum ou nenhum?</p><p>A resposta é não! Logo, descartamos o 1º método e passamos à pergunta seguinte.</p><p>- 2ª Pergunta) O argumento contém no máximo duas proposições simples?</p><p>A resposta também é não! Portanto, descartamos também o 2º método.</p><p>- 3ª Pergunta) Há alguma das premissas que seja uma proposição simples ou uma conjunção?</p><p>A resposta é sim! A segunda proposição é (~r). Podemos optar então pelo 3º método? Sim, perfeitamente! Mas caso queiramos seguir</p><p>adiante com uma próxima pergunta, teríamos:</p><p>- 4ª Pergunta) A conclusão tem a forma de uma proposição simples ou de uma disjunção ou de uma condicional? A resposta também</p><p>é sim! Nossa conclusão é uma disjunção! Ou seja, caso queiramos, poderemos utilizar, opcionalmente, o 4º método!</p><p>Vamos seguir os dois caminhos: resolveremos a questão pelo 3º e pelo 4º métodos.</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO</p><p>53</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Resolução pelo 3º Método</p><p>Considerando as premissas verdadeiras e testando a conclusão</p><p>verdadeira. Teremos:</p><p>- 2ª Premissa) ~r é verdade. Logo: r é falsa!</p><p>- 1ª Premissa) (p ∧ q)•r é verdade. Sabendo que r é falsa, con-</p><p>cluímos que (p ∧ q) tem que ser também falsa. E quando uma con-</p><p>junção (e) é falsa? Quando uma das premissas for falsa ou ambas</p><p>forem falsas. Logo, não é possível determinamos os valores lógicos</p><p>de p e q. Apesar de inicialmente o 3º método se mostrar adequado,</p><p>por meio do mesmo, não poderemos determinar se o argumento é</p><p>ou NÃO VÁLIDO.</p><p>Resolução pelo 4º Método</p><p>Considerando a conclusão falsa e premissas verdadeiras. Tere-</p><p>mos:</p><p>- Conclusão) ~p v ~q é falso. Logo: p é verdadeiro e q é verda-</p><p>deiro!</p><p>Agora, passamos a testar as premissas, que são consideradas</p><p>verdadeiras! Teremos:</p><p>- 1ª Premissa) (p∧q)•r é verdade. Sabendo que p e q são ver-</p><p>dadeiros, então a primeira parte da condicional acima também é</p><p>verdadeira. Daí resta que a segunda parte não pode ser falsa. Logo:</p><p>r é verdadeiro.</p><p>- 2ª Premissa) Sabendo que r é verdadeiro, teremos que ~r é</p><p>falso! Opa! A premissa deveria ser verdadeira, e não foi!</p><p>Neste caso, precisaríamos nos lembrar de que o teste, aqui no</p><p>4º método, é diferente do teste do 3º: não havendo a existência si-</p><p>multânea da conclusão falsa e premissas verdadeiras, teremos que</p><p>o argumento é válido! Conclusão: o argumento é válido!</p><p>Exemplos:</p><p>(DPU – AGENTE ADMINISTRATIVO – CESPE) Considere que as</p><p>seguintes proposições sejam verdadeiras.</p><p>• Quando chove, Maria não vai ao cinema.</p><p>• Quando Cláudio fica em casa, Maria vai ao cinema.</p><p>• Quando Cláudio sai de casa, não faz frio.</p><p>• Quando Fernando está estudando, não chove.</p><p>• Durante a noite, faz frio.</p><p>Tendo como referência as proposições apresentadas, julgue o</p><p>item subsecutivo.</p><p>Se Maria foi ao cinema, então Fernando estava estudando.</p><p>( ) Certo</p><p>( ) Errado</p><p>Resolução:</p><p>A questão trata-se de lógica de argumentação, dadas as pre-</p><p>missas chegamos a uma conclusão. Enumerando as premissas:</p><p>A = Chove</p><p>B = Maria vai ao cinema</p><p>C = Cláudio fica em casa</p><p>D = Faz frio</p><p>E = Fernando está estudando</p><p>F = É noite</p><p>A argumentação parte que a conclusão deve ser (V)</p><p>Lembramos a tabela verdade da condicional:</p><p>A condicional só será F quando a 1ª for verdadeira e a 2ª falsa,</p><p>utilizando isso temos:</p><p>O que se quer saber é: Se Maria foi ao cinema, então Fernando</p><p>estava estudando. // B → ~E</p><p>Iniciando temos:</p><p>4º - Quando chove (F), Maria não vai ao cinema. (F) // A → ~B</p><p>= V – para que o argumento seja válido temos que Quando chove</p><p>tem que ser F.</p><p>3º - Quando Cláudio fica em casa (V), Maria vai ao cinema (V).</p><p>// C → B = V - para que o argumento seja válido temos que Maria</p><p>vai ao cinema tem que ser V.</p><p>2º - Quando Cláudio sai de casa(F), não faz frio (F). // ~C → ~D</p><p>= V - para que o argumento seja válido temos que Quando Cláudio</p><p>sai de casa tem que ser F.</p><p>5º - Quando Fernando está estudando (V ou F), não chove (V).</p><p>// E → ~A = V. – neste caso Quando Fernando está estudando pode</p><p>ser V ou F.</p><p>1º- Durante a noite(V), faz frio (V). // F →</p><p>D = V</p><p>Logo nada podemos afirmar sobre a afirmação: Se Maria foi ao</p><p>cinema (V), então Fernando estava estudando (V ou F); pois temos</p><p>dois valores lógicos para chegarmos à conclusão (V ou F).</p><p>Resposta: Errado</p><p>(PETROBRAS – TÉCNICO (A) DE EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO</p><p>JÚNIOR – INFORMÁTICA – CESGRANRIO) Se Esmeralda é uma fada,</p><p>então Bongrado é um elfo. Se Bongrado é um elfo, então Monarca</p><p>é um centauro. Se Monarca é um centauro, então Tristeza é uma</p><p>bruxa.</p><p>Ora, sabe-se que Tristeza não é uma bruxa, logo</p><p>(A) Esmeralda é uma fada, e Bongrado não é um elfo.</p><p>(B) Esmeralda não é uma fada, e Monarca não é um centauro.</p><p>(C) Bongrado é um elfo, e Monarca é um centauro.</p><p>(D) Bongrado é um elfo, e Esmeralda é uma fada</p><p>(E) Monarca é um centauro, e Bongrado não é um elfo.</p><p>Resolução:</p><p>Vamos analisar cada frase partindo da afirmativa Trizteza não é</p><p>bruxa, considerando ela como (V), precisamos ter como conclusão</p><p>o valor lógico (V), então:</p><p>(4) Se Esmeralda é uma fada(F), então Bongrado é um elfo (F)</p><p>→ V</p><p>(3) Se Bongrado é um elfo (F), então Monarca é um centauro</p><p>(F) → V</p><p>(2) Se Monarca é um centauro(F), então Tristeza é uma bruxa(F)</p><p>→ V</p><p>(1) Tristeza não é uma bruxa (V)</p><p>Logo:</p><p>Temos que:</p><p>Esmeralda não é fada(V)</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO</p><p>5454</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Bongrado não é elfo (V)</p><p>Monarca não é um centauro (V)</p><p>Como a conclusão parte da conjunção, o mesmo só será verdadeiro quando todas as afirmativas forem verdadeiras, logo, a única que</p><p>contém esse valor lógico é:</p><p>Esmeralda não é uma fada, e Monarca não é um centauro.</p><p>Resposta: B</p><p>PRINCÍPIO DA REGRESSÃO OU REVERSÃO</p><p>Princípio da regressão é uma abordagem que visa encontrar um valor inicial requerido pelo problema com base em um valor final</p><p>fornecido. Em outras palavras, é um método utilizado para resolver problemas de primeiro grau, ou seja, problemas que podem ser</p><p>expressos por equações lineares, trabalhando de forma inversa, ou “de trás para frente”.</p><p>Esteja atento:</p><p>Você precisa saber transformar algumas operações:</p><p>– Soma – a regressão é feita pela subtração.</p><p>– Subtração – a regressão é feita pela soma.</p><p>– Multiplicação – a regressão é feita pela divisão.</p><p>– Divisão – a regressão é feita pela multiplicação</p><p>Exemplo:</p><p>1. SENAI</p><p>O sr. Altair deu muita sorte em um programa de capitalização bancário. Inicialmente, ele apresentava um saldo devedor X no banco,</p><p>mas resolveu depositar 500 reais, o que cobriu sua dívida e ainda lhe sobrou uma certa quantia A. Essa quantia A, ele resolveu aplicar no</p><p>programa e ganhou quatro vezes mais do que tinha, ficando então com uma quantia B. Uma segunda vez, o sr. Altair resolveu aplicar no</p><p>programa, agora a quantia B que possuía, e novamente saiu contente, ganhou três vezes o valor investido. Ao final, ele passou de devedor</p><p>para credor de um valor de R$ 3 600,00 no banco. Qual era o saldo inicial X do sr. Altair?</p><p>(A) -R$ 350,00.</p><p>(B) -R$ 300,00.</p><p>(C) -R$ 200,00.</p><p>(D) -R$ 150,00.</p><p>(E) -R$ 100,00.</p><p>Resolução:</p><p>Devemos partir da última aplicação. Sabemos que a última aplicação é 3B, logo:</p><p>3B = 3600 → B = 3600/3 → B = 1200</p><p>A 1º aplicação resultou em B e era 4A: B = 4A → 1200 = 4A → A = 1200/4 → A = 300</p><p>A é o saldo que sobrou do pagamento da dívida X com os 500 reais: A = 500 – X → 300 = 500 – X →</p><p>-X = 300 – 500 → -X = -200. (-1) → X = 200.</p><p>Como o valor de X representa uma dívida representamos com o sinal negativo: a dívida era de R$ -200,00.</p><p>Resposta: C.</p><p>COMPREENSÃO E ANÁLISE DA LÓGICA DE UMA SITUAÇÃO, UTILIZANDO AS FUNÇÕES INTELECTUAIS: RACIOCÍNIO VERBAL,</p><p>RACIOCÍNIO MATEMÁTICO, RACIOCÍNIO SEQUENCIAL, ORIENTAÇÃO ESPACIAL E TEMPORAL</p><p>RACIOCÍNIO VERBAL</p><p>Raciocínio verbal avalia a capacidade de interpretar informações escritas e deduzir conclusões lógicas. É um aspecto fundamental da</p><p>cognição e inteligência geral, envolvendo a compreensão, organização e aplicação do conhecimento por meio da linguagem.</p><p>Em testes de raciocínio verbal, os participantes são apresentados a um texto contendo informações e são solicitados a avaliar um</p><p>conjunto de afirmações, escolhendo uma das possíveis respostas:</p><p>A - Verdadeiro: a afirmação é uma conclusão lógica das informações ou opiniões contidas no texto.</p><p>B - Falso: a afirmação é logicamente contraditória com as informações ou opiniões apresentadas no texto.</p><p>C - Impossível dizer: não é possível determinar se a afirmação é verdadeira ou falsa com base apenas nas informações fornecidas no</p><p>texto; informações adicionais seriam necessárias para fazer uma conclusão.</p><p>Aqui, exploraremos exercícios que relacionam elementos, pessoas e objetos fictícios, baseados em informações apresentadas.</p><p>Vejamos o passo a passo:</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO</p><p>55</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>01. Três homens, Luís, Carlos e Paulo, são casados com Lúcia, Patrícia e Maria, mas não sabemos quem ê casado com quem. Eles</p><p>trabalham com Engenharia, Advocacia e Medicina, mas também não sabemos quem faz o quê. Com base nas dicas abaixo, tente descobrir</p><p>o nome de cada marido, a profissão de cada um e o nome de suas esposas.</p><p>a) O médico é casado com Maria.</p><p>b) Paulo é advogado.</p><p>c) Patrícia não é casada com Paulo.</p><p>d) Carlos não é médico.</p><p>Vamos montar o passo a passo para que você possa compreender como chegar a conclusão da questão.</p><p>1º passo – Vamos criar uma tabela para simplificar o entendimento da solução, organizando as informações do enunciado em três</p><p>categorias: homens, esposas e profissões.</p><p>Medicina Engenharia Advocacia Lúcia Patrícia Maria</p><p>Carlos</p><p>Luís</p><p>Paulo</p><p>Lúcia</p><p>Patrícia</p><p>Maria</p><p>Também criamos abaixo do nome dos homens, o nome das esposas.</p><p>2º passo – Elaborar a tabela-resposta.</p><p>Esta tabela não apenas funcionará como um gabarito, mas também será essencial para revelar detalhes que podem não estar</p><p>imediatamente visíveis na tabela principal. Uma tabela complementa a outra, possibilitando a identificação de relações e características</p><p>específicas entre os grupos e elementos envolvidos.</p><p>Homens Profissões Esposas</p><p>Carlos</p><p>Luís</p><p>Paulo</p><p>3º passo - Preencheremos nossa tabela inicialmente com os dados mais claros e diretos do problema, aqueles que são inequívocos.</p><p>No exemplo fornecido:</p><p>– O médico é casado com Maria: insira um “S” na interseção entre “Médico” e “Maria” na tabela principal, e um “N” nas outras células</p><p>relacionadas a esse “S”.</p><p>Medicina Engenharia Advocacia Lúcia Patrícia Maria</p><p>Carlos</p><p>Luís</p><p>Paulo</p><p>Lúcia N</p><p>Patrícia N</p><p>Maria S N N</p><p>Importante: se o médico está casado com Maria, isso exclui a possibilidade de ele estar casado com Lúcia ou Patrícia, portanto,</p><p>devemos marcar “N” nas intersecções de Médico com esses nomes. Além disso, se Maria é esposa do médico, ela não pode ser casada com</p><p>o engenheiro ou o advogado, então “N” deve ser colocado nas intersecções do nome de Maria com essas profissões.</p><p>– Paulo é advogado: isso será anotado em ambas as tabelas (a tabela-resposta e a tabela principal).</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO</p><p>5656</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>– Patrícia não é casada com Paulo: um “N” será marcado na tabela principal para refletir essa informação.</p><p>– Carlos não é médico: um “N” será inserido na tabela principal onde Carlos cruza com a profissão “Médico”.</p><p>Medicina Engenharia Advocacia Lúcia Patrícia Maria</p><p>Carlos N N</p><p>Luís S N N</p><p>Paulo N N S N</p><p>Lúcia N</p><p>Patrícia N</p><p>Maria S N N</p><p>Observamos que Luís deve ser o médico, já que essa é a opção que resta sem marcação. Assim, podemos preencher adequadamente</p><p>a tabela-resposta.</p><p>Identificamos também que a interseção de Carlos com a Engenharia está vazia. Portanto, assinalamos um “S” nessa célula e atualizamos</p><p>a tabela-resposta correspondente.</p><p>Medicina Engenharia Advocacia Lúcia Patrícia Maria</p><p>Carlos N S N</p><p>Luís S N N</p><p>Paulo N N S N</p><p>Lúcia N</p><p>Patrícia N</p><p>Maria S N N</p><p>Homens Profissões Esposas</p><p>Carlos Engenheiro</p><p>Luís Médico</p><p>Paulo Advogado</p><p>4º passo – Com base nas anotações realizadas tanto na tabela principal quanto na tabela-resposta, buscaremos por pistas que nos</p><p>levem a novos entendimentos, os quais serão registrados nas tabelas.</p><p>Notamos que Maria é a esposa de Luís,</p><p>que identificamos ser o médico, uma informação que poderia ser adicionada na tabela-</p><p>resposta. No entanto, optaremos por não o fazer imediatamente, já que essa dedução surgiu de um problema relativamente simples.</p><p>Continuaremos nosso processo de análise antes de fazer essas marcações. Adicionalmente, entendemos que Patrícia não é casada com</p><p>Paulo.</p><p>Medicina Engenharia Advocacia Lúcia Patrícia Maria</p><p>Carlos N S N</p><p>Luís S N N</p><p>Paulo N N S N</p><p>Lúcia N</p><p>Patrícia N N</p><p>Maria S N N</p><p>Verificamos, na tabela acima, que Patrícia tem de ser casada com o engenheiro, e Lúcia tem de ser casada com o advogado.</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO</p><p>57</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Medicina Engenharia Advocacia Lúcia Patrícia Maria</p><p>Carlos N S N</p><p>Luís S N N</p><p>Paulo N N S N</p><p>Lúcia N N S</p><p>Patrícia N S N</p><p>Maria S N N</p><p>Concluímos, então, que Lúcia é casada com o advogado (que é Paulo), Patrícia é casada com o engenheiro (que e Carlos) e Maria é</p><p>casada com o médico (que é Luís).</p><p>Preenchendo a tabela-gabarito, vemos que o problema está resolvido:</p><p>Homens Profissões Esposas</p><p>Carlos Engenheiro Patrícia</p><p>Luís Médico Maria</p><p>Paulo Advogado Lúcia</p><p>Exemplo: (TRT-9ª REGIÃO/PR – Técnico Judiciário – Área Administrativa – FCC) Luiz, Arnaldo, Mariana e Paulo viajaram em janeiro,</p><p>todos para diferentes cidades, que foram Fortaleza, Goiânia, Curitiba e Salvador. Com relação às cidades para onde eles viajaram, sabe-se</p><p>que:</p><p>− Luiz e Arnaldo não viajaram para Salvador;</p><p>− Mariana viajou para Curitiba;</p><p>− Paulo não viajou para Goiânia;</p><p>− Luiz não viajou para Fortaleza.</p><p>É correto concluir que, em janeiro,</p><p>(A) Paulo viajou para Fortaleza.</p><p>(B) Luiz viajou para Goiânia.</p><p>(C) Arnaldo viajou para Goiânia.</p><p>(D) Mariana viajou para Salvador.</p><p>(E) Luiz viajou para Curitiba.</p><p>Resolução:</p><p>Vamos preencher a tabela:</p><p>− Luiz e Arnaldo não viajaram para Salvador</p><p>Fortaleza Goiânia Curitiba Salvador</p><p>Luiz N</p><p>Arnaldo N</p><p>Mariana</p><p>Paulo</p><p>− Mariana viajou para Curitiba</p><p>Fortaleza Goiânia Curitiba Salvador</p><p>Luiz N N</p><p>Arnaldo N N</p><p>Mariana N N S N</p><p>Paulo N</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO</p><p>5858</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>− Paulo não viajou para Goiânia</p><p>Fortaleza Goiânia Curitiba Salvador</p><p>Luiz N N</p><p>Arnaldo N N</p><p>Mariana N N S N</p><p>Paulo N N</p><p>− Luiz não viajou para Fortaleza.</p><p>Fortaleza Goiânia Curitiba Salvador</p><p>Luiz N N N</p><p>Arnaldo N N</p><p>Mariana N N S N</p><p>Paulo N N</p><p>Agora, completando o restante:</p><p>Paulo viajou para Salvador, pois a nenhum dos três viajou.</p><p>Então, Arnaldo viajou para Fortaleza e Luiz para Goiânia</p><p>Fortaleza Goiânia Curitiba Salvador</p><p>Luiz N S N N</p><p>Arnaldo S N N N</p><p>Mariana N N S N</p><p>Paulo N N N S</p><p>Resposta: B.</p><p>— Quantificadores universal e existencial</p><p>Quantificador é um conceito empregado para quantificar</p><p>uma expressão. Na lógica, os quantificadores são utilizados para</p><p>transformar uma sentença aberta ou proposição aberta em uma</p><p>proposição lógica. Eles indicam a extensão ou o escopo de uma</p><p>afirmação em relação a um conjunto específico de elementos.</p><p>Os dois principais quantificadores utilizados são o quantificador</p><p>universal (∀), que indica que uma proposição é verdadeira para</p><p>todos os elementos de um conjunto, e o quantificador existencial</p><p>(∃), que indica que pelo menos um elemento de um conjunto</p><p>satisfaz a proposição.</p><p>Tipos de quantificadores:</p><p>Quantificador universal (∀)</p><p>O símbolo ∀ pode ser lido das seguintes formas:</p><p>Exemplo: Todo homem é mortal.</p><p>A conclusão dessa afirmação é: se você é homem, então será</p><p>mortal.</p><p>Na representação do diagrama lógico, seria:</p><p>Atenção: todo homem é mortal, mas nem todo mortal é</p><p>homem.</p><p>Importante:</p><p>A frase “todo homem é mortal” implica nas seguintes</p><p>conclusões:</p><p>1ª) Algum ser mortal é homem ou algum ser humano é mortal.</p><p>2ª) Se José é um homem, então José é mortal.</p><p>A expressão “Todo A é B” pode ser representada na forma “Se</p><p>A então B”.</p><p>A forma simbólica da expressão “Todo A é B” é (∀x)(A(x) → B).</p><p>Observe que a palavra “todo” denota uma relação de inclusão</p><p>de conjuntos, portanto está relacionada ao operador da condicional.</p><p>Aplicando temos:</p><p>Ao escrevermos da forma ∀ (x) ∈ N / x + 2 = 5 (lê-se: “para todo</p><p>x pertencente a N, temos x + 2 = 5”), atribuindo qualquer valor a x, a</p><p>sentença não será necessariamente verdadeira. Isso ocorre porque,</p><p>após adicionar o quantificador, a frase passa a ter um sujeito e</p><p>predicado definidos, e podemos avaliá-la logicamente. Portanto,</p><p>trata-se de uma proposição lógica, e nem todas as atribuições de</p><p>valores a x resultarão em uma sentença verdadeira.</p><p>Quantificador existencial (∃)</p><p>O símbolo ∃ pode ser lido das seguintes formas:</p><p>Exemplo:</p><p>“Algum matemático é filósofo.” O diagrama lógico dessa frase</p><p>é:</p><p>O quantificador existencial tem a função de expressar</p><p>a existência de pelo menos um elemento com determinada</p><p>característica. A palavra “algum”, do ponto de vista lógico,</p><p>representa a presença de termos comuns. Portanto, a frase “Algum</p><p>A é B” possui a seguinte forma simbólica: (∃ (x)) (A (x) ∧ B).</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO</p><p>59</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Aplicando esse conceito, considere a sentença aberta x + 2 = 5. Escrevendo-a na forma (∃ x) ∈ N / x + 2 = 5 (lê-se: “existe pelo menos</p><p>um x pertencente a N tal que x + 2 = 5”), questionamos se existe algum valor que, ao ser substituído por x, torne a sentença verdadeira.</p><p>A resposta é SIM. Após a adição do quantificador, a frase adquire sujeito e predicado definidos, permitindo que seja julgada como uma</p><p>proposição lógica. Dessa forma, existe pelo menos um valor para x que torna a sentença verdadeira.</p><p>Esteja atento às seguintes observações:</p><p>– A palavra “todo” não permite a inversão dos termos: “Todo A é B” é diferente de “Todo B é A”.</p><p>– A palavra “algum” permite a inversão dos termos: “Algum A é B” é equivalente a “Algum B é A”.</p><p>Forma simbólica dos quantificadores</p><p>Todo A é B = (∀ (x) (A (x) → B).</p><p>Algum A é B = (∃ (x)) (A (x) ∧ B).</p><p>Nenhum A é B = (~ ∃ (x)) (A (x) ∧ B).</p><p>Algum A não é B= (∃ (x)) (A (x) ∧ ~ B).</p><p>Exemplo:</p><p>1) Todo cavalo é um animal. Logo,</p><p>(A) Toda cabeça de animal é cabeça de cavalo.</p><p>(B) Toda cabeça de cavalo é cabeça de animal.</p><p>(C) Todo animal é cavalo.</p><p>(D) Nenhum animal é cavalo.</p><p>Resolução:</p><p>A frase “Todo cavalo é um animal” possui as seguintes conclusões:</p><p>– Algum animal é cavalo ou Algum cavalo é um animal.</p><p>– Se é cavalo, então é um animal.</p><p>Nesse caso, nossa resposta é toda cabeça de cavalo é cabeça de animal, pois mantém a relação de “está contido” (segunda forma de</p><p>conclusão).</p><p>Resposta: B.</p><p>RACIOCÍNIO MATEMÁTICO</p><p>Raciocínio matemático é a base para resolver problemas e entender padrões em números e operações. É uma habilidade essencial</p><p>que nos ajuda a lidar com questões do dia a dia e a tomar decisões lógicas. Com ele, podemos analisar situações, fazer previsões e encon-</p><p>trar soluções eficazes para diversos tipos de desafios.</p><p>• Porcentagem</p><p>As expressões numéricas que utilizam 100 como denominador são denominadas razões centesimais, percentuais ou simplesmente</p><p>porcentagens. Representam a fração de um valor dividida em 100 partes iguais, habitualmente indicadas pelo numerador acompanhado</p><p>do símbolo de percentagem (%). Por exemplo, o termo “35%” se lê “trinta e cinco por cento”.</p><p>Lucro e Prejuízo em porcentagem</p><p>A margem de lucro, ou simplesmente lucro (L), é calculada pela diferença entre o preço pelo qual um item é vendido (V) e o seu preço</p><p>de custo (C). Se essa diferença resultar em um valor positivo, indica-se um ganho financeiro; caso contrário, se negativa, indica-se um</p><p>prejuízo (P). Assim, a relação entre lucro, preço de venda e preço de custo pode ser expressa pela equação: Lucro (L) = Preço de Venda</p><p>(V) - Preço de Custo (C).</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO</p><p>6060</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Aumento e Desconto em porcentagem</p><p>– Aumentar um valor V em p%, equivale a multiplicá-lo por ( ).V .</p><p>Logo:</p><p>VA = ( ).V</p><p>– Diminuir um valor V em p%, equivale a multiplicá-lo por ( ).V.</p><p>Logo:</p><p>V D = ( ).V</p><p>Fator de multiplicação</p><p>Este é o resultado das fórmulas (1 + p/100) ou (1 - p/100), conhecidas como fatores de multiplicação, que se</p><p>elétricos; Leis de Kirchhoff: — LKT, LKC e aplicação; Técnicas de análise de circuitos; Circuitos; Capacitor; Indutor; Geração,</p><p>Transmissão e distribuição de energia elétrica; Corrente contínua e alternada; Associação de resistores; Choque elétrico ... 287</p><p>ÍNDICE</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>29. Princípios básicos: hidrostática, pressões e empuxos ................................................................................................................ 305</p><p>30. Equilíbrio dos corpos flutuantes ................................................................................................................................................ 312</p><p>31. Anatomia do Sistema Esquelético, Fisiologia Muscular, Circulação Sanguínea, Respiração e Trocas Gasosas, Digestão e Absor-</p><p>ção de Nutrientes, Metabolismo Energético, Sistema Nervoso Central, Sistema Nervoso Periférico, Fisiologia Renal, Sistema</p><p>Endócrino, Reprodução Humana, Genética Básica, Ciclo Celular e Divisão Celular, Histologia dos Tecidos Humanos, Sistema</p><p>Imunológico, Homeostase Corporal, Regulação do pH Sanguíneo, Ciclo Menstrual, Neurotransmissores e Transmissão Sináp-</p><p>tica, Resposta Inflamatória, Tipos de Tecido Conjuntivo, Embriologia Humana, Fisiopatologia de Doenças Comuns, Home-</p><p>ostase do Açúcar no Sangue, Estrutura e Função dos Órgãos Principais (Coração, Pulmões, Fígado, etc.), Sistema Linfático</p><p>e Imunidade, Hormônios Sexuais, Efeitos do Exercício no Corpo Humano, Doenças Cardiovasculares, Reparo de Tecidos e</p><p>Cicatrização de Feridas, Teratogênese e Desenvolvimento Anormal, Hormônios do Estresse, Estrutura e Função do Sistema</p><p>Digestivo, Processo de Envelhecimento, Biologia do Câncer, Neuroplasticidade, Desenvolvimento Embrionário, Metabolismo</p><p>de Lipídios, Sistema Reprodutor Masculino e Feminino e Regulação da Pressão Arterial ......................................................... 312</p><p>32. Vegetação: Biomas de Minas Gerais: Análise da diversidade vegetal, incluindo a transição entre o Cerrado e a Mata Atlânti-</p><p>ca ............................................................................................................................................................................................... 363</p><p>33. Vegetação de Altitude: Estudo das formações vegetais em áreas de relevo montanhoso, como a Serra da Mantiqueira ....... 365</p><p>34. Fragmentação Florestal: Impactos da expansão agrícola e urbana na fragmentação e conservação dos remanescentes flores-</p><p>tais em Minas Gerais .................................................................................................................................................................. 367</p><p>35. Reflorestamento e Recuperação Ambiental: Políticas e iniciativas de reflorestamento e restauração de áreas degradadas em</p><p>Minas Gerais .............................................................................................................................................................................. 368</p><p>36. Fitogeografia: Distribuição e características das principais formações vegetais, como o Cerrado, a Mata Atlântica e o Campo</p><p>Rupestre ..................................................................................................................................................................................... 368</p><p>37. Relevo: Planaltos e Chapadas: Características morfológicas e importância econômica dos planaltos e chapadas em Minas</p><p>Gerais ......................................................................................................................................................................................... 372</p><p>38. Serras e Cadeias Montanhosas: Análise do relevo montanhoso, incluindo a Serra do Espinhaço, a Serra do Curral e a Serra da</p><p>Mantiqueira ............................................................................................................................................................................... 373</p><p>39. Depressões e Vales: Estudo das depressões e vales formados por rios e processos erosivos em Minas Gerais ...................... 374</p><p>40. Geomorfologia cárstica: Formações cársticas, como dolinas, lapiás e cavernas, presentes em regiões calcárias de Minas Ge-</p><p>rais ............................................................................................................................................................................................. 375</p><p>41. Morfodinâmica Fluvial: processos de erosão, transporte e sedimentação associados aos rios e cursos d’água de Minas Ge-</p><p>rais ............................................................................................................................................................................................. 376</p><p>42. Hidrografia: Bacias Hidrográficas: Principais bacias hidrográficas de Minas Gerais, incluindo a Bacia do Rio São Francisco, do</p><p>Rio Doce e do Rio Paraná ........................................................................................................................................................... 377</p><p>43. Rios e Nascentes: estudo da rede hidrográfica, incluindo rios importantes como o Rio das Velhas, o Rio Grande e o Rio Jequi-</p><p>tinhonha..................................................................................................................................................................................... 378</p><p>Ciências Humanas</p><p>1. História de Minas Gerais: Descobrimento e colonização: Exploração inicial e os primeiros contatos entre os povos nativos e</p><p>os colonizadores portugueses.................................................................................................................................................... 389</p><p>2. Ciclo do ouro: O boom da extração do ouro e seu impacto na economia, sociedade e cultura de Minas Gerais durante os</p><p>séculos XVIII e XIX ...................................................................................................................................................................... 391</p><p>3. Inconfidência Mineira: Movimento separatista ocorrido em 1789, liderado por figuras como Tiradentes, em protesto contra</p><p>os altos impostos e o domínio colonial português .................................................................................................................... 394</p><p>4. Escravidão: O papel dos escravos na economia e na sociedade de Minas Gerais, desde a mineração até o fim da escravidão</p><p>em 1888 ..................................................................................................................................................................................... 399</p><p>5. Cidades históricas: Estudo das cidades históricas de Minas Gerais, como Ouro Preto, Mariana, Tiradentes e Diamantina, e seu</p><p>patrimônio cultural e arquitetônico ........................................................................................................................................... 403</p><p>6. Café e industrialização: A transição econômica de Minas Gerais do ciclo do ouro para a produção de café e sua subsequente</p><p>industrialização nos séculos XIX e XX ......................................................................................................................................... 407</p><p>ÍNDICE</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>7. Política do Café com Leite: A influência política de Minas Gerais, em conjunto com São Paulo, no cenário nacional durante a</p><p>República Velha (1889-1930) ..................................................................................................................................................... 411</p><p>8. Revolução de 1930: O papel de Minas Gerais na Revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas ao poder e encerrou a Repú-</p><p>blica Velha .................................................................................................................................................................................. 414</p><p>9. Estado Novo: O período autoritário de Getúlio Vargas (1937-1945) e seu impacto em Minas Gerais, incluindo</p><p>revelam extremamente</p><p>práticas para efetuar cálculos relacionados a porcentagens. Esses fatores podem indicar tanto um acréscimo quanto uma redução no valor</p><p>de um item.</p><p>Aumentos e Descontos sucessivos em porcentagem</p><p>Referem-se a alterações que ocorrem de maneira sequencial, seja aumentando ou diminuindo um valor. Para aplicar essas variações,</p><p>empregam-se os fatores de multiplicação. Basta multiplicar o valor inicial pelo fator apropriado (seja para um acréscimo ou para uma</p><p>redução).</p><p>• Análise combinatória</p><p>A Análise Combinatória é um ramo da Matemática dedicado ao estudo de técnicas para a solução de problemas relacionados à</p><p>contagem. Aqui estão alguns conceitos fundamentais:</p><p>Princípio Fundamental da Contagem (PFC)</p><p>Representa o número total de maneiras que um evento pode ocorrer.</p><p>– Princípio Multiplicativo: P1 × P2 × P3 × ... × Pn (regra do “e”). Esse princípio é aplicado em situações que envolvem uma sequência</p><p>de escolhas, como uma ordenação.</p><p>– Princípio Aditivo: P1 + P2 + P3 + ... + Pn (regra do “ou”). Utilizado quando existe a opção de escolher entre uma possibilidade ou</p><p>outra.</p><p>Fatorial</p><p>Para um número natural n, o fatorial de n, denotado por n!, é calculado como:</p><p>n! = n × (n - 1) × (n - 2) × (n - 3) × ... × 2 × 1, para n ≥ 2.