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<p>SUMÁRIO</p><p>INTRODUÇÃO À ECOLOGIA............................................................................................ 02</p><p>NÍVEIS DE ORGANIZAÇÃO DOS SERES VIVOS............................................................ 02</p><p>CADEIA E TEIA ALIMENTAR............................................................................................ 05</p><p>PIRÂMIDES ECOLÓGICAS.............................................................................................. 06</p><p>CICLOS BIOGEOQUÍMICOS............................................................................................ 09</p><p>INTERAÇÕES ECOLÓGICAS........................................................................................... 13</p><p>DINÂMICA DE POPULAÇÕES.......................................................................................... 18</p><p>SUCESSÃO ECOLÓGICA................................................................................................. 19</p><p>BIOCICLOS....................................................................................................................... 21</p><p>BIOMAS MUNDIAIS.......................................................................................................... 24</p><p>Biomas Brasileiros............................................................................................................. 26</p><p>HUMANIDADE E AMBIENTE............................................................................................ 31</p><p>Ecologia</p><p>INTRODUÇÃO À ECOLOGIA</p><p>A relação dos seres vivos</p><p>entre si e com o ambiente ao seu</p><p>redor é objeto de estudo da</p><p>ecologia. O conhecimento desta</p><p>área nos ajuda a compreender</p><p>como os ecossistemas funcionam,</p><p>e a reconhecer a importância de</p><p>preservar a natureza.</p><p>Entender o papel de cada ser</p><p>vivo é o caminho para a criação de</p><p>estratégias para a preservação dos</p><p>seres vivos. E para a redução dos</p><p>impactos ambientais. Para iniciar o</p><p>estudo da ecologia, é importante</p><p>compreender os conceitos a seguir:</p><p>• Teoria preservacionista: defende</p><p>que a melhor forma de preservar</p><p>a natureza é reduzindo o acesso</p><p>do humano em áreas de</p><p>preservação;</p><p>• Teoria conservacionista: defende</p><p>que é possível conciliar o contato</p><p>humano com a natureza através</p><p>de práticas sustentáveis.</p><p>NÍVEIS DE ORGANIZAÇÃO DOS</p><p>SERES VIVOS</p><p>No começo do nosso curso de</p><p>biologia estudamos os níveis de</p><p>organização dos seres vivos. Para</p><p>relembrar volte para o módulo um e</p><p>veja que o primeiro nível é de</p><p>átomo e o último é a biosfera.</p><p>A unidade básica da ecologia</p><p>é o organismo. Estudamos com</p><p>foco na interação com outros seres</p><p>e o ambiente. Organismos da</p><p>mesma espécie e que vivem no</p><p>mesmo local formam uma</p><p>população. A união de várias</p><p>populações compõem uma</p><p>comunidade (biocenose/biota). O</p><p>conjunto de todas as comunidades</p><p>forma um ecossistema e o conjunto</p><p>destes compõem a biosfera.</p><p>2</p><p>3</p><p>Níveis de organização</p><p>Biótopo</p><p>Conjunto dos fatores abióticos</p><p>do meio ambiente. É a chuva,</p><p>vento, rocha, solo, luz, temperatura</p><p>e outros.</p><p>Bioma</p><p>Unidade ecológica em que as</p><p>características como vegetação,</p><p>solo e fisionomia são bem definidos.</p><p>E influenciados por um clima</p><p>específico e predominante.</p><p>Fatores abióticos</p><p>Fatores não vivos de um</p><p>ambiente: luz, sol, incidência de</p><p>chuvas, temperatura, tipo de solo,</p><p>umidade, e outros.</p><p>Fatores bióticos</p><p>Todos os seres vivos de um</p><p>determinado ambiente.</p><p>Habitat</p><p>Local em que uma espécie</p><p>vive. Pode ser um rio, uma árvore,</p><p>o mar, ou até mesmo o tronco de</p><p>uma árvore já morta.</p><p>Nicho</p><p>Podemos dizer que um nicho</p><p>ecológico é tudo que uma espécie</p><p>faz em seu hábitat para se manter</p><p>viva. Como por exemplo, a forma</p><p>como se alimenta, o seu</p><p>comportamento, o processo</p><p>reprodutivo. Resumindo, é o seu</p><p>papel ecológico.</p><p>Duas espécies podem ter o</p><p>mesmo habitat. Mas não terão o</p><p>mesmo nicho ecológico, a não ser</p><p>que estejam competindo entre si.</p><p>Ecótono</p><p>É uma região de transição</p><p>entre duas comunidades. No</p><p>ecótono as comunidades se</p><p>sobrepõem, resultando em uma</p><p>região com alto número de espécies</p><p>e nichos ecológicos.</p><p>4</p><p>Sobreposição de duas comunidades</p><p>CADEIA E TEIA ALIMENTAR</p><p>As cadeias e teias alimentares</p><p>são formas gráficas de representar</p><p>as relações alimentares dos seres</p><p>vivos. Nas teias e cadeias, os seres</p><p>são classificados da seguinte</p><p>maneira:</p><p>Produtores: são organismos</p><p>autótrofos, produzem carboidratos</p><p>pela fotossíntese ou</p><p>quimiossíntese;</p><p>Consumidores: são</p><p>heterótrofos, não podem produzir</p><p>seu próprio alimento, ou seja,</p><p>dependem de outros seres vivos</p><p>para obter os nutrientes</p><p>necessários para a sobrevivência.</p><p>Quando se alimentam de plantas</p><p>são herbívoros, quando ingerem</p><p>outros animais, são carnívoros. Os</p><p>onívoros são aqueles que se</p><p>alimentam de plantas e animais. Os</p><p>consumidores primários se</p><p>alimentam de organismos</p><p>produtores, os consumidores</p><p>secundários se alimentam de</p><p>consumidores primários, e assim</p><p>por diante;</p><p>Decompositores: são</p><p>bactérias e fungos que decompõem</p><p>os restos de outros seres vivos.</p><p>Ajudam na reciclagem da matéria</p><p>orgânica, disponibilizando os</p><p>elementos químicos para novos</p><p>organismos.