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Princípios de Big Data
Prof. Sérgio Assunção Monteiro
Descrição
Conceitos e aplicações dos princípios de Big Data, Internet das Coisas,
computação distribuída, plataformas em nuvem, processamento e fluxo
de dados.
Propósito
Conhecer os conceitos e as tecnologias de Big Data, como grande
diferencial para o profissional de tecnologia da informação com sólida
formação.
Objetivos
Módulo 1
Introdução e Aplicações
ao Big Data
Reconhecer os conceitos e as aplicações de Big Data.
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https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/04085/index.html?brand=estacio# 1/79
Módulo 2
Conceitos de IOT e
Computação Distribuída
Categorizar conceitos de Internet das Coisas e computação
distribuída.
Módulo 3
Plataformas em Nuvem para
Aplicações de Big Data
Categorizar plataformas em nuvem para aplicações de Big Data.
Módulo 4
Processamento e Streaming
de Dados
Identificar aplicações de processamento e streaming de dados.
Atualmente, o termo Big Data é usado com muita frequência para
descrever aplicações que envolvem grandes volumes de dados.
Porém, mais do que isso, trata-se de um conjunto de tecnologias
que gerenciam aplicações que, além do grande volume de dados,
trabalham com dados que podem ser gerados com muita
velocidade, de diversas fontes e em diferentes formatos. Com a
popularização das tecnologias de computação em nuvem e da
Internet das Coisas (IoT, do inglês Internet of Things), o
ecossistema de aplicações de Big Data se ampliou bastante.
Introdução
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1 - Introdução e Aplicações ao Big
Data
Ao final deste módulo, você será capaz de reconhecer
os conceitos e as aplicações de Big Data.
Ligando os pontos
Os provedores de serviços na nuvem oferecem facilidades para que
os clientes possam escalar seus sistemas – nos aspectos de
hardware e software – com um custo muito inferior ao que teriam
se tivessem de investir em infraestrutura própria. De fato, é um
modelo de negócio que terceiriza a base tecnológica para
empresas que são extremamente eficientes em lidar com ela,
desse modo as organizações possam se concentrar no
desenvolvimento de soluções de negócios que as diferenciem em
relação à concorrência.
Ao longo deste conteúdo, entenderemos os conceitos relacionados
à tecnologia de Big Data e como ela se relaciona com outras
tecnologias, como computação na nuvem e IoT. Assim, teremos
uma visão ampla sobre o assunto e conseguiremos conectá-lo a
temas muito populares, como a inteligência artificial e o
aprendizado de máquina.
10/29/24, 4:15 PM Princípios de Big Data
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/04085/index.html?brand=estacio# 3/79
Você sabe o que é Big Data? Qual estratégia você adotaria para
desenvolver uma aplicação e trabalhar com grande volume de dados de
formatos diferentes, gerados com alta velocidade?
Para respondermos a essas perguntas, vamos analisar algumas
situações práticas.
A popularização do uso da internet aumentou a capacidade de as
pessoas se comunicarem. Dessa maneira, serviços que, até então, eram
realizados de forma presencial passaram a ser prestados remotamente.
Hoje, podemos consultar nosso extrato de conta bancária on-line, assim
como podemos agendar uma consulta médica e interagir com diversas
pessoas simultaneamente em redes sociais, por exemplo.
Essa facilidade de interação em grande escala implica o tráfego, a
geração e o consumo de gigantescos volumes de dados. Aplicações
que se encaixam nessa categoria passaram a ser chamadas de Big
Data. Apesar de esse termo ser muito comum hoje em dia, não é apenas
mais uma tendência do momento.
Existem conceitos muito bem consolidados a respeito de aplicações de
Big Data que são resumidos nos 5 Vs: Volume, Velocidade, Variedade,
Veracidade e Valor. Por exemplo, o Volume trata da quantidade de dados
com a qual a aplicação opera.
Para ser caracterizada como Big Data, a aplicação deve trabalhar com
dados da ordem de Petabytes que correspondem a aproximadamente
mil vezes um Terabyte. Além disso, essas aplicações trabalham com
dados em diversos formatos que são agrupados em: estruturados, não
estruturados e semiestruturados.
Com toda essa diversidade, trabalhar com Big Data envolve muitos
desafios. O primeiro deles é a formação de profissionais qualificados
que devem ter uma visão holística das tecnologias, identificando como
elas se combinam para criar um ecossistema colaborativo que atenda
às demandas solicitadas pelos usuários.
10/29/24, 4:15 PM Princípios de Big Data
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Outro desafio é lidar com a manutenção de um sistema desse tipo.
Certamente, quem fornece uma aplicação de Big Data lida com
negócios de grandes proporções que, se tiverem problemas, podem
levar a seríssimos prejuízos financeiros, materiais e de reputação.
É inegável que há grandes oportunidades em trabalhar com Big Data. É
uma necessidade da sociedade moderna. E a tendência é que aumente
muito mais. Podemos vislumbrar um mundo onde diversos serviços
como de saúde, segurança e públicos, de um modo geral, sejam
prestados com muita eficiência com o auxílio das tecnologias de Big
Data.
Esta é uma realidade. Cabe a nós percebermos isso e investirmos em
nossa qualificação para atuar proativamente nesse processo.
Após a leitura do case, é hora de aplicar seus conhecimentos! Vamos
ligar esses pontos?
Questão 1
As aplicações de Big Data fazem parte de nosso dia a dia.
Pensando em termos de aplicabilidade, assinale a alternativa que,
em sua visão, apresenta um exemplo de Big Data:
Parabéns! A alternativa A está
correta.
A Os serviços de transações bancárias on-line.
B
Um sistema cliente x servidor com acesso a um
banco de dados em MySQL.
C
Um sistema de controle de estoques de uma loja de
médio porte.
D
Um sistema de controle de livros de uma biblioteca
de uma grande metrópole.
E
Um sistema para controlar a produção de alimentos
de uma fazenda.
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As aplicações de Big Data são caracterizadas pelos 5 Vs: Volume,
Velocidade, Variedade, Valor e Veracidade dos dados. Essas
características são determinantes para a aplicação de tecnologias e
de estratégias de desenvolvimento, operação e manutenção.
Portanto, das opções apresentadas, a única que se encaixa nesse
perfil é a de serviços de transações bancárias on-line.
Questão 2
Considere o seguinte cenário: você trabalha em uma empresa de
grande porte que designou você para um projeto de Big Data que já
está em operação. Você será o responsável pela manutenção do
sistema. Nesse caso, que estratégia deve adotar para ser bem-
sucedido no trabalho?
Parabéns! A alternativa B está
correta.
As aplicações de Big Data são naturalmente complexas.
Dificilmente, você vai seguir um caminho linear para desenvolver
projetos, operá-los e dar manutenção. No caso tratado na questão,
o sistema já está em operação, e seu desafio é dar manutenção a
ele. Portanto, a melhor estratégia para começar a trabalhar é
conhecer os detalhes de como o sistema opera por meio do
A Começar a monitorar a aplicação.
B
Mapear cada um dos 5 Vs com os aspectos
estruturais e operacionais da aplicação.
C
Estudar os conceitos de Big Data e tentar
contextualizá-los.
D
Não fazer nada, pois o sistema já está em
funcionamento.
E
Propor melhorias no sistema para que acompanhe
as tendências tecnológicas.
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mapeamento de seus aspectos estruturais e operacionais, com
cada um dos 5 Vs: Volume, Velocidade, Variedade, Valor e
Veracidade dos dados.
Questão 3
Não há dúvida quanto à importância das aplicações de Big Dataaplicações que
gerenciem os dados.
C
Os modelos de serviço de nuvem só podem ser
usados para projetos de Big Data voltados para
aplicações de Internet das Coisas.
D
Apesar da redução de custos para montar uma infra,
os serviços de nuvem têm como desvantagem a
dificuldade para expandir o uso de novas
tecnologias em um projeto de Big Data.
E
Os serviços de nuvem de software tratam de
diversos aspectos, tais como rede, servidores,
virtualização, sistema operacional, dados e
aplicações.
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mercado, grandes empresas da Internet oferecem plataformas com
soluções de hardware e software. A respeito das plataformas de Big
Data na nuvem, selecione a opção correta.
Parabéns! A alternativa A está
correta.
Os principais fornecedores de plataformas de Big Data na nuvem
são a Amazon, Microsoft, Google, Oracle e IBM. Suas plataformas
cobrem aspectos de hardware e software em que o contratante faz
uso de um data lake e, posteriormente, pode utilizar ferramentas
A
Ao utilizar plataformas na nuvem, os contratantes
podem fazer análises personalizadas por meio do
uso de programas especializados que são úteis para
dar suporte à área de negócios de uma organização.
B
As plataformas de nuvem são protocolos de
comunicação que fazem a intermediação entre as
aplicações responsáveis pela coleta de dados até o
processamento analítico, permitindo a elaboração
de sofisticados relatórios.
C
A Amazon é uma das gigantes da Internet que
disponibiliza uma plataforma de nuvem chamada
MQTT, que pode ser utilizada para projetos de
Internet das Coisas.
D
Um dos perfis dos profissionais que trabalham com
plataformas de Big Data na nuvem é o de
engenheiro de dados que se caracteriza por
desenvolver aplicações de aprendizado de máquina.
E
As plataformas de Big Data na nuvem são utilizadas
para desenvolver, exclusivamente, aplicações
voltadas para gestão do ciclo de vida dos dados
caracterizada, principalmente, pelo uso da
tecnologia de data lake.
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analíticas para detecção de padrões que apoiam no
desenvolvimento de estratégias de negócios.
4 - Processamento e Streaming de
Dados
Ao final deste módulo, você será capaz de identificar
aplicações de processamento e streaming de dados.
Ligando os pontos
Você sabe como utilizar a arquitetura REST para implementar Web
Services com Java? Que estratégia adotaria para implementar um Web
Service para prover serviços a outras aplicações?
Para entendermos esses conceitos na prática, vamos analisar uma
situação.
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A velocidade com que a tecnologia avança cria situações curiosas e até
mesmo impensáveis para os que não passaram por ela. Por exemplo, na
década de 1990, era muito comum alugar fitas de filmes para assistir no
final de semana e não esquecer de devolvê-las rebobinadas na segunda-
feira.
Hoje, temos à disposição diversos serviços de streaming, onde
podemos escolher vários filmes em um catálogo, assistir a uma parte
deles, continuar quando quisermos e, ainda, classificá-los de acordo
com nosso grau de satisfação.
Há muitas questões envolvidas nesse exemplo. Vamos tentar destacá-
las!
A primeira é a velocidade com que podemos acessar um grande volume
de dados. Essas características são típicas de aplicações de Big Data.
Outra questão importante é a classificação que damos aos filmes.
Esses dados serão processados posteriormente com os dados de
outros consumidores para identificar perfis de usuários. Dessa forma, o
prestador de serviço pode nos oferecer filmes que se encaixem melhor
com nossas preferências, sem, no entanto, impedir que escolhamos
outro filme do catálogo.
Semelhante ao exemplo que acabamos de apresentar, podemos
encontrar muitas outras aplicações de streaming na prática, como é o
caso de IoT com Big Data. Inúmeras situações precisam ser
monitoradas em tempo real para verificar condições do ambiente.
A partir do processamento e da análise desses dados, pode ser
necessário tomar uma ação que vai prevenir perdas materiais e,
principalmente, preservar a vida das pessoas. Essas aplicações são
caracterizadas pelo grande volume e pela grande velocidade de fluxo de
dados, o que demanda técnicas muito eficientes para detecção de
anomalias.
As aplicações de Big Data se encaixam em diversos cenários. É uma
miscelânea de tecnologias e métodos eficientes para coletar, processar
e analisar dados. O profissional que deseja trabalhar com essa área tem
muitas oportunidades de atuação e está investindo em uma carreira
com muitas demandas para serem atendidas.
Após a leitura do case, é hora de aplicar seus conhecimentos! Vamos
ligar esses pontos?
Questão 1
Você já sabe o que é um serviço de streaming. Também já conhece
a definição de IoT. Nesse sentido, assinale a alternativa que
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apresenta um exemplo de uso de tecnologia com Big Data:
Parabéns! A alternativa B está
correta.
Aplicações de IoT utilizam dispositivos para coletar dados e
protocolos para trafegar dados via Web. Já as aplicações de
streaming são caracterizadas pelo grande fluxo de dados. No caso
da questão, o único exemplo que se encaixa com essas tecnologias
é o monitoramento da operação de um equipamento para extração
de petróleo, pois são necessários dispositivos que tenham a
capacidade de coletar dados gerados rapidamente e que possam
ser enviados para uma central onde serão analisados.
Questão 2
Atualmente, é comum que muitos influenciadores digitais façam
“Lives” em plataformas Web, onde apresentam suas opiniões e
interagem com seu público. Essas “Lives” são um exemplo prático
de aplicações de streaming. Em sua visão, que característica
justifica essa afirmação?
A
Monitorar o desempenho de um banco de dados de
grande porte via internet.
B
Monitorar a operação de equipamentos de extração
de petróleo.
C Monitorar o nível de água de uma represa.
D
Gerenciar automaticamente os elevadores de um
prédio comercial.
E
Gerenciar o controle de acesso de usuários a
documentos compartilhados e hospedados na
nuvem.
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Parabéns! A alternativa D está
correta.
Os serviços de streaming são caracterizados pelo grande volume e
pela grande velocidade com a qual os dados são gerados. Ao
realizar “Lives”, os influenciadores digitais e o público estão
gerando um grande volume de dados que precisam ser tratados de
forma eficiente para manter a qualidade da interação e que podem
ser utilizados para aumentar o processo de interação com
aplicações de algoritmos de aprendizado de máquina.
Questão 3
Considere o seguinte cenário: você acompanha a ocorrência de
desastres ambientais que, além da destruição de bens materiais, ceifam
muitas vidas. Atualmente, você tem estudado sobre as possibilidades
de aplicações de processamento e streaming de dados. Que sugestões
de aplicações você faria para evitar esses desastres, ou, pelo menos,
minimizar as consequências deles, utilizando processamento e
streaming de dados?
A Os usuários utilizam equipamentos de acesso à
internet típicos de aplicações de IoT com streaming.
B
A interação entre os usuários e influenciadores gera
dados que podem ser utilizados para aumentar o
engajamento nas redes sociais.
C
Ao fazer uma interação com seus seguidores na
internet, os influenciadores utilizam serviços
hospedados na nuvem.
D
O fluxo de dados gerado é muito grande durante a
“Live”.
E
Os serviços de streaming utilizam protocolos decomunicação Web para trafegar dados.
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Digite sua resposta aqui
Chave de resposta
Conceitos
O streaming de dados é o processo de transmissão de um fluxo
contínuo de dados. Por sua vez, um fluxo de dados é formado por
diversos elementos de dados que são ordenados no tempo. Como
exemplo, temos a transmissão de dados de uma gravação de vídeo, pois
as imagens que vemos são séries de dados que seguem uma ordem
cronológica. Assim, os dados representam que algo ocorreu – que
chamamos de “evento” – de modo que houve uma mudança de estado
sobre um processo que pode fornecer informações úteis. Por isso,
muitas organizações investem para obter, processar e analisar esses
dados.
Streaming de dados.
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Atenção
Em muitas situações, essas análises podem ser feitas ao longo de dias ‒
o que é, por exemplo, bastante comum na manutenção preditiva de
equipamentos ‒ mas, em outros casos, esses processos entre coletas e
análises devem ser feitos em tempo real – situação típica de processos
de operação de equipamentos com riscos à vida e ao patrimônio.
Podemos encontrar exemplos típicos de fluxos de dados nas seguintes
situações:
Dados de
sensores
embarcados em
equipamentos.
Arquivos de logs
de atividades de
navegadores da
web.
Logs de
transações
financeiras.
Monitores de
saúde pessoais.
Sistemas de
segurança
patrimonial.
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Esses foram apenas alguns exemplos, mas temos muitas outras
situações que envolvem grandes volumes de dados que são
transmitidos em fluxos contínuos, como se estivessem sendo
transportados por uma esteira alimentando continuamente um sistema
de processamento de dados.
Atualmente, o fluxo de dados e seu processamento aumentaram sua
importância devido ao crescimento da Internet das Coisas (IoT), pois o
fluxo de dados dessas aplicações é muito grande e precisa de um
tratamento específico. Os sistemas de IoT podem ter vários sensores
para monitorar diferentes etapas de um processo. Esses sensores
geram um fluxo de dados que é transmitido de forma contínua para uma
infraestrutura de processamento, que, por sua vez, monitora qualquer
atividade inesperada em tempo real ou salva os dados para analisar
padrões mais difíceis de detectar posteriormente.
Características e desafios em
relação ao processamento de
fluxos de dados
Os conceitos de aplicações de Big Data sempre precisam levar em
consideração a complexidade em que estão contextualizados. Isso
ocorre com os dados de streaming de sensores, navegadores da web e
outros sistemas de monitoramento que possuem características que
precisam ser tratadas de um modo diferente em relação aos dados
históricos tradicionais.
Características do
processamento de fluxos de
dados
Devido aos aspectos que envolvem o processamento de fluxo de dados,
podemos destacar algumas características, que são:
Independentemente de onde sejam aplicados, os elementos em
um fluxo de dados estão associados a uma localização de
tempo por meio de uma data e hora. Essa característica é usada
Sensibilidade ao Tempo 
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junto com o contexto de aplicação para medir o valor do dado.
Por exemplo, os dados de um sistema de monitoramento de
saúde de pacientes que indiquem uma mudança grave dos níveis
vitais devem ser analisados e tratados dentro de um curtíssimo
período, para preservar a integridade da saúde do paciente, ou
seja, permanecerem relevantes.
Especialmente para processos de tempo real, os fluxos de dados
são contínuos e acontecem sempre que um evento é disparado
ou quando ocorre uma mudança de estado no sistema. Portanto,
o sistema de processamento deve estar preparado para ser
acionado sempre que for requisitado.
Os dados de fluxo podem vir de diferentes fontes com diferentes
formatos e que podem estar geograficamente distantes. Uma
das características de Big Data é a variedade que abrange estas
situações: formatos, fontes de dados e localização geográfica.
Muitos fatores podem influenciar para que os elementos de um
fluxo de dados sejam prejudicados por perda e corrupção.
Devido à variedade das fontes e dos formatos, esse processo é
ainda mais complexo de ser gerenciado. Ainda há a possibilidade
de que os elementos de dados em um fluxo possam chegar fora
de ordem. Isso implica que o sistema também precisa levar em
consideração essas falhas e ter uma medida de tolerância para
fazer ajustes, quando for possível, e o processamento dos
dados.
Os elementos de fluxo de dados são gerados em tempo real e
representam estados de um sistema que está sob
Continuidade 
Heterogeneidade 
Imperfeição 
Volatilidade 
10/29/24, 4:15 PM Princípios de Big Data
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/04085/index.html?brand=estacio# 67/79
monitoramento. Isso implica que a recuperação desses dados,
quando ocorre uma falha de transmissão, é bastante difícil. Não
se trata apenas de retransmitir os dados, mas também da
impossibilidade de reproduzir o estado do sistema quando os
dados foram gerados. Portanto, é necessário desenvolver
estratégias que minimizem esse problema, como redundâncias
de monitoramento e armazenamento de dados.
Desafios do processamento
de fluxos de dados
Agora que entendemos as características do processamento de fluxos
de dados, precisamos analisar os desafios para desenvolver aplicações.
Entre esses desafios, podemos citar os seguintes:
Uma aplicação de processamento de fluxo de dados precisa ter
flexibilidade para gerenciar o aumento brusco de volume de
dados. Uma situação desse tipo pode ocorrer quando partes do
sistema falham e uma grande quantidade de dados de logs é
enviada para alertar sobre a ocorrência do problema, podendo
aumentar a taxa de envio dos dispositivos para o servidor de
aplicação. Portanto, o projeto do sistema deve contemplar tais
casos com estratégias para adição automática de mais
capacidade computacional à medida que a demanda por
recursos aumenta.
Os elementos de um fluxo de dados estão associados a uma
marcação no tempo. Essa marcação é fundamental para que os
dados possam ser agrupados em estruturas sequenciais que
façam sentido. Podemos pensar em uma transmissão de vídeo
ao vivo, em que é esperado que o conteúdo siga uma sequência
linear, pois não faria sentido ver um vídeo em que os quadros
são transmitidos fora de ordem. Portanto, um projeto desse tipo
precisa evitar que haja discrepâncias sobre a ordem de
Escalabilidade 
Ordenação 
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https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/04085/index.html?brand=estacio# 68/79
transmissão dos dados, além de ter mecanismos de controle de
qualidade.
Os dados em um fluxo de dados são voláteis, mas, em muitas
situações, é útil mantê-los armazenados, para que possamos
analisá-los posteriormente. Para isso, precisamos aplicar
técnicas que garantam a condição de originalidade dos dados,
ou seja, que eles não foram modificados e que, além disso,
tenham informações sobre sua qualidade. Essas situações
implicam que o desenvolvimento de um projeto de
processamento de fluxo de dados deve garantir a consistência
dos dados, para que possam ser armazenados e analisados em
outro momento. Quando os dados passam por essas etapas,
eles têm a propriedade de durabilidade.
Os sistemas são sujeitos a falhas. E quando falamos em
sistema, precisamos visualizar toda a complexidade que envolve
programas, dispositivos físicos e infraestrutura. Esse tipo de
situação pode ser tratado por meio de algumas abordagens,
como,por exemplo:
redundância de elementos de transmissão e coleta;
uso de sistemas não centralizados;
análise estatística periódica dos dados para medir a sua
qualidade.
Descoberta de Conhecimento a
partir de Fluxo de Dados
Consistência e durabilidade 
Tolerância à falhas e garantia de dados 
10/29/24, 4:15 PM Princípios de Big Data
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/04085/index.html?brand=estacio# 69/79
Data warehouse.
Os dados de uma organização podem vir de diversas fontes, como
registros de vendas, sistemas de controle de estoque e interações com
usuários – que são aquelas pesquisas em que a empresa pergunta
sobre a qualidade do seu atendimento. Esses dados são armazenados
em um data warehouse e, então, processados em lotes por um sistema
de análise de dados.
Esse modelo de gestão de dados
funciona bem em contextos em que
não temos urgência para extrair
informações que nos deem suporte
para intervir em um sistema.
Por outro lado, temos muitas situações práticas em que o tempo entre a
coleta do dado e a ação sobre uma determinada configuração é crucial.
Alguns dos casos típicos em que isso ocorre estão relacionados às
seguintes situações:
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https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/04085/index.html?brand=estacio# 70/79
Prestação de serviços
essenciais
Como fornecimento de água, energia elétrica e gás.
Monitoramento
De saúde e prestação de socorro a vítimas.
Operação de equipamentos
Como transportadores de carga em aviões e caminhões aplicados à
mineração.
Ajustes ad hoc
De eventos de divulgação de produtos e de prestação de serviços que
tenham como objetivo aumentar o engajamento do público.
Comentário
A lista não se encerra com esses exemplos, mas eles já ilustram bem o
fato de que existem muitas situações reais em que o processamento
em lote não é adequado para aplicações de tempo real e, portanto,
precisamos aplicar estratégias de processamento do fluxo de dados
para obtermos informações que nos permitam atuar rapidamente e com
maiores chances de alcançar o nosso objetivo com sucesso.
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https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/04085/index.html?brand=estacio# 71/79
Big data e machine learning.
Já é um fato consolidado que a ciência de dados e, em especial, as
técnicas de aprendizado de máquina, têm sido aplicadas com sucesso
em contextos de Big Data para detectar padrões e produzir
conhecimento que oriente as nossas decisões. Um dos motivos para
que esse processo seja bem-sucedido é que essas técnicas de
aprendizado são beneficiadas pela diversidade dos dados, o que permite
obter algoritmos que generalizem as soluções, em vez de ficar restrito a
um conjunto de dados. Como exemplos de algoritmos de aprendizagem
de máquina que são naturalmente incrementais, temos: k-vizinhos mais
próximos e o Bayes ingênuo. Além da aprendizagem incremental, as
técnicas precisam se autoajustar para refletir o estado mais recente dos
dados e esquecer informações que perderam sua utilidade para o
cenário atual.
Sistemas como os de IoT são modelados de forma mais adequada,
como fluxos de dados transitórios, apesar de também ser útil armazená-
los em tabelas para registro e fazer estudos posteriores. A análise
desses dados permite que possamos fazer a sua mineração, ou seja,
realizar processamentos que nos auxiliem a detectar tendências e
mudanças de estado. Como resultado desse trabalho, podemos:
10/29/24, 4:15 PM Princípios de Big Data
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/04085/index.html?brand=estacio# 72/79
Identificar perfis
O que nos permite direcionar estratégias mais eficientes para aumentar
o engajamento de clientes e oferecer serviços personalizados.
Fazer estimativas sobre a
demanda
De modo que possamos dimensionar os recursos que precisamos
alocar para operar com segurança.
Detectar falhas e
atividades anormais nos
sistemas
Para que possamos intervir rapidamente.
Processamento e Streaming de
Dados
No vídeo a seguir, abordaremos os conceitos de processamento e
streaming de dados, relacionando-os à tecnologia de Big Data em
aplicações de aprendizado de máquina.