</p><p>Exemplos:</p><p>6! = 6. 5 . 4 . 3 . 2 . 1 = 720.</p><p>3! = 3 . 2 . 1 = 6</p><p>Observe com atenção:</p><p>– 0! é definido como 1.</p><p>– Da mesma forma, 1! também é igual a 1.</p><p>Importante lembrar que 2! é 2, já que 2 × 1 = 2. E 3! não é simplesmente 3, pois o cálculo de 3 × 2 × 1 resulta em 6.</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO</p><p>61</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Arranjo simples</p><p>Um arranjo simples de n elementos escolhidos p a p, onde</p><p>n≥1 e p é um número natural, refere-se à seleção e ordenação de</p><p>p elementos dentre n disponíveis, onde as diferentes seleções são</p><p>distinguidas tanto pela ordem quanto pela natureza dos elementos</p><p>selecionados.</p><p>Lembre-se: Dentro do conjunto de elementos {1,2,3}, por</p><p>exemplo, o arranjo formado por todos os três elementos, 123, é</p><p>CONSIDERADO diferente de 321, destacando a importância da</p><p>ordem na diferenciação dos arranjos.</p><p>– Sem repetição de elementos: A fórmula utilizada para calcular</p><p>um arranjo simples é:</p><p>Onde:</p><p>n = Quantidade total de elementos no conjunto.</p><p>P =Quantidade de elementos por arranjo</p><p>- Com repetição: Em um arranjo, é possível que os elementos</p><p>do conjunto se repitam dentro de um mesmo grupo, permitindo</p><p>assim a repetição do mesmo elemento várias vezes. A fórmula para</p><p>calcular um arranjo com repetição é dada por:</p><p>Permutação</p><p>Refere-se ao REARRANJO dos elementos de uma sequência,</p><p>onde todos os elementos são utilizados.</p><p>– Sem repetição</p><p>Importante: todas as situações envolvendo permutação</p><p>simples podem ser solucionadas através do Princípio Fundamental</p><p>da Contagem (PFC).</p><p>– Com repetição: nas permutações que envolvem elementos</p><p>repetidos, algumas trocas podem não alterar a sequência devido</p><p>à presença de elementos idênticos. Assim, a aplicação da fórmula</p><p>correspondente se torna essencial.</p><p>– Circular: na permutação circular, os elementos, como</p><p>pessoas, são organizados em um arranjo circular. É preciso utilizar</p><p>uma fórmula específica, pois algumas das permutações podem ser</p><p>equivalentes. Esta abordagem é aplicada em situações como:</p><p>a) Quando pessoas são dispostas em um arranjo circular.</p><p>b) Quando pessoas estão acomodadas ao redor de uma mesa</p><p>quadrada (ou retangular) com 4 lugares.</p><p>Combinação</p><p>Combinação refere-se à seleção de um conjunto de elementos,</p><p>onde a ordem dos elementos não é considerada.</p><p>– Sem repetição: para um dado conjunto de n elementos</p><p>distintos, uma combinação simples é o agrupamento de p elementos</p><p>distintos, selecionados dentre os n elementos disponíveis, onde</p><p>os agrupamentos se diferenciam unicamente pela natureza dos</p><p>elementos que os compõem.</p><p>Fórmula:</p><p>Atenção Importante!</p><p>As situações que requerem o uso de combinação geralmente</p><p>se relacionam com:</p><p>– A formação de grupos ou comissões.</p><p>– A seleção de um conjunto de elementos, onde a ordem não</p><p>importa, tal como a escolha de um grupo de pessoas, itens, objetos</p><p>ou frutas.</p><p>– Com repetição: Trata-se da seleção de conjuntos onde a</p><p>ordem dos elementos não é relevante, mas é permitida a repetição</p><p>de elementos na escolha.</p><p>• Sequências</p><p>Sequências são conjuntos ordenados de números que seguem</p><p>uma determinada regra ou padrão. As sequências podem ser</p><p>finitas ou infinitas, e são uma parte fundamental da matemática</p><p>discreta</p><p>Progressão aritmética (P.A.)</p><p>Trata-se de uma sequência numérica onde cada termo, a partir</p><p>do segundo, resulta da soma do termo anterior com uma constante</p><p>fixa, conhecida como razão da progressão aritmética (PA). Os</p><p>termos dessa sequência são denominados a1, a2, a3, a4,..., an,...</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO</p><p>6262</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Cálculo da razão</p><p>A razão de uma progressão aritmética (P.A.) é encontrada pela subtração de um termo qualquer pelo seu antecessor imediato.</p><p>r = a2 - a1 = a3 - a2 = a4 - a3 = a5 - a4 = ... = an - an-1</p><p>Exemplos:</p><p>A sequência (5, 9, 13, 17, 21, 25,...) constitui uma P.A. com o primeiro termo a1 = 5 e razão r = 4.</p><p>A sequência (2, 9, 16, 23, 30,...) forma uma P.A. onde a1 = 2 e a razão r = 7.</p><p>A sequência (23, 21, 19, 17, 15,...) é uma P.A. com a1 = 23 e razão r = -2.</p><p>Tipos de Progressão Aritmética</p><p>A classificação de uma P.A. depende do valor de sua razão.</p><p>Fórmula do Termo Geral</p><p>Em toda P.A., cada termo é o anterior somado com a razão, então temos:</p><p>1° termo: a1</p><p>2° termo: a2 = a1 + r</p><p>3° termo: a3 = a2 + r = a1 + r + r = a1 + 2r</p><p>4° termo: a4 = a3 + r = a1 + 2r + r = a1 + 3r</p><p>5° termo: a5 = a4 + r = a1 + 3r + r = a1 + 4r</p><p>6° termo: a6 = a5 + r = a1 + 4r + r = a1 + 5r</p><p>...</p><p>...</p><p>n° termo é:</p><p>Propriedades</p><p>1) Em uma progressão aritmética (P.A.), a soma de termos que estão à mesma distância dos extremos é sempre igual à soma dos</p><p>próprios extremos.</p><p>2) Em uma P.A. que possui um número ímpar de termos, o termo central corresponde à média aritmética dos termos extremos.</p><p>Exemplo:</p><p>3) A sequência (a, b, c) constitui uma progressão aritmética (P.A.) se, e somente se, o termo médio (b) é igual à média aritmética dos</p><p>termos a e c, ou seja:</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO</p><p>63</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Soma dos n primeiros termos</p><p>Progressão geométrica (P.G.)</p><p>Trata-se de uma sequência em que cada termo é resultado da multiplicação do termo anterior por uma constante denominada razão</p><p>da progressão geométrica (P.G.), representada pela letra q.</p><p>Cálculo da razão</p><p>A razão de uma P.G. é calculada pela divisão de um termo pelo seu precedente, de modo que: (a1, a2, a3, ..., an-1, an, ...) é uma P.G.</p><p>se, e somente se, an = (an-1) · q, para n ≥ 2.</p><p>Exemplos:</p><p>GPT</p><p>Trata-se de uma sequência em que cada termo é resultado da multiplicação do termo anterior por uma constante denominada razão</p><p>da progressão geométrica (P.G.), representada pela letra q. A razão de uma P.G. é calculada pela divisão de um termo pelo seu precedente,</p><p>de modo que: (a1, a2, a3, ..., an-1, an, ...) é uma P.G. se, e somente se, an = (an-1) · q, para n ≥ 2.</p><p>Exemplos:</p><p>– A sequência (-36, -18, -9, (-9)/2, (-9)/4,...) é uma P.G. com o primeiro termo a1 = -36 e razão q = 1/2.</p><p>– A sequência (3, 3, 3, 3, 3, 3,...) é uma P.G. com o primeiro termo a1 = 3 e razão q = 1.</p><p>– A sequência (6, 0, 0, 0, 0, 0,...) é uma P.G. com o primeiro termo a1 = 6 e razão q = 0.</p><p>– A sequência (0, 0, 0, 0, 0, 0,...) é uma P.G. com o primeiro termo a1 = 0 e razão q indeterminada.</p><p>Classificação:</p><p>A classificação de uma P.G. varia conforme o seu primeiro termo e a razão.</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO</p><p>6464</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Fórmula do termo geral</p><p>Em toda P.G. cada termo é o anterior multiplicado pela razão, então temos:</p><p>1° termo: a1</p><p>2° termo: a2 = a1.q</p><p>3° termo: a3 = a2.q = a1.q.q = a1q</p><p>2</p><p>4° termo: a4 = a3.q = a1.q</p><p>2.q = a1.q</p><p>3</p><p>5° termo: a5 = a4.q = a1.q</p><p>3.q = a1.q</p><p>4</p><p>...</p><p>...</p><p>n° termo é:</p><p>– Propriedades</p><p>1) Em uma progressão geométrica (P.G.), todo termo, com exceção dos extremos, é a média geométrica dos</p><p>termos que o antecedem</p><p>e sucedem.</p><p>2) Em qualquer P.G. finita, o produto dos termos que estão à mesma distância dos extremos é sempre igual ao produto dos termos</p><p>extremos.</p><p>3) Em uma progressão geométrica (P.G.) que possui um número ímpar de termos, o termo central corresponde à média geométrica</p><p>dos termos extremos.</p><p>Resumindo:</p><p>4) Em uma progressão geométrica, ao selecionar três termos consecutivos, o termo do meio é a média geométrica dos termos</p><p>adjacentes.</p><p>Soma dos n primeiros termos:</p><p>A fórmula para calcular a soma de todos os seus termos é dada por:</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO</p><p>65</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Produto dos n termos</p><p>Segue-se que, para o produto de números, aplicam-se as regras a seguir:</p><p>1) O produto de n números positivos resulta sempre em um valor positivo.</p><p>2) Ao multiplicar n números negativos:</p><p>a) se n for par, o resultado será positivo.</p><p>b) se n for ímpar, o resultado será negativo.</p><p>Soma dos infinitos termos</p><p>A soma dos infinitos termos de uma P.G de razão q, com -1</p><p>dias e 6 horas, a</p><p>cada 4 anos as horas excedentes totalizam um dia completo. “Excluir” estas horas adicionais faria com que, ao longo dos anos, as datas não</p><p>caíssem nas mesmas épocas e estações naturais do ano. Se a cada ano perdêssemos 6 horas, em 720 anos dia 01/01 cairia não no verão</p><p>(no hemisfério sul) mas no inverno, por exemplo.</p><p>As regras de criação do ano bissexto são:</p><p>- De 4 em 4 anos é ano bissexto.</p><p>- De 100 em 100 anos não é ano bissexto.</p><p>- De 400 em 400 anos é ano bissexto.</p><p>- Prevalecem as últimas regras sobre as primeiras.</p><p>Calculando um dia específico da semana</p><p>Exemplos:</p><p>Se considerarmos hoje como segunda-feira e contarmos 73 dias, qual dia da semana cairá?</p><p>Resolução:</p><p>– Em primeiro lugar, calcular as semanas completas entre a data inicial e a data final. Logicamente, calculando as semanas completas</p><p>iremos para o dia da semana mais próximo que é igual àquele do dia inicial que estamos calculando. Se dividirmos 73 por 7 dias por sema-</p><p>na, temos 10,48 ou 10 semanas completas. Assim, a segunda-feira mais próxima da data que desejamos é igual a 7×10= 70 dias.</p><p>– Na segunda etapa, subtraímos da quantidade de dias este valor e somamos ao dia da semana que alcançamos. Assim, 73 -70 = 3 dias.</p><p>Então a partir da segunda-feira, somamos + 3 dias, o que equivale a quinta-feira, que é nosso resultado final.</p><p>(PC/PI - Escrivão de Polícia Civil - UESPI)</p><p>Se 01/01/2013 foi uma terça-feira, qual dia da semana foi 19/09/2013?</p><p>(A) Quarta-feira.</p><p>(B) Quinta-feira.</p><p>(C) Sexta-feira.</p><p>(D) Sábado.</p><p>(E) Domingo.</p><p>Resolução:</p><p>Se 01/01/2013 foi uma terça feira, podemos determinar o dia da semana em que cairá 19/09/2013.</p><p>Basta fazermos as seguintes operações:</p><p>– determinar o número de dias entre estas datas:</p><p>Janeiro faltam mais 30 dias para acabar o mês.</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO</p><p>69</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Fevereiro 28</p><p>Março: 31</p><p>Abril 30</p><p>Maio 31</p><p>Junho 30</p><p>Julho 31</p><p>Agosto 31</p><p>Setembro 19</p><p>Logo, teremos um total de 261 dias.</p><p>– Dividiremos este número por 7 e veremos quantas semanas</p><p>inteiras teríamos neste intervalo de dias: 262/7 = 37 semanas e 2</p><p>dias.</p><p>Logo, 19/09/2013 cairá numa quinta-feira.</p><p>Resposta: B.</p><p>• Sequências</p><p>Sequências são padrões que seguem uma lógica específica,</p><p>podendo ser numéricas, alfabéticas, de figuras, entre outras.</p><p>Chave para entender: identificar o padrão, seja ele de soma,</p><p>multiplicação ou alteração visual.</p><p>Tipos Principais</p><p>– Progressão Aritmética (PA)</p><p>Adição constante:</p><p>Exemplo prático: se a sequência é 2, 4, 6, 8, o próximo número</p><p>é 10 (somando sempre 2).</p><p>– Progressão Geométrica (PG)</p><p>Padrão: Multiplicação constante.</p><p>Exemplo prático: se começamos com 2 e multiplicamos sempre</p><p>por 2, temos 2, 4, 8, 16 e assim por diante.</p><p>– Sequências de Figuras</p><p>Podem seguir regras de rotação ou padrões de PA/PG.</p><p>Como resolver: observar a ordem de rotação ou mudança entre</p><p>as figuras para prever a próxima.</p><p>Exemplos:</p><p>1. Analise a sequência a seguir:</p><p>Admitindo-se que a regra de formação das figuras seguintes</p><p>permaneça a mesma, pode-se afirmar que a figura que ocuparia a</p><p>277ª posição dessa sequência é:</p><p>Resolução:</p><p>A sequência das figuras completa-se na 5ª figura. Assim, continua-</p><p>se a sequência de 5 em 5 elementos. A figura de número 277</p><p>ocupa, então, a mesma posição das figuras que representam</p><p>número 5n + 2, com n N. Ou seja, a 277ª figura corresponde à</p><p>2ª figura, que é representada pela letra “B”.</p><p>Resposta: B.</p><p>2. (Câmara de Aracruz/ES - Agente Administrativo e Legislativo -</p><p>IDECAN) A sequência formada pelas figuras representa as posições,</p><p>a cada 12 segundos, de uma das rodas de um carro que mantém</p><p>velocidade constante. Analise-a.</p><p>Após 25 minutos e 48 segundos, tempo no qual o carro</p><p>permanece nessa mesma condição, a posição da roda será:</p><p>Resolução:</p><p>A roda se mexe a cada 12 segundos. Percebe-se que ela volta</p><p>ao seu estado inicial após 48 segundos.</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO</p><p>7070</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>O examinador quer saber, após 25 minutos e 48 segundos qual</p><p>será a posição da roda. Vamos transformar tudo para segundos:</p><p>25 minutos = 1500 segundos (60x25)</p><p>1500 + 48 (25m e 48s) = 1548</p><p>Agora é só dividir por 48 segundos (que é o tempo que levou</p><p>para roda voltar à posição inicial)</p><p>1548 / 48 = vai ter o resto “12”.</p><p>Portanto, após 25 minutos e 48 segundos, a roda vai estar na</p><p>posição dos 12 segundos.</p><p>Resposta: B.</p><p>– Sequência de Pessoas</p><p>Na sequência apresentada, a cada grupo de três pessoas,</p><p>encontramos um homem seguido por duas mulheres.</p><p>Consequentemente, as pessoas situadas nas posições que são</p><p>múltiplos de três (3, 6, 9, 12,...) serão sempre mulheres. Além</p><p>disso, a posição dos braços varia, elevando-se nas posições que são</p><p>múltiplos de dois (2, 4, 6, 8,...). Desta forma, a sequência se repete</p><p>a cada seis elementos, permitindo a previsão exata da disposição de</p><p>pessoas em qualquer ponto da sequência.</p><p>Dicas:</p><p>– Atenção aos detalhes: muitas vezes, a chave para resolver</p><p>sequências lógicas está nos pequenos detalhes. Não ignore</p><p>variações mínimas entre elementos.</p><p>– Pratique com variedade: quanto mais você pratica</p><p>com diferentes tipos de sequências, mais intuitivo se torna o</p><p>reconhecimento de padrões.</p><p>– Use a Matemática a Seu Favor: conhecimentos básicos em PA</p><p>e PG são extremamente úteis.</p><p>• Ordem temporal</p><p>A ordem temporal é um conceito importante para a compre-</p><p>ensão de como os eventos se desenrolam e se inter-relacionam ao</p><p>longo do tempo. Ela é essencial para que os indivíduos possam se</p><p>situar sobre acontecimentos passados, presentes e futuros em uma</p><p>sequência lógica e coerente.</p><p>Importância da Ordem Temporal</p><p>– Contextualização: A ordem temporal ajuda a situar eventos</p><p>dentro de um contexto mais amplo, permitindo uma compreensão</p><p>mais profunda das causas e consequências.</p><p>– Planejamento: É fundamental para o planejamento de ações</p><p>e projetos, pois permite prever etapas e organizar atividades de for-</p><p>ma sequencial.</p><p>– Memória: Auxilia na retenção e recuperação de informações,</p><p>pois a memória humana tende a organizar as lembranças em uma</p><p>sequência cronológica.</p><p>Estratégias</p><p>• Criação de Linhas do Tempo: Desenvolver linhas do tempo</p><p>para visualizar a sequência de eventos históricos, literários ou cien-</p><p>tíficos.</p><p>• Uso de Cronogramas: Utilizar cronogramas para planejar e</p><p>acompanhar projetos, destacando inícios, durações e términos de</p><p>cada fase.</p><p>• Exercícios de Sequenciamento: Realizar atividades que en-</p><p>volvam a ordenação de eventos ou etapas de um processo.</p><p>Exemplo:</p><p>Linha do Tempo da Revolução Industrial</p><p>– Século XVIII: Invenção da máquina a vapor (1712).</p><p>– Século XIX: Desenvolvimento do telégrafo (1837), início da</p><p>produção em massa (Fordismo, início do século XX).</p><p>– Século XX: Avanço da automação e da informática.</p><p>OPERAÇÕES COM CONJUNTOS</p><p>Conjunto está presente em muitos aspectos da vida, sejam eles</p><p>cotidianos, culturais ou científicos. Por exemplo, formamos conjun-</p><p>tos ao organizar a lista de amigos para uma festa agrupar os dias da</p><p>semana ou simplesmente fazer grupos.</p><p>Os componentes de um conjunto são chamados de elementos.</p><p>Para enumerar um conjunto usamos geralmente uma letra</p><p>maiúscula.</p><p>Representações</p><p>Pode ser definido por:</p><p>-Enumerando todos os elementos do conjunto: S={1, 3, 5, 7, 9}</p><p>-Simbolicamente: B={x>N|x</p><p>inteiros</p><p>Q: conjunto dos números racionais</p><p>Q’=I: conjunto dos números irracionais</p><p>R: conjunto dos números reais</p><p>Igualdade</p><p>Propriedades básicas da igualdade</p><p>Para todos os conjuntos A, B e C,para todos os objetos x ∈ U</p><p>(conjunto universo), temos que:</p><p>(1) A = A.</p><p>(2) Se A = B, então B = A.</p><p>(3) Se A = B e B = C, então A = C.</p><p>(4) Se A = B e x ∈ A, então x∈ B.</p><p>Se A = B e A ∈ C, então B ∈ C.</p><p>Dois conjuntos são iguais se, e somente se, possuem exata-</p><p>mente os mesmos elementos. Em símbolo:</p><p>Para saber se dois conjuntos A e B são iguais, precisamos saber</p><p>apenas quais são os elementos.</p><p>Não importa ordem:</p><p>A={1,2,3} e B={2,1,3}</p><p>Não importa se há repetição:</p><p>A={1,2,2,3} e B={1,2,3}</p><p>Classificação</p><p>Definição</p><p>Chama-se cardinal de um conjunto, e representa-se por #, ao</p><p>número de elementos que ele possui.</p><p>Exemplo</p><p>Por exemplo, se A ={45,65,85,95} então #A = 4.</p><p>Definições</p><p>Dois conjuntos dizem-se equipotentes se têm o mesmo cardi-</p><p>nal.</p><p>Um conjunto diz-se</p><p>a) infinito quando não é possível enumerar todos os seus ele-</p><p>mentos</p><p>b) finito quando é possível enumerar todos os seus elementos</p><p>c) singular quando é formado por um único elemento</p><p>d) vazio quando não tem elementos</p><p>Exemplos</p><p>N é um conjunto infinito (O cardinal do conjunto N (#N) é infi-</p><p>nito (∞));</p><p>A = {½, 1} é um conjunto finito (#A = 2);</p><p>B = {Lua} é um conjunto singular (#B = 1)</p><p>{ } ou ∅ é o conjunto vazio (#∅ = 0)</p><p>Pertinência</p><p>O conceito básico da teoria dos conjuntos é a relação de perti-</p><p>nência representada pelo símbolo ∈. As letras minúsculas designam</p><p>os elementos de um conjunto e as maiúsculas, os conjuntos. Assim,</p><p>o conjunto das vogais (V) é:</p><p>V={a,e,i,o,u}</p><p>A relação de pertinência é expressa por: a∈V</p><p>A relação de não-pertinência é expressa por:b∉V, pois o ele-</p><p>mento b não pertence ao conjunto V.</p><p>Inclusão</p><p>A Relação de inclusão possui 3 propriedades:</p><p>Propriedade reflexiva: A⊂A, isto é, um conjunto sempre é sub-</p><p>conjunto dele mesmo.</p><p>Propriedade antissimétrica: se A⊂B e B⊂A, então A=B</p><p>Propriedade transitiva: se A⊂B e B⊂C, então, A⊂C.</p><p>Operações</p><p>União</p><p>Dados dois conjuntos A e B, existe sempre um terceiro formado</p><p>pelos elementos que pertencem pelo menos um dos conjuntos a</p><p>que chamamos conjunto união e representamos por: A∪B.</p><p>Formalmente temos: A∪B={x|x ∈ A ou x ∈ B}</p><p>Exemplo:</p><p>A={1,2,3,4} e B={5,6}</p><p>A∪B={1,2,3,4,5,6}</p><p>Interseção</p><p>A interseção dos conjuntos A e B é o conjunto formado pelos</p><p>elementos que são ao mesmo tempo de A e de B, e é representada</p><p>por : A∩B. Simbolicamente: A∩B={x|x∈A e x∈B}</p><p>Exemplo:</p><p>A={a,b,c,d,e} e B={d,e,f,g}</p><p>A∩B={d,e}</p><p>Diferença</p><p>Uma outra operação entre conjuntos é a diferença, que a cada</p><p>par A, B de conjuntos faz corresponder o conjunto definido por:</p><p>A – B ou A\B que se diz a diferença entre A e B ou o comple-</p><p>mentar de B em relação a A.</p><p>A este conjunto pertencem os elementos de A que não perten-</p><p>cem a B.</p><p>A\B = {x : x∈A e x∉B}.</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO</p><p>7272</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Exemplo:</p><p>A = {0, 1, 2, 3, 4, 5} e B = {5, 6, 7}</p><p>Então os elementos de A – B serão os elementos do conjunto A</p><p>menos os elementos que pertencerem ao conjunto B.</p><p>Portanto A – B = {0, 1, 2, 3, 4}.</p><p>Complementar</p><p>O complementar do conjunto A( ) é o conjunto formado pelos</p><p>elementos do conjunto universo que não pertencem a A.</p><p>Fórmulas da união</p><p>n(A ∪ B)=n(A)+n(B)-n(A∩B)</p><p>n(A ∪ B ∪ C)=n(A)+n(B)+n(C)+n(A∩B∩C)-n(A∩B)-n(A∩C)-n(B C)</p><p>Essas fórmulas muitas vezes nos ajudam, pois ao invés de fazer</p><p>todo o diagrama, se colocarmos nessa fórmula, o resultado é mais</p><p>rápido, o que na prova de concurso é interessante devido ao tempo.</p><p>Mas, faremos exercícios dos dois modos para você entender</p><p>melhor e perceber que, dependendo do exercício é melhor fazer de</p><p>uma forma ou outra.</p><p>Exemplo</p><p>(MANAUSPREV – Analista Previdenciário – FCC/2015) Em um</p><p>grupo de 32 homens, 18 são altos, 22 são barbados e 16 são care-</p><p>cas. Homens altos e barbados que não são carecas são seis. Todos</p><p>homens altos que são carecas, são também barbados. Sabe-se que</p><p>existem 5 homens que são altos e não são barbados nem carecas.</p><p>Sabe-se que existem 5 homens que são barbados e não são altos</p><p>nem carecas. Sabe-se que existem 5 homens que são carecas e não</p><p>são altos e nem barbados. Dentre todos esses homens, o número</p><p>de barbados que não são altos, mas são carecas é igual a</p><p>(A) 4.</p><p>(B) 7.</p><p>(C) 13.</p><p>(D) 5.</p><p>(E) 8.</p><p>Primeiro, quando temos 3 diagramas, sempre começamos pela</p><p>interseção dos 3, depois interseção a cada 2 e por fim, cada um</p><p>Se todo homem careca é barbado, não teremos apenas ho-</p><p>mens carecas e altos.</p><p>Homens altos e barbados são 6</p><p>Sabe-se que existem 5 homens que são barbados e não são</p><p>altos nem carecas. Sabe-se que existem 5 homens que são carecas</p><p>e não são altos e nem barbados</p><p>Sabemos que 18 são altos</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO</p><p>73</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Quando somarmos 5+x+6=18</p><p>X=18-11=7</p><p>Carecas são 16</p><p>7+y+5=16</p><p>Y=16-12</p><p>Y=4</p><p>Então o número de barbados que não são altos, mas são care-</p><p>cas são 4.</p><p>Nesse exercício ficará difícil se pensarmos na fórmula, ficou</p><p>grande devido as explicações, mas se você fizer tudo no mesmo dia-</p><p>grama, mas seguindo os passos, o resultado sairá fácil.</p><p>Exemplo</p><p>(SEGPLAN/GO – Perito Criminal – FUNIVERSA/2015) Suponha</p><p>que, dos 250 candidatos selecionados ao cargo de perito criminal:</p><p>1) 80 sejam formados em Física;</p><p>2) 90 sejam formados em Biologia;</p><p>3) 55 sejam formados em Química;</p><p>4) 32 sejam formados em Biologia e Física;</p><p>5) 23 sejam formados em Química e Física;</p><p>6) 16 sejam formados em Biologia e Química;</p><p>7) 8 sejam formados em Física, em Química e em Biologia.</p><p>Considerando essa situação, assinale a alternativa correta.</p><p>(A) Mais de 80 dos candidatos selecionados não são físicos nem</p><p>biólogos nem químicos.</p><p>(B) Mais de 40 dos candidatos selecionados são formados ape-</p><p>nas em Física.</p><p>(C) Menos de 20 dos candidatos selecionados são formados</p><p>apenas em Física e em Biologia.</p><p>(D) Mais de 30 dos candidatos selecionados são formados ape-</p><p>nas em Química.</p><p>(E) Escolhendo-se ao acaso um dos candidatos selecionados, a</p><p>probabilidade de ele ter apenas as duas formações, Física e Quími-</p><p>ca, é inferior a 0,05.</p><p>Resolução</p><p>A nossa primeira conta, deve ser achar o número de candidatos</p><p>que não são físicos, biólogos e nem químicos.</p><p>n (F ∪B∪Q)=n(F)+n(B)+n(Q)+n(F∩B∩Q)-n(F∩B)-n(F∩Q)-</p><p>-n(B∩Q)</p><p>n(F ∪B∪Q)=80+90+55+8-32-23-16=162</p><p>Temos um total de 250 candidatos</p><p>250-162=88</p><p>Resposta: A.</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO ENVOLVENDO PROBLEMAS ARITMÉ-</p><p>TICOS, GEOMÉTRICOS E MATRICIAIS</p><p>Nesta parte iremos ver um compilado de conteúdos</p><p>relacionados a aritmética, geometria e matriz que aparecem</p><p>associados ao tema raciocínio lógico. Como estes assuntos não</p><p>são o objetivo desta apostila, irão aparecer de forma simplificada,</p><p>relativamente introdutória, visando principalmente que estes não</p><p>sejam empecilhos para quando formos resolver nossas questões.</p><p>— Aritmética</p><p>Números pares</p><p>Números divisíveis por 2.</p><p>Números ímpares</p><p>Números não divisíveis por 2</p><p>Para sabermos se um número é par ou ímpar, basta vermos o</p><p>último algarismo deste número. Se ele for 2; 4; 6; 8 ou 0, ele será</p><p>par. Agora, caso seja 1; 3; 5; 7 ou 9, será ímpar.</p><p>O número 752 é par pois seu último algarismo é 2.</p><p>O número 35791 é ímpar pois seu último algarismo é 1</p><p>O número 1189784321324687411324756 é par pois seu último</p><p>algarismo é 6.</p><p>Números primos</p><p>Números que possuem apenas dois divisores, 1 e ele mesmo</p><p>Números primos até 101:</p><p>2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19, 23, 29, 31, 37, 41, 43, 47, 53, 59, 61, 67,</p><p>71, 73, 79, 83, 89, 97, 1011</p><p>— MMC e MDC de dois ou mais números</p><p>MMC: Mínimo Múltiplo Comum - menor número que está na</p><p>tabuada de ambos os números em questão.</p><p>mmc (2;3) = 6</p><p>mmc(3;21) = 21</p><p>mmc(100;95) = 1900</p><p>Podemos encontrar o mmc de dois números através da</p><p>decomposição por números primos destes números. Vejamos:</p><p>Quero encontrar o MMC entre 8 e 242:</p><p>Fonte: autor</p><p>1 Repare que 1 não é primo pois possui apenas um divisor, enquanto</p><p>que 2 é o único primo par, todos os demais números primos serão</p><p>ímpares (mas isso não implica que todo número</p><p>ímpar é primo).</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO</p><p>7474</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Assim, MMC(8; 242) = 968.</p><p>Notemos que estamos dividindo os valores por números</p><p>primos quando possível. Na coluna da esquerda temos os números</p><p>que estamos dividindo até chegarmos a um (1). Enquanto isso,</p><p>na direita estamos dividindo por números primos. Repare que na</p><p>segunda e na terceira linha (de cima para baixo), não é possível</p><p>dividir 121 por 2, então copiamos o número embaixo. Por fim, após</p><p>decompor o número, multiplicamos os valores. Assim, MMC(8; 242)</p><p>= 2 x 2 x 2 x 11 x 11 = 968.</p><p>MDC: Máximo Divisor Comum: maior número que divide</p><p>ambos os números</p><p>Para achar o MDC entre dois números, o jeito mais simples é</p><p>montar quais são seus divisores:</p><p>mdc(25;80) =</p><p>25 = 1; 5; 25</p><p>80 = 1; 2; 4; 5; 8; 10; 20; 40; 80</p><p>O maior número que aparece em ambos é o número 5, assim,</p><p>o mdc(25;80)=5</p><p>— Média</p><p>Existem vários tipos de cálculos de média, onde vemos qual</p><p>característica queremos extrair da análise estatística, no entanto,</p><p>alguns são mais úteis para certas ocasiões do que outras.</p><p>A média mais comumente usada é a média aritmética, onde a</p><p>característica preservada é justamente a soma.</p><p>Na média aritmética iremos somar todos os termos e então</p><p>dividir pelo número de elementos somados.</p><p>Exemplo: a média entre 5; 7; 12 e 3 será a soma destes valores:</p><p>5 + 7 + 12 + 3 = 27</p><p>Dividido pelo número de elementos: 4</p><p>Assim, a média será 27/4 = 6,75</p><p>— Geometria</p><p>Formas de polígono</p><p>Número de</p><p>lados Nome</p><p>3 Triângulo</p><p>4</p><p>Quadrado (se forem todos os lados iguais)</p><p>Retângulo (se os lados forem dois a dois iguais)</p><p>Quadrilátero (independe do tamanho dos lados2)</p><p>5 Pentágono</p><p>6 Hexágono</p><p>7 Heptágono</p><p>8 Octógono</p><p>2 Note que todo quadrado é um retângulo (pois tem os lados dois a</p><p>dois iguais), mas nem todo retângulo é um quadrado. Da mesma for-</p><p>ma, todo quadrado e todo retângulo são quadriláteros, mas nem todo</p><p>quadrilátero é um quadrado ou retângulo.</p><p>9 Eneágono</p><p>10 Decágono</p><p>11 Undecágono</p><p>12 Dodecágono</p><p>13 Tridecágono</p><p>… …</p><p>20 Icoságono</p><p>Três conceitos importantes e centrais em geometria são o de</p><p>perímetro, área e volume.</p><p>O perímetro é a soma de todos os lados de uma figura</p><p>geométrica.</p><p>Por exemplo, qual o perímetro de um quadrado de lado 3?</p><p>Como o quadrado tem quatro lados e todos eles são iguais, temos</p><p>então que o perímetro será 3 + 3 + 3+ 3 = 4 x 3 = 12.</p><p>Já a área é quanto a figura ocupa de espaço bidimensional.</p><p>Cada figura possui uma equação específica para seu cálculo de área,</p><p>como vemos na tabela a seguir:</p><p>Nome Área</p><p>Quadrado (lado)²</p><p>Retângulo base x altura</p><p>Losango (Diagonal maior x diagonal menor)/2</p><p>Paralelogramo base x altura</p><p>Trapézio [(Base maior x base menor) x altura] / 2</p><p>Círculo π.raio² = πr²</p><p>Volume é o equivalente à área para três dimensões, ou seja,</p><p>volume é o quanto uma figura ocupa de espaço tridimensional.</p><p>Novamente, cada figura irá possuir uma equação específica para</p><p>calcular seu respectivo volume:</p><p>Nome Volume</p><p>Cubo (lado)³</p><p>Paralelepípedo base x altura x largura</p><p>Pirâmide Área da base x altura/3</p><p>Cone Área da base x altura/3</p><p>Esfera 4.π.r²</p><p>— Matrizes</p><p>Uma matriz é como se fosse uma tabela simplificada, apenas</p><p>considerando números.</p><p>Por exemplo: a tabela a seguir diz sobre vendas em reais de</p><p>dois vendedores A e B</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO</p><p>75</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Vendedor/mês A B</p><p>Janeiro 100 75</p><p>Fevereiro 75 80</p><p>Março 85 75</p><p>Podemos transcrever esta tabela na seguinte matriz</p><p>O elemento da matriz podemos denominar de , onde i seriam as linhas e j as colunas. Desta forma, nossa matriz no exemplo acima</p><p>seria uma matriz 3x2 e o elemento seria 80, assim como o seria o 100.</p><p>QUESTÕES</p><p>1. (Quadrix - 2024) As proposições “Se Caroline gosta de pitaia, então Damião não gosta de suco de maracujá” e “Se Caroline não gosta</p><p>de pitaia, então Gael gosta de açaí” são verdadeiras. Com base nessas informações, assinale a alternativa que apresenta uma proposição</p><p>necessariamente verdadeira.</p><p>(A) Se Gael gosta de açaí, então Damião não gosta de suco de maracujá.</p><p>(B) Gael gosta de açaí se, e somente se, Damião gosta de suco de maracujá.</p><p>(C) Damião gosta de suco de maracujá ou Gael gosta de açaí.</p><p>(D) Se Damião gosta de suco de maracujá, então Gael gosta de açaí.</p><p>(E) Damião gosta de suco de maracujá e Gael não gosta de açaí.</p><p>2. (FEPESE - 2024) Analise as sentenças a seguir:</p><p>1. x² + 3 = 9</p><p>2. Jonas é médico.</p><p>3. Ela não é médica.</p><p>4. Júlio da Silva nunca foi a Paris.</p><p>Assinale a alternativa que indica apenas sentenças abertas.</p><p>(A) São abertas apenas as sentenças 1 e 2.</p><p>(B) São abertas apenas as sentenças 1 e 3.</p><p>(C) São abertas apenas as sentenças 2 e 3.</p><p>(D) São abertas apenas as sentenças 2 e 4.</p><p>(E) São abertas apenas as sentenças 3 e 4.</p><p>3. (OBJETIVA - 2024) Considerando-se a sequência de imagens abaixo, assinalar a alternativa que corresponde ao número de quadra-</p><p>dos brancos que terá a imagem 5:</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO</p><p>7676</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>(A) 8</p><p>(B) 9</p><p>(C) 12</p><p>(D) 13</p><p>4. (IBFC - 2024) Se AMOR está para RAMO, então CABO está</p><p>para:</p><p>(A) BOCA</p><p>(B) OCAB</p><p>(C) BACO</p><p>(D) COBA</p><p>5. (FUNATEC - 2024) Observe a seguinte sequência lógica, em</p><p>seguida, assinale a assertiva que apresenta o valor correto de X.