</p><p>Cadeia alimentar</p><p>É uma forma linear de</p><p>representar graficamente o fluxo de</p><p>energia entre os seres vivos. O</p><p>nível trófico é a posição de cada</p><p>organismo na cadeia. O primeiro</p><p>nível trófico sempre será ocupado</p><p>por um produtor, já o segundo será</p><p>dos consumidores primários. E o</p><p>terceiro nível será dos</p><p>consumidores secundários. Já os</p><p>organismos decompositores podem</p><p>ocupar qualquer nível trófico, com</p><p>exceção do primeiro.</p><p>Veja uma cadeia alimentar</p><p>terrestre:</p><p>5</p><p>Cadeia Alimentar</p><p>Na cadeia alimentar acima os</p><p>produtores são as plantas. Já em</p><p>um ambiente aquático, os</p><p>organismos produtores são algas e</p><p>bactérias que fazem fotossíntese.</p><p>Esta representação gráfica é</p><p>utilizada para facilitar o nosso</p><p>entendimento sobre as relações</p><p>ecológicas, mas na natureza o</p><p>cenário é um pouco mais complexo.</p><p>Existem as teias alimentares, que</p><p>correspondem ao agrupamento de</p><p>várias cadeias.</p><p>Nas teias é possível ver que</p><p>um mesmo organismo pode ocupar</p><p>mais de um nível trófico, como é o</p><p>caso da primeira ave da teia abaixo.</p><p>Ela pode ser um consumidor</p><p>primário quando se alimenta das</p><p>plantas, ou um consumidor</p><p>secundário quando se alimenta de</p><p>insetos.</p><p>PIRÂMIDES ECOLÓGICAS</p><p>Além das cadeias alimentares,</p><p>podemos representar os fluxos de</p><p>energia e da matéria entre os seres</p><p>vivos. Isso pode ser feito com base</p><p>no número de organismos,</p><p>6</p><p>quantidade de biomassa ou energia</p><p>disponíveis.</p><p>Teia alimentar</p><p>Pirâmides de números</p><p>Este tipo de pirâmide mostra o</p><p>número de organismos em cada um</p><p>dos níveis tróficos. A tendência é a</p><p>redução da quantidade de</p><p>indivíduos a cada nível trófico. Por</p><p>exemplo, 5000 mil trevos podem</p><p>alimentar 300 caracóis, que nutrem</p><p>5 tordos, que são alimento para 1</p><p>gavião.</p><p>A pirâmide de números pode</p><p>ser invertida, uma árvore pode</p><p>alimentar diversos insetos, que</p><p>nutrem alguns pássaros. Observe:</p><p>No caso de parasitas, a</p><p>pirâmide também pode ser</p><p>invertida. Um cão pode ser</p><p>parasitado por várias pulgas. Um</p><p>humano pode ter várias lombrigas</p><p>no seu intestino.</p><p>Pirâmide de Biomassa</p><p>Biomassa é a quantidade de</p><p>matéria presente nos seres vivos de</p><p>um determinado nível trófico. A</p><p>medida que costuma ser utilizada é</p><p>a massa seca (gm/m² ou kg/m²).</p><p>Este tipo de pirâmide também pode</p><p>ser invertida, mas isso só é possível</p><p>no ambiente aquático. O</p><p>fitoplâncton encontra-se no primeiro</p><p>nível trófico, e tem uma velocidade</p><p>de reprodução alta.</p><p>7</p><p>Pirâmide de números</p><p>Pirâmide de números invertida</p><p>Analise as pirâmides a seguir:</p><p>Pirâmide de Energia</p><p>Este tipo de pirâmide mostra a</p><p>quantidade de energia disponível</p><p>em cada nível trófico. Na base há</p><p>sempre a maior quantidade de</p><p>energia disponível, e a cada novo</p><p>nível há redução da energia</p><p>disponível. Isso acontece por que</p><p>os organismos gastam energia para</p><p>se manterem vivos.</p><p>A pirâmide de energia não</p><p>pode ser invertida e o fluxo de</p><p>energia é unilateral. E as unidades</p><p>de medida podem ser: g/m²/Ano,</p><p>kg/m²/Ano ou Kcal/m²/Ano.</p><p>Quando falamos sobre</p><p>energia,</p><p>é importante ter claro em</p><p>sua mente os conceitos de PPB e</p><p>PPL.</p><p>• PPB: Produtividade Primária</p><p>Bruta</p><p>• PPL: Produtividade Primária</p><p>Líquida</p><p>A PPB é a quantidade de</p><p>energia/matéria orgânica produzida</p><p>pela fotossíntese. A PPL é a</p><p>energia que sobra para o próximo</p><p>nível trófico, ou seja, diminui-se a</p><p>quantidade de energia consumida</p><p>para que o ser se mantenha vivo.</p><p>Veja a fórmula:</p><p>PPL = PPB - Consumo</p><p>8</p><p>Pirâmide de energia</p><p>No planeta Terra, 97% da</p><p>água está localizada nos oceanos.</p><p>E pode ser encontrada nos estados</p><p>gasoso, líquido ou sólido. Veja</p><p>todas as etapas:</p><p>Ciclo do carbono</p><p>Os átomos de carbono são</p><p>encontrados na atmosfera em</p><p>moléculas de gás carbônico. Os</p><p>organismos que fazem fotossíntese</p><p>assimilam o gás carbônico e</p><p>convertem em moléculas orgânicas.</p><p>Que por sua vez serão usadas na</p><p>respiração celular ou podem ser</p><p>transmitidas para outros seres ao</p><p>longo das cadeias alimentares.</p><p>9</p><p>CICLOS BIOGEOQUÍMICOS</p><p>Os ciclos biogeoquímicos</p><p>ajudam a compreender a maneira</p><p>como os elementos químicos</p><p>circulam entre os seres vivos e o</p><p>ambiente. Vamos estudar os</p><p>principais ciclos, e que aparecem</p><p>nas provas de vestibular e do</p><p>ENEM.</p><p>Ciclo da água</p><p>A água é a substância mais</p><p>abundante nos seres vivos, existem</p><p>espécies que têm até 98% de água</p><p>no seu corpo. Na espécie humana</p><p>tem cerca de cerca de 70% de</p><p>água.</p><p>Ciclo Águada</p><p>Ciclo do Oxigênio</p><p>O oxigênio por ser encontrado</p><p>na composição de diversas</p><p>moléculas, como o gás carbônico, o</p><p>gás oxigênio (O₂), na água ou em</p><p>moléculas orgânicas, como na</p><p>glicose (C6H12O6).</p><p>No processo de fotossíntese</p><p>há liberação de gás oxigênio para a</p><p>atmosfera, que tem origem na</p><p>quebra da molécula de água. Na</p><p>respiração o processo é contrário, o</p><p>O₂ se une ao hidrogênio e</p><p>moléculas de água são formadas.</p><p>Quando o O₂ é submetido à</p><p>radiação, é convertido em O₃, o gás</p><p>ozônio. Este é um mecanismo</p><p>importante para proteger os seres</p><p>vivos do excesso de radiação.</p><p>10</p><p>Quando a morte de um</p><p>organismo acontece, as moléculas</p><p>orgânicas são decompostas. E o</p><p>gás carbônico volta para a</p><p>atmosfera, completando o ciclo. Se</p><p>o organismo morrer e for soterrado,</p><p>com influência da pressão, pode ser</p><p>convertido em petróleo.