10/29/24, 4:15 PM Princípios de Big Data
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/04085/index.html?brand=estacio# 73/79
Falta pouco para atingir seus
objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
Projetos de Big Data são complexos, pois muitos aspectos devem
ser considerados. Um desses aspectos corresponde ao fluxo de
dados que são conhecidos como streamings. Nesse sentido,
assinale a alternativa correta a respeito das características e
desafios em relação ao processamento de fluxo de dados em
projetos de Big Data.
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Parabéns! A alternativa D está
correta.
Aplicações como monitoramento de sinais vitais de pacientes e de
segurança, de modo geral, precisam ter seus dados processados
com grande velocidade, pois, depois de algum tempo, o paciente
pode sofrer graves consequências por não ter sido atendido, como
uma equipe de segurança também pode perder a oportunidade de
intervir contra uma atividade criminosa. Projetos desse tipo são
muito complexos, pois precisam garantir a disponibilidade dos
dados e a velocidade de transmissão e processamento, para
detectar padrões e permitir que ações sejam tomadas dentro de um
tempo adequado.
A
Quando um sistema de fluxo de dados de Big Data
falha, é possível recuperar os dados reiniciando-o.
B
Aplicações de streaming são caracterizadas por
fluxos não contínuos de dados, sendo, desse modo,
um desafio dimensionar uma infraestrutura, para
evitar a ociosidade do sistema.
C
Os fluxos de dados de aplicações de tempo real
precisam de garantia de qualidade de serviço, pois
não é possível fazer análises confiáveis com dados
voláteis.
D
Muitas das aplicações de Big Data que utilizam
fluxos de dados são de tempo real, cujos dados
precisam ser processados com muita velocidade,
pois, em muitos casos, o seu valor é reduzido ao
longo do tempo.
E
Uma das vantagens de trabalhar com sistemas de
fluxos de dados é o fato de que eles são oriundos da
mesma fonte, o que reduz a complexidade da
infraestrutura necessária para o processamento.
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Questão 2
A utilização de estatística e métodos de aprendizado de máquina
em aplicações de Big Data é cada vez mais comum. Um dos fatores
que influencia para que isso ocorra é o fato de ter à disposição
grandes volumes de dados com variações que permitam que os
modelos generalizem as soluções. Nesse sentido, assinale a
alternativa correta a respeito da descoberta de conhecimento a
partir de fluxo de dados em projetos de Big Data.
A
Uma das estratégias mais adequadas para lidar
com fluxo de dados para algoritmos de aprendizado
de máquina é submeter os dados a um processo de
tratamento para garantir a qualidade deles antes de
submetê-los aos algoritmos.
B
Aplicações de Internet das Coisas produzem dados
que podem fornecer informações úteis a respeito da
topologia de sistemas monitorados, possibilitando,
assim, a atuação mais precisa.
C
Os projetos de Big Data que envolvem fluxos de
dados são úteis apenas para avaliar o estado do
sistema em certo período e não devem ser
armazenados com o objetivo de obter histórico de
comportamento.
D
Para aplicar um algoritmo de aprendizado de
máquina em um projeto de Big Data que envolva
fluxo de dados é necessário utilizar um data
warehouse, que é uma tecnologia adequada para
consultas ad hoc.
E
Existem poucas situações práticas que justificam a
aplicação de algoritmos de aprendizado de máquina
para projetos de Big Data que envolva fluxo de
dados, no entanto, apesar disso, é uma boa prática
prepararuma infraestrutura adequada para esses
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Parabéns! A alternativa B está
correta.
Os projetos de Big Data que envolvem fluxo de dados de tempo real
podem fornecer informações importantes para direcionar os
esforços de atuação. Para que esse processo funcione
adequadamente, é necessário adaptar os métodos de aprendizado
de máquina para procurar padrões e detectar anomalias, enquanto
os dados ainda estão em fluxo, ou seja, sem passar pelo processo
tradicional de tratamento e treinamento em lote.
Considerações finais
Ao longo deste conteúdo, estudamos o conjunto de tecnologia que
envolve o conceito de Big Data. É interessante notarmos que, em um
primeiro momento, associamos Big Data a aplicações de banco de
dados. Porém, quando analisamos um pouco mais, vimos que estamos
tratando de uma tecnologia que vai além de banco de dados,
relacionando-se às tecnologias de redes, processamento eficiente,
Internet das Coisas (IoT), computação distribuída, análise estatística e
aprendizado de máquina.
Estudamos os conceitos de IoT e computação distribuída e as
plataformas em nuvem para aplicações de Big Data. Vimos, ainda,
alguns dos principais provedores de serviço e entendemos a
importância da tecnologia de data lake. Além disso, estudamos sobre
processamento e streaming de dados.
Atualmente, vivemos em uma época com grandes oportunidades de
demanda de profissionais para desenvolver aplicações nas mais
variadas áreas, como no entretenimento, na prestação de serviços de
monitoramento, e nas áreas de segurança, saúde, finanças,
entretenimento, mídia e agronegócio. Portanto, Big Data é uma
excelente área para se especializar e procurar oportunidades de
desenvolvimento profissional.
algoritmos, pois o valor dos dados pode aumentar
ao longo do tempo.
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Podcast
Para finalizar o seu estudo, ouça o podcast a seguir, que aborda os
principais conceitos de Big Data e sua relação com as tecnologias de
IoT, Computação Distribuída, Plataformas em Nuvem e Streaming de
Dados.