</p><p>(0; 6; 24; 60; X; 210; …)</p><p>(A) 120</p><p>(B) 84</p><p>(C) 98</p><p>(D) 105</p><p>6. (PREFEITURA DE PETRÓPOLIS – 2022) Em uma prova de</p><p>Matemática, havia uma questão sobre MMC e MDC entre os</p><p>números 20 e 28. Qual o valor do MDC?</p><p>(A) 140</p><p>(B) 10</p><p>(C) 4</p><p>(D) 2</p><p>(E) 20</p><p>7. Sabe-se que 100 celulares foram testados e verificou-se que</p><p>40 aparelhos apresentavam problemas na bateria, 28 apresentavam</p><p>problemas no display e 35 não apresentavam nenhum desses dois</p><p>tipos de problemas.</p><p>O número de aparelhos que apresentavam problemas na</p><p>bateria e no display é:</p><p>(A) 9</p><p>(B) 5</p><p>(C) 3</p><p>(D) 7</p><p>8. (IPSM - SP 2018) Um total de 30 mil unidades de determinado</p><p>produto seria produzido por 6 máquinas, todas idênticas,</p><p>trabalhando ao mesmo tempo, durante 5 horas e 30 minutos,</p><p>de forma ininterrupta. No exato instante em que se produziu</p><p>metade das unidades, 2 das máquinas quebraram, e a produção</p><p>foi automaticamente interrompida em todas as máquinas. Após a</p><p>retomada do trabalho, o restante das unidades foi produzido pelas</p><p>4 máquinas não quebradas, nas mesmas condições iniciais.</p><p>Dessa forma, contando apenas o tempo em que as máquinas</p><p>estiveram em funcionamento, a produção toda foi concluída em um</p><p>período de tempo de, aproximadamente:</p><p>(A) 6 horas e 50 minutos</p><p>(B) 6 horas e 35 minutos</p><p>(C) 6 horas e 20 minutos</p><p>(D) 6 horas e 05 minutos</p><p>(E) 5 horas e 50 minutos</p><p>9. (CRF/MT - AGENTE ADMINISTRATIVO – QUADRIX/2017)</p><p>Num grupo de 150 jovens, 32 gostam de música, esporte e leitu-</p><p>ra; 48 gostam de música e esporte; 60 gostam de música e leitura;</p><p>44 gostam de esporte e leitura; 12 gostam somente de música; 18</p><p>gostam somente de esporte; e 10 gostam somente de leitura. Ao</p><p>escolher ao acaso um desses jovens, qual é a probabilidade de ele</p><p>não gostar de nenhuma dessas atividades?</p><p>(A) 1/75</p><p>(B) 39/75</p><p>(C) 11/75</p><p>(D) 40/75</p><p>(E) 76/75</p><p>10. (CRMV/SC – RECEPCIONISTA – IESES/2017) Sabe-se que</p><p>17% dos moradores de um condomínio tem gatos, 22% tem cachor-</p><p>ros e 8% tem ambos (gatos e cachorros). Qual é o percentual de</p><p>condôminos que não tem nem gatos e nem cachorros?</p><p>(A) 53</p><p>(B) 69</p><p>(C) 72</p><p>(D) 47</p><p>11. (MPE/GO – SECRETÁRIO AUXILIAR – MPEGO/2017) Em</p><p>uma pesquisa sobre a preferência entre dois candidatos, 48 pessoas</p><p>votariam no candidato A, 63 votariam no candidato B, 24 pessoas</p><p>votariam nos dois; e, 30 pessoas não votariam nesses dois candida-</p><p>tos. Se todas as pessoas responderam uma única vez, então o total</p><p>de pessoas entrevistadas foi:</p><p>(A) 141.</p><p>(B) 117.</p><p>(C) 87.</p><p>(D) 105.</p><p>(E) 112.</p><p>12. (DESENBAHIA – TÉCNICO ESCRITURÁRIO – INSTITUTO</p><p>AOCP/2017) Para realização de uma pesquisa sobre a preferência</p><p>de algumas pessoas entre dois canais de TV, canal A e Canal B, os</p><p>entrevistadores colheram as seguintes informações: 17 pessoas</p><p>preferem o canal A, 13 pessoas assistem o canal B e 10 pessoas</p><p>gostam dos canais A e B. Assinale a alternativa que apresenta o total</p><p>de pessoas entrevistadas.</p><p>(A) 20</p><p>(B) 23</p><p>(C) 27</p><p>(D) 30</p><p>(E) 40</p><p>13. (SAP/SP – AGENTE DE SEGURANÇA PENITENCIÁRIA –</p><p>MSCONCURSOS/2017) Numa sala de 45 alunos, foi feita uma vo-</p><p>tação para escolher a cor da camiseta de formatura. Dentre eles,</p><p>30 votaram na cor preta, 21 votaram na cor cinza e 8 não votaram</p><p>em nenhuma delas, uma vez que não farão as camisetas. Quantos</p><p>alunos votaram nas duas cores?</p><p>(A) 6</p><p>(B) 10</p><p>(C) 14</p><p>(D) 18</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO</p><p>77</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>14. (IBGE – AGENTE CENSITÁRIO MUNICIPAL E SUPERVISOR</p><p>– FGV/2017) Na assembleia de um condomínio, duas questões in-</p><p>dependentes foram colocadas em votação para aprovação. Dos 200</p><p>condôminos presentes, 125 votaram a favor da primeira questão,</p><p>110 votaram a favor da segunda questão e 45 votaram contra as</p><p>duas questões.</p><p>Não houve votos em branco ou anulados.</p><p>O número de condôminos que votaram a favor das duas ques-</p><p>tões foi:</p><p>(A) 80;</p><p>(B) 75;</p><p>(C) 70;</p><p>(D) 65;</p><p>(E) 60.</p><p>15. (Quadrix - 2024) Assinale a alternativa que apresenta um</p><p>exemplo de proposição.</p><p>(A) 1 + 1 = 3</p><p>(B)</p><p>(C) 3x — 5 = 0</p><p>(D) Pão de queijo é gostoso!</p><p>(E) 2 . 5 — 10</p><p>16. (FEPESE - 2024) A negação da afirmação “Luís não é habili-</p><p>doso e Carla é criativa” é:</p><p>(A) Se Luís não é habilidoso, então Carla é criativa.</p><p>(B) Se Luís é habilidoso, então Carla não é criativa.</p><p>(C) Luís é habilidoso e Carla é criativa.</p><p>(D) Luís não é habilidoso ou Carla é criativa.</p><p>(E) Luís é habilidoso ou Carla não é criativa.</p><p>17. (Instituto Access - 2024) Hoje é domingo, e daqui a um dia</p><p>será segunda-feira. Daqui a 2024 dias será</p><p>(A) domingo.</p><p>(B) segunda-feira.</p><p>(C) terça-feira.</p><p>(D) sexta-feira.</p><p>18. (FUNCERN - 2024) A sequência de letras e números, a se-</p><p>guir, obedece a uma determinada regra de criação.</p><p>9X 49T 121P ?</p><p>Sendo assim, o quarto elemento da sequência será</p><p>(A) 147K.</p><p>(B) 169M.</p><p>(C) 225L.</p><p>(D) 255J.</p><p>19. (FEPESE - 2024) Analise o seguinte trecho:</p><p>– Todos os cachorros que eu conheci são bravos.</p><p>Portanto, todos os cachorros devem ser bravos.</p><p>Assinale a alternativa que indica corretamente o tipo de racio-</p><p>cínio lógico utilizado nesse trecho.</p><p>(A) Crítica</p><p>(B) Abdução</p><p>(C) Contradição</p><p>(D) Dedução</p><p>(E) Indução</p><p>20. (IBFC - 2024) Em um jogo de quebra-cabeça, a peça com a</p><p>imagem do sol está à esquerda da peça com a imagem da lua. E a</p><p>peça do sol está à direita da peça das estrelas. Assinale a alternativa</p><p>que apresenta a ordem correta dessas peças de quebra-cabeça.</p><p>(A) Estrelas, Lua, Sol</p><p>(B) Lua, Estrelas, Sol</p><p>(C) Sol, Lua, Estrelas</p><p>(D) Estrelas, Sol, Lua</p><p>GABARITO</p><p>1 D</p><p>2 B</p><p>3 B</p><p>4 B</p><p>5 A</p><p>6 C</p><p>7 C</p><p>8 A</p><p>9 C</p><p>10 B</p><p>11 B</p><p>12 A</p><p>13 C</p><p>14 A</p><p>15 A</p><p>16 E</p><p>17 B</p><p>18 C</p><p>19 E</p><p>20 D</p><p>ANOTAÇÕES</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>___________________________________________</p><p>RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO</p><p>7878</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________________</p><p>79</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>NOÇÕES DE DIREITOS HUMANOS</p><p>E LEGISLAÇÃO</p><p>DEFINIÇÃO E CONCEITO DE DIREITOS HUMANOS; HISTÓ-</p><p>RIA DOS DIREITOS HUMANOS</p><p>Os direitos humanos são um conjunto de princípios e normas</p><p>que visam garantir a dignidade, a liberdade e a igualdade de todos</p><p>os seres humanos. Este texto abordará o conceito, o surgimento, a</p><p>evolução histórica, a classificação e as características dos direitos</p><p>humanos.</p><p>— Conceito</p><p>Direitos humanos são os direitos inerentes a todos os seres</p><p>humanos, independentemente de raça, sexo, nacionalidade, etnia,</p><p>idioma, religião ou qualquer outra condição. Eles são universais,</p><p>inalienáveis e indivisíveis.</p><p>Os direitos humanos são direitos inerentes a todos os seres</p><p>humanos, independentemente de raça, sexo, nacionalidade, etnia,</p><p>idioma, religião ou qualquer outra condição. Estes direitos são</p><p>interdependentes, inter-relacionados e indivisíveis, abrangendo</p><p>direitos civis, políticos, sociais, econômicos e culturais. A ideia</p><p>central é que todas as pessoas têm direitos simplesmente por serem</p><p>humanas, e esses direitos são protegidos como uma expressão legal</p><p>e ética de respeito pela dignidade humana.</p><p>Terminologia</p><p>A terminologia em direitos humanos pode variar, mas os</p><p>conceitos fundamentais permanecem consistentes. “Direitos</p><p>humanos” refere-se aos direitos inalienáveis de todos os indivíduos.</p><p>Termos como “liberdades fundamentais” destacam a liberdade</p><p>essencial do indivíduo frente ao Estado. “Direitos civis” focam nos</p><p>direitos legais e políticos, enquanto “direitos econômicos, sociais e</p><p>culturais” abrangem aspectos como educação, saúde e cultura.</p><p>Estrutura Normativa</p><p>A estrutura normativa dos direitos humanos é formada</p><p>por um conjunto de tratados internacionais, declarações, leis</p><p>e jurisprudências que definem e regulam esses direitos. Esses</p><p>documentos incluem a Declaração Universal dos Direitos Humanos</p><p>de 1948, Pactos Internacionais sobre Direitos Civis e Políticos</p><p>e sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, e convenções</p><p>sobre temas específicos como tortura e discriminação racial. Estes</p><p>instrumentos formam uma estrutura legal global que orienta os</p><p>países na implementação dos direitos humanos.</p><p>Fundamento</p><p>O fundamento dos direitos humanos está na dignidade inerente</p><p>a cada ser humano. Esta noção é o alicerce ético e filosófico que</p><p>justifica a existência e a universalidade dos direitos humanos,</p><p>indicando que todos têm direitos pelo simples fato de serem</p><p>humanos. Historicamente, esse conceito foi influenciado por várias</p><p>tradições jurídicas e filosóficas, incluindo o iluminismo europeu e</p><p>movimentos sociais ao longo dos séculos.</p><p>Classificação</p><p>Teoria das gerações dos direitos</p><p>1ª geração ou dimensão: direitos civis e políticos: direito à</p><p>vida, à liberdade, à propriedade, à segurança e à igualdade, volta-</p><p>dos à tutela das liberdades públicas. Expressam poderes de agir, re-</p><p>conhecidos e protegidos pela ordem jurídica a todos os seres huma-</p><p>nos, independentemente da ingerência do estado, correspondendo</p><p>ao status negativo (negativus ou libertatis) da Teoria de Jellinek, em</p><p>que ao indivíduo é reconhecida uma esfera individual de liberdade</p><p>imune à intervenção estatal;</p><p>2ª geração ou dimensão: direitos sociais, econômicos e cul-</p><p>turais: direitos de cunho positivo, que exigem prestações positivas</p><p>do Estado para a realização da justiça social e do bem-estar social,</p><p>além das liberdades sociais: liberdade de sindicalização, direito de</p><p>greve e direitos trabalhistas. São pretensões do indivíduo ou do</p><p>grupo ante o Estado, exigindo a sua intervenção para atendimento</p><p>das necessidades do indivíduo, correspondendo ao status positivo</p><p>(positivus ou civitatis) da Teoria de Jellinek: ao indivíduo é possível</p><p>exigir do Estado determinadas prestações positivas;</p><p>3ª geração ou dimensão: direitos de solidariedade ou de fra-</p><p>ternidade: direito ao meio-ambiente ecologicamente equilibrado, à</p><p>segurança, à paz, à solidariedade universal, ao desenvolvimento, à</p><p>comunicação e à autodeterminação dos povos. Não têm por finali-</p><p>dade a liberdade ou igualdade individual, mas preservar a própria</p><p>existência do grupo. Destinam-se à proteção do homem em coleti-</p><p>vidade social, sendo de titularidade difusa ou coletiva;</p><p>4ª geração ou dimensão: direitos de globalização e universa-</p><p>lização: direito à democracia direta, ao pluralismo, à informação e</p><p>os direitos relacionados à biotecnologia. Constituem a base de le-</p><p>gitimação de uma possível globalização política e concretização da</p><p>sociedade universal e aberta do futuro.</p><p>José Adércio Leite Sampaio, com reservas no sentido de que,</p><p>em função do multiplicado mundo das necessidades, encontramos</p><p>as quatro gerações, de alguma forma, presentes, e atentos a uma</p><p>mescla de tempo de surgimento com a estrutura dos direitos, ad-</p><p>mite a classificação dos direitos fundamentais em gerações: a dos</p><p>direitos civis e políticos – respondem a necessidades de liberdade</p><p>e participação máximas com igualdade e solidariedade mínimas,</p><p>projetadas em direitos mais nacionais que internacionais; a dos di-</p><p>reitos sociais, econômicos e culturais, como projeções de igualdade</p><p>máxima, participação, liberdade e solidariedade mínimas, promovi-</p><p>dos tanto no plano interno quanto internacional; a dos direitos de</p><p>fraternidade pressupõem máximas solidariedade, igualdade, liber-</p><p>dade e participação. São os direitos de síntese: paz, desenvolvimen-</p><p>NOÇÕES DE DIREITOS HUMANOS E LEGISLAÇÃO</p><p>8080</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>to, meio ambiente ecologicamente equilibrado, biodireitos, direitos</p><p>virtuais e comunicacionais, as minorias, a mulher, a criança, o idoso</p><p>e os portadores de necessidades especiais.</p><p>5ª geração ou dimensão: direito à paz. Trata-se de concepção</p><p>intelectual defendida por Paulo Bonavides, após os atentados de 11</p><p>de setembro. Há quem defenda, no entanto que essa dimensão dos</p><p>direitos humanos se referiria aos direitos virtuais, cibernéticos etc.</p><p>Especificidades</p><p>Cada categoria de direitos tem suas especificidades. Os direitos</p><p>civis e políticos exigem principalmente a abstenção do Estado</p><p>(não interferência), enquanto os direitos econômicos, sociais</p><p>e culturais frequentemente requerem ação positiva do Estado</p><p>(provisão). Os direitos de terceira geração, sendo coletivos, focam</p><p>na cooperação internacional e na responsabilidade compartilhada.</p><p>A especificidade também se manifesta na forma como os direitos</p><p>são implementados e garantidos, variando conforme o contexto</p><p>cultural, social e político de cada país.</p><p>A Teoria Geral dos Direitos Humanos oferece um entendimento</p><p>abrangente e profundo sobre os direitos inalienáveis de todos os</p><p>seres humanos. Ela engloba desde o conceito fundamental, que</p><p>enfatiza a dignidade humana universal, até as complexidades</p><p>da estrutura normativa global e as especificidades de diferentes</p><p>categorias de direitos. Ao compreender estas facetas - o conceito,</p><p>terminologia, estrutura normativa, fundamentos, classificação</p><p>e especificidades - obtemos uma visão holística que destaca a</p><p>importância dos direitos humanos na promoção de uma sociedade</p><p>mais justa, igualitária e respeitosa. É uma área de estudo essencial,</p><p>refletindo os valores e desafios do mundo contemporâneo.</p><p>— Surgimento e Evolução Histórica</p><p>Antiguidade e Idade Média</p><p>Embora o conceito moderno de direitos humanos seja relati-</p><p>vamente recente, ideias semelhantes podem ser rastreadas até as</p><p>filosofias antigas e as leis religiosas.</p><p>Iluminismo</p><p>O Iluminismo europeu forneceu o terreno fértil para o desen-</p><p>volvimento do conceito de direitos humanos, com filósofos como</p><p>John Locke e Voltaire defendendo princípios de liberdade e igual-</p><p>dade.</p><p>Declaração Universal dos Direitos Humanos</p><p>Adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1948,</p><p>esta declaração marcou um momento crucial na história dos direi-</p><p>tos humanos, estabelecendo um padrão global de direitos que to-</p><p>dos os seres humanos deveriam desfrutar.</p><p>— Classificação</p><p>Direitos Civis e Políticos</p><p>Esses direitos incluem liberdade de expressão, direito a um jul-</p><p>gamento justo e direitos de voto. Eles são frequentemente conside-</p><p>rados os “primeiros” direitos humanos.</p><p>Direitos Econômicos, Sociais e Culturais</p><p>Esses direitos abrangem questões como educação, saúde e</p><p>bem-estar social. Eles são por vezes considerados “segundos” di-</p><p>reitos humanos, embora essa classificação seja cada vez mais con-</p><p>testada.</p><p>— Características</p><p>Universalidade</p><p>Os direitos humanos são universais, aplicando-se a todos os</p><p>seres humanos, independentemente de qualquer característica in-</p><p>dividual.</p><p>Inalienabilidade</p><p>Esses direitos não podem ser retirados ou renunciados, exceto</p><p>em circunstâncias específicas e de acordo com o devido processo</p><p>legal.</p><p>Indivisibilidade</p><p>Os direitos humanos são indivisíveis e interdependentes, o que</p><p>significa que a negação de um direito afeta o gozo de outros.</p><p>Os direitos humanos são um pilar fundamental para a constru-</p><p>ção de sociedades justas e igualitárias. Eles têm suas raízes em dife-</p><p>rentes tradições filosóficas e culturais, mas encontraram expressão</p><p>universal na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Compre-</p><p>ender seu conceito, origem, evolução e características é essencial</p><p>para qualquer discussão séria sobre justiça social e dignidade hu-</p><p>mana.</p><p>PACTO INTERNACIONAL DOS DIREITOS CIVIS E POLÍTICOS</p><p>(PIDCP)</p><p>Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos (1966)</p><p>O Pacto reconhece o direito à vida; a não ser submetido à tor-</p><p>tura ou penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes, à</p><p>escravidão e ao tráfico de escravos; o direito à liberdade e seguran-</p><p>ça pessoal; à livre circulação; à igualdade perante tribunais e cortes</p><p>de justiça; à liberdade de pensamento, de consciência e de religião</p><p>e de expressão, entre outros.</p><p>Os direitos civis e políticos em espécie são, portanto, ineren-</p><p>tes à vida, à liberdade, à igualdade, à propriedade e à segurança</p><p>pessoal, tal como por aspectos de proteção da pessoa humana em</p><p>situações de conflito com a lei.</p><p>A vida humana é o centro gravitacional no qual orbitam todos</p><p>os direitos da pessoa humana, possuindo reflexos jurídicos, políti-</p><p>cos, econômicos, morais e religiosos. Daí existir uma dificuldade em</p><p>conceituar o vocábulo vida. Logo, tudo aquilo que uma pessoa pos-</p><p>sui deixa de ter valor ou sentido se ela perde a vida.</p><p>O direito à vida “abrange tanto o direito de não ser morto, pri-</p><p>vado da vida, portanto, direito de continuar vivo, como também o</p><p>direito de ter uma vida digna. A vida é o bem principal de qualquer</p><p>pessoa, é o primeiro valor moral de todos os seres humanos. Trata-</p><p>-se de um direito que pode ser visto sob quatro aspectos: direito de</p><p>nascer; direito de permanecer vivo; direito de ter uma vida digna</p><p>quanto à subsistência e, direito de não ser privado da vida através</p><p>da pena de morte.</p><p>NOÇÕES DE DIREITOS HUMANOS E LEGISLAÇÃO</p><p>81</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>O direito à liberdade é posto como consectário do direito à</p><p>vida, pois ela depende da liberdade para o seu desenvolvimento</p><p>intelectual e moral, valor inerente à dignidade do ser, uma vez que</p><p>decorre da inteligência e da vontade.</p><p>O direito à segurança pessoal, por sua vez, é o direito de viver</p><p>sem medo, protegido pela solidariedade e livre de agressões, logo,</p><p>é uma maneira também de se garantir o próprio direito à vida e à</p><p>dignidade humana.</p><p>PACTO INTERNACIONAL SOBRE OS DIREITOS CIVIS E PO-</p><p>LÍTICOS (PIDCP -1966)</p><p>PREÂMBULO</p><p>Os Estados Partes do presente Pacto,</p><p>Considerando que, em conformidade com os princípios procla-</p><p>mados na Carta das Nações Unidas, o reconhecimento da dignidade</p><p>inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos</p><p>iguais e inalienáveis constitui o fundamento da liberdade, da justiça</p><p>e da paz no mundo,</p><p>Reconhecendo que esses direitos decorrem da dignidade ine-</p><p>rente à pessoa humana,</p><p>Reconhecendo que, em conformidade com a Declaração Uni-</p><p>versal dos Direitos do Homem, o ideal do ser humano livre, no gozo</p><p>das liberdades civis e políticas e liberto do temor e da miséria, não</p><p>pode ser realizado a menos que se criem as condições que permi-</p><p>tam a cada um gozar de seus direitos civis e políticos, assim como</p><p>de seus direitos econômicos, sociais e culturais,</p><p>Considerando que a Carta das Nações Unidas impõe aos Esta-</p><p>dos a obrigação de promover o respeito universal e efetivo dos di-</p><p>reitos e das liberdades do homem,</p><p>Compreendendo que o indivíduo, por ter deveres para com</p><p>seus semelhantes e para com a coletividade a que pertence, tem a</p><p>obrigação de lutar pela promoção e observância dos direitos reco-</p><p>nhecidos no presente Pacto,</p><p>Acordam o seguinte:</p><p>PARTE I</p><p>ARTIGO 1</p><p>1. Todos os povos têm direito à autodeterminação. Em virtude</p><p>desse direito, determinam livremente seu estatuto político e asse-</p><p>guram livremente seu desenvolvimento econômico, social e cultu-</p><p>ral.</p><p>2. Para a consecução de seus objetivos, todos os povos podem</p><p>dispor livremente de suas riquezas e de seus recursos naturais, sem</p><p>prejuízo das obrigações decorrentes da cooperação econômica in-</p><p>ternacional, baseada no princípio do proveito mútuo, e do Direito</p><p>Internacional. Em caso algum, poderá um povo ser privado de seus</p><p>meios de subsistência.</p><p>3. Os Estados Partes do presente Pacto, inclusive aqueles que</p><p>tenham a responsabilidade de administrar territórios não-autôno-</p><p>mos e territórios sob tutela, deverão promover o exercício do direi-</p><p>to à autodeterminação e respeitar esse direito, em conformidade</p><p>com as disposições da Carta das Nações Unidas.</p><p>PARTE II</p><p>ARTIGO 2</p><p>1. Os Estados Partes do presente Pacto comprometem-se a</p><p>respeitar e a garantir a todos os indivíduos que se achem em seu</p><p>território e que estejam sujeitos a sua jurisdição os direitos reco-</p><p>nhecidos no presente Pacto, sem discriminação alguma por motivo</p><p>de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natu-</p><p>reza, origem nacional ou social, situação econômica, nascimento ou</p><p>qualquer outra condição.</p><p>2. Na ausência de medidas legislativas ou de outra natureza</p><p>destinadas a tornar efetivos os direitos reconhecidos no presente</p><p>Pacto, os Estados Partes do presente Pacto comprometem-se a to-</p><p>mar as providências necessárias com vistas a adotá-las, levando em</p><p>consideração seus respectivos procedimentos constitucionais e as</p><p>disposições do presente Pacto.</p><p>3. Os Estados Partes do presente Pacto comprometem-se a:</p><p>a) Garantir que toda pessoa, cujos direitos e liberdades reco-</p><p>nhecidos no presente Pacto tenham sido violados, possa dispor de</p><p>um recurso efetivo, mesmo que a violência tenha sido perpetrada</p><p>por pessoas que agiam no exercício de funções oficiais;</p><p>b) Garantir que toda pessoa que interpuser tal recurso terá seu</p><p>direito determinado pela competente autoridade judicial, adminis-</p><p>trativa ou legislativa ou por qualquer outra autoridade competente</p><p>prevista no ordenamento jurídico do Estado em questão; e a desen-</p><p>volver as possibilidades de recurso judicial;</p><p>c) Garantir o cumprimento, pelas autoridades competentes, de</p><p>qualquer decisão que julgar procedente tal recurso.</p><p>ARTIGO 3</p><p>Os Estados Partes do presente Pacto comprometem-se a asse-</p><p>gurar a homens e mulheres igualdade no gozo de todos os direitos</p><p>civis e políticos enunciados no presente Pacto.</p><p>ARTIGO 4</p><p>1. Quando situações excepcionais ameacem a existência da</p><p>nação e sejam proclamadas oficialmente, os Estados Partes do pre-</p><p>sente Pacto podem adotar, na estrita medida exigida pela situação,</p><p>medidas que suspendam as obrigações decorrentes do presente</p><p>Pacto, desde que tais medidas não sejam incompatíveis com as de-</p><p>mais obrigações que lhes sejam impostas pelo Direito Internacional</p><p>e não acarretem discriminação alguma apenas por motivo de raça,</p><p>cor, sexo, língua, religião ou origem social.</p><p>2. A disposição precedente não autoriza qualquer suspensão</p><p>dos artigos 6, 7, 8 (parágrafos 1 e 2), 11, 15, 16, e 18.</p><p>3. Os Estados Partes do presente Pacto que fizerem uso do di-</p><p>reito de suspensão devem comunicar imediatamente aos outros Es-</p><p>tados Partes do presente Pacto, por intermédio do Secretário-Geral</p><p>da Organização das Nações Unidas, as disposições que tenham sus-</p><p>penso, bem como os motivos de tal suspensão. Os Estados partes</p><p>deverão fazer uma nova comunicação, igualmente por intermédio</p><p>do Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas, na data em</p><p>que terminar tal suspensão.</p><p>ARTIGO 5</p><p>1. Nenhuma disposição do presente Pacto poderá ser inter-</p><p>pretada no sentido de reconhecer a um Estado, grupo ou indivíduo</p><p>qualquer direito de dedicar-se a quaisquer atividades ou praticar</p><p>quaisquer atos que tenham por objetivo destruir os direitos ou li-</p><p>berdades reconhecidos no presente Pacto ou impor-lhe limitações</p><p>mais amplas do que aquelas nele previstas.</p><p>2. Não se admitirá qualquer restrição ou suspensão dos direi-</p><p>tos humanos fundamentais</p><p>reconhecidos ou vigentes em qualquer</p><p>Estado Parte do presente Pacto em virtude de leis, convenções, re-</p><p>gulamentos ou costumes, sob pretexto de que o presente Pacto não</p><p>os reconheça ou os reconheça em menor grau.</p><p>NOÇÕES DE DIREITOS HUMANOS E LEGISLAÇÃO</p><p>8282</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>PARTE III</p><p>ARTIGO 6</p><p>1. O direito à vida é inerente à pessoa humana. Este direito</p><p>deverá ser protegido pela lei. Ninguém poderá ser arbitrariamente</p><p>privado de sua vida.</p><p>2. Nos países em que a pena de morte não tenha sido abolida,</p><p>esta poderá ser imposta apenas nos casos de crimes mais graves,</p><p>em conformidade com legislação vigente na época em que o crime</p><p>foi cometido e que não esteja em conflito com as disposições do</p><p>presente Pacto, nem com a Convenção sobre a Prevenção e a Pu-</p><p>nição do Crime de Genocídio. Poder-se-á aplicar essa pena apenas</p><p>em decorrência de uma sentença transitada em julgado e proferida</p><p>por tribunal competente.</p><p>3. Quando a privação da vida constituir crime de genocídio,</p><p>entende-se que nenhuma disposição do presente artigo autoriza-</p><p>rá qualquer Estado Parte do presente Pacto a eximir-se, de modo</p><p>algum, do cumprimento de qualquer das obrigações que tenham</p><p>assumido em virtude das disposições da Convenção sobre a Preven-</p><p>ção e a Punição do Crime de Genocídio.</p><p>4. Qualquer condenado à morte terá o direito de pedir indulto</p><p>ou comutação da pena. A anistia, o indulto ou a comutação da pena</p><p>poderão ser concedidos em todos os casos.</p><p>5. A pena de morte não deverá ser imposta em casos de crimes</p><p>cometidos por pessoas menores de 18 anos, nem aplicada a mulhe-</p><p>res em estado de gravidez.</p><p>6. Não se poderá invocar disposição alguma do presente artigo</p><p>para retardar ou impedir a abolição da pena de morte por um Esta-</p><p>do Parte do presente Pacto.</p><p>ARTIGO 7</p><p>Ninguém poderá ser submetido à tortura, nem a penas ou tra-</p><p>tamento cruéis, desumanos ou degradantes. Será proibido, sobre-</p><p>tudo, submeter uma pessoa, sem seu livre consentimento, a experi-</p><p>ências médicas ou científicas.</p><p>ARTIGO 8</p><p>1. Ninguém poderá ser submetido à escravidão; a escravidão</p><p>e o tráfico de escravos, em todos as suas formas, ficam proibidos.</p><p>2. Ninguém poderá ser submetido à servidão.</p><p>3. a) Ninguém poderá ser obrigado a executar trabalhos força-</p><p>dos ou obrigatórios;</p><p>b) A alínea a) do presente parágrafo não poderá ser interpre-</p><p>tada no sentido de proibir, nos países em que certos crimes sejam</p><p>punidos com prisão e trabalhos forçados, o cumprimento de uma</p><p>pena de trabalhos forçados, imposta por um tribunal competente;</p><p>c) Para os efeitos do presente parágrafo, não serão considera-</p><p>dos “trabalhos forçados ou obrigatórios”:</p><p>i) qualquer trabalho ou serviço, não previsto na alínea b), nor-</p><p>malmente exigido de um individuo que tenha sido encarcerado em</p><p>cumprimento de decisão judicial ou que, tendo sido objeto de tal</p><p>decisão, ache-se em liberdade condicional;</p><p>ii) qualquer serviço de caráter militar e, nos países em que se</p><p>admite a isenção por motivo de consciência, qualquer serviço na-</p><p>cional que a lei venha a exigir daqueles que se oponham ao serviço</p><p>militar por motivo de consciência;</p><p>iii) qualquer serviço exigido em casos de emergência ou de</p><p>calamidade que ameacem o bem-estar da comunidade;</p><p>iv) qualquer trabalho ou serviço que faça parte das obrigações</p><p>cívicas normais.</p><p>ARTIGO 9</p><p>1. Toda pessoa tem direito à liberdade e à segurança pesso-</p><p>ais. Ninguém poderá ser preso ou encarcerado arbitrariamente.</p><p>Ninguém poderá ser privado de sua liberdade, salvo pelos motivos</p><p>previstos em lei e em conformidade com os procedimentos nela es-</p><p>tabelecidos.</p><p>2. Qualquer pessoa, ao ser presa, deverá ser informada das ra-</p><p>zões da prisão e notificada, sem demora, das acusações formuladas</p><p>contra ela.</p><p>3. Qualquer pessoa presa ou encarcerada em virtude de infra-</p><p>ção penal deverá ser conduzida, sem demora, à presença do juiz ou</p><p>de outra autoridade habilitada por lei a exercer funções judiciais</p><p>e terá o direito de ser julgada em prazo razoável ou de ser posta</p><p>em liberdade. A prisão preventiva de pessoas que aguardam jul-</p><p>gamento não deverá constituir a regra geral, mas a soltura poderá</p><p>estar condicionada a garantias que assegurem o comparecimento</p><p>da pessoa em questão à audiência, a todos os atos do processo e,</p><p>se necessário for, para a execução da sentença.</p><p>4. Qualquer pessoa que seja privada de sua liberdade por pri-</p><p>são ou encarceramento terá o direito de recorrer a um tribunal para</p><p>que este decida sobre a legalidade de seu encarceramento e ordene</p><p>sua soltura, caso a prisão tenha sido ilegal.</p><p>5. Qualquer pessoa vítima de prisão ou encarceramento ilegais</p><p>terá direito à reparação.</p><p>ARTIGO 10</p><p>1. Toda pessoa privada de sua liberdade deverá ser tratada com</p><p>humanidade e respeito à dignidade inerente à pessoa humana.</p><p>2. a) As pessoas processadas deverão ser separadas, salvo em</p><p>circunstâncias excepcionais, das pessoas condenadas e receber tra-</p><p>tamento distinto, condizente com sua condição de pessoa não-con-</p><p>denada.</p><p>b) As pessoas processadas, jovens, deverão ser separadas das</p><p>adultas e julgadas o mais rápido possível.</p><p>3. O regime penitenciário consistirá num tratamento cujo obje-</p><p>tivo principal seja a reforma e a reabilitação moral dos prisioneiros.</p><p>Os delinquentes juvenis deverão ser separados dos adultos e rece-</p><p>ber tratamento condizente com sua idade e condição jurídica.</p><p>ARTIGO 11</p><p>Ninguém poderá ser preso apenas por não poder cumprir com</p><p>uma obrigação contratual.</p><p>ARTIGO 12</p><p>1. Toda pessoa que se ache legalmente no território de um Es-</p><p>tado terá o direito de nele livremente circular e escolher sua resi-</p><p>dência.</p><p>2. Toda pessoa terá o direito de sair livremente de qualquer</p><p>país, inclusive de seu próprio país.</p><p>3. Os direitos supracitados não poderão constituir objeto de</p><p>restrições, a menos que estejam previstas em lei e no intuito de</p><p>proteger a segurança nacional e a ordem, a saúde ou a moral públi-</p><p>cas, bem como os direitos e liberdades das demais pessoas, e que</p><p>sejam compatíveis com os outros direitos reconhecidos no presente</p><p>Pacto.</p><p>4. Ninguém poderá ser privado arbitrariamente do direito de</p><p>entrar em seu próprio país.