</p><p>O gás carbônico influencia</p><p>diretamente do efeito estufa. A</p><p>queima de combustíveis fósseis</p><p>devolve grande quantidade desse</p><p>gás para a atmosfera. E a sua</p><p>presença contribuiu para a retenção</p><p>de calor, aumentando a</p><p>temperatura do planeta. Vale</p><p>lembrar que este é um efeito</p><p>natural, mas que é intensificado</p><p>pela atividade humana.</p><p>Ciclo do Gás Carbônico</p><p>Ciclo do Nitrogênio</p><p>O nitrogênio também é um</p><p>elemento químico essencial para a</p><p>existência de vida. Ele participa da</p><p>formação do DNA, RNA, proteínas</p><p>e ATP, entre outras moléculas. O</p><p>seu volume na atmosfera é de</p><p>aproximadamente 80%, porém a</p><p>forma em que está presente (N2),</p><p>não é facilmente absorvida por</p><p>grande parte dos seres vivos.</p><p>Por isso, o ciclo do nitrogênio</p><p>é tão importante. Existem</p><p>organismos especializados na sua</p><p>fixação, convertem N2 em NH3, a</p><p>amônia. Isso é feito por bactérias e</p><p>cianobactérias de vida livre, e</p><p>também por bactérias do gênero</p><p>Rhizobium associadas às raízes de</p><p>leguminosas.</p><p>Algumas plantas têm a</p><p>capacidade de absorver o NH3,</p><p>mas a forma mais acessível é o</p><p>nitrato (NO-3). A conversão de</p><p>amônia em nitrato é o processo de</p><p>nitrificação, que acontece da</p><p>seguinte maneira:</p><p>• As Nitrossomonas e</p><p>Nitrosococcus oxidam a amônia</p><p>e produzem o nitrito (NO-2);</p><p>• O nitrito é tóxico e permanece</p><p>pouco tempo livre no ambiente,</p><p>logo é absorvido por bactérias</p><p>11</p><p>Ciclo do Gás Oxigênio</p><p>quimiossintetizantes e usado pelas</p><p>Nitrobacter para a produção de</p><p>energia e nitrato (NO-3).</p><p>O nitrato dissolvido é</p><p>absorvido pelos organismos</p><p>produtores e incorporado para a</p><p>produção de matéria orgânica. Os</p><p>consumidores primários ingerem</p><p>plantas, e absorvem o nitrogênio</p><p>assimilado por elas. Assim o N</p><p>segue pela cadeia alimentar.</p><p>Quando plantas, animais e</p><p>outros organismos morrem, os</p><p>compostos nitrogenados são</p><p>decompostos. E assim forma-se</p><p>amônia, permitindo que o ciclo do N</p><p>continue. O processo de</p><p>desnitrificação depende da ação de</p><p>bactérias, como por exemplo as</p><p>Pseudomonas denitrificans. Estas</p><p>são especializadas na conversão de</p><p>compostos nitrogenados em N2,</p><p>que volta para a atmosfera.</p><p>Ciclo do Fósforo</p><p>O fósforo é um elemento</p><p>químico essencial para a formação</p><p>de ATP e ácidos nucleicos, o DNA</p><p>e o RNA. As plantas são</p><p>organismos capazes de assimilar</p><p>íons fosfato (PO4-3) disponíveis no</p><p>solo e na água. Já os animais</p><p>conseguem os íons pelo alimento e</p><p>pela água ingeridos.</p><p>12</p><p>Ciclo do Gás Oxigênio</p><p>Quando os seres vivos</p><p>morrem, os decompositores entram</p><p>em ação. E devolvemos os átomos</p><p>de fósforos para o solo e água. O</p><p>fosfato também é eliminado pela</p><p>urina e fezes de animais, que</p><p>sofrem a ação dos decompositores.</p><p>É possível também que o</p><p>fósforo seja incorporado em rochas.</p><p>Este fósforo leva muito tempo para</p><p>ser liberado, pelo intemperismo</p><p>(desgaste das rochas por</p><p>elementos da natureza), até que</p><p>fique novamente disponível para os</p><p>seres vivos.</p><p>INTERAÇÕES ECOLÓGICAS</p><p>Todos os seres vivos que</p><p>existem no planeta se relacionam</p><p>com outros seres vivos. Isso é o</p><p>que chamamos de interações ou</p><p>relações ecológicas. Elas podem</p><p>ser classificadas em:</p><p>• Harmônicas: quando não há</p><p>prejuízo para as espécies</p><p>envolvidas;</p><p>• Desarmônicas: quando pelo</p><p>menos uma das espécies é</p><p>prejudicada;</p><p>• Intraespecíficas: quando</p><p>acontece entre organismos da</p><p>mesma espécie;</p><p>13</p><p>Ciclo do Fósforo</p><p>• Interespecíficas: quanto acontece</p><p>entre organismos de espécies</p><p>diferentes.</p><p>Colônia</p><p>É uma relação intraespecífica</p><p>e harmônica de organismos que</p><p>vivem fisicamente unidos. É positiva</p><p>para todos os envolvidos (+/+). As</p><p>colônias pode ser:</p><p>• Isomorfas: indivíduos</p><p>semelhantes entre si, sem</p><p>nenhum tipo de divisão física ou</p><p>de trabalho;</p><p>• Heteromorfas: indivíduos com</p><p>diferentes formas e funções;</p><p>Sociedade</p><p>É uma relação intraespecífica</p><p>e harmônica, todos os envolvidos</p><p>são beneficiados (+/+), porém não</p><p>dependem fisicamente entre si. É</p><p>possível sair e retornar ao seu local</p><p>de moradia, o ninho.</p><p>É o que acontece nos cupins,</p><p>formigas e abelhas. Entre estes</p><p>organismos há divisão de tarefas,</p><p>ou seja, cada membro da sociedade</p><p>é responsável por uma tarefa</p><p>específica.</p><p>Abelhas</p><p>Cupins</p><p>14</p><p>Mutualismo</p><p>O mutualismo é uma interação</p><p>ecológica positiva para todos os</p><p>organismos envolvidos (+/+). E</p><p>pode ser classificada da seguinte</p><p>maneira:</p><p>• Optativo ou facultativo: os</p><p>organismos envolvidos não</p><p>dependem um do outro para a</p><p>sobrevivência, ou seja, também</p><p>podem viver separadamente. É o</p><p>que acontece entre o pássaro-</p><p>palito e o crocodilo;</p><p>• Obrigatório: quando os</p><p>organismos envolvidos não</p><p>conseguem sobreviver</p><p>separadamente, como as algas</p><p>fungos que formam os líquens.</p><p>Mutualismo facultativo</p><p>Mutualismo obrigatório</p><p>Comensalismo</p><p>Neste tipo de relação</p><p>ecológica um organismo é</p><p>favorecido, enquanto que o outro</p><p>não é nem prejudicado ou</p><p>beneficiado (+/0). A espécie que</p><p>tem o comportamento comensal</p><p>come os restos alimentares da</p><p>outra espécie, como a rêmora e os</p><p>tubarões.</p><p>É do tipo interespecífica.</p><p>15</p><p>Comensalismo entre rêmora e</p><p>tubarão</p><p>16</p><p>Inquilinismo</p><p>Neste tipo de relação uma</p><p>espécie se beneficia da outra ao</p><p>procurar abrigo, esta é a espécie</p><p>inquilina. A espécie que dá abrigo</p><p>não é prejudicada.