Explore +
Acesse o site do Arduino e estude os diversos exemplos didáticos de
como construir projetos superinteressantes. Em seguida, tente
programar esses projetos no site do Tinkercad.
Acesse o site oficial do Spark e procure por Streaming Programming.
Desse modo, você vai aprofundar seu conhecimento sobre
processamento de fluxo de dados, além de encontrar exemplos práticos
desenvolvidos no Spark.
Referências
BRASIL. Lei nº 13.709 de 14 de agosto de 2018. Dispõe sobre a
proteção de dados pessoais e altera a Lei nº 12.965, de 23 de abril de
2014 (Marco Civil da Internet). Diário Oficial da República Federativa do
Brasil, 15 ago. 2018. Consultado na Internet em: 10 set. 2021.
GANTZ, J.; REINSEL, D. Extracting value from chaos. IDC iView, pp 1–12,
2011.
LANEY, D. 3-d data management: controlling data volume, velocity and
variety. META Group Research Note, 2001.
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RUSSOM, P. Big Data Analytics. TDWI Best Practices Report, Fourth
Quarter 2011. TDWI Research, 2011.
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javascript:CriaPDF()para a
sociedade moderna. Mas essas aplicações são desenvolvidas por
pessoas. Por isso, certamente, é necessário investir na formação de
profissionais que atendam a essa necessidade. Neste cenário, quais
seriam seus argumentos para investir na formação profissional e
desenvolver aplicações de Big Data?
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Chave de resposta
Introdução e Contextualização
Desde a popularização da Internet, com o avento da World Wide Web, na
década de 1990, utilizamos, cada vez mais, aplicações e serviços que
armazenam nossos dados e os utilizam para fazer previsões sobre
nosso comportamento. Não é à toa que muitas empresas da Internet
nos fazem ofertas que, de fato, coincidem com nossos interesses. Isso
só é possível porque produzimos constantemente uma quantidade
gigantesca de dados em diversas atividades, por exemplo quando:
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Fazemos buscas na
internet.
Fazemos compras on-line.
Assistimos a um vídeo.
Ou seja, mesmo sem estarmos cientes, fornecemos dados que podem
ser utilizados para um estudo de nosso padrão comportamental.
Esse crescimento do volume de dados e de toda a
complexidade que os envolve demandou um
tratamento especializado de armazenamento,
gerenciamento e análise, popularmente conhecido
como Big Data.
Os dados precisam ser tratados por um ciclo de vida, de modo que
possamos extrair informações úteis deles e, em um passo seguinte,
transformar essas informações em conhecimento. Como consequência
desse processo, áreas como a Ciência de Dados (Data Science) e o
Aprendizado de Máquina (Machine Learning) cresceram muito nos
últimos anos.
Quando escutamos falar sobre o termo Big Data, trata-se, normalmente,
de uma descrição para enormes conjuntos de dados; no entanto,
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existem outros aspectos importantes que estão envolvidos e que
precisam ser tratados, como:

Volume e disponibilização
Quando comparamos os conjuntos de dados tradicionais com
aplicações de Big Data, além do volume de dados, temos de considerar
a forma como esses dados são disponibilizados.