</p><p>NOÇÕES DE DIREITOS HUMANOS E LEGISLAÇÃO</p><p>83</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>ARTIGO 13</p><p>Um estrangeiro que se ache legalmente no território de um Es-</p><p>tado Parte do presente Pacto só poderá dele ser expulso em decor-</p><p>rência de decisão adotada em conformidade com a lei e, a menos</p><p>que razões imperativas de segurança nacional a isso se oponham,</p><p>terá a possibilidade de expor as razões que militem contra sua ex-</p><p>pulsão e de ter seu caso reexaminado pelas autoridades competen-</p><p>tes, ou por uma ou várias pessoas especialmente designadas pelas</p><p>referidas autoridades, e de fazer-se representar com esse objetivo.</p><p>ARTIGO 14</p><p>1. Todas as pessoas são iguais perante os tribunais e as cortes</p><p>de justiça. Toda pessoa terá o direito de ser ouvida publicamente e</p><p>com as devidas garantias por um tribunal competente, independen-</p><p>te e imparcial, estabelecido por lei, na apuração de qualquer acusa-</p><p>ção de caráter penal formulada contra ela ou na determinação de</p><p>seus direitos e obrigações de caráter civil. A imprensa e o público</p><p>poderão ser excluídos de parte ou da totalidade de um julgamen-</p><p>to, quer por motivo de moral pública, de ordem pública ou de se-</p><p>gurança nacional em uma sociedade democrática, quer quando o</p><p>interesse da vida privada das Partes o exija, que na medida em que</p><p>isso seja estritamente necessário na opinião da justiça, em circuns-</p><p>tâncias específicas, nas quais a publicidade venha a prejudicar os</p><p>interesses da justiça; entretanto, qualquer sentença proferida em</p><p>matéria penal ou civil deverá tornar-se pública, a menos que o in-</p><p>teresse de menores exija procedimento oposto, ou o processo diga</p><p>respeito à controvérsias matrimoniais ou à tutela de menores.</p><p>2. Toda pessoa acusada de um delito terá direito a que se pre-</p><p>suma sua inocência enquanto não for legalmente comprovada sua</p><p>culpa.</p><p>3. Toda pessoa acusada de um delito terá direito, em plena</p><p>igualdade, a, pelo menos,</p><p>as seguintes garantias:</p><p>a) De ser informado, sem demora, numa língua que compre-</p><p>enda e de forma minuciosa, da natureza e dos motivos da acusão</p><p>contra ela formulada;</p><p>b) De dispor do tempo e dos meios necessários à preparação</p><p>de sua defesa e a comunicar-se com defensor de sua escolha;</p><p>c) De ser julgado sem dilações indevidas;</p><p>d) De estar presente no julgamento e de defender-se pessoal-</p><p>mente ou por intermédio de defensor de sua escolha; de ser infor-</p><p>mado, caso não tenha defensor, do direito que lhe assiste de tê-lo</p><p>e, sempre que o interesse da justiça assim exija, de ter um defensor</p><p>designado ex-offício gratuitamente, se não tiver meios para remu-</p><p>nerá-lo;</p><p>e) De interrogar ou fazer interrogar as testemunhas de acusão</p><p>e de obter o comparecimento e o interrogatório das testemunhas</p><p>de defesa nas mesmas condições de que dispõem as de acusação;</p><p>f) De ser assistida gratuitamente por um intérprete, caso não</p><p>compreenda ou não fale a língua empregada durante o julgamento;</p><p>g) De não ser obrigada a depor contra si mesma, nem a con-</p><p>fessar-se culpada.</p><p>4. O processo aplicável a jovens que não sejam maiores nos</p><p>termos da legislação penal levará em conta a idade dos mesmos e a</p><p>importância de promover sua reintegração social.</p><p>5. Toda pessoa declarada culpada por um delito terá o direito</p><p>de recorrer da sentença condenatória e da pena a uma instância</p><p>superior, em conformidade com a lei.</p><p>6. Se uma sentença condenatória passada em julgado for pos-</p><p>teriormente anulada ou se um indulto for concedido, pela ocorrên-</p><p>cia ou descoberta de fatos novos que provem cabalmente a existên-</p><p>cia de erro judicial, a pessoa que sofreu a pena decorrente dessa</p><p>condenação deverá ser indenizada, de acordo com a lei, a menos</p><p>que fique provado que se lhe pode imputar, total ou parcialmente,</p><p>a não-revelação dos fatos desconhecidos em tempo útil.</p><p>7. Ninguém poderá ser processado ou punido por um delito</p><p>pelo qual já foi absolvido ou condenado por sentença passada em</p><p>julgado, em conformidade com a lei e os procedimentos penais de</p><p>cada país.</p><p>ARTIGO 15</p><p>1. Ninguém poderá ser condenado por atos ou omissões que</p><p>não constituam delito de acordo com o direito nacional ou interna-</p><p>cional, no momento em que foram cometidos. Tampouco poder-se-</p><p>-a impor pena mais grave do que a aplicável no momento da ocor-</p><p>rência do delito. Se, depois de perpetrado o delito, a lei estipular</p><p>a imposição de pena mais leve, o delinquente deverá dela benefi-</p><p>ciar-se.</p><p>2. Nenhuma disposição do presente Pacto impedirá o julga-</p><p>mento ou a condenação de qualquer indivíduo por atos ou omissões</p><p>que, no momento em que foram cometidos, eram considerados de-</p><p>lituosos de acordo com os princípios gerais de direito reconhecidos</p><p>pela comunidade das nações.</p><p>ARTIGO 16</p><p>Toda pessoa terá direito, em qualquer lugar, ao reconhecimen-</p><p>to de sua personalidade jurídica.</p><p>ARTIGO 17</p><p>1. Ninguém poderá ser objeto de ingerências arbitrárias ou</p><p>ilegais em sua vida privada, em sua família, em seu domicílio ou</p><p>em sua correspondência, nem de ofensas ilegais às suas honra e</p><p>reputação.</p><p>2. Toda pessoa terá direito à proteção da lei contra essas inge-</p><p>rências ou ofensas.</p><p>ARTIGO 18</p><p>1. Toda pessoa terá direito à liberdade de pensamento, de</p><p>consciência e de religião. Esse direito implicará a liberdade de ter ou</p><p>adotar uma religião ou uma crença de sua escolha e a liberdade de</p><p>professar sua religião ou crença, individual ou coletivamente, tanto</p><p>pública como privadamente, por meio do culto, da celebração de</p><p>ritos, de práticas e do ensino.</p><p>2. Ninguém poderá ser submetido a medidas coercitivas que</p><p>possam restringir sua liberdade de ter ou de adotar uma religião ou</p><p>crença de sua escolha.</p><p>3. A liberdade de manifestar a própria religião ou crença estará</p><p>sujeita apenas à limitações previstas em lei e que se façam necessá-</p><p>rias para proteger a segurança, a ordem, a saúde ou a moral públi-</p><p>cas ou os direitos e as liberdades das demais pessoas.</p><p>4. Os Estados Partes do presente Pacto comprometem-se a res-</p><p>peitar a liberdade dos pais – e, quando for o caso, dos tutores legais</p><p>– de assegurar a educação religiosa e moral dos filhos que esteja de</p><p>acordo com suas próprias convicções.</p><p>NOÇÕES DE DIREITOS HUMANOS E LEGISLAÇÃO</p><p>8484</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>ARTIGO 19</p><p>1. Ninguém poderá ser molestado por suas opiniões.</p><p>2. Toda pessoa terá direito à liberdade de expressão; esse direi-</p><p>to incluirá a liberdade de procurar, receber e difundir informações e</p><p>ideias de qualquer natureza, independentemente de considerações</p><p>de fronteiras, verbalmente ou por escrito, em forma impressa ou</p><p>artística, ou por qualquer outro meio de sua escolha.</p><p>3. O exercício do direito previsto no parágrafo 2 do presente</p><p>artigo implicará deveres e responsabilidades especiais. Consequen-</p><p>temente, poderá estar sujeito a certas restrições, que devem, en-</p><p>tretanto, ser expressamente previstas em lei e que se façam neces-</p><p>sárias para:</p><p>a) assegurar o respeito dos direitos e da reputação das demais</p><p>pessoas;</p><p>b) proteger a segurança nacional, a ordem, a saúde ou a moral</p><p>públicas.</p><p>ARTIGO 20</p><p>1. Será proibida por lei qualquer propaganda em favor da guer-</p><p>ra.</p><p>2. Será proibida por lei qualquer apologia do ódio nacional, ra-</p><p>cial ou religioso que constitua incitamento à discriminação, à hosti-</p><p>lidade ou à violência.</p><p>ARTIGO 21</p><p>O direito de reunião pacífica será reconhecido. O exercício des-</p><p>se direito estará sujeito apenas às restrições previstas em lei e que</p><p>se façam necessárias, em uma sociedade democrática, no interesse</p><p>da segurança nacional, da segurança ou da ordem públicas, ou para</p><p>proteger a saúde ou a moral públicas ou os direitos e as liberdades</p><p>das demais pessoas.</p><p>ARTIGO 22</p><p>1. Toda pessoa terá o direito de associar-se livremente a outras,</p><p>inclusive o direito de constituir sindicatos e de a eles filiar-se, para a</p><p>proteção de seus interesses.</p><p>2. O exercício desse direito estará sujeito apenas às restrições</p><p>previstas em lei e que se façam necessárias, em uma sociedade de-</p><p>mocrática, no interesse da segurança nacional, da segurança e da</p><p>ordem públicas, ou para proteger a saúde ou a moral públicas ou os</p><p>direitos e liberdades das demais pessoas. O presente artigo não im-</p><p>pedirá que se submeta a restrições legais o exercício desse direito</p><p>por membros das forças armadas e da polícia.</p><p>3. Nenhuma das disposições do presente artigo permitirá que</p><p>Estados Partes da Convenção de 1948 da Organização Internacio-</p><p>nal do Trabalho, relativa à liberdade sindical e à proteção do direito</p><p>sindical, venham a adotar medidas legislativas que restrinjam – ou</p><p>aplicar a lei de maneira a restringir – as garantias previstas na refe-</p><p>rida Convenção.</p><p>ARTIGO 23</p><p>1. A família é o elemento natural e fundamental da sociedade e</p><p>terá o direito de ser protegida pela sociedade e pelo Estado.</p><p>2. Será reconhecido o direito do homem e da mulher de, em</p><p>idade núbil, contrair casamento e constituir família.</p><p>3. Casamento algum será celebrado sem o consentimento livre</p><p>e pleno dos futuros esposos.</p><p>4. Os Estados Partes do presente Pacto deverão adotar as me-</p><p>didas apropriadas para assegurar a igualdade de direitos e respon-</p><p>sabilidades dos esposos quanto ao casamento, durante o mesmo</p><p>e por ocasião de sua dissolução. Em caso de dissolução, deverão</p><p>adotar-se disposições que assegurem a proteção necessária para os</p><p>filhos.</p><p>ARTIGO 24</p><p>1. Toda criança terá direito, sem discriminação alguma por mo-</p><p>tivo de cor, sexo, língua, religião, origem nacional ou social, situação</p><p>econômica ou nascimento, às medidas de proteção que a sua con-</p><p>dição de menor requerer por parte de sua família, da sociedade e</p><p>do Estado.</p><p>2. Toda criança deverá ser registrada imediatamente após seu</p><p>nascimento e deverá receber um nome.</p><p>3. Toda criança terá o direito de adquirir uma nacionalidade.</p><p>ARTIGO 25</p><p>Todo cidadão terá o direito e a possibilidade, sem qualquer das</p><p>formas de discriminação mencionadas no artigo 2 e sem restrições</p><p>infundadas:</p><p>a) de participar da condução dos assuntos públicos, diretamen-</p><p>te ou por meio</p><p>a implementa-</p><p>ção de políticas de industrialização ........................................................................................................................................... 417</p><p>10. Gerais do Norte e Gerais do Sul: As características econômicas, sociais e culturais distintas das regiões do norte e do sul de</p><p>Minas Gerais .............................................................................................................................................................................. 422</p><p>11. Inovações tecnológicas: Avanços tecnológicos e industriais em Minas Gerais, como a implantação da Companhia Vale do Rio</p><p>Doce e a exploração de minério de ferro ................................................................................................................................... 426</p><p>12. Cultura popular: Estudo da cultura popular de Minas Gerais, incluindo culinária, música (como o samba de raiz) e festivida-</p><p>des tradicionais .......................................................................................................................................................................... 431</p><p>13. Desenvolvimento econômico: As políticas de desenvolvimento econômico implementadas em Minas Gerais ao longo do</p><p>século XX e XXI, incluindo a diversificação da economia ........................................................................................................... 434</p><p>14. APreservação ambiental: Desafios e iniciativas de preservação ambiental em Minas Gerais, especialmente em relação à mi-</p><p>neração e à conservação da biodiversidade .............................................................................................................................. 438</p><p>15. Desafios contemporâneos: Questões atuais enfrentadas por Minas Gerais, como desigualdade social, violência urbana, infra-</p><p>estrutura e desenvolvimento sustentável .................................................................................................................................. 441</p><p>16. Hidrelétricas: Impactos socioambientais das hidrelétricas em Minas Gerais, incluindo usinas como a de Três Marias e Fur-</p><p>nas.............................................................................................................................................................................................. 445</p><p>17. Controle de Cheias: Medidas de prevenção e controle de enchentes em áreas de risco, especialmente em cidades ribeirinhas 448</p><p>18. Qualidade da Água: Monitoramento da qualidade da água dos rios e mananciais em Minas Gerais, incluindo aspectos de</p><p>poluição e conservação .............................................................................................................................................................. 452</p><p>19. Mineração: História da Mineração: Papel da mineração na história e economia de Minas Gerais, desde o período colonial até</p><p>os dias atuais .............................................................................................................................................................................. 457</p><p>20. Minerais Metálicos: Produção e exportação de minerais metálicos, como ferro, ouro, manganês e nióbio em Minas Gerais . 462</p><p>21. Minerais Não-Metálicos: Exploração e utilização de minerais não-metálicos, como calcário, mármore e quartzito em Minas</p><p>Gerais ......................................................................................................................................................................................... 466</p><p>22. Impactos Ambientais: Avaliação dos impactos ambientais da mineração, incluindo poluição, degradação do solo e riscos para</p><p>a biodiversidade ......................................................................................................................................................................... 470</p><p>23. Gestão de Rejeitos: Gerenciamento e disposição de rejeitos de mineração, incluindo medidas de segurança e prevenção de</p><p>desastres .................................................................................................................................................................................... 475</p><p>24. Barragens: Barragens em Minas Gerais: Inventário das barragens existentes, incluindo barragens de contenção de rejeitos e</p><p>barragens hidrelétricas .............................................................................................................................................................. 480</p><p>25. Segurança de Barragens: Avaliação da segurança das barragens em Minas Gerais, incluindo monitoramento e prevenção de</p><p>acidentes .................................................................................................................................................................................... 484</p><p>26. Impactos Socioambientais: Análise dos impactos socioambientais das barragens, incluindo deslocamento de comunidades e</p><p>alterações nos ecossistemas aquáticos ...................................................................................................................................... 488</p><p>27. Gestão de Resíduos: Tratamento e disposição adequada de resíduos sólidos e líquidos associados às barragens em Minas</p><p>Gerais ......................................................................................................................................................................................... 491</p><p>28. Áreas de Risco: Mapeamento de Riscos: Identificação e mapeamento de áreas de risco geológico, como deslizamentos, inun-</p><p>dações e movimentos de massa ................................................................................................................................................ 493</p><p>29. Vulnerabilidade Socioeconômica: Análise da vulnerabilidade socioeconômica das populações residentes em áreas de risco</p><p>em Minas Gerais ........................................................................................................................................................................ 498</p><p>30. Prevenção e Mitigação: Estratégias de prevenção, mitigação e resposta a desastres naturais em áreas de risco em Minas</p><p>Gerais ......................................................................................................................................................................................... 503</p><p>31. Ordenamento Territorial: Instrumentos de ordenamento territorial e planejamento urbano para redução dos riscos geológi-</p><p>cos em Minas Gerais .................................................................................................................................................................. 507</p><p>32. Educação e Conscientização: Importância da educação e conscientização pública sobre os riscos geológicos e medidas de</p><p>segurança em Minas Gerais ....................................................................................................................................................... 509</p><p>ÍNDICE</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>33. Cachoeiras, Grutas e Cavernas: Identificação e análise das cachoeiras, grutas e cavernas mais emblemáticas de Minas Ge-</p><p>rais ............................................................................................................................................................................................. 514</p><p>34. Grutas e Cavernas: Descrição e estudo das grutas e cavernas existentes em Minas Gerais, como a Gruta da Lapinha e a Gruta</p><p>Rei do Mato ............................................................................................................................................................................... 517</p><p>35. Ecoturismo: Potencialidades e desafios do ecoturismo em áreas de cachoeiras, grutas e cavernas em Minas Gerais ............. 520</p><p>36. Conservação e Manejo: Estratégias de conservação e manejo sustentável das áreas de cachoeiras, grutas e cavernas em</p><p>Minas Gerais ..............................................................................................................................................................................</p><p>de representantes livremente escolhidos;</p><p>b) de votar e de ser eleito em eleições periódicas, autênticas,</p><p>realizadas por sufrágio universal e igualitário e por voto secreto,</p><p>que garantam a manifestação da vontade dos eleitores;</p><p>c) de ter acesso, em condições gerais de igualdade, às funções</p><p>públicas de seu país.</p><p>ARTIGO 26</p><p>Todas as pessoas são iguais perante a lei e têm direito, sem</p><p>discriminação alguma, a igual proteção da Lei. A este respeito, a lei</p><p>deverá proibir qualquer forma de discriminação e garantir a todas</p><p>as pessoas proteção igual e eficaz contra qualquer discriminação</p><p>por motivo de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou</p><p>de outra natureza, origem nacional ou social, situação econômica,</p><p>nascimento ou qualquer outra situação.</p><p>ARTIGO 27</p><p>Nos Estados em que haja minorias étnicas, religiosas ou linguís-</p><p>ticas, as pessoas pertencentes a essas minorias não poderão ser pri-</p><p>vadas do direito de ter, conjuntamente com outros membros de seu</p><p>grupo, sua própria vida cultural, de professar e praticar sua própria</p><p>religião e usar sua própria língua.</p><p>PARTE IV</p><p>ARTIGO 28</p><p>1. Constituir-se-á um Comitê de Diretores Humanos (doravante</p><p>denominado o “Comitê” no presente Pacto). O Comitê será com-</p><p>posto de dezoito membros e desempenhará as funções descritas</p><p>adiante.</p><p>2. O Comitê será integrado por nacionais dos Estados Partes do</p><p>presente Pacto, os quais deverão ser pessoas de elevada reputação</p><p>moral e reconhecida competência em matéria de direitos humanos,</p><p>levando-se em consideração a utilidade da participação de algumas</p><p>pessoas com experiência jurídica.</p><p>3. Os membros do Comitê serão eleitos e exercerão suas fun-</p><p>ções a título pessoal.</p><p>NOÇÕES DE DIREITOS HUMANOS E LEGISLAÇÃO</p><p>85</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>ARTIGO 29</p><p>1. Os membros do Comitê serão eleitos em votação secreta</p><p>dentre uma lista de pessoas que preencham os requisitos previstos</p><p>no artigo 28 e indicadas, com esse objetivo, pelos Estados Partes do</p><p>presente Pacto.</p><p>2. Cada Estado Parte no presente Pacto poderá indicar duas</p><p>pessoas. Essas pessoas deverão ser nacionais do Estado que as in-</p><p>dicou.</p><p>3. A mesma pessoa poderá ser indicada mais de uma vez.</p><p>ARTIGO 30</p><p>1. A primeira eleição realizar-se-á no máximo seis meses após a</p><p>data de entrada em vigor do presente Pacto.</p><p>2. Ao menos quatro meses antes da data de cada eleição do</p><p>Comitê, e desde que não seja uma eleição para preencher uma vaga</p><p>declarada nos termos do artigo 34, o Secretário-Geral da Organiza-</p><p>ção das Nações Unidas convidará, por escrito, os Estados Partes do</p><p>presente Protocolo a indicar, no prazo de três meses, os candidatos</p><p>a membro do Comitê.</p><p>3. O Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas orga-</p><p>nizará uma lista por ordem alfabética de todos os candidatos assim</p><p>designados, mencionando os Estados Partes que os tiverem indica-</p><p>do, e a comunicará aos Estados Partes do presente Pacto, no máxi-</p><p>mo um mês antes da data de cada eleição.</p><p>4. Os membros do Comitê serão eleitos em reuniões dos Es-</p><p>tados Partes convocadas pelo Secretário-Geral da Organização das</p><p>Nações Unidas na sede da Organização. Nessas reuniões, em que</p><p>o quorum será estabelecido por dois terços dos Estados Partes do</p><p>presente Pacto, serão eleitos membros do Comitê os candidatos</p><p>que obtiverem o maior número de votos e a maioria absoluta dos</p><p>votos dos representantes dos Estados Partes presentes e votantes.</p><p>ARTIGO 31</p><p>1. O Comitê não poderá ter mais de um nacional de um mesmo</p><p>Estado.</p><p>2. Nas eleições do Comitê, levar-se-ão em consideração uma</p><p>distribuição geográfica equitativa e uma representação das diversas</p><p>formas de civilização, bem como dos principais sistemas jurídicos.</p><p>ARTIGO 32</p><p>1. Os membros do Comitê serão eleitos para um mandato de</p><p>quatro anos. Poderão, caso suas candidaturas sejam apresentadas</p><p>novamente, ser reeleitos. Entretanto, o mandato de nove dos mem-</p><p>bros eleitos na primeira eleição expirará ao final de dois anos; ime-</p><p>diatamente após a primeira eleição, o presidente da reunião a que</p><p>se refere o parágrafo 4 do artigo 30 indicará, por sorteio, os nomes</p><p>desses nove membros.</p><p>2. Ao expirar o mandato dos membros, as eleições se realizarão</p><p>de acordo com o disposto nos artigos precedentes desta Parte do</p><p>presente Pacto.</p><p>ARTIGO 33</p><p>1. Se, na opinião unânime dos demais membros, um membro</p><p>do Comitê deixar de desempenhar suas funções por motivos distin-</p><p>tos de uma ausência temporária, o Presidente comunicará tal fato</p><p>ao Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas, que decla-</p><p>rará vago o lugar que o referido membro ocupava.</p><p>2. Em caso de morte ou renúncia de um membro do Comitê, o</p><p>Presidente comunicará imediatamente tal fato ao Secretário-Geral</p><p>da Organização das Nações Unidas, que declarará vago o lugar des-</p><p>de a data da morte ou daquela em que a renúncia passe a produzir</p><p>efeitos.</p><p>ARTIGO 34</p><p>1. Quando uma vaga for declarada nos termos do artigo 33 e</p><p>o mandato do membro a ser substituído não expirar no prazo de</p><p>seis meses a contar da data em que tenha sido declarada a vaga, o</p><p>Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas comunicará tal</p><p>fato aos Estados Partes do presente Pacto, que poderão, no prazo</p><p>de dois meses, indicar candidatos, em conformidade com o artigo</p><p>29, para preencher a vaga.</p><p>2. O Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas orga-</p><p>nizará uma lista por ordem alfabética dos candidatos assim designa-</p><p>dos e a comunicará aos Estados Partes do presente Pacto. A eleição</p><p>destinada a preencher tal vaga será realizada nos termos das dispo-</p><p>sições pertinentes desta parte do presente Pacto.</p><p>3. Qualquer membro do Comitê eleito para preencher uma</p><p>vaga em conformidade com o artigo 33 fará parte do Comitê duran-</p><p>te o restante do mandato do membro que deixar vago o lugar do</p><p>Comitê, nos termos do referido artigo.</p><p>ARTIGO 35</p><p>Os membros do Comitê receberão, com a aprovação da As-</p><p>sembleia-Geral da Organização das Nações Unidas, honorários</p><p>provenientes de recursos da Organização das Nações Unidas, nas</p><p>condições fixadas, considerando-se a importância das funções do</p><p>Comitê, pela Assembleia-Geral.</p><p>ARTIGO 36</p><p>O Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas colocará</p><p>à disposição do Comitê o pessoal e os serviços necessários ao de-</p><p>sempenho eficaz das funções que lhe são atribuídas em virtude do</p><p>presente Pacto.</p><p>ARTIGO 37</p><p>1. O Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas con-</p><p>vocará os Membros do Comitê para a primeira reunião, a realizar-se</p><p>na sede da Organização.</p><p>2. Após a primeira reunião, o Comitê deverá reunir-se em todas</p><p>as ocasiões previstas em suas regras de procedimento.</p><p>3. As reuniões do Comitê serão realizadas normalmente na</p><p>sede da Organização das Nações Unidas ou no Escritório das Nações</p><p>Unidas em Genebra.</p><p>ARTIGO 38</p><p>Todo Membro do Comitê deverá, antes de iniciar suas funções,</p><p>assumir, em sessão pública, o compromisso solene de que desem-</p><p>penhará suas funções imparcial e conscientemente.</p><p>ARTIGO 39</p><p>1. O Comitê elegerá sua mesa para um período de dois anos. Os</p><p>membros da mesa poderão ser reeleitos.</p><p>2. O próprio Comitê estabelecerá suas regras de procedimento;</p><p>estas, contudo, deverão conter, entre outras, as seguintes disposi-</p><p>ções:</p><p>a) O quorum será de doze membros;</p><p>NOÇÕES DE DIREITOS HUMANOS E LEGISLAÇÃO</p><p>8686</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>b) As decisões do Comitê serão tomadas por maioria de votos</p><p>dos membros presentes.</p><p>ARTIGO 40</p><p>1. Os Estados Partes do presente Pacto comprometem-se a</p><p>submeter relatórios sobre as medidas por eles adotadas para tor-</p><p>nar efetivos os direitos reconhecidos no presente Pacto e sobre o</p><p>processo alcançado no gozo desses direitos:</p><p>a) Dentro do prazo de um ano, a contar do início da vigência do</p><p>presente Pacto nos Estados Partes interessados;</p><p>b) A partir de então, sempre que o Comitê vier a solicitar.</p><p>2. Todos os relatórios serão submetidos ao Secretário-Geral da</p><p>Organização das Nações Unidas, que os encaminhará, para exame,</p><p>ao Comitê. Os relatórios deverão sublinhar, caso existam, os fatores</p><p>e as dificuldades que prejudiquem</p><p>a implementação do presente</p><p>Pacto.</p><p>3. O Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas pode-</p><p>rá, após consulta ao Comitê, encaminhar às agências especializadas</p><p>interessadas cópias das partes dos relatórios que digam respeito a</p><p>sua esfera de competência.</p><p>4. O Comitê estudará os relatórios apresentados pelos Esta-</p><p>dos Partes do presente Pacto e transmitirá aos Estados Partes seu</p><p>próprio relatório, bem como os comentários gerais que julgar opor-</p><p>tunos. O Comitê poderá igualmente transmitir ao Conselho Econô-</p><p>mico e Social os referidos comentários, bem como cópias dos rela-</p><p>tórios que houver recebido dos Estados Partes do presente Pacto.</p><p>5. Os Estados Partes no presente Pacto poderão submeter ao</p><p>Comitê as observações que desejarem formular relativamente aos</p><p>comentários feitos nos termos do parágrafo 4 do presente artigo.</p><p>ARTIGO 41</p><p>1. Com base no presente Artigo, todo Estado Parte do presen-</p><p>te Pacto poderá declarar, a qualquer momento, que reconhece a</p><p>competência do Comitê para receber e examinar as comunicações</p><p>em que um Estado Parte alegue que outro Estado Parte não vem</p><p>cumprindo as obrigações que lhe impõe o presente Pacto. As refe-</p><p>ridas comunicações só serão recebidas e examinadas nos termos</p><p>do presente artigo no caso de serem apresentadas por um Estado</p><p>Parte que houver feito uma declaração em que reconheça, com re-</p><p>lação a si próprio, a competência do Comitê. O Comitê não receberá</p><p>comunicação alguma relativa a um Estado Parte que não houver</p><p>feito uma declaração dessa natureza. As comunicações recebidas</p><p>em virtude do presente artigo estarão sujeitas ao procedimento</p><p>que se segue:</p><p>a) Se um Estado Parte do presente Pacto considerar que outro</p><p>Estado Parte não vem cumprindo as disposições do presente Pacto</p><p>poderá, mediante comunicação escrita, levar a questão ao conheci-</p><p>mento deste Estado Parte. Dentro do prazo de três meses, a contar</p><p>da data do recebimento da comunicação, o Estado destinatário for-</p><p>necerá ao Estado que enviou a comunicação explicações ou quais-</p><p>quer outras declarações por escrito que esclareçam a questão, as</p><p>quais deverão fazer referência, até onde seja possível e pertinente,</p><p>aos procedimentos nacionais e aos recursos jurídicos adotados, em</p><p>trâmite ou disponíveis sobre a questão;</p><p>b) Se, dentro do prazo de seis meses, a contar da data do rece-</p><p>bimento da comunicação original pelo Estado destinatário, a ques-</p><p>tão não estiver dirimida satisfatoriamente para ambos os Estados</p><p>Partes interessados, tanto um como o outro terão o direito de sub-</p><p>metê-la ao Comitê, mediante notificação endereçada ao Comitê ou</p><p>ao outro Estado interessado;</p><p>c) O Comitê tratará de todas as questões que se lhe submetem</p><p>em virtude do presente artigo somente após ter-se assegurado de</p><p>que todos os recursos jurídicos internos disponíveis tenham sido</p><p>utilizados e esgotados, em consonância com os princípios do Direito</p><p>Internacional geralmente reconhecidos. Não se aplicará essa regra</p><p>quanto a aplicação dos mencionados recursos prolongar-se injusti-</p><p>ficadamente;</p><p>d) O Comitê realizará reuniões confidenciais quando estiver</p><p>examinando as comunicações previstas no presente artigo;</p><p>e) Sem prejuízo das disposições da alínea c), o Comitê colocará</p><p>seus bons ofícios à disposição dos Estados Partes interessados no</p><p>intuito de alcançar uma solução amistosa para a questão, baseada</p><p>no respeito aos direitos humanos e liberdades fundamentais reco-</p><p>nhecidos no presente Pacto;</p><p>f) Em todas as questões que se lhe submetam em virtude do</p><p>presente artigo, o Comitê poderá solicitar aos Estados Partes in-</p><p>teressados, a que se faz referência na alínea b), que lhe forneçam</p><p>quaisquer informações pertinentes;</p><p>g) Os Estados Partes interessados, a que se faz referência na</p><p>alínea b), terão direito de fazer-se representar quando as questões</p><p>forem examinadas no Comitê e de apresentar suas observações</p><p>verbalmente e/ou por escrito;</p><p>h) O Comitê, dentro dos doze meses seguintes à data de rece-</p><p>bimento da notificação mencionada na alínea b), apresentará rela-</p><p>tório em que:</p><p>(i) se houver sido alcançada uma solução nos termos da alínea</p><p>e), o Comitê restringir-se-á, em seu relatório, a uma breve exposi-</p><p>ção dos fatos e da solução alcançada.