</p><p>Canibalismo</p><p>Esta é uma relação ecológica</p><p>desarmônica e intraespecífica. Um</p><p>organismo se alimenta de outro da</p><p>mesma espécie. Um exemplo</p><p>clássico é a viúva-negra, que após</p><p>o coito come o macho. Isso também</p><p>acontece com os filhotes de</p><p>tubarões que se alimentam de um</p><p>irmão enquanto ainda estão. no</p><p>interior do corpo da mãe.</p><p>Competição</p><p>É uma relação ecológica do</p><p>tipo desarmônica, que pode ser</p><p>intraespecífica ou interespecífica.</p><p>Os organismos competem por</p><p>recursos disponíveis no ambiente e</p><p>por isso é sempre negativa para os</p><p>envolvidos (-/-).</p><p>O biólogo russo Gause em</p><p>seus estudos, concluiu que as</p><p>espécies envolvidas</p><p>em um</p><p>processo de competição não podem</p><p>coexistir indefinidamente no mesmo</p><p>local. Ao observar os protozoários</p><p>concluiu que o princípio da exclusão</p><p>competitiva existe, nomeando-o de</p><p>princípio de Gause.</p><p>Competição entre</p><p>Paramécios</p><p>A Viúva Negra pratica o</p><p>canibalismo</p><p>Inquilinismo: Bromélias</p><p>crescendo em toco de árvore</p><p>morte. É o que acontece no caso</p><p>das vespas que crescem nos ovos</p><p>de baratas, e ficam tão grandes que</p><p>terminam por romper a estrutura e</p><p>prejudicar o desenvolvimento de</p><p>novas baratas.</p><p>Amensalismo</p><p>É uma relação ecológica em</p><p>que uma espécie inibe o</p><p>desenvolvimento de outra pela</p><p>secreção de alguma substância.</p><p>Alexander Fleming observou isso</p><p>ao ver que bactérias que havia</p><p>cultivado não conseguiam se</p><p>desenvolver, enquanto fungos sim.</p><p>Os fungos do gênero</p><p>Penicillium liberam substâncias que</p><p>hoje são utilizadas como</p><p>antibióticos. É o caso da penicilina.</p><p>Outro exemplo são os pés de Pinus</p><p>sp., que liberam uma substância</p><p>que impede o desenvolvimento de</p><p>outras espécies vegetais ao seu</p><p>17</p><p>A inserção de espécies</p><p>exóticas em um ambiente pode</p><p>resultar em um processo de</p><p>exclusão competitiva. Já que a</p><p>espécie nativa pode competir por</p><p>recursos com as espécies exóticas.</p><p>Predação</p><p>É uma interação ecológica</p><p>interespecífica e desarmônica (+/-).</p><p>Uma espécie é a predadora,</p><p>enquanto que a outra é presa.</p><p>Parasitismo</p><p>Nesta interação, uma espécie</p><p>parasita retira o alimento do</p><p>organismo hospedeiro. É do tipo</p><p>interespecífica e desarmônica (+/-).</p><p>Os parasitas podem ser:</p><p>• Ectoparasitas: parasitas</p><p>externos como os piolhos, pulgas</p><p>e carrapatos;</p><p>• Endoparasitas: são os parasitas</p><p>internos, como as lombrigas,</p><p>tênias.</p><p>Há também o parasitoidismo.</p><p>Nesta relação ecológica, o parasita</p><p>eventualmente leva o hospedeiro à</p><p>O carrapato é um ectoparasita</p><p>redor.</p><p>DINÂMICA DE POPULAÇÕES</p><p>Uma população é um conjunto</p><p>de organismos de uma mesma</p><p>espécie, e que vivem no mesmo</p><p>local ao mesmo tempo. Para</p><p>entender o comportamento das</p><p>populações, é importante</p><p>compreender os seguintes</p><p>conceitos:</p><p>• Densidade: é o número de</p><p>indivíduos dividido pela área ou</p><p>volume ocupado;</p><p>• Tamanho populacional: é o</p><p>número de indivíduos, é</p><p>influenciada pela taxa de</p><p>natalidade, mortalidade,</p><p>imigração (entrada) e emigração</p><p>(saída);</p><p>• Taxa de natalidade: número de</p><p>organismos que nascem em um</p><p>determinada época;</p><p>• Taxa de mortalidade: número</p><p>de organismo que morrem em</p><p>uma determinada época.</p><p>Quando a taxa de natalidade</p><p>é maior que a de mortalidade, a</p><p>população está aumentando, o</p><p>mesmo acontece quando há mais</p><p>imigração do que emigração. Já</p><p>quando a taxa de mortalidade e</p><p>emigração são maiores, a</p><p>população está diminuindo de</p><p>tamanho.</p><p>O crescimento de uma</p><p>população é limitado. O ambiente</p><p>suporta um número máximo de</p><p>organismos, isto é o que chamamos</p><p>de resistência ambiental. Se ela não</p><p>existisse uma espécie seria capaz</p><p>de crescer exponencialmente, isso</p><p>é o que chamamos de potencial</p><p>biótico. Observe o gráfico a seguir.</p><p>A curva de crescimento real é</p><p>a curva S. No início ela aumenta</p><p>rapidamente, mas quando a</p><p>resistência ambiental é alcançada,</p><p>18</p><p>Gráfico de Crescimento</p><p>Populacional</p><p>a espécie mantém um número</p><p>constante pela falta de recursos ou</p><p>aumento de doenças.</p><p>Relações ecológicas também</p><p>pode auxiliar na regulação do</p><p>crescimento de uma população,</p><p>como por exemplo:</p><p>• Competição por recursos;</p><p>• Predação: pela redução de</p><p>predadores, a presa consegue</p><p>aumentar o seu tamanho</p><p>populacional, e assim a</p><p>população de predadores</p><p>aumenta, mas a de presas</p><p>diminui, o que resulta em nova</p><p>diminuição da população de</p><p>predadores.</p><p>SUCESSÃO ECOLÓGICA</p><p>A sucessão ecológica é um</p><p>processo que está associado à</p><p>dinâmica de comunidades. É uma</p><p>sequência de mudanças em um</p><p>determinado local ao longo do</p><p>tempo, desde o momento em que a</p><p>vida chega ao local, até quando o</p><p>clímax é alcançado por uma</p><p>comunidade estável.</p><p>É uma sucessão de eventos</p><p>graduais, que seguem uma</p><p>determinada ordem de acordo com</p><p>as modificações ambientais do</p><p>local. E também dos seres vivos</p><p>que ali vivem.</p><p>Existem dois tipos de</p><p>sucessão ecológica:</p><p>• Primária ou autogênica:</p><p>acontece em locais que nunca</p><p>foram habitados por seres vivos,</p><p>estéreis. Uma erupção vulcânica</p><p>pode matar todos os organismos</p><p>de um local, ou uma nova ilha</p><p>pode surgir no meio do oceano,</p><p>nos dois casos acontecerá a</p><p>sucessão ecológica primária;</p><p>19</p><p>Presa x Predador</p><p>• Secundária ou alogênica: é o</p><p>tipo de sucessão que acontece</p><p>em locais que já foram habitados</p><p>por seres vivos, mas que por</p><p>alguma perturbação como uma</p><p>queimada, o solo encontra-se</p><p>propício para a chegada de</p><p>novos seres.