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<p>Página 1</p><p>Copyright (c) 2013 - 2018 Stoodi Ensino e Treinamento a Distância LTDA - EPP - Todos os direitos reservados</p><p>1. UEG 2013</p><p>Observe as imagens.</p><p>Em 2008, foi realizada uma homenagem a Graciliano Ramos pelos setenta anos de criação de Vidas Secas. O fotógrafo Evandro</p><p>Teixeira realizou um ensaio com locação nos lugares de origem dos personagens criados pelo escritor alagoano.</p><p>A produção incluiu atores com características físicas semelhantes às dos personagens do romance. O olhar poético do fotógrafo</p><p>ainda registrou imagens que nos comunicam as condições dos migrantes, como</p><p>a. a alegria pelo abandono da terra e de suas tradições.</p><p>b. a felicidade alcançada pelo sucesso da mudança.</p><p>c. a aridez da pele das mãos semelhante à dureza do solo.</p><p>d. o vigor da vida florescendo nas terras do agreste nordestino.</p><p>2. IBMECRJ 2009</p><p>O texto a seguir foi retirado da obra de Graciliano Ramos, Vidas Secas. Esse romance completou, em agosto de 2008, 70 anos de</p><p>sua primeira publicação. É narrado em 3a pessoa (ao contrário das obras anteriores de Graciliano) e pertence a um gênero</p><p>intermediário entre romance e livro de contos.</p><p>Fabiano, uma coisa da fazenda, 1um triste, seria despedido quando menos esperasse. Ao ser contratado, recebera o cavalo de</p><p>fábrica, peneiras, gibão, guarda-peito e sapatões 3de couro, mas ao sair largaria tudo ao vaqueiro 7que o substituísse.</p><p>Sinhá Vitória desejava possuir uma cama igual à de seu Tomás da bolandeira. Doidice.</p><p>Não dizia nada para não contrariá-la, mas sabia que era doidice. Cambembes podiam ter luxo? E estavam ali de passagem.</p><p>Qualquer dia o patrão os botaria fora, e eles ganhariam o mundo, sem rumo, nem teria meio de conduzir os cacarecos. Viviam</p><p>de trouxa amarrada, dormiriam bem debaixo de um pau.</p><p>Olhou a caatinga 4amarela, 5que o poente avermelhava. Se a seca chegasse, não ficaria planta 2verde. Arrepiou-se. Chegaria,</p><p>naturalmente. Sempre tinha sido assim, desde que ele se entendera.</p><p>E antes de se entender, antes de nascer, 8sucedera o mesmo - anos bons, misturados com anos ruins. A desgraça estava em</p><p>caminho, talvez andasse perto. Nem valia a pena trabalhar. Ele marchando para casa, trepando a ladeira, espalhando 6seixos 9com</p><p>as alpercatas - ela se avizinhando 10a galope, com vontade de matá-lo.</p><p>Página 2</p><p>Copyright (c) 2013 - 2018 Stoodi Ensino e Treinamento a Distância LTDA - EPP - Todos os direitos reservados</p><p>(Vidas Secas - Graciliano Ramos)</p><p>Pode-se dizer do romance, "Vidas Secas", de onde o texto foi retirado, que é uma grande obra:</p><p>a. Pelo tratamento que dá aos conflitos de terra do país.</p><p>b. Pois trata da coisificação das relações humanas e da autodestruição.</p><p>c. Pelo poder de fixar figuras humanas vivendo sobre o fatalismo das secas da região nordeste.</p><p>d. Pois retrata a riqueza da natureza no interior do Brasil.</p><p>e. Pois enaltece a importância da atividade agrícola para as populações rurais.</p><p>3. UFMG 2003</p><p>Com base na leitura de "Vidas secas", é CORRETO afirmar que,</p><p>a. no início, as personagens passam fome e, no final, sofrem com o frio.</p><p>b. no início, predomina a desgraça da seca e, no final, a desgraça da estação chuvosa.</p><p>c. no início, a família está em fuga e, no final, a mesma situação se repete.</p><p>d. no início, a família se encontra íntegra e, no final, se mostra desfeita.</p><p>4. UFMG 2003</p><p>Com base na leitura de "Vidas secas", de Graciliano Ramos, é INCORRETO afirmar que essa obra</p><p>a. tem uma dimensão psicológica importante, embora retrate, com vigor, a realidade exterior.