</p><p>(ii) se não houver sido alcançada solução alguma nos termos da</p><p>alínea e), o Comitê, restringir-se-á, em seu relatório, a uma breve</p><p>exposição dos fatos; serão anexados ao relatório o texto das obser-</p><p>vações escritas e as atas das observações orais apresentadas pelos</p><p>Estados Partes interessados.</p><p>Para cada questão, o relatório será encaminhado aos Estados</p><p>Partes interessados.</p><p>2. As disposições do presente artigo entrarão em vigor a partir</p><p>do momento em que dez Estados Partes do presente Pacto houve-</p><p>rem feito as declarações mencionadas no parágrafo 1 deste artigo.</p><p>As referidas declarações serão depositadas pelos Estados Partes</p><p>junto ao Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas, que</p><p>enviará cópias das mesmas aos demais Estados Partes. Toda decla-</p><p>ração poderá ser retirada, a qualquer momento, mediante notifi-</p><p>cação endereçada ao Secretário-Geral. Far-se-á essa retirada sem</p><p>prejuízo do exame de quaisquer questões que constituam objeto de</p><p>uma comunicação já transmitida nos termos deste artigo; em virtu-</p><p>de do presente artigo, não se receberá qualquer nova comunicação</p><p>de um Estado Parte uma vez que o Secretário-Geral tenha recebido</p><p>a notificação sobre a retirada da declaração, a menos que o Estado</p><p>Parte interessado haja feito uma nova declaração.</p><p>ARTIGO 42</p><p>1. a) Se uma questão submetida ao Comitê, nos termos do arti-</p><p>go 41, não estiver dirimida satisfatoriamente para os Estados Partes</p><p>interessados, o Comitê poderá, com o consentimento prévio dos</p><p>Estados Partes interessados, constituir uma Comissão ad hoc (do-</p><p>ravante denominada “a Comissão”). A Comissão colocará seus bons</p><p>ofícios à disposição dos Estados Partes interessados no intuito de se</p><p>alcançar uma solução amistosa para a questão baseada no respeito</p><p>ao presente Pacto.</p><p>NOÇÕES DE DIREITOS HUMANOS E LEGISLAÇÃO</p><p>87</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>b) A Comissão será composta de cinco membros designados</p><p>com o consentimento dos Estados Partes interessados. Se os Esta-</p><p>dos Partes interessados não chegarem a um acordo a respeito da</p><p>totalidade ou de parte da composição da Comissão dentro do prazo</p><p>de três meses, os membro da Comissão em relação aos quais não</p><p>se chegou a acordo serão eleitos pelo Comitê, entre os seus pró-</p><p>prios membros, em votação secreta e por maioria de dois terços</p><p>dos membros do Comitê.</p><p>2. Os membros da Comissão exercerão suas funções a título</p><p>pessoal. Não poderão ser nacionais dos Estados interessados, nem</p><p>de Estado que não seja Parte do presente Pacto, nem de um Estado</p><p>Parte que não tenha feito a declaração prevista no artigo 41.</p><p>3. A própria Comissão elegerá seu Presidente e estabelecerá</p><p>suas regras de procedimento.</p><p>4. As reuniões da Comissão serão realizadas normalmente na</p><p>sede da Organização das Nações Unidas ou no Escritório das Nações</p><p>Unidas em Genebra. Entretanto, poderão realizar-se em qualquer</p><p>outro lugar apropriado que a Comissão determinar, após consulta</p><p>ao Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas e aos Esta-</p><p>dos Partes interessados.</p><p>5. O secretariado referido no artigo 36 também prestará servi-</p><p>ços às comissões designadas em virtude do presente artigo.</p><p>6. As informações obtidas e coligidas pelo Comitê serão colo-</p><p>cadas à disposição da Comissão, a qual poderá solicitar aos Estados</p><p>Partes interessados que lhe forneçam qualquer outra informação</p><p>pertinente.</p><p>7. Após haver estudado a questão sob todos os seus aspectos,</p><p>mas, em qualquer caso, no prazo de doze meses após dela ter to-</p><p>mado conhecimento, a Comissão apresentará um relatório ao Pre-</p><p>sidente do Comitê, que o encaminhará aos Estados Partes interes-</p><p>sados:</p><p>a) Se a Comissão não puder terminar o exame da questão, res-</p><p>tringir-se-á, em seu relatório, a uma breve exposição sobre o está-</p><p>gio em que se encontra o exame da questão;</p><p>b) Se houver sido alcançado uma solução</p><p>amistosa para a</p><p>questão, baseada no respeito dos direitos humanos reconhecidos</p><p>no presente Pacto, a Comissão restringir-se-á, em seu relatório, a</p><p>uma breve exposição dos fatos e da solução alcançada;</p><p>c) Se não houver sido alcançada solução nos termos da alínea</p><p>b), a Comissão incluirá no relatório suas conclusões sobre os fatos</p><p>relativos à questão debatida entre os Estados Partes interessados,</p><p>assim como sua opinião sobre a possibilidade de solução amistosa</p><p>para a questão, o relatório incluirá as observações escritas e as atas</p><p>das observações orais feitas pelos Estados Partes interessados;</p><p>d) Se o relatório da Comissão for apresentado nos termos da</p><p>alínea c), os Estados Partes interessados comunicarão, no prazo de</p><p>três meses a contar da data do recebimento do relatório, ao Presi-</p><p>dente do Comitê se aceitam ou não os termos do relatório da Co-</p><p>missão.</p><p>8. As disposições do presente artigo não prejudicarão as atri-</p><p>buições do Comitê previstas no artigo 41.</p><p>9. Todas as despesas dos membros da Comissão serão repar-</p><p>tidas equitativamente entre os Estados Partes interessados, com</p><p>base em estimativas a serem estabelecidas pelo Secretário-Geral da</p><p>Organização das Nações Unidas.</p><p>10. O Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas po-</p><p>derá, caso seja necessário, pagar as despesas dos membros da Co-</p><p>missão antes que sejam reembolsadas pelos Estados Partes inte-</p><p>ressados, em conformidade com o parágrafo 9 do presente artigo.</p><p>ARTIGO 43</p><p>Os membros do Comitê e os membros da Comissão de Conci-</p><p>liação ad hoc que forem designados nos termos do artigo 42 terão</p><p>direito às facilidades, privilégios e imunidades que se concedem aos</p><p>peritos no desempenho de missões para a Organização das Nações</p><p>Unidas, em conformidade com as seções pertinentes da Convenção</p><p>sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas.</p><p>ARTIGO 44</p><p>As disposições relativas à implementação do presente Pacto</p><p>aplicar-se-ão sem prejuízo dos procedimentos instituídos em ma-</p><p>téria de direito humanos pelos – ou em virtude dos mesmos – ins-</p><p>trumentos constitutivos e pelas Convenções da Organização das</p><p>Nações Unidas e das agências especializadas e não impedirão que</p><p>os Estados Partes venham a recorrer a outros procedimentos para a</p><p>solução de controvérsias em conformidade com os acordos interna-</p><p>cionais gerais ou especiais vigentes entre eles.</p><p>ARTIGO 45</p><p>O Comitê submeterá à Assembleia-Geral, por intermédio do</p><p>Conselho Econômico e Social, um relatório sobre suas atividades.</p><p>PARTE V</p><p>ARTIGO 46</p><p>Nenhuma disposição do presente Pacto poderá ser interpreta-</p><p>da em detrimento das disposições da Carta das Nações Unidas e</p><p>das constituições das agências especializadas, as quais definem as</p><p>responsabilidades respectivas dos diversos órgãos da Organização</p><p>das Nações Unidas e das agências especializadas relativamente às</p><p>questões tratadas no presente Pacto.</p><p>ARTIGO 47</p><p>Nenhuma disposição do presente Pacto poderá ser interpreta-</p><p>da em detrimento do direito inerente a todos os povos de desfrutar</p><p>e utilizar plena e livremente suas riquezas e seus recursos naturais.</p><p>PARTE VI</p><p>ARTIGO 48</p><p>1. O presente Pacto está aberto à assinatura de todos os Esta-</p><p>dos Membros da Organização das Nações Unidas ou membros de</p><p>qualquer de suas agências especializadas, de todo Estado Parte do</p><p>Estatuto da Corte Internacional de Justiça, bem como de qualquer</p><p>outro Estado convidado pela Assembleia-geral a tornar-se Parte do</p><p>presente Pacto.</p><p>2. O presente Pacto está sujeito a ratificação. Os instrumentos</p><p>de ratificação serão depositados junto ao Secretário-Geral da Orga-</p><p>nização das Nações Unidas.</p><p>3. O presente Pacto está aberto à adesão de qualquer dos Esta-</p><p>dos mencionados no parágrafo 1 do presente artigo.</p><p>4. Far-se-á a adesão mediante depósito do instrumento de ade-</p><p>são junto ao Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas.</p><p>5. O Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas infor-</p><p>mará todos os Estados que hajam assinado o presente Pacto ou a</p><p>ele aderido do depósito de cada instrumento de ratificação ou ade-</p><p>são.</p><p>NOÇÕES DE DIREITOS HUMANOS E LEGISLAÇÃO</p><p>8888</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>ARTIGO 49</p><p>1. O presente Pacto entrará em vigor três meses após a data</p><p>do depósito, junto ao Secretário-Geral da Organização das Nações</p><p>Unidas, do trigésimo-quinto instrumento de ratificação ou adesão.</p><p>2. Para os Estados que vierem a ratificar o presente Pacto ou</p><p>a ele aderir após o depósito do trigésimo-quinto instrumento de</p><p>ratificação ou adesão, o presente Pacto entrará em vigor três meses</p><p>após a data do depósito, pelo Estado em questão, de seu instru-</p><p>mento de ratificação ou adesão.</p><p>ARTIGO 50</p><p>Aplicar-se-ão as disposições do presente Pacto, sem qualquer</p><p>limitação ou exceção, a todas as unidades constitutivas dos Estados</p><p>federativos.</p><p>ARTIGO 51</p><p>1. Qualquer Estado Parte do presente Pacto poderá propor</p><p>emendas e depositá-las junto ao Secretário-Geral da Organização</p><p>das Nações Unidas. O Secretário-Geral comunicará todas as propos-</p><p>tas de emenda aos Estados Partes do presente Pacto, pedindo-lhes</p><p>que o notifiquem se desejam que se convoque uma conferência dos</p><p>Estados Partes destinada a examinar as propostas e submetê-las a</p><p>votação. Se pelo menos um terço dos Estados Partes se manifestar</p><p>a favor da referida convocação, o Secretário-Geral convocará a con-</p><p>ferência sob os auspícios da Organização das Nações Unidas. Qual-</p><p>quer emenda adotada pela maioria dos Estados Partes presentes</p><p>e votantes na conferência será submetida à aprovação da Assem-</p><p>bleia-Geral das Nações Unidas.</p><p>2. Tais emendas entrarão em vigor quando aprovadas pela As-</p><p>sembleia-Geral das Nações Unidas e aceitas em conformidade com</p><p>seus respectivos procedimentos constitucionais, por uma maioria</p><p>de dois terços dos Estados Partes no presente Pacto.</p><p>3. Ao entrarem em vigor, tais emendas serão obrigatórias para</p><p>os Estados Partes que as aceitaram, ao passo que os demais Estados</p><p>Partes permanecem obrigados pelas disposições do presente Pacto</p><p>e pelas emendas anteriores por eles aceitas.</p><p>ARTIGO 52</p><p>Independentemente das notificações previstas no parágrafo 5</p><p>do artigo 48, o Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas</p><p>comunicará a todos os Estados referidos no parágrafo 1 do referido</p><p>artigo:</p><p>a) as assinaturas, ratificações e adesões recebidas em confor-</p><p>midade com o artigo 48;</p><p>b) a data de entrada em vigor do Pacto, nos termos do artigo</p><p>49, e a data em entrada em vigor de quaisquer emendas, nos ter-</p><p>mos do artigo 51.</p><p>ARTIGO 53</p><p>1. O presente Pacto, cujos textos em chinês, espanhol, francês,</p><p>inglês e russo são igualmente autênticos, será depositado nos ar-</p><p>quivos da Organização das Nações Unidas.</p><p>2. O Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas en-</p><p>caminhará cópias autênticas do presente Pacto a todos os Estados</p><p>mencionados no artigo 48.</p><p>Em fé do quê, os abaixo-assinados, devidamente autorizados</p><p>por seus respectivos Governos, assinaram o presente Pacto, aberto</p><p>à assinatura em Nova York, aos 19 dias do mês de dezembro do ano</p><p>de mil novecentos e sessenta e seis.</p><p>PACTO INTERNACIONAL DOS DIREITOS ECONÔMICOS, SO-</p><p>CIAIS E CULTURAIS (PIDESC)</p><p>PACTO INTERNACIONAL DOS DIREITOS ECONÔMICOS,</p><p>SOCIAIS E CULTURAIS</p><p>* Adotada pela Resolução n.2.200-A (XXI) da Assembleia Geral</p><p>das Nações Unidas, em 16 de dezembro de 1966 e ratificada pelo</p><p>Brasil em 24 de janeiro de 1992.</p><p>PREÂMBULO</p><p>Os Estados Membros no presente Pacto,</p><p>Considerando que, em conformidade com os princípios procla-</p><p>mados na Carta das Nações Unidas, o reconhecimento da dignidade</p><p>inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos</p><p>iguais e inalienáveis constitui o fundamento da liberdade, da justiça</p><p>e da paz no mundo,</p><p>Reconhecendo que esses direitos decorrem da dignidade ine-</p><p>rente à pessoa humana,</p><p>Reconhecendo que, em conformidade com a Declaração Uni-</p><p>versal dos Direitos Humanos, o ideal do ser humano livre, liberto do</p><p>temor e da miséria, não pode ser realizado a menos que se criem as</p><p>condições que permitam a cada um gozar de seus direitos econômi-</p><p>cos, sociais e culturais, assim</p><p>como de seus direitos civis e políticos,</p><p>Considerando que a Carta das Nações Unidas impõe aos Esta-</p><p>dos a obrigação de promover o respeito universal e efetivo dos di-</p><p>reitos e das liberdades da pessoa humana,</p><p>Compreendendo que o indivíduo, por ter deveres para com</p><p>seus semelhantes e para com a coletividade a que pertence, tem a</p><p>obrigação de lutar pela promoção e observância dos direitos reco-</p><p>nhecidos no presente Pacto,</p><p>Acordam o seguinte:</p><p>PARTE I</p><p>ARTIGO 1º</p><p>§1. Todos os povos têm o direito à autodeterminação. Em vir-</p><p>tude desse direito, determinam livremente seu estatuto político e</p><p>asseguram livremente seu desenvolvimento econômico, social e</p><p>cultural.</p><p>§2. Para a consecução de seus objetivos, todos os povos podem</p><p>dispor livremente de suas riquezas e de seus recursos naturais, sem</p><p>prejuízo das obrigações decorrentes da cooperação econômica in-</p><p>ternacional, baseada no princípio do proveito mútuo e do Direito</p><p>Internacional. Em caso algum poderá um povo ser privado de seus</p><p>próprios meios de subsistência.</p><p>§3. Os Estados Membros no presente Pacto, inclusive aqueles</p><p>que tenham a responsabilidade de administrar territórios não autô-</p><p>nomos e territórios sob tutela, deverão promover o exercício do di-</p><p>reito à autodeterminação e respeitar esse direito, em conformidade</p><p>com as disposições da Carta das Nações Unidas.</p><p>PARTE II</p><p>ARTIGO 2º</p><p>§1. Cada Estado Membro no presente Pacto compromete-se a</p><p>adotar medidas, tanto por esforço próprio como pela assistência e</p><p>cooperação internacionais, principalmente nos planos econômico e</p><p>técnico, até o máximo de seus recursos disponíveis, que visem a as-</p><p>NOÇÕES DE DIREITOS HUMANOS E LEGISLAÇÃO</p><p>89</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>segurar, progressivamente, por todos os meios apropriados, o ple-</p><p>no exercício dos direitos reconhecidos no presente Pacto, incluindo,</p><p>em particular, a adoção de medidas legislativas.</p><p>§2. Os Estados Membros no presente Pacto comprometem-se</p><p>a garantir que os direitos nele enunciados se exercerão sem dis-</p><p>criminação alguma por motivo de raça, cor, sexo, língua, religião,</p><p>opinião política ou de qualquer outra natureza, origem nacional ou</p><p>social, situação econômica, nascimento ou qualquer outra situação.</p><p>§3. Os países em desenvolvimento, levando devidamente em</p><p>consideração os direitos humanos e a situação econômica nacional,</p><p>poderão determinar em que medida garantirão os direitos econô-</p><p>micos reconhecidos no presente Pacto àqueles que não sejam seus</p><p>nacionais.</p><p>ARTIGO 3º</p><p>Os Estados Membros no presente Pacto comprometem-se a</p><p>assegurar a homens e mulheres igualdade no gozo dos direitos eco-</p><p>nômicos, sociais e culturais enumerados no presente Pacto.</p><p>ARTIGO 4º</p><p>Os Estados Membros no presente Pacto reconhecem que, no</p><p>exercício dos direitos assegurados em conformidade com o presen-</p><p>te Pacto pelo Estado, este poderá submeter tais direitos unicamen-</p><p>te às limitações estabelecidas em lei, somente na medida compatí-</p><p>vel com a natureza desses direitos e exclusivamente com o objetivo</p><p>de favorecer o bem-estar geral em uma sociedade democrática.</p><p>Artigo 5º</p><p>§1. Nenhuma das disposições do presente Pacto poderá ser</p><p>interpretada no sentido de reconhecer a um Estado, grupo ou indi-</p><p>víduo qualquer direito de dedicar-se a quaisquer atividades ou de</p><p>praticar quaisquer atos que tenham por objetivo destruir os direitos</p><p>ou liberdades reconhecidos no presente Pacto ou impor-lhes limita-</p><p>ções mais amplas do que aquelas nele previstas.</p><p>§2. Não se admitirá qualquer restrição ou suspensão dos direi-</p><p>tos humanos fundamentais reconhecidos ou vigentes em qualquer</p><p>país em virtude de leis, convenções, regulamentos ou costumes,</p><p>sob o pretexto de que o presente Pacto não os reconheça ou os</p><p>reconheça em menor grau.</p><p>PARTE III</p><p>ARTIGO 6º</p><p>§1. Os Estados Membros no presente Pacto reconhecem o di-</p><p>reito de toda pessoa de Ter a possibilidade de ganhar a vida me-</p><p>diante um trabalho livremente escolhido ou aceito e tomarão me-</p><p>didas apropriadas para salvaguardar esse direito.</p><p>§2. As medidas que cada Estados Membros no presente Pacto</p><p>tomará, a fim de assegurar o pleno exercício desse direito, deverão</p><p>incluir a orientação e a formação técnica e profissional, a elabora-</p><p>ção de programas, normas técnicas apropriadas para assegurar um</p><p>desenvolvimento econômico, social e cultural constante e o pleno</p><p>emprego produtivo em condições que salvaguardem aos indivíduos</p><p>o gozo das liberdades políticas e econômicas fundamentais.</p><p>ARTIGO 7º</p><p>Os Estados Membros no presente Pacto reconhecem o direito</p><p>de toda pessoa de gozar de condições de trabalho justas e favorá-</p><p>veis, que assegurem especialmente:</p><p>1.Uma remuneração que proporcione. no mínimo, a todos os</p><p>trabalhadores:</p><p>2.Um salário equitativo e uma remuneração igual por um tra-</p><p>balho de igual valor, sem qualquer distinção; em particular, as mu-</p><p>lheres deverão Ter a garantia de condições de trabalho não inferio-</p><p>res às dos homens e perceber a mesma remuneração que eles, por</p><p>trabalho igual;</p><p>3.Uma existência decente para eles e suas famílias, em confor-</p><p>midade com as disposições do presente Pacto;</p><p>4.Condições de trabalho seguras e higiênicas;</p><p>5.Igual oportunidade para todos de serem promovidos, em seu</p><p>trabalho, à categoria superior que lhes corresponda, sem outras</p><p>considerações que as de tempo, de trabalho e de capacidade;</p><p>6.O descanso, o lazer, a limitação razoável das horas de traba-</p><p>lho e férias periódicas remuneradas, assim como a remuneração</p><p>dos feriados.</p><p>ARTIGO 8º</p><p>§1. Os Estados Membros no presente Pacto comprometem-se</p><p>a garantir:</p><p>1.O direito de toda pessoa de fundar com outras sindicatos e</p><p>de filiar-se ao sindicato de sua escolha, sujeitando-se unicamente</p><p>aos estatutos da organização interessada, com o objetivo de pro-</p><p>mover e de proteger seus interesses econômicos e sociais. O exercí-</p><p>cio desse direito só poderá ser objeto das restrições previstas em lei</p><p>e que sejam necessárias, em uma sociedade democrática, ao inte-</p><p>resse da segurança nacional ou da ordem pública, ou para proteger</p><p>os direitos e as liberdades alheias;</p><p>2.O direito dos sindicatos de formar federações ou confedera-</p><p>ções nacionais e o direito destas de formar organizações sindicais</p><p>internacionais ou de filiar-se às mesmas;</p><p>3.O direito dos sindicatos de exercer livremente suas ativida-</p><p>des, sem quaisquer limitações além daquelas previstas em lei e que</p><p>sejam necessárias, em uma sociedade democrática, ao interesse da</p><p>segurança nacional ou da ordem pública, ou para proteger os direi-</p><p>tos e as liberdades das demais pessoas;</p><p>4.O direito de greve, exercido em conformidade com as leis de</p><p>cada país.</p><p>§2. O presente artigo não impedirá que se submeta a restrições</p><p>legais o exercício desses direitos pelos membros das forças arma-</p><p>das, da polícia ou da administração pública.</p><p>§3. Nenhuma das disposições do presente artigo permitirá que</p><p>os Estados Membros na Convenção de 1948 da Organização Inter-</p><p>nacional do Trabalho, relativa à liberdade sindical e à proteção do</p><p>direito sindical, venham a adotar medidas legislativas que restrin-</p><p>jam – ou a aplicar a lei de maneira a restringir – as garantias previs-</p><p>tas na referida Convenção.</p><p>ARTIGO 9º</p><p>Os Estados Membros no presente Pacto reconhecem o direito</p><p>de toda pessoa à previdência social, inclusive ao seguro social.</p><p>ARTIGO 10º</p><p>Os Estados Membros no presente Pacto reconhecem que:</p><p>1.Deve-se conceder à família, eu é o núcleo natural e funda-</p><p>mental da sociedade, a mais ampla proteção e assistência possíveis,</p><p>especialmente para a sua constituição e enquanto ela for respon-</p><p>sável pela criação e educação dos filhos. O matrimônio deve ser</p><p>contraído com o livre consentimento dos futuros cônjuges.</p><p>NOÇÕES DE DIREITOS HUMANOS E LEGISLAÇÃO</p><p>9090</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>2.Deve-se conceder proteção especial às mães por um período</p><p>de tempo razoável antes e depois do parto. Durante esse período,</p><p>deve-se conceder às mães que trabalham licença remunerada ou</p><p>licença acompanhada de benefícios previdenciários adequados.</p><p>3.Deve-se adotar medidas especiais de proteção e assistência</p><p>em prol de todas as crianças e adolescentes, sem distinção alguma</p><p>por motivo de filiação ou qualquer outra condição. Deve-se pro-</p><p>teger as crianças e adolescentes contra a exploração econômica e</p><p>social. O emprego de crianças e adolescentes, em trabalho que lhes</p><p>seja nocivo à moral e à saúde, ou que lhes faça correr perigo de</p><p>vida, ou ainda que lhes venha prejudicar o desenvolvimento nor-</p><p>mal, será punido por lei. Os Estados devem também estabelecer</p><p>limites de idade, sob os quais fique proibido e punido por lei o em-</p><p>prego assalariado da mão-de-obra infantil.</p><p>ARTIGO 11</p><p>§1. Os Estados-partes no presente Pacto reconhecem o direito</p><p>de toda pessoa a um nível de vida adequado para si próprio e para</p><p>sua família, inclusive à alimentação, vestimenta e moradia adequa-</p><p>das, assim como uma melhoria contínua de suas condições de vida.</p><p>Os Estados-partes tomarão medida apropriadas para assegurar a</p><p>consecução desse direito, reconhecendo, nesse sentido, a impor-</p><p>tância essencial da cooperação internacional fundada no livre con-</p><p>sentimento.</p><p>§2. Os Estados-partes no presente Pacto, reconhecendo o di-</p><p>reito fundamental de toda pessoa de estar protegida contra a fome,</p><p>adotarão, individualmente e mediante cooperação internacional, as</p><p>medidas, inclusive programas concretos, que se façam necessários</p><p>para:</p><p>1.Melhorar os métodos de produção, conservação e distribui-</p><p>ção de gêneros alimentícios pela plena utilização dos conhecimen-</p><p>tos técnicos e científicos, pela difusão de princípios de educação</p><p>nutricional e pelo aperfeiçoamento ou reforma dos regimes agrá-</p><p>rios, de maneira que se assegurem a exploração e a utilização mais</p><p>eficazes dos recursos naturais.</p><p>2.Assegurar uma repartição equitativa dos recursos alimentí-</p><p>cios mundiais em relação às necessidades, levando-se em conta os</p><p>problemas tanto dos países importadores quanto dos exportadores</p><p>de gêneros alimentícios.</p><p>ARTIGO 12</p><p>§1. Os Estados-partes no presente Pacto reconhecem o direito</p><p>de toda pessoa de desfrutar o mais elevado nível de saúde física e</p><p>mental.</p><p>§2. As medidas que os Estados-partes no presente Pacto deve-</p><p>rão adotar, com o fim de assegurar o pleno exercício desse direito,</p><p>incluirão as medidas que se façam necessárias para assegurar:</p><p>1.A diminuição da mortinatalidade e da mortalidade infantil,</p><p>bem como o desenvolvimento são das crianças.</p><p>2.A melhoria de todos os aspectos de higiene do trabalho e do</p><p>meio ambiente.</p><p>3.A prevenção e o tratamento das doenças epidêmicas, endê-</p><p>micas, profissionais e outras, bem como a luta contra essas doen-</p><p>ças.</p><p>4.A criação de condições que assegurem a todos assistência</p><p>médica e serviços médicos em caso de enfermidade.</p><p>ARTIGO 13</p><p>§1. Os Estados-partes no presente Pacto reconhecem o direito</p><p>de toda pessoa à educação. Concordam em que a educação deve-</p><p>rá visar ao pleno desenvolvimento da personalidade humana e do</p><p>sentido de sua dignidade e a fortalecer o respeito pelos direitos</p><p>humanos e liberdades fundamentais. Concordam ainda que a edu-</p><p>cação deverá capacitar todas as pessoas a participar efetivamente</p><p>de uma sociedade livre, favorecer a compreensão, a tolerância e a</p><p>amizade entre todas as nações e entre todos os grupos raciais, ét-</p><p>nicos ou religiosos e promover as atividades das Nações Unidas em</p><p>prol da manutenção da paz.</p><p>§2. Os Estados-partes no presente Pacto reconhecem que, com</p><p>o objetivo de assegurar o pleno exercício desse direito:</p><p>1.A educação primária deverá ser obrigatória e acessível gra-</p><p>tuitamente a todos.</p><p>2.A educação secundária em suas diferentes formas, inclusive</p><p>a educação secundária técnica e profissional, deverá ser generali-</p><p>zada e tornar-se acessível a todos, por todos os meios apropriados</p><p>e, principalmente, pela implementação progressiva do ensino gra-</p><p>tuito.</p><p>3.A educação de nível superior deverá igualmente tornar-se</p><p>acessível a todos, com base na capacidade de cada um, por todos</p><p>os meios apropriados e, principalmente, pela implementação pro-</p><p>gressiva do ensino gratuito.</p><p>4.Dever-se-á fomentar e intensificar, na medida do possível, a</p><p>educação de base para aquelas pessoas não receberam educação</p><p>primária ou não concluíram o ciclo completo de educação primária.</p><p>5.Será preciso prosseguir ativamente o desenvolvimento de</p><p>uma rede escolar em todos os níveis de ensino, implementar-se um</p><p>sistema adequado de bolsas de estudo e melhorar continuamente</p><p>as condições materiais do corpo docente.</p><p>6.Os Estados-partes no presente Pacto comprometem-se a res-</p><p>peitar a liberdade dos pais e, quando for o caso, dos tutores legais,</p><p>de escolher para seus filhos escolas distintas daquelas criadas pelas</p><p>autoridades públicas, sempre que atendam aos padrões mínimos</p><p>de ensino prescritos ou aprovados pelo Estado, e de fazer com que</p><p>seus filhos venham a receber educação religiosa ou moral que este-</p><p>ja de acordo com suas próprias convicções.</p><p>7.Nenhuma das disposições do presente artigo poderá ser in-</p><p>terpretada no sentido de restringir a liberdade de indivíduos e de</p><p>entidades de criar e dirigir instituições de ensino, desde que respei-</p><p>tados os princípios enunciados no parágrafo 1º do presente artigo</p><p>e que essas instituições observem os padrões mínimos prescritos</p><p>pelo Estado.</p><p>ARTIGO 14</p><p>Todo Estados-partes no presente Pacto que, no momento em</p><p>que se tornar Parte, ainda não tenha garantido em seu próprio terri-</p><p>tório ou território sob a sua jurisdição a obrigatoriedade ou a gratui-</p><p>dade da educação primária, se compromete a elaborar e a adotar,</p><p>dentro de um prazo de dois anos, um plano de ação detalhado des-</p><p>tinado à implementação progressiva, dentro de um número razoá-</p><p>vel de anos estabelecido no próprio plano, do princípio da educação</p><p>primária obrigatória e gratuita para todos.</p><p>ARTIGO 15</p><p>§1. Os Estados-partes no presente Pacto reconhecem a cada</p><p>indivíduo o direito de:</p><p>1.Participar da vida cultural;</p><p>2.Desfrutar o progresso científico e suas aplicações;</p><p>NOÇÕES DE DIREITOS HUMANOS E LEGISLAÇÃO</p><p>91</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>3.Beneficiar-se da proteção dos interesses morais e materiais</p><p>decorrentes de toda a produção científica, literária ou artística de</p><p>que seja autor.</p><p>§2. As medidas que os Estados-partes no presente Pacto de-</p><p>verão adotar com a finalidade de assegurar o pleno exercício desse</p><p>direito incluirão aquelas necessárias à conservação, ao desenvolvi-</p><p>mento e à difusão da ciência e da cultura.</p><p>§3. Os Estados-partes no presente Pacto comprometem-se a</p><p>respeitar a liberdade indispensável à pesquisa científica e à ativida-</p><p>de criadora.</p><p>§4. Os Estados-partes no presente Pacto reconhecem os benefí-</p><p>cios que derivam do fomento e do desenvolvimento da cooperação</p><p>e das relações internacionais no domínio da ciência e da cultura.</p><p>PARTE IV</p><p>ARTIGO 16</p><p>§1. Os Estados-partes no presente Pacto comprometem-se</p><p>a apresentar, de acordo com as disposições da presente parte do</p><p>Pacto, relatórios sobre as medidas que tenham adotado e sobre o</p><p>progresso realizado, com o objetivo de assegurar a observância dos</p><p>direitos reconhecidos no Pacto.</p><p>a)Todos os relatórios deverão ser encaminhados ao Secretário</p><p>Geral da Organização das Nações Unidas, o qual enviará cópias dos</p><p>mesmos ao Conselho Econômico e Social, para exame de acordo</p><p>com as disposições do presente Pacto.</p><p>b)O Secretário Geral da Organização das Nações Unidas enca-</p><p>minhará também às agências especializadas cópias dos relatórios</p><p>– ou de todas as partes pertinentes dos mesmos – enviados pelos</p><p>Estados-partes no presente Pacto que sejam igualmente membros</p><p>das referidas agências especializadas, na medida em que os relató-</p><p>rios, ou parte deles, guardem relação com questões que sejam da</p><p>competência de tais agências, nos termos de seus respectivo instru-</p><p>mentos constitutivos.</p><p>ARTIGO 17</p><p>§1. Os Estados-partes no presente Pacto apresentarão seus re-</p><p>latórios por etapas, segundo um programa a ser estabelecido pelo</p><p>Conselho Econômico e Social, no prazo de um ano a contar da data</p><p>da entrada em vigor do presente Pacto, após consulta aos Estados-</p><p>-partes e às agências especializadas interessadas.</p><p>§2. Os relatórios</p><p>poderão indicar os fatores e as dificuldades</p><p>que prejudiquem o</p><p>pleno cumprimento das obrigações previstas no presente Pac-</p><p>to.</p><p>§3. Caso as informações pertinentes já tenham sido encami-</p><p>nhadas à Organização das Nações Unidas ou a uma agência espe-</p><p>cializada por um Estados Membros, não será necessário reproduzir</p><p>as referidas informações, sendo suficiente uma referência precisa</p><p>às mesmas.</p><p>ARTIGO 18</p><p>Em virtude das responsabilidades que lhes são conferidas pela</p><p>Carta das Nações Unidas no domínio dos direitos humanos e das</p><p>liberdades fundamentais, o Conselho Econômico e Social poderá</p><p>concluir acordos com as agências especializadas sobre a apresen-</p><p>tação, por estas, de relatórios relativos aos progressos realizados</p><p>quanto ao cumprimento das disposições do presente Pacto que</p><p>correspondam ao seu campo de atividades. Os relatórios poderão</p><p>incluir dados sobre as decisões e recomendações, referentes ao</p><p>cumprimento das disposições do presente Pacto, adotadas pelos</p><p>órgãos competentes das agências especializadas.