</p><p>O processo de sucessão</p><p>ecológica é um passo a passo de</p><p>três etapas:</p><p>1. Comunidade pioneira: é</p><p>formada pelas espécies pioneiras,</p><p>que são mais resistentes e capazes</p><p>de sobreviver em locais menos</p><p>favoráveis para a existência de</p><p>vida, com pouca umidade, muita</p><p>incidência solar e escassez de</p><p>nutrientes. Costumam ser os</p><p>líquens e as briófitas, que preparam o</p><p>ambiente para a chegada de novos</p><p>seres. No caso da sucessão</p><p>secundária, as espécies pioneiras são</p><p>as gimnospermas e angiospermas</p><p>que viviam no local;</p><p>2. Comunidade intermediária:</p><p>composta por espécies de animais e</p><p>vegetais maiores, são organismos</p><p>que só conseguem sobreviver no local</p><p>pela preparação feita pelas espécies</p><p>pioneiras, pode ter diversos estágios;</p><p>3. Comunidade clímax: é uma</p><p>comunidade complexa e com alta</p><p>estabilidade, muda muito pouco ao</p><p>longo do tempo e a diversidade de</p><p>seres vivos é alta.</p><p>20</p><p>Sucessão Ecológica</p><p>BIOCICLOS</p><p>Os seres vivos vivem na</p><p>biosfera, e podem habitar diferentes</p><p>ciclos do planeta Terra:</p><p>• Limnociclo: água doce</p><p>• Talassociclo: água salgada</p><p>• Epinociclo: terrestre</p><p>Limnociclo</p><p>Inclui todos os ambientes de</p><p>água doce do planeta. A sua</p><p>distribuição é descontínua e pode</p><p>ser de dois tipos:</p><p>• Lótico: são os de água corrente,</p><p>a temperatura e concentração do</p><p>gás oxigênio variam ao longo do</p><p>corpo d'água, perto da nascente</p><p>a água é mais fria e oxigenada;</p><p>• Lêntico: a água é parada, e as</p><p>condições variam de acordo com</p><p>a proximidade das margens e da</p><p>profundidade.</p><p>Podem ser identificadas as</p><p>seguintes zonas:</p><p>• Litorânea: que tem contato com</p><p>o ambiente terrestre, é uma zona</p><p>de transição (ecótono), há uma</p><p>• grande diversidade de nichos e</p><p>espécies;</p><p>• Limnética (pelágica): região</p><p>distante da margem, mas bem</p><p>iluminada, neste ambiente há</p><p>organismos que fazem</p><p>fotossíntese;</p><p>• Profunda: encontra-se abaixo da</p><p>zona limnética, a luz que chega é</p><p>insuficiente para os organismos</p><p>fotossintetizantes</p><p>• Bentônica: é o fundo do</p><p>ambiente, também identificado</p><p>como substrato.</p><p>No limnociclo podem ser</p><p>encontrados os seguintes tipos de</p><p>organismos:</p><p>• Plâncton: fitoplâncton e</p><p>zooplâncton que vivem à deriva</p><p>em ambientes lênticos</p><p>principalmente;</p><p>• Nécton: são organismos que se</p><p>locomovem livremente e podem</p><p>nadar contra correntes, como os</p><p>peixes;</p><p>• Bentos: organismos sésseis,</p><p>presos ao substrato dos rios ou</p><p>lagos.</p><p>21</p><p>Talassociclo</p><p>São os ambientes de água</p><p>salgada, é o maior ciclo existente</p><p>na superfície do ambiente terrestre.</p><p>É influenciado pelos seguintes</p><p>fatores físicos: pressão,</p><p>temperatura, salinidade,</p><p>oxigenação, luminosidade e por</p><p>correntezas.</p><p>Com relação à luminosidade</p><p>pode ser uma região afótica (sem</p><p>luminosidade) ou fótica (com</p><p>luminosidade) até 200 m de</p><p>profundidade. A afótica pode ser a</p><p>zona batial, até 200 m e a abissal</p><p>até 600 m. A zona hadal é a mais</p><p>profunda e sua exploração não é</p><p>simples pelas condições de</p><p>pressão, temperatura e oxigenação.</p><p>Sobre a proximidade com o</p><p>solo, pode ser classificado nas</p><p>seguintes zonas:</p><p>• Litorânea;</p><p>• Nerítica: até a região em que a</p><p>plataforma continental termina;</p><p>• Oceânica: a profundidade</p><p>aumenta com muita rapidez.</p><p>22</p><p>Zonas do Limnociclo</p><p>Epinociclo</p><p>É formado pelos ambientes</p><p>terrestres e tem como característica</p><p>a grande variação de clima e relevo</p><p>de uma região para outra. A</p><p>diversidade de nichos ecológicos</p><p>também é expressiva.</p><p>Pode ser classificado</p><p>em:</p><p>• Epígea; superfície do ambiente</p><p>terrestre;</p><p>• Hipógea: regiões subterrâneas</p><p>como cavernas e grutas.</p><p>A disponibilidade de água é</p><p>reduzida, mas os organismos</p><p>conseguem sobreviver a esta</p><p>condição.</p><p>23</p><p>Zona Fótica e Afótica</p><p>BIOMAS MUNDIAIS</p><p>Os biomas são formados pela</p><p>união de diversos ecossistemas</p><p>com clima semelhante entre si. A</p><p>fauna e a flora também são</p><p>parecidos. Observe a distribuição</p><p>dos biomas no mapa mundial:</p><p>24</p><p>25</p><p>Bioma Localização Clima Estações do</p><p>ano</p><p>Vegetação Características</p><p>Tundra Extremo</p><p>norte da</p><p>Terra</p><p>Seco, com</p><p>pouca chuva</p><p>e frio</p><p>intenso.</p><p>Inverno com</p><p>noites longas</p><p>e verão com</p><p>dias longos.</p><p>Líquen, musgos</p><p>e plantas</p><p>herbáceas.</p><p>Os animais são</p><p>bem adaptados</p><p>ao frio. Alguns</p><p>podem hibernar</p><p>nos meses de</p><p>frio.</p><p>Taiga ou</p><p>Floresta de</p><p>coníferas</p><p>Em altas</p><p>altitudes</p><p>como no</p><p>Alasca,</p><p>Canadá e</p><p>Rússia.</p><p>As chuvas</p><p>são</p><p>moderadas e</p><p>a</p><p>temperatura</p><p>é baixa ao</p><p>longo do</p><p>ano.</p><p>Inverno é</p><p>longo, frio e</p><p>seco. O verão</p><p>é mais úmido</p><p>e com dias</p><p>mais longos.</p><p>Coníferas como</p><p>pinheiros e</p><p>cipreste.</p><p>Os animais são</p><p>bem adaptados</p><p>ao frio.</p><p>Floresta</p><p>Temperada</p><p>Nas regiões</p><p>de clima</p><p>temperado.</p><p>A</p><p>temperatura</p><p>é moderada</p><p>e a</p><p>precipitação</p><p>costuma ser</p><p>regular.</p><p>As quatro</p><p>estações são</p><p>bem</p><p>definidas.