</p><p>b. tem uma linguagem rude e seca, refletindo, assim, o universo das personagens retratadas.</p><p>c. representa um mundo em que as forças sociais são secundárias, não determinando o destino das personagens.</p><p>d. retrata a sujeição das personagens às condições impostas pelo meio natural em que vivem.</p><p>5. UFRRJ 2003</p><p>Leia o fragmento abaixo, retirado do romance "Vidas secas":</p><p>... Na palma da mão as notas estavam úmidas de suor. Desejava saber o tamanho da extorsão. Da última vez que fizera contas com</p><p>o amo o prejuízo parecia menor. Alarmou-se. Ouvira falar em juros e em prazos. Isto lhe dera uma impressão bastante penosa:</p><p>sempre que os homens sabidos lhe diziam palavras difíceis, ele saía logrado. Sobressaltava-se escutando-as. Evidentemente só</p><p>serviam para encobrir ladroeiras. Mas eram bonitas. Às vezes decorava algumas e empregava-as fora de propósito. Depois</p><p>esquecia-as. Para que um pobre da laia dele usar conversa de gente rica? Sinhá Terta é que tinha uma ponta de língua terrível. Era:</p><p>falava tão bem quanto as pessoas da cidade. Se ele soubesse falar como Sinhá Terta, procuraria serviço em outra fazenda, haveria</p><p>de arranjar-se. Não sabia. Nas horas de aperto dava para gaguejar, embaraçava-se como um menino, coçava os cotovelos,</p><p>aperreado. Por isso esfolavam-no. Safados. Tomar as coisas de um infeliz que não tinha nem onde cair morto! Não viam que isso não</p><p>estava certo? Que iam ganhar com semelhante procedimento? Hem? Que iam ganhar? ...</p><p>RAMOS, Graciliano. "Vidas secas". 37a ed. Rio de Janeiro: Record, 1977. p.103.</p><p>Graciliano Ramos apresenta em suas obras problemas do Nordeste do Brasil e, ao mesmo tempo, desenvolve um trabalho universal</p><p>por apresentar uma visão crítica das relações humanas. A partir do trecho acima, pode-se afirmar que o autor</p><p>a. denuncia a opressão social realizada através do abuso de poder político, que está representado na fala de Fabiano.</p><p>Página 3</p><p>Copyright (c) 2013 - 2018 Stoodi Ensino e Treinamento a Distância LTDA - EPP - Todos os direitos reservados</p><p>b. critica o trabalhador rural nordestino, representado na figura de Fabiano, por sua ignorância e falta de domínio da língua culta.</p><p>c. deixa claro que a incapacidade de usar uma linguagem "boa" não isola Fabiano do mundo dos que usam "palavras difíceis", pois</p><p>sua esperteza pode-se concretizar de outras maneiras.</p><p>d. mostra que a sociedade oferece oportunidades iguais para os que possuem o domínio de uma linguagem culta e para os que não</p><p>possuem, e as pessoas mais trabalhadoras atingirão o posto de classe dominante.</p><p>e. mostra a relação estreita entre linguagem e poder, denunciando a opressão ao trabalhador nordestino, transparente nas diferenças</p><p>entre a língua falada pelo opressor e a falada pelo oprimido.</p><p>6. UNESP 2011</p><p>As questões a seguir tomam por base uma passagem do romance regionalista Vidas secas, de Graciliano Ramos (1892-1953).</p><p>Contas</p><p>Fabiano recebia na partilha a quarta parte dos bezerros e a terça dos cabritos. Mas como não tinha roça e apenas se limitava a</p><p>semear na vazante uns punhados de feijão e milho, comia da feira, desfazia-se dos animais, não chegava a ferrar um bezerro ou</p><p>assinar a orelha de um cabrito.</p><p>Se pudesse economizar durante alguns meses, levantaria a cabeça. Forjara planos. Tolice, quem é do chão não se trepa.</p><p>Consumidos os legumes, roídas as espigas de milho, recorria à gaveta do amo, cedia por preço baixo o produto das sortes.</p><p>Resmungava, rezingava, numa aflição, tentando espichar os recursos minguados, engasgava-se, engolia em seco. Transigindo com</p><p>outro, não seria roubado tão descaradamente. Mas receava ser expulso da fazenda. E rendia-se. Aceitava o cobre e ouvia conselhos.