Técnica adequada
Em muitos casos, os dados não são estruturados e precisam de
técnicas de análise que produzam respostas em tempo muito curto.
O principal estímulo para analisar dados nesse contexto é a
possibilidade de descobrir oportunidades que podem se materializar por
meio da detecção de segmentações de mercado, aumento de
engajamento de público-alvo e compreensão aprofundada dos valores
ocultos. Por tudo isso, essa área tem grandes desafios para aplicar
métodos eficazes e eficientes de organização e gerenciamento desses
conjuntos de dados.
Devido ao potencial de valor que as aplicações de Big Data podem gerar,
tanto empresas como agências governamentais têm investido nessa
área, por meio do desenvolvimento de soluções que capturem dados
com mais qualidade para, posteriormente, facilitar as etapas de
armazenamento, gerenciamento e análise.
Saiba mais
Dados provenientes de fontes distintas permitem fazer um mapeamento
muito detalhado do comportamento das pessoas. Isso também
desperta discussões nos campos ético e legal. No Brasil, temos
disposições constitucionais sobre a inviolabilidade do sigilo de dados e
das comunicações, e a Lei Geral de Proteção dos Dados (Lei nº
13.709/2018), que visa proteger os cidadãos quanto ao uso indevido
dos seus dados. Porém, ainda há muito a ser feito a respeito disso, o
que acaba gerando novas oportunidades de pesquisa e
desenvolvimento de projetos envolvendo segurança e privacidade.
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Conceitos sobre Big Data
De modo geral, associamos o termo Big Data a um grande volume de
dados e entendemos que este viabiliza a aplicação de métodos
estatísticos e outras análises para extrairmos informações importantes.
No entanto, Big Data é bem mais amplo que essa percepção, pois
abrange conjuntos de dados que não podem ser tratados pelos métodos
tradicionais de gestão da informação, ou seja, serem adquiridos,
reconhecidos, gerenciados e processados em um tempo aceitável.
Assim, o Big Data pode ser visto como uma fronteira para inovação,
competição e produtividade.
Arquitetura básica de Big
Data
A complexidade que envolve o gerenciamento de todas as
características do Big Data exige que tratemos sua arquitetura de modo
específico, o que, mais uma vez, o diferencia dos sistemas de banco de
dados tradicionais que teriam dificuldade em lidar com operações de
dados em sistemas heterogêneos. Esses sistemas são chamados de
data lake, que, literalmente, pode ser traduzido como “lago de dados”.
Basicamente, trata-se de um enorme repositório de arquivos e objetos
de dados. Portanto, as soluções da arquitetura de Big Data precisam ser
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eficientes para que possam produzir resultados com tempos de
resposta aceitáveis. Os componentes da arquitetura de Big Data são:
Além das fontes de dados tradicionais, os sistemas de Big Data
podem ser alimentados por meio de dados que estão na nuvem
e são produzidos por sistemas de IoT, sendo que, em muitos
casos, esse processo ocorre em tempo real. Trata-se do
processo de aquisição de dados.
Os dados precisam ser armazenados de modo eficiente para
otimizar o seu acesso e segurança. Esse armazenamento pode
ser feito de diversas maneiras na nuvem ou em bancos de dados
estruturados ou não estruturados, que tenham:
Escalabilidade: capacidade de crescer com consistência.
Disponibilidade: prontos para serem acessados sempre que
forem demandados.
Segurança: mecanismos que garantam a privacidade e
restrição de acesso.
Padronização: armazenamento seguindo um padrão que
facilite, posteriormente, a sua recuperação.
É o processo de armazenar os dados em lotes, para, então, fazer
o seu processamento. Isso é feito para lidar com grandes
volumes de dados, não sendo viável fazer o processamento dos
dados em fluxos.
Fontes de dados (data sources) 
Armazenamento de dados (data storage) 
Processamento em lote (batch processing) 
Ingestão de mensagens (message ingestion) 
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Consiste em agrupar os dados e trazê-los para um sistema de
processamento de dados, onde podem ser armazenados,
analisados e acessados.
É o processamento de dados à medida que são produzidos ou
recebidos. Essa situação ocorre com frequência em processos
de eventos produzidos por sensores, atividades do usuário em
um site, negociações financeiras que têm como característica
comum o fato de os dados serem criados como uma série de
eventos de fluxo contínuo.
Consiste no armazenamento de dados de negócios, mercado e
clientes para posterior análise. As aplicações desses dados são
chamadas de business intelligence (BI) – inteligência de
negócios. Os bancos de dados analíticos são otimizados para
consultas rápidas.
Os relatórios são uma organização dos dados com o objetivo de
fazer resumos informativos e monitorar o desempenho de
diferentes áreas de uma empresa. A análise, por sua vez,
consiste em explorar dados e relatórios para extrair informações
que agreguem valor e que possam ser usadas para melhor
compreender e melhorar o desempenho dos negócios. Os
relatórios de Big Data podem ser:
Predefinidos: são relatórios prontos para uso que podem ser
entregues de forma recorrente a um grupo de usuários
finais. Normalmente, trazem informações estáticas com a
possibilidade de diferentes níveis de detalhes. O termo
usado para se referir ao detalhamento de um relatório échamado de granularidade.
Processamento de fluxo (stream processing) 
Armazenamento de dados analíticos (analytical data
store) 
Análise e relatórios (analysis and reporting) 
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Painéis (dashboards): esses relatórios apresentam uma
visão abrangente do desempenho dos negócios. Ele é
composto por indicadores de desempenho, conhecidos,
principalmente, pela sigla KPI – key performance indicator –
que ajudam a medir a eficiência de um processo. Para
facilitar a compreensão, abordaremos os KPI mais adiante.
Alertas: esses relatórios são usados para emitir notificações
sempre que determinada condição previamente
estabelecida ocorra, para que os responsáveis pelo
processo sejam acionados e tomem as medidas adequadas.
KPI
Os KPI são indicadores de desempenho que integram os painéis
(dashboards). Esses indicadores podem ser de três tipos:
Estratégicos
Oferecem uma visão geral do negócio e são utilizados pela
presidência e diretoria de uma empresa. Como exemplo, temos o
faturamento bruto de uma empresa em determinado período.
Táticos
São um detalhamento dos KPI estratégicos e têm como público-
alvo a gerência da empresa. Como exemplo, podemos citar o
faturamento das vendas de um determinado segmento da
empresa, que pode ser um produto ou serviço específico.
Operacionais
Ajudam no acompanhamento detalhado de uma atividade da
empresa. Como exemplo, podemos citar o KPI MTBS, que é um
acrônimo para tempo médio de parada para manutenção – do
inglês: mean time between stopages – usado para medir o tempo
médio que um equipamento está disponível para uso até que ele
pare para manutenção.
Os 5 Vs do Big Data
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Uma forma de definir a complexidade do Big Data é por meio da
descrição de suas características. Hoje há 5 características conhecidas
como os 5 Vs do Big Data, mas nem sempre foi assim. Vamos conhecer
um pouco da história:
 Os 3 V’s do Big Data:
Volume, Velocidade e
Variedade
Em 2001, o analista Doug Laney, da empresa META
(atual Gartner Group), apresentou um relatório de
pesquisa no qual tratou sobre os desafios e
oportunidades trazidos pelo aumento de dados
com um modelo 3Vs, sendo que cada V representa
as características Volume, Velocidade e Variedade
(LANEY, 2001). Esse modelo foi usado durante
muitos anos para descrever a tecnologia de Big
Data.
 Os 4 V’s do Big Data:
Volume, Velocidade,
Variedade e Valor
Posteriormente, o conceito evoluiu para a inclusão
de mais um V, que representa Valor, por meio da
publicação de um relatório do IDC ( International
Data Corporation) em 2011, que associou Big Data
ao conjunto de tecnologias e arquiteturas
projetadas para extrair valor de grandes volumes e
variedades de dados, permitindo a captura,
descoberta e análise de alta velocidade (GANTZ;
REINSEL, 2011).
 Os 5 V’s do Big Data:
Volume, Velocidade,
Variedade, Valor e
Veracidade
At l t f i d t
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Essa evolução para explicar o conceito de Big Data vem do fato de
estarmos trabalhando com um ecossistema complexo, que envolve
aspectos tecnológicos de software e hardware, além de questões
econômicas, sociais e éticas que ainda estão sendo compreendidas.
Agora, vamos analisar com mais detalhes os 5Vs que compõem a
tecnologia de Big Data.
Volume de Dados
Volume.
Essa característica está relacionada com a escala da geração e coleta
de massas de dados. Temos muitos exemplos práticos de aplicações
em que o volume de dados é gigantesco, como sistemas de transações
bancárias e de trocas de e-mails e mensagens. É fato que a percepção
de grandes volumes de dados está relacionada com a tecnologia
disponível em um determinado momento.
Precisamos conhecer como o volume de dados é medido. Basicamente,
temos:
Atualmente, a forma mais comum de encontrarmos
uma definição sobre Big Data inclui mais um V,
além dos que já vimos: Veracidade (RUSSOM,
2011).
Byte (B)
Unidade de informação digital,
também chamado de octeto, que
consiste em uma sequência de 8
bits (binary digits).
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Kilobyte (KB)
Corresponde a
 bytes.1KB = 2
10
B = 1024
Megabyte (MB)
Equivale a
.1M = 2
10
KB = 2
20
B
Gigabyte (GB)
Temos que
.
1GB = 2
10
MB = 2
20
KB = 2
30
B
Terabyte (TB)
Corresponde a .1TB = 2
10
GB
Petabyte (PB)
Temos que .1PB = 2
10
TB
Exabyte (EB)
Equivale a .1EB = 2
10
PB
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Atenção
Quando nos referimos ao volume de uma aplicação de Big Data,
normalmente, estamos tratando de petabytes (PB) de dados.
Velocidade
Essa característica se refere a dois aspectos:

A velocidade da geração de
dados.

A velocidade de
processamento dos dados.
Basicamente, temos o problema clássico de computação: produtor x
consumidor. O consumidor representa o papel do analista que precisa
fazer consultas rapidamente, mas pode sofrer limitações do tempo de
resposta do produtor, ou seja, o sistema pode possuir um ritmo mais
lento para disponibilizar os dados para consulta.
Um projeto de Big Data precisa
equilibrar os tempos de consumo e
geração de dados.
Variedade
Zetabyte (ZB)
Temos que .1ZB = 2
10
EB
Yottabyte (YB)
Equivale a .1YB = 2
10
ZB
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Um projeto de Big Data pode ter vários tipos de dados, como áudio,
vídeo, página da web e texto e tabelas de bancos de dados tradicionais.
Esses tipos de dados podem ser classificados como:
Dados estruturados
São armazenados de maneira organizada, e fáceis de serem
processados e analisados. Normalmente, são dados numéricos
ou de texto que podem ser armazenados em um banco de dados
relacional e manipulados usando a linguagem SQL (do inglês
Structured Query Language).
Dados não estruturados
Não possuem uma estrutura predefinida. Como exemplo, temos
as imagens e arquivos de áudio. São armazenados em um banco
de dados não relacional, também denominado NoSQL (do inglês
Not Only SQL).
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Semiestruturado
Os dados semiestruturados mesclam as duas formas de dados.
Como exemplo de dados semiestruturados, temos arquivos nos
formatos XML (do inglês eXtended Markup Language) e JSON
(do inglês Java Script Object Notation).
Veracidade
Essa característica está relacionada à qualidade dos dados. Isso é
essencial, especialmente do ponto de vista de suporte para a tomada de
decisão, pois é a veracidade dos dados que nos dá o grau de confiança
para fazer o que precisamos por meio da integridade e da precisão dos
dados.
Veracidade.
Um projeto de Big Data precisa
utilizar técnicas que façam
limpeza dos dados e garantam a sua
qualidade, para que possam ser
consumidos pelo processo de
análise.
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Valor
Valor
Essa é a principal característica de um projeto de Big Data e justifica
todo o trabalho de extrair valor dos dados, que são a matéria-prima do
negócio e, por isso, precisam passar por diversas etapas de tratamento
e gerenciamento, até que possam ser consumidos pelo processo de
análise. Podemos aplicar técnicas de ciência de dados e machine
learning para obter informações e conhecimentos que vão direcionar
ações para as diversas frentes de um negócio.
Aplicações deBig Data
Atualmente, existem muitas aplicações de Big Data que dão suporte
para diversos setores da sociedade tomarem decisões e adquirirem
conhecimento que, de outra maneira, seria muito difícil. Entre as
aplicações de Big Data relacionados a setores da sociedade, podemos
destacar os seguintes exemplos:

Área de saúde
Por meio das análises de dados, os pesquisadores podem encontrar o
melhor tratamento para determinada doença e ter uma compreensão
detalhada sobre as condições de uma região monitorada, tendo a
possibilidade de propor ações com impacto positivo na saúde das
pessoas.

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Governo
Os setores ligados ao governo que utilizam sistemas de Big Data podem
melhorar a prestação de serviços para os cidadãos por meio da
integração dos dados das diversas áreas, conseguindo, assim, detectar
fraudes, melhorar a educação, segurança pública, entre tantos outros
serviços.

Mídia e entretenimento
Os anúncios que são feitos quando vemos vídeos na Internet são mais
efetivos quando combinam com nosso perfil. As empresas de mídia e
entretenimento analisam os dados dos usuários e trabalham para
personalizar a oferta de produtos e serviços.

Internet das coisas (IoT)
Dispositivos de IoT geram dados contínuos e os enviam para um
servidor. Quando esses dados são extraídos, podem ser analisados para
compreender padrões e traçar estratégias mais efetivas para melhorar
os resultados dos processos monitorados.
Visão geral de Big Data
No vídeo a seguir, falaremos sobre os principais conceitos da tecnologia
de Big Data, com destaque especial aos 5V’s.

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Falta pouco para atingir seus
objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
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Gerenciar um projeto de Big Data é uma tarefa complexa. Isso
ocorre devido às características próprias desses projetos, que, além
de lidar com grandes volumes de dados, ainda precisam tratar de
diversas questões da sua arquitetura. Nesse sentido, assinale a
alternativa correta a respeito da arquitetura de um projeto de Big
Data.
Parabéns! A alternativa A está
correta.
Os projetos de Big Data são complexos, pois possuem muitas
variáveis, tais como a diversidade e o volume dos dados, e a
velocidade com que são gerados. Além disso, é necessário
considerar aspectos como as diversas tecnologias envolvidas e a
segurança dos dados.
A
Entre os aspectos que devem ser considerados em
um projeto de Big Data, está a necessidade de
garantir a privacidade dos dados, para que apenas
as pessoas autorizadas possam acessá-los.
B
Um dos fatores que precisam ser tratados na
arquitetura de um projeto de Big Data é a
padronização dos dados, de modo que possam ser
armazenados em tabelas.
C
As fontes de dados constituem a base da
arquitetura dos projetos de Big Data, uma vez que
garantem que os dados não sejam corrompidos.
D
Os projetos de Big Data podem crescer rapidamente,
por isso é fundamental tratar aspectos relacionados
às fontes de dados.
E
A complexidade da arquitetura de um projeto de Big
Data está relacionada a dois fatores, que são o
volume e a diversidade dos dados.
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Questão 2
O termo Big Data é bastante popular atualmente. Um dos motivos
para isso ocorre devido à popularização do uso das aplicações que
funcionam na Internet. Nesse sentido, selecione a opção correta a
respeito das aplicações de Big Data:
Parabéns! A alternativa C está
correta.
Muitos benefícios podem ser obtidos pela utilização de projetos de
Big Data para prestação de serviços públicos, entretenimento,
A
Uma das dificuldades atuais associadas aos
projetos de Big Data é o uso para prestação de
serviços públicos, uma vez que são caros e seu
benefício não é facilmente quantificável.
B
Dispositivos eletrônicos podem ser conectados
diretamente à Internet, transmitindo dados sem a
necessidade de garantir a sua qualidade, pois ela
será tratada pela aplicação de Big Data.
C
A tecnologia de Big Data pode ser usada para
monitorar os sinais vitais de pacientes que podem
ser transmitidos via Internet.
D
Apesar de ainda não serem aplicados na área de
entretenimento, existe um grande potencial de uso
dos projetos de Big Data para proporcionar
experiências específicas de acordo com o perfil do
usuário.
E
Uma possível aplicação de Big Data é na prestação
de serviços de utilidade pública, mas os benefícios
só podem ser percebidos se houver total integração
entre todos os sistemas dos diversos setores que
compõem o Estado.
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segurança e aplicações na área da saúde, entre tantas outras
aplicações. O potencial desses benefícios aumenta sempre que for
possível fazer uso de diversas fontes de dados, pois essa
diversidade permite identificar padrões complexos que dificilmente
seriam detectados de outra maneira.
2 - Conceitos de IOT e Computação
Distribuída
Ao final deste módulo, você será capaz de categorizar
conceitos de Internet das Coisas e computação
distribuída.
Ligando os pontos
Você sabe o que é Internet das Coisas (IoT)? O que você faria diante da
necessidade de transferir dados de sensores para locais a muitos
quilômetros de distância?
Para entendermos essas questões na prática, vamos analisar uma
situação.
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A necessidade de melhorar a capacidade de prestar serviços de maior
qualidade em diversas áreas levou à criação da Internet das Coisas
(IoT): um conjunto de tecnologias que utilizam os protocolos de
comunicação da internet para trafegar dados na rede mundial.
A IoT já está presente em nossas vidas, mas ainda tem muito espaço
para crescer. Com ela, os governos podem criar cidades inteligentes
com serviços de controle de trânsito, monitoramento de regiões de risco
e de segurança mais eficientes.
Na iniciativa privada, a IoT já é aplicada com muito sucesso para
monitoramento de plantações, na mineração e exploração de petróleo. A
ideia é simples: equipamentos com sensores monitoram determinada
região com o objetivo de detectar a ocorrência de algum evento
anormal.
Esses dados de monitoramento são enviados para uma central via
internet, que os processa e os analisa. Na ocorrência de algum padrão
de anomalia, o sistema direciona os responsáveis sobre quais ações
devem aplicar, para que a situação volte à normalidade.
Com a descrição do que é a IoT, é fácil encontrarmos muitas aplicações
práticas. Mas quais são os passos que devemos tomar para concretizá-
las?
O primeiro deles é determinar qual é a necessidade. Tudo começa por aí:
O que queremos monitorar?
O que esperamos desse monitoramento?
Em seguida, vem a etapa tecnológica: quais recursos vamos utilizar para
fazer o monitoramento?
A parte tecnológica da IoT é bem consolidada. Além de haver muitos
sensores ofertados no mercado, também temos à disposição
tecnologias como Arduino, NodeMCU e Raspberry PI, que facilitam o
desenvolvimento de aplicações sofisticadas.
Outro ponto importante são os protocolos de comunicação entre os
dispositivos e a internet, que também são bem conhecidos.
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Como sempre, o componente mais importante de tudo isso é a
qualificação de profissionais que desenvolvam habilidades para
perceber a oportunidadede aplicações dessas tecnologias e a
capacidade para implementá-las.
Após a leitura do case, é hora de aplicar seus conhecimentos! Vamos
ligar esses pontos?
Questão 1
Você já conhece a importância da IoT para atender diversas
demandas da sociedade. Nessa linha de raciocínio, qual é a relação
entre os aspectos tecnológicos e as aplicações de IoT?
Parabéns! A alternativa E está
correta.
As aplicações de IoT são caracterizadas pela diversidade de
tecnologias que se integram por meio de protocolos e são capazes
de trafegar dados pela internet. Portanto, não é possível limitar o
escopo dela à tecnologia de um fornecedor específico nem à
determinada linguagem de programação. É necessário ter um
A
As aplicações de IoT utilizam tecnologias de um
único fornecedor.
B
Todas as aplicações de IoT têm baixa tolerância de
falhas.
C
As diversas fontes das aplicações de IoT devem
produzir resultados distintos.
D
A melhor linguagem de programação para trabalhar
com IoT é Python.
E
A diversidade de tecnologias envolvidas na IoT
demanda conhecimento holístico.
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amplo conhecimento que integre as diversas partes de um projeto
e, principalmente, ter como objetivo resolver um problema.
Questão 2
Você sabe que as aplicações de IoT utilizam diversas tecnologias
para coletar, realizar tráfego e tratamento dos dados. Nesse
contexto, assinale a alternativa que, em sua visão, apresenta um
exemplo concreto de uma dessas três ações:
Parabéns! A alternativa C está
correta.
As aplicações de IoT têm como principal característica a utilização
das tecnologias de comunicação da internet para trafegar dados
obtidos por sistemas de monitoramento. Portanto, precisamos
procurar esses dois elementos em uma aplicação de IoT:
A
Enviar dados de monitoramento de sensores por e-
mail para serem processados por um sistema de
machine learning.
B
Aplicar um sistema de monitoramento de condições
de um equipamento sensível e registrar os dados
em um banco local.
C
Utilizar um protocolo HTTP para um dispositivo de
monitoramento transmitir dados via internet.
D
Utilizar um sistema de interação com o usuário para
analisar os dados coletados por dispositivos de
monitoramento.
E
Aplicar um sistema que controle a quantidade de
água que deve ser aplicada em determinada
plantação de acordo com o monitoramento das
condições do solo.
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dispositivos de monitoramento e controle (coisas), e tráfego de
dados (uso das tecnologias de comunicação da internet).
Questão 3
A diversidade de tecnologias aumenta o potencial de benefícios de uma
aplicação, mas também traz desafios. O primeiro deles é a formação de
profissionais. Nesse sentido, que estratégia você adotaria para
sensibilizar os responsáveis por empresas que potencialmente se
beneficiariam de aplicações de IoT a investirem na qualificação de
profissionais nessa área?
Digite sua resposta aqui
Chave de resposta
Introdução e Contextualização
O avanço da tecnologia criou dispositivos e sensores eletrônicos que
geram enormes quantidades de dados. Esses equipamentos podem ser
utilizados em diversas aplicações, tais como:
monitoramento da temperatura de uma câmara frigorífica;
segurança de transporte de cargas;
acompanhamento e alerta da poluição dos níveis de poluição do ar;
avaliação da pressão arterial de pacientes que precisam de atenção
especial com cuidados de saúde etc.
A lista de aplicações é muito grande! Para que todas
essas aplicações sejam possíveis, precisamos ter à
disposição uma tecnologia de coleta e troca de dados
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que conecte os dispositivos por meio de componentes
de hardware e software.
A Internet das Coisas (IoT) é a infraestrutura que viabiliza a conexão e
comunicação por meio da Internet desses objetos remotos.
A IoT é uma tecnologia que aumenta as conexões entre pessoas,
computadores e dispositivos eletrônicos – estes últimos são chamados
de “coisas”. Trata-se de uma revolução, pois a IoT viabiliza a extensão
da realidade física para além de limitações espaciais, como, por
exemplo, o acompanhamento da saúde de pacientes em regiões de
difícil acesso. Essa tecnologia nos fornece acesso a dados sobre o meio
físico com grande nível de detalhes, os quais, posteriormente, podemos
analisar, compreender e tomar as ações adequadas, para otimizar
processos, corrigir problemas, detectar oportunidades de melhorias e
aumentar o nosso conhecimento a respeito de um contexto.
Internet das Coisas (IoT).
Um dos aspectos interessantes que devemos observar sobre a IoT é que
os dados podem vir de diferentes fontes, oferecendo uma visão mais
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nítida sobre o que estamos monitorando. Nesse momento, já podemos
notar uma estreita relação entre as tecnologias de IoT e Big Data:
Dados de fontes diferentes
Viabiliza que possamos verificar a veracidade dos dados, ou seja, o
quão confiáveis eles são para representar o que está sendo observado.
Diferentes formatos
Podemos ter dados que são emitidos por diferentes sensores que
retratam a variedade de representações do que estamos monitorando.
Frequência de geração dos
dados
Os dados são enviados para a rede em uma velocidade característica da
tecnologia que estamos aplicando.
Em relação à frequência de geração dos dados, refletimos sobre as
seguintes questões:
1. Com que velocidade nossas aplicações devem consumir esses
dados?
2. Qual é a velocidade adequada para analisá-los e produzir uma
resposta adequada?
3. Qual é o volume de dados que devemos armazenar e tratar?
4. Qual é o valor dos dados que os dispositivos nos fornecem para
que possamos priorizá-los adequadamente?
Resposta
A compreensão dos dados gerados pelos dispositivos de IoT nos
oferece oportunidades para melhorar nossa relação com as pessoas e
aperfeiçoar processos e atividades sociais sobre aprendizado, saúde,
trabalho e entretenimento. Ao mesmo tempo, abre discussões sobre
aspectos éticos e legais, pois todo esse detalhamento abre a
possibilidade de um conhecimento detalhado sobre a nossa privacidade
que precisa ser tratado com bastante cuidado.
Além dos aspectos legais e éticos, devemos notar que as aplicações de
IoT são, naturalmente, distribuídas com sensores e dispositivos capazes
de enviar e receber dados usando protocolos de comunicação para a
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Internet. Outra questão tecnológica que devemos observar é que esses
equipamentos possuem restrições de recursos de memória e
processamento, portanto, é necessário utilizá-los com bastante
eficiência, apesar de que eles, normalmente, são usados para uma
tarefa específica.
Para tratar de aplicações de IoT,
utilizamos algoritmos distribuídos
que reconhecem os dispositivos e
os utilizam de forma eficiente
para transmitir e receber dados.
Computação Distribuída e IoT
A tecnologia de IoT consiste na coexistência colaborativa de quatro
componentes:

Objetos físicos (ou
"coisas")
Componentes eletrônicos e sensores responsáveis pela coleta de dados
e aplicação de ações. Exemplo: termostatos usados para controlar a
temperatura de um ambiente.

Computação
Faz o gerenciamento do ciclo de vida dos dados, desde a coleta e o
armazenamento até o processamento dos dados.

Protocolos de comunicação
Viabilizam a troca dados via Internet entre os objetos físicos e outros
sistemas.
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
Serviços
Provêm autenticação e gerenciamento de dispositivos, além de oferecer
a infraestrutura.
Para tratar da integração desses componentes de IoT, utilizamos a
computação distribuída, pois é um modelo mais adequado para
gerenciar essas unidades não centralizadas por meio do
compartilhamento de responsabilidades e riscos. Apesar de, nesse
cenário, os componentes estarem geograficamente espalhados, eles
são executados como um sistema para melhorar a eficiência e o
desempenho.
Aspectos da computação
distribuída
Na computação distribuída, todos os elementos conectados na rede –
servidores e nós – trabalham em conjunto de forma descentralizada
para gerenciar toda a complexidade do sistema e ajustar-se ao
crescimento do volume de dados e de dispositivos conectados. Para
alcançar esse objetivo, a computação distribuída segue alguns
princípios-chave, que são:
 Distribuição e
processamento
Distribuição de armazenamento e processamento
de dados entre os nós da rede, para que a eficiência
dos processos seja otimizada.
 Transferência de dados e
análises
A transferência de dados e as análises devem ser
realizadas conforme necessário, pois diferentes
níveis de processamentos podem ser realizados
pelos nós da rede. Isso significa que o custo global
d t áli d d d é
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Computação distribuída e
Big Data
Em um projeto de Big Data, de modo geral, temos que coletar uma
grande quantidade de dados, armazená-los, processá-los e analisá-los
para detectar padrões relevantes que demandem, quando necessário,
algum tipo de ação. Agora, quando aplicamos Big Data para IoT,
precisamos tratar a complexidade das características intrínsecas dos
seus componentes, ou seja, utilizar uma solução que dê suporte para o
alto volume de dados e consiga se comunicar com os dispositivos. Mas
qual solução seria essa?
de processamento e análise dos dados é
minimizado, uma vez que os nós menos onerosos
realizam pré-processamentos que reduzem o custo
do processamento final dos nós mais caros da
rede.
 Tolerância a falhas
Outro princípio importante diz respeito à tolerância
a falhas, pois é muito provável que haja
intermitência da operação dos nós das redes,
portanto a política de computação distribuída já
deve estar preparada para reorganizar o fluxo de
dados na rede, de maneira que possam ser
roteados de um outro modo e que a rede continue
em operação.
 Otimização dos recursos
computacionais da rede
Em especial, no caso da IoT, em que os dispositivos
possuem uma restrição de recursos de memória e
processamento, a computação distribuída trabalha
com baixos níveis de consumo de energia.
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A computação distribuída se torna
a solução mais adequada no sentido
de distribuir a computação para os
nós da IoT.
Uma arquitetura básica de computação distribuída de IoT é composta
pelas camadas de:
É a tecnologia que permite o uso remoto de recursos
computacionais de software e hardware. Por exemplo, quando
utilizamos repositórios na Internet para armazenar dados ou
servidores de aplicação, estamos trabalhando com computação
em nuvem. Essa camada é responsável por:
processamento de Big Data;
lógica de negócios;
armazenamento de dados – mais conhecido como data
warehousing.
É uma extensão da camada de nuvem que aproxima servidores
aos dispositivos de IoT. Esses servidores podem colaborar entre
si por meio de trocas de dados e realizar processamentos que
vão otimizar a operação do sistema como um todo. Entre suas
principais características, temos:
processamento de Big Data;
análise e redução de dados;
controle de respostas;
virtualização e padronização.
Computação em nuvem (cloud computing) 
Computação em névoa (fog computing) 
Computação de borda (edge computing) 
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Essa camada relaciona-se diretamente com os sensores e
controladores que ficam na “borda” da arquitetura. Dessa forma,
os dados podem ser armazenados e processados para, então,
serem enviados à camada de névoa. Podemos destacar os
seguintes aspectos dessa camada:
processamento de grande volume de dados em tempo real.
visualização de dados da fonte, ou seja, que vêm dos
dispositivos eletrônicos.
uso de computadores industriais que são específicos para
trabalhar com determinados dispositivos eletrônicos.
uso de sistemas integrados – também chamados de
sistemas de bordo – que já vêm configurados nas placas.
utilização de Gateways para interconectar os dispositivos
com a rede por meio da conversão de protocolos e de sinais.
sistema de armazenamento de microdados.
São os dispositivos responsáveis por gerar os dados e, quando
acionados, realizar ações. Por exemplo, em um sistema de
irrigação, temos sensores que fazem o monitoramento da
umidade do solo e controladores que fazem a irrigação até obter
o nível adequado de umidade.
A figura 1 ilustra a arquitetura básica de computação distribuída
aplicada para IoT.
Figura 1 – Arquitetura básica de IoT.
Sensores e controladores 
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Um aspecto que podemos perceber rapidamente é a mudança da
velocidade do fluxo de dados ao longo da arquitetura que mostramos na
imagem. Em sua parte inferior, temos os dados gerados pelos sensores
a uma velocidade superior, à medida que vamos avançando até a
camada de nuvem.
Protocolos de comunicação
Os sistemas de IoT precisam de protocolos que permitam que os
dispositivos eletrônicos possam se comunicar com outros nós da rede ‒
sendo que um nó pode ser um dispositivo eletrônico, um computador ou
um servidor. Alguns dos principais protocolos de comunicação de IoT
são:
HTTP
O HTTP (Hyper Text Transport Protocol) é o Protocolo de
Transporte de Hipertexto. É o protocolo do modelo cliente-
servidor mais importante utilizado na Web, em que a
comunicação entre um cliente e um servidor ocorre por meio de
uma mensagem do tipo “solicitação x resposta”. A dinâmica
básica da comunicação segue os seguintes passos:
O cliente envia uma mensagem de solicitação HTTP.
O servidor retorna uma mensagem de resposta, contendo o
recurso solicitado, caso a solicitação tenha sido aceita.
MQTT
O MQTT (Message Queuing Telemetry Transport) é o Protocolo
de Transporte de Filas de Mensagem de Telemetria. Ele foi
lançado em 1999, sendo que sua primeira aplicação foi para o
monitoramento de sensores em oleodutos. É um protocolo aberto
e sua comunicação é baseada em um servidor que faz a
publicação e o recebimento de dados com o padrão de
mensagens “publicação x assinatura”, chamado de broker. O
broker faz o trabalho intermediário de recebimento das
mensagens dos nós da rede e as envia aos nós de destino. O
MQTT é executado em um protocolo de transporte TCP
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(Transmission Control Protocol), o que garante a confiabilidade
do tráfego de dados.
CoAP
O CoAP (Constrained Application Protocol) é o Protocolo de
Aplicação Restrita. Utiliza a arquitetura REST (Representation
State Transfer ou Transferência de Estado Representacional) e
oferece suporte ao paradigma de “solicitação x resposta”,
exatamente como ocorre no caso REST/HTTP. Além disso, ele é
executado em um protocolo de transporte UDP (User Datagram
Protocol).
XMPP-IOT
O XMPP-IOT (Extensible Messaging and Presence Protocol for the
IoT) é o Protocolo de Mensagem Extensível e de presença para a
IoT. Também é um protocolo aberto que foi projetado para trocas
de mensagens instantâneas. Ele usa a arquiteturacliente-servidor
rodando sobre TCP, onde sua comunicação é baseada em XML e
possui extensões que possibilitam o uso do modelo de
“publicação x assinatura”.
Plataformas para IoT
Quando trabalhamos com um sistema de IoT, precisamos desenvolver
programas para que os dispositivos possam operar da forma adequada
e enviar dados para a rede. Para isso, precisamos de plataformas de
desenvolvimento que nos ofereçam recursos de software e hardware
que nos auxiliem a trabalhar com a interoperabilidade e a conectividade
dos dispositivos à rede. A seguir, apresentamos algumas das principais
plataformas de desenvolvimento para dispositivos de IoT.
Arduino
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Arduino.
Foi criado no Ivrea Interaction Design Institute em 2002. Ele oferece um
ecossistema de hardware, linguagem de programação, bibliotecas e
dispositivos que nos ajudam a desenvolver projetos que podem ter
diversas aplicações. Uma das principais características do Arduino é
que todas as suas placas e seu software são de código aberto. Essa
característica ajudou a popularizar o Arduino, que possui uma
comunidade de desenvolvedores engajada em divulgar projetos e
conhecimentos em fóruns on-line.
NODEMCU
É um dos principais kits eletrônicos de código aberto para
desenvolvimento de aplicações de IoT. Ele é baseado na família do
microcontrolador ESP8266 e possui recursos que facilitam trabalhar
com dispositivos conectados à Internet para monitoramento e controle.
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NODEMCU.
Raspberry PI
Raspberry PI.
É uma plataforma de computação de placa única. Seu propósito inicial
foi a aplicação no ensino de ciência da computação, evoluindo para
funções mais amplas. Possui uma interface de baixo nível de controle
auto-operado por portas de entrada-saída, chamado GPIO (General
Purpose Input-Output), e usa o Linux como seu sistema operacional
padrão.
IoT e Computação Distribuída
No vídeo a seguir, abordaremos os conceitos das tecnologias de IoT e
Computação Distribuída, relacionando-os com Big Data.

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Falta pouco para atingir seus
objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
As aplicações de Internet das Coisas (IoT) estão cada vez mais
presentes em nosso dia a dia. Algumas das características dos
projetos de IoT são a produção de um grande volume de dados e o
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uso de computação distribuída, e, por isso, devem ser tratados
como projetos de Big Data. Em relação às tecnologias de IoT e de
computação distribuída, assinale a alternativa correta.
Parabéns! A alternativa B está
correta.
A arquitetura de computação distribuída, aplicada para projetos de
IoT, envolve camadas que são especializadas em tratar
determinados aspectos da gestão de dados, para que eles possam
trafegar na rede com segurança e qualidade. As camadas da
arquitetura de computação distribuída para IoT são a de
computação em nuvem, computação em névoa, computação de
borda e a dos dispositivos de sensores e controladores.
A
A camada de computação em nuvem é responsável
por tratar diretamente da qualidade dos dados
produzidos pelos dispositivos de IoT e transmiti-los
aos servidores de aplicações de Big Data.
B
Um dos aspectos da arquitetura de computação
distribuída é utilizar camadas responsáveis por
atividades específicas, como é o caso da cama de
computação em névoa.
C
As camadas da arquitetura de computação
distribuída são equivalentes quanto ao tratamento
dos dados, sendo diferenciadas apenas pela
tecnologia que utilizam.
D
Uma das vantagens da computação distribuída é
padronizar a tecnologia utilizada em um projeto de
IoT.
E
Projetos de IoT são considerados complexos, devido
à grande quantidade de tecnologias envolvidas, e,
por isso, a arquitetura de computação distribuída
deve ser aplicada apenas com duas camadas: de
nuvem e de dispositivos.
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Questão 2
Os projetos de Internet das Coisas (IoT) têm sido utilizados com
sucesso em diversas áreas. De maneira simplificada, os sensores
geram dados que são enviados para servidores de aplicação por
meio da tecnologia de Internet. Nesse sentido, selecione a opção
correta a respeito dos protocolos para aplicações de IoT:
Parabéns! A alternativa D está
correta.
A
Projetos de IoT são exemplos típicos de aplicações
de Big Data e, portanto, devem ser desenvolvidos
com o protocolo UDP, como é o caso do XMPP-IOT.
B
O HTTP é o protocolo padrão para aplicações de IoT,
sendo utilizado por todos os demais protocolos
como uma camada intermediária que garante a
qualidade dos dados.
C
Dispositivos de IoT são caracterizados por
possuírem muitos recursos de memória e
processamento para tratar do grande volume e
diversidade dos dados, e, por isso, utilizam
protocolos como o HTTP e MQTT.
D
MQTT é um protocolo de IoT que usa uma estrutura
de comunicação em que os dispositivos publicam
seus dados, que são consumidos por um broker, que
os transmite para determinadas aplicações.
E
Alguns dos protocolos usados pelos projetos de IoT
são construídos com tecnologias proprietárias mais
adequadas para tratar a diversidade de dados, como
é o caso do CoAP.
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O MQTT é um protocolo aberto de IoT, baseado no padrão
publicação X assinatura, que, na prática, significa que os
dispositivos publicam seus dados, e as aplicações que vão
consumir esses dados o fazem por meio de uma formalização
(assinatura). Esse processo de recebimento e transmissão de
dados é intermediado por uma aplicação chamada broker.
3 - Plataformas em Nuvem para
Aplicações de Big Data
Ao final deste módulo, você será capaz de categorizar
plataformas em nuvem para aplicações de Big Data.
Ligando os pontos
Você sabe como utilizar serviços na nuvem? Que estratégia adotaria
para implementar uma solução em que os clientes pagariam apenas
pelos serviços computacionais que utilizassem?
Para entendermos esses conceitos na prática, vamos analisar uma
situação.
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A necessidade de interação com diversas tecnologias levou ao
desenvolvimento de soluções criativas e economicamente viáveis. Um
exemplo desse tipo de situação é a computação em nuvem. A ideia
básica é que clientes e usuários podem utilizar serviços de computação
como plataformas de desenvolvimento de programas e infraestrutura de
sistemas gerenciadores de banco de dados que estão hospedados na
internet.
Portanto, toda a preocupação com configuração, atualização, segurança
e manutenção do ambiente fica sob a responsabilidade do prestador de
serviços. Isso é excelente para clientes e usuários desses serviços, que
podem focar a atenção em detalhes de seu negócio.
A computação em nuvem possui muitos modelos de serviços. Alguns
exemplos de modelos são: Software como Serviço (SaaS), Plataforma
como Serviço (PaaS) e Infraestrutura como Serviço (IaaS). Cada um
deles é focado em um escopo.
Isso tem uma implicação direta na forma como os clientes desses
serviços devem pagar por eles: pagar pelo que usa. É uma forma muito
inteligente de separar responsabilidades, aumentar a produtividade e
reduzir a necessidade de correções de problemas de ambiente de
trabalho.
Outra questão que devemos considerar sobre a computação em nuvemé sua aplicação para Big Data e IoT. É natural que isso ocorra, pois o
tratamento de toda essa diversidade de tecnologias já faz parte de seu
escopo.
Novamente, precisamos pensar na importância de qualificação de
profissionais que dominem os conceitos e uso dessas tecnologias e que
possam atender a tantas demandas que só tendem a aumentar com o
passar do tempo.
Após a leitura do case, é hora de aplicar seus conhecimentos! Vamos
ligar esses pontos?
Questão 1
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Os nomes das tecnologias nem sempre fazem referência a termos
técnicos, mas, ainda assim, precisam comunicar bem a ideia do que
realizam. Um exemplo disso é a computação em nuvem. Assinale a
alternativa que, em sua visão, apresenta uma aplicação nesse
sentido:
Parabéns! A alternativa D está
correta.
Os serviços de computação em nuvem são caracterizados por
estarem hospedados na internet e possuir recursos bem definidos,
de modo que possam ser verificados pelo cliente. Essa
caracterização é importante, pois implica a relação contratual entre
o prestador de serviço e o cliente que vai consumi-lo. No caso do
exercício, apenas o Dropbox possui uma relação bem definida sobre
quais serviços são prestados e que utilizam a tecnologia da internet
para hospedá-los.
Questão 2
Você já conhece a relevância dos serviços de nuvem para atender
às demandas de mercado atuais. Esses serviços podem ser
encaixados em categorias específicas. Em sua visão, um modelo de
nuvem em que o usuário pode utilizar editores de texto
colaborativos hospedados na nuvem é:
A Virtualização de sistema operacional.
B
Aplicação cliente x servidor de banco de dados de
grande porte.
C Todas as aplicações de IoT.
D
Uso do Dropbox para armazenar e compartilhar
arquivos.
E Qualquer aplicação hospedada na internet.
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Parabéns! A alternativa E está
correta.
Editores de textos são aplicações muito úteis para produzir
documentos. Quando são hospedados na nuvem, muitas pessoas
podem colaborar no mesmo arquivo, possibilitando uma interação
mais produtiva. Esse tipo de situação é classificado como Software
como Serviço (SaaS).
Questão 3
Considere o seguinte cenário: você é o responsável pela aquisição de
um serviço que potencialize a colaboração dos membros de uma equipe
de desenvolvimento. Você foi informado ainda que são previstas as
inclusões de novas funcionalidades no sistema e que ele sempre deve
utilizar a última versão estável da linguagem de programação. Quais
escolhas você faria para seu projeto?
Digite sua resposta aqui
Chave de resposta
A Plataforma como Serviço.
B Editor de texto como Serviço.
C Banco de dados como Serviço.
D Infraestrutura como Serviço.
E Software como Serviço.
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Conceitos
Computação em nuvem (do original em inglês Cloud Computing) é o
termo usado para se referir a uma categoria de serviços de computação
sob demanda disponíveis na Internet. Além de reduzir os custos
necessários para oferecer os serviços, a tecnologia de computação em
nuvem também aumenta a confiabilidade do sistema. Por isso, é cada
vez mais comum encontrarmos aplicações que fazem a integração
entre as diversas tecnologias e que oferecem os meios para que
programas e dispositivos possam se comunicar na Internet.
Modelos de Serviços na
Nuvem
Os modelos mais comuns de prestação de serviços na nuvem são:
SaaS
SaaS (Software as a Service) ocorre quando uma aplicação é
oferecida via Internet e seu preço é dado de acordo com as
necessidades de uso da parte contratante, tais como a
quantidade de licenças, por exemplo. Esse tipo de serviço é
bastante interessante para o cliente, pois ele vai pagar apenas as
funcionalidades do sistema que lhe serão úteis. Além disso, não é
necessário que o usuário se preocupe com instalação, ambiente
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para execução, manutenção e atualizações, pois tudo isso fica
sob a responsabilidade do prestador de serviço.
PaaS
PaaS (Plataform as a Service) disponibiliza o sistema operacional
e um ambiente de desenvolvimento na nuvem para o contratante,
que, dessa forma, pode criar seus próprios programas com
acesso a ferramentas adequadas, bibliotecas e bancos de dados.
IaaS
IaaS (Infrastructure as a Service) disponibiliza servidores de
armazenamento e serviços de firewall e segurança da rede para
os contratantes.
DaaS
DaaS (Desktop as a Service) oferece computadores (desktops)
virtuais aos usuários finais pela Internet, que são licenciados com
uma assinatura por usuário. A forma como os dados podem ser
persistidos nas máquinas virtuais também é tratada por esses
serviços. Os computadores podem ser persistentes e não
persistentes:
Persistente: os usuários podem personalizar e salvar uma
área de trabalho para que mantenha a aparência sempre que
fizer logon na máquina.
Não persistente: os desktops são apagados cada vez que o
usuário se desconecta, pois eles são apenas um meio de
acessar os serviços de nuvem compartilhados.
XaaS
XaaS (Everything as a Service) é um termo geral usado para se
referir à entrega de qualquer coisa como um serviço. Entre os
exemplos de XaaS, podemos citar modelos gerais de
computação em nuvem, como Software como Serviço (SaaS),
Plataforma como Serviço (PaaS) e Infraestrutura como Serviço
(IaaS); e modelos mais especializados, como comunicação como
um serviço (CaaS), monitoramento como serviço (MaaS),
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recuperação de desastres como serviço (DRaaS) e redes como
serviço (NaaS).
Tipos de Nuvem
Existem três diferentes maneiras de implantar uma infraestrutura de
nuvem e disponibilizar programas que possuem vantagens e
desvantagens associadas ao contexto em que serão utilizadas. Os três
tipos de nuvens são:
Nuvem pública.
Nuvem pública
Essa configuração é adequada para as empresas que ainda
estão na etapa de crescimento de sua infraestrutura e nas
quais a demanda por serviços é instável, podendo estar muito
baixa em alguns momentos e muito alta em outros. Desse
modo, as empresas podem pagar apenas pelo que estão
usando e, se necessário, ajustar a sua infra na nuvem com
base na demanda, sem a necessidade de fazer um
investimento inicial em hardware, economizando dinheiro e
tempo de configuração.
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Nuvem privada.
Nuvem privada
Todos os serviços são executados por servidores dedicados
que dão ao contratante total controle sobre a gestão dos
programas e da segurança da rede. Na prática, o usuário
contratante pode monitorar e otimizar o desempenho da
execução dos serviços de acordo com suas necessidades. O
principal valor de uma nuvem privada é a privacidade que ela
oferece. Essa característica é especialmente interessante para
empresas que trabalham com dados confidenciais e querem
isolamento da Internet aberta.
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Nuvem híbrida.
Nuvem híbrida
Combina aspectos das implementações de nuvem pública e
privada. Por exemplo, os dados confidenciais permanecem na
nuvem privada, devido à segurança que esse tipo de nuvem
oferece. As operações que não usam dados confidenciais, por
sua vez, são feitas na nuvem pública, onde as empresas
contratantes podem dimensionar a infraestrutura para atender
às suas demandas com custos reduzidos. Nocaso de
operações de Big Data, as nuvens híbridas podem ser utilizadas
para atuar com dados não confidenciais na nuvem pública e
manter os dados confidenciais protegidos na nuvem privada.
Plataformas de Big Data na
Nuvem
Uma plataforma de Big Data na nuvem é um conjunto de tecnologias de
software e hardware que permite que o usuário contratante faça o
gerenciamento de projetos de Big Data por meio de aplicações para
desenvolvimento, implantação e operação de programas, além do
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controle de uma infraestrutura voltada para Big Data. Do ponto de vista
econômico, essa estratégia é bastante interessante, pois o contratante
não precisa se preocupar com vários detalhes operacionais que, nesse
modelo, ficam sob a responsabilidade do prestador de serviços.
Ao longo dos anos, a demanda por soluções de Big Data tem
aumentado e a oferta de serviços acompanhou esse processo. As
soluções das plataformas de Big Data tratam de:

Gestão de dados
Disponibilização de servidores de banco de dados para gerenciamento
de Big Data.

Análise de dados
Inteligência de negócios por meio de programas utilitários para
tratamento e extração de dados de Big Data.

Ferramentas de
desenvolvimento
Oferta de ambientes de desenvolvimento de programas para fazer
análises personalizadas que podem se integrar com outros sistemas.
Além de todos esses aspectos, a plataforma oferece os serviços de
segurança e proteção aos dados por meio do controle de acesso.
Portanto, é um modelo muito interessante para quem trabalha com Big
Data, devido à redução de complexidade da gestão de tantos detalhes e
possibilidade de focar no negócio em si.
Toda a facilidade oferecida por uma plataforma de Big Data ajuda os
profissionais a se concentrarem na excelência dos seus trabalhos, em
especial, porque estão trabalhando com conjuntos de dados de grande
volume. Alguns dos perfis dos profissionais que trabalham com essas
plataformas são:

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Engenheiros de dados
Profissionais que fazem toda a gestão do fluxo dos dados: coleta,
agregação, limpeza e estruturação dos dados, para que possam ser
utilizados em análises.

Cientistas de dados
Profissionais que utilizam a plataforma para estudar padrões e
descobrir relacionamentos em grandes conjuntos de dados.
Saiba mais
Normalmente, existem dois perfis distintos em ciência de dados, que
são:
Análise exploratória e visualização de dados: consiste na análise
dos dados por meio de técnicas estatísticas.
Algoritmos de aprendizado de máquina: nesse perfil, os dados são
analisados com o objetivo de encontrar associações não triviais
que possam ser úteis para desenvolver estratégias de negócios,
como aumentar engajamento de clientes e potencializar vendas.
Exemplos de Plataformas na
Nuvem
Vamos conhecer, agora, algumas das principais plataformas na nuvem,
mas, antes disso, vamos ver um conceito muito importante de Big Data,
o data lake. Trata-se de um repositório centralizado onde é possível
armazenar grandes volumes de dados estruturados e não estruturados.
É um recurso bastante útil para armazenar os dados sem precisar
estruturá-los e ter a possibilidade de executar diferentes tipos de
análises de Big Data com painéis que facilitam as visualizações e
funcionam como suporte para a tomada de decisão.
O data lake é recurso essencial nas plataformas de Big Data, pois as
organizações utilizam os dados como a base para realizar análises e
desenvolver estratégias que as auxiliem a potencializar seus negócios.
Cada plataforma oferece uma tecnologia de data lake. Agora, veremos
algumas dessas plataformas:
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Sua primeira oferta como serviço ocorreu em 2006 e seu modelo
é usado como referência por outras plataformas de
armazenamento e computação em nuvem. Ainda em 2006, a
Amazon lançou uma plataforma de computação chamada
Elastic Cloud Compute (EC2), que fornece serviços de
processamento de dados virtualizados, que podem ser ajustados
para atender às necessidades do contratante. O nome do serviço
de data lake da Amazon é Amazon Simple Storage Service (S3),
utilizado por muitas empresas para o desenvolvimento de
soluções de Big Data na nuvem.
É a plataforma de nuvem da Microsoft que foi lançada em 2010.
Ela oferece ferramentas e serviços que foram projetados para
permitir que organizações que trabalham com grandes conjuntos
de dados realizem todas as suas operações na nuvem. Entre os
seus pontos positivos, estão a segurança e a governança de
dados, bem como a integração com ferramentas analíticas. Além
disso, ela possui o Azure Data Lake, que permite trabalhar com
dados complexos.
É a plataforma de nuvem do Google. Ela utiliza a mesma
tecnologia dos serviços de Big Data proprietários do Google,
como YouTube e pesquisa Google. Ela também oferece serviços
de armazenamento. Seu data lake é o Google Cloud Storage,
projetado para trabalhar com exabytes de dados.
É a plataforma de banco de dados da Oracle na nuvem. A Oracle
é uma empresa especialista em soluções de bancos de dados. O
seu serviço de nuvem inclui armazenamento flexível e escalável
junto com os serviços de análise e processamento de dados.
Amazon AWS 
Microsoft Azure 
Google Cloud Plataform 
Oracle Cloud 
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Sua plataforma possui fortes recursos de segurança, como
criptografia em tempo real de todos os dados enviados para a
plataforma.
É a plataforma de nuvem da IBM. Ela oferece várias soluções de
data lake com o objetivo de atender aos diferentes perfis de
necessidades dos seus clientes. Também é uma solução que
tem dimensionamento ajustável, como as demais vistas. Com
essa plataforma, os usuários podem escolher entre três tipos de
armazenamento: de objeto, em bloco ou armazenamento de
arquivo, dependendo das estruturas de dados com as quais
estão trabalhando. Além disso, a IBM possui, na sua plataforma
Watson, ferramentas analíticas que podem se integrar
totalmente aos dados armazenados nos serviços em nuvem da
IBM.
Plataformas em Nuvem para
Aplicações de BigData
No vídeo a seguir, abordaremos a programação em nuvem, as
plataformas e suas aplicações para Big Data.
IBM Cloud 

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Falta pouco para atingir seus
objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
Os serviços de nuvem oferecem diversas facilidades para projetos
de Big Data. Eles são uma combinação de tecnologias que
envolvem hardware e software por meio da Internet. Nesse sentido,
assinale a alternativa correta a respeito dos modelos de serviços na
nuvem.
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Parabéns! A alternativa E está
correta.
Os serviços de nuvem são muito úteis para projetos de Big Data,
pois flexibilizam o uso de tecnologias e a adequação do tamanho
da infraestrutura para atender às demandas dos clientes. Existem
vários modelos, como, por exemplo, o SaaS (software como
serviço), PaaS (plataforma como serviço) e IaaS (infraestrutura
como serviço).
Questão 2
A tecnologia de computação na nuvem é um importante recurso
para projetos de Big Data. Para atender a essa demanda de
A
Os serviços de nuvem são utilizados apenas para
transmissão e recepção de dados, ficando o
armazenamento e processamento dos dados sob a
responsabilidade do contratante.
B
Quando contratamos um modelo PAAS, esperamos
que sejam disponibilizadas

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