</p><p>As árvores</p><p>perdem as suas</p><p>folhas nas</p><p>estações mais</p><p>frias,</p><p>economizando</p><p>água e energia.</p><p>Os animais</p><p>típicos são</p><p>javalis, gatos</p><p>selvagens, lobos,</p><p>raposas, ursos e</p><p>veados. Podem</p><p>hibernar no</p><p>período de frio</p><p>intenso.</p><p>Pradaria ou</p><p>Estepe</p><p>Em diversos</p><p>países.</p><p>A</p><p>temperatura</p><p>varia e chove</p><p>pouco.</p><p>Verão quente</p><p>e inverno frio.</p><p>Gramíneas, e</p><p>plantas</p><p>herbáceas com</p><p>raízes</p><p>profundas.</p><p>Solo altamente</p><p>fértil, bom para</p><p>agricultura e</p><p>criação de</p><p>animais.</p><p>Floresta</p><p>Tropical</p><p>Perto da</p><p>linha do</p><p>Equador.</p><p>Temperatura</p><p>s altas e</p><p>muita chuva.</p><p>Verões</p><p>chuvosos e</p><p>invernos</p><p>secos.</p><p>As árvores são</p><p>altas, com flores</p><p>largas e verde.</p><p>O solos é pobre</p><p>em nutrientes.</p><p>Há a maior</p><p>diversidade</p><p>terrestre. Forma</p><p>uma mata densa</p><p>e fechada.</p><p>Savana Em diversos</p><p>países.</p><p>Mais seco. Estações bem</p><p>definidas, na</p><p>seca podem</p><p>acontecer</p><p>incêndios</p><p>naturais.</p><p>As plantas são</p><p>arbóreas, com</p><p>casca grossa,</p><p>resistem ao fogo</p><p>e as folhas são</p><p>coriáceas.</p><p>O solo é ácido e</p><p>poroso,</p><p>permitindo a</p><p>drenagem</p><p>rápida. No Brasil</p><p>é o Cerrado.</p><p>Deserto Em todos os</p><p>continentes.</p><p>Clima quente</p><p>e seco,</p><p>precipitação</p><p>é baixa.</p><p>Quentes e</p><p>secas no</p><p>Verão. Frias e</p><p>secas no</p><p>Inverno</p><p>Vegetação</p><p>esparsa e do tipo</p><p>xerófita.</p><p>Animais com</p><p>hábitos noturnos,</p><p>vivem</p><p>escondidos em</p><p>cavernas, solo.</p><p>BIOMAS BRASILEIROS</p><p>O Brasil tem uma área de</p><p>8.516.000 km², divida em seis</p><p>grandes biomas:</p><p>Estes biomas podem ser</p><p>divididos em sub-biomas nas zonas</p><p>de transição, como as Matas dos</p><p>Cocais e Manguezais. A seguir</p><p>vamos estudar as características de</p><p>cada um dos biomas e sub-biomas.</p><p>Floresta Amazônica</p><p>Cobre cerca de 40% do</p><p>território nacional. É um bioma em</p><p>que chove muito. A</p><p>evapotranspiração das plantas é</p><p>intensa, e por isso é um local de</p><p>umidade elevada (origem no</p><p>oceano). A temperatura é alta</p><p>durante todo o ano, não há estação</p><p>frio.</p><p>O solo é do tipo argiloso e</p><p>arenoso e pouco féritl pela</p><p>dificuldade de reter nutrientes. A</p><p>fertilidade existente depende da</p><p>queda de folhas e outros materiais</p><p>orgânicos na serrapilheira. Grande</p><p>parte dos sedimentos é levado pela</p><p>26</p><p>chuva até os rios.</p><p>A floresta é do tipo</p><p>estratificada. Existem diversas</p><p>camadas que variam de acordo</p><p>com o tamanho das plantas. Pode</p><p>ser dividida em plantas altas,</p><p>médias e baixas. Há muitas epífitas,</p><p>que vivem apoiadas em plantas</p><p>mais altas.</p><p>São identificadas três regiões:</p><p>• Mata de terra firme: não sofrem</p><p>inundações com regularidade;</p><p>• Matas de igapó: são sempre</p><p>inundadas, em qualquer época</p><p>do ano;</p><p>• Mata de várzea: região</p><p>intermediária entre igapó e terra</p><p>firme.</p><p>Nesta mata é possível</p><p>encontrar uma grande diversidade</p><p>de nichos e também de plantas e</p><p>animais. A temperatura elevada</p><p>ajuda a garantir a disponibilidade de</p><p>água, possibilitando a existência de</p><p>muitas espécies.</p><p>Mata Atlântica</p><p>Encontra-se ao longo de</p><p>grande parte do litoral braileiro. É</p><p>um bioma com alta umidade pelos</p><p>ventos marinhos que condensam no</p><p>topo do bioma fazendo com que</p><p>chova frequentemente.</p><p>A temperatura costuma variar</p><p>por estar em uma longa faixa de</p><p>diferentes latitudes. O relevo é do</p><p>tipo montanhoso e o solo é</p><p>granítico. Não é rico em nutrientes,</p><p>a presença no solo depende da</p><p>queda de matéria orgânica. A</p><p>biodiversidade é alta e inclui muitas</p><p>epífitas.</p><p>É o bioma nacional mais</p><p>ameaçado. Sofre muito as</p><p>consequências do desmatamento e</p><p>é fragmentado pela formação das</p><p>cidades.</p><p>27</p><p>Bioma Amazônia</p><p>Mata de Araucária</p><p>É uma porção da Mata</p><p>Atlântica. Encontrada nos estados</p><p>do Rio Grande do Sul, Santa</p><p>Catarina e Paraná. O clima é do</p><p>tipo subtropical. Os invernos são</p><p>frios e os verões são quentes.</p><p>A espécie presente em maior</p><p>quantidade é a araucária. Uma</p><p>conífera com o tronco reto e galhos</p><p>apontando para cima. A casca de</p><p>revestimento é grossa.</p><p>Também é alvo de grandes</p><p>impactos ambientais. Estima-se que</p><p>hoje restam apenas 2% do bioma.</p><p>Principal característica:</p><p>presença de araucária, uma</p><p>conífera de tronco reto e galhos</p><p>voltados para cima. Essas árvores</p><p>possuem casca grossa.</p><p>Cerrado</p><p>O cerrado ocupa 23% do</p><p>território braisliero, e pode ser</p><p>comparado à savana. O solo é rico</p><p>em metais como alumínio e ferro,</p><p>fazendo com que seja vermelho. O</p><p>pH do solo é ácido, e as</p><p>concentrações de matéria orgânica</p><p>são baixas.</p><p>As plantas são baixas, e</p><p>organizam-se da seguinte maneira:</p><p>campo sujo, rupestre e limpo. Os</p><p>troncos costumam ser retorcidos, e</p><p>as plantas estão longe uma das</p><p>outras para reduzir a competição</p><p>pelos recursos já escassos.</p><p>28</p><p>Bioma da Mata Atlântica Bioma da Mata de Araucária</p><p>A vegetação é perene. As</p><p>plantas apresentam estruturas</p><p>subterrâneas que são preservadas</p><p>quando há queimadas naturais.</p><p>Muitos organismos morrem na</p><p>época da seca. Além disso, o bioma</p><p>é afetado pela ação humana.</p><p>Caatinga</p><p>Na caatinga o solo é do tipo</p><p>pedregoso e raso. É rico em sais</p><p>minerais, mas muito pobre em</p><p>matéria orgânica. Os seus períodos</p><p>de secas são prolongadas.