</p><p>Era bom pensar no futuro, criar juízo. Ficava de boca aberta, vermelho, o pescoço inchando. De repende estourava:</p><p>– Conversa. Dinheiro anda num cavalo e ninguém pode viver sem comer. Quem é do chão não se trepa.</p><p>Pouco a pouco o ferro do proprietário queimava os bichos de Fabiano. E quando não tinha mais nada para vender, o sertanejo</p><p>endividava-se. Ao chegar a partilha, estava encalacrado, e na hora das contas davam-lhe uma ninharia.</p><p>Ora, daquela vez, como das outras, Fabiano ajustou o gado, arrependeu-se, enfim deixou a transação meio apalavrada e foi consultar</p><p>a mulher. Sinha Vitória mandou os meninos para o barreiro, sentou-se na cozinha, concentrou-se, distribuiu no chão sementes de</p><p>várias espécies, realizou somas e diminuições. No dia seguinte Fabiano voltou à cidade,</p><p>mas ao fechar o negócio notou que as</p><p>operações de Sinha Vitória, como de costume, diferiam das do patrão. Reclamou e obteve a explicação habitual: a diferença era</p><p>proveniente de juros.</p><p>Não se conformou: devia haver engano. Ele era bruto, sim senhor, via-se perfeitamente que era bruto, mas a mulher tinha miolo. Com</p><p>certeza havia um erro no papel do branco. Não se descobriu o erro, e Fabiano perdeu os estribos. Passar a vida inteira assim no toco,</p><p>entregando o que era dele de mão beijada! Estava direito aquilo? Trabalhar como negro e nunca arranjar carta de alforria!</p><p>O patrão zangou-se, repeliu a insolência, achou bom que, o vaqueiro fosse procurar serviço noutra fazenda.</p><p>Aí Fabiano baixou a pancada e amunhecou. Bem, bem.</p><p>Não era preciso barulho não. Se havia dito palavra à toa, pedia desculpa. Era bruto, não fora ensinado. Atrevimento não tinha,</p><p>conhecia o seu lugar. Um cabra. Ia lá puxar questão com gente rica? Bruto, sim senhor, mas sabia respeitar os homens. Devia ser</p><p>ignorância da mulher, provavelmente devia ser ignorância da mulher. Até estranhara as contas dela. Enfim, como não sabia ler (um</p><p>bruto, sim senhor), acreditara na sua velha. Mas pedia desculpa e jurava não cair noutra.</p><p>(Graciliano Ramos. Vidas secas. São Paulo: Livraria Martins Editora, 1974.)</p><p>Lendo atentamente o fragmento de Vidas secas, percebe-se que o foco principal é o das transações entre Fabiano e o proprietário da</p><p>fazenda. Aponte a alternativa que não corresponde ao que é efetivamente exposto pelo texto.</p><p>a. O proprietário era, na verdade, um benfeitor para Fabiano.</p><p>b. Fabiano declarava-se “um bruto” ao proprietário.</p><p>c. O proprietário levava sempre vantagem na partilha do gado.</p><p>d. Fabiano sabia que era enganado nas contas, mas não conseguia provar.</p><p>e. Fabiano aceitava a situação e se resignava, por medo de ficar sem trabalho.</p><p>Página 4</p><p>Copyright (c) 2013 - 2018 Stoodi Ensino e Treinamento a Distância LTDA - EPP - Todos os direitos reservados</p><p>7. PUCCAMP 2005</p><p>No dia seguinte Fabiano voltou à cidade, mas ao fechar o negócio notou que as operações de Sinha Vitória, como de costume,</p><p>diferiam das do patrão. Reclamou e obteve a explicação habitual: a diferença era proveniente de juros.</p><p>Não se conformou: devia haver engano. Ele era bruto, sim senhor, via-se perfeitamente que era bruto, mas a mulher tinha miolo. Com</p><p>certeza havia um erro no papel do branco. Não se descobriu o erro, e Fabiano perdeu os estribos. Passar a vida inteira assim no toco,</p><p>entregando o que era dele de mão beijada! Estava direito aquilo? Trabalhar como negro e nunca arranjar carta de alforria!