</p><p>ARTIGO 19</p><p>O Conselho Econômico e Social poderá encaminhar à Comissão</p><p>de Direitos Humanos, para fins de estudo e de recomendação de</p><p>ordem geral, ou para informação, caso julgue apropriado, os rela-</p><p>tórios concernentes aos direitos humanos que apresentarem os Es-</p><p>tados, nos termos dos artigos 16 e 17, e aqueles concernentes aos</p><p>direitos humanos que apresentarem as agências especializadas, nos</p><p>termos do artigo 18.</p><p>ARTIGO 20</p><p>Os Estados-partes no presente Pacto e as agências especiali-</p><p>zadas interessadas poderão encaminhar ao Conselho Econômico e</p><p>Social comentários sobre qualquer recomendação de ordem geral,</p><p>feita em virtude do artigo 19, ou sobre qualquer referência a uma</p><p>recomendação de ordem geral que venha a constar de relatório da</p><p>Comissão de Direitos Humanos ou de qualquer documento mencio-</p><p>nado no referido relatório.</p><p>ARTIGO 21</p><p>O Conselho Econômico e Social poderá apresentar ocasional-</p><p>mente à Assembleia Geral relatórios que contenham recomenda-</p><p>ções de caráter geral, bem como resumo das informações recebidas</p><p>dos Estados-partes no presente Pacto e das agências especializadas,</p><p>sobre as medidas adotadas e o progresso realizado com a finalida-</p><p>de de assegurar a observância geral dos direitos reconhecidos no</p><p>presente Pacto.</p><p>ARTIGO 22</p><p>O Conselho Econômico e Social poderá levar ao conhecimento</p><p>de outros órgãos da Organização das Nações Unidas, de seus órgãos</p><p>subsidiários e das agências especializadas interessadas, às quais in-</p><p>cumba a prestação de assistência técnica, quaisquer questões sus-</p><p>citadas nos relatórios mencionados nesta parte do presente Pacto,</p><p>que possam ajudar essas entidades a pronunciar-se, cada uma den-</p><p>tro de sua esfera de competência, sobre a conveniência de medidas</p><p>internacionais que possam contribuir para a implementação efetiva</p><p>e progressiva do presente Pacto.</p><p>ARTIGO 23</p><p>Os Estados-partes no presente Pacto concordam em que as</p><p>medidas de ordem internacional, destinadas a tornar efetivos os</p><p>direitos reconhecidos no referido Pacto, incluem, sobretudo, a con-</p><p>clusão de convenções, a adoção de recomendações, a prestação de</p><p>assistência técnica e a organização, em conjunto com os governos</p><p>interessados, e no intuito de efetuar consultas e realizar estudos, de</p><p>reuniões regionais e de reuniões técnicas.</p><p>ARTIGO 24</p><p>Nenhuma das disposições do presente Pacto poderá ser inter-</p><p>pretada em detrimento das disposições da Carta das Nações Unidas</p><p>ou das constituições das agências especializadas, as quais definem</p><p>as responsabilidades respectivas dos diversos órgãos da Organiza-</p><p>ção das Nações Unidas e agências especializadas, relativamente às</p><p>matérias tratadas no presente Pacto.</p><p>NOÇÕES DE DIREITOS HUMANOS E LEGISLAÇÃO</p><p>9292</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>ARTIGO 25</p><p>Nenhuma das disposições do presente Pacto poderá ser in-</p><p>terpretada em detrimento do direito inerente a todos os povos de</p><p>desfrutar e utilizar plena e livremente suas riquezas e seus recursos</p><p>naturais.</p><p>PARTE V</p><p>ARTIGO 26</p><p>§1. O presente Pacto está aberto à assinatura de todos os Es-</p><p>tados-membros da Organização das Nações Unidas ou membros de</p><p>qualquer de suas agências especializadas, de todo Estado Membro</p><p>no Estatuto da Corte Internacional de Justiça, bem como de qual-</p><p>quer outro Estado convidado pela Assembleia Geral das Nações</p><p>Unidas a tornar-se Parte no presente Pacto.</p><p>§2. O presente Pacto está sujeito à ratificação. Os instrumentos</p><p>de ratificação serão depositados junto ao Secretário Geral da Orga-</p><p>nização das Nações Unidas.</p><p>§3. O presente Pacto está aberto à adesão de qualquer dos Es-</p><p>tados mencionados no parágrafo 1º do presente artigo.</p><p>§4. Far-se-á a adesão mediante depósito do instrumento de</p><p>adesão junto ao Secretário Geral das Nações Unidas.</p><p>§5. O Secretário Geral da Organização das Nações Unidas in-</p><p>formará a todos os Estados que hajam assinado o presente Pacto,</p><p>ou a ele aderido, do depósito de cada instrumento de ratificação</p><p>ou adesão.</p><p>ARTIGO 27</p><p>§1. O presente Pacto entrará em vigor três meses após a data</p><p>do depósito, junto ao Secretário Geral da Organização das Nações</p><p>Unidas, do trigésimo quinto instrumento de ratificação ou adesão.</p><p>§2. Para os Estados que vierem a ratificar o presente Pacto ou</p><p>a ele aderir após o depósito do trigésimo quinto instrumento de</p><p>ratificação ou adesão, o presente Pacto entrará em vigor três meses</p><p>após a data do depósito, pelo Estado em questão, de seu instru-</p><p>mento de ratificação ou adesão.</p><p>ARTIGO 28</p><p>Aplicar-se-ão as disposições do presente Pacto, sem qualquer</p><p>limitação ou exceção, a todas as unidades constitutivas dos Estados</p><p>federativos.</p><p>ARTIGO 29</p><p>§1. Qualquer Estado Membro no presente Pacto poderá propor</p><p>emendas e depositá-las junto ao Secretário Geral da Organização</p><p>das Nações Unidas. O Secretário Geral comunicará todas as propos-</p><p>tas de emendas aos Estados-partes no presente Pacto, pedindo-lhes</p><p>que o notifiquem se desejarem que se convoque uma conferência</p><p>dos Estados-partes, destinada a examinar as propostas e subme-</p><p>tê-las a votação. Se pelo menos um terço dos Estados-partes se</p><p>manifestar a favor da referida convocação, o Secretário Geral con-</p><p>vocará a conferência sob os auspícios da Organização das Nações</p><p>Unidas. Qualquer emenda adotada pela maioria dos Estados-partes</p><p>presentes e votantes na conferência será submetida à aprovação da</p><p>Assembleia Geral das Nações Unidas.</p><p>§2. Tais emendas entrarão em vigor quando aprovadas pela As-</p><p>sembleia Geral das Nações Unidas e aceitas, em conformidade com</p><p>seus respectivos procedimentos constitucionais, por uma maioria</p><p>de dois terços dos Estados-partes no presente Pacto.</p><p>§3. Ao entrarem em vigor, tais emendas serão obrigatórias para</p><p>os Estados-partes que as aceitaram, ao passo que os demais Esta-</p><p>dos-partes permanecem obrigados pelas disposições do presente</p><p>Pacto e pelas emendas anteriores por eles aceitas.</p><p>ARTIGO 30</p><p>Independentemente das notificações previstas no parágrafo 5º</p><p>do artigo 26, o Secretário Geral da Organização das Nações Unidas</p><p>comunicará a todos os Estados mencionados no §1 do referido ar-</p><p>tigo:</p><p>1.As assinaturas, ratificações e adesões recebidas em confor-</p><p>midade com o artigo 26;</p><p>2.A data da entrada em vigor do Pacto, nos termos do artigo</p><p>27, e a data de entrada em vigor de quaisquer emendas, nos termos</p><p>do artigo 29.</p><p>ARTIGO 31</p><p>§1. O presente Pacto, cujos textos em chinês, espanhol, fran-</p><p>cês, inglês e russo são igualmente autênticos, será depositado nos</p><p>arquivos da Organização das Nações Unidas.</p><p>§2. O Secretário Geral da Organização das Nações Unidas enca-</p><p>minhará cópias autenticadas do presente Pacto a todos os Estados</p><p>mencionados no artigo 26.</p><p>SISTEMA DAS NAÇÕES UNIDAS E OS DIREITOS HUMANOS</p><p>O Sistema das Nações Unidas desempenha um papel funda-</p><p>mental na promoção e proteção dos direitos humanos em todo o</p><p>mundo. Através de suas diversas agências, programas e mecanis-</p><p>mos, a ONU busca garantir que os direitos humanos sejam uni-</p><p>versais e efetivamente respeitados, protegidos e cumpridos. Este</p><p>compromisso está enraizado na Carta</p><p>das Nações Unidas de 1945 e</p><p>foi expandido significativamente com a adoção da Declaração Uni-</p><p>versal dos Direitos Humanos em 1948, estabelecendo um padrão</p><p>global para a dignidade e justiça.</p><p>Estruturas e Mecanismos de Direitos Humanos da ONU</p><p>1. Conselho de Direitos Humanos: Este é um órgão intergover-</p><p>namental dentro do sistema das Nações Unidas responsável pela</p><p>promoção e proteção dos direitos humanos ao redor do mundo. O</p><p>Conselho aborda situações de violação de direitos humanos e faz</p><p>recomendações, incluindo a realização de revisões periódicas uni-</p><p>versais dos registros de direitos humanos de cada país membro.</p><p>2. Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Huma-</p><p>nos (ACNUDH): Liderado pelo Alto Comissário para os Direitos Hu-</p><p>manos, este órgão tem a missão de promover e proteger todos os</p><p>direitos humanos. O ACNUDH atua como parte do Secretariado da</p><p>ONU e desempenha um papel crucial na coordenação de esforços</p><p>de direitos humanos em todo o sistema da ONU.</p><p>3. Comitês de Tratados de Direitos Humanos: Existem vários co-</p><p>mitês de tratados que monitoram a implementação dos principais</p><p>tratados internacionais de direitos humanos. Esses comitês exami-</p><p>nam os relatórios periódicos dos Estados partes e emitem recomen-</p><p>dações conhecidas como “Observações Finais”.</p><p>NOÇÕES DE DIREITOS HUMANOS E LEGISLAÇÃO</p><p>93</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>4. Procedimentos Especiais: O Conselho de Direitos Humanos</p><p>pode nomear especialistas independentes, conhecidos como Rela-</p><p>tores Especiais ou Grupos de Trabalho, para investigar e reportar</p><p>sobre questões específicas de direitos humanos ou situações em</p><p>países específicos.</p><p>Impacto e Desafios</p><p>A atuação das Nações Unidas no campo dos direitos humanos</p><p>tem um impacto global significativo. As atividades da ONU ajudam a</p><p>moldar as leis e práticas de direitos humanos em países ao redor do</p><p>mundo, elevando padrões e fornecendo um fórum para o diálogo e</p><p>a resolução de conflitos. Além disso, a ONU desempenha um papel</p><p>educativo importante, aumentando a conscientização sobre os di-</p><p>reitos humanos e fomentando a cooperação internacional.</p><p>No entanto, a eficácia do Sistema das Nações Unidas na área de</p><p>direitos humanos enfrenta desafios significativos. Questões como a</p><p>politização dos direitos humanos, a falta de recursos e a capacidade</p><p>limitada de aplicar decisões complicam a implementação de suas</p><p>resoluções. Além disso, a dependência das Nações Unidas sobre a</p><p>cooperação dos Estados membros significa que a implementação</p><p>das recomendações pode ser inconsistente.</p><p>Apesar desses desafios, o Sistema das Nações Unidas continua</p><p>a ser uma força essencial para o avanço dos direitos humanos em</p><p>escala global. Com a colaboração contínua entre Estados membros,</p><p>organizações não governamentais e sociedade civil, o sistema da</p><p>ONU tem o potencial de fomentar o respeito pelos direitos huma-</p><p>nos em uma escala sem precedentes. As estruturas estabelecidas</p><p>oferecem um caminho crucial para a responsabilidade e o diálogo,</p><p>essenciais para a promoção de uma sociedade global justa e equi-</p><p>tativa.</p><p>O PAPEL DO CONSELHO DE DIREITOS HUMANOS DA ONU</p><p>O Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações</p><p>Unidas (ONU) é um órgão intergovernamental vital dentro do sis-</p><p>tema da ONU responsável por fortalecer a promoção e a proteção</p><p>dos direitos humanos ao redor do globo. Estabelecido pela Assem-</p><p>bleia Geral da ONU em 15 de março de 2006 através da resolução</p><p>60/251, o Conselho substituiu a Comissão de Direitos Humanos da</p><p>ONU como o principal órgão especializado nesta área. Com sede em</p><p>Genebra, na Suíça, o Conselho desempenha um papel crucial em</p><p>abordar violações de direitos humanos e fornecer recomendações.</p><p>Funções e Mandato</p><p>O mandato do Conselho de Direitos Humanos inclui a respon-</p><p>sabilidade de avaliar a situação dos direitos humanos em todos os</p><p>países membros da ONU e abordar casos de violações de direitos</p><p>humanos, independentemente de onde ocorram. Uma de suas ca-</p><p>racterísticas mais notáveis é o Mecanismo de Revisão Periódica Uni-</p><p>versal (RPU), que examina o histórico de direitos humanos de cada</p><p>Estado membro da ONU a cada quatro anos e meio. Este processo</p><p>permite uma avaliação justa e igualitária, promovendo assim um</p><p>diálogo construtivo entre os Estados.</p><p>Composição e Funcionamento</p><p>O Conselho é composto por 47 Estados membros da ONU,</p><p>eleitos pela Assembleia Geral com base na distribuição geográfica</p><p>equitativa. Os membros são eleitos para mandatos de três anos e</p><p>podem ser reeleitos, mas há um limite de dois mandatos consecu-</p><p>tivos. Isso garante uma renovação periódica e a oportunidade de</p><p>mais países participarem diretamente no trabalho do Conselho.</p><p>Atividades Principais</p><p>As atividades do Conselho de Direitos Humanos abrangem uma</p><p>variedade de funções, incluindo:</p><p>1. Sessões Regulares e Especiais: O Conselho realiza três ses-</p><p>sões regulares por ano e pode convocar sessões especiais em res-</p><p>posta a crises de direitos humanos emergentes. Estas sessões são</p><p>plataformas para discussão, formulação de políticas e tomada de</p><p>decisões.</p><p>2. Procedimentos Especiais: O Conselho nomeia especialistas</p><p>independentes, conhecidos como Relatores Especiais, para relatar</p><p>e aconselhar sobre direitos humanos específicos ou situações de</p><p>direitos humanos em países particulares. Estes especialistas jogam</p><p>um papel crucial em investigar, monitorar e recomendar melhorias.</p><p>3. Resoluções e Decisões: O Conselho adota resoluções que</p><p>fornecem orientações e recomendações sobre questões de direitos</p><p>humanos. Embora essas resoluções não sejam legalmente vincula-</p><p>tivas, elas têm um forte impacto moral e político, influenciando as</p><p>políticas nacionais e moldando normas internacionais.</p><p>4. Cooperação e Diálogo: O Conselho promove a cooperação</p><p>e o diálogo entre os Estados, bem como com organizações não go-</p><p>vernamentais, instituições nacionais de direitos humanos, e outros</p><p>atores. Isso é essencial para a implementação efetiva de compro-</p><p>missos de direitos humanos.</p><p>Impacto e Desafios</p><p>O Conselho de Direitos Humanos da ONU tem sido fundamen-</p><p>tal em colocar questões de direitos humanos na vanguarda das</p><p>preocupações internacionais. Suas revisões e recomendações aju-</p><p>daram a melhorar as práticas de direitos humanos em vários países.</p><p>No entanto, enfrenta desafios como a politização das questões de</p><p>direitos humanos e as diferenças nos níveis de cooperação dos Es-</p><p>tados membros. A eficácia do Conselho muitas vezes depende da</p><p>vontade política dos Estados em implementar suas resoluções e co-</p><p>operar com seus mecanismos.</p><p>O Conselho de Direitos Humanos da ONU desempenha um pa-</p><p>pel insubstituível na promoção dos direitos humanos globalmente.</p><p>Apesar de seus desafios, continua a ser uma arena vital para o diá-</p><p>logo internacional sobre direitos humanos e um mecanismo essen-</p><p>cial para a responsabilização e promoção da justiça e da dignidade</p><p>humana em todo o mundo.</p><p>DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS –</p><p>ADOTADA PELA ASSEMBLEIA GERAL DAS NAÇÕES UNIDAS</p><p>EM 10 DE DEZEMBRO DE 1948</p><p>Declaração Universal dos Direitos Humanos</p><p>Adotada e proclamada pela Assembleia Geral das Nações</p><p>Unidas (resolução 217 A III) em 10 de dezembro 1948.</p><p>NOÇÕES DE DIREITOS HUMANOS E LEGISLAÇÃO</p><p>9494</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Preâmbulo</p><p>Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a</p><p>todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e</p><p>inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no</p><p>mundo,</p><p>Considerando que o desprezo e o desrespeito pelos direitos hu-</p><p>manos resultaram em atos bárbaros que ultrajaram a consciência</p><p>da humanidade e que o advento de um mundo em que mulheres e</p><p>homens gozem de liberdade de palavra, de crença e da liberdade de</p><p>viverem a salvo do temor e da necessidade foi proclamado como a</p><p>mais alta aspiração do ser humano comum,</p><p>Considerando ser essencial que os direitos humanos sejam pro-</p><p>tegidos pelo império da lei, para que o ser humano não seja compe-</p><p>lido, como último recurso, à rebelião contra a tirania e a opressão,</p><p>Considerando ser</p><p>essencial promover o desenvolvimento de</p><p>relações amistosas entre as nações,</p><p>Considerando que os povos das Nações Unidas reafirmaram,</p><p>na Carta, sua fé nos direitos fundamentais do ser humano, na dig-</p><p>nidade e no valor da pessoa humana e na igualdade de direitos do</p><p>homem e da mulher e que decidiram promover o progresso social e</p><p>melhores condições de vida em uma liberdade mais ampla,</p><p>Considerando que os Países-Membros se comprometeram a</p><p>promover, em cooperação com as Nações Unidas, o respeito uni-</p><p>versal aos direitos e liberdades fundamentais do ser humano e a</p><p>observância desses direitos e liberdades,</p><p>Considerando que uma compreensão comum desses direitos</p><p>e liberdades é da mais alta importância para o pleno cumprimento</p><p>desse compromisso,</p><p>Agora portanto a Assembleia Geral proclama a presente Decla-</p><p>ração Universal dos Direitos Humanos como o ideal comum a ser</p><p>atingido por todos os povos e todas as nações, com o objetivo de</p><p>que cada indivíduo e cada órgão da sociedade tendo sempre em</p><p>mente esta Declaração, esforce-se, por meio do ensino e da educa-</p><p>ção, por promover o respeito a esses direitos e liberdades, e, pela</p><p>adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacio-</p><p>nal, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância uni-</p><p>versais e efetivos, tanto entre os povos dos próprios Países-Mem-</p><p>bros quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição.</p><p>Artigo 1</p><p>Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e</p><p>direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em rela-</p><p>ção uns aos outros com espírito de fraternidade.</p><p>Artigo 2</p><p>1. Todo ser humano tem capacidade para gozar os direitos e as</p><p>liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qual-</p><p>quer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política</p><p>ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimen-</p><p>to, ou qualquer outra condição.</p><p>2. Não será também feita nenhuma distinção fundada na con-</p><p>dição política, jurídica ou internacional do país ou território a que</p><p>pertença uma pessoa, quer se trate de um território independente,</p><p>sob tutela, sem governo próprio, quer sujeito a qualquer outra limi-</p><p>tação de soberania.</p><p>Artigo 3</p><p>Todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança</p><p>pessoal.</p><p>Artigo 4</p><p>Ninguém será mantido em escravidão ou servidão; a escravi-</p><p>dão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas.</p><p>Artigo 5</p><p>Ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou casti-</p><p>go cruel, desumano ou degradante.</p><p>Artigo 6</p><p>Todo ser humano tem o direito de ser, em todos os lugares,</p><p>reconhecido como pessoa perante a lei.</p><p>Artigo 7</p><p>Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer dis-</p><p>tinção, a igual proteção da lei. Todos têm direito a igual proteção</p><p>contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e</p><p>contra qualquer incitamento a tal discriminação.</p><p>Artigo 8</p><p>Todo ser humano tem direito a receber dos tribunais nacionais</p><p>competentes remédio efetivo para os atos que violem os direitos</p><p>fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela constituição ou pela</p><p>lei.</p><p>Artigo 9</p><p>Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado.</p><p>Artigo 10</p><p>Todo ser humano tem direito, em plena igualdade, a uma justa</p><p>e pública audiência por parte de um tribunal independente e im-</p><p>parcial, para decidir seus direitos e deveres ou fundamento de qual-</p><p>quer acusação criminal contra ele.</p><p>Artigo 11</p><p>1.Todo ser humano acusado de um ato delituoso tem o direito</p><p>de ser presumido inocente até que a sua culpabilidade tenha sido</p><p>provada de acordo com a lei, em julgamento público no qual lhe te-</p><p>nham sido asseguradas todas as garantias necessárias à sua defesa.</p><p>2. Ninguém poderá ser culpado por qualquer ação ou omissão</p><p>que, no momento, não constituíam delito perante o direito nacional</p><p>ou internacional. Também não será imposta pena mais forte de que</p><p>aquela que, no momento da prática, era aplicável ao ato delituoso.</p><p>Artigo 12</p><p>Ninguém será sujeito à interferência na sua vida privada, na sua</p><p>família, no seu lar ou na sua correspondência, nem a ataque à sua</p><p>honra e reputação. Todo ser humano tem direito à proteção da lei</p><p>contra tais interferências ou ataques.</p><p>Artigo 13</p><p>1. Todo ser humano tem direito à liberdade de locomoção e</p><p>residência dentro das fronteiras de cada Estado.</p><p>2. Todo ser humano tem o direito de deixar qualquer país, in-</p><p>clusive o próprio e a esse regressar.</p><p>Artigo 14</p><p>1. Todo ser humano, vítima de perseguição, tem o direito de</p><p>procurar e de gozar asilo em outros países.</p><p>NOÇÕES DE DIREITOS HUMANOS E LEGISLAÇÃO</p><p>95</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>2. Esse direito não pode ser invocado em caso de perseguição</p><p>legitimamente motivada por crimes de direito comum ou por atos</p><p>contrários aos objetivos e princípios das Nações Unidas.</p><p>Artigo 15</p><p>1. Todo ser humano tem direito a uma nacionalidade.</p><p>2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua nacionalidade,</p><p>nem do direito de mudar de nacionalidade.</p><p>Artigo 16</p><p>1. Os homens e mulheres de maior idade, sem qualquer restri-</p><p>ção de raça, nacionalidade ou religião, têm o direito de contrair ma-</p><p>trimônio e fundar uma família. Gozam de iguais direitos em relação</p><p>ao casamento, sua duração e sua dissolução.</p><p>2. O casamento não será válido senão com o livre e pleno con-</p><p>sentimento dos nubentes.</p><p>3. A família é o núcleo natural e fundamental da sociedade e</p><p>tem direito à proteção da sociedade e do Estado.</p><p>Artigo 17</p><p>1. Todo ser humano tem direito à propriedade, só ou em socie-</p><p>dade com outros.</p><p>2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua propriedade.</p><p>Artigo 18</p><p>Todo ser humano tem direito à liberdade de pensamento, cons-</p><p>ciência e religião; esse direito inclui a liberdade de mudar de reli-</p><p>gião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença</p><p>pelo ensino, pela prática, pelo culto em público ou em particular.</p><p>Artigo 19</p><p>Todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expres-</p><p>são; esse direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opi-</p><p>niões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por</p><p>quaisquer meios e independentemente de fronteiras.</p><p>Artigo 20</p><p>1. Todo ser humano tem direito à liberdade de reunião e asso-</p><p>ciação pacífica.</p><p>2. Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação.</p><p>Artigo 21</p><p>1. Todo ser humano tem o direito de tomar parte no governo</p><p>de seu país diretamente ou por intermédio de representantes livre-</p><p>mente escolhidos.</p><p>2. Todo ser humano tem igual direito de acesso ao serviço pú-</p><p>blico do seu país.</p><p>3. A vontade do povo será a base da autoridade do governo;</p><p>essa vontade será expressa em eleições periódicas e legítimas, por</p><p>sufrágio universal, por voto secreto ou processo equivalente que</p><p>assegure a liberdade de voto.</p><p>Artigo 22</p><p>Todo ser humano, como membro da sociedade, tem direito à</p><p>segurança social, à realização pelo esforço nacional, pela coopera-</p><p>ção internacional e de acordo com a organização e recursos de cada</p><p>Estado, dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis</p><p>à sua dignidade e ao livre desenvolvimento da sua personalidade.</p><p>Artigo 23</p><p>1. Todo ser humano tem direito ao trabalho, à livre escolha de</p><p>emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção</p><p>contra o desemprego.</p><p>2. Todo ser humano, sem qualquer distinção, tem direito a igual</p><p>remuneração por igual trabalho.</p><p>3. Todo ser humano que trabalha tem direito a uma remune-</p><p>ração justa e satisfatória que lhe assegure, assim como à sua famí-</p><p>lia, uma existência compatível com a dignidade humana e a que se</p><p>acrescentarão, se necessário, outros meios de proteção social.</p><p>4. Todo ser humano tem direito a organizar sindicatos e a neles</p><p>ingressar para proteção de seus interesses.</p><p>Artigo 24</p><p>Todo ser humano tem direito a repouso e lazer, inclusive a li-</p><p>mitação razoável das horas de trabalho e a férias remuneradas pe-</p><p>riódicas.</p><p>Artigo 25</p><p>1. Todo ser humano tem direito a um padrão de vida capaz de</p><p>assegurar a si e à sua família saúde, bem-estar, inclusive alimen-</p><p>tação, vestuário, habitação, cuidados médicos</p><p>e os serviços sociais</p><p>indispensáveis e direito à segurança em caso de desemprego, doen-</p><p>ça invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de</p><p>subsistência em circunstâncias fora de seu controle.</p><p>2. A maternidade e a infância têm direito a cuidados e assistên-</p><p>cia especiais. Todas as crianças, nascidas dentro ou fora do matri-</p><p>mônio, gozarão da mesma proteção social.</p><p>Artigo 26</p><p>1. Todo ser humano tem direito à instrução. A instrução será</p><p>gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A ins-</p><p>trução elementar será obrigatória. A instrução técnico-profissional</p><p>será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada</p><p>no mérito.</p><p>2. A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvi-</p><p>mento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito</p><p>pelos direitos do ser humano e pelas liberdades fundamentais. A</p><p>instrução promoverá a compreensão, a tolerância e a amizade entre</p><p>todas as nações e grupos raciais ou religiosos e coadjuvará as ativi-</p><p>dades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz.</p><p>3. Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de</p><p>instrução que será ministrada a seus filhos.</p><p>Artigo 27</p><p>1. Todo ser humano tem o direito de participar livremente da</p><p>vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar do</p><p>progresso científico e de seus benefícios.</p><p>2. Todo ser humano tem direito à proteção dos interesses mo-</p><p>rais e materiais decorrentes de qualquer produção científica literá-</p><p>ria ou artística da qual seja autor.</p><p>Artigo 28</p><p>Todo ser humano tem direito a uma ordem social e interna-</p><p>cional em que os direitos e liberdades estabelecidos na presente</p><p>Declaração possam ser plenamente realizados.</p><p>NOÇÕES DE DIREITOS HUMANOS E LEGISLAÇÃO</p><p>9696</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Artigo 29</p><p>1. Todo ser humano tem deveres para com a comunidade, na</p><p>qual o livre e pleno desenvolvimento de sua personalidade é pos-</p><p>sível.</p><p>2. No exercício de seus direitos e liberdades, todo ser humano</p><p>estará sujeito apenas às limitações determinadas pela lei, exclusiva-</p><p>mente com o fim de assegurar o devido reconhecimento e respeito</p><p>dos direitos e liberdades de outrem e de satisfazer as justas exigên-</p><p>cias da moral, da ordem pública e do bem-estar de uma sociedade</p><p>democrática.</p><p>3. Esses direitos e liberdades não podem, em hipótese alguma,</p><p>ser exercidos contrariamente aos objetivos e princípios das Nações</p><p>Unidas.</p><p>Artigo 30</p><p>Nenhuma disposição da presente Declaração poder ser inter-</p><p>pretada como o reconhecimento a qualquer Estado, grupo ou pes-</p><p>soa, do direito de exercer qualquer atividade ou praticar qualquer</p><p>ato destinado à destruição de quaisquer dos direitos e liberdades</p><p>aqui estabelecidos.</p><p>CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS HUMANOS –</p><p>ASSINADA NA CONFERÊNCIA ESPECIALIZADA INTERAME-</p><p>RICANA SOBRE DIREITOS HUMANOS (SAN JOSÉ DA COSTA</p><p>RICA), EM 22 DE NOVEMBRO DE 1969</p><p>ANEXO AO DECRETO QUE PROMULGA A CONVENÇÃO</p><p>AMERICANA SOBRE DIREITOS HUMANOS (PACTO DE SÃO</p><p>JOSE DA COSTA RICA) - MRE</p><p>CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS HUMANOS</p><p>PREÂMBULO</p><p>Os Estados americanos signatários da presente Convenção,</p><p>Reafirmando seu propósito de consolidar neste Continente,</p><p>dentro do quadro das instituições democráticas, um regime de li-</p><p>berdade pessoal e de justiça social, fundado no respeito dos direi-</p><p>tos essenciais do homem;</p><p>Reconhecendo que os direitos essenciais do homem não de-</p><p>rivam do fato de ser ele nacional de determinado Estado, mas sim</p><p>do fato de ter como fundamento os atributos da pessoa humana,</p><p>razão por que justificam uma proteção internacional, de natureza</p><p>convencional, coadjuvante ou complementar da que oferece o di-</p><p>reito interno dos Estados americanos;</p><p>Considerando que esses princípios foram consagrados na Carta</p><p>da Organização dos Estados Americanos, na Declaração Americana</p><p>dos Direitos e Deveres do Homem e na Declaração Universal dos</p><p>Direitos do Homem e que foram reafirmados e desenvolvidos em</p><p>outros instrumentos internacionais, tanto de âmbito mundial como</p><p>regional;</p><p>Reiterando que, de acordo com a Declaração Universal dos Di-</p><p>reitos do Homem, só pode ser realizado o ideal do ser humano livre,</p><p>isento do temor e da miséria, se forem criadas condições que per-</p><p>mitam a cada pessoa gozar dos seus direitos econômicos, sociais e</p><p>culturais, bem como dos seus direitos civis e políticos; e</p><p>Considerando que a Terceira Conferência Interamericana Ex-</p><p>traordinária (Buenos Aires, 1967) aprovou a incorporação à pró-</p><p>pria Carta da Organização de normas mais amplas sobre direitos</p><p>econômicos, sociais e educacionais e resolveu que uma convenção</p><p>interamericana sobre direitos humanos determinasse a estrutura,</p><p>competência e processo dos órgãos encarregados dessa matéria,</p><p>Convieram no seguinte:</p><p>PARTE I</p><p>DEVERES DOS ESTADOS E DIREITOS PROTEGIDOS</p><p>CAPÍTULO I</p><p>ENUMERAÇÃO DE DEVERES</p><p>ARTIGO 1</p><p>OBRIGAÇÃO DE RESPEITAR OS DIREITOS</p><p>1. Os Estados-Partes nesta Convenção comprometem-se a res-</p><p>peitar os direitos e liberdades nela reconhecidos e a garantir seu</p><p>livre e pleno exercício a toda pessoa que esteja sujeita à sua ju-</p><p>risdição, sem discriminação alguma por motivo de raça, cor, sexo,</p><p>idioma, religião, opiniões políticas ou de qualquer outra natureza,</p><p>origem nacional ou social, posição econômica, nascimento ou qual-</p><p>quer outra condição social.</p><p>2. Para os efeitos desta Convenção, pessoa é todo ser humano.</p><p>ARTIGO 2</p><p>Dever de Adotar Disposições de Direito Interno</p><p>Se o exercício dos direitos e liberdades mencionados no artigo</p><p>1 ainda não estiver garantido por disposições legislativas ou de ou-</p><p>tra natureza, os Estados-Partes comprometem-se a adotar, de acor-</p><p>do com as suas normas constitucionais e com as disposições desta</p><p>Convenção, as medidas legislativas ou de outra natureza que forem</p><p>necessárias para tornar efetivos tais direitos e liberdades.