</p><p>A vegetação apresenta</p><p>árvores baixas. Há grande</p><p>variedade de arbustos, cactos e</p><p>bromélias. Além disso, as plantas</p><p>têm adaptações para a vida xerófita</p><p>(ambientes secos) como:</p><p>• Tecidos que armazenam água;</p><p>• Raízes superficiais para captar a</p><p>água da chuva;</p><p>• Raízes profundas para captar</p><p>água dos lençóis freáticos;</p><p>• Folhas revestidas por uma</p><p>cutícula espessa;</p><p>• Folhas convertidas em espinhos</p><p>para reduzir a perda de água;</p><p>• Folhas caem no período de seca.</p><p>Os animais que vivem na</p><p>caatinga tem hábitos noturnos. E a</p><p>população humana que ali vive</p><p>também enfrenta problemas pela</p><p>escassez de água.</p><p>Pampa</p><p>São os campos do sul do país,</p><p>os campos sulinos. Concentram-se</p><p>no Rio Grande do Sul. O inverno</p><p>neste bioma é muito frio, enquanto</p><p>que o verão é quente. Na estação</p><p>fria as temperaturas podem ser</p><p>menores que zero graus celsius.</p><p>29</p><p>Bioma do Cerrado</p><p>Bioma da Caatinga</p><p>A vegetação mais comum são</p><p>as gramíneas e herbáceas. As</p><p>árvores que existem encontram-se</p><p>mais próximas aos corpos d'água</p><p>para facilitar a sua hidratação. Os</p><p>solos são férteis e profundos. É</p><p>explorado para a criação de animais</p><p>na agropecuária e pastoreio.</p><p>Pantanal</p><p>O pantanal é um bioma com</p><p>grande quantidade d'água, por isso</p><p>é a maior planície alagável do</p><p>mundo. Aproximadamente 80% da</p><p>sua superfície fica inundada nas</p><p>épocas de chuvas intensas. No</p><p>inverno o clima é frio e seco, já no</p><p>verão é quente e úmido.</p><p>O solo do pantanal é arenoso.</p><p>O ambiente recebe muita água que</p><p>escoa dos planaltos próximos em</p><p>sua direção. É um bioma muito</p><p>importante para o Brasil, é refúgio</p><p>para muitas espécies migratórias.</p><p>Apesar de ser o bioma mais</p><p>conservado do país, sofre muito</p><p>com a caça e tráfico de animais.</p><p>Outro impacto ambiental que</p><p>afeta o bioma pantanal é a pesca</p><p>predatória. Durante a piracema,</p><p>época de desova dos peixes,</p><p>a</p><p>pesca deve ser evitada. Outra</p><p>atividade que coloca o pantanal em</p><p>risco é a agropecuária, que</p><p>contribuiu com o desmatamento.</p><p>Mata de Cocais</p><p>Este é um sub-bioma de</p><p>transição entre a Amazônia e a</p><p>Caatinga. A vegetação é rica em</p><p>palmeiras, como o babaçu, a</p><p>carnaúba e o buriti. Estas plantas</p><p>são muito exploradas na economia</p><p>extrativista local. Os frutos são</p><p>aproveitados para a produção de</p><p>diversos produtos.</p><p>30</p><p>Bioma dos Pampas</p><p>Bioma do Pantanal</p><p>Manguezal</p><p>É um sub-bioma litorâneo, em</p><p>regiões em que a água doce e</p><p>salgada se encontram. As suas</p><p>plantas têm raízes que crescem</p><p>para fora do solo com o objetivo de</p><p>fazer as trocas gasosas. Isso é feito</p><p>pelos pneumatóforos, as raízes</p><p>respiratórias que também auxiliam</p><p>na sustentação também.</p><p>O manguezal é o berçário de</p><p>diversas espécies. E por isso a sua</p><p>preservação é essencial, para que</p><p>os organismos como caranguejos,</p><p>siris e outros consigam completar o</p><p>processo reprodutivo.</p><p>HUMANIDADE E AMBIENTE</p><p>Os seres humanos vivem no</p><p>planeta Terra, e nem sempre isso</p><p>acontece de forma harmônica. Nós</p><p>causamos impactos ambientais que</p><p>prejudicam a existência de</p><p>espécies, inclusive a nossa.</p><p>Para reduzir os efeitos dos</p><p>impactos ambientais é essencial</p><p>que entendamos o que causa cada</p><p>um dos impactos. E assim poder</p><p>elaborar estratégias para reduzir os</p><p>impactos negativos.</p><p>Alguns ecossistemas têm alta</p><p>resiliência, ou seja, são capazes de</p><p>se recuperar com mais facilidade</p><p>após sofrerem algum tipo de</p><p>impacto. Outros têm mais</p><p>dificuldade. A extinção de espécies</p><p>e a modificação de ecossistemas, é</p><p>algo que acontece normalmente.</p><p>Mas a espécie humana vem</p><p>acelerando o processo.</p><p>Uma das principais causas é a</p><p>perda de habitat. As cidades estão</p><p>em expansão, assim como a</p><p>atividade agropecuária. E para que</p><p>tenham mais espaço, os</p><p>ecossistemas são degradados.</p><p>31</p><p>Bioma Mata de Cocais</p><p>Sub-bioma Manguezal</p><p>Quando há perda de habitat,</p><p>as espécies perdem seu local de</p><p>moradia. O resultado é um</p><p>processo de competição com outras</p><p>espécies, que contribuiu para a</p><p>destruição.</p><p>A fragmentação de</p><p>ecossistemas também contribuiu</p><p>para a extinção de espécies,</p><p>observe a imagem a seguir:</p><p>Espécies exóticas</p><p>A introdução de espécies</p><p>exóticas também é um mecanismo</p><p>que causa impacto ambiental.</p><p>Espécies exóticas, não são nativas</p><p>dos ecossistemas em que são</p><p>inseridas. As espécies exóticas:</p><p>• Possivelmente não têm</p><p>predadores no ecossistema em</p><p>que foram inseridas;</p><p>• Têm aumento populacional</p><p>significativo;</p><p>• Competem por recursos com a</p><p>espécie nativa;</p><p>• Podem levar às espécies nativas</p><p>à extinção.</p><p>No Brasil há muitos exemplos</p><p>de espécies exóticas. Entre elas</p><p>está o mexilhão dourado. Esta</p><p>espécie chegou até o Brasil no</p><p>lastro de embarcações e hoje, além</p><p>de danos ambientais, como a morte</p><p>de diversas aves, causa o</p><p>entupimento de tubulações.</p><p>32</p><p>Fragmentação de ecossistemas</p><p>Mexilhão-dourado</p><p>Poluição</p><p>A poluição é outro impacto</p><p>ambiental que prejudica de forma</p><p>significativa o meio ambiente.</p><p>Existem alguns tipos de poluição,</p><p>uma das que mais ganha destaque</p><p>nas provas de vestibular e ENEM é</p><p>a poluição atmosférica.</p><p>Os poluentes que chegam até</p><p>a atmosfera têm origem na queima</p><p>de combustíveis fósseis dos</p><p>veículos e usinas termelétricas.