</p><p>(Graciliano Ramos, Vidas secas)</p><p>Em outra passagem de "Vidas secas", Fabiano é assim descrito: "(...) tinha os olhos azuis, a barba e os cabelos ruivos."</p><p>Tendo em vista essa descrição, a frase "havia um erro no papel DO BRANCO"</p><p>a. é um lapso do autor, já que o tipo racial do patrão não é diferente do de Fabiano.</p><p>b. demonstra que Fabiano se serve da ironia para tentar desqualificar o patrão.</p><p>c. só se justifica pelo desejo que tem Fabiano de ser tratado como um igual.</p><p>d. justifica-se quando associada às expressões "era bruto" e "trabalhar como negro".</p><p>e. prova que o patrão se valia de fatores raciais para se impor diante do caboclo.</p><p>8. ITA 2014</p><p>Acerca da representação da infância em Vidas secas, de Graciliano Ramos, é INCORRETO dizer que</p><p>a. tanto o menino mais velho como o mais novo encontram pouca alegria no ambiente inóspito em que vivem.</p><p>b. os dois meninos sentem muito afeto pela cachorra Baleia, companheira inseparável da família.</p><p>c. o menino mais velho se rebela contra a situação da família e contra a brutalidade de Sinhá Vitória.</p><p>d. o menino mais novo quer ser igual ao pai e o mais velho entra em conflito com a mãe quando falam sobre o inferno.</p><p>e. quando o menino mais velho associa o lugar em que vive com a ideia de inferno, começa a deixar de ser criança.</p><p>9. UPE 2015</p><p>"No dia seguinte, Fabiano voltou à cidade, mas ao fechar o negócio, notou que as operações de Sinhá Vitória, como de costume,</p><p>diferiam das do patrão. Reclamou e obteve a explicação habitual: a diferença era proveniente de juros.</p><p>Não se conformou: devia haver engano. Ele era bruto, sim senhor, via-se perfeitamente que era bruto, mas a mulher tinha miolo. Com</p><p>certeza havia um erro no papel do branco. Não se descobriu o erro, e Fabiano perdeu os estribos. Passar a vida inteira assim no toco,</p><p>entregando o que era dele de mão beijada! Estava direito aquilo? Trabalhar como negro e nunca arranjar carta de alforria!</p><p>O patrão zangou-se, repeliu a insolência, achou bom que o vaqueiro fosse procurar serviço noutra fazenda.</p><p>Aí Fabiano baixou a pancada e amunhecou. Bem, bem. Não era preciso barulho não. Se havia dito palavra à toa, pedia desculpa. [...]</p><p>O amo abrandou, e Fabiano saiu de costas, o chapéu varrendo o tijolo. [...]</p><p>Sentou-se numa calçada, tirou do bolso o dinheiro, examinou-o, procurando adivinhar quanto lhe tinham furtado. Não podia dizer em</p><p>voz alta que aquilo era um furto, mas era. Tomavam-lhe o gado quase de graça e ainda inventavam juro. Que juro! O que havia era</p><p>safadeza.”</p><p>Sobre o fragmento do capítulo Contas, do romance Vidas secas, de Graciliano Ramos, assinale a alternativa CORRETA.</p><p>a. Ao se referir a Sinhá Vitória, Fabiano admite que “a mulher tinha miolo.” Essa afirmação significa que a esposa era inteligente, tinha</p><p>frequentado escola, sabia fazer conta, diferentemente dele, que “era bruto”, pois, também, não sabia ler nem fazer conta, nunca havia</p><p>Página 5</p><p>Copyright (c) 2013 - 2018 Stoodi Ensino e Treinamento a Distância LTDA - EPP - Todos os direitos reservados</p><p>frequentado a escola.</p><p>b. Quando o narrador personagem afirma que “O amo abrandou, e Fabiano saiu de costas, o chapéu varrendo o tijolo,” significa que a</p><p>personagem percebeu que a altivez era a única arma que possuía para enfrentar o proprietário das terras onde trabalhava, por isso</p><p>resolveu camuflar o orgulho saindo sem dar as costas ao amo.</p><p>c. No final do segundo parágrafo, quando se lê: “Passar a vida inteira assim no toco, entregando o que era dele de mão beijada!</p><p>Estava direito aquilo? Trabalhar como negro e nunca arranjar carta de alforria!”, tem-se um discurso direto, pois o narrador se afasta e</p><p>deixa Fabiano demonstrar, de forma direta, que tem a consciência da exploração do patrão quando faz uso dos verbos no presente.