</p><p>CAPÍTULO II</p><p>DIREITOS CIVIS E POLÍTICOS</p><p>ARTIGO 3</p><p>Direito ao Reconhecimento da Personalidade Jurídica</p><p>Toda pessoa tem direito ao reconhecimento de sua personali-</p><p>dade jurídica.</p><p>ARTIGO 4</p><p>Direito à Vida</p><p>1. Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua vida. Esse</p><p>direito deve ser protegido pela lei e, em geral, desde o momento</p><p>da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente.</p><p>2. Nos países que não houverem abolido a pena de morte, esta</p><p>só poderá ser imposta pelos delitos mais graves, em cumprimento</p><p>de sentença final de tribunal competente e em conformidade com</p><p>lei que estabeleça tal pena, promulgada antes de haver o delito sido</p><p>cometido. Tampouco se estenderá sua aplicação a delitos aos quais</p><p>não se aplique atualmente.</p><p>3. Não se pode restabelecer a pena de morte nos Estados que</p><p>a hajam abolido.</p><p>4. Em nenhum caso pode a pena de morte ser aplicada por deli-</p><p>tos políticos, nem por delitos comuns conexos com delitos políticos.</p><p>5. Não se deve impor a pena de morte a pessoa que, no mo-</p><p>mento da perpetração do delito, for menor de dezoito anos, ou</p><p>maior de setenta, nem aplicá-la a mulher em estado de gravidez.</p><p>NOÇÕES DE DIREITOS HUMANOS E LEGISLAÇÃO</p><p>97</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>6. Toda pessoa condenada à morte tem direito a solicitar anis-</p><p>tia, indulto ou comutação da pena, os quais podem ser concedidos</p><p>em todos os casos. Não se pode executar a pena de morte enquan-</p><p>to o pedido estiver pendente de decisão ante a autoridade compe-</p><p>tente.</p><p>ARTIGO 5</p><p>Direito à Integridade Pessoal</p><p>1. Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua integridade</p><p>física, psíquica e moral.</p><p>2. Ninguém deve ser submetido a torturas, nem a penas ou</p><p>tratos cruéis, desumanos ou degradantes. Toda pessoa privada da</p><p>liberdade deve ser tratada com o respeito devido à dignidade ine-</p><p>rente ao ser humano.</p><p>3. A pena não pode passar da pessoa do delinquente.</p><p>4. Os processados devem ficar separados dos condenados, sal-</p><p>vo em circunstâncias excepcionais, e ser submetidos a tratamento</p><p>adequado à sua condição de pessoas não condenadas.</p><p>5. Os menores, quando puderem ser processados, devem ser</p><p>separados dos adultos e conduzidos a tribunal especializado, com a</p><p>maior rapidez possível,</p><p>para seu tratamento.</p><p>6. As penas privativas da liberdade devem ter por finalidade</p><p>essencial a reforma e a readaptação social dos condenados.</p><p>ARTIGO 6</p><p>Proibição da Escravidão e da Servidão</p><p>1. Ninguém pode ser submetido a escravidão ou a servidão, e</p><p>tanto estas como o tráfico de escravos e o tráfico de mulheres são</p><p>proibidos em todas as formas.</p><p>2. Ninguém deve ser constrangido a executar trabalho forçado</p><p>ou obrigatório. Nos países em que se prescreve, para certos delitos,</p><p>pena privativa da liberdade acompanhada de trabalhos forçados,</p><p>esta disposição não pode ser interpretada no sentido de que proíbe</p><p>o cumprimento da dita pena, imposta por juiz ou tribunal compe-</p><p>tente. O trabalho forçado não deve afetar a dignidade nem a capa-</p><p>cidade física e intelectual do recluso.</p><p>3. Não constituem trabalhos forçados ou obrigatórios para os</p><p>efeitos deste artigo:</p><p>a) os trabalhos ou serviços normalmente exigidos de pessoa re-</p><p>clusa em cumprimento de sentença ou resolução formal expedida</p><p>pela autoridade judiciária competente. Tais trabalhos ou serviços</p><p>devem ser executados sob a vigilância e controle das autoridades</p><p>públicas, e os indivíduos que os executarem não devem ser postos</p><p>à disposição de particulares, companhias ou pessoas jurídicas de</p><p>caráter privado:</p><p>b) o serviço militar e, nos países onde se admite a isenção por</p><p>motivos de consciência, o serviço nacional que a lei estabelecer em</p><p>lugar daquele;</p><p>c) o serviço imposto em casos de perigo ou calamidade que</p><p>ameace a existência ou o bem-estar da comunidade; e</p><p>d) o trabalho ou serviço que faça parte das obrigações cívicas</p><p>normais.</p><p>ARTIGO 7</p><p>Direito à Liberdade Pessoal</p><p>1. Toda pessoa tem direito à liberdade e à segurança pessoais.</p><p>2. Ninguém pode ser privado de sua liberdade física, salvo pe-</p><p>las causas e nas condições previamente fixadas pelas constituições</p><p>políticas dos Estados-Partes ou pelas leis de acordo com elas pro-</p><p>mulgadas.</p><p>3. Ninguém pode ser submetido a detenção ou encarceramen-</p><p>to arbitrários.</p><p>4. Toda pessoa detida ou retida deve ser informada das razões</p><p>da sua detenção e notificada, sem demora, da acusação ou acusa-</p><p>ções formuladas contra ela.</p><p>5. Toda pessoa detida ou retida deve ser conduzida, sem de-</p><p>mora, à presença de um juiz ou outra autoridade autorizada pela</p><p>lei a exercer funções judiciais e tem direito a ser julgada dentro de</p><p>um prazo razoável ou a ser posta em liberdade, sem prejuízo de que</p><p>prossiga o processo. Sua liberdade pode ser condicionada a garan-</p><p>tias que assegurem o seu comparecimento em juízo.</p><p>6. Toda pessoa privada da liberdade tem direito a recorrer a um</p><p>juiz ou tribunal competente, a fim de que este decida, sem demora,</p><p>sobre a legalidade de sua prisão ou detenção e ordene sua soltura</p><p>se a prisão ou a detenção forem ilegais. Nos Estados-Partes cujas</p><p>leis prevêem que toda pessoa que se vir ameaçada de ser privada</p><p>de sua liberdade tem direito a recorrer a um juiz ou tribunal compe-</p><p>tente a fim de que este decida sobre a legalidade de tal ameaça, tal</p><p>recurso não pode ser restringido nem abolido. O recurso pode ser</p><p>interposto pela própria pessoa ou por outra pessoa.</p><p>7. Ninguém deve ser detido por dívida. Este princípio não limita</p><p>os mandados de autoridade judiciária competente expedidos em</p><p>virtude de inadimplemento de obrigação alimentar.</p><p>ARTIGO 8</p><p>Garantias Judiciais</p><p>1. Toda pessoa tem direito a ser ouvida, com as devidas garan-</p><p>tias e dentro de um prazo razoável, por um juiz ou tribunal compe-</p><p>tente, independente e imparcial, estabelecido anteriormente por</p><p>lei, na apuração de qualquer acusação penal formulada contra ela,</p><p>ou para que se determinem seus direitos ou obrigações de natureza</p><p>civil, trabalhista, fiscal ou de qualquer outra natureza.</p><p>2. Toda pessoa acusada de delito tem direito a que se presuma</p><p>sua inocência enquanto não se comprove legalmente sua culpa. Du-</p><p>rante o processo, toda pessoa tem direito, em plena igualdade, às</p><p>seguintes garantias mínimas:</p><p>a) direito do acusado de ser assistido gratuitamente por tra-</p><p>dutor ou intérprete, se não compreender ou não falar o idioma do</p><p>juízo ou tribunal;</p><p>b) comunicação prévia e pormenorizada ao acusado da acusa-</p><p>ção formulada;</p><p>c) concessão ao acusado do tempo e dos meios adequados</p><p>para a preparação de sua defesa;</p><p>d) direito do acusado de defender-se pessoalmente ou de ser</p><p>assistido por um defensor de sua escolha e de comunicar-se, livre-</p><p>mente e em particular, com seu defensor;</p><p>e) direito irrenunciável de ser assistido por um defensor pro-</p><p>porcionado pelo Estado, remunerado ou não, segundo a legislação</p><p>interna, se o acusado não se defender ele próprio nem nomear de-</p><p>fensor dentro do prazo estabelecido pela lei;</p><p>f) direito da defesa de inquirir as testemunhas presentes no tri-</p><p>bunal e de obter o comparecimento, como testemunhas ou peritos,</p><p>de outras pessoas que possam lançar luz sobre os fatos.</p><p>g) direito de não ser obrigado a depor contra si mesma, nem a</p><p>declarar-se culpada; e</p><p>h) direito de recorrer da sentença para juiz ou tribunal superior.</p><p>3. A confissão do acusado só é válida se feita sem coação de</p><p>nenhuma natureza.</p><p>4. O acusado absolvido por sentença passada em julgado não</p><p>poderá se submetido a novo processo pelos mesmos fatos.</p><p>NOÇÕES DE DIREITOS HUMANOS E LEGISLAÇÃO</p><p>9898</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>5. O processo penal deve ser público, salvo no que for necessá-</p><p>rio para preservar os interesses da justiça.</p><p>ARTIGO 9</p><p>Princípio da Legalidade e da Retroatividade</p><p>Ninguém pode ser condenado por ações ou omissões que, no</p><p>momento em que forem cometidas, não sejam delituosas, de acor-</p><p>do com o direito aplicável. Tampouco se pode impor pena mais gra-</p><p>ve que a aplicável no momento da perpetração do delito. Se depois</p><p>da perpetração do delito a lei dispuser a imposição de pena mais</p><p>leve, o delinquente será por isso beneficiado.</p><p>ARTIGO 10</p><p>Direito a Indenização</p><p>Toda pessoa tem direito de ser indenizada conforme a lei, no</p><p>caso de haver sido condenada em sentença passada em julgado,</p><p>por erro judiciário.</p><p>ARTIGO 11</p><p>Proteção da Honra e da Dignidade</p><p>1. Toda pessoa tem direito ao respeito de sua honra e ao reco-</p><p>nhecimento de sua dignidade.</p><p>2. Ninguém pode ser objeto de ingerências arbitrárias ou abu-</p><p>sivas em sua vida privada, na de sua família, em seu domicílio ou</p><p>em sua correspondência, nem de ofensas ilegais à sua honra ou re-</p><p>putação.</p><p>3. Toda pessoa tem direito à proteção da lei contra tais ingerên-</p><p>cias ou tais ofensas.</p><p>ARTIGO 12</p><p>Liberdade de Consciência e de Religião</p><p>1. Toda pessoa tem direito à liberdade de consciência e de re-</p><p>ligião. Esse direito implica a liberdade de conservar sua religião ou</p><p>suas crenças, ou de mudar de religião ou de crenças, bem como a</p><p>liberdade de professar e divulgar sua religião ou suas crenças, indi-</p><p>vidual ou coletivamente, tanto em público como em privado.</p><p>2. Ninguém pode ser objeto de medidas restritivas que possam</p><p>limitar sua liberdade de conservar sua religião ou suas crenças, ou</p><p>de mudar de religião ou de crenças.</p><p>3. A liberdade de manifestar a própria religião e as próprias</p><p>crenças está sujeita unicamente às limitações prescritas pela lei e</p><p>que sejam necessárias para proteger a segurança, a ordem, a saúde</p><p>ou a moral públicas ou os direitos ou liberdades das demais pesso-</p><p>as.</p><p>4. Os pais, e quando for o caso os tutores, têm direito a que</p><p>seus filhos ou pupilos recebam a educação religiosa e moral que</p><p>esteja acorde com suas próprias convicções.</p><p>ARTIGO 13</p><p>Liberdade de Pensamento e de Expressão</p><p>1. Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento e de ex-</p><p>pressão. Esse direito compreende a liberdade de buscar, receber e</p><p>difundir informações e ideias de toda natureza, sem consideração</p><p>de fronteiras, verbalmente ou por escrito, ou em forma impressa ou</p><p>artística, ou por qualquer outro processo de sua escolha.</p><p>O exercício do direito previsto no inciso precedente não pode</p><p>estar sujeito a censura prévia, mas a responsabilidades ulteriores,</p><p>que devem ser expressamente fixadas pela lei a ser necessárias</p><p>para assegurar:</p><p>a) o respeito aos direitos</p><p>523</p><p>37. Pesquisa Científica: Importância das pesquisas científicas e estudos geológicos em áreas de cachoeiras, grutas e cavernas</p><p>para o conhecimento e a preservação do patrimônio natural de Minas Gerais ........................................................................ 526</p><p>38. Lagos e Represas: Lagos Naturais: Identificação e caracterização dos principais lagos naturais em Minas Gerais ................... 530</p><p>39. Identificação e análise das mesorregiões de Minas Gerais. Demográfico da população, incluindo distribuição por idade, gê-</p><p>nero e etnia ................................................................................................................................................................................ 534</p><p>40. Análise da divisão política-administrativa em microrregiões e municípios ............................................................................... 539</p><p>41. Identificação e análise das regiões econômicas, destacando setores industriais e agrícola ...................................................... 543</p><p>42. Regiões metropolitanas de Minas Gerais, como a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) ...................................... 548</p><p>43. Identificação e análise das áreas conurbadas, onde ocorre a fusão de diferentes centros urbanos ......................................... 552</p><p>44. Investigação dos padrões e tendências de crescimento populacional ...................................................................................... 558</p><p>45. Processo de urbanização, incluindo migração rural-urbana e expansão das áreas urbanas ..................................................... 563</p><p>46. Indicadores de desenvolvimento socioeconômico nas diferentes regiões. Infraestrutura de transporte, comunicação e ener-</p><p>gia nas mesorregiões mineiras................................................................................................................................................... 566</p><p>47. Investigação da distribuição de renda e desigualdade social .................................................................................................... 571</p><p>48. Peculiaridades da economia em cada mesorregião ................................................................................................................... 576</p><p>49. Principais setores produtivos, como mineração, agricultura e indústria ................................................................................... 581</p><p>50. História de formação e ocupação das diferentes regiões de Minas Gerais ............................................................................... 584</p><p>Proteção Civil</p><p>1. Perspectivas sobre a Gestão de Riscos e Desastres. Visão de futuro e cenários de riscos no Brasil. Redução de riscos e desas-</p><p>tres. Ações integradas e colaboração na gestão de riscos ......................................................................................................... 591</p><p>11</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS DE GÊNE-</p><p>ROS VARIADOS</p><p>Definição Geral</p><p>Embora correlacionados, esses conceitos se distinguem, pois</p><p>sempre que compreendemos adequadamente um texto e o objetivo</p><p>de sua mensagem, chegamos à interpretação, que nada mais é</p><p>do que as conclusões específicas. Exemplificando, sempre que</p><p>nos é exigida a compreensão de uma questão em uma avaliação,</p><p>a resposta será localizada no próprio no texto, posteriormente,</p><p>ocorre a interpretação, que é a leitura e a conclusão fundamentada</p><p>em nossos conhecimentos prévios.</p><p>Compreensão de Textos</p><p>Resumidamente, a compreensão textual consiste na análise do</p><p>que está explícito no texto, ou seja, na identificação da mensagem.</p><p>É assimilar (uma devida coisa) intelectualmente, fazendo uso</p><p>da capacidade de entender, atinar, perceber, compreender.</p><p>Compreender um texto é apreender de forma objetiva a mensagem</p><p>transmitida por ele. Portanto, a compreensão textual envolve a</p><p>decodificação da mensagem que é feita pelo leitor. Por exemplo,</p><p>ao ouvirmos uma notícia, automaticamente compreendemos</p><p>a mensagem transmitida por ela, assim como o seu propósito</p><p>comunicativo, que é informar o ouvinte sobre um determinado</p><p>evento.</p><p>Interpretação de Textos</p><p>É o entendimento relacionado ao conteúdo, ou melhor, os</p><p>resultados aos quais chegamos por meio da associação das ideias</p><p>e, em razão disso, sobressai ao texto. Resumidamente, interpretar</p><p>é decodificar o sentido de um texto por indução.</p><p>A interpretação de textos compreende a habilidade de se</p><p>chegar a conclusões específicas após a leitura de algum tipo de</p><p>texto, seja ele escrito, oral ou visual.</p><p>Grande parte da bagagem interpretativa do leitor é resultado</p><p>da leitura, integrando um conhecimento que foi sendo assimilado</p><p>ao longo da vida. Dessa forma, a interpretação de texto é subjetiva,</p><p>podendo ser diferente entre leitores.</p><p>Exemplo de compreensão e interpretação de textos</p><p>Para compreender melhor a compreensão e interpretação de</p><p>textos, analise a questão abaixo, que aborda os dois conceitos em</p><p>um texto misto (verbal e visual):</p><p>FGV > SEDUC/PE > Agente de Apoio ao Desenvolvimento Escolar Espe-</p><p>cial > 2015</p><p>Português > Compreensão e interpretação de textos</p><p>A imagem a seguir ilustra uma campanha pela inclusão social.</p><p>“A Constituição garante o direito à educação para todos e a</p><p>inclusão surge para garantir esse direito também aos alunos com</p><p>deficiências de toda ordem, permanentes ou temporárias, mais ou</p><p>menos severas.”</p><p>A partir do fragmento acima, assinale a afirmativa incorreta.</p><p>(A) A inclusão social é garantida pela Constituição Federal de</p><p>1988.</p><p>(B) As leis que garantem direitos podem ser mais ou menos</p><p>severas.</p><p>(C) O direito à educação abrange todas as pessoas, deficientes</p><p>ou não.</p><p>(D) Os deficientes temporários ou permanentes devem ser in-</p><p>cluídos socialmente.</p><p>(E) “Educação para todos” inclui também os deficientes.</p><p>Comentário da questão:</p><p>Em “A” o texto é sobre direito à educação, incluindo as pessoas</p><p>com deficiência, ou seja, inclusão de pessoas na sociedade. =</p><p>afirmativa correta.</p><p>Em “B” o complemento “mais ou menos severas” se refere à</p><p>“deficiências de toda ordem”, não às leis. = afirmativa incorreta.</p><p>Em “C” o advérbio “também”, nesse caso, indica a inclusão/</p><p>adição das pessoas portadoras de deficiência ao direito à educação,</p><p>além das que não apresentam essas condições. = afirmativa correta.</p><p>Em “D” além de mencionar “deficiências de toda ordem”, o</p><p>texto destaca que podem ser “permanentes ou temporárias”. =</p><p>afirmativa correta.</p><p>Em “E” este é o tema do texto, a inclusão dos deficientes. =</p><p>afirmativa correta.</p><p>Resposta: Logo, a Letra B é a resposta Certa para essa questão,</p><p>visto que é a única que contém uma afirmativa incorreta sobre o</p><p>texto.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>1212</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>IDENTIFICANDO O TEMA DE UM TEXTO</p><p>O tema é a ideia principal do texto. É com base nessa ideia</p><p>principal que o texto será desenvolvido. Para que você consiga</p><p>identificar o tema de um texto, é necessário relacionar as diferen-</p><p>tes informações de forma a construir o seu sentido global, ou seja,</p><p>você precisa relacionar as múltiplas partes que compõem um todo</p><p>significativo, que é o texto.</p><p>Em muitas situações, por exemplo, você foi estimulado a ler um</p><p>texto por sentir-se atraído pela temática resumida no título. Pois o</p><p>título cumpre uma função importante: antecipar informações sobre</p><p>o assunto que será tratado no texto.</p><p>Em outras situações, você pode ter abandonado a leitura por-</p><p>que achou o título pouco atraente ou, ao contrário, sentiu-se atraí-</p><p>do pelo título de um livro ou de um filme, por exemplo. É muito</p><p>comum as pessoas se interessarem por temáticas diferentes, de-</p><p>pendendo do sexo, da idade, escolaridade, profissão, preferências</p><p>pessoais e experiência de mundo, entre outros fatores.</p><p>Mas, sobre que tema você gosta de ler? Esportes, namoro, se-</p><p>xualidade, tecnologia, ciências, jogos, novelas, moda, cuidados com</p><p>o corpo? Perceba, portanto, que as temáticas são praticamente in-</p><p>finitas</p><p>ou à reputação das demais pessoas;</p><p>ou</p><p>b) a proteção da segurança nacional, da ordem pública, ou da</p><p>saúde ou da moral públicas.</p><p>3. Não se pode restringir o direito de expressão por vias ou</p><p>meios indiretos, tais como o abuso de controles oficiais ou parti-</p><p>culares de papel de imprensa, de frequências radioelétricas ou de</p><p>equipamentos e aparelhos usados na difusão de informação, nem</p><p>por quaisquer outros meios destinados a obstar a comunicação e a</p><p>circulação de ideias e opiniões.</p><p>4. A lei pode submeter os espetáculos públicos a censura pré-</p><p>via, com o objetivo exclusivo de regular o acesso a eles, para prote-</p><p>ção moral da infância e da adolescência, sem prejuízo do disposto</p><p>no inciso 2.</p><p>5. A lei deve proibir toda propaganda a favor da guerra, bem</p><p>como toda apologia ao ódio nacional, racial ou religioso que consti-</p><p>tua incitação à discriminação, à hostilidade, ao crime ou à violência.</p><p>ARTIGO 14</p><p>Direito de Retificação ou Resposta</p><p>1. Toda pessoa atingida por informações inexatas ou ofensivas</p><p>emitidas em seu prejuízo por meios de difusão legalmente regula-</p><p>mentados e que se dirijam ao público em geral, tem direito a fazer,</p><p>pelo mesmo órgão de difusão, sua retificação ou resposta, nas con-</p><p>dições que estabeleça a lei.</p><p>2. Em nenhum caso a retificação ou a resposta eximirão das</p><p>outras responsabilidades legais em que se houver incorrido.</p><p>3. Para a efetiva proteção da honra e da reputação, toda publi-</p><p>cação ou empresa jornalística, cinematográfica, de rádio ou televi-</p><p>são, deve ter uma pessoa responsável que não seja protegida por</p><p>imunidades nem goze de foro especial.</p><p>ARTIGO 15</p><p>Direito de Reunião</p><p>É reconhecido o direito de reunião pacífica e sem armas. O</p><p>exercício de tal direito só pode estar sujeito às restrições previstas</p><p>pela lei e que sejam necessárias, numa sociedade democrática, no</p><p>interesse da segurança nacional, da segurança ou da ordem públi-</p><p>cas, ou para proteger a saúde ou a moral públicas ou os direitos e</p><p>liberdades das demais pessoas.</p><p>ARTIGO 16</p><p>Liberdade de Associação</p><p>1. Todas as pessoas têm o direito de associar-se livremente com</p><p>fins ideológicos, religiosos, políticos, econômicos, trabalhistas, so-</p><p>ciais, culturais, desportivos, ou de qualquer outra natureza.</p><p>2. O exercício de tal direito só pode estar sujeito às restrições</p><p>previstas pela lei que sejam necessárias, numa sociedade democrá-</p><p>tica, no interesse da segurança nacional, da segurança ou da ordem</p><p>públicas, ou para proteger a saúde ou a moral públicas ou os direi-</p><p>tos e liberdades das demais pessoas.</p><p>3. O disposto neste artigo não impede a imposição de restri-</p><p>ções legais, e mesmo a privação do exercício do direito de associa-</p><p>ção, aos membros das forças armadas e da polícia.</p><p>ARTIGO 17</p><p>Proteção da Família</p><p>1. A família é o elemento natural e fundamental da sociedade e</p><p>deve ser protegida pela sociedade e pelo Estado.</p><p>NOÇÕES DE DIREITOS HUMANOS E LEGISLAÇÃO</p><p>99</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>2. É reconhecido o direito do homem e da mulher de contra-</p><p>írem casamento e de fundarem uma família, se tiverem a idade e</p><p>as condições para isso exigidas pelas leis internas, na medida em</p><p>que não afetem estas o princípio da não discriminação estabelecido</p><p>nesta Convenção.</p><p>3. O casamento não pode ser celebrado sem o livre e pleno</p><p>consentimento dos contraentes.</p><p>4. Os Estados-Partes devem tomar medidas apropriadas no</p><p>sentido de assegurar a igualdade de direitos e a adequada equiva-</p><p>lência de responsabilidades dos cônjuges quanto ao casamento, du-</p><p>rante o casamento e em caso de dissolução do mesmo. Em caso de</p><p>dissolução, serão adotadas disposições que assegurem a proteção</p><p>necessária aos filhos, com base unicamente no interesse e conveni-</p><p>ência dos mesmos.</p><p>5. A lei deve reconhecer iguais direitos tanto aos filhos nascidos</p><p>fora do casamento como aos nascidos dentro do casamento.</p><p>ARTIGO 18</p><p>Direito ao Nome</p><p>Toda pessoa tem direito a um prenome e aos nomes de seus</p><p>pais ou ao de um destes. A lei deve regular a forma de assegurar</p><p>a todos esses direito, mediante nomes fictícios, se for necessário.</p><p>ARTIGO 19</p><p>Direitos da Criança</p><p>Toda criança tem direito às medidas de proteção que a sua con-</p><p>dição de menor requer por parte da sua família, da sociedade e do</p><p>Estado.</p><p>ARTIGO 20</p><p>Direito à Nacionalidade</p><p>1. Toda pessoa tem direito a uma nacionalidade.</p><p>2. Toda pessoa tem direito à nacionalidade do Estado em cujo</p><p>território houver nascido, se não tiver direito a outra.</p><p>3. A ninguém se deve privar arbitrariamente de sua nacionali-</p><p>dade nem do direito de mudá-la.</p><p>ARTIGO 21</p><p>Direito à Propriedade Privada</p><p>1. Toda pessoa tem direito ao uso e gozo dos seus bens. A lei</p><p>pode subordinar esse uso e gozo ao interesse social.</p><p>2. Nenhuma pessoa pode ser privada de seus bens, salvo me-</p><p>diante o pagamento de indenização justa, por motivo de utilidade</p><p>pública ou de interesse social e nos casos e na forma estabelecidos</p><p>pela lei.</p><p>3. Tanto a usura como qualquer outra forma de exploração do</p><p>homem pelo homem devem ser reprimidas pela lei.</p><p>ARTIGO 22</p><p>Direito de Circulação e de Residência</p><p>1. Toda pessoa que se ache legalmente no território de um Es-</p><p>tado tem direito de circular nele e de nele residir em conformidade</p><p>com as disposições legais.</p><p>2. Toda pessoa tem o direito de sair livremente de qualquer</p><p>país, inclusive do próprio.</p><p>3. O exercício dos direitos acima mencionados não pode ser</p><p>restringido senão em virtude de lei, na medida indispensável, numa</p><p>sociedade democrática, para prevenir infrações penais ou para</p><p>proteger a segurança nacional, a segurança ou a ordem públicas, a</p><p>moral ou a saúde públicas, ou os direitos e liberdades das demais</p><p>pessoas.</p><p>4. O exercício dos direitos reconhecidos no inciso 1 pode tam-</p><p>bém ser restringido pela lei, em zonas determinadas, por motivo de</p><p>interesse público.</p><p>5. Ninguém pode ser expulso do território do Estado do qual</p><p>for nacional, nem ser privado do direito de nele entrar.</p><p>6. O estrangeiro que se ache legalmente no território de um</p><p>Estado-Parte nesta Convenção só poderá dele ser expulso em cum-</p><p>primento de decisão adotada de acordo com a lei.</p><p>7. Toda pessoa tem o direito de buscar e receber asilo em ter-</p><p>ritório estrangeiro, em caso de perseguição por delitos políticos ou</p><p>comuns conexos com delitos políticos e de acordo com a legislação</p><p>de cada Estado e com os convênios internacionais.</p><p>8. Em nenhum caso o estrangeiro pode ser expulso ou entre-</p><p>gue a outro país, seja ou não de origem, onde seu direito à vida ou</p><p>à liberdade pessoal esteja em risco de violação por causa da sua</p><p>raça, nacionalidade, religião, condição social ou de suas opiniões</p><p>políticas.</p><p>9. É proibida a expulsão coletiva de estrangeiros.</p><p>ARTIGO 23</p><p>Direitos Políticos</p><p>1. Todos os cidadãos devem gozar dos seguintes direitos e</p><p>oportunidades:</p><p>a) de participar da direção dos assuntos públicos, diretamente</p><p>ou por meio de representantes livremente eleitos;</p><p>b) de votar e ser eleitos em eleições periódicas autênticas, rea-</p><p>lizadas por sufrágio universal e igual e por voto secreto que garanta</p><p>a livre expressão da vontade dos eleitores; e</p><p>c) de ter acesso, em condições gerais de igualdade, às funções</p><p>públicas de seu país.</p><p>2. A lei pode regular o exercício dos direitos e oportunidades e</p><p>a que se refere o inciso anterior, exclusivamente por motivos de ida-</p><p>de, nacionalidade, residência, idioma, instrução, capacidade civil ou</p><p>mental, ou condenação, por juiz competente, em processo penal.</p><p>ARTIGO 24</p><p>Igualdade Perante a Lei</p><p>Todas as pessoas são iguais perante a lei. Por conseguinte, têm</p><p>direito, sem discriminação, a igual proteção da lei.</p><p>ARTIGO 25</p><p>Proteção Judicial</p><p>1. Toda pessoa tem direito a um recurso simples e rápido ou a</p><p>qualquer outro recurso efetivo, perante os juízes ou tribunais com-</p><p>petentes, que a proteja contra atos que violem seus direitos funda-</p><p>mentais reconhecidos pela constituição, pela lei ou pela presente</p><p>Convenção, mesmo quando tal violação seja cometida por pessoas</p><p>que estejam atuando no exercício de suas funções oficiais.</p><p>2. Os Estados-Partes comprometem-se:</p><p>a) a assegurar</p><p>e saber reconhecer o tema de um texto é condição essen-</p><p>cial para se tornar um leitor hábil. Vamos, então, começar nossos</p><p>estudos?</p><p>Propomos, inicialmente, que você acompanhe um exercício</p><p>bem simples, que, intuitivamente, todo leitor faz ao ler um texto:</p><p>reconhecer o seu tema. Vamos ler o texto a seguir?</p><p>CACHORROS</p><p>Os zoólogos acreditam que o cachorro se originou de uma</p><p>espécie de lobo que vivia na Ásia. Depois os cães se juntaram aos</p><p>seres humanos e se espalharam por quase todo o mundo. Essa ami-</p><p>zade começou há uns 12 mil anos, no tempo em que as pessoas</p><p>precisavam caçar para se alimentar. Os cachorros perceberam que,</p><p>se não atacassem os humanos, podiam ficar perto deles e comer a</p><p>comida que sobrava. Já os homens descobriram que os cachorros</p><p>podiam ajudar a caçar, a cuidar de rebanhos e a tomar conta da</p><p>casa, além de serem ótimos companheiros. Um colaborava com o</p><p>outro e a parceria deu certo.</p><p>Ao ler apenas o título “Cachorros”, você deduziu sobre o pos-</p><p>sível assunto abordado no texto. Embora você imagine que o tex-</p><p>to vai falar sobre cães, você ainda não sabia exatamente o que ele</p><p>falaria sobre cães. Repare que temos várias informações ao longo</p><p>do texto: a hipótese dos zoólogos sobre a origem dos cães, a asso-</p><p>ciação entre eles e os seres humanos, a disseminação dos cães pelo</p><p>mundo, as vantagens da convivência entre cães e homens.</p><p>As informações que se relacionam com o tema chamamos de</p><p>subtemas (ou ideias secundárias). Essas informações se integram,</p><p>ou seja, todas elas caminham no sentido de estabelecer uma unida-</p><p>de de sentido. Portanto, pense: sobre o que exatamente esse texto</p><p>fala? Qual seu assunto, qual seu tema? Certamente você chegou à</p><p>conclusão de que o texto fala sobre a relação entre homens e cães.</p><p>Se foi isso que você pensou, parabéns! Isso significa que você foi</p><p>capaz de identificar o tema do texto!</p><p>Fonte: https://portuguesrapido.com/tema-ideia-central-e-ideias-se-</p><p>cundarias/</p><p>IDENTIFICAÇÃO DE EFEITOS DE IRONIA OU HUMOR EM</p><p>TEXTOS VARIADOS</p><p>Ironia</p><p>Ironia é o recurso pelo qual o emissor diz o contrário do que</p><p>está pensando ou sentindo (ou por pudor em relação a si próprio ou</p><p>com intenção depreciativa e sarcástica em relação a outrem).</p><p>A ironia consiste na utilização de determinada palavra ou ex-</p><p>pressão que, em um outro contexto diferente do usual, ganha um</p><p>novo sentido, gerando um efeito de humor.</p><p>Exemplo:</p><p>Na construção de um texto, ela pode aparecer em três mo-</p><p>dos: ironia verbal, ironia de situação e ironia dramática (ou satírica).</p><p>Ironia verbal</p><p>Ocorre quando se diz algo pretendendo expressar outro sig-</p><p>nificado, normalmente oposto ao sentido literal. A expressão e a</p><p>intenção são diferentes.</p><p>Exemplo: Você foi tão bem na prova! Tirou um zero incrível!</p><p>Ironia de situação</p><p>A intenção e resultado da ação não estão alinhados, ou seja, o</p><p>resultado é contrário ao que se espera ou que se planeja.