</p><p>A queimada de vegetação</p><p>também é uma questão. Os gases</p><p>que contribuem para a poluição</p><p>atmosférica são:</p><p>• Monóxido de carbono: CO</p><p>• Dióxido de enxofre: SO₂</p><p>• Óxido de nitrogênio: NO ou NO₂</p><p>•</p><p>A poluição atmosférica pode</p><p>causar problemas respiratórios nos</p><p>humanos. Há também os poluentes</p><p>que podem gerar um buraco na</p><p>camada de ozônio, tema que foi</p><p>muito discutido na década de 90 e</p><p>anos 2000. Em 1987, o uso dos</p><p>CFCs foi colocado em discussão.</p><p>Estes gases (CFC) contribuem para</p><p>33</p><p>o aumento do buraco da camada de</p><p>ozônio. Para interromper o</p><p>processo, a partir do Protocolo de</p><p>Montreal, decidiu-se pela</p><p>substituição do CFC.</p><p>Chuva ácida</p><p>O aumento da concentração</p><p>dos óxidos de carbono, enxofre e</p><p>nitrogênio na atmosfera resulta no</p><p>impacto ambiental da chuva ácida.</p><p>Este fenômeno pode causar alguns</p><p>prejuízos:</p><p>• Corrosão de edificações e</p><p>estátuas;</p><p>• Acidificação de corpos d'água;</p><p>• Morte de animais como peixes,</p><p>de organismos do plâncton e</p><p>também de vegetações.</p><p>Buraco na camada de</p><p>ozônio</p><p>As substâncias que causam</p><p>chuva ácida são eliminadas pela</p><p>queima de combustíveis. Por isso</p><p>recomenda-se o uso de filtros em</p><p>chaminés e escapamentos.</p><p>Inversão térmica</p><p>Este é um fenômeno natural,</p><p>que é intensificado pela atividade</p><p>humana. No fluxo padrão o ar</p><p>quente tende a subir e levar a</p><p>poluição junto. Porém quando o ar</p><p>quente permanece nas camadas</p><p>mais altas, o ar frio fica preso</p><p>abaixo desta região mais alta.</p><p>Como resultado disso, a poluição</p><p>não sobe.</p><p>O acúmulo de poluentes</p><p>também pode resultar em outro</p><p>problema. O smog, quando os</p><p>poluentes geram um tipo de</p><p>neblina. Isso é comum nas cidades</p><p>grandes.</p><p>34</p><p>Ilhas de Calor</p><p>Este é um fenômeno comum</p><p>às cidades grandes. Está associado</p><p>a capacidade de absorção e</p><p>retenção de calor nos ambientes</p><p>urbanos. O que resulta no aumento</p><p>da temperatura. Veja o gráfico:</p><p>Locais com menos vegetação</p><p>e mais construções têm</p><p>temperaturas mais altas. Por isso</p><p>preservar a vegetação em</p><p>ambientes urbanos é essencial.</p><p>Smog em Paris</p><p>Inversão térmica</p><p>Ilhas de calor em áreas</p><p>urbanas</p><p>Aquecimento Global</p><p>Este é um assunto polêmico</p><p>para alguns, mas que sempre</p><p>marca presença nas provas. Por</p><p>isso é muito importante que você</p><p>entenda o que acontece.</p><p>É um fenômeno causado pela</p><p>intensificação do efeito estufa. O</p><p>aumento da temperatura pode</p><p>resultar na extinção de diversas</p><p>espécies que não toleram as</p><p>modificações térmicas.</p><p>35</p><p>Os gases do efeito estufa são:</p><p>CO2, CH4, N2O, CFCs e H2O. Ele</p><p>é um evento natural, que mantém a</p><p>temperatura adequada para a</p><p>existência de vida. Mas com a</p><p>queima de combustíveis fósseis e</p><p>outras atividades, ele é</p><p>intensificado. Mais gases liberados</p><p>na atmosfera, maior é a retenção</p><p>do calor e assim há aumento</p><p>excessivo da temperatura.</p><p>Efeito Estufa e o Aquecimento Global</p><p>Poluição da água e dos solos</p><p>Além da poluição atmosférica,</p><p>precisamos nos preocupar com a</p><p>poluição da água e dos solos. Que</p><p>estão associadas principalmente a:</p><p>• Descarte inadequado de</p><p>substâncias tóxicas;</p><p>• Chorume dos lixões;</p><p>• Descarte do esgoto das</p><p>residências.</p><p>Bioacumulação</p><p>A bioacumulação acontece</p><p>pela grande concentração de</p><p>substâncias tóxicas nos corpos</p><p>d'água. Imagine um mar poluído por</p><p>mercúrio, um tipo de metal pesado.</p><p>O fitoplâncton terá a concentração</p><p>mais baixa, enquanto que o</p><p>predador de topo de cadeia terá a</p><p>concentração mais alta.</p><p>A cada nível trófico, a</p><p>quantidade de poluentes é</p><p>acumulada. Ou seja, os organismos</p><p>acumulam o poluente do ambiente</p><p>e o que já estava acumulado nas</p><p>suas presas. Veja a pirâmide a</p><p>seguir para que fique claro.</p><p>36</p><p>Eutrofização</p><p>A eutrofização está associada</p><p>ao acúmulo de matéria orgânica</p><p>que tem origem, principalmente, no</p><p>esgoto não tratado. A alta</p><p>disponibilidade de matéria orgânica</p><p>resulta na reprodução intensa de</p><p>fitoplânctons e algas. A camada</p><p>superficial do corpo d'água fica</p><p>esverdeada.</p><p>A camada de organismos que</p><p>se forma dificulta a entrada de luz.</p><p>E assim, os organismos</p><p>fotossintetizantes morrem. A</p><p>consequência é a redução da</p><p>oxigenação da água, já que o</p><p>metabolismo das algas libera gás</p><p>oxigênio. O resultado é a morte de</p><p>Bioacumulação</p><p>animais, e outros seres do local.</p><p>A carência de gás oxigênio e a</p><p>quantidade de organismos mortos,</p><p>favorece a reprodução das</p><p>bactérias anaeróbias. Estas</p><p>decompõem a matéria orgânica e</p><p>liberam metano.</p><p>Lixo Urbano</p><p>A população humana cresce</p><p>de forma significativa, assim como</p><p>o consumismo. E consumir gera</p><p>lixo. O lixo produzido pode ser:</p><p>• Incinerado;</p><p>• Encaminhado para lixões;</p><p>• Ou para aterros-sanitários, uma</p><p>alternativa melhor que os lixões.</p><p>Nos aterros sanitários o solo</p><p>fica protegido por uma membrana</p><p>impermeável. O chorume é captado</p><p>e tratado para que o lençol freático</p><p>37</p><p>e outros corpos</p><p>d'água não sofram</p><p>com poluição.</p><p>Além da extinção dos lixões,</p><p>para o manejo adequado do lixo é</p><p>importante pensar em:</p><p>• Coleta seletiva;</p><p>• Reciclagem;</p><p>• Reaproveitamento;</p><p>• Redução do uso de descartáveis</p><p>Diferença entre lixões e aterros</p><p>sanitários</p><p>Eutrofização em um</p><p>corpo de água</p>

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