</p><p>d. Graciliano Ramos cria duas comparações ao usar o vocábulo branco para designar o patrão e, posteriormente, ao atribuir ao</p><p>narrador o enunciado: “Trabalhar como negro e nunca arranjar carta de alforria!” coloca a personagem na condição de submisso, tal</p><p>qual a de um escravo sem direito à liberdade, o que contraria os princípios do romance regionalista de 1930.</p><p>e. Há algumas expressões usadas por Graciliano Ramos que quebram a verossimilhança existente entre a linguagem, a condição</p><p>social e o nível de escolaridade de Fabiano, pois são metáforas eruditas, tais como: “perdeu os estribos”, batendo no chão como</p><p>cascos” e “baixou a pancada e amunhecou”.</p><p>10. UFRRJ 2004</p><p>Escrito por Graciliano Ramos em 1938, "Vidas Secas" é uma obra-prima do modernismo e mesmo de toda a literatura brasileira.</p><p>Trata-se de narrativa pungente, onde o drama do nordestino, tangido de seu lar pela inclemência da seca, é contado de forma árida,</p><p>seca e bastante realista, numa sintonia bastante eficaz entre forma e conteúdo.</p><p>O texto a seguir é um excerto de "Vidas Secas":</p><p>"Olhou a catinga amarela, que o poente avermelhava. Se a seca chegasse, não ficaria planta verde. Arrepiou-se. Chegaria,</p><p>naturalmente. Sempre tinha sido assim, desde que ele se entendera. E antes de se entender, antes de nascer, sucedera o mesmo -</p><p>anos bons misturados com anos ruins. A desgraça estava em caminho, talvez andasse perto. Nem valia a pena trabalhar. Ele</p><p>marchando para casa, trepando a ladeira, espalhando seixos com as alpercatas - ela se avizinhando a galope, com vontade de</p><p>matá-lo."</p><p>RAMOS, Graciliano. "Vidas Secas". São Paulo: Martins. s/d. 28a ed., p.</p><p>59.</p><p>Assinale a afirmativa que indica uma característica do modernismo e do estilo do autor, tomando por base a leitura do texto.</p><p>a. Há um extremo apuro formal, onde se destacam as metáforas, sobretudo as hipérboles, em absoluta consonância com a</p><p>prolixidade do texto.</p><p>b. O estilo direto do texto está sintonizado com a narrativa, que descreve uma cena de grande movimentação e presença de</p><p>personagens.</p><p>c. O texto é seco e direto, confrontando um cenário de exuberância natural com um personagem tímido, reservado e de poucas</p><p>ambições.</p><p>d. O texto é direto, econômico, interessa mais a angústia interior dos personagens do que seus próprios atos.</p><p>e. A fatalidade da situação é explorada ao limite máximo, com a natureza pactuando com as angústias do personagem, mas, ao final,</p><p>subjugando-se.</p><p>11. FUVEST 2007</p><p>Considere as seguintes afirmações:</p><p>I. Assim como Jacinto, de "A cidade e as serras", passa por uma verdadeira "ressurreição" ao mergulhar na vida rural, também</p><p>Augusto Matraga, de "Sagarana", experimenta um "ressurgimento" associado a uma renovação da natureza.</p><p>II. Também Fabiano, de "Vidas secas", em geral pouco falante, experimenta uma transformação ligada à natureza: a chegada das</p><p>chuvas e a possibilidade de renovação da vida tornam-no loquaz e desejoso de expressar-se.</p><p>Página 6</p><p>Copyright (c) 2013 - 2018 Stoodi Ensino e Treinamento a Distância LTDA - EPP - Todos os direitos reservados</p><p>III. Já Iracema, quando debilitada pelo afastamento de Martim, não encontra na natureza forças capazes de salvar-lhe a vida.</p><p>Está correto o que se afirma em</p><p>a. I, somente.</p><p>b. II, somente.</p><p>c. I e III, somente.</p><p>d. II e III, somente.</p><p>e. I, II e III.</p><p>GABARITO: 1) c, 2) c, 3) c, 4) c, 5) e, 6) a, 7) d, 8) c, 9) a, 10) d, 11) e,</p>