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>13</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Exemplo: Quando num texto literário uma personagem planeja uma ação, mas os resultados não saem como o esperado. No livro</p><p>“Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis, a personagem título tem obsessão por ficar conhecida. Ao longo da vida, tenta</p><p>de muitas maneiras alcançar a notoriedade sem sucesso. Após a morte, a personagem se torna conhecida. A ironia é que planejou ficar</p><p>famoso antes de morrer e se tornou famoso após a morte.</p><p>Ironia dramática (ou satírica)</p><p>A ironia dramática é um efeito de sentido que ocorre nos textos literários quando o leitor, a audiência, tem mais informações do que</p><p>tem um personagem sobre os eventos da narrativa e sobre intenções de outros personagens. É um recurso usado para aprofundar os sig-</p><p>nificados ocultos em diálogos e ações e que, quando captado pelo leitor, gera um clima de suspense, tragédia ou mesmo comédia, visto</p><p>que um personagem é posto em situações que geram conflitos e mal-entendidos porque ele mesmo não tem ciência do todo da narrativa.</p><p>Exemplo: Em livros com narrador onisciente, que sabe tudo o que se passa na história com todas as personagens, é mais fácil aparecer</p><p>esse tipo de ironia. A peça como Romeu e Julieta, por exemplo, se inicia com a fala que relata que os protagonistas da história irão morrer</p><p>em decorrência do seu amor. As personagens agem ao longo da peça esperando conseguir atingir seus objetivos, mas a plateia já sabe que</p><p>eles não serão bem-sucedidos.</p><p>Humor</p><p>Nesse caso, é muito comum a utilização de situações que pareçam cômicas ou surpreendentes para provocar o efeito de humor.</p><p>Situações cômicas ou potencialmente humorísticas compartilham da característica do efeito surpresa. O humor reside em ocorrer</p><p>algo fora do esperado numa situação.</p><p>Há diversas situações em que o humor pode aparecer. Há as tirinhas e charges, que aliam texto e imagem para criar efeito cômico; há</p><p>anedotas ou pequenos contos; e há as crônicas, frequentemente acessadas como forma de gerar o riso.</p><p>Os textos com finalidade humorística podem ser divididos em quatro categorias: anedotas, cartuns, tiras e charges.</p><p>Exemplo:</p><p>ANÁLISE E A INTERPRETAÇÃO DO TEXTO SEGUNDO O GÊNERO EM QUE SE INSCREVE</p><p>Compreender um texto trata da análise e decodificação do que de fato está escrito, seja das frases ou das ideias presentes. Interpre-</p><p>tar um texto, está ligado às conclusões que se pode chegar ao conectar as ideias do texto com a realidade. Interpretação trabalha com a</p><p>subjetividade, com o que se entendeu sobre o texto.</p><p>Interpretar um texto permite a compreensão de todo e qualquer texto ou discurso e se amplia no entendimento da sua ideia principal.</p><p>Compreender relações semânticas é uma competência imprescindível no mercado de trabalho e nos estudos.</p><p>Quando não se sabe interpretar corretamente um texto pode-se criar vários problemas, afetando não só o desenvolvimento profissio-</p><p>nal, mas também o desenvolvimento pessoal.</p><p>Busca de sentidos</p><p>Para a busca de sentidos do texto, pode-se retirar do mesmo os tópicos frasais presentes em cada parágrafo. Isso auxiliará na apreen-</p><p>são do conteúdo exposto.</p><p>Isso porque é ali que se fazem necessários, estabelecem uma relação hierárquica do pensamento defendido, retomando ideias já</p><p>citadas ou apresentando novos conceitos.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>1414</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Por fim, concentre-se nas ideias que realmente foram explici-</p><p>tadas pelo autor. Textos argumentativos não costumam conceder</p><p>espaço para divagações ou hipóteses, supostamente contidas nas</p><p>entrelinhas. Deve-se ater às ideias do autor, o que não quer dizer</p><p>que o leitor precise ficar preso na superfície do texto, mas é fun-</p><p>damental que não sejam criadas suposições vagas e inespecíficas.</p><p>Importância da interpretação</p><p>A prática da leitura, seja por prazer, para estudar ou para se</p><p>informar, aprimora o vocabulário e dinamiza o raciocínio e a inter-</p><p>pretação. A leitura, além de favorecer o aprendizado de conteúdos</p><p>específicos, aprimora a escrita.</p><p>Uma interpretação de texto assertiva depende de inúmeros fa-</p><p>tores. Muitas vezes, apressados, descuidamo-nos dos detalhes pre-</p><p>sentes em um texto, achamos que apenas uma leitura já se faz sufi-</p><p>ciente. Interpretar exige paciência e, por isso, sempre releia o texto,</p><p>pois a segunda leitura pode apresentar aspectos surpreendentes</p><p>que não foram observados previamente. Para auxiliar na busca de</p><p>sentidos do texto, pode-se também retirar dele os tópicos frasais</p><p>presentes em cada parágrafo, isso certamente auxiliará na apreen-</p><p>são do conteúdo exposto. Lembre-se de que os parágrafos não es-</p><p>tão organizados, pelo menos em um bom texto, de maneira aleató-</p><p>ria, se estão no lugar que estão, é porque ali se fazem necessários,</p><p>estabelecendo uma relação hierárquica do pensamento defendido,</p><p>retomando ideias já citadas ou apresentando novos conceitos.</p><p>Concentre-se nas ideias que de fato foram explicitadas pelo au-</p><p>tor: os textos argumentativos não costumam conceder espaço para</p><p>divagações ou hipóteses, supostamente contidas nas entrelinhas.</p><p>Devemos nos ater às ideias do autor, isso não quer dizer</p><p>que você</p><p>precise ficar preso na superfície do texto, mas é fundamental que</p><p>não criemos, à revelia do autor, suposições vagas e inespecíficas.</p><p>Ler com atenção é um exercício que deve ser praticado à exaustão,</p><p>assim como uma técnica, que fará de nós leitores proficientes.</p><p>Diferença entre compreensão e interpretação</p><p>A compreensão de um texto é fazer uma análise objetiva do</p><p>texto e verificar o que realmente está escrito nele. Já a interpreta-</p><p>ção imagina o que as ideias do texto têm a ver com a realidade. O</p><p>leitor tira conclusões subjetivas do texto.</p><p>Gêneros Discursivos</p><p>Romance: descrição longa de ações e sentimentos de perso-</p><p>nagens fictícios, podendo ser de comparação com a realidade ou</p><p>totalmente irreal. A diferença principal entre um romance e uma</p><p>novela é a extensão do texto, ou seja, o romance é mais longo. No</p><p>romance nós temos uma história central e várias histórias secun-</p><p>dárias.</p><p>Conto: obra de ficção onde é criado seres e locais totalmente</p><p>imaginário. Com linguagem linear e curta, envolve poucas perso-</p><p>nagens, que geralmente se movimentam em torno de uma única</p><p>ação, dada em um só espaço, eixo temático e conflito. Suas ações</p><p>encaminham-se diretamente para um desfecho.</p><p>Novela: muito parecida com o conto e o romance, diferencia-</p><p>do por sua extensão. Ela fica entre o conto e o romance, e tem a</p><p>história principal, mas também tem várias histórias secundárias. O</p><p>tempo na novela é baseada no calendário. O tempo e local são de-</p><p>finidos pelas histórias dos personagens. A história (enredo) tem um</p><p>ritmo mais acelerado do que a do romance por ter um texto mais</p><p>curto.</p><p>Crônica: texto que narra o cotidiano das pessoas, situações que</p><p>nós mesmos já vivemos e normalmente é utilizado a ironia para</p><p>mostrar um outro lado da mesma história. Na crônica o tempo não</p><p>é relevante e quando é citado, geralmente são pequenos intervalos</p><p>como horas ou mesmo minutos.</p><p>Poesia: apresenta um trabalho voltado para o estudo da lin-</p><p>guagem, fazendo-o de maneira particular, refletindo o momento,</p><p>a vida dos homens através de figuras que possibilitam a criação de</p><p>imagens.</p><p>Editorial: texto dissertativo argumentativo onde expressa a</p><p>opinião do editor através de argumentos e fatos sobre um assunto</p><p>que está sendo muito comentado (polêmico). Sua intenção é con-</p><p>vencer o leitor a concordar com ele.</p><p>Entrevista: texto expositivo e é marcado pela conversa de um</p><p>entrevistador e um entrevistado para a obtenção de informações.</p><p>Tem como principal característica transmitir a opinião de pessoas</p><p>de destaque sobre algum assunto de interesse.</p><p>Cantiga de roda: gênero empírico, que na escola se materiali-</p><p>za em uma concretude da realidade. A cantiga de roda permite as</p><p>crianças terem mais sentido em relação a leitura e escrita, ajudando</p><p>os professores a identificar o nível de alfabetização delas.</p><p>Receita: texto instrucional e injuntivo que tem como objetivo</p><p>de informar, aconselhar, ou seja, recomendam dando uma certa li-</p><p>berdade para quem recebe a informação.</p><p>DISTINÇÃO DE FATO E OPINIÃO SOBRE ESSE FATO</p><p>Fato</p><p>O fato é algo que aconteceu ou está acontecendo. A existência</p><p>do fato pode ser constatada de modo indiscutível. O fato é uma</p><p>coisa que aconteceu e pode ser comprovado de alguma maneira,</p><p>através de algum documento, números, vídeo ou registro.</p><p>Exemplo de fato:</p><p>A mãe foi viajar.</p><p>Interpretação</p><p>É o ato de dar sentido ao fato, de entendê-lo. Interpretamos</p><p>quando relacionamos fatos, os comparamos, buscamos suas cau-</p><p>sas, previmos suas consequências.</p><p>Entre o fato e sua interpretação há uma relação lógica: se apon-</p><p>tamos uma causa ou consequência, é necessário que seja plausível.</p><p>Se comparamos fatos, é preciso que suas semelhanças ou diferen-</p><p>ças sejam detectáveis.</p><p>Exemplos de interpretação:</p><p>A mãe foi viajar porque considerou importante estudar em ou-</p><p>tro país.</p><p>A mãe foi viajar porque se preocupava mais com sua profissão</p><p>do que com a filha.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>15</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Opinião</p><p>A opinião é a avaliação que se faz de um fato considerando um</p><p>juízo de valor. É um julgamento que tem como base a interpretação</p><p>que fazemos do fato.</p><p>Nossas opiniões costumam ser avaliadas pelo grau de coerên-</p><p>cia que mantêm com a interpretação do fato. É uma interpretação</p><p>do fato, ou seja, um modo particular de olhar o fato. Esta opinião</p><p>pode alterar de pessoa para pessoa devido a fatores socioculturais.</p><p>Exemplos de opiniões que podem decorrer das interpretações</p><p>anteriores:</p><p>A mãe foi viajar porque considerou importante estudar em ou-</p><p>tro país. Ela tomou uma decisão acertada.</p><p>A mãe foi viajar porque se preocupava mais com sua profissão</p><p>do que com a filha. Ela foi egoísta.</p><p>Muitas vezes, a interpretação já traz implícita uma opinião.</p><p>Por exemplo, quando se mencionam com ênfase consequên-</p><p>cias negativas que podem advir de um fato, se enaltecem previsões</p><p>positivas ou se faz um comentário irônico na interpretação, já esta-</p><p>mos expressando nosso julgamento.</p><p>É muito importante saber a diferença entre o fato e opinião,</p><p>principalmente quando debatemos um tema polêmico ou quando</p><p>analisamos um texto dissertativo.</p><p>Exemplo:</p><p>A mãe viajou e deixou a filha só. Nem deve estar se importando</p><p>com o sofrimento da filha.</p><p>RECONHECIMENTO DE TIPOS E GÊNEROS TEXTUAIS</p><p>Definições e diferenciação: tipos textuais e gêneros textuais</p><p>são dois conceitos distintos, cada qual com sua própria linguagem</p><p>e estrutura. Os tipos textuais gêneros se classificam em razão</p><p>da estrutura linguística, enquanto os gêneros textuais têm sua</p><p>classificação baseada na forma de comunicação. Assim, os gêneros</p><p>são variedades existente no interior dos modelos pré-estabelecidos</p><p>dos tipos textuais. A definição de um gênero textual é feita a partir</p><p>dos conteúdos temáticos que apresentam sua estrutura específica.</p><p>Logo, para cada tipo de texto, existem gêneros característicos.</p><p>Como se classificam os tipos e os gêneros textuais</p><p>As classificações conforme o gênero podem sofrer mudanças</p><p>e são amplamente flexíveis. Os principais gêneros são: romance,</p><p>conto, fábula, lenda, notícia, carta, bula de medicamento, cardápio</p><p>de restaurante, lista de compras, receita de bolo, etc. Quanto aos</p><p>tipos, as classificações são fixas, e definem e distinguem o texto</p><p>com base na estrutura e nos aspectos linguísticos. Os tipos textuais</p><p>são: narrativo, descritivo, dissertativo, expositivo e injuntivo.</p><p>Resumindo, os gêneros textuais são a parte concreta, enquanto</p><p>as tipologias integram o campo das formas, da teoria. Acompanhe</p><p>abaixo os principais gêneros textuais inseridos e como eles se</p><p>inserem em cada tipo textual:</p><p>Texto narrativo: esse tipo textual se estrutura em: apresentação,</p><p>desenvolvimento, clímax e desfecho. Esses textos se caracterizam</p><p>pela apresentação das ações de personagens em um tempo e</p><p>espaço determinado. Os principais gêneros textuais que pertencem</p><p>ao tipo textual narrativo são: romances, novelas, contos, crônicas</p><p>e fábulas.</p><p>Texto descritivo: esse tipo compreende textos que descrevem</p><p>lugares ou seres ou relatam acontecimentos. Em geral, esse tipo de</p><p>texto contém adjetivos que exprimem as emoções do narrador, e,</p><p>em termos de gêneros, abrange diários, classificados, cardápios de</p><p>restaurantes, folhetos turísticos, relatos de viagens, etc.</p><p>Texto expositivo: corresponde ao texto cuja função é transmitir</p><p>ideias utilizando recursos de definição, comparação, descrição,</p><p>conceituação e informação. Verbetes de dicionário, enciclopédias,</p><p>jornais, resumos escolares, entre outros, fazem parte dos textos</p><p>expositivos.</p><p>Texto argumentativo: os textos argumentativos têm o objetivo</p><p>de apresentar um assunto recorrendo a argumentações, isto é,</p><p>caracteriza-se por defender um ponto de vista. Sua estrutura é</p><p>composta por introdução, desenvolvimento e conclusão. Os textos</p><p>argumentativos compreendem os gêneros textuais manifesto e</p><p>abaixo-assinado.</p><p>Texto injuntivo: esse tipo de texto tem como finalidade de</p><p>orientar o leitor, ou seja, expor instruções, de forma que o emissor</p><p>procure persuadir</p><p>seu interlocutor. Em razão disso, o emprego de</p><p>verbos no modo imperativo é sua característica principal. Pertencem</p><p>a este tipo os gêneros bula de remédio, receitas culinárias, manuais</p><p>de instruções, entre outros.</p><p>Texto prescritivo: essa tipologia textual tem a função de instruir</p><p>o leitor em relação ao procedimento. Esses textos, de certa forma,</p><p>impedem a liberdade de atuação do leitor, pois decretam que ele</p><p>siga o que diz o texto. Os gêneros que pertencem a esse tipo de</p><p>texto são: leis, cláusulas contratuais, edital de concursos públicos.</p><p>Gêneros textuais predominantemente do tipo textual narra-</p><p>tivo</p><p>Romance</p><p>É um texto completo, com tempo, espaço e personagens bem</p><p>definidosl. Pode ter partes em que o tipo narrativo dá lugar ao des-</p><p>critivo em função da caracterização de personagens e lugares. As</p><p>ações são mais extensas e complexas. Pode contar as façanhas de</p><p>um herói em uma história de amor vivida por ele e uma mulher,</p><p>muitas vezes, “proibida” para ele. Entretanto, existem romances</p><p>com diferentes temáticas: romances históricos (tratam de fatos li-</p><p>gados a períodos históricos), romances psicológicos (envolvem as</p><p>reflexões e conflitos internos de um personagem), romances sociais</p><p>(retratam comportamentos de uma parcela da sociedade com vis-</p><p>tas a realização de uma crítica social). Para exemplo, destacamos</p><p>os seguintes romancistas brasileiros: Machado de Assis, Guimarães</p><p>Rosa, , entre outros.</p><p>Conto</p><p>É um texto narrativo breve, e de ficção, geralmente em prosa,</p><p>que conta situações rotineiras, anedotas e até folclores. Inicialmen-</p><p>te, fazia parte da literatura oral. Boccacio foi o primeiro a reproduzi-</p><p>-lo de forma escrita com a publicação de Decamerão.</p><p>Ele é um gênero da esfera literária e se caracteriza por ser uma</p><p>narrativa densa e concisa, a qual se desenvolve em torno de uma</p><p>única ação. Geralmente, o leitor é colocado no interior de uma ação</p><p>já em desenvolvimento. Não há muita especificação sobre o antes</p><p>e nem sobre o depois desse recorte que é narrado no conto. Há a</p><p>construção de uma tensão ao longo de todo o conto.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>1616</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Diversos contos são desenvolvidos na tipologia textual narrati-</p><p>va: conto de fadas, que envolve personagens do mundo da fantasia;</p><p>contos de aventura, que envolvem personagens em um contexto</p><p>mais próximo da realidade; contos folclóricos (conto popular); con-</p><p>tos de terror ou assombração, que se desenrolam em um contexto</p><p>sombrio e objetivam causar medo no expectador; contos de misté-</p><p>rio, que envolvem o suspense e a solução de um mistério.</p><p>Fábula</p><p>É um texto de caráter fantástico que busca ser inverossímil. As</p><p>personagens principais não são humanos e a finalidade é transmitir</p><p>alguma lição de moral.</p><p>Novela</p><p>É um texto caracterizado por ser intermediário entre a longevi-</p><p>dade do romance e a brevidade do conto. Esse gênero é constituído</p><p>por uma grande quantidade de personagens organizadas em dife-</p><p>rentes núcleos, os quais nem sempre convivem ao longo do enredo.</p><p>Como exemplos de novelas, podem ser citadas as obras O Alienista,</p><p>de Machado de Assis, e A Metamorfose, de Kafka.</p><p>Crônica</p><p>É uma narrativa informal, breve, ligada à vida cotidiana, com</p><p>linguagem coloquial. Pode ter um tom humorístico ou um toque de</p><p>crítica indireta, especialmente, quando aparece em seção ou arti-</p><p>go de jornal, revistas e programas da TV. Há na literatura brasileira</p><p>vários cronistas renomados, dentre eles citamos para seu conhe-</p><p>cimento: Luís Fernando Veríssimo, Rubem Braga, Fernando Sabino</p><p>entre outros.</p><p>Diário</p><p>É escrito em linguagem informal, sempre consta a data e não</p><p>há um destinatário específico, geralmente, é para a própria pessoa</p><p>que está escrevendo, é um relato dos acontecimentos do dia. O</p><p>objetivo desse tipo de texto é guardar as lembranças e em alguns</p><p>momentos desabafar. Veja um exemplo:</p><p>“Domingo, 14 de junho de 1942</p><p>Vou começar a partir do momento em que ganhei você, quando</p><p>o vi na mesa, no meio dos meus outros presentes de aniversário. (Eu</p><p>estava junto quando você foi comprado, e com isso eu não contava.)</p><p>Na sexta-feira, 12 de junho, acordei às seis horas, o que não é</p><p>de espantar; afinal, era meu aniversário. Mas não me deixam le-</p><p>vantar a essa hora; por isso, tive de controlar minha curiosidade até</p><p>quinze para as sete. Quando não dava mais para esperar, fui até a</p><p>sala de jantar, onde Moortje (a gata) me deu as boas-vindas, esfre-</p><p>gando-se em minhas pernas.”</p><p>Trecho retirado do livro “Diário de Anne Frank”.</p><p>Gêneros textuais predominantemente do tipo textual descri-</p><p>tivo</p><p>Currículo</p><p>É um gênero predominantemente do tipo textual descritivo.</p><p>Nele são descritas as qualificações e as atividades profissionais de</p><p>uma determinada pessoa.</p><p>Laudo</p><p>É um gênero predominantemente do tipo textual descritivo.</p><p>Sua função é descrever o resultado de análises, exames e perícias,</p><p>tanto em questões médicas como em questões técnicas.</p><p>Outros exemplos de gêneros textuais pertencentes aos textos</p><p>descritivos são: folhetos turísticos; cardápios de restaurantes; clas-</p><p>sificados; etc.</p><p>Gêneros textuais predominantemente do tipo textual expo-</p><p>sitivo</p><p>Resumos e Resenhas</p><p>O autor faz uma descrição breve sobre a obra (pode ser cine-</p><p>matográfica, musical, teatral ou literária) a fim de divulgar este tra-</p><p>balho de forma resumida.</p><p>Na verdade resumo e/ou resenha é uma análise sobre a obra,</p><p>com uma linguagem mais ou menos formal, geralmente os rese-</p><p>nhistas são pessoas da área devido o vocabulário específico, são</p><p>estudiosos do assunto, e podem influenciar a venda do produto de-</p><p>vido a suas críticas ou elogios.</p><p>Verbete de dicionário</p><p>Gênero predominantemente expositivo. O objetivo é expor</p><p>conceitos e significados de palavras de uma língua.</p><p>Relatório Científico</p><p>Gênero predominantemente expositivo. Descreve etapas de</p><p>pesquisa, bem como caracteriza procedimentos realizados.</p><p>Conferência</p><p>Predominantemente expositivo. Pode ser argumentativo tam-</p><p>bém. Expõe conhecimentos e pontos de vistas sobre determinado</p><p>assunto. Gênero executado, muitas vezes, na modalidade oral.</p><p>Outros exemplos de gêneros textuais pertencentes aos textos</p><p>expositivos são: enciclopédias; resumos escolares; etc.</p><p>Gêneros textuais pertencentes aos textos argumentativos</p><p>Artigo de Opinião</p><p>É comum1 encontrar circulando no rádio, na TV, nas revistas,</p><p>nos jornais, temas polêmicos que exigem uma posição por parte</p><p>dos ouvintes, espectadores e leitores, por isso, o autor geralmen-</p><p>te apresenta seu ponto de vista sobre o tema em questão através</p><p>do artigo de opinião.</p><p>Nos tipos textuais argumentativos, o autor geralmente tem</p><p>a intenção de convencer seus interlocutores e, para isso, precisa</p><p>apresentar bons argumentos, que consistem em verdades e opini-</p><p>ões.</p><p>O artigo de opinião é fundamentado em impressões pessoais</p><p>do autor do texto e, por isso, são fáceis de contestar.</p><p>Discurso Político</p><p>O discurso político2 é um texto argumentativo, fortemente per-</p><p>suasivo, em nome do bem comum, alicerçado por pontos de vista</p><p>do emissor ou de enunciadores que representa, e por informações</p><p>1 http://www.odiarioonline.com.br/noticia/43077/VENDEDOR-BRASILEIRO-ESTA-MENOS-</p><p>-SIMPATICO</p><p>2 https://www.infopedia.pt/$discurso-politico</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>17</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>compartilhadas que traduzem valores sociais, políticos, religiosos</p><p>e outros. Frequentemente, apresenta-se como uma fala coletiva</p><p>que procura sobrepor-se em nome de interesses da comunidade</p><p>e constituir norma de futuro. Está inserido numa dinâmica social</p><p>que constantemente o altera e ajusta a novas circunstâncias. Em</p><p>períodos eleitorais, a sua maleabilidade permite sempre uma res-</p><p>posta que oscila entre a satisfação individual e os grandes objetivos</p><p>sociais da resolução das necessidades elementares dos outros.</p><p>Hannah Arendt (em The Human Condition) afirma que o dis-</p><p>curso político tem por finalidade a persuasão do outro, quer para</p><p>que a sua opinião se imponha, quer para que os outros o admirem.</p><p>Para isso, necessita da argumentação, que envolve o raciocínio,</p><p>e</p><p>da eloquência da oratória, que procura seduzir recorrendo a afetos</p><p>e sentimentos.</p><p>O discurso político é, provavelmente, tão antigo quanto a vida</p><p>do ser humano em sociedade. Na Grécia antiga, o político era o</p><p>cidadão da “pólis” (cidade, vida em sociedade), que, responsável</p><p>pelos negócios públicos, decidia tudo em diálogo na “agora” (praça</p><p>onde se realizavam as assembleias dos cidadãos), mediante pala-</p><p>vras persuasivas. Daí o aparecimento do discurso político, baseado</p><p>na retórica e na oratória, orientado para convencer o povo.</p><p>O discurso político implica um espaço de visibilidade para o ci-</p><p>dadão, que procura impor as suas ideias, os seus valores e projetos,</p><p>recorrendo à força persuasiva da palavra, instaurando um processo</p><p>de sedução, através de recursos estéticos como certas construções,</p><p>metáforas, imagens e jogos linguísticos. Valendo-se da persuasão e</p><p>da eloquência, fundamenta-se em decisões sobre o futuro, prome-</p><p>tendo o que pode ser feito.</p><p>Requerimento</p><p>Predominantemente dissertativo-argumentativo. O requeri-</p><p>mento tem a função de solicitar determinada coisa ou procedimen-</p><p>to. Ele é dissertativo-argumentativo pela presença de argumenta-</p><p>ção com vistas ao convencimento</p><p>Outros exemplos de gêneros textuais pertencentes aos textos</p><p>argumentativos são: abaixo-assinados; manifestos; sermões; etc.</p><p>Gêneros textuais predominantemente do tipo textual injun-</p><p>tivo</p><p>Bulas de remédio</p><p>A bula de remédio traz também o tipo textual descritivo. Nela</p><p>aparecem as descrições sobre a composição do remédio bem como</p><p>instruções quanto ao seu uso.</p><p>Manual de instruções</p><p>O manual de instruções tem como objetivo instruir sobre os</p><p>procedimentos de uso ou montagem de um determinado equipa-</p><p>mento.</p><p>Exemplos de gêneros textuais pertencentes aos textos injunti-</p><p>vos são: receitas culinárias, instruções em geral.</p><p>Gêneros textuais predominantemente do tipo textual prescri-</p><p>tivo</p><p>Exemplos de gêneros textuais pertencentes aos textos prescri-</p><p>tivos são: leis; cláusulas contratuais; edital de concursos públicos;</p><p>receitas médicas, etc.</p><p>Outros Exemplos</p><p>Carta</p><p>Esta, dependendo do destinatário pode ser informal, quando é</p><p>destinada a algum amigo ou pessoa com quem se tem intimidade. E</p><p>formal quando destinada a alguém mais culto ou que não se tenha</p><p>intimidade.</p><p>Dependendo do objetivo da carta a mesma terá diferentes es-</p><p>tilos de escrita, podendo ser dissertativa, narrativa ou descritiva. As</p><p>cartas se iniciam com a data, em seguida vem a saudação, o corpo</p><p>da carta e para finalizar a despedida.</p><p>Propaganda</p><p>Este gênero aparece também na forma oral, diferente da maio-</p><p>ria dos outros gêneros. Suas principais características são a lingua-</p><p>gem argumentativa e expositiva, pois a intenção da propaganda é</p><p>fazer com que o destinatário se interesse pelo produto da propa-</p><p>ganda. O texto pode conter algum tipo de descrição e sempre é</p><p>claro e objetivo.</p><p>Notícia</p><p>Este é um dos tipos de texto que é mais fácil de identificar. Sua</p><p>linguagem é narrativa e descritiva e o objetivo desse texto é infor-</p><p>mar algo que aconteceu.</p><p>A notícia é um dos principais tipos de textos jornalísticos exis-</p><p>tentes e tem como intenção nos informar acerca de determinada</p><p>ocorrência. Bastante recorrente nos meios de comunicação em ge-</p><p>ral, seja na televisão, em sites pela internet ou impresso em jornais</p><p>ou revistas.</p><p>Caracteriza-se por apresentar uma linguagem simples, clara,</p><p>objetiva e precisa, pautando-se no relato de fatos que interessam</p><p>ao público em geral. A linguagem é clara, precisa e objetiva, uma</p><p>vez que se trata de uma informação.</p><p>Editorial</p><p>O editorial é um tipo de texto jornalístico que geralmente apa-</p><p>rece no início das colunas. Diferente dos outros textos que com-</p><p>põem um jornal, de caráter informativo, os editoriais são textos</p><p>opinativos.</p><p>Embora sejam textos de caráter subjetivo, podem apresentar</p><p>certa objetividade. Isso porque são os editoriais que apresentam</p><p>os assuntos que serão abordados em cada seção do jornal, ou seja,</p><p>Política, Economia, Cultura, Esporte, Turismo, País, Cidade, Classifi-</p><p>cados, entre outros.</p><p>Os textos são organizados pelos editorialistas, que expressam</p><p>as opiniões da equipe e, por isso, não recebem a assinatura do au-</p><p>tor. No geral, eles apresentam a opinião do meio de comunicação</p><p>(revista, jornal, rádio, etc.).</p><p>Tanto nos jornais como nas revistas podemos encontrar os edi-</p><p>toriais intitulados como “Carta ao Leitor” ou “Carta do Editor”.</p><p>Em relação ao discurso apresentado, esse costuma se apoiar</p><p>em fatos polêmicos ligados ao cotidiano social. E quando falamos</p><p>em discurso, logo nos atemos à questão da linguagem que, mesmo</p><p>em se tratando de impressões pessoais, o predomínio do padrão</p><p>formal, fazendo com que prevaleça o emprego da 3ª pessoa do sin-</p><p>gular, ocupa lugar de destaque.</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>1818</p><p>a solução para o seu concurso!</p><p>Editora</p><p>Reportagem</p><p>Reportagem é um texto jornalístico amplamente divulgado nos</p><p>meios de comunicação de massa. A reportagem informa, de modo</p><p>mais aprofundado, fatos de interesse público. Ela situa-se no ques-</p><p>tionamento de causa e efeito, na interpretação e no impacto, so-</p><p>mando as diferentes versões de um mesmo acontecimento.</p><p>A reportagem não possui uma estrutura rígida, mas geralmen-</p><p>te costuma estabelecer conexões com o fato central, anunciado no</p><p>que chamamos de lead. A partir daí, desenvolve-se a narrativa do</p><p>fato principal, ampliada e composta por meio de citações, trechos</p><p>de entrevistas, depoimentos, dados estatísticos, pequenos resu-</p><p>mos, dentre outros recursos. É sempre iniciada por um título, como</p><p>todo texto jornalístico.</p><p>O objetivo de uma reportagem é apresentar ao leitor várias</p><p>versões para um mesmo fato, informando-o, orientando-o e contri-</p><p>buindo para formar sua opinião.</p><p>A linguagem utilizada nesse tipo de texto é objetiva, dinâmi-</p><p>ca e clara, ajustada ao padrão linguístico divulgado nos meios de</p><p>comunicação de massa, que se caracteriza como uma linguagem</p><p>acessível a todos os públicos, mas pode variar de formal para mais</p><p>informal dependendo do público a que se destina. Embora seja im-</p><p>pessoal, às vezes é possível perceber a opinião do repórter sobre os</p><p>fatos ou sua interpretação.3</p><p>Gêneros Textuais e Gêneros Literários</p><p>Conforme o próprio nome indica, os gêneros textuais se refe-</p><p>rem a qualquer tipo de texto, enquanto os gêneros literários se re-</p><p>ferem apenas aos textos literários.</p><p>Os gêneros literários são divisões feitas segundo características</p><p>formais comuns em obras literárias, agrupando-as conforme crité-</p><p>rios estruturais, contextuais e semânticos, entre outros.</p><p>- Gênero lírico;</p><p>- Gênero épico ou narrativo;</p><p>- Gênero dramático.</p><p>Gênero Lírico</p><p>É certo tipo de texto no qual um eu lírico (a voz que fala no po-</p><p>ema e que nem sempre corresponde à do autor) exprime suas emo-</p><p>ções, ideias e impressões em face do mundo exterior. Normalmente</p><p>os pronomes e os verbos estão em 1ª pessoa e há o predomínio da</p><p>função emotiva da linguagem.</p><p>Elegia</p><p>Um texto de exaltação à morte de alguém, sendo que a mor-</p><p>te é elevada como o ponto máximo do texto. O emissor expressa</p><p>tristeza, saudade, ciúme, decepção, desejo de morte. É um poema</p><p>melancólico. Um bom exemplo é a peça Roan e Yufa, de William</p><p>Shakespeare.</p><p>Epitalâmia</p><p>Um texto relativo às noites nupciais líricas, ou seja, noites ro-</p><p>mânticas com poemas e cantigas. Um bom exemplo de epitalâmia é</p><p>a peça Romeu e Julieta nas noites nupciais.</p><p>3 CEREJA, William Roberto & MAGALHÃES, Thereza Cochar. Texto e interação.</p><p>São Paulo, Atual Editora, 2000</p><p>Ode (ou hino)</p><p>É o poema lírico em que o emissor faz uma homenagem à</p><p>pátria (e aos seus símbolos), às divindades, à mulher amada, ou a</p><p>alguém ou algo importante para ele. O hino é uma ode com acom-</p><p>panhamento musical.</p><p>Idílio (ou écloga)</p><p>Poema lírico em que o emissor expressa uma homenagem à</p><p>natureza, às belezas e às riquezas que ela dá ao homem. É o poema</p><p>bucólico, ou seja, que expressa o desejo de desfrutar de tais belezas</p><p>e riquezas ao lado da amada (pastora), que enriquece ainda mais</p><p>a paisagem, espaço